Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação

Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Se confirmado, rombo será maior que o previsto para 2025, apesar do programa de reestruturação anunciado pela estatal Por Márcio Juliboni | Veja 12/02/2026 20:09 TIRO NO PÉ Lula: presidente cancelou privatização dos Correios e, agora, lida com rombo bilionário (Ricardo Stuckert) Os Correios devem apresentar um prejuízo de 9,1 bilhões de reais em 2026, segundo estimativas de sua diretoria. A informação foi antecipada pelo portal de notícias G1. Se confirmado, o valor será maior que as perdas de 5,8 bilhões com que a estatal deve encerrar 2025. O rombo do ano passado poderia ser ainda maior, se a companhia não tivesse adiado o pagamento de algumas obrigações. O aumento dos prejuízos previsto pela cúpula dos Correios para 2026 indica a pouca eficácia do plano de reestruturação apresentado em meados de outubro e detalhado em dezembro. Nas duas ocasiões, a empresa se comprometeu a cortar despesas, diversificar receitas e recuperar a capacidade financeira para quitar dívidas. Em dezembro, quando as medidas foram consolidadas em um plano de ações que se estende até 2027, os Correios se comprometeram a gerar uma economia anual de 7,4 bilhões de reais. Os cortes de gastos com 15 000 funcionários e o fechamento de 1 000 agências responderiam por 4,2 bilhões de reais desse montante. Já o aumento de receitas aportaria mais 3,2 bilhões.Retirada do programa de privatização pelo presidente Lula logo após o início de seu terceiro mandato, os Correios se tornaram uma das maiores dores de cabeça do Palácio do Planalto e símbolo da ineficiência estatal. Além de mudanças estruturais em seu mercado com o aumento da concorrência de empresas privadas de entrega e a redução no volume de correspondências em tempos de adoção em massa de meios eletrônicos de comunicação, como os e-mails e o whatsapp, os Correios também sofrem com a ingerência política e decisões que comprometeram sua saúde financeira.Em novembro de 2024, por exemplo, a estatal concordou em injetar 7,6 bilhões de reais no Postalis, o fundo de previdência dos seus funcionários. A quantia cobre metade dos 15 bilhões de reais das perdas reportadas pelo fundo. A quantia remonta aos prejuízos sofridos pelo Postalis com investimentos realizados de 2011 a 2016, quando Dilma Rousseff presidia o Brasil. As perdas somavam 4,7 bilhões de reais e, corrigidas ao longo dos anos, se transformaram em uma bola de neve.Para cobrir o rombo operacional e o aporte no Postalis, os Correios chegaram a negociar no fim do ano passado um empréstimo de 20 bilhões de reais com um consórcio de bancos. A operação, contudo, foi vetada pelo Tesouro Nacional, que entraria como fiador, por considerá-la cara demais – equivalente a 136% do CDI, o que corresponde a cerca de 20% ao ano. Nos últimos dias de dezembro, a companhia conseguiu fechar um empréstimo de 12 bilhões com o pool de bancos. Relatório sigiloso enviado aos EUA Próxima notícia CorreiosPostalisPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresTesouro Nacional Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019 CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026 Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Expansão do Comando Vermelho em Paraty afeta moradores, comércio e pontos turísticos

Expansão do Comando Vermelho em Paraty afeta moradores, comércio e pontos turísticos Agora estabilizada na cidade, facção ampliou a exploração das atividades econômicas nos bairros, assim como acontece na capital Por Bruna Martins | O Globo 09/02/2026 Pichação em alusão ao Comando Vermelho em Paraty — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo Rio de Janeiro – A tarde chuvosa no dia 23 de janeiro manteve vazia a Praça da Paz, em Paraty, na região da Costa Verde. O local abriga a primeira pista de skate da cidade, inaugurada em 2016, um parquinho e uma quadra de futebol cercada por alambrado. Apenas urubus estavam presentes no local, onde a grama alta completava o cenário de abandono. Segundo moradores mais antigos, a praça está cada vez mais distante da paz citada no nome. Ao redor dela, o tráfico de drogas se expande há mais de 15 anos em dois bairros caiçaras, expostos à violência e à marginalização do município considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. Distantes 13 minutos a pé do Centro Histórico de Paraty, as comunidades da Ilha das Cobras e Mangueira, também vizinhas do aeroporto, são separadas apenas pela Rua Central — entre os moradores, a referência dela é uma tenda de açaí, montada em frente à praça. Ambas começaram a ser invadidas por facções entre 2010 e 2011, período em que as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) eram implementadas em favelas da capital fluminense dominadas pelo tráfico. Nesse período, o Comando Vermelho atuava na Ilha, enquanto o Terceiro Comando Puro ocupava a Mangueira. Os confrontos entre esses grupos eram rotina, como conta Alice (nome fictício), caiçara da Mangueira. Ela diz ter perdido ao menos 20 amigos nessa época, todos entre 13 e 18 anos, envolvidos com uma das facções. Um dos mais novos, segundo ela, foi morto num mercado do bairro. Dias antes, ele havia confidenciado o desejo de deixar o crime, mas ainda não tinha dinheiro suficiente para isso, principalmente porque precisaria abandonar a cidade sozinho. — Minha casa vivia cheia de amigos. Ela foi se esvaziando, não sobrou ninguém. As pessoas acham que Paraty se resume ao Centro Histórico, às praias e ilhas, mas ninguém sabe o que acontece do outro lado. Quando você chega à praça (da Paz), percebe que o clima muda. Existe um silêncio, um vazio, é muito triste. Eu guardo um monte de histórias desse lugar, acompanhei a mudança, vi muita gente morrer. Já fiquei presa em tiroteio enquanto ia para a escola, encontrei gente morta pelo chão — afirma a jovem.Em 2021, o Comando Vermelho tomou o controle da Mangueira com o assassinato de chefes da facção rival. A mudança na gestão gerou uma série de expulsões de moradores, incluindo Alice e sua família. Há três anos, eles foram obrigados a deixar a casa onde moravam, além de terem perdido um pequeno comércio que mantinham por lá. — Eles chegaram armados, nos deram 24 horas para ir embora. Saímos com a roupa do corpo e nossos cachorros. Foi muito duro. Imagina deixar a casa que você lutou a vida toda para construir. A gente não pode mais voltar, mas, mesmo que pudéssemos, não voltaríamos, não sabemos o que pode acontecer. Mas é meu bairro, é onde eu nasci, fiz amigos. A tristeza maior é saber que não precisava ter chegado a esse ponto. Não há políticas públicas voltadas para nós. É só esquecimento — completa.As expulsões continuam a acontecer na cidade, que já é majoritariamente dominada pelo Comando Vermelho. A 167ª DP investiga uma que aconteceu no final do ano passado, no Morro do Ditão, localizado na Rodovia Rio-Santos e distante cerca de 8 quilômetros do centro de Paraty. Traficantes ameaçaram a moradora da casa com uma arma, acusando-a de ser informante. Também morador da Mangueira, Jorge (nome fictício) relata que o bairro piorou muito nos últimos anos, principalmente pelo aumento da venda de drogas nas ruas internas. Ele descreve os traficantes reforçando que a maioria é adolescente — no ano passado, 48 menores foram apreendidos em flagrante na cidade; em 2024, foram 28, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Preocupado com essa situação, ele decidiu mandar os filhos para outro estado. — Está muito ruim morar aqui. O tráfico está tomando tudo. Eu até evito passar por algumas ruas, e olha que eu conheço todo mundo. Canso de ver carro de bacana entrando aqui, tudo para o pessoal comprar droga. Gastam R$ 500, R$ 600 de uma vez só. Estava com medo de que meus filhos se envolvessem ou que acontecesse alguma coisa contra eles. Achei melhor mandá-los para outro estado, onde também tenho família — explica.Sob anonimato, um policial civil da região explica que o Comando Vermelho, agora estabilizado em Paraty, ampliou a exploração das atividades econômicas nos bairros, assim como acontece na capital. A presença dessa facção também afeta o funcionamento de serviços básicos de algumas localidades, como no Condado, distante cerca de cinco quilômetros do Centro. Um professor da rede pública comenta que, nessa comunidade, ônibus municipais já não acessam mais o interior, mantendo circulação apenas na rua principal. Recentemente, a atuação dessa facção ultrapassou as comunidades e chegou a áreas turísticas da Praia do Sono e Trindade, conhecidas pela cultura “hippie”. Notícias locais dão conta de que traficantes estariam extorquindo barqueiros e donos de estacionamento, além de cobrar indevidamente turistas por acesso aos locais. A situação foi resolvida pelos próprios caiçaras, que se impuseram aos criminosos, com quem tinham parentesco.Na 167ª DP, há ao menos seis investigações sobre a exploração territorial do Comando Vermelho na região. No entanto, agentes expõem dificuldades para concluí-las, principalmente pela falta de depoimentos. Os crimes já registrados envolvem as localidades de Paraty-Mirim — onde traficantes estariam cobrando percentual na venda de terrenos e imóveis —, Costeira, Ponta Negra, Praia de Cajaíba, Juatinga e Calhau. Há também suspeita de extorsão a empresas de turismo no Cais de Paraty, de onde partem escunas de passeio. Já no Centro Histórico, marco turístico, ainda não há denúncias. A exposição desses crimes motivou uma reunião pública
Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões

Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões Estatal planeja realizar novos leilões ainda em fevereiro; lista de propriedades ainda está em elaboração Por Larissa Rodrigues e Vitória Queiroz | CNN Brasil 06/02/2026 20:09 CNN Os Correios já começaram a vender parte dos imóveis de seu patrimônio como parte do seu plano de reestruturação financeira. Segundo apurou o CNN Money, a lista de propriedades ainda está em elaboração. Contudo, ao menos 50 imóveis sem uso operacional já foram alienados. Com a venda desses ativos, a estatal estima gerar cerca de R$ 2 bilhões em receitas extraordinárias. Há novos leilões previstos para os dias 12 e 26 de fevereiro. No fim do ano passado, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para estancar a crise de caixa. Os recursos serão aplicados na recuperação da sustentabilidade financeira, na modernização operacional e no reposicionamento competitivo da estatal. O plano de reestruturação dos Correios também reabriu o Programa de Demissão Voluntária, com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028, contribuindo para a redução da rigidez da estrutura de custos da empresa. Além disso, os Correios também reequilibraram o plano de saúde de seus funcionários e estão renegociando os seus passivos judiciais. Somadas, essas iniciativas devem resultar em uma redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028 Na frente de crescimento, os Correios preveem investimentos de R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, que devem ser destinados à automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística. Próxima notícia Correios Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019 CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026 Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro

‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro Há gravações de algumas das festas de arromba ocorridas na “casa de verão” do ex-dono do Banco Master no sul da Bahia. Imagens foram captadas por um circuito interno de TV Por Reserva Exclusiva 22/01/2026 ‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro Um dos operadores dos fundos administrados pela REAG DTVM, liquidada pelo Banco Central no dia 15 de janeiro desse ano, assegurou à coluna que existem vídeos documentando as festas privadas dadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro na confortável casa de veraneio que ele mantinha em Trancoso, praia do sul da Bahia. Altas autoridades dos Três Poderes da República foram a essas festas. Do Poder Executivo, no atual governo, ninguém protagoniza as fitas. Integrantes do ministério de Jair Bolsonaro, no governo passado, sim. À farta. Eram farrinhas privê reunindo homens e mulheres do mercado financeiro, da política e do meio jurídico. A fonte da Reserva Exclusiva chegou a ser convidada para ir para algumas dessas festinhas, mas nunca aceitou. Porém, assistiu a uma edição picante – e preocupante – dessas imagens numa reunião do board da distribuidora de títulos e valores mobiliários. O vídeo era estrelado por um “pica das galáxias” do Poder Judiciário. Foi assim, “pica das galáxias”, que um dos principais executivos da REAG classificou o personagem quando o tema terminou sendo abordado na mesa de trabalhos da operadora agora em liquidação pelo Banco Central. O vídeo estava arquivado no celular de Daniel Vorcaro, à época banqueiro e ainda controlador do Master. Hoje, Vorcaro é ex-banqueiro, o Master não é mais banco, a REAG está em liquidação e o celular está retido pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal sob custódia do Supremo Tribunal Federal. Quem ia às festas privê na casa de Trancoso do ex-banqueiro se via obrigado a deixar o celular desligado e nas mãos de alguém da área de segurança durante os convescotes. Em algumas das farras havia até detectores de metal nas entradas dos salões. Contudo, Vorcaro possuía um circuito interno de câmeras. Eram discretamente dispostas, mas eficazes. Havia pontos de captação de imagens em todos os cômodos – para “segurança pessoal”, claro, como era a alegação. As assessorias jurídica e de imprensa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do liquidado Master foram informadas pela Liberta que a Reserva Exclusiva publicaria nota dando conta da existência desses vídeos editados. Preferiram não se pronunciar sobre o tema sem fazer ressalva alguma à publicação. O conteúdo das produções audiovisuais do “Cine Trancoso” tem potencial para causar rebuliço tão grande na vida nacional quanto a sólida trajetória de “O Agente Secreto” nos festivais de Cannes, no Globo de Ouro e, em breve, no Oscar. E isso tudo sem Lei Rouanet e sem submissão aos editais da Ancine. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTrancoso BA Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR 26/05/2026 Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão 26/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Perfil do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal e atual relator no caso do Banco Master

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Jhonatan de Jesus é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) desde março de 2023. Médico de formação, ele exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal pelo Republicanos (2011–2023). Por Luiz Maia 08/01/2026 Tribunal de Contas da União dá posse ao novo Ministro Jhonatan de Jesus | Reprodução Jhonatan de Jesus é filho de Mecias de Jesus, atual senador do Republicanos por Roraima e influente liderança política no estado. Eleito pela primeira vez aos 27 anos, Jhonatan destacou-se como o parlamentar mais votado de Roraima nas eleições de 2022. Sua carreira foi marcada por uma ascensão rápida dentro do “Centrão”. Durante seu tempo na Câmara dos Deputados, foi um aliado próximo de Arthur Lira, o que facilitou sua articulação para a indicação ao TCU. Sua escolha para o TCU ocorreu em uma disputa interna na Câmara, onde derrotou candidatos de outros blocos e foi aprovado com ampla maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Sua nomeação permitiu que ele permaneça no cargo até 2059, quando completará 75 anos. Controvérsias e Escândalos Jhonatan de Jesus tem sido alvo de críticas e dossiês que questionam sua “reputação ilibada” para o cargo, critério exigido para ministros do TCU. Ao longo de sua vida pública, Jhonatan de Jesus enfrentou escrutínio jurídico e político. Seu nome foi associado a investigações de desvios na Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau), tema que gerou críticas durante sua sabatina para o TCU. Antes de sua eleição para o TCU, circulou um dossiê listando supostas investigações de corrupção e questionando sua “reputação ilibada”, requisito constitucional para o cargo. Políticos e entidades apontaram Jhonatan de Jesus como um dos responsáveis políticos pela negligência que levou à crise humanitária nas terras Yanomami em Roraima. Durante seu mandato como deputado federal, Jhonatan de Jesus foi alvo de inquéritos que, em sua maioria, não resultaram em denúncias aceitas ou condenações. Há investigações em curso no STF sobre o uso de emendas do orçamento secreto e recursos destinados a municípios de Roraima, sua base eleitoral. O mais novo escândalo envolve emendas parlamentares enviadas pelo então deputado por Roraima Jhonatan de Jesus, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e pelo pai dele, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), que deveriam ser usadas para a construção de 300 casas populares. A promessa era deixar o conjunto pronto no final de 2024. Hoje, só uma casa saiu do papel e ninguém mora nela. O imóvel já tem sinais de abandono e deterioração, enquanto a área onde deveriam estar as outras 299 não tem nem fundação. Em vez de um canteiro de obras, o terreno está tomado por mato. Embora não configure um processo criminal individual direto até o momento, sua trajetória é frequentemente ligada a processos que investigam a exploração ilegal de garimpo em terras indígenas, devido ao histórico político de seu pai, o senador Mecias de Jesus. Não há, até esta data, nenhuma sentença que torne Jhonatan inelegível ou o afaste do cargo. O maior risco jurídico atual é a possível anulação de suas decisões no caso Banco Master pelo próprio plenário do TCU ou pelo STF, caso se comprove desvio de finalidade. Em abril de 2025, uma BMW em nome da esposa do ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, foi apreendida com o “Careca do INSS”. Carro de luxo estava guardado em garagem e consta na relação de veículos confiscados. A apreensão da BMW X1 branca foi no Lago Sul de Brasília, em 23 de abril, ainda na primeira fase da operação que apura fraudes bilionárias no INSS. Sua esposa também foi denunciada como funcionária fantasma da Câmara dos Deputados, no gabinete do deputado federal Gabriel Mota (Republicanos-RR) . Texto criado com ajuda de Inteligência Artificial Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Propriedades foram destombadas, mais da metade delas por decisões judiciais Por Luiz Ernesto Magalhães | O Globo 30/11/2025 Casa na Esquina da Avenida Epitácio Pessoa com Rua Joana Angélica, na Lagoa — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo Rio de Janeiro – Eles já foram considerados símbolos da história dos bairros do Rio, mas por várias razões deixaram os registros dos órgãos de preservação e ficaram apenas na memória afetiva da população. Pelo menos 40 imóveis da cidade perderam a proteção contra demolições ou alterações de suas características originais nos últimos 25 anos. Esses bens foram destombados ou desprotegidos — quando podem ser reformados mantendo a fachada original — seja por decisões judiciais, leis ou decretos. O levantamento foi feito pelo GLOBO junto aos órgãos de preservação da União, do estado e do município, além do Tribunal de Justiça do Rio, do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa do Rio. Na Justiça, foram 21 casos no período. Desses, 13 em Ipanema, quatro no Leblon e quatro na Tijuca. Na Zona Sul, o que provocou a maioria das retiradas da proteção foi a forma como que tramitaram dois decretos editados pelo ex-prefeito Cesar Maia que criaram as APACs do Leblon (2001) e de Ipanema (2003), declaradas parcialmente inconstitucionais pelo STF. A corte entendeu que a prefeitura podia criar áreas de preservação urbanística, mas excluiu os anexos que listavam bens tombados e preservados porque os moradores não foram ouvidos sobre essa intenção. Outras ações se basearam nessa jurisprudência. Procurado pelo GLOBO, o ex-prefeito não comentou. Casa demolida Um desses imóveis começou a ser demolido semana passada: a casa na Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Joana Angélica, na Lagoa, que era tombada. Isso depois de uma briga na Justiça dos proprietários com a prefeitura que levou 18 anos. Neste caso, uma perícia anexada ao processo apresentou a tese de que a construção não tinha valor histórico para o bairro. O rol de excluídos por decisão judicial tem ainda quatro imóveis que foram declarados preservados pelo decreto da APAC de Ipanema. Localizados na Rua Almirante Saddock de Sá, eram conhecidos como as “casas assombradas”, pelo péssimo estado de conservação. Nos terrenos onde estavam três delas, vai ser erguido um condomínio como contrapartida por investimentos no retrofit e na construção de residenciais na área do Reviver Centro. O bônus urbanístico de lá veio da primeira licença emitida pela prefeitura dentro do programa — um prédio com 119 apartamentos na Rua do Acre. — As casas da Saddock de Sá pertenciam a duas famílias que se beneficiaram da decisão do STF. Elas estavam em péssimo estado, sem condições de recuperação. A vizinhança aprovou o novo destino dos terrenos — diz o dono da Engeziler, Alberto Zilberman. Victor Trulli, diretor da Administradora Nacional, especializada na gestão de imóveis, avalia os destombamentos pelo ponto de vista dos investidores: — Entendo que tombamentos podem ser benéficos. Mas é preciso ter segurança jurídica dos benefícios que esse tipo de recurso trará a longo prazo, não apenas de imediato. Há imóveis importantes e muitos são mantidos e se integram a novos projetos, inclusive na Zona Sul. Se não há lei específica, é possível desproteger imóveis por decreto, alegando o interesse público em prol do desenvolvimento da cidade. Só este ano, o prefeito Eduardo Paes destombou três. O mais recente, em outubro, foi a sede da Associação Atlética Light (Grajaú), que estava fechada desde julho. O imóvel foi vendido para a construtora Cyrela, que deu entrada na prefeitura em um pedido de licenciamento de um condomínio residencial. Curiosamente, foi o próprio Paes quem havia decretado o tombamento do imóvel em 2016, com o argumento de que era espaço importante para atividades esportivas da comunidade. Os outros foram a sede da empresa Sotreq, projeto modernista do escritório dos Irmãos Roberto na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, e a antiga sede da distribuidora Ipiranga, na Rua Francisco Eugênio, onde está em construção o primeiro residencial do programa Porto Maravilha em São Cristóvão. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante, que analisou os processos, explicou as opções pelos destombamentos: — As atividades no clube já eram bastante reduzidas antes de fechar. A realidade ali mudou. A Sotreq precisava expandir suas instalações e explicou que, se não houvesse o destombamento, perderíamos uma das grandes empresas de fornecimento de equipamentos da cidade para Macaé. Por fim, o prédio de São Cristóvão, de arquitetura brutalista, não tinha como ser convertido para residencial. Tinha grandes lajes corporativas, que dificultavam retrofits. Ex-secretária municipal de Urbanismo, Andrea Redondo conta que, quando integrava o Conselho municipal de Patrimônio Cultural, durante uma das gestões do ex-prefeito Cesar Maia, participou da votação de um destombamento parcial das antigas oficinas de trens do Engenho de Dentro para viabilizar a construção do Estádio Olímpico inaugurado para o Pan de 2007. — Todos os destombamentos seguem interesses políticos e econômicos. Isso aconteceu no Engenhão. Nas APACs de Ipanema e Leblon, houve tombamentos provisórios para que órgãos de preservação fizessem estudos mais detalhados sobre esses lugares antes que fossem demolidos por pressão do mercado — diz Andrea. — Mas absurdos permitidos no passado como derrubar o Palácio Monroe (Cinelândia) não seriam tolerados hoje. Análise individualizada Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ), Sydnei Menezes alerta: as propostas de destombamentos precisam ser avaliadas caso a caso. — O foco do tombamento é preservar bens que têm valor histórico, cultural e arquitetônico. Mas com o tempo, esse instrumento passa a ser usado para evitar fechamento de negócios ou o crescimento de regiões da cidade — afirma. A lista tem curiosidades. Na Rua Henrique Dumont, a Justiça destombou uma casa onde hoje funciona uma pizzaria. O imóvel foi mantido, mas com alterações internas e na fachada. O prédio exibe hoje uma cor ocre, seguindo o padrão da rede. Ao ser tombada, a fachada tinha um
Comando Vermelho: Como um decreto da ditadura levou à formação da facção

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Alteração na Lei de Segurança Nacional (LSN) realizada pelo governo militar promoveu a mistura de presos políticos e bandidos comuns no presídio da Ilha Grande Por William Helal Filho | O Globo 29/10/2025 Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em 1983 — Foto: Sebastião Marinho O presídio da Ilha Grande, no Estado do Rio, foi cenário de uma carnificina nas primeiras horas do dia 17 de setembro de 1979. Naquela segunda-feira, um grupo de detentos armados com pedaços de madeira cheios de pregos e colheres raspadas transformadas em facas encurralou um bando rival dentro da penitenciária e assassinou seis presos adversários. A imprensa da época não deu muito destaque para essa chacina, mas o episódio pode ser considerado o ato de violência inaugural da facção criminosa Falange Vermelha, que depois mudaria seu nome para Comando Vermelho. Mais de 45 anos depois, o Comando Vermelho é, hoje, uma das maiores organizações criminosas do Brasil. A facção domina mais da metade das áreas controladas por bandidos no Grande Rio e tem ramificações em ao menos 20 estados brasileiros. A megaoperação realizada nesta terça-feira pelas polícias Civil e Militar, que deixou mais de 60 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, tinha como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes do grupo. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes, apreendeu mais de 90 fuzis e prendeu ao menos 80 suspeitos. Essa grande “corporação” do crime se apoia no tráfico de drogas e de armas, valendo-se do fracasso do Estado na área da segurança pública. Muitos governos falharam nas suas tentativas de desarticular o Comando Vermelho, cuja trajetória tem origem, justamente, em um ato da ditadura militar nos anos 1970 que promoveu a mistura de presos políticos daquele período com bandidos comuns. O Instituto Penal Candido Mendes foi criado em 1963 em um complexo onde já existia, desde o início do século XX, a Colônia Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. Durante a ditadura, o governo militar começou a mandar para lá uma parte dos presos políticos enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN), que previa punição rigorosa para inimigos da “ordem político-social”. Era a época da luta armada, durante a qual guerrilheiros opositores do regime realizavam assaltos a banco para financiar suas ações rebeldes e sequestros para exigir a libertação de militantes capturados. Até 1968, quando foi editado o Ato Institucional de número 5 (AI-5), que aboliu direitos individuais para facilitar a perseguição e a tortura estatais, havia 51 detentos na Ilha Grande. Segundo um artigo no site da Associação Nacional de História (Anpuh), em menos de um mês depois do AI-5, o Instituto Cândido Mendes recebeu mais 56 presos políticos. E, em maio de 1969, uma fuga em massa da Penitenciária Lemos Brito motivou a Secretaria de Segurança do Estado a transferir todos os internos da cadeia no Centro do Rio enquadrados na LSN para o xadrez da Ilha Grande. As condições no presídio insular eram degradantes, os detentos comiam mal e não tinham acesso a itens básicos de higiene. Os presos políticos, que na maioria eram jovens escolarizados e moradores de grandes centros urbanos, começaram a se organizar ali dentro. Eles criaram uma despensa coletiva para reunir a comida levada pelos familiares e depois distribuir os alimentos igualmente entre todos. Organizaram também uma biblioteca, uma farmácia comunitária e elegeram um colegiado de presos pra representar o grupo na hora de discutir qualquer assunto com a diretoria da cadeia. Quando queriam protestar contra alguma arbitrariedade, por exemplo, eles realizavam greves de fome que, com frequência, surtiam efeito. Entretanto, o governo militar se recusava a reconhecer a existência de presos políticos no Brasil. Para os generais, guerrilheiros da luta armada eram criminosos comuns e não deviam receber tratamento diferenciado. Assim, em setembro de 1969, a ditadura editou o decreto-Lei n. 898, que modificou a Lei de Segurança Nacional (LSN) para enquadrar, nos termos da norma, qualquer pessoa que cometesse assaltos ou sequestros, mesmo sem motivação política. Foi depois disso que a penitenciária em Ilha Grande começou a receber assassinos e ladrões sem nenhum envolvimento com a luta armada. O presídio era dividido em quatro galeras. Todos os detentos processados via LSN eram colocados na galeria B, também chamada de “galeria do fundão”. Como os presos políticos eram a maioria, eles conseguiram impor suas regras. Roubos e estupros, por exemplo, estavam proibidos. Dessa forma, a convivência lá dentro era relativamente pacífica. Mas havia uma carga de tensão e momentos de crise, como mostra o filme “Quase dois irmãos” (2004), de Lucia Murat. Em 1973, o furto de um relógio levou os presos políticos a levantar um muro feito de chapa de ferro separando-os dos demais. O jornalista Fernando Gabeira, que participou do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, e o militante Colombo Vieira, que atuou no fracassado sequestro de um voo no Aeroporto do Galeão, em 1971, foram exemplos de guerrilheiros presos na Ilha Grande. Já o assaltante William da Silva Lima, chamado de Professor, que viria a se tornar um dos fundadores da Falange Vermelha, chegou na penitenciária em 1971, enquanto o ladrão de bancos Rogério Lemgruber, ídolo na fação, que chegou a ser chamada de Comando Vermelho Rogério Lemgruber, entrou na penitenciária em 1972. Ainda na primeira metade da década de 1970, os presos políticos começaram a deixar a Ilha Grande, até que, em 1975, não havia mais nenhum deles lá. Só que ficou o legado daquele convívio. Os outros detentos enquadrados na LSN, criminosos comuns, aprenderam a se organizar para reivindicar seus direitos. Entenderam que, juntos, tinham força para negociar condições de salubridade mínimas para cumprir suas penas. Por outro lado, também tomaram ciência de que essa união ajudaria o seu grupo a se impor sobre os outros presos. Uma imposição na base da violência. O primeiro nome da facção criminosa criada na Ilha
Ministério Público ajuíza ação de improbidade contra ex-prefeito de Rio das Ostras por superfaturamento de R$ 3,1 milhões

Ministério Público ajuíza ação de improbidade contra ex-prefeito de Rio das Ostras por superfaturamento de R$ 3,1 milhões O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba, e a empresa Terrapleno Terraplanagem e Construção LTDA. Por Elizeu Pires 19/09/2025 O MPRJ ressalta que, na condição de chefe do Executivo, Marcelino Borba tinha o dever de zelar pela boa gestão do patrimônio público – Foto: Divulgação/Prefeitura de Rio das Ostras As investigações identificaram superfaturamentos que ultrapassam R$ 3,1 milhões em contratações emergenciais realizadas entre 2018 e 2020, durante a gestão de Marcelino à frente do Executivo Municipal. Para assegurar o ressarcimento dos danos ao patrimônio público, o MPRJ requereu a indisponibilidade de bens dos dois réus, bem como a condenação às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que incluem a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público. De acordo com o MPRJ, houve dispensa indevida de licitação na contratação da empresa para serviços de manutenção de vias da cidade, além de diversas inconsistências na execução. As irregularidades apontadas incluem a ausência de detalhamento nos memoriais descritivos adotados, duplicidade de serviços, uso de equipamentos incompatíveis com os especificados no orçamento e composições de preços que não refletiam a realidade do serviço executado, entre outras. A Promotoria de Justiça ressalta que, na condição de chefe do Executivo Municipal, ordenador de despesas e responsável pela aplicação de recursos públicos, Marcelino tinha o dever de zelar pela boa gestão da coisa pública e de não praticar atos em desacordo com os princípios que regem a probidade administrativa. Ainda segundo a ação, a empresa Terrapleno Terraplanagem teria se beneficiado diretamente, conforme constatou o Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ), de superfaturamento no valor atualizado de R$ 3,15 milhões. (Via MPRJ) Notícia anteriorPróxima notícia PrefeitoPV Partido VerdeRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões 17/07/2026 Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais 15/07/2026 Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme
Eduardo Bolsonaro comemora novas sanções em foto com Paulo Figueiredo

Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Filho do ex-presidente e influenciador bolsonarista estão nos EUA pedindo represálias às autoridades brasileiras Por Fellipe Gualberto | O Estado de S.Paulo 13/08/2025 Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo postam fotos juntos em Washington, capital dos EUA, após novas sanções. Foto: Foto: @BolsonaroSP via X O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comemorou as novas sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos contra autoridades envolvidas na criação do programa Mais Médicos. “Dia de reuniões importantes com resultados tangíveis”, escreveu o parlamentar no X (antigo Twitter) nesta quarta-feira, 13. O texto é acompanhado de fotos do filho do ex-presidente junto do blogueiro Paulo Figueiredo, seu braço direito no estrangeiro. Ambos estão em Washington, capital dos EUA. Juntos, Eduardo e Paulo articulam represálias contra autoridades brasileiras com o intuito de travar o julgamento de Jair Bolsonaro (PL), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em processo que investiga a sua participação na tentativa de golpe de Estado. Nesta quarta, em uma nova sanção, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a cassação dos vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, e de Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro. Ambos estavam envolvidos na criação do Mais Médicos, programa da ex-presidente Dilma Rousseff que buscava suprir a carência de profissionais da saúde no Brasil e, para isso, recorreu à contratação de profissionais da saúde cubanos. Para Rubio, as duas autoridades atuaram como “cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras”. Após a medida, Eduardo comemorou postando um vídeo em que dizia que “cedo ou tarde, cada um de vocês do regime vai cair”. O político disse que aqueles envolvidos em “qualquer tipo de violação dos Direitos Humanos” podem ser punidos pelos EUA, mesmo que deixem seus mandatos. A cassação dos vistos de Mozart e Alberto não é a primeira articulação de Eduardo contra o País. O filho do ex-presidente pedia pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que de fato ocorreu, e também afirmou estar presente em reunião que debateu a aplicação de taxa de 50% sobre os produtos nacionais exportados para os EUA. Agora, no entanto, pela primeira vez uma autoridade do governo Lula é punida com a perda de visto americano. Integrantes do governo temem que a medida possa ocorrer com outros em represália ao julgamento de Bolsonaro. Até agora, apenas ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, bem como familiares, tiveram visto revogado. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro 15/07/2026 Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Mudança de rumo MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial
MPRJ cumpre mandados em investigação de contratos de prefeituras da Baixada Fluminense

MPRJ cumpre mandados em investigação de contratos de prefeituras da Baixada Fluminense O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) apura a existência de uma organização criminosa que utilizou empresas em nome de laranjas e simulou concorrência em processos licitatórios. Por Márcia Brasil | TV Globo 25/03/2025 MPRJ cumpre mandado na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/TV Globo O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta terça-feira (25) 12 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre supostas fraudes em contratos de prefeituras da Baixada Fluminense. Um dos casos foi mostrado pelo RJ1 em 2021. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) apura a existência de uma organização criminosa que utilizou empresas em nome de laranjas e simulou concorrência em processos licitatórios, revezando-se como vencedoras, num esquema de cartel. Dentre elas, está a Nutrifoods Refeições, suspeita de firmar contratos irregulares com as prefeituras de Magé, Japeri e Nilópolis. Segundo os promotores de Justiça, em Japeri a Nutrifoods teria sido favorecida em licitações direcionadas pelas secretarias de Educação e de Saúde, para o fornecimento de refeições hospitalares e de kits de merenda escolar — inclusive durante o período da pandemia. Em setembro de 2021, a empresa entregou kits a alunos da rede municipal com 5 meses de atraso e contendo alimentos impróprios para o consumo. Os mandados obtidos pelo MPRJ na 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital foram cumpridos em diversos endereços na Baixada Fluminense (Nilópolis, Nova Iguaçu e Japeri) e em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJMagé RJMP-RJNilópolis RJNova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas 15/07/2026 Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões
Família Bolsonaro acumula indícios de envolvimento com milicianos; relembre os casos

Família Bolsonaro acumula indícios de envolvimento com milicianos; relembre os casos Família Bolsonaro tem vizinhos, amigos e aliados políticos suspeitos de envolvimento com paramilitares; veja infográfico Por Brasil de Fato 07/04/2022 Onda de fake news marcou eleições de 2018, em que foi eleito o presidente Jair Bolsonaro | Crédito: Evaristo Sa / AFP São Paulo – A escuta telefônica que liga Jair Bolsonaro (PL) à morte do miliciano e ex-policial militar Adriano da Nóbrega não é o primeiro sinal do envolvimento entre o presidente e a milícia carioca. Embora Bolsonaro já tenha negado publicamente envolvimento com paramilitares, há outras ligações que mostram a proximidade da família do mandatário com vizinhos, policiais e políticos envolvidos com a milícia. Veja a lista completa abaixo. Governo ofereceu cargos pela morte de miliciano, diz irmã Gravações divulgadas na quarta-feira (6) pelo jornal Folha de S.Paulo mostram a irmã de Adriano, Daniela da Nóbrega, afirmando a uma tia que o governo federal teria oferecido cargos comissionados no Palácio do Planalto pela morte do ex-capitão. “Ele já sabia da ordem que saiu para que ele fosse um arquivo morto. Ele já era um arquivo morto. Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele, já. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso, já. Foi um complô mesmo”, disse Daniela em gravação autorizada pela Justiça. Ainda segundo a Folha, a menção ao Palácio do Planalto feita pela irmã de Adriano foi omitida do relatório sobre as escutas telefônicas. Embora seja classificada como prioridade alta, o documento descreve apenas um resumo do diálogo entre outra irmã de Adriano, Tatiana, e a tia, ocorrido na mesma ligação. Infográfico mostra relação de Bolsonaro com pessoas envolvidas no caso Marielle Franco / Arte/Brasil de Fato Um dos acusados do assassinato de Marielle é vizinho do presidente No decorrer das investigações do assassinato de Marielle Franco ficou constatado que o policial reformado Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora do Psol, era vizinho de Bolsonaro. Ambos moravam no condomínio Vivendas da Barra, na mesma rua, no Rio de Janeiro. “Não lembro desse cara. Meu condomínio tem 150 casas”, disse o presidente segundo a Folha de S.Paulo, em café da manhã com alguns jornalistas. Namoro de filha de acusado do assassinato com Jair Renan Bolsonaro Em 2019, o delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro e um dos responsáveis pelas investigações da execução de Marielle Franco, confirmou que a filha de Ronie Lessa, preso sob acusação de ser um dos autores do homicídio, namorou um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o caçula Jair Renan Bolsonaro. Foto de Elcio Queiroz com o então candidato Jair Bolsonaro Após a prisão, foi revelado que o cúmplice de Lessa na execução, o ex-PM Elcio de Vieira Queiroz, publicou uma imagem em que aparece lado a lado com Bolsonaro em 4 de outubro de 2018, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. Dias antes, em 25 de setembro, o mesmo perfil postou uma gravação de um show de Paulo Ricardo com a legenda “Homenagem de Paulo Ricardo (RPM) ao Capitão Bolsonaro!” Passaporte diplomático para família Brazão João Vitor Moraes Brazão e Dalila Maria de Moraes Brazão, filho e esposa do deputado federal Chiquinho Brazão (Avante-RJ), receberam do Itamaraty o passaporte diplomático em 9 de julho deste ano. O parlamentar, que também possui o documento, é irmão de Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) acusado de obstruir as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018, e suspeito de ser um dos mandantes do crime. Os integrantes da família Brazão estão em uma lista com os 1694 passaportes diplomáticos emitidos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), a qual o Brasil de Fato teve acesso por meio da Lei de Acesso à Informação. Adriano da Nóbrega: morte suspeita O miliciano Adriano da Nóbrega, ex-oficial do Bope, é apontado como chefe da organização criminosa Escritório do Crime. Assassinado no dia 9 de fevereiro de 2020, após uma operação policial que tentava capturá-lo na Bahia, depois de um ano foragido, ele é figura-chave para compreender diversos crimes, mas também para entender a relação do clã Bolsonaro com as milícias cariocas. Flávio empregou mãe e esposa de miliciano No mandato do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), trabalharam a ex-esposa e a mãe de Nóbrega, Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães, respectivamente. Elas receberam um total de R$ 1.029.042,48 em salários e repassaram R$ 203 mil para Fabrício Queiroz, respeitando o esquema estabelecido no gabinete para beneficiar o parlamentar, de acordo com a denúncia do MPE. Homenagem de Flávio e amizade com Queiroz A amizade também é a natureza da relação entre Adriano da Nóbrega e Queiroz, que se conhecem desde 2003, quando serviram juntos no 18º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ). Justamente neste ano, Nóbrega recebeu a primeira homenagem de Flávio Bolsonaro na Alerj. A segunda viria em 2005, ano em que o ex-agente do Bope foi julgado e condenado em um júri popular, por conta de um homicídio. Apoio de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados Durante o seu julgamento, Nóbrega recebeu um apoio importante, do então deputado federal Jair Bolsonaro. Após a audiência que culminou na condenação do miliciano, o atual presidente da República foi até a tribuna da Câmara dos Deputados e defendeu o militar. “Ele sempre foi um brilhante oficial”. Citado também foi homenageado por Flávio Bolsonaro Outro importante personagem do Escritório do Crime, o major Ronald Paulo Alves, apontado por uma testemunha como responsável por organizar o grupo de assassinos que executariam Marielle Franco e Anderson Gomes, também foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj. Em 2004, o filho do presidente celebrou uma ação comandada por Alves que terminou com três mortes. Um ano antes, em 2003, o major teria participado da chacina de cinco jovens dentro da boate Via Show, em São João de Meriti. Quatro policiais já foram condenados pelo
Flávio Bolsonaro usou R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo de esquema da ‘rachadinha’, diz Ministério Público

Flávio Bolsonaro usou R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo de esquema da ‘rachadinha’, diz Ministério Público Investigação aponta compra de imóveis, loja de chocolates e pagamento de despesas pessoais em dinheiro vivo como formas de ocultar origem dos recursos Por Juliana Dal Piva, Bela Megale e Chico Otávio | O Globo 28/09/2020 O senador Flavio Bolsonaro 04/08/2020 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo RIO – A partir dos dados das quebras de sigilo bancário e fiscal, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) usou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema da rachadinhas. Os valores somam os três métodos pelo qual o filho do presidente Jair Bolsonaro “lavou” o dinheiro em espécie. A investigação já foi concluída, e o senador e o ex-assessor Fabrício Queiroz serão denunciados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. De acordo com os dados da investigação, foi verificado que a loja de chocolates da qual Flávio é sócio recebeu R$ 1,6 milhão em espécie e de “recursos ilícitos inseridos artificialmente no patrimônio da empresa”. Além disso, outros R$ 261,6 mil foram usados para pagamentos que cobriram despesas do então deputado estadual e de sua mulher, Fernanda Bolsonaro. Já o dinheiro em espécie usado nas transações imobiliárias dá um total de, pelo menos, R$ 892,6 mil. Compra de imóveis Nas transações imobiliárias, o MP-RJ descobriu que o casal Flávio e Fernanda Bolsonaro declarou em cartório ter pago R$ 310 mil por dois apartamentos em Copacabana, em 2012. No entanto, o procurador dos proprietários, Glenn Dillard, depositou no mesmo dia da venda outros R$ 638,4 mil em dinheiro vivo na própria conta. Flávio admitiu ainda, em depoimento aos promotores, que pagou R$ 86,7 mil com dinheiro em espécie, para duas construtoras durante a aquisição de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca, em 2008. Já na compra de um apartamento em Laranjeiras, em 2011, o Ministério Público aponta duas situações de lavagem de dinheiro. Uma delas é um depósito de R$ 25 mil feito pelo ex-assessor Fabrício Queiroz no dia 15 de agosto de 2011 na conta de Fernanda Bolsonaro para ajudar a bancar a entrada de R$ 110,5 mil do apartamento. Um boleto de R$ 16,5 mil, das parcelas do financiamento do imóvel, foi quitado pelo PM Diego Ambrósio, que disse ter sido ressarcido em dinheiro vivo por Flávio. No período da venda desse imóvel, em 2017, o Coaf detectou 48 depósitos de R$ 2 mil. Flávio recebeu R$ 100 mil em dinheiro vivo, mas o vendedor alega que nunca fez pagamento de R$ 2 mil e que foram valores superiores a R$ 10 mil. Flávio comprou ainda um outro apartamento em 2014, na Barra da Tijuca, e pagou R$ 30 mil em espécie por móveis que estavam dentro da unidade. Questionado pelo MP sobre o assunto, ele disse que pagou em espécie porque “tinha uma coisinha guardada em casa, preferi fazer desse jeito”. Despesas pessoais No caso das despesas pessoais, o MP-RJ achou imagens de Queiroz pagando as mensalidades escolares das duas filhas de Flávio e Fernanda no dia 1º de outubro de 2018, no valor total de R$ 6,9 mil. O pagamento foi feito em espécie. Além disso, outros 114 boletos também foram pagos com dinheiro vivo totalizando R$ 261,6 mil. Os promotores assinalam ainda que no mesmo período dos pagamentos não ocorreram saques correspondentes nas contas do casal que apontassem a origem do dinheiro. Loja de chocolates Ao fazer um cruzamento dos dados entre os créditos declarados pela loja com o faturamento auditado pelo shopping onde ela funciona, o MP-RJ verificou uma diferença de R$ 1,6 milhão entre 2015 e 2018. Ao mesmo tempo, a própria loja informou que teve uma entrada de valores em dinheiro vivo no seu caixa totalizando R$ 1,7 milhão, cerca de 37% do total arrecadado pela franquia. Para o MP, essa diferença entre o total auditado e o declarado é a soma desviada por meio do esquema das rachadinhas da Alerj e inserido na loja ilegalmente. Próxima notícia ALERJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasMP-RJPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRepublicanosRio de Janeiro RJSenador Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.