Empresa que fechou ‘buraco fake’ usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou ‘prefeito tiktoker’, diz PF

Empresa que fechou ‘buraco fake’ usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou ‘prefeito tiktoker’, diz PF Segundo a PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular do cunhado de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba (SP), durante a Operação Copia e Cola, registrava entradas de dinheiro com a palavra ‘ETENG’. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. Por Marcel Scinocca e Wilson Gonçalves Jr | g1 Sorocaba e Jundiaí e TV TEM 05/05/2026 Imagem mostra via em Sorocaba (SP) antes de intervenção do Saae; alegação era de problemas com esgoto, vazamento de água e afundamento de solo — Foto: Reprodução A empresa contratada para tapar o “buraco fake”, criado para um vídeo do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), também é suspeita de pagar propina em contratos com a prefeitura. A informação consta em um relatório da Polícia Federal (PF) de novembro de 2025, que faz parte da Operação Copia e Cola, investigação que apura um suposto esquema de corrupção na cidade. Como desdobramento da operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca na residência do prefeito em abril de 2025. Em 6 de novembro do mesmo ano, na segunda fase da investigação, Manga foi afastado do cargo. Segundo a investigação da PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular de Josivaldo Batista, cunhado de Manga, registrava entradas de dinheiro com a palavra “ETENG”. Os valores, que variam de R$ 50 mil a R$ 375 mil, somam R$ 553,8 mil. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. A Eteng Engenharia também foi a empresa que, em 9 de abril, tapou um buraco na Rua Diadema, no Jardim Leocádia. A suspeita é que o buraco tenha sido aberto de propósito apenas para que o prefeito gravasse um vídeo para suas redes sociais. Segundo um dossiê de servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), a operação custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, envolvendo 15 funcionários e sete veículos. No vídeo, que viralizou com mais de 6,5 milhões de visualizações, Manga aparece em um cenário de obra, com funcionários e máquinas do Saae, para mostrar uma suposta ação de reparo da prefeitura, reforçando sua imagem de “prefeito tiktoker”. A PF aponta que, entre 2018 e 2025, a Eteng fechou contratos que superam R$ 70 milhões com a prefeitura. Segundo o relatório: “verificam-se fortíssimos indícios de […] pagamento de vantagens indevidas (propina) por parte de representantes da empresa Eteng.” Procuradas, a Prefeitura de Sorocaba e o Saae afirmaram que a Eteng presta serviços à cidade desde 2018, dentro das normas legais. Sobre o buraco, a prefeitura inicialmente disse que a vala foi aberta para uma manutenção real na rede de esgoto. A Eteng afirmou nesta terça-feira (5) que o Saae solicitou à empresa a aplicação da capa asfáltica. “Importante ressaltar que a empresa não teve nenhum ganho adicional, uma vez que o serviço já está contemplado no contrato firmado com o Saae”, argumentou. Sobre a Operação Copia e Cola, a Eteng afirmou que “ainda não foi procurada pelas autoridades e não teve acesso às investigações. A empresa está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários assim que tiver acesso ao processo.” Denúncias no MP O g1 teve acesso ao documento feito por um grupo de servidores da autarquia. Nele, é detalhado o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa. Toda a documentação foi encaminhada ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito. As contradições nos documentos O dossiê dos servidores do Saae, que será enviado ao Ministério Público, aponta várias contradições para provar a farsa, como: Fotos idênticas: um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações; Local errado: as fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto; “Não é vazamento do Saae”: um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia; Poço de vistoria intacto: o vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada. A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia absolutamente nada. Foi feito para justificar essa demanda. Se verificar no GPS das equipes, vai ver que nunca estiveram todas as equipes na mesma ocorrência em tão pouco tempo”, afirmou um servidor, que não será identificado na reportagem. O g1 também teve acesso a uma foto da rua feita momentos antes do início dos trabalhos, que não mostra qualquer afundamento, vazamento de água ou esgoto na via. Pelo material, é possível identificar três situações que, em tese, contradizem a abertura de procedimentos pelo Saae: Afundamento: a imagem não mostra afundamento de solo na rua; Esgoto: não há indícios de esgoto sendo lançado na via pública; Vazamento de água: não há sinais de água na via. Prefeitura e Saae disseram que… No dia 23 de abril, quando o g1 divulgou o caso, a prefeitura afirmou que a vala foi aberta para obra de manutenção em uma rede de esgoto e que tudo seguiu ordens de fluxo interno de controle. Confira a nota na íntegra: “A vala foi aberta por equipe do Saae/Sorocaba, para obra de manutenção em rede de esgoto. Houve troca de abraçadeira danificada e os trabalhos foram concluídos no mesmo dia, seguido da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pela autarquia. Todas essas ordens seguem fluxo interno de controle, garantindo rastreabilidade das demandas e das intervenções realizadas.” A autarquia e a prefeitura não comentaram sobre as denúncias feitas pelo funcionários.
Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne

Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). Por Mahomed Saigg e Márcia Brasil | TV Globo 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira (5) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já vinham investigando o processo de compras da Seeduc. Agentes saíram para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até a última atualização desta reportagem, além de Thiago, outras 6 pessoas haviam sido presas. O ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar (União), Rui Carvalho Bulhões Júnior, estava entre eles. A investigação foi iniciada após a análise de mídias apreendidas na 1ª fase da Operação Unha e Carne, contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso. O g1 apurou que conteúdos extraídos do computador de Bacellar levaram a esse desdobramento da Unha e Carne. As apurações que levaram a esta 4ª etapa revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc — segundo a PF, uma zona de influência política de Rangel — para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema. Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Em nota, a defesa do deputado negou a prática de qualquer ato ilícito e disse que prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação (leia a nota na íntegra no fim da reportagem). As fases anteriores A Operação Unha e Carne teve 3 fases entre dezembro de 2025 e março de 2026 e apurava um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Segundo a PF, os vazamentos teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção criminosa. O caso foi incluído no contexto da ADPF 635, a ADPF das Favelas, que trata de ações de segurança pública no Rio. A 1ª etapa da operação foi deflagrada em dezembro de 2025 e teve como alvo o então presidente da Alerj, o deputado Rodrigo Bacellar, hoje cassado. De acordo com a Polícia Federal, Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, contra o CV. O principal beneficiado seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, apontado como articulador político da facção e preso na Operação Zargun. Ainda segundo a investigação, o vazamento teria permitido a destruição ou ocultação de provas, frustrando a ação policial. Bacellar chegou a ser preso preventivamente por decisão de Alexandre de Moraes, mas foi solto dias depois — após decisão tomada em plenário da Alerj —, com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda em dezembro de 2025, a 2ª fase aprofundou as apurações sobre a origem dos vazamentos. Nessa etapa, a PF prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Segundo os investigadores, o vazamento teria partido do Judiciário federal. A suspeita é que o magistrado repassou informações a Bacellar, que, por sua vez, as transmitiu a TH Joias. A Polícia Federal informou ter encontrado mensagens, registros de ligações e indícios de relação próxima entre o desembargador e o deputado, o que, segundo a investigação, indicaria troca de favores. A 3ª fase foi deflagrada em 27 de março de 2026. Nessa etapa, Rodrigo Bacellar foi preso novamente, desta vez em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A nova prisão foi determinada por Alexandre de Moraes após a cassação do mandato do político pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no caso conhecido como escândalo da Ceperj, e após denúncia formal apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 16 de março. Na 3ª fase, a Polícia Federal também passou a relacionar diretamente o caso à ADPF 635, apontando que as condutas investigadas poderiam comprometer ações do Estado no combate ao crime organizado no Rio. A denúncia da PGR inclui, além de Bacellar, TH Joias, o desembargador Macário Júdice Neto e outros investigados. Segundo o órgão, há indícios de uma cadeia de proteção institucional ao crime organizado. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Alerj informa que está à disposição das instituições da República no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. A Assembleia Legislativa reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes.” Nota da Secretaria Estadual de Educação “A Secretaria de Estado de Educação está realizando uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual. Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ). A Secretaria segue colaborando com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle.” Defesa de Macário Ramos Júdice Neto: “A defesa do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto refuta com veemência as acusações da Polícia Federal a ele atribuídas, reforça a ilegalidade de sua prisão e assinala, mais uma vez, que a apuração da própria PF não sustenta o relatório produzido por seus investigadores. No ponto crucial do documento, que seria o do encontro do desembargador com o então deputado estadual Rodrigo Bacellar, o cruzamento das antenas de celulares de ambos
Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial

Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial Adolescente de 18 anos foi ferido ao deixar o estádio após confronto entre torcedores. A polícia abriu procedimento para apurar o caso. Por Marcus Vincax | TV Globo 05/05/2026 Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã — Foto: Arquivo pessoal O jovem Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã, na Zona Norte do Rio, após o clássico entre Flamengo e Vasco, no domingo (3). Segundo a família, ele vai passar por pelo menos três cirurgias, incluindo uma plástica e outra para tratar uma fratura no nariz. De acordo com a mãe de Arthur, o disparo foi feito por um policial militar no momento em que o jovem tentava deixar o estádio, após uma confusão entre torcedores. “Infelizmente, atiraram com vontade no rosto, no olho dele, nessa bala de borracha. Jogaram toda a cavalaria, que estava ali dos policiais em cima dele, ele ficou ali coagido por cavalos”, relatou. Jovem não participou da briga, diz mãe Segundo ela, Arthur estava com amigos do colégio quando houve tumulto na saída do jogo. Com o uso de gás e disparos para dispersar a multidão, o grupo se separou. “Eles estavam soltando muito aquele gás de pimenta, sei lá, e atirando a torto e à direito, aí dispersou, cada um foi para um lado. O Arthur ficou ancorado ali naquela grade do Maracanã e deixou acalmar”, disse. Ainda de acordo com o relato, o jovem foi atingido logo após tentar sair do local. “Nisso que acalmou, ele soltou da grade e começou a andar. Aí ele virou, olhou. Quando ele olhou para trás para ver se ainda tinha os cavalos correndo, aí o policial foi e atirou nele. Pegou em cheio na visão dele”, afirmou. A mãe descreveu o estado do filho após o disparo. “Saía tanto sangue, ele estava totalmente ensanguentado e ainda virou por esse policial pedindo socorro. O policial teve a coragem de falar pra ele: ‘cara, vai embora o que tu está fazendo aqui. Vai embora’”, disse ela. Arthur foi socorrido inicialmente por uma ambulância do estádio e depois seguiu de táxi até o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde encontrou os pais. Atualmente, ele está internado em uma unidade particular no Humaitá. “O estado do Arthur é bem sério, ele vai passar por três cirurgias. Uma cirurgia plástica, outra que houve uma fratura também no nariz e ele, infelizmente, ele perdeu essa visão do olho direito”, afirmou a mãe. “Eu tô assim muito triste, muito chateada. Isso é muito lamentável” Pedido por indenização A família também cobra responsabilização pelo caso. “Quero uma indenização, sim, por direito, por tudo que meu filho está passando. É mais do que justo isso. É inadmissível uma pessoa sair de casa para assistir um jogo e voltar sem a visão”, disse. A Polícia Militar informou que cerca de 800 agentes atuaram no policiamento da partida para conter brigas entre torcidas organizadas. Ao todo, 15 pessoas foram presas. Sobre o caso, a corporação confirmou que um homem ficou ferido por disparo de elastômero e foi socorrido. O comando das unidades envolvidas instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência. As confusões ocorreram principalmente após o fim do jogo, nas imediações do estádio, com registros de agressões e confrontos entre torcedores rivais. Moradores da região relataram momentos de medo com a violência. A investigação vai apurar as responsabilidades pelo disparo que atingiu o jovem. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável

Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável Moradores do bairro Piratini, um dos mais atingidos pelas chuvas de maio de 2024, relatam sensação de abandono e dificuldades de locomoção. Prefeitura anuncia obras de R$ 43 milhões para junho. Por Diego Nuñez e Ana Júlia Griguol | g1 RS e RBS TV 05/05/2026 A prefeitura informa que a rua desabou devido a uma infiltração consequência da chuva — Foto: Halder Ramos Dois anos após as chuvas de maio de 2024 que devastaram o Rio Grande do Sul com a enchente e causaram o desmoronamento de uma rua no bairro Piratini, em Gramado, na Serra gaúcha, moradores ainda aguardam pelas obras de recuperação. O local segue igual: destruído e instransitável. O desastre atingiu mais de 30 famílias na época. Para a aposentada Palmira Machado, 85 anos, a paisagem de hoje contrasta com as lembranças de um bairro cheio de vida. “Passava ônibus, passava de tudo aqui. Faz falta. Os amigos passavam ali, meus parentes chegavam. Agora não se vê nunca mais ninguém”, lamenta. O fenômeno que atingiu a área é um tipo complexo de escorregamento de terra. “Aqui, a profundidade é muito maior. Nós estamos falando da ordem de 20 metros. O material não foi arrastado, ele foi deslocado muito fortemente, com velocidades da ordem de centímetros por dia. Então, não mata ninguém, mas a destruição das casas é muito grande”, explica o engenheiro especialista em geotecnia Luiz Antônio Bressani. A Prefeitura de Gramado anunciou investimento de mais de R$ 43 milhões e prevê o início das obras para junho. De acordo com o Executivo municipal, 35 lotes foram desapropriados na região. Do total, 34 proprietários aceitaram a proposta de indenização e um discute os termos na Justiça. Até o momento, foram pagos R$ 8,3 milhões a 25 famílias. Outras nove aguardam a regularização de documentos para receber o valor. Rotina de dificuldades A rua destruída era um dos principais acessos ao centro da cidade. Sem ela, os moradores precisam fazer trajetos até três vezes mais longos. “Quando a gente tem que ir ao mercado, fruteira, farmácia, a gente desce ali, faz todo esse trajeto e vamos escalando”, conta uma moradora. A empreendedora Cleusa Machado relata os transtornos diários. “Eu saio para trabalhar todo dia de manhã, eu saio por aqui, já caí umas 10 vezes, mas eu continuo”, afirma. O sentimento de abandono também é compartilhado. “Parece que fomos um bairro esquecido aqui. Ninguém procura nós, ninguém fala nada”, desabafa a aposentada Marina de Freitas Santos. Previsão das obras Questionada, a prefeitura informou que o primeiro ano após o evento foi dedicado ao monitoramento e estudo da área para identificar movimentações do solo. No ano seguinte, foi elaborado o projeto e feito o cadastramento junto ao governo federal para buscar recursos. A projeção é de que o processo licitatório para contratar a empresa responsável seja publicado na segunda quinzena de maio. A expectativa é de que os trabalhos comecem na segunda quinzena de junho. O investimento de mais de R$ 43 milhões contempla obras de contenção, pavimentação e iluminação. Enquanto as obras não começam, a área segue sob vigilância. “Se faz um controle de toda a área para ver qual o movimento que está acontecendo, vertical e lateral. Além disso, a gente mede qual a pressão de água que tem no subsolo”, detalha o engenheiro Luiz Antônio Bressani. Para os moradores, resta a esperança de ver a rua movimentada novamente. “Ver a gente passar, todo mundo faceiro, alegre, abanando a mão, sendo feliz. É o que eu sonho”, diz a aposentada Palmira. Notícia anteriorPróxima notícia Gramado RS STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes

Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes Em série especial, RJ2 mostra como traficantes e milicianos dominam territórios, cobram taxas e controlam a vida de comunidades. Por Gabriela Moreira, Junior Alves e Adriana Cruz | RJ2 04/05/2026 Milicianos de Rio das PEdras à esquerda e traficandes da Muzema à direita — Foto: Reprodução/RJ2 O crime organizado avança nos territórios do estado do Rio de Janeiro, e comunidades e bairros inteiros vivem acuados por traficantes e milicianos que decidem qual lei vale em cada região. A partir desta semana, o RJ2 exibe uma série especial de reportagens sobre como esse domínio afeta a vida das pessoas, a economia e o futuro da cidade. No primeiro episódio, imagens inéditas mostram como traficantes e milicianos atuam entre duas comunidades separadas por apenas 2,5 quilômetros: Rio das Pedras e Muzema, na Zona Oeste. “Quem é de Rio das Pedras não pode ir em Muzema, quem é de Muzema não pode ir em Rio das Pedras”, relata um morador. As duas áreas próximas estão divididas pelo crime. De um lado, milicianos; do outro, traficantes. Em Jacarepaguá, criminosos armados ditam regras e decidem quem vive e quem morre. O RJ2 flagrou criminosos dos dois lados dessa guerra, entre eles homens fazendo selfies com armas e ostentando fuzis perto de crianças. A reportagem flagrou tanto traficantes quanto milicianos. Moradores relatam episódios de extrema violência. Um deles conta o caso de um trabalhador confundido com informante: “Chegou a ir lá no Figueira [Condimínio Parque das Figueiras] buscar umas roupas pra ir pro trabalho, que a pessoa era garçom de quiosque na Barra, e quando chegou lá foi recebido à bala. Disseram que era olheiro de milícia. E não era. O menino era trabalhador.” Segundo o relato, o homem foi torturado: “Levaram lá pra área que eles julgam a pessoa. Ficaram lá umas quatro horas com o menino. Queimaram sacola plástica nele. Botaram cigarro nele. Fizeram ele engolir uma bala… munição.” Imagens mostram milicianos armados com fuzis, alguns tirando selfies com armas. Eles usam preto, calças e fuzis. Em outro momento, criminosos aparecem em um ponto de vigilância enquanto uma viatura da PM patrulha a região. Em uma das cenas, um homem armado atua como uma espécie de autoridade local: após ouvir uma mulher, ele a acompanha até outra rua e repreende uma terceira pessoa. Controle do cotidiano e restrição de circulação Em um condomínio perto da Muzema, o controle territorial é visível. Para circular, motoristas precisam seguir regras impostas por criminosos, como manter o pisca-alerta ligado, o vidro aberto e a luz interna acesa. “O carro pra entrar dentro do Figueira hoje… eles te param. Não aceitam tu. Querem saber pra onde tá indo”, conta um morador. “As placas de carro são todas identificadas na portaria.” Abordagens são frequentes: “Do nada, eles param a pessoa, pegam o telefone, averiguam agenda toda. Se tu disser que é Rio das Pedras, tu tá morto.” Além disso, há cobrança de taxas para tudo: “Pra morar lá, tem que pagar todo mês o boleto que tu mora lá.” “Se você vai botar uma música lá, tu tem que pagar. O morador paga, o comerciante paga… todos pagam”, acrescenta. Segundo as investigações, quem dita as regras na Muzema é um traficante conhecido como “Zeus”, identificado pela polícia como Luiz Carlos Bandeira Rodrigues. Ele migrou para o Rio e assumiu um posto de chefe do crime, subindo na hierarquia da facção ao cumprir pena por tráfico nos presídios federais de Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). Lpa, conheceu Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Disputa de facções e expansão territorial Nos últimos anos, o Comando Vermelho avançou por diversas regiões de Jacarepaguá até chegar à Muzema. Já em Rio das Pedras, o domínio é da milícia, em parceria com traficantes do Terceiro Comando Puro. Moradores denunciam a atuação livre dos criminosos: “A solução pra esses problemas, acredito que só Deus. Porque o estado é omisso. Eles desfilam abertamente armados na frente das viaturas.” “É fuzil, é pistola, é cinturão de granada. E isso acontece constantemente.” Em Rio das Pedras, o comando é atribuído a Taillon de Alcântara Barbosa, preso desde 2023. Segundo relatos, a milícia atua com violência e extorsão: “São bandidos. Porque eles matam por qualquer motivo. Expulsam por qualquer motivo. Tomam o patrimônio da pessoa.” “Se paga uma taxa, direito de ir e vir. O comércio é obrigado a ter valores superiores pra pagar a milícia. É coisa assustadora.” A Polícia Militar informou que tomará as medidas cabíveis assim que tiver acesso às imagens exibidas. A corporação declarou também que prendeu 18 criminosos e apreendeu três fuzis na região de Rio das Pedras e Muzema nos últimos seis meses. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPolícia Militar PMPorto Velho RORegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Governo do RJ faz pente-fino em contratos e suspende compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões

Governo do RJ faz pente-fino em contratos e suspende compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões Mais de 6 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões, além de 13.615 processos sem licitação realizados no último ano, passam por análise. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 04/05/2026 Black Hawk em operação da Força Aérea Brasileira — Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira O governo interino do Rio faz uma auditoria em mais de 6 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões, além de 13.615 processos sem licitação realizados no último ano. A análise inclui despesas de diferentes áreas, como tecnologia e segurança pública, e já levou à suspensão de compras, como a de um helicóptero militar avaliado em R$ 70 milhões, conforme divulgado pelo jornal O Globo e confirmado pelo g1. A revisão foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e tem como objetivo identificar possíveis irregularidades e cortar gastos considerados desnecessários. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) terá até 45 dias para concluir o levantamento, que abrange todas as secretarias, autarquias e empresas públicas. Entre os contratos analisados estão acordos ligados à segurança pública, incluindo sistemas de monitoramento e aquisição de equipamentos de grande porte. A aquisição do helicóptero modelo Black Hawk, anunciada como “histórica” por Cláudio Castro (PL), passou a ser questionada na nova administração, inclusive pelo impacto operacional em áreas urbanas e comunidades. Segundo a Secretaria de Governo e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a contratação está sendo reavaliada sob aspectos técnicos e jurídicos, e ainda não há decisão sobre a continuidade. “Estamos analisando esse contrato nas esferas jurídica e técnica. Assim como os outros contratos. Enquanto eles estiverem no compliance, estão suspensos”, disse o secretário Roberto Leão. Notícia anteriorPróxima notícia Controladoria-Geral do Estado CGEGovernadorPL Partido Liberal STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’

Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência da República, afirmou que o país não tem condições de conceder aumentos acima da inflação para aposentados. “Não podemos estar dando (sic) ganhos reais, de forma alguma, para quem está aposentado, na minha opinião é algo que o Brasil hoje não comporta”, disse. Por Vinícius Prates | Estado de Minas 04/05/2026 Ao responder sobre propostas de reforma, Zema defendeu o aumento do tempo de contribuição, retomando um mecanismo discutido na reforma de 2019 que previa ajustes automáticos conforme a expectativa de vida crédito: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/DAPRES A declaração foi feita durante participação no programa Canal Livre, da Band, exibido nesse domingo (3/5), após ser questionado sobre o impacto da Previdência nas contas públicas e possíveis mudanças no sistema. Ao responder sobre propostas de reforma, Zema defendeu o aumento do tempo de contribuição, retomando um mecanismo discutido na reforma de 2019 que previa ajustes automáticos conforme a expectativa de vida. “Nós vamos precisar sim aumentar o tempo de contribuição, é fundamental”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de desvincular os reajustes das aposentadorias do salário mínimo, o ex-governador disse que pretende manter a referência, mas com correção limitada à inflação. “Salário mínimo e aposentadoria serão todos reajustados pela inflação, ninguém vai perder nada”, declarou. Durante a entrevista, ele argumentou que eventuais ganhos reais no salário mínimo deveriam ser determinados pelo mercado. “O ganho real do salário mínimo o mercado define”, afirmou, ao mencionar ainda a possibilidade de adoção de pisos regionais. Apesar das críticas ao modelo atual, o ex-governador afirmou que aposentados devem ser respeitados. “Mas o aposentado merece todo o respeito”, declarou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalFlávio BolsonaroJair BolsonaroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’

Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Declaração ocorreu no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Santa Catarina; filho do ex-presidente também compareceu ao evento evangélico Por Yago Godoy | O Globo 04/05/2026 Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ — Foto: Reprodução/Instagram Rio de Janeiro – O deputado federal Pastor Marcos Feliciano (PL-SP) compareceu ao 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Camboriú (SC), e defendeu a eleição do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) ao Senado por Santa Catarina. Durante pregação no último sábado, o parlamentar afirmou que os evangélicos oram “por toda a família” do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi “ungida por Deus”. A declaração de Feliciano foi direcionada ao próprio Carlos, que esteve presente no local e chorou ao ouvir o discurso do correligionário. — O povo de Santa Catarina já te abraçou. Eu olho para você e vejo seu pai — disse Feliciano a Carlos. — Aqui tem uma igreja que ora pela vida do presidente Bolsonaro. Quando oramos por um Bolsonaro, oramos por todos. Tenho certeza que você, Flávio (senador), Renan (vereador de Balneário Camboriú), Eduardo (ex-deputado) vão dar continuidade, porque a família de vocês foi ungida para isso. Que o estado de Santa Catarina te receba de braços abertos — completou. Feliciano também afirmou que Bolsonaro “é um irmão” que “sofreu injustiças”. Nas redes sociais, ele repercutiu imagens do evento e do encontro com Carlos, afirmou ser “gratificante” e pediu que Deus “abençoe toda a família Bolsonaro”. “Estar no Gideões 2026, em Camboriú, foi algo que me tocou profundamente. Meus agradecimentos ao Feliciano pelo convite e pela oportunidade de viver um momento tão especial. Levo de lá com mensagens de apoio a meu pai, assim como o carinho de todos para comigo. Agradeço imensamente aos amigos da Assembleia de Deus por mais essa oportunidade marcante”, escreveu Carlos em suas redes sociais. ‘Renovar aliança com Deus’ Neste domingo, quem também compareceu a um culto foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ele esteve na igreja do pastor Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um encontro que selou a reaproximação entre ambos. Durante o culto, Malafaia chamou Flávio, o presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado federal e pré-candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos) ao púlpito e comandou uma oração coletiva por eles. A pregação também foi marcada por alfinetadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). — Nós queremos pedir a bênção para que haja paz nessa nação. Lembra do caos econômico e social. Afasta esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo o narcotráfico, o crime organizado e todo tipo de praga do inferno. Nós declaramos a bênção, a vitória, em nome de Jesus — disse. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBalneário Camboriú SCCamboriú SCDeputado FederalGovernadorPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorVereador Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ 04/05/2026 PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Após veículo ser rebocado no show da Shakira, policiais invadem pátio da prefeitura, agridem agentes, derrubam portão e saem com o carro

Após veículo ser rebocado no show da Shakira, policiais invadem pátio da prefeitura, agridem agentes, derrubam portão e saem com o carro No sábado (2), um Nissan Versa descaracterizado da polícia tinha sido levado por um guincho até o depósito da prefeitura no Andaraí, na Zona Norte do Rio. No domingo, uma equipe da 60ª DP (Campos Elíseos) forçou a retirada do automóvel. Por Filipe Brasil | Bom Dia Rio 04/05/2026 Policial civil agride agente da Seop com o cano de um fuzil — Foto: Reprodução A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) do Rio de Janeiro denunciou que policiais civis invadiram um depósito de veículos da prefeitura e retiraram à força um carro que havia sido rebocado durante as operações do show da cantora Shakira, em Copacabana, no sábado (2). A confusão ocorreu na manhã de domingo (3), no pátio do Andaraí, na Zona Norte do Rio. Uma agente quase foi atropelada, e o portão do espaço foi derrubado. Vídeos de câmeras de segurança e registros dos próprios agentes mostram ainda agressões e intimidações. O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Civil como transgressão disciplinar. Na manhã desta segunda-feira (4), o portão ainda não tinha sido consertado. A confusão De acordo com a Seop, um Nissan Versa prata tinha sido guinchado até o pátio após ser flagrado estacionado de forma irregular no entorno da 12ª DP (Copacabana). À 0h de sábado, a prefeitura havia suspendido 3 mil vagas no bairro a fim de facilitar o deslocamento dos fãs. Posteriormente, esse Versa foi identificado como uma viatura descaracterizada da Polícia Civil — sem adesivos ou pinturas —, geralmente usada em investigações e em campanas, para não levantar suspeitas. Segundo relatos de servidores do pátio, policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) chegaram ao local em uma viatura oficial, invadiram o depósito e retiraram o carro sem seguir os trâmites legais. Ainda conforme a secretaria, durante a ação houve agressões a funcionários municipais que tentaram impedir a retirada do veículo. A Seop também afirma que os policiais chegaram a apontar um fuzil para os servidores. Na saída, a viatura acelerou contra o portão do depósito e o derrubou — nesse momento, uma agente da Seop quase foi atropelada. O que dizem os envolvidos Nota da Seop “A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) informa que, na manhã de domingo (3), 2 policiais civis invadiram o depósito público de veículos, no Andaraí, para recuperar à força um carro que havia sido rebocado por estar estacionado irregularmente em Copacabana. Servidores responsáveis pelo depósito foram agredidos após explicarem os trâmites legais para a retirada do veículo. A Seop se solidariza com os servidores e lamenta a truculência da ação. O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Civil como transgressão disciplinar.” Nota da Polícia Civil “A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) apura as condutas dos servidores. A Polícia Civil não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta, reiterando seu compromisso de combate ao crime em defesa da sociedade.” Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo

PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo OUTRO LADO: Gestão Tarcísio diz que polícia monitora continuamente a área e que ‘enfrentamento ao crime organizado é prioridade’ Facção controla vias, cobra taxas e comanda organizações sociais dentro da favela Por Rogério Pagnan e Leandro Machado | Folha de S.Paulo 12/04/2026 Barreira no meio da rua controla acesso na esquina das ruas Ernest Renan e Melchior Giola, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo – Folhapress São Paulo – Vinte anos após orquestrar o maior ataque às forças de segurança de São Paulo, a facção criminosa PCC fez da favela de Paraisópolis, a maior da cidade, seu principal centro de comando. Nos últimos dois anos, o grupo também vem implantando ali um nível inédito de controle territorial, muito mais rígido, com adoção de táticas geralmente atribuídas à facção fluminense CV (Comando Vermelho). Nas últimas semanas, a Folha conversou com uma dezena de moradores, comerciantes, frequentadores da comunidade, além de promotores e policiais, que falaram sob a condição de anonimato. A reportagem também visitou a favela e acessou documentos em posse do Ministério Público que reforçam tais relatos e que revelam o organograma da criminalidade ali instalada. O cenário descrito é de ampliação do controle exercido pelo PCC sobre Paraisópolis, afetando a rotina dos quase 60 mil moradores. Entre as medidas estão a implantação de taxas a comerciantes, bloqueio de vias de acesso, fiscalização das atividades das organizações sociais e até o uso forçado de lideranças em protestos orquestrados pela facção. O governo do estado diz que o combate ao crime organizado é sua prioridade, e a associação de moradores negou qualquer vínculo com a facção criminosa (leia mais abaixo). Uma comerciante disse à Folha que vive há décadas na comunidade e que esse quadro se agravou no último ano. “Nunca vi a situação que eu estou vendo a comunidade hoje. As próprias ONGs estão com dificuldade para exercer o seu trabalho.” Segundo ela, que não terá seu nome revelado, as entidades não podem receber ninguém. Outra moradora afirmou ter sido obrigada a pagar uma taxa ao crime organizado para poder fazer um determinado serviço na favela. Quanto ao bloqueio de vias, os moradores indicam ao menos três pontos, um deles no cruzamento das ruas Ernest Renan com Melchior Giola, no chamado “centrinho de Paraisópolis”, perto do campo de futebol. Com a ajuda de um drone, a reportagem da Folha conseguiu registrar esse bloqueio, feito com uma grade de ferro, típica de controle de público em eventos, e vigiada por dois homens. Os moradores ouvidos afirmam que estranhos não passam por ali sem se identificarem, seja dia ou noite. Além de exercer um maior controle da comunidade local, o PCC fez de Paraisópolis o principal palco de resoluções de conflitos envolvendo seus membros. Um promotor afirmou à reportagem que a comunidade se tornou a última instância da facção. Os “réus” de casos graves ou integrantes que exercem função de liderança do bando são levados para a “laje”, como é conhecido o local onde são realizados os “tribunais do crime”. Lá, são julgados e, em caso de condenação, a pena pode ser a morte. Chegada da facção A entrada do PCC em Paraisópolis remonta a 2003, três anos antes do mega-ataque de maio de 2006, que teve como saldo a morte de 59 agentes das forças de segurança e, na reação, de 505 civis. A tomada desse território teria sido liderada por um grupo ligado a Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, que venceu uma disputa sangrenta com o grupo de um justiceiro chamado Juarez. O Xerife, como era conhecido, mandava na favela desde os anos 1980 e proibia o comércio de entorpecentes. Um morador local conhecido por Boneco teria dado apoio à tomada de poder pelo PCC e, por isso, tornou-se importante aliado do grupo. Desde então, conforme relato de moradores e testemunhas dessa disputa, o tráfico de drogas na favela, um dos mais significativos da capital, acontece por meio de um revezamento entre os dois grupos. Em um mês a venda é feita pela equipe de Boneco e, no outro, pela equipe de Piauí, do PCC. O controle ostensivo do território é feito, porém, exclusivamente pelo grupo de Piauí, que voltou à comunidade em 2021 depois de cumprir uma pena de 13 anos. Ele foi o primeiro membro do PCC a ser transferido para o sistema carcerário federal, em 2012, depois de órgãos de inteligência do governo paulista o apontarem como mandante do assassinato de policiais militares. Piauí ficou pouco tempo em Paraisópolis, conforme moradores. Investigações da polícia e da Promotoria o apontam como um dos principais líderes da facção em liberdade. Ele deixou como preposto na comunidade um comparsa apelidado de Barão – atualmente preso –, que ficou responsável por gerenciar o tráfico de drogas. A reportagem não conseguiu descobrir quem cuida atualmente da defesa de Piauí. Na época em que ele estava preso, seus advogados negavam que ele pertencesse ao PCC. Controle ampliado No final de 2024, a facção também teria assumido o controle da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, entidade responsável por dialogar com o poder público sobre ações na favela. Esse domínio sobre as atividades da entidade teria ampliado o controle da facção sobre os moradores. Representantes de organizações locais passaram a ser obrigados a prestar contas de suas atividades, além de participar de um grupo de troca de mensagens para informar o PCC sobre a presença de autoridades e policiais na favela. Muitos deles também foram convocados a participar de protestos de interesse da facção. Outro aspecto que passou a aproximar mais as ações da facção paulista ao estilo do CV carioca é a cobrança de taxa do comércio e a exploração indireta de serviços, como TV e internet. As empresas convencionais de telefonia não são, porém, impedidas de atuar na comunidade de São Paulo. Conforme relato de moradores, esse maior controle do PCC passou a ocorrer após a notícia de que serão feitos investimentos estimados em R$ 1,6 bilhão em obras de melhorias na favela, dentro de uma operação urbana da prefeitura. Entre as intervenções
Câmeras de segurança flagram furto de caminhonete em Rio das Ostras

Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Criminosos chegaram de moto e levaram veículo usado para trabalho; ação foi registrada. Por Ludmila Lopes | g1 02/05/2026 Criminosos chegaram de moto e levaram veículo usado para trabalho — Foto: Adriano Pereira / Portal Cidade 24h Rio das Ostras – Uma caminhonete foi furtada na madrugada desta sexta-feira (1º), na Rua Maranhão, no bairro Cidade Praiana, em Rio das Ostras, na Baixada Litorânea. Segundo o proprietário, o pedreiro Michel Medeiros, o veículo estava estacionado na calçada quando foi levado por dois homens que chegaram ao local em uma motocicleta. Câmeras de segurança registraram a ação, por volta das 4h50. Nas imagens, é possível ver os suspeitos chegando de moto, se aproximando da caminhonete e saindo rapidamente com o veículo. Após o crime, os homens fugiram e, até o momento, não há informações sobre o paradeiro da caminhonete. O dono do veículo afirmou que a caminhonete é essencial para o trabalho, já que é utilizada diariamente no transporte de ferramentas e de um funcionário que atua com ele. Segundo Michel, o automóvel também era usado para a realização de fretes, o que ajudava a complementar a renda da família. Com o furto, ele relatou dificuldades para continuar trabalhando e se deslocando. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Rio das Ostras. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável
Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’

PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Declaração de presidenciável do Novo foi dada em podcast no 1º de Maio, Dia do Trabalho Constituição proíbe trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de menor aprendiz Por Arthur Guimarães de Oliveira | Folha de S.Paulo 02/05/2026 Pré-candidato a presidente, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no podcast Inteligência Ltda. – Inteligência Ltda. no YouTube São Paulo – Pré-candidato a presidente, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) defendeu nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalho, a ideia de que crianças possam trabalhar no Brasil. “A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos cents por cada jornal entregue no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. É lamentável, mas tenho certeza que nós vamos mudar isso”, disse ele ao podcast Inteligência Ltda. A declaração foi dada no final do programa. Zema afirmou que trabalha desde os 14 anos e disse que acompanhava o pai o dia todo, contava parafusos, porcas, e o ajudava a embrulhar as peças. “Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela.” A Constituição Federal proíbe qualquer trabalho a menores de 16 anos. A única exceção é a condição de menor aprendiz, a partir de 14 anos. Já a CLT fixa que, apesar de uma autorização condicional, o trabalho do menor de idade não pode ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a frequência à escola. Em vídeo publicado neste sábado (2) nas redes sociais, depois da repercussão da declaração, o ex-governador afirmou que defende, sim, dar oportunidades de trabalho para adolescentes, porque “educação e trabalho digno é o que forma caráter, disciplina e futuro”. Zema lembrou que, no Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos, mas disse que é necessário ampliar essas oportunidades, “com proteção, sem atrapalhar a escola”. “Vamos parar com essa hipocrisia”, disse. “Milhões de jovens já trabalham hoje, mas na informalidade, sem regra, sem nenhuma proteção. Somos um país que finge que protege os jovens e as crianças. Essa é que é a verdade. E eu não tenho medo de dizer isso não.” “Quando um adolescente não encontra o caminho da educação e do trabalho, sabe quem é que oferece oportunidade para ele? O crime. As facções já têm um plano de carreira prontinho para recrutar os adolescentes. Então a escolha é muito simples, ou a gente vira as costas e deixa o jovem à própria sorte, ou a gente abre as portas para ele aprender a trabalhar de forma honesta e construir o seu futuro.” O mineiro coleciona falas polêmicas ao longo da carreira. Ainda quando estava à frente do Executivo estadual, afirmou que o Sul e o Sudeste são diferentes porque nessas regiões há uma proporção maior de pessoas trabalhando do que vivendo de auxílio emergencial. Em entrevista à Folha no ano passado o então governador também relativizou a ditadura militar. Ele a chamou de “questão de interpretação” se houve ditadura e disse que cabe aos historiadores “debater isso”. No clima de pré-campanha, Zema tem intensificado as declarações públicas. Mais recentemente, se envolveu em troca de ataques com o STF (Supremo Tribunal Federal) ao publicar vídeos satíricos em que ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem em convescotes. Mas a cerca de cinco meses das eleições, o ex-governador soma 4% das intenções de voto para presidente, segundo pesquisa Datafolha de abril. O mineiro está em um patamar abaixo do do presidente Lula (PT), que tem 39%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 35%. No degrau do ex-governador de Minas, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, Aldo Rebelo (DC), com 1%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Brancos e nulos são 10%, e 4% estão indecisos. O mineiro também é cotado para a vice de Flávio, apesar de uma aliança nesse desenho não ser consensual entre os bolsonaristas. Como mostrou o Painel, Zema tem dito que vai manter a candidatura até o fim, mas integrantes do Novo não descartam uma composição mais perto das convenções. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarHugo MottaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalValdemar Costa Neto MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.