Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

seu voto

PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões

PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões

PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões Ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e 8 medidas cautelares em 3 estados e no DF. Operação Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, políticos, empresários e donos de associações e sindicatos. Por Fábio Amato, Léo Arcoverde e Isabela Camargo | TV Globo, GloboNews e g1 27/05/2026 Presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Américo Monte Júnior (esquerda) e Igor Dias Delecrode dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). Os dois foram alvos de operação da PF nesta quarta-feira (27) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Brasília – A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. 🔎 Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, esta fase da operação apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões. Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas). As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações: Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB) Master Prev Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP) Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP)   Correção: na publicação desta reportagem, o g1 errou a sigla de uma das entidades alvos da operação da PF contra fraudes no INSS. A instituição que foi alvo de mandados é a Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde — cuja sigla é AASAP, e não AASP. A informação foi corrigida às 10h. Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema. Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados: Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação.   A TV Globo procura contato com as defesas dos investigados. Parte dos alvos já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Em nota, a defesa de Daniel Gerber afimou que os valores recebidos são referentes a “honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro”. “Daniel Gerber, sócio fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados — tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais”. A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Descontos ilegais O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰 O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias. Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPDT Partido Democrático TrabalhistaPolícia Federal PFRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Da CPI dos Correios a hotel de Trump, intermediário entre Castro e Vorcaro atuou em fraudes na previdência nos últimos 20 anos

Da CPI dos Correios a hotel de Trump, intermediário entre Castro e Vorcaro atuou em fraudes na previdência nos últimos 20 anos

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Relatórios da PF e decisões da CVM descrevem um personagem recorrente em operações de captação de recursos de fundos de pensão Por Bernardo Mello e Caio Sartori | O Globo 27/05/2026 O lobista Ricardo Siqueira — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – Apontado pela Polícia Federal como lobista do banqueiro Daniel Vorcaro e intermediário entre ele e o ex-governador Cláudio Castro (PL), o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues tem um histórico de fraudes envolvendo fundos de previdência. O episódio mais recente foram os aportes do Rioprevidência, instituto ligado ao governo do Rio, em papéis e fundos da rede do Banco Master, no valor total de R$ 3 bilhões — o que levou Rodrigues a ser alvo de busca e apreensão na terça-feira. Segundo as investigações, o empresário recebia uma comissão de Vorcaro ao captar recursos de fundos de previdência para o Master, o que dependia de “alinhamento político” com Castro. “Rodrigues, já anteriormente investigado à extensão por atuação em fraudes, realizou captação de clientes para o Banco Master e foi remunerado para tanto com comissão de 0,6% sobre os valores angariados”, afirma Mendonça, ao autorizar a operação. Lavagem de ativos A PF apontou ainda que Rodrigues controlava uma empresa, a Mídias Promotora, que recebeu R$ 126 milhões do Master entre 2022 e 2025, conforme reportagem da Folha de S. Paulo. Esta firma ajudava a “escoar recursos oriundos das operações fraudulentas” entre fundos de previdência e o banco de Vorcaro, segundo a PF, “facilitando a lavagem de ativos e o repasse de valores aos agentes envolvidos”. Vinte anos antes de o esquema do Master vir à tona, Rodrigues foi um dos alvos da CPI dos Correios, em 2005, que ajudou a revelar o mensalão. À época, segundo o relatório da CPI, ele era o dirigente de uma corretora de investimentos que promoveu “diversas operações atípicas no mercado financeiro”, provocando “perdas aos fundos de pensão” que usaram seus serviços. Um dos principais prejudicados por Rodrigues, de acordo com a investigação da época, foi a Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), que teve um rombo de R$ 2,6 milhões em valores de então — R$ 8,4 milhões corrigidos pela inflação. Ele recebeu uma multa de mais de R$ 1 milhão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por atuação fraudulenta. A Refer teve em seu quadro de dirigentes o advogado Deivis Marcon Antunes, que assumiu em 2023, por nomeação de Castro, o comando do Rioprevidência — e abriu caminho, na sequência, para os aportes do instituto estadual no banco de Vorcaro. Em mensagens obtidas pela PF, sem citar Deivis, Rodrigues disse ao dono do Master que “resolveria os trâmites internos” para o Rioprevidência alocar recursos no banco. Outro episódio de Rodrigues com fundos de previdência, este investigado pela Lava-Jato, envolveu a construção de um hotel na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, em 2016, que levaria a marca do presidente dos EUA, Donald Trump. A investigação apontou que Rodrigues e outro sócio da construção, o comunicador Paulo Figueiredo — conhecido hoje por sua atuação junto ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro —, se beneficiaram de operações fraudulentas no valor de R$ 17,8 milhões e de R$ 9 milhões, respectivamente, na venda de cotas do empreendimento. Na decisão em que multou Rodrigues em R$ 53 milhões pelo caso, em 2023, a CVM apontou que o empresário era “o indivíduo responsável por captar os recursos de entidades de previdência”. O hotel foi inaugurado com diferenças em relação ao projeto original, e o grupo Trump rompeu o contrato de licenciamento da marca ainda em 2016, prejudicando os fundos que aportaram recursos. Após ser preso, Rodrigues fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, o que levou à prisão de Paulo Figueiredo no início de 2019. O processo contra o comunicador bolsonarista, no entanto, foi trancado posteriormente por decisão da Justiça Federal. Outro relato de Rodrigues gerou desdobramentos à investigação do chamado “QG da Propina” na gestão de Marcelo Crivella na prefeitura do Rio. O empresário disse aos investigadores que um restaurante dele foi usado como fachada para o suposto operador de Crivella, Rafael Alves, receber R$ 1 milhão em propina. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

‘Elevada coincidência temporal’: PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master

'Elevada coincidência temporal': PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master

‘Elevada coincidência temporal’: PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master Segundo a PF, reuniões entre o ex-governador do RJ e o banqueiro têm datas próximas às dos investimentos de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência. Por André Coelho Costa, Gabriel Barreira, Mahomed Saigg, Márcio Falcão e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 27/05/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A investigação da Polícia Federal aponta uma “elevada coincidência temporal” entre encontros do ex-governador Cláudio Castro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro e a liberação de aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. A defesa de Castro negou haver relação pessoal indevida com Daniel Vorcaro (veja a nota completa abaixo). Nesta terça-feira (26), o ex-governador do Rio foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero, afirma que os investigadores identificaram “sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social)”. Segundo a PF, a relação entre Castro e Vorcaro “não se limitou a contatos institucionais”, mas envolveu “vínculo pessoal estreito”, com encontros frequentes, inclusive “em ambientes privados e no exterior”, custeados pelo banqueiro. Os investigadores sustentam que esse relacionamento teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os aportes e influenciado mudanças internas no Rioprevidência. ℹ️ O Rioprevidência é o fundo responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e administra uma das maiores estruturas previdenciárias do país. Atualmente, o sistema atende cerca de 237 mil aposentados e pensionistas civis e militares do estado. ℹ️ Já a Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça ligado ao Banco Master. Daniel Vorcaro está preso em Brasília. A PF aponta que a cúpula do Rioprevidência foi alterada pouco antes do início das operações financeiras investigadas. Segundo a decisão, houve a nomeação estratégica de dirigentes para cargos-chave, como presidência, diretoria e gerência de investimentos. De acordo com o documento, os novos gestores passaram a adotar decisões contrárias à política conservadora que vigorava até então no Rioprevidência. A investigação cita: credenciamento acelerado do Banco Master; ausência de análises técnicas estruturadas; falta de comparação com alternativas do mercado; avaliações de risco consideradas insuficientes; e continuidade dos aportes mesmo após alertas de órgãos de controle. Credenciamento um dia após troca de diretor A decisão também descreve uma sequência considerada relevante pela PF: o então diretor de investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues, assumiu o cargo em 4 de outubro de 2023. No mesmo dia, o Banco Master pediu credenciamento junto ao fundo. Segundo os investigadores, a partir dali começaram os investimentos que hoje são alvo da operação. A PF calcula que o Rioprevidência destinou R$ 3,69 bilhões ao Banco Master, somando aplicações em Letras Financeiras e fundos ligados ao grupo financeiro. O documento afirma que parte dos investimentos ocorreu depois que surgiram obstáculos regulatórios para manter os aportes nas Letras Financeiras. A investigação sustenta que os recursos então migraram para fundos estruturados ligados ao banco, em uma tentativa de contornar restrições regulatórias. Para o ministro André Mendonça, há “elevada probabilidade” de que os investigados integrem “um amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e lavagem de dinheiro criado para o desvio de uma cifra bilionária do Rioprevidência”. O que diz Castro A defesa nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro. Os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal. A defesa esclarece ainda que Cláudio Castro não conhece o citado Ricardo apontado como suposto intermediário ou elo entre ele e Daniel Vorcaro. Também não procede a informação de que viagens, passagens ou despesas pessoais de Cláudio Castro tenham sido custeadas por Daniel Vorcaro, assim como não houve qualquer tipo de benefício pessoal recebido pelo ex-governador. Todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e em conformidade com as regras previstas na Resolução CMN nº 4.963/2021, em operações conduzidas com instituição autorizada e supervisionada pelo Banco Central. Cláudio Castro jamais integrou qualquer comitê de investimentos do Rioprevidência, não participava das decisões técnicas da carteira da autarquia e nunca exerceu função operacional relacionada aos investimentos realizados pelo instituto, o que demonstra a autonomia técnica dos executivos e órgãos internos responsáveis pelas análises e deliberações. Assim que surgiram questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master, o próprio ex-governador determinou a adoção imediata de medidas de apuração e controle, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e a instauração de procedimento interno pela Controladoria-Geral do Estado. Cabe ainda ressaltar que, em dezembro de 2025, houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão de fundo administrado pelo Banco Master, garantindo a proteção do patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. As compras de Letras Financeiras do Banco Master foram encerradas ainda em 2024. Não houve novos aportes após determinação do TCE-RJ. O Fundo Arena foi integralmente resgatado em 2025, sem qualquer prejuízo ao Rioprevidência, e o Fundo Revolution teve pedido de resgate realizado pela autarquia em janeiro de 2026. Importante destacar que todos os recursos investidos nos fundos ligados ao Banco Master que foram integralmente recuperados já foram ressarcidos ao caixa do Estado. Parte desses valores, inclusive, foi utilizada para garantir o pagamento da folha previdenciária. A defesa reafirma sua confiança no completo esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJ Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário

Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF

Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF

Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Investigação aponta encontros frequentes, viagens pagas pelo banqueiro e nomeações estratégicas no fundo de previdência ajudaram a viabilizar aplicações apesar de alertas. Por g1 Rio 26/05/2026 Cláudio Castro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A decisão judicial que derrubou o sigilo da investigação da Polícia Federal (PF) sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master aponta que a relação pessoal entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi determinante para viabilizar investimentos bilionários considerados irregulares pelo Ministério Público. “A relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”. Nesta terça-feira (26), Castro foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. Segundo o documento, obtido pela TV Globo, as investigações indicam que recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais foram aplicados em Letras Financeiras e fundos ligados ao Banco Master “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”. De acordo com a decisão, o esquema teria envolvido “alterações deliberadas nos procedimentos internos”, credenciamentos considerados apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e o uso de intermediários para aumentar comissões e ocultar pagamentos de vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a atuação de Castro “não se limitou a contatos institucionais”, mas incluiu um “vínculo pessoal estreito” com o controlador do Banco Master, Daniel Bleno Vorcaro. A representação menciona encontros frequentes entre os dois, inclusive em ambientes privados e viagens ao exterior custeadas pelo banqueiro, que teriam coincidido temporalmente com aportes bilionários do RioPrevidência no banco. Ainda segundo a decisão, a relação teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os investimentos e influenciado a nomeação de dirigentes estratégicos no RioPrevidência, incluindo cargos de presidência, diretoria e gerência de investimentos. Para os investigadores, essas indicações sugerem que decisões sobre aplicações de recursos previdenciários teriam sido tomadas em desacordo com normas técnicas e regulatórias, mas alinhadas aos interesses do Banco Master. O documento também afirma que os aportes continuaram mesmo após alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis, mantendo o fluxo de recursos públicos para operações classificadas como “temerárias” e sem justificativa técnica. A investigação apura possíveis crimes relacionados à gestão de recursos do regime próprio de previdência do estado. A defesa de Cláudio Castro afirma que o ex-governador está à disposição da Justiça e sustenta que todos os atos de sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação. Já o Banco Master nega irregularidades. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidência Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master 26/05/2026 Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR

Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR

Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Representação pede investigação contra deputado bolsonarista por suspeitas envolvendo gabinete, emenda para o filme Dark Horse, Banco Master e viagem ao Bahrein Por Ivan Longo | Fórum 26/05/2026 O deputado federal Mario Frias (PL-SP) – Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados A Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira (25) uma notícia de fato na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O parlamentar bolsonarista é alvo de pedido de investigação por suspeitas de “rachadinha”, lavagem de dinheiro, uso indevido de recursos públicos e fatos conexos envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A representação é encabeçada pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), e pede a instauração de procedimento investigatório criminal ou, se for o caso, a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro de Frias. Segundo o documento, o caso tem como núcleo principal a suspeita de que uma ex-funcionária do gabinete de Mário Frias teria realizado pagamentos em benefício do entorno familiar e político do deputado. A representação cita reportagem jornalística que revelou comprovantes indicando que a ex-servidora teria pago uma fatura de cartão de crédito da esposa do parlamentar, feito Pix para a mãe dele e transferido valores ao então chefe de gabinete. O documento sustenta que os elementos divulgados “indicam possível captura privada de salários pagos com recursos públicos a servidoras e servidores parlamentares”. Suspeita de rachadinha no gabinete de Mario Frias Na representação, a Bancada do PT afirma que a remuneração de assessores parlamentares tem finalidade pública específica: pagar trabalho efetivo em favor do mandato. Por isso, argumenta que qualquer retorno de parte desses valores ao parlamentar, a familiares, chefes de gabinete ou pessoas de confiança pode indicar desvio de finalidade e apropriação privada da estrutura estatal. O texto define a prática de “rachadinha” como a apropriação de parte da remuneração de assessores por meio de devoluções compulsórias, repasses periódicos, transferências diretas, pagamentos indiretos de despesas pessoais, servidores fictícios, interpostas pessoas ou circuitos financeiros destinados a beneficiar o parlamentar, familiares ou operadores. A representação sustenta que o pagamento da fatura do cartão da esposa de Frias “revela possível utilização de remuneração de servidora para custear despesa privada familiar”. Já a transferência à mãe do deputado, segundo o documento, sugere circulação de recursos para pessoa do núcleo familiar. O envio de valores ao então chefe de gabinete é apontado como possível sinal de participação de integrante da estrutura interna do mandato. O PT pede que a PGR apure a origem dos recursos, a periodicidade das transferências, a existência de padrão semelhante com outros servidores, a atuação de intermediários, a compatibilidade entre a renda da ex-funcionária e os valores movimentados, além da relação de subordinação funcional dentro do gabinete. A bancada também solicita que sejam ouvidos a ex-funcionária mencionada na reportagem, o então chefe de gabinete, familiares citados e outros servidores ou ex-servidores que possam esclarecer a dinâmica dos pagamentos. Outro ponto central da representação é o pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal e patrimonial dos envolvidos, mediante autorização judicial quando necessária. O PT também pede relatório de inteligência financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para rastrear origem, destino, habitualidade e finalidade das transferências. Filme sobre Bolsonaro, Banco Master e viagem ao Bahrein entram na mira A notícia de fato amplia o caso para além do gabinete parlamentar. O documento pede investigação sobre a destinação de emenda parlamentar ao filme Dark Horse, obra ligada à construção de narrativa política favorável ao bolsonarismo. Segundo a representação, a apuração deve verificar se houve desvio de finalidade no uso de recursos públicos, quem foram os beneficiários diretos e indiretos, quais despesas foram executadas e se houve complementação por recursos privados, nacionais ou estrangeiros. O ministro Flávio Dino, do STF, já havia determinado a abertura de apuração preliminar sobre o uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora do filme sobre Bolsonaro. Segundo a Agência Brasil, oficiais de Justiça tentavam há mais de um mês intimar Mário Frias a prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação dessas emendas. A representação também menciona uma possível rota financeira Brasil–EUA–Brasil relacionada ao filme. O PT pede que sejam requisitadas informações ao Banco Central, à Receita Federal e ao Coaf sobre remessas internacionais, contratos de câmbio, invoices, beneficiários finais, empresas intermediárias e a compatibilidade entre valores movimentados e serviços prestados. “A pergunta investigativa é objetiva: por que uma obra executada substancialmente no Brasil precisaria movimentar valores por uma rota Brasil–EUA–Brasil?”, diz o documento. Para a bancada, a apuração deve verificar se houve finalidade econômica legítima ou se a rota teria servido para ocultar origem, destino, beneficiários, natureza dos pagamentos ou finalidade política da produção. O caso também é conectado, na representação, ao chamado ecossistema do Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. O documento cita reportagens que apontam proximidade entre Frias, Flávio Bolsonaro e Vorcaro no contexto do financiamento do filme. A representação contra Frias ainda cita a viagem do deputado ao Bahrein sem comunicação prévia à Mesa Diretora da Câmara. Para o PT, o deslocamento teria ocorrido em momento sensível, quando havia intimação expedida por Flávio Dino para que o parlamentar prestasse esclarecimentos sobre a emenda destinada ao filme. O documento pede que a PGR investigue se a viagem teve o objetivo de retardar, dificultar ou frustrar a ciência formal da intimação. No enquadramento jurídico preliminar, a bancada afirma que os fatos podem indicar, em tese, crimes contra a Administração Pública e delitos patrimoniais conexos. Entre as hipóteses mencionadas estão peculato, concussão, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica, falsidade documental, associação criminosa, organização criminosa e obstrução de investigação. Frias nega irregularidades. Em manifestação enviada ao STF nesta segunda-feira (25), o deputado classificou como “falsas” e “difamatórias” as suspeitas de desvio de verbas públicas relacionadas ao filme Dark Horse.  Ao final, a Bancada do PT pede que, caso sejam encontrados indícios suficientes, a PGR ofereça denúncia perante o Supremo Tribunal Federal ou adote as medidas penais cabíveis. O documento também solicita

Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão

Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão

Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão O g1 apurou que se pagou acima de outras propostas pelos 100 mil kits que seriam usados em campanhas educativas, mas estão parados em depósito, sem programação de distribuição. Governo do RJ vai abrir sindicância. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 26/05/2026 Kits com ilustração de Ziraldo — Foto: Reprodução O governo em exercício do Rio de Janeiro vai abrir uma sindicância para investigar cerca de 100 mil kits de leitura encontrados estocados em um galpão particular, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e que seriam utilizados para campanhas educativas da Operação Lei Seca. Os conjuntos de livros, com ilustrações do cartunista Ziraldo, foram adquiridos por R$ 25,6 milhões. O g1 apurou que a Secretaria de Governo na gestão Cláudio Castro pagou um valor acima da proposta que havia no mercado pelo material – a gestão do antigo governador afirma que isso se deve pela qualidade superior. Além disso, não se encontrou um cronograma para a distribuição do conjunto de livros. Uma auditoria foi feita no local e produziu um relatório que “vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público” (a nota completa do governo em exercício está ao final desta reportagem). A compra dos kits é um dos 6,7 mil contratos que estão sendo revisados pela atual gestão estadual. André Moura, ex-secretário de Governo do RJ, disse que esse material estava preparado para ser distribuído “durante todo o ano no exercício da operação Lei Seca”: “Não tem absolutamente nada de errado com esse processo. Estou bem tranquilo com isso”, explicou Moura (Todas as informações prestadas por ele e os responsáveis pelo contrato estão no fim desta reportagem). A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo,não teve qualquer ingerência sobre os pontos que são objeto de apuração (leia a nota na íntegra mais adiante na reportagem). A compra dos kits de leitura aconteceu através da adesão de uma ATA de registro de preços, que permitiu que o órgão público, no caso a secretaria de Governo, adquirisse de forma rápida o objeto de forma ágil sem a necessidade de licitações. A empresa escolhida foi a Stem Educacional, que tem sede no Paraná. O valor pago foi R$ 12,6 milhões a mais do que um valor apresentado por uma outra empresa, mas que não foi considerado pela então gestão da secretaria. O g1 entrou em contato com a Stem Educacional, na sexta-feira (22), mas até o momento não obteve resposta. A proposta inicial da secretaria de Governo, na gestão Cláudio Castro, era distribuir os kits em escolas estaduais, a professores, alunos e familiares, além de eventos itinerantes e no atendimento durante as operações Lei Seca nas ruas do RJ. Só que a proposta não explica qual o parâmetro para a compra de 100 mil kits de leitura. A título de comparação, dados do próprio governo do Rio, mostram que em 2024, por exemplo, a Operação Lei Seca e o projeto Escola Nota 10 atenderam mais de 430 mil pessoas. Desde o Natal, os kits estão armazenados em caixas em seis galpões em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O governo do RJ comprou 100 mil exemplares, que foram entregues de uma só vez. A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo, explicou em nota que não fez parte do contrato. O que diz o governo Em nota, o governo em exercício, comentou a situação: “No caso dos kits de leitura voltados para campanhas educativas da Lei Seca, foi constatado que cerca de 100 mil kits, adquiridos em contrato anterior, permanecem armazenados em depósito, sem destinação adequada até o momento. A partir da auditoria realizada, foi elaborada um relatório que vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público, para as medidas que entender cabíveis”. O que diz André Moura e seus assessores O ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro, André Moura explicou que houve um planejamento com base em anos anteriores para definir o número de kits a serem adquiridos: “Foi tudo preparado para ser utilizado durante o ano no exercício da operação Lei Seca. Tomamos por base, os critérios que a própria equipe escolheu como local de armazenamento que tivesse bom acesso ao local. Sobre essa questão de preço, o livro apresentado parecia ser feito por IA. Nunca circulou e nem havia qualquer garantia. Então, não havia como adquirir. Não tem absolutamente nada errado com esse processo. Estou muito tranquilo”, explicou. Edmilson Suassuna, subsecretário de projetos estratégicos da Secretaria de Governo, na gestão André Moura falou sobre o armazenamento dos kits: “Parece que o material está lá jogado. Esse galpão não é um galpão qualquer à disposição do Estado. Houve todo um estudo e pedimos que o local fosse de fácil acesso e que pudesse armazenar e conservar o material do Ziraldo. A equipe da operação Lei Seca foi até lá conferir e ela ficou responsável por fiscalizar todo o processo. Esse material é para atender todas as campanhas educativas e esse quantitativo foi definido através de um estudo técnico preliminar”, explicou Suassuna. O que diz a Ziremias A Ziremias Estúdio de Arte se pronunciou com a seguinte nota: A ZIREMIAS ESTÚDIO DE ARTE LTDA., responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do saudoso cartunista ZIRALDO, vem a público, diante das notícias veiculadas nesta data sobre kits de leitura adquiridos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, esclarecer o seguinte: 1.A Ziremias atua exclusivamente como administradora e licenciante das obras de Ziraldo, autorizando o uso de suas ilustrações e textos em material educativo, atividade que sempre acompanhou a trajetória do artista, dedicada, ao longo de décadas, à formação de crianças e jovens. Nessa condição, a Ziremias licencia os direitos autorais à empresa licenciada, à qual cabe a edição, a produção e a promoção da distribuição do material, distribuição esta realizada

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master

Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por Eduardo Pierre e Mahomed Saigg | TV Globo 26/05/2026 Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master. A PF apura aportes de R$ 3,7 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado. Agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A equipe ficou cerca de 3 horas na residência e deixou o edifício às 9h10, com 2 celulares apreendidos. O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”. A defesa de Deivis informou que não vai se manifestar sobre a operação desta terça, assim como a de Vorcaro. Foi a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bateu na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Barco de Papel A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado. Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul. A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3,7 bilhões transferidos do Rioprevidência”. 🔎 A PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, que foi liquidado. O dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, está preso em Brasília. CPI na Alerj No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada. De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu R$ 970 milhões diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira. Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco. O total das transferências só do Rioprevidência, segundo os cálculos do TCE, seria de aproximadamente R$ 1,6 bilhão. De acordo com Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões. Diferença nos números A PF afirmou nesta terça, porém, ter descoberto novas aplicações do Rioprevidência de R$ 2,01 bilhões, mais do que o R$ 1,6 bilhão apontado pelo TCE. O g1 apurou que a PF não considerou na conta os investimentos da Cedae. Notícia anterior ALERJBanco MasterCedaeCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado EstadualGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPRF Polícia Rodoviária FederalPSOLRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJ Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master 26/05/2026 Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP 25/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente.

Os donos do crime: TCP levou guerra do tráfico aos céus do Rio com uso de drones para vigiar criminosos rivais e polícia

Os donos do crime: TCP levou guerra do tráfico aos céus do Rio com uso de drones para vigiar criminosos rivais e polícia

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Peixão e Lacoste integram a quadrilha que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho Por Vera Araújo | O Globo 26/05/2026 Peixão e Lacoste integram a quadrilha que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho Rio de Janeiro – Em maio de 2017, viralizou nas redes sociais uma foto do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, pilotando um drone do alto de uma laje na Cidade Alta, na Zona Norte do Rio. Fundador do Complexo de Israel, subfacção do Terceiro Comando Puro (TCP), foi ele quem introduziu aeronaves não tripuladas para demarcar territórios e vigiar quadrilhas rivais, além da polícia. Outro chefe do TCP, Walace Trindade de Brito, o Lacoste, do Morro da Serrinha, em Madureira, adotou a mesma tática. Eles são os personagens desta segunda reportagem da série “Os donos do crime”, dedicada a mostrar quem são os criminosos que aterrorizam o Rio à frente da violência do tráfico, das milícias, dos bandos de matadores de aluguel e do jogo do bicho. Peixão e Lacoste, perfilados em vídeo no site e nas redes sociais do GLOBO, estão à frente do processo que levou para os céus a guerra do Rio. Os dois integram um grupo criminoso que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho (CV), que foi flagrado recentemente usando drones de carga capazes de carregar até 80 quilos. No TCP, segunda maior facção do estado, os chefes se vangloriam em redes sociais do pioneirismo no uso de equipamentos modernos de guerra. No trecho de uma conversa de Peixão com um fornecedor de drones, o traficante demonstra entusiasmo ao comentar a tecnologia das aeronaves não tripuladas. O diálogo foi extraído do celular de Everson Vieira Francesquet, em 2023, após o alvo ser preso pela Polícia Federal. “Esse trabalho agora é um trabalho novo que comunidade nenhuma tem, ninguém faz isso novinho! Qual favela que vai fazer isso? A gente é o primeiro!”. Por dentro do TCP Surgido em território fluminense, o TCP segue os passos do CV ao se expandir para outros estados. A diferença é que ainda não tem uma cúpula consolidada, o que faz com que cada comunidade funcione de maneira autônoma. Os únicos da facção no estado incluídos na lista de procurados do Ministério da Justiça são Peixão, o rosto mais conhecido do TCP, e Lacoste. O complexo de Peixão é formado por um conjunto de cinco favelas na Zona Norte dominado por um exército armado com fuzis e drones. Ele se declara evangélico e acumula denúncias de intolerância religiosa, com relatos de destruição de terreiros e de proibição do uso de roupas brancas em seus domínios. Seu nome passou a ser citado no debate sobre a classificação de facções como organizações terroristas depois de ser apontado como mandante de um ataque a tiros que deixou três mortos na Avenida Brasil, em outubro de 2024 — o episódio teve repercussão internacional. Lacoste comanda território menor, na Serrinha, e trava disputas sangrentas para manter sua influência. Tentou replicar o modelo de Peixão e anexar comunidades vizinhas, mas o plano fracassou — até hoje a região enfrenta confrontos com o CV. Também usa drones para monitorar a polícia e mantém uma casa de luxo com saída secreta para a mata. Com 89 anotações criminais e nove mandados de prisão em aberto, integra um conselho criado nos moldes do que existe no CV, na tentativa de superar a desvantagem estratégica do TCP pela falta de comunicação centralizada. Nove anos depois daquela foto de 2017, os drones se tornaram uma das maiores preocupações das forças policiais. A vigilância feita com esses equipamentos, somada à atuação de informantes, permitiu que Peixão escapasse em mais de uma ocasião. Mais recentemente, outro desafio se impôs: o uso de drones para transportar bombas e armas de grosso calibre. Já há registro de criminosos lançando bombas por meio de aeronaves não tripuladas — o que ocorreu, segundo a Polícia Civil, na megaoperação de 28 de outubro do ano passado, nos complexos da Penha e do Alemão, em que 122 pessoas morreram, entre elas cinco agentes. Secretário de Segurança Pública, Victor César dos Santos pondera que antidrones trariam riscos à população — abatido, o equipamento cairia em áreas densamente povoadas. Em sua opinião, a solução seriam “drones caçadores”, que rastreiam e capturam o equipamento inimigo. Fabrício Oliveira, coordenador da Core, defende, no entanto, que as polícias precisam ter antidrones para casos excepcionais. Para o professor do Departamento de Sociologia da UFF Daniel Hirata, o cenário lembra a entrada dos fuzis no Rio, no fim da década de 1980. — A chegada dos fuzis mudou o patamar dos confrontos no Rio. Com os drones, a tendência é a mesma: se o crime organizado passa a usá-los, as polícias vão querer usar antidrones. É fundamental agir agora para impedir essa escalada — afirma o pesquisador, que defende uma resposta dupla: aquisição imediata de antidrones combinada a medidas estruturais: marco legal, fiscalização e investigação da cadeia de fornecimento. Peixão absolvido A dificuldade de responsabilizar quem está por trás dessa rede ficou evidente em decisão judicial recente. No dia 6 deste mês, a juíza federal substituta Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, condenou Everson Vieira Francesquet a cinco anos e seis meses de reclusão por integrar o TCP. A mesma sentença absolveu Peixão, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como chefe da facção, por insuficiência de provas. Ele era acusado de contrabando pela suposta importação de um bloqueador de sinal para abater drones da polícia. Francesquet foi preso em flagrante em julho de 2024 em uma agência dos Correios em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao retirar encomenda vinda da China: um “fuzil antidrone”, dispositivo capaz de impedir a

Deputado pede vista e votação da PEC 6×1 é adiada

Deputado pede vista e votação da PEC 6x1 é adiada

Deputado pede vista e votação da PEC 6×1 é adiada Expectativa é que a votação do texto seja retomada quarta-feira (27), na comissão especial, e siga para o plenário até quinta (28) Por Davi Alencar e Lorenzo Santiago | CNN Brasil 25/05/2026 Deputados durante reunião da comissão especial que analisa a proposta sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 • Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Brasília – O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) pediu vista nesta segunda-feira (25) e adiou a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim da escala de trabalho 6×1 na comissão especial. Com o tempo para a análise, a votação do projeto será retomada na próxima sessão. De acordo com o relator Leo Prates (Republicanos-BA) e com o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), a tendência é que a votação seja retomada quarta-feira (27) e quinta-feira chegue ao plenário da Casa. Natural em processos de tramitação no Congresso Nacional, o pedido de vista consiste no adiamento da discussão ou votação do projeto para a sessão seguinte. O intervalo de tempo deve servir para a base governista convencer os parlamentares que faltam para consolidar a aprovação da PEC na comissão e no plenário da Casa. O desejo do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto final de Prates seja votado em plenário ainda nesta semana. Com o aval da Câmara, o texto segue para o Senado Federal. Para voltar à discussão na comissão especial, é preciso esperar suas sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou que deve marcar uma sessão para esta terça e uma outra para a manhã de quarta. Com isso, o texto poderia ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã. O relatório de Prates definiu uma polêmica entre os parlamentares: o período de transição para o fim da 6×1. O governo federal pressionava para que a implementação da mudança fosse instantânea, visando a campanha eleitoral. Nesta segunda-feira, o relator anunciou ao lado de Motta que a PEC reduzirá a jornada de 44 para 40 horas semanais no período de até 14 meses, para que haja viabilidade e tempo hábil para o setor produtivo se adequar à nova escala. Em reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi acordada uma redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação da nova regra. Depois, após 12 meses, deverá ser implementada a jornada máxima de 40 horas. A Constituição prevê atualmente uma jornada semanal máxima de 44 horas. O relator sustenta, no entanto, que após os 60 dias da promulgação, ao garantir as duas folgas, o trabalhador já terá direito a uma escala 5×2. “A jornada é o total que você pode trabalhar em uma semana. Escala é como você arruma esse tempo. A [redução da] escala será feita em 60 dias [após a promulgação], que foi o mote que mobilizou o Brasil”, afirmou Prates a jornalistas. Com isso, no período em que a escala esteja em 42 horas, os trabalhadores terão uma jornada diária de 8 horas e 24 minutos. O texto também fala da intenção de incluir no parecer uma sugestão, que já tinha sido levantada na semana passada, para trazer mais funcionários para a CLT. Para isso, uma das ferramentas seria flexibilizar a alocação da jornada de trabalho para quem ganha mais de R$ 23 mil e esteja registrado. A ideia seria ter um teto de 160 horas mensais que poderiam ser alocadas de acordo com a negociação entre o empregador e o funcionário. Segundo Prates, os trabalhadores que recebem acima desse valor e são contratados como PJ (pessoa jurídica) já não são submetidos a escalas de trabalho definidas. Para o relator, isso tornaria mais atraente a conversão de trabalhadores em regime PJ para o CLT por justamente permitir às empresas que tenham uma flexibilidade parecida entre os trabalhadores que são registrado e os que são informais. Segundo Prates, o cronograma ideal estima cerca de 30 dias para o Senado analisar o texto após a aprovação na Câmara. O pedido de vista, no entanto, foi visto como “esperado” pelo relator. Prates disse que isso já era calculado. “É um direito legítimo o período de vista. Eu respeito. Fizemos o máximo, tem sugestões que vieram de críticas que vieram da oposição. Estou tranquilo. Meu norte seria um texto médio, a gente tentou. Estamos há mais de uma ano nesse trabalho. O parlamento representa visões diferentes, então é natural não só o pedido de vista como a posição contrária”, disse. MEIs Na reunião com Lula, Hugo Motta afirmou ter tratado sobre o caso dos MEIs (microempreendedores individuais). Para mitigar impactos no mercado de trabalho, medidas específicas serão tratados via projeto de lei, como a atualização do limite de faturamento para se enquadrar na categoria e a possibilidade de contratação de mais de uma pessoa. Regras para servidores públicos também deverão ser tratadas por meio de projeto de lei. Em acordo com o governo, os casos mais específicos serão tratados por meio do projeto enviado pelo Executivo. Essa matéria deverá trazer as nuances infraconstitucionais e as previsões direcionadas a setores com jornadas diferenciadas. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputado FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL,

Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes

Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Governo de Goiás diz que nova instituição foi contratada e que adotou medidas judiciais após a Operação Carbono Oculto; BK Bank não responde Relatório do Coaf mostra repasses entre 2021 e 2025, até a deflagração da operação que aponta a fintech como instituição financeira a serviço do PCC Por Vinicius Sassine e Thaísa Oliveira | Folha de S.Paulo 25/05/2026 Ronaldo Caiado (PSD), em São Paulo, para o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência – Jorge Silva – 30.mar.26/Reuters Brasília – O governo de Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás usou uma fintech investigada na Operação Carbono Oculto, suspeita de atuar como um banco paralelo do PCC, para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda da gestão estadual. Caiado deixou o Governo de Goiás em 31 de março deste ano para se candidatar à Presidência da República. Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtido pela Folha mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, fintech apontada pela PF (Polícia Federal), pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como suspeita de atuar para a facção criminosa PCC. Os repasses da instituição de fomento, que tem o Governo de Goiás como acionista majoritário e detentor do controle acionário, foram feitos entre outubro de 2021 e agosto de 2025, período referente aos dois mandatos de Caiado. A agência é responsável por operacionalizar benefícios sociais, e os repasses a uma conta na BK dizem respeito ao pagamento de programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários, segundo o Governo de Goiás. A partir dessa conta, eram efetivados os repasses aos cartões dos usuários finais, conforme a gestão estadual. Sobre o valor das operações dos programas sociais, incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos comerciais credenciados para a realização de compras pelos beneficiários dos programas. Do valor cobrado, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50%, à BK Bank. Isso vigorou até 2024, quando o Governo de Goiás decidiu contratar uma nova fintech. A taxa paga pelos comerciantes ganhou uma nova divisão: 75,6% são destinados à Agência de Fomento e 24,4%, à nova instituição financeira contratada. Os repasses de recursos à BK prosseguiram até agosto de 2025, como mostra o documento do Coaf. Foi o mês da deflagração da Operação Carbono Oculto. Essa permanência se deu em razão de saldos remanescentes, segundo a gestão estadual.  Não há informações sobre o montante pago à BK a título da taxa cobrada dos comerciantes goianos. “A GoiásFomento não realizou novas transações financeiras com a BK Bank após agosto de 2025”, disse o governo, em nota. “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público, considerando que o contrato possuía cobertura securitária. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento.” A contratação da BK se deu a partir de um “procedimento regular de credenciamento” em 2020, bem antes dos fatos relacionados ao PCC, afirmou o governo. “A instituição atuava regularmente no mercado, com autorização do Banco Central, e mantinha contratos com diversos órgãos públicos, como Correios e Serpro.”  A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta. Após a deflagração da Carbono Oculto, Correios, Serpro e o Governo do Paraná interromperam contratos com a fintech. O documento do Coaf sobre as movimentações da BK reúne comunicados feitos por bancos. O Coaf é o órgão do governo federal responsável por prevenção e detecção de lavagem de dinheiro. Comunicados são feitos quando há transações de grande monta ou com indícios de irregularidades. A BK é uma das principais investigadas na Carbono Oculto. A fintech é apontada como um banco paralelo do PCC, com o uso de contas-bolsões, em que múltiplos clientes fazem depósitos em uma única conta, de forma a dificultar o rastreio do dinheiro. Conforme as investigações, a instituição financeira foi usada para transações bilionárias de empresas associadas ao PCC, especialmente usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis, com ocultação da origem e do destino dos valores movimentados. Pela BK também passaram recursos de prefeituras e órgãos públicos, mas em montantes bem inferiores às transações feitas pela Agência de Fomento de Goiás, de acordo com o documento do Coaf. Nos comunicados dos bancos descritos no relatório do Coaf, há transações com postos de combustíveis, distribuidoras e fundos que estariam relacionados a esquemas do PCC. O documento aponta indícios de lavagem de dinheiro, movimentação financeira incompatível com o faturamento da fintech e recebimento de recursos com débito imediato dos valores pela BK, sem causa aparente, principalmente os repasses da Agência de Fomento de Goiás, no caso desse último item, como descreve o relatório do Coaf. Ao todo, 22 comunicados de bancos sobre transações pela BK – sobre as quais existem suspeitas de irregularidades – tratam também das transações relacionadas à agência goiana. A maior parte mostra repasses da empresa do Governo de Goiás à fintech, e uma menor parte, o caminho inverso, de recursos da BK para a Agência de Fomento. Neste caso, a movimentação envolveu R$ 28,5 milhões entre julho de 2022 e setembro de 2025. “Valores repassados pela BK referem-se à devolução de recursos não utilizados pelos beneficiários e à remuneração contratual prevista na operacionalização do arranjo de pagamento”, disse a gestão goiana. A BK tem sede em Barueri (SP) e um capital social pouco superior a R$ 9 milhões. A fintech oferecia a estrutura necessária para que empresas de fachada controladas por grupos criminosos movimentassem recursos sem transparência, conforme as investigações. Na ocasião da Carbono Oculto, a Justiça determinou o bloqueio de todos os valores mantidos pelos investigados na BK, além da preservação de extratos, contratos e cadastros de clientes. Segundo a Receita, existiu um “alto volume de transações atípicas” envolvendo a BK e empresas de grupos criminosos. As entradas de recursos somaram R$ 17,7 bilhões, conforme relatório do Fisco. Nas contas-bolsões, as compensações financeiras são feitas internamente, sem que os valores deixem a

Arraial do Cabo: Vigia terceirizado custa mais que o dobro à Prefeitura, aponta edital de licitação

Arraial do Cabo: Vigia terceirizado custa mais que o dobro à Prefeitura, aponta edital de licitação

PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Um vigia lotado na Secretaria de Educação de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, teve salário bruto de R$ 2,292,09 no mês de abril. Por Elizeu Pires 25/05/2026 Arraial do Cabo: Vigia terceirizado custa mais que o dobro à à Prefeitura, aponta edital de licitação Com contrato temporário, o vencimento líquido dele naquele mês foi de R$ 2.153,89, mas o profissional custaria mais que o dobro aos cofres da municipalidade, se, em vez de contratado diretamente pela Prefeitura, tivesse sido alocado por uma empresa terceirizada, Pelo menos é o que sugere o edital do Pregão Eletrônico 007/2026, aberto pela gestão do prefeito Marcelo Magno (PL), que tem como objeto a contratação de uma empresa para o fornecimento de 528 postos de vigia noturno e diurno, pelo valor global estimado em R$ 32,8 milhões. De acordo com o edital, por um vigia diurno com 44 horas semanais de trabalho a Prefeitura está disposta a pagar até R$ 4.982,69 por mês, R$ 5.373,95 por um vigia noturno, e R$ 5.375,65 por um que trabalhe em escala de 24 x 72. A licitação aconteceu em março, já tem uma empresa vencedora, mas o resultado final ainda não foi homologado, porque a Prefeitura está aguardando posicionamento do Tribunal de Contas do Estado, que recebeu denúncias sobre supostas exigências descabidas no edital e está analisando o documento que sustentou o processo licitatório. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio

Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP

Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP

Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Empresas sócias da Odebrecht são atribuídas a Vorcaro pela Justiça. Construtora diz tentar encerrar contratos e nega relação com banqueiro Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 25/05/2026 Arte Metrópoles Seis empreendimentos imobiliários em São Paulo unem os dois maiores escândalos recentes de corrupção do país. Eles são sociedades entre a Novonor – novo nome que a Odebrecht escolheu para limpar sua imagem depois de ser pivô da Lava Jato – e fundos atribuídos a Daniel Vorcaro. Um desses empreendimento ficou pronto há menos de um mês, com 21 apartamentos de luxo, e outros três estão em fase de comercialização de 555 apartamentos e 70 unidades não residenciais. Mais dois já foram anunciados, mas não foram lançados. Todos são impactados por bloqueios judiciais impostos pela 3ª Vara de Falências de São Paulo aos bens do antigo controlador do Banco Master, agora preso. Os empreendimentos pertencem a cinco incorporadoras que, pelo lado da Odebrecht, têm como sócia a Orion Empreendimentos (que herdou o legado de ativos da antiga Odebrecht Realizações Imobiliárias) e, pelo lado de Vorcaro, sociedades anônimas que têm como únicos sócios dois fundos de investimentos atribuídos ao banqueiro pelo liquidante do Banco Master. Esses fundos, segundo o liquidante, foram utilizados como “instrumentos de aquisição e titularização formal de bens destinados ao uso e benefício pessoal de Daniel Vorcaro“. Por isso, a 3ª Vara de Falências de São Paulo determinou a averbação de pendência judicial da Magma Empreendimentos e dos fundos Lunar e Quality Golden, entre outros bens do banqueiro. A medida é cautelar e preparatória para futura ação revocatória, quando o liquidante tentará recuperar ativos desviados do banco, e não foi contestada por terceiros. A Magma, que é sócia da Odebrecht em ao menos três empreendimentos já lançados, tem como acionistas dois fundos de investimentos em participações (FIP): exatamente o Quality Golden e o Lunar, que, por sua vez, tinha como acionista, ao menos até outubro de 2024, o fundo Astralo 95, que também era dono da cota sabidamente pertencente a Vorcaro na SAF do Atlético-MG. À coluna, a OR (braço de incorporação imobiliária da Odebrecht) disse que negociou os aportes em 2022 com empresas vinculadas a Augusto Lima, então CEO do Banco Master, e que os acordos foram precedidos de procedimentos de governança que não encontraram menção ao Banco Master ou Vorcaro como possíveis beneficiários finais das investidoras à época. Augusto Lima também foi preso pela Compliance Zero e atualmente usa tornozeleira eletrônica. A OR também afirma que, depois de saber pela imprensa dos processos em curso contra as suas sócias, “adotou imediatamente as medidas cabíveis para encerrar qualquer associação ou relacionamento com essas empresas”. Até aqui, nenhuma mudança societária foi informada à Junta Comercial. Sociedades entre Daniel Vorcaro e Odebrecht Prédio de luxo no Itaim Há poucas semanas, ficou pronto o primeiro empreendimento fruto da parceria iniciada em setembro de 2022. É o edifício boutique Baume Itaim, cujo menor dos 21 apartamentos tem 219m² e não custa menos que R$ 8 milhões. Ele tem como incorporadora a ORSP 29, uma sociedade meio a meio entre a Orion/Odebrechet e a Magma, uma SA dirigida por David Lopes Monteiro. David é irmão do advogado Daniel Monteiro, que foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero sob a acusação de estruturar o pagamento de propina ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, comprando imóveis a partir de sociedades anônimas dirigidas por um cunhado. Essas empresas têm como origem o mesmo fornecedor de CNPJs de prateleira da Magma e de outras companhias ligadas a Vorcaro que se tornaram sócias da Odebrecht. Ao menos um dos terrenos que deram origem ao empreendimento foi comprado com empréstimo concedido em dezembro de 2022 pelo Master, conforme documentação obtida pela coluna. As cotas da Magma na incorporadora foram dadas ao banco como garantia, que ainda não foi liberada. A mesma sociedade se repete nos empreendimentos Ryt Paulista Apartments e do Ryt Paulista Smart Studios, na Bela Vista, na região central, com apartamentos de até 43m² e clara vocação para locação de curta estada. Na prática um prédio só, dividido em dois para fazer jus a incentivos tributários recentemente discutidos em uma CPI na Câmara Municipal, os Ryt estão atualmente “em construção”, segundo a OR. Imóveis na Vila Nova Conceição e Itaim Apresentado no site da OR como em “lançamento”, o Vert Vila Nova também é uma sociedade entre a Orion/Odebrecht e Vorcaro, que têm como sócio minoritário a Praia Empreendimentos, representada por Tiago Ferraz de Moraes Coelho. Ele é irmão de Ana Coelho (União), que foi candidata a vice-governadora da Bahia em chapa com ACM Neto. No caso do empreendimento na Vila Nova Conceição, Vorcaro é representado pela Verde Bahia SA, que também pertence ao fundo Lunar, também é dirigida por David Monteiro, e também foi alvo da decisão da Justiça paulista em relação aos bens do banqueiro. O futuro prédio fica na esquina entre a rua Bueno Brandão e a avenida Santo Amaro e tem promessa de uso misto, com 209 unidades residenciais (de estúdios a três dormitórios) e 70 não residenciais. Comprado em novembro de 2023 por R$ 17,3 milhões, um dos terrenos em que o empreendimento será erguido também foi adquirido graças a empréstimo concedido pelo Master, de R$ 25,4 milhões, tomado pela Verde Bahia. Em setembro de 2025, a alienação do imóvel foi repassada pelo banco de Vorcaro a um FIDC gerido pela Trustee, o GSR. No mesmo dia, a alienação foi cancelada – ou seja, a dívida foi dada como paga. Verde Bahia, Praia e Orion/Odebrechet também são sócios em um empreendimento residencial que a OR promete lançar em breve, na badalada esquina das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, no Itaim Bibi. A incorporadora já foi estruturada: é a BP Itaim, que originalmente pertencia somente à Odebrechet e passou a ser dividida meio a meio com a Verde Bahia em julho de 2024. A sexta sociedade entre Vorcaro e Odebrecht é na incorporadora de um projeto de luxo em um dos endereços mais valorizados do país: a Praça Pereira Coutinho, também na

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