Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025

Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025

Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Líderes partidários assumiram autoria de 16% das emendas decomissão da Câmara dos Deputados, ocultando parlamentares que indicaram o beneficiário final dos recursos Por Transparência Brasil 13/07/2026 Este estudo analisou as 16,6 mil indicações de beneficiários das emendas de comissão de 2025 As emendas de liderança repetem a lógica do orçamento secreto, mecanismo declarado inconstitucional pelo STF em 2022. São emendas de comissão cujas indicações de beneficiários aparecem registradas em nome das lideranças partidárias, e não dos deputados que de fato escolheram os destinatários dos recursos. Essas emendas não têm impositividade prevista na Constituição, mas passaram a ter execução obrigatória por normas infralegais e acordos políticos, mesmo com o STF exigindo transparência e rastreabilidade dos recursos até o beneficiário final. Este estudo analisou as 16,6 mil indicações de beneficiários das emendas de comissão de 2025, que somaram R$ 11,7 bilhões em todo o Congresso Nacional, e verificou que sete bancadas da Câmara dos Deputados destinaram R$ 1,3 bilhão (16% do total da Casa) em nome de lideranças partidárias, sem identificar os deputados responsáveis pelas indicações. No Senado, todas as indicações estiveram associadas a um senador nomeado. Clique aqui para abrir o estudo Desenvolvido pelo EmbedPress Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalFlávio BolsonaroJair BolsonaroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL

Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção

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Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Montante é suficiente para executar 15 projetos prioritários de mobilidade, incluindo a Linha 3 do metrô, ligando a capital a Niterói e São Gonçalo passando sob a Baía de Guanabara Por Jéssica Marques e Selma Schmidt | O Globo 13/07/2026 No rastro do dinheiro público — Foto: Editoria de arte Rio de Janeiro – Anáfora, Zargun, Unha e Carne, Ouroboros… Esses são nomes de apenas algumas das 22 operações realizadas no estado do Rio entre 9 de junho de 2025 e 9 de julho de 2026. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que as investigações apuram R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob suspeita de irregularidades em esquemas de corrupção. O montante é suficiente — e com sobra — para executar os 15 projetos prioritários de mobilidade da Região Metropolitana do Rio, estimados em R$ 68 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades. Entre eles está uma promessa de décadas: a Linha 3 do metrô, que ligaria a capital a Niterói e São Gonçalo por um trecho sob a Baía de Guanabara. Ao longo dessas operações, a Justiça também bloqueou R$ 122 milhões em bens e valores. A cifra bilionária também choca ao ser comparada com as despesas estimadas do estado para 2026 (R$ 126,7 bilhões). Representa mais da metade do que, pela lei orçamentária, pode ser gasto com pagamento de todos os servidores, custeio, obras e compras de equipamentos. Além disso, o montante sob suspeita daria para quitar quatro vezes o déficit previsto no orçamento do ano (R$ 18,93 bilhões). As investigações foram conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público do Rio, pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Federal, pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas do Estado. Os alvos incluem políticos, ex-gestores públicos, servidores estaduais e municipais, policiais civis, empresários, organizações sociais da saúde e instituições públicas. Sem refino O maior valor sob apuração aparece na Operação Sem Refino, da PF, que analisa fraudes envolvendo cerca de R$ 50 bilhões e tem como alvos o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit. Na sequência, aparece a sexta fase da Operação Unha e Carne, que apura um esquema estimado em R$ 7,6 bilhões de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis da Região Metropolitana e tem como alvos o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União) e o ex-secretário de Polícia Civil Marcos Amim. Também de grande impacto financeiro está uma fiscalização do TCE-RJ, que apontou irregularidades em aplicações de R$ 6,5 bilhões do governo do estado em empresas privadas. Também estão na lista a primeira fase da Compliance, que investiga suspeitas de fraudes de R$ 3 bilhões no Rioprevidência; a Operação Antracito, que apura contratos da organização social Prima Qualitá Saúde com recursos do SUS, estimados em R$ 1,6 bilhão; e a quarta fase da Operação Unha e Carne, que teve como alvo o deputado afastado e preso Thiago Rangel (Avante) em um esquema de R$ 1 bilhão envolvendo verbas da Secretaria estadual de Educação (Seeduc). Em 3 de dezembro de 2025, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), foi preso ao chegar à sede da PF. Em seu carro oficial, os agentes encontraram R$ 90 mil em espécie. Ele era investigado por suspeita de vazar informações sigilosas da Operação Zargun, que levou à prisão do então deputado TH Jóias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho. A professora de Ciência Política da UFRJ e coordenadora do LAPPCOM, Mayra Goulart, afirma que é preciso diferenciar a troca legítima de apoio político do uso da máquina pública para favorecer grupos no poder. — É natural que o eleitor recompense com o voto um político cujas políticas públicas melhoraram sua vida. O problema surge quando a máquina pública deixa de servir ao cidadão e passa a fortalecer um projeto político. Isso caracteriza aparelhamento do Estado. Já o antropólogo Roberto DaMatta explica que a complexidade do setor público dificulta que a população entenda os caminhos que o dinheiro do governo percorre: — As pessoas têm dificuldade de entender que esse dinheiro (71,8 bilhões) é público. O sistema é muito complexo. Por isso, os cidadãos não entendem onde o dinheiro está sendo aplicado. Outras operações atingiram diferentes áreas da administração estadual. A Barco de Papel apura irregularidades na relação entre o Rioprevidência e o Banco Master, em um montante de R$ 970 milhões. Já a Anáfora investiga a participação do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do ex-prefeito Washington Reis (MDB) em um esquema estimado em R$ 563 milhões de desvio de recursos da Saúde e lavagem de dinheiro para uma organização criminosa — valor suficiente para custear mais de quatro vezes as obras de saneamento no Complexo da Maré, orçadas em R$ 120 milhões. A lista inclui ainda a Operação Ouroboros, do MPRJ, que apura suspeitas de irregularidades em contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM), com prejuízo estimado em R$ 86 milhões. A investigação foi deflagrada após auditorias determinadas pelo governador em exercício, Ricardo Couto; a Apócrifo, da PF e da Polícia Civil, sobre fraudes de R$ 15 milhões em alvarás judiciais; a terceira fase da Operação Fake Agents, em que ex-funcionários da Caixa Econômica Federal são acusados de desvio de R$ 7 milhões; e a Capgras, que apura fraudes de R$ 22 milhões em pensões da UFRJ. O levantamento também reúne operações contra servidores da Secretaria estadual de Fazenda, com fraudes de R$ 311 milhões; a Oásis, sobre golpes estimados em R$ 110 milhões; a Pague a Conta, que apura prejuízo de R$ 1 milhão em uma lotérica; a terceira fase da Operação Anomalia, contra policiais civis; e uma investigação da Polícia Civil sobre uma vereadora do Rio envolvendo R$ 1,7 milhão. Procurados, o ex-governador Cláudio Castro, a defesa do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e o ex-secretário Washington Reis negaram irregularidades. Castro afirmou que não favoreceu a Refit nem recebeu vantagem indevida na Operação

Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC

Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC

MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial De acordo com a Polícia Civil, a Entre Investimentos foi a principal fonte de dinheiro da ACX ITC Tecnologia em um período de nove meses Por Eduardo Militão e Andre Shalders | Metrópoles 13/07/2026 Cena do filme Dark Horse | Reprodução A Entre Investimentos e Participações, que financiou o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez 14 transferências para uma empresa investigada por lavar dinheiro do PCC. No total, foram R$ 28 milhões repassados em nove meses, entre agosto de 2024 e abril de 2025. É o maior volume de recursos destinado à ACX ITC Tecnologia no período. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a ACX ITC integra a rede de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas da facção criminosa. A empresa está registrada em nome de um laranja que contou aos policiais ter sido abordado em um campo de futebol com a proposta de receber R$ 5 mil em troca de ceder seu CPF para assumir a empresa. O homem afirmou trabalhar com a venda de pipas e rabiolas por meio de rifas. A renda era de R$ 1.000 por rifa vendida. A relação da Entre Investimentos com a ACX ITC está sob investigação. No papel, a Entre pertence a Antônio Carlos Freixo Junior. Segundo a Polícia Federal, Freixo era usado pelo banqueiro Daniel Vorcaro como laranja para realizar pagamentos e ocultar patrimônio. Mas não apenas por ele. Ou seja, nem todos os negócios da Entre estão relacionados a Vorcaro. Foi por meio da Entre que Vorcaro pagou R$ 61 milhões, a pedido do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), supostamente para financiar um filme sobre a história de Jair Bolsonaro. “A empresa ACX ITC possui fortes indícios de envolvimento com recursos oriundos do tráfico e movimentou R$ 918.378.510,00”, registrou o delegado Júlio Jesus Encarnação em relatório encaminhado à 1ª Vara de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens de São Paulo. De 1º de agosto de 2024 a 25 de abril de 2025, estes foram os maiores pagadores da ACX ITC, segundo a Polícia Civil: • Entre Investimentos – R$ 26 milhões (a reportagem calculou R$ 28 milhões)• Supaluh Transportes e Serv Empresariais – R$ 11,7 milhões• Rinanileo Gestão Consultoria – R$ 9,3 milhões• Alpha Capital Ltda – R$ 3,4 milhões• JJV Intermediações e Cobranças – R$ 2,8 milhões A vice-campeã em repasses à ACX ITC é a Supaluh Transportes, investigada na CPMI do INSS. A comissão investigou a ACX porque a empresa também foi usada pelo Careca do INSS, principal operador do esquema de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas. Com endereço registrado em São Paulo, a Supaluh teve o registro baixado na Receita Federal em 2025. Ou seja, não está mais em operação. A empresa está registrada em nome de um contador que tinha 290 empresas como clientes e de um preparador de tintas com salário de R$ 1.700 por mês. Apesar disso, movimentou R$ 1,1 bilhão entre 2023 e 2025, segundo relatório da CPMI do INSS. Investigação foi enviada à Polícia Federal A empresa ACX ITC Tecnologia também apareceu em esquemas relacionados ao PCC, ao universo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e ao filme Dark Horse, fatos apurados na Operação Compliance Zero. Por isso, a Polícia Civil encaminhou toda a investigação da Operação Saturno à Polícia Federal. Os pagamentos da Entre ao filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro foram acertados por Vorcaro e pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O acordo previa desembolsos de R$ 134 milhões, distribuídos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Os repasses, porém, foram efetuados entre 13 de fevereiro e maio do ano passado e somaram R$ 61 milhões. A Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior, não respondeu às perguntas do Metrópoles sobre a natureza dos repasses à ACX ITC. Em nota, a assessoria da empresa afirmou apenas que “o Grupo Entre realiza suas operações em conformidade com as normas e regulamentações aplicáveis ao setor financeiro”. Acrescentou ainda que “a empresa reforça seu compromisso com a integridade, a transparência e o cumprimento da legislação vigente, permanecendo à disposição das autoridades competentes sempre que necessário.” Notícia anterior Magé RJMP-RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC 13/07/2026 PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado 09/07/2026 Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF

PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha

PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha

Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu Permissão para ex-deputado indicar repasses intensifica ‘altíssimo grau de promiscuidade’ na liberação das verbas, diz polícia PF não cita Hugo Motta, mas emendas foram liberadas na gestão do atual presidente da Câmara; Cunha nega ilegalidade Por Mateus Vargas | Folha de S.Paulo 12/07/2026 O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos-MG) – Kayo Magalhães – 12.jul.2026/Divulgação/Câmara dos Deputados Brasília – Em documentação enviada ao ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal afirma que há indícios de que a presidência da Câmara autorizou a assessora parlamentar Mariângela Fialek a desviar emendas para o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A apuração embasou a ordem de Dino para bloquear R$ 6,15 milhões de Cunha pela suposta ingerência ilegal no direcionamento das verbas.  Os documentos da PF reproduzidos na decisão do ministro do STF não citam o nome do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mas os diálogos entre Cunha e Mariângela e a liberação das verbas ocorreram em 2025, quando ele comandava a Câmara. “Tudo indica que Tuca [apelido de Mariângela] contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”, afirma a PF. O presidente da Câmara ainda não se manifestou sobre a decisão de Dino e a apuração da PF. No sábado (11), Motta saiu em defesa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele falou em “intervenção judicial” indevida ao se referir à ordem de Dino de bloquear R$ 119 milhões do dirigente partidário por causa da suspeita de desvio de emendas. Em nota, a defesa de Mariângela Fialek afirma que ela atuava de forma “estritamente técnica, apartidária e impessoal”. Na documentação enviada a Dino, a Polícia Federal afirma que ela “sabia que estava atuando em zona cinzenta” ao supostamente contornar fluxos formais para ajustar a destinações de emendas “conforme interesses privados”. A PF também diz que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, “interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. Em diálogos entre Cunha e Mariângela, reproduzidos pelos investigadores, o ex-presidente da Câmara também fez menção a “Hugo” em setembro de 2025. Segundo a PF, Tuca havia procurado o ex-deputado para “aparentemente” enviar alguma informação. Depois de ela enviar e apagar uma mensagem, Cunha teria dito: “Tive ontem com Arthur. Hugo me ligou à noite. Enfim, tentando ajudar. Mas Arthur tem razão”. Os trechos da investigação mencionados na decisão de Dino não explicam se Arthur é Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. A decisão de bloquear valores de Cunha é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga a possível ingerência ilícita do ex-deputado no direcionamento de verbas públicas, mesmo sem exercer mandato parlamentar desde 2016. Segundo a PF, a investigação aponta que Cunha coordenava diretamente a destinação de, pelo menos, 29 emendas da Comissão de Saúde, totalizando um valor de R$ 6,15 milhões. A defesa de Eduardo Cunha disse, em nota, que soube da decisão pela imprensa e que ele não foi intimado nem chamado a prestar esclarecimentos antes da decretação do bloqueio de bens. Afirmou ainda que Cunha não exerce mandato e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. “A defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”, disse, em nota. De acordo com a nota, o valor bloqueado refere-se ao total das emendas sob investigação e não comprova desvio da verba. A defesa afirma que Cunha desconhece irregularidades na tramitação dos recursos e informa que buscará acesso aos autos para exercer o direito de defesa. Notícia anteriorPróxima notícia Nova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha 12/07/2026 Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF 13/07/2026 Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio

Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano

Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano

Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Ex-presidente da Câmara dos Deputado, algoz de Dilma Rousseff, anunciou que pretende voltar ao cenário político pelo Estado de Minas Por Caio Possati | O Estado de S.Paulo 12/07/2026 Eduardo Cunha foi preso em 2016 no bojo da Operação Lava Jato. Foto: André Dusek/Estadão Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha teve os seus bens bloqueados em até R$ 6 milhões pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo investigação da Polícia Federal, Cunha atuava como uma “espécie de agente privado” dentro do Parlamento e teria conseguido, mesmo sem exercer nenhum mandato ou cargo público atualmente, destinar 21 emendas parlamentares a municípios de Minas Gerais, que totalizam o valor bloqueado pelo STF. A defesa de Eduardo Cunha afirmou que “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que ele “não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas”. “Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar”, diz a nota, completando que a defesa “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”. A nota termina dizendo que a defesa buscará acesso integral à investigação “a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”. A decisão acontece a poucos meses da eleição, na qual Cunha já afirmou ter a pretensão de concorrer a deputado federal justamente pelo Estado de Minas. Se eleito, será o seu retorno ao cenário político nacional. Em setembro de 2016, ele foi cassado por quebra de decoro parlamentar meses depois de coordenar, naquele mesmo ano, como presidente da Câmara, o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. A acusação formal que levou à sua cassação, por 450 votos a favor e 10 contra, indicou que Cunha mentiu à CPI da Petrobras, em 2015, ao negar ser titular de contas no exterior, conforme denúncia do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Meses antes, o STF já havia determinado o afastamento do ex-deputado das funções parlamentares por suspeita de obstruir investigações do Conselho de Ética. Cunha já era réu na Operação Lava Jato depois que, em 2015, também por denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por ter recebido ao menos US$ 5 milhões em propinas referentes a dois contratos de construção de navios-sonda da Petrobras. Enquadrado como “ficha suja”, o então emedebista Eduardo Cunha perdeu os direitos políticos e tornou-se inelegível por 10 anos. Em outubro de 2016, um mês depois da cassação, foi preso no âmbito da Lava Jato por decisão do juiz Sergio Moro. Ficou detido por cerca de três anos, passou a responder ao processo em prisão domiciliar em 2020, durante a pandemia, e acabou sendo solto em 2021. Nas eleições de 2022, conseguiu autorização da Justiça Eleitoral, por meio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, para concorrer ao cargo de deputado federal pelo Estado de São Paulo pelo PTB. Contudo, mesmo mudando de legenda e de domicílio eleitoral — antes concorria pelo Estado do Rio de Janeiro, seu reduto político —, não foi eleito. Em 2023, teve uma de suas condenações pela Lava Jato anulada pelo STF, após a Corte reconhecer a competência da Justiça Eleitoral para julgar o processo. A sentença derrubada pelo Supremo havia imposto a Cunha 15 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Cunha já declarou o desejo de voltar à cena política. Depois de fracassar em São Paulo, pretende retornar à Câmara dos Deputados pelo Estado de Minas Gerais, agora pelo Republicanos-MG. Atualmente, o ex-presidente da Câmara é pré-candidato e terá a candidatura a uma cadeira no Legislativo oficializada em 16 de agosto, conforme o calendário eleitoral. Bloqueio de R$ 6 milhões O bloqueio determinado por Dino aconteceu no âmbito da Operação Transparência. Conforme a PF, os repasses das emendas aos municípios mineiros eram feitos por meio de documentos fraudulentos que ocultavam o nome do ex-parlamentar. As apurações indicam que a operação funcionava por intermédio de Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, que já foi assessora de Cunha e atua como servidora na Câmara dos Deputados. Em 2025, ela teve seu aparelho celular analisado pela Polícia Federal, que afirma ter encontrado elementos que apontariam para “a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual Eduardo Cosentino da Cunha, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”. Conforme a PF, Tuca “não era mera executora ocasional”, mas uma “agente ativa e consciente”, que desempenhava papel de “consultora, facilitadora e implementadora” das demandas repassadas por Eduardo Cunha. Para os investigadores, Tuca realizava o reajuste de emendas a partir do direcionamento do ex-parlamentar, em um “claro e consciente processo de centralização operacional”. A reportagem busca contato com a defesa de Mariângela Fialek. Em seu depoimento à Polícia Federal, Tuca afirmou que evita conversar com deputados sobre a destinação de emendas, porque essa seria uma atribuição da liderança partidária. Segundo a investigação, porém, Eduardo Cunha, mesmo sem mandato, mantinha um canal direto de diálogo com a investigada, que não era oferecido à maioria dos parlamentares. “Evidências reunidas até o momento indicam que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência política equivalente ou até superior a dos parlamentares em exercício, direcionando recursos federais sem qualquer autorização institucional”, escreveu Dino na decisão. COLABOROU FELIPE DE PAULA Notícia anterior Deputado Federalemenda parlamentarOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPTB Partido Trabalhista BrasileiroRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda 12/07/2026 Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu

‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino

'Não aguento mais esses mineiros enrolados', escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino

‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Em mensagem à servidora da Câmara, ex-deputado pede troca de emenda de Governador Valadares Por Bruna Lessa | O Globo 12/07/2026 0 ex-presidente da Câmara dos Deputados e deputado cassado Eduardo Cunha (PRD-SP) durante a posse da nova legislatura da Casa em fevereiro de 2023 — Foto: Cristiano Mariz/O Globo A Polícia Federal interceptou mensagens entre o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos), e uma servidora da Casa, em que Cunha demonstra insatisfação com cidades de Minas Gerais, estado pelo qual ele deverá se candidatar nas eleições deste ano. Cunha, cassado em 2016, teve até R$ 6,15 milhões bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de indicar irregularmente emendas parlamentares destinadas a municípios mineiros mesmo sem ter mandato. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios na distribuição de emendas do chamado orçamento secreto e que, na sexta-feira, já havia levado ao bloqueio de até R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Entre os diálogos que embasaram a decisão, tornada pública neste domingo, um trecho reproduzido pela Polícia Federal mostra Cunha reclamando justamente de cidades no estado pelo qual pretende se eleger em outubro. As conversas foram extraídas do celular de Mariângela Fialek, a Tuca, servidora da Câmara apontada como operadora do esquema de manipulação de emendas parlamentares. Em uma delas, o ex-deputado resolve um impasse trocando a cidade beneficiada por uma emenda: “Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar”, escreveu. Na representação que embasou a decisão de Dino, a PF afirma que “mais simbólico ainda no sentido do descontrole político e desvinculação ao interesse público dessas destinações é o fato de que o ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas”. No documento, a PF destaca que, em alguns trechos, Cunha demonstra pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução. “Nesse sentido, ainda que o efetivo desvio dos recursos públicos em benefício próprio não seja pressuposto do delito de peculato, chama a atenção que um pré-candidato a deputado federal por Minas – Estado junto ao qual nunca manteve vínculo político – busque angariar recursos para municipalidades. É evidente a tentativa de cooptar apoio político local para a eleição que se aproxima”, diz a investigação. Municípios trocados nas conversas A mensagem sobre os “mineiros enrolados” não é a única em que Cunha remaneja destinos de emendas nos diálogos analisados pela PF. Em setembro de 2025, diante de um conflito local sobre a autoria de uma emenda destinada a Manhuaçu, o ex-deputado desiste do repasse e manda substituir o município: “Bom dia. Trocar Manhuaçu por essas para acabar com a confusão”, escreve, indicando em seguida o Fundo Municipal de Saúde de Governador Valadares e a Associação Hospital Belizário Miranda como novos destinatários. Sobre a disputa, resume: “Cidade pequena é uma guerra”. Em outra passagem, ao pedir remanejamentos envolvendo os municípios de Matias Barbosa, Pedrinópolis e Varjão de Minas, Cunha se desculpa com a servidora: “Desculpa o trabalho, mas Minas é muito pulverizado”. Tuca responde: “Tranquila. São muitos municípios mesmo”. Para os investigadores, as emendas, que foram “criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos”, acabaram “subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”. Além do bloqueio de bens, a decisão de Dino, assinada em 6 de julho, suspendeu a execução de todas as emendas sob suspeita. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGovernador Valadares MGManhuaçu MGMatias Barbosa MGPedrinópolis MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalVarjão de Minas MG Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro

Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões

Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões

Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Ministro do STF afirma que foram identificadas pelo menos 21 emendas empenhadas e pagas e que, nesse cenário, ‘foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação’. Por Isabella Calzolari e Filipe Matoso | g1 e GloboNews 12/07/2026 Eduardo Cunha em foto de arquivo — Foto: Eraldo Peres/AP Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão é de 6 de julho e tornou-se pública neste domingo (12). Em nota, Cunha nega irregularidades. A defesa de Mariangela afirmou que sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal. (leia a íntegra abaixo) O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto por indicação irregular de emendas. A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”. As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo. “Como dito, se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA. A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”, diz trecho da decisão de Dino. A decisão do ministro Dino afirma ainda que, “das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.” Na decisão, a Polícia Federal afirma que “o conjunto de elementos já permite concluir que EDUARDO CUNHA opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. “Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência.” Eleições Eduardo Cunha escolheu o estado de Minas Gerais para ser candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Cunha já foi eleito por quatro vezes pelo Rio de Janeiro, tentou ser deputado por São Paulo em 2022, mas não se elegeu. Um trecho da decisão de Dino afirma que “em várias passagens, o ex-deputado revela contar com uma cota informal de valores, que era direcionada conforme as diretrizes e interesses políticos no Estado de Minas”. “Várias foram as trocas de municípios e indicações, tudo conforme diretrizes repassadas diretamente pelo ex-deputado. Mais simbólico ainda no sentido do descontrole político e desvinculação ao interesse público dessas destinações é o fato de que o ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas. Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução.” Outro lado Em nota, a defesa de Eduardo Cunha disse que tomou conhecimento da decisão de bloqueio parimonial pela imprensa e que o ex-deputado não foi intimado para esclarecer os fatos. “Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens”, afirmaram os advogados. A defesa argumenta ainda que não se pode equiparar “a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”. “É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha”. Ainda de acordo com os advogados, Cunha “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas”. “A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”. Íntegra da nota da defesa de Cunha A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação. Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário. Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar. Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar. É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha. Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha. A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas. Íntegra da nota de Mariangela Fialek Mariangela Fialek é advogada formada pela PUC/RS e é mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Profissional experiente

Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda

Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda

Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda Passagem comprada para os EUA para segunda-feira (13) também levou o STF a determinar apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário ligado a Daniel Vorcaro; defesa nega Por Elijonas Maia | CNN 12/07/2026 Daniel Vorcaro e Thiago Miranda • Redes sociais/Reprodução A PF (Polícia Federal) reuniu ao menos três elementos para pedir a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário ligado a Daniel Vorcaro, e sua proibição de sair do Brasil. No documento enviado ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a PF detalha uma informação que já circulava no entorno de Miranda: a troca de telefone antes de ser alvo da operação que cumpriu buscas na casa dele. “Foram encontrados diversos registros de números de telefone supostamente utilizados por Thiago, em situação apta a demonstrar, no entender da autoridade policial, que o investigado passou a promover mudanças constantes de números telefônicos após a publicidade da investigação em desfavor do Banco Master e de seu relacionamento com Daniel Vorcaro“, diz a PF. O documento também explica que a mesma dinâmica, “de furtividade e capacidade de atuação célere e adaptativa”, pôde ser verificada na descoberta do recente encerramento das atividades da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi, em nome de Thiago Miranda, em um dos endereços indicados no pedido de busca. A CNN apurou que a empresa fechou há cerca de dez dias. O terceiro ponto em que a PF apontou “sério risco de evasão do território nacional” foi ante a notícia de que o investigado viajaria para Miami, nos Estados Unidos, na segunda-feira (13). A operação foi deflagrada de tarde, na última quinta-feira (9), inclusive, horário não habitual, porque a PF viu que Miranda teve uma “permanência inesperada em Brasília“. Ele solicitou reembolso de uma passagem aérea com destino ao Rio de Janeiro e ida prevista para o dia 8, véspera da operação. Já no dia da operação, o publicitário desligou rapidamente o celular ao perceber a chegada da PF, segundo o delegado do caso, assim, “dificultando o acesso a possíveis informações relevantes no dispositivo”. Com o pedido da PF, o ministro determinou também a suspensão do passaporte do empresário no sistema de tráfego. Em nota encaminhada no sábado (11), a defesa de Miranda diz que ele colaborou com as investigações desde o início e nega qualquer irregularidade. “Desde o início das investigações, o Sr. Thiago Miranda adotou postura estritamente colaborativa, pautada pela boa-fé e pela mais absoluta lealdade processual, comparecendo espontaneamente a todos os atos para os quais foi convocado e prestando os esclarecimentos que lhe foram solicitados“, diz a nota. “A defesa nega enfaticamente a prática de qualquer irregularidade por parte de seu constituinte, confiante de que, ao final da regular instrução, restará plenamente demonstrada a improcedência das suspeitas que lhe são atribuídas“, acrescentou. Notícia anterior Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda 12/07/2026 Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu 07/07/2026 Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação 06/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’

E agora, Valdemar?

E agora, Valdemar?

E agora, Valdemar? Dono do PL só pensa em cifrões – apostou todas as fichas em Bolsonaro, que o levou ao céu e o puxa para o inferno Por Mary Zaidan | Metrópoles 12/07/2026 Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro | Beto Barata/PL Valdemar Costa Neto, dono do PL, tinha metas auspiciosas para 2026: disputar a eleição presidencial com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), chapa que considerava imbatível, e eleger uma bancada recorde de 120 deputados federais e 30 senadores. O roteiro começou a ruir a partir da opção dinástica do chefe do clã pelo primogênito. Teve de engolir a candidatura de Flávio, ficando sem um puxador de votos no Rio de Janeiro. Já não tinha concorrente de peso ao Senado em São Paulo desde que o deputado cassado Eduardo preferiu o Tio Sam ao Brasil, com custo para lá de nocivo para a legenda. Não bastasse, perdeu Michelle, sua maior aposta, que pode até se eleger, mas deixou de ser cria sua. O presidente do PL é um daqueles estereótipos de político que desabona a categoria. É a raposa, o espertalhão que está sempre em torno do poder. Foi aliado e opositor ferrenho do tucano Fernando Henrique Cardoso. Apoiou Lula em 2002 e, embora tenha auxiliado nas articulações do impeachment da petista Dilma Rousseff, foi indultado por ela. Assim, livrou-se da condenação de sete anos que tivera no Mensalão. Agora, está enrolado em novas suspeitas de peculato e corrupção, desta vez por manipulação de emendas parlamentares, que, na sexta-feira, lhe impuseram o bloqueio judicial de R$ 119 milhões – apenas uma parte de um patrimônio inexplicável e inescrupuloso para quem vive da política. Deputado por seis mandatos, Costa Neto renunciou por duas vezes para não ser cassado por delitos cometidos e impedido de disputar o pleito seguinte. Em 2022 decidiu não se candidatar para comandar o partido que mais dinheiro público recebe. A sigla, dona da maior bancada legislativa, abocanha anualmente cerca de R$ 200 milhões do Fundo Partidário, valor tímido perto dos mais de R$ 880 milhões do fundão eleitoral deste ano. Toda essa dinheirama explica o poder absurdo que o ex-deputado detém e, óbvio, os motivos pelos quais briga para que o seu partido tenha uma grande bancada. Antes de tudo, aponta por que ele depende tanto dos Bolsonaros: só conseguiu fazer o seu PL crescer e aparecer com a ida do ex para a legenda. Certo de que a filiação mudaria o curso da sigla, Costa Neto fez vistas grossas às acusações de que era corrupto, feitas por Bolsonaro em 2018 e reverberadas nas redes pelo rebento Zero Dois, Carlos. Em resumo, Bolsonaro é seu céu e seu inferno. No dia a dia da política, Costa Neto gosta de se apresentar como um conciliador que a todos ouve. Tenta imitar o jeito Gilberto Kassab de ser. Mas, ganancioso ao extremo, só de olho para cifrões, passa longe da eficiência e elegância do dono do PSD, articulador descolado, ex-secretário de Tarcísio, com três ministros no governo Lula e pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, crítico de Lula e Flávio. Em seu favor, diga-se, mexe em um angu bem mais encaroçado do que o de Kassab, que não tem de conviver com a permanente cizânia no clã Bolsonaro, as diatribes entre eles e entre aliados. As perturbações são tamanhas que, além dos tiros nos pés que a família adora disparar, o próprio Costa Neto tem errado a mira. E feio. Inventou e cuidou de Michelle, dando a ela a direção do PL Mulher, infraestrutura e grana para percorrer o país. Depois do vídeo em que ela rompe de vez com Flávio, dizendo ser “maltratada” e “humilhada” pelo enteado, o presidente da legenda até tentou esfriar os ânimos. Mas perdeu. Michelle não foi ao encontro com mulheres promovido pela campanha de Flávio, esvaziado também pelas ausências das senadoras Tereza Cristina (MS) e Damares Alves (DF), aliadas da ex-primeira-dama. Abandonou o PL Mulher e ameaça (só ameaça) não disputar o Senado pelo PL no Distrito Federal, eleição tida como garantida. Costa Neto nem parecia um político safo quando anunciou a extinção da direção nacional do PL Mulher.“Você sabe mulher como é que é, né? Arruma enguiço com 20”. Com a desastrada frase, afastou ainda mais as mulheres, público avesso a Flávio. Fez coro a um dos mais fiéis assessores do candidato, o blogueiro Paulo Figueiredo, para quem “mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras” e que “mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido”. Mais uma vez, seus tiros foram parar na culatra ao escancarar o que muita gente no país crê quanto ao comportamento de Bolsonaro, condenado e cumprindo pena em prisão domiciliar. “Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está. Se ele sair de lá, sai pulando de alegria. Sara na hora.” À frente de uma campanha sem o brilho que pretendia, Costa Neto acabou por acender desconfianças, jogando luzes no não descartado teatro do ex. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalFundo PartidárioGovernadorMensalão do PTPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram E agora, Valdemar? 12/07/2026 Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ E agora, Valdemar?

Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado

Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado

Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Ao conceder liberdade provisória ao ex-prefeito, ministro do STF diz que persistem dúvidas sobre a legalidade do armamento apreendido e da conduta de dois policiais militares Por Bernardo Mello, Dimitrius Dantas e Vera Araújo | O Globo 12/07/2026 Márcio Canella terá de usar tornozeleira eletrônica, fazer recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, comparecer à Justiça e entregar passaporte — Foto: Rafael Wallace O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Rio esclareça, em cinco dias, a origem de duas armas da corporação apreendidas na 6ª fase da Operação Unha e Carne — entre elas um fuzil calibre 5,56. Na mesma decisão, assinada anteontem, o ministro concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, que deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, por volta das 18h30 de ontem, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Moraes afirmou, no entanto, haver dúvidas sobre a regularidade do uso do armamento e sobre a atuação de dois PMs na segurança dos investigados. Canella e Silva Neto foram presos em flagrante em 7 de julho por causa da posse de armas de uso restrito, durante operação da Polícia Federal contra uma quadrilha suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil, também é investigado. Embora tenha considerado legais as prisões, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que medidas cautelares — como tornozeleira eletrônica, apresentação periódica à Justiça e entrega dos passaportes — eram suficientes para substituí-las. A decisão manteve o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas dos investigados, determinados em 2 de julho, quando Moraes autorizou as buscas. O ministro pediu à PM informações sobre a situação funcional de Silva Neto e do terceiro-sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, apontado no Inquérito 5.020 como responsável pelo fuzil encontrado na Ford Ranger de Canella. Segundo a defesa, o sargento fazia sua escolta e a cessão da arma estava formalizada em relatório de armas em serviço apresentado à Justiça. Já a arma de Silva Neto, também da PM, foi apreendida com ele enquanto fazia a segurança de Luisi Correa Pinho e José Carlos Alves de Souza Júnior, segundo a PF. Os investigadores afirmaram que, ao arrombar o portão da casa, em Camboinhas, encontraram um homem empunhando uma arma, que foi contido e desarmado. A defesa do policial confirmou à Justiça que ele fazia a segurança dos moradores e sustentou que “sua presença no local, portanto, não era clandestina, eventual ou inexplicável” Em trecho da decisão, o ministro do STF deixa clara sua insatisfação com as explicações apresentadas pelas defesas — o que motivou o pedido de esclarecimentos à PM: “Há, portanto, dúvidas sobre a regularidade da posse de arma pertencente à corporação por Alexandre Paixão da Silva Júnior e que foi encontrada no veículo de Márcio Correia de Oliveira (cujo nome na política é Márcio Canella), bem como das razões pelas quais o armamento encontrava-se em veículo de propriedade de Márcio Correia de Oliveira. Igualmente, há dúvidas sobre a legalidade do exercício das funções de ‘segurança’ por Antônio Gomes da Silva Neto, inclusive com a utilização de armamento da corporação.” Moraes prossegue: “O encontro das armas se deu no cumprimento de medidas de busca e apreensão em procedimento relacionado à existência de organização criminosa e enseja a devida investigação, inclusive para comprovar a alegação de ambos os presos em flagrante delito.” E acrescenta que “essas dúvidas não foram sanadas pela Defesa até o presente momento, justificando a manutenção da prisão em flagrante delito na audiência de custódia”, e que deverão ser resolvidas com as informações a serem prestadas pela própria Polícia Militar do Rio. Ligação com o Detran O sargento Paixão, apontado pela defesa de Canella como responsável pelo acautelamento do fuzil encontrado no carro do ex-prefeito, está lotado no Detran. Canella sempre teve forte influência política na autarquia, desde os tempos de deputado estadual — a ponto de ter sido o principal padrinho político do delegado Marcus Amim, também alvo de busca e apreensão da PF na semana passada. Foi Canella quem indicou Amim para a presidência do Detran e depois o alçou ao cargo de secretário de Polícia Civil, chegando a articular mudança na Lei Orgânica do órgão para viabilizar a nomeação. Para a PF, os casos de Paixão e Silva Neto configuram, em princípio, crime de posse ou guarda irregular de arma de fogo de uso restrito, previsto no artigo 16 da Lei 10.826/2003. No caso de Silva Neto, investigadores também apontam possível participação em organização criminosa armada. Entre as condições impostas por Moraes para a liberdade provisória de Canella e Silva Neto estão ainda o recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana e a suspensão imediata de eventuais registros ou autorizações relacionados a armas de fogo. O descumprimento de qualquer condição, segundo a decisão, resultará na conversão automática em prisão preventiva. Questionada pelo GLOBO, a Polícia Militar informou apenas que a corregedoria instaurou procedimento para apurar a conduta de Alexandre Paixão da Silva Júnior, responsável pela cautela do fuzil encontrado no veículo de Canella. A corporação não respondeu sobre Antônio Gomes da Silva Neto e nem se ele podia atuar como segurança. O advogado Pierpaolo Cruz Bottini, que defende Canella, afirmou que a prisão não se sustentava porque a arma encontrada no carro era regular e registrada em nome de seu segurança. Segundo ele, toda a documentação foi apresentada ao STF, subsidiando a decisão que concedeu a liberdade. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJDeputado EstadualDetranNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado 12/07/2026 Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC 13/07/2026 PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional

Mudança de rumo

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Mudança de rumo Flavio Bolsonaro pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL, pois as investigações do crime organizado no Rio de Janeiro chegam cada vez mais próximas a suas conexões pessoais. Por Merval Pereira | O Globo 12/07/2026 O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo/08/07/2026 Vivemos nessa eleição presidencial uma situação inversa à que se deu em 2018, quando o então desconhecido Jair Bolsonaro venceu. Naquela ocasião, o então ex-presidente Lula estava na cadeia, e no último minuto colocou Fernando Haddad para representá-lo. Hoje, é Bolsonaro quem está preso, e apressou-se a indicar seu filho, o senador Flavio Bolsonaro, para representá-lo. Lula demorou até onde pôde para assumir que não seria o candidato, imaginando com isso que transferiria mais facilmente seus votos para Haddad. Não deu certo. Já Bolsonaro pensou em fazer o mesmo, mas sua situação era mais crítica que a de Lula, pois havia sido condenado por golpe de Estado, e dificilmente conseguiria um golpe parlamentar para tirá-lo daquela situação. A escolha de Flavio pareceu um erro no início, mas consolidou-se quando ficou claro que uma maioria da direita estava sendo levada para o extremismo da famiglia, tornando-se refém do populismo radical que elevou Bolsonaro a líder antiesquerdista. A fraqueza intrínseca de Flavio, porém, revela-se insuperável, além de seu telhado de vidro. Tudo indica que ele pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL, pois as investigações do crime organizado no Rio de Janeiro chegam cada vez mais próximas a suas conexões pessoais. Uma análise da gestão interina do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio e interventor no governo do Estado do Rio de Janeiro destaca que o estado há muito tempo está refém de um grupo político que vem se revezando no poder através do uso da máquina pública. Está sendo demonstrado agora que essa máquina era baseada na corrupção. O trabalho de limpeza de área que está sendo feito pelo desembargador Ricardo Couto está mostrando, pela primeira vez em muitos anos, que é possível organizar o governo estadual dentro dos marcos legais, cortando os excessos, os desperdícios e a corrupção. As pesquisas de opinião mostram que a falta de policiamento nas ruas é o principal problema na segurança para os moradores, um problema que extrapola para o país inteiro. A existência da corrupção e a falta de segurança estão entre os dois pontos principais nas preocupações do eleitor, e são questões imbricadas. Essas pesquisas refletem um sentimento nacional que vai ser muito debatido durante a campanha eleitoral. A ideia da criação de um ministério da Segurança Pública, que volta e meia entra em debate, deve ser uma das prioridades exigidas pelos eleitores para os candidatos à presidência. Com certeza, teríamos avançado muito mais se tivéssemos mantido o ministério da Segurança criado pelo ex-presidente Temer e extinto pelo ex-presidente Bolsonaro. Não poder andar com celular na rua com medo de ser assaltado parece uma coisa pequena, mas afeta a tranquilidade da população, e é um assunto premente para qualquer brasileiro. Mais uma vez no Rio de Janeiro estamos diante de exemplo que vem de cima. Desde o pequeno desvio, até a corrupção em alto nível, tudo faz com que o Estado não produza bem-estar para a população. Ao contrário, quando, como agora, há um governo que planeja o futuro e varre a corrupção, há avanços. O senador Flavio Bolsonaro, indicam as investigações, está envolvido diretamente nesse esquema criminoso que dominava o governo do Estado do Rio, e por isso está tendo dificuldades para montar sua própria chapa no Estado. Os candidatos ao Senado foram todos inviabilizados pelas ações policiais. O presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, candidato em potencial ao governo do Estado, é do mesmo grupo que está sendo investigado, e provavelmente não terá a oportunidade de assumir o governo interino. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nos próximos dias pela impossibilidade de realizar-se duas eleições no período de três meses, permanecendo o presidente do Tribunal de Justiça na interinidade até a eleição. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mudança de rumo 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO)

Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio

Autópsia de governo Castro expõe 'antros de corrupção' no Rio

Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio Ao decretar novas prisões, juiz relatou ‘sangria das verbas públicas’ em gestão bolsonarista Por Bernardo Mello Franco | O Globo 12/07/2026 Aliados presos: o ex-governador Cláudio Castro entre Márcio Canella e Rodrigo Bacellar em Belford Roxo, em 2025 — Foto: Rafael Campos / Governo RJ A frase é do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa: “O estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura”. O magistrado decretou a prisão preventiva de seis envolvidos em fraudes no Instituto Rio Metrópole. Criado para elaborar projetos de transporte, saneamento e habitação, o órgão foi transformado em mais um sorvedouro de dinheiro público. A operação de quinta-feira desmantelou um esquema que desviou ao menos R$ 86 milhões. Entre os presos, está o presidente da autarquia, nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. Também foram em cana o pai e a cunhada do deputado estadual Alexandre Knoploch. Ele se apresenta nas redes como “casado, pai, evangélico”, “conservador de direita” e “pela família”. Na decisão, o juiz Rubioli descreveu um quadro de assalto aos cofres fluminenses: “O que se vê é um cenário de total aparelhamento espúrio do estado, sangria das verbas públicas, apadrinhamentos e toda sorte de ações que levaram o mesmo à bancarrota”. A devassa no Instituto Rio Metrópole teve origem em autorias instauradas pelo governador em exercício, Ricardo Couto. Em pouco mais de cem dias, o desembargador demitiu 4.000 funcionários fantasmas. Agora pretende fechar uma dezena de secretarias que serviam como cabides de emprego para apaniguados de Castro e de seus aliados na Assembleia Legislativa. Em outra frente de investigação, a Polícia Federal tem desvelado ligações de políticos do Rio com milícias e facções criminosas. O primeiro a ser preso foi Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj que seria candidato a governador com apoio de Castro. Nesta terça, foi a vez de Márcio Canella, flagrado com um fuzil no carro. Próximo de milicianos da Baixada, o ex-deputado era pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro. A mãe do presidenciável, Rogéria Bolsonaro, seria sua primeira suplente. O Rio de Janeiro vive atolado em crises e escândalos há mais de uma década. Em 2018, os servidores ficaram sem receber salários, a segurança virou alvo de intervenção federal e o governador Luiz Fernando Pezão saiu do Palácio Laranjeiras de camburão. (Condenado a 98 anos de prisão, ele teria as sentenças anuladas em segunda instância). Parecia o fundo do poço, mas o estado ainda mergulharia mais fundo. Eleito com discurso moralizador, Wilson Witzel inaugurou um novo ciclo que uniu extremismo político, descalabro administrativo e roubalheira desenfreada. Destituído pela Alerj, o ex-juiz foi substituído por Castro, cuja gestão agora tem as vísceras expostas. A autópsia da gestão bolsonarista revelou uma máquina infestada de “antros de corrupção”, disse na quinta o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira. “Inúmeras estruturas do estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes e marginais”, resumiu. Na mira da polícia, a turma não se dá por vencida. Cobra a saída do governador em exercício, que continua a caçar fantasmas, e tenta reorganizar o palanque para as eleições de outubro. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMPL Partido LiberalPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’

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As consequências do seu voto

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