Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

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Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares

Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares

Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares Extensão da proteção à família de ex-governadores virou regra em primeiro dia de goiano fora do cargo Político diz que ‘ter escolta não é mordomia’ e que efetivo vai aumentar com policiais federais Por Ana Gabriela Oliveira Lima | Folha de S.Paulo 19/06/2026 Ronaldo Caiado recepciona, enquanto era governador de Goiás, policiais do estado em frente ao Palácio das Esmeraldas, sede do governo – Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás – 29.mai.24 São Paulo – O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, tem 51 policiais militares de Goiás, estado que governou até 31 de março, disponíveis para fazer sua segurança pessoal e de familiares em São Paulo. A quantidade é maior do que a de um pelotão no Brasil, subdivisão militar composta por cerca de 40 soldados, e mais de seis vezes o limite de pessoal estabelecido para ex-presidentes.  Para o mais alto cargo da República, a previsão é de até oito servidores, quatro deles para segurança e apoio, quando terminado o mandato. A regra varia nos estados. O político se mudou para São Paulo para movimentar a campanha à Presidência. Com ele, vieram os policiais, com número inflado depois que o secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho, assinou no Diário Oficial do estado, em 1º de abril, um dia após a renúncia de Caiado, portaria com novas regras sobre a segurança de ex-governadores. Godinho estipulou que as ações se estendem a familiares do ex-governador. O político também pode indicar quais policiais militares vão compor a equipe, em caso de disponibilidade. A portaria determina ainda que “a estrutura de transporte e hospedagem, e os demais recursos logísticos necessários à execução das medidas de segurança” ficam a cargo da Casa Militar do estado. O benefício é válido pelo tempo em que o político tiver exercido o cargo de governador, desde que o período seja superior a três anos. Caiado ficou no cargo por sete anos e três meses. Não estava explícito em normas anteriores o limite de pessoal para segurança, benefício previsto a ex-governadores na constituição estadual. Um decreto de 2011, no entanto, chamou a atenção para a necessidade de parcimônia, indicando que dez agentes já seria “número por demais excessivo e dissociado da realidade das instituições policiais envolvidas”. A relação dos 51 militares disponíveis para o governador e familiares consta em documento obtido pela Folha. O texto aponta que o gasto total com o salário dos agentes é de R$ 797,5 mil por mês, fora acréscimos de funções comissionadas e gratificações. O valor não contempla outros gastos, como as diárias. Questionada sobre o número de 51 agentes e qual é o gasto por mês com transporte, hospedagem e outras despesas com o grupo, a Secami afirmou que não divulga informações relacionadas ao efetivo por questão de segurança institucional. “O Governo de Goiás ressalta que o serviço é realizado com base em critérios técnicos e protocolos específicos. O efetivo utilizado não é fixo e atua em sistema de revezamento, conforme a necessidade operacional e as demandas de deslocamento e de agenda. Informa ainda que os profissionais da Secami designados para atividades de segurança não atuam, necessariamente, em dedicação exclusiva.” Já Caiado enviou nota dizendo ter quatro integrantes que se revezam de acordo com a escala. “Ter escolta não é mordomia. É proteção a quem mais enfrentou o PCC, o Comando Vermelho e as facções criminosas no Brasil. A obrigação de garantir segurança a ex-governadores e suas famílias vigora desde 2010 em Goiás. Está inscrita, inclusive, na Constituição do Estado. A equipe que atende Caiado tem, na verdade, 4 integrantes que se revezam de acordo com a escala, e não 51 pessoas”, afirmou a assessoria. Indagada se o político então negava o número de 51 agentes destacados para a sua segurança e de familiares, em sistema de revezamento, a assessoria afirmou que não se tratava de negar o número maior que um pelotão. Ela também não contestou a informação de que a segurança se estende a familiares, como as filhas de Caiado e a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, atualmente pré-candidata ao Senado por Goiás. Caiado também afirmou que vai ter proteção adicional da Polícia Federal, em razão da candidatura à Presidência. “Quem combateu o crime organizado e reduziu em 84% os crimes violentos em Goiás precisa de segurança. E tem mais: após a homologação da candidatura, haverá proteção adicional da Polícia Federal. Os riscos não podem ser minimizados. O narcotráfico, o PCC e o Comando Vermelho não esquecem a mão pesada de Ronaldo Caiado em Goiás.” Apesar de as regras sobre segurança dependerem de leis nos estados, o STF (Supremo Tribunal Federal) já se posicionou sobre a necessidade de que o benefício respeite princípios republicanos de isonomia e moralidade. Segundo Bruno Morassutti, colunista da Folha e diretor de advocacy da Fiquem Sabendo, organização especializada no acesso a informações públicas, embora certos dados sobre o assunto possam ser sigilosos para garantir a segurança dos políticos, informações gerais, como o gasto com as operações, não deveriam ser negadas sob esse pretexto. A opacidade não se restringe ao governo de Goiás. A reportagem questionou 11 estados, aqueles cujos governadores deixaram o mandato neste ano para concorrer a outros cargos, sobre quantos seguranças estão à disposição dos políticos. O Distrito Federal informou que o quantitativo utilizado por Ibaneis Rocha (MDB) está em conformidade com a legislação vigente, que garante 4 servidores e 1 veículo oficial. Já Minas Gerais disse haver o emprego de um oficial e dois praças por turno de serviço para segurança de ex-governador. Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para concorrer à Presidência, confirmou usar o benefício, mas não informou a quantidade de agentes, alegando questão de segurança. Os demais estados não responderam. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroNOVOPolícia Federal PFPolícia Militar PMPSD Partido Social DemocráticoSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário

Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial

Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar 'cinturão'; entenda a disputa territorial

Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial Comunidade fica próxima da Floresta da Tijuca, cercada por comunidades sob o domínio da maior facção do Rio de Janeiro. Madrugada foi de tiroteio durante disputa entre os dois grupos criminosos Por O Globo 19/06/2026 Vista aérea de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo / 06-10-2023 Rio de Janeiro – Pela segunda madrugada seguida, a comunidade de Rio das Pedras registrou tiroteio nesta sexta-feira. Instalada entre a Floresta da Tijuca e a Lagoa da Tijuca, no caminho entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, a localidade é considerada o “berço da milícia”. No entanto, depois de ver as favelas vizinhas tomadas pelo Comando Vermelho (CV), Rio das Pedras enfrenta uma nova investida dos traficantes, que tentam formar um cinturão de domínio na região. O episódio mais recente investigado pela Polícia Civil é a mudança de lado de nove milicianos de Rio das Pedras, que teriam passado a integrar o CV. Se quando surgiu a milícia chegou a se autointitular como Comando Azul, em referência às cores da Polícia Militar, já que sua formação tinha forte vínculo com agentes de segurança, hoje a situação é diferente. Os agentes e ex-agentes públicos não são mais maioria. Por isso, para fazer frente às investidas do CV, os paramilitares de Rio das Pedras chegam a fazer parcerias com o Terceiro Comando Puro (TCP), conforme O GLOBO mostrou em março. Por que o interesse do CV em Rio das Pedras? O CV atualmente domina boa parte das favelas da região. Além da Cidade de Deus, também tomou, por exemplo, a Gardênia Azul, anteriormente dominada pelos milicianos. No Itanhangá, a facção domina ainda as comunidades da Muzema — vizinha de Rio das Pedras —, Morro do Banco e Tijuquinha. A ideia do CV é formar um cinturão no entorno da Floresta da Tijuca e, para isso, precisaria tomar Rio das Pedras. Esse domínio facilitaria fugas em caso de ações da polícia ou guerras com grupos rivais. Rocinha, na Zona Sul; Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, região central; e o Complexo do Lins, na Zona Norte são outras das regiões que cercam a floresta e que estão sob o domínio do CV. Com 55 mil habitantes, segundo o último Censo, Rio das Pedras é ainda uma fonte de recursos para a milícia. Estimativas da polícia são de que os paramilitares arrecadem R$ 2 milhões por mês a partir da exploração de serviços como TV a cabo e internet, além da cobrança de taxas de segurança. A comunidade fica entre a Barra da Tijuca — para onde a cidade se expandiu na segunda metade do século passado, concentrando o comércio, negócios e moradias — e a região de Jacarepaguá. Região será priorizada em reocupação pelo Estado O plano de reocupação territorial feito pelo Governo do Estado do Rio — atendendo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635 (ADPF das Favelas) — priorizará as comunidades da Gardênia Azul, da Muzema e de Rio das Pedras. Esse plano foi entregue pelo Estado ao STF em dezembro e aguarda homologação. A escolha da região ocorreu por conta de a região ter a presença dos três principais grupos criminosos do Rio — CV, milícia e TCP —, pela localização estratégica (que facilitaria fugas) e por concentrar áreas de expansão urbana e econômica, com alta densidade populacional. Quem comanda expansão do CV? Ainda segundo a polícia, a ordem para invadir territórios ocupados por bandos rivais, como é o caso de Rio das Pedras, foi dada por Edgard Alves de Andrade, o Doca. Com 44 mandados de prisão expedidos pela Justiça, o criminoso é um dos integrantes da cúpula do CV. Um dos encarregados de comandar essa expansão territorial é Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Já Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, é apontado como um dos homens de guerra do bando. Contra Gardenal há 17 mandados de prisão expedidos pela Justiça, enquanto BMW é alvo de 16 ordens de prisão, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Manhã de impacto no trânsito, nas escolas e em unidades de saúde Diante de mais uma madrugada de tiroteio, o dia amanheceu em Rio das Pedras com trânsito na Avenida Engenheiro Souza Filho, principal da região. Motoristas relataram que a via ficou fechada nas primeiras horas da manhã. Por isso, 12 linhas de ônibus que passam pelo endereço tiveram seus itinerários alterados nesta manhã, com a operação normalizada por volta das 9h. O 18º BPM (Jacarepaguá) intensificou o policiamento e atua para estabilizar a região, informa a Polícia Militar. Além do trânsito, a situação também impacta na saúde e na educação. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, cinco unidades de atenção primária instaladas na região suspenderam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Já outras duas unidades mantiveram o atendimento, suspendendo apenas atividades externas, como visitas domiciliares. A Secretaria estadual de Educação informa que uma escola estadual na região também precisou ser fechada. Outras 16 unidades vinculadas ao município foram impactadas, informa a Secretaria municipal de Educação. Notícia anterior CNJ Conselho Nacional de JustiçaPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia

Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia

Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia Se um preso sob qualquer regime prisional – fechado, semiaberto, aberto ou em saída temporária – for flagrado portando uma arma de fogo sem a devida autorização legal, ele cometerá um crime gravíssimo. Por Paulo Henrique Arantes | Fórum 19/06/2026 Jair Bolsonaro (PL) | (Alan Santos/PR) Não é desimportante o fato de o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho sair às ruas com uma pistola Glock pertencente a Jair Bolsonaro. Nestes dias, deparamos com jornalistas a minimizar o ocorrido, entre eles o indescritível Boris Casoy, contorcendo-se nas redes sociais para convencer seus seguidores de que o Brasil tem coisas mais relevantes com que se preocupar. Condenado preso, ainda que em regime domiciliar, portar arma de fogo e despachá-la pelas mãos de um dos seus agentes de segurança, seja para qual finalidade for, não é uma vergonha na opinião de Casoy. Já para o advogado e ex-procurador Roberto Tardelli, ouvido pela coluna, o ocorrido é indesculpável: “Preso portando arma, seja em que regime for, não é uma falta grave, mas uma falta gravíssima. É um crime! Bolsonaro está preso! Não depende da explicitação das condições da prisão, não depende de o Alexandre de Moares dizer que ele não poderia estar armado. Como preso que é, ele não pode estar armado”. Há inúmeras justificativas legais e sociais que corroboram a afirmação de Tardelli. O Estatuto do Desarmamento, por exemplo, estabelece que cidadãos condenados perdem o direito o porte ou posse de armas. Registros como CAC lhes são cancelados. A condenação destrói o requisito legal de “idoneidade moral” exigido pela Polícia Federal ou pelo Exército para se ter uma arma. Se a lei for cumprida, Jair Bolsonaro voltará para o presídio. Se um preso sob qualquer regime prisional – fechado, semiaberto, aberto ou em saída temporária – for flagrado portando uma arma de fogo sem a devida autorização legal, ele cometerá um crime gravíssimo: porte ilegal de arma de fogo, como consta dos Artigos 14 e 16 do Estatuto do Desarmamento. Como sabem até neófitos em Direito Penal, o cometimento de novo crime ou de falta grave provoca a perda do direito a regimes mais brandos, como prisão domiciliar, semiaberto ou aberto, forçando o retorno do preso ao regime fechado. O argumento da defesa de Jair é que, na sua condenação, não foi determinada a entrega de suas armas. Alega-se que a lei não manda o condenado entregar suas armas automaticamente. Dizem os advogados do golpista que, se o juiz emitir o mandado de prisão domiciliar e não fizer menção nenhuma às armas, o condenado mantém o direito de propriedade e posse sobre o objeto dentro do perímetro de sua casa. Parece brincadeira. Suponha-se, no entanto, que a estapafúrdia argumentação encontrasse algum respaldo legal quanto à posse. Mesmo assim, a punição o alcançaria, pois enviar arma possuída em casa à rua por meio de terceiros configura, por si só, crime de porte ilegal de arma de fogo e o condenado deve perder o benefício da prisão domiciliar imediatamente. O caso em tela é mais uma demonstração do absoluto descaso de Jair Bolsonaro para com leis e normas em geral. Primeiro, violou a tornozeleira eletrônica; agora, porta uma pistola que nem deveria possuir e entrega nas mãos de terceiro. O que pretende? Sabe-se que o tumulto e a vitimização são especialidades da família. Não será surpresa se o capitão buscar um retorno ao presídio como argumento de vitimização com fins eleitorais em favor do filho-candidato Flávio. Seria demais? É só pesquisar na história recente demonstrações do que essa gente é capaz. Notícia anteriorPróxima notícia Exército Brasileiro EBPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Escritório do então governador do DF recebeu dinheiro dias após contrato do PicPay com governo

Escritório do então governador do DF recebeu dinheiro dias após contrato do PicPay com governo

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Suspeitas de irregularidades nos descontos na folha de pagamento vieram à tona em março após parecer do Tribunal de Contas do DF Por O Globo 19/06/2026 O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha — Foto: Cristiano Mariz/O Globo A operação do Ministério Público Federal que apura irregularidades em descontos na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal ocorre após suspeitas virem à tona em março. Na ocasição, o serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco digital PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do Distrito Federal depois de o Tribunal de Contas do DF apontar irregularidades. O contrato entre o PicPay e o Banco de Brasília (BRB), responsável pela folha dos servidores, previa a oferta de crédito consignado pelo banco digital aos funcionários do governo do DF. Ele entrou na mira da CPMI do INSS após informativos feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem que o escritório que leva o nome do então governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F quatro dias após o cadastro do PicPay junto ao governo do DF. Essa quantia foi recebida quatro dias após o governo cadastrar o PicPay para oferecer crédito consignado para servidores.  Nos 12 meses contados a partir da autorização, entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria recebeu R$ 34 milhões da J&F em 15 operações, segundo informativos da empresa feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e publicados pelo G1 em março. Na época, o grupo J&F afirmou ao G1, em nota, que “não há qualquer relação entre eventuais pagamentos ao escritório e ações do Governo do Distrito Federal” e que o escritório de Ibaneis Rocha defende o grupo em mais de 500 processos. O escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria, por sua vez, reforçou quando procurado na ocasiao que prestava serviços para o grupo em “centenas de ações judiciais em múltiplas esferas” e que preza “pela atuação técnica e pelo respeito à legislação nacional”. A Secretaria de Economia do DF dissena ocasião que o modelo antecipação salarial sem cobrança de juros oferecido pelo termo de compromisso com o PicPay estava em análise pelo Tribunal de Contas do DF e, por isso, está temporariamente suspenso. O ex-governador Ibaneis Rocha chegou a dar entrevista à TV Globo e disse que “não há nada de errado no contrato firmado”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana

Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero

Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero

Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022, ele tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro, tendo experiência vasta em várias empresas do segmento. Por g1 SP 19/06/2026 Eduardo Chedid é o CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022 e tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro. — Foto: Divulgação/PicPay São Paulo – Alvo de uma operação do Ministério Público nesta sexta-feira (19), Eduardo Chedid é o CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022 e tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro, tendo vasta passagem em várias empresas do segmento. 🔍 A Operação Juros Zero investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal. Bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2024 ele também passou a liderar a holding internacional do grupo PicPay. Antes de ingressar na atual empresa, Chedid foi CEO da Elo por seis anos e vice-presidente comercial da empresa Cielo. Ele ainda atuou como vice-presidente da Visa e diretor da Credicard e também integrou o conselho da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) entre 2015 e 2021. O que diz o PicPay “O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento. A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão. O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade. O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios. A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.” Notícia anterior Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História”

Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História”

Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” Senador tentou associar escândalo ao PT, mas internautas resgataram conversas dele com Daniel Vorcaro sobre filme de Jair Bolsonaro Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 19/06/2026 Lula segue com vantagem sobre Flávio Bolsonaro na Apex/Futura – (Ricardo Stuckert PR / Divulgação) Flávio Bolsonaro tentou usar a nova fase da Operação Compliance Zero para atacar Lula, mas virou alvo da própria cobrança nas redes nesta sexta-feira (19). O senador do PL-RJ explorou a ação da Polícia Federal que atingiu Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e ouviu de volta o nome que o persegue desde maio: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A resposta veio em uma publicação que expôs a contradição do bolsonarista. Flávio tenta empurrar o escândalo para o governo Lula no mesmo momento em que a crise do Master alcança sua pré-candidatura presidencial, o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro e a aproximação do senador com Vorcaro. Um dos comentários resumiu a reação: “maior cara de pau da História”. Flávio Bolsonaro mira Lula e internautas devolvem Vorcaro A operação que Flávio tentou usar como munição foi deflagrada pela PF na quinta-feira (18). Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A investigação apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro em irregularidades ligadas ao sistema financeiro nacional. A Fórum mostrou, ainda na quinta, que Jaques Wagner e Augusto Lima, sócio de Vorcaro, foram alvos da nova fase da PF sobre o caso Master. A ofensiva abriu uma nova frente de desgaste para o governo, mas também reacendeu a conexão do próprio Flávio com o banqueiro que está no centro do escândalo. Foi esse ponto que dominou os comentários. Internautas lembraram que o filho de Bolsonaro não é observador distante do caso. Ele aparece no enredo político do Master por causa das conversas com Vorcaro sobre dinheiro para Dark Horse, a produção audiovisual criada para glorificar a trajetória do ex-presidente. Fórum mostrou pressão sobre Flávio no caso Master O ataque de Flávio a Lula ocorre depois de semanas de desgaste para o bolsonarista. A Fórum revelou que Flávio precisou defender sua relação com Vorcaro após ser pressionado em evento. Na ocasião, o senador voltou a dizer que tratou de apoio privado ao filme sobre Jair Bolsonaro e negou irregularidades. A explicação não encerrou a crise porque o caso ganhou novas camadas. A Fórum também mostrou que Vorcaro apresentou nova proposta de delação e incluiu Flávio Bolsonaro e o filme Dark Horse. O movimento colocou a produção sobre Jair Bolsonaro no centro da disputa política em torno do Banco Master. O problema para Flávio é que a investigação deixou de ser apenas um escândalo bancário. Ela passou a atravessar a corrida presidencial de 2026, com impactos sobre o governo, a direita e o projeto do bolsonarismo de lançar o senador como herdeiro eleitoral de Jair Bolsonaro. Por isso, a tentativa de usar Wagner contra Lula não apagou a memória recente sobre Vorcaro. Caso Master volta contra o bolsonarista A nova fase contra Wagner deu à oposição uma chance de pressionar o governo. Mas a reação à postagem de Flávio mostra que o caso Master também funciona como armadilha para o próprio senador. Quando ele tenta posar como acusador, os comentários devolvem a pergunta sobre sua relação com o banqueiro, os áudios, o filme e a delação. Há ainda outro ingrediente incômodo para a família Bolsonaro. A Fórum publicou que Dark Horse entrou na mira da PF por elo entre Master e PCC. A apuração envolve transações financeiras relacionadas a Vorcaro e à estrutura que financiaria a produção sobre o ex-presidente. A invertida desta sexta resume o tamanho do problema. Flávio Bolsonaro tentou colar o Banco Master em Lula, mas acabou reabrindo o flanco que mais o desgasta neste momento: Daniel Vorcaro, Dark Horse e a suspeita de que o maior escândalo financeiro do país também pode atingir o coração da campanha bolsonarista. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas

Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas

Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas O policiamento foi reforçado. É a 2ª noite seguida de confrontos na região. Por g1 Rio 19/06/2026 Blindados da polícia circulam por Rio das Pedras — Foto: Reprodução/TV Globo Moradores de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, registraram novos tiroteios na madrugada desta sexta-feira (19). Desta vez, criminosos usaram drones para jogar granadas em rivais. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre feridos. O policiamento foi reforçado. É a 2ª noite seguida de confrontos entre facções na região: na quinta-feira (18), segundo informações de inteligência do 18º BPM (Jacarepaguá), criminosos do Comando Vermelho (CV), que atuam na Muzema, atacaram pontos controlados por milicianos. Impactos Diante dos confrontos desta sexta, o Rio Ônibus informou que 12 linhas precisaram alterar o itinerário: 343 (Jardim Oceânico-Candelária) SP343 (Rio das Pedras-Candelária) 550 (Cidade de Deus-Gávea) 555 (Rio das Pedras-Gávea) 557 (Rio das Pedras-Copacabana) 861 (Rio das Pedras-Curicica) 862 (Rio das Pedras-Barra da Tijuca) 863 (Rio das Pedras-Barra da Tijuca) 878 (Tanque-Barra da Tijuca) SV878 (Tanque-Barra da Tijuca) 880 (Rio das Pedras-Terminal Alvorada) 961 (Rio das Pedras-Recreio)   Ainda segundo a entidade, na quinta um coletivo foi tomado por bandidos como barricada. Ao menos 17 escolas, sendo uma estadual e as outras municipais, foram fechadas por conta da insegurança na região. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, cinco unidades de Atenção Primária da região suspenderam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Outras duas unidades mantêm o atendimento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas. Cemitérios clandestinos Forças de segurança localizaram na quarta (17) e na quinta 2 cemitérios clandestinos em áreas de mata de Rio das Pedras. Restos mortais de pelo menos 4 corpos foram recuperados — alguns estavam em um poço profundo. A descoberta do local ocorreu após denúncias sobre desaparecimentos na região, que motivaram o início das investigações. A polícia agora trabalha para identificar as vítimas e os responsáveis pela criação e uso dos locais de descarte. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF

Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF

Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF Corporação teve acesso a relatório financeiro que detalha as transações dos parlamentares; documento foi inserido no inquérito que apura relação entre senador e ex-banqueiro Daniel Vorcaro Por Jonatas Martins | CNN Brasil 18/06/2026 O senador Ciro Nogueira (PP-PI) • Jefferson Rudy/Agência Senado Brasília – Os deputados federais Julio Arcoverde (PP-PI) e Átila Lira (PP-PI) foram apontados pela PF (Polícia Federal) como responsáveis pelo pagamento de faturas do cartão de crédito do senador e atual presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), segundo documentos da investigação da Operação Compliance Zero, que apura o caso Master. A PF teve acesso a um RIF (Relatório de Inteligência Financeira), produzido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que detalha as transações dos parlamentares. O documento foi inserido no inquérito que apura a relação entre Ciro Nogueira e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master. Apesar de terem sido mencionados no relatório, Julio Arcoverde e Átila Lira não são investigados formalmente no caso. De acordo com o documento, Júlio Arcoverde realizou o pagamento de um boleto no valor de R$ 13.693,54 no dia 19 de junho de 2024. A própria investigação ressalta os vínculos pessoais e econômicos entre ele e Ciro Nogueira. A PF apontou que os dois foram sócios da Seven—Bar & Charutaria, localizada no centro de Teresina (PI). A empresa funcionou entre 2003 e 2011. Além disso, as investigações também ressaltaram que o filho do deputado trabalha como auxiliar parlamentar no gabinete de Ciro, com uma remuneração mensal de R$ 12.985,57. Duas semanas antes, em 4 de junho de 2024, o deputado Átila Lira realizou o pagamento de outra fatura no cartão de crédito de Ciro Nogueira, esta no valor de R$ 3.457,00, segundo a PF. As investigações apontam que foi possível identificar elementos financeiros demonstráveis que corroboram a hipótese de percepção de vantagem indevida por Ciro Nogueira, em contexto diretamente vinculado aos interesses do grupo econômico liderado por Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, a identificação de pagamentos de faturas de cartão de crédito por parte de pessoas vinculadas politicamente ao senador, incluindo deputados e ex-assessores parlamentares, indica uma “possível utilização de terceiros como instrumento de ocultação do real beneficiário das despesas e dos fluxos financeiros, reduzindo a exposição direta do agente político principal”. Procurada pela CNN, a defesa do senador Ciro Nogueira disse que não iria se manifestar sobre o assunto e “todos os esclarecimentos técnicos para refutar as descabidas insinuações policiais nos autos” serão feitos quando for oportuno. A reportagem também buscou a manifestação dos deputados Júlio Arcoverde e Átila Lira. Não houve manifestação até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado FederalPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorTeresina PI Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF 18/06/2026 Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões

Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões

Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões Ministro-relator do caso Master no STF solta a PF em cima de todo e qualquer suspeito, exceto contra filho do ex-presidente que o nomeou, e que aparece num áudio achacando Daniel Vorcaro em valores milionários Por Henrique Rodrigues | Fórum 18/06/2026 O ministro do STF, André Mendonça – (Fellipe Sampaio /STF) A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), joga luz sobre o que há de mais sofisticado e, ao mesmo tempo, de mais degradante na simetria do poder em Brasília. Investigar fraudes bilionárias, o uso espúrio do parlamento para favorecer interesses de banqueiros e o trânsito de vantagens indevidas é o papel constitucional das instituições. O que não se justifica, e clama por uma crítica severa, é a gritante disparidade com que o ministro-relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o “terrivelmente evangélico” e bolsonarista André Mendonça, maneja a balança da Justiça. Onde há o rigor implacável da caneta para uns, há um silêncio sepulcral e uma pasmante inércia para outros. O escândalo em torno do extinto Banco Master e de seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, redesenhou o mapa das relações promíscuas entre o sistema financeiro e o Congresso Nacional. Diante do colapso de uma estrutura acusada de fraudar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a Polícia Federal e o STF começaram a puxar os fios de uma extensa rede de influência política. No entanto, o desenho final dessa malha de suspeitos, sob a tutela de Mendonça, revela uma seletividade que afronta a lógica do interesse público e evoca fantasmas de blindagem partidária e ideológica. De um lado do espectro, a condução do ministro foi ágil em expor as franjas do centrão e da esquerda. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), há muito tempo habituado aos meandros do pragmatismo fisiológico, foi deixado em mar aberto no curso das investigações. Os relatórios da PF, liberados pelo relator, detalham com requintes de ostentação jantares nababescos em Courchevel, nos Alpes Franceses, viagens de luxo pagas por Vorcaro e repasses mensais de R$ 300 mil que totalizaram ao menos R$ 6 milhões. Para Ciro, o peso das provas e a desidratação de sua blindagem política tornaram sua situação insustentável. O mesmo rigor de Mendonça justificou a autorização para a investida contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). Líder do governo Lula no Senado e pilar histórico do petismo, Wagner viu seus endereços em Salvador e Brasília serem vasculhados por agentes federais. A PF apura se o parlamentar baiano atuou diretamente no Congresso para inflar o teto de cobertura do FGC e facilitar regras de crédito consignado de interesse do banco, supostamente operando por meio de uma pessoa que seria do seu convívio, o banqueiro Augusto Lima, o “Guga”. Trata-se de uma suspeita grave que envolve um suposto imóvel de R$ 2,5 milhões e que exige, por óbvio, apuração rigorosa. Mas o que espanta não é o avanço sobre Wagner ou Ciro; é o tamanho do abismo que separa essas ações do tratamento dispensado ao filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto Jaques Wagner é alvo de buscas por uma suposta interlocução em solo nacional e Ciro Nogueira é exposto por suas viagens, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece intocado, em uma zona de aparente imunidade processual infinitamente mais grave, e envolvendo montantes muito maiores, que desafia qualquer princípio de equidade e lógica. As investigações jornalísticas do The Intercept Brasil expuseram ao país planilhas, contratos, comprovantes bancários do sistema SWIFT e registros de mensagens diretas que comprovam que Daniel Vorcaro transferiu cerca de US$ 10,6 milhões, o equivalente a impressionantes R$ 61 milhões, para um suposto financiamento de Dark Horse, um filme biográfico de cariz bizarro sobre Jair Bolsonaro. Flávio não apenas negociou os valores de forma direta e incisiva com o banqueiro, como o próprio áudio vazado revelou a urgência e a proximidade da cobrança, consolidada em frases de explícito compromisso mútuo. O roteiro financeiro do dinheiro do tal filme é escabroso: os recursos foram remetidos para o exterior, irrigando as contas do Havengate Development Fund LP, no Texas, um fundo controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Diante de uma triangulação internacional dessa magnitude, que envolve indícios robustos de evasão de divisas, lavagem de dinheiro através da fachada de fomento cultural e uma produtora de cinema que nunca produziu nada na área audiovisual, repleta de incongruências, a reação de André Mendonça foi o absoluto nada. Até onde se sabe, Flávio Bolsonaro sequer foi alvo de uma busca e apreensão ou de medidas cautelares similares às que atingiram seus colegas de Senado. Argumentar que o caso de Flávio se difere por se tratar de “investimento privado em obra cultural” ou pela “lentidão burocrática dos mecanismos de cooperação jurídica internacional” é um exercício de cinismo técnico. A robustez documental apresentada no caso dos R$ 61 milhões supera, em materialidade inicial, muitos dos indícios que justificaram o arrombamento de portas de outros investigados, todos também senadores. A diferença real e incontornável não está nos autos, mas na biografia de quem assina as ordens no STF. André Mendonça chegou ao Supremo por uma escolha pessoal e declarada de Jair Bolsonaro, ungido sob a promessa de ser seu representante “terrivelmente evangélico” nos interesses daquela gestão no Tribunal. Ver o mesmo magistrado atuar hoje como o juiz que calibra o tempo, a intensidade e o sigilo de uma investigação que sufoca a oposição e blinda o filho do seu padrinho político é um insulto à neutralidade que se espera da magistratura. A condução da Operação Compliance Zero sob a batuta de Mendonça desenha uma justiça de duas velocidades e dois pesos. Para os adversários ou aliados descartáveis do sistema, aplica-se o rito sumário da espetacularização, das buscas ao amanhecer e do confisco de passaportes. Para o herdeiro do bolsonarismo, que operou repasses milionários nas sombras de offshores norte-americanas com um banqueiro fraudador, concede-se o benefício do tempo, da dúvida e da eterna “fase de verificação”. Se o papel do STF é garantir a estabilidade democrática e a aplicação cega da lei, a postura de André Mendonça

Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação

Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação

Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação Na terça-feira, ele afirmou que não tem relação com o banqueiro e criticou acordo de delação premiada firmado com pessoas presas Por Raisa Toledo | O Estado de S.Paulo 18/06/2026 Líder do governo Lula no Senado é alvo de operação da Polícia Federal no caso Master Dois dias antes de ser alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), usou o plenário da Casa para rebater suspeitas envolvendo seu nome nas investigações sobre fraudes no Banco Master. Ele chamou de “leviana” reportagem da revista “Veja” sobre a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono da instituição, e afirmou que não foi procurado sobre as acusações. Segundo a publicação, um capítulo do acordo de delação falava sobre negócios do Master com integrantes do governo da Bahia, com relato do banqueiro sobre um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais. “A capa da Veja fala que revelará os negócios do PT da Bahia, coisa que vem sendo repetido por diversas vezes e eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da (Polícia) Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirma o parlamentar em trecho de sua fala no plenário publicado nas redes sociais. Na ocasião, ele pediu a palavra depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se disse alvo de “ataque pessoal e institucional” pela mesma edição da revista, que apontava citação a seu nome na proposta de delação. Jaques Wagner manifestou solidariedade a Alcolumbre, ressaltou que a delação mencionada na reportagem foi negada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e criticou as condições em que ela foi obtida. Segundo ele, o Congresso Nacional “cometeu um erro” ao aprovar lei que permite colaboração com pessoas presas. “Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência. O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Para alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?”, disse. O senador ainda negou relação com Daniel Vorcaro. “Eu estou muito à vontade porque conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF”, declarou. A PF suspeita que Jaques Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master, por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Segundo os investigadores, a tratou-se de uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima. A corporação também apura suspeitas de pagamento de propina do banco para a empresa de um familiar do senador. Além de Jaques Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco. A defesa do empresário informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.” Jaques Wagner também foi procurada pelo Estadão, mas ainda não se manifestou. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF

Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF

MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ Ex-ministra do governo de Jair Bolsonaro hoje é casada com banqueiro Augusto Lima Por Anna Satie | Veja 18/06/2026 A ex-ministra do governo Bolsonaro e ex-deputada federal Flávia Arruda (Foto: Pedro França/Ag. Senado) A sede do Instituto Terra Firme, em Salvador, foi um dos endereços onde a Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira, 18, mandados de busca e apreensão no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Banco Master. O instituto é presidido por Flávia Peres, como é conhecida agora a ex-ministra da Secretaria de Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela deixou de usar o sobrenome Arruda ao se separar do ex-marido, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em 2022. Atualmente, ela é casada com o banqueiro Augusto Lima, vinculado à empresa Terra Firme da Bahia Ltda., da qual o instituto é o braço filantrópico. Flávia não é alvo da operação de hoje, que mira a relação entre Augusto Lima e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Quem é investigada é a prima de Augusto, Andréa Lima Novaes, que é diretora da PKL One Participações –a empresa transferiu 3,5 milhões de reais para uma pessoa jurídica ligada à família de Wagner. De acordo com a investigação, Andréa também teria vínculo profissional com a Terra Firme. Além disso, a PF também obteve fotos de presentes que seriam encaminhados pela Terra Firme a Jaques Wagner e Guilherme Sodré – pai do enteado de Wagner, Eduardo Sodré. Por esses motivos, a autoridade policial pediu autorização ao STF para cumprir os mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à empresa, citando “a necessidade de obtenção de documentos e registros que esclareçam o papel da pessoa jurídica [Terra Firme] no conjunto de relações empresariais, financeiras e operacionais ligadas a Augusto Ferreira Lima.” Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list

Caso Master: ação contra Wagner abre precedente para operação da PF contra Flávio Bolsonaro, o “irmão” de Vorcaro

Caso Master: ação contra Wagner abre precedente para operação da PF contra Flávio Bolsonaro, o “irmão” de Vorcaro

Caso Master: ação contra Wagner abre precedente para operação da PF contra Flávio Bolsonaro, o “irmão” de Vorcaro O que já se sabe e os valores envolvidos na relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro superam e muito os dados que embasaram a decisão de André Mendonça para dar aval à ação contra Jaques Wagner. Há, apenas, uma dúvida. Por Plínio Teodoro | Fórum 18/06/2026 Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner no Senado e André Mendonça com Jair Bolsonaro (Agência Senado / Alan Santos PR) A nona fase da Operação Compliance Zero, desencadeada nesta quinta-feira (18), que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, na conexão baiana do escândalo financeiro do Caso Master, abre precedente para que o próximo “toc toc” dos agentes da Polícia Federal (PF) aconteça na mansão de R$ 5,97 milhões de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no Lago Sul, em Brasília. E isso pode acontecer em plena campanha eleitoral. A decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), cita elementos consistentes para a realização da busca e apreensão nos endereços de Wagner. Baseado no relatório da Polícia Federal, Mendonça cita que o senador baiano é tido “como suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”. “De acordo com a representação, foram auferidas vantagens econômicas indevidamente pelo parlamentar. Nesse ponto, há questões mais laterais, como: (i) o uso gratuito de aeronaves vinculadas a AUGUSTO FERREIRA LIMA ou ao Banco Master; e (ii) o recebimento de ingressos para shows no exterior de elevado valor. De outra parte, há questões mais relevantes, quais sejam: (iii) a aquisição do apartamento nº 1.702 do empreendimento Poème Horto, que teria sido viabilizada por estruturas societárias e financeiras interpostas; e (iv) pagamentos à empresa vinculada a seu núcleo familiar (no caso, a BN FINANCEIRA LTDA.)”, diz o ministro na decisão que deu aval à PF para a investida. Entre as contrapartidas que, supostamente, teriam sido efetivadas, está o apartamento de R$ 2,5 milhões que teria sido registrado em nome da empresa Epítome S.A., que tem como responsável formal Luiz Antonio Lombardi, alvo da operação, que supostamente teria sido utilizado como uma espécie de “laranja” para ocultar o nome do senador. Em uma das poucas trocas diretas entre o senador e o ex-sócio de Vorcaro citadas na decisão, está uma conversa relativa à aquisição de “ingressos para shows de cantora internacional, realizado na cidade de Los Angeles (Califórnia/EUA)”, em 2023, no valor de R$ 63.339,00. Ação contra Flávio Bolsonaro A decisão de Mendonça mostra que havia elementos suficientes para uma busca e apreensão contra o líder do governo Lula no Senado. No entanto, o que já se tornou conhecido sobre a relação de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro é muito mais grave e envolve valores bem mais vultosos do que aqueles que embasam a ação contra Wagner. Diferentemente de Wagner, Flávio Bolsonaro teve contato direto por diversas vezes com Daniel Vorcaro, mesmo após a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025. Conforme revelou o site The Intercept, Flávio chamou Vorcaro de “irmão” ao cobrar parte das transferências de dinheiro para o suposto financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL), de um total negociado de 24 milhões de dólares. A mensagem de áudio foi enviada no dia 16 de novembro de 2025, véspera da prisão de Vorcaro pela PF no aeroporto de Guarulhos, quando o banqueiro possivelmente tentava fugir rumo a Malta e, em seguida, Dubai. Em dezembro, com Vorcaro de tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar, Flávio Bolsonaro visitou o banqueiro na mansão dele em São Paulo. Um dia depois, o senador deixou a cela na Papudinha dizendo que o pai o teria ungido candidato do clã à Presidência. Além dos contatos diretos e da cobrança, segundo as investigações da Polícia Federal, Vorcaro transferiu efetivamente aproximadamente 10,6 milhões de dólares (cerca de R$ 61 milhões pela cotação da época) ao fundo Havengate, nos EUA, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. A cifra é mais de 20 vezes o valor do suposto apartamento que Augusto Lima teria dado a Jaques Wagner, por meio de um laranja, como contrapartida por sua atuação parlamentar. Em nova reportagem sobre o caso, o The Intercept Brasil revelou planilhas de despesas e comprovantes que mostram toda a transferência dos milhões de Vorcaro para o clã Bolsonaro. Seguindo o rastro desse dinheiro, a PF não teria encontrado, até o momento, indícios de que o montante tenha sido efetivamente usado na produção do filme, nem mesmo o destino desses milhões de dólares — que, avalia-se, podem ter sido usados para financiar uma vida de luxo de Eduardo Bolsonaro nos EUA enquanto arquitetava a conspiração contra o Brasil. Caso repita o timing entre a revelação do caso e a ação contra Wagner, investigadores da PF devem bater à porta de Flávio Bolsonaro em setembro, em plena campanha eleitoral. Obviamente, o filho de Bolsonaro já deve estar colecionando mentiras para se colocar como vítima de “perseguição”, como aprendeu em casa. Mas provas existem. E são fartas. E, pelo visto, o que não falta é independência e vontade da Polícia Federal para derrubar o castelo de cartas marcadas da organização criminosa de Daniel Vorcaro. Doa a quem doer. Basta saber se André Mendonça dará o aval para a ação contra o filho de seu benfeitor, que o alçou justamente à cadeira na mais alta corte do país. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More

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