Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato

Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato STF vê ‘privatização do orçamento’ em repasses operados por Cunha e Valdemar Por Bernardo Mello Franco | O Globo 15/07/2026 Senhores das emendas: os ex-deputados Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha — Foto: Brenno Carvalho/15-10-2024 e Cristiano Mariz/6-4-2026 Eduardo Cunha foi cassado e preso, mas não largou o osso. Sem mandato desde 2016, o ex-deputado encontrou uma nova forma de roer o orçamento. Abocanhou emendas reservadas para parlamentares em exercício. O contrabando foi descoberto pela Polícia Federal. Em ofício ao Supremo, os investigadores descreveram Cunha como “beneficiário direto de malfeitos”. O ministro Flávio Dino mandou bloquear R$ 6 milhões em bens do ex-deputado, que nega irregularidades. A PF cruzou dados e identificou 21 emendas terceirizadas para Cunha. Ele destinou o dinheiro a pequenas cidades no interior de Minas Gerais, sua nova base eleitoral. Em diálogo com uma operadora do esquema, o fundador da Jesus.com se mostrou impaciente com prefeitos recrutados para a barganha. “Não aguento mais esses mineiros enrolados”, queixou-se. O pai de Dani Cunha não está sozinho. O chefão do PL, Valdemar Costa Neto, também se assenhorou de emendas alheias. Sem mandato desde 2013, ele destinou ao menos R$ 119 milhões a aliados. Ontem o ex-deputado definiu a prática como a “coisa mais natural do mundo”. “Eu faço sugestão, o líder assina se quiser”, disse à GloboNews. Num dos casos rastreados pela PF, uma emenda de um deputado do Rio de Janeiro pagou o cachê de uma dupla sertaneja no interior de São Paulo. O show de Thaeme & Thiago custou R$ 280 mil. A grana foi torrada em Guaimbê, município de 5,5 mil habitantes cuja prefeita é ligada a Valdemar. Na última década, o Congresso avançou com fúria sobre os cofres federais. Os parlamentares criaram regras para morder fatias cada vez maiores do dinheiro dos impostos. A novidade é a usurpação de emendas por políticos sem mandato. O ministro Dino define a prática como “privatização do orçamento público”. O Congresso criou um mercadão de emendas, em que parlamentares passaram a se sentir livres para negociar suas cotas no varejo. No domingo, o deputado Hugo Motta reclamou dos bloqueios e acusou o Supremo de “tentar criminalizar a atividade política”. Pupilo de Cunha, o presidente da Câmara conhece bem o que defende. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGuaimbê SPPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitaRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato 15/07/2026 TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas
Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas

Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, está no centro de um mistério ainda não esclarecido e que mobiliza deputados estaduais. Por Saulo Pereira Guimarães e Luccas Lucena | UOL 15/07/2026 2.jul.2026 – Comissão de Cultura da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) em visita ao Palácio das Mangabeiras para apurar o paradeiro dos itens retirados do local | Imagem: Luiz Santana/ALMG Comissão de deputados estaduais localizou só cinco itens do acervo original do palácio em visita no último dia 2. Além de uma mesa de centro, um piano, duas poltronas e um sofá, nenhuma outra peça da coleção de objetos que pertencem ao espaço foi identificada, o que iniciou uma série de questionamentos. Acervo reunia 1038 livros. Restaurados no governo de Antônio Anastasia (2010-2014), todos sumiram. Uma mesa de jantar com 40 lugares, uma cozinha completa e uma sala de cinema com projetor e cadeiras da década de 1940 também desapareceram, assim como tapetes, talheres de prata, copos de cristal e outros itens. Deputados não localizaram lista com todos os itens do acervo do palácio. Sem o documento, não é possível sequer quantificar o número de peças desaparecidas. Responsável pela administração do espaço, a Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas) prometeu repassar uma relação das peças até o próximo dia 16. Em 2020, um ofício registrou a doação de 63 itens do acervo ao Governo do Estado. Questionado sobre o tema, o secretário de Cultura de Minas, Leônidas Oliveira, disse em junho que há 44 peças com a Polícia Militar e 187 com a Codemge. Mas não é possível saber se se tratam de 294 peças diferentes ou não. Itens foram retirados do palácio em 2019. Naquele ano, o espaço foi alugado para uma exposição de decoração e, segundo um dos responsáveis pela mostra, já foi entregue só com alguns lustres e uma mesa para os organizadores. Nem mesmo esses itens foram localizados por deputados no último dia 2. Estado de conservação do palácio chamou atenção. Durante a visita, deputados identificaram paredes com infiltrações, mofo debaixo de uma pia na cozinha e a retirada do carpete no espaço onde funcionava a sala de cinema. Inaugurado em 1955, o Mangabeiras tem projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx. Ao todo, 17 governadores moraram no Palácio das Mangabeiras. O primeiro e mais célebre deles foi Juscelino Kubitschek, que saiu de lá para assumir a presidência do país em 1956. Foi dele a ideia de montar no local uma sala de cinema, que está entre os espaços descaracterizados e com itens desaparecidos. TCE-MG abriu investigação Situação mobiliza deputados estaduais. No último dia 6, o TCE-MG (Tribunal de Contas de Minas Gerais) aceitou denúncia de Leleco Pimentel (PT) para investigar o sumiço. Ele também quer levar o caso ao Ministério Público. Já no dia 7, Bella Gonçalves (PT) apresentou notícia-crime sobre o caso à Polícia Federal. TCE-MG abriu processo para apurar o possível sumiço dos itens. “Denúncias e Representações correm em caráter de sigilo, conforme Regimento Interno e legislação vigente”, disse o tribunal ao UOL. As peças consideradas históricas, artísticas ou de relevante valor mobiliário deveriam ser catalogadas (…) Não se tem notícia da devolução de bens quando do término da concessão do Palácio ao evento Casa Cor, tampouco sobre vistorias, laudos de constatação e inventários técnicos a cada término de evento, a fim de assegurar que as características arquitetônicas e os bens tombados remanescentes permaneçam intactos. Os fatos são estarrecedores”Leleco Pimentel (PT-MG), deputado estadual, em representação ao Tribunal de Contas de Minas Oposição acredita que caso pode caracterizar improbidade administrativa. A irregularidade ficaria configurada caso alguém tenha se beneficiado com o sumiço ou o patrimônio público tenha sido usado de forma não prevista. Outra consequência política da situação é o desgaste do ex-governador Romeu Zema (Novo). Zema e governador negaram sumiço dos itens Questionado sobre o tema, Zema chamou acervo de “móveis velhos”. Declaração foi dada em fala à imprensa na sexta (10). Na oportunidade, o ex-governador negou o sumiço e disse que, caso ele tivesse acontecido, a economia resultante de ajustes feitos durante sua gestão pagaria eventuais prejuízos gerados ao estado. “Eu falo que eu economizei, no mínimo, R$ 300, R$ 400 mil por mês morando na minha casa. Se tem alguma coisa de lá que sumiu e não sumiu, um mês de economia paga tudo esses móveis velhos que estavam lá e que estão ainda”Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas, em fala à imprensa na sexta (10) Desativação do palácio como residência oficial foi promessa de campanha de Zema. O atual pré-candidato à presidência alugou uma casa em Belo Horizonte durante o mandato e planejava montar um “Museu das Mordomias” no Mangabeiras, projeto que terminou não saindo do papel. Zema deixou o cargo em março. Governo diz que parte do acervo foi para outros equipamentos públicos Em nota, o governo de Minas Gerais repudiou “especulações” sobre o possível sumiço no acervo. Segundo o governo, todos os bens encontram-se devidamente cadastrados, inventariados e com sua localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial. Parte do acervo foi destinado a outros equipamentos públicos com capacidade técnica para “preservação, conservação e difusão”. “É o caso dos livros, incorporados ao acervo da Biblioteca Pública Estadual, onde receberam tratamento técnico especializado e passaram a constituir a Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras”, disse o governo. Além dos livros, as obras estão sob guarda e acompanhamento técnico de equipamentos culturais, como o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro. Entre as obras, está o biombo de Di Cavalcanti, em exposição no hall de entrada do Palácio da Liberdade desde abril, afirma o governo. “Os demais bens permanecem adequadamente acondicionados em instalações públicas, observando critérios técnicos de conservação, segurança e controle patrimonial, com acesso restrito a servidores autorizados.”“O Governo de Minas reitera que mantém rigoroso controle sobre todo o patrimônio público sob sua responsabilidade e que a movimentação, guarda e destinação desses bens observam a legislação vigente e os procedimentos técnicos aplicáveis.” Governo de Minas
Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS

Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS Corporação entregou ao STF as primeiras conclusões sobre o esquema de desvio bilionário montado a partir de descontos indevidos no contracheque de aposentados Por Mariana Muniz, Sarah Teófilo e Pepita Ortega | O Globo 15/07/2026 Edifício-sede do INSS — Foto: Foto Cristiano Mariz/Agência O Globo Brasília – A Polícia Federal (PF) entregou na terça-feira as primeiras conclusões ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o esquema de desvio bilionário montado a partir de descontos indevidos no contracheque de aposentados. Em apuração relacionada a apenas uma entidade, 48 pessoas foram indiciadas pela fraude de R$ 708 milhões com a participação de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em operações anteriores, a PF já havia registrado que investigava a apropriação de R$ 6,3 bilhões, em apuração que pressiona o governo Luiz Inácio Lula da Silva em ano eleitoral. O relatório foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. Enquanto outras associações continuam na mira da corporação, agora caberá ao Ministério Público decidir se concorda com a PF e apresenta denúncia contra os investigados nesta primeira fase. A investigação concluída trata de suspeitas de irregularidades relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Outras apurações, como a que mira Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, seguem em curso. Servidores corrompidos Na lista de indiciados está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, suspeito de receber propina e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, além de integrar uma organização criminosa. Ao longo da investigação, ele negou ter cometido crimes. Também foram indiciados o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, ambos qualificados como operadores e beneficiários do esquema. Segundo a PF, em conjunto com outros envolvidos, os dois corromperam servidores como Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, procurador do INSS, e José Carlos Oliveira, ex-diretor de Benefícios, ex-presidente do instituto e ex-ministro do Trabalho e Previdência. Além deles, o ex-deputado Euclydes Pettersen é acusado de receber R$ 14,7 milhões por ser “fiador político” do esquema. Procurados, os indiciados não se manifestaram. Já a Conafer afirmou que respeita investigadores, mas “considera inadequada qualquer tentativa de transformar uma etapa investigativa em condenação antecipada”. Segundo a PF, “restou comprovado que os massivos valores desviados” eram direcionados aos cofres da Conafer, “mas eram rapidamente redirecionados, de forma majoritária, para empresas de fachada ligadas aos operadores financeiros”. Ainda de acordo com a corporação, em seguida, mediante ordem do presidente da Conafer, os operadores financeiros destinavam a maior parte dos valores em proveito próprio ou para pagamento de propina para agentes públicos e políticos, que viabilizaram o funcionamento do esquema. O inquérito finalizado é derivado da Operação Sem Desconto. Segundo a PF, entidades firmavam acordos de cooperação com o INSS para realizar descontos mensais diretamente na folha de pagamento de aposentados, muitas vezes sem autorização. A Conafer é uma das entidades que passaram a ser investigadas após indícios de crescimento expressivo na arrecadação por meio de descontos em benefícios previdenciários. Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram indícios de filiações irregulares e autorizações obtidas de forma fraudulenta ou sem consentimento. No relatório entregue ao STF, a Polícia Federal destaca que o esquema atingiu principalmente aposentados indígenas, moradores de áreas rurais e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, além de ter incluído benefícios de segurados que já haviam morrido. Segundo os investigadores, a entidade enviava ao INSS e à Dataprev listas com nomes de pessoas que jamais autorizaram a cobrança de mensalidades associativas. As mensagens apreendidas pela PF indicam que os próprios investigados acompanhavam a reação de parte dessas vítimas. Em uma conversa reproduzida no relatório, Iris Ferreira Rodrigues relata ao operador financeiro Cícero Marcelino de Souza Santos que sua mãe pretendia procurar trabalho como doméstica na região de Joinville (SC) para “fugir e se esconder”, porque “os indígenas” estariam atrás dela após ela “levar um monte de cadastros deles”. Nas mensagens, Cícero afirma ainda que uma liderança indígena teria ligado para ameaçá-la e diz que a mulher buscava deixar a região com medo da reação das vítimas. O esquema rendia dinheiro aos servidores do INSS. Stefanutto, por exemplo, recebia propinas “recorrentes”, segundo a PF, para viabilizar as fraudes. O dinheiro era pago por meio de cheques, Pix e até com entregas de cédulas, apontam os investigadores. Segundo a PF, Stefanutto recebia uma mesada que aumentou significativamente, para R$ 250 mil, após assumir a presidência do INSS. A PF mapeou os repasses a partir das conversas de integrantes da Conafer. Foram identificados pagamentos para diferentes agentes públicos, alguns tratados como “heróis”, “notáveis” e “amigos”. Dentre eles estava Stefanutto, que tinha o codinome “Italiano” nos registros de pagamento. Segundo a corporação, o ex-presidente do INSS tinha o “domínio do fato e determinava os pagamentos indevidos”. Em uma das mensagens interceptadas, um dos integrantes da Conafer pede a um colega que faça “contato” com o ex-procurador e lhe entregue uma “encomenda de 100”. A PF aponta que as conversas revelam uma série de encontros dos membros da Conafer com Stefanutto em São Paulo em 2022. O inquérito indica que parte das reuniões ocorria com a presença de José Carlos Oliveira, que era tratado como “Abou yasser”. Propina da madrugada Ainda segundo o inquérito, os encontros ocorriam fora da agenda oficial, geralmente marcados para o “finalzão da noite” ou “madrugada”, em hotéis da capital paulista, como o Hotel Hudson, no Itaim Bibi. Para mascarar as entregas de dinheiro em espécie — pacotes de R$ 50 mil ou R$ 100 mil —, as conversas citavam códigos, como entrega de “pendrive com processo para analisar” ou “encomenda”. Já o ex-deputado Euclydes Pettersen, segundo a PF, era responsável por chancelar a indicação de procuradores e diretores corrompidos para garantir a manutenção das fraudes. Na relação da propina, ele era identificado com “Herói E” e foi o agente político
Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’

Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF O município de Belford Roxo (RJ), comandado até abril por Márcio Canella (União Brasil), pré-candidato ao Senado, recebeu R$ 80 milhões em emendas de comissão indicadas pela liderança do partido na Câmara dos Deputados. Por Natália Portinari | UOL 15/07/2026 Ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella, e presidente do União Brasil, Antonio Rueda, em evento na prefeitura Imagem: Roger Silva/Prefeitura de Belford Roxo As indicações foram registradas como “emendas de liderança” — sem identificação do deputado que efetivamente indicou o recurso, como exige decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Esse mesmo tipo de emenda foi usada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, para direcionar recursos sem mandato, o que levou a uma operação da Polícia Federal na semana passada. O presidente do União, Antonio Rueda, que também não tem mandato, é aliado de Canella. Ele visitou Belford Roxo em fevereiro de 2025 e declarou que estava “articulando a liberação de recursos” para o município junto a ministérios. Na ocasião, Canella afirmou que Rueda “tem sido um grande aliado do município em Brasília” e que articulava R$ 900 milhões para obras no Hospital Municipal e outras intervenções. Rueda, por sua vez, disse que vai a “diversos ministérios, como o da Integração e Desenvolvimento Regional, Educação, Saúde, entre outros” pedir ajuda na liberação de investimentos na cidade. “Durante o encontro, o prefeito revelou que Rueda está articulando no Congresso Nacional a liberação de recursos para Belford Roxo”, disse a divulgação da prefeitura. Canella renunciou à Prefeitura de Belford Roxo em abril deste ano para se desincompatibilizar e disputar o Senado. Rueda quer disputar o cargo de deputado federal em dobradinha com ele. Até o momento, Rueda, que é advogado, nunca ocupou um mandato. Ele ascendeu na política como dirigente partidário. Procurado, ele não confirmou se foi ele quem fez a indicação das “emendas de liderança” para o município. A liderança do União na Câmara é ocupada pelo deputado Pedro Lucas Fernandes, do Maranhão, que também não respondeu ao UOL. O União é o segundo partido com maior volume de emendas de liderança na Câmara: R$ 289 milhões indicados em 2025, segundo relatório da Transparência Brasil divulgado nesta segunda-feira. A entidade aponta que os líderes partidários funcionam como “laranjas institucionais” — aparecem como autores de emendas que, na prática, são distribuídas entre diferentes deputados sem registro formal. Os R$ 80 milhões para Belford Roxo (RJ) foram liberados desde o início de 2025, através de pedidos das comissões de Saúde e Assuntos Sociais da Câmara. A chapa de Canella teria como primeira suplente Rogéria Bolsonaro (PL), mãe do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, porém, a prisão de Canella pode fazer com que ele desista da candidatura e dispute uma vaga a deputado estadual. Na última terça-feira, Canella foi preso em flagrante pela PF com um fuzil calibre .556 durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua soltura na sexta-feira com tornozeleira eletrônica e entrega de passaporte. A defesa alega que o fuzil pertencia a um policial militar responsável pela segurança do político. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior EleitoralVice-governadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 mi em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida
PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega

PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega Conclusões da Polícia Federal (PF) sobre primeira investigação da Operação Sem Desconto foram apresentadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na sexta-feira (10). Por Isabela Camargo | TV Globo 15/07/2026 Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes, se reuniu em 2023 com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir a nomeação do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação é da Polícia Federal (PF) e consta no relatório da primeira investigação da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Indiciamento de 48 pessoas O documento, que traz o indiciamento de 48 pessoas, foi apresentado pela PF ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações, na sexta-feira (10). Agora, as conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que é quem decide se apresenta a denúncia, pede o arquivamento do caso, ou solicita novas diligências. Carlos Lopes foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado e corrupção ativa majorada. Ele está foragido desde o ano passado. Indicação para presidente do INSS O documento da PF diz que o deputado federal, Euclydes Pettersen, foi quem organizou o encontro entre Carlos, da Conafer, e Rodrigo Pacheco, que ocorreu em 1º de fevereiro daquele ano. “As mensagens provam que, no dia da posse dos parlamentares (01/02/2023), possivelmente utilizando os acessos proporcionados por EUCLYDES, CARLOS ROBERTO se reuniu com o Senador RODRIGO PACHECO para tratar da nomeação do Presidente do INSS. Essa nomeação de cargos-chave (Presidente, Diretor de Benefícios e Procurador-Geral) era fundamental para garantir a boa fluidez do esquema e a blindagem contra as auditorias, permitindo que a fraude em massa (Tópico 2) continuasse a gerar a receita ilícita”. O deputado mineiro Euclydes Pettersen, que não está em exercício, segundo o registro da Câmara, foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto em novembro de 2025, suspeito de receber propina para defender os interesses dos fraudadores. Ele também foi indiciado. O documento da PF mostra também que, na mesma conversa, Carlos comentou a eleição das mesas da Câmara dos Deputado e do Senado, que “Pacheco” havia sido eleito e que estava “indo encontrar com eles” em uma reunião para decidir o presidente do INSS. “Verifica-se que, no dia seguinte à posse de EUCLYDES e “Pacheco” (02/02/2023), GLAUCO ANDRÉ FONSECA WAMBURG foi nomeado Presidente do INSS, cargo que ocupou até 11/07/2023, quando foi substituído por ALESSANDRO STEFANUTTO”. Em nota, o senador disse que nunca esteve com Carlos Lopes e que não discutiu a indicação de pessoas à presidência do INSS. “Não conheço e nunca estive com o senhor Carlos Lopes e a senhora Bruna Braz. Nunca me reuni para tratar de indicação da pessoa de Glauco André Fonseca Wamburg que, aliás, eu sequer sabia que haviai sido presidente do INSS. Também nunca fiz indicação alguma para o INSS e não conheço seus diretores e ex-diretores. Parece se estar diante de uma confusão de informações que misturou a notícia da minha eleição para presidente do Senado, um fato nacional mencionado por um cidadão de Minas Gerais, com outros assuntos que não me dizem respeito. A referência a ir se ‘encontrar com eles’ por certo não me inclui”, afirma a nota de Pacheco. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalINSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega 15/07/2026 Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 mi em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana
Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio

Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio As pesquisas internas do PL no Rio de Janeiro têm animado pouco as lideranças do partido quando o assunto é a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Nos levantamentos realizados no estado, que é considerado o berço histórico do bolsonarismo, o senador aparece tecnicamente empatado com Lula, um sinal de alerta para a campanha. Por Bela Megale | O Globo 15/07/2026 Live de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/YouTube O temor é que Flávio obtenha um desempenho significativamente inferior ao do pai em 2022 e que já foi pior do que em 2018. Naquele ano, o capitão reformado chegou a conquistar 4.943.162 votos no Rio, correspondendo a 56,41% dos votos válidos. O ex-presidente, mesmo com essa queda, venceu em 72 dos 92 municípios fluminenses, incluindo a capital. Lula levou a melhor apenas em 20 cidades. Uma das principais reclamações dos correligionários do PL sobre o Rio foi a demora de Flávio em bater o martelo sobre o nome do partido ao Senado, o que atrasava a pré-campanha estadual. Nesta terça-feira (14), o senador decidiu apoiar a reeleição de Carlos Portinho, líder da sigla no Senado. Resta agora ver se essa definição ajuda a recuperar o fôlego da campanha bolsonarista num estado essencial para a disputa presidencial. O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio 15/07/2026 Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026 PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados
Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo

Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo Valores podem ser resgatados por app, sem correção monetária Por Wellton Máximo | Agência Brasil 14/07/2026 Banco Master – (Banco Master/Divulgação) O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC. O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido. Como resgatar As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC. O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento. Quanto falta O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários. Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados. Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado. No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate. Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos. O que é O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação. Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos. O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro. O que é protegido A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles: conta-corrente; conta-poupança; CDB e RDB; Letras de Crédito Imobiliário (LCI); Letras de Crédito do Agronegócio (LCA); Letras de Câmbio (LC); Letras Hipotecárias (LH); Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD); operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras. Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC. Patrimônio do fundo O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro. Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões. Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo 14/07/2026 Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar 15/07/2026 Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido
Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid

Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid Caso foi apresentado em 2021 após divulgação de conversa do então presidente com o senador Jorge Kajuru Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 14/07/2026 Ministro Nunes Marques na sessão Extraordinária do STF • Rosinei Coutinho/STF Brasília – O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquivou nesta terça-feira (14) uma notícia-crime apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de interferir nos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. O relator acolheu uma manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), assinada em abril de 2021 pelo então procurador-geral Augusto Aras, que concluiu não haver indícios dos crimes de corrupção ativa e advocacia administrativa. A notícia-crime foi apresentada pelos deputados David Miranda, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Vivi Reis, todos do Psol, após o vazamento de uma conversa telefônica entre Bolsonaro, que na época estava no Planalto, e o senador Jorge Kajuru, à época no Cidadania. No diálogo, Bolsonaro defendeu que a CPI da Covid, inicialmente voltada à atuação do governo federal durante a pandemia, também investigasse governadores e prefeitos. Ele afirmou que, caso o objeto não fosse ampliado, a comissão se concentraria em integrantes de seu governo e poderia produzir um relatório “sacana”. Bolsonaro também pressionou Kajuru a fazer pedidos de impeachment de ministros do STF. “Você tem de fazer do limão uma limonada. Por enquanto, tem um limão aí. Dá para sair uma limonada. Tem de peticionar o Supremo pra botar em pauta o impeachment também”, diz Bolsonaro. Na resposta, o senador diz que já havia solicitado, no Senado, o impeachment do ministro Alexandre de Moares. Para os autores da notícia-crime, Bolsonaro teria pressionado um integrante do Poder Legislativo a alterar o alcance de uma investigação que poderia atingi-lo pessoalmente. Os parlamentares também alegaram que o então presidente teria oferecido apoio público a Kajuru em troca de sua atuação pela ampliação da CPI. Ao analisar o caso, a PGR afirmou que a conversa consistiu em uma troca informal de opiniões entre o então presidente da República e um senador sobre os futuros trabalhos da comissão. Para Aras, o ex-presidente apenas defendeu que a investigação alcançasse eventuais irregularidades cometidas em diferentes níveis da Federação. Já sobre a suspeita de corrupção ativa, o procurador concluiu que não houve oferta nem promessa de vantagem indevida a Kajuru. “Não se extrai da conversa vazada qualquer propósito criminoso por parte do noticiado”, afirmou a PGR ao pedir o arquivamento do caso. Por isso, Nunes Marques negou seguimento à notícia-crime nesta terça e determinou seu arquivamento. Na decisão, o ministro afirmou que cabe ao Ministério Público avaliar se há elementos para abrir investigação ou apresentar denúncia. Como a PGR já havia se manifestado pela ausência de crime, o Judiciário não poderia substituir o órgão nessa análise. “Não cabe ao Supremo, diante da promoção de arquivamento emanada do chefe do Ministério Público, exercer qualquer juízo de valor que resulte no acolhimento do pedido”, escreveu. Notícia anteriorPróxima notícia CidadaniaCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputada FederalDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPSOLSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid 14/07/2026 Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder 14/07/2026 Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões
Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder

Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Representação do deputado Rogério Correia cita expansão de rede de rádios, articulação de emendas e favorecimento político em Minas Gerais Por Marcelo Hailer | Fórum 14/07/2026 Eduardo Cunha – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, protocolou nesta terça-feira (14) uma representação contra Eduardo Cunha na Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais. O parlamentar pede a abertura de um procedimento investigatório para apurar possíveis práticas de abuso do poder econômico e político, além do uso indevido dos meios de comunicação, diante da intenção declarada de Cunha de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais nas eleições de 2026. A representação sustenta que o ex-presidente da Câmara estaria formando, em curto espaço de tempo, uma extensa rede de emissoras de rádio em diferentes regiões do estado. Segundo o documento, estações teriam sido assumidas em cidades como Uberaba, Além Paraíba, Carangola, Raul Soares, Guarani, João Pinheiro e Belo Horizonte. As emissoras estariam registradas em nome de Daniel Cardoso Sá, genro de Eduardo Cunha e marido da deputada federal Dani Cunha (União-RJ). Rede de rádios e entrevista com Flávio Bolsonaro Um dos pontos levantados por Rogério Correia é o possível uso eleitoral da estrutura de comunicação associada ao grupo. A representação afirma que uma das emissoras veiculou uma entrevista exclusiva com o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sem oferecer o mesmo espaço a outros nomes que pretendem disputar o Palácio do Planalto. Para o deputado, a combinação entre a expansão de uma rede de rádios e a exposição privilegiada de aliados políticos pode representar vantagem indevida na disputa eleitoral de 2026. “O uso de uma estrutura empresarial de comunicação recém-formada, o direcionamento de recursos públicos sem mandato e a aproximação estratégica com lideranças religiosas e políticas revela um projeto eleitoral construído à margem da igualdade de condições entre os candidatos. Cabe à Justiça Eleitoral apurar esses fatos antes que provoquem dano irreparável ao processo democrático em Minas Gerais”, Rogério Correia. Flávio Dino expõe disputa entre Eduardo Cunha e Nikolas Ferreira por uso eleitoreiro de emendas Na decisão em que ordenou o bloqueio de de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) por suspeita de desvio de emendas parlamentares, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs uma disputa direta com Nikolas Ferreira e revelou como o esquema, criado por Arthur Lira (PP-AL) em conluio com o ex-governo Jair Bolsonaro (PL), que ganhou a alcunha de “Orçamento Secreto”, é usado de forma eleitoreira nos chamados currais eleitorais dos parlamentares. Em conversa no dia 12 de setembro de 2025 com a assessora Mariângela Fialek, a Tuca, já conhecida em negociatas de Lira, Cunha fala da disputa com o deputado bolsonarista por uma emenda destinada ao município de Manhuaçu, localizado na Zona da Mata Mineira, a 290 quilômetros de Belo Horizonte. “Oi. Se puder. Tou com um problema lá em uma das emendas de Manhuaçu que o pessoal lá é inimigo e estão dizendo que é do Nikolas. Como pôs no Gilberto Abramo, preciso de um ofício dele dizendo que essa emenda é de autoria dele, a pedido do Deputado estadual João Magalhães, senão vamos ter de trocar e não mandar para lá”, diz Cunha. Abramo é deputado federal pelo Republicanos, partido de Cunha, que revela na conversa a busca por dividendos eleitorais com a destinação da emenda. “A primeira parte da mensagem já causa estranheza, haja vista que, como é de conhecimento público, EDUARDO CUNHA não exerce mais atividade parlamentar desde 2016, dessa maneira, mostra-se aparentemente incongruente a referência dele a ter problemas com emendas. Em seguida, CUNHA comenta que o ‘o pessoal lá é inimigo e estão dizendo que é do Nikolas’. Desse modo, a mensagem enviada sugere que a emenda a qual EDUARDO CUNHA se referia estava sendo atribuída supostamente ao DEPUTADO FEDERAL NIKOLAS FERREIRA, do PL de Minas Gerais”, diz Dino na decisão, ao analisar a troca de mensagens de forma detalhada. Segundo Dino, “ao observar essa mensagem, infere-se estar diante de um cenário escuso”, indicando a motivação que levou dezenas de deputados do Centrão e da base bolsonarista ao uso eleitoreiro das emendas. “A conversa continua, e em seguida CUNHA pergunta: “Tem publicação em nome do deputado?”. Em resposta, TUCA diz: “Impositiva tem. E terá da de comissão assim q aprovada pelo ministério votaremos na comissão. Sair nome do líder”. Ou seja, é possível que EDUARDO CUNHA estivesse preocupado a atribuição da titularidade da emenda, diante da pergunta formulada por ele”, revela o ministro do STF. Em seguida, Dino expõe mais uma parte da conversa que desnuda a forma como as emendas parlamentares são usados de forma eleitoreira, especialmente em pequenas cidades do interior onde os deputados aparecem como donos do recurso que, na verdade, é da União. “A conversa entre os dois na data de 12/09/2025 continua. Desse modo, mais uma vez EDUARDO CUNHA pergunta: “O Gilberto pode fazer um ofício?”, de maneira que aparenta que o ex-deputado está preocupado com o ofício a ser feito pelo DEPUTADO GILBERTO ABRAMO. Ato contínuo CUNHA ainda diz: “Se fizer já me resolve. Cidade pequena é uma guerra”, aparentemente se referindo à possível disputa pela titularidade do envio de recursos de emendas parlamentares”, explicita. Eduardo Cunha ainda chega a ameaçar retirar o recurso da cidade mineira “se for dar trabalho” atribuir a ele e ao aliado Gilberto Abramo. “Por último, EDUARDO CUNHA diz: “Ta bom me fala então. Tem Cleitinho aí, que também se arvora lá. Ele pôs 200”. Aparentemente, CUNHA estava fazendo referência ao SENADOR CLEITINHO AZEVEDO, que constava como autor de uma emenda no valor de R$200.000,00 para o estado de Minas Gerais, no documento compartilhado. Em resposta, TUCA afirma: “Entendi”. A fala de CUNHA permite inferir uma aparente preocupação do parlamentar com relação a autores de emendas para o estado de Minas Gerais”, diz Dino na decisão. Três dias depois, em 19 de setembro de 2025, diante do imbróglio
MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido

MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido A 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis ingressou, nesta terça-feira (14/07), com um pedido de tutela de urgência para que a prefeitura de Petrópolis interrompa, a partir de agosto, pagamentos à empresa Capital Ambiental Construção e Serviços Ltda. Por MPRJ 14/07/2026 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os repasses vêm sendo realizados sem contrato vigente. Segundo a Promotoria, o contrato entre o município e a empresa encerrou sua vigência em 01/11/2025, mas a prefeitura estaria realizando pagamentos à Capital Ambiental, que fornece mão de obra para atuar na educação básica, abrangendo atividades materiais, acessórias, instrumentais e complementares às atribuições da Secretaria Municipal de Educação. “Em síntese, o que se verifica é que o contrato com a citada empresa encontra-se vencido, sem prorrogação, mas que, nada obstante, os pagamentos seguem sendo feitos, gerando uma situação completamente avessa à legalidade”, diz trecho do documento. O MPRJ pede, entre outras medidas, que, no prazo de cinco dias, o Município de Petrópolis justifique a necessidade de cada um dos postos de trabalho contratados, identificando detalhadamente as funções, lotação, carga horária e jornada de trabalho, e que apresente a relação de pagamentos feitos à Capital Ambiental desde o vencimento do contrato, informando se há valores em aberto. Requer ainda que seja publicado, no prazo máximo de 15 dias, um edital de processo seletivo simplificado para contratação da mão de obra necessária para substituir as vagas de trabalho contratadas através da empresa. Em caso de descumprimento, a 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis requer a aplicação de multa diária, em valor não inferior a R$ 10 mil. Notícia anterior MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido 14/07/2026 MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas 14/07/2026 Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mudança de rumo PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia
Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto

Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto Relatórios da CGU apontam indícios de direcionamento de licitações, sobrepreço, superfaturamento e falhas de transparência na aplicação dos recursos públicos Por Helena Prestes e Gustavo Uribe | CNN Brasil 14/07/2026 O ministro Flávio Dino durante sessão plenária no STF • Fellipe Sampaio /STF Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PF (Polícia Federal) amplie as investigações sobre a execução de emendas parlamentares após o surgimento de novos indícios de irregularidades no repasse dos recursos. A decisão foi tomada após a Corte receber relatórios de auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) que apontam indícios de direcionamento de licitações, sobrepreço, superfaturamento e falhas de transparência na aplicação dos recursos públicos. A pedido do STF, a CGU avaliou a execução das chamadas emendas Pix entre 2020 e 2024. A auditoria analisou uma amostra de 15 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país e concluiu que nove dos 14 entes que efetivamente executaram os recursos apresentaram algum tipo de irregularidade na contratação de bens e serviços. Segundo a Controladoria, os casos mais graves envolvem “indícios de direcionamento da contratação, sobrepreço e superfaturamento”. O relatório também aponta que 12 dos 15 municípios auditados apresentaram nível inadequado de transparência ativa e rastreabilidade na aplicação das emendas, além de falhas no acompanhamento da execução dos recursos. Outro relatório encaminhado ao STF trata da aplicação de emendas destinadas à saúde. Elaborado pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), o documento analisou R$ 53,3 milhões destinados a 48 municípios de 23 unidades da federação para custeio da atenção primária, média e alta complexidade, aquisição de equipamentos e reformas de unidades básicas de saúde. A auditoria concluiu que, embora parte significativa dos recursos tenha sido executada, permanecem fragilidades nos mecanismos de planejamento, gestão, monitoramento e prestação de contas. Entre os principais problemas identificados estão deficiência na rastreabilidade da execução financeira, controles administrativos insuficientes, ausência de monitoramento sistemático e falhas na documentação das despesas. O relatório também aponta situações que resultaram em propostas de devolução de recursos por dano ao erário ou aplicação em desacordo com a finalidade legal das transferências. Na decisão, o ministro voltou a criticar práticas relacionadas à destinação das verbas parlamentares. Dino afirmou ser “totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar” e reiterou que as emendas parlamentares “não são parcelas do patrimônio privado de cada membro do Congresso”. Na última semana, o ministro determinou o bloqueio de bens de investigados em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares, contrariando parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República). A medida atingiu, em especial, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Eduardo Cunha (Republicanos-MG), cujos patrimônios foram parcialmente congelados. A decisão ocorre no âmbito da Operação Transparência, que investiga o suposto desvio de emendas parlamentares conduzido por pessoas sem mandato, com o uso da estrutura administrativa da Câmara dos Deputados para realizar a destinação irregular de recursos em nome de deputados. Segundo o ministro, o papel desempenhado pelo STF no processo não representa falhas sobre decisões políticas do Congresso ou do Executivo, mas se limita à fiscalização da constitucionalidade e da legalidade da execução das emendas. A decisão integra o acompanhamento feito pelo Supremo do plano de trabalho firmado entre os Poderes para melhorar o controle sobre as emendas parlamentares após as mudanças determinadas pela Corte no modelo de execução desses recursos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da Uniãoemenda parlamentarorçamentoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalSUS Sistema Único de Saúde Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto 14/07/2026 Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid 14/07/2026 Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições
Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar

Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar Ministro ainda deu 30 dias para que órgãos públicos e autoridades prestem explicações sobre a destinação e funcionamento de emendas parlamentares Por Leticia Martins e Gustavo Uribe | CNN Brasil 14/07/2026 Ministro Flávio Dino, do STF • 09/09/2025REUTERS/Adriano Machado São Paulo e Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou como “excêntrica” a indicação de emenda parlamentar por políticos que não têm mandato. A afirmação faz parte de uma decisão do magistrado desta terça-feira (14) sobre emendas parlamentares. “Dessa forma, a definição da destinação dos recursos públicos é incompatível com a atuação de centros informais de deliberação orçamentária, sejam eles integrados por parlamentares que atuem à margem dos procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação de regência — a exemplo da inconcebível transformação de “emendas de comissão” em “emendas de líder partidário”, prática inexistente na ordem jurídica e expressamente vedada por decisão de 2 de dezembro de 2024 (Id. d92af5e0) —, sejam por ex-parlamentares, dirigentes partidários ou quaisquer outros agentes privados destituídos de legitimidade para interferir na alocação de recursos públicos, hipótese que se revela ainda mais excêntrica”, diz trecho da decisão de Dino. No documento, Dino ainda reitera que “somente parlamentares podem propor e deliberar sobre emendas parlamentares”. “Isso explica por que as medidas propostas pelo Poder Legislativo acertadamente não deixam espaço para a existência de emendas “de terceiros” – ora compreendidos como não detentores de mandato parlamentar”, continuou o ministro. O ministro ainda deu 30 dias para que órgãos públicos e autoridades prestem explicações sobre a destinação e funcionamento de emendas parlamentares. Ele também criticou o “mercado de terceirização ou privatização de emendas”. Indícios de infrações Dino determinou que a PF (Polícia Federal) amplie as apurações sobre possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares. A decisão ocorre após o ministro receber novos relatórios da CGU (Controladoria-Geral da União) que apontam indícios de infrações no repasse desses recursos. A pedido do STF, a CGU avaliou a execução das chamadas emendas Pix entre 2020 e 2024. A auditoria analisou uma amostra de 15 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país e concluiu que nove dos 14 entes que efetivamente executaram os recursos apresentaram algum tipo de irregularidade na contratação de bens e serviços. Segundo a Controladoria, os casos mais graves envolvem “indícios de direcionamento da contratação, sobrepreço e superfaturamento”. O relatório também aponta que 12 dos 15 municípios auditados apresentaram nível inadequado de transparência ativa e rastreabilidade na aplicação das emendas, além de falhas no acompanhamento da execução dos recursos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoConstituição Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar 14/07/2026 Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto 14/07/2026 Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana