Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL

Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Segundo a Polícia Federal, funcionários da Câmara teriam atuado em conjunto para desviar pelo menos 21 emendas parlamentares em benefício de Valdemar Costa Neto. Por Camila Bomfim | g1 10/07/2026 Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto — Foto: Beto Barata/PL/Divulgação O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) a suspensão de emendas parlamentares que teriam, segundo a Polícia Federal (PF), sido indicadas irregularmente pelo presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto. 🔎A indicação de emendas parlamentares é uma prerrogativa de deputados e senadores. Valdemar é ex-deputado, portanto, a participação dele na destinação de recursos públicos é irregular, conforme destaca a PF. Na decisão, a PF afirma que funcionários da Câmara dos Deputados teriam atuado em conjunto para desviar pelo menos 21 emendas parlamentares em benefício de Valdemar. Essas emendas somariam R$ 119,2 milhões em recursos públicos destinados de forma irregular. 🚫Na decisão desta sexta-feira, Flávio Dino também determinou a indisponibilidade de bens, até o limite de R$ 119,2 milhões, de Valdemar Costa Neto. 🎤Procurado pela TV Globo, Valdemar negou que tenha feito indicações de emendas e afirmou que, em determinados casos, essa é uma atribuição do líder do partido na Câmara. Ele informou também que sua defesa ainda vai se manifestar sobre o caso. As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo. As investigações apontam indícios de que Valdemar Costa Neto — que não exerce mandato parlamentar — teria se valido de um “arranjo decisório paralelo” dentro da Câmara dos Deputados para direcionar verbas de emendas de comissão conforme seus interesses políticos e particulares. Segundo a representação da Polícia Federal, o esquema contava com a atuação de servidores da Câmara para dar uma aparência de legalidade aos repasses. As indicações de Valdemar eram planilhadas e encaminhadas aos ministérios responsáveis por programas utilizando nomes de deputados federais como falsos “solicitantes”. “O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como ‘solicitantes’ das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar. […] Conforme se observa, fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”, diz trecho da decisão de Dino. A análise em aparelhos celulares apreendidos na primeira fase da Operação Transparência identificou mensagens de servidores discutindo cotas de valores e áreas prioritárias — como saúde e turismo —, com forte incidência de indicações voltadas a municípios do estado de São Paulo. Em trechos destacados na decisão de Dino, mensagens trocadas entre assessores mencionam reservas expressivas de recursos, citando abertamente tratativas em nome do presidente do PL. Esses assessores determinam que fossem alocados os montantes máximos possíveis em pastas como o Ministério do Turismo. A investigação aponta que, do total de R$ 119 milhões mapeados em planilhas atribuídas a Valdemar, pelo menos 21 emendas já foram efetivamente empenhadas ou pagas pelos órgãos competentes. Para Flávio Dino, o empenho do recurso forjado constitui o momento de conversão da proposta desviada em execução financeira. “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões”, diz uma parte do despacho do ministro do STF. Na decisão, o ministro Flávio Dino acolheu em parte os pedidos da PF e estabeleceu as seguintes providências: bloqueio patrimonial de Valdemar Costa Neto até o valor total de R$ 119.216.703. paralisação imediata de qualquer ato de execução orçamentária (seja em fase de empenho, liquidação ou pagamento) referente às emendas listadas na investigação da PF. intimação da Câmara dos Deputados, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para adoção de providências no prazo de 10 dias. Operação Transparência Em dezembro do ano passado, a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi principal alvo da Operação Transparência, realizada pela PF para investigar suspeitas de irregularidades na destinação de verbas públicas de emendas parlamentares. Segundo investigações da PF, ela exercia controle de “indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de provável organização criminosa voltada para a prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”. Valdemar Costa Neto tornou-se alvo de investigação no âmbito dos desdobramentos da Operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado e que teve como principal alvo Mariângela Fialek. Tuca trabalhou como assessora da Presidência da Câmara na gestão Arthur Lira (PP-AL). Segundo a PF, há indícios de “ingerência ilícita” no direcionamento de emendas parlamentares. Ainda segundo as investigações, o presidente do PL teria estruturado um “arranjo decisório paralelo” para a destinação de verbas públicas, mesmo sem possuir mandato parlamentar. Com base na análise de dados do celular de Mariângela Fialek, a Polícia Federal afirmou haver indícios de que Valdemar Costa Neto era um “vetor de definição e remanejamento de emendas”. Conforme a investigação, além de Mariângela Fialek, Nara Braum, uma servidora efetiva da Câmara lotada na liderança do PL, também teria participação no esquema. Flávio Dino destaca, na decisão, um trecho de uma conversa entra Nara Braum e Mariângela Fialek, que cita Valdemar Costa Neto. “Não, o Valdemar pediu pra trocar algumas das indicações que ele fez ontem em turismo, porque os municípios não iriam conseguir executar”, diz o trecho. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPresidente da República Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço 09/07/2026 Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio
TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro

TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Ana Cristina Valle foi candidata a deputada distrital em 2022 e falhou na prestação de contas referentes aos gastos de campanha Por Helena Prestes | CNN Brasil 10/07/2026 Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro • Estadão Conteúdo – Arquivo 2018 Brasília – A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil, em valores atualizados após correção monetária, de Ana Cristina Valle, segunda esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O motivo é falha na prestação de contas de campanha. Ana Cristina foi candidata a deputada distrital pelo partido Progressistas em 2022, obteve apenas 1.485 votos na capital e não se elegeu. Segundo o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), os gastos da campanha totalizaram R$ 303.488,96 e não houve comprovação referente ao montante de R$ 134,4 mil – valor antes da correção monetária. Ana Cristina falhou em apresentar documentação correspondentes a 44,31% das despesas de campanha. O tribunal apontou diversas inconsistências em despesas custeadas com recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha). Entre elas, ausência de notas fiscais, de contratos e de comprovantes de prestação de serviços. Também foi verificada a falta de documentos que demonstrassem a efetiva realização de gastos com militância, alimentação, combustível, locação de bens e impulsionamento de conteúdo na internet. Entre as inconsistências, segundo a Justiça Eleitoral, houve um pagamento de R$ 35.150 destinado a atividades de militância sem documentação comprovando a efetiva prestação dos serviços. Ainda foram identificados R$ 3 mil em despesas com combustível sem comprovação da vinculação dos abastecimentos a veículos utilizados na campanha. Por fim, houve um gasto com aluguel de imóvel pago por período posterior ao encerramento das eleições. Durante a tramitação do processo, a candidata foi intimada em duas oportunidades para apresentar esclarecimentos ou documentos complementares, mas não deu retorno à Justiça Eleitoral. Para o relator do caso, a ausência de manifestação reforçou a gravidade das irregularidades. A prestação de contas final da campanha também foi apresentada fora do prazo formal. Caso o bloqueio das contas não seja suficiente, a medida do TSE pode afetar imóveis e veículos de Ana Cristina. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro 10/07/2026 Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF 09/07/2026 Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH
Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável

Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Valdemar Costa Neto comparou a situação à do presidente Lula, que voltou a disputar eleições após decisões do STF Por Julinho Bittencourt | Fórum 10/07/2026 Jair Bolsonaro – Ex-presidente condenado – Foto: Reprodução/Instagram Jair Bolsonaro Enquanto dirigentes e parlamentares do PL alimentam a expectativa de uma reviravolta jurídica para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam reservadamente que as chances de uma revisão criminal prosperar são remotas. A aposta do partido é que o ministro Kassio Nunes Marques analise o pedido antes da convenção nacional da legenda, marcada para o próximo dia 25. Segundo magistrados ouvidos sob reserva, é pouco provável que o Supremo reveja uma condenação construída após meses de instrução processual, com produção de provas, interrogatórios, participação da defesa e análise de recursos. Na avaliação deles, acolher uma revisão criminal significaria reconhecer um erro em um julgamento conduzido pela própria Corte, cenário considerado improvável. Mesmo que Kassio Nunes Marques tome alguma decisão favorável ao ex-presidente, ministros destacam que o mérito da ação deverá ser analisado pelo plenário do STF, responsável por julgar esse tipo de recurso. Expectativa gerada por Valdemar Costa Neto A expectativa de uma decisão foi reforçada nesta semana pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Durante um evento em Brasília, ele afirmou que “muita coisa vai acontecer nos próximos 20 dias”, declaração interpretada por aliados de Bolsonaro como um sinal de otimismo em relação ao andamento da revisão criminal. Segundo interlocutores do ex-presidente, a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo indicaria que o caso está próximo de uma definição. A expectativa desse grupo é que Kassio Nunes Marques se manifeste antes da convenção do partido. Comparação com Lula… Ao comentar o cenário, Valdemar comparou a situação de Bolsonaro à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que voltou a disputar eleições após decisões do Supremo que anularam suas condenações. “Quando o Lula estava preso 580 dias, você imaginava que ele fosse ser candidato à Presidência da República? Tudo pode acontecer”, afirmou. …Rejeitada Nos bastidores do STF, porém, a comparação é rejeitada. Ministros lembram que as condenações da Lava Jato foram anuladas por vícios processuais reconhecidos pela própria Corte, como a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a suspeição do então juiz Sergio Moro. No caso de Bolsonaro, a avaliação é que o processo transcorreu com observância do devido processo legal. O discurso otimista também foi adotado por parlamentares aliados. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou esperar que Kassio acolha os argumentos da defesa e voltou a criticar a condenação do ex-presidente. Apesar das manifestações públicas, integrantes da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitem reservadamente que uma revisão criminal dificilmente será concluída antes das eleições. Para esse grupo, manter o tema em evidência tem mais valor político do que jurídico, pois ajuda a preservar Bolsonaro como principal liderança eleitoral do partido e mantém mobilizada a base de apoiadores. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos 10/07/2026 TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO)
Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt

Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Parlamentares são afastados após decisão do TSE pela retotalização dos votos em Alagoas e Ceará Por Lucas Massei | CNN Brasil 10/07/2026 Ex-deputados Paulão e Dayany • Reprodução/montagem CNN São Paulo – Em edição extra do Diário da Câmara, o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), decretou a perda do mandato dos deputados Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE). A decisão, que ocorreu na última quinta-feira (9), decorre da anulação dos votos recebidos por outros dois parlamentares pela Justiça Eleitoral e a consequente revisão do quociente eleitoral, que define o número de votos necessários para eleger um candidato, no pleito de 2022. No caso da bancada de Alagoas, a alteração se deu pela cassação de João Catunda (PP-AL), pela prática de captação ilícita de recursos para financiamento de campanha. Com o novo quociente eleitoral estabelecido, houve uma mudança na distribuição das cadeiras na Câmara que resultou na perda do mandato de Paulão. Em seu lugar, foi empossado o deputado Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL). Já na ocasião do Ceará, o deputado Heitor Freire (União-CE) foi cassado pela justiça eleitoral por arrecadação e gastos ilícitos de campanha. Do mesmo modo, a decisão levou a uma mudança na composição da bancada do estado na Câmara e Priscila Costa (PL-CE) assumiu a vaga deixada por Dayany Bittencourt. Em nota, a bancada do PT na Câmara manifestou “inconformismo” com a decisão e prestou solidariedade a Paulão, quem, segundo o partido, foi “vítima de decisão judicial engendrada em favor das elites políticas e econômicas de seu Estado”. O partido afirma também que recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão. Dayany Bittencourt publicou um vídeo em suas redes sociais após a decisão. Na publicação, a congressista diz que sofre violência política de gênero e que buscam atingir também seu marido, Capitão Wagner (União-CE), pré-candidato ao Senado. “Isso só ocorre porque o Wagner é o primeiro colocado em todas as pesquisas para o Senado e ele está lutando contra os poderosos.” Notícia anterior Deputada FederalDeputado FederalPL Partido LiberalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt 10/07/2026 Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima 23/06/2026 Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra 06/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis
Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ

Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Segundo o Ministério Público, Caroline Soares Barros fez 13 saques em dinheiro vivo, usou escolta armada e é apontada como uma das integrantes do esquema que desviou mais de R$ 86 milhões do Instituto Rio Metrópole. Por Adriana Cruz | g1 Rio 10/07/2026 Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala” — Foto: Reprodução/TV Globo Apontada pelo Ministério Público do Rio como a “Mulher da Mala”, a ex-fiscal do Instituto Rio Metrópole (IRM) Caroline Soares Barros é suspeita de ter participado de um esquema que desviou mais de R$ 86 milhões em contratos fraudulentos dentro da autarquia estadual. Segundo as investigações, de maio de 2025 a janeiro deste ano, ela realizou 13 saques em dinheiro vivo que somam R$ 3 milhões e chegou a usar escolta armada para retirar parte dos valores em uma agência bancária de Teresópolis, na Região Serrana. A atuação de Caroline foi um dos pontos centrais da Operação Ouroboros, deflagrada nesta quinta-feira (9) pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público (MPRJ). O g1 tenta contato com a defesa de Caroline. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Onze pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Saque de R$ 500 mil acendeu alerta Segundo o MP, a investigação começou em janeiro deste ano, após uma denúncia informar que Caroline havia sacado R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária de Teresópolis. A apuração revelou que esse não foi um caso isolado: a ex-fiscal teria feito outras 12 retiradas em dinheiro. De acordo com os promotores, os saques eram feitos sob forte esquema de segurança. Um dos presos na operação é o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno, apontado como um dos donos da empresa que fazia a escolta armada do grupo durante as retiradas de dinheiro. Como funcionava o esquema, segundo o MP As investigações apontam que o Instituto Rio Metrópole, criado em 2018 para planejar o desenvolvimento da Região Metropolitana, principalmente nas áreas de transporte e saneamento, foi transformado em um instrumento para o desvio de recursos públicos. Segundo o Ministério Público, licitações eram direcionadas para empresas previamente escolhidas, que firmavam contratos fictícios com o instituto. O prejuízo estimado é de mais de R$ 86 milhões entre 2022 e 2025. Alvos da operação: Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, presa: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia; Davi Perini Vermelho, o Didê, preso: presidente do IRM; Franquis Dias Nepomuceno, preso: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte; Marcelo Lopes da Silva, preso: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM; Mauricio Silva Knoploch dos Santos, preso: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM; Amanda Íthala Santos da Paschoa, presa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline. A Justiça determinou o afastamento dos servidores públicos envolvidos e o sequestro de bens dos acusados. Os presos na Operação Ouroboros — Foto: Infografia: Bruna Azevedo/g1 ‘Fundo do poço’ Na decisão que autorizou as prisões, o juiz responsável pelo caso fez uma crítica contundente ao esquema investigado. “O Estado do Rio chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura.” Investigação expôs estrutura de corrupção Durante coletiva, o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, afirmou que a investigação revela como estruturas do Estado teriam sido capturadas por organizações criminosas. Segundo ele, órgãos públicos passaram a ser utilizados para o desvio sistemático de verbas em benefício de seus integrantes, e não da população. O que dizem os citados O Governo do Estado informou que a atual direção do Instituto Rio Metrópole foi nomeada já na gestão do governador em exercício, Ricardo Couto, após a saída de Cláudio Castro, e afirmou que as investigações são resultado de auditorias determinadas pela nova administração desde março. A TV Globo tentou contato com o ex-governador Cláudio Castro e com as defesas dos presos, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBelford Roxo RJDeputado FederalGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPrefeitoPresidente da RepúblicaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRioPrevidênciaSenadorTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ 10/07/2026 Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia 09/07/2026 Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado
Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos

Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos A sede da Go Up Entertainment LLC, produtora de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), funcionava até o dia 2 de junho em uma casa de dois andares nos subúrbios da cidade de Raleigh, capital da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, no mesmo local onde mora um dos seus sócios, o produtor Michael Brian Davis. Por Leandro Prazeres e Pedro Martins | BBC News Brasil 10/07/2026 Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel | Divulgação Raleigh (EUA) e Londres – A reportagem da BBC News Brasil esteve no local no dia 29 de maio e foi recebida por Davis, que não quis dar entrevista. Cinco dias depois, em 3 de junho, seus sócios mudaram o endereço da produtora para um prédio comercial na mesma cidade. Produtores de cinema ouvidos pela reportagem em caráter reservado afirmaram que não é comum que produtoras envolvidas em projetos com orçamentos milionários, como é o caso de Dark Horse, funcionem em imóveis residenciais. Segundo seus próprios produtores, o filme consumiu até o mês retrasado ao menos US$ 13,3 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 75 milhões. O financiamento do longa-metragem passou a ser alvo de investigações da Polícia Federal depois que o site The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional, repassou ao menos US$ 12 milhões para a produção. O site também revelou áudios e mensagens em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência da República, pedia US$ 24 milhões a Vorcaro. Em sua defesa, Flávio negou ter praticado qualquer irregularidade e disse que a relação com dono do Banco Master era meramente comercial. Segundo o parlamentar, ele estaria apenas cobrando parcelas atrasadas de um pagamento prometido pelo banqueiro ao filme. O caso também chamou atenção porque, segundo o The Intercept Brasil e membros da família Bolsonaro, o dinheiro foi repassado da empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo de investimentos Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos e ligado a um advogado que atua para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O site The Intercept Brasil revelou também que Eduardo assinou um contrato como produtor do filme, no qual teria responsabilidades sobre a gestão financeira do projeto. As suspeitas fizeram com que a Polícia Federal passasse a investigar a possibilidade de que os repasses de Vorcaro possam ter tido o objetivo de financiar a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. Após negar essa ligação, Eduardo gravou um vídeo admitindo ter assinado o contrato e investido R$ 350 mil no filme, mas acrescentou que teria recebido o dinheiro de volta após a obra ter obtido outros patrocinadores. “Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro desse fundo que foi criado nos EUA está mentindo”, disse, em vídeo publicado em suas redes sociais. A BBC News Brasil enviou perguntas para Flávio, Eduardo, Karina Ferreira Gama e Michael Brian Davis — os donos da produtora Go Up — e para o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor e roteirista do filme. Em nota, Davis disse que, nos Estados Unidos, “é comum que empresas produtoras, holdings criativas, desenvolvedoras de projetos e produtoras independentes tenham estruturas administrativas enxutas” e que “o tamanho físico de uma sede administrativa não reflete, necessariamente, a dimensão de uma produção cinematográfica”. A nota não mencionou a mudança de endereço após o início das investigações e da visita da reportagem da BBC News Brasil ao local. A nota diz ainda que a empresa administrou o orçamento da produção “integralmente”, mas que não teve contato com Vorcaro ou empresas ligadas a ele e que não sabia a origem dos recursos. Em nota, a defesa de Flávio disse que “o patrocínio ao filme Dark Horse ocorreu dentro de uma relação privada entre particulares, sem utilização de recursos públicos” e que “a participação do senador foi limitada a essa tentativa de captação de recursos para viabilidade da produção cinematográfica”. Mudança repentina de endereço O endereço registrado como “local de negócios” da Go UP Entertainment LLC até junho era uma residência típica de subúrbio norte-americano: uma casa branca de dois andares, com garagem para dois automóveis e uma área de gramado cercada por pinheiros. Cópia de registro da produtora Go Up junto ao governo da Flórida indicando que o endereço, até março, era na casa de Michael Brian Davis, em Raleigh, capital da Carolina do Norte. Montagem mostra mudança de endereço ocorrida em junho Na manhã do dia 29 de maio, a reportagem da BBC News Brasil foi recebida por Davis na antessala da residência. No local, foi possível identificar ao menos duas estações de edição de vídeo, em meio a móveis, livros, objetos pessoais e dois cachorros. Na frente da casa, havia uma picape cuja placa tinha o nome de outra empresa de produção audiovisual da qual Davis é sócio, com sede no mesmo endereço. Exceto pela picape, não havia outra indicação, letreiro ou cartaz indicando que, naquele local, funciona uma produtora de vídeo. Davis, além de negar dar entrevista, pediu que nada fosse filmado durante o encontro com a reportagem. Posteriormente, a BBC News Brasil enviou perguntas por escrito para o produtor. Em nota, Davis respondeu à maioria delas. Documentos obtidos pela reportagem mostram que a história da Go Up Entertainment LLC começou em 2021, ano em que a empresa foi criada e registrada, em Miami, na Flórida. Os documentos, àquela época, já apontavam que a Go Up tinha ambos Davis e Karina como sócios. Em nota, Davis disse, sem especificar nenhum projeto, que “o relacionamento com Karina é desde 2014 e surgiu no contexto de projetos culturais e audiovisuais, a partir de agendas profissionais ligadas ao desenvolvimento de iniciativas com times internacionais”. Ainda em 2021, no Brasil, Davis se tornou sócio do marido de Karina, Wemerson Marinho, em uma empresa de proteção de propriedade intelectual com sede em São Paulo, segundo documentos obtidos pela reportagem na Junta Comercial do
Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ

Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ Davi Perini Vermelho já havia sido alvo da Polícia Federal e chegou a ser preso durante a pandemia Por Anita Prado | SBT 09/07/2026 Davi Perini Vermelho, Didê Preso nesta quinta-feira (9) em uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, construiu sua influência política na Baixada Fluminense até assumir o comando de um dos órgãos que passou a administrar grande parte dos recursos da privatização da Cedae, companhia responsável pelo abastecimento de água e pelo tratamento de esgoto no estado do Rio de Janeiro. Ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti por três mandatos consecutivos, Didê deixou o Legislativo em dezembro de 2022 para assumir a presidência do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia criada para planejar e executar projetos de saneamento, mobilidade urbana e desenvolvimento na Região Metropolitana do Rio. Com a privatização da Cedae, em 2021, o instituto passou a administrar um orçamento de centenas de milhões de reais provenientes da concessão da companhia. O volume de recursos elevou o peso político do órgão e transformou seu presidente em um dos principais responsáveis pela definição dos investimentos em obras na região. Em 2023, a Assembleia Legislativa aprovou uma lei que ampliou as atribuições do Instituto Rio Metrópole. Além dos projetos estruturantes, o órgão passou a executar também obras de menor porte, como pavimentação de ruas na Baixada Fluminense. A proposta foi apresentada pelo então deputado estadual Valdecy da Saúde (PL), aliado político de Didê e ex-candidato à Prefeitura de São João de Meriti. Apesar de ter recebido parecer contrário da Procuradoria-Geral do Estado, que considerou a medida inconstitucional, o projeto foi aprovado. Às vésperas das eleições municipais, o instituto executou obras que beneficiaram aliados políticos de Didê e do governador Cláudio Castro (PL), em intervenções consideradas eleitoreiras. Alvo recorrente de investigações A prisão desta quinta-feira não é a primeira vez que Didê entra na mira das autoridades. Em abril de 2025, ele foi um dos alvos da Operação Teatro Invisível 2, da Polícia Federal, que investigava uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações, lavar dinheiro e financiar campanhas eleitorais com recursos de caixa dois. Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 3,5 bilhões em bens dos investigados, a suspensão das atividades de oito empresas e autorizou buscas em endereços ligados ao então presidente do Instituto Rio Metrópole. Segundo a investigação, integrantes do grupo utilizavam uma estratégia incomum durante campanhas eleitorais: contratavam atores para espalhar informações falsas em locais públicos com o objetivo de atacar adversários políticos. Antes disso, em 2022, Didê também foi preso em uma operação conjunta do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Polícia Civil de Santa Catarina. Na investigação, ele foi apontado como proprietário da empresa que vendeu respiradores com suspeita de sobrepreço ao governo catarinense durante a pandemia de Covid-19. Nova prisão Na operação desta quinta-feira, o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF), do Ministério Público do Rio, denunciou Didê e outras dez pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, Didê liderava o núcleo de agentes públicos responsável pelo esquema dentro do Instituto Rio Metrópole, autorizando contratações, assinando contratos e controlando pagamentos. Para os investigadores, contratos firmados entre julho de 2022 e maio de 2026 foram utilizados para desviar R$ 86,28 milhões de recursos públicos por meio de empresas contratadas e de uma entidade apontada como de fachada. De acordo com o Ministério Público, os recursos eram repassados à organização e, em seguida, sacados em espécie. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJCedaeDeputado EstadualGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJMP-SCPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão João de Meriti RJTCE-SCVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões 09/07/2026 Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’
PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado

PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, afirmou, nesta quinta-feira (09/07), que a criação de um canal institucional entre a atual gestão do Governo do Estado e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para o encaminhamento de notícias de fato tem contribuído para ampliar e aprofundar investigações sobre corrupção na administração pública estadual. Por MPRJ 09/07/2026 PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado A declaração foi feita durante entrevista coletiva sobre o esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM), que resultou na prisão de seis agentes públicos e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. A ação penal foi ajuizada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ) contra 11 pessoas denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Durante a coletiva, o PGJ destacou que o atual momento de integração institucional favorece o combate às irregularidades nas estruturas do Estado. “Há hoje, no Estado, um ambiente singular, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, um magistrado de carreira. Isso tem possibilitado uma atuação integrada, mas com absoluta independência entre as instituições, no sentido de investigar crimes e atos de improbidade administrativa”, afirmou Antonio José Campos Moreira, que acrescentou: “Estabelecemos um fluxo independente para o encaminhamento dessas informações. A partir disso, instauramos este procedimento e outros que estão em andamento.” A constatação decorrente do avanço dessas investigações, afirmou o PGJ, é a de que há um ambiente institucional no Estado voltado à corrupção. “Isso talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso estado passa há décadas. Inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção. O fato tratado aqui envolve um contrato da ordem de R$ 80 milhões. Outros casos de superlativa gravidade também estão sendo objeto de investigação”, declarou. O PGJ lembrou que a investigação sobre o Instituto Rio Metrópole foi instaurada antes mesmo do recebimento da documentação encaminhada pelo Governo e que as informações posteriormente compartilhadas pelo Executivo contribuíram para ampliar e aprofundar as apurações. Ao responder às perguntas dos jornalistas, Antonio José Campos Moreira reafirmou que o compromisso do Ministério Público com a defesa do patrimônio público é permanente e independe das circunstâncias políticas. Segundo ele, o diferencial do momento é que há fatos concretos sendo comunicados ao MPRJ pela atual gestão estadual, o que permite investigações aprofundadas, técnicas e independentes. “O Ministério Público não pode promover devassas, não pode promover pesca probatória. Deve atuar a partir de fatos concretos e determinados, e os fatos estão sendo trazidos pela atual gestão. O legado que pode ser deixado (por esse governo) é, em termos pedagógicos, a necessidade de promover uma limpeza nas estruturas do Estado. Estamos nos deparando com esquemas voltados ao desvio de recursos públicos em diferentes setores e buscaremos responsabilizar todos os envolvidos, inclusive pelas nomeações, indicações e pela formação desses núcleos de corrupção”, concluiu. O secretário do Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro (GSI-RJ), Roberto Lisandro Leão, ressaltou que a integração entre os órgãos fortalece a proteção ao próprio Estado. “Estabelecemos um fluxo permanente de auditorias, tanto na área de pessoal quanto na análise de contratos. Criamos esse fluxo para que, identificados indícios de irregularidades, eles fossem encaminhados imediatamente ao Ministério Público. Todos os órgãos estão sendo auditados, o que reforça a importância dessa integração. Quem ganha com isso é a sociedade”, afirmou. O delegado André Timoni, representante do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA) da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão de assessoramento técnico do Ministério da Justiça e Segurança Pública, explicou a contribuição do órgão para as investigações patrimoniais, por meio da produção e difusão de informações estratégicas baseadas em relatórios de inteligência financeira. O PGJ destacou ainda que o fortalecimento da parceria com o CIFRA tem ampliado a capacidade de rastrear a movimentação dos recursos desviados e aprofundar as investigações patrimoniais. Décio Alonso, coordenador do GAESF/MPRJ, afirmou que a investigação patrimonial foi determinante para o avanço da persecução penal, permitindo identificar o caminho do dinheiro. Integrante do grupo especializado, a promotora de Justiça Roberta Jorio apresentou os detalhes das investigações que culminaram na denúncia oferecida à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. Também participaram da coletiva o subprocurador-geral de Justiça de Atuação Especializada, Cláudio Varela, e o corregedor-geral da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Capote. A denúncia De acordo com o GAESF/MPRJ, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos públicos em um esquema que movimentou R$ 86,28 milhões. A organização criminosa celebrava contratos milionários entre o IRM e as empresas Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. e R. Peotta Engenharia e Consultoria Ltda. Parte dos recursos era repassada ao Instituto BIO por meio de contratos simulados, transferida para a conta pessoal de sua presidente, sacada em espécie e transportada com o apoio de uma empresa privada de escolta armada, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores. Os detalhes sobre a ação penal estão disponíveis neste link. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJPGJ Procuradoria-Geral de JustiçaTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado 09/07/2026 Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares 19/06/2026 Governo Zema deu isenção de R$ 2 milhões à Eletrozema 24/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Antes de aliado ser preso com
Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia

Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia Decisão da Justiça aponta posse ilegal de armas e outros crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento. Parlamentar é alvo da Operação El Patrón, apontado como chefe de uma milícia responsável por lavagem de dinheiro e outros crimes. Por g1 Feira de Santana e região 09/07/2026 STJ de Justiça anula Operação El Patrón que teve como alvo o deputado Binho Galinha — Foto: Agência Alba O deputado estadual Kleber Cristian Escolano, mais conhecido como “Binho Galinha”, do partido Avante, foi condenado a mais de 36 anos de prisão, nesta quinta-feira (9). A decisão leva em conta crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento, incluindo posse ilegal de armas, posse de arma com numeração ou sinal identificador adulterado e fornecimento ou permissão de acesso de arma de fogo a adolescente. Além do deputado, outras quatro pessoas foram condenadas, incluindo a esposa dele, identificada como Mayana Cerqueira da Silva. Eles podem recorrer, mas o deputado não terá direito a aguardar em liberdade. (Confira penas detalhadas abaixo) Um 5º investigado, identificado como Kleber Herculano de Jesus, conhecido como “Charutinho”, teve a punibilidade extinta pela Justiça por já ter morrido. A data da morte, no entanto, não foi divulgada. Penas fixadas no caso Binho Galinha Réu Pena Kléber Cristian Escolano de Almeida, Binho Galinha 26 anos e 3 meses de reclusão + 10 anos e 6 meses de detenção + multas, em regime inicial fechado Mayana Cerqueira da Silva 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto Thierre Figueredo Silva 6 anos e 9 meses de reclusão + 1 ano de detenção Jackson Macedo Araújo Júnior 6 anos e 9 meses de reclusão Roque de Jesus Carvalho 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão + 1 ano de detenção Kleber Herculano de Jesus Punibilidade extinta em razão da morte Fonte: Justiça da Bahia A condenação está relacionada à “Operação El Patrón“, que também investiga o envolvimento do baiano com organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogos de azar. Ações que apuram esses crimes estão em andamento. O deputado está preso desde outubro do ano passado. Apesar disso, Binho segue no quadro da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Por isso, além da condenação, a juíza Márcia Simões Costa, responsável pelo julgamento, também oficializou o órgão sobre a decisão, para “adoção de medidas cabíveis”. Em nota, o advogado Gamil Foppel, responsável pela defesa de Binho Galinha, afirmou que o cliente é inocente e reforçou que o resultado do julgamento tem uma pena “desproporcional e dissociada” da realidade dos autos. Disse ainda que confia nas instituições e na Justiça, e acredita que a inocência do parlamentar será reconhecida, pelas instâncias superiores. (Leia posicionamento completo abaixo) Em nota, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) informou que já tramita na Casa um processo para apuração dos fatos envolvendo o deputado no âmbito parlamentar. Segundo a Presidência, o caso foi encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, responsável pela instrução do processo e emissão de parecer. A Alba afirmou ainda que a decisão judicial em primeira instância será analisada dentro desse processo, respeitando as competências do Conselho de Ética e, posteriormente, do plenário da Casa, quando for o caso. A Presidência reafirmou o compromisso com o cumprimento da Constituição, do Regimento Interno e da autonomia dos órgãos da Assembleia. A equipe de reportagem procurou as defesas dos demais citados na decisão, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia conseguido contato. Relembre o caso Binho Galinha é acusado de comandar uma milícia com mais de uma década de atuação em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado. As apurações contra o grupo foram iniciadas em 2023. Segundo as investigações, os suspeitos usavam empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, incluindo a venda de peças de carros roubados em uma loja de autopeças em Feira de Santana. A sentença desta quinta-feira, da Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, aponta que Binho Galinha mantinha um expressivo arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais, em desacordo com as normas de controle de armas. Durante as buscas realizadas na operação, foram apreendidos armamentos de uso permitido e restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados. Atualmente, o deputado está custodiado em uma sala de Estado-Maior, no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. O que diz a defesa na íntegra “Muito embora o Deputado Estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida seja inocente, a defesa técnica não teria como esperar resultado diferente, não pelo fato de não representar uma injustiça, porque é uma injustiça clamorosa, mas não se poderia esperar algo diferente de uma decisão repleta de inconsistências, imprecisões e erros técnicos primários, proferida por juíza absolutamente incompetente para o julgamento da matéria, magistrada que é alvo de exceção de suspeição, ainda pendente de julgamento definitivo nas instâncias superiores. O parlamentar recebeu a notícia da decisão com absoluta serenidade e com a tranquilidade de quem confia na correção do resultado pelas instâncias superiores. A condenação causa perplexidade. Tratam-se de imputações de natureza estritamente administrativa, dirigidas a cidadão detentor de registro regular de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), cujas armas estão devidamente registradas e declaradas aos órgãos de controle. A sentença converteu questões de mera irregularidade documental e de local de guarda em condenação criminal que ultrapassa trinta anos — pena superior à aplicada, no país, a crimes gravíssimos contra a vida. Desproporcionalidade evidente. A decisão multiplicou artificialmente as imputações, somando materialmente catorze infrações extraídas de um único contexto fático, sem enfrentar adequadamente as teses defensivas. O resultado é uma pena manifestamente desproporcional, dissociada da realidade dos autos e dos parâmetros mais elementares do Direito Penal, que ignora solenemente as regras mais básicas de concurso de crimes. Outra perplexidade é que o Deputado respondeu a todo o processo em liberdade, e no exato momento em que os habeas corpus à primeira prisão sobe ao Superior
Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema”

Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Mensagens obtidas pela investigação apontam atuação de Thiago Miranda na produção de material sobre Milton Maluhy e sua esposa Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 09/07/2026 CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Brasília – Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) no âmbito das investigações sobre o caso Master mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao publicitário Thiago Miranda, seu aliado, que fizesse um “levantamento” contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy. Os diálogos são citados em decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou nesta quinta-feira (9) busca e apreensão contra Thiago Miranda no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com a decisão, Vorcaro enviou as seguintes mensagens a Thiago: “Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy”, “Está me causando muito problema” e “Me ajuda nisso?”. O publicitário respondeu: “Deixa comigo”. Em uma conversa posterior, Thiago afirmou a Vorcaro que já estaria com o material pronto. “Passando o carnaval falamos. Estou com tudo pronto do Milton. Mas quero fazer da mesma forma. Soltar por outro veículo”, escreveu o publicitário. A PF afirma que, entre os materiais compartilhados pelos dois, havia um documento com informações pessoais e patrimoniais de Milton e Camila Maluhy. A análise do arquivo identificou a presença da identidade visual da Agência MiThi, empresa vinculada a Thiago Miranda. Para a Polícia Federal, os elementos apontam que o publicitário atuava na produção ou circulação de levantamentos sobre pessoas consideradas obstáculos aos interesses de Vorcaro e do grupo ligado ao Banco Master. A decisão afirma que o mesmo modo de atuação teria sido empregado contra a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a PF, foram identificadas discussões entre Thiago e Vorcaro sobre estratégias para lidar com reportagens da jornalista relacionadas ao Banco Master. No caso de Malu Gaspar, os investigadores apontaram a existência de um “constante levantamento de informações de natureza pessoal, profissional e patrimonial”, com o objetivo de encontrar elementos “desabonadores ou sensíveis” sobre a jornalista. O propósito seria reunir material capaz de “constranger, descredibilizar ou expor a jornalista publicamente”. A PF também afirma que Thiago teria desempenhado papel central nessas iniciativas. De acordo com os investigadores, ele seria o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos sobre a vida privada da jornalista, além de coordenar uma equipe dedicada a localizar informações consideradas sensíveis ou comprometedoras. Procurado pela CNN Brasil, o Itaú Unibanco disse que não irá comentar. Já a defesa de Thiago Miranda refutou a prática de qualquer ilegalidade e destacou que a investigação em curso não autoriza “juízo antecipado de culpa”. Leia abaixo. Nota da defesa de Thiago Miranda Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte. Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros. A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência. Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta. Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade. Brasília/DF, 09 de julho de 2026. Rafael Martins OAB/DF 19.274 Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” 09/07/2026 Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH 09/07/2026 Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO)
Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço

Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Crime aconteceu na altura de Saquarema. Suspeito adolescente foi apreendido em seguida. Por Bianca Chaboudet | g1 09/07/2026 Arma utilizado em assalto contra PM em Saquarema — Foto: Polícia Militar Saquarema – Um policial militar foi baleado durante um assalto na RJ-106, na altura de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. O agente voltava de moto do serviço, seguindo sentido Araruama, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Um suspeito adolescente foi apreendido logo em seguida. De acordo com a Polícia Militar, os homens apontaram a arma para a cabeça do agente e anunciaram o assalto. O policial tentou retornar com o veículo e acabou caindo, momento em que teve início a troca de tiros. O agente foi atingido de raspão no rosto e no abdômen. O suspeito que estava na garupa da motocicleta desembarcou e entrou em luta corporal com o policial, roubando a arma e a moto dele. O agente conseguiu caminhar até o quartel do Corpo de Bombeiros, que fica às margens da rodovia, recebeu atendimento e foi encaminhado ao Hospital Municipal Porphírio Nunes de Azeredo. Ainda de acordo com a Polícia, pouco tempo depois um motorista de aplicativo informou ter sido roubado. Ele contou que foi chamado para atender a corrida de uma mulher, mas que ao chegar ao local um homem teria o abordado exigindo que ele o levasse até Araruama e ao negar a viagem o homem mostrou a arma, entrou no veículo e a obrigou seguir em direção a cidade vizinha. O carro passou a ser seguido por uma motocicleta e mais a frente o homem armado mandou que o motorista descesse do veículo, levando o carro, o celular e a bolsa da vítima. Outros policiais que voltavam do serviço e estavam cientes do caso passaram a ter a atenção voltada ao que acontecia na rodovia, e conseguiram abordar um jovem ferido por um tiro. De acordo com a PM o jovem confessou ter trocado tiros com um policial durante assalto, teria informado ainda que ele e o comparsa saíram de Silva Jardim com o intuito de cometer assaltos. A Polícia conseguiu recuperar a moto, a arma do policial assaltado e da arma usada pelos criminosos, além do carro do motorista de aplicativo que foi abandonado. O caso foi registrado na 124ª DP. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço 09/07/2026 Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado 08/07/2026 Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis
MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras

MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar a organização, o funcionamento e a capacidade de resposta da rede municipal do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) de Rio das Ostras, município das Baixadas Litorâneas. Por MPRJ 09/07/2026 MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras A medida busca identificar fragilidades estruturais da política pública e acompanhar a adoção de providências para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população. O procedimento teve origem a partir de uma denúncia encaminhada à Ouvidoria-Geral do MPRJ que apontou problemas na estrutura do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS Sul) – incluindo infiltrações, danos provocados pelas chuvas após a retirada do telhado da unidade e prejuízos ao funcionamento do equipamento – além de relatos sobre deficiências no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), como insuficiência de profissionais, falta de veículo para atendimento externo e impactos na prestação dos serviços socioassistenciais. A apuração abrangerá aspectos como a conservação dos equipamentos, a composição das equipes de referência, a disponibilidade de veículos, a oferta dos serviços socioassistenciais, a política de benefícios eventuais, o financiamento da assistência social e a resposta do município a situações de emergência. No Despacho de Instauração, o MPRJ requisitou à Secretaria Municipal de Assistência Social informações detalhadas sobre a estrutura e o funcionamento da rede, incluindo a situação do CRAS Sul, o quadro de profissionais, a disponibilidade de veículos, a demanda reprimida, o orçamento da política de assistência social e eventuais planos de reestruturação. Também foram expedidos ofícios ao Conselho Municipal de Assistência Social e ao Conselho Tutelar para subsidiar o diagnóstico da rede e orientar as próximas medidas do procedimento. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJSistema Único de Assistência Social SUAS Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras 09/07/2026 MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo 10/07/2026 MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto