Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’

MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’

MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ Para justificar operação contra o deputado Val Ceasa, Ministério Público demonstrou como funciona a infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Por Marcelo Gomes e Rafael Nascimento | g1 Rio e Globonews 18/06/2026 Alerj — Foto: Reprodução/TV Globo No relatório que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminhou à Justiça para embasar os pedidos de busca e apreensão contra o deputado estadual Val Ceasa (PRD), a promotoria afirmou que investigações apontam para a infiltração do Terceiro Comando Puro (TCP) em estruturas do poder público estadual. Segundo o órgão, o grupo teria atuação semelhante à já identificada em investigações anteriores — como a que atingiu os ex-deputados Rodrigo Bacellar e TH Joias e revelou a ligação do Comando Vermelho (CV) com a Alerj. Nesta quinta-feira (18), além de Val Ceasa, a Polícia Civil do RJ e o MPRJ cumpriram mandados contra o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. No texto, o MPRJ afirma que há indícios de que parlamentares teriam atuado para favorecer interesses de traficantes ligados ao TCP, incluindo a tentativa de obter informações sobre uma operação policial sigilosa que visava demolir imóveis usados pelo grupo criminoso. Suspeita de interferência em operação policial De acordo com a investigação, Val Ceasa e Ulisses Marins foram ao 16º BPM (Olaria), em dezembro de 2023, para questionar o comando da unidade sobre uma possível ação policial na região de Parada de Lucas. A operação tinha como alvo imóveis de alto padrão — com piscina, academia e até lago artificial — identificados pela polícia como espaços utilizados por integrantes do TCP para encontros e eventos. Após o encontro com os policiais, as autoridades identificaram mudanças nos locais investigados. Entre elas, a retirada de equipamentos, alterações estruturais e a instalação de faixas indicando supostos projetos sociais, o que, segundo o MPRJ, teria sido uma tentativa de disfarçar o uso ilícito dos imóveis. O MPRJ afirma que não há registro oficial desses projetos nos órgãos públicos municipais, o que reforçaria a suspeita de que as ações sociais eram fictícias. Relação com o tráfico A investigação também reúne depoimentos e relatórios que indicam a influência da facção em áreas onde os políticos investigados têm forte base eleitoral. Segundo o documento, uma parcela significativa dos votos de Val Ceasa e Ulisses Marins se concentra em regiões sob domínio do TCP. Além disso, o inquérito aponta a existência de relações indiretas entre assessores dos investigados e integrantes da facção criminosa. Há registros de funcionários ligados aos gabinetes com antecedentes criminais ou vínculos familiares com presos por crimes relacionados ao tráfico. Em um dos trechos da peça, o MPRJ afirma haver uma “miríade de relacionamentos espúrios” entre o parlamentar e o narcotráfico. Infiltração no poder público O ponto mais grave destacado pelo MPRJ é o que chama de infiltração do crime organizado nas instituições políticas. O órgão compara o caso a outras investigações recentes que revelaram a atuação do Comando Vermelho dentro da Alerj. Segundo o texto, os elementos obtidos na apuração indicam que o TCP também conseguiu estabelecer influência no Legislativo estadual. “O presente inquérito policial está a desvendar que a facção rival, autodenominada Terceiro Comando Puro, também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”, diz o Ministério Público. Horas após ser alvo das buscas, Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como “herói”: “A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população”, destacou. A Alerj informou que as acusações não têm fundamento. Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não reconhece qualquer relação com atividades criminosas, e repudia qualquer afirmação a respeito. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense. A Casa reforça ainda seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento de investigações.” Notícia anterior ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF

Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF

Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF Informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18). Por g1 e TV Globo 18/06/2026 Montagem mostra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e a cantora Taylor Swift. A Polícia Federal afirma que líder do governo recebeu cinco ingressos de camarote para show. — Foto: Montagem/g1 Brasília – A Polícia Federal afirma que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, recebeu ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023, segundo apuração de Túlio Amâncio. A investigação aponta que foram comprados ingressos para o dia 25 de novembro de 2023, quando, a cantora fez um show em São Paulo, na turnê “The Eras Tour”, com entradas disputadas no Brasil. Segundo a investigação, os bilhetes foram adquiridos por orientação de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master, por R$ 63.339 (entenda a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro mais abaixo). A PF afirma que os ingressos foram destinados a familiares do parlamentar, mas não deixou claro se o próprio Wagner foi ao show. A decisão também cita um show em Los Angeles, nos EUA, onde Taylor se apresentou em agosto de 2023. Não fica claro se também foram comprados ingressos também para a cidade americana. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas até a última atualização desta reportagem não obteve resposta. De acordo com a decisão, Augusto Ferreira Lima orientou sua secretária, em junho de 2023, a providenciar os ingressos. A compra foi feita pela empresa REAG Investimentos S.A., após tratativas que também envolveram João Carlos Mansur. A defesa de Augusto Lima afirmou que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. As mensagens analisadas pela PF mostram que, em 23 de novembro de 2023, Wagner perguntou a Augusto sobre os “ingressos de sábado”, em referência a um show que aconteceria, segundo a PF, no dia 25 daquele mês, em Los Angeles, na Califórnia. Em resposta, recebeu os arquivos dos bilhetes para o camarote. Segundo a investigação, o senador pediu posteriormente que o número de entradas fosse ampliado para cinco pessoas. Augusto respondeu enviando mais dois ingressos. A mensagem reproduzida na decisão diz: “Pronto amigo. Seguem os outros dois”. A PF cita o episódio como um dos exemplos da proximidade entre Wagner e Augusto Ferreira Lima. A investigação também menciona outras supostas vantagens recebidas pelo parlamentar, como o uso de aeronaves privadas e negociações relacionadas à aquisição de um apartamento em Salvador. O caso integra a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa envolvendo gestores e operadores ligados ao Banco Master. A 9ª fase da Operação Compliance Zero revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos autos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. A apuração teve um avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A investigação reúne mensagens, áudios, ligações telefônicas, contratos, comprovantes de transferências bancárias, registros de empresas, planilhas de pagamentos e dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero”, detalha outro trecho do documento. Qual a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro A relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima teve origem nos negócios do Banco Master. Lima levou ao grupo a operação do CredCesta, um cartão consignado voltado a servidores públicos da Bahia que se tornou uma das principais frentes de atuação da instituição financeira. Ao longo dos anos, Augusto Lima passou a ser tratado como um dos principais aliados de Vorcaro e participou de negociações consideradas estratégicas para o crescimento do conglomerado e é apontado como um elo importante entre operações financeiras e articulações de interesse do grupo. De acordo com as investigações, Vorcaro chegou a recorrer a Augusto Lima em meio a crises relacionadas a denúncias que atingiam o banco. Em uma dessas ocasiões, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, o banqueiro teria pedido ajuda ao ex-sócio para conter a repercussão de acusações sobre aportes suspeitos envolvendo o Rioprevidência. Nas investigações mais recentes, a Polícia Federal também passou a atribuir a Augusto Lima um papel relevante não apenas na estrutura financeira ligada ao Banco Master, mas também nas conexões políticas investigadas. A proximidade entre Lima e figuras públicas aparece em diferentes frentes da apuração e é citada pela PF como um dos elementos centrais para compreender a rede de relacionamentos construída em torno do grupo. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Senador foi alvo de 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga Caso Master. Segundo a PF, Jaques Wagner recebeu um apartamento e repasses do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Por Andréia Sadi, Reynaldo Turollo Jr, Isabela Camargo e Túlio Amâncio | GloboNews, g1 e TV Globo 18/06/2026 Dinheiro apreendido durante 9ª fase da Compliance Zero, em Brasília — Foto: Reprodução Brasília – A Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 49 mil dólares em espécie (valor correspondente a R$ 250 mil na cotação desta quinta), em um endereço em Brasília ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas até a última atualização desta reportagem não obteve resposta. Operação da PF Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação desta quinta (18) revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O documento tem como base uma representação da Polícia Federal. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos documentos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A apuração teve avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBrasília DFPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP

Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP

Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP Suelen Bacana e Michael Jhonny, que têm relacionamento amoroso, foram detidos por posse ilegal de arma; policiais apreenderam mais de R$ 100 mil em dinheiro vivo durante buscas. Por Felipe Freire, Mariana Queiroz e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 18/06/2026 Suelen Bacana e Michael Azevedo — Foto: Reprodução Na operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que mira agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ, a viúva do ex-vereador Zico Bacana, assassinado a tiros em 2023, e um assessor do deputado estadual Val Ceasa, foram presos em flagrante, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. As prisões de Suelen Silva dos Reis, conhecida como Suelen Bacana, e Michael Jhonny Vianna de Azevedo, ocorreram durante ação que apura a atuação de organizações criminosas na Zona Norte do Rio. Eles foram detidos por posse ilegal de arma de fogo. Atualmente, de acordo com a polícia, eles mantém um relacionamento amoroso. Michael Jhonny era o alvo de um mandado de busca e apreensão. Atualmente, ele é funcionário da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz). A sede da empresa, no Estácio, na Zona Norte, também foi alvo dos mandados. Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam mais de R$ 100 mil em espécie na casa de ambos. A operação é um desdobramento de apurações que indicam possível interferência de agentes políticos em ações do poder público na região dominada pelo TCP, incluindo tentativas de impedir a demolição de construções associadas à facção, como o chamado “resort” do traficante Peixão. Um relatório da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) aponta que houve vazamento de informações sigilosas e pressão de parlamentares para barrar operações contra estruturas do grupo criminoso. O g1 tenta contato com as defesa de Suelen Bacana e Michael Azevedo. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJRioluz Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

PF cita cobrança de enteado de Jaques Wagner a gestor do Master: ‘Amanhã vencem os boletos’

PF cita cobrança de enteado de Jaques Wagner a gestor do Master: 'Amanhã vencem os boletos'

Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP Segundo a PF, Eduardo Sodré, enteado do senador, teria cobrado pagamentos de Augusto Ferreira Lima, gestor associado ao Banco Master. A defesa de Lima diz que os fatos apurados são lícitos. Procurada, a defesa de Jaques Wagner não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. Por Camila da Silva e Andréia Sadi | g1 18/06/2026 Documento oficial que cita cobrança de Eduardo Sodré a Augusto Ferreira Lima antes de repasse de R$ 3,5 milhões à BN Financeira. — Foto: Reprodução São Paulo – A Polícia Federal (PF) apura se a BN Financeira Ltda., empresa citada nos documentos como vinculada a Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), foi usada para receber e dissimular supostas vantagens indevidas no âmbito da investigação sobre o Banco Master. Segundo documentos que embasaram a operação, obtidos pelo blog, a BN Financeira recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One Participações S.A. em 17 de outubro de 2025, empresa dirigida por Andréa Lima Novaes, apontada pela PF como prima de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master. A PF afirma que o repasse teria sido precedido por cobranças feitas por Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner, a Augusto Ferreira Lima. Lima é gestor associado ao Banco Master e apontado como principal interlocutor privado do senador. Em uma das mensagens citadas pela PF, enviada em 4 de setembro de 2025, Eduardo afirmou a Augusto: “Amanhã vence [sic] os boletos e são altos”. Procurada, a defesa de Jaques Wagner não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. A defesa de Augusto Lima afirmou, em nota, que as diligências realizadas pela Polícia Federal eram “desnecessárias”, porque ele está “há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração” (leia a íntegra da nota mais abaixo). Para os investigadores, a operação entre a PKL One e a BN Financeira é um dos pontos centrais do eixo financeiro da apuração. A PF busca verificar se o pagamento tinha lastro em serviços efetivamente prestados ou se serviu para dar aparência legal a repasses indevidos. Eduardo Sodré é identificado nos documentos como enteado de Jaques Wagner, filho de Guilherme Henrique Sodré Martins e pessoa vinculada à BN Financeira. A empresa é descrita pela PF como “pessoa jurídica central no eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”. Os documentos não detalham, no trecho analisado, qual seria a função formal de Eduardo na BN Financeira, como eventual cargo ou participação societária. A vinculação apontada pela PF aparece associada ao papel atribuído a ele nas cobranças de pagamentos e à identificação da empresa como parte do núcleo familiar do senador. A PKL One, responsável pelo repasse à BN Financeira, é descrita pela PF como empresa vinculada ao núcleo de Augusto Ferreira Lima. A diretora da PKL One, Andréa Lima Novaes, é prima dele. Na prática, a suspeita da PF envolve o seguinte fluxo: a PKL One, dirigida pela prima de Augusto Lima, transferiu valores para a BN Financeira, empresa que os investigadores vinculam a Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner. A apuração busca saber se houve prestação real de serviços ou se a operação foi usada para ocultar vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a BN Financeira foi constituída como microempresa, com capital social reduzido e “aparente baixa capacidade operacional”, apesar de ter recebido valores expressivos. Para a PF, esse perfil reforça a necessidade de apurar se a empresa tinha estrutura compatível com os serviços alegadamente prestados. A PF também afirma que Eduardo teve papel ativo nas cobranças dirigidas a Augusto, mencionando boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos. Ainda conforme os documentos, Augusto Lima teria atribuído dificuldades para realizar pagamentos ao insucesso da operação entre o Banco Master e o Banco de Brasília. Para os investigadores, a menção reforça a suspeita de que os pagamentos à BN Financeira poderiam estar relacionados a interesses empresariais do grupo investigado. A investigação também cita planilhas encontradas no celular de Daniel Lopes Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro associado ao núcleo do Banco Master. Segundo a PF, os arquivos tinham registros de pagamentos a uma pessoa identificada como “Dudu”, apelido atribuído a Eduardo Sodré, em valores superiores a R$ 2,34 milhões. No despacho que autorizou a operação, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras da BN Financeira. A medida foi adotada diante da suspeita de que a empresa teria funcionado como veículo formal para recepção e dissimulação de vantagens indevidas. Nota da defesa de Augusto Lima “As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPRD Partido Renovação DemocráticaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJRioluz Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Master: ação da PF contra Wagner mira enteado, gestor de financeira, “nora” e apartamento de R$ 2,5 milhões

Master: ação da PF contra Wagner mira enteado, gestor de financeira, “nora” e apartamento de R$ 2,5 milhões

Master: ação da PF contra Wagner mira enteado, gestor de financeira, “nora” e apartamento de R$ 2,5 milhões A hipótese central é de troca de favores envolvendo interesses de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e do mercado de crédito consignado, segundo investigadores da PF. Saiba quem são os alvos. Por Plínio Teodoro | Fórum 18/06/2026 Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, sócio de Vorcaro, com a esposa Flávia “Arruda” Peres (Agência Senado / Divulgação Terra Firme) Na nona fase da Operação Compliance Zero, sobre uma suposta conexão baiana do escândalo do Banco Master, mira além de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e do empresário Augusto Lima, o empresário Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, e a esposa dele Bonnie Bonilha, sócia da BN Financeira. Os investigadores ainda citam um apartamento de R$ 2,5 milhões supostamente dado como contrapartida ao senador por atuação política em benefício do grupo. Entre as medidas citadas está a alteração da PEC 65/2023 com a emenda Master, incluída pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), principal lobista de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional. Segundo a PF, Wagner teria dado apoia à “tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e [c] à atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do BancoMaster pelo Banco de Brasília (BRB)”, em referência à tentativa de compra do banco do Governo do Distrito Federal, à época comandado por IBaneis Rocha, da instituição de Vorcaro. A hipótese central é de troca de favores envolvendo interesses do Banco Master e do mercado de crédito consignado, segundo investigadores da PF. Veja quem são os alvos da investigação: Jaques WagnerSenador da República, Jaques Wagner é apontado pela Polícia Federal como o suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas nesta nova fase da Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, ele teria recebido benefícios indiretos por meio do uso de aeronaves privadas, ingressos para eventos internacionais e da aquisição dissimulada de um apartamento de alto padrão no empreendimento Poème Horto, em Salvador. A PF também sustenta que empresas ligadas ao núcleo familiar do senador receberam recursos provenientes de estruturas empresariais associadas a Augusto Lima e ao Banco Master. Em contrapartida, Wagner teria atuado em pautas de interesse do grupo financeiro, especialmente em temas relacionados ao crédito consignado e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O senador nega irregularidades. Augusto Ferreira LimaEmpresário baiano e ex-executivo ligado ao Banco Master, Augusto Ferreira Lima é descrito pela Polícia Federal como o principal operador privado do esquema investigado. Criador da CredCesta e figura de confiança de Daniel Vorcaro, ele teria coordenado a entrega das vantagens atribuídas ao núcleo ligado a Jaques Wagner. Segundo a investigação, coube a Augusto organizar desde o uso de aeronaves particulares até a engenharia financeira que viabilizou a compra do apartamento apontado como destinado ao senador. A PF também o identifica como responsável pela articulação dos repasses realizados a empresas ligadas ao entorno familiar de Wagner. Eduardo Mendonça Sodré MartinsEnteado de Jaques Wagner e gestor da BN Financeira Ltda., Eduardo Sodré Martins aparece em documentos e planilhas apreendidos pela investigação sob o apelido “Dudu”. De acordo com a PF, ele teria atuado diretamente na cobrança e no acompanhamento de pagamentos feitos pelo grupo empresarial ligado a Augusto Lima. Os investigadores associam seu nome a repasses que ultrapassariam R$ 2,3 milhões. Bonnie Toaldo BonilhaEsposa de Eduardo Sodré Martins, Bonnie Toaldo Bonilha integraria o núcleo empresarial familiar que está no centro das apurações. Ela aparece vinculada à estrutura societária da BN Financeira e de empresas relacionadas ao grupo. A PF investiga se essas empresas desempenhavam atividade econômica compatível com os valores recebidos ou se teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade a repasses considerados suspeitos. Contratos relacionados à prospecção de operações de crédito consignado também entraram no radar dos investigadores. Patrich Toaldo BonilhaPatrich Toaldo Bonilha é ligado à BN Representações Tecnológicas Ltda., empresa apontada pela Polícia Federal como parte do circuito empresarial investigado. Embora tenha menor exposição pública que outros alvos da operação, seu nome aparece em razão da participação societária em empresas que compartilhavam endereço, telefone e estrutura administrativa com outras pessoas e empresas do núcleo familiar de Eduardo Sodré. A PF busca esclarecer se essas sociedades possuíam atividade efetiva ou se integravam uma estrutura voltada à circulação e dissimulação de recursos. Guilherme Henrique Sodré Martins (“Tio Guiga”)Pai de Eduardo Sodré Martins e homem de confiança de Jaques Wagner, Guilherme Sodré Martins, conhecido como “Tio Guiga”, é tratado pela Polícia Federal como um elo entre o núcleo político, familiar e empresarial investigado. Segundo os autos, ele teria atuado como interlocutor entre representantes do Banco Master, integrantes do gabinete do senador e empresas ligadas à família. Seu nome aparece em tratativas relacionadas ao apartamento Poème Horto, inclusive após o avanço das investigações, o que levou a PF a considerá-lo peça-chave na articulação do grupo. Valério Marega Júnior (“Valério Fundos”)Especialista do mercado financeiro e associado a estruturas de fundos de investimento, Valério Marega Júnior é apontado pela investigação como um dos responsáveis pela operacionalização financeira da compra do apartamento vinculado ao caso. Segundo a PF, ele teria sido acionado por Augusto Lima para estruturar mecanismos que permitissem a aquisição do imóvel sem que o verdadeiro beneficiário aparecesse formalmente na documentação. Sua atuação é analisada pelos investigadores como parte da engenharia financeira utilizada para ocultar a origem e a destinação dos recursos. David Lopes MonteiroDavid Lopes Monteiro figura entre os alvos da operação por sua atuação junto ao núcleo empresarial e jurídico investigado. Embora detalhes sobre sua participação permaneçam sob sigilo, a Polícia Federal o identifica como um operador relevante na estrutura utilizada pelo grupo. A suspeita é que ele tenha contribuído para a formalização de negócios, contratos e mecanismos societários empregados nas operações financeiras investigadas. Luiz Antonio LombardiDiretor da Epítome S.A., Luiz Antonio Lombardi aparece na investigação como o responsável formal pela empresa que adquiriu o apartamento Poème Horto, em Salvador. A Polícia Federal suspeita que ele tenha atuado

Saiba como Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master, segundo a PF

Saiba como Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master, segundo a PF

Saiba como Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master, segundo a PF Polícia Federal suspeita que senador atuou para favorecer Daniel Vorcaro em ‘Emenda Master’ e crédito consignado, FGC e fiscalização da compra do Banco Master pelo BRB. Por Andréia Sadi e Juliana Braga | g1 18/06/2026 Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado A decisão judicial que autorizou cumprimento de mandados contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na manhã desta quinta-feira (18) traz relatos da Polícia Federal que indicam como o senador teria atuado em favor do Banco Master. A ação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero. De acordo com o documento, haveria indícios de atuação parlamentar em temas relacionados à matéria de crédito consignado, em relação ao limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e na tentativa de fiscalização e controle da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). A ação teria sido em prol também da “Emenda Master”, que propunha mudanças no funcionamento do FGC. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. A PF identificou, como contrapartida à atuação de Wagner, a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões. Seria a unidade 1.702 do empreendimento Poème Horto, cujos dados teriam sido repassados diretamente de Wagner para Augusto Lima. As tratativas teriam seguido mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais. Wagner, que é líder do governo Lula no Senado, teria tratado diretamente com o banqueiro Augusto Ferreira Lima uma proposta para elevar a margem consignável dos salários de trabalhadores regidos pela CLT, para aposentados e pensionistas, além de autorizar para beneficiários do BPC. O tema virou a emenda n° 30 apresentada à Medida Provisória 1.106/2022, que posteriormente foi convertida em lei. Também houve, segundo a PF, a articulação para a aprovação da PEC 65/2023, que tinha repercussão sobre o limite de cobertura do FGC. É nessa matéria que Wagner teria atuado em prol da “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Teria havido uma sequência de contatos entre Guilherme Sodré, Daniel Vorcaro, o chefe de gabinete do senador e Augusto Lima. Em 13 de agosto de 2024, quando a emenda n° 11 é incluída, há uma ligação entre Wagner e Lima de 9 minutos e 19 segundos, com o envio, logo depois, do link da emenda. Em 27 de agosto do mesmo ano, após um encontro presencial, Lima teria reencaminhado o link da emenda. Apesar da descrição das condutas envolvendo a atividade parlamentar, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não acolheu o pedido de buscas e apreensão no gabinete de Jaques Wagner. A PF havia solicitado, mas a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado contra. “Isso porque a realização de medidas como a ora aventada em dependências situadas na sede de outro Poder reclama fundamentação particularmente rigorosa, apta a demonstrar não apenas a participação do parlamentar nos fatos sob apuração, mas também a existência de elementos indicativos de que, naquele espaço funcional, se encontrem provas indispensáveis à investigação, ou cuja obtenção se revele inviável por outros meios”, justificou o ministro. Também não foi autorizado o cumprimento de medidas em escritórios ligados ao mandato de Wagner. Em entrevista ao programa Estúdio i, em maio, o senador comentou sua relação com os empresários Daniel Vorcaro e Augusto Lima ao abordar a privatização da rede estadual de supermercados Cesta do Povo, realizada durante o governo de Rui Costa, na Bahia. Segundo o parlamentar, a Cesta do Povo representava um elevado custo para os cofres públicos. Ele afirmou que a rede estatal de supermercados gerava prejuízos anuais entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões ao governo baiano. De acordo com o senador, duas tentativas de venda foram realizadas por meio de leilões na Bolsa de Valores de São Paulo, em 2016 e 2018, mas não atraíram interessado O senador relatou no programa que as negociações para a privatização ocorreram com o empresário Augusto Lima, e não com Daniel Vorcaro. Segundo ele, à época não conhecia Vorcaro. “Nós negociamos com o Augusto Lima, que tinha expertise em cartões de serviço e cartões consignados, vendidos para diversos sindicatos em parceria com um empresário espanhol”, afirmou. Ele explicou que a venda da rede foi concluída em 2018 e incluiu também o chamado Cartão Cesta. O parlamentar destacou que sua participação no processo se encerrou naquele momento, assim como a do então governador Rui Costa. “Eu bato palma para o que fizemos. Privatizamos o absurdo que era uma rede estatal de supermercados”, declarou na entrevista. Sobre os desdobramentos posteriores do negócio, o senador afirmou que a gestão passou por outras instituições financeiras. “Daí para frente é com o Banco Máxima, que veio depois, e posteriormente com o Banco Master. Se houve ou não irregularidades, a Polícia Federal está investigando”, disse. Questionado sobre Daniel Vorcaro, o senador reiterou que não tinha relação com o empresário durante a privatização. Segundo ele, Vorcaro passou a integrar o negócio posteriormente, após a saída do sócio espanhol. De acordo com seu relato, Augusto Lima não possuía capital de giro suficiente para continuar as operações de crédito, o que levou à entrada de Vorcaro no empreendimento. Defesa de Augusto Lima A defesa do banqueiro Augusto Lima, alvo da operação desta quinta, enviou a seguinte nota na íntegra: “As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger

PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador

PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador

PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador Informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18). Por Márcio Falcão, Vladimir Netto, Andréia Sadi, Mariana Laboissière e Ana Flávia Castro | g1 e TV Globo 18/06/2026 Senador Jaques Wagner (PT) — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado Brasília – Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a “9ª fase da Operação Compliance Zero” deflagrada nesta quinta-feira (18), revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A medida foi tomada com base em representação da Polícia Federal. A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões (entenda mais abaixo). A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos autos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. A apuração teve um avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A investigação reúne mensagens, áudios, ligações telefônicas, contratos, comprovantes de transferências bancárias, registros de empresas, planilhas de pagamentos e dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero”, detalha outro trecho do documento. A defesa de Augusto Lima afirmou que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública” (veja na íntegra mais abaixo). A ‘Emenda Master’ e contrapartidas A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro. Entre as medidas citadas estão a chamada “Emenda Master” e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor no qual o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta. 🔎 O Credcesta é um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, em que o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento. Registros financeiros do Master apontam que, em 2024, a venda das operações de crédito consignado ao Credcesta rendeu mais ao banco do que os juros cobrados dos servidores nessas mesmas operações. Em contrapartida a essa atuação parlamentar, os investigadores suspeitam que Wagner tenha sido beneficiado com: Propina: repasses que somariam R$ 3,5 milhões, realizados por meio de uma empresa ligada ao enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o “Dudu” (secretário de Meio Ambiente do governo da Bahia), e à nora do senador, Bonnie Toaldo Bonilha. Imóvel de luxo: a transação suspeita de um apartamento no Poeme Residence (unidade 1.702), localizado no bairro do Horto Florestal, em Salvador — área nobre da capital baiana. O apartamento está avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, segundo a PF. Mordomias: o uso frequente de aeronaves particulares e o recebimento de ingressos para shows. Na decisão, consta a compra de ingressos para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos, no valor de mais de R$ 63 mil pagos pela empresa Reag Investimentos em favor da família do senador.   🔎A Reag era a gestora dos fundos usados nas operações do Banco Master — e esses fundos teriam sido usados para inflar números e ocultar riscos. Sobre os temas que o senador teria tratado com Augusto Lima, a decisão detalha três pontos: elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para os aposentados e pensionistas vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas federais de transferência de renda. tentativa de aprovação da PEC nº65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).   🔎A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, conhecida como Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sob investigação da Polícia Federal, propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras. ➡️Na prática, ela ampliaria o modelo de negócios fraudulento do Master, a partir da ampliação da cobertura do FGC. 🔎Segundo a decisão, a Polícia Federal identificou que “o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master” e depois entregue “em envelope endereçado a ‘Ciro’” na residência do senador. Segundo os investigadores, Jaques Wagner teria atuado pela aprovação da proposta no Congresso. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio

Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio

Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio g1 teve acesso a relatório da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), à época, que descreve pressão política, vazamento de operação e sucessivos adiamentos da ação em área dominada pelo tráfico. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 18/06/2026 Placa de projeto social com os nomes dos parlamentares Val Ceasa, Ulisses Marins e Dani Cunha foi encontrada em resort de Peixão — Foto: Reprodução Um documento interno da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), obtido pelo g1, revela que o deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins (União Brasil) tentaram interferir nas operações para impedir a demolição de imóveis de luxo do Terceiro Comando Puro (TCP) — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. Os parlamentares são alvos de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18). De acordo com o relatório, a ação, que estava sendo planejada desde novembro de 2023 em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e a Polícia Militar, foi adiada mais de uma vez após vazamento de informações e pressões políticas. Ainda segundo o documento, a demolição de imóveis apontados como base de atuação da facção Terceiro Comando Puro (TCP) estava inicialmente marcada para 14 de dezembro de 2023. Dias antes da operação, porém, o Ministério Público foi informado de que Val Ceasa e Ulisses Marins teriam procurado o 16º BPM (Olaria) afirmando que os imóveis seriam usados para projetos sociais voltados a crianças e idosos. Posteriormente, foi colocada uma faixa com os nomes de Val, Ulisses e Dani Cunha. O documento detalha que os parlamentares tinham conhecimento prévio das construções que seriam alvo da operação, apesar de o planejamento estar sob sigilo. A suspeita levantada pelo próprio Ministério Público é de que houve vazamento de informação. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) para apuração. O relatório cita ainda que, em 12 de dezembro de 2023, o ex-vereador Ulisses Marins entrou em contato com o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, informando que ele e o deputado estadual conhecido como “Val Ceasa” haviam estado com integrantes da Polícia Militar. Na ocasião, teriam sido informados de que não haveria apoio operacional para a demolição naquela semana. Sem garantias de segurança — já que a região integra o chamado Complexo de Israel, dominado por criminosos armados —, a operação foi cancelada por falta de apoio da PM. As investigações indicam que os imóveis estavam ligados à atuação do TCP em áreas como Parada de Lucas, Vigário Geral, Cidade Alta e Cordovil. Relatórios técnicos da prefeitura e da Polícia Militar apontavam a ilegalidade das construções e o uso das estruturas pela facção. Após o cancelamento, novas tentativas de demolição foram feitas ao longo de 2024, mas voltaram a ser interrompidas. Em outubro daquele ano, uma operação policial na região terminou com três mortos e evidenciou a forte resistência armada de criminosos, o que levou ao novo adiamento. A demolição só foi retomada em 2025. Segundo o documento da Seop, uma nova data chegou a ser marcada para fevereiro, mas a ação foi novamente adiada. Já em março, na véspera da operação, a secretaria foi informada de que não deveria participar da ação, apesar de já ter mobilizado equipes e equipamentos. Ainda assim, a demolição acabou sendo realizada posteriormente. Paralelamente, diligências da Polícia Militar indicaram indícios de que o suposto projeto social citado pelos parlamentares não tinha registro oficial. No local, agentes chegaram a encontrar faixas com nomes de políticos ligados às supostas iniciativas. A reportagem tenta contato com os citados. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado EstadualMP-RJPGJ Procuradoria-Geral de JustiçaPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa

Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa

Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa Repasse de R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde foi feito a “Mentora Samantha”, que confirmou ter sido contratada por Juliana para realizar um “casamento espiritual” Por Julinho Bittencourt | Fórum 18/06/2026 Juliana Maria Teixeira da Costa/Foto: Redes Sociais A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, de 42 anos, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pelos crimes de associação criminosa e peculato. Segundo a Promotoria, ela teria desviado R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde para custear um ritual de “casamento espiritual” com o objetivo de afastar o coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, da esposa e manter um relacionamento afetivo com ele. Além de Juliana, também foram denunciados Lauro e o empresário William Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., contratada pela prefeitura para prestar serviços. Conforme o MP-SP, os três teriam se associado para fraudar licitações e direcionar contratos à empresa de William. De acordo com a denúncia, o pagamento destinado ao ritual foi feito por meio da empresa contratada pelo município. A Promotoria afirma que uma nota fiscal falsa foi utilizada para justificar a transferência de R$ 41,2 mil, supostamente referente a serviços médicos prestados em período em que não havia atividades da Estratégia Saúde da Família. O valor teria sido pago apenas 12 minutos após a emissão da nota e repassado posteriormente a uma terceira pessoa sem vínculo com a área da saúde. “Mentora Samantha” Prints divulgados nas redes sociais e apresentados por um vereador levaram à investigação de um possível repasse do mesmo valor para a chamada “Mentora Samantha”. Segundo o Ministério Público, a mulher confirmou ter sido contratada por Juliana para realizar um “casamento espiritual” com Lauro, visando afastá-lo da esposa. “O dinheiro do Fundo Municipal de Saúde deve ser destinado exclusivamente à saúde pública”, destacou o MP-SP ao sustentar que a utilização dos recursos públicos para esse fim configura crime de peculato. Justiça suspende contratos e impõe restrições A Justiça da Comarca de Apiaí acolheu pedido do Ministério Público e determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura de Ribeira e a W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., além de proibir novos acordos com a empresa até decisão em contrário. Na denúncia apresentada em 30 de julho pelo promotor Renan Mendes Rodríguez, o MP também pediu medidas cautelares contra os investigados, entre elas a proibição de acesso à prefeitura e às repartições municipais, impedimento de contato com testemunhas e servidores de setores estratégicos, além do afastamento imediato de Juliana dos cargos de vice-prefeita e secretária municipal de Saúde e de Lauro das funções de coordenador da Saúde e técnico de enfermagem. Trajetória política Nascida em 3 de fevereiro de 1983, em Jaguariaíva (PR), Juliana é formada em Assistência Social, divorciada e mãe de dois filhos. Nas eleições de 2024, declarou patrimônio de R$ 45,4 mil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora tenha nascido no Paraná, Juliana possui vínculos familiares com o Vale do Ribeira. Nas redes sociais, ela já afirmou que ingressou na política inspirada pelo pai, que foi secretário de Saúde e vice-prefeito de Itapirapuã Paulista. Filiada ao MDB, Juliana tornou-se a primeira mulher eleita vice-prefeita de Ribeira ao integrar a chapa “Avante Ribeira”, ao lado do prefeito Ari do Carmos Santos (PSD), reeleito com 45% dos votos válidos. Entre 2020 e 2024, ela ocupou os cargos de secretária municipal de Saúde e chefe de gabinete. Defesa O advogado Yuri Amaral Nazareth, que representa William Felipe da Silva, afirmou que o empresário compareceu espontaneamente à Promotoria e está comprometido em esclarecer os fatos. Segundo ele, as relações entre William, Juliana e Lauro são profissionais e comuns ao funcionamento da administração pública. “Quanto às alegações de desvio de recursos, é crucial enfatizar que William está comprometido em esclarecer essa situação completamente. A ausência de documentação mencionada pode ser atribuída a dificuldades circunstanciais, mas não necessariamente a intenções maliciosas”, declarou. A Prefeitura de Ribeira e a chamada Mentora Samantha foram procuradas pela reportagem do G1, mas não haviam se manifestado até a última atualização. Juliana e Lauro também foram denunciados por outros crimes relacionados às supostas fraudes em licitações. O Ministério Público pede ainda a reparação mínima de R$ 41,2 mil aos cofres públicos. Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPRibeira SPTSE Tribunal Superior EleitoralVice-prefeita Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia

Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Empresário baiano voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), junto com o senador Jacques Wagner (PT-BA). Em 2025, ele comprou o Banco Pleno, que tem sede em SP, e ampliou negócios com o Credcesta em parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Por g1 SP 18/06/2026 Augusto Lima, ex-dono do Banco Pleno que foi alvo de mandados nesta quinta (18) — Foto: Vanner Casaes/Agência Alba São Paulo – O banqueiro Augusto Ferreira Lima, do Banco Pleno, e ex-sócio de Daniel Vorcaro, é alvo nesta quinta-feira (18) de mandados de busca e apreensão da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). A sede do banco estava localizada na Alameda Santos, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Ele já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado na mesma operação. O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central do Brasil (BC). De acordo com as investigações da PF nos celulares de Vorcaro, Lima também atuou para que o BRB comprasse as carteiras do Banco Master. Em nota, a defesa de Lima informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração” e que “os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”. O texto também afirma que “Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. Lima era controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso em Brasília. Ele tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo o Banco Master, mas também a nomes ligados ao governo. Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”. Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras. Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado. Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024. Liquidação do Banco Pleno A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo BC. Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos.   Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.” 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.   O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes públicos com o TCP

Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes públicos com o TCP

PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão contra 3 agentes públicos investigados por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Por Marcelo Gomes, Priscilla Moraes e Rafael Nascimento | GloboNews e g1 Rio 18/06/2026 Val Ceasa e Ulisses Marins — Foto: Reprodução O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ. Também sofreram buscas o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (PSD) e um ex-assessor parlamentar. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. Um dos endereços é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo a força-tarefa, o trio interveio para tentar impedir a demolição do “resort” do chefão do TCP. A operação policial para pôr o imóvel abaixo chegou a ser adiada. Duas pessoas foram presas em flagrante. Na casa de Val Ceasa, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie. Cerca de R$ 150 mil foram encontrados em outros endereços dele. Procurado, Val do Ceasa afirmou à GloboNews que trabalha em prol das pessoas mais humildes e negou que tenha procurado batalhão para impedir a demolição de um “resort” do traficante Peixão. Um documento da Secretaria de Ordem Pública afirma que ele e o ex-vereador Ulisses Marins teriam se envolvido na tentativa de deixar o local intacto. Ação para salvar ‘resort’ A investigação começou na Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf) da Polícia Civil e foi remetida ao MPRJ. O procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, pediu os mandados, e a Justiça deferiu as buscas desta quinta. A força-tarefa encontrou indícios de que esses agentes públicos procuraram a Polícia Militar para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. O espaço, batizado de “Resort Green”, ficava em uma área de preservação ambiental em Parada de Lucas, que compõe o Complexo de Israel, principal reduto do TCP. A propriedade tinha piscinas e até um lago para a criação de carpas. Segundo o MPRJ, os investigados teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. No entanto, as apurações indicam que essa justificativa não correspondia à realidade. Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo. Val Ceasa se defende Pouco antes de chegar à Assembleia Legislativa do Rio, o deputado Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como “herói”: “A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população”, afirmou Val. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense.” Nota da Prefeitura do Rio “A Prefeitura do Rio informa que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois a Prefeitura do Rio possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBrasília DFPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

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