Dois pesos e duas medidas: como a imprensa e a Faria Lima ignoraram a inflação de Bolsonaro e amplificam a de Lula

Dois pesos e duas medidas: como a imprensa e a Faria Lima ignoraram a inflação de Bolsonaro e amplificam a de Lula Com Bolsonaro, problemas reais foram tratados como conjunturais. Com Lula, a estabilidade virou alerta vermelho Por Chico Cavalcante | Fórum 13/06/2026 Lula e Bolsonaro | Presidencia da Repbulica/Montagem: Revista Fórum O IPCA de maio veio acima do esperado. Subiu 0,58%, puxado pelos alimentos, e a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,72%. O número está acima do teto da meta do Banco Central, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto. A categoria alimentação no domicílio teve alta de 1,65% no mês – a maior para maio em 18 anos. É verdade que ainda há efeitos da guerra no Oriente Médio e do El Niño, e a tendência é de resistência inflacionária. Tanto que economistas já reduziram as expectativas para a queda dos juros. Essa foi a reação da imprensa ao dado de junho. E não é de se estranhar: a inflação segue como um dos indicadores mais sensíveis da economia. Ela corrói o poder de compra, condiciona a política monetária e pauta o debate fiscal. Só que, mais do que os números, interessa observar como a imprensa e o chamado mercado financeiro interpretam e comunicam esses números. E aí a coisa muda de figura. Durante o governo Bolsonaro, a inflação chegou a superar os expressivos 10%, com forte expansão da dívida pública e flexibilização do teto de gastos. Ainda assim, o discurso predominante da imprensa e do mercado financeiro foi de tolerância. Atribuiu-se a alta a choques externos – pandemia, cadeias produtivas desorganizadas, commodities em disparada. O Banco Central, quando citado, aparecia como uma espécie de fiador solitário do regime de metas. Mas risco sistêmico, descontrole fiscal ou hiperinflação nunca estiveram na pauta. Já a partir de 2023, com o retorno de Lula, graças aos acertos da área econômica a cargo de Fernando Haddad, a inflação caiu para patamares próximos de 4%, dentro da meta do Conselho Monetário Nacional. Os gastos públicos passaram a respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O desemprego recuou a níveis historicamente baixos. Apesar disso, o tom dominante na imprensa e entre analistas de mercado passou a ser o de alarde: desancoragem das expectativas, risco de descontrole fiscal, ameaça de hiperinflação. Amplificam-se cenários pessimistas diante de dados concretos que apontam estabilidade. Por que tamanha assimetria? Não é pelos indicadores – isso é evidente. A diferença está na relação política entre governo e chamado “mercado” – os donos do capital. Bolsonaro era lido como alinhado à agenda neoliberal, com Paulo Guedes à frente de um programa de privatizações e reformas. Isso funcionava como um escudo. Os problemas eram relativizados, tratados como conjunturais. Lula, ao contrário, carrega a marca de políticas sociais e maior presença do Estado. E isso desperta uma desconfiança estrutural no capital. O discurso de risco, nesse contexto, opera como instrumento de pressão política: ajuda a manter os juros elevados e a limitar a expansão de programas sociais. As consequências não são meramente retóricas. Ao amplificar riscos sob Lula, imprensa e mercado alimentam um ambiente de desconfiança que pode influenciar as decisões do Banco Central e inibir investimentos, influenciando decisivamente no humor eleitoral. Ao relativizar os problemas sob Bolsonaro, normalizaram uma situação de inflação elevada e deterioração fiscal. Em ambos os casos, a cobertura revela mais as disputas políticas do que a realidade dos números. O que se tem, portanto, é dois pesos e duas medidas na leitura da inflação brasileira. Com Bolsonaro, problemas reais foram tratados como conjunturais. Com Lula, a estabilidade virou alerta vermelho. A narrativa econômica não é neutra. Ela é atravessada por interesses políticos e ideológicos. Reconhecer essa assimetria é condição para entender não apenas os índices de preços, mas o jogo de poder que se desenrola em torno deles. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCCMN Conselho Monetário Nacional Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Defensoria processa Prefeitura de Petrópolis por falhas em elevador de hospital

Defensoria processa Prefeitura de Petrópolis por falhas em elevador de hospital Órgão pede conserto imediato do equipamento, plano emergencial de atendimento e indenização de R$ 10 milhões; elevador é o único meio de transporte de pacientes entre os andares do Hospital Nelson de Sá Earp. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 13/06/2026 Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, em Petrópolis — Foto: Anna Beatriz Thomás A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, por causa dos problemas recorrentes no elevador do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE). Segundo o órgão, a situação tem provocado impactos diretos no atendimento de pacientes e comprometido o funcionamento da unidade. De acordo com a ação, o equipamento é a única forma de transporte de pacientes em macas, cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida entre o térreo e os andares superiores do hospital, onde funcionam o Centro de Recuperação de Adultos (CRA), os leitos de internação e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Defensoria destaca que o elevador voltou a apresentar pane total em 10 de junho, agravando uma série de problemas já registrados na unidade. Entre as consequências apontadas estão o adiamento de procedimentos médicos, dificuldades na transferência de pacientes, retenção de altas hospitalares, superlotação dos setores de emergência e obstáculos para a realização de exames e cirurgias. Um dos casos citados envolve uma paciente de 77 anos que teve um cateterismo de urgência adiado porque não havia condições de transportá-la entre os setores do hospital. Segundo a Defensoria, as falhas no elevador não são recentes. O histórico de interrupções já havia sido denunciado por vereadoras do município, pela Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de Petrópolis e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). Na ação, o órgão argumenta que a situação compromete a continuidade do serviço público de saúde e viola direitos fundamentais, como o acesso à saúde, à vida e à dignidade humana, além de representar riscos para pacientes internados e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Ação pede plano emergencial Entre os pedidos apresentados à Justiça, a Defensoria solicita que o município seja obrigado a apresentar, em até 48 horas, um plano emergencial para garantir o funcionamento do hospital enquanto o elevador permanecer inoperante. O órgão também pede o conserto definitivo do equipamento no mesmo prazo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A ação requer ainda que a prefeitura apresente, em até 30 dias, um projeto definitivo para solucionar os problemas de acessibilidade vertical da unidade, incluindo a construção de uma rampa externa ou outra alternativa permanente que elimine a dependência exclusiva do elevador. Além disso, a Defensoria pede acesso aos documentos de manutenção do equipamento dos últimos cinco anos, a condenação do município ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e a realização de fiscalização contínua da infraestrutura de acessibilidade do hospital. O Hospital Municipal Nelson de Sá Earp é uma unidade de urgência e emergência que funciona 24 horas por dia e é o único hospital municipal de Petrópolis com atendimento especializado em trauma e saúde mental. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Dark Horse: o suposto elo entre o filme de Bolsonaro e o PCC, segundo a PF

Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” PF investiga financiamento de cinebiografia de Bolsonaro após identificar repasses de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, empresa intermediária e fundo nos EUA ligado a lavagem de dinheiro envolvendo o PCC Por Ivan Longo | Fórum 13/06/2026 Mario Frias com Flávio, Carlos e o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse” – Foto: Divulgação A Polícia Federal (PF) investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, após identificar repasses de R$ 61 milhões feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro por meio de uma empresa intermediária que também teria movimentado recursos com um fundo investigado por lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os valores teriam sido encaminhados a pedido do senador Flávio Bolsonaro para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A investigação expõe as entranhas financeiras de uma produção que se apresentava como iniciativa privada e transparente. A PF analisa transações realizadas por Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, destinadas ao suposto financiamento do filme. Cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o fundo de investimentos Havengate, sediado nos Estados Unidos. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado que atua para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro. A avaliação preliminar da PF é de que as operações podem configurar crime de evasão de divisas. O caso ganhou novos contornos porque o nome de Vorcaro já havia aparecido em um áudio vazado do próprio Flávio Bolsonaro, no qual o senador cobrava o repasse de recursos para financiar a produção. O que antes era tratado como polêmica política agora é objeto de investigação criminal formal, com a PF avaliando a necessidade de aprofundamento antes de qualquer conclusão definitiva. As conexões com o esquema de lavagem de dinheiro do PCC O ponto mais sensível da investigação envolve o destino paralelo de recursos da mesma estrutura financeira. A empresa intermediária dos repasses, a Entre Investimentos e Participações, também teria movimentado R$ 20 milhões com o FIDC Gold Style, fundo administrado pela Reag Trust. Esse fundo é investigado por receber cerca de R$ 1 bilhão de empresas identificadas como parte de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Documentos bancários obtidos pelo The Intercept Brasil apontam ainda uma transferência internacional via SWIFT datada de 13 de fevereiro de 2025, com remessa de US$ 2 milhões para o Havengate. Os registros indicam também um cronograma de quase US$ 24 milhões distribuídos em 14 desembolsos previstos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Apesar das conexões financeiras, a apuração destaca que isso não significa, por si só, que os Bolsonaro ou Vorcaro tenham relação direta com o PCC. Esse é justamente o ponto que a Polícia Federal busca esclarecer: o elo financeiro entre as estruturas. A defesa da produtora e a “perícia investigativa preventiva” Diante do avanço das investigações, a defesa da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse comandada por Karina Ferreira da Gama, adotou uma estratégia de antecipação jurídica. A empresa encomendou o que chamou de “perícia investigativa preventiva”, com o objetivo de demonstrar que não houve desvios nem uso de verbas públicas na produção. O laudo apresentado afirma que o custo total do filme foi de US$ 13,4 milhões (cerca de R$ 75 milhões) e sustenta que não foram identificados incentivos fiscais, Lei Rouanet ou recursos da Prefeitura de São Paulo. No entanto, o próprio documento limita seu escopo aos materiais fornecidos pela defesa. O nome de Daniel Vorcaro não aparece no laudo, e a origem final dos recursos que chegaram ao Havengate não é investigada pela perícia privada. O advogado da produtora, Ricardo Sayeg, também recomendou o adiamento da estreia do filme para depois das eleições, sob o argumento de preservar a “natureza cultural e artística” da obra e evitar associação com o processo eleitoral. Implicações políticas e jurídicas A investigação da PF desmonta, peça por peça, a narrativa de que Dark Horse seria uma produção privada, transparente e sem vínculos políticos relevantes. O áudio de Flávio Bolsonaro cobrando repasses de Daniel Vorcaro já havia levantado suspeitas sobre o envolvimento direto da família Bolsonaro na captação de recursos. Agora, a apuração formal sobre evasão de divisas, somada à conexão da empresa intermediária com um fundo investigado por movimentar recursos ligados ao PCC, amplia o alcance do caso. A perícia privada apresentada pela defesa não abrange a totalidade do fluxo financeiro e se limita ao material fornecido pela própria produtora. Do ponto de vista político, a investigação atinge diretamente uma narrativa construída pelo entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro de defesa da segurança pública e combate ao crime organizado. O pedido de adiamento do lançamento do filme, feito pela própria defesa, não encerra as dúvidas que seguem sob análise da Polícia Federal — e que ainda dependem de novas etapas de apuração para definição de responsabilidades. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) 13/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana
MP denuncia 13 políticos por uso eleitoral de feira agropecuária bancada pelo Estado de Rondônia

MP denuncia 13 políticos por uso eleitoral de feira agropecuária bancada pelo Estado de Rondônia Governo bancou estrutura para feira que virou palco de suposta campanha antecipada; estado diz não ter sido notificado sobre ação do MP Por Guilherme Matos | O Estado de S.Paulo 12/06/2026 A feira Rondônia Rural Show foi usada por diversos pré-candidatos como palco para suposta campanha política antecipada Foto: Governo do Estado de Rondônia/Divulgação O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos — incluindo senadores, deputados e vereadores — por propaganda eleitoral antecipada em evento de agropecuária no estado. A Rondônia Rural Show 2026 foi bancada pelo governo estadual e, somente em diárias de servidores de uma secretaria, custou R$ 115 mil aos cofres públicos. Em nota, a Secretaria do Estado de Agricultura (Seagri) afirmou não ter sido notificada sobre a representação do MPE e disse não ter tomado conhecimento oficial do processo por nenhum meio formal até o momento. A secretaria declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos de controle e reiterou que todos os gastos públicos relacionados ao evento seguiram os trâmites legais e normativos aplicáveis. Na representação, o MPE sustenta que a feira realizada em Ji-Paraná entre os dias 25 e 30 de maio, foi utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação. Entre as condutas apontadas estão a instalação de outdoors, a distribuição de brindes personalizados e a veiculação de mensagens consideradas de apelo eleitoral. Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jaime Bagattoli (PL-RO) foram denunciados. Segundo o MPE, outdoors exibidos durante o evento associavam a atuação de Bagattoli à destinação de recursos e investimentos públicos. Já Marcos Rogério responde pela utilização de outdoor com a mensagem “A mudança que Rondônia quer”, interpretada como conteúdo eleitoral. Ele disputa o governo estadual em campo oposto ao do atual governador Marcos Rocha (União Brasil), cujo partido apoia a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil). Também figuram na ação os deputados federais Silvia Cristina Amancio Chagas (PP-RO), e Lúcio Mosquini (PL-RO), e os deputados estaduais Alex Redano (Republicanos) Cássio Gois (PSD), Cirone Deiró (União Brasil), Laerte Gomes (PSD), Nim Barroso (PL) e Cláudia de Jesus (PT). A deputada federal Silvia Cristina é acusada de distribuir bonés, camisetas e ventarolas com seu nome, fotografia e identificação parlamentar durante a feira. Completam a lista o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos (Republicanos), o vereador Márcio Freitas (PL) e a assessora técnica da Assembleia Legislativa de Rondônia Dalita da Silva Rover. Os representados terão oportunidade de apresentar defesa antes do julgamento pelo TRE-RO. Em nota, o MP informou que pediu a condenação dos agentes públicos, mas não especificou quais punições foram pedidas. A organização da Rondônia Rural Show 2026 mobilizou ao menos quatro servidores da Seagri por períodos que chegaram a 43 dias consecutivos. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que Érica Aparecida de Almeida Basques Ferrão recebeu R$ 34.888,00 em diárias, o maior valor individual entre os servidores. Scheyla Pessoa de Freitas recebeu R$ 32.930,00, Alex Fernandes Rosário, R$ 23.496,00, e Rafaela Alves da Silva Barreto, R$ 22.962,00. Juntos, os quatro acumularam R$ 115.276,00 em diárias pagas por uma das secretarias envolvidas na realização do evento. Segundo nota assinada pelo secretário de Agricultura, Luiz Paulo da Silva Batista, para a edição de 2026 o governo estadual investiu em infraestrutura, logística e serviços para a implantação de uma estrutura física de grande complexidade. A nota afirma ainda que a organização do evento exige “presença física contínua no local”. A secretaria afirmou que todos os gastos foram realizados “em estrita observância aos trâmites legais, normativos e de controle interno aplicáveis”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada EstadualDeputada FederalDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorJi-Paraná ROMPE Ministério Público EleitoralPL Partido LiberalPorto Velho ROPP ProgressistasPrefeitoPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorTRE-ROUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Após criação de novos penduricalhos, três procuradores do TCE-RJ receberam R$ 4,2 milhões cada em apenas um mês

Após criação de novos penduricalhos, três procuradores do TCE-RJ receberam R$ 4,2 milhões cada em apenas um mês Pagamentos ocorreram em outubro de 2025 e superaram os valores recebidos por conselheiros do tribunal. Segundo a corte, montantes correspondem a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de anos de trabalho. Por André Coelho Costa e Bette Lucchese | RJ2 12/06/2026 TCE-RJ rejeitou pedido para suspender concessão do metrô do RJ, nesta terça (7) — Foto: Reprodução Depois de revelar que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) recebeu quase R$ 3 milhões em um único mês, um levantamento do RJ2 identificou pagamentos ainda maiores dentro da corte. De acordo com a análise de contracheques emitidos a partir de outubro de 2025, três procuradores receberam, cada um, R$ 4,2 milhões líquidos em um único mês. Os valores foram pagos ao procurador-geral do TCE, Vittorio Constantino Provenza, ao subprocurador-geral Sergio Paulo de Abreu Martins Teixeira e ao ex-procurador-geral Henrique Cunha de Lima. Os pagamentos fazem parte de um conjunto de remunerações extraordinárias identificadas pelo RJ2 após a regulamentação de novos benefícios no tribunal. O levantamento também mostrou que dez altos funcionários do TCE receberam juntos mais de R$ 26 milhões líquidos em apenas um mês. Segundo a reportagem, parte dos valores corresponde a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de dez e até vinte anos e quitadas de uma só vez. A análise dos contracheques identificou duas resoluções assinadas pelo presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, pouco antes dos pagamentos. A primeira foi publicada em maio de 2025, logo após a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de uma lei que ampliou benefícios originalmente destinados ao Ministério Público do Estado. Durante a votação, uma emenda incluiu também integrantes do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas. A segunda resolução foi publicada em setembro e regulamentou dispositivos da nova legislação. Após a aprovação da lei e dos atos normativos do tribunal, novos benefícios passaram a integrar a remuneração de servidores da corte. Em nota, o Tribunal de Contas do Estado afirmou que os pagamentos citados não têm relação com os projetos aprovados pela Alerj nem com atos normativos editados pela própria corte. Segundo o TCE, os valores correspondem a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de anos de trabalho e referentes a direitos já constituídos. O tribunal acrescentou que os pagamentos respeitaram decisões do Supremo Tribunal Federal e destacou que devolveu recursos do orçamento ao governo do estado em 2025. Quase R$ 3 milhões em um mês O maior pagamento identificado foi do conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, que recebeu quase R$ 3 milhões em outubro. Segundo o contracheque, ele recebeu mais de R$ 388 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 2,5 milhões em outros valores indenizatórios, que incluíam, por exemplo, gratificação por excesso de trabalho. Outro caso que chamou atenção foi o da conselheira Mariana Montebello Willeman. Ela recebeu salários superiores a R$ 200 mil durante cinco meses consecutivos e, em fevereiro deste ano, o pagamento ultrapassou R$ 800 mil, sendo mais de R$ 141 mil de remuneração após deduções superiores a R$ 728 mil classificados como outros valores indenizatórios. O presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, recebeu mais de R$ 360 mil em outubro. O contracheque registra mais de R$ 172 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 195 mil em verbas indenizatórias. No mesmo mês, o conselheiro José Gomes Graciosa recebeu mais de R$ 1 milhão, sendo R$ 321 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 828 mil em outros valores indenizatórios. Já o vice-presidente do Tribunal, Thiago Pampolha, o mais recente integrante do colegiado, recebeu em março quase R$ 100 mil em pagamentos classificados como outros valores indenizatórios, totalizando R$ 95.815,53 nessa rubrica. Ao longo do período analisado, os sete conselheiros titulares receberam juntos R$ 11,8 milhões. Condenado recebeu auxílio-alimentação Dois conselheiros titulares estão afastados das funções na corte. Marco Antônio de Alencar, afastado há quatro anos e que responde a processo por corrupção, recebeu cerca de R$ 600 mil no período analisado. Já Domingos Brazão, condenado a 76 anos de prisão por ser apontado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e preso desde março de 2024, continua recebendo salário de aproximadamente R$ 35 mil. O levantamento identificou ainda que Brazão recebeu quase R$ 10 mil de auxílio-alimentação entre fevereiro e abril deste ano. A analista sênior da Transparência Brasil, Bianca Berti, afirmou que o pagamento dessas indenizatórias não são ilegais, mas são “imorais”. “Essas verbas elas eram regulamentadas por cada órgão. Então eles tinham certa autonomia para definir como é que eles iriam pagar e que tipo de benefícios eles queriam distribuir tanto para os conselheiros, quanto para os servidores”. “Nesse caso específico do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, eles estão, a princípio, legais. Imorais e irracionais”, afirmou ela. STF impôs transparência O levantamento do RJ2 só foi possível após o Supremo Tribunal Federal determinar maior transparência na divulgação das folhas de pagamento dos órgãos públicos, impedindo o uso de nomenclaturas que dificultassem a identificação das verbas recebidas. Os novos critérios para o pagamento dos chamados penduricalhos foram definidos pelo STF em março e passaram a produzir efeitos em maio. Desde então, segundo o levantamento, os pagamentos dos conselheiros passaram a ficar dentro do novo limite estabelecido, de até cerca de R$ 78,8 mil mensais, considerando as parcelas permitidas. Para Bianca Berti, o país precisa avançar para uma regulamentação mais clara sobre essas verbas. “A gente entende que seria muito positivo que o Brasil conseguisse construir uma legislação que desse conta dessas remunerações como um todo e dos benefícios que podem ser pagos e que não podem né”. “E principalmente é evitar que os órgãos tenham autonomia para desvirtuar verbas que são remuneratórias, que são benefícios decorrentes do trabalho que o servidor realiza, em verbas indenizatórias, que é a prática que esse alto escalão de certas instituições tem incorrido nesse processo de maximizar os ganhos deles próprios”, comentou. O que diz o TCE Em nota, o Tribunal de Contas do Estado afirmou que todos os pagamentos observaram rigorosamente a legislação vigente, as decisões do Supremo Tribunal Federal e os entendimentos aplicáveis sobre o tema. O órgão declarou que os valores destacados
TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda

TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda Segundo o tribunal, Gratificação por Atuação de Alta Complexidade alcançará ‘número restrito de servidores’. E foi instituída nos moldes de pagamentos feitos pelo STJ e TST. Por Mariana Assis | g1 12/06/2026 O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) — Foto: Divulgação/TCU Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma gratificação para servidores que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento e desempenham atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional. 💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores. Em nota, o TCU afirmou que a gratificação alcançará um “número restrito de servidores” e que o impacto financeiro da medida está compatível com as dotações orçamentárias aprovadas para o órgão. A Corte não detalhou, no entanto, quantos servidores serão contemplados. A medida foi formalizada em ato publicado no boletim interno do tribunal nessa quinta-feira (11), assinado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e pelo vice-presidente, ministro Jorge Oliveira. A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pelo g1. Segundo o TCU, a gratificação foi instituída nos mesmos moldes de medidas implementadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF). Na justificativa da criação da Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica, de Fiscalização e de Gestão Institucional (GAAC), os ministros afirmam que o tribunal lida com um elevado volume de trabalho e que recebe, em média, cerca de 6 mil processos por ano e aprecia aproximadamente 80 mil atos de pessoal para fins de registro a cada exercício. De acordo com a portaria, o tribunal acompanha, anualmente, cerca de R$ 16,4 trilhões sob a ótica patrimonial, que considera bens, direitos e obrigações, e R$ 7 trilhões na perspectiva orçamentária, relacionada às receitas arrecadadas e às despesas empenhadas. “A GAAC possui natureza estritamente indenizatória e não integrará o vencimento ou a remuneração do cargo efetivo, tampouco comporá a base de cálculo para fins previdenciários ou para a apuração de quaisquer outros adicionais e gratificações”, diz trecho da portaria. “O TCU esclarece, ainda, que a instituição da gratificação decorre de ato administrativo editado no exercício de sua competência constitucional e em consonância com práticas recentemente adotadas por outros órgãos de cúpula do sistema de Justiça”, completou o tribunal, em nota. Notícia anteriorPróxima notícia CJF Conselho da Justiça FederalSTJ Superior Tribunal de JustiçaTCU Tribunal de Contas da UniãoTST Tribunal Superior do Trabalho Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Três policiais penais são presos por facilitar entrada de materiais proibidos e dinheiro em presídio de Japeri

Três policiais penais são presos por facilitar entrada de materiais proibidos e dinheiro em presídio de Japeri Segundo as investigações, os agentes permitiam a entrada de materiais no presídio sem fiscalização em troca de vantagens financeiras. Por g1 Rio 12/06/2026 Material apreendido com policiais penais presos em flagrante — Foto: Divulgação Três policiais penais foram presos em flagrante na manhã desta sexta-feira (12) suspeitos de participar de um esquema de entrada irregular de materiais proibidos e dinheiro na Cadeia Pública João Carlos da Silva, em Japeri, na Baixada Fluminense. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), os agentes foram detidos durante uma operação da Corregedoria. Eles são investigados pelos crimes de associação criminosa e corrupção passiva qualificada. De acordo com as investigações, iniciadas no fim de maio pelo setor de inteligência da secretaria, os servidores permitiam a entrada de grandes volumes na unidade prisional sem a realização das revistas obrigatórias. A suspeita é de que eles recebiam vantagens financeiras para facilitar o ingresso de materiais ilícitos no presídio. Durante a ação desta sexta, os corregedores flagraram um dos policiais já dentro da unidade transportando, em uma mochila, nove maços de cigarro, dois carregadores de celular, alimentos, perfumes e ampolas de substâncias anabolizantes. Também foram encontrados cerca de R$ 28 mil em espécie. Ainda segundo a Seppen, o policial afirmou informalmente que os itens eram para uso próprio e que o dinheiro seria resultado da venda de uma motocicleta. No entanto, ele não apresentou documentação que comprovasse a negociação. O policial responsável pela portaria no momento da entrada do colega foi preso por supostamente não realizar a fiscalização obrigatória. Já o terceiro policial, que atuava no controle de acesso da unidade, também foi detido por suspeita de participação no esquema. Os celulares dos três agentes foram apreendidos e serão submetidos à perícia. A investigação aponta que o dinheiro encontrado seria destinado a detentos, com parte dos valores sendo repassada aos policiais envolvidos como pagamento pela atuação no esquema. As substâncias apreendidas foram encaminhadas para exame pericial, que irá confirmar a composição do material. Os três policiais penais permaneceram em silêncio durante o registro da ocorrência. Eles foram levados para a 63ª DP (Japeri), onde permaneceram custodiados à disposição da Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
‘Mandaram jogar até o coroa pro alto’: como o tráfico do TCP expulsava moradores das próprias casas

‘Mandaram jogar até o coroa pro alto’: como o tráfico do TCP expulsava moradores das próprias casas Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) cumpriu 43 mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (12). Por Felipe Freire, Jefferson Monteiro, Letícia Gil e Fernando Zuba | g1 12/06/2026 Tráfico do São Carlos passou a ameaçar moradores e comerciantes da Cidade Nova — Foto: Reprodução/TV Globo O braço do Terceiro Comando Puro (TCP) que expulsava moradores das próprias casas e extorquia de comerciantes via na posse de imóveis mais uma fonte de lucro. Nesta sexta-feira (12), a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) cumpriu 43 mandados de busca e apreensão contra o bando, que buscava expandir o domínio do Complexo de São Carlos para bairros do entorno, na região central do Rio de Janeiro, como a Cidade Nova. Em um áudio obtido pela polícia, um bandido fala sobre tirar um morador de casa: “O Marlon tava mandando eu jogar até o coroa pro alto e agarrar o imóvel.” Até a última atualização desta reportagem, 3 pessoas haviam sido presas em flagrante. Segundo a Draco, a tática do TCP era asfixiar moradores e comerciantes para forçar a desocupação do imóvel. “O tráfico de drogas desse complexo estava exigindo taxas exorbitantes para continuar o funcionamento, e com isso os comerciantes e moradores se viam obrigados a entregar o imóvel ou ser retirados mesmo”, informou o delegado Jefferson Ferreira. “Pessoas ligadas a essa organização invadiam o imóvel e se diziam ali legítimos possuidores”, emendou. A polícia afirma que esses locais viravam “patrimônio da facção” e eram usados pra lavar o dinheiro do tráfico. Os investigadores encontraram escrituras que, segundo eles, foram forjadas em cartório, para dar aparência de legalidade aos imóveis invadidos pelos criminosos. “Eles declaravam falsamente que exerciam a posse ali, induzindo a erro as pessoas que estavam comprando esses imóveis”, detalhou o delegado. Segundo a polícia, os criminosos consultavam uma suposta advogada para tirar dúvidas sobre como regularizar os imóveis. Segundo as investigações, um traficante de Minas Gerais que atua no São Carlos supervisiona as cobranças da população no entorno do complexo. Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão, coordena a venda de armas entre Minas e Rio. A polícia descobriu ainda que o principal chefe do São Carlos, Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, age de dentro da cadeia. Além dele, Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, e Marcílio Cheru de Oliveira também fazem parte do núcleo de comando da facção na comunidade. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 60 milhões e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens apontados como parte do esquema de ocultação patrimonial da organização. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo

Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo Na mira de investigações, presidente do Senado investe contra os cofres públicos Por Bernardo Mello Franco | O Globo 12/06/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Em clima de festa junina, Davi Alcolumbre acendeu o pavio e tapou os ouvidos. O presidente do Senado articulou a aprovação de três pautas-bombas na quarta-feira. Somadas, elas podem custar mais de R$ 200 bilhões aos cofres públicos. No plenário, os senadores aprovaram a criação de mais uma linha de crédito rural. O pretexto foi socorrer produtores prejudicados por conflitos internacionais ou eventos climáticos extremos. Segundo cálculos da Fazenda, o agrado aos ruralistas deve custar R$ 140 bilhões em dez anos. Um de seus principais defensores foi o governador gaúcho Eduardo Leite, que ensaiou concorrer ao Planalto como expoente do liberalismo. A generosidade também se espalhou pelo corredor das comissões. A de Assuntos Sociais aprovou aumento de 275% no piso de médicos e cirurgiões-dentistas. A de Constituição e Justiça fez avançar proposta que reduz a idade de aposentadoria e concede benefício integral a agentes de saúde e combate a endemias. O impacto previsto é de R$ 30 bilhões para a União, sem contar os gastos extras de estados e municípios. É necessário valorizar o serviço público, mas os senadores não parecem movidos apenas pelo senso de justiça. Pesaram o ano eleitoral, que costuma inspirar bondades com dinheiro público, e a cruzada de Alcolumbre contra o Planalto. O presidente do Senado havia insinuado um armistício após derrubar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ignorado por Lula, resolveu voltar ao ataque. Alcolumbre está nervoso. Sabe que pode ser atingido pela delação do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, envolvido num esquema de fraudes em combustíveis. E teme o avanço das investigações do caso Master, que engoliu R$ 400 milhões de aposentados e pensionistas do Amapá. Sob pressão, o senador parece se inspirar no exemplo de Eduardo Cunha, que tentou usar as pautas-bombas para escapar da polícia na década passada. Para o ex-deputado, a festa não acabou bem. Notícia anterior GovernadorPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro

Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro Segredos do ex-banqueiro incluem pagamento milionário no exterior ao senador e detalhes de negócios dele com o partido de Lula Por Robson Bonin | Veja 11/06/2026 PAGAMENTO - Davi Alcolumbre: 30 milhões de dólares teriam sido depositados em contas no exterior (Carlos Moura/Agência Senado) Desde que eclodiu, o escândalo do Banco Master chama atenção por uma série de razões. Um dos maiores rombos financeiros da história do país, ele deixou um rastro de prejuízo estimado em mais de 50 bilhões de reais. A meteórica ascensão de Daniel Vorcaro e de sua instituição, sabe-se hoje, está intimamente ligada à construção de uma impressionante rede de conexões junto aos Três Poderes da República. O banqueiro transitava nas mais altas-rodas. Promovia festas nababescas, que misturavam atrizes, modelos estrangeiras, políticos, juízes, empresários e burocratas bem posicionados. Sua frota de jatos estava sempre à disposição dos poderosos e ele não economizava na hora de distribuir pequenos e grandes mimos a personagens influentes das mais diversas correntes ideológicas. Com acesso a tudo que o dinheiro pode comprar, parecia imune às adversidades reservadas aos mortais. Nada sugeria que essa situação um dia pudesse desmoronar. Até que desmoronou. Confinado há três meses em uma cela, Vorcaro, numa tentativa de mudar o destino que parece traçado, passou a emitir sinais de que pretende revelar segredos. Para conseguir mudar o futuro, o banqueiro precisa confessar seus crimes, contar os detalhes mais sórdidos de como construiu seu império e apontar nomes de comparsas e autoridades que se envolveram de alguma forma em suas trapaças. Essa possibilidade tem deixado Brasília em um característico estado de elevada tensão. Esse temor vai se mostrando justificado, conforme Vorcaro começa a revelar aos investigadores alguns de seus segredos. A nova leva de revelações pode comprometer nomes de altíssimo escalão, como autoridades graúdas do Congresso e membros do Judiciário. O ex-banqueiro promete detalhar crimes desconhecidos, como negociatas de valores vultosos e pagamentos de propinas. Por enquanto, são apenas palavras. Essas acusações graves precisarão ser acompanhadas das devidas provas. Se o ex-banqueiro comprovar tudo o que diz, o que ele tem prometido fazer aos investigadores, o caso Master subirá a um patamar inédito em termos de escândalo. Conforme apurou a reportagem de VEJA, um dos novos e mais bombásticos segredos envolve o senador Davi Alcolumbre (União Brasil- AP), o presidente do Congresso. Segundo o relato, o ex-banqueiro teria feito a Alcolumbre um pagamento de 30 milhões de dólares, cerca de 155 milhões de reais. De acordo com proposta de confissão, o valor foi depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master, em transação operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. O ex-banqueiro se dispôs também a falar sobre seus negócios nebulosos com o PT da Bahia, citando especialmente Rui Costa, chefe da Casa Civil de Lula até recentemente, que se mostraram fundamentais para a ascensão meteórica do Master. Segundo ele, a história começou em 2007, durante o governo Jaques Wagner, com o nome de Cesta do Povo. A iniciativa foi criada para permitir que servidores públicos estaduais realizassem compras em supermercados públicos com desconto direto na folha de pagamento. Com a entrada de Vorcaro na operação, o CredCesta virou uma das principais operações de crédito consignado na Bahia, especialmente na modalidade de Reserva de Cartão Consignado. Em 2022, já na gestão de Rui Costa, sucessor de Wagner, um decreto estadual restringiu a portabilidade dessas dívidas para outros bancos, medida que ampliou a presença da instituição financeira no setor. Ou seja,na prática, o governo do PT baiano realizou uma manobra para se tornar um dos principais parceiros de Vorcaro. O ex-banqueiro ainda não detalhou a que custo se deu essa relação. Alcolumbre e Costa sempre negaram qualquer envolvimento em irregularidades no caso Master. Vale repetir que os relatos de Vorcaro podem soar como acusações vazias, sem as devidas comprovações das negociatas. Os segredos que o ex-banqueiro deseja trazer à luz do dia não ficam apenas nos casos de Davi Alcolumbre e Rui Costa. Conforme apuração de VEJA, em conversas recentes com os investigadores, ele citou um membro do Judiciário que teria recebido dele 15 milhões de reais, dentro de um negócio completamente fora do padrão. Segundo o relato, o pagamento foi efetuado por Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro que está preso, acusado de ser o operador financeiro das principais transações ilegais do Master. Vorcaro se prontificou a contar também os detalhes da atuação de outro membro do Judiciário que, segundo o ex-banqueiro, agiu secretamente na defesa dos interesses de seu banco quando a instituição já estava na iminência de ser liquidada pelo Banco Central no ano passado. Essa nova leva de revelações se soma a diversos rumores das últimas semanas de citações a outras autoridades por suposto envolvimento em negociatas do Master, a exemplo do senador Ciro Nogueira (PP-PI), do ex-governador do Rio Cláudio Castro e de Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Desde a prisão, Vorcaro e seus advogados vêm prometendo colocar esses segredos em uma proposta de delação a ser aprovada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A primeira proposta, rejeitada há cerca de três semanas, foi considerada superficial por se restringir a casos que já estão sob investigação e não agregar informações relevantes a episódios conhecidos. A segunda proposta, entregue no início da semana passada, também teria frustrado os investigadores por motivos parecidos. De acordo com a defesa do ex-banqueiro, a recusa encontra explicação em um movimento que ocorreu nos bastidores com o objetivo de inviabilizar o acordo de colaboração do ex-dono do Master. Os advogados de Vorcaro fizeram chegar ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que PF e PGR não pareceram devidamente interessadas em passar a limpo algumas das graves denúncias, citando com exemplos o pagamento ao senador Davi Alcolumbre no exterior, caso que teria sido prontamente descartado pelos investigadores, assim com as histórias envolvendo membros graúdos do Judiciário. Os defensores que levaram a reclamação ao Supremo asseguraram que elas são consistentes e acompanhadas
PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio

PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio Partido pede que a Suprema Corte avalie emendas repassadas à ONG da produtora Por Helena Prestes e Tainá Falcão | CNN Brasil 10/06/2026 A fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), localizada na Praça dos Três Poderes em Brasília • Fellipe Sampaio/STF Brasília – O PT (Partido dos Trabalhadores) enviou nesta quarta-feira (11) ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, ficção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na petição enviada ao ministro Flávio Dino, o partido sustenta que a produção pode ter sido utilizada como “caixa 2” para o financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. O PT pede que o STF investigue “o envolvimento de emendas parlamentares e a destinação dos recursos financeiros relacionados ao filme, bem como a atuação dos agentes públicos, privados e das pessoas jurídicas envolvidas”. Segundo o documento, há indícios de que o dinheiro destinado oficialmente à produção do filme tenha sido utilizado para promoção político-eleitoral, sob o pretexto da produção audiovisual. Financiamento de Vorcaro A petição cita a participação do ex-banqueiro e ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no financiamento do projeto e o envolvimento direto de Flávio nas negociações do financiamento da produção. À CNN Brasil, Flávio Bolsonaro confirmou o repasse de US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 62 milhões) de Daniel Vorcaro para o filme. “O que se coloca em discussão é a possibilidade de que recursos milionários tenham sido canalizados para uma peça de propaganda política com impacto direto sobre o processo eleitoral de 2026”, afirma a legenda. O PT argumenta que, caso seja comprovado que recursos destinados ao filme foram utilizados para promover candidaturas ou movimentados por meio de estruturas destinadas a ocultar sua origem, a situação pode configurar abuso de poder econômico e caixa dois eleitoral. A legenda também questiona se todo o valor empenhado para a realização do filme foi realmente utilizado na produção. Ainda segundo a petição, os valores para a produção superariam os orçamentos de filmes premiados nacional e internacionalmente, enquanto relatos de bastidores veiculados pela imprensa mostram que o projeto teve corte de custos e problemas operacionais, fatos que seriam incompatíveis com o valor de financiamento do projeto. Equipe de produção Outro foco da petição é a rede de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao projeto “Dark Horse”. O PT pede a apuração das relações entre a produtora Go Up Entertainment, sua proprietária Karina Ferreira da Gama, o ICB (Instituto Conhecer Brasil) e outras entidades associadas ao mesmo grupo. Segundo o partido, investigações já em andamento apuram repasses de recursos públicos ao ICB, assim como possível utilização de contratos públicos e emendas parlamentares a entidades ligadas aos responsáveis pelo filme. A petição também pede a investigação da participação do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina roteiro e produção do filme. O PT afirma que o parlamentar aparece como “agente político interessado” e como destinador de emendas para entidades vinculadas aos responsáveis pela produção. Outras investigações No último mês, o MPTCU (Ministério Público junto ao TCU) também solicitou ao Tribunal de Contas que investigue eventuais irregularidades no filme “Dark Horse”. No requerimento, o MPTCU requer que a Corte decida pela adoção das seguintes medidas: apure eventual utilização de incentivos fiscais, benefícios tributários, mecanismos de renúncia fiscal ou patrocínios incentivados relacionados à produção audiovisual “Dark Horse”; investigue eventual utilização de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, convênios, contratos administrativos, termos de fomento ou instrumentos congêneres vinculados, direta ou indiretamente, à produção “Dark Horse”; apure possíveis aportes financeiros destinados à produção audiovisual provenientes de empresas vinculadas direta ou indiretamente ao Banco Master ou ao Sr. Daniel Vorcaro; apure eventual utilização de estruturas societárias, empresas intermediárias ou mecanismos financeiros destinados à ocultação da origem, titularidade ou destinação dos recursos empregados no empreendimento audiovisual; investigue a rastreabilidade financeira dos recursos mencionados nas reportagens jornalísticas, inclusive quanto ao fluxo financeiro entre pessoas físicas, pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais entidades eventualmente envolvidas nas operações relatadas. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalMP-TCUPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 O grande estrago 09/06/2026 O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação

Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação Empresa tem como sócia uma tia idosa de Altineu Côrtes, que nega envolvimento; Max Clean fica no mesmo endereço de antiga firma do ramo que fez o pai do deputado ser preso Por Caio Sartori e Bernardo Mello | O Globo 10/06/2026 O deputado Altineu Cortes (PL-RJ) — Foto: Câmara dos Depuados Uma lavanderia registrada no nome da tia de 75 anos do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio, multiplicou por oito seu faturamento com o governo do Rio enquanto o aliado Cláudio Castro (PL) comandou o estado, entre 2020 e 2026. Mais de 80% dos contratos durante a gestão de Castro não passaram por licitação. Procurado, Altineu alegou não ter relação com a empresa e disse que não atuou em prol dos contratos. Focada em limpeza hospitalar, a Max Clean Lavanderia Industrial começou a fechar contratos com o poder público há nove anos. Entre 2017 e 2020, os governos de Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel pagaram R$ 9,6 milhões à empresa. Com Castro no comando do estado, os números deram um salto. Em seis anos, a lavanderia acertou compromissos de R$ 78,8 milhões com o governo do Rio e, dos 23 contratos fechados, 19 foram sem licitação. O endereço da Max Clean, no município de São Gonçalo, é o mesmo de uma antiga empresa do ramo, a Brasil Sul, que era do pai de Altineu. Xará do filho, ele foi preso em 2005 com base em investigação da Polícia Federal sobre fraudes nas redes de saúde federal, estadual e municipal no mesmo ramo de limpeza hospitalar. Voltaria a ser preso em 2009, na Operação Sexta-Feira 13, sob suspeita de lavagem de dinheiro por meio do envio de recursos ao exterior. Quando colocou em curso a Operação Roupa Suja, de 2005, a PF mostrou conversas do pai do deputado combinando esquemas para criar falsas concorrências em licitações. Outra suspeita recaiu sobre a prática de superdimensionar serviços a fim de cobrar mais caro pelo trabalho. A Justiça condenou Altineu Pires Coutinho, na primeira instância, em dois processos. No primeiro, a 14 anos e nove meses de prisão por fraude em licitação, formação de quadrilha e corrupção ativa. Depois, a oito anos por corrupção ativa. Decisões de tribunais superiores fizeram os condenados responderem a maior parte do tempo em liberdade. Dona desconhecida na empresa A Max Clean tem como única sócia Alice Maria Ramos Freitas, irmã da mãe de Altineu. O GLOBO esteve em quatro endereços de Niterói e São Gonçalo para conversar com Alice, mas não a encontrou. Ela também não foi localizada por telefone. Na sede da lavanderia, no bairro do Pacheco, um funcionário informou que funcionava ali a “lavanderia do Altineu” — e que nenhuma Alice era conhecida no local. Não havia um gerente que soubesse dar informações detalhadas sobre quem comanda de fato a empresa. Procurado, o deputado, que é o principal fiador da candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL) ao Palácio Guanabara, negou vínculo atual com a empresa em nome da tia, embora admita já ter sido sócio da lavanderia que funcionava no mesmo local décadas atrás, a Brasil Sul. — Não tenho nada a ver com essa lavanderia. Me desvencilhei dela em 2001, antes da minha primeira eleição, e nunca mais pisei lá, desde antes de a operação (de 2005) quebrar a empresa. Não sei nem quem está como sócio dela — diz. Na investigação de 2005, a PF mencionou que o atual presidente do PL-RJ havia sido sócio da lavanderia Brasil Sul, embora ele não tenha entrado no foco das apurações que levaram o pai à prisão. Altineu diz que quando entrou na política, em 2002, se desfez da sociedade de algumas empresas da família. Quatro anos depois, o deputado declarou à Justiça Eleitoral, como parte de seus bens, que tinha R$ 720 mil a receber pela venda de uma parcela da lavanderia. Contratos com a Fundação Saúde Todos os contratos da Max Clean na esfera estadual foram firmados com a Fundação Saúde, entidade vinculada à Secretaria de Saúde e responsável por gerir a rede. A fundação é um tradicional feudo do PP no estado, e Altineu afirma que “nunca pediu nada” relacionado ao órgão. Nos últimos meses, tanto a secretaria quanto a fundação vêm passando por auditorias do governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto. No início de maio, Couto determinou, além de exonerações, a criação de um modelo de avaliação de desempenho dos servidores. Entre os contratos da lavanderia da família de Altineu que dispensaram a concorrência, destaca-se um de 2024 que garantiu à Max Clean, por um ano, o serviço de limpeza de roupas hospitalares do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Norte do Rio. O valor é de R$ 8,2 milhões, o que dá uma média de mais de R$ 600 mil por mês. Já o maior contrato da lavanderia foi assinado após licitação em março de 2024 e chegou a R$ 37,9 milhões, depois de aditivos triplicarem o valor previsto originalmente. Ativo até hoje, o documento dá à empresa o direito de exercer o serviço de limpeza hospitalar de sete unidades da rede estadual. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 O grande estrago 09/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list