Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

“Tive uma arma apontada na minha cara”

“TIVE UMA ARMA APONTADA NA MINHA CARA”

“Tive uma arma apontada na minha cara” Como Pierre Alcolumbre, primo do presidente do Senado, está tentando varrer do mapa uma pequena comunidade na periferia de Macapá Por Camille Lichotti e Allan de Abreu | Piauí 09/05/2026 À esquerda, a fileira da casas que compõem a comunidade Lagoa de Fora; à direita, esvaziado, o terreno de Pierre Alcolumbre – Crédito: Reprodução Brasília e Rio de Janeiro – Lagoa de Fora é uma comunidade pacata da periferia de Macapá. Fica na Zona Oeste da cidade, em uma área pouco urbanizada às margens da Estrada de Ferro Amapá. Os primeiros moradores se instalaram nessa região no começo dos anos 2000. Compraram os terrenos de posseiros, por valores entre 10 mil e 40 mil reais, e construíram casas simples de alvenaria que, enfileiradas, formam um L ao contrário. São sessenta residências ao todo. Vivem ali pequenos produtores agrícolas e trabalhadores informais, alguns deles beneficiários de programas de transferência de renda. Cerca de 40% dos habitantes de Lagoa de Fora recebem menos de um salário mínimo por mês, segundo dados do governo do Amapá. No dia 16 de novembro de 2025, um domingo, essa pequena comunidade foi surpreendida de manhã com a chegada de uma retroescavadeira que derrubou árvores, arrasou quintais e destruiu uma horta comunitária de onde provinham comida e algum dinheiro para quem vendia parte da colheita. Os moradores, espantados, buscaram uma explicação. Não tardaram a descobrir que a máquina estava a serviço de um vizinho: o empresário Pierre Alcolumbre, primo do senador Davi Alcolumbre (União-AP) e dono de uma propriedade rural contígua às casas. Pierre reivindica parte do território onde se ergueu Lagoa de Fora. Diz que as casas foram construídas irregularmente e invadiram sua propriedade. Os moradores contestam a acusação. A disputa se insere num imbróglio fundiário tão antigo quanto o Amapá, e sobre o qual não houve até hoje decisão definitiva do poder público. Nos últimos meses, porém, mesmo sem qualquer amparo judicial, Pierre começou a fazer investidas contra a comunidade, no intuito de expulsá-la dali. Naquele domingo, a Polícia Militar, acionada pelos moradores, impediu que a retroescavadeira derrubasse casas. Mas foi só o começo. Moradores de Lagoa de Fora relatam que, desde então, passaram a ser pressionados e ameaçados por pessoas ligadas a Pierre – entre eles Wilton dos Santos Teixeira, sócio do empresário na Ariri, uma construtora e incorporadora de empreendimentos imobiliários. Com base nos depoimentos dos moradores, a Defensoria Pública da União (DPU) abriu uma ação de manutenção de posse para garantir a permanência da comunidade. No processo, acusa Pierre de ameaça, turbação (isto é, limitar ou dificultar que alguém use um terreno ao qual tem direito) e esbulho (quando se toma, de forma indevida, o terreno de outra pessoa). A DPU afirma, na ação, que “o desalojamento forçado”, em pleno período de chuvas amazônicas, “configura violação frontal ao direito fundamental à moradia”. Foram anexados ao processo quatro boletins de ocorrência registrados por moradores da comunidade desde o final do ano passado. Em um deles, uma moradora relata que os funcionários de Pierre agiram com “truculência, ignorância e intimidação” quando questionados sobre a derrubada das árvores. No boletim mais recente, registrado em 9 de março, os moradores relataram à polícia ter perdido a principal via de acesso à comunidade. Segundo eles, o Ramal do Gaúcho, uma estrada que conecta Lagoa de Fora às rodovias AP-440 e BR-210, ficou intransitável depois que funcionários de Pierre abriram valas na terra batida. O ramal era o caminho por onde passavam as vans que levavam as crianças da comunidade até a escola. Mas as intervenções de Pierre e seu sócio foram além disso. Em 8 de abril, uma inspeção judicial constatou que o empresário construiu um muro com tijolos de concreto que margeia as casas da comunidade, bloqueando janelas e portas – e, com isso, dificultando a circulação das pessoas. Pierre, segundo essa inspeção, também removeu benfeitorias construídas pelos moradores, como “coberturas de áreas externas e estruturas acessórias situadas nos fundos dos imóveis”. Além de registrar boletins de ocorrência, os moradores de Lagoa de Fora entraram em contato com o Amapá Terras e o Incra, órgãos públicos que cuidam, respectivamente, da gestão fundiária no estado e no país. Queriam suporte técnico e orientações para assegurar suas propriedades e a posse do terreno onde foram construídas. Segundo eles, até hoje não receberam resposta. Recorreram então à Defensoria Pública da União, que protocolou a ação no dia 10 de março. O caso corre na 2ª Vara Federal Cível do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A piauí teve acesso aos autos e conversou com duas moradoras, que pediram para ter seus nomes omitidos por temerem retaliações. Uma delas relata ter sofrido uma ameaça direta de Wilton Teixeira no dia 6 de março, quando, segundo ela, o empresário esteve na comunidade. “Tive uma arma apontada para a minha cara”, ela contou à piauí. “Ele disse que, se eu não me calasse, iria para a vala.” O relato não consta no processo judicial, embora Teixeira seja citado pela Defensoria como o principal responsável pelos atos de intimidação relatados pelos moradores. Uma gravação de câmera de segurança obtida pela piauí mostra o empresário, duas semanas depois, abordando uma moradora na porta da casa dela, acompanhado de quatro policiais militares – dois vestiam fardas convencionais, e os outros dois, o uniforme da divisão ambiental da PM do Amapá. Os quatro estavam armados. A piauí perguntou à Secretaria de Segurança Pública do Amapá qual era o motivo da presença desses agentes no local, mas não recebeu resposta. No dia 27 de março, segundo as informações relatadas pela DPU, Teixeira voltou a Lagoa de Fora com um ultimato. Quando o empresário chegou, porém, a maioria dos moradores estava numa manifestação numa rodovia próxima, protestando contra as investidas do vizinho. De acordo com o relato, Teixeira abordou então um casal idoso que estava na comunidade e lhes avisou que parte das casas seria derrubada às seis da manhã do dia seguinte. Alarmados, os moradores procuraram a DPU, que acionou a Justiça. Na mesma noite,

Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite

Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite

Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, implantou um sistema para subornar pessoas, inclusive autoridades, segundo fontes próximas à investigação, que tem sido classificado como “crime perfeito”. Por Cláudio Humberto | Diário do Poder 09/05/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução / Esfera Brasil Em vez de usar malas de dinheiro ou assemelhados, ele distribuiu aos “parceiros” entre 80 e 90 cartões ilimitados, que os permitiam pagar qualquer despesa, de viagens luxuosas a carrões. Como os cartões eram em seu nome, ele apenas informava a senha àqueles beneficiados. Sem rastro O crime seria considerado “perfeito” porque os cartões estavam no nome de Vorcaro e eram emitidos pelo seu banco. Não deixavam rastros. CPMI já sabia O esquema apareceu pela primeira vez na CPMI que investigou o roubo a aposentados e pensionistas, mas a bancada do Planalto agiu. Porta fechada O deputado Evair de Melo (PP-ES) até pediu a convocação dos diretores dos cartões Visa e MasterCard, mas foi rejeitado imediatamente. Fala, Vorcaro A expectativa das autoridades é que Vorcaro detalhe, em sua delação, quem foram os beneficiados pelos cartões distribuídos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMIDeputado FederalPP Progressistas Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado

Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado

Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Calix vai dividir conta de R$ 90 milhões com Companhia de Comunicação e Publicidade; Senado afirma que edital seguiu critérios técnicos Por Valentina Moreira | SBT News 09/05/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado A agência Calix vai dividir com a Companhia de Comunicação e Publicidade um contrato de R$ 90 milhões para gerir a comunicação institucional do Senado Federal. A Calix pertence a Marcello Lopes, amigo pessoal e conselheiro da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Cada empresa vai trabalhar com um orçamento de R$ 45 milhões. O contrato das empresas terá vigência de um ano, com possibilidade de prorrogação. Conhecido como Marcellão, o marqueteiro tem ganhado protagonismo nos bastidores e é cotado para liderar a comunicação da pré-campanha de Flávio. Questionada pelo SBT News, a assessoria do senador afirmou que a licitação foi conduzida estritamente pela equipe técnica do Senado e que “não guarda qualquer relação direta ou indireta com o senador Flávio Bolsonaro”. A assessoria do Senado também nega qualquer irregularidade (Ver abaixo). A Calix presta serviço para o setor público ao menos desde 2021, quando venceu duas licitações com o governo federal, na época comandado por Jair Bolsonaro (PL): uma no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (R$ 55 milhões), e outra no Ministério dos Transportes (R$ 14 milhões). Os contratos foram prorrogados e seguem ativos. Recentemente, a agência também venceu, com outras três empresas, uma licitação de R$ 300 milhões para prestar serviços de publicidade ao estado de São Paulo. O crescimento da influência de Marcelão vêm gerando incômodo entre pessoas próximas de Flávio. O publicitário adquiriu o status de conselheiro a contragosto daqueles defendem a escolha de Duda Lima para liderar a campanha. Duda, que foi responsável pelo marketing de Jair Bolsonaro em 2022, é próximo Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Enquanto Marcellão é desconhecido do público, mas é considerado um nome leal a Flávio. Na nota enviada à reportagem, a campanha do Flávio disse que “Marcello é apenas amigo do senador e, nos últimos meses, atua pontualmente como conselheiro nesta etapa de pré-campanha”. Já assessoria do Senado, afirmou que a Calix possui “ampla experiência e outros contratos vigentes com a Administração Pública, inclusive com ministérios do Governo Federal, conforme atestados de capacidade técnica apresentados durante a licitação”. A nota ainda afirma que “o processo licitatório observou rigorosamente todos os procedimentos previstos na Lei nº 12.232/2010, que rege as contratações de serviços de publicidade pela administração pública”, e que “não houve recursos em nenhuma das etapas” de avaliação. Por fim, o Senado argumentou que “o objeto da contratação consiste exclusivamente na realização de ações de publicidade institucional, voltadas à divulgação de atos, serviços e iniciativas do Senado Federal, em cumprimento ao princípio constitucional da publicidade e com o objetivo de ampliar o acesso da sociedade à informação. Essas ações não se vinculam a mandatos individuais, nem contemplam promoção de caráter político-partidário ou pessoal de parlamentares”. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado 09/05/2026 Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio

Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio

Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio Jovem de 23 anos ganhou visibilidade com vídeos de ‘combate à desordem urbana’ e tentou carreira política pelo PL; segundo a polícia, ele simulou um crime para gravar conteúdo. Por g1 Rio 09/05/2026 O influencer Luan Lennon — Foto: Reprodução/Instagram O influenciador Luan Lennon, de 23 anos, foi preso no Centro do Rio de Janeiro pelo crime de denunciação caluniosa, após ter forjado um furto para publicar nas redes sociais. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (7) e é investigado pela 4ª DP (Praça da República). Luan Lennon Camacho Braga Oliveira nasceu em 15 de maio de 2002 e se apresenta nas redes sociais como carioca, empresário e estudante de Direito. Luan se candidatou a vereador em 2024 pelo Partido Liberal (PL), mas não se elegeu, e já presidiu o PL Jovem do RJ. ‘Guerra’ aos flanelinhas O influencer reúne mais de 1 milhão de seguidores em suas redes. Nos perfis, afirma que está “combatendo a desordem em todo o estado”. Recentemente, passou a postar abordagens contra flanelinhas, questionando a cobrança irregular por estacionamento em vias públicas — sempre acompanhado por “auxiliares”. Os vídeos giram em torno de títulos como “Flanelinhas se dando mal no Maracanã!!” e “Guerra contra a máfia!”. Seguem um roteiro que começa com uma “câmera escondida” que flagram a cobrança para estacionar, prosseguem para a abordagem na rua, com voz de prisão, e não raro terminam com correria ou brigas. Juventude do PL Em declarações públicas, Luan associa sua atuação à militância conservadora. Ele se filiou ao PL em 2021 por admiração ao então presidente Jair Bolsonaro. Em um evento do PL no Sul Fluminense, em 2023, Luan declarou que seu objetivo era “mostrar que a juventude de direita tem uma casa”. “Fazemos um núcleo de formação para conseguirmos ter pessoas conservadoras em todos os âmbitos: na cultura, no esporte, na educação, não só na política.” Em entrevista ao jornal O Globo publicada no ano seguinte, afirmou: “Nas ruas, escuto muito que sou o ‘Nikolas carioca’, pela idade e ligação à nossa pauta”, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira, do PL mineiro. Na campanha à Câmara de Vereadores do Rio, em 2024, Luan afirmou que não tinha bens a declarar. Ele obteve 4.208 votos e ficou como suplente. Relembre a prisão Segundo a Polícia Civil do RJ, na última quinta-feira (7) Luan combinou com um flanelinha para que ele oferecesse R$ 30 a um pedestre para furtar um celular que estava dentro de um veículo, que estava propositalmente com as janelas abertas. A ação era filmada pelo próprio influencer, que estava em outro carro. Em seguida, ainda de acordo com os agentes, ele abordou o homem “contratado” para o furto e tentou dar voz de prisão. O pedestre afirmou que não fazia parte do esquema, e a Polícia Militar foi acionada. Todos os envolvidos foram levados para a delegacia. Luan e 2 integrantes da equipe dele foram presos em flagrante por denunciação caluniosa. Não há fiança, e eles passariam por audiência de custódia neste sábado (9). A polícia informou que o grupo ainda pode responder por fraude processual. Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso começou como uma suspeita de furto, mas, após investigação, foi identificado que o crime teria sido forjado. “Com base nas apurações, os policiais realizaram diligências que resultaram na identificação de outras duas pessoas envolvidas no esquema”, diz o comunicado. O g1 tenta contato com a defesa do influencer. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete

Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete

Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Por Metrópoles 09/05/2026 Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Flávio Bolsonaro provou esta semana que é um herdeiro legítimo não apenas do sobrenome, mas do método. Ao ser confrontado com o escândalo de corrupção que envolve Ciro Nogueira e o Banco Master, o senador não hesitou em empurrar o aliado de longa data para debaixo do ônibus. O que antes parecia ser uma parceria estratégica para 2026, com Ciro sendo ventilado como o vice ideal, foi reduzido por Flávio a uma reles “cortesia”. A “vida como ela é” em Brasília não tem espaço para gratidão. Flávio, que se pelava de medo de ser tragado pelo lamaçal do Banco Master, resolveu largar a mão de Ciro com a mesma velocidade com que o seu pai entregava ministros ao primeiro sinal de crise. Para o filho do capitão, o convite ao senador do PP nunca passou de uma especulação de salão, um agrado feito “lá atrás” que o vento – e a Polícia Federal – trataram de levar. Enquanto Ciro Nogueira tenta equilibrar-se entre carros de luxo confiscados e uma mesada de R$ 500 mil reais, o bolsonarismo já procura um novo hospedeiro. Flávio faz o jogo da pureza conveniente: elogia o ministro André Mendonça por não “perseguir ninguém”, numa tentativa canhestra de se descolar do aliado caído enquanto se afasta do cheiro de queimado. O saldo da semana é cruel para o bolsonarismo (e Centrão). Lula saiu de dos EUA com sorrisos de Trump e um “I love you”, enquanto os adversários terminam a sexta-feira em clima de funeral político, sacrificando Ciro Nogueira no altar da própria sobrevivência. É o descarte por cortesia, uma especialidade do Clã que não garante parcerias e deixa rastro de feridos no campo de batalha. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País

Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País

Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País Número de inquilinos cresce, custo de locação dispara e grupo fica espremido entre juros e dificuldade de compra Por Breno Damascena | O Estado de S.Paulo 09/05/2026 Brasileiro tem o salário comprometido, está endividado e encontra dificuldades para poupar Foto: Breno Damascena Há três anos, o professor particular de inglês Rafael Bezerra mora de aluguel em um apartamento de 40 metros quadrados em Santa Cecília, região central de São Paulo. Representante de uma classe média com renda maior, mas sem patrimônio, o carioca de 44 anos almeja comprar um imóvel, porém esbarra no custo da entrada, no peso de um financiamento longo e no encarecimento da vida cotidiana. Bezerra paga R$ 1.890 para locar o apartamento. “Um achado. Já vi imóveis novos na região que custam o dobro”, diz. As contas mensais, despesas com terapia e os custos com lazer tornam ainda mais difícil a tarefa de economizar. Autônomo, sem imóveis de herança e pouca poupança, o professor ajuda a ilustrar como o aluguel está enraizado na economia brasileira. Histórias como a de Rafael estão se tornando mais comuns. Entre 2016 e 2025, o número de imóveis alugados saltou de 12,2 milhões para 18,9 milhões, de acordo com dados da Pnad Contínua. O valor representa um aumento de cerca de 55%. Embora o número de imóveis construídos no País tenha aumentado 18,9% neste período, de 66,7 milhões para 79,3 milhões, quase um quarto é alugado. Em contrapartida, a proporção de domicílios próprios diminuiu de 66,8%, em 2016, para 60,2% em 2025. O número contrasta com o desejo da população: um estudo da Ipsos divulgado no último ano mostrou que 76% das pessoas que pagam aluguel têm interesse em adquirir um imóvel, ainda que 36% delas não acreditem que conseguirão concretizar este desejo. No caso de Rafael, o sonho persiste. Com a expansão do Minha Casa, Minha Vida, que agora engloba famílias com renda de até R$ 13 mil, ele pretende finalmente comprar o próprio imóvel. “Precisei estudar finanças pessoais para aprender a gerir o dinheiro e mudar a dinâmica da minha família, que nunca conseguiu construir patrimônio”, relata. Entrada, financiamento e crédito A taxa de desemprego, atualmente em 6,1%, consolida um mercado de trabalho historicamente aquecido. A inflação acumulada em 12 meses fechou em 4,14% até março, e o PIB de 2025 terminou com alta de 2,3%. Apesar dos indicadores positivos, a percepção do poder de compra diminuiu e as pessoas estão endividadas. De acordo com dados do Serasa, o Brasil chegou a 81,7 milhões de inadimplentes em 2026, um aumento de 38,1% em relação a 2016. O valor das dívidas cresceu 176% no período. Segundo o economista André Sacconato, professor da FIPE/USP, o grupo mais afetado é a classe média. “A classe média teve aumentos reais em salários. Porém, a inflação que atinge esse grupo é maior do que outros estratos sociais. É uma economia baseada em serviços, que estão subindo mais do que outros produtos”, explica Sacconato. “A variação de preços para a classe média é maior do que o crescimento da renda nominal, por isso ela tem a impressão de que está faltando dinheiro.” Neste ambiente de orçamento pressionado, acumular o dinheiro necessário para arcar com 20% a 30% do valor de um imóvel só na entrada parece um sonho distante. E essa é a primeira barreira no momento de decidir sair do aluguel. Soma-se a isso os altos custos do financiamento imobiliário, com taxas anuais acima dos 10%, e criteriosas análises de crédito. A solução para a população de renda inferior se apresentou no fortalecimento e na expansão do Minha Casa, Minha Vida, que se tornou uma das bandeiras do Governo Lula nas últimas décadas. O programa habitacional oferece aos compradores juros mais baixos e acesso mais previsível ao crédito. Foi assim que o MCMV transformou o mercado imobiliário do País nos últimos anos. Dados do Secovi-SP mostram que 54,3% (85,4 mil) das unidades residenciais lançadas em São Paulo se encaixam no programa. Em 2016, o segmento representava apenas 19% dos lançamentos. Ao longo da última década, o programa expandiu e passou a atrair incorporadoras que antes eram especializadas na classe média. Enquanto o segmento econômico se beneficia do MCMV, os ricos acumulam os rendimentos do dinheiro investido com uma Selic a quase 15%. O mercado de luxo e de superluxo em São Paulo movimentou mais de R$ 28 bilhões em 2025 e o número de apartamentos lançados saltou quase 60%. No meio deste movimento, a classe média perdeu espaço no mercado imobiliário. Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca que os recursos da poupança (SBPE), tradicionalmente utilizados para financiar imóveis para a classe média, especialmente via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), estão perdendo a participação no mercado. “Isso torna o crédito mais escasso e caro para quem não se enquadra nos subsídios do MCMV”, explica. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que, de 2016 para 2021, durante a pandemia e quando a taxa de juros chegou a 2%, o número de unidades financiadas via SBPE saltou de 199 mil para 866 mil. No entanto, desde então o número está em retração e fechou 2025 com 457 mil unidades financiadas. “O crédito imobiliário opera hoje com uma composição maior entre o funding da poupança e outras fontes de recurso, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que têm custo de captação mais elevado. Essa dinâmica influencia a taxa final do financiamento e o valor das prestações”, diz a Abecip em nota. No entanto, a entidade afirma que o mercado imobiliário segue resiliente e com expectativa de crescimento de 16% para o crédito imobiliário em 2026. “Além disso, a criação da Faixa 4 representa um avanço relevante, ao oferecer condições de financiamento mais favoráveis para esse público”, afirma. O aluguel da classe média Achatada entre os ricos e os pobres, a classe média é mais impactada pelos juros altos no financiamento, não tem os subsídios do segmento econômico e sofre para acumular o dinheiro da entrada do imóvel. “Sabe aquele meme ‘como juntar dinheiro para emergências se minha vida é um eterno pronto-socorro?’”, brinca a consultora de comunicação Carol Herling. “O

1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019

1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019

1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019 Crescimento das operações ampliou exposição ao risco em ocorrências, segundo a corporação. Instituição justifica ainda que confrontos ocorrem da resistência de suspeitos e que os policiais atuam com protocolos. Por Júlia Venâncio, Caroline Borges e Alexia Elias | g1 SC e NSC 08/05/2026 Polícia Militar de Santa Catarina — Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom-SC Santa Catarina registrou 92 mortes provocadas por policiais militares em 2025, o maior número desde 2019. O dado representa um aumento de 24,3% em relação a 2024, quando foram contabilizados 74 óbitos. O crescimento também acontece no primeiro ano completo sem o uso de câmeras corporais pelos agentes. O encerramento do monitoramento foi anunciado em setembro de 2024 pela corporação pioneira no país ao implementar a tecnologia, há seis anos. Ao finalizar o programa, a PM justificou defasagem, falta de manutenção adequada e insuficiência para armazenar as imagens. Em relação ao aumento da letalidade, a Polícia Militar catarinense justificou que o crescimento superior a 300% nas ações ampliou a exposição ao risco em ocorrências. Afirmou ainda que os confrontos decorrem da resistência de suspeitos às ordens legais e que os policiais atuam dentro dos protocolos (íntegra no fim do texto). Em 2025, as 92 mortes corresponderam a uma média aproximada de 0,25 morte por dia, ou seja, uma pessoa morta a cada quatro dias em confrontos com a PM ao longo do último ano. O Ministério Público (MP) é contrário ao fim do uso do equipamento e pede o retorno do monitoramento. Em uma ação protocolada pela Defensoria Pública do Estado e que segue na Justiça, o órgão defende que as câmeras garantem transparência na atuação policial, controle do uso da força e qualificação das provas. Coordenador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Leonardo Silva, afirmou que a retirada dos equipamentos é um retrocesso, já que as imagens trazem segurança para os próprios policiais. Para o especialista, o índice de mortes por parte da PM diminuirá quando o Estado entender que o controle da letalidade é prioridade. “Com inteligência, investigação e tecnologia, você reduz ocorrências de confronto. Esses confrontos não impactam a dinâmica criminal e colocam policiais, vítimas e a população em risco, já que muitas vezes ocorrem em via pública. Essas situações precisam ser evitadas e só devem ocorrer em casos de extrema necessidade”, disse. Já para a antropóloga e especialista em Segurança Pública, Flávia Medeiros, para reduzir a letalidade, são necessárias mudanças estruturais de longo prazo. Entre elas estão a responsabilização cível e criminal do Estado e dos policiais envolvidos. “Enquanto a segurança pública for entendida como uma racionalidade armamentista, militarizada e de confronto, os números de mortes decorrentes de intervenções policiais irão aumentar”, afirmou.  Em 2024, mortes em confrontos estavam abaixo da média nacional O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2025 com dados de 2024, mostra Santa Catarina abaixo da média nacional em mortes por intervenção policial. No estado, 11,5% das Mortes Violentas Intencionais em 2024 foram causadas por ação policial. No país, o índice foi de 14,1%. Os dados de 2025 não foram divulgados. Em relação ao total de mortes violentas, o estado teve a segunda menor taxa do país em 2024, atrás apenas de São Paulo: Foram 8,5 registros para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 20,8. Em números absolutos, foram 685 MVIs no estado. O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial. Perfil dos mortos pela PM O perfil predominante das mortes decorrentes de intervenção policial com a polícia em Santa Catarina, segundo os dados da SPP, é de homens jovens, principalmente entre 21 e 30 anos, mortos à noite ou na madrugada, em municípios urbanos, com frequência associados a ocorrências envolvendo tráfico de drogas ou crimes patrimoniais. Entre 2019 e 2022, apenas uma mulher morreu em confronto com a polícia, frente a 266 pessoas do gênero masculino.Já entre 2023 e abril de 2026, foram registradas mortes de três mulheres e 277 homens. Isso significa que mais de 98% das mortes envolvem pessoas do sexo masculino. Quanto à raça ou cor, pessoas brancas são maioria entre as vítimas em Santa Catarina, segundo dados da PM, o que dialoga com a composição demográfica do Estado. Conforme o IBGE, 76,28% dos habitantes do estado se declarou branco no Censo de 2022. Notícia anteriorPróxima notícia IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatisticaMP-SCPolícia Militar PM Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi

De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi

De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 expõe a virada dramática nas contas da Prefeitura: após alívio histórico do Campo de Marte, gestão atual derrete a folga financeira e projeta endividamento de R$ 72,2 bilhões até 2029. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/05/2026 Ricardo Nunes, Tarcísio e Jair Bolsonaro em ato de campanha em 2024 (Julio Costa Barros / Fórum) A Prefeitura de São Paulo, sob Ricardo Nunes (MDB), saiu de um saldo positivo de R$ 9,9 bilhões frente às dívidas em 2022 para uma projeção de dívida líquida de R$ 51,2 bilhões em 2027. A virada aparece na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviada pelo Executivo à Câmara Municipal, e marca uma escalada acelerada do endividamento da maior cidade do país. Os dados da série histórica foram publicados pela Folha de S.Paulo com base em relatórios da Secretaria Municipal da Fazenda. Segundo o levantamento, a capital tinha R$ 9,9 bilhões a mais em recursos financeiros do que em obrigações consideradas no cálculo da dívida em 2022. Em 2023, esse saldo positivo ainda era de R$ 3,5 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026. O contraste com o discurso eleitoral de Nunes é direto. Em trecho do plano de governo, o prefeito citou “austeridade e responsabilidade fiscal” como alicerce da gestão, destacou a renegociação da dívida com a União por meio do Campo de Marte e afirmou que a cidade havia reduzido uma despesa mensal de R$ 280 milhões com o governo federal. A curva mudou a partir de 2024, ano da reeleição de Ricardo Nunes. A Prefeitura passou a dever R$ 14 bilhões, depois subiu para R$ 20,1 bilhões em 2025 e tem previsão de saltar para R$ 43,2 bilhões em 2026. Para 2027, a projeção é de R$ 51,2 bilhões. Ricardo Nunes projeta dívida recorde na LDO 2027 O Anexo de Metas Fiscais da LDO 2027 confirma a continuidade da alta. O documento oficial projeta dívida consolidada líquida de R$ 51,227 bilhões em 2027, R$ 63,940 bilhões em 2028 e R$ 72,263 bilhões em 2029. A dívida consolidada líquida mede o estoque de endividamento depois do abatimento de disponibilidades de caixa e haveres financeiros. Por isso, a mudança da série é relevante: São Paulo saiu de uma situação em que tinha mais recursos financeiros do que obrigações nesse cálculo para uma projeção superior a R$ 50 bilhões no orçamento de 2027. Em relação ao valor realizado em 2025 no anexo oficial, de R$ 19,752 bilhões, a projeção para 2027 representa aumento de R$ 31,474 bilhões. Para 2029, a diferença chega a R$ 52,511 bilhões. Campo de Marte deu alívio, mas dívida voltou a subir A virada ocorre depois do acordo do Campo de Marte, concluído em 2022. A negociação reduziu em R$ 23,9 bilhões a dívida do município com a União e, segundo a própria Prefeitura, liberou cerca de R$ 3 bilhões por ano no orçamento municipal. O efeito apareceu nos números de 2022 e 2023, quando a cidade registrou saldo positivo frente às obrigações consideradas no cálculo da dívida. A partir de 2024, porém, a curva voltou a subir e ganhou força nas projeções seguintes. O Projeto de Lei Executivo nº 299/2026, que trata da LDO 2027, estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento do próximo ano e incorpora metas de receita, despesa, resultado fiscal e dívida pública. Déficit e empréstimos pressionam a Prefeitura de São Paulo A alta da dívida vem acompanhada de déficits bilionários. No anexo fiscal, o resultado primário sem o regime próprio de previdência aparece negativo em R$ 8,259 bilhões para 2027. O resultado nominal, indicador ligado à variação da dívida líquida, é negativo em R$ 10,490 bilhões no mesmo ano. Para 2028, a projeção de resultado nominal negativo é de R$ 12,713 bilhões. Para 2029, o valor previsto é de R$ 8,323 bilhões. As operações de crédito também entram no centro da conta. Em comunicado oficial sobre o PLDO 2027, a Prefeitura informa receita total de R$ 138,6 bilhões para 2027, com R$ 5,9 bilhões em operações de crédito. Empréstimos equivalem a quase metade dos investimentos A própria gestão informa que os investimentos totais previstos para 2027 são de R$ 12,8 bilhões. O volume estimado em operações de crédito, de R$ 5,9 bilhões, equivale a quase metade desse montante. Segundo a administração municipal, os principais financiamentos ativos somam R$ 6,2 bilhões. A maior fatia é a eletrificação da frota de ônibus, com R$ 2,7 bilhões. Programas habitacionais aparecem em seguida, com R$ 1,2 bilhão. A lista inclui ainda R$ 700 milhões para o Avança Saúde, R$ 600 milhões para o Asfalto Novo, R$ 400 milhões para modernização administrativa, R$ 400 milhões para o corredor Aricanduva e R$ 200 milhões para drenagem e saneamento. Dívida cresce enquanto caixa encolhe Outro ponto sensível da LDO é a redução da disponibilidade de caixa bruta. O anexo fiscal estima R$ 18,860 bilhões em 2027, R$ 7,524 bilhões em 2028 e R$ 7,071 bilhões em 2029. O contraste é direto: enquanto a dívida líquida projetada sobe de R$ 51,2 bilhões para R$ 72,3 bilhões entre 2027 e 2029, a disponibilidade de caixa bruta cai no mesmo período. A dívida líquida projetada para 2027 equivale a 45,33% da Receita Corrente Líquida. Em 2029, a proporção prevista sobe para 57%. O indicador mostra o peso crescente do estoque de dívida sobre a capacidade fiscal do município. Gestão Nunes nega desequilíbrio A Prefeitura afirma que o aumento da dívida reflete investimentos financiados por crédito em áreas como mobilidade, habitação, saúde e infraestrutura. A gestão também atribui parte da pressão ao aumento de precatórios, que teriam passado de cerca de R$ 2 bilhões por ano para R$ 8 bilhões entre 2022 e 2025. A administração diz que não há desequilíbrio nas contas. O próprio texto oficial do PLDO afirma que o acordo de 2022 com a União ajudou a sustentar o equilíbrio fiscal e ampliou a capacidade de investimento da cidade. Os números enviados à

PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente

PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente

PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Investigações já identificaram pagamentos de propina ao senador por diferentes empresas, mas apurações foram anuladas pelo STF Por Robson Bonin | Veja 08/05/2026 Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. (Pedro França/Agência Senado) As investigações da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, apontado como despachante de negócios de Daniel Vorcaro no Senado, vão avançar para outras relações do político bolsonarista no mundo empresarial.  A partir das buscas realizadas nesta quinta-feira, os investigadores tentarão mapear as relações do parlamentar com o ecossistema de apostas online, por exemplo, e potenciais redes de lavagem de dinheiro por onde fluíram bilhões de reais em administradoras de fundos de investimentos. As relações de Nogueira com empresários de diferentes setores são conhecidas. Na Lava-Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, apontado como coordenador do famoso Clube do Bilhão na Petrobras, admitiu ter repassado pelo menos 2 milhões de reais ao senador, que teria recebido o dinheiro a partir de malas de dinheiro e contratos fictícios de serviços. Nogueira também foi citado como beneficiário de propina paga pelo grupo J&F, que admitiu em acordo judicial a compra de apoio político por meio de repasses estimados em pelo menos 2,8 milhões de reais. Já a Odebrecht usava os apelidos “Cerrado” e “Helicóptero” para identificar Nogueira na contabilidade paralela de propinas pagas a políticos em troca de apoio parlamentar. Nogueira foi citado por delatores por solicitar repasses para campanhas eleitorais e para o partido. Nos casos passados, o senador recebia recursos ilícitos, segundo investigadores, a partir das relações que mantinha em governos do PT. Ele conseguiu fazer a transição para o bolsonarismo, tornando-se um dos principais ministros de Jair Bolsonaro e, ao que tudo indica, manteve a lógica de atuação com empresários como o banqueiro Vorcaro. Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. O senador sempre negou envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterOperação Lava JatoPetrobrasPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF

Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF

Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Flávio Bolsonaro adiou escolha do vice em meio à devassa da PF sobre Ciro Nogueira. Lista do Mensalão do Master, de políticos e autoridades financiadas por Vorcaro, causa pânico nos articuladores da pré-campanha do senador. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/05/2026 Alcolumbre, ACM Neto, Rueda, Ciro Nogueira e Arthur Lira (Kalina Maurer/União Brasil) A ação da Polícia Federal (PF) que provocou uma devassa na relação criminosa entre o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, causou uma hecatombe na aliança em torno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em pânico com possível nova ação policial contra outro aliado que recebeu mais de R$ 6 milhões no esquema do Banco Master. Trata-se do presidente do União Brasil, partido de Davi Alcolumbre (União-AP), Antônio Rueda que recebeu R$ 6,4 milhões do banqueiro por meio de escritório de advocacia. Em nota, Rueda afirma que seu escritório fez “dezenas de pareceres e centenas de reuniões” para justificar o polpudo pagamento recebido do Banco Master, dois dias após afirmar em entrevista que não tinha qualquer relação com Vorcaro. No entanto, no texto, o presidente do União, que estava na lista de contatos do celular do banqueiro, admite “contatos sociais eventuais, como ocorre com diversas pessoas do meio político e empresarial”. Troca de mensagens No entanto, transcrição de conversas entre o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro que estão nas mãos dos investigadores mostram que o banqueiro mantinha contato direto com Rueda. O presidente do União viajou, ao lado de Ciro Nogueira, em helicóptero de Vorcaro para assistir ao Grande Prêmio de São Paulo, evento da Fórmula 1, segundo e-mail interceptado pela PF Rueda teria sido apresentado a Vorcaro pelo ex-presidente do BRB, que teria intermediado uma conversa entre os dois, segundo troca de mensagens flagrada pela PF. A interlocutores, segundo o jornal O Globo, Rueda teria dito que ganharia bilhões para ajudar a concretizar a venda do BRB, banco estatal que foi pivô das investigações, ao caso Master. Além de Rueda, o vice-presidente do União, ACM Neto – atual representante da longeva oligarquia baiana – recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag, empresa de Fabiano Zettel, pastor da Igreja Lagoinha e cunhado do banqueiro. Os recursos foram repassados ao ex-prefeito de Salvador logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. ACM Neto diz que os valores são referentes a serviços de consultoria. Mensalão do Master Gestado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), com o auxílio de Paulo Guedes, no “super” Ministério da Economia, e Roberto Campos Neto, no comando do Banco Central, o escândalo financeiro do Banco Master, de Daniel Vorcaro, financiou uma rede de lobistas e influenciadores, incluindo na mídia liberal, com cifras milionárias para tentar intervir na decisão, tomada na gestão Gabriel Galípolo no BC, de liquidar a instituição financeira. Dados da Receita Federal revelam que a rede de influências cooptada por Vorcaro vai do ex-presidente golpista Michel Temer (MDB) e o ex-Secom de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, ao site Metrópoles, de Luiz Estevão, e a rede de emissoras do apresentador do SBT, Ratinho, que atuou como garoto propaganda da Credcesta, cartão para crédito consignado do grupo Master. Os números mostram que Vorcaro turbinou em 27 vezes os repasses a políticos, ex-ministros e dirigentes partidários entre 2023 e 2025, durante o governo Lula, quando a blindagem do Master por Roberto Campos Neto no BC chegou ao fim. O banco foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025, pela gestão Galípolo, um dia depois que o banqueiro foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal, no Aeroporto de Guarulhos, ao tentar embarcar para Malta, com destino final em Dubai, em um de seus jatinhos. Dados declarados à Receita Federal – ou seja, que não foram transferidos por meio ilegais, como envio a paraísos fiscais – revelam que o “patrocínio” de Vorcaro ao grupo lobista saiu de R$ 1,53 milhão em 2023 para R$ 41,7 milhões em 2025. No período, o banqueiro distribui mais de R$ 65,8 milhões para a rede lobista, comprando influência no legislativo e judiciário. Saiba quem recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, segundo informações já divulgadas baseadas em dados da Receita Federal: Michel Temer (MDB): ex-presidente, artífice do golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2026, recebeu R$ 10 milhões em 2025. “Como já declarei publicamente, não é segredo pra ninguém, meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões”, alegou o medebista em nota. Fabio Wajngarten: advogado e ex-secretário de Comunicação da Presidência no governo Bolsonaro recebeu ao menos R$ 3,8 milhões para atuar na defesa do banqueiro. “Fui apresentado ao Daniel no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados dele, passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento. O contrato tem cláusulas de confidencialidade razão pela qual não pode ser publicizado. Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que não exerço qualquer cargo público há mais de 5 anos”, afirmou na rede X. Ronaldo Bento: ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro, Bento recebeu R$ 773 mil do grupo de Vorcaro. Como revelou a Fórum, após deixar a pasta responsável pelas políticas de empréstimos consignados, Bento assumiu cargos estratégicos nas empresas do grupo Master. Portal Metrópoles e Luiz Estevão: site recebeu do Banco Master R$ 27,2 milhões entre 2024 e 2025, que foram direcionados em “débito imediato” a outras empresas do ex-senador Luiz Estevão, que já foi preso por corrupção. Estevão afirma que os pagamentos dizem respeito ao patrocínio do Will Bank, que pertencia ao Master, à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025. Ratinho e Rede Massa: Apresentador do SBT atuou como garoto propaganda da CredCesta, cartão para crédito consignado do grupo Master, e recebeu R$ 24 milhões de Vorcaro por meio das empresas Massa Intermediação e

STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj

STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj

TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Apesar de três ministros terem manifestado que acompanham a decisão do relator Alexandre de Moraes, a sessão vai até as 19h. Por André Coelho Costa | g1 Rio e TV Globo 07/05/2026 Deputado Thiago Rangel — Foto: Reprodução A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade na tarde desta quinta-feira (7) para manter o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) preso sem que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) possa votar sua soltura. O julgamento virtual vai até 19h até quando, em tese, algum dos ministros ainda pode mudar seu entendimento. Relator do caso na Primeira Turma, o ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (6) a manutenção da prisão preventiva do deputado. Na decisão desta quarta-feira (6), Moraes determinou que a medida deve seguir sem precisar da autorização de outros deputados da Alerj, pelo menos até a deliberação da turma sobre o caso, o que ocorre nesta quinta. Na votação desta quinta, acompanharam o entendimento de Moraes os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia. Thiago foi preso na última terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Em dezembro do ano passado, a Alerj chegou a derrubar em votação a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL). Na época, ele foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. Bacellar foi preso novamente em março, depois que o TSE cassou seu mandato, por envolvimento com o chamado escândalo do Ceperj. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Thiago Rangel e mais dois deputados da Alerj foram presos em sete meses. Relembre acusações

Thiago Rangel e mais dois deputados da Alerj foram presos em sete meses. Relembre acusações

Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Rangel (Avante) foi preso suspeito de corrupção em contratos com o governo do Rio. Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) forma maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes Por O Globo 07/05/2026 Thiago Rangel, Rodrigo Bacellar e TH Jóias — Foto: Divulgação / Marcelo Theobald / Fabiano Rocha Thiago Rangel continuará preso, já que nesta quinta-feira (7), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Foi referendada, então, a determinação do colega pela prisão do deputado estadual. Marcada em uma sessão extraordinária, a audiência ocorreu no plenário virtual, com início às 7h. Com a decisão, são três os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) presos um período de sete meses: além de Rangel, estão nessa lista o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, e o ex-parlamentar TH Joias, ambos acusados de ligações com o Comando Vermelho (CV), maior facção do tráfico de drogas do Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Federal haviam prendido Rangel (Avante) na última terça-feira (5). Ele e outras seis pessoas foram alvos da quarta fase da Operação Unha e Carne. O grupo é suspeito de atuar em organização criminosa envolvida em fraudes sistemáticas na compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, na Secretaria estadual de Educação. Foi a terceira vez em sete meses que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tem um parlamentar preso. Segundo relato da PF incluído na decisão de Moraes, a operação avançou a partir de dados extraídos de um computador apreendido na Alerj, em um local vinculado ao gabinete de Bacellar, preso pela primeira vez em dezembro do ano passado, solto logo depois por decisão de seus pares na Assembleia, e novamente preso em março deste ano. O ex-deputado é acusado de vazar uma operação policial a outro político: o ex-deputado TH Joias preso, em setembro, suspeito de ser o braço político e operador financeiro do CV. Ação contra Rangel Os mandados de prisão preventiva contra os sete suspeitos — todos cumpridos na ação desta terça-feira — foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assim como 23 ordens de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio, em Campos dos Goytacazes, na região Norte, e em Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. A decisão inclui ainda o afastamento do parlamentar da função pública. Entre os arquivos encontrados pelos investigadores no computador ligado ao ex-presidente da Casa, foi identificada uma planilha com a relação de deputados estaduais e as respectivas indicações para cargos em órgãos estratégicos do governo do Estado. A partir daí, foram reunidas informações que serviram de base para a expedição dos mandados. Na Educação, o esquema perpetrado por Rangel, segundo a PF, consistiria no direcionamento de obras de reforma em escolas públicas do Norte Fluminense para empresas pré-definidas com integrantes da organização criminosa. Rodrigo Barcellar e Thiago Rangel, ambos presos pela PF, mantinham relação de amizade e parceria. O laço era demonstrado nas redes sociais com troca de frases que reforçavam a união, como: “Estamos juntos, irmão”. As operações anteriores Foi em janeiro que a PF enviou ao STF o relatório final que indiciou Bacellar e TH Jóias por ligação com o Comando Vermelho. De acordo com o documento, assinado pelo delegado Guilhermo Catramby, foi identificada uma “teia de interações e relacionamentos escusos”, que revela “a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense”. TH foi preso em setembro do ano passado, no âmbito da Operação Zargun, por usar seu mandato parlamentar para favorecimento do CV. No entanto, a PF aponta que houve vazamento da ação que iria prendê-lo, o que levou às prisões de Bacellar e do desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), três meses depois. TH, Bacellar e outras três pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Já o caso do magistrado foi remetido para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Agora, cabe à PGR oferecer ou não denúncia e enviar o caso à Justiça. Segundo o relatório da PF, que aponta que Bacellar exerce “a liderança do núcleo político” do CV, o “maior ativo” do então presidente da Alerj na posição que ele exercia era a “capacidade de interlocução e persuasão em todos os poderes do Estado do Rio de Janeiro”. Entre os exemplos elencados pela PF, além de adiantar para TH que ele seria alvo de uma operação (a polícia observa que não foram encontrados pertences relevantes em seus endereços, o que já indicou vazamento), esteve um pedido do ex-governador Sérgio Cabral para que Bacellar, enquanto presidente da Alerj, “intercedesse junto à Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio”: a intenção era que o julgamento de um processo contra Cabral fosse retirado de pauta. “Constatou-se que o maior ativo de Rodrigo Bacellar é a sua capacidade de articulação espúria em todos os poderes fluminenses, a ponto de conseguir o atendimento de favores e contraprestações que colocam os pedintes em posição de gratidão e vulnerabilidade”, avalia a PF sobre a atuação do parlamentar nos casos de TH e Cabral. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que

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As consequências do seu voto

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