Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude

De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude

Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Os acordos milionários sob gestão do secretário Rossieli Soares beneficiam empresa alvo da Operação Capa Dura, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Por Thalys Alcântara | Intercept Brasil 20/04/2026 De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude Nos últimos três anos, pastas sob a gestão do atual secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, firmaram quatro contratos de compra de livros didáticos que somam R$ 848,8 milhões. A empresa beneficiada por todas as contratações é a Fazer Educação, cujo dono foi indiciado por fraude em licitação e organização criminosa pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A Fazer Educação, antes chamada Sudu Tecnologia Educacional, é uma velha conhecida de Rossieli. Antes de assumir a secretaria em Minas, em agosto do ano passado, a pasta comandada por ele no Pará já havia fechado três contratos com a empresa durante o governo de Helder Barbalho, do MDB, em 2023 e 2024. Já sob a gestão do ex-governador mineiro Romeu Zema, do Novo, que renunciou ao governo de Minas no fim de março para se candidatar nas próximas eleições, a secretaria chefiada por Rossieli assinou o maior dos quatro contratos com a empresa: R$ 348,4 milhões para a compra de 3,5 milhões de livros de matemática, língua portuguesa e de conteúdos multidisciplinares para os ensinos fundamental e médio. A assinatura desse acordo ocorreu em 23 de dezembro passado, antevéspera de Natal.  A Fazer Educação pertence ao empresário João Moacir Pereira da Silva Filho. A empresa já teve vários nomes e foi fundada em 2019 no Amazonas. É o mesmo estado onde Rossieli ascendeu na sua carreira pública. Ele passou por diferentes cargos no governo estadual, até assumir a secretaria de Educação do Amazonas entre 2012 e 2016. A Fazer Educação, que na época se chamava Sudu, foi alvo da Operação Capa Dura, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul em 2024, e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, ou CPI, da Câmara Municipal de Porto Alegre em 2023. Em ambos os casos, a suspeita era de que a empresa teria fraudado um contrato de material didático no valor de R$ 8,6 milhões com a prefeitura da capital gaúcha em 2022.  Ao todo, 34 pessoas, incluindo servidores públicos, foram indiciados pela polícia por diferentes crimes contra a administração pública, incluindo corrupção. No caso do dono da Fazer Educação, João Moacir, o indiciamento foi por fraude em licitação e organização criminosa em abril de 2025.  De acordo com um relatório policial, a Fazer Educação estava em conluio com outras empresas para direcionar compras públicas na capital gaúcha. A investigação da polícia afirma que a cotação de preços foi fraudada por companhias que se apresentavam como concorrentes, quando na verdade atuavam em parceria. A polícia também aponta evidências do direcionamento da contratação a partir de um documento preparatório da prefeitura, chamado de termo de referência. É nesse tipo de documento, divulgado ao mercado ainda na fase licitatória, que a administração pública descreve o que o governo quer comprar. De acordo com as investigações, o texto teria se baseado em materiais publicitários da Fazer Educação. Os livros fornecidos pela empresa de João Moacir em Porto Alegre são publicações da editora Inca, empresa de Sérgio Bento de Araújo, que, segundo a polícia, fazia parte do conluio de empresas que foram investigadas na Operação Capa Dura. A Polícia Civil anunciou a conclusão da operação em fevereiro deste ano. Durante os mais de dois anos da investigação foram enviados inquéritos ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, que informou ao Intercept Brasil que não vai se manifestar sobre o andamento do caso para preservar as investigações em curso. Procurado pelo Intercept, Sérgio Bento nega as acusações de conluio com a Fazer Educação ou com o dono dela, João Moacir, para direcionar contratos públicos. Ele diz que sua empresa mantinha apenas uma relação comercial com a Fazer Educação, que comprava material da editora Inca e os revendia. Já João Moacir optou por não conceder entrevista e respondeu os questionamentos da reportagem apenas por meio de nota oficial da sua empresa, que reforça a “inexistência de vínculos com as investigações ou terceiros citados”. A Secretaria de Educação de Minas Gerais disse por e-mail que, quando contratou a Fazer Educação, não tinha conhecimento da relação da empresa com as investigações no Rio Grande do Sul, já que não havia registro de sanção impeditiva em desfavor da companhia. Em março, a deputada estadual Beatriz Cerqueira, do Partido dos Trabalhadores, o PT, de Minas Gerais, protocolou uma denúncia no Ministério Público Federal, o MPF, sobre o contrato da secretaria de Educação com a Fazer Educação. Até a publicação desta reportagem, o caso ainda não havia sido distribuído para nenhum procurador do órgão, que pode ou não determinar a abertura de um inquérito. “O que a gente está vivendo na educação é essa febre de grupos privados que vêm pegar dinheiro da educação produzindo livros, sendo que temos o Programa Nacional de Livro Didático. É muita grana envolvida”, avaliou a parlamentar, em conversa com o Intercept. Segundo a deputada, a compra não fazia parte do planejamento de compras da secretaria de Educação de Minas, e, durante visitas em escolas, ouviu críticas dos professores em relação ao conteúdo das apostilas.  “Professores me mostraram essa apostila e disseram que são conteúdos extremamente rasos, que não cumprem essa função de recomposição da aprendizagem”. A secretaria de Educação de Minas Gerais defendeu que o uso desse material de reforço é uma estratégia para conseguir avanços em indicadores de aprendizagem, como já teria acontecido no Pará, e que a participação recorrente das mesmas empresas em diferentes processos licitatórios tem relação com a pouca quantidade de fornecedores desse tipo de produto no mercado editorial. O professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília, a UnB, Caio César de Medeiros Costa, explica que há duas maneiras

Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho

Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho

Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho Quatro agentes respondem pela morte de Igor Santos, de 24 anos, em 2025, na Zona Sul de SP. Imagens de body cams da PM mostram vítima desarmada e rendida atrás de uma cama. Por Kleber Tomaz | g1 SP 20/04/2026 PMs com body cam atiram em Igor, mesmo ele tendo erguido as mãos para se render. Suspeito foi morto com dois tiros dados pelos agentes em Paraisópolis — Foto: Reprodução São Paulo — A Justiça decidiu levar a júri popular quatro policiais militares acusados de participarem da execução de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, ocorrida em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Câmeras corporais dos próprios agentes da Polícia Militar (PM) registraram o crime. Nas imagens, a vítima aparece desarmada, com as mãos erguidas e apoiadas sobre a cabeça, atrás de uma cama. Mas em seguida é atingida por dois disparos, um no peito e outro no pescoço. O julgamento foi marcado para 28 de julho deste ano, às 10h30, no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. A decisão de pronúncia, que envia os réus ao Tribunal do Júri, é de janeiro de 2026. Já o agendamento da sessão foi feito no começo deste mês. Apenas dois dos PMs acusados, que seguem presos, serão julgados em julho. Outros dois agentes, que estão soltos, entraram com recursos, e o julgamento deles ainda não foi marcado (saiba mais abaixo). Quem sãos os PMs réus Dois policiais — os cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima — respondem presos pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, foram eles que atiraram em Igor. Esses serão julgados em julho. Outros dois agentes — os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus — também respondem pelo mesmo crime, mas na condição de colaboradores dos executores. No caso deles, o processo foi desmembrado e ainda não há data para o júri. Os quatro réus aparecem nas imagens das câmeras corporais utilizadas durante a ocorrência que terminou com a morte de Igor. A equipe de reportagem teve acesso às gravações. À época, os agentes das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM), alegaram que realizavam patrulhamento no cruzamento das ruas Rudolf Lotze e Pasquale Gualupi, em Paraisópolis, para combater o tráfico de drogas na região. Body cams gravaram crime Segundo os policiais, ao menos três suspeitos armados fugiram ao verem as motos da corporação e entraram em uma casa, localizada em uma viela, onde teriam se escondido. De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as imagens das câmeras corporais mostram que Igor foi vítima de execução. Os PMs não sabiam que os equipamentos estavam funcionando e gravando a ocorrência. Nas gravações, é possível ver os PMs invadindo o imóvel e arrombando a porta do quarto onde Igor e outros dois suspeitos estavam escondidos atrás da cama. Assim que os agentes entram armados no cômodo, os três rapazes se rendem, com as mãos levantadas. Mesmo assim, os policiais aparecem gritando com os jovens, exigindo que entregassem armas — apesar de todos estarem desarmados. Igor aparece no vídeo da câmera corporal no lado esquerdo da imagem, levanta as duas mãos e as coloca atrás da cabeça, em um gesto claro de rendição. Jovem ergueu mãos ao alto Diante da ameaça dos PMs, que miram as armas e fazem menção de atirar, Igor se ajoelha e ainda ergue uma das mãos novamente. Em seguida, ele é atingido por dois disparos, dados pelos cabos Renato e Robson. Os soldados Hugo e Victor também disparam, mas não atingem mais ninguém. Igor morreu dentro do cômodo. Os outros dois jovens que estavam no imóvel não foram atingidos _ eles chegaram a ser ouvidos como testemunhas pela polícia. Dentro da casa, os PMs disseram que apreenderam diversas armas, munições e drogas que estavam com o trio. Para o Ministério Público (MP), os policiais decidiram matar o jovem mesmo após a rendição, substituindo a atuação legal do Estado por uma ação de justiçamento. Segundo a denúncia da Promotoria, os agentes agiram “impelidos por motivo torpe, deliberando matar o suspeito já rendido e subjugado em ato de desforra”. Julgamento dos PMs O julgamento dois dois PMs acusados de matar Igor será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Caberá aos sete jurados decidir se os policiais são culpados ou inocentes pelas acusações relacionadas ao assassinato. “A defesa pretende demonstrar aos jurados a legalidade da ação policial, eis que as câmeras corporais não mostraram a realidade”, afirmou João Carlos Campanini, advogado de dois dos acusados: o cabo Robson e o soldado Victor. O advogado Wanderley Alves dos Santos, que defende os outros réus _o cabo Renato e o soldado Hugo_ disse que a acusação contra seus clientes é frágil. “A hipótese acusatória não se sustenta. Imagens da COP são apenas um recorte acerca dos fatos e estão sujeitas a diversos vieses cognitivos”, disse Wanderley sobre a defesa de seus clientes. “A defesa demonstrará a legitimidade na atuação policial.” ‘Vieram na maldade’, diz pai “A gente busca justiça porque entendemos que foi uma execução. Não somos contra a PM. Esses PMs, no caso, acabaram manchando nome da corporação porque se excederam”, disse o advogado Jonatha Carvalho, que atua no caso ao lado da advogada Gabriela Amoras Silva. Eles defendem os interesses da família de Igor e atuam como assistentes da acusação. “O que mais me dói é que meu filho ficou agonizando e deixaram-no morrer de olhos e boca abertos”, disse Magdo de Moraes Santos, pai de Igor, ao g1. “Vieram na maldade.” Igor deixou uma filha de 5 anos. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPolícia Militar PMSão Paulo SP Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM

10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB

10 descobertas do TCU sobre a ‘farra’ de voos de autoridades com a FAB

10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB Tribunal determinou que governo reformule regras para utilização de voos da Aeronáutica para deslocamento de autoridades; Casa Civil e Força não se manifestaram Por Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 17/04/2026 Voos realizadas pela FAB para transportar autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário custaram cerca de R$ 285 milhões aos cofres públicos de janeiro de 2020 a julho de 2024 Foto: Dida Sampaio/Estadão BRASÍLIA – A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades e ineficiência no uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades mapeou 7.491 voos realizados entre 2020 e 2024. O estudo da área técnica levou o plenário do TCU a determinar uma revisão geral da estrutura regulatória. Em 30 dias, Casa Civil, Ministério da Defesa e Aeronáutica terão de apresentar um plano que torne as regras mais rígidas. O Estadão pediu manifestação às duas pastas e à Força. Não houve manifestações até o momento. Os voos podem ser solicitados por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A seguir, os apontamos da área técnica do TCU, em 10 pontos: 1 – Aumento de voos O TCU constatou que o número de voos para transporte de autoridades pela FAB vem crescendo ano após ano. 2020: 791 2021: 1.531 2022: 1.879 2023: 2.124 2024: 1.166, até julho. 2 – Gasto milionário O custo total estimado dos voos da FAB para autoridades realizados entre 2020 e 2024 foi de R$ 285,2 milhões. A auditoria salientou, porém, que esse é um dado conservador por não incluir gastos com pessoal. 3 – Aviões vazios Dos 7,4 mil voos, o TCU selecionou uma amostra de 266 voos. Destes, 111 foram realizados com um único passageiro a bordo. Além disso, a taxa média de ocupação das aeronaves é de apenas 55%. O dado indica “ineficiência operacional significativa” e falta de compartilhamento de voos entre diferentes órgãos. 4 – Passageiros não identificados Em 70% da amostra analisada, houve falha na identificação dos passageiros, seja com nomes incompletos, ausência de descrição do cargo ou falta de documentos oficiais de identificação. De 2020 a 2024, os voos foram solicitados por 44 autoridades e transportaram 73.612 passageiros para uma média de 440 destinos por ano. 5 – Listas de passageiros descartadas A FAB declarou, no decorrer do processo de auditoria, ter descartado as listas de passageiros dos voos realizados entre 2020 e 2023. A Aeronáutica entendia que cabia ao órgão requisitante do voo manter os registros. Para o TCU, houve “grave inobservância do dever de cuidado” porque os documento deveriam ser preservados por pelo menos cinco anos. O descarte impediu análises mais profundas sobre características das viagens. 6 – Aeronáutica se exime de analisar pertinência de viagens A Aeronáutica atua como “mera executora” das requisições para transportar autoridades, sem fazer análise das justificativas para os deslocamentos de autoridades e sem avaliar se todos os critérios necessários estavam cumpridos. “A realização da despesa com o transporte não pode ser pautada unicamente no autocontrole exercido pelo solicitante da viagem. Como executora do ato de despesa, a FAB deve assegurar o funcionamento de controles que se fizerem necessários para reduzir o risco de realizar transporte irregular de passageiros e, com isso, dar espaço a despesa pública injustificável”, destacou a auditoria. 7 – Mais caro que a aviação comercial Em média, o transporte de autoridades por aeronaves da FAB é 6,4 vezes mais caro do que o uso de voos comerciais, conforme uma análise que o TCU fez somente sobre viagens feitas em 2024. Mas em 32% dos casos auditados, os custos de transporte da FAB superaram em mais de 20 vezes o da alternativa comercial. A auditoria constatou a inexistência de análises que comprovem a necessidade do uso da FAB em vez de voos comerciais mais baratos. “A ausência de justificativas claras para a escolha de voos da FAB leva ao uso ineficiente e antieconômico do serviço. Urge, portanto, estabelecer critérios objetivos para justificar o emprego da aviação oficial e evitar a utilização indiscriminada e mais cara dessa opção, aspecto já endereçado no encaminhamento do capítulo anterior”, diz a área técnica. 8 – Os motivos fora da norma Dos quase 7,5 mil voos, 5.898 (78,7%) foram pedidos por motivos de “serviço”. Outros 377 (5%) por motivos de “segurança”. Emergência médica foi a razão de sete voos (0,01%). A alegação de híbrida de “Serviço/Segurança” serviu para 1.209 voos (16,1%), sendo que essa classificação nem existe na norma que regula as solicitações. 9 – Falta de agenda correspondente De um universo de 194 voos analisados especificamente pelo TCU, em 29 voos não foram declinadas a finalidade da missão ou apontada as agendas oficiais correspondentes. A falha compromete alegações de viagem “a serviço” feitas pelas autoridades. 10 – Sigilo virou regra A FAB tem classificado informações relativas a voos de autoridades como sigilosas sem um ato que fundamente essa classificação. Em nenhum dos requerimentos de voos feitos por autoridades e analisados pelo TCU houve menção à necessidade de sigilo dos dados. A classificação das informações partiu da FAB e tem sido realizada de modo amplo e generalizado, em desconformidade com a Lei de Acesso à Informação. Até 2022, a FAB publicava de modo incompleto as informações relativas ao transporte de autoridades realizados com base em um decreto presidencial de 2020. O nome da autoridade solicitante era divulgado, mas sem a identificação dos passageiros transportados. Uma decisão do TCU de 2022 determinou a publicidade dessas informações, mantido o sigilo para os casos em que a publicidade pode representar riscos à segurança de autoridades. A partir daí, o TCU detectou uma mudança no padrão de classificação dos voos, com elevação do número de viagens por motivos de “segurança”, em detrimento do motivo “serviço”, que até então era mais comum. Notícia anterior FAB Força Aérea Brasileira AeronáuticaTCU Tribunal de Contas da União 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões

Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio

Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio

Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio E vem mais um pente-fino no Palácio Guanabara. Por Pâmela Dias | O Globo 16/04/2026 Desembargador Ricardo Couto, atual governador interino do Rio — Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo Em decreto a ser publicado nesta sexta-feira, o governador em exercício, Ricardo Couto, determinou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo todas as suas estruturas subordinadas, sob o argumento de reorganização administrativa sem aumento de despesas. Saem do organograma a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo — áreas criadas ou reorganizadas por decretos entre 2024 e 2025. O impacto imediato será a exoneração de 383 servidores ligados às unidades extintas. O movimento é visto como um esforço de Couto para imprimir sua marca no governo, com cortes em estruturas ampliadas na gestão Cláudio Castro. Notícia anterior Governador Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões

Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões

Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Medida atinge toda a administração direta e indireta e inclui revisão de contratos emergenciais e estrutura de pessoal. Por Por Gabriel Barreira e Lucas Soares | RJ2 16/04/2026 Palácio Guanabara, Rio de Janeiro — Foto: GloboNews/Reprodução O governo do Rio de Janeiro iniciou uma ampla auditoria nos gastos públicos que prevê a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que juntos somam mais de R$ 81 bilhões. A medida foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, como parte de um pacote classificado pela gestão como um “choque de transparência” na máquina pública. O pente-fino será conduzido pela Casa Civil, agora sob comando de Flávio Willeman, em conjunto com a Controladoria-Geral do Estado (CGE). De acordo com o decreto, todas as secretarias, autarquias, fundações e entidades da administração indireta deverão informar, em até 15 dias úteis, detalhes sobre contratos em vigor, incluindo prazos, valores e serviços prestados. Ao todo, serão analisados 6.754 contratos com valores acima de R$ 1 milhão, que somam R$ 81.765.869.207,87. A auditoria também inclui contratos firmados sem licitação, por inexigibilidade ou em caráter emergencial, que deverão ser detalhados pelos órgãos responsáveis. Choque de transparência A revisão dos contratos deve começar pela própria Casa Civil, onde estão concentrados alguns dos maiores acordos da administração estadual. Um dos exemplos é um contrato de agenciamento de viagens aéreas, com custo estimado em R$ 825 milhões. O foco inicial também inclui a Secretaria de Governo, áreas de Meio Ambiente e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o DER firmou nove contratos no último mês que somam mais de R$ 400 milhões, sendo seis deles sem previsão de licitação por serem classificados como emergenciais — todos agora sob análise. A auditoria busca identificar possíveis irregularidades, sobreposições de contratos e gastos considerados excessivos, além de revisar a legalidade de contratações feitas recentemente. Exonerações Paralelamente à auditoria, o governo interino vem promovendo mudanças no primeiro escalão e na estrutura administrativa. Só na Secretaria de Governo, 153 servidores foram exonerados nesta quinta-feira, dentro de um universo de cerca de 2,5 mil funcionários da pasta. As alterações também atingiram cargos estratégicos. O procurador Rafael Rolim foi nomeado presidente da Cedae, substituindo Agnaldo Balon, que estava no comando da companhia desde 2023. Na segunda-feira (13), Couto exonerou o secretário-chefe de Gabinete, Rodrigo Abel. A exoneração foi registrada como “a pedido”, mas, na prática, encerra a presença do grupo que concentrava as principais decisões no Palácio Guanabara desde 2020, quando Castro assumiu o comando do estado. Rodrigo Abel era considerado um dos principais articuladores do governo e atuava ao lado de nomes como Nicola Miccione e Rodrigo Bacellar. Também na segunda-feira, Ricardo Couto exonerou o então presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. Para o lugar dele, foi nomeado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista. Cargos de comissão cresceram com Castro Outro foco do governo é o gasto com pessoal, especialmente a evolução do número de cargos comissionados nos últimos anos. Dados levantados pela atual gestão mostram que, em abril de 2021, no início do governo Cláudio Castro, havia 9.698 comissionados. Hoje, esse número chegou a 14.340 — um aumento de 47,86%. No mesmo período, o número de servidores concursados caiu de 165.866 para 153.830, uma redução de 7,2%. Com isso, a proporção de efetivos na folha diminuiu: de 96,52% para 84,6%. O decreto também determina que todos os órgãos informem o quantitativo atualizado de servidores efetivos e comissionados, como parte do mapeamento completo da estrutura administrativa. Economia anual de R$ 13 milhões Segundo a Secretaria de Estado de Governo (Segov), as primeiras medidas já resultaram em economia. A exoneração dos 153 servidores da pasta deve gerar uma redução de gastos superior a R$ 13 milhões por ano, sem impacto na prestação de serviços, de acordo com o governo. A ação integra o primeiro ciclo da auditoria, que também prevê restrições a novas licitações sem previsão orçamentária e revisão de despesas consideradas não essenciais. Notícia anterior CedaeControladoria-Geral do Estado CGEDepartamento de Estradas de Rodagem DERGovernadorPL Partido LiberalRioPrevidência Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja

"Preciso dele feliz", disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja

Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Paulo Henrique Costa foi preso nesta quinta-feira (16), sob suspeita de ter recebido milhões em propina do dono do Banco Master Por Matheus Teixeira e Renata Souza | CNN Brasil 16/04/2026 CNN Brasil Em mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, chegou a falar sobre a necessidade de deixar o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa “feliz”. Costa foi preso nesta quinta-feira (16) na quarta fase da operação Compliance Zero. A PF investiga se o ex-presidente do BR recebeu R$ 146,5 milhões de Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília. Os investigadores apontam que o pagamento da propina teria sido realizado por meio de imóveis sediados em Brasília e São Paulo. “Preciso dele feliz [nome da corretora preservado]. Reverte isso aí”, escreveu Vorcaro a uma corretora de imóveis após um episódio em que Costa teria ficado “decepcionado por não ter conseguido visitar” um dos imóveis, segundo relatório policial. Nesta nova fase da Compliance Zero, o advogado Daniel Monteiro, próximo do ex-banqueiro, também foi preso. Ele seria um dos responsáveis por montar uma operação para repassar os seis imóveis de luxo a Costa por meio de empresas de fachada. As trocas de mensagens de WhatsApp periciadas pela PF, que constam na decisão que autorizou a operação desta quinta-feira, mostram que Vorcaro tratava Paulo Henrique Costa como “amigo”, indicando proximidade entre os dois. Por meio das conversas extraídas, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, afirmou haver “fortes indícios” de que Costa atuava como um “verdadeiro mandatário” de Vorcaro. Outro lado A CNN entrou em contato com o BRB para se manifestar. O espaço está aberto. Em nota, o governo do Distrito Federal, disse, por meio da assessoria da governadora Celina Leão (PP), disse que os fatos “estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e julgamento”. “A atual gestão do Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso inegociável com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições. Desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes. Seguiremos atuando com responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos”, diz a nota. O advogado Cleber Lopes, que atua na defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, criticou a prisão do cliente e disse que ele não “cometeu crime algum”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadoraPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB

Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB

Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Fontes afirmam que Márcio Wanderley era pressionado para conceder parecer positivo para DF obter empréstimo do FGC Por Larissa Rodrigues e Helena Prestes | CNN Brasil 16/04/2026 Márcio Wanderley, Procurador Geral do Distrito Federal. • Ângelo Pignaton/Agencia CLDF Brasília – O procurador-geral do DF, Márcio Wanderley, deixou o cargo nesta semana, após nove meses de gestão. Segundo fontes, o procurador pediu demissão por sentir-se pressionado a fazer um parecer positivo para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), destinado ao BRB. Nesse tipo de operação, o governo não pega dinheiro diretamente do fundo; o FGC atua como uma espécie de garantidor, reduzindo o risco para quem concede o crédito e facilita a liberação dos recursos. Cabe a PGR-DF a avaliação da viabilidade econômica do empréstimo. O desconforto teria surgido diante da pressão para validar juridicamente essa operação. Wanderley assumiu o cargo em agosto de 2025, após quase dois anos como consultor jurídico do gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha. O cargo tem duração de dois anos, podendo ser reconduzido. Pelo regimento, Wanderley poderia seguir no cargo até agosto do próximo ano. A CNN entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mas ainda não obteve retorno. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPG-DF Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro

CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro

CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Operação aprovada durante a gestão de Paulo Henrique Costa financiou parte da compra da mansão do filho de Jair Bolsonaro no Lago Sul, área nobre de Brasília Por Julinho Bittencourt | Revista Fórum 16/04/2026 O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 16, na quarta fase da Operação Compliance Zero. Foi ele quem deu o aval para o financiamento de R$ 5,9 milhões para a compra da mansão de Flávio Bolsonaro (PL) no Lago Sul, área nobre de Brasília. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos em negócios com o Banco Master. A operação também prendeu o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável jurídico pelas negociações. A PF cumpre dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os alvos respondem por crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Costa chegou ao comando do BRB em 2019, indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), e desde então ocupou posição estratégica no sistema financeiro do Distrito Federal. Durante sua passagem pelo cargo, o banco ampliou sua relevância institucional e ganhou protagonismo político. Esse ciclo, porém, começou a ruir quando a Operação Compliance Zero passou a apurar suspeitas de fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master. A partir daí, a gestão do executivo passou a ser revisitada em busca de decisões que possam ter extrapolado critérios técnicos e atendido interesses específicos. Condições vantajosas Foi nesse contexto que reapareceu o financiamento concedido a Flávio Bolsonaro em 2021. Naquele ano, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para a compra de uma mansão avaliada em R$ 5,97 milhões no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, uma das áreas mais valorizadas de Brasília. O imóvel, com cerca de 2.400 metros quadrados, foi financiado com juros entre 3,65% e 3,71% ao ano, além da correção pelo IPCA. Embora o banco tenha sustentado que a operação seguiu padrões de mercado, o crédito chamou atenção pela combinação entre condições vantajosas, perfil do comprador e necessidade de aprovação da cúpula da instituição. O peso político do caso não era pequeno. O negócio precisou passar pela diretoria colegiada presidida por Costa, o que vinculou diretamente o então chefe do BRB à operação. Naquele momento, o executivo era visto como um nome em ascensão e chegou a ser cogitado para ocupar uma vice-presidência no Banco do Brasil. A hipótese, contudo, acabou esvaziada diante do receio de que a repercussão negativa da compra da mansão contaminasse uma eventual promoção dentro do sistema financeiro federal. Queiroz e as rachadinhas Ao redor desse episódio, reaparece também um personagem incontornável das investigações sobre o patrimônio da família Bolsonaro: Fabrício Queiroz. Ex-policial militar e amigo antigo de Jair Bolsonaro, Queiroz foi apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. De acordo com os promotores, ele coordenava a arrecadação de valores desviados de assessores, formando um caixa em espécie que abasteceria despesas pessoais e operações patrimoniais. A suspeita dos investigadores é que esse fluxo de dinheiro em espécie tenha alimentado um modelo de transações imobiliárias montado para transformar recursos de origem ilícita em ganhos aparentemente legítimos. Segundo essa linha de apuração, imóveis eram adquiridos por valores inferiores aos reais nas escrituras, com a diferença sendo quitada por fora, em dinheiro vivo, e depois revendidos por preços de mercado. Dessa forma, Flávio Bolsonaro teria acumulado lucros formais expressivos entre 2010 e 2017 com a compra e a venda de 19 salas e apartamentos. A leitura do Ministério Público era a de que se tratava de uma forma de dar aparência regular a recursos provenientes da rachadinha. Hoje, Queiroz ocupa a função de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema, no Rio de Janeiro, cargo para o qual foi nomeado em janeiro de 2025 pela prefeita Lucimar Vidal (PL). Quitação acelerada O caso da mansão voltou a provocar questionamentos em julho de 2024, quando Flávio Bolsonaro quitou o saldo devedor do imóvel de maneira acelerada. Foram R$ 3,4 milhões pagos em seis aportes extraordinários, em valores que chegaram a R$ 997 mil em uma única parcela. A quitação ocorreu depois de o Supremo Tribunal Federal consolidar decisões que anularam provas do caso das rachadinhas por questões processuais. O senador afirma que os recursos vieram de sua antiga franquia de chocolates e de sua renda, mas a rapidez e a robustez dos pagamentos seguiram cercadas de dúvidas. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBanco de Brasília BRBBanco do BrasilBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitaRegião do Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá

MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá

MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Segundo o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025 e são acusados de descumprir missão e de ocultar imagens. Por Luana Alves e Márcia Brasil | RJ1 16/04/2026 Agente sem camisa tinha acabado de usar o banheiro — Foto: Reprodução/TV Globo O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por violação de domicílio, descumprimento de missão e recusa de obediência durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. De acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial. Segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os denunciados Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento.   O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Gravação com ‘tela preta’ As investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação. Por isso, o MPRJ os denunciou por recusa de obediência. Mesmo assim, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou 2 denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de 7 episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça Militar. Ao agir dessa forma,

As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master

As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no Caso Master

As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master Troca de conversas sobre imóveis de luxo e apoio a Ibaneis comprometem ex-presidente do BRB Por Yuri Ferreira | Revista Fórum 16/04/2026 Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB – Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa (Repodução e Agência Brasília) Trocas de mensagens entre o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam negociações que, segundo a Polícia Federal (PF), apontam para um esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em imóveis de luxo. O conteúdo integra o inquérito da quarta fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Paulo Henrique nesta quinta-feira (16). Nas mensagens, o ex-banqueiro trata abertamente da expectativa por imóveis de alto padrão em São Paulo com  Vorcaro. Em um dos trechos, Paulo Henrique faz referência direta ao cálculo do valor combinado: “Fiz as contas para chegar no valor que combinamos. Dependendo dos valores finais, sairia o Casa Lafer, que está no contrapiso. Apagando algumas mensagens.” Em outra troca, o ex-presidente do BRB cobra avanço nas negociações imobiliárias. “Amigo, pessoal esperando seu de acordo sobre os imóveis de São Paulo. Pode ajudar?”, escreveu. Vorcaro respondeu afirmando ter “dado carta branca” de sua parte e questionou onde o processo estaria travado. A decisão judicial que embasou as prisões descreve um episódio em que Vorcaro teria instruído diretamente uma corretora a garantir a satisfação do parceiro durante a visita aos imóveis: “Preciso dele feliz. Reverte isso aí.” As mensagens também registram o alinhamento inicial entre os dois. Em uma das primeiras trocas, Paulo Henrique menciona o contexto político das negociações: “O Governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas.” Vorcaro respondeu de forma sucinta, confirmando entendimento e prometendo tratar os detalhes com sua equipe. Em outro diálogo, Vorcaro reforça a natureza contínua da parceria: “Temos um negócio de continuidade e centenas de ajustes ao longo da trajetória.” Paulo Henrique reafirmou o compromisso: “Estou com vc. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver.” Segundo as investigações, Paulo Henrique atuava como “mandatário” de Vorcaro no BRB e, em contrapartida, receberia imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. No período apurado, o BRB teria adquirido carteiras de crédito do Master apontadas como fraudulentas, estimadas em R$ 12,2 bilhões. A estrutura para dissimular os repasses envolveria seis imóveis de alto padrão — quatro em São Paulo e dois em Brasília — e empresas de fachada. O advogado Daniel Monteiro, preso na mesma operação, é apontado como o responsável jurídico pela arquitetura das negociações entre as partes. Em uma conversa com Vorcaro, Monteiro afirma: “O Paulo me procurou para dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele. Disse que vc pediu para ele falar comigo a respeito. Devo dar andamento?”. O banqueiro responde: “Eu pedi isso anteontem. Pra dar foco nisso. Achei que já estava resolvido”. O que diz a defesa de Paulo Henrique Costa “A defesa continua firme na convicção de que Paulo Henrique Costa não praticou crime algum”, disse o advogado Cleber Lopes em entrevista a jornalistas nesta manhã. Ele também negou que seu cliente teria recebido propina, como acusa a PF: “Não considero essa como uma hipótese válida”, disse. “No primeiro momento a defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução, para a aplicação da lei penal. Ele está em liberdade desde a primeira fase da operação, não há notícia de que ele tenha praticado qualquer fato que pudesse atentar contra a instrução criminal, contra a ordem pública, contra a aplicação da lei penal, de maneira que a defesa considera, em um primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária”, declarou o advogado. “Não, se eu estou considerando que é um exagero, eu permaneço como estava antes. Eu continuo convencido, o Paulo Henrique continua convencido, e vamos, como eu disse antes, examinar. Enfim, a defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não praticou crime algum. Vamos aguardar agora a análise do documento, vamos fazer a defesa como temos feito”, pontuou. 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Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Master sem lastro. Ele teria recebido imóveis de Daniel Vorcaro avaliados em R$ 146 milhões em troca de facilitar negócios com o banco. Por Camila Bomfim, Isabela Camargo, Márcio Falcão, Isabela Leite, Túlio Amâncio, Reynaldo Turollo Jr e Ana Flávia Castro | GloboNews, TV Globo e g1 16/04/2026 Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Ele foi preso em Brasília, segundo informações obtidas pelo blog. De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos sediados na capital federal. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte. A PF informou, em nota, que a operação desta quinta investiga “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. É a primeira vez que a polícia fala em corrupção de agente público do Distrito Federal no âmbito das apurações sobre o Master e o BRB. ➡️ O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra do banco de Daniel Vorcaro (leia mais abaixo). Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, em endereços ligados aos alvos e ao Master. Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia. O outro alvo de mandado de prisão é o advogado do Master Daniel Monteiro. Ele é apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita. Veja quem foram os alvos da operação: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB – alvo de mandado de prisão; Daniel Monteiro, advogado que atua para o Master – alvo de mandado de prisão; Thaisa Menzato, sócia de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão; Arthur Caixeta Nogueira, empresário ligado à gestora de fundos Reag – alvo de mandados de busca e apreensão; Monteiro Rusu, escritório de advocacia – alvo de mandados de busca e apreensão; Hamilton Edward Suaki, cunhado de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão.   O g1 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa e o BRB mas ainda não obteve retorno. A defesa de Daniel Monteiro afirma que “sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica” (veja na íntegra mais abaixo). Quem é Paulo Henrique Costa Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial com a primeira fase da operação. Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. BRB e Master O BRB aparece nas investigações por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação. A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público. Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita. Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A PF ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa. O que dizem os alvos Paulo Henrique Costa A defesa do ex-presidente da instituição diz que considera a prisão “desnecessária” e que vai examinar a decisão para tomar providências. Daniel Monteiro “A defesa de Daniel Monteiro informa que ele foi surpreendido, na data de hoje, com a decisão de prisão. Ressalta que sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional. Daniel está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão integralmente esclarecidos”. Notícia anterior Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF 16/04/2026 Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ 15/04/2026 Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio 15/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio Prefeita de Guapimirim e mais 4 viram réus por suspeita de fraude

Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor

Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor

Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor Em depoimento à PF, Deivis Marcon Antunes afirmou que o então diretor da autarquia Euchério Rodrigues foi o autor da proposta; ex-presidente nega recebimento de propina e interferência política. Por Octavio Guedes e Marcelo Gomes | GloboNews 16/04/2026 O ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes — Foto: Rioprevidência/Divulgação O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues. Procurado pelo blog, Euchério não se manifestou até a última atualização deste post. Deivis negou, ainda, que sua indicação para presidência da autarquia tenha sido política. O Rioprevidência é o responsável pelo pagamento de 235 mil servidores públicos estaduais aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro. Segundo fontes ouvidas pelo blog, a indicação teria partido de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. O ex-governador Cláudio Castro (PL) disse ao blog não se lembrar quem indicou o nome de Deivis. “Posso ter consultado Rueda, mas não foi ele. Eu tinha 500 indicações”, disse Castro. Em outro trecho do depoimento, o delegado da PF quis saber se Deivis recebeu propina direta, ou indiretamente, pelos investimentos no Master. “Não. Nenhum”, disse o ex-presidente do Rioprevidência. Deivis também explicou tecnicamente o processo do investimento de quase R$ 1 bilhão no Master. “Esse investimento é proposto pela Diretoria de Investimentos. Eu até li uma coisa assim, que o Comitê [de Investimentos] não tinha autorizado… o comitê não autoriza investimentos. A diretoria faz a proposição do investimento, e aí o investimento é feito, e o diretor de investimentos faz o encaminhamento, e eu assino juntamente com ele o investimento”, disse Deivis. Questionado pelo delegado da Polícia Federal (PF) sobre quem era o diretor de investimentos, Deivis respondeu: “O diretor de investimentos na época era o Euchério. Eu cheguei em julho [de 2023] e o Euchério chega em… Se não me engano, em outubro.” O delegado perguntou se foi Euchério quem indicou os investimentos, e Deivis confirmou. O depoimento ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, depois de Deivis ter sido preso na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, no Sul do RJ. Ele tinha retornado dos Estados Unidos pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugou um carro para voltar ao Rio, onde mora. O delegado questionou se Deivis assinou “naquele bloco de assinatura” e Deivis explicou: “É no bloco, né? Os blocos que a gente usa para pagamento de contratos, pagamento de investimentos e demais autorizações. Todas elas são assinadas em bloco, porque senão, só um exemplo, seriam 400, 500, 600 assinaturas num dia, porque é um absurdo, o volume é muito grande. A gente paga, além de todos os contratos, 260 mil aposentadorias e pensões”, respondeu o ex-presidente do Rioprevidência. Mais adiante, o delegado quis saber por que foi escolhido o Banco Master. O ex-presidente argumentou que o Regime Próprio de Previdência Social não tinha como detectar, “com uma equipe formada por nove ou dez pessoas”, problemas que até o Banco Central teve dificultar para identificar. “O Tribunal de Contas, eu lembro que na época, falou assim, tinha que fazer análise reputacional dos sócios. Não era obrigação”, disse Deivis. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaUnião Brasil Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

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As consequências do seu voto

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