Nova Friburgo – A Câmara Municipal de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, derrubou nesta terça-feira (30) o veto integral do prefeito Johnny Maycon ao projeto de lei que cria um auxílio-alimentação para os vereadores da cidade. Com a decisão, o texto segue agora para promulgação.
Na sessão que analisou o veto, o placar terminou em 11 votos pela derrubada e 9 pela manutenção. Um vereador esteve ausente.
O benefício prevê o pagamento de R$ 50 por dia trabalhado para cada parlamentar, o que pode representar cerca de R$ 1.100 por mês, considerando a média de dias úteis.
A proposta já havia sido aprovada anteriormente pelo Legislativo, mas acabou vetada pelo prefeito, que justificou a decisão alegando questões de interesse público e possível impacto aos cofres públicos.
Na prática, os votos pela derrubada representam apoio à criação do auxílio. Já os votos pela manutenção significavam manter o veto e barrar o benefício.
Votaram pela derrubada do veto (a favor do auxílio-alimentação):
Ângelo Gaquinho (PL), Bruno Silva (MDB), Carlinhos do Kiko (PL), Cascão do Povo (Podemos), Dirceu Tardem (PL), Evandro Miguel (MDB), Isaque Demani (PL), Janio de Carvalho (União Brasil), Max Bill (MDB), Tia Karla (Replubicanos) e Wallace Piran (PL).
Votaram pela manutenção do veto (contra o auxílio-alimentação):
Christiano Huguenin (PP), Cláudio Damião (PT), Ghabriel do Zezinho (Solidariedade), Joelson do Pote (PDT), José Carlos (União Brasil), Maiara Felício (PT), Maicon Gonçalves (Mobiliza), Marcos Marins (PSD) e Rômulo Pimentel (Podemos).
Ausente na sessão:
Cláudio Leandro.
A discussão em torno do auxílio-alimentação começou ainda no mês passado, quando o projeto foi apresentado e aprovado pela primeira vez na Câmara Municipal.
A proposta, que prevê a concessão do benefício aos 21 vereadores da Casa, rapidamente gerou repercussão entre moradores da cidade e levantou questionamentos sobre a criação de um novo gasto público voltado aos parlamentares.
Após a aprovação inicial do projeto pelo Legislativo, o prefeito Johnny Maycon decidiu vetar integralmente a proposta.
Na justificativa encaminhada à Câmara, o Executivo apontou questionamentos sobre o interesse público da medida e argumentou que a criação do benefício poderia gerar impacto financeiro e desgaste diante da população.
Com isso, o projeto retornou ao plenário para que os vereadores decidissem se manteriam ou derrubariam o veto.
A Procuradoria da Câmara afirmou que a criação do auxílio segue critérios legais e que o custo seria absorvido dentro do orçamento do próprio Legislativo.
Com a derrubada do veto, o projeto avança agora para promulgação e deve reacender o debate público sobre gastos do Legislativo e a criação de benefícios para agentes políticos no município.
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