Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

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Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master

Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master

Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre reuniões. Ação visa provocar André Mendonça, que tem sido acusado de blindar seu grupo político como relator do caso Master. Por Plínio Teodoro | Fórum 22/06/2026 Flávio Bolsonaro em ato em Guarulhos com Tarcísio de Freitas (Marina Uezima/Brazil Photo Press/ Via AFP) Os deputados Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, e Lindbergh Farias (PT-RJ) vão protocolar uma ação junto ao Procurador-Geral da República (PGR) Paulo Gonet pedindo que ele cobre uma atuação “célere e contundente” do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação de que o senador manteve encontros recorrentes com Daniel Vorcaro. “Há provas como mensagens, áudios e visitas ao banqueiros, além do depósito dos milhões de dólares em um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. As provas são fartas e é necessário que aja uma ação contundente e célere de André Mendonça sobre Flávio Bolsonaro, que não vimos até agora”, disse à Fórum o vice líder do PT na Câmara. Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre as reuniões recorrentes, seguindo a estratégia de tentar abafar sua relação com o banqueiro e mirar em Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que, por muito menos, foi alvo de uma ação de busca e apreensão da Polícia Federal autorizada por André Mendonça. A análise dos governistas e de fontes da PF é que está havendo uma blindagem de Mendonça sobre o grupo político de sua origem, ligado ao clã Bolsonaro, na relatoria das ações do Caso Master. No entanto, há um consenso de que, após a ação contra Wagner, haverá constrangimento se Mendonça for provocado e negar uma ação da PF contra Flávio Bolsonaro, visto que as provass contra o senador são muito mais contundentes e os valores, comprovadamente transferidos pelo banqueiro, bem mais vultosos. Uma suposta negativa de Mendonça em agir contra Flávio Bolsonaro abriria espaço para um pedido de suspeição do ministro, que foi alçado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro após substituir Sergio Moro no comando do “super” Ministério da Justiça. Homem de confiança do ex-governo Bolsonaro, Mendonça assumiu o posto após Sergio Moro deixar o comando da pasta atirando, acusando Jair de interferência na Polícia Federal justamente para proteger o filho Flávio nas investigações do caso de corrupção das rachadinhas. Após a briga com o clã, Moro submergiu e acabou reatando com Bolsonaro nas eleições contra Lula em 2022. A reaproximação resultou em uma nova parceria, com o ex-juiz se filiando às hostes do PL para ser candidato ao governo do Paraná com apoio de Flávio Bolsonaro. Ataque de nervos Neste domingo, Flávio Bolsonaro defendeu a postura de Mendonça, que vem sendo acusado de blindá-lo nas investigações, em ataque à jornalista Eliane Cantanhede, que cobrou o ministro de avalizar uma ação da Polícia Federal (PF) contra o filho “01” de Jair Bolsonaro em artigo no Estadão. “Não há absolutamente nada de errado. Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos Estadão (com o que eu não concordo)”, disparou Flávio, que voltou a mentir dizendo que “possibilidade de crime só há na relação do líder do governo e fiel escudeiro de Lula com o Augusto Lima e o Master, e não no caso do filme”. No entanto, o senador ignorou as novas denúncias e não se explicou sobre os diversos encontros com Vorcaro, insistindo na mentira de que só manteve contato com o banqueiro em razão do suposto patrocínio ao filme sobre o pai. Mentiras fazem derreter nas pesquisas Após Silas Malafaia abandonar Flávio Bolsonaro (PL-SP), dizendo que não passa a mão na cabeça de “corrupto de direita“, foi a vez do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, largar a mão do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) e defender abertamente o nome de Michelle Bolsonaro para substituir o candidato como representante do clã na chapa presidencial. Rodovalho, que visitou Bolsonaro na prisão e substituiu Malafaia como conselheiro do ex-presidente após rusgas com o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), explicou o derretimento de Flávio nas pesquisas após o caso Master pelas mentiras ditas pelo senador sobre a relação com Daniel Vorcaro. “Acho que foram duas questões. A primeira delas, o vazamento da conversa com o Daniel Vorcaro, e ele ter dito antes que não tinha nenhuma relação com o banqueiro. Está custando muito caro para o Flávio isso. O evangélico pensa: às vezes é melhor votar num candidato que não é cristão do que um que diz ser, mas não mantém a coerência”, afirmou ao ser indagado por Thiago Prado sobre as pesquisas, em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira (19). Rodovalho, que já aclamou Michelle como “grande líder” após visita ao ex-presidente, disse que pior que a revelação da relação íntima com Vorcaro, foram as mentiras ditas pelo senador sobre o caso. “Evangélico é intransigente com mentira. A pior coisa que tem é uma coisa ser dita e a realidade ser outra. Ele deveria ter falado sobre o assunto desde o início”, afirmou, ressaltando que se o dinheiro é privado e para o filme não teria razões para mentir. O bispo defendeu que Flávio Bolsonaro abra “imediatamente as contas de Dark Horse para tentar estancar a debandada evangélica e tentar reverter o quadro diante das mentiras em série. “Ele está perdendo a confiança do segmento, as pessoas estão achando que, se mentiu desta vez, pode mentir na próxima. O copo de cristal trincou, e ele vai precisar reconhecer isso. Mostrar arrependimento, pedir desculpas. Não dá para ficar camuflando o assunto, achando que o tempo vai fazer os evangélicos esquecerem porque o Lula tem mais escândalos”, disse. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo

Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil

Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Outros R$ 426,6 milhões não foram usados em investimentos, segundo dados obtidos pela Folha Omissão de municípios entra na mira do Ministério Público Por Paulo Saldaña | Folha de S.Paulo 22/06/2026 Sala de aula na escola rural Cleonice Claudino, em Olho D’Água Grande (AL), que atende alunos de educação infantil – Paulo Saldaña – 12.mai.26/Folhapress Brasília – Ao menos R$ 704,6 milhões do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, deixaram de ser aplicados na educação infantil desde 2021, apesar de a Constituição obrigar a destinação de parcela do fundo a essa etapa. Dados obtidos pela Folha mostram que 835 municípios descumpriram essa regra, total ou parcialmente, em algum exercício nos últimos cinco anos. O mecanismo reúne parcela de impostos estaduais e municipais, além de complementação da União para locais que não atingem um valor mínimo por aluno. Os recursos são distribuídos conforme número e tipo de matrículas. O novo fundo, reformulado em 2021, também determinou que 15% de uma parte da complementação da União sejam aplicados em investimentos, para melhorias nas redes de ensino, como obras. Desde então, 788 municípios deixaram de cumprir a exigência em ao menos um ano, somando R$ 426,6 milhões de recursos não investidos. As omissões estão na mira de órgãos do Ministério Público, que vão trabalhar em ação coordenada junto aos municípios do país. O objetivo é garantir a recomposição dos investimentos não realizados e também apurar se, além de não irem para educação infantil ou investimentos, os valores nem sequer tenham ido para a educação. Os dados são do Siope (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação), tabulados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e enviados a procuradores e promotores que se dedicam ao tema. Os dados foram extraídos em 25 de março. Como há casos de inclusão de novos registros ou da substituição de declarações, o cenário pode ser ainda pior. Além disso, só há dados de 2025 sobre educação infantil de apenas 1.805 das prefeituras (32% do total). Em nota, o FNDE informou que atua no cálculo das estimativas do fundo, no repasse da complementação e no apoio técnico. “Eventuais irregularidades e sanções cabíveis são apuradas pelos órgãos de controle competentes”, diz o órgão, ligado ao Ministério da Educação. Com os valores não aplicados em educação infantil e investimentos, de R$ 1,1 bilhão, seria possível construir 314 novas creches e gerar cerca de 30 mil vagas de tempo integral (seguindo parâmetros de custos do Novo PAC). O Brasil registrou 826 mil crianças na fila de espera por uma vaga em creche em 2025. O promotor Lucas Sachsida diz que a preocupação do Ministério Público é que haja uma aplicação conforme o que diz a Constituição. “Diante de notícia de milhares de crianças aguardando vaga na fila, parece inaceitável que haja valores não aplicados por parte dos entes”, diz ele. Ligado à Promotoria de Alagoas, Sachsida é coordenador-adjunto do comitê nacional de financiamento da educação da 1ª Câmara de Cooordenação e revisão do Ministério Público Federal. A renovação do fundo, que o incluiu na Constituição, determinou aumento escalonado da complementação federal. Passou dos 10% vigentes até 2020 para 23% neste ano. A partir de agora, o percentual será fixo. A mudança também incluiu um modelo híbrido de distribuição, que permitiu atingir mais cidades pobres que antes não recebiam complementação, com o Vaat (Valor Anual Total por Aluno). Ele considera todas as receitas da educação de estados e municípios e consegue direcionar recursos também a municípios pobres dentro de estados mais ricos (o que não ocorria até 2020). Metade dos recursos globais do Vaat devem ir para educação infantil, mas há um percentual calculado para cada município, chamado IEI (Índice de Educação Infantil). Só os municípios que recebem essa complementação da União, o Vaat, devem comprovar essas despesas. Os maiores valores não aplicados em educação infantil estão em cidades do Pará e do Maranhão, mas há casos em todo país. A prefeitura com maiores valores não aplicados é a de Belford Roxo (RJ). Nos anos de 2023 e 2024, cidade deixou de aplicar, no total, R$ 29,3 milhões na educação infantil. O município também não cumpriu a obrigação de destinar 15% a investimentos de 2023 a 2025, com valores totais de R$ 22,6 milhões. A gestão não respondeu questionamentos enviados por email e mensagens desde 11 de junho. Em São João de Meriti (RJ), foram R$ 18,7 milhões não aplicados na educação infantil e R$ 7,7 milhões deixaram de ir para investimentos em 2023 e 2024. A prefeitura também não respondeu à reportagem. A Folha mostrou no fim de maio gastos do Fundeb alheios à educação em centenas de cidades do país. Enquanto deixou de aplicar esses valores previstos na Constituição, São João de Meriti foi um dos municípios que destinaram verba do Fundeb para o fundo municipal de saúde: foram R$ 11,1 milhões em 2023 — a prefeitura respondeu, na ocasião, que não tem conhecimento do motivo da transferência por ter sido realizada na gestão anterior. Segundo a consultora em educação Mariza Abreu, o Fundeb tem desafios operacionais, como a forma de computar o valor total do gasto com educação em cada município para se definir o rateio do Vaat. O tema é complexo e ao menos cinco prefeituras conseguiram na Justiça serem habilitadas para receber o Vaat mesmo com imprecisões na declaração dos dados sobre orçamento. Segundo dados oficiais, são Juruá (AM), em 2024; Maraã (AM), em 2025; e Mãe do Rio (PA), Canavieiras (BA) e São João da Ponta (PA), em 2026. Como é cada tipo de complementação: VAAF (Valor Anual por Aluno do Fundeb): Parte da complementação que considera apenas os recursos do próprio Fundeb para entes que não atingem um valor mínimo nacional por aluno VAAT (Valor Anual Total por Aluno): considera não só o Fundeb, mas todas as receitas da educação de estados e municípios. Assim, a União consegue direcionar recursos também a municípios pobres dentro de estados mais ricos. VAAR (Valor Anual por Aluno por Resultado): distribui recursos com base em critérios de melhoria de gestão, equidade

Cortes estrangeiras veem viés político na Justiça do Brasil, diz jurista

Cortes estrangeiras veem viés político na Justiça do Brasil, diz jurista

Cortes estrangeiras veem viés político na Justiça do Brasil, diz jurista Gustavo Sampaio, professor da UFF, afirmou ao WW Especial que julgamentos no exterior envolvendo solicitações brasileiras de entrega de réus têm sido impactados pela leitura de falhas na tramitação de ações criminais no país Por Jorge Fernando Rodrigues | CNN Brasil 22/06/2026 Gustavo Sampaio, professor da UFF A recente decisão da Justiça italiana de negar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli reforça uma percepção internacional de que há influência política em processos conduzidos pelo sistema judicial brasileiro, segundo avaliação do professor de Direito Constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense), Gustavo Sampaio. Carla Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em maio de 2025, a dez anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e na adulteração de documentos. Segundo a acusação, ela contratou o hacker Walter Delgatti Neto para executar a invasão. Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o processo resultou na condenação da ex-parlamentar, que atualmente está na Itália e responde em liberdade no país europeu. Em participação no programa WW Especial, da CNN Brasil, o jurista afirmou que o aspecto mais preocupante do caso não é propriamente o mérito da decisão italiana, mas a mensagem transmitida por uma das mais altas instâncias judiciais da Itália. Sampaio explicou que, em democracias ocidentais, os processos de extradição costumam ser divididos entre o Poder Judiciário e o Poder Executivo. Na primeira etapa, cabe aos tribunais analisar apenas a legalidade do pedido, verificando sua compatibilidade com a legislação interna, a Constituição e os tratados internacionais. A decisão política final, em regra, fica a cargo do Executivo. Segundo ele, o caso ganha relevância porque a negativa não partiu do governo italiano, mas da Corte de Cassação, órgão máximo da Justiça comum do país. “Se dissesse que foi o Poder Executivo na Itália que negou a extradição, um Poder Executivo vinculado à direita e simpatizante com teses que no Brasil seriam as teses bolsonaristas, a análise política se encerraria por aqui. Mas não. Foi o órgão máximo do Poder Judiciário da Itália, a Corte de Cassação”, afirmou. O professor destacou que a Corte de Apelação de Roma havia autorizado a extradição, mas a decisão foi revertida pela instância superior. “A Corte de Cassação negou [a extradição] sob o fundamento de que teria havido uma condução pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro equivocada à luz da lei”, disse. Para Sampaio, esse tipo de manifestação gera preocupação porque representa uma crítica direta à atuação das instituições brasileiras por parte de um tribunal estrangeiro. “Isso preocupa, preocupa muito, porque nós temos uma decisão jurisdicional do Poder Judiciário de um país estrangeiro dizendo que o Brasil não se comportou bem na arena do processamento e do julgamento daquela ação penal”, alertou. Apesar da crítica feita pela Justiça italiana, o constitucionalista disse discordar da conclusão adotada pela Corte de Cassação. “No caso concreto, não acho que esteja certa a análise da Corte de Cassação da Itália. Acho que não houve erro de processamento nenhum pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou. Ainda assim, o professor avalia que o episódio revela uma percepção mais ampla sobre o funcionamento da Justiça brasileira fora do país. “Isso revela um sentimento que transcende o território brasileiro, um sentimento internacional de que há uma condução política na função jurisdicional no Brasil. Esse é o sintoma maior que tem que ser objeto do nosso diagnóstico”, concluiu.  Notícia anteriorPróxima notícia CNJ Conselho Nacional de JustiçaDeputada FederalPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado

ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado

ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) substituiu empresa investigada por firma suspeita de ter o mesmo sócio oculto Por Tácio Lorran | Metrópoles 22/06/2026 Fachada da Esplanada Serviços Terceirizados | Reprodução/GoogleStreetView Após identificar uma série de falhas em contrato com uma empresa de terceirização de mão-de-obra investigada pela Polícia Federal, a ANTT acertou um novo contrato, ainda mais caro, com empresa que teria o mesmo controlador de acordo com as investigações. Parte da força de trabalho da ANTT não é composta por servidores concursados, mas por funcionários que prestam serviços por meio de empresa terceirizada. A prática é comum na Esplanada dos Ministérios. Desde 2023, a empresa R7 Facilities fornecia quase 200 funcionários de apoio administrativo para a agência. Em fevereiro do ano passado, a Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, deflagrou a Operação Dissímulo, mirando inicialmente a R7 Facilities e outras empresas, que, de acordo com as investigações, eram controladas, de forma oculta, pelo policial civil aposentado Carlos Tabanez, ex-deputado distrital. As suspeitas são de fraudes em licitações, falsidade ideológica e estelionato. Segundo a CGU, “o grupo utilizava ‘laranjas’ como sócios para ocultar os verdadeiros proprietários das empresas, dificultando a fiscalização e ampliando a atuação do esquema”. Apesar das suspeitas, seis dias depois da operação a ANTT renovou, por mais um ano, o contrato com a R7 Facilities. A renovação ocorreu na véspera do fim do mandato do então diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale. Sete meses depois, em agosto, a agência abriu processo para a contratação de uma nova empresa. Na justificativa para essa troca de fornecedora de funcionários, a agência reguladora apontou que a medida tornou-se necessária em razão de “uma série de contratempos apresentados” pela R7, como “interrupções na prestação de serviços, ausência de pagamento aos trabalhadores contratados e atrasos no pagamento dos benefícios”. Conforme a ANTT, a situação demonstrava a “incapacidade de a empresa manter a prestação de serviços ao longo do tempo sem falhar no cumprimento das suas obrigações trabalhistas e previdenciárias junto aos funcionários”. Após licitação, a empresa contratada em outubro foi a Esplanada Serviços Terceirizados, que também foi alvo da Operação Dissímulo por suspeita de fazer parte do mesmo grupo supostamente controlado por Carlos Tabanez. Naquele mês, a CGU informou que, após as buscas e apreensões realizadas na operação de fevereiro, a Esplanada passou a ser alvo de Processo de Apuração de Responsabilidade no órgão. O contrato foi assinado por Guilherme Theo Sampaio, novo diretor-geral da ANTT, e aliado do antecessor, Rafael Vitale, responsável pela renovação com a R7 dias depois de a empresa ter sido alvo da PF. ANTT contrata empresa suspeita por R$ 38,1 milhões Quando a Esplanada foi contratada, o contrato com a R7 tinha custo anual de R$ 25,7 milhões para a ANTT. O novo acordo foi assinado em 13 de outubro por R$ 29,2 milhões. Porém, apenas um mês depois de assinado, o contrato foi alterado em 14 de novembro, com aumento de 16% na quantidade de terceirizados (passaram de 189 para 220) e elevação do valor para R$ 34,5 milhões. Não foi a única alteração. Ainda em novembro, uma nova mudança aumentou significativamente os deslocamentos aéreos para os funcionários cobertos pelo contrato. Inicialmente estava previsto apenas um deslocamento por mês, mas, com a mudança, passaram a ser previstas 10 viagens por mês, além de aumento nas diárias previstas. Mais recentemente, em março, nova alteração adicionou mais 10 funcionários, passando ao total de 230 terceirizados no contrato. Com as alterações feitas, o contrato tem hoje custo anual de R$ 38,1 milhões. Trata-se de uma diferença de 30,2% em relação ao valor originalmente assinado em outubro, após licitação. A média gasta anualmente pela ANTT com cada terceirizado, pelo novo contrato, é de R$ 165,5 mil. No contrato anterior, com a R7 Facilities, a média era de R$ 143.458,99, ou seja, a diferença no valor médio no novo contrato é de 15,4%. ANTT nega irregularidades em contratação de empresa alvo da PF Procurada pela coluna, a ANTT enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra: “A contratação da empresa Esplanada Serviços Terceirizados ocorreu por meio do Pregão Eletrônico nº 90009/2025 e observou integralmente a legislação aplicável às contratações públicas. À época da licitação e da contratação, a empresa apresentou toda a documentação exigida no edital, comprovou sua regularidade jurídica, fiscal, trabalhista, econômico-financeira e técnica e não possuía qualquer impedimento legal para contratar com a Administração Pública. As consultas realizadas pela ANTT nos sistemas oficiais de controle e habilitação não identificaram restrição à contratação da empresa. Também não houve comunicação de órgão de controle ou de persecução recomendando sua inabilitação ou impedindo sua contratação. Quanto aos valores mencionados, a conclusão apresentada parte de uma premissa incorreta ao tratar como acréscimo contratual aquilo que engloba instrumentos jurídicos distintos previstos em lei. A diferença entre o valor originalmente contratado e o valor vigente não decorre exclusivamente de acréscimos de objeto, mas também de reajustes e repactuações obrigatórios aplicáveis aos contratos de prestação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra. Por essa razão, é incorreto afirmar que houve acréscimo contratual de 30,2% ou extrapolação do limite legal de 25%. Os acréscimos relativos ao objeto contratual observaram os limites estabelecidos na legislação vigente, não havendo qualquer irregularidade na contratação ou na execução do contrato.” Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado DistritalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia

Rivais mantêm 'pacto de silêncio' e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia

Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia ACM Neto optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal que mirou o petista, e disse que ‘questão cabe ao Judiciário’ Por Luis Felipe Azevedo | O Globo 22/06/2026 ACM Neto e Jaques Wagner — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo | Brenno Carvalho/O Globo Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Como mostrou o GLOBO em março, petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após a revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo nos bastidores para deixar o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro fora da disputa eleitoral estadual deste ano. Wagner é alvo de investigações que apuram se ele agiu em prol dos interesses do banqueiro e de seu ex-sócio Augusto Lima no Congresso em troca de “vantagens indevidas”. A PF suspeita da atuação do senador em projetos importantes para a instituição financeira, como a “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em troca, o senador recebia benefícios, como aeronave à disposição, ingressos para shows internacionais e um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões em Salvador. Neto evitou o tema nas redes sociais. Questionado por jornalistas durante agenda na última sexta-feira, o ex-prefeito evitou ataques diretos ao opositor: — Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que, ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter. Repasse a Consultoria A campanha de ACM Neto foi impactada pelo caso Master após documentos entregues pelo banqueiro à Receita Federal apontarem o pagamento de R$ 5,4 milhões ao ex-prefeito, por meio de sua empresa de consultoria, entre 2023 e 2025. Foram as conexões de ambos os grupos com o Master que os levaram a evitar trocas de acusações públicas. O confronto coube ao ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro e presidente estadual do PL na Bahia, João Roma, que repercutiu a operação nas redes sociais. Roma compõe a chapa de ACM Neto e, assim como Jaques Wagner, tenta uma cadeira no Senado. Roma classificou a investigação como “muito grave” e defendeu que as investigações sejam conduzidas com independência e respeito ao devido processo legal. Roma também criticou a postura do líder do governo no Senado em relação ao tema, afirmando que o assunto merece ser tratado com seriedade. “O que mais espanta nesse caso é a forma debochada que ele sempre tratou do assunto, fazendo ilações a políticos adversários e escondendo suas relações, usando, inclusive, o termo pejorativo ‘cara pálida’”, escreveu. O PT terá o governador Jerônimo como candidato à reeleição, enfrentando ACM Neto em uma reedição da apertada disputa de 2022, que foi vencida pelo petista no segundo turno com 52,8% dos votos. A pesquisa Genial/Quaest mais recente, de abril, mostrou um empate técnico entre os dois. Já a disputa pelas duas cadeiras do Senado tem o ex-governador Rui Costa e Wagner no lado petista contra Roma e o senador Angelo Coronel (Republicanos) na direita. ACM Neto busca evitar a nacionalização do debate e se esquiva de um apoio formal à campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, apesar de compor com o PL no estado. Já a campanha de Jerônimo tenta colocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como peça central da campanha baiana. Relações expostas A PF apontou relação próxima de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A parceria entre o PT da Bahia e o empresário remete ao governo Rui Costa, quando ele privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo. A Ebal foi comprada por Lima, que também arrematou um cartão de crédito consignado para servidores e aposentados. O cartão, Credcesta, teve a operação expandida para todo o país em parceria com o Master, do qual virou sócio em 2019. De acordo com o relatório da PF, citado na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Wagner foi autor de uma emenda a uma Medida Provisória, em março de 2022, que beneficiaria o Banco Master se fosse aprovada. O petista nega ter recebido qualquer valor relacionado à instituição liquidada ou agido para beneficiá-la. Já ACM Neto argumenta que a relação com o Master foi firmada sem que qualquer um dos sócios da empresa “ocupasse cargo público à época da formalização e execução do contrato”. O ex-prefeito diz que fazia análise da “agenda político-econômica nacional” e que participou de uma série de reuniões com representantes do banco. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoPT Partido dos TrabalhadoresReceita FederalRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Governador do MT quer doar terreno do estado para entidade privada

Governador do MT quer doar terreno do estado para entidade privada

Governador do MT quer doar terreno do estado para entidade privada Representação do ex-procurador geral de Justiça pede investigação sobre ação do governador para doar lote de R$ 8,5 milhões Por Eduardo Militão | Metrópoles 22/06/2026 Otaviano Pivetta assume governo de Mato Grosso | Republicanos O governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) decidiu doar um terreno avaliado em R$ 8,5 milhões para uma instituição privada e causou a ira de integrantes do Ministério Público. O motivo da crise: com cerca de 12 mil metros quadrados, o terreno pertence do governo do estado e iria para uma associação de promotores, entidade de classe da categoria, uma espécie de sindicato. Em reação, um grupo de promotores e procuradores capitaneado pelo ex-procurador geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, pediu uma investigação contra o governador por suspeita de improbidade administrativa. A representação foi feita à 11ª Promotoria, especializada em defesa do patrimônio público, mas foi encaminhada ao procurador geral do MPMT, Rodrigo Fonseca. A assessoria do MPMT disse à reportagem que ele ainda não recebeu o pedido de investigação. O Metrópoles procurou o governador e sua assessoria por telefone, correio eletrônico e redes sociais no sábado (20/6) e no domingo (21/6). A decisão de doar o terreno ocorreu apenas um mês após Pivetta assumir o governo do MT com a renúncia de Mauro Mendes (União) para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro. A doação é para a Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (Fesmp), mantida por uma entidade de classe dos promotores e procuradores do estado, a Associação Matogrossense do Ministério Público (AMMP). Funciona como se fosse um sindicado, portanto, uma instituição privada. “(…) justifica-se a deflagração de procedimento investigatório por órgão de execução ministerial (…) para apurar se as tratativas encetadas para a doação com encargo, mediante dispensa de licitação de terreno (…) à Fundação Escola Superior do Ministério Público (…) caracterizam os atos de improbidade administrativa definidos (…) bem como resulta em dano ao erário.”Representação dos promotores ao MP-MT O terreno de 12 mil metros quadrados fica na avenida na Avenida Desembargador Milton Ferreira Mendes, no Setor “C”, no Centro Administrativo de Cuiabá (MT). O local é próximo à sede das Promotorias da Capital (foto em destaque). A avaliação de R$ 8,5 milhões foi feita por um laudo da Secretaria de Planejamento do Estado. A área seria desmembrada de um terreno maior, já existente. Contrapartidas são “cláusulas abertas”, dizem promotores A proposta de doação foi encaminhada para a Assembleia Legislativa, que precisa concordar com o ato. A justificativa do projeto de lei assinado pelo governo é que Federação Escola do Ministério Público (Fesmp) irá ganhar um terreno milionário, mas deverá construir no local uma faculdade de direito num prazo de três anos. Entre as contrapartidas, a faculdade deverá fornecer, gratuitamente e todos os anos, dois seminários ou treinamentos para os servidores do estado e fazer 100 atendimentos jurídicos à população. Também deverá destinar uma quantidade indefinida de vagas para pessoas de baixa renda ou oriundas de escolas públicas. Genericamente, a proposta fala que a contrapartida inclui pesquisas “sobre temas relevantes para o estado de Mato Grosso”, “parcerias com escolas públicas para ações de educação jurídica e cidadania”. A biblioteca deverá ser aberta à comunidade. O ex-procurador-geral, contudo, e colegas do MP disseram que essas contrapartidas são “cláusulas abertas” sem medidas exatas mensuráveis para saber se valem o empenho de doar um terreno de R$ 8,5 milhões. “Os encargos especificados no projeto de lei (…) apresentam cláusulas abertas, cuja exequibilidade se condiciona a pactuação posterior entre doador e donatário, fragilizando a pretendida autorização legislativa.”Representação Os procuradores e promotores destacam que não há detalhes como a quantidade de pessoas a serem treinadas nesses dois seminários, a quantidade de bolsas de estudos, o número de pesquisas, o tamanho da biblioteca e as parcerias com as escolas. A suspeita nos bastidores da promotoria é que o governador propôs a doação como forma de “se aproximar” da sociedade de classe do MP. Além disso, a doação empodera o atual grupo que comanda a entidade privada. O projeto dispensa a licitação. Procuradores e promotores consideram isso um desrespeito à legislação. Segundo eles, o correto seria o governo do Estado fazer uma licitação na modalidade de leilão. Quem oferecesse mais pelo terreno teria direito de comprá-lo do Estado de Mato Grosso – que receberia o dinheiro e não doaria nada a ninguém. Por isso, eles concluem: “Inviabiliza-se a doação da área (…) em violação expressa ao regime jurídico de gestão patrimonial da Administração Pública do Estado de Mato Grosso.” O projeto de lei segue em análise na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Não há relatório sobre a proposta, de acordo com a tramitação no site da Casa. Notícia anteriorPróxima notícia Cuiabá MTGovernadorMP-MTRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP

ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha ICB contratou ONG de Humberto Alencar, quando ele era secretário adjunto, para fornecer “conteúdo no metaverso” para feira Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 22/06/2026 Arte Metróples Uma instituição controlada pelo atual secretário de Tecnologia da prefeitura de São Paulo, Humberto Alencar Pizza, foi contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para fornecer conteúdo em metaverso e em vídeo em um evento bancado pela própria Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT). Na época, em 2023, ele era já secretário adjunto da pasta, que depois contratou o ICB para instalar pontos de wifi em comunidades da cidade em um polêmico contrato de R$ 108 milhões. A polícia civil de São Paulo investiga se o dinheiro recebido pelo ICB neste contrato de wifi foi desviado para o filme Dark Horse, que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e é produzido por Karina Gama, presidente do ICB. Um dos indícios é a apresentação de uma nota fria de R$ 2 milhões emitida por uma empresa que já teve como donos conselheiros tanto da ONG de Karina quanto da ONG de Alencar. O ICB recebeu R$ 500 mil da SMIT em 2023, a partir de uma emenda do vereador Isac Felix (PL), para realizar o “congresso/seminário” Rumos da Inovação na Educação do Futuro Agora (RIEFA) daquele ano. Na prestação de contas aprovada pela SMIT aparecem duas notas fiscais da Instituição Científica e de Inovação Tecnológica Brasil (ICT Inova Brasil), emitidas em 24 de outubro de 2023. Humberto Alencar, que é professor de engenharia da USP, fundou o ICT Inova Brasil e, ainda que formalmente não tivesse mais cargo na entidade, seguia à frente dela, como mostra um documento produzido pelo advogado da ONG duas semanas depois, informando a Justiça sobre os contatos dos representantes do ICT. Humberto respondia no e-mail contato@ictinovabrasil.org.br e em seu celular pessoal. Por uma das notas, o ICT recebeu R$ 48 mil para o serviço de “conteúdo de vídeo – preparação do ambiente digital” e mais 85,5 mil para “conteúdo metaverso“, mas a prestação de contas não tem evidências da existência desse material. Além disso, o plano de trabalho aprovado também não explica o que seria o serviço. Não há justificativa de por que o ICB contratou uma instituição dedicada a produção de carros elétricos, formada por professores de engenharia da USP, para produzir conteúdo em vídeo. A imagem abaixo é a única citação a “metaverso” na prestação de contas apresentada pelo ICT e aceita pela secretaria. Os equipamentos foram alugados de outro fornecedor. Prestação de contas do ICB cita, mas não comprova que evento teve “conteúdo em metaverso” produzido por ONG ligada a secretário da prefeitura O Metrópoles já contou que o ICB voltou a realizar o RIEFA com recursos públicos em 2025, com despesas inflacionadas exatamente para a produção de vídeos com baixo alcance e conteúdo para metaverso. Nesta segunda ocasião, os serviços foram contratados de empresas de Eduardo Ferreira Franco, que depois seria nomeado conselheiro técnico-científico do ICB, a ONG de Karina Gama. Como mostrou a coluna, Franco foi sócio da Complexys, a empresa que emitiu nota fria de R$ 2 milhões apresentada pelo ICB na prestação de contas do contrato de wi-fi. A Complexys hoje tem como único dono André Feldman, que por sua vez foi conselheiro técnico-científico do ICT Inova Brasil – mesmo incomum cargo ocupado pelo ex-sócio, Franco, na ONG de Karina. Em março de 2023, Feldman e Alencar participaram de agenda com o então secretário de Transportes, com o empresário sendo apresentado como “assessor” da SMIT – a pasta nega que ele tenha tido cargos lá, mas não explicou por que ele participou da reunião como assessor. Humberto Alencar foi promovido de adjunto a secretário da SMIT em abril passado, quando o então secretário Milton Vieira (Republicanos) foi exonerado para participar das eleições. O pesquisador, contudo, seguiu ligado ao ICT pelo menos até maio de 2025, quando o vereador Silvão Pereira (União) relatou em discurso na Câmara dos Vereadores ter visitado o ICT a convite de Alencar. Em nota, a prefeitura disse que Humberto “nunca exerceu o cargo de secretário-adjunto na Pasta concomitante à função de conselheiro técnico no ICT Inova Brasil”. “Sua renúncia ao conselho técnico e científico da entidade foi em 10 de novembro de 2021, portanto, antes da nomeação como adjunto e da referida prestação de contas de 2023 mencionada pela reportagem. Além disso, como membro do conselho da instituição, ele não tinha qualquer atribuição deliberativa, executiva ou administrativa”, disse a gestão Ricardo Nunes (MDB). O secretário não respondeu aos pedidos de entrevista, nem atendeu ligações. A prefeitura, em nota, atribuiu a Humberto declaração de que ele integrou “diversos outros conselhos de entidades ligadas à ciência e tecnologia, como renomados institutos associados à USP, por exemplo, o Distrito de Inovação SP”. “Vale ressaltar que o Termo de Fomento referente ao Riefa é decorrente de emenda parlamentar, e a Secretaria não possui qualquer vínculo com o processo de seleção da organização social responsável. Couberam à Pasta as providências necessárias para orientação, celebração e fiscalização da parceria. Conforme o Decreto Municipal nº 57.575/2016, a indicação da OSC executora é prerrogativa exclusiva do parlamentar. Toda a prestação de contas apresentada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) foi fiscalizada pelo Município e acompanhada de registros fotográficos e documentação do evento, entre eles, o respectivo plano de trabalho, que menciona expressamente a entrega de conteúdo relacionado ao Metaverso”. Karina Gama não respondeu mensagens enviadas pela coluna solicitando entrevista. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais

Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode

Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode

Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode Ministro é alvo de avalanche de críticas por ignorar o escandaloso caso envolvendo os R$ 61 milhões dados ao senador pelo banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. Situação está insustentável e internautas ampliam indignação Por Henrique Rodrigues | Fórum 21/06/2026 O ministro André Mendonça, do STF – Foto: Marina Uezima/Photo Press Brazil/AFP A fervura no ambiente político nacional atingiu seu ponto máximo de saturação e transbordou para a atmosfera digital, provocando uma das maiores ondas de pressão popular vistas nos últimos tempos contra um magistrado do Supremo Tribunal Federal. A omissão deliberada do ministro André Mendonça em relação ao avanço das investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito do caso Master detonou um verdadeiro levante virtual neste fim de semana. Nas plataformas, o clamor por isonomia jurídica e o fim da blindagem política ao clã bolsonarista transformaram o nome do ministro e do parlamentar nos tópicos mais comentados do país. A indignação coletiva, que vinha se acumulando nas últimas semanas à medida que novos capítulos do escândalo financeiro eram expostos, explodiu em definitivo neste domingo (21). A reação popular foi impulsionada pela divulgação de análises críticas contundentes e pela revelação de novos fatos que desnudaram a rede de mentiras erguida pela defesa do senador. A cobrança sobre Mendonça, relator do processo no STF, tornou-se insustentável: a sociedade civil exige saber por que o rigor da lei, aplicado com rapidez a outros personagens, parece paralisado quando o alvo é o filho 01 do ex-presidente extremista condenado e preso em regime domiciliar por tentar dar um golpe de Estado. O sinal de que a coisa saiu do controle Uma reação desmedida, neste domingo (21), serviu como um sinal de que essa cobrança saiu do controle e deve gerar mais convulsões. Um artigo da jornalista e comentarista política Eliane Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo, sob o provocativo título “Caso Master: Não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?”, fez Flávio Bolsonaro perder as estribeiras. Cantanhêde vocalizou exatamente o sentimento de perplexidade que domina a opinião pública e que vem sendo exposto de forma crescente nos últimos dias. A jornalista apontou o óbvio: diante de uma operação que mobilizou a Polícia Federal e vasculhou endereços de diversas figuras públicas, a ausência de medidas cautelares contra o senador fluminense de extrema direita soa como uma incoerência institucional gritante. A reação intempestiva e agressiva de Flávio Bolsonaro nas redes sociais, que foi ao perfil oficial do Estadão no X para bater boca com a jornalista e tentar desviar o foco da denúncia, funcionou como combustível de alta octanagem para a revolta dos internautas. Ao tentar equiparar o repasse nebuloso de R$ 61 milhões feito por um banqueiro fraudador ao financiamento de uma peça publicitária legítima, Flávio acabou por confessar o desespero de quem vê os argumentos jurídicos se esgotarem. Em vez de aplacar as críticas, o ataque dele gerou o efeito reverso, expondo sua fragilidade e jogando ainda mais luz sobre a incômoda inércia de André Mendonça. R$ 61 milhões e uma biografia cinematográfica sob suspeita O cerne do escândalo que Mendonça parece insistir em ignorar envolve cifras astronômicas e transações financeiras internacionais que colocam o clã Bolsonaro no centro de um presumível esquema de lavagem de dinheiro e corrupção. As investigações da Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro utilizou sua influência política para demandar R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do colossal rombo financeiro do Banco Master, o maior da história da República. Desse montante exigido, o parlamentar conseguiu abocanhar efetivamente R$ 61 milhões. A justificativa oficial para o repasse milionário seria o financiamento do filme Dark Horse, uma hagiografia cinematográfica bizarra e de forma estética duvidosa destinada a reabilitar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, o que parecia ser um investimento cultural privado revelou-se uma intrincada rota de fuga de capitais. De acordo com os relatórios da PF, os R$ 61 milhões foram enviados por Vorcaro para os EUA, tendo como destino o fundo Havengate, administrado por um advogado ligado diretamente ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio. A suspeita dos investigadores é que o dinheiro do banqueiro fraudador serviu, na verdade, para financiar a estrutura política e a permanência da família Bolsonaro em solo norte-americano, sem qualquer contrapartida pública ou transparência de mercado. Derrocada das versões e as mentiras desmascaradas O ambiente virtual neste domingo tornou-se ainda mais hostil para o senador, e colocando mais pressão sobre os ombros de Mendonça, após o colunista Lauro Jardim, do diário carioca O Globo, desmascarar a última linha de defesa de Flávio. O parlamentar vinha sustentando publicamente que jamais tivera uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, limitando o contato a uma única reunião institucional no final de novembro de 2025 para “encerrar as tratativas” do filme. A nota de Jardim, contudo, mostrou que o senador mentiu de forma sistemática. O colunista trouxe à tona que Flávio e Vorcaro realizavam encontros secretos e a sós desde o primeiro semestre do ano passado, utilizando como cenário uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília. O histórico de recuos de Flávio é extenso: primeiro, afirmou que sequer conhecia o banqueiro; depois, ao ter o número de celular encontrado na agenda do criminoso, disse que seu contato era “público em Brasília”; em seguida, áudios revelados pelo The Intercept Brasil mostraram o senador chamando o criminoso financeiro de “irmãozão” em diálogos de extrema intimidade. A desfaçatez culminou com a descoberta de que Flávio viajou a São Paulo para visitar o aliado quando este já se encontrava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Blindagem de Mendonça e o constrangimento institucional A análise crítica publicada pela Fórum publicada esta semana, que teve estrondosa visibilidade no ambiente virtual, jogou luz sobre o papel desempenhado por André Mendonça nesse tabuleiro de proteção mútua. Indicado ao STF por Jair Bolsonaro com a promessa de lealdade aos valores da ala mais ideológica da extrema direita, o ministro agora se vê no centro de uma encruzilhada ética e jurídica. Ao assinar despachos que blindam o 01 de investigações mais profundas e ao ignorar os pareceres técnicos da Polícia Federal que defendem a abertura formal de inquérito contra

Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT

Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT

Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Vice-presidente do TSE apontou que liberdade de expressão não justifica publicação do conteúdo que ‘não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade’ Por Yago Godoy | O Globo 21/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de um vídeo publicado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante, do PL, em que ele associa o governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao financiamento das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão liminar foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. A decisão, proferida nesta sexta-feira, determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas, e as plataformas digitais já foram notificadas. Mendonça também proibiu a republicação, o impulsionamento ou a divulgação de conteúdo idêntico ou equivalente. O caso será submetido ao plenário do tribunal. Como mostrou a colunista Bela Megale, do GLOBO, Mendonça também proibiu, em outra decisão, o PL de continuar utilizando recursos pagos para impulsionar o vídeo nas redes sociais. Notícia anteriorPróxima notícia PCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Os três traços em comum que ‘unem’ Cláudio Castro e Jaques Wagner

Os três traços em comum que 'unem' Cláudio Castro e Jaques Wagner

Os três traços em comum que ‘unem’ Cláudio Castro e Jaques Wagner Cláudio Castro e Jaques Wagner têm duas características em comum: são ex-governadores e estão enrolados na teia de Daniel Vorcaro. Surgiu recentemente um terceiro traço a uni-los. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Senador Jaques Wagner — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Quando a PF foi à casa dos dois para a operação de busca e apreensão determinada pelo STF, o porteiro avisou aos agentes que eles tinham se mudado. Não de prédio. Mas de andar. Castro foi para uma confortável cobertura. E Wagner se mudou no mês passado para um apartamento de R$ 10 milhões, exatamente um andar acima do que morava, num imóvel que ele deixou para parentes. O apartamento fica num dos endereços mais nobres de Salvador. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Como Eduardo montou nos EUA rede de contatos que o levaram a Donald Trump e à condenação no STF

Como Eduardo montou nos EUA rede de contatos que o levaram a Donald Trump e à condenação no STF

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Expedição de seis dias e 15 compromissos nos Estados Unidos em novembro de 2018 ajudou a construir a rede de relacionamentos que o deputado hoje aciona para tentar punir o STF; procurado, deputado não se manifestou Por Guilherme Caetano | O Estado de S.Paulo 21/06/2026 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no jantar de aniversário de Steve Bannon em 2018, em Washington Foto: Divulgação BRASÍLIA — Passava das 20h quando Steve Bannon chamou a atenção dos convidados com algumas batidinhas na taça de vidro. Ele agradeceu à presença das mais de 50 pessoas que tinham comparecido ao seu jantar de aniversário de 65 anos, em sua casa em Capitol Hill, Washington DC, e afirmou ter um convidado ilustre naquela noite. Bannon apontou para Eduardo Bolsonaro — então deputado federal pelo PSL de São Paulo e cujo pai, Jair Bolsonaro, havia acabado de ser eleito presidente da República após derrotar Fernando Haddad (PT) — e declarou que o brasileiro seria o representante do The Movement no Brasil. Era uma referência ao grupo internacional de ultradireita fundado por ele. A festa na casa de Bannon, estrategista da campanha vitoriosa de Donald Trump à Casa Branca em 2016, coroava uma semana de agendas na capital americana, em Nova York e na Flórida. Os contatos feitos naquela semana, entre 26 de novembro e 1º de dezembro de 2018, hoje facilitam o acesso de Eduardo no governo Trump em meio às suas articulações para impôr sanções ao Brasil. Procurado, o deputado não se manifestou. Eduardo vem nutrindo bom relacionamento com alguns dos contatos que conheceu na viagem de 2018. Ele voltaria a se encontrar com muitos deles em idas aos Estados Unidos e mesmo no Brasil, com a organização da versão brasileira do CPAC, uma conferência ligada à direita trumpista. A articulação de Eduardo o colocou no alvo de autoridades brasileiras. Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 16, a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de coação no curso do processo. O colegiado entendeu que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado fez declarações públicas e publicações em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao País, em razão do que considera uma perseguição política a seu pai. A ponte para Washington A expedição de 2018 fora organizada pelo cientista político Márcio Coimbra, que tinha trabalhado com o Partido Republicano durante sete anos, em campanhas eleitorais e no Leadership Institute, que realiza treinamento para candidatos da legenda. O então secretário de assuntos internacionais do PSL, Filipe Martins, que viria a ser nomeado assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, também os acompanhou. Tinha vindo dele, afinal, a iniciativa da viagem. Na casa de Bannon, por exemplo, Eduardo conheceu Sebastian Gorka, que havia sido auxiliar de Trump em 2017 e viria a ser nomeado diretor sênior de contraterrorismo na Casa Branca em 2025. Gorka é hoje um dos contatos do deputado mais próximos ao presidente americano. A primeira agenda do trio em Washington, em 2018, foi com a então subsecretária do Departamento de Estado, Kim Breier. A americana estava preocupada com a situação na Venezuela, e Eduardo lhe disse que Cuba “infiltrava” pessoas no Brasil por meio do programa Mais Médicos, com apoio da Venezuela, mas que seu pai acabaria com o projeto — o país caribenho tinha anunciado, na semana anterior, a suspensão da parceria com o Brasil após Bolsonaro assumir o poder.  O Mais Médicos, implementado pelo governo Dilma Rousseff, ficou associado a Cuba por ter aberto espaço para profissionais da saúde vindos do país caribenho, já que muitos médicos brasileiros tinham resistência para trabalhar em cidades do interior. Em agosto, o governo Trump revogou o visto de um secretário do Ministério da Saúde do Brasil por causa do programa. Em seguida, eles participaram de uma mesa redonda no American Enterprise Institute, organizada por Roger Noriega, ex-secretário-adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental no governo George W. Bush. A agenda da tarde foi com David Malpass, sub-secretário do Tesouro, para quem Eduardo disse que o governo de seu pai seria pró-livre mercado. Eduardo, Martins e Coimbra foram recebidos na mesma noite no gabinete do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. O uruguaio tinha uma postura crítica à condução da democracia na Venezuela, e ouviu do filho do presidente que o governo brasileiro estaria alinhado à OEA nesse assunto. O dia seguinte teve um constrangimento para o grupo, que fora até a Casa Branca para uma agenda no National Security Council (NSC, o Conselho de Segurança Nacional). Eduardo foi barrado na portaria porque Martins havia trocado os campos de dia e mês ao preencher a data de aniversário do deputado no credenciamento para entrada no prédio — no formato americano, o mês vem antes do dia na notação de data. Como os dados não batiam, Eduardo não pôde entrar, e três membros do NSC tiveram de encontrá-los num Starbucks próximo. A saia-justa levou ao cancelamento da reunião que eles teriam naquela manhã com Jared Kushner, casado com Ivanka, filha de Trump, e então conselheiro sênior na Casa Branca. Ruídos na imprensa O almoço foi feito do outro lado da Lafayette Square, durante um evento organizado pelo Brazil-US Business Council, organização que busca fortalecer as relações entre os dois países. Na ocasião, o deputado afirmou aos cerca de 60 empresários que a reforma da Previdência, aposta do futuro ministro da Economia Paulo Guedes para ajeitar as contas públicas, talvez não fosse aprovada. A declaração vazou para a imprensa e causou mal-estar no governo de transição de Bolsonaro. Na saída do evento, Eduardo voltaria às manchetes ao afirmar para jornalistas que a transferência da Embaixada do Brasil de Jerusalém para Tel-Aviv “não era

Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Não foi só no fim de novembro de 2025 que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro, num encontro assumido pelo Zero Um, que foi à casa do banqueiro em São Paulo para, segundo ele, “dar um ponto final” nas negociações em torno do financiamento de R$ 134 milhões para o filme “Dark horse”. Houve outras conversas presenciais. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Flávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair Bolsonaro — Foto: Montagem feita pela Editoria de Arte Pelo menos uma delas ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado. O local foi a mansão que Vorcaro alugava em Brasília. Foi um encontro a dois. Tratava-se, portanto, de uma casa eclética em matéria de convidados. O imóvel chegou a receber também Alexandre de Moraes, algoz do pai de Flávio. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

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As consequências do seu voto

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