Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

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Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro

Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro

Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro O liquidante do Banco Master apontou, em ação nos Estados Unidos, desvios de pelo menos R$ 1,5 bilhão do Master com Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro, como beneficiários. Por Natália Portinari | UOL 21/06/2026 Mansão comprada pela família de Vorcaro foi a mais cara já negociada em Orlando, nos EUA, até 2023 | Imagem: Divulgação O objetivo da ação judicial é recuperar uma mansão de US$ 35 milhões (R$ 177 milhões) na Flórida que teria sido comprada com dinheiro desviado do banco. O imóvel foi adquirido pela Sozo Real Estate, empresa da Flórida da qual Henrique é presidente e dono e Natália, vice-presidente.Procurada, a assessoria de Henrique Vorcaro disse que o liquidante usa “afirmativas inverídicas e sem respaldo de provas” para tentar bloquear o patrimônio do empresário no exterior. A ação detalha quatro esquemas pelos quais Henrique e Natália teriam recebido recursos do Master sem dar contrapartida real ao banco. O intuito do levantamento é explicar à Justiça americana que, na visão do liquidante, pai e irmã se comportaram como laranjas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O primeiro esquema envolve empréstimos a empresas de saúde. Entre 2019 e 2020, o Grupo Promed e outras empresas ligadas a Henrique obtiveram R$ 230 milhões em crédito do Master e de fundos do banco. Nenhum empréstimo foi pago. Em outra ocasião, houve a venda ao banco de recebíveis sem valor real. Empresas atribuídas a Henrique venderam ao City Fund — fundo 100% do Master — créditos no valor nominal de R$ 640 milhões em troca de R$ 470 milhões. O terceiro esquema envolve a Terra Santa, administradora de cemitérios controlada pela família Vorcaro. A empresa recebeu R$ 230 milhões de dois fundos ligados ao Master entre 2017 e 2019. Por último, o liquidante cita o City 2 Fund, criado a partir do City Fund em setembro de 2022. O Master transferiu mais de R$ 1 bilhão ao fundo, dos quais R$ 589 milhões foram repassados a empresas apontadas como sendo de Henrique. Nos e-mails corporativos de Daniel no Banco Master, o liquidante encontrou um rascunho de contrato de opção de compra de ações em que Henrique aparece como titular formal de 80% de duas empresas ligadas ao esquema. O documento previa que Daniel poderia adquirir essas participações a qualquer momento por R$ 1,00. Também foi encontrado um rascunho de contrato de opção de compra de imóveis com a mesma lógica: Henrique compraria propriedades por meio de intermediários e as transferiria a Daniel por R$ 1. A documentação comprova, para o liquidante, que o intuito dessas transações era apenas deixar os bens de Daniel Vorcaro na titularidade de terceiros. A ação cita ainda a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro de 2026, em que a Polícia Federal citou R$ 2,2 bilhões em uma conta de Henrique na Reag, gestora de investimentos. Em nota, a assessoria de Henrique disse que a tentativa de bloqueio “já foi refutada várias vezes pela Justiça americana” — referindo-se a pedidos que não foram atendidos, por enquanto, na Justiça da Flórida — e que o patrimônio dele foi acumulado em 40 anos de vida empresarial. “Enquanto tenta avançar sobre o patrimônio de terceiros, o liquidante foge às suas obrigações de prestar contas das suas ações à frente do Banco Master, já que até o momento não trouxe a público a informação de quanto tem gastado por mês, inclusive com a contratação de diversos auxiliares e escritórios de advocacia no Brasil e no exterior”, diz a assessoria de Vorcaro, em nota. “Seria benéfico a todo processo que ao invés de atuar de forma repetitiva, o liquidante se ocupasse em dar transparência e publicidade às medidas que estão sendo adotadas contra diretores e acionistas do banco visando a recuperação de ativos.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore em paraíso fiscal representada por seu advogado

Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore em paraíso fiscal representada por seu advogado

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Ciro Nogueira afirma que nem ele nem ninguém de sua família é proprietário de empresa fora do Brasil Além de advogar para empresa do senador, Gustavo Frazão é funcionário de uma secretaria de Teresina comandada pela mãe de Ciro Nogueira Por Lucas Marchesini | Folha de S.Paulo 20/06/2026 O senador Ciro Nogueira concede entrevista para a Folha em seu gabinete, em Brasília – Gabriela Biló/Folhapress Brasília – Uma empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) vendeu uma fazenda de R$ 18,7 milhões no município de Pedro 2º (PI) para uma offshore sediada nos Emirados Árabes Unidos administrada por um advogado que trabalha para o parlamentar. A propriedade foi comprada pela Arraf International em março de 2025. Quem assina os papéis em nome da offshore é Gustavo Frazão, que advoga em mais de 20 processos para outra empresa de Ciro Nogueira. Não é possível saber quem é o dono da Arraf.   A offshore foi criada dois meses antes da operação de compra e venda da fazenda. Seu endereço é uma caixa postal na zona franca do aeroporto de Sharjah, cidade próxima a Dubai conhecida como um paraíso fiscal.   Os Emirados Árabes são uma federação, e a transparência de informações de empresas varia de local para local. A zona franca de Sharjah é a mais opaca do país, sem registro público de sócios das empresas. Pelo tipo da companhia, é possível saber apenas que a Arraf International tem um dono único.   Além disso, as leis locais permitem que companhias pertençam integralmente a estrangeiros, sem a exigência de um sócio local. Na escritura que detalha a operação entre a offshore e a Fazendas Reunidas Nogueira Lima, datada de 27 de março de 2025, a Arraf é representada por Frazão. Além de advogar para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, que pertence ao senador, ele também é funcionário comissionado da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas da Prefeitura de Teresina, comandada pela mãe do parlamentar, Eliane Nogueira Lima.   A transação imobiliária ocorreu no mesmo período no qual Ciro Nogueira teria recebido dinheiro e outras vantagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, de acordo com a Polícia Federal. Em 2024 e 2025, Vorcaro transferiu ao menos R$ 6 milhões ao senador por meio de empresas ligadas a ele, segundo as investigações.   Procurado, o senador disse por meio de sua assessoria que “nem ele nem ninguém da família dele é proprietário de nenhuma empresa fora do Brasil”.   Segundo Nogueira, sua mãe, para quem Gustavo Frazão trabalha como funcionário comissionado, é dona da Fazendas Reunidas. Mas dados da Polícia Federal que constam das investigações contra o senador mostram que ele detém 99% do capital da empresa. Quem representa a empresa na escritura é Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador.   Raimundo também é investigado pela Polícia Federal. Ele administra a empresa de Ciro Nogueira que recebeu o dinheiro do Banco Master, a CNLF, atuando como uma espécie de laranja do senador.   A Folha não conseguiu contato com Frazão. Ele foi procurado no dia 2 de junho e no dia 19 de junho no telefone celular registrado em seu escritório de advocacia e por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Teresina.   De acordo com a escritura, a fazenda tem 2.410 hectares, o que a coloca como uma propriedade de médio porte no Piauí.   Empresas que pertencem ao senador costumam fazer operações entre elas, de acordo com documentos levantados pela Folha. A Fazendas Reunidas Nogueira Lima comprou um apartamento de 134 m² no Itaim Bibi por R$ 1,4 milhão em 9 de outubro de 2025 da CNLF.   A CNLF havia adquirido o apartamento cerca de um ano antes, em 12 de agosto de 2024, por menos da metade do preço: R$ 650 mil. A mudança nos valores se deve a uma reforma, justificou Nogueira. Segundo ele, o imóvel é utilizado por sua mãe e sua irmã.   A venda da fazenda para a offshore não é a única venda de Nogueira para uma empresa sediada no exterior. A CNLF vendeu um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 6,5 milhões em abril de 2025 para a Aliqum Participações, que pertence a uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, outro paraíso fiscal.   A offshore se chama Tedax Partners e não é possível saber seu beneficiário final. O representante legal da Aliqum é o empresário Carlos Santana, amigo do senador.   O senador foi alvo de operação da Polícia Federal realizada em 7 de maio, um desdobramento da apuração sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro. Os documentos da operação descrevem uma relação entre Nogueira e Vorcaro marcada por “elevado grau de intimidade, confiança e proximidade”, com registros que vão desde a hospedagem em hotéis de luxo na Europa até repasses milionários.   Entre as principais suspeitas da PF estão a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.   Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.   Felipe teria feito uma parceria “ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil”. O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.   Em contrapartida, suspeita a PF, Ciro teria defendido os interesses de Vorcaro no Congresso, como a apresentação de uma emenda que ampliaria a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.   Essa proposta foi apelidada no mercado, à época, de “emenda Master”. A intenção era dar uma saída ao dono do banco, que àquela altura já não conseguia sustentar a arquitetura financeira montada, apontada pelos investigadores como fraudulenta.   No período

Quem salvará o Digimais?

Quem salvará o Digimais?

Quem salvará o Digimais? Com um rombo de 8,5 bilhões de reais, o banco do bispo Edir Macedo é a nova dor de cabeça do Banco Central, do FGC e do mercado Por Consuelo Dieguez | piauí 20/06/2026 Edir Macedo | Reprodução Rio de Janeiro – O escândalo do finado Banco Master, que desde o ano passado vem sacudindo os três poderes da República e o mercado financeiro, tem camuflado uma nova crise na praça. Trata-se do Digimais, o banco do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, que tem como braço político o partido Republicanos. Segundo estimativas de mercado, o patrimônio líquido da instituição está negativo em cerca de 8,5 bilhões de reais. Desde que a crise do Master veio à tona, o mercado passou a olhar com lupa para a saúde de alguns bancos pequenos, pelo impacto que a quebra de alguns deles poderia causar ao patrimônio do FGC. Com a liquidação do Master, outras instituições envolvidas com o banco de Vorcaro foram liquidadas ou sofreram intervenção. Foi o caso do Will Bank, da corretora Reag, do banco Pleno, do ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima (com tornozeira eletrônica), e do Banif, também ligado aos sócios do Master. O que chama a atenção no Digimais é a forma de operar, muito semelhante à do Master. Uma delas é inflar artificialmente o patrimônio dos seus fundos para melhorar o balanço do banco para que, assim, possa emitir mais CDBs. Como o Master, o Digimais também coloca seus papéis a taxas bem acima das praticadas pelas instituições mais sólidas, de até 125% do CDI. Assim como o Master, o Digimais usa como isca para seus clientes a garantia do FGC para depósitos de até 250 mil reais. Finalmente, também como o Master, o Digimais contou com a ajuda das plataformas da XP e do BTG para espalhar seus CDBs na praça. As coincidências não param aí. Outra operação nos mesmos moldes do Master foi a venda de carteiras de crédito fraudulentas para outras instituições, assim como Vorcaro fez com o BRB. Uma dessas irregularidades do Digimais acabou indo parar na Justiça, e o processo corre na 13ª Vara de São Paulo, onde aguarda julgamento. A ação foi movida pelo fundo EXP1, que alega ter sido lesado pelo Digimais ao lhe vender carteiras de crédito falsas. Em 28 de fevereiro do ano passado, o EXP1 pagou 650 milhões de reais pelas carteiras de crédito consignadas do Digimais, e, como de praxe, aguardou a entrega dos documentos comprovando os créditos em carteira. O Digimais adiou ao máximo a entrega dos documentos que comprovavam os créditos nas carteiras, só apresentando-os em maio, três meses após a venda. Os documentos foram, então, analisados por uma consultoria internacional, a UHY lnternational Bendoraytes, contratada pelo fundo para avaliar os créditos. Em agosto, a auditoria apresentou seu relatório. A consultoria apontou uma grande fraude. Dos 55 mil contratos das carteiras de crédito, no valor de 650 milhões de reais, adquiridos pelo EXP1, 22 mil não tinham lastro, ou seja, eram falsos. E eram justamente as maiores carteiras, no valor de 500 milhões de reais. Pior. As carteiras sem lastro, como o fundo veio a descobrir, eram compostas por créditos do Master e da Reag (a gestora e administradora dos fundos do Master também liquidada pelo BC). O fundo pediu explicações ao banco, que confirmou a fraude, ao admitir que os créditos não existiam. E tentou oferecer novas carteiras. Como os originadores das carteiras eram os mesmos, ou seja, a Reag e o Master, o EXP1 declinou e pediu o estorno do dinheiro investido, mais os juros do período. O Digimais tentou uma negociação e pediu um prazo para ajustar o pagamento. Um mês depois do fundo ter entrado na Justiça e comunicado a fraude ao Banco Central, veio à tona o escândalo do Master, com a venda de carteiras de crédito fraudadas para o BRB, no valor de 12,7 bilhões de reais. Foi então que os gestores do fundo EXP1 descobriram que estavam envolvidos no mesmo tipo de golpe. Ainda que em uma ordem de grandeza diferente do escândalo do Banco Master, o caso do Digimais tem potencial para causar muito tumulto na praça, principalmente pela influência do Republicanos no Congresso, mais especificamente da bancada evangélica, que abriga boa parte dos políticos do Centrão. O ponto de interrogação do mercado é até que ponto uma ação mais dura do BC sobre essa pequena instituição, que há quatro anos vem operando no vermelho, pode provocar uma fúria apocalíptica entre os evangélicos e dificultar a situação do governo em um complicado ano eleitoral. O que se avalia é se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará disposto a comprar uma briga com Edir Macedo justamente quando está em busca de apoio para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro, do PL, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais. O Digimais, embora um tamborete, como o mercado chama jocosamente os bancos pequenos, pode acabar interferindo numa decisão técnica do BC, assim como ocorreu com o Master, que levou mais de três anos para ser liquidado por causa de pressões políticas sobre a instituição. Como tem vindo diariamente à tona, o banqueiro Daniel Vorcaro e seus sócios, Augusto Lima e Maurício Quadrado, tinham relações muito próximas com políticos de todos os matizes ideológicos, juízes do Supremo Tribunal Federal – notadamente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli – além do suporte de instituições do mercado financeiro, como o BTG Pactual e a XP – o que lhe deu fôlego para operar de forma arriscada e fraudulenta. O Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo BC. Somados o banco e instituições correlatas, o rombo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi de 52 bilhões de reais. O caso do Digimais passa por diferentes rotas políticas, embora tenha florescido no governo Bolsonaro. Enquanto tentava reaver o dinheiro pago pelas carteiras de crédito, o EXP1 foi surpreendido com a mudança do presidente do Digimais. Thiago Urbaneja foi substituído por Aldemir Bendine, que se

Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?

Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?

Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? Não é crível fazer busca contra dois senadores e não contra Flávio Bolsonaro, com áudio, dinheiro e mentira Por Eliane Cantanhêde | O Estado de S.Paulo 20/06/2026 Combo Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jacques Wagner. Fotos: Wilton Junior/Estadão – Geraldo Magela e Waldemir Barreto/Ag Senado Foto: Wilton Junior/Estadão e Geraldo Dois senadores de polos políticos opostos, Jaques Wagner, do PT, e Ciro Nogueira, do PP, já sofreram operação de busca e apreensão, a pedido da PF e com autorização do relator, ministro André Mendonça, por suspeita de recebimento de altos valores e favores no caso Master. Não ficou faltando alguém? E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL?   Essa é a pergunta que não quer calar e encontra mais dúvidas e interpretações do que respostas técnicas e jurídicas inquestionáveis. Como o processo corre sob sigilo (a la brasileira), não se sabe sequer se a PF já fez ou não o pedido de busca contra Flávio e se esse pedido foi ou não analisado por André Mendonça. Em qualquer dos casos, vale o velho e bom “por quê?”   Tudo isso complica ainda mais, por Flávio ser, não apenas senador e enrolado com suspeitas anteriores, como rachadinhas, imóveis e envolvimento com milícias no Rio de Janeiro, mas candidato à Presidência da República. E por Mendonça ter sido nomeado por Jair Bolsonaro para o STF.   A PF tem provas irrefutáveis, inclusive com áudios, de que Flávio pediu a bagatela de R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, do Master, supostamente para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o pai, e de que foi a São Paulo para um encontro olho a olho com o banqueiro, quando ele já estava preso em casa, de tornozeleira eletrônica.   Jaques Wagner, a bola da vez, líder do governo e velho amigo do presidente Lula, não tem do que reclamar e ninguém questiona a busca e a apreensão de celulares, dólares, euros e relógios caríssimos, depois de comprovado que ele ganhou apartamento de R$ 2,5 milhões, viagens em jatinhos e entrada de shows da turma do Master. Sem contar mesadas e contratos para a família.   Ciro Nogueira, que preside o PP e foi chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, nem se fala. Bife banhado a ouro em Nova York, jatinhos para lá e para cá, estações de esqui na Europa e mesadas que chegaram, no mínimo, a R$ 6 milhões… E foi ele quem assumiu como sua, e apresentou no Senado, uma emenda não apenas favorecendo o Master, mas escrita no próprio Master.   Uma explicação para as operações só contra dois dos três senadores é que a questão não é “quem pediu dinheiro”, mas qual a finalidade, quais as vantagens pessoais e se havia contrapartidas. Enquanto os “pagamentos” de Wagner e Nogueira a Vorcaro e ao Master são estridentes, como na própria emenda que ampliava o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até agora não surgiram evidências de que Flávio “pagou”, ou como pagou, a dívida.   Sim, o argumento faz sentido e é reforçado pela versão de Flávio de que foi um “acerto privado”, mas não anula um dos motivos para busca e apreensão, que é preservar provas — quanto mais o tempo passa, mais as provas evaporam. Até por isso, não parece crível fazer operações contra dois senadores envolvidos e não contra outro, com áudio, viagem, dinheiro na conta, aliás, aqui e no exterior. E não foi pouco dinheiro…   Uma possibilidade é que a PF e/ou André Mendonça queiram amadurecer mais as investigações contra Flávio, sem deixar qualquer margem de dúvida, antes de operações com muito impacto na opinião pública, em ano eleitoral e com a percepção de que a PF é “de Lula” e Mendonça, “de Bolsonaro”.   Venha quando vier, se vier, uma operação de busca contra Flávio terá enorme repercussão. O áudio já estancou o seu crescimento nas pesquisas e, no Datafolha deste fim de semana, Lula está dez pontos à frente no primeiro turno (41% a 31%). Qualquer coisa que a PF descubra em endereços, celulares e computadores de Flávio pode fazer diferença. Se é que ainda há algo “preservado”? Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? 20/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza

Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza

Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza A semana não foi boa para Ciro Nogueira com a enxurrada de revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Por Lauro Jardim | O Globo 19/06/2026 Ciro Nogueira relaxa em Ibiza — Foto: Imagem obtida pela coluna do Lauro Jardim Mas isso parece não ter afetado o bom humor de Ciro e nem o seu gosto por viagens. Hoje, por exemplo, o senador relaxava, de bermuda, camiseta e boné, bebericando taças de vinho branco no restaurante Juan y Andrea, em Ibiza, na Espanha. O material tornado público esta semana, após André Mendonça derrubar o sigilo do relatório da PF sobre a Operação Compliance Zero, revelou, entre outras mordomias bancadas por Vorcaro, gastos de US$ 2,1 milhões em uma única viagem para Couchevel em janeiro de 2025. Desse valor, US$ 1,2 milhão foi apenas para o aluguel de um chalé de luxo onde o senador ficou hospedado. Fora hoteis e despesas pagas em Lisboa, Paris e Nova York. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares

Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares

Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Extensão da proteção à família de ex-governadores virou regra em primeiro dia de goiano fora do cargo Político diz que ‘ter escolta não é mordomia’ e que efetivo vai aumentar com policiais federais Por Ana Gabriela Oliveira Lima | Folha de S.Paulo 19/06/2026 Ronaldo Caiado recepciona, enquanto era governador de Goiás, policiais do estado em frente ao Palácio das Esmeraldas, sede do governo – Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás – 29.mai.24 São Paulo – O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, tem 51 policiais militares de Goiás, estado que governou até 31 de março, disponíveis para fazer sua segurança pessoal e de familiares em São Paulo. A quantidade é maior do que a de um pelotão no Brasil, subdivisão militar composta por cerca de 40 soldados, e mais de seis vezes o limite de pessoal estabelecido para ex-presidentes.  Para o mais alto cargo da República, a previsão é de até oito servidores, quatro deles para segurança e apoio, quando terminado o mandato. A regra varia nos estados. O político se mudou para São Paulo para movimentar a campanha à Presidência. Com ele, vieram os policiais, com número inflado depois que o secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho, assinou no Diário Oficial do estado, em 1º de abril, um dia após a renúncia de Caiado, portaria com novas regras sobre a segurança de ex-governadores. Godinho estipulou que as ações se estendem a familiares do ex-governador. O político também pode indicar quais policiais militares vão compor a equipe, em caso de disponibilidade. A portaria determina ainda que “a estrutura de transporte e hospedagem, e os demais recursos logísticos necessários à execução das medidas de segurança” ficam a cargo da Casa Militar do estado. O benefício é válido pelo tempo em que o político tiver exercido o cargo de governador, desde que o período seja superior a três anos. Caiado ficou no cargo por sete anos e três meses. Não estava explícito em normas anteriores o limite de pessoal para segurança, benefício previsto a ex-governadores na constituição estadual. Um decreto de 2011, no entanto, chamou a atenção para a necessidade de parcimônia, indicando que dez agentes já seria “número por demais excessivo e dissociado da realidade das instituições policiais envolvidas”. A relação dos 51 militares disponíveis para o governador e familiares consta em documento obtido pela Folha. O texto aponta que o gasto total com o salário dos agentes é de R$ 797,5 mil por mês, fora acréscimos de funções comissionadas e gratificações. O valor não contempla outros gastos, como as diárias. Questionada sobre o número de 51 agentes e qual é o gasto por mês com transporte, hospedagem e outras despesas com o grupo, a Secami afirmou que não divulga informações relacionadas ao efetivo por questão de segurança institucional. “O Governo de Goiás ressalta que o serviço é realizado com base em critérios técnicos e protocolos específicos. O efetivo utilizado não é fixo e atua em sistema de revezamento, conforme a necessidade operacional e as demandas de deslocamento e de agenda. Informa ainda que os profissionais da Secami designados para atividades de segurança não atuam, necessariamente, em dedicação exclusiva.” Já Caiado enviou nota dizendo ter quatro integrantes que se revezam de acordo com a escala. “Ter escolta não é mordomia. É proteção a quem mais enfrentou o PCC, o Comando Vermelho e as facções criminosas no Brasil. A obrigação de garantir segurança a ex-governadores e suas famílias vigora desde 2010 em Goiás. Está inscrita, inclusive, na Constituição do Estado. A equipe que atende Caiado tem, na verdade, 4 integrantes que se revezam de acordo com a escala, e não 51 pessoas”, afirmou a assessoria. Indagada se o político então negava o número de 51 agentes destacados para a sua segurança e de familiares, em sistema de revezamento, a assessoria afirmou que não se tratava de negar o número maior que um pelotão. Ela também não contestou a informação de que a segurança se estende a familiares, como as filhas de Caiado e a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, atualmente pré-candidata ao Senado por Goiás. Caiado também afirmou que vai ter proteção adicional da Polícia Federal, em razão da candidatura à Presidência. “Quem combateu o crime organizado e reduziu em 84% os crimes violentos em Goiás precisa de segurança. E tem mais: após a homologação da candidatura, haverá proteção adicional da Polícia Federal. Os riscos não podem ser minimizados. O narcotráfico, o PCC e o Comando Vermelho não esquecem a mão pesada de Ronaldo Caiado em Goiás.” Apesar de as regras sobre segurança dependerem de leis nos estados, o STF (Supremo Tribunal Federal) já se posicionou sobre a necessidade de que o benefício respeite princípios republicanos de isonomia e moralidade. Segundo Bruno Morassutti, colunista da Folha e diretor de advocacy da Fiquem Sabendo, organização especializada no acesso a informações públicas, embora certos dados sobre o assunto possam ser sigilosos para garantir a segurança dos políticos, informações gerais, como o gasto com as operações, não deveriam ser negadas sob esse pretexto. A opacidade não se restringe ao governo de Goiás. A reportagem questionou 11 estados, aqueles cujos governadores deixaram o mandato neste ano para concorrer a outros cargos, sobre quantos seguranças estão à disposição dos políticos. O Distrito Federal informou que o quantitativo utilizado por Ibaneis Rocha (MDB) está em conformidade com a legislação vigente, que garante 4 servidores e 1 veículo oficial. Já Minas Gerais disse haver o emprego de um oficial e dois praças por turno de serviço para segurança de ex-governador. Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para concorrer à Presidência, confirmou usar o benefício, mas não informou a quantidade de agentes, alegando questão de segurança. Os demais estados não responderam. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJAvanteBelford Roxo RJCEPERJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorItaboraí RJMP-RJNiterói RJNova Iguaçu RJPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaTeresópolis RJTribunal Regional Federal TRFTSE Tribunal Superior EleitoralUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ

Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial

Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar 'cinturão'; entenda a disputa territorial

Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial Comunidade fica próxima da Floresta da Tijuca, cercada por comunidades sob o domínio da maior facção do Rio de Janeiro. Madrugada foi de tiroteio durante disputa entre os dois grupos criminosos Por O Globo 19/06/2026 Vista aérea de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo / 06-10-2023 Rio de Janeiro – Pela segunda madrugada seguida, a comunidade de Rio das Pedras registrou tiroteio nesta sexta-feira. Instalada entre a Floresta da Tijuca e a Lagoa da Tijuca, no caminho entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, a localidade é considerada o “berço da milícia”. No entanto, depois de ver as favelas vizinhas tomadas pelo Comando Vermelho (CV), Rio das Pedras enfrenta uma nova investida dos traficantes, que tentam formar um cinturão de domínio na região. O episódio mais recente investigado pela Polícia Civil é a mudança de lado de nove milicianos de Rio das Pedras, que teriam passado a integrar o CV. Se quando surgiu a milícia chegou a se autointitular como Comando Azul, em referência às cores da Polícia Militar, já que sua formação tinha forte vínculo com agentes de segurança, hoje a situação é diferente. Os agentes e ex-agentes públicos não são mais maioria. Por isso, para fazer frente às investidas do CV, os paramilitares de Rio das Pedras chegam a fazer parcerias com o Terceiro Comando Puro (TCP), conforme O GLOBO mostrou em março. Por que o interesse do CV em Rio das Pedras? O CV atualmente domina boa parte das favelas da região. Além da Cidade de Deus, também tomou, por exemplo, a Gardênia Azul, anteriormente dominada pelos milicianos. No Itanhangá, a facção domina ainda as comunidades da Muzema — vizinha de Rio das Pedras —, Morro do Banco e Tijuquinha. A ideia do CV é formar um cinturão no entorno da Floresta da Tijuca e, para isso, precisaria tomar Rio das Pedras. Esse domínio facilitaria fugas em caso de ações da polícia ou guerras com grupos rivais. Rocinha, na Zona Sul; Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, região central; e o Complexo do Lins, na Zona Norte são outras das regiões que cercam a floresta e que estão sob o domínio do CV. Com 55 mil habitantes, segundo o último Censo, Rio das Pedras é ainda uma fonte de recursos para a milícia. Estimativas da polícia são de que os paramilitares arrecadem R$ 2 milhões por mês a partir da exploração de serviços como TV a cabo e internet, além da cobrança de taxas de segurança. A comunidade fica entre a Barra da Tijuca — para onde a cidade se expandiu na segunda metade do século passado, concentrando o comércio, negócios e moradias — e a região de Jacarepaguá. Região será priorizada em reocupação pelo Estado O plano de reocupação territorial feito pelo Governo do Estado do Rio — atendendo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635 (ADPF das Favelas) — priorizará as comunidades da Gardênia Azul, da Muzema e de Rio das Pedras. Esse plano foi entregue pelo Estado ao STF em dezembro e aguarda homologação. A escolha da região ocorreu por conta de a região ter a presença dos três principais grupos criminosos do Rio — CV, milícia e TCP —, pela localização estratégica (que facilitaria fugas) e por concentrar áreas de expansão urbana e econômica, com alta densidade populacional. Quem comanda expansão do CV? Ainda segundo a polícia, a ordem para invadir territórios ocupados por bandos rivais, como é o caso de Rio das Pedras, foi dada por Edgard Alves de Andrade, o Doca. Com 44 mandados de prisão expedidos pela Justiça, o criminoso é um dos integrantes da cúpula do CV. Um dos encarregados de comandar essa expansão territorial é Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Já Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, é apontado como um dos homens de guerra do bando. Contra Gardenal há 17 mandados de prisão expedidos pela Justiça, enquanto BMW é alvo de 16 ordens de prisão, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Manhã de impacto no trânsito, nas escolas e em unidades de saúde Diante de mais uma madrugada de tiroteio, o dia amanheceu em Rio das Pedras com trânsito na Avenida Engenheiro Souza Filho, principal da região. Motoristas relataram que a via ficou fechada nas primeiras horas da manhã. Por isso, 12 linhas de ônibus que passam pelo endereço tiveram seus itinerários alterados nesta manhã, com a operação normalizada por volta das 9h. O 18º BPM (Jacarepaguá) intensificou o policiamento e atua para estabilizar a região, informa a Polícia Militar. Além do trânsito, a situação também impacta na saúde e na educação. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, cinco unidades de atenção primária instaladas na região suspenderam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Já outras duas unidades mantiveram o atendimento, suspendendo apenas atividades externas, como visitas domiciliares. A Secretaria estadual de Educação informa que uma escola estadual na região também precisou ser fechada. Outras 16 unidades vinculadas ao município foram impactadas, informa a Secretaria municipal de Educação. 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Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia

Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia

Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia Se um preso sob qualquer regime prisional – fechado, semiaberto, aberto ou em saída temporária – for flagrado portando uma arma de fogo sem a devida autorização legal, ele cometerá um crime gravíssimo. Por Paulo Henrique Arantes | Fórum 19/06/2026 Jair Bolsonaro (PL) | (Alan Santos/PR) Não é desimportante o fato de o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho sair às ruas com uma pistola Glock pertencente a Jair Bolsonaro. Nestes dias, deparamos com jornalistas a minimizar o ocorrido, entre eles o indescritível Boris Casoy, contorcendo-se nas redes sociais para convencer seus seguidores de que o Brasil tem coisas mais relevantes com que se preocupar. Condenado preso, ainda que em regime domiciliar, portar arma de fogo e despachá-la pelas mãos de um dos seus agentes de segurança, seja para qual finalidade for, não é uma vergonha na opinião de Casoy. Já para o advogado e ex-procurador Roberto Tardelli, ouvido pela coluna, o ocorrido é indesculpável: “Preso portando arma, seja em que regime for, não é uma falta grave, mas uma falta gravíssima. É um crime! Bolsonaro está preso! Não depende da explicitação das condições da prisão, não depende de o Alexandre de Moares dizer que ele não poderia estar armado. Como preso que é, ele não pode estar armado”. Há inúmeras justificativas legais e sociais que corroboram a afirmação de Tardelli. O Estatuto do Desarmamento, por exemplo, estabelece que cidadãos condenados perdem o direito o porte ou posse de armas. Registros como CAC lhes são cancelados. A condenação destrói o requisito legal de “idoneidade moral” exigido pela Polícia Federal ou pelo Exército para se ter uma arma. Se a lei for cumprida, Jair Bolsonaro voltará para o presídio. Se um preso sob qualquer regime prisional – fechado, semiaberto, aberto ou em saída temporária – for flagrado portando uma arma de fogo sem a devida autorização legal, ele cometerá um crime gravíssimo: porte ilegal de arma de fogo, como consta dos Artigos 14 e 16 do Estatuto do Desarmamento. Como sabem até neófitos em Direito Penal, o cometimento de novo crime ou de falta grave provoca a perda do direito a regimes mais brandos, como prisão domiciliar, semiaberto ou aberto, forçando o retorno do preso ao regime fechado. O argumento da defesa de Jair é que, na sua condenação, não foi determinada a entrega de suas armas. Alega-se que a lei não manda o condenado entregar suas armas automaticamente. Dizem os advogados do golpista que, se o juiz emitir o mandado de prisão domiciliar e não fizer menção nenhuma às armas, o condenado mantém o direito de propriedade e posse sobre o objeto dentro do perímetro de sua casa. Parece brincadeira. Suponha-se, no entanto, que a estapafúrdia argumentação encontrasse algum respaldo legal quanto à posse. Mesmo assim, a punição o alcançaria, pois enviar arma possuída em casa à rua por meio de terceiros configura, por si só, crime de porte ilegal de arma de fogo e o condenado deve perder o benefício da prisão domiciliar imediatamente. O caso em tela é mais uma demonstração do absoluto descaso de Jair Bolsonaro para com leis e normas em geral. Primeiro, violou a tornozeleira eletrônica; agora, porta uma pistola que nem deveria possuir e entrega nas mãos de terceiro. O que pretende? Sabe-se que o tumulto e a vitimização são especialidades da família. Não será surpresa se o capitão buscar um retorno ao presídio como argumento de vitimização com fins eleitorais em favor do filho-candidato Flávio. Seria demais? É só pesquisar na história recente demonstrações do que essa gente é capaz. Notícia anteriorPróxima notícia Exército Brasileiro EBPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Escritório do então governador do DF recebeu dinheiro dias após contrato do PicPay com governo

Escritório do então governador do DF recebeu dinheiro dias após contrato do PicPay com governo

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Suspeitas de irregularidades nos descontos na folha de pagamento vieram à tona em março após parecer do Tribunal de Contas do DF Por O Globo 19/06/2026 O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha — Foto: Cristiano Mariz/O Globo A operação do Ministério Público Federal que apura irregularidades em descontos na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal ocorre após suspeitas virem à tona em março. Na ocasição, o serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco digital PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do Distrito Federal depois de o Tribunal de Contas do DF apontar irregularidades. O contrato entre o PicPay e o Banco de Brasília (BRB), responsável pela folha dos servidores, previa a oferta de crédito consignado pelo banco digital aos funcionários do governo do DF. Ele entrou na mira da CPMI do INSS após informativos feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem que o escritório que leva o nome do então governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F quatro dias após o cadastro do PicPay junto ao governo do DF. Essa quantia foi recebida quatro dias após o governo cadastrar o PicPay para oferecer crédito consignado para servidores.  Nos 12 meses contados a partir da autorização, entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria recebeu R$ 34 milhões da J&F em 15 operações, segundo informativos da empresa feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e publicados pelo G1 em março. Na época, o grupo J&F afirmou ao G1, em nota, que “não há qualquer relação entre eventuais pagamentos ao escritório e ações do Governo do Distrito Federal” e que o escritório de Ibaneis Rocha defende o grupo em mais de 500 processos. O escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria, por sua vez, reforçou quando procurado na ocasiao que prestava serviços para o grupo em “centenas de ações judiciais em múltiplas esferas” e que preza “pela atuação técnica e pelo respeito à legislação nacional”. A Secretaria de Economia do DF dissena ocasião que o modelo antecipação salarial sem cobrança de juros oferecido pelo termo de compromisso com o PicPay estava em análise pelo Tribunal de Contas do DF e, por isso, está temporariamente suspenso. O ex-governador Ibaneis Rocha chegou a dar entrevista à TV Globo e disse que “não há nada de errado no contrato firmado”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero

Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero

Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022, ele tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro, tendo experiência vasta em várias empresas do segmento. Por g1 SP 19/06/2026 Eduardo Chedid é o CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022 e tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro. — Foto: Divulgação/PicPay São Paulo – Alvo de uma operação do Ministério Público nesta sexta-feira (19), Eduardo Chedid é o CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022 e tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro, tendo vasta passagem em várias empresas do segmento. 🔍 A Operação Juros Zero investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal. Bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2024 ele também passou a liderar a holding internacional do grupo PicPay. Antes de ingressar na atual empresa, Chedid foi CEO da Elo por seis anos e vice-presidente comercial da empresa Cielo. Ele ainda atuou como vice-presidente da Visa e diretor da Credicard e também integrou o conselho da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) entre 2015 e 2021. O que diz o PicPay “O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento. A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão. O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade. O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios. A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.” Notícia anterior Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História”

Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História”

Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” Senador tentou associar escândalo ao PT, mas internautas resgataram conversas dele com Daniel Vorcaro sobre filme de Jair Bolsonaro Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 19/06/2026 Lula segue com vantagem sobre Flávio Bolsonaro na Apex/Futura – (Ricardo Stuckert PR / Divulgação) Flávio Bolsonaro tentou usar a nova fase da Operação Compliance Zero para atacar Lula, mas virou alvo da própria cobrança nas redes nesta sexta-feira (19). O senador do PL-RJ explorou a ação da Polícia Federal que atingiu Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e ouviu de volta o nome que o persegue desde maio: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A resposta veio em uma publicação que expôs a contradição do bolsonarista. Flávio tenta empurrar o escândalo para o governo Lula no mesmo momento em que a crise do Master alcança sua pré-candidatura presidencial, o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro e a aproximação do senador com Vorcaro. Um dos comentários resumiu a reação: “maior cara de pau da História”. Flávio Bolsonaro mira Lula e internautas devolvem Vorcaro A operação que Flávio tentou usar como munição foi deflagrada pela PF na quinta-feira (18). Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A investigação apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro em irregularidades ligadas ao sistema financeiro nacional. A Fórum mostrou, ainda na quinta, que Jaques Wagner e Augusto Lima, sócio de Vorcaro, foram alvos da nova fase da PF sobre o caso Master. A ofensiva abriu uma nova frente de desgaste para o governo, mas também reacendeu a conexão do próprio Flávio com o banqueiro que está no centro do escândalo. Foi esse ponto que dominou os comentários. Internautas lembraram que o filho de Bolsonaro não é observador distante do caso. Ele aparece no enredo político do Master por causa das conversas com Vorcaro sobre dinheiro para Dark Horse, a produção audiovisual criada para glorificar a trajetória do ex-presidente. Fórum mostrou pressão sobre Flávio no caso Master O ataque de Flávio a Lula ocorre depois de semanas de desgaste para o bolsonarista. A Fórum revelou que Flávio precisou defender sua relação com Vorcaro após ser pressionado em evento. Na ocasião, o senador voltou a dizer que tratou de apoio privado ao filme sobre Jair Bolsonaro e negou irregularidades. A explicação não encerrou a crise porque o caso ganhou novas camadas. A Fórum também mostrou que Vorcaro apresentou nova proposta de delação e incluiu Flávio Bolsonaro e o filme Dark Horse. O movimento colocou a produção sobre Jair Bolsonaro no centro da disputa política em torno do Banco Master. O problema para Flávio é que a investigação deixou de ser apenas um escândalo bancário. Ela passou a atravessar a corrida presidencial de 2026, com impactos sobre o governo, a direita e o projeto do bolsonarismo de lançar o senador como herdeiro eleitoral de Jair Bolsonaro. Por isso, a tentativa de usar Wagner contra Lula não apagou a memória recente sobre Vorcaro. Caso Master volta contra o bolsonarista A nova fase contra Wagner deu à oposição uma chance de pressionar o governo. Mas a reação à postagem de Flávio mostra que o caso Master também funciona como armadilha para o próprio senador. Quando ele tenta posar como acusador, os comentários devolvem a pergunta sobre sua relação com o banqueiro, os áudios, o filme e a delação. Há ainda outro ingrediente incômodo para a família Bolsonaro. A Fórum publicou que Dark Horse entrou na mira da PF por elo entre Master e PCC. A apuração envolve transações financeiras relacionadas a Vorcaro e à estrutura que financiaria a produção sobre o ex-presidente. A invertida desta sexta resume o tamanho do problema. Flávio Bolsonaro tentou colar o Banco Master em Lula, mas acabou reabrindo o flanco que mais o desgasta neste momento: Daniel Vorcaro, Dark Horse e a suspeita de que o maior escândalo financeiro do país também pode atingir o coração da campanha bolsonarista. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas

Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas

Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas O policiamento foi reforçado. É a 2ª noite seguida de confrontos na região. Por g1 Rio 19/06/2026 Blindados da polícia circulam por Rio das Pedras — Foto: Reprodução/TV Globo Moradores de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, registraram novos tiroteios na madrugada desta sexta-feira (19). Desta vez, criminosos usaram drones para jogar granadas em rivais. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre feridos. O policiamento foi reforçado. É a 2ª noite seguida de confrontos entre facções na região: na quinta-feira (18), segundo informações de inteligência do 18º BPM (Jacarepaguá), criminosos do Comando Vermelho (CV), que atuam na Muzema, atacaram pontos controlados por milicianos. Impactos Diante dos confrontos desta sexta, o Rio Ônibus informou que 12 linhas precisaram alterar o itinerário: 343 (Jardim Oceânico-Candelária) SP343 (Rio das Pedras-Candelária) 550 (Cidade de Deus-Gávea) 555 (Rio das Pedras-Gávea) 557 (Rio das Pedras-Copacabana) 861 (Rio das Pedras-Curicica) 862 (Rio das Pedras-Barra da Tijuca) 863 (Rio das Pedras-Barra da Tijuca) 878 (Tanque-Barra da Tijuca) SV878 (Tanque-Barra da Tijuca) 880 (Rio das Pedras-Terminal Alvorada) 961 (Rio das Pedras-Recreio)   Ainda segundo a entidade, na quinta um coletivo foi tomado por bandidos como barricada. Ao menos 17 escolas, sendo uma estadual e as outras municipais, foram fechadas por conta da insegurança na região. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, cinco unidades de Atenção Primária da região suspenderam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Outras duas unidades mantêm o atendimento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas. Cemitérios clandestinos Forças de segurança localizaram na quarta (17) e na quinta 2 cemitérios clandestinos em áreas de mata de Rio das Pedras. Restos mortais de pelo menos 4 corpos foram recuperados — alguns estavam em um poço profundo. A descoberta do local ocorreu após denúncias sobre desaparecimentos na região, que motivaram o início das investigações. A polícia agora trabalha para identificar as vítimas e os responsáveis pela criação e uso dos locais de descarte. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

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