Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

‘Método Master’: entenda os sinais de fraude no Digimais que são semelhantes ao caso do banco de Vorcaro

‘Método Master’: entenda os sinais de fraude no Digimais que são semelhantes ao caso do banco de Vorcaro

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas Por Eduardo Gonçalves, Thaís Barcellos, Aline Ribeiro e Matheus de Souza | O Globo 24/06/2026 Operação da PF bloqueia R$ 670,3 milhões e vê sinais de crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanço e operações de crédito vedadas — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena via Agência O Globo) Brasília e São Paulo – A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o banco digital Digimais, instituição controlada pelo empresário Edir Macedo. A ação ocorreu em São Paulo e incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões, e do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Segundo a PF, o Digimais teria adotado práticas similares às do Banco Master, ao captar recursos com oferta de investimentos com remuneração acima da média do mercado e a garantia de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas. A PF cita que, a exemplo do Master, o Digimais passou a emitir, a partir de 2023, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), referência do mercado. A PF afirma que a instituição replicou irregularidades, ao emitir títulos com “rentabilidades desproporcionais” às praticadas no mercado, usando o FGC como fator de atração. O FGC funciona como uma garantia a investidores que aportam até R$ 250 mil em instituições financeiras. O escândalo do Master resultou em necessidade de ressarcimento bilionária a investidores e na necessidade de aporte de instituições financeiras ao FGC. Além disso, o relatório policial aponta a “precificação de títulos antigos e sem valor da Vale em R$ 650 milhões, a avaliação de um terreno em Pernambuco por R$ 150 milhões quando o seu valor real seria inferior a R$ 10 milhões, e a marcação de uma carteira de automóveis em R$ 3,5 bilhões”. A superavaliação de ativos, segundo a PF, tinha como objetivo inflar artificialmente o patrimônio do banco. ‘Práticas temerárias’ “O Banco Digimais, sob o controle de Edir Macedo, adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”, diz trecho do relatório da PF. O banco é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Em outro caso, dois ativos que somavam R$ 71 milhões foram reavaliados em seguida em R$ 174,5 milhões, inflando de forma artificial o bem. “Como será adiante demonstrado, aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do Banco Digimais replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”, diz a PF. No pedido enviado à 7ª Vara Criminal Federal, a PF cita um processo encaminhado pelo Banco Central para o Ministério Público Federal a partir de indícios de irregularidades cometidas pelos gestores do Digimais, encontrados em processo de supervisão bancária. Em nota, a instituição afirmou: “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”. Em outro trecho do relatório, a PF aponta que o Digimais inflou em quase dez vezes o valor das cotas de fundos em seu balanço, contabilizando ativos que valiam R$ 71 milhões por R$ 741,348 milhões. A diferença, de R$ 670 milhões, é justamente o montante autorizado para bloqueio na Operação Miragem. A investigação indica que o banco usou uma estrutura de fundos para melhorar seus resultados contábeis. Manobra contábil De acordo com o documento da PF, a “manobra contábil” teve início quando o Digimais passou a deter cotas do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios não-padronizados. Essas cotas foram registradas no balanço do banco pelo montante de R$ 741,348 milhões. Os valores são referentes à compra de direitos de crédito a partir de uma ação de indenização ajuizada em 1967 por herdeiros da família Villela em face da União. A aquisição foi feita em etapas. Na primeira compra, em fevereiro de 2023, o ID112 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não-padronizados comprou fatia de 7,7% por R$ 9 milhões. Essa fatia foi transferida ao fundo Guidare, e o ativo foi reavaliado para R$ 100 milhões. Em nova etapa, em junho de 2023, outra fatia foi adquirida no valor de R$ 22 milhões e reavaliada posteriormente para R$ 130 milhões. “Tal fato resultou na apuração de rendas no valor de R$ 199 milhões, com o reconhecimento desses valores na contabilidade do Banco Digimais em função da valorização das cotas do fundo”, diz a PF. O processo teve nova repetição. Em setembro de 2023, o fundo Hermon comprou mais duas cotas de direito creditório da família Villela, cada uma no valor de R$ 20 milhões. Em reavaliação posterior, as cotas passaram ao total de R$ 174,590 milhões, cada. Com essas operações, o registro de patrimônio do fundo subiu ao patamar de R$ 741,348 milhões, “muito embora o custo de aquisição dos ativos perfizesse a soma de apenas R$ 71 milhões”, diz a PF. O BC constatou a infração e determinou a correção no balanço, para que os ativos voltassem ao valor de R$ 71 milhões. O banco pediu o parcelamento do impacto no balanço em cinco anos. Ainda assim, no dia 29 de

Alvo da PF, Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientes

Alvo da PF, Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientes

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Clientes reclamam de cobrança de financiamento veicular do Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, com ameaças em nome do Detran Por Artur Rodrigues | Metrópoles 24/06/2026 Edir Macedo | Reprodução O Banco Digimais e assessorias de cobrança são acusados por clientes de se passar pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para cobrar dívidas, segundo uma série de relatos postados no site Reclame Aqui. O banco entrou nos holofotes nesta terça-feira (23/6) após ser alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra um esquema de fraudes financeiras. Ao todo, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão e quebrou sigilos bancário e fiscal. O dono do banco, bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, não foi alvo dos mandados por residir no exterior, mas teve a quebra de sigilo e o bloqueio de bens decretados pela Justiça. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 670 milhões de 10 dos alvos da operação. Enquanto na operação o Digimais é apontado como responsável por inflar artificialmente o próprio patrimônio, a clientela do banco reclama de práticas abusivas por parte da instituição financeira. Um dos relatos, por exemplo, afirma ter recebido uma cobrança incomum devido ao financiamento de seu veículo. A cobrança teria sido feita não em nome do banco, mas sim do Detran, segundo o relato. “O Detran não faz comunicado para cobrar o cliente de parcela em atraso e sim de multas e imposto a que lhe compete, em caso extremo faz o bloqueio do veículo via judicial como demanda a lei. Posso estar em atraso, mas não sou desinformado”, afirmou o cliente. Busca e apreensão Outro cliente reclama de uma assessoria que teria mandado SMS se passando pelo Detran “com ameaças de suspensão de CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão” relativas a uma dívida com o Banco Digimais. No Reclame Aqui, o próprio Digimais admitiu que “que a mensagem enviada via SMS ficou fora do padrão de comunicação adotado pela instituição”. “O caso está em tratamento internamente, com reforço das orientações relacionadas à conduta e comunicação com clientes”, afirmou a ouvidoria do banco. Em outro caso parecido, a ouvidoria do banco afirmou que “identificou-se divergência pontual em comunicação encaminhada, em desacordo com as diretrizes e padrões de comunicação adotados pela instituição”. Na plataforma, a instituição bancária tem reputação considerada ruim. O Metrópoles procurou a assessoria da Digimais, que não se posicionou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Operação contra o Digimais A representação da Polícia Federal que fundamentou a operação contra o Banco Digimais aponta que a instituição do bispo evangélico Edir Macedo seguiu o mesmo modus operandi do Banco Master, pivô de um dos maiores escândalos financeiros da história do país. Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares. No documento, a PF aponta que o banco controlado por Edir Macedo “adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”. Segundo a corporação, a instituição de Daniel Vorcaro implementou um modelo de captação massiva de recursos, atraindo clientes a partir da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno muito superiores às praticadas no mercado. A representação destaca ainda que tal captação não possuía lastro e sustentou-se na expectativa de cobertura por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instituição criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra da instituição. De acordo com a PF, isso demonstra que “a gestão utilizou a garantia coletiva para captar liquidez, ocultar o passivo a descoberto e transferir o risco da operação para o sistema financeiro”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Obras na Reta seguem em Teresópolis com retirada de ciclofaixa e recapeamento

Obras na Reta seguem em Teresópolis com retirada de ciclofaixa e recapeamento

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) e gera debate sobre mobilidade urbana no município. Por Juliana Guzzo | g1 23/06/2026 Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) — Foto: Divulgação Teresópolis – As obras de recapeamento da Avenida Feliciano Sodré, conhecida como Reta, seguem nesta terça-feira (23) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A intervenção, iniciada na segunda-feira (22), ocorre no sentido Várzea-Alto e inclui a recuperação do asfalto e a retirada da ciclofaixa existente no trecho, medida que tem gerado questionamentos entre moradores e usuários da via. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a mudança busca adequar o espaço à faixa exclusiva para ônibus e ampliar a área destinada à circulação de veículos. A retirada da ciclofaixa reacendeu o debate sobre mobilidade urbana na cidade. Durante o primeiro dia das intervenções, moradores relataram preocupação com a perda de um espaço utilizado tanto para deslocamentos diários quanto para atividades físicas e de lazer. De acordo com a prefeitura, as alterações estão previstas em um estudo de mobilidade elaborado pelo município. A administração municipal informou ainda que uma nova ciclofaixa será implantada após a abertura da via que passará pela área da antiga fábrica têxtil Sudamtex, conectando o trecho à Rua Nilza Chiapeta Fadigas, na Várzea. As equipes continuam atuando na região nesta terça-feira, e agentes da Guarda Civil Municipal acompanham a operação para orientar o trânsito e minimizar os impactos no fluxo de veículos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Digimais usou dívida que vem desde 1942 para inflar balanço, diz PF

Digimais usou dívida que vem desde 1942 para inflar balanço, diz PF

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Família de homem morto em 1955 cobra União por decisão que deu origem à Vale. Digimais comprou créditos e os remarcou valendo 9 vezes mais Por Demétrio Vecchioli e Renan Porto | Metrópoles 23/06/2026 Edir Macedo | Arte/Metrópoles A Polícia Federal acusa o Digimais de utilizar direitos sobre créditos que vêm desde 1942 para inflar os balanços financeiros da instituição em pelo menos R$ 670 milhões. São dívidas da União com os herdeiros de um dos antigos sócios da Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, encampada pelo presidente Getúlio Vargas para dar origem à Companhia Vale do Rio Doce – hoje conhecida só como Vale. Em 1967, os antigos acionistas da CBMS e da Itabira de Mineração e seus herdeiros entraram com uma ação contra a União cobrando uma indenização pelos direitos dos minerais valiosos que foram encampados por Vargas, conseguindo uma vitória definitiva em 1984, quando a sentença transitou em julgado. Há 42 anos, ficou definido que a União deveria pagar a eles 7 mil ações da Companhia Vale do Rio Doce (o que equivalia a 3,5% da companhia) e repassar todos os desdobramentos, bonificações e dividendos acumulados desde 1967. Mas, até agora, ninguém recebeu, porque o processo, que tramita na 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, ainda está em fase de liquidação, dada a complexidade dos cálculos e da constante substituição de beneficiários, uma vez que os credores vão morrendo e deixando herdeiros. Entre autores da ação inicial, estava Gastão de Azevedo Villela, um homem nascido em 1877 e que morreu em 1955. Os herdeiros dos seus herdeiros, que têm direito a 13,5% daquelas 7 mil ações da Vale, têm tentado, há 59 anos, serem indenizados pela União, até agora sem sucesso. Depois que gerações dos Villelas morreram sem pôr a mão no dinheiro, a família optou por vender parte dos seus direitos creditórios para o Digimais, que, de acordo com a Polícia Federal, começou a pôr em prática sua estratégia no início de 2023: adquirir fatias desse crédito por valores de mercado e, imediatamente, remarcá-las por valores astronômicos nos livros contábeis. A primeira etapa ocorreu por meio do ID 112 FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que registrou ter adquirido uma parcela de 7,7% do crédito de indenização por R$ 9 milhões. Pouco tempo depois, esse mesmo ativo foi transferido para outro veículo do grupo (o Fundo Guidare) e reavaliado para R$ 100 milhões. O procedimento se repetiu mais adiante naquele ano, quando uma nova fatia, de 9,25%, foi comprada por declarados R$ 22 milhões e remarcada no balanço por R$ 130 milhões. Operação cresce Em setembro de 2023, a operação escalou com a entrada do Hermon FIDC, outro fundo do Digimais, que comprou duas novas partes do crédito diretamente da família Villela, pagando declarados R$ 20 milhões por cada uma. Após manobras baseadas em pareceres jurídicos, cada uma foi remarcada para R$ 174,5 milhões. Assim, direitos creditórios que teriam custado efetivamente R$ 71 milhões, segundo a PF, foram registrados nos balanços do grupo de Edir Macedo valendo R$ 741,3 milhões, sem qualquer atualização na ação que permitisse concluir que o processo de liquidação, que já dura 42 anos, se aproxima da conclusão. Acusada pelos sucessores dos autores da ação de se opor “maliciosamente à execução, empregando ardis e meios artificiosos”, a União provisionava R$ 7 bilhões para pagar a dívida, cujo cálculo é altamente complexo – para o último perito judicial ouvido, é na verdade impossível. Em 2014, na Lei de Diretrizes Orçamentárias daquele ano, porém, provisionou R$ 24 bilhões para pagá-los, valor que agora os autores da ação cobram. Com direitos sobre 13,5% sobre o valor que vier a ser pago, os Villelas receberiam R$ 3,2 bilhões a partir dessa base. Eles venderam ao Digimais direitos sobre cerca de um terço disso, o que daria potenciais R$ 1 bilhão, para serem divididos com advogados que há 59 anos atuam no processo. Além disso, a expectativa de pagamento vem desde 1984, o que desvaloriza de forma significativa o valor desses papéis no mercado. Tanto que eles toparam vender por brutos R$ 71 milhões. Valorização artificial Assim, para a PF, o que o Digimais fez foi uma valorização artificial, que o permitiu apresentar um patrimônio líquido robusto, essencial para que a instituição pudesse captar mais recursos junto ao público por meio de CDBs, em movimentação que a PF aponta ter fortes semelhanças com o Banco Master. A fraude, contudo, foi identificada pelo Banco Central, que determinou que o banco revertesse os lançamentos, voltando ao valor original de custo. Para evitar o rombo que essa correção causaria, o Digimais desenhou uma nova manobra: no final de 2025, o banco vendeu as cotas dos fundos que continham os créditos para sua própria controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações. A venda foi registrada pelo valor inflado de R$ 741,3 milhões, mas com uma cláusula peculiar: o pagamento só ocorreria em 2032. Essa operação, classificada pela PF como uma “burla à determinação de correção” do BC, permitiu que o banco mantivesse a aparência de riqueza, transformando um ativo duvidoso em um valor a receber do controlador. Além disso, a transação estourou os limites legais de exposição de crédito ao controlador em quase R$ 700 milhões. A fragilidade desses ativos também foi apontada por auditorias independentes. A Clifton Larson Allen (CLA) chegou a emitir um relatório com abstenção de opinião, afirmando que não foi possível concluir sequer sobre a existência física dos documentos de lastro ou sobre as premissas usadas para definir o valor bilionário dos créditos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are

Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT

Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT

Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Bolsonarista disse ter atribuído ao governo americano, na gravação, as ‘suspeitas’ e sustenta que apenas as autoridades do país poderão esclarece-las Por Luis Felipe Azevedo | O Globo 23/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira ter enviado um ofício à embaixada americana após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a remoção de um vídeo publicado pelo deputado. Na postagem, ele associa o PT às facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC). O bolsonarista disse ter atribuído ao governo dos Estados Unidos, na gravação, as “suspeitas” descritas no post. — Em nenhum momento do meu vídeo eu afirmei. Eu disse que há suspeita do governo americano de que há financiamento de recursos do Comando Vermelho e do PCC ao Partido dos Trabalhadores — disse Sóstenes a jornalistas na Câmara. A decisão pela remoção foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. Sóstenes sustenta que apenas o governo americano poderá esclarecer as suspeitas. No documento enviado à embaixada dos Estados Unidos, o bolsonarista solicita uma audiência pública com o representante americano no Brasil. — Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita — completou. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Sóstenes afirmou que, apesar de não concordar com o entendimento do magistrado, cumpriu a determinação no prazo previsto de 24 horas. ‘Caráter eleitoral’ Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima

Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima

Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Investigações da PF sobre os bancos Master, de Daniel Vorcaro, e Digimais, de Edir Macedo, desnudam os efeitos de uma agenda neoliberal nos governos Temer e Bolsonaro que Flávio Bolsonaro quer reproduzir se vencer a eleição. Por Plínio Teodoro | Fórum 23/06/2026 Paulo Guedes, Jair Bolsonaro, Campos Neto e Ciro Nogueira no lançamento do novo Marco de Garantias, uma das medidas que permitiu a farra na Faria Lima (Marcelo Camargo / Agência Brasil) O escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelados na Compliance Zero, e a Operação Miragem sobre o Digimais, de Edir Macedo, revelam os efeitos colaterais de um modelo de desregulamentação financeira iniciada no governo golpista de Miche Temer (MDB) e levada às últimas consequências pelo “super” ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do “autônomo” Banco Central Roberto Campos Neto no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Vendida como “modernização” do sistema financeiro – mesma alcunha agora propalada por Flávio Bolsonaro para seduzir a Faria Lima -, as resoluções e medidas de Guedes e Campos Neto abriram caminho para um ecossistema de fintechs, bancos digitais e operações financeiras que Sob o governo Lula estão no centro de investigações da Polícia Federal. Durante anos, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto venderam ao mercado a ideia de que o Brasil precisava romper o suposto oligopólio bancário para estimular a concorrência, democratizar o crédito e acelerar a inovação financeira. Sob esse discurso, foram criadas condições para a explosão de fintechs, bancos digitais, plataformas de crédito e estruturas financeiras que passaram a disputar espaço com as instituições tradicionais. O problema é que, enquanto a Faria Lima festejava a abertura, a fiscalização parecia perder capacidade de acompanhar a velocidade das transformações. Diante das investigações que alcançam Master e Digimais, emerge uma questão inevitável: os potenciais crimes identificados pela Polícia Federal são resultado de casos isolados ou revelam fragilidades de um modelo regulatório concebido justamente para flexibilizar barreiras e acelerar a expansão do setor financeiro? A resposta começa antes mesmo da chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Governo Temer: a origem A origem da atual arquitetura financeira remonta ao governo Michel Temer (MDB). Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução 4.656, criando as Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs). À primeira vista, tratava-se de uma medida técnica destinada a estimular a inovação. Na prática, inaugurava uma ruptura histórica. Pela primeira vez, empresas não bancárias poderiam conceder crédito diretamente ao público sem a necessidade de se transformarem em bancos convencionais. A medida foi recebida com entusiasmo pela Faria Lima. O argumento era simples: mais concorrência reduziria juros e ampliaria o acesso ao crédito. Mas, a resolução também marcou o início de um processo de fragmentação do sistema financeiro. Novos agentes passaram a operar em um ambiente regulatório significativamente mais leve do que aquele imposto aos grandes bancos, enquanto o Estado apostava que a supervisão baseada em risco seria suficiente para acompanhar a expansão do setor. Bolsonaro: o financismo como política de Estado Quando Roberto Campos Neto assumiu um “autônomo” Banco Central, em 2019, esse processo foi acelerado e transformou o financismo em política de Estado. Diferentemente de seus antecessores, que viam a estabilidade financeira como prioridade absoluta, Campos Neto passou a tratar inovação e concorrência como objetivos centrais da autoridade monetária. A partir daquele momento, o BC deixou de atuar apenas como fiscalizador para assumir também o papel de indutor da expansão do mercado financeiro. Em 2020 veio o Sandbox Regulatório, mecanismo que permitiu a empresas selecionadas testar produtos e modelos de negócios sob regras diferenciadas de supervisão. A iniciativa era inspirada em experiências internacionais e apresentada como ferramenta de modernização. Mas também representava uma mudança de paradigma: o foco deixava de ser a prevenção de riscos para privilegiar a experimentação e o crescimento. O passo seguinte foi ainda mais ambicioso. Em 2021 entrou em operação o Open Banking, posteriormente ampliado para Open Finance. O sistema obrigou instituições financeiras a compartilhar dados de clientes, permitindo a integração de bancos, fintechs, plataformas de crédito e empresas de tecnologia em uma mesma rede. A Faria Lima, mais uma vez, comemorou. Campos Neto celebrou com Guedes a “modernização” no mercado brasileiro. No entanto, pouco se discutiu sobre os desafios de supervisão que surgiam a partir da criação de um ecossistema financeiro cada vez mais complexo, pulverizado e interconectado. “Terceirização” e Farra no mercado financeiro Foi nesse ambiente que prosperou o modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS). Empresas sem tradição bancária passaram a oferecer contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros utilizando a estrutura de instituições parceiras, em uma espécie de “terceirização”, a reboque do que acontece em outros setores, como o do trabalho, com o avanço do ultraliberalismo. A fronteira entre banco, fintech, empresa de tecnologia e plataforma financeira tornou-se cada vez mais difusa. O sistema cresceu. A fiscalização, não necessariamente. Paralelamente, a aprovação da Lei Complementar 182, o chamado Marco Legal das Startups, e da autonomia formal do Banco Central consolidou a visão de que a expansão do mercado financeiro deveria ocorrer com o mínimo de interferência estatal possível. As propostas estão no cerne do “pensamento” de Paulo Guedes, um entusiasta do neoliberalismo, alçado em 2018 pela mídia liberal e Faria Liberal como “o posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, uma espécie de oráculo que colocaria uma mordaço no confesso ignorante em Economia que seria colocado no Planalto após a prisão de Lula por outro “super” ministro, Sergio Moro, hoje candidato do clã ao governo do Paraná. O resultado foi a criação de um ambiente altamente favorável à entrada de forasteiros no mercado financeiro, à circulação de grandes volumes de recursos e ao surgimento de estruturas cada vez mais sofisticadas, que dificultavam a fiscalização. A brecha permitiu que o “empresário” Daniel Vorcaro e o “bispo” Edir Macedo se tornassem banqueiros, conseguindo do BC de Campos Neto o aval para operacionalizar o Master, em 2019, e o Digimais,

O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF

O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF

O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF Instituição financeira está no centro da Operação Miragem e enfrenta desafios regulatórios e financeiros Por O Estado de S.Paulo 23/06/2026 Antigo Banco Renner, o Digimais passou ao controle de Edir Macedo e mudou de nome em 2020 Foto: Reprodução/bancodigimais.com.br O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso Edir Macedo, está no centro da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, para investigar suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades em operações de crédito. Fundado em 1981 em Porto Alegre, o banco tem origem no antigo Banco Renner, criado pela família de mesmo nome. Na época, a instituição concentrava suas atividades na concessão de empréstimos consignados e no financiamento de veículos, com foco no varejo. A aproximação de Edir Macedo começou em 2009, quando o Grupo Record adquiriu 40% das ações do Banco Renner. A operação só foi formalmente aprovada pelo Banco Central em 2013, quando Macedo e sua mulher, Ester Bezerra, passaram a deter 49% da instituição.  O controle integral foi assumido em 2020, quando o casal adquiriu a participação remanescente do banco. Após a operação, a instituição passou por um processo de reformulação e adotou o nome Digimais. Segundo a Polícia Federal, os problemas que culminaram na investigação têm relação com operações realizadas nos últimos anos. Os investigadores apontam que, em março de 2025, o banco realizou uma cessão de créditos estimada em R$ 660 milhões para o fundo FIDC EXP 1. A transação deu origem a uma disputa judicial após questionamentos sobre a qualidade dos ativos negociados e a existência da documentação necessária para comprovar os créditos. As apurações também mencionam uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Digimais a carteiras de crédito ligadas ao Banco Master. Após a liquidação da instituição, esses ativos passaram a ser alvo de questionamentos sobre qualidade, lastro e regularidade documental. Ainda de acordo com a investigação, houve uma tentativa de venda do Digimais em janeiro de 2025 para Maurício Quadrado, executivo com passagem pelo Banco Master, por meio do Bluebank. A operação acabou vetada pelo Banco Central. Meses depois, em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a assinatura de documentos para uma possível aquisição do controle do Digimais. Segundo a Polícia Federal, a negociação ocorreu em um contexto de dificuldades de liquidez enfrentadas pela instituição para honrar compromissos financeiros. A conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias, incluindo aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Além da investigação da PF, o banco também sofreu nesta semana um rebaixamento de classificação pela agência Fitch Ratings, que citou incertezas sobre sua situação financeira e retirou as avaliações de crédito da instituição por falta de informações suficientes para acompanhamento adequado. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPolícia Federal PFPorto Alegre RS Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Prefeito de Nova Friburgo veta auxílio-alimentação para vereadores e aponta irregularidade fiscal

Prefeito de Nova Friburgo veta auxílio-alimentação para vereadores e aponta irregularidade fiscal

Prefeito de Nova Friburgo veta auxílio-alimentação para vereadores e aponta irregularidade fiscal Benefício de R$ 50 por dia útil havia sido aprovado pela Câmara e teria impacto anual estimado em R$ 277 mil. Por Nathalia Rebello | g1 23/06/2026 Câmara Municipal de Nova Friburgo — Foto: Divulgação Nova Friburgo – O prefeito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, Johnny Maycon (PL), vetou integralmente a lei que criava auxílio-alimentação para os vereadores do município. A decisão foi formalizada nesta segunda-feira (22), por meio do Ofício de Gabinete nº 057/2026, enviado à Câmara Municipal. Nas justificativas, o chefe do Executivo afirma que a medida é inconstitucional, representa aumento de despesas em um momento de restrição fiscal e contraria princípios da administração pública. A proposta, aprovada pela Câmara em 26 de maio por 11 votos favoráveis e oito contrários, alterava a Lei Municipal nº 4.996/2023 para incluir os parlamentares entre os beneficiários do auxílio-alimentação já concedido aos servidores da Casa. O benefício seria de R$ 50 por dia útil para cada vereador, com impacto anual estimado em R$ 277,2 mil, segundo estudo elaborado pelo próprio Legislativo. Nas razões do veto, Johnny Maycon afirma que Nova Friburgo ultrapassou o chamado limite prudencial de despesas com pessoal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que impede a criação de novas vantagens ou despesas continuadas. “Ocorre em momento de extrema restrição fiscal, no qual o Município de Nova Friburgo encontra-se acima do limite prudencial de despesas com pessoal”, diz o texto encaminhado à Câmara. O prefeito argumenta ainda que, embora o auxílio tenha sido classificado pelos autores como verba indenizatória, o pagamento representaria aumento de despesa corrente e seria incompatível com a necessidade de contenção de gastos. Segundo o documento, a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a concessão de vantagens quando as despesas com pessoal ultrapassam 95% do limite legal estabelecido. O Executivo também cita decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) para sustentar a tese de ilegalidade da medida. Além da questão fiscal, a prefeitura afirma que a criação do benefício afronta princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e razoabilidade. No texto do veto, Johnny Maycon argumenta que a concessão de uma nova vantagem a agentes políticos, em um cenário de restrições financeiras, “pode caracterizar privilégio corporativo que destoa da realidade social e das reais necessidades da população de Nova Friburgo”. A proposta foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, presidida pelo vereador Dirceu Tardem (PL). Durante a tramitação, os defensores do projeto argumentaram que o objetivo era equiparar os vereadores aos servidores da Casa, que já recebem o auxílio. Já os parlamentares contrários sustentaram que a medida era inadequada diante da situação econômica do município. Votaram favoravelmente à proposta os vereadores Angelo Gaguinho, Bruno Silva, Carlinhos do Kiko, Cascão do Povo, Claudio Leandro, Dirceu Tardem, Evandro Miguel, Janio de Carvalho, Max Bill, Tia Karla e Walace Piran. Foram contrários Christiano Huguenin, Cláudio Damião, Ghabriel do Zezinho, José Carlos, Maiara Felício, Maicon Gonçalves, Marcos Marins e Rômulo Pimentel. Isaque Demani e Joelson do Pote não participaram da sessão. Com o veto total publicado, a matéria retorna à Câmara Municipal. Caberá aos vereadores decidir se mantêm a decisão do prefeito ou se derrubam o veto em plenário. Caso a maioria necessária vote pela rejeição do veto, a lei poderá ser promulgada pelo próprio Legislativo, independentemente da sanção do Executivo. Notícia anteriorPróxima notícia Lei de Responsabilidade Fiscal LRFNova Friburgo RJPL Partido LiberalPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Novo caso Master: entenda a operação da PF de R$ 670 mi contra o banco Digimais, de Edir Macedo

Novo caso Master: entenda a operação da PF de R$ 670 mi contra o banco Digimais, de Edir Macedo

Novo caso Master: entenda a operação da PF de R$ 670 mi contra o banco Digimais, de Edir Macedo Operação Miragem mira suspeitas de fraude contábil, bloqueia até R$ 670,3 milhões e retoma alertas já publicados pela Fórum sobre o banco Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 23/06/2026 Edir Macedo dono do Banco Digimais – Reprodução O Banco Digimais, de Edir Macedo, virou alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (23) em uma operação contra suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, com bloqueio autorizado de até R$ 670,3 milhões em bens e valores ligados aos investigados. A operação, chamada Miragem, cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e foi baseada, segundo a investigação, em relatórios do Banco Central que apontaram irregularidades na condução da instituição financeira. Mais de 50 policiais federais participam da ação. A Justiça Federal também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e controlador do Digimais, aparece entre os alvos da apuração. Banco Digimais, de Edir Macedo, já estava na mira da Fórum A operação desta terça-feira (23) não surge do nada. A Fórum já vinha mostrando, desde fevereiro, a deterioração financeira do banco de Edir Macedo e as semelhanças entre o caso Digimais e o escândalo do Banco Master. Em 27 de fevereiro, a Fórum revelou que Edir Macedo havia injetado R$ 250 milhões no próprio banco para tentar conter a crise da instituição em meio ao escândalo do Master. Naquele momento, a crise do Digimais já era associada à compra de fundo com papéis ligados ao Banco Master e à Reag, de Fabiano Zettel. O aporte milionário do bispo funcionou como tentativa de recompor capital e evitar um colapso imediato da instituição. PF apura manipulação de balanços e receitas artificiais Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que administradores do Digimais teriam manipulado balanços e resultados contábeis para esconder a real situação econômico-financeira do banco e transmitir aos órgãos de controle uma aparência de solvência incompatível com a condição da instituição. A apuração também menciona suspeitas de supervalorização de ativos e geração artificial de receitas de centenas de milhões de reais. Outra frente investiga operações financeiras supostamente ilegais em benefício da empresa controladora do banco. Os investigadores ainda apuram possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais do órgão regulador. Os investigados podem responder, conforme a participação de cada um, por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas pela legislação do Sistema Financeiro Nacional. Compra pelo BTG com FGC ampliou alerta sobre o Digimais Em 9 de abril, a Fórum mostrou que o BTG Pactual havia fechado acordo para comprar o Banco Digimais, em uma operação com uso de recursos do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. A reportagem apontou que a engenharia financeira repetia a lógica vista no caso Master: absorver a parte considerada saudável do banco em crise, enquanto a estrutura de socorro institucional ajudava a mitigar os riscos de uma quebra desordenada. O negócio reforçou a leitura de que o Digimais já era tratado como um problema sensível para o sistema financeiro. A operação dependia de aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. Fórum revelou papéis podres, carros roubados e R$ 480 milhões O alerta mais direto veio em 18 de maio, quando a Fórum publicou que o Banco Digimais negociava papéis podres e repassava carteiras com carros roubados. A reportagem mostrou que a PF já investigava o banco por suspeitas de maquiagem de resultados, negociação de ativos problemáticos e venda de carteiras de financiamento com irregularidades graves. O ponto central era a suspeita de que o Digimais deixou de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos que deveriam reduzir o resultado informado pela instituição. A manobra teria permitido ao banco apresentar lucro contábil apesar da deterioração de sua carteira. Por que a operação é chamada de novo caso Master A comparação com o Banco Master vem da combinação de três elementos: ativos considerados problemáticos, suspeitas de maquiagem contábil e uso de mecanismos de mercado para tentar preservar a parte saudável de uma instituição em crise. No caso do Digimais, a PF agora mira justamente o núcleo que a Fórum já havia destacado: a suspeita de que balanços e demonstrativos foram usados para esconder a real situação do banco de Edir Macedo. 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PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais

PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais

PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais Operação Miragem cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. Investigação aponta manipulação de balanços, ocultação da situação financeira de instituição e operações supostamente ilegais. Por Isabela Leite, Léo Arcoverde e Bruno Tavares | GloboNews, TV Globo e g1 SP 23/06/2026 A Universal é liderada pelo bispo brasileiro Edir Macedo e está presente hoje em mais de 95 países — Foto: Alan Santos/PR A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem para desarticular um esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão do Banco Digimais. Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo contra 10 empresas e 8 pessoas físicas, incluindo o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). 🔎Fundado em 1981 como Banco Renner, o Digimais tornou-se um banco digital em 2020, quando passou ao controle integral de Edir Macedo. Hoje, tem foco em operações de crédito, especialmente financiamento de veículos (leia mais abaixo). Macedo é um dos investigados na operação por ser proprietário do banco, mas, como reside no exterior, não foi solicitado mandado de busca e apreensão contra ele neste momento. Segundo as investigações, o esquema envolvia a manipulação de balanços do banco, a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas para ocultar a verdadeira situação da instituição. Procurado, o Banco Digimais informou que permanece à disposição para colaborar com a investigação. “A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, disse em nota. O escritório que defende o bispo Edir Macedo afirmou que não tiveram acesso aos autos da operação e “nada vai comentar, por se tratar de instituição financeira”. A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, incluindo Macedo, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70. Segundo a Polícia Federal, durante as investigações foram analisados relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Em nota, a corretora ID CTVM, que é citada na operação, informou que, “sente-se no dever de esclarecer que a corretora adota rigorosos padrões de governança e esclarecerá as autoridades sobre suas atividades e comprovará a lisura das suas operações”. Entenda a investigação As apurações indicam que o esquema envolvia a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle. Ainda de acordo com a investigação, a prática teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais. Segundo a Polícia Federal, o Banco Digimais adotou práticas financeiras consideradas temerárias, análogas às do extinto Banco Master. A PF também investiga operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador. O que é o Digimais? O Banco Digimais foi fundado em 1981, em Porto Alegre (RS), com o nome de Banco Renner. Inicialmente, atuou como financeira e, ao longo da década de 1980, expandiu suas operações para o crédito direto ao consumidor (CDC) voltado ao financiamento de veículos. Em 1991, passou a operar como banco múltiplo (instituição financeira autorizada a oferecer vários tipos de serviços bancários sob uma mesma estrutura). Em 2009, o empresário e líder religioso Edir Macedo tornou-se acionista minoritário da instituição. Anos depois, em 2018, o banco iniciou sua transformação digital e, em 2020, foi reestruturado para atuar como banco digital, adotando o nome Digimais. Na mesma época, Macedo assumiu o controle integral da instituição ao adquirir a totalidade das ações. Atualmente, o Digimais concentra sua atuação no mercado de crédito, com destaque para o financiamento de automóveis, além de oferecer produtos voltados ao varejo, como Certificado de Depósito Bancário (CDB) e fundos de investimento distribuídos por terceiros. Nos últimos anos, o banco passou por mudanças relevantes em sua estrutura societária e de gestão. Em janeiro de 2025, uma tentativa de venda do controle para o empresário Maurício Quadrado, do grupo BlueBank, acabou não sendo concluída. Embora a operação tenha recebido aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o comprador desistiu do negócio alegando deterioração das condições de mercado. Já em janeiro de 2026., Aldemir Bendine assumiu a presidência executiva (CEO) do Digimais após homologação do Banco Central. Em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a assinatura de um acordo vinculante para adquirir o controle acionário do banco. O valor da operação não foi divulgado, e a conclusão do negócio permanece condicionada à realização de um processo competitivo, à confirmação da proposta do BTG como vencedora e à obtenção das aprovações regulatórias necessárias, incluindo as do Banco Central e do Cade. Enquanto a negociação segue em andamento, o Digimais enfrenta desafios financeiros e de governança. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito da instituição para “CCC(bra)”, um nível que indica elevado risco financeiro. Na prática, a agência avaliou que o banco tem pouca margem de segurança para enfrentar dificuldades e que, caso sua situação piore, existe uma possibilidade real de não conseguir honrar seus compromissos financeiros. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPolícia Federal PFPorto Alegre RSSão Paulo SPSistema Financeiro Nacional SFN Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a

‘Erro crasso’: Gilmar Mendes critica André Mendonça por receber advogado para tratar de delação de Vorcaro

‘Erro crasso’: Gilmar Mendes critica André Mendonça por receber advogado para tratar de delação de Vorcaro

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Decano do STF vê ‘impropriedade’ na condução do caso pelo relator e alerta para risco de nulidades em paralelo com a Lava Jato Por Filipe Vidon | O Globo 22/06/2026 Ministro Gilmar Mendes no Roda Viva — Foto: Reprodução/Roda Viva São Paulo – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta segunda-feira que o relator do caso Master, André Mendonça, cometeu uma “impropriedade” ao receber de um advogado uma “proposta de delação seletiva” no Caso Master. Gilmar falou em “erro crasso” no cenário em que o colega estaria “participando de conversas” na condução do acordo. A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, alguns dias após Mendonça responder às críticas durante o julgamento na Segunda Turma. Na sessão da última terça-feira, que manteve a prisão de Henrique e Felipe Vorcaro — pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master —, André Mendonça confirmou ter sido procurado por um advogado com uma proposta que descreveu como “delação seletiva” e disse tê-la recusado. — Chegou uma proposta por um advogado. Perderam o pudor. Queriam fazer uma delação seletiva. Na minha cara. Eu disse: não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não — afirmou Mendonça na sessão. No Roda Viva, Gilmar reconheceu que André Mendonça rejeitou a proposta, mas manteve a crítica: o simples fato de o relator ter recebido o advogado e sido exposto ao conteúdo da oferta já configura, a seu ver, uma violação dos limites que a lei impõe ao magistrado. — A lei não permite que o relator participe ou o juiz participe da delação. O acordo é entre Ministério Público ou a Polícia Federal e o delator. Então, aqui já há um erro crasso. Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado. Gilmar ponderou que a tarefa de Mendonça é genuinamente difícil, mas cobrou que o relator se paute por critérios claros, para que se evite repetir os erros que marcaram a Lava Jato. — É um trabalho difícil. E por isso é importante que se paute por uma métrica. É importante que não se repitam os erros do passado. Na conversa que nós tivemos, por exemplo, André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva. E aqui já há uma impropriedade. Paralelos com a Lava Jato O ministro disse enxergar “similitudes” entre a condução do caso Master e os excessos que marcaram a Operação Lava Jato, e elencou os elementos que o preocupam: a substituição de relatores, os vazamentos de informações sigilosas, as prisões de familiares e a morte de um dos alvos após a detenção. — Nós tivemos a substituição dos relatores. De Toffoli passa para André Mendonça e em seguida o ministro André libera uma ordem que havia sido dada pelo então relator no sentido de não permitir que a CPI ou a CPMI fizesse aquela quebra de sigilo. E houve aquilo que nós conhecemos, a quebra de sigilo, inclusive de conversas íntimas e a revelação. Gilmar Mendes citou que a Lava Jato é o exemplo mais acabado dos riscos que se apresentam quando esses sinais são ignorados. O ministro lembrou que, à época, proferiu votos vencidos que continham advertências sobre o caminho que a operação trilhava. — Inicialmente eram advertências que se faziam na linha: não vamos por aí. Eu ainda me lembro dizendo: nós temos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba. Parecia um mantra. E depois isso se tornou verdade e todo aquele caos que foi revelado na operação Spoof, na Vaza Jato, nos envergonha hoje. Impasse eleitoral no Rio Gilmar Mendes também comentou a crise política do Rio de Janeiro. Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar e tornar inelegível o governador Cláudio Castro — condenado por abuso de poder político e econômico, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumiu interinamente o Executivo estadual. O STF ainda não definiu como será a eleição para o mandato-tampão. O ministro criticou o TSE por não ter concluído a tempo o julgamento do caso de Castro, o que, segundo ele, gerou diretamente o imbróglio sobre a viabilidade de eleições diretas ou indiretas no estado. — Nós tivemos duas situações muito constrangedoras no TSE. A não decisão do caso do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e a não decisão do caso de Roraima. Processos já prontos, mas não eram julgados. E isso levou a esses impasses que nós estamos vivendo agora. O ministro detalhou a sequência que, a seu ver, produziu o caos institucional atual. — Houve um retardo por parte do TSE na conclusão desse julgamento. O que levou, inclusive, àquela perplexidade, se se podia ou não ter eleição direta ou indireta, e causou todo esse problema. Por outro lado, metade da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ou mais, está sendo investigada, com vários problemas que estão, inclusive, no inquérito da relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Portanto, é um todo muito complexo. Gilmar também tocou na discussão sobre a proposta de código de ética para o STF encabeçada pelo ministro Edson Fachin, e lembrou que a restrição central do documento já existe na legislação brasileira. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional veda que juízes se pronunciem publicamente sobre questões que possam vir a julgar. O decano disse defender que a elaboração de um código seja conduzida por uma comissão interna do tribunal e afirmou não ter restrições a medidas de transparência, como a divulgação de ganhos e patrocínios. — Eu defendo uma discussão por uma comissão do tribunal que faça esta elaboração. E nós já temos uma série de regras sobre isso. Sobre propriedade de empresas, a lei já estabelece que é facultado a ministro ou a juiz ser sócio. Ele não pode ser diretor. Obviamente ele segue as regras comerciais e de imposto. Eu sou a

Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa?

Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa?

Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? Senador diz que recebeu de presente entradas para o jogo do Brasil nos EUA; valor elevado e histórico de “amigos generosos” levantam novas perguntas Por Renato Rovai | Fórum 22/06/2026 O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Brazil Photo Press/Folhapress lávio Bolsonaro vai aos Estados Unidos para assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia. Ok. O que chama atenção, no entanto, é a explicação apresentada sobre os ingressos, que teriam sido dados por um “amigo”. A pergunta é inevitável: quem é esse amigo? Segundo levantamento feito pelo repórter Luiz Carlos Azenha, os ingressos mais exclusivos para a partida custam cerca de US$ 35 mil cada, o equivalente a cerca de R$ 180 mil. TariFlávio é senador da República e candidato ao Palácio do Planalto. Trata-se portanto de um presente de alto valor recebido por um agente público em pleno exercício do mandato. Quem é esse amigo? Qual a relação que mantém com o senador? Há interesses econômicos ou políticos envolvidos? Essas são perguntas naturais diante de uma situação que exige transparência. As indagações se tornam ainda mais pertinentes diante do histórico do próprio senador. Em verões passados, Flávio já alegou ter sido beneficiado por “amigos”. Em um dos episódios mais conhecidos, um amigo miliciano teria pagado uma prestação de um apartamento do então deputado estadual e sua esposa em Laranjeiras, Rio de Janeiro. Também permanecem na memória pública as suspeitas de lavagem de dinheiro na “lojinha” da Kopenhagen que ele mantinha na Barra da Tijuca, tema que foi objeto de reportagens e investigações ao longo dos últimos anos. Agora, surge mais um “amigo generoso”. É um verdadeiro escândalo, mas há algum tempo parece existir uma espécie de normalização em torno do clã Bolsonaro. Infelizmente. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

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