GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão

GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ) ajuizou ação civil pública contra o Banco Master S.A., em liquidação extrajudicial, e outros envolvidos, para evitar um prejuízo estimado em R$ 1,088 bilhão ao Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (RioPrevidência). Por MPRJ 10/04/2026 10:57 GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão Com pedido de tutela de urgência, o MPRJ requer a suspensão imediata de contratos associados ao chamado “CredCesta”, o afastamento do atual presidente da autarquia, o bloqueio de bens dos investigados e a adoção de medidas para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. Também responderão à Justiça a empresa PKL One Participações S.A., ex-dirigentes e atuais dirigentes do RioPrevidência e, formalmente, o Estado do Rio de Janeiro e a própria autarquia previdenciária. Segundo o GAESF/MPRJ, o caso envolve risco concreto de perda de cerca de R$ 970 milhões investidos pelo RioPrevidência em títulos emitidos pelo Banco Master, cuja liquidação foi decretada pelo Banco Central. O cenário, de acordo com o MPRJ, foi agravado por novos aportes realizados posteriormente, elevando o risco total a mais de R$ 1 bilhão. Além da proteção ao erário, a ação questiona a legalidade do modelo de crédito denominado “CredCesta”. De acordo com o GAESF/MPRJ, a operação combinaria empréstimos consignados com cartões de crédito, apresentados de forma pouco transparente, o que teria levado aposentados e pensionistas a um ciclo de endividamento contínuo, com descontos em folha que não reduzem efetivamente a dívida. Para o GAESF/MPRJ, a prática descumpre o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do Superendividamento, ao atingir diretamente consumidores em situação de vulnerabilidade, como idosos e beneficiários de previdência, comprometendo sua renda de natureza alimentar. Outro ponto destacado na ação é a divergência quanto à forma de compensação. O Estado e o RioPrevidência sugeriram utilizar valores descontados de servidores para compensar prejuízos com os investimentos. O GAESF/MPRJ, no entanto, sustenta que essa solução transfere indevidamente o ônus aos próprios segurados, em vez de responsabilizar os agentes envolvidos nas irregularidades. A ação também aponta indícios de falhas graves na gestão do fundo previdenciário, incluindo aportes em instituições não credenciadas, mesmo após alertas de órgãos de controle. Para o GAESF/MPRJ, a permanência da atual gestão representa risco de continuidade de práticas que podem agravar a situação financeira do RioPrevidência. Diante do cenário, o MPRJ também requer à Justiça a declaração de nulidade dos contratos considerados abusivos, suspensão dos descontos em folha, a condenação dos responsáveis ao ressarcimento integral dos prejuízos e a implementação de mecanismos que impeçam novas operações semelhantes no sistema previdenciário estadual. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterMP-RJRioPrevidência Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Ônibus escolar com porta amarrada por corda coloca alunos quilombolas em risco em Cabo Frio

Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Mães denunciam superlotação, falta de cinto de segurança e problemas frequentes no transporte na zona rural. Por Eliandra Bussinger | g1 10/04/2026 Porta de ônibus amarrada com corda e crianças nos assentos sem cintos de segurança em Cabo Frio — Foto: Divulgação Mães de alunos das comunidades quilombolas localizadas nas áreas rurais de Angelim, Araçá e Agrisa, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, denunciam a falta de segurança no transporte escolar. Segundo Regina Severino Soares, presidente do quilombo Fazenda Espírito Santo, crianças da creche até o Ensino Fundamental enfrentam um percurso de 40 minutos em um ônibus com a porta amarrada por uma corda, lotado e sem cinto de segurança, em uma estrada de terra com buracos. “Não é um ônibus, é uma sucata que carrega os alunos da zona rural. Quebra com frequência”, explica Regina. No episódio mais recente, na última quarta-feira (8), ela conta que uma funcionária teve que segurar a porta durante a viagem: “A monitora em vez de dar suporte aos alunos teve que segurar a porta do ônibus que estava amarrada com uma corda. Esse é o cenário que nossas crianças quilombolas estão passando. Virou rotina: ou o ônibus quebra ou chega atrasado. Onde que está o direito de ir e vir com segurança? As crianças estão em risco diariamente”, ressalta. Para além da estrutura precária do ônibus, os responsáveis também se queixam da superlotação do transporte. Em um dos registros feito pelas mães, é possível ver quatro crianças apertadas em um banco de dois acentos. A cozinheira Loilca dos Santos é mãe de uma adolescente do 8º ano do Ensino Fundamental. Ela afirma que essa é a única forma da filha ir à escola que fica cerca de uma hora de distância de casa. “Tudo é ruim. As crianças andam sem cinto, com o ônibus cheio de poeira e vidros quebrados(…) Na semana passada o ônibus estava com a roda soltando. Isso coloca a vida dos nos filhos em risco”, destaca. Ela compara a diferença do transporte oferecido para as crianças de outras áreas da cidade: “Eles colocam o ônibus velho para cá. No centro de Cabo Frio, os ônibus são os melhores e com ar condicionado para as crianças. Aqui não tem nada disso.” Regina explica que o problema já foi relatado por meio de ofício à Secretaria de Educação de Cabo Frio. No documento, é detalhada a condição que as crianças enfrentam para ir à escola: A comunidade vem denunciando há anos as condições extremamente precárias do ônibus escolar utilizado nesse trajeto. A situação chegou a um nível alarmante e inaceitável. Temos registros de ônibus soltando rodas durante o trajeto, portas sendo mantidas fechadas com cordas improvisadas e veículos parando por falta de combustível, o que expõe diariamente nossas crianças e adolescentes a situações de risco. Uma reunião on-line chegou a ser marcada para o dia 17 de março com representantes da Educação, mas Regina afirma que mesmo assim nada foi feito até o momento. Na manhã desta sexta-feira (10), em resposta ao g1, a prefeitura de Cabo Frio afirmou que o veículo citado já foi retirado de circulação e substituído por um ônibus de maior capacidade e em plenas condições de uso. Segundo a nota, as situações registradas, como necessidade de manutenção em cintos de segurança, ajuste na lotação e problema pontual no sistema de fechamento da porta, foram tratadas de forma imediata pelas equipes responsáveis, não sendo admitidas como padrão do serviço prestado. A Secretaria de Educação, por fim, informou que a superlotação foi provocada uma readequação emergencial da frota nos últimos dias, houve um aumento temporário no número de alunos em uma das rotas, situação que já foi normalizada. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users)
Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes

Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Maurício Camisotti, empresário apontado como peça central do esquema e citado por investigações por ligações com o entorno do governo Bolsonaro, formaliza acordo com a Polícia Federal e se compromete a apresentar provas Por Ivan Longo | Revista Fórum 10/04/2026 06:51 Maurício Camisotti, principal operador da fraude no INSS, fecha acordo de delação premiada com a PF – Foto: Reprodução/Redes Sociais O empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais beneficiários do esquema da fraude no INSS, firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). No documento, ele admite a existência de irregularidades e se compromete a apresentar provas e identificar outros envolvidos. Camisotti foi preso em setembro de 2025, durante uma das fases da operação conduzida pela PF que investigou o esquema de descontos irregulares no INSS. Ele foi detido no mesmo dia do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como intermediário entre entidades e servidores da autarquia. Até o momento, o empresário segue preso preventivamente, embora a defesa tenha solicitado a conversão da detenção em prisão domiciliar no âmbito do acordo de delação. Camisotti é descrito pelos investigadores como peça central do chamado “núcleo financeiro” da organização criminosa. A delação, a primeira no âmbito da investigação, foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda homologação do ministro André Mendonça. O acordo também deverá passar pela análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). Como funcionava a fraude da fraude no INSS As investigações apontam que o esquema consistia na aplicação de descontos mensais em benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização. Entidades formalmente constituídas firmavam acordos com o INSS para oferecer supostos serviços aos segurados, mas, na prática, funcionavam como instrumentos para a cobrança indevida. Entre as organizações sob suspeita está a Ambec (Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos), que recebeu cerca de R$ 400 milhões em repasses do INSS entre 2023 e 2025. Parte desses valores teria sido direcionada a empresas ligadas a Camisotti, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. Movimentações suspeitas e saques milionários Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificaram movimentações atípicas. O empresário realizou saques milionários em espécie — incluindo retiradas que somam mais de R$ 7 milhões — o que reforçou indícios de tentativa de ocultação de recursos. De acordo com a PF, Camisotti atuava como beneficiário direto das fraudes e teria controle indireto sobre entidades utilizadas no esquema. Investigações indicam que associações envolvidas eram geridas por pessoas ligadas ao empresário, incluindo funcionários e familiares. Ligações políticas e avanço durante governos Bolsonaro e Temer O caso também tem desdobramentos políticos. Camisotti e outros investigados, como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, são citados em apurações que apontam conexões com figuras influentes durante governos anteriores, incluindo o período de Michel Temer e Jair Bolsonaro. As associações suspeitas ganharam força justamente nesse intervalo, ampliando número de filiados e receitas. Paralelamente, decisões administrativas no INSS facilitaram a celebração de parcerias com essas entidades, permitindo a inclusão dos descontos diretamente na folha de pagamento dos beneficiários. Novas delações podem revelar outros envolvidos A delação de Camisotti pode abrir caminho para novos avanços no caso. Outros investigados também negociam acordos com as autoridades, incluindo um procurador federal e um ex-diretor de benefícios do INSS responsável por autorizar parcerias com associações. Para validar o acordo, o empresário precisou confessar crimes e apresentar elementos de prova, como documentos e registros de comunicação. Em troca, poderá obter benefícios legais, como eventual conversão da prisão preventiva em domiciliar. O escândalo, revelado a partir de operações conjuntas da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, expôs um esquema que teria prejudicado milhares de aposentados em todo o país. A expectativa é que a colaboração ajude a identificar novos responsáveis e esclarecer a extensão das irregularidades. Notícia anterior CGU Controladoria-Geral da UniãoCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia FederalProcuradoria Geral da República PGRSTF (Supremo Tribunal Federal) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Notícia não encontrada
Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão

Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Ex-senador diz que valores são de patrocínios de futebol e divulgação de conteúdo publicitário Coaf aponta que dinheiro foi parar rapidamente em outras empresas dele e de sua família Por Folha de S.Paulo 09/04/2026 17:28 Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante evento em São Paulo – Rubens Cavallari – 22.abr.24/Folhapress Brasília – O Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao portal Metrópoles, do ex-senador Luiz Estevão, de 2024 a 2025, durante as negociações com o BRB. Os repasses constam em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Procurado, Estevão afirmou que os valores dizem respeito a patrocínios de futebol e “divulgação de conteúdo publicitário e marketing das marcas” do Master e do Will Bank, instituição liquidada que pertencia ao mesmo conglomerado. “Em meio às negociações com o BRB, que perduraram até setembro de 2025, o grupo Master/Will Bank buscou fortalecer a marca no ambiente local”, disse o ex-senador à Folha em março. O relatório do Coaf, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, aponta indícios de possíveis irregularidades em parte desses pagamentos, já que os valores eram repassados rapidamente para outras contas ligadas a Estevão ou seus familiares, praticamente em uma “transferência instantânea”. “A movimentação financeira foi caracterizada pelo recebimento de crédito com o débito imediato dos valores”, diz o conselho em dois relatórios, ambos no segundo semestre de 2025. Isso configura “possível movimentação de recursos em benefício de terceiros”, de acordo com o documento. O Coaf aponta que tão logo o Master fazia o pagamento ao portal Metrópoles, o mesmo valor era repassado em uma série de transferências, que tinham como principal destinatária a Madison Gerenciamento — empresa que também pertence a Luiz Estevão. “A empresa Madison dedica-se à gestão de recursos das empresas do Grupo Metrópoles, visando otimizar os rendimentos das suas disponibilidades de caixa”, disse o ex-senador. Também receberam recursos do Metrópoles a Sense Construções e a Macondo Construções, que pertencem à família. “A movimentação de recursos entre empresas é prática corriqueira no ambiente corporativo, não constituindo qualquer irregularidade”, completou. O Banco Master também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem. O ex-senador aponta que os R$ 27,2 milhões tinham seis origens diferentes.Parte foi pela aquisição dos naming rights da Série D do Campeonato Brasileiro e pelo patrocínio durante as transmissões do mesmo torneio. Também houve acordo de publicidade para a disputa da Supercopa de 2025, na qual o Flamengo venceu o Botafogo por 3 a 1 no estádio do Mangueirão, em Belém. Além disso, houve outras campanhas de marketing, de fortalecimento da marca do Will Bank. “O Metrópoles Marketing foi correntista do Banco Master, onde movimentava seus próprios recursos”, completa o ex-senador. Hoje preso, suspeito de coordenar uma fraude bilionária no mercado financeiro do Brasil, Vorcaro tentou vender o Master para o BRB, instituição estatal de Brasília. Na época, o negócio foi questionado pelo Banco Central. Em resposta, Vorcaro iniciou uma campanha — por meio de influenciadores e peças de publicidade — com críticas ao BC e seus diretores. Durante as tratativas, uma foto do hoje ex-diretor Renato Gomes chegou a ser estampada em painéis de LED gerenciados pelo Metrópoles em Brasília, apontando ele como responsável por dificultar o negócio. À época, Gomes estava à frente da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que recomendou o veto à compra. O negócio com o BRB acabou, de fato, barrado pelo Banco Central. Entre investigadores, houve a suspeita ainda de que o portal tinha acesso a informações privilegiadas, em razão da proximidade entre as instituições. Estevão afirma que as informações obtidas pelos jornalistas do grupo estão sob sigilo de fonte, mas que, “caso advogados que atuam no caso queiram nos abastecer de fatos, dados e documentos, serão bem vindos”. Ele acrescenta que a atuação do BC também foi questionada durante o processo e que os painéis de LED do Metrópoles exibem, além de propagandas, reportagens jornalísticas. “Conforme conhecimento público, diversos veículos de comunicação firmaram contratos de publicidade com a dupla Master/BRB”, completou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasSenador Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
MPRJ instaura procedimento para cobrar melhorias nas escolas municipais de Rio das Ostras

Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé instaurou procedimento administrativo para cobrar melhorias na rede pública municipal de ensino de Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Por MPRJ 09/04/2026 16:49 MPRJ instaura procedimento para cobrar melhorias nas escolas municipais de Rio das Ostras O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) vai acompanhar de forma contínua as medidas adotadas para assegurar um ambiente escolar adequado, seguro e compatível com os parâmetros constitucionais do direito à educação. O procedimento teve origem a partir de uma representação enviada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE/RJ). Segundo a denúncia, cerca de 22 unidades escolares enfrentam problemas como precariedade na infraestrutura, falta de profissionais de apoio escolar, além de falhas no transporte e na alimentação oferecida aos estudantes. São cinco eixos estruturais: (i) deficiência de infraestrutura e manutenção predial; (ii) insuficiência de recursos humanos, especialmente profissionais de apoio escolar; (iii) inadequação das condições de salubridade e segurança; (iv) falhas na prestação do transporte escolar; e (v) fragilidades na oferta de alimentação escolar. No Despacho de Instauração o MPRJ cobra a elaboração de plano estrutural progressivo, dentre outras medidas a serem definidas após a apresentação de diagnóstico da rede pública municipal de educação pelo município de Rio das Ostras. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users)
Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA

Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Em processo paralelo, EFB Regimes Especiais diz que pai de Vorcaro tentou vender mansão de US$ 32 milhões em fevereiro de maneira sigilosa e urgente; procuradas, defesas não se manifestaram Por Cristiane Barbieri | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 13:34 Mansão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, nos EUA, que está sendo disputada pelo liquidante do Banco Master Foto: Reprodução/IsleWorth Realty A Justiça dos Estados Unidos autorizou que a EFB Regimes Especiais, liquidante do Banco Master, tenha acesso a seis anos de comunicação e registros relacionados a transações financeiras de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, naquele país. Entre as empresas que prestarão essas informações estão imobiliárias, entidades financeiras, varejistas de luxo e negociantes de arte. O objetivo é descobrir ativos, examinar transações e determinar se ocorreu má conduta envolvendo o patrimônio que deveria pertencer aos credores. A lista com 24 intimações faz parte da decisão proferida na segunda-feira pelo juiz Scott Grossman, do Tribunal de Falências do Sul da Flórida, onde corre o processo, e à qual todos os interessados confirmaram ciência na manhã desta quinta-feira, 9. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou. No processo, sua alegação de que a investigação do liquidante era abusiva e sem provas foi derrubada pela decisão do juiz. As intimações exigem a entrega de seis anos de registros, incluindo procedência das obras, apólices de seguro, contratos de venda e documentos de “conheça seu cliente” e anti-lavagem de dinheiro, visando identificar a origem dos fundos utilizados nas transações. O mesmo juiz julgará outra ação impetrada pelo liquidante contra Henrique e Natália Vorcaro Zettel, pai e irmã de Daniel Vorcaro, no dia 2 de março. Segundo a EFB, a Sozo Real Estate, usada por ambos para ocultar ativos, tentou vender a mansão de Orlando, na Flórida, comprada por US$ 32 milhões (cerca de R$ 180 milhões), de maneira urgente e privada em fevereiro, logo após o início das investigações do liquidante. O objetivo seria evitar a descoberta dos ativos. Procurada, a defesa de Henrique Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. A denúncia identifica que a Sozo buscava fechar o negócio com uma empresa chamada Chosen Vessel LLC, sociedade de responsabilidade limitada de Delaware, Estado norte-americano conhecido por impostos baixos e extremo sigilo sobre transações financeiras e controladores de empresas. O imóvel, adquirido em 2023, tem campo de futebol, quadra de basquete oficial e pista de boliche. Tem seis quartos, todos com varanda com vista para um dos lagos de Windermere, na região metropolitana de Orlando, na Flórida. Apesar do valor altíssimo do imóvel, a Sozo não listou a propriedade no Multiple Listing Service (MLS) — o sistema padrão de listagem de imóveis nos EUA. O MLS é utilizado para dar publicidade e fornecer informações detalhadas a corretores e potenciais compradores sobre propriedades que estão disponíveis para venda no mercado. É usado, sobretudo, para imóveis mais caros e luxuosos. De acordo com o liquidante, isso foi feito deliberadamente para evitar o conhecimento público sobre a tentativa de venda. Além disso, a EFB afirma que a Sozo não contratou um advogado independente para representar a empresa na negociação ou na documentação da venda, o que seria o procedimento padrão para uma transação dessa magnitude. Na quarta-feira, o tribunal aceitou o pedido de Henrique e Natália para estender o prazo original de resposta às denúncias até o dia 28. A conferência de agendamento, quando serão definidos prazos para recolhimento de provas e a eventual data do julgamento, foi marcada para 5 de maio. Como este processo foi feito à parte, em relação ao da liquidação do Master, não cabem as mesmas medidas de acesso às informações de transações financeiras determinadas nas 24 intimações. Enquanto o processo principal do Banco Master prioriza o reconhecimento da liquidação brasileira e a administração geral dos ativos, o procedimento adversário aberto contra a Sozo e a família de Vorcaro busca recuperar o dinheiro ou a propriedade, obter sentenças declaratórias de nulidade ou processar os acusados por transferência fraudulenta, conspiração e enriquecimento ilícito. Notícia anterior Banco Master Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Notícia não encontrada
O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel

O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel Confundir críticas a Israel com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder Por Sayid Marcos Tenório | Ópera Mundi 09/04/2026 13:28 A deputada Tábata Amaral (PSB-SP), responsável por apresentar o Projeto de Lei 1.424/2026, que adota a definição de antissemitismo da IHRA. (Foto: Alexandre Amarante / Wikimedia Commons) O antissemitismo voltou ao centro do debate público no Brasil nas últimas semanas, impulsionado tanto pelo precário Projeto de Lei da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), quanto pela controvérsia envolvendo o bar antifascista Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro, por uma placa em que dizia que cidadãos dos EUA e de Israel não eram bem-vindos. No entanto, esse retorno não ocorre nos marcos históricos do combate ao racismo, mas sob um viés intencionalmente distorcido que transforma o antissemitismo em instrumento de perseguição política, instrumentalizada para silenciar críticos do “Estado de Israel” e restringir o debate sobre a Palestina. Não se trata de um desvio pontual, mas de uma estratégia estruturada. A acusação de antissemitismo vem sendo utilizada para constranger, intimidar e punir jornalistas, acadêmicos, ativistas e movimentos que denunciam práticas como apartheid, ocupação militar e genocídio. O mecanismo é recorrente e desloca-se o debate do campo político e jurídico para o terreno moral, onde a crítica é convertida em suspeita e o denunciante, em acusado num tribunal sem direito à defesa. O problema emerge quando esse conceito é instrumentalizado para proteger um Estado de críticas legítimas, convertendo-se em ferramenta de censura e perseguição. O projeto apresentado por Tabata Amaral expressa essa inflexão. Ao propor a adoção da definição da IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance), amplamente contestada por especialistas e entidades de direitos humanos, abre-se caminho para confundir crítica ao “Estado de Israel” com preconceito contra judeus. O efeito não é apenas conceitual, mas político. Trata-se da criação de um dispositivo que pode restringir a liberdade de expressão e criminalizar posicionamentos sob a aparência de combate ao racismo. O caso do bar Partisan reforça esse quadro. O estabelecimento foi alvo de sanções após divulgar um cartaz informando que não atenderia cidadãos dos Estados Unidos e de Israel, em protesto legítimo contra políticas desses Estados contra palestinos. A reação institucional buscou enquadrar o episódio como antissemitismo, ainda que se trate de uma manifestação política dirigida a Estados, não a identidades religiosas. A mensagem é clara: determinadas críticas a Israel não serão toleradas. Essa perseguição evidencia o funcionamento de um padrão, de que a acusação não precisa ser comprovada para cumprir sua função. Basta ser lançada para produzir desgaste, isolamento e intimidação. Esses episódios, longe de serem exceções, revelam um padrão de controle do debate público. Em vez de argumentação, produz-se acusação. Em vez de refutação, constrói-se constrangimento. O objetivo não é travar e vencer o debate, mas impedir que ele exista. Do ponto de vista conceitual, a distorção é evidente. “Semitas” designa um conjunto de povos que inclui judeus, cristãos e muçulmanos, árabes e outros grupos do Oriente Médio. Ainda assim, no uso político contemporâneo, o termo “antissemitismo” foi reduzido a um instrumento seletivo, aplicado quase exclusivamente para blindar o “Estado de Israel” de críticas. Essa redefinição cumpre a função precisa de impedir que o sionismo, enquanto projeto político supremacista, seja analisado criticamente. Ao confundir antissionismo com antissemitismo, constrói-se uma barreira discursiva que deslegitima qualquer crítica estrutural. No entanto, criticar um Estado ou uma ideologia política não equivale a discriminar um povo ou religião. Essa distinção é reconhecida por numerosos judeus ao redor do mundo, inclusive israelenses, que denunciam o uso do judaísmo como justificativa para práticas de dominação. A crítica a Israel, nesse sentido, não é apenas legítima, é necessária. Outro elemento central dessa estratégia é a instrumentalização da memória do Holocausto. A tragédia perpetrada pelo nazismo na Europa, que vitimou judeus, ciganos, pessoas com deficiência, comunistas, homossexuais e outros grupos considerados “indesejáveis” deveria servir como fundamento universal para a defesa dos direitos humanos. No entanto, essa memória tem sido mobilizada como escudo ideológico para justificar políticas contemporâneas de opressão. Tal apropriação enfraquece a luta antirracista e banaliza um dos crimes mais graves da história. O resultado é a construção de um ambiente em que a crítica política passa a ser tratada como suspeita. Movimentos, jornalistas, acadêmicos e ativistas tornam-se alvos, enquanto denúncias de violações de direitos humanos são deslocadas para o campo da controvérsia moral. É necessário reafirmar, sem ambiguidade, que a crítica ao sionismo e às políticas criminosas do “Estado de Israel” são críticas políticas legítimas. Confundir essa dimensão com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder. No fim, o que está em disputa é o direito de nomear a realidade. E quando denunciar injustiças passa a ser tratado como crime, não estamos diante da defesa dos direitos humanos, mas da sua negação. (*) Sayid Marcos Tenório é Historiador e Especialista em Relações Internacionais. É fundador e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal). Autor do livro Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência (2. Ed. Anita Garibaldi/Ibraspal, 2022). Relatório sigiloso enviado aos EUA Notícia anterior Deputada FederalPL Projeto de LeiPSB Partido Socialista Brasileiro O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Notícia não encontrada
CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos

CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos Resolução junto com CNMP para limitar pagamentos acabou prevendo novos benefícios Relator é o presidente do STF, Edson Fachin; já há 11 votos a favor, e faltam apenas 4 Por Raquel Lopes | Folha de S.Paulo 09/04/2026 11:37 Sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiu sobre penduricalhos até uma nova lei ser aprovada pelo Congresso – Pedro Ladeira – 3.fev.26/Folhapress Brasília – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) formaram maioria para regulamentar a limitação de penduricalhos de membros do Judiciário, mas acabaram prevendo também a criação de novos benefícios. O relator da resolução é o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. Até o momento, há 11 votos a favor, e 4 votos ainda não foram proferidos. A votação virtual deve terminar nesta quinta (9). O STF aprovou em março uma tese ampla sobre pagamentos e penduricalhos para membros do Judiciário e do Ministério Público. Com 18 pontos no total, ela valerá até a aprovação pelo Congresso de uma lei regulamentando esse tema. Essa tese se aplica apenas para a magistratura e procuradores, com algumas implicações para outras carreiras jurídicas como a dos advogados públicos. Os penduricalhos são pagamentos extras que acabam usados como drible ao teto constitucional do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. Sob argumento de defasagem do valor recebido, muitas carreiras passaram a acumular outros benefícios financeiros que extrapolam esse limite. A decisão do STF abriu margem de um pagamento extra de até 70% do teto —sem contar verbas como 13º salário, adicional de férias, auxílio-saúde, abono de permanência e gratificação extra por funções eleitorais. Caberia ao CNJ e ao CNMP uniformizar as rubricas das verbas indenizatórias e auxílios que foram declarados constitucionais pelo Supremo. Entretanto, a resolução cuja maioria foi formada prevê a criação de novas verbas indenizatórias não contempladas pela tese firmada pelo STF. Entre elas, está a gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade, destinada a membros com filhos de até 6 anos de idade. O benefício será pago por dependente, com limite mensal de até 3% do respectivo subsídio, sem possibilidade de acúmulo entre os genitores. Outro ponto é o auxílio-moradia. Embora a tese do STF tenha afastado expressamente esse tipo de pagamento, o benefício vem sendo reintroduzido por meio da nova resolução. “Essa prática afronta diretamente uma decisão da instância máxima da Justiça brasileira por meio de regulamentações administrativas”, afirmou a diretora-executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, que aponta uma série de fragilidades no texto. Na avaliação dela, as medidas podem estar sendo utilizadas para contornar o teto definido pelo STF e desconsiderar entendimentos já consolidados pela corte. A decisão do Supremo estabelecia duas previsões distintas para os penduricalhos. Na primeira, a corte estabeleceu que há um rol taxativo de verbas indenizatórias que poderão ser pagas para magistrados e procuradores. Esse montante somado não poderá ultrapassar 35% do teto do salário do respectivo servidor. Uma segunda regra que valida pagamentos fora do teto é a que prevê um valor extra referente à “valorização por tempo de antiguidade na carreira”. Para cada cinco anos que o juiz ou procurador tiver efetivamente exercido a carreira, será acrescido um valor de 5% do respectivo salário —respeitado o limite de 35%. Isso vale para ativos e aposentados. Segundo Juliana Sakai, valores retroativos também deveriam ser incluídos nesse limite de 35% de benefícios adicionais, mas eles não aparecem explicitamente na resolução do CNJ e do CNMP, podendo indicar descumprimento da regra. A norma não prevê ainda que pagamentos a magistrados por atividades de ensino não sejam contabilizados no teto, retirando esses valores da base de cálculo que deveria observar a limitação legal. “Na norma atual, apenas dois tipos de benefícios são nomeados, deixando uma série de outros penduricalhos em um limbo jurídico. Isso gera dúvidas sobre se esses valores ocultos podem acabar ultrapassando ainda mais o teto permitido pelo STF”, diz Sakai. 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Resolução do Novo obriga candidatos a apoiar impeachment de ministros do STF e proíbe aliança com PT

Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Partido destaca que ‘a exigência não é simbólica’ e que o compromisso é obrigatório para os candidatos Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 11:04 Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo, define diretrizes para eleições de 2026 e estabelece compromisso de candidatos ao Senado com impeachment de ministros do STF Foto: Divulgação/Partido Novo O diretório nacional do Partido Novo publicou, nesta quarta-feira, 8, as diretrizes que orientarão a escolha de candidatos e a formação de alianças nas eleições de 2026. O documento estabelece que os candidatos deverão se comprometer a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui cláusula que proíbe expressamente coligações com partidos de esquerda, como PT, PSOL, PV, Rede e PCdoB, por “incompatibilidade ideológica”. Os diretórios estaduais poderão propor alianças locais, mas qualquer acordo dependerá de aprovação do diretório nacional. A resolução também fixa critérios para a seleção de candidatos, que deverão “demonstrar alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas da legenda”. O texto prevê ainda a continuidade da Jornada de Formação Partidária, etapa de seleção e capacitação para filiados que desejam disputar cargos eletivos. As diretrizes entram em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) e servirão de base para as convenções partidárias que definirão as candidaturas do Novo em 2026. Para o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, as medidas buscam preservar a coerência política da legenda no próximo ciclo eleitoral. Segundo ele, a sigla pretende reforçar sua identidade programática nas disputas. “Para além da própria eleição, queremos garantir que quem represente o Novo esteja alinhado com nossas ideias e com a necessidade de fortalecer o equilíbrio entre os três Poderes e os mecanismos de responsabilização das instituições”, declarou. Em nota, o Novo afirma que os candidatos devem ter “compromisso explícito com o impeachment de ministros do STF que cometam abusos de autoridade, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli”. O partido ressalta ainda que “a exigência não é simbólica”. A resolução estabelece que “aquele que vier a se candidatar ao cargo de senador da República pelo Partido Novo compromete-se a defender a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive mediante apoio à instauração de processo de impeachment de ministros que tenham cometido ou venham a cometer crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção ou que estejam envolvidos em escândalos que tornem incompatível ou vexatória a sua permanência na função, observados a Constituição Federal, o devido processo legal e as garantias institucionais”. No início de março, o pré-candidato à Presidência do Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema protocolou um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento foi assinado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, por outros deputados e senadores do partido. Os membros da sigla argumentam que Moraes foi “desidioso no cumprimento do cargo” e procedeu “de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. Ambos são crimes de responsabilidade, passíveis de impeachment. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalPL Partido LiberalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users)
MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+

MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, expediu nesta quarta-feira (08/04) Recomendação para que os Municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu criem e implementem políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+. Por MPRJ 09/04/2026 MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ Requer o MPRJ que as prefeituras e câmaras municipais das duas cidades encaminhem projeto de lei dispondo sobre a criação de Conselho Municipal da Diversidade Sexual; elaborem e implementem políticas públicas que garantam o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública e disponibilizem um serviço de atendimento social e psicológico para vítimas de violência, familiares e amigos, especialmente nos CREAS e na rede pública de ensino. De acordo com o documento, a medida foi motivada pela ausência ou insuficiência de ações estruturadas que garantam os direitos da população LGBTQIAPN+. Os municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu têm o prazo de 60 dias para informar as providências adotadas para o cumprimento das Recomendações. Notícia anteriorPróxima notícia Casimiro de Abreu RJConceição de Macabu RJMP-RJNorte e Noroeste FluminenseRegião do Lagos Baixada Litorânea Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.
Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção

Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção Fábio Prado consta como secretário de coordenação governamental da gestão Marcelo Lima (Podemos). Prefeitura diz que acatou decisão judicial e não há determinação pela exoneração. Defesa de Prado não foi localizada. Por Rodrigo Rodrigues, Letícia Dauer e Patrícia Marques | g1 SP e TV Globo 09/04/2026 07:51 Fábio Augusto do Prado é secretário de coordenação governamental afastado da gestão Marcelo Lima (Podemos), em razão da Operação Estafeta, da Polícia Federal, em agosto do ano passado. — Foto: Reprodução/Redes Sociais Afastado pela Justiça há quase 8 meses do cargo de secretário de coordenação governamental da cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, por suspeita de corrupção descoberta pela Polícia Federal (PF), Fábio Augusto do Prado ainda não foi exonerado pelo prefeito Marcelo Lima (Podemos). Eles foram alvo em agosto da chamada Operação Estafeta, que desmontou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveria o próprio prefeito da cidade. Fábio do Prado, que é réu no processo que investiga o esquema, não tem recebido salário. No entanto, no Diário Oficial da cidade, Prado, apelidado de “Sacolão” pelo suposto operador do esquema criminoso Paulo Iran Paulino da Costa, continua como o titular da pasta desde 1° de janeiro de 2025, mesmo não dando expediente presencial na sede da prefeitura desde agosto. A pasta de coordenação governamental de São Bernardo tem sido ocupada desde o início deste ano pela atual secretária Juliane Nakamura, mas o próprio site da prefeitura diz que ela é apenas interina no cargo. Por meio de nota, a gestão Marcelo Lima afirma que “o município acatou rigorosamente todas as decisões judiciais e não há qualquer determinação pela exoneração” de Fábio Prado. “O servidor citado não recebe qualquer pagamento de salário desde o seu afastamento do cargo, em agosto de 2025. As informações podem ser comprovadas no Portal da Transparência do município. Reiteramos o compromisso da Prefeitura com a transparência e a legalidade, sempre respeitando todas e quaisquer decisões da Justiça”, disse a gestão municipal. O g1 tenta localizar a defesa de Fábio Prado e da mulher dele, Denise Santos, diretora financeira da Fundação ABC, que seria usada também pelo esquema, mas ainda não obteve sucesso. Denise não foi citada no inquérito da Polícia Federal. (Veja mais abaixo.) Participação no esquema Segundo a Polícia Federal, o secretário afastado tem “participação crucial na movimentação e dissimulação de recursos do esquema” descoberto pela chamada Operação Estafeta. Apesar de ter um cargo cujo salário era de R$ 30 mil na época do escândalo, ele aparece nas investigações federais como dono de um mercado e sacolão que era usado pelo operador financeiro do esquema, Paulo Iran, para supostamente dissimular o dinheiro ilícito do esquema criminoso. Na casa de Paulo Iran, a PF descobriu mais de R$ 14 milhões em dinheiro vivo. Ele permaneceu foragido da Justiça por vários meses, até se entregar e ter a prisão relaxada pela Justiça. De acordo com a PF, as conversas entre Prado e Iran se iniciaram em 29 de junho de 2024 e, nos diálogos entre eles, eram usadas, frequentemente, “terminologia cifrada para tratar de assuntos financeiros”. Em uma das conversas interceptadas pelos federais, o termo “os americanos” era empregado para se referir a dólares usados para distribuição de propina, aponta o inquérito. Nessa conversa, Paulo Iran chegou a mencionar estar com uma “sacola do tamanho do mundo, tem 10k dentro”, em uma alusão a grandes quantias de dinheiro em espécie recebidos do esquema criminoso, dizem os investigadores. “No trecho datado de 06/08/2024, o diálogo demonstra de forma mais concreta que os trechos relatados até o momento se referem a dinheiro em espécie. Paulo menciona estar com uma ‘sacola do tamanho do mundo’, dando a entender que se refere à quantidade de dinheiro contida nela, afirmando ainda que se trata de “10k” (possivelmente R$ 10 mil)”, segundo a investigação. Ainda de acordo com a apuração, “Fábio, por sua vez, volta a questionar sobre a entrada de mais numerário. O diálogo prossegue com Paulo detalhando possíveis datas e fluxos de entrada de valores em espécie. Em determinado momento, ele faz uma breve digressão, relatando ter recebido certa quantia de ‘11,5’ (interpreta-se como R$ 11,5 milhões) proveniente de uma adega, acrescentando que ainda restaria o pagamento de “1,5” (R$ 1,5 milhão) desse montante, valores extremamente atípicos para o cargo que exerce”. O documento, a que o g1 teve acesso, aponta que “a preocupação de Fábio com a disponibilidade de numerário era evidente em momentos como sua afirmação de que ‘começou a dar uma apertadinha’, o que possivelmente indicava escassez de valores em dinheiro vivo em sua posse”. Os investigadores dizem que o Mercado e Sacolão Fortaleza Ltda – de propriedade de Fábio Prado e da esposa dele, Denise Santos – era uma empresa do ramo alimentício, mas o imóvel registrado como sede não apresenta características típicas de um estabelecimento comercial desse tipo, aberto ao público, “levantando suspeitas sobre a natureza de suas operações”, segundo os federais. Nas conversas interceptadas de Paulo Iran, o secretário afastado aparece como “Sacolão” ou “Fabio Campanha” e mantinha contato frequente com o operador financeiro do esquema de corrupção na cidade, tratando sobre o recebimento e destinação de grandes quantias de dinheiro que eram distribuídos para políticos da cidade que participavam do esquema. De acordo com a PF, nas conversas interceptadas, Fábio aparece negociando com Iran percentuais de propina de empresas com contratos municipais que irrigavam o esquema criminoso. Uma das mensagens dizia que 8% do contrato que a empresa Quality Medical Comercio e Distribuidora de Medicamentos Ltda tinha com a Fundação ABC, da qual Denise é diretora financeira, iria alimentar o esquema operado por Paulo Iran. “Ao se aprofundar na análise das mídias, foram constatados possíveis indícios de que Fábio participe de um esquema voltado à movimentação de valores vultosos em espécie, em conluio com outros investigados mencionados no conteúdo desta informação. Os recortes abaixo evidenciam Fábio e Paulo da Costa articulando, de forma dissimulada, ações que contribuem para a concretização do esquema investigado”, disse a PF em agosto de 2025.
Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master

Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Dono do Metrópoles, Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão por corrupção e voltou ao centro do debate após relatório do Coaf apontar repasses milionários do Banco Master a empresas ligadas ao empresário Por Ivan Longo | Revista Fórum 09/04/2026 06:17 Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que recebeu R$ 27 milhões do Banco Master – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress O nome de Luiz Estevão, dono do portal Metrópoles, voltou ao centro do noticiário após a revelação de que o Banco Master repassou mais de R$ 27 milhões à empresa do grupo entre 2024 e 2025. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), parte desses valores foi transferida de forma imediata para empresas ligadas ao próprio empresário e a seus familiares. O documento classifica as operações como “inusitadas” e aponta movimentações fora do padrão esperado para o faturamento da empresa. A revelação colocou novamente em evidência a trajetória de Luiz Estevão, marcada por condenações judiciais, passagem pela prisão e atuação empresarial em diferentes setores. Ex-senador cassado e condenado por corrupção Luiz Estevão foi o primeiro senador da história do Brasil a ter o mandato cassado, em 2000, após envolvimento em um dos maiores escândalos de corrupção do país. O caso está relacionado a irregularidades nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, nos anos 1990. Após uma longa disputa judicial, ele foi condenado a 31 anos de prisão por crimes como corrupção ativa, peculato, estelionato e formação de quadrilha. O ex-senador começou a cumprir pena apenas em 2016, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou seus últimos recursos. Prisão domiciliar e indulto Após anos de recursos judiciais, Luiz Estevão foi preso e iniciou o cumprimento da pena em regime fechado. Com o tempo, progrediu para o regime semiaberto e, posteriormente, para o regime aberto. Em 2020, deixou a prisão e passou a cumprir pena em regime domiciliar, em meio às medidas adotadas durante a pandemia. Posteriormente, foi beneficiado por um indulto concedido com base no decreto de Natal assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro, que permitiu o perdão da pena para condenados com mais de 70 anos que já haviam cumprido parte da condenação — incluindo crimes como corrupção. Empresário influente em Brasília Mesmo após a condenação, Luiz Estevão manteve forte atuação empresarial em Brasília. Ele controla o Grupo OK, com negócios nas áreas imobiliária, eventos e comunicação. Nos últimos anos, ampliou sua presença também no setor esportivo. Reportagens mostram que ele passou a atuar diretamente na organização de eventos e na negociação de direitos comerciais de competições, como a Série D do Campeonato Brasileiro. Foi nesse contexto que ele articulou um acordo com o Will Bank, então ligado ao Banco Master, para patrocínio e venda dos naming rights da competição em 2025. Relação com o Banco Master O relatório do Coaf citado pelo jornal Estadão aponta que o Banco Master foi o principal remetente de recursos ao Metrópoles em 2025. Os repasses ocorreram justamente no período em que o banco, controlado por Daniel Vorcaro, que está preso, enfrentava uma crise que culminou na investigações por suspeita de fraude financeira e, posteriormente, na liquidação da instituição pelo Banco Central. Parte dos valores transferidos ao Metrópoles foi direcionada a empresas ligadas a Luiz Estevão, como Madison Gerenciamento, Sense Construções e Macondo Construções, todas com participação do empresário ou de familiares. Atuação do Metrópoles e questionamentos A revelação dos repasses ocorre em meio à publicação, pelo Metrópoles, de reportagens que abordam, em tom de suspeição, relações do Banco Master com políticos, autoridades e integrantes do sistema institucional. Ao mesmo tempo, o portal não informou ao leitor, em sua própria cobertura, que sua empresa havia recebido valores milionários do banco. Além disso, o histórico recente do veículo inclui episódios questionados por especialistas e advogados, como a publicação de reportagem com informações incorretas sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e a tentativa de venda de conteúdo pago à entidade antes da divulgação da matéria. Declaração de Luiz Estevão Luiz Estevão nega irregularidades nos repasses e afirma que os valores têm origem contratual. Segundo ele: “O dinheiro que eu recebi passa a ser meu e faço com ele o que eu quiser. Posso comprar publicidade no Estadão, posso transferir esses recursos para outras empresas minhas, comprar um imóvel, fazer o que quiser.” Ele também afirma que os valores não são excessivos e que parte do montante sequer foi quitada pelo banco. 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