A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro

A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro Depois de processo criminal, Ministério Público dá entrada em ação de improbidade contra sete funcionários do ex-vereador, que não está entre os processados Por Rayssa Motta | Veja 23/07/2026 O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Sergio Lima/AFP) O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com uma ação de improbidade administrativa contra sete servidores que trabalharam no gabinete do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de “rachadinha” que teria se prolongado nos sete mandatos consecutivos do ex-vereador, entre 2005 e 2021. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não está entre os processados. Os promotores pedem a devolução de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos. O valor corresponde ao dinheiro que teria sido desviado. O esquema teria sido operado por Jorge Luiz Fernandes, que foi chefe de gabinete do ex-vereador e é apontado como o “centro operacional e principal beneficiário” dos desvios. A mulher dele, Regina Célia Sobral Fernandes, nomeada como assessora, também é alvo da ação. De acordo com a investigação, funcionários fantasmas lotados no gabinete devolviam a maior parte dos salários. Além da ação de improbidade, um processo criminal por organização criminosa e peculato tramita na Justiça do Rio. Os dois processos tramitam em sigilo. Carlos Bolsonaro é investigado em um inquérito separado. Em um primeiro momento, o Ministério Público descartou a participação dele no esquema por não ter encontrado prova de pagamentos ao ex-vereador. O caso foi reaberto em fevereiro por ordem da Procuradoria-Geral de Justiça, que apontou omissões na primeira apuração. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPL Partido LiberalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro 23/07/2026 PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” Sem saída: Por que André Mendonça foi obrigado a liberar inquérito da PF sobre Flávio Bolsonaro? (VIDEO) Deputado revela ajuda israelense em projeto que pode afetar muçulmanos “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 (VIDEO) Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça
Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas

Ex-aliado de Bolsonaro, Luciano Bivar entra na chapa do PT em Pernambuco Ex-deputado fez live com o consultor político argentino Fernando Cerimedo, indiciado no inquérito do golpe Pré-candidato à Presidência, Flávio pediu a presença de observadores internacionais em reunião com embaixadores Por Ana Luiza Albuquerque | Folha de S.Paulo 23/07/2026 Eduardo Bolsonaro em live com ex-consultor de Milei — Foto: Reprodução São Paulo – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a levantar suspeitas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro na tarde desta quinta-feira (23), dois dias após o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ter citado uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores em Brasília. Eduardo fez uma transmissão ao vivo com o consultor político argentino Fernando Cerimedo, que participou da campanha do presidente Javier Milei. O presidente argentino estará na convenção que confirmará a candidatura de Flávio no sábado (25). Após a vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2022, Cerimedo fez lives e publicações afirmando que as eleições brasileiras haviam sido fraudadas —suas acusações foram desmentidas por especialistas que analisaram os dados. O argentino foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito do golpe, mas ficou de fora da denúncia da Procuradoria-Geral da República. “Essa transmissão é muito importante, vai tocar num tema sensível que tenho certeza que muita gente no Brasil tem medo até de falar porque foi propositalmente criminalizado, a exemplo daquelas picadinhas há uns anos atrás”, afirmou Eduardo. Os dois conversaram por cerca de uma hora e voltaram a levantar suspeitas já descartadas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Também falaram sobre as mais recentes acusações de fraude propaladas pelo presidente americano Donald Trump poucos meses antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O republicano nunca aceitou a derrota para o democrata Joe Biden em 2020. Eduardo leu uma apresentação de slides, e o primeiro deles dizia: “O fim da teoria da conspiração. Questionar a integridade de urnas eletrônicas controladas por fornecedores privados deixou de ser negacionismo para se tornar uma grave vulnerabilidade de segurança nacional documentada pela CIA”. O filho 03 de Bolsonaro disse que o relatório final da comissão do Exército que analisou as urnas não as isentou de vulnerabilidade. “É impossível auditar as urnas eletrônicas brasileiras. É necessário [sic] mais recursos para que possa haver investigação e auditoria propriamente dita. […] É por isso que gerou revolta e, em última análise, gerou o 8 de janeiro de 2023 no Brasil.” Condenado no mês passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo, Eduardo conseguiu uma autorização de residência permanente para viver nos Estados Unidos, onde se autoexilou. Na terça-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, o que é falso. Ele disse que, segundo um relatório da CIA divulgado na semana passada, a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. Segundo reportagem do jornal americano The New York Times, a CIA afirmou em sua análise que não há evidências de que a tecnologia da urna eletrônica na Venezuela tenha sido usada para promover fraude eletrônica em larga escala, e determinou que o governo venezuelano não tem a habilidade de fraudar eleições em outros países. “Nem a Smartmatic nem o governo venezuelano tinham capacidade para manipular o resultado de uma eleição fora da Venezuela”, afirmou a análise, segundo o Times. No mesmo evento, Flávio pediu para que todos os países mandem “a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições”, assim como “pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia”. As eleições no Brasil já são alvo da observação de instituições estrangeiras técnicas, reconhecidas pela independência e pelo profissionalismo. Em 2022, por exemplo, atestaram a regularidade do pleito a OEA (Organização dos Estados Americanos), que promove missões do tipo desde 1962, e a ONG americana The Carter Center, que atua desde 1989. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPSLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas 23/07/2026 “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 (VIDEO) 23/07/2026 Mendonça autoriza inquérito no STF para investigar financiamento de Vorcaro a Dark Horse, filme sobre Bolsonaro 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC ‘Senador prestador de serviços: o consultor Flávio Bolsonaro na rede de Vorcaro’ (VIDEO) Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ
PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão

Ex-aliado de Bolsonaro, Luciano Bivar entra na chapa do PT em Pernambuco OUTRO LADO: Empresário diz que não teve acesso ao processo e que por isso não poderia comentar Polícia também pediu a inclusão do ministro Moura Ribeiro, do STJ, na investigação Por José Marques e Lucas Marchesini | Folha de S. Paulo 23/07/2026 O empresário e ex-senador Luiz Estevão – Pedro Ladeira – 2.jul.24/Folhapress Brasília – A PF (Polícia Federal) investiga suspeitas de vendas de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) em favor do empresário e ex-senador Luiz Estêvão, negociadas por um lobista e pela esposa de um juiz federal do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), sediado em Brasília. As menções ao empresário são feitas em relatório da PF que também pediu a inclusão do ministro Moura Ribeiro, do STJ, nas apurações. Em maio, o relator do inquérito, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin autorizou que o órgão investigue formalmente o magistrado. De acordo com a PF, há sinais de que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, que atualmente está em prisão domiciliar em Mato Grosso, atuou irregularmente junto ao STJ para obter decisão favorável de Moura Ribeiro ao Grupo OK, que trabalha com construções e empreendimentos, de Luiz Estêvão. O lobista teria atuado, segundo o órgão, em conjunto com a advogada Aline Gonçalves de Sousa, esposa de Cesar Jatahy, integrante do TRF-1. Procurado por mensagem, o empresário Luiz Estêvão disse que não teve acesso ao material e que não poderia falar sobre algo que não viu. Cesar e Aline não responderam. Eles foram procurados por emails enviados à assessoria de imprensa do TRF-1 às 16h desta quinta (23) e para o escritório de advocacia de Aline no mesmo horário. Além disso, a reportagem tentou contato telefônico no número informado no cadastro do escritório, sem sucesso. A PF pediu o aprofundamento das investigações, que se iniciaram a partir da análise da nuvem do celular de Andreson. “As informações a serem analisadas não apenas esclarecem o que já está sendo apurado, como evidenciam a ocorrência de crimes análogos vinculados a processos em curso no gabinete do ministro Moura Ribeiro”, diz a PF no relatório. Até agora, a análise superficial dos dados da nuvem, aponta que “conversas mantidas entre Andreson e a advogada Aline Gonçalves de Sousa indicam que eles atuaram conjuntamente, de maneira suspeita, em processos do ex-senador Luiz Estêvão, os quais se encontravam sob a relatoria do ministro Moura Ribeiro”. Um dos processos mencionados no relatório teve uma decisão de 2021 em benefício do Grupo OK. Andreson conversava sobre o processo com o advogado Roberto Zampieri, que foi assassinado no fim de 2023 em Cuiabá. Foi a partir do conteúdo encontrado no celular de Zampieri que as investigações sobre suspeitas relacionadas ao STJ se iniciaram. À época, Andreson enviou a Zampieri uma captura de tela de uma conversa com Luiz Estêvão, na qual mostrava o andamento do processo com a decisão favorável ao empresário. Estêvão responde com um “parabéns” e pergunta se ele consegue a decisão integral. Segundo a PF, no dia seguinte uma empresa do lobista transferiu R$ 250 mil a Zampieri. Moura Ribeiro é o primeiro ministro do STJ investigado no caso, cujas apurações tramitam no Supremo desde 2024. A investigação aponta decisões do ministro sob suspeita de terem relação com Andreson e sua esposa, Mirian Ribeiro, além de transferências a um funcionário que atou no gabinete dele em 2019, e saiu do tribunal em 2021. Procurado por meio da assessoria do STJ, Moura Ribeiro disse que “desconhece a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido”. “O servidor citado pelo jornal atuou como ‘assistente de plenário’ de 30/01/2019 a 16/06/2019, tendo antes trabalhado em outro gabinete, e foi exonerado da função após atuação irregular, a pedido do próprio ministro”, informou. “Magistrado há mais de quatro décadas, o ministro Moura Ribeiro tem trajetória honrada e enfatiza que são completamente improcedentes quaisquer tentativas de associá-lo a fatos criminosos.” A defesa de Andreson e Mirian sempre negou que ele tivesse cometido irregularidades. Procurado, o advogado dos dois, Eugênio Pacelli, diz que “não surpreende a busca de alguma autoridade para legitimar a permanência da jurisdição do STF” e que a própria PF diz que ainda não tem elementos suficientes para concluir se o ministro cometeu irregularidades. O foro especial de integrantes do STJ é no Supremo. Em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou nove pessoas na investigação sobre suspeita de vendas de decisões judiciais no STJ. Entre os denunciados, estão Andreson e Mirian. Também foram denunciados um ex-servidor do STJ que trabalhou em diversos gabinetes, e o ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti. Até aquele momento, nenhum ministro do tribunal era investigado, e a denúncia não menciona suspeitas de irregularidades sobre qualquer membro da corte. Estêvão, que é proprietário do portal de notícias Metrópoles, foi condenado por corrupção ativa, peculato e estelionato e começou a cumprir pena de prisão em Brasília em 2016. Em 2019, passou para o regime semiaberto e, em 2021, para o aberto, em prisão domiciliar. Em 2023, o último indulto de Natal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) beneficiou o empresário. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPSLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas 23/07/2026 “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 (VIDEO) 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim Ex-ministro de Lula demitido após fraudes
Tarifaço: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% contra ‘trabalho forçado’ para o Brasil e outros parceiros comerciais

Tarifaço: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% contra ‘trabalho forçado’ para o Brasil e outros parceiros comerciais A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno. Mais de 2 mil itens entraram em uma ampla lista de exceções. Por g1 23/07/2026 O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci São Paulo – Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington. Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. “Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. “A ação de hoje começará a corrigir o que é, ao mesmo tempo, um abuso dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, contribuindo para melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo.” O governo americano adotou dois tipos de tarifas: Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%. Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil. Mais uma vez, porém, os principais produtos da pauta exportadora brasileira ficaram de fora da medida, pois estão na extensa lista de exceções definida pelo USTR. Ao todo, são mais de 2 mil itens que não serão taxados para nenhuma das economias. (veja aqui a lista de produtos isentos) Segundo a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham), a nova tarifa alcançará cerca de 3 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos EUA. “Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais”. Segundo o relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no início de julho, essa prática foi considerada “irracional” e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA. A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos. 🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil pode passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%. Como fica o Brasil? Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno. O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países. Nesta quinta-feira, o governo brasileiro afirmou que rechaça as novas tarifas e que iniciará imediatamente os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade. “Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.” 🔎 A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que recebeu. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais consideradas “injustas”, o Brasil pode usar a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia. Em nota, o governo brasileiro afirmou que “na ausência de base interna legal para sustentar sua política comercial protecionista o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o tarifaço foi uma forma de o governo de Donald Trump retomar “na marra” as “tarifas recíprocas”, derrubadas pela Suprema Corte dos EUA. “Essa tarifa pega 99% das exportações para os EUA, o que me faz concluir que é um mero expediente para substituir aquela tarifa anterior, que caiu na Suprema Corte. O próprio presidente Trump disse, então, que daria um jeito de fazer a tarifa voltar. Deram um jeito. Não tem justificativa”, disse o ministro em entrevista à BandNews TV. “O governo rechaça, com todas as forças, mais essa tarifa injustificada, unilateral aplicada a um país que tem renda per capita menor do que os EUA e tem déficit em relação aos EUA”, afirmou ele. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a tarifa é indevida e se baseia em “fatos que não são reais”. “O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da OIT. Não abona nem apoia
PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça

PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça De acordo com apuração de Pedro Venceslau, ao CNN 360º, PL vê dificuldades crescentes na pré-campanha de Flávio Bolsonaro após abertura de inquérito sobre aportes ao filme Dark Horse Por CNN Brasil 23/07/2026 PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça O inquérito aprovado por André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre os aportes ao filme Dark Horse ampliou o desgaste do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) às vésperas da convenção partidária, prevista para o próximo sábado (25). Durante o CNN 360º desta quinta-feira (23), o analista de Política Pedro Venceslau descreveu um clima de apreensão no entorno da pré-campanha. Segundo ele, o momento é delicado para o senador, que, às vésperas da convenção partidária, ainda busca ampliar sua coligação. “Havia conversas com Republicanos e Podemos, enquanto União Brasil e PP já declararam que vão ficar neutros nesta disputa eleitoral. Mas agora, praticamente, se torna impossível que Flávio Bolsonaro consiga fechar qualquer tipo de aliança com outros partidos do Centrão”, destacou Venceslau. O analista relatou que, mesmo entre lideranças do próprio campo da direita, há um clima de ceticismo em relação à campanha. “A impressão dessas fontes ligadas ao próprio PL é de que, mesmo que Flávio Bolsonaro apresente negativas que sejam consistentes, há sempre uma nova revelação pendente que acontece depois que ele se explica”, afirmou. Essa dinâmica, segundo Venceslau, mantém a pré-campanha em constante estado de alerta e vai minando qualquer expectativa de poder. “Que é o principal elemento nas negociações partidárias”, ressaltou. O silêncio de Flávio Bolsonaro diante da decisão mais recente sobre o caso Dark Horse foi destacado como sintomático. Antes disso, ele já havia gravado vídeos para explicar sua relação com Daniel Vorcaro, em função de negócios do escritório de advocacia. Além das questões nacionais, crises regionais também se acumulam, como a oficialização da candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará com apoio do Partido Liberal. Essa aliança foi pivô da desavença pública entre Flávio e Michelle Bolsonaro. A convenção do PL, prevista para sábado, deve reunir aliados de outros partidos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). “É uma convenção que vai fazer de tudo para ter um clima de otimismo e de vitória, mas que vai acontecer sob forte clima de apreensão”, destacou Venceslau. Questionamento sobre urnas Outro ponto de atenção levantado pelo analista foi a declaração de Flávio Bolsonaro sobre o sistema eleitoral eletrônico. Aliados do “bolsonarismo raiz” optaram por “dobrar a aposta” na fala do senador, já que ela é pública e tende a repercutir ao longo de todo o processo eleitoral. “Reservadamente, aliados de Flávio no PL e em outras siglas dizem que ele precisa fazer esse gesto, que dialoga com a bolha bolsonarista, que anda dispersa“, afirmou Venceslau. O analista revelou que conversou com o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos que se posicionaram abertamente sobre o tema. O senador disse ao analista da CNN que “sou auditor e o que não é auditável não é confiável”, defendendo o voto impresso. “Uma bandeira que parecia superada e que não combina com esse figurino do ‘Flávio moderado’”, destacou Venceslau. O analista destacou que muitos foram pegos de surpresa com a declaração do senador. Outros bolsonaristas classificaram a fala como inapropriada no momento atual, por ter afastado aliados mais moderados. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPodemosPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPSDBRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PL vê desgaste de Flávio em convenção após inquérito aprovado por Mendonça 23/07/2026 Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” 23/07/2026 Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União Ricardo Salles diz que Brasil devia ter ‘cedido’ para evitar tarifaço dos EUA: ‘Foi para o tudo ou nada’
Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro

Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro Pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nessa quarta-feira (23) Por Jonatas Martins e Teo Cury | CNN Brasil 23/07/2026 Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro Brasília e São Paulo – A Receita Federal solicitou que a PF (Polícia Federal) forneça os laudos periciais e outros documentos técnicos produzidos nos autos que analisam o conjunto de joias sauditas dadas ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nessa quarta-feira (22). “Tal medida é imprescindível para a instrução do procedimento administrativo fiscal, viabilizando a análise de eventuais infrações à legislação aduaneira e assegurando o resguardo do interesse público”, alega a Receita Federal. O órgão de controle aduaneiro ainda ressalta destacou o fim do prazo decadencial, período em que a administração perderia o direito para a aplicação da pena pela falta de atitude. No caso, o limite é de cinco anos e termina em outubro deste ano. “A urgência no compartilhamento dos laudos periciais e demais documentos produzidos que revelem as especificações e valorações técnicas dos bens é, portanto, medida de rigor para viabilizar a atuação da administração e evitar o perecimento do direito estatal, em atendimento ao interesse público”, pontua. Caso das joias sauditas A Polícia Federal indiciou Bolsonaro, em 2024, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos por tentar vender as joias sauditas dadas ao governo brasileiro nos Estados Unidos. Segundo o relatório da corporação, a venda dos itens teria como objetivo o enriquecimento ilícito do ex-presidente. O valor da operação é estimado em cerca de R$ 6,8 milhões. Em março, porém, a PGR pediu o arquivamento da investigação, argumentando que não há uma legislação clara que regulamente esse tipo de situação. Para o órgão, não é possível responsabilizar criminalmente alguém com base em cenários marcados por lacunas legislativas ou por forte divergência interpretativa sobre o que é lícito ou ilícito. Gonet ressaltou, no entanto, que sua análise se limita à esfera penal e não impede a apuração de eventuais responsabilidades em outras áreas, como na esfera civil ou administrativa. Ainda no mesmo mês, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que presentes de uso pessoal, recebidos por presidentes e vice-presidentes, não são patrimônios públicos e podem continuar com os políticos ao saírem do cargo. No início deste mês, Moraes determinou a transferência da custódia das joias sauditas dadas de presente pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Atendendo a um pedido da Receita Federal e acatando a um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), o magistrado decidiu arbitrar pelo envio dos itens de uma agência da Caixa Econômica Federal para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo. Notícia anteriorPróxima notícia CEF Caixa Econômica FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaReceita FederalSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro 23/07/2026 A nova ofensiva do MP do Rio contra núcleo do antigo gabinete de Carlos Bolsonaro 23/07/2026 PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” O Brasil nega vistos a delegação dos EUA com o objetivo de contestar o sistema eleitoral, dizem autoridades Rio registra, em média, cinco roubos a estabelecimentos comerciais por dia em, 2025; capital concentrou quase 60% dos casos Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas ‘Senador prestador de serviços: o consultor Flávio Bolsonaro na rede de Vorcaro’ (VIDEO)
Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa”

Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” Aceno ocorre após a ex-primeira-dama publicar vídeo em que acusa Flávio de ataques misóginos Por Marcelo Hailer | Fórum 23/07/2026 Flávio e Michelle Bolsonaro – Reprodução Abandonado pelo Centrão e enrolado até o pescoço em esquemas com Daniel Vorcaro, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, publicou um vídeo em suas redes sociais, em completo desespero, no qual suplica pelo apoio de Michelle Bolsonaro. Completamente desconfortável, Flávio Bolsonaro diz que é preciso unir a direita “em prol do Brasil” e, então, dirige-se a Michelle Bolsonaro: “Eu quero, mais uma vez, me dirigir à Michelle. Todos nós reconhecemos o grande trabalho que ela fez no PL Mulher […] Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e, mais uma vez, peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto […] Nunca foi a minha intenção desrespeitar ninguém, ainda mais a esposa do meu pai […] As portas estão abertas.” “Dark Horse”: Mendonça autoriza PF investigar milhões de Vorcaro para filme de Bolsonaro André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar os milhões gastos na produção de Dark Horse, filme sobre a vida do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro (PL). A decisão, tomada após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, atende solicitação da própria PF e abre caminho para apurar se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pedidos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foram de fato usados na produção ou desviados para outras finalidades, incluindo despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e ações de lobby político junto ao governo Donald Trump. Gonet concluiu que há elementos suficientes para a abertura formal do inquérito que apure os repasses relacionados ao filme Dark Horse. A relatoria do caso chegou a Mendonça por definição do presidente do STF, Edson Fachin, no fim de junho. O percurso institucional, portanto, passou pela PF, pela PGR e pelo próprio Supremo antes de resultar na autorização. O fato de a investigação ter sido impulsionada pela própria cúpula da Polícia Federal, com o aval do Ministério Público e a chancela do Supremo, confere ao inquérito um peso que vai além de uma disputa político-partidária: é o aparato de persecução penal do Estado pedindo para investigar a família do ex-presidente. O que a PF vai investigar No centro da investigação está o destino dos milhões enviados por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao exterior. Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista à GloboNews em junho, “há necessidade de instaurar um inquérito para apurar todas essas circunstâncias que permeiam esses episódios”. O ponto de partida é a solicitação feita por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ao ex-banqueiro, sob a justificativa de financiar o longa-metragem sobre o pai. Uma das principais suspeitas da PF é que parte dos valores tenha bancado despesas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele reside. A PF também quer apurar se os recursos foram usados para ações de aliados de Jair Bolsonaro junto ao governo Trump. O caminho financeiro investigado envolve a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, que teria transferido os valores a um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas. Reações e posicionamentos anteriores Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre a decisão de Mendonça até o momento. Anteriormente, o senador já havia negado qualquer irregularidade, afirmando que a solicitação a Vorcaro foi feita exclusivamente para o filme e que os aportes foram direcionados a um fundo com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, classificou as suspeitas da PF de “toscas” em maio, argumentando que seu status de migração nos EUA à época vedaria o recebimento de valores. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, afirmou, acrescentando ter explicado às autoridades americanas “toda a origem” de seus recursos. O caso ganhou tração institucional depois da divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para o longa-metragem. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o STF com base nessa revelação, pedindo investigação. A PGR, no entanto, se manifestou pelo arquivamento do pedido de Lindbergh, e foi a solicitação da própria PF que prevaleceu como gatilho para o inquérito agora autorizado por Mendonça. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa” 23/07/2026 Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Apesar da proibição de atividade política, Bolsonaro decidirá vice de Flávio, diz Valdemar 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas Supermercado era mais barato com Bolsonaro? 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Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS

Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS E-mail da Voga Serviços Contábeis aparece na nota fiscal emitida por Flávio Bolsonaro a empresa usada por Daniel Vorcaro, do Master Por Andre Shalders | Metrópoles 23/07/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Reprodução/Flow Podcast O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) utiliza os serviços da mesma firma de contabilidade usada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A informação está nas notas fiscais de serviços advocatícios do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, reveladas pela coluna de Tácio Lorran no Metrópoles nesta quarta-feira (22/7). Ao todo, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu três notas fiscais de 500 mil cada para empresas usadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Duas delas foram canceladas. Da terceira, não consta cancelamento. No cabeçalho da nota fiscal, é possível ver o endereço do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, seguido do telefone e do endereço de e-mail “joyce@vogasc.com.br”. O domínio pertence à Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre Caetano dos Reis e usada pelo Careca. Além disso, nos dados da Receita Federal, consta o nome de Letícia Caetano dos Reis como “administradora” do escritório de Flávio. Ela é irmã de Alexandre Caetano. Segundo o relatório final da CPMI do INSS, Alexandre Caetano dos Reis era o responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial S.A., a principal empresa do Careca. “O contador Alexandre Caetano dos Reis exerce funções contábeis em empresas diretamente relacionadas ao núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes (o Careca do INSS)”, diz o relatório final da CPMI do INSS. Em dezembro passado, Alexandre Caetano dos Reis foi preso pela Polícia Federal (PF), por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além do Careca do INSS, Alexandre Caetano dos Reis é contador de empresas do senador Weverton Rocha (PDT-MA) — um filho dele também foi assessor do PDT no Senado Federal, sob a liderança de Weverton. A coluna procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para comentários no começo da tarde de hoje (23/7). A manifestação dele será incluída tão logo seja recebida. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoFraudes no INSSPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPolícia Federal PFReceita FederalSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS 23/07/2026 O Brasil nega vistos a delegação dos EUA com o objetivo de contestar o sistema eleitoral, dizem autoridades 26/07/2026 Justiça determina medidas para auxiliar na recuperação de valores do Rioprevidência pelo RJ em caso envolvendo a Master 25/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça determina medidas para auxiliar na recuperação de valores do Rioprevidência pelo RJ em caso envolvendo a Master Smartmatic: o que é a empresa venezuelana citada em discurso de Flávio Bolsonaro e qual a relação dela com o Brasil Caiado faz piada com Eduardo Bolsonaro e desperta ira do clã e aliados Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim
Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil

Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil Cidade da Grande Fortaleza teve taxa de mortes violentas cinco vezes maior que média nacional em 2025; escalada de mortes é impulsionada por disputa por controle do território entre facções criminosas Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que os municípios cearenses apresentaram redução nos índices de mortes violentas no primeiro semestre de 2026 Por João Pedro Pitombo | Folha de S.Paulo 23/07/2026 Pichação em muro em esquina que dá acesso a Maranguape, no Ceará, cidade com a maior taxa de mortes violentas intencionais do país – Jarbas Oliveira – 23.jul.2025 / Folhapress Salvador – A cidade de Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza, fechou o ano de 2025 como o município com maior taxa de mortes violentas do Brasil entre aqueles com mais de 100 mil habitantes. Foram 100,3 mortes violentas intencionais para cada 100 mil moradores — uma taxa cinco vezes superior à média nacional, de 19,1 por 100 mil habitantes, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. É o segundo ano consecutivo que a cidade cearense ocupa a primeira posição do ranking do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No ano passado, a taxa de mortes violentas foi de 79,9. O levantamento inclui homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, roubo seguido de morte, feminicídios, e mortes decorrentes de intervenção policial. A escalada de mortes violentas em Maranguape é impulsionada por uma disputa por controle do território entre facções com atuação nacional, associadas a grupos criminosos locais. Localizada na Grande Fortaleza, Maranguape possui uma posição estratégica por estar próxima do aeroporto e de importantes corredores rodoviários, como a CE-065 e a BR-222, utilizados como rotas logísticas para o tráfico de drogas. Nos bairros da periferia da cidade, muros são pichados com ordens de grupos criminosos para os carros andem com os vidros abaixados e motociclistas circulem sem capacete. Em julho de 2025, a reportagem da Folha esteve na cidade e precisou deixar o município após sofrer ameaças de dois homens. Maranguape não vive uma situação é isolada. O município é parte de um cinturão de cidades da Grande Fortaleza que aparecem entre as mais violentas do país em 2025, segundo o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Maracanaú, quarta maior cidade do estado com 251 mil moradores, aparece na terceira posição dentre os municípios mais violentos do país, com taxa de 80,7 mortes por 100 mil habitantes. Em sétimo lugar aparece Caucaia, segunda maior cidade do estado com 378 mil habitantes. O município, que registrou uma taxa de 66,6 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, fica nas proximidades do porto do Pecém e da BR-020, o que a transforma em área estratégica para o tráfico. A proximidade com portos e rodovias são um elemento comum entre as cidades cearenses com maior taxa de mortes violentas. Para o Fórum Brasileiro de Segurança, as rodovias funcionam como corredores logísticos para o transporte de drogas pelo interior do país, enquanto os portos são utilizados como rotas de saída da cocaína para o mercado internacional. Em fevereiro de 2025, por exemplo, a Polícia Federal apreendeu cerca de 450 quilos de cocaína nos portos de Pecém e Mucuripe, escondidos em contêineres para exportação de cera de carnaúba e polpa de manga congelada. Oitavo estado brasileiro em população, o Ceará registrou no ano passado uma redução de 7,5% no número de assassinatos, mas segue entre as unidades da federação mais violentas do país, cenário que faz da segurança o principal desafio do governador Elmano de Freitas (PT). Proporcionalmente, o Ceará é o terceiro estado do país com maior taxa de mortes violentas. Em números absolutos, fica em quatro lugar, com 3.220 mortes, atrás de Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Nos últimos anos, o Comando Vermelho, facção com origem no Rio de Janeiro, avançou sobre áreas dominadas pelo cearense GDE (Guardiões do Estado) nos últimos anos. Para fazer frente ao inimigo externo, a facção local se aliou ao TCP (Terceiro Comando Puro), outra facção originária do Rio. A presença mais ostensiva dos grupos criminosos com atuação nacional veio acompanhada de práticas como a exploração ilegal dos serviços de internet, a extorsão de moradores e comerciantes. “Há um movimento de disputa entre as facções muito violento, que aumenta a letalidade porque eles têm métodos de dominação na base da violência. Isso está acontecendo no Brasil todo. Não é uma peculiaridade do Ceará”, disse à Folha em novembro de 2025 o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá. Outro fenômeno associado à presença das facções que preocupa é a expulsão de famílias de suas casas por determinação de criminosos, prática registrada em municípios como Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Fortaleza, segundo o Fórum. A Secretaria de Segurança Pública do Estado identificou ao menos 219 casos de deslocamentos forçados de famílias no Ceará no período janeiro de 2024 e setembro de 2025, o que equivale a dez casos por mês no período. O levantamento cruzou dados dos registros policiais e informações de inteligência. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que os municípios cearenses mencionados no Anuário apresentaram redução nos índices de mortes violentas no primeiro semestre de 2026. Também destacou o trabalho dos agentes de Segurança Pública do Ceará, que resultou na apreensão de 725 armas de fogo em 2025 apenas nas cidades de Maranguape, Maracanaú e Caucaia. As prisões em flagrante e por cumprimento de mandados de prisão também cresceu no ano passado nesses municípios, com 261 pessoas detidas. A secretaria também apontou a nomeação de 5.000 novos profissionais de segurança desde 2023 e destacou a criação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Região Metropolitana de Fortaleza, com com quatro delegacias para investigar as mortes violentas em Caucaia, Maranguape, Maracanaú e Pacatuba. Notícia anteriorPróxima notícia Caucaia CEFortaleza CEGovernadorMaracanaú CEMaranguape CEMucuripe CEPacatuba CEPecém CEPolícia Federal PFPT Partido dos Trabalhadoresrodovia BR-020rodovia BR-222rodovia CE-065 Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil 23/07/2026 Deputado revela ajuda israelense em projeto que pode afetar muçulmanos 27/07/2026 Com Flávio, Eduardo e Figueiredo, EUA preparam terreno para não reconhecer eleição no BR 27/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2
Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ

Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ RioPag faz intermediação de pagamentos para a Loterj e não diz onde estão R$ 20,9 milhões do estado que ela deveria estar custodiando Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 23/07/2026 Rio Pag Loterj | Arte Metrópoles A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 20,9 milhões da RioPag, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo próximo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). A coluna Demétrio Vecchioli revelou na semana passada que a RioPag sumiu com este montante, que pertence ao governo do Rio. A RioPag, uma sociedade anônima que fica debaixo de uma cadeia de fundos e não tem seus acionistas conhecidos – exceto por Tomaz -, fechou em 2023 um rentável contrato pelo qual ganhou do governo Cláudio Castro (PL) o monopólio para intermediar pagamentos para casas de apostas esportivas e para os futuros cassinos fluminenses – que a gestão Castro insistia em chamar de “video-loteria” – com taxas muito acima do mercado. Um exemplo concreto explica o tamanho da benesse: em janeiro de 2025, uma única empresa licenciada pelo Rio de Janeiro teve R$ 279 milhões de receita líquida. Ela pagou R$ 13,9 milhões em impostos para o estado, que sempre promoveu sua licença como mais barata do que a federal, e R$ 30 milhões à RioPag só pela intermediação de pagamentos, tanto depósitos quanto saques. A Loteria do Rio (Loterj) fica com 26% da arrecadação da RioPag, mas a autarquia, sob o comando de um político do PL, decidiu pedir que a empresa de Tomaz suspendesse os pagamentos, no início de 2025, sem qualquer justificativa, solicitando que ela fizesse a “custódia” dos valores. Quando notou isso, a nova gestão do governo do Rio pediu que o dinheiro fosse devolvido imediatamente. Como revelou a coluna, a RioPag primeiro não respondeu, depois pediu prazo até o final do contrato e, diante das negativas, propôs um parcelamento, que não foi aceito pelo Rio. Em entrevista ao Metrópoles, Tomaz, que também é advogado da empresa, afirmou que havia informado a Loterj no dia 10 de julho que o dinheiro está em um investimento no Banco Santander que precisa de seis meses após a comunicação ao banco para ser resgatado. Disse também que uma carta do Santander havia sido protocolada no sistema do governo. A RioPag não só negou que tenha sido informada ou tenha tido acesso ao documento como trucou o advogado e a RioPag. Pega de surpresa, enviou ofício lembrando que as declarações “indicam circunstâncias que, até o presente momento, não foram formalmente comunicadas ou comprovadas nos autos do processo administrativo correspondente, especialmente no que se refere à alegada contratação de fundo de investimento, à existência de prazo de carência para resgate, à instituição financeira responsável pela administração dos recursos, à remuneração obtida, aos critérios de aplicação adotados e à efetiva disponibilização de relatórios ou acesso às informações mencionadas na Nota Oficial“. No mesmo dia a RioPag entrou na Justiça pedindo o bloqueio dos bens da RioPag. Só depois disso, no dia 21, é que Tomaz teria enviado, segundo ele, um e-mail à Procuradoria Geral do Estado informando que o dinheiro está investido no Banco Santander. A ação da Loterj seguiu, porém, e teve decisão nesta quarta-feira, quando a juíza da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Cristiana Aparecida de Souza Bonato, entendeu que está comprovado que os valores pertencem à Loterj, destacando que os recursos possuem natureza pública e que a recusa da empresa em efetuar a devolução imediata não encontra justificativa contratual. O que diz a RioPag: Em nota nesta quinta, a RioPag disse “os valores em questão estão aplicados em produto bancário com proteção de capital em instituição financeira de primeira linha, com resgate já solicitado e liquidação prevista para outubro de 2026 — e serão entregues à LOTERJ acrescidos dos rendimentos, que revertem integralmente à Autarquia”. A Loterj alega nunca ter sido comunicada disso. “Os fatos, documentados, são incompatíveis com a narrativa publicada: (i) a custódia dos recursos foi determinada pela própria LOTERJ, por ofício formal de fevereiro de 2025; (ii) tão logo a orientação foi alterada, em abril de 2026, os repasses mensais foram imediatamente restabelecidos; (iii) desde junho de 2026 a empresa antecipa, todo mês, R$ 2 milhões à Autarquia; (iv) as informações sobre a aplicação foram prestadas à Procuradoria-Geral do Estado, com quem a empresa trata a questão em procedimento formal de solução consensual. Quem ‘some’ com dinheiro não antecipa milhões mensais ao suposto lesado nem procura a Procuradoria do Estado para formalizar a devolução”, disse a RioPag, que por enquanto só pagou uma vez a parcela de R$ 2 milhões. “A decisão judicial mencionada é liminar e provisória, proferida antes do exame do conjunto completo de fatos e documentos, e será objeto dos recursos cabíveis. Registre-se, contudo, que o bloqueio em nada altera a realidade que a RioPag sempre afirmou: os recursos existem, estão preservados e têm destinação certa — a LOTERJ”, continuou a empresa. “Por fim, a RioPag repudia a insistente tentativa de contaminar politicamente uma divergência estritamente contratual, decorrente de contrato firmado mediante licitação pública, por meio da exploração de relações pessoais alheias aos fatos”, disse. Já Tomaz afirmou que “repudia, nos termos mais firmes, a utilização reiterada de seu nome como rótulo político de manchetes sobre uma divergência contratual da qual não é parte”. “Willer Tomaz não é gestor, administrador ou dirigente da RIOPAG, não é investigado, não é réu e não figura em nenhum procedimento administrativo ou judicial relativo aos fatos noticiados . É advogado da empresa — e advocacia se exerce por mandato, prerrogativa constitucional que nenhuma coluna de jornal revoga”, afirmou. À coluna, ele disse ser acionista do fundo que controla a empresa e que recebe rendimentos mensais a partir da RioPag. “A construção ’empresa de amigo de’ é um artifício retórico desonesto: sugere ao leitor, sem afirmar — porque afirmar seria indefensável —, que relações pessoais explicariam um contrato firmado em licitação pública em 2023. Não há um fato, um documento ou um indício que sustente essa insinuação, repetida agora pela segunda
Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja”

Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” Letícia Caetano, sócia da firma e irmã do contador do “Careca do INSS”, admitiu que a banca quase não operava. Cruzamento de dados revela salto repentino para emissão de R$ 1,5 milhão em notas ligadas ao Banco Master. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 23/07/2026 Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro – Foto: Reprodução/Redes Sociais e Divulgação O funcionamento da Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia expõe contradições financeiras e societárias que conectam a banca do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a alvos de duas investigações conduzidas pelo Congresso Nacional: o esquema de fraudes no INSS e as operações financeiras envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Uma análise documental do histórico do escritório revela uma discrepância entre o faturamento atual e as operações registradas no início de suas atividades. Aberta em abril de 2021, com capital social de R$ 10 mil e sede registrada no mesmo endereço da casa de R$ 5,97 milhões comprada pelo senador no Lago Sul, em Brasília, a firma mantinha operações mínimas em 2022. Em entrevista concedida à Agência Pública naquele ano, Letícia Caetano dos Reis, que consta como a única sócia-administradora do escritório de Flávio Bolsonaro, afirmou que o local não tinha funcionários com registro em carteira e que atendia apenas a dois clientes. Questionada sobre quem eram os contratantes da consultoria jurídica do parlamentar, ela declarou não saber os nomes, mas forneceu uma pista: “Um é uma igreja”. Letícia relatou atuar como administradora formal, sem acesso aos contratos, informações que seriam controladas exclusivamente pela contabilidade com autorização do senador. A sócia também informou que mantinha contato com Flávio Bolsonaro apenas por meio de mensagens de WhatsApp, sem a realização de reuniões presenciais. Conexões familiares com o esquema do INSS A estrutura de administração da firma de advocacia ganhou relevância em âmbito federal após a Revista Fórum revelar as conexões familiares da sócia de Flávio Bolsonaro. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, contador identificado pela Polícia Federal (PF) como sócio e operador de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. Antunes é apontado pelas investigações policiais e parlamentares como o principal articulador do esquema de descontos associativos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O rastreio financeiro apresentado na CPMI do INSS demonstrou que Alexandre Caetano operava em sociedade com o “Careca” na Camilo & Antunes Limited (RPDL LTD33), uma empresa offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. De acordo com os requerimentos apresentados ao colegiado, a offshore foi utilizada apenas em 2024 para a aquisição de quatro imóveis no valor total de R$ 11,05 milhões. A ligação societária levou parlamentares a protocolarem pedidos de convocação do senador e de sua administradora, além de solicitarem as quebras de sigilo bancário e fiscal e os Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) junto ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Notas fiscais milionárias e o Banco Master O perfil de um escritório com “dois clientes” contrasta com a recente emissão de documentos fiscais revelada pelo portal Metrópoles nesta quarta-feira (22). De acordo com os registros, o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu um total de R$ 1,5 milhão em notas fiscais em abril de 2025. Foram emitidas três faturas de R$ 500 mil cada. Duas delas, que somavam R$ 1 milhão, tiveram como destinatária a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., registradas como prestação de “serviços de consultoria jurídica”. As notas foram emitidas e canceladas no mesmo dia (7 de abril). A Copenhagen Consultoria chama a atenção por sua estrutura societária e movimentação. A empresa foi aberta com um capital social de apenas R$ 40 e não possui site institucional, mas recebeu transferências que totalizam R$ 58 milhões do Banco Master, instituição de propriedade de Daniel Vorcaro. A terceira nota de R$ 500 mil foi emitida dois dias depois, em 9 de abril, para a Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda, que opera com o nome fantasia BR Global. Esta nota permanece válida. O elo entre as duas empresas recebedoras das notas é o contador Rogério Lourenço Novo, que atua como diretor da Copenhagen e consta como único sócio da Contábil Correa. Em sua defesa, o senador Flávio Bolsonaro confirmou a contratação pela Contábil Correa, alegando que prestou serviços legais. No entanto, ele não especificou qual foi a consultoria jurídica realizada no valor de R$ 500 mil. O contador Rogério Lourenço afirmou que o escritório foi subcontratado para atender um dos mais de 200 clientes de sua carteira, mas declarou não se lembrar qual cliente específico recebeu a consultoria milionária do parlamentar. Ligações societárias apontam para Willer Tomaz Os documentos em posse da CPMI e da Polícia Federal adicionam uma terceira peça ao cruzamento de dados: o advogado Willer Tomaz. Em sua entrevista à Pública em 2022, Letícia Caetano declarou que sua indicação para gerir a firma de Flávio Bolsonaro foi feita diretamente por Tomaz, advogado com trânsito entre políticos de Brasília e aliado da família Bolsonaro. Os requerimentos da comissão parlamentar apontam que Willer Tomaz também realizou transferências financeiras para o grupo investigado nas fraudes do INSS. Segundo a PF, o advogado repassou R$ 120 mil para Milton Salvador de Almeida Júnior, apontado como um dos operadores financeiros diretos de Antônio Carlos Camilo Antunes. Além disso, o RIF de Tomaz registrou movimentações atípicas de R$ 45,5 milhões, considerando entradas e saídas, no período de maio a novembro de 2021. Diante do acúmulo de documentação fiscal e relatórios da Polícia Federal mapeando operações em paraísos fiscais, o silêncio sobre a natureza real dos serviços prestados pelo escritório alimenta a pressão no Congresso. A Fórum mostrou que os cruzamentos de dados baseiam a intenção de deputados governistas em pedir o indiciamento do senador pelas operações detectadas na investigação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBrasília DFCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoFraudes no INSSPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” 23/07/2026 Caso das notas fiscais reacende temor no PL de novos capítulos da relação entre
“Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 (VIDEO)

“Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 Em entrevista ao Fórum Onze e Meia, Joice Hasselmann diz que ouviu a frase dentro de um carro blindado, antes do atentado contra Jair Bolsonaro. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 23/07/2026 Joice Hasselmann e Jair Bolsonaro em 2019 (Claudio Reis/FramePhoto/Folhapress) Joice Hasselmann afirmou, em entrevista à TV Fórum, que Jair Bolsonaro disse, antes do atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018, que venceria a eleição caso levasse uma facada. Segundo a ex-deputada, a declaração ocorreu dentro de um carro blindado, durante uma caravana eleitoral pelo interior de São Paulo. A revelação foi feita após a jornalista Dri Delorenzo perguntar o que Joice havia presenciado naquele período. A ex-parlamentar disse que estavam no veículo Bolsonaro, ela, o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e integrantes da equipe de segurança. “Joice, se eu levasse uma facada eu ganhava a eleição.” Joice afirmou que ouviu a frase diretamente de Bolsonaro e que Bebianno também estava presente. O relato não indica a existência de gravação da conversa. Trata-se, portanto, da versão apresentada pela ex-deputada sobre um diálogo que teria ocorrido antes do ataque de 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Joice Hasselmann relata mal-estar de Bolsonaro em Araçatuba Segundo Joice Hasselmann, o episódio ocorreu durante uma caminhada de campanha em Araçatuba, no interior paulista. Ela contou que havia uma grande aglomeração e que Bolsonaro passou mal por causa do calor. O então candidato usava um colete à prova de balas e uma jaqueta por cima para esconder o equipamento. Joice disse que pediu aos seguranças que o conduzissem até uma banca de sorvete, onde tentaram reduzir sua temperatura antes de levá-lo ao carro. “Ele passou mal. Eu pedi para os seguranças empurrarem ele para uma banca de sorvete que tinha ali, porque estava muito quente e ele estava com o colete à prova de balas e mais uma jaqueta por cima para esconder”, relatou. Já dentro do veículo, Bolsonaro teria retirado a jaqueta. Joice afirmou que o advertiu sobre o risco de participar de atos públicos sem a proteção adequada. A ex-deputada disse ainda que havia sonhado, no dia anterior, que Bolsonaro seria atingido por um tiro. Por isso, teria citado diferentes formas de ataque ao alertá-lo. “Eu falei para ele: ‘Você não pode andar sem o colete à prova de balas. É uma loucura o que aconteceu aqui. Qualquer pessoa poderia te dar um tiro, te dar uma facada’.” Foi após esse alerta, segundo Joice, que Bolsonaro olhou para ela e afirmou que ganharia a eleição caso fosse esfaqueado. “Essa foi a frase. Eu ouvi, o Bebianno ouviu”, declarou. Bolsonaro sofreu atentado durante campanha de 2018 Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora. O então candidato foi levado à Santa Casa de Misericórdia da cidade e passou por cirurgias após sofrer ferimentos no abdômen. A Polícia Federal realizou diferentes investigações sobre o atentado. Em junho de 2024, a corporação voltou a concluir que Adélio agiu sozinho e que não foram encontrados elementos que comprovassem a participação de mandantes ou de outras pessoas na execução do ataque. Informações institucionais sobre as investigações da corporação estão disponíveis no portal oficial da Polícia Federal. O relato de Joice sobre a frase atribuída a Bolsonaro já havia sido apresentado publicamente em outras ocasiões. Em 2021, a Revista Fórum noticiou a declaração feita pela então deputada. Joice voltou ao tema em 2025, ao detalhar a presença de Bebianno no veículo. Joice levanta suspeitas sobre morte de Gustavo Bebianno Durante a entrevista à TV Fórum, Joice afirmou que Gustavo Bebianno poderia confirmar a conversa, mas lembrou que o ex-ministro morreu em março de 2020, aos 56 anos. A causa informada na época foi um infarto fulminante. A ex-deputada declarou ter “todas as dúvidas” sobre a morte do antigo coordenador da campanha de Bolsonaro. Ela não apresentou provas ou informações médicas que contrariem a causa oficialmente divulgada. “O Bebianno ouviu, não está aqui mais para nos contar, porque infartou. Eu tenho todas as dúvidas sobre esse infarto, todas as dúvidas, porque o Bebianno sabia muito.” Bebianno presidiu o PSL durante a campanha de 2018 e assumiu a Secretaria-Geral da Presidência no início do governo Bolsonaro. Ele foi demitido em fevereiro de 2019, após entrar em conflito público com integrantes da família do então presidente. A declaração de Joice não demonstra qualquer relação entre a conversa narrada, o atentado contra Bolsonaro e a morte de Bebianno. A ex-deputada apenas relatou o diálogo que afirma ter testemunhado e expôs suas próprias suspeitas sobre o falecimento do ex-ministro. https://www.youtube.com/watch?v=wPA6ns22SMI Notícia anteriorPróxima notícia Araçatuba SPDeputada FederalJuiz de Fora MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSL Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”: Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018 23/07/2026 Mendonça autoriza inquérito no STF para investigar financiamento de Vorcaro a Dark Horse, filme sobre Bolsonaro 23/07/2026 Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União Vorcaro falou com Sicário sobre ‘tomar medida urgente’ contra gestor que denunciou Master Desesperado, Flávio Bolsonaro implora por apoio de Michelle: “Desculpa”