Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: ‘É pra continuar pagando restaurante do Ciro?’

Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: ‘É pra continuar pagando restaurante do Ciro?’ Decisão judicial que autorizou nova fase da operação mostra relação econômica entre senador e banqueiro Daniel Vorcaro. Por Andréia Sadi | g1 07/05/2026 Ciro Nogueira (PP-PI) no plenário do Senado em 25 de junho de 2025 — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado A decisão judicial que embasa a fase de hoje da Operação Compliance Zero traz relatos de que a relação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ia além da amizade e configurava uma atuação coordenada entre interesses privados e atividade parlamentar. A Polícia Federal faz, nesta quinta-feira (7), ação de busca e apreensão na casa do senador em Brasília. Segundo a representação citada na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ciro Nogueira é apontado como “destinatário central” de vantagens indevidas atribuídas a Vorcaro. Em fase anterior da investigação, em uma mensagem à namorada, Vorcaro chamava Ciro de “grande amigo da vida”. 🔎 A PF investiga, na Operação Compliance Zero, um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Entre os elementos mencionados na representação estão pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil, o custeio de viagens internacionais de luxo e a aquisição de participação societária com um deságio de R$ 12 milhões. Ciro recebia ainda, de acordo com a investigação, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores rastrearam diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. A defesa de Ciro Nogueira afirmou que ele está comprometido “em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”. O g1 procurou as defesas dos demais alvos, mas ainda não obteve resposta. Veja trecho do diálogo captado pelos investigadores. LÉO SERRANO: “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?” DANIEL VORCARO responde: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”. (fl. 43-44 do e-Doc. 2) “Atrasou dois meses Ciro?” O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, manteve conversas também com Felipe Vorcaro, primo dele, sobre pagamentos de valores mensais entre “300k” e “500k” a Ciro. Segundo a investigação, Felipe atuava como operador financeiro de Daniel. No trecho do diálogo destacado na decisão judicial, Daniel reclama com o primo sobre um atraso de dois meses nos pagamentos para o senador. Veja a conversa entre Daniel e Felipe Vorcaro. [28/01/2025] FELIPE VORCARO: “Oi Daniel, tudo bem? Pessoal me passou aqui sobre o aumento dos pgtos parceiro brgd, mas fluxo esta indo praticamente todo para o btg e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes. Amanhã estarei o dia todo em SP, tem algum horário que poderíamos falar?” [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Estou na venezuela”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Resolve isso pra mim”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Eu ponho dinheiro depois para repor”. [30/06/2025] DANIEL VORCARO: “Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses ciro?” [30/06/2025] FELIPE VORCARO: “Vou ver se dou um jeito aqui.. Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k? Emenda redigida pelo Master O esquema entre Vorcaro e Ciro Nogueira teria resultado na apresentação de uma emenda parlamentar redigida pela assessoria do Banco Master. A emenda em questão é a Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada pelo senador Ciro Nogueira em 13 de agosto de 2024. O objetivo central da proposta era ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), elevando o limite de proteção de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. As investigações da Polícia Federal apontam que o texto dessa emenda possui as seguintes características: O conteúdo teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e encaminhado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A minuta da emenda foi impressa e entregue em um envelope endereçado a “Ciro” na residência do senador. O senador teria reproduzido o texto de forma integral ao Senado, seguindo exatamente o que foi enviado pelo banqueiro. Interlocutores do banco afirmaram que a medida teria o potencial de “sextuplicar” os negócios do Banco Master e provocar uma “hecatombe” no mercado financeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Masteremenda parlamentarPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF

Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF O senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, pagamentos mensais recorrentes, além de outras vantagens, em troca de favores, segundo a Polícia Federal (PF). Por Mariana Schreiber e Julia Braun | BBC News Brasil 07/05/2026 Ciro Nogueira em foto de 2021 | Getty Images Brasília e Londres – As investigações da corporação apontam que Nogueira, que é presidente nacional do Progressistas (PP) e ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), teria ainda apresentado ao Senado uma proposta de emenda escrita pelos assessores do banqueiro para beneficiar o Master. As descobertas foram reveladas pela decisão judicial assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou a deflagração de mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro, nesta quinta-feira (07/05). Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também foram bloqueados bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões. Ciro Nogueira foi um dos alvos da PF. O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi objeto da operaçaõ e terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e não poderá se comunicar com outros envolvidos. Mendonça também autorizou a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do dono do Master, que é acusado de fazer parte do núcleo financeiro-operacional do grupo de Daniel Vorcaro. Em nota, os advogados de defesa de Ciro Nogueira disseram repudiar “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Eles reiteraram ainda “o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”. “(A defesa) pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, conclui a nota do escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados. A quinta fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de acordo de delação premiada. A oferta ainda está sob análise dos investigadores. Como parte da investigação que levou à prisão de Vorcaro em março, a Polícia Federal obteve uma série de trocas de mensagens que deixaram clara a teia de relações que o dono do banco Master mantinha com as mais altas autoridades da República. Entre os trechos de conversas particulares que estavam no celular de Vorcaro, obtidas pela BBC Brasil, há mensagens que mencionam relações e encontros com autoridades, entre elas o senador Ciro Nogueira. Nogueira é um dos principais nomes do Centrão, bloco de partidos com menor identidade ideológica e que tende a negociar apoio aos governos de acordo com interesses políticos e cargos. Mesada, hospedagens em hotéis e refeições Na decisão que autorizou a operação desta quinta, André Mendonça aponta a identificação, pela PF, de “suposta conduta do Senador Ciro Nogueira Lima Filho em favor do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Entre os elementos mencionados estão pagamentos mensais de mais de R$ 300 mil, a aquisição de participação societária com deságio de R$ 12 milhões, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores teriam rastreado diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?”, escreve Serrano em uma das mensagens para Daniel Vorcaro. “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”, responde o banqueiro. O documento ainda aponta como Ciro Nogueira apresentou ao Senado uma proposta de emenda elaborada pela assessoria do Master. Trata-se de uma emenda à PEC 65/2023, que aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. A proposta não foi para frente. O texto da emenda teria sido elaborado pela assessoria do banco e reproduzido integralmente pelo parlamentar. A proposta, segundo o relatório da PF, “sextuplicaria” o negócio da instituição financeira e provocaria uma “hecatombe” no sistema financeiro”. “O conteúdo da versão entregue é ‘reproduzido de forma integral pelo parlamentar’ ao Senado, tendo Vorcaro afirmado, logo após a publicação da proposta de Emenda, que o ato legislativo ‘saiu exatamente como mandei’, ao passo que interlocutores do banco registraram que a medida ‘sextuplicaria’ o negócio do Master e provocaria verdadeira ‘hecatombe’ no mercado”, descreve Mendonça na sua decisão. Ainda segundo o magistrado, o texto elaborado pela assessoria do Master teria sido “impresso e entregue em envelope endereçado a ‘Ciro’ em seu endereço residencial”. A Polícia Federal narra, ainda, que esse não teria sido um episódio isolado, diz Mendonça. Segundo o magistrado, em 2023, Vorcaro teria ordenado a retirada da residência do senador de envelopes que continham minutas de “projetos de lei de interesse particular” que, posteriormente, foram levados a um escritório indicado pelo banqueiro. Em seguida, eles teriam sido processados e entregues a um servidor do parlamentar por um funcionário de Vorcaro. Isso denota, diz Mendonça, que “haveria nos episódios algo que iria além das vias ordinariamente empregadas no âmbito das relações que se estabelecem entre atores políticos e a iniciativa privada”. ‘Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?’ A decisão de André Mendonça também autoriza um mandado de prisão temporária contra o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Segundo as investigações, ele faz parte do núcleo financeiro-operacional do grupo do banqueiro dono do
Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas

Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Projeto relatado por Carlos Jordy autoriza manifestação política dentro de empresas e anda na CCJ dias após TST condenar empresários por pressão pró-Bolsonaro em 2022 Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 07/05/2026 Jair Bolsonaro e Carlos Jordy (PL-RJ) | Reprodução/Facebook O PL 4.322/2024, que pode abrir caminho para a legalização do assédio eleitoral dentro das empresas, avançou nesta quarta-feira (6) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O texto, relatado pelo bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ), autoriza manifestação política no local de trabalho e foi mantido na pauta após derrota de requerimento da oposição por 28 votos a 18. Na prática, a lei abre espaço para retomada do antigo “voto de cabresto”, recurso que era usado pelo coronelismo patronal para direcionar votos de empregados para seu candidato. A proposta mira um dos pontos mais sensíveis das eleições de 2022: a pressão de patrões sobre trabalhadores para favorecer Jair Bolsonaro (PL). O avanço ocorre dias depois de a própria Revista Fórum noticiar a condenação, no TST, de entidades empresariais de Santa Catarina por assédio eleitoral pró-Bolsonaro. PL 4.322 transforma pressão patronal em “liberdade política” O PL 4.322/2024, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), altera a Lei das Eleições para permitir a manifestação política dentro de empresas privadas. O texto fala em reuniões, debates sobre programas políticos e candidatos e exposição de posições políticas no ambiente de trabalho. Na aparência, a proposta trata de liberdade de expressão. Na prática, ela mexe no limite entre opinião política e poder patronal. Em uma empresa, a fala do dono, do gerente ou de um superior hierárquico não tem o mesmo peso da manifestação de um trabalhador que depende do salário para sobreviver. É justamente essa desigualdade que está no centro das ações contra assédio eleitoral. Quando o empregador convoca, orienta, sugere, ameaça ou condiciona o futuro da empresa ao resultado de uma eleição, o debate deixa de ser livre e passa a operar como constrangimento. Carlos Jordy defende o PL 4.322 na CCJ O relator da proposta na CCJ, Carlos Jordy, apresentou parecer pela aprovação. No documento, o deputado afirma que o projeto é constitucional e sustenta que o texto protege a liberdade de expressão e de manifestação política. O parecer ignora o ponto central do debate: a relação de subordinação no local de trabalho. O patrão não é apenas mais um cidadão opinando. Ele controla escala, promoção, demissão, salário e condições de trabalho. Na reunião desta quarta, a oposição tentou retirar o projeto da pauta. O requerimento foi apresentado pela deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e subscrito por Patrus Ananias (PT-MG), mas foi derrotado por 28 votos a 18. Depois da leitura do parecer, foi concedida vista ao deputado Coronel Assis (PL-MT), o que adiou a votação final. Assédio eleitoral virou marca do bolsonarismo empresarial O assédio eleitoral explodiu em 2022, durante a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro. Naquele ano, o Ministério Público do Trabalho recebeu uma onda de denúncias de trabalhadores pressionados por patrões a votar no então presidente. A Fórum acompanhou esse processo desde o início. Em 2022, a revista mostrou que coagir o voto do trabalhador é crime eleitoral e revelou, em reportagem exclusiva, áudios sobre ação combinada de empresários para pressionar funcionários. O tema voltou ao centro do debate agora porque o TST condenou entidades empresariais de Santa Catarina a pagar R$ 600 mil por estimular patrões a pressionar trabalhadores contra Lula nas eleições de 2022. A decisão reforça que o ambiente de trabalho não pode ser usado como curral eleitoral. PL pode blindar patrões em ano eleitoral O risco do PL 4.322/2024 está na brecha. O texto não separa, de forma objetiva, uma conversa espontânea entre trabalhadores de uma ação política organizada por empregadores dentro da empresa. Com essa lacuna, patrões poderiam invocar a “liberdade de manifestação” para promover reuniões, defender candidatos, expor preferências eleitorais ou criar ambiente de pressão sem apresentar a conduta como coação direta. Segundo o Ministério Público Federal, assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores sofrem pressão, ameaça, coação ou constrangimento para apoiar, votar ou deixar de votar em determinado candidato. O projeto ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara. Mas a votação desta quarta mostrou que a base conservadora quer manter em marcha uma proposta que pode enfraquecer a proteção construída após a onda de denúncias contra empresários bolsonaristas em 2022. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalMPF Ministério Público FederalMPT Ministério Público do TrabalhoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresTST Tribunal Superior do Trabalho STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso”

Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Chamado “rábula”, Jeffrey Chiquini tentou intimidar Chico Alencar durante sessão do Conselho de Ética que aprovou suspensão dos mandatos de deputados bolsonaristas; Polícia Legislativa teve que intervir Por Ivan Longo | Revista Fórum 06/05/2026 Jeffrey Chiquini ameaça Chico Alencar – Fotos: Agência Câmara A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados desta terça-feira (5), que terminou com a decisão de suspender os mandatos de três deputados bolsonaristas, foi marcada por bate-boca e, em dado momento, escalou para uma ameaça direta contra o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), perdeu o controle durante a discussão e disparou contra o parlamentar: “Sua sorte é ser idoso”. A frase foi dita após Chico Alencar reagir às interrupções e ao deboche do advogado durante sua fala no colegiado. Irritado com a postura de Chiquini, o deputado utilizou o termo “rábula” para se referir ao advogado — expressão usada para designar alguém que atua de maneira inadequada ou sem preparo técnico no exercício da advocacia. A partir daí, a sessão mergulhou em gritaria, troca de acusações e tumulto. Segundo relatos de parlamentares presentes, Jeffrey Chiquini passou a elevar o tom contra Chico Alencar, culminando na ameaça ao deputado de 76 anos. A Polícia Legislativa precisou intervir, e os trabalhos foram interrompidos momentaneamente. Em nota publicada nas redes sociais, Chico Alencar classificou o episódio como “absurdo” e acusou bolsonaristas de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de tumulto político. “Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a mesa diretora em favor dos golpistas, motivo da representação contra eles, tumultuam o CoÉtica que julga seus atos”, afirmou o parlamentar. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também reagiu duramente à ameaça. “Foi uma ameaça. Isso não pode acontecer. Eles estão tentando que não seja votado. Isso é uma ameaça, é um desrespeito”, declarou. Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que o episódio representa “violência política” e um ataque às instituições democráticas. Sessão julgava deputados envolvidos em motim bolsonarista O bate-boca ocorreu justamente durante a sessão que analisava a punição aos deputados bolsonaristas Marcos Pollon (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-SC) pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025. O motim foi organizado para pressionar a Câmara a votar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e acabou se tornando um dos episódios mais graves da atual legislatura. Na ocasião, Marcos Pollon chegou a sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o retorno de Hugo Motta ao comando da sessão. Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa Diretora, enquanto Zé Trovão teria usado o corpo para bloquear fisicamente o acesso do presidente da Casa. O parecer do relator Moses Rodrigues endureceu a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora e ampliou de 30 para 60 dias a suspensão dos mandatos. “Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou o relator no documento aprovado. Os pareceres contra Pollon e Van Hattem foram aprovados por 13 votos a 4. Já Zé Trovão teve a suspensão aprovada por 15 votos a 4. Suspensão ainda passará pela CCJ e pelo plenário A decisão do Conselho de Ética ainda precisará ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário da Câmara. Para que as suspensões sejam confirmadas, serão necessários ao menos 257 votos favoráveis. Além da punição coletiva aprovada nesta terça-feira, Marcos Pollon também responde a outro processo disciplinar no Conselho de Ética por ataques pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação da Câmara. Nesse caso, o parecer prevê suspensão de 90 dias do mandato. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas
Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF

Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Órgãos vão analisar a proposta e podem pedir mais informações Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 Daniel Vorcaro © Banco Master/Divulgação A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou, nesta terça-feira (5), uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da Polícia Federal (PF). A expectativa é que Vorcaro delate políticos e magistrados que tiveram algum tipo de relacionamento ilegal com ele. Com a entrega do documento, que ainda está em sigilo, os dois órgãos passarão a analisar a proposta e poderão pedir mais informações que forem consideradas incompletas. O depoimento de Vorcaro também poderá ser marcado pelos investigadores. Em seguida, os benefícios do acordo também deverão ser discutidos. Não há prazo para conclusão da análise. O acordo ainda está na fase de negociação. Para ter validade, a proposta precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master. Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGDF Governo do Distrito FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes

Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Parlamentar foi preso ontem em operação da Polícia Federal Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (6) que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderá realizar uma sessão para rever a decisão que determinou a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Com o entendimento, o parlamentar continuará preso por tempo indeterminado. Na terça-feira (5), Rangel foi alvo da quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que apura supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado. Na decisão, Moraes se antecipou a eventual votação que poderia ser realizada pela Alerj. De acordo com a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, quando um deputado é preso, a Casa tem prazo de 24 horas para realizar uma votação para decidir se a prisão será mantida. No entendimento do ministro, essa espécie de “imunidade” concedida aos parlamentares também está prevista na Constituição Federal, mas é usada por diversas assembleias para “garantir a impunidade” dos parlamentares. “Efetiva e lamentavelmente, as assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”, comentou. De acordo com Moraes, a norma da Constituição fluminense não pode ser aplicada de forma automática ao caso de Thiago Rangel. “Pois não é razoável, proporcional e adequada a aplicação automática de sua literalidade quando, ao invés de atender a ratio [razão] da previsão constitucional federal de simetria aos congressistas, tem sua natureza desvirtuada para a perpetuação de impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do Poder Público”, afirmou Moraes. Audiência Na mesma decisão, Moraes marcou para esta quarta-feira (6), às 16h, uma audiência de custódia para verificar as condições de prisão do deputado. A audiência será realizada por uma juíza auxiliar do ministro e tem caráter de formalidade processual, ou seja, a prisão preventiva será mantida. Defesa Em nota à imprensa divulgada após a prisão, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel disse que o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação. “A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, declararam os advogados. Notícia anteriorPróxima notícia Betim MGIpatinga MGPL Partido LiberalPolícia CivilPRF Polícia Rodoviária Federalrodovia BR-262Vereador Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões

Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões Nomeações feitas por Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS), geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município Por Lucas Vasques | Fórum 05/05/2026 Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação A prefeita de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Adriane Lopes (PP) decidiu transformar sua administração em um reduto de lideranças da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG). Ela, também evangélica, colocou 12 pastores no comando de setores estratégicos da gestão pública, inclusive, gerenciando, diretamente, o orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026. As nomeações geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município, de acordo com levantamento realizado pelo site local O Jacaré. Além do impacto financeiro, os pastores definem questões fundamentais, como licitações, contratações de serviços essenciais e definição de políticas públicas. Quem controla o cofre municipal é Isaac José de Araújo, secretário municipal de Fazenda e um dos pastores evangélicos nomeados. Ele era responsável pela contabilidade interna da ADMCG antes de assumir a gestão do orçamento bilionário da capital sul-mato-grossense. Pastores também estão colocados em setores como órgãos de regulação e trânsito. Paulo da Silva está à frente da Agência de Regulação (Agereg), enquanto Ciro Vieira Ferreira é diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Saúde e educação A Secretaria de Saúde, dona da maior fatia do orçamento – R$ 2 bilhões – tem na pasta nada menos do que quatro pastores em cargos ligados ao setor financeiro e de licitações. Entre eles, Julinei Herão Ferreira, gerente financeiro, e Fausto Azevedo Tlaes, chefe da gerência de Suprimentos e Abastecimento. Na área da educação, o pastor Emerson Irala de Souza atua como analista técnico, além de outros líderes que ocupam vagas na Casa Civil e na Agência de Habitação. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPP ProgressistasPrefeita Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio

Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Parlamentar foi alvo de prisão preventiva em operação autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes Por Eduardo Gonçalves e Mariana Muniz | O Globo 05/05/2026 O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) — Foto: Reprodução @thiagorangeloficial Brasília – A Polícia Federal encontrou uma série de mensagens em que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) trata sobre disponibilizar vagas de “auxiliar de serviços gerais” em órgãos da Educação para o traficante Arídio Machado da Silva Junior, mais conhecido como Júnior do Beco. A PF diz que ele é um criminoso de “alta periculosidade”, com uma “extensa ficha criminal”, dentre eles processos e condenações por homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Um interlocutor do deputado recebeu uma planilha com dois nomes indicados por Júnior do Beco. Entre eles, estava a irmã do traficante e a esposa de um suspeito alvo na Operação Roncador, de 2006, que mirava um esquema de tráfico de drogas na região de Campos dos Goytacazes (RJ). Os diálogos aconteceram em junho de 2021. Segundo a PF, Thiago Rangel tinha uma “relação íntima” com Júnior do Beco. “Foi notada conversa (…) em que é possível observar que Arídio possui relação íntima com THIAGO RANGEL, sendo-lhe disponibilizada por este (deputado) duas vagas de trabalho como ‘auxiliar de serviços gerais’ para indicações, aparentemente em órgãos públicos da área de educação”, diz a trecho de representação da PF. O deputado estadual foi preso preventivamente nesta terça-feira por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A operação busca desarticular uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações na secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro. Júnior do Beco não foi alvo da operação de hoje. Nesta terça, agentes da PF saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, as três últimas no Noroeste Fluminense, reduto político de Rangel. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo no contexto da ADPF 635, que prevê a atuação coordenada da Polícia Federal no combate aos principais grupos criminosos do Rio e as suas conexões com o poder político. A defesa de Thiago Rangel disse ter recebido com surpresa a notícia da ação da PF e da prisão preventiva do deputado. “Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, diz o texto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputada FederalDeputado Federalemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável
Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza

Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Thiago Ávila e Saif Abu Keshek ficarão presos preventivamente até, pelo menos, o próximo domingo (10), segundo advogados Presidente Lula (PT) pediu a libertação dos dois prisioneiros em uma publicação nas redes sociais Por Folha de S.Paulo 25/05/2026 O ativista brasileiro Thiago Ávila comparece a um tribunal em Israel – lia Yefimovich – 5.mai.26/AFP Ashkelon (Israel) | AFP e Reuters – Um tribunal israelense estendeu até domingo (10) a detenção de dois ativistas, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, que faziam parte de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Eles compareceram nesta terça-feira (5) a uma corte em Ashkelon, a 60 km de Tel Aviv. A advogada Hadeel Abu Salih, do grupo israelense de direitos humanos Adalah, que representa os ativistas, afirmou que a detenção foi prorrogada após a polícia solicitar mais tempo para interrogá-los. “Vemos isso como uma tentativa de criminalizar qualquer solidariedade com o povo palestino e qualquer tentativa de romper o cerco ilegal a Gaza”, disse Abu Salih, acrescentando que a defesa planeja recorrer da decisão perante um tribunal distrital. Esta é a segunda prorrogação da prisão preventiva. No último domingo (3), Ávila e Keshek já haviam se apresentado ao tribunal que, naquela ocasião, autorizou a extensão da detenção por mais dois dias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a decisão do tribunal e pediu a libertação dos dois ativistas em uma publicação nas redes sociais. “Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, escreveu. A advogada dos ativistas disse que apresentar a dupla perante um tribunal civil era uma “forma de espalhar medo e fazer os ativistas reconsiderarem sua participação” em futuras flotilhas. A Adalah, uma organização de direitos humanos e serviços jurídicos para a minoria árabe em Israel, afirmou que a prisão é ilegal e que os dois foram vítimas de maus-tratos. Segundo a ONG, eles foram submetidos a “interrogatórios de até oito horas”, foram instalados em celas permanentemente iluminadas e obrigados a ir de um lugar para outro com os olhos vendados, inclusive durante visitas médicas. O governo israelense negou as acusações. “Ao contrário das acusações falsas e infundadas, preparadas com antecedência, em nenhum momento Saif Abu Keshek e Thiago Ávila foram submetidos a torturas”, afirmou na véspera à agência de notícias AFP o porta-voz da chancelaria israelense, Oren Marmorstein. Documentos judiciais mostram que Israel acusa os ativistas de crimes como filiação a uma organização terrorista e assistência ao terrorismo durante período de guerra. As penas podem chegar a 20 anos de prisão. Os dois estão em greve de fome e, portanto, o tribunal ordenou que o serviço penitenciário monitore a condição médica deles. A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar suprimentos ao território palestino devastado. As forças israelenses os interceptaram em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta (30). Abu Keshek e Ávila foram detidos junto de outros 175 ativistas, de múltiplas nacionalidades, que foram libertados na Grécia. Os dois, no entanto, foram levados a Israel. O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusa os dois ativistas de terem ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Washington acusa a PCPA de “agir clandestinamente em nome” do grupo terrorista Hamas. O governo israelense afirma ainda que Abu Keshek é um membro proeminente da PCPA e que Ávila tem ligações com a organização e é “suspeito de atividades ilegais”. A Espanha reiterou o pedido para “libertação imediata” de Abu Keshek e exigiu “que todos os seus direitos sejam respeitados”. Antes da extensão da prisão, o Itamaraty divulgou nota conjunta com o governo espanhol condenando o que classificou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel”. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, diz a nota. Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. Eles a chamam de “armadilha mortal calculada no mar”. Em 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud para Gaza atraiu a atenção mundial. Mas centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg, foram presos no mar, levados para Israel e depois deportados. Notícia anterior Presidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras

Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Ação aconteceu durante a madrugada no bairro Cidade Beira-Mar; ao menos seis suspeitos participaram do crime e prejuízo é estimado em cerca de R$ 60 mil. Por Ismael Torquato | g1 05/05/2026 Homens furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras — Foto: Reprodução g1 Rio das Ostras – Um vídeo de câmeras de segurança registrou a ação de um grupo criminoso que invadiu uma loja de motos e bicicletas elétricas durante a madrugada deste domingo (3) no bairro Cidade Beira-Mar, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. A quantidade exata de motos levadas ainda não foi informada oficialmente, mas o prejuízo já é estimado em aproximadamente R$ 60 mil. As imagens mostram pelo menos seis suspeitos chegando ao local e agindo de forma coordenada. Em poucos minutos, o grupo consegue arrombar a porta de entrada da loja Elétrica Prime e retirar várias motos elétricas do interior do imóvel. Segundo as informações apuradas, os criminosos usaram meios para facilitar o transporte dos veículos, o que indica que o furto pode ter sido planejado. Um dos suspeitos teve o rosto parcialmente registrado pelas câmeras de segurança. As imagens estão sendo divulgadas para auxiliar na identificação dos envolvidos. A Polícia Civil de Rio das Ostras investiga o caso e trabalha para localizar as motos furtadas e identificar os autores do crime. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto

Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto Postos de saúde também foram afetados. Polícia Civil realizou mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Por Jefferson Monteiro e Guilherme Santos | TV Globo 05/05/2026 Colchões em chamas interditam parte da Av. Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo Uma operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, provocou o fechamento de vias expressas nesta terça-feira (5). Um homem foi morto em confronto e 12 pessoas presas, segundo a polícia. Entre as apreensões, estavam 43 veículos, 16 armas, 2 granadas e munição. Um macaco-prego preso em uma gaiola foi resgatado. A ação foi mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) saíram ainda de madrugada para cumprir mandados de busca e apreensão na Nova Holanda e também em Bonsucesso. Em represália, por volta das 11h40, criminosos jogaram objetos na Linha Vermelha. A PM interditou as faixas preventivamente por 20 minutos para desobstruí-las. Ao meio-dia, o tráfego foi liberado. Às 12h30, outro grupo tentou fechar a Avenida Brasil, e até colchões em chamas foram deixados no asfalto. Mais uma vez, a PM parou o trânsito para limpar a via. Por causa da insegurança na região, 41 escolas municipais suspenderam as aulas no turno da manhã. A operação também impactou o funcionamento de unidades de saúde da região. Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) teve o atendimento totalmente suspenso, enquanto outras duas adiaram a abertura diante do cenário de insegurança. Investigações apontam que criminosos compram e revendem armas, munição e acessórios por meio de empresas de fachada e plataformas digitais clandestinas. O objetivo desta etapa era apreender documentos, celulares e outros equipamentos que possam ajudar a aprofundar as investigações e identificar novos envolvidos. Nove linhas impactadas pela operação Segundo o Rio Ônibus, nove linhas de ônibus tiveram o trajeto afetado pela interdição da Linha Vermelha, na altura da Maré, durante a operação policial. São elas: 321 Bancários x Castelo 323 Bananal x Castelo 325 Ribeira x Castelo 327 Ribeira x Castelo 485 Fundão x Ipanema 492 Bancários x Prado Junior 635 Bananal x Saens Peña 2343 Ribeira x Castelo 2344 Bancários x Castelo Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos

Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. Por André Coelho Costa e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 05/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação Thiago Rangel (Avante), deputado estadual preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal (PF), aumentou o patrimônio em 700% em apenas 2 anos, segundo as próprias declarações à Justiça Eleitoral. Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. De acordo com as investigações, em 2014 Rangel trabalhava como motorista e tinha salário de R$ 1 mil. Sua 1ª eleição foi em 2020, quando conseguiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Na ocasião, Thiago tinha declarado um patrimônio de R$ 224 mil, composto por 2 veículos, participação no valor de R$ 60 mil em um posto de gasolina e uma moto aquática. Já em 2022, quando foi eleito deputado estadual, declarou R$ 1,9 milhão em bens, incluindo 18 postos de combustíveis — uma evolução patrimonial de 748%. Quem é Thiago Rangel Natural de Guarus, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Thiago Rangel Lima tem 39 anos e se declara empresário do ramo varejista. Rangel iniciou a carreira política como vereador em Campos, eleito em 2020. Durante o mandato, ganhou visibilidade ao participar da criação do programa de transferência de renda Cartão Goitacá. O empresário teve passagens por cargos na administração pública estadual, como a Superintendência Regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e a Diretoria de Fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ). Em 2022, foi eleito deputado estadual com 31,1 mil votos. Ele é pai da vereadora Thamires Rangel (PMB), eleita em 2024, aos 18 anos, a mais jovem do país naquele pleito. No mesmo ano, ela chegou a ser nomeada subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade no governo estadual — mas Thamires foi exonerada nesta terça pelo governador Ricardo Couto. Já investigado pela PF Em 2024, Thiago foi alvo da Operação Postos de Midas, da PF, que apurava um esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes. Segundo a PF à época, o grupo investigado usava postos de combustíveis para ocultar recursos obtidos por meio de contratos públicos supostamente fraudulentos e com sobrepreço. As apurações indicavam que o esquema funcionava desde 2021, com a participação de empresas ligadas ao parlamentar. Na ocasião, Thiago Rangel negou qualquer irregularidade e afirmou ter confiança de que a Justiça esclareceria os fatos. Nova investigação Na fase atual da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal aponta indícios de que o deputado teria ligação com um esquema semelhante, desta vez focado em contratações dentro da rede estadual de ensino. A ação desta terça inclui o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do deputado não havia se manifestado sobre a prisão na nova operação. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.