Politicaria é um termo pejorativo que define a prática da política voltada para interesses particulares, mesquinhos ou clientelistas. É o famoso “toma lá, dá cá” ou a troca de favores em benefício próprio.

As consequências do 

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Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha

Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha

Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha Novo sorteio eletrônico, porém, manteve o caso do ministro Por Mariana Muniz | O Globo 31/07/2026 O ministro André Mendonça, no plenário do Supremo Tribunal Federal — Foto: Gustavo Moreno/STF Brasília – A abertura do inquérito para investigar Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, mobilizou o gabinete do ministro André Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), além da área técnica da Corte. Um debate nos bastidores que se arrastou por quase uma semana diante da investida da Polícia Federal acabou escalando o desgaste dos investigadores com o gabinete de Mendonça, com direito a uma espécie de reviravolta eletrônica. Ao encaminhar o pedido de abertura do inquérito, em 24 de julho, a Polícia Federal sustentou que a apuração tratava de fatos distintos dos investigados na Operação Sem Desconto. A PF vai investigar Lulinha por tráfico de influência e corrupção ao supostamente favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O pedido chegou ao STF durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes na presidência da Corte, durante o recesso do Judiciário e em revezamento com Edson Fachin. A presidência do STF fica responsável por decidir em questões urgentes e também se um determinado gabinete tem ou não preferência para relatar um caso, a chamada prevenção. Antes de decidir sobre a definição do relator, Moraes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar se havia conexão entre a nova investigação e os inquéritos do INSS já em andamento sob a relatoria de Mendonça. Em parecer encaminhado no dia 27 de julho, a PGR concordou com a avaliação da Polícia Federal. Para o órgão, a investigação tratava de fatos distintos daqueles apurados no escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas revelado pela Operação Sem Desconto e, por isso, não havia motivo para reconhecer a prevenção de André Mendonça. A manifestação foi pela livre distribuição do procedimento, ou seja, sorteio eletrônico. Com base nesse parecer, Moraes determinou que o caso fosse distribuído por sorteio entre os ministros do Supremo. O sistema eletrônico, no entanto, acabou sorteando justamente André Mendonça, que passou a conduzir a investigação. Apesar da discussão sobre a distribuição, em nenhum momento a Polícia Federal ou a Procuradoria-Geral da República sustentaram que Mendonça estivesse impedido de atuar no caso. O debate se restringiu à existência, ou não, de conexão suficiente para justificar a prevenção do ministro, instituto processual que mantém sob um mesmo relator investigações relacionadas. A avaliação acabou superada pelo sorteio. Como relator, Mendonça autorizou nesta quinta-feira a abertura da investigação solicitada pela Polícia Federal contra o filho do presidente. Nos bastidores do STF, a manifestação da Polícia Federal sustentando que a nova investigação não tinha conexão com os inquéritos já relatados por André Mendonça foi vista com ressalvas. Integrantes do tribunal interpretaram a posição da corporação como uma tentativa de afastar Mendonça da relatoria e, consequentemente, retirar o caso de sua condução. A avaliação na Corte e na PF é de que o episódio contribuiu para aprofundar a crise na relação entre o gabinete do ministro e a Polícia Federal, que já vinha acumulando divergências ao longo das investigações envolvendo o Banco Master e o próprio INSS. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterFraudes no INSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha 31/07/2026 PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master 30/07/2026 Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar 14/07/2026 Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio 08/07/2026 Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 13/07/2026 Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” 07/07/2026 Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026

Ex-ministro de Bolsonaro sugeriu a Vorcaro aproximação com PT da Bahia

Ex-ministro de Bolsonaro sugeriu a Vorcaro aproximação com PT da Bahia

Ex-ministro de Bolsonaro sugeriu a Vorcaro aproximação com PT da Bahia Diálogo de Fábio Faria com fundador do Banco Master consta em relatório da PF enviado ao STF; documento detalha a investigação sobre o senador Jaques Wagner Por Eduardo Perry | Poder360 31/07/2026 O ex-ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante sua cerimônia de posse em junho de 2020 | Sérgio Lima/Poder360 – 17.jun.2020 Brasília – O ex-ministro das Comunicações do governo de Jair Bolsonaro (PL) Fábio Faria (2020-2022) sugeriu a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que se aproximasse do PT da Bahia. A conversa consta em relatório da PF (Polícia Federal) enviado ao Supremo Tribunal Federal. O documento detalha a investigação sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA). Nesta 5ª feira (30.jul.2026), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornou pública a investigação. Leia a íntegra da decisão que autorizou o monitoramento do celular do senador (PDF – 19 MB). Em 22 de maio de 2024, Vorcaro disse a Faria que ACM Neto (União Brasil-BA) havia ido à sua casa e lhe dado “apoio total”. Em seguida, Faria lhe respondeu: “Agora é aproximar o PT da Bahia”. O documento não esclarece a qual assunto se referia o apoio mencionado por Vorcaro. A mensagem foi inserida no trecho do relatório dedicado à proximidade de Vorcaro com pessoas de influência política na Bahia. A PF usa o diálogo para sustentar que o fundador do Master buscava ampliar seus canais de interlocução no Estado, sobretudo com o PT baiano e Wagner. O documento afirma que a relação “longa e duradoura” de Wagner com Augusto Lima, então sócio de Vorcaro no Master, também aproximou o senador do fundador do banco. ACM Neto é do lado oposto do espectro político. Concorre com o aliado de Wagner, Jerônimo Rodrigues (PT), ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Eis o diálogo entre Faria e Vorcaro: Daniel Vorcaro: “ACM foi lá em casa” Fábio Faria: “Bom demais” Daniel Vorcaro: “Dando apoio total” Fábio Faria: “Ele eh tranquilo” Fábio Faria: “Agora eh aproximar o PT da Bahia” Fábio Faria: “Mas isso não será problema” Fábio Faria: “O ideal eh sair bem” Fábio Faria: “Vai dar tudo certo. Se tiver algo solto a gente fecha em 24h”  A PF afirma que o emprego da expressão “não será problema” pode indicar que o ex-ministro considerava viável ou facilitada a aproximação de Vorcaro com integrantes do PT baiano, com possibilidade de obtenção de apoio, alinhamento institucional ou abertura de canais de interlocução. O relatório, contudo, não identifica eventual providência tomada por Faria nem registra uma resposta de Vorcaro às últimas mensagens. O Poder360 procurou o ex-ministro Fábio Faria, o senador Jaques Wagner e também a assessoria de Augusto Lima, para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito das citações no relatório da PF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. O Poder360 também tentou entrar em contato com ACM Neto, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida. RELATÓRIO DA PF SOBRE WAGNER O diálogo integra uma representação da PF que trata da relação de gestores do antigo Banco Master com Jaques Wagner. Os investigadores afirmam ter reunido indícios de que o senador recebeu vantagens econômicas indevidas de integrantes do grupo e citam, entre outros itens, o uso gratuito de aeronaves, ingressos para shows, um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e pagamentos a uma empresa ligada a familiares do parlamentar. O relatório também afirma que Wagner mantinha relacionamento com Augusto Lima, vínculo que, segundo a PF, aproximou o senador de Vorcaro. A PF diz que, em 2024 e 2025, Wagner recebeu de Lima e Vorcaro, diretamente ou por familiares próximos, “vantagens econômicas diversas” em aparente correlação com sua atuação no Congresso Nacional em assuntos de interesse do Master no Senado.  COMPLIANCE ZERO As apurações sobre as fraudes no Banco Master estão no escopo da Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A 1ª fase prendeu provisoriamente os principais executivos ligados à instituição liquidada pelo BC. Ainda em novembro, o TRF-1 autorizou o uso de tornozeleira eletrônica e o retorno dos investigados para casa. O caso passou a tramitar no STF a partir de dezembro de 2025, sob o comando do ministro Dias Toffoli. Ele autorizou a 2ª fase em janeiro de 2026, mas deixou a relatoria em 12 de fevereiro. André Mendonça assumiu. Vorcaro voltou a ser preso no início de março. Está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele entregou uma proposta de delação premiada, cuja análise por parte do ministro do Supremo deve levar semanas. Eis as fases da operação: 1ª fase (18.nov.2025) – Daniel Vorcaro foi preso pela 1ª vez em 17 de novembro de 2025, um dia antes de a operação ser deflagrada. Ele tentava deixar o Brasil. A ação cumpriu 7 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em 4 Estados e no DF. O ex-banqueiro foi solto em 29 de novembro; 2ª fase (14.jan.2026) – a PF realizou buscas em endereços ligados a Vorcaro. Foram apreendidos carros, relógios e dinheiro. Os valores bloqueados ou sequestrados na ação superaram R$ 5,7 bilhões. Tinha o objetivo de apurar o uso de fundos fraudulentos para maquiar os caixas do Master. Leia as íntegras das decisões que autorizaram a operação; 3ª fase (4.mar.2026) – Vorcaro voltou a ser preso. De acordo com a PF, o ex-banqueiro tinha um grupo que intimidava adversários e pagava propina para 2 funcionários do BC. No mesmo dia, um homem que trabalhava para o fundador do Master tentou se matar enquanto estava sob a custódia da PF – ele morreu em 6 de março. Leia a íntegra da decisão que deu aval à ação; 4ª fase (16.abr.2026) – a operação da PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. É investigado por suspeita de permitir operações sem lastro com o Master. Segundo a Polícia Federal, Costa recebeu propina de Vorcaro em imóveis de luxo. Leia a íntegra da decisão que autorizou a ação; 5ª fase (7.mai.2026) – o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo. A PF cita o pagamento de propina de Vorcaro para o congressista –que negou. O relator do Master no STF, ministro André Mendonça, disse que a relação entre o político e o ex-banqueiro “extrapola a amizade”. Houve o bloqueio

Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha

Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha

Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha Suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio Por Mariana Muniz | O Globo 31/07/2026 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo Brasília – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem, após pedido da Polícia Federal (PF), a abertura de um inquérito para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção. Lulinha, como é conhecido o primogênito do petista, já era alvo de uma investigação que busca esclarecer as fraudes nos descontos de aposentados do INSS. A PF, porém, abriu um novo caminho ao associar possíveis ilícitos na conduta de Lulinha na comercialização de cannabis medicinal a conexões com servidores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. Ele nega qualquer irregularidade, enquanto o presidente afirmou ontem que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”. A informação sobre o inquérito foi publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. Ele teria atuado com Roberta Luchsinger — dona de uma consultoria especializada em fazer a ponte entre empresários e órgãos públicos —, além do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, para favorecer interessados na comercialização do canabidiol, substância natural extraída da planta da maconha com diversas aplicações clínicas. Antunes já tinha longa trajetória no ramo farmacêutico, mas vinha tentando se firmar no mercado por meio da sua empresa, a World Cannabis. Autorizada a pouco mais de dois meses das eleições, a nova investigação mirando Lulinha amplia as dimensões políticas do caso. Instaurada em agosto do ano passado, a CPI do INSS já havia ocasionado uma série de desgastes ao governo ao aprovar uma sucessão de requerimentos de quebra de sigilo e convocação de pessoas ligadas ao escândalo, como Roberta e o próprio Lulinha. Ao longo da investigação, medidas de quebra de sigilo envolvendo pessoas próximas ao filho do presidente também geraram disputas no Supremo. Em março, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal determinada pela CPI em relação a Roberta, por entender que a comissão não apresentou fundamentação individualizada para a medida. Em seguida, a defesa de Lulinha pleiteou a extensão da decisão ao cliente, em deliberação que acabou suspensa após o ministro Gilmar Mendes levar o processo ao plenário físico do STF. Segundo fontes com interlocução no Supremo, movimentações da PF ao avançar nos trabalhos foram criticadas internamente. Ao seguir uma trilha diferente da apuração original relativa ao INSS, a corporação pediu a redistribuição do caso Lulinha, que até então estava sob a relatoria de Mendonça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) anuiu, mas, após sorteio, o inquérito caiu novamente com o magistrado, que autorizou ontem a abertura da investigação. Ponto de partida As apurações tiveram como ponto de partida mensagens e movimentações financeiras identificadas pela PF. A corporação apura pagamentos feitos por firmas ligadas a Antunes a uma empresa de Roberta, além de uma mensagem em que o lobista afirma que uma transferência de R$ 300 mil seria destinada ao “filho do rapaz”. Os agentes tentam esclarecer se a referência dizia respeito a Lulinha. Em depoimento à PF, no entanto, Roberta afirmou que os pagamentos recebidos remuneravam consultorias relacionadas ao mercado de cannabis medicinal e negou ter repassado qualquer valor a Lulinha. Ela também disse que apresentou o filho do presidente ao empresário antes de qualquer suspeita sobre o esquema e que rompeu relações com Antunes após a deflagração da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de desvios de recursos do INSS. Na mesma oitiva, a empresária relatou que Lulinha tinha uma “curiosidade” sobre o assunto em razão de alguns dos seus familiares fazerem tratamento com medicamentos à base de cannabis. Isso teria levado o Careca do INSS a convidar o filho do presidente para uma viagem à Europa, em novembro de 2024, ainda de acordo com a versão dela. Roberta prestou serviços de consultoria a Antunes, recebendo R$ 1,5 milhão em cinco parcelas de R$ 300 mil. Os dados constam da quebra do sigilo fiscal do lobista. O trabalho previa tentar viabilizar um contrato no Ministério da Saúde para disponibilizar medicamentos feitos de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS) — o plano, entretanto, não foi adiante. Um áudio de WhatsApp, obtido pelo GLOBO, mostra Roberta tratando com Antunes sobre maneiras de conseguir um acordo mais vantajoso: — Devido ao cenário de emergência, podemos criar um documento bem robusto pedindo dispensa de licitação. No pedido apresentado a Mendonça, a Polícia Federal solicitou autorização para compartilhar as provas produzidas na Operação Sem Desconto. Uma testemunha relatou, por exemplo, que Roberta seria o elo entre o lobista e o filho de Lula. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. O que dizem os citados Procurada, a defesa de Lulinha alegou que não teve acesso ao pedido da PF e que, sem conhecer os autos, não pode comentar concretamente a investigação. O advogado Guilherme Suguimori Santos afirmou, no entanto, que será preciso esclarecer qual seria a justificativa para a competência do STF e sustentou que a abertura de um novo inquérito, caso confirmada, demonstraria que a Operação Sem Desconto não encontrou qualquer elemento que ligasse Lulinha às fraudes no INSS. Segundo ele, o empresário “nunca teve relação nenhuma com esse escândalo” e uma nova apuração poderia configurar uma “pescaria probatória”. A defesa de Roberta, por sua vez, disse não ter sido informada da instauração do novo inquérito e afirmou que os fatos relacionados aos repasses do INSS e ao eventual desvio de verbas públicas

Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha

Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha

Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) seguem atentos à atuação do ministro André Mendonça no caso que investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, suspeito de tráfico de influência e corrupção. Por Bela Megale | O Globo 31/07/2026 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo A investigação voltou a ganhar novos desdobramentos após a Polícia Federal encaminhar ao STF, nesta semana, pedido para abertura de nova apuração sobre supostos acessos indevidos ao gabinete presidencial. A PF reabriu o inquérito após a descoberta de movimentações associadas a Lulinha, levantando indícios de influência irregular em decisões do governo federal. Originalmente, a relatoria do caso estava concentrada em Mendonça. A PF pediu a redistribuição e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo foi sorteado e caiu novamente com Mendonça, que se tornou o relator da nova investigação. No STF, a avaliação é que o ministro tem atuado com prudência, respeitando os pedidos feitos pela Polícia Federal e PGR. Essa postura é vista como forma de blindagem contra eventuais acusações de uso político do processo com aproximação da campanha eleitoral. — Se Mendonça seguir tomando decisões calçadas em pedidos da PGR e da PF estará bem coberto — resumiu um colega da corte. A movimentação no STF acontece em um contexto delicado e com potencial de trazer impactos para a reeleição do presidente Lula, a depender dos desdobramentos do caso. Notícia anteriorPróxima notícia PGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ministros do STF monitoram atuação de André Mendonça na nova investigação contra Lulinha 31/07/2026 Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026 Déficit nas estatais: quais empresas mais pressionam o governo 02/08/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC 21/07/2026 Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara 23/07/2026 Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra 06/07/2026 PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão 23/07/2026 Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) 06/07/2026

PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco

PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria "aliado" do banco

Mais que ataque pessoal, gesto de Milei revela disputa internacional pela eleição brasileira Em diálogos obtidos pela PF, o senador teria marcado uma reunião com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, para “saber como estão as coisas do banco” e monitorar a proposta que aumentava o limite do Fundo Garantidor de Crédito Por Davi Alencar | CNN Brasil 30/07/2026 O senador Jaques Wagner (PT-BA) • Foto: Carlos Moura/Agência Senado A PF (Polícia Federal) afirma em documento obtido com base no celular de Augusto Ferreira Lima – ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master – que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teve um padrão de “acompanhamento direto” referente à “Emenda Master”. O dispositivo da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 63 de 2023 permitia a ampliação do limite do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para R$ 1 milhão por pessoa física e foi proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), também relacionado com o Master, segundo a própria Polícia Federal. Segundo as investigações, Guilherme Henrique Sodré Martins – conhecido como “Tio Guiga” – era o responsável pelas primeiras interlocuções entre o gabinete do então líder do Governo Lula no Senado e a cúpula do Banco Master. Guiga era descrito como o “melhor amigo” do senador. O contato teria começado em 19 de junho de 2024, quando Guilherme Sodré se apresentou a Daniel Vorcaro. Em 7 de agosto, Guiga teria mandado mensagens pedindo um encontro com o ex-banqueiro para tratar de “um tema importante” que devia “ficar sob sigilo”. Posteriormente, ele informa que o chefe de gabinete de Wagner, “Lucas”, entraria em contato para acertar detalhes. Eles também realizam uma chamada de voz com duração de 3 minutos e 50 segundos. De acordo com a PF, Guiga teria compartilhado o contato pessoal do senador com o recado “boa sorte”. Em relação ao ex-sócio do Master Augusto Lima, a PF afirma que horas após a publicação da emenda o senador e Augusto teriam realizado uma ligação com duração de mais de 9 minutos. Imediatamente após a ligação, Lima encaminhou o link para o conteúdo da emenda, publicado no sistema do Senado Federal. Jaques “aliado” A PF também aponta que Vorcaro percebia Jaques Wagner como um “aliado político” dentro do Congresso Nacional. Em mensagens interceptadas com o jornalista Álvaro Gribel, do Estadão, Vorcaro afirma que “Rui, Jaques, e Alexandre Silveira” são a favor das movimentações do Master. “Tal elemento é de relevante do ponto de vista investigativo, pois indica que o próprio VORCARO percebia o Senador como aliado político em operação de natureza essencialmente regulatória, sujeita a critérios técnicos do Banco Central, sugerindo que o alinhamento do parlamentar transcendia o mero acompanhamento legislativo e alcançava o plano das articulações políticas institucionais”, diz o documento. Em 25 de agosto, Jaques enviou um áudio a Augusto Lima dizendo que “precisava conversar para saber como estavam as coisas do banco”. Dois dias depois, houve mensagens que sugerem a realização de um encontro presencial no gabinete do senador em Brasília. “Bom dia amigo. No caminho. Chego em 15 min. Abraços”, diz a mensagem enviada por Augusto. Na sequência, o mesmo envia novamente o link da emenda Master. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco 30/07/2026 A regra do TSE é clara: punição para vídeo fake de Bolsonaro com IA é cassação de Flávio 27/07/2026 Criminosos usam ônibus como barricadas e interditam pista da Avenida Ayrton Senna, na altura da Gardênia Azul 27/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Consulado dos EUA convoca influenciadores anti-Lula em nova interferência de Trump pró Flávio Bolsonaro nas eleições (VIDEO) Vereadores de Seropédica parecem não ter pressa de votar contas do governo que recebeu parecer contrário do TCE Moradores de Cambuci relatam falta d’água há quase duas semanas Criminosos usam ônibus como barricadas e interditam pista da Avenida Ayrton Senna, na altura da Gardênia Azul Anúncio dos EUA de prorrogar medidas contra Brasil ocorre após pedidos de aliados da família Bolsonaro por mais sanções

Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa

Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa

Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa Senador ainda sugeriu que Augusto Ferreira Lima poderia entrar sem passar pela identificação da Casa; procurado por meio da AGU, Jorge Messias ainda não se manifestou Por Ricardo Corrêa, Aguirre Talento, Pedro Augusto Figueiredo e Hugo Henud | O Estado de S.Paulo 30/07/2026 Jorge Messias teria se encontrado com Augusto Ferreira Lima, por intermediação de Jaques Wagner, indicam mensagens Foto: Wilton Júnior/Estadão SÃO PAULO e BRASÍLIA – Mensagens extraídas do aparelho celular do ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, mostram, segundo a Polícia Federal, tratativas relacionadas à marcação de encontros entre o banqueiro e o senador Jaques Wagner a serem realizados no gabinete do parlamentar. De acordo com a conclusão da PF, “as mensagens analisadas indicam que um desses encontros teria contado com a participação de Messias, possivelmente em referência a Jorge Messias, advogado-geral da União”. Wagner também mostra preocupação com o local do encontro, dizendo que o gabinete seria mais ”discreto” e “protegido”. As mensagens foram tornadas públicas nesta quinta-feira, 30, após o ministro André Mendonça, relator da operação Compliance Zero, derrubar o sigilo das investigações. Procurado por meio da AGU, Jorge Messias ainda não se manifestou. A defesa de Jaques Wagner ainda não se manifestou sobre os documentos. Na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do ex-banqueiro. De acordo com as mensagens, em 19 de abril de 2024, Wagner envia uma mensagem de áudio a Augusto Ferreira Lima questionando se eles podiam se encontrar no gabinete. O ex-banqueiro responde algum tempo depois que não havia visualizado a mensagem em tempo hábil. No dia 28 daquele mês, porém, Augusto Ferreira Lima afirma a Wagner que já estava em Brasília. Durante o dia seguinte, eles conversam por chamada de voz e Wagner envia a seguinte mensagem: “Ô Guga..é.. eu falei com o Messias agora e o presidente infelizmente chamou ele amanhã um pouco por causa dessas confusões.. então ele pediu se poderia ser horário de almoço. Que eu continuo achando que o melhor lugar pra fazer seria no meu gabinete, que é o mais protegido e discreto pra todo mundo.. pra ele é natural tá lá, você já teve várias vezes lá com André.. Então não teria tanta atenção chamada. Até porque eu posso ir lá embaixo, chegar mais ou menos junto com você na hora que for marcada e subo e você não precisa nem passar pela identificação. Então, eu quero ver se pra você dá, porque ele acabou de me avisar e aí eu confirmaria com ele… sei lá.. meio-dia.. Eu tenho CCJ, mas eu espero que meio-dia já tenha terminado e eu posso fazer lá ou na própria liderança do governo, que é mais perto da comissão, é lá embaixo. É até mais fácil de chegar, entendeu? Veja aí e me mande um zap. Abraço.” No dia seguinte, às 11h58, próximo ao horário mencionado no áudio, Augusto Ferreira Lima, enviou mensagem a Jaques Wagner informando que havia chegado. Às 14h03 daquele mesmo dia, cerca de duas horas após o início do encontro que teria contado com a presença de Messias, há registro, no chat entre o ex-banqueiro e o AGU de mensagem automática do WhatsApp avisando que Messias “usa uma duração padrão para mensagens temporárias em novas conversas”, indicando que ele teria adicionado o contato de Augusto Lima naquele momento. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa 30/07/2026 PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco 30/07/2026 A regra do TSE é clara: punição para vídeo fake de Bolsonaro com IA é cassação de Flávio 27/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu MPRJ obtém decisão para que Levy Gasparian inicie elaboração do Plano Diretor Vereadores de Seropédica parecem não ter pressa de votar contas do governo que recebeu parecer contrário do TCE PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco Idoso fica ferido após cair em cratera em Campos

PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master

PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master

PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master Dados estão contidos em relatório que embasou a operação Compliance Zero contra o senador e Augusto Lima Ferreira; defesa de Jaques Wagner ainda não se manifestou; na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do banqueiro Por Aguirre Talento, Pedro Augusto Figueiredo, Hugo Henud e Ricardo Corrêa | O Estado de S.Paulo 30/07/2026 Senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Lima Ferreira | Reprodução BRASÍLIA E SÃO PAULO – Relatório das investigações da Polícia Federal que embasou a operação policial Compliance Zero contra o ex-líder do governo Jaques Wagner apontou a existência de 74 ligações entre o senador e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, também alvo das apurações. De acordo com os documentos tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Wagner e Lima conversaram por cinco horas e trinta minutos nessas ligações. A PF observa que o senador e o banqueiro tinham “nítida preferência” por conversas telefônicas, em vez de mensagens. E que eles chegavam a se falar várias vezes no mesmo dia. Os diálogos compreendem o período de novembro de 2023 a maio de 2025.A defesa de Jaques Wagner ainda não se manifestou. Na ocasião da operação, ele negou ter atuado em favor do banqueiro. Os documentos no processo mostram que Mendonça autorizou a PF a monitorar movimentos de celular de Jaques Wagner após a suspeita de vazamentos. O ministro citou que recebeu um pedido de audiência no seu gabinete no mesmo dia em que operação foi protocolada; defesa dele ainda não se manifestou. A investigação da PF apura pagamentos de propina do Banco Master para Jaques Wagner e aponta que a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador usou o mesmo esquema da aquisição de imóveis de propina para o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. Além disso, a PF identificou que o dono do Master, Daniel Vorcaro, marcou encontro com Wagner no Senado, disponibilizou avião “em hangar discreto” para o senador e citou em um diálogo que o senador seria um intermediário para mandar recado a Lula. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF detectou 74 ligações e 5h30 de conversas entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master 30/07/2026 Ala do STF vê tentativa de Moraes, PF e PGR de tirar Lulinha de Mendonça 31/07/2026 Gabinete presidencial, cannabis medicinal e tráfico de influência: entenda a nova investigação da PF contra Lulinha 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ 07/07/2026 Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas 22/07/2026 Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026 Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu 29/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas 16/07/2026

Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner

Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner

Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner Ministro do STF André Mendonça levantou nesta quinta-feira o sigilo das investigações contra o ex-líder do governo Lula no Senado Por Rafael Moraes Moura e Johanns Eller | O Globo 30/07/2026 O senador Jaques Wagner (PT-BA) em março de 2026 — Foto: Cristiano Mariz/O Globo Brasília e Rio – Mensagens e documentos obtidos pela Polícia Federal no bojo das investigações do caso Banco Master apontam que as negociações em torno da compra de um apartamento de luxo para o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, prosseguiram mesmo após a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou na primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. O imóvel de 245 metros quadrados, localizado no empreendimento Poème Horto, no bairro nobre do Horto Florestal, é avaliado no mercado em R$ 2,45 milhões. As informações foram tornadas públicas nesta quinta-feira (30) por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que levantou o sigilo do caso. As tratativas se deram entre o senador, o então braço-direito de Vorcaro no Master, Augusto Lima, e o advogado Daniel Monteiro, tido pelos investigadores como operador financeiro das vantagens pagas pelo então banqueiro a autoridades. O apartamento foi adquirido pelo sócio do Master através de uma cadeia de fundos de investimentos ligados ao banco, à gestora Reag, parceira de negócios de Vorcaro controlada na época por João Carlos Mansur, a Daniel Monteiro e seu irmão, David, e a outro investigado chamado Valério Marega Júnior, gestor da WNT. De acordo com o relatório da PF, Valério e Daniel Monteiro “são comprovadamente operadores financeiros dos gestores do Master, especializados na criação de estruturas financeiras, usualmente via fundos de investimentos, para ocultar transações ilícitas”. Além de manter uma negociação já em si considerada suspeita, ambos tomaram providências para manter o sigilo da operação e impedir o acesso de investigadores a informações sobre a negociação, segundo o relatório da PF. “Documentos extraídos dos dispositivos analisados demonstram que, mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, as tratativas sobre o imóvel prosseguiram por intermédio de Guilherme Sodré, Davi Lopes Monteiro e Daniel Lopes Monteiro, em novas manobras contratuais executadas com o propósito de evitar a descoberta do negócio ilícito pelos investigadores.” Para os investigadores da Polícia Federal, a operação dos irmãos Monteiro para omitir a conexão do Poème Horto com Wagner repete o modus operandi executado por Daniel para ocultar a entrega de apartamentos na forma de propina para o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. “Observa-se aparente intenção de dissociar a real titularidade do imóvel, circunstância evidenciada pela forma como as tratativas foram conduzidas e pela atuação de terceiros na interlocução e formalização dos documentos relacionados ao bem”, frisa a PF. Como mostramos no blog em abril, o advogado e Vorcaro mobilizaram fundos geridos pela Reag para ocultar os repasses de seis apartamentos de luxo em São Paulo e Brasília para o dirigente do banco de Brasília. A operação foi interrompida a mando do então dono do Master após o Ministério Público Federal instaurar um inquérito para apurar irregularidades na compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB. A equipe da coluna procurou a assessoria de Jaques Wagner, mas ainda não obteve resposta. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nem prisão de Vorcaro barrou negociação de imóvel de R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner 30/07/2026 Déficit nas estatais: quais empresas mais pressionam o governo 02/08/2026 Ex-ministro de Bolsonaro sugeriu a Vorcaro aproximação com PT da Bahia 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF 15/07/2026 Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto 08/07/2026 Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro 16/07/2026 Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar 15/07/2026

Vídeo com IA de Bolsonaro leva à demissão de marqueteiros de Flávio

Vídeo com IA de Bolsonaro leva à demissão de marqueteiros de Flávio

Vídeo com IA de Bolsonaro leva à demissão de marqueteiros de Flávio Esta é a segunda vez que a campanha presidencial do PL troca os responsáveis pela comunicação Por Marcelo Hailer | Fórum 30/07/2026 Flavio Bolsonaro – O senador Flávio Bolsonaro – Imagem: Frame de vídeos das redes A direção da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu demitir Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer, responsáveis pela comunicação do senador. A saída dos marqueteiros ocorre após a polêmica envolvendo um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava uma mensagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. A peça chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pode resultar em algum tipo de punição a Flávio Bolsonaro por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) acusa a campanha do senador de burlar uma regra eleitoral e também uma medida cautelar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, proibido de utilizar meios de comunicação, inclusive por intermédio de terceiros. Em comunicado, o PL informou que a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro passará a ser comandada pelo publicitário Duda Lima. Esta é a segunda vez que a campanha de Flávio Bolsonaro troca a comando da comunicação. A primeira ocorreu na eclosão do escândalo do filme “Dark Horse”. Confira abaixo a íntegra da nota: “NOTA A campanha de Flávio Bolsonaro agradece e reconhece o excepcional trabalho desempenhado por Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Suas contribuições foram importantíssimas e valiosas nessa etapa e marcaram um momento estratégico desta caminhada. Desejamos a Oltramari e a Fischer que continuem colaborando para o aperfeiçoamento de nossa democracia, com toda a sua competência e profissionalismo. Informamos que o publicitário Duda Lima foi convidado para comandar a área de comunicação da campanha. Rogério MarinhoSenador da República e coordenador geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro São Paulo, 30 de julho de 2026″ Defesa de Bolsonaro diz ao STF que ex-presidente não autorizou vídeo de IA exibido em convenção do PL A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta quarta-feira (29) uma petição no Supremo Tribunal Federal negando que ele tenha autorizado o uso de sua imagem e voz em vídeo produzido por inteligência artificial e exibido na convenção do PL no último sábado (25), evento que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. O documento foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal do ex-presidente, em resposta a um pedido de esclarecimentos feito pelo magistrado. A defesa argumenta que as restrições de visitas impostas a Bolsonaro tornaram impossível qualquer contato para autorizar a produção do vídeo. Defesa de Bolsonaro nega autorização para vídeo de IA A defesa de Jair Bolsonaro protocolou petição no STF nesta quarta-feira (29) informando ao ministro Alexandre de Moraes que o ex-presidente “não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão”. O documento é uma resposta direta a um pedido de esclarecimentos feito por Moraes, que atua como relator da execução penal do ex-presidente. A petição é assinada pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser, Saulo Lopes Segall e Gabriel Domingues, além do próprio senador Flávio Bolsonaro, que também integra a equipe de defesa do pai na condição de advogado. A estratégia da defesa é desvincular Bolsonaro de qualquer responsabilidade sobre o conteúdo gerado por IA, transferindo a questão para o terreno da ausência de autorização formal. O vídeo e as restrições de visitas O vídeo em questão foi reproduzido durante a convenção do PL realizada no último sábado (25), ocasião em que o partido oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. No material, a imagem e a voz do ex-presidente foram recriadas por inteligência artificial, tecnologia que permite gerar conteúdo audiovisual sintético a partir de dados de uma pessoa real. Para justificar a ausência de autorização, a defesa recorre às próprias restrições impostas pelo STF: Bolsonaro está com o direito de visitas suspenso por 30 dias, e Flávio Bolsonaro está proibido de visitá-lo por 90 dias. Segundo os advogados, essa situação demonstra objetivamente que não houve contato entre pai e filho para solicitar qualquer autorização para a produção do vídeo. O argumento transforma a medida restritiva do tribunal em peça da própria defesa, ao mesmo tempo em que deixa em aberto a questão de quem, afinal, encomendou e produziu o conteúdo exibido no evento do partido. Argumentos da defesa sobre uso da imagem pública Além da alegação de impossibilidade de contato, a defesa apresenta um argumento de ordem histórica para contextualizar o episódio. Segundo o documento, “ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito”. Ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito. Os advogados sustentam que esse uso decorre da relação de confiança entre pai e filhos e da natureza pública da imagem de Bolsonaro, pedindo que os esclarecimentos sejam considerados para o regular prosseguimento da execução penal. O argumento, porém, equipara o uso de fotografias e discursos já existentes à criação de conteúdo sintético por inteligência artificial, tecnologia que coloca questões distintas sobre identidade, consentimento e autoria. A petição não esclarece quem produziu o vídeo nem com qual finalidade, lacunas que o pedido de esclarecimentos de Moraes provavelmente buscava preencher. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vídeo com IA de Bolsonaro leva à demissão de marqueteiros de Flávio 30/07/2026 Flávio Bolsonaro entra na mira da PF por suspeita de usar mandato para

Flávio Bolsonaro entra na mira da PF por suspeita de usar mandato para favorecer o Master

Flávio Bolsonaro entra na mira da PF por suspeita de usar mandato para favorecer o Master

Flávio Bolsonaro entra na mira da PF por suspeita de usar mandato para favorecer o Master Representação aponta atuação “ativa e persistente” do senador em defesa de regra que reduziu a responsabilidade ambiental dos bancos e pede cruzamento de dados com investigações sobre Daniel Vorcaro Por Ivan Longo | Fórum 30/07/2026 Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro – Foto: Reprodução/Redes Sociais e Divulgação Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionaram a Polícia Federal (PF) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por uma possível atuação parlamentar destinada a beneficiar o Banco Master, então controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, que está preso. Protocolada nesta quinta-feira (30), a representação pede que os novos fatos sejam incorporados às investigações já existentes sobre as relações financeiras e pessoais entre Flávio e Vorcaro, incluindo o caso do filme Dark Horse e uma notícia-crime relacionada a notas fiscais emitidas pelo escritório de advocacia do senador. No centro da denúncia, baseada em uma matéria jornalística do site ICL Notícias, está a participação de Flávio Bolsonaro na aprovação do artigo 58 da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O dispositivo restringiu a possibilidade de responsabilização de bancos por danos ambientais provocados por empreendimentos financiados pelas próprias instituições. Segundo os deputados, o senador atuou em diferentes momentos da tramitação da medida justamente quando mantinha relações com Vorcaro e quando o Banco Master possuía investimentos e operações em setores dependentes de licenciamento ambiental, como mineração, minerais críticos e créditos de carbono. Atuação “ativa e persistente” A representação reconstrói três momentos da participação de Flávio Bolsonaro na aprovação da regra. Em maio de 2025, ele votou favoravelmente ao projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que já continha o artigo 58. Depois de o dispositivo ser vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio apresentou, em agosto daquele ano, ao menos três emendas à Medida Provisória 1.308/2025. Uma delas buscava incluir um artigo denominado “58-A”, recuperando em outra proposta legislativa parte do conteúdo vetado. Em 27 de novembro de 2025, o senador também votou pela derrubada do veto presidencial, permitindo que a regra entrasse definitivamente em vigor. A votação ocorreu nove dias depois de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master. Para os deputados, a sequência demonstra que não se tratou apenas de um voto em meio a uma pauta extensa, mas de uma “iniciativa legislativa própria, ativa e persistente, dirigida especificamente à recomposição do benefício normativo ao setor financeiro”. O artigo 58 determina que os bancos exijam a licença ambiental no momento da concessão do financiamento, mas afasta o dever das instituições de acompanhar posteriormente a regularidade ambiental dos projetos. A responsabilização do financiador também passa a ser subsidiária e limitada à proporção de sua eventual contribuição para o dano. Relação com os negócios do Banco Master Na representação, Lindbergh e Rogério afirmam que o Banco Master mantinha exposição financeira justamente a atividades beneficiadas pela mudança. Entre os exemplos citados está um financiamento de R$ 152,9 milhões concedido à empresa 3D Minerals, ligada ao setor de minerais críticos, e posteriormente transferido ao Banco de Brasília (BRB). O documento também menciona a presença de empresas e pessoas do entorno de Vorcaro em negócios relacionados à mineração e aos créditos de carbono. Segundo os parlamentares, a redução dos riscos ambientais poderia diminuir custos e aumentar o valor das carteiras e dos ativos do conglomerado. “A possibilidade de que a atuação parlamentar em favor do artigo 58 integre o mesmo conjunto de utilidades trocadas entre o senador e o banqueiro” precisa ser investigada, sustenta a petição. Os deputados relacionam o episódio a outras apurações envolvendo Flávio e Vorcaro. Uma delas trata do financiamento do filme Dark Horse, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, para o qual o senador teria solicitado aportes milionários ao empresário. Outra investigação envolve a emissão, em abril de 2025, de R$ 1,5 milhão em notas fiscais por um escritório ligado a Flávio para empresas associadas ao entorno de Vorcaro. Parte dos documentos teria sido cancelada no mesmo dia. A representação não afirma que os crimes estejam comprovados, mas pede que a PF apure se os votos e as emendas apresentados por Flávio possuem relação com vantagens financeiras investigadas em outros procedimentos, o que poderia configurar, em tese, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O que os deputados pedem à PF Entre as diligências solicitadas estão perícias nos arquivos eletrônicos das emendas apresentadas por Flávio Bolsonaro, incluindo a análise de metadados para identificar quem criou ou editou os documentos. Os deputados querem que esse material seja comparado com mensagens e documentos apreendidos na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro no conglomerado Master. A representação também pede o cruzamento da cronologia das votações com dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos já obtidos nas investigações. O objetivo é verificar possíveis contatos entre Flávio, Vorcaro e pessoas ligadas ao banqueiro antes dos votos e da apresentação das emendas. Lindbergh e Rogério sugerem ainda que sejam ouvidos Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel — cunhado do banqueiro — e o responsável pela liquidação do Banco Master. Como Flávio exerce mandato de senador e possui foro por prerrogativa de função, os deputados pedem que a Polícia Federal também comunique os fatos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterDeputado FederalMedida Provisória MPPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro entra na mira da PF por suspeita de usar mandato para favorecer o Master 30/07/2026 Contador de Flávio Bolsonaro, ligado ao Careca do INSS, está preso por fraudes em aposentadorias 30/07/2026 Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa 30/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça determina medidas para auxiliar na recuperação de valores do Rioprevidência

Contador de Flávio Bolsonaro, ligado ao Careca do INSS, está preso por fraudes em aposentadorias

Contador de Flávio Bolsonaro, ligado ao Careca do INSS, está preso por fraudes em aposentadorias

Contador de Flávio Bolsonaro, ligado ao Careca do INSS, está preso por fraudes em aposentadorias Contador ligado ao escritório de Flávio Bolsonaro está preso desde dezembro e teve declarações de clientes consideradas irregulares pelo CRC-DF Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 30/07/2026 Flávio Bolsonaro em ato de campanha (Vitor Salles / Divulgação) O contador do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está preso desde dezembro de 2025 no caso dos descontos ilegais em benefícios do INSS e foi alvo de duas fiscalizações do Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal (CRC-DF). Em uma delas, o órgão apontou irregularidades em dez de 21 declarações emitidas pelo profissional. Alexandre Caetano dos Reis é dono da Voga Serviços Contábeis, empresa responsável pela contabilidade da banca de Flávio Bolsonaro. A irmã dele, Letícia Caetano dos Reis, administra o escritório de advocacia do senador. As informações foram reveladas pela colunista Natália Portinari, do UOL. Caetano dos Reis foi preso por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação sobre descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. O contador também era responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial, principal empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A relação entre o núcleo investigado e o escritório de Flávio Bolsonaro já havia sido detalhada pela Revista Fórum. Contador de Flávio teve dez declarações consideradas irregulares A primeira notificação do CRC-DF contra Alexandre Caetano dos Reis ocorreu em julho de 2018. O conselho pediu à Voga Serviços Contábeis uma relação de clientes com CNPJ, regime de tributação e data de início de cada contrato. A empresa conseguiu uma liminar para impedir a entrega das informações. Em 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o contador não era obrigado a fornecer os dados solicitados naquela fiscalização. Uma segunda apuração, aberta em 2019, analisou 21 Declarações Comprobatórias de Percepção de Rendimentos, conhecidas como Decores. O CRC-DF encontrou irregularidades em dez documentos emitidos pelo escritório. Segundo a análise do conselho citada pela reportagem, o contador deixou de observar disposições legais na elaboração das declarações. Os documentos teriam sido preenchidos de forma incompleta, o que levantou dúvidas sobre a consistência das informações apresentadas. As Decores são emitidas por profissionais de contabilidade para comprovar rendimentos, especialmente de trabalhadores autônomos. Os documentos podem ser usados na contratação de empréstimos e na participação em licitações. Nesse segundo processo, a Justiça reconheceu o direito do CRC-DF de exigir os dados. A defesa recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas o recurso foi negado em junho de 2026. Prisão no caso do INSS e ligação com o Careca A decisão que determinou a prisão afirma, segundo o UOL, que Caetano dos Reis teria exercido papel central na ocultação de patrimônio e na internacionalização do esquema investigado. Uma das operações envolveria uma empresa mantida com o Careca do INSS nas Ilhas Virgens Britânicas. A ligação chegou à CPMI do INSS, que recebeu pedidos de convocação de Letícia Caetano dos Reis por causa do elo entre o escritório de Flávio Bolsonaro e o núcleo do Careca do INSS. A Fórum mostrou que Flávio Bolsonaro também foi alvo de um pedido de convocação na comissão. O relatório final elaborado por parlamentares governistas na CPMI apontou que a Voga Serviços Contábeis teria atuado para facilitar uma suposta lavagem de dinheiro e o desvio de recursos retirados de aposentados por associações investigadas. O documento também propôs o indiciamento de Flávio Bolsonaro por formação de organização criminosa. A conclusão e os vínculos citados pelos parlamentares foram detalhados em reportagem da Fórum sobre o relatório encaminhado à Polícia Federal. Em depoimento à Polícia Federal, Caetano dos Reis negou participação nas movimentações financeiras. Ele afirmou que atuava apenas como contador e que nunca teve acesso às contas bancárias das empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes. Voga aparece na contabilidade de nota de R$ 500 mil A ligação da Voga com o escritório de Flávio Bolsonaro aparece em uma nota fiscal de R$ 500 mil, emitida em abril de 2025 por supostos serviços de assessoria jurídica prestados à Contábil Corrêa, de São Caetano do Sul, no ABC paulista. O documento apresenta um endereço de e-mail da Voga como contato da contabilidade da banca de Flávio. A Fórum revelou que o escritório do senador teve apenas dois clientes e quase não mantinha atividade operacional. A Contábil Corrêa pertence a Rogério Lourenço Novo, também apontado como dono da Copenhaguen, empresa instalada no mesmo endereço e que recebeu R$ 58 milhões do Banco Master. O advogado de Caetano dos Reis, Willer Tomaz, mantém relação próxima com Flávio Bolsonaro. Os dois viajaram juntos aos Estados Unidos em 2025, segundo a publicação. Outro vínculo envolve Rodrigo Martins Corrêa, sócio de Caetano dos Reis na Voga Serviços Contábeis. Ele é funcionário da DJ Agropecuária, fazenda do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que foi alvo de uma fase da Operação Sem Desconto. Flávio Bolsonaro foi procurado pelo UOL por meio de sua assessoria de imprensa, mas não respondeu. A defesa de Alexandre Caetano dos Reis também não se manifestou sobre as fiscalizações. O CRC-DF informou que não comenta casos concretos ainda em andamento, para preservar o devido processo legal, a ampla defesa e o sigilo dos procedimentos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoFraudes no INSSPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPolícia Federal PFSão Caetano do Sul SPSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de JustiçaTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Contador de Flávio Bolsonaro, ligado ao Careca do INSS, está preso por fraudes em aposentadorias 30/07/2026 Wagner articulou encontro ‘discreto e protegido’ de Messias com ex-sócio do Master, mostra conversa 30/07/2026 PF: Jaques acompanhou avanço da emenda Master e seria “aliado” do banco 30/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça determina medidas para auxiliar na recuperação de valores do Rioprevidência pelo RJ em caso envolvendo a Master Deputado revela ajuda israelense em projeto que

Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível

Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível

Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível Despacho obriga ex-presidente a dizer se autorizou vídeo produzido por inteligência artificial; qualquer uma das respostas abre uma frente de risco jurídico para o clã Bolsonaro Por Ivan Longo | Fórum 29/07/2026 Flávio e Jair Bolsonaro – Foto: EVARISTO SA / AFP O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou Jair e Flávio Bolsonaro diante de um impasse jurídico que pode atingir tanto a liberdade do ex-presidente quanto a candidatura do senador ao Palácio do Planalto. Em despacho publicado nesta terça-feira (28), Moraes deu 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se ele autorizou o uso de sua imagem e de sua voz em um vídeo produzido por inteligência artificial e exibido durante a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O despacho estabelece duas hipóteses e deixa claro que ambas podem trazer consequências graves para a família Bolsonaro. Se Jair admitir que concordou com o vídeo, poderá ser acusado de violar novamente as condições da prisão domiciliar e voltar ao regime fechado. Caso negue, Flávio Bolsonaro e o PL poderão responder por desrespeito à ordem judicial e pelo uso eleitoral de uma possível deepfake. Neste segundo cenário, o próprio despacho aponta que a conduta pode configurar uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político e econômico. Uma eventual condenação na Justiça Eleitoral pode resultar na cassação do registro ou do mandato e na inelegibilidade dos envolvidos. Se autorizou, Bolsonaro pode voltar ao regime fechado O vídeo foi exibido no sábado (25), na Arena Pacaembu, em São Paulo, durante o evento que lançou oficialmente Flávio Bolsonaro como candidato do PL à presidência da República. Na gravação, uma reprodução digital de Jair Bolsonaro afirma estar “preso e calado”, ataca a decisão judicial e pede apoio à candidatura do filho. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses e está em prisão domiciliar humanitária. Entre as restrições impostas pelo STF está a proibição de divulgar manifestações de caráter político-eleitoral, direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros e independentemente do meio utilizado. No despacho, Moraes ressalta que todas as medidas cautelares continuam integralmente em vigor. Segundo o ministro, uma eventual concordância de Bolsonaro com o vídeo representaria uma “nova e grave transgressão” à decisão judicial, ocorrida poucos dias depois de outra punição. Nesse caso, a autorização para a utilização da imagem e da voz do ex-presidente poderia ser interpretada como uma tentativa de participar da campanha eleitoral por intermédio de uma representação digital. Moraes afirma que a violação poderia provocar a “imediata reavaliação” do benefício concedido e resultar na reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado. A advertência ganha peso porque Bolsonaro já foi punido recentemente por utilizar o filho como intermediário político. Depois que Flávio divulgou uma carta escrita pelo pai, Moraes considerou que houve descumprimento das restrições e proibiu o senador de visitar o ex-presidente por 90 dias. Confira o trecho do despacho: Trecho do despacho de Alexandre de Moraes Se negar autorização, problema passa para Flávio e o PL A segunda hipótese apresentada pelo ministro pode produzir consequências diretas para a campanha presidencial do PL. Caso Jair Bolsonaro negue ter autorizado o vídeo, Moraes afirma que Flávio Bolsonaro e o partido poderão ter desrespeitado a ordem judicial ao utilizar a imagem e a voz do ex-presidente para realizar uma manifestação político-eleitoral. Além disso, a conduta poderá ser enquadrada como deepfake, prática expressamente proibida pelas normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O artigo 9º-C da resolução do TSE sobre propaganda eleitoral proíbe o uso de conteúdo sintético em áudio ou vídeo para favorecer ou prejudicar uma candidatura quando houver criação, substituição ou alteração da imagem ou da voz de uma pessoa. A vedação vale “ainda que mediante autorização”. Isso significa que a simples identificação do material como produzido por inteligência artificial não elimina necessariamente a irregularidade. Uma coisa é utilizar recursos de IA com a devida rotulagem; outra é criar uma versão artificial de uma pessoa real para transmitir uma manifestação de apoio eleitoral. No entendimento exposto por Moraes, se a imagem tiver sido usada sem o consentimento de Jair Bolsonaro, o vídeo poderá ter transmitido artificialmente ao eleitorado a impressão de que o ex-presidente participa da campanha, apesar de estar com os direitos políticos suspensos e submetido a uma ordem que impede manifestações eleitorais. O caso poderia, portanto, ser investigado como desinformação eleitoral produzida por meio de conteúdo sintético manipulado. Abuso eleitoral pode levar à inelegibilidade Moraes também destacou que as regras aprovadas para as eleições de 2026 endureceram o combate ao uso irregular da inteligência artificial. Segundo o despacho, a utilização dessas tecnologias para divulgar conteúdo eleitoral irregular pode configurar uso indevido dos meios de comunicação social e, dependendo das circunstâncias, evidenciar abuso do poder político e econômico. A legislação estabelece que, caso uma ação por abuso seja julgada procedente, a Justiça Eleitoral poderá declarar a inelegibilidade do responsável e daqueles que tenham contribuído para a prática, além de cassar o registro ou o diploma do candidato beneficiado. A sanção de inelegibilidade pode alcançar as eleições realizadas nos oito anos seguintes ao pleito em que ocorreu o abuso. A negativa de Jair Bolsonaro, portanto, não tornaria Flávio automaticamente inelegível. Seriam necessárias investigação, apresentação de provas, direito de defesa e uma decisão da Justiça Eleitoral. Mas o despacho de Moraes abre explicitamente esse caminho ao relacionar o vídeo à possível prática de abuso eleitoral e uso indevido dos meios de comunicação. As normas do TSE também preveem que o descumprimento da proibição às deepfakes pode acarretar cassação do registro ou do mandato. Para reforçar seu entendimento, Moraes citou um julgamento do TSE de maio de 2026. Na ocasião, foi mantida uma multa de R$ 15 mil contra um candidato a prefeito de Fortaleza que divulgou no TikTok um vídeo manipulado por inteligência artificial, criando a falsa impressão de que personalidades públicas internacionais apoiavam sua candidatura. Despacho fecha as duas rotas do bolsonarismo O significado político

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