Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

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Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia

Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia

Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia Segundo Alexandre de Moraes, ex-deputado recebia privilégios no presídio onde estava no Rio e continuava exercendo influência sobre integrantes do poder público; decisão integra investigação sobre suposto esquema do jogo do bicho. Por Adriana Cruz, Gabriela Moreira e Leslie Leitão | RJ2 15/07/2026 Rodrigo Bacellar na sede da PF no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo A transferência do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar para um presídio federal em Mossoró (RN) foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a investigação apontar que ele continuava tendo acesso a telefones celulares enquanto estava preso no Rio. Segundo Moraes, Bacellar recebia privilégios na unidade prisional e, por meio do uso dos aparelhos, seguia exercendo influência sobre integrantes do poder público fluminense. O ministro é o relator do inquérito que apura um suposto esquema de financiamento ilegal de campanhas eleitorais com recursos do jogo do bicho. A transferência foi determinada no âmbito da quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal no início do mês. Bacellar chegou a ir para o presídio federal em Brasília, mas de lá foi transferido novamente para Mossoró. Além de Bacellar, a operação cumpriu mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho — que já estava preso —, e Márcio Pôncio. A investigação As investigações apontam que o grupo criminoso teria utilizado seis gráficas da Baixada Fluminense e de São Gonçalo para financiar campanhas eleitorais durante as eleições de 2022. De acordo com a PF, os candidatos contratavam material de campanha dessas empresas, mas o pagamento seria feito com recursos da organização ligada ao jogo do bicho, e não pelos próprios políticos. Segundo o inquérito, a principal empresa utilizada no esquema foi a Gráfica Editora Completa. Durante as eleições de 2022, ela atendeu 73 candidatos e movimentou R$ 1,488 milhão, valor oriundo quase integralmente de fundos públicos eleitorais. As empresas investigadas foram alvo de buscas na quinta fase da Operação Unha e Carne. Quatro delas já haviam sido investigadas pela PF em 2022, na Operação Smoke Free, quando Adilsinho teve a prisão decretada. Ainda segundo a investigação, empresas ligadas ao bicheiro mantiveram intensa movimentação financeira com os donos das gráficas. Apenas a Companhia Sulamericana de Tabacos, apontada pela PF como pertencente a Adilsinho, realizou 47 transferências para a Apel Gráfica e Editora, totalizando R$ 1,82 milhão. O sobrinho do contraventor, Bernardo Coutinho Loyola, também teria recebido R$ 300 mil da mesma empresa. Lista com 61 políticos Um dos principais elementos da investigação é uma lista apreendida pela Polícia Federal na mesa de cabeceira de Adilsinho durante a Operação Smoke Free, em 2022. As planilhas traziam os nomes de 61 candidatos das eleições daquele ano, além de valores e anotações como “em espécie” e “no banco”. As quantias registradas ultrapassam R$ 20 milhões. A partir da apreensão desses documentos, a PF passou a investigar a relação entre as gráficas e os políticos citados. Segundo o inquérito, a organização criminosa utilizava sua estrutura financeira como canal para escoar recursos destinados ao financiamento de campanhas eleitorais e ao enriquecimento ilícito de agentes públicos, estabelecendo um vínculo entre a contravenção e a administração pública estadual. Os políticos mencionados nas planilhas não foram alvo da operação deste mês. A investigação está em fase de cruzamento de dados. De acordo com a PF, o confronto entre os manuscritos apreendidos e as prestações de contas apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral revelou convergência de informações, reforçando a hipótese de que dinheiro em espécie era injetado nas campanhas de candidatos que, posteriormente, atuariam em defesa dos interesses do grupo criminoso nos poderes Executivo e Legislativo. Apesar de a Operação Unha e Carne ter sido deflagrada no dia 2 deste mês, as defesas dos investigados afirmam que só tiveram acesso à decisão judicial nesta semana. O que dizem os citados A defesa de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, afirmou que ele nega ser o autor das planilhas apresentadas pela Polícia Federal e diz desconhecer a origem e o conteúdo dos documentos. Segundo os advogados, há “patente divergência” entre o manuscrito apócrifo apreendido e o material apresentado pelos investigadores. A defesa também afirmou que o bicheiro nega qualquer relação com as gráficas investigadas e sustenta que jamais fez pagamentos a agentes públicos ou políticos. A defesa de Rodrigo Bacellar informou que não vai comentar o caso. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não foi comunicada oficialmente sobre a motivação da transferência de Bacellar para um presídio federal. A pasta acrescentou que, durante o período em que ele permaneceu no sistema prisional fluminense, além das revistas de rotina, a Corregedoria-Geral realizou ações sistemáticas no espaço onde ele estava custodiado e que nenhum material irregular foi encontrado. A defesa de Bernardo Loyola afirmou que não teve acesso aos autos e que o “cliente desconhece os pagamentos relacionados pela reportagem”. O g1 não conseguiu contato com as seis gráficas citadas na investigação. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMossoró RNPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJSEAP Secretaria de Estado de Administração PenitenciáriaSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia 15/07/2026 PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar 17/07/2026 Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios

Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões

Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões

Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões Segundo a investigação, anotações apreendidas durante operação contra o bicheiro registram nomes de candidatos, valores, formas de pagamento e levaram a PF a aprofundar a apuração sobre o uso de gráficas para suposto financiamento de campanhas eleitorais. Os 61 políticos citados nas planilhas não foram alvo das buscas realizadas neste mês. Por Gabriela Moreira, Adriana Cruz e Leslie Leitão | RJ2 15/07/2026 Bernardo Coutinho e o tio, Adilsinho em festa no Copacabana Palace — Foto: Reprodução Uma lista encontrada pela Polícia Federal na mesa de cabeceira do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, reúne os nomes de 61 políticos do Rio de Janeiro e registra valores que, somados, ultrapassam R$ 20 milhões. De acordo com a investigação, as anotações podem indicar que candidatos foram beneficiados por recursos provenientes do jogo do bicho durante as eleições de 2022. Os documentos foram apreendidos durante a Operação Smoke Free, deflagrada em 2022, e ganharam novo peso na quinta fase da Operação Unha e Carne, realizada neste mês. A partir das planilhas, a PF passou a investigar a relação entre empresas gráficas contratadas por campanhas eleitorais e o grupo comandado por Adilsinho. Segundo a corporação, os 61 políticos citados nas planilhas não foram alvo das buscas realizadas neste mês. A investigação está em fase de cruzamento de dados para verificar a origem dos recursos e a regularidade das despesas declaradas à Justiça Eleitoral. Gráficas para financiar campanhas Segundo a Polícia Federal, seis empresas gráficas foram utilizadas pelo grupo criminoso para operacionalizar o suposto esquema de financiamento eleitoral: Gráfica Editora Completa; Nova Visual Representações Gráficas; INC Indústrias Gráficas e Editora; Apel Gráfica e Editora; Fast Gráfica e Editora; Paper Color Gráfica e Editora.   A suspeita é de que candidatos contratassem a produção de material de campanha junto às empresas, mas que o pagamento fosse feito pelo grupo ligado ao jogo do bicho, e não pelos próprios políticos. De acordo com o inquérito, a principal empresa utilizada seria a Gráfica Editora Completa.  A PF afirma que, durante as eleições de 2022, ela atendeu 73 candidatos e movimentou mais de R$ 1,4 milhões quase integralmente provenientes de recursos públicos destinados às campanhas. “Durante o pleito eleitoral de 2022, a referida gráfica atendeu a 73 candidatos e movimentou a quantia de R$ 1.488.019,65, oriunda quase em sua totalidade de fundos públicos eleitorais”, dizia um trecho do documento. As empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Unha e Carne. Quatro delas já haviam sido investigadas pela PF em 2022, durante a Operação Smoke Free, quando Adilsinho teve a prisão decretada. Segundo a investigação, o bicheiro e pessoas de sua confiança mantinham intensa relação financeira com os proprietários dessas empresas. Apenas uma das empresas atribuídas a Adilsinho pela PF, a Companhia Sulamericana de Tabacos, realizou 47 transferências para a Apel Gráfica, totalizando R$ 1,8 milhão, conforme relatórios financeiros analisados pelos investigadores. Já Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho, recebeu R$ 300 mil da mesma empresa. O que a PF descobriu O elo entre as gráficas e os políticos surgiu após a apreensão de duas planilhas manuscritas na mesa de cabeceira de Adilsinho, durante a Operação Smoke Free. Nos documentos aparecem os nomes de 61 candidatos que disputaram as eleições de 2022, acompanhados de valores financeiros e observações indicando duas modalidades de pagamento: “em espécie” e “no banco”. O total registrado ultrapassa R$ 20 milhões. Segundo a PF, foi a partir dessas anotações que a investigação passou a aprofundar a relação entre o grupo criminoso, as empresas gráficas e as campanhas eleitorais. O inquérito sustenta que a estrutura financeira da organização teria sido utilizada para financiar campanhas e favorecer agentes públicos. “O confronto entre os manuscritos apreendidos e as prestações de contas oficiais declaradas ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro revelou perfeita convergência de dados, reforçando a hipótese investigativa de que a organização criminosa injetava dinheiro em espécie diretamente nas campanhas de candidatos que, posteriormente, atuavam como defensores dos interesses do grupo nos Poderes Legislativo e Executivo.”, dizia um trecho do inquérito. Entre os documentos analisados pela PF estão as prestações de contas entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral. Segundo os investigadores, os dados encontrados nas planilhas apresentam correspondência com informações declaradas oficialmente, reforçando a hipótese de financiamento ilícito das campanhas. Márcio Pôncio e Rodrigo Bacellar presos A quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada no início deste mês, cumpriu três mandados de prisão contra Adilsinho, que já estava preso, o ex-chefe da Polícia Civil Márcio Pôncio e o ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Rodrigo Bacellar foi transferido para um presídio federal em Brasília. Na decisão, Moraes afirmou que, mesmo preso no sistema penitenciário do Rio de Janeiro, Bacellar estaria recebendo privilégios, incluindo acesso a telefones celulares, o que permitiria que continuasse exercendo influência sobre integrantes do poder público estadual. As defesas afirmam que só tiveram acesso à decisão judicial nesta semana, embora a operação tenha sido deflagrada no início do mês. O que dizem os citados A defesa de Rodrigo Bacellar informou que não irá comentar o caso. Os advogados de defesa de Bernardo Loyola informaram que não tiveram acesso aos autos e que o cliente desconhece os pagamentos relacionados pela reportagem. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não foi comunicada oficialmente sobre os motivos da transferência de Bacellar para o sistema penitenciário federal. A pasta acrescentou que, durante o período em que ele permaneceu preso no Rio de Janeiro, foram realizadas revistas de rotina e ações sistemáticas da Corregedoria-Geral, sem que fosse localizado qualquer material irregular. Até a publicação desta reportagem, os demais citados na investigação não haviam se manifestado. Notícia anterior ALERJDeputado EstadualPolícia CivilPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTRE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se

PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC

PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC

PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Conselho Nacional de Direitos Humanos pede investigação contra Jorginho Mello (PL) após vídeo mostrar o político ofendendo manifestantes Por Glauco Faria | Fórum 15/07/2026 Jorginho Mello, governador de Santa Catarina – Jorginho Mello, governador de Santa Catarina – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o governador de Santa Catarina, o bolsonarista Jorginho Mello (PL), seja investigado e responsabilizado por xingar integrantes do povo Xokleng durante visita às obras da Barragem Norte, no município de José Boiteux, na semana passada. Gravadas em vídeo, as ofensas foram proferidas enquanto o governador concedia entrevista a uma emissora de televisão. Ele se voltou para um grupo de indígenas que protestavam no local e os xingou. Em seguida, ao encerrar a entrevista, uma mulher o questionou sobre ter dito que “está tudo sob controle”. Mello respondeu: “A senhora não quer ir à merda?”. Ela se identificou como cacique e exigiu respeito. Ele retrucou: “E eu com isso?”. Dignidade e honra coletiva Para o CNDH, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos do governo federal, o episódio “atingiu diretamente uma liderança tradicional e, em sua dimensão pública, alcançou a dignidade e a honra coletiva do povo Xokleng.” A presidenta do conselho, Ivana Leal, afirmou que “as ofensas dirigidas ao povo Xokleng durante uma agenda oficial não podem ser tratadas como um episódio isolado” e que é necessário adotar medidas de responsabilização e não repetição. Histórico de conflitos A Barragem Norte está localizada dentro da Terra Indígena Laklãnõ Xokleng, e seu fechamento pode inundar parte do território. O povo Xokleng reivindica a demarcação de um território de aproximadamente 37 mil hectares e atualmente vive em uma área de 14 mil. Em acordo judicial que envolveu União e governo estadual, Santa Catarina assumiu contrapartidas, entre elas, a construção de casas para as famílias do local. Os indígenas afirmam que as promessas não foram cumpridas. O governo de Jorginho Mello negou qualquer irregularidade, afirmou que foi “a primeira gestão em três décadas” a avançar na manutenção da barragem e disse que o grupo se aproximou “com reivindicações que incluem pautas de responsabilidade federal”. Pré-candidato à reeleição e apoiado por Flávio Bolsonaro, Mello não comentou publicamente os xingamentos. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido Liberal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC 15/07/2026 Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia 15/07/2026 PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO)

Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro

Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro

Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro Os advogados afirmaram ao STF que Bolsonaro “jamais soube que a carta seria publicizada” pelo seu filho Flávio fez nas redes sociais Por Manoela Alcântara | Metrópoles 15/07/2026 Jair Bolsonaro | BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre afirmação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de que ele “jamais soube” que a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) seria publicada nas redes sociais. A argumentação da defesa ocorreu nesta quarta-feira (15/7) depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar explicações sobre suposta violação de cautelar após a veiculação de um manuscrito em que Bolsonaro manifesta seu apoio à pré-candidatura do filho ao Palácio do Planalto. No texto, os advogados afirmam que o ex-presidente segue fielmente as cautelares a ele impostas e que “jamais buscou terceiros para contornar restrições”. “A defesa esclarece, objetivamente, que o peticionário jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”, diz um trecho do documento. Segundo os advogados de Bolsonaro, a “referência” usada por Flávio na carta “não corresponde a circunstância previamente conhecida” pelo ex-presidente. “A referência feita pelo senador Flávio Nantes Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde a circunstância previamente conhecida pelo peticionário. A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do peticionário”, argumenta a defesa. Agora, a PGR se manifestará sobre o argumento da defesa e se vê descmprimenro de cautelar por Jair Bolsonaro. Suspensão das visitas de Flávio a Bolsonaro Moraes havia dado 48 horas para que a defesa esclarecesse a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente. Além disso, o ministro do STF suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai por 90 dias. No sábado (11/7), Flávio divulgou nas redes sociais uma carta, escrita por Bolsonaro, em que o ex-presidente reafirma o apoio ao filho mais velho na disputa pela Presidência da República, na eleição de outubro. Ao suspender o contato do senador com o pai e pedir explicações, Moraes lembrou que, ao conceder prisão domiciliar temporária para Bolsonaro, em 24 de março de 2026, determinou, entre outras medidas, a proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Em março deste ano, ele passou a cumprir a pena em prisão domiciliar. Leia a íntegra da carta escrita por Bolsonaro “Brasília, 11 de julho de 2026. Carta aos brasileiros Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento. Meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade. Um afetuoso abraço a todos, na certeza de que, juntos, tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade.  Jair Bolsonaro” Notícia anteriorPróxima notícia PGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro 15/07/2026 Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura 15/07/2026 Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana

TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF

TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF

TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF Segundo as regras atuais, o teto para o funcionalismo público é de 46 mil reais Por Maiara Marinho | Carta Capital 15/07/2026 Plenário do TCU | Foto: Samuel Figueira/TCU O Tribunal de Contas da União concluiu nesta quarta-feira 15 que a remuneração relativa ao cargo efetivo e aquela decorrente do exercício de função de confiança ou cargo em comissão têm de ser consideradas em separado para calcular a incidência do teto constitucional. Trata-se, na prática, de uma decisão que abre caminho para penduricalhos. Atualmente, o teto para o funcionalismo público é de 46 mil reais. Em março, no entanto, o Supremo Tribunal Federal autorizou o pagamento de verbas adicionais – os chamados penduricalhos – a integrantes do Judiciário e do Ministério Público, cujos salários podem chegar a 78 mil reais. A representação analisada pelo TCU partiu do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União. A entidade alegou haver irregularidade na forma como o teto incide sobre os valores recebidos por servidores que exercem funções de confiança e cargos de comissão no próprio TCU, na Câmara dos Deputados e no Senado.  Segundo o Sindilegis, a nova regra do STF absorve o salário de servidores, já que a atual regra impede o recebimento de valores acima do teto de 46 mil reais. Assim, se um profissional que subiu na carreira e atingiu um alto salário receber uma promoção e a gratificação extrapolar o teto, os vencimentos serão cortados. A entidade alega que a medida resulta na “prestação de trabalho adicional sem contraprestação financeira efetiva, o que configuraria distorção de natureza jurídico-administrativa, com possíveis implicações quanto à vedação ao trabalho gratuito, ao enriquecimento sem causa da Administração e à observância dos princípios da legalidade, moralidade e eficiência”. O ministro Walton Alencar Rodrigues, relator da representação, votou por rejeitar o pedido. Prevaleceu, porém, o entendimento de Jorge Oliveira, Vital do Rêgo, Augusto Nardes, Bruno Dantas, Antonio Anastasia, Jhonatan de Jesus, Odair Cunha e do ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa, que concordaram com a solicitação. Para a corrente majoritária, a decisão busca evitar o desestímulo a funções “estratégicas de liderança”. Além disso, os ministros aceitaram o argumento de que o teto atual resulta em uma “prestação de trabalho adicional”, o que equivaleria a serviço gratuito. A decisão considerou ainda a “evolução jurisprudencial” promovida pelo STF ao ampliar e permitir o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto previsto na Constituição para integrantes do Judiciário do MP. Por fim, os ministros citaram que o impacto financeiro estimado seria de 0,09% da folha de pagamentos de servidores ativos da União, o equivalente a 211 milhões de reais a mais por ano. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF 15/07/2026 Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo

A obra sem fim de Tarcísio no ABC

A obra sem fim de Tarcísio no ABC

A obra sem fim de Tarcísio no ABC Governador de São Paulo está elevando a barra desse “esporte” para além do aceitável Por Deputado Maurici e Clóvis Girardi | Fórum 15/07/2026 Tarcísio de Freitas – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Obra atrasada não é novidade na administração pública, mas o governador Tarcísio está elevando a barra desse “esporte” para além do aceitável. O corredor do BRT-ABC, que ligaria os bairros do Sacomã e do Tamanduateí à cidade de São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano, já teve nada menos do que seis prazos não cumpridos. Com 18 quilômetros, o BRT-ABC surgiu para substituir o monotrilho da linha 18-bronze. Apresentado em 2021 pelo governador João Doria, a promessa inicial era que os ônibus intermunicipais começassem a circular já em 2022. E tudo estaria pronto em 2023. A partir daí, as promessas foram se acumulando. O quinto prazo foi até publicado em Diário Oficial: junho de 2026. Mas o sexto prazo, informado pela concessionária Next, extrapolou novamente a previsão: agora a promessa é outubro próximo, na boca das eleições. Novamente, a palavra e o compromisso público não serão cumpridos. Em São Bernardo, há um enorme terreno vazio onde deveria ter o terminal. Na outra ponta, no Sacomã, a população convive com pedaços desencontrados e abandonados do corredor. Indícios fortes de que a obra ficará pronta “só Deus sabe quando”. Há alguns dias, a Next divulgou um vídeo no qual se orgulha de faltarem “apenas sete quilômetros” para o BRT ficar pronto – quase a metade de um corredor de 18 quilômetros. Um tapa na cara da população do Grande ABC. Isso é boa notícia só na propaganda dos parceiros de Tarcísio, que certamente não farão uso do BRT. A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) publicou no Diário Oficial que esses atrasos na obra já causaram um prejuízo de R$ 130 milhões aos cofres públicos estaduais. Um rombo enorme pago por você e por todos os outros paulistas. O abandono é tanto que, há tempos, a população de São Bernardo usa a obra como área de lazer aos finais de semana. Uma iniciativa espontânea dos moradores, mas que gera mais um problema, desta vez, de segurança: trechos junto ao Ribeirão dos Meninos estão sem proteção alguma e oferecem riscos a quem busca o espaço para se divertir. Tarcísio foi questionado algumas vezes nos últimos meses sobre essa situação inaceitável. O governador então falou grosso, prometendo, em sua encenação de compromisso público, ser duro com a empresa responsável pela obra. Até agora, nada aconteceu. Não duvide, portanto, se, na sua propaganda eleitoral, o governador apresentar como um grande feito o BRT. É a obra sem fim de Tarcísio no ABC. *Maurici é deputado estadual, primeiro secretário da Alesp e foi secretário de Governo da Prefeitura de Santo André. Clóvis Girardi é vereador de Santo André. **Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum. Notícia anteriorPróxima notícia ArtespGovernadorRepublicanosSanto André SPSão Bernardo do Campo SPSão Caetano do Sul SPSão Paulo SP Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A obra sem fim de Tarcísio no ABC 15/07/2026 Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) A obra sem fim de Tarcísio no ABC Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF

TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas

TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas

TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Caso foi revelado pela GloboNews em abril; aplicações contrariam resolução do Conselho Monetário Nacional e portaria interna que exigem cadastramento de empresas antes de receberem recursos do Fundo de Previdência. Por Marcelo Gomes | GloboNews 15/07/2026 RioPrevidência — Foto: Reprodução O Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu 5 dias para o Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em três fundos de investimentos geridos por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia, o que contraria uma resolução do Conselho Monetário Nacional e uma portaria do próprio Rioprevidência. O credenciamento prévio das instituições antes que sejam feitos investimentos evita a exposição do fundo a fraudes, má gestão e prejuízos, de acordo com o TCE. Estes aportes de R$ 118 milhões ocorreram entre 24 e 29 de dezembro do ano passado, já depois de ter vindo à tona o escândalo da aplicação de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master – um tipo de investimento considerado de alto risco por especialistas. O caso foi revelado pela GloboNews em 2 de abril. No dia 10, o Ministério Público do Rio pediu o afastamento do presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. Ele assumiu provisoriamente o cargo quando o então presidente da autarquia, Deivis Antunes, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e deixou a função. Na época dos aportes nos fundos não credenciados, Nicholas era o diretor de Investimentos do Rioprevidência Dois dias depois, o governador interino, Ricardo Couto, exonerou Nicholas Cardoso da presidência interina do Rioprevidência. Aporte de R$ 99 milhões em banco de terceira linha Na mesma decisão, o conselheiro do TCE José Gomes Graciosa, relator das investigações sobre os investimentos do Rioprevidência no Banco Master, também deu 5 dias para a autarquia explicar a aplicação de R$ 99,4 milhões na corretora Mirae. Segundo a decisão, trata-se de uma instituição de menor porte que careceria de robustez sistêmica compatível com a folha previdenciária do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia encaminhada ao TCE pelo deputado estadual Luiz Paulo (PSD), este investimento de R$ 99,4 milhões consta de um relatório de fluxo financeiro e disponibilidade do fundo previdenciário, datado de 30 de março deste ano. “Especificamente no que tange à instituição Mirae, a despeito de ter sido descrita como “banco” na peça da denúncia, na realidade se trata de uma corretora de câmbio, títulos e valores mobiliários, conforme consulta realizada junto ao Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União. Todavia, tal circunstância não afasta o dever de a Autarquia previdenciária adotar todas as medidas cabíveis no sentido de mitigar quaisquer riscos no aporte de recursos em tais instituições, cercando-se de todas as cautelas necessárias a preservar a robustez do patrimônio do Rioprevidência”, escreveu Graciosa. Outro lado O Rioprevidência se pronunciou dizendo que “todas as informações e os esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já foram devidamente encaminhados, dentro dos prazos estabelecidos”. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBanco MasterCGU Controladoria-Geral da UniãoConselho Monetário Nacional CMNDeputado EstadualMP-RJPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoRioPrevidênciaTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas 15/07/2026 Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso 16/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas 16/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga

Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar

Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar

Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Ministro Flávio Dino, do STF, mandou legendas se manifestarem sobre indicação dos recursos após fala de Valdemar que taxou como “lógica” interferência de dirigentes no mecanismo Por Letícia Pille e Lauriberto Pompeu | O Globo 15/07/2026 O presidente do PL, Valdemar Costa Neto — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo Brasília – A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que os presidentes dos 21 partidos com representação no Congresso expliquem se dispõem de “cotas” para a distribuição de emendas parlamentares encontrou resistência entre dirigentes partidários. Ouvidos pelo GLOBO, presidentes de legendas negaram participar da definição da destinação dos recursos e se distanciaram da prática atribuída ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, investigado por supostamente indicar emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar. O despacho de Dino foi motivado, dentre outros fatores, por declarações de Valdemar à GloboNews na terça-feira, quando disse ser “lógico” que presidentes de partidos também interferem no processo de distribuição de emendas. Na decisão, o ministro determinou que as legendas expliquem, em até dez dias, se seus dirigentes possuem “cotas”, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas, quem autoriza sua utilização e qual o fundamento jurídico para essa prática. Em conversas reservadas, dirigentes dos principais partidos do Centrão, que figuram entre as maiores bancadas da Câmara, classificaram como sem sentido a afirmação de que presidentes de partidos costumam distribuir emendas parlamentares e disseram que a declaração acabou levando todo o sistema partidário ao escrutínio do Supremo. Entre parte desses dirigentes, há ainda a avaliação de que a situação jurídica do presidente do PL fragiliza sua permanência no comando da legenda. Procurado para comentar sobre a decisão do STF que determina explicações dos presidentes de partidos, Valdemar não retornou aos contatos da reportagem. Ao solicitar que os partidos prestem esclarecimentos, Dino afirmou que as informações são necessárias para avaliar eventuais medidas destinadas ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. O ministro também reiterou o entendimento manifestado em decisões anteriores de que apenas deputados e senadores possuem legitimidade para indicar emendas e classificou como “obviamente ilegais” eventuais práticas de “terceirização” ou “privatização” dessa prerrogativa. A decisão é mais um desdobramento das investigações que levaram ao bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto. Segundo a Polícia Federal (PF), o dirigente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para operacionalizar a indicação de 21 emendas parlamentares entre 2024 e 2026, mesmo sem exercer mandato eletivo. A defesa do presidente do PL nega irregularidades e sustenta que a atuação de um dirigente partidário na articulação política junto à bancada é legítima e faz parte do funcionamento do sistema democrático. Valdemar negou ter cometido qualquer irregularidade e defendeu ser “natural e legítimo” que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Ele também nega que tenha uma “cota” informal de emendas. As respostas públicas de dirigentes partidários, no entanto, caminharam em sentido contrário. Um dos problemas pontuados por Dino, contudo, é que Valdemar não possui cargo eletivo. Sua situação é diferente de alguns outros dirigentes partidários que, além de comandarem suas siglas, também exercem cargos como parlamentares. É o caso, por exemplo, dos deputados Marcos Pereira, presidente do Republicanos, e Paulinho da Força, dirigente do Solidariedade. Questionado sobre a decisão de Dino, Paulinho da Força disse que não usou a condição de dirigente partidário para negociar emendas, mas sim, sua posição como deputado eleito que possui a prerrogativa de direcionar os recursos. – Eu sou presidente do Solidariedade e sou deputado. Então, minhas emendas foram destinadas a mim por ser deputado e todas elas eu distribuí no estado de São Paulo Na mesma linha, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que jamais participou desse tipo de decisão. — Nunca indiquei, nem sequer sugeri emendas parlamentares. O estatuto do Novo separa a gestão partidária, que é o meu caso, da atuação parlamentar — declarou. Já a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, criticou a atuação atribuída pela investigação a Valdemar e afirmou que o caso reforça a posição histórica do partido contra o atual modelo de distribuição de emendas parlamentares. — O que o Valdemar Costa Neto faz com dinheiro público é simplesmente escandaloso. Para nós, as emendas são mais uma comprovação de que esse modelo está muito ligado ao que anteriormente a gente chamava de orçamento secreto. Agora a gente tem um presidente de partido que não tem mandato direcionando parte desses recursos. É um sequestro do orçamento público — afirmou. Coradi disse que dirigentes partidários não devem interferir na destinação das emendas e lembrou que o PSOL foi autor da ação que levou o STF a declarar inconstitucional o orçamento secreto. — O deputado federal foi eleito pelo voto popular e deve responder à sua base e à sociedade, não às vontades de alguém que não foi eleito para isso. O que a gente pede é transparência e rastreabilidade desses recursos. O que estamos vendo agora é mais um desdobramento daquela discussão — disse. Por sua vez, o presidente do Missão, Renan Santos, que também é pré-candidato à Presidência, disse que cumprirá a determinação do Supremo e defenderá ampla transparência sobre as emendas da legenda. Embora tenha feito críticas ao ministro Flávio Dino em outros momentos, afirmou concordar com a fiscalização determinada pelo magistrado. — Vamos não apenas prestar contas, vamos explicar todas as emendas e contar em detalhes como nós enviamos, por que nós enviamos e por que o nosso partido é absolutamente diferente dos outros. Vou desafiar os demais presidentes de partido a fazer exatamente o mesmo — afirmou em vídeo. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarMissãoNOVOPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSOLRepublicanosSolidariedadeSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar 15/07/2026 Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as

Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização

Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização

Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização Advogados do ex-presidente também sustentam cartas redigidas pelo ex-chefe do Executivo foram publicizadas em outras ocasiões, sem que houvesse questionamento por parte da Corte máxima Por Pepita Ortega | O Globo 15/07/2026 Flávio Bolsonaro lê carta do ex-presidente Jair Bolsonaro em live para apoiadores — Foto: Reprodução/YouTube Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro alegou nesta quarta-feira, ao Supremo Tribunal Federal, que não sabia que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, pretendia ler, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, a “carta aos brasileiros” que entregou ao filho durante uma visita na prisão domiciliar. A versão, no entanto, contraria o que Flávio afirmou durante a live, de que o pai lhe teria designado como seu “porta-voz”. — Fica-se muita especulação acontecendo, muitas pessoas que parecem que estão boicotando até a candidatura, esperando o momento certo para vestir a camisa do Bolsonaro e ir para a rua para resgatar o Brasil. O que ele está dizendo aqui é muito simples. Primeiro, agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo além, em paralelo à nossa pré-campanha — disse Flávio na transmissão. A live motivou o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que acompanha o cumprimento da pena de Bolsonaro a 27 anos de prisão por golpe de Estado, a cobrar informações da defesa, questionando se Bolsonaro sabia que o filho divulgaria sua carta. Na mesma decisão, Moraes ainda encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada e ainda suspendeu o direito de visitas de Flávio por 90 dias. Nesta quarta, o ex-chefe do Executivo disse ao STF que a decisão de ler a carta durante transmissão ao vivo partiu de seu filho, uma escolha feita sem sua “ciência prévia”. “Bolsonaro jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”, sustentou a defesa. Os advogados do ex-presidente ainda afirmaram que outras cartas redigidas pelo ex-chefe do Executivo foram publicizadas em outras ocasiões, sem que houvesse questionamento por parte da Corte máxima. Segundo a defesa, não há “incompatibilidade” entre a redação de uma carta com as restrições impostas ao ex-presidente em razão da prisão domiciliar. Os representantes legais de Bolsonaro dizem ainda que o ex-presidente “jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições” impostas por Moraes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização 15/07/2026 Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições 16/07/2026 RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana

Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura

Defesa diz que Bolsonaro 'jamais soube' que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura

Mudança de rumo A defesa de Jair Bolsonaro afirmou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15) que o ex-presidente “jamais soube” que Flávio divulgaria a carta de apoio a sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PL. Por Valdo Cruz | g1 15/07/2026 Jair Bolsonaro em imagem de arquivo — Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo O documento foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou Jair Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe. A manifestação é uma resposta a uma determinação do ministro, que deu prazo de 48 horas para esclarecimentos após a carta ter sido lida publicamente pelo senador e divulgada em redes sociais. Além de cobrar explicações, Moraes suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias, por considerar que a veiculação da carta possivelmente desrespeitou a ordem que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”. No texto entregue nesta quarta, os advogados afirmam que Bolsonaro “jamais soube” que o documento, intitulado “Carta aos Brasileiros”, seria publicizado, “tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”. “A referência feita pelo senador Flávio Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde a circunstância previamente conhecida [por Bolsonaro]. A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do [ex-presidente]”, diz a defesa. No documento endereçado a Moraes, os advogados afirmam ainda que o ex-presidente tem observado de “maneira rigorosa” todas as medidas e limitações impostas pela Justiça em relação à sua prisão domiciliar humanitária. Entre as restrições vigentes, estão: a proibição do uso de aparelhos de comunicação o veto ao acesso a redes sociais e a proibição da divulgação de manifestações pessoais por intermédio de terceiros.   Segundo os advogados, a elaboração do manuscrito ocorreu de forma legítima e privada. A carta foi entregue a Flávio Bolsonaro durante uma “visita regularmente autorizada”, momento em que o pai repassou o texto ao filho, sem prever ou autorizar que o teor fosse levado ao conhecimento público ou divulgado na internet. Os defensores também argumentaram na petição que o ex-presidente já redigiu outras cartas manuscritas em ocasiões anteriores, enquanto estava submetido às mesmas restrições impostas pelo STF. “O peticionário [Bolsonaro] jamais vislumbrou qualquer incompatibilidade entre a redação de uma carta com as restrições impostas [pela Justiça]”, diz outro trecho do documento enviado à Suprema Corte. Na manifestação enviada a Moraes, os advogados afirmam que Bolsonaro tem o compromisso em continuar cumprindo todas as regras e medidas cautelares determinadas pelo ministro desde o início do benefício da prisão domiciliar humanitária. Jair Bolsonaro recebeu o benefício em março deste ano em razão do seu estado de saúde. Desde novembro de 2025 ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma tentativa de golpe para mantê-lo no poder, mesmo após a derrota nas eleições de 2022. Crise com Michelle A carta de Bolsonaro foi lida por Flávio alguns dias depois que o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trocaram acusações pelas redes sociais. Na carta, Bolsonaro escreveu aos seus apoiadores que é hora de “deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro”. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura 15/07/2026 Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  15/07/2026 Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso

Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados

Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados

Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados O ex-ministro da Previdência José Carlos de Oliveira, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o vereador de São Félix de Minas Marcelo de Oliveira Silva (PMN) estão entre os indiciados pela PF (Polícia Federal) por suspeita de envolvimento no caso que ficou conhecido como Máfia do INSS. Por Saulo Pereira Guimarães | UOL 15/07/2026 O ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado São Paulo – Oliveira comandou pasta durante governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a PF, ele “utilizou seu mandato para garantir a inação institucional da autarquia” e “recebeu propinas que totalizaram ao menos R$ 550 mil”. Oliveira, que após se converter ao islamismo adotou o nome Ahmed Mohamad, nega as acusações. Relatório da PF aponta que deputado atuou como “principal fiador político do grupo no Congresso Nacional e no INSS”. De acordo com o documento, Pettersen trabalhou pela “indicação de procuradores e diretores corrompidos” e “foi beneficiário de pelo menos R$ 14,7 milhões em propinas mensais”. Vereador mineiro ajudou a escoar “receitas ilícitas”, conforme a PF. Segundo o relatório, Silva “recebeu vultosos valores que somaram mais de R$ 3 milhões de empresas de fachada”. Ele atua como vereador em São Félix de Minas, cidade a 400 quilômetros de Belo Horizonte. PF também identificou indícios de irregularidades na atividade do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP). Embora não tenha sido indiciado, ele é citado no relatório por “possível prática de advocacia administrativa” para desbloqueio de contas de uma entidade ligada aos descontos irregulares nas aposentadorias. Pinato negou irregularidades. “As afirmações veiculadas são falsas, carecem de qualquer fundamento e não resistem ao mais básico escrutínio dos fatos”, afirmou ele em nota ao UOL. “Em nenhum momento o Deputado Fausto Pinato valeu-se de seu cargo para intervir em favor de interesses privados, praticar qualquer ato de gestão que não lhe competia ou exercer qualquer forma de pressão sobre órgãos da Administração Pública. Sua atuação foi, em todos os momentos, pública, republicana e estritamente parlamentar.”Fausto Pinato (PP-SP), deputado federal, em nota ao UOL  Procurados, Pettersen e Silva não retornaram os contatos da reportagem. O espaço segue aberto a manifestações. Ex-presidente do INSS indiciado Ex-presidente do INSS também foi indiciado. Alessandro Stefanutto “recebeu propinas mensais recorrentes que alcançaram o patamar de R$ 250.000,00 mensais”, segundo a PF. Indicado ao cargo em 2023 por Carlos Lupi (PDT) e preso desde novembro em decorrência do caso, ele nega que tenha cometido irregularidades. Ao todo, PF indiciou hoje 48 pessoas. O relatório da instituição indica que 24 delas tinham ligação direta com a organização criminosa e outras 24 “concorreram para a prática de crimes específicos de lavagem de capitais, corrupção e crimes conexos em atos isolados ou coautorias autônomas”. Caso envolve descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. A suspeita é de que cerca de R$ 6 bilhões tenham sido desviados de forma irregular por apenas uma das entidades envolvidas no esquema. Notícia anterior Deputado FederalINSSPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPMN Partido da Mobilização NacionalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaRepublicanosSão Félix de Minas MGVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Prefeitura de Petrópolis decreta nova calamidade financeira e anuncia corte de gastos 07/07/2026 Ex-secretário de Serviços Públicos de Natividade deixa o cargo enquanto é investigado por CPI e sindicância 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO)

Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro

Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro

Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro ‘Sicário’ seria o homem encarregado por Vorcaro para praticar ameaças e ações violentas contra desafetos Por Juliana Dal Piva e José Peñarredonda | ICL Notícias e CLIP 15/07/2026 O senador Flávio Bolsonaro com Felipe Mourão, o Sicário de Vorcaro O senador e pré-candidato à presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em imagem obtida pela coluna com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, o homem encarregado por Vorcaro para praticar ameaças e ações violentas contra desafetos. A imagem foi obtida por uma fonte que pediu sigilo à coluna e teria sido tirada em 2022, em um hotel na zona sul, no Rio de Janeiro. Em nota, o senador afirmou à coluna que “como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos”. Flávio Bolsonaro disse que não conhece Sicário. O ICL Notícias, em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (CLIP), passou a imagem por cinco ferramentas diferentes de detecção para saber se havia indícios ou marcas d’água de que ela tivesse sido gerada com IA (Gemini, Hive Moderation, Sight Engine, Was It AI e Image Whisperer). Nenhuma delas encontrou indícios de que a fotografia tivesse sido criada com alguma inteligência artificial generativa. Uma análise feita com a ferramenta InVID também não revelou indícios de que a imagem tenha sido manipulada, ou de que seja uma montagem. E além disso, as sombras das mãos e os reflexos nos óculos escuros dos dois homens mostram que ambos estariam sendo iluminados pelas mesmas fontes de luz: uma iluminação principal vindo do lado esquerdo da foto, e uma iluminação secundária vindo da direita. O braço de Sicário se reflete no tronco de Flávio; as mãos dos dois homens têm luzes e sombras semelhantes, e os óculos de sol refletem uma pequena luz vindo de cima. Apontado pela Polícia Federal como operador do esquema de Daniel Vorcaro (o chefe de Sicário), Fabiano Campos Zettel doou R$ 3 milhões à campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Sicário cometeu suicídio ao ser preso em março. Ele foi apontado como integrante da milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.  Mourão era considerado pela PF um dos operadores centrais de um grupo conhecido como “A Turma”, responsável por ações de monitoramento e coleta de informações sobre pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. Mensagens apreendidas indicariam conversas entre os dois sobre a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras discussões envolvendo ameaças a desafetos. Em Minas Gerais, onde também era chamado de “Mexerica”, Mourão tinha histórico de envolvimento em crimes como estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos e delitos contra a economia popular.  Ele era conhecido por atuar em esquemas de pirâmide financeira, agiotagem e negociações fraudulentas envolvendo veículos. Desde 2021, respondia a um processo na Justiça de Belo Horizonte por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular, acusações que sua defesa sempre contestou. Relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro Até este momento só se sabia da relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro após as revelações feitas pelo site Intecept Brasil. O filho 01 pediu R$ 134 milhões para viabilizar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Vorcaro chegou a repassar R$ 61 milhões. Inicialmente, Flávio negou que Vorcaro tivesse injetado dinheiro na produção de “Dark Horse”, mas, após reportagem do site Intercept com áudios em que ele conversava com o dono do Banco Master sobre o assunto, teve que admitir o fato. O deputado Mario Frias, produtor do filme, também negou a princípio e depois teve que reconhecer a injeção de dinheiro de Vorcaro. Até agora, Frias não apresentou a prestação de contas de “Dark Horse”, ao contrário do que havia prometido. Nota da assessoria de Flávio Bolsonaro: O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos. Impossível o senador saber quem é cada uma das pessoas que dele se aproxima. Flávio Bolsonaro reafirma que não conhece e nunca viu a pessoa na foto. É irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória. Além disso, não se sabe qual a procedência da foto, nem se a imagem é real ou produzida por Inteligência Artificial. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBelo Horizonte MGDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro 15/07/2026 Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões

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