Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF

Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF Corporação teve acesso a relatório financeiro que detalha as transações dos parlamentares; documento foi inserido no inquérito que apura relação entre senador e ex-banqueiro Daniel Vorcaro Por Jonatas Martins | CNN Brasil 18/06/2026 O senador Ciro Nogueira (PP-PI) • Jefferson Rudy/Agência Senado Brasília – Os deputados federais Julio Arcoverde (PP-PI) e Átila Lira (PP-PI) foram apontados pela PF (Polícia Federal) como responsáveis pelo pagamento de faturas do cartão de crédito do senador e atual presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), segundo documentos da investigação da Operação Compliance Zero, que apura o caso Master. A PF teve acesso a um RIF (Relatório de Inteligência Financeira), produzido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que detalha as transações dos parlamentares. O documento foi inserido no inquérito que apura a relação entre Ciro Nogueira e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master. Apesar de terem sido mencionados no relatório, Julio Arcoverde e Átila Lira não são investigados formalmente no caso. De acordo com o documento, Júlio Arcoverde realizou o pagamento de um boleto no valor de R$ 13.693,54 no dia 19 de junho de 2024. A própria investigação ressalta os vínculos pessoais e econômicos entre ele e Ciro Nogueira. A PF apontou que os dois foram sócios da Seven—Bar & Charutaria, localizada no centro de Teresina (PI). A empresa funcionou entre 2003 e 2011. Além disso, as investigações também ressaltaram que o filho do deputado trabalha como auxiliar parlamentar no gabinete de Ciro, com uma remuneração mensal de R$ 12.985,57. Duas semanas antes, em 4 de junho de 2024, o deputado Átila Lira realizou o pagamento de outra fatura no cartão de crédito de Ciro Nogueira, esta no valor de R$ 3.457,00, segundo a PF. As investigações apontam que foi possível identificar elementos financeiros demonstráveis que corroboram a hipótese de percepção de vantagem indevida por Ciro Nogueira, em contexto diretamente vinculado aos interesses do grupo econômico liderado por Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, a identificação de pagamentos de faturas de cartão de crédito por parte de pessoas vinculadas politicamente ao senador, incluindo deputados e ex-assessores parlamentares, indica uma “possível utilização de terceiros como instrumento de ocultação do real beneficiário das despesas e dos fluxos financeiros, reduzindo a exposição direta do agente político principal”. Procurada pela CNN, a defesa do senador Ciro Nogueira disse que não iria se manifestar sobre o assunto e “todos os esclarecimentos técnicos para refutar as descabidas insinuações policiais nos autos” serão feitos quando for oportuno. A reportagem também buscou a manifestação dos deputados Júlio Arcoverde e Átila Lira. Não houve manifestação até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado FederalPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorTeresina PI Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF 18/06/2026 Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões

Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões Ministro-relator do caso Master no STF solta a PF em cima de todo e qualquer suspeito, exceto contra filho do ex-presidente que o nomeou, e que aparece num áudio achacando Daniel Vorcaro em valores milionários Por Henrique Rodrigues | Fórum 18/06/2026 O ministro do STF, André Mendonça – (Fellipe Sampaio /STF) A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), joga luz sobre o que há de mais sofisticado e, ao mesmo tempo, de mais degradante na simetria do poder em Brasília. Investigar fraudes bilionárias, o uso espúrio do parlamento para favorecer interesses de banqueiros e o trânsito de vantagens indevidas é o papel constitucional das instituições. O que não se justifica, e clama por uma crítica severa, é a gritante disparidade com que o ministro-relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o “terrivelmente evangélico” e bolsonarista André Mendonça, maneja a balança da Justiça. Onde há o rigor implacável da caneta para uns, há um silêncio sepulcral e uma pasmante inércia para outros. O escândalo em torno do extinto Banco Master e de seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, redesenhou o mapa das relações promíscuas entre o sistema financeiro e o Congresso Nacional. Diante do colapso de uma estrutura acusada de fraudar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a Polícia Federal e o STF começaram a puxar os fios de uma extensa rede de influência política. No entanto, o desenho final dessa malha de suspeitos, sob a tutela de Mendonça, revela uma seletividade que afronta a lógica do interesse público e evoca fantasmas de blindagem partidária e ideológica. De um lado do espectro, a condução do ministro foi ágil em expor as franjas do centrão e da esquerda. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), há muito tempo habituado aos meandros do pragmatismo fisiológico, foi deixado em mar aberto no curso das investigações. Os relatórios da PF, liberados pelo relator, detalham com requintes de ostentação jantares nababescos em Courchevel, nos Alpes Franceses, viagens de luxo pagas por Vorcaro e repasses mensais de R$ 300 mil que totalizaram ao menos R$ 6 milhões. Para Ciro, o peso das provas e a desidratação de sua blindagem política tornaram sua situação insustentável. O mesmo rigor de Mendonça justificou a autorização para a investida contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). Líder do governo Lula no Senado e pilar histórico do petismo, Wagner viu seus endereços em Salvador e Brasília serem vasculhados por agentes federais. A PF apura se o parlamentar baiano atuou diretamente no Congresso para inflar o teto de cobertura do FGC e facilitar regras de crédito consignado de interesse do banco, supostamente operando por meio de uma pessoa que seria do seu convívio, o banqueiro Augusto Lima, o “Guga”. Trata-se de uma suspeita grave que envolve um suposto imóvel de R$ 2,5 milhões e que exige, por óbvio, apuração rigorosa. Mas o que espanta não é o avanço sobre Wagner ou Ciro; é o tamanho do abismo que separa essas ações do tratamento dispensado ao filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto Jaques Wagner é alvo de buscas por uma suposta interlocução em solo nacional e Ciro Nogueira é exposto por suas viagens, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece intocado, em uma zona de aparente imunidade processual infinitamente mais grave, e envolvendo montantes muito maiores, que desafia qualquer princípio de equidade e lógica. As investigações jornalísticas do The Intercept Brasil expuseram ao país planilhas, contratos, comprovantes bancários do sistema SWIFT e registros de mensagens diretas que comprovam que Daniel Vorcaro transferiu cerca de US$ 10,6 milhões, o equivalente a impressionantes R$ 61 milhões, para um suposto financiamento de Dark Horse, um filme biográfico de cariz bizarro sobre Jair Bolsonaro. Flávio não apenas negociou os valores de forma direta e incisiva com o banqueiro, como o próprio áudio vazado revelou a urgência e a proximidade da cobrança, consolidada em frases de explícito compromisso mútuo. O roteiro financeiro do dinheiro do tal filme é escabroso: os recursos foram remetidos para o exterior, irrigando as contas do Havengate Development Fund LP, no Texas, um fundo controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Diante de uma triangulação internacional dessa magnitude, que envolve indícios robustos de evasão de divisas, lavagem de dinheiro através da fachada de fomento cultural e uma produtora de cinema que nunca produziu nada na área audiovisual, repleta de incongruências, a reação de André Mendonça foi o absoluto nada. Até onde se sabe, Flávio Bolsonaro sequer foi alvo de uma busca e apreensão ou de medidas cautelares similares às que atingiram seus colegas de Senado. Argumentar que o caso de Flávio se difere por se tratar de “investimento privado em obra cultural” ou pela “lentidão burocrática dos mecanismos de cooperação jurídica internacional” é um exercício de cinismo técnico. A robustez documental apresentada no caso dos R$ 61 milhões supera, em materialidade inicial, muitos dos indícios que justificaram o arrombamento de portas de outros investigados, todos também senadores. A diferença real e incontornável não está nos autos, mas na biografia de quem assina as ordens no STF. André Mendonça chegou ao Supremo por uma escolha pessoal e declarada de Jair Bolsonaro, ungido sob a promessa de ser seu representante “terrivelmente evangélico” nos interesses daquela gestão no Tribunal. Ver o mesmo magistrado atuar hoje como o juiz que calibra o tempo, a intensidade e o sigilo de uma investigação que sufoca a oposição e blinda o filho do seu padrinho político é um insulto à neutralidade que se espera da magistratura. A condução da Operação Compliance Zero sob a batuta de Mendonça desenha uma justiça de duas velocidades e dois pesos. Para os adversários ou aliados descartáveis do sistema, aplica-se o rito sumário da espetacularização, das buscas ao amanhecer e do confisco de passaportes. Para o herdeiro do bolsonarismo, que operou repasses milionários nas sombras de offshores norte-americanas com um banqueiro fraudador, concede-se o benefício do tempo, da dúvida e da eterna “fase de verificação”. Se o papel do STF é garantir a estabilidade democrática e a aplicação cega da lei, a postura de André Mendonça
Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação

Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação Na terça-feira, ele afirmou que não tem relação com o banqueiro e criticou acordo de delação premiada firmado com pessoas presas Por Raisa Toledo | O Estado de S.Paulo 18/06/2026 Líder do governo Lula no Senado é alvo de operação da Polícia Federal no caso Master Dois dias antes de ser alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), usou o plenário da Casa para rebater suspeitas envolvendo seu nome nas investigações sobre fraudes no Banco Master. Ele chamou de “leviana” reportagem da revista “Veja” sobre a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono da instituição, e afirmou que não foi procurado sobre as acusações. Segundo a publicação, um capítulo do acordo de delação falava sobre negócios do Master com integrantes do governo da Bahia, com relato do banqueiro sobre um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais. “A capa da Veja fala que revelará os negócios do PT da Bahia, coisa que vem sendo repetido por diversas vezes e eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da (Polícia) Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirma o parlamentar em trecho de sua fala no plenário publicado nas redes sociais. Na ocasião, ele pediu a palavra depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se disse alvo de “ataque pessoal e institucional” pela mesma edição da revista, que apontava citação a seu nome na proposta de delação. Jaques Wagner manifestou solidariedade a Alcolumbre, ressaltou que a delação mencionada na reportagem foi negada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e criticou as condições em que ela foi obtida. Segundo ele, o Congresso Nacional “cometeu um erro” ao aprovar lei que permite colaboração com pessoas presas. “Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência. O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Para alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?”, disse. O senador ainda negou relação com Daniel Vorcaro. “Eu estou muito à vontade porque conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF”, declarou. A PF suspeita que Jaques Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master, por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Segundo os investigadores, a tratou-se de uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima. A corporação também apura suspeitas de pagamento de propina do banco para a empresa de um familiar do senador. Além de Jaques Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco. A defesa do empresário informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.” Jaques Wagner também foi procurada pelo Estadão, mas ainda não se manifestou. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF

MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ Ex-ministra do governo de Jair Bolsonaro hoje é casada com banqueiro Augusto Lima Por Anna Satie | Veja 18/06/2026 A ex-ministra do governo Bolsonaro e ex-deputada federal Flávia Arruda (Foto: Pedro França/Ag. Senado) A sede do Instituto Terra Firme, em Salvador, foi um dos endereços onde a Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira, 18, mandados de busca e apreensão no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Banco Master. O instituto é presidido por Flávia Peres, como é conhecida agora a ex-ministra da Secretaria de Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela deixou de usar o sobrenome Arruda ao se separar do ex-marido, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em 2022. Atualmente, ela é casada com o banqueiro Augusto Lima, vinculado à empresa Terra Firme da Bahia Ltda., da qual o instituto é o braço filantrópico. Flávia não é alvo da operação de hoje, que mira a relação entre Augusto Lima e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Quem é investigada é a prima de Augusto, Andréa Lima Novaes, que é diretora da PKL One Participações –a empresa transferiu 3,5 milhões de reais para uma pessoa jurídica ligada à família de Wagner. De acordo com a investigação, Andréa também teria vínculo profissional com a Terra Firme. Além disso, a PF também obteve fotos de presentes que seriam encaminhados pela Terra Firme a Jaques Wagner e Guilherme Sodré – pai do enteado de Wagner, Eduardo Sodré. Por esses motivos, a autoridade policial pediu autorização ao STF para cumprir os mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à empresa, citando “a necessidade de obtenção de documentos e registros que esclareçam o papel da pessoa jurídica [Terra Firme] no conjunto de relações empresariais, financeiras e operacionais ligadas a Augusto Ferreira Lima.” Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Caso Master: ação contra Wagner abre precedente para operação da PF contra Flávio Bolsonaro, o “irmão” de Vorcaro

Caso Master: ação contra Wagner abre precedente para operação da PF contra Flávio Bolsonaro, o “irmão” de Vorcaro O que já se sabe e os valores envolvidos na relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro superam e muito os dados que embasaram a decisão de André Mendonça para dar aval à ação contra Jaques Wagner. Há, apenas, uma dúvida. Por Plínio Teodoro | Fórum 18/06/2026 Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner no Senado e André Mendonça com Jair Bolsonaro (Agência Senado / Alan Santos PR) A nona fase da Operação Compliance Zero, desencadeada nesta quinta-feira (18), que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, na conexão baiana do escândalo financeiro do Caso Master, abre precedente para que o próximo “toc toc” dos agentes da Polícia Federal (PF) aconteça na mansão de R$ 5,97 milhões de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no Lago Sul, em Brasília. E isso pode acontecer em plena campanha eleitoral. A decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), cita elementos consistentes para a realização da busca e apreensão nos endereços de Wagner. Baseado no relatório da Polícia Federal, Mendonça cita que o senador baiano é tido “como suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”. “De acordo com a representação, foram auferidas vantagens econômicas indevidamente pelo parlamentar. Nesse ponto, há questões mais laterais, como: (i) o uso gratuito de aeronaves vinculadas a AUGUSTO FERREIRA LIMA ou ao Banco Master; e (ii) o recebimento de ingressos para shows no exterior de elevado valor. De outra parte, há questões mais relevantes, quais sejam: (iii) a aquisição do apartamento nº 1.702 do empreendimento Poème Horto, que teria sido viabilizada por estruturas societárias e financeiras interpostas; e (iv) pagamentos à empresa vinculada a seu núcleo familiar (no caso, a BN FINANCEIRA LTDA.)”, diz o ministro na decisão que deu aval à PF para a investida. Entre as contrapartidas que, supostamente, teriam sido efetivadas, está o apartamento de R$ 2,5 milhões que teria sido registrado em nome da empresa Epítome S.A., que tem como responsável formal Luiz Antonio Lombardi, alvo da operação, que supostamente teria sido utilizado como uma espécie de “laranja” para ocultar o nome do senador. Em uma das poucas trocas diretas entre o senador e o ex-sócio de Vorcaro citadas na decisão, está uma conversa relativa à aquisição de “ingressos para shows de cantora internacional, realizado na cidade de Los Angeles (Califórnia/EUA)”, em 2023, no valor de R$ 63.339,00. Ação contra Flávio Bolsonaro A decisão de Mendonça mostra que havia elementos suficientes para uma busca e apreensão contra o líder do governo Lula no Senado. No entanto, o que já se tornou conhecido sobre a relação de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro é muito mais grave e envolve valores bem mais vultosos do que aqueles que embasam a ação contra Wagner. Diferentemente de Wagner, Flávio Bolsonaro teve contato direto por diversas vezes com Daniel Vorcaro, mesmo após a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025. Conforme revelou o site The Intercept, Flávio chamou Vorcaro de “irmão” ao cobrar parte das transferências de dinheiro para o suposto financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL), de um total negociado de 24 milhões de dólares. A mensagem de áudio foi enviada no dia 16 de novembro de 2025, véspera da prisão de Vorcaro pela PF no aeroporto de Guarulhos, quando o banqueiro possivelmente tentava fugir rumo a Malta e, em seguida, Dubai. Em dezembro, com Vorcaro de tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar, Flávio Bolsonaro visitou o banqueiro na mansão dele em São Paulo. Um dia depois, o senador deixou a cela na Papudinha dizendo que o pai o teria ungido candidato do clã à Presidência. Além dos contatos diretos e da cobrança, segundo as investigações da Polícia Federal, Vorcaro transferiu efetivamente aproximadamente 10,6 milhões de dólares (cerca de R$ 61 milhões pela cotação da época) ao fundo Havengate, nos EUA, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. A cifra é mais de 20 vezes o valor do suposto apartamento que Augusto Lima teria dado a Jaques Wagner, por meio de um laranja, como contrapartida por sua atuação parlamentar. Em nova reportagem sobre o caso, o The Intercept Brasil revelou planilhas de despesas e comprovantes que mostram toda a transferência dos milhões de Vorcaro para o clã Bolsonaro. Seguindo o rastro desse dinheiro, a PF não teria encontrado, até o momento, indícios de que o montante tenha sido efetivamente usado na produção do filme, nem mesmo o destino desses milhões de dólares — que, avalia-se, podem ter sido usados para financiar uma vida de luxo de Eduardo Bolsonaro nos EUA enquanto arquitetava a conspiração contra o Brasil. Caso repita o timing entre a revelação do caso e a ação contra Wagner, investigadores da PF devem bater à porta de Flávio Bolsonaro em setembro, em plena campanha eleitoral. Obviamente, o filho de Bolsonaro já deve estar colecionando mentiras para se colocar como vítima de “perseguição”, como aprendeu em casa. Mas provas existem. E são fartas. E, pelo visto, o que não falta é independência e vontade da Polícia Federal para derrubar o castelo de cartas marcadas da organização criminosa de Daniel Vorcaro. Doa a quem doer. Basta saber se André Mendonça dará o aval para a ação contra o filho de seu benfeitor, que o alçou justamente à cadeira na mais alta corte do país. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More
MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’

MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ Para justificar operação contra o deputado Val Ceasa, Ministério Público demonstrou como funciona a infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Por Marcelo Gomes e Rafael Nascimento | g1 Rio e Globonews 18/06/2026 Alerj — Foto: Reprodução/TV Globo No relatório que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminhou à Justiça para embasar os pedidos de busca e apreensão contra o deputado estadual Val Ceasa (PRD), a promotoria afirmou que investigações apontam para a infiltração do Terceiro Comando Puro (TCP) em estruturas do poder público estadual. Segundo o órgão, o grupo teria atuação semelhante à já identificada em investigações anteriores — como a que atingiu os ex-deputados Rodrigo Bacellar e TH Joias e revelou a ligação do Comando Vermelho (CV) com a Alerj. Nesta quinta-feira (18), além de Val Ceasa, a Polícia Civil do RJ e o MPRJ cumpriram mandados contra o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. No texto, o MPRJ afirma que há indícios de que parlamentares teriam atuado para favorecer interesses de traficantes ligados ao TCP, incluindo a tentativa de obter informações sobre uma operação policial sigilosa que visava demolir imóveis usados pelo grupo criminoso. Suspeita de interferência em operação policial De acordo com a investigação, Val Ceasa e Ulisses Marins foram ao 16º BPM (Olaria), em dezembro de 2023, para questionar o comando da unidade sobre uma possível ação policial na região de Parada de Lucas. A operação tinha como alvo imóveis de alto padrão — com piscina, academia e até lago artificial — identificados pela polícia como espaços utilizados por integrantes do TCP para encontros e eventos. Após o encontro com os policiais, as autoridades identificaram mudanças nos locais investigados. Entre elas, a retirada de equipamentos, alterações estruturais e a instalação de faixas indicando supostos projetos sociais, o que, segundo o MPRJ, teria sido uma tentativa de disfarçar o uso ilícito dos imóveis. O MPRJ afirma que não há registro oficial desses projetos nos órgãos públicos municipais, o que reforçaria a suspeita de que as ações sociais eram fictícias. Relação com o tráfico A investigação também reúne depoimentos e relatórios que indicam a influência da facção em áreas onde os políticos investigados têm forte base eleitoral. Segundo o documento, uma parcela significativa dos votos de Val Ceasa e Ulisses Marins se concentra em regiões sob domínio do TCP. Além disso, o inquérito aponta a existência de relações indiretas entre assessores dos investigados e integrantes da facção criminosa. Há registros de funcionários ligados aos gabinetes com antecedentes criminais ou vínculos familiares com presos por crimes relacionados ao tráfico. Em um dos trechos da peça, o MPRJ afirma haver uma “miríade de relacionamentos espúrios” entre o parlamentar e o narcotráfico. Infiltração no poder público O ponto mais grave destacado pelo MPRJ é o que chama de infiltração do crime organizado nas instituições políticas. O órgão compara o caso a outras investigações recentes que revelaram a atuação do Comando Vermelho dentro da Alerj. Segundo o texto, os elementos obtidos na apuração indicam que o TCP também conseguiu estabelecer influência no Legislativo estadual. “O presente inquérito policial está a desvendar que a facção rival, autodenominada Terceiro Comando Puro, também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”, diz o Ministério Público. Horas após ser alvo das buscas, Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como “herói”: “A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população”, destacou. A Alerj informou que as acusações não têm fundamento. Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não reconhece qualquer relação com atividades criminosas, e repudia qualquer afirmação a respeito. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense. A Casa reforça ainda seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento de investigações.” Notícia anterior ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF

Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF Informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18). Por g1 e TV Globo 18/06/2026 Montagem mostra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e a cantora Taylor Swift. A Polícia Federal afirma que líder do governo recebeu cinco ingressos de camarote para show. — Foto: Montagem/g1 Brasília – A Polícia Federal afirma que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, recebeu ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023, segundo apuração de Túlio Amâncio. A investigação aponta que foram comprados ingressos para o dia 25 de novembro de 2023, quando, a cantora fez um show em São Paulo, na turnê “The Eras Tour”, com entradas disputadas no Brasil. Segundo a investigação, os bilhetes foram adquiridos por orientação de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master, por R$ 63.339 (entenda a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro mais abaixo). A PF afirma que os ingressos foram destinados a familiares do parlamentar, mas não deixou claro se o próprio Wagner foi ao show. A decisão também cita um show em Los Angeles, nos EUA, onde Taylor se apresentou em agosto de 2023. Não fica claro se também foram comprados ingressos também para a cidade americana. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas até a última atualização desta reportagem não obteve resposta. De acordo com a decisão, Augusto Ferreira Lima orientou sua secretária, em junho de 2023, a providenciar os ingressos. A compra foi feita pela empresa REAG Investimentos S.A., após tratativas que também envolveram João Carlos Mansur. A defesa de Augusto Lima afirmou que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. As mensagens analisadas pela PF mostram que, em 23 de novembro de 2023, Wagner perguntou a Augusto sobre os “ingressos de sábado”, em referência a um show que aconteceria, segundo a PF, no dia 25 daquele mês, em Los Angeles, na Califórnia. Em resposta, recebeu os arquivos dos bilhetes para o camarote. Segundo a investigação, o senador pediu posteriormente que o número de entradas fosse ampliado para cinco pessoas. Augusto respondeu enviando mais dois ingressos. A mensagem reproduzida na decisão diz: “Pronto amigo. Seguem os outros dois”. A PF cita o episódio como um dos exemplos da proximidade entre Wagner e Augusto Ferreira Lima. A investigação também menciona outras supostas vantagens recebidas pelo parlamentar, como o uso de aeronaves privadas e negociações relacionadas à aquisição de um apartamento em Salvador. O caso integra a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa envolvendo gestores e operadores ligados ao Banco Master. A 9ª fase da Operação Compliance Zero revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos autos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. A apuração teve um avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A investigação reúne mensagens, áudios, ligações telefônicas, contratos, comprovantes de transferências bancárias, registros de empresas, planilhas de pagamentos e dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero”, detalha outro trecho do documento. Qual a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro A relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima teve origem nos negócios do Banco Master. Lima levou ao grupo a operação do CredCesta, um cartão consignado voltado a servidores públicos da Bahia que se tornou uma das principais frentes de atuação da instituição financeira. Ao longo dos anos, Augusto Lima passou a ser tratado como um dos principais aliados de Vorcaro e participou de negociações consideradas estratégicas para o crescimento do conglomerado e é apontado como um elo importante entre operações financeiras e articulações de interesse do grupo. De acordo com as investigações, Vorcaro chegou a recorrer a Augusto Lima em meio a crises relacionadas a denúncias que atingiam o banco. Em uma dessas ocasiões, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, o banqueiro teria pedido ajuda ao ex-sócio para conter a repercussão de acusações sobre aportes suspeitos envolvendo o Rioprevidência. Nas investigações mais recentes, a Polícia Federal também passou a atribuir a Augusto Lima um papel relevante não apenas na estrutura financeira ligada ao Banco Master, mas também nas conexões políticas investigadas. A proximidade entre Lima e figuras públicas aparece em diferentes frentes da apuração e é citada pela PF como um dos elementos centrais para compreender a rede de relacionamentos construída em torno do grupo. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Senador foi alvo de 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga Caso Master. Segundo a PF, Jaques Wagner recebeu um apartamento e repasses do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Por Andréia Sadi, Reynaldo Turollo Jr, Isabela Camargo e Túlio Amâncio | GloboNews, g1 e TV Globo 18/06/2026 Dinheiro apreendido durante 9ª fase da Compliance Zero, em Brasília — Foto: Reprodução Brasília – A Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 49 mil dólares em espécie (valor correspondente a R$ 250 mil na cotação desta quinta), em um endereço em Brasília ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas até a última atualização desta reportagem não obteve resposta. Operação da PF Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação desta quinta (18) revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O documento tem como base uma representação da Polícia Federal. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos documentos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A apuração teve avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBrasília DFPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP

Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP Suelen Bacana e Michael Jhonny, que têm relacionamento amoroso, foram detidos por posse ilegal de arma; policiais apreenderam mais de R$ 100 mil em dinheiro vivo durante buscas. Por Felipe Freire, Mariana Queiroz e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 18/06/2026 Suelen Bacana e Michael Azevedo — Foto: Reprodução Na operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que mira agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ, a viúva do ex-vereador Zico Bacana, assassinado a tiros em 2023, e um assessor do deputado estadual Val Ceasa, foram presos em flagrante, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. As prisões de Suelen Silva dos Reis, conhecida como Suelen Bacana, e Michael Jhonny Vianna de Azevedo, ocorreram durante ação que apura a atuação de organizações criminosas na Zona Norte do Rio. Eles foram detidos por posse ilegal de arma de fogo. Atualmente, de acordo com a polícia, eles mantém um relacionamento amoroso. Michael Jhonny era o alvo de um mandado de busca e apreensão. Atualmente, ele é funcionário da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz). A sede da empresa, no Estácio, na Zona Norte, também foi alvo dos mandados. Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam mais de R$ 100 mil em espécie na casa de ambos. A operação é um desdobramento de apurações que indicam possível interferência de agentes políticos em ações do poder público na região dominada pelo TCP, incluindo tentativas de impedir a demolição de construções associadas à facção, como o chamado “resort” do traficante Peixão. Um relatório da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) aponta que houve vazamento de informações sigilosas e pressão de parlamentares para barrar operações contra estruturas do grupo criminoso. O g1 tenta contato com as defesa de Suelen Bacana e Michael Azevedo. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJRioluz Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
PF cita cobrança de enteado de Jaques Wagner a gestor do Master: ‘Amanhã vencem os boletos’

Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP Segundo a PF, Eduardo Sodré, enteado do senador, teria cobrado pagamentos de Augusto Ferreira Lima, gestor associado ao Banco Master. A defesa de Lima diz que os fatos apurados são lícitos. Procurada, a defesa de Jaques Wagner não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. Por Camila da Silva e Andréia Sadi | g1 18/06/2026 Documento oficial que cita cobrança de Eduardo Sodré a Augusto Ferreira Lima antes de repasse de R$ 3,5 milhões à BN Financeira. — Foto: Reprodução São Paulo – A Polícia Federal (PF) apura se a BN Financeira Ltda., empresa citada nos documentos como vinculada a Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), foi usada para receber e dissimular supostas vantagens indevidas no âmbito da investigação sobre o Banco Master. Segundo documentos que embasaram a operação, obtidos pelo blog, a BN Financeira recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One Participações S.A. em 17 de outubro de 2025, empresa dirigida por Andréa Lima Novaes, apontada pela PF como prima de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master. A PF afirma que o repasse teria sido precedido por cobranças feitas por Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner, a Augusto Ferreira Lima. Lima é gestor associado ao Banco Master e apontado como principal interlocutor privado do senador. Em uma das mensagens citadas pela PF, enviada em 4 de setembro de 2025, Eduardo afirmou a Augusto: “Amanhã vence [sic] os boletos e são altos”. Procurada, a defesa de Jaques Wagner não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. A defesa de Augusto Lima afirmou, em nota, que as diligências realizadas pela Polícia Federal eram “desnecessárias”, porque ele está “há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração” (leia a íntegra da nota mais abaixo). Para os investigadores, a operação entre a PKL One e a BN Financeira é um dos pontos centrais do eixo financeiro da apuração. A PF busca verificar se o pagamento tinha lastro em serviços efetivamente prestados ou se serviu para dar aparência legal a repasses indevidos. Eduardo Sodré é identificado nos documentos como enteado de Jaques Wagner, filho de Guilherme Henrique Sodré Martins e pessoa vinculada à BN Financeira. A empresa é descrita pela PF como “pessoa jurídica central no eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”. Os documentos não detalham, no trecho analisado, qual seria a função formal de Eduardo na BN Financeira, como eventual cargo ou participação societária. A vinculação apontada pela PF aparece associada ao papel atribuído a ele nas cobranças de pagamentos e à identificação da empresa como parte do núcleo familiar do senador. A PKL One, responsável pelo repasse à BN Financeira, é descrita pela PF como empresa vinculada ao núcleo de Augusto Ferreira Lima. A diretora da PKL One, Andréa Lima Novaes, é prima dele. Na prática, a suspeita da PF envolve o seguinte fluxo: a PKL One, dirigida pela prima de Augusto Lima, transferiu valores para a BN Financeira, empresa que os investigadores vinculam a Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner. A apuração busca saber se houve prestação real de serviços ou se a operação foi usada para ocultar vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a BN Financeira foi constituída como microempresa, com capital social reduzido e “aparente baixa capacidade operacional”, apesar de ter recebido valores expressivos. Para a PF, esse perfil reforça a necessidade de apurar se a empresa tinha estrutura compatível com os serviços alegadamente prestados. A PF também afirma que Eduardo teve papel ativo nas cobranças dirigidas a Augusto, mencionando boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos. Ainda conforme os documentos, Augusto Lima teria atribuído dificuldades para realizar pagamentos ao insucesso da operação entre o Banco Master e o Banco de Brasília. Para os investigadores, a menção reforça a suspeita de que os pagamentos à BN Financeira poderiam estar relacionados a interesses empresariais do grupo investigado. A investigação também cita planilhas encontradas no celular de Daniel Lopes Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro associado ao núcleo do Banco Master. Segundo a PF, os arquivos tinham registros de pagamentos a uma pessoa identificada como “Dudu”, apelido atribuído a Eduardo Sodré, em valores superiores a R$ 2,34 milhões. No despacho que autorizou a operação, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras da BN Financeira. A medida foi adotada diante da suspeita de que a empresa teria funcionado como veículo formal para recepção e dissimulação de vantagens indevidas. Nota da defesa de Augusto Lima “As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPRD Partido Renovação DemocráticaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJRioluz Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Master: ação da PF contra Wagner mira enteado, gestor de financeira, “nora” e apartamento de R$ 2,5 milhões

Master: ação da PF contra Wagner mira enteado, gestor de financeira, “nora” e apartamento de R$ 2,5 milhões A hipótese central é de troca de favores envolvendo interesses de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e do mercado de crédito consignado, segundo investigadores da PF. Saiba quem são os alvos. Por Plínio Teodoro | Fórum 18/06/2026 Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, sócio de Vorcaro, com a esposa Flávia “Arruda” Peres (Agência Senado / Divulgação Terra Firme) Na nona fase da Operação Compliance Zero, sobre uma suposta conexão baiana do escândalo do Banco Master, mira além de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e do empresário Augusto Lima, o empresário Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, e a esposa dele Bonnie Bonilha, sócia da BN Financeira. Os investigadores ainda citam um apartamento de R$ 2,5 milhões supostamente dado como contrapartida ao senador por atuação política em benefício do grupo. Entre as medidas citadas está a alteração da PEC 65/2023 com a emenda Master, incluída pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), principal lobista de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional. Segundo a PF, Wagner teria dado apoia à “tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e [c] à atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do BancoMaster pelo Banco de Brasília (BRB)”, em referência à tentativa de compra do banco do Governo do Distrito Federal, à época comandado por IBaneis Rocha, da instituição de Vorcaro. A hipótese central é de troca de favores envolvendo interesses do Banco Master e do mercado de crédito consignado, segundo investigadores da PF. Veja quem são os alvos da investigação: Jaques WagnerSenador da República, Jaques Wagner é apontado pela Polícia Federal como o suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas nesta nova fase da Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, ele teria recebido benefícios indiretos por meio do uso de aeronaves privadas, ingressos para eventos internacionais e da aquisição dissimulada de um apartamento de alto padrão no empreendimento Poème Horto, em Salvador. A PF também sustenta que empresas ligadas ao núcleo familiar do senador receberam recursos provenientes de estruturas empresariais associadas a Augusto Lima e ao Banco Master. Em contrapartida, Wagner teria atuado em pautas de interesse do grupo financeiro, especialmente em temas relacionados ao crédito consignado e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O senador nega irregularidades. Augusto Ferreira LimaEmpresário baiano e ex-executivo ligado ao Banco Master, Augusto Ferreira Lima é descrito pela Polícia Federal como o principal operador privado do esquema investigado. Criador da CredCesta e figura de confiança de Daniel Vorcaro, ele teria coordenado a entrega das vantagens atribuídas ao núcleo ligado a Jaques Wagner. Segundo a investigação, coube a Augusto organizar desde o uso de aeronaves particulares até a engenharia financeira que viabilizou a compra do apartamento apontado como destinado ao senador. A PF também o identifica como responsável pela articulação dos repasses realizados a empresas ligadas ao entorno familiar de Wagner. Eduardo Mendonça Sodré MartinsEnteado de Jaques Wagner e gestor da BN Financeira Ltda., Eduardo Sodré Martins aparece em documentos e planilhas apreendidos pela investigação sob o apelido “Dudu”. De acordo com a PF, ele teria atuado diretamente na cobrança e no acompanhamento de pagamentos feitos pelo grupo empresarial ligado a Augusto Lima. Os investigadores associam seu nome a repasses que ultrapassariam R$ 2,3 milhões. Bonnie Toaldo BonilhaEsposa de Eduardo Sodré Martins, Bonnie Toaldo Bonilha integraria o núcleo empresarial familiar que está no centro das apurações. Ela aparece vinculada à estrutura societária da BN Financeira e de empresas relacionadas ao grupo. A PF investiga se essas empresas desempenhavam atividade econômica compatível com os valores recebidos ou se teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade a repasses considerados suspeitos. Contratos relacionados à prospecção de operações de crédito consignado também entraram no radar dos investigadores. Patrich Toaldo BonilhaPatrich Toaldo Bonilha é ligado à BN Representações Tecnológicas Ltda., empresa apontada pela Polícia Federal como parte do circuito empresarial investigado. Embora tenha menor exposição pública que outros alvos da operação, seu nome aparece em razão da participação societária em empresas que compartilhavam endereço, telefone e estrutura administrativa com outras pessoas e empresas do núcleo familiar de Eduardo Sodré. A PF busca esclarecer se essas sociedades possuíam atividade efetiva ou se integravam uma estrutura voltada à circulação e dissimulação de recursos. Guilherme Henrique Sodré Martins (“Tio Guiga”)Pai de Eduardo Sodré Martins e homem de confiança de Jaques Wagner, Guilherme Sodré Martins, conhecido como “Tio Guiga”, é tratado pela Polícia Federal como um elo entre o núcleo político, familiar e empresarial investigado. Segundo os autos, ele teria atuado como interlocutor entre representantes do Banco Master, integrantes do gabinete do senador e empresas ligadas à família. Seu nome aparece em tratativas relacionadas ao apartamento Poème Horto, inclusive após o avanço das investigações, o que levou a PF a considerá-lo peça-chave na articulação do grupo. Valério Marega Júnior (“Valério Fundos”)Especialista do mercado financeiro e associado a estruturas de fundos de investimento, Valério Marega Júnior é apontado pela investigação como um dos responsáveis pela operacionalização financeira da compra do apartamento vinculado ao caso. Segundo a PF, ele teria sido acionado por Augusto Lima para estruturar mecanismos que permitissem a aquisição do imóvel sem que o verdadeiro beneficiário aparecesse formalmente na documentação. Sua atuação é analisada pelos investigadores como parte da engenharia financeira utilizada para ocultar a origem e a destinação dos recursos. David Lopes MonteiroDavid Lopes Monteiro figura entre os alvos da operação por sua atuação junto ao núcleo empresarial e jurídico investigado. Embora detalhes sobre sua participação permaneçam sob sigilo, a Polícia Federal o identifica como um operador relevante na estrutura utilizada pelo grupo. A suspeita é que ele tenha contribuído para a formalização de negócios, contratos e mecanismos societários empregados nas operações financeiras investigadas. Luiz Antonio LombardiDiretor da Epítome S.A., Luiz Antonio Lombardi aparece na investigação como o responsável formal pela empresa que adquiriu o apartamento Poème Horto, em Salvador. A Polícia Federal suspeita que ele tenha atuado
Saiba como Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master, segundo a PF

Saiba como Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master, segundo a PF Polícia Federal suspeita que senador atuou para favorecer Daniel Vorcaro em ‘Emenda Master’ e crédito consignado, FGC e fiscalização da compra do Banco Master pelo BRB. Por Andréia Sadi e Juliana Braga | g1 18/06/2026 Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado A decisão judicial que autorizou cumprimento de mandados contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na manhã desta quinta-feira (18) traz relatos da Polícia Federal que indicam como o senador teria atuado em favor do Banco Master. A ação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero. De acordo com o documento, haveria indícios de atuação parlamentar em temas relacionados à matéria de crédito consignado, em relação ao limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e na tentativa de fiscalização e controle da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). A ação teria sido em prol também da “Emenda Master”, que propunha mudanças no funcionamento do FGC. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. A PF identificou, como contrapartida à atuação de Wagner, a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões. Seria a unidade 1.702 do empreendimento Poème Horto, cujos dados teriam sido repassados diretamente de Wagner para Augusto Lima. As tratativas teriam seguido mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais. Wagner, que é líder do governo Lula no Senado, teria tratado diretamente com o banqueiro Augusto Ferreira Lima uma proposta para elevar a margem consignável dos salários de trabalhadores regidos pela CLT, para aposentados e pensionistas, além de autorizar para beneficiários do BPC. O tema virou a emenda n° 30 apresentada à Medida Provisória 1.106/2022, que posteriormente foi convertida em lei. Também houve, segundo a PF, a articulação para a aprovação da PEC 65/2023, que tinha repercussão sobre o limite de cobertura do FGC. É nessa matéria que Wagner teria atuado em prol da “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Teria havido uma sequência de contatos entre Guilherme Sodré, Daniel Vorcaro, o chefe de gabinete do senador e Augusto Lima. Em 13 de agosto de 2024, quando a emenda n° 11 é incluída, há uma ligação entre Wagner e Lima de 9 minutos e 19 segundos, com o envio, logo depois, do link da emenda. Em 27 de agosto do mesmo ano, após um encontro presencial, Lima teria reencaminhado o link da emenda. Apesar da descrição das condutas envolvendo a atividade parlamentar, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não acolheu o pedido de buscas e apreensão no gabinete de Jaques Wagner. A PF havia solicitado, mas a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado contra. “Isso porque a realização de medidas como a ora aventada em dependências situadas na sede de outro Poder reclama fundamentação particularmente rigorosa, apta a demonstrar não apenas a participação do parlamentar nos fatos sob apuração, mas também a existência de elementos indicativos de que, naquele espaço funcional, se encontrem provas indispensáveis à investigação, ou cuja obtenção se revele inviável por outros meios”, justificou o ministro. Também não foi autorizado o cumprimento de medidas em escritórios ligados ao mandato de Wagner. Em entrevista ao programa Estúdio i, em maio, o senador comentou sua relação com os empresários Daniel Vorcaro e Augusto Lima ao abordar a privatização da rede estadual de supermercados Cesta do Povo, realizada durante o governo de Rui Costa, na Bahia. Segundo o parlamentar, a Cesta do Povo representava um elevado custo para os cofres públicos. Ele afirmou que a rede estatal de supermercados gerava prejuízos anuais entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões ao governo baiano. De acordo com o senador, duas tentativas de venda foram realizadas por meio de leilões na Bolsa de Valores de São Paulo, em 2016 e 2018, mas não atraíram interessado O senador relatou no programa que as negociações para a privatização ocorreram com o empresário Augusto Lima, e não com Daniel Vorcaro. Segundo ele, à época não conhecia Vorcaro. “Nós negociamos com o Augusto Lima, que tinha expertise em cartões de serviço e cartões consignados, vendidos para diversos sindicatos em parceria com um empresário espanhol”, afirmou. Ele explicou que a venda da rede foi concluída em 2018 e incluiu também o chamado Cartão Cesta. O parlamentar destacou que sua participação no processo se encerrou naquele momento, assim como a do então governador Rui Costa. “Eu bato palma para o que fizemos. Privatizamos o absurdo que era uma rede estatal de supermercados”, declarou na entrevista. Sobre os desdobramentos posteriores do negócio, o senador afirmou que a gestão passou por outras instituições financeiras. “Daí para frente é com o Banco Máxima, que veio depois, e posteriormente com o Banco Master. Se houve ou não irregularidades, a Polícia Federal está investigando”, disse. Questionado sobre Daniel Vorcaro, o senador reiterou que não tinha relação com o empresário durante a privatização. Segundo ele, Vorcaro passou a integrar o negócio posteriormente, após a saída do sócio espanhol. De acordo com seu relato, Augusto Lima não possuía capital de giro suficiente para continuar as operações de crédito, o que levou à entrada de Vorcaro no empreendimento. Defesa de Augusto Lima A defesa do banqueiro Augusto Lima, alvo da operação desta quinta, enviou a seguinte nota na íntegra: “As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger