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Marina é hostilizada por homem em ato de campanha de Haddad com mulheres

Episódio ocorreu em marcha de estreia da campanha ao Governo de SP no centro de SP

Candidata ao Senado afirma esperar que caso seja isolado e não defina tom da disputa

Por Arthur Guimarães de Oliveira | Folha de S.Paulo

17/08/2026

Marina é hostilizada por homem em ato de campanha de Haddad com mulheres
Ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade), candidato ao Senado por São Paulo, discursa em ato de lançamento da campanha de Fernando Haddad (PT) ao Governo do estado no centro da capital - Diogo Zacarias/Divulgação
São Paulo – A ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade), candidata ao Senado por São Paulo, foi alvo de hostilidade nesta segunda-feira (17) em caminhada com mulheres para o lançamento da campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
 
O episódio ocorreu quando a manifestação estava em movimento, com caminhada da praça da República, no centro de São Paulo, para o Theatro Municipal.
 
A candidata passava mal e havia sido retirada por sua equipe para fora da aglomeração que liderava a marcha. Nesse momento apareceu um homem, que não foi identificado e que começou a questionar se a ex-ministra estava voltando para a cena do crime. Ele teria chegado a encostar nela. A militância então o cercou. Houve bate-boca e confusão até ele ir embora. A ex-ministra foi acolhida em uma loja. Autoridades no local disseram não ter informação sobre o caso.
 
No trio, já em frente ao Municipal, Marina disse que há seis meses sofreu um acidente e lesiou a coluna. Por isso, não pode fazer muito esforço, inclusive em caminhadas como aquela. Ela caracterizou o homem como “uma pessoa de forma muito agressiva [que] se colocou na [sua] frente”.
 
Questionada sobre se teme que este seja o tom da campanha, ela afirmou esperar que seja um caso isolado, “porque o débito irá para aqueles que não desautorizam qualquer tipo de prática”.
 
O candidato ao Palácio dos Bandeirantes tratou o caso como “intimidação”, enquanto a ex-ministra o classificou como “ataque verbal”.
 
Antes do episódio, o ato transcorreu com normalidade. A concentração aconteceu por volta das 10h, na República. A representantes mulheres na política discursaram enquanto o público esperava a chegada da chapa de Haddad.
 
Além do ex-ministro e de Marina, estavam presentes a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) e o candidato a vice-governador Márcio França (PSB).
 
França, que chegou ressaltou a importância do eleitorado feminino e destacou o fato de que a chapa tem duas mulheres para o Senado, o que pode servir de diferencial para as eleições.
 
O público, majoritariamente de mulheres, muitas delas mais velhas, começou a se amontoar com a chegada deles, já por volta das 12h.
 
Outra presente foi a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Candidata à reeleição, ela criticou o “sucateamento das políticas de proteção às mulheres no estado” e destacou como a marcha sinaliza a importância do eleitorado feminino para a candidatura de Haddad.
 
No fim da caminhada, discursaram Simone, Marina, Ana Estela (mulher de Haddad) e o candidato ao governo paulista. As falas duraram cerca de 20 minutos e se concentraram na exaltação ao eleitorado feminino e nas propostas de segurança pública para as mulheres.
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