Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro

O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro

O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro Ex-presidente da Alerj, detido há dois meses sob acusação de integrar organização criminosa, quer revelar esquemas de pagamento de mesadas a parlamentares. Movimentação provoca alerta no entorno de Flávio Bolsonaro. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/06/2026 Rodrigo Bacellar com a medalha de “imbrochável” de Jair e com Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro (Instagram / Rodrigo Bacellar) O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União-RJ), iniciou negociações para uma colaboração premiada com a Polícia Federal. Preso há pouco mais de dois meses sob acusação de integrar organização criminosa e vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho, Bacellar teria preparado um esboço de delação que detalha esquemas financeiros na gestão Cláudio Castro (PL) e o repasse de recursos a parlamentares aliados na Alerj. A movimentação, ainda sem homologação judicial confirmada, já provoca apreensão nos bastidores da política fluminense e acende um alerta direto no campo bolsonarista do estado. O movimento de Bacellar Rodrigo Bacellar chegou à prisão como um dos nomes mais influentes da política fluminense: ex-presidente da Alerj, aliado orgânico do bolsonarismo no Rio e figura com trânsito direto no Palácio Guanabara. Dois meses depois, o ex-deputado teria tomado uma decisão que pode redesenhar o mapa de poder do estado: colaborar com a Polícia Federal. A acusação que o mantém preso é grave. Bacellar é investigado por integrar organização criminosa e por vazar informações sigilosas sobre operações da PF, o que teria beneficiado o ex-deputado estadual TH Joias, permitindo que ele ocultasse provas antes de uma apreensão. A Procuradoria-Geral da República chegou a denunciá-los ao Supremo Tribunal Federal por obstrução de investigação, segundo apuração da Fórum. Diante desse quadro, a delação premiada é, na prática, a única saída disponível. Bacellar atuou como advogado antes de entrar na política e conhece de perto o peso que uma colaboração pode ter sobre uma investigação criminal. O isolamento político reforça a urgência da decisão. O ex-presidente da Alerj perdeu o mandato, perdeu a liberdade e, com as investigações avançando sobre seu entorno, perdeu também os aliados que poderiam articular sua defesa nos corredores do poder. Um esboço da delação já teria sido submetido a uma avaliação preliminar pelas autoridades policiais, mas não há confirmação oficial de qualquer instância judicial ou do Ministério Público sobre o andamento formal do acordo. O que a delação promete revelar O conteúdo que Bacellar estaria disposto a entregar à PF vai além de relatos pessoais: o ex-deputado promete detalhar esquemas que teriam operado dentro das secretarias de Educação e de Fazenda durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ). A estrutura da colaboração incluiria anexos específicos sobre a origem dos recursos utilizados no pagamento de mesadas a parlamentares ligados ao seu grupo na Alerj, o que, se confirmado, atingiria diretamente deputados ainda em exercício. O ex-secretário de Governo André Moura aparece como personagem central na articulação política descrita na delação, segundo fontes da política fluminense. Moura teve trânsito relevante no Palácio Guanabara e na costura de apoios parlamentares ao governo Castro, o que torna seu nome um dos mais sensíveis no material que Bacellar teria preparado. A implicação direta de um operador político dessa envergadura daria à delação um alcance que vai da Alerj ao Executivo estadual. Quanto aos valores, os bastidores falam em ressarcimento estimado em R$ 300 milhões aos cofres públicos, mas ainda não há acordo fechado sobre esse montante. A cifra, atribuída não foi confirmada oficialmente por nenhuma das partes envolvidas nas negociações. O potencial da delação, contudo, já é reconhecido: caso o acordo avance e seja homologado, ele tem potencial para provocar um efeito dominó na política do Rio de Janeiro. A teia de conexões As investigações que cercam Bacellar não existem no vácuo: elas fazem parte de uma teia mais ampla que, segundo a PF, conecta o Palácio Guanabara ao crime organizado. Em apenas 11 dias, a Polícia Federal realizou duas operações contra o ex-governador Cláudio Castro, vinculando-o ao caso Refit e ao escândalo do Banco Master. Nas buscas realizadas na cobertura de luxo onde Castro reside, avaliada em mais de R$ 5 milhões, agentes apreenderam cinco telefones celulares cujo conteúdo pode expor de vez a rede de relações entre o grupo político do senador Flávio Bolsonaro e lideranças do Comando Vermelho, especialmente no fornecimento de fuzis AK-47 e AR-15 vindos dos Estados Unidos. A cobertura onde Castro mora pertence formalmente à empresa J3 Real Estate, cujo sócio é o advogado José Mauro de Farias Junior. O imóvel foi adquirido em junho de 2023 por R$ 3,5 milhões, pagos à vista. Mauro chefiou a Secretaria de Transformação Digital do governo Castro entre 2022 e 2024, pasta que empenhou R$ 216 milhões em seu primeiro ano completo de funcionamento. Ele também foi próximo de Bacellar, e seu irmão Rafael Thompson de Farias atuou como braço-direito do ex-presidente da Alerj no governo estadual. A relação entre os dois se deteriorou, mas os vínculos documentados tornam Mauro uma peça relevante na investigação sobre contratos públicos e lavagem de dinheiro. A PF também investiga o empresário Ricardo Magro, suspeito de ter utilizado ao menos 15 offshores registradas em Delaware, nos Estados Unidos, para lavar dinheiro e enviar fuzis em contêineres destinados ao tráfico no Rio de Janeiro. É nesse ponto que as investigações brasileiras encontram um obstáculo externo de peso. O impacto no bolsonarismo Flávio Bolsonaro construiu sua pré-candidatura à Presidência sobre um discurso de combate ao crime organizado. O problema é que o passado não colabora com a narrativa. O senador tentou articular o nome de Bacellar para a disputa pelo governo do Rio em 2026: o acordo previa que Jair Bolsonaro apoiasse o candidato do União Brasil ao Palácio Guanabara em troca de espaço para o PL na composição eleitoral. Bacellar teve o mandato cassado e foi preso antes de qualquer candidatura. O histórico de Flávio com figuras ligadas ao crime organizado é documentado por investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro. Quando era deputado estadual, ele entregou

“Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais

“Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais

“Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais Soma dos perfis públicos de Jair Bolsonaro caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões desde novembro, em meio à proibição do STF ao uso das redes sociais Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/06/2026 Jair Bolsonaro – Jair Bolsonaro e o filho Carlos em manifestação de extremistas, quando ainda estava solto – Imagem: Instagram Jair Bolsonaro (PL) perdeu cerca de 800 mil seguidores nas redes sociais desde novembro. A soma dos perfis públicos do ex-presidente no Instagram, X, Facebook, YouTube e TikTok caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões. A perda média supera 100 mil seguidores por mês. O dado dá peso concreto à expressão “morte digital”, usada por aliados para descrever o isolamento de Bolsonaro nas plataformas. O ex-presidente segue impedido de usar redes sociais, direta ou indiretamente, por decisão do STF. A queda atinge o ponto mais sensível do bolsonarismo. Bolsonaro construiu sua força política com comunicação direta, mobilização permanente e ataque constante a adversários nas redes. Sem acesso aos próprios perfis, perdeu o principal canal de comando sobre a militância digital. Bolsonaro perde seguidores no centro da máquina digital O movimento mostra uma virada. Mesmo depois da restrição judicial, os perfis de Bolsonaro ainda mantinham algum crescimento residual, puxado por publicações antigas e pela atuação de apoiadores. Agora, a curva mudou de direção. A perda de seguidores indica redução de alcance, menor capacidade de mobilização e desgaste no ambiente em que Bolsonaro sempre operou com mais força. Para o bolsonarismo, as redes não foram apenas vitrine. Foram método de pressão política. A decisão do Supremo mira justamente esse uso. A Corte deixou claro que Bolsonaro não foi impedido de falar em público, conceder entrevistas ou fazer discursos. O bloqueio recai sobre a tentativa de transformar falas em conteúdo para redes sociais por meio de aliados e apoiadores. STF corta o atalho digital de Bolsonaro Sem poder publicar diretamente, Bolsonaro passou a depender dos filhos, de parlamentares e de influenciadores para continuar circulando nas plataformas. A substituição, porém, não tem o mesmo efeito. O comando direto desaparece. A audiência sente. O desgaste digital ocorre no mesmo período em que o ex-presidente enfrenta as consequências da trama golpista. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. A condenação reforçou o isolamento político do ex-presidente. A perda de seguidores mostra que esse isolamento também chegou ao território onde Bolsonaro sustentou parte decisiva de sua liderança. “Morte digital” deixa de ser só discurso A expressão “morte digital” ganhou força entre bolsonaristas porque resume a perda de presença direta de Bolsonaro nas redes. Agora, o termo aparece acompanhado de um número: 800 mil seguidores a menos desde novembro. A família Bolsonaro tenta manter o ex-presidente ativo no debate público com publicações e mensagens de apoio. Mas a operação terceirizada não reproduz a força das postagens feitas pelo próprio Bolsonaro. O bolsonarismo continua presente nas plataformas, mas seu principal líder perdeu o controle do próprio centro de distribuição. Com os perfis parados, a condenação no STF e a audiência em queda, Bolsonaro vê a “morte digital” deixar de ser retórica e virar dado nas redes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta

Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta

Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta Estudo de colegiado da Casa aponta que crédito consignado foi porta de entrada para banco de Vorcaro no RJ dois anos antes dos aportes bilionários do Rioprevidência e Cedae Por Johanns Eller | O Globo 08/06/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master — Foto: Marcelo Theobald/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Um decreto assinado pelo então governador Cláudio Castro (PL) em maio de 2021 foi feito sob medida para atender o Banco Master e credenciar a instituição para expandir a oferta do Credcesta, braço de crédito consignado, aos servidores públicos fluminenses. A conclusão é de um relatório elaborado pela Comissão de Servidores Públicos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao qual a equipe da coluna teve acesso. O governador nega qualquer benefício e diz que não conhecia Vorcaro na época em que o decreto foi editado. O estudo, elaborado pelo presidente do colegiado, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), aponta que o mercado de consignados foi a porta de entrada para o Master no Rio de Janeiro e teve papel crucial na “engrenagem da fraude” que levou, dois anos depois, aos aportes bilionários do Rioprevidência e da Cedae em letras financeiras e fundos do banco de Vorcaro. Em novembro passado, quando o Master foi liquidado, sua carteira de consignado no Rio era de R$ 5,5 bilhões em 156 mil contratos – 15,4% do mercado no estado, atrás apenas do Bradesco. Na prática, o roteiro seguido no Rio é muito similar ao que se passou na Bahia, onde o modelo de negócios do Master com o Credcesta se consolidou durante o governo do petista Rui Costa. Lá também houve ampliação da margem consignável e decretos estaduais que, na prática, garantiam ao Credcesta monopólio sobre o serviço. Posteriormente, o serviço do cartão foi expandido para diversos estados. Decreto sob medida Segundo o levantamento, a primeira medida assinada por Castro que beneficiou o Master foi um decreto de 27 de maio de 2021 que alterou a regulamentação dos consignados no Rio para permitir que o governo autorizasse o credenciamento de entidades financeiras não inscritas no Banco Central (BC) e administradoras de cartão de crédito. Apenas cinco dias depois, em 1º de junho, a Casa Civil de Cláudio Castro autorizou a operadora PKL One, em nome do Banco Master, a oferecer o Credcesta a servidores e pensionistas do estado. De acordo com o colegiado, o mesmo termo de credenciamento ainda deu exclusividade à empresa para o fornecimento do cartão de benefícios. A empresa PKL é ligada ao então sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e operava o cartão de crédito consignado nos estados em que o serviço era oferecido pelo Master. Após a liquidação do banco, o Pleno, que pertence a Lima, assumiu as carteiras do Credcesta. A PKL, porém, nunca foi credenciada como instituição autorizada a funcionar pelo BC, conforme certidão emitida no site do órgão regulador pela equipe da coluna na última quarta-feira (3). A previsão inserida no decreto de Cláudio Castro, portanto, foi providencial para que a operadora fosse credenciada para operar o Credcesta no Rio. Mas não foi só isso. A medida assinada por Castro também ampliou a fatia dos vencimentos dos servidores que poderia ser comprometidas ao criar um limite próprio de 20% para o cartão de benefícios do Credcesta, além de autorizar que ele também passasse a ser usado para o custeio de bens e serviços no comércio tradicional. O texto ainda estipulou que esses 20% poderiam ser acrescidos ao teto de 35% já previsto em lei para o pagamento dos empréstimos tradicionais e despesas com cartões de crédito consignados. Na prática, isso expandiu ainda mais a fatia de mercado a ser explorada pelo Master e permitiu que os servidores comprometessem até 55% da renda com descontos na fonte. O relatório da Alerj destaca que esses dispositivos ampliaram “significativamente o potencial de endividamento”. Meses depois, em novembro de 2021, outro decreto estadual expandiu o limite legal do consignado regular de 35% para 40% e manteve a faixa dos 20% do cartão Credcesta à parte, aumentando ainda mais a possibilidade de comprometimento da renda. O decreto de Castro ainda liberou a contratação dos serviços de consignado fossem contratados por telefone e até WhatsApp – o que, segundo o trabalho liderado por Serafini, abriu margem para abordagens informais a servidores e pensionistas sem a clareza necessária quanto às cláusulas e as condições oferecidas pelo Master. No processo, ainda de acordo com a Alerj, a PKL One e o Master solicitaram e tiveram o acesso franqueado à folha de pagamento do estado e os dados de servidores e aposentados. Embora os decretos estaduais sejam públicos, o estudo da comissão de Servidores Públicos afirma que os documentos e registros do governo sobre a tramitação do credenciamento da PKL One e a entrada do Credcesta são mantidos sob sigilo e não foram fornecidos à Assembleia. Não foi garantido o acesso nem mesmo aos termos de compromisso que eram entregues a quem aderisse ao programa. O relatório sustenta que a carteira do Credcesta no estado foi determinante para dar ao Master e a Vorcaro liquidez e lastro para a emissão dos CDBs do banco, além de garantir uma fonte de capitalização para a carteira de ativos oferecidas a diversas outras instituições financeiras e, futuramente, viabilizar a aquisição de títulos podres pelo Rioprevidência. “O crédito predatório alimentou a engrenagem da fraude e os servidores do Rio de Janeiro foram submetidos a um duplo prejuízo, individualmente em contratos abusivos e coletivamente com o vilipêndio do patrimônio do seu fundo de pensão”, afirma o documento. O relatório cita também dados do painel de grandes litigantes computado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) que colocam o Master como responsável por quase um terço (27,4%) dos processos por superendividamento no estado. A taxa de juros por ano, segundo a comissão da Alerj, chegava a 100%. Questionada pela equipe da coluna sobre os indícios de favorecimento do Banco Master pelo governo Castro apontados no relatório da Alerj, a defesa de Daniel Vorcaro informou que não

Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF

Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF

Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF Despacho do ministro envolve o acompanhamento da pena cumprida por Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas Por Ivan Longo | Fórum 07/06/2026 O ex-deputado Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas – Foto: SEAP/Reprodução O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a emissão de um atestado atualizado da pena do ex-deputado federal Daniel Silveira, bolsonarista condenado por ataques às instituições democráticas e por coação no curso do processo. A decisão foi assinada em 1º de junho e atende a um pedido protocolado pela defesa dois dias antes. O documento deverá ser emitido pelo juízo delegado no prazo de cinco dias e servirá para que os advogados acompanhem a execução da pena, verifiquem o tempo já cumprido e avaliem a possibilidade de futuros benefícios previstos na legislação. Documento permitirá acompanhamento da execução penal No despacho, Moraes determinou a emissão de um “atestado de pena a cumprir atualizado”, instrumento utilizado para informar oficialmente o tempo de pena executado, o saldo remanescente, eventuais remições reconhecidas e as datas de referência para pedidos previstos na Lei de Execução Penal. O requerimento foi apresentado pelo advogado Michael Robert Silva Pinheiro, que argumentou que o acesso ao documento é essencial para o acompanhamento da execução penal e está amparado pelo direito constitucional de obtenção de certidões e informações junto ao Poder Judiciário. Ao analisar o pedido, Moraes registrou que Daniel Silveira já cumpriu 4 anos, 10 meses e 13 dias da pena total de 8 anos e 9 meses de reclusão. Histórico da condenação Daniel Silveira foi condenado pelo STF em 2022 pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de impedir, mediante grave ameaça, o livre exercício dos Poderes da República. Embora tenha recebido um indulto concedido pelo então presidente Jair Bolsonaro, a medida foi posteriormente invalidada pelo Supremo. Atualmente, o ex-parlamentar cumpre pena em regime aberto, submetido a uma série de restrições determinadas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. Daniel Silveira acumula derrotas no Supremo A decisão de Moraes ocorre em meio a uma sequência de reveses sofridos pela defesa de Silveira. Em março, os advogados solicitaram a ampliação dos horários de circulação para que o ex-deputado pudesse frequentar um curso de Direito no período noturno e ampliar o convívio familiar nos fins de semana. O pedido foi negado por Moraes e a decisão acabou confirmada por unanimidade pelo plenário do STF. Na ocasião, os ministros entenderam que a flexibilização pretendida pela defesa esvaziaria o caráter da pena e aproximaria indevidamente o regime de cumprimento da liberdade plena. Já em abril, a defesa tentou derrubar a proibição de uso de redes sociais, alegando que a medida não atenderia mais aos critérios de necessidade e atualidade. O pedido também foi rejeitado por Moraes. O recurso contra essa decisão ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República. As sucessivas negativas reforçam o entendimento predominante no Supremo de que as medidas impostas ao ex-deputado continuam necessárias durante o cumprimento da pena aplicada pelos atos considerados atentatórios ao Estado Democrático de Direito. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF 07/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP”

Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP”

Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” Em entrevista ao podcast 3 Irmãos, o ex-ministro da Fazenda citou contrato da Prodesp com empresa em Delaware e Bahamas Por Raony Salvador | Fórum 06/06/2026 Fernando Haddad | Foto: Reprodução/Youtube Fernando Haddad, afirmou neste sábado, em entrevista ao podcast Três Irmãos, que será preciso “passar em revista” a administração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A declaração foi feita ao comentar uma denúncia envolvendo a Prodesp, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e um contrato de R$ 475,8 milhões ligado ao programa Muralha Paulista. “Vamos ter que passar em revista a administração do Tarcísio. Ontem houve uma denúncia em relação ao contrato da Prodesp, com dinheiro da Secretaria de Segurança, que contratou, por quase meio bilhão de reais, uma empresa formada há menos de um ano”, disse Haddad. O ministro também citou a sede da empresa em Delaware, nos Estados Unidos, local conhecido por regras societárias favoráveis e baixa transparência sobre beneficiários finais. “A sede dela fica em Delaware, um paraíso fiscal nos EUA. Lula, em uma das conversas com Trump, tem denunciado a prática de lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro em Delaware”, afirmou. Segundo Haddad, as informações estão sendo levadas ao Ministério Público. “Como é que uma empresa com menos de um ano de existência consegue um contrato de meio bilhão de reais com o Governo do Estado, sem licitação?”, questionou. Denúncia mira contrato da Prodesp O caso citado por Haddad se refere a uma representação apresentada pelo deputado estadual Antonio Donato (PT) ao Ministério Público de São Paulo. O parlamentar acusa o governo Tarcísio de usar a Prodesp como intermediária para repassar recursos públicos à empresa Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda. Segundo a denúncia, a Prodesp firmou uma “Parceria em Oportunidade de Negócio” com a Paladium. Depois, a estatal celebrou contrato com dispensa de licitação com a Secretaria da Segurança Pública para implementar a solução tecnológica da empresa no programa Muralha Paulista. Donato afirma que a operação configuraria uma triangulação contratual para permitir a contratação indireta de um fornecedor privado sem concorrência pública. A representação pede a suspensão imediata do contrato e a abertura de inquérito civil para apurar possível improbidade administrativa e dano ao erário. A denúncia também questiona cláusulas de propriedade intelectual que, segundo o parlamentar, poderiam gerar dependência tecnológica do Estado em relação à empresa privada. Outro ponto levantado é a estrutura societária da Paladium. A representação afirma que a empresa, criada em julho de 2024, teria vínculos com holdings em Delaware e Nassau, nas Bahamas. O deputado também aponta indícios de sobrepreço. Segundo a denúncia, soluções de mercado com funções semelhantes poderiam custar cerca de 10% dos valores apresentados pelo governo paulista. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado EstadualGovernadorMP-SPProdespPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO)

Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO) Estrutura estava interditada desde quinta-feira; uma vítima tem quadro gravíssimo Por Alessandra Monnerat | O Estado de S.Paulo 06/06/2026 interditada desde quinta-feira. Crédito: Reprodução/Redes Sociais Uma ponte no interior do Acre desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5, deixando quatro feridos. A ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, havia sido inaugurada em março de 2024 e estava interditada desde a quinta-feira, 4. De acordo com o governo do Estado, um dos feridos está em estado gravíssimo: Edinaldo Muniz dos Santos, de 54 anos. Ele passou por cirurgia para correção de fratura pélvica e de traumatismo cranioencefálico grave. Outros dois feridos têm quadro de saúde estável. São eles Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, que sofreu uma fratura no antebraço, e Antônio Morais Lima Filho, 36 anos, que teve uma fratura no fêmur. Os três estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. O quarto ferido, Weverton Murieta, de 34 anos, teve alta neste sábado, 6. Ele sofreu cortes no rosto e levou pontos. Sobrevivente O caminhoneiro Weverton Murieta da Silva disse que estava passando com um colega de trabalho, Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, pela ponte quando os dois foram abordados por um ex-juiz e por um advogado. Eram Edinaldo Muniz, de 54 anos, e o irmão dele, Edinei Muniz, de 51 anos. A dupla gravava uma live para mostrar as avarias na ponte, que estava interditada desde a quinta-feira, 4. “Fui na frente para indicar o local para eles e, nesse momento, a ponte desabou. Caí direto no rio e consegui nadar até encontrar um ponto de apoio para subir novamente”, disse ele, segundo o governo acreano. O caminhoneiro contou que então passou a procurar o amigo: “Corri pela ponte caída procurando meu parceiro, o Moraes. Encontrei ele preso nos escombros, mas ainda respirando. Gritei por socorro e outras pessoas chegaram para ajudar. Conseguimos tirá-lo dali”. Apesar de a ponte estar interditada, ele falou que achava que não teria problema em estar ali. “Como eram um juiz e um advogado, confiamos que não haveria problema. Nunca imaginei que a ponte pudesse cair com pessoas em cima”, relatou ao governo estadual. O que diz o governo do Acre? Segundo o governo estadual, a ponte que desabou era monitorada por equipes técnicas, que faziam avaliações estruturais da construção. A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), disse que vai “apurar as circunstâncias do ocorrido, identificar possíveis irregularidades e adotar todas as providências cabíveis”. “Já acionamos a empresa responsável que está enviando técnicos para nos dar um posicionamento do que realmente ocorreu. Vão ser realizadas perícias para verificar as possíveis causas”, comunicou. A ponte havia sido inaugurada há pouco mais de dois anos, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP). A estrutura passava sobre o Rio Iaco e tinha extensão de 232 metros. A obra custou R$ 36 milhões e foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre). Em texto divulgando a inauguração da ponte, o governo do Acre destacou que a construção se deu em menos de dois anos, pela Construtora Cidade. A obra foi entregue em dezembro de 2023. A reportagem não conseguiu contato com a empresa. À época da inauguração, o governo acreano afirmou que a estrutura era uma “conexão segura” entre os distritos do Ramal Mário Lobão e os bairros São Francisco e Santa Teresinha. O texto comunicava que a obra ocorreu “após anos de espera e isolamento”. https://youtu.be/JK76UQixnPc?si=ibspPfrg2G3KL1-b Notícia anteriorPróxima notícia DERACREGovernadoraPP ProgressistasSena Madureira AC Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra

Tariflávio: Como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra

Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra EUA taxam produtos brasileiros e atacam o Pix logo após a visita do senador, gerando 78% de rejeição nas redes e o apelido de entreguista. Por João Filho | Intercept Brasil 06/06/2026 Tariflávio: Como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra A Vaza Flávio voltou com tudo nesta semana. Desta vez, o Brasil ficou sabendo que Daniel Vorcaro tratava o envio de dinheiro para Flávio Bolsonaro como uma prioridade. Mas não era qualquer prioridade. Mandar a grana combinada com o senador Flávio Bolsonaro era o “mais importante disparado” — palavras do ex-banqueiro.  O maior bandido do Brasil dava muito valor ao compromisso que ele tinha com a família do criminoso Jair Bolsonaro. Ambos estão presos, mas Flávio Bolsonaro segue solto e tramando contra o seu país.  A viagem para os Estados Unidos foi uma tentativa de desviar o noticiário da sua relação promíscua com o banqueiro do Master, mas não adiantou. As novas revelações do Intercept e de outros veículos obrigaram o candidato a voltar ao tema. Deu tudo errado. A campanha de Flávio foi para os EUA tentar resolver um problema e voltou com dois. Agora, além de ter que justificar sua relação financeira com o autor da maior fraude da história do Brasil, Flávio precisa explicar também por que o governo americano anunciou aumento da tarifa e atacou o Pix poucos dias após a sua visita à Casa Branca. O papo que rola na internet agora é o de que o 01 de Bolsonaro é ladrão e entreguista. Será? Gol contra O ataque norte-americano ao Pix e o aumento das tarifas imposto aos produtos brasileiros certamente ocorreria com ou sem a visita de Flávio. Os filhos de Bolsonaro, junto do golpista hereditário Paulo Figueiredo, não tem tanta moral assim no governo norte-americano. Lembremos o sufoco que foi para conseguir a foto com Trump, que nem se deu ao trabalho de levantar da cadeira para recebê-los. Eles têm um lance mais estreito com o secretário de estado Marco Rubio, é verdade, mas estão longe de influenciar a política externa dos norte-americanos. Marcam um golzinho ou outro, mas que muitas vezes são vistos pela maioria do povo brasileiro como gols contra.  O fato é que, politicamente, é impossível dissociar a visita da nova ofensiva contra a economia brasileira. Já faz tempo que os Bolsonaros conspiram contra o país. No ano passado, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo admitiram que o aumento das tarifas para o Brasil como retaliação à condenação do criminoso Jair Bolsonaro foi discutido com o governo Trump. Desesperado com a repercussão negativa, inclusive dentro da sua própria base, Eduardo voltou atrás e passou a dizer que jamais se discutiu isso.  Tariflávio Mas eles não aprendem com os erros do passado. Agora, com o novo aumento tarifário e o ataque direto ao Pix — que é uma paixão nacional —  Flávio se deparou com uma nova onda de reação negativa nas redes. Um levantamento feito pela AtivaWeb Datalab revelou que, das 15 milhões de interações sobre o assunto, 78% foram de “sentimento negativo” contra Trump e a família Bolsonaro. A humilhação na Casa Branca, tratada com uma solução eleitoral, virou um peso para a campanha. O apelido “Tariflávio” pegou forte e tem alto potencial de estrago.  Para tentar conter danos, Flávio enviou uma cartinha a Marco Rubio implorando para que ele reveja o aumento das taxas. Ao que parece, trata-se de uma jogadinha ensaiada: Flávio pede e depois Rubio retira o aumento das tarifas.  No texto, o candidato afirma mentirosamente que “o Brasil atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que o aumento tarifário “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. O tom de súplica da carta remete à imagem de um cão vira-latas complexado uivando de cabeça baixa aos pés do Tio Sam.  Enquanto o governo Lula trata a questão com diplomacia e altivez, Flávio suplica por uma migalha de ajuda de maneira patética. A cartinha parece ter sido escrita de joelhos. Ora, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, mas Flávio insiste em tratá-lo como uma republiqueta das bananas à beira da falência. Esse vício pela humilhação diante dos norte-americanos está pegando mal até entre os “patriotas”, que vão ter dificuldades de manter a bandeira do patriotismo durante a campanha eleitoral. Mais uma vez, Flávio tentou consertar um problema e voltou com dois.  Pix, paixão nacional Conheço brasileiros que não gostam de futebol, mas não conheço um que não seja apaixonado pelo Pix. O sistema de pagamento instantâneo é uma criação brasileira e motivo de orgulho nacional. Aparecer na foto ao lado de um presidente que trama contra o sistema de pagamento brasileiro é um tiro no pé. A única possível vantagem nessa insistência em tratar Donald Trump como cabo eleitoral é a de manter a parte mais fanática da sua base eleitoral coesa e animada. Sabemos que o fetiche por presidentes norte-americanos é grande nessa fração da população. Ainda assim, a seita vai ter que rebolar muito para manter uma mínima coerência na narrativa do patriotismo. O eleitorado que decidirá a eleição é aquele que não está fidelizado nem por Lula nem por Flávio Bolsonaro, mas que está fechado com o Pix. Quem preza pela democracia tem que agradecer todos os dias pela profunda incompetência do grupo político que tentou dar um golpe no país. Já estamos quase no meio do ano eleitoral e o bolsonarismo insiste em ovacionar Trump.  As relações espúrias com o maior bandido do Brasil e a relação humilhante com o laranjão que se acha dono do mundo serão as maiores pedras no sapato da candidatura bolsonarista. Até pouco tempo, Flávio desfilava com uma camiseta com a frase: “o Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula”. O slogan envelheceu rápido e mal. Lula está com a faca e o queijo na mão para roubá-lo e adaptá-lo: “O Master é do Flávio. O Pix é do Brasil”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPixPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito

Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio

Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio

Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio Defesa de Flávio também entrou com ação pedindo suspeição de Moraes nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 06/06/2026 Ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF • Gustavo Moreno/STF Brasília – O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o próximo dia 16 de junho o julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao mesmo tempo em que analisa pedidos para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ampliar o alcance da investigação. A ação penal contra Eduardo será julgada pela Primeira Turma da Corte, sob a presidência do ministro Flávio Dino. O parlamentar é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de coação no curso do processo por atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia apresentada pela PGR e já recebida pelo STF, Eduardo teria articulado, junto a autoridades e parlamentares norte-americanos, medidas de pressão contra integrantes do Judiciário brasileiro. A defesa, exercida pela DPU (Defensoria Pública da União), questiona a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em paralelo ao julgamento, Moraes ainda aguarda manifestação da Procuradoria sobre pedidos para ampliar o escopo do inquérito. Em despacho assinado em 25 de maio, o ministro encaminhou à PGR uma petição apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que pede a inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro entre os investigados. Na petição, Lindbergh sustenta que o inquérito deve passar a apurar possíveis conexões entre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente, a atuação internacional de Eduardo e a suposta campanha da família Bolsonaro por sanções contra autoridades brasileiras. Flávio, porém, tenta barrar o avanço do pedido. O senador solicitou ao STF que declare Moraes suspeito para analisar o requerimento apresentado pelo petista. A defesa sustenta que o ministro não teria a imparcialidade necessária para julgar o caso em razão de sua suposta proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Isso porque, segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil, Vorcaro teria sido procurado por Flávio Bolsonaro para viabilizar um aporte milionário ao filme Dark Horse. Lindbergh pede agora que o episódio seja investigado no âmbito do inquérito. PSOL também se articula Um novo pedido também foi apresentado ao STF pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). O parlamentar solicitou a inclusão de Flávio Bolsonaro no inquérito sob o argumento de que o senador teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar politicamente e economicamente o Brasil. A petição cita a viagem de Flávio a Washington, onde ele se reuniu com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio, além da posterior recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) pela aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. No documento, o PSOL afirma que há semelhanças entre a conduta atribuída a Flávio e os fatos já investigados em relação a Eduardo Bolsonaro, defendendo a apuração conjunta dos episódios. Entre as medidas solicitadas estão a obtenção de informações junto ao governo norte-americano e o acesso à agenda de contatos do senador com autoridades dos Estados Unidos. Até o momento, Moraes ainda não decidiu sobre os pedidos de ampliação da investigação. A análise dependerá da manifestação da Procuradoria-Geral da República. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalDPU Defensoria Pública da UniãoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP

Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP

Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP O DCM obteve uma circular, distribuída pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que orienta escolas da rede pública a desenvolver atividades pró-sionismo utilizando materiais produzidos pela ONG StandWithUs Brasil, que se apresenta como uma “organização educacional de combate ao antissemitismo” e é presidida por André Lajst, figura obrigatória da mídia na cobertura do genocídio em Gaza. Por Davi Nogueira | DCM 05/06/2026 O governador de SP, Tarcísio de Freitas, enrolado em bandeira de Israel na Marcha para Jesus A iniciativa é do governo Tarcísio de Freitas, aliado da família Bolsonaro e um dos governadores brasileiros que mais se aproximaram de Israel nos últimos anos. Tarcísio esteve com o premiê Benjamin Netanyahu em 2024 e, no ano seguinte, enviou seu principal auxiliar, o secretário da Casa Civil, Arthur Lima, a uma missão oficial no país. Chamado de “Circuito Educacional”, o material foi encaminhado oficialmente às unidades escolares por meio de ofício da Secretaria da Educação e integra atividades pedagógicas voltadas a professores e estudantes do ensino médio com o tema “Antissemitismo: Passado, Presente e Futuro”. De acordo com a cartilha, a ideia é “estabelecer diálogo com professores das diferentes áreas do conhecimento e com o trio gestor, buscando integrar o Circuito ao cotidiano escolar”. O ofício disponibiliza seis conjuntos de apresentações em PowerPoint, organizados por semana, destinados aos encontros com os alunos, que são orientados a produzir textos e um minidocumentário sobre o tema. “É claro que nós somos contra toda forma de xenofobia ou racismo, é claro que não somos antissemitas, mas isso é uma tentativa de lavar a imagem do Estado de Israel e da violência do sionismo através do governo paulista”, diz o educador Daniel Cara, cientista político e professor da Faculdade de Educação da USP. Não aparecem nas apresentações referências à invasão dos territórios palestinos, à expansão dos assentamentos israelenses, às violações de direitos humanos feitas por organismos internacionais ou às interpretações palestinas sobre a origem e a continuidade do conflito. Embora apresentada como uma ação de combate ao antissemitismo e uma defesa de dois estados, a documentação mostra que os conteúdos são propaganda sionista, com interpretações específicas sobre o país, baseadas em autores identificados com o sionismo contemporâneo. O vínculo com a StandWithUs fica explícito no material adotado, que exibe o logotipo da entidade e sua mensagem institucional: “Nós acreditamos que a educação é o caminho para a paz”. O autor usado como principal referência, o israelense-americano Yossi Halevi, parece pensar diferente. Em entrevista ao Estadão, ele declarou: “Não é hora de falar de paz, precisamos defender o Estado de Israel”. O livro de Halevi “Cartas ao meu vizinho palestino” é a base do projeto. Ele foi soldado em uma unidade das Forças de Defesa de Israel que patrulhava a Faixa de Gaza na Primeira Intifada, entre 1987 e 1993. “A fim de permitir que o outro lado obtenha certa medida de justiça, cada lado deve impor a si mesmo alguma medida de injustiça”, escreve o ex-soldado em seu livro, ao defender o que chama de “justiça distributiva”. A partir da perspectiva sionista, a injustiça deixa de ser algo a ser corrigido e passa a ser apresentada como condição para alcançar a própria justiça. O DCM conversou sobre o projeto com uma professora de Osasco (SP), que preferiu se manter anônima por razões de segurança. “Esse projeto vem via sala de leitura, ou seja, ele vai estar com profissionais provavelmente da área de Letras, que não são gabaritados para fazer um contraponto”, alerta. “Vai haver, sob a perspectiva do Estado de São Paulo, a criação de uma narrativa oficial, com argumentos quase científicos, de que o que está acontecendo é correto, chancelando essa ação de terror, de morte e de guerra que estamos vendo na Palestina e no Líbano. Assim, é criada uma narrativa única dentro de uma escola, como se fosse a versão oficial dos fatos”. Há um farto palavrório sobre a Guerra dos Seis Dias, entre 5 e 10 de junho de 1967, quando Israel ocupou Jerusalém Oriental, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã. O conflito terminou com uma vitória rápida e decisiva das forças israelenses sobre os exércitos árabes liderados principalmente pelo Egito de Gamal Abdel Nasser. “A existência do Estado de Israel estava por um fio”, declarou o então primeiro-ministro Levi Eshkol. Segundo essa narrativa, a ofensiva teria impedido uma tentativa árabe de destruir Israel e evitado o que autoridades classificaram como um possível “segundo Holocausto”. Essa interpretação, porém, passou a ser contestada por integrantes do próprio establishment militar israelense. Um dos críticos mais conhecidos foi o general Matituahu Peled, que integrou o Estado-Maior durante a guerra. Em março de 1972, ele afirmou que a ideia de que Israel enfrentava uma ameaça de genocídio em junho de 1967 havia sido construída posteriormente. O conteúdo parece confundir antissemitismo com sionismo, o que demonstra um vínculo com o projeto da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que propôs interpretar o antissemitismo como uma forma de racismo para censurar quem faz críticas a Israel. No Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos criticou a adoção da definição. Em nota técnica, o órgão afirmou que ela é “inconstitucional” e que “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”. Em outro trecho, os alunos são convidados a refletir sobre a “disputa territorial” entre israelenses e palestinos a partir da frase: “Por que estamos discutindo sobre quem é o dono da terra quando no final a terra será proprietária de nós dois?”. O material propõe ainda uma discussão sobre o que chama de “cerne do conflito israelo-palestino”, identificado como “o muro entre nós”, e questiona os estudantes sobre o significado da “barreira” construída por Israel e as razões de sua existência. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalGovernadorPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o

Flávio Bolsonaro pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master

Flávio Bolsonaro pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master

Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Advogados citam contrato de Viviane Barci de Moraes para argumentar que ministro não tem condições julgar caso relacionado a financiamento do filme sobre Bolsonaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para analisar um requerimento que envolve o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. A petição foi protocolada na segunda-feira (1º) e tem como alvo um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca ampliar o escopo do inquérito envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para também incluir Flávio e Jair Bolsonaro na apuração. Em seu pedido, Lindbergh argumenta que há indícios de ligação entre a atuação internacional de Eduardo, a campanha por sanções contra autoridades brasileiras e a negociação de recursos para o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirada na trajetória política do ex-presidente. Os advogados do Flávio argumentam que Moraes não teria a imparcialidade necessária para analisar questões relacionadas a Vorcaro e ao Banco Master. A defesa cita a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, pelo banco e mensagens atribuídas a Moraes encontradas no celular de Vorcaro. Segundo a defesa, esses elementos seriam suficientes para comprometer a imparcialidade exigida para a condução do caso. “De toda forma, o que se aponta aqui é que existe uma relação contratual estabelecida entre o Banco Master e o escritório da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes, fato que concretiza proximidade entre Sua Excelência, o Banco Master e Daniel Vorcaro. Essa proximidade pode retirar do magistrado a equidistância que deve manter em relação às partes”, diz. Flávio pede que Moraes seja declarado suspeito para analisar o requerimento apresentado por Lindbergh e que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça, relator de investigações envolvendo o Banco Master. Moraes encaminhou um ofício à PGR (Procuradoria-Geral da República) determinando que o órgão se manifestasse sobre a possível inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro no inquérito. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Dark Horse: Flávio Bolsonaro quer tirar pedido de investigação de Moraes e entregar a Mendonça, com quem esteve na Marcha para Jesus

Dark Horse: Flávio Bolsonaro quer tirar pedido de investigação de Moraes e entregar a Mendonça, com quem esteve na Marcha para Jesus

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Moraes encaminhou à PGR pedido para investigar esquema de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro no fundo Havengate. Senador quer que solicitação vá para as mãos de André Mendonça, com quem dividiu palanque na Marcha para Jesus. Por Plínio Teodoro | Fórum 05/06/2026 Flávio Bolsonaro e André Mendonça na Marcha para Jesus (Miguel Schincariol AFP / Peter Leone Ofotográfico Folhapress) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para processar e julgar fatos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O movimento foi apresentado após Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) que solicita apuração sobre supostas ligações entre o senador e o banqueiro, especialmente no financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme Dark Horse. A defesa de Flávio quer que o caso seja redirecionado para André Mendonça, atual relator do caso Master no STF, com quem o senador dividiu o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, dias antes do protocolo. A manobra ocorre enquanto Vorcaro, preso em Brasília, negocia uma delação premiada que menciona o senador. A investida contra Moraes A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que o ministro Alexandre de Moraes tem uma relação com Daniel Vorcaro que o impediria de atuar com imparcialidade no caso. Segundo os advogados do senador, o pedido não representa qualquer juízo de valor sobre a natureza dessa relação, mas busca garantir a observância das regras processuais e regimentais do STF. O argumento, em linguagem técnica, tem uma consequência prática direta: retirar Moraes da equação em um momento em que o ministro acabou de movimentar o caso ao encaminhar o pedido de Lindbergh Farias à PGR. A ação foi protocolada na sequência imediata da decisão de Moraes de dar curso ao requerimento do deputado petista. Lindbergh havia solicitado que o STF apurasse as supostas ligações entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento de Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao enviar o pedido à PGR para manifestação, Moraes sinalizou que a apuração teria seguimento institucional. A resposta da defesa do senador veio em forma de questionamento à própria competência do ministro para conduzir o processo. O timing do pedido de suspeição é, por si só, revelador. Ao contestar a legitimidade de Moraes para o caso no momento em que o ministro deu o primeiro passo concreto em direção à apuração, a defesa de Flávio Bolsonaro buscou interromper o fluxo processual antes que ele avançasse. O STF ainda não havia se manifestado formalmente sobre o pedido até o fechamento desta reportagem. O elo com o Banco Master O pedido de Lindbergh Farias que desencadeou toda a movimentação tem como núcleo o financiamento da cinebiografia Dark Horse por Daniel Vorcaro. Segundo informações que embasaram o requerimento do deputado, trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mostram o senador cobrando de Vorcaro a destinação de recursos para a produção do filme. A segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada por Vorcaro inclui menções ao senador e aponta que mais de 10 milhões de dólares teriam sido destinados ao clã Bolsonaro, supostamente para financiar o projeto cinematográfico. Vorcaro está preso em Brasília e conduz negociações de delação premiada com as autoridades. A inclusão de Flávio Bolsonaro na segunda proposta de acordo amplia o alcance político do caso e coloca o senador diretamente no centro de uma investigação que já envolve ex-ministros do governo Jair Bolsonaro. O caso Master, que começou como uma apuração sobre irregularidades financeiras no banco, foi se ramificando até atingir figuras centrais do bolsonarismo. A solicitação de Lindbergh Farias ao STF foi o gatilho formal para que o nome de Flávio Bolsonaro entrasse no radar do Supremo de forma mais direta. Ao encaminhar o pedido à PGR, Moraes deu ao caso uma dimensão institucional que a defesa do senador claramente buscou neutralizar com o pedido de suspeição. O conteúdo da delação de Vorcaro, ainda em negociação, é tratado como sigiloso, mas sua existência e o fato de mencionar o senador já são públicos. A estratégia de relatoria O destino que a defesa de Flávio Bolsonaro quer dar ao caso não é neutro: os advogados pedem explicitamente que o pedido de Lindbergh Farias seja redirecionado para o ministro André Mendonça, atual relator do caso Banco Master no STF. A escolha não é aleatória. Mendonça já concentra em suas mãos as decisões centrais do inquérito e tem adotado uma postura de centralização que, na prática, restringiu o espaço de atuação de outros órgãos, incluindo a própria Polícia Federal. A proximidade pública entre Flávio Bolsonaro e André Mendonça ganhou visibilidade concreta quando os dois dividiram o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, no dia 4 de julho. No mesmo trio elétrico, Mendonça foi questionado sobre “os grandes casos” que enfrenta no Supremo e respondeu pedindo “sabedoria para fazer justiça a todos”, sem comentar casos específicos. Flávio, por sua vez, fez um discurso de tom eleitoral diante de milhares de evangélicos, citando “guerra espiritual” e prometendo expulsar “o mal” do governo nas próximas eleições. O evento reuniu ainda o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ambos citados em investigações ligadas ao caso Master. A imagem de Flávio Bolsonaro ao lado do relator do caso que envolve seu nome, em um evento de massa com outros investigados, sintetiza a dimensão política da disputa que se trava nos bastidores do STF. Contexto de blindagem Quando André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master, sua primeira decisão foi também a mais reveladora. O ministro determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, fosse afastado do acompanhamento direto das investigações. A decisão foi além: Mendonça deixou claro, em texto expresso, que apenas as autoridades policiais diretamente envolvidas na condução dos procedimentos poderiam ter acesso ao inquérito sigiloso, vedando a comunicação inclusive com superiores hierárquicos e outras autoridades

Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master

Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master

PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Presidente do STF afirma que senadores apresentaram fora do prazo pedido para declarar suspeição do ministro na ação que discute instalação da comissão Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Ministro Edson Fachin concluiu que requerimento foi apresentado fora do prazo previsto pelo regimento do STF | Antonio Augusto/STF Brasília – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, rejeitou um pedido apresentado por quatro senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da relatoria da ação que discute a instalação da CPI do Banco Master. A solicitação foi apresentada pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM). Eles pediam que Nunes Marques fosse declarado suspeito para atuar no mandado de segurança que trata da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar operações relacionadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na decisão, assinada na última quarta-feira (3), Fachin afirmou que o pedido foi protocolado fora do prazo previsto no regimento interno da Corte e, por isso, não poderia ser analisado. Segundo o presidente do STF, o mandado de segurança foi distribuído a Nunes Marques em 26 de março deste ano. Já a arguição de suspeição foi apresentada apenas em 12 de maio. O regimento da Corte estabelece prazo de cinco dias após a distribuição do processo para que seja questionada a imparcialidade do relator. “Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, escreveu Fachin. No pedido encaminhado ao Supremo, os senadores sustentaram que fatos novos relacionados à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, teriam reforçado a necessidade de afastamento do ministro. Eles citaram medidas cautelares determinadas pelo STF contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e alegaram que o parlamentar teria interesse direto no resultado da ação que busca garantir a instalação da CPI. Os autores também argumentaram existir uma relação pública e histórica entre Nunes Marques e Ciro Nogueira, o que, na avaliação deles, comprometeria a aparência de imparcialidade necessária ao julgamento do caso. “A relação pessoal e política entre o Ministro Kassio Nunes Marques e o Senador Ciro Nogueira não é episódica nem recente. Trata-se de vínculo estruturado ao longo do tempo, documentado em sucessivos momentos institucionalmente relevantes da carreira do Magistrado”, diz. Ao rejeitar o pedido, porém, Fachin não analisou o mérito das alegações apresentadas pelos senadores. A decisão se limitou à questão processual e concluiu que a solicitação foi apresentada fora do prazo regimental. Com isso, Kassio Nunes Marques permanece responsável pela condução do mandado de segurança que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarHugo MottaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalValdemar Costa Neto Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

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