TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP

TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP Prefeituras não têm sistemas de controle interno para fiscalizar as próprias despesas Auditoria analisou 66 emendas de 2023 a 2025 que totalizaram R$ 52 milhões Por Bruno Ribeiro | Folha de S.Paulo 27/04/2026 Sede do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, na Sé, região central da capital – Divulgação TCE-SP – 3.dez.25 São Paulo – Uma auditoria inédita do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) sobre o pagamento de emendas Pix de deputados estaduais e vereadores paulistas mostrou que esses recursos vão, em sua maioria, para obras e serviços feitos sem plano de trabalho, o que torna impossível rastrear se o dinheiro foi gasto como prometido. Na auditoria especial, que se debruçou sobre 66 emendas de 2023 a 2025 a prefeituras e entidades filantrópicas, além de obras feitas sem licitação adequada, o corpo técnico do TCE encontrou emendas pagas a entidades controladas por parentes dos políticos que as indicaram e indícios de superfaturamento. Os deputados estaduais autores das emendas afirmaram desconhecer os resultados da fiscalização do TCE-SP e prometeram tomar providências. As prefeituras que retornaram o contato da Folha afirmaram que não foram notificadas pelo órgão de controle ou negaram irregularidades. As emendas Pix são repasses a prefeituras sem a necessidade de que elas assinem convênios específicos com o governo estadual. Elas ficam na classe das emendas impositivas – gastos que o Executivo tem obrigação de fazer. Na esfera federal, as apurações de desvio de finalidade relacionadas a esses gastos são alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), com decisões do ministro Flávio Dino que chegaram até, no ano passado, à suspensão desses repasses para algumas prefeituras. Em São Paulo, para elaborar um diagnóstico sobre transparência, rastreabilidade e regularidade dos gastos, como determina o STF, o TCE selecionou emendas a partir de uma análise de riscos, entre quase 2.000 emendas pagas, e elaborou a amostra com 66 repasses para 59 prefeituras, que totalizaram R$ 52 milhões. Cerca de 30% desse valor foi composto por transferências municipais – de cidades que pagam emendas Pix de vereadores para organizações sociais. A partir do levantamento prévio, o escrutínio foi da indicação parlamentar ao término do serviço, o que incluiu inspeções em campo. O período em foco foi 2024, incluindo emendas indicadas em 2023 e serviços pagos em 2025. Os casos que mais chamaram a atenção dos auditores foram cinco ocorrências de indícios de sobrepreço ou superfaturamento e quatro de conflito de interesses, incluindo beneficiários de emendas ligados a políticos. Um deles foi uma emenda de R$ 300 mil indicada pelo deputado estadual Guto Zacarias (Missão) para a compra de coletes balísticos para a GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Segundo o relatório, a ata de registro de preços usada para a compra abrangia coletes e capas, mas as capas não foram entregues, o que resultou em um superfaturamento de R$ 42 mil. Zacarias disse à Folha que cobraria explicações. “Sou o deputado que mais destinou emendas para a segurança pública e quero saber todos os detalhes de cada centavo enviado”, disse. Ele encaminhou cópia de ofícios feitos ao Ministério Público e à Alesp (Assembleia Legislativa), após o contato com a reportagem, para pedir providências. Já a prefeitura afirmou que a compra foi regular. Em outro caso, a emenda foi da deputada estadual Dani Alonso (PL), de R$ 300 mil, para reforma da quadra de uma escola em Mineiros do Tietê. Embora o dinheiro tivesse sido liberado, a obra não tinha plano de trabalho e, quando os fiscais foram à escola, viram que ela estava paralisada. A deputada afirmou que não acompanha o passo a passo da execução de cada emenda, mas sim o término das obras e que, quando há apontamentos de órgãos de controle, busca informações. “Nesse caso específico, vamos buscar esclarecimentos sobre a paralisação”, afirmou Alonso. A prefeitura não se manifestou. Já em Santa Isabel, a prefeitura recebeu R$ 350 mil do deputado Jorge do Carmo (PT) para a construção de uma ponte na estrada Diniz Alberto Lopes. A ponte foi feita sem projeto básico, por meio de um pregão presencial e sem estar no orçamento da cidade. Para o TCE, as práticas indicam gastos irregulares. A Prefeitura de Santa Isabel também não respondeu. Jorge do Carmo disse que acompanhou a execução das obras da ponte, mas que não sabia que a construção não tinha projeto. “O prefeito não me mostrou, mas também não pedi”, disse. O deputado afirmou que seu papel foi acompanhar se a obra foi feita e se o recurso foi empregado (disse que a visitou após o término do trabalho). Entre os repasses feitos a parentes de políticos, um dos casos apontados pelo TCE foi o do vereador de Sorocaba Fábio Simoa (Republicanos). De acordo com o órgão, ele indicou uma emenda de R$ 105 mil para uma entidade social gerenciada por parentes de outro vereador da cidade. O mesmo fez Reynaldinho (PSD), de Arujá, com um repasse de R$ 309,8 mil para uma entidade presidida por seu filho, de acordo com a auditoria. O STF proibiu a prática. Simoa disse, em nota enviada após a publicação deste texto, que outros vereadores também indicaram emendas para a entidade citada pelo TCE e que o presidente da organização não tem vínculo de parentesco com nenhum dos membros da Câmara. Ele disse estar à disposição para esclarecimentos. Reynaldinho não respondeu. Ao longo das 66 emendas que passaram pelo raio-x, os auditores encontraram obras com planilhas de preços infladas, veículos comprados pelas prefeituras que estavam parados em pátios e entidades que deveriam realizar atendimento para pets, mas estavam fechadas. Além dos casos individuais, o TCE identificou uma falha estrutural no modelo: ao receber recursos extras sem convênios com o governo, os recursos em geral vão para as contas comuns das cidades, usados em gastos de custeio, o que impossibilita o rastreamento. Para o órgão, as irregularidades encontradas decorrem de “falhas sistêmicas de transparência, governança e atuação insuficiente dos órgãos de controle interno”. Das 66 emendas vistoriadas, 58 foram para atividades sem plano de trabalho, o que dificulta qualquer acompanhamento para
Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ

Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ Felipe Santa Cruz, ex-presidente da OAB e ex-secretário de Eduardo Paes, assumiu a defesa de Sérgio Cabral no STJ. Por Rodrigo Castro | O Globo 27/04/2026 Felipe Santa Cruz assumiu defesa de Sérgio Cabral — Foto: Reprodução O advogado entra na reta final do processo para auxiliar o escritório Proetti Advogados. O subestabelecimento foi protocolado na última sexta-feira. O caso em questão é o uso particular de helicópteros do governo do Rio de Janeiro, pelo qual Cabral foi condenado a 11 anos e oito meses de reclusão pelo TJRJ. Sua ex-mulher Adriana Ancelmo pegou oito anos e quatro meses de prisão. A sentença, proferida em 2021, também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 19,9 milhões ao Estado. O ex-casal foi denunciado em 2018 pelo Ministério Público. Na denúncia, Cabral foi acusado de ter usado o helicóptero em mais de 2 mil voos particulares durante seus dois mandatos. As viagens, de acordo com o MP, foram para transporte de familiares, amigos, funcionários e políticos. O julgamento no STJ está previsto para o próximo dia 5 de maio. A relatora é a ministra Marluce Caldas. A propósito, Santa Cruz e Cabral são próximos. Em 2023, o ex-presidente da OAB publicou uma foto com o ex-governador na qual citou “tantos anos de injustiça”. O registro foi apagado após críticas. Notícia anteriorPróxima notícia STJ Superior Tribunal de JustiçaTJ-RJ Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
‘Buraco fake’ usado como cenário para prefeito tiktoker custou R$ 19 mil, usou 7 veículos e 15 funcionários, aponta relatório técnico (VIDEO)

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Novo documento que será entregue ao MP detalha uso de 15 funcionários e 7 veículos na suposta farsa em Sorocaba (SP). Por Marcel Scinocca | g1 Sorocaba e Jundiaí 27/04/2026 Saae de Sorocaba teria ‘fabricado’ problema em rua para prefeito tiktoker gravar vídeo para as redes sociais, dizem funcionários — Foto: Reprodução/Instagram O “buraco fake” que teria servido de cenário para um vídeo viral do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido como prefeito tiktoker, custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, segundo um novo dossiê elaborado por servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), autarquia responsável pelo abastecimento de água e rede de esgoto na cidade. O documento, obtido pelo g1 nesta segunda-feira (27), foi feito por um grupo de servidores da autarquia e detalha o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa e será encaminhado ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito (leia mais abaixo). O material cita falsidade ideológica em série, com Registro de Atendimento (RAs), e Ordens de Serviços (OSs) falsos, prevaricação de chefias e diretores, desvio de finalidade, improbidade administrativa, dano ao erário, entre outros. O novo documento detalha a estrutura mobilizada para o suposto buraco fake: 15 funcionários do Saae; 7 veículos, incluindo caminhão pipa, caminhão de aterro e retroescavadeira; 2 empresas terceirizadas, uma para drenagem e outra para o reparo do asfalto. O trabalho na via também contou com a prestação de serviço de duas empresas terceirizadas: uma contratada para fazer o trabalho de drenagem e a outra para cuidar do reparo do asfalto. Com base nesses dados, os servidores estimam um prejuízo de pelo menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos. O documento lembra que no, vídeo gravado pelo prefeito, uma pessoa cai dentro do buraco recém-aberto. “O buraco continha ou havia contido esgoto (rede de esgoto do Saae). Risco de contaminação biológica e gases tóxicos (metano, sulfeto)”, reforça. O que dizem os órgãos fiscalizadores e envolvidos A Prefeitura de Sorocaba disse que prestará todos os esclarecimentos diretamente ao Ministério Público, caso o órgão solicite. Também reiterou que a vala foi aberta para obra de manutenção em rede de esgoto. “Houve troca de abraçadeira danificada, com conclusão da manutenção no mesmo dia, seguida da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais da autarquia. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pelo Saae/Sorocaba, seguindo fluxo interno de controle.” O Ministério Público do Estado de São Paulo foi questionado sobre a evolução das denúncias feitas sobre o caso após as denúncias feitas na quinta-feira (23). Em nota, o órgão respondeu que não havia novidades até esta segunda-feira (27). O Ministério Público do Trabalho (MPT) disse que está ciente do caso, mas afirmou não ter recebido nenhuma denúncia formal sobre assédio dentro da autarquia. ‘Equipe parada esperando o prefeito’ A denúncia dos servidores é reforçada pelo relato de moradores. Um vizinho, que não quis se identificar, contou ao g1 que a equipe do Saae ficou parada esperando o prefeito chegar para a gravação. “A gente vê uma equipe ficar parada meio período, […] e não é o procedimento padrão que a gente vê aí do Saae”, disse. O mesmo morador disse que estranhou a agilidade do serviço. “Eu tive um problema que eles levaram um mês para resolver. E agora, no mesmo dia virem, abrirem o buraco e fecharem, isso é algo inédito, né?”, questiona. O morador também afirma que não havia nenhum problema aparente na via antes da obra. “Eu passo todo dia aqui pela rua por causa do trabalho e, se fosse alguma coisa recorrente, a gente teria percebido”, disse. MP analisa denúncias O caso ganhou repercussão nacional após o g1 ter acesso, com exclusividade, a todo o material envolvido na operação, incluindo ordens de serviço que, segundo os servidores, foram criadas para justificar a intervenção no local. Os funcionários relatam a abertura de procedimentos falsos para legitimar o uso de servidores e o eventual pagamento à empresa privada. Sobre o vídeo Publicado no perfil pessoal de Rodrigo Manga no mesmo dia em que a operação aconteceu, a gravação mostra o prefeito em um cenário de obra, acompanhado de servidores e máquinas do Saae. Inicialmente, um personagem mostra o que ele classifica como “buraco raso” e, em seguida, um “buraco fundo”, dizendo que “em Sorocaba, não está fácil não”. Manga aparece em frente ao buraco aberto com retroescavadeira, como se fosse uma intervenção da prefeitura. Servidores do Saae e equipamentos públicos estão presentes, compondo o cenário. O tom do vídeo é de prestação de contas e divulgação de ações da administração municipal, com linguagem voltada para redes sociais, reforçando a imagem de Manga como o “prefeito tiktoker”. Até sexta-feira (24), o vídeo de 19 segundos gravado no local acumulava mais de 6,5 milhões de visualizações somente no Instagram e somava mais de 330 mil curtidas. As contradições nos documentos A denúncia original, feita por servidores do Saae, é sustentada por uma série de inconsistências nos registros oficiais da obra: Fotos idênticas: Um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações. Local errado: As fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto. “Não é vazamento do Saae”: Um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia. Poço de vistoria intacto: O vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada. A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia
Bolsonaro não tem “nenhuma vocação para a vida pública”, diz Kassab

Bolsonaro não tem “nenhuma vocação para a vida pública”, diz Kassab Presidente do PSD afirmou que gestão do ex-presidente se sustentou em bons ministros e elogiou Paulo Guedes, a quem chamou de “presidente da economia” Por Stêvão Limana e Manoela Carlucci | CNN Brasil 27/04/2026 Gilberto Kassab, presidente do PSD • Esfera Brasil O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi feita durante um evento empresarial em São Paulo. Segundo Kassab, o cenário eleitoral de 2018 favoreceu a vitória de quem se colocasse contra o PT. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse. Apesar das críticas, ele destacou que o governo se sustentou por conta de nomes fortes na equipe econômica, citando Paulo Guedes como peça-chave. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, afirmou. Kassab também fez ressalvas à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando dificuldades na condução econômica e questionando a eficiência administrativa do governo federal. As declarações acontecem em meio à movimentação política visando as próximas eleições presidenciais, com o PSD buscando ampliar seu espaço no cenário nacional. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos Trabalhadores PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais

Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais Sem critérios socioambientais, legislações sobre benefícios fiscais permitem isenções de impostos a mineradoras de ouro na Amazônia Legal autuadas por infrações ambientais e implicadas em irregularidades por órgãos de controle Por Carolina Bataier | Repórter Brasil 27/04/2026 Uma das companhias beneficiadas com isenções de impostos foi multada pelo Ibama em meio a investigações sobre a compra, venda e uso ilegal de mercúrio na mineração de ouro (Foto: Divulgação Hermes II/Ibama) MINERADORAS DE OURO com histórico recente de infrações ambientais, implicadas por órgãos de controle em irregularidades e em conflito com comunidades obtiveram R$ 90,1 milhões em isenções de impostos federais entre 2024 e 2025, mostra levantamento exclusivo da Repórter Brasil. Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, a Mineração Aricá obteve isenções fiscais mesmo após um embargo (interdição) registrado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) no âmbito de uma operação da Polícia Federal que investiga o uso ilegal de mercúrio. Outra companhia com embargo ativo aplicado pelo órgão ambiental é a Mineração Aurizona S.A., que recebeu os benefícios depois de a empresa deixar 4 mil pessoas sem acesso à água potável em decorrência do rompimento de uma lagoa usada como barragem de mineração, em março de 2021, no município maranhense de Godofredo Viana. Já a Aura Almas Mineração S.A., que opera em Almas, no Tocantins, ignorou a existência de comunidades quilombolas em seu projeto de licenciamento ambiental, segundo ação movida pela Defensoria Pública do Estado. Em 2024, a soma das renúncias fiscais das três empresas foi de R$ 51 milhões. Em 2025, de R$ 39,1 milhões. Os dados sobre benefícios e renúncias fiscais de tributos federais são de acesso público, disponibilizados pelo Ministério da Fazenda. Leis sobre benefícios não incluem critérios socioambientais No caso da mineradora Aurizona, o benefício foi garantido por meio da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a partir de uma lei criada no início dos anos de 1960 com a proposta de incentivar a expansão de setores de extração de matéria-prima na região. Ao longo dos mais de 60 anos de vigência, a Lei 4.216, que regulamenta o benefício, teve poucas alterações, graças ao lobby dos setores beneficiados, avalia Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). “Essas leis normalmente têm dez anos de duração. Quando vai chegando esse prazo, eles [empresários] se articulam no Congresso Nacional e renovam sem nenhuma mudança”, explica Cardoso. Ela é autora da nota técnica “Incentivos Fiscais na Amazônia”, publicada em 2023 pelo Inesc, onde aponta os “questionáveis efeitos econômicos e sociais e negativos impactos ambientais” desse tipo de isenção fiscal. Além do benefício da Sudam, as três mineradoras foram contempladas pelo Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap), que garante a suspensão de impostos na aquisição de máquinas e equipamentos. As legislações que regem ambos os benefícios não estabelecem critérios socioambientais para a sua concessão. “É um absurdo [que esses benefícios] sejam renovados sem que haja critérios ambientais, sociais, climáticos, de responsabilidade socioambiental dessas empresas”, critica Cartório. Para a assessora do Inesc, as lacunas na legislação sobre benefícios fiscais acabam por financiar atividades de empresas com problemas socioambientais. “Não tem contrapartida para as comunidades, não tem vedação sequer de coisas que já são muito usuais no setor financeiro, como lista de trabalho escravo e desmatamento”, diz Cardoso. Em nota enviada à Repórter Brasil, a Receita Federal afirmou que a avaliação da reputação ambiental das empresas contempladas por incentivos fiscais é realizada somente quando está expressa na lei que criou o benefício, o que não acontece nos casos apresentados nesta reportagem. “Todo benefício fiscal é determinado por lei, que irá conter os critérios objetivos para sua concessão. À Receita Federal cabe analisar se o postulante a aquele benefício cumpre os requisitos para recebê-lo”, informou. Beneficiária tem área interditada por uso ilegal de mercúrio Uma das beneficiárias pelo Recap é a Mineração Aricá que, em 2025, recebeu R$ 677,8 mil em incentivos. Em 2024, o valor foi de R$ 30,8 mil. Em novembro de 2023, a mineradora teve uma área embargada e foi multada em R$ 1,5 milhão por apresentar informações falsas no sistema oficial de controle de compra e venda de mercúrio e por manter a substância em desacordo com a legislação. A autuação do Ibama ocorreu no âmbito de um desdobramento da Operação Hermes II, deflagrada em 2023 pela Polícia Federal com o objetivo de apurar o comércio e uso ilegal de mercúrio e outros crimes, como organização e associação criminosa. Altamente tóxico e com potencial de contaminação de ecossistemas aquáticos, o mercúrio pode causar danos neurológicos, reprodutivos e imunológicos em humanos. Por lei, todo mercúrio de origem legal precisa ser declarado e informado no sistema do Relatório de Mercúrio do Ibama, assim como as transações de compra e venda. O embargo, registrado no distrito do Coxipó do Ouro, na zona rural de Cuiabá (MT), permanece ativo. Apesar disso, a empresa registrou recolhimento de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) em 2024 pela comercialização de 211,2 kg de ouro naquele ano. Segundo o Ibama, a mineradora contesta os autos de infração e as multas aplicadas pelo órgão ambiental ainda não foram pagas. À Repórter Brasil, o MPF em São Paulo confirmou que recebeu o relatório da Polícia Federal com o resultado das investigações da Operação Hermes II, mas alegou que o procedimento está sob sigilo e não poderia confirmar se a Mineração Aricá ou seus sócios estão sendo investigados. A reportagem procurou a Mineração Aricá por meio de telefones, correio eletrônico e de um advogado que já atuou na defesa da empresa, mas não conseguiu fazer contato com representantes da companhia. O espaço segue aberto para manifestações futuras. Rompimento de barragem deixou 4 mil sem água potável Ainda hoje, os 4 mil moradores da comunidade de Aurizona, distrito da zona rural de Godofredo Viana, no norte do Maranhão, sofrem as consequências da contaminação das águas do rio Tromaí, que abastece a cidade. A poluição chegou em março de 2021, com o
A escolta de 44 policiais do ex-governador Cláudio Castro

A escolta de 44 policiais do ex-governador Cláudio Castro O acórdão do julgamento do TSE que condenou Cláudio Castro por abuso de poder econômico confirma que o ex-governador não foi cassado. Uma das consequências dessa decisão é que Castro manteve os benefícios de ex-governador. Por Lauro Jardim | O Globo 27/04/2026 O ex-governador do Rio, Cláudio Castro — Foto: Marcelo Theobald Quais? Eis alguns: uma escolta de 44 policiais de elite com três veículos blindados se revezando durante 24 horas. De acordo com a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), esses gastos somam R$ 1,5 milhão mensais. Renata encaminhou ofício governo fluminense questionando se Castro e seus familiares têm mesmo direito ao benefício. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputada EstadualGovernadorPL Partido LiberalPSOLTSE Tribunal Superior Eleitoral Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
PT, PV e PCdoB acionam TSE contra perfil de IA que faz críticas à esquerda

PT, PV e PCdoB acionam TSE contra perfil de IA que faz críticas à esquerda Personagem “Dona Maria” tem a aparência realista de idosa e já acumula mais de 740 mil seguidores Por Anna Júlia Lopes | CNN Brasil 26/04/2026 Presente em diferentes plataformas, “Dona Maria” é feita com IA e tece críticas à esquerda • Reprodução/Instagram Brasília – O PT (Partido dos Trabalhadores), o PV (Partido Verde) e o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) acionaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para derrubar das redes sociais o perfil de uma personagem feita com IA (Inteligência Artificial) para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A personagem “Dona Maria” está presente no Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, e X. Com a aparência feita por IA, ela tem a imagem realista de uma senhora idosa e negra. Na representação, os partidos – que, juntos, integram a Federação Brasil da Esperança – alegam que se trata de um perfil com o objetivo de “propagar desinformação” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de criticar os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ao mesmo tempo que elogia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. “Se trata de clara ferramenta de propaganda política, utilizada consciente e deliberadamente por determinada pessoa desconhecida para, sob o anonimato, publicar inverdades, descontextualizações, praticar crimes contra a honra, ao tempo que se mostra elogiosa com determinadas figuras políticas de outro espectro político”, diz o documento. A representação cita exemplos de desinformação e “má-fé” divulgados pelo perfil, que conta com 740 mil seguidores no Instagram. Dentre eles, dados falsos do Pix, frases supostamente “deturpadas” do presidente Lula e tributos inventados pelo próprio perfil, como o imposto para catadores de latinhas – que não existe. Além da suspensão imediata e remoção integral de todos os perfis da “Dona Maria” nas diferentes plataformas, a federação pede que o perfil tenha seus conteúdos considerados ilícitos em razão de utilização “irregular” de IA sem uma identificação explícita de que são feitos com a tecnologia. Os partidos também citam ” divulgação reiterada de desinformação”, uso do para propaganda política ilícita e crimes contra a honra eleitoral por parte do perfil. A peça também pede para que sejam tomadas medidas para impedir a replicação, o compartilhamento e o impulsionamento de conteúdos semelhantes que sejam reconhecidos como ilícitos. Somado a isso, os partidos querem que sejam fornecidas as informações para a identificação dos responsáveis pelos perfis e pela monetização. Uso de IA nas eleições Em 2026, o TSE definiu as regras que vão regulamentar as eleições gerais de outubro deste ano. Dentre elas, estão a obrigatoriedade de avisos explícitos de propagandas eleitorais que utilizam conteúdos criados por IA e a proibição de qualquer conteúdo feito por IA que use a voz ou a imagem de candidatos durante as 72 horas anteriores à eleição. As normas valem especificamente para o período de propaganda eleitoral, que tem início em 16 de agosto. Dessa maneira, até essa data, as imagens de IA divulgadas por apoiadores não devem acarretar problemas para os candidatos. No entanto, conteúdos audiovisuais criados por IA e publicados a partir de agosto podem, sim, levar a eventuais problemas para o pré-candidato. À CNN, advogado eleitoral já afirmou que as resoluções do TSE falam de propaganda feita pelos próprios candidatos ou partidos, e não especificamente pelo eleitorado, mas que a interpretação pode se estender para os eleitores se a Justiça Eleitoral entenderem que o candidato, de fato, se beneficiou do conteúdo. Notícia anteriorPróxima notícia inteligência artificial IAPCdoBPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Professor denunciado por estupro foi tradutor de Libras em posse de Bolsonaro

Professor denunciado por estupro foi tradutor de Libras em posse de Bolsonaro Casos de abuso sexual cometidos por Sandro dos Santos Pereira vieram à tona após a denúncia feita pela mãe de um adolescente Por Rebeca Ligabue | Metrópoles 26/04/2026 Daniel Ferreira/Metrópoles Acusado de estupro de vulnerável e abuso sexual por dezenas de alunos surdos, o professor Sandro dos Santos Pereira, de 50 anos, foi tradutor de Libras do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele chamou atenção ao interpretar o hino nacional durante a posse no Planalto, em 2019. Sete anos depois, neste mês, vieram à tona uma série de casos, inclusive de pedofilia. O docente, que atuava na rede municipal de ensino, foi desligado pela Prefeitura de São Paulo. As denúncias surgiram depois que a mãe de um adolescente decidiu expor o que ocorreu com o filho dela. As violações começaram em meados de 2022 e duraram cerca de três anos. No primeiro episódio, a vítima tinha apenas 12 anos, mas só se deu conta do tinha realmente ocorrido em março deste ano, quando assistiu a uma palestra que falava sobre violência sexual na escola. As denúncias foram reveladas pela Rádio BandNews e confirmadas pelo Metrópoles. À época da posse de Bolsonaro, o intérprete de Libras estudava direito. Segundo relatos, Sandro foi convidado para a cerimônia pela então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que atua na causa. Na ocasião, a própria Michelle enviou uma mensagem à comunidade surda por meio da Língua Brasileira de Sinais. Instrutor de Libras na rede municipal Contratado em maio de 2019 pela rede municipal de São Paulo, Sandro tinha contato direto com estudantes com deficiência auditiva. Com uma remuneração baseada em horas trabalhadas, o professor recebia mensalmente em média R$ 6,4 mil. No repertório de atuação, ele participava do planejamento e atividades pedagógicas, assim como produção de materiais didáticos em Libras e desenvolvimento de cursos de formação para a comunidade escolar. O que dizem os envolvidos Procurado pelo Metrópoles, o professor Sandro dos Santos Pereira não respondeu às tentativas de contato. A reportagem também entrou em contato com as assessorias de imprensa de Jair e Michelle Bolsonaro, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações. Já a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou, em nota, que “assim que teve conhecimento do caso, instaurou um processo de apuração interna para averiguação dos fatos”. “O profissional não integra mais o quadro de funcionários da Rede Municipal de Ensino (RME). A Diretoria Regional de Ensino acompanha as investigações junto às autoridades policiais”, informou. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSão Paulo SP Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Escândalo do Master está no top 5 das megafalcatruas globais do século

Escândalo do Master está no top 5 das megafalcatruas globais do século Um interessado nos grandes casos de fraudes financeiras do planeta pesquisou se Daniel Vorcaro tinha tamanho para se ombrear com os maiores escândalos do século. E o sempre superlativo ex-dono do Master chegou lá. Está no top 5 dos cérebros de megafalcatruas. Por Lauro Jardim | O Globo 26/04/2026 Vorcaro e o Banco Master — Foto: O GLOBO O rombo estimado de US$ 10 bilhões produzidos pelo Master só fica atrás dos US$ 64,8 bilhões da fraude orquestrada por Bernie Madoff em 2008, nos EUA; do caso Enron, de 2001, que resultou em US$ 63,4 bilhões em fraudes contábeis e corrupção corporativa; e do escândalo da WorldCom, em 2002, em que o CEO Bernie Ebbers inflou os lucros da empresa em US$ 11 bilhões. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
PF aponta mais casos de intimidações executadas por Sicário, o capanga de Vorcaro

PF aponta mais casos de intimidações executadas por Sicário, o capanga de Vorcaro Embora a defesa de Daniel Vorcaro insista em relevar as ameaças que o ex-banqueiro fazia aos que considerava inimigos, a PF recolheu quatro exemplos de intimidação, além da conhecida ordem para “quebrar todos os dentes” de supostos adversários “num assalto”. Por Lauro Jardim | O Globo 26/04/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Certa vez, Luiz Phillipi Mourão, vulgo Sicário, hoje fora de combate, foi até uma marina onde trabalhava o condutor de lancha que já havia trabalhado para Vorcaro. Foi ao local para intimidá-lo a mando do patrão, que suspeitava que o barqueiro filmara um dos seus faustosos passeios de iate. Por sorte, neste dia o piloto da lancha faltou ao trabalho. A PF tem também em mãos trocas de mensagens entre Sicário e Fabiano Zettel, o cunhado e ex-faz-tudo de Daniel Vorcaro, discutindo o hackeamento de jornalistas. A propósito, o celular de um dos hackers que trabalhava para Sicário está sendo analisado pela polícia. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PF Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública

Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Parte do acervo da Biblioteca Monteiro Lobato foi jogada no lixo sob alegação de contaminação por fungos. Moradores contestam decisão e cobram explicações sobre reforma e preservação da memória da cidade. Por Isadora Markus | TV Globo 25/04/2026 Livros de biblioteca pública de Osasco foram descartados em caçamba de lixo — Foto: Reprodução/TV Globo São Paulo – Na semana mundial do livro, a prefeitura de Osasco descartou parte do acervo da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, na Grande São Paulo, provocando revolta entre moradores, escritores e professores da cidade. Imagens mostram milhares de exemplares jogados em caçambas de lixo. A gestão municipal afirmou que os livros estavam contaminados por fungos e mofo. A biblioteca está fechada desde 2020, quando as atividades foram interrompidas por causa da pandemia de Covid-19. Desde então, o espaço que já foi referência de leitura, estudo e atividades culturais permanece sem acesso ao público e em estado de abandono. Segundo moradores, após o fechamento, livros, jornais e documentos que registram a memória da cidade foram armazenados em uma sala e ficaram fechados por anos, sem manutenção adequada. Entre os materiais descartados nesta sexta-feira (24) estavam obras de autores locais, livros de poesia e coleções antigas de jornais. “Essa biblioteca não teve nenhuma compra de livros durante toda a sua existência. Todos os livros que estão aqui, eles foram doados. Tem muita história que foi guardada aqui dos próprios osasquenses, livros de poesia, um acervo gigantesco que foi jogado fora, os jornais da cidade antigos também, é um acervo riquíssimo”, afirma a professora Juliana Gomes Curvelo. De acordo com relatos de moradores, uma reforma teve início em setembro de 2023, com promessa de entrega em fevereiro de 2024. No entanto, a obra não foi concluída, e o prédio segue fechado, sem explicações públicas da prefeitura. Nesta semana, moradores flagraram a retirada do material da biblioteca. “Eles estavam com uma caçamba já lotada de livros, uma outra caçamba com um pouco, e um monte de livro jogado pelo chão”, relata o sociólogo Roque Aparecido da Silva, que presenciou a cena. Ele questiona a justificativa apresentada pela prefeitura. “Os livros estavam realmente com fungos? Deu pra ver? Olha, eu tenho certeza que poderia ser que alguns estivessem, mas a maioria com certeza não”. Moradores também afirmam que um novo contrato de reforma foi firmado, mesmo com a obra anterior ainda inconclusa. O documento, assinado em março deste ano, prevê mais de R$ 1,5 milhão em serviços de manutenção e adequação do espaço. Entre as melhorias previstas estão reforma da cobertura, parte elétrica, pintura, novos forros, adequação de acessibilidade e a criação de um auditório. O prazo de execução é de até 120 dias, podendo ser prorrogado. No local, no entanto, não há placas ou informações sobre o andamento dos trabalhos. Em 2023, o Bom Dia São Paulo já havia mostrado a situação de abandono do prédio e do acervo, com livros guardados em locais com infiltração, paredes danificadas e sinais de falta de manutenção. Criada na década de 1960, a Biblioteca Pública Monteiro Lobato chegou a receber cerca de duas mil pessoas por mês antes de ser fechada. Ao longo dos anos, funcionou como espaço de leitura, realização de eventos culturais, cursos e até um centro de inclusão digital. Desde 2022, moradores e entidades se organizam em mobilizações pela reabertura. Alguns livros foram retirados das caçambas por moradores. “Eles não estão num estado de deteriozação, pode até ter um cheiro, mas eles não estão num estágio de deteriorização. Eu acredito que a gente tem que pensar agora como reativar uma biblioteca que não tem mais o seu acervo”, diz Juliana Curvelo. Para o escritor e professor Ricardo Aparecido Dias, que tinha exemplares de suas obras na biblioteca, a perda é irreversível. “Lá havia um local com várias estantes com livros de autores osasquenses. Muitos desses escritores, poetas e pesquisadores já faleceram, não há como reconstituir esse acervo. Para nós que somos osasquenses, é uma importância inestimável. Livro não fica ultrapassado, livro está sempre vivo”, disse ele. Em nota, a prefeitura de Osasco informou que seguiu orientação jurídica para realizar o descarte do material e que os itens eliminados serão repostos. A administração não informou se houve avaliação de especialistas em conservação de patrimônio histórico ou de profissionais da área da saúde para atestar a contaminação por fungos e mofo. A nota também não traz previsão para a reabertura da biblioteca. Notícia anterior Osasco SP Mãe denuncia falta de atendimento em policlínica de Santo Eduardo; criança precisou ser levada para outra cidade 11/04/2026 Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Gilmar vota para soltar advogado do Master e é derrotado no STF

Gilmar vota para soltar advogado do Master e é derrotado no STF Decano pediu a troca da prisão preventiva de Daniel Monteiro por medidas cautelares e teve voto vencido Por Poder360 25/04/2026 Ministro propôs substituir a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter a prisão preventiva de Daniel Monteiro, advogado no caso Master, contrariando voto do ministro Gilmar Mendes. A votação se deu em plenário virtual do tribunal, com a análise da decisão tendo sido iniciada em 22 de abril de 2026. A prisão de Monteiro foi autorizada pelo ministro André Mendonça sob a suspeita de ter negociado R$ 146 milhões em propina com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, segundo a PF (Polícia Federal). Desse total, R$ 74 milhões teriam sido efetivamente transferidos. Gilmar propôs substituir a prisão preventiva do advogado por medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do exercício da advocacia e a proibição de mudança de residência. Os ministros da 2ª Turma do STF também decidiram, por unanimidade, pela manutenção da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. O relator do caso, ministro André Mendonça, votou por manter a prisão de Costa e recebeu apoio dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar. O placar foi de 4 votos a 0. “Reiterando a compreensão já externada, com base na fundamentação reproduzida, voto pelo referendo da decisão cautelar, nos termos em que proferida”, afirmou Mendonça. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. O julgamento começou na 3ª feira (22.abr.2026). O prazo para os ministros depositarem seus votos se encerrava às 23h59 da 2ª feira (28.abr.2026). Imóveis de luxo Os investigadores da PF identificaram 6 imóveis de luxo que teriam sido usados como forma de pagamento das propinas. Todos foram atribuídos a Paulo Henrique Costa. São eles: Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês. As apurações indicaram que Vorcaro interrompeu os pagamentos depois que tomou conhecimento de uma investigação do Ministério Público Federal. O procedimento foi instaurado em abril de 2025 para apurar o pagamento de propina a Costa. “O conjunto de elementos informativos colhidos até o momento aponta a alta probabilidade de que ele [Vorcaro] tenha tido ciência da instauração do procedimento antes do recebimento das respectivas cópias”, afirmou Mendonça na decisão. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro ordenou ao advogado Daniel Monteiro que “travasse tudo”. A ordem bloqueou os pagamentos e a formalização do registro das transações. As prisões de Costa e Monteiro foram decretadas na 3ª feira (16.abr.2026), durante a operação Compliance Zero. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.