Master não era elegível em aporte de R$ 80 milhões do Iprev de Maceió, diz PF

Master não era elegível em aporte de R$ 80 milhões do Iprev de Maceió, diz PF Segundo investimento, de R$ 17 milhões, também é investigado por concentração de recursos e falhas na análise de risco Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 10/08/2026 Logo do Banco Master na sede da instituição em São Paulo • 18/11/2025 REUTERS/ Amanda Perobelli Brasília – O Banco Master não estava entre as instituições consideradas elegíveis pelo Ministério da Previdência Social para receber recursos de regimes próprios de previdência quando o IPREV (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió) fez o primeiro aporte investigado pela Polícia Federal, no valor de R$ 80 milhões. A operação foi realizada em 6 de dezembro de 2023. Segundo a PF, o banco só passou a integrar a chamada “lista exaustiva” do Ministério da Previdência em 2024. O investimento faz parte de um conjunto de duas aplicações realizadas pelo instituto em Letras Financeiras subordinadas emitidas pelo Master. Além dos R$ 80 milhões aplicados em dezembro de 2023, o IPREV fez um novo aporte de R$ 17 milhões em 13 de maio de 2024. A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (10) uma operação para apurar supostas irregularidades na aplicação de recursos previdenciários. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e conta com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União). A investigação também aponta outros problemas nas duas operações realizadas pelo IPREV, que, no total, somaram R$ 97 milhões. Segundo a PF, a Política Anual de Investimentos do instituto previa, em 2023, uma estratégia-alvo de 0% para ativos de emissão bancária. Em 2024, o limite estabelecido passou a ser de 5%. Apesar disso, os investigadores afirmam que o instituto manteve e ampliou a exposição a esse tipo de ativo até um patamar próximo de 20% do total de recursos do regime próprio de previdência. Para a PF, a concentração ficou acima dos parâmetros definidos pelo próprio IPREV. A investigação também aponta ausência de estudos comparativos independentes e de análises consideradas suficientes sobre os riscos envolvidos nas operações. Os dois aportes foram feitos em Letras Financeiras subordinadas. Esse tipo de título coloca o investidor em posição menos favorável na ordem de pagamento dos credores caso a instituição emissora enfrente dificuldades financeiras. Entenda A investigação da Polícia Federal apura possíveis irregularidades na aplicação de recursos do IPREV/Maceió em ativos emitidos pelo Banco Master. O instituto administra o regime próprio de previdência dos servidores municipais de Maceió, responsável pelo pagamento de benefícios como aposentadorias e pensões. Segundo a PF, o IPREV aplicou R$ 97 milhões em Letras Financeiras subordinadas emitidas pelo Master. O valor foi dividido em dois aportes: R$ 80 milhões, em dezembro de 2023, e R$ 17 milhões, em maio de 2024. Os investigadores sustentam que as operações expuseram de forma desproporcional o patrimônio previdenciário a ativos de risco elevado e baixa liquidez. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCGU Controladoria-Geral da UniãoIPREV Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de MaceióMaceió ALPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Master não era elegível em aporte de R$ 80 milhões do Iprev de Maceió, diz PF 10/08/2026 Vorcaro prepara terceira proposta de delação premiada 10/08/2026 “Amor não correspondido”: Cleitinho apoia Flávio, mas PL lança rival contra ele em Minas 10/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga 13/07/2026 Contador de Flávio Bolsonaro, ligado ao Careca do INSS, está preso por fraudes em aposentadorias 30/07/2026 TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária 20/07/2026 Prefeito ameaça demitir servidores que não votarem em Flávio Bolsonaro (ÁUDIO) 07/08/2026
Os EUA já estão interferindo nas eleições brasileiras

Os EUA já estão interferindo nas eleições brasileiras Por que a imprensa está fingindo que há uma “tensão diplomática” quando o fato é que há interferência descarada? Por Natalia Viana | Agência Pública 10/08/2026 Donald Trump | Reprodução Se você está com medo de que os EUA interfiram nas eleições brasileiras, tenho uma má notícia. O governo de Donald Trump já está interferindo para prejudicar a candidatura de Lula e beneficiar seu favorito, Flávio Bolsonaro. Não sei por que a imprensa segue abordando essa história como “tensões diplomáticas”, como se houvesse um desentendimento na relação bilateral. É um erro crasso no jornalismo não chamar as coisas pelo nome.Trump decidiu usar o aparato do Estado norte-americano para alavancar votos para Flávio, uma interferência inaceitável e sem precedentes exceto no apoio ao Golpe Militar. Então, para deixar as coisas mais claras, vou listar aqui oito ações de interferência dos americanos: Os EUA estavam considerando desde pelo menos 2025 designar as duas organizações criminosas como terroristas, mas enfrentavam resistência do governo brasileiro pelos riscos óbvios à soberania nacional – basta ver os mais de 60 bombardeios que as Forças Armadas dos EUA já realizaram nas águas do Caribe e do Pacífico e a invasão da Venezuela sob a pretensão de que Nicolás Maduro era chefe de um cartel de drogas que nunca existiu. No dia 26 de maio, Flávio Bolsonaro, que já estava usando este tema como bandeira da sua pré-campanha, organizou uma viagem aos EUA para encontrar Trump na Casa Branca – treze dias depois de ser exposto pelo Intercept Brasil pedindo R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, protagonista do maior escândalo de corrupção deste ano, atualmente preso. A revelação foi o maior baque até agora na campanha de Flávio Bolsonaro; ele chegou a cair 5 pontos nas pesquisas eleitorais. A viagem de Flávio aos EUA menos de duas semanas depois serviu para mudar o foco da atenção do debate público brasileiro. O governo americano sabia disso, e trabalhou para possibilitar um “photo-op”, uma foto de Flávio, Eduardo e Paulo Figueiredo junto ao presidente norte-americano. No dia seguinte, ele encontrou com Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado, e também com o vice-presidente JD Vance. Depois do encontro com Rubio, Flávio disse: “Batemos de novo na mesma tecla de que os Estados Unidos deveriam classificar, sim, CV e PCC como organizações terroristas. Dissemos que, se Deus quiser, a partir de 2027, o Brasil vai ser um aliado no combate ao crime organizado, diferente do atual governo, que parece proteger esses marginais”. A principal movimentação política veio dez dias depois. Em 5 de junho, os EUA anunciaram a designação, permitindo que o candidato do PL reivindicasse a decisão como resultado de sua articulação – algo que vai ser usado largamente na campanha. Na mesma viagem em maio, o assessor para políticas em relação ao Brasil no Departamento de Estado, Darren Beattie, foi até o hotel em que Flávio estava hospedado para se reunir com o candidato, uma demonstração de proximidade e apoio institucional do governo. Darren Beattie foi indicado para o cargo em fevereiro deste ano, mas Eduardo Bolsonaro sabia que ele seria escolhido desde novembro do ano passado. Beattie foi autor das notas da embaixada brasileira ameaçando membros do judiciário e chamando Alexandre Moraes de “arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro”. “Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes”, escreveu. Darren Beattie tentou visitar o Brasil em março deste ano, quando iria encontrar Jair Bolsonaro na prisão. No entanto, seu visto foi cancelado quando ficou claro que ele não queria se reunir com autoridades, mas criar mais um fato político na mesma linha da narrativa de perseguição contra o ex-presidente. Ele repetia o gesto do outro grande articulador do apoio a Flávio Bolsonaro no Departamento de Estado, Ricardo Pita. Ricardo, conselheiro sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental, está a cargo de negociações sobre parceria para crime organizado e já alegou pelo menos uma vez que o governo Lula “perdeu o prazo” para participar de uma parceria contra o crime. Pita visitou Jair Bolsonaro e Flávio quando esteve no Brasil em maio de 2025, sem avisar ao Itamaraty. Deste então, Darren Beattie e Ricardo Pita têm liderado a guinada bolsonarista do Departamento de Estado. Trump tem interferido em diferentes graus em eleições latino-americanas. No caso de Milei, Trump disse claramente que seu governo daria um empréstimo de US$ 20 bilhões à Argentina se ele vencesse, enquanto Trump só apoiou o colombiano Aberlado de la Espiella depois que ficou claro que ele tinha chances de vencer no segundo turno. Por isso, Trump foi mais discreto ao anunciar sua preferência por Flávio Bolsonaro e a relação deste apoio a novas sanções econômicas contra o Brasil. Em 2 de junho, Trump publicou na rede social uma foto ao lado de Flávio, afirmando: “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”. A postagem aconteceu apenas horas depois do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propor uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras por acusações infundadas de práticas que “restringem” comércio com empresas norte-americanas, como o PIX e a regulação das Big Techs. Pra bom entendedor, meia palavra basta. O recado era: vamos impor tarifas ao Brasil e há um interlocutor favorito para negociar isso: Flávio Bolsonaro. O recado foi entendido pela campanha de Flávio, que tenta escapar da pecha de “Tariflávio”, e foi o que levou o candidato a ir até os EUA meses depois para pedir ao USTR que “adie” as tarifas. Para reforçar a narrativa de que as tarifas são culpa do atual governo e não de Eduardo Bolsonaro, que vem fazendo lobby contra o Brasil desde que se mudou para os EUA em março de 2025, o próprio Secretário do Departamento de estado, Marco Rubio, atuou diretamente. Rubio, que já tinha recebido Eduardo Bolsonaro em outubro do ano passado e recebeu Flavio em maio deste ano, jogou a culpa pelas novas taxas contra o Brasil nas costas de Lula. Rubio escreveu no Twitter: “Que não
Mapas, manuais de explosivos e cálculo de custos: como grupo planejava ataques em Brasília

Mapas, manuais de explosivos e cálculo de custos: como grupo planejava ataques em Brasília Grupo extremista compartilhava instruções para fabricar explosivos e tinha mapas de prédios públicos, incluindo a planta do Palácio do Planalto. Investigação aponta que integrantes planejavam invadir e explodir edifícios públicos. Por Fantástico 10/08/2026 O Ciberlab funciona em uma sala de acesso restrito em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo Mapas de prédios públicos, manuais para fabricação de explosivos e cálculos sobre a quantidade e o custo dos materiais. Era assim que integrantes de grupos extremistas se organizavam para planejar possíveis ataques em Brasília, segundo uma investigação. As conversas monitoradas pelas autoridades revelaram que o principal objetivo do grupo era invadir e explodir prédios públicos, especialmente o Palácio do Planalto. Os integrantes também tinham mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma das conversas, eles compartilharam a planta baixa do Palácio do Planalto e discutiram possíveis caminhos para entrar e sair do edifício. Os investigadores também encontraram instruções para a fabricação de explosivos e coquetéis molotov, além de orientações sobre o desenvolvimento de artefatos explosivos. Os integrantes calculavam a quantidade de material necessária e os custos para produzir os dispositivos. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as estimativas indicavam a possibilidade de produzir mais de três granadas por integrante. As conversas também mencionavam a produção de pólvora e o baixo custo para sua fabricação. Grupo maior tinha mais de 600 integrantes A investigação identificou dois grupos no Telegram. O maior deles reunia mais de 600 pessoas. Integrantes considerados mais radicalizados eram convidados para um grupo restrito, com 46 participantes. Nesse núcleo, as conversas não se limitavam à troca de ideias. Os participantes compartilhavam instruções para a prática de atos violentos. O acesso aos grupos era controlado. Para entrar, era necessário receber um link ou procurar pelo nome exato. Os administradores também selecionavam pessoas que consideravam ter o perfil desejado. Em uma das conversas, um integrante chegou a pedir indicações de outros grupos de nazistas para fazer novos recrutamentos. O relatório do CyberLab, laboratório de repressão a crimes cibernéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, classificou os dois grupos como de alto grau de periculosidade. A investigação aponta a presença de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência. Objetivo era atingir prédios públicos As conversas indicam que os integrantes não pretendiam apenas provocar destruição. A intenção era usar Brasília para transmitir ao país uma mensagem considerada violenta e antidemocrática pelas autoridades. Os participantes defendiam uma “revolução” e a “abolição do Estado”. A investigação aponta que o grupo não se identificava necessariamente com um lado político específico. Os administradores também tentavam identificar integrantes dispostos a matar. CyberLab monitorava grupos As mensagens foram identificadas por investigadores do CyberLab, que monitora pessoas que utilizam perfis anônimos para produzir e compartilhar conteúdo de ódio e incentivo à violência. Segundo o Ministério da Justiça, o laboratório produziu, apenas naquele ano, 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio diferentes. Entre os conteúdos encontrados estavam mensagens racistas, homofóbicas e misóginas. Em uma das conversas, integrantes fizeram ameaças contra mulheres que ocupavam cargos como delegada, juíza e investigadora. Operação Na última terça-feira, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. Computadores e celulares apreendidos durante a operação ainda são analisados pelos investigadores. Para as autoridades, havia risco de que o plano fosse colocado em prática. A avaliação é que não seria necessário esperar para saber se os integrantes realmente levariam os ataques adiante. Notícia anterior Brasília DFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mapas, manuais de explosivos e cálculo de custos: como grupo planejava ataques em Brasília 10/08/2026 Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO) 09/08/2026 Grupo neonazista planejava explodir o Palácio do Planalto com Lula dentro 10/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana 11/07/2026 Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro 22/07/2026 Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio 10/07/2026 Vereadores de Seropédica parecem não ter pressa de votar contas do governo que recebeu parecer contrário do TCE 28/07/2026
Justiça começa a ouvir testemunhas em processo contra Lucinha; Eduardo Paes foi convocado pela acusação

Justiça começa a ouvir testemunhas em processo contra Lucinha; Eduardo Paes foi convocado pela acusação A ação penal que julga o envolvimento da deputada estadual Lucinha (PSD) com a milícia comandada por Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”, avançou para a fase de produção de provas no Tribunal de Justiça (TJRJ). Por Tempo Real RJ 10/08/2026 Eduardo Paes ao lado da deputada estadual Lucinha, em 2018, na Zona Oeste do Rio – Foto: Reprodução E entre as testemunhas indicadas pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) — que apresentou a denúncia contra a parlamentar da Zona Oeste — está o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do estado nas eleições de 2026. Paes foi convocado pelo MP como uma testemunha de acusação. Na prática, isso significa que o Órgão pediu que ele seja ouvido pela Justiça por considerar que seu depoimento pode ajudar a esclarecer fatos descritos na denúncia — e não que Eduardo Paes seja investigado no processo. O depoimento foi marcado para a última quinta-feira (06), na 40ª Vara Criminal, no Centro do Rio. Até o momento, não há informação pública sobre o comparecimento do candidato. Um documento do TJ encaminhado ao Ministério Público solicita, inclusive, o endereço atualizado de Paes para fins de intimação. Depoimento de Paes está relacionado a agenda na Zona Oeste A inclusão do ex-prefeito no rol de testemunhas de acusação está relacionada a um dos episódios descritos pelo Ministério Público na denúncia contra Lucinha e sua ex-assessora Ariane Afonso Lima. Segundo o MP, em julho de 2021, as duas teriam repassado a integrantes da milícia informações sobre compromissos de Eduardo Paes na Zona Oeste do Rio. A acusação afirma que as informações permitiram que integrantes do grupo deixassem determinadas áreas antes da passagem do então prefeito. Justiça marcou duas audiências para ouvir testemunhas A Justiça marcou duas audiências para a etapa de depoimentos no processo. A primeira ocorreu em 6 de agosto, na 40ª Vara Criminal, no Centro do Rio, e foi destinada às testemunhas de acusação indicadas pelo Ministério Público — como Eduardo Paes. A próxima está marcada para 13 de agosto, também às 11h30 e no mesmo local. Desta vez, serão ouvidas as testemunhas apresentadas pelas defesas. Depois dos depoimentos, Lucinha e Ariane deverão ser interrogadas pela Justiça. Durante a preparação da defesa, Lucinha chegou a indicar o ex-governador Cláudio Castro (PL) como sua testemunha, mas posteriormente desistiu de ouvi-lo no processo. Acusação contra Lucinha aponta atuação política em favor da milícia Segundo o Ministério Público, a denúncia foi baseada em elementos reunidos durante a Operação Dinastia I. A investigação sustenta que a milícia comandada pelo Zinho possuía diferentes núcleos, entre eles um núcleo político. De acordo com a acusação, Lucinha e Ariane integrariam esse grupo e teriam atuado politicamente em defesa de interesses da organização criminosa. A denúncia foi apresentada em junho de 2024. Em dezembro de 2025, o Órgão Especial do TJ recebeu a acusação e tornou Lucinha e Ariane rés no processo. Zinho, apontado pelo MP como chefe da organização, foi preso em dezembro de 2023, após se entregar à Polícia Federal. O processo é relatado pelo desembargador Milton Fernandes de Souza e não tramita em sigilo. Com informações do jornalista Ralfe Reis, da “Tribuna NF”. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputada EstadualMP-RJPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça começa a ouvir testemunhas em processo contra Lucinha; Eduardo Paes foi convocado pela acusação 10/08/2026 Os EUA já estão interferindo nas eleições brasileiras 10/08/2026 Justiça determina que Garotinho cumpra sentença que suspende direitos políticos por 8 anos 11/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil 23/07/2026 Câmara de Aperibé aprova auxílio-alimentação de R$ 1 mil para vereadores 05/08/2026 “Amor não correspondido”: Cleitinho apoia Flávio, mas PL lança rival contra ele em Minas 10/08/2026 Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo 14/07/2026 Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia 15/07/2026
PF faz buscas no Iprev de Maceió por aporte de R$ 97 milhões no Master

PF faz buscas no Iprev de Maceió por aporte de R$ 97 milhões no Master André Mendonça autoriza buscas contra seis investigados e bloqueio de até R$ 97 milhões. PF apura possíveis irregularidades nos investimentos do instituto de Previdência no Banco Master. Por Congresso em Foco 10/08/2026 Sede do Iprev em Maceió | Iprev/Allan Cesar A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (10) oito mandados de busca e apreensão relacionados ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeitas envolvendo aplicações de recursos do instituto em títulos emitidos pelo Banco Master. As buscas atingem Ronnie Reyner Teixeira Mota, Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, Renan Foglia Calamia, Marília Alexandre de Lima Alves, Marcelo Brasileiro Santos e João Felipe Alves Borges, além das sedes do Iprev e da consultoria Crédito & Mercado de Valores Mobiliários. Na decisão, Mendonça também determinou o bloqueio de até R$ 97 milhões em bens dos seis investigados. O ministro atendeu parcialmente a um pedido apresentado pela Polícia Federal. Veja a decisão de André Mendonça. A investigação apura duas aplicações que somam R$ 97 milhões em Letras Financeiras subordinadas do Banco Master: R$ 80 milhões investidos em dezembro de 2023 e R$ 17 milhões em maio de 2024. A PF investiga a prática de gestão fraudulenta, além de possíveis crimes de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo os investigadores, as operações teriam sido realizadas com falhas de governança, ausência de estudos comparativos independentes e exposição excessiva dos recursos previdenciários a ativos de risco elevado e baixa liquidez. Um dos pontos centrais é a diferença entre a política de investimentos do Iprev e o volume aplicado no Master. Em 2023, a estratégia prevista era de 0% para ativos de emissão bancária. Em 2024, o limite seria de 5%. Mesmo assim, a exposição teria chegado a cerca de 20% dos recursos do regime próprio de previdência. Mendonça ressalta que a divergência não prova fraude por si só, mas exige explicação técnica. A decisão também aponta justificativas genéricas nas autorizações dos investimentos e ausência de análise independente compatível com o risco assumido. Credenciamento do Master é investigado A PF também investiga o credenciamento do Banco Master. Segundo a apuração, o procedimento teria utilizado material fornecido pela própria instituição sem análise suficiente sobre sua solidez e os riscos envolvidos. O banco também não constaria, na data da primeira aplicação, da lista do Ministério da Previdência de instituições elegíveis para receber recursos de regimes próprios. A inclusão teria ocorrido apenas em 2024. A Crédito & Mercado, consultoria contratada pelo Iprev, também é alvo. A PF quer esclarecer se a empresa atuou de forma independente ou contribuiu para eventual direcionamento em favor do Banco Master. A empresa, porém, nega qualquer participação na decisão de investimento. Em nota enviada ao Congresso em Foco, a Crédito & Mercado afirma que não foi consultada sobre a operação, não realizou análise nem emitiu parecer técnico e tampouco recomendou, aprovou ou participou da aplicação de recursos no Banco Master. “A referência à empresa decorre de uma ata específica que registra a participação remota de Renan Calamia em reunião do instituto exclusivamente para uma apresentação de cenário econômico, que não esclareceu de forma clara que o executivo encerrou sua participação antes da continuidade das discussões e deliberações”, diz a nota. Ronnie Mota era diretor-presidente do Iprev à época dos investimentos e assinou as autorizações dos aportes. Gustavo Rodrigues é apontado como então coordenador-geral de Investimentos. Marília Alves, Marcelo Santos e João Felipe Borges aparecem ligados às instâncias de governança e deliberação do instituto. Renan Calamia é apontado como dirigente da Crédito & Mercado. Buscas negadas André Mendonça negou buscas contra Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga, atual presidente do Iprev, e Francy Sthephany Sobreiro Barbosa de Souza, ex-chefe de gabinete. No caso de Guilherme, a PF questiona um ofício de 2026 no qual ele teria informado que o Master estava habilitado à época das operações. Os investigadores sustentam que a informação seria incorreta ao menos em relação ao aporte de R$ 80 milhões feito em 2023. O ministro, porém, acompanhou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar buscas contra os dois. Bloqueio de até R$ 97 milhões Mendonça também determinou o sequestro, bloqueio e indisponibilidade de bens dos seis investigados até o limite global de R$ 97 milhões, correspondente ao valor das aplicações questionadas. A decisão autoriza ainda a análise de dados armazenados em celulares, computadores e serviços de nuvem apreendidos nas diligências. Não está autorizada a interceptação de comunicações futuras. Por outro lado, o ministro rejeitou o pedido da PF para afastar os investigados de cargos públicos ou atividades econômicas e financeiras, por considerar que não há elementos concretos suficientes de risco atual de interferência na investigação. Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e B3 também deverão fornecer informações sobre o Banco Master e os títulos adquiridos pelo Iprev. As medidas são cautelares e não representam condenação nem conclusão de que os crimes investigados tenham ocorrido. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterComissão de Valores Mobiliários CVMIPREV Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de MaceióMaceió ALPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF faz buscas no Iprev de Maceió por aporte de R$ 97 milhões no Master 10/08/2026 Master não era elegível em aporte de R$ 80 milhões do Iprev de Maceió, diz PF 10/08/2026 Vorcaro prepara terceira proposta de delação premiada 10/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado 12/07/2026 Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União 24/07/2026 Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista 20/07/2026 Marco Rubio ataca Lula e
Grupo neonazista planejava explodir o Palácio do Planalto com Lula dentro

Grupo neonazista planejava explodir o Palácio do Planalto com Lula dentro Polícia Civil do DF e Ministério da Justiça desarticularam uma célula que trocava manuais de explosivos e plantas baixas de prédios públicos pelo Telegram Por Ivan Longo | Fórum 10/08/2026 Lula em reunião ministerial no Palácio do Planalto – Foto: Ricardo Stuckert / PR A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), desarticulou na última terça-feira (4) um grupo neonazista que planejava atentados contra o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o edifício onde ocorreria o debate do 2º turno das eleições, em Brasília. Os integrantes se articulavam exclusivamente pela internet, em grupos do Telegram com conteúdo de ódio e instruções para fabricação de explosivos, sem jamais terem se encontrado presencialmente. A operação, batizada de Operação Rede Interrompida, cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco estados, apreendendo dispositivos eletrônicos, materiais nazistas e armas. O ministro Wellington César Lima e Silva foi categórico: “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios.” Plano de atentados em Brasília O grupo não se limitava a trocar ideias radicais: planejava ataques concretos contra o coração institucional do país. As conversas monitoradas pelas autoridades revelam que o principal objetivo era invadir e explodir prédios públicos em Brasília, com o Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, como alvo prioritário. Os investigadores suspeitam que o objetivo dos criminosos seria assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os planos discutidos, estava também a explosão do edifício onde ocorreria o debate do 2º turno das eleições. A intenção declarada nas mensagens era “mandar a partir de Brasília um recado violento e antidemocrático para todo o país”. A articulação ocorria em dois grupos do Telegram. O maior reunia mais de 600 integrantes e usava a foto de Adolf Hitler como imagem de perfil. Quem demonstrava maior radicalização era recrutado para um grupo restrito, com 46 integrantes, onde não se trocavam apenas manifestações de apoio à violência, mas instruções operacionais. Os investigados compartilhavam manuais de fabricação de explosivos e coquetéis Molotov, calculavam quantidades de material e estimavam custos dos ataques. Tinham ainda mapas dos ministérios, do Congresso Nacional e do STF. O delegado Maurílio Coelho, coordenador de Inteligência da PCDF, afirmou que o grupo chegou a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto para discutir rotas de entrada e saída: “A planta deles é assim, a gente pode entrar por aqui, sair por aqui.” Ação das autoridades e o Ciberlab A investigação foi conduzida pela PCDF em parceria com o MJSP, por meio do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos que funciona em uma sala de acesso restrito em Brasília. O laboratório monitorou as comunicações do grupo e produziu um relatório que concluiu pelo elevado grau de periculosidade do conteúdo: planejamento de atos violentos com artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incitação à violência. Segundo o Ministério da Justiça, os administradores dos grupos tentavam ativamente identificar integrantes dispostos a matar. Na terça-feira (4), a polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Foram apreendidos computadores, celulares, materiais de propaganda nazista, facas e armas de fogo. A prioridade da operação foi recolher dispositivos eletrônicos capazes de indicar o estágio de execução do plano e verificar se os suspeitos já haviam obtido explosivos. O ministro Wellington César Lima e Silva destacou que o caso expõe a dimensão do problema: “A internet representa um número muito expressivo das ocorrências criminais”, afirmou, ressaltando que o Ciberlab existe justamente para monitorar e desarticular esse tipo de ameaça antes que se concretize. Perfil do grupo e ideologia Os investigados são homens jovens, com idades entre 19 e 31 anos, que nunca haviam se encontrado pessoalmente e construíram toda a sua articulação no ambiente digital. O relatório do Ciberlab descreveu o conteúdo disseminado nos grupos como de elevado grau de periculosidade, com planejamento de atos violentos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia, racismo e homofobia. As mensagens incluíam discursos de ódio contra mulheres e minorias, e os administradores trabalhavam para identificar quais integrantes estariam dispostos a ir além das palavras. Um delegado envolvido na investigação afirmou que o grupo se dizia “contra o sistema político como um todo”, sem manifestar apoio explícito a partidos ou lideranças específicas. Essa autodefinição, porém, não apaga o que o próprio relatório das autoridades documenta: a ideologia neonazista, o culto à violência e o ódio sistematizado contra grupos vulneráveis são o núcleo organizador dessas redes, não um detalhe periférico. O fato de jovens sem contato presencial chegarem a compartilhar plantas arquitetônicas de prédios públicos e calcular custos de ataques com explosivos é a medida mais concreta da radicalização que o ambiente digital pode produzir quando não há monitoramento e resposta do Estado. Implicações e próximos passos Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. Nesta fase da Operação Rede Interrompida, não foram expedidos mandados de prisão: a estratégia das autoridades foi concentrar esforços na coleta de provas digitais para mapear a estrutura completa do grupo e sua capacidade operacional real. Os computadores e celulares apreendidos seguem sob análise para determinar se os suspeitos já haviam avançado da fase de planejamento para a obtenção de explosivos ou outros materiais. Notícia anterior Brasília DFPolícia CivilPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Grupo neonazista planejava explodir o Palácio do Planalto com Lula dentro 10/08/2026 Promotoria pede execução de sentença que cassa direitos políticos de Garotinho 06/08/2026 Câmara de Aperibé aprova auxílio-alimentação de R$ 1 mil para vereadores 05/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador Jorginho Mello é acusado de interferir em investigação sobre caixa 2 em SC 31/07/2026 Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026
Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO)

Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO) Investigação identificou grupos com centenas de integrantes e mensagens sobre ataques, explosivos e violência contra instituições. Oito cidades foram alvo de buscas. Por Fantástico 09/08/2026 Entre os planos discutidos, estava o de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater” — Foto: Reprodução/TV Globo Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um grupo que planejava, pela internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Eram homens que nunca tinham se encontrado pessoalmente. Nas conversas, monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, eles falavam em fabricar explosivos e disseminavam discursos de ódio pela rede. “Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”, dizia uma das mensagens. Outras afirmavam: “Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar”. As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram. Um deles utilizava a foto de Hitler como imagem de perfil. Entre os planos discutidos, estava o de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”. O monitoramento das autoridades revelou que as condutas não eram inofensivas. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, disse Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública. O ministro ressaltou a relevância do caso, afirmando que a sociedade deve atentar para o fato de que tais comportamentos não podem ser minimizados ou normalizados. Um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, concluiu que o conteúdo compartilhado apresentava elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência. O acesso aos grupos era restrito, exigindo links específicos ou buscas por nomes exatos. O grupo maior tinha mais de 600 integrantes. E quem se radicalizava era convidado para um grupo mais restrito, com 46, em que não trocavam apenas ideias, e sim instruções. Para o ataque, eles estavam difundindo manuais de como construir explosivos, coquetéis Molotov e desenvolvimento de artefatos explosivos. Eles também calculavam quantidades de explosivos e custos dos ataques. Segundo o Ministério da Justiça, os administradores dos grupos tentavam identificar integrantes dispostos a matar. As conversas monitoradas revelaram que o principal objetivo do grupo era invadir e explodir prédios públicos, em especial o Palácio do Planalto. Mas a intenção não era apenas causar destruição: era enviar, a partir de Brasília, um recado violento e antidemocrático para todo o país. Eles tinham mapas dos ministérios, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, diz o delegado Coelho. “Chegaram, inclusive, a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto, para mostrar lá: ‘A planta deles é assim, a gente pode entrar por aqui, sair por aqui’”, afirmou. O ministro Lima e Silva disse que a internet representa um número muito expressivo das ocorrências criminais. “Nós temos aqui dentro do Ministério da Justiça o Ciberlab , que capturou essas informações e compartilhou com diversos parceiros”. O Ciberlab funciona em uma sala de acesso restrito em Brasília. Os investigadores identificam quem se esconde por trás dos perfis anônimos: em geral, homens jovens que produzem e compartilham conteúdo racista, misógino, homofóbico. Apenas em 2026, o Ciberlab produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio diferentes. Nos grupos, a disseminação de ódio contra mulheres era frequente. Mas as mensagens foram monitoradas pelas policiais que trabalham no Ciberlab. Na última terça-feira (4), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. A investigação segue na análise dos computadores e celulares apreendidos. “A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver”, diz o delegado. “O sentimento do extremismo será sempre contra o pluralismo. E nós todos, democratas, cidadãos, temos que estar vigilantes em relação a isso”, diz o ministro. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia Brasília DFPolícia CivilSTF Supremo Tribunal FederalVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO) 09/08/2026 Grupo neonazista planejava explodir o Palácio do Planalto com Lula dentro 10/08/2026 Promotoria pede execução de sentença que cassa direitos políticos de Garotinho 06/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega 15/07/2026 Dinheiro parece não ser problema na Saúde de Belford Roxo, gestão sim 11/07/2026 Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS 15/07/2026
Ministério Público Eleitoral pede impugnação da candidatura do neto de Luizinho Drumond

Ministério Público Eleitoral pede impugnação da candidatura do neto de Luizinho Drumond João, que é candidato a deputado estadual, é neto do bicheiro Luizinho Drumond, ex-presidente de honra da Imperatriz Leopoldinense e um dos nomes mais proeminentes da contravenção carioca. Por TV Globo e g1 Rio 09/08/2026 Luizinho Drumond em foto de 2016, na Delegacia de Homicídios — Foto: Renata Soares/G1 O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura de João Felipe Drumond Espínola (PRD), de 24 anos. João, que é candidato a deputado estadual, é neto do bicheiro Luizinho Drumond, ex-presidente de honra da Imperatriz Leopoldinense e um dos nomes mais proeminentes da contravenção carioca. O candidato do PRD também é sobrinho de Vinícius Drumond, apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no Rio. A informação foi publicada pela jornalista Berenice Seara, do Tempo Real, e confirmada pela TV Globo. Segundo o MPE, João vem utilizando as instalações da Imperatriz Leopoldinense, historicamente ligada à sua família, para aumentar sua capilaridade e fazer promoção de sua candidatura em comunidades. Além disso, o Ministério Público também apontou que João Felipe tem uma grande proximidade com Mariana de Souza, candidata a deputada federal e esposa de Wilson Marques de Albuquerque, o traficante conhecido como Zé Dirceu. O criminoso é foragido da Justiça de Alagoas e integra o CV, de acordo com o documento do MPE. Para o MP, existem possíveis ações políticas da dupla em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, em confluência com o jogo do bicho. Em nota, a defesa de João Felipe afirmou que recebeu a manifestação do MPE com “perplexidade e revolta”. Segundo ele, as “ilações” colocadas na peça serão rechaçadas pela Justiça. “João Drumond apoia toda iniciativa para afastar o crime organizado da política do país e salienta que jamais teve participação no jogo do bicho ou envolvimento com quaisquer facções ou organizações criminosas. Infelizmente as mentiras e falsas denúncias nascem de narrativas desprovidas de qualquer prova idônea e tornaram-se instrumento dos verdadeiros representantes do comando vermelho e do crime organizado.” Notícia anteriorPróxima notícia MPE Ministério Público EleitoralPRD Partido Renovação Democrática Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ministério Público Eleitoral pede impugnação da candidatura do neto de Luizinho Drumond 09/08/2026 Mapas, manuais de explosivos e cálculo de custos: como grupo planejava ataques em Brasília 10/08/2026 Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO) 09/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União 24/07/2026 Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno (VIDEO) 09/08/2026 Mendonça autoriza inquérito no STF para investigar financiamento de Vorcaro a Dark Horse, filme sobre Bolsonaro 23/07/2026 Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 13/07/2026 Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 20/07/2026
Potinho de ouro: ACM Neto dobra patrimônio em 4 anos e declara R$ 85 milhões ao TSE

Potinho de ouro: ACM Neto dobra patrimônio em 4 anos e declara R$ 85 milhões ao TSE Fundo imobiliário avaliado em R$ 12 milhões aparece como o maior item individual da declaração de bens Por Raony Salvador | Fórum 09/08/2026 ACM Neto (União Brasil) | Reprodução/ redes sociais ACM Neto (União) declarou patrimônio de R$ 85 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para disputar o governo da Bahia em 2026. O valor representa crescimento de aproximadamente 103% em relação aos R$ 42 milhões informados pelo candidato na eleição de 2022. Entre os bens apresentados à Justiça Eleitoral estão investimentos financeiros, ações e participações em empresas. O maior item individual é um fundo de investimento imobiliário avaliado em R$ 12 milhões. A evolução patrimonial se torna ainda mais expressiva quando comparada às primeiras declarações disponíveis no TSE. Em 2006, quando concorreu à reeleição para deputado federal, ACM Neto informou possuir R$ 820 mil em bens. Em duas décadas, portanto, o patrimônio declarado pelo ex-prefeito de Salvador passou de R$ 820 mil para R$ 85 milhões, uma alta de 10.245%, segundo os números apresentados à Justiça Eleitoral. No mesmo período, o IPCA acumulou avanço de 215%. ACM Neto iniciou sua trajetória eleitoral como deputado federal em 2002 e comandou a Prefeitura de Salvador entre 2013 e 2020. Desde que deixou o cargo, não voltou a ocupar função eletiva. O patrimônio declarado pelo candidato também contrasta com o informado por seu principal adversário. Jerônimo Rodrigues (PT), atual governador e candidato à reeleição, declarou R$ 887 mil em bens, pouco mais de 1% do valor apresentado por ACM Neto. A maior parcela do patrimônio de Jerônimo é uma aplicação de renda fixa avaliada em R$ 450 mil. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalGovernadorPrefeitoPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BATSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Potinho de ouro: ACM Neto dobra patrimônio em 4 anos e declara R$ 85 milhões ao TSE 09/08/2026 TRE-SP condena Ricardo Salles a pagar R$ 10 mil por propaganda antecipada e ataques contra André do Prado 09/08/2026 Ministério Público Eleitoral pede impugnação da candidatura do neto de Luizinho Drumond 09/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil 23/07/2026 Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) 13/07/2026 Mudança de rumo 12/07/2026 Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026 Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) 16/07/2026
TRE-SP condena Ricardo Salles a pagar R$ 10 mil por propaganda antecipada e ataques contra André do Prado

TRE-SP condena Ricardo Salles a pagar R$ 10 mil por propaganda antecipada e ataques contra André do Prado Decisão aponta que vídeo publicado pelo deputado federal foi impulsionado e usou imagens fabricadas ou manipuladas digitalmente. Ainda cabe recurso. Por Letícia Dauer | g1 SP 09/08/2026 Deputado federal Ricardo Salles — Foto: Murilo Corazza/g1 O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenou o deputado federal Ricardo Salles (Novo) ao pagamento de multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada e disseminação de conteúdo depreciativo contra o deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ambos são candidatos ao Senado por São Paulo. A decisão, assinada pela juíza auxiliar da propaganda Claudia Foncesa Fanucchi, é de sexta-feira (7). Ainda cabe recurso. A representação eleitoral foi apresentada pelo diretório estadual do PL depois que Salles compartilhou em suas redes sociais um vídeo em que critica e questiona o motivo pelo qual André do Prado foi escolhido pelo partido para disputar uma vaga ao Senado. “Não mentimos. Ele nunca foi, e jamais será de direita”, afirmou Salles, procurado pelo g1. Na ação, o partido também apontou o uso de imagens produzidas ou manipuladas digitalmente sem a devida sinalização. 🔎 Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que é proibido fabricar ou manipular vídeos e áudios para distorcer fatos ou imagens para prejudicar ou favorecer uma candidatura. Segundo a magistrada, o conteúdo publicado no perfil oficial de Salles foi impulsionado e configura propaganda eleitoral antecipada negativa. No processo, a defesa de Ricardo Salles afirmou que a publicação representa um exercício legítimo de crítica política, baseado em fatos públicos e documentáveis da trajetória de André do Prado. Segundo a defesa, o impulsionamento do conteúdo também teve como objetivo promover a própria pré-candidatura de Salles. Os advogados afirmaram ainda que as imagens questionadas são charges ou caricaturas políticas claramente artificiais e que a ausência de identificação poderia ser corrigida posteriormente com a inserção de uma advertência. Por isso, a defesa pediu que a representação fosse julgada improcedente ou, caso Salles fosse condenado, que a multa fosse aplicada no valor mínimo. Contudo, para a juíza, o vídeo não se limitou a apresentar divergências ideológicas ou críticas à trajetória política de André do Prado. De acordo com a decisão, a publicação intercala trechos de entrevistas com imagens fabricadas ou manipuladas digitalmente. Nelas, André do Prado é associado artificialmente a outros políticos, aparece em situações de proximidade que não existiram e, em um dos trechos, é retratado como uma marionete controlada por um dirigente partidário. “É certo que a sátira, a caricatura e a linguagem metafórica integram o espaço constitucionalmente protegido da liberdade de expressão, especialmente no debate político, mas essa proteção não exclui o dever específico de transparência quando a manifestação utiliza conteúdo sintético multimídia para criar, substituir ou alterar imagens de pessoas em comunicação político-eleitoral”, escreveu a magistrada. O g1 tenta contato com a defesa de Ricardo Salles. Notícia anteriorPróxima notícia ALESPDeputado EstadualDeputado FederalNOVOPL Partido LiberalTRE-SPTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TRE-SP condena Ricardo Salles a pagar R$ 10 mil por propaganda antecipada e ataques contra André do Prado 09/08/2026 Ministério Público Eleitoral pede impugnação da candidatura do neto de Luizinho Drumond 09/08/2026 Mapas, manuais de explosivos e cálculo de custos: como grupo planejava ataques em Brasília 10/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF pede segundo inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha e empresário na Dataprev 31/07/2026 Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha 31/07/2026 Promotoria pede execução de sentença que cassa direitos políticos de Garotinho 06/08/2026 Ex-governador de Mato Grosso é alvo de operação sobre lavagem de dinheiro 06/08/2026 Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 20/07/2026
A volta por cima dos irmãos Batista: como donos da JBS saíram da Lava Jato e voltaram aos holofotes, com participação até na diplomacia mundial

A volta por cima dos irmãos Batista: como donos da JBS saíram da Lava Jato e voltaram aos holofotes, com participação até na diplomacia mundial É 2017. Um advogado está sentado em frente ao computador em um escritório digno de um consultor jurídico de dois dos homens mais ricos e poderosos do Brasil. Por Zing Tsjeng e Simon Jack | “Good Bad Billionaire”, BBC World Service 09/08/2026 Wesley e Joesley Batista | Getty Images / BBC Mundo Ele termina de digitar, clica em “enviar” e se dirige à porta. Mas algo o incomoda, uma sensação persistente que não consegue ignorar. Ele se vira, volta à sua mesa e abre a pasta de e-mails enviados. Seu sangue gela. Para seu desespero, ele percebe que anexou o arquivo de áudio errado ao e-mail, uma mensagem destinada diretamente ao Ministério Público Federal (MPF). O anexo deveria salvar seus clientes. Em vez disso, seu erro os levará para a prisão. Esta é a história de dois dos mais famosos irmãos brasileiros: Wesley e Joesley Batista, de 54 e 53 anos, respectivamente, cada um com uma fortuna atualmente estimada em US$ 5,7 bilhões (R$ 29 bi). A história da família Batista está ligada ao crescimento econômico do Brasil e ao sucesso da JBS, a maior produtora de carne do mundo. Ao mesmo tempo, seu passado também remete a um dos maiores escândalos de corrupção da história do país. E apesar de serem lembrados no Brasil e no mundo por sua associação aos escândalos revelados pela Operação Lava Jato, os irmãos Batista passaram por uma espécie de “volta por cima” nos último anos. Após uma temporada fora dos holofotes, hoje eles estão mais ricos do que nunca, com suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York e participando até mesmo de reuniões na Casa Branca. Relembre, a seguir, a história da queda e da ascensão de Wesley e Joesley Batista, contada no programa Good Bad Billionaire (O bom e mau bilionário, em tradução literal), do BBC World Service. O pai Tudo começou com o pai de Wesley e Joesley, José Batista Sobrinho. Em 1953, ele abriu um açougue em Anápolis, no interior de Goiás. O Brasil passava por uma rápida modernização naquela época, e José se mudou para a recém-construída capital Brasília, atraído por uma isenção fiscal de quatro anos. Ele começou vendendo carne nas cantinas dos canteiros de obras da nova cidade e, alguns anos depois, comprou seu primeiro frigorífico, também em Goiás. Em 1972, ele renomeou a empresa para Friboi e teve dois filhos, Wesley e Joesley, que nasceram com apenas dez meses de diferença. Eles tinham um irmão mais velho e três irmãs. Naquele momento, o Brasil possuía vastas áreas de pastagem e 105 milhões de cabeças de gado. O país era o quarto maior produtor mundial de carne, atrás da Índia, da União Soviética (URSS) e dos Estados Unidos. O problema era a taxa de abate: apenas 12% do rebanho era abatido anualmente, em comparação com 24% na Argentina e 40% nos Estados Unidos. As pastagens eram pobres, e o gado demorava mais para engordar: cinco anos, em comparação com 30 meses na Argentina ou 16 meses nos EUA. O governo brasileiro decidiu então transformar a carne bovina em um negócio de exportação. Transferiu a pecuária para o estado de Mato Grosso e financiou a modernização dos frigoríficos. Tudo isso bem ao lado de Goiás, sede dos negócios de Batista. A terra e os salários eram baratos, então o Brasil rapidamente começou a competir com os EUA em carne enlatada, hambúrgueres e ração para animais de estimação. Os irmãos Wesley e Joesley cresceram no ramo. Ainda adolescentes, já compravam e vendiam gado e lidavam com os clientes. Wesley certa vez disse que ele e o irmão não tinham formação acadêmica, mas aprenderam o ofício na prática. Aos 17 anos, ambos abandonaram a escola para administrar os matadouros da família. Durante as décadas de 1980 e 1990, o irmão mais velho, José Junior, liderou a Friboi. O pai foi se afastando gradualmente dos negócios. Wesley e Joesley ficaram responsáveis pela expansão da empresa. “Crescimento está no nosso DNA”, diz Wesley. Entre 1993 e 2005, a Friboi adquiriu 12 matadouros e unidades de processamento. O crescimento da empresa estava ligado ao crescimento dos supermercados, que substituíam os açougues de bairro em várias partes do país. Como os supermercados exigiam volumes maiores e controles sanitários mais rigorosos, os matadouros menores não conseguiam acompanhar a demanda e acabaram batendo à porta da família Batista para vender seus produtos. Com o aumento da urbanização e da renda, o mundo também passou a consumir cada vez mais carne. E, graças ao melhor acesso à refrigeração, as exportações começaram a crescer. Em 2004, a empresa transferiu sua sede para São Paulo. Em 2005, José Júnior entrou para a política — sem muito sucesso — e deixou os negócios nas mãos de Wesley e Joesley. Naquela época, o faturamento da Friboi era de quase US$ 2 bilhões: aos 33 anos, os irmãos já eram milionários. Do Brasil para o mundo Chegou a hora de expandir para além do Brasil, e o vento estava a seu favor. O Brasil fazia parte do grupo Bric (mais tarde Brics), as economias emergentes que estavam mudando o cenário econômico global. E o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) havia lançado um programa para transformar empresas brasileiras em gigantes multinacionais. O país estava se desenvolvendo a passos largos, e os irmãos Batista acompanhavam o ritmo. Eles compraram a Swift-Armour, a maior exportadora de carne da Argentina, por US$ 200 milhões em 2005, com um empréstimo de US$ 80 milhões do BNDES. Em 2006, já operavam 21 unidades de processamento no Brasil e cinco na Argentina, processando 20 mil cabeças de gado por dia. Seu próximo alvo eram os Estados Unidos, mas as normas sanitárias daquele país não permitiam a importação de carne bovina brasileira. Eles precisavam comprar acesso a esse mercado. Para financiar a expansão, abriram o capital da empresa. Em março de 2007, a JBS teve a
Um macaco já foi candidato à Prefeitura do Rio – e recebeu mais de 400 mil votos

Um macaco já foi candidato à Prefeitura do Rio – e recebeu mais de 400 mil votos O carioca Tião conquistou a terceira colocação e entrou para o Guinness World Records como o chimpanzé mais votado do mundo. Por Ana Clara Caielli Barreiro | SuperInteressante 09/08/2026 Macaco Tião (Yacàwotçã (User)/Wikimedia Commons) As urnas eletrônicas foram implantadas no Brasil em 1996. Antes disso, as eleições eram realizadas com cédulas de papel, e os eleitores podiam escrever manualmente o nome do candidato de sua preferência. Foi assim que, nas eleições municipais do Rio de Janeiro de 1988, centenas de milhares de pessoas escreveram a mesma palavra na cédula: Tião. Não era um candidato oficial, mas sim um chimpanzé (Pan troglodytes). Tião nasceu no Zoológico Municipal do Rio de Janeiro e era conhecido por sua personalidade forte e pelas constantes tentativas de fuga. O chimpanzé quebrou as portas da própria jaula, levantou as telas do recinto mais de uma vez para tentar escapar e, em outro episódio, se recusou a entrar na área coberta durante a chuva. Em determinado momento, chegou até a receber prescrição de calmantes dos veterinários. Ele também não era exatamente simpático com os visitantes. Fazia caretas, jogava fezes e lama nas pessoas (até mesmo em políticos) e exibia os órgãos genitais para o público. E, justamente por isso, Tião acabou se tornando uma das principais atrações do local. Em 1988, o zoológico lançou um programa de adoção de animais. Empresas podiam patrocinar os custos de manutenção de um bicho em troca de divulgar sua marca na jaula. Na época, Tião tinha 25 anos e conquistou patrocinadores à sua altura: os jornais de humor Casseta Popular e Planeta Diário, conhecidos pelo caráter satírico. Inicialmente, a ideia era divulgar os veículos por meio da figura mais engraçada do Zoológico. Ao mesmo tempo, aproximavam-se as eleições municipais. O país atravessava um período turbulento, recém-saído da ditadura militar: a democracia ainda se consolidava enquanto a inflação disparava. No Rio de Janeiro, a prefeitura havia decretado falência, aumentando ainda mais a insatisfação dos cariocas. Foi nesse contexto que os humoristas da Casseta Popular tiveram uma ideia inusitada: lançar a candidatura de Tião à Prefeitura do Rio como uma forma de sátira política. Em outubro, organizaram um evento em frente à jaula do chimpanzé. Inventaram a história de que o animal, sempre tentando fugir, seria, na verdade, um preso político. O evento, condenado pela direção do zoológico, foi parar nas capas dos jornais e virou uma sensação no Rio. Tião recebeu santinhos, um jingle e diversos slogans, como “Tudo pela evolução. Para presidente, macaco Tião!”. Houve até um show em apoio à candidatura, realizado no Circo Voador, com apresentações gratuitas de artistas como Ultraje a Rigor e Lenine. A campanha ganhou uma proporção imensa, e pessoas efetivamente votaram no animal. Como ele não era candidato registrado, todos esses votos foram anulados, mas as estimativas indicam que Tião recebeu cerca de 400 mil votos. No fim, Marcello Alencar foi eleito prefeito do Rio de Janeiro e Tião ocupou a posição de terceiro nome mais votado da eleição, que reuniu 12 candidatos. O chimpanzé entrou para o Guinness World Records como o chimpanzé mais votado do mundo. Tião morreu em 1996, devido a um coma diabético. Sua morte levou a Prefeitura do Rio a decretar alguns dias de luto oficial. Hoje, o chimpanzé é homenageado com uma estátua em tamanho real no zoológico, enquanto seu esqueleto está preservado no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro. E ele está longe de ser o único animal a entrar para a história da política brasileira. Em 1959, a rinoceronte Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos para vereadora em São Paulo. Já em Vila Velha, no Espírito Santo, um mosquito ganhou as eleições municipais de 1987, mas teve seus votos anulados. 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