‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino

‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Em mensagem à servidora da Câmara, ex-deputado pede troca de emenda de Governador Valadares Por Bruna Lessa | O Globo 12/07/2026 0 ex-presidente da Câmara dos Deputados e deputado cassado Eduardo Cunha (PRD-SP) durante a posse da nova legislatura da Casa em fevereiro de 2023 — Foto: Cristiano Mariz/O Globo A Polícia Federal interceptou mensagens entre o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos), e uma servidora da Casa, em que Cunha demonstra insatisfação com cidades de Minas Gerais, estado pelo qual ele deverá se candidatar nas eleições deste ano. Cunha, cassado em 2016, teve até R$ 6,15 milhões bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de indicar irregularmente emendas parlamentares destinadas a municípios mineiros mesmo sem ter mandato. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios na distribuição de emendas do chamado orçamento secreto e que, na sexta-feira, já havia levado ao bloqueio de até R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Entre os diálogos que embasaram a decisão, tornada pública neste domingo, um trecho reproduzido pela Polícia Federal mostra Cunha reclamando justamente de cidades no estado pelo qual pretende se eleger em outubro. As conversas foram extraídas do celular de Mariângela Fialek, a Tuca, servidora da Câmara apontada como operadora do esquema de manipulação de emendas parlamentares. Em uma delas, o ex-deputado resolve um impasse trocando a cidade beneficiada por uma emenda: “Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar”, escreveu. Na representação que embasou a decisão de Dino, a PF afirma que “mais simbólico ainda no sentido do descontrole político e desvinculação ao interesse público dessas destinações é o fato de que o ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas”. No documento, a PF destaca que, em alguns trechos, Cunha demonstra pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução. “Nesse sentido, ainda que o efetivo desvio dos recursos públicos em benefício próprio não seja pressuposto do delito de peculato, chama a atenção que um pré-candidato a deputado federal por Minas – Estado junto ao qual nunca manteve vínculo político – busque angariar recursos para municipalidades. É evidente a tentativa de cooptar apoio político local para a eleição que se aproxima”, diz a investigação. Municípios trocados nas conversas A mensagem sobre os “mineiros enrolados” não é a única em que Cunha remaneja destinos de emendas nos diálogos analisados pela PF. Em setembro de 2025, diante de um conflito local sobre a autoria de uma emenda destinada a Manhuaçu, o ex-deputado desiste do repasse e manda substituir o município: “Bom dia. Trocar Manhuaçu por essas para acabar com a confusão”, escreve, indicando em seguida o Fundo Municipal de Saúde de Governador Valadares e a Associação Hospital Belizário Miranda como novos destinatários. Sobre a disputa, resume: “Cidade pequena é uma guerra”. Em outra passagem, ao pedir remanejamentos envolvendo os municípios de Matias Barbosa, Pedrinópolis e Varjão de Minas, Cunha se desculpa com a servidora: “Desculpa o trabalho, mas Minas é muito pulverizado”. Tuca responde: “Tranquila. São muitos municípios mesmo”. Para os investigadores, as emendas, que foram “criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos”, acabaram “subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”. Além do bloqueio de bens, a decisão de Dino, assinada em 6 de julho, suspendeu a execução de todas as emendas sob suspeita. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGovernador Valadares MGManhuaçu MGMatias Barbosa MGPedrinópolis MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalVarjão de Minas MG Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro
Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões

Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Ministro do STF afirma que foram identificadas pelo menos 21 emendas empenhadas e pagas e que, nesse cenário, ‘foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação’. Por Isabella Calzolari e Filipe Matoso | g1 e GloboNews 12/07/2026 Eduardo Cunha em foto de arquivo — Foto: Eraldo Peres/AP Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão é de 6 de julho e tornou-se pública neste domingo (12). Em nota, Cunha nega irregularidades. A defesa de Mariangela afirmou que sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal. (leia a íntegra abaixo) O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto por indicação irregular de emendas. A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”. As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo. “Como dito, se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA. A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”, diz trecho da decisão de Dino. A decisão do ministro Dino afirma ainda que, “das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.” Na decisão, a Polícia Federal afirma que “o conjunto de elementos já permite concluir que EDUARDO CUNHA opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. “Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência.” Eleições Eduardo Cunha escolheu o estado de Minas Gerais para ser candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Cunha já foi eleito por quatro vezes pelo Rio de Janeiro, tentou ser deputado por São Paulo em 2022, mas não se elegeu. Um trecho da decisão de Dino afirma que “em várias passagens, o ex-deputado revela contar com uma cota informal de valores, que era direcionada conforme as diretrizes e interesses políticos no Estado de Minas”. “Várias foram as trocas de municípios e indicações, tudo conforme diretrizes repassadas diretamente pelo ex-deputado. Mais simbólico ainda no sentido do descontrole político e desvinculação ao interesse público dessas destinações é o fato de que o ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas. Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução.” Outro lado Em nota, a defesa de Eduardo Cunha disse que tomou conhecimento da decisão de bloqueio parimonial pela imprensa e que o ex-deputado não foi intimado para esclarecer os fatos. “Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens”, afirmaram os advogados. A defesa argumenta ainda que não se pode equiparar “a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”. “É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha”. Ainda de acordo com os advogados, Cunha “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas”. “A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”. Íntegra da nota da defesa de Cunha A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação. Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário. Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar. Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar. É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha. Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha. A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas. Íntegra da nota de Mariangela Fialek Mariangela Fialek é advogada formada pela PUC/RS e é mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Profissional experiente
Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda

Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda Passagem comprada para os EUA para segunda-feira (13) também levou o STF a determinar apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário ligado a Daniel Vorcaro; defesa nega Por Elijonas Maia | CNN 12/07/2026 Daniel Vorcaro e Thiago Miranda • Redes sociais/Reprodução A PF (Polícia Federal) reuniu ao menos três elementos para pedir a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário ligado a Daniel Vorcaro, e sua proibição de sair do Brasil. No documento enviado ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a PF detalha uma informação que já circulava no entorno de Miranda: a troca de telefone antes de ser alvo da operação que cumpriu buscas na casa dele. “Foram encontrados diversos registros de números de telefone supostamente utilizados por Thiago, em situação apta a demonstrar, no entender da autoridade policial, que o investigado passou a promover mudanças constantes de números telefônicos após a publicidade da investigação em desfavor do Banco Master e de seu relacionamento com Daniel Vorcaro“, diz a PF. O documento também explica que a mesma dinâmica, “de furtividade e capacidade de atuação célere e adaptativa”, pôde ser verificada na descoberta do recente encerramento das atividades da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi, em nome de Thiago Miranda, em um dos endereços indicados no pedido de busca. A CNN apurou que a empresa fechou há cerca de dez dias. O terceiro ponto em que a PF apontou “sério risco de evasão do território nacional” foi ante a notícia de que o investigado viajaria para Miami, nos Estados Unidos, na segunda-feira (13). A operação foi deflagrada de tarde, na última quinta-feira (9), inclusive, horário não habitual, porque a PF viu que Miranda teve uma “permanência inesperada em Brasília“. Ele solicitou reembolso de uma passagem aérea com destino ao Rio de Janeiro e ida prevista para o dia 8, véspera da operação. Já no dia da operação, o publicitário desligou rapidamente o celular ao perceber a chegada da PF, segundo o delegado do caso, assim, “dificultando o acesso a possíveis informações relevantes no dispositivo”. Com o pedido da PF, o ministro determinou também a suspensão do passaporte do empresário no sistema de tráfego. Em nota encaminhada no sábado (11), a defesa de Miranda diz que ele colaborou com as investigações desde o início e nega qualquer irregularidade. “Desde o início das investigações, o Sr. Thiago Miranda adotou postura estritamente colaborativa, pautada pela boa-fé e pela mais absoluta lealdade processual, comparecendo espontaneamente a todos os atos para os quais foi convocado e prestando os esclarecimentos que lhe foram solicitados“, diz a nota. “A defesa nega enfaticamente a prática de qualquer irregularidade por parte de seu constituinte, confiante de que, ao final da regular instrução, restará plenamente demonstrada a improcedência das suspeitas que lhe são atribuídas“, acrescentou. Notícia anterior Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda 12/07/2026 Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu 07/07/2026 Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação 06/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’
E agora, Valdemar?

E agora, Valdemar? Dono do PL só pensa em cifrões – apostou todas as fichas em Bolsonaro, que o levou ao céu e o puxa para o inferno Por Mary Zaidan | Metrópoles 12/07/2026 Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro | Beto Barata/PL Valdemar Costa Neto, dono do PL, tinha metas auspiciosas para 2026: disputar a eleição presidencial com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), chapa que considerava imbatível, e eleger uma bancada recorde de 120 deputados federais e 30 senadores. O roteiro começou a ruir a partir da opção dinástica do chefe do clã pelo primogênito. Teve de engolir a candidatura de Flávio, ficando sem um puxador de votos no Rio de Janeiro. Já não tinha concorrente de peso ao Senado em São Paulo desde que o deputado cassado Eduardo preferiu o Tio Sam ao Brasil, com custo para lá de nocivo para a legenda. Não bastasse, perdeu Michelle, sua maior aposta, que pode até se eleger, mas deixou de ser cria sua. O presidente do PL é um daqueles estereótipos de político que desabona a categoria. É a raposa, o espertalhão que está sempre em torno do poder. Foi aliado e opositor ferrenho do tucano Fernando Henrique Cardoso. Apoiou Lula em 2002 e, embora tenha auxiliado nas articulações do impeachment da petista Dilma Rousseff, foi indultado por ela. Assim, livrou-se da condenação de sete anos que tivera no Mensalão. Agora, está enrolado em novas suspeitas de peculato e corrupção, desta vez por manipulação de emendas parlamentares, que, na sexta-feira, lhe impuseram o bloqueio judicial de R$ 119 milhões – apenas uma parte de um patrimônio inexplicável e inescrupuloso para quem vive da política. Deputado por seis mandatos, Costa Neto renunciou por duas vezes para não ser cassado por delitos cometidos e impedido de disputar o pleito seguinte. Em 2022 decidiu não se candidatar para comandar o partido que mais dinheiro público recebe. A sigla, dona da maior bancada legislativa, abocanha anualmente cerca de R$ 200 milhões do Fundo Partidário, valor tímido perto dos mais de R$ 880 milhões do fundão eleitoral deste ano. Toda essa dinheirama explica o poder absurdo que o ex-deputado detém e, óbvio, os motivos pelos quais briga para que o seu partido tenha uma grande bancada. Antes de tudo, aponta por que ele depende tanto dos Bolsonaros: só conseguiu fazer o seu PL crescer e aparecer com a ida do ex para a legenda. Certo de que a filiação mudaria o curso da sigla, Costa Neto fez vistas grossas às acusações de que era corrupto, feitas por Bolsonaro em 2018 e reverberadas nas redes pelo rebento Zero Dois, Carlos. Em resumo, Bolsonaro é seu céu e seu inferno. No dia a dia da política, Costa Neto gosta de se apresentar como um conciliador que a todos ouve. Tenta imitar o jeito Gilberto Kassab de ser. Mas, ganancioso ao extremo, só de olho para cifrões, passa longe da eficiência e elegância do dono do PSD, articulador descolado, ex-secretário de Tarcísio, com três ministros no governo Lula e pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, crítico de Lula e Flávio. Em seu favor, diga-se, mexe em um angu bem mais encaroçado do que o de Kassab, que não tem de conviver com a permanente cizânia no clã Bolsonaro, as diatribes entre eles e entre aliados. As perturbações são tamanhas que, além dos tiros nos pés que a família adora disparar, o próprio Costa Neto tem errado a mira. E feio. Inventou e cuidou de Michelle, dando a ela a direção do PL Mulher, infraestrutura e grana para percorrer o país. Depois do vídeo em que ela rompe de vez com Flávio, dizendo ser “maltratada” e “humilhada” pelo enteado, o presidente da legenda até tentou esfriar os ânimos. Mas perdeu. Michelle não foi ao encontro com mulheres promovido pela campanha de Flávio, esvaziado também pelas ausências das senadoras Tereza Cristina (MS) e Damares Alves (DF), aliadas da ex-primeira-dama. Abandonou o PL Mulher e ameaça (só ameaça) não disputar o Senado pelo PL no Distrito Federal, eleição tida como garantida. Costa Neto nem parecia um político safo quando anunciou a extinção da direção nacional do PL Mulher.“Você sabe mulher como é que é, né? Arruma enguiço com 20”. Com a desastrada frase, afastou ainda mais as mulheres, público avesso a Flávio. Fez coro a um dos mais fiéis assessores do candidato, o blogueiro Paulo Figueiredo, para quem “mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras” e que “mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido”. Mais uma vez, seus tiros foram parar na culatra ao escancarar o que muita gente no país crê quanto ao comportamento de Bolsonaro, condenado e cumprindo pena em prisão domiciliar. “Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está. Se ele sair de lá, sai pulando de alegria. Sara na hora.” À frente de uma campanha sem o brilho que pretendia, Costa Neto acabou por acender desconfianças, jogando luzes no não descartado teatro do ex. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalFundo PartidárioGovernadorMensalão do PTPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram E agora, Valdemar? 12/07/2026 Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ E agora, Valdemar?
Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado

Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Ao conceder liberdade provisória ao ex-prefeito, ministro do STF diz que persistem dúvidas sobre a legalidade do armamento apreendido e da conduta de dois policiais militares Por Bernardo Mello, Dimitrius Dantas e Vera Araújo | O Globo 12/07/2026 Márcio Canella terá de usar tornozeleira eletrônica, fazer recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, comparecer à Justiça e entregar passaporte — Foto: Rafael Wallace O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Rio esclareça, em cinco dias, a origem de duas armas da corporação apreendidas na 6ª fase da Operação Unha e Carne — entre elas um fuzil calibre 5,56. Na mesma decisão, assinada anteontem, o ministro concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, que deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, por volta das 18h30 de ontem, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Moraes afirmou, no entanto, haver dúvidas sobre a regularidade do uso do armamento e sobre a atuação de dois PMs na segurança dos investigados. Canella e Silva Neto foram presos em flagrante em 7 de julho por causa da posse de armas de uso restrito, durante operação da Polícia Federal contra uma quadrilha suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil, também é investigado. Embora tenha considerado legais as prisões, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que medidas cautelares — como tornozeleira eletrônica, apresentação periódica à Justiça e entrega dos passaportes — eram suficientes para substituí-las. A decisão manteve o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas dos investigados, determinados em 2 de julho, quando Moraes autorizou as buscas. O ministro pediu à PM informações sobre a situação funcional de Silva Neto e do terceiro-sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, apontado no Inquérito 5.020 como responsável pelo fuzil encontrado na Ford Ranger de Canella. Segundo a defesa, o sargento fazia sua escolta e a cessão da arma estava formalizada em relatório de armas em serviço apresentado à Justiça. Já a arma de Silva Neto, também da PM, foi apreendida com ele enquanto fazia a segurança de Luisi Correa Pinho e José Carlos Alves de Souza Júnior, segundo a PF. Os investigadores afirmaram que, ao arrombar o portão da casa, em Camboinhas, encontraram um homem empunhando uma arma, que foi contido e desarmado. A defesa do policial confirmou à Justiça que ele fazia a segurança dos moradores e sustentou que “sua presença no local, portanto, não era clandestina, eventual ou inexplicável” Em trecho da decisão, o ministro do STF deixa clara sua insatisfação com as explicações apresentadas pelas defesas — o que motivou o pedido de esclarecimentos à PM: “Há, portanto, dúvidas sobre a regularidade da posse de arma pertencente à corporação por Alexandre Paixão da Silva Júnior e que foi encontrada no veículo de Márcio Correia de Oliveira (cujo nome na política é Márcio Canella), bem como das razões pelas quais o armamento encontrava-se em veículo de propriedade de Márcio Correia de Oliveira. Igualmente, há dúvidas sobre a legalidade do exercício das funções de ‘segurança’ por Antônio Gomes da Silva Neto, inclusive com a utilização de armamento da corporação.” Moraes prossegue: “O encontro das armas se deu no cumprimento de medidas de busca e apreensão em procedimento relacionado à existência de organização criminosa e enseja a devida investigação, inclusive para comprovar a alegação de ambos os presos em flagrante delito.” E acrescenta que “essas dúvidas não foram sanadas pela Defesa até o presente momento, justificando a manutenção da prisão em flagrante delito na audiência de custódia”, e que deverão ser resolvidas com as informações a serem prestadas pela própria Polícia Militar do Rio. Ligação com o Detran O sargento Paixão, apontado pela defesa de Canella como responsável pelo acautelamento do fuzil encontrado no carro do ex-prefeito, está lotado no Detran. Canella sempre teve forte influência política na autarquia, desde os tempos de deputado estadual — a ponto de ter sido o principal padrinho político do delegado Marcus Amim, também alvo de busca e apreensão da PF na semana passada. Foi Canella quem indicou Amim para a presidência do Detran e depois o alçou ao cargo de secretário de Polícia Civil, chegando a articular mudança na Lei Orgânica do órgão para viabilizar a nomeação. Para a PF, os casos de Paixão e Silva Neto configuram, em princípio, crime de posse ou guarda irregular de arma de fogo de uso restrito, previsto no artigo 16 da Lei 10.826/2003. No caso de Silva Neto, investigadores também apontam possível participação em organização criminosa armada. Entre as condições impostas por Moraes para a liberdade provisória de Canella e Silva Neto estão ainda o recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana e a suspensão imediata de eventuais registros ou autorizações relacionados a armas de fogo. O descumprimento de qualquer condição, segundo a decisão, resultará na conversão automática em prisão preventiva. Questionada pelo GLOBO, a Polícia Militar informou apenas que a corregedoria instaurou procedimento para apurar a conduta de Alexandre Paixão da Silva Júnior, responsável pela cautela do fuzil encontrado no veículo de Canella. A corporação não respondeu sobre Antônio Gomes da Silva Neto e nem se ele podia atuar como segurança. O advogado Pierpaolo Cruz Bottini, que defende Canella, afirmou que a prisão não se sustentava porque a arma encontrada no carro era regular e registrada em nome de seu segurança. Segundo ele, toda a documentação foi apresentada ao STF, subsidiando a decisão que concedeu a liberdade. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJDeputado EstadualDetranNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado 12/07/2026 Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC 13/07/2026 PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional
Mudança de rumo

Mudança de rumo Flavio Bolsonaro pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL, pois as investigações do crime organizado no Rio de Janeiro chegam cada vez mais próximas a suas conexões pessoais. Por Merval Pereira | O Globo 12/07/2026 O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo/08/07/2026 Vivemos nessa eleição presidencial uma situação inversa à que se deu em 2018, quando o então desconhecido Jair Bolsonaro venceu. Naquela ocasião, o então ex-presidente Lula estava na cadeia, e no último minuto colocou Fernando Haddad para representá-lo. Hoje, é Bolsonaro quem está preso, e apressou-se a indicar seu filho, o senador Flavio Bolsonaro, para representá-lo. Lula demorou até onde pôde para assumir que não seria o candidato, imaginando com isso que transferiria mais facilmente seus votos para Haddad. Não deu certo. Já Bolsonaro pensou em fazer o mesmo, mas sua situação era mais crítica que a de Lula, pois havia sido condenado por golpe de Estado, e dificilmente conseguiria um golpe parlamentar para tirá-lo daquela situação. A escolha de Flavio pareceu um erro no início, mas consolidou-se quando ficou claro que uma maioria da direita estava sendo levada para o extremismo da famiglia, tornando-se refém do populismo radical que elevou Bolsonaro a líder antiesquerdista. A fraqueza intrínseca de Flavio, porém, revela-se insuperável, além de seu telhado de vidro. Tudo indica que ele pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL, pois as investigações do crime organizado no Rio de Janeiro chegam cada vez mais próximas a suas conexões pessoais. Uma análise da gestão interina do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio e interventor no governo do Estado do Rio de Janeiro destaca que o estado há muito tempo está refém de um grupo político que vem se revezando no poder através do uso da máquina pública. Está sendo demonstrado agora que essa máquina era baseada na corrupção. O trabalho de limpeza de área que está sendo feito pelo desembargador Ricardo Couto está mostrando, pela primeira vez em muitos anos, que é possível organizar o governo estadual dentro dos marcos legais, cortando os excessos, os desperdícios e a corrupção. As pesquisas de opinião mostram que a falta de policiamento nas ruas é o principal problema na segurança para os moradores, um problema que extrapola para o país inteiro. A existência da corrupção e a falta de segurança estão entre os dois pontos principais nas preocupações do eleitor, e são questões imbricadas. Essas pesquisas refletem um sentimento nacional que vai ser muito debatido durante a campanha eleitoral. A ideia da criação de um ministério da Segurança Pública, que volta e meia entra em debate, deve ser uma das prioridades exigidas pelos eleitores para os candidatos à presidência. Com certeza, teríamos avançado muito mais se tivéssemos mantido o ministério da Segurança criado pelo ex-presidente Temer e extinto pelo ex-presidente Bolsonaro. Não poder andar com celular na rua com medo de ser assaltado parece uma coisa pequena, mas afeta a tranquilidade da população, e é um assunto premente para qualquer brasileiro. Mais uma vez no Rio de Janeiro estamos diante de exemplo que vem de cima. Desde o pequeno desvio, até a corrupção em alto nível, tudo faz com que o Estado não produza bem-estar para a população. Ao contrário, quando, como agora, há um governo que planeja o futuro e varre a corrupção, há avanços. O senador Flavio Bolsonaro, indicam as investigações, está envolvido diretamente nesse esquema criminoso que dominava o governo do Estado do Rio, e por isso está tendo dificuldades para montar sua própria chapa no Estado. Os candidatos ao Senado foram todos inviabilizados pelas ações policiais. O presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, candidato em potencial ao governo do Estado, é do mesmo grupo que está sendo investigado, e provavelmente não terá a oportunidade de assumir o governo interino. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nos próximos dias pela impossibilidade de realizar-se duas eleições no período de três meses, permanecendo o presidente do Tribunal de Justiça na interinidade até a eleição. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mudança de rumo 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO)
Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio

Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio Ao decretar novas prisões, juiz relatou ‘sangria das verbas públicas’ em gestão bolsonarista Por Bernardo Mello Franco | O Globo 12/07/2026 Aliados presos: o ex-governador Cláudio Castro entre Márcio Canella e Rodrigo Bacellar em Belford Roxo, em 2025 — Foto: Rafael Campos / Governo RJ A frase é do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa: “O estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura”. O magistrado decretou a prisão preventiva de seis envolvidos em fraudes no Instituto Rio Metrópole. Criado para elaborar projetos de transporte, saneamento e habitação, o órgão foi transformado em mais um sorvedouro de dinheiro público. A operação de quinta-feira desmantelou um esquema que desviou ao menos R$ 86 milhões. Entre os presos, está o presidente da autarquia, nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. Também foram em cana o pai e a cunhada do deputado estadual Alexandre Knoploch. Ele se apresenta nas redes como “casado, pai, evangélico”, “conservador de direita” e “pela família”. Na decisão, o juiz Rubioli descreveu um quadro de assalto aos cofres fluminenses: “O que se vê é um cenário de total aparelhamento espúrio do estado, sangria das verbas públicas, apadrinhamentos e toda sorte de ações que levaram o mesmo à bancarrota”. A devassa no Instituto Rio Metrópole teve origem em autorias instauradas pelo governador em exercício, Ricardo Couto. Em pouco mais de cem dias, o desembargador demitiu 4.000 funcionários fantasmas. Agora pretende fechar uma dezena de secretarias que serviam como cabides de emprego para apaniguados de Castro e de seus aliados na Assembleia Legislativa. Em outra frente de investigação, a Polícia Federal tem desvelado ligações de políticos do Rio com milícias e facções criminosas. O primeiro a ser preso foi Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj que seria candidato a governador com apoio de Castro. Nesta terça, foi a vez de Márcio Canella, flagrado com um fuzil no carro. Próximo de milicianos da Baixada, o ex-deputado era pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro. A mãe do presidenciável, Rogéria Bolsonaro, seria sua primeira suplente. O Rio de Janeiro vive atolado em crises e escândalos há mais de uma década. Em 2018, os servidores ficaram sem receber salários, a segurança virou alvo de intervenção federal e o governador Luiz Fernando Pezão saiu do Palácio Laranjeiras de camburão. (Condenado a 98 anos de prisão, ele teria as sentenças anuladas em segunda instância). Parecia o fundo do poço, mas o estado ainda mergulharia mais fundo. Eleito com discurso moralizador, Wilson Witzel inaugurou um novo ciclo que uniu extremismo político, descalabro administrativo e roubalheira desenfreada. Destituído pela Alerj, o ex-juiz foi substituído por Castro, cuja gestão agora tem as vísceras expostas. A autópsia da gestão bolsonarista revelou uma máquina infestada de “antros de corrupção”, disse na quinta o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira. “Inúmeras estruturas do estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes e marginais”, resumiu. Na mira da polícia, a turma não se dá por vencida. Cobra a saída do governador em exercício, que continua a caçar fantasmas, e tenta reorganizar o palanque para as eleições de outubro. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMPL Partido LiberalPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’
Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal”

Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” Declaração ocorre após PF apontar suposta estrutura informal de controle de emendas pelo presidente do partido Por Raony Salvador | Fórum 11/07/2026 O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto | Reprodução/CNN O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, revelou um dos bastidores da relação entre a direção do partido e as emendas parlamentares de deputados. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que o deputados como Tiririca deixavam parte dos recursos para que ele, mesmo sem mandato, definisse onde seriam aplicados. A declaração ocorre após a Polícia Federal investigar uma suposta estrutura informal de direcionamento de recursos públicos dentro da Câmara dos Deputados. Na sexta-feira (10), apuração levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar bloqueio de bens de Valdemar e suspender a execução de emendas que, segundo a investigação, chegariam a R$ 119 milhões. Na explicação dada na entrevista, Valdemar disse que combinou com o deputado que suas emendas seriam usadas para atender municípios indicados pela direção partidária. “O Tiririca não tem contato com o prefeito. Então acertei com o Tiririca quando ele foi eleito: você deixa essas emendas para a gente atender os municípios nossos. E ele fazia isso direitinho”, declarou. Segundo o presidente do PL, o deputado seguia a orientação e dividia os recursos conforme as demandas apresentadas pelo partido. “Eu usava as emendas dele e sugeria que ele desse para tal lugar, tal lugar, e você faz isso”, disse Valdemar ao relatar o acordo. A declaração foi dada em meio às investigações sobre a atuação do dirigente no direcionamento de emendas parlamentares. Valdemar negou irregularidades e afirmou que esse tipo de articulação faz parte da rotina política dos partidos. “Isso é normal em todo partido político”, disse. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo 11/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF
Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo

Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Polícia apura mais de R$ 119 milhões em emendas com destinação suspeita Por Yuri Ferreira | Fórum 11/07/2026 Valdemar da Costa Neto (PL) – EVARISTO SA / AFP A Polícia Federal (PF) investiga se deputados federais tinham conhecimento, participaram ou foram omissos diante do uso de seus nomes em emendas parlamentares que somam R$ 119 milhões e que teriam sido direcionadas pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. A apuração levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar o bloqueio de bens de Valdemar. Segundo a PF, a “participação, ciência, adesão ou inconsciência” dos deputados citados nos documentos será apurada. A corporação afirma que já existem elementos mais consistentes sobre o possível envolvimento de determinados parlamentares, mas diz que a responsabilidade de cada um só poderá ser definida com o avanço das investigações. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada para apurar possíveis irregularidades na distribuição de emendas de comissão da Câmara dos Deputados. Como funcionava o esquema de emendas de Valdemar Costa Neto De acordo com a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto comandava a definição de emendas parlamentares utilizando uma rede de assessores ligados às lideranças partidárias na Câmara dos Deputados. Embora a Constituição reserve exclusivamente a deputados e senadores a prerrogativa de apresentar emendas ao Orçamento, os investigadores afirmam que o presidente do PL exercia, na prática, essa atribuição. A investigação aponta que três servidores da Câmara atuavam como operadores do esquema: Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL); Garigham Amarante, servidor da liderança do PL; e Nara Brum, assessora da liderança do PL. Na decisão, Flávio Dino afirma que os três atuavam como “longa manus” de Valdemar Costa Neto, isto é, executavam ordens do dirigente partidário. A partir da análise de mensagens e planilhas encontradas no celular de Mariângela Fialek, a PF identificou o que chama de “arranjo decisório paralelo” para a destinação das verbas. De acordo com os investigadores, Valdemar, mesmo sem exercer mandato, teria poder para definir valores, áreas e municípios beneficiados por emendas. Nesse esquema, servidores da Câmara seriam responsáveis por organizar as indicações. Para dar aparência de legalidade ao procedimento, deputados federais teriam sido registrados como solicitantes das verbas, embora as indicações partissem, segundo a PF, do presidente do PL. A corporação afirma que o suposto mecanismo pode ter contado com o “apoio e a liberalidade política, ainda que através de omissão, de outros parlamentares”. Diálogos obtidos pela PF revelam o protagonismo de Valdemar nas decisões. Em um dos diálogos, um servidor pergunta: “Fechou o valor do Pres Valdemar?”. Em outra conversa, a resposta é: “Pode colocar o máximo que der. Ele tá querendo Turismos”.Os investigadores também localizaram referências frequentes a “emendas do Valdemar” e à sigla “VCN”. “Marquei com o Valdemar amanhã 10:30”, escreve um assessor em uma das mensagens. “Acho que ele vai jogar no turismo os 24. Pode ser?” Os “24” são R$ 24 milhões em emendas parlamentares, segundo a PF. Como isso pode afetar a campanha de Flávio Bolsonaro O escândalo das emendas atribuídas a Valdemar Costa Neto pode ter impacto direto na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a reeleição ao Senado. Valdemar é o presidente nacional do PL e um dos principais aliados do bolsonarismo. A investigação atinge o núcleo duro da legenda, que tem no senador Flávio Bolsonaro seu candidato à presidência. Segundo a PF, mais de R$ 80 milhões das emendas atribuídas a Valdemar beneficiaram cidades chefiadas por filiados da sigla. Entre elas estão Suzano (SP), com R$ 26,8 milhões; Porto Seguro (BA), com R$ 25 milhões; Santa Fé do Sul (SP), com R$ 9,5 milhões; Bebedouro (SP), com R$ 9 milhões; e Ubatuba (SP), com R$ 7 milhões. Flávio confirmou que Valdemar operava um esquema de emendas. Para defender o presidente do PL, Bolsonaro confirmou que ele participava das decisões em torno do destino das emendas de parlamentares do Partido Liberal e classificou tal relação como “natural”. “Sobre a decisão de hoje do ministro Flávio Dino (STF) contra o presidente do meu partido, Valdemar Costa Neto (PL): 1. Tenho certeza de que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados. 2. Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL.” Quem é Valdemar da Costa Neto Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL) desde 2020, foi deputado federal por seis mandatos consecutivos, de 1990 a 2022. Nascido em São Paulo em 11 de agosto de 1949, começou sua trajetória política na ARENA, partido de sustentação da ditadura militar, e ingressou no PL ainda nos anos 1980. Herdeiro de uma das famílias mais tradicionais da política de Mogi das Cruzes (SP), onde seu pai foi quatro vezes prefeito, tornou-se uma das principais lideranças do chamado “centrão” no Congresso Nacional. Em 2002, participou da construção da aliança entre o PL e o PT que elegeu Lula e José Alencar. Sob sua direção, o PL tornou-se a maior bancada da Câmara em 2022. Quais são os próximos passos da investigação Além do bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão imediata de todos os pagamentos das emendas sob suspeita. São pelo menos 21 emendas, empenhadas ou pagas, num total de R$ 119.216.703,15 — o valor que a PF calcula ter sido desviado. Desse total, cerca de R$ 104 milhões chegaram a ser pagos antes da suspensão. A Câmara dos Deputados tem 10 dias para entregar documentos sobre a tramitação dos recursos. A PF deverá aprofundar as investigações para determinar a responsabilidade de cada um dos deputados envolvidos. A linha de investigação sobre a “participação, ciência, adesão ou inconsciência” dos parlamentares deverá ser detalhada com a análise de novos documentos e oitivas. A corporação também investiga se os deputados autorizaram o uso de suas cotas e nomes, se concordaram com as indicações feitas por Valdemar ou se
Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO)

Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) À CNN, líder do Partido Liberal nega que tenha em sua posse o valor das emendas bloqueado por decisão do Supremo Por Gustavo Uribe, Manoela Carlucci, Rafael Sotero e Filipe Pereira | CNN Brasil 11/07/2026 O Presidente Nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto • Beto Barata/PL Brasília e São Paulo – O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, disse em entrevista à CNN neste sábado (11) que seu patrimônio não chega “nem perto” dos R$ 119 milhões que o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou bloquear de suas contas após uma investigação da PF (Polícia Federal) sobre emendas parlamentares. “Nem perto. Eu gostaria de ter, mas nem que eu acertasse duas vezes na Mega-Sena eu teria esse dinheiro. Mas eles fizeram [o cálculo] do valor total das emendas e o bloqueio saiu desse tamanho. Então, o cidadão que vê isso, pensa que eu tenho esse dinheiro para pagar”, afirmou. Na declaração de bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no ano de 2010, última eleição em que participou, o patrimônio do presidente do PL chegava à cifra de R$ 2,5 milhões, distribuído em diferentes recursos. Valdemar também questionou o teor da decisão de Dino, mencionando os pareceres contrários de outros entes, como a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o Ministério Público. Segundo ele, os apontamentos justificaram ações mais brandas, sem a necessidade de buscas e apreensões, algo visto em outras investigações com políticos, como o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, e o senador Jaques Wagner (PT-BA). “Nós tivemos a PGR a nosso favor, ela foi contra a decisão, e o Ministério Público. Eles deram contra essas ações que iam fazer contra mim, eles não concordaram, por isso eu não tive Polícia Federal, não tive essas coisas de pegar meu celular, porque o ministro viu que era demais isso contra mim. Então agora nós vamos fazer a nossa defesa, vamos mostrar, as emendas são todas sérias, estão sendo executadas e aí vamos chegar no entendimento pra tocar a vida pra frente”, completou. A investigação Segundo investigação da PF, Valdemar teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que totalizariam R$ 119 milhões — valor bloqueado pela decisão. Para isso, por não ser parlamentar, o presidente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar verbas públicas de forma oculta, por meio de registros fraudulentos. Tais registros se baseavam na manipulação de documentos e sistemas orçamentários, colocando nomes de deputados reais. Dessa forma, as solicitações de emendas eram repassadas aos ministérios com um aspecto lícito. A investigação teve origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para apurar possíveis fraudes na destinação de emendas e o descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade fixadas pelo STF. “O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como ‘solicitantes’ das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar”, menciona a decisão. Dino determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente em até dez dias documentos sobre as emendas parlamentares que seriam ligadas a Valdemar Costa Neto. Outro lado A defesa de Valdemar emitiu uma nota em que diz receber com surpresa a decisão de Dino e afirma que a “decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”. O posicionamento ainda afirma ser natural e legítimo, no sistema democrático, que o presidente de partido político dialogue com parlamentares e defenda prioridades programáticas, além de articular por interesses nacionais e regionais e “influencie politicamente sua bancada”. Confira a íntegra da nota da defesa “NOTA À IMPRENSA A defesa de Valdemar Costa Neto recebe com surpresa a decisão do Ministro Flávio Dino que decretou medidas cautelares em seu desfavor. Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária. Valdemar Costa Neto nega categoricamente a prática de qualquer crime. Não há qualquer prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso. É natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Nada há de criminoso nisso. A atuação político-partidária somente poderia ter relevância penal se acompanhada de indícios concretos de fraude, desvio funcional, ocultação deliberada ou apropriação indevida da execução da despesa pública. Esses elementos não estão minimamente demonstrados. A defesa também destaca o fato de que a Procuradoria-Geral da República foi contrária à decretação das medidas cautelares. Ainda assim, foram impostas restrições graves com base em suposições sem qualquer demonstração individualizada de dolo, fraude, desvio de finalidade ou participação consciente em qualquer crime, além de estar claro na decisão de que não houve, com o devido respeito, qualquer vantagem pessoal para Valdemar Costa Neto. É especialmente preocupante a premissa de que a indisponibilidade deve recair sobre o patrimônio integral do investigado “até que o inquérito aporte elementos mais seguros”. A reconhecida incerteza investigativa não autoriza constrição patrimonial ampla, tampouco qualquer presunção de culpa. A defesa lamenta a exposição pública prematura de investigação ainda em fase preliminar, especialmente quando desacompanhada de elementos indiciários idôneos e em período de especial sensibilidade institucional e eleitoral. A defesa reafirma a inocência de Valdemar Costa Neto e adotará todas as medidas judiciais cabíveis para demonstrar a improcedência das imputações, restabelecer a legalidade e preservar suas garantias fundamentais. Marcelo Luiz Ávila de BessaThiago Lôbo Fleury” https://youtu.be/HZS0EfQ3kck?si=9DXL_hMMoBYSObKM Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) 11/07/2026 Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões
Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana

Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana Sentença da Justiça envolve processo administrativo que levou ao afastamento da então presidente da Câmara, em 2022. Decisão é de primeira instância e cabe recurso. Por Diego Varsi | g1 11/07/2026 Câmara Municipal Bom Jesus do Itabapoana — Foto: Reprodução Inter TV Bom Jesus do Itabapoana – Cinco agentes políticos de Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense foram condenados pela Justiça do Rio de Janeiro pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. A decisão foi proferida pela 2ª Vara da Comarca de Bom Jesus do Itabapoana e tem relação com um processo administrativo que resultou no afastamento da então presidente da Câmara Municipal, Luciara Amil Nunes Azevedo, em 2022. Os condenados são os atuais vereadores José Luiz Rezende do Carmo, Samuel Júnior Soares de Aguiar e Sérgio Ney Borges Crizóstomo, além dos ex-vereadores Cleber Reis do Nascimento e Eduardo Alves Paiva. De acordo com a sentença, os réus inseriram informações falsas no relatório final do Processo Administrativo nº 50/2022, documento utilizado para justificar a destituição de Luciara da presidência da Câmara e seu afastamento do mandato por 30 dias. A Justiça também reconheceu o uso de documento falso relacionado a um orçamento apresentado durante a tramitação do processo. Segundo a decisão, as provas produzidas durante a instrução processual não confirmaram as informações apresentadas no relatório. A magistrada destacou ainda que testemunhas técnicas afastaram a existência do suposto prejuízo aos cofres públicos que fundamentou o processo administrativo. A sentença também menciona que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) aprovou as contas da Câmara Municipal referentes ao exercício de 2021, sem apontar irregularidades. Cada um dos condenados recebeu pena de 2 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente aberto. No entanto, por serem réus primários e pelos crimes não terem sido cometidos com violência ou grave ameaça, a pena privativa de liberdade foi substituída por duas medidas restritivas de direitos: o pagamento de R$ 2 mil e a limitação de fim de semana, com permanência em casa por cinco horas aos sábados e domingos. A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 10 mil, por danos morais, em favor de Luciara Amil Nunes Azevedo. O valor deverá ser pago de forma solidária pelos condenados. Os réus foram absolvidos das acusações de violência política de gênero, abuso de autoridade e de uma das imputações relacionadas ao uso de documento falso. Elma Soares Cardoso Abreu de Oliveira, que também respondia ao processo, foi absolvida da acusação de falsidade ideológica. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Notícia anteriorPróxima notícia Bom Jesus do Itabapoana RJNorte e Noroeste FluminensePL Partido LiberalPP ProgressistasPSD Partido Social DemocráticoTCE-RJVereadorVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana 11/07/2026 Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida 14/07/2026 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido 14/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Mudança de rumo Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia
Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Amanhã completa um mês que o projeto de lei 1482/2019 dorme na gaveta de Flávio Bolsonaro, presidente na Comissão de Segurança Pública do Senado. Por Lauro Jardim | O Globo 11/07/2026 Agentes cumprem mandados em sete estados na Operação Carbono Oculto — Foto: Reprodução/TV Globo O projeto, que endurece penas para o furto, roubo e receptação de combustíveis, foi avocado pelo presidente do colegiado no primeiro dia em que chegou, em 12 de junho, sem avanços desde então. Aproposta é chave para asfixiar a lavagem de dinheiro de milícias e facções criminosas que lucram com o mercado ilegal. Dados de um relatório que circula no Senado indicam o tamanho do problema: as ocorrências em dutos saltaram de 25 em 2024 para 31 em 2025, com um prejuízo estimado de R$ 33,4 milhões apenas em oleodutos da Transpetro. Notícia anteriorPróxima notícia Flávio BolsonaroPL Partido LiberalPL Projeto de LeiSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis 11/07/2026 Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado 12/07/2026 Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?”