O caminho do dinheiro

O caminho do dinheiro Desde a publicação da primeira reportagem da série Vaza Flávio, um dos esforços de aliados do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, tem sido convencer o público de que as revelações não se sustentam. Uma das vozes na tentativa de deslegitimar o nosso trabalho tem sido a do comentarista Paulo Figueiredo. Por Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 09/06/2026 Planilha e comprovante bancário mostram como Vorcaro enviou dinheiro aos EUA para financiar ‘Dark Horse’ “Começaram com o Intercept dizendo que eram 134 milhões do Vorcaro pro filme. Caiu para 61 milhões no Metrópoles. Depois, 2 milhões no Globo. Já já vocês vão descobrir que NÃO TEM dinheiro do Vorcaro no filme”, escreveu o aliado da família Bolsonaro no X, em 13 de maio. A tese de discrepância nos valores ganhou força a partir de postagens falsas compartilhadas por parlamentares e páginas bolsonaristas, alegando que o Intercept teria recuado das informações, “pedido desculpas” ou admitido não possuir provas de que Daniel Vorcaro financiou o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Isso já foi amplamente refutado. A alegação é mentirosa por vários motivos, mas o mais importante deles é que a primeira reportagem da nossa série sempre distinguiu dois números importantes para entender a negociata: os 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões, em valores convertidos pela cotação da época) negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme; e os 10,6 milhões de dólares (equivalentes, naquele período, a R$ 61 milhões) efetivamente pagos. Uma semana depois, em 20 de maio, Figueiredo questionou se o trabalho do Intercept revelaria, de fato, “transações financeiras”. E acrescentou: “Se não vierem (como Flávio jura e como eu acredito, até o momento), a credibilidade voltará aos poucos”. Pois bem: a edição desta semana da newsletter Cartas Marcadas traz documentos inéditos que comprovam de maneira irrefutável que houve repasses financeiros. Planilha detalha fluxo de pagamentos Além de mensagens, o Intercept teve acesso a planilhas, contratos, comprovantes bancários e registros financeiros que permitem reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro para bancar “Dark Horse”. O primeiro documento é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, apresentada nas conversas como o cronograma de financiamento do projeto. O arquivo registra uma operação de quase 24 milhões de dólares — o equivalente a R$ 134 milhões na cotação da época — e detalha tanto os aportes previstos quanto os valores efetivamente recebidos pelo fundo ligado à produção. Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados (Foto: Reprodução) O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha. As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada – a primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares. Essa tabela sobre os pagamentos foi encaminhada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acompanhada da observação: “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”. A mensagem é relevante porque sugere que novos desembolsos estavam sendo discutidos naquele momento, o que pode significar que o valor efetivamente pago tenha ultrapassado os 10,6 milhões de dólares. Um cronograma semelhante havia sido encaminhado pelo próprio Daniel Vorcaro ao pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro, meses antes, em 12 de março de 2025. Segundo mensagens obtidas pelo Intercept, Vorcaro enviou o documento e deu duas orientações: “precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”. Zettel respondeu logo em seguida: “Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”. O “Mineiro” citado na troca de mensagens seria Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo ligado à Entre Investimentos e Participações, empresa que fez a transferência bancária. Apesar das negativas oficiais, as mensagens indicam haver uma conexão entre Vorcaro e Freixo. Em fevereiro de 2025, segundo registros obtidos pelo Intercept, Zettel perguntou a Vorcaro se poderia “pedir pro Minas” logo após o banqueiro sugerir fazer a operação “via entre”. O telefone de Freixo foi salvo na agenda de contatos de Vorcaro como Mineiro. Comprovante bancário detalha operação Outro documento que chama atenção é o comprovante da primeira transferência internacional da operação, emitido pelo sistema SWIFT, utilizado por instituições financeiras para operações entre diferentes países. O registro é datado de 13 de fevereiro de 2025 e confirma a remessa de 2 milhões de dólares ao Havengate Development Fund LP, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução) Segundo o comprovante, a operação teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento foi processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank. O comprovante contém os códigos de identificação da transferência, os dados das instituições envolvidas, as referências da operação e os registros de liquidação exigidos pelo sistema financeiro internacional. O extrato registra o que seria a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse” e demonstra o funcionamento na prática da operação descrita nas mensagens. Esse comprovante, inclusive, consta em uma série de mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro sobre dificuldades para concluir a operação. Em 5 de fevereiro, Zettel informou ao banqueiro que o câmbio do Banco Master estava criando obstáculos para a transferência destinada ao filme. Durante a conversa, os dois discutiram alternativas para viabilizar o envio dos recursos ao exterior e
A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco

A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco Primeira decisão de grande impacto do ministro à frente do TSE suspende pesquisa que mostrava queda de Flávio Bolsonaro após escândalo Vorcaro e acende alerta sobre liberdade de informação no processo eleitoral Por Renato Rovai | Fórum 08/06/2026 Kassio Nunes Marques – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel que media os impactos do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não é apenas mais uma disputa jurídica sobre metodologia eleitoral. Ela representa um sinal preocupante sobre o ambiente que poderá marcar a próxima eleição presidencial. A pesquisa em questão avaliava o efeito político da divulgação dos áudios que revelaram conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a justificativa da decisão, a exibição do conteúdo aos entrevistados teria comprometido o levantamento. Mas a própria AtlasIntel já havia explicado publicamente como o estudo foi realizado. Primeiro, os entrevistados responderam às perguntas eleitorais. Apenas depois tiveram contato com o áudio e foram questionados sobre uma eventual mudança de posicionamento diante daquela informação. Na prática, tratava-se de dois momentos distintos da pesquisa. Um deles media a fotografia eleitoral do momento. O outro buscava compreender o potencial impacto de um fato político relevante sobre a opinião pública. É um procedimento que, independentemente de concordâncias ou discordâncias metodológicas, não altera os resultados já obtidos na etapa principal do levantamento. Por isso, a decisão chama atenção. Não porque se esteja discutindo se a pesquisa estava certa ou errada. Institutos podem errar, acertar, ser criticados ou contestados. O que causa estranheza é a opção pela proibição da divulgação. Historicamente, a Justiça Eleitoral brasileira tem sido cautelosa quando o assunto é impedir a circulação de informações. A regra geral sempre foi permitir o debate público e deixar que a sociedade, os especialistas e os próprios concorrentes questionassem eventuais inconsistências. Ao suspender a divulgação, Kassio Nunes Marques envia uma mensagem política que vai muito além da pesquisa. E essa mensagem ganha peso porque ele estará presidindo o Tribunal Superior Eleitoral durante o pleito. Isso não afeta apenas institutos de pesquisa. Afeta jornalistas, veículos de comunicação, produtores de conteúdo e até cidadãos comuns que participam do debate público nas redes sociais. O ponto central não é Flávio Bolsonaro. Nem mesmo a AtlasIntel. O que está em discussão é o direito da sociedade de ter acesso a informações, pesquisas e análises que ajudem a compreender o cenário político do país. Democracias maduras convivem com informações incômodas. Convivem com pesquisas favoráveis ou desfavoráveis a candidatos. Convivem com denúncias, investigações e repercussões eleitorais. O remédio para uma informação considerada equivocada nunca deveria ser a proibição, mas o contraditório. Por isso, a decisão merece atenção. Se ela se transformar em padrão, o risco é que o debate eleitoral de 2026 passe a ser marcado não apenas pela disputa entre candidatos, mas também pela crescente judicialização da informação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro

Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. Por Barbara Nascimento | Bloomberg 08/06/2026 Flavio BolsonaroFotógrafo: Daniel Ramalho/AFP/Getty Images O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. O partido de Bolsonaro alegou que a pesquisa, publicada em 19 de maio após mensagens de áudio vazadas revelarem vínculos entre o candidato de direita e uma figura central na maior investigação de fraude bancária do país, influenciou os entrevistados ao apresentar detalhes do episódio antes de pedir sua opinião. A AtlasIntel realiza pesquisas mensais de opinião para a Bloomberg News, incluindo esta. O juiz Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal eleitoral, disse que havia “indicações relevantes” de que a neutralidade da metodologia da AtlasIntel pode ter sido comprometida. Em uma decisão tomada na segunda-feira, ele ordenou que a empresa se abstivesse de publicar, promover, republicar ou manter a pesquisa em seus canais oficiais, e que enviasse documentação técnica que abordasse aspectos contestados. A decisão não impede o institutor de pesquisa de publicar pesquisas futuras. A AtlasIntel afirmou que cumprirá a decisão do tribunal e expressou confiança de que a questão será resolvida após uma revisão técnica dos fatos e de sua metodologia. “A AtlasIntel baseia seu trabalho em imparcialidade, rigor científico e precisão”, disse o CEO Andrei Roman em comunicado. Bolsonaro é o principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. Após as mensagens de áudio serem divulgadas, ele confirmou que havia entrado em contato com Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, para buscar milhões de dólares para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso. Ele negou qualquer irregularidade e disse que anteriormente negou envolvimento com o banqueiro por causa de um acordo de confidencialidade vinculado ao financiamento do filme. O episódio do Vorcaro marcou um golpe significativo para a campanha de Bolsonaro. A AtlasIntel foi a primeira grande empresa de pesquisa a publicar uma pesquisa mostrando o quanto sua candidatura havia sido prejudicada, e vários outros institutos divulgaram pesquisas apontando para um impacto semelhante nos dias seguintes. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU

EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU A ONG Instituto Conhecer Brasil, ou ICB, de Karina Ferreira da Gama, atuou como entidade de fachada para drenar recursos do Sistema S, segundo auditorias da Controladoria-Geral da União, a CGU. Por Eduardo Goulart | Intercept Brasil 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU Entre 2017 e 2018, o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o CN-Sesi, repassou cerca de R$ 11 milhões para a organização realizar a Feira da Cidadania em sete estados brasileiros – além da Fórmula Truck Kids, no Distrito Federal. Os levantamentos mostram que ao menos R$ 2,4 milhões desse total foram superfaturados. O raio-X das auditorias da CGU escancara uma sangria milionária e sistemática. Apenas no Pará, o sobrepreço comprovado superou a marca de R$ 1,3 milhão, somando-se a outros R$ 880 mil de prejuízo no Rio Grande do Norte e a margens de lucro infladas abusivamente em até 748% no Piauí. No Distrito Federal, dos R$ 350 mil recebidos pelo instituto para a Fórmula Truck Kids, a verba transitou por uma entidade de fachada e apenas R$ 80 mil custearam o evento real, deixando um superfaturamento direto de R$ 270 mil pelo caminho em um único contrato. Os valores drenados pelo esquema não são recursos privados. O Sesi, como integrante do Sistema S, é financiado por contribuições compulsórias pagas pelo setor industrial – verbas que possuem natureza de recurso público federal. É exatamente por gerir esse dinheiro que a entidade é submetida à fiscalização da Controladoria-Geral da União, a CGU, órgão responsável por auditar as contas anuais do conselho e que acabou descobrindo o rastro de superfaturamentos e notas frias deixado pelo ICB. Embora a subcontratação de serviços específicos seja uma prática legal em eventos, as auditorias da CGU revelaram que o ICB operava um CNPJ sem nenhum funcionário registrado, sem capital social e sem veículos, utilizado exclusivamente para assinar os contratos com o CN-Sesi e transferir 100% do dinheiro para uma rede de empresas também de fachada, do Distrito Federal. Karina Ferreira da Gama também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Intercept Brasil revelou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, negociou o pagamento de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o longa-metragem. Ela está sendo investigada pela Polícia Civil de São Paulo por ter firmado um contrato de R$ 108 milhões para o fornecimento de Wi-Fi para comunidades de baixa renda com a prefeitura da capital paulista. Uma parte dos serviços não teria sido realizada, e a execução ocorreu com preços acima do mercado, segundo a polícia. O ICB, de Karina, também repassou R$ 700 mil de uma emenda de R$ 1 milhão do deputado Mario Frias, do PL de São Paulo, a um empresário denunciado por fraude e a uma funcionária de uma empresa dele. Entregas fictícias Segundo a CGU, ao terceirizar integralmente a execução dos eventos, o ICB deixou um rastro de notas fiscais fraudulentas, entregas fictícias e sobrepreços milionários. O esquema foi viabilizado por aprovações a jato e negligência da cúpula do Sesi, que ignorou reiterados alertas jurídicos. A CGU aponta que o ICB cometeu irregularidades em Goiás, no Pará, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Tocantins, no Maranhão, na Bahia e no Distrito Federal. O projeto Feira da Cidadania deveria levar serviços de saúde, lazer e cidadania a trabalhadores da indústria e comunidades locais, mas se transformou em um duto de escoamento de verbas por meio de orçamentos inflados e falhas de fiscalização, indicou a CGU. A execução dos projetos foi sistematicamente direcionada para um núcleo de empresas de eventos sediadas no Distrito Federal: a HBMB Entretenimento Ltda – ME, a HBMB Organização e Produção de Eventos Eireli e a Servaris Comércio e Serviços. A CGU apurou que essas companhias operavam em sintonia fina: além de possuírem a mesma sócia-administradora, Idalby Cristine Moreno Ramos, duas delas registravam sedes no mesmo lote, separadas apenas por uma parede de sala comercial. O dinheiro do Sistema S fluía do Conselho Nacional do Sesi para o ICB e, imediatamente, desaguava nessas empresas terceirizadas em Brasília. Empresas sem funcionários A incapacidade técnica e operacional para gerir projetos multimilionários era um traço em comum nesse esquema. Segundo a CGU, consultas à base da Relação Anual de Informações Sociais, a Rais, atestaram que tanto o ICB quanto as empresas subcontratadas não possuíam um único funcionário registrado. Além da ausência de equipe, as firmas de Brasília chegaram a figurar como “inaptas” na Receita Federal. Um CNPJ é declarado “inapto” quando a empresa descumpre suas obrigações burocráticas com o governo por dois anos consecutivos. Isso significa que ela deixou de entregar suas declarações de impostos e demonstrações contábeis ou foi flagrada operando de forma irregular. A omissão nos controles da cúpula do CN-Sesi funcionou como o motor das aprovações. A CGU documentou uma tramitação atípica na liberação da 5ª Feira da Cidadania, originalmente prevista para o Maranhão. No dia 30 de maio de 2018, em um intervalo de exatos 11 minutos, a Superintendência de Articulação Institucional e Programas, a Supar, do CN-Sesi recebeu um e-mail do ICB, analisou a mensagem, autorizou a concessão do patrocínio, assinou o contrato e realizou a transferência bancária de R$ 460 mil. O rito acelerado ignorou os pareceres da própria Consultoria Jurídica do CN-Sesi, que cobrava a comprovação de que os preços propostos estavam de acordo com o mercado. Com o dinheiro já na conta, o ICB cancelou o evento nordestino na data prevista para o seu início e transferiu o projeto para Goiás, reaproveitando a mesma planilha de custos – a despeito das diferenças logísticas regionais –, manobra que recebeu o aval irrestrito do Sesi. No Pará, onde o ICB realizou duas edições da feira, o próprio CN-Sesi admitiu posteriormente –
Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets

Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets Parlamentar quer que órgão adote providências cabíveis em caso de detecção de irregularidades no caso Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 08/06/2026 Heloísa Helena é deputada federal e já foi senadora. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados BRASÍLIA – A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) enviou ofícios ao ministério da Fazenda e à Controladoria-Geral da União (CGU) cobrando explicações da decisão do governo Lula que impôs sigilo de até 100 anos a processos que tratam da autorização para funcionamento de casas de apostas no Brasil, informação revelada pelo Estadão. A parlamentar quer saber o fundamento jurídico utilizado para a restrição de acesso. Ela solicitou que a CGU, órgão responsável pelo monitoramento da transparência no governo federal, adote as providências cabíveis caso sejam identificadas irregularidades ou interpretação incompatível com o regime jurídico do acesso à informação. “A matéria é de evidente interesse público. A autorização para funcionamento dessas empresas não constitui ato meramente privado, mas procedimento administrativo de natureza regulatória, conduzido pelo Estado brasileiro, com impacto econômico, fiscal, social e sanitário relevante”, argumenta a deputada. “O requerimento não busca acessar dados pessoais sensíveis ou informações empresariais legitimamente protegidas, mas assegurar que atos de autorização estatal, praticados no exercício de competência pública, sejam submetidos ao controle democrático, parlamentar e social.” O Estadão revelou neste domingo, 7, a imposição dos sigilos. Com isso, os cidadãos não podem saber como se deu a tramitação dos processos, as eventuais inadequações na papelada das empresas, nem como elas foram corrigidas. Também fica sob sigilo o meio de pagamento das outorgas de R$ 30 milhões e quem são os beneficiários finais de cada empresa de apostas. A reportagem pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a íntegra do processo que autorizou a casa de apostas 1xBet, empresa de origem russa banida em vários países e que ganhou o aval do governo Lula, em julho, para funcionar no Brasil. O pedido de acesso às informações foi negado. Na resposta negativa, a Fazenda informou que os documentos solicitados estão resguardados por sigilo conforme prevê a LAI. A pasta alegou que a legislação determina a proteção de dados pessoais dos sócios e de administradores e beneficiários finais das bets. Por serem classificadas como informações pessoais, a Fazenda invocou o dispositivo da LAI que determina o sigilo dessas informações por até um século. Na resposta em que negou o acesso, o ministério citou trecho da lei que estabelece o sigilo de 100 anos. Um portaria da Controladoria Geral da União de 2024 definiu que “na ausência de indicação expressa quanto ao prazo de sigilo da informação pessoal”, pode-se presumir que o sigilo deve durar 15 anos. Mas a resposta da Fazenda citou expressamente o prazo de 100 anos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoDeputada FederalLei de Acesso à Informação LAIREDE Rede Sustentabilidade Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO)

Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO) Deputado federal revelou, em entrevista, bastidores da relação que mantinha com o ex-presidente e seu filho Por Marcelo Hailer | Fórum 08/06/2026 Ex-presidente Jair Bolsonaro – (PABLO PORCIUNCULA / AFP) O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) revelou, durante entrevista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo foram ingratos e desleais com ele. Feliciano contou que, por duas vezes, Bolsonaro lhe prometeu apoio a uma candidatura ao Senado, mas nunca cumpriu e optou por outros nomes. Feliciano também critica a postura de Eduardo Bolsonaro e lembra que o filho do ex-presidente só se tornou deputado por causa de seus votos, que puxaram o filho 02 de Jair Bolsonaro para a Câmara dos Deputados. “Eu tive 400 mil votos e o Eduardo [Bolsonaro] teve um pouco mais de 60 mil [votos], ele não seria eleito, mas, com a sobra dos meus votos no partido, o Eduardo se tornou deputado. Então, a família tem um histórico e eu pensei que, de fato, nesse momento eu seria lembrado. Gratidão é a memória do coração. Mas eu sou leal e lealdade às vezes implica isso: ficar quieto para evitar um problema maior.” Em seguida, Marco Feliciano afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro não foi leal e não cumpriu promessas de apoio ao seu nome para o Senado: “Eu tive a promessa do presidente Bolsonaro, em 2022, e perdi para Marcos Pontes […] que acabou traindo ele no início. Ele tinha falado que dessa vez seria eu, só que aí mudou tudo e foi o Eduardo. Como é o Eduardo, eu fiquei quieto, é o filho e em família não se mexe. Mas o Eduardo ficou impossibilitado de vir e eu perguntei: ‘E eu, agora?’ e ele falou: ‘Vamos bater pesquisa’. Bolsonaro falou pra mim: ‘Vamos fazer pesquisa. Quem estiver melhor, vai’. E eu pedi para colocarem o meu nome na pesquisa. A única vez que o partido colocou o meu nome na pesquisa… eu entrei em duas, alguém fez uma avulsa e eu pontuei 9 pontos e, na outra, o partido colocou o meu nome. Foi uma só. Nessa, eu pontuei com quase 14 pontos, para depois, nas outras, não me colocarem mais.” https://politicariabrasileira.aquiteminternet.net.br/wp-content/uploads/2026/06/ssstwitter.com_1781051298074.mp4 Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro

O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro Ex-presidente da Alerj, detido há dois meses sob acusação de integrar organização criminosa, quer revelar esquemas de pagamento de mesadas a parlamentares. Movimentação provoca alerta no entorno de Flávio Bolsonaro. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/06/2026 Rodrigo Bacellar com a medalha de “imbrochável” de Jair e com Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro (Instagram / Rodrigo Bacellar) O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União-RJ), iniciou negociações para uma colaboração premiada com a Polícia Federal. Preso há pouco mais de dois meses sob acusação de integrar organização criminosa e vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho, Bacellar teria preparado um esboço de delação que detalha esquemas financeiros na gestão Cláudio Castro (PL) e o repasse de recursos a parlamentares aliados na Alerj. A movimentação, ainda sem homologação judicial confirmada, já provoca apreensão nos bastidores da política fluminense e acende um alerta direto no campo bolsonarista do estado. O movimento de Bacellar Rodrigo Bacellar chegou à prisão como um dos nomes mais influentes da política fluminense: ex-presidente da Alerj, aliado orgânico do bolsonarismo no Rio e figura com trânsito direto no Palácio Guanabara. Dois meses depois, o ex-deputado teria tomado uma decisão que pode redesenhar o mapa de poder do estado: colaborar com a Polícia Federal. A acusação que o mantém preso é grave. Bacellar é investigado por integrar organização criminosa e por vazar informações sigilosas sobre operações da PF, o que teria beneficiado o ex-deputado estadual TH Joias, permitindo que ele ocultasse provas antes de uma apreensão. A Procuradoria-Geral da República chegou a denunciá-los ao Supremo Tribunal Federal por obstrução de investigação, segundo apuração da Fórum. Diante desse quadro, a delação premiada é, na prática, a única saída disponível. Bacellar atuou como advogado antes de entrar na política e conhece de perto o peso que uma colaboração pode ter sobre uma investigação criminal. O isolamento político reforça a urgência da decisão. O ex-presidente da Alerj perdeu o mandato, perdeu a liberdade e, com as investigações avançando sobre seu entorno, perdeu também os aliados que poderiam articular sua defesa nos corredores do poder. Um esboço da delação já teria sido submetido a uma avaliação preliminar pelas autoridades policiais, mas não há confirmação oficial de qualquer instância judicial ou do Ministério Público sobre o andamento formal do acordo. O que a delação promete revelar O conteúdo que Bacellar estaria disposto a entregar à PF vai além de relatos pessoais: o ex-deputado promete detalhar esquemas que teriam operado dentro das secretarias de Educação e de Fazenda durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ). A estrutura da colaboração incluiria anexos específicos sobre a origem dos recursos utilizados no pagamento de mesadas a parlamentares ligados ao seu grupo na Alerj, o que, se confirmado, atingiria diretamente deputados ainda em exercício. O ex-secretário de Governo André Moura aparece como personagem central na articulação política descrita na delação, segundo fontes da política fluminense. Moura teve trânsito relevante no Palácio Guanabara e na costura de apoios parlamentares ao governo Castro, o que torna seu nome um dos mais sensíveis no material que Bacellar teria preparado. A implicação direta de um operador político dessa envergadura daria à delação um alcance que vai da Alerj ao Executivo estadual. Quanto aos valores, os bastidores falam em ressarcimento estimado em R$ 300 milhões aos cofres públicos, mas ainda não há acordo fechado sobre esse montante. A cifra, atribuída não foi confirmada oficialmente por nenhuma das partes envolvidas nas negociações. O potencial da delação, contudo, já é reconhecido: caso o acordo avance e seja homologado, ele tem potencial para provocar um efeito dominó na política do Rio de Janeiro. A teia de conexões As investigações que cercam Bacellar não existem no vácuo: elas fazem parte de uma teia mais ampla que, segundo a PF, conecta o Palácio Guanabara ao crime organizado. Em apenas 11 dias, a Polícia Federal realizou duas operações contra o ex-governador Cláudio Castro, vinculando-o ao caso Refit e ao escândalo do Banco Master. Nas buscas realizadas na cobertura de luxo onde Castro reside, avaliada em mais de R$ 5 milhões, agentes apreenderam cinco telefones celulares cujo conteúdo pode expor de vez a rede de relações entre o grupo político do senador Flávio Bolsonaro e lideranças do Comando Vermelho, especialmente no fornecimento de fuzis AK-47 e AR-15 vindos dos Estados Unidos. A cobertura onde Castro mora pertence formalmente à empresa J3 Real Estate, cujo sócio é o advogado José Mauro de Farias Junior. O imóvel foi adquirido em junho de 2023 por R$ 3,5 milhões, pagos à vista. Mauro chefiou a Secretaria de Transformação Digital do governo Castro entre 2022 e 2024, pasta que empenhou R$ 216 milhões em seu primeiro ano completo de funcionamento. Ele também foi próximo de Bacellar, e seu irmão Rafael Thompson de Farias atuou como braço-direito do ex-presidente da Alerj no governo estadual. A relação entre os dois se deteriorou, mas os vínculos documentados tornam Mauro uma peça relevante na investigação sobre contratos públicos e lavagem de dinheiro. A PF também investiga o empresário Ricardo Magro, suspeito de ter utilizado ao menos 15 offshores registradas em Delaware, nos Estados Unidos, para lavar dinheiro e enviar fuzis em contêineres destinados ao tráfico no Rio de Janeiro. É nesse ponto que as investigações brasileiras encontram um obstáculo externo de peso. O impacto no bolsonarismo Flávio Bolsonaro construiu sua pré-candidatura à Presidência sobre um discurso de combate ao crime organizado. O problema é que o passado não colabora com a narrativa. O senador tentou articular o nome de Bacellar para a disputa pelo governo do Rio em 2026: o acordo previa que Jair Bolsonaro apoiasse o candidato do União Brasil ao Palácio Guanabara em troca de espaço para o PL na composição eleitoral. Bacellar teve o mandato cassado e foi preso antes de qualquer candidatura. O histórico de Flávio com figuras ligadas ao crime organizado é documentado por investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro. Quando era deputado estadual, ele entregou
“Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais

“Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais Soma dos perfis públicos de Jair Bolsonaro caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões desde novembro, em meio à proibição do STF ao uso das redes sociais Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/06/2026 Jair Bolsonaro – Jair Bolsonaro e o filho Carlos em manifestação de extremistas, quando ainda estava solto – Imagem: Instagram Jair Bolsonaro (PL) perdeu cerca de 800 mil seguidores nas redes sociais desde novembro. A soma dos perfis públicos do ex-presidente no Instagram, X, Facebook, YouTube e TikTok caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões. A perda média supera 100 mil seguidores por mês. O dado dá peso concreto à expressão “morte digital”, usada por aliados para descrever o isolamento de Bolsonaro nas plataformas. O ex-presidente segue impedido de usar redes sociais, direta ou indiretamente, por decisão do STF. A queda atinge o ponto mais sensível do bolsonarismo. Bolsonaro construiu sua força política com comunicação direta, mobilização permanente e ataque constante a adversários nas redes. Sem acesso aos próprios perfis, perdeu o principal canal de comando sobre a militância digital. Bolsonaro perde seguidores no centro da máquina digital O movimento mostra uma virada. Mesmo depois da restrição judicial, os perfis de Bolsonaro ainda mantinham algum crescimento residual, puxado por publicações antigas e pela atuação de apoiadores. Agora, a curva mudou de direção. A perda de seguidores indica redução de alcance, menor capacidade de mobilização e desgaste no ambiente em que Bolsonaro sempre operou com mais força. Para o bolsonarismo, as redes não foram apenas vitrine. Foram método de pressão política. A decisão do Supremo mira justamente esse uso. A Corte deixou claro que Bolsonaro não foi impedido de falar em público, conceder entrevistas ou fazer discursos. O bloqueio recai sobre a tentativa de transformar falas em conteúdo para redes sociais por meio de aliados e apoiadores. STF corta o atalho digital de Bolsonaro Sem poder publicar diretamente, Bolsonaro passou a depender dos filhos, de parlamentares e de influenciadores para continuar circulando nas plataformas. A substituição, porém, não tem o mesmo efeito. O comando direto desaparece. A audiência sente. O desgaste digital ocorre no mesmo período em que o ex-presidente enfrenta as consequências da trama golpista. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. A condenação reforçou o isolamento político do ex-presidente. A perda de seguidores mostra que esse isolamento também chegou ao território onde Bolsonaro sustentou parte decisiva de sua liderança. “Morte digital” deixa de ser só discurso A expressão “morte digital” ganhou força entre bolsonaristas porque resume a perda de presença direta de Bolsonaro nas redes. Agora, o termo aparece acompanhado de um número: 800 mil seguidores a menos desde novembro. A família Bolsonaro tenta manter o ex-presidente ativo no debate público com publicações e mensagens de apoio. Mas a operação terceirizada não reproduz a força das postagens feitas pelo próprio Bolsonaro. O bolsonarismo continua presente nas plataformas, mas seu principal líder perdeu o controle do próprio centro de distribuição. Com os perfis parados, a condenação no STF e a audiência em queda, Bolsonaro vê a “morte digital” deixar de ser retórica e virar dado nas redes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta

Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta Estudo de colegiado da Casa aponta que crédito consignado foi porta de entrada para banco de Vorcaro no RJ dois anos antes dos aportes bilionários do Rioprevidência e Cedae Por Johanns Eller | O Globo 08/06/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master — Foto: Marcelo Theobald/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Um decreto assinado pelo então governador Cláudio Castro (PL) em maio de 2021 foi feito sob medida para atender o Banco Master e credenciar a instituição para expandir a oferta do Credcesta, braço de crédito consignado, aos servidores públicos fluminenses. A conclusão é de um relatório elaborado pela Comissão de Servidores Públicos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao qual a equipe da coluna teve acesso. O governador nega qualquer benefício e diz que não conhecia Vorcaro na época em que o decreto foi editado. O estudo, elaborado pelo presidente do colegiado, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), aponta que o mercado de consignados foi a porta de entrada para o Master no Rio de Janeiro e teve papel crucial na “engrenagem da fraude” que levou, dois anos depois, aos aportes bilionários do Rioprevidência e da Cedae em letras financeiras e fundos do banco de Vorcaro. Em novembro passado, quando o Master foi liquidado, sua carteira de consignado no Rio era de R$ 5,5 bilhões em 156 mil contratos – 15,4% do mercado no estado, atrás apenas do Bradesco. Na prática, o roteiro seguido no Rio é muito similar ao que se passou na Bahia, onde o modelo de negócios do Master com o Credcesta se consolidou durante o governo do petista Rui Costa. Lá também houve ampliação da margem consignável e decretos estaduais que, na prática, garantiam ao Credcesta monopólio sobre o serviço. Posteriormente, o serviço do cartão foi expandido para diversos estados. Decreto sob medida Segundo o levantamento, a primeira medida assinada por Castro que beneficiou o Master foi um decreto de 27 de maio de 2021 que alterou a regulamentação dos consignados no Rio para permitir que o governo autorizasse o credenciamento de entidades financeiras não inscritas no Banco Central (BC) e administradoras de cartão de crédito. Apenas cinco dias depois, em 1º de junho, a Casa Civil de Cláudio Castro autorizou a operadora PKL One, em nome do Banco Master, a oferecer o Credcesta a servidores e pensionistas do estado. De acordo com o colegiado, o mesmo termo de credenciamento ainda deu exclusividade à empresa para o fornecimento do cartão de benefícios. A empresa PKL é ligada ao então sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e operava o cartão de crédito consignado nos estados em que o serviço era oferecido pelo Master. Após a liquidação do banco, o Pleno, que pertence a Lima, assumiu as carteiras do Credcesta. A PKL, porém, nunca foi credenciada como instituição autorizada a funcionar pelo BC, conforme certidão emitida no site do órgão regulador pela equipe da coluna na última quarta-feira (3). A previsão inserida no decreto de Cláudio Castro, portanto, foi providencial para que a operadora fosse credenciada para operar o Credcesta no Rio. Mas não foi só isso. A medida assinada por Castro também ampliou a fatia dos vencimentos dos servidores que poderia ser comprometidas ao criar um limite próprio de 20% para o cartão de benefícios do Credcesta, além de autorizar que ele também passasse a ser usado para o custeio de bens e serviços no comércio tradicional. O texto ainda estipulou que esses 20% poderiam ser acrescidos ao teto de 35% já previsto em lei para o pagamento dos empréstimos tradicionais e despesas com cartões de crédito consignados. Na prática, isso expandiu ainda mais a fatia de mercado a ser explorada pelo Master e permitiu que os servidores comprometessem até 55% da renda com descontos na fonte. O relatório da Alerj destaca que esses dispositivos ampliaram “significativamente o potencial de endividamento”. Meses depois, em novembro de 2021, outro decreto estadual expandiu o limite legal do consignado regular de 35% para 40% e manteve a faixa dos 20% do cartão Credcesta à parte, aumentando ainda mais a possibilidade de comprometimento da renda. O decreto de Castro ainda liberou a contratação dos serviços de consignado fossem contratados por telefone e até WhatsApp – o que, segundo o trabalho liderado por Serafini, abriu margem para abordagens informais a servidores e pensionistas sem a clareza necessária quanto às cláusulas e as condições oferecidas pelo Master. No processo, ainda de acordo com a Alerj, a PKL One e o Master solicitaram e tiveram o acesso franqueado à folha de pagamento do estado e os dados de servidores e aposentados. Embora os decretos estaduais sejam públicos, o estudo da comissão de Servidores Públicos afirma que os documentos e registros do governo sobre a tramitação do credenciamento da PKL One e a entrada do Credcesta são mantidos sob sigilo e não foram fornecidos à Assembleia. Não foi garantido o acesso nem mesmo aos termos de compromisso que eram entregues a quem aderisse ao programa. O relatório sustenta que a carteira do Credcesta no estado foi determinante para dar ao Master e a Vorcaro liquidez e lastro para a emissão dos CDBs do banco, além de garantir uma fonte de capitalização para a carteira de ativos oferecidas a diversas outras instituições financeiras e, futuramente, viabilizar a aquisição de títulos podres pelo Rioprevidência. “O crédito predatório alimentou a engrenagem da fraude e os servidores do Rio de Janeiro foram submetidos a um duplo prejuízo, individualmente em contratos abusivos e coletivamente com o vilipêndio do patrimônio do seu fundo de pensão”, afirma o documento. O relatório cita também dados do painel de grandes litigantes computado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) que colocam o Master como responsável por quase um terço (27,4%) dos processos por superendividamento no estado. A taxa de juros por ano, segundo a comissão da Alerj, chegava a 100%. Questionada pela equipe da coluna sobre os indícios de favorecimento do Banco Master pelo governo Castro apontados no relatório da Alerj, a defesa de Daniel Vorcaro informou que não
Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF

Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF Despacho do ministro envolve o acompanhamento da pena cumprida por Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas Por Ivan Longo | Fórum 07/06/2026 O ex-deputado Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas – Foto: SEAP/Reprodução O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a emissão de um atestado atualizado da pena do ex-deputado federal Daniel Silveira, bolsonarista condenado por ataques às instituições democráticas e por coação no curso do processo. A decisão foi assinada em 1º de junho e atende a um pedido protocolado pela defesa dois dias antes. O documento deverá ser emitido pelo juízo delegado no prazo de cinco dias e servirá para que os advogados acompanhem a execução da pena, verifiquem o tempo já cumprido e avaliem a possibilidade de futuros benefícios previstos na legislação. Documento permitirá acompanhamento da execução penal No despacho, Moraes determinou a emissão de um “atestado de pena a cumprir atualizado”, instrumento utilizado para informar oficialmente o tempo de pena executado, o saldo remanescente, eventuais remições reconhecidas e as datas de referência para pedidos previstos na Lei de Execução Penal. O requerimento foi apresentado pelo advogado Michael Robert Silva Pinheiro, que argumentou que o acesso ao documento é essencial para o acompanhamento da execução penal e está amparado pelo direito constitucional de obtenção de certidões e informações junto ao Poder Judiciário. Ao analisar o pedido, Moraes registrou que Daniel Silveira já cumpriu 4 anos, 10 meses e 13 dias da pena total de 8 anos e 9 meses de reclusão. Histórico da condenação Daniel Silveira foi condenado pelo STF em 2022 pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de impedir, mediante grave ameaça, o livre exercício dos Poderes da República. Embora tenha recebido um indulto concedido pelo então presidente Jair Bolsonaro, a medida foi posteriormente invalidada pelo Supremo. Atualmente, o ex-parlamentar cumpre pena em regime aberto, submetido a uma série de restrições determinadas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. Daniel Silveira acumula derrotas no Supremo A decisão de Moraes ocorre em meio a uma sequência de reveses sofridos pela defesa de Silveira. Em março, os advogados solicitaram a ampliação dos horários de circulação para que o ex-deputado pudesse frequentar um curso de Direito no período noturno e ampliar o convívio familiar nos fins de semana. O pedido foi negado por Moraes e a decisão acabou confirmada por unanimidade pelo plenário do STF. Na ocasião, os ministros entenderam que a flexibilização pretendida pela defesa esvaziaria o caráter da pena e aproximaria indevidamente o regime de cumprimento da liberdade plena. Já em abril, a defesa tentou derrubar a proibição de uso de redes sociais, alegando que a medida não atenderia mais aos critérios de necessidade e atualidade. O pedido também foi rejeitado por Moraes. O recurso contra essa decisão ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República. As sucessivas negativas reforçam o entendimento predominante no Supremo de que as medidas impostas ao ex-deputado continuam necessárias durante o cumprimento da pena aplicada pelos atos considerados atentatórios ao Estado Democrático de Direito. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF 07/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP”

Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” Em entrevista ao podcast 3 Irmãos, o ex-ministro da Fazenda citou contrato da Prodesp com empresa em Delaware e Bahamas Por Raony Salvador | Fórum 06/06/2026 Fernando Haddad | Foto: Reprodução/Youtube Fernando Haddad, afirmou neste sábado, em entrevista ao podcast Três Irmãos, que será preciso “passar em revista” a administração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A declaração foi feita ao comentar uma denúncia envolvendo a Prodesp, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e um contrato de R$ 475,8 milhões ligado ao programa Muralha Paulista. “Vamos ter que passar em revista a administração do Tarcísio. Ontem houve uma denúncia em relação ao contrato da Prodesp, com dinheiro da Secretaria de Segurança, que contratou, por quase meio bilhão de reais, uma empresa formada há menos de um ano”, disse Haddad. O ministro também citou a sede da empresa em Delaware, nos Estados Unidos, local conhecido por regras societárias favoráveis e baixa transparência sobre beneficiários finais. “A sede dela fica em Delaware, um paraíso fiscal nos EUA. Lula, em uma das conversas com Trump, tem denunciado a prática de lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro em Delaware”, afirmou. Segundo Haddad, as informações estão sendo levadas ao Ministério Público. “Como é que uma empresa com menos de um ano de existência consegue um contrato de meio bilhão de reais com o Governo do Estado, sem licitação?”, questionou. Denúncia mira contrato da Prodesp O caso citado por Haddad se refere a uma representação apresentada pelo deputado estadual Antonio Donato (PT) ao Ministério Público de São Paulo. O parlamentar acusa o governo Tarcísio de usar a Prodesp como intermediária para repassar recursos públicos à empresa Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda. Segundo a denúncia, a Prodesp firmou uma “Parceria em Oportunidade de Negócio” com a Paladium. Depois, a estatal celebrou contrato com dispensa de licitação com a Secretaria da Segurança Pública para implementar a solução tecnológica da empresa no programa Muralha Paulista. Donato afirma que a operação configuraria uma triangulação contratual para permitir a contratação indireta de um fornecedor privado sem concorrência pública. A representação pede a suspensão imediata do contrato e a abertura de inquérito civil para apurar possível improbidade administrativa e dano ao erário. A denúncia também questiona cláusulas de propriedade intelectual que, segundo o parlamentar, poderiam gerar dependência tecnológica do Estado em relação à empresa privada. Outro ponto levantado é a estrutura societária da Paladium. A representação afirma que a empresa, criada em julho de 2024, teria vínculos com holdings em Delaware e Nassau, nas Bahamas. O deputado também aponta indícios de sobrepreço. Segundo a denúncia, soluções de mercado com funções semelhantes poderiam custar cerca de 10% dos valores apresentados pelo governo paulista. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado EstadualGovernadorMP-SPProdespPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO)

Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO) Estrutura estava interditada desde quinta-feira; uma vítima tem quadro gravíssimo Por Alessandra Monnerat | O Estado de S.Paulo 06/06/2026 interditada desde quinta-feira. Crédito: Reprodução/Redes Sociais Uma ponte no interior do Acre desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5, deixando quatro feridos. A ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, havia sido inaugurada em março de 2024 e estava interditada desde a quinta-feira, 4. De acordo com o governo do Estado, um dos feridos está em estado gravíssimo: Edinaldo Muniz dos Santos, de 54 anos. Ele passou por cirurgia para correção de fratura pélvica e de traumatismo cranioencefálico grave. Outros dois feridos têm quadro de saúde estável. São eles Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, que sofreu uma fratura no antebraço, e Antônio Morais Lima Filho, 36 anos, que teve uma fratura no fêmur. Os três estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. O quarto ferido, Weverton Murieta, de 34 anos, teve alta neste sábado, 6. Ele sofreu cortes no rosto e levou pontos. Sobrevivente O caminhoneiro Weverton Murieta da Silva disse que estava passando com um colega de trabalho, Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, pela ponte quando os dois foram abordados por um ex-juiz e por um advogado. Eram Edinaldo Muniz, de 54 anos, e o irmão dele, Edinei Muniz, de 51 anos. A dupla gravava uma live para mostrar as avarias na ponte, que estava interditada desde a quinta-feira, 4. “Fui na frente para indicar o local para eles e, nesse momento, a ponte desabou. Caí direto no rio e consegui nadar até encontrar um ponto de apoio para subir novamente”, disse ele, segundo o governo acreano. O caminhoneiro contou que então passou a procurar o amigo: “Corri pela ponte caída procurando meu parceiro, o Moraes. Encontrei ele preso nos escombros, mas ainda respirando. Gritei por socorro e outras pessoas chegaram para ajudar. Conseguimos tirá-lo dali”. Apesar de a ponte estar interditada, ele falou que achava que não teria problema em estar ali. “Como eram um juiz e um advogado, confiamos que não haveria problema. Nunca imaginei que a ponte pudesse cair com pessoas em cima”, relatou ao governo estadual. O que diz o governo do Acre? Segundo o governo estadual, a ponte que desabou era monitorada por equipes técnicas, que faziam avaliações estruturais da construção. A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), disse que vai “apurar as circunstâncias do ocorrido, identificar possíveis irregularidades e adotar todas as providências cabíveis”. “Já acionamos a empresa responsável que está enviando técnicos para nos dar um posicionamento do que realmente ocorreu. Vão ser realizadas perícias para verificar as possíveis causas”, comunicou. A ponte havia sido inaugurada há pouco mais de dois anos, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP). A estrutura passava sobre o Rio Iaco e tinha extensão de 232 metros. A obra custou R$ 36 milhões e foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre). Em texto divulgando a inauguração da ponte, o governo do Acre destacou que a construção se deu em menos de dois anos, pela Construtora Cidade. A obra foi entregue em dezembro de 2023. A reportagem não conseguiu contato com a empresa. À época da inauguração, o governo acreano afirmou que a estrutura era uma “conexão segura” entre os distritos do Ramal Mário Lobão e os bairros São Francisco e Santa Teresinha. O texto comunicava que a obra ocorreu “após anos de espera e isolamento”. https://youtu.be/JK76UQixnPc?si=ibspPfrg2G3KL1-b Notícia anteriorPróxima notícia DERACREGovernadoraPP ProgressistasSena Madureira AC Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list