Dark Horse: decisão sem assinatura da Justiça de SP protela investigação contra Karina Gama, que tenta levar caso a Mendonça

Dark Horse: decisão sem assinatura da Justiça de SP protela investigação contra Karina Gama, que tenta levar caso a Mendonça Decisão sem assinatura nominal da Vara de Garantias de São Paulo pede mais informações à polícia para dar acesso a relatórios do Coaf na investigação sobre os R$ 108 milhões da gestão Ricardo Nunes a ONG de Karina Cama, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro. Por Plínio Teodoro | Fórum 01/09/2026 André Mendonça, Karina Gama e Mário Frias, produtor-executivo de Dark Horse (Antonio Augusto STF / Instagram Karina Gama) Decisão sem assinatura nominal da Vara de Garantias de São Paulo, divulgada nesta segunda-feira (31), devolve à Polícia Civil paulista o pedido de acesso a dados do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) e pode atrasar a investigação sobre suspeitas envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), de Karina Ferreira Gama, o contrato de R$ 108 milhões para o WiFi Livre com a prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes (MDB), e a produtora GoUp, responsável pela produção de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Em outra frente, a defesa da GoUp, que pertence a Karina Ferreira Gomes – que também é dona do ICB -, entrou com pedido na última quarta-feira (26) para levar a investigação da justiça paulista para André Mendonça, que relata um inquérito federal sobre o caso que tramita no Supremo Tribunal Federal. No depacho sem assinatura do juiz, que a Revista Fórum teve acesso, a Vara de Garantias paulista faz uma série de exigências para liberação do acesso aos relatórios financeiros de Karina Ferreira Gomes e do Instituto Conhecer Brasil. Com isso, a defesa ganha tempo pra tentar levar o caso para Mendonça, no Supremo. No pedido apresentado à justiça, os investigadores relatam que “embora os serviços efetivamente prestados” à gestão Ricardo Nunes “correspondessem a aproximadamente R$ 43.000.000,00, teriam sido transferidos ao Instituto [de Karina Gama] cerca de R$ 69.000.000,00, resultando em diferença aproximada de R$ 26.000.000,00”. “Relata, ainda, a existência de subcontratações que alcançariam R$ 98.000.000,00, envolvendo, entre outras, as empresas Make One, UltraIP, Complexys e Fast Future. Há, ademais, referência à possibilidade de que parte dos recursos públicos tenha sido destinada ao financiamento de atividades privadas relacionadas à produção cinematográfica desenvolvida pela empresa Go Up Entertainment, vinculada à investigada Karina Ferreira da Gama”, diz o despacho. Exigências e jurisprudência de Alexandre de Moraes Em seguida, a Vara de Garantias, no entanto, pede “prestação de esclarecimentos complementares pela Autoridade Policial”, citando “decisão cautelar proferida no RE nº 1.537.165/SP, paradigma do Tema 1.404 da repercussão geral”, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, que estabelece parâmetros para o fornecimento de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) pelo Coaf. O despacho diz que a decisão de Moraes exige “além da existência de investigação formalmente instaurada, que a requisição esteja fundada em elementos concretos previamente existentes, apresente necessidade real, individualizada e objetiva e guarde pertinência temática com o objeto específico da investigação, vedada a utilização do instrumento como mecanismo de prospecção financeira genérica ou de busca indiscriminada de elementos probatórios”. A decisão pede, então, que a polícia paulista incorpore provas que conectem as suspeitas de que o dinheiro transferido pela prefeitura de São Paulo para o ICB teria sido desviado e, possivelmente, abastecido o esquema que teria financiado o filme Dark Horse, sobre Bolsonaro. A justiça então determina que os investigadores complementem o requerimento em cinco pontos: a) quais elementos documentais e informativos, já incorporados ao Inquérito Policial e independentes da notícia de crime e das matérias jornalísticas mencionadas, conferem suporte objetivo às irregularidades narradas, especialmente aos valores de aproximadamente R$ 69.000.000,00 em repasses, R$ 26.000.000,00 em pagamentos supostamente correspondentes a serviços não prestados e R$ 98.000.000,00 em subcontratações, indicando, sempre que possível, as respectivas peças dos autos. b) quais são os elementos concretos já existentes que justificam a inclusão de KARINA FERREIRA DA GAMA, pessoalmente, no âmbito da pesquisa financeira pretendida, inclusive no que diz respeito à alegada relação entre recursos provenientes do Termo de Colaboração e as atividades desenvolvidas pela Go Up Entertainment; c) qual a exata pertinência temática entre os Relatórios de Inteligência Financeira pretendidos e o objeto do inquérito, delimitando, de maneira concreta e objetiva, as operações, relações negociais, pessoas físicas ou jurídicas e fluxos financeiros cuja análise se pretende obter do COAF, de modo a afastar eventual caráter genérico ou prospectivo da medida. d) em que medida a obtenção dos RIFs se mostra necessária no atual estágio da investigação, indicando as diligências investigativas já realizadas e os elementos por elas produzidos que justificam o aprofundamento da apuração mediante utilização de inteligência financeira. e) Além de outros esclarecimentos que possam colaborar para o robustecimento das razões feitas no requerimento. Fim da investigação e compartilhamento de provas No despacho, a Vara de Garantias ainda aprova o pedido dos investigadores para estender as investigações por mais 90 dias “para a conclusão das investigações e apresentação do relatório final”. A decisão também dá aval à polícia paulista para cumprir a determinação do ministro Flávio Dino, do STF, e compartilhar as provas da investigação com o Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) no inquérito das emendas parlamentares do orçamento secreto. “Para tanto, intime-se a D. Autoridade Policial para adoção das providências cabíveis ao compartilhamento das provas, no prazo de 5 (cinco) dias, com fornecimento de senha para acesso integral dos autos, devendo zelar pela integridade da cadeia de custódia e sigilo”, conclui o texto, citando o advogado de Karina Gama, mas sem assinatura do juiz responsável. Leia a a íntegra da decisão Notícia anterior COAF Conselho de Controle de Atividades Financeirasemenda parlamentarMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-DFPL Partido LiberalPolícia CivilPrefeitoPresidente da RepúblicaSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dark Horse: decisão sem assinatura da Justiça de SP protela investigação contra Karina Gama, que tenta levar caso a Mendonça 01/09/2026 Flávio Bolsonaro ataca fim da escala 6×1 e propõe “alternativa” que reduz direitos após reunião com ministro de Bukele 30/08/2026 Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e aponta indícios de ilicitude 30/08/2026
Mendonça ouve PGR sobre mensagens em que Vorcaro pede proteção a Alexandre de Moraes

Mendonça ouve PGR sobre mensagens em que Vorcaro pede proteção a Alexandre de Moraes O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que se manifeste sobre um relatório da Polícia Federal (PF) detalhando conteúdos de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No despacho enviado nesta segunda-feira ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Mendonça deu um prazo de cinco dias para manifestação. Por Malu Gaspar | O Globo 01/09/2026 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexnadre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master — Foto: Fotos de Brenno Carvalho/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor A informação foi publicada pelo Metrópoles e confirmada pela equipe da coluna com fontes ligadas à investigação. O relatório foi produzido pela PF a partir de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, em que ele diz a um interlocutor não identificado que precisa da proteção de Andrei e Paulo, uma referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e a Paulo Gonet. “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu o banqueiro ao ministro do STF uma semana antes da primeira prisão dele, em 17 de novembro, segundo informações publicadas pelo Estadão e confirmadas pela equipe da coluna. Inicialmente, o que se sabia era que Vorcaro havia escrito as mensagens em um bloco de notas, mas das quais não se sabia o destinatário. Mendonça então pediu à PF que o identificasse, e a polícia concluiu que o interlocutor do banqueiro era o ministro Alexandre de Moraes. O relatório a respeito das mensagens está agora nas mãos de Gonet. Vorcaro acabaria preso em 17 de novembro às 22h, no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta. Um dia antes do pedido para adiar a operação, Vorcaro também fez um desabafo a Moraes: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, lamentou Vorcaro a Moraes, segundo a investigação. Gonet e Andrei Rodrigues estavam entre os participantes de uma noite de degustação de uísque promovida por Vicaro em Londres, em abril de 2024, durante um fórum jurídico patrocinado pelo Master. Para além de demonstrar a proximidade entre Vorcaro e Moraes, a troca de mensagens também confirma que a operação vazou para seu principal alvo — e Moraes discutiu o assunto ativamente com ele, ainda que não se saiba que movimentos ele fez para ajudar o dono do Master nesses dias antes da prisão. O relatório a respeito das mensagens está agora nas mãos de Gonet. ‘Conseguiu bloquear?’ Essa não é a única mensagem entre o dono do Master e Alexandre de Moraes da qual a PF tem conhecimento, conforme revelado pelo blog em março. Na manhã do dia em que foi preso pela primeira vez, Vorcaro escreveu para o ministro no WhatsApp: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Alexandre de Moraes respondeu logo, mas não é possível saber o que ele disse. Isso porque o que se segue são três mensagens de visualização única, do tipo que se apaga assim que o destinatário as lê. De acordo com investigadores, há também telefonemas entre eles. Contudo, apesar dos registros estarem no material apreendido e periciado pela PF, o ministro do Supremo negou sua existência em resposta às indagações da equipe da coluna. A PF descobriu que, no dia em que Vorcaro enviou as mensagens a Moraes, ele já tinha conhecimento do inquérito que apurava a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao banco estatal de Brasília, o BRB, e que levaria à sua prisão e à liquidação do Master. Informações recolhidas ao longo da investigação apontam, inclusive, que ele soube do inquérito ao acessar ilegalmente os sistemas da corporação, assim como fez com dois procedimentos do Ministério Público sobre as fraudes. Além das mensagens, existe também um contrato de prestação de serviços do banco Master com o escritório de advocacia comandado pela mulher de Moraes, Viviane Barci, que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais pela defesa dos interesses do Master em Brasília. O valor total do contrato, assinado em janeiro de 2024, era de R$ 129 milhões, mas foram pagos R$ 80 milhões, porque Vorcaro foi preso. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mendonça ouve PGR sobre mensagens em que Vorcaro pede proteção a Alexandre de Moraes 01/09/2026 Diretor da PF fica revoltado com Mendonça e diz a interlocutores que vê abuso de autoridade em investigação de Vorcaro 01/09/2026 Esposa de Moraes aceitou receber imóvel de Vorcaro como pagamento 01/09/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e aponta indícios de ilicitude 30/08/2026 PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS 27/08/2026 PF e MPRJ cumprem mandados contra a milícia de Juninho Varão; vereador de Nova Iguaçu é alvo de buscas 20/08/2026 Um macaco já foi candidato à Prefeitura do Rio – e recebeu mais de 400 mil votos 09/08/2026 PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo (VIDEO) 30/08/2026
Exclusivo: Mendonça pede à PGR informações sobre mensagem de Vorcaro a Moraes que cita “proteção” de Gonet e Andrei

Exclusivo: Mendonça pede à PGR informações sobre mensagem de Vorcaro a Moraes que cita “proteção” de Gonet e Andrei Mensagem enviada por Vorcaro a Moraes fala da necessidade de “proteção” do diretor-geral da PF e do procurador-geral ao banqueiro Por Andreza Matais | Metrópoles 01/09/2026 Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) | Alice Rabello O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR) em um dos capítulos mais delicados que o caso Master já produziu até agora. Em ofício, o ministro solicitou informações complementares sobre conteúdo de uma mensagem enviada por WhatsApp que cita duas autoridades da República: o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o próprio procurador-geral da República, Paulo Gonet. O pedido de informações complementares foi motivado por mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um interlocutor desconhecido até certo momento da investigação. Na mensagem, Daniel Vorcaro diz que precisa da proteção de Andrei e de Paulo. Segundo relatório feito pela própria Polícia Federal, Andrei e Paulo seriam, respectivamente, Andrei Rodrigues (o diretor-geral da PF) e Paulo Gonet (o PGR). Após apurações preliminares, a Polícia Federal concluiu que a mensagem enviada por Daniel Vorcaro foi destinada a Alexandre de Moraes. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Exclusivo: Mendonça pede à PGR informações sobre mensagem de Vorcaro a Moraes que cita “proteção” de Gonet e Andrei 01/09/2026 Mendonça já mapeia votos para abertura de investigação contra Moraes no STF 01/09/2026 Ronnie Lessa dá primeira entrevista da prisão e detalha assassinato de Marielle Franco 31/08/2026 Deixe seu comentário Quem são os candidatos Eleitor pode ver detalhes de cada candidatura, histórico eleitoral dos candidatos, bens declarados ao TSE e gastos de campanha. Também pode fazer buscas por nome, número da urna e estado. Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TRE-SP condena Ricardo Salles a pagar R$ 10 mil por propaganda antecipada e ataques contra André do Prado 09/08/2026 Vereadoras perdem mandato após transportar emagrecedores ilegais em carro oficial 26/08/2026 Nunes Marques desempata julgamento que libera candidatura de Crivella ao Senado 20/08/2026 Ex-comandante da FAB diz ter temido golpe e “ruptura entre tropas” 18/08/2026 Vorcaro questionou Moraes sobre fuga do país: ‘Acha que segunda tenho que estar fora?’ 01/09/2026
Ronnie Lessa dá primeira entrevista da prisão e detalha assassinato de Marielle Franco

Ronnie Lessa dá primeira entrevista da prisão e detalha assassinato de Marielle Franco Ex-policial receberia R$ 25 milhões pelo crime; ao longo de 20 anos de atuação, ele estima ter executado mais de mil pessoas Por Camila Bezerra | GGN 31/08/2026 Ronnie Lessa | Crédito: Reprodução/ Youtube Record Preso no Complexo da Papuda, em Brasília, o ex-policial do Bope Ronnie Lessa concedeu a primeira entrevista desde que confessou ter assassinado a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018. No depoimento, ele reconstitui a execução, fala sobre sua trajetória como matador dentro e fora da polícia e nega ter sido contratado como assassino de aluguel para matar Marielle. Lessa relatou que passou cerca de sete meses monitorando a rotina da vereadora antes do crime. Segundo ele, convidou o ex-PM Elcio de Queiroz para participar da ação sem revelar de início quem seria o alvo, informação que só teria compartilhado no dia da execução. De acordo com o relato, no momento do ataque ele estava armado com uma submetralhadora e orientou Elcio a emparelhar o veículo com o carro em que Marielle seguia ao lado da assessora Fernanda Chaves e do motorista Anderson Gomes. Lessa afirmou ter efetuado um primeiro disparo e, na sequência, uma rajada de treze tiros contra a janela traseira do automóvel. Ele disse ter percebido que Anderson reagiu à dor e sentiu o corpo de Marielle tombar sobre ele dentro do carro. Sobre o estado emocional no momento do crime, Lessa afirmou estar movido por uma espécie de compulsão, chegando a comparar a sensação a uma overdose provocada pela expectativa de receber R$ 25 milhões pela ação. Ele relatou ainda que, horas depois da execução, foi a um bar com Elcio assistir a uma partida de futebol e que só souberam pelo garçom do local que o motorista Anderson também havia sido morto. “Não fui contratado como assassino de aluguel” Apesar de admitir a autoria do crime, Lessa rejeitou a tese de que teria sido pago como pistoleiro profissional para matar Marielle, atribuindo o assassinato a uma articulação mais ampla ligada a uma milícia. O ex-policial também afirmou que, ao contrário do que dizem investigadores, nunca havia matado inocentes ao longo de sua carreira antes do episódio, classificando Marielle e Anderson como as únicas vítimas nessa condição. Mas, ao longo de 20 anos de atuação, estimou ter executado mais de mil pessoas. Ligações com o Jogo do Bicho Lessa contou que ingressou na Polícia Militar aos 19 anos motivado pelo desejo de seguir carreira e por influência do contato do pai com o meio policial, mas relatou ter se decepcionado rapidamente com a corporação, alegando que a instituição empurrava os agentes para a ilegalidade. Ele confirmou ter atuado no Bope e, posteriormente, em batalhões na Zona Norte do Rio, período em que teria participado de dezenas de operações letais Lessa também admitiu ter possuído carteira de sócio da Escuderie Lecoque, associação ligada a agentes conhecidos por integrar o chamado Esquadrão da Morte. Questionado sobre sua relação com o contraventor Rogério de Andrade, herdeiro dos negócios de Castor de Andrade no Jogo do Bicho, Lessa afirmou prestar serviços de segurança ao grupo, negando vínculo empregatício direto com bicheiros. Ele relacionou a aproximação com Rogério a um atentado a bomba que os dois teriam sofrido separadamente, um deles fatal para o filho do contraventor. Lessa também reconheceu ter recebido pagamentos vinculados a Bernardo Belo, outro nome de destaque do Jogo do Bicho, incluindo uma quantia mensal repassada por um comparsa. Ele admitiu ter aceitado, a pedido de Belo, a encomenda da morte da então presidente de escola de samba Regina Celi, mas disse ter propositalmente adiado a execução até ela nunca se concretizar, afirmando ter enganado o contratante. Rivalidade com Adriano da Nóbrega Sobre sua relação com o capitão Adriano da Nóbrega, apontado como líder do Escritório do Crime, Lessa negou qualquer vínculo de subordinação, descrevendo os dois como antigos aliados que se tornaram rivais após uma divergência relacionada à morte de um amigo em comum. Ele chegou a declarar que teria matado Adriano caso tivesse conseguido localizá-lo, dada a hostilidade que existia entre ambos. Lessa e Elcio de Queiroz foram presos um ano após o crime. Seis anos depois, Lessa fechou acordo de delação premiada, no qual detalhou o planejamento da execução. Segundo promotores ouvidos na reportagem, seu comportamento após a prisão seria compatível com traços psicopáticos, caracterizados pela ausência de empatia e pelo arrependimento voltado não ao crime em si, mas ao fato de ter sido descoberto. Notícia anteriorPróxima notícia Brasília DFPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ronnie Lessa dá primeira entrevista da prisão e detalha assassinato de Marielle Franco 31/08/2026 Flávio Bolsonaro se nega a revelar voto em fim da 6×1 e não responde sobre repasses de Vorcaro 01/09/2026 Flávio se nega a explicar novo repasse de US$ 1,6 milhões de Vorcaro para financiar ‘Dark Horse’ 01/09/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana “Amor não correspondido”: Cleitinho apoia Flávio, mas PL lança rival contra ele em Minas 10/08/2026 Moraes editou contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro, indicam registros 01/09/2026 Moradores de Lumiar cobram continuidade em obra de ponte em Nova Friburgo 04/08/2026 “Liberei mais uma hoje” 01/09/2026 Fábio Faria, “o cara do Vorcaro” (VIDEO) 05/08/2026
TSE manda suspender propaganda Lula sobre ‘currículo de Flávio’ que cita Master e rachadinha

Campanha eleitoral: TSE manda suspender propaganda Lula sobre ‘currículo de Flávio’ que cita Master e rachadinha Ministra Estela Aranha vê falsa informação e grave descontextualização em peça que associa candidato a crimes Por Jussara Soares | CNN 30/08/2026 curriculo flavio bolsonaro pl A ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), concedeu neste domingo (30) uma liminar ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão imediata de uma propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que apresenta um “currículo” do candidato do PL ao Palácio do Planalto. A peça também foi exibida no primeiro programa eleitoral de Lula na televisão, neste sábado (29). Intitulada “Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro”, a propaganda apresenta uma sequência de acusações contra o senador na forma de um suposto currículo. Afirma que ele foi “funcionário fantasma”, “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha”, homenageou “o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro” e foi “flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master”. Na decisão, Aranha afirma que a propaganda “extrapola os limites da crítica política admissível” e constrói uma narrativa de envolvimento de Flávio com organizações criminosas “sem indicação de qualquer dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que ampare as alegações”. A ministra destaca como um dos pontos da decisão a referência ao caso das rachadinhas. Segundo Aranha, a propaganda parte de um fato verdadeiro ao mencionar que Flávio foi denunciado, mas omite que a denúncia foi arquivada e que não houve condenação. Para a relatora, a peça transmite ao eleitor uma situação que “não corresponde com a realidade” ao apresentar Flávio como atualmente denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Aranha classificou o caso como uma “grave descontextualização”. A decisão também chama atenção para a forma como as acusações são apresentadas. Segundo a ministra, o uso de um suposto currículo, com aparência documental, tem potencial para “induzir o eleitor em erro” sobre a existência e o significado dos fatos apresentados. Com a liminar, Lula e sua coligação ficam proibidos de fazer nova divulgação da propaganda até o julgamento do mérito. O TSE também determinou a comunicação imediata ao pool de emissoras de televisão para o cumprimento da decisão. A ação foi apresentada por Flávio, que também pede direito de resposta. Aranha determinou que o senador apresente, em 24 horas, o texto que pretende veicular. Depois, Lula e a coligação serão citados para apresentar defesa, e o caso seguirá para parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral. Notícia anterior Banco Mastercampanha eleitoralPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Campanha eleitoral: TSE manda suspender propaganda Lula sobre ‘currículo de Flávio’ que cita Master e rachadinha 30/08/2026 Dezenove ônibus são tomados como barricadas na Zona Norte do Rio após operação com 1 morto e 5 presos 26/08/2026 Disputa entre traficantes rivais deixa mais de 10 mortos em menos de 20 dias em Duque de Caxias 26/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino é condenada a mais de 80 anos por falsificação de documentos judiciais 05/08/2026 PF e MPRJ cumprem mandados contra a milícia de Juninho Varão; vereador de Nova Iguaçu é alvo de buscas 20/08/2026 Operação Saturno: investigação sobre rede de R$ 48 bilhões revela elos com tráfico, Master e INSS 24/08/2026 Primeira Turma do STF torna réu o deputado Gilvan da Federal por fala em que deseja morte de Lula 18/08/2026 Ex-governador de Mato Grosso é alvo de operação sobre lavagem de dinheiro 06/08/2026
PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo (VIDEO)

PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo (VIDEO) Peça cita ligações do candidato com pessoas presas por Comando Vermelho, rachadinhas e o caso Bolsomaster. Por Pesquisas Eleições 30/08/2026 PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo https://youtube.com/shorts/jy0Txqx-BKE?feature=share Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo (VIDEO) 30/08/2026 TSE manda suspender propaganda Lula sobre ‘currículo de Flávio’ que cita Master e rachadinha 30/08/2026 Dezenove ônibus são tomados como barricadas na Zona Norte do Rio após operação com 1 morto e 5 presos 26/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Xadrez de Mendonça 2: os negócios do ITER com o Conselho Federal de Contabilidade 24/08/2026 GAECO/MPRJ obtém aumento das penas pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes e pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves 06/08/2026 Justiça Eleitoral decide ação sobre investigação da campanha de Ferreti; prefeito de Angra dos Reis segue no cargo 04/08/2026 Governador Jorginho Mello é acusado de interferir em investigação sobre caixa 2 em SC 31/07/2026 Flávio Bolsonaro lança ofensiva contra fim da escala 6×1 no Senado para barrar vitória de Lula 24/08/2026
Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e educação, diz especialista (VIDEO)

Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e educação, diz especialista (VIDEO) Ao CNN Agora, Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), avalia crise estrutural da estatal e alerta que recursos públicos poderiam ir para saúde e educação Por CNN Brasil 30/08/2026 Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e educação, diz especialista Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor que representa uma alta de pouco mais de 30% em relação ao resultado negativo de R$ 4,2 bilhões registrado no mesmo período de 2025. A situação financeira da estatal segue preocupando especialistas e alimenta o debate sobre o futuro da empresa. Ao CNN Agora, Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), comenta o tema. Em nota, os Correios atribuíram o resultado negativo ao momento de implementação de um plano de reestruturação, que inclui revisão de despesas e contratos, reorganização da companhia, aumento de eficiência operacional e medidas para ampliar a geração de receitas. Paralelamente, o governo confirmou um aporte de R$ 6 bilhões do orçamento de 2027 no caixa da estatal, com a proposta a ser enviada ao Congresso Nacional. A medida faz parte de um acordo de empréstimos firmado pela empresa no fim de 2025, e ministros do governo afirmam que o recurso contribuirá para maior estabilidade nas negociações com clientes e fornecedores. Crise estrutural, não pontual Para Pestana, a situação dos Correios vai além de eventuais erros de gestão. “Não é uma crise episódica, pontual, não é uma questão momentânea por um erro ou outro. É uma questão muito mais estrutural do modelo de negócios”, afirmou. O especialista destacou que a empresa se sustentava historicamente no monopólio de cartas e telegramas, modelo que perdeu relevância com o advento do e-mail e do WhatsApp. “Na época do WhatsApp e do e-mail, ninguém mais manda carta, ninguém mais manda telegrama. O mundo mudou”, disse. Pestana também mencionou o Banco Postal como exemplo de iniciativa que não resistiu às transformações do mercado. Segundo ele, apesar de ter desempenhado um papel importante na bancarização da população em determinado período, o modelo foi superado pelas fintechs e pelos bancos digitais. Para o especialista, embora os Correios possuam uma marca forte, a simpatia dos brasileiros e uma rede logística presente em todos os municípios do país, a empresa não consegue mais gerar resultados financeiros sustentáveis. Recursos públicos em disputa Pestana alertou para o impacto do aporte sobre o orçamento público. Ele lembrou que o Tesouro Nacional já avalizou um empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios e que, caso a estatal não consiga honrar a dívida, será a sociedade brasileira que arcará com o custo. “Se os Correios não pagarem, o Tesouro Nacional, ou seja, eu, você, todos nós, vamos ter que pagar essa conta”, declarou. O especialista ressaltou que o Brasil enfrenta um cenário de forte aperto orçamentário, no qual cada decisão de alocação de recursos implica abrir mão de outras prioridades. “Nós estamos colocando R$ 6 bilhões nos Correios. Esses R$ 6 bilhões podiam ir para a educação de qualidade, para a melhoria do SUS e para o Sistema Único de Segurança Pública para melhorar o combate ao crime organizado”, afirmou. Para Pestana, os Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e da educação, e a escolha de destinar recursos à estatal precisa ser transparente para o cidadão contribuinte. Perspectivas para a reestruturação Apesar de reconhecer a boa-fé da direção dos Correios no plano de reestruturação anunciado, Pestana se mostrou pessimista quanto às chances de recuperação da empresa. Ele apontou que, no segmento de encomendas — principal frente de atuação atual da estatal —, há diversas empresas privadas operando com custos menores e maior eficiência. “Eu não vejo como os Correios superarem, com toda a reestruturação que de boa-fé a direção propõe. Não é uma questão de incompetência ou de erro de gestão aqui e ali. É uma questão de obsolescência tecnológica”, concluiu. https://www.youtube.com/watch?v=rNLz-Wo6AMc Notícia anteriorPróxima notícia CorreiosSUS Sistema Único de SaúdeTesouro NacionalVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e educação, diz especialista (VIDEO) 30/08/2026 Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027 30/08/2026 Campanha de Lula ataca Flávio Bolsonaro na TV, e senador prepara resposta (VIDEO) 28/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eleição suplementar de Itaguaí tem três candidatos 22/08/2026 Ministério Público ajuíza ação para que Prefeitura de Belford Roxo desfaça obra irregular que agrava alagamentos em Nova Iguaçu 24/08/2026 Ministério Público pede ao TSE que barre candidatura de Pablo Marçal e o impeça de participar de debates 19/08/2026 ‘Não faz sentido termos R$ 60 bilhões para emendas parlamentares no Orçamento’, diz Tadini, da Abdib 20/08/2026 Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO) 09/08/2026
Flávio Bolsonaro ataca fim da escala 6×1 e propõe “alternativa” que reduz direitos após reunião com ministro de Bukele

Flávio Bolsonaro ataca fim da escala 6×1 e propõe “alternativa” que reduz direitos após reunião com ministro de Bukele Após encontro com ministro da Justiça de El Salvador, senador propõe criar 500 mil vagas em presídios ignorando violações documentadas no país de Bukele. Em paralelo, apoia proposta que enfraquece acordos coletivos e reduz salários e benefícios proporcionalmente às horas trabalhadas. Por Plínio Teodoro | Fórum 30/08/2026 Flávio Bolsonaro, cercado de iates e jet skis, durante “barqueata” em Angra (Vittor Sales / Divulgação da campanha) O senador Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, na manhã deste domingo (30), em São Paulo para discutir o combate à criminalidade, e declarou em seguida que o Brasil “tem pouco preso” e precisa “prender mais”. Na entrevista, após o encontro, Flávio Bolsonaro defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), protocolada por Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador de campanha, que cria jornada flexível remunerada por hora e permite que contratos individuais se sobreponham a acordos coletivos, numa ofensiva direta à PEC que prevê o fim da escala 6×1 no Senado, que está na pauta do Senado. Flávio Bolsonaro e o modelo de segurança de El Salvador Flávio Bolsonaro se reuniu com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, para discutir experiências de combate à criminalidade. O encontro, que contou com a presença do senador Sérgio Moro (PL) e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), ambos por São Paulo, serviu de plataforma para o senador anunciar sua visão de segurança pública para o Brasil. Em entrevista após o encontro, Flávio foi direto: “Tem pouco preso no Brasil, tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso, vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios pra que ladrão de celular que comece com pena de no mínimo 8 anos de cadeia fique preso, não apenas seja preso”. A declaração ignora um dado inconveniente: a população carcerária brasileira já é a terceira maior do mundo, com cerca de 965 mil pessoas presas, atrás apenas de Estados Unidos e China, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O custo da expansão prisional proposta pelo senador foi estimado por ele mesmo entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões em quatro anos. Questionado sobre como abriria espaço no orçamento, Flávio mencionou cortes de despesas sem especificá-los e apostou em receitas futuras da exploração de petróleo na Margem Equatorial. Nenhum dos dois caminhos foi detalhado com números ou cronograma. O modelo que inspira Flávio Bolsonaro em El Salvador carrega um histórico que o senador preferiu não mencionar. O governo de Nayib Bukele é conhecido pela construção de megaprisões e por prisões em massa realizadas sem mandado judicial. Segundo relatório da Human Rights Watch publicado em fevereiro deste ano, mais de 90 mil pessoas foram presas arbitrariamente sob o regime de Bukele, incluindo mais de 3 mil crianças. A entidade documenta um padrão sistemático de violações de direitos fundamentais como método de política pública. No campo da segurança, especialistas alertam que o encarceramento em massa produz efeitos colaterais que a retórica punitivista costuma ignorar. O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções criminosas do país, nasceram dentro do sistema prisional e continuam recrutando integrantes nas cadeias. Ampliar vagas sem enfrentar esse problema estrutural pode significar, na prática, ampliar a capacidade de organização das próprias facções que se pretende combater. A proposta de flexibilização da jornada de trabalho Enquanto o debate sobre o fim da escala 6×1 avança no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição com o apoio explícito do senador. A PEC cria um modelo de jornada flexível baseado em horas trabalhadas e remuneração proporcional ao tempo exercido. Além de Flávio, a proposta reúne assinaturas de Sérgio Moro, Hamilton Mourão, Damares Alves e Ciro Nogueira. “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher sua própria carga horária de trabalho, como é que vai trabalhar. Tem muita muita mulher, por exemplo, que não tem condições de trabalhar 8, 7 ou 6 horas por dia, pode trabalhar só 4 horas por dia, porque não tem com quem deixar os seus filhos. Então, com a nossa proposta alternativa a essa, que que vai ser uma remuneração com todos os direitos trabalhistas garantidos, mas por horas trabalhadas”, disse na entrevista, buscando enganar os trabalhadores com a “alternativa”. “Quem precisa trabalhar menos, quem não tem condições de trabalhar mais, tem que ter esse direito. Agora, aquela pessoa que também quer trabalhar mais para poder ganhar mais e e levar mais dignidade para a sua casa, também tem que ter o direito de escolha. Isso nós vamos defender”, emendou, antecipando o embate que deve acontecer na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira (2). O núcleo da proposta da ultradireita está na alteração do artigo 7º da Constituição: o texto permite que contratos individuais prevaleçam sobre acordos coletivos firmados por sindicatos, estabelecendo a “livre pactuação contratual direta entre empregado e empregador”. Na prática, enfraquece convenções coletivas e amplia o poder de barganha das empresas sobre cada trabalhador individualmente, sem o respaldo da negociação coletiva. As consequências financeiras são concretas. Férias, 13º salário, FGTS e demais benefícios passariam a ser calculados proporcionalmente às horas efetivamente trabalhadas, com o valor mínimo da hora atrelado ao salário mínimo ou ao piso da categoria. Flávio apresentou a proposta como ampliação de liberdade, citando o exemplo de mulheres que precisam trabalhar menos horas por não ter com quem deixar os filhos. Críticos, porém, apontam que a mesma lógica abre caminho para vínculos mais precários e representa uma resposta da direita ao avanço da pauta pela redução de jornada sem corte de salário. Na frente trabalhista, parlamentares governistas e entidades sindicais enxergam a PEC de Marinho e Flávio como uma manobra para deslocar o debate sobre o fim da escala 6×1 para um terreno favorável
Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e aponta indícios de ilicitude

Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e aponta indícios de ilicitude Toffoli apontou a possibilidade de descumprimento de dispositivos da legislação eleitoral. Campanha do candidato demorou 12 dias para informar todas as redes sociais. Por Luiz Felipe Barbiéri | TV Globo 30/08/2026 Foto do candidato Renan Santos durante coletiva de imprensa em BH — Foto: Reprodução/TV Globo Brasília – O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli , publicou neste domingo (30) a decisão que retirou de pauta o pedido de registro de candidatura de Renan Santos (Missão) à presidência da República. O procedimento, que atesta a legalidade da candidatura, começaria a ser julgado nesta segunda-feira (31) no plenário virtual. Toffoli apontou indícios de ilicitudes por possível descumprimento da legislação eleitoral que obriga os candidatos a informarem todas as contas nas redes sociais utilizadas nas campanhas no momento de registro da candidatura. O ministro afirmou em despacho que Renan e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram 18 contas nas redes sociais em documentos enviados à Corte em 19 de agosto. Entretanto, no pedido de registro feito dia 7, o candidato havia divulgado apenas uma conta na rede social X e um site. Assim, com a ausência de informações a respeito dos demais perfis do candidato, as plataformas responsáveis pelas redes sociais não conseguiram cumprir uma das regras impostas pelo TSE de excluir as páginas políticas dos algorítimos de recomendações, no período eleitoral. Com a retirada do pedido de registro de candidatura de Renan Santos, será aberto um prazo para que os advogados do Missão se manifestem. E o TSE poderá analisar a nova declaração das redes sociais do candidato. Segundo resolução do TSE, os endereços eletrônicos preexistentes não informados no registro, somente podem ser utilizados em campanha 48 horas após seu registro na Justiça Eleitoral. “Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. Tendo em vista haver, no registro dos candidatos, indícios de ilicitudes decorrentes do descumprimento aos arts. 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997; 24, VIII, da Res.-TSE nº 23.609/2019; e 28, caput e § 1º-B da Res.-TSE nº 23.610/2019, determino a retirada do feito da pauta de julgamento” afirmou Toffoli. Quem é Renan Santos Renan Santos disputará a primeira eleição dele como candidato à Presidência e levará o partido Missão, criado em 2025, às urnas. Aos 42 anos, é empresário e ativista político, lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a fundar em 2014. Estudou Direito na USP, sem concluir o curso. O MBL teve origem nas manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2015 e 2016, e posteriormente se transformou em partido político. Entre outras propostas, Renan defende condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas, substituir a CLT por um regime de negociação direta entre contratantes e trabalhadores e extinguir a Justiça do Trabalho. Também propõe a criação de uma reserva nacional em criptomoedas, frentes de trabalho para reduzir a dependência do Bolsa Família e uma PEC para promover um corte radical de gastos públicos. Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralMissãoPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e aponta indícios de ilicitude 30/08/2026 Correios não deveriam tirar dinheiro da saúde e educação, diz especialista (VIDEO) 30/08/2026 Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027 30/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vereadoras perdem mandato após transportar emagrecedores ilegais em carro oficial 26/08/2026 Xadrez de Mendonça 4: o contrato do ITER com o Tribunal de Justiça do Amazonas 26/08/2026 Governador Jorginho Mello é acusado de interferir em investigação sobre caixa 2 em SC 31/07/2026 Exclusivo: Eleição no Rio tem bancada dos cargos secretos com 114 candidatos 20/08/2026 GAECO/MPRJ obtém aumento das penas pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes e pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves 06/08/2026
Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027

Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027 A proposta orçamentária do próximo ano incluirá um aporte de R$6 bilhões aos Correios como parte de um plano de recuperação da empresa, informou o governo neste domingo. Por Marcela Ayres | Reuters 30/08/2026 Governo prevê aporte de R$ 6 bi nos Correios em 2027 BRASÍLIA – Segundo comunicado, os recursos têm como objetivo dar aos Correios “maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores”, enquanto implementa seu plano de reestruturação e busca retomar a rentabilidade. Assinada pela ministra da Gestão, Esther Dweck, pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e pelo ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, a nota acrescenta que o apoio de liquidez tem sido fundamental para a empresa melhorar suas operações e fortalecer seu perfil de dívida. O projeto de Lei Orçamentária de 2027 será enviado ao Congresso na segunda-feira. Os Correios informaram no sábado prejuízo líquido de R$2,4 bilhões no segundo trimestre, uma redução de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição em outubro, afirmou recentemente que o governo pretende recuperar, e não privatizar, os Correios, que vêm registrando prejuízos há vários trimestres consecutivos. A empresa aprovou no ano passado um plano de reestruturação para reforçar sua liquidez de curto prazo e já concluiu operações de crédito somando R$12 bilhões com garantia da União. Os Correios informaram no sábado que estão em estágio avançado de negociação de uma nova operação de crédito de aproximadamente R$7 bilhões, também com garantia do governo federal. A companhia citou como desafios para seus resultados a queda das receitas dos serviços postais tradicionais, o aumento dos custos operacionais, passivos judiciais herdados de períodos anteriores, a intensificação da concorrência no segmento logístico e os custos de manutenção de uma rede nacional para prestação do serviço postal universal. Notícia anteriorPróxima notícia CorreiosPresidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027 30/08/2026 Campanha de Lula ataca Flávio Bolsonaro na TV, e senador prepara resposta (VIDEO) 28/08/2026 PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo (VIDEO) 30/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Felicio Ramuth, vice de Tarcísio, é condenado em ação movida pelo PT 26/08/2026 ‘Se o presidente da República pode sofrer impeachment, o ministro do Supremo também não pode?’, diz Tarcísio em sabatina 20/08/2026 Flávio Bolsonaro diz que fez duas filhas mulheres para ser cuidado na velhice 05/08/2026 PF diz que lobista ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha: ‘Eu sou o Fábio’ 18/08/2026 Tarcísio rebate Flávio Bolsonaro e defende urnas eletrônicas 20/08/2026
Campanha de Lula ataca Flávio Bolsonaro na TV, e senador prepara resposta (VIDEO)

Campanha de Lula ataca Flávio Bolsonaro na TV, e senador prepara resposta (VIDEO) Petistas buscam aumentar possibilidade de adversário derrapar em rede nacional Também criaram site para disseminar em redes conteúdo contra o candidato rival Por Caio Spechoto | Folha de S.Paulo 28/08/2026 PT inicia campanha na TV com ataques diretos a Flávio Bolsonaro Brasília – A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) abre o primeiro dia de propaganda política na televisão, nesta sexta-feira (28), com ataques ao principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Um vídeo de 30 segundos, usado para as inserções curtas ao longo da programação das emissoras, associa o candidato de direita ao escândalo do Banco Master e a matadores de aluguel e menciona o caso das rachadinhas. A ofensiva na propaganda eleitoral de TV, associada a postagens com conteúdo semelhante em redes sociais, tem a meta de, ao longo dos dias, aumentar a rejeição do eleitorado ao adversário. Mas também há um objetivo mais imediato: deixar Flávio Bolsonaro pressionado para a entrevista que dará ao Jornal Nacional, na TV Globo, na noite desta sexta. A ofensiva também incluiu o lançamento de um site dedicado a divulgar peças com críticas a Flávio Bolsonaro e estimular o compartilhamento desse material no WhatsApp. Setores da campanha petista avaliam ser possível que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mande tirar a página do ar em algum momento. A entrevista ao Jornal Nacional, telejornal de maior audiência no país, tem duração de 40 minutos e é uma das principais oportunidades para os candidatos falarem a um grande número de eleitores ao mesmo tempo. Os apresentadores costumam insistir em perguntas sobre corrupção. Flávio Bolsonaro será o quarto candidato entrevistado. Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Lula já passaram pelo programa. Quem fecha o ciclo de entrevistas é Augusto Cury (Avante), no sábado (29). Os selecionados foram os cinco candidatos com maior intenção de voto. Os ataques da campanha de Lula a Flávio na TV por enquanto ocorrem nas inserções, os vídeos curtos que são exibidos ao longo de intervalos na programação das emissoras. O programa eleitoral mais extenso dos candidatos a presidente tanto na televisão quanto no rádio começa só no sábado (28). O material que já está no ar classifica o adversário de Lula como “o pior dos Bolsonaros”, em uma tentativa de surfar na rejeição do eleitorado à família, que ganhou notoriedade por causa do hoje ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. O vídeo de 30 segundos apresenta, em formato de ficha policial e com som de sirenes, o que seria, na versão da campanha petista, o currículo de Flávio Bolsonaro. “Iniciou carreira como funcionário fantasma de um gabinete em Brasília. Denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha. Homenageou o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro. Foi flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master. Não dá para confiar nesse sujeito”, diz a peça. A Folha antecipou que conteúdo com esse teor iria ao ar. Uma segunda inserção de Lula também já está no ar, essa com tom mais leve. Nela, quem fala é o próprio presidente. “O que está em jogo nessa eleição é o futuro do Brasil e da sua família. Os avanços na educação e na saúde, as políticas de proteção às mulheres, idosos e crianças. O combate firme às facções e ao crime organizado, e o fim da escala 6×1 sem reudção de salário. Juntos, reconstruímos o Brasil. Agora queremos dar um salto de qualidade, porque o Brasil está pronto para mais”, diz Lula no vídeo de 30 segundos. A ideia da campanha de Lula é haver, nesses vídeos curtos, uma espécie de revezamento entre ataques ao adversário e promoção da candidatura do presidente. Já há outros filmetes prontos, que devem ser usados pela campanha petista nos próximos dias e semanas. Abordam temas como soberania nacional, direitos das mulheres, segurança pública, educação e fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso. Ao longo dos 35 dias de campanha eleitoral na TV no primeiro turno, Lula terá direito a 433 inserções na programação. Flávio, 339, e Caiado e Cury, 159 e 47, respectivamente. O primeiro programa de TV de Lula também deve dedicar uma parte do tempo a atacar o adversário com críticas que constam da primeira inserção divulgada. A tentativa de desconstruir a imagem de Flávio, porém, não deve predominar no primeiro vídeo longo da campanha petista, que será exibido no fim de semana. A biografia de Lula será apresentada com uma narrativa mais leve, em forma de clipe musical. O material apresentará ao eleitorado o conceito central da campanha, “o Brasil pronto para mais”. O objetivo é tentar difundir a ideia de que o petista assumiu o país em 2023 com o governo desorganizado e políticas públicas desmontadas pela gestão de Jair Bolsonaro. A campanha dirá que o primeiro mandato foi dedicado principalmente a colocar o país em ordem e que os verdadeiros avanços poderão ser alcançados com mais quatro anos de Lula como presidente. O programa eleitoral de Lula defenderá medidas de seu governo, como o Pé de Meia, o Gás do Povo e a renovação automática da CNH. Projetos como o fim da escala 6×1 devem ser colocados de possível aprovação neste ano e implementação após a reorganização do governo, a propaganda deve dizer que só Lula tem condições de colocá-los em prática. Lula tem o maior tempo no bloco principal de propaganda eleitoral, com 5 minutos e 31 segundos. Flávio terá 4 minutos e 20 segundos. Ronaldo Caiado e Augusto Cury, 2 minutos e 2 segundos e 35 segundos, respectivamente. O cálculo é feito de acordo com o tamanho da coligação de cada candidato. Os outros concorrentes à Presidência não têm direito a tempo de rádio e TV porque seus partidos não atingiram a cláusula de desempenho eleitoral na disputa passada.https://www.youtube.com/watch?v=hWJ1RUhu3v8 Notícia anteriorPróxima notícia campanha eleitoralPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenadorVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Campanha de Lula ataca Flávio Bolsonaro na TV, e senador prepara resposta (VIDEO) 28/08/2026 PT ataca Flávio com lista de amigos presos em novo vídeo (VIDEO) 30/08/2026 TSE manda suspender propaganda Lula sobre ‘currículo de Flávio’ que cita Master e rachadinha
Dark Horse: Eduardo Bolsonaro usa factoide da Veja para encobrir mentira de Flávio sobre “prestação de contas”

Dark Horse: Eduardo Bolsonaro usa factoide da Veja para encobrir mentira de Flávio sobre “prestação de contas” Ao completar 100 dias que Flávio Bolsonaro prometeu apresentar contrato e prestar contas sobre os dólares de Vorcaro que teriam financiado Dark Horse, Eduardo escancara dobradinha com a revista Veja, que criou factoide sobre perícia. Por Plínio Teodoro | Fórum 27/08/2026 Eduardo e Flávio Bolsonaro em audiência pública sobre o tarifaço na USTR – Eduardo e Flávio Bolsonaro em audiência pública sobre o tarifaço na USTR (Rede X / Eduardo Bolsonaro) Comandando a ala mais radical da campanha diretamente dos EUA, Eduardo Bolsonaro (PL) usou um factoide criado pela revista Veja para encobrir a mentira do irmão, Flávio Bolsonaro (PL), que há exatos 100 dias mentindo dizendo que iria apresentar o contrato e prestar contas sobre o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, em meio à revelação do elo com Daniel Vorcaro, pivô do escândalo do Banco Master. Nas redes, Eduardo divulgou print da chamada da “reportagem” da Veja com o título: “Dark Horse: sem dinheiro público e com o Havengate como o maior investidor, diz perícia”. “Morre mais uma narrativa. Próxima”, escreveu Eduardo juntamente com a imagem. O que a Veja não diz, no entanto, é que o documento, vazado pela polícia de São Paulo – estado comandado por Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) – é um laudo pericial de defesa, contratado pela GoUp Entertainment Ltda, de Karina Gama, que é investigada tanto pela Polícia Federal, quanto pela polícia paulista. A perícia é assinada por Anísio Costa Castelo Branco, que ressalta que analisou apenas os documentos enviadas pela GoUp e não a totalidade dos dados obtidos na investigação. O laudo também não anexa nenhum dos documentos enviados por Karina Gama. Atuando em dobradinha com o candidato, o site da revista Veja vazou horas depois o que Flávio Bolsonaro tem declarado ser a prestação de contas. “Eu vi a prestação de contas no g1. Dá um Google vocês no g1. A prestação de contas tá lá na matéria do g1 dizendo que a produtora gastou mais até que recebeu de investimento [de Daniel Vorcaro]. A prestação de contas foi feita dentro da investigação que está acontecendo em São Paulo e a própria imprensa vazou”, afirmou, em tom de ironia citando o portal da Globo, ao ser indagado sobre a mentira, dita em 19 de maio, de que iria apresentar a documentação do filme em até 30 dias. Como Veja mente para embasar Flávio Bolsonaro Na “reportagem”, a Veja busca embasar a mentira propagada pelo senador afirmando que a perícia teria concluído que DarK Horse foi produzido “sem dinheiro público e com o Havengate como o maior investidor”. No entanto, o perito diz por diversas vezes no documento, que foi anexado à investigação da polícia paulista, comandada por Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), que analisou apenas os dados enviados pela própria produtora comandada por Karina Gama e não todo o material que faz parte da investigação da polícia paulista. “As conclusões apresentadas limitam-se ao material examinada e destinam-se a subsidiar a atuação da defesa e das autoridades competentes, quando cabível”, diz o laudo, que foi entregue à polícia paulista em junho, cerca de um mês após o início das investigações e dentro do prazo declarado por Flávio Bolsonaro para apresentar a “prestação de contas”. O próprio laudo desmente a reportagem da Veja, que tem atuado em dobradinha com o filho “01” de Jair Bolsonaro, que diz que “o filme foi integralmente bancado por investimentos privados”. A perícia ressalta nas conclusões do documento de 32 páginas – sendo que quatro delas são ocupadas para descrever a “qualificação do perito responsável” -, que o trabalho foi feito “com base nos documentos, extratos bancários, contratos, planilhas financeiras, demonstrativos das despesas e demais elementos disponibilizados à perícia” pela empresa de Karina Gama. Um detalhe importante: nenhum dos documentos que teriam sido analisados e que são citados pela perícia constam nos anexos do documento. Ou seja, não há quaisquer provas documentais sobre o que é dito no laudo. Mais do que Vorcaro doou para Dark Horse Com base na documentação enviada por Karina Gama, a perícia conclui que “somados os custos das operações no Brasil e nos Estados Unidos, o custo total de produção alcançou US$ 13.393.081,29, equivalente a aproximadamente R$ 75.182.282,80”. Segundo o laudo, “a produção no Brasil totalizou US$ 3,728,084.66, equivalente a aproximadamente R$ 20.927.664,75. Já a operação realizada nos Estados Unidos apresentou custo de US$ 9,664,996.63, correspondente a aproximadamente R$ 54.254.618,05”. O valor referente aos EUA seria o que foi cobrado pela Go Up Entertainment LLC, que foi fundada por Karina Ferreira da Gama e Michael Brian Davis e é responsável pela produção nos EUA. A perícia ainda aponta que O fundo Havengate destinou um aporte 13,3 milhões de dólares ao filme, montante maior do que os 10 milhões de dólares que teriam sido efetivamente enviados por Daniel Vorcaro. A informação embasa a narrativa de Flávio Bolsonaro, que tem dito “que a produtora gastou mais até que recebeu de investimento” do banqueiro. Por fim, a perícia diz que “não identificou entradas de caixa oriundas de recursos públicos, repasses governamentais, Lei Rouanet, mecanismos de incentivo fiscal, doações, patrocínios ou captação pública de recursos relacionados ao projeto cinematográfico analisado”. O documento, no entanto, não cita os cerca de R$ 7,7 milhões que a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), de Karina Gama, recebeu em emendas parlamentares de vereadores, deputados estaduais e federais, entre eles Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo da cinebiografia ao lado de Eduardo Bolsonaro. A perícia, tampouco, faz referência aos R$ 108 milhões que a mesma ONG recebeu da prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes, para implantação de 5.000 pontos de Wi-Fi em comunidades da capital paulista, prestando um serviço inconsistente e que também é alvo de investigação. O documento, que foi vazado integralmente para embasar a narrativa de “prestação de contas” de Flávio Bolsonaro, consta entre os dados da investigação da polícia paulista que, por ordem do ministro Flávio Dino, deverão ser compartilhadas