Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra

Tariflávio: Como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra

Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra EUA taxam produtos brasileiros e atacam o Pix logo após a visita do senador, gerando 78% de rejeição nas redes e o apelido de entreguista. Por João Filho | Intercept Brasil 06/06/2026 Tariflávio: Como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra A Vaza Flávio voltou com tudo nesta semana. Desta vez, o Brasil ficou sabendo que Daniel Vorcaro tratava o envio de dinheiro para Flávio Bolsonaro como uma prioridade. Mas não era qualquer prioridade. Mandar a grana combinada com o senador Flávio Bolsonaro era o “mais importante disparado” — palavras do ex-banqueiro.  O maior bandido do Brasil dava muito valor ao compromisso que ele tinha com a família do criminoso Jair Bolsonaro. Ambos estão presos, mas Flávio Bolsonaro segue solto e tramando contra o seu país.  A viagem para os Estados Unidos foi uma tentativa de desviar o noticiário da sua relação promíscua com o banqueiro do Master, mas não adiantou. As novas revelações do Intercept e de outros veículos obrigaram o candidato a voltar ao tema. Deu tudo errado. A campanha de Flávio foi para os EUA tentar resolver um problema e voltou com dois. Agora, além de ter que justificar sua relação financeira com o autor da maior fraude da história do Brasil, Flávio precisa explicar também por que o governo americano anunciou aumento da tarifa e atacou o Pix poucos dias após a sua visita à Casa Branca. O papo que rola na internet agora é o de que o 01 de Bolsonaro é ladrão e entreguista. Será? Gol contra O ataque norte-americano ao Pix e o aumento das tarifas imposto aos produtos brasileiros certamente ocorreria com ou sem a visita de Flávio. Os filhos de Bolsonaro, junto do golpista hereditário Paulo Figueiredo, não tem tanta moral assim no governo norte-americano. Lembremos o sufoco que foi para conseguir a foto com Trump, que nem se deu ao trabalho de levantar da cadeira para recebê-los. Eles têm um lance mais estreito com o secretário de estado Marco Rubio, é verdade, mas estão longe de influenciar a política externa dos norte-americanos. Marcam um golzinho ou outro, mas que muitas vezes são vistos pela maioria do povo brasileiro como gols contra.  O fato é que, politicamente, é impossível dissociar a visita da nova ofensiva contra a economia brasileira. Já faz tempo que os Bolsonaros conspiram contra o país. No ano passado, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo admitiram que o aumento das tarifas para o Brasil como retaliação à condenação do criminoso Jair Bolsonaro foi discutido com o governo Trump. Desesperado com a repercussão negativa, inclusive dentro da sua própria base, Eduardo voltou atrás e passou a dizer que jamais se discutiu isso.  Tariflávio Mas eles não aprendem com os erros do passado. Agora, com o novo aumento tarifário e o ataque direto ao Pix — que é uma paixão nacional —  Flávio se deparou com uma nova onda de reação negativa nas redes. Um levantamento feito pela AtivaWeb Datalab revelou que, das 15 milhões de interações sobre o assunto, 78% foram de “sentimento negativo” contra Trump e a família Bolsonaro. A humilhação na Casa Branca, tratada com uma solução eleitoral, virou um peso para a campanha. O apelido “Tariflávio” pegou forte e tem alto potencial de estrago.  Para tentar conter danos, Flávio enviou uma cartinha a Marco Rubio implorando para que ele reveja o aumento das taxas. Ao que parece, trata-se de uma jogadinha ensaiada: Flávio pede e depois Rubio retira o aumento das tarifas.  No texto, o candidato afirma mentirosamente que “o Brasil atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que o aumento tarifário “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. O tom de súplica da carta remete à imagem de um cão vira-latas complexado uivando de cabeça baixa aos pés do Tio Sam.  Enquanto o governo Lula trata a questão com diplomacia e altivez, Flávio suplica por uma migalha de ajuda de maneira patética. A cartinha parece ter sido escrita de joelhos. Ora, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, mas Flávio insiste em tratá-lo como uma republiqueta das bananas à beira da falência. Esse vício pela humilhação diante dos norte-americanos está pegando mal até entre os “patriotas”, que vão ter dificuldades de manter a bandeira do patriotismo durante a campanha eleitoral. Mais uma vez, Flávio tentou consertar um problema e voltou com dois.  Pix, paixão nacional Conheço brasileiros que não gostam de futebol, mas não conheço um que não seja apaixonado pelo Pix. O sistema de pagamento instantâneo é uma criação brasileira e motivo de orgulho nacional. Aparecer na foto ao lado de um presidente que trama contra o sistema de pagamento brasileiro é um tiro no pé. A única possível vantagem nessa insistência em tratar Donald Trump como cabo eleitoral é a de manter a parte mais fanática da sua base eleitoral coesa e animada. Sabemos que o fetiche por presidentes norte-americanos é grande nessa fração da população. Ainda assim, a seita vai ter que rebolar muito para manter uma mínima coerência na narrativa do patriotismo. O eleitorado que decidirá a eleição é aquele que não está fidelizado nem por Lula nem por Flávio Bolsonaro, mas que está fechado com o Pix. Quem preza pela democracia tem que agradecer todos os dias pela profunda incompetência do grupo político que tentou dar um golpe no país. Já estamos quase no meio do ano eleitoral e o bolsonarismo insiste em ovacionar Trump.  As relações espúrias com o maior bandido do Brasil e a relação humilhante com o laranjão que se acha dono do mundo serão as maiores pedras no sapato da candidatura bolsonarista. Até pouco tempo, Flávio desfilava com uma camiseta com a frase: “o Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula”. O slogan envelheceu rápido e mal. Lula está com a faca e o queijo na mão para roubá-lo e adaptá-lo: “O Master é do Flávio. O Pix é do Brasil”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPixPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito

Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio

Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio

Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio Defesa de Flávio também entrou com ação pedindo suspeição de Moraes nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 06/06/2026 Ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF • Gustavo Moreno/STF Brasília – O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o próximo dia 16 de junho o julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao mesmo tempo em que analisa pedidos para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ampliar o alcance da investigação. A ação penal contra Eduardo será julgada pela Primeira Turma da Corte, sob a presidência do ministro Flávio Dino. O parlamentar é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de coação no curso do processo por atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia apresentada pela PGR e já recebida pelo STF, Eduardo teria articulado, junto a autoridades e parlamentares norte-americanos, medidas de pressão contra integrantes do Judiciário brasileiro. A defesa, exercida pela DPU (Defensoria Pública da União), questiona a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em paralelo ao julgamento, Moraes ainda aguarda manifestação da Procuradoria sobre pedidos para ampliar o escopo do inquérito. Em despacho assinado em 25 de maio, o ministro encaminhou à PGR uma petição apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que pede a inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro entre os investigados. Na petição, Lindbergh sustenta que o inquérito deve passar a apurar possíveis conexões entre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente, a atuação internacional de Eduardo e a suposta campanha da família Bolsonaro por sanções contra autoridades brasileiras. Flávio, porém, tenta barrar o avanço do pedido. O senador solicitou ao STF que declare Moraes suspeito para analisar o requerimento apresentado pelo petista. A defesa sustenta que o ministro não teria a imparcialidade necessária para julgar o caso em razão de sua suposta proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Isso porque, segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil, Vorcaro teria sido procurado por Flávio Bolsonaro para viabilizar um aporte milionário ao filme Dark Horse. Lindbergh pede agora que o episódio seja investigado no âmbito do inquérito. PSOL também se articula Um novo pedido também foi apresentado ao STF pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). O parlamentar solicitou a inclusão de Flávio Bolsonaro no inquérito sob o argumento de que o senador teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar politicamente e economicamente o Brasil. A petição cita a viagem de Flávio a Washington, onde ele se reuniu com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio, além da posterior recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) pela aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. No documento, o PSOL afirma que há semelhanças entre a conduta atribuída a Flávio e os fatos já investigados em relação a Eduardo Bolsonaro, defendendo a apuração conjunta dos episódios. Entre as medidas solicitadas estão a obtenção de informações junto ao governo norte-americano e o acesso à agenda de contatos do senador com autoridades dos Estados Unidos. Até o momento, Moraes ainda não decidiu sobre os pedidos de ampliação da investigação. A análise dependerá da manifestação da Procuradoria-Geral da República. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalDPU Defensoria Pública da UniãoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP

Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP

Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP O DCM obteve uma circular, distribuída pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que orienta escolas da rede pública a desenvolver atividades pró-sionismo utilizando materiais produzidos pela ONG StandWithUs Brasil, que se apresenta como uma “organização educacional de combate ao antissemitismo” e é presidida por André Lajst, figura obrigatória da mídia na cobertura do genocídio em Gaza. Por Davi Nogueira | DCM 05/06/2026 O governador de SP, Tarcísio de Freitas, enrolado em bandeira de Israel na Marcha para Jesus A iniciativa é do governo Tarcísio de Freitas, aliado da família Bolsonaro e um dos governadores brasileiros que mais se aproximaram de Israel nos últimos anos. Tarcísio esteve com o premiê Benjamin Netanyahu em 2024 e, no ano seguinte, enviou seu principal auxiliar, o secretário da Casa Civil, Arthur Lima, a uma missão oficial no país. Chamado de “Circuito Educacional”, o material foi encaminhado oficialmente às unidades escolares por meio de ofício da Secretaria da Educação e integra atividades pedagógicas voltadas a professores e estudantes do ensino médio com o tema “Antissemitismo: Passado, Presente e Futuro”. De acordo com a cartilha, a ideia é “estabelecer diálogo com professores das diferentes áreas do conhecimento e com o trio gestor, buscando integrar o Circuito ao cotidiano escolar”. O ofício disponibiliza seis conjuntos de apresentações em PowerPoint, organizados por semana, destinados aos encontros com os alunos, que são orientados a produzir textos e um minidocumentário sobre o tema. “É claro que nós somos contra toda forma de xenofobia ou racismo, é claro que não somos antissemitas, mas isso é uma tentativa de lavar a imagem do Estado de Israel e da violência do sionismo através do governo paulista”, diz o educador Daniel Cara, cientista político e professor da Faculdade de Educação da USP. Não aparecem nas apresentações referências à invasão dos territórios palestinos, à expansão dos assentamentos israelenses, às violações de direitos humanos feitas por organismos internacionais ou às interpretações palestinas sobre a origem e a continuidade do conflito. Embora apresentada como uma ação de combate ao antissemitismo e uma defesa de dois estados, a documentação mostra que os conteúdos são propaganda sionista, com interpretações específicas sobre o país, baseadas em autores identificados com o sionismo contemporâneo. O vínculo com a StandWithUs fica explícito no material adotado, que exibe o logotipo da entidade e sua mensagem institucional: “Nós acreditamos que a educação é o caminho para a paz”. O autor usado como principal referência, o israelense-americano Yossi Halevi, parece pensar diferente. Em entrevista ao Estadão, ele declarou: “Não é hora de falar de paz, precisamos defender o Estado de Israel”. O livro de Halevi “Cartas ao meu vizinho palestino” é a base do projeto. Ele foi soldado em uma unidade das Forças de Defesa de Israel que patrulhava a Faixa de Gaza na Primeira Intifada, entre 1987 e 1993. “A fim de permitir que o outro lado obtenha certa medida de justiça, cada lado deve impor a si mesmo alguma medida de injustiça”, escreve o ex-soldado em seu livro, ao defender o que chama de “justiça distributiva”. A partir da perspectiva sionista, a injustiça deixa de ser algo a ser corrigido e passa a ser apresentada como condição para alcançar a própria justiça. O DCM conversou sobre o projeto com uma professora de Osasco (SP), que preferiu se manter anônima por razões de segurança. “Esse projeto vem via sala de leitura, ou seja, ele vai estar com profissionais provavelmente da área de Letras, que não são gabaritados para fazer um contraponto”, alerta. “Vai haver, sob a perspectiva do Estado de São Paulo, a criação de uma narrativa oficial, com argumentos quase científicos, de que o que está acontecendo é correto, chancelando essa ação de terror, de morte e de guerra que estamos vendo na Palestina e no Líbano. Assim, é criada uma narrativa única dentro de uma escola, como se fosse a versão oficial dos fatos”. Há um farto palavrório sobre a Guerra dos Seis Dias, entre 5 e 10 de junho de 1967, quando Israel ocupou Jerusalém Oriental, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã. O conflito terminou com uma vitória rápida e decisiva das forças israelenses sobre os exércitos árabes liderados principalmente pelo Egito de Gamal Abdel Nasser. “A existência do Estado de Israel estava por um fio”, declarou o então primeiro-ministro Levi Eshkol. Segundo essa narrativa, a ofensiva teria impedido uma tentativa árabe de destruir Israel e evitado o que autoridades classificaram como um possível “segundo Holocausto”. Essa interpretação, porém, passou a ser contestada por integrantes do próprio establishment militar israelense. Um dos críticos mais conhecidos foi o general Matituahu Peled, que integrou o Estado-Maior durante a guerra. Em março de 1972, ele afirmou que a ideia de que Israel enfrentava uma ameaça de genocídio em junho de 1967 havia sido construída posteriormente. O conteúdo parece confundir antissemitismo com sionismo, o que demonstra um vínculo com o projeto da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que propôs interpretar o antissemitismo como uma forma de racismo para censurar quem faz críticas a Israel. No Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos criticou a adoção da definição. Em nota técnica, o órgão afirmou que ela é “inconstitucional” e que “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”. Em outro trecho, os alunos são convidados a refletir sobre a “disputa territorial” entre israelenses e palestinos a partir da frase: “Por que estamos discutindo sobre quem é o dono da terra quando no final a terra será proprietária de nós dois?”. O material propõe ainda uma discussão sobre o que chama de “cerne do conflito israelo-palestino”, identificado como “o muro entre nós”, e questiona os estudantes sobre o significado da “barreira” construída por Israel e as razões de sua existência. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalGovernadorPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o

Flávio Bolsonaro pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master

Flávio Bolsonaro pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master

Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Advogados citam contrato de Viviane Barci de Moraes para argumentar que ministro não tem condições julgar caso relacionado a financiamento do filme sobre Bolsonaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para analisar um requerimento que envolve o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. A petição foi protocolada na segunda-feira (1º) e tem como alvo um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca ampliar o escopo do inquérito envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para também incluir Flávio e Jair Bolsonaro na apuração. Em seu pedido, Lindbergh argumenta que há indícios de ligação entre a atuação internacional de Eduardo, a campanha por sanções contra autoridades brasileiras e a negociação de recursos para o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirada na trajetória política do ex-presidente. Os advogados do Flávio argumentam que Moraes não teria a imparcialidade necessária para analisar questões relacionadas a Vorcaro e ao Banco Master. A defesa cita a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, pelo banco e mensagens atribuídas a Moraes encontradas no celular de Vorcaro. Segundo a defesa, esses elementos seriam suficientes para comprometer a imparcialidade exigida para a condução do caso. “De toda forma, o que se aponta aqui é que existe uma relação contratual estabelecida entre o Banco Master e o escritório da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes, fato que concretiza proximidade entre Sua Excelência, o Banco Master e Daniel Vorcaro. Essa proximidade pode retirar do magistrado a equidistância que deve manter em relação às partes”, diz. Flávio pede que Moraes seja declarado suspeito para analisar o requerimento apresentado por Lindbergh e que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça, relator de investigações envolvendo o Banco Master. Moraes encaminhou um ofício à PGR (Procuradoria-Geral da República) determinando que o órgão se manifestasse sobre a possível inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro no inquérito. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Dark Horse: Flávio Bolsonaro quer tirar pedido de investigação de Moraes e entregar a Mendonça, com quem esteve na Marcha para Jesus

Dark Horse: Flávio Bolsonaro quer tirar pedido de investigação de Moraes e entregar a Mendonça, com quem esteve na Marcha para Jesus

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Moraes encaminhou à PGR pedido para investigar esquema de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro no fundo Havengate. Senador quer que solicitação vá para as mãos de André Mendonça, com quem dividiu palanque na Marcha para Jesus. Por Plínio Teodoro | Fórum 05/06/2026 Flávio Bolsonaro e André Mendonça na Marcha para Jesus (Miguel Schincariol AFP / Peter Leone Ofotográfico Folhapress) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para processar e julgar fatos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O movimento foi apresentado após Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) que solicita apuração sobre supostas ligações entre o senador e o banqueiro, especialmente no financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme Dark Horse. A defesa de Flávio quer que o caso seja redirecionado para André Mendonça, atual relator do caso Master no STF, com quem o senador dividiu o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, dias antes do protocolo. A manobra ocorre enquanto Vorcaro, preso em Brasília, negocia uma delação premiada que menciona o senador. A investida contra Moraes A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que o ministro Alexandre de Moraes tem uma relação com Daniel Vorcaro que o impediria de atuar com imparcialidade no caso. Segundo os advogados do senador, o pedido não representa qualquer juízo de valor sobre a natureza dessa relação, mas busca garantir a observância das regras processuais e regimentais do STF. O argumento, em linguagem técnica, tem uma consequência prática direta: retirar Moraes da equação em um momento em que o ministro acabou de movimentar o caso ao encaminhar o pedido de Lindbergh Farias à PGR. A ação foi protocolada na sequência imediata da decisão de Moraes de dar curso ao requerimento do deputado petista. Lindbergh havia solicitado que o STF apurasse as supostas ligações entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento de Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao enviar o pedido à PGR para manifestação, Moraes sinalizou que a apuração teria seguimento institucional. A resposta da defesa do senador veio em forma de questionamento à própria competência do ministro para conduzir o processo. O timing do pedido de suspeição é, por si só, revelador. Ao contestar a legitimidade de Moraes para o caso no momento em que o ministro deu o primeiro passo concreto em direção à apuração, a defesa de Flávio Bolsonaro buscou interromper o fluxo processual antes que ele avançasse. O STF ainda não havia se manifestado formalmente sobre o pedido até o fechamento desta reportagem. O elo com o Banco Master O pedido de Lindbergh Farias que desencadeou toda a movimentação tem como núcleo o financiamento da cinebiografia Dark Horse por Daniel Vorcaro. Segundo informações que embasaram o requerimento do deputado, trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mostram o senador cobrando de Vorcaro a destinação de recursos para a produção do filme. A segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada por Vorcaro inclui menções ao senador e aponta que mais de 10 milhões de dólares teriam sido destinados ao clã Bolsonaro, supostamente para financiar o projeto cinematográfico. Vorcaro está preso em Brasília e conduz negociações de delação premiada com as autoridades. A inclusão de Flávio Bolsonaro na segunda proposta de acordo amplia o alcance político do caso e coloca o senador diretamente no centro de uma investigação que já envolve ex-ministros do governo Jair Bolsonaro. O caso Master, que começou como uma apuração sobre irregularidades financeiras no banco, foi se ramificando até atingir figuras centrais do bolsonarismo. A solicitação de Lindbergh Farias ao STF foi o gatilho formal para que o nome de Flávio Bolsonaro entrasse no radar do Supremo de forma mais direta. Ao encaminhar o pedido à PGR, Moraes deu ao caso uma dimensão institucional que a defesa do senador claramente buscou neutralizar com o pedido de suspeição. O conteúdo da delação de Vorcaro, ainda em negociação, é tratado como sigiloso, mas sua existência e o fato de mencionar o senador já são públicos. A estratégia de relatoria O destino que a defesa de Flávio Bolsonaro quer dar ao caso não é neutro: os advogados pedem explicitamente que o pedido de Lindbergh Farias seja redirecionado para o ministro André Mendonça, atual relator do caso Banco Master no STF. A escolha não é aleatória. Mendonça já concentra em suas mãos as decisões centrais do inquérito e tem adotado uma postura de centralização que, na prática, restringiu o espaço de atuação de outros órgãos, incluindo a própria Polícia Federal. A proximidade pública entre Flávio Bolsonaro e André Mendonça ganhou visibilidade concreta quando os dois dividiram o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, no dia 4 de julho. No mesmo trio elétrico, Mendonça foi questionado sobre “os grandes casos” que enfrenta no Supremo e respondeu pedindo “sabedoria para fazer justiça a todos”, sem comentar casos específicos. Flávio, por sua vez, fez um discurso de tom eleitoral diante de milhares de evangélicos, citando “guerra espiritual” e prometendo expulsar “o mal” do governo nas próximas eleições. O evento reuniu ainda o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ambos citados em investigações ligadas ao caso Master. A imagem de Flávio Bolsonaro ao lado do relator do caso que envolve seu nome, em um evento de massa com outros investigados, sintetiza a dimensão política da disputa que se trava nos bastidores do STF. Contexto de blindagem Quando André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master, sua primeira decisão foi também a mais reveladora. O ministro determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, fosse afastado do acompanhamento direto das investigações. A decisão foi além: Mendonça deixou claro, em texto expresso, que apenas as autoridades policiais diretamente envolvidas na condução dos procedimentos poderiam ter acesso ao inquérito sigiloso, vedando a comunicação inclusive com superiores hierárquicos e outras autoridades

Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master

Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master

Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master Presidente do STF afirma que senadores apresentaram fora do prazo pedido para declarar suspeição do ministro na ação que discute instalação da comissão Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Ministro Nunes Marques durante a sessão plenária do STF • Gustavo Moreno/STF Brasília – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, rejeitou um pedido apresentado por quatro senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da relatoria da ação que discute a instalação da CPI do Banco Master. A solicitação foi apresentada pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM). Eles pediam que Nunes Marques fosse declarado suspeito para atuar no mandado de segurança que trata da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar operações relacionadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na decisão, assinada na última quarta-feira (3), Fachin afirmou que o pedido foi protocolado fora do prazo previsto no regimento interno da Corte e, por isso, não poderia ser analisado. Segundo o presidente do STF, o mandado de segurança foi distribuído a Nunes Marques em 26 de março deste ano. Já a arguição de suspeição foi apresentada apenas em 12 de maio. O regimento da Corte estabelece prazo de cinco dias após a distribuição do processo para que seja questionada a imparcialidade do relator. “Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, escreveu Fachin. No pedido encaminhado ao Supremo, os senadores sustentaram que fatos novos relacionados à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, teriam reforçado a necessidade de afastamento do ministro. Eles citaram medidas cautelares determinadas pelo STF contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e alegaram que o parlamentar teria interesse direto no resultado da ação que busca garantir a instalação da CPI. Os autores também argumentaram existir uma relação pública e histórica entre Nunes Marques e Ciro Nogueira, o que, na avaliação deles, comprometeria a aparência de imparcialidade necessária ao julgamento do caso. “A relação pessoal e política entre o Ministro Kassio Nunes Marques e o Senador Ciro Nogueira não é episódica nem recente. Trata-se de vínculo estruturado ao longo do tempo, documentado em sucessivos momentos institucionalmente relevantes da carreira do Magistrado”, diz. Ao rejeitar o pedido, porém, Fachin não analisou o mérito das alegações apresentadas pelos senadores. A decisão se limitou à questão processual e concluiu que a solicitação foi apresentada fora do prazo regimental. Com isso, Kassio Nunes Marques permanece responsável pela condução do mandado de segurança que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPI Comissão Parlamentar de InquéritoMDB Movimento Democrático BrasileiroNOVOPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPSDBSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master 05/06/2026 Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Pix por Zelle: proposta de Eduardo Bolsonaro expõe ignorância entre soberania pública e interesse privado

Pix por Zelle: proposta de Eduardo Bolsonaro expõe ignorância entre soberania pública e interesse privado

Pix por Zelle: proposta de Eduardo Bolsonaro expõe ignorância entre soberania pública e interesse privado Ao sugerir o Zelle “na mesa de negociações” com os EUA, Eduardo Bolsonaro revelou a ignorância na narrativa sobre o Pix. O sistema brasileiro é uma infraestrutura pública, gratuita e universal; o americano é um serviço privado, restrito e mais lento. Por Plínio Teodoro | Fórum 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro com o pai, Jair, em reunião com Donald Trump na Casa Branca (PR) O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista à rádio TMC na quarta-feira (3) que o Brasil poderia levar o Zelle, sistema de pagamentos norte-americano, à mesa de negociação com os Estados Unidos como argumento para evitar tarifas de 25% anunciadas pelo governo Trump. A declaração, feita no contexto de relatórios do USTR que criticam o Pix por supostamente prejudicar empresas americanas, gerou reação imediata nas redes sociais e críticas de parlamentares da oposição. Após a repercussão negativa, Bolsonaro recuou, negou ter sugerido a substituição do sistema e mentiu que o Pix teria sido criado por seu pai. O episódio e a polêmica Na entrevista à TMC, Eduardo Bolsonaro foi direto: “Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle. O Pix dos EUA é o Zelle. Então dá para ir para a mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá para conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar o ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utilize de pagamento”. A fala ocorreu depois de o USTR, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, publicar relatórios que mencionam o Pix 20 vezes, acusando o Brasil de manter políticas de pagamento eletrônico que “desfavorecem empresas americanas envolvidas no comércio digital ou em serviços de pagamento eletrônico.” O relatório recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A repercussão foi imediata e negativa. No dia seguinte, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou: “Eu absolutamente jamais disse isso. Eu desafio o Globo a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha dito porventura algo nesse sentido”. Na mesma publicação, acrescentou que o Pix “foi criado por Jair Messias Bolsonaro, sem taxas, e assim continuará sendo” — afirmação que não corresponde à realidade histórica do sistema. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) respondeu classificando como “nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir os interesses americanos” e defendeu o Pix como “uma infraestrutura pública brasileira, criada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil”, em contraponto ao Zelle, descrito por ela como “um sistema privado, operado por bancos americanos, que cobra taxas.” O episódio ilustra uma tensão mais ampla: a pressão comercial dos EUA sobre o modelo financeiro brasileiro está sendo usada, por parte do bolsonarismo, não para defender a soberania nacional, mas para questionar uma das políticas públicas de maior alcance popular do país. A fala de Eduardo, independentemente da retratação posterior, abriu espaço para uma discussão que o governo Trump claramente quer estimular. Pix vs. Zelle: O abismo técnico A comparação entre os dois sistemas não resiste a um exame técnico básico e revela o grau de ignorância de Eduardo Bolsonaro. O Pix é operado pelo Banco Central do Brasil, uma instituição pública, e funciona como infraestrutura aberta a qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo BC. O Zelle, lançado em 2017, é administrado pela Early Warning Services, empresa privada controlada por um consórcio de grandes bancos americanos, entre os quais Bank of America, JPMorgan Chase, Capital One, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Quem não tem conta em um banco participante simplesmente não acessa o serviço. A diferença de velocidade e alcance é igualmente significativa. O Pix é instantâneo por definição regulatória. O Zelle, segundo informações de seu próprio site oficial pode levar minutos para concluir uma transação e, em casos de instabilidade do sistema, horas ou até dias. O Pix é gratuito para pessoas físicas por determinação do Banco Central; no Zelle, a gratuidade depende da política tarifária de cada banco participante, embora pesquisa do terceiro trimestre do ano passado indique que “quase todos” os bancos conveniados não cobram dos consumidores. Há ainda uma diferença crítica em termos de proteção ao usuário. O Pix conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite acionar o sistema em casos de fraude ou erro. O Zelle, segundo seu site oficial, só permite o cancelamento de uma transação se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma: uma vez enviado o dinheiro para um usuário registrado, não há como reverter a operação. Chamar os dois sistemas de equivalentes, como fez Eduardo Bolsonaro, é ignorar diferenças que afetam diretamente a vida financeira de milhões de pessoas. A origem do Pix: Fatos contra a narrativa A afirmação de que Jair Bolsonaro “criou o Pix” é desmentida pela própria cronologia oficial do sistema. Os estudos para a criação de um sistema de pagamentos instantâneos foram iniciados pelo Banco Central em 2016, com a estruturação técnica avançando a partir de 2018, durante a gestão Michel Temer. A marca Pix foi lançada pelo BC em fevereiro de 2020, e o sistema entrou em operação em novembro do mesmo ano, já no governo Bolsonaro. Estar na cadeira presidencial no momento do lançamento não equivale a ter formulado a política pública. A prova mais concreta do distanciamento de Bolsonaro em relação ao sistema ocorreu em 5 de outubro de 2020, exatamente no dia em que as instituições financeiras começaram a cadastrar as chaves Pix dos brasileiros. Questionado por um apoiador sobre a novidade, o então presidente associou o tema a uma medida de aviação civil. Ao ser corrigido, admitiu desconhecimento e disse que ainda iria “conversar com o Roberto Campos Neto” para entender do que se tratava, segundo registros de imprensa da época. O Pix é resultado de uma agenda de inclusão financeira construída ao longo de anos. A Lei 12.865/2013, aprovada no governo Dilma Rousseff, foi o marco legal que permitiu a regulação dos arranjos de pagamento no Brasil e abriu o caminho institucional para

MPRJ faz operação contra ex-vereador investigado por duplo homicídio em Rio das Ostras

MPRJ faz operação contra ex-vereador investigado por duplo homicídio em Rio das Ostras

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Paulo Fernandes Carvalho Gomes, atual secretário de Segurança de Casimiro de Abreu, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo GAECO. Por g1 04/06/2026 Ataque ocorreu em frente a uma padaria em Rio das Ostras — Foto: Reprodução InterTv RJ Rio das Ostras – O Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-vereador de Rio das Ostras e atual secretário de Segurança de Casimiro de Abreu, Paulo Fernandes Carvalho Gomes, investigado por um duplo homicídio ocorrido em novembro de 2025, no bairro Âncora. A ação, batizada de Operação Falso Xerife, foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ e da Polícia Civil. O nome faz referência à forma como o investigado se apresentava publicamente, associando sua imagem ao combate à criminalidade. De acordo com as investigações, o crime aconteceu no dia 21 de novembro de 2025, em frente a um mercadinho no bairro Âncora, em Rio das Ostras. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem desce de um veículo, atira contra duas vítimas e foge logo em seguida. Ainda segundo o Ministério Público, a apuração reuniu registros em vídeo, depoimentos e outros elementos que apontam Paulo Fernandes Carvalho Gomes, conhecido como “Carvalhão” e também policial militar, como o autor dos disparos que resultaram no duplo homicídio. Relembre o caso O duplo homicídio aconteceu em plena luz do dia, na porta de uma padaria no bairro Âncora, em Rio das Ostras, em novembro de 2025. Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem chega armado, se aproxima das vítimas, identificadas como Allan Cortes dos Santos, de 44 anos, e Wallace da Silva Silveira, de 21, e faz vários disparos antes de fugir. Moradores relataram ter ouvido a sequência de tiros e acionaram a polícia, mas as vítimas já estavam mortas quando as equipes chegaram. O crime causou forte repercussão na cidade e passou a ser investigado pela Polícia Civil. Notícia relacionada Secretário de Segurança de Rio das Ostras é preso durante ação de investigação pela morte de três pessoas Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’

Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: 'Vassalagem'

Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ Nome do deputado chegou entre os assuntos mais comentados nesta quinta-feira na rede X Por Sonar | O Globo 04/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere em publicação a troca de Pix por Zelle — Foto: Reprodução/Redes Sociais Uma declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) viralizou na rede social X e levou o nome do parlamentar aos assuntos mais comentados na manhã desta quinta-feira. No vídeo, o filho 03 do ex-presidente sugere mecanismos financeiros dos Estados Unidos “semelhantes ao Pix” que podem servir para “ir pra uma mesa de negociação com bons argumentos” com os americanos. A declaração tem sido reproduzida em outros perfis e alvo de críticas. Os Estados Unidos, onde atualmente reside o parlamentar, recomendaram um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o território americano. No documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o Pix aparece entre os principais pontos questionados. O texto diz que o Banco Central favorece o sistema de pagamentos ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma, impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos. No vídeo, Eduardo propõe uma negociação com o governo americano: — Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com os americanos — disse Eduardo. Nas redes, perfis têm usado o trecho para criticar o deputado: “Prestar vassalagem trocando o Pix pelo Zelle? kkk”, postou o perfil Allan dos Panos. O termo “vassalagem” também está entre os comentados na manhã de hoje. Desde a decisão do governo americano, a reação governista e do próprio presidente Lula têm sido de defender o Pix, amplamente citado no documento, e associar a taxação ao encontro do presidente Donald Trump com Flávio e Eduardo Bolsonaro, ocorrido na semana passada. Ainda na terça-feira, parlamentares começaram a postar termos como “Tariflávio” e “o Pix é nosso”, além da frase “Bolsonaros inimigos do Brasil”. Já Lula, em evento em Goiás, chamou Flávio de “imbecil”. – Ele foi pedir arrego. “Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, não deixa, prejudica o Lula”. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio – afirmou, complementando: – Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores – disse. Ex-ministra de Lula, a deputada Gleisi Hoffmann usou a declaração para criticar o clã Bolsonaro. Na terça-feira, logo após as primeiras notícias sobre o tarifaço, Flávio afirmou que pediu diretamente a Trump para que não impusesse tarifas sobre as empresas brasileiras. Ele também enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, defendendo a não adoção das medidas e passou a argumentar que um eventual governo seu em 2027 teria condições de negociar “de igual para igual” com os Estados Unidos. ‘Pix não é um produto comercial’ O sistema citado por Eduardo no vídeo é operado por uma rede de bancos americanos, diferentemente do Pix, administrado pelo Banco Central. Diferentemente do sistema brasileira, a transferência não é 100% gratuita. A Febraban, que representa os maiores bancos nacionais, saiu em defesa do Pix em reação ao USTR, lembrando que o sistema não é um produto comercial, mas um meio de pagamento que favorece a competição e permite a participação das instituições financeiras. “O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica. Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras”, diz uma nota divulgada pela entidade. Notícia anterior Banco Central BCDeputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 O amigo do crime 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento

Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento

Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento Análise considera 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram após encontro de senador com Trump Segundo Palver, 81% das publicações com opiniões são desfavoráveis ao pré-candidato do PL Por Laura Intrieri | Folha de S.Paulo 03/06/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em encontro com o presidente americano, Donald Trump, na terça (26) na Casa Branca – Divulgação – 26.mai.26 São Paulo – O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como culpado por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos EUA em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o assunto trocadas nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados pela empresa de análise de dados Palver. A responsabilização do pré-candidato do PL à Presidência, direta ou indiretamente, corresponde a 81% das publicações opinativas desses grupos. A Palver retira dessa análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentário e disparos automáticos de clipping, que apenas replicam notícias sobre determinado assunto. O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos Estados Unidos e à reunião com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio. Desde então, aliados de Lula (PT) passaram a defender em grupos de mensageria e em redes sociais a tese de que essa aproximação representava uma ameaça ao sistema de pagamentos Pix, conteúdo reforçado a partir de segunda (1º), quando houve a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros — a decisão final depende do aval de Trump. Apoiadores de Lula tentam emplacar nas redes sociais o termo “Tariflávio” para associar o senador à crise. Políticos do centrão e mesmo aliados de Flávio avaliam que a imposição das novas tarifas é um revés para a campanha presidencial do senador. Flávio disse que enviou na terça-feira (2) uma carta ao governo Trump para pedir que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano. Na carta, endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio, Flávio afirma que o Brasil “atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que a imposição de novas tarifas “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro. A decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sobre o governo Lula. Segundo o relatório da Palver, as publicações predominantes acusam o senador e a família Bolsonaro de “traição à pátria” e de alinhamento a interesses estrangeiros, além de descrever a ofensiva americana como ataque a uma conquista da população brasileira. Esse discurso repetido nas mensagens é semelhante ao que tem sido adotado por Lula em suas manifestações públicas. Entre as mensagens que isentam Flávio, três linhas de argumentação se destacam: a classificação das acusações como desinformação ou manobra política da esquerda; a negação de risco concreto ao Pix, com publicações afirmando que o sistema não será bloqueado nem afetado; e a defesa de que a atuação do senador nos EUA mirava o combate ao crime organizado. Essa última vertente também critica o governo Lula por reagir às medidas americanas e usar o tema para desgastar o pré-candidato do PL. “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”, diz uma das mensagens. “Fake news”, diz outro registro, desta vez defendendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “Lula acusa Flávio de pedir tarifa aos EUA. Sem prova. Motivo da mentira? Medo”. O recorte do levantamento reuniu publicações que citam o Pix combinadas a menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos. O levantamento da Palver mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, não a opinião da população. Diferentemente de uma pesquisa eleitoral, não há amostra representativa do eleitorado nem margem de erro, e os números não servem de prognóstico. Notícia anterior PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Milícia e TCP são investigados por obrigar comerciantes a comprar farinha em empresas ligadas ao crime organizado

Milícia e TCP são investigados por obrigar comerciantes a comprar farinha em empresas ligadas ao crime organizado

Milícia e TCP são investigados por obrigar comerciantes a comprar farinha em empresas ligadas ao crime organizado Monopólio ocorre em pontos de quatro bairros da Zona Oeste e em um da Zona Norte Por O Globo 03/06/2026 Um policial da Draco/IE durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – A Polícia Civil encontrou indícios de que a milícia e a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) estão usando empresas ligadas aos dois grupos criminosos para obrigar pequenos e médios comerciantes a adquirirem produtos de panificação, incluindo farinha de trigo, gordura vegetal e açúcar, por preços que variam de 70% a 90% acima do valor de mercado. O monopólio imposto pelo crime atinge estabelecimentos de cinco bairros localizados nas zonas Oeste e Norte do Rio. Quem se recusa a comprar os gêneros alimentícios dos fornecedores indicados pelos bandidos é ameaçado por homens armados e pode ter o comércio fechado ou até ser assassinado. A polícia estima que proprietários de mais de cem estabelecimentos foram vítimas dos criminosos. Os investigadores apuram se a morte do comerciante Rafael Oliveira Braga, de 43 anos, executado a tiros em uma comunidade do bairro Paciência, na Zona Oeste, em março de 2025, ocorreu por ele ter se recusado a comprar os produtos oferecidos por fornecedores ligados a um grupo criminoso. Ele foi assassinado por dois homens em uma motocicleta quando chegava a uma padaria. Segundo a delegada Luciana Fonseca, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), há ainda notícias da prática criminosa em pontos de Campo Grande, Santíssimo e Santa Cruz, na Zona Oeste, e em alguns locais de Madureira, na Zona Norte. Neste último bairro, os milicianos atuariam com o aval de traficantes do Terceiro Comando Puro. Em troca da exploração da área controlada pela facção, os paramilitares ajudariam o TCP na disputa de territórios com o Comando Vermelho. — A investigação começou há quatro meses, após denúncias de que comerciantes estavam sendo obrigados a adquirir produtos de fornecedores indicados pela milícia. Identificamos cinco empresas. Algumas são regulares e foram cooptadas pelos bandidos. Outras foram criadas recentemente para essa finalidade — disse a delegada. Nesta quarta-feira, a polícia deflagrou uma operação para cumprir 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas zonas Oeste e Norte da capital. Em um deles, os agentes da Draco encontraram farinha de trigo vencida misturada a outra farinha ainda dentro do prazo de validade. O produto estava sendo embalado para revenda. — Encontramos farinha vencida misturada a outra farinha e um maquinário que serviria para embalar o produto. Duas pessoas foram presas por armazenamento de material vencido — disse a delegada. Segundo a polícia, o objetivo da operação foi apreender documentos, registros contábeis, aparelhos eletrônicos e outros elementos para aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa. As diligências prosseguem para identificar todos os envolvidos, dimensionar a movimentação financeira do esquema e apurar possíveis conexões com outros crimes praticados pela organização. Não é a primeira vez que bandidos exploram o monopólio da venda de farinha para a fabricação de pães. Em março deste ano, a Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, denunciou que traficantes ligados a uma facção criminosa estariam obrigando comerciantes de algumas padarias de dois bairros do município a comprar farinha de trigo fornecida por eles. O valor cobrado pelo produto, usado na fabricação dos pães, era quase o dobro do preço de mercado. A medida, que, segundo o município, atingiu alguns estabelecimentos dos bairros São José e Parque Suécia, próximos à divisa com o município de Duque de Caxias, elevou o preço do pão francês de R$ 0,50 para R$ 0,80. Na ocasião, a 54ª DP (Belford Roxo) abriu uma investigação para apurar o caso. De acordo com um dos relatos, os estabelecimentos eram obrigados a comprar sacos de farinha de 25 quilos por R$ 100. Em empresas legalizadas, o produto podia ser adquirido por valores que variavam entre R$ 60 e R$ 70. Dias após as denúncias, a prefeitura revelou que o preço do pão francês voltou ao normal após a polícia acabar com o monopólio imposto pelo tráfico. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet

Simone Tebet diz que ministros do STF podem sofrer impeachment se houver 'denúncias sérias e comprovação': 'Ninguém está acima da lei'

‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet Nos últimos meses, Simone Tebet deu um cavalo de pau em sua vida. Ela deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, que comandava desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou o MDB, partido ao qual foi filiada por três décadas, pelo PSB. Por Marina Rossi | BBC News Brasil 03/06/2026 Tebet afirma que não há chances de retirar sua pré-candidatura ao Senado agora | Victor Parolin/BBC News Brasil São Paulo – Os movimentos foram todos “acertados” previamente, como ela afirma nesta entrevista à BBC News Brasil, para disputar uma vaga no Senado por São Paulo como representante da centro-esquerda — termo que ela evita, preferindo “frente ampla” ou “campo democrático”. É uma arena nova para Tebet, que deixou o Direito e a academia para fazer carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora. Mas também é a continuidade de outra guinada em sua trajetória a partir da eleição de 2022, quando ficou em terceiro lugar no primeiro turno com uma candidatura à direita de Lula e o apoio que deu ao petista no segundo turno, considerado importante para a vitória bastante apertada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com discurso moderado, liberal e em defesa do agronegócio, Tebet vai compor agora a chapa pela reeleição de Lula para a Presidência e da candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo paulista. Segundo levantamento da Quaest no fim de abril, Tebet liderava as intenções de voto para o Senado em todos os cenários testados. Talvez por isso, ela diz não estar tão preocupada com quem será o segundo candidato desta “frente ampla”: Márcio França (PSB), seu novo companheiro de sigla, ou Marina Silva (Rede), ambos também ex-ministros de Lula. Também afirma que não a preocupa quem serão os adversários de Lula na disputa pela Presidência. Para ela, a eleição será definida pela capacidade que o governo do qual ela fez parte terá de comunicar suas realizações. “A gente fez muito e comunicou mal”, disse. Para ela, não fará diferença se Lula disputará um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), cujo nome chegou a ser ventilado após as revelações sobre a ligação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso acusado de comandar uma fraude financeira bilionária. “A família Bolsonaro é uma coisa só. Pensam igual e pensaram o país da mesma forma”, diz Tebet. “O Deus deles, ‘Deus, pátria e família’, não é o mesmo Deus nosso. A pátria não é a pátria brasileira, é a pátria estrangeira”, afirma, evocando o lema de Jair Bolsonaro. Dois dias após a entrevista, concedida em 26 de maio, o presidente americano Donald Trump anunciou a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio ocorreu após a visita à Casa Branca por Flávio Bolsonaro, que comemorou a decisão de Trump. O episódio levantou um debate sobre a intervenção americana na política brasileira. Na mesma esteira, na terça-feira (02/06), o governo Trump ameaçou taxar, novamente, produtos brasileiros, desta vez em 25%, devido a práticas “não razoáveis” que “oneram ou restringem o comércio dos EUA”. Depois disso, o presidente americano publicou duas fotos com Flávio no Salão Oval. Uma delas foi a mesma que Flávio havia publicado na semana passada após ida aos EUA. Na outra, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump na sua rede Truth Social. Confira os principais trechos da entrevista BBC News Brasil – Três nomes da centro-esquerda estão na disputa pela candidatura ao Senado em São Paulo: a senhora, Marina Silva e Márcio França. A senhora abriria mão de concorrer por algum dos dois? Simone Tebet – Se isso fosse conversado lá atrás, sem dúvida nenhuma. Só que tem uma diferença entre a minha candidatura e as dos demais. Tive que fazer dois movimentos muito radicais: mudar o domicílio eleitoral e mudar de partido. Lembrando que sempre tive um único partido na minha vida, foram 30 anos de MDB. E fiz esse movimento claramente para fazer parte de uma frente ampla e por um pedido muito especial do presidente Lula e do vice-presidente (Geraldo) Alckmin. “Precisamos ganhar São Paulo. São Paulo é estratégico para a eleição de 2026”, me disseram eles, aliado ao fato de que precisamos mostrar que este é um governo de centro e um governo que tem não só o PT na sua base nos ministérios, mas tem MDB, PSB, PSD, entre outros partidos. Então, vir para São Paulo foi uma decisão absolutamente acertada. “Você vem para ser pré-candidata ao Senado.” Não tem como eu fazer outro movimento. Não tenho como ir para um outro posto, a não ser o que foi determinado não só por mim, mas também porque entendo que o presidente Lula precisa dessa frente ampla. E, dentre os três, sou aquela pessoa que é vista ou como de centro ou de centro-direita. BBC News Brasil – Ter três pré-candidaturas não divide os votos da centro-esquerda? Tebet – Não há possibilidade de essa frente ampla ou desse campo democrático lançar mais do que dois candidatos ao Senado em São Paulo. E isso não é só voz corrente, é uma determinação dos partidos aliados de que a estratégia é lançar, na maioria dos Estados, no máximo, dois pré-candidatos. Em alguns Estados, isso não vai ser possível por uma questão de acomodação, mas onde pudermos, vamos lançar apenas dois. Isso é uma estratégia político-eleitoral visando fazer maioria no Senado, porque, hoje, a situação é adversa. Talvez este seja, de todas as eleições pós-democracia, o momento em que a eleição para o Senado vai ser tão importante quanto para presidente da República. Porque ali é que está a mudança ou não da regra do jogo.

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As consequências do seu voto

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