Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta”

Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” Ministro da Secretaria-Geral da Presidência publicou vídeo nas redes sociais após a divulgação do plano de Flávio Bolsonaro e afirmou que a proposta prevê congelar aposentadoria, BPC e orçamento do SUS Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 23/04/2026 O ministro Guilherme Boulos – Foto: Gil Ferreira/SRI-PR O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu nesta quarta-feira ao plano de governo atribuído a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, Boulos afirmou que a proposta prevê o congelamento de aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A manifestação de Boulos ocorreu após a revelação de trechos do documento econômico ligado à pré-campanha do senador fluminense. No X (antigo Twitter), o ministro compartilhou um vídeo listando as áreas que seriam afetadas caso as medidas de ajuste fiscal avancem. Boulos aponta impacto do plano em idosos e autistas Segundo o ministro, a proposta em estudo pela equipe do PL atinge diretamente a parcela mais vulnerável da população. “Vazou hoje o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o valor da aposentadoria, do BPC para idosos, autistas e PCDs e também o orçamento do SUS”, escreveu Boulos. A crítica do integrante do governo federal joga luz sobre os impactos sociais do programa defendido pelo parlamentar. Pelo texto, os benefícios pagos pelo INSS, os repasses da assistência social e os pisos constitucionais de saúde e educação passariam a ser corrigidos apenas pela inflação. Proposta de Flávio Bolsonaro barra ganho real de benefícios A adoção do índice inflacionário como teto para os reajustes da União impediria qualquer aumento acima do custo de vida para os beneficiários. A medida contraria a atual política de valorização do salário mínimo e das aposentadorias em vigor no governo federal, que retomou o acréscimo real. Após a divulgação do documento que orienta seus próximos passos políticos, Flávio Bolsonaro se manifestou nas redes sociais. Como mostrou a Fórum, o senador precisou vir a público para tentar justificar as propostas de contenção de despesas, que agora entraram na mira de ministros e da base aliada do Planalto. Notícia anteriorPróxima notícia BPC Benefício de Prestação ContinuadaINSSPL Partido LiberalSUS Sistema Único de Saúde Magistrada do “regime de escravidão” chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO) 23/04/2026 Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” 23/04/2026 Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro: ‘Bolsonarinho é antivacina’

Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro: ‘Bolsonarinho é antivacina’ Alexandre Padilha anunciou ações para vacinação nas escolas e disse que movimento antivacina ainda é forte no País; procurado, senador ainda não se manifestou Por Paula Ferreira | O Estado de S.Paulo 22/04/2026 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Lula no Rio de Janeiro Foto: Pedro Kirilos/Estadão BRASÍLIA- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou o anúncio de ações para ampliar a vacinação, nesta quarta-feira, 22, para criticar o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “Bolsonarinho”. Procurado, o senador ainda não se manifestou.Em declaração a jornalistas, após ser questionado sobre a força do movimento antivacina no País, Padilha criticou a postura do senador e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Tem movimento (antivacina), tem candidato a presidente da República. O Bolsonarinho é antivacina. Não vem com esse papo agora de que ele é vacinado. O que que o Bolsonarinho fez quando o pai dele fazia chacota de vacina, falava que (quem) tomar vacina podia virar jacaré? Que que ele fez nessa época?“, questionou o ministro da Saúde. A postura de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 foi um dos principais entraves a sua reeleição. Na época, o presidente chegou a ironizar a doença dizendo que se tratava de uma “gripezinha” e adotou discurso negacionista, rechaçando vacinação e o uso de máscara. Nesta quarta-feira, o ministro da Saúde afirmou que a vacinação é uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a população deve “estar alerta o tempo todo”, uma vez que há candidato antivacina disputando a Presidência. Segundo o ministro, o governo tem feito interlocução com religiosos para conscientizar a população sobre o benefício das vacinas. Padilha informou que o Ministério da Saúde fará um ato ecumênico nos próximos dias, com a presença de lideranças evangélicas, para celebrar o aumento da cobertura vacinal. “Tenho feito muitos encontros com lideranças religiosas. Vamos realizar nos próximos dias um ato ecumênico aqui dentro do ministério com lideranças evangélicas para a gente fazer uma saudação desse resultado que tivemos na ampliação da cobertura vacinal. “A gente pediu muito para essas lideranças religiosas falarem nos seus cultos da importância da vacina”, disse o ministro. O presidente Lula enfrenta uma forte resistência do setor evangélico. De acordo com pesquisa Quaest, divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula neste setor avançou sete pontos porcentuais em um mês, passando de 61% em março para 68% neste mês. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Redução de salários e bolsa patrão: partido de Flávio Bolsonaro tenta frear 6×1 na Câmara 23/04/2026 Magistrada do “regime de escravidão” chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO) 23/04/2026 Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV

MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV Ex-deputado federal pelo MDB, que teve R$ 51 milhões apreendidos em dinheiro vivo em 2017, agora é alvo de inquérito do Ministério Público da Bahia; ‘Estadão’ pediu manifestação da defesa Por Felipe de Paula | O Estado de S.Paulo 22/04/2026 Ex-deputado federal Geddel Vieira Lima é investigado pelo Ministério Público da Bahia Foto: Dida Sampaio/Estadão O Ministério Público da Bahia investiga o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (MDB) por suspeita de recebimento de propina de R$ 1 milhão em meio a uma trama que levou à fuga do traficante Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis, braço do Comando Vermelho no sul do Estado. Diálogos recuperados pelos promotores a partir da extração dos celulares de dois alvos da Operação Duas Rosas revelam citações a Geddel, chamado de “chefe” pelos interlocutores – o também ex-deputado Uldurico Júnior e a ex-diretora do presídio de Eunápolis Joneuma Silva Neres. Ela fechou acordo de delação premiada e confessou sua participação na fuga de “Dadá” e outros 15 detentos em 12 dezembro de 2024. O Estadão busca contato com Geddel e Uldurico Júnior. O espaço está aberto. A Operação Duas Rosas foi deflagrada na quinta-feira, 16. O nome “Duas Rosas” faz referência ao valor estimado da vantagem indevida que teria sido paga a Uldurico Júnior, que foi preso em um hotel na Praia do Forte. Em conversas com Joneuma, ele sugere que metade da propina de R$ 2 milhões para executar o plano de fuga do líder da facção seria destinada a Geddel. O Ministério Público instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) sobre a suposta ligação de Geddel com Uldurico Júnior e se ele foi mesmo beneficiário da partilha. Em setembro de 2017, na Operação Tesouro Perdido, a Polícia Federal achou R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, alugado por Geddel para “guardar documentos”. As cédulas de reais (R$ 42,6 milhões) e dólares (US$ 2,7 milhões) estavam estocadas em malas, caixas de papelão e também espalhadas pelo chão. Os federais levaram três dias para concluir a contagem da fortuna, cuja origem nunca foi explicada pelo ex-ministro dos governos Dilma e Temer. Dois anos depois, formalmente acusado de lavagem de dinheiro, Geddel teve pena imposta pelo STF de 14 anos de prisão – a investigação revelou que o imóvel era usado pelo emedebista como “bunker” de ocultação de propinas. Peritos da PF capturaram impressões digitais dele nas notas e malas. ‘Choram as rosas’ Agora, quase uma década depois, Geddel vê seu nome citado na Operação Duas Rosas. Segundo a Promotoria, verificou‑se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao pagamento dos valores negociados. Os promotores do Gaeco – grupo de combate ao crime organizado – apontam que Joneuma, indicação política de Uldurico Júnior para a direção do presídio, permitia a concessão de regalias aos internos integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis, liderado por “Dadá”. Entre as vantagens concedidas ao grupo de “Dadá” foram identificados acesso irrestrito a TVs, geladeiras e outros eletrodomésticos introduzidos na unidade, refeições diferenciadas, inclusive contratação de baiana de acarajé, uso de equipamentos sonoros, visitas íntimas nos pavilhões e livre circulação pelas dependências, até realização de velório. Durante um ano e meio de gestão de Joneuma, o ex-parlamentar frequentou o presídio em diversas ocasiões, cujos ingressos, a seu pedido, não foram registrados em livros próprios, oportunidade em que se reunia reservadamente com “Dadá”, segundo os promotores. O inquérito Duas Rosas indica que uma primeira parcela da propina do Comando Vermelho para Uldurico Júnior – R$ 200 mil em espécie – foi entregue ao ex-deputado em uma caixa de sapatos. A entrega desse montante se deu mais de um mês antes da fuga, no dia 4 de novembro, quando um emissário de “Dadá” entregou a caixa a Joneuma “a título de adiantamento”. No dia seguinte, ela foi à casa de Uldurico Alves Pinto, pai de Uldurico Júnior, no município de Teixeira de Freitas – R$ 150 mil ficaram de posse de Uldurico, o pai. Os R$ 50 mil restantes foram fracionados em um depósito de R$ 21.600 diretamente na conta bancária de Uldurico Júnior e um Pix de R$ 24 mil destinado a um aliado do ex-deputado, conforme comprovantes extraídos do celular da colaboradora. Depois, Uldurico pressionou a ex-diretora do presídio para que lhe fosse entregue o restante do dinheiro, alegando, em várias ocasiões, que tinha que repassar a Geddel. Acuada, Joneuma fechou acordo de delação premiada e espontaneamente abriu os dados de seu celular. Em troca de ficar apenas um ano presa em regime fechado e mais dois no semiaberto – depois, em domiciliar, mas “sem direito a promover, em sua residência, festas ou quaisquer outros eventos sociais” e sob vigilância eletrônica pessoal em tempo integral, através de rastreamento do GPS de seu telefone – ela revelou como foi arquitetada a fuga de “Dadá”. Joneuma afirmou que, oito dias após a debandada dos 16 detentos, encontrou-se com Uldurico Júnior em um hotel em Salvador. Na ocasião, em 20 de dezembro de 2024, segundo ela, o ex-deputado a teria ameaçado “caso contasse algo sobre os fatos”. Metade para o ‘chefe’ A delatora informou que Uldurico Júnior dizia que “metade do dinheiro da fuga seria para ele, e metade para o ‘chefe’ (referindo-se a Geddel Vieira Lima)”. Joneuma relatou que Uldurico Júnior encaminhava a ela mensagens supostamente enviadas por Geddel, cobrando o dinheiro. Ela disse que as mensagens trocadas com Uldurico Júnior em 3 de janeiro de 2025, nas quais falam sobre “chorar as rosas”, referiam-se a quando ocorreria o pagamento do restante do valor acordado pela fuga. O plano de fuga previa que apenas “Dadá” e seu braço direito “Sirlon” abandonariam a cadeia no dia 31 de dezembro de 2024. Os diálogos mostram que Uldurico Júnior cobrou Joneuma por mensagem de WhatsApp e a questionou por que fugiram mais internos e em uma data diferente da
Governo Lula alugou navios para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro

Governo Lula alugou navios para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro Documento ao qual coluna teve acesso mostra que governo Lula alugou navios na COP30 por meio de empresa cujo dono é sócio de Daniel Vorcaro Por Gustavo Zucchi | Metrópoles 22/04/2026 Secom/COP30 O governo Lula contratou cruzeiros para a COP30 por meio de empresa cujo dono é um empresário apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo. Segundo documento da Casa Civil, ao qual a coluna teve acesso, o governo alugou navios para hospedar delegações na COP30 por meio da “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda”. A Qualitours foi contratada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil, por meio da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. “Para tais fins [disponibilização de cabines em cruzeiros], a União, por meio da Secop, contratou os serviços da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A Embratur subcontratou a operadora turística Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que, por sua vez, celebrou contratos com as empresas armadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros”, diz o documento da Casa Civil. Quem é o sócio de Vorcaro Contratada pelo governo via Embratur, a Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen. Ele é apontado como sócio de Vorcaro no hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP). Diferentemente de Vorcaro, que costuma dizer que o hotel pertence à Prime You, empresa que também é dona dos jatinhos usados pelo banqueiro, Cohen já admitiu publicamente ser dono do Botanique. A ligação da Qualitours com Vorcaro, porém, vai além. A empresa pertence à holding BeFly, criada em 2021 por Marcelo Cohen a partir do impulsionamento de fundos ligados ao Banco Master. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Cohen utilizou recursos de fundos, como o “B10” e do “TT”, ligados ao Master, para comprar outras empresas da holding. Entre elas, a Flytour e a Queensberry. De acordo com a Folha, um RIF (relatório de inteligência financeira) sobre o Master apontou transação em espécie de R$ 6 milhões, em novembro de 2024, entre o banco de Vorcaro e a empresa de Cohen. O que diz o governo Lula Em nota, a Embratur disse que a escolha da Qualitours se deu por meio de chamamento público e que a empresa “apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato”. A agência ressaltou que não houve nenhuma participação do Banco Master no processo de contratação dos navios e que a “estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança”. A Embratur reforçou ainda que a contratação já foi auditada pelo TCU, que, por unanimidade, a considerou regular, além de atestar que o modelo foi economicamente mais vantajoso em comparação ao fretamento direto dos navios. “O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular. No Acórdão 756/2026, o tribunal considerou ‘a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram’. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou ‘economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto’”, diz a nota da agência (veja a íntegra abaixo). O que dizem as empresas Em nota, a BeFly disse que o Master “atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia” e que segue honrando seus compromissos “sem qualquer irregularidade”. “A BeFly reitera que o Banco Master atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia, em conjunto com recursos próprios gerados pela operação. Esses compromissos seguem sendo regularmente honrados. A companhia reitera sua operação sólida e autonomia financeira, sem conexão com qualquer irregularidade”, diz. A Qualitours, parte da holding da BeFly, afirmou que foi contratada pela Embratur para operar os navios de hospedagem e que o processo foi “regular e compatível com as exigências técnicas do projeto”. “A Qualitours informa que foi contratada pela Embratur para operar navios de hospedagem de apoio à COP, em processo regular e compatível com as exigências técnicas do projeto. A empresa reafirma a conformidade da contratação e dos serviços”, informou a empresa. Confira a íntegra da nota da Embratur: O Governo Federal, por meio da Secretaria Extraordinária para a COP30 e da Embratur, contratou dois navios de cruzeiro para atuarem como unidades temporárias de hospedagem durante a COP30, que foi realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. A seleção da empresa responsável pela operação e comercialização das cabines ocorreu por meio de chamamento público conduzido pela Embratur. A Qualitours apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato. A estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança. Não houve qualquer participação do Banco Master no processo de contratação dos navios. O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular. No acórdão 756/2026, o Tribunal considerou “a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram”. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou “economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCampos do Jordão SPCOP30EmbraturPT Partido dos TrabalhadoresTCU Tribunal de Contas da União Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública 25/04/2026 Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias 23/04/2026 ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim
Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã

Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã Daniel Patrício Santos de Oliveira estava em uma picape com três amigos quando foi atingido na Zona Norte do Rio de Janeiro. Polícia Militar determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso. Por Lucas Madureira e Marco Canosa | Bom Dia Rio 22/04/2026 Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, foi morto durante uma abordagem da PM na Pavuna — Foto: Arquivo pessoal Um empresário foi morto a tiros durante uma abordagem de policiais militares na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, tinha uma loja de produtos eletrônicos na região e voltava de um pagode com três amigos quando foi baleado. “Foram 23 tiros. Então, 23 tiros não é ordem de parada. Não teve revide, porque não tinha arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado, desse Estado despreparado que atira para matar”, disse a irmã dele, Thaís Oliveira. O empresário, que morava no bairro havia 22 anos, deixa esposa e uma filha de 4 anos. De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) realizavam patrulhamento na região quando abordaram o veículo e informaram que, na ação, um homem foi baleado e não resistiu aos ferimentos. A corporação não falou sobre o motivo da abordagem. A Polícia Civil já realizou perícia no local e ainda não informou oficialmente quantos disparos foram efetuados. “Eu vi o despreparo. Eu vi todos os policiais aqui parados, vendo o absurdo que eles tinham feito”, afirmou Elaine Oliveira, mãe do rapaz. Em nota, a Polícia Militar informou que a Delegacia de Homicídios foi acionada e que a ocorrência está em andamento. O comando da corporação também determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso. O corpo de Daniel foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). As investigações ficarão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer o que motivou a abordagem e as circunstâncias que levaram à morte do empresário. Notícia anterior Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’

Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ Mulher foi rendida e baleada por bandidos durante tentativa de assalto. Três bandidos foram presos, dois deles baleados. Polícia Militar diz que mantém policiamento ostensivo contínuo. Por Lilian Ribeiro e Marcello Victor | g1 Rio e TV Globo 22/04/2026 Médica ia para o trabalho no Samu quando foi baleada nas costas — Foto: Reprodução/TV Globo Motoristas que usam a Transolímpica relatam medo e cobram mais segurança após o tiroteio que deixou ao menos quatro feridos — entre eles, uma médica baleada na manhã de feriado desta terça-feira (21), na altura de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Usuários da via expressa dizem que a violência não é um caso isolado e criticam a falta de policiamento em um dos principais corredores de ligação entre bairros da região. “Eu fico triste porque, infelizmente, a segurança do nosso estado está muito ruim. Essa é a grande realidade. Agora, numa via expressa como essa, acontecer o que aconteceu não era para ter acontecido”, afirmou o corretor de imóveis e motorista de aplicativo Felipe Santos. Quem depende da Transolímpica para trabalhar relata sensação constante de vulnerabilidade. O eletricista Adriano Oliveira, que também atua como motorista de aplicativo, diz que o policiamento é insuficiente diante do fluxo intenso de veículos. “Uso bastante a Transolímpica. Trabalho no Aterro do Flamengo e pego sempre a via para seguir pela Barra. O trânsito é muito intenso e você não vê quase policiamento. Não tem segurança nenhuma”, afirmou. Procurada pela TV Globo, a Polícia Militar informou que mantém policiamento ostensivo contínuo na Transolímpica, com patrulhamento motorizado e pontos fixos em locais estratégicos. O tiroteio A manhã de feriado começou com pânico para quem passava pela via. Por volta das 6h30, criminosos armados circulavam em um carro elétrico roubado quando foram localizados por policiais do Batalhão de Bangu. Ao receberem ordem de parada, os suspeitos atiraram, dando início a um confronto. Motoristas e passageiros buscaram abrigo como puderam. Muitos desceram dos carros e se protegeram atrás da mureta central da pista. Durante a troca de tiros, um dos criminosos tentou roubar uma moto para fugir e, em seguida, abordou uma caminhonete. Segundo testemunhas, a motorista não parou e acabou baleada. A vítima é a médica pediatra Simone Ferreira Alves, que seguia para um plantão em uma base do Samu, em Senador Vasconcelos. Ela foi atingida nas costas, passou por cirurgia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, e o estado dela é estável, segundo a direção da unidade. De acordo com a Polícia Militar, dois suspeitos foram baleados e levados para a mesma unidade, sob custódia policial. Um terceiro foi preso no local do crime. Segundo a corporação, o grupo é ligado ao Complexo do Chapadão. Os policiais apreenderam duas pistolas e o carro elétrico roubado usado pelos criminosos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação

Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação Equipe que elabora plano não fala abertamente sobre medidas por temor de ataques do PT; divulgação de plano foi adiado Propostas trariam economia de 2 pontos do PIB; pré-candidato diz que pode privatizar 95% das estatais Por Fernando Canzian | Folha de S.Paulo 21/04/2026 Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, durante evento no Rio de Janeiro – Daniel Ramalho -19.mar.26/AFP São Paulo – A equipe a cargo do programa econômico do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) considera politicamente viável um ajuste fiscal inicial da ordem de dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto) caso o senador fluminense seja eleito. Isso equivale à metade do que especialistas consideram necessário (quatro pontos do PIB) para estabilizar a trajetória explosiva da dívida pública. A premissa, no entanto, é que seria dado um recado plausível a investidores que hoje financiam o déficit público. O mercado poderia passar a exigir juros menores para comprar títulos do Tesouro na expectativa de estabilização da dívida e de mais ajustes à frente. São consideradas três medidas principais: desvinculação de despesas com saúde do mínimo constitucional de 15% da receita corrente líquida (RCL); o mesmo na educação em relação aos atuais 18% da receita líquida de impostos (RLI); e a separação da política de aumento real (acima da inflação) para o salário mínimo de trabalhadores na ativa dos reajustes do piso básico da Previdência e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) —ambos de um salário mínimo. A ideia central é que os pisos constitucionais para a saúde e educação, assim como os benefícios básicos do INSS e do BPC (a pessoas idosas ou com deficiência), possam ser corrigidos somente pela inflação. As mudanças requerem PECs (propostas de emenda à Constituição), que precisariam de 3/5 dos votos tanto na Câmara quanto no Senado. O partido do pré-candidato acredita que a direita sairá fortalecida das urnas, ampliando sua posição nas duas Casas legislativas. No caso do salário mínimo e da Previdência, a eventual mudança não feriria o que se considera cláusula pétrea na Constituição: a manutenção do poder de compra e do valor real do piso básico e dos benefícios, pois haveria correção anual pela variação dos preços. A equipe do presidenciável não fala abertamente sobre as possíveis medidas, e um anúncio do esboço de um plano programado para o final de março foi abortado. Com Flávio hoje empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, segundo o Datafolha, a equipe considera que a divulgação daria munição política ao petista, que poderia falar em perdas aos aposentados e em redução de verbas para a saúde e a educação. Em fevereiro, Flávio disse que promoveria um “tesouraço” para equilibrar as contas públicas. Afirmou também que daria para privatizar 95% das estatais. Em março, o coordenador de sua pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que o atual modelo econômico está “estourando”. Prometeu mudanças e afirmou que as reformas da Previdência (2019) e trabalhista (2017) seriam “revisitadas”. Se adotadas, as medidas de correção só pela inflação de aposentadorias, saúde e educação seriam suficientes para alterar, ainda que de forma limitada, a atual trajetória fiscal. O Brasil tem convivido no governo Lula 3 com déficits primários (sem considerar a conta de juros da dívida) de -0,5% a -1% do PIB —incluindo as várias exceções às regras do arcabouço fiscal. Embora o governo tenha aprovado em 2023 o arcabouço, que tem como alvo limitar o crescimento real dos gastos a 2,5% ao ano, eles têm aumentado quase que organicamente cerca de 3% reais (além da inflação). Isso vem comprimindo o espaço disponível para despesas com custeio e investimentos. Atualmente, menos de 10% do gasto primário federal é de livre alocação. Minucioso trabalho do CDPP (Centro de Debate de Políticas Públicas) com alguns dos melhores especialistas do país na área fiscal detalha que só os gastos com Previdência e assistência social crescem ao ritmo de 6% ao ano, pressionados pelo aumento do número de beneficiários e reajustes reais do salário mínimo. Os autores enfatizam que, segundo o próprio PLDO (projeto de lei de diretrizes orçamentárias) de 2026, cada R$ 1 de aumento real para o salário mínimo amplia as despesas primárias obrigatórias da União em R$ 429 milhões. Caso não haja mudanças nas regras atuais, o CDPP estima que o déficit primário possa saltar do atual -0,5% do PIB para -3% em dez anos. Se não for possível aumentar mais os impostos (a carga tributária atingiu recorde de 32,4% do PIB em 2025), haverá em 2036 despesas equivalentes a 21,5% do PIB para receitas ao redor de 18,5%. No caso das despesas vinculadas ao salário mínimo (Previdência e BPC), elas também são sensíveis à demografia e crescem de forma acelerada conforme a população envelhece. Dos mais de 41 milhões de aposentadorias e benefícios assistenciais pagos pelo INSS, 70% seguem o piso. A desindexação dessas duas despesas do aumento real do salário mínimo e sua correção somente pela inflação resultaria em economia potencial de R$ 1,1 trilhão em dez anos. Ela aumentaria gradualmente: no primeiro ano, seria de apenas R$ 15 bilhões, mas alcançaria R$ 238,5 bilhões em 2035. Economia um pouco menor (R$ 800 bilhões) no mesmo período é projetada para a desvinculação de saúde e educação à receita (passando à correção pela inflação), mas incluindo também a complementação federal no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Nesse caso, a diferença passaria de R$ 29 bilhões no início para R$ 145 bilhões em 2035. Quanto maiores as despesas e o déficit do governo, mais altos são os juros exigidos por investidores para financiar o Tesouro. Os gastos também provocam a aceleração da atividade, pressionando a inflação, o que leva o Banco Central a manter juros altos para conter os preços. Essa combinação de déficits e juros elevados pressiona a dívida pública bruta. Nos quatro anos de Lula 3 ela deve subir cerca de dez pontos percentuais; e o próprio governo estima que chegará a 86% como proporção do PIB em 2027. Trata-se de um dos maiores endividamentos entre os emergentes e fonte de ansiedade para
Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré

Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré Segundo o MPRJ, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025, deixaram cumprir missão e ocultaram imagens das câmeras corporais. Por g1 Rio 21/04/2026 Policiais descansando na casa de um morador — Foto: Reprodução/TV Globo A Justiça Militar aceitou duas denúncias do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou réus 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por irregularidades em uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. Os PMs vão responder por: violação de domicílio: de acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial; descumprimento de missão: ainda segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. recusa de obediência: as investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação. A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os réus Os policiais que tiveram a denúncia aceita são: Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Luís Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento. O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Outras câmeras ajudaram a investigação Apesar do mau uso das câmeras corporais, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou duas denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de sete episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça
Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano

Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano Cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. Por Adriana Rezende | Bom Dia Rio 21/04/2026 Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto — Foto: Reprodução/TV Globo O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, publicou em edição extra do Diário Oficial, nesta segunda-feira (20), uma nova lista de exonerações com mais 94 nomes. Os cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. A estimativa do governo com essa medida é economizar cerca de R$ 30 milhões por ano. Segundo apuração da TV Globo, os atingidos pelas medidas incluem servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e acabaram designados para funções em localidades distantes de onde residem. Apenas na quinta-feira (16) e na sexta-feira (17), foram publicadas 554 exonerações. Só o grupo de 93 pessoas desligadas na sexta representa uma redução de aproximadamente R$ 8 milhões na folha de pagamento. O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”. Reestruturação inclui nova subsecretaria O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Ambos são procuradores do estado. Pimentel já foi subprocurador-geral do estado e também atuou na Cedae e no Detran. Exonerações e cortes foram publicados no Diário Oficial As exonerações dos 459 comissionados foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. As medidas são resultado de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias. Na edição desta sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; Subsecretaria de Gastronomia; Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas. Gestão já fez nove nomeações Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira (16), Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo. Entre eles estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae: Secretaria da Casa Civil – Flávio de Araújo Willeman; Secretaria de Estado do Gabinete do Governador – Marco Antônio Rodrigues Simões; Secretaria de Estado de Governo (interino) e Gabinete de Segurança Institucional – Roberto Lisandro Leão; Secretaria Extraordinária de Representação do Governo em Brasília – Gustavo Alves Pinto Teixeira; Controladoria Geral do Estado (CGE) – Bruno Campos Pereira; Secretaria de Defesa do Consumidor – Rogerio da Costa Pimenta; Presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP) – Bárbara Caballero de Andrade; Presidente do RioPrevidência – Felipe Derbli de Carvalho Batista; Presidente da Cedae – Rafael Rolin. ‘Choque de transparência’: auditoria mira contratos bilionários Além das mudanças administrativas, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. A análise prevê revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo o governo, as medidas fazem parte de um pacote classificado como um “choque de transparência”, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos. Notícia anteriorPróxima notícia CedaeControladoria-Geral do Estado CGEDetranDiário Oficial do EstadoGovernadorISP Instituto de Segurança PúblicaRioPrevidência Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores

Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores Criminosos quebraram equipamentos e atacaram funcionários da empresa Brisanet, que interrompeu o serviço em áreas da capital potiguar Por Robson Bonin | Veja 20/04/2026 Empresa alvo de criminosos em Natal já teve carros destruídos por facção no Ceará (Redes sociais/Reprodução) Integrantes de facção criminosa do Rio Grande do Norte decidiram proibir o uso de internet fornecido pela empresa Brisanet por moradores de regiões de Natal, a capital do estado. A empresa já havia sido alvo de bandidos no Ceará, onde até carros foram queimados. Equipamentos da operadora nos postes de diferentes bairros foram vandalizados e moradores foram ameaçados, caso não acolham o prazo dado pelos criminosos para que substituam, em uma semana, a operadora de internet por outra empresa escolhida pela facção. Funcionários da operadora foram atacados pelos criminosos, fazendo com que a empresa suspendesse os serviços nas áreas dominadas pela facção. “A Brisanet confirma que, nesta semana, colaboradores da empresa sofreram ameaças enquanto prestavam serviço nos bairros Felipe Camarão, Planalto e Leningrado, onde também foram registrados danos à infraestrutura de telecomunicação. Neste momento, a prioridade absoluta da companhia é preservar a integridade física de suas equipes. Diante disso, o atendimento presencial nos bairros citados da Zona Oeste foi temporariamente suspenso”, declarou, em nota, a empresa. O avanço do crime em Natal foi revelado pelo programa Cidade Alerta no Rio Grande do Norte. Notícia anteriorPróxima notícia Natal RN Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA

Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA A compra envolve um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção na Fase I da implantação Por Anne Silva | Revista Fórum 20/04/2026 Getty Images A USA Rare Earth, companhia de mineração e processamento de terras raras sediada em Oklahoma, anunciou a compra de 100% da brasileira Serra Verde Mineração, que iniciou sua operação em 2024 com uma planta de extração em Minaçu (GO), um dos maiores depósitos mundiais de argila iônica (o composto de que se extraem os elementos de terras raras, ETRs). A compra, realizada por um valor próximo a US$ 2,8 bilhões, inclui a aquisição integral da empresa e de sua planta de processamento em Goiás, Pela Ema, a única a produzir em larga escala, fora do continente asiático, os quatro elementos críticos: neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. Os Elementos de Terras Raras (ETR) compõem um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de ponta nos setores de informação e transição energética. São 15 lantanídeos (com números atômicos 57 a 71), além do escândio (Sc) e ítrio (Y). Os quatro elementos desenvolvidos pela Serra Verde são essenciais para formar ímãs de alta potência usados em turbinas para a captação de energia eólica, em motores de veículos eletrificados e em ligas magnéticas de alta temperatura. O acordo de compra vai ser parcialmente pago em dinheiro (US$ 300 milhões), e terá mais 126,8 milhões de ações da empresa distribuídas para a mineradora brasileira, que faz parte de fundos de investimentos privados como o Vision Blue Resources, Energy & Minerals Group e o Denham Capital, firma de transição energética. No total, as ações devem somar cerca de US$ 2,8 bilhões em valor de mercado para a Serra Verde. O contrato inclui pisos de preço para o disprósio e térbio, justificados como mecanismo de proteção contra a volatilidade dos preços de mercado e uma medida anti dumping contra a China, que tem a maior cadeia de beneficiamento de ETRs do mundo e domina 90% da produção global. A compra da maior mina brasileira de processamento de ETRs vem em meio à resistência do governo federal em traçar acordos exclusivos com os EUA, e inclusive a rejeição da última proposta dos norte-americanos, que incluía acesso preferencial do país às reservas de ETRs brasileiras e integração a cadeias de extração lideradas pelos EUA. A ideia é que a empresa adquirida pela USA Rare Earth se torne a principal fornecedora fora do eixo chinês dos minerais de terras raras até 2027, quando seria responsável por até 50% da cadeia de minérios pesados. Com a aquisição, a companhia incorporada pela USA Rare Earth se torna um compilado de oito operações (no Brasil, na França, no Reino Unido e nos EUA), que realizará todas as etapas da cadeia: da mineração ao processamento e à separação para a metalização que fabrica írmãs permanentes de ETRs. No Brasil, os operadores principais da antiga Serra Verde mantêm sua chefia sobre as atividades, e grande parte do corpo diretor da companhia mineradora será mantida. Uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) foi criada para a compra, com o objetivo de garantir um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção de Minaçu na Fase I da implantação. Segundo informações divulgadas pelo Brasil Mineral, agências ligadas ao governo norte-americano poderão adquirir o total da produção a preços mínimos, protegidos por um teto. Quando os preços da produção superarem esse piso imposto, os ganhos devem ser compartilhados entre a Sociedade de Propósito Específico e a Serra Verde. O movimento é especialmente estratégico em vista do novo prazo do governo dos EUA para a interrupção do uso de insumos de ETRs provenientes da China em materiais militares, regra que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027. Segundo informações do Congressional Research Service norte-americano, o país possui uma capacidade muito limitada para realizar esses processos-chave para o beneficiamento de ETRs e terá, até 2027, de encontrar novos fornecedores à altura. Notícia anteriorPróxima notícia Minaçu GO Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões

Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões Da carteira fictícia à mansão quitada, o artigo reconstrói como bilhões circularam entre Master e BRB, enquanto o poder político silenciava diante de um risco sistêmico devastador, institucional e criminoso Por Washington Araújo | Revista Fórum 20/04/2026 O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha – (José Cruz/Agência Brasil) O escândalo BRB–Master não nasceu de um acidente bancário nem de uma aposta malsucedida. Nasceu de uma sucessão de decisões que desafiaram a prudência, empurraram um banco público para uma exposição desmedida e abriram espaço para uma engrenagem em que crédito suspeito, influência política, luxo sem freio e operações sob investigação caminharam lado a lado. O dado central continua sendo o mesmo e não pode ser rebaixado: as apurações tratam da compra, pelo BRB, de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master com ativos superfaturados ou inexistentes. Esse é o eixo do caso. O valor de R$ 11 bilhões a R$ 11,5 bilhões aparece em outro braço da investigação, ligado à REAG e a fundos usados para circular recursos. São camadas distintas de um mesmo desastre. A cronologia, para padrões brasileiros, tem sido devastadora. Entre julho de 2024 e outubro de 2025, as transferências entre BRB e Master somaram cerca de R$ 16,7 bilhões, segundo informações levadas ao processo e relatadas pela Reuters. Nesse período, o BRB foi puxado para o centro de uma estrutura que, mais tarde, o Banco Central e a Polícia Federal passariam a tratar como fonte de risco sistêmico e de possível fraude. A Tirreno Consultoria é peça-chave para entender esse mecanismo: segundo a Agência Brasil, o Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da Tirreno, operação que existiria apenas contabilmente, sem pagamento efetivo nem crédito real; depois, essa mesma carteira foi revendida ao BRB por R$ 12 bilhões, após manipulação da taxa de juros. O Banco Central analisou CPFs da carteira e concluiu que as operações não existiam. Outro personagem decisivo é Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Master. Seu nome aparece ligado à estruturação de produtos que sustentaram a expansão agressiva do banco. Depois de deixar o grupo em maio de 2024, ele ficou com o antigo Voiter, rebatizado de Banco Pleno. Em fevereiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Pleno por deterioração econômico-financeira e problemas de liquidez, ampliando a percepção de que o ecossistema que cercava o Master não era um conjunto de coincidências, mas uma rede de vasos comunicantes. O marco público mais brutal veio em 18 de novembro de 2025. Naquele dia, a Reuters noticiou a prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao mesmo tempo em que o Banco Central decretava a liquidação extrajudicial do Banco Master, do Banco Master de Investimento, do LetsBank e da corretora do grupo. A razão oficial foi direta: “grave crise de liquidez”, forte deterioração patrimonial e violações graves das regras do sistema financeiro. Mais tarde, Vorcaro voltaria ao noticiário com nova detenção, em 4 de março de 2026, em investigação sobre tentativa de suborno a ex-dirigente do Banco Central, segundo a Reuters. Em seguida, o desmonte prosseguiu. Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central liquidou a CBSF DTVM, ligada à REAG.Em 21 de janeiro, foi a vez da Will Financeira, controlada pelo Master.Em 17 de março, caiu o Banco Master Múltiplo. A Agência Brasil resumiu esse colapso com clareza: os fundos administrados pela REAG aparecem como peça central na sustentação do esquema, enquanto a liquidação do Master ocorreu quando o banco já não conseguia pagar nem 15% dos vencimentos semanais. O retrato de Vorcaro não se limita às planilhas. Entre 2021 e 2024, reportagens baseadas em documentos de investigação apontam gastos de cerca de R$ 892 milhões em viagens e eventos de luxo. Em novembro de 2024, seu noivado em Roma custou aproximadamente US$ 4,04 milhões, mais de R$ 20 milhões. Circula na imprensa que a rotina de festas incluía modelos internacionais, jatinhos, resorts, chefs estrelados e propriedades usadas para receber autoridades e empresários em ambiente de ostentação ostensiva. Em Trancoso, na Bahia, a imprensa descreveu uma estrutura de villas, recepções privadas e logística voltada a transformar riqueza em influência. Como se vê, falar em milhares de dólares para o banqueiro Vorcaro é como tratar de dinheiro de pinga. É nesse terreno que entram as ligações familiares e religiosas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, pastor ligado à Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, aparece em reportagens citadas pelo Sindicato dos Bancários com base em Folha e UOL como destinatário de R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa suspeita de funcionar como canal de pagamentos a milícia privada e agentes públicos. O mesmo material relata que Zettel transferiu R$ 40,9 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, com repasses mensais que teriam chegado a R$ 8 milhões entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. Zettel foi preso em 4 de março de 2026, e a unidade Belvedere encerrou atividades dias depois. São fatos que ainda exigem apuração conclusiva, mas já não permitem tratar essa conexão como detalhe folclórico. No plano político, a chamada “emenda Master” precisa ser lembrada pelo que era: uma proposta de Ciro Nogueira, apresentada em 13 de agosto de 2024, no curso da PEC 65/2023, para elevar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. A CNN revelou mensagem atribuída a Vorcaro celebrando a iniciativa: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes!”. O relator rejeitou a emenda por considerá-la sem relação com a PEC, mas a própria PEC 54/2024 acabou aprovada pelo Senado em 19 de dezembro de 2024, com 53 votos favoráveis no 1º turno e 55 no 2º, embora o destaque ligado à emenda tenha sido rejeitado por 48 votos a 22. A fase penal voltou a subir de temperatura em 16 de abril de 2026, com a prisão de Paulo