PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade

PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade Partido alega abusos e perseguição política na prisão de vereador Salvino Oliveira, aliado de Eduardo Paes Por Pedro Penteado | CNN Brasil 10/06/2026 Vereador Salvino Oliveira (PSD) preso em operação contra o Comando Vermelho • Reprodução São Paulo – O PSD (Partido Social Democrata) protocolou no MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) na segunda-feira (09) uma representação por improbidade administrativa contra o ex-secretário da Polícia Civil do estado e pré-candidato a deputado federal Felipe Curi (PP), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o delegado Pedro Cassundé. O pedido se deu pela causa da condução da prisão e investigação do vereador Salvino Oliveira (PSD), em março deste ano, por supostamente negociar diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, envolvido com o CV (Comando Vermelho), uma autorização para fazer campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, que está sob domínio da facção carioca. O partido do pré-candidato ao Palácio das Laranjeiras, Eduardo Paes, alegou que houve múltiplos abusos e ilícitos na deflagração da prisão do vereador e o uso incorreto do aparato policial para perseguição política; a divulgação de dados sigilosos em redes sociais e a exploração da imagem do investigado como base para um discurso de ataque político. O partido também questiona a condução dos interrogatórios feitos pelo Delegado Pedro Cassundé com familiares, que os qualificou como “voluntários”, mas que foram submetidos, sem a presença de advogado, a responder perguntas sobre Salvino Oliveira. A sigla argumenta que a ordem da prisão deflagrada não foi organizada sob o controle do MP (Ministério Público) fluminense em parceria com o Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) como costuma ocorrer em operações que envolvem o crime organizado. Segundo eles, a operação teria sido organizada por um setor da Polícia Civil, comandada pelo então secretário Felipe Curi e o delegado Pedro Cassundé, integrantes do Departamento Geral de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. O envolvimento do vereador com o CV alegado pela corporação, segundo a defesa do PSD, ocorreu após um dialogo supostamente travado entre terceiros, em 2025 — um ano antes da operação —, onde um dos interlocutores questiona a procedência da autorização de Salvino fazer campanha dentro da comunidade. Uma das principais reclamações do partido é a construção política por trás da prisão. Eles defendem que o ex-governador Cláudio Castro teria mandado a detenção pelo fato de o vereador ser aliado político do então prefeito Eduardo Paes. O feito, segundo a peça, se caracterizaria como “mais uma evidência de abuso de poder, de perseguição, de desrespeito deliberado e consciente ao devido processo legal, de perseguição política”. Entenda o caso Em março deste ano, o vereador foi preso durante uma operação da PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) contra o CV, na capital carioca. Além dele, outros cinco policiais militares foram detidos. Conforme as investigações, o político teria negociado a autorização articulando benefícios ao CV como forma de compensação através de ações voltadas à população local. A definição da parte dos beneficiários teriam sido determinadas por integrantes do crime organizado, sem processo público aparente. A investigação teria apurado a participação direta de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, um dos principais líderes do CV. Segundo a apuração, Márcia Gama, esposa do líder e mãe do artista Oruam, atuava na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional. Entre as ações estão serviços, imóveis e outros negócios usadas para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Salvino Oliveira tem 28 anos e nasceu na Cidade de Deus, zona oeste do Rio. Formado em gestão pública, tornou-se o secretário municipal mais jovem da cidade, aos 22 anos, ao assumir a Secretaria da Juventude na gestão do prefeito Eduardo Paes. Nas eleições municipais seguintes, em 2024, foi eleito vereador pelo PSD com mais de 27 mil votos. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMP-RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Militar PMPP ProgressistasPSD Partido Social DemocráticoVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Empresas contratadas por prefeituras eram usadas em esquema de desvio e lavagem de dinheiro ligado às eleições de 2024, diz PF

‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino De acordo com a Polícia Federal, os valores eram transferidos para essas contas e sacados rapidamente em dinheiro vivo. Por g1 MA 10/06/2026 Entenda como funcionava esquema de desvio de verbas e caixa 2 nas eleições de 2024 no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Federal São Luís, MA – Os dois grupos suspeitos de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais nas eleições de 2024 no Maranhão, alvos de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (10), atuavam por meio de empresas contratadas por prefeituras e utilizavam mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos. Os valores eram transferidos para essas contas e sacados rapidamente em dinheiro vivo. Os grupos contavam com a ajuda de um gerente de banco em São Luís. Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos. O g1 apurou que entre os alvos estão prefeitos das seguintes cidades: Edésio Cavalcanti (Republicanos), de Turiaçu; Neto Carvalho (PDT), de Araioses; Marcio Viana (PSB), de Godofredo Viana; Nonato Carvalho (PDT), de Magalhães de Almeida; Ivaldo Ribeiro (Avante), de Miranda do Norte. As movimentações financeiras teriam aumentado semanas antes das eleições e neste período, transações suspeitas chegaram a quase R$ 10 milhões. Em apenas um dos grupos investigados, cerca de R$ 2 milhões foram movimentados para repasses ilegais. O dinheiro era sacado das contas das empresas e transferido para contas de laranjas. Os policiais encontraram planilhas de “caixa dois” e arquivos com detalhes sobre a entrega dos valores e o monitoramento da presença policial perto do banco. Segundo a PF, os valores eram distribuídos entre servidores. Os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva e desvio de recursos públicos. Sobre a operação A operação Fundo Oculto foi deflagrada para desarticular dois grupos suspeitos de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais nas eleições de 2024 no Maranhão. Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, o afastamento de um servidor público e o bloqueio de bens no valor de R$ 4 milhões. Foram apreendidos R$ 21,7 mil na residência de um dos investigados. O que dizem os envolvidos? Em nota, o prefeito Neto Carvalho (PDT) informou que “desconhece os fatos objeto da investigação e que permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos”. Já Nonato Carvalho (PDT) afirmou que recebeu com naturalidade a notícia da investigação e esclarece que não possui conhecimento acerca dos fatos que estão sendo objeto de apuração (leia, abaixo, as notas na íntegra). O g1 tentou contato com as defesas dos demais investigados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Nota da Prefeitura de Araioses “A Prefeitura Municipal de Araioses e o Prefeito Neto Carvalho tomaram conhecimento da Operação Fundo Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, no âmbito de investigações relacionadas ao processo eleitoral de 2024. O gestor reafirma seu absoluto respeito às instituições, à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, colocando-se à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários. Neto Carvalho esclarece que desconhece os fatos objeto da investigação e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos que eventualmente sejam solicitados, reafirmando seu respeito ao trabalho desenvolvido pelos órgãos de investigação e controle. Por fim, o Prefeito reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício responsável da função pública, permanecendo focado no trabalho em favor da população de Araioses. Araioses/MA, 10 de junho de 2026. NETO CARVALHO, Prefeito Municipal de Araioses” Nota da Prefeitura de Magalhães de Almeida “Em relação à Operação Fundo Oculto, recentemente deflagrada pela Polícia Federal, a Prefeitura de Magalhães de Almeida informa que acompanha com atenção as informações divulgadas pelos órgãos competentes. O Prefeito Nonato Carvalho recebeu com naturalidade a notícia da investigação e esclarece que não possui conhecimento acerca dos fatos que estão sendo objeto de apuração. Ressalta, ainda, que permanece à disposição das autoridades para fornecer quaisquer informações ou esclarecimentos que eventualmente sejam necessários. O gestor municipal reafirma sua confiança no regular funcionamento das instituições públicas e no trabalho técnico desempenhado pelos órgãos de controle e investigação, destacando a importância da plena elucidação dos fatos dentro do devido processo legal. A Administração Municipal segue concentrada no cumprimento de suas atribuições e na execução das ações voltadas ao desenvolvimento de Magalhães de Almeida, sempre pautada pelos princípios da legalidade, da transparência e da responsabilidade na gestão pública. Magalhães de Almeida/MA, 10 de junho de 2026. NONATO CARVALHO, Prefeito Municipal de Magalhães de Almeida” Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGovernador Valadares MGManhuaçu MGMatias Barbosa MGPedrinópolis MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalVarjão de Minas MG Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
Vídeos mostram suposto descarte de restos de caixões em lixão de Teresópolis

Vídeos mostram suposto descarte de restos de caixões em lixão de Teresópolis Secretaria de Meio Ambiente afirma que imagens sobre o Lixão do Fischer são antigos e diz que situação atual do local é diferente. Por Juliana Guzzo | g1 10/06/2026 Restos de caixões e lixo jogados em Teresópolis — Foto: Divulgação Teresópolis – Vídeos que circulam em grupos de mensagens mostram o suposto descarte de restos de caixões no Lixão do Fischer, no bairro da Prata, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. As imagens geraram questionamentos entre moradores, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirmou que o material é antigo e não reflete as condições atuais da área. Nos registros, é possível ver sacos de lixo contendo partes de caixões descartadas na área. Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi procurada para esclarecer a situação. Segundo o secretário da pasta, coronel Leonardo Maia, as imagens são antigas e não retratam o cenário atual do local. De acordo com ele, a situação mostrada nos vídeos não corresponde à realidade da área neste momento. O secretário também afirmou que estão sendo realizadas obras de melhoria sanitária e de segurança no espaço. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que não tinha conhecimento sobre a denúncia envolvendo o descarte de restos de caixões. O órgão ressaltou que o Lixão do Fischer está oficialmente fechado desde 2018. Ainda segundo o MP, embora o lixão tenha sido desativado, o local ainda funciona como ponto de transbordo de resíduos. Nesse sistema, o espaço é utilizado como etapa intermediária, onde o lixo é reunido antes de ser encaminhado para aterros sanitários licenciados ou outras unidades adequadas de destinação final. A área já foi alvo de outros episódios envolvendo resíduos. Em 2023, um incêndio atingiu o local e provocou uma grande cortina de fumaça, afetando moradores e motoristas que passavam pela região. O Ministério Público também informou que está prevista para a próxima quinta-feira (11), às 14h, uma audiência para discutir a situação do Lixão do Fischer. O encontro deve reunir representantes do município, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. Notícia anteriorPróxima notícia INEA Instituto Estadual do Meio AmbienteMP-RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Polícia Federal cumpre mandados em PE e no RJ após fundo previdenciário de Paulista investir mais de R$ 3 milhões no Master

Polícia Federal cumpre mandados em PE e no RJ após fundo previdenciário de Paulista investir mais de R$ 3 milhões no Master Operação Take Over cumpre, nesta quarta-feira (10), dez mandados de busca e apreensão no Recife, em Paulista e no Rio de Janeiro para apurar irregularidades na gestão do PreviPaulista. Por Taynã Olimpia, Bruno Marinho, Léo Arcoverde, Tulio Amanso e Rafael Nascimento | g1 PE e g1 RJ 10/06/2026 Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Paulista, no Grande Recife — Foto: PF/Divulgação A Polícia Federal (PF) investiga irregularidades na gestão do fundo de previdência de Paulista, no Grande Recife, após a aplicação de mais de R$ 3 milhões no Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025. Nesta quarta-feira (10), a Operação Take Over cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Segundo a PF, as aplicações irregulares provenientes do fundo municipal foram direcionadas a “investimentos com grau de risco por meio de decisões em desacordo com as normas legais e com os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários”. As aplicações foram feitas em letras financeiras – que é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras para captar recursos – do Banco Master. A PF apura, ainda, indícios de esvaziamento das funções do comitê de investimentos responsável pela análise técnica e pela aprovação das aplicações financeiras do fundo previdenciário. Segundo a investigação, isso pode ter comprometido os mecanismos de controle e fiscalização dos recursos destinados à aposentadoria dos servidores municipais. “A investigação busca esclarecer se a conduta caracteriza gestão temerária ou fraudulenta e apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, além do recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo”, disse a PF em nota sobre a Operação Take Over. Segundo o Ministério da Previdência Social, a quantidade de assegurados e beneficiários do fundo de previdência em Paulista é de 5.335 pessoas. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal e são cumpridos no Recife; em Paulista, na Região Metropolitana; e na cidade do Rio de Janeiro, em residências e empresas. Ninguém foi preso na operação, segundo a PF. Uma das pessoas ouvidas nesta quarta-feira foi a diretora-presidente do PreviPaulista, Giovanna Maria Oliveira da Conceição Cordeiro, que não era gestora do fundo na época das supostas irregularidades (veja resposta do instituto mais abaixo). A prefeitura de Paulista disse que “todas as informações e documentos solicitados estão sendo disponibilizados aos órgãos competentes”. Já o PreviPaulista afirmou que sua capacidade financeira de honrar com os compromissos “permanece plenamente assegurada, e o pagamento dos benefícios previdenciários aos servidores não foi e não será afetado por este evento” (veja notas mais abaixo). O g1 questionou à PF o que foi apreendido nas três cidades, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz a prefeitura de Paulista Em nota, a prefeitura de Paulista afirmou que: policiais federais foram ao Instituto de Previdência Social do Município do Paulista (PreviPaulista) “para a realização de diligências relacionadas à apuração de aportes financeiros efetuados, no ano de 2024, junto ao Banco Master”; “a atual gestão esclarece que os fatos objeto da investigação referem-se a atos praticados na administração anterior”; “desde o início da diligência, todas as informações e documentos solicitados estão sendo disponibilizados aos órgãos competentes, em total colaboração com o trabalho investigativo”. a gestão municipal e o PreviPaulista “permanecem à disposição das autoridades para contribuir com os esclarecimentos necessários e acompanharão o andamento das apurações pelos canais institucionais competentes”. O ex-prefeito de Paulista Yves Ribeiro (MDB), que chefiava o município em 2024, divulgou uma nota de esclarecimento em que disse não ter autorizado ou realizado nenhuma aplicação de recurso do Regime Próprio de Previdência de Paulista. “Trata-se de entidade com autonomia, independência, com seus conselhos de administração e investimentos. Posso afirmar que jamais iria orientar ou aconselhar investimentos em bancos que não fossem os bancos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, ou bancos privados como o Bradesco e o Itaú. Sempre pautei minha vida com trabalho e honestidade. Uma vida pública marcada por zelo ao erário público. Acompanharei atento os desdobramentos das investigações, primando sempre pela verdade e justiça”, diz a nota. Resposta do fundo previdenciário de Paulista Por meio de nota assinada pela diretora-presidente do PreviPaulista, Giovanna Maria Oliveira da Conceição Cordeiro, o instituto disse que: “desde o início da diligência, […] disponibilizou integralmente todos os documentos e informações solicitados pelos agentes federais, em total colaboração com o trabalho investigativo”; “os fatos objeto da apuração referem-se a ato praticado em fevereiro de 2024, no curso da gestão anterior do Instituto”; “reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos”; “muito antes da deflagração da operação policial, […] já havia identificado, apurado e encaminhado aos órgãos de controle as irregularidades relacionadas ao investimento”. Ainda no texto, a autarquia responsável pela gestão previdenciária dos servidores públicos municipais de Paulista listou as providências adotadas, em ordem cronológica, que “demonstram a diligência do Instituto”. Foram elas: Julho de 2025: realização de um diagnóstico da carteira de investimentos e atenção específica às letras financeiras do Banco Master; Ainda em 2025: monitoramento “em regime intensivo” dos sucessivos rebaixamentos da classificação de risco do Banco Master pela agência Fitch Ratings; 21 de novembro de 2025: três dias após a decretação da liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil, teve início o “processo de contingenciamento debatido pelo atual Comitê de Investimentos, que não aprovou o investimento no Master em 2024”; 8 de janeiro de 2026: instauração, através da Portaria nº 02/2026, de “uma Sindicância Administrativa Investigativa, conduzida por comissão composta exclusivamente por servidores do quadro efetivo, com colheita de depoimentos de todos os envolvidos no processo decisório”; Março de 2026: conclusão do Relatório Final da Sindicância, que apontou que a aplicação nas letras financeiras do Master foi uma decisão unilateral do então diretor-presidente do PreviPaulista, integrante da gestão anterior, “sem deliberação colegiada prévia do Comitê de Investimentos, sem consulta à consultoria de investimentos e sem a elaboração do Atestado de
O grande estrago

O grande estrago Como a fraude do BRB arruinou as finanças do Distrito Federal, balançou o sistema financeiro e expôs a fragilidade das instituições Por Consuelo Dieguez | Piauí 09/06/2026 O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, hoje preso na Papudinha, e o ex-governador Ibaneis Rocha – Agência Brasília Rio de Janeiro – Algumas semanas antes de a União e o governo do Distrito Federal, no dia 28 de maio, assinarem um termo de conciliação, mediado pelo ministro do STF, Luiz Fux, para buscar uma solução que evite a quebra do Banco Regional de Brasília (BRB), os seis maiores bancos do país receberam um alerta preocupante do Banco Central. Banco do Brasil, Bradesco, BTG, Caixa Econômica Federal, Itaú* e Santander, responsáveis pelo grosso do dinheiro do fundo, ouviram o seguinte: caso o BRB, atolado até o pescoço em uma fraude bilionária com o Master, quebrasse, a conta para o FGC seria monumental. Pelos cálculos do BC, apenas para reembolsar os clientes da instituição estatal, nesse caso, não só os CDBs, mas também depósitos à vista, o FGC teria que desembolsar, no mínimo, 17 bilhões de reais. Criado em 1995, o FGC garante o ressarcimento de valores até 250 mil reais por CPF ou CNPJ para quem tinha aplicações financeiras em instituições que acabem de quebrar. Essa rede de proteção, porém, não é infinita – e anda cada vez mais curta. O rombo estratosférico do Master custou ao fundo 60 bilhões de reais, reduzindo o saldo, que chegou a 132 bilhões, para 72 bilhões de reais. Com o BRB na corda bamba, uma nova ameaça se instaurava no horizonte. O banco estatal tem, atualmente, 30 bilhões de reais em depósitos judiciais em custódia nos Tribunais de Justiça da Bahia, do Distrito Federal, de Alagoas, da Paraíba e do Maranhão. O problema é que os recursos não estão mais disponíveis no seu caixa. Foram investidos em diversos negócios da instituição, os quais nem o BC tem ideia – dado o histórico de fraudes do BRB – se são rentáveis e, acima de tudo, seguros. Para completar o imbróglio, o BRB é responsável por gerir os pagamentos dos servidores e aposentados do Distrito Federal e de administrar o pagamento dos serviços públicos, como passagens de ônibus e vale transporte. Isso, afora todos os serviços de dados do Distrito Federal e mais uma batelada de operações da instituição com a administração pública, que ficariam paralisadas caso o banco não recebesse oxigênio para sobreviver e fosse liquidado pelo Banco Central. Em suma, a hecatombe era iminente. Parecia óbvio tanto para o BC quanto para o mercado que, pela gravidade do crime cometido e pela sua inviabilidade financeira, após queimar 21,7 bilhões de reais em operações fraudulentas com o Master, o destino do BRB não deveria ser outro que não a liquidação. Mas a luz vermelha acendeu no sistema financeiro. Por se tratar de um banco de varejo, que opera nacionalmente e tem negócios cruzados com várias outras instituições, a liquidação do BRB não apenas impactaria o patrimônio do FGC, como tinha potencial para desencadear uma crise muito maior. “O BRB, diferente do Master, é um banco que tem depósitos grandes o suficiente para provocar um impacto no sistema”, me disse um importante agente do mercado. “E banco de varejo quebrar é sempre complicado. Gera corrida por saque.” O BRB, me disse ele, apesar do lucro insignificante, tem valor, “ao contrário do Master, cujo único negócio era roubar dinheiro dos outros”. Por essa razão, disse, salvar o BRB fazia sentido. Mas fez uma ressalva. “Esse salvamento tem que ser feito pelo estado mais rico do país, que é o Distrito Federal, que tem o maior PIB per capita da federação. Essa conta tem que ficar com o Distrito Federal, já que foram seus governantes que criaram a fraude.” A tensão no sistema financeiro era grande. Além da irritação dos grandes bancos com o Banco Central, por ter deixado a fraude do Master correr solta a ponto de contaminar um banco de varejo, como o BRB, havia também um mal-estar com as plataformas responsáveis por despejar os CDBs do Master no mercado. Em abril, numa reunião a portas fechadas na Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, houve uma lavação de roupa suja entre os dirigentes de instituições financeiras, com dedos apontados, principalmente, para o presidente-executivo do conselho da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, cuja plataforma foi a que mais distribuiu CDBs do Master, seguida do BTG. A discussão acabou se transformando em um bate-boca inflamado, com acusações de todos os lados. O governo federal, até então, se mantinha à margem da confusão. O Ministério da Fazenda considerava que esta era uma questão para ser resolvida entre o BRB, o governo do Distrito Federal, o sistema financeiro e o Banco Central. Mas, então, a União foi repentinamente envolvida no caos, com sérios riscos de que toda a sociedade brasileira sofresse as consequências da falcatrua perpetrada pela direção do BRB, subordinada ao então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Tudo começou no dia 1o de abril deste ano, quando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ligou para Celina Leão que, dois dias antes, assumira a cadeira de governadora do Distrito Federal, no lugar de Ibaneis, que se desincompatibilizara para concorrer à eleição ao Senado. O ministro queria tratar de um assunto premente, afeito à sua pasta. Em razão do ataque dos Estados Unidos ao Irã, o Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, havia proposto aos estados e ao Distrito Federal que reduzissem ou até zerassem, temporariamente, o ICMS incidente sobre a importação de diesel para conter a alta do combustível. A União, por sua vez, compensaria parte da perda de arrecadação. Todos os governadores concordaram com a proposta, com exceção de Ibaneis. Com a saída de Ibaneis do cargo, Durigan voltou a exigir a cooperação do DF. Ele informou à governadora que, inclusive, já havia recebido reclamação de secretarias do DF, entre elas a de Transporte, dizendo que o aumento do diesel afetaria muito o transporte público local. Celina Leão concordou com a proposta do Confaz e
O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação

O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação Banqueiro Daniel Vorcaro citou o patrocínio ao Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, em sua nova proposta de delação premiada Por Igor Gadelha | Metrópoles 09/06/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro | Arte/Metrópoles A notícia de que Daniel Vorcaro citou o patrocínio ao filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro na nova proposta de delação premiada deixou alguns bolsonaristas inicialmente apreensivos. Nos bastidores, porém, aliados de Vorcaro dizem não haver motivos para preocupação. Isso porque, segundo eles, o banqueiro sustenta na delação que não teria havido irregularidades na negociação do patrocínio. De acordo com interlocutores, o dono do Banco Master diz, na delação, que a negociação entre ele e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o patrocínio teria sido republicana e não envolveria contrapartidas. Na proposta, segundo apurou a coluna, Vorcaro esclarece como se deu as tratativas e informa que o dinheiro do patrocínio foi enviado pelo banqueiro para um fundo nos Estados Unidos. Os recursos foram enviados por uma empresa ligada a Vorcaro para o fundo offshore Havengate. O fundo tem como agente legal o escritório de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Aliados ressaltam que Vorcaro apresentou explicações somente até o pagamento do patrocínio e não deu qualquer garantia de que os recursos foram realmente usados no filme. Por que Vorcaro falou sobre o filme na delação Se não houve irregularidade na negociação, por que, então, Vorcaro teria dedicado uma parte de sua nova proposta de colaboração a falar sobre o patrocínio do filme sobre a vida de Bolsonaro – Dark Horse? Aliados do banqueiro dizem que ele decidiu mencionar o fato em razão do vazamento das mensagens nas quais ele e Flávio falam sobre o patrocínio. O objetivo de Vorcaro seria esclarecer os fatos. A nova delação de Vorcaro A nova proposta de delação premiada do dono do Banco Master foi entregue pelos advogados do banqueiro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 1º de junho. A expectativa da defesa de Vorcaro agora é de que PF e PGR deem resposta sobre a nova proposta até o fim desta semana, quando acaba o prazo do acesso ampliado dos advogados ao banqueiro. A pedido da defesa, o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, autorizou os advogados a despacharem com Vorcaro das 9h às 17h durante a semana, até a sexta-feira (12/6). A autorização foi dada por Mendonça desde a semana retrasada. O objetivo foi permitir que os advogados do dono do Banco Master produzissem a nova proposta de colaboração premiada. A desconfiança da PF Como noticiou a coluna, a Polícia Federal desconfia que parte dos recursos enviados por Vorcaro como patrocínio ao filme sobre Bolsonaro teriam sido usados para outro objetivo. Mais do que despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro, investigadores apuram se os recursos também financiaram o lobby do ex-deputado contra autoridades brasileiras em articulação com o governo Trump. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
O caminho do dinheiro

O caminho do dinheiro Desde a publicação da primeira reportagem da série Vaza Flávio, um dos esforços de aliados do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, tem sido convencer o público de que as revelações não se sustentam. Uma das vozes na tentativa de deslegitimar o nosso trabalho tem sido a do comentarista Paulo Figueiredo. Por Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 09/06/2026 Planilha e comprovante bancário mostram como Vorcaro enviou dinheiro aos EUA para financiar ‘Dark Horse’ “Começaram com o Intercept dizendo que eram 134 milhões do Vorcaro pro filme. Caiu para 61 milhões no Metrópoles. Depois, 2 milhões no Globo. Já já vocês vão descobrir que NÃO TEM dinheiro do Vorcaro no filme”, escreveu o aliado da família Bolsonaro no X, em 13 de maio. A tese de discrepância nos valores ganhou força a partir de postagens falsas compartilhadas por parlamentares e páginas bolsonaristas, alegando que o Intercept teria recuado das informações, “pedido desculpas” ou admitido não possuir provas de que Daniel Vorcaro financiou o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Isso já foi amplamente refutado. A alegação é mentirosa por vários motivos, mas o mais importante deles é que a primeira reportagem da nossa série sempre distinguiu dois números importantes para entender a negociata: os 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões, em valores convertidos pela cotação da época) negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme; e os 10,6 milhões de dólares (equivalentes, naquele período, a R$ 61 milhões) efetivamente pagos. Uma semana depois, em 20 de maio, Figueiredo questionou se o trabalho do Intercept revelaria, de fato, “transações financeiras”. E acrescentou: “Se não vierem (como Flávio jura e como eu acredito, até o momento), a credibilidade voltará aos poucos”. Pois bem: a edição desta semana da newsletter Cartas Marcadas traz documentos inéditos que comprovam de maneira irrefutável que houve repasses financeiros. Planilha detalha fluxo de pagamentos Além de mensagens, o Intercept teve acesso a planilhas, contratos, comprovantes bancários e registros financeiros que permitem reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro para bancar “Dark Horse”. O primeiro documento é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, apresentada nas conversas como o cronograma de financiamento do projeto. O arquivo registra uma operação de quase 24 milhões de dólares — o equivalente a R$ 134 milhões na cotação da época — e detalha tanto os aportes previstos quanto os valores efetivamente recebidos pelo fundo ligado à produção. Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados (Foto: Reprodução) O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha. As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada – a primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares. Essa tabela sobre os pagamentos foi encaminhada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acompanhada da observação: “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”. A mensagem é relevante porque sugere que novos desembolsos estavam sendo discutidos naquele momento, o que pode significar que o valor efetivamente pago tenha ultrapassado os 10,6 milhões de dólares. Um cronograma semelhante havia sido encaminhado pelo próprio Daniel Vorcaro ao pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro, meses antes, em 12 de março de 2025. Segundo mensagens obtidas pelo Intercept, Vorcaro enviou o documento e deu duas orientações: “precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”. Zettel respondeu logo em seguida: “Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”. O “Mineiro” citado na troca de mensagens seria Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo ligado à Entre Investimentos e Participações, empresa que fez a transferência bancária. Apesar das negativas oficiais, as mensagens indicam haver uma conexão entre Vorcaro e Freixo. Em fevereiro de 2025, segundo registros obtidos pelo Intercept, Zettel perguntou a Vorcaro se poderia “pedir pro Minas” logo após o banqueiro sugerir fazer a operação “via entre”. O telefone de Freixo foi salvo na agenda de contatos de Vorcaro como Mineiro. Comprovante bancário detalha operação Outro documento que chama atenção é o comprovante da primeira transferência internacional da operação, emitido pelo sistema SWIFT, utilizado por instituições financeiras para operações entre diferentes países. O registro é datado de 13 de fevereiro de 2025 e confirma a remessa de 2 milhões de dólares ao Havengate Development Fund LP, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução) Segundo o comprovante, a operação teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento foi processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank. O comprovante contém os códigos de identificação da transferência, os dados das instituições envolvidas, as referências da operação e os registros de liquidação exigidos pelo sistema financeiro internacional. O extrato registra o que seria a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse” e demonstra o funcionamento na prática da operação descrita nas mensagens. Esse comprovante, inclusive, consta em uma série de mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro sobre dificuldades para concluir a operação. Em 5 de fevereiro, Zettel informou ao banqueiro que o câmbio do Banco Master estava criando obstáculos para a transferência destinada ao filme. Durante a conversa, os dois discutiram alternativas para viabilizar o envio dos recursos ao exterior e
A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco

A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco Primeira decisão de grande impacto do ministro à frente do TSE suspende pesquisa que mostrava queda de Flávio Bolsonaro após escândalo Vorcaro e acende alerta sobre liberdade de informação no processo eleitoral Por Renato Rovai | Fórum 08/06/2026 Kassio Nunes Marques – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel que media os impactos do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não é apenas mais uma disputa jurídica sobre metodologia eleitoral. Ela representa um sinal preocupante sobre o ambiente que poderá marcar a próxima eleição presidencial. A pesquisa em questão avaliava o efeito político da divulgação dos áudios que revelaram conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a justificativa da decisão, a exibição do conteúdo aos entrevistados teria comprometido o levantamento. Mas a própria AtlasIntel já havia explicado publicamente como o estudo foi realizado. Primeiro, os entrevistados responderam às perguntas eleitorais. Apenas depois tiveram contato com o áudio e foram questionados sobre uma eventual mudança de posicionamento diante daquela informação. Na prática, tratava-se de dois momentos distintos da pesquisa. Um deles media a fotografia eleitoral do momento. O outro buscava compreender o potencial impacto de um fato político relevante sobre a opinião pública. É um procedimento que, independentemente de concordâncias ou discordâncias metodológicas, não altera os resultados já obtidos na etapa principal do levantamento. Por isso, a decisão chama atenção. Não porque se esteja discutindo se a pesquisa estava certa ou errada. Institutos podem errar, acertar, ser criticados ou contestados. O que causa estranheza é a opção pela proibição da divulgação. Historicamente, a Justiça Eleitoral brasileira tem sido cautelosa quando o assunto é impedir a circulação de informações. A regra geral sempre foi permitir o debate público e deixar que a sociedade, os especialistas e os próprios concorrentes questionassem eventuais inconsistências. Ao suspender a divulgação, Kassio Nunes Marques envia uma mensagem política que vai muito além da pesquisa. E essa mensagem ganha peso porque ele estará presidindo o Tribunal Superior Eleitoral durante o pleito. Isso não afeta apenas institutos de pesquisa. Afeta jornalistas, veículos de comunicação, produtores de conteúdo e até cidadãos comuns que participam do debate público nas redes sociais. O ponto central não é Flávio Bolsonaro. Nem mesmo a AtlasIntel. O que está em discussão é o direito da sociedade de ter acesso a informações, pesquisas e análises que ajudem a compreender o cenário político do país. Democracias maduras convivem com informações incômodas. Convivem com pesquisas favoráveis ou desfavoráveis a candidatos. Convivem com denúncias, investigações e repercussões eleitorais. O remédio para uma informação considerada equivocada nunca deveria ser a proibição, mas o contraditório. Por isso, a decisão merece atenção. Se ela se transformar em padrão, o risco é que o debate eleitoral de 2026 passe a ser marcado não apenas pela disputa entre candidatos, mas também pela crescente judicialização da informação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro

Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. Por Barbara Nascimento | Bloomberg 08/06/2026 Flavio BolsonaroFotógrafo: Daniel Ramalho/AFP/Getty Images O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. O partido de Bolsonaro alegou que a pesquisa, publicada em 19 de maio após mensagens de áudio vazadas revelarem vínculos entre o candidato de direita e uma figura central na maior investigação de fraude bancária do país, influenciou os entrevistados ao apresentar detalhes do episódio antes de pedir sua opinião. A AtlasIntel realiza pesquisas mensais de opinião para a Bloomberg News, incluindo esta. O juiz Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal eleitoral, disse que havia “indicações relevantes” de que a neutralidade da metodologia da AtlasIntel pode ter sido comprometida. Em uma decisão tomada na segunda-feira, ele ordenou que a empresa se abstivesse de publicar, promover, republicar ou manter a pesquisa em seus canais oficiais, e que enviasse documentação técnica que abordasse aspectos contestados. A decisão não impede o institutor de pesquisa de publicar pesquisas futuras. A AtlasIntel afirmou que cumprirá a decisão do tribunal e expressou confiança de que a questão será resolvida após uma revisão técnica dos fatos e de sua metodologia. “A AtlasIntel baseia seu trabalho em imparcialidade, rigor científico e precisão”, disse o CEO Andrei Roman em comunicado. Bolsonaro é o principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. Após as mensagens de áudio serem divulgadas, ele confirmou que havia entrado em contato com Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, para buscar milhões de dólares para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso. Ele negou qualquer irregularidade e disse que anteriormente negou envolvimento com o banqueiro por causa de um acordo de confidencialidade vinculado ao financiamento do filme. O episódio do Vorcaro marcou um golpe significativo para a campanha de Bolsonaro. A AtlasIntel foi a primeira grande empresa de pesquisa a publicar uma pesquisa mostrando o quanto sua candidatura havia sido prejudicada, e vários outros institutos divulgaram pesquisas apontando para um impacto semelhante nos dias seguintes. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU

EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU A ONG Instituto Conhecer Brasil, ou ICB, de Karina Ferreira da Gama, atuou como entidade de fachada para drenar recursos do Sistema S, segundo auditorias da Controladoria-Geral da União, a CGU. Por Eduardo Goulart | Intercept Brasil 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU Entre 2017 e 2018, o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o CN-Sesi, repassou cerca de R$ 11 milhões para a organização realizar a Feira da Cidadania em sete estados brasileiros – além da Fórmula Truck Kids, no Distrito Federal. Os levantamentos mostram que ao menos R$ 2,4 milhões desse total foram superfaturados. O raio-X das auditorias da CGU escancara uma sangria milionária e sistemática. Apenas no Pará, o sobrepreço comprovado superou a marca de R$ 1,3 milhão, somando-se a outros R$ 880 mil de prejuízo no Rio Grande do Norte e a margens de lucro infladas abusivamente em até 748% no Piauí. No Distrito Federal, dos R$ 350 mil recebidos pelo instituto para a Fórmula Truck Kids, a verba transitou por uma entidade de fachada e apenas R$ 80 mil custearam o evento real, deixando um superfaturamento direto de R$ 270 mil pelo caminho em um único contrato. Os valores drenados pelo esquema não são recursos privados. O Sesi, como integrante do Sistema S, é financiado por contribuições compulsórias pagas pelo setor industrial – verbas que possuem natureza de recurso público federal. É exatamente por gerir esse dinheiro que a entidade é submetida à fiscalização da Controladoria-Geral da União, a CGU, órgão responsável por auditar as contas anuais do conselho e que acabou descobrindo o rastro de superfaturamentos e notas frias deixado pelo ICB. Embora a subcontratação de serviços específicos seja uma prática legal em eventos, as auditorias da CGU revelaram que o ICB operava um CNPJ sem nenhum funcionário registrado, sem capital social e sem veículos, utilizado exclusivamente para assinar os contratos com o CN-Sesi e transferir 100% do dinheiro para uma rede de empresas também de fachada, do Distrito Federal. Karina Ferreira da Gama também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Intercept Brasil revelou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, negociou o pagamento de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o longa-metragem. Ela está sendo investigada pela Polícia Civil de São Paulo por ter firmado um contrato de R$ 108 milhões para o fornecimento de Wi-Fi para comunidades de baixa renda com a prefeitura da capital paulista. Uma parte dos serviços não teria sido realizada, e a execução ocorreu com preços acima do mercado, segundo a polícia. O ICB, de Karina, também repassou R$ 700 mil de uma emenda de R$ 1 milhão do deputado Mario Frias, do PL de São Paulo, a um empresário denunciado por fraude e a uma funcionária de uma empresa dele. Entregas fictícias Segundo a CGU, ao terceirizar integralmente a execução dos eventos, o ICB deixou um rastro de notas fiscais fraudulentas, entregas fictícias e sobrepreços milionários. O esquema foi viabilizado por aprovações a jato e negligência da cúpula do Sesi, que ignorou reiterados alertas jurídicos. A CGU aponta que o ICB cometeu irregularidades em Goiás, no Pará, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Tocantins, no Maranhão, na Bahia e no Distrito Federal. O projeto Feira da Cidadania deveria levar serviços de saúde, lazer e cidadania a trabalhadores da indústria e comunidades locais, mas se transformou em um duto de escoamento de verbas por meio de orçamentos inflados e falhas de fiscalização, indicou a CGU. A execução dos projetos foi sistematicamente direcionada para um núcleo de empresas de eventos sediadas no Distrito Federal: a HBMB Entretenimento Ltda – ME, a HBMB Organização e Produção de Eventos Eireli e a Servaris Comércio e Serviços. A CGU apurou que essas companhias operavam em sintonia fina: além de possuírem a mesma sócia-administradora, Idalby Cristine Moreno Ramos, duas delas registravam sedes no mesmo lote, separadas apenas por uma parede de sala comercial. O dinheiro do Sistema S fluía do Conselho Nacional do Sesi para o ICB e, imediatamente, desaguava nessas empresas terceirizadas em Brasília. Empresas sem funcionários A incapacidade técnica e operacional para gerir projetos multimilionários era um traço em comum nesse esquema. Segundo a CGU, consultas à base da Relação Anual de Informações Sociais, a Rais, atestaram que tanto o ICB quanto as empresas subcontratadas não possuíam um único funcionário registrado. Além da ausência de equipe, as firmas de Brasília chegaram a figurar como “inaptas” na Receita Federal. Um CNPJ é declarado “inapto” quando a empresa descumpre suas obrigações burocráticas com o governo por dois anos consecutivos. Isso significa que ela deixou de entregar suas declarações de impostos e demonstrações contábeis ou foi flagrada operando de forma irregular. A omissão nos controles da cúpula do CN-Sesi funcionou como o motor das aprovações. A CGU documentou uma tramitação atípica na liberação da 5ª Feira da Cidadania, originalmente prevista para o Maranhão. No dia 30 de maio de 2018, em um intervalo de exatos 11 minutos, a Superintendência de Articulação Institucional e Programas, a Supar, do CN-Sesi recebeu um e-mail do ICB, analisou a mensagem, autorizou a concessão do patrocínio, assinou o contrato e realizou a transferência bancária de R$ 460 mil. O rito acelerado ignorou os pareceres da própria Consultoria Jurídica do CN-Sesi, que cobrava a comprovação de que os preços propostos estavam de acordo com o mercado. Com o dinheiro já na conta, o ICB cancelou o evento nordestino na data prevista para o seu início e transferiu o projeto para Goiás, reaproveitando a mesma planilha de custos – a despeito das diferenças logísticas regionais –, manobra que recebeu o aval irrestrito do Sesi. No Pará, onde o ICB realizou duas edições da feira, o próprio CN-Sesi admitiu posteriormente –
Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets

Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets Parlamentar quer que órgão adote providências cabíveis em caso de detecção de irregularidades no caso Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 08/06/2026 Heloísa Helena é deputada federal e já foi senadora. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados BRASÍLIA – A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) enviou ofícios ao ministério da Fazenda e à Controladoria-Geral da União (CGU) cobrando explicações da decisão do governo Lula que impôs sigilo de até 100 anos a processos que tratam da autorização para funcionamento de casas de apostas no Brasil, informação revelada pelo Estadão. A parlamentar quer saber o fundamento jurídico utilizado para a restrição de acesso. Ela solicitou que a CGU, órgão responsável pelo monitoramento da transparência no governo federal, adote as providências cabíveis caso sejam identificadas irregularidades ou interpretação incompatível com o regime jurídico do acesso à informação. “A matéria é de evidente interesse público. A autorização para funcionamento dessas empresas não constitui ato meramente privado, mas procedimento administrativo de natureza regulatória, conduzido pelo Estado brasileiro, com impacto econômico, fiscal, social e sanitário relevante”, argumenta a deputada. “O requerimento não busca acessar dados pessoais sensíveis ou informações empresariais legitimamente protegidas, mas assegurar que atos de autorização estatal, praticados no exercício de competência pública, sejam submetidos ao controle democrático, parlamentar e social.” O Estadão revelou neste domingo, 7, a imposição dos sigilos. Com isso, os cidadãos não podem saber como se deu a tramitação dos processos, as eventuais inadequações na papelada das empresas, nem como elas foram corrigidas. Também fica sob sigilo o meio de pagamento das outorgas de R$ 30 milhões e quem são os beneficiários finais de cada empresa de apostas. A reportagem pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a íntegra do processo que autorizou a casa de apostas 1xBet, empresa de origem russa banida em vários países e que ganhou o aval do governo Lula, em julho, para funcionar no Brasil. O pedido de acesso às informações foi negado. Na resposta negativa, a Fazenda informou que os documentos solicitados estão resguardados por sigilo conforme prevê a LAI. A pasta alegou que a legislação determina a proteção de dados pessoais dos sócios e de administradores e beneficiários finais das bets. Por serem classificadas como informações pessoais, a Fazenda invocou o dispositivo da LAI que determina o sigilo dessas informações por até um século. Na resposta em que negou o acesso, o ministério citou trecho da lei que estabelece o sigilo de 100 anos. Um portaria da Controladoria Geral da União de 2024 definiu que “na ausência de indicação expressa quanto ao prazo de sigilo da informação pessoal”, pode-se presumir que o sigilo deve durar 15 anos. Mas a resposta da Fazenda citou expressamente o prazo de 100 anos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoDeputada FederalLei de Acesso à Informação LAIREDE Rede Sustentabilidade Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO)

Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO) Deputado federal revelou, em entrevista, bastidores da relação que mantinha com o ex-presidente e seu filho Por Marcelo Hailer | Fórum 08/06/2026 Ex-presidente Jair Bolsonaro – (PABLO PORCIUNCULA / AFP) O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) revelou, durante entrevista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo foram ingratos e desleais com ele. Feliciano contou que, por duas vezes, Bolsonaro lhe prometeu apoio a uma candidatura ao Senado, mas nunca cumpriu e optou por outros nomes. Feliciano também critica a postura de Eduardo Bolsonaro e lembra que o filho do ex-presidente só se tornou deputado por causa de seus votos, que puxaram o filho 02 de Jair Bolsonaro para a Câmara dos Deputados. “Eu tive 400 mil votos e o Eduardo [Bolsonaro] teve um pouco mais de 60 mil [votos], ele não seria eleito, mas, com a sobra dos meus votos no partido, o Eduardo se tornou deputado. Então, a família tem um histórico e eu pensei que, de fato, nesse momento eu seria lembrado. Gratidão é a memória do coração. Mas eu sou leal e lealdade às vezes implica isso: ficar quieto para evitar um problema maior.” Em seguida, Marco Feliciano afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro não foi leal e não cumpriu promessas de apoio ao seu nome para o Senado: “Eu tive a promessa do presidente Bolsonaro, em 2022, e perdi para Marcos Pontes […] que acabou traindo ele no início. Ele tinha falado que dessa vez seria eu, só que aí mudou tudo e foi o Eduardo. Como é o Eduardo, eu fiquei quieto, é o filho e em família não se mexe. Mas o Eduardo ficou impossibilitado de vir e eu perguntei: ‘E eu, agora?’ e ele falou: ‘Vamos bater pesquisa’. Bolsonaro falou pra mim: ‘Vamos fazer pesquisa. Quem estiver melhor, vai’. E eu pedi para colocarem o meu nome na pesquisa. A única vez que o partido colocou o meu nome na pesquisa… eu entrei em duas, alguém fez uma avulsa e eu pontuei 9 pontos e, na outra, o partido colocou o meu nome. Foi uma só. Nessa, eu pontuei com quase 14 pontos, para depois, nas outras, não me colocarem mais.” https://politicariabrasileira.aquiteminternet.net.br/wp-content/uploads/2026/06/ssstwitter.com_1781051298074.mp4 Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list