Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

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PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador

PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador

PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador Informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18). Por Márcio Falcão, Vladimir Netto, Andréia Sadi, Mariana Laboissière e Ana Flávia Castro | g1 e TV Globo 18/06/2026 Senador Jaques Wagner (PT) — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado Brasília – Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a “9ª fase da Operação Compliance Zero” deflagrada nesta quinta-feira (18), revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A medida foi tomada com base em representação da Polícia Federal. A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões (entenda mais abaixo). A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos autos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. A apuração teve um avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A investigação reúne mensagens, áudios, ligações telefônicas, contratos, comprovantes de transferências bancárias, registros de empresas, planilhas de pagamentos e dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero”, detalha outro trecho do documento. A defesa de Augusto Lima afirmou que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública” (veja na íntegra mais abaixo). A ‘Emenda Master’ e contrapartidas A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro. Entre as medidas citadas estão a chamada “Emenda Master” e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor no qual o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta. 🔎 O Credcesta é um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, em que o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento. Registros financeiros do Master apontam que, em 2024, a venda das operações de crédito consignado ao Credcesta rendeu mais ao banco do que os juros cobrados dos servidores nessas mesmas operações. Em contrapartida a essa atuação parlamentar, os investigadores suspeitam que Wagner tenha sido beneficiado com: Propina: repasses que somariam R$ 3,5 milhões, realizados por meio de uma empresa ligada ao enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o “Dudu” (secretário de Meio Ambiente do governo da Bahia), e à nora do senador, Bonnie Toaldo Bonilha. Imóvel de luxo: a transação suspeita de um apartamento no Poeme Residence (unidade 1.702), localizado no bairro do Horto Florestal, em Salvador — área nobre da capital baiana. O apartamento está avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, segundo a PF. Mordomias: o uso frequente de aeronaves particulares e o recebimento de ingressos para shows. Na decisão, consta a compra de ingressos para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos, no valor de mais de R$ 63 mil pagos pela empresa Reag Investimentos em favor da família do senador.   🔎A Reag era a gestora dos fundos usados nas operações do Banco Master — e esses fundos teriam sido usados para inflar números e ocultar riscos. Sobre os temas que o senador teria tratado com Augusto Lima, a decisão detalha três pontos: elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para os aposentados e pensionistas vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas federais de transferência de renda. tentativa de aprovação da PEC nº65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).   🔎A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, conhecida como Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sob investigação da Polícia Federal, propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras. ➡️Na prática, ela ampliaria o modelo de negócios fraudulento do Master, a partir da ampliação da cobertura do FGC. 🔎Segundo a decisão, a Polícia Federal identificou que “o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master” e depois entregue “em envelope endereçado a ‘Ciro’” na residência do senador. Segundo os investigadores, Jaques Wagner teria atuado pela aprovação da proposta no Congresso. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio

Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio

Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio g1 teve acesso a relatório da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), à época, que descreve pressão política, vazamento de operação e sucessivos adiamentos da ação em área dominada pelo tráfico. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 18/06/2026 Placa de projeto social com os nomes dos parlamentares Val Ceasa, Ulisses Marins e Dani Cunha foi encontrada em resort de Peixão — Foto: Reprodução Um documento interno da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), obtido pelo g1, revela que o deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins (União Brasil) tentaram interferir nas operações para impedir a demolição de imóveis de luxo do Terceiro Comando Puro (TCP) — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. Os parlamentares são alvos de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18). De acordo com o relatório, a ação, que estava sendo planejada desde novembro de 2023 em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e a Polícia Militar, foi adiada mais de uma vez após vazamento de informações e pressões políticas. Ainda segundo o documento, a demolição de imóveis apontados como base de atuação da facção Terceiro Comando Puro (TCP) estava inicialmente marcada para 14 de dezembro de 2023. Dias antes da operação, porém, o Ministério Público foi informado de que Val Ceasa e Ulisses Marins teriam procurado o 16º BPM (Olaria) afirmando que os imóveis seriam usados para projetos sociais voltados a crianças e idosos. Posteriormente, foi colocada uma faixa com os nomes de Val, Ulisses e Dani Cunha. O documento detalha que os parlamentares tinham conhecimento prévio das construções que seriam alvo da operação, apesar de o planejamento estar sob sigilo. A suspeita levantada pelo próprio Ministério Público é de que houve vazamento de informação. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) para apuração. O relatório cita ainda que, em 12 de dezembro de 2023, o ex-vereador Ulisses Marins entrou em contato com o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, informando que ele e o deputado estadual conhecido como “Val Ceasa” haviam estado com integrantes da Polícia Militar. Na ocasião, teriam sido informados de que não haveria apoio operacional para a demolição naquela semana. Sem garantias de segurança — já que a região integra o chamado Complexo de Israel, dominado por criminosos armados —, a operação foi cancelada por falta de apoio da PM. As investigações indicam que os imóveis estavam ligados à atuação do TCP em áreas como Parada de Lucas, Vigário Geral, Cidade Alta e Cordovil. Relatórios técnicos da prefeitura e da Polícia Militar apontavam a ilegalidade das construções e o uso das estruturas pela facção. Após o cancelamento, novas tentativas de demolição foram feitas ao longo de 2024, mas voltaram a ser interrompidas. Em outubro daquele ano, uma operação policial na região terminou com três mortos e evidenciou a forte resistência armada de criminosos, o que levou ao novo adiamento. A demolição só foi retomada em 2025. Segundo o documento da Seop, uma nova data chegou a ser marcada para fevereiro, mas a ação foi novamente adiada. Já em março, na véspera da operação, a secretaria foi informada de que não deveria participar da ação, apesar de já ter mobilizado equipes e equipamentos. Ainda assim, a demolição acabou sendo realizada posteriormente. Paralelamente, diligências da Polícia Militar indicaram indícios de que o suposto projeto social citado pelos parlamentares não tinha registro oficial. No local, agentes chegaram a encontrar faixas com nomes de políticos ligados às supostas iniciativas. A reportagem tenta contato com os citados. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado EstadualMP-RJPGJ Procuradoria-Geral de JustiçaPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa

Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa

Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa Repasse de R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde foi feito a “Mentora Samantha”, que confirmou ter sido contratada por Juliana para realizar um “casamento espiritual” Por Julinho Bittencourt | Fórum 18/06/2026 Juliana Maria Teixeira da Costa/Foto: Redes Sociais A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, de 42 anos, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pelos crimes de associação criminosa e peculato. Segundo a Promotoria, ela teria desviado R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde para custear um ritual de “casamento espiritual” com o objetivo de afastar o coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, da esposa e manter um relacionamento afetivo com ele. Além de Juliana, também foram denunciados Lauro e o empresário William Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., contratada pela prefeitura para prestar serviços. Conforme o MP-SP, os três teriam se associado para fraudar licitações e direcionar contratos à empresa de William. De acordo com a denúncia, o pagamento destinado ao ritual foi feito por meio da empresa contratada pelo município. A Promotoria afirma que uma nota fiscal falsa foi utilizada para justificar a transferência de R$ 41,2 mil, supostamente referente a serviços médicos prestados em período em que não havia atividades da Estratégia Saúde da Família. O valor teria sido pago apenas 12 minutos após a emissão da nota e repassado posteriormente a uma terceira pessoa sem vínculo com a área da saúde. “Mentora Samantha” Prints divulgados nas redes sociais e apresentados por um vereador levaram à investigação de um possível repasse do mesmo valor para a chamada “Mentora Samantha”. Segundo o Ministério Público, a mulher confirmou ter sido contratada por Juliana para realizar um “casamento espiritual” com Lauro, visando afastá-lo da esposa. “O dinheiro do Fundo Municipal de Saúde deve ser destinado exclusivamente à saúde pública”, destacou o MP-SP ao sustentar que a utilização dos recursos públicos para esse fim configura crime de peculato. Justiça suspende contratos e impõe restrições A Justiça da Comarca de Apiaí acolheu pedido do Ministério Público e determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura de Ribeira e a W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., além de proibir novos acordos com a empresa até decisão em contrário. Na denúncia apresentada em 30 de julho pelo promotor Renan Mendes Rodríguez, o MP também pediu medidas cautelares contra os investigados, entre elas a proibição de acesso à prefeitura e às repartições municipais, impedimento de contato com testemunhas e servidores de setores estratégicos, além do afastamento imediato de Juliana dos cargos de vice-prefeita e secretária municipal de Saúde e de Lauro das funções de coordenador da Saúde e técnico de enfermagem. Trajetória política Nascida em 3 de fevereiro de 1983, em Jaguariaíva (PR), Juliana é formada em Assistência Social, divorciada e mãe de dois filhos. Nas eleições de 2024, declarou patrimônio de R$ 45,4 mil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora tenha nascido no Paraná, Juliana possui vínculos familiares com o Vale do Ribeira. Nas redes sociais, ela já afirmou que ingressou na política inspirada pelo pai, que foi secretário de Saúde e vice-prefeito de Itapirapuã Paulista. Filiada ao MDB, Juliana tornou-se a primeira mulher eleita vice-prefeita de Ribeira ao integrar a chapa “Avante Ribeira”, ao lado do prefeito Ari do Carmos Santos (PSD), reeleito com 45% dos votos válidos. Entre 2020 e 2024, ela ocupou os cargos de secretária municipal de Saúde e chefe de gabinete. Defesa O advogado Yuri Amaral Nazareth, que representa William Felipe da Silva, afirmou que o empresário compareceu espontaneamente à Promotoria e está comprometido em esclarecer os fatos. Segundo ele, as relações entre William, Juliana e Lauro são profissionais e comuns ao funcionamento da administração pública. “Quanto às alegações de desvio de recursos, é crucial enfatizar que William está comprometido em esclarecer essa situação completamente. A ausência de documentação mencionada pode ser atribuída a dificuldades circunstanciais, mas não necessariamente a intenções maliciosas”, declarou. A Prefeitura de Ribeira e a chamada Mentora Samantha foram procuradas pela reportagem do G1, mas não haviam se manifestado até a última atualização. Juliana e Lauro também foram denunciados por outros crimes relacionados às supostas fraudes em licitações. O Ministério Público pede ainda a reparação mínima de R$ 41,2 mil aos cofres públicos. Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPRibeira SPTSE Tribunal Superior EleitoralVice-prefeita Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia

Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Empresário baiano voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), junto com o senador Jacques Wagner (PT-BA). Em 2025, ele comprou o Banco Pleno, que tem sede em SP, e ampliou negócios com o Credcesta em parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Por g1 SP 18/06/2026 Augusto Lima, ex-dono do Banco Pleno que foi alvo de mandados nesta quinta (18) — Foto: Vanner Casaes/Agência Alba São Paulo – O banqueiro Augusto Ferreira Lima, do Banco Pleno, e ex-sócio de Daniel Vorcaro, é alvo nesta quinta-feira (18) de mandados de busca e apreensão da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). A sede do banco estava localizada na Alameda Santos, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Ele já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado na mesma operação. O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central do Brasil (BC). De acordo com as investigações da PF nos celulares de Vorcaro, Lima também atuou para que o BRB comprasse as carteiras do Banco Master. Em nota, a defesa de Lima informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração” e que “os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”. O texto também afirma que “Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. Lima era controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso em Brasília. Ele tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo o Banco Master, mas também a nomes ligados ao governo. Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”. Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras. Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado. Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024. Liquidação do Banco Pleno A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo BC. Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos.   Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.” 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.   O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes públicos com o TCP

Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes públicos com o TCP

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão contra 3 agentes públicos investigados por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Por Marcelo Gomes, Priscilla Moraes e Rafael Nascimento | GloboNews e g1 Rio 18/06/2026 Val Ceasa e Ulisses Marins — Foto: Reprodução O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ. Também sofreram buscas o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (PSD) e um ex-assessor parlamentar. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. Um dos endereços é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo a força-tarefa, o trio interveio para tentar impedir a demolição do “resort” do chefão do TCP. A operação policial para pôr o imóvel abaixo chegou a ser adiada. Duas pessoas foram presas em flagrante. Na casa de Val Ceasa, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie. Cerca de R$ 150 mil foram encontrados em outros endereços dele. Procurado, Val do Ceasa afirmou à GloboNews que trabalha em prol das pessoas mais humildes e negou que tenha procurado batalhão para impedir a demolição de um “resort” do traficante Peixão. Um documento da Secretaria de Ordem Pública afirma que ele e o ex-vereador Ulisses Marins teriam se envolvido na tentativa de deixar o local intacto. Ação para salvar ‘resort’ A investigação começou na Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf) da Polícia Civil e foi remetida ao MPRJ. O procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, pediu os mandados, e a Justiça deferiu as buscas desta quinta. A força-tarefa encontrou indícios de que esses agentes públicos procuraram a Polícia Militar para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. O espaço, batizado de “Resort Green”, ficava em uma área de preservação ambiental em Parada de Lucas, que compõe o Complexo de Israel, principal reduto do TCP. A propriedade tinha piscinas e até um lago para a criação de carpas. Segundo o MPRJ, os investigados teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. No entanto, as apurações indicam que essa justificativa não correspondia à realidade. Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo. Val Ceasa se defende Pouco antes de chegar à Assembleia Legislativa do Rio, o deputado Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como “herói”: “A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população”, afirmou Val. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense.” Nota da Prefeitura do Rio “A Prefeitura do Rio informa que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois a Prefeitura do Rio possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBrasília DFPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Câmara aprova ‘jabuti’ que anistia caminhoneiros de bloqueios bolsonaristas em MP do Frete

Câmara aprova ‘jabuti’ que anistia caminhoneiros de bloqueios bolsonaristas em MP do Frete

Câmara aprova ‘jabuti’ que anistia caminhoneiros de bloqueios bolsonaristas em MP do Frete Relator Zé Trovão (PL-SC), que apoiou bloqueios em rodovias, incluiu tema estranho ao conteúdo original da proposta em medida enviada ao congresso pelo governo Lula Por Guilherme Matos | O Estado de S.Paulo 17/06/2026 Deputado Zé Trovão (PL-SC) foi o relator do MP Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 17, a MP do Frete, enviada pelo governo Lula para reforçar o cumprimento do piso mínimo do transporte rodoviário. O texto que seguirá ao Senado carrega um acréscimo estranho ao tema: a anistia às multas judiciais, administrativas e civis impostas a caminhoneiros e transportadores que participaram dos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. A anistia foi incluída pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC), relator da MP. Caminhoneiro de profissão e uma das lideranças das mobilizações bolsonaristas do setor, o parlamentar declarou apoio público aos bloqueios que ocorreram após o resultado do segundo turno de 2022, em entrevista à rádio Jovem Pan. “Estou acompanhando de perto”, disse na ocasião. Trovão já teve prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de organizar manifestações violentas e incitar invasões à Corte. Ele ficou foragido, mas foi localizado pela Polícia Federal em um hotel no México. A anistia aprovada nesta quarta-feira cancela multas aplicadas por decisões judiciais ou administrativas, sanções civis e administrativas, e abrange valores já inscritos em dívida ativa. O benefício vale para transportadores, pessoas físicas e jurídicas, e para motoristas. O perdão às multas entrou como um “jabuti” — jargão para emenda ou trecho inserido em um projeto de lei ou MP que não tem nenhuma relação com o tema principal. O objetivo central da MP é reforçar o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, criada em 2018 após uma greve nacional de caminhoneiros que paralisou o país por dez dias. O texto cria a obrigatoriedade de registro eletrônico de todas as operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que deverá conter os dados do contratante, do contratado, o valor do frete e a forma de pagamento. A medida estabelece uma trava: o sistema não permitirá a geração do código para operações com valor abaixo do piso mínimo fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para quem descumprir as regras, o texto prevê uma escala de punições. Empresas que contratarem fretes abaixo do piso de forma reiterada poderão ter o registro suspenso por até 30 dias. Em caso de reincidência, a suspensão pode chegar a 45 dias. O texto também institui um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas profissionais empregados em operações de longa distância — aquelas em que o motorista permanece fora da base da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas. Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresDeputado FederalMedida Provisória MPPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Eduardo Bolsonaro revela estratégia desesperada após condenação no STF

Eduardo Bolsonaro revela estratégia desesperada após condenação no STF

Eduardo Bolsonaro revela estratégia desesperada após condenação no STF Corte brasileira condenou o ex-deputado à prisão e o tornou inelegível por 12 anos Por Marcelo Hailer | Fórum 17/06/2026 Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Marcelo Camargo/Agência Brasil O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) ativou o modo desespero após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de interferência no andamento do processo da trama golpista. Como pena, a Corte estabeleceu quatro anos e dois meses de prisão e o tornou inelegível por 12 anos. De maneira desesperada, Eduardo Bolsonaro afirmou, durante entrevista ao SBT News, que, mesmo inelegível, vai manter sua candidatura como suplente na chapa de André do Prado ao Senado pelo estado de São Paulo: “Pretendo seguir como suplente na chapa encabeçada pelo pré-candidato André do Prado. Acho que ele vai ser o senador mais votado de São Paulo.” Eduardo Bolsonaro debocha do STF após ser condenado: “Sentença nula” O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu com deboche após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de interferência no julgamento da trama golpista. A Corte o condenou a quatro anos de prisão e o tornou inelegível por 12 anos. Por meio de suas redes, Eduardo Bolsonaro desqualificou a decisão do STF e afirmou que “desconhece” os crimes que lhe foram imputados: “Tomo conhecimento, mais uma vez pela imprensa, de que supostamente o STF teria formado maioria para me condenar por algum crime que desconheço. Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei. Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido. Esse mesmo instrumento foi expedido a outro acusado no processo, mas a mim nunca foi cumprido. Se o meio existe e a própria Corte o reconhece, por que não a mim?” Em outro momento, o ex-deputado classificou a sentença do STF como “nula” e disse que o único objetivo da Corte é tirar seu nome da disputa eleitoral: “Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições.” Eduardo Bolsonaro é condenado pelo STF por coação à Justiça A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (16) para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de interferir no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, era um dos réus. O primeiro a votar foi o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que destacou o fato de que nenhum parlamentar, mesmo que esteja de licença, pode usar o cargo para conspirar contra o próprio país. Durante sua fala, Moraes exibiu uma série de vídeos em que Eduardo Bolsonaro usa a figura de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para ameaçar autoridades brasileiras. Dessa maneira, Moraes seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e afirmou que há elementos em abundância que comprovam que Eduardo Bolsonaro praticou o crime de coação no curso do processo, cujo objetivo era beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi julgado e condenado na ação da trama golpista. Cabe lembrar que, à época, Donald Trump chegou a publicar uma carta em que pedia que o processo contra Jair Bolsonaro fosse paralisado e que o ex-presidente fosse liberado. A Corte brasileira seguiu seu trabalho, e a diplomacia brasileira entrou em campo, o que resultou em um entendimento entre Brasil e Estados Unidos. Mesmo com acordos entre Brasil e Estados Unidos, ficou claro para a PGR e para o STF que Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos com o objetivo de instar as autoridades estadunidenses a intervir na Justiça brasileira em favor de seu pai, o que não deu certo. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino – presidente da Primeira Turma – seguiram a relatoria de Alexandre de Moraes. Com isso, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. Com a decisão, ele também ficará inelegível por 12 anos, o que o impede de disputar eleições até 2038. Além da pena de prisão, Eduardo Bolsonaro terá de pagar multa de R$ 162 mil, correspondente a 50 dias-multa. Cada dia-multa foi fixado no valor equivalente a dois salários mínimos. PGR vê ataque à Justiça e pede condenação de Eduardo Bolsonaro A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta terça-feira (16), durante julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A manifestação foi apresentada pelo subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães, que sustentou que Eduardo atuou para tentar interferir no andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Para embasar o pedido de condenação, Magalhães citou publicações feitas por Eduardo Bolsonaro e mensagens trocadas entre ele e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o representante da PGR, o conjunto de provas demonstra que houve tentativa de pressão contra a Justiça brasileira. “Essa é uma situação relativamente simples do ponto de vista penal. Há todo um elemento, um contexto fático e conjunto de provas evidenciando que essa coação efetivamente existiu”, afirmou o subprocurador-geral. Em outro momento de sua manifestação, Magalhães destacou que o caso não envolve apenas autoridades individualmente consideradas, mas a própria administração da Justiça. “Então, quem é vítima dentro desses fatos é a Justiça, porque o crime é contra a administração da Justiça, embora se fale em autoridades”, declarou. Julgamento Eduardo Bolsonaro é julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já apresentou seu relatório. Em seguida, a defesa do deputado cassado passou a se manifestar. Após a sustentação da defesa, os ministros devem iniciar a votação. Alexandre de Moraes será o primeiro a votar, seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Primeira Turma. Em maio, Eduardo Bolsonaro foi acusado pela PGR de atuar junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para criar um ambiente de instabilidade

Governo do RJ suspende pagamentos de projeto de R$ 52 milhões por suspeita de desvio de dinheiro público

Governo do RJ suspende pagamentos de projeto de R$ 52 milhões por suspeita de desvio de dinheiro público

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Contrato previa a criação de 20 postos de atendimento ao consumidor. Ministério Público abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na execução do programa. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 17/06/2026 O ex-governador Cláudio Castro (PL) — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O Governo do Rio suspendeu os pagamentos do projeto Balcão do Consumidor após auditorias identificarem indícios de irregularidades na execução do contrato de R$ 52 milhões. O programa foi implantado durante a gestão do então secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e previa a criação de 20 postos de atendimento ao consumidor em diferentes regiões do estado. Gutemberg Fonseca chegou ao comando da secretaria por indicação política do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo fontes ouvidas pelo RJ2. Agora, o projeto também é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A suspensão foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, após recomendação da Controladoria Geral do Estado e da Auditoria Geral do Estado, que apontaram fragilidades na prestação de contas, ausência de comprovação documental de despesas e risco de dano aos cofres públicos. Alertas ignorados As suspeitas em torno do Balcão do Consumidor começaram antes mesmo da assinatura do contrato. O projeto foi criado nos moldes da Casa do Consumidor, um dos programas vinculados ao escândalo do Ceperj, interrompido em 2022 após denúncias de desvios de recursos públicos. O caso teve repercussão política e integrou o conjunto de fatos que resultaram na condenação do ex-governador Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico pela Justiça Eleitoral. Outro ponto que gerou questionamentos foi a escolha da entidade responsável pela execução do programa. O contrato foi firmado com a ONG Contato, que posteriormente passou a se chamar Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais. A organização já havia sido condenada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) a devolver cerca de R$ 27 milhões por irregularidades verificadas em outro projeto executado no estado. Diante desse histórico, a Controladoria Geral do Estado emitiu parecer alertando que havia “risco de reincidência em futuras parcerias”, classificando o antecedente como “um fator crítico que deveria ser considerado”. Apesar do alerta, seis dias depois o então governador Cláudio Castro autorizou a contratação. R$ 17 milhões já foram pagos A auditoria realizada pela atual gestão apontou que parte dos riscos identificados anteriormente pode ter se concretizado. Dos R$ 52 milhões previstos no contrato, aproximadamente R$ 17 milhões já haviam sido pagos quando a Auditoria Geral do Estado concluiu que existiam “riscos relevantes relacionados à execução do objeto”. Segundo o relatório, foram encontradas falhas como ausência de comprovação documental suficiente das despesas realizadas, fragilidade nos mecanismos de controle, monitoramento e prestação de contas, além de “potencial risco de desvio de finalidade e de dano ao erário”. Os auditores também afirmaram que o Procon-RJ não apresentou documentação suficiente para comprovar adequadamente a aplicação dos recursos já recebidos. “O PROCON/RJ não encaminhou elementos suficientes para demonstrar, de forma adequada, a regular prestação de contas da parcela já executada”, registra o documento. Com base nas conclusões, o governador em exercício determinou a suspensão cautelar da liberação da segunda parcela do contrato. MP investiga ‘novo Ceperj’ O Balcão do Consumidor também passou a ser investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A representação que deu origem ao procedimento classificava o programa como um possível “novo Ceperj“, em referência ao escândalo envolvendo contratações e pagamentos realizados pela fundação estadual. A Secretaria de Defesa do Consumidor já havia sido alvo de outra investigação criminal. Em 2024, o então subsecretário da pasta, Alessandro Pitombeira Carracena, foi preso sob suspeita de integrar o núcleo político do Comando Vermelho. De acordo com as investigações, Carracena teria repassado informações privilegiadas sobre operações policiais. Ele também havia sido indicado para o cargo, durante a gestão de Gutemberg Fonseca, pelo senador Flávio Bolsonaro. O Ministério Público apura agora se houve irregularidades na contratação e na execução do Balcão do Consumidor, além da destinação dos recursos públicos já repassados ao projeto. O ex-secretário Gutemberg Fonseca (camisa cinza) ao lado dos ex-deputados TH Joias e Rodrigo Bacellar, além do senador Flávio Bolsonaro (PL), em evento em Búzios. — Foto: Reprodução redes sociais O que dizem os citados Procurado pelo RJ2, o ex-governador Cláudio Castro afirmou, por meio de nota, que a responsabilidade pela contratação, execução, fiscalização e prestação de contas do projeto era da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor. Segundo ele, a condução do programa cabia ao então secretário da pasta e às áreas técnicas responsáveis pelo acompanhamento da parceria. Já o ex-secretário de Defesa do Consumidor Gutemberg Fonseca declarou que o Balcão do Consumidor foi contratado por meio de chamamento público, conforme prevê a legislação. Ele também contestou as comparações com o programa Casa do Consumidor, ligado ao escândalo do Ceperj, e afirmou que o projeto “não tem semelhança nenhuma” com a iniciativa. Em resposta ao RJ2, a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor e o Procon-RJ afirmaram que o projeto Balcão do Consumidor foi contratado por meio de chamamento público e que o processo observou os procedimentos previstos na legislação, com acompanhamento dos órgãos de controle. Os órgãos também contestaram a comparação com o programa Casa do Consumidor, ligado ao escândalo do Ceperj, e sustentaram que as duas iniciativas possuem características diferentes. A secretaria afirmou ainda que o projeto tem caráter social e foi criado para ampliar o atendimento ao consumidor em diferentes regiões do estado, incluindo comunidades vulneráveis. Sobre a suspensão dos pagamentos, informou que já havia solicitado à entidade responsável os relatórios de execução física e financeira e os comprovantes de despesas. Segundo a pasta, os repasses permanecerão suspensos até que toda a documentação seja apresentada e analisada pelos órgãos competentes. Em nota, o Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais (CPASC), responsável pela execução do Balcão do Consumidor, contestou as irregularidades apontadas pela atual gestão estadual e afirmou que o projeto vem sendo executado regularmente. A organização também negou ter sido condenada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ)

Vorcaro pagava R$ 400 mil por mês à “Turma” por informações e ameaças

Vorcaro pagava R$ 400 mil por mês à "Turma" por informações e ameaças

Vorcaro pagava R$ 400 mil por mês à “Turma” por informações e ameaças Grupo formado por policiais aposentados, milicianos e bicheiros era responsável por intimidar desafetos, acessar sistemas restritos e obter informações sigilosas Por CNN Brasil 17/06/2026 Daniel Vorcaro ao dar entrada na Penitenciária de Potim-SP • Reprodução Relatórios preliminares da PF (Polícia Federal) indicam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Mater, usava intermediários para pagar R$ 400 mil por mês a um grupo formado por policiais, milicianos e bicheiros para a obtenção de informações sigilosas, monitoramento de investigações e intimidação contra pessoas consideradas desafetas do banqueiro. As conclusões constam de documentos produzidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que foram tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) na última terça-feira (16). Segundo a PF, o grupo, conhecido como “A Turma”, era liderado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e atuava sob coordenação de Felipe Mourão, apelidado de “Sicário” nas conversas apreendidas pelos investigadores. Ainda segundo as apurações, Felipe Mourão e Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, eram os operadores financeiros responsáveis por parte dos pagamentos efetuados ao núcleo criminoso. De acordo com a corporação, o grupo tinha como atribuições levantar informações sobre inquéritos policiais e processos judiciais, inclusive sob sigilo, acessar dados em sistemas restritos e intimidar pessoas que ofereciam algum tipo de ameaça a Vorcaro. Ainda segundo a PF, o grupo continuou atuando ativamente mesmo após as deflagrações da primeira e da segunda fase da Operação Compliance Zero. Até o momento, os investigadores identificaram como integrantes do grupo os policiais federais Marilson Roseno da Silva, Sebastião Monteiro Júnior e Anderson Wander da Silva Lima, além do operador do jogo do bicho Manoel Mendes Rodrigues. A PF afirma haver indícios de que o núcleo contava ainda com outros quatro a seis integrantes não identificados. A investigação aponta que “A Turma” recebia R$ 400 mil por mês, que era dividido entre os integrantes. Segundo a PF, os recursos eram repassados pela empresa King Participações Imobiliárias Ltda., de propriedade de Felipe Mourão, após transferências de aproximadamente R$ 1 milhão mensais oriundas de empresas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro, especialmente a Super Empreendimentos e Participações S.A. Com isso, PF estima que o grupo possa ter recebido cerca de R$ 9,6 milhões entre 2023 e 2025. Segundo mensagens apreendidas, em certas ocasiões, o banqueiro também recompensava os “funcionários” com bônus. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma

Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma

Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma Conjunto habitacional com 440 unidades está praticamente pronto na Zona Norte do Rio, mas falta a conclusão da rede de esgoto. Moradores retirados de uma ocupação em 2009 ainda aguardam a entrega das chaves. Por Gabriela Wolynec e Bruno Grubertt | RJ1 17/06/2026 Apartamentos construídos pelo Governo do Estado em Inhaúma aguardam a conclusão da rede de esgoto para serem entregues — Foto: Reprodução/TV Globo Mais de 600 famílias que deixaram uma ocupação em Inhaúma, na Zona Norte do Rio, há 16 anos, continuam à espera da moradia prometida pelo Governo do Estado. Um dos conjuntos habitacionais construídos para atender os beneficiários está praticamente concluído, mas a entrega dos apartamentos foi adiada porque a rede de esgoto da rua ainda não foi finalizada. Os moradores viviam em uma ocupação instalada no terreno de uma antiga fábrica de cerveja desativada desde 1994. Em 2009, após um incêndio, o local foi considerado área de risco e as famílias foram removidas. Na época, o governo estadual prometeu realocar todos os moradores em novas unidades habitacionais. Entre eles está a pedagoga Ana Paula Lourenço de Jesus. Ela afirma que acompanha a construção dos prédios há anos e que a demora gera frustração e incerteza. “É um misto de emoção. Você sente que está chegando, mas não sabe quando vai chegar. Aqui tem o sonho de muita gente. Eu perdi meu esposo e ele não vai ter o prazer de chegar na casa dele”, disse. Atualmente, Ana Paula mora de aluguel no Complexo do Alemão. Segundo ela, a promessa de uma moradia definitiva se arrasta desde a remoção da ocupação. “A gente acabou sendo iludido pela promessa de que teria uma casa, uma moradia digna, um CEP. Hoje eu ainda espero por isso”, afirmou. Apartamentos prontos, mas sem entrega O conjunto habitacional mais avançado conta com 440 apartamentos. De acordo com a placa da obra, a construção foi iniciada em julho de 2023 pela Abre Construtora, com investimento de R$ 77 milhões. A previsão era de entrega em dezembro de 2024. No início de junho deste ano, os futuros moradores participaram de uma reunião em que foi realizado o sorteio dos apartamentos. Eles já sabem em qual bloco e unidade vão morar, mas ainda não receberam as chaves. Segundo os beneficiários, a justificativa apresentada foi que os prédios ficaram prontos antes da conclusão da rede de esgoto externa. “Aí eu pergunto: como é que faz uma obra desse tamanho sem o esgoto externo?”, questionou Ana Paula. O aposentado Alexandre Jorge da Silva Freitas também participou do sorteio. Para ele, os sucessivos adiamentos aumentam a desconfiança. “O prazo dado no primeiro sorteio foi julho. Agora falaram setembro. Daqui a pouco muda de novo”, disse. Enquanto aguardam a entrega das moradias, as famílias recebem auxílio-aluguel de R$ 400 por mês. O valor é o mesmo desde 2010. “Eu continuo pagando aluguel e recebendo R$ 400. Hoje pago R$ 600 para morar”, afirmou Alexandre. Outro residencial também acumula atraso No terreno onde funcionava a antiga fábrica, o governo estadual também constrói outro conjunto habitacional destinado às famílias removidas da ocupação. Em 2022, a então Secretaria de Infraestrutura firmou contrato com a construtora R2X para a construção de 320 unidades habitacionais. O investimento previsto era de mais de R$ 53 milhões. A ordem de início dos serviços estabelecia prazo de 540 dias para a conclusão da obra, com término previsto para dezembro de 2023. No entanto, equipes ainda trabalham no local, e a entrega acumula atraso de cerca de dois anos e meio. Após 16 anos de espera, as famílias seguem sem uma data definitiva para ocupar os imóveis prometidos. A Secretaria de Estado de Habitação informou que o conjunto habitacional com 440 apartamentos está em fase final de construção e que a previsão de conclusão é dezembro deste ano. O prazo é diferente do informado aos beneficiários durante a reunião realizada neste mês, quando a previsão apresentada era setembro. Segundo a pasta, o Governo do Estado assumiu as obras em 2022 porque o terreno havia sido inicialmente destinado a um empreendimento que seria financiado pela Caixa Econômica Federal. O Ministério das Cidades informou que o residencial não integra o programa Minha Casa, Minha Vida e não recebe recursos federais. Sobre a falta da rede de esgoto, a secretaria afirmou que as condições topográficas do terreno inviabilizaram o projeto original, o que exigiu a implantação de uma nova rede externa. As construtoras responsáveis pelos empreendimentos foram procuradas, mas, até a última atualização dessa reportagem, não tinham dado retorno. 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Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis

Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis

Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis Paciente com histórico de múltiplas tromboses depende de remédio de uso diário, segue sem conseguir o remédio de forma gratuita. Por Juliana Guzzo | g1 17/06/2026 Saúde em Teresópolis — Foto: Reprodução Inter TV Teresópolis – A moradora de Teresópolis, Região Serrana do Rio, Kátia Cristina Pereira, relata dificuldades para conseguir um medicamento de alto custo, a enoxaparinaa injetável, necessário para o tratamento da Síndrome Antifosfolípide (SAF), uma doença autoimune que faz o sistema imunológico produzir anticorpos que aumentam a formação de coágulos no sangue. A condição eleva o risco de tromboses, embolias e outras complicações vasculares. Segundo a paciente, o remédio precisa ser usado diariamente para reduzir o risco de novos episódios. Kátia afirma que já sofreu múltiplas tromboses ao longo da vida e depende da medicação para evitar agravamentos do quadro. De acordo com ela, algumas doses chegaram a ser fornecidas pela Prefeitura, mas, no último mês, não foi possível manter o tratamento de forma regular por falta do medicamento. Em pesquisa nas farmácias de Teresópolis, Kátia relatou que o custo diário com a medicação seria de R$680,00. O secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, explicou como funciona a oferta de medicamentos especiais pelo município e os procedimentos adotados pela rede pública. “Existem os medicamentos crônicos que são utilizados que têm na nossa rede municipal. Os de alto custo, são enviados pelo Estado, mediante cadastro. Já os medicamentos judicializados, que fazemos a compra e distribuição conforme determinação da justiça”, relatou o secretário. Kátia ingressou com um pedido judicial, por meio da Defensoria Pública, para garantir o acesso ao medicamento. No entanto, ela ainda aguarda uma decisão sobre o caso. A Defensoria Pública informou que as regras para fornecimento de medicamentos por determinação judicial passaram por mudanças. Antes, decisões judiciais permitiam o bloqueio de recursos públicos para que os próprios pacientes comprassem os remédios. Atualmente, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão está restrita, em regra, aos medicamentos previstos nas listas do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, para medicamentos não incorporados ao SUS, é necessário comprovar que não existem alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública e que há justificativa técnica para o fornecimento. Outra mudança é que os valores não são mais repassados diretamente aos pacientes, cabendo ao Judiciário intermediar a aquisição dos produtos. Enquanto aguarda a análise do pedido, Kátia tem recorrido a campanhas de arrecadação na internet para conseguir comprar o medicamento e manter o tratamento. A paciente segue buscando a ajuda da Defensoria Pública e da Secretaria de Saúde, para a solução do problema. Notícia anterior Região Serrana e Centro Sul FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis

Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis

Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis Juiz rejeita pedido de prorrogação de prazo, determina apresentação de plano em cinco dias e alerta para novas sanções em caso de descumprimento. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 17/06/2026 O Cartório Eleitoral de Petrópolis funciona no prédio do Fórum da cidade — Foto: Priscila Torquato Petrópolis – A Justiça determinou a aplicação de multa de R$ 30 mil ao Estado do Rio de Janeiro por descumprir uma decisão que obrigava a apresentação de um plano para a instalação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A decisão foi assinada nesta semana pelo juiz Jorge Luiz Martins Alves, da 4ª Vara Cível de Petrópolis. Além da multa, o magistrado determinou que o Estado apresente, em até cinco dias, um plano detalhado para a implantação da unidade. A ação foi movida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que cobra a criação da delegacia especializada no município. Em decisão anterior, a Justiça havia concedido prazo de 30 dias para que o governo estadual apresentasse um cronograma com a definição do imóvel, etapas de adaptação ou obra, previsão de lotação de servidores e aquisição de equipamentos. O Estado recorreu da decisão e pediu a ampliação do prazo por 90 dias, alegando complexidade administrativa e dificuldades para encontrar um imóvel adequado para a instalação da DEAM. Em março deste ano, a Câmara de Vereadores aprovou uma lei de autoria da vereadora Lívia Miranda (PCdoB), que foi sancionada pelo prefeito Hingo Hammes, que autoriza o poder executivo municipal a doar um imóvel ao governo do Estado do Rio de Janeiro, para a construção da DEAM, com o objetivo de viabilizar a implantação da unidade especializada. Mas ao analisar o pedido, o juiz destacou que o Estado já havia tido mais de 80 dias para cumprir a determinação judicial e, mesmo assim, não apresentou qualquer proposta concreta nos autos. Na decisão, o magistrado também ressaltou que alegações relacionadas à falta de servidores ou a restrições orçamentárias não são suficientes para justificar o descumprimento da ordem judicial. “Acolher novos prazos dilatados configuraria inaceitável prêmio à desídia administrativa e esvaziamento do poder de coerção do Judiciário”, afirmou o juiz. Além de manter a obrigação de apresentar o plano, a Justiça advertiu que o descumprimento do novo prazo poderá resultar no aumento da multa e em outras medidas coercitivas. O recurso apresentado pelo Estado segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No entanto, o pedido para suspender os efeitos da decisão foi negado pela instância superior. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também solicitou participação no processo na condição de amicus curiae, figura jurídica que atua como colaboradora da Justiça. As partes terão 15 dias para se manifestar sobre o pedido. Notícia anterior PCdoBPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSegurançaTJ-RJVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

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As consequências do seu voto

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