# Politicaria Brasileira > As consequências do seu voto ## Posts - [CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/ceo-do-brb-preso-financiou-parte-dos-r-59-milhoes-para-mansao-de-flavio-bolsonaro/): CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Operação aprovada durante a gestão de Paulo Henrique Costa financiou parte da compra da mansão do filho de Jair Bolsonaro no Lago Sul, área nobre de Brasília Por Julinho Bittencourt | Revista Fórum 16/04/2026 O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 16, na quarta fase da Operação Compliance Zero. Foi ele quem deu o aval para o financiamento de R$ 5,9 milhões para a compra da mansão de Flávio Bolsonaro (PL) no Lago Sul, área nobre de Brasília. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos em negócios com o Banco Master. A operação também prendeu o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável jurídico pelas negociações. A PF cumpre dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os alvos respondem por crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Costa chegou ao comando do BRB em 2019, indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), e desde então ocupou posição estratégica no sistema financeiro do Distrito Federal. Durante sua passagem pelo cargo, o banco ampliou sua relevância institucional e ganhou protagonismo político. Esse ciclo, porém, começou a ruir quando a Operação Compliance Zero passou a apurar suspeitas de fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master. A partir daí, a gestão do executivo passou a ser revisitada em busca de decisões que possam ter extrapolado critérios técnicos e atendido interesses específicos. Condições vantajosas Foi nesse contexto que reapareceu o financiamento concedido a Flávio Bolsonaro em 2021. Naquele ano, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para a compra de uma mansão avaliada em R$ 5,97 milhões no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, uma das áreas mais valorizadas de Brasília. O imóvel, com cerca de 2.400 metros quadrados, foi financiado com juros entre 3,65% e 3,71% ao ano, além da correção pelo IPCA. Embora o banco tenha sustentado que a operação seguiu padrões de mercado, o crédito chamou atenção pela combinação entre condições vantajosas, perfil do comprador e necessidade de aprovação da cúpula da instituição. O peso político do caso não era pequeno. O negócio precisou passar pela diretoria colegiada presidida por Costa, o que vinculou diretamente o então chefe do BRB à operação. Naquele momento, o executivo era visto como um nome em ascensão e chegou a ser cogitado para ocupar uma vice-presidência no Banco do Brasil. A hipótese, contudo, acabou esvaziada diante do receio de que a repercussão negativa da compra da mansão contaminasse uma eventual promoção dentro do sistema financeiro federal. Queiroz e as rachadinhas Ao redor desse episódio, reaparece também um personagem incontornável das investigações sobre o patrimônio da família Bolsonaro: Fabrício Queiroz. Ex-policial militar e amigo antigo de Jair Bolsonaro, Queiroz foi apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. De acordo com os promotores, ele coordenava a arrecadação de valores desviados de assessores, formando um caixa em espécie que abasteceria despesas pessoais e operações patrimoniais. A suspeita dos investigadores é que esse fluxo de dinheiro em espécie tenha alimentado um modelo de transações imobiliárias montado para transformar recursos de origem ilícita em ganhos aparentemente legítimos. Segundo essa linha de apuração, imóveis eram adquiridos por valores inferiores aos reais nas escrituras, com a diferença sendo quitada por fora, em dinheiro vivo, e depois revendidos por preços de mercado. Dessa forma, Flávio Bolsonaro teria acumulado lucros formais expressivos entre 2010 e 2017 com a compra e a venda de 19 salas e apartamentos. A leitura do Ministério Público era a de que se tratava de uma forma de dar aparência regular a recursos provenientes da rachadinha. Hoje, Queiroz ocupa a função de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema, no Rio de Janeiro, cargo para o qual foi nomeado em janeiro de 2025 pela prefeita Lucimar Vidal (PL). Quitação acelerada O caso da mansão voltou a provocar questionamentos em julho de 2024, quando Flávio Bolsonaro quitou o saldo devedor do imóvel de maneira acelerada. Foram R$ 3,4 milhões pagos em seis aportes extraordinários, em valores que chegaram a R$ 997 mil em uma única parcela. A quitação ocorreu depois de o Supremo Tribunal Federal consolidar decisões que anularam provas do caso das rachadinhas por questões processuais. O senador afirma que os recursos vieram de sua antiga franquia de chocolates e de sua renda, mas a rapidez e a robustez dos pagamentos seguiram cercadas de dúvidas. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBanco de Brasília BRBBanco do BrasilBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitaRegião do Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-denuncia-10-pms-do-bope-por-invasao-de-casas-e-uso-irregular-de-cameras-na-mare-grupo-abriu-geladeira-e-dormiu-em-sofa/): MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Segundo o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025 e são acusados de descumprir missão e de ocultar imagens. Por Luana Alves e Márcia Brasil | RJ1 16/04/2026 Agente sem camisa tinha acabado de usar o banheiro — Foto: Reprodução/TV Globo O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por violação de domicílio, descumprimento de missão e recusa de obediência durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. De acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial. Segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os denunciados Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento.   O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Gravação com ‘tela preta’ As investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação. Por isso, o MPRJ os denunciou por recusa de obediência. Mesmo assim, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou 2 denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de 7 episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça Militar. Ao agir dessa forma, - [As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master](https://politicariabrasileira.blog.br/as-comprometedoras-mensagens-de-paulo-roberto-costa-e-daniel-vorcaro-no-caso-master/): As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master Troca de conversas sobre imóveis de luxo e apoio a Ibaneis comprometem ex-presidente do BRB Por Yuri Ferreira | Revista Fórum 16/04/2026 Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB – Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa (Repodução e Agência Brasília) Trocas de mensagens entre o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam negociações que, segundo a Polícia Federal (PF), apontam para um esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em imóveis de luxo. O conteúdo integra o inquérito da quarta fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Paulo Henrique nesta quinta-feira (16). Nas mensagens, o ex-banqueiro trata abertamente da expectativa por imóveis de alto padrão em São Paulo com  Vorcaro. Em um dos trechos, Paulo Henrique faz referência direta ao cálculo do valor combinado: “Fiz as contas para chegar no valor que combinamos. Dependendo dos valores finais, sairia o Casa Lafer, que está no contrapiso. Apagando algumas mensagens.” Em outra troca, o ex-presidente do BRB cobra avanço nas negociações imobiliárias. “Amigo, pessoal esperando seu de acordo sobre os imóveis de São Paulo. Pode ajudar?”, escreveu. Vorcaro respondeu afirmando ter “dado carta branca” de sua parte e questionou onde o processo estaria travado. A decisão judicial que embasou as prisões descreve um episódio em que Vorcaro teria instruído diretamente uma corretora a garantir a satisfação do parceiro durante a visita aos imóveis: “Preciso dele feliz. Reverte isso aí.” As mensagens também registram o alinhamento inicial entre os dois. Em uma das primeiras trocas, Paulo Henrique menciona o contexto político das negociações: “O Governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas.” Vorcaro respondeu de forma sucinta, confirmando entendimento e prometendo tratar os detalhes com sua equipe. Em outro diálogo, Vorcaro reforça a natureza contínua da parceria: “Temos um negócio de continuidade e centenas de ajustes ao longo da trajetória.” Paulo Henrique reafirmou o compromisso: “Estou com vc. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver.” Segundo as investigações, Paulo Henrique atuava como “mandatário” de Vorcaro no BRB e, em contrapartida, receberia imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. No período apurado, o BRB teria adquirido carteiras de crédito do Master apontadas como fraudulentas, estimadas em R$ 12,2 bilhões. A estrutura para dissimular os repasses envolveria seis imóveis de alto padrão — quatro em São Paulo e dois em Brasília — e empresas de fachada. O advogado Daniel Monteiro, preso na mesma operação, é apontado como o responsável jurídico pela arquitetura das negociações entre as partes. Em uma conversa com Vorcaro, Monteiro afirma: “O Paulo me procurou para dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele. Disse que vc pediu para ele falar comigo a respeito. Devo dar andamento?”. O banqueiro responde: “Eu pedi isso anteontem. Pra dar foco nisso. Achei que já estava resolvido”. O que diz a defesa de Paulo Henrique Costa “A defesa continua firme na convicção de que Paulo Henrique Costa não praticou crime algum”, disse o advogado Cleber Lopes em entrevista a jornalistas nesta manhã. Ele também negou que seu cliente teria recebido propina, como acusa a PF: “Não considero essa como uma hipótese válida”, disse. “No primeiro momento a defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução, para a aplicação da lei penal. Ele está em liberdade desde a primeira fase da operação, não há notícia de que ele tenha praticado qualquer fato que pudesse atentar contra a instrução criminal, contra a ordem pública, contra a aplicação da lei penal, de maneira que a defesa considera, em um primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária”, declarou o advogado. “Não, se eu estou considerando que é um exagero, eu permaneço como estava antes. Eu continuo convencido, o Paulo Henrique continua convencido, e vamos, como eu disse antes, examinar. Enfim, a defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não praticou crime algum. Vamos aguardar agora a análise do documento, vamos fazer a defesa como temos feito”, pontuou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPolícia Federal PF Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-compliance-zero-ex-presidente-do-brb-paulo-henrique-costa-e-preso-pela-pf/): Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Master sem lastro. Ele teria recebido imóveis de Daniel Vorcaro avaliados em R$ 146 milhões em troca de facilitar negócios com o banco. Por Camila Bomfim, Isabela Camargo, Márcio Falcão, Isabela Leite, Túlio Amâncio, Reynaldo Turollo Jr e Ana Flávia Castro | GloboNews, TV Globo e g1 16/04/2026 Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Ele foi preso em Brasília, segundo informações obtidas pelo blog. De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos sediados na capital federal. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte. A PF informou, em nota, que a operação desta quinta investiga “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. É a primeira vez que a polícia fala em corrupção de agente público do Distrito Federal no âmbito das apurações sobre o Master e o BRB. ➡️ O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra do banco de Daniel Vorcaro (leia mais abaixo). Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, em endereços ligados aos alvos e ao Master. Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia. O outro alvo de mandado de prisão é o advogado do Master Daniel Monteiro. Ele é apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita. Veja quem foram os alvos da operação: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB – alvo de mandado de prisão; Daniel Monteiro, advogado que atua para o Master – alvo de mandado de prisão; Thaisa Menzato, sócia de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão; Arthur Caixeta Nogueira, empresário ligado à gestora de fundos Reag – alvo de mandados de busca e apreensão; Monteiro Rusu, escritório de advocacia – alvo de mandados de busca e apreensão; Hamilton Edward Suaki, cunhado de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão.   O g1 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa e o BRB mas ainda não obteve retorno. A defesa de Daniel Monteiro afirma que “sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica” (veja na íntegra mais abaixo). Quem é Paulo Henrique Costa Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial com a primeira fase da operação. Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. BRB e Master O BRB aparece nas investigações por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação. A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público. Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita. Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A PF ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa. O que dizem os alvos Paulo Henrique Costa A defesa do ex-presidente da instituição diz que considera a prisão “desnecessária” e que vai examinar a decisão para tomar providências. Daniel Monteiro “A defesa de Daniel Monteiro informa que ele foi surpreendido, na data de hoje, com a decisão de prisão. Ressalta que sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional. Daniel está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão integralmente esclarecidos”. Notícia anterior Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF 16/04/2026 Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ 15/04/2026 Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio 15/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio Prefeita de Guapimirim e mais 4 viram réus por suspeita de fraude - [Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-presidente-do-rioprevidencia-diz-a-pf-que-aportes-de-quase-r-1-bilhao-no-master-foram-sugeridos-por-ex-diretor/): Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor Em depoimento à PF, Deivis Marcon Antunes afirmou que o então diretor da autarquia Euchério Rodrigues foi o autor da proposta; ex-presidente nega recebimento de propina e interferência política. Por Octavio Guedes e Marcelo Gomes | GloboNews 16/04/2026 O ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes — Foto: Rioprevidência/Divulgação O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues. Procurado pelo blog, Euchério não se manifestou até a última atualização deste post. Deivis negou, ainda, que sua indicação para presidência da autarquia tenha sido política. O Rioprevidência é o responsável pelo pagamento de 235 mil servidores públicos estaduais aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro. Segundo fontes ouvidas pelo blog, a indicação teria partido de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. O ex-governador Cláudio Castro (PL) disse ao blog não se lembrar quem indicou o nome de Deivis. “Posso ter consultado Rueda, mas não foi ele. Eu tinha 500 indicações”, disse Castro. Em outro trecho do depoimento, o delegado da PF quis saber se Deivis recebeu propina direta, ou indiretamente, pelos investimentos no Master. “Não. Nenhum”, disse o ex-presidente do Rioprevidência. Deivis também explicou tecnicamente o processo do investimento de quase R$ 1 bilhão no Master. “Esse investimento é proposto pela Diretoria de Investimentos. Eu até li uma coisa assim, que o Comitê [de Investimentos] não tinha autorizado… o comitê não autoriza investimentos. A diretoria faz a proposição do investimento, e aí o investimento é feito, e o diretor de investimentos faz o encaminhamento, e eu assino juntamente com ele o investimento”, disse Deivis. Questionado pelo delegado da Polícia Federal (PF) sobre quem era o diretor de investimentos, Deivis respondeu: “O diretor de investimentos na época era o Euchério. Eu cheguei em julho [de 2023] e o Euchério chega em… Se não me engano, em outubro.” O delegado perguntou se foi Euchério quem indicou os investimentos, e Deivis confirmou. O depoimento ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, depois de Deivis ter sido preso na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, no Sul do RJ. Ele tinha retornado dos Estados Unidos pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugou um carro para voltar ao Rio, onde mora. O delegado questionou se Deivis assinou “naquele bloco de assinatura” e Deivis explicou: “É no bloco, né? Os blocos que a gente usa para pagamento de contratos, pagamento de investimentos e demais autorizações. Todas elas são assinadas em bloco, porque senão, só um exemplo, seriam 400, 500, 600 assinaturas num dia, porque é um absurdo, o volume é muito grande. A gente paga, além de todos os contratos, 260 mil aposentadorias e pensões”, respondeu o ex-presidente do Rioprevidência. Mais adiante, o delegado quis saber por que foi escolhido o Banco Master. O ex-presidente argumentou que o Regime Próprio de Previdência Social não tinha como detectar, “com uma equipe formada por nove ou dez pessoas”, problemas que até o Banco Central teve dificultar para identificar. “O Tribunal de Contas, eu lembro que na época, falou assim, tinha que fazer análise reputacional dos sócios. Não era obrigação”, disse Deivis. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaUnião Brasil Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/estradas-precarias-impedem-acesso-a-escola-em-cambuci-no-rj/): Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Problemas atingem zona rural e rodovia RJ-202; veículos atolam e transporte escolar enfrenta dificuldades. Por Diego Varsi | g1 15/04/2026 10:27 Estrada com muita lama em Cambuci, carro ficam presos no lamaçal — Foto: Portal Cruzeiro Notícias A situação das estradas na região de Cambuci, no Noroeste Fluminense, tem preocupado e muito os moradores. Em diferentes pontos do município, as condições precárias das vias vêm causando transtornos, prejuízos e até impedindo o acesso à educação. Na estrada municipal que liga a localidade do Valão do Padre Antônio, o cenário é de abandono. Um caminhão de leite ficou atolado e o ônibus escolar não conseguiu seguir viagem, comprometendo a rotina de estudantes da região. Com isso, alunos deixam de frequentar as aulas, produtores rurais enfrentam prejuízos e moradores acabam isolados por conta da lama e dos buracos ao longo do trajeto. Problemas não se limitam à zona rural Na RJ-202, entre as localidades de Monte Verde e Goiabal, a situação também é considerada crítica por quem depende da rodovia. Motoristas relatam atolamentos frequentes, dificuldades de tráfego e risco constante ao circular pelo trecho, especialmente em períodos de chuva. O transporte escolar também enfrenta obstáculos para operar normalmente, o que reforça a preocupação das famílias. Diante do cenário, moradores cobram uma solução urgente do poder público. Eles pedem intervenções que garantam condições mínimas de trafegabilidade, assegurando o direito de ir e vir e, principalmente, o acesso de crianças e adolescentes à educação. Notícia anterior Cambuci RJNorte e Noroeste Fluminense Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ 15/04/2026 Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio](https://politicariabrasileira.blog.br/criancas-andam-a-pe-em-estrada-de-terra-apos-onibus-escolar-quebrar-em-zona-rural-de-cabo-frio/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Episódio aconteceu menos de uma semana após denúncias de mães sobre más condições do transporte. Por Eliandra Bussinger | g1 15/04/2026 09:27 Alunos quilombolas andando a pé em estrada após ônibus escolar quebrar — Foto: Divulgação Uma turma de crianças da Escola Municipal Agrisa, na zona rural e quilombola de Cabo Frio, na Região dos Lagos, tiveram que descer do ônibus escolar e andar a pé por uma estrada de chão, na manhã desta terça (14). Segundo Regina Severino Soares, presidente do quilombo Espírito Santo, os alunos estavam a caminho da escola após fazerem uma visita educacional na região quando o transporte deu pane elétrica hoje às 11h. O episódio aconteceu menos de uma semana depois das mães denunciarem as condições do ônibus escolar oferecido para as crianças quilombolas e da zona rural da cidade. Desde o início do passeio, Regina conta que o ônibus já dava sinais de defeito e falha mecânica. “Por fora parece um ônibus que está bom, mas a parte elétrica não funciona”, explica. No registro feito por ela na manhã de hoje, as crianças aparecem andando em uma estrada de terra após o ônibus para de funcionar. Ela afirma que as crianças tiveram que aguardar cerca de uma hora e meia até um outro ônibus ser enviado para levá-las à escola. “O ônibus deixou as crianças a pé e estamos retornando com elas para o território para que não fiquem no sol. Esse é o ônibus que Tamoios, segundo distrito de Cabo Frio, tem”, destaca. Em outro relato, Regina pontua que funcionários da escola tiveram que tentar resolver a situação: “Mais uma vez o ônibus escolar deixando os alunos a ver navio dentro do quilombo Espírito Santo. O motorista e o professor estão tentando dar um jeito para levar as crianças para a escola”, ressalta. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Prefeita de Guapimirim e mais 4 viram réus por suspeita de fraude em contratos de Saúde](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeita-de-guapimirim-e-mais-4-viram-reus-por-suspeita-de-fraude-em-contratos-de-saude/): Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Segundo o Ministério Público do Rio, o grupo fraudava licitações de serviços médicos superfaturados. Por Bette Lucchese e Marcelo Gomes | RJ2 14/04/2026 Marina Rocha, prefeita de Guapimirim — Foto: Reprodução/TV Globo A prefeita de Guapimirim, Marina Rocha, virou ré em uma ação de improbidade administrativa junto com um servidor público e outras três pessoas. O grupo é acusado de fraudar licitações de serviços de saúde por meio de uma empresa de fachada. A ação foi movida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), que investiga suspeitas de irregularidades em contratos entre a prefeitura e a empresa Speed Meg. Segundo o órgão, há indícios de um esquema estruturado para direcionar licitações. De acordo com a denúncia, a empresa tornou-se ao longo de muitos anos a principal — e na prática a única — prestadora de exames de média e alta complexidade no município. O documento revela que a Speed Meg presta serviços para o município há pelo menos 10 anos e que há fortes indícios de sobrepreços, causando prejuízo aos cofres públicos. Ainda segundo a investigação, a empresa não possui estrutura própria ou funcionários, utilizando outras duas empresas para executar os serviços que “simulam” o cumprimento de exigências legais. Ainda segundo o MPRJ, pai e filha são apontados como responsáveis pelos negócios. Iram Moreno de Oliveira é ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Guapimirim. Ele foi preso em 2013, acusado de integrar uma quadrilha armada que extorquia dinheiro da prefeitura. Na parte criminal, Iram foi absolvido por falta de provas, mas teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. A filha dele é Mêllanie da Costa Oliveira, também ré por improbidade administrativa. Também respondem à ação Neiva Maurício da Silva Bonfante, ex-funcionária da Comissão de Licitação da prefeitura, e Philipe Gomes Pereira, o servidor público responsável por conduzir as licitações da Speed Meg. De acordo com a denúncia, ele deixou de cumprir deveres essenciais de fiscalização e recebeu depósito realizado pela empresa em sua conta bancária. A Justiça determinou o afastamento dele do cargo. No cargo desde 2020, a prefeita de Guapimirim, Marina Rocha, também é acusada de improbidade administrativa. De acordo com o MPRJ, “mesmo após formal ciência das irregularidades”, a prefeita deixou de adotar providências para suspender a licitação da Speed Meg, que foi contratada reiteradamente. A investigação aponta que um dos últimos editais de licitação não teve ampla publicidade, como exigido por lei, e que, como resultado, houve apenas uma interessada: a Speed Meg. O contrato previa 78 tipos de exames e procedimentos para diagnósticos por imagem, por quase R$ 9 milhões. A Justiça determinou a suspensão das atividades da Speed Meg e deu prazo de três meses para a prefeitura realizar nova contratação de serviços de saúde. Também foi determinado o bloqueio de R$ 8,6 milhões dos cinco réus. O que dizem os investigados A clínica Speed Meg declarou que se encontra à disposição das autoridades judiciais e que nenhum de seus contratos com entes públicos teve superfaturamento. A empresa disse ainda que não recebeu, até o momento, nenhuma comunicação oficial, e por isso vai apresentar a defesa em juízo. O RJ2 pediu um posicionamento aos cinco réus, mas não teve retorno. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/moradores-denunciam-esgoto-a-ceu-aberto-e-obra-inacabada-em-rua-de-itaperuna/): Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Problema persiste após intervenção da prefeitura e causa transtornos como mau cheiro, alagamentos e presença de ratos. Por Diego Varsi | g1 14/04/2026 09:59 Esgoto em Itaperuna — Foto: Narcisa Nicodemos Itaperuna – Moradores da Avenida Eugênio Monteiro de Barros, no bairro Cidade Nova, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, denunciam um problema antigo envolvendo um esgoto a céu aberto ao lado de uma residência. Segundo os moradores, a prefeitura chegou a iniciar uma obra no local para tentar resolver a situação, mas o serviço não foi concluído. De acordo com o relato, faltaram manilhas para finalizar a intervenção, o que fez com que o esgoto continuasse exposto. Com isso, o local já registrou alagamentos, além da presença frequente de ratos e insetos. O mau cheiro também tem incomodado quem vive na região. Os moradores afirmam ainda que já buscaram ajuda junto à prefeitura e a vereadores, mas, até o momento, o problema não foi resolvido. Eles cobram uma solução definitiva para evitar novos transtornos. Em nota, a prefeitura informou que as manilhas foram instaladas anteriormente e que, mais recentemente, a Secretaria Municipal de Obras realizou reparos para dar continuidade à obra, incluindo a colocação de novas estruturas em um trecho mais à frente. Ainda segundo a administração municipal, o local passará por novas avaliações técnicas para identificar as necessidades da área e possibilitar a implantação de uma solução mais duradoura. Até agora, foram instaladas 12 manilhas com 60 centímetros de diâmetro. Notícia anterior Itaperuna RJNorte e Noroeste FluminenseSaneamento Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-deixa-goias-com-10-parentes-no-governo-e-supersalarios-pagos-pelo-estado/): Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Após a Fórum revelar lei que favoreceu o Master, apuração mostra rede familiar de Caiado em cargos e salários que passam de R$ 650 mil por mês Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 13/04/2026 08:04 Ronaldo Caiado (PSD-GO) – Foto: Lula Marques/Agência Brasil Ronaldo Caiado deixou o governo de Goiás no último dia 31 para disputar a Presidência, mas saiu sob novo desgaste político. Um dia após a Fórum revelar que ele alterou uma lei estadual para favorecer operações do Banco Master no crédito consignado, veio à tona que ao menos 10 parentes do ex-governador seguem em cargos comissionados na estrutura estadual. Segundo apuração da Folha, publicada nesta segunda-feira, 13, a folha de pagamento de março reúne 50 pessoas com o sobrenome Caiado no estado. Somadas, as remunerações passam de R$ 650 mil por mês. O grupo inclui aposentados, pensionistas, servidores efetivos, temporários e comissionados. A nova revelação amplia a pressão sobre Caiado em um momento de exposição nacional. O ex-governador tenta se projetar como nome do PSD para a disputa presidencial de 2026, mas passa a enfrentar questionamentos sobre a presença de familiares na máquina pública e sobre a gestão de recursos e interesses privados em seu governo. Parentes em cargos e salários pagos pelo estado A lista citada pela reportagem inclui 10 parentes em postos de livre nomeação, além de três familiares ligados à Organização das Voluntárias de Goiás, a OVG, entidade que mantém parceria com o governo estadual. Entre os nomes mencionados estão primos de Caiado lotados em secretarias e órgãos do estado, além de aliados da família em funções estratégicas. Também aparece na estrutura o secretário de Estado da Retomada, Cesar Augusto de Sotkeviciene Moura, casado com uma prima de Caiado. Na OVG, segundo a reportagem, há ainda parentes por afinidade e familiares ligados ao núcleo da ex-primeira-dama Gracinha Caiado. O caso chama atenção não apenas pelo número de familiares na estrutura pública, mas pelo volume dos vencimentos. A própria reportagem aponta que a diretora-geral da OVG soma remuneração com assentos em conselhos de estatais e empresas públicas, elevando os ganhos mensais a patamar superior ao salário-base do cargo. OVG e repasses milionários A apuração também destaca que o último aditivo firmado para a OVG elevou em 70% o repasse estadual à entidade. O valor passou de R$ 434 milhões no período entre julho de 2024 e junho de 2025 para R$ 738 milhões entre julho de 2025 e junho de 2026. Página oficial de transparência da OVG no governo de Goiás Embora a OVG tenha natureza própria, a vinculação política da entidade ao núcleo do governo reforça o peso da estrutura familiar e de confiança mantida por Caiado mesmo após sua saída formal do cargo. A permanência desse grupo sob Daniel Vilela, que assumiu o comando do estado, tende a manter o ex-governador no centro da crise. Argumento jurídico não afasta desgaste político Caiado afirmou à Folha que as nomeações foram analisadas pela Procuradoria-Geral do Estado e que estariam em conformidade com a Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal, que trata de nepotismo. Pela interpretação mais comum, primos ficam fora da vedação direta prevista para parte dos cargos de confiança. Ainda assim, especialistas ouvidos pela reportagem sustentam que situações desse tipo podem ser questionadas com base em princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa. Na prática, o debate deixa de ser apenas jurídico e passa a atingir o discurso de austeridade e gestão técnica que Caiado tenta sustentar no plano nacional. A sequência dos fatos agrava esse cenário. Primeiro, a Fórum mostrou a mudança legal que beneficiou o Master após reunião com um diretor do banco. Agora, a revelação sobre parentes em cargos e salários bancados pelo estado reforça a percepção de uso político da estrutura pública no entorno de Caiado. Notícia anterior GovernadorPSD Partido Social Democrático Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-usa-video-de-fome-da-epoca-do-governo-bolsonaro-para-atacar-lula/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha O pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) usou o trecho de um vídeo gravado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), para criticar o presidente Lula. Por Ana Paula Bimbati | UOL 12/04/2026 20:09 Vídeo utilizado por Flávio foi gravado em 2021 | Reprodução/Redes sociais No vídeo, Flávio fala sobre o endividamento no Brasil. “Isso significa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água”, diz o senador. O pré-candidato também cita a alta dos juros no país e o impacto do endividamento por bets. Enquanto fala, o vídeo exibe cenas de moradores procurando alimentos dentro de um caminhão de lixo. O UOL verificou que as imagens foram gravadas em outubro de 2021, durante o governo Bolsonaro, e foram divulgadas em uma reportagem do g1 Ceará. As cenas foram gravadas na porta de um supermercado no bairro Cocó, em Fortaleza. A publicação de Flávio cita uma reportagem do Diário de Nordeste de março deste ano. O texto cita uma cena parecida na mesma cidade: “famílias coletam comida em lixo descartado por supermercado em Fortaleza”. Na reportagem, o veículo local apresenta um vídeo gravado por um morador, mas não é o mesmo divulgado pelo pré-candidato. Equipe do senador não respondeu. O UOL perguntou se a assessoria de Flávio quer comentar a respeito da distorção no conteúdo publicado nas redes sociais, mas não teve resposta. O espaço fica aberto para atualizações. Em 2021, o Brasil voltou para o Mapa da Fome depois de mais cinco anos fora. Foi no governo do pai de Flávio que o Brasil registrou mais de 33 milhões de brasileiros passando fome. O número apontava um crescimento de 7,2% em comparação com 2020. No ano passado, o país saiu do mapa, mas a insegurança alimentar ainda atinge 7 milhões de brasileiros. Na pandemia, imagens de brasileiros pegando ossos de bois repercutiram pelo país. Reportagem do UOL de 2021 mostrou a verdadeira “peregrinação” que famílias faziam para buscar doações —entre elas, a oferta de pedaços de ossos por um açougue. Lula e Flávio estão empatados tecnicamente, segundo Datafolha divulgado ontem. O levantamento apontou que o presidente marcou 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 46% do filho de Bolsonaro. No cenário de primeiro turno, também há empates: Lula marcou 39%, já Flávio 35% — a margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-alterou-lei-para-favorecer-master-em-credito-consignado-a-servidores-apos-reuniao-com-diretor-do-banco/): Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Documentos obtidos pela Fórum mostram que diretor do Master sugeriu mudanças ao oferecer o CredCesta, cartão de consignado que tinha Ratinho como garoto-propaganda. Bolsonarista Amauri Ribeiro foi relator do PL, aprovado na assembleia e sancionado por Caiado em 11 dias. Por Plínio Teodoro | Revista Fórum 12/04/2026 12:43 Ronaldo Caiado e Daniel Vorcaro (Lula Marques ABr / Reprodução YouTube) Pré-candidato à Presidência pelo PSD, de Gilberto Kassab, Ronaldo Caiado (PSD-GO) alterou a Lei Estadual nº 16.898, que regulamenta a contratação de empréstimos consignados por servidores ativos e aposentados de Goiás, após uma reunião com o diretor Comercial do Banco Master, Fernando Mascarenhas, em 28 de março de 2023. Após a reunião online com o banco de Daniel Vorcaro, a governadoria, então sob o comando de Caiado, acatou as sugestões feitas pelo Master e enviou um anteprojeto de Lei para aumentar a capacidade de endividamento dos servidores com o crédito consignado e o aumento de 96 para 144 meses do parcelamento da dívida. Todo o trâmite consta em parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) que, em 9 de agosto de 2023, deu aval à tramitação do projeto, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás e sancionado por Ronaldo Caiado em 21 de maior de 2024. Reunião e pedido do Master O documento público da PGE, a que a Fórum teve acesso, analisa o “anteprojeto de lei (SEI nº 48474705), cujo conteúdo introduz alterações na Lei estadual nº 16.898, de 26 de janeiro de 2010, a qual dispõe sobre as consignações em folha de pagamento dos servidores e militares, ativos e inativos, e pensionistas do Poder Executivo Estadual”, que cita diretamente a reunião com o diretor do Banco Master como motivo para as mudanças na lei. “Referidas alterações, de acordo com o Ofício nº 6456/2023, da Secretaria de Estado da Economia (SEI nº 46446587), dizem respeito ao recebimento de material informativo nos eventos SEI nºs 46377214, 46377601 e 46377703, bem como da ocorrência de reunião on-line em 28/03/2023, com o Diretor Comercial do Banco MASTER, Sr. Fernando Mascarenhas, gestor do produto Cartão Benefício Consignado ‘CredCesta’”, diz o item 2 do documento. O Credcesta é o produto do Banco Master feito para lucrar com as mudanças feitas pelos ministros Paulo Guedes (Economia), João Roma e Ronaldo Bento (Cidadania) no crédito consignado. O cartão de benefício teve como um dos garotos-propaganda o apresentador Ratinho, do SBT, que recebeu R$ 24 milhões da instituição de Vorcaro. O cartão foi oferecido e aceito pelo governo Caiado em Goiás, como mostra o documento da PGE que diz que “aquela Secretaria compreendeu ser viável a proposta da criação de “Cartão de crédito consignado, bandeira visa, sem cobrança de tarifa ou anuidade, em que a ativação permite a utilização de uma série de benefícios (descontos em farmácias, médicos, dentistas e laboratórios, telemedicina, auxílio funeral, dentre outros”, sob a argumentação de que esta modalidade já se encontra disponível em diversas unidades da Federação e de que o produto aparenta ser vantajoso ao servidor público goiano”. No item 4, a PGE diz que na reunião “foi sugerida a modificação de alguns dispositivos da Lei estadual nº 16.898, de 2010, que, em acirrada síntese, se referem ao acréscimo de percentual de margem consignável em 10% (dez por cento) a serem destinados exclusivamente para as instituições que operem com o cartão de benefícios e, ainda, a forma de apuração do valor pago por linha impressa no contracheque de cada servidor, passando-se de valor fixo para percentual”. Tramitação à jato Após os trâmites internos, com a adequação a sugestões dos órgãos de controle para afastar a possibilidade de inconstitucionalidade da mudança na Lei, Caiado enviou a proposta à Assembleia Legislativa de Goiás no dia 10 de maio de 2024. No Legislativo, o projeto foi relatado pelo deputado ruralista Amauri Ribeiro (PL-GO). Alvo da 15ª fase da Operação Lesa Pátria por admitir apoio logístico a acampamentos ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023, o parlamentar bolsonarista responde a processo na Justiça Federal em Goiás por racismo na modalidade homofobia. Ele também se notabilizou por ter agredido a filha de 16 anos pregando ter dado “um corretivo“, ter tomado posse com a esposa no colo, além de ameaçar uma vereadora e admitir ter feito sexo com uma cabra. Em seu parecer, Ribeiro ressaltou que a mudança proposta por Caiado iria ajudar “mais de 17 mil servidores com a margem consignável negativa e outros 21 mil que estão utilizando entre 80% e 100% de sua margem consignável com algum empréstimo”. “Dessa forma há mais de 38 mil servidores sem acesso ao crédito consignável no Estado”, estipulou sobre o mercado a ser explorado pelo banco de Daniel Vorcaro. “A SEAD salientou que, com a alteração do limite de parcelas de 96 para 144 meses, pretende-se proporcionar condições para que os referidos servidores, caso queiram, tenham a possibilidade de prolongar seus contratos de empréstimos consignados vigentes e voltem a ter acesso ao crédito consignado em folha de pagamento”, disse, confirmando o aumento de endividamento e avalizando a proposta de Caiado. Em 21 de maio, 11 dias após o envio da proposta, Caiado sancionou a “Lei nº 22.709” que determinou que “fica limitado a 144 (cento e quarenta e quatro) meses o parcelamento referente à contratação de créditos consignados em folha de pagamento, bem como empréstimos, financiamentos, consórcios ou arrendamentos imobiliários cuja contratação objetivou a aquisição de bem imóvel por servidor ou militar”, atendendo ao pedido de Vorcaro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorPSD Partido Social Democrático Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado alterou lei para - [Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/delegado-da-pf-flagrado-furtando-isentou-flavio-bolsonaro-de-lavagem-de-dinheiro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Erick Blatt, da PF, isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro, e foi conduzido à delegacia em Pernambuco por furto Por Guilherme Amado e Eduarda Farias | Amado Mundo 12/04/2026 06:28 Erick Ferreira Blatt (à esquerda) em um supermercado no Recife/Foto: Reprodução O delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, flagrado por uma câmera de circuito interno na última quarta-feira, 8, furtando um item em um supermercado no shopping RioMar, no Recife, é o mesmo que, em janeiro de 2020, isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro nas negociações de imóveis no Rio de Janeiro. Na época, Flávio elogiou a investigação, mas não mencionou que conhecia o delegado — então diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal no Rio de Janeiro — havia pelo menos sete anos. Quando a informação veio à tona, nem Flávio nem Blatt quiseram comentar a relação. Ainda em 2020, Blatt voltaria aos noticiários. Em dezembro daquele ano, foi alvo de uma representação de associados por ter contratado a namorada para fornecer cestas de café da manhã aos membros da entidade — pagamento de R$ 34,2 mil, de julho a outubro. O estatuto da ADPF veda a contratação de cônjuge ou companheiro por dirigentes. A defesa de Blatt afirmou que a namorada tecnicamente não era sua companheira, porque ainda estava em processo de divórcio. Agora, lotado em Pernambuco, Blatt foi conduzido à Delegacia de Boa Viagem após ser abordado por seguranças do supermercado. As câmeras registraram o momento em que ele pega um item na prateleira, senta na área da padaria, guarda o produto no bolso da bermuda e passa pelo caixa pagando outras mercadorias. Na saída, foi detido e devolveu o produto. A Polícia Civil instaurou inquérito por meio de portaria. A defesa de Blatt não foi encontrada. https://youtu.be/EzpkXmlgOhk?si=qjC3Ad1iFj1f2Gek Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Mãe denuncia falta de atendimento em policlínica de Santo Eduardo; criança precisou ser levada para outra cidade](https://politicariabrasileira.blog.br/mae-denuncia-falta-de-atendimento-em-policlinica-de-santo-eduardo-crianca-precisou-ser-levada-para-outra-cidade/): Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Unidade foi reinaugurada com promessa de funcionamento 24h, mas moradores relatam falhas no atendimento. Por Edson Araújo | g1 11/04/2026 18:32 Policlínica da Família em Santo Eduardo em Campos dos Goytacazes. — Foto: Divulgação Uma situação registrada no distrito de Santo Eduardo, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense tem gerado preocupação entre moradores e envolve o atendimento de uma criança. Segundo relato da família, uma mãe procurou a Policlínica da Família do distrito na manhã deste sábado (11) para socorrer o filho, mas não conseguiu atendimento no momento em que mais precisava. A unidade foi reinaugurada em março deste ano com a promessa de funcionamento 24 horas. À época, o prefeito Wladimir Garotinho destacou nas redes sociais a proposta de oferecer “saúde 24 horas para cuidar de quem mais precisa”. No entanto, moradores afirmam que a realidade tem sido diferente. Moradores relatam dificuldades Quem vive na região relata dificuldades para conseguir atendimento, além da falta de serviços básicos. Entre os problemas apontados estão ausência de vacinação, exames e até ambulância para transferência de pacientes. Foi nesse contexto que a mãe Dayana Aparecida Silva de Leo decidiu gravar um vídeo denunciando a situação após não conseguir atendimento para o filho. “Já é a terceira vez que eu venho aqui com o meu filho. Ele está há três dias com febre alta. O médico só dá uma injeção e manda pra casa. Hoje eu voltei e não tinha ninguém pra atender. A ambulância não está aqui, não tem médico, não tem enfermeiro. Meu filho tá passando mal e eu faço o quê?”, questionou. Após o episódio, a criança acabou sendo atendida fora do município, em Bom Jesus do Itabapoana. Segundo as informações, a própria família realizou o deslocamento. O que diz a Prefeitura Procurada, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que a unidade de Santo Eduardo é voltada para atendimentos ambulatoriais especializados, como consultas, exames, vacinação, fisioterapia e reabilitação infantil. A secretaria afirmou ainda que casos de urgência e emergência são atendidos por uma ambulância UTI móvel, responsável pelo primeiro atendimento e, se necessário, pela transferência do paciente. Segundo o município, as unidades de referência para atendimento 24 horas na região são as de Morro do Coco e Travessão. A Prefeitura destacou que segue atuando para garantir a assistência à população dentro da rede municipal de saúde. Notícia anteriorPróxima notícia Betim MGIpatinga MGPL Partido LiberalPolícia CivilPRF Polícia Rodoviária Federalrodovia BR-262Vereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Famílias enfrentam dificuldades para acesso a tratamento de autismo em Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/familias-enfrentam-dificuldades-para-acesso-a-tratamento-de-autismo-em-itaperuna/): Famílias enfrentam dificuldades para acesso a tratamento de autismo em Itaperuna Alta demanda e falta de estrutura desafiam acesso a terapias essenciais no município. Por Diego Varsi | g1 11/04/2026 16:00 O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige acompanhamento contínuo com profissionais. — Foto: Reprodução Inter TV Itaperuna – Logo após o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, famílias de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, seguem enfrentando dificuldades para conseguir atendimento especializado. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige acompanhamento contínuo com profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. No entanto, muitos responsáveis relatam demora no acesso a consultas, terapias e medicamentos pela rede pública. Casos como o da professora Dayana Priscila Campos Genuíno ilustram a situação. Mesmo com decisão judicial garantindo o fornecimento de medicamentos para o filho, ela afirma que ainda aguarda há meses pelo atendimento. A falta de suporte adequado impacta diretamente a rotina das famílias, que precisam lidar com deslocamentos, custos e a espera por serviços essenciais. Em muitos casos, pais e responsáveis se dividem entre o cuidado com os filhos e outras responsabilidades do dia a dia. Outro exemplo é o da mediadora Sara Nunes de Oliveira, mãe de Enzo, de 10 anos, diagnosticado com autismo grau 1 há cerca de três anos. Apesar de ser considerado um nível mais leve, ela relata que os desafios no desenvolvimento e no acesso ao tratamento continuam sendo significativos. Com a alta demanda e a limitação da rede pública, parte do atendimento acaba sendo absorvida por uma associação do município, que oferece apoio a crianças e familiares. Ainda assim, a instituição também enfrenta dificuldades para manter os serviços diante da falta de recursos e da crescente procura. Profissionais da área destacam que o acompanhamento adequado é fundamental para o desenvolvimento das crianças com TEA, contribuindo para a qualidade de vida e a inclusão social. Além do acesso à saúde, muitas famílias também buscam informações sobre direitos garantidos por lei, como benefícios sociais, prioridade em atendimentos e políticas de inclusão. Diante desse cenário, famílias, profissionais e representantes da sociedade civil reforçam a necessidade de mais investimentos e da ampliação dos serviços no município. A cobrança é por um olhar mais atento do poder público para garantir acesso ao tratamento e melhores condições de vida para pessoas com autismo. Notícia anteriorPróxima notícia Itaperuna RJNorte e Noroeste Fluminense Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master](https://politicariabrasileira.blog.br/bahia-pagou-r-140-mi-a-associacao-controlada-por-augusto-lima-que-repassou-r-101-milhoes-ao-master/): Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master Documento do Coaf diz que associação de servidores, administrada por ex-diretor do Master, também transferiu dinheiro para empresas dele; governo da Bahia e Augusto Lima não comentaram Por Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 11/04/2026 10:23 Foto: AL-BA BRASÍLIA – O governo da Bahia injetou R$ 140,1 milhões em uma associação de servidores controlada pelo ex-diretor do Banco Master Augusto Lima, que repassou dinheiro a empresas dele mesmo e à instituição financeira de Daniel Vorcaro. As informações constam em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entregue à CPI do Crime Organizado e dizem respeito a transações no período entre maio de 2024 e novembro de 2025, no governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Procurado na sexta-feira, 10, o governo estadual não se manifestou até a publicação. A equipe de Augusto Lima disse que não faria comentários. Além de R$ 65 milhões transferidos diretamente pela secretaria estadual da Fazenda, dois fundos de pensão de servidores públicos estaduais, geridos pelo governo da Bahia, direcionaram outros R$ 74,1 milhões para a Associação dos Servidores da Saúde do Estado (Asseba) para o Master. Ao todo, R$ 140,1 milhões. A entidade, conforme destacou o Coaf, é gerida pelo Instituto Terra Firme, fundado por Augusto Lima e atualmente comandado pela sua mulher, Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro (PL). Procurada por telefone, representante da Asseba disse que não poderia se manifestar nesta sexta. Os R$ 140,1 milhões enviados pelo governo e pelos fundos correspondem a mais de 80% dos R$ 168,7 milhões que a Asseba registrou em receitas no período analisado pelo Coaf. Além dos repasses da Fazenda, do fundo de proteção social dos policiais e bombeiros e do fundo de previdência dos servidores públicos, duas empresas públicas estaduais pagaram outros R$ 150 mil. O documento, ao qual o Estadão teve acesso, discrimina que a Asseba repassou R$ 101,3 milhões ao Banco Master e mais R$ 21,7 milhões para duas empresas, a Vida Serviços Administrativos e a ACB Processamento de Dados. Ambas têm Augusto Lima, ex-diretor do Master, como um dos donos. Um outro executivo do banco, André Kruschewsky, foi beneficiado por R$ 626,7 mil recebidos por meio de seu escritório de advocacia. A reportagem não conseguiu localizá-lo para comentar. O Coaf viu indício de movimentação incompatível com o faturamento declarado pela Asseba, suspeita de que a conta da associação pode ter servido para passagem de dinheiro por causa de “recebimento de recursos com imediato débito de valores” e realização de pagamentos de boletos para terceiros, “sem motivação aparente”. O vínculo da associação com Augusto Lima A Polícia Federal detectou que a Asseba utilizava os mesmos contatos de telefone e de e-mail que a Terra Firme da Bahia Ltda, outra empresa de Augusto Lima. A associação informou à Receita Federal o endereço eletrônico contabilidade@grupoterrafirme.com.br, o mesmo utilizado pela firma do executivo. Flavia Peres comanda o Instituto Terra Firme, ONG com o mesmo nome da companhia. O relatório do Coaf cita o entrelaçamento entre a entidade pública e os negócios do casal. “O vínculo entre o Grupo Terra Firme e o Banco Master ocorre por meio de pessoas e projetos. Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, é fundador do Grupo Terra Firme e do Instituto Terra Firme. Sua esposa, Flávia Peres, também ex-diretora de ESG do Banco Master, lidera o Instituto Terra Firme, que participou de iniciativas sociais e de governança junto ao banco. Além disso, ambos foram citados em investigações sobre operações financeiras suspeitas envolvendo carteiras de crédito consignado”, diz o registro do Coaf. A Asseba é investigada no âmbito da Operação Compliance Zero por possível participação na geração de parte das carteiras de créditos falsos do Master. Estima-se que o banco tenha originado R$ 12,2 bilhões em títulos fraudulentos e os repassado para o BRB, que ficou com o prejuízo. O Master passou a controlar operações de crédito consignado junto a servidores públicos da Bahia após adquirir o Credcesta, estatal privatizada pelo governo estadual. A companhia foi criada em 2018 para que a população de baixa renda fizesse compras em uma rede pública de supermercados e também oferecia empréstimos com descontos diretamente na folha. Quando foi vendida ao Master, a instituição de Vorcaro passou a controlar esse serviço de crédito. Augusto Lima foi peça-chave da negociação. O Credcesta, que oferece serviços como crédito com desconto em folha, foi crescendo pelo País e chegou a 24 estados e 176 municípios. Na Bahia, o estado mantém a exclusividade para o Credcesta até 2033. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Foragidos, Beto Louco e Primo são localizados pela PF na Líbia e negociam delação](https://politicariabrasileira.blog.br/foragidos-beto-louco-e-primo-sao-localizados-pela-pf-na-libia-e-negociam-delacao/): Foragidos, Beto Louco e Primo são localizados pela PF na Líbia e negociam delação Alvos da Operação Carbono Oculto, dupla é suspeita de liderar esquema de lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis e ao PCC; defesas negam relação com facção Por Patrik Camporez | O Globo — Brasília 10/04/2026 12:50 Os empresários Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, negociam delação com o MPSP — Foto: Reprodução Principais alvos da Operação Carbono Oculto, Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Mourad, conhecido como “Primo”, foram localizados por autoridades brasileiras na Líbia. A fuga de mais de 9 mil quilômetros até o país do norte da África ocorreu, segundo investigadores que acompanham o caso, após a dupla entrar na mira da Polícia Federal e do Ministério Público. É de lá que os dois, atualmente na lista de foragidos da Interpol, negociam uma colaboração premiada com o Ministério Público de São Paulo. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a dupla apresentou uma proposta em que denunciam magistrados. No ano passado, porém, uma tentativa de acordo em qual os empresários citavam políticos foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Primo e Beto Louco são apontado como elementos centrais do esquema que permitiu ao Primeiro Comando da Capital (PCC) se infiltrar no setor de combustíveis e chegar ao coração financeiro do país. Cerca de mil postos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, segundo as investigações. Segundo as apurações, Beto Louco era responsável por gerir empresas utilizadas pelo grupo para fraudes fiscais e ocultação de recursos. A defesa do empresário afirma ser “falsa e fantasiosa qualquer alegação de ligação de seu cliente com o PCC”. A defesa de Mourad também nega qualquer relação de seu cliente com o crime organizado. Os investigadores apuram se Beto Louco exercia o papel de articulador político do grupo. Como revelou O GLOBO, registros de entrada do terminal dedicado à aviação executiva no Aeroporto de Brasília mostram que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, esteve no local no mesmo dia e horário em que o empresário. O local é usado por passageiros que utilizam jatinhos para chegar à capital federal ou deixar a cidade. O dirigente partidário, contudo, nega ter viajado no mesmo avião que o empresário. A PF investiga a relação entre os dois. A relação entre Rueda e Beto Louco já era conhecida pelas autoridades. Reportagem da revista piauí, publicada no mês passado, afirma que os dois trocaram diversas mensagens de WhatsApp entre outubro de 2023 e maio de 2024. Os diálogos, segundo a publicação, foram apresentados à PGR pela defesa do empresário durante as negociações para fechar um acordo de colaboração premiada, que ainda não foi concretizado. Os investigadores também apuram se Beto Louco atuava como articulador político do grupo. Em depoimento à PF, o piloto Mauro Caputti Mattosinho disse ter transportado diversas vezes Beto Louco e Mourad em aviões pertencentes à Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), da qual ele era funcionário. Segundo Mattosinho, Rueda seria o dono de fato da empresa, o que o dirigente nega. Relatório sigiloso enviado aos EUA Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFUnião Brasil Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Foragidos, Beto Louco e Primo são localizados pela PF na Líbia e negociam delação Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão](https://politicariabrasileira.blog.br/gaesf-mprj-ajuiza-acao-contra-banco-master-rioprevidencia-e-o-estado-e-pede-o-bloqueio-de-bens-para-ressarcimento-de-mais-de-r-1-bilhao/): GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ) ajuizou ação civil pública contra o Banco Master S.A., em liquidação extrajudicial, e outros envolvidos, para evitar um prejuízo estimado em R$ 1,088 bilhão ao Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (RioPrevidência). Por MPRJ 10/04/2026 10:57 GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão Com pedido de tutela de urgência, o MPRJ requer a suspensão imediata de contratos associados ao chamado “CredCesta”, o afastamento do atual presidente da autarquia, o bloqueio de bens dos investigados e a adoção de medidas para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. Também responderão à Justiça a empresa PKL One Participações S.A., ex-dirigentes e atuais dirigentes do RioPrevidência e, formalmente, o Estado do Rio de Janeiro e a própria autarquia previdenciária. Segundo o GAESF/MPRJ, o caso envolve risco concreto de perda de cerca de R$ 970 milhões investidos pelo RioPrevidência em títulos emitidos pelo Banco Master, cuja liquidação foi decretada pelo Banco Central. O cenário, de acordo com o MPRJ, foi agravado por novos aportes realizados posteriormente, elevando o risco total a mais de R$ 1 bilhão. Além da proteção ao erário, a ação questiona a legalidade do modelo de crédito denominado “CredCesta”. De acordo com o GAESF/MPRJ, a operação combinaria empréstimos consignados com cartões de crédito, apresentados de forma pouco transparente, o que teria levado aposentados e pensionistas a um ciclo de endividamento contínuo, com descontos em folha que não reduzem efetivamente a dívida. Para o GAESF/MPRJ, a prática descumpre o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do Superendividamento, ao atingir diretamente consumidores em situação de vulnerabilidade, como idosos e beneficiários de previdência, comprometendo sua renda de natureza alimentar. Outro ponto destacado na ação é a divergência quanto à forma de compensação. O Estado e o RioPrevidência sugeriram utilizar valores descontados de servidores para compensar prejuízos com os investimentos. O GAESF/MPRJ, no entanto, sustenta que essa solução transfere indevidamente o ônus aos próprios segurados, em vez de responsabilizar os agentes envolvidos nas irregularidades. A ação também aponta indícios de falhas graves na gestão do fundo previdenciário, incluindo aportes em instituições não credenciadas, mesmo após alertas de órgãos de controle. Para o GAESF/MPRJ, a permanência da atual gestão representa risco de continuidade de práticas que podem agravar a situação financeira do RioPrevidência. Diante do cenário, o MPRJ também requer à Justiça a declaração de nulidade dos contratos considerados abusivos, suspensão dos descontos em folha, a condenação dos responsáveis ao ressarcimento integral dos prejuízos e a implementação de mecanismos que impeçam novas operações semelhantes no sistema previdenciário estadual. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterMP-RJRioPrevidência Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ônibus escolar com porta amarrada por corda coloca alunos quilombolas em risco em Cabo Frio](https://politicariabrasileira.blog.br/onibus-escolar-com-porta-amarrada-por-corda-coloca-alunos-quilombolas-em-risco-em-cabo-frio/): Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Mães denunciam superlotação, falta de cinto de segurança e problemas frequentes no transporte na zona rural. Por Eliandra Bussinger | g1 10/04/2026 Porta de ônibus amarrada com corda e crianças nos assentos sem cintos de segurança em Cabo Frio — Foto: Divulgação Mães de alunos das comunidades quilombolas localizadas nas áreas rurais de Angelim, Araçá e Agrisa, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, denunciam a falta de segurança no transporte escolar. Segundo Regina Severino Soares, presidente do quilombo Fazenda Espírito Santo, crianças da creche até o Ensino Fundamental enfrentam um percurso de 40 minutos em um ônibus com a porta amarrada por uma corda, lotado e sem cinto de segurança, em uma estrada de terra com buracos. “Não é um ônibus, é uma sucata que carrega os alunos da zona rural. Quebra com frequência”, explica Regina. No episódio mais recente, na última quarta-feira (8), ela conta que uma funcionária teve que segurar a porta durante a viagem: “A monitora em vez de dar suporte aos alunos teve que segurar a porta do ônibus que estava amarrada com uma corda. Esse é o cenário que nossas crianças quilombolas estão passando. Virou rotina: ou o ônibus quebra ou chega atrasado. Onde que está o direito de ir e vir com segurança? As crianças estão em risco diariamente”, ressalta. Para além da estrutura precária do ônibus, os responsáveis também se queixam da superlotação do transporte. Em um dos registros feito pelas mães, é possível ver quatro crianças apertadas em um banco de dois acentos. A cozinheira Loilca dos Santos é mãe de uma adolescente do 8º ano do Ensino Fundamental. Ela afirma que essa é a única forma da filha ir à escola que fica cerca de uma hora de distância de casa. “Tudo é ruim. As crianças andam sem cinto, com o ônibus cheio de poeira e vidros quebrados(…) Na semana passada o ônibus estava com a roda soltando. Isso coloca a vida dos nos filhos em risco”, destaca. Ela compara a diferença do transporte oferecido para as crianças de outras áreas da cidade: “Eles colocam o ônibus velho para cá. No centro de Cabo Frio, os ônibus são os melhores e com ar condicionado para as crianças. Aqui não tem nada disso.” Regina explica que o problema já foi relatado por meio de ofício à Secretaria de Educação de Cabo Frio. No documento, é detalhada a condição que as crianças enfrentam para ir à escola: A comunidade vem denunciando há anos as condições extremamente precárias do ônibus escolar utilizado nesse trajeto. A situação chegou a um nível alarmante e inaceitável. Temos registros de ônibus soltando rodas durante o trajeto, portas sendo mantidas fechadas com cordas improvisadas e veículos parando por falta de combustível, o que expõe diariamente nossas crianças e adolescentes a situações de risco. Uma reunião on-line chegou a ser marcada para o dia 17 de março com representantes da Educação, mas Regina afirma que mesmo assim nada foi feito até o momento. Na manhã desta sexta-feira (10), em resposta ao g1, a prefeitura de Cabo Frio afirmou que o veículo citado já foi retirado de circulação e substituído por um ônibus de maior capacidade e em plenas condições de uso. Segundo a nota, as situações registradas, como necessidade de manutenção em cintos de segurança, ajuste na lotação e problema pontual no sistema de fechamento da porta, foram tratadas de forma imediata pelas equipes responsáveis, não sendo admitidas como padrão do serviço prestado. A Secretaria de Educação, por fim, informou que a superlotação foi provocada uma readequação emergencial da frota nos últimos dias, houve um aumento temporário no número de alunos em uma das rotas, situação que já foi normalizada. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes](https://politicariabrasileira.blog.br/principal-operador-da-fraude-no-inss-confessa-crimes-fecha-delacao-e-promete-entregar-nomes/): Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Maurício Camisotti, empresário apontado como peça central do esquema e citado por investigações por ligações com o entorno do governo Bolsonaro, formaliza acordo com a Polícia Federal e se compromete a apresentar provas Por Ivan Longo | Revista Fórum 10/04/2026 06:51 Maurício Camisotti, principal operador da fraude no INSS, fecha acordo de delação premiada com a PF – Foto: Reprodução/Redes Sociais O empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais beneficiários do esquema da fraude no INSS, firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). No documento, ele admite a existência de irregularidades e se compromete a apresentar provas e identificar outros envolvidos. Camisotti foi preso em setembro de 2025, durante uma das fases da operação conduzida pela PF que investigou o esquema de descontos irregulares no INSS. Ele foi detido no mesmo dia do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como intermediário entre entidades e servidores da autarquia. Até o momento, o empresário segue preso preventivamente, embora a defesa tenha solicitado a conversão da detenção em prisão domiciliar no âmbito do acordo de delação. Camisotti é descrito pelos investigadores como peça central do chamado “núcleo financeiro” da organização criminosa. A delação, a primeira no âmbito da investigação, foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda homologação do ministro André Mendonça. O acordo também deverá passar pela análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). Como funcionava a fraude da fraude no INSS As investigações apontam que o esquema consistia na aplicação de descontos mensais em benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização. Entidades formalmente constituídas firmavam acordos com o INSS para oferecer supostos serviços aos segurados, mas, na prática, funcionavam como instrumentos para a cobrança indevida. Entre as organizações sob suspeita está a Ambec (Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos), que recebeu cerca de R$ 400 milhões em repasses do INSS entre 2023 e 2025. Parte desses valores teria sido direcionada a empresas ligadas a Camisotti, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. Movimentações suspeitas e saques milionários Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificaram movimentações atípicas. O empresário realizou saques milionários em espécie — incluindo retiradas que somam mais de R$ 7 milhões — o que reforçou indícios de tentativa de ocultação de recursos. De acordo com a PF, Camisotti atuava como beneficiário direto das fraudes e teria controle indireto sobre entidades utilizadas no esquema. Investigações indicam que associações envolvidas eram geridas por pessoas ligadas ao empresário, incluindo funcionários e familiares. Ligações políticas e avanço durante governos Bolsonaro e Temer O caso também tem desdobramentos políticos. Camisotti e outros investigados, como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, são citados em apurações que apontam conexões com figuras influentes durante governos anteriores, incluindo o período de Michel Temer e Jair Bolsonaro. As associações suspeitas ganharam força justamente nesse intervalo, ampliando número de filiados e receitas. Paralelamente, decisões administrativas no INSS facilitaram a celebração de parcerias com essas entidades, permitindo a inclusão dos descontos diretamente na folha de pagamento dos beneficiários. Novas delações podem revelar outros envolvidos A delação de Camisotti pode abrir caminho para novos avanços no caso. Outros investigados também negociam acordos com as autoridades, incluindo um procurador federal e um ex-diretor de benefícios do INSS responsável por autorizar parcerias com associações. Para validar o acordo, o empresário precisou confessar crimes e apresentar elementos de prova, como documentos e registros de comunicação. Em troca, poderá obter benefícios legais, como eventual conversão da prisão preventiva em domiciliar. O escândalo, revelado a partir de operações conjuntas da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, expôs um esquema que teria prejudicado milhares de aposentados em todo o país. A expectativa é que a colaboração ajude a identificar novos responsáveis e esclarecer a extensão das irregularidades. Notícia anterior CGU Controladoria-Geral da UniãoCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia FederalProcuradoria Geral da República PGRSTF (Supremo Tribunal Federal) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Notícia não encontrada - [Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão](https://politicariabrasileira.blog.br/master-de-vorcaro-pagou-r-272-milhoes-ao-metropoles-de-luiz-estevao/): Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Ex-senador diz que valores são de patrocínios de futebol e divulgação de conteúdo publicitário Coaf aponta que dinheiro foi parar rapidamente em outras empresas dele e de sua família Por Folha de S.Paulo 09/04/2026 17:28 Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante evento em São Paulo – Rubens Cavallari – 22.abr.24/Folhapress Brasília – O Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao portal Metrópoles, do ex-senador Luiz Estevão, de 2024 a 2025, durante as negociações com o BRB. Os repasses constam em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Procurado, Estevão afirmou que os valores dizem respeito a patrocínios de futebol e “divulgação de conteúdo publicitário e marketing das marcas” do Master e do Will Bank, instituição liquidada que pertencia ao mesmo conglomerado. “Em meio às negociações com o BRB, que perduraram até setembro de 2025, o grupo Master/Will Bank buscou fortalecer a marca no ambiente local”, disse o ex-senador à Folha em março. O relatório do Coaf, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, aponta indícios de possíveis irregularidades em parte desses pagamentos, já que os valores eram repassados rapidamente para outras contas ligadas a Estevão ou seus familiares, praticamente em uma “transferência instantânea”. “A movimentação financeira foi caracterizada pelo recebimento de crédito com o débito imediato dos valores”, diz o conselho em dois relatórios, ambos no segundo semestre de 2025. Isso configura “possível movimentação de recursos em benefício de terceiros”, de acordo com o documento. O Coaf aponta que tão logo o Master fazia o pagamento ao portal Metrópoles, o mesmo valor era repassado em uma série de transferências, que tinham como principal destinatária a Madison Gerenciamento — empresa que também pertence a Luiz Estevão. “A empresa Madison dedica-se à gestão de recursos das empresas do Grupo Metrópoles, visando otimizar os rendimentos das suas disponibilidades de caixa”, disse o ex-senador. Também receberam recursos do Metrópoles a Sense Construções e a Macondo Construções, que pertencem à família. “A movimentação de recursos entre empresas é prática corriqueira no ambiente corporativo, não constituindo qualquer irregularidade”, completou. O Banco Master também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem. O ex-senador aponta que os R$ 27,2 milhões tinham seis origens diferentes.Parte foi pela aquisição dos naming rights da Série D do Campeonato Brasileiro e pelo patrocínio durante as transmissões do mesmo torneio. Também houve acordo de publicidade para a disputa da Supercopa de 2025, na qual o Flamengo venceu o Botafogo por 3 a 1 no estádio do Mangueirão, em Belém. Além disso, houve outras campanhas de marketing, de fortalecimento da marca do Will Bank. “O Metrópoles Marketing foi correntista do Banco Master, onde movimentava seus próprios recursos”, completa o ex-senador. Hoje preso, suspeito de coordenar uma fraude bilionária no mercado financeiro do Brasil, Vorcaro tentou vender o Master para o BRB, instituição estatal de Brasília. Na época, o negócio foi questionado pelo Banco Central. Em resposta, Vorcaro iniciou uma campanha — por meio de influenciadores e peças de publicidade — com críticas ao BC e seus diretores. Durante as tratativas, uma foto do hoje ex-diretor Renato Gomes chegou a ser estampada em painéis de LED gerenciados pelo Metrópoles em Brasília, apontando ele como responsável por dificultar o negócio. À época, Gomes estava à frente da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que recomendou o veto à compra. O negócio com o BRB acabou, de fato, barrado pelo Banco Central. Entre investigadores, houve a suspeita ainda de que o portal tinha acesso a informações privilegiadas, em razão da proximidade entre as instituições. Estevão afirma que as informações obtidas pelos jornalistas do grupo estão sob sigilo de fonte, mas que, “caso advogados que atuam no caso queiram nos abastecer de fatos, dados e documentos, serão bem vindos”. Ele acrescenta que a atuação do BC também foi questionada durante o processo e que os painéis de LED do Metrópoles exibem, além de propagandas, reportagens jornalísticas. “Conforme conhecimento público, diversos veículos de comunicação firmaram contratos de publicidade com a dupla Master/BRB”, completou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasSenador Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ instaura procedimento para cobrar melhorias nas escolas municipais de Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-instaura-procedimento-para-cobrar-melhorias-nas-escolas-municipais-de-rio-das-ostras/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé instaurou procedimento administrativo para cobrar melhorias na rede pública municipal de ensino de Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Por MPRJ 09/04/2026 16:49 MPRJ instaura procedimento para cobrar melhorias nas escolas municipais de Rio das Ostras O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) vai acompanhar de forma contínua as medidas adotadas para assegurar um ambiente escolar adequado, seguro e compatível com os parâmetros constitucionais do direito à educação. O procedimento teve origem a partir de uma representação enviada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE/RJ). Segundo a denúncia, cerca de 22 unidades escolares enfrentam problemas como precariedade na infraestrutura, falta de profissionais de apoio escolar, além de falhas no transporte e na alimentação oferecida aos estudantes. São cinco eixos estruturais: (i) deficiência de infraestrutura e manutenção predial; (ii) insuficiência de recursos humanos, especialmente profissionais de apoio escolar; (iii) inadequação das condições de salubridade e segurança; (iv) falhas na prestação do transporte escolar; e (v) fragilidades na oferta de alimentação escolar. No Despacho de Instauração o MPRJ cobra a elaboração de plano estrutural progressivo, dentre outras medidas a serem definidas após a apresentação de diagnóstico da rede pública municipal de educação pelo município de Rio das Ostras.  Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-liquidante-tera-acesso-a-seis-anos-de-registros-e-comunicacoes-de-vorcaro-nos-eua/): Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Em processo paralelo, EFB Regimes Especiais diz que pai de Vorcaro tentou vender mansão de US$ 32 milhões em fevereiro de maneira sigilosa e urgente; procuradas, defesas não se manifestaram Por Cristiane Barbieri | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 13:34 Mansão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, nos EUA, que está sendo disputada pelo liquidante do Banco Master Foto: Reprodução/IsleWorth Realty A Justiça dos Estados Unidos autorizou que a EFB Regimes Especiais, liquidante do Banco Master, tenha acesso a seis anos de comunicação e registros relacionados a transações financeiras de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, naquele país. Entre as empresas que prestarão essas informações estão imobiliárias, entidades financeiras, varejistas de luxo e negociantes de arte. O objetivo é descobrir ativos, examinar transações e determinar se ocorreu má conduta envolvendo o patrimônio que deveria pertencer aos credores. A lista com 24 intimações faz parte da decisão proferida na segunda-feira pelo juiz Scott Grossman, do Tribunal de Falências do Sul da Flórida, onde corre o processo, e à qual todos os interessados confirmaram ciência na manhã desta quinta-feira, 9. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou. No processo, sua alegação de que a investigação do liquidante era abusiva e sem provas foi derrubada pela decisão do juiz. As intimações exigem a entrega de seis anos de registros, incluindo procedência das obras, apólices de seguro, contratos de venda e documentos de “conheça seu cliente” e anti-lavagem de dinheiro, visando identificar a origem dos fundos utilizados nas transações. O mesmo juiz julgará outra ação impetrada pelo liquidante contra Henrique e Natália Vorcaro Zettel, pai e irmã de Daniel Vorcaro, no dia 2 de março. Segundo a EFB, a Sozo Real Estate, usada por ambos para ocultar ativos, tentou vender a mansão de Orlando, na Flórida, comprada por US$ 32 milhões (cerca de R$ 180 milhões), de maneira urgente e privada em fevereiro, logo após o início das investigações do liquidante. O objetivo seria evitar a descoberta dos ativos. Procurada, a defesa de Henrique Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. A denúncia identifica que a Sozo buscava fechar o negócio com uma empresa chamada Chosen Vessel LLC, sociedade de responsabilidade limitada de Delaware, Estado norte-americano conhecido por impostos baixos e extremo sigilo sobre transações financeiras e controladores de empresas. O imóvel, adquirido em 2023, tem campo de futebol, quadra de basquete oficial e pista de boliche. Tem seis quartos, todos com varanda com vista para um dos lagos de Windermere, na região metropolitana de Orlando, na Flórida. Apesar do valor altíssimo do imóvel, a Sozo não listou a propriedade no Multiple Listing Service (MLS) — o sistema padrão de listagem de imóveis nos EUA. O MLS é utilizado para dar publicidade e fornecer informações detalhadas a corretores e potenciais compradores sobre propriedades que estão disponíveis para venda no mercado. É usado, sobretudo, para imóveis mais caros e luxuosos. De acordo com o liquidante, isso foi feito deliberadamente para evitar o conhecimento público sobre a tentativa de venda. Além disso, a EFB afirma que a Sozo não contratou um advogado independente para representar a empresa na negociação ou na documentação da venda, o que seria o procedimento padrão para uma transação dessa magnitude. Na quarta-feira, o tribunal aceitou o pedido de Henrique e Natália para estender o prazo original de resposta às denúncias até o dia 28. A conferência de agendamento, quando serão definidos prazos para recolhimento de provas e a eventual data do julgamento, foi marcada para 5 de maio. Como este processo foi feito à parte, em relação ao da liquidação do Master, não cabem as mesmas medidas de acesso às informações de transações financeiras determinadas nas 24 intimações. Enquanto o processo principal do Banco Master prioriza o reconhecimento da liquidação brasileira e a administração geral dos ativos, o procedimento adversário aberto contra a Sozo e a família de Vorcaro busca recuperar o dinheiro ou a propriedade, obter sentenças declaratórias de nulidade ou processar os acusados por transferência fraudulenta, conspiração e enriquecimento ilícito. Notícia anterior Banco Master Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Notícia não encontrada - [O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel](https://politicariabrasileira.blog.br/modelo-post-individual/): O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel Confundir críticas a Israel com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder Por Sayid Marcos Tenório | Ópera Mundi 09/04/2026 13:28 A deputada Tábata Amaral (PSB-SP), responsável por apresentar o Projeto de Lei 1.424/2026, que adota a definição de antissemitismo da IHRA. (Foto: Alexandre Amarante / Wikimedia Commons) O antissemitismo voltou ao centro do debate público no Brasil nas últimas semanas, impulsionado tanto pelo precário Projeto de Lei da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), quanto pela controvérsia envolvendo o bar antifascista Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro, por uma placa em que dizia que cidadãos dos EUA e de Israel não eram bem-vindos. No entanto, esse retorno não ocorre nos marcos históricos do combate ao racismo, mas sob um viés intencionalmente distorcido que transforma o antissemitismo em instrumento de perseguição política, instrumentalizada para silenciar críticos do “Estado de Israel” e restringir o debate sobre a Palestina. Não se trata de um desvio pontual, mas de uma estratégia estruturada. A acusação de antissemitismo vem sendo utilizada para constranger, intimidar e punir jornalistas, acadêmicos, ativistas e movimentos que denunciam práticas como apartheid, ocupação militar e genocídio. O mecanismo é recorrente e desloca-se o debate do campo político e jurídico para o terreno moral, onde a crítica é convertida em suspeita e o denunciante, em acusado num tribunal sem direito à defesa. O problema emerge quando esse conceito é instrumentalizado para proteger um Estado de críticas legítimas, convertendo-se em ferramenta de censura e perseguição. O projeto apresentado por Tabata Amaral expressa essa inflexão. Ao propor a adoção da definição da IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance),  amplamente contestada por especialistas e entidades de direitos humanos, abre-se caminho para confundir crítica ao “Estado de Israel” com preconceito contra judeus. O efeito não é apenas conceitual, mas político. Trata-se da criação de um dispositivo que pode restringir a liberdade de expressão e criminalizar posicionamentos sob a aparência de combate ao racismo. O caso do bar Partisan reforça esse quadro. O estabelecimento foi alvo de sanções após divulgar um cartaz informando que não atenderia cidadãos dos Estados Unidos e de Israel, em protesto legítimo contra políticas desses Estados contra palestinos. A reação institucional buscou enquadrar o episódio como antissemitismo, ainda que se trate de uma manifestação política dirigida a Estados, não a identidades religiosas. A mensagem é clara: determinadas críticas a Israel não serão toleradas. Essa perseguição evidencia o funcionamento de um padrão, de que a acusação não precisa ser comprovada para cumprir sua função. Basta ser lançada para produzir desgaste, isolamento e intimidação. Esses episódios, longe de serem exceções, revelam um padrão de controle do debate público. Em vez de argumentação, produz-se acusação. Em vez de refutação, constrói-se constrangimento. O objetivo não é travar e vencer o debate, mas impedir que ele exista. Do ponto de vista conceitual, a distorção é evidente. “Semitas” designa um conjunto de povos que inclui judeus, cristãos e muçulmanos, árabes e outros grupos do Oriente Médio. Ainda assim, no uso político contemporâneo, o termo “antissemitismo” foi reduzido a um instrumento seletivo, aplicado quase exclusivamente para blindar o “Estado de Israel” de críticas. Essa redefinição cumpre a função precisa de impedir que o sionismo, enquanto projeto político supremacista, seja analisado criticamente. Ao confundir antissionismo com antissemitismo, constrói-se uma barreira discursiva que deslegitima qualquer crítica estrutural. No entanto, criticar um Estado ou uma ideologia política não equivale a discriminar um povo ou religião. Essa distinção é reconhecida por numerosos judeus ao redor do mundo, inclusive israelenses, que denunciam o uso do judaísmo como justificativa para práticas de dominação. A crítica a Israel, nesse sentido, não é apenas legítima, é necessária. Outro elemento central dessa estratégia é a instrumentalização da memória do Holocausto. A tragédia perpetrada pelo nazismo na Europa, que vitimou judeus, ciganos, pessoas com deficiência, comunistas, homossexuais e outros grupos considerados “indesejáveis” deveria servir como fundamento universal para a defesa dos direitos humanos. No entanto, essa memória tem sido mobilizada como escudo ideológico para justificar políticas contemporâneas de opressão. Tal apropriação enfraquece a luta antirracista e banaliza um dos crimes mais graves da história. O resultado é a construção de um ambiente em que a crítica política passa a ser tratada como suspeita. Movimentos, jornalistas, acadêmicos e ativistas tornam-se alvos, enquanto denúncias de violações de direitos humanos são deslocadas para o campo da controvérsia moral. É necessário reafirmar, sem ambiguidade, que a crítica ao sionismo e às políticas criminosas do “Estado de Israel” são críticas políticas legítimas. Confundir essa dimensão com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder. No fim, o que está em disputa é o direito de nomear a realidade. E quando denunciar injustiças passa a ser tratado como crime, não estamos diante da defesa dos direitos humanos, mas da sua negação. (*) Sayid Marcos Tenório é Historiador e Especialista em Relações Internacionais. É fundador e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal). Autor do livro Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência (2. Ed. Anita Garibaldi/Ibraspal, 2022). Relatório sigiloso enviado aos EUA Notícia anterior Deputada FederalPL Projeto de LeiPSB Partido Socialista Brasileiro O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Notícia não encontrada - [CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos](https://politicariabrasileira.blog.br/cnj-tem-maioria-para-norma-que-pode-criar-novos-penduricalhos/): CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos Resolução junto com CNMP para limitar pagamentos acabou prevendo novos benefícios Relator é o presidente do STF, Edson Fachin; já há 11 votos a favor, e faltam apenas 4 Por Raquel Lopes | Folha de S.Paulo 09/04/2026 11:37 Sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiu sobre penduricalhos até uma nova lei ser aprovada pelo Congresso – Pedro Ladeira – 3.fev.26/Folhapress Brasília – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) formaram maioria para regulamentar a limitação de penduricalhos de membros do Judiciário, mas acabaram prevendo também a criação de novos benefícios. O relator da resolução é o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. Até o momento, há 11 votos a favor, e 4 votos ainda não foram proferidos. A votação virtual deve terminar nesta quinta (9). O STF aprovou em março uma tese ampla sobre pagamentos e penduricalhos para membros do Judiciário e do Ministério Público. Com 18 pontos no total, ela valerá até a aprovação pelo Congresso de uma lei regulamentando esse tema. Essa tese se aplica apenas para a magistratura e procuradores, com algumas implicações para outras carreiras jurídicas como a dos advogados públicos. Os penduricalhos são pagamentos extras que acabam usados como drible ao teto constitucional do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. Sob argumento de defasagem do valor recebido, muitas carreiras passaram a acumular outros benefícios financeiros que extrapolam esse limite. A decisão do STF abriu margem de um pagamento extra de até 70% do teto —sem contar verbas como 13º salário, adicional de férias, auxílio-saúde, abono de permanência e gratificação extra por funções eleitorais. Caberia ao CNJ e ao CNMP uniformizar as rubricas das verbas indenizatórias e auxílios que foram declarados constitucionais pelo Supremo. Entretanto, a resolução cuja maioria foi formada prevê a criação de novas verbas indenizatórias não contempladas pela tese firmada pelo STF. Entre elas, está a gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade, destinada a membros com filhos de até 6 anos de idade. O benefício será pago por dependente, com limite mensal de até 3% do respectivo subsídio, sem possibilidade de acúmulo entre os genitores. Outro ponto é o auxílio-moradia. Embora a tese do STF tenha afastado expressamente esse tipo de pagamento, o benefício vem sendo reintroduzido por meio da nova resolução. “Essa prática afronta diretamente uma decisão da instância máxima da Justiça brasileira por meio de regulamentações administrativas”, afirmou a diretora-executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, que aponta uma série de fragilidades no texto. Na avaliação dela, as medidas podem estar sendo utilizadas para contornar o teto definido pelo STF e desconsiderar entendimentos já consolidados pela corte. A decisão do Supremo estabelecia duas previsões distintas para os penduricalhos. Na primeira, a corte estabeleceu que há um rol taxativo de verbas indenizatórias que poderão ser pagas para magistrados e procuradores. Esse montante somado não poderá ultrapassar 35% do teto do salário do respectivo servidor. Uma segunda regra que valida pagamentos fora do teto é a que prevê um valor extra referente à “valorização por tempo de antiguidade na carreira”. Para cada cinco anos que o juiz ou procurador tiver efetivamente exercido a carreira, será acrescido um valor de 5% do respectivo salário —respeitado o limite de 35%. Isso vale para ativos e aposentados. Segundo Juliana Sakai, valores retroativos também deveriam ser incluídos nesse limite de 35% de benefícios adicionais, mas eles não aparecem explicitamente na resolução do CNJ e do CNMP, podendo indicar descumprimento da regra. A norma não prevê ainda que pagamentos a magistrados por atividades de ensino não sejam contabilizados no teto, retirando esses valores da base de cálculo que deveria observar a limitação legal. “Na norma atual, apenas dois tipos de benefícios são nomeados, deixando uma série de outros penduricalhos em um limbo jurídico. Isso gera dúvidas sobre se esses valores ocultos podem acabar ultrapassando ainda mais o teto permitido pelo STF”, diz Sakai. Notícia anterior CNJ Conselho Nacional de JustiçaCNMP Conselho Nacional do Ministério Público CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” 08/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master Notícia não encontrada - [Resolução do Novo obriga candidatos a apoiar impeachment de ministros do STF e proíbe aliança com PT](https://politicariabrasileira.blog.br/resolucao-do-novo-obriga-candidatos-a-apoiar-impeachment-de-ministros-do-stf-e-proibe-alianca-com-pt/): Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Partido destaca que ‘a exigência não é simbólica’ e que o compromisso é obrigatório para os candidatos Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 11:04 Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo, define diretrizes para eleições de 2026 e estabelece compromisso de candidatos ao Senado com impeachment de ministros do STF Foto: Divulgação/Partido Novo O diretório nacional do Partido Novo publicou, nesta quarta-feira, 8, as diretrizes que orientarão a escolha de candidatos e a formação de alianças nas eleições de 2026. O documento estabelece que os candidatos deverão se comprometer a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui cláusula que proíbe expressamente coligações com partidos de esquerda, como PT, PSOL, PV, Rede e PCdoB, por “incompatibilidade ideológica”. Os diretórios estaduais poderão propor alianças locais, mas qualquer acordo dependerá de aprovação do diretório nacional. A resolução também fixa critérios para a seleção de candidatos, que deverão “demonstrar alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas da legenda”. O texto prevê ainda a continuidade da Jornada de Formação Partidária, etapa de seleção e capacitação para filiados que desejam disputar cargos eletivos. As diretrizes entram em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) e servirão de base para as convenções partidárias que definirão as candidaturas do Novo em 2026. Para o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, as medidas buscam preservar a coerência política da legenda no próximo ciclo eleitoral. Segundo ele, a sigla pretende reforçar sua identidade programática nas disputas. “Para além da própria eleição, queremos garantir que quem represente o Novo esteja alinhado com nossas ideias e com a necessidade de fortalecer o equilíbrio entre os três Poderes e os mecanismos de responsabilização das instituições”, declarou. Em nota, o Novo afirma que os candidatos devem ter “compromisso explícito com o impeachment de ministros do STF que cometam abusos de autoridade, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli”. O partido ressalta ainda que “a exigência não é simbólica”. A resolução estabelece que “aquele que vier a se candidatar ao cargo de senador da República pelo Partido Novo compromete-se a defender a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive mediante apoio à instauração de processo de impeachment de ministros que tenham cometido ou venham a cometer crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção ou que estejam envolvidos em escândalos que tornem incompatível ou vexatória a sua permanência na função, observados a Constituição Federal, o devido processo legal e as garantias institucionais”. No início de março, o pré-candidato à Presidência do Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema protocolou um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento foi assinado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, por outros deputados e senadores do partido. Os membros da sigla argumentam que Moraes foi “desidioso no cumprimento do cargo” e procedeu “de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. Ambos são crimes de responsabilidade, passíveis de impeachment. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalPL Partido LiberalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-que-casimiro-de-abreu-e-conceicao-de-macabu-adotem-politicas-publicas-para-populacao-lgbtqiapn/): MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, expediu nesta quarta-feira (08/04) Recomendação para que os Municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu criem e implementem políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+. Por MPRJ 09/04/2026 MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ Requer o MPRJ que as prefeituras e câmaras municipais das duas cidades encaminhem projeto de lei dispondo sobre a criação de Conselho Municipal da Diversidade Sexual; elaborem e implementem políticas públicas que garantam o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública e disponibilizem um serviço de atendimento social e psicológico para vítimas de violência, familiares e amigos, especialmente nos CREAS e na rede pública de ensino. De acordo com o documento, a medida foi motivada pela ausência ou insuficiência de ações estruturadas que garantam os direitos da população LGBTQIAPN+. Os municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu têm o prazo de 60 dias para informar as providências adotadas para o cumprimento das Recomendações. Notícia anteriorPróxima notícia Casimiro de Abreu RJConceição de Macabu RJMP-RJNorte e Noroeste FluminenseRegião do Lagos Baixada Litorânea Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção](https://politicariabrasileira.blog.br/secretario-segue-nomeado-em-sao-bernardo-quase-8-meses-apos-ser-afastado-do-cargo-pela-justica-por-suspeita-de-corrupcao/): Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção Fábio Prado consta como secretário de coordenação governamental da gestão Marcelo Lima (Podemos). Prefeitura diz que acatou decisão judicial e não há determinação pela exoneração. Defesa de Prado não foi localizada. Por Rodrigo Rodrigues, Letícia Dauer e Patrícia Marques | g1 SP e TV Globo 09/04/2026 07:51 Fábio Augusto do Prado é secretário de coordenação governamental afastado da gestão Marcelo Lima (Podemos), em razão da Operação Estafeta, da Polícia Federal, em agosto do ano passado. — Foto: Reprodução/Redes Sociais Afastado pela Justiça há quase 8 meses do cargo de secretário de coordenação governamental da cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, por suspeita de corrupção descoberta pela Polícia Federal (PF), Fábio Augusto do Prado ainda não foi exonerado pelo prefeito Marcelo Lima (Podemos). Eles foram alvo em agosto da chamada Operação Estafeta, que desmontou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveria o próprio prefeito da cidade. Fábio do Prado, que é réu no processo que investiga o esquema, não tem recebido salário. No entanto, no Diário Oficial da cidade, Prado, apelidado de “Sacolão” pelo suposto operador do esquema criminoso Paulo Iran Paulino da Costa, continua como o titular da pasta desde 1° de janeiro de 2025, mesmo não dando expediente presencial na sede da prefeitura desde agosto. A pasta de coordenação governamental de São Bernardo tem sido ocupada desde o início deste ano pela atual secretária Juliane Nakamura, mas o próprio site da prefeitura diz que ela é apenas interina no cargo. Por meio de nota, a gestão Marcelo Lima afirma que “o município acatou rigorosamente todas as decisões judiciais e não há qualquer determinação pela exoneração” de Fábio Prado. “O servidor citado não recebe qualquer pagamento de salário desde o seu afastamento do cargo, em agosto de 2025. As informações podem ser comprovadas no Portal da Transparência do município. Reiteramos o compromisso da Prefeitura com a transparência e a legalidade, sempre respeitando todas e quaisquer decisões da Justiça”, disse a gestão municipal. O g1 tenta localizar a defesa de Fábio Prado e da mulher dele, Denise Santos, diretora financeira da Fundação ABC, que seria usada também pelo esquema, mas ainda não obteve sucesso. Denise não foi citada no inquérito da Polícia Federal. (Veja mais abaixo.) Participação no esquema Segundo a Polícia Federal, o secretário afastado tem “participação crucial na movimentação e dissimulação de recursos do esquema” descoberto pela chamada Operação Estafeta. Apesar de ter um cargo cujo salário era de R$ 30 mil na época do escândalo, ele aparece nas investigações federais como dono de um mercado e sacolão que era usado pelo operador financeiro do esquema, Paulo Iran, para supostamente dissimular o dinheiro ilícito do esquema criminoso. Na casa de Paulo Iran, a PF descobriu mais de R$ 14 milhões em dinheiro vivo. Ele permaneceu foragido da Justiça por vários meses, até se entregar e ter a prisão relaxada pela Justiça. De acordo com a PF, as conversas entre Prado e Iran se iniciaram em 29 de junho de 2024 e, nos diálogos entre eles, eram usadas, frequentemente, “terminologia cifrada para tratar de assuntos financeiros”. Em uma das conversas interceptadas pelos federais, o termo “os americanos” era empregado para se referir a dólares usados para distribuição de propina, aponta o inquérito. Nessa conversa, Paulo Iran chegou a mencionar estar com uma “sacola do tamanho do mundo, tem 10k dentro”, em uma alusão a grandes quantias de dinheiro em espécie recebidos do esquema criminoso, dizem os investigadores. “No trecho datado de 06/08/2024, o diálogo demonstra de forma mais concreta que os trechos relatados até o momento se referem a dinheiro em espécie. Paulo menciona estar com uma ‘sacola do tamanho do mundo’, dando a entender que se refere à quantidade de dinheiro contida nela, afirmando ainda que se trata de “10k” (possivelmente R$ 10 mil)”, segundo a investigação. Ainda de acordo com a apuração, “Fábio, por sua vez, volta a questionar sobre a entrada de mais numerário. O diálogo prossegue com Paulo detalhando possíveis datas e fluxos de entrada de valores em espécie. Em determinado momento, ele faz uma breve digressão, relatando ter recebido certa quantia de ‘11,5’ (interpreta-se como R$ 11,5 milhões) proveniente de uma adega, acrescentando que ainda restaria o pagamento de “1,5” (R$ 1,5 milhão) desse montante, valores extremamente atípicos para o cargo que exerce”. O documento, a que o g1 teve acesso, aponta que “a preocupação de Fábio com a disponibilidade de numerário era evidente em momentos como sua afirmação de que ‘começou a dar uma apertadinha’, o que possivelmente indicava escassez de valores em dinheiro vivo em sua posse”. Os investigadores dizem que o Mercado e Sacolão Fortaleza Ltda – de propriedade de Fábio Prado e da esposa dele, Denise Santos – era uma empresa do ramo alimentício, mas o imóvel registrado como sede não apresenta características típicas de um estabelecimento comercial desse tipo, aberto ao público, “levantando suspeitas sobre a natureza de suas operações”, segundo os federais. Nas conversas interceptadas de Paulo Iran, o secretário afastado aparece como “Sacolão” ou “Fabio Campanha” e mantinha contato frequente com o operador financeiro do esquema de corrupção na cidade, tratando sobre o recebimento e destinação de grandes quantias de dinheiro que eram distribuídos para políticos da cidade que participavam do esquema. De acordo com a PF, nas conversas interceptadas, Fábio aparece negociando com Iran percentuais de propina de empresas com contratos municipais que irrigavam o esquema criminoso. Uma das mensagens dizia que 8% do contrato que a empresa Quality Medical Comercio e Distribuidora de Medicamentos Ltda tinha com a Fundação ABC, da qual Denise é diretora financeira, iria alimentar o esquema operado por Paulo Iran. “Ao se aprofundar na análise das mídias, foram constatados possíveis indícios de que Fábio participe de um esquema voltado à movimentação de valores vultosos em espécie, em conluio com outros investigados mencionados no conteúdo desta informação. Os recortes abaixo evidenciam Fábio e Paulo da Costa articulando, de forma dissimulada, ações que contribuem para a concretização do esquema investigado”, disse a PF em agosto de 2025. - [Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-luiz-estevao-dono-do-metropoles-que-ja-foi-preso-por-corrupcao-e-recebeu-r-27-milhoes-do-master/): Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Dono do Metrópoles, Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão por corrupção e voltou ao centro do debate após relatório do Coaf apontar repasses milionários do Banco Master a empresas ligadas ao empresário Por Ivan Longo | Revista Fórum 09/04/2026 06:17 Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que recebeu R$ 27 milhões do Banco Master – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress O nome de Luiz Estevão, dono do portal Metrópoles, voltou ao centro do noticiário após a revelação de que o Banco Master repassou mais de R$ 27 milhões à empresa do grupo entre 2024 e 2025. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), parte desses valores foi transferida de forma imediata para empresas ligadas ao próprio empresário e a seus familiares. O documento classifica as operações como “inusitadas” e aponta movimentações fora do padrão esperado para o faturamento da empresa. A revelação colocou novamente em evidência a trajetória de Luiz Estevão, marcada por condenações judiciais, passagem pela prisão e atuação empresarial em diferentes setores. Ex-senador cassado e condenado por corrupção Luiz Estevão foi o primeiro senador da história do Brasil a ter o mandato cassado, em 2000, após envolvimento em um dos maiores escândalos de corrupção do país. O caso está relacionado a irregularidades nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, nos anos 1990. Após uma longa disputa judicial, ele foi condenado a 31 anos de prisão por crimes como corrupção ativa, peculato, estelionato e formação de quadrilha. O ex-senador começou a cumprir pena apenas em 2016, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou seus últimos recursos. Prisão domiciliar e indulto Após anos de recursos judiciais, Luiz Estevão foi preso e iniciou o cumprimento da pena em regime fechado. Com o tempo, progrediu para o regime semiaberto e, posteriormente, para o regime aberto. Em 2020, deixou a prisão e passou a cumprir pena em regime domiciliar, em meio às medidas adotadas durante a pandemia. Posteriormente, foi beneficiado por um indulto concedido com base no decreto de Natal assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro, que permitiu o perdão da pena para condenados com mais de 70 anos que já haviam cumprido parte da condenação — incluindo crimes como corrupção. Empresário influente em Brasília Mesmo após a condenação, Luiz Estevão manteve forte atuação empresarial em Brasília. Ele controla o Grupo OK, com negócios nas áreas imobiliária, eventos e comunicação. Nos últimos anos, ampliou sua presença também no setor esportivo. Reportagens mostram que ele passou a atuar diretamente na organização de eventos e na negociação de direitos comerciais de competições, como a Série D do Campeonato Brasileiro. Foi nesse contexto que ele articulou um acordo com o Will Bank, então ligado ao Banco Master, para patrocínio e venda dos naming rights da competição em 2025. Relação com o Banco Master O relatório do Coaf citado pelo jornal Estadão aponta que o Banco Master foi o principal remetente de recursos ao Metrópoles em 2025. Os repasses ocorreram justamente no período em que o banco, controlado por Daniel Vorcaro, que está preso, enfrentava uma crise que culminou na investigações por suspeita de fraude financeira e, posteriormente, na liquidação da instituição pelo Banco Central. Parte dos valores transferidos ao Metrópoles foi direcionada a empresas ligadas a Luiz Estevão, como Madison Gerenciamento, Sense Construções e Macondo Construções, todas com participação do empresário ou de familiares. Atuação do Metrópoles e questionamentos A revelação dos repasses ocorre em meio à publicação, pelo Metrópoles, de reportagens que abordam, em tom de suspeição, relações do Banco Master com políticos, autoridades e integrantes do sistema institucional. Ao mesmo tempo, o portal não informou ao leitor, em sua própria cobertura, que sua empresa havia recebido valores milionários do banco. Além disso, o histórico recente do veículo inclui episódios questionados por especialistas e advogados, como a publicação de reportagem com informações incorretas sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e a tentativa de venda de conteúdo pago à entidade antes da divulgação da matéria. Declaração de Luiz Estevão Luiz Estevão nega irregularidades nos repasses e afirma que os valores têm origem contratual. Segundo ele: “O dinheiro que eu recebi passa a ser meu e faço com ele o que eu quiser. Posso comprar publicidade no Estadão, posso transferir esses recursos para outras empresas minhas, comprar um imóvel, fazer o que quiser.” Ele também afirma que os valores não são excessivos e que parte do montante sequer foi quitada pelo banco. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto Notícia não encontrada - [PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-se-manifesta-a-favor-de-eleicoes-diretas-para-governador-do-rio-de-janeiro/) - [Vorcaro bancou modelos com jatinhos e hotéis de luxo para cortejar elite política (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-bancou-modelos-com-jatinhos-e-hoteis-de-luxo-para-cortejar-elite-politica-video/): Vorcaro bancou modelos com jatinhos e hotéis de luxo para cortejar elite política (VIDEO) Especialistas afirmam que oferta de companhia feminina equivale a propina Defesa do ex-banqueiro não quis se manifestar; locais que receberam convidadas dizem que não falam sobre clientes Por Alexa Salomão, Joana Cunha e Dani Braga | Folha de S.Paulo 08/04/2026 Montagem mostra Daniel Vorcaro durante festa em Trancoso, na Bahia, em outubro de 2022; modelos estrangeiras passaram por São Paulo e Rio de Janeiro, onde se hospedaram em endereços luxuosos e usaram jatinhos São Paulo – Não é lenda urbana. Uma parte importante do negócio de Daniel Vorcaro, quando dono do Banco Master, foi investir em eventos para autoridades da República com muitas mulheres — e é fato que havia moças de Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, para citar exemplos de nacionalidades. Cruzando entrevistas, postagens em redes sociais e documentos da PF (Polícia Federal), a Folha identificou 20 dessas mulheres que participaram de festas, 14 com perfis públicos no Instagram. Procuradas pela reportagem, elas não comentaram sobre os eventos nem sobre Vorcaro. Havia também brasileiras. Entre elas, algumas deixaram estados como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em busca de oportunidades e contatos para ascender profissionalmente e acabaram aceitando a oferta de apoio financeiro da equipe de Vorcaro para ficar à disposição dos eventos. A importância desses encontros para Vorcaro e a razão da presença dessas mulheres foram definidas por ele à então noiva, Martha Graeff, durante uma discussão. Graeff estava indignada porque ele mantinha contato na rede social com mulheres que ela considerava “putas”. “Fazia parte do meu ‘business’. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo”, escreveu Vorcaro, em uma troca de mensagens datada de 18 de agosto de 2025, levantada pelas investigações em um dos celulares do ex-banqueiro.Segundo entrevistas feitas pela reportagem com 17 executivos que foram a algum desses eventos ou ouviram relatos de quem frequentou, o mencionado “business” foi bem estruturado. Como a Folha mostrou, Vorcaro organizou infraestrutura, equipe e logística para que seus encontros pudessem ocorrer em dias úteis à margem de eventos oficiais no Brasil e no exterior, já que seu público-alvo eram políticos e outras autoridades que precisavam retornar às suas bases e famílias nos finais de semana. Procurada, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestaria sobre o tema. Muitas das modelos mantêm contato com o promotor de eventos Diogo Batista e a influencer Karolina Trainotti. Batista era visto com frequência nos hotéis de luxo Unique e Rosewood, em São Paulo. Reportagem da Folha mostrou que Batista fazia a ponte com as modelos e participava da organização dos eventos até 2024, quando teve um desentendimento com Vorcaro. Parte do trabalho, então, foi transferida para Trainotti — a mesma que recebeu um apartamento de quase R$ 4,4 milhões, em São Paulo, da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro e investigada pela PF. Ambos foram procurados pela reportagem e não se manifestaram. NOITE INDÍGENA EM TRANCOSO As primeiras notícias sobre as festas de Vorcaro citavam eventos em Trancoso, na Bahia. Detalhes de um deles foram parar em um processo judicial sobre questões imobiliárias. Vorcaro queria discrição e alugou a casa em nome de um terceiro. A festa, porém, ficou famosa por causa do excesso de gente, barulho e avarias, que ele precisou pagar. Os convidados quebraram copos, taças, a luminária de uma das suítes e até uma cobra de madeira maciça, usada na decoração. A Folha localizou imagens dessa festa, que ocorreu em outubro de 2022, às vésperas do aniversário do ex-banqueiro. Modelos ficaram alguns dias na casa, mas a comemoração ocorreu na terça e na quarta-feira, dias 4 e 5. A reportagem apurou que estrangeiras vieram ao Brasil em voos de primeira classe, passaram aproximadamente um mês no país, hospedadas em endereços caros, como o hotel Rosewood, e uma casa em Joá, no Rio de Janeiro —tudo pago pelo ex-banqueiro, como mostram os orçamentos coletados pelas investigações da PF. Depois de chegar ao Brasil, elas usaram como transporte aeronaves de Vorcaro. Em Trancoso, foi utilizado o aeródromo privado Terravista. Os aviões foram fotografados e filmados por essas convidadas. Houve dança e performance com tochas, DJ e banda de MPB e pagode com apresentação da cantora e atriz Emanuelle Araújo, que agora está no ar na novela “A Nobreza do Amor”, na Globo. Procurada, a assessoria de imprensa da cantora diz que faz muito tempo, e ela não se recorda da festa. A decoração foi inspirada na Amazônia. Os convidados receberam cocares de índio para entrarem no clima. Há uma cena em que Vorcaro aparece dançando com um desses adereços. O promotor de eventos Diogo Batista foi vestido de índio dos Estados Unidos e passou o mês acompanhando as convidadas. BELDADES NO HALLOWEEN E NA F1 O número de mulheres foi especialmente elevado na semana que antecedeu o GP de Fórmula 1 no Brasil, em 2023, segundo relatos feitos à Folha. O Master foi um dos patrocinadores da equipe Aston Martin Aramco, por isso, tinha acesso a áreas VIP e à estrutura da equipe para receber convidados durante as corridas. Recentemente, uma das mulheres que participaram dos eventos ganhou projeção nas redes sociais do Brasil: a russa que aparece nos contatos da agenda de Vorcaro como “My Future Wife”. Diante da repercussão na internet, ela fez uma postagem que viralizou, agradecendo o carinho do Brasil. A Folha fez contato com ela pelo Instagram, mas não obteve resposta. A corrida ocorreu no domingo, 5 de novembro, e foi antecedida por uma festa de Halloween, na virada de terça, 31 de outubro, para quarta, 1º de novembro, que também serviu como comemoração tardia de aniversário de Vorcaro. O detalhado orçamento do evento foi de US$ 4,5 milhões, ou R$ 22,5 milhões na cotação da época, apontam os documentos da PF. A complexa logística para trazer ao Brasil modelos e DJs famosos incluiu transfers em Verona, na Itália, Barcelona, na Espanha, e Santa Bárbara, nos EUA. Além dos voos, havia registro de uma passagem de ônibus de Kiev, capital da Ucrânia, para Varsóvia, na Polônia, indicando que entre os participantes estava alguém que atravessou a guerra na - [Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: "Espião dos EUA"](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-e-denunciado-a-pgr-por-entrega-de-relatorio-a-trump-espiao-dos-eua/): Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Representação ocorre em meio a declarações no exterior e a outras iniciativas judiciais envolvendo a família Bolsonaro, elevando a pressão política sobre o debate de soberania e atuação internacional de agentes públicos Por Ivan Longo | Revista Fórum 08/04/2026 06:28 Flávio Bolsonaro no CPAC, nos EUA – Foto: LEANDRO LOZADA / AFP O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta terça-feira (7), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após declarações em que o parlamentar admitiu ter enviado um relatório de inteligência brasileiro a autoridades dos Estados Unidos. Segundo Lindbergh, a conduta pode configurar violação da soberania nacional e uso indevido de informações sensíveis. O parlamentar classificou a atitude como gravíssima. “Ele age como traidor da pátria, como espião dos Estados Unidos”, afirmou Lindbergh. Relatório sigiloso enviado aos EUA A representação tem como base uma fala pública de Flávio Bolsonaro, na qual ele afirma ter recebido um documento classificado como “reservado” e o encaminhado diretamente à Embaixada dos EUA, à Casa Branca e ao senador norte-americano Marco Rubio. “Eles trouxeram pra mim um relatório de inteligência que é classificado. […] Eu mesmo enviei, oficialmente, para a Embaixada dos Estados Unidos e para a Casa Branca”, declarou Flávio. Para Lindbergh, o episódio não é isolado, mas parte de um padrão político: “Isso tem nome: traição à soberania. Eles se oferecem para entregar o Brasil como uma colônia aos Estados Unidos.” A PGR deverá avaliar se houve crime na conduta do senador, incluindo possível quebra de sigilo e atentado contra interesses nacionais. CPAC, Trump e promessa de “pressão” sobre o Brasil O caso ocorre em meio à repercussão da participação de Flávio Bolsonaro no CPAC, evento da direita conservadora realizado nos Estados Unidos e ligado ao ex-presidente Donald Trump. Na ocasião, o senador pediu que os EUA exercessem “pressão diplomática” sobre o Brasil e sugeriu que o país deveria ser monitorado internacionalmente no contexto eleitoral — o que gerou forte reação política. Além disso, Flávio declarou que o Brasil poderia ser estratégico para os interesses americanos na disputa global por minerais críticos, incluindo terras raras — recurso essencial para tecnologia e defesa. A fala foi interpretada por aliados do governo como sinal de alinhamento com interesses estrangeiros, levantando debate sobre soberania nacional e interferência internacional nas eleições brasileiras. Escalada: ação contra Eduardo Bolsonaro no STF A ofensiva de Lindbergh Farias não se limita a Flávio. Em movimento paralelo, o deputado também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Na ação, Lindbergh pede medidas como prisão preventiva, extradição e inclusão do ex-parlamentar na lista da Interpol, após declarações em que Eduardo afirmou buscar apoio de autoridades estrangeiras — inclusive ligadas ao governo Trump — para questionar o sistema eleitoral brasileiro. O pedido foi protocolado junto ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal em que Eduardo Bolsonaro já figura como réu por coação. Lindbergh Farias sustentou a gravidade da situação, afirmando que “a gravidade da declaração é manifesta, uma vez que o réu não formula mera crítica política, nem se limita a reproduzir opinião genérica sobre o processo eleitoral. O que anuncia é a continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira sobre autoridades brasileiras, agora voltada explicitamente contra a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial”. Ele acrescentou que a permanência do acusado no exterior, somada à reafirmação pública de usar o estrangeiro como base de operação política contra tribunais brasileiros, “reforça o risco de continuidade da conduta e de comprometimento da plena efetividade da jurisdição penal”. Debate sobre soberania domina cenário político Os episódios envolvendo Flávio e Eduardo Bolsonaro colocaram no centro do debate político temas como soberania nacional, interferência externa e o papel do Brasil na geopolítica global. Há um padrão bolsonarista de internacionalização do conflito político interno, com aproximação de setores da extrema direita norte-americana e apelos por intervenção externa. Enquanto isso, a decisão da PGR sobre a representação contra Flávio Bolsonaro pode se tornar um novo capítulo de alta tensão institucional — com impacto direto no cenário político rumo às eleições de 2026. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalProcuradoria Geral da República PGRPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” 08/04/2026 Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente 07/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Com eleição questionada na Justiça e boicote da oposição, Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir o governo do RJ Notícia não encontrada - [Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-e-adriano-da-nobrega-o-parca-do-matador-de-aluguel-quer-ser-presidente-2/): Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Entenda em profundidade a relação do senador que hoje almeja o Palácio do Planalto com seu amigo íntimo, um dos milicianos e assassinos mais violentos do Brasil, que executava por encomenda Por Henrique Rodrigues | Revista Fórum 07/04/2026 15:45 O miliciano matador Adriano da Nóbrega e o senador Flávio Bolsonaro – Fotos: Reprodução e Wilson Dias/Agência Brasil O submundo do Rio de Janeiro é um labirinto onde a política institucional e o crime organizado frequentemente dividem o mesmo café, a mesma viatura e, em casos mais sombrios, a mesma folha de pagamento. No centro desse labirinto, surge uma conexão que desafia a lógica da “moral e dos bons costumes” pregada pela família Bolsonaro: a amizade de décadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. Enquanto Adriano ascendia como o “capo dos capos” no chamado Escritório do Crime, uma multinacional da pistolagem que cobrava cifras milionárias para fuzilar rostos à luz do dia, Flávio o tratava como herói. A face de “pessoa de bem” do senador, que agora pavimenta seu caminho rumo a uma pretensa candidatura presidencial, esconde uma biografia entrelaçada com a maior escória criminosa que o país já viu. O “bate-pronto” que virou segurança: Como tudo começou A história entre os dois não teve início em gabinetes acarpetados do universo político, mas sim nas ruas da Tijuca, em 2002. Foi após o roubo de um carro de Flávio Bolsonaro que Adriano da Nóbrega entrou em cena de forma definitiva. O então oficial da PM não apenas recuperou o veículo, como passou a atuar como uma espécie de segurança informal do jovem que iniciava sua carreira política na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os detalhes dessa amizade colorida são esmiuçados no livro-reportagem “Decaído“, do jornalista Sérgio Ramalho, lançado em 2023. Dali em diante, a relação floresceu sob a sombra da pólvora. Adriano, um homem de porte atlético e exímio atirador, tornou-se inclusive instrutor de tiro de Flávio, conforme o próprio senador admitiu em depoimento ao Ministério Público anos atrás. O que se desenhava naquela relação era uma simbiose perigosa. Na mesma época em que estreitava laços com o clã, o militar que se tornaria o sanguinário e temido “Capitão Adriano” já mergulhava em águas turvas, envolvendo-se no sequestro do filho de um dos chefes do Comando Vermelho, Isaías do Borel. Era o prelúdio de uma carreira que misturaria o distintivo com o capuz de executor, sempre sob o olhar complacente, quando não entusiasta, de seus padrinhos políticos. Medalha no cárcere: Cinismo elevado à categoria de honraria Se a proximidade já era um escândalo ético, o biênio 2004/2005 elevou o cinismo à categoria de método político. Adriano estava preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), acusado de matar Leandro dos Santos Silva, um guardador de carros que tivera a audácia de denunciar tortura e extorsão praticadas por policiais. Mesmo atrás das grades e respondendo por um homicídio covarde e eivado de perversidade, o miliciano não foi esquecido. Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, e seu pai, Jair Bolsonaro, à época deputado federal, visitaram o ex-capitão na prisão pelo menos duas vezes. Uma dessas visitas ocorreu durante um motim no BEP, onde os Bolsonaro alegaram estar “resolvendo uma crise”. Sim, eles iam à cadeia de ex-PMs bandidos rebelados para “negociar”. A outra foi ainda mais emblemática: uma cerimônia para a entrega da Medalha Tiradentes, a maior honraria do estado do Rio, proposta por Flávio. O então deputado não viu qualquer impedimento em condecorar um homem preso por assassinatos covardes. Pelo contrário, apresentou moções de louvor e discursos inflamados. O patriarca, da tribuna da Câmara Federal, reforçou o coro, chamando Adriano de “brilhante oficial” e “herói”. Pois é, um miliciano perverso, que matava por encomenda, sendo elogiado em duas casas parlamentares por pai e filho. O que os Bolsonaro chamavam de heroísmo, a Justiça e os moradores das favelas viam como barbárie sistêmica. “Rachadinha” e o elo financeiro do Escritório do Crime A amizade não era apenas ideológica ou de “instrução técnica”; ela era, sobretudo, financeira. As investigações do Ministério Público do Rio sobre o esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro revelaram que os tentáculos de Adriano chegavam diretamente ao orçamento público. O operador Fabrício Queiroz, amigo comum de ambos desde os tempos do 18º Batalhão em Jacarepaguá, foi a ponte necessária. Foi por meio de Queiroz que a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e sua ex-mulher, Danielle Mendonça da Costa, foram lotadas no gabinete de Flávio por anos como funcionárias fantasmas. O MP apontou que elas jamais trabalharam efetivamente e que o próprio Adriano se beneficiava do confisco dos salários. Em mensagens interceptadas, o miliciano deixava claro que contava com o dinheiro repassado por Danielle a Queiroz. O fluxo financeiro não parava por aí: contas ligadas a Adriano foram usadas para transferir valores ao operador do esquema, evidenciando que o crime organizado e o mandato parlamentar operavam em conta conjunta. Enquanto Flávio desfilava como defensor da lei, o dinheiro que mantinha seu ecossistema político vinha, em parte, de um homem que transformava a morte em negócio. Escritório do Crime: Gestão empresarial da barbárie Enquanto Flávio crescia politicamente, Adriano profissionalizava o assassinato de aluguel. O Escritório do Crime, grupo criado em 2009 e liderado por ele, era uma estrutura de gestão praticamente empresarial. Com cerca de 70 “funcionários” divididos em núcleos de inteligência, finanças e logística, a quadrilha diversificou seus lucros. Eles dominavam o setor imobiliário ilegal, erguendo prédios irregulares na Muzema e em Rio das Pedras que muitas vezes desabavam sobre os moradores. Além disso, controlavam a venda de gás, internet clandestina e praticavam agiotagem, faturando até R$ 1,6 milhão por mês apenas com empréstimos a juros extorsivos. A especialidade, contudo, permanecia sendo a pistolagem de elite. Utilizando táticas aprendidas no Bope, os matadores de Adriano monitoravam a rotina de suas vítimas por meses, usavam veículos clonados e roupas camufladas. Cada encomenda de morte custava entre R$ 100 mil e R$ 1,5 milhão. O método preferido, o tiro de fuzil no rosto, servia como um recado de impunidade. O “Capitão” exercia tal fascínio e temor que, mesmo expulso da PM em 2014, continuava sendo reverenciado - [Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/nikolas-ferreira-saiba-tudo-sobre-a-ligacao-entre-o-deputado-e-o-banco-master/): Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master Uso de jatinho do empresário e número encontrado em celular aumentaram suspeitas sobre deputado no caso Por Redação | Revista Fórum 07/04/2026 11:43 Nikolas Ferreira com a influenciadora Jey Reis, o pastor Guilherme Batista e a esposa dele, Mariel Batista, em frente ao jato de Vorcaro (Reprodução / Instagram) O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é alvo de várias representações na Justiça por ter usado diversas vezes o avião de Daniel Vorcaro, hoje investigado pelo maior escândalo financeiro do país, para fazer campanha para Jair Bolsonaro em 2022. Além disso, o número do parlamentar junto de outros deputados da extrema direita, foi encontrado no WhatsApp do banqueiro. Diante dos desdobramentos, a Fórum reuniu o que se sabe até agora sobre as ligações do deputado bolsonarista com o empresário. Uso de jatinho de Vorcaro em 2022 O jato, modelo Embraer Phenom 300, foi utilizado por Nikolas em deslocamentos da caravana bolsonarista “Juventude pelo Brasil”, que fazia parte da campanha para o então presidente, segundo o jornal O Globo. Os voos ocorreram ao longo de cerca de dez dias, com viagens a pelo menos nove estados e ao Distrito Federal, especialmente em regiões onde Bolsonaro havia sido derrotado no primeiro turno. Além de agendas políticas, há registros de que o deputado também utilizou a aeronave para ir a Brasília e participar de reuniões com Bolsonaro durante o período eleitoral. A ação buscava ampliar a votação em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia liderado no primeiro turno, numa tentativa de reverter o cenário na reta final da disputa. Nikolas aparece em frente a aeronave com a influenciadora religiosa Jey Reis, o pastor Guilherme Batista e a esposa dele, Mariel Batista, em publicação no dia 25 de outubro de 2022. “Em 5 dias rodamos todas as capitais do Nordeste com lotação máxima em todos os lugares! A oportunidade de viver isso com esse mega time, pregar e mostrar amor pelo nosso país foi inesquecível”, escreve a influenciadora. No carrossel de fotos aparecem ainda outros bolsonaristas, como os deputados Filipe Barros (PL-PR) e André Fernandes (PL-CE). Em sua defesa, o deputado mineiro afirma que não sabia quem era o dono do jatinho e que ele foi alugado pelo evento “Juventude pelo Brasil”. Suspeitas de caixa 2 e lavagem de dinheiro Nas representações protocoladas contra Nikolas, parlamentares apontam que o uso do avião de Vorcaro por Nikolas levanta suspeitas de caixa 2 na campanha, já que os custos do transporte não teriam sido declarados, além de indicarem um esquema ainda mais amplo de lavagem de dinheiro envolvendo o caso do Banco Master e o escândalo do INSS. A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) foi uma das que acionou Nikolas na Justiça. A parlamentar protocolou uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o bolsonarista, no âmbito do Inquérito nº 5.026, que trata do caso do Banco Master. No ofício encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso, Sâmia argumenta que os fatos noticiados podem ter relevância jurídica no contexto das investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo o banco e seu principal dirigente à época. Para a deputada, é necessário esclarecer se houve vínculo material relevante entre o parlamentar e o grupo empresarial sob investigação, especialmente por se tratar de período eleitoral. “O exercício do mandato parlamentar não pode ser escudo para práticas que transbordem a atividade político-representativa legítima”, afirma trecho do documento enviado ao Supremo, citando entendimento da Corte sobre responsabilização de agentes públicos quando há indícios de condutas ilícitas. Além de solicitar a oitiva de Nikolas Ferreira, Sâmia pede que o ofício seja anexado aos autos do inquérito e que a autoridade policial responsável pela Operação Compliance Zero seja comunicada para avaliar eventual abertura de diligências sobre o caso. TSE e PGR oficiados para investigar Nikolas O documento também solicita que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam oficiados para analisar possíveis desdobramentos nas esferas penal e eleitoral. Segundo a parlamentar, a eventual utilização de estrutura vinculada a Daniel Vorcaro pode indicar a necessidade de ampliar o escopo das investigações para apurar possíveis contrapartidas, favorecimentos ou influência indevida perante quaisquer dos Poderes da República. Já os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Nikolas por suspeita de caixa 2 na campanha de 2022. A ação pode levar à cassação do deputado. “Para fazer campanha em um jatinho como esse, você precisa de todos os valores discriminados. Se não é caixa 2. É crime eleitoral”, disse Lindbergh em vídeo divulgado nas redes sociais. “Nikolas Ferreira precisa explicar ao Brasil quem pagou a conta. Eu e o deputado Rogério Correia entramos com representação na Procuradoria-Geral Eleitoral para investigar o uso de um jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro durante a campanha de 2022. Se confirmadas as informações, não estamos falando só de luxo em campanha. Estamos falando de possível crime eleitoral e de política financiada por interesses privados, justamente por quem vive posando de ‘paladino da moral’ nas redes. E a pergunta é simples: Quem bancou? Por quê? E o que esperava em troca?”, escreveu ainda Lindbergh na publicação. O deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também afirmou que é preciso investigar a relação do deputado com Vorcaro. Como justificativa do pedido de investigação contra Nikolas Ferreira, o pastor cita a foto publicada nas redes do pastor mineiro em que aparece ao lado do pastor André Valadão, da Igreja da Lagoinha, dentro de um jatinho de Daniel Vorcaro, utilizado por Ferreira durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022. “Pastor André Valadão junto com Nikolas Ferreira no jatinho de Daniel Vorcaro viajando pelo Brasil na campanha de [Jair] Bolsonaro em 2022. Essa foto é muito simbólica. Nós estamos há um ano com várias ações. Já oficiamos a Polícia Federal, a Receita Federal e o Banco Central pedindo investigação […] da relação entre o pastor André Valadão e Daniel Vorcaro.” Nikolas também é alvo de uma representação protocolada na Procuradoria-Geral - [BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto](https://politicariabrasileira.blog.br/brb-comprou-r-15-bilhao-em-fundos-da-reag-apos-carbono-oculto/): BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto Documentos exclusivos obtidos pelo Metrópoles revelam que ativos têm mesma característica da fraude investigada pela PF na Carbono Oculto Por Demétrio Vecchioli e Isadora Teixeira | Metrópoles 07/04/2026 07:07 Arte/Metrópoles O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 1,5 bilhão em ativos que pertenciam ao Master e estavam investidos em fundos administrados pela Reag. As transações aconteceram depois que esta instituição financeira já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investigava a utilização de fundos da Reag pelo PCC para lavar dinheiro. Boa parte dos ativos comprados pelo BRB – na verdade, admitidos em troca de devolução de carteiras fraudadas do Credcesta – tem as mesmas características de “fundo sobre fundo” apontadas pela PF como parte da fraude investigada na Carbono Oculto e que viria a causar a liquidação da Reag, e do próprio Master, em novembro de 2025. Documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles, a partir da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram que as compras foram aprovadas pelas instâncias decisórias do BRB e pagas pelo Banco de Brasília antes da produção dos pareceres de risco que apontavam a semelhança com o que era investigado na Carbono Oculto. Quatro operações foram realizadas a toque de caixa, todas elas concluídas no dia 30 de setembro de 2025, a tempo de aparecerem nos balanços de terceiro trimestre tanto do BRB quanto do Master. O Banco de Brasília se livrava de carteiras sabidamente podres do Credcesta e as trocava por ativos que tinham aparência de serem saudáveis. Parecer assinado em 24 de setembro pela Diretoria de Finanças e Controladoria (Dific) e pela Superintendência de Operações Financeiras (Suope) do BRB aponta que a situação “impunha ao BRB postura ainda mais diligente na condução da proposta“. Havia “risco elevado e prazo exíguo” para avaliar os ativos que o Master oferecia para resolver o problema. Ainda assim, tudo foi aprovado. Sociedade do BRB com Roberto Justus explicada Em um dos negócios, o BRB comprou, por R$ 350 milhões, 100% das cotas do fundo FIP SH, que era dono de 30% das ações da Stellcorp, empresa de casas modulares. Isso explica como o BRB tornou-se sócio de Roberto Justus, que descobriu isso em janeiro de 2026, como ele próprio afirmou. Para fechar negócio rapidamente, foi combinado desconto de 33,25% no valor das ações, com cláusula que beneficiava o Master: se o BRB vendesse as ações no futuro por um valor mais alto, os dois dividiriam os lucros. Já o risco de desvalorização ficava todo com o BRB. O parecer conjunto de cinco superintendências do BRB apresenta diversas ponderações. Entre os alertas, estava o fato de que o fundo era administrado pela Reag e o Banco de Brasília ficaria a mercê dos interesses de uma entidade investigada na Carbono Oculto. O documento da área técnica do BRB também advertiu que o Master estava envolvido em “múltiplas investigações e com risco elevado de solvência”. Isso sem contar que o fundo investia em um único ativo, de baixa liquidez e rentabilidade incerta. As superintendências do BRB destacaram que o fundo era do tipo exclusivo com um único cotista: “Uma situação indesejável para fins de PLD/FTP (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo)“, já que omitia o beneficiário final do fundo, que passaria a ser o BRB. Tanto é que o próprio “dono” da Stellcorp, Roberto Justus, não sabia quem era seu sócio. Fundo inflado artificialmente Também em 30 de setembro de 2025, o Master pagou R$ 300 milhões pela compra de 83% das cotas do fundo FIP Trevi, que, por sua vez, era dono de 30% do patrimônio do FIP Novo Bairro. A aquisição aconteceu apesar de o BRB não ter ideia de onde o dinheiro chegava, já que documento mais recente do FIP Novo Bairro, também administrado pela Reag, havia sido enviado à Comissão de Valores Mobiliários um ano antes, citando carteira de R$ 300 milhões. Reportagem do Estadão mostrou que o FIP Novo Bairro investia na Novo Bairro S/A, empresa constituída para construir um condomínio em São Paulo a partir de empréstimos do Master. Em agosto – logo, na véspera do negócio citado nesta matéria –, a Reag alterou artificialmente a avaliação do patrimônio líquido do Novo Bairro S/A, de R$ 400 mil para R$ 1,7 bilhão. Assim, se o negócio tivesse sido feito em agosto, o BRB teria recebido 25% de um fundo que valia R$ 400 mil – logo, R$ 100 mil. Em 30 de setembro, com o valor do empreendimento corrigido artificialmente, os mesmos ativos valiam R$ 423 milhões, tendo sido comprados com “desconto” por R$ 300 milhões. Fundo sobre fundo sobre fundo… Outros R$ 315 milhões foram destinados à compra de 70% das cotas do Fundo de Investimento Imobiliário (FII) Brazil Realty, administrado pela Reag. Um dos relatórios da área técnica alertava que o fundo tinha estrutura “altamente concentrada e composta por ativos com baixa visibilidade pública”. Tratava-se de uma ampla cadeia de fundos sobre fundos, explicada no gráfico abaixo, que desencadeava em diversos projetos imobiliários na região de Belo Horizonte (MG), reduto da família Vorcaro. Na prática, o Master oferecia um terreno onde a família Vorcaro pretendia lançar, este ano, um projeto do Minha Casa Minha Vida, denominado Mountain View; o projeto de um hospital em Nova Lima, um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) da própria Reag; e 100% de um terreno urbano de 76 mil m² em Contagem, avaliado em R$ 300 milhões. Chama a atenção o laudo de precificação desse terreno, que calculou cada metro quadrado a R$ 3,9 mil a partir de pesquisa que mostrava como exemplo outro imóvel na mesma cidade com o metro quadrado cotado a R$ 984 – quatro vezes menos. Isso apesar de o terreno que agora pertence ao BRB ser menos atrativo: tem uma das laterais em curva, faz divisa com a linha do trem e só uma pequena frente que dá para a avenida. A quarta operação envolvendo a Reag foi a compra, por R$ 350 milhões, das ações do fundo Strelitzia FIP, dono de 39% - [O onipresente](https://politicariabrasileira.blog.br/o-onipresente/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Como Davi Alcolumbre opera – na luz e nas sombras Por Allan de Abreu e Camille Lichotti | Piauí 31/03/2026 Como Davi Alcolumbre opera – na luz e nas sombras O senador Davi Alcolumbre é um bonachão. Gosta de boa comida, boa bebida, música alegre. Na juventude, depois de encerrar o expediente na loja dos seus pais, a Shalom Autopeças, ligava as caixas de som automotivo e convocava os amigos para uma festa com música alta e bebida farta ali mesmo, na calçada da loja. Na Câmara, onde exerceu três mandatos de deputado de 2003 a 2015, costumava escapar das sessões plenárias para tomar vinho e confraternizar em restaurantes de Brasília, em especial no Dom Francisco, local tradicional da capital. Quando voltava de suas andanças pelo interior do seu estado, o Amapá, divertia os colegas mostrando vídeos das viagens, nos quais aparecia dançando brega e tecnobrega, dois ritmos populares na região. Quando foi eleito para a presidência do Senado pela primeira vez, Alcolumbre agradeceu o apoio abraçando e beijando testas e mãos dos aliados. “Ele visita meu gabinete e se deita no sofá”, descreve o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que já teve entreveros com o colega. “Você vai ficar com raiva do cara que te abraça e beija sua mão?” Um dia, Alcolumbre se desentendeu com uma senadora e, semanas depois, apareceu num evento organizado pelo filho dela – e se esbaldou. Em que pese a desvantagem de seus quilos generosos, vestiu calção, chuteira, meião e entrou em campo. “Ele corria de um lado para o outro. É uma coisa que alegra, que gera simpatia pela pessoa”, diz o ex-senador Antonio Anastasia, hoje no Tribunal de Contas da União. Como a política pune a arrogância e premia a simpatia, Alcolumbre tem sido um sucesso em Brasília. Depois de exercer apenas metade do mandato de vereador em Macapá, mudou-se para a capital federal ao ser eleito deputado. Em 2015, após três mandatos, trocou a Câmara pelo Senado quando venceu a eleição com 36% dos votos. Em 2019, aos 41 anos, tornou-se o mais jovem presidente do Senado, derrotando o veterano Renan Calheiros (MDB-AL). Encerrou o mandato em 2021 e, no ano passado, voltou à presidência da Casa. Com sua figura de aparência despreocupada, conta piadas, atende pequenos e grandes pleitos e leva sorvete de açaí e cupuaçu para sobremesa nos almoços com colegas. Comerciante de origem, ele tem prazer em satisfazer o cliente. Um dia, uma assessora parlamentar do Ministério da Educação enfrentava dificuldades com o trâmite burocrático de sua licença-maternidade e recorreu à ajuda do senador, então vice-líder do governo de Michel Temer. Alcolumbre marcou uma reunião com um alto funcionário do MEC e intercedeu em favor da servidora. Deu certo. Em outra ocasião, mais recente, distribuiu canetas de Mounjaro aos colegas que duelavam com os quilos extras quando o medicamento nem circulava livremente no Brasil e custava mil reais a unidade. Esse é um Davi Alcolumbre, o bonachão. Há outro. Ao alto funcionário do MEC com quem tratou da licença-maternidade, pediu o favor embalado numa ameaça: “Vai ser ruim para você negar um pedido do vice-líder do governo, em pleno mês das mulheres”, disse, segundo uma testemunha, relacionando o pedido ao mês de março, época em que a conversa ocorreu.* Era uma modesta mostra de como Alcolumbre explora o peso do seu poder. Segundo o portal uol, as canetas Mounjaro de que dispunha eram um presente de um personagem radioativo, o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, hoje foragido da Justiça por falcatruas no mercado de combustíveis e suspeitas de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do país. Era, outra vez, uma modesta mostra de sua rede explosiva de relações pessoais. Alcolumbre começou sua carreira no PDT, mas logo aderiu à direita, filiando-se ao PFL, que deu origem ao DEM, que, por sua vez, virou União Brasil, essa legenda que aparece em onze de cada dez escândalos nacionais. Na transição entre o DEM e o União Brasil, quando a direita e a extrema direita varreram as urnas do país, sua vida política tomou um impulso decisivo. De início, como deputado federal, Alcolumbre restringia-se à política miúda. Integrava o chamado baixo clero, formado pela massa de parlamentares que atuam com a precisão das águias na defesa de seus interesses, mas não têm voz nas grandes questões nacionais. Logo na estreia em Brasília, seu nome apareceu em gravações interceptadas pela Polícia Federal, nas quais o então prefeito de Macapá e um empresário atribuíam ao jovem deputado a definição de valores de emendas parlamentares destinadas a obras públicas com licitações fraudulentas. A investigação não avançou. Em 2013, reapareceu em interceptações telefônicas, desta vez em conversa com o doleiro Fayed Traboulsi, participando de um esquema de lavagem de dinheiro e desvios de fundos de pensão. As provas acabaram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. Ainda na sua época de deputado, uma reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo mostrou que Alcolumbre usava toda a verba de combustível do seu gabinete (9,3 mil reais mensais, em valores atualizados) em postos de propriedade do seu tio Salomão, uma prática proibida por lei. Seu gabinete respondeu que a família era dona de cerca de 70% dos postos do Amapá, “sendo inviável não abastecer na empresa de parentes”. (Ainda hoje, em plena era do Pix, alguns postos da família só aceitam pagamento em dinheiro vivo.) Na Câmara, um de seus primeiros projetos foi batizar o Aeroporto Internacional de Macapá com o nome de outro tio, Alberto Alcolumbre, já falecido. Mas sua principal ocupação era servir de mensageiro do ex-presidente José Sarney, seu mentor e aliado no Amapá. Alcolumbre frequentava ministérios e gabinetes, resolvendo demandas do ex-presidente. Era convidado para as reuniões, festas e jantares na casa de Sarney, nos quais não dava palpite, mas observava a atuação dos cardeais da política. (Seu maior ídolo já - [Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-chefiava-esquema-de-corrupcao-em-hospitais-do-rio-denuncia-deputado-video/): Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO) Otoni de Paula (MDB) diz que desde nomeações até empresas que venciam licitações tinham que passar pelo crivo do senador, e afirmou ainda que “latrina de imoralidades virá à tona” assim que a campanha começar Por Henrique Rodrigues | Revista Fórum 30/03/2026 17:28 O deputado federal Otoni de Paulo e o senador Flávio Bolsonaro: Fotos: YouTube e Lula Marques/Reprodução O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), figura influente na poderosa bancada evangélica e nome sempre presente nas decisões políticas do bolsonarismo durante a presidência do líder extremista hoje condenado por golpe de Estado, resolveu não fazer rodeios e explicar porque a todo tempo se manteve contrário à indicação do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da extrema direita nas eleições deste ano: ele seria um criminoso corrupto que chefiaria um esquema na saúde pública federal de seu estado natal, afirma. As declarações foram dadas no programa Amado Mundo, apresentado pelos jornalistas Guilherme Amado e Beatriz Bulla, disponível no YouTube e em outras plataformas. Sem papas na língua, Otoni começou dizendo que não demorará muito para “uma lama, uma latrina de imoralidades vir à tona” e destruir a reputação de Flávio. Para o parlamentar, o que se passava na saúde pública federal do Rio nos anos do governo de Jair Bolsonaro é de conhecimento público e muita gente já está a par de tudo, esperando apenas o momento certo para trazer os fatos ao conhecimento público. “O que eu sei é o que corre nas calçadas do Rio de Janeiro, então não me peça provas, não me peça elementos até porque eu não sou investigador da Justiça… O que se comenta nos corredores da política do estado do Rio de Janeiro e é uma realidade é que, enquanto os hospitais federais estiveram na gestão do governo Bolsonaro, quem cuidou dessa gestão e quem inclusive indicava nomeados na estrutura dos hospitais federais do Rio de Janeiro, tudo passava pelo senador Flávio Bolsonaro… Toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, ou que ganhariam, ou que perderiam, enfim, tudo isso estava dentro do grupo cujo cabeça era o senador Flávio Bolsonaro, tá certo? E é isso que a política do Rio de Janeiro sabe, é isso que os deputados do Rio de Janeiro sabem… Agora, o que eu tenho recebido de notícias também é que todo esse possível esquema armado durante o governo Bolsonaro já está nas mãos do PT, do atual governo, e que vai explorar isso como um teatro de horrores a céu aberto mostrando a verdadeira face corrupta, e também criminosa, porque corrupção é crime, do senador Flávio Bolsonaro”, disse Otoni de Paula. Para ele, o que ocorrerá com Flávio Bolsonaro em pouco tempo é inevitável, já que as supostas falcatruas estão nas mãos dos adversários políticos e autoridades. “Por mais que o senador Flávio Bolsonaro desponte nas pesquisas hoje, já em algumas à frente do atual presidente da República, e repito, a quem nunca dei meu voto ou votei em seu partido, mas a despeito hoje do senador Flávio Bolsonaro estar em algumas pesquisas despontando à frente do atual presidente, eu não tenho dúvida nenhuma que a fragilidade, sua fragilidade moral, fará com que ele não se sustente por muito tempo à frente de nenhuma pesquisa… E por isso eu fui contra essa indicação do senador Flávio Bolsonaro por seu pai, o ex-presidente Bolsonaro”, completou o parlamentar da bancada evangélica.  Veja a declaração de Otoni de Paula a partir de 29”38: https://www.youtube.com/watch?v=49EO8-dSLsg Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalRio de Janeiro RJ Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO) Notícia não encontrada - [Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo”](https://politicariabrasileira.blog.br/ualid-rabah-classifica-tabata-amaral-como-capanga-do-sionismo/): Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo” Presidente da Fepal critica projeto de deputada sobre antissemitismo e diz que proposta favorece interesses de Israel e pode limitar o debate político Por 247 30/03/2026 Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo” (Foto: Divulgação | Pablo Valadares/Agência Câmara) O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, fez duras críticas à deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) após a apresentação do Projeto de Lei 1424/2026, que propõe a adoção de uma definição internacional de antissemitismo. Em publicação nas redes sociais, Rabah classificou a parlamentar como “capanga do sionismo” ao comentar a iniciativa. A manifestação foi divulgada pela própria Fepal e ocorre em meio à repercussão do projeto apresentado na Câmara dos Deputados do Brasil, que estabelece parâmetros para políticas públicas com base na definição da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA). A proposta tem gerado controvérsia por, segundo críticos, abrir margem para restringir críticas ao Estado de Israel. Na publicação, Rabah afirma que a deputada “requenta projeto da Mordaça Sionista no Brasil” e a descreve como “uma espécie de ‘office boy VIP’ do sionismo no Brasil”. Segundo ele, “Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou o projeto de lei 1424/26, uma versão recauchutada da PL da Mordaça Sionista, a mando de ‘israel’”. O dirigente também critica diretamente a adoção dos critérios da IHRA, organização que, segundo ele, é um “lobby sionista”. Na mesma declaração, sustenta que a definição proposta “é criticada no mundo inteiro por alargar o conceito de antijudaísmo para blindar ‘israel’ e suas políticas genocidas de críticas”. Rabah menciona ainda que, no Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos já se posicionou contra a definição. De acordo com ele, o órgão classificou o conceito como “inconstitucional” e afirmou que a formulação “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”. A Fepal também lamentou o apoio de parlamentares que, segundo a entidade, já denunciaram ações militares na Faixa de Gaza. Na nota, Rabah declarou: “A FEPAL lamenta que entre os signatários do Projeto de Lei estejam parlamentares progressistas, que já denunciaram o genocídio em Gaza, e esperamos que retirem suas assinaturas, sob pena de manchar as mãos com o sangue das crianças palestinas exterminadas por ‘israel’”. Projeto gera controvérsia no Congresso O Projeto de Lei 1424/2026, apresentado por Tabata Amaral e outros parlamentares, propõe definir o antissemitismo no Brasil com base em critérios internacionais da IHRA. O texto prevê que manifestações antissemitas podem ter como alvo o Estado de Israel, “encarado como uma coletividade judaica”. Ao mesmo tempo, a proposta ressalva que críticas ao país, quando semelhantes às dirigidas a outras nações, não devem ser consideradas antissemitas. Na justificativa, os autores afirmam que o objetivo é orientar políticas públicas e combater o racismo, sem restringir o debate político ou a liberdade de expressão. Apesar disso, a iniciativa tem sido alvo de críticas de diferentes setores, que veem risco de equiparação entre antissionismo — oposição política ao Estado de Israel — e antissemitismo. Entre os críticos está o jornalista Breno Altman, que fez ataques diretos aos parlamentares envolvidos. “Tabata Amaral (PSB-SP), Heloísa Helena (REDE-RJ) e Vander Loubet (PT-MS) são subscritores do PL 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo, adotando regras da IHRA, da qual Lula retirou o Brasil. Não se envergonham de serem cúmplices do Estado genocida de Israel?”, afirmou. Altman também destacou a adesão de deputados do PT ao projeto: “Seis deputados do PT assinam o Projeto de Lei 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo: Alexandre Lindenmeyer (PT/RS), Ana Paula Lima (PT/SC), Luiz Couto (PT/PB), Reginaldo Lopes (PT/MG), Vander Loubet (PT/MS) e Welter (PT/PR). Esse comportamento é um vil insulto”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalPL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresREDE Rede Sustentabilidade Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição](https://politicariabrasileira.blog.br/escandalo-do-master-assombra-brasilia-expoe-autoridades-e-pode-contaminar-eleicao/): Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição Expectativa por delação premiada de Daniel Vorcaro deixa em suspense mundo político; apenas uma fração do material apreendido pela PF foi periciada Por Andrea Jubé e Tiago Angelo | Valor 29/03/2026 20:09 Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Um ano após o anúncio da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), a expectativa de uma delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro deixa em suspense o mundo político, impacta as sessões do Congresso, expõe o Supremo Tribunal Federal (STF) a uma grave crise e tem potencial para contaminar a eleição presidencial. O caso desencadeou o maior escândalo político e financeiro da República, atingindo políticos influentes, autoridades dos três Poderes e altos funcionários do Banco Central (BC). A investigação da Polícia Federal (PF) revelou a existência de uma “organização criminosa” liderada por Vorcaro, nas palavras do ministro André Mendonça, atual relator do caso no STF. Preso desde 4 de março, o ex-banqueiro é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça e contra o sistema financeiro. Ele mudou de advogado recentemente para articular uma colaboração premiada. Fabiano Zettel, pastor, empresário e cunhado de Vorcaro, também está detido e demonstrou disposição de delatar. Vorcaro assumiu o controle do Master em 2019, ainda no governo de Jair Bolsonaro, quando o empresário recebeu autorização do Banco Central (BC), depois de três negativas, para comprar o então banco Máxima, depois rebatizado como Master. À época, Roberto Campos Neto estava no primeiro ano da presidência no BC. Nos anos seguintes, o Master teve rápido crescimento e os negócios e relações de Vorcaro no meio empresarial e na política se expandiram, incluindo ex-ministros de Bolsonaro como Ciro Nogueira (PP). No fim de 2023, já no atual governo e ainda na gestão de Campos Neto, o BC começou a fechar o cerco sobre o Master, mas a decisão final sobre a liquidação extrajudicial da instituição só ocorreria quase dois anos depois, em novembro de 2025. Há quem entenda no mercado que o BC demorou a agir. Procurado, Campos Neto não se manifestou. A quebra do sigilo dos celulares de Vorcaro, analisados pela PF e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelou diálogos mantidos com sua ex-noiva Martha Graeff, nos quais ele menciona contatos com políticos e autoridades. Em uma das mensagens, o ex-banqueiro diz que esteve em reunião na residência oficial do Senado em 3 de agosto de 2025. Sem citar nominalmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), relata que o encontro “foi até meia-noite” e que “terça teremos outra [reunião]”. Um dia antes, ele disse à então namorada que havia se encontrado no aeroporto com “Hugo” — possível referência ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Como presidente da Câmara, eu sempre mantive agenda aberta para ouvir diferentes pessoas, grupos empresariais de diversas atividades econômicas, pois essa é uma das funções do cargo”, disse Motta em nota, acrescentando que seu dever é trabalhar na Casa pela aprovação de propostas de interesse do país. “Sem dúvida estamos em um momento que exige responsabilidade e atenção de todas as instituições, e eu confio plenamente na condução das investigações pelas diferentes instâncias —Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal, Ministério Público —, que estão trabalhando com autonomia e diligência.” Em outro diálogo, surge o nome do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), citado por Vorcaro como “um dos meus grandes amigos de vida”. Nogueira foi autor da chamada “emenda Master”, que sugeria elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta foi rejeitada, mas Vorcaro celebrou com Martha a apresentação do texto: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui o poder dos grandes!”. Procurado, Nogueira disse em nota que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, o que não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”. Afirmou que está tranquilo quanto às investigações relativas a Vorcaro porque não manteve “qualquer conduta inadequada”. Sobre a emenda, alegou que a cobertura do FGC está congelada no mesmo valor há dez anos, e que precisa ser corrigida para proteger os correntistas. Outra liderança é o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Em um diálogo, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, diz a Vorcaro que falou com o político sobre a transação e que ele queria se encontrar com o então banqueiro. A revista Piauí mostrou que o escritório de Rueda advogou para o Master, o que foi confirmado pelo líder do União. Um e-mail recebido pelo ex-banqueiro também mostrou que um helicóptero contratado por ele transportou Nogueira e Rueda para o autódromo de São Paulo para assistirem ao Grande Prêmio de Fórmula 1. Na esfera do Executivo, veio à tona reunião, fora da agenda oficial, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Vorcaro, da qual participaram outras autoridades, como o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e ministros. Em entrevista ao UOL, Lula disse que recebeu o então banqueiro atendendo a pedido do ex-ministro Guido Mantega. “O que eu disse para ele: ‘Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central’”, disse Lula. Do círculo próximo do presidente, Vorcaro também contratou serviços de advocacia do escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Em nota, Lewandowski informou que, após deixar o STF, em abril de 2023, voltou a advogar. “Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, confirmou. Ao ser convidado para assumir o ministério, em janeiro de 2024, afastou-se do escritório e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Supremo foi igualmente dragado para a crise do Master. Em fevereiro, Dias Toffoli, então relator das investigações sobre o banco, teve que se afastar do caso e, posteriormente, se declarar suspeito. O ministro, junto com familiares, é dono da Maridt, empresa - [Com eleição questionada na Justiça e boicote da oposição, Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir o governo do RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/com-eleicao-questionada-na-justica-e-boicote-da-oposicao-douglas-ruas-e-eleito-presidente-da-alerj-e-deve-assumir-o-governo-do-rj/): Quarenta e seis deputados de 70 estiveram presentes na Alerj. Por André Coelho Costa, Henrique Coelho e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio Em uma eleição extraordinária boicotada e questionada judicialmente pela oposição, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (26). Com a vitória, de acordo com a linha sucessória, Douglas deve assumir também o cargo de governador em exercício do Rio, cargo ocupado nesta quinta por Ricardo Couto, presidente do TJRJ. Douglas tinha sido anunciado pré-candidato ao governo do estado pelo PL em fevereiro. Quarenta e sete deputados, em um total de 70, estavam presentes na votação, que foi convocada no fim da manhã pelo então presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). Douglas foi eleito com 45 votos. A votação foi aberta, com definição por maioria absoluta. Com a renúncia de Cláudio Castro e a cassação de Rodrigo Bacellar, o presidente da Alerj também será o governador. Após o resultado, alguns deputados aplaudiram Ruas e outros gritaram “golpista”. No fim da tarde, a Alerj publicou um Diário Oficial Extra com a ata da sessão, oficializando a eleição de Douglas Ruas como presidente da Casa. A oposição tenta barrar judicialmente a eleição. Cotado para disputar a presidência da Alerj, o deputado Chico Machado (PSD) anunciou que desistiu da candidatura ao comando da Casa. Entre os argumentos da ação que tenta barrar a eleição desta quinta na Alerj, estão críticas ao fato da marcação da eleição antes da retotalização dos votos determinada pelo TSE depois da cassação de Bacelar. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marcou para terça-feira (31) a retotalização dos votos que vai alterar a composição da Alerj, após a cassação de Rodrigo Bacellar e a anulação dos 97 mil votos obtidos por ele. Com a retirada dos votos de Bacellar, a Justiça Eleitoral precisa refazer o cálculo do quociente eleitoral, número que define quantas cadeiras cada partido ou federação tem direito na Alerj. Esse cálculo considera o total de votos válidos dividido pelo número de vagas disponíveis. A partir daí, é feita uma nova distribuição das cadeiras entre os partidos. Na prática, isso significa que a mudança pode ir além da vaga de Bacellar e alterar a composição da Assembleia, levando em conta deputados suplentes dos partidos. Quem é Douglas Ruas Ruas é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Entre 2017 e 2018, Douglas Ruas foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo (RJ), cidade onde seu pai, Capitão Nelson (PL), é prefeito. Nos dois anos seguintes, foi superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), entre 2019 e 2020. Em 2021, assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo. Em 2022, foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, com a segunda maior votação, com 175.977 votos. Douglas Ruas declarou à justiça eleitoral um patrimônio de R$ 1,2 milhão em 2022. Na sua atuação como deputado, Ruas tem apenas oito projetos de lei apresentados na Alerj, nenhum deles relacionados a polêmicas. Sua participação na Alerj está relacionada à atuação como Secretário de Estado das Cidades, cargo que ocupou de setembro de 2023 a março de 2026. A pasta das Cidades é responsável por investir em obras em parceria com prefeituras de todo o Estado. Por que houve esta eleição A Alerj estava sem um presidente titular desde 8 de dezembro, quando Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal (PF), a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de vazar informações para o então deputado TH Joias. Na semana seguinte à prisão, o plenário da Alerj votou para soltar Bacellar, mas o ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento do deputado da presidência da Casa. Bacellar, então, pediu sucessivas licenças do mandato, e a Alerj foi presidida por Guilherme Delaroli, o vice. Na última terça-feira (24), Bacellar foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas por outro motivo — a condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, dentro do “escândalo do Ceperj”. Por maioria de votos, os ministros do TSE entenderam que houve uso indevido da máquina pública por Cláudio Castro, Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar. As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com a contratação de milhares de pessoas sem concurso e salário em espécie, pago na boca do caixa. No Legislativo, o vice não assume de vez a vaga do titular e só pode ocupar o cargo interinamente. Uma vez cassado o mandato de Bacellar, é necessário realizar uma nova eleição para a Mesa Diretora. Por que essa eleição interfere no Palácio Guanabara A eleição desta quinta-feira vai interferir no governo do RJ. Desde segunda-feira (23), o estado é governado pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o 1º numa linha sucessória repleta de desistências. Cláudio Castro renunciou ao mandato numa tentativa de reverter o julgamento no TSE. O então governador acreditava que, uma vez abrindo mão do cargo, não haveria o que cassar, e a ação seria extinta. Mas o TSE manteve o julgamento e o condenou, impondo uma inelegibilidade de 8 anos. A medida abrangeria a chapa inteira, mas o vice de Castro, Thiago Pampolha, renunciou muito antes, em maio do ano passado, para virar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Sem governador (Castro renunciou), vice (Pampolha renunciou) e presidente da Alerj (Bacellar cassado), o próximo da lista era Couto. Recontagem levantou dúvidas Assim que Delaroli confirmou a data e o horário da votação, o deputado Luiz Paulo (PSD) questionou se o pleito teria validade. Luiz Paulo lembrou que a cassação de Bacellar pode mexer na composição da Alerj. Como os votos que Bacellar recebeu na eleição de 2022 tornaram-se inválidos, uma recontagem terá de ser feita, com possibilidade de alterar o cociente eleitoral e o tamanho das bancadas. Além disso, segundo Luiz Paulo, o suplente que herdará a vaga de Bacellar não teria tempo hábil para tomar posse e participar da eleição desta quinta. “Ainda não chegou aqui na Alerj a retotalização dos votos. A Casa está com 69 deputados. - [Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis são convocadas para definir destino dos restos mortais](https://politicariabrasileira.blog.br/familias-de-sepultados-em-cemiterio-de-petropolis-sao-convocadas-para-definir-destino-dos-restos-mortais/): Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis são convocadas para definir destino dos restos mortais Convocação ocorre após deslizamento danificar gavetas sepulcrais; familiares podem optar por ossário, cremação ou jazigo particular até 6 de abril. Por Priscila Torquato | g1 12/04/2026 Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis devem definir destino de restos mortais — Foto: Reprodução Redes Sociais Petrópolis – A Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, convocou familiares de 100 pessoas sepultadas na quadra 9 do Cemitério Municipal para definir a destinação dos restos mortais. A medida atende a uma determinação da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis. Em março de 2024, um deslizamento atingiu a área e danificou as gavetas sepulcrais. Parte dos restos mortais foi removida na época, mas outros permaneceram no local devido ao risco de novos deslizamentos. A retirada definitiva só será feita após a conclusão das obras de contenção. A lista com os nomes dos falecidos está disponível no site da Prefeitura e também no edital publicado no Diário Oficial em 6 de março. Apenas os casos em que os restos mortais puderam ser retirados com segurança estão incluídos nesta convocação. Os familiares devem comparecer ao Cemitério Municipal até 6 de abril, de terça a quinta-feira, das 9h às 14h, para confirmar a identificação e indicar a destinação dos restos mortais. As opções disponíveis são: ossário público, ossário particular, cremação ou sepultamento em jazigo da família, em Petrópolis ou em outro município. Após a escolha, será agendado o momento da entrega dos restos mortais, seguindo critérios técnicos do cemitério, e a retirada será formalizada com a assinatura de um termo de responsabilidade. Se os familiares não se manifestarem dentro do prazo, os restos mortais serão encaminhados ao ossário municipal, conforme a legislação e a decisão judicial. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (24) 2246-8479 e 2246-8480 ou pelo e-mail sopcemiterio@petropolis.rj.gov.br. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Seis estados não atingem metas de alfabetização na idade certa; veja quais são](https://politicariabrasileira.blog.br/seis-estados-nao-atingem-metas-de-alfabetizacao-na-idade-certa-veja-quais-sao/): Seis estados não atingem metas de alfabetização na idade certa; veja quais são Dados são do Indicador Criança Alfabetizada, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Nacionalmente, o índice de alfabetização superou a meta para 2025. Por g1 24/03/2026 Criança lê em biblioteca em comunidade rural no interior do Ceará. — Foto: Claudiana Mourato/SVM Embora o Brasil tenha superado a meta nacional de alfabetização para 2025, os estados do Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não conseguiram atingir os índices individuais estabelecidos para o ano. Enquanto o país alcançou a marca de 66% de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental — superando a meta agregada de 64% —, essas unidades da federação ficaram abaixo de seus respectivos objetivos específicos. De acordo com os dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 19 estados e o Distrito Federal alcançaram ou superaram suas metas. O desempenho nacional representa um avanço em relação a 2024, quando o índice era de 59,2%. Contudo, o cenário estadual revela disparidades: o Rio Grande do Sul, por exemplo, registrou 52% de alfabetização frente a uma meta de 69%, apresentando a maior distância em relação ao objetivo proposto. Próximas metas O governo federal espera que, por meio da política de colaboração entre estados e municípios, o Brasil chegue a 80% de crianças alfabetizadas até 2030. Essa meta já foi atingida em 2025 por três estados: Ceará (84%), Goiás (80%) e Paraná (80%). A projeção é que as metas nacionais e estaduais aumentem de maneira progressiva ao longo dos próximos anos, até chegar a 80%. 2026: 67% 2027: 71% 2028: 74% 2029: 77% 2030: 80% Alfabetização por UF em 2025. — Foto: Arte: Dhara Pereira/g1 Como a alfabetização é calculada O Indicador Criança Alfabetizada é calculado a partir de um teste aplicado a estudantes do final do 2º ano do ensino fundamental de, em média, 7 anos. A avaliação é composta por 16 itens de múltipla escolha e três de resposta construída, sendo uma produção textual. O padrão nacional é definido por um corte de 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Para serem consideradas alfabetizadas, as crianças devem ser capazes de ler pequenos textos, fazer inferências básicas e escrever textos simples da vida cotidiana. Notícia anteriorPróxima notícia INEP Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TSE torna ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro inelegível](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-torna-ex-governador-do-rio-de-janeiro-claudio-castro-inelegivel/): Ex-governador foi condenado por abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de campanha e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral de 2022. Por Fernanda Vivas | TV Globo — Brasília O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (24), tornar inelegível por oito anos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar da renúncia ao mandato anunciada nesta segunda-feira (23), o caso prosseguiu na Corte Eleitoral. Após a condenação, Castro afirmou que recebeu a decisão com “grande inconformismo” e que possui “plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população” (veja a nota completa abaixo). O placar foi 5 votos a 2 a favor da inelegebilidade. Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O ministro Nunes Marques votou contra a condenação. Em divergência parcial, ministro André Mendonça votou para rejeitar aplicação de inelegibilidade a Cláudio Castro. Entendeu que, em função da renúncia de Castro, a cassação de mandato ficou prejudicada. O processo se refere às eleições de 2022, quando Castro foi reeleito para o comando do governo estadual. Além disso, o tribunal decidiu pela inelegibilidade de Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. O julgamento no TSE começou antes da saída dele do cargo, com sessões em novembro do ano passado e no começo do mês. Nas ocasiões, dois ministros votaram pela cassação do mandato e pela inelegibilidade do ex-governador. Ações de investigação eleitoral O caso começou na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, ainda em 2022, quando o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (o adversário na disputa), entraram com ações de investigação eleitoral. Eles alegaram abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. Este tipo de processo pode resultar em cassação de mandatos e inelegibilidade por oito anos. O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha de irregularidades na Ceperj (uma fundação estadual que atua em estratégias de políticas públicas) e na Uerj (a universidade do estado). Os processos também envolvem Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. Entre elas: Julgamento no TRE No julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio, em 2024, o governador e o vice foram absolvidos e tiveram os mandatos mantidos. O MP Eleitoral e a coligação de Freixo, então, recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral. Eles reiteraram as acusações e voltaram a pedir a condenação de Castro e do vice, com a aplicação de perda dos cargos e de inelegibilidade. Cláudio Castro se posiciona após condenação “Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população. Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no primeiro turno das eleições de 2022. Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro. Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”. O que dizem as defesas No processo, a defesa de Cláudio Castro afirmou que fatos administrativos alheios ao cenário eleitoral não têm o poder de interferir na eleição. Negou abuso de poder e uso eleitoreiro da Ceperj e Uerj. Advogados de Thiago Pampolha defenderam a rejeição dos recursos. Sustentaram que as provas são frágeis e que a decisão do TRE-RJ ocorreu de forma fundamentada. As defesas de Bacellar e Lopes também sustentaram a necessidade de rejeição dos pedidos. Julgamento O julgamento começou em novembro do ano passado, com o relatório e o voto da ministra Isabel Gallotti, relatora do caso. Na ocasião, a ministra votou pela cassação e inelegibilidade do governador, além da realização de novas eleições para o cargo. Um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira interrompeu a análise. Galloti concluiu também que o deputado estadual Rodrigo Bacellar deve perder o mandato e ficar inelegível, assim como Gabriel Lopes. Votou ainda pela aplicação de multas aos envolvidos, inclusive a Thiago Pampolha. No último dia 10, o processo voltou à pauta com o voto do ministro Antônio Carlos Ferreira, que acompanhou integralmente o entendimento da relatora. Ou seja, também concluiu pela cassação dos mandatos e aplicação de multas, além da declaração de inelegibilidade de Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Gabriel Lopes. Foi o segundo voto favorável à aplicação das penalidades. Um pedido de vista do ministro Nunes Marques, no entanto, adiou a deliberação. Agora, o caso voltou à pauta para os votos dos demais ministros. - [Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-manda-presidente-de-cpmi-explicar-emenda-a-fundacao-ligada-a-igreja/): Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja Ministro deu prazo de 5 dias para Carlos Viana esclarecer envio de R$ 3,6 milhões para braço social da Igreja Batista da Lagoinha, investigada pela CPMI do INSS e citada no Caso Master Por Gabriela Boechat | CNN Brasil 19/03/2026 22:24 Senador Carlos Viana (Podemos-MG) Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu cinco dias para que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), atual presidente da CPMI do INSS, apresente esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na indicação de emendas parlamentares. Segundo o despacho, dois deputados apontam que Viana destinou R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis. A entidade é descrita pelos parlamentares como braço social da Igreja Batista da Lagoinha, que é alvo de apuração na CPMI do INSS. A igreja também foi citada nas investigações sobre as fraudes financeiras do Banco Master. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como pastor na instituição. Ainda de acordo com a decisão, os repasses teriam ocorrido em três momentos: em 2019, foram R$ 1,5 milhão por meio de “emenda pix” à prefeitura de Belo Horizonte, com destinação específica à Fundação Oasis; em 2023, R$ 1,47 milhão foram transferidos à unidade da fundação em Capim Branco, na região metropolitana da capital mineira; e, em 2025, houve novo repasse de R$ 650,9 mil à mesma filial. Na petição enviada ao Supremo, os deputados afirmam que a sequência de transferências indica uma “relação de financiamento habitual” com a entidade. Eles sustentam ainda que a atuação de Viana à frente da CPMI, que investiga a igreja, violaria princípios de impessoalidade e transparência que devem orientar a destinação de emendas parlamentares. Os parlamentares também citam a possibilidade de o senador usar o cargo de presidente do colegiado para “bloquear investigações” sobre a fundação. Além de solicitar as explicações de Viana, Dino também determinou que a Advocacia do Senado se manifeste no processo. A CNN tenta contato com Carlos Viana e com a Fundação Oásis. O espaço está aberto. Próxima notícia Banco MasterBelo Horizonte MGCapim Branco MGCPMIemenda parlamentarINSSPodemosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-condena-deputados-do-pl-por-desvio-de-emendas-saiba-os-proximos-passos/): STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos Corte analisou irregularidades de repasses envolvendo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE); Câmara dos Deputados deve analisar possível perda de mandatos Por Emilly Behnke | CNN Brasil 18/02/2026 20:09 Corte analisou irregularidades de repasses envolvendo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE); Câmara dos Deputados deve analisar possível perda de mandatos Brasília – O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou na última terça-feira (17) os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE), por desvio de emendas parlamentares. Os três terão pena inicial em regime semiaberto. A possível perda de mandato dos deputados em exercício, no entanto, caberá à Câmara dos Deputados analisar. Pelo entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF, caberá à Câmara decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos parlamentares condenados. Sobre o caso, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que haverá um “tratamento regimental” e o plenário terá a “palavra final”. Segundo ele, uma vez concluída a análise no STF, com o devido trânsito em julgado, a Câmara deve encaminhar a possível perda de mandato para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois ao plenário. “Quando a decisão transitar em julgado, nós iremos encaminhar para a Comissão de Constituição e Justiça e depois nós levaremos o caso a plenário para que os deputados e deputadas federais possam decidir acerca desse tema garantindo amplo direito de defesa e o cumprimento regimental da decisão”, disse a jornalistas nesta quarta-feira (18). A ação analisada pelo Supremo mirou o desvio de emendas destinadas a projetos de saúde pública para o município de São José de Ribamar, no Maranhão. Os deputados teriam exigido cerca de R$ 1,6 milhão em propina do então prefeito da cidade, José Eudes, para destinar os recursos. Ele denunciou o esquema. Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin votou pela condenação dos réus por corrupção passiva, ao entender que houve solicitação de vantagem indevida em troca da destinação de verbas públicas.O voto foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Veja as penas dos deputados: Josimar Maranhãozinho (PL-MA) — 6 anos e 5 meses de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 300 dias-multa (3 salários mínimos por dia-multa) Pastor Gil (PL-MA) — 5 anos e 6 meses de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 100 dias-multa (1 salário mínimo por dia-multa). Bosco Costa (PL-SE) — 5 anos de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 100 dias-multa (3 salários mínimos por dia-multa). Ao todo, são oito réus no caso. Além dos integrantes do PL, também responderam ao processo Thalles Andrade Costa (único absolvido), João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPrefeitoRepublicanosSão José de Ribamar MASTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça](https://politicariabrasileira.blog.br/investigados-combinaram-compra-de-jatinho-com-desvios-do-inss-diz-mendonca/): Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça Ex-presidente de associação, empresário e deputada foram alvos da operação da PF deflagrada nesta terça-feira (17) Por Leticia Martins | CNN Brasil 17/03/2026 22:30 CNN São Paulo – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal), nesta terça-feira (17), para decretar prisões preventivas e adotar medidas cautelares contra investigados de um esquema de fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), dentro da chama “Operação Sem Desconto”. Segundo o magistrado, há indícios de que alguns suspeitos combinaram de comprar um jatinho através dos desvios do INSS. A decisão diz que a advogada Cecília Rodrigues Mota enviou mensagem a Mano Barreto dizendo: “Deixa de fazer corpo mole. Vai atrás desse negócio, bora comprar um jatinho. O Natjo já vai comprar um jato. Vambora entrar na fila? Vamos ver se consegue aí o negócio, rapaz, pra gente?”. Para o ministro, o conteúdo reforça os indícios de enriquecimento incompatível com a renda declarada dos investigados e o uso de recursos de origem ilícita para aquisição de bens de alto valor.Quem são os principais alvos? Cecília Rodrigues Mota, advogada, ex-presidente da Aapen (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil). Natjo de Lima Pinheiro, empresário. Maria Gorete Pereira (MDB-CE), deputada, alvo de medidas cautelares e, além de passar a ser monitorada com uma tornozeleira eletrônica, também está proibida de manter contato, por qualquer meio, com investigados e testemunhas; frequentar sedes de entidades associativas com as quais já tenha tido relação; exercício de funções administrativas ou financeira junto a essas entidades; se ausentar do município de residência, salvo se o deslocamento for para Brasília. Associações como ‘laranjas’ A decisão aponta que Cecília e o empresário Natjo de Lima Pinheiro ocupavam posições centrais na estrutura investigada pela “Operação Sem Desconto”, que apura descontos associativos sem autorização em benefícios previdenciários. Conforme a PF, ambos controlavam associações utilizadas para viabilizar cobranças indevidas e movimentavam recursos por meio de empresas de fachada e escritórios de advocacia. “A investigação aponta que diversas associações (AAPB, CAAP, AAPEN e PROBASP), formalmente dirigidas por interpostas pessoas (“laranjas”), foram instrumentalizadas para operacionalizar os descontos ilícitos, movimentar valores expressivos e promover a ocultação e dissimulação dos recursos obtidos”, diz a decisão de Mendonça. Em abril de 2025, Cecília já havia sido alvo de apurações por movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo viagens internacionais frequentes e compras de itens de luxo incompatíveis com a renda formal declarada. A PF também investigou transferências fracionadas a pessoas próximas durante viagens ao exterior, em suspeita de lavagem de dinheiro. Prisão preventiva Na decisão desta terça-feira, Mendonça autorizou a prisão preventiva de Cecília e de Natjo, sob o argumento de que há risco de “atos recentes de ocultação patrimonial e de tentativa de subtração de bens do alcance da persecução penal, o que revelaria perigo à ordem pública e à instrução criminal”. Segundo o ministro, a investigação indica que a organização movimentou centenas de milhões de reais e atingiu milhares de beneficiários do sistema previdenciário. Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares diversas, no estado do Ceará e no Distrito Federal. Próxima notícia Deputada FederalINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019](https://politicariabrasileira.blog.br/ibaneis-tem-negocios-com-o-ecossistema-do-master-desde-pelo-menos-2019/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Governador diz que está afastado de escritório da família desde 2018, mas assinou em 2019 um contrato milionário com fundo da Reag e ligado a ex-sócio de Daniel Vorcaro Por Johanns Eller | O Globo 16/03/2026 20:09 O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) — Foto: Cristiano Mariz/O Globo O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou no exercício do mandato, em dezembro de 2019, um contrato de venda de direitos sobre R$ 4,4 milhões em honorários de precatórios do seu escritório de advocacia a um fundo administrado pela Planner, corretora à época controlada por Maurício Quadrado, que meses depois se tornaria sócio de Daniel Vorcaro. O fundo, chamado BLP PCJ VII, foi representado na negociação pelo diretor de uma empresa que ajudou a capitalizar o Banco Master com bilhões de reais e está na mira da Polícia Federal (PF). Os dados sobre os reais cotistas desse fundo não são públicos. Mas quem assina o contrato em nome do BLP PCJ VII é Artur Martins de Figueiredo, que, junto com Quadrado, é citado investigações da PF. Figueiredo também é diretor responsável pela Banvox, uma holding bastante obscura que foi acionista do Master.Na última terça-feira (10), o blog revelou que o Ibaneis Advocacia e Consultoria vendeu R$ 38 milhões em honorários de precatórios a um fundo ligado à Reag, investigada pela PF no caso Master, em maio de 2024. Além disso, na última quinta-feira, o Estadão divulgou um segundo contrato da mesma natureza, no valor de R$ 10 milhões, com um outro fundo da Reag no qual o escritório foi representado pelo próprio Ibaneis. O contrato descoberto agora é pela venda de honorários de precatórios derivados de ação movida pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho dos Estados de Rondônia e Acre (Sinjustra), que tramita na Justiça desde 2011. Nesse tipo de transação, o comprador adquire do escritório de advocacia o direito de receber os honorários, que no caso de precatórios costumam representar uma porcentagem alta do valor total do título. Na prática, trata-se de uma antecipação do pagamento, já que precatórios são de difícil recebimento. A existência dessa terceira transação sugere um modus operandi baseado no expediente de venda de honorários de precatórios como forma de fazer negócios com o ecossistema do Master.O contrato descoberto agora pela equipe do blog mostra que isso ocorre pelo menos desde o primeiro mandato. Somados os três valores que constam nos termos de cessão, já são R$ 52,9 milhões em valores repassados pelo escritório de Ibaneis, comandado por seu filho, Caio Barros. Desse total, o escritório afirma ter recebido cerca de R$ 12 milhões – o valor é bem menor porque os papéis em geral são vendidos com desconto. No universo de fundos que fizeram negócios com Ibaneis estão fundos e gestoras arroladas na Operação Compliance Zero e também na Carbono Oculto, que apura a lavagem de dinheiro de facções criminosas no mercado de combustíveis e em instituições financeiras como a Reag e a Trustee, fundada por Quadrado após deixar a Planner em 2020. A Trustee é hoje a administradora do BLP PCJ VII, segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Avalista A participação no negócio contraria a versão do governador, que na última terça alegou estar afastado do escritório e de seus negócios desde 2018, quando foi eleito pela primeira vez. O próprio governador é um dos avalistas da negociação com a Planner, pela qual o escritório administrado por seu filho, Caio Barros, cedeu os honorários ao BLP PCJ VII em 23 de dezembro de 2019. Como avalista, ele atuaria como responsável solidário pelos valores negociados caso o escritório não honrasse o compromisso com o fundo. A assinatura de Ibaneis consta no documento ao qual a equipe da coluna teve acesso, e que teve a autenticidade reconhecida no 1º Ofício de Notas e Protesto de Brasília, conhecido como Cartório JK.Também constam como avalistas uma empresa do governador, a Ibaneis Agropecuária e Administradora de Bens Patrimoniais, e outros dois sócios dele no escritório na ocasião, Marlúcio Lustosa Bonfim e Johann Homonnai Júnior. No caso do contrato com o fundo da Reag revelado pelo Estadão, o escritório alegou que a assinatura do governador foi incluída “digitalmente” por um gerente. Dessa vez, a banca de advogados não negou a participação pessoal dele no fechamento do negócio, mas não esclareceu se ele intermediou o negócio com a Planner e o fundo. Questionado pela equipe do blog, o escritório afirmou que o contrato é um “negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da Fazenda Pública e instituições financeiras, como forma de abreviar, com deságio, o recebimento de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos” (leia a íntegra ao final da reportagem).Em nota, a Planner declarou que a operação ocorreu “em conformidade com o disposto na regulamentação então vigente” e que “atuou apenas como representante legal” do BLP PCJ VII, “não tendo participado de qualquer tipo de intermediação entre as partes” (confira o inteiro teor no final do texto). Procurado por meio de sua defesa, o governador Ibaneis Rocha não se manifestou até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto. À época do negócio entre a corretora e Ibaneis, o Master ainda se chamava Máxima, e Vorcaro tinha acabado de comprar a instituição do enrolado banqueiro Saul Sabbá com autorização do Banco Central (BC). Nove meses depois, em setembro de 2020, o executivo se tornou sócio de Maurício Quadrado no banco.A parceria só foi desfeita em 2024, quando o Master já apresentava problemas de liquidez. Quadrado teve os bens bloqueados por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda fase da Compliance Zero, em janeiro. O ecossistema Master Enquanto os dois primeiros contratos do escritório de Ibaneis revelados pela imprensa estão relacionados à Reag, liquidada pelo Banco Central em janeiro passado, a negociação com o BLP PCJ VII envolve outros personagens da complexa - [Lulinha admite ao STF que teve viagem a Portugal bancada pelo Careca do INSS: ‘Relação esporádica’](https://politicariabrasileira.blog.br/lulinha-admite-ao-stf-que-teve-viagem-a-portugal-bancada-pelo-careca-do-inss-relacao-esporadica/): Lulinha admite ao STF que teve viagem a Portugal bancada pelo Careca do INSS: ‘Relação esporádica’ Defesa do filho do presidente apresentou explicações ao ministro André Mendonça e disse que não firmou relação comercial com o empresário Antônio Antunes, preso por suspeita de desvios em aposentadorias Por Aguirre Talento e Luiz Vassallo | O Estado de S.Paulo 16/03/2026 Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Foto: Paulo Giandalia / AE BRASÍLIA – A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela primeira vez que ele teve uma viagem a Portugal bancada pelo empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias. Ele negou, porém, ter firmado qualquer negócio ou recebido valores do empresário. A confissão de Lulinha havia sido antecipada pelo Estadão, mas é a primeira vez que sua defesa apresenta formalmente explicações ao ministro André Mendonça sobre sua relação com o empresário. A petição foi apresentada depois das notícias da quebra do sigilo bancário do empresário e diante do receio de que ele seja alvo de novas medidas da Polícia Federal. Lulinha diz que foi apresentado ao Careca do INSS por meio de sua amiga Roberta Luchsinger em 2024 “como um bem-sucedido empresário do mercado farmacêutico”. Lulinha afirma que não tinha conhecimento, na ocasião, da atuação dele junto ao INSS. “Era com esse ANTÔNIO CAMILO, suposto empresário de sucesso da área farmacêutica e parceiro comercial de sua amiga, que o peticionário teve relação esporádica e de natureza social. FÁBIO LUÍS jamais firmou qualquer tipo de relação comercial com ANTÔNIO CAMILO, tampouco tinha conhecimento sobre fraudes no INSS ou outras ilegalidades”, afirmou a defesa ao STF. Na petição, Lulinha diz que teve interesse quando o Careca do INSS lhe contou sobre um projeto comercial de produção de canabidiol medicinal, porque tem uma sobrinha que faz tratamento médico com a substância e enfrentou dificuldades com a qualidade e disponibilidade dos medicamentos. “Nessa mesma conversa, ANTÔNIO CAMILO contou que iria a Portugal para conhecer a produção dos medicamentos e convidou o peticionário a acompanhá-lo sem qualquer compromisso. O convite foi aceito e ANTÔNIO CAMILO levou FÁBIO à Portugal em novembro de 2024, arcando com os custos da viagem. FÁBIO LUÍS acompanhou a visita a possíveis fornecedores e propriedades e essa foi toda a extensão da relação do peticionário com o projeto. Ele não participou de negociações, não investiu trabalho ou valores e tampouco recebeu convite para associação, participação ou compra de cotas”, diz a petição. A defesa também afirma que, se tivesse firmado algum negócio sobre esse tema com o Careca do INSS, o fato não constituiria crime. “Entendia estar acompanhando um bem-sucedido empresário da área farmacêutica, em uma viagem para conhecer um projeto supostamente legítimo. Assim como todos à sua volta, FÁBIO entendia o projeto como lícito e conhecia apenas a figura do ‘empresário de sucesso ANTÔNIO CAMILO’. Essa imagem pública somente veio a se alterar muitos meses após a viagem a Portugal, com a deflagração da Operação Sem Desconto em 23/4/2025, quando foi amplamente publicizada a possível relação de ANTÔNIO CAMILO com as fraudes do INSS”, afirmou a defesa. Notícia anteriorPróxima notícia Fraudes no INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF pede segundo inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha e empresário na Dataprev 31/07/2026 Encontro fortuito: Inquérito contra Lulinha tem origem em fraude do INSS 31/07/2026 Bastidores: PF tentou evitar distribuição automática para André Mendonça de nova investigação sobre Lulinha 31/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia 15/07/2026 Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas 15/07/2026 Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE 17/07/2026 Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças 14/07/2026 Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios 06/07/2026 - [Eduardo Bolsonaro é citado pela PF e tem 15 dias para se defender de processo por abandono de cargo](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-e-citado-pela-pf-e-tem-15-dias-para-se-defender-de-processo-por-abandono-de-cargo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Ex-deputado é alvo de processo administrativo na Polícia Federal. Processo pode levar à demissão do cargo de escrivão da corporação. Ele está afastado das funções desde fevereiro. Por Lígia Vieira | TV Globo 16/03/2026 Foto de Arquivo: o deputado Eduardo Bolsonaro conversa com a Reuters sobre seus esforços para pressionar o Brasil a suspender o julgamento de seu pai, o ex-presidente brasileiro de direita Jair Bolsonaro, em Washington, D.C., EUA, em 14 de agosto de 2025 — Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak/File Photo Brasília – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi formalmente citado nesta segunda-feira (16) no processo administrativo aberto pela Polícia Federal que apura possível abandono do cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ). Com a citação formal, passam a correr os prazos do processo administrativo, incluindo o período de 15 dias para que Eduardo apresente sua defesa à comissão responsável pela apuração. A citação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (16), salientando que Eduardo está em “lugar incerto e não sabido”. O ex-deputado é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas do ex-deputado, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O PAD pode levar à demissão do servidor. Eduardo está afastado do cargo desde fevereiro, em portaria assinada assinada pelo corregedor regional da PF no estado. Decisão também determinou que o escrivão entregasse a carteira funcional e a arma de fogo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Brasil alegando que está sendo perseguido pela Justiça. Eduardo Bolsonaro é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras. Eduardo está morando nos EUA Segundo a portaria da Corregedoria da PF no RJ, o processo administrativo vai apurar a responsabilidade de Eduardo por ter, supostamente, se ausentado ao serviço de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos após a perda do mandato de deputado em 18 de dezembro de 2025. Com o fim do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo na corporação, do qual estava afastado para ser deputado federal. A volta ao cargo não aconteceu e essa situação pode configurar o abandono do cargo pelo servidor público. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Polícia e MP investigam contratos de R$ 200 milhões do governo do RJ com empresa criada três meses antes](https://politicariabrasileira.blog.br/policia-e-mp-investigam-contratos-de-r-200-milhoes-do-governo-do-rj-com-empresa-criada-tres-meses-antes/): Polícia e MP investigam contratos de R$ 200 milhões do governo do RJ com empresa criada três meses antes Uma pessoa que autorizou a licitação, logo depois, se tornou funcionária da empresa. Deputado federal Marcelo Queiroz e subsecretária Camila Costa da Silva aparecem entre os investigados. Por Gabriel Barreira, Márcio Falcão e André Coelho Costa | RJ2 14/03/2026 Polícia e MP investigam contratos de R$ 200 milhões do governo do RJ com empresa criada três meses antes A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio investigam contratos firmados entre o governo do estado e a empresa Consuvet, que foi criada apenas três meses antes dos acordos milionários. A soma dos contratos chega a R$ 200 milhões. De acordo com a investigação, o serviço era de castração de animais, mas há indícios de irregularidades, como superfaturamento, corrupção, fraude à licitação, além de outros crimes. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra a subsecretária de Proteção e Bem-estar Animal e responsável pelos contratos, aditivos e fiscalizações do programa RJPet, Camila Costa da Silva, a polícia encontrou o celular dela na casa da companheira do deputado federal Marcelo Queiroz, que na época dos contratos era secretário da Agricultura do estado. Marcelo Queiroz foi ainda candidato a prefeito do Rio. A investigação aponta que a empresa Consuvet recebeu R$ 35,5 milhões da pasta para esterilização de cães e gatos. As autoridades afirmam que o pagamento foi feito de forma descontrolada: sem identificar os animais e os tutores. Investigação A polícia aponta Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura – a mesma que era liderada por Marcelo Queiroz. Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet. Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades: incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023. Os outros sócios da empresa, Luiz Mariano Rodrigues Jatobá e Rodrigo Figueiro Loureiro Teixeira, também movimentaram altas quantias e são investigados. As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço tem a data de 17 meses antes da firma ser criada. E só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Reação de subsecretária levou até deputado federal A polícia chegou ao nome do deputado federal Marcelo Queiroz depois de cumprir um mandado de busca e apreensão na casa da subsecretária Camila, em dezembro de 2024. Camila teve o celular apreendido e foi questionada se possuía algum outro aparelho. Ela disse que, três dias antes da operação, um celular antigo tinha quebrado e que ela jogou o aparelho velho fora. A polícia acabou descobrindo que o telefone estava funcionando e havia sido usado no dia anterior. O aparelho estava na casa da companheira do deputado. Como o parlamentar tem foro privilegiado, a Polícia Civil e o Ministério Público solicitaram que o caso fosse para o Supremo Tribunal Federal. Essa semana a Justiça do Rio declinou a competência e remeteu o processo para o STF, onde será analisado. O que dizem os citados A Secretaria Estadual de Saúde, onde o programa RJPet está lotado, disse que a Consuvet não presta serviços desde abril de 2024. O deputado Marcelo Queiroz declarou que lamenta o vazamento de um procedimento sigiloso no qual seu nome é mencionado com base em ilações e conjecturas, sem nenhum respaldo em fatos e provas. Disse ainda que todos os contratos durante a gestão dele foram assinados a partir de pregões eletrônicos. A defesa da subsecretária Camila Costa disse que os pagamentos para a empresa foram suspensos até os esclarecimentos dos fatos e que Camila continua à disposição da Justiça para prestar todas as informações necessárias. A TV Globo não teve resposta da Consuvet nem dos outros citados na reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMP-RJPolícia CivilSTF Supremo Tribunal Federal Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais 12/05/2026 Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-gastou-r-10-milhoes-em-viagem-com-iate-de-luxo-no-mediterraneo-video/): Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo (VIDEO) Imagens registradas por promotor de eventos do banqueiro mostram embarcação e clube de alto padrão em Saint-Tropez, na França Procurada, assessoria de imprensa não respondeu até a publicação deste texto; documentos da investigação detalham gastos Por Alexa Salomão, Joana Cunha e Dani Braga | Folha de S.Paulo 08/03/2026 Cenas de viagem na região do Mediterrâneo, registradas em vídeo pelo promotor de eventos Diogo Batista; o então banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, desembolsou R$ 11,5 milhões pelo passeio completo que passou pela França São Paulo – Superiates, DJs internacionais, praias paradisíacas na Europa, modelos estrangeiras e gente famosa, incluindo jogadores de futebol. É esse tipo de festa que o promotor de eventos Diogo Batista organiza. Conhecido como “concierge dos VIPs”, Batista cuida de viagens a destinos exclusivos e também prepara, sob medida, encontros reservados com atendimento sofisticado. Entre seus clientes estava Daniel Vorcaro, o controlador do Banco Master, preso pela segunda vez na quarta-feira (4) e investigado por fraudes financeiras e intimidação a pessoas. O ex-banqueiro, como mostrou a Folha, tinha nos luxuosos eventos um dos pilares de sua estratégia para estreitar relações com políticos e altas autoridades. Segundo duas pessoas próximas ao Master, Batista cuidou de várias dessas festas, regadas a bebidas e comidas caras, além da presença de mulheres jovens e bonitas. Um vídeo que circula na internet desde novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Master, mostra o tipo de serviço oferecido por Batista. O promotor de eventos se grava com a companheira de viagem, uma mulher que a Folha identificou como sendo uma modelo natural da Sérvia. As imagens retratam um roteiro de luxo, com passagens pelo superiate Mad Summer, e pelo suntuoso clube francês Verde Beach, em Saint-Tropez, na costa francesa do mar Mediterrâneo — e ilustram bem o padrão de vida e de gastos do ex-banqueiro. Vorcaro não aparece nas imagens, mas documentos de investigações da Polícia Federal sobre o Master, aos quais a Folha teve acesso, detalham que, para esta viagem à França, em agosto de 2022, ele pagou € 1,88 milhão — cerca de R$ 10,7 milhões com o câmbio do período. Apenas a locação do barco, entre os dias 21 e 25 daquele mês, custou cerca € 1,7 milhão — R$ 9,7 milhões. Para animar o cruzeiro, Vorcaro bancou uma infraestrutura de festas, incluindo equipamentos de iluminação e som, cachês e translado de artistas, ao custo de € 78 mil, quase R$ 480 mil. O grupo incluía o DJ e produtor musical francês Saint Lanvain, uma referência na cena internacional da música eletrônica. Um executivo que prefere não ter o nome citado repassou o vídeo da viagem à Folha. As imagens, segundo ele, estavam circulando nas redes sociais depois terem sido originalmente postadas no Market Live, serviço de assinatura de notícias e análises do mercado financeiro via WhatsApp, pelo sócio desse canal, Luiz Guilherme Atalla Camasmie. Procurado, esse empresário confirmou a postagem. “O vídeo é uma viagem de Vorcaro no verão europeu, e Batista está lá porque era o promoter oficial do Banco Master”, afirmou na entrevista à Folha. Camasmie disse ainda que extraiu o vídeo da página de Batista, no Instagram, e o divulgou no canal quando ocorreu a liquidação do Master, em novembro do ano passado, para mostrar como eram os eventos do banco. Na Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, republicou o vídeo. Depois, a pedidos de amigos de Batista, retirou. Camasmie e Master são opositores declarados. O empresário apresentou notícia-crime pedindo investigação de um ataque hacker que seu canal de notícias sofreu após publicar várias críticas ao banco de Vorcaro, como indício de gestão temerária. “Faz um ano que eu já falava que o banco era a maior fraude, e fui atacado via hacker. Destruíam o grupo. Derrubaram um monte de coisas”, diz ele. O Master, por sua vez, fez notícia-crime de difamação contra Camasmie por causa dessas divulgações. Com o avanço das investigações contra o banco, o empresário pediu o arquivamento desse inquérito. Na terceira fase da Operação Compliance Zero, na quarta (4), surgiu a indicação de que Vorcaro mantinha uma estrutura para hackear e derrubar atividades digitais. Vorcaro costumava passear pela Europa no verão. Em 2024 e 2025, trajetos de jatinho do banqueiro apontam passagens por Riviera Francesa, Sardenha, na Itália, e Ilhas Baleares Ibiza e Maiorca, na Espanha, todas regiões conhecidas pelas praias paradisíacas e a vida noturna badalada. Em julho do ano passado, ele foi flagrado em outro clube praiano de Saint-Tropez, o Casa Amor. Trechos do vídeo circularam pelos celulares de executivos do setor financeiro. A pergunta que todos se faziam era como Vorcaro mantinha aquele padrão de vida enquanto o banco vivia uma crise. Àquela altura, ativos do Master estavam à venda, e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) injetava recursos na instituição para prover liquidez. De maio a outubro de 2025, a assistência financeira ao Master somou R$ 4,3 bilhões. A Folha identificou que o vídeo de Batista não foi produzido por inteligência artificial. Procurou a sua publicação na rede social de Batista, que é aberta, mas não o localizou. No entanto, encontrou fotos em que Batista e a modelo loira aparecem juntos nas páginas das redes sociais de ambos, postadas em diferentes datas, no mesmo verão europeu de 2022. Procurada, a assessoria de imprensa de Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. CELULAR NA AGENDA DE VORCARO Batista é sócio da Tdx Marketing Entertainment. Além de organizar vários eventos de Vorcaro, cuidou também do contato com modelos e influencers para as festas do Master até 2024, quando teve um desentendimento com Vorcaro e foi colocado em segundo plano. Pessoas próximas ao banco contam que parte de suas funções, então, foi assumida por uma “sugar baby”, termo para mulher que prefere relacionamento com homem mais velho provedor. Segundo pessoas próximas ao banco, seria Karolina Trainotti — a mesma que recebeu um apartamento de quase R$ 4,4 milhões em São Paulo. O imóvel foi doado a ela, em 2024, pela Super Empreendimentos, empresa investigada pela PF (Polícia Federal) por possível ocultação de bens e lavagem de dinheiro ligados a Vorcaro. A reportagem apurou que os números de telefone de - [CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026](https://politicariabrasileira.blog.br/cmn-autoriza-garantia-da-uniao-a-novo-emprestimo-de-ate-r-8-bi-dos-correios-em-2026/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha No ano passado, Tesouro já havia dado garantia a empréstimo de R$ 12 bi tomado pela estatal com um consórcio de bancos Por Cícero Cotrim (Broadcast) | O Estado de S.Paulo 26/02/2026 20:09 No ano passado, Tesouro já havia dado garantia a empréstimo de R$ 12 bi tomado pela estatal com um consórcio de bancos Foto: Hélvio Romero/Estadão BRASÍLIA – O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o governo federal a garantir operações de crédito de até R$ 8 bilhões para os Correios este ano. A medida passou a constar no limite global de novas operações garantidas, a partir de uma resolução publicada pelo colegiado nesta quinta-feira, 26.Na prática, a resolução 5.282 acrescentou os R$ 8 bilhões destinados aos Correios ao limite global de 2026. O volume total autorizado para operações do setor público este ano, com e sem garantia da União, passou de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões – uma diferença de exatamente R$ 8 bilhões.No ano passado, o Tesouro Nacional já havia dado garantia a um empréstimo de R$ 12 bilhões tomado pelos Correios com um consórcio de bancos.A estatal precisava de R$ 20 bilhões no total, mas acabou fazendo uma operação menor. O montante autorizado para 2026 completa o volume total de recursos que era considerado necessário.Segundo projeção do Ministério da Fazenda, os Correios devem fechar 2026 com um déficit primário de R$ 9,1 bilhões. No ano passado, até setembro, a empresa tinha um prejuízo de mais de R$ 6 bilhões. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação](https://politicariabrasileira.blog.br/correios-projetam-prejuizo-de-r-91-bilhoes-em-2026-apesar-de-plano-de-reestruturacao/): Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Se confirmado, rombo será maior que o previsto para 2025, apesar do programa de reestruturação anunciado pela estatal Por Márcio Juliboni | Veja 12/02/2026 20:09 TIRO NO PÉ Lula: presidente cancelou privatização dos Correios e, agora, lida com rombo bilionário (Ricardo Stuckert) Os Correios devem apresentar um prejuízo de 9,1 bilhões de reais em 2026, segundo estimativas de sua diretoria. A informação foi antecipada pelo portal de notícias G1. Se confirmado, o valor será maior que as perdas de 5,8 bilhões com que a estatal deve encerrar 2025. O rombo do ano passado poderia ser ainda maior, se a companhia não tivesse adiado o pagamento de algumas obrigações. O aumento dos prejuízos previsto pela cúpula dos Correios para 2026 indica a pouca eficácia do plano de reestruturação apresentado em meados de outubro e detalhado em dezembro. Nas duas ocasiões, a empresa se comprometeu a cortar despesas, diversificar receitas e recuperar a capacidade financeira para quitar dívidas. Em dezembro, quando as medidas foram consolidadas em um plano de ações que se estende até 2027, os Correios se comprometeram a gerar uma economia anual de 7,4 bilhões de reais. Os cortes de gastos com 15 000 funcionários e o fechamento de 1 000 agências responderiam por 4,2 bilhões de reais desse montante. Já o aumento de receitas aportaria mais 3,2 bilhões.Retirada do programa de privatização pelo presidente Lula logo após o início de seu terceiro mandato, os Correios se tornaram uma das maiores dores de cabeça do Palácio do Planalto e símbolo da ineficiência estatal. Além de mudanças estruturais em seu mercado com o aumento da concorrência de empresas privadas de entrega e a redução no volume de correspondências em tempos de adoção em massa de meios eletrônicos de comunicação, como os e-mails e o whatsapp, os Correios também sofrem com a ingerência política e decisões que comprometeram sua saúde financeira.Em novembro de 2024, por exemplo, a estatal concordou em injetar 7,6 bilhões de reais no Postalis, o fundo de previdência dos seus funcionários. A quantia cobre metade dos 15 bilhões de reais das perdas reportadas pelo fundo. A quantia remonta aos prejuízos sofridos pelo Postalis com investimentos realizados de 2011 a 2016, quando Dilma Rousseff presidia o Brasil. As perdas somavam 4,7 bilhões de reais e, corrigidas ao longo dos anos, se transformaram em uma bola de neve.Para cobrir o rombo operacional e o aporte no Postalis, os Correios chegaram a negociar no fim do ano passado um empréstimo de 20 bilhões de reais com um consórcio de bancos. A operação, contudo, foi vetada pelo Tesouro Nacional, que entraria como fiador, por considerá-la cara demais – equivalente a 136% do CDI, o que corresponde a cerca de 20% ao ano. Nos últimos dias de dezembro, a companhia conseguiu fechar um empréstimo de 12 bilhões com o pool de bancos. Relatório sigiloso enviado aos EUA Próxima notícia CorreiosPostalisPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresTesouro Nacional Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019 CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026 Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Expansão do Comando Vermelho em Paraty afeta moradores, comércio e pontos turísticos](https://politicariabrasileira.blog.br/expansao-do-comando-vermelho-em-paraty-afeta-moradores-comercio-e-pontos-turisticos/): Expansão do Comando Vermelho em Paraty afeta moradores, comércio e pontos turísticos Agora estabilizada na cidade, facção ampliou a exploração das atividades econômicas nos bairros, assim como acontece na capital Por Bruna Martins | O Globo 09/02/2026 Pichação em alusão ao Comando Vermelho em Paraty — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo Rio de Janeiro – A tarde chuvosa no dia 23 de janeiro manteve vazia a Praça da Paz, em Paraty, na região da Costa Verde. O local abriga a primeira pista de skate da cidade, inaugurada em 2016, um parquinho e uma quadra de futebol cercada por alambrado. Apenas urubus estavam presentes no local, onde a grama alta completava o cenário de abandono. Segundo moradores mais antigos, a praça está cada vez mais distante da paz citada no nome. Ao redor dela, o tráfico de drogas se expande há mais de 15 anos em dois bairros caiçaras, expostos à violência e à marginalização do município considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. Distantes 13 minutos a pé do Centro Histórico de Paraty, as comunidades da Ilha das Cobras e Mangueira, também vizinhas do aeroporto, são separadas apenas pela Rua Central — entre os moradores, a referência dela é uma tenda de açaí, montada em frente à praça. Ambas começaram a ser invadidas por facções entre 2010 e 2011, período em que as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) eram implementadas em favelas da capital fluminense dominadas pelo tráfico. Nesse período, o Comando Vermelho atuava na Ilha, enquanto o Terceiro Comando Puro ocupava a Mangueira. Os confrontos entre esses grupos eram rotina, como conta Alice (nome fictício), caiçara da Mangueira. Ela diz ter perdido ao menos 20 amigos nessa época, todos entre 13 e 18 anos, envolvidos com uma das facções. Um dos mais novos, segundo ela, foi morto num mercado do bairro. Dias antes, ele havia confidenciado o desejo de deixar o crime, mas ainda não tinha dinheiro suficiente para isso, principalmente porque precisaria abandonar a cidade sozinho. — Minha casa vivia cheia de amigos. Ela foi se esvaziando, não sobrou ninguém. As pessoas acham que Paraty se resume ao Centro Histórico, às praias e ilhas, mas ninguém sabe o que acontece do outro lado. Quando você chega à praça (da Paz), percebe que o clima muda. Existe um silêncio, um vazio, é muito triste. Eu guardo um monte de histórias desse lugar, acompanhei a mudança, vi muita gente morrer. Já fiquei presa em tiroteio enquanto ia para a escola, encontrei gente morta pelo chão — afirma a jovem.Em 2021, o Comando Vermelho tomou o controle da Mangueira com o assassinato de chefes da facção rival. A mudança na gestão gerou uma série de expulsões de moradores, incluindo Alice e sua família. Há três anos, eles foram obrigados a deixar a casa onde moravam, além de terem perdido um pequeno comércio que mantinham por lá. — Eles chegaram armados, nos deram 24 horas para ir embora. Saímos com a roupa do corpo e nossos cachorros. Foi muito duro. Imagina deixar a casa que você lutou a vida toda para construir. A gente não pode mais voltar, mas, mesmo que pudéssemos, não voltaríamos, não sabemos o que pode acontecer. Mas é meu bairro, é onde eu nasci, fiz amigos. A tristeza maior é saber que não precisava ter chegado a esse ponto. Não há políticas públicas voltadas para nós. É só esquecimento — completa.As expulsões continuam a acontecer na cidade, que já é majoritariamente dominada pelo Comando Vermelho. A 167ª DP investiga uma que aconteceu no final do ano passado, no Morro do Ditão, localizado na Rodovia Rio-Santos e distante cerca de 8 quilômetros do centro de Paraty. Traficantes ameaçaram a moradora da casa com uma arma, acusando-a de ser informante. Também morador da Mangueira, Jorge (nome fictício) relata que o bairro piorou muito nos últimos anos, principalmente pelo aumento da venda de drogas nas ruas internas. Ele descreve os traficantes reforçando que a maioria é adolescente — no ano passado, 48 menores foram apreendidos em flagrante na cidade; em 2024, foram 28, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Preocupado com essa situação, ele decidiu mandar os filhos para outro estado. — Está muito ruim morar aqui. O tráfico está tomando tudo. Eu até evito passar por algumas ruas, e olha que eu conheço todo mundo. Canso de ver carro de bacana entrando aqui, tudo para o pessoal comprar droga. Gastam R$ 500, R$ 600 de uma vez só. Estava com medo de que meus filhos se envolvessem ou que acontecesse alguma coisa contra eles. Achei melhor mandá-los para outro estado, onde também tenho família — explica.Sob anonimato, um policial civil da região explica que o Comando Vermelho, agora estabilizado em Paraty, ampliou a exploração das atividades econômicas nos bairros, assim como acontece na capital. A presença dessa facção também afeta o funcionamento de serviços básicos de algumas localidades, como no Condado, distante cerca de cinco quilômetros do Centro. Um professor da rede pública comenta que, nessa comunidade, ônibus municipais já não acessam mais o interior, mantendo circulação apenas na rua principal. Recentemente, a atuação dessa facção ultrapassou as comunidades e chegou a áreas turísticas da Praia do Sono e Trindade, conhecidas pela cultura “hippie”. Notícias locais dão conta de que traficantes estariam extorquindo barqueiros e donos de estacionamento, além de cobrar indevidamente turistas por acesso aos locais. A situação foi resolvida pelos próprios caiçaras, que se impuseram aos criminosos, com quem tinham parentesco.Na 167ª DP, há ao menos seis investigações sobre a exploração territorial do Comando Vermelho na região. No entanto, agentes expõem dificuldades para concluí-las, principalmente pela falta de depoimentos. Os crimes já registrados envolvem as localidades de Paraty-Mirim — onde traficantes estariam cobrando percentual na venda de terrenos e imóveis —, Costeira, Ponta Negra, Praia de Cajaíba, Juatinga e Calhau. Há também suspeita de extorsão a empresas de turismo no Cais de Paraty, de onde partem escunas de passeio. Já no Centro Histórico, marco turístico, ainda não há denúncias. A exposição desses crimes motivou uma reunião pública - [Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/para-cobrir-rombo-correios-vendem-imoveis-e-preveem-arrecadar-r-2-bilhoes/): Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões Estatal planeja realizar novos leilões ainda em fevereiro; lista de propriedades ainda está em elaboração Por Larissa Rodrigues e Vitória Queiroz | CNN Brasil 06/02/2026 20:09 CNN Os Correios já começaram a vender parte dos imóveis de seu patrimônio como parte do seu plano de reestruturação financeira. Segundo apurou o CNN Money, a lista de propriedades ainda está em elaboração. Contudo, ao menos 50 imóveis sem uso operacional já foram alienados. Com a venda desses ativos, a estatal estima gerar cerca de R$ 2 bilhões em receitas extraordinárias. Há novos leilões previstos para os dias 12 e 26 de fevereiro. No fim do ano passado, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para estancar a crise de caixa. Os recursos serão aplicados na recuperação da sustentabilidade financeira, na modernização operacional e no reposicionamento competitivo da estatal. O plano de reestruturação dos Correios também reabriu o Programa de Demissão Voluntária, com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028, contribuindo para a redução da rigidez da estrutura de custos da empresa. Além disso, os Correios também reequilibraram o plano de saúde de seus funcionários e estão renegociando os seus passivos judiciais. Somadas, essas iniciativas devem resultar em uma redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028 Na frente de crescimento, os Correios preveem investimentos de R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, que devem ser destinados à automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística. Próxima notícia Correios Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019 CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026 Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/cine-trancoso-os-videos-toxicos-de-vorcaro/): ‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro Há gravações de algumas das festas de arromba ocorridas na “casa de verão” do ex-dono do Banco Master no sul da Bahia. Imagens foram captadas por um circuito interno de TV Por Reserva Exclusiva 22/01/2026 ‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro Um dos operadores dos fundos administrados pela REAG DTVM, liquidada pelo Banco Central no dia 15 de janeiro desse ano, assegurou à coluna que existem vídeos documentando as festas privadas dadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro na confortável casa de veraneio que ele mantinha em Trancoso, praia do sul da Bahia. Altas autoridades dos Três Poderes da República foram a essas festas. Do Poder Executivo, no atual governo, ninguém protagoniza as fitas. Integrantes do ministério de Jair Bolsonaro, no governo passado, sim. À farta. Eram farrinhas privê reunindo homens e mulheres do mercado financeiro, da política e do meio jurídico. A fonte da Reserva Exclusiva chegou a ser convidada para ir para algumas dessas festinhas, mas nunca aceitou. Porém, assistiu a uma edição picante – e preocupante – dessas imagens numa reunião do board da distribuidora de títulos e valores mobiliários. O vídeo era estrelado por um “pica das galáxias” do Poder Judiciário. Foi assim, “pica das galáxias”, que um dos principais executivos da REAG classificou o personagem quando o tema terminou sendo abordado na mesa de trabalhos da operadora agora em liquidação pelo Banco Central. O vídeo estava arquivado no celular de Daniel Vorcaro, à época banqueiro e ainda controlador do Master. Hoje, Vorcaro é ex-banqueiro, o Master não é mais banco, a REAG está em liquidação e o celular está retido pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal sob custódia do Supremo Tribunal Federal. Quem ia às festas privê na casa de Trancoso do ex-banqueiro se via obrigado a deixar o celular desligado e nas mãos de alguém da área de segurança durante os convescotes. Em algumas das farras havia até detectores de metal nas entradas dos salões. Contudo, Vorcaro possuía um circuito interno de câmeras. Eram discretamente dispostas, mas eficazes. Havia pontos de captação de imagens em todos os cômodos – para “segurança pessoal”, claro, como era a alegação. As assessorias jurídica e de imprensa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do liquidado Master foram informadas pela Liberta que a Reserva Exclusiva publicaria nota dando conta da existência desses vídeos editados. Preferiram não se pronunciar sobre o tema sem fazer ressalva alguma à publicação. O conteúdo das produções audiovisuais do “Cine Trancoso” tem potencial para causar rebuliço tão grande na vida nacional quanto a sólida trajetória de “O Agente Secreto” nos festivais de Cannes, no Globo de Ouro e, em breve, no Oscar. E isso tudo sem Lei Rouanet e sem submissão aos editais da Ancine. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTrancoso BA Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR 26/05/2026 Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão 26/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Perfil do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal e atual relator no caso do Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/perfil-do-ministro-do-tcu-jhonatan-de-jesus-ex-deputado-federal-e-atual-relator-no-caso-do-banco-master/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Jhonatan de Jesus é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) desde março de 2023. Médico de formação, ele exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal pelo Republicanos (2011–2023). Por Luiz Maia 08/01/2026 Tribunal de Contas da União dá posse ao novo Ministro Jhonatan de Jesus | Reprodução Jhonatan de Jesus é filho de Mecias de Jesus, atual senador do Republicanos por Roraima e influente liderança política no estado. Eleito pela primeira vez aos 27 anos, Jhonatan destacou-se como o parlamentar mais votado de Roraima nas eleições de 2022. Sua carreira foi marcada por uma ascensão rápida dentro do “Centrão”. Durante seu tempo na Câmara dos Deputados, foi um aliado próximo de Arthur Lira, o que facilitou sua articulação para a indicação ao TCU. Sua escolha para o TCU ocorreu em uma disputa interna na Câmara, onde derrotou candidatos de outros blocos e foi aprovado com ampla maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Sua nomeação permitiu que ele permaneça no cargo até 2059, quando completará 75 anos. Controvérsias e Escândalos Jhonatan de Jesus tem sido alvo de críticas e dossiês que questionam sua “reputação ilibada” para o cargo, critério exigido para ministros do TCU. Ao longo de sua vida pública, Jhonatan de Jesus enfrentou escrutínio jurídico e político.  Seu nome foi associado a investigações de desvios na Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau), tema que gerou críticas durante sua sabatina para o TCU. Antes de sua eleição para o TCU, circulou um dossiê listando supostas investigações de corrupção e questionando sua “reputação ilibada”, requisito constitucional para o cargo. Políticos e entidades apontaram Jhonatan de Jesus como um dos responsáveis políticos pela negligência que levou à crise humanitária nas terras Yanomami em Roraima. Durante seu mandato como deputado federal, Jhonatan de Jesus foi alvo de inquéritos que, em sua maioria, não resultaram em denúncias aceitas ou condenações. Há investigações em curso no STF sobre o uso de emendas do orçamento secreto e recursos destinados a municípios de Roraima, sua base eleitoral. O mais novo escândalo envolve emendas parlamentares enviadas pelo então deputado por Roraima Jhonatan de Jesus, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e pelo pai dele, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), que deveriam ser usadas para a construção de 300 casas populares. A promessa era deixar o conjunto pronto no final de 2024. Hoje, só uma casa saiu do papel e ninguém mora nela. O imóvel já tem sinais de abandono e deterioração, enquanto a área onde deveriam estar as outras 299 não tem nem fundação. Em vez de um canteiro de obras, o terreno está tomado por mato.  Embora não configure um processo criminal individual direto até o momento, sua trajetória é frequentemente ligada a processos que investigam a exploração ilegal de garimpo em terras indígenas, devido ao histórico político de seu pai, o senador Mecias de Jesus. Não há, até esta data, nenhuma sentença que torne Jhonatan inelegível ou o afaste do cargo. O maior risco jurídico atual é a possível anulação de suas decisões no caso Banco Master pelo próprio plenário do TCU ou pelo STF, caso se comprove desvio de finalidade. Em abril de 2025, uma BMW em nome da esposa do ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, foi apreendida com o “Careca do INSS”. Carro de luxo estava guardado em garagem e consta na relação de veículos confiscados. A apreensão da BMW X1 branca foi no Lago Sul de Brasília, em 23 de abril, ainda na primeira fase da operação que apura fraudes bilionárias no INSS.  Sua esposa também foi denunciada como funcionária fantasma da Câmara dos Deputados, no gabinete do deputado federal Gabriel Mota (Republicanos-RR) . Texto criado com ajuda de Inteligência Artificial Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo](https://politicariabrasileira.blog.br/memorias-apagadas-ao-menos-40-imoveis-do-rio-perdem-protecao-e-vao-abaixo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Propriedades foram destombadas, mais da metade delas por decisões judiciais Por Luiz Ernesto Magalhães | O Globo 30/11/2025 Casa na Esquina da Avenida Epitácio Pessoa com Rua Joana Angélica, na Lagoa — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo Rio de Janeiro – Eles já foram considerados símbolos da história dos bairros do Rio, mas por várias razões deixaram os registros dos órgãos de preservação e ficaram apenas na memória afetiva da população. Pelo menos 40 imóveis da cidade perderam a proteção contra demolições ou alterações de suas características originais nos últimos 25 anos. Esses bens foram destombados ou desprotegidos — quando podem ser reformados mantendo a fachada original — seja por decisões judiciais, leis ou decretos. O levantamento foi feito pelo GLOBO junto aos órgãos de preservação da União, do estado e do município, além do Tribunal de Justiça do Rio, do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa do Rio. Na Justiça, foram 21 casos no período. Desses, 13 em Ipanema, quatro no Leblon e quatro na Tijuca. Na Zona Sul, o que provocou a maioria das retiradas da proteção foi a forma como que tramitaram dois decretos editados pelo ex-prefeito Cesar Maia que criaram as APACs do Leblon (2001) e de Ipanema (2003), declaradas parcialmente inconstitucionais pelo STF. A corte entendeu que a prefeitura podia criar áreas de preservação urbanística, mas excluiu os anexos que listavam bens tombados e preservados porque os moradores não foram ouvidos sobre essa intenção. Outras ações se basearam nessa jurisprudência. Procurado pelo GLOBO, o ex-prefeito não comentou. Casa demolida Um desses imóveis começou a ser demolido semana passada: a casa na Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Joana Angélica, na Lagoa, que era tombada. Isso depois de uma briga na Justiça dos proprietários com a prefeitura que levou 18 anos. Neste caso, uma perícia anexada ao processo apresentou a tese de que a construção não tinha valor histórico para o bairro. O rol de excluídos por decisão judicial tem ainda quatro imóveis que foram declarados preservados pelo decreto da APAC de Ipanema. Localizados na Rua Almirante Saddock de Sá, eram conhecidos como as “casas assombradas”, pelo péssimo estado de conservação. Nos terrenos onde estavam três delas, vai ser erguido um condomínio como contrapartida por investimentos no retrofit e na construção de residenciais na área do Reviver Centro. O bônus urbanístico de lá veio da primeira licença emitida pela prefeitura dentro do programa — um prédio com 119 apartamentos na Rua do Acre. — As casas da Saddock de Sá pertenciam a duas famílias que se beneficiaram da decisão do STF. Elas estavam em péssimo estado, sem condições de recuperação. A vizinhança aprovou o novo destino dos terrenos — diz o dono da Engeziler, Alberto Zilberman. Victor Trulli, diretor da Administradora Nacional, especializada na gestão de imóveis, avalia os destombamentos pelo ponto de vista dos investidores: — Entendo que tombamentos podem ser benéficos. Mas é preciso ter segurança jurídica dos benefícios que esse tipo de recurso trará a longo prazo, não apenas de imediato. Há imóveis importantes e muitos são mantidos e se integram a novos projetos, inclusive na Zona Sul. Se não há lei específica, é possível desproteger imóveis por decreto, alegando o interesse público em prol do desenvolvimento da cidade. Só este ano, o prefeito Eduardo Paes destombou três. O mais recente, em outubro, foi a sede da Associação Atlética Light (Grajaú), que estava fechada desde julho. O imóvel foi vendido para a construtora Cyrela, que deu entrada na prefeitura em um pedido de licenciamento de um condomínio residencial. Curiosamente, foi o próprio Paes quem havia decretado o tombamento do imóvel em 2016, com o argumento de que era espaço importante para atividades esportivas da comunidade. Os outros foram a sede da empresa Sotreq, projeto modernista do escritório dos Irmãos Roberto na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, e a antiga sede da distribuidora Ipiranga, na Rua Francisco Eugênio, onde está em construção o primeiro residencial do programa Porto Maravilha em São Cristóvão. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante, que analisou os processos, explicou as opções pelos destombamentos: — As atividades no clube já eram bastante reduzidas antes de fechar. A realidade ali mudou. A Sotreq precisava expandir suas instalações e explicou que, se não houvesse o destombamento, perderíamos uma das grandes empresas de fornecimento de equipamentos da cidade para Macaé. Por fim, o prédio de São Cristóvão, de arquitetura brutalista, não tinha como ser convertido para residencial. Tinha grandes lajes corporativas, que dificultavam retrofits. Ex-secretária municipal de Urbanismo, Andrea Redondo conta que, quando integrava o Conselho municipal de Patrimônio Cultural, durante uma das gestões do ex-prefeito Cesar Maia, participou da votação de um destombamento parcial das antigas oficinas de trens do Engenho de Dentro para viabilizar a construção do Estádio Olímpico inaugurado para o Pan de 2007. — Todos os destombamentos seguem interesses políticos e econômicos. Isso aconteceu no Engenhão. Nas APACs de Ipanema e Leblon, houve tombamentos provisórios para que órgãos de preservação fizessem estudos mais detalhados sobre esses lugares antes que fossem demolidos por pressão do mercado — diz Andrea. — Mas absurdos permitidos no passado como derrubar o Palácio Monroe (Cinelândia) não seriam tolerados hoje. Análise individualizada Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ), Sydnei Menezes alerta: as propostas de destombamentos precisam ser avaliadas caso a caso. — O foco do tombamento é preservar bens que têm valor histórico, cultural e arquitetônico. Mas com o tempo, esse instrumento passa a ser usado para evitar fechamento de negócios ou o crescimento de regiões da cidade — afirma. A lista tem curiosidades. Na Rua Henrique Dumont, a Justiça destombou uma casa onde hoje funciona uma pizzaria. O imóvel foi mantido, mas com alterações internas e na fachada. O prédio exibe hoje uma cor ocre, seguindo o padrão da rede. Ao ser tombada, a fachada tinha um - [Comando Vermelho: Como um decreto da ditadura levou à formação da facção](https://politicariabrasileira.blog.br/comando-vermelho-como-um-decreto-da-ditadura-levou-a-formacao-da-faccao/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Alteração na Lei de Segurança Nacional (LSN) realizada pelo governo militar promoveu a mistura de presos políticos e bandidos comuns no presídio da Ilha Grande Por William Helal Filho | O Globo 29/10/2025 Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em 1983 — Foto: Sebastião Marinho O presídio da Ilha Grande, no Estado do Rio, foi cenário de uma carnificina nas primeiras horas do dia 17 de setembro de 1979. Naquela segunda-feira, um grupo de detentos armados com pedaços de madeira cheios de pregos e colheres raspadas transformadas em facas encurralou um bando rival dentro da penitenciária e assassinou seis presos adversários. A imprensa da época não deu muito destaque para essa chacina, mas o episódio pode ser considerado o ato de violência inaugural da facção criminosa Falange Vermelha, que depois mudaria seu nome para Comando Vermelho. Mais de 45 anos depois, o Comando Vermelho é, hoje, uma das maiores organizações criminosas do Brasil. A facção domina mais da metade das áreas controladas por bandidos no Grande Rio e tem ramificações em ao menos 20 estados brasileiros. A megaoperação realizada nesta terça-feira pelas polícias Civil e Militar, que deixou mais de 60 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, tinha como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes do grupo. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes, apreendeu mais de 90 fuzis e prendeu ao menos 80 suspeitos. Essa grande “corporação” do crime se apoia no tráfico de drogas e de armas, valendo-se do fracasso do Estado na área da segurança pública. Muitos governos falharam nas suas tentativas de desarticular o Comando Vermelho, cuja trajetória tem origem, justamente, em um ato da ditadura militar nos anos 1970 que promoveu a mistura de presos políticos daquele período com bandidos comuns. O Instituto Penal Candido Mendes foi criado em 1963 em um complexo onde já existia, desde o início do século XX, a Colônia Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. Durante a ditadura, o governo militar começou a mandar para lá uma parte dos presos políticos enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN), que previa punição rigorosa para inimigos da “ordem político-social”. Era a época da luta armada, durante a qual guerrilheiros opositores do regime realizavam assaltos a banco para financiar suas ações rebeldes e sequestros para exigir a libertação de militantes capturados. Até 1968, quando foi editado o Ato Institucional de número 5 (AI-5), que aboliu direitos individuais para facilitar a perseguição e a tortura estatais, havia 51 detentos na Ilha Grande. Segundo um artigo no site da Associação Nacional de História (Anpuh), em menos de um mês depois do AI-5, o Instituto Cândido Mendes recebeu mais 56 presos políticos. E, em maio de 1969, uma fuga em massa da Penitenciária Lemos Brito motivou a Secretaria de Segurança do Estado a transferir todos os internos da cadeia no Centro do Rio enquadrados na LSN para o xadrez da Ilha Grande. As condições no presídio insular eram degradantes, os detentos comiam mal e não tinham acesso a itens básicos de higiene. Os presos políticos, que na maioria eram jovens escolarizados e moradores de grandes centros urbanos, começaram a se organizar ali dentro. Eles criaram uma despensa coletiva para reunir a comida levada pelos familiares e depois distribuir os alimentos igualmente entre todos. Organizaram também uma biblioteca, uma farmácia comunitária e elegeram um colegiado de presos pra representar o grupo na hora de discutir qualquer assunto com a diretoria da cadeia. Quando queriam protestar contra alguma arbitrariedade, por exemplo, eles realizavam greves de fome que, com frequência, surtiam efeito. Entretanto, o governo militar se recusava a reconhecer a existência de presos políticos no Brasil. Para os generais, guerrilheiros da luta armada eram criminosos comuns e não deviam receber tratamento diferenciado. Assim, em setembro de 1969, a ditadura editou o decreto-Lei n. 898, que modificou a Lei de Segurança Nacional (LSN) para enquadrar, nos termos da norma, qualquer pessoa que cometesse assaltos ou sequestros, mesmo sem motivação política. Foi depois disso que a penitenciária em Ilha Grande começou a receber assassinos e ladrões sem nenhum envolvimento com a luta armada. O presídio era dividido em quatro galeras. Todos os detentos processados via LSN eram colocados na galeria B, também chamada de “galeria do fundão”. Como os presos políticos eram a maioria, eles conseguiram impor suas regras. Roubos e estupros, por exemplo, estavam proibidos. Dessa forma, a convivência lá dentro era relativamente pacífica. Mas havia uma carga de tensão e momentos de crise, como mostra o filme “Quase dois irmãos” (2004), de Lucia Murat. Em 1973, o furto de um relógio levou os presos políticos a levantar um muro feito de chapa de ferro separando-os dos demais. O jornalista Fernando Gabeira, que participou do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, e o militante Colombo Vieira, que atuou no fracassado sequestro de um voo no Aeroporto do Galeão, em 1971, foram exemplos de guerrilheiros presos na Ilha Grande. Já o assaltante William da Silva Lima, chamado de Professor, que viria a se tornar um dos fundadores da Falange Vermelha, chegou na penitenciária em 1971, enquanto o ladrão de bancos Rogério Lemgruber, ídolo na fação, que chegou a ser chamada de Comando Vermelho Rogério Lemgruber, entrou na penitenciária em 1972. Ainda na primeira metade da década de 1970, os presos políticos começaram a deixar a Ilha Grande, até que, em 1975, não havia mais nenhum deles lá. Só que ficou o legado daquele convívio. Os outros detentos enquadrados na LSN, criminosos comuns, aprenderam a se organizar para reivindicar seus direitos. Entenderam que, juntos, tinham força para negociar condições de salubridade mínimas para cumprir suas penas. Por outro lado, também tomaram ciência de que essa união ajudaria o seu grupo a se impor sobre os outros presos. Uma imposição na base da violência. O primeiro nome da facção criminosa criada na Ilha - [Ministério Público ajuíza ação de improbidade contra ex-prefeito de Rio das Ostras por superfaturamento de R$ 3,1 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/ministerio-publico-ajuiza-acao-de-improbidade-contra-ex-prefeito-de-rio-das-ostras-por-superfaturamento-de-r-31-milhoes/): Ministério Público ajuíza ação de improbidade contra ex-prefeito de Rio das Ostras por superfaturamento de R$ 3,1 milhões O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba, e a empresa Terrapleno Terraplanagem e Construção LTDA. Por Elizeu Pires 19/09/2025 O MPRJ ressalta que, na condição de chefe do Executivo, Marcelino Borba tinha o dever de zelar pela boa gestão do patrimônio público – Foto: Divulgação/Prefeitura de Rio das Ostras As investigações identificaram superfaturamentos que ultrapassam R$ 3,1 milhões em contratações emergenciais realizadas entre 2018 e 2020, durante a gestão de Marcelino à frente do Executivo Municipal. Para assegurar o ressarcimento dos danos ao patrimônio público, o MPRJ requereu a indisponibilidade de bens dos dois réus, bem como a condenação às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que incluem a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público. De acordo com o MPRJ, houve dispensa indevida de licitação na contratação da empresa para serviços de manutenção de vias da cidade, além de diversas inconsistências na execução. As irregularidades apontadas incluem a ausência de detalhamento nos memoriais descritivos adotados, duplicidade de serviços, uso de equipamentos incompatíveis com os especificados no orçamento e composições de preços que não refletiam a realidade do serviço executado, entre outras. A Promotoria de Justiça ressalta que, na condição de chefe do Executivo Municipal, ordenador de despesas e responsável pela aplicação de recursos públicos, Marcelino tinha o dever de zelar pela boa gestão da coisa pública e de não praticar atos em desacordo com os princípios que regem a probidade administrativa. Ainda segundo a ação, a empresa Terrapleno Terraplanagem teria se beneficiado diretamente, conforme constatou o Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ), de superfaturamento no valor atualizado de R$ 3,15 milhões. (Via MPRJ) Notícia anteriorPróxima notícia PrefeitoPV Partido VerdeRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões 17/07/2026 Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais 15/07/2026 Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme - [Eduardo Bolsonaro comemora novas sanções em foto com Paulo Figueiredo](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-comemora-novas-sancoes-em-foto-com-paulo-figueiredo/): Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Filho do ex-presidente e influenciador bolsonarista estão nos EUA pedindo represálias às autoridades brasileiras Por Fellipe Gualberto | O Estado de S.Paulo 13/08/2025 Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo postam fotos juntos em Washington, capital dos EUA, após novas sanções. Foto: Foto: @BolsonaroSP via X O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comemorou as novas sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos contra autoridades envolvidas na criação do programa Mais Médicos. “Dia de reuniões importantes com resultados tangíveis”, escreveu o parlamentar no X (antigo Twitter) nesta quarta-feira, 13. O texto é acompanhado de fotos do filho do ex-presidente junto do blogueiro Paulo Figueiredo, seu braço direito no estrangeiro. Ambos estão em Washington, capital dos EUA. Juntos, Eduardo e Paulo articulam represálias contra autoridades brasileiras com o intuito de travar o julgamento de Jair Bolsonaro (PL), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em processo que investiga a sua participação na tentativa de golpe de Estado. Nesta quarta, em uma nova sanção, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a cassação dos vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, e de Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro. Ambos estavam envolvidos na criação do Mais Médicos, programa da ex-presidente Dilma Rousseff que buscava suprir a carência de profissionais da saúde no Brasil e, para isso, recorreu à contratação de profissionais da saúde cubanos. Para Rubio, as duas autoridades atuaram como “cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras”. Após a medida, Eduardo comemorou postando um vídeo em que dizia que “cedo ou tarde, cada um de vocês do regime vai cair”. O político disse que aqueles envolvidos em “qualquer tipo de violação dos Direitos Humanos” podem ser punidos pelos EUA, mesmo que deixem seus mandatos. A cassação dos vistos de Mozart e Alberto não é a primeira articulação de Eduardo contra o País. O filho do ex-presidente pedia pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que de fato ocorreu, e também afirmou estar presente em reunião que debateu a aplicação de taxa de 50% sobre os produtos nacionais exportados para os EUA. Agora, no entanto, pela primeira vez uma autoridade do governo Lula é punida com a perda de visto americano. Integrantes do governo temem que a medida possa ocorrer com outros em represália ao julgamento de Bolsonaro. Até agora, apenas ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, bem como familiares, tiveram visto revogado. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro 15/07/2026 Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Mudança de rumo MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial - [MPRJ cumpre mandados em investigação de contratos de prefeituras da Baixada Fluminense](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-cumpre-mandados-em-investigacao-de-contratos-de-prefeituras-da-baixada-fluminense/): MPRJ cumpre mandados em investigação de contratos de prefeituras da Baixada Fluminense O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) apura a existência de uma organização criminosa que utilizou empresas em nome de laranjas e simulou concorrência em processos licitatórios. Por Márcia Brasil | TV Globo 25/03/2025 MPRJ cumpre mandado na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/TV Globo O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta terça-feira (25) 12 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre supostas fraudes em contratos de prefeituras da Baixada Fluminense. Um dos casos foi mostrado pelo RJ1 em 2021. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) apura a existência de uma organização criminosa que utilizou empresas em nome de laranjas e simulou concorrência em processos licitatórios, revezando-se como vencedoras, num esquema de cartel. Dentre elas, está a Nutrifoods Refeições, suspeita de firmar contratos irregulares com as prefeituras de Magé, Japeri e Nilópolis. Segundo os promotores de Justiça, em Japeri a Nutrifoods teria sido favorecida em licitações direcionadas pelas secretarias de Educação e de Saúde, para o fornecimento de refeições hospitalares e de kits de merenda escolar — inclusive durante o período da pandemia. Em setembro de 2021, a empresa entregou kits a alunos da rede municipal com 5 meses de atraso e contendo alimentos impróprios para o consumo. Os mandados obtidos pelo MPRJ na 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital foram cumpridos em diversos endereços na Baixada Fluminense (Nilópolis, Nova Iguaçu e Japeri) e em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJMagé RJMP-RJNilópolis RJNova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas 15/07/2026 Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões - [Família Bolsonaro acumula indícios de envolvimento com milicianos; relembre os casos](https://politicariabrasileira.blog.br/familia-bolsonaro-acumula-indicios-de-envolvimento-com-milicianos-relembre-os-casos/): Família Bolsonaro acumula indícios de envolvimento com milicianos; relembre os casos Família Bolsonaro tem vizinhos, amigos e aliados políticos suspeitos de envolvimento com paramilitares; veja infográfico Por Brasil de Fato 07/04/2022 Onda de fake news marcou eleições de 2018, em que foi eleito o presidente Jair Bolsonaro | Crédito: Evaristo Sa / AFP São Paulo – A escuta telefônica que liga Jair Bolsonaro (PL) à morte do miliciano e ex-policial militar Adriano da Nóbrega não é o primeiro sinal do envolvimento entre o presidente e a milícia carioca. Embora Bolsonaro já tenha negado publicamente envolvimento com paramilitares, há outras ligações que mostram a proximidade da família do mandatário com vizinhos, policiais e políticos envolvidos com a milícia. Veja a lista completa abaixo.  Governo ofereceu cargos pela morte de miliciano, diz irmã Gravações divulgadas na quarta-feira (6) pelo jornal Folha de S.Paulo mostram a irmã de Adriano, Daniela da Nóbrega, afirmando a uma tia que o governo federal teria oferecido cargos comissionados no Palácio do Planalto pela morte do ex-capitão. “Ele já sabia da ordem que saiu para que ele fosse um arquivo morto. Ele já era um arquivo morto. Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele, já. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso, já. Foi um complô mesmo”, disse Daniela em gravação autorizada pela Justiça. Ainda segundo a Folha, a menção ao Palácio do Planalto feita pela irmã de Adriano foi omitida do relatório sobre as escutas telefônicas. Embora seja classificada como prioridade alta, o documento descreve apenas um resumo do diálogo entre outra irmã de Adriano, Tatiana, e a tia, ocorrido na mesma ligação. Infográfico mostra relação de Bolsonaro com pessoas envolvidas no caso Marielle Franco / Arte/Brasil de Fato Um dos acusados do assassinato de Marielle é vizinho do presidente No decorrer das investigações do assassinato de Marielle Franco ficou constatado que o policial reformado Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora do Psol, era vizinho de Bolsonaro. Ambos moravam no condomínio Vivendas da Barra, na mesma rua, no Rio de Janeiro. “Não lembro desse cara. Meu condomínio tem 150 casas”, disse o presidente segundo a Folha de S.Paulo, em café da manhã com alguns jornalistas. Namoro de filha de acusado do assassinato com Jair Renan Bolsonaro Em 2019, o delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro e um dos responsáveis pelas investigações da execução de Marielle Franco, confirmou que a filha de Ronie Lessa, preso sob acusação de ser um dos autores do homicídio, namorou um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o caçula Jair Renan Bolsonaro. Foto de Elcio Queiroz com o então candidato Jair Bolsonaro Após a prisão, foi revelado que o cúmplice de Lessa na execução, o ex-PM Elcio de Vieira Queiroz, publicou uma imagem em que aparece lado a lado com Bolsonaro em 4 de outubro de 2018, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. Dias antes, em 25 de setembro, o mesmo perfil postou uma gravação de um show de Paulo Ricardo com a legenda “Homenagem de Paulo Ricardo (RPM) ao Capitão Bolsonaro!” Passaporte diplomático para família Brazão João Vitor Moraes Brazão e Dalila Maria de Moraes Brazão, filho e esposa do deputado federal Chiquinho Brazão (Avante-RJ), receberam do Itamaraty o passaporte diplomático em 9 de julho deste ano. O parlamentar, que também possui o documento, é irmão de Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) acusado de obstruir as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018, e suspeito de ser um dos mandantes do crime. Os integrantes da família Brazão estão em uma lista com os 1694 passaportes diplomáticos emitidos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), a qual o Brasil de Fato teve acesso por meio da Lei de Acesso à Informação. Adriano da Nóbrega: morte suspeita O miliciano Adriano da Nóbrega, ex-oficial do Bope, é apontado como chefe da organização criminosa Escritório do Crime. Assassinado no dia 9 de fevereiro de 2020, após uma operação policial que tentava capturá-lo na Bahia, depois de um ano foragido, ele é figura-chave para compreender diversos crimes, mas também para entender a relação do clã Bolsonaro com as milícias cariocas. Flávio empregou mãe e esposa de miliciano No mandato do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), trabalharam a ex-esposa e a mãe de Nóbrega, Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães, respectivamente. Elas receberam um total de R$ 1.029.042,48 em salários e repassaram R$ 203 mil para Fabrício Queiroz, respeitando o esquema estabelecido no gabinete para beneficiar o parlamentar, de acordo com a denúncia do MPE. Homenagem de Flávio e amizade com Queiroz A amizade também é a natureza da relação entre Adriano da Nóbrega e Queiroz, que se conhecem desde 2003, quando serviram juntos no 18º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ). Justamente neste ano, Nóbrega recebeu a primeira homenagem de Flávio Bolsonaro na Alerj. A segunda viria em 2005, ano em que o ex-agente do Bope foi julgado e condenado em um júri popular, por conta de um homicídio. Apoio de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados Durante o seu julgamento, Nóbrega recebeu um apoio importante, do então deputado federal Jair Bolsonaro. Após a audiência que culminou na condenação do miliciano, o atual presidente da República foi até a tribuna da Câmara dos Deputados e defendeu o militar. “Ele sempre foi um brilhante oficial”. Citado também foi homenageado por Flávio Bolsonaro Outro importante personagem do Escritório do Crime, o major Ronald Paulo Alves, apontado por uma testemunha como responsável por organizar o grupo de assassinos que executariam Marielle Franco e Anderson Gomes, também foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj. Em 2004, o filho do presidente celebrou uma ação comandada por Alves que terminou com três mortes. Um ano antes, em 2003, o major teria participado da chacina de cinco jovens dentro da boate Via Show, em São João de Meriti. Quatro policiais já foram condenados pelo - [Flávio Bolsonaro usou R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo de esquema da 'rachadinha', diz Ministério Público](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-usou-r-27-milhoes-em-dinheiro-vivo-de-esquema-da-rachadinha-diz-ministerio-publico/): Flávio Bolsonaro usou R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo de esquema da ‘rachadinha’, diz Ministério Público Investigação aponta compra de imóveis, loja de chocolates e pagamento de despesas pessoais em dinheiro vivo como formas de ocultar origem dos recursos Por Juliana Dal Piva, Bela Megale e Chico Otávio | O Globo 28/09/2020 O senador Flavio Bolsonaro 04/08/2020 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo RIO – A partir dos dados das quebras de sigilo bancário e fiscal, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) usou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema da rachadinhas. Os valores somam os três métodos pelo qual o filho do presidente Jair Bolsonaro “lavou” o dinheiro em espécie. A investigação já foi concluída, e o senador e o ex-assessor Fabrício Queiroz serão  denunciados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. De acordo com os dados da investigação, foi verificado que a loja de chocolates da qual Flávio é sócio recebeu R$ 1,6 milhão em espécie e de “recursos ilícitos inseridos artificialmente no patrimônio da empresa”. Além disso, outros R$ 261,6 mil foram usados para pagamentos que cobriram despesas do então deputado estadual e de sua mulher, Fernanda Bolsonaro. Já o dinheiro em espécie usado nas transações imobiliárias dá um total de, pelo menos, R$ 892,6 mil. Compra de imóveis Nas transações imobiliárias, o MP-RJ descobriu que o casal Flávio e Fernanda Bolsonaro declarou em cartório ter pago R$ 310 mil por dois apartamentos em Copacabana, em 2012. No entanto, o procurador dos proprietários, Glenn Dillard, depositou no mesmo dia da venda outros R$ 638,4 mil em dinheiro vivo na própria conta. Flávio admitiu ainda, em depoimento aos promotores, que pagou R$ 86,7 mil com dinheiro em espécie, para duas construtoras durante a aquisição de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca, em 2008. Já na compra de um apartamento em Laranjeiras, em 2011, o Ministério Público aponta duas situações de lavagem de dinheiro. Uma delas é um depósito de R$ 25 mil feito pelo ex-assessor Fabrício Queiroz no dia 15 de agosto de 2011 na conta de Fernanda Bolsonaro para ajudar a bancar a entrada de R$ 110,5 mil do apartamento. Um boleto de R$ 16,5 mil, das parcelas do financiamento do imóvel, foi quitado pelo PM Diego Ambrósio, que disse ter sido ressarcido em dinheiro vivo por Flávio. No período da venda desse imóvel, em 2017, o Coaf detectou 48 depósitos de R$ 2 mil. Flávio recebeu R$ 100 mil em dinheiro vivo, mas o vendedor alega que nunca fez pagamento de R$ 2 mil e que foram valores superiores a R$ 10 mil. Flávio comprou ainda um outro apartamento em 2014, na Barra da Tijuca, e pagou R$ 30 mil em espécie por móveis que estavam dentro da unidade. Questionado pelo MP sobre o assunto, ele disse que pagou em espécie porque “tinha uma coisinha guardada em casa, preferi fazer desse jeito”. Despesas pessoais No caso das despesas pessoais, o MP-RJ achou imagens de Queiroz pagando as mensalidades escolares das duas filhas de Flávio e Fernanda no dia 1º de outubro de 2018, no valor total de R$ 6,9 mil. O pagamento foi feito em espécie. Além disso, outros 114 boletos também foram pagos com dinheiro vivo totalizando R$ 261,6 mil. Os promotores assinalam ainda que no mesmo período dos pagamentos não ocorreram saques correspondentes nas contas do casal que apontassem a origem do dinheiro. Loja de chocolates Ao fazer um cruzamento dos dados entre os créditos declarados pela loja com o faturamento auditado pelo shopping onde ela funciona, o MP-RJ verificou uma diferença de R$ 1,6 milhão entre 2015 e 2018. Ao mesmo tempo, a própria loja informou que teve uma entrada de valores em dinheiro vivo no seu caixa totalizando R$ 1,7 milhão, cerca de 37% do total arrecadado pela franquia. Para o MP, essa diferença entre o total auditado e o declarado é a soma desviada por meio do esquema das rachadinhas da Alerj e inserido na loja ilegalmente. Próxima notícia ALERJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasMP-RJPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRepublicanosRio de Janeiro RJSenador Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Secretário de Segurança de Rio das Ostras é preso durante ação de investigação pela morte de três pessoas](https://politicariabrasileira.blog.br/secretario-de-seguranca-de-rio-das-ostras-e-preso-durante-acao-de-investigacao-pela-morte-de-tres-pessoas/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Polícia encontrou pistola de uso restrito na casa de Paulo Carvalho, conhecido como Carvalhão; ele foi preso em flagrante Por O Globo 09/07/2019 Secretário de Segurança de Rio das Ostras é preso em flagrante Foto: Reprodução do Facebook RIO – O secretário de Segurança de Rio das Ostras, o policial militar Paulo Fernando Carvalho Gomes, o Carvalhão, foi preso no início da manhã desta terça-feira por porte ilegal de arma. Ele foi alvo de um mandado de busca e a apreensão dentro do inquérito que investiga sua participação no assassinato de três homens numa emboscada ocorrida em local ermo da rodovia RJ-168, na altura da Fazenda Pau Ferro, no dia 16 de março de 2010. Agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), ambos do Ministério Público, e em parceria com a Corregedoria-Geral da Polícia Militar, também cumprem mandado de busca e apreensão em endereços ligados a Rodrigo Gil, o Rodrigo Aranha, acusado do mesmo crime. Na casa de Carvalhão, os agentes apreenderam uma pistola Glock .40 com kit rajada. Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de uso restrito. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Macaé baseados em denúncia oferecida pelo MP. Segundo a denúncia, por volta das 14h30m do dia 16 de março de 2010, Carvalhão e Rodrigo Aranha abriram fogo contra o carro em que estavam João Gomes Salles Filho, Sérgio José de Souza Borges Barbosa e Oscar de Oliveira Souza, que morreram. Além deles, Marlene Eliete dos Santos, que estava no carro, também foi alvo dos tiros, mas escapou com vida, pois se protegeu abaixando-se no assoalho do veículo. Por entender que o crime foi cometido por meio cruel e mediante emboscada, já que o trajeto realizado pelas vítimas era conhecido pelos acusados, que as aguardaram em local de pouca circulação e com facilidade de fuga, o MP denunciou Carvalhão e Rodrigo Aranha por homicídio triplamente qualificado, com pena prevista de prisão de 12 a 30 anos para cada crime. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso”](https://politicariabrasileira.blog.br/jeffrey-chiquini-advogado-de-marcel-van-hattem-ameaca-chico-alencar-na-camara-sua-sorte-e-ser-idoso/): Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Chamado “rábula”, Jeffrey Chiquini tentou intimidar Chico Alencar durante sessão do Conselho de Ética que aprovou suspensão dos mandatos de deputados bolsonaristas; Polícia Legislativa teve que intervir Por Ivan Longo | Revista Fórum 06/05/2026 Jeffrey Chiquini ameaça Chico Alencar – Fotos: Agência Câmara A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados desta terça-feira (5), que terminou com a decisão de suspender os mandatos de três deputados bolsonaristas, foi marcada por bate-boca e, em dado momento, escalou para uma ameaça direta contra o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), perdeu o controle durante a discussão e disparou contra o parlamentar: “Sua sorte é ser idoso”. A frase foi dita após Chico Alencar reagir às interrupções e ao deboche do advogado durante sua fala no colegiado. Irritado com a postura de Chiquini, o deputado utilizou o termo “rábula” para se referir ao advogado — expressão usada para designar alguém que atua de maneira inadequada ou sem preparo técnico no exercício da advocacia. A partir daí, a sessão mergulhou em gritaria, troca de acusações e tumulto. Segundo relatos de parlamentares presentes, Jeffrey Chiquini passou a elevar o tom contra Chico Alencar, culminando na ameaça ao deputado de 76 anos. A Polícia Legislativa precisou intervir, e os trabalhos foram interrompidos momentaneamente. Em nota publicada nas redes sociais, Chico Alencar classificou o episódio como “absurdo” e acusou bolsonaristas de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de tumulto político. “Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a mesa diretora em favor dos golpistas, motivo da representação contra eles, tumultuam o CoÉtica que julga seus atos”, afirmou o parlamentar. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também reagiu duramente à ameaça. “Foi uma ameaça. Isso não pode acontecer. Eles estão tentando que não seja votado. Isso é uma ameaça, é um desrespeito”, declarou. Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que o episódio representa “violência política” e um ataque às instituições democráticas. Sessão julgava deputados envolvidos em motim bolsonarista O bate-boca ocorreu justamente durante a sessão que analisava a punição aos deputados bolsonaristas Marcos Pollon (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-SC) pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025. O motim foi organizado para pressionar a Câmara a votar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e acabou se tornando um dos episódios mais graves da atual legislatura. Na ocasião, Marcos Pollon chegou a sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o retorno de Hugo Motta ao comando da sessão. Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa Diretora, enquanto Zé Trovão teria usado o corpo para bloquear fisicamente o acesso do presidente da Casa. O parecer do relator Moses Rodrigues endureceu a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora e ampliou de 30 para 60 dias a suspensão dos mandatos. “Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou o relator no documento aprovado. Os pareceres contra Pollon e Van Hattem foram aprovados por 13 votos a 4. Já Zé Trovão teve a suspensão aprovada por 15 votos a 4. Suspensão ainda passará pela CCJ e pelo plenário A decisão do Conselho de Ética ainda precisará ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário da Câmara. Para que as suspensões sejam confirmadas, serão necessários ao menos 257 votos favoráveis. Além da punição coletiva aprovada nesta terça-feira, Marcos Pollon também responde a outro processo disciplinar no Conselho de Ética por ataques pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação da Câmara. Nesse caso, o parecer prevê suspensão de 90 dias do mandato. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas - [Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF](https://politicariabrasileira.blog.br/defesa-de-vorcaro-entrega-proposta-de-delacao-a-pgr-e-pf/): Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Órgãos vão analisar a proposta e podem pedir mais informações Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 Daniel Vorcaro © Banco Master/Divulgação A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou, nesta terça-feira (5), uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da Polícia Federal (PF). A expectativa é que Vorcaro delate políticos e magistrados que tiveram algum tipo de relacionamento ilegal com ele. Com a entrega do documento, que ainda está em sigilo, os dois órgãos passarão a analisar a proposta e poderão pedir mais informações que forem consideradas incompletas. O depoimento de Vorcaro também poderá ser marcado pelos investigadores. Em seguida, os benefícios do acordo também deverão ser discutidos. Não há prazo para conclusão da análise.  O acordo ainda está na fase de negociação. Para ter validade, a proposta precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.  Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.  Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGDF Governo do Distrito FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes](https://politicariabrasileira.blog.br/alerj-nao-pode-rever-prisao-do-deputado-thiago-rangel-decide-moraes/): Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Parlamentar foi preso ontem em operação da Polícia Federal Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (6) que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderá realizar uma sessão para rever a decisão que determinou a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Com o entendimento, o parlamentar continuará preso por tempo indeterminado.  Na terça-feira (5), Rangel foi alvo da quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que apura supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado. Na decisão, Moraes se antecipou a eventual votação que poderia ser realizada pela Alerj. De acordo com a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, quando um deputado é preso, a Casa tem prazo de 24 horas para realizar uma votação para decidir se a prisão será mantida. No entendimento do ministro, essa espécie de “imunidade” concedida aos parlamentares também está prevista na Constituição Federal, mas é usada por diversas assembleias para “garantir a impunidade” dos parlamentares. “Efetiva e lamentavelmente, as assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”, comentou.  De acordo com Moraes, a norma da Constituição fluminense não pode ser aplicada de forma automática ao caso de Thiago Rangel. “Pois não é razoável, proporcional e adequada a aplicação automática de sua literalidade quando, ao invés de atender a ratio [razão] da previsão constitucional federal de simetria aos congressistas, tem sua natureza desvirtuada para a perpetuação de impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do Poder Público”, afirmou Moraes.  Audiência Na mesma decisão, Moraes marcou para esta quarta-feira (6), às 16h, uma audiência de custódia para verificar as condições de prisão do deputado. A audiência será realizada por uma juíza auxiliar do ministro e tem caráter de formalidade processual, ou seja, a prisão preventiva será mantida. Defesa Em nota à imprensa divulgada após a prisão, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel disse que o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação. “A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, declararam os advogados.  Notícia anteriorPróxima notícia Betim MGIpatinga MGPL Partido LiberalPolícia CivilPRF Polícia Rodoviária Federalrodovia BR-262Vereador Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/evangelica-prefeita-nomeia-12-pastores-para-administrar-orcamento-de-r-69-bilhoes/): Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões Nomeações feitas por Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS), geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município Por Lucas Vasques | Fórum 05/05/2026 Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação A prefeita de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Adriane Lopes (PP) decidiu transformar sua administração em um reduto de lideranças da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG). Ela, também evangélica, colocou 12 pastores no comando de setores estratégicos da gestão pública, inclusive, gerenciando, diretamente, o orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026. As nomeações geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município, de acordo com levantamento realizado pelo site local O Jacaré. Além do impacto financeiro, os pastores definem questões fundamentais, como licitações, contratações de serviços essenciais e definição de políticas públicas. Quem controla o cofre municipal é Isaac José de Araújo, secretário municipal de Fazenda e um dos pastores evangélicos nomeados. Ele era responsável pela contabilidade interna da ADMCG antes de assumir a gestão do orçamento bilionário da capital sul-mato-grossense. Pastores também estão colocados em setores como órgãos de regulação e trânsito. Paulo da Silva está à frente da Agência de Regulação (Agereg), enquanto Ciro Vieira Ferreira é diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Saúde e educação A Secretaria de Saúde, dona da maior fatia do orçamento – R$ 2 bilhões – tem na pasta nada menos do que quatro pastores em cargos ligados ao setor financeiro e de licitações. Entre eles, Julinei Herão Ferreira, gerente financeiro, e Fausto Azevedo Tlaes, chefe da gerência de Suprimentos e Abastecimento. Na área da educação, o pastor Emerson Irala de Souza atua como analista técnico, além de outros líderes que ocupam vagas na Casa Civil e na Agência de Habitação. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPP ProgressistasPrefeita Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-aponta-que-deputado-thiago-rangel-ofereceu-vagas-de-emprego-na-educacao-para-traficante-do-rio/): Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Parlamentar foi alvo de prisão preventiva em operação autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes Por Eduardo Gonçalves e Mariana Muniz | O Globo 05/05/2026 O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) — Foto: Reprodução @thiagorangeloficial Brasília – A Polícia Federal encontrou uma série de mensagens em que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) trata sobre disponibilizar vagas de “auxiliar de serviços gerais” em órgãos da Educação para o traficante Arídio Machado da Silva Junior, mais conhecido como Júnior do Beco. A PF diz que ele é um criminoso de “alta periculosidade”, com uma “extensa ficha criminal”, dentre eles processos e condenações por homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Um interlocutor do deputado recebeu uma planilha com dois nomes indicados por Júnior do Beco. Entre eles, estava a irmã do traficante e a esposa de um suspeito alvo na Operação Roncador, de 2006, que mirava um esquema de tráfico de drogas na região de Campos dos Goytacazes (RJ). Os diálogos aconteceram em junho de 2021. Segundo a PF, Thiago Rangel tinha uma “relação íntima” com Júnior do Beco. “Foi notada conversa (…) em que é possível observar que Arídio possui relação íntima com THIAGO RANGEL, sendo-lhe disponibilizada por este (deputado) duas vagas de trabalho como ‘auxiliar de serviços gerais’ para indicações, aparentemente em órgãos públicos da área de educação”, diz a trecho de representação da PF. O deputado estadual foi preso preventivamente nesta terça-feira por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A operação busca desarticular uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações na secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro. Júnior do Beco não foi alvo da operação de hoje. Nesta terça, agentes da PF saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, as três últimas no Noroeste Fluminense, reduto político de Rangel. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo no contexto da ADPF 635, que prevê a atuação coordenada da Polícia Federal no combate aos principais grupos criminosos do Rio e as suas conexões com o poder político. A defesa de Thiago Rangel disse ter recebido com surpresa a notícia da ação da PF e da prisão preventiva do deputado. “Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, diz o texto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputada FederalDeputado Federalemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza](https://politicariabrasileira.blog.br/tribunal-de-israel-prorroga-prisao-de-ativistas-brasileiro-e-palestino-detidos-em-flotilha-para-gaza/): Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Thiago Ávila e Saif Abu Keshek ficarão presos preventivamente até, pelo menos, o próximo domingo (10), segundo advogados Presidente Lula (PT) pediu a libertação dos dois prisioneiros em uma publicação nas redes sociais Por Folha de S.Paulo 25/05/2026 O ativista brasileiro Thiago Ávila comparece a um tribunal em Israel – lia Yefimovich – 5.mai.26/AFP Ashkelon (Israel) | AFP e Reuters – Um tribunal israelense estendeu até domingo (10) a detenção de dois ativistas, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, que faziam parte de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Eles compareceram nesta terça-feira (5) a uma corte em Ashkelon, a 60 km de Tel Aviv. A advogada Hadeel Abu Salih, do grupo israelense de direitos humanos Adalah, que representa os ativistas, afirmou que a detenção foi prorrogada após a polícia solicitar mais tempo para interrogá-los. “Vemos isso como uma tentativa de criminalizar qualquer solidariedade com o povo palestino e qualquer tentativa de romper o cerco ilegal a Gaza”, disse Abu Salih, acrescentando que a defesa planeja recorrer da decisão perante um tribunal distrital.   Esta é a segunda prorrogação da prisão preventiva. No último domingo (3), Ávila e Keshek já haviam se apresentado ao tribunal que, naquela ocasião, autorizou a extensão da detenção por mais dois dias.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a decisão do tribunal e pediu a libertação dos dois ativistas em uma publicação nas redes sociais. “Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, escreveu.   A advogada dos ativistas disse que apresentar a dupla perante um tribunal civil era uma “forma de espalhar medo e fazer os ativistas reconsiderarem sua participação” em futuras flotilhas. A Adalah, uma organização de direitos humanos e serviços jurídicos para a minoria árabe em Israel, afirmou que a prisão é ilegal e que os dois foram vítimas de maus-tratos.   Segundo a ONG, eles foram submetidos a “interrogatórios de até oito horas”, foram instalados em celas permanentemente iluminadas e obrigados a ir de um lugar para outro com os olhos vendados, inclusive durante visitas médicas.   O governo israelense negou as acusações. “Ao contrário das acusações falsas e infundadas, preparadas com antecedência, em nenhum momento Saif Abu Keshek e Thiago Ávila foram submetidos a torturas”, afirmou na véspera à agência de notícias AFP o porta-voz da chancelaria israelense, Oren Marmorstein.   Documentos judiciais mostram que Israel acusa os ativistas de crimes como filiação a uma organização terrorista e assistência ao terrorismo durante período de guerra. As penas podem chegar a 20 anos de prisão. Os dois estão em greve de fome e, portanto, o tribunal ordenou que o serviço penitenciário monitore a condição médica deles.   A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar suprimentos ao território palestino devastado. As forças israelenses os interceptaram em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta (30).   Abu Keshek e Ávila foram detidos junto de outros 175 ativistas, de múltiplas nacionalidades, que foram libertados na Grécia. Os dois, no entanto, foram levados a Israel.   O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusa os dois ativistas de terem ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Washington acusa a PCPA de “agir clandestinamente em nome” do grupo terrorista Hamas.   O governo israelense afirma ainda que Abu Keshek é um membro proeminente da PCPA e que Ávila tem ligações com a organização e é “suspeito de atividades ilegais”.   A Espanha reiterou o pedido para “libertação imediata” de Abu Keshek e exigiu “que todos os seus direitos sejam respeitados”.   Antes da extensão da prisão, o Itamaraty divulgou nota conjunta com o governo espanhol condenando o que classificou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel”.   “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, diz a nota.   Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. Eles a chamam de “armadilha mortal calculada no mar”.   Em 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud para Gaza atraiu a atenção mundial. Mas centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg, foram presos no mar, levados para Israel e depois deportados. Notícia anterior Presidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/video-mostra-grupo-criminoso-furtando-motos-eletricas-em-loja-de-rio-das-ostras/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Ação aconteceu durante a madrugada no bairro Cidade Beira-Mar; ao menos seis suspeitos participaram do crime e prejuízo é estimado em cerca de R$ 60 mil. Por Ismael Torquato | g1 05/05/2026 Homens furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras — Foto: Reprodução g1 Rio das Ostras – Um vídeo de câmeras de segurança registrou a ação de um grupo criminoso que invadiu uma loja de motos e bicicletas elétricas durante a madrugada deste domingo (3) no bairro Cidade Beira-Mar, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. A quantidade exata de motos levadas ainda não foi informada oficialmente, mas o prejuízo já é estimado em aproximadamente R$ 60 mil. As imagens mostram pelo menos seis suspeitos chegando ao local e agindo de forma coordenada. Em poucos minutos, o grupo consegue arrombar a porta de entrada da loja Elétrica Prime e retirar várias motos elétricas do interior do imóvel. Segundo as informações apuradas, os criminosos usaram meios para facilitar o transporte dos veículos, o que indica que o furto pode ter sido planejado. Um dos suspeitos teve o rosto parcialmente registrado pelas câmeras de segurança. As imagens estão sendo divulgadas para auxiliar na identificação dos envolvidos. A Polícia Civil de Rio das Ostras investiga o caso e trabalha para localizar as motos furtadas e identificar os autores do crime. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto](https://politicariabrasileira.blog.br/tiroteio-em-operacao-na-mare-fecha-vias-expressas-e-suspende-aulas-em-41-escolas-suspeito-e-morto/): Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto Postos de saúde também foram afetados. Polícia Civil realizou mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Por Jefferson Monteiro e Guilherme Santos | TV Globo 05/05/2026 Colchões em chamas interditam parte da Av. Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo Uma operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, provocou o fechamento de vias expressas nesta terça-feira (5). Um homem foi morto em confronto e 12 pessoas presas, segundo a polícia. Entre as apreensões, estavam 43 veículos, 16 armas, 2 granadas e munição. Um macaco-prego preso em uma gaiola foi resgatado. A ação foi mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) saíram ainda de madrugada para cumprir mandados de busca e apreensão na Nova Holanda e também em Bonsucesso. Em represália, por volta das 11h40, criminosos jogaram objetos na Linha Vermelha. A PM interditou as faixas preventivamente por 20 minutos para desobstruí-las. Ao meio-dia, o tráfego foi liberado. Às 12h30, outro grupo tentou fechar a Avenida Brasil, e até colchões em chamas foram deixados no asfalto. Mais uma vez, a PM parou o trânsito para limpar a via. Por causa da insegurança na região, 41 escolas municipais suspenderam as aulas no turno da manhã. A operação também impactou o funcionamento de unidades de saúde da região. Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) teve o atendimento totalmente suspenso, enquanto outras duas adiaram a abertura diante do cenário de insegurança. Investigações apontam que criminosos compram e revendem armas, munição e acessórios por meio de empresas de fachada e plataformas digitais clandestinas. O objetivo desta etapa era apreender documentos, celulares e outros equipamentos que possam ajudar a aprofundar as investigações e identificar novos envolvidos. Nove linhas impactadas pela operação Segundo o Rio Ônibus, nove linhas de ônibus tiveram o trajeto afetado pela interdição da Linha Vermelha, na altura da Maré, durante a operação policial. São elas: 321 Bancários x Castelo 323 Bananal x Castelo 325 Ribeira x Castelo 327 Ribeira x Castelo 485 Fundão x Ipanema 492 Bancários x Prado Junior 635 Bananal x Saens Peña 2343 Ribeira x Castelo 2344 Bancários x Castelo Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-thiago-rangel-deputado-estadual-preso-pela-pf-aumentou-patrimonio-em-700-em-2-anos/): Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. Por André Coelho Costa e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 05/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação Thiago Rangel (Avante), deputado estadual preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal (PF), aumentou o patrimônio em 700% em apenas 2 anos, segundo as próprias declarações à Justiça Eleitoral. Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. De acordo com as investigações, em 2014 Rangel trabalhava como motorista e tinha salário de R$ 1 mil. Sua 1ª eleição foi em 2020, quando conseguiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Na ocasião, Thiago tinha declarado um patrimônio de R$ 224 mil, composto por 2 veículos, participação no valor de R$ 60 mil em um posto de gasolina e uma moto aquática. Já em 2022, quando foi eleito deputado estadual, declarou R$ 1,9 milhão em bens, incluindo 18 postos de combustíveis — uma evolução patrimonial de 748%. Quem é Thiago Rangel Natural de Guarus, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Thiago Rangel Lima tem 39 anos e se declara empresário do ramo varejista. Rangel iniciou a carreira política como vereador em Campos, eleito em 2020. Durante o mandato, ganhou visibilidade ao participar da criação do programa de transferência de renda Cartão Goitacá. O empresário teve passagens por cargos na administração pública estadual, como a Superintendência Regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e a Diretoria de Fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ). Em 2022, foi eleito deputado estadual com 31,1 mil votos. Ele é pai da vereadora Thamires Rangel (PMB), eleita em 2024, aos 18 anos, a mais jovem do país naquele pleito. No mesmo ano, ela chegou a ser nomeada subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade no governo estadual — mas Thamires foi exonerada nesta terça pelo governador Ricardo Couto. Já investigado pela PF Em 2024, Thiago foi alvo da Operação Postos de Midas, da PF, que apurava um esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes. Segundo a PF à época, o grupo investigado usava postos de combustíveis para ocultar recursos obtidos por meio de contratos públicos supostamente fraudulentos e com sobrepreço. As apurações indicavam que o esquema funcionava desde 2021, com a participação de empresas ligadas ao parlamentar. Na ocasião, Thiago Rangel negou qualquer irregularidade e afirmou ter confiança de que a Justiça esclareceria os fatos. Nova investigação Na fase atual da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal aponta indícios de que o deputado teria ligação com um esquema semelhante, desta vez focado em contratações dentro da rede estadual de ensino. A ação desta terça inclui o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do deputado não havia se manifestado sobre a prisão na nova operação. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Empresa que fechou 'buraco fake' usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou 'prefeito tiktoker', diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-que-fechou-buraco-fake-usado-em-video-tambem-pagou-propina-em-acao-que-afastou-prefeito-tiktoker-diz-pf/): Empresa que fechou ‘buraco fake’ usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou ‘prefeito tiktoker’, diz PF Segundo a PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular do cunhado de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba (SP), durante a Operação Copia e Cola, registrava entradas de dinheiro com a palavra ‘ETENG’. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. Por Marcel Scinocca e Wilson Gonçalves Jr | g1 Sorocaba e Jundiaí e TV TEM 05/05/2026 Imagem mostra via em Sorocaba (SP) antes de intervenção do Saae; alegação era de problemas com esgoto, vazamento de água e afundamento de solo — Foto: Reprodução A empresa contratada para tapar o “buraco fake”, criado para um vídeo do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), também é suspeita de pagar propina em contratos com a prefeitura. A informação consta em um relatório da Polícia Federal (PF) de novembro de 2025, que faz parte da Operação Copia e Cola, investigação que apura um suposto esquema de corrupção na cidade. Como desdobramento da operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca na residência do prefeito em abril de 2025. Em 6 de novembro do mesmo ano, na segunda fase da investigação, Manga foi afastado do cargo. Segundo a investigação da PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular de Josivaldo Batista, cunhado de Manga, registrava entradas de dinheiro com a palavra “ETENG”. Os valores, que variam de R$ 50 mil a R$ 375 mil, somam R$ 553,8 mil. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. A Eteng Engenharia também foi a empresa que, em 9 de abril, tapou um buraco na Rua Diadema, no Jardim Leocádia. A suspeita é que o buraco tenha sido aberto de propósito apenas para que o prefeito gravasse um vídeo para suas redes sociais. Segundo um dossiê de servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), a operação custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, envolvendo 15 funcionários e sete veículos. No vídeo, que viralizou com mais de 6,5 milhões de visualizações, Manga aparece em um cenário de obra, com funcionários e máquinas do Saae, para mostrar uma suposta ação de reparo da prefeitura, reforçando sua imagem de “prefeito tiktoker”. A PF aponta que, entre 2018 e 2025, a Eteng fechou contratos que superam R$ 70 milhões com a prefeitura. Segundo o relatório: “verificam-se fortíssimos indícios de […] pagamento de vantagens indevidas (propina) por parte de representantes da empresa Eteng.” Procuradas, a Prefeitura de Sorocaba e o Saae afirmaram que a Eteng presta serviços à cidade desde 2018, dentro das normas legais. Sobre o buraco, a prefeitura inicialmente disse que a vala foi aberta para uma manutenção real na rede de esgoto. A Eteng afirmou nesta terça-feira (5) que o Saae solicitou à empresa a aplicação da capa asfáltica. “Importante ressaltar que a empresa não teve nenhum ganho adicional, uma vez que o serviço já está contemplado no contrato firmado com o Saae”, argumentou. Sobre a Operação Copia e Cola, a Eteng afirmou que “ainda não foi procurada pelas autoridades e não teve acesso às investigações. A empresa está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários assim que tiver acesso ao processo.” Denúncias no MP O g1 teve acesso ao documento feito por um grupo de servidores da autarquia. Nele, é detalhado o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa. Toda a documentação foi encaminhada ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito. As contradições nos documentos O dossiê dos servidores do Saae, que será enviado ao Ministério Público, aponta várias contradições para provar a farsa, como: Fotos idênticas: um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações; Local errado: as fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto; “Não é vazamento do Saae”: um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia; Poço de vistoria intacto: o vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada.   A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia absolutamente nada. Foi feito para justificar essa demanda. Se verificar no GPS das equipes, vai ver que nunca estiveram todas as equipes na mesma ocorrência em tão pouco tempo”, afirmou um servidor, que não será identificado na reportagem. O g1 também teve acesso a uma foto da rua feita momentos antes do início dos trabalhos, que não mostra qualquer afundamento, vazamento de água ou esgoto na via. Pelo material, é possível identificar três situações que, em tese, contradizem a abertura de procedimentos pelo Saae: Afundamento: a imagem não mostra afundamento de solo na rua; Esgoto: não há indícios de esgoto sendo lançado na via pública; Vazamento de água: não há sinais de água na via. Prefeitura e Saae disseram que… No dia 23 de abril, quando o g1 divulgou o caso, a prefeitura afirmou que a vala foi aberta para obra de manutenção em uma rede de esgoto e que tudo seguiu ordens de fluxo interno de controle. Confira a nota na íntegra: “A vala foi aberta por equipe do Saae/Sorocaba, para obra de manutenção em rede de esgoto. Houve troca de abraçadeira danificada e os trabalhos foram concluídos no mesmo dia, seguido da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pela autarquia. Todas essas ordens seguem fluxo interno de controle, garantindo rastreabilidade das demandas e das intervenções realizadas.” A autarquia e a prefeitura não comentaram sobre as denúncias feitas pelo funcionários. - [Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-estadual-thiago-rangel-e-preso-pela-pf-na-4a-fase-da-operacao-unha-e-carne/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). Por Mahomed Saigg e Márcia Brasil | TV Globo 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira (5) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já vinham investigando o processo de compras da Seeduc. Agentes saíram para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até a última atualização desta reportagem, além de Thiago, outras 6 pessoas haviam sido presas. O ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar (União), Rui Carvalho Bulhões Júnior, estava entre eles. A investigação foi iniciada após a análise de mídias apreendidas na 1ª fase da Operação Unha e Carne, contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso. O g1 apurou que conteúdos extraídos do computador de Bacellar levaram a esse desdobramento da Unha e Carne. As apurações que levaram a esta 4ª etapa revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc — segundo a PF, uma zona de influência política de Rangel — para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema. Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Em nota, a defesa do deputado negou a prática de qualquer ato ilícito e disse que prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação (leia a nota na íntegra no fim da reportagem). As fases anteriores A Operação Unha e Carne teve 3 fases entre dezembro de 2025 e março de 2026 e apurava um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Segundo a PF, os vazamentos teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção criminosa. O caso foi incluído no contexto da ADPF 635, a ADPF das Favelas, que trata de ações de segurança pública no Rio. A 1ª etapa da operação foi deflagrada em dezembro de 2025 e teve como alvo o então presidente da Alerj, o deputado Rodrigo Bacellar, hoje cassado. De acordo com a Polícia Federal, Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, contra o CV. O principal beneficiado seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, apontado como articulador político da facção e preso na Operação Zargun. Ainda segundo a investigação, o vazamento teria permitido a destruição ou ocultação de provas, frustrando a ação policial. Bacellar chegou a ser preso preventivamente por decisão de Alexandre de Moraes, mas foi solto dias depois — após decisão tomada em plenário da Alerj —, com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda em dezembro de 2025, a 2ª fase aprofundou as apurações sobre a origem dos vazamentos. Nessa etapa, a PF prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Segundo os investigadores, o vazamento teria partido do Judiciário federal. A suspeita é que o magistrado repassou informações a Bacellar, que, por sua vez, as transmitiu a TH Joias. A Polícia Federal informou ter encontrado mensagens, registros de ligações e indícios de relação próxima entre o desembargador e o deputado, o que, segundo a investigação, indicaria troca de favores. A 3ª fase foi deflagrada em 27 de março de 2026. Nessa etapa, Rodrigo Bacellar foi preso novamente, desta vez em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A nova prisão foi determinada por Alexandre de Moraes após a cassação do mandato do político pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no caso conhecido como escândalo da Ceperj, e após denúncia formal apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 16 de março. Na 3ª fase, a Polícia Federal também passou a relacionar diretamente o caso à ADPF 635, apontando que as condutas investigadas poderiam comprometer ações do Estado no combate ao crime organizado no Rio. A denúncia da PGR inclui, além de Bacellar, TH Joias, o desembargador Macário Júdice Neto e outros investigados. Segundo o órgão, há indícios de uma cadeia de proteção institucional ao crime organizado. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Alerj informa que está à disposição das instituições da República no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. A Assembleia Legislativa reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes.” Nota da Secretaria Estadual de Educação “A Secretaria de Estado de Educação está realizando uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual. Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ). A Secretaria segue colaborando com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle.” Defesa de Macário Ramos Júdice Neto: “A defesa do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto refuta com veemência as acusações da Polícia Federal a ele atribuídas, reforça a ilegalidade de sua prisão e assinala, mais uma vez, que a apuração da própria PF não sustenta o relatório produzido por seus investigadores. No ponto crucial do documento, que seria o do encontro do desembargador com o então deputado estadual Rodrigo Bacellar, o cruzamento das antenas de celulares de ambos - [Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial](https://politicariabrasileira.blog.br/jovem-atingido-por-bala-de-borracha-no-maracana-perde-visao-de-um-olho-e-fara-cirurgia-mae-critica-acao-policial/): Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial Adolescente de 18 anos foi ferido ao deixar o estádio após confronto entre torcedores. A polícia abriu procedimento para apurar o caso. Por Marcus Vincax | TV Globo 05/05/2026 Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã — Foto: Arquivo pessoal O jovem Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã, na Zona Norte do Rio, após o clássico entre Flamengo e Vasco, no domingo (3). Segundo a família, ele vai passar por pelo menos três cirurgias, incluindo uma plástica e outra para tratar uma fratura no nariz. De acordo com a mãe de Arthur, o disparo foi feito por um policial militar no momento em que o jovem tentava deixar o estádio, após uma confusão entre torcedores. “Infelizmente, atiraram com vontade no rosto, no olho dele, nessa bala de borracha. Jogaram toda a cavalaria, que estava ali dos policiais em cima dele, ele ficou ali coagido por cavalos”, relatou. Jovem não participou da briga, diz mãe Segundo ela, Arthur estava com amigos do colégio quando houve tumulto na saída do jogo. Com o uso de gás e disparos para dispersar a multidão, o grupo se separou. “Eles estavam soltando muito aquele gás de pimenta, sei lá, e atirando a torto e à direito, aí dispersou, cada um foi para um lado. O Arthur ficou ancorado ali naquela grade do Maracanã e deixou acalmar”, disse. Ainda de acordo com o relato, o jovem foi atingido logo após tentar sair do local. “Nisso que acalmou, ele soltou da grade e começou a andar. Aí ele virou, olhou. Quando ele olhou para trás para ver se ainda tinha os cavalos correndo, aí o policial foi e atirou nele. Pegou em cheio na visão dele”, afirmou. A mãe descreveu o estado do filho após o disparo. “Saía tanto sangue, ele estava totalmente ensanguentado e ainda virou por esse policial pedindo socorro. O policial teve a coragem de falar pra ele: ‘cara, vai embora o que tu está fazendo aqui. Vai embora'”, disse ela. Arthur foi socorrido inicialmente por uma ambulância do estádio e depois seguiu de táxi até o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde encontrou os pais. Atualmente, ele está internado em uma unidade particular no Humaitá. “O estado do Arthur é bem sério, ele vai passar por três cirurgias. Uma cirurgia plástica, outra que houve uma fratura também no nariz e ele, infelizmente, ele perdeu essa visão do olho direito”, afirmou a mãe. “Eu tô assim muito triste, muito chateada. Isso é muito lamentável” Pedido por indenização A família também cobra responsabilização pelo caso. “Quero uma indenização, sim, por direito, por tudo que meu filho está passando. É mais do que justo isso. É inadmissível uma pessoa sair de casa para assistir um jogo e voltar sem a visão”, disse. A Polícia Militar informou que cerca de 800 agentes atuaram no policiamento da partida para conter brigas entre torcidas organizadas. Ao todo, 15 pessoas foram presas. Sobre o caso, a corporação confirmou que um homem ficou ferido por disparo de elastômero e foi socorrido. O comando das unidades envolvidas instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência. As confusões ocorreram principalmente após o fim do jogo, nas imediações do estádio, com registros de agressões e confrontos entre torcedores rivais. Moradores da região relataram momentos de medo com a violência. A investigação vai apurar as responsabilidades pelo disparo que atingiu o jovem. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável](https://politicariabrasileira.blog.br/dois-anos-depois-da-enchente-no-rs-rua-de-gramado-segue-destruida-e-intransitavel/): Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável Moradores do bairro Piratini, um dos mais atingidos pelas chuvas de maio de 2024, relatam sensação de abandono e dificuldades de locomoção. Prefeitura anuncia obras de R$ 43 milhões para junho. Por Diego Nuñez e Ana Júlia Griguol | g1 RS e RBS TV 05/05/2026 A prefeitura informa que a rua desabou devido a uma infiltração consequência da chuva — Foto: Halder Ramos Dois anos após as chuvas de maio de 2024 que devastaram o Rio Grande do Sul com a enchente e causaram o desmoronamento de uma rua no bairro Piratini, em Gramado, na Serra gaúcha, moradores ainda aguardam pelas obras de recuperação. O local segue igual: destruído e instransitável. O desastre atingiu mais de 30 famílias na época. Para a aposentada Palmira Machado, 85 anos, a paisagem de hoje contrasta com as lembranças de um bairro cheio de vida. “Passava ônibus, passava de tudo aqui. Faz falta. Os amigos passavam ali, meus parentes chegavam. Agora não se vê nunca mais ninguém”, lamenta. O fenômeno que atingiu a área é um tipo complexo de escorregamento de terra. “Aqui, a profundidade é muito maior. Nós estamos falando da ordem de 20 metros. O material não foi arrastado, ele foi deslocado muito fortemente, com velocidades da ordem de centímetros por dia. Então, não mata ninguém, mas a destruição das casas é muito grande”, explica o engenheiro especialista em geotecnia Luiz Antônio Bressani. A Prefeitura de Gramado anunciou investimento de mais de R$ 43 milhões e prevê o início das obras para junho. De acordo com o Executivo municipal, 35 lotes foram desapropriados na região. Do total, 34 proprietários aceitaram a proposta de indenização e um discute os termos na Justiça. Até o momento, foram pagos R$ 8,3 milhões a 25 famílias. Outras nove aguardam a regularização de documentos para receber o valor. Rotina de dificuldades A rua destruída era um dos principais acessos ao centro da cidade. Sem ela, os moradores precisam fazer trajetos até três vezes mais longos. “Quando a gente tem que ir ao mercado, fruteira, farmácia, a gente desce ali, faz todo esse trajeto e vamos escalando”, conta uma moradora. A empreendedora Cleusa Machado relata os transtornos diários. “Eu saio para trabalhar todo dia de manhã, eu saio por aqui, já caí umas 10 vezes, mas eu continuo”, afirma. O sentimento de abandono também é compartilhado. “Parece que fomos um bairro esquecido aqui. Ninguém procura nós, ninguém fala nada”, desabafa a aposentada Marina de Freitas Santos. Previsão das obras Questionada, a prefeitura informou que o primeiro ano após o evento foi dedicado ao monitoramento e estudo da área para identificar movimentações do solo. No ano seguinte, foi elaborado o projeto e feito o cadastramento junto ao governo federal para buscar recursos. A projeção é de que o processo licitatório para contratar a empresa responsável seja publicado na segunda quinzena de maio. A expectativa é de que os trabalhos comecem na segunda quinzena de junho. O investimento de mais de R$ 43 milhões contempla obras de contenção, pavimentação e iluminação. Enquanto as obras não começam, a área segue sob vigilância. “Se faz um controle de toda a área para ver qual o movimento que está acontecendo, vertical e lateral. Além disso, a gente mede qual a pressão de água que tem no subsolo”, detalha o engenheiro Luiz Antônio Bressani. Para os moradores, resta a esperança de ver a rua movimentada novamente. “Ver a gente passar, todo mundo faceiro, alegre, abanando a mão, sendo feliz. É o que eu sonho”, diz a aposentada Palmira. Notícia anteriorPróxima notícia Gramado RS STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes](https://politicariabrasileira.blog.br/separados-por-25-km-moradores-da-muzema-e-rio-das-pedras-sofrem-com-regras-impostas-por-milicianos-e-traficantes/): Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes Em série especial, RJ2 mostra como traficantes e milicianos dominam territórios, cobram taxas e controlam a vida de comunidades. Por Gabriela Moreira, Junior Alves e Adriana Cruz | RJ2 04/05/2026 Milicianos de Rio das PEdras à esquerda e traficandes da Muzema à direita — Foto: Reprodução/RJ2 O crime organizado avança nos territórios do estado do Rio de Janeiro, e comunidades e bairros inteiros vivem acuados por traficantes e milicianos que decidem qual lei vale em cada região. A partir desta semana, o RJ2 exibe uma série especial de reportagens sobre como esse domínio afeta a vida das pessoas, a economia e o futuro da cidade. No primeiro episódio, imagens inéditas mostram como traficantes e milicianos atuam entre duas comunidades separadas por apenas 2,5 quilômetros: Rio das Pedras e Muzema, na Zona Oeste. “Quem é de Rio das Pedras não pode ir em Muzema, quem é de Muzema não pode ir em Rio das Pedras”, relata um morador. As duas áreas próximas estão divididas pelo crime. De um lado, milicianos; do outro, traficantes. Em Jacarepaguá, criminosos armados ditam regras e decidem quem vive e quem morre. O RJ2 flagrou criminosos dos dois lados dessa guerra, entre eles homens fazendo selfies com armas e ostentando fuzis perto de crianças. A reportagem flagrou tanto traficantes quanto milicianos. Moradores relatam episódios de extrema violência. Um deles conta o caso de um trabalhador confundido com informante: “Chegou a ir lá no Figueira [Condimínio Parque das Figueiras] buscar umas roupas pra ir pro trabalho, que a pessoa era garçom de quiosque na Barra, e quando chegou lá foi recebido à bala. Disseram que era olheiro de milícia. E não era. O menino era trabalhador.” Segundo o relato, o homem foi torturado: “Levaram lá pra área que eles julgam a pessoa. Ficaram lá umas quatro horas com o menino. Queimaram sacola plástica nele. Botaram cigarro nele. Fizeram ele engolir uma bala… munição.” Imagens mostram milicianos armados com fuzis, alguns tirando selfies com armas. Eles usam preto, calças e fuzis. Em outro momento, criminosos aparecem em um ponto de vigilância enquanto uma viatura da PM patrulha a região. Em uma das cenas, um homem armado atua como uma espécie de autoridade local: após ouvir uma mulher, ele a acompanha até outra rua e repreende uma terceira pessoa. Controle do cotidiano e restrição de circulação Em um condomínio perto da Muzema, o controle territorial é visível. Para circular, motoristas precisam seguir regras impostas por criminosos, como manter o pisca-alerta ligado, o vidro aberto e a luz interna acesa. “O carro pra entrar dentro do Figueira hoje… eles te param. Não aceitam tu. Querem saber pra onde tá indo”, conta um morador. “As placas de carro são todas identificadas na portaria.” Abordagens são frequentes: “Do nada, eles param a pessoa, pegam o telefone, averiguam agenda toda. Se tu disser que é Rio das Pedras, tu tá morto.” Além disso, há cobrança de taxas para tudo: “Pra morar lá, tem que pagar todo mês o boleto que tu mora lá.” “Se você vai botar uma música lá, tu tem que pagar. O morador paga, o comerciante paga… todos pagam”, acrescenta. Segundo as investigações, quem dita as regras na Muzema é um traficante conhecido como “Zeus”, identificado pela polícia como Luiz Carlos Bandeira Rodrigues. Ele migrou para o Rio e assumiu um posto de chefe do crime, subindo na hierarquia da facção ao cumprir pena por tráfico nos presídios federais de Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). Lpa, conheceu Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Disputa de facções e expansão territorial Nos últimos anos, o Comando Vermelho avançou por diversas regiões de Jacarepaguá até chegar à Muzema. Já em Rio das Pedras, o domínio é da milícia, em parceria com traficantes do Terceiro Comando Puro. Moradores denunciam a atuação livre dos criminosos: “A solução pra esses problemas, acredito que só Deus. Porque o estado é omisso. Eles desfilam abertamente armados na frente das viaturas.” “É fuzil, é pistola, é cinturão de granada. E isso acontece constantemente.” Em Rio das Pedras, o comando é atribuído a Taillon de Alcântara Barbosa, preso desde 2023. Segundo relatos, a milícia atua com violência e extorsão: “São bandidos. Porque eles matam por qualquer motivo. Expulsam por qualquer motivo. Tomam o patrimônio da pessoa.” “Se paga uma taxa, direito de ir e vir. O comércio é obrigado a ter valores superiores pra pagar a milícia. É coisa assustadora.” A Polícia Militar informou que tomará as medidas cabíveis assim que tiver acesso às imagens exibidas. A corporação declarou também que prendeu 18 criminosos e apreendeu três fuzis na região de Rio das Pedras e Muzema nos últimos seis meses. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPolícia Militar PMPorto Velho RORegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Governo do RJ faz pente-fino em contratos e suspende compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-do-rj-faz-pente-fino-em-contratos-e-suspende-compra-de-helicoptero-black-hawk-de-r-70-milhoes/): Governo do RJ faz pente-fino em contratos e suspende compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões Mais de 6 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões, além de 13.615 processos sem licitação realizados no último ano, passam por análise. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 04/05/2026 Black Hawk em operação da Força Aérea Brasileira — Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira O governo interino do Rio faz uma auditoria em mais de 6 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões, além de 13.615 processos sem licitação realizados no último ano. A análise inclui despesas de diferentes áreas, como tecnologia e segurança pública, e já levou à suspensão de compras, como a de um helicóptero militar avaliado em R$ 70 milhões, conforme divulgado pelo jornal O Globo e confirmado pelo g1. A revisão foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e tem como objetivo identificar possíveis irregularidades e cortar gastos considerados desnecessários. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) terá até 45 dias para concluir o levantamento, que abrange todas as secretarias, autarquias e empresas públicas. Entre os contratos analisados estão acordos ligados à segurança pública, incluindo sistemas de monitoramento e aquisição de equipamentos de grande porte. A aquisição do helicóptero modelo Black Hawk, anunciada como “histórica” por Cláudio Castro (PL), passou a ser questionada na nova administração, inclusive pelo impacto operacional em áreas urbanas e comunidades. Segundo a Secretaria de Governo e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a contratação está sendo reavaliada sob aspectos técnicos e jurídicos, e ainda não há decisão sobre a continuidade. “Estamos analisando esse contrato nas esferas jurídica e técnica. Assim como os outros contratos. Enquanto eles estiverem no compliance, estão suspensos”, disse o secretário Roberto Leão. Notícia anteriorPróxima notícia Controladoria-Geral do Estado CGEGovernadorPL Partido Liberal STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’](https://politicariabrasileira.blog.br/zema-sobre-aposentados-nao-podemos-dar-ganhos-reais/): Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência da República, afirmou que o país não tem condições de conceder aumentos acima da inflação para aposentados. “Não podemos estar dando (sic) ganhos reais, de forma alguma, para quem está aposentado, na minha opinião é algo que o Brasil hoje não comporta”, disse. Por Vinícius Prates | Estado de Minas 04/05/2026 Ao responder sobre propostas de reforma, Zema defendeu o aumento do tempo de contribuição, retomando um mecanismo discutido na reforma de 2019 que previa ajustes automáticos conforme a expectativa de vida crédito: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/DAPRES A declaração foi feita durante participação no programa Canal Livre, da Band, exibido nesse domingo (3/5), após ser questionado sobre o impacto da Previdência nas contas públicas e possíveis mudanças no sistema. Ao responder sobre propostas de reforma, Zema defendeu o aumento do tempo de contribuição, retomando um mecanismo discutido na reforma de 2019 que previa ajustes automáticos conforme a expectativa de vida. “Nós vamos precisar sim aumentar o tempo de contribuição, é fundamental”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de desvincular os reajustes das aposentadorias do salário mínimo, o ex-governador disse que pretende manter a referência, mas com correção limitada à inflação. “Salário mínimo e aposentadoria serão todos reajustados pela inflação, ninguém vai perder nada”, declarou. Durante a entrevista, ele argumentou que eventuais ganhos reais no salário mínimo deveriam ser determinados pelo mercado. “O ganho real do salário mínimo o mercado define”, afirmou, ao mencionar ainda a possibilidade de adoção de pisos regionais. Apesar das críticas ao modelo atual, o ex-governador afirmou que aposentados devem ser respeitados. “Mas o aposentado merece todo o respeito”, declarou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalFlávio BolsonaroJair BolsonaroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi 'ungida por Deus'](https://politicariabrasileira.blog.br/em-pregacao-marcos-feliciano-defende-candidatura-de-carlos-ao-senado-e-diz-que-familia-bolsonaro-foi-ungida-por-deus/): Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Declaração ocorreu no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Santa Catarina; filho do ex-presidente também compareceu ao evento evangélico Por Yago Godoy | O Globo 04/05/2026 Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ — Foto: Reprodução/Instagram Rio de Janeiro – O deputado federal Pastor Marcos Feliciano (PL-SP) compareceu ao 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Camboriú (SC), e defendeu a eleição do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) ao Senado por Santa Catarina. Durante pregação no último sábado, o parlamentar afirmou que os evangélicos oram “por toda a família” do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi “ungida por Deus”. A declaração de Feliciano foi direcionada ao próprio Carlos, que esteve presente no local e chorou ao ouvir o discurso do correligionário. — O povo de Santa Catarina já te abraçou. Eu olho para você e vejo seu pai — disse Feliciano a Carlos. — Aqui tem uma igreja que ora pela vida do presidente Bolsonaro. Quando oramos por um Bolsonaro, oramos por todos. Tenho certeza que você, Flávio (senador), Renan (vereador de Balneário Camboriú), Eduardo (ex-deputado) vão dar continuidade, porque a família de vocês foi ungida para isso. Que o estado de Santa Catarina te receba de braços abertos — completou. Feliciano também afirmou que Bolsonaro “é um irmão” que “sofreu injustiças”. Nas redes sociais, ele repercutiu imagens do evento e do encontro com Carlos, afirmou ser “gratificante” e pediu que Deus “abençoe toda a família Bolsonaro”. “Estar no Gideões 2026, em Camboriú, foi algo que me tocou profundamente. Meus agradecimentos ao Feliciano pelo convite e pela oportunidade de viver um momento tão especial. Levo de lá com mensagens de apoio a meu pai, assim como o carinho de todos para comigo. Agradeço imensamente aos amigos da Assembleia de Deus por mais essa oportunidade marcante”, escreveu Carlos em suas redes sociais. ‘Renovar aliança com Deus’ Neste domingo, quem também compareceu a um culto foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ele esteve na igreja do pastor Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um encontro que selou a reaproximação entre ambos. Durante o culto, Malafaia chamou Flávio, o presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado federal e pré-candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos) ao púlpito e comandou uma oração coletiva por eles. A pregação também foi marcada por alfinetadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). — Nós queremos pedir a bênção para que haja paz nessa nação. Lembra do caos econômico e social. Afasta esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo o narcotráfico, o crime organizado e todo tipo de praga do inferno. Nós declaramos a bênção, a vitória, em nome de Jesus — disse. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBalneário Camboriú SCCamboriú SCDeputado FederalGovernadorPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorVereador Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ 04/05/2026 PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Após veículo ser rebocado no show da Shakira, policiais invadem pátio da prefeitura, agridem agentes, derrubam portão e saem com o carro](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-veiculo-ser-rebocado-no-show-da-shakira-policiais-invadem-patio-da-prefeitura-agridem-agentes-derrubam-portao-e-saem-com-o-carro/): Após veículo ser rebocado no show da Shakira, policiais invadem pátio da prefeitura, agridem agentes, derrubam portão e saem com o carro No sábado (2), um Nissan Versa descaracterizado da polícia tinha sido levado por um guincho até o depósito da prefeitura no Andaraí, na Zona Norte do Rio. No domingo, uma equipe da 60ª DP (Campos Elíseos) forçou a retirada do automóvel. Por Filipe Brasil | Bom Dia Rio 04/05/2026 Policial civil agride agente da Seop com o cano de um fuzil — Foto: Reprodução A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) do Rio de Janeiro denunciou que policiais civis invadiram um depósito de veículos da prefeitura e retiraram à força um carro que havia sido rebocado durante as operações do show da cantora Shakira, em Copacabana, no sábado (2). A confusão ocorreu na manhã de domingo (3), no pátio do Andaraí, na Zona Norte do Rio. Uma agente quase foi atropelada, e o portão do espaço foi derrubado. Vídeos de câmeras de segurança e registros dos próprios agentes mostram ainda agressões e intimidações. O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Civil como transgressão disciplinar. Na manhã desta segunda-feira (4), o portão ainda não tinha sido consertado. A confusão De acordo com a Seop, um Nissan Versa prata tinha sido guinchado até o pátio após ser flagrado estacionado de forma irregular no entorno da 12ª DP (Copacabana). À 0h de sábado, a prefeitura havia suspendido 3 mil vagas no bairro a fim de facilitar o deslocamento dos fãs. Posteriormente, esse Versa foi identificado como uma viatura descaracterizada da Polícia Civil — sem adesivos ou pinturas —, geralmente usada em investigações e em campanas, para não levantar suspeitas. Segundo relatos de servidores do pátio, policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) chegaram ao local em uma viatura oficial, invadiram o depósito e retiraram o carro sem seguir os trâmites legais. Ainda conforme a secretaria, durante a ação houve agressões a funcionários municipais que tentaram impedir a retirada do veículo. A Seop também afirma que os policiais chegaram a apontar um fuzil para os servidores. Na saída, a viatura acelerou contra o portão do depósito e o derrubou — nesse momento, uma agente da Seop quase foi atropelada. O que dizem os envolvidos Nota da Seop “A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) informa que, na manhã de domingo (3), 2 policiais civis invadiram o depósito público de veículos, no Andaraí, para recuperar à força um carro que havia sido rebocado por estar estacionado irregularmente em Copacabana. Servidores responsáveis pelo depósito foram agredidos após explicarem os trâmites legais para a retirada do veículo. A Seop se solidariza com os servidores e lamenta a truculência da ação. O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Civil como transgressão disciplinar.” Nota da Polícia Civil “A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) apura as condutas dos servidores. A Polícia Civil não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta, reiterando seu compromisso de combate ao crime em defesa da sociedade.” Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo](https://politicariabrasileira.blog.br/pcc-amplia-controle-territorial-de-paraisopolis-e-adota-taticas-do-cv-em-sao-paulo/): PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo OUTRO LADO: Gestão Tarcísio diz que polícia monitora continuamente a área e que ‘enfrentamento ao crime organizado é prioridade’ Facção controla vias, cobra taxas e comanda organizações sociais dentro da favela Por Rogério Pagnan e Leandro Machado | Folha de S.Paulo 12/04/2026 Barreira no meio da rua controla acesso na esquina das ruas Ernest Renan e Melchior Giola, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo – Folhapress São Paulo – Vinte anos após orquestrar o maior ataque às forças de segurança de São Paulo, a facção criminosa PCC fez da favela de Paraisópolis, a maior da cidade, seu principal centro de comando. Nos últimos dois anos, o grupo também vem implantando ali um nível inédito de controle territorial, muito mais rígido, com adoção de táticas geralmente atribuídas à facção fluminense CV (Comando Vermelho). Nas últimas semanas, a Folha conversou com uma dezena de moradores, comerciantes, frequentadores da comunidade, além de promotores e policiais, que falaram sob a condição de anonimato. A reportagem também visitou a favela e acessou documentos em posse do Ministério Público que reforçam tais relatos e que revelam o organograma da criminalidade ali instalada.  O cenário descrito é de ampliação do controle exercido pelo PCC sobre Paraisópolis, afetando a rotina dos quase 60 mil moradores. Entre as medidas estão a implantação de taxas a comerciantes, bloqueio de vias de acesso, fiscalização das atividades das organizações sociais e até o uso forçado de lideranças em protestos orquestrados pela facção. O governo do estado diz que o combate ao crime organizado é sua prioridade, e a associação de moradores negou qualquer vínculo com a facção criminosa (leia mais abaixo). Uma comerciante disse à Folha que vive há décadas na comunidade e que esse quadro se agravou no último ano. “Nunca vi a situação que eu estou vendo a comunidade hoje. As próprias ONGs estão com dificuldade para exercer o seu trabalho.” Segundo ela, que não terá seu nome revelado, as entidades não podem receber ninguém. Outra moradora afirmou ter sido obrigada a pagar uma taxa ao crime organizado para poder fazer um determinado serviço na favela. Quanto ao bloqueio de vias, os moradores indicam ao menos três pontos, um deles no cruzamento das ruas Ernest Renan com Melchior Giola, no chamado “centrinho de Paraisópolis”, perto do campo de futebol. Com a ajuda de um drone, a reportagem da Folha conseguiu registrar esse bloqueio, feito com uma grade de ferro, típica de controle de público em eventos, e vigiada por dois homens. Os moradores ouvidos afirmam que estranhos não passam por ali sem se identificarem, seja dia ou noite. Além de exercer um maior controle da comunidade local, o PCC fez de Paraisópolis o principal palco de resoluções de conflitos envolvendo seus membros. Um promotor afirmou à reportagem que a comunidade se tornou a última instância da facção. Os “réus” de casos graves ou integrantes que exercem função de liderança do bando são levados para a “laje”, como é conhecido o local onde são realizados os “tribunais do crime”. Lá, são julgados e, em caso de condenação, a pena pode ser a morte. Chegada da facção A entrada do PCC em Paraisópolis remonta a 2003, três anos antes do mega-ataque de maio de 2006, que teve como saldo a morte de 59 agentes das forças de segurança e, na reação, de 505 civis. A tomada desse território teria sido liderada por um grupo ligado a Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, que venceu uma disputa sangrenta com o grupo de um justiceiro chamado Juarez. O Xerife, como era conhecido, mandava na favela desde os anos 1980 e proibia o comércio de entorpecentes.  Um morador local conhecido por Boneco teria dado apoio à tomada de poder pelo PCC e, por isso, tornou-se importante aliado do grupo. Desde então, conforme relato de moradores e testemunhas dessa disputa, o tráfico de drogas na favela, um dos mais significativos da capital, acontece por meio de um revezamento entre os dois grupos. Em um mês a venda é feita pela equipe de Boneco e, no outro, pela equipe de Piauí, do PCC. O controle ostensivo do território é feito, porém, exclusivamente pelo grupo de Piauí, que voltou à comunidade em 2021 depois de cumprir uma pena de 13 anos. Ele foi o primeiro membro do PCC a ser transferido para o sistema carcerário federal, em 2012, depois de órgãos de inteligência do governo paulista o apontarem como mandante do assassinato de policiais militares. Piauí ficou pouco tempo em Paraisópolis, conforme moradores. Investigações da polícia e da Promotoria o apontam como um dos principais líderes da facção em liberdade. Ele deixou como preposto na comunidade um comparsa apelidado de Barão – atualmente preso –, que ficou responsável por gerenciar o tráfico de drogas. A reportagem não conseguiu descobrir quem cuida atualmente da defesa de Piauí. Na época em que ele estava preso, seus advogados negavam que ele pertencesse ao PCC. Controle ampliado No final de 2024, a facção também teria assumido o controle da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, entidade responsável por dialogar com o poder público sobre ações na favela. Esse domínio sobre as atividades da entidade teria ampliado o controle da facção sobre os moradores.  Representantes de organizações locais passaram a ser obrigados a prestar contas de suas atividades, além de participar de um grupo de troca de mensagens para informar o PCC sobre a presença de autoridades e policiais na favela. Muitos deles também foram convocados a participar de protestos de interesse da facção. Outro aspecto que passou a aproximar mais as ações da facção paulista ao estilo do CV carioca é a cobrança de taxa do comércio e a exploração indireta de serviços, como TV e internet. As empresas convencionais de telefonia não são, porém, impedidas de atuar na comunidade de São Paulo. Conforme relato de moradores, esse maior controle do PCC passou a ocorrer após a notícia de que serão feitos investimentos estimados em R$ 1,6 bilhão em obras de melhorias na favela, dentro de uma operação urbana da prefeitura. Entre as intervenções - [Câmeras de segurança flagram furto de caminhonete em Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/cameras-de-seguranca-flagram-furto-de-caminhonete-em-rio-das-ostras/): Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Criminosos chegaram de moto e levaram veículo usado para trabalho; ação foi registrada. Por Ludmila Lopes | g1 02/05/2026 Criminosos chegaram de moto e levaram veículo usado para trabalho — Foto: Adriano Pereira / Portal Cidade 24h Rio das Ostras – Uma caminhonete foi furtada na madrugada desta sexta-feira (1º), na Rua Maranhão, no bairro Cidade Praiana, em Rio das Ostras, na Baixada Litorânea. Segundo o proprietário, o pedreiro Michel Medeiros, o veículo estava estacionado na calçada quando foi levado por dois homens que chegaram ao local em uma motocicleta. Câmeras de segurança registraram a ação, por volta das 4h50. Nas imagens, é possível ver os suspeitos chegando de moto, se aproximando da caminhonete e saindo rapidamente com o veículo. Após o crime, os homens fugiram e, até o momento, não há informações sobre o paradeiro da caminhonete. O dono do veículo afirmou que a caminhonete é essencial para o trabalho, já que é utilizada diariamente no transporte de ferramentas e de um funcionário que atua com ele. Segundo Michel, o automóvel também era usado para a realização de fretes, o que ajudava a complementar a renda da família. Com o furto, ele relatou dificuldades para continuar trabalhando e se deslocando. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Rio das Ostras. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão 'lamentável'](https://politicariabrasileira.blog.br/zema-defende-que-criancas-possam-trabalhar-e-diz-que-esquerda-criou-visao-lamentavel/): PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Declaração de presidenciável do Novo foi dada em podcast no 1º de Maio, Dia do Trabalho Constituição proíbe trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de menor aprendiz Por Arthur Guimarães de Oliveira | Folha de S.Paulo 02/05/2026 Pré-candidato a presidente, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no podcast Inteligência Ltda. – Inteligência Ltda. no YouTube São Paulo – Pré-candidato a presidente, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) defendeu nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalho, a ideia de que crianças possam trabalhar no Brasil. “A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos cents por cada jornal entregue no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. É lamentável, mas tenho certeza que nós vamos mudar isso”, disse ele ao podcast Inteligência Ltda. A declaração foi dada no final do programa. Zema afirmou que trabalha desde os 14 anos e disse que acompanhava o pai o dia todo, contava parafusos, porcas, e o ajudava a embrulhar as peças. “Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela.” A Constituição Federal proíbe qualquer trabalho a menores de 16 anos. A única exceção é a condição de menor aprendiz, a partir de 14 anos. Já a CLT fixa que, apesar de uma autorização condicional, o trabalho do menor de idade não pode ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a frequência à escola. Em vídeo publicado neste sábado (2) nas redes sociais, depois da repercussão da declaração, o ex-governador afirmou que defende, sim, dar oportunidades de trabalho para adolescentes, porque “educação e trabalho digno é o que forma caráter, disciplina e futuro”. Zema lembrou que, no Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos, mas disse que é necessário ampliar essas oportunidades, “com proteção, sem atrapalhar a escola”. “Vamos parar com essa hipocrisia”, disse. “Milhões de jovens já trabalham hoje, mas na informalidade, sem regra, sem nenhuma proteção. Somos um país que finge que protege os jovens e as crianças. Essa é que é a verdade. E eu não tenho medo de dizer isso não.” “Quando um adolescente não encontra o caminho da educação e do trabalho, sabe quem é que oferece oportunidade para ele? O crime. As facções já têm um plano de carreira prontinho para recrutar os adolescentes. Então a escolha é muito simples, ou a gente vira as costas e deixa o jovem à própria sorte, ou a gente abre as portas para ele aprender a trabalhar de forma honesta e construir o seu futuro.” O mineiro coleciona falas polêmicas ao longo da carreira. Ainda quando estava à frente do Executivo estadual, afirmou que o Sul e o Sudeste são diferentes porque nessas regiões há uma proporção maior de pessoas trabalhando do que vivendo de auxílio emergencial. Em entrevista à Folha no ano passado o então governador também relativizou a ditadura militar. Ele a chamou de “questão de interpretação” se houve ditadura e disse que cabe aos historiadores “debater isso”. No clima de pré-campanha, Zema tem intensificado as declarações públicas. Mais recentemente, se envolveu em troca de ataques com o STF (Supremo Tribunal Federal) ao publicar vídeos satíricos em que ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem em convescotes. Mas a cerca de cinco meses das eleições, o ex-governador soma 4% das intenções de voto para presidente, segundo pesquisa Datafolha de abril. O mineiro está em um patamar abaixo do do presidente Lula (PT), que tem 39%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 35%. No degrau do ex-governador de Minas, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, Aldo Rebelo (DC), com 1%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Brancos e nulos são 10%, e 4% estão indecisos. O mineiro também é cotado para a vice de Flávio, apesar de uma aliança nesse desenho não ser consensual entre os bolsonaristas. Como mostrou o Painel, Zema tem dito que vai manter a candidatura até o fim, mas integrantes do Novo não descartam uma composição mais perto das convenções. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarHugo MottaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalValdemar Costa Neto MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bolsonarismo ao lado de Moraes](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonarismo-ao-lado-de-moraes/): Bolsonarismo ao lado de Moraes Enquanto os eleitores brigam nas ruas, o bolsonarismo se uniu ao maior algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro O enredo da novela, que já estava confuso, se transformou numa salada geral Por Adriana Fernandes | Folha de S.Paulo 02/05/2026 Os ministros do STF André Mendonça (E) e Alexandre de Moraes (D). – Pedro Ladeira – 08.abr.2026/Folhapress Brasília – Enquanto os eleitores brigam nas ruas, o bolsonarismo se uniu ao maior algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes, para derrubar a indicação de Messias sob a bênção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No dia seguinte da votação, a derrota embalou a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados por golpe de Estado, incluindo Bolsonaro. A CPI do Master, defendida pela oposição, foi enterrada. Cobra, periquito, lagarto, tem de tudo no meio dessa votação, como definiu o senador Cid Gomes. O enredo da novela, que já estava confuso, se transformou numa salada geral. Traição, vingança, intimidação, conspiração, conchavos para as próximas eleições e dinheiro de campanha. Tem também o medo das investigações do Master. Rodrigo Pacheco, preterido por Lula na indicação ao STF e o nome preferido de Moraes e Gilmar Mendes, deu uma de bonzinho, mas votou contra Messias e agora sinaliza que não será candidato ao governo de Minas. Davi, Moraes e importantes aliados do senador na campanha presidencial, como o senador Ciro Nogueira, têm muito a perder com o avanço das investigações. O papel de Jaques Wagner, líder do governo, é um episódio à parte por ser um político com ligações com o Master. O vídeo do abraço dado em Davi fala mais do que qualquer desculpa pela derrota. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, responsável pelo processo Master, ligaram pedindo voto para Messias. O argumento colocado à mesa foi que o AGU era mais próximo das posições deles do que as de Dias Toffoli, Flávio Dino e Moraes, e que a sua aprovação ajudaria na correlação de forças interna. Mas Nunes Marques também tem familiar envolvido com Vorcaro. Inicialmente, Messias deixou de incluir, em maio de 2025, o sindicato do irmão de Lula nos pedidos de bloqueio de recursos em fraudes do INSS (a entidade foi incluída na ação posteriormente). A rejeição foi uma demonstração de força da união do bolsonarismo com Moraes. O que ninguém sabe é se Mendonça vai querer proteger os chegados, e se Davi e Moraes vão conspirar juntos por um novo nome ao STF. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterINSSPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda”](https://politicariabrasileira.blog.br/magno-malta-da-tapa-na-cara-de-tecnica-durante-exame-em-hospital-no-df-imunda/): Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Segundo a vítima, o parlamentar deu um tapa na cara dela e a xingou de “imunda” após o contraste injetado extravasar braço do paciente Por Carlos Carone e Anderson Costolli | Metrópoles 02/05/2026 Senador Magno Malta (PL-ES) | Reprodução/ Redes sociais Uma técnica de radiologia registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra o senador Magno Malta (PL-ES), por agressão. Segundo a vítima, o parlamentar deu um tapa na cara dela e a xingou de “imunda” durante um exame no Hospital DF Star, que iniciou uma apuração administrativa sobre o fato. O caso foi registrado nessa quinta-feira (30/4). De acordo com a funcionária do hospital, o senador estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronariana. A técnica era responsável por conduzir o paciente até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos necessários, incluindo o teste com soro para acesso venoso. A vítima relatou, ainda, que, ao iniciar a injeção de contraste, o equipamento identificou uma oclusão, interrompendo automaticamente o procedimento. Ao verificar a situação, a profissional constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente. Ainda segundo o depoimento, ao explicar a necessidade de realizar compressão no local afetado, o parlamentar teria reagido de forma agressiva. Malta teria se levantado do aparelho e, quando a auxiliar se aproximou para prestar assistência, foi recebida com um tapa no rosto. A agressividade foi tanta que chegou a entortar os óculos da mulher. O parlamentar ainda teria xingado a auxiliar de enfermagem de “imunda” e “incompetente”. Assustada após a agressão, a profissional deixou imediatamente a sala e acionou outros integrantes da equipe médica, incluindo uma enfermeira e um médico. No entanto, conforme relatado, o senador teria recusado atendimento posterior. A auxiliar relatou dor e vermelhidão no rosto após o ocorrido e declarou estar com medo de um possível novo encontro com o agressor. O caso foi formalmente registrado e será ser investigado pela PCDF. A coluna Na Mira acionou tanto o hospital quanto o senador Magno Malta, questionando sobre ocorrência registrada. Em nota, o hospital garantiu que tem dado suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. “A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio.” Em nota, o senador alegou que houve falha técnica no acesso, mesmo após alertar, por diversas vezes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores. “Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento). Ressalta-se que Magno Malta possui dificuldades de locomoção e poderia ter sofrido queda ou agravamento do quadro em razão da desorientação causada pelo episódio, o que evidencia a gravidade e a irresponsabilidade da condução adotada”, disse. Questionado se ele confirma o tapa que a técnica alega ter sofrido, o senador disse, apenas, que só se recorda da dor intensa que sentiu com o extravasamento do contraste. Internação O senador foi hospitalizado nessa quinta-feira, após passar mal no momento em que seguia para o Congresso Nacional. O parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais, afirmando que estava bem e em processo de recuperação. “Estou no hospital. Acabei de fazer uma tomografia e, graças a Deus, estou bem. Queria estar no plenário para me pronunciar, porque hoje é um dia muito importante. Mas estou bem. Vou voltar mais forte”, disse Magno. Segundo relato do próprio senador, o mal-estar ocorreu durante o deslocamento até o plenário, onde ocorreu a análise do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. A proposta trata da possibilidade de revisão de penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Notícia anterior PL Partido LiberalPolícia CivilSenador Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” 02/05/2026 Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio 01/05/2026 Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Tabata pede ao MPF investigação sobre festas de Vorcaro por potencial exploração sexual](https://politicariabrasileira.blog.br/tabata-pede-ao-mpf-investigacao-sobre-festas-de-vorcaro-por-potencial-exploracao-sexual/): Tabata pede ao MPF investigação sobre festas de Vorcaro por potencial exploração sexual Deputada apresentou notícia-crime em que cita festas em Trancoso e indícios de uso de mulheres como meio de favorecimento a autoridades OUTRO LADO: assessoria de imprensa do ex-banqueiro disse que não iria se manifestar Por Joana Cunha e Arthur Guimarães de Oliveira | Folha de S.Paulo 01/05/2026 A deputada Tabata Amaral, que apresentou notícia-crime ao Ministério Público sobre as festas do escândalo do Master – Rafaela Araújo – 26.jul.2024/Folhapress São Paulo – A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) anunciou nesta sexta-feira (1º) que apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Federal sobre as festas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que vieram à tona após o escândalo do Master. Ela pede a apuração de possíveis práticas de exploração sexual e tráfico internacional de mulheres relacionadas às investigações do escândalo financeiro. Procurada, a assessoria de imprensa de Vorcaro não quis se manifestar. Reportagem da Folha mostrou que o banqueiro realizou festas com a presença de mulheres trazidas do exterior. Nos eventos de Vorcaro havia modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. Entre os documentos levantados pelas investigações da Polícia Federal sobre o caso Master aparecem orçamentos que mostram gastos com passagens para os participantes. Um exemplo disso foi uma festa de Halloween realizada em 2023, que envolveu uma complexa logística para trazer ao Brasil modelos e DJs famosos, incluindo transfers em Verona, na Itália, Barcelona, na Espanha, e Santa Bárbara, nos EUA. Além dos voos, havia registro de uma passagem de ônibus de Kiev, capital da Ucrânia, para Varsóvia, na Polônia, indicando que entre os participantes estava alguém que atravessou a guerra na Europa. O banqueiro também bancou a viagem de mulheres estrangeiras para a comemoração de seu aniversário em outubro de 2022 em uma mansão em Trancoso, no litoral da Bahia. A notícia-crime apresentada pela deputada menciona os eventos que ficaram conhecidos como Cine Trancoso porque, segundo relatos, o anfitrião teria mantido um sistema próprio de câmaras para gravação das festas. Em janeiro, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União já havia feito uma representação recomendando a abertura de um processo para identificar autoridades públicas federais que teriam participado das festas. A representação mencionava uma reportagem da revista digital Liberta, afirmando que “esses eventos, denominados Cine Trancoso, teriam contado com a presença de altas autoridades dos Três Poderes da República, incluindo integrantes do Poder Executivo do governo anterior, membros do mercado financeiro, da política e do meio jurídico”. A manifestação de Tabata aborda, agora, a participação feminina. “Relata-se que tais eventos eram organizados de forma estruturada e recorrente, com características que ultrapassam encontros sociais privados, apresentando indícios de instrumentalização de mulheres como meio de favorecimento e influência junto a autoridades públicas”, afirma o documento. Segundo a denúncia, há elementos que indicam o recrutamento e transporte de mulheres de diversos países, com custeio logístico e escolha de estrangeiras para dificultar a identificação das autoridades, evitando vazamentos. “Não estamos falando de episódios isolados, mas de indícios de uma estrutura que pode ter transformado o corpo de mulheres em moeda de troca para acesso e influência. Isso exige uma investigação rigorosa, com olhar especializado em violência de gênero, para garantir que nenhuma vítima seja silenciada e que todos os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, afirmou a deputada em comunicado divulgado nesta sexta. O documento diz também que as investigações da Polícia Federal apreenderam dados contendo vídeos íntimos, imagens de passaportes e registros dessas reuniões. A parlamentar argumenta que, em tese, os fatos podem configurar crimes como tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, favorecimento da prostituição ou exploração sexual, associação criminosa ou organização criminosa e possíveis crimes contra a dignidade sexual e liberdade individual. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputada FederalMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroTCU Tribunal de Contas da UniãoTrancoso BA Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR 26/05/2026 Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão 26/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Feriado aumenta preocupação dos moradores com Estrada de Santa Cruz, em Campos dos Goytacazes](https://politicariabrasileira.blog.br/feriado-aumenta-preocupacao-dos-moradores-com-estrada-de-santa-cruz-em-campos-dos-goytacazes/): Feriado aumenta preocupação dos moradores com Estrada de Santa Cruz, em Campos dos Goytacazes Com mais veículos nas vias, motoristas enfrentam buracos e falta de sinalização; prefeitura diz que estrada é prioridade. Por Edson Araújo | g1 01/05/2026 Com mais veículos nas vias, motoristas enfrentam buracos e falta de sinalização — Foto: Divulgação Campos dos Goytacazes – O feriado prolongado começou nesta sexta-feira (1º), e a preocupação de moradores e motoristas com as condições da Estrada de Santa Cruz, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, aumentou com o crescimento no fluxo de veículos em direção a áreas de lazer. Segundo relatos, a via segue em condições precárias, com buracos, rachaduras, remendos e pouca sinalização, o que dificulta o tráfego e eleva o risco de acidentes. A estrada liga a localidade de Santa Cruz à região de Lagoa de Cima e é utilizada diariamente por moradores, trabalhadores e visitantes. Quem passa pelo trecho afirma que dirigir pelo local exige atenção redobrada, principalmente por causa das irregularidades no asfalto. O problema já havia sido mostrado no fim do ano passado. Na ocasião, a Prefeitura informou que equipes da Secretaria de Serviços Públicos atuariam primeiro em Farol de São Tomé e, depois, seguiriam para a Estrada de Santa Cruz. No entanto, de acordo com moradores, a situação pouco mudou desde então. Ainda em 2023, o município anunciou o programa “Asfalto Novo”, com a promessa de recuperação completa dos cerca de 7,5 quilômetros da estrada. Procurada novamente, a Prefeitura informou, em nota, que trabalha para atender toda a população, considerando a extensão territorial do município, e destacou que a estrada de Lagoa de Cima está entre as prioridades da pasta. Enquanto isso, moradores e motoristas que dependem da via seguem enfrentando dificuldades e aguardando o início das obras. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? 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Por Diego Varsi | g1 01/05/2026 Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense — Foto: Lilia Bustilho/Inter TV Santo Antônio de Pádua – As provas do concurso público da Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, que estavam previstas para este fim de semana, foram adiadas após uma recomendação do Ministério Público. A decisão foi confirmada pela administração municipal após notificação recebida na quarta‑feira. Segundo as informações divulgadas, o Ministério Público identificou possíveis irregularidades no edital do concurso, principalmente no que se refere à reserva de vagas por cotas raciais, exigência prevista em lei. A prefeitura informou que, diante da recomendação do órgão, optou por suspender a aplicação das provas como medida preventiva, a fim de evitar questionamentos e problemas jurídicos futuros. Ainda na quarta‑feira, o prefeito Paulo Roberto Pinheiro da Silva comentou o caso durante uma transmissão ao vivo e confirmou o adiamento. De acordo com ele, uma nova data para a realização do concurso ainda será definida. O prefeito afirmou também que a equipe jurídica do município discorda do entendimento apresentado pelo Ministério Público, mas reforçou que a decisão de adiar o concurso foi tomada por cautela. Com a suspensão, os candidatos devem acompanhar os canais oficiais da Prefeitura de Santo Antônio de Pádua para obter informações sobre o novo cronograma. A orientação, por enquanto, é aguardar a definição da nova data para as provas. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJNorte e Noroeste FluminensePrefeitoPTB Partido Trabalhista BrasileiroSanto Antônio de Pádua RJ Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’ Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado](https://politicariabrasileira.blog.br/reducao-de-pena-para-os-golpistas-do-8-de-janeiro-e-crime-continuado/): Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Um estímulo a novas tentativas Por Ricardo Noblat | Metrópoles 01/05/2026 VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES A derrota mais doída para Lula pode ter sido a recusa do Senado em aprovar a indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. Foi a primeira vez que isso aconteceu nos últimos 132 anos. Lula, o governo e o PT foram pegos de surpresa. Como foi possível? Soberba? Incompetência? Para o país, contudo, ou parte do país que tem nojo a ditaduras e repudia qualquer tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, seja pela força ou pelo voto, o que mais doeu, e seguirá doendo, foi a decisão de 318 deputados federais e 49 senadores de reduzir a pena dos golpistas do 8 de janeiro de 2023. Não foi a anistia ampla, geral e irrestrita que Flávio Bolsonarinho promete decretar, de comum acordo com o Congresso, se vencer as próximas eleições. Foi um ajuste de pena sujeito a futura deliberação do Supremo. Vai demorar a ser feito e a produzir consequências. De todo modo, foi bem recebido pelos golpistas. Sabe-se lá como Lula reagirá no caso de Messias, e talvez o próprio Lula, por ora, não saiba; se sabe, ainda contou a ninguém. Por temperamento e estilo, Lula não é homem de tomar decisões apressadas – nem no âmbito pessoal, tampouco no público. Foi sempre assim, a não ser que tenha mudado. Veremos. Por que arriscar-se a indicar um novo nome para substituir Messias como candidato à vaga aberta no Supremo com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso? Para correr o risco de amargar mais uma derrota? Por que não deixar passar as eleições? Caso não se reeleja, a tarefa caberá ao futuro presidente. Os mineiros ensinam: “Mingau quente come-se pelas beiradas” para não se queimar. Ou deixa-se esfriar um pouco, mas não a ponto de tornar-se intragável. Quanto mais o governo passar recibo de suas eventuais derrotas, maior poderá ser o impacto delas no resultado das próximas eleições. A oposição agradece. Era pedra cantada, para além disso, a derrubada do veto de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria. Ele fora aprovado pela Câmara e Senado no ano passado com relativa folga de votos. Lula o vetou por entender que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia. O Congresso é de direita, o governo de esquerda. No 8/1, por meio dos seus líderes, o Congresso condenou a tentativa fracassada de golpe e reafirmou seu compromisso inabalável com a democracia. Decorridos três anos, o Congresso premia os autores do golpe, sob o pretexto de que suas penas foram duras em excesso. Não foram. A dosagem das penas obedeceu a lei criada à época do governo Bolsonaro. A atuação do Supremo na resposta aos atos golpistas foi descrita por juristas e observadores internacionais como um “exemplo” de defesa da democracia, e elogiada em editoriais de jornais e revistas no mundo inteiro. Suavizar penas ou revogá-las como pretendem a direita e a extrema direita, é um claro estímulo a novas tentativas de golpe. É o mesmo que dizer: não temam, vão em frente, tentem novamente que um dia dará certo. Tantas vezes na história deste país já não deu certo, não é verdade? Se não der, anistia é para isso mesmo. Notícia anteriorPróxima notícia PL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/em-24-horas-duas-familias-devastadas-pela-violencia-na-cidade-do-rio/): Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Marcos Vinícius morreu diante do filho e o casal Ariane e Ygor foi assassinado à luz do dia Por Carmélio Dias | O Globo 01/05/2026 Ariane e Ygor no ensaio gravado para anunciar a gravidez — Foto: Reprodução/Redes Sociais Rio de Janeiro – Em um intervalo de 24 horas, duas famílias foram atravessadas de forma dramática pela violência na cidade do Rio. Na tarde de terça-feira, em São Cristóvão, na Zona Norte, Marcos Vinícius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi baleado por assaltantes dentro do seu carro. Ele estava com o filho de 7 anos. A criança não ficou fisicamente ferida, mas assistiu a tudo. Anteontem, no Terreirão, Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste, a biomédica Ariane Anselmo Cortes, de 31 anos, que havia anunciado sua gravidez aos seguidores em uma rede social há cerca de duas semanas, foi morta a tiros ao lado do companheiro Ygor Dante Santos Cordeiro, de 29 anos. O casal teria ficado em meio a um conflito envolvendo grupos criminosos locais e Ygor pode ter sido confundido com um miliciano. A Polícia Civil diz que investiga as circunstâncias das mortes. — Parece que a vida ficou banal por aqui, a gente tem a sensação de que não tem mais valor nenhum, a nossa vida não vale nada. Um carro, um cordão… Por conta disso levaram a infância dos meus filhos, levaram a vida de um pai… podiam ter levado tudo, mas deixado meu marido — desabafou Camila Nascimento Ferreira, de 28 anos, após o enterro de Marcos Vinícius, na tarde de ontem, no Caju. O desafio agora, conta Camila, é encontrar forças para retomar a vida sem o companheiro e cuidar dos filhos, especialmente do menino, que presenciou o assassinato do pai: — Ele ficou completamente inconsolável, estamos tentando distrair, mas está sendo muito difícil. Os dois eram muito ligados, Marcos era um pai excepcional. É um trauma que vai acompanhar meu filho por toda a vida. Chá de revelação Ariane e Ygor foram executados na movimentada Avenida Canal das Taxas, no Terreirão. De acordo com familiares, os dois tinham ido ao local para buscar uma encomenda que seria usada no chá de revelação do bebê esperado pelo casal. Grávida de seis meses, Ariane, que já era mãe de um menino, vivia um momento especial em sua vida. Além da expectativa pela chegada do segundo filho, ela, que completaria 32 anos amanhã, tinha acabado de se formar em Biomedicina em dezembro do ano passado. A conquista foi bastante celebrada. Em postagem do dia 13 de dezembro, Ariane e Ygor aparecem em vários registros, sorridentes, na festa que marcou a conclusão do curso: “Formatura dessa mulher incrível que me faz sentir a obrigação de melhorar a cada dia! Te amo Dra. Ariane”, escreveu Ygor, que no seu Instagram se apresentava como “supervisor em logística de distribuição” na área de comércio eletrônico. Ele era sócio em uma empresa de “serviços de malote não realizados pelo Correio Nacional” com endereço em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Meses antes de se formar, em maio do ano passado, Ariane havia publicado uma foto usando o jaleco do curso de Biomedicina. A imagem foi fixada no topo das publicações. A legenda dá uma dimensão do quanto a conquista significava para ela e sua família: “É, dona Maria da Guia, a primeira Anselmo tá chegando lá”, diz mensagem direcionada à avó materna. Treze segundos O assalto que resultou na morte de Marcos Vinícius Cerqueira Oliveira aconteceu por volta das 16h na Rua Dulce Rosalina, nas proximidades do estádio de São Januário. Ele tinha ido buscar o filho na escolinha de futsal quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Vídeos de câmeras de segurança mostram que a ação toda, até a fuga da dupla, dura meros 13 segundos. Policiais do 4º BPM (São Cristóvão) foram chamados e encontraram Marcos ferido. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu. Moradora de Del Castilho, a viúva de Marcos, que tocava uma peixaria em sociedade com o marido no Cachambi, conta que temia por assaltos no bairro onde vive. — Acabou que aconteceu em outro lugar. Na minha cabeça fica a sensação de impotência, de medo, sempre morria de medo de ser assaltada aqui, mas a verdade é que não tem para onde correr. A gente não se sente seguro em lugar nenhum — desabafou Camila. Por iniciativa de pais de outras crianças da escolinha de futsal frequentada pelo filho de Marcos e Camila, foi aberta uma vaquinha virtual para ajudar a família. Notícia anterior Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio 01/05/2026 Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TSE mantém cassação de deputada do PL por usar dinheiro público para harmonização facial](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-mantem-cassacao-de-deputada-do-pl-por-usar-dinheiro-publico-para-harmonizacao-facial/): TSE mantém cassação de deputada do PL por usar dinheiro público para harmonização facial Conhecida como “indígena do Bolsonaro”, a deputada gastou R$ 9 mil do fundo de campanha em procedimento estético Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 30/04/2026 Dep. Silvia Waiãpi (PL – AP) foi cassada por “irregularidades graves na arrecadação ou nos gastos de campanha” Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, nesta quinta-feira, 30, a cassação do mandato da deputada federal Silvia Nobre Lopes, conhecida como Silvia Waiãpi (PL-AP), por utilizar recursos públicos de campanha para pagar procedimento de harmonização facial nas eleições de 2022. O caso foi denunciado pela então coordenadora de campanha da parlamentar. O pedido de cassação foi apresentado pelo Ministério Público (MP) Eleitoral à Justiça Eleitoral do Amapá. O mandato da deputada já havia sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE/AP), mas ela recorreu ao TSE. Segundo o MP Eleitoral, a parlamentar utilizou R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), quando era candidata, para custear um procedimento estético, o que é proibido pela legislação eleitoral. Ela foi cassada por “irregularidades graves na arrecadação ou nos gastos de campanha”. O relator do caso, ministro André Mendonça, afirmou que os fatos foram devidamente comprovados e que a conduta da parlamentar “ofende diretamente a integridade moral do processo eleitoral e compromete a legitimidade do mandato obtido nas urnas”. O caso estava em julgamento no plenário virtual, mas foi para o plenário físico após pedido do ministro Nunes Marques. Na sessão de hoje, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou que os gastos irregulares foram comprovados por documentos e testemunhas, o que representa “grave violação à moralidade e à transparência” nas despesas de campanha. Ele ressaltou ainda que a deputada falsificou nota fiscal para burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral. “O montante desviado não pode ser considerado irrelevante, quando estamos diante de ilegalidade qualificada e má-fé”, apontou o vice-PGE. Com a decisão do TSE, os votos recebidos pela parlamentar serão anulados. Com isso haverá recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, para que a vaga seja redistribuída. O TSE determinou a comunicação imediata ao presidente do TRE/AP para que a medida seja cumprida. Conhecida como “indígena do Bolsonaro”, a deputada federal é da etnia Waiãpi que está distribuída no Amapá, Pará e na Guiana Francesa. Ela era tenente do Exército e foi nomeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para chefiar a Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai) em seu governo. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalMPE Ministério Público EleitoralPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaTRE-APTSE Tribunal Superior Eleitoral PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deslizamento e problemas estruturais em pontes preocupam moradores em Campos dos Goytacazes](https://politicariabrasileira.blog.br/deslizamento-e-problemas-estruturais-em-pontes-preocupam-moradores-em-campos-dos-goytacazes/): Deslizamento e problemas estruturais em pontes preocupam moradores em Campos dos Goytacazes Ponte Leonel Brizola e Ponte da Lapa têm relatos de risco; prefeitura diz que vai fazer vistoria e iniciar obra de revitalização. Por Edson Araújo | g1 30/04/2026 Ponte Leonel Brizola e Ponte da Lapa têm relatos de risco — Foto: Edson Araujo/g1 Campos dos Goytacazes – Um deslizamento de terra próximo à Ponte Leonel Brizola, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, gerou preocupação entre pedestres e motoristas que utilizam a estrutura diariamente. A situação foi registrada em um vídeo que circula nas redes sociais, no qual é possível ver o acúmulo de areia e material deslizando em um ponto próximo à ponte. O registro aumentou a apreensão de quem passa pelo local e levantou dúvidas sobre a segurança da área. A preocupação, no entanto, não se restringe à Ponte Leonel Brizola. Na Ponte Saturnino de Brito, conhecida como Ponte da Lapa, moradores e usuários também relatam problemas estruturais. Com a interdição da Ponte Barcelos Martins, o fluxo de veículos aumentou na região, o que tem contribuído para mais acidentes e dificuldades na travessia de pedestres. Segundo relatos, o piso da passarela apresenta trechos quebrados e irregulares, o que obriga pedestres a dividirem espaço com os carros na pista, elevando o risco de atropelamentos. O segurança Nilson da Silva relata as dificuldades enfrentadas no dia a dia. “Tenho muita dificuldade para atravessar e ir até a cidade, porque o piso da Ponte da Lapa está cedendo, está tudo afundando e ninguém toma providência. É arriscado alguém escorregar, cair no rio ou até mesmo na pista, porque o movimento de carros está muito intenso. A ponte precisa de restauração e também de mais segurança nas grades”, afirmou. Procurada, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes informou que, em relação à Ponte da Lapa, um projeto de revitalização já está em andamento e está na fase de contratação da empresa responsável pela obra. Sobre a Ponte Leonel Brizola, a prefeitura disse que uma equipe técnica fará uma vistoria no local para avaliar a estrutura e possíveis pontos de erosão. Após essa análise, serão definidas as medidas necessárias para garantir a segurança de pedestres e motoristas. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? 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Congresso vota nesta quinta-feira (30) a derrubada de vetos a projeto que reduz penas de ex-presidente Por Laura Scofield e Carolina Linhares | Folha de S.Paulo 30/04/2026 Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ao presidir sessão do Congresso Nacional – Gabriela Biló/Folhapress Brasília – O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) resolveu, a partir da própria presidência da Casa, um conflito entre o PL da Dosimetria e a Lei Antifacção, para conseguir viabilizar a redução de penas de condenados por golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O Congresso pretende derrubar o veto de Lula (PT) ao PL da Dosimetria, mas o conflito entre os dois textos poderia invalidar o endurecimento de penas para crimes que envolvam organizações criminosas e feminicídios. Isso porque a dosimetria utilizou como base uma versão da Lei de Execução Penal anterior às mudanças feitas pela Lei Antifacção, sancionada em março, que dificultou a progressão de regime para determinados crimes. No início da discussão, Alcolumbre anunciou que consideraria prejudicados (ou seja, sem efeito) os artigos do projeto que conflitam com a lei. A saída adotada por Alcolumbre foi adiantada pela Folha na terça-feira (28). De acordo com Alcolumbre, a solução utilizada pela presidência se justifica pela temporalidade, pois os congressistas aprovaram o projeto antifacção depois da dosimetria, e para respeitar a finalidade dos legisladores, que era de endurecer penas de condenados por crimes de constituição de milícia privada, de feminicídio e hediondos. A decisão foi questionada por parlamentares da esquerda, como o PT, PSOL e PC do B, que apresentaram questões de ordem contra a decisão ao longo da sessão. O líder do PT, Pedro Uczai (PT-SC), disse que o partido pretende judicializar a questão, pois não haveria precedente sobre isso no Congresso. Ele defendeu que o veto fosse votado ponto a ponto para expor o posicionamento da oposição sobre o assunto. Já a oposição apoiou a medida adotada pelo presidente. “Com muito acerto ele declarou a prejudicialidade de alguns incisos da Lei de Execução Penal, porque não é a vontade dessa casa retroceder no combate às organizações criminosas”, disse a deputada Bia Kicis (PL-DF) à Folha. Na terça-feira (28), a Câmara também aprovou a tramitação em urgência de um projeto de lei para resolver a questão. Demandado pela deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) sobre qual seria o precedente utilizado, Alcolumbre citou a votação de vetos passados, como o de trechos da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), mas a deputada disse que os exemplos se referiam a vetos parciais, não integrais, o que invalidaria a utilização dos casos como precedentes. Os parlamentares da esquerda também questionaram a votação do veto à dosimetria sendo que há outros, mais antigos, na fila; e o fato da sessão permitir votação remota. Alcolumbre respondeu que não há determinação de ordem de preferência na deliberação de vetos cujo prazo já tenha esgotado e passam a sobrestar a pauta. Defendeu também que a escolha do que pautar cabe ao presidente. O Congresso Nacional analisa e vota nesta quinta-feira (30) a derrubada do veto integral do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas dos condenados por golpe de Estado, no 8/1, entre eles Bolsonaro. A proposta, aprovada pelos parlamentares em dezembro do ano passado, afirma que as penas pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito não devem ser aplicadas de forma cumulativa quando no mesmo contexto. O texto prevê ainda a redução de pena de um a dois terços para os crimes de tentativa de golpe ou abolição quando tiverem sido praticados em multidão, desde que o agente não tenha praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança. A votação acontece em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, presidida por Alcolumbre. Caso o veto de Lula seja derrubado, como é previsto pelos parlamentares, o projeto aprovado pelo Congresso se tornará lei. Para a rejeição do veto é necessário a maioria absoluta dos votos dos parlamentares, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, computados separadamente. Notícia anterior Deputada EstadualDeputada FederalLDO Lei de Diretrizes OrçamentáriasPCdoBPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas 29/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-sinaliza-a-oposicao-pautar-impeachment-de-ministros-do-stf-por-apoio-a-reeleicao/): Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Ala do PL diz que só garante apoio se processo for aberto antes das eleições de outubro Aliados de Flávio Bolsonaro defendem bolsonarista na presidência da Casa; mais cotado é senador Rogério Marinho (PL-RN) Por Gabriela Echenique | Folha de S.Paulo 30/04/2026 O presidente do Senado abraça o senador Flávio Bolsonaro, durante sessão do Congresso para derrubar o veto presidencial de dosimetria – Gabriela Biló – 30.abr.26 – Folhapress Brasília – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria dito a integrantes da oposição que está disposto a pautar o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em troca do apoio à reeleição dele à presidência da Casa. Preocupado com a sua sucessão no comando do Senado, Alcolumbre tem dado sinais aos senadores oposicionistas. Além da rejeição ao nome de Jorge Messias, pautou a derrubada dos vetos ao PL da dosimetria e, para facilitar a votação, retirou do texto os trechos que poderiam beneficiar condenados por outros crimes. Agora, até o impeachment de ministros do Supremo entrou na mesa de negociações. O presidente do Senado tem segurado os pedidos que chegam à mesa dele, mas em conversas com senadores da oposição não descartou abrir algum processo se for reeleito como presidente da Casa, em 2027. A oposição garantiu apoio, mas alguns integrantes do PL ainda estão reticentes. Eles dizem, nos bastidores, que só podem confiar na palavra de Alcolumbre quando um impeachment, de fato, for aberto. Por isso, fazem pressão para que isso aconteça ainda neste ano. Essa ala ainda defende que o próximo presidente do Senado seja bolsonarista. Hoje, o mais cotado é o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/bandidos-sequestram-seis-onibus-que-foram-usados-como-barricadas-improvisadas-na-zona-norte-do-rio/): Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Oito linhas foram impactadas e estão sofrendo desvios de itinerário Por O GLOBO 30/04/2026 Ônibus foram usados como barricadas na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução TV Globo Pelo menos seis ônibus foram sequestrados, nesta quinta-feira, nos bairros de Campinho, Quintino, Piedade e Cascadura na Zona Norte do Rio. Imagens exibidas pelo RJ TV mostram coletivos atravessados na Avenida Ernani Cardoso. Há viaturas da PM no local.  Segundo nota do sindicato  RioÔnibus, os cinco veículos tiveram as chaves retiradas e foram utilizados como barricadas. Segundo a Polícia Militar, os casos ocorreram na Rua Clarimundo de Melo e na Avenida Ernani Cardoso, nas imediações do Morro do Fubá. Ainda de acordo com a PM, os coletivos já foram removidos e o trânsito está restabelecido. Veja a íntegra da nota da PM A Assessoria de Imprensa da SEPM informa que, nesta quinta-feira (30/4), criminosos interromperam o fluxo de trânsito nas Ruas Clarimundo de Melo e Ernani Cardoso, nas imediações da Comunidade do Fubá, perímetro dos Bairros de Cascadura e Campinho. Cinco ônibus tiveram suas chaves retiradas da ignição e foram atravessados nas vias. Equipes do 3º BPM (Méier) e do 9º BPM (Rocha Miranda) foram deslocadas rapidamente ao local e removeram os coletivos, restabelecendo o fluxo de trânsito. Não havia operação da Polícia Militar na região e a motivação das ações criminosas está sendo apurada. O policiamento segue reforçado nas imediações do ocorrido. Segundo o Rioônibus, oito linhas estão sofrendo desvios de itinerário. Confira as linhas dos coletivos que foram atravessados: B44691 – 685 Margaridas x MéierB11622 – 363 Vila Valqueire x Candelária B11623 – 363 Vila Valqueire x CandeláriaC51521 –  371 Praça Seca x Praça da RepúblicaD13232 – 636 Merck x Saens Pena Veja as linhas impactadas que sofreram desvios de itinerário: 363 Valqueire x Candelária607 Cascadura x Rio Comprido685 Margaridas x Méier383 Realengo x Praça da República 353 Gardênia Azul x Term. Gentileza651 Méier x Cascadura 652 Méier x Cascadura e 636 Merck x Saens Peña. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário](https://politicariabrasileira.blog.br/dosimetria-alcolumbre-manobra-com-flavio-bolsonaro-que-troca-afagos-e-faz-campanha-dentro-do-plenario/): Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário “Vocês vão soltar o Fernandinho Beira-Mar, para soltar o Bolsonaro, vai ficar no dedinho de vocês”, denunciou deputada sobre manobra entre Alcolumbre e Flávio Bolsonaro. Por Plínio Teodoro | Revista Fórum 30/04/2026 Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre: conluio na dosimetria e na rejeição a Messias (YouTube / Agência Senado) Sorridente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não faz questão de esconder o acordão com Davi Alcolumbre (União-AP), que anunciou uma nova manobra durante a sessão conjunta do Congresso que analisa o veto de Lula ao PL da Dosimetria, na sessão que acontece nesta quinta-feira (30). Diante da possibilidade da derrubada do veto facilitar a soltura de membros de facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, além de “anistiar” Jair Bolsonaro”, Alcolumbre fez uma manobra atípica e retirou da votação o item do PL, vetado integralmente por Lula. “Em virtude do prejulgamento da matéria pela aprovação do PL Antifacção e sua conversão na Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, esta Presidência declara a prejudicialidade dos vetos aos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal, alterados pelo art. 1º do PL da Dosimetria. Ficam, assim, excluídos da votação do Veto 3, de 2026, os referidos dispositivos”, disse Alcolumbre. Na prática, a manobra desvirtua o PL original o que obrigaria uma nova tramitação de toda a proposta. No plenário, Fernanda Melchionna denunciou a manobra e afirmou que, independentemente da manobra, a derrubada do veto vai beneficiar sequestradores, traficantes e membros de facções. “Esta cantilena enfadonha que vocês estão fazendo para tentar livrar a cara, não pare em pé. Não pare em pé, presidente Alcolumbre, porque vocês alteram o artigo 112 da lei 7210, que coloca uma mudança no regime de progressão. Vocês vão soltar o Fernandinho Beira-Mar, para soltar o Bolsonaro, vai ficar no dedinho de vocês. Essa votação em Globo, esdrúxula porque nunca existiu e nenhuma votação no Congresso Nacional, não sanará a tentativa de dar carona para outros criminosos”, denunciou a deputada. Palanque Presente na sessão, Flávio Bolsonaro posou para fotos próximo à mesa diretora, tirou fotos com aliados e ganhou de Alcolumbre, com quem trocou afagos, dois tempos de 1 minuto para rebater críticas de adversários. O primeiro deles foi da fala de Fernanda, que afirmou que “Flávio Bolsonaro, que empregou o chefe do escritório do crime, uma organização de matadores, matadores do Rio de Janeiro”, em relação a mãe e ex-esposa de Adriano da Nóbrega. Na réplica, o filho “01” de Bolsonaro olhou para a câmera e pediu votos dentro da sessão plenária, sendo bajulado pela base. Flávio ainda ganhou tempo para rebater Talíria Petrone (PSOL-RJ), que sequer citou o nome do senador durante sua explanação. Notícia anterior Deputada FederalPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPSOLSenadorUnião Brasil Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas 29/04/2026 Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia](https://politicariabrasileira.blog.br/moraes-faz-jantar-com-alcolumbre-na-vespera-de-derrota-de-messias-e-lula-desconfia/): Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Petista foi informado de que o presidente do Senado, em conversas paralelas na reunião, sacramentou destino de advogado-geral da União Convidados afirmam que encontro, na verdade, homenageou Mário Sarrubo, amigo de longa data do ministro, tinha apoiadores de Lula entre os presentes e que conversas giraram em torno de amenidades Por Mônica Bergamo | Folha de S.Paulo 30/04/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cumprimenta o ministro Alexandre de Moraes em sessão de posse no STF – Pedro Ladeira/Folhapress Um jantar na casa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou as desconfianças de Lula de que ambos formaram uma dupla incontrastável para derrotar a indicação de Jorge Messias à Corte. A reunião ocorreu na terça (28), véspera da fragorosa derrota imposta a Lula na quarta (29), em que Messias foi rejeitado com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O encontro deixou Lula contrariado e indignado. Ele, no entanto, não foi marcado para discutir a votação da indicação de Messias. Na verdade, Alexandre de Moraes ofereceu a recepção para homenagear um velho amigo, o procurador e ex-secretário Nacional de Justiça Mário Luiz Sarrubbo. Ambos fizeram carreira no Ministério Público de SP. Além de promotores e procuradores, o magistrado convidou para o encontro pessoas que, amigas dele e de Sarrubo, são também próximas de Lula. Estiveram na casa dele o ministro do STF Cristiano Zanin, o superintendente da PF (Polícia Federal) Andrei Rodrigues e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Foram também ao jantar o ministro Gilmar Mendes, que apoiou a indicação de Messias ao STF, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). De acordo com um dos presentes, Messias foi citado apenas em conversas paralelas, num encontro em que as pessoas falavam, na maioria das vezes, de amenidades. O mesmo convidado afirma que não faria sentido convocar um evento com tantas pessoas, e inclusive com apoiadores de Lula e de Messias, para fazer qualquer tipo de conspiração. Um interlocutor de Lula afirma, por outro lado, que chegou aos ouvidos do presidente que, neste jantar, Albolumbre teria afirmado, em pequenas rodas de conversa, que já tinha 50 votos para derrotar Messias no plenário. Em conversas paralelas, ele teria sacramentado o destino do advogado-geral da União. Um segundo convidado de Moraes, no entanto, afirma à coluna que a derrota de Messias já estava decidida de antemão e que a data do jantar foi uma mera coincidência. Ele foi marcado na terça simplesmente porque Sarrubo estaria em Brasília, onde participaria, no dia seguinte, de uma reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alexandre de Moraes atuou pela rejeição a Messias em votação que impôs revés a André Mendonça](https://politicariabrasileira.blog.br/alexandre-de-moraes-atuou-pela-rejeicao-a-messias-em-votacao-que-impos-reves-a-andre-mendonca/): Alexandre de Moraes atuou pela rejeição a Messias em votação que impôs revés a André Mendonça Além da ofensiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, um outro personagem operou nos bastidores pela rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, em sua fracassada campanha ao Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes. Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura | O Globo 30/04/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna com seis fontes que acompanharam de perto a movimentação dos últimos dias, entre integrantes do STF, do Congresso e agentes do meio político e jurídico, Moraes se engajou para reforçar os pedidos de Alcolumbre na campanha pelos votos “não”, acionando emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no Supremo ou alguma ligação com seus aliados no Congresso. Com isso, criou uma insólita aliança, com o relator do inquérito das fake news e da trama golpista do mesmo lado da tropa de choque bolsonarista no Senado, que não se cansa de pedir a cassação do seu mandato. Moraes foi um dos mais criticados na sabatina de Messias, mas via a eventual nomeação do indicado de Lula como um revés para si próprio. Apoiado por André Mendonça, que se esforçou pessoalmente em angariar votos entre os senadores, Messias poderia desequilibrar o jogo de forças a favor do relator do caso Master no Supremo. Além disso, o ministro até hoje não aceitou a decisão do presidente Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre. A dobradinha entre o presidente do Senado e o ministro se repetiu nesta quarta-feira, só que agora contra Messias. O fato de a derrota de Lula no Congresso favorecer a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro não parece ter sido considerada pela dupla. “Alcolumbre não faz nada sem o apoio do Moraes. Mas o Moraes e Flávio Dino [desafeto antigo de Messias] acham que cada luta é uma luta, que uma coisa [a derrota de Messias] não interfere na outra [o avanço dos pedidos de impeachment]”, diz um integrante do STF ouvido em caráter reservado. Correlação de forças Ao atuar pela rejeição de Messias, Moraes não só agiu em defesa de Pacheco, mas impediu que André Mendonça ganhasse um aliado no plenário, o que poderia impactar a correlação de forças internas da Corte. Mendonça foi um dos principais cabos eleitorais de Messias em seus cinco meses de campanha, procurando parlamentares do campo conservador para tentar reduzir a resistência ao chefe da AGU, visto por setores da oposição como um “quadro ideológico do PT” e homem de confiança de Lula. Os dois são evangélicos – Messias é da Igreja Batista, enquanto Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana.   Como relator do caso Master, caberá a ele homologar a delação premiada de Daniel Vorcaro, que pode trazer implicações para o próprio Moraes e a mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que fechou um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos, conforme revelou o blog. Antes de mergulhar na campanha de Messias, Mendonça já tinha irritado Moraes ao votar a favor de afastá-lo das investigações da trama golpista, acolhendo os argumentos de impedimento levantados pela defesa de Bolsonaro. O ministro votou no mesmo sentido contra Flávio Dino, que atua na órbita de Moraes e também se engajou na campanha contra Messias. Após a derrota de Messias, que só conseguiu 34 votos favoráveis à sua indicação, Mendonça prestou solidariedade ao colega em sua conta pessoal no X: “Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate!” Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” 02/05/2026 Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio 01/05/2026 Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Condenado por corrupção flagrado na 'farra dos guardanapos' estava em voo que veio do Caribe com Motta e Ciro Nogueira](https://politicariabrasileira.blog.br/condenado-por-corrupcao-flagrado-na-farra-dos-guardanapos-estava-em-voo-que-veio-do-caribe-com-motta-e-ciro-nogueira/): Condenado por corrupção flagrado na ‘farra dos guardanapos’ estava em voo que veio do Caribe com Motta e Ciro Nogueira Lista de passageiros obtida pela PF mostra que Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, condenado pela Lava Jato do Rio, estava em avião que virou alvo de inquérito por falha na fiscalização de bagagens. Por Reynaldo Turollo Jr | g1 30/04/2026 Fernando Cavendish e Wilson Carlos em uma das fotos da reunião que ficou conhecida como “farra dos guardanapos” — Foto: Reprodução/TV Globo Um empresário condenado pela antiga Lava Jato do Rio de Janeiro era um dos passageiros do voo particular que trouxe o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) da ilha de São Martinho, no Caribe, um paraíso fiscal. Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, consta da lista de 16 passageiros junto com os parlamentares. Cavendish foi condenado em 2018 por ter participado de um esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 370 milhões dos cofres públicos. Ele se tornou delator e à época afirmou ter pagado propina para o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e se comprometeu a devolver milhões de reais para a Justiça. Cavendish participou do episódio que ficou conhecido como “farra dos guardanapos”. Ele aparece em uma foto tirada em 2009, em Paris, que mostrou acusados de envolvimento no esquema confraternizando enquanto usavam guardanapos amarrados na cabeça. Voo alvo de investigação O voo em que Cavendish estava, realizado em 20 de abril de 2025, virou alvo de uma investigação da Polícia Federal porque o piloto passou com bagagens por fora do raio-X ao desembarcar no Aeroporto Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo. O aeroporto é usado para voos executivos. A polícia não sabe o que tinha nas bagagens nem a quem exatamente elas pertenciam. O inquérito A investigação começou na Polícia Federal em São Paulo para apurar a conduta do auditor da Receita Federal que não fez a fiscalização adequada. Os crimes apurados inicialmente eram, em tese, prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho. Assim que os policiais receberam a lista de passageiros — que incluía quatro parlamentares com foro especial —, o inquérito foi remetido para o Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Motta e Ciro Nogueira, estavam no avião os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A reportagem questionou os quatro parlamentares sobre a presença de Cavendish no voo e a eventual relação que possam ter com o empresário envolvido em escândalo de corrupção. Até a publicação desta reportagem, eles não haviam respondido. O dono do avião particular, que também aparece na lista de passageiros obtida pela PF, é Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG. Ele se notabilizou ao depor à CPI das Bets no Senado, ocasião em que foi questionado e negou ser dono do Jogo do Tigrinho, plataforma de apostas online que era investigada pela comissão parlamentar. No STF, o inquérito foi distribuído por sorteio para o ministro Alexandre de Moraes, que será o relator. Moraes enviou o inquérito para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão pode opinar pela manutenção do caso no Supremo, se houver indício de envolvimento dos parlamentares em crimes; pelo retorno da investigação para a primeira instância em São Paulo; ou pode pedir mais informações antes de se manifestar. Nesta terça (28), quando a investigação foi revelada, o piloto do avião, José Jorge de Oliveira Júnior, afirmou em nota que não se recorda do dia do voo, mas que segue procedimentos padrão em desembarques. “Cada passageiro realiza o desembarque com seus pertences de forma individual” e “cada piloto transporta apenas seus próprios itens, de modo que, em eventual fiscalização, responda exclusivamente pelo que carrega”, afirmou. O auditor fiscal Marco Antônio Canella também foi procurado pelo g1 nesta terça, mas não se manifestou. Notícia anteriorPróxima notícia CPIDeputado FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasReceita FederalRepublicanosSão Roque SPSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alcolumbre deve enterrar CPI do Master em acordo com oposição por redução de pena de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-deve-enterrar-cpi-do-master-em-acordo-com-oposicao-por-reducao-de-pena-de-bolsonaro/): Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Presidente do Senado não pretende ler requerimento para investigar banco e deve colocar em pauta só redução de penas Pedidos para investigar atuação do banco e relações de Vorcaro com autoridades foram engavetados por cúpula do Congresso Por Raphael Di Cunto | Folha de S.Paulo 29/04/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conversa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante sessão – Pedro Ladeira – 22.out.19/Folhapress Brasília – O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve enterrar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Master e ignorar o requerimento da oposição para investigar os desvios no banco. Para a CPI sair do papel, a leitura é obrigatória na sessão do Congresso marcada para esta quinta-feira (30), a primeira desde o protocolo do requerimento. Alcolumbre, no entanto, quer evitar o tema e fez um acordo com a oposição para não haver contestações a essa decisão, segundo congressistas ouvidos pela Folha. Em troca, Alcolumbre pautou o veto ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A tendência é que o veto seja derrubado pelo Congresso. Como a Folha mostrou, Alcolumbre e o relator do projeto da dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), empreenderam uma negociação com a oposição para que a votação do veto não implicasse na leitura do requerimento da CPI do Master. A cúpula do Congresso quer evitar a repercussão do caso Master, que pode expor a classe política ainda mais —parte dos líderes de partidos, deputados e senadores tinha relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, que se tornou uma figura pública altamente impopular. O acordo para analisar o veto da dosimetria sem a leitura da CPI foi selado quando Alcolumbre anunciou a sessão do Congresso há cerca de três semanas, junto com a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que acabou rejeitada nesta quarta (29) pelo Senado. O governo Lula não deve fazer esforço para que a CPI do Master seja instalada, por entender que é uma pauta negativa, que mantém o tema da corrupção em debate e ofusca as entregas do governo — como a proposta de redução da jornada de trabalho e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. O requerimento do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para abertura de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, foi protocolado em 3 de fevereiro com apoio de 281 parlamentares. O foco são as relações de ministros do STF com Daniel Vorcaro. Há também um pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) na Câmara dos Deputados, que mira nos desvios do Master com o BRB (Banco de Brasília). Na Câmara, o requerimento está engavetado por enfrentar uma fila de pedidos de CPI protocolados anteriormente. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também propôs uma CPI sobre o Master exclusiva no Senado ainda no ano passado, mas Alcolumbre tampouco fez a leitura desse requerimento. O parlamentar recorreu ao STF, e o caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, ainda sem decisão. Sem o andamento dessas CPIs específicas sobre o Master, parlamentares da base aliada e da oposição utilizaram outras duas comissões que estavam instaladas para acessar documentos, quebras de sigilo e relatórios de inteligência financeira envolvendo o banco de Vorcaro. No entanto, as CPIs dos desvios no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e do Crime Organizado foram encerradas sem prorrogação do prazo pelo presidente do Senado. Nos dois casos, não houve votação de um relatório final para a tomada de demais providências. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBelford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPI Comissão Parlamentar de InquéritoItaboraí RJNiterói RJNova Iguaçu RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas - [Projeto da Dosimetria expõe hipocrisia bolsonarista](https://politicariabrasileira.blog.br/projeto-da-dosimetria-expoe-hipocrisia-bolsonarista/): Projeto da Dosimetria expõe hipocrisia bolsonarista Derrubada do veto de Lula ao texto que beneficia Bolsonaro anularia punições mais rigorosas a facções Parlamentares linha-dura já buscam alguma gambiarra jurídica para tentar derrubar o veto e manter os dispositivos da Lei Antifacção Por Folha de S.Paulo 29/04/2026 Fachada do Congresso Nacional, em Brasília (DF) – Pedro Ladeira/Folhapress No Ocidente pós-iluminista, forjou-se um consenso em torno da ideia de que as leis valem para todos. Mesmo projetos concebidos para favorecer escancaradamente um indivíduo, grupo ou setor costumam vir escritos com fórmulas impessoais e universalistas, de modo que a norma em questão beneficie não apenas aqueles que inspiraram sua aprovação mas todos os que se encontrem na mesma situação. Não é uma prática sem consequências. Às vezes, por caprichos da história e do processo legislativo, esse hábito da universalização da lei expõe a hipocrisia de certas tribos políticas. É o que poderá acontecer agora com a possível derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto presidencial ao chamado Projeto de Lei da Dosimetria. Esse texto, como se sabe, foi desenhado para aliviar as penas a que Jair Bolsonaro (PL) e a cúpula golpista foram condenados. Houve de fato sanções exageradas, a começar pelas aplicadas a integrantes da massa de manobra que invadiu as sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fazendo uso de suas prerrogativas, decidiu vetar integralmente o projeto, mesmo sabendo que era alta a probabilidade de o Congresso derrubar o veto — calculou que deveria ao menos simbolicamente afastar-se da medida e empurrá-la aos legisladores.  Ao que parece, há elevada probabilidade de o roteiro ser levado a cabo na sessão do Congresso marcada para esta quinta-feira (30). Tudo estaria correndo de acordo com os planos da oposição, se o Parlamento não tivesse aprovado também, com vasto apoio da direita linha-dura, leis como a Antifacção, que ampliam penas para outros crimes e o rigor de seu cumprimento. Caso os parlamentares derrubem mesmo o veto integral ao texto da Dosimetria, voltam a vigorar dispositivos de cálculo de penas e exigências para a progressão de regime mais leves do que os preconizados na Lei Antifacção e em outros diplomas. Nesse caso, por determinação constitucional, valerá sempre a regra mais benéfica para o réu, mesmo retroativamente. Um exemplo concreto é o tempo mínimo de cumprimento de pena para condenados por liderar organização criminosa antes de progredir para um regime menos restritivo: pela Lei Antifacção, são 75%; com a derrubada do veto, o prazo iria a 50%.  Na prática, beneficiar Bolsonaro e seus seguidores esvaziaria parte dos esforços de parlamentares da direita bolsonarista para endurecer as leis penais — velha e ineficaz prática populista. Não é por outra razão que muitos deles já buscam alguma gambiarra jurídica para tentar derrubar o veto e manter os dispositivos mais rigorosos aprovados nos últimos meses. É possível que a discussão termine judicializada. A hipocrisia grassa. A direita radical não perde chance de defender mais rigor com bandidos, mas o discurso muda quando os condenados são seus aliados. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPL Projeto de LeiPresidente da República PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vereador denuncia suspeita de superfaturamento na compra de merenda escolar em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/vereador-denuncia-suspeita-de-superfaturamento-na-compra-de-merenda-escolar-em-petropolis/): Vereador denuncia suspeita de superfaturamento na compra de merenda escolar em Petrópolis Levantamento aponta que Prefeitura pagou até 176% a mais que valor de mercado em itens como arroz; Prefeitura nega irregularidades e diz que contrato gerou economia. Por Priscila Torquato | g1 29/04/2026 Vereador denuncia possível superfaturamento na merenda em Petrópolis — Foto: Divulgação Petrópolis – O vereador Léo França (PT) denunciou indícios de superfaturamento na compra de alimentos destinados à merenda escolar da rede municipal de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. As representações foram protocoladas nesta terça-feira (28) junto ao Ministério da Educação, ao Conselho de Alimentação Escolar (CAE), ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. O parlamentar também pediu a abertura de investigação administrativa na Prefeitura. A denúncia tem como base o contrato emergencial nº 69/2025, firmado em 29 de dezembro de 2025, para aquisição de gêneros alimentícios destinados às escolas municipais. Um dos principais pontos levantados é o preço do arroz agulhinha. Segundo o vereador, o produto foi adquirido por R$ 8,55 o quilo, o equivalente a R$ 42,75 o pacote de 5 kg. Em contrato anterior da própria Prefeitura, o mesmo item teria sido comprado por R$ 5,81 o quilo, ou R$ 29,05 o pacote. Léo França afirma ainda que realizou um levantamento de mercado e obteve orçamento de uma empresa privada, usado como referência, no valor de R$ 15,50 para o pacote de 5 kg. De acordo com o parlamentar, outros itens da merenda escolar, como feijão e leite em pó, também apresentariam valores acima dos praticados no mercado, o que reforçaria a suspeita de sobrepreço. Na denúncia, o vereador questiona a economicidade, a legalidade e a vantajosidade do contrato. Ele destaca que parte dos recursos utilizados na compra é proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pede a apuração dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos. Em nota, Léo França afirmou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, a situação pode configurar um escândalo por envolver recursos destinados à alimentação de estudantes da rede pública. Prefeitura defende legalidade A Secretaria de Educação de Petrópolis informou, em nota, que o processo deve ser analisado pelo valor global do contrato e não por itens isolados. Segundo a pasta, a estratégia de contratação foi “extremamente vantajosa”, garantindo economia de quase R$ 900 mil aos cofres públicos. A secretaria afirmou ainda que o contrato seguiu todos os ritos legais e de fiscalização, assegurando o abastecimento da rede com transparência e responsabilidade financeira. Notícia anteriorPróxima notícia MPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Livro de ocorrências de aeroporto registrou liberação de bagagens fora do raio-x em voo com dono de bet, Motta e Ciro Nogueira](https://politicariabrasileira.blog.br/livro-de-ocorrencias-de-aeroporto-registrou-liberacao-de-bagagens-fora-do-raio-x-em-voo-com-dono-de-bet-motta-e-ciro-nogueira/): Livro de ocorrências de aeroporto registrou liberação de bagagens fora do raio-x em voo com dono de bet, Motta e Ciro Nogueira Anotação informa que malas e bolsas de mão foram levadas por fora mesmo com ‘pórtico apitando’ Por Sarah Teófilo | O Globo 29/04/2026 Livro de ocorrências do Aeroporto Catarina registrou bagagens fora do raio-x — Foto: Reprodução Um registro no livro de ocorrências do Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), registrou o episódio em que bagagens foram liberadas sem passar por inspeção de raio-x no desembarque de um voo internacional que tinha entre os passageiros o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), em abril de 2025. O jatinho é de um empresário do setor de apostas on-line e retornava da ilha caribenha de São Martinho. “(…) Liberou todas as malas e bolsas de mão com todos os eletrônicos, garrafas dentro das malas (…) e autorizou a passar bagagem do tripulante fora do raio-x mesmo o pórtico apitando. Sem mais”, diz a anotação. Além do presidente da Câmara e do senador, no voo também estavam os deputados Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB na Câmara, e Dr. Luizinho (RJ), líder do PP. Procurado, Motta disse que “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” ao desembarcar. “O deputado aguardará a manifestação da Procuradoria-Geral da República”, diz, em nota enviada por sua assessoria. Os demais parlamentares citados não responderam. O caso é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura a suposta entrada irregular de bagagens no terminal executivo. Segundo o relatório da corporação, o auditor fiscal teria permitido que um tripulante da aeronave passasse pelo controle com cinco volumes “sem que qualquer deles passasse pela fiscalização”. De acordo com o documento, o auditor “teria praticado possível infração administrativa e/ou penal” ao permitir a liberação das bagagens sem inspeção. Imagens de câmeras de segurança do aeroporto reforçam a suspeita. Segundo a PF, os registros mostram que um tripulante da aeronave passou por fora do aparelho de raio-x com malas, sacolas e uma caixa transportadas em um carrinho. Os investigadores afirmam, no entanto, que “não é possível afirmar categoricamente a quem os volumes pertencem ou seu conteúdo”. O inquérito foi aberto em janeiro para apurar possíveis crimes de prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho por parte do auditor fiscal. Diante da presença de parlamentares com prerrogativa de foro entre os passageiros, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 13 de abril, a pedido do Ministério Público Federal. Em manifestação no processo, o MPF afirmou que, com os elementos até o momento colhidos, “não é possível descartar a possibilidade de envolvimento de um ou mais parlamentares nos delitos sob apuração”. O voo foi realizado em um jatinho de prefixo PP-OIG, que tem como proprietário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono da One Internet Group. Ele chegou a ser alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, criada em 2024 pelo Senado, e teve seu indiciamento pedido pela relatora, senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), por exploração ilegal de jogos de azar. O relatório final da CPI, contudo, foi rejeitado pela maioria do coelgiado. Procurado, Lima não comentou. Notícia anteriorPróxima notícia CPIDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanosSão Roque SPSenadorSenadoraSTF Supremo Tribunal Federal PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-faz-acordo-e-devolvera-r-14-milhao-por-manter-funcionarias-fantasmas/): Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas STF homologou acordo do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) com a PGR. Valor inclui ressarcimento e multas por uso de verbas parlamentares Por Madu Toledo | Metrópoles 28/04/2026 Deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) | Reprodução/ Câmara dos Deputados O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Alexandre de Moraes, homologou o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR), o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) e Norma Suely Ventura da Silva. Segundo a denúncia, a mulher atuou como “funcionária fantasma” no gabinete do parlamentar. O acordo prevê uma série de medidas para evitar o prosseguimento da ação penal. Entre elas, está a reparação integral dos danos, com a devolução de R$ 1.312.618,09 aos cofres públicos. O valor será pago de forma solidária, em duas parcelas iguais, com prazos de 20 e 40 dias após a homologação. O ANPP estabelece, ainda, o pagamento de prestação pecuniária: R$ 96.096 por parte do parlamentar e mais R$ 20.275,20 pela investigada. Os valores deverão ser direcionados, preferencialmente, a entidades públicas ou de interesse social. O montante será destinado à União, considerada vítima dos crimes de peculato-desvio e pluriofensivo, quando ,além de atingir o patrimônio estatal, o desvio fere princípios da administração pública como, moralidade, impessoalidade, legalidade e eficiência. Ao celebrarem o termo, ambos confessaram o caso de maneira formal e circunstancialmente. Outra exigência é o cumprimento de 280 horas de serviços comunitários em instituições a serem indicadas pela Justiça. Funcionárias fantasmas Segundo os autos, o parlamentar utilizou verbas da Câmara dos Deputados destinadas à contratação de pessoal para remunerar pessoas que, na prática, prestavam serviços de natureza privada à sua família e às suas empresas. De acordo com a investigação, o esquema operava de duas formas principais. Uma delas envolvia o uso de uma empregada doméstica como servidora pública. Maria do Carmo Nascimento, que trabalhava há mais de 15 anos para a família, foi nomeada como secretária parlamentar, com salário elevado e gratificações. Em depoimento, ela afirmou que nunca exerceu funções na Câmara, mantendo apenas atividades domésticas, como serviços de lavanderia para o deputado e sua mãe. A outra frente do esquema envolvia Norma Suely, nomeada como secretária parlamentar em 2009. Na prática, ela atuava como funcionária e sócia da Embratec, empresa administrada de fato pelo parlamentar e seus familiares. Para dar aparência de legalidade, o endereço registrado como escritório político do deputado em Salvador coincidia com a sede da empresa. Testemunhas relataram que Norma trabalhava no local, mas não desempenhava atividades relacionadas ao mandato parlamentar. A PGR apontou que a prática configura um mecanismo de corrupção, ao desviar recursos públicos para fins privados, comprometendo a credibilidade das instituições. Notícia anterior Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal Federal Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas 29/04/2026 Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Prefeitura de SP, de Ricardo Nunes, paga R$ 183 mil sem licitação ao instituto de André Mendonça por curso para GCM](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-de-sp-de-ricardo-nunes-paga-r-183-mil-sem-licitacao-ao-instituto-de-andre-mendonca-por-curso-para-gcm/): Prefeitura de SP, de Ricardo Nunes, paga R$ 183 mil sem licitação ao instituto de André Mendonça por curso para GCM Contrato da gestão Ricardo Nunes com o Instituto Iter, de André Mendonça, foi feito sem licitação para capacitar 32 servidores da Guarda Civil Metropolitana Por Diego Feijó de Abreu | Metrópoles 29/04/2026 Ricardo Nunes e André Mendonça (Agência Brasil) A Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB), pagou R$ 183 mil ao Instituto Iter, fundado pelo ministro do STF André Mendonça, para que 32 servidores da Guarda Civil Metropolitana participassem de um curso entre os dias 27 e 30 de abril, em São Paulo. A contratação foi feita pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana por inexigibilidade de licitação, segundo informação publicada pelo Painel, da Folha. O curso contratado se chama “Captação e Execução Qualificada de Recursos na Segurança Pública”. A formação tem carga horária de 32 horas, distribuídas em quatro dias, e custo de R$ 5.700 por servidor. Na prática, cada dia de aula saiu por cerca de R$ 1.425 por participante. O valor total do contrato, de R$ 183 mil, foi destinado à capacitação de integrantes da GCM em temas de gestão orçamentária, execução financeira e captação de recursos para segurança pública. Prefeitura de SP fez contratação sem licitação A contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, mecanismo previsto para situações em que a administração pública considera inviável a competição entre fornecedores. Ao Painel, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a contratação teve como base a “necessidade de aprimoramento técnico de servidores que atuam em funções estratégicas da pasta, especialmente nas áreas de planejamento, gestão e execução orçamentária”. A gestão municipal também disse que o processo seguiu “todos os trâmites legais e administrativos” e que os valores pagos ao Instituto Iter estariam abaixo dos praticados no mercado. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana é comandada por Juliana Lopes Bussacos. A pasta abriga a Guarda Civil Metropolitana e estruturas ligadas a orçamento, compras, contratos, formação e planejamento da área de segurança urbana. Instituto Iter tem André Mendonça como fundador O Instituto Iter apresenta André Mendonça como fundador da instituição. Na página oficial, ele é identificado como ministro do STF e do TSE, doutor e mestre em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha. O portal do Supremo Tribunal Federal lista André Luiz de Almeida Mendonça como ministro da Corte. Ele foi indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro. Segundo o instituto, o objetivo do curso contratado pela Prefeitura de São Paulo é capacitar equipes técnicas para gestão orçamentária e financeira, além de auxiliar na otimização de recursos voltados à segurança pública. GCM de São Paulo recebeu curso sobre recursos públicos A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo é subordinada à Secretaria Municipal de Segurança Urbana. O contrato com o Instituto Iter foi direcionado a servidores da corporação e envolveu formação sobre captação e execução de recursos na área de segurança. O caso ocorre em meio ao avanço do debate sobre o papel das guardas municipais na segurança pública. Em 2025, o STF fixou entendimento de que guardas municipais podem exercer ações de segurança urbana, incluindo policiamento ostensivo e comunitário, desde que respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública. A Prefeitura de São Paulo sustenta que a contratação teve finalidade técnica. A informação disponível até agora não aponta questionamento formal de órgão de controle sobre o contrato. Notícia anteriorPróxima notícia licitaçãoMDB Movimento Democrático BrasileiroPrefeitoSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/morto-em-tentativa-de-assalto-levava-o-filho-de-7-anos-para-escolinha-de-futebol-quando-foi-baleado-na-zona-norte-do-rio/): Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio Marcos Vinicius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi baleado na frente do filho, que estava no banco de trás do carro. Vítima dirigia pela via quando foi abordada por dois criminosos em uma motocicleta. Por Victória Henrique e Klara Faria | Bom Dia Rio 29/04/2026 Marcos Vinicius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi morto em tentativa de assalto em São Cristovão — Foto: Reprodução O homem morto em uma tentativa de assalto em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, levava o filho de 7 anos para uma escolinha de futebol quando foi abordado pelos criminosos. Marcos Vinícius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi baleado na frente do filho, que estava no banco de trás do carro, na Rua Dulce Rosalina. De acordo com testemunhas, Marcos levava o filho para a escolinha de futebol do Vasco da Gama no momento em que foi surpreendido pelos assaltantes. O menino não ficou ferido e, após o crime, foi levado pela mãe. Segundo a Polícia Militar, Marcos dirigia pela via quando foi abordado por dois criminosos em uma motocicleta e foi atingido por um disparo. Policiais do 4º BPM (São Cristóvão) foram acionados e encontraram a vítima ferida no local. Marcos chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas não resistiu aos ferimentos. O Corpo de Bombeiros também esteve na ocorrência, e o policiamento foi reforçado na região após o ataque. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. Em nota, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte. Notícia anterior Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública 25/04/2026 Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-julgara-queixa-crime-de-procuradora-contra-bolsonaro-por-calunia/): STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Em 2022, Bolsonaro afirmou que a procuradora teria ‘forjado provas’ em investigação contra ele Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 Jair Bolsonaro é alvo de queixa-crime de procuradora, a quem acusou de forjar provas Foto: Wilton Junior/Estadão A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, reconheceu nesta terça-feira, 28, a competência da Corte para processar e julgar uma queixa-crime apresentada pela procuradora da República Monique Cheker Mendes contra Jair Bolsonaro (PL) por calúnia. O caso aconteceu em janeiro de 2022, quando o então presidente afirmou que ela teria “forjado provas” em investigação contra ele. A fala ocorreu em entrevista ao programa “Pingos nos Is”, da emissora Jovem Pan. O caso dizia respeito a um suposto crime ambiental (pesca em área protegida) praticado em 2012, quando Bolsonaro ainda exercia o mandato de deputado federal. Em março de 2023, ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, remeteu o processo à Justiça Federal no Distrito Federal, porque, naquela época, o STF não seria a instância competente para analisá-lo, uma vez que Bolsonaro não tinha mais foro na Corte após o fim do mandato presidencial. No entanto, o Ministério Público Federal recorreu dessa decisão sob o argumento de que a Corte alterou a jurisprudência sobre o alcance do foro privilegiado. Em uma sessão virtual em 2024, a relatora havia votado contra o recurso da PGR. Na sessão desta segunda-feira, a ministra reviu sua posição. Ela justificou a mudança ao destacar que, em março de 2025, após o início do julgamento do recurso, o Plenário do STF fixou o entendimento de que a prerrogativa de foro para crimes praticados no exercício do cargo e em razão das funções deve ser mantida mesmo após o afastamento, ainda que o inquérito ou a ação penal tenham início posteriormente. Diante dessa mudança de entendimento, ela votou para reconhecer a competência do STF para julgar a queixa-crime da procuradora. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam a relatora. Ainda na sessão, o colegiado determinou a intimação da procuradora e de Bolsonaro para se pronunciarem, em 10 dias, sobre eventual interesse na realização de audiência de conciliação. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública 25/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-forma-maioria-para-cassar-governador-de-roraima-e-tornar-denarium-inelegivel/): TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível A Corte julga recurso contra decisão do TRE-RR que condenou Denarium e o atual governador Edilson Damião por usar a máquina pública para obter vantagens políticas por fazer uso eleitoral de programas de governo Por Lavínia Kaucz (Broadcast) | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 O atual governador de Roraima, Edilson Damião (à esquerda), e o ex-governador, Antonio Denarium (à direita) Foto: @antoniodenariumrr via Instagram BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para cassar o mandato do atual governador de Roraima, Edilson Damião (União), e tornar o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) inelegível até 2030. Os dois foram condenados por abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022. O julgamento foi suspenso para aguardar um reajuste no voto do ministro André Mendonça e deve ser retomado na quinta-feira, 30, para proclamação do resultado. O placar está em 5 a 1 para cassar o mandato de Damião, e foi unânime para tornar Denarium inelegível. A relatora, Isabel Gallotti, votou para confirmar a condenação de ambos e foi acompanhada pelos ministros André Mendonça, Estela Aranha, Antônio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Cármen Lúcia. O ministro Kassio Nunes Marques foi o único a divergir parcialmente. Ele defendeu a inelegibilidade de Denarium, mas votou para absolver Damião. A Corte julga recurso contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que condenou Denarium e Damião por usar a máquina pública para obter vantagens políticas por fazer uso eleitoral dos programas “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. Denarium renunciou ao cargo no fim do mês passado para disputar o Senado, o que levou o então vice, Damião, a assumir o governo. Com a renúncia, a cassação de Denarium fica prejudicada, mas ele ainda está sujeito à declaração de inelegibilidade por oito anos. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorRepublicanosTRE-RRTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-interino-do-rj-tem-mais-de-800-exonerados-em-15-dias-aliados-de-castro-estao-entre-os-nomes-da-lista/): Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista O pente-fino atingiu nomes ligados a políticos da base de Castro, incluindo parentes e aliados diretos. Entre eles está Gabriel Augusto Leite de Abreu, filho do deputado estadual Giovani Ratinho, que ocupava um cargo na Casa Civil com salário de R$ 16,4 mil. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 28/04/2026 O deputado estadual Giovani Ratinho e o filho Gabriel Augusto Leite de Abreu. — Foto: Reprodução TV Globo O governador em exercício do Rio de janeiro, o desembargador Ricardo Couto, intensificou o pente-fino na máquina pública e já exonerou 831 pessoas nos últimos 15 dias, em um movimento que mira principalmente aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL). A estimativa do governo com as exonerações é de uma economia anual de até R$ 85 milhões. As demissões atingem cargos comissionados e são justificadas pela necessidade de reorganização administrativa, corte de gastos e combate a possíveis irregularidades, incluindo casos de servidores sem função efetiva. O pente-fino atingiu nomes ligados a políticos da base de Castro, incluindo parentes e aliados diretos. Entre eles está Gabriel Augusto Leite de Abreu, filho do deputado estadual Giovani Ratinho, que ocupava um cargo na Casa Civil com salário de R$ 16,4 mil. Outro caso é o de Jean Barbeiro, que se apresenta como criador de conteúdo digital e já produziu vídeos promovendo o mesmo deputado. Após ter desempenho eleitoral inexpressivo, com 129 votos em na eleição municipal em São João de Meriti, ele foi nomeado para um cargo com salário de R$ 10 mil em uma secretaria ligada à articulação política. Também foram exonerados Lenine Rodrigues Lemos, irmão do deputado federal Max Lemos, que recebia cerca de R$ 15 mil, e Thiago Rodrigues da Gama, que atuou como motorista na campanha do parlamentar e ocupava um cargo com salário de R$ 7 mil no governo. Entre as pessoas que deixaram o governo nos últimos dias está também Anderson de Paula Sampaio, que ocupava um cargo na Subsecretaria de Integração e Estratégia Executiva do Gabinete do Governador. Em nota, ele informou que sua exoneração entrou no Diário Oficial a pedido, ou seja, solicitada pelo próprio subsecretário. Anderson ganhou notoriedade após aparecer ao lado de Castro, em novembro do ano passado, durante a final da Libertadores, em Lima. Na ocasião, Anderson era diretor de Relações Institucionais do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), órgão que tem como função fiscalizar o governo estadual. Meses depois, ele deixou o tribunal e passou a integrar a estrutura do Executivo, de onde foi exonerado agora. Mudanças no 1º escalão e TACs sob suspeita As mudanças chegaram ao primeiro escalão. Na Secretaria de Saúde, o urologista Ronaldo Damião assumiu o comando da pasta no lugar de Claudia Maria Braga de Mello, indicada do deputado federal Doutor Luizinho. A pasta está no centro de questionamentos por causa dos chamados Termos de Ajuste de Contas (TACs), modelo usado para pagamentos sem contrato formal. Um levantamento do RJ2 aponta que, apenas nos três primeiros meses deste ano, R$ 110 milhões foram pagos nesse formato, incluindo despesas com alimentação hospitalar e gestão de unidades de saúde. Há suspeitas de irregularidades nesses pagamentos. Uma representação foi protocolada no TCE pelo deputado estadual Alan Lopes (PL), que aponta possíveis ligações entre empresas beneficiadas e o grupo político de Doutor Luizinho (PP). Fiscalização Para reforçar o controle de gastos, o governo publicou um decreto que amplia a fiscalização sobre contratos e pagamentos. A partir de agora, a Procuradoria-Geral do Estado passa a analisar editais, contratações, adesões a atas de registro de preços e TACs acima de R$ 10 milhões. Antes, essa análise só ocorria para valores superiores a R$ 100 milhões, e o controle inicial ficava concentrado nas próprias secretarias, muitas delas ocupadas por indicações políticas. O que dizem os citados A reportagem não conseguiu contato com o ex-governador Cláudio Castro. Já Anderson de Paula Sampaio informou que sua exoneração entrou no Diário Oficial a pedido, ou seja, solicitada pelo próprio subsecretário. O deputado federal Max Lemos afirmou que as nomeações de Lenine Rodrigues Lemos e Thiago Rodrigues da Gama não têm relação com o exercício de seu mandato parlamentar. O deputado estadual Giovani Ratinho disse que não fez indicações para a Secretaria da Casa Civil. O deputado federal Doutor Luizinho declarou que deixou a Secretaria de Saúde em 2023 e que não tem relação com a empresa mencionada na denúncia. O governo do estado informou que o novo secretário de Saúde, Ronaldo Damião, está tomando conhecimento da situação da pasta e reforçou o compromisso com a gestão responsável dos recursos públicos. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalDiário Oficial do EstadoGovernadorPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPP ProgressistasProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão João de Meriti RJSolidariedadeTCE-RJ Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB](https://politicariabrasileira.blog.br/governadora-do-distrito-federal-pedira-ajuda-excepcional-a-lula-para-cobrir-rombo-do-master-no-brb/): Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Distrito Federal quer usar garantia da União para solicitar empréstimo, mas não possui condições de receber aval do Tesouro Nacional Por Daniel Weterman | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília BRASÍLIA — A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), comunicou que pedirá oficialmente ajuda ao o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no Banco de Brasília (BRB). O Distrito Federal quer uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para solicitar um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e injetar o dinheiro no BRB. O DF, no entanto, não está com as contas em dia e não possui nota suficiente para realizar operações com garantias da União. O Tesouro informou que, até a tarde desta terça-feira, 28, não havia recebido nenhuma solicitação formal do Distrito Federal. “Caso eventual pedido venha a ser apresentado, ele será analisado à luz da legislação vigente”, disse o órgão. Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantias do Tesouro Nacional. A União exige notas de capacidade de pagamento (CAPAG) entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O Distrito Federal possui nota C, abaixo do necessário. “O Governo do Distrito Federal informa que a governadora Celina Leão irá encaminhar ao Tesouro Nacional ofício solicitando aval do governo federal para avançar nas tratativas relacionadas a uma operação junto ao Fundo Garantidor de Créditos”, diz nota divulgada pelo governo distrital. “A iniciativa integra as medidas que vêm sendo conduzidas com transparência, responsabilidade e diálogo institucional para garantir a estabilidade do BRB. O documento está em fase final de formalização.” O BRB tem um rombo calculado em cerca de R$ 8,8 bilhões após realizar operações fraudulentas com o Banco Master. O governo do Distrito Federal, controlador do banco, precisa injetar dinheiro para salvar a instituição, que deixou de publicar o balanço de 2025 no prazo legal, em 30 de março, e pretende resolver a situação até o fim de maio. O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC, mas não obteve resposta. O Estadão apurou que o fundo só pretende ajudar o BRB se outros bancos entrarem em um consórcio. Integrantes do Banco de Brasília dizem que, para o banco continuar funcionando, o BRB precisa de no mínimo R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo no patrimônio. Além do aval da União, a governadora Celina Leão também quer interceder a Lula para que o petista solicite à Caixa e ao Banco do Brasil que comprem ativos do BRB e ajudem o banco a estancar a crise de liquidez, também desencadeada pelo Caso Master. O banco anunciou um acordo para vender R$ 15 bilhões em ativos que eram do Banco Master e estão na instituição, mas o sucesso da operação ainda é incerto. Em entrevista ao Estadão na semana passada, Celina afirmou que não contava mais com ajuda do governo federal para socorrer o BRB. “Se dependêssemos de algum banco público comandando pelo governo federal, já teríamos fechado as portas do BRB”, afirmou ela. Técnicos da administração, no entanto, avaliam que o governo distrital não tem de onde tirar dinheiro neste momento para injetar no Banco de Brasília. Celina pede ajuda após criticar Lula e adere a subvenção do diesel proposta pela União A governadora vai recorrer a Lula após fazer criticas e antagonizar com o petista. Na entrevista ao Estadão, ela afirmou que o “escândalo do Caso Master está dentro do coração do PT no Planalto.” Anteriormente, durante cerimônia de entrega de 13 viaturas novas para Polícia Militar, Celina evitou falar o “13”, número do PT na urna, e disse estar entregando “12 mais 1” patrulhas. Depois, ela afirmou que o governo Lula não tinha “boa vontade” para ajudar o Distrito Federal. Em aceno ao governo federal, a governadora enviou, nesta terça-feira, 28, um projeto de lei à Câmara Legislativa autorizando o Distrito Federal a aderir à cooperação financeira com a União para subsidiar o diesel importado. O governo distrital deve gastar até R$ 11,6 milhões com a subvenção. No dia 30 de março, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, telefonou para Celina solicitando apoio à medida. Na ocasião, a governadora sinalizou positivamente e já disse que precisaria de ajuda federal para socorrer o BRB. Enquanto tenta salvar o banco público, a gestão tenta também salvar o caixa do Distrito Federal. A governadora determinou uma revisão de contratos e um corte de gastos em despesas da administração pública. O governo distrital quer ainda antecipar R$ 52 bilhões em créditos inscritos na dívida ativa, vendendo os papéis no mercado financeiro. A operação, porém, tem restrições, pois o dinheiro só pode ser usado na previdência e em investimentos, e não num aporte ao BRB, e não há previsão de quando e quanto o governo conseguiria levantar. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco do BrasilBanco MasterCEF Caixa Econômica FederalGDF Governo do Distrito FederalGovernadorGovernadoraMDB Movimento Democrático BrasileiroPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresTesouro Nacional Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Lei dos 20 andares no bairro Alto é revogada em Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/lei-dos-20-andares-no-bairro-alto-e-revogada-em-teresopolis/): Lei dos 20 andares no bairro Alto é revogada em Teresópolis Medida suspende licenças e processos baseados na norma e segue para sanção do prefeito. Por Priscila Torquato | g1 28/04/2026 Lei dos 20 andares é revogada em Teresópolis — Foto: Reprodução TV Câmara Teresópolis Teresópolis – A Câmara Municipal de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, aprovou, nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei nº 007/2026, que revoga a Lei Complementar nº 351, de 19 de dezembro de 2025. A norma permitia a construção de prédios de até 20 pavimentos no bairro do Alto. O texto segue agora para sanção do prefeito. Além da revogação, o projeto determina a suspensão imediata dos efeitos da lei. Com isso, ficam suspensos atos administrativos baseados na legislação, incluindo licenças, autorizações e alvarás já concedidos, além de processos em andamento fundamentados na regra agora revogada. A lei, aprovada no fim de 2025, gerou forte repercussão em Teresópolis e foi alvo de críticas de moradores e entidades. Ao longo dos meses seguintes, foram registrados protestos, manifestações públicas e abaixo-assinados contrários à medida. A vereadora Amanda Albuquerque (Republicanos) afirmou que o processo legislativo levantou questionamentos desde a aprovação. “Quando a lei foi votada, em dezembro, houve uma manobra interna da qual eu não tive conhecimento. Assim que tomei ciência dos fatos, apresentei requerimento solicitando a anulação da votação”, disse. O movimento “Não aos 20 andares” comemorou a revogação, mas afirmou manter preocupação com a possibilidade de retomada da discussão. A advogada e líder do grupo, Márcia Peixoto, classificou a decisão como resultado da mobilização popular. “É claro que nós estamos muito felizes com a revogação, comemorando, mas ainda existe uma preocupação. O movimento se preocupa que essa matéria volte a ser analisada”, afirmou. Ela também defendeu a necessidade de debate sobre o planejamento urbano do município. “A cidade deve se desenvolver de forma responsável, com participação popular e atualização do plano diretor”, completou. Entenda os impactos da revogação O bairro do Alto fica em uma área considerada sensível, na zona de amortecimento do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o que tornou a discussão sobre verticalização ainda mais sensível desde a aprovação da lei. Na justificativa do projeto, os vereadores citaram o poder de revisão de atos administrativos e apontaram ações judiciais em andamento sobre o tema. O texto também defende a revogação como forma de restabelecer a legalidade urbanística e a segurança jurídica. Apesar da mudança, empreendimentos imobiliários e comerciais seguem em andamento na região, com obras e demolições no entorno da Feirinha do Alto. Há expectativa de novos projetos na área. A Prefeitura de Teresópolis ainda não informou se vai sancionar a proposta. A discussão também segue na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia PL Projeto de LeiRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRepublicanosTeresópolis RJVereadora STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deputado faz acordo com PGR para devolver R$ 1,4 milhão por contratação de funcionárias fantasmas](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-faz-acordo-com-pgr-para-devolver-r-14-milhao-por-contratacao-de-funcionarias-fantasmas/): Deputado faz acordo com PGR para devolver R$ 1,4 milhão por contratação de funcionárias fantasmas PGR viu desvio de recursos públicos na contratação de duas secretárias parlamentares para cumprimento de atividades particulares; uma delas atuava como empregada doméstica. Por Márcio Falcão | TV Globo 28/04/2026 Deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) — Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados Brasília – O deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que prevê a devolução de R$ 1,4 milhão pela contratação de funcionárias fantasmas. O acordo já foi validado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado é réu no STF por peculato, que é o desvio de recursos públicos. O caso envolve a contratação pelo gabinete do deputado, como secretárias parlamentares, de duas mulheres que desenvolviam atividades particulares. Uma das contratadas atuava como empregada doméstica há mais de quinze anos. A outra trabalhava na empresa administrada pela família do parlamentar. Acordo de não persecução penal As defesas de Bacelar e de Norma da Silva, que trabalhava na empresa da família, propuseram um acordo de não persecução penal. 🔎Nesse entendimento, o réu admite o crime e se compromete a cumprir medidas estabelecidas pelo Ministério Público em troca de não ser julgado. Os réus se comprometeram com: pagamento de R$ 1,3 milhão em reparação por danos causados pelos crimes praticados. Os valores serão pagos em duas parcelas para a União; pagamento de multa no valor de R$ 96 mil por Bacelar; pagamento de multa de R$ 20 mil por Norma; prestação de serviço à comunidade, com carga horária total de 280 horas. A PGR afirmou que “a prática, comumente referida como contratação de funcionário fantasma , configura grave mecanismo de corrupção política, afetando a credibilidade das instituições e a efetividade da governança”. A Procuradoria apontou que os fatos narrados permitem a adoção de mecanismo de solução consensual de conflitos, diante da ausência de violência ou grave ameaça e a garantia de ressarcimento integral dos danos ao erário”. Após o cumprimento do acordo, o caso será arquivado. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF apura contrabando em avião de empresário e descobre presença de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-apura-contrabando-em-aviao-de-empresario-e-descobre-presenca-de-hugo-motta-e-ciro-nogueira-no-voo/): PF apura contrabando em avião de empresário e descobre presença de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo Inquérito foi remetido ao STF, que pediu uma manifestação da PGR sobre os fatos; parlamentares ainda não se manifestaram Por Aguirre Talento e Gustavo Côrtes | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 Imagem da câmera de segurança do Aeroporto de Catarina (SP) mostra funcionário do empresário Fernando Oliveira Lima passando bagagens por fora do raio-x Foto: Reprodução BRASÍLIA – A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando em um voo realizado em uma aeronave particular de um empresário investigado na CPI das Bets do Senado. Esse inquérito, entretanto, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois que a PF constatou que quatro parlamentares acompanharam o empresário no voo: o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Os parlamentares ainda não se manifestaram. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. O Estadão teve acesso ao relatório da PF produzido na investigação. Os parlamentares foram procurados pela reportagem, mas ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto. A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, que é sócio de uma empresa de apostas online. Ele estava presente no voo com os parlamentares, que ocorreu em abril de 2025, período em que a CPI das Bets estava ativa no Senado, com a participação de Ciro Nogueira. Lima foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou. O voo saiu da ilha de Saint Martin, um paraíso fiscal do Caribe, e pousou na noite do dia 20 de abril do ano passado no aeroporto de Catarina, em São Roque (SP), usado para aviação executiva. As suspeitas da PF surgiram a partir de uma investigação sobre a corrupção de um auditor fiscal, Marco Canella, indiciado em um outro inquérito por facilitação de contrabando ou descaminho. O auditor foi procurado, mas também não se posicionou. No caso do voo dos parlamentares, Canella permitiu que um funcionário do empresário desembarcasse no aeroporto e passasse com sete volumes de bagagem por fora do raio-X. O procedimento irregular foi gravado pelas câmeras de segurança. Ainda não foram identificados os donos das bagagens que passaram ilegalmente pelo raio-X. Como o voo era proveniente de um paraíso fiscal e o auditor já tinha sido indiciado por crimes de facilitação ao contrabando e descaminho, a PF suspeita que o conteúdo das bagagens possa ser ilegal. Durante a apuração, porém, foi constatado que parlamentares também estavam a bordo do voo. Eles passaram suas malas pelo procedimento normal de raio-X, mas não é possível saber até o momento se as bagagens que foram transportadas por fora do raio-X tinham itens pertencentes aos parlamentares. Em um relatório parcial, a PF escreveu que a continuidade das investigações pode indicar o envolvimento de algum dos parlamentares nos crimes apurados e, por isso, seria necessário o envio do caso ao STF. “Considerando que, caso as investigações tenham continuidade e indiquem que, além da conduta do Auditor Fiscal MARCO ANTÔNIO CANELLA, haja outras condutas ilícitas, bem como que uma das pessoas mencionadas no “item 9” supra tenham envolvimento, os autos devem tramitar pela CINQ/CGRC/DICOR/PF, e o Processo junto ao Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual, salvo melhor juízo, entendo ser temerária a continuidade das investigações sem a apreciação de tal situação pelo Poder Judiciário”, diz o despacho. Em suas redes sociais, o empresário registrou fotos da viagem, mas os parlamentares não aparecem. As imagens mostram o interior da aeronave com refeições e um mapa de bordo a destino de Saint Martin, a aeronave chegando a uma praia com mar azul claro e diversos momentos na praia. O inquérito chegou nesta semana ao STF e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Ele enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve opinar se há indícios de crimes para que os fatos sejam investigados perante o Supremo. Notícia anteriorPróxima notícia CPIDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSão Roque SPSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Rua em más condições dificulta tráfego no bairro Cidade Nova, em Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/rua-em-mas-condicoes-dificulta-trafego-no-bairro-cidade-nova-em-itaperuna/): Rua em más condições dificulta tráfego no bairro Cidade Nova, em Itaperuna Moradores relatam riscos após chuvas; prefeitura diz que via está no cronograma de obras. Por Diego Varsi | g1 28/04/2026 Moradores relatam riscos após chuvas — Foto: Pedro Portes Itaperuna – Motoristas e pedestres enfrentam dificuldades para trafegar pela Rua Mário Veiga Silva, no bairro Cidade Nova, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, devido às más condições da via. Mesmo após o período de chuvas, buracos continuam abertos ao longo da rua e representam riscos para quem passa pelo local. Em alguns trechos, as irregularidades na pista dificultam a circulação e aumentam a possibilidade de acidentes. Moradores e trabalhadores da região cobram providências, já que a situação tem impactado o deslocamento diário. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna informou, por meio da Secretaria de Obras, que a via já está incluída no cronograma de melhorias. Segundo o município, os serviços no bairro João Bedim começam nesta terça-feira e, na sequência, a equipe deve atuar na Rua Mário Veiga Silva. A prefeitura afirmou ainda que o problema é antigo e foi agravado pelas chuvas e pela inclinação da via. De acordo com o município, a atual gestão tem adotado medidas estruturantes para buscar uma solução definitiva. Notícia anteriorPróxima notícia Itaperuna RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’ Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flagrado com R$ 746 mil no carro disse que pegou dinheiro em reunião do Podemos](https://politicariabrasileira.blog.br/flagrado-com-r-746-mil-no-carro-disse-que-pegou-dinheiro-em-reuniao-do-podemos/): Flagrado com R$ 746 mil no carro disse que pegou dinheiro em reunião do Podemos Suspeito afirmou em depoimento à PRF que era “coordenador político” do Podemos. Motorista postou foto com banner do partido horas antes Por Renan Porto, Artur Rodrigues e Marcus Pontes | Metrópoles 28/04/2026 Reprodução/PRF Um homem flagrado transportando R$ 746 mil em dinheiro vivo no banco traseiro de um Hyundai HB20, na Rodovia Fernão Dias, no interior paulista, afirmou em depoimento à Polícia Rodoviária Federal (PRF) que havia pegado a quantia em uma reunião partidária do Podemos, em São Paulo, antes de seguir viagem para Minas Gerais. De acordo com o registro da ocorrência, obtido pelo Metrópoles, José do Carmo Vieira, de 66 anos, disse aos agentes da PRF que era “coordenador político” do Podemos, contou que o dinheiro seria utilizado para “fazer alguns pagamentos” e não soube informar qual seria a origem do montante. No momento da abordagem, ocorrida no dia 9 de abril, na cidade de Vargem, o suspeito estava no banco do passageiro, enquanto quem dirigia o veículo era o policial civil aposentado Sergio Felipe, de Minas Gerais. Eles foram levados à Polícia Federal (PF) de Campinas para averiguação por possível crime de lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Horas antes, Sergio Felipe havia publicado em seu perfil no Instagram um story em frente a um banner com o anúncio de um evento da Fundação Juntos Podemos, controlada pelo partido, que ocorreria dois dias depois. A agenda contou com a participação da presidente da legenda, Renata Abreu, e de cinco deputados federais paulistas. “Em evento do Podemos em São Paulo”, escreveu o policial aposentado. Por meio de nota, o Podemos afirmou que “acompanha atentamente as investigações em curso e aguardará sua conclusão para se manifestar”. Ainda segundo o partido, José do Carmo Vieira “não é filiado ao Podemos e não ocupa função formal na legenda”. Dinheiro vivo na estrada A apreensão do dinheiro vivo ocorreu no km 7 da Rodovia Fernão Dias, na cidade de Vargem. Em depoimento, os agentes da PRF envolvidos na ocorrência disseram que os suspeitos demonstraram nervosismo e começaram a dar explicações antes mesmo de serem questionados. No banco de trás, os policiais encontraram a caixa de papelão onde as notas de reais estavam escondidas. No registro da ocorrência, a PRF apontou que José do Carmo Vieira é sócio da empresa Mar de Minas Cooperativa de Transportes, que tem contrato com uma prefeitura mineira para o transporte de passageiros intermunicipal utilizando vans e ônibus. Sergio Felipe é membro da Comissão Regional de Transportes e Trânsito (CRTT). Procurado por telefone, Sergio Felipe desligou assim que a reportagem o questionou sobre a apreensão. O Metrópoles não conseguiu contato com José do Carmo Vieira. O espaço segue aberto para a manifestação. Notícia anteriorPróxima notícia PodemosPolícia CivilPolícia Federal PFPRF Polícia Rodoviária FederalVargem SP Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ponte de Ferro completa dois meses interditada e segue em fase final de estudos técnicos em Campos dos Goytacazes](https://politicariabrasileira.blog.br/ponte-de-ferro-completa-dois-meses-interditada-e-segue-em-fase-final-de-estudos-tecnicos-em-campos-dos-goytacazes/): Ponte de Ferro completa dois meses interditada e segue em fase final de estudos técnicos em Campos dos Goytacazes Estrutura permanece fechada e autoridades reforçam alerta contra travessias irregulares. Por Edson Araújo | g1 28/04/2026 Ponte de Ferro em Campos dos Goytacazes — Foto: Junior Martins/Secom Campos Campos dos Goytacazes – A Ponte Barcelos Martins, conhecida como Ponte de Ferro, completou nesta terça-feira (28) dois meses de interdição em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e segue na fase final de estudos técnicos para avaliação da estrutura. A ponte permanece totalmente fechada para veículos, pedestres e ciclistas por questões de segurança. Nesta segunda-feira (27), engenheiros consultores da Secretaria de Estado de Cidades estiveram no município junto com equipes técnicas da Prefeitura para avançar nos estudos sobre as condições da ponte. O trabalho envolve a análise de dados coletados após o cedimento de um dos pilares da estrutura. Antes dessa etapa, já haviam sido realizados serviços de monitoramento estrutural, alinhamento, nivelamento, além de batimetria e sondagem do solo no leito do Rio Paraíba do Sul. Todo o material técnico reunido está sendo utilizado para embasar as avaliações em andamento. Enquanto os estudos continuam, a ponte segue interditada. O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) reforçou que a travessia pelo local é proibida em qualquer circunstância. Segundo o órgão, equipes precisaram intensificar a fiscalização após o registro de pessoas que retiraram tapumes de bloqueio para atravessar a ponte, o que representa risco elevado de acidentes. Até o momento, o acesso continua restrito por questões de segurança, e as autoridades reforçam a orientação para que a população respeite a interdição. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’ Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deputado do PT blinda governo Lula, segura 600 pedidos e barra questões sobre Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-do-pt-blinda-governo-lula-segura-600-pedidos-e-barra-questoes-sobre-banco-master/): Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Oposição vê manobra de integrante da Mesa Diretora para evitar desgaste ao Palácio do Planalto; deputado diz que tramitação é complexa, mas que requerimentos seguem fluxo institucional mesmo diante de alto volume Por Weslley Galzo | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 O deputado Carlos Veras (PT-PE) Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados BRASÍLIA – O primeiro-secretário da Câmara, deputado federal Carlos Veras (PT-PE), travou em seu gabinete os requerimentos de informações apresentados por dezenas de colegas ao governo federal neste ano. Levantamento realizado pelo Estadão mostra que dos 1005 documentos apresentados por deputados, 601 aguardam o envio pelo petista à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula (PT). Constam entre os documentos não enviados 11 pedidos de informações sobre a atuação do governo Lula relação ao escândalo do Banco Master. As demandas envolvem desde explicações sobre a contratação de pessoas ligadas ao Executivo pelo banqueiro Daniel Vorcaro a informações concretas sobre a exposição de fundos previdenciários da União em investimentos do banco. Em nota, Veras afirmou que “todos os Requerimentos de Informação recebidos pela Primeira-Secretaria seguem regularmente esse fluxo institucional, mesmo diante do elevado volume de demandas”. O deputado afirma ter encaminhado ao governo 1271 proposições de deputados, mas, conforme as informações disponibilizadas pela Câmara, apenas 1005 requerimentos foram apresentados neste ano. O Estadão questionou a diferença dos números, mas não obteve resposta (leia a nota completa ao final). O trâmite legislativo de requisição de informações e documentos ao governo federal envolve três diferentes membros da Mesa Diretora da Câmara e depende de publicação no Diário Oficial da Casa. A despeito da burocracia, tem sido nas mãos de Veras que os pedidos têm emperrado. Na condição de primeiro secretário, o deputado é o responsável direto pelo envio dos requerimentos de parlamentares aos órgãos do Poder Executivo. Antes de chegarem à mesa de Veras, os documentos passam pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que por regra designa como relator o primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), a quem cabe apresentar um parecer sobre o pedido. Uma vez apresentado o relatório, o caso retorna a Motta, que, na quase totalidade dos casos, aprova o pedido e o encaminha a Veras para envio ao governo. Dentre os 1005 requerimentos apresentados neste ano, apenas um aguarda despacho de Motta e outros 17 ficaram representados por demora do presidente da Casa em designar um relator. Existem outros 100 documentos parados “aguardando encaminhamento”, conforme classificação da Câmara. Isso significa que os pedidos chegaram à Mesa Direita, mas ainda não foi dado início ao processo burocrático. A trava nesta etapa pode ser atribuída aos servidores. Em nota, a Câmara afirmou que “os requerimentos de informação ao Poder Executivo, apresentados pelos deputados, seguem um trâmite interno e que “atualmente todos os pedidos estão em tramitação regular”. “Importante ressaltar que o número de requerimentos de informação apresentados aumentou expressivamente nos últimos anos. Enquanto a média anual entre 2015 e 2024 foi de 1.755 protocolos, somente em 2025 foram efetivamente enviados 7.281 requerimentos aos órgãos do Executivo. Em 2026, em menos de quatro meses, foram 1.271 remessas”, acrescentou, repetindo o número citado por Veras que diverge dos dados disponíveis publicamente no Portal da Câmara. Veras encaminhou ao governo Lula o equivalente a um terço (374) dos casos que chegaram ao seu gabinete. As regras de requisição de informações ao Poder Executivo estão descritas no regimento interno da Câmara e na Constituição, que não fixam prazo para que o primeiro-secretário envie os pedidos. Em 2025, quando Veras tomou posse no cargo, apenas um dos mais de 7 mil requerimentos que passaram pelas suas mãos não foi enviado ao governo. É por esse motivo que integrantes da oposição ouvidos pelo Estadão têm avaliado como manobra política o represamento de pedidos neste ano. Além de explicações sobre a participação do governo Lula no caso Master, há ainda pedidos de informações sobre os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em regiões específicas; explicações sobre programas sociais, como o Gás do Povo; detalhamento da implementação de iniciativas, a exemplo Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas; e cobranças por mais transparência sobre medidas do governo. “Eu atribuo essa dificuldade em 2026 a um problema de governança e de compromisso com a transparência. Tenho mais de 50 pedidos de informações que ainda não foram enviados aos ministérios e continuam represados na presidência da Câmara”, afirma a deputada Adriana Ventura (NOVO-SP), uma das parlamentares com o maior número de requerimentos enviados. “Quando o requerimento fica represado e, depois, o Executivo responde fora do prazo ou sem materialidade, o controle parlamentar perde efetividade. Requerimento de informação é um instrumento constitucional e precisa ser tratado como tal, com celeridade e completude”, completou. Já os deputados da base minimizam a acusação de represamento e veem nas diversas requisições da oposição uma estratégia para se posicionar em relação às entregas do governo. “O governo Lula tem muitas ações e deixa a oposição maluca tendo que saber tudo que está acontecendo”, defendeu o deputado federal Rogério Correia (PT-MG). Na sexta-feira (24), após o contato da reportagem com o deputado, 65 requerimentos foram enviados ao governo, reduzindo o número inicial para 536. Leia a íntegra da nota do deputado Carlos Veras O Requerimento de Informação é uma proposição legislativa prevista no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que segue um fluxo institucional próprio, com critérios e etapas que são cumpridos ao longo de sua tramitação. Os dados do portal demonstram o alto volume, mas não dão conta da complexidade da tramitação. Nos últimos anos, a média anual de requerimentos apresentados à Câmara dos Deputados foi de aproximadamente 1.700. Em 2025, todos os requerimentos de informação recebidos pela Primeira-Secretaria foram devidamente encaminhados, totalizando mais de 7 mil proposições, o que evidencia o volume expressivo dessa atividade. Em 2026, já foram encaminhadas 1271 proposições pela Primeira-Secretaria, o que demonstra a continuidade desse fluxo intenso de trabalho. Todos os Requerimentos de Informação recebidos pela Primeira-Secretaria seguem regularmente esse fluxo institucional, mesmo diante do elevado volume de demandas. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSão João de Meriti RJTJ-RJ MPRJ obtém decisão que - [Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/auditor-apontado-como-lider-de-esquema-no-porto-do-rio-foi-chefe-da-alfandega-sob-bolsonaro/): Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro Pedro Antônio Pereira Thiago, um dos 17 auditores-fiscais afastados do cargo na Operação Mare Liberum, deflagrada hoje pela Corregedoria da Receita Federal em conjunto com a PF e o MPF, foi nomeado delegado da Alfândega da Receita no Porto do Rio de Janeiro no governo de Jair Bolsonaro, em dezembro de 2020, e substituído na gestão de Lula, em novembro de 2023. Por Gustavo Maia | O Globo 28/04/2026 Navio porta-contêineres no Porto do Rio de Janeiro — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg/16/07/2025 Ele foi apontado pelas investigações como um dos líderes do esquema. Internamente, houve muita pressão contra a substituição e também para que ele fosse nomeado para cargos relevantes. Pedro Thiago é conhecido dentro da Receita como bolsonarista, e inclusive segue membros da família com Michelle e Flávio nas redes sociais. O esquema começou a ser investigado em 2022, a partir de controles internos da corregedoria e denúncias, e movimentou R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas. No início deste mês, Pedro Thiago ganhou aposentadoria voluntária com proventos integrais. A portaria que concedeu o benefício foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de abril. Notícia anteriorPróxima notícia MPF Ministério Público FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaReceita Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Investigado por atuação para o PCC usou heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, em 2022](https://politicariabrasileira.blog.br/investigado-por-atuacao-para-o-pcc-usou-heliponto-do-palacio-dos-bandeirantes-sede-do-governo-de-sp-em-2022/): Investigado por atuação para o PCC usou heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, em 2022 Homem está preso por tráfico de drogas e é acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa Por Sérgio Quintella e Aline Ribeiro | O Globo 28/04/2026 Fachada do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi — Foto: Governo de São Paulo São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo apura a utilização do heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, por um empresário investigado de lavar dinheiro para o PCC. O caso ocorreu em março de 2022, durante o último mês da gestão de João Doria, então no PSDB. O local foi usado pelo empresário João Gabriel de Melo Yamawaki, que está preso desde fevereiro deste ano por tráfico de drogas. Os investigadores descobriram, por meio de quebra de sigilo telemático e apreensão de celulares, que quem conseguiu a autorização para o pouso no Bandeirantes foi o ex-vereador de Santo André Thiago Rocha de Paula, também detido e suspeito de ser articulador político da organização criminosa. Após descer no heliponto, Yamawaki foi ao estádio do Morumbi, a menos de um quilômetro da sede do governo, para acompanhar um jogo do São Paulo contra o Palmeiras. “O que resta saber é se as informações dadas acerca dos motivos para pouso da aeronave foram minimamente verificadas, pois é extremamente grave que com um simples pedido e informando apenas que uma “delegação do Japão” estaria embarcada em um helicóptero, consiga-se pousar tão facilmente dentro do Palácio do Governo. É necessário ainda verificar se as informações não foram imediatamente auditadas/verificadas, e se houve conivência de um ou mais servidores públicos que trabalham no Palácio dos Bandeirantes. Surpreendeu-nos ainda a rapidez com que todo esse trâmite se desenvolveu, já que as tratativas se iniciaram as 8h58 e a autorização deferida as 14h23”, diz um trecho do inquérito que trata do caso, obtido pelo GLOBO. Questionado sobre os detalhes da utilização do espaço, sobretudo porque os dados ficam armazenados, o Palácio dos Bandeirantes enviou a seguinte nota: “O caso mencionado ocorreu em março de 2022, portanto, sem qualquer relação com a atual gestão. A autorização para pousos e decolagens no heliponto do Palácio dos Bandeirantes segue critérios técnicos e operacionais determinados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)”. Procurado, o ex-governador João Doria não quis se pronunciar. Segundo pessoas próximas a ele, as autorizações para pouso e decolagem no palácio nem chegam ao governador, o que é feito pela Casa Militar. A assessoria do Palácio dos Bandeirantes, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), não respondeu até a conclusão da reportagem. Operação Contaminatio A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na segunda-feira (27), seis integrantes de uma organização criminosa suspeita de se infiltrar em prefeituras para lavar dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas. Batizada de Operação Contaminatio, a ação também cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados. As diligências são conduzidas pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes e ocorrem simultaneamente em São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas, Ribeirão Preto e Santos, além de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília e Londrina. Segundo a polícia, a investigação é um desdobramento da Operação Decurio, deflagrada em agosto de 2024. Na ocasião, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que, após análise, “revelaram um esquema sofisticado de movimentação financeira ilícita”. A partir dos dados coletados e de relatórios de inteligência financeira, os investigadores identificaram uma estrutura voltada não apenas ao tráfico de drogas, mas também à lavagem de dinheiro. De acordo com a apuração, a facção criminosa Primero Comando da Capital (PCC) teria criado um chamado “núcleo político”, destinado a acessar recursos públicos e ampliar seus negócios. Entre as estratégias identificadas estariam o apoio e o financiamento de candidaturas alinhadas aos interesses da organização. A polícia também apontou o envolvimento de pessoas ligadas a administrações municipais, entre elas ao menos uma servidora comissionada que manteria relação com um integrante de alto escalão do grupo criminoso. – A gente verificou que eles, além de ampliarem o braço político deles, os contatos políticos, eles queriam usar a estrutura financeira que eles tinham aí, essa fintech, para poder entrar nos municípios de interesse e fazer a gestão dos recursos públicos, para servir como se fosse um meio de pagamento desses municípios para recebimento de tributos, recebimento de taxas, gerenciar alguns programas como nota fiscal premiada que alguns municípios têm, assim como alguns estados. Então essa era a ideia deles, fazer a lavagem de dinheiro do crime dentro dessas prefeituras – afirma o delegado Fabricio Intelizano, da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes. Quem são João Gabriel e Thiago de Paula João Gabriel de Melo Yamawaki é apontado pelos investigadores como um dos principais operadores financeiros do PCC. Preso em fevereiro no Tocantins, ele estava foragido da polícia paulista. Yamawaki teria criado um banco digital chamado 4TBANK, com sede em um prédio no centro de Palmas, capital do estado em que foi preso. De acordo com as investigações, a instituição realizava movimentações financeiras ilegais que podem chegar a R$ 8 bilhões. Além disso, João Gabriel também estaria envolvido na venda direta de drogas. Sua defesa não foi localizada. Ex-vereador de Santo André, no ABC, Thiago Rocha de Paula é apontado como o principal articulador político do PCC. Sua ideia, ainda de acordo com os investigadores, seria infiltrar o grupo criminoso em prefeituras, por meio de contratos e convênios. Em um pedido de liberdade feito ao Superior Tribunal de Justiça, em janeiro do ano passado, a defesa afirmou que Rocha não possui relação com a suposta quadrilha. “Seu nome é apenas inserido naquilo que se denominou núcleo 5 – atividades políticas e/ou vínculos junto à administração pública. Tampouco argumenta-se qual seria a real função de cada uma das muitas medidas adotadas. Ora, o paciente desafortunadamente se encontra listado no rol de pessoas investigadas e contra ele pesam graves medidas que foram aplicadas indiscriminadamente, em cascata”, disse sua defesa, na ocasião em que - [TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-flagra-contratos-para-parentes-de-vereadores-e-superfaturamento-de-obras-com-emendas-pix-em-sp/): TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP Prefeituras não têm sistemas de controle interno para fiscalizar as próprias despesas Auditoria analisou 66 emendas de 2023 a 2025 que totalizaram R$ 52 milhões Por Bruno Ribeiro | Folha de S.Paulo 27/04/2026 Sede do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, na Sé, região central da capital – Divulgação TCE-SP – 3.dez.25 São Paulo – Uma auditoria inédita do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) sobre o pagamento de emendas Pix de deputados estaduais e vereadores paulistas mostrou que esses recursos vão, em sua maioria, para obras e serviços feitos sem plano de trabalho, o que torna impossível rastrear se o dinheiro foi gasto como prometido. Na auditoria especial, que se debruçou sobre 66 emendas de 2023 a 2025 a prefeituras e entidades filantrópicas, além de obras feitas sem licitação adequada, o corpo técnico do TCE encontrou emendas pagas a entidades controladas por parentes dos políticos que as indicaram e indícios de superfaturamento. Os deputados estaduais autores das emendas afirmaram desconhecer os resultados da fiscalização do TCE-SP e prometeram tomar providências. As prefeituras que retornaram o contato da Folha afirmaram que não foram notificadas pelo órgão de controle ou negaram irregularidades. As emendas Pix são repasses a prefeituras sem a necessidade de que elas assinem convênios específicos com o governo estadual. Elas ficam na classe das emendas impositivas – gastos que o Executivo tem obrigação de fazer. Na esfera federal, as apurações de desvio de finalidade relacionadas a esses gastos são alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), com decisões do ministro Flávio Dino que chegaram até, no ano passado, à suspensão desses repasses para algumas prefeituras. Em São Paulo, para elaborar um diagnóstico sobre transparência, rastreabilidade e regularidade dos gastos, como determina o STF, o TCE selecionou emendas a partir de uma análise de riscos, entre quase 2.000 emendas pagas, e elaborou a amostra com 66 repasses para 59 prefeituras, que totalizaram R$ 52 milhões. Cerca de 30% desse valor foi composto por transferências municipais – de cidades que pagam emendas Pix de vereadores para organizações sociais. A partir do levantamento prévio, o escrutínio foi da indicação parlamentar ao término do serviço, o que incluiu inspeções em campo. O período em foco foi 2024, incluindo emendas indicadas em 2023 e serviços pagos em 2025. Os casos que mais chamaram a atenção dos auditores foram cinco ocorrências de indícios de sobrepreço ou superfaturamento e quatro de conflito de interesses, incluindo beneficiários de emendas ligados a políticos. Um deles foi uma emenda de R$ 300 mil indicada pelo deputado estadual Guto Zacarias (Missão) para a compra de coletes balísticos para a GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Segundo o relatório, a ata de registro de preços usada para a compra abrangia coletes e capas, mas as capas não foram entregues, o que resultou em um superfaturamento de R$ 42 mil. Zacarias disse à Folha que cobraria explicações. “Sou o deputado que mais destinou emendas para a segurança pública e quero saber todos os detalhes de cada centavo enviado”, disse. Ele encaminhou cópia de ofícios feitos ao Ministério Público e à Alesp (Assembleia Legislativa), após o contato com a reportagem, para pedir providências. Já a prefeitura afirmou que a compra foi regular. Em outro caso, a emenda foi da deputada estadual Dani Alonso (PL), de R$ 300 mil, para reforma da quadra de uma escola em Mineiros do Tietê. Embora o dinheiro tivesse sido liberado, a obra não tinha plano de trabalho e, quando os fiscais foram à escola, viram que ela estava paralisada. A deputada afirmou que não acompanha o passo a passo da execução de cada emenda, mas sim o término das obras e que, quando há apontamentos de órgãos de controle, busca informações. “Nesse caso específico, vamos buscar esclarecimentos sobre a paralisação”, afirmou Alonso. A prefeitura não se manifestou. Já em Santa Isabel, a prefeitura recebeu R$ 350 mil do deputado Jorge do Carmo (PT) para a construção de uma ponte na estrada Diniz Alberto Lopes. A ponte foi feita sem projeto básico, por meio de um pregão presencial e sem estar no orçamento da cidade. Para o TCE, as práticas indicam gastos irregulares. A Prefeitura de Santa Isabel também não respondeu. Jorge do Carmo disse que acompanhou a execução das obras da ponte, mas que não sabia que a construção não tinha projeto. “O prefeito não me mostrou, mas também não pedi”, disse. O deputado afirmou que seu papel foi acompanhar se a obra foi feita e se o recurso foi empregado (disse que a visitou após o término do trabalho). Entre os repasses feitos a parentes de políticos, um dos casos apontados pelo TCE foi o do vereador de Sorocaba Fábio Simoa (Republicanos). De acordo com o órgão, ele indicou uma emenda de R$ 105 mil para uma entidade social gerenciada por parentes de outro vereador da cidade. O mesmo fez Reynaldinho (PSD), de Arujá, com um repasse de R$ 309,8 mil para uma entidade presidida por seu filho, de acordo com a auditoria. O STF proibiu a prática. Simoa disse, em nota enviada após a publicação deste texto, que outros vereadores também indicaram emendas para a entidade citada pelo TCE e que o presidente da organização não tem vínculo de parentesco com nenhum dos membros da Câmara. Ele disse estar à disposição para esclarecimentos. Reynaldinho não respondeu. Ao longo das 66 emendas que passaram pelo raio-x, os auditores encontraram obras com planilhas de preços infladas, veículos comprados pelas prefeituras que estavam parados em pátios e entidades que deveriam realizar atendimento para pets, mas estavam fechadas. Além dos casos individuais, o TCE identificou uma falha estrutural no modelo: ao receber recursos extras sem convênios com o governo, os recursos em geral vão para as contas comuns das cidades, usados em gastos de custeio, o que impossibilita o rastreamento. Para o órgão, as irregularidades encontradas decorrem de “falhas sistêmicas de transparência, governança e atuação insuficiente dos órgãos de controle interno”. Das 66 emendas vistoriadas, 58 foram para atividades sem plano de trabalho, o que dificulta qualquer acompanhamento para - [Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-presidente-da-oab-assume-defesa-de-sergio-cabral-no-stj/): Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ Felipe Santa Cruz, ex-presidente da OAB e ex-secretário de Eduardo Paes, assumiu a defesa de Sérgio Cabral no STJ. Por Rodrigo Castro | O Globo 27/04/2026 Felipe Santa Cruz assumiu defesa de Sérgio Cabral — Foto: Reprodução O advogado entra na reta final do processo para auxiliar o escritório Proetti Advogados. O subestabelecimento foi protocolado na última sexta-feira. O caso em questão é o uso particular de helicópteros do governo do Rio de Janeiro, pelo qual Cabral foi condenado a 11 anos e oito meses de reclusão pelo TJRJ. Sua ex-mulher Adriana Ancelmo pegou oito anos e quatro meses de prisão. A sentença, proferida em 2021, também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 19,9 milhões ao Estado. O ex-casal foi denunciado em 2018 pelo Ministério Público. Na denúncia, Cabral foi acusado de ter usado o helicóptero em mais de 2 mil voos particulares durante seus dois mandatos. As viagens, de acordo com o MP, foram para transporte de familiares, amigos, funcionários e políticos. O julgamento no STJ está previsto para o próximo dia 5 de maio. A relatora é a ministra Marluce Caldas. A propósito, Santa Cruz e Cabral são próximos. Em 2023, o ex-presidente da OAB publicou uma foto com o ex-governador na qual citou “tantos anos de injustiça”. O registro foi apagado após críticas. Notícia anteriorPróxima notícia STJ Superior Tribunal de JustiçaTJ-RJ Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - ['Buraco fake' usado como cenário para prefeito tiktoker custou R$ 19 mil, usou 7 veículos e 15 funcionários, aponta relatório técnico (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/buraco-fake-usado-como-cenario-para-prefeito-tiktoker-custou-r-19-mil-usou-7-veiculos-e-15-funcionarios-aponta-relatorio-tecnico/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Novo documento que será entregue ao MP detalha uso de 15 funcionários e 7 veículos na suposta farsa em Sorocaba (SP). Por Marcel Scinocca | g1 Sorocaba e Jundiaí 27/04/2026 Saae de Sorocaba teria ‘fabricado’ problema em rua para prefeito tiktoker gravar vídeo para as redes sociais, dizem funcionários — Foto: Reprodução/Instagram O “buraco fake” que teria servido de cenário para um vídeo viral do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido como prefeito tiktoker, custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, segundo um novo dossiê elaborado por servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), autarquia responsável pelo abastecimento de água e rede de esgoto na cidade. O documento, obtido pelo g1 nesta segunda-feira (27), foi feito por um grupo de servidores da autarquia e detalha o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa e será encaminhado ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito (leia mais abaixo). O material cita falsidade ideológica em série, com Registro de Atendimento (RAs), e Ordens de Serviços (OSs) falsos, prevaricação de chefias e diretores, desvio de finalidade, improbidade administrativa, dano ao erário, entre outros. O novo documento detalha a estrutura mobilizada para o suposto buraco fake: 15 funcionários do Saae; 7 veículos, incluindo caminhão pipa, caminhão de aterro e retroescavadeira; 2 empresas terceirizadas, uma para drenagem e outra para o reparo do asfalto.   O trabalho na via também contou com a prestação de serviço de duas empresas terceirizadas: uma contratada para fazer o trabalho de drenagem e a outra para cuidar do reparo do asfalto. Com base nesses dados, os servidores estimam um prejuízo de pelo menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos. O documento lembra que no, vídeo gravado pelo prefeito, uma pessoa cai dentro do buraco recém-aberto. “O buraco continha ou havia contido esgoto (rede de esgoto do Saae). Risco de contaminação biológica e gases tóxicos (metano, sulfeto)”, reforça. O que dizem os órgãos fiscalizadores e envolvidos A Prefeitura de Sorocaba disse que prestará todos os esclarecimentos diretamente ao Ministério Público, caso o órgão solicite. Também reiterou que a vala foi aberta para obra de manutenção em rede de esgoto. “Houve troca de abraçadeira danificada, com conclusão da manutenção no mesmo dia, seguida da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais da autarquia. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pelo Saae/Sorocaba, seguindo fluxo interno de controle.” O Ministério Público do Estado de São Paulo foi questionado sobre a evolução das denúncias feitas sobre o caso após as denúncias feitas na quinta-feira (23). Em nota, o órgão respondeu que não havia novidades até esta segunda-feira (27). O Ministério Público do Trabalho (MPT) disse que está ciente do caso, mas afirmou não ter recebido nenhuma denúncia formal sobre assédio dentro da autarquia. ‘Equipe parada esperando o prefeito’ A denúncia dos servidores é reforçada pelo relato de moradores. Um vizinho, que não quis se identificar, contou ao g1 que a equipe do Saae ficou parada esperando o prefeito chegar para a gravação. “A gente vê uma equipe ficar parada meio período, […] e não é o procedimento padrão que a gente vê aí do Saae”, disse. O mesmo morador disse que estranhou a agilidade do serviço. “Eu tive um problema que eles levaram um mês para resolver. E agora, no mesmo dia virem, abrirem o buraco e fecharem, isso é algo inédito, né?”, questiona. O morador também afirma que não havia nenhum problema aparente na via antes da obra. “Eu passo todo dia aqui pela rua por causa do trabalho e, se fosse alguma coisa recorrente, a gente teria percebido”, disse. MP analisa denúncias O caso ganhou repercussão nacional após o g1 ter acesso, com exclusividade, a todo o material envolvido na operação, incluindo ordens de serviço que, segundo os servidores, foram criadas para justificar a intervenção no local. Os funcionários relatam a abertura de procedimentos falsos para legitimar o uso de servidores e o eventual pagamento à empresa privada. Sobre o vídeo Publicado no perfil pessoal de Rodrigo Manga no mesmo dia em que a operação aconteceu, a gravação mostra o prefeito em um cenário de obra, acompanhado de servidores e máquinas do Saae. Inicialmente, um personagem mostra o que ele classifica como “buraco raso” e, em seguida, um “buraco fundo”, dizendo que “em Sorocaba, não está fácil não”. Manga aparece em frente ao buraco aberto com retroescavadeira, como se fosse uma intervenção da prefeitura. Servidores do Saae e equipamentos públicos estão presentes, compondo o cenário. O tom do vídeo é de prestação de contas e divulgação de ações da administração municipal, com linguagem voltada para redes sociais, reforçando a imagem de Manga como o “prefeito tiktoker”. Até sexta-feira (24), o vídeo de 19 segundos gravado no local acumulava mais de 6,5 milhões de visualizações somente no Instagram e somava mais de 330 mil curtidas. As contradições nos documentos A denúncia original, feita por servidores do Saae, é sustentada por uma série de inconsistências nos registros oficiais da obra: Fotos idênticas: Um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações. Local errado: As fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto. “Não é vazamento do Saae”: Um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia. Poço de vistoria intacto: O vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada.   A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia - [Bolsonaro não tem "nenhuma vocação para a vida pública", diz Kassab](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonaro-nao-tem-nenhuma-vocacao-para-a-vida-publica-diz-kassab/): Bolsonaro não tem “nenhuma vocação para a vida pública”, diz Kassab Presidente do PSD afirmou que gestão do ex-presidente se sustentou em bons ministros e elogiou Paulo Guedes, a quem chamou de “presidente da economia” Por Stêvão Limana e Manoela Carlucci | CNN Brasil 27/04/2026 Gilberto Kassab, presidente do PSD • Esfera Brasil O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi feita durante um evento empresarial em São Paulo. Segundo Kassab, o cenário eleitoral de 2018 favoreceu a vitória de quem se colocasse contra o PT. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse. Apesar das críticas, ele destacou que o governo se sustentou por conta de nomes fortes na equipe econômica, citando Paulo Guedes como peça-chave. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, afirmou. Kassab também fez ressalvas à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando dificuldades na condução econômica e questionando a eficiência administrativa do governo federal. As declarações acontecem em meio à movimentação política visando as próximas eleições presidenciais, com o PSD buscando ampliar seu espaço no cenário nacional. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos Trabalhadores PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais](https://politicariabrasileira.blog.br/mineradoras-alvos-de-acoes-e-multas-ambientais-receberam-r-90-mi-em-isencoes-fiscais/): Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais Sem critérios socioambientais, legislações sobre benefícios fiscais permitem isenções de impostos a mineradoras de ouro na Amazônia Legal autuadas por infrações ambientais e implicadas em irregularidades por órgãos de controle Por Carolina Bataier | Repórter Brasil 27/04/2026 Uma das companhias beneficiadas com isenções de impostos foi multada pelo Ibama em meio a investigações sobre a compra, venda e uso ilegal de mercúrio na mineração de ouro (Foto: Divulgação Hermes II/Ibama) MINERADORAS DE OURO com histórico recente de infrações ambientais, implicadas por órgãos de controle em irregularidades e em conflito com comunidades obtiveram R$ 90,1 milhões em isenções de impostos federais entre 2024 e 2025, mostra levantamento exclusivo da Repórter Brasil. Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, a Mineração Aricá obteve isenções fiscais mesmo após um embargo (interdição) registrado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) no âmbito de uma operação da Polícia Federal que investiga o uso ilegal de mercúrio. Outra companhia com embargo ativo aplicado pelo órgão ambiental é a Mineração Aurizona S.A., que recebeu os benefícios depois de a empresa deixar 4 mil pessoas sem acesso à água potável em decorrência do rompimento de uma lagoa usada como barragem de mineração, em março de 2021, no município maranhense de Godofredo Viana. Já a Aura Almas Mineração S.A., que opera em Almas, no Tocantins, ignorou a existência de comunidades quilombolas em seu projeto de licenciamento ambiental, segundo ação movida pela Defensoria Pública do Estado.  Em 2024, a soma das renúncias fiscais das três empresas foi de R$ 51 milhões. Em 2025, de R$ 39,1 milhões. Os dados sobre benefícios e renúncias fiscais de tributos federais são de acesso público, disponibilizados pelo Ministério da Fazenda. Leis sobre benefícios não incluem critérios socioambientais No caso da mineradora Aurizona, o benefício foi garantido por meio da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a partir de uma lei criada no início dos anos de 1960 com a proposta de incentivar a expansão de setores de extração de matéria-prima na região.  Ao longo dos mais de 60 anos de vigência, a Lei 4.216, que regulamenta o benefício, teve poucas alterações, graças ao lobby dos setores beneficiados, avalia Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). “Essas leis normalmente têm dez anos de duração. Quando vai chegando esse prazo, eles [empresários] se articulam no Congresso Nacional e renovam sem nenhuma mudança”, explica Cardoso. Ela é autora da nota técnica “Incentivos Fiscais na Amazônia”, publicada em 2023 pelo Inesc, onde aponta os “questionáveis efeitos econômicos e sociais e negativos impactos ambientais” desse tipo de isenção fiscal.  Além do benefício da Sudam, as três mineradoras foram contempladas pelo Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap), que garante a suspensão de impostos na aquisição de máquinas e equipamentos.  As legislações que regem ambos os benefícios não estabelecem critérios socioambientais para a sua concessão. “É um absurdo [que esses benefícios] sejam renovados sem que haja critérios ambientais, sociais, climáticos, de responsabilidade socioambiental dessas empresas”, critica Cartório. Para a assessora do Inesc, as lacunas na legislação sobre benefícios fiscais acabam por financiar atividades de empresas com problemas socioambientais. “Não tem contrapartida para as comunidades, não tem vedação sequer de coisas que já são muito usuais no setor financeiro, como lista de trabalho escravo e desmatamento”, diz Cardoso. Em nota enviada à Repórter Brasil, a Receita Federal afirmou que a avaliação da reputação ambiental das empresas contempladas por incentivos fiscais é realizada somente quando está expressa na lei que criou o benefício, o que não acontece nos casos apresentados nesta reportagem. “Todo benefício fiscal é determinado por lei, que irá conter os critérios objetivos para sua concessão. À Receita Federal cabe analisar se o postulante a aquele benefício cumpre os requisitos para recebê-lo”, informou. Beneficiária tem área interditada por uso ilegal de mercúrio Uma das beneficiárias pelo Recap é a Mineração Aricá que, em 2025, recebeu R$ 677,8 mil em incentivos. Em 2024, o valor foi de R$ 30,8 mil. Em novembro de 2023, a mineradora teve uma área embargada e foi multada em R$ 1,5 milhão por apresentar informações falsas no sistema oficial de controle de compra e venda de mercúrio e por manter a substância em desacordo com a legislação.  A autuação do Ibama ocorreu no âmbito de um desdobramento da Operação Hermes II, deflagrada em 2023 pela Polícia Federal com o objetivo de apurar o comércio e uso ilegal de mercúrio e outros crimes, como organização e associação criminosa. Altamente tóxico e com potencial de contaminação de ecossistemas aquáticos, o mercúrio pode causar danos neurológicos, reprodutivos e imunológicos em humanos. Por lei, todo mercúrio de origem legal precisa ser declarado e informado no sistema do Relatório de Mercúrio do Ibama, assim como as transações de compra e venda.  O embargo, registrado no distrito do Coxipó do Ouro, na zona rural de Cuiabá (MT), permanece ativo. Apesar disso, a empresa registrou recolhimento de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) em 2024 pela comercialização de 211,2 kg de ouro naquele ano. Segundo o Ibama, a mineradora contesta os autos de infração e as multas aplicadas pelo órgão ambiental ainda não foram pagas. À Repórter Brasil, o MPF em São Paulo confirmou que recebeu o relatório da Polícia Federal com o resultado das investigações da Operação Hermes II, mas alegou que o procedimento está sob sigilo e não poderia confirmar se a Mineração Aricá ou seus sócios estão sendo investigados.  A reportagem procurou a Mineração Aricá por meio de telefones, correio eletrônico e de um advogado que já atuou na defesa da empresa, mas não conseguiu fazer contato com representantes da companhia. O espaço segue aberto para manifestações futuras. Rompimento de barragem deixou 4 mil sem água potável Ainda hoje, os 4 mil moradores da comunidade de Aurizona, distrito da zona rural de Godofredo Viana, no norte do Maranhão, sofrem as consequências da contaminação das águas do rio Tromaí, que abastece a cidade. A poluição chegou em março de 2021, com o - [A escolta de 44 policiais do ex-governador Cláudio Castro](https://politicariabrasileira.blog.br/a-escolta-de-44-policiais-do-ex-governador-claudio-castro/): A escolta de 44 policiais do ex-governador Cláudio Castro O acórdão do julgamento do TSE que condenou Cláudio Castro por abuso de poder econômico confirma que o ex-governador não foi cassado. Uma das consequências dessa decisão é que Castro manteve os benefícios de ex-governador. Por Lauro Jardim | O Globo 27/04/2026 O ex-governador do Rio, Cláudio Castro — Foto: Marcelo Theobald Quais? Eis alguns: uma escolta de 44 policiais de elite com três veículos blindados se revezando durante 24 horas. De acordo com a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), esses gastos somam R$ 1,5 milhão mensais. Renata encaminhou ofício governo fluminense questionando se Castro e seus familiares têm mesmo direito ao benefício. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputada EstadualGovernadorPL Partido LiberalPSOLTSE Tribunal Superior Eleitoral Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PT, PV e PCdoB acionam TSE contra perfil de IA que faz críticas à esquerda](https://politicariabrasileira.blog.br/pt-pv-e-pcdob-acionam-tse-contra-perfil-de-ia-que-faz-criticas-a-esquerda/): PT, PV e PCdoB acionam TSE contra perfil de IA que faz críticas à esquerda Personagem “Dona Maria” tem a aparência realista de idosa e já acumula mais de 740 mil seguidores Por Anna Júlia Lopes | CNN Brasil 26/04/2026 Presente em diferentes plataformas, “Dona Maria” é feita com IA e tece críticas à esquerda • Reprodução/Instagram Brasília – O PT (Partido dos Trabalhadores), o PV (Partido Verde) e o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) acionaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para derrubar das redes sociais o perfil de uma personagem feita com IA (Inteligência Artificial) para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A personagem “Dona Maria” está presente no Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, e X. Com a aparência feita por IA, ela tem a imagem realista de uma senhora idosa e negra. Na representação, os partidos – que, juntos, integram a Federação Brasil da Esperança – alegam que se trata de um perfil com o objetivo de “propagar desinformação” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de criticar os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ao mesmo tempo que elogia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. “Se trata de clara ferramenta de propaganda política, utilizada consciente e deliberadamente por determinada pessoa desconhecida para, sob o anonimato, publicar inverdades, descontextualizações, praticar crimes contra a honra, ao tempo que se mostra elogiosa com determinadas figuras políticas de outro espectro político”, diz o documento. A representação cita exemplos de desinformação e “má-fé” divulgados pelo perfil, que conta com 740 mil seguidores no Instagram. Dentre eles, dados falsos do Pix, frases supostamente “deturpadas” do presidente Lula e tributos inventados pelo próprio perfil, como o imposto para catadores de latinhas – que não existe. Além da suspensão imediata e remoção integral de todos os perfis da “Dona Maria” nas diferentes plataformas, a federação pede que o perfil tenha seus conteúdos considerados ilícitos em razão de utilização “irregular” de IA sem uma identificação explícita de que são feitos com a tecnologia. Os partidos também citam ” divulgação reiterada de desinformação”, uso do para propaganda política ilícita e crimes contra a honra eleitoral por parte do perfil. A peça também pede para que sejam tomadas medidas para impedir a replicação, o compartilhamento e o impulsionamento de conteúdos semelhantes que sejam reconhecidos como ilícitos. Somado a isso, os partidos querem que sejam fornecidas as informações para a identificação dos responsáveis pelos perfis e pela monetização. Uso de IA nas eleições Em 2026, o TSE definiu as regras que vão regulamentar as eleições gerais de outubro deste ano. Dentre elas, estão a obrigatoriedade de avisos explícitos de propagandas eleitorais que utilizam conteúdos criados por IA e a proibição de qualquer conteúdo feito por IA que use a voz ou a imagem de candidatos durante as 72 horas anteriores à eleição. As normas valem especificamente para o período de propaganda eleitoral, que tem início em 16 de agosto. Dessa maneira, até essa data, as imagens de IA divulgadas por apoiadores não devem acarretar problemas para os candidatos. No entanto, conteúdos audiovisuais criados por IA e publicados a partir de agosto podem, sim, levar a eventuais problemas para o pré-candidato. À CNN, advogado eleitoral já afirmou que as resoluções do TSE falam de propaganda feita pelos próprios candidatos ou partidos, e não especificamente pelo eleitorado, mas que a interpretação pode se estender para os eleitores se a Justiça Eleitoral entenderem que o candidato, de fato, se beneficiou do conteúdo. Notícia anteriorPróxima notícia inteligência artificial IAPCdoBPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Professor denunciado por estupro foi tradutor de Libras em posse de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/professor-denunciado-por-estupro-foi-tradutor-de-libras-em-posse-de-bolsonaro/): Professor denunciado por estupro foi tradutor de Libras em posse de Bolsonaro Casos de abuso sexual cometidos por Sandro dos Santos Pereira vieram à tona após a denúncia feita pela mãe de um adolescente Por Rebeca Ligabue | Metrópoles 26/04/2026 Daniel Ferreira/Metrópoles Acusado de estupro de vulnerável e abuso sexual por dezenas de alunos surdos, o professor Sandro dos Santos Pereira, de 50 anos, foi tradutor de Libras do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele chamou atenção ao interpretar o hino nacional durante a posse no Planalto, em 2019. Sete anos depois, neste mês, vieram à tona uma série de casos, inclusive de pedofilia. O docente, que atuava na rede municipal de ensino, foi desligado pela Prefeitura de São Paulo. As denúncias surgiram depois que a mãe de um adolescente decidiu expor o que ocorreu com o filho dela. As violações começaram em meados de 2022 e duraram cerca de três anos. No primeiro episódio, a vítima tinha apenas 12 anos, mas só se deu conta do tinha realmente ocorrido em março deste ano, quando assistiu a uma palestra que falava sobre violência sexual na escola. As denúncias foram reveladas pela Rádio BandNews e confirmadas pelo Metrópoles. À época da posse de Bolsonaro, o intérprete de Libras estudava direito. Segundo relatos, Sandro foi convidado para a cerimônia pela então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que atua na causa. Na ocasião, a própria Michelle enviou uma mensagem à comunidade surda por meio da Língua Brasileira de Sinais. Instrutor de Libras na rede municipal Contratado em maio de 2019 pela rede municipal de São Paulo, Sandro tinha contato direto com estudantes com deficiência auditiva. Com uma remuneração baseada em horas trabalhadas, o professor recebia mensalmente em média R$ 6,4 mil. No repertório de atuação, ele participava do planejamento e atividades pedagógicas, assim como produção de materiais didáticos em Libras e desenvolvimento de cursos de formação para a comunidade escolar. O que dizem os envolvidos Procurado pelo Metrópoles, o professor Sandro dos Santos Pereira não respondeu às tentativas de contato. A reportagem também entrou em contato com as assessorias de imprensa de Jair e Michelle Bolsonaro, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações. Já a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou, em nota, que “assim que teve conhecimento do caso, instaurou um processo de apuração interna para averiguação dos fatos”. “O profissional não integra mais o quadro de funcionários da Rede Municipal de Ensino (RME). A Diretoria Regional de Ensino acompanha as investigações junto às autoridades policiais”, informou. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSão Paulo SP Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Escândalo do Master está no top 5 das megafalcatruas globais do século](https://politicariabrasileira.blog.br/escandalo-do-master-esta-no-top-5-das-megafalcatruas-globais-do-seculo/): Escândalo do Master está no top 5 das megafalcatruas globais do século Um interessado nos grandes casos de fraudes financeiras do planeta pesquisou se Daniel Vorcaro tinha tamanho para se ombrear com os maiores escândalos do século. E o sempre superlativo ex-dono do Master chegou lá. Está no top 5 dos cérebros de megafalcatruas. Por Lauro Jardim | O Globo 26/04/2026 Vorcaro e o Banco Master — Foto: O GLOBO O rombo estimado de US$ 10 bilhões produzidos pelo Master só fica atrás dos US$ 64,8 bilhões da fraude orquestrada por Bernie Madoff em 2008, nos EUA; do caso Enron, de 2001, que resultou em US$ 63,4 bilhões em fraudes contábeis e corrupção corporativa; e do escândalo da WorldCom, em 2002, em que o CEO Bernie Ebbers inflou os lucros da empresa em US$ 11 bilhões. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF aponta mais casos de intimidações executadas por Sicário, o capanga de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-aponta-mais-casos-de-intimidacoes-executadas-por-sicario-o-capanga-de-vorcaro/): PF aponta mais casos de intimidações executadas por Sicário, o capanga de Vorcaro Embora a defesa de Daniel Vorcaro insista em relevar as ameaças que o ex-banqueiro fazia aos que considerava inimigos, a PF recolheu quatro exemplos de intimidação, além da conhecida ordem para “quebrar todos os dentes” de supostos adversários “num assalto”. Por Lauro Jardim | O Globo 26/04/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Certa vez, Luiz Phillipi Mourão, vulgo Sicário, hoje fora de combate, foi até uma marina onde trabalhava o condutor de lancha que já havia trabalhado para Vorcaro. Foi ao local para intimidá-lo a mando do patrão, que suspeitava que o barqueiro filmara um dos seus faustosos passeios de iate. Por sorte, neste dia o piloto da lancha faltou ao trabalho. A PF tem também em mãos trocas de mensagens entre Sicário e Fabiano Zettel, o cunhado e ex-faz-tudo de Daniel Vorcaro, discutindo o hackeamento de jornalistas. A propósito, o celular de um dos hackers que trabalhava para Sicário está sendo analisado pela polícia. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PF Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-de-osasco-descarta-centenas-de-livros-de-biblioteca-publica/): Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Parte do acervo da Biblioteca Monteiro Lobato foi jogada no lixo sob alegação de contaminação por fungos. Moradores contestam decisão e cobram explicações sobre reforma e preservação da memória da cidade. Por Isadora Markus | TV Globo 25/04/2026 Livros de biblioteca pública de Osasco foram descartados em caçamba de lixo — Foto: Reprodução/TV Globo São Paulo – Na semana mundial do livro, a prefeitura de Osasco descartou parte do acervo da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, na Grande São Paulo, provocando revolta entre moradores, escritores e professores da cidade. Imagens mostram milhares de exemplares jogados em caçambas de lixo. A gestão municipal afirmou que os livros estavam contaminados por fungos e mofo. A biblioteca está fechada desde 2020, quando as atividades foram interrompidas por causa da pandemia de Covid-19. Desde então, o espaço que já foi referência de leitura, estudo e atividades culturais permanece sem acesso ao público e em estado de abandono. Segundo moradores, após o fechamento, livros, jornais e documentos que registram a memória da cidade foram armazenados em uma sala e ficaram fechados por anos, sem manutenção adequada. Entre os materiais descartados nesta sexta-feira (24) estavam obras de autores locais, livros de poesia e coleções antigas de jornais. “Essa biblioteca não teve nenhuma compra de livros durante toda a sua existência. Todos os livros que estão aqui, eles foram doados. Tem muita história que foi guardada aqui dos próprios osasquenses, livros de poesia, um acervo gigantesco que foi jogado fora, os jornais da cidade antigos também, é um acervo riquíssimo”, afirma a professora Juliana Gomes Curvelo. De acordo com relatos de moradores, uma reforma teve início em setembro de 2023, com promessa de entrega em fevereiro de 2024. No entanto, a obra não foi concluída, e o prédio segue fechado, sem explicações públicas da prefeitura. Nesta semana, moradores flagraram a retirada do material da biblioteca. “Eles estavam com uma caçamba já lotada de livros, uma outra caçamba com um pouco, e um monte de livro jogado pelo chão”, relata o sociólogo Roque Aparecido da Silva, que presenciou a cena. Ele questiona a justificativa apresentada pela prefeitura. “Os livros estavam realmente com fungos? Deu pra ver? Olha, eu tenho certeza que poderia ser que alguns estivessem, mas a maioria com certeza não”. Moradores também afirmam que um novo contrato de reforma foi firmado, mesmo com a obra anterior ainda inconclusa. O documento, assinado em março deste ano, prevê mais de R$ 1,5 milhão em serviços de manutenção e adequação do espaço. Entre as melhorias previstas estão reforma da cobertura, parte elétrica, pintura, novos forros, adequação de acessibilidade e a criação de um auditório. O prazo de execução é de até 120 dias, podendo ser prorrogado. No local, no entanto, não há placas ou informações sobre o andamento dos trabalhos. Em 2023, o Bom Dia São Paulo já havia mostrado a situação de abandono do prédio e do acervo, com livros guardados em locais com infiltração, paredes danificadas e sinais de falta de manutenção. Criada na década de 1960, a Biblioteca Pública Monteiro Lobato chegou a receber cerca de duas mil pessoas por mês antes de ser fechada. Ao longo dos anos, funcionou como espaço de leitura, realização de eventos culturais, cursos e até um centro de inclusão digital. Desde 2022, moradores e entidades se organizam em mobilizações pela reabertura. Alguns livros foram retirados das caçambas por moradores. “Eles não estão num estado de deteriozação, pode até ter um cheiro, mas eles não estão num estágio de deteriorização. Eu acredito que a gente tem que pensar agora como reativar uma biblioteca que não tem mais o seu acervo”, diz Juliana Curvelo. Para o escritor e professor Ricardo Aparecido Dias, que tinha exemplares de suas obras na biblioteca, a perda é irreversível. “Lá havia um local com várias estantes com livros de autores osasquenses. Muitos desses escritores, poetas e pesquisadores já faleceram, não há como reconstituir esse acervo. Para nós que somos osasquenses, é uma importância inestimável. Livro não fica ultrapassado, livro está sempre vivo”, disse ele. Em nota, a prefeitura de Osasco informou que seguiu orientação jurídica para realizar o descarte do material e que os itens eliminados serão repostos. A administração não informou se houve avaliação de especialistas em conservação de patrimônio histórico ou de profissionais da área da saúde para atestar a contaminação por fungos e mofo. A nota também não traz previsão para a reabertura da biblioteca. Notícia anterior Osasco SP Mãe denuncia falta de atendimento em policlínica de Santo Eduardo; criança precisou ser levada para outra cidade 11/04/2026 Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Gilmar vota para soltar advogado do Master e é derrotado no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/gilmar-vota-para-soltar-advogado-do-master-e-e-derrotado-no-stf/): Gilmar vota para soltar advogado do Master e é derrotado no STF Decano pediu a troca da prisão preventiva de Daniel Monteiro por medidas cautelares e teve voto vencido Por Poder360 25/04/2026 Ministro propôs substituir a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter a prisão preventiva de Daniel Monteiro, advogado no caso Master, contrariando voto do ministro Gilmar Mendes. A votação se deu em plenário virtual do tribunal, com a análise da decisão tendo sido iniciada em 22 de abril de 2026. A prisão de Monteiro foi autorizada pelo ministro André Mendonça sob a suspeita de ter negociado R$ 146 milhões em propina com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, segundo a PF (Polícia Federal). Desse total, R$ 74 milhões teriam sido efetivamente transferidos. Gilmar propôs substituir a prisão preventiva do advogado por medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do exercício da advocacia e a proibição de mudança de residência. Os ministros da 2ª Turma do STF também decidiram, por unanimidade, pela manutenção da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. O relator do caso, ministro André Mendonça, votou por manter a prisão de Costa e recebeu apoio dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar. O placar foi de 4 votos a 0. “Reiterando a compreensão já externada, com base na fundamentação reproduzida, voto pelo referendo da decisão cautelar, nos termos em que proferida”, afirmou Mendonça. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. O julgamento começou na 3ª feira (22.abr.2026). O prazo para os ministros depositarem seus votos se encerrava às 23h59 da 2ª feira (28.abr.2026). Imóveis de luxo Os investigadores da PF identificaram 6 imóveis de luxo que teriam sido usados como forma de pagamento das propinas. Todos foram atribuídos a Paulo Henrique Costa. São eles: Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês. As apurações indicaram que Vorcaro interrompeu os pagamentos depois que tomou conhecimento de uma investigação do Ministério Público Federal. O procedimento foi instaurado em abril de 2025 para apurar o pagamento de propina a Costa. “O conjunto de elementos informativos colhidos até o momento aponta a alta probabilidade de que ele [Vorcaro] tenha tido ciência da instauração do procedimento antes do recebimento das respectivas cópias”, afirmou Mendonça na decisão. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro ordenou ao advogado Daniel Monteiro que “travasse tudo”. A ordem bloqueou os pagamentos e a formalização do registro das transações. As prisões de Costa e Monteiro foram decretadas na 3ª feira (16.abr.2026), durante a operação Compliance Zero. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça determina retomada de ônibus da Turp com mínimo de 80% da frota em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-determina-retomada-de-onibus-da-turp-com-minimo-de-80-da-frota-em-petropolis/): Justiça determina retomada de ônibus da Turp com mínimo de 80% da frota em Petrópolis Decisão prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento; operação começou a ser retomada neste sábado (25). Por Priscila Torquato | g1 25/04/2026 Turp volta a funcionar após decisão judicial. — Foto: Rogério De Paula Petrópolis – A Justiça do Rio determinou que a empresa Turp retome imediatamente a circulação dos ônibus em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A decisão estabelece que pelo menos 80% da frota opere nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A medida foi tomada após ação civil pública movida pela Prefeitura contra o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e a empresa responsável pelo serviço. Na decisão, o juiz considerou que a paralisação, iniciada na última quarta-feira (22), ocorreu sem aviso prévio mínimo de 72 horas e sem a manutenção de um contingente mínimo de veículos, como exige a legislação para serviços essenciais. O magistrado também destacou que houve impedimento da saída de ônibus das garagens e registro de atos de vandalismo, o que, segundo ele, ultrapassa o direito de greve e configura abuso. O Ministério Público se manifestou favorável à retomada parcial do serviço, apontando prejuízos à população e possível ilegalidade na paralisação. A greve afeta milhares de moradores, principalmente nos distritos, que dependem exclusivamente do transporte público para acesso ao trabalho, saúde e educação. Em nota conjunta divulgada na manhã deste sábado (25), a Prefeitura de Petrópolis e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários informaram que a operação começou a ser retomada de forma gradual após a decisão liminar. Segundo o comunicado, a determinação judicial estabelece a retomada do serviço essencial com mínimo de 80% da frota nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 60% nos demais períodos. A Prefeitura e o sindicato afirmaram ainda que o movimento buscou garantir os direitos dos trabalhadores e que o objetivo, neste momento, é conciliar o atendimento à população com as reivindicações da categoria. As instituições também disseram que seguem cobrando da empresa o cumprimento integral dos direitos trabalhistas. Operação é ampliada ao longo do dia com retorno de linhas em diferentes regiões O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) informou que a operação está sendo ampliada ao longo deste sábado, com o retorno de rodoviários aos postos de trabalho. De acordo com a entidade, o atendimento foi estendido para regiões como Quitandinha, Retiro, Quarteirão Brasileiro e Thouzet, além de outras localidades que já tiveram linhas retomadas durante a madrugada. Segundo o Setranspetro, a empresa segue convocando os profissionais para retorno ao trabalho e mantém o diálogo aberto, destacando que, neste momento, é essencial garantir o funcionamento do serviço para a população. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Rede vai ao STF para suspender venda de mineradora brasileira de terras-raras aos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/rede-vai-ao-stf-para-suspender-venda-de-mineradora-brasileira-de-terras-raras-aos-eua/): Rede vai ao STF para suspender venda de mineradora brasileira de terras-raras aos EUA Partido alega que o negócio de US$ 2,8 bilhões com a empresa americana USA Rare Earth não respeita princípios previstos na Constituição do Brasil Por O Globo 25/04/2026 Usina de mineradora Serra Verde, no norte de Goiás. Empresa, controladas por fundos americanos, é a única que produz terras-raras no Brasil. — Foto: Divulgação/Serra Verde Rio de Janeiro – O partido Rede Sustentabilidade e a deputada federal Heloisa Helena (Rede-RJ) ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da venda da mineradora Serra Verde, de Goiás, para a americana USA Rare Earth — negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), protocolada nesta sexta-feira (24), inclui pedido de liminar e solicita que nenhuma operação capaz de transferir controle econômico sobre ativos minerais estratégicos pertencentes à União seja realizada enquanto o caso não for julgado. A iniciativa se soma ao movimento de deputados aliados do governo: Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP) acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) na mesma direção, pedindo também a suspensão do negócio, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim. Localizada em Minaçu (GO), a Serra Verde é a única mineradora fora da Ásia a produzir elementos de terras raras em escala comercial. No dia 20 de abril, a USA Rare Earth, listada na Nasdaq, anunciou a aquisição da companhia brasileira por meio do pagamento de US$ 300 milhões e a emissão de cerca de 126,8 milhões de ações. O negócio, previsto para ser concluído no terceiro trimestre deste ano, envolve uma mina de argila iônica no norte de Goiás, de onde são extraídos elementos usados em ímãs de alta resistência empregados em carros elétricos, turbinas eólicas, drones e equipamentos de defesa. Na ação apresentada ao STF, a Rede Sustentabilidade sustenta que as regras e os procedimentos hoje existentes no Brasil são insuficientes para impedir que recursos minerais estratégicos — que pertencem à União — passem para o controle estrangeiro. Para o partido, ao permitir a venda na forma como foi feita, o Estado teria deixado de proteger princípios básicos previstos na Constituição, como a soberania nacional e o desenvolvimento econômico orientado pelo interesse do país. A Rede Sustentabilidade já havia tomado medidas antes do ingresso da ADPF. O partido encaminhou representações ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal apontando possíveis fragilidades regulatórias na análise das alterações de controle societário da Serra Verde, além de ter ajuizado ação civil pública na Justiça Federal. A deputada Heloisa Helena também protocolou na Câmara projeto de lei que institui o Regime Nacional de Proteção dos Minerais Estratégicos. A corrida em torno das terras raras ganhou intensidade depois que a China, ano passado, restringiu exportações do setor, ameaçando cadeias industriais globais. O Brasil ocupa posição de destaque nesse tabuleiro: detém reservas potenciais de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras, o segundo maior estoque do mundo, atrás apenas da China, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre terras-raras durante a semana, enquanto visita à Espanha. O mandatário brasileiro afirmou que o governo pretende garantir a soberania do país no setor. “Ninguém, no nosso Brasil, será dono da nossa riqueza mineral”, afirmou. O governo, no entanto, não se manifestou publicamente sobre as ações judiciais e as representações apresentadas pelos partidos. Pedido à PGR Petrone e Orlando Silva pediram à PGR que instaure procedimento para investigar a atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM), que já deu aval à transferência de controle da Serra Verde. Os parlamentares argumentam que a anuência do órgão regulador não pode se restringir a um exame documental superficial e que a falta de verificação da compatibilidade com o interesse público representa vício de finalidade do ato administrativo. Os deputados querem ainda que a PGR demande informações detalhadas à ANM e ao Ministério de Minas e Energia sobre os critérios adotados para aprovar a operação. Um dos pontos questionados da transação é o apoio do governo de Donald Trump à compradora USA Rare Earth. A empresa conta com um financiamento de US$ 1,6 bilhão concedido pelo Departamento de Comércio americano. A Serra Verde também assinou, no âmbito do chamado Project Vault — iniciativa americana para formar um estoque estratégico de minerais críticos avaliado em US$ 12 bilhões —, um empréstimo de US$ 565 milhões com a agência de fomento do governo dos EUA, a DFC. Para Petrone e Silva, a presença de financiamento estatal estrangeiro na compra de um ativo crítico configura intervenção indireta de outra nação em setor estratégico do Brasil. Procurada pelo GLOBO na ocasião da venda, a Serra Verde informou que a empresa resultante da fusão com a USA Rare Earth terá acesso a tecnologias de separação e processamento de primeira linha e operará toda a cadeia produtiva, da mineração à fabricação de ímãs, com presença no Brasil, nos Estados Unidos, na França e no Reino Unido. A USA Rare Earth não respondeu aos pedidos de comentário. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputada FederalMinaçu GOMPF Ministério Público FederalPCdoBPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresREDE Rede SustentabilidadeSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre - [PGE recomenda inelegibilidade de Carlos Jordy em processo sobre irregularidade na eleição de Niterói](https://politicariabrasileira.blog.br/pge-recomenda-inelegibilidade-de-carlos-jordy-em-processo-sobre-irregularidade-na-eleicao-de-niteroi/): PGE recomenda inelegibilidade de Carlos Jordy em processo sobre irregularidade na eleição de Niterói Deputado foi absolvido pelo TRE-RJ, mas caso agora será analisado pelo TSE. Ação é movida por Rodrigo Neves, com quem Jordy disputou a eleição em 2024. Por André Coelho Costa e Adriana Cruz | TV Globo 24/04/2026 Carlos Jordy durante debate à Prefeitura de Niterói no g1 — Foto: Stephanie Rodrigues/g1 A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou pela inelegibilidade, por oito anos, do deputado federal Carlos Jordy (PL) em um processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação trata de supostas irregularidades na campanha para a Prefeitura de Niterói em 2024. A denúncia foi apresentada pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Segundo a acusação, Jordy e a então candidata a vice-prefeita, Alexandra da Conceição, teriam se beneficiado de um esquema de abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação durante a disputa eleitoral. Na eleição, Jordy foi derrotado por Rodrigo Neves. O caso chegou ao TSE após recurso da coligação de Neves. Em 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia absolvido o deputado das acusações. Em manifestação enviada ao TSE, a PGE opinou pela condenação e pela aplicação da pena de inelegibilidade por oito anos. A defesa de Carlos Jordy afirmou que o parecer da PGE não reflete as provas do processo. Disse ainda que confia na Justiça Eleitoral e que o recurso não deve prosperar (veja a íntegra abaixo). O julgamento será feito pelo plenário do TSE, em data ainda a ser definida. Veja a íntegra da nota de Jordy: “A defesa do deputado federal Carlos Jordy esclarece que o parecer não reflete as provas do processo, limitando-se a repetir argumentos do Ministério Público Eleitoral. No julgamento, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), por unanimidade (7 a 0), rejeitou o recurso e absolveu o parlamentar, reconhecendo a ausência de participação nos fatos. A defesa reafirma confiança na Justiça Eleitoral e entende que eventual novo recurso não deve prosperar, já que a matéria foi devidamente analisada nas instâncias anteriores com base no conjunto probatório.” Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalNiterói RJPDT Partido Democrático TrabalhistaPGE Procuradoria-Geral EleitoralPL Partido LiberalPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTRE-RJTSE Tribunal Superior Eleitoral Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Zanin manda soltar lobista do escândalo de venda de sentenças no STJ](https://politicariabrasileira.blog.br/zanin-manda-soltar-lobista-do-escandalo-de-venda-de-sentencas-no-stj/): Zanin manda soltar lobista do escândalo de venda de sentenças no STJ Andreson Gonçalves, que estava detido desde novembro, terá que usar tornozeleira eletrônica Por Robson Bonin e Daniel Gullino | Veja 24/04/2026 O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, suspeito de integrar esquema de venda de sentenças, foi alvo de operação da PF (Reprodução/Arquivo pessoal) O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a soltura do lobista Andreson Gonçalves, investigado por um suposto esquema de venda de sentenças no STJ. A prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana. Zanin considerou que a prisão preventiva já durava muito tempo e que as investigações estão avançadas. “O avanço das investigações autoriza, doravante, a revisão da medida extrema, inclusive em razão do dilatado tempo de vigência da prisão preventiva”, avaliou. Andreson foi preso pela última vez em novembro, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa. Notícia anteriorPróxima notícia STF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de Justiça Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caiado acusa Lula de “vender o Brasil” depois de facilitar entrega de mineradora para os EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-acusa-lula-de-vender-o-brasil-depois-de-facilitar-entrega-de-mineradora-para-os-eua/): Caiado acusa Lula de “vender o Brasil” depois de facilitar entrega de mineradora para os EUA Ex-governador atacou Lula no debate sobre terras raras, mas documentos públicos mostram que Goiás criou estrutura própria para minerais críticos, assinou acordo com os EUA e celebrou financiamento americano à Serra Verde Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 24/04/2026 Ronaldo Caiado – Foto Wesley Costa Flickr Gov Caiado Ronaldo Caiado (PSD) acusou Lula de “vender o Brasil” no debate sobre terras raras, mas documentos públicos mostram que a principal operação brasileira do setor, instalada em Goiás, entrou na estratégia dos Estados Unidos durante o ciclo político comandado pelo ex-governador. A Serra Verde, dona da mina Pela Ema, em Minaçu (GO), fechou acordo para ser comprada pela norte-americana USA Rare Earth em uma transação de cerca de US$ 2,8 bilhões. A contradição envolve três movimentos: a criação de uma autoridade estadual para minerais críticos em Goiás, a assinatura de um memorando com os Estados Unidos e a celebração de um financiamento de US$ 565 milhões de uma agência do governo americano para a Serra Verde. Na sequência, a mineradora brasileira anunciou a combinação com a USA Rare Earth. Ao tentar inverter a narrativa e acusar o presidente, Caiado recolocou Goiás no centro da disputa. Documentos e apurações da Revista Fórum mostram que a transação direciona a principal planta do país para a cadeia de suprimentos estadunidense, transformando o caso em um severo debate de soberania mineral no governo federal, no Congresso e na Procuradoria-Geral da República. A operação bilionária e a exclusividade de 15 anos A USA Rare Earth anunciou a compra de 100% da Serra Verde Group. O negócio, que envolve US$ 300 milhões em dinheiro e emissão de ações, tem previsão de conclusão para o terceiro trimestre de 2026. A operação vai muito além da troca de controle: a Serra Verde possui um contrato de fornecimento de 15 anos para 100% de sua produção da Fase I de terras raras magnéticas (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio). O acordo de fornecimento foi firmado com uma estrutura de propósito específico capitalizada por órgãos do governo dos EUA e fontes privadas, com preços mínimos garantidos. A própria Serra Verde confirmou que o objetivo é criar uma cadeia “da mina ao ímã” fora da Ásia, integrando a única operação em escala fora do continente asiático ao esforço de Washington para reduzir a dependência do processamento dominado pela China. A digital do governo de Goiás nas terras raras O avanço do capital norte-americano sobre a mineração em Goiás foi pavimentado e celebrado localmente. Em agosto de 2025, Caiado sancionou a Lei Estadual nº 23.597, criando a Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC-GO). Em março de 2026, o governador deu outro passo e assinou um memorando de entendimento com os EUA para cooperação no setor. Antes mesmo do anúncio de venda para a USA Rare Earth, o governo goiano já havia comemorado publicamente um financiamento de US$ 565 milhões da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) à Serra Verde. O aporte americano incluiu a opção de o governo dos EUA adquirir participação acionária minoritária na mineradora. Esse movimento oficial do estado fragiliza a acusação de Caiado contra o governo federal, uma vez que sua própria gestão tratou a submissão aos interesses estadunidenses como vitória. Limites constitucionais e a resposta de Brasília A tentativa de transformar Goiás em um modelo independente esbarra na Constituição Federal, que estabelece os recursos do subsolo como bens da União, a quem cabe de forma exclusiva manter relações com Estados estrangeiros e legislar sobre jazidas. No âmbito federal, a posição é diametralmente oposta ao modelo de exportação bruta chancelado em Goiás. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, deixou clara a rota do Palácio do Planalto ao comentar a disputa: “Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que mineral crítico ou terra rara no país seja objeto de exportação. Não pode ser. Tem que ser de industrialização. É um grande insumo para a indústria”, cravou, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência. A fala do ministro consolida as diretrizes da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e reforça o alerta contínuo sobre a necessidade de soberania e agregação de valor tecnológico interno. Da estatal Terrabras à investigação na PGR O direcionamento estratégico da Serra Verde para as indústrias dos EUA acelerou a pressão no Congresso Nacional pela criação da Terrabras, uma estatal desenhada para atuar em toda a cadeia produtiva das terras raras, forçando um embate direto entre projetos de desenvolvimento nacional e pressão estrangeira. Paralelamente, a venda bilionária e a atuação do governador goiano viraram alvo jurídico. Deputados federais do PSOL acionaram a Procuradoria-Geral da República pedindo a anulação da venda para a USA Rare Earth e apuração de grave ameaça à soberania econômica, além de investigar uma possível extrapolação de competências constitucionais por parte de Caiado, iniciativa que insere as terras raras em uma intensa disputa jurídica e diplomática. A agressividade de Caiado ao acusar Lula de “vender o Brasil” e tentar usar o estado como vitrine política busca inverter o ônus da responsabilidade. No entanto, o cruzamento de marcos legais locais, financiamentos americanos e contratos de exclusividade confirma que a rota das terras raras brasileiras para os Estados Unidos tem, inegavelmente, o território goiano e as chancelas do ex-governador como ponto de partida. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalGovernadorMinaçu GOPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPSOLPT Partido dos Trabalhadores Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio - [Alerj quer quadruplicar emendas impositivas para R$ 1,5 bilhão em meio a corte de gastos do governo do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/alerj-quer-quadruplicar-emendas-impositivas-para-r-15-bilhao-em-meio-a-corte-de-gastos-do-governo-do-rio/): Alerj quer quadruplicar emendas impositivas para R$ 1,5 bilhão em meio a corte de gastos do governo do Rio Caso aprovada, nova regra liberaria R$ 22,3 milhões para cada deputado no ano que vem Por Luiz Ernesto Magalhães | O Globo 24/04/2026 Deputado Douglas Ruas (PL) ao lado de Rodrigo Amorim (PL) em sua primeira sessão plenário como presidente da Alerj — Foto: Marcelo Theobald / O GLOBO Rio de Janeiro – Enquanto o governador em exercício do Rio e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, propõe medidas de austeridade como cortar gastos, auditar contratos e limitar a 10% os cargos em comissão não concursados, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quer ter mais poder para determinar as áreas em que os recursos públicos serão usados. Em edição extra do Diário Oficial, publicada na noite de quarta-feira, o Legislativo fluminense propõe, por meio de uma emenda à Constituição Estadual, quadruplicar já em 2027 as despesas com emendas impositivas. Essas emendas são aquelas que permitem que os parlamentares ditem como e onde o dinheiro do orçamento estadual deve ser aplicado. Pela proposta, os deputados teriam autonomia para indicar onde gastar até 1,55% da chamada receita corrente líquida (RCL), composta pelo que o Rio arrecada com tributos como o IPVA e o ICMS. Isso consumiria R$ 1,55 bilhão dos R$ 121 bilhões previstos na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do estado para o ano que vem. Esse orçamento total inclui, além da RCL, outras fontes de receita, como os repasses da União. O texto foi enviada à Alerj no último dia 15. E, assim como vem ocorrendo nos últimos anos, estima que o estado deve ter mais despesas do que consegue arrecadar: em 2027, as contas públicas devem fechar no vermelho em R$ 12,94 bilhões. Especialista critica É neste cenário que os deputados querem mais influência sobre os gastos. Pelas regras atuais das emendas impositivas no Rio, em vigor desde 2024, os parlamentares podem direcionar 0,37% da RCL para as despesas designadas por eles. A proposta de LDO para 2027 fixa, então, um teto de R$ 371,9 milhões para as emendas. Com esse montante, ficaria a critério de cada deputado determinar como gastar R$ 5,3 milhões do orçamento. Caso a alteração proposta pela Alerj seja aprovada, esse valor aumentaria significativamente. O percentual seria equiparado ao limite de 1,55% da RCL adotado atualmente pela Câmara de Deputados, segundo regra aprovada pelo Supremo Tribunal Federal. Dessa forma, cada um dos 70 parlamentares da Assembleia do Rio teria o poder de determinar como utilizar R$ 22,3 milhões do orçamento no ano que vem, valor quatro vezes maior do que eles podem hoje. O critério de cálculo tomaria como base a receita arrecadada dois anos antes. Ou seja, para o cálculo da receita de 2027, a arrecadação seria a que o estado realizou, de fato, em 2025. Os valores aparecem em planilhas publicadas no Diário Oficial. Especializado em contas públicas e diretor do Instituto Superior de Ensino e Pesquisa (Insper), André Luiz Marques criticou a proposta. — É no mínimo estranho que uma iniciativa dessas entre em tramitação em um momento político delicado para as contas do estado, onde as circunstâncias levaram o Rio a ter um governador interino. Não há uma discussão prévia das políticas públicas que poderiam ser incentivadas com esses recursos — disse André. Proposta da CCJ O projeto é de iniciativa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj depois de discussões em plenário. O texto ainda prevê que, caso não seja tecnicamente possível usar os recursos nos programas indicados, o deputado teria liberdade de alocar as despesas para outro destino. Isso também se diferencia do estabelecido atualmente: hoje, se a aplicação dos recursos na área indicada não for concretizada, as verbas são incorporadas de volta ao orçamento do estado. O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União), argumentou que o texto ainda vai sofrer emendas e que o percentual para 2027 provavelmente pode permanecer em 0,37%. Segundo ele, seriam determinados, no entanto, percentuais intermediários ao longo dos próximos anos, até se chegar aos 1,55% propostos. — Nas emendas, vamos estabelecer uma regra em que o percentual a cada ano seja definido pela RCL, conforme a situação fiscal do estado. Podemos hoje enfrentar um cenário de crise econômica e política. Mas o momento (de fazer a mudança) é este, porque vamos começar a discutir a LDO — afirmou ele. O deputado acrescentou que, embora o Rio de Janeiro seja a segunda maior economia do país entre os estados, é também aquele em que os deputados dispõem de menos recursos de emendas impositivas. Os valores nominais de outras unidades da federação foram publicados no Diário Oficial, mas sem indicar o percentual sobre a RCL. No Distrito Federal, esse valor chega a R$ 30 milhões por ano por deputado; em Minas Gerais, a R$ 26,1 milhões; no Rio Grande do Sul, a R$ 21,8 milhões. Apenas o Pará, cuja cota é de R$ 1,4 milhão, aparece atrás do Rio. Emendas em SP e MG São Paulo e Minas Gerais têm emendas impositivas no orçamento. Os deputados paulistas dividem 0,45% da RCL a cada ano, valor que chegou a cerca de R$ 13 milhões em 2026. Já na Assembleia Legislativa de Minas a divisão é diferente: os parlamentares dividem 2% da RCL realizada no ano anterior, cerca de R$ 24 milhões para cada atualmente, além de um valor de 0,0041% destinados a emendas de blocos e bancadas. Nos dois estados, metade do valor da destinação individual deve ser direcionado à Saúde. Presidente recém-eleito da Casa, Douglas Ruas, que também assinou o projeto, divulgou uma nota. Nela, ressaltou que a iniciativa partiu da CCJ com apoio de diversos deputados, refletindo um “debate plural e legítimo dentro do parlamento” e que o projeto não implicaria no aumento das despesas do Executivo. “Não há definição de que a proposta será aprovada nos termos atuais (…). Vale lembrar que as emendas devem ser executadas dentro das ações previstas no orçamento que passará a contar com - [Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/prejuizo-dos-correios-triplica-em-2025-e-fica-em-r-85-bilhoes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Com o resultado anunciado nesta quinta-feira (23), a estatal acumula 14 trimestres seguidos de rombo nas contas. São quatro anos seguidos de prejuízo. Por Jornal Nacional 23/04/2026 Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Os Correios, que passam por uma crise sem precedentes, divulgaram o balanço de 2025. O prejuízo da empresa mais que triplicou: ficou em R$ 8,5 bilhões. Com o resultado anunciado nesta quinta-feira (23), os Correios acumulam 14 trimestres seguidos de rombo nas contas. São quatro anos seguidos de prejuízo. Em 2023, o déficit até caiu um pouco. Mas em 2024 voltou a piorar, passando de R$ 2,5 bilhões. Em 2025, o déficit mais que triplicou: R$ 8,5 bilhões. Segundo a estatal, a principal despesa em 2025 foi o pagamento de precatórios – ordens de pagamento por causa de decisões judiciais sem possibilidade de recurso – quase R$ 6,5 bilhões. A receita bruta da empresa foi de R$ 17 bilhões, uma queda de 11% em relação ao ano anterior. Ao anunciar os resultados, o presidente dos Correios falou sobre as dificuldades da estatal, com queda nas receitas, aumento das despesas com ações judiciais e pagamento de juros por empréstimos feitos para reforçar o caixa da empresa. “É um ciclo vicioso. A empresa teve dificuldade de caixa. A dificuldade de caixa gera dificuldade de pagamento a fornecedores, isso afeta a operação. Ao afetar a operação, a gente macula a capacidade de aumentar volume ou de gerar novos contratos. A despesa geral não para. Por mais que a gente tenha dificuldade de receita, como a gente tem uma estrutura de custo muito rígida – ela está bem ancorada em custos que têm características de custos fixos -, quando a gente tem uma queda de receita, a gente não consegue diminuir a despesa no mesmo momento para poder fazer esse equacionamento”, diz Emmanoel Schmidt Rondon, presidente dos Correios. Junto com os resultados financeiros de 2025, os Correios fizeram um balanço do plano de reestruturação pensado para tentar tirar a empresa da crise. O resultado parcial está abaixo do projetado. O plano de demissão voluntária teve a adesão de 3.181 funcionários. Os Correios esperavam que 10 mil trabalhadores entrassem no PDV. Até agora, a estatal arrecadou R$ 11 milhões com a venda de 11 imóveis. A empresa espera arrecadar R$ 1,5 bilhão com esses leilões. No fim de 2025, os Correios conseguiram um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados. O aporte foi usado para cobrir parte dos altos gastos com as despesas, e não para reduzi-las, além de aumentar a liquidez da estatal. O contrato tem garantia do Tesouro Nacional. Ou seja, é o governo federal que vai pagar com dinheiro público as parcelas do empréstimo caso os Correios não consigam. Economistas afirmam que o plano de recuperação não está sendo suficiente para dar sustentabilidade aos Correios. “O programa de demissão voluntária é bem repetido e conhecido caminho para tentar resolver, porque pressiona as pessoas para se demitirem, e isso tende, obviamente, a reduzir as despesas. Como essa, tem outras soluções que aparecem. Mas o fato concreto é que o que nós sempre temos é que falta dinheiro, e a qualidade do serviço naturalmente se deteriora bastante”, diz Raul Veloso, presidente do Fórum Nacional do INAE. “A empresa vai se deteriorando muito rapidamente e isso significa que o valor dela cai. Digamos que a alternativa seja privatizar: se você privatizasse um ano atrás, conseguiria um valor maior do que hoje. Se você só privatizar daqui a um ano, vai vendê-la muito mais barato. Porque, à medida que o tempo passa, ela desvaloriza por conta desse prejuízo todo”, afirma Paulo Feldmann, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ministério Público de Contas pede para TCU investigar repasse de emendas da saúde a municípios](https://politicariabrasileira.blog.br/ministerio-publico-de-contas-pede-para-tcu-investigar-repasse-de-emendas-da-saude-a-municipios/): Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Estudo mostrou que prefeituras passaram a depender das emendas parlamentares para custear serviços à população e repasse tem sido desigual Por Daniel Weterman | O Estado de S.Paulo 23/04/2026 Ministério Público de Contas pede para TCU investigar repasse de emendas da saúde a municípios Foto: Dida Sampaio/Estadão BRASÍLIA — O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu para a Corte investigar o repasse de emendas parlamentares da saúde para os municípios brasileiros. Como o Estadão mostrou, as prefeituras passaram a depender das emendas para financiar serviços básicos de saúde à população. A distribuição dos recursos é desigual entre as prefeituras, conforme um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Com base na reportagem, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado protocolou uma representação no TCU pedindo a abertura de auditoria e tomada de contas especial para apurar os critérios de distribuição das emendas entre os municípios nos últimos três anos. Só na saúde, as transferências do governo federal aos municípios por meio das emendas somavam R$ 2,5 bilhões em 2016 e atingiram R$ 21,5 bilhões em 2025. As emendas respondiam por apenas 5% do orçamento do Ministério da Saúde enviado às cidades em 2016. O porcentual cresceu para 17% no ano passado. Diante do aumento dos repasses com indicação política, o governo federal passou a se ancorar nas emendas para cumprir o piso exigido pela Constituição para gastos na saúde, mostra o estudo da CNM. A União investiu R$ 234,5 bilhões para cumprir o mínimo em 2025, mas 11% (R$ 25,6 bilhões) do valor vieram das emendas parlamentares. O procurador pediu ao TCU para avaliar a possível ilegalidade e a inconstitucionalidade da contabilização das emendas para o cumprimento do piso mínimo. No estudo, a confederação dos municípios pede a derrubada dessa vinculação. “Submeter o acesso a recursos de saúde ao filtro discricionário de parlamentares – que, na prática, decidem ‘quem’ recebe e ‘quanto’ recebe – significa transformar a vida e o sofrimento das pessoas em capital político”, diz o procurador. “Na prática, cria-se um ‘SUS para aliados’ e outro para o restante, violando o pacto federativo solidário e corroendo a legitimidade do sistema.” Os 20 municípios mais beneficiados por emendas na área da saúde receberam R$ 488 milhões em 2025. Esse foi o valor que mil municípios receberam juntos na outra ponta. Enquanto cidades como Autazes (AM), Tuntum (MA) e Laranjal do Jari (AP) lideraram os repasses, Nova Mutum (MT), Mata de São João (BA) e Arraial do Cabo (RJ) não receberam nenhum centavo. O representante do MP de Contas critica ainda a existência de municípios que consomem desproporcionalmente recursos públicos, classificando as cidades como “municípios reborn” — em referência aos bebês reborn, bonecos que imitam bebês reais. “Em vários casos, trata-se de entes que, do ponto de vista econômico, administrativo e demográfico, não possuem qualquer viabilidade real, funcionando como verdadeiros ‘municípios reborn’: possuem fachada institucional – prefeito, câmara de vereadores, estrutura formal mínima – mas carecem de densidade econômica, base produtiva, receita própria e escala populacional que justifique sua manutenção.” Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-reage-ao-vazamento-de-seu-plano-de-governo-que-preve-congelar-aposentadorias/): Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias Suposto programa econômico do senador, que é pré-candidato à presidência, acabaria com reajuste de aposentadorias e despesas com saúde e educação acima da inflação Por Ivan Longo | Revista Fórum 23/04/2026 Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Adriano Machado/Reuters/Folhapress Um plano econômico atribuído à equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, prevê o congelamento, na prática, de aposentadorias e de investimentos em áreas sociais. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a proposta é fazer com que esses gastos passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem aumento real. Hoje, aposentadorias, salário mínimo e pisos de saúde e educação podem crescer acima da inflação. A mudança estudada eliminaria esse ganho real. O que muda De acordo com a reportagem, três frentes principais estão em discussão: Aposentadorias e benefícios sociais: passariam a ter reajuste apenas pela inflação. Isso inclui benefícios do INSS e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Na prática, haveria congelamento do poder de crescimento desses rendimentos ao longo do tempo. Salário mínimo: a proposta prevê separar o reajuste do mínimo pago aos trabalhadores dos benefícios previdenciários. Ou seja, mesmo que o salário mínimo suba acima da inflação, aposentadorias poderiam ficar limitadas à reposição inflacionária. Saúde e educação: os pisos constitucionais — hoje vinculados a percentuais da arrecadação — deixariam de acompanhar o crescimento da receita. Na prática, os investimentos nessas áreas também ficariam congelados em termos reais. Ajuste fiscal O objetivo do pacote seria reduzir despesas públicas em cerca de 2% do PIB. A avaliação dentro da equipe ligada ao senador, segundo a Folha, é de que isso ajudaria a sinalizar controle das contas públicas e melhorar a confiança do mercado. Impacto Na prática, as medidas atingem diretamente aposentados e o financiamento de políticas públicas. Sem aumentos reais, benefícios e investimentos deixam de crescer junto com a economia, o que tende a reduzir renda e capacidade de atendimento ao longo dos anos. As mudanças exigiriam alterações na Constituição e dependem de aprovação do Congresso. Negativa Após a publicação, Flávio Bolsonaro negou o conteúdo e classificou a informação como falsa: “O dia já começa com combate às FAKE NEWS!Fonte furada, nunca tratei do tema internamente!” A Folha de S.Paulo afirmou que mantém a reportagem, baseada em relatos de integrantes da equipe e interlocutores da pré-campanha. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias 23/04/2026 ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula 23/04/2026 Redução de salários e bolsa patrão: partido de Flávio Bolsonaro tenta frear 6×1 na Câmara 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - ['Fim da 6x1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite', diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula](https://politicariabrasileira.blog.br/fim-da-6x1-nao-quebra-o-pais-direita-resolveu-defender-a-elite-diz-deputado-ex-bolsonarista-otoni-de-paula/): ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula Declaradamente de direita e bolsonarista arrependido, o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) tem chamado atenção por críticas abertas a seu campo político. Por Mariana Schreiber | BBC News Brasil 23/04/2026 Otoni de Paula (PSD-RJ) | Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Brasília – Em entrevista à BBC News Brasil, ele ataca os que têm se colocado contra o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso, por exemplo. “Infelizmente, a direita brasileira resolveu ser um espectro político que defende a elite. A direita perdeu a conexão com o povo”, afirma. Na sua visão, a medida “não vai quebrar o Brasil” e trará mais tempo para o convívio familiar. “Quem vota contra [acabar com] a escala 6×1 e ainda diz que defende a família, que família é essa? Ou seja, dá as costas ao trabalhador”. Em outra discordância recente com seu campo político, condenou, em outubro, a megaoperação policial que deixou mais de 100 mortos em duas comunidades do Rio de Janeiro, evento que ampliou o apoio ao então governador Cláudio Castro (PL), agora condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por desviar recursos da máquina pública para bancar cabos eleitorais em 2022. Para Otoni, a operação não passou de “teatro” para distrair a opinião pública e encobrir conexões entre facções criminosas e autoridades fluminenses. Na sua visão, o Rio de Janeiro já se tornou um “narcoestado” onde “não se tem mais pudor de roubar”, e a família Bolsonaro teria responsabilidade direta pela atual crise, já que apoiou os últimos dois governadores eleitos — além de Castro, recém-condenado pelo TSE, Wilson Witzel, que sofreu impeachment em 2021, acusado de corrupção. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que Flávio Bolsonaro faz parte dessa quadrilha. E o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro é responsável por essa quadrilha que acabou com o estado do Rio de Janeiro”, critica. “Eu votei no Wilson Witzel porque ele pediu. Eu votei no Cláudio Castro porque ele pediu. E em nenhum momento o ex-presidente Bolsonaro veio a público para admitir sequer que errou”, reforça. Otoni diz ainda que “seria até digno a família Bolsonaro não se meter mais nas eleições do Rio, porque eles só apresentam ladrão”. Esse cenário, diz, é que o leva a apoiar o ex-prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD), ao governo do Rio, no que trata como um alinhamento inesperado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sua aliança, porém, vem de antes, quando apoiou a reeleição de Paes como prefeito e obteve a nomeação de seu filho, Otoni de Paula Filho, como secretário municipal da Cidadania e Família. Já na disputa do Palácio do Planalto, mantém seu desejo por um governo de direita e apoia o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), apesar de discordar de sua promessa por ampla anistia para os condenados por golpe de Estado. Procurado pela BBC News Brasil por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro não respondeu às acusações de Otoni contra si e seu pai. A reportagem também não obteve retorno da assessoria de Cláudio Castro. Já o ex-governador Wilson Witzel disse que Otoni se tornou o principal articulador de sua perseguição depois que recusou nomear “nomes absurdos” indicados por ele para comandar secretarias, delegacias e batalhões de polícia na sua gestão. “Sabotou meu governo, minou minha relação com o presidente Bolsonaro e foi o responsável por colocar Castro na cadeira de governador”, acusou. “Hoje finge ser oposição, quando sempre foi governo. Otoni é uma serpente, tal qual seu chefe, Eduardo Paes. Traiu a igreja, traiu o eleitor, traiu Bolsonaro e, não demora, vai trair Lula”, continuou. Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Otoni à BBC News Brasil. Parlamentar evangélico, ele também defende o papel dos pastores no combate ao machismo e à cultura do estupro. “A igreja peca quando não debate esse assunto, e já há comprovações de que uma parte considerável das mulheres violentadas está em nossas igrejas. E, quem as violentou, uma parte são aqueles que se dizem de Deus, que defendem a família, que são cristãos”, diz o deputado. BBC News Brasil – O senhor protocolou um pedido ao Ministério Público Federal (MPF) de intervenção federal no Rio de Janeiro, o que daria a administração do Estado ao governo Lula. Por que defende essa medida? Otoni de Paula – Entrei com esse pedido devido à gravidade do que está acontecendo, embora soubesse que esta intervenção federal não seria algo aceito pelo governo federal, porque não quer colocar a mão naquela confusão, ainda mais em ano eleitoral. A imoralidade política passou a ser moralidade. Não se tem mais pudor de roubar. Uma quadrilha tomou o Estado, e o cabeça dessa quadrilha é o ex-governador Cláudio Castro. Ele nunca teria condição de ser governador do Estado. Ascendeu por conta da queda do Wilson Witzel e, para se manter no governo, faz o que nenhum gestor poderia fazer: ele não divide apenas o poder, porque o poder precisa ser dividido para governar, isso é da democracia, mas ele divide a autoridade. Ele loteia as secretarias, e cada um começa a fazer conforme bem lhe parece. Você tem cinco secretários investigados e presos no governo Cláudio Castro. Tem o conluio entre ele e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, que passou a ter com ele [após romperem] uma relação de ameaça, em que Bacelar fazia ameaças, e o próprio ex-governador contava até para seus opositores que tinha medo do Bacellar. E aí se descobre depois que esse Bacellar é um braço do Comando Vermelho na política do Rio de Janeiro. A política do Rio está tão destruída moralmente que relatórios da Polícia Federal dão conta de que mais de 40 deputados estaduais têm alguma associação com o crime organizado e foram eleitos por conta da associação direta ou indireta com o crime. Por isso é que pedi essa intervenção federal. [Nota da redação: Seis secretários ou subsecretários do governo Cláudio Castro foram presos no exercício do cargo ou após deixarem suas funções, acusados de ligação - [Redução de salários e bolsa patrão: partido de Flávio Bolsonaro tenta frear 6×1 na Câmara](https://politicariabrasileira.blog.br/reducao-de-salarios-e-bolsa-patrao-partido-de-flavio-bolsonaro-tenta-frear-6x1-na-camara/): Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto Sóstenes apoia ideia de Zema e Nikolas para dificultar aprovação do projeto Por Yuri Ferreira | Revista Fórum 23/04/2026 O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) A proposta de alteração da jornada de trabalho no Brasil avança na Câmara dos Deputados após ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (22), mas o PL aposta em criar dificuldades para aprovação, que condiciona o apoio à apresentação de uma bolsa patrão para colocar o projeto em prática. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), sinalizou que a aprovação da medida depende de concessões do governo. “Ou o governo abre o cofre para aprovar o texto ou vai ter muita dificuldade aqui na Câmara”, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo. A ideia não é nova: Nikolas Ferreira também já havia defendido uma espécie de compensação, chamada de  bolsa-patrão pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos. O próximo passo é a instalação de uma comissão especial, prevista para ocorrer nos próximos dias por determinação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O colegiado será responsável por debater o conteúdo da proposta e analisar eventuais modificações antes de submetê-la ao plenário. Além disso, a oposição quer mudar o regime de pagamentos adotando o modelo de pagamento por hora trabalhada, defendido pelo patronato e incorporado ao debate eleitoral por Romeu Zema (Novo). Assim, a escala viria acompanhada de redução de salários. Integrantes do PT resistem a discutir mecanismos de compensação direta às empresas, como desonerações fiscais, mas reconhecem internamente a necessidade de construir alternativas para reduzir a oposição no Congresso. Entre as possibilidades ventiladas nos bastidores estão acordos com setores específicos da economia e o uso de linhas de crédito do BNDES para empresas impactadas pela mudança. A oposição considera ainda o uso de recursos regimentais para prolongar a tramitação. Deputados contrários à proposta estudam utilizar todas as sessões de discussão disponíveis — que podem chegar a 40 —, o que deslocaria a votação final para o segundo semestre. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Federal PFSistema Nacional de Análise Balística SINAB MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Magistrada do "regime de escravidão" chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/magistrada-do-regime-de-escravidao-chegou-a-receber-r-614-mil-em-um-mes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, teve um salário médio de R$ 85 mil por mês em 2025 e chama corte de penduricalhos de “escravidão” Por Julinho Bittencourt | Revista Fórum 23/04/2026 A desembargadora Eva do Amaral Coelho do TJPA/Foto: Reprodução de Vídeo A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, criticou os novos limites estabelecidos em março pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o pagamento de benefícios a magistrados em todo o país. As declarações foram feitas durante a 8ª sessão ordinária da Corte. Integrante da 3ª turma de Direito Penal, a magistrada afirmou que a categoria vem sendo tratada como vilã e disse que, “daqui a pouco”, juízes e desembargadores estarão “no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”. Eva se manifestou sobre o tema no dia 9 de abril. Aos colegas, pediu desculpas e afirmou que fazia um “desabafo sobre uma situação muito triste”. Durante a fala, a desembargadora afirmou que foram criadas narrativas que retratam o juiz como alguém sem escrúpulos, que quer “ganhar muito sem fazer nada”. Segundo ela, a imagem da magistratura foi invertida perante a sociedade. “Hoje nós passamos de cidadãos que zelam pela proteção dos direitos para vilões da história. Nós somos os bandidos agora.” Vantagens indevidas Ao rebater a visão de que juízes buscam vantagens indevidas, Eva criticou o uso do termo “penduricalho” e disse que a expressão foi lançada de forma ofensiva contra a categoria. “Dizer que o juiz não trabalha e que persegue verbas e mais verbas e mais verbas, como um privilégio, um penduricalho, uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive com uma tensão enorme.” Segundo a desembargadora, a pressão já afeta integrantes da carreira, e há colegas que estariam com dificuldade para pagar contas. Eva também afirmou que não existe hoje nenhuma voz em defesa dos magistrados e reclamou da reação pública contra a categoria. “Quanto mais a gente se defende, mais a gente é execrado.” A desembargadora também mencionou a carga de trabalho enfrentada por juízes e desembargadores e disse que a população não conhece a rotina da magistratura. “Eu queria que parte da população viesse viver o dia a dia do juiz e do desembargador, para ver como é que a gente trabalha. Enormes horas extras, sacrificando fim de semana.” Na avaliação da magistrada, a própria população poderá sentir os efeitos desse cenário ao recorrer ao Judiciário. “A população vai sentir quando ela procurar a Justiça e realmente não tiver. Aí ela vai sentir e vai ver de que lado ela optou.” Salário médio líquido mensal de aproximadamente R$ 85 mil Dados de remuneração da magistrada, disponíveis no Portal da Transparência do TJPA mostram que Eva do Amaral Coelho recebeu, em março de 2026, uma remuneração bruta total de R$ 91.211,82. Ainda segundo os levantamentos, em 2025 a magistrada teve um salário médio líquido mensal de aproximadamente R$ 85 mil. O levantamento aponta também picos de remuneração. Em dezembro de 2023, por exemplo, Eva do Amaral Coelho chegou a receber um salário bruto superior a R$ 614 mil (cerca de R$ 499 mil líquidos), impulsionado por gratificações e vantagens eventuais. O salário sem “penduricalhos” A composição dos rendimentos inclui, além do subsídio base do cargo — atualmente fixado em R$ 41.845,48 —, verbas adicionais como auxílios, vantagens pessoais e indenizações, frequentemente chamadas de “penduricalhos”. As declarações da desembargadora ocorrem em meio às novas regras estabelecidas pelo STF, que passaram a limitar verbas remuneratórias adicionais a 35% do teto constitucional, medida que intensificou o debate sobre os ganhos da magistratura. https://www.youtube.com/watch?v=sxdtl9cYtJQ&t=21s Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: "Querem fazer o povo pagar a conta"](https://politicariabrasileira.blog.br/boulos-detona-plano-de-flavio-bolsonaro-contra-aposentados-querem-fazer-o-povo-pagar-a-conta/): Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” Ministro da Secretaria-Geral da Presidência publicou vídeo nas redes sociais após a divulgação do plano de Flávio Bolsonaro e afirmou que a proposta prevê congelar aposentadoria, BPC e orçamento do SUS Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 23/04/2026 O ministro Guilherme Boulos – Foto: Gil Ferreira/SRI-PR O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu nesta quarta-feira ao plano de governo atribuído a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, Boulos afirmou que a proposta prevê o congelamento de aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A manifestação de Boulos ocorreu após a revelação de trechos do documento econômico ligado à pré-campanha do senador fluminense. No X (antigo Twitter), o ministro compartilhou um vídeo listando as áreas que seriam afetadas caso as medidas de ajuste fiscal avancem. Boulos aponta impacto do plano em idosos e autistas Segundo o ministro, a proposta em estudo pela equipe do PL atinge diretamente a parcela mais vulnerável da população. “Vazou hoje o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o valor da aposentadoria, do BPC para idosos, autistas e PCDs e também o orçamento do SUS”, escreveu Boulos. A crítica do integrante do governo federal joga luz sobre os impactos sociais do programa defendido pelo parlamentar. Pelo texto, os benefícios pagos pelo INSS, os repasses da assistência social e os pisos constitucionais de saúde e educação passariam a ser corrigidos apenas pela inflação. Proposta de Flávio Bolsonaro barra ganho real de benefícios A adoção do índice inflacionário como teto para os reajustes da União impediria qualquer aumento acima do custo de vida para os beneficiários. A medida contraria a atual política de valorização do salário mínimo e das aposentadorias em vigor no governo federal, que retomou o acréscimo real. Após a divulgação do documento que orienta seus próximos passos políticos, Flávio Bolsonaro se manifestou nas redes sociais. Como mostrou a Fórum, o senador precisou vir a público para tentar justificar as propostas de contenção de despesas, que agora entraram na mira de ministros e da base aliada do Planalto. Notícia anteriorPróxima notícia BPC Benefício de Prestação ContinuadaINSSPL Partido LiberalSUS Sistema Único de Saúde Magistrada do “regime de escravidão” chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO) 23/04/2026 Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” 23/04/2026 Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro: 'Bolsonarinho é antivacina'](https://politicariabrasileira.blog.br/ministro-da-saude-critica-flavio-bolsonaro-bolsonarinho-e-antivacina/): Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro: ‘Bolsonarinho é antivacina’ Alexandre Padilha anunciou ações para vacinação nas escolas e disse que movimento antivacina ainda é forte no País; procurado, senador ainda não se manifestou Por Paula Ferreira | O Estado de S.Paulo 22/04/2026 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Lula no Rio de Janeiro Foto: Pedro Kirilos/Estadão BRASÍLIA- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou o anúncio de ações para ampliar a vacinação, nesta quarta-feira, 22, para criticar o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “Bolsonarinho”. Procurado, o senador ainda não se manifestou.Em declaração a jornalistas, após ser questionado sobre a força do movimento antivacina no País, Padilha criticou a postura do senador e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Tem movimento (antivacina), tem candidato a presidente da República. O Bolsonarinho é antivacina. Não vem com esse papo agora de que ele é vacinado. O que que o Bolsonarinho fez quando o pai dele fazia chacota de vacina, falava que (quem) tomar vacina podia virar jacaré? Que que ele fez nessa época?“, questionou o ministro da Saúde. A postura de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 foi um dos principais entraves a sua reeleição. Na época, o presidente chegou a ironizar a doença dizendo que se tratava de uma “gripezinha” e adotou discurso negacionista, rechaçando vacinação e o uso de máscara. Nesta quarta-feira, o ministro da Saúde afirmou que a vacinação é uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a população deve “estar alerta o tempo todo”, uma vez que há candidato antivacina disputando a Presidência. Segundo o ministro, o governo tem feito interlocução com religiosos para conscientizar a população sobre o benefício das vacinas. Padilha informou que o Ministério da Saúde fará um ato ecumênico nos próximos dias, com a presença de lideranças evangélicas, para celebrar o aumento da cobertura vacinal. “Tenho feito muitos encontros com lideranças religiosas. Vamos realizar nos próximos dias um ato ecumênico aqui dentro do ministério com lideranças evangélicas para a gente fazer uma saudação desse resultado que tivemos na ampliação da cobertura vacinal. “A gente pediu muito para essas lideranças religiosas falarem nos seus cultos da importância da vacina”, disse o ministro. O presidente Lula enfrenta uma forte resistência do setor evangélico. De acordo com pesquisa Quaest, divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula neste setor avançou sete pontos porcentuais em um mês, passando de 61% em março para 68% neste mês. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Redução de salários e bolsa patrão: partido de Flávio Bolsonaro tenta frear 6×1 na Câmara 23/04/2026 Magistrada do “regime de escravidão” chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO) 23/04/2026 Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV](https://politicariabrasileira.blog.br/mp-investiga-chefe-geddel-sob-suspeita-de-propina-de-r-1-milhao-na-trama-da-fuga-de-lider-do-cv/): MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV Ex-deputado federal pelo MDB, que teve R$ 51 milhões apreendidos em dinheiro vivo em 2017, agora é alvo de inquérito do Ministério Público da Bahia; ‘Estadão’ pediu manifestação da defesa Por Felipe de Paula | O Estado de S.Paulo 22/04/2026 Ex-deputado federal Geddel Vieira Lima é investigado pelo Ministério Público da Bahia Foto: Dida Sampaio/Estadão O Ministério Público da Bahia investiga o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (MDB) por suspeita de recebimento de propina de R$ 1 milhão em meio a uma trama que levou à fuga do traficante Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis, braço do Comando Vermelho no sul do Estado. Diálogos recuperados pelos promotores a partir da extração dos celulares de dois alvos da Operação Duas Rosas revelam citações a Geddel, chamado de “chefe” pelos interlocutores – o também ex-deputado Uldurico Júnior e a ex-diretora do presídio de Eunápolis Joneuma Silva Neres. Ela fechou acordo de delação premiada e confessou sua participação na fuga de “Dadá” e outros 15 detentos em 12 dezembro de 2024. O Estadão busca contato com Geddel e Uldurico Júnior. O espaço está aberto. A Operação Duas Rosas foi deflagrada na quinta-feira, 16. O nome “Duas Rosas” faz referência ao valor estimado da vantagem indevida que teria sido paga a Uldurico Júnior, que foi preso em um hotel na Praia do Forte. Em conversas com Joneuma, ele sugere que metade da propina de R$ 2 milhões para executar o plano de fuga do líder da facção seria destinada a Geddel. O Ministério Público instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) sobre a suposta ligação de Geddel com Uldurico Júnior e se ele foi mesmo beneficiário da partilha. Em setembro de 2017, na Operação Tesouro Perdido, a Polícia Federal achou R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, alugado por Geddel para “guardar documentos”. As cédulas de reais (R$ 42,6 milhões) e dólares (US$ 2,7 milhões) estavam estocadas em malas, caixas de papelão e também espalhadas pelo chão. Os federais levaram três dias para concluir a contagem da fortuna, cuja origem nunca foi explicada pelo ex-ministro dos governos Dilma e Temer. Dois anos depois, formalmente acusado de lavagem de dinheiro, Geddel teve pena imposta pelo STF de 14 anos de prisão – a investigação revelou que o imóvel era usado pelo emedebista como “bunker” de ocultação de propinas. Peritos da PF capturaram impressões digitais dele nas notas e malas. ‘Choram as rosas’ Agora, quase uma década depois, Geddel vê seu nome citado na Operação Duas Rosas. Segundo a Promotoria, verificou‑se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao pagamento dos valores negociados. Os promotores do Gaeco – grupo de combate ao crime organizado – apontam que Joneuma, indicação política de Uldurico Júnior para a direção do presídio, permitia a concessão de regalias aos internos integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis, liderado por “Dadá”. Entre as vantagens concedidas ao grupo de “Dadá” foram identificados acesso irrestrito a TVs, geladeiras e outros eletrodomésticos introduzidos na unidade, refeições diferenciadas, inclusive contratação de baiana de acarajé, uso de equipamentos sonoros, visitas íntimas nos pavilhões e livre circulação pelas dependências, até realização de velório. Durante um ano e meio de gestão de Joneuma, o ex-parlamentar frequentou o presídio em diversas ocasiões, cujos ingressos, a seu pedido, não foram registrados em livros próprios, oportunidade em que se reunia reservadamente com “Dadá”, segundo os promotores. O inquérito Duas Rosas indica que uma primeira parcela da propina do Comando Vermelho para Uldurico Júnior – R$ 200 mil em espécie – foi entregue ao ex-deputado em uma caixa de sapatos. A entrega desse montante se deu mais de um mês antes da fuga, no dia 4 de novembro, quando um emissário de “Dadá” entregou a caixa a Joneuma “a título de adiantamento”. No dia seguinte, ela foi à casa de Uldurico Alves Pinto, pai de Uldurico Júnior, no município de Teixeira de Freitas – R$ 150 mil ficaram de posse de Uldurico, o pai. Os R$ 50 mil restantes foram fracionados em um depósito de R$ 21.600 diretamente na conta bancária de Uldurico Júnior e um Pix de R$ 24 mil destinado a um aliado do ex-deputado, conforme comprovantes extraídos do celular da colaboradora. Depois, Uldurico pressionou a ex-diretora do presídio para que lhe fosse entregue o restante do dinheiro, alegando, em várias ocasiões, que tinha que repassar a Geddel. Acuada, Joneuma fechou acordo de delação premiada e espontaneamente abriu os dados de seu celular. Em troca de ficar apenas um ano presa em regime fechado e mais dois no semiaberto – depois, em domiciliar, mas “sem direito a promover, em sua residência, festas ou quaisquer outros eventos sociais” e sob vigilância eletrônica pessoal em tempo integral, através de rastreamento do GPS de seu telefone – ela revelou como foi arquitetada a fuga de “Dadá”. Joneuma afirmou que, oito dias após a debandada dos 16 detentos, encontrou-se com Uldurico Júnior em um hotel em Salvador. Na ocasião, em 20 de dezembro de 2024, segundo ela, o ex-deputado a teria ameaçado “caso contasse algo sobre os fatos”. Metade para o ‘chefe’ A delatora informou que Uldurico Júnior dizia que “metade do dinheiro da fuga seria para ele, e metade para o ‘chefe’ (referindo-se a Geddel Vieira Lima)”. Joneuma relatou que Uldurico Júnior encaminhava a ela mensagens supostamente enviadas por Geddel, cobrando o dinheiro. Ela disse que as mensagens trocadas com Uldurico Júnior em 3 de janeiro de 2025, nas quais falam sobre “chorar as rosas”, referiam-se a quando ocorreria o pagamento do restante do valor acordado pela fuga. O plano de fuga previa que apenas “Dadá” e seu braço direito “Sirlon” abandonariam a cadeia no dia 31 de dezembro de 2024. Os diálogos mostram que Uldurico Júnior cobrou Joneuma por mensagem de WhatsApp e a questionou por que fugiram mais internos e em uma data diferente da - [Governo Lula alugou navios para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-lula-alugou-navios-para-cop30-via-empresa-do-socio-de-vorcaro/): Governo Lula alugou navios para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro Documento ao qual coluna teve acesso mostra que governo Lula alugou navios na COP30 por meio de empresa cujo dono é sócio de Daniel Vorcaro Por Gustavo Zucchi | Metrópoles 22/04/2026 Secom/COP30 O governo Lula contratou cruzeiros para a COP30 por meio de empresa cujo dono é um empresário apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo. Segundo documento da Casa Civil, ao qual a coluna teve acesso, o governo alugou navios para hospedar delegações na COP30 por meio da “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda”. A Qualitours foi contratada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil, por meio da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. “Para tais fins [disponibilização de cabines em cruzeiros], a União, por meio da Secop, contratou os serviços da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A Embratur subcontratou a operadora turística Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que, por sua vez, celebrou contratos com as empresas armadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros”, diz o documento da Casa Civil. Quem é o sócio de Vorcaro Contratada pelo governo via Embratur, a Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen. Ele é apontado como sócio de Vorcaro no hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP). Diferentemente de Vorcaro, que costuma dizer que o hotel pertence à Prime You, empresa que também é dona dos jatinhos usados pelo banqueiro, Cohen já admitiu publicamente ser dono do Botanique. A ligação da Qualitours com Vorcaro, porém, vai além. A empresa pertence à holding BeFly, criada em 2021 por Marcelo Cohen a partir do impulsionamento de fundos ligados ao Banco Master. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Cohen utilizou recursos de fundos, como o “B10” e do “TT”, ligados ao Master, para comprar outras empresas da holding. Entre elas, a Flytour e a Queensberry. De acordo com a Folha, um RIF (relatório de inteligência financeira) sobre o Master apontou transação em espécie de R$ 6 milhões, em novembro de 2024, entre o banco de Vorcaro e a empresa de Cohen. O que diz o governo Lula Em nota, a Embratur disse que a escolha da Qualitours se deu por meio de chamamento público e que a empresa “apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato”. A agência ressaltou que não houve nenhuma participação do Banco Master no processo de contratação dos navios e que a “estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança”. A Embratur reforçou ainda que a contratação já foi auditada pelo TCU, que, por unanimidade, a considerou regular, além de atestar que o modelo foi economicamente mais vantajoso em comparação ao fretamento direto dos navios. “O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular. No Acórdão 756/2026, o tribunal considerou ‘a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram’. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou ‘economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto’”, diz a nota da agência (veja a íntegra abaixo). O que dizem as empresas Em nota, a BeFly disse que o Master “atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia” e que segue honrando seus compromissos “sem qualquer irregularidade”. “A BeFly reitera que o Banco Master atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia, em conjunto com recursos próprios gerados pela operação. Esses compromissos seguem sendo regularmente honrados. A companhia reitera sua operação sólida e autonomia financeira, sem conexão com qualquer irregularidade”, diz. A Qualitours, parte da holding da BeFly, afirmou que foi contratada pela Embratur para operar os navios de hospedagem e que o processo foi “regular e compatível com as exigências técnicas do projeto”. “A Qualitours informa que foi contratada pela Embratur para operar navios de hospedagem de apoio à COP, em processo regular e compatível com as exigências técnicas do projeto. A empresa reafirma a conformidade da contratação e dos serviços”, informou a empresa. Confira a íntegra da nota da Embratur: O Governo Federal, por meio da Secretaria Extraordinária para a COP30 e da Embratur, contratou dois navios de cruzeiro para atuarem como unidades temporárias de hospedagem durante a COP30, que foi realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. A seleção da empresa responsável pela operação e comercialização das cabines ocorreu por meio de chamamento público conduzido pela Embratur. A Qualitours apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato. A estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança. Não houve qualquer participação do Banco Master no processo de contratação dos navios. O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular. No acórdão 756/2026, o Tribunal considerou “a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram”. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou “economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCampos do Jordão SPCOP30EmbraturPT Partido dos TrabalhadoresTCU Tribunal de Contas da União Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública 25/04/2026 Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias 23/04/2026 ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim - [Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: '23 tiros não é ordem de parada', diz irmã](https://politicariabrasileira.blog.br/empresario-e-morto-a-tiros-durante-abordagem-da-pm-na-pavuna-23-tiros-nao-e-ordem-de-parada-diz-irma/): Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã Daniel Patrício Santos de Oliveira estava em uma picape com três amigos quando foi atingido na Zona Norte do Rio de Janeiro. Polícia Militar determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso. Por Lucas Madureira e Marco Canosa | Bom Dia Rio 22/04/2026 Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, foi morto durante uma abordagem da PM na Pavuna — Foto: Arquivo pessoal Um empresário foi morto a tiros durante uma abordagem de policiais militares na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, tinha uma loja de produtos eletrônicos na região e voltava de um pagode com três amigos quando foi baleado. “Foram 23 tiros. Então, 23 tiros não é ordem de parada. Não teve revide, porque não tinha arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado, desse Estado despreparado que atira para matar”, disse a irmã dele, Thaís Oliveira. O empresário, que morava no bairro havia 22 anos, deixa esposa e uma filha de 4 anos. De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) realizavam patrulhamento na região quando abordaram o veículo e informaram que, na ação, um homem foi baleado e não resistiu aos ferimentos. A corporação não falou sobre o motivo da abordagem. A Polícia Civil já realizou perícia no local e ainda não informou oficialmente quantos disparos foram efetuados. “Eu vi o despreparo. Eu vi todos os policiais aqui parados, vendo o absurdo que eles tinham feito”, afirmou Elaine Oliveira, mãe do rapaz. Em nota, a Polícia Militar informou que a Delegacia de Homicídios foi acionada e que a ocorrência está em andamento. O comando da corporação também determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso. O corpo de Daniel foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). As investigações ficarão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer o que motivou a abordagem e as circunstâncias que levaram à morte do empresário. Notícia anterior Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: 'A gente não vê policiamento'](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-medica-baleada-motoristas-relatam-medo-na-transolimpica-a-gente-nao-ve-policiamento/): Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ Mulher foi rendida e baleada por bandidos durante tentativa de assalto. Três bandidos foram presos, dois deles baleados. Polícia Militar diz que mantém policiamento ostensivo contínuo. Por Lilian Ribeiro e Marcello Victor | g1 Rio e TV Globo 22/04/2026 Médica ia para o trabalho no Samu quando foi baleada nas costas — Foto: Reprodução/TV Globo Motoristas que usam a Transolímpica relatam medo e cobram mais segurança após o tiroteio que deixou ao menos quatro feridos — entre eles, uma médica baleada na manhã de feriado desta terça-feira (21), na altura de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Usuários da via expressa dizem que a violência não é um caso isolado e criticam a falta de policiamento em um dos principais corredores de ligação entre bairros da região. “Eu fico triste porque, infelizmente, a segurança do nosso estado está muito ruim. Essa é a grande realidade. Agora, numa via expressa como essa, acontecer o que aconteceu não era para ter acontecido”, afirmou o corretor de imóveis e motorista de aplicativo Felipe Santos. Quem depende da Transolímpica para trabalhar relata sensação constante de vulnerabilidade. O eletricista Adriano Oliveira, que também atua como motorista de aplicativo, diz que o policiamento é insuficiente diante do fluxo intenso de veículos. “Uso bastante a Transolímpica. Trabalho no Aterro do Flamengo e pego sempre a via para seguir pela Barra. O trânsito é muito intenso e você não vê quase policiamento. Não tem segurança nenhuma”, afirmou. Procurada pela TV Globo, a Polícia Militar informou que mantém policiamento ostensivo contínuo na Transolímpica, com patrulhamento motorizado e pontos fixos em locais estratégicos. O tiroteio A manhã de feriado começou com pânico para quem passava pela via. Por volta das 6h30, criminosos armados circulavam em um carro elétrico roubado quando foram localizados por policiais do Batalhão de Bangu. Ao receberem ordem de parada, os suspeitos atiraram, dando início a um confronto. Motoristas e passageiros buscaram abrigo como puderam. Muitos desceram dos carros e se protegeram atrás da mureta central da pista. Durante a troca de tiros, um dos criminosos tentou roubar uma moto para fugir e, em seguida, abordou uma caminhonete. Segundo testemunhas, a motorista não parou e acabou baleada. A vítima é a médica pediatra Simone Ferreira Alves, que seguia para um plantão em uma base do Samu, em Senador Vasconcelos. Ela foi atingida nas costas, passou por cirurgia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, e o estado dela é estável, segundo a direção da unidade. De acordo com a Polícia Militar, dois suspeitos foram baleados e levados para a mesma unidade, sob custódia policial. Um terceiro foi preso no local do crime. Segundo a corporação, o grupo é ligado ao Complexo do Chapadão. Os policiais apreenderam duas pistolas e o carro elétrico roubado usado pelos criminosos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-planeja-reajustar-aposentadorias-e-despesas-com-saude-e-educacao-so-pela-inflacao/): Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação Equipe que elabora plano não fala abertamente sobre medidas por temor de ataques do PT; divulgação de plano foi adiado Propostas trariam economia de 2 pontos do PIB; pré-candidato diz que pode privatizar 95% das estatais Por Fernando Canzian | Folha de S.Paulo 21/04/2026 Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, durante evento no Rio de Janeiro – Daniel Ramalho -19.mar.26/AFP São Paulo – A equipe a cargo do programa econômico do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) considera politicamente viável um ajuste fiscal inicial da ordem de dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto) caso o senador fluminense seja eleito. Isso equivale à metade do que especialistas consideram necessário (quatro pontos do PIB) para estabilizar a trajetória explosiva da dívida pública. A premissa, no entanto, é que seria dado um recado plausível a investidores que hoje financiam o déficit público. O mercado poderia passar a exigir juros menores para comprar títulos do Tesouro na expectativa de estabilização da dívida e de mais ajustes à frente. São consideradas três medidas principais: desvinculação de despesas com saúde do mínimo constitucional de 15% da receita corrente líquida (RCL); o mesmo na educação em relação aos atuais 18% da receita líquida de impostos (RLI); e a separação da política de aumento real (acima da inflação) para o salário mínimo de trabalhadores na ativa dos reajustes do piso básico da Previdência e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) —ambos de um salário mínimo. A ideia central é que os pisos constitucionais para a saúde e educação, assim como os benefícios básicos do INSS e do BPC (a pessoas idosas ou com deficiência), possam ser corrigidos somente pela inflação. As mudanças requerem PECs (propostas de emenda à Constituição), que precisariam de 3/5 dos votos tanto na Câmara quanto no Senado. O partido do pré-candidato acredita que a direita sairá fortalecida das urnas, ampliando sua posição nas duas Casas legislativas. No caso do salário mínimo e da Previdência, a eventual mudança não feriria o que se considera cláusula pétrea na Constituição: a manutenção do poder de compra e do valor real do piso básico e dos benefícios, pois haveria correção anual pela variação dos preços. A equipe do presidenciável não fala abertamente sobre as possíveis medidas, e um anúncio do esboço de um plano programado para o final de março foi abortado. Com Flávio hoje empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, segundo o Datafolha, a equipe considera que a divulgação daria munição política ao petista, que poderia falar em perdas aos aposentados e em redução de verbas para a saúde e a educação. Em fevereiro, Flávio disse que promoveria um “tesouraço” para equilibrar as contas públicas. Afirmou também que daria para privatizar 95% das estatais. Em março, o coordenador de sua pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que o atual modelo econômico está “estourando”. Prometeu mudanças e afirmou que as reformas da Previdência (2019) e trabalhista (2017) seriam “revisitadas”. Se adotadas, as medidas de correção só pela inflação de aposentadorias, saúde e educação seriam suficientes para alterar, ainda que de forma limitada, a atual trajetória fiscal. O Brasil tem convivido no governo Lula 3 com déficits primários (sem considerar a conta de juros da dívida) de -0,5% a -1% do PIB —incluindo as várias exceções às regras do arcabouço fiscal. Embora o governo tenha aprovado em 2023 o arcabouço, que tem como alvo limitar o crescimento real dos gastos a 2,5% ao ano, eles têm aumentado quase que organicamente cerca de 3% reais (além da inflação). Isso vem comprimindo o espaço disponível para despesas com custeio e investimentos. Atualmente, menos de 10% do gasto primário federal é de livre alocação. Minucioso trabalho do CDPP (Centro de Debate de Políticas Públicas) com alguns dos melhores especialistas do país na área fiscal detalha que só os gastos com Previdência e assistência social crescem ao ritmo de 6% ao ano, pressionados pelo aumento do número de beneficiários e reajustes reais do salário mínimo. Os autores enfatizam que, segundo o próprio PLDO (projeto de lei de diretrizes orçamentárias) de 2026, cada R$ 1 de aumento real para o salário mínimo amplia as despesas primárias obrigatórias da União em R$ 429 milhões. Caso não haja mudanças nas regras atuais, o CDPP estima que o déficit primário possa saltar do atual -0,5% do PIB para -3% em dez anos. Se não for possível aumentar mais os impostos (a carga tributária atingiu recorde de 32,4% do PIB em 2025), haverá em 2036 despesas equivalentes a 21,5% do PIB para receitas ao redor de 18,5%. No caso das despesas vinculadas ao salário mínimo (Previdência e BPC), elas também são sensíveis à demografia e crescem de forma acelerada conforme a população envelhece. Dos mais de 41 milhões de aposentadorias e benefícios assistenciais pagos pelo INSS, 70% seguem o piso. A desindexação dessas duas despesas do aumento real do salário mínimo e sua correção somente pela inflação resultaria em economia potencial de R$ 1,1 trilhão em dez anos. Ela aumentaria gradualmente: no primeiro ano, seria de apenas R$ 15 bilhões, mas alcançaria R$ 238,5 bilhões em 2035. Economia um pouco menor (R$ 800 bilhões) no mesmo período é projetada para a desvinculação de saúde e educação à receita (passando à correção pela inflação), mas incluindo também a complementação federal no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Nesse caso, a diferença passaria de R$ 29 bilhões no início para R$ 145 bilhões em 2035. Quanto maiores as despesas e o déficit do governo, mais altos são os juros exigidos por investidores para financiar o Tesouro. Os gastos também provocam a aceleração da atividade, pressionando a inflação, o que leva o Banco Central a manter juros altos para conter os preços. Essa combinação de déficits e juros elevados pressiona a dívida pública bruta. Nos quatro anos de Lula 3 ela deve subir cerca de dez pontos percentuais; e o próprio governo estima que chegará a 86% como proporção do PIB em 2027. Trata-se de um dos maiores endividamentos entre os emergentes e fonte de ansiedade para - [Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré](https://politicariabrasileira.blog.br/dez-pms-do-bope-viram-reus-por-invasao-de-casas-e-uso-irregular-de-cameras-em-operacao-na-mare/): Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré Segundo o MPRJ, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025, deixaram cumprir missão e ocultaram imagens das câmeras corporais. Por g1 Rio 21/04/2026 Policiais descansando na casa de um morador — Foto: Reprodução/TV Globo A Justiça Militar aceitou duas denúncias do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou réus 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por irregularidades em uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. Os PMs vão responder por: violação de domicílio: de acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial; descumprimento de missão: ainda segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. recusa de obediência: as investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação.   A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os réus Os policiais que tiveram a denúncia aceita são: Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Luís Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento.   O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Outras câmeras ajudaram a investigação Apesar do mau uso das câmeras corporais, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou duas denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de sete episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça - [Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano](https://politicariabrasileira.blog.br/governador-em-exercicio-do-rj-exonera-mais-94-servidores-total-chega-a-638-e-economia-pode-atingir-r-30-milhoes-por-ano/): Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano Cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. Por Adriana Rezende | Bom Dia Rio 21/04/2026 Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto — Foto: Reprodução/TV Globo O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, publicou em edição extra do Diário Oficial, nesta segunda-feira (20), uma nova lista de exonerações com mais 94 nomes. Os cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. A estimativa do governo com essa medida é economizar cerca de R$ 30 milhões por ano. Segundo apuração da TV Globo, os atingidos pelas medidas incluem servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e acabaram designados para funções em localidades distantes de onde residem. Apenas na quinta-feira (16) e na sexta-feira (17), foram publicadas 554 exonerações. Só o grupo de 93 pessoas desligadas na sexta representa uma redução de aproximadamente R$ 8 milhões na folha de pagamento. O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”. Reestruturação inclui nova subsecretaria O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Ambos são procuradores do estado. Pimentel já foi subprocurador-geral do estado e também atuou na Cedae e no Detran. Exonerações e cortes foram publicados no Diário Oficial As exonerações dos 459 comissionados foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. As medidas são resultado de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias. Na edição desta sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; Subsecretaria de Gastronomia; Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo   As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas. Gestão já fez nove nomeações Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira (16), Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo. Entre eles estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae: Secretaria da Casa Civil – Flávio de Araújo Willeman; Secretaria de Estado do Gabinete do Governador – Marco Antônio Rodrigues Simões; Secretaria de Estado de Governo (interino) e Gabinete de Segurança Institucional – Roberto Lisandro Leão; Secretaria Extraordinária de Representação do Governo em Brasília – Gustavo Alves Pinto Teixeira; Controladoria Geral do Estado (CGE) – Bruno Campos Pereira; Secretaria de Defesa do Consumidor – Rogerio da Costa Pimenta; Presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP) – Bárbara Caballero de Andrade; Presidente do RioPrevidência – Felipe Derbli de Carvalho Batista; Presidente da Cedae – Rafael Rolin. ‘Choque de transparência’: auditoria mira contratos bilionários Além das mudanças administrativas, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. A análise prevê revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo o governo, as medidas fazem parte de um pacote classificado como um “choque de transparência”, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos. Notícia anteriorPróxima notícia CedaeControladoria-Geral do Estado CGEDetranDiário Oficial do EstadoGovernadorISP Instituto de Segurança PúblicaRioPrevidência Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores](https://politicariabrasileira.blog.br/bairros-de-natal-ficam-sem-internet-apos-faccao-criminosa-impor-gatonet-a-moradores/): Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores Criminosos quebraram equipamentos e atacaram funcionários da empresa Brisanet, que interrompeu o serviço em áreas da capital potiguar Por Robson Bonin | Veja 20/04/2026 Empresa alvo de criminosos em Natal já teve carros destruídos por facção no Ceará (Redes sociais/Reprodução) Integrantes de facção criminosa do Rio Grande do Norte decidiram proibir o uso de internet fornecido pela empresa Brisanet por moradores de regiões de Natal, a capital do estado. A empresa já havia sido alvo de bandidos no Ceará, onde até carros foram queimados. Equipamentos da operadora nos postes de diferentes bairros foram vandalizados e moradores foram ameaçados, caso não acolham o prazo dado pelos criminosos para que substituam, em uma semana, a operadora de internet por outra empresa escolhida pela facção. Funcionários da operadora foram atacados pelos criminosos, fazendo com que a empresa suspendesse os serviços nas áreas dominadas pela facção. “A Brisanet confirma que, nesta semana, colaboradores da empresa sofreram ameaças enquanto prestavam serviço nos bairros Felipe Camarão, Planalto e Leningrado, onde também foram registrados danos à infraestrutura de telecomunicação. Neste momento, a prioridade absoluta da companhia é preservar a integridade física de suas equipes. Diante disso, o atendimento presencial nos bairros citados da Zona Oeste foi temporariamente suspenso”, declarou, em nota, a empresa. O avanço do crime em Natal foi revelado pelo programa Cidade Alerta no Rio Grande do Norte. Notícia anteriorPróxima notícia Natal RN Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/mineradora-norte-americana-compra-mais-importante-planta-de-terras-raras-do-brasil-e-direciona-producao-para-os-eua/): Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA A compra envolve um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção na Fase I da implantação Por Anne Silva | Revista Fórum 20/04/2026 Getty Images A USA Rare Earth, companhia de mineração e processamento de terras raras sediada em Oklahoma, anunciou a compra de 100% da brasileira Serra Verde Mineração, que iniciou sua operação em 2024 com uma planta de extração em Minaçu (GO), um dos maiores depósitos mundiais de argila iônica (o composto de que se extraem os elementos de terras raras, ETRs). A compra, realizada por um valor próximo a US$ 2,8 bilhões, inclui a aquisição integral da empresa e de sua planta de processamento em Goiás, Pela Ema, a única a produzir em larga escala, fora do continente asiático, os quatro elementos críticos: neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. Os Elementos de Terras Raras (ETR) compõem um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de ponta nos setores de informação e transição energética. São 15 lantanídeos (com números atômicos 57 a 71), além do escândio (Sc) e ítrio (Y). Os quatro elementos desenvolvidos pela Serra Verde são essenciais para formar ímãs de alta potência usados em turbinas para a captação de energia eólica, em motores de veículos eletrificados e em ligas magnéticas de alta temperatura. O acordo de compra vai ser parcialmente pago em dinheiro (US$ 300 milhões), e terá mais 126,8 milhões de ações da empresa distribuídas para a mineradora brasileira, que faz parte de fundos de investimentos privados como o Vision Blue Resources, Energy & Minerals Group e o Denham Capital, firma de transição energética. No total, as ações devem somar cerca de US$ 2,8 bilhões em valor de mercado para a Serra Verde. O contrato inclui pisos de preço para o disprósio e térbio, justificados como mecanismo de proteção contra a volatilidade dos preços de mercado e uma medida anti dumping contra a China, que tem a maior cadeia de beneficiamento de ETRs do mundo e domina 90% da produção global. A compra da maior mina brasileira de processamento de ETRs vem em meio à resistência do governo federal em traçar acordos exclusivos com os EUA, e inclusive a rejeição da última proposta dos norte-americanos, que incluía acesso preferencial do país às reservas de ETRs brasileiras e integração a cadeias de extração lideradas pelos EUA. A ideia é que a empresa adquirida pela USA Rare Earth se torne a principal fornecedora fora do eixo chinês dos minerais de terras raras até 2027, quando seria responsável por até 50% da cadeia de minérios pesados. Com a aquisição, a companhia incorporada pela USA Rare Earth se torna um compilado de oito operações (no Brasil, na França, no Reino Unido e nos EUA), que realizará todas as etapas da cadeia: da mineração ao processamento e à separação para a metalização que fabrica írmãs permanentes de ETRs. No Brasil, os operadores principais da antiga Serra Verde mantêm sua chefia sobre as atividades, e grande parte do corpo diretor da companhia mineradora será mantida. Uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) foi criada para a compra, com o objetivo de garantir um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção de Minaçu na Fase I da implantação. Segundo informações divulgadas pelo Brasil Mineral, agências ligadas ao governo norte-americano poderão adquirir o total da produção a preços mínimos, protegidos por um teto. Quando os preços da produção superarem esse piso imposto, os ganhos devem ser compartilhados entre a Sociedade de Propósito Específico e a Serra Verde. O movimento é especialmente estratégico em vista do novo prazo do governo dos EUA para a interrupção do uso de insumos de ETRs provenientes da China em materiais militares, regra que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027. Segundo informações do Congressional Research Service norte-americano, o país possui uma capacidade muito limitada para realizar esses processos-chave para o beneficiamento de ETRs e terá, até 2027, de encontrar novos fornecedores à altura. Notícia anteriorPróxima notícia Minaçu GO Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-ibaneis-e-os-r-12-bilhoes/): Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões Da carteira fictícia à mansão quitada, o artigo reconstrói como bilhões circularam entre Master e BRB, enquanto o poder político silenciava diante de um risco sistêmico devastador, institucional e criminoso Por Washington Araújo | Revista Fórum 20/04/2026 O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha – (José Cruz/Agência Brasil) O escândalo BRB–Master não nasceu de um acidente bancário nem de uma aposta malsucedida. Nasceu de uma sucessão de decisões que desafiaram a prudência, empurraram um banco público para uma exposição desmedida e abriram espaço para uma engrenagem em que crédito suspeito, influência política, luxo sem freio e operações sob investigação caminharam lado a lado. O dado central continua sendo o mesmo e não pode ser rebaixado: as apurações tratam da compra, pelo BRB, de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master com ativos superfaturados ou inexistentes. Esse é o eixo do caso. O valor de R$ 11 bilhões a R$ 11,5 bilhões aparece em outro braço da investigação, ligado à REAG e a fundos usados para circular recursos. São camadas distintas de um mesmo desastre. A cronologia, para padrões brasileiros, tem sido devastadora. Entre julho de 2024 e outubro de 2025, as transferências entre BRB e Master somaram cerca de R$ 16,7 bilhões, segundo informações levadas ao processo e relatadas pela Reuters. Nesse período, o BRB foi puxado para o centro de uma estrutura que, mais tarde, o Banco Central e a Polícia Federal passariam a tratar como fonte de risco sistêmico e de possível fraude. A Tirreno Consultoria é peça-chave para entender esse mecanismo: segundo a Agência Brasil, o Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da Tirreno, operação que existiria apenas contabilmente, sem pagamento efetivo nem crédito real; depois, essa mesma carteira foi revendida ao BRB por R$ 12 bilhões, após manipulação da taxa de juros. O Banco Central analisou CPFs da carteira e concluiu que as operações não existiam. Outro personagem decisivo é Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Master. Seu nome aparece ligado à estruturação de produtos que sustentaram a expansão agressiva do banco. Depois de deixar o grupo em maio de 2024, ele ficou com o antigo Voiter, rebatizado de Banco Pleno. Em fevereiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Pleno por deterioração econômico-financeira e problemas de liquidez, ampliando a percepção de que o ecossistema que cercava o Master não era um conjunto de coincidências, mas uma rede de vasos comunicantes. O marco público mais brutal veio em 18 de novembro de 2025. Naquele dia, a Reuters noticiou a prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao mesmo tempo em que o Banco Central decretava a liquidação extrajudicial do Banco Master, do Banco Master de Investimento, do LetsBank e da corretora do grupo. A razão oficial foi direta: “grave crise de liquidez”, forte deterioração patrimonial e violações graves das regras do sistema financeiro. Mais tarde, Vorcaro voltaria ao noticiário com nova detenção, em 4 de março de 2026, em investigação sobre tentativa de suborno a ex-dirigente do Banco Central, segundo a Reuters. Em seguida, o desmonte prosseguiu. Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central liquidou a CBSF DTVM, ligada à REAG.Em 21 de janeiro, foi a vez da Will Financeira, controlada pelo Master.Em 17 de março, caiu o Banco Master Múltiplo. A Agência Brasil resumiu esse colapso com clareza: os fundos administrados pela REAG aparecem como peça central na sustentação do esquema, enquanto a liquidação do Master ocorreu quando o banco já não conseguia pagar nem 15% dos vencimentos semanais. O retrato de Vorcaro não se limita às planilhas. Entre 2021 e 2024, reportagens baseadas em documentos de investigação apontam gastos de cerca de R$ 892 milhões em viagens e eventos de luxo. Em novembro de 2024, seu noivado em Roma custou aproximadamente US$ 4,04 milhões, mais de R$ 20 milhões. Circula na imprensa que a rotina de festas incluía modelos internacionais, jatinhos, resorts, chefs estrelados e propriedades usadas para receber autoridades e empresários em ambiente de ostentação ostensiva. Em Trancoso, na Bahia, a imprensa descreveu uma estrutura de villas, recepções privadas e logística voltada a transformar riqueza em influência. Como se vê, falar em milhares de dólares para o banqueiro Vorcaro é como tratar de dinheiro de pinga. É nesse terreno que entram as ligações familiares e religiosas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, pastor ligado à Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, aparece em reportagens citadas pelo Sindicato dos Bancários com base em Folha e UOL como destinatário de R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa suspeita de funcionar como canal de pagamentos a milícia privada e agentes públicos. O mesmo material relata que Zettel transferiu R$ 40,9 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, com repasses mensais que teriam chegado a R$ 8 milhões entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. Zettel foi preso em 4 de março de 2026, e a unidade Belvedere encerrou atividades dias depois. São fatos que ainda exigem apuração conclusiva, mas já não permitem tratar essa conexão como detalhe folclórico. No plano político, a chamada “emenda Master” precisa ser lembrada pelo que era: uma proposta de Ciro Nogueira, apresentada em 13 de agosto de 2024, no curso da PEC 65/2023, para elevar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. A CNN revelou mensagem atribuída a Vorcaro celebrando a iniciativa: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes!”. O relator rejeitou a emenda por considerá-la sem relação com a PEC, mas a própria PEC 54/2024 acabou aprovada pelo Senado em 19 de dezembro de 2024, com 53 votos favoráveis no 1º turno e 55 no 2º, embora o destaque ligado à emenda tenha sido rejeitado por 48 votos a 22. A fase penal voltou a subir de temperatura em 16 de abril de 2026, com a prisão de Paulo - [De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude](https://politicariabrasileira.blog.br/de-helder-barbalho-a-romeu-zema-secretario-de-educacao-e-responsavel-por-contratos-de-r-850-milhoes-com-empresa-suspeita-de-fraude/): Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Os acordos milionários sob gestão do secretário Rossieli Soares beneficiam empresa alvo da Operação Capa Dura, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Por Thalys Alcântara | Intercept Brasil 20/04/2026 De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude Nos últimos três anos, pastas sob a gestão do atual secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, firmaram quatro contratos de compra de livros didáticos que somam R$ 848,8 milhões. A empresa beneficiada por todas as contratações é a Fazer Educação, cujo dono foi indiciado por fraude em licitação e organização criminosa pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A Fazer Educação, antes chamada Sudu Tecnologia Educacional, é uma velha conhecida de Rossieli. Antes de assumir a secretaria em Minas, em agosto do ano passado, a pasta comandada por ele no Pará já havia fechado três contratos com a empresa durante o governo de Helder Barbalho, do MDB, em 2023 e 2024. Já sob a gestão do ex-governador mineiro Romeu Zema, do Novo, que renunciou ao governo de Minas no fim de março para se candidatar nas próximas eleições, a secretaria chefiada por Rossieli assinou o maior dos quatro contratos com a empresa: R$ 348,4 milhões para a compra de 3,5 milhões de livros de matemática, língua portuguesa e de conteúdos multidisciplinares para os ensinos fundamental e médio. A assinatura desse acordo ocorreu em 23 de dezembro passado, antevéspera de Natal.  A Fazer Educação pertence ao empresário João Moacir Pereira da Silva Filho. A empresa já teve vários nomes e foi fundada em 2019 no Amazonas. É o mesmo estado onde Rossieli ascendeu na sua carreira pública. Ele passou por diferentes cargos no governo estadual, até assumir a secretaria de Educação do Amazonas entre 2012 e 2016. A Fazer Educação, que na época se chamava Sudu, foi alvo da Operação Capa Dura, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul em 2024, e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, ou CPI, da Câmara Municipal de Porto Alegre em 2023. Em ambos os casos, a suspeita era de que a empresa teria fraudado um contrato de material didático no valor de R$ 8,6 milhões com a prefeitura da capital gaúcha em 2022.  Ao todo, 34 pessoas, incluindo servidores públicos, foram indiciados pela polícia por diferentes crimes contra a administração pública, incluindo corrupção. No caso do dono da Fazer Educação, João Moacir, o indiciamento foi por fraude em licitação e organização criminosa em abril de 2025.  De acordo com um relatório policial, a Fazer Educação estava em conluio com outras empresas para direcionar compras públicas na capital gaúcha. A investigação da polícia afirma que a cotação de preços foi fraudada por companhias que se apresentavam como concorrentes, quando na verdade atuavam em parceria. A polícia também aponta evidências do direcionamento da contratação a partir de um documento preparatório da prefeitura, chamado de termo de referência. É nesse tipo de documento, divulgado ao mercado ainda na fase licitatória, que a administração pública descreve o que o governo quer comprar. De acordo com as investigações, o texto teria se baseado em materiais publicitários da Fazer Educação. Os livros fornecidos pela empresa de João Moacir em Porto Alegre são publicações da editora Inca, empresa de Sérgio Bento de Araújo, que, segundo a polícia, fazia parte do conluio de empresas que foram investigadas na Operação Capa Dura. A Polícia Civil anunciou a conclusão da operação em fevereiro deste ano. Durante os mais de dois anos da investigação foram enviados inquéritos ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, que informou ao Intercept Brasil que não vai se manifestar sobre o andamento do caso para preservar as investigações em curso. Procurado pelo Intercept, Sérgio Bento nega as acusações de conluio com a Fazer Educação ou com o dono dela, João Moacir, para direcionar contratos públicos. Ele diz que sua empresa mantinha apenas uma relação comercial com a Fazer Educação, que comprava material da editora Inca e os revendia. Já João Moacir optou por não conceder entrevista e respondeu os questionamentos da reportagem apenas por meio de nota oficial da sua empresa, que reforça a “inexistência de vínculos com as investigações ou terceiros citados”. A Secretaria de Educação de Minas Gerais disse por e-mail que, quando contratou a Fazer Educação, não tinha conhecimento da relação da empresa com as investigações no Rio Grande do Sul, já que não havia registro de sanção impeditiva em desfavor da companhia. Em março, a deputada estadual Beatriz Cerqueira, do Partido dos Trabalhadores, o PT, de Minas Gerais, protocolou uma denúncia no Ministério Público Federal, o MPF, sobre o contrato da secretaria de Educação com a Fazer Educação. Até a publicação desta reportagem, o caso ainda não havia sido distribuído para nenhum procurador do órgão, que pode ou não determinar a abertura de um inquérito. “O que a gente está vivendo na educação é essa febre de grupos privados que vêm pegar dinheiro da educação produzindo livros, sendo que temos o Programa Nacional de Livro Didático. É muita grana envolvida”, avaliou a parlamentar, em conversa com o Intercept. Segundo a deputada, a compra não fazia parte do planejamento de compras da secretaria de Educação de Minas, e, durante visitas em escolas, ouviu críticas dos professores em relação ao conteúdo das apostilas.  “Professores me mostraram essa apostila e disseram que são conteúdos extremamente rasos, que não cumprem essa função de recomposição da aprendizagem”. A secretaria de Educação de Minas Gerais defendeu que o uso desse material de reforço é uma estratégia para conseguir avanços em indicadores de aprendizagem, como já teria acontecido no Pará, e que a participação recorrente das mesmas empresas em diferentes processos licitatórios tem relação com a pouca quantidade de fornecedores desse tipo de produto no mercado editorial. O professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília, a UnB, Caio César de Medeiros Costa, explica que há duas maneiras - [Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-manda-a-juri-pms-filmados-executando-jovem-que-ergueu-as-maos-e-se-rendeu-em-paraisopolis-julgamento-sera-em-julho/): Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho Quatro agentes respondem pela morte de Igor Santos, de 24 anos, em 2025, na Zona Sul de SP. Imagens de body cams da PM mostram vítima desarmada e rendida atrás de uma cama. Por Kleber Tomaz | g1 SP 20/04/2026 PMs com body cam atiram em Igor, mesmo ele tendo erguido as mãos para se render. Suspeito foi morto com dois tiros dados pelos agentes em Paraisópolis — Foto: Reprodução São Paulo — A Justiça decidiu levar a júri popular quatro policiais militares acusados de participarem da execução de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, ocorrida em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Câmeras corporais dos próprios agentes da Polícia Militar (PM) registraram o crime. Nas imagens, a vítima aparece desarmada, com as mãos erguidas e apoiadas sobre a cabeça, atrás de uma cama. Mas em seguida é atingida por dois disparos, um no peito e outro no pescoço. O julgamento foi marcado para 28 de julho deste ano, às 10h30, no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. A decisão de pronúncia, que envia os réus ao Tribunal do Júri, é de janeiro de 2026. Já o agendamento da sessão foi feito no começo deste mês. Apenas dois dos PMs acusados, que seguem presos, serão julgados em julho. Outros dois agentes, que estão soltos, entraram com recursos, e o julgamento deles ainda não foi marcado (saiba mais abaixo). Quem sãos os PMs réus Dois policiais — os cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima — respondem presos pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, foram eles que atiraram em Igor. Esses serão julgados em julho. Outros dois agentes — os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus — também respondem pelo mesmo crime, mas na condição de colaboradores dos executores. No caso deles, o processo foi desmembrado e ainda não há data para o júri. Os quatro réus aparecem nas imagens das câmeras corporais utilizadas durante a ocorrência que terminou com a morte de Igor. A equipe de reportagem teve acesso às gravações. À época, os agentes das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM), alegaram que realizavam patrulhamento no cruzamento das ruas Rudolf Lotze e Pasquale Gualupi, em Paraisópolis, para combater o tráfico de drogas na região. Body cams gravaram crime Segundo os policiais, ao menos três suspeitos armados fugiram ao verem as motos da corporação e entraram em uma casa, localizada em uma viela, onde teriam se escondido. De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as imagens das câmeras corporais mostram que Igor foi vítima de execução. Os PMs não sabiam que os equipamentos estavam funcionando e gravando a ocorrência. Nas gravações, é possível ver os PMs invadindo o imóvel e arrombando a porta do quarto onde Igor e outros dois suspeitos estavam escondidos atrás da cama. Assim que os agentes entram armados no cômodo, os três rapazes se rendem, com as mãos levantadas. Mesmo assim, os policiais aparecem gritando com os jovens, exigindo que entregassem armas — apesar de todos estarem desarmados. Igor aparece no vídeo da câmera corporal no lado esquerdo da imagem, levanta as duas mãos e as coloca atrás da cabeça, em um gesto claro de rendição. Jovem ergueu mãos ao alto Diante da ameaça dos PMs, que miram as armas e fazem menção de atirar, Igor se ajoelha e ainda ergue uma das mãos novamente. Em seguida, ele é atingido por dois disparos, dados pelos cabos Renato e Robson. Os soldados Hugo e Victor também disparam, mas não atingem mais ninguém. Igor morreu dentro do cômodo. Os outros dois jovens que estavam no imóvel não foram atingidos _ eles chegaram a ser ouvidos como testemunhas pela polícia. Dentro da casa, os PMs disseram que apreenderam diversas armas, munições e drogas que estavam com o trio. Para o Ministério Público (MP), os policiais decidiram matar o jovem mesmo após a rendição, substituindo a atuação legal do Estado por uma ação de justiçamento. Segundo a denúncia da Promotoria, os agentes agiram “impelidos por motivo torpe, deliberando matar o suspeito já rendido e subjugado em ato de desforra”. Julgamento dos PMs O julgamento dois dois PMs acusados de matar Igor será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Caberá aos sete jurados decidir se os policiais são culpados ou inocentes pelas acusações relacionadas ao assassinato. “A defesa pretende demonstrar aos jurados a legalidade da ação policial, eis que as câmeras corporais não mostraram a realidade”, afirmou João Carlos Campanini, advogado de dois dos acusados: o cabo Robson e o soldado Victor. O advogado Wanderley Alves dos Santos, que defende os outros réus _o cabo Renato e o soldado Hugo_ disse que a acusação contra seus clientes é frágil. “A hipótese acusatória não se sustenta. Imagens da COP são apenas um recorte acerca dos fatos e estão sujeitas a diversos vieses cognitivos”, disse Wanderley sobre a defesa de seus clientes. “A defesa demonstrará a legitimidade na atuação policial.” ‘Vieram na maldade’, diz pai “A gente busca justiça porque entendemos que foi uma execução. Não somos contra a PM. Esses PMs, no caso, acabaram manchando nome da corporação porque se excederam”, disse o advogado Jonatha Carvalho, que atua no caso ao lado da advogada Gabriela Amoras Silva. Eles defendem os interesses da família de Igor e atuam como assistentes da acusação. “O que mais me dói é que meu filho ficou agonizando e deixaram-no morrer de olhos e boca abertos”, disse Magdo de Moraes Santos, pai de Igor, ao g1. “Vieram na maldade.” Igor deixou uma filha de 5 anos. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPolícia Militar PMSão Paulo SP Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM - [10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB](https://politicariabrasileira.blog.br/10-descobertas-do-tcu-sobre-a-farra-de-voos-de-autoridades-com-a-fab/): 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB Tribunal determinou que governo reformule regras para utilização de voos da Aeronáutica para deslocamento de autoridades; Casa Civil e Força não se manifestaram Por Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 17/04/2026 Voos realizadas pela FAB para transportar autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário custaram cerca de R$ 285 milhões aos cofres públicos de janeiro de 2020 a julho de 2024 Foto: Dida Sampaio/Estadão BRASÍLIA – A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades e ineficiência no uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades mapeou 7.491 voos realizados entre 2020 e 2024. O estudo da área técnica levou o plenário do TCU a determinar uma revisão geral da estrutura regulatória. Em 30 dias, Casa Civil, Ministério da Defesa e Aeronáutica terão de apresentar um plano que torne as regras mais rígidas. O Estadão pediu manifestação às duas pastas e à Força. Não houve manifestações até o momento. Os voos podem ser solicitados por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A seguir, os apontamos da área técnica do TCU, em 10 pontos: 1 – Aumento de voos O TCU constatou que o número de voos para transporte de autoridades pela FAB vem crescendo ano após ano. 2020: 791 2021: 1.531 2022: 1.879 2023: 2.124 2024: 1.166, até julho. 2 – Gasto milionário O custo total estimado dos voos da FAB para autoridades realizados entre 2020 e 2024 foi de R$ 285,2 milhões. A auditoria salientou, porém, que esse é um dado conservador por não incluir gastos com pessoal. 3 – Aviões vazios Dos 7,4 mil voos, o TCU selecionou uma amostra de 266 voos. Destes, 111 foram realizados com um único passageiro a bordo. Além disso, a taxa média de ocupação das aeronaves é de apenas 55%. O dado indica “ineficiência operacional significativa” e falta de compartilhamento de voos entre diferentes órgãos. 4 – Passageiros não identificados Em 70% da amostra analisada, houve falha na identificação dos passageiros, seja com nomes incompletos, ausência de descrição do cargo ou falta de documentos oficiais de identificação. De 2020 a 2024, os voos foram solicitados por 44 autoridades e transportaram 73.612 passageiros para uma média de 440 destinos por ano. 5 – Listas de passageiros descartadas A FAB declarou, no decorrer do processo de auditoria, ter descartado as listas de passageiros dos voos realizados entre 2020 e 2023. A Aeronáutica entendia que cabia ao órgão requisitante do voo manter os registros. Para o TCU, houve “grave inobservância do dever de cuidado” porque os documento deveriam ser preservados por pelo menos cinco anos. O descarte impediu análises mais profundas sobre características das viagens. 6 – Aeronáutica se exime de analisar pertinência de viagens A Aeronáutica atua como “mera executora” das requisições para transportar autoridades, sem fazer análise das justificativas para os deslocamentos de autoridades e sem avaliar se todos os critérios necessários estavam cumpridos. “A realização da despesa com o transporte não pode ser pautada unicamente no autocontrole exercido pelo solicitante da viagem. Como executora do ato de despesa, a FAB deve assegurar o funcionamento de controles que se fizerem necessários para reduzir o risco de realizar transporte irregular de passageiros e, com isso, dar espaço a despesa pública injustificável”, destacou a auditoria. 7 – Mais caro que a aviação comercial Em média, o transporte de autoridades por aeronaves da FAB é 6,4 vezes mais caro do que o uso de voos comerciais, conforme uma análise que o TCU fez somente sobre viagens feitas em 2024. Mas em 32% dos casos auditados, os custos de transporte da FAB superaram em mais de 20 vezes o da alternativa comercial. A auditoria constatou a inexistência de análises que comprovem a necessidade do uso da FAB em vez de voos comerciais mais baratos. “A ausência de justificativas claras para a escolha de voos da FAB leva ao uso ineficiente e antieconômico do serviço. Urge, portanto, estabelecer critérios objetivos para justificar o emprego da aviação oficial e evitar a utilização indiscriminada e mais cara dessa opção, aspecto já endereçado no encaminhamento do capítulo anterior”, diz a área técnica. 8 – Os motivos fora da norma Dos quase 7,5 mil voos, 5.898 (78,7%) foram pedidos por motivos de “serviço”. Outros 377 (5%) por motivos de “segurança”. Emergência médica foi a razão de sete voos (0,01%). A alegação de híbrida de “Serviço/Segurança” serviu para 1.209 voos (16,1%), sendo que essa classificação nem existe na norma que regula as solicitações. 9 – Falta de agenda correspondente De um universo de 194 voos analisados especificamente pelo TCU, em 29 voos não foram declinadas a finalidade da missão ou apontada as agendas oficiais correspondentes. A falha compromete alegações de viagem “a serviço” feitas pelas autoridades. 10 – Sigilo virou regra A FAB tem classificado informações relativas a voos de autoridades como sigilosas sem um ato que fundamente essa classificação. Em nenhum dos requerimentos de voos feitos por autoridades e analisados pelo TCU houve menção à necessidade de sigilo dos dados. A classificação das informações partiu da FAB e tem sido realizada de modo amplo e generalizado, em desconformidade com a Lei de Acesso à Informação. Até 2022, a FAB publicava de modo incompleto as informações relativas ao transporte de autoridades realizados com base em um decreto presidencial de 2020. O nome da autoridade solicitante era divulgado, mas sem a identificação dos passageiros transportados. Uma decisão do TCU de 2022 determinou a publicidade dessas informações, mantido o sigilo para os casos em que a publicidade pode representar riscos à segurança de autoridades. A partir daí, o TCU detectou uma mudança no padrão de classificação dos voos, com elevação do número de viagens por motivos de “segurança”, em detrimento do motivo “serviço”, que até então era mais comum. Notícia anterior FAB Força Aérea Brasileira AeronáuticaTCU Tribunal de Contas da União 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões - [Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/governador-interino-extingue-tres-subsecretarias-da-casa-civil-e-corta-383-cargos-no-rio/): Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio E vem mais um pente-fino no Palácio Guanabara. Por Pâmela Dias | O Globo 16/04/2026 Desembargador Ricardo Couto, atual governador interino do Rio — Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo Em decreto a ser publicado nesta sexta-feira, o governador em exercício, Ricardo Couto, determinou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo todas as suas estruturas subordinadas, sob o argumento de reorganização administrativa sem aumento de despesas. Saem do organograma a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo — áreas criadas ou reorganizadas por decretos entre 2024 e 2025. O impacto imediato será a exoneração de 383 servidores ligados às unidades extintas. O movimento é visto como um esforço de Couto para imprimir sua marca no governo, com cortes em estruturas ampliadas na gestão Cláudio Castro. Notícia anterior Governador Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/choque-de-transparencia-no-rj-preve-analise-de-67-mil-contratos-que-somam-r-81-bilhoes/): Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Medida atinge toda a administração direta e indireta e inclui revisão de contratos emergenciais e estrutura de pessoal. Por Por Gabriel Barreira e Lucas Soares | RJ2 16/04/2026 Palácio Guanabara, Rio de Janeiro — Foto: GloboNews/Reprodução O governo do Rio de Janeiro iniciou uma ampla auditoria nos gastos públicos que prevê a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que juntos somam mais de R$ 81 bilhões. A medida foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, como parte de um pacote classificado pela gestão como um “choque de transparência” na máquina pública. O pente-fino será conduzido pela Casa Civil, agora sob comando de Flávio Willeman, em conjunto com a Controladoria-Geral do Estado (CGE). De acordo com o decreto, todas as secretarias, autarquias, fundações e entidades da administração indireta deverão informar, em até 15 dias úteis, detalhes sobre contratos em vigor, incluindo prazos, valores e serviços prestados. Ao todo, serão analisados 6.754 contratos com valores acima de R$ 1 milhão, que somam R$ 81.765.869.207,87. A auditoria também inclui contratos firmados sem licitação, por inexigibilidade ou em caráter emergencial, que deverão ser detalhados pelos órgãos responsáveis. Choque de transparência A revisão dos contratos deve começar pela própria Casa Civil, onde estão concentrados alguns dos maiores acordos da administração estadual. Um dos exemplos é um contrato de agenciamento de viagens aéreas, com custo estimado em R$ 825 milhões. O foco inicial também inclui a Secretaria de Governo, áreas de Meio Ambiente e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o DER firmou nove contratos no último mês que somam mais de R$ 400 milhões, sendo seis deles sem previsão de licitação por serem classificados como emergenciais — todos agora sob análise. A auditoria busca identificar possíveis irregularidades, sobreposições de contratos e gastos considerados excessivos, além de revisar a legalidade de contratações feitas recentemente. Exonerações Paralelamente à auditoria, o governo interino vem promovendo mudanças no primeiro escalão e na estrutura administrativa. Só na Secretaria de Governo, 153 servidores foram exonerados nesta quinta-feira, dentro de um universo de cerca de 2,5 mil funcionários da pasta. As alterações também atingiram cargos estratégicos. O procurador Rafael Rolim foi nomeado presidente da Cedae, substituindo Agnaldo Balon, que estava no comando da companhia desde 2023. Na segunda-feira (13), Couto exonerou o secretário-chefe de Gabinete, Rodrigo Abel. A exoneração foi registrada como “a pedido”, mas, na prática, encerra a presença do grupo que concentrava as principais decisões no Palácio Guanabara desde 2020, quando Castro assumiu o comando do estado. Rodrigo Abel era considerado um dos principais articuladores do governo e atuava ao lado de nomes como Nicola Miccione e Rodrigo Bacellar. Também na segunda-feira, Ricardo Couto exonerou o então presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. Para o lugar dele, foi nomeado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista. Cargos de comissão cresceram com Castro Outro foco do governo é o gasto com pessoal, especialmente a evolução do número de cargos comissionados nos últimos anos. Dados levantados pela atual gestão mostram que, em abril de 2021, no início do governo Cláudio Castro, havia 9.698 comissionados. Hoje, esse número chegou a 14.340 — um aumento de 47,86%. No mesmo período, o número de servidores concursados caiu de 165.866 para 153.830, uma redução de 7,2%. Com isso, a proporção de efetivos na folha diminuiu: de 96,52% para 84,6%. O decreto também determina que todos os órgãos informem o quantitativo atualizado de servidores efetivos e comissionados, como parte do mapeamento completo da estrutura administrativa. Economia anual de R$ 13 milhões Segundo a Secretaria de Estado de Governo (Segov), as primeiras medidas já resultaram em economia. A exoneração dos 153 servidores da pasta deve gerar uma redução de gastos superior a R$ 13 milhões por ano, sem impacto na prestação de serviços, de acordo com o governo. A ação integra o primeiro ciclo da auditoria, que também prevê restrições a novas licitações sem previsão orçamentária e revisão de despesas consideradas não essenciais. Notícia anterior CedaeControladoria-Geral do Estado CGEDepartamento de Estradas de Rodagem DERGovernadorPL Partido LiberalRioPrevidência Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja](https://politicariabrasileira.blog.br/preciso-dele-feliz-disse-vorcaro-a-corretora-sobre-ex-chefe-do-brb-veja/): Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Paulo Henrique Costa foi preso nesta quinta-feira (16), sob suspeita de ter recebido milhões em propina do dono do Banco Master Por Matheus Teixeira e Renata Souza | CNN Brasil 16/04/2026 CNN Brasil Em mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, chegou a falar sobre a necessidade de deixar o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa “feliz”. Costa foi preso nesta quinta-feira (16) na quarta fase da operação Compliance Zero. A PF investiga se o ex-presidente do BR recebeu R$ 146,5 milhões de Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília. Os investigadores apontam que o pagamento da propina teria sido realizado por meio de imóveis sediados em Brasília e São Paulo. “Preciso dele feliz [nome da corretora preservado]. Reverte isso aí”, escreveu Vorcaro a uma corretora de imóveis após um episódio em que Costa teria ficado “decepcionado por não ter conseguido visitar” um dos imóveis, segundo relatório policial. Nesta nova fase da Compliance Zero, o advogado Daniel Monteiro, próximo do ex-banqueiro, também foi preso. Ele seria um dos responsáveis por montar uma operação para repassar os seis imóveis de luxo a Costa por meio de empresas de fachada. As trocas de mensagens de WhatsApp periciadas pela PF, que constam na decisão que autorizou a operação desta quinta-feira, mostram que Vorcaro tratava Paulo Henrique Costa como “amigo”, indicando proximidade entre os dois. Por meio das conversas extraídas, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, afirmou haver “fortes indícios” de que Costa atuava como um “verdadeiro mandatário” de Vorcaro. Outro lado A CNN entrou em contato com o BRB para se manifestar. O espaço está aberto. Em nota, o governo do Distrito Federal, disse, por meio da assessoria da governadora Celina Leão (PP), disse que os fatos “estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e julgamento”. “A atual gestão do Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso inegociável com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições. Desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes. Seguiremos atuando com responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos”, diz a nota. O advogado Cleber Lopes, que atua na defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, criticou a prisão do cliente e disse que ele não “cometeu crime algum”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadoraPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB](https://politicariabrasileira.blog.br/procurador-geral-do-df-pede-demissao-em-meio-a-tentativa-de-socorro-do-brb/): Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Fontes afirmam que Márcio Wanderley era pressionado para conceder parecer positivo para DF obter empréstimo do FGC Por Larissa Rodrigues e Helena Prestes | CNN Brasil 16/04/2026 Márcio Wanderley, Procurador Geral do Distrito Federal. • Ângelo Pignaton/Agencia CLDF Brasília – O procurador-geral do DF, Márcio Wanderley, deixou o cargo nesta semana, após nove meses de gestão. Segundo fontes, o procurador pediu demissão por sentir-se pressionado a fazer um parecer positivo para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), destinado ao BRB. Nesse tipo de operação, o governo não pega dinheiro diretamente do fundo; o FGC atua como uma espécie de garantidor, reduzindo o risco para quem concede o crédito e facilita a liberação dos recursos. Cabe a PGR-DF a avaliação da viabilidade econômica do empréstimo. O desconforto teria surgido diante da pressão para validar juridicamente essa operação. Wanderley assumiu o cargo em agosto de 2025, após quase dois anos como consultor jurídico do gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha. O cargo tem duração de dois anos, podendo ser reconduzido. Pelo regimento, Wanderley poderia seguir no cargo até agosto do próximo ano. A CNN entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mas ainda não obteve retorno. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPG-DF Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados](https://politicariabrasileira.blog.br/doador-da-campanha-de-ex-ministro-de-bolsonaro-e-um-dos-alvos-de-nova-acao-da-pf-sobre-fraudes-contra-aposentados/): Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados Nova fase da Operação Sem Desconto mira presidentes de organizações que fraudaram aposentados, entre eles Felipe Macedo Gomes, que doou R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni, ex-ministro de Jair Boslonaro, em 2022. Por Plínio Teodoro | Fórum 27/05/2026 Onyx Lorenzoni (PP-RS) e Felipe Macedo Gomes (Agência Senado) A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta quarta-feira (27) nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões. Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba. um dos alvos da operação é o ex-presidente da Associação Amar Brasil Clube de Benefício, Felipe Macedo Gomes, que doou R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Além dele, a PF cumpre mandados contra Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP), que também teria atuado em várias entidades ligadas ao sistema de descontos associativos, incluindo Amar Brasil, MasterPrev e ANDAPP. Requerimentos da CPMI mostram que entidades associativas das quais ele participou — como AASAP, Amar Brasil e MasterPrev — cresceram justamente no período em que o Ministério da Previdência era comandado por figuras do entorno bolsonarista, especialmente Onyx Lorenzoni. Onyx foi ministro da Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência, Cidadania e Previdência no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Técnico do INSS, Everaldo Felício de Macedo, tambpem está entre os alvos. Ele é suspeito de receber pagamentos de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, que seria o líder da organização criminosa. Segundo a PF, nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoINSSPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da República Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-e-cgu-deflagram-nova-fase-de-operacao-que-investiga-fraudes-em-aposentadorias-e-pensoes/): PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões Ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e 8 medidas cautelares em 3 estados e no DF. Operação Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, políticos, empresários e donos de associações e sindicatos. Por Fábio Amato, Léo Arcoverde e Isabela Camargo | TV Globo, GloboNews e g1 27/05/2026 Presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Américo Monte Júnior (esquerda) e Igor Dias Delecrode dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). Os dois foram alvos de operação da PF nesta quarta-feira (27) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Brasília – A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. 🔎 Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, esta fase da operação apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões. Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas). As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações: Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB) Master Prev Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP) Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP)   Correção: na publicação desta reportagem, o g1 errou a sigla de uma das entidades alvos da operação da PF contra fraudes no INSS. A instituição que foi alvo de mandados é a Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde — cuja sigla é AASAP, e não AASP. A informação foi corrigida às 10h. Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema. Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados: Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação.   A TV Globo procura contato com as defesas dos investigados. Parte dos alvos já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Em nota, a defesa de Daniel Gerber afimou que os valores recebidos são referentes a “honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro”. “Daniel Gerber, sócio fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados — tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais”. A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Descontos ilegais O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰 O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias. Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPDT Partido Democrático TrabalhistaPolícia Federal PFRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Da CPI dos Correios a hotel de Trump, intermediário entre Castro e Vorcaro atuou em fraudes na previdência nos últimos 20 anos](https://politicariabrasileira.blog.br/da-cpi-dos-correios-a-hotel-de-trump-intermediario-entre-castro-e-vorcaro-atuou-em-fraudes-na-previdencia-nos-ultimos-20-anos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Relatórios da PF e decisões da CVM descrevem um personagem recorrente em operações de captação de recursos de fundos de pensão Por Bernardo Mello e Caio Sartori | O Globo 27/05/2026 O lobista Ricardo Siqueira — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – Apontado pela Polícia Federal como lobista do banqueiro Daniel Vorcaro e intermediário entre ele e o ex-governador Cláudio Castro (PL), o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues tem um histórico de fraudes envolvendo fundos de previdência. O episódio mais recente foram os aportes do Rioprevidência, instituto ligado ao governo do Rio, em papéis e fundos da rede do Banco Master, no valor total de R$ 3 bilhões — o que levou Rodrigues a ser alvo de busca e apreensão na terça-feira. Segundo as investigações, o empresário recebia uma comissão de Vorcaro ao captar recursos de fundos de previdência para o Master, o que dependia de “alinhamento político” com Castro. “Rodrigues, já anteriormente investigado à extensão por atuação em fraudes, realizou captação de clientes para o Banco Master e foi remunerado para tanto com comissão de 0,6% sobre os valores angariados”, afirma Mendonça, ao autorizar a operação. Lavagem de ativos A PF apontou ainda que Rodrigues controlava uma empresa, a Mídias Promotora, que recebeu R$ 126 milhões do Master entre 2022 e 2025, conforme reportagem da Folha de S. Paulo. Esta firma ajudava a “escoar recursos oriundos das operações fraudulentas” entre fundos de previdência e o banco de Vorcaro, segundo a PF, “facilitando a lavagem de ativos e o repasse de valores aos agentes envolvidos”. Vinte anos antes de o esquema do Master vir à tona, Rodrigues foi um dos alvos da CPI dos Correios, em 2005, que ajudou a revelar o mensalão. À época, segundo o relatório da CPI, ele era o dirigente de uma corretora de investimentos que promoveu “diversas operações atípicas no mercado financeiro”, provocando “perdas aos fundos de pensão” que usaram seus serviços. Um dos principais prejudicados por Rodrigues, de acordo com a investigação da época, foi a Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), que teve um rombo de R$ 2,6 milhões em valores de então — R$ 8,4 milhões corrigidos pela inflação. Ele recebeu uma multa de mais de R$ 1 milhão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por atuação fraudulenta. A Refer teve em seu quadro de dirigentes o advogado Deivis Marcon Antunes, que assumiu em 2023, por nomeação de Castro, o comando do Rioprevidência — e abriu caminho, na sequência, para os aportes do instituto estadual no banco de Vorcaro. Em mensagens obtidas pela PF, sem citar Deivis, Rodrigues disse ao dono do Master que “resolveria os trâmites internos” para o Rioprevidência alocar recursos no banco. Outro episódio de Rodrigues com fundos de previdência, este investigado pela Lava-Jato, envolveu a construção de um hotel na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, em 2016, que levaria a marca do presidente dos EUA, Donald Trump. A investigação apontou que Rodrigues e outro sócio da construção, o comunicador Paulo Figueiredo — conhecido hoje por sua atuação junto ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro —, se beneficiaram de operações fraudulentas no valor de R$ 17,8 milhões e de R$ 9 milhões, respectivamente, na venda de cotas do empreendimento. Na decisão em que multou Rodrigues em R$ 53 milhões pelo caso, em 2023, a CVM apontou que o empresário era “o indivíduo responsável por captar os recursos de entidades de previdência”. O hotel foi inaugurado com diferenças em relação ao projeto original, e o grupo Trump rompeu o contrato de licenciamento da marca ainda em 2016, prejudicando os fundos que aportaram recursos. Após ser preso, Rodrigues fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, o que levou à prisão de Paulo Figueiredo no início de 2019. O processo contra o comunicador bolsonarista, no entanto, foi trancado posteriormente por decisão da Justiça Federal. Outro relato de Rodrigues gerou desdobramentos à investigação do chamado “QG da Propina” na gestão de Marcelo Crivella na prefeitura do Rio. O empresário disse aos investigadores que um restaurante dele foi usado como fachada para o suposto operador de Crivella, Rafael Alves, receber R$ 1 milhão em propina. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - ['Elevada coincidência temporal': PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master](https://politicariabrasileira.blog.br/elevada-coincidencia-temporal-pf-cita-elo-entre-encontros-de-castro-e-vorcaro-com-aportes-no-master/): ‘Elevada coincidência temporal’: PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master Segundo a PF, reuniões entre o ex-governador do RJ e o banqueiro têm datas próximas às dos investimentos de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência. Por André Coelho Costa, Gabriel Barreira, Mahomed Saigg, Márcio Falcão e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 27/05/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A investigação da Polícia Federal aponta uma “elevada coincidência temporal” entre encontros do ex-governador Cláudio Castro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro e a liberação de aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. A defesa de Castro negou haver relação pessoal indevida com Daniel Vorcaro (veja a nota completa abaixo). Nesta terça-feira (26), o ex-governador do Rio foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero, afirma que os investigadores identificaram “sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social)”. Segundo a PF, a relação entre Castro e Vorcaro “não se limitou a contatos institucionais”, mas envolveu “vínculo pessoal estreito”, com encontros frequentes, inclusive “em ambientes privados e no exterior”, custeados pelo banqueiro. Os investigadores sustentam que esse relacionamento teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os aportes e influenciado mudanças internas no Rioprevidência. ℹ️ O Rioprevidência é o fundo responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e administra uma das maiores estruturas previdenciárias do país. Atualmente, o sistema atende cerca de 237 mil aposentados e pensionistas civis e militares do estado. ℹ️ Já a Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça ligado ao Banco Master. Daniel Vorcaro está preso em Brasília. A PF aponta que a cúpula do Rioprevidência foi alterada pouco antes do início das operações financeiras investigadas. Segundo a decisão, houve a nomeação estratégica de dirigentes para cargos-chave, como presidência, diretoria e gerência de investimentos. De acordo com o documento, os novos gestores passaram a adotar decisões contrárias à política conservadora que vigorava até então no Rioprevidência. A investigação cita: credenciamento acelerado do Banco Master; ausência de análises técnicas estruturadas; falta de comparação com alternativas do mercado; avaliações de risco consideradas insuficientes; e continuidade dos aportes mesmo após alertas de órgãos de controle. Credenciamento um dia após troca de diretor A decisão também descreve uma sequência considerada relevante pela PF: o então diretor de investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues, assumiu o cargo em 4 de outubro de 2023. No mesmo dia, o Banco Master pediu credenciamento junto ao fundo. Segundo os investigadores, a partir dali começaram os investimentos que hoje são alvo da operação. A PF calcula que o Rioprevidência destinou R$ 3,69 bilhões ao Banco Master, somando aplicações em Letras Financeiras e fundos ligados ao grupo financeiro. O documento afirma que parte dos investimentos ocorreu depois que surgiram obstáculos regulatórios para manter os aportes nas Letras Financeiras. A investigação sustenta que os recursos então migraram para fundos estruturados ligados ao banco, em uma tentativa de contornar restrições regulatórias. Para o ministro André Mendonça, há “elevada probabilidade” de que os investigados integrem “um amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e lavagem de dinheiro criado para o desvio de uma cifra bilionária do Rioprevidência”. O que diz Castro A defesa nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro. Os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal. A defesa esclarece ainda que Cláudio Castro não conhece o citado Ricardo apontado como suposto intermediário ou elo entre ele e Daniel Vorcaro. Também não procede a informação de que viagens, passagens ou despesas pessoais de Cláudio Castro tenham sido custeadas por Daniel Vorcaro, assim como não houve qualquer tipo de benefício pessoal recebido pelo ex-governador. Todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e em conformidade com as regras previstas na Resolução CMN nº 4.963/2021, em operações conduzidas com instituição autorizada e supervisionada pelo Banco Central. Cláudio Castro jamais integrou qualquer comitê de investimentos do Rioprevidência, não participava das decisões técnicas da carteira da autarquia e nunca exerceu função operacional relacionada aos investimentos realizados pelo instituto, o que demonstra a autonomia técnica dos executivos e órgãos internos responsáveis pelas análises e deliberações. Assim que surgiram questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master, o próprio ex-governador determinou a adoção imediata de medidas de apuração e controle, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e a instauração de procedimento interno pela Controladoria-Geral do Estado. Cabe ainda ressaltar que, em dezembro de 2025, houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão de fundo administrado pelo Banco Master, garantindo a proteção do patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. As compras de Letras Financeiras do Banco Master foram encerradas ainda em 2024. Não houve novos aportes após determinação do TCE-RJ. O Fundo Arena foi integralmente resgatado em 2025, sem qualquer prejuízo ao Rioprevidência, e o Fundo Revolution teve pedido de resgate realizado pela autarquia em janeiro de 2026. Importante destacar que todos os recursos investidos nos fundos ligados ao Banco Master que foram integralmente recuperados já foram ressarcidos ao caixa do Estado. Parte desses valores, inclusive, foi utilizada para garantir o pagamento da folha previdenciária. A defesa reafirma sua confiança no completo esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJ Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário - [Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/encontros-viagens-e-nomeacoes-elo-pessoal-entre-castro-e-vorcaro-facilitou-aporte-de-r-37-bi-no-master-pelo-rioprevidencia-diz-pf/): Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Investigação aponta encontros frequentes, viagens pagas pelo banqueiro e nomeações estratégicas no fundo de previdência ajudaram a viabilizar aplicações apesar de alertas. Por g1 Rio 26/05/2026 Cláudio Castro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A decisão judicial que derrubou o sigilo da investigação da Polícia Federal (PF) sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master aponta que a relação pessoal entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi determinante para viabilizar investimentos bilionários considerados irregulares pelo Ministério Público. “A relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”. Nesta terça-feira (26), Castro foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. Segundo o documento, obtido pela TV Globo, as investigações indicam que recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais foram aplicados em Letras Financeiras e fundos ligados ao Banco Master “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”. De acordo com a decisão, o esquema teria envolvido “alterações deliberadas nos procedimentos internos”, credenciamentos considerados apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e o uso de intermediários para aumentar comissões e ocultar pagamentos de vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a atuação de Castro “não se limitou a contatos institucionais”, mas incluiu um “vínculo pessoal estreito” com o controlador do Banco Master, Daniel Bleno Vorcaro. A representação menciona encontros frequentes entre os dois, inclusive em ambientes privados e viagens ao exterior custeadas pelo banqueiro, que teriam coincidido temporalmente com aportes bilionários do RioPrevidência no banco. Ainda segundo a decisão, a relação teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os investimentos e influenciado a nomeação de dirigentes estratégicos no RioPrevidência, incluindo cargos de presidência, diretoria e gerência de investimentos. Para os investigadores, essas indicações sugerem que decisões sobre aplicações de recursos previdenciários teriam sido tomadas em desacordo com normas técnicas e regulatórias, mas alinhadas aos interesses do Banco Master. O documento também afirma que os aportes continuaram mesmo após alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis, mantendo o fluxo de recursos públicos para operações classificadas como “temerárias” e sem justificativa técnica. A investigação apura possíveis crimes relacionados à gestão de recursos do regime próprio de previdência do estado. A defesa de Cláudio Castro afirma que o ex-governador está à disposição da Justiça e sustenta que todos os atos de sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação. Já o Banco Master nega irregularidades. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidência Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master 26/05/2026 Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR](https://politicariabrasileira.blog.br/rachadinha-e-lavagem-de-dinheiro-as-acusacoes-contra-mario-frias-denunciadas-a-pgr/): Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Representação pede investigação contra deputado bolsonarista por suspeitas envolvendo gabinete, emenda para o filme Dark Horse, Banco Master e viagem ao Bahrein Por Ivan Longo | Fórum 26/05/2026 O deputado federal Mario Frias (PL-SP) – Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados A Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira (25) uma notícia de fato na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O parlamentar bolsonarista é alvo de pedido de investigação por suspeitas de “rachadinha”, lavagem de dinheiro, uso indevido de recursos públicos e fatos conexos envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A representação é encabeçada pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), e pede a instauração de procedimento investigatório criminal ou, se for o caso, a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro de Frias. Segundo o documento, o caso tem como núcleo principal a suspeita de que uma ex-funcionária do gabinete de Mário Frias teria realizado pagamentos em benefício do entorno familiar e político do deputado. A representação cita reportagem jornalística que revelou comprovantes indicando que a ex-servidora teria pago uma fatura de cartão de crédito da esposa do parlamentar, feito Pix para a mãe dele e transferido valores ao então chefe de gabinete. O documento sustenta que os elementos divulgados “indicam possível captura privada de salários pagos com recursos públicos a servidoras e servidores parlamentares”. Suspeita de rachadinha no gabinete de Mario Frias Na representação, a Bancada do PT afirma que a remuneração de assessores parlamentares tem finalidade pública específica: pagar trabalho efetivo em favor do mandato. Por isso, argumenta que qualquer retorno de parte desses valores ao parlamentar, a familiares, chefes de gabinete ou pessoas de confiança pode indicar desvio de finalidade e apropriação privada da estrutura estatal. O texto define a prática de “rachadinha” como a apropriação de parte da remuneração de assessores por meio de devoluções compulsórias, repasses periódicos, transferências diretas, pagamentos indiretos de despesas pessoais, servidores fictícios, interpostas pessoas ou circuitos financeiros destinados a beneficiar o parlamentar, familiares ou operadores. A representação sustenta que o pagamento da fatura do cartão da esposa de Frias “revela possível utilização de remuneração de servidora para custear despesa privada familiar”. Já a transferência à mãe do deputado, segundo o documento, sugere circulação de recursos para pessoa do núcleo familiar. O envio de valores ao então chefe de gabinete é apontado como possível sinal de participação de integrante da estrutura interna do mandato. O PT pede que a PGR apure a origem dos recursos, a periodicidade das transferências, a existência de padrão semelhante com outros servidores, a atuação de intermediários, a compatibilidade entre a renda da ex-funcionária e os valores movimentados, além da relação de subordinação funcional dentro do gabinete. A bancada também solicita que sejam ouvidos a ex-funcionária mencionada na reportagem, o então chefe de gabinete, familiares citados e outros servidores ou ex-servidores que possam esclarecer a dinâmica dos pagamentos. Outro ponto central da representação é o pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal e patrimonial dos envolvidos, mediante autorização judicial quando necessária. O PT também pede relatório de inteligência financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para rastrear origem, destino, habitualidade e finalidade das transferências. Filme sobre Bolsonaro, Banco Master e viagem ao Bahrein entram na mira A notícia de fato amplia o caso para além do gabinete parlamentar. O documento pede investigação sobre a destinação de emenda parlamentar ao filme Dark Horse, obra ligada à construção de narrativa política favorável ao bolsonarismo. Segundo a representação, a apuração deve verificar se houve desvio de finalidade no uso de recursos públicos, quem foram os beneficiários diretos e indiretos, quais despesas foram executadas e se houve complementação por recursos privados, nacionais ou estrangeiros. O ministro Flávio Dino, do STF, já havia determinado a abertura de apuração preliminar sobre o uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora do filme sobre Bolsonaro. Segundo a Agência Brasil, oficiais de Justiça tentavam há mais de um mês intimar Mário Frias a prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação dessas emendas. A representação também menciona uma possível rota financeira Brasil–EUA–Brasil relacionada ao filme. O PT pede que sejam requisitadas informações ao Banco Central, à Receita Federal e ao Coaf sobre remessas internacionais, contratos de câmbio, invoices, beneficiários finais, empresas intermediárias e a compatibilidade entre valores movimentados e serviços prestados. “A pergunta investigativa é objetiva: por que uma obra executada substancialmente no Brasil precisaria movimentar valores por uma rota Brasil–EUA–Brasil?”, diz o documento. Para a bancada, a apuração deve verificar se houve finalidade econômica legítima ou se a rota teria servido para ocultar origem, destino, beneficiários, natureza dos pagamentos ou finalidade política da produção. O caso também é conectado, na representação, ao chamado ecossistema do Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. O documento cita reportagens que apontam proximidade entre Frias, Flávio Bolsonaro e Vorcaro no contexto do financiamento do filme. A representação contra Frias ainda cita a viagem do deputado ao Bahrein sem comunicação prévia à Mesa Diretora da Câmara. Para o PT, o deslocamento teria ocorrido em momento sensível, quando havia intimação expedida por Flávio Dino para que o parlamentar prestasse esclarecimentos sobre a emenda destinada ao filme. O documento pede que a PGR investigue se a viagem teve o objetivo de retardar, dificultar ou frustrar a ciência formal da intimação. No enquadramento jurídico preliminar, a bancada afirma que os fatos podem indicar, em tese, crimes contra a Administração Pública e delitos patrimoniais conexos. Entre as hipóteses mencionadas estão peculato, concussão, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica, falsidade documental, associação criminosa, organização criminosa e obstrução de investigação. Frias nega irregularidades. Em manifestação enviada ao STF nesta segunda-feira (25), o deputado classificou como “falsas” e “difamatórias” as suspeitas de desvio de verbas públicas relacionadas ao filme Dark Horse.  Ao final, a Bancada do PT pede que, caso sejam encontrados indícios suficientes, a PGR ofereça denúncia perante o Supremo Tribunal Federal ou adote as medidas penais cabíveis. O documento também solicita - [Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão](https://politicariabrasileira.blog.br/kits-da-lei-seca-com-desenhos-de-ziraldo-comprados-a-r-25-milhoes-estao-parados-em-galpao/): Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão O g1 apurou que se pagou acima de outras propostas pelos 100 mil kits que seriam usados em campanhas educativas, mas estão parados em depósito, sem programação de distribuição. Governo do RJ vai abrir sindicância. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 26/05/2026 Kits com ilustração de Ziraldo — Foto: Reprodução O governo em exercício do Rio de Janeiro vai abrir uma sindicância para investigar cerca de 100 mil kits de leitura encontrados estocados em um galpão particular, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e que seriam utilizados para campanhas educativas da Operação Lei Seca. Os conjuntos de livros, com ilustrações do cartunista Ziraldo, foram adquiridos por R$ 25,6 milhões. O g1 apurou que a Secretaria de Governo na gestão Cláudio Castro pagou um valor acima da proposta que havia no mercado pelo material – a gestão do antigo governador afirma que isso se deve pela qualidade superior. Além disso, não se encontrou um cronograma para a distribuição do conjunto de livros. Uma auditoria foi feita no local e produziu um relatório que “vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público” (a nota completa do governo em exercício está ao final desta reportagem). A compra dos kits é um dos 6,7 mil contratos que estão sendo revisados pela atual gestão estadual. André Moura, ex-secretário de Governo do RJ, disse que esse material estava preparado para ser distribuído “durante todo o ano no exercício da operação Lei Seca”: “Não tem absolutamente nada de errado com esse processo. Estou bem tranquilo com isso”, explicou Moura (Todas as informações prestadas por ele e os responsáveis pelo contrato estão no fim desta reportagem). A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo,não teve qualquer ingerência sobre os pontos que são objeto de apuração (leia a nota na íntegra mais adiante na reportagem). A compra dos kits de leitura aconteceu através da adesão de uma ATA de registro de preços, que permitiu que o órgão público, no caso a secretaria de Governo, adquirisse de forma rápida o objeto de forma ágil sem a necessidade de licitações. A empresa escolhida foi a Stem Educacional, que tem sede no Paraná. O valor pago foi R$ 12,6 milhões a mais do que um valor apresentado por uma outra empresa, mas que não foi considerado pela então gestão da secretaria. O g1 entrou em contato com a Stem Educacional, na sexta-feira (22), mas até o momento não obteve resposta. A proposta inicial da secretaria de Governo, na gestão Cláudio Castro, era distribuir os kits em escolas estaduais, a professores, alunos e familiares, além de eventos itinerantes e no atendimento durante as operações Lei Seca nas ruas do RJ. Só que a proposta não explica qual o parâmetro para a compra de 100 mil kits de leitura. A título de comparação, dados do próprio governo do Rio, mostram que em 2024, por exemplo, a Operação Lei Seca e o projeto Escola Nota 10 atenderam mais de 430 mil pessoas. Desde o Natal, os kits estão armazenados em caixas em seis galpões em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O governo do RJ comprou 100 mil exemplares, que foram entregues de uma só vez. A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo, explicou em nota que não fez parte do contrato. O que diz o governo Em nota, o governo em exercício, comentou a situação: “No caso dos kits de leitura voltados para campanhas educativas da Lei Seca, foi constatado que cerca de 100 mil kits, adquiridos em contrato anterior, permanecem armazenados em depósito, sem destinação adequada até o momento. A partir da auditoria realizada, foi elaborada um relatório que vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público, para as medidas que entender cabíveis”. O que diz André Moura e seus assessores O ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro, André Moura explicou que houve um planejamento com base em anos anteriores para definir o número de kits a serem adquiridos: “Foi tudo preparado para ser utilizado durante o ano no exercício da operação Lei Seca. Tomamos por base, os critérios que a própria equipe escolheu como local de armazenamento que tivesse bom acesso ao local. Sobre essa questão de preço, o livro apresentado parecia ser feito por IA. Nunca circulou e nem havia qualquer garantia. Então, não havia como adquirir. Não tem absolutamente nada errado com esse processo. Estou muito tranquilo”, explicou. Edmilson Suassuna, subsecretário de projetos estratégicos da Secretaria de Governo, na gestão André Moura falou sobre o armazenamento dos kits: “Parece que o material está lá jogado. Esse galpão não é um galpão qualquer à disposição do Estado. Houve todo um estudo e pedimos que o local fosse de fácil acesso e que pudesse armazenar e conservar o material do Ziraldo. A equipe da operação Lei Seca foi até lá conferir e ela ficou responsável por fiscalizar todo o processo. Esse material é para atender todas as campanhas educativas e esse quantitativo foi definido através de um estudo técnico preliminar”, explicou Suassuna. O que diz a Ziremias A Ziremias Estúdio de Arte se pronunciou com a seguinte nota: A ZIREMIAS ESTÚDIO DE ARTE LTDA., responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do saudoso cartunista ZIRALDO, vem a público, diante das notícias veiculadas nesta data sobre kits de leitura adquiridos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, esclarecer o seguinte: 1.A Ziremias atua exclusivamente como administradora e licenciante das obras de Ziraldo, autorizando o uso de suas ilustrações e textos em material educativo, atividade que sempre acompanhou a trajetória do artista, dedicada, ao longo de décadas, à formação de crianças e jovens. Nessa condição, a Ziremias licencia os direitos autorais à empresa licenciada, à qual cabe a edição, a produção e a promoção da distribuição do material, distribuição esta realizada - [Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/claudio-castro-e-alvo-de-buscas-da-pf-em-operacao-contra-aportes-de-r-37-bilhoes-pelo-rioprevidencia-em-fundos-do-banco-master/): Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por Eduardo Pierre e Mahomed Saigg | TV Globo 26/05/2026 Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master. A PF apura aportes de R$ 3,7 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado. Agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A equipe ficou cerca de 3 horas na residência e deixou o edifício às 9h10, com 2 celulares apreendidos. O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”. A defesa de Deivis informou que não vai se manifestar sobre a operação desta terça, assim como a de Vorcaro. Foi a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bateu na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Barco de Papel A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado. Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul. A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3,7 bilhões transferidos do Rioprevidência”. 🔎 A PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, que foi liquidado. O dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, está preso em Brasília. CPI na Alerj No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada. De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu R$ 970 milhões diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira. Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco. O total das transferências só do Rioprevidência, segundo os cálculos do TCE, seria de aproximadamente R$ 1,6 bilhão. De acordo com Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões. Diferença nos números A PF afirmou nesta terça, porém, ter descoberto novas aplicações do Rioprevidência de R$ 2,01 bilhões, mais do que o R$ 1,6 bilhão apontado pelo TCE. O g1 apurou que a PF não considerou na conta os investimentos da Cedae. Notícia anterior ALERJBanco MasterCedaeCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado EstadualGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPRF Polícia Rodoviária FederalPSOLRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJ Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master 26/05/2026 Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP 25/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Os donos do crime: TCP levou guerra do tráfico aos céus do Rio com uso de drones para vigiar criminosos rivais e polícia](https://politicariabrasileira.blog.br/os-donos-do-crime-tcp-levou-guerra-do-trafico-aos-ceus-do-rio-com-uso-de-drones-para-vigiar-criminosos-rivais-e-policia/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Peixão e Lacoste integram a quadrilha que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho Por Vera Araújo | O Globo 26/05/2026 Peixão e Lacoste integram a quadrilha que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho Rio de Janeiro – Em maio de 2017, viralizou nas redes sociais uma foto do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, pilotando um drone do alto de uma laje na Cidade Alta, na Zona Norte do Rio. Fundador do Complexo de Israel, subfacção do Terceiro Comando Puro (TCP), foi ele quem introduziu aeronaves não tripuladas para demarcar territórios e vigiar quadrilhas rivais, além da polícia. Outro chefe do TCP, Walace Trindade de Brito, o Lacoste, do Morro da Serrinha, em Madureira, adotou a mesma tática. Eles são os personagens desta segunda reportagem da série “Os donos do crime”, dedicada a mostrar quem são os criminosos que aterrorizam o Rio à frente da violência do tráfico, das milícias, dos bandos de matadores de aluguel e do jogo do bicho. Peixão e Lacoste, perfilados em vídeo no site e nas redes sociais do GLOBO, estão à frente do processo que levou para os céus a guerra do Rio. Os dois integram um grupo criminoso que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho (CV), que foi flagrado recentemente usando drones de carga capazes de carregar até 80 quilos. No TCP, segunda maior facção do estado, os chefes se vangloriam em redes sociais do pioneirismo no uso de equipamentos modernos de guerra. No trecho de uma conversa de Peixão com um fornecedor de drones, o traficante demonstra entusiasmo ao comentar a tecnologia das aeronaves não tripuladas. O diálogo foi extraído do celular de Everson Vieira Francesquet, em 2023, após o alvo ser preso pela Polícia Federal. “Esse trabalho agora é um trabalho novo que comunidade nenhuma tem, ninguém faz isso novinho! Qual favela que vai fazer isso? A gente é o primeiro!”. Por dentro do TCP Surgido em território fluminense, o TCP segue os passos do CV ao se expandir para outros estados. A diferença é que ainda não tem uma cúpula consolidada, o que faz com que cada comunidade funcione de maneira autônoma. Os únicos da facção no estado incluídos na lista de procurados do Ministério da Justiça são Peixão, o rosto mais conhecido do TCP, e Lacoste. O complexo de Peixão é formado por um conjunto de cinco favelas na Zona Norte dominado por um exército armado com fuzis e drones. Ele se declara evangélico e acumula denúncias de intolerância religiosa, com relatos de destruição de terreiros e de proibição do uso de roupas brancas em seus domínios. Seu nome passou a ser citado no debate sobre a classificação de facções como organizações terroristas depois de ser apontado como mandante de um ataque a tiros que deixou três mortos na Avenida Brasil, em outubro de 2024 — o episódio teve repercussão internacional. Lacoste comanda território menor, na Serrinha, e trava disputas sangrentas para manter sua influência. Tentou replicar o modelo de Peixão e anexar comunidades vizinhas, mas o plano fracassou — até hoje a região enfrenta confrontos com o CV. Também usa drones para monitorar a polícia e mantém uma casa de luxo com saída secreta para a mata. Com 89 anotações criminais e nove mandados de prisão em aberto, integra um conselho criado nos moldes do que existe no CV, na tentativa de superar a desvantagem estratégica do TCP pela falta de comunicação centralizada. Nove anos depois daquela foto de 2017, os drones se tornaram uma das maiores preocupações das forças policiais. A vigilância feita com esses equipamentos, somada à atuação de informantes, permitiu que Peixão escapasse em mais de uma ocasião. Mais recentemente, outro desafio se impôs: o uso de drones para transportar bombas e armas de grosso calibre. Já há registro de criminosos lançando bombas por meio de aeronaves não tripuladas — o que ocorreu, segundo a Polícia Civil, na megaoperação de 28 de outubro do ano passado, nos complexos da Penha e do Alemão, em que 122 pessoas morreram, entre elas cinco agentes. Secretário de Segurança Pública, Victor César dos Santos pondera que antidrones trariam riscos à população — abatido, o equipamento cairia em áreas densamente povoadas. Em sua opinião, a solução seriam “drones caçadores”, que rastreiam e capturam o equipamento inimigo. Fabrício Oliveira, coordenador da Core, defende, no entanto, que as polícias precisam ter antidrones para casos excepcionais. Para o professor do Departamento de Sociologia da UFF Daniel Hirata, o cenário lembra a entrada dos fuzis no Rio, no fim da década de 1980. — A chegada dos fuzis mudou o patamar dos confrontos no Rio. Com os drones, a tendência é a mesma: se o crime organizado passa a usá-los, as polícias vão querer usar antidrones. É fundamental agir agora para impedir essa escalada — afirma o pesquisador, que defende uma resposta dupla: aquisição imediata de antidrones combinada a medidas estruturais: marco legal, fiscalização e investigação da cadeia de fornecimento. Peixão absolvido A dificuldade de responsabilizar quem está por trás dessa rede ficou evidente em decisão judicial recente. No dia 6 deste mês, a juíza federal substituta Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, condenou Everson Vieira Francesquet a cinco anos e seis meses de reclusão por integrar o TCP. A mesma sentença absolveu Peixão, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como chefe da facção, por insuficiência de provas. Ele era acusado de contrabando pela suposta importação de um bloqueador de sinal para abater drones da polícia. Francesquet foi preso em flagrante em julho de 2024 em uma agência dos Correios em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao retirar encomenda vinda da China: um “fuzil antidrone”, dispositivo capaz de impedir a - [Deputado pede vista e votação da PEC 6x1 é adiada](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-pede-vista-e-votacao-da-pec-6x1-e-adiada/): Deputado pede vista e votação da PEC 6×1 é adiada Expectativa é que a votação do texto seja retomada quarta-feira (27), na comissão especial, e siga para o plenário até quinta (28) Por Davi Alencar e Lorenzo Santiago | CNN Brasil 25/05/2026 Deputados durante reunião da comissão especial que analisa a proposta sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 • Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Brasília – O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) pediu vista nesta segunda-feira (25) e adiou a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim da escala de trabalho 6×1 na comissão especial. Com o tempo para a análise, a votação do projeto será retomada na próxima sessão. De acordo com o relator Leo Prates (Republicanos-BA) e com o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), a tendência é que a votação seja retomada quarta-feira (27) e quinta-feira chegue ao plenário da Casa. Natural em processos de tramitação no Congresso Nacional, o pedido de vista consiste no adiamento da discussão ou votação do projeto para a sessão seguinte. O intervalo de tempo deve servir para a base governista convencer os parlamentares que faltam para consolidar a aprovação da PEC na comissão e no plenário da Casa. O desejo do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto final de Prates seja votado em plenário ainda nesta semana. Com o aval da Câmara, o texto segue para o Senado Federal. Para voltar à discussão na comissão especial, é preciso esperar suas sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou que deve marcar uma sessão para esta terça e uma outra para a manhã de quarta. Com isso, o texto poderia ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã. O relatório de Prates definiu uma polêmica entre os parlamentares: o período de transição para o fim da 6×1. O governo federal pressionava para que a implementação da mudança fosse instantânea, visando a campanha eleitoral. Nesta segunda-feira, o relator anunciou ao lado de Motta que a PEC reduzirá a jornada de 44 para 40 horas semanais no período de até 14 meses, para que haja viabilidade e tempo hábil para o setor produtivo se adequar à nova escala. Em reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi acordada uma redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação da nova regra. Depois, após 12 meses, deverá ser implementada a jornada máxima de 40 horas. A Constituição prevê atualmente uma jornada semanal máxima de 44 horas. O relator sustenta, no entanto, que após os 60 dias da promulgação, ao garantir as duas folgas, o trabalhador já terá direito a uma escala 5×2. “A jornada é o total que você pode trabalhar em uma semana. Escala é como você arruma esse tempo. A [redução da] escala será feita em 60 dias [após a promulgação], que foi o mote que mobilizou o Brasil”, afirmou Prates a jornalistas. Com isso, no período em que a escala esteja em 42 horas, os trabalhadores terão uma jornada diária de 8 horas e 24 minutos. O texto também fala da intenção de incluir no parecer uma sugestão, que já tinha sido levantada na semana passada, para trazer mais funcionários para a CLT. Para isso, uma das ferramentas seria flexibilizar a alocação da jornada de trabalho para quem ganha mais de R$ 23 mil e esteja registrado. A ideia seria ter um teto de 160 horas mensais que poderiam ser alocadas de acordo com a negociação entre o empregador e o funcionário. Segundo Prates, os trabalhadores que recebem acima desse valor e são contratados como PJ (pessoa jurídica) já não são submetidos a escalas de trabalho definidas. Para o relator, isso tornaria mais atraente a conversão de trabalhadores em regime PJ para o CLT por justamente permitir às empresas que tenham uma flexibilidade parecida entre os trabalhadores que são registrado e os que são informais. Segundo Prates, o cronograma ideal estima cerca de 30 dias para o Senado analisar o texto após a aprovação na Câmara. O pedido de vista, no entanto, foi visto como “esperado” pelo relator. Prates disse que isso já era calculado. “É um direito legítimo o período de vista. Eu respeito. Fizemos o máximo, tem sugestões que vieram de críticas que vieram da oposição. Estou tranquilo. Meu norte seria um texto médio, a gente tentou. Estamos há mais de uma ano nesse trabalho. O parlamento representa visões diferentes, então é natural não só o pedido de vista como a posição contrária”, disse. MEIs Na reunião com Lula, Hugo Motta afirmou ter tratado sobre o caso dos MEIs (microempreendedores individuais). Para mitigar impactos no mercado de trabalho, medidas específicas serão tratados via projeto de lei, como a atualização do limite de faturamento para se enquadrar na categoria e a possibilidade de contratação de mais de uma pessoa. Regras para servidores públicos também deverão ser tratadas por meio de projeto de lei. Em acordo com o governo, os casos mais específicos serão tratados por meio do projeto enviado pelo Executivo. Essa matéria deverá trazer as nuances infraconstitucionais e as previsões direcionadas a setores com jornadas diferenciadas. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputado FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, - [Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes](https://politicariabrasileira.blog.br/gestao-de-caiado-usou-fintech-suspeita-para-movimentar-r-13-bi-e-taxa-recaiu-sobre-comerciantes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Governo de Goiás diz que nova instituição foi contratada e que adotou medidas judiciais após a Operação Carbono Oculto; BK Bank não responde Relatório do Coaf mostra repasses entre 2021 e 2025, até a deflagração da operação que aponta a fintech como instituição financeira a serviço do PCC Por Vinicius Sassine e Thaísa Oliveira | Folha de S.Paulo 25/05/2026 Ronaldo Caiado (PSD), em São Paulo, para o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência – Jorge Silva – 30.mar.26/Reuters Brasília – O governo de Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás usou uma fintech investigada na Operação Carbono Oculto, suspeita de atuar como um banco paralelo do PCC, para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda da gestão estadual. Caiado deixou o Governo de Goiás em 31 de março deste ano para se candidatar à Presidência da República. Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtido pela Folha mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, fintech apontada pela PF (Polícia Federal), pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como suspeita de atuar para a facção criminosa PCC. Os repasses da instituição de fomento, que tem o Governo de Goiás como acionista majoritário e detentor do controle acionário, foram feitos entre outubro de 2021 e agosto de 2025, período referente aos dois mandatos de Caiado. A agência é responsável por operacionalizar benefícios sociais, e os repasses a uma conta na BK dizem respeito ao pagamento de programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários, segundo o Governo de Goiás. A partir dessa conta, eram efetivados os repasses aos cartões dos usuários finais, conforme a gestão estadual. Sobre o valor das operações dos programas sociais, incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos comerciais credenciados para a realização de compras pelos beneficiários dos programas. Do valor cobrado, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50%, à BK Bank. Isso vigorou até 2024, quando o Governo de Goiás decidiu contratar uma nova fintech. A taxa paga pelos comerciantes ganhou uma nova divisão: 75,6% são destinados à Agência de Fomento e 24,4%, à nova instituição financeira contratada. Os repasses de recursos à BK prosseguiram até agosto de 2025, como mostra o documento do Coaf. Foi o mês da deflagração da Operação Carbono Oculto. Essa permanência se deu em razão de saldos remanescentes, segundo a gestão estadual.  Não há informações sobre o montante pago à BK a título da taxa cobrada dos comerciantes goianos. “A GoiásFomento não realizou novas transações financeiras com a BK Bank após agosto de 2025”, disse o governo, em nota. “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público, considerando que o contrato possuía cobertura securitária. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento.” A contratação da BK se deu a partir de um “procedimento regular de credenciamento” em 2020, bem antes dos fatos relacionados ao PCC, afirmou o governo. “A instituição atuava regularmente no mercado, com autorização do Banco Central, e mantinha contratos com diversos órgãos públicos, como Correios e Serpro.”  A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta. Após a deflagração da Carbono Oculto, Correios, Serpro e o Governo do Paraná interromperam contratos com a fintech. O documento do Coaf sobre as movimentações da BK reúne comunicados feitos por bancos. O Coaf é o órgão do governo federal responsável por prevenção e detecção de lavagem de dinheiro. Comunicados são feitos quando há transações de grande monta ou com indícios de irregularidades. A BK é uma das principais investigadas na Carbono Oculto. A fintech é apontada como um banco paralelo do PCC, com o uso de contas-bolsões, em que múltiplos clientes fazem depósitos em uma única conta, de forma a dificultar o rastreio do dinheiro. Conforme as investigações, a instituição financeira foi usada para transações bilionárias de empresas associadas ao PCC, especialmente usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis, com ocultação da origem e do destino dos valores movimentados. Pela BK também passaram recursos de prefeituras e órgãos públicos, mas em montantes bem inferiores às transações feitas pela Agência de Fomento de Goiás, de acordo com o documento do Coaf. Nos comunicados dos bancos descritos no relatório do Coaf, há transações com postos de combustíveis, distribuidoras e fundos que estariam relacionados a esquemas do PCC. O documento aponta indícios de lavagem de dinheiro, movimentação financeira incompatível com o faturamento da fintech e recebimento de recursos com débito imediato dos valores pela BK, sem causa aparente, principalmente os repasses da Agência de Fomento de Goiás, no caso desse último item, como descreve o relatório do Coaf. Ao todo, 22 comunicados de bancos sobre transações pela BK – sobre as quais existem suspeitas de irregularidades – tratam também das transações relacionadas à agência goiana. A maior parte mostra repasses da empresa do Governo de Goiás à fintech, e uma menor parte, o caminho inverso, de recursos da BK para a Agência de Fomento. Neste caso, a movimentação envolveu R$ 28,5 milhões entre julho de 2022 e setembro de 2025. “Valores repassados pela BK referem-se à devolução de recursos não utilizados pelos beneficiários e à remuneração contratual prevista na operacionalização do arranjo de pagamento”, disse a gestão goiana. A BK tem sede em Barueri (SP) e um capital social pouco superior a R$ 9 milhões. A fintech oferecia a estrutura necessária para que empresas de fachada controladas por grupos criminosos movimentassem recursos sem transparência, conforme as investigações. Na ocasião da Carbono Oculto, a Justiça determinou o bloqueio de todos os valores mantidos pelos investigados na BK, além da preservação de extratos, contratos e cadastros de clientes. Segundo a Receita, existiu um “alto volume de transações atípicas” envolvendo a BK e empresas de grupos criminosos. As entradas de recursos somaram R$ 17,7 bilhões, conforme relatório do Fisco. Nas contas-bolsões, as compensações financeiras são feitas internamente, sem que os valores deixem a - [Arraial do Cabo: Vigia terceirizado custa mais que o dobro à Prefeitura, aponta edital de licitação](https://politicariabrasileira.blog.br/arraial-do-cabo-vigia-terceirizado-custa-mais-que-o-dobro-a-a-prefeitura-aponta-edital-de-licitacao/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Um vigia lotado na Secretaria de Educação de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, teve salário bruto de R$ 2,292,09 no mês de abril. Por Elizeu Pires 25/05/2026 Arraial do Cabo: Vigia terceirizado custa mais que o dobro à à Prefeitura, aponta edital de licitação Com contrato temporário, o vencimento líquido dele naquele mês foi de R$ 2.153,89, mas o profissional custaria mais que o dobro aos cofres da municipalidade, se, em vez de contratado diretamente pela Prefeitura, tivesse sido alocado por uma empresa terceirizada, Pelo menos é o que sugere o edital do Pregão Eletrônico 007/2026, aberto pela gestão do prefeito Marcelo Magno (PL), que tem como objeto a contratação de uma empresa para o fornecimento de 528 postos de vigia noturno e diurno, pelo valor global estimado em R$ 32,8 milhões. De acordo com o edital, por um vigia diurno com 44 horas semanais de trabalho a Prefeitura está disposta a pagar até R$ 4.982,69 por mês, R$ 5.373,95 por um vigia noturno, e R$ 5.375,65 por um que trabalhe em escala de 24 x 72. A licitação aconteceu em março, já tem uma empresa vencedora, mas o resultado final ainda não foi homologado, porque a Prefeitura está aguardando posicionamento do Tribunal de Contas do Estado, que recebeu denúncias sobre supostas exigências descabidas no edital e está analisando o documento que sustentou o processo licitatório. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio - [Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/odebrecht-e-vorcaro-sao-socios-na-venda-de-577-apartamentos-em-sp/): Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Empresas sócias da Odebrecht são atribuídas a Vorcaro pela Justiça. Construtora diz tentar encerrar contratos e nega relação com banqueiro Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 25/05/2026 Arte Metrópoles Seis empreendimentos imobiliários em São Paulo unem os dois maiores escândalos recentes de corrupção do país. Eles são sociedades entre a Novonor – novo nome que a Odebrecht escolheu para limpar sua imagem depois de ser pivô da Lava Jato – e fundos atribuídos a Daniel Vorcaro. Um desses empreendimento ficou pronto há menos de um mês, com 21 apartamentos de luxo, e outros três estão em fase de comercialização de 555 apartamentos e 70 unidades não residenciais. Mais dois já foram anunciados, mas não foram lançados. Todos são impactados por bloqueios judiciais impostos pela 3ª Vara de Falências de São Paulo aos bens do antigo controlador do Banco Master, agora preso. Os empreendimentos pertencem a cinco incorporadoras que, pelo lado da Odebrecht, têm como sócia a Orion Empreendimentos (que herdou o legado de ativos da antiga Odebrecht Realizações Imobiliárias) e, pelo lado de Vorcaro, sociedades anônimas que têm como únicos sócios dois fundos de investimentos atribuídos ao banqueiro pelo liquidante do Banco Master. Esses fundos, segundo o liquidante, foram utilizados como “instrumentos de aquisição e titularização formal de bens destinados ao uso e benefício pessoal de Daniel Vorcaro“. Por isso, a 3ª Vara de Falências de São Paulo determinou a averbação de pendência judicial da Magma Empreendimentos e dos fundos Lunar e Quality Golden, entre outros bens do banqueiro. A medida é cautelar e preparatória para futura ação revocatória, quando o liquidante tentará recuperar ativos desviados do banco, e não foi contestada por terceiros. A Magma, que é sócia da Odebrecht em ao menos três empreendimentos já lançados, tem como acionistas dois fundos de investimentos em participações (FIP): exatamente o Quality Golden e o Lunar, que, por sua vez, tinha como acionista, ao menos até outubro de 2024, o fundo Astralo 95, que também era dono da cota sabidamente pertencente a Vorcaro na SAF do Atlético-MG. À coluna, a OR (braço de incorporação imobiliária da Odebrecht) disse que negociou os aportes em 2022 com empresas vinculadas a Augusto Lima, então CEO do Banco Master, e que os acordos foram precedidos de procedimentos de governança que não encontraram menção ao Banco Master ou Vorcaro como possíveis beneficiários finais das investidoras à época. Augusto Lima também foi preso pela Compliance Zero e atualmente usa tornozeleira eletrônica. A OR também afirma que, depois de saber pela imprensa dos processos em curso contra as suas sócias, “adotou imediatamente as medidas cabíveis para encerrar qualquer associação ou relacionamento com essas empresas”. Até aqui, nenhuma mudança societária foi informada à Junta Comercial. Sociedades entre Daniel Vorcaro e Odebrecht Prédio de luxo no Itaim Há poucas semanas, ficou pronto o primeiro empreendimento fruto da parceria iniciada em setembro de 2022. É o edifício boutique Baume Itaim, cujo menor dos 21 apartamentos tem 219m² e não custa menos que R$ 8 milhões. Ele tem como incorporadora a ORSP 29, uma sociedade meio a meio entre a Orion/Odebrechet e a Magma, uma SA dirigida por David Lopes Monteiro. David é irmão do advogado Daniel Monteiro, que foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero sob a acusação de estruturar o pagamento de propina ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, comprando imóveis a partir de sociedades anônimas dirigidas por um cunhado. Essas empresas têm como origem o mesmo fornecedor de CNPJs de prateleira da Magma e de outras companhias ligadas a Vorcaro que se tornaram sócias da Odebrecht. Ao menos um dos terrenos que deram origem ao empreendimento foi comprado com empréstimo concedido em dezembro de 2022 pelo Master, conforme documentação obtida pela coluna. As cotas da Magma na incorporadora foram dadas ao banco como garantia, que ainda não foi liberada. A mesma sociedade se repete nos empreendimentos Ryt Paulista Apartments e do Ryt Paulista Smart Studios, na Bela Vista, na região central, com apartamentos de até 43m² e clara vocação para locação de curta estada. Na prática um prédio só, dividido em dois para fazer jus a incentivos tributários recentemente discutidos em uma CPI na Câmara Municipal, os Ryt estão atualmente “em construção”, segundo a OR. Imóveis na Vila Nova Conceição e Itaim Apresentado no site da OR como em “lançamento”, o Vert Vila Nova também é uma sociedade entre a Orion/Odebrecht e Vorcaro, que têm como sócio minoritário a Praia Empreendimentos, representada por Tiago Ferraz de Moraes Coelho. Ele é irmão de Ana Coelho (União), que foi candidata a vice-governadora da Bahia em chapa com ACM Neto. No caso do empreendimento na Vila Nova Conceição, Vorcaro é representado pela Verde Bahia SA, que também pertence ao fundo Lunar, também é dirigida por David Monteiro, e também foi alvo da decisão da Justiça paulista em relação aos bens do banqueiro. O futuro prédio fica na esquina entre a rua Bueno Brandão e a avenida Santo Amaro e tem promessa de uso misto, com 209 unidades residenciais (de estúdios a três dormitórios) e 70 não residenciais. Comprado em novembro de 2023 por R$ 17,3 milhões, um dos terrenos em que o empreendimento será erguido também foi adquirido graças a empréstimo concedido pelo Master, de R$ 25,4 milhões, tomado pela Verde Bahia. Em setembro de 2025, a alienação do imóvel foi repassada pelo banco de Vorcaro a um FIDC gerido pela Trustee, o GSR. No mesmo dia, a alienação foi cancelada – ou seja, a dívida foi dada como paga. Verde Bahia, Praia e Orion/Odebrechet também são sócios em um empreendimento residencial que a OR promete lançar em breve, na badalada esquina das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, no Itaim Bibi. A incorporadora já foi estruturada: é a BP Itaim, que originalmente pertencia somente à Odebrechet e passou a ser dividida meio a meio com a Verde Bahia em julho de 2024. A sexta sociedade entre Vorcaro e Odebrecht é na incorporadora de um projeto de luxo em um dos endereços mais valorizados do país: a Praça Pereira Coutinho, também na - [Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-lula-desmente-fake-news-de-nikolas-ferreira-sobre-obra-no-acre/): Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Deputado mineiro publicou vídeo nas redes sociais acusando o Palácio do Planalto de abandonar obra em cidade acreana Por Marcelo Hailer | Fórum 24/05/2026 O presidente Lula – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nas redes sociais um vídeo em frente a uma placa de obra do governo federal na cidade de Marechal Thaumaturgo, no Acre. Na gravação, o parlamentar questiona o Palácio do Planalto sobre o andamento da obra e insinua que os recursos poderiam ter sido desviados. O vídeo, no entanto, foi desmentido pela ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, também por meio das redes sociais. Segundo ela, a obra citada por Nikolas é resultado de uma emenda parlamentar de bancada apresentada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, quando o Ministério do Desenvolvimento Agrário havia sido extinto e a Secretaria de Agricultura Familiar estava vinculada ao Ministério da Agricultura. “Tem um deputado que está questionando a execução de uma obra lá em Marechal Thaumaturgo, no Acre. Quero esclarecer que essa obra é decorrente de uma emenda parlamentar de bancada que foi apresentada em 2021, no governo anterior [Jair Bolsonaro], quando o MDA havia sido extinto e a Secretaria de Agricultura Familiar fazia parte do MAPA e estava fazendo, pelo visto, até ponte.” Em seguida, a ministra explicou que a execução de uma emenda parlamentar depende de etapas administrativas que não são controladas exclusivamente pelo governo federal. Entre elas estão a assinatura de contrato de repasse com a Caixa Econômica Federal, a realização de processo licitatório pelo município e o depósito da contrapartida exigida para a liberação dos recursos. “A emenda parlamentar, para ser executada, demanda um contrato de repasse com a Caixa. Para executar o recurso, depende de um processo licitatório que é executado pelo município. O município tem que fazer uma licitação pública e é a partir dessa licitação que é possível fazer a transferência dos recursos.” Machiaveli afirmou ainda que Marechal Thaumaturgo é um município pequeno e que levou 1.119 dias para concluir o processo licitatório. Segundo a ministra, a documentação foi apresentada em abril do ano passado e aprovada pela Caixa em julho. No entanto, a liberação do recurso federal ainda depende do depósito da contrapartida municipal. “O município é um município pequeno e, para fazer uma licitação, precisa de uma equipe qualificada, e eles levaram 1.119 dias para conseguir fazer esse processo licitatório. Apresentaram em abril do ano passado e, em julho, a Caixa já analisou e aprovou. Ocorre que, ainda, para a gente fazer o repasse dos recursos, o município tem que dar uma contrapartida. Então, numa obra de R$ 2,8 milhões, a contrapartida do município é de R$ 939 mil. Enquanto não deposita a contrapartida, nós não podemos depositar o recurso federal.” Ao final do vídeo, a ministra ironizou Nikolas Ferreira e insinuou que ele não entende de gestão pública: “Portanto: checagem dos fatos, aula de gestão pública e o nosso total compromisso com o zelo dos recursos públicos e com a verdade.” Notícia anterior CEF Caixa Econômica FederalDeputado Federalemenda parlamentarMarechal Thaumaturgo ACPL Partido Liberal Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre 24/05/2026 Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena 24/05/2026 Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena](https://politicariabrasileira.blog.br/avesso-a-leitura-jair-bolsonaro-nao-le-livros-nem-para-reduzir-pena/): Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Bolsonaro nunca escondeu que não tem o hábito de leitura e não mudou nem com o incentivo de remição de pena com livros Por João Pedroso de Campos | Amado Mundo 24/05/2026 O ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Jair Bolsonaro nunca escondeu que não costuma ler e diz sempre que pode, com uma ponta de orgulho, que não tem tempo para os livros. A aversão do ex-presidente à leitura não mudou nem por ocasião de sua prisão, com dois incentivos: tempo de sobra e a chance de reduzir a pena a cada livro lido. Desde que Alexandre de Moraes autorizou Bolsonaro a abater dias da sentença por meio da leitura, em 15 de janeiro, a PM do Distrito Federal já enviou ao ministro do STF doze relatórios semanais de atividades do ex-presidente enquanto cumpre pena. Em todos eles, as informações no campo “leituras” são preenchidas com um singelo “não houve”. Enquanto Bolsonaro desperdiça essa boa oportunidade de criar o hábito da leitura, outros condenados pela trama golpista têm feito o contrário. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres leu “A metamorfose”, de Franz Kafka; o ex-ministro da Defesa Paulo Sério Nogueira de Oliveira optou por “Vidas secas” e “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, e “Reminiscências da campanha do Paraguai”, de Dionísio Cerqueira; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier já leu títulos como “A bordo do contratorpedeiro Barbacena”, de João Carlos Gonçalves Caminha, “Como Deus transforma a tristeza em alegria” e “O agir invisível de Deus”, ambos do pastor Luciano Subirá, e “O vinho novo é melhor”, de Robert Thom. Notícia anterior PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena 24/05/2026 Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TCE multa prefeito e gestores da Saúde de Nova Friburgo por falhas na alimentação do Hospital Raul Sertã](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-multa-prefeito-e-gestores-da-saude-de-nova-friburgo-por-falhas-na-alimentacao-do-hospital-raul-serta/): TCE multa prefeito e gestores da Saúde de Nova Friburgo por falhas na alimentação do Hospital Raul Sertã Decisão cita irregularidades em refeições do hospital de Nova Friburgo, incluindo larvas, cabelo e até caramujo em salada; prefeitura informou que já recorre da decisão. Por Nathalia Rebello | g1 22/05/2026 Decisão cita irregularidades em refeições, incluindo larvas, cabelo e até caramujo em salada — Foto: Reprodução Redes Sociais Nova Friburgo – O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) multou o prefeito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, Johnny Maycon (PL), além de ex e atuais gestores da Secretaria Municipal de Saúde, por falhas na fiscalização do contrato de alimentação do Hospital Municipal Raul Sertã. A decisão foi tomada após uma denúncia apresentada em 2023, depois que um paciente encontrou um caramujo em uma salada servida no hospital. O caso foi levado ao TCE pela então vereadora Priscila Pitta, que pediu apuração sobre a qualidade das refeições fornecidas a pacientes, acompanhantes e funcionários da unidade. Segundo o acórdão, fiscais do contrato registraram irregularidades durante mais de um ano de prestação do serviço. Entre os problemas apontados estavam atrasos na entrega das refeições, ausência de itens previstos no cardápio, falhas no armazenamento dos alimentos e presença de larvas, fios de cabelo e outros corpos estranhos nas refeições. O tribunal concluiu que a Prefeitura de Nova Friburgo não adotou medidas administrativas suficientes para responsabilizar a empresa contratada. Apesar da aplicação de descontos financeiros por refeições consideradas inadequadas, não houve abertura de processo administrativo sancionador contra a fornecedora, mesmo diante da repetição das irregularidades. Na decisão, a conselheira relatora Andrea Siqueira Martins apontou “inércia administrativa” dos responsáveis pela gestão e fiscalização do contrato. Quem foi multado O prefeito Johnny Maycon e a ex-secretária municipal de Saúde, Nicole Ribeiro Lessa Cipriano, foram multados em R$ 7.440,60 cada. Já o atual secretário municipal de Saúde, Gabriel Costa Wenderroschy, e o gestor de contratos, Higor de Barros Pinto, receberam multas de R$ 4.960,40 cada. Somadas, as penalidades ultrapassam R$ 24 mil. Cozinha do hospital segue em obras O caso ocorre enquanto a reforma da cozinha do Hospital Raul Sertã ainda não foi concluída. Sem a estrutura própria em funcionamento, o hospital continua dependendo de empresas terceirizadas para fornecer alimentação a pacientes, acompanhantes e servidores. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a obra da cozinha foi realizada por meio de doação, mas ainda precisa de acabamentos no forro e instalação de equipamentos fixos, que serão adquiridos em uma nova licitação. A pasta informou ainda que o contrato analisado pelo TCE foi encerrado em 2024 e que o fornecimento das refeições atualmente é feito pela empresa BDL Refeições. O que diz a prefeitura Em nota, o prefeito Johnny Maycon afirmou que recebeu a decisão com surpresa e informou que já apresentou recurso contra a multa aplicada pelo TCE. Segundo ele, o Ministério Público de Contas havia se manifestado anteriormente contra a aplicação de sanções no caso. O prefeito também contestou a conclusão do tribunal sobre suposta omissão da administração municipal. De acordo com a prefeitura, foram aplicadas notificações, sanções e penalidades à empresa responsável pelo fornecimento das refeições durante a vigência do contrato. “A decisão menciona suposta inércia por parte da gestão municipal diante de problemas na execução do serviço. No entanto, isso não corresponde à realidade dos fatos”, afirmou. Johnny Maycon disse ainda confiar que a decisão será revista após a análise dos recursos e dos documentos apresentados pela defesa. Já a Secretaria Municipal de Saúde informou que todas as refeições fornecidas atualmente ao hospital passam por fiscalização e que, quando são identificadas irregularidades, os valores correspondentes não são pagos à empresa contratada. O processo ainda cabe recurso no âmbito do Tribunal de Contas do Estado. Notícia anteriorPróxima notícia CidadaniaNova Friburgo RJPL Partido LiberalPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTCE-RJVereadora Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP 25/05/2026 Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre 24/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena TCE multa prefeito e gestores da Saúde de Nova Friburgo por falhas na alimentação do Hospital Raul Sertã Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ solicita informações ao Governo do Estado sobre exonerações, irregularidades em contratos e medidas administrativas para investigações](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-solicita-informacoes-ao-governo-do-estado-sobre-exoneracoes-irregularidades-em-contratos-e-medidas-administrativas-para-investigacoes/): MPRJ solicita informações ao Governo do Estado sobre exonerações, irregularidades em contratos e medidas administrativas para investigações O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, encaminhou ofício ao governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, na quarta-feira (20/05), solicitando o envio de informações e documentos relacionados a fatos recentes amplamente divulgados envolvendo a administração pública estadual. Por MPRJ 22/05/2026 MPRJ solicita informações ao Governo do Estado sobre exonerações, irregularidades em contratos e medidas administrativas para investigações No documento, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que acompanha “com atenção e preocupação” notícias sobre possíveis irregularidades na gestão pública, que demandam análise técnica e jurídica da instituição. “Diante da gravidade dos fatos, é necessário que o MPRJ obtenha documentos e todas as informações relevantes para que possa fazer a apreciação técnico-jurídica e o trabalho conjunto em favor do interesse público”, disse o PGJ. Entre os temas mencionados no ofício estão: a exoneração de aproximadamente 2.500 servidores comissionados sob suspeita de serem “funcionários fantasmas”; auditorias em mais de 6.700 contratos públicos estaduais suspeitos de irregularidades nas contratações diretas, que somam mais de R$ 81 bilhões; revisão de processos administrativos classificados como sigilosos em termos de legitimidade que poderiam encobrir eventuais irregularidades; investigações envolvendo o RioPrevidência e a Cedae; além de apurações relacionadas ao Grupo REFIT e loteamento político de secretarias e autarquias. O PGJ também cita notícias sobre possíveis irregularidades e ingerências na Secretaria de Estado de Fazenda, incluindo informações constantes de investigações conduzidas pela Polícia Federal e a instauração de processos administrativos disciplinares. Também é mencionada a existência de rombo financeiro estimado em R$ 20 bilhões, atribuído à má gestão, contratações irregulares, desvio de finalidade de recursos públicos e déficits fiscais. No ofício, o procurador-geral de Justiça informa que, até o momento, não houve comunicação formal ao MPRJ contendo documentação técnica relativa às apurações internas, auditorias, medidas cautelares, indícios de dano ao erário ou identificação de eventuais responsáveis. O documento ressalta que a solicitação ocorre no âmbito das atribuições constitucionais do Ministério Público de defesa da ordem jurídica, do patrimônio público, da moralidade administrativa e dos interesses sociais. A Procuradoria-Geral de Justiça destaca ainda sua disposição permanente ao diálogo institucional e ao trabalho conjunto. Dessa forma, o MPRJ requisita ao Governo do Estado a relação dos servidores exonerados desde março de 2026; relatórios da Controladoria-Geral do Estado (CGE) sobre auditorias em contratos; informações sobre contratos suspensos ou rescindidos; documentos relacionados às investigações envolvendo RioPrevidência, Cedae e Secretaria de Fazenda; lista de processos administrativos que tiveram revisão de sigilo; informações sobre medidas adotadas após as chamadas operações “Sem Refino” e “Barco de Papel”; e a identificação de agentes públicos citados em relatórios da Polícia Federal e providências administrativas implementadas; entre outros documentos ou informações que apontem para indícios de atos de improbidade administrativa, lesão ao erário, infração penal ou crimes de responsabilidade. Notícia anteriorPróxima notícia CedaeControladoria-Geral do Estado CGEGovernadorMP-RJPolícia Federal PFRioPrevidência Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio Bolsonaro não assinou três das cinco CPIs sobre o Master que poderia apoiar](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-nao-assinou-tres-das-cinco-cpis-sobre-o-master-que-poderia-apoiar/): MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo Fato contradiz declaração do pré-candidato à Presidência, que afirmou ter assinado todos os requerimentos Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 21/05/2026 Flávio deixou de apoiar até mesmo CPI de aliado. Foto: Wilton Junior/Estadão BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, não assinou três dos cinco requerimentos de criação de comissão parlamentar de inquérito para investigar o Banco Master disponíveis para os integrantes do Senado. Flávio deixou de apoiar requerimentos de uma CPI de autoria até mesmo de um aliado dele, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), e outros duas iniciativas governistas – uma do senador Rogério Carvalho (PT-SE) e uma comissão mista, das deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Esse fato contradiz declaração do próprio Flávio, que disse ter assinado todos os requerimentos de CPI sobre o Master. “Nenhum de vocês (governistas) assinou. Eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder. Porque tem uma grande diferença. Vocês entendem muito de corrupção”, disse. Flávio assinou os requerimentos de CPI Mista de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e de CPI no Senado, de Carlos Viana (PSD-MG). Esse último requerimento ainda não foi protocolado. Hoje, há seis pedidos de abertura de CPI sobre o Master no Congresso – três da oposição e três do governo. Além das cinco CPIs já mencionadas, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), protocolou na Câmara um requerimento para investigar as relações do Master com o Banco de Brasília (BRB). O senador passou a defender uma comissão parlamentar de inquérito após a divulgação dos diálogos entre ele e Vorcaro na semana passada. O site Intercept Brasil revelou que Flávio enviou mensagens a Daniel Vorcaro, dono do Master, em que pedia dinheiro para o financiamento do filme“Dark Horse”, produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ser instaurada, uma comissão parlamentar de inquérito precisa do aval do presidente da respectiva Casa onde foi apresentado o requerimento – no caso da comissão mista, do presidente do Senado. Como mostrou o Estadão, governo e oposição travam uma disputa pelo protagonismo pela criação do colegiado, mas está emperrada especialmente por causa da resistência dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Notícia anteriorPróxima notícia Barra Mansa RJMP-RJSolidariedadeSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaVereador MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ requer a inconstitucionalidade do decreto que autoriza apostas eletrônicas em equipamentos no estado do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-requer-a-inconstitucionalidade-do-decreto-que-autoriza-apostas-eletronicas-em-equipamentos-no-estado-do-rio/): MPRJ requer a inconstitucionalidade do decreto que autoriza apostas eletrônicas em equipamentos no estado do Rio O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ajuizou uma representação de inconstitucionalidade junto ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) contra o Decreto Estadual nº 49.804/25, que autoriza a utilização de equipamentos e terminais físicos para apostas eletrônicas em estabelecimentos comerciais no estado. Por MPRJ 21/05/2026 MPRJ requer a inconstitucionalidade do decreto que autoriza apostas eletrônicas em equipamentos no estado do Rio Na ação, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro sustenta que o decreto, embora editado sob o argumento de regulamentar as Leis Federais nº 13.756/2018 e nº 14.790/2023, promove inovação indevida no ordenamento jurídico ao permitir a exploração de apostas de quota fixa por meio de equipamentos físicos, como VLTs (video lottery terminals), totens e smart POS, instalados em lojas, sports bars e outros estabelecimentos comerciais. Segundo o Ministério Público, o decreto extrapola os limites da legislação federal ao admitir, em âmbito estadual, exploração lotérica não prevista e incompatível com os limites fixados pela norma nacional. A representação destaca que a Lei nº 14.790/2023 veda a instalação de equipamentos físicos em estabelecimentos para a comercialização de apostas de quota fixa em meio virtual. O MPRJ argumenta ainda que o tema não pode ser disciplinado por decreto do Poder Executivo. A ação aponta, também, usurpação da competência privativa da União para legislar sobre sistemas de consórcios, sorteios e atividades lotéricas. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJTJ-RJ Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ recomenda que Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi realize mudanças na gestão da empresa e no portal da transparência](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-que-companhia-municipal-de-desenvolvimento-de-paracambi-realize-mudancas-na-gestao-da-empresa-e-no-portal-da-transparencia/): MPRJ recomenda que Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi realize mudanças na gestão da empresa e no portal da transparência A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí expediu Recomendação à Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi (COMDEP) para que realize mudanças na estrutura e gestão de pessoal da empresa. Por MPRJ 20/05/2026 MPRJ recomenda que Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi realize mudanças na gestão da empresa e no portal da transparência No documento, entregue pessoalmente ao diretor-presidente da companhia e ao prefeito de Paracambi na sede da COMDEP, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pede que sejam apresentados o regimento interno referente à estrutura de compliance, além do regimento de licitações e contratos. O Ministério Público também questiona a estrutura de cargos da companhia, já que a investigação aponta uma desproporção entre os cargos efetivos e os cargos em comissão.  A Promotoria requer que a COMDEP apresente, no prazo de 30 dias, um cronograma de convocação imediata dos candidatos aprovados no Edital 001/2023, com prioridade para as funções de zelador, gari e auxiliar de serviços gerais e que realize, no prazo de 60 dias, um estudo técnico de funções relativo aos cargos em comissão, especialmente o de assessor técnico. O MPRJ pede também que a empresa promova imediatamente a reestruturação do Portal da Transparência, com contratação ou designação de equipe técnica responsável pela alimentação contínua das informações exigidas pelo Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP). Entre as melhorias está a divulgação da lista completa de servidores e salários, publicação de contratos e despesas da empresa e implantação de um canal de denúncias com garantia de anonimato. A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí deu prazo de 30 dias para que a COMDEP informe se as medidas recomendadas serão cumpridas e a empresa ainda está no prazo para apresentar sua resposta. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJParacambi RJPrograma Nacional de Transparência Pública PNTPRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ obtém decisão para que o município de Barra do Piraí contrate nova empresa de transporte público em até 45 dias](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-obtem-decisao-para-que-o-municipio-de-barra-do-pirai-contrate-nova-empresa-de-transporte-publico-em-ate-45-dias/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí obteve, junto à 2ª Vara de Barra do Piraí, decisão favorável à Ação de Tutela Antecipada de Urgência ajuizada para que o município de Barra do Piraí suspenda o contrato com a empresa que presta o serviço de transporte público coletivo na cidade e realize nova contratação em um prazo máximo de 45 dias. Por MPRJ 20/05/2026 MPRJ obtém decisão para que o município de Barra do Piraí contrate nova empresa de transporte público em até 45 dias A ação apontou irregularidades no processo licitatório de contratação da empresa Bamonte. Ainda na decisão, o Juízo determinou que, para que a população não seja afetada em seu direito de locomoção, a prefeitura mantenha a continuidade da prestação do serviço enquanto não for concluída a nova contratação. A ação ressaltou que o edital do processo de concorrência pública que originou a contratação da empresa Bamonte proibia a participação de consórcios, microempresas e empresas de pequeno porte, além de restringir a aceitação de atestados relativos a modalidades de transporte potencialmente compatíveis, caracterizando vícios originários de legalidade, por afrontarem princípios de competitividade, isonomia e proporcionalidade. Além disso, o documento submetido ao Judiciário ressaltou existirem fortes indícios de inadequações no Estudo Técnico Preliminar (ETP) que embasou o procedimento licitatório, afetando a composição do preço da tarifa cobrada e o próprio dimensionamento do serviço de transporte coletivo no município. Na decisão, o Juízo destacou que o “Ministério Público demonstrou a probabilidade do direito, consistente em um edital elaborado com vícios estruturais do ETP e o perigo de dano, consolidado na execução do contrato administrativo, com risco de lesão ao erário e prestação deficiente do serviço público de transporte”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: 'aqui tá sujo de sangue'](https://politicariabrasileira.blog.br/video-gravado-por-moradora-mostra-ratos-barata-e-sujeira-dentro-de-upa-em-cabo-frio-aqui-ta-sujo-de-sangue/): Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Imagens na UPA do Parque Burle mostram ratos em lixeira, barata no chão e manchas de sangue em cadeiras e paredes; prefeitura afirma que vai reforçar ações de limpeza e controle de vetores. Por Ludmila Lopes | g1 19/05/2026 Imagens mostram ratos em lixeira, barata no chão e manchas de sangue em cadeiras e paredes — Foto: Reprodução Redes Sociais Cabo Frio – Vídeos gravados por uma moradora dentro da UPA do Parque Burle, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, flagraram ratos, baratas e manchas de sangue espalhadas pela unidade de saúde. As imagens foram registradas na madrugada do último domingo (17), enquanto ela acompanhava o atendimento do irmão. Nas gravações, a mulher mostra ratos circulando em uma lixeira, uma barata no chão e marcas de sangue em cadeiras, paredes e no piso da unidade. Durante o vídeo, ela relata indignação com as condições encontradas no local. “Meu irmão tá aqui de novo no hospital. Olha como que eles botam ele sentado na cadeira. Sem falar que aqui também tá sujo de sangue”, afirma em um trecho da gravação. As imagens mostram ainda áreas de espera com sujeira aparente e estruturas desgastadas. Segundo a moradora, pacientes aguardavam atendimento no momento em que os vídeos foram feitos. Após a repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio informou que já existem ações em planejamento e execução para melhorias estruturais na UPA do Parque Burle. Segundo a prefeitura, as intervenções incluem medidas de modernização e adequação da unidade. Em nota, o município afirmou também que o controle de vetores é realizado periodicamente, seguindo um cronograma técnico, e que o serviço foi intensificado após as denúncias envolvendo ratos e baratas. A prefeitura informou ainda que está prevista a transferência provisória da UPA para outro endereço, permitindo a continuidade das obras de uma nova unidade de atendimento. De acordo com a Secretaria de Saúde, o novo espaço deverá oferecer melhores condições estruturais e mais conforto aos pacientes. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/turp-demite-rodoviarios-durante-greve-que-afeta-93-linhas-em-petropolis/): Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis Paralisação chega ao segundo dia; trabalhadores cobram pagamento de benefícios, FGTS e INSS, enquanto empresa anuncia vagas temporárias para motoristas. Por Priscila Torquato | g1 19/05/2026 Turp Transporte na cidade de Petrópolis — Foto: Rogério De Paula Petrópolis – Os rodoviários da empresa Turp seguem em greve pelo segundo dia consecutivo em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A paralisação afeta 93 linhas de ônibus na cidade nesta terça-feira (19). Segundo a Polícia Militar, houve escolta para que ao menos três ônibus voltassem a circular durante a tarde. Trabalhadores afirmam ainda que pelo menos cinco rodoviários foram demitidos após o início da greve. A nova paralisação ocorre menos de um mês depois de outra registrada em abril. Os funcionários reivindicam a regularização de direitos trabalhistas, como o pagamento do vale-alimentação que deveria ter sido depositado no dia 15 de maio, além de depósitos do FGTS e repasses do INSS. Rodoviários afirmam que a greve é uma forma de pressionar a empresa a cumprir as obrigações trabalhistas. Um dos trabalhadores disse que a categoria não reivindica reajuste salarial, mas o cumprimento de direitos básicos. “Virou um círculo vicioso. A empresa faz isso para ganhar tempo. Não tem um órgão fiscalizador para ajudar a gente. Então o jeito de fazer as pessoas verem o que a gente está passando é dessa forma, paralisando para brigar pelos nossos direitos”, disse um trabalhador. Outro rodoviário afirmou que a categoria não reivindica reajuste salarial. “A gente levanta 3h, 4h da manhã todos os dias para estar ali levando os passageiros e não temos valor nenhum. Não estamos pedindo aumento nem nada. Estamos pedindo só que cumpram com os deveres deles, porque a gente cumpre com o nosso”, declarou. Em meio à paralisação, a Turp publicou um anúncio oferecendo vagas temporárias para motoristas, com diária de R$ 250, além de R$ 30 para alimentação e pagamento em até 24 horas após o serviço. Turp diz que pagamentos estão em dia Em nota, a Turp afirmou que pessoas que “já não trabalham mais na empresa” estariam hostilizando profissionais e intimidando a retomada da operação. A Turp informou ainda que solicitou apoio policial para garantir a circulação dos ônibus, que considera serviço essencial. A empresa disse também que a paralisação causa prejuízos financeiros e afeta passageiros que dependem do transporte público, como estudantes, profissionais da saúde, idosos e pacientes em tratamento médico. A Turp afirmou que “todos os pagamentos estão devidamente quitados” e que as negociações relacionadas ao FGTS estão em andamento. O Sindicato dos Rodoviários informou que mantém diálogo com a empresa e com a Prefeitura de Petrópolis para tentar solucionar os problemas enfrentados pela categoria. A entidade também disse que participará de uma audiência no Ministério Público do Trabalho na sexta-feira (22). A CPTrans informou que notificou formalmente a Turp para que restabeleça a operação do transporte coletivo em Petrópolis. Segundo o órgão, a continuidade da paralisação pode resultar em sanções administrativas, como multa, intervenção no serviço e até a perda da concessão. Notícia anteriorPróxima notícia FGTS Fundo de Garantia de Tempo de ServiçoINSSMPT Ministério Público do TrabalhoPetrópolis RJPolícia Militar PMRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO)](https://politicariabrasileira.blog.br/deus-te-abencoe-meu-brother-audio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha ÁUDIO: Mario Frias agradeceu Daniel Vorcaro por apoio a filme sobre Jair Bolsonaro Por Paulo Motoryn, Laís Martins, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 19/05/2026 Deputado federal Mário Frias (PL-SP) e Daniel Vorcaro | Intercept Brasil Essa é uma edição especial da newsletter Cartas Marcadas, assinada por boa parte dos autores da investigação que chacoalhou o Brasil nos últimos dias. A proposta inicial do mês de maio é que esse espaço seria dedicado apenas a reportagens sobre a tramitação da escala 6×1. Fizemos isso nas primeiras duas semanas, nos debruçando sobre o lobby empresarial que usa a extrema direita para atravancar a proposta. Mas, no meio do caminho, veio um turbilhão. O Intercept Brasil publicou o maior furo jornalístico do país desde as revelações da Vaza Jato: as mensagens secretas que colocam a família Bolsonaro no centro do escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. É claro que não abriremos mão de nossa cobertura da urgente luta dos milhões de trabalhadores que suportam o desumano regime 6×1. Mas faremos uma pausa porque sabemos que a nossa audiência anseia por mais informações sobre a relação do bolsonarismo com o Banco Master. Portanto, resolvemos mudar os planos e, nesta semana, brindar os leitores com mais um capítulo de nossa investigação: o áudio e as mensagens de texto que revelam a proximidade de mais um líder da extrema direita no Congresso com Daniel Vorcaro. Vamos aos fatos. Pouco menos de uma hora após o horário em que estava previsto um encontro entre o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no dia 11 de dezembro de 2024, em Brasília, o deputado federal Mario Frias, do PL de São Paulo, enviou um áudio ao banqueiro agradecendo pelo apoio ao filme “Dark Horse”. Na gravação, obtida com exclusividade pelo Intercept, Frias afirma que o longa sobre Jair Bolsonaro “vai mexer com o coração de muita gente”, será “muito importante para o nosso país” e pede autorização para informar Vorcaro sobre o andamento da produção. O registro mostra intimidade entre Frias e Vorcaro, algo que o deputado vem tentando esconder. Na semana passada, após o Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro havia negociado R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, Frias disse que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para o longa-metragem. Cerca de 20 horas depois, o deputado emitiu outra nota e disse que havia “uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”. Ele destacou apenas que Vorcaro ou o Banco Master não haviam aparecido como investidores. A postura demonstra um distanciamento entre os dois – uma versão que um áudio e mensagens obtidas com exclusividade pelo Intercept desmontam. O conteúdo indica que, além de produtor-executivo de “Dark Horse”, o ex-secretário especial de Cultura de Jair Bolsonaro atuava diretamente na articulação do filme financiado pelo banqueiro, que viria a ser investigado pela maior fraude bancária da história do país. Na gravação, enviada por WhatsApp para Vorcaro em 11 de dezembro de 2024, às 18h24, Frias diz: “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?” Imediatamente depois, Vorcaro responde: “Eu to numa ligação te chamo em seguida”. Frias diz “Blz” e, às 19h06, os dois se falam por ligação de voz durante cerca de 2 minutos.  Como já apontamos no início do texto, o agradecimento veio menos de uma hora após o horário previsto para o encontro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, naquele dia, na residência do banqueiro em Brasília. Segundo mensagens reveladas pelo Intercept, a reunião foi organizada por Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, para tratar do financiamento do filme biográfico internacional sobre Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro participava de uma reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a CCJ, no Senado naquele dia e deixou a sua cadeira por volta de 17h30, no horário em que havia sido marcado o encontro. Só voltou às 18h, o que indica que uma possível participação na reunião teria ocorrido de forma remota ou em outro local. O Intercept não conseguiu confirmar se o encontro, de fato, ocorreu. Na sequência do áudio, Frias mandou novas mensagens ao banqueiro. Em 15 de dezembro de 2024, o deputado enviou uma captura de tela a Vorcaro que exibe uma troca de mensagens entre ele e o diretor Cyrus Nowrasteh, revelando negociações preliminares para a produção de uma obra sobre “um homem comum que se tornou presidente por um milagre”. No diálogo, o diretor se compromete a conversar com o ator Jim Caviezel sobre o projeto, alertando, contudo, que o astro fará duas perguntas: “1) Posso ler o roteiro? 2) Eles vão me pagar bem?”. Frias respondeu que o ator “será imortalizado por esse papel”. Abaixo do print, Frias escreveu para Vorcaro: “Milagres só são possíveis quando a fé”, “Esse é um desses milagres” e “Vai ser a maior super produção de uma história brasileira”. Aparentemente, na primeira frase, o parlamentar quis dizer “quando há fé”. Em 22 de dezembro de 2024, houve outra conversa entre o deputado e Vorcaro. O banqueiro disse, às 10h19, que estava na igreja e prometeu chamá-lo quando saísse. Frias não se conteve e, uma hora e 16 minutos depois, antes mesmo que Vorcaro avisasse que estava disponível, escreveu que o filme seria “o grande milagre”, capaz de tocar “milhões de pessoas em todo mundo”, e teria “um papel histórico imprescindível para as futuras gerações”. Disse ainda que o longa-metragem sobre o ex-presidente era uma “questão de justiça divina”, ao que Vorcaro respondeu, às 11h40: “Tenho certeza disso”. “JB precisa ter sua verdadeira história revelada”, acrescentou Mario Frias. Em outra mensagem, afirmou: “2026 é do Brasil” e depois, frisou: “Deus te abençoe meu Brother”. As mensagens mostram que a relação entre Frias - [Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-esconde-viagem-ao-bahrein-e-so-aparece-em-video-de-mario-frias/): Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Ex-deputado deixou viagem fora das próprias redes; registro público foi feito por Mário Frias, que apresentou agenda como busca por “investimentos culturais” em meio à crise do filme sobre Bolsonaro Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 19/05/2026 O ex-deputado foragido Eduardo Bolsonaro – Imagem: Frame de vídeo das redes sociais Eduardo Bolsonaro escondeu de suas próprias redes a viagem ao Bahrein feita ao lado do deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro que virou foco de crise no bolsonarismo. O único registro público da agenda apareceu em um vídeo publicado por Frias no Instagram. No vídeo, Eduardo aparece ao lado de Frias em agenda no país do Golfo Pérsico. O deputado afirma que foi ao Bahrein para tratar de “cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein” e diz que a viagem foi custeada pelo governo bareinita. Eduardo Bolsonaro não publicou a viagem Até a publicação desta reportagem, não havia registro da agenda nos perfis públicos de Eduardo Bolsonaro. A ausência chama atenção porque o filho 03 de Jair Bolsonaro costuma usar as redes para exibir viagens, reuniões no exterior e articulações políticas fora do Brasil. Desta vez, a imagem circulou por outro caminho: não pelo perfil de Eduardo, mas pelo perfil de Mário Frias. O dado central da viagem é justamente esse deslocamento. Eduardo estava na agenda, mas não assumiu a divulgação pública dela em suas redes sociais. Mário Frias tenta dar tom institucional à agenda A publicação de Frias apresenta a viagem como uma missão de aproximação cultural e econômica. O enquadramento reduz o peso político da presença de Eduardo e tenta tirar a agenda do noticiário sobre Dark Horse. O problema é o contexto. Frias não é apenas um deputado em viagem internacional. Ele é o produtor-executivo do filme sobre Jair Bolsonaro que passou a ser investigado politicamente após a revelação de conversas sobre financiamento, emendas e a relação de integrantes do clã com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A Fórum mostrou que Mário Frias contrariou Flávio Bolsonaro ao dizer que não recebeu “um centavo” de Vorcaro. A declaração ampliou a confusão em torno das versões apresentadas por aliados do ex-presidente. Viagem ocorre em meio à crise de Dark Horse Dark Horse deixou de ser apenas uma peça de propaganda sobre Jair Bolsonaro e se tornou um problema político para a família. A produção entrou no centro da crise depois que vieram à tona conversas envolvendo Flávio Bolsonaro, Vorcaro e aliados ligados ao filme. Em outra frente da apuração, a Fórum mostrou que Eduardo Bolsonaro aparecia em contrato como responsável por gerir dinheiro ligado ao filme. Depois, o filho 03 do ex-presidente tentou reduzir o impacto do caso e disse que Dark Horse seria “barato”. A viagem ao Bahrein acrescenta um novo capítulo ao caso porque coloca Eduardo Bolsonaro e Mário Frias juntos no exterior justamente quando o filme se tornou uma fonte de desgaste para o clã. A diferença é que Frias publicou a agenda. Eduardo, não. Notícia anterior Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da República Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme 17/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/marqueteiro-de-flavio-que-recebeu-r-650-mil-de-vorcaro-assinou-contratos-milionarios-com-o-governo-bolsonaro/): Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Agência do ex-policial Marcello Lopes, o Marcelão, abocanhou mais de R$ 70 milhões com o governo Bolsonaro. Ele foi recebido na Secom em fevereiro de 2022, no mesmo dia em Flávio Bolsonaro se reuniu com a comunicação no Planalto. Por Plínio Teodoro | Fórum 19/05/2026 Flávio Bolsonaro e Marcello Lopes de Oliveira, o Marcelão (Lula Marques ABr / Arquivo pessoal) Desaparecido do cenário político após ter sido um dos infiltrados pelo grupo do doleiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no governo Agnello Queiroz, no Distrito Federal, nos idos de 2012, o ex-policial civil Marcello Lopes de Oliveira, o Marcelão, voltou a emergir no governo Jair Bolsonaro (PL), onde levou contratos milionários, e agora atua como publicitário e um dos principais homens da campanha Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Marcelão se mantém como marqueteiro de Flávio Bolsonaro mesmo após a revelação de que recebeu R$ 650 mil do banqueiro Daniel Vorcaro em 13 de dezembro passado, para atuar no chamado “Projeto DV”, uma ofensiva orquestrada, técnica e difamatória de ataques contra o Banco Central (BC) e seus servidores de carreira. Segundo informações divulgadas por Malu Gaspar, n’O Globo, e confirmadas pela Fórum, a Agência Calix, fundada pelo ex-policial, faturou dois contratos na gestão Bolsonaro que somam R$ 70 milhões. Criada em 2003, a Cálix não tinha nenhum contrato com o governo federal até o governo Bolsonaro. O primeiro contrato, de R$ 55 milhões, foi firmado em dezembro de 2021 com o Ministério do Desenvolvimento Regional, comandado à época por Rogério Marinho (PL-RN), senador e atual coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Em maio de 2022, a Cálix venceu um contrato no Ministério da Infraestrutura no valor de R$ 14,9 milhões. Os dois contratos ainda estão em vigência. No entanto, no governo Lula, o valor do primeiro contrato foi baixado para R$ 14,9 milhões, segundo a jornalista. Mais de R$ 90 milhões Segundo apurado pela Fórum no Portal Transparência do governo federal, a Cálix, agência de Marcelão, faturou mais de R$ 90 milhões durante o governo Jair Bolsonaro. Amigo e frequentador da mesma igreja de Flávio Bolsonaro, o ex-policial tinha portas abertas na Secretária de Comunicação (Secom) do governo do ex-presidente. Em de fevereiro de 2022, Marcello Lopes foi recebido Anderson Vilela, Secretário Especial Adjunto da Secom, às 11h. Na agenda anterior da Secom, às 10h, conta o nome de Flávio Bolsonaro para encontro no “Palácio Planalto 2º andar sala 207”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCPL Partido LiberalPolícia CivilPresidente da RepúblicaSenador Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/valor-pedido-por-flavio-bolsonaro-a-vorcaro-equivale-a-11-do-total-investido-pelo-governo-do-rio-no-banco-master/): Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Enquanto o senador negociava financiamento para filme sobre Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, Banco Master recebia mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos do governo de Cláudio Castro (PL); Flávio nega relação entre os fatos. Por Octavio Guedes e Marcelo Gomes | g1 19/05/2026 Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro em evento no Rio — Foto: Betinho Casas Novas/TV Globo O valor pedido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme de Jair Bolsonaro, R$ 134 milhões, corresponde a 11% do total investido no Master, através do Rioprevidência e do Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), pelo então governo do PL do Rio de Janeiro, liderado por Cláudio Castro. Segundo Flávio contou em entrevista a Globonews, ele foi apresentado a Vorcaro em dezembro de 2024, quando começaram as negociações para o suposto financiamento do filme biográfico de Bolsonaro. O Rioprevidência, que administra dinheiro para pagar pensões e aposentadorias dos servidores públicos estaduais, já havia investido R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master, em nove aplicações realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Por serem investimentos de médio e longo prazo sem possibilidade de resgate antecipado, e não terem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), as Letras Financeiras são consideradas aplicações de alto risco por especialistas. Também em dezembro de 2024, a Cedae tinha R$ 231,6 milhões investidos em CDBs do banco de Daniel Vorcaro. Não há qualquer indício de que os investimentos do governo do Rio no Master tenham relação com o pedido de financiamento da cinebiografia ou que tenha sido uma contrapartida. O próprio Flávio Bolsonaro, em entrevista à Globonews, repudiou o que chamou de ilação entre os dois fatos. Mas a cronologia derruba a versão de Flávio de que a negociação entre ele e Vorcaro tratava-se apenas de dinheiro privado. Àquela altura, o banco Master ganhava sobrevida graças a recursos públicos. O governo Cláudio Castro (PL), aliado histórico de Flávio Bolsonaro, foi o maior investidor entre os entes públicos da federação. O banco de Vorcaro ainda teve recursos vindos de outros institutos públicos de previdência, como o do Amapá, que investiu R$ 400 milhões no Master, além do dinheiro publico envolvido nas transações com o Banco de Brasília. O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues. Fontes do PL atributem a indicação de Deivis ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterCedaeGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaRioPrevidênciaSenadorUnião Brasil Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido](https://politicariabrasileira.blog.br/lider-do-pdt-assina-contra-fim-imediato-da-escala-6x1-e-racha-partido/): Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Parlamentar passou a ser cobrado nas redes por apoiar transição que empurra mudança para 2036 Por Raony Salvador | Fórum 18/05/2026 Mário Heringer (PDT-MG) | Foto: Wikimedia commons O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), entrou no centro da crise em torno da PEC do fim da escala 6×1. O parlamentar assinou a emenda que pode adiar por dez anos a redução da jornada de trabalho e, desde então, passou a ser cobrado nas redes sociais por militantes e apoiadores do próprio campo trabalhista. A pressão abriu um racha na base do partido. De um lado, setores do PDT defendem a redução da jornada como uma pauta histórica ligada aos direitos dos trabalhadores. De outro, Heringer tem sustentado que a mudança precisa ser acompanhada de compensações para evitar impacto sobre pequenos e médios empresários. Antes da emenda, o deputado já havia criticado a pressa para votar o tema. Em entrevista à BandNews TV, ele afirmou ser favorável à redução da jornada sem corte salarial, mas classificou a pressão pela aprovação rápida como “eleitoreira” e disse que a mudança poderia “criar problemas” se não houvesse compensação. O votos polêmicos de Heringer não são novidade. O deputado já votou a favor da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff e também apoiou a PEC do Teto de Gastos de Temer, além assinar a PEC do semipresidencialismo. O parlamentar, no entanto, não aparece entre os signatários confirmados da PEC 8/2025, de Erika Hilton, pelo fim da escala 6×1. Emenda pode jogar mudança para 2036 A emenda foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR) à PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho. O texto tem o apoio de 171 deputados e prevê que a mudança constitucional só entre em vigor dez anos após sua publicação. Na prática, se aprovada nesses termos, a redução da jornada ficaria para 2036. A proposta também abre brecha para manter jornadas de até 44 horas semanais em atividades consideradas essenciais, que ainda teriam de ser definidas por lei complementar. O texto altera o artigo 7º da Constituição para estabelecer jornada normal de até oito horas diárias e 40 horas semanais, mas cria exceções. Com isso, setores classificados como essenciais poderiam ficar fora da regra geral. A PEC 221/2019 foi apresentada por Reginaldo Lopes (PT-MG) e propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais. A ela foi apensada a PEC 8/2025, de Erika Hilton (PSOL-SP), que trata da semana de quatro dias de trabalho. A comissão especial que analisa o tema é presidida por Alencar Santana (PT-SP) e tem Leo Prates (Republicanos-BA) como relator. A expectativa é que o relatório seja votado na comissão antes de seguir para o plenário da Câmara. O embate ocorre em torno de uma pauta com forte apelo popular. A proposta do fim da escala 6×1 ganhou força nas redes e entre movimentos trabalhistas por atingir diretamente a rotina de milhões de brasileiros submetidos a jornadas com apenas um dia de descanso semanal. Se a emenda assinada por Heringer e outros parlamentares avançar, a principal consequência será esvaziar o efeito imediato da proposta. A mudança continuaria no papel, mas só começaria a valer depois de uma década e ainda dependeria de nova regulamentação. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPDT Partido Democrático TrabalhistaPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido 18/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-volta-para-cela-comum-hipotese-mais-provavel-e-que-delacao-nao-foi-aceita/): Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Ministro André Mendonça, do STF, deferiu pedido da Polícia Federal para mudança de cela do dono do Banco Master Por Marcelo Hailer | Fórum 18/05/2026 Vorcaro – Daniel Vorcaro (Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP) O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para uma cela comum, onde o banqueiro ficará submetido às regras internas. Antes, Vorcaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal de Brasília, na mesma cela em que ficou o ex-presidente Jair Bolsonaro, e isso lhe conferia algumas regalias, entre elas as visitas de advogados, que ocorriam diariamente entre as 9h e as 17h. Na cela comum, as visitas ficam limitadas a duas por dia, com duração de 30 minutos. O argumento da PF enviado ao ministro Mendonça é que as condições dele na prisão na Superintendência afetavam a rotina do local. Além disso, como a defesa de Vorcaro já entregou a proposta de colaboração, a Polícia Federal decidiu aplicar as regras usadas para os demais custodiados e colocá-lo em carceragem comum. Mas, para além da alegação burocrática da PF, a transferência de Vorcaro para cela comum pode conter outros significados, entre eles o de que a delação do banqueiro não tenha avançado como se esperava. Em casos de colaboração premiada considerada sensível, robusta ou em fase ativa de negociação, é comum que o preso receba algum tipo de tratamento cautelar diferenciado, seja por razões de segurança, preservação da investigação ou restrição de contato com outros detentos. Por isso, a ida para uma cela comum pode indicar que não houve homologação imediata da delação, que as negociações fracassaram ou que Vorcaro deixou de ter status de preso colaborador. Também não se pode descartar que a transferência tenha relação apenas com uma decisão administrativa do sistema prisional, sem vínculo direto com eventual delação. Ainda assim, o movimento chama atenção: se existisse uma colaboração premiada já aceita, relevante e considerada sensível pelas autoridades, o caminho esperado seria o de maior proteção e isolamento, e não o retorno à convivência comum. Nesse contexto, a mudança de cela abre uma nova camada de dúvidas sobre o real estágio das negociações de Vorcaro com as autoridades e sobre o alcance das informações que ele poderia entregar. Delação de Vorcaro esfria após escândalo com Flávio Bolsonaro A tentativa do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, de firmar um acordo de colaboração premiada com as autoridades encontra obstáculos crescentes. Investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República avaliam que as informações apresentadas até agora pelo banqueiro são insuficientes para justificar benefícios processuais, segundo reportagem de O Globo. A primeira proposta formal encaminhada pela defesa de Vorcaro, protocolada em 5 de maio, foi recebida com ceticismo. O entendimento dos investigadores é que o conteúdo extraído de dispositivos móveis do banqueiro, do cunhado Fabiano Zettel e do ex-operador Phillipi Mourão, alcunhado de Sicário, contém volume de informações superior ao que foi apresentado nas negociações. Entre os pontos ausentes da proposta inicial estaria o suposto pagamento mensal ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria chegado a R$ 500 mil. A PF descreve o parlamentar como “destinatário central” de benefícios financeiros atribuídos ao banqueiro, incluindo o uso de imóvel em São Paulo e o financiamento de viagens internacionais com hospedagens, refeições e voos em aeronaves privadas. A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre o caso. A defesa de Ciro Nogueira declarou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.” Também ausentes da proposta inicial seriam conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o possível financiamento de um filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, em projeto estimado em R$ 134 milhões, conforme revelação do Intercept Brasil. Flávio Bolsonaro confirmou os contatos com o banqueiro, mas negou qualquer irregularidade. A pressão sobre Vorcaro se intensificou com a prisão de seu pai, Henrique Vorcaro, apontado pela PF como operador financeiro de um grupo identificado como “Turma”, descrito como braço armado da organização criminosa investigada. Segundo os investigadores, uma conta bancária em nome do pai teria sido usada para ocultar R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas de fraudes. A defesa de Henrique Vorcaro classificou a prisão de “grave” e “desnecessária.” Além disso, a PF solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o retorno de Daniel Vorcaro ao presídio federal de segurança máxima, revertendo transferência anterior para instalações da Superintendência da PF em Brasília. Enquanto isso, outros investigados avançam em negociações próprias. O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso sob suspeita de negociar propina de R$ 146 milhões em imóveis para favorecer operações com o Master, tenta assinar acordo de confidencialidade em breve, com previsão de entrega dos anexos da delação em junho. Investigadores esperam que Costa detalhe o fluxo financeiro das operações no Brasil e no exterior, além de identificar agentes públicos envolvidos. As apurações apontam para uma transação de R$ 12,2 bilhões entre o BRB e o Master realizada, segundo a PF, por “pura camaradagem” como forma de “abafar a fiscalização” do Banco Central. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita 18/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação - [Quase 40 funcionários da Secretaria de Fazenda do RJ são exonerados após operação da PF por suspeita de fraude na Refit](https://politicariabrasileira.blog.br/quase-40-funcionarios-da-secretaria-de-fazenda-do-rj-sao-exonerados-apos-operacao-da-pf-por-suspeita-de-fraude-na-refit/): Quase 40 funcionários da Secretaria de Fazenda do RJ são exonerados após operação da PF por suspeita de fraude na Refit Servidores investigados pela PF também serão alvo de processos administrativos. Polícia apura esquema para beneficiar grupo econômico ligado à refinaria de Manguinhos. Por Gabriel Barreira | g1 18/05/2026 Ricardo Magro — Foto: Fantástico/ TV Globo Quase 40 funcionários da Secretaria Estadual de Fazenda do Rio foram exonerados nesta segunda-feira (18). As mudanças acontecem dias depois da operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de favorecimento ao grupo econômico ligado à Refit, a refinaria de Manguinhos. Os servidores estão na mira da PF desde a semana passada, quando foram alvo de mandados de busca e apreensão. Agora, também serão investigados pela própria Secretaria de Fazenda. Entre os investigados estão o ex-secretário estadual de Fazenda, Juliano Pasqual, o ex-subsecretário de Receita, Adilson Zegur, e o superintendente de Fiscalização e Inteligência Fiscal, José Eduardo Lopes Teixeira Filho. Segundo a Secretaria de Fazenda, eles vão responder a processos administrativos disciplinares. A determinação é do atual secretário da pasta, Guilherme Mercês. O secretário também determinou a abertura de uma correição extraordinária na Auditoria Fiscal Especializada de Petróleo e Combustíveis para apurar possíveis irregularidades na concessão de incentivos fiscais à Refit. A investigação da PF aponta a existência de uma organização criminosa estruturada para favorecer interesses do grupo econômico ligado à refinaria, com atuação coordenada de agentes públicos da secretaria. Segundo a polícia, empresas ligadas à Refit teriam recebido facilitação em processos administrativos e fiscais, enquanto concorrentes do setor de combustíveis enfrentariam obstáculos criados dentro da estrutura da pasta. A PF afirma ainda que Adilson Zegur e José Eduardo Lopes Teixeira Filho aparecem em conversas com Álvaro Barcha, identificado pelos investigadores como operador financeiro e intermediário de propinas do grupo. De acordo com a investigação, os contatos dos servidores no celular de Álvaro estavam salvos como “Adilson Pix” e “Lopes Pix”, o que, segundo a PF, pode indicar fluxo de dinheiro entre os envolvidos. O atual secretário da Fazenda determinou ainda o cancelamento de todos os acessos de Adilson Zegur e José Eduardo Lopes aos sistemas internos e bancos de dados da secretaria. Além disso, foram exonerados quase 40 funcionários que ocupavam cargos de comando em superintendências, auditorias fiscais especializadas e regionais. A Polícia Federal suspeita que Ricardo Magro tinha influência direta sobre a gestão da Secretaria de Fazenda, corrompendo agentes públicos para atuar em benefício da refinaria. Parte das denúncias sobre o esquema também chegou à Polícia Civil. Para a PF, isso indica que os vínculos da organização criminosa se estendiam a outras instituições públicas. Na semana passada, durante a operação, agentes encontraram cerca de R$ 500 mil em dinheiro vivo na casa do policial civil Maxwell Moraes Fernandes. O dinheiro estava guardado em caixas de sapato. Em uma delas, havia a mensagem: “O que é bom a gente guarda”. Segundo a PF, Maxwell havia sido designado para investigar uma denúncia sobre a atuação da Refit na Secretaria de Fazenda. O documento, de janeiro do ano passado, apontava que o esquema liderado por Ricardo Magro teria braços dentro da pasta, incluindo o então subsecretário Adilson Zegur. A denúncia afirmava que Zegur e outro servidor receberiam R$ 300 mil por mês para impedir a entrada de concorrentes da Refit no mercado de combustíveis. Ainda de acordo com a PF, apesar das suspeitas, Adilson Zegur foi ouvido apenas como testemunha por Maxwell. A corporação afirma que, diante da “precariedade” da apuração conduzida pelo policial e do possível vínculo dele com Álvaro Barcha, a investigação acabou arquivada. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Federal PF Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/deputados-de-pl-e-pt-em-sp-destinaram-mais-de-r-700-mil-a-entidades-ligadas-a-produtora-de-filme-sobre-bolsonaro/): Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro Indicações de emendas parlamentares aconteceram entre 2023 e 2026 por deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O filme ‘Dark Horse’ é uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por GloboNews e g1 SP 18/05/2026 Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel. — Foto: Divulgação via BBC São Paulo – Deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) destinaram R$ 703 mil em emendas parlamentares para empresas e entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao menos quatro deputados estaduais, sendo três do PL e um do PT, indicaram recursos para projetos ligados à cultura e ao esporte que beneficiaram um instituto e uma empresa relacionados à empresária Carina Gama, sócia da produtora Go Up, responsável pelo filme. A deputada estadual Valeria Bolsonaro (PL), que não é parente de Bolsonaro, destinou R$ 100 mil em dezembro de 2023. O valor foi pago a um instituto presidido por Carina Gama; O deputado Gil Diniz (PL) destinou R$ 200 mil em 2025 para uma empresa ligada à empresária; Já o deputado Lucas Bove (PL) indicou uma emenda de R$ 213 mil neste ano, mas o recurso não foi liberado devido a problemas burocráticos no processo de destinação; O quarto parlamentar citado é Luiz Fernando (PT); ele destinou R$ 190 mil em emenda parlamentar neste ano; um grupo de teatro indicou o instituto presidido por Carina Gama para receber os recursos, mas como a emenda é de 2026, o valor ainda não foi empenhado. Polêmicas em torno do filme O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. 🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF. As informações foram reveladas em 13 de maio pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado (ouça o áudio no vídeo acima). A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio. Nos dias seguintes à publicação da reportagem, o contexto foi de inconsistências e contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e do produtor executivo do filme biográfico do ex-presidente, Mário Frias. As contradições dos filhos de Bolsonaro e de Mário Frias envolvem principalmente a relação com o banqueiro e a gestão financeira do filme. Flávio Bolsonaro vinha tentando associar o escândalo do Banco Master ao governo Lula e ao PT e chegou a dizer que nunca teve contato com Vorcaro. Depois que as mensagens foram divulgadas, ele confessou que mentiu sobre a relação com o banqueiro e alegou a existência de uma cláusula de confidencialidade no contrato do financiamento. Eduardo Bolsonaro também alternou versões sobre sua participação no projeto. Primeiro, afirmou apenas ter apresentado um advogado responsável pela estrutura financeira do filme. Na sexta-feira (15), porém, o Intercept revelou um contrato em que ele aparece formalmente como produtor-executivo encarregado também da captação de recursos. O deputado, então, admitiu que assinou o contrato. Já Mário Frias, primeiro contradisse Flávio Bolsonaro e afirmou que não havia “um único centavo” de Daniel Vorcaro no filme, mas ele recuou no dia seguinte e afirmou que o relacionamento jurídico do projeto era com a Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, e não diretamente com o banqueiro. Notícia anteriorPróxima notícia ALESPBanco MasterDeputada EstadualDeputado EstadualDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro 18/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça de SP dá 5 dias para Câmara explicar conclusão de CPI que investiga fraudes em imóveis sociais; oposição fala em processo atropelado](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-de-sp-da-5-dias-para-camara-explicar-conclusao-de-cpi-que-investiga-fraudes-em-imoveis-sociais-oposicao-fala-em-processo-atropelado/): Justiça de SP dá 5 dias para Câmara explicar conclusão de CPI que investiga fraudes em imóveis sociais; oposição fala em processo atropelado Vereador Nabil Bonduki (PT), vice-presidente da CPI da HIS, entrou na Justiça para tentar suspender votação do relatório final, prevista para esta terça-feira (19). Parlamentar afirma que recebeu documento de 1,7 mil páginas somente nesta segunda (18). Por João de Mari, Laura Cassano e Paulo Gomes | g1 SP e TV Globo 18/05/2026 Prédio em SP. — Foto: Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo deu prazo de cinco dias para que a Câmara Municipal e o presidente da CPI da Habitação de Interesse Social (HIS), vereador Rubinho Nunes (União), expliquem o encerramento das investigações da comissão e a tramitação do relatório final, previsto para ser votado nesta terça-feira (19). 🔎 Instalada em setembro de 2025, a CPI da HIS investiga possíveis fraudes na produção e comercialização de moradias populares em São Paulo, incluindo compra por investidores, aluguel irregular e uso de apartamentos em plataformas como Airbnb. A decisão, assinada nesta segunda-feira (18) pelo juiz Evandro Carlos de Oliveira, da 7ª Vara da Fazenda Pública, foi tomada após o vereador Nabil Bonduki (PT), vice-presidente da CPI, acionar a Justiça alegando que a tramitação ocorreu de forma “atropelada”. O parlamentar pede a suspensão da votação do relatório e dos atos posteriores ao encerramento da fase de investigação da comissão. A oposição na CPI da HIS defende um endurecimento das investigações sobre fraudes envolvendo moradia popular e quer incluir no relatório final pedidos mais amplos de apuração (leia mais abaixo). Na decisão, o magistrado não concedeu nem negou a liminar solicitada pela oposição. O juiz determinou apenas que as autoridades apontadas no processo se manifestem antes de analisar o pedido de urgência. Segundo Bonduki, ele recebeu o relatório final, com 1.739 páginas, apenas às 11h desta segunda, ou seja, 24 horas antes do horário previsto para o documento ser votado. “Vamos votar um relatório sem ler?”, questionou o parlamentar. Bonduki disse que apresentou propostas ao relator da CPI, vereador Dr. Murillo Lima (PP), e quer que novas medidas sejam incorporadas ao texto antes da votação. O vereador afirmou ainda que PT e PSOL devem votar contra o parecer caso as sugestões da oposição não sejam contempladas. Entre os pontos defendidos por Bonduki está a inclusão de uma lista de pessoas e empresas que deveriam ser investigadas por suspeitas de fraudes relacionadas à política de moradia popular. Ele também afirmou considerar importante ouvir a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), responsável pelo licenciamento e emissão do habite-se dos empreendimentos. Segundo o parlamentar, a oposição defende que já conste no licenciamento a identificação de quais unidades são enquadradas como HIS e HMP, para facilitar fiscalização e controle. O que diz o relatório O relatório final da CPI, obtido pelo g1 nesta segunda, propõe medidas como proibição do uso de apartamentos populares em plataformas de aluguel de curta temporada, como Airbnb, limitação da compra de unidades HIS e HMP a um imóvel por CPF e criação de mecanismos mais rígidos de fiscalização sobre empreendimentos incentivados. O texto também sugere multas, suspensão da comercialização e cassação de alvarás de empresas que descumprirem regras da política habitacional da cidade. Entre os principais encaminhamentos apresentados no relatório estão: proibição de aluguel de curta temporada em unidades HIS e HMP; limitação da compra de apartamentos populares a uma unidade por CPF; criação de mecanismos de priorização para famílias já cadastradas na fila da habitação popular; criação de mecanismos de autodenúncia e reforço da fiscalização; criação de uma ouvidoria na Secretaria Municipal de Habitação para denúncias de irregularidades; aplicação de multas e cassação de alvarás de empresas que descumprirem regras da política habitacional; disponibilização pública e didática do relatório da CPI em plataforma online.   O relatório também recomenda o envio das conclusões ao Ministério Público Estadual e Federal, à Polícia Federal e à Polícia Civil para eventual investigação de responsabilidades civis, penais e administrativas relacionadas ao uso irregular de benefícios concedidos à habitação social. Airbnb inicia ‘pente-fino’ Donos de apartamentos em São Paulo anunciados no Airbnb, plataforma de aluguel de curta temporada, começaram a receber notificações sobre possíveis irregularidades e risco de exclusão dos anúncios no site. Desde maio de 2025, um decreto da prefeitura de São Paulo proíbe que unidades de Habitação de Interesse Social (HIS) sejam destinadas ao aluguel de curta temporada. A regra foi estabelecida depois da descoberta de um esquema de fraudes das construtoras. Em um comunicado via e-mail enviado ao dono de um imóvel cadastrado na plataforma, o Airbnb disse que “iniciou análises sobre eventuais irregularidades em acomodações anunciadas na plataforma na cidade de São Paulo, com base na listagem oficial fornecida nesta data pela Prefeitura de São Paulo”. “Nos próximos dias, os anfitriões que tenham anúncios irregulares receberão uma notificação da plataforma com detalhes sobre a remoção dos seus anúncios”, diz o comunicado ao qual o g1 teve acesso. No final de março, a prefeitura enviou à Câmara Municipal uma lista de empreendimentos imobiliários aprovados com incentivos municipais para a produção de moradia para a população de baixa renda. Essa lista está sendo usada pela plataforma para identificar imóveis que estejam em desconformidade com a legislação. Em nota, a empresa disse que tem atuado de forma contínua e colaborativa com a Câmara Municipal e com a Prefeitura de São Paulo, que iniciou a análise dos imóveis em 27 de abril e que, na última segunda (4), enviou o comunicado sobre anúncios irregulares aos anfitriões da cidade de São Paulo. Notícia anteriorPróxima notícia CPI Comissão Parlamentar de InquéritoPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPTJ-SPUnião BrasilVereador Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are - [MPRJ requer que município de Búzios cumpra compromissos na área de mobilidade urbana e meio ambiente](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-requer-que-municipio-de-buzios-cumpra-compromissos-na-area-de-mobilidade-urbana-e-meio-ambiente/): Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio, ajuizou ações civis públicas em face do Município de Armação dos Búzios para exigir o cumprimento de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com a municipalidade, relativos à revisão do Plano Diretor e à atualização do Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Por MPRJ 18/05/2026 MPRJ requer que município de Búzios cumpra compromissos na área de mobilidade urbana e meio ambiente A atuação decorre do descumprimento de obrigações assumidas pelo município em matéria de planejamento urbano, mobilidade, participação social e transparência administrativa. Os compromissos firmados previam a estruturação de procedimento licitatório para contratação de consultoria especializada, a submissão dos termos de referência à consulta pública, a conclusão da fase interna da licitação em 2024, o início da fase externa em janeiro de 2025, e o posterior encaminhamento dos respectivos projetos de lei à Câmara Municipal. No entanto, o município não comprovou a publicação do edital, a efetiva abertura da licitação, a contratação da consultoria, o início dos estudos técnicos, a realização das etapas participativas nem a consolidação dos produtos finais. Aponta o MPRJ que a revisão desses instrumentos é indispensável ao ordenamento urbano de Búzios, especialmente diante da intensa pressão turística, imobiliária, viária, ambiental e territorial existente na cidade. O Plano Diretor orienta o uso e a ocupação do solo, a expansão urbana e a função social da cidade e da propriedade, enquanto o Plano Municipal de Mobilidade Urbana disciplina transporte público, circulação viária, acessibilidade, integração modal, estacionamentos, ciclovias, deslocamentos a pé e demais componentes da mobilidade urbana. Nas ações, o MPRJ requer, em caráter de urgência, que o município apresente a íntegra dos procedimentos administrativos de contratação, conclua as análises internas pendentes, sane eventuais inconsistências dos termos de referência, submeta os documentos à consulta pública, publique o edital, conclua a licitação e contrate a consultoria especializada. O órgão também pede a apresentação de relatórios mensais de cumprimento, a incidência da multa convencional de R$ 20 mil por mês de atraso e a fixação de multa diária judicial. Medidas também na área ambiental Recentemente, foi requerida a busca e apreensão de documentos, com pedido de tutela de urgência, para obter informações da Secretaria de Estado da Casa Civil sobre a tramitação de procedimento administrativo relacionado à compensação ambiental do empreendimento Aretê Búzios, em Armação dos Búzios. A medida decorre da ausência de resposta a sucessivas requisições ministeriais expedidas no âmbito de inquérito civil que acompanha o cumprimento de obrigações ambientais vinculadas à Licença de Instalação nº IN049616.  A investigação apura a efetiva implementação de compensação ambiental decorrente da supressão de vegetação autorizada pelo INEA. Parte dessa compensação foi formalizada no Termo de Compromisso Ambiental nº 001/2022, que prevê a doação ao INEA de imóvel com área de 211 hectares, situado no Parque Estadual dos Três Picos. A conclusão da medida depende da edição de decreto autorizativo pelo Governo do Estado e da posterior lavratura da escritura pública de doação. Segundo informações prestadas pelo INEA, as providências de sua responsabilidade já teriam sido concluídas, com encaminhamento do processo administrativo à Casa Civil para análise e tramitação da minuta do decreto autorizativo. A partir daí, a Promotoria requisitou informações diretamente à Casa Civil, mas não obteve resposta, mesmo após diversas reiterações por e-mail, correspondência registrada, envio de ofício e advertências quanto às consequências legais da omissão. Com a ação judicial, o MPRJ busca garantir o acesso a documentos físicos e digitais relacionados ao processo SEI-070002/010570/2022, à minuta do decreto, ao termo de compromisso ambiental, ao imóvel objeto da doação e aos atos administrativos correspondentes. A finalidade da medida é assegurar transparência, preservar a prova documental, instruir adequadamente o inquérito civil e permitir a adoção das providências cabíveis para a efetiva tutela do meio ambiente e da legalidade administrativa. Balanço das atuações mais recentes Nos últimos meses, o Ministério Público intensificou sua atuação em Armação dos Búzios em diversas frentes relacionadas à proteção do meio ambiente, da ordem urbanística, da mobilidade urbana, da fauna, dos direitos dos animais e da transparência administrativa. A atuação incluiu o ajuizamento de ações civis públicas, medidas cautelares, pedidos de busca e apreensão de documentos e execuções de TACs, especialmente diante de reiteradas omissões administrativas, respostas incompletas, pedidos sucessivos de dilação de prazo e descumprimento de requisições ministeriais. O MPRJ adotou medidas envolvendo a APA Águas de Tucuns, a Ponta da Sapata/Enseada do Gancho, a Ponta do Pai Vitório, a APA do Pau Brasil, procedimentos de regularização fundiária urbana, políticas de proteção animal e manejo de animais silvestres, além de ação cautelar relacionada à compensação ambiental do empreendimento Aretê Búzios. Segundo o MPRJ, as medidas buscam assegurar o cumprimento de deveres legais, o acesso a documentos públicos indispensáveis à fiscalização institucional e a adoção de providências efetivas para proteção dos direitos difusos da coletividade. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de - [Câmeras flagram execução de homem em situação de rua em Cabo Frio](https://politicariabrasileira.blog.br/cameras-flagram-execucao-de-homem-em-situacao-de-rua-em-cabo-frio/): Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu Crime aconteceu na Rua do Céu, no bairro Buraco do Boi, na noite deste domingo (17). Por Ludmila Lopes | g1 18/05/2026 Execução de homem em Cabo Frio — Foto: RLagos Cabo Frio – Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem em situação de rua foi morto a tiros na noite deste domingo (17), no bairro Buraco do Boi, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. O crime aconteceu na Rua do Céu, por volta das 20h55. Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo e de um homem baleado na via. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima caída no chão, já sem vida. A vítima foi identificada como “Dudu capeta”, segundo a polícia. De acordo com informações repassadas por moradores à PM, a vítima seria um homem em situação de rua e, pouco antes do crime, estaria arremessando pedras na direção de pessoas da comunidade. Em seguida, homens ainda não identificados teriam se aproximado e efetuado os disparos. Imagens de câmeras de segurança da região flagraram a ação criminosa e devem auxiliar nas investigações sobre a autoria do homicídio. A área foi isolada para o trabalho da perícia e remoção do corpo. O caso será investigado pela Polícia Civil. A Polícia Militar informou que intensificou o policiamento no bairro e segue realizando buscas nesta segunda-feira (18) pelos envolvidos no crime. Notícia anteriorPróxima notícia Nova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Em áudios, deputado Thiago Rangel dá ordens na Educação e negocia cargos para traficante, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/em-audios-deputado-thiago-rangel-da-ordens-na-educacao-e-negocia-cargos-para-traficante-diz-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Mensagens extraídas de celulares apreendidos ligam deputado preso a suposto esquema de fraudes em obras de escolas estaduais, loteamento de cargos públicos e articulação com aliados investigados por tráfico. Ouça os áudios que o RJ1 teve acesso. Por Guilherme Peixoto, Márcia Brasil e Raoni Alves | RJ1 18/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação Áudios e mensagens obtidos pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne mostram o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) atuando diretamente sobre cargos estratégicos da Secretaria Estadual de Educação e negociando vagas na área para pessoas ligadas ao traficante Arídio Machado da Silva Júnior, o “Júnior do Beco”, segundo a investigação. (Ouça acima os áudios que o RJ1 teve acesso). Rangel está preso há 13 dias, acusado de chefiar um esquema criminoso de fraudes e desvios de recursos da educação. Os diálogos fazem parte do inquérito que levou à prisão preventiva do parlamentar, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no fim de abril. A PF suspeita que Thiago Rangel chefiava um esquema de fraudes em contratos de obras e serviços da rede estadual de ensino, além de lavagem de dinheiro envolvendo empresas e uma rede de postos de combustíveis. Em um dos áudios atribuídos ao deputado, enviado à então diretora regional de Educação do Noroeste Fluminense, Júcia Gomes de Souza Figueiredo, Thiago ordena o que deve ser feito na estrutura da educação. “Júcia, continua aí do jeito que você tem que estar. Tudo que acontecer dentro da regional eu quero saber. Eu não tenho que dar satisfação a ninguém. O deputado sou eu. A indicação é minha e quem manda sou eu”. Segundo a Polícia Federal, a mensagem foi enviada em agosto de 2024 e extraída do celular de Júcia, que também foi presa na operação. Na época, ela comandava a Regional Noroeste da Seeduc, responsável por 57 escolas estaduais distribuídas em 13 cidades do Norte e Noroeste Fluminense, com mais de 3.200 servidores. PF vê controle político De acordo com a investigação, a conversa foi encontrada no trecho do inquérito que apura possíveis fraudes em contratos de obras em escolas estaduais. Para os investigadores, o áudio demonstra que Júcia teria sido indicada diretamente por Thiago Rangel e mantinha relação de subordinação política ao deputado dentro da estrutura da Secretaria de Educação. A PF descreve Júcia como uma espécie de “longa manus” do parlamentar — expressão usada para indicar alguém que atuaria como extensão operacional do deputado dentro do órgão público. Os investigadores afirmam ainda que ela exercia função “vital” para o funcionamento do esquema criminoso, justamente por coordenar administrativamente dezenas de escolas estaduais. Na decisão que autorizou a prisão preventiva do deputado, Alexandre de Moraes reproduz os argumentos da Polícia Federal e afirma que os elementos apontam para a “instrumentalização” da Secretaria Estadual de Educação em benefício do grupo investigado. Transferência suspeita Outro diálogo destacado pela PF ocorreu em outubro de 2024. Segundo o relatório, Júcia encaminhou a Thiago Rangel um comprovante de transferência de R$ 100 mil da empresa VAR Construtora para a empresa E. H. Almeida de Souza Casas de Festas. Logo depois, ela reenviou mensagens afirmando: “Já mandei 100”; “amanhã vai o resto”. Para a Polícia Federal, a movimentação reforça suspeitas de lavagem de dinheiro e circulação de recursos desviados de contratos públicos. A investigação aponta que a VAR Construtora aparece ligada a obras em escolas estaduais e não possuía funcionários registrados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o que, segundo a PF, eleva o risco de fraude. Os investigadores afirmam ainda que a empresa destinatária dos valores seria usada para movimentação financeira do grupo investigado. Áudio liga deputado a criminoso Outro conjunto de mensagens analisado pela PF tenta demonstrar a relação de Thiago Rangel com Arídio Machado da Silva Júnior, o “Júnior do Beco”, apontado pela própria corporação como traficante de “alta periculosidade”, com antecedentes por homicídios e tráfico de drogas. As conversas foram extraídas do celular de Fábio Pourbaix Azevedo, apontado como braço direito de Thiago Rangel e também preso na operação. Segundo a investigação, Thiago teria reservado vagas de “auxiliar de serviços gerais” na área da Educação para indicações feitas por “Júnior do Beco”. A PF afirma que Fábio Pourbaix pediu a Thiago o contato do traficante para saber quem seriam os indicados para os cargos. Em seguida, o deputado envia um telefone salvo como “Junior Beco”. De acordo com os investigadores, Thiago afirma que possuía oito vagas disponíveis na Educação e que uma delas deveria ser destinada a um indicado do traficante. Em um dos áudios divulgados pela PF, uma mulher identificada como Gleice Maria Batista da Silva cobra a nomeação prometida: “Thiago Rangel, aqui é Gleice, irmã de Juninho do Beco. Eu fui fazer uma entrevista em agosto ou setembro e até hoje não me deram uma posição. Meu irmão pediu para eu te ligar para ver o que estava acontecendo.” A PF afirma que posteriormente cruzou dados e identificou Gleice como irmã de “Júnior do Beco”. Distribuição de cargos As mensagens analisadas pela investigação também mostram orientações sobre a organização dos nomes indicados para os cargos. Em outro áudio, atribuído a Thiago Rangel, o deputado orienta: “Você faz dois bloquinhos, prende um papelzinho escrito Junior do Beco e bota um clip juntando os dois.” Segundo a Polícia Federal, os diálogos indicam: distribuição política de cargos públicos; uso da estrutura da Educação para atender interesses pessoais e alianças criminosas; proximidade entre o parlamentar e pessoas ligadas ao tráfico.   Os investigadores afirmam ainda que as conversas foram incluídas no capítulo “Observações Finais” da Operação Postos de Midas justamente para demonstrar possíveis conexões entre o deputado e crimes violentos. Na decisão do STF, Alexandre de Moraes utiliza esses diálogos para reforçar o argumento de risco à ordem pública e de continuidade das atividades criminosas. Influência em órgãos públicos A investigação também revelou uma planilha encontrada no computador de Rui Bulhões, ex-chefe de gabinete do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. O documento listava deputados estaduais, os órgãos - [Ricardo Magro criou o imposto quântico](https://politicariabrasileira.blog.br/ricardo-magro-criou-o-imposto-quantico/): Ricardo Magro criou o imposto quântico “Os grandes alquimistas fiscais operam em outra atmosfera regulatória, quase metafísica. Seus patrimônios tornam-se fluidos. Suas estruturas societárias adquirem propriedades cubistas. Seus passivos desaparecem com elegância coreográfica” Por Paulo Henrique Arantes | Fórum 18/05/2026 O empresário Ricardo Magro, alvo de investigação da PF – Foto: Reprodução Sempre que a Polícia Federal abre uma operação envolvendo refinarias, distribuidoras, empresas “estrategicamente” quebradas, holdings exóticas e cifras bilionárias, já se sabe mais ou menos o roteiro: desaparecem impostos, aparecem offshores, evaporam-se patrimônios e, por coincidência cósmica, políticos influentes orbitam o cenário. É o caso do empresário Ricardo Magro e do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Segundo o que foi noticiado até agora, o grupo empresarial ligado a Magro teria desenvolvido uma espécie de inovação tecnológica: o imposto quântico sobre combustível. O combustível é vendido normalmente, o consumidor paga o imposto normalmente, o dinheiro circula normalmente — mas o tributo, misteriosamente, entra em estado gasoso antes de chegar aos cofres públicos. Trata-se de um gigantesco esquema de sonegação: empresas faturam bilhões enquanto o Fisco tentaria descobrir, inutilmente, quem deve, onde está o dinheiro e qual companhia ainda existe além da placa enferrujada num escritório vazio na Barra da Tijuca ou na Faria Lima. Nada a ver com a vetusta figura do comerciante que “esqueceu” uma nota fiscal. Está-se diante de algo um tanto mais ambicioso, operado por um verdadeiro congresso de tributaristas criativos. Empresas surgem. Empresas desaparecem. Patrimônios evaporam. Recursos viajam. Holdings aparecem em cascata. O dinheiro faz turismo internacional e o Estado corre atrás do próprio rabo. Naturalmente, o enredo não estaria completo sem a presença do poder político. É aí que entra Cláudio Castro. Segundo a Polícia Federal, há prováveis favorecimentos estatais, por influência dele, ao grupo empresarial de Magro. Incentivos fiscais, decisões administrativas providenciais e relações políticas suspeitas integram o cardápio da operação, num exemplo perfeito de que a fronteira entre interesse público e lobby privado é tênue, ou inexistente. A dinâmica é conhecida: empresários afirmam defender “segurança jurídica”; políticos defendem “desenvolvimento econômico”; o Estado concede benefícios; depois descobre-se que o desenvolvimento mais vigoroso alcançou exclusivamente o patrimônio dos envolvidos endinheirados. Paralelamente, o contribuinte comum continua vivendo na dimensão paralela em que recebe cobrança automática quando atrasa o recolhimento do MEI. Os grandes alquimistas fiscais operam em outra atmosfera regulatória, quase metafísica. Seus patrimônios tornam-se fluidos. Suas estruturas societárias adquirem propriedades cubistas. Seus passivos desaparecem com elegância coreográfica. A palavra “lavagem”, aliás, tornou-se insuficiente – não se trata mais de lavar dinheiro: certos esquemas parecem submeter recursos financeiros a um verdadeiro tratamento estético completo, com peeling, harmonização facial, transplante capilar e cidadania internacional. Em síntese, prevalece uma velha máxima capitalista: privatizam-se os lucros, socializam-se os rombos e terceiriza-se a conta para a população que abastece o carro pagando imposto até pela na fumaça do escapamento. *Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PF Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-civil-publica-para-que-petropolis-retome-servico-de-monitoramento-urbano-por-cameras/): MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras Justiça atende ao pedido e dá três dias para a Prefeitura do município se posicionar. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 18/05/2026 Monitoramento de Câmeras em Petrópolis — Foto: Divulgação Petrópolis – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, na Região Serrana do Rio, ajuizou, na sexta-feira (15), uma ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, em face do município. O objetivo é obter, junto ao Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, uma decisão para que a prefeitura conclua o procedimento licitatório destinado à contratação de sistema de monitoramento urbano por câmeras, observando-se todas as etapas previstas na Lei nº 14.133/2021, com a efetiva celebração do contrato administrativo e implantação do serviço. O MP solicita ainda que a Justiça condene o município a executar a manutenção contínua, adequada e ininterrupta do sistema de câmeras, em quantitativo e cobertura compatíveis com as necessidades da segurança pública, mobilidade e proteção e defesa civil da cidade. A ação tem origem no Inquérito Civil n° 2481, instaurado para apurar a desativação do sistema municipal de monitoramento urbano. Segundo o MPRJ desde o ano de 2017, Petrópolis mantinha contrato com a empresa Emive – Patrulha 24 Horas Ltda. para a locação de sistema de câmeras, que não foi renovado em fevereiro deste ano. A ação ressalta que as câmeras de monitoramento foram instaladas em pontos estratégicos da cidade, auxiliando no controle do trânsito e na prevenção e repressão de delitos. O controle era feito a partir do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (CIMOP), instalado nas dependências da Secretaria Municipal de Defesa Civil. O MP afirma ainda na ação que o monitoramento é vital, pois permite também a verificação, em tempo real, das inundações, comuns na cidade serrana. Cumprindo um importantíssimo papel na prevenção de danos materiais e à vida e integridade das pessoas, já que possibilitam a emissão de alertas mais precisos à população e auxiliam na tomada de decisão pelos gestores quanto à interdição de vias e outras medidas preventivas necessárias. E recentemente, o município vinha adotando, inclusive, a medida de disponibilizar à população o acesso às imagens das câmeras quando havia a ameaça ou ocorrência de chuvas fortes. Em fevereiro deste ano a prefeitura de Petrópolis informou que as câmeras de segurança necessitavam de modernização, e por isso foram desligadas. Mas, segundo o MP, foram na verdade retiradas pelo fornecedor, devido à não renovação do contrato, que já havia passado por termo aditivo. O desligamento ocorreu em período de chuvas intensas e com elevação dos acumulados pluviométricos. Foi realizada uma reunião da Promotoria com a Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SSOP), a CPTrans e a Defesa Civil, onde foi informado pelo município que existiam dois procedimentos em curso: um para a contratação emergencial e outro para a licitação do sistema de monitoramento por câmeras. Após cerca de três meses do desligamento, o serviço não foi retomado. Com isso, a justiça, através da 4ª Vara Civil de Petrópolis, atendeu a ação do MPRJ, e estabeleceu, na sexta-feira (15), um prazo de três dias para a prefeitura se posicionar sobre os processos licitatórios. Procurada pelo g1, em nota a prefeitura informou que os procedimentos para a licitação já estão em andamento e todas as providências estão sendo agilizadas para a retomada do serviço de monitoramento o mais rápido possível. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PGJ obtém decisão que suspende trechos do Código Ambiental de Mangaratiba por possível inconstitucionalidade](https://politicariabrasileira.blog.br/pgj-obtem-decisao-que-suspende-trechos-do-codigo-ambiental-de-mangaratiba-por-possivel-inconstitucionalidade/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha A Procuradoria-Geral de Justiça obteve, no dia 13 de maio, decisão cautelar do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) que suspende os efeitos de dispositivos do Código Ambiental do Município de Mangaratiba considerados incompatíveis com a Constituição Federal. Por MPRJ 18/05/2026 PGJ obtém decisão que suspende trechos do Código Ambiental de Mangaratiba por possível inconstitucionalidade A medida foi concedida no âmbito de Representação de Inconstitucionalidade ajuizada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Atribuição Originária e da Assessoria de Atribuição Originária Cível e Institucional (SUBGAO/MPRJ),  e suspende, até o julgamento definitivo da ação, a eficácia de diversos artigos da Lei Municipal nº 1.209/2019, alterada pela Lei nº 1.355/2021. Na ação, o MPRJ argumentou que os dispositivos questionados afrontam normas constitucionais ao flexibilizar regras de proteção ambiental e permitir a adoção de medidas compensatórias inadequadas, sem priorizar a reparação integral do dano ambiental no próprio local afetado. Segundo a SUBGAO/MPRJ, as alterações promovidas pela legislação municipal também invadem competência da União para editar normas gerais sobre meio ambiente, além de violarem princípios constitucionais como o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a vedação ao retrocesso ambiental, a proporcionalidade, a impessoalidade e a moralidade administrativa. Ao analisar o pedido, o desembargador relator Luiz Zveiter reconheceu a plausibilidade jurídica dos argumentos apresentados e o risco de dano decorrente da demora na suspensão das normas. O magistrado destacou a possibilidade de celebração de novos acordos ambientais com medidas compensatórias consideradas insuficientes ou inadequadas, capazes de gerar prejuízos irreversíveis ou de difícil reparação ao meio ambiente. A decisão cautelar, inicialmente proferida de forma monocrática em razão da urgência do caso, foi posteriormente referendada por unanimidade pelo Órgão Especial do TJRJ. Processo nº 3001557-58.2026.8.19.0000 Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Carbono Oculto 86: Deputado citado em áudios sobre emendas é sócio de Ciro Nogueira](https://politicariabrasileira.blog.br/carbono-oculto-86-deputado-citado-em-audios-sobre-emendas-e-socio-de-ciro-nogueira/): Carbono Oculto 86: Deputado citado em áudios sobre emendas é sócio de Ciro Nogueira Júlio Arcoverde é mencionado em conversas sobre negociação de emendas parlamentares Por Alice Maciel | ICL Notícias 18/05/2026 Senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) Além do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) aparece em mensagens encontradas nos celulares de empresários investigados pela Polícia Civil do Piauí na Operação Carbono Oculto 86. Os diálogos sugerem negociações envolvendo emendas parlamentares. Arcoverde é sócio do senador na empresa JJE Agenciamento de Seguros e Serviços. Com sede em Teresina (PI), a empresa atua nos setores de reparo, manutenção e comercialização de peças automotivas, de acordo com registros da Receita Federal. A Operação Carbono Oculto 86 é um desdobramento da investigação homônima que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação no setor de postos de combustíveis. No Piauí, a operação recebeu o número 86, em referência ao DDD local. Ciro Nogueira e Arcoverde não são investigados, mas a Polícia Civil do Estado solicitou o envio do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a investigação identificar menções aos parlamentares com foro privilegiado nas mensagens apreendidas nos celulares dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa. Em abril, o ICL Notícias publicou os áudios obtidos pela Polícia Civil que indicam uma suposta proximidade entre Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Ciro Nogueira. Em uma das gravações, Danillo afirma que Beto Louco – apontado como um dos líderes da máfia dos combustíveis – seria “muito amigo” do senador piauiense. Já o nome de Júlio Arcoverde surge em áudios em que empresários discutem recursos destinados ao município de Caxias, no Maranhão, com referência a emendas parlamentares.  A existência dessas conversas foi revelada pela Revista Piauí. Em uma das mensagens, Danillo afirma: “O problema foi porque o prefeito cobrou os 130. Mesmo a gente já tendo pago para o Júlio, ele cobrou os 130 de novo. Aí a gente teve que dar para aquele ‘fela’ da puta, daquele prefeito. Aí o Júlio tinha que devolver os 130. Aí ele não devolveu”. Na sequência, o empresário continua: “Quando a gente for acertar com ele essa emenda de Caxias, nós vamos já dizer: ‘Opa, Júlio, eu já te dei os 130’. Na hora que o dinheiro de Caxias entrar, é a hora que nós vamos puxar os 130 de volta.” Em outro trecho da conversa, Danillo indica o rompimento de um suposto acordo envolvendo o deputado federal: “Esse negócio que a gente fez de compromisso com o Júlio aí acabou. Não tem mais. […] Pode ser uma emenda de R$ 1 trilhão. Não pago nada mais. Não faço mais nenhum compromisso daqui pra frente. Zero”. Caxias é administrada pelo prefeito José Gentil Rosa Neto. Ele se filiou ao PP em abril de 2024, durante evento que contou com a presença de lideranças da legenda, entre elas Ciro Nogueira, presidente nacional do partido. É em Caxias também onde está registrada a sede de uma das empresas do senador, a Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas (CN Motos), citada na operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção ligadas ao Banco Master. De acordo com investigação da PF, o senador recebia uma mesada do ex-dono do banco, Daniel Vorcaro. O ICL Notícias entrou em contato com Ciro Nogueira, com o deputado Júlio Arcoverde, com a prefeitura de Caxias e com os empresários Haran Sampaio e Danillo de Sousa, mas não obteve retorno. Em nota enviada à reportagem em abril, após o caso vir à tona, Arcoverde informou desconhecer “quaisquer menções relacionadas ao seu nome no contexto citado”. Ele acrescentou que não é investigado no âmbito da operação, “nem em qualquer outro inquérito”. Contrato milionário na saúde Os investigadores do Piauí suspeitam que o suposto esquema envolvendo emendas parlamentares em Caxias, citado no áudio de Danillo, possa ter relação com a Distribuidora Mercury Medicamentos. A empresa é controlada pela Pima Energia Participações Ltda., que é investigada no âmbito do esquema ligado à máfia dos combustíveis. A Mercury Medicamentos firmou, entre 2024 e 2025, três contratos com a prefeitura de Caxias para o fornecimento de medicamentos e material odontológico, que somam R$ 22,9 milhões. No contrato mais vultoso, assinado em maio do ano passado – com vigência de um ano e valor de R$ 22,5 milhões – o município aderiu a uma ata de registro de preços do Consórcio de Municípios Médio Paranaíba do Piauí (Comepa), por meio do mecanismo conhecido como “carona”, dispensando a realização de uma nova licitação. Em dezembro, no entanto, o Tribunal de Contas do Piauí identificou irregularidades no certame conduzido pelo Comepa e suspendeu os contratos envolvendo os municípios piauienses Picos e São Gonçalo do Piauí com a Mercury Medicamentos. O contrato de Caxias com a distribuidora de medicamentos foi pago com recursos do Fundo Municipal de Saúde, que recebeu R$ 43,3 milhões em emendas parlamentares entre 2025 e maio de 2026. Desse total, mais de 60% (R$ 27,9 milhões) foram destinados pela deputada federal Amanda Gentil, prima do prefeito José Gentil Rosa Neto. Ela presidiu o PP no Maranhão de outubro de 2025 a abril de 2026. Mesma empresa aparece no esquema dos combustíveis A Pima Energia, que controla a Distribuidora Mercury Medicamentos, foi a empresa usada na compra da rede de postos HD, de Haran Sampaio e Danillo de Sousa.  A transação é tratada pelos investigadores como um dos indícios da expansão do esquema da máfia de combustíveis de São Paulo para o Piauí. Conforme relatório da Polícia Civil, a Pima Energia foi aberta na capital paulista apenas seis dias antes da compra da rede de postos HD, o que levantou suspeitas sobre a finalidade da empresa. Os investigadores também afirmam que, apesar da mudança societária, houve apenas uma “substituição de bandeira (de HD para Pima e Diamante) sem alteração operacional real”, o que reforçaria a hipótese de uma venda de fachada. Após a - [90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas](https://politicariabrasileira.blog.br/90-das-emendas-pix-tem-irregularidades-apontam-tribunais-de-contas/): 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Nessa modalidade de baixa transparência, parlamentares enviam bilhões de reais diretamente a governadores e prefeitos, sem necessidade de convênio ou projeto de obra; relatório será enviado ao STF Por Eduardo Barretto | O Estado de S.Paulo 17/05/2026 Plenário da Câmara dos Deputados Foto: Wilton Júnior/Estadão Uma auditoria feita por Tribunais de Contas de todo o País identificou 90% de irregularidades ou vulnerabilidades nas emendas Pix, incluindo indícios de superfaturamento. O levantamento, obtido pela Coluna do Estadão, analisou R$ 497 milhões por meio de 125 repasses de parlamentares a 42 cidades, localizadas em 22 unidades da federação. As transferências aconteceram de 2022 a 2024, durante os governos Bolsonaro e Lula. Nessa modalidade de baixa transparência, deputados e senadores enviam bilhões de reais em verba pública diretamente a governadores e prefeitos, sem necessidade de convênio ou projeto de obra. O relatório será encaminhado nos próximos dias ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, relator de uma ação que monitora emendas parlamentares. O pente-fino foi coordenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon) e pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), com participação de Cortes de Contas de todo o Brasil, por meio da Rede Integrar. A auditoria usou um índice de transparência criado pelo TCU, o Indicador de Transparência Ativa das Transferências Especiais, em 57 portais de transparência estaduais e municipais. Em uma escala de zero a 100, a nota média de integridade foi de apenas 26,7.As principais falhas identificadas nas emendas Pix foram as seguintes:  Falta de planejamento na aplicação dos recursos; Dificuldade para rastrear origem e destino do dinheiro; Descumprimento de normas da Secretaria do Tesouro Nacional; Indícios de superfaturamento e sobrepreço em obras e compras; Uso de recursos em situações vedadas pela legislação.  “É um levantamento importante por primar pela transparência e a aplicação dos escassos recursos públicos em favor da sociedade”, afirmou à Coluna o presidente da Atricon, Edilson Silva. Notícia anterior emenda parlamentarPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme](https://politicariabrasileira.blog.br/parlamentares-de-sp-mandaram-r-8-milhoes-em-emendas-a-ongs-de-filme/): Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Recursos públicos de emendas enviados a entidades ligadas à produtora de filme de Bolsonaro entraram na mira do ministro Flávio Dino, do STF Por Vinicius Passarelli | Metrópoles 17/05/2026 Cena do filme Dark Horse | Reprodução Deputados e vereadores de São Paulo enviaram ao menos R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora cinematográfica Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dados constam em denúncias feitas pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) e em dados de transparência do governo e da Prefeitura de São Paulo. Na última sexta-feira (15/5), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma apuração preliminar para investigar possíveis irregularidades na destinação de emendas para projetos ligados ao ecossistema de entidades comandadas por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme. Além da Go Up, são citados o Instituto Conhecer Brasil (ICB), Academia Nacional de Cultura (ANC) e Conhecer Brasil Assessoria. A apuração busca informações sobre recursos enviados via emendas de parlamentares do PL, como os ex-deputados federais Alexandre Ramagem (RJ) e Carla Zambelli (SP) e os deputados federais Marcos Pollon (MS), Bia Kicis (DF) e Mario Frias (SP). Frias é produtor executivo e roteirista de Dark Horse e enviou, segundo a denúncia de Tabata, R$ 2 milhões em emendas para o Instituto Conhecer Brasil – R$ 1 milhão para um projeto de “letramento digital” e outro R$ 1 milhão para um projeto esportivo. Desde o mês passado, oficiais de Justiça tentam cumprir uma determinação de Dino e intimar o deputado a prestar esclarecimentos sobre as emendas a empresas da produtora artística responsável pelo filme. Além dos citados na apuração de Dino, levantamento feito pelo Metrópoles aponta que, no final de 2023, a deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) enviou emenda de R$ 100 mil para o Instituto Conhecer Brasil para aquisição de equipamentos. Outro deputado bolsonarista da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Lucas Bove (PL), indicou uma emenda de R$ 213 mil também para o Instituto Conhecer Brasil, voltado a projetos esportivos, mas o repasse foi impedido por razões técnicas. Já o deputado Gil Diniz (PL), um dos principais aliados de Eduardo Bolsonaro em São Paulo, destinou R$ 200 mil à Academia Nacional de Cultura para custear parte da produção da série documental Heróis Nacionais – filhos do Brasil que não se rende, o mesmo destino de uma emenda de R$ 1 milhão enviada por Zambelli. A denúncia de Tabata, que deu origem ao pedido de investigação de Flávio Dino, ainda cita duas emendas que somam quase R$ 3,6 milhões enviadas pelo ex-vereador da capital Atílio Francisco, com base em reportagem do The Intercept Brasil. O dinheiro seria utilizado para um evento literário gospel e outro evento de dança. Ao menos outros dois vereadores de São Paulo tiveram emendas de sua autoria liberadas para a Conhecer Brasil no ano passado. Indicada por Cris Monteiro (Novo), uma emenda de R$ 100 mil foi liberada para uma oficina de tecnológica voltada a jovens. Outra emenda, de R$ 750 mil e de autoria de André Santos (Republicanos), foi destinada à entidade para a realização de um congresso de inovação em educação. Mário Frias, por meio de sua assessoria, negou qualquer irregularidade. Em nota, Cris Monteiro disse que a emenda teve como único critério o mérito do projeto apresentado. “A destinação da emenda seguiu análise técnica do projeto, que foi integralmente executado. A vereadora desconhece qualquer vínculo entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora mencionada na reportagem”, afirmou. Já Lucas Bove disse que recebeu um “projeto que parecia interessante”, porém redirecionou o recurso por “questões documentais do proponente”. A reportagem busca contato com os outros citados. O espaço seque aberto. Master x Dark Horse A decisão de Dino também ocorre em meio à revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a viabilização da obra cinematográfica. Informações preliminares apontam que o banqueiro teria prometido ao parlamentar R$ 134 milhões para ajudar no filme. Até o momento, entretanto, os comprovantes apontam o repasse de R$ 62 milhões. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraCEF Caixa Econômica FederalCODEVASF Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do ParnaíbaDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarFNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da EducaçãoHugo MottaMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalUnião BrasilValdemar Costa Neto MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/havengate-o-fundo-na-mira-da-pf-que-conecta-vorcaro-flavio-e-eduardo-bolsonaro/): Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro Um fundo offshore com sede no Estado americano do Texas está no centro de uma nova linha de investigação da Polícia Federal (PF). Por Thais Carrança | BBC News Brasil 16/05/2026 Fundo com sede no Texas recebeu pelo menos US$ 2 milhões em recursos de empresa ligada a Vorcaro | Agência Senado/Wikimedia Commons/Getty Images São Paulo – Os investigadores apuram se recursos repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teriam sido usados para custear o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Na quarta-feira (14/5), em entrevista à GloboNews, Flávio negou que o dinheiro tenha sido direcionado a Eduardo, reafirmando que o recurso teria sido integralmente destinado à produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, disse Flávio. Na sexta-feira, o senador voltou a negar que parte do dinheiro tenha sido usado para bancar despesas do irmão, acrescentando que Eduardo sobrevive de uma doação feita pelo pai e de reservas próprias. Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025. Na última segunda-feira (11/5), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do deputado federal cassado por coação no curso de processo, por ter articulado, a partir daquele país, sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, numa tentativa de influenciar o resultado do julgamento de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. Em 2025, Jair Bolsonaro enviou R$ 2 milhões a Eduardo nos Estados Unidos, no que foi considerado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à época como um indício concreto da articulação entre pai e filho com o objetivo de interferir na atuação do Judiciário brasileiro. Eduardo também negou ter recebido recursos de Vorcaro. “A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu, nas redes sociais. Após a declaração de Eduardo, no entanto, o site Intercept Brasil publicou uma nova reportagem, afirmando que o ex-deputado teria atuado como produtor-executivo de Dark Horse, segundo um contrato assinado por ele e diálogos obtidos com exclusividade pelo veículo de imprensa. O contrato de produção ao qual o Intercept teve acesso, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024, traz a empresa GoUp Entertainment, sediada nos EUA, como produtora, e Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) à frente da produção-executiva da cinebiografia. “Os registros contradizem afirmações feitas por Eduardo Bolsonaro (…) sobre sua relação com o filme e colocam o deputado federal cassado como uma peça-chave com poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre o filme que conta a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro”, afirma a reportagem. “Também mostram que Eduardo omitiu sua conexão com a busca de dinheiro para financiar o filme ao dizer, em post feito no Instagram, que apenas cedeu seus direitos de imagem e não exerceu qualquer cargo de gestão em Dark Horse.” Ao Intercept, a defesa de Mario Frias afirmou que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse” e “nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”. Já Eduardo afirmou que investiu R$ 350 mil em recursos próprios no início da produção do longa, mas que depois foi reembolsado após a entrada de investidores na produção. Ele disse que, naquele momento, atuava como diretor executivo do projeto. “Quando a estrutura passou a ser uma estrutura de fundo de investimento, começou a ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor executivo, que era o contrato antigo com a produtora. Passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua seção de direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme”, disse, em vídeo publicado nas redes sociais. O fundo suspeito O fundo que levantou suspeitas de um possível favorecimento de Eduardo nas transações financeiras milionárias entre Flávio e Vorcaro é o Havengate Development Fund LP. O site The Intercept Brasil, que primeiro noticiou o caso, teve acesso a um comprovante de uma ordem de pagamento de US$ 2 milhões e uma tabela com previsão de valores a serem pagos, que indicam que pelo menos parte dos US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) pagos por Vorcaro a Flávio entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, foi transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate. O grupo Entre é liderado por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, e que foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e Vorcaro. Após a deflagração da operação, o Banco Central decretou em março deste ano a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento e, por extensão, da Acqio Adquirência e da Octa Sociedade de Crédito Direto, instituições integrantes do Conglomerado Entrepay, controlado pela Entre Investimentos. As autoridades passaram a investigar então se Vorcaro seria um “dono oculto” da empresa, embora a Entre negue qualquer vínculo societário, de controle ou governança. Segundo o Intercept, com base nos documentos aos quais o veículo teve acesso, a opção de Vorcaro por remeter recursos à família Bolsonaro no exterior por meio da Entre Investimentos ao fundo Havengate aconteceu após dificuldades operacionais para a remessa internacional dos recursos. Em fevereiro de 2025, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro apontado pela PF como principal operador financeiro do banqueiro, relatou sucessivas recusas do setor de câmbio do Banco Master de realizar a operação, conforme o Intercept. Vorcaro, então, teria orientado que o pagamento fosse realizado “via entre”, o que seria uma referência à empresa Entre Investimentos e Participações. Se os recursos deixaram o Brasil - [ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma](https://politicariabrasileira.blog.br/ong-ligada-a-filme-de-bolsonaro-emitiu-r-12-milhao-em-notas-fiscais-para-ela-mesma/): ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Instituto Conhecer Brasil, que é da mesma dona da Go Up Entertainment, é detentora de contrato multimilionário suspeito com a gestão Ricardo Nunes, em SP, que pode ter direcionado dinheiro para “Dark Horse” Por Henrique Rodrigues | Fórum 16/05/2026 Cartaz de divulgação do filme Dark Horse O imbróglio financeiro que mistura dinheiro público da Prefeitura de São Paulo com a obra cinematográfica do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou um capítulo que beira o inacreditável. O Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização não governamental comandada pela empresária Karina Ferreira da Gama, emitiu mais de R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma a fim de justificar gastos de um polêmico convênio de internet com a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia foi trazida a público pelo vereador paulistano Nabil Bonduki (PT) em seu perfil na rede social X (antigo Twitter). O parlamentar expôs os documentos fiscais emitidos pelo ICB que revelam o nível do descalabro: são duas notas fiscais emitidas pela ONG direcionadas ao seu próprio CNPJ, nos valores exatos de R$ 702.800,00 e R$ 568.572,97. “A ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro emitiu NOTA PARA SI PRÓPRIA para justificar gastos no contrato com a Prefeitura de São Paulo! Esse é o nível do descalabro: milhões de reais para uma instituição dizer que está prestando serviços para ela mesma. Uma das coisas mais absurdas que já vi. E olha que a gestão Nunes já está cheia de irregularidades absurdas”, disparou Bonduki na postagem. A primeira das notas fiscais do ICB O elo entre o wi-fi de SP e o cinema bolsonarista Para compreender o tamanho do escândalo, é preciso olhar para a teia corporativa operada por Karina Ferreira da Gama, personagem que se tornou o ponto de inflexão das investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Karina preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma associação privada que, apesar de não possuir qualquer histórico consolidado ou corpo técnico no mercado de telecomunicações, faturou um contrato emergencial de R$ 108 milhões na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) da gestão Ricardo Nunes — prefeito amplamente alinhado ao bolsonarismo e ao governador Tarcísio de Freitas. O objetivo era instalar 5 mil pontos de wi-fi gratuito na capital.  O Tribunal de Contas do Município (TCM) chegou a apontar 20 graves irregularidades no edital, que ignorou a ampla concorrência. Mesmo entregando menos roteadores do que o previsto, a ONG recebeu aditivos suspeitos que inflaram os repasses da prefeitura para R$ 69 milhões. O que conecta o asfalto paulistano a Hollywood é que Karina Ferreira da Gama também é dona da produtora Go Up Entertainment. No Brasil, a Go Up funciona no mesmíssimo endereço físico do ICB, em um prédio de alto padrão na Avenida Paulista. Nos EUA, a filial Go Up Entertainment LLC é a produtora oficial responsável por rodar “Dark Horse”, a cinebiografia multimilionária de Jair Bolsonaro. A suspeita contundente dos investigadores é de que a estrutura pública de conectividade digital da maior metrópole da América Latina funcionou como uma espécie de base operacional e fluxo de caixa indireto para a produção do filme. O escândalo dos R$ 61 milhões e o cerco aos filhos de Bolsonaro A maquiagem contábil das notas fiscais emitidas para si própria surge no momento em que a engrenagem internacional de “Dark Horse” está sob forte bombardeio. O filme acabou se tornando o epicentro de um escândalo transnacional quando o site The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master (atualmente preso sob a acusação de capitanear uma fraude bilionária de R$ 12 bilhões), injetou R$ 61 milhões na produção a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A farsa de que a família Bolsonaro mantinha apenas um vínculo de “imagem” com o projeto ruiu de vez com a descoberta de contratos assinados digitalmente que apontam o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos e gestores financeiros diretos do orçamento da produção. Eduardo, inclusive, foi flagrado em mensagens interceptadas discutindo métodos complexos para enviar divisas para os EUA de forma fragmentada para evitar o radar das autoridades. Para fechar o triângulo do escândalo, Mario Frias ainda destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares federais justamente para o Instituto Conhecer Brasil de Karina, o que gerou a abertura de uma frente de investigação no STF sob a relatoria do ministro Flávio Dino por suposta triangulação ilícita de capitais. Com o cerco judicial se fechando e com as novas provas de autofaturamento apresentadas no front municipal por Nabil Bonduki, a tese de “prestação de serviços sociais” da ONG da Avenida Paulista desmorona a olhos vistos, deixando a gestão de Ricardo Nunes e o clã Bolsonaro sem respostas plausíveis para o labirinto de notas fiscais e milhões cruzados. Outro lado A reportagem da Fórum entrou em contato com a responsável pelo ICB, Karina Ferreira da Gama, para que ela explicasse o motivo das notas fiscais terem sido emitadas para o próprio CPF da ONG. Até o momento da publicação da matéria, Karina não havia retornado. O espaço segue aberto para que ela se manifeste. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPPL Partido LiberalPrefeitoPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCM Tribunal de Contas do MunicípioVereador 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme 17/05/2026 ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma 16/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA CPMI - [Defensoria pede multa ao Estado por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/defensoria-pede-multa-ao-estado-por-atraso-na-implantacao-da-deam-em-petropolis/): Defensoria pede multa ao Estado por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis Órgão afirma que governo descumpriu decisão judicial que determinava apresentação de plano para instalação da delegacia especializada em até 30 dias. Por Prisicila Torquato | g1 16/05/2026 Defensoria Pública da cidade de Petrópolis — Foto: Divulgação Petrópolis – A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro pediu à Justiça a aplicação de multa contra o Estado por descumprimento de uma decisão judicial que determinava a apresentação de um plano para implantação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Petrópolis. O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (14). Segundo a Defensoria, o Estado foi intimado da decisão em 5 de março de 2026 e tinha um prazo considerado “improrrogável” de 30 dias para apresentar um cronograma detalhado da instalação da unidade, incluindo definição do imóvel, obras, equipe e equipamentos necessários. No documento, os defensores afirmam que, passados 70 dias da notificação, o governo estadual ainda não apresentou o plano exigido pela Justiça. A Defensoria sustenta que houve “omissão administrativa” e pede o reconhecimento formal do descumprimento da ordem judicial. O órgão também solicita a execução imediata da multa já prevista na decisão, no valor de R$ 30 mil, além da aplicação de uma nova multa diária de R$ 10 mil até que o plano seja apresentado. Na ação, a Defensoria cita que Petrópolis ocupa a nona posição no ranking estadual de violência doméstica e argumenta que a ausência de uma delegacia especializada representa uma “deficiência grave” na proteção às mulheres vítimas de violência. O documento também menciona que o Estado pediu mais 90 dias para elaborar o plano, alegando dificuldades administrativas e operacionais. A Defensoria, no entanto, afirma que a criação da DEAM já estava autorizada desde 2022 por lei estadual e que o governo teve tempo suficiente para se organizar. Além das multas, a Defensoria pediu a realização de uma audiência especial com representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de Petrópolis para discutir medidas práticas que viabilizem a implantação da delegacia até agosto de 2026, prazo definido pela Justiça para o funcionamento da unidade 24 horas por dia. A Polícia Civil informou sua posição em nota (veja abaixo). Nota Polícia Civil A 105ª DP (Petrópolis) conta com um Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (Niam). A unidade está reforçada com policiais civis capacitados para o atendimento especializado às vítimas, além de instalações próprias para isso. Essa iniciativa supre a demanda no município, como também ocorre em outras cidades do estado onde há Niams. Além disso, neste mês, foi inaugurada a Deam Digital, décima sexta delegacia da mulher no estado. A unidade, que tem atendimento remoto, abrange todos os municípios do Rio de Janeiro, incluindo Petrópolis. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJPolícia CivilRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-de-administrador-do-fundo-utilizado-para-captar-recursos-para-filme-sobre-bolsonaro-comprou-imovel-nos-eua/): Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA Escritório de advocacia de Calixto nos EUA também consta como agente registrado de fundo que recebeu US$ 2 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro Por Luísa Marzullo e Sarah Teófilo | O Globo 16/05/2026 Imóvel adquirido no Texas — Foto: Google Brasília – Um fundo ligado ao advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, comprou em fevereiro uma casa em Arlington, no Texas, região onde vive o parlamentar cassado. A operação foi feita pela Mercury Legacy Trust, fundo que detém a propriedade do imóvel anunciado à época por US$ 753.500 (R$ 3,8 milhões). O escritório de advocacia de Calixto nos EUA também consta como agente registrado do fundo Havengate Development Fund LP, que recebeu US$ 2 milhões (R$ 11,3 milhões) do banqueiro Daniel Vorcaro com o objetivo de financiar o filme Dark Horse (“O Azarão”), uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação sobre a compra do imóvel foi divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. Tanto o Mercury quanto o Havengate ficam no mesmo endereço, em Dallas, onde também está sediado o escritório utilizado por Calixto e cedido a Eduardo Bolsonaro para realizar reuniões políticas. Os documentos da empresa e do fundo não mostram se há relação financeira da empresa com o fundo Havengate Development Fund LP.   A operação de compra da casa foi assinada por André Porciúncula, que foi secretário de Fomento à Cultura no governo Bolsonaro. Ele atuou como representante da Mercury, estrutura jurídica usada nos Estados Unidos para administração patrimonial.   A escritura do imóvel mostra que a compra da casa foi efetivada em 27 de fevereiro. O documento aponta que a residência fica localizada em Arlington, município da região metropolitana de Dallas que se tornou base de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.   Procurados, Paulo Calixto, Eduardo e André Porciúncula não responderam até a publicação desta reportagem.   As transações realizadas por Calixto devem entrar na mira da Polícia Federal, que vai investigar se o banqueiro Daniel Vorcaro, a pedido de Flávio Bolsonaro, destinou recursos para financiar a investida de Eduardo Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal nos Estados Unidos.   Eduardo e Flávio Bolsonaro enfrentam uma crise depois que foi revelado pelo site Intercept Brasil áudios nos quais o senador pede dinheiro a Vorcaro, dono do Banco Master preso por suspeita de uma fraude financeira bilionária, para a produção do filme.   Documentos obtidos pelo GLOBO mostram que Calixto manteve por décadas residência em Arlington. Ele e a esposa, Ana Calixto, compraram uma casa na cidade ainda em 1998, por meio de financiamento imobiliário. Em 2016, o casal registrou formalmente o imóvel como residência principal perante o condado de Tarrant.   A propriedade foi posteriormente usada como garantia em uma operação financeira em que um imóvel é usado como garantia para obter crédito junto à Quicken Loans.   Em agosto de 2025, o financiamento vinculado ao imóvel foi quitado e, dias depois, Calixto vendeu a casa para a empresa Keyheart LLC. Os documentos obtidos não mostram vínculo societário formal entre a Mercury Legacy Trust e o Havengate Development Fund LP. Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro negou ter sido beneficiado por recursos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA 16/05/2026 PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/cpmi-do-dark-horse-e-protocolada-para-investigar-esquema-de-vorcaro-com-bolsonaro/): CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro Deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou requerimento para criação de comissão mista que apurará financiamento de filme Por Yuri Ferreira | Fórum 16/05/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – Foto: Carlos Moura/Agência Senado O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou nesta semana, no Congresso Nacional, o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar o financiamento e a produção do filme “Dark Horse“, voltado à narrativa biográfica do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta conta com o apoio de outros parlamentares e está à disposição para assinaturas. A investigação proposta abrange a apuração de eventual utilização de recursos de origem ilícita atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, bem como o possível emprego de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares. O requerimento cita a reportagem do The Intercept Brasil que revelou áudios de Flávio Bolsonaro cobrando recursos do dono do Banco Master, que enviou mais de R$ 61 milhões para a produção do filme. A gravidade do caso, aponta o texto, amplia-se diante da contradição pública entre as declarações do senador — que reconhece as negociações e aportes — e a versão da produtora GOUP Entertainment, que teria negado o recebimento dos valores divulgados. A CPMI proposta será composta por 15 deputados federais e 15 senadores, com igual número de suplentes, respeitando a proporcionalidade partidária. O prazo para os trabalhos é de 180 dias, com despesas orçadas em R$ 200 mil. O requerimento menciona ainda que a produção já teria sido alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal por supostos repasses irregulares de emendas parlamentares. Em declaração, o deputado Rogério Correia afirmou: “Está protocolada a CPMI, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, para investigar o filme da vida de Jair Bolsonaro. Está na mesa do Congresso Nacional. Eu quero ver se Flávio Bolsonaro vai assinar. Ele que disse que foi tudo normal, que não há nenhum rolo, nenhum problema. Assine a CPMI e vamos investigar. Porque, realmente, debaixo desse angu, tem muito queijo”, disse. “A gente quer saber o valor real desse filme. 134 milhões de reais? Ninguém acredita. O irmão dele teve ou não teve acesso a esse dinheiro? Deputados e deputadas fizeram ou não fizeram emenda parlamentar para este fundo que finge ser um filme? O que foi  lavagem de dinheiro? Como Vorcaro e Zettel, com dinheiro de aposentados, foram sustentar esse fundo bolsonarista? Tudo são perguntas que precisam ser respondidas”, completou Correia. “A CPMI ora proposta não possui qualquer finalidade de censura artística, controle ideológico ou limitação da liberdade de expressão”, ressalta o requerimento. O objeto da investigação, segundo o documento, é apurar a origem dos recursos, verificar a regularidade dos aportes financeiros, identificar eventuais beneficiários ocultos, examinar possível financiamento político irregular e investigar eventual utilização de produto cultural como mecanismo de abuso de poder econômico e propaganda eleitoral dissimulada. “Quero ver Flávio Bolsonaro, que não tem coragem de abrir o seu sigilo, ter a coragem de assinar a CPMI do filme de Jair Bolsonaro”, afirma. O que falta para implementar a CPMI Conforme o Regimento Comum do Congresso Nacional, após esse primeiro passo, o colegiado só é instalado após o cumprimento de quatro etapas principais. 1. Recolhimento de assinaturas O primeiro passo é o recolhimento de assinaturas de parlamentares para apoiar o requerimento de criação. Para uma CPMI, é necessário o apoio de pelo menos um terço dos membros da Câmara dos Deputados e um terço dos membros do Senado. Como a Câmara tem 513 deputados e o Senado 81 senadores, são necessárias, no mínimo, 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. 2. Protocolo e leitura em Plenário Após atingido o número mínimo de assinaturas, o requerimento é protocolado na Mesa do Congresso Nacional. Em seguida, o presidente do Congresso Nacional (que é o presidente do Senado) faz a leitura da proposta em sessão conjunta do Congresso, oficializando o pedido. 3. Definição da composição A Mesa do Congresso Nacional calcula a proporcionalidade partidária para definir quantas vagas titulares e suplentes cada partido ou bloco parlamentar terá direito. Como a CPMI proposta é composta por 15 deputados e 15 senadores titulares, com igual número de suplentes, esses números são usados como base para o cálculo. 4. Indicação dos membros e instalação Após a definição das vagas, os líderes partidários indicam os nomes dos parlamentares que irão compor a CPMI. Com as indicações formalizadas, o presidente do Congresso Nacional convoca a primeira reunião da comissão, momento em que ela é oficialmente instalada. Nessa reunião, os membros elegem o presidente e o relator (um deputado e um senador, cargos que são divididos entre as duas Casas), e a CPMI tem até 180 dias para concluir os trabalhos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoDeputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA 16/05/2026 CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro 16/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro Fundo de aliado de Eduardo que administrou dinheiro de filme comprou casa no estado em que deputado vive (ÁUDIO) PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Sem registro na Ancine](https://politicariabrasileira.blog.br/sem-registro-na-ancine/): Sem registro na Ancine ‘Dark Horse’: ‘produção hollywoodiana’ foi filmada no Brasil de modo irregular Por Cecília Olliveira | Intercept Brasil 16/05/2026 ‘Dark Horse’: ‘produção hollywoodiana’ foi filmada no Brasil de modo irregular O filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, foi rodado no Brasil pela produtora Go Up Entertainment Ltda. sem que nenhuma das obrigações legais exigidas pela Agência Nacional do Cinema, a Ancine, tenha sido cumprida. A empresa responsável pelo longa-metragem operou sem registro da produção, sem contratos apresentados, sem comprovação de vistos de trabalho para seu elenco majoritariamente estrangeiro e sem o pagamento de direitos trabalhistas devidos a parte da equipe brasileira. Reportagem exclusiva do Intercept Brasil revelou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, assinou um contrato como produtor-executivo do filme e tinha poder sobre o dinheiro usado no projeto. Já o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, negociou repasses equivalentes a R$ 134 milhões para custear a produção do longa-metragem com o banqueiro Daniel Vorcaro – valor superior ao de muitos filmes ganhadores do Oscar.  No entanto, funcionários contratados no Brasil reclamaram de condições degradantes no set, de terem sido enganados quanto à verdadeira natureza do filme e até de agressão física, como relatou Revista Fórum em dezembro de 2025. Em documento obtido pelo Intercept, a Ancine confirmou, em dezembro de 2025, que a Go Up jamais protocolou qualquer documentação em seus sistemas. Pela instrução normativa nº 79, de 2008, da agência reguladora, toda obra audiovisual estrangeira filmada no Brasil — com exceção daquelas de natureza jornalística — deve ser realizada sob responsabilidade de uma produtora brasileira registrada na agência.  A produtora não é mera intermediária. Antes de qualquer câmera ser ligada no território brasileiro, ela precisa comunicar previamente a produção à Ancine, enviando quatro documentos obrigatórios: o contrato firmado com a empresa estrangeira com responsabilidades, remuneração e prazo; a tradução do contrato quando em outro idioma; o plano provisório de filmagem com datas e locais; e as cópias das folhas de identificação do passaporte de cada profissional estrangeiro envolvido. Só depois disso a Ancine emite o ofício que permite à representação diplomática conceder os vistos de trabalho adequados. Nada disso aconteceu com “Dark Horse”.  Como não houve protocolo, análise ou tramitação de documentos por parte da produtora, não havia documentação a ser disponibilizada pela agência. Questionada, a Ancine afirmou, em nota enviada ao Intercept, que “as filmagens estrangeiras – obras e produções estrangeiras de produtoras estrangeiras – devem ser comunicadas” à agência. “Não existe tal obrigação na hipótese de obras brasileiras, ou mesmo estrangeiras, filmadas por produtoras brasileiras. No caso do filme em questão não houve qualquer comunicação ou autorização pela Ancine”, explica.  A agência reguladora disse ainda que não houve pedido de registro para o lançamento comercial no Brasil e que, por isso, “não dispõe atualmente de informações sobre a produção, o financiamento ou os detalhes técnicos” de “Dark Horse”. A Ancine não sabe sequer se o filme pode ser classificado como obra brasileira ou estrangeira. O Intercept obteve com exclusividade o contrato de produção do longa, que é estrangeiro. A pergunta e a resposta que expõem tudo Em 9 de dezembro de 2025, foi protocolado na Ancine um pedido de acesso à informação questionando pontos específicos da legislação audiovisual sobre o filme “Dark Horse”. A solicitação pedia a íntegra da documentação enviada pela Go Up Entertainment para a autorização das filmagens. Citou a norma correta e descreveu com exatidão os documentos que deveriam existir. O Serviço de Informação ao Cidadão, ou SIC, encaminhou o pedido à Coordenação de Programas Internacionais de Cooperação e Intercâmbio — a unidade técnica responsável por fiscalizar exatamente esse tipo de produção. Dois dias depois, a unidade técnica respondeu: “Após consulta aos registros internos e aos sistemas administrativos desta Coordenação, verificou-se que não consta qualquer comunicação de filmagem estrangeira apresentada pela empresa GO UP ENTERTAINMENT LTDA referente ao projeto ‘THE DARK HORSE’”. A conclusão foi assinada pelo coordenador Daniel Toledo Piza Tonacci. Não houve protocolo, tampouco análise ou tramitação de qualquer documento. Em 12 de dezembro do ano passado, o SIC emitiu a resposta oficial.  A decisão recebeu uma classificação técnica de “informação inexistente”, pois não havia documentos para apresentar porque a produção, do ponto de vista regulatório, nunca existiu. O prazo para recorrer abriu e fechou sem que ninguém se manifestasse. Em 29 de dezembro de 2025, o processo foi arquivado definitivamente. Calote aos trabalhadores Em 14 de janeiro deste ano, munido da confirmação oficial da Ancine, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Distrito Federal, o Sindcine, protocolou denúncia formal, um pedido de informações e um requerimento de providências. De acordo com o sindicato, houve “notícia consistente de contratações sem formalização adequada e pagamentos sem os parâmetros mínimos de regularidade”. A Go Up Entertainment não havia cumprido as obrigações contratuais assumidas com técnicos cinematográficos brasileiros. A Ancine disse que “os processos de apuração estão em curso, observando os prazos e ritos normativos” e que notificou a Go Up. Notícia publicada pelo jornal O Globo em 14 de maio referenda as preocupações do sindicato. Ao menos 14 figurantes que trabalharam nas gravações de “Dark Horse” articulam ações judiciais contra a produção. Eles afirmam ter enfrentado condições degradantes no set, incluindo episódios de agressão, restrições ao uso de celular e banheiro e falta de informação prévia sobre o conteúdo político da obra. Os figurantes disseram ainda que só descobriram o tema do longa durante as filmagens. O mesmo não aconteceu com profissionais em cargos mais altos. De acordo com fontes ouvidas pelo Intercept, ao saberem o teor do filme, muitos profissionais declinaram a proposta e isso inflacionou a produção. Para conseguir contratar esses profissionais, precisaram pagar bem mais que o valor de mercado. Com vergonha de participar, muitos não quiseram se identificar. Eles assinam a obra com nomes fictícios. As denúncias coincidem com relatos recebidos pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo, o - [Fundo de aliado de Eduardo que administrou dinheiro de filme comprou casa no estado em que deputado vive (ÁUDIO)](https://politicariabrasileira.blog.br/fundo-de-aliado-de-eduardo-que-administrou-dinheiro-de-filme-comprou-casa-no-estado-em-que-deputado-vive/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Ex-parlamentar e advogado não respondem; André Porciúncula diz que imóvel não tem ‘nenhuma relação’ com ele PF suspeita que recursos de Daniel Vorcaro para o longa sustentaram estadia de filho de Jair Bolsonaro no Texas (EUA) Por Mônica Bergamo e Isabella Menon | Folha de S.Paulo 16/05/2026 O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em evento conservador nos EUA – Callaghan O’Hare – 27.mar.26/Reuters São Paulo e Washington – Um fundo ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, comprou em fevereiro uma casa em Arlington, no Texas, estado americano onde vive o ex-deputado federal. O Mercury Legacy Trust, que adquiriu o imóvel por R$ 3,6 milhões, é um fundo privado de gestão de patrimônio, instrumento comum nos Estados Unidos para deter bens em nome de terceiros. Calixto também é o administrador do Havengate Development Fund, que recebeu uma parte dos R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2025 a pedido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador dizia que os recursos seriam investidos no filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga o destino dos recursos repassados ao Havengate pelo dono do Banco Master por suspeitar que parte deles foi transferida, na verdade, para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF investiga se a estrutura financeira no Texas serviu para burlar bloqueios judiciais impostos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) às contas de Eduardo Bolsonaro no Brasil. Além do Mercury Legacy Trust, André Porciuncula aparece nos documentos como um dos responsáveis pela entidade que comprou a casa do Texas. Porciuncula é apontado por aliados de Eduardo como uma espécie de representante operacional do ex-deputado nos Estados Unidos. Ex-PM, ele atuou no governo Bolsonaro como braço direito de Mario Frias, então secretário da Cultura e idealizador do filme sobre o ex-presidente. Nesta semana, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu dinheiro a Vorcaro, mas negou que os valores sustentaram o irmão nos EUA. Uma reportagem publicada pelo site Intercept Brasil revelou que o pré-candidato à Presidência da República solicitou os recursos ao dono do Master dizendo que ele seria investido integralmente no filme. Os depósitos foram transferidos de fevereiro a maio de 2025. Parcelas atrasaram, e Flávio voltou a cobrá-lo em novembro, um dia antes de Vorcaro ser preso. A empresa usada pelo dono do Master para fazer as transferências foi a Entre Investimentos e Participações. Procurados, Eduardo Bolsonaro e Paulo Calixto não retornaram as chamadas da Folha. Ao atender a ligação, uma secretária afirmou que Calixto não vai falar com a imprensa e também não forneceu um contato dele. A reportagem conseguiu contato com André Porciuncula. Por meio de mensagens, ele afirmou que a residência adquirida pelo fundo Mercury não tem “nenhuma relação com Eduardo Bolsonaro” e nem com o banco Master”. “A casa não tem relação com nenhum dos dois”, afirmou. A reportagem questionou para quem a residência foi adquirida, e Porciuncula afirmou que “esta informação não é de interesse público”. Nas redes sociais, Eduardo negou que tenha sido beneficiado com o dinheiro de Vorcaro e disse que a suspeita da PF é “tola”. Disse que seu status migratório nos Estados Unidos não permitiria o recebimento de dinheiro de fundos de investimento e que, se isso tivesse ocorrido, as próprias autoridades americanas o teriam punido. Afirmou também que explicou a origem de todos os seus recursos às autoridades dos Estados Unidos no processo de imigração, sem nenhum problema. Sobre o advogado Paulo Calixto, Eduardo disse que ele não é um simples escritório de migração: tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado, e atua há mais de uma década na gestão de patrimônio e fundos de investimento. A migração, segundo Eduardo, seria apenas um departamento do escritório, criado para atender clientes que precisam transferir capital e residência para onde investem. Em relação ao filme, afirmou que nem ele nem sua família são donos da produção — os donos seriam mais de uma dezena de investidores. Disse que apenas apresentou Calixto a Mário Frias, que procurava investidores, por conhecer a competência do advogado. Sobre o investimento ter sido feito nos Estados Unidos e não no Brasil, Eduardo argumentou que a produção foi americana, com elenco americano, e que nenhum investidor arriscaria apoiar no Brasil um filme sobre Jair Bolsonaro, pois seria “perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe”. Por fim, questionou qual vantagem sua família poderia oferecer a qualquer investidor no período em que as negociações teriam ocorrido: com o pai preso, ele mesmo no exílio e o irmão ainda sem planos de candidatura, concluiu que as acusações não passam de “assassinato de reputação”. Paulo Calixto é advogado com mais de 20 anos de atuação nos Estados Unidos, especializado em ajudar clientes a estruturar patrimônio e a obter vistos e autorizações de imigração. É descrito como próximo a Eduardo Bolsonaro e participa diretamente dos processos de imigração ligados ao ex-deputado. Documentos societários mostram que ele controla uma série de empresas no Texas e na Flórida. Uma delas é a própria Havengate, que foi aberta em 2020, de acordo com documentos da Secretaria do Estado do Texas.https://www.youtube.com/watch?v=TNT1pQw60jU Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-civil-publica-para-que-petropolis-retome-servico-de-monitoramento-urbano-por-cameras-2/): MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, ajuizou, nesta sexta-feira (15/05), ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, em face do município de Petrópolis. Por MPRJ 15/05/2026 MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras O objetivo é obter, junto ao Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, decisão determinando que a prefeitura conclua o procedimento licitatório destinado à contratação de sistema de monitoramento urbano por câmeras, observando-se todas as etapas previstas na Lei nº 14.133/2021, com a efetiva celebração do contrato administrativo e implantação do serviço. Requer ainda que a Justiça condene o réu a executar a manutenção contínua, adequada e ininterrupta do sistema de câmeras, em quantitativo e cobertura compatíveis com as necessidades da segurança pública, mobilidade e proteção e defesa civil da cidade. A ACP tem origem no Inquérito Civil n° 2481, instaurado para apurar a desativação do sistema municipal de monitoramento urbano. Aponta o MPRJ que, desde o ano de 2017, Petrópolis mantinha contrato com a empresa Emive – Patrulha 24 Horas Ltda. para a locação de sistema de câmeras. A ação ressalta que as câmeras de monitoramento foram instaladas em pontos estratégicos da cidade, auxiliando no controle do trânsito e na prevenção e repressão de delitos. O controle era feito a partir do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (CIMOP), instalado nas dependências da Secretaria Municipal de Defesa Civil. O monitoramento é vital pois permite também a verificação, em tempo real, das inundações, comuns na cidade serrana, cumprindo, assim, um importantíssimo papel na prevenção de danos materiais e à vida e integridade das pessoas, já que possibilitam a emissão de alertas mais precisos à população e auxiliam na tomada de decisão pelos gestores quanto à interdição de vias e outras medidas preventivas necessárias. Mais recentemente, o município vinha adotando, inclusive, a salutar medida de disponibilizar à população o acesso às imagens das câmeras quando há ameaça ou ocorrência de chuvas fortes, permitindo aos cidadãos maior garantia de autocuidado e autoproteção. No entanto, a cidade foi surpreendida, em fevereiro deste ano, com a notícia de que as câmeras de segurança que, na verdade, necessitavam de modernização, foram desligadas e retiradas pelo fornecedor, devido à não renovação do contrato, que já havia passado por termo aditivo. Para agravar a situação. o desligamento ocorreu em período crítico de chuvas intensas, com elevação perigosa dos acumulados pluviométricos. Em resposta, e já com atraso fruto da falta de planejamento, a administração municipal lançou mão de um processo de contratação de nova empresa, em suposto caráter emergencial, sem a realização de licitação. Em virtude das informações fornecidas ela prefeitura, foi realizada reunião da Promotoria com a Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SSOP), a CPTrans e a Defesa Civil, ocasião em que foi esclarecido pelo secretário responsável pela primeira pasta que o termo de referência para subsidiar a contratação estava em elaboração e que existiam dois procedimentos em curso: um para a contratação emergencial e outro para a licitação do sistema de monitoramento por câmeras. Mas, na prática, apesar de a SSOP afirme reiteradamente que a contratação é sua prioridade absoluta, fato é que os procedimentos para tal medida caminham a passos lentos e sem efetividade, deixando, até os dias atuais, a população local desassistida do relevante serviço – fator que resultou no ajuizamento da ação judicial. Processo nº: 3003131-87.2026.8.19.0042 Notícia anteriorPróxima notícia Defesa CivilMP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política - [Criminosos invadem unidade de saúde em Cabo Frio e deixam bilhetes após furto: 'Pão velho'](https://politicariabrasileira.blog.br/criminosos-invadem-unidade-de-saude-em-cabo-frio-e-deixam-bilhetes-apos-furto-pao-velho/): Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Mensagens ironizando alimentos da unidade foram encontradas após invasão ao ESF Samburá; atendimento ficou suspenso para realização da perícia policial. Por Ludmila Lopes | g1 15/05/2026 Mensagens ironizando alimentos da unidade foram encontradas após invasão ao ESF Samburá, em Cabo Frio — Foto: Polícia Civil Criminosos invadiram a unidade do Estratégia Saúde da Família (ESF) Samburá, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, durante a madrugada desta quinta-feira (14), furtaram três tablets usados pelas equipes de saúde e deixaram bilhetes com mensagens de deboche. Em um dos recados, os invasores escreveram: “Olha não vai ter um ataque cardíaco KKKKK. O Danone está vencido. Olha no copinho”. Em outro, disseram: “Mano, que Danone ruim. Pão velho! E não tem manteiga d’ gato”. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o caso foi descoberto nas primeiras horas da manhã, quando funcionários chegaram para iniciar os atendimentos e perceberam sinais da invasão. A Polícia Civil foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado. Durante a tarde, a unidade recebeu a perícia técnica para os levantamentos sobre o crime. Por causa dos procedimentos realizados no local, o atendimento no ESF Samburá ficou suspenso ao longo desta quinta-feira. Os tablets furtados eram utilizados pelas equipes da unidade para atendimentos e registros de pacientes. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre suspeitos identificados ou presos. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde lamentou o ocorrido e informou que acompanha o caso junto às autoridades competentes. A Polícia Civil investiga a autoria da invasão e do furto. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-apreende-r-11-milhao-em-moeda-estrangeira-e-2-carros-de-luxo-na-casa-de-suspeito-de-operar-propinas-no-rj/): PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ Investigação aponta que Álvaro Barcha mantinha ligação com auditores e integrantes da Secretaria de Fazenda para interferir em processos e viabilizar pagamentos ilícitos. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de armas. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 15/05/2026 PF apreendeu R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira na Operação Sem Refino — Foto: Divulgação A Polícia Federal apreendeu R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo da marca Jaguar no apartamento de Álvaro Barcha Cardoso, de 66 anos, na Lagoa, Zona Sul do Rio, durante a Operação Sem Refino, na manhã desta sexta-feira (15). Ele é apontado como operador e intermediário no pagamento de propinas a servidores públicos para beneficiar empresários ligados à Refit. Durante as buscas, os policiais encontraram dois revólveres e uma pistola e acabou preso em flagrante por posse ilegal de armas. Segundo a investigação, Álvaro Barcha teria atuado como um articulador com forte trânsito dentro da Secretaria de Fazenda, mantendo relações próximas com auditores fiscais, subsecretários e até com o então secretário estadual. Os investigadores afirmam que ele teria atuado para influenciar processos administrativos, antecipar decisões internas e interferir em temas de interesse do grupo empresarial ligado ao empresário Ricardo Magro, controlador da Refit. No total, agentes saíram para cumprir 17 mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta, entre eles um contra o ex-governador Cláudio Castro. Moraes ainda determinou 7 medidas de afastamento de função pública. Movimentações financeiras suspeitas Os investigadores também destacam possíveis indícios de corrupção e movimentação financeira suspeita. Em conversas analisadas pela PF, contatos de pessoas ligadas ao esquema apareciam salvos no celular de Álvaro Barcha acompanhados da palavra “Pix”, o que, segundo a representação, pode indicar transferências de dinheiro entre os envolvidos. Além disso, a investigação identificou trocas de mensagens entre Álvaro e o então secretário estadual Juliano Pasqual envolvendo números de processos SEI e empresas específicas, o que reforçaria a suspeita de acesso privilegiado a informações internas e possível atuação em favor de interesses privados. A representação também cita fotografias em que Álvaro Barcha aparece exibindo grandes quantias de dinheiro em espécie. O que dizem os citados O g1 está tentando contato com a defesa de Álvaro Barcha. Nota de Cláudio Castro “A defesa do ex-governador do Rio Cláudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje [sexta] e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura. Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes. É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão. Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento. Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado. Cláudio colaborou com a busca, que ocorreu sem qualquer intercorrência, e nada de relevante foi apreendido.” Nota da Refit “A Refit esclarece que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor, incluindo a própria Petrobras, atualmente uma das maiores devedoras de tributos do Estado do Rio de Janeiro. Importante ressaltar que a atual gestão da Refit herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações. Somente ao Estado do Rio, a empresa realizou pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício. As operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel formado por três grandes empresas já condenadas pelo CADE por controlarem o preço do combustível nos postos, prejudicando a população e contribuindo para o aumento da inflação no país. A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação. Causa estranheza a Receita Federal impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo. A Refit nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. Ao contrário, sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais. Ressalta-se ainda que o fechamento da Copape, em meados de 2024, formuladora ligada ao PCC, também foi resultado de denúncias que partiram da Refit às autoridades e à ANP”. Notícia anterior ANP Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e BiocombustíveisGovernadorPetrobrasPL Partido LiberalPolícia Federal PFProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões 15/05/2026 Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ - ['Aparelho bomba' e 'bombinha': alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/aparelho-bomba-e-bombinha-alvos-de-operacao-usavam-celular-em-nome-de-mortos-para-dificultar-rastreio-diz-pf/): ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF Decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aponta que linhas clandestinas eram usadas por policiais federais Por Victória Cócolo | g1 15/05/2026 Ricardo Magro — Foto: Fantástico/ TV Globo São Paulo – A Polícia Federal afirma que investigados na Operação Sem Refino utilizavam “aparelhos bomba” e “bombinhas” registrados em nome de pessoas mortas para dificultar o rastreamento das comunicações e ocultar a identidade dos usuários reais. Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação encontrou uma conta de WhatsApp ligada a um número de telefone com código do Rio de Janeiro identificada como “Márcio PF Bombinha”. A apuração concluiu que o aparelho era operado pelos escrivães da Polícia Federal Márcio Pereira Pinto e Márcio Cordeiro Gonçalves, que trabalhavam na delegacia de Nova Iguaçu (RJ). A corporação afirma que a linha telefônica estava cadastrada em nome de Anísio da Silva Antônio, morto em 2021 e sem vínculo com a Polícia Federal. A investigação também aponta que outra linha usada no esquema estava registrada em nome de Cosme Gomes da Silva, igualmente falecido. Para os investigadores, o uso de identidades falsas revela um “padrão de ocultação”. As informações constam na decisão que autorizou a Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15) para investigar suspeitas de fraudes fiscais ligadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos e um dos maiores grupos devedores de impostos do país. Entre os alvos estão Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, aliado do senador Ciro Nogueira (PP), o empresário Ricardo Magro, dono da companhia, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Ainda segundo a PF, o aparelho clandestino manteve contato frequente com o advogado Roberto Fernandes Dima, conhecido como Beto Dima, apontado como sócio de empresas ligadas ao conglomerado de Ricardo Magro. Os autos registram ligações e mensagens trocadas entre eles em outubro de 2025. A decisão cita também interações do aparelho com o delegado da Polícia Federal Ricardo de Carvalho, candidato a deputado estadual em 2022. Os investigadores identificaram que a conta participava de um grupo de WhatsApp chamado “15.000 voltou!”, em referência ao número de urna usado pelo delegado na eleição. Segundo a PF, uma conexão da conta investigada foi realizada por meio de um IP ligado à rede interna da própria Polícia Federal. Após análise técnica, os investigadores afirmam que o acesso estava associado ao login funcional de Márcio Cordeiro Gonçalves. A investigação também identificou que o intermediário Álvaro Barcha utilizava um segundo aparelho celular para fotografar telas e documentos exibidos em outro telefone, em tratativas consideradas “sensíveis” pela PF. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorNova Iguaçu RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSenadorSTF Supremo Tribunal Federal PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF 15/05/2026 Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/cooptacao-integral-do-estado-castro-atuou-para-blindar-refit-e-favorecer-esquemas-de-magro-diz-pf/): ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Ambos foram alvos, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, que investiga fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção no conglomerado do setor de combustíveis. PF afirma que ‘sob a batuta de Castro, o RJ direcionou todos os esforços de sua máquina pública, em um verdadeiro engajamento multiorgânico em prol do conglomerado de Magro’. Por Mahomed Saigg | TV Globo 15/05/2026 Investigadores afirmam que o Grupo Refit sonegava impostos em toda a cadeia dos combustíveis — Foto: Reprodução/TV Globo A Polícia Federal (PF) apontou, em relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) atuou de forma decisiva para proteger e favorecer os interesses do Grupo Refit, do empresário Ricardo Magro. Ambos foram alvos, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, que investiga fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção no conglomerado do setor de combustíveis. Castro sofreu buscas, e Magro teve um mandado de prisão. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que expediu os mandados, destaca um “retrato da cooptação integral do Estado do Rio de Janeiro pela Refit”. Segundo a PF, a relação entre Castro e a Refit foi marcada por uma série de medidas políticas, administrativas e jurídicas que criaram um ambiente institucional favorável à continuidade do esquema criminoso atribuído ao grupo, que é considerado um dos maiores devedores de impostos do país. O documento detalha como o então governador teria promovido trocas estratégicas em cargos do alto escalão do estado, sancionado leis sob medida para beneficiar a empresa e orientado órgãos estaduais a atuar em prol da refinaria, mesmo diante de graves irregularidades e dívidas bilionárias. “Sob a batuta de Cláudio Castro e mediante suas diretrizes, o RJ direcionou todos os esforços de sua máquina pública, em um verdadeiro engajamento multiorgânico em prol do conglomerado capitaneado por Ricardo Magro”, afirma a PF. A defesa do ex-governador afirma que “foi surpreendida com a operação” e que Castro “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura” (leia mais abaixo). Até a última atualização desta reportagem, Magro não tinha sido encontrado e era considerado foragido. O paradeiro dele, que mora há 10 anos nos Estados Unidos, é desconhecido. A defesa de Ricardo Magro não foi localizada. Troca de secretários e procuradores De acordo com a investigação, Cláudio Castro exonerou o então secretário de Fazenda, Leonardo Lobo, após este alertar para o esquema da Refit. No lugar, nomeou Juliano Pasqual, considerado alinhado aos interesses do grupo. O mesmo padrão se repetiu na Procuradoria-Geral do Estado: Bruno Teixeira Dubeux foi substituído por Renan Miguel Saad, que teria atuado para viabilizar um refinanciamento de dívidas da Refit em condições extremamente vantajosas para a empresa. No fim de abril, Lobo e Dubeux foram reconduzidos aos cargos pelo governador em exercício, Ricardo Couto. ‘Lei Ricardo Magro’ A PF destaca ainda a aprovação da Lei Complementar 225/2025, apelidada de Lei Ricardo Magro, que instituiu um programa de parcelamento de débitos tributários sob medida para empresas em recuperação judicial — especialmente a Refit. A lei permitiu descontos de até 95% em multas e juros para empresas como a refinaria, que deviam bilhões ao RJ. Licenças ambientais e atuação do Inea O relatório também cita a atuação do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), que renovou licenças para a Refit mesmo diante de questionamentos técnicos e ambientais. Outro item foi a iniciativa da Procuradoria-Geral do Estado para tentar reabrir a refinaria após sua interdição pela ANP e Receita Federal, alegando que a paralisação prejudicaria a arrecadação do Estado. Proximidade pessoal e eventos no exterior A PF cita que Cláudio Castro participou de eventos em Nova York patrocinados pela Refit, sentando-se à mesa com Ricardo Magro e outros integrantes do grupo. Segundo reportagem da revista Piauí, o governador teria sido “mais fiel ao empresário do que um mero acompanhante em eventos no exterior”. Ambiente institucional favorável O relatório afirma que a leniência e a criação de um ambiente propício para a propagação da atividade ilícita da Refit retratam a união do crime organizado com agentes públicos influentes na política fluminense, “a começar pelo então Chefe do Poder Executivo”. O passivo tributário do grupo Refit supera R$ 52 bilhões, segundo a PF, afetando diretamente os cofres públicos e a prestação de serviços essenciais no Rio de Janeiro e em outros estados. Notícia anteriorPróxima notícia ANP Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e BiocombustíveisGovernadorINEA Instituto Estadual do Meio AmbientePL Partido LiberalPolícia Federal PFProcuradoria-Geral do Estado PGEReceita FederalSTF Supremo Tribunal Federal PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF 15/05/2026 ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-da-pf-que-mira-castro-e-dono-da-refit-bloqueou-r-52-bilhoes/): Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Deflagrada nesta manhã, “Sem Refino” investiga esquema no setor de combustíveis Por Rafael Sotero, Elijonas Maia, Caio Junqueira e Gabriela Piva | CNN Brasil 15/05/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) | CNN São Paulo e Brasília – A Polícia Federal cumpre mandados de busca na manhã desta sexta-feira (14) contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e contra o dono da Refit, Ricardo Magro. A operação Sem Refino determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas A ordem foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). De acordo com a PF, a operação investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Segundo a investigação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Também foi determinada a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da INTERPOL. Dono do grupo Refit, que controla a refinaria de Manguinhos (RJ) e é acusado pela Polícia Federal de liderar fraudes bilionárias no mercado de combustíveis, Magro vive em Miami desde a década passada. Segundo fontes da Polícia Federal, a busca se deve dentro das apurações do caso Refit, que revelou um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia pedido ajuda do mandatário norte-americano, Donald Trump, em prisão do empresário brasileiro, conforme adiantou a CNN Brasil. À reportagem, a defesa do ex-governador disse ter sido “surpreendida com a operação”. “Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura”, completou. “Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes.” Nota de Castro “A defesa do ex-governador do Rio Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura. Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes. É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão. Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento. Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado.” Nota da Refit “A Refit esclarece que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor, incluindo a própria Petrobras, atualmente uma das maiores devedoras de tributos do Estado do Rio de Janeiro. Importante ressaltar que a atual gestão da Refit herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações. Somente ao Estado do Rio, a empresa realizou pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício. As operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel formado por três grandes empresas já condenadas pelo CADE por controlarem o preço do combustível nos postos, prejudicando a população e contribuindo para o aumento da inflação no país. A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação. Causa estranheza a Receita Federal impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo. A Refit nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. Ao contrário, sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais. Ressalta-se ainda que o fechamento da Copape, em meados de 2024, formuladora ligada ao PCC, também foi resultado de denúncias que partiram da Refit às autoridades e à ANP.” Notícia anterior GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal Federal Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões 15/05/2026 Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/publicitario-confirma-ter-intermediado-repasses-de-vorcaro-para-filme-de-bolsonaro/): Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Segundo Thiago Miranda, dono do Master aportou R$ 62 milhões de reais, mas suspendeu repasses com crise na instituição Por Malu Gaspar | O Globo 13/05/2026 O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o empresário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi — Foto: Ana Paula Paiva/Valor e Reprodução O publicitário Thiago Miranda, dono da agência que contratou influenciadores para uma operação de “marketing de guerrilha” nas redes sociais em favor do Banco Master e contra a liquidação movida pelo Banco Central (BC), confirmou à equipe da coluna que também intermediou a negociação que levou Daniel Vorcaro a aportar R$ 62 milhões no filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. De acordo com ele, o valor previsto seria maior, mas os repasses foram suspensos com a crise na instituição financeira. Miranda afirmou ainda que a ligação de Vorcaro com o filme não apareceria publicamente. Miranda, da agência Mithi, é citado na reportagem do Intercept Brasil que revelou o caso nesta quarta-feira (13). A matéria reproduz mensagens entre o senador e atual pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Vorcaro, em que marcam reuniões. Numa delas, Flávio manda um vídeo do local da gravação do filme. Em 16 de novembro, na véspera da primeira prisão do banqueiro, o filho 01 de Bolsonaro cobra Vorcaro por aúdio por repasses atrasados: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. Em nota, Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, mas disse que o conheceu depois do final do governo Bolsonaro, em dezembro de 2024, e alegou que se trata de um financiamento privado (leia a íntegra abaixo). Segundo Thiago Miranda, o projeto do filme foi apresentado a ele pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), que pediu ajuda por estar com dificuldade de financiamento. “Eu tive uma reunião com o Mario Frias, que me apresentou o projeto. Conversei com vários empresários e mostrei pro Daniel [Vorcaro]. O Daniel falou: ‘Cara, eu tenho interesse, sim, em patrocinar’. Na verdade, não é patrocinar, é ser investidor”, afirmou o dono da agência Mithi. “Levei pro Mario Frias, falei: ‘Olha, o Daniel vai entrar’. O contrato foi assinado”. Miranda afirma que nesse primeiro momento nem Mario Frias nem Flávio Bolsonaro se encontraram com Vorcaro. Depois, em outra ocasião, ele teria se encontrado com Flávio para falar do filme. “O Flávio nunca ficou na frente do filme, né? Sempre foi o Mario Frias. Então acho que foi um encontro, eu não lembro, é um, em algum lugar, não sei onde foi, que o Flávio perguntou: ‘Tá andando?’, ‘Tá andando.’, ‘Tá tudo certo?’, ‘Tá tudo certo.’ E, e só, assim, a gente não falou muito, o Flávio não se intrometia muito nessa parte do filme”. Miranda disse ainda que não se tratava de um contrato de patrocínio e sim de investimento, já que segundo ele haveria um retorno financeiro com o lançamento do longa-metragem “Dark Horse”, previsto para entrar em cartaz nos cinemas em 11 de setembro deste ano, a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais. De acordo com Miranda, Vorcaro era o único investidor do filme, até a Operação Compliance Zero. “Ele conseguiu botar R$ 62 milhões. E aí logo acontece tudo, ele vai preso e não consegue honrar o resto”. “É uma coisa astronômica, com produtores de fora, Hollywood, Los Angeles. Eu fui acompanhar um dia as gravações, eu fiquei chocado. O filme foi gravado e ninguém soube que estava sendo gravado”, recorda o publicitário. Depois disso, segundo ele, Mario Frias teria conseguido novos investidores para completar os aportes que faltavam e concluir o filme, que estreia em setembro. Ele, porém, afirma não saber quem são esses investidores que chegaram depois. Leia abaixo a nota do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro: “Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.” Notícia anterior Banco Central BCBanco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenador Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/master-pagou-r-23-milhoes-a-empresa-usada-para-financiar-filme-de-bolsonaro/): Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro O Banco Master pagou diretamente à Entre Investimentos R$ 2,329 milhões de reais em 2025, empresa que teria sido utilizada para repasses de dinheiro entre Daniel Vorcaro e a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, o “Dark Horse”. Por Rafael Moraes Moura e Johanns Eller | O Globo 13/05/2026 O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master — Foto: Fotos de Brenno Carvalho/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Brasília e Rio – A informação está nas declarações de Imposto de Renda do banco. Reportagem do The Intercept Brasil desta quarta-feira (13) descreve um acerto de R$ 134 milhões entre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Vorcaro para o financiamento da obra, usando a Entre Investimentos como veículo. A equipe da coluna confirmou com fontes da investigação a existência dos diálogos. Os dados sobre pagamentos à Entre constam no material entregue pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado e obtido pela equipe da coluna. O pagamento para a Entre pelo Master demonstra a relação entre a empresa e o banco. A articulação teria envolvido o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), o deputado federal Mario Frias (PL-SP), creditado como um dos roteiristas do filme, e o dono da agência Mithi, Thiago Miranda, sócio e fundador do Portal Léo Dias. Miranda confirmou à equipe da coluna que participou da negociação e que Vorcaro aportou R$ 62 milhões no filme de Bolsonaro. De acordo com o publicitário, o valor previsto seria maior, mas os repasses foram suspensos com a crise no Master. Miranda afirmou ainda que a ligação do banqueiro com o filme não apareceria publicamente. Segundo a reportagem, o dono do Master deixou claro em mensagens que os repasses eram prioridade absoluta. O Intercept exibiu ainda um áudio e mensagens trocadas por Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o filme. Nas mensagens, o senador e agora pré-candidato ao Planalto pelo PL marca reuniões com Vorcaro e chega a enviar um vídeo do local da gravação do filme. Por fim, em 16 de novembro, na véspera da primeira prisão do banqueiro, Flávio envia um áudio em que cobra Vorcaro por repasses atrasados: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. A Entre Investimentos tem como sócio-administrador Antonio Carlos Freixo Júnior. Ambos são os controladores da revista IstoÉ, que, segundo Thiago Miranda afirmou à equipe da coluna, foi adquirida indiretamente por Vorcaro ao lado de outros veículos de comunicação com o objetivo de formar um conglomerado midiático. Ainda de acordo o site, o pagamento dos R$ 134 milhões se daria através de 14 parcelas. Em nota, Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, mas disse que o conheceu depois do final do governo Jair Bolsonaro e alegou que se trata de um financiamento privado (leia a íntegra ao final da matéria). A reportagem do Intercept reproduz mensagens trocadas em janeiro de 2025 entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tido pelos investigadores como seu operador financeiro, na qual o CEO do Master reclama de atrasos no pagamento das parcelas para o filme de Bolsonaro. Zettel, então, relata entraves para concluir os repasses, que seriam feitos em dólar por meio de remessas internacionais. O banqueiro, então, orienta o cunhado a realizar o pagamento por meio da Entre Investimentos. Dias depois, Zettel pergunta se poderia “pedir pro Minas” – referência a Freixo Júnior, cujo contato foi salvo no celular de Vorcaro como “Mineiro”. De acordo com o site, Fabiano Zettel pouco tempo depois um comprovante do repasse de US$ 2 milhões para um fundo ligado à produção do filme pela Entre Investimentos. Procurada, a assessoria de Vorcaro ainda não se manifestou. O banqueiro e Zettel estão presos desde a segunda fase da Operação Compliance Zero em março. Produção reúne estrelas de Hollywood O filme “Dark Horse” tem estreia prevista para 11 de setembro e deverá servir de munição da tropa de choque bolsonarista na guerra de narrativas da disputa eleitoral, ao recontar a trajetória do ex-presidente, com destaque para o episódio do atentado à faca na campanha de 2018. O longa-metragem é estrelado pelo ator americano Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro e se tornou célebre no papel de Jesus Cristo no filme “A paixão de Cristo”, de Mel Gibson. Caviezel passou cerca de três meses no Brasil gravando cenas da produção, que conta com outros nomes hollywoodianos, como Esai Morales, que interpretou o vilão de “Missão: Impossível – O acerto final”. Segundo a ficha técnica do filme no site IMDb, o ator brasileiro Marcus Ornellas interpretará Flávio. A produção também escalou outros artistas para viver Eduardo e Carlos Bolsonaro, além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Leia abaixo a nota do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro: Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaReceita FederalSenador Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results - ['Estou e estarei contigo sempre' (AUDIO)](https://politicariabrasileira.blog.br/estou-e-estarei-contigo-sempre-audio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair Por Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Laís Martins, Andrew Fishman, Cecília Olliveira, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 13/05/2026 ÁUDIO: Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma mensagem enviada pelo WhatsApp em 16 de novembro de 2025. Um dia após a mensagem de Flávio, Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. No dia seguinte, 18 de novembro, seu banco foi liquidado pelo Banco Central. A frase escrita pelo hoje pré-candidato à Presidência da República é parte de uma série de registros que indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. Documentos e mensagens obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil indicam que pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.  Os registros incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. Não há evidências nas mensagens de que Vorcaro tenha feito os outros oito pagamentos previstos para o projeto. O envolvimento de Vorcaro foi negociado diretamente por Flávio Bolsonaro, mas teve outros intermediários, como o irmão e deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, que foi secretário da Cultura no governo Bolsonaro. As conversas privadas e os documentos de Vorcaro revelam os profundos laços financeiros e a estreita relação entre o clã Bolsonaro e o banqueiro que se tornou o homem mais radioativo de Brasília. Flávio já havia negado tais conexões, da sua família e da extrema direita, chegando a dizer que isso era uma “narrativa falsa que o Lula tem criado”.  Quando foi noticiado, em março deste ano, que o cunhado de Vorcaro – o pastor Fabiano Zettel – havia feito uma doação de R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio disse à CNN que isso aconteceu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”.  “Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita”, afirmou o senador. Em evento da pré-campanha em João Pessoa, na Paraíba, dois dias antes, ele classificou o caso como um “grande esquema de roubalheira que está dando nojo a todo o país”. Na manhã desta quarta-feira, 13, Flávio Bolsonaro foi questionado presencialmente pelo Intercept sobre o financiamento de Vorcaro ao filme e respondeu: “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Em seguida, deu uma gargalhada e se retirou de onde concedia entrevista à imprensa, próximo ao Supremo Tribunal Federal, o STF – antes, o senador havia se reunido com o ministro Edson Fachin, presidente da corte. Flávio já havia sido contatado sobre o assunto – por telefone, WhatsApp e e-mail, mas não retornou até a publicação da reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro foi acionada, mas não houve resposta. Eduardo Bolsonaro também não respondeu aos questionamentos enviados pelo Intercept. O espaço segue aberto e, caso haja resposta, o texto será atualizado. Em nota enviada ao Intercept após a publicação da reportagem, a defesa do deputado federal Mario Frias confirmou os contatos entre o parlamentar e Vorcaro, mas disse que as mensagens “refletem apenas uma relação legítima entre idealizador do projeto e um potencial apoiador privado da iniciativa”. Também destacou que Frias não exerceu papel de articulador político ou financeiro em nome de Vorcaro. Ainda negou qualquer uso do mandato parlamentar para “promoção de lobby privado ou favorecimento empresarial”. O advogado do deputado informou, ainda, que, na época da troca de mensagens, Vorcaro era conhecido como um empresário do mercado financeiro e “não havia qualquer informação pública que indicasse eventual irregularidade financeira” atribuída ao banqueiro. “Conversas privadas envolvendo exibição de conteúdo audiovisual ou encontros sociais entre pessoas públicas e empresários não configuram irregularidade”, destacou a defesa do parlamentar. Sobre o filme, a defesa pontuou que Frias participou do desenvolvimento criativo e institucional do projeto audiovisual e que “o entusiasmo manifestado nas mensagens privadas decorre da dimensão artística e cultural do projeto, considerado por sua equipe como uma produção inédita dentro do cinema nacional independente”. Vorcaro bancou filme do clã Bolsonaro Os diálogos, um comprovante de uma ordem de pagamento de 2 milhões de dólares e uma tabela com previsão de valores a serem pagos analisados pelo Intercept indicam que pelo menos parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Os registros ainda sinalizam a participação direta nas operações de outros dois intermediários: o empresário Thiago Miranda – fundador e sócio do Portal Leo Dias –, e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como o principal operador financeiro de Vorcaro. As mensagens obtidas pelo Intercept abrangem o período de dezembro de 2024 a novembro de 2025 e incluem diálogos do banqueiro com diversos interlocutores. O conteúdo do vazamento foi verificado por meio de cruzamento de informações contidas nos diálogos com dados públicos e sigilosos. Entre os elementos que confirmaram a autenticidade do material estão dados bancários e telefônicos, inquéritos policiais, registros do Congresso Nacional e de redes sociais. De acordo com as conversas a que tivemos acesso, o relacionamento entre Flávio Bolsonaro e Daniel - [PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-mira-aplicacao-de-r-107-milhoes-da-previdencia-dos-servidores-de-cajamar-no-banco-master-entenda/): PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Segundo a investigação, recursos foram direcionados para investimentos de altíssimo risco entre agosto de 2023 e março de 2024. O prefeito da época era Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do PP em SP. Por g1 SP 13/05/2026 O ex-prefeito de Cajamar Danilo Joan atualmente é vice-presidente estadual do PP em São Paulo e pré-candidato a deputado estadual — Foto: Reprodução/Redes Sociais A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar supostas irregularidades na aplicação de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores da cidade de Cajamar (IPSSC), na Grande São Paulo, em fundos podres de alto risco. Segundo a investigação, cerca de R$ 107 milhões do patrimônio do fundo previdenciário municipal foram direcionados para investimentos considerados de altíssimo risco entre agosto de 2023 e março de 2024. Desse total, aproximadamente R$ 87 milhões foram aplicados em Letras Financeiras ligadas ao Banco Master, enquanto cerca de R$ 20 milhões foram destinados ao Banco Daycoval. À época, o prefeito de Cajamar era Danilo Joan, atualmente vice-presidente estadual do PP em São Paulo e pré-candidato a deputado estadual. Ele é ligado ao presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, também investigado por favorecer o banco de Daniel Vorcaro. Apesar disso, o ex-prefeito não é alvo da operação da PF. A principal suspeita da PF é de gestão temerária dos recursos previdenciários, com possíveis falhas de governança, ausência de análise técnica adequada, deficiência na avaliação de riscos e eventual direcionamento das aplicações financeiras, especialmente em favor do Banco Master. O que é investigado? A investigação apura possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Cajamar, responsável pela aposentadoria dos servidores municipais. Segundo a PF, aproximadamente R$ 107 milhões foram aplicados em quatro Letras Financeiras emitidas por dois bancos privados. Os investigadores suspeitam que as operações tenham ocorrido sem critérios técnicos adequados e com exposição excessiva do patrimônio previdenciário a investimentos de risco. Quando os investimentos foram feitos? As aplicações no Banco Master ocorreram em três etapas: outubro de 2023; dezembro de 2023; março de 2024.   O prefeito da época era Danilo Joan (PP). O político é aliado de primeira ordem do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, que participou do evento de filiação de Danilo Joan ao partido em março deste ano. Segundo fontes da investigação, as apurações neste momento se concentram nos gestores do instituto previdenciário. O que a PF fez? A Operação Off-Balance cumpriu: seis mandados de busca e apreensão; medidas cautelares de afastamento de função pública; indisponibilidade de bens. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo. As ações também ocorrem nos municípios de Cajamar, Boituva e São Paulo. Todos os alvos foram afastados das funções por decisão judicial. Quem são os alvos? Entre os investigados estão integrantes da direção e do comitê de investimentos do IPSSC. Luiz Henrique Miranda Teixeira, ex-diretor executivo do IPSSC Nomeado em julho de 2023 durante a gestão de Danilo Joan e exonerado a pedido em dezembro de 2025. Milton Marques Dias, advogado Diretor administrativo e financeiro do IPSSC desde dezembro de 2022 e integrante do Comitê de Investimentos. Marcelo Ribas de Oliveira, advogado; Diretor do Departamento de Benefícios do instituto e presidente do Comitê de Investimentos. Rafael Petrozziello, advogado Subsecretário municipal de Governo em Cajamar e integrante do Comitê de Investimentos do IPSSC. A defesa deles não foi localizada pela reportagem. A operação tem relação com outra investigação? Segundo a PF, a Operação Off-Balance não é um desdobramento da operação realizada anteriormente em Santo Antônio de Posse. Embora as investigações tenham características semelhantes e envolvam as mesmas instituições bancárias, os procedimentos tramitaram em paralelo, segundo os investigadores. O que diz a Prefeitura de Cajamar? A Prefeitura de Cajamar esclarece à população, que o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC) possui personalidade jurídica própria, sendo uma autarquia municipal com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, responsável pela gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos municipais. Os investimentos financeiros realizados pelo Instituto seguem regras específicas da legislação aplicável aos regimes próprios de previdência, bem como a Política Anual de Investimentos e as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), não cabendo à Prefeitura de Cajamar participação direta, autorização ou execução das aplicações financeiras realizadas pela autarquia. Ressalta-se ainda que as aplicações realizadas ocorreram, à época, dentro das normas e parâmetros legais vigentes, considerando que a instituição financeira mencionada possuía autorização de funcionamento pelo Banco Central do Brasil e atendia aos critérios técnicos exigidos para este tipo de operação. Até o presente momento, não há confirmação de prejuízo efetivo aos pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais, que seguem garantidos normalmente. A atual administração municipal reforça que acompanha os desdobramentos do caso com transparência e responsabilidade, colaborando integralmente com as autoridades competentes sempre que solicitado. A Prefeitura de Cajamar reafirma seu compromisso com a legalidade, responsabilidade na gestão pública e respeito às instituições. Prefeitura Municipal de Cajamar Notícia anterior Banco Central BCBanco MasterCajamar SPConselho Monetário Nacional CMNPolícia Federal PFPP ProgressistasPrefeitoPrevidência Social PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel 12/05/2026 Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF 12/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais Kassio convida Bolsonaro e - [Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel](https://politicariabrasileira.blog.br/alerj-exonera-40-assessores-e-chefe-de-gabinete-de-thiago-rangel/): Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Publicação no Diário Oficial ocorreu após a casa informar que cumprimira determinação do STF de afastar o parlamentar. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu semana passada manter o deputado estadual preso sem que a assembleia possa votar sua soltura. Por André Coelho Costa | TV Globo 12/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) publicou, na noite desta terça-feira (12), em edição extra do Diário Oficial, a exoneração de 40 assessores parlamentares e da chefe de gabinete do deputado Thiago Rangel (Avante). Considerando só os assessores, soma dos salários brutos da equipe de Rangel custava R$ 222.706,22, sem eventuais benefícios como auxílio educação e auxílio alimentação. Com o salário do deputado somado, a assembleia gastava R$ 257.481,39 por mês. A Alerj informou mais cedo que está cumprindo as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) e afastou o deputado estadual Thiago Rangel, preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu semana passada manter o deputado estadual preso sem que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) possa votar sua soltura. O plenário da corte deliberou sobre o caso depois que o relator, o ministro Alexandre de Moraes, tinha determinado a manutenção da prisão preventiva do deputado. Segundo a Alerj, o parlamentar já está afastado e seu gabinete será destituído: “A Mesa Diretora vai cumprir na íntegra as determinações do STF. O parlamentar está afastado de suas funções e seu gabinete será destituído. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alerj abrirá um processo disciplinar para apurar o caso”. O suplente que ocupará a vaga é Wellington José, que já foi deputado entre 2021 e 2022. Ele recebeu 22.817 votos em 2022 quando concorreu pelo Podemos. Hoje está no União Brasil, e nas redes sociais publica fotos ao lado de Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj e pré-candidato a governador. Em 2025 fez diversas postagens em apoio ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. Em dezembro do ano passado, a Alerj chegou a derrubar em votação a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL). Na época, ele foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. Bacellar foi preso novamente em março, depois que o TSE cassou seu mandato, por envolvimento com o chamado escândalo do Ceperj. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça determina que Prefeitura de Nova Friburgo regularize abrigo após denúncias](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-determina-que-prefeitura-de-nova-friburgo-regularize-abrigo-apos-denuncias/): Justiça determina que Prefeitura de Nova Friburgo regularize abrigo após denúncias Decisão determina obras emergenciais, reforço na equipe técnica e medidas contra superlotação na Casa de Acolhimento Vila Sorriso. Por Nathalia Rebello | g1 12/05/2026 Justiça determina que Prefeitura de Nova Friburgo regularize abrigo — Foto: Nathalia Rebello/g1 Nova Friburgo – A Justiça determinou que a Prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, regularize o funcionamento da Casa de Acolhimento Institucional Vila Sorriso, unidade responsável pelo acolhimento de crianças e adolescentes no município. A decisão liminar foi obtida pela Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude e expedida pela 1ª Vara de Família, da Infância, da Juventude e do Idoso. Entre as determinações, o município terá prazo de 90 dias para obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e o Certificado de Fiscalização da Vigilância Sanitária. A decisão também obriga a prefeitura a realizar obras emergenciais imediatas para garantir condições mínimas de higiene e segurança na unidade. Entre as medidas previstas estão reparos nos banheiros utilizados pelos acolhidos, correção de infiltrações e vazamentos, além da retirada ou substituição de móveis que ofereçam risco. Além disso, o município deverá reforçar a equipe técnica da instituição em até 60 dias, com a contratação de dois psicólogos e dois assistentes sociais, e apresentar um plano emergencial para adequação da estrutura física e redução da superlotação. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os problemas na Casa Vila Sorriso são acompanhados há pelo menos dez anos. Em inspeções realizadas desde 2016, o órgão já apontava falhas relacionadas ao número insuficiente de cuidadores e à escala de trabalho dos funcionários. Em 2024, a Justiça já havia determinado o aumento do número de profissionais na unidade após o Ministério Público identificar deficiência no atendimento, problemas estruturais e ausência de projeto pedagógico adequado. A nova ação civil pública foi motivada por uma inspeção realizada em setembro de 2025. De acordo com o MPRJ, a vistoria constatou superlotação e diversas irregularidades no abrigo. A capacidade oficial da unidade é de 20 vagas, mas havia 26 acolhidos no local durante a fiscalização. Em março deste ano, segundo o órgão, o número teria subido para 31 crianças e adolescentes. O Ministério Público informou ainda que, antes da ação judicial, expediu recomendações administrativas à prefeitura para correção das irregularidades. Como as medidas não teriam sido cumpridas, o órgão pediu tutela de urgência à Justiça. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a R$ 20 mil. O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Nova Friburgo informou que recebeu a decisão judicial “com serenidade e respeito às instituições” e afirmou que já vem adotando medidas para regularizar e aprimorar o funcionamento da unidade. Segundo o município, providências administrativas e estruturais estão em andamento para obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e do certificado da Vigilância Sanitária, além da realização gradual de melhorias no abrigo. A prefeitura afirmou ainda que solicitou acesso integral ao procedimento administrativo que embasou os apontamentos do Ministério Público, mas não teria recebido resposta. Segundo o município, a questão deverá ser discutida judicialmente com base no direito ao contraditório e à ampla defesa. Sobre a equipe técnica, a administração municipal informou que a unidade chegou a contar com quadro completo em 2025, mas parte dos profissionais deixou os cargos após aprovação em concursos públicos em outros municípios. A prefeitura disse que já adota medidas para recompor a equipe. O município declarou também que não teve acesso ao relatório técnico da inspeção realizada em setembro de 2025, o que teria dificultado a adoção imediata de medidas específicas, embora sustente que melhorias estruturais e operacionais já tenham sido implementadas nos últimos meses. Por fim, a Prefeitura reafirmou o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e informou que seguirá trabalhando no fortalecimento da rede de acolhimento institucional e na melhoria contínua dos serviços prestados. Notícia anteriorPróxima notícia Corpo de BombeirosMP-RJNova Friburgo RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTJ-RJ Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça suspende licitação de R$ 84 milhões da Prefeitura de Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-suspende-licitacao-de-r-84-milhoes-da-prefeitura-de-petropolis/): Justiça suspende licitação de R$ 84 milhões da Prefeitura de Petrópolis Decisão aponta indícios de substituição de concursados por terceirizados; prefeitura afirma que vai recorrer e diz que mais de mil servidores já tomaram posse desde 2025. Por Priscila Torquato | g1 12/05/2026 Justiça suspende licitação de R$84 milhões da Prefeitura de Petrópolis — Foto: Priscila Torquato/g1 Petrópolis – A Justiça suspendeu o Pregão Eletrônico nº 31/2026 da Prefeitura de Petrópolis, que previa a contratação de uma empresa terceirizada para atuar na rede municipal de ensino. A decisão liminar foi proferida nesta segunda-feira (11) pela 4ª Vara Cível do município, após uma Ação Civil Pública movida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ). A licitação previa a contratação de serviços administrativos, operacionais e de apoio para a Secretaria Municipal de Educação, em um contrato estimado em R$ 84,6 milhões. Na ação, o sindicato alegou que a terceirização estaria sendo utilizada para ocupar cargos permanentes da rede municipal de ensino, em substituição à realização de concurso público, o que, segundo a entidade, viola o artigo 37, inciso II, da Constituição Federal. O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à suspensão do pregão. O órgão apontou possível ilegalidade na terceirização de funções consideradas essenciais e permanentes dentro da estrutura da Educação municipal. Ao conceder a liminar, a juíza responsável pelo caso afirmou haver indícios de “burla à exigência de concurso público” e destacou que a terceirização poderia ferir princípios constitucionais como legalidade, moralidade e eficiência administrativa. A magistrada também considerou o risco de prejuízo aos cofres públicos e a possibilidade de consolidação de uma situação considerada de difícil reversão. Com a decisão, ficam suspensos imediatamente todos os atos relacionados ao Pregão Eletrônico nº 31/2026, incluindo qualquer medida de continuidade da licitação. A Justiça determinou ainda multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão, além de multa diária de R$ 1 mil. O Município de Petrópolis e o secretário de Administração foram intimados com urgência e terão prazo de 30 dias para apresentar contestação. O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Petrópolis informou, por meio da Secretaria de Educação, que o município passa por um período de transição, com a substituição gradual de profissionais terceirizados por servidores concursados. Segundo a pasta, mais de mil novos servidores já tomaram posse desde 2025. A secretaria afirmou ainda que a licitação previa redução de quase 50% no número de terceirizados em relação ao contrato atual e tinha como objetivo suprir funções não contempladas no último concurso, como apoio, manutenção e serviços gerais. O município informou também que novos chamamentos de concursados estão previstos e que irá recorrer da decisão judicial. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-do-rj-suspende-parte-de-decreto-de-castro-que-ampliava-beneficios-para-ex-governadores/): Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Decisão liminar do Órgão Especial do Tribunal de Justiça aponta possível violação ao princípio da legalidade e risco de aumento de despesas públicas sem previsão em lei. Por Guilherme Peixoto e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 12/05/2026 O ex-governador Cláudio Castro (PL) — Foto: Agência Brasil O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu trechos do decreto do ex-governador Cláudio Castro (PL) que ampliavam benefícios de segurança institucional para ex-governadores do estado. A decisão liminar foi assinada pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto em ação apresentada pela deputada estadual Renata Souza (Psol). A medida suspende os artigos 3º e 4º do decreto publicado em fevereiro deste ano para regulamentar a lei que trata da segurança institucional de ex-governadores após o fim do mandato. Na decisão, o magistrado entendeu que o decreto extrapolou os limites previstos na própria legislação estadual ao permitir a ampliação do benefício para cônjuges e filhos de ex-governadores e ao prever possibilidade de extensão do prazo da segurança institucional. Segundo o relator, “não há previsão legal” para que a segurança institucional seja estendida “a cônjuges e filhos do ex-Governador”, o que torna “evidente a violação ao princípio da legalidade”. O desembargador também apontou preocupação com o impacto financeiro da medida. “O periculum in mora se apresenta pela possibilidade de criação de despesas para o combalido erário, sem a previsão legal”, escreveu o magistrado. A ação questiona ainda o trecho do decreto que autorizava a manutenção potencialmente indefinida da segurança institucional, condicionada apenas a avaliação administrativa de risco. Para a autora da ação, o decreto violaria princípios constitucionais como legalidade, moralidade, impessoalidade e interesse coletivo. Apesar da suspensão parcial, a Justiça manteve válido o dispositivo que permite ao ex-governador indicar servidores responsáveis pela segurança institucional. Segundo a decisão, nesse ponto o decreto segue modelo semelhante ao da legislação federal. A liminar vale até o julgamento definitivo da ação direta de inconstitucionalidade. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputada EstadualGovernadorPL Partido LiberalPSOLTJ-RJ PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel 12/05/2026 Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores 12/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Marqueteiro de Flávio foi citado em plano de Vorcaro contra BC e recebeu R$ 650 mil de dono de agência](https://politicariabrasileira.blog.br/marqueteiro-de-flavio-foi-citado-em-plano-de-vorcaro-contra-bc-e-recebeu-r-650-mil-de-dono-de-agencia/): Marqueteiro de Flávio foi citado em plano de Vorcaro contra BC e recebeu R$ 650 mil de dono de agência OUTRO LADO: Publicitário nega ter participado do trabalho, afirma que seu nome foi incluído sem ele saber e que pagamento se refere a dívidas antigas Marcello Lopes recebeu em dezembro Pix do coordenador do chamado plano DV, que contratou influenciadores contra executivos do Banco Central Por Constança Rezende | Folha de S.Paulo 12/05/2026 O publicitário Marcello Lopes, da Cálix Propaganda, conhecido como Marcelão, que vai coordenar a comunicação da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – Arquivo pessoal Brasília – O publicitário Marcello Lopes, escolhido para coordenar a comunicação da campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consta como um dos estrategistas do plano de ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e servidores, contratado por Daniel Vorcaro, do Banco Master. A informação está no documento chamado “Projeto DV”, ao qual a Folha teve acesso. O nome e a foto de Marcelão, como é conhecido em Brasília, aparecem na página em que são apresentados os três membros da “equipe de estrategistas” do plano. Ele negou envolvimento na campanha contra o Banco Central e justificou o repasse de dinheiro como pagamento de serviços anteriores. Ele é listado ao lado de Thiago Miranda, dono da agência Mithi e responsável pelo projeto, e do publicitário Anderson Nunes, da Unltd Network, empresa que foi subcontratada para o plano. Miranda presta depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques.  A reportagem também obteve o comprovante de um pagamento via Pix feito por Miranda a Marcelão, no valor de R$ 650 mil em 13 de dezembro, momento em que o projeto DV estava em elaboração. A Unltd Network também recebeu repasse de Miranda dois dias depois, de R$ 400 mil. O uso de influenciadores no plano para atacar executivos do BC veio à tona em janeiro, mas foi interrompido após a PF começar a investigar os posts coordenados. Procurados, Miranda e Marcelão afirmam que não houve participação efetiva do marqueteiro de Flávio Bolsonaro no projeto, mas divergiram nas explicações do caso. Marcelão disse que recebeu a informação da inclusão de seu nome “com surpresa e indignação” e que não foi consultado sobre isso. Também disse que desconhece qualquer suposta campanha de ataques ao Banco Central ou a servidores mencionados na investigação da Polícia Federal. “O que me recordo é que o Thiago [Miranda] comentou comigo sobre a possibilidade de eu entrar em um projeto grande que ele estaria fechando. Na ocasião, informei que não teria como participar porque eu viajaria para os EUA no dia 24 de dezembro e retornaria apenas no início de fevereiro. Agradeci a indicação e, sinceramente, do que eu me lembro, foi só isso”, disse. Sobre o repasse de R$ 650 mil para a sua conta em 13 de dezembro, Marcelão afirmou que se tratava de pagamentos em atraso por serviços e consultorias profissionais anteriores realizados, “em outros trabalhos privados ao longo do tempo, sem qualquer relação com o projeto [DV]”. “Era uma dívida de alguns clientes que ele estava com dificuldade de pagamento”, disse. Questionado sobre quais teriam sido esses trabalhos prestados anteriormente, ele afirmou que seria para a “produção de campanha publicitária no ambiente on e off e produção de vídeo”, mas que não poderia dar detalhes. “Isso revelaria o cliente que tem cláusulas de confidencialidade que não me permitem divulgar essa informação”. Também afirmou não poder fornecer o contrato, por ser confidencial. Já Miranda afirmou que incluiu o nome de Marcelão porque ele o ajudaria a “dar peso para o trabalho”, pois teria “um nome muito forte”. “A gente usa muito disso no marketing, de concorrer numa licitação, de apresentar um projeto e colocar outros nomes, agências parceiras, para poder ganhar o projeto, concorrer, deixar mais robusto, então foi isso”, afirmou. Miranda disse que Marcelão deixou o projeto três semanas após uma reunião em que soube que o plano era para o Banco Master. Segundo ele, o marqueteiro de Flávio alegou conflito de interesses, pois “atende muitas contas importantes”. Sobre o pagamento de R$ 650 mil, Miranda disse que o fez para “poder assegurar que Marcelão realmente ajudasse no projeto”, mas disse que ele lhe estornou o dinheiro após deixar o plano. Questionado sobre quando foi feita a devolução, ele disse que não poderia fornecer a informação porque seu setor financeiro não está trabalhando nesta semana e que a responsável está de férias. Ao ser confrontado sobre a declaração de Miranda de que ele teria devolvido o Pix e demais informações desencontradas pelos dois, Marcelão afirmou que o dono da Mithi “está confuso e passando por um momento difícil, por ser acusado de algo que ele não fez”. Já Miranda respondeu que estaria desorientado, ao ser confrontado sobre as divergências do motivo do pagamento e da devolução. A Unltd admitiu ter atuado como fornecedora terceirizada da Mithi, de Thiago Miranda, para o projeto de gestão de crise, em dezembro de 2025 e janeiro deste ano. A empresa afirmou não ter nenhum vínculo ou relação comercial com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro foi procurada nesta segunda-feira (11) e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar. Como mostrou a Folha, os ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Gomes, seguiram uma cartilha com instruções e direcionamentos elaborados pelo projeto DV, contratado por Vorcaro. Os extratos obtidos agora pela Folha mostram que as contratações somaram R$ 8 milhões, operadas pela Mithi. O Banco Central virou alvo após rejeitar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília) e decidir liquidar o Banco Master. A PF identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o projeto. Marcelão é amigo de Flávio e um dos principais conselheiros de sua pré-candidatura à Presidência. Ele é dono da Cálix Propaganda e ex-policial civil do Distrito Federal. O publicitário prepara a saída da empresa para assumir oficialmente a função na campanha até o começo de junho. Como mostrou a Folha, ele recebeu carta branca de Flávio para coordenar a estratégia de comunicação da campanha, desde a parte digital até as inserções em rádio e TV, passando pela assessoria de - [Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-marcelo-queiroz-se-associou-a-causa-animal-para-se-beneficiar-de-esquema-de-fraudes-de-quase-r-200-milhoes-diz-pf/): Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu Ex-secretário do Rio foi alvo de operação da PF nesta terça-feira (12) mirando fraudes em licitações da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comandada por Queiroz à época. Por Márcio Falcão, Marco Antônio Martins e Ana Flávia Castro | TV Globo e g1 12/05/2026 Deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) — Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido indícios de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) se associou a causa animal para se beneficiar de um suposto esquema de fraude em licitações. Queiroz foi alvo da Operação Castratio, deflagrada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (12), acusado de integrar um esquema de fraudes, peculato e lavagem de dinheiro relacionado à contratação de uma empresa de castração de animais via governo estadual. Segundo a PF, as irregularidades comecaram no período em que Queiroz chefiou a secretaria. “É importante frisar, desde já, que ao longo desses últimos anos, o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, desses contratos fraudados, gerando votos e prestígio”, diz a corporação. Em nota, a defesa do deputado Marcelo Queiroz afirma que “a tentativa de vincular a imagem do deputado a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro” Contratos chegam a R$ 200 milhões Na decisão que autorizou a ação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pontua que as fraudes estão ligadas à empresa Consuvet—Soluções em Saúde Animal (entenda mais abaixo). A decisão destaca que Queiroz ocupava o cargo de secretário na pasta “justamente no período no qual se iniciaram as fraudes licitatórias em favor da empresa”. Os investigadores também apontam relação de assessores do então secretário com o esquema de fraudes. De acordo com a PF, a Consuvet não tinha “sequer estrutura compatível com a dimensão dos primeiros contratos firmados”. Mas, entre 2021 e 2023, fechou acordos para prestação de serviços de quase R$ 200 milhões, dos quais R$ 35 milhões já haviam sido pagos. “Constituída em julho de 2021, com capital social de apenas R$ 20 mil e sem filiais, firmou, nos quatro meses seguintes, acordos com a SEAPPA que somam mais de R$ 8,3 milhões. Se contados os contratos celebrados até 2023, o montante ultrapassa os R$ 193 milhões”, destaca a decisão. A investigação também aponta que foram autorizados aditivos contratuais que aumentaram de forma significativa os valores pagos à Consuvet, sem justificativa técnica. Além disso, o patrimônio de Queiroz teria crescido cerca de 665% no período, com base em declarações apresentadas à Justiça Eleitoral. Mesmo após deixar a secretaria para assumir o mandato como deputado federal, o parlamentar ainda mantinha vínculos com integrantes do grupo investigado. Firma privada Segundo mostrou o RJ2, a Consuvet, empresa privada que venceu a licitação, foi criada apenas 3 meses antes dos acordos milionários. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro já haviam identificado indícios de superfaturamento e direcionamento. À época, a Polícia Civil apontou Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura. Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet. Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023. As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da firma ser criada, e só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Papel do deputado A Polícia afirma que é preciso esclarecer se Queiroz atua como um líder do grupo ou como um beneficiário dos contratos fraudados, seja se enriquecendo ilicitamente ou a partir de engajamento político. Por isso, foi realizada a operação para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta terça. Os investigadores também argumentam que a companheira de Queiroz teria escondido o celular de Camila Costa da Silva, Subsecretária de Proteção e Bem-Estar Animal. Ao ser alvo de uma busca e apreensão anterior, Camila afirmou que o celular dela estava quebrado. Depois, foi analisado que o telefone foi usado um dia antes da ação na casa de Anna Caroline dos Santos, companheira de Queiroz. E Anna Caroline resistiu a entregar o aparelho. Operação da PF Agentes saíram para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 apurou que Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. O celular dele foi apreendido. Nesta terça, policiais federais foram para endereços no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense — e em São Paulo (São Roque e Mairinque). Na sede da secretaria, em Niterói, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Cédulas também foram encontradas em São Roque. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado. Marcelo Queiroz iniciou a trajetória política em 2012 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também ocupou o cargo de secretário municipal de Administração. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, depois, assumiu as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura do Rio. Em 2022, foi eleito deputado federal. O que dizem os citados Ao RJ2, ano passado, o governo disse que a Consuvet não prestava serviços desde abril de 2024. O deputado Marcelo Queiroz mandou a seguinte nota na íntegra: “A tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- - [Contrato de R$ 237 milhões da gestão Zema é suspenso após caso PCC explodir em Minas](https://politicariabrasileira.blog.br/contrato-de-r-237-milhoes-da-gestao-zema-e-suspenso-apos-caso-pcc-explodir-em-minas/): Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Acordo com a Renapsi foi firmado ainda sob Romeu Zema e barrado após prisão de fundador da entidade em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 12/05/2026 Romeu Zema entrevista roda viva; contrato de R$ 237 milhões firmado em sua gestão foi suspenso após caso PCC. – Reprodução de vídeo Um contrato de R$ 237,6 milhões firmado pela gestão Romeu Zema com a Renapsi foi suspenso pelo governo de Minas Gerais após a prisão de Adair Antônio de Freitas Meira, apontado como fundador da entidade, em uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. O acordo, assinado em 17 de março de 2026, previa a execução do Programa Evolução Jovem, voltado à socioaprendizagem e à inclusão produtiva de estudantes da rede pública estadual. A suspensão foi noticiada após a repercussão da Operação Contaminatio, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação mira o uso de empresas e entidades ligadas a Meira para movimentar recursos ilícitos associados a operadores financeiros da facção criminosa. A defesa do empresário nega de forma veemente qualquer irregularidade ou ligação com o PCC. O caso amplia o desgaste político sobre contratos públicos ligados a Adair Meira. Nesta segunda-feira (11), a Fórum mostrou que a Fundação Pró-Cerrado, entidade ligada ao empresário, mantém contratos ativos que somam R$ 141.509.831,63 com o governo de Goiás, em acordos firmados entre 2021 e 2025. Contrato da gestão Zema previa R$ 237,6 milhões à Renapsi O Termo de Parceria 59/2026 foi celebrado entre o Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração, a Renapsi, com interveniência da Secretaria de Estado de Educação. O documento oficial informa que o objeto da parceria era apoiar uma política pública de socioaprendizagem e inclusão produtiva para estudantes da rede pública estadual de Minas Gerais no âmbito do Programa Evolução Jovem. A cláusula quinta do termo estima o valor de R$ 237.600.000,00, a serem repassados conforme cronograma de desembolsos. A vigência prevista era de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial. O contrato foi assinado em Belo Horizonte em 17 de março de 2026. A data coloca o acordo dentro da gestão Zema, embora o documento tenha sido firmado formalmente por representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, da Secretaria de Estado de Educação e da Renapsi. Zema entra no centro político do caso em Minas A conexão de Romeu Zema com o caso está no contrato mineiro. Não há, nos documentos consultados, apontamento de participação direta do então governador nos fatos apurados pela Operação Contaminatio. O desgaste político decorre do fato de que o acordo milionário com a Renapsi foi firmado durante sua gestão e só foi suspenso após a prisão de Adair Meira ganhar repercussão nacional. A Renapsi foi contratada para operacionalizar uma política pública de alto valor em uma área sensível: a inclusão produtiva de estudantes da rede estadual. A suspensão do contrato coloca sob pressão o discurso de eficiência administrativa associado por Zema à sua trajetória política. O caso também reforça a discussão sobre filtros de conformidade em contratos públicos com entidades privadas e organizações sociais. A Fórum já mostrou como o avanço do crime organizado sobre estruturas econômicas e políticas virou tema central no debate eleitoral. Caso PCC já havia atingido contratos em Goiás Em Goiás, o foco não é a Renapsi, mas a Fundação Pró-Cerrado. Segundo a reportagem publicada pela Fórum, com base em dados oficiais e no UOL, a entidade ligada a Adair Meira mantém contratos ativos de R$ 141,5 milhões com o governo goiano. Os acordos envolvem serviços terceirizados como apoio técnico especializado, motoristas, auxiliares administrativos e operadores de call center. A teia contratual inclui documentos firmados entre 2021 e 2025, além de aditivos que prorrogam serviços até 2026. O caso mais emblemático citado na reportagem é o Contrato 039/2025, no valor de R$ 28.094.459,04, para fornecimento de mão de obra exclusiva de apoio técnico especializado de nível superior. A assinatura eletrônica ocorreu em 14 de novembro de 2025. Quem é Adair Meira Adair Antônio de Freitas Meira é empresário de Goiás, ligado à Fundação Pró-Cerrado e ao Sistema Sagres de Comunicação. Ele foi preso durante a Operação Contaminatio, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro associadas a operadores financeiros do PCC. Um dos eixos da apuração envolve a fintech 4TBank, apontada nas investigações como instrumento para movimentações financeiras de interesse da facção criminosa. No caso goiano, a própria Fundação Pró-Cerrado exibe Meira em seu site institucional como diretor-secretário-geral e instituidor da organização nos anos 1990. Em Minas, a relação em apuração envolve a Renapsi, entidade que assinou o contrato de R$ 237,6 milhões com o governo estadual. Renapsi e defesa negam irregularidades A Renapsi afirma que não é alvo da investigação e que Adair Meira não ocupa cargos de gestão nem mantém vínculo administrativo com a organização. A defesa de Meira nega qualquer ligação do empresário com o PCC. Os advogados sustentam que as acusações serão esclarecidas no processo e rejeitam a existência de irregularidades nas atividades atribuídas ao empresário. A suspensão do contrato em Minas, porém, paralisa uma parceria de R$ 237,6 milhões firmada na gestão Zema e expõe a dimensão nacional da crise. Depois de alcançar contratos da Fundação Pró-Cerrado com o governo de Goiás, o caso agora atinge um acordo milionário da Renapsi com o governo mineiro. Contrato milionário fica sob auditoria Com a suspensão, o Programa Evolução Jovem fica travado até que o governo mineiro conclua a análise sobre a continuidade da parceria com a Renapsi. O ponto central da crise é o uso de dinheiro público. Em Minas, são R$ 237,6 milhões previstos em contrato assinado sob Zema. Em Goiás, são R$ 141,5 milhões em contratos ativos da Fundação Pró-Cerrado, entidade ligada a Adair Meira, segundo a apuração publicada pela - [MPRJ denuncia 11 policiais militares suspeitos de receber propina; cabo foi preso](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-denuncia-11-policiais-militares-suspeitos-de-receber-propina-cabo-foi-preso/): Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação Acusados foram afastados das atividades e tiveram porte de arma suspenso Por O Globo 12/05/2026 Fachada do prédio do Ministério Público do Rio de Janeiro — Foto: MPRJ/Divulgação O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça 11 policiais militares pelo crime de corrupção em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Um mandado de prisão foi cumprido nesta terça-feira, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar, contra o cabo Michel Maia Rodrigues. Por determinação da Auditoria da Militar, os acusados foram afastados das atividades e tiveram o porte de arma suspenso. De acordo com o Gaesp, os agentes estruturaram um esquema de corrupção no 39º BPM (Belford Roxo), no qual recebiam propinas semanais para prestar segurança a comércios durante o expediente de trabalho no batalhão. As investigações, segundo o MP, identificaram que Rodrigues atuava como articulador e intermediário do esquema, além de manter ligação com uma milícia local. A denúncia descreve que o pagamento das propinas era realizado todas as sextas-feiras a Rodrigues, que repassava os valores ao policial escalado para o serviço naquela semana. Mensagens trocadas entre o cabo e uma comerciante evidenciam a finalidade dos pagamentos, que era assegurar um policiamento diferenciado, no qual os agentes permaneciam à disposição, afirma o Ministério Público. Em uma ocasião, a interlocutora chegou a reclamar da ausência de uma viatura da PM no local. “Você conversa com os teus meninos aí”, cobrou a responsável pelo comércio. A partir da quebra de sigilo bancário dos investigados, a Divisão de Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e à Corrupção da CSI elaborou Relatório de Análise Bancária e Fiscal, que identificou dezenas de transações realizadas por Rodrigues aos demais denunciados, com valores e datas compatíveis com o modus operandi do esquema criminoso. A denúncia é mais um desdobramento da Operação Patrinus que, em sua fase anterior, em agosto de 2025, resultou na prisão de dez policiais que extorquiam dinheiro de comerciantes em Belford Roxo. Na ocasião, o Gaesp chamou atenção para o fato de o esquema criminoso configurar uma verdadeira subversão da lógica da segurança pública: policiais militares, que deveriam proteger a população sem cobrar qualquer valor, solicitavam pagamentos justamente para prestar o serviço de segurança, no exercício de suas funções e utilizando viatura, uniforme e armamento da corporação. Em nota, a Polícia Militar informou que equipes de sua Corregedoria Geral participou da ação que prendeu Rodrigues no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A corporação afirma que “segue colaborando integralmente com as investigações relativas ao caso”. Notícia anteriorPróxima notícia Guapimirim RJMagé RJPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseVereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-marcelo-queiroz-e-alvo-da-pf-em-operacao-contra-suposta-fraude-em-programa-de-castracao-de-animais/): Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível PF mira irregularidades na licitação de um contrato da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comandada por Queiroz à época. Por Marco Antônio Martins e Márcio Falcão | g1 Rio 12/05/2026 Marcelo Queiroz durante votação na última eleição para prefeito. No colo, a cachorrinha Rufina. — Foto: Reprodução/ TV Globo O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) é alvo, nesta terça-feira (12), da Operação Castratio, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar suspeitas de fraude em licitações no governo do estado. O RJ2 mostrou o caso em março do ano passado. A PF apura irregularidades em contratos de R$ 200 milhões, firmados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para castração e esterilização de animais. Queiroz era o titular da pasta à época. Agentes saíram para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 apurou que Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. O celular dele foi apreendido. Em nota, a defesa de Queiroz afirmou que as alegações são infundadas (leia abaixo) e que o parlamentar está à disposição para prestar todos os esclarecimentos. Firma privada Segundo mostrou o RJ2, a Consuvet, empresa privada que venceu a licitação, foi criada apenas 3 meses antes dos acordos milionários. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro haviam identificado indícios de superfaturamento e direcionamento. A Polícia Civil tinha apontado Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura. Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet. Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023. As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da firma ser criada, e só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Mandados Nesta terça, policiais federais foram para endereços no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense — e em São Paulo (São Roque e Mairinque). Na sede da secretaria, em Niterói, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Cédulas também foram encontradas em São Roque. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado. Marcelo Queiroz iniciou a trajetória política em 2012 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também ocupou o cargo de secretário municipal de Administração. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, depois, assumiu as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura do Rio. Em 2022, foi eleito deputado federal. O que disseram os citados Defesa do deputado Marcelo Queiroz “A tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro. A defesa do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reitera o total respeito às instituições e ao processo legal, e ressalta que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos”. Nota da Consuvet “Cumpre esclarecer que, diferentemente do afirmado, a Consuvet – Soluções em Saúde Animal, ao longo dos quatro anos de execução dos serviços, por meio de seus 52 pontos de atendimento e mais de 100 prestadores de serviço, não realizava marcações ou agendamentos diretos de atendimentos. As agendas eram disponibilizadas exclusivamente através do Programa RJPET, vinculado ao Estado do Rio de Janeiro, sendo os registros e agendamentos realizados de forma pessoal pelos próprios usuários interessados nos atendimentos. Esclarecemos ainda que todos os registros contendo os nomes dos Médicos Veterinários, profissionais vinculados à operação dos serviços, bem como os dados pessoais dos usuários atendidos, já foram devidamente encaminhados à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, em observância às solicitações apresentadas e aos procedimentos legais aplicáveis. Da mesma forma, esclarece-se que o montante de R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) mencionado não corresponde aos contratos efetivamente assinados pela empresa, razão pela qual eventual divulgação neste sentido não reflete a realidade contratual existente. Por fim, a Consuvet – Soluções em Saúde Animal reafirma sua total transparência e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais junto aos órgãos competentes, sempre colaborando com as autoridades e atendendo às solicitações formalmente apresentadas.” Notícia anterior Fortaleza CEPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível 29/07/2026 Vídeo criado por IA: advogado de Bolsonaro culpa campanha de Flávio, que pode ter candidatura cassada 29/07/2026 Consulado dos EUA convoca influenciadores anti-Lula em nova interferência de Trump pró Flávio Bolsonaro nas eleições (VIDEO) 29/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível Vídeo criado por IA: advogado de Bolsonaro culpa campanha de Flávio, que pode ter candidatura cassada Consulado dos EUA convoca influenciadores anti-Lula em nova interferência de Trump pró Flávio Bolsonaro nas eleições (VIDEO) Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu Idoso fica ferido após cair em cratera em Campos Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [No Rio Comprido, a criminalidade invadiu mais um prédio abandonado na região](https://politicariabrasileira.blog.br/no-rio-comprido-a-criminalidade-invadiu-mais-um-predio-abandonado-na-regiao/): No Rio Comprido, a criminalidade invadiu mais um prédio abandonado na região Há tempos, o antigo prédio do Inmetro vem sendo invadido por usuários de drogas Por Nelson Lima Neto | O Globo 12/05/2026 Antigo prédio do Inmetro e seu vizinho não possuem qualquer defesa contra invasores — Foto: Foto do Leitor Os moradores da Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido, clamam por ajuda. Há tempos, o antigo prédio do Inmetro, abandonado desde 2021 e de posse do governo federal, vem sendo invadido por usuários de drogas em busca de metais e fios, revendidos em ferros-velhos clandestinos na região. Agora, o novo alvo é o casarão histórico ao lado, no número 386. O imóvel teve o portão de ferro roubado e está completamente desprotegido, tornando-se mais um alvo de depredação. Essa semana, a Light estava trabalhando no local. É que invadiram uma subestação de energia no prédio, que deixou parte da rua sem luz. Notícia anteriorPróxima notícia INMETRO Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e TecnologiaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel 12/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Além de triplex, Ciro Nogueira comprou R$ 7 milhões em imóveis em SP após se aliar ao Master (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/alem-de-triplex-ciro-nogueira-comprou-r-7-milhoes-em-imoveis-em-sp-apos-se-aliar-ao-master/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Após apresentar a “emenda Master”, Ciro Nogueira comprou loja na Oscar Freire, apartamento no Itaim Bibi e casa de R$ 5 milhões no Morumbi Por Renan Porto | Metrópoles 12/05/2026 Senador Ciro Nogueira (PP-PI) | BRENO ESAKI/METRÓPOLESSenador Ciro Nogueira (PP-PI) | BRENO ESAKI/METRÓPOLES Além de comprar um triplex em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo por R$ 22 milhões, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) adquiriu outros três imóveis na capital paulista, que somam R$ 7 milhões, após se tornar sócio de empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro e passar a defender os interesses do Banco Master no Congresso, entre 2024 e 2025. Assim como o triplex, que foi trocado por uma mansão nos Jardins, bairro de altíssimo padrão em São Paulo — os dois imóveis estão em fase final de construção —, as três propriedades adquiridas por Ciro após a aliança com Vorcaro foram colocadas no CNPJ de sua holding patrimonial, a CNLF Empreendimentos Imobiliários. A empresa está registrada no nome de Raimundo Nogueira Lima, irmão de Ciro, que foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (7/5), junto com o senador e presidente nacional do PP. Segundo a PF, o parlamentar recebia mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Vorcaro para atuar “em favor do banqueiro”. Ciro nega as acusações. Outros imóveis de Ciro Nogueira em SP Em 30 de agosto de 2024, a CNLF comprou por R$ 650 mil apartamento de 78 metros quadrados na rua Urussuí, no Itaim Bibi, bairro nobre da zona oeste de São Paulo. Pouco mais de um ano depois, em 24 de outubro de 2025, o mesmo imóvel foi transferido pelo dobro do valor — R$ 1,3 milhão — para uma outra empresa do senador, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis. Em 27 de setembro de 2024, a CNLF adquiriu por R$ 660 mil apartamento de 97 metros quadrados, com uma vaga de garagem, na rua Oscar Freire, a poucos metros de onde o triplex de R$ 22 milhões está sendo construído. Em 25 de novembro de 2025, a holding patrimonial comprou, em parceria com uma filha e um cunhado de Ciro Nogueira, uma casa de 587 metros quadrados por R$ 5 milhões em um condomínio na rua Muribeca, no Morumbi, outro bairro nobre da capital. A CNLF ficou com 50% da propriedade. Eliane Portela Nogueira e seu marido com os outros 50%.   Ao Metrópoles Ciro Nogueira disse que os imóveis foram comprados para sua família. Segundo ele, o apartamento no Itaim Bibi seria utilizado por sua mãe. O apartamento na rua Oscar Freire, por sua ex-mulher Iracema Portella, e a casa no condomínio do Morumbi, por sua filha Eliane. “Em nenhum imóvel foi utilizado recurso desta Green Investimentos”, afirmou o senador ao ser questionado sobre a sociedade da CNLF com a empresa ligada a Daniel Vorcaro. O negócio foi considerado suspeito pela PF porque a empresa do senador teria pagado R$ 1 milhão por 30% das ações da Green que valeriam R$ 13 milhões. Triplex e “emenda Master” Como revelado pelo Metrópoles no domingo (10/5), a compra do triplex ocorreu em julho de 2024, 26 dias antes de Ciro Nogueira apresentar emenda a uma PEC que beneficiaria o Banco Master. O imóvel de 514 metros quadrados fica no topo do empreendimento Oscar 900, na badalada rua Oscar Freire, conhecida por lojas de grife e restaurantes da alta gastronomia. Em março deste ano, Ciro trocou o apartamento por uma mansão de 878 metros quadrados no Jardim Europa, com o amigo Antonio Rocha Neto, conhecido como Rochinha. Segundo o senador, os dois imóveis, que estão em fase final de construção, devem valer em torno de R$ 30 milhões quando ficarem prontos. De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024, logo após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Banco Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda não avançou. O Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, com a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro pela primeira vez, por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Ao todo, o FGC pagará R$ 40 bilhões para 800 mil pessoas que tinham até R$ 250 mil investidos no Master. Ao representar pelos mandados contra Ciro Nogueira, deferidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cita mensagens de Vorcaro dizendo que a emenda havia saído “exatamente como mandei” e diálogos do banqueiro com o primo Felipe Vorcaro que indicam pagamentos mensais de propina ao senador do PP. Pagamentos do Master por 2 anos Em entrevista ao Acorda Metrópoles, na manhã dessa segunda-feira (11/5), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que Ciro Nogueira tem 1% da CNLF e que a empresa recebeu pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil de uma “empresa do grupo Master”, do banqueiro Daniel Vorcaro, por cerca de dois anos. O valor de R$ 300 mil é o mesmo citado nas mensagens trocadas entre Vorcaro e um primo dele, Felipe Vorcaro, que a Polícia Federal (PF) suspeita que tenha sido propina do dono do Banco Master ao senador Ciro Nogueira. Kakay participou do programa como advogado de Ciro. No entanto, minutos após o término da entrevista, ele comunicou à imprensa que estava deixando a defesa do senador do PP, em comum acordo com o parlamentar. Segundo a PF, a CNLF comprou 30% em ativos da Green, em abril de 2024, por R$ 1 milhão, embora as ações valessem R$ 13 milhões. Para os investigadores, Ciro levou “vantagem negocial” de R$ 12 milhões em empreendimento ligado à família Vorcaro enquanto defendia os interesses do Master no Congresso. https://www.youtube.com/watch?v=xgCJyCMbCWs&t=149s Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação - [O apadrinhado de Ciro Nogueira e o rombo de R$ 87 milhões em Cajamar](https://politicariabrasileira.blog.br/o-apadrinhado-de-ciro-nogueira-e-o-rombo-de-r-87-milhoes-em-cajamar/): O apadrinhado de Ciro Nogueira e o rombo de R$ 87 milhões em Cajamar Investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores foram durante gestão de vice-presidente do PP, filiado em evento com Ciro Nogueira Por Andre Shalders | Metrópoles 12/05/2026 Instagram / reprodução Um político apadrinhado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) era o prefeito de Cajamar (SP) quando o Instituto de Previdência dos Servidores do município aplicou R$ 87 milhões em letras de crédito do Banco Master. Na semana passada, Nogueira foi alvo de uma nova fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Na representação, a Polícia Federal (PF) afirma que Nogueira recebia uma mesada do dono do Master, o empresário mineiro Daniel Vorcaro. Os valores variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, segundo a PF — Ciro Nogueira nega ter recebido os valores. Os investimentos do Instituto no Master foram feitos em três rodadas, nos meses de outubro e dezembro de 2023 e março de 2024. À época, o prefeito de Cajamar era o atual vice-presidente do PP estadual em São Paulo, Danilo Joan. Ciro Nogueira participou pessoalmente do evento de filiação dele, em 30 de março deste ano. Hoje, Danilo Joan é pré-candidato a deputado estadual pelo PP. Como prefeito, cabia a Danilo Joan indicar os dirigentes do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar. Os investimentos no Master são assinados pelos então diretores do instituto: Luiz Henrique Miranda Teixeira (diretor-executivo), Milton Marques Dias (administrativo e financeiro) e Marcelo Ribas de Oliveira (benefícios). Com a liquidação do Master, o Instituto perdeu o valor investido. A coluna entrou em contato com Milton Marques Dias. “Sobre o tema investimentos, já foram prestadas todas as informações solicitadas pelo portal Metrópoles”, disse ele. A coluna não conseguiu contato com os outros dois dirigentes do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar. Em nota, o Instituto afirmou que “todos os investimentos foram realizados com a observância de rigorosas cautelas legais e análises técnicas, em um momento em que a instituição era considerada sólida e segura pelos órgãos reguladores”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCajamar SPPolícia Federal PFPP ProgressistasPrefeitoPrevidência SocialSTF Supremo Tribunal Federal Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-pede-condenacao-de-eduardo-bolsonaro-por-coacao/): PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela PGR de atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele foi depois condenado. Por Márcio Falcão e Marcela Cunha | TV Globo e g1 11/05/2026 O deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo Brasília – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela PGR de atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi depois condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão. “O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, disse a PGR. Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento. “Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonar praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”. No mês passado, o ex-deputado faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal na qual é réu por coação no curso do processo. Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU). Como mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então, o depoimento seria por videoconferência. Agora, a Procuradoria apresentou a chamada alegações finais e defendeu a condenação. Após a manifestação da PGR, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deu prazo de 15 dias para que a defesa, a cargo da DPU, entregue sua última manifestação no processo. Ameaças a ministros Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil. Para isso, eles exploraram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalDPU Defensoria Pública da UniãoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE](https://politicariabrasileira.blog.br/kassio-convida-bolsonaro-e-collor-para-posse-na-presidencia-do-tse/): Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Cerimonial convidou todos os ex-presidentes; ida de Bolsonaro depende de permissão do Supremo Por Gustavo Uribe e Matheus Teixeira | CNN Brasil 11/05/2026 Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE | CNN O ministro Kassio Nunes Marques convidou os ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Fernando Collor de Mello para a cerimônia de posse como chefe do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ambos cumprem pena por condenação do STF (Supremo Tribunal Federal) e dependem de autorização da corte para comparecerem à solenidade. O magistrado convidou todos os ex-chefes do Executivo federal. Também foram convidados Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (MDB) também foram convidados. Kassio assumirá o posto atualmente ocupado pela ministra Carmen Lúcia e estará à frente do tribunal eleitoral durante o pleito deste ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi às duas últimas posses na presidência do TSE, dos ministros Alexandre de Moraes e Carmen Lúcia, e há a expectativa de que também compareça na solenidade marcada para esta terça-feira (12). Notícia anterior MDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSDBPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro](https://politicariabrasileira.blog.br/oposicao-comeca-a-coletar-assinaturas-de-pec-para-anistiar-presos-do-8-de-janeiro/): Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonaro seria um dos beneficiados pelo texto apresentado pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 11/05/2026 Sóstenes Cavalcante é o coordenador pelo protocolo da PEC. Foto: Wilton Junior/Estadão BRASÍLIA – O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), iniciou, nesta segunda-feira, 11, a coleta de assinaturas para protocolar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para anistiar os presos do 8 de janeiro, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Neste momento, a PEC tem 35 assinaturas das 171 necessárias – a oposição trabalha para já conseguir o número mínimo em no máximo duas semanas. Trata-se de uma reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu aplicação da Lei da Dosimetria até STF analisar medida que beneficia Bolsonaro. “Diante da decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, ficou ainda mais evidente para o Brasil que parte do sistema não aceita qualquer medida que represente justiça, equilíbrio e proporcionalidade para os condenados do 8 de janeiro. A resposta a esse novo abuso será dada dentro da Constituição”, disse Sóstenes. O texto anistia todos aqueles que “participaram, direta ou indiretamente, de fatos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023” e tenham sido condenados pelos crimes de dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado pleos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. “A decisão do Ministro Alexandre de Moraes suspendendo a lei representa uma afronta à soberania do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal está impedindo a aplicação de uma norma aprovada pela ampla maioria dos congressista”, disse Sóstenes. A lei aprovada pelo Congresso Nacional reduz as penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e também beneficiaria Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado. O texto aprovado prevê redução de penas e facilita progressão de regime para crimes contra o estado democrático de direito. A reação por uma PEC, porém, levaria tempo até surtir efeito. A votação de propostas de emenda à Constituição costumam levar mais tempo – em alguns casos, nesta legislatura, o governo conseguiu trabalhar para que PECs incômodas não avançassem. Foi o caso da PEC das Drogas, que queria qualificar como ato criminoso a prática de portar entorpecentes “independentemente da quantidade”. A tramitação dessa proposta foi interrompida na Câmara, após aprovação no Senado. O governo conseguiu trabalhar para impedir que partidos indicassem membros para a formação de comissão especial para discutir esse projeto. Notícia anterior Brasília DFConstituição FederalDeputado FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Com traficantes e amantes, política no Rio é um cabaré em chamas](https://politicariabrasileira.blog.br/com-traficantes-e-amantes-politica-no-rio-e-um-cabare-em-chamas/): Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia Em sete meses, três deputados da tropa bolsonarista foram presos Apesar das retaliações, governador interino não descansa na faxina Por Alvaro Costa e Silva | Folha de S.Paulo 11/05/2026 Rodrigo Bacellar e Flávio Bolsonaro em evento no Rio de Janeiro – Rafael Campos – 5.jul.25/Divulgação Governo do Rio de Janeiro Virou rotina. Em sete meses, três parlamentares do Rio foram presos, entre eles o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, acusado pela Polícia Federal de vazar uma operação contra o Comando Vermelho em que o alvo era o deputado TH Joias. A bola da vez é Thiago Rangel, que desviou verbas da Secretaria de Educação e concedeu cargos na pasta a pessoas indicadas por um traficante, de acordo com as investigações. Os três integravam a tropa bolsonarista que, desde 2019, se especializou em aparelhar as instituições e depenar os cofres públicos, aliando-se a organizações criminosas. Estas, livres para atuar, se agigantaram. Rangel, do Avante, é considerado um peixe pequeno no esquema de corrupção. Mas um peixinho que tinha um Porsche último tipo guardado na garagem e cujo patrimônio saltou de R$ 224 mil em 2020, quando se candidatou a vereador, para R$ 3 milhões em 2023, ano em que já era deputado. Segundo a Polícia Federal, sua função era lavar dinheiro de propina por meio de uma rede de postos da gasolina, além de liderar uma quadrilha que fazia ameaças a adversários na região de Campos de Goytacazes. Há pânico nos bastidores da política fluminense. Depois da Secretaria de Educação, a operação Unha e Carne irá se concentrar no setor da saúde, controlado há oito anos pelo deputado federal Doutor Luizinho, cupincha do encrencadíssimo senador Ciro Nogueira. Por diversas vezes Nogueira quis emplacar Luizinho como ministro da Saúde no governo Lula. Não conseguiu. O governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, continua limpando a máquina administrativa, sem se incomodar com chantagens e retaliações. Na Segurança, quer dar autonomia à perícia criminal, desvinculando-a da Polícia Civil, o que garante investigações independentes em casos de letalidade policial. Inconformados com a exoneração de mais de mil funcionários fantasmas, deputados estaduais ameaçam divulgar uma lista de amantes de desembargadores que também recebem sem trabalhar na Alerj. O cabaré está pegando fogo. Notícia anteriorPróxima notícia ALBAAvanteDeputado EstadualFeira de Santana BA Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonarismo-a-celebracao-da-imbecilidade/): Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Entre delírios conspiratórios, negacionismo científico e fanatismo político, o bolsonarismo transformou o absurdo em identidade coletiva e a ignorância em símbolo de pertencimento Por Zé Barbosa Junior | Fórum 11/05/2026 Lula Marques Ag Br / Reprodução de vídeo O episódio envolvendo a marca Ypê talvez seja um dos retratos mais acabados do estágio de degradação intelectual a que chegou parte significativa do bolsonarismo. Diante de uma recomendação técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre riscos relacionados a determinados lotes de produtos, milhares de pessoas decidiram reagir não com prudência, nem com racionalidade, mas com fanatismo político. A lógica foi simples, grotesca e reveladora: se a marca esteve associada a apoiadores de Jair Bolsonaro, então qualquer medida regulatória contra ela só poderia ser “perseguição”. E, portanto, consumir um produto potencialmente nocivo passou a ser, para alguns, um ato de militância ideológica. Há algo profundamente perturbador nisso. Não apenas pela irresponsabilidade sanitária, mas porque o caso escancara um fenômeno muito maior: o bolsonarismo transformou a imbecilidade em identidade política. O absurdo deixou de ser um desvio vergonhoso e virou demonstração pública de pertencimento. Quanto mais ridícula a tese, mais ela funciona como senha tribal. A irracionalidade passou a operar como prova de fidelidade. Foi assim na pandemia. Enquanto hospitais colapsavam e covas coletivas eram abertas em Manaus, milhões de brasileiros aderiram à negação científica como se fosse uma cruzada moral. A vacina, fruto de décadas de pesquisa científica acumulada, foi convertida em objeto de paranoia delirante. Espalhou-se que imunizantes alterariam DNA, implantariam chips, causariam magnetismo corporal ou transformariam pessoas em jacarés, alusão a uma frase grotesca dita pelo próprio Jair Bolsonaro e recebida por muitos não como vergonha nacional, mas como símbolo de autenticidade “antissistema”. A tragédia brasileira durante a Covid não foi apenas sanitária. Foi civilizatória. Médicos charlatães viraram celebridades digitais. Influenciadores sem qualquer formação passaram a desacreditar pesquisadores, universidades e instituições científicas. A ignorância foi romantizada como virtude popular, enquanto o conhecimento técnico passou a ser tratado como conspiração elitista. A estupidez ganhou estética, linguagem e militância organizada. O terraplanismo, que durante décadas parecia apenas uma excentricidade folclórica da internet, encontrou terreno fértil nesse ambiente de colapso cognitivo. Não porque todos os bolsonaristas acreditassem literalmente que a Terra é plana, mas porque o bolsonarismo consolidou uma cultura política baseada na rejeição sistemática da realidade verificável. O método é sempre o mesmo: desacredita-se qualquer fonte confiável (imprensa, universidades, ciência, dados oficiais) para substituí-la por correntes de WhatsApp, vídeos conspiratórios e “especialistas” de ocasião. A verdade deixa de ser aquilo que pode ser demonstrado; passa a ser aquilo que reforça ressentimentos ideológicos. Esse mecanismo produz uma inversão moral devastadora. O sujeito racional vira suspeito. O ignorante convicto vira “corajoso”. O pesquisador é tratado como inimigo. O fanático desinformado é celebrado como alguém “que pensa por si próprio”. Trata-se de um movimento político que sequestrou o sentimento legítimo de indignação popular e o converteu numa máquina de culto ao grotesco. Não é coincidência que figuras mais histriônicas, violentas e caricatas tenham prosperado nesse ambiente. O bolsonarismo premiou o escândalo permanente. Quanto mais vulgar, mais autêntico parecia. Quanto mais agressivo, mais “verdadeiro”. A política foi substituída por uma espécie de espetáculo da brutalidade intelectual. Não se exigia coerência, projeto nacional ou capacidade administrativa. Bastava odiar os inimigos corretos: jornalistas, professores, artistas, cientistas, defensores dos direitos humanos, universidades, ambientalistas, feministas, qualquer pessoa minimamente comprometida com reflexão crítica. O mais assustador é perceber que essa adesão ao absurdo não ocorre apesar do ridículo, mas justamente por causa dele. O comportamento irracional tornou-se performático. Defender cloroquina contra evidências científicas, atacar vacinas, relativizar golpes de Estado, repetir teorias conspiratórias ou consumir produtos sob suspeita sanitária apenas para desafiar autoridades virou demonstração pública de pertencimento político. O nonsense passou a funcionar como ritual coletivo. Há nisso uma dimensão quase religiosa, não no sentido espiritual, mas sectário. Toda seita precisa romper seus membros da realidade compartilhada. Precisa criar um universo paralelo onde apenas o grupo possui acesso à “verdade”. O bolsonarismo operou exatamente assim. Criou uma bolha emocional onde fatos objetivos têm menos importância do que narrativas afetivas de perseguição. Qualquer crítica vira prova da conspiração. Qualquer investigação é “censura”. Qualquer responsabilização é “ditadura”. A vítima permanente tornou-se uma figura central dessa identidade política. Evidentemente, o anti-intelectualismo não nasceu com Bolsonaro. O obscurantismo sempre existiu. Mas o bolsonarismo lhe deu legitimidade institucional, escala de massas e linguagem pop. Pela primeira vez desde a redemocratização, o negacionismo deixou de ser marginal para ocupar o centro do poder político nacional. A presidência da República tornou-se palco diário de desinformação organizada. As consequências disso são profundas e duradouras. Uma sociedade que perde a capacidade de distinguir fato de delírio torna-se vulnerável a toda espécie de autoritarismo. Quando a verdade objetiva morre, sobra apenas o grito, a manipulação emocional e a força bruta. Não existe democracia saudável sem algum compromisso coletivo com a realidade. O caso da Ypê, por mais aparentemente banal que seja, sintetiza perfeitamente essa decadência. Pessoas dispostas a colocar a própria saúde em risco para defender uma identidade política revelam um grau alarmante de submissão ideológica. Não importa mais o conteúdo da informação. Importa apenas quem é percebido como aliado ou inimigo. Talvez esse seja o traço mais perverso do bolsonarismo: ter transformado a humilhação intelectual em orgulho coletivo. Fazer papel de ridículo deixou de causar constrangimento. Pelo contrário: virou demonstração de fidelidade política. O grotesco foi naturalizado. O patético foi convertido em linguagem pública. A ignorância passou a ser celebrada como autenticidade popular. E uma nação que começa a aplaudir a própria degradação intelectual entra num território perigosíssimo, porque quando a imbecilidade vira projeto político, a barbárie nunca demora a chegar. *  Zé Barbosa Jr é teólogo, pastor, licenciado em história e pós-graduado em Ciências Políticas Notícia anteriorPróxima notícia ANVISA Agência Nacional de Vigilância SanitáriaManaus AMPL Partido LiberalPresidente da República Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do - [Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-de-preso-por-elo-com-pcc-tem-contrato-de-r-141-milhoes-no-governo-de-go/): Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Preso na semana passada em Goiânia pelas polícias civis de São Paulo e Goiás, sob suspeita de atuar em um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, o empresário Adair Meira, 63, preside uma fundação cujos contratos com o governo de Goiás somam atualmente R$ R$ 141.509.831,63. Eles foram assinados entre 2021 e 2025. Por Fabíola Perez e Mateus Araújo | UOL 11/05/2026 Preso por elo com o PCC tem R$ 141 milhões em contratos com ex-governo Caiado em Goiás – Foto SECOM/GO São Paulo – Investigação da Polícia Civil de São Paulo liga Meira a supostos membros do PCC. Conversas de celulares apreendidos indicam que Adair Meira atuava como um dos principais interlocutores de João Gabriel de Mello Yamawaki, preso em 2024 e apontado como operador do banco 4TBank, que pertenceria à facção. Relatório da polícia aponta que Meira usaria entidades e empresas ligadas a ele para lavar dinheiro para a facção. O documento ao qual o UOL teve acesso mostra supostas negociações entre Meira e João Gabriel para misturar recursos lícitos e ilícitos. A defesa do empresário nega irregularidades e ligação com o PCC. Advogados afirmam que Meira não tem vínculo com organizações criminosas. Das três instituições citadas na investigação, Meira se mantém na presidência de apenas uma, a Fundação Pró-Cerrado. O foco da entidade é educação, “preservação do Cerrado” e “oferecimento de formação técnico-profissional a jovens em situação de vulnerabilidade”.  Outras duas empresas mencionadas, Fundação Sagres e Renapsi, foram criadas por Meira mas não são presididas por ele, segundo as assessorias e a própria Receita Federal — as assessorias não disseram quando ele saiu da administração de ambas.  Atas obtidas pelo UOL mostram que Adair seguia vinculado à Renapsi em 2025. Em fevereiro daquele ano, o empresário foi citado como “membro associado” da entidade. Em outra ata, de junho de 2023, ele chegou a assinar o documento com email ligado à Fundação Sagres. Pró-Cerrado presta serviço à Secretaria de Economia de Goiás. A ONG fornece terceirizados à pasta, incluindo auxiliares administrativos, motoristas e atendimento de call center. Levantamento do UOL com base em dados dos últimos 25 anos identificou 12 contratos entre a Pró-Cerrado e o Governo de Goiás. Informações disponíveis no Portal da Transparência estadual mostram que o primeiro entrou em vigência em fevereiro de 2010. Os contratos incluem serviços para as secretarias de Economia e de Desenvolvimento Social. Quatro contratos da Pró-Cerrado com o governo estão vigentes e foram firmados na gestão de Ronaldo Caiado (PSD) (2019-2026). Dois acordos de 2021 e um 2022 tiveram prazo estendido até o segundo semestre deste ano. Outro contrato foi assinado em novembro de 2025, com prazo de um ano. Juntos, somam atualmente R$ 141,5 milhões. Os quatros contratos dizem respeito à prestação de serviços terceirizados de auxiliares, motoristas e operadores de call center. Outros lados Defesa de Meira afirma que os contratos com o governo seguiram a lei. Os advogados também contestam as acusações de lavagem de dinheiro. Por meio de nota, a Fundação Pró-Cerrado informou que “não é alvo de qualquer investigação” e acompanha o caso com atenção. Em relação à investigação que menciona Meira, a entidade disse que, “por medida de precaução e governança, ele foi temporariamente afastado de suas funções”. Governo de Goiás informou que abriu verificação sobre contratos. Em nota, o estado afirmou que a prisão de Adair Meira não envolve a gestão estadual nem os contratos firmados. Apesar disso, informou que a Controladoria vai checar os contratos, sem especificar a data de abertura do processo. A medida, diz a nota, foi adotada por “zelo com o interesse público”. Estado também diz que não controla atividades privadas de contratadas. O governo afirma que sua atribuição é contratar conforme a lei e fiscalizar a execução dos serviços, o que, segundo a gestão, vem sendo cumprido. A Polícia de São Paulo afirmou que durante a nova etapa da investigação vai verificar os contratos entre o governo goiano e a empresa de Meira — o objetivo é apurar se há indícios de lavagem de dinheiro. Ex-governador diz não ter responsabilidade direta e nega irregularidades. Ronaldo Caiado afirma, por meio de nota, que a fiscalização de contratos cabe a órgãos de controle, que o vínculo com a empresa existe desde 2004 e que não houve denúncias durante sua gestão para justificar investigação (leia nota na íntegra aqui). UOL entrou em contato com estados que, segundo a assessoria de imprensa de Caiado, também teriam contratos com entidades ligadas a Meira. Tocantins, Minas Gerais e Rio Grande do Sul informaram não ter acordos com a Pró-Cerrado. Bahia e Distrito Federal não responderam à reportagem. O espaço segue aberto para manifestação. Governador de Goiás entre 2011 e 2018, Marconi Perillo (PSDB) disse que soube da operação que prendeu Meira e conhecia empresas ligadas a ele. Contudo, disse que “jamais ouviu” quaisquer ilações ou rumores a respeito” de eventuais irregularidades e que não pediu abertura de processo de verificação porque “não havia suspeita”. O UOL também procurou os ex-governadores Alcides Rodrigues Filho e José Eliton de Figuerêdo Júnior, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação. Como funcionaria o esquema Investigação chegou ao nome de Adair Meira em 2024. Ele foi citado em mensagens de celulares apreendidos durante a operação Decurio e apontado pela Polícia de São Paulo como possível lavador de recursos públicos para a facção criminosa e principal articulador para infiltrar o PCC nas gestões paulistas. Esquema envolveria emissão de boletos para serem pagos por empresas ligadas a Meira, diz polícia. Segundo a investigação, os boletos seriam pagos, os valores entrariam no caixa da 4TPag (razão social do 4TBank), João Gabriel sacaria os valores e devolveria em espécie para Meira. Dinheiro seria transportado entre estados, dizem investigadores. A polícia aponta uso de aeronaves fretadas e helicópteros para levar recursos entre São Paulo, Brasília e Palmas. O relatório cita como “indício da consumação desse fato” diálogos que mencionam taxa de operação e fretamentos aéreos, incluindo valores superiores a R$ 18 mil. Relatório indica que Meira exerceria controle sobre as operações. A polícia afirma que ele tinha “grande poder de mando” sobre as - [Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores](https://politicariabrasileira.blog.br/como-nasce-o-medo-cv-instala-celula-do-trafico-em-area-da-milicia-em-jacarepagua-e-aterroriza-moradores/): Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Moradores relatam ao GLOBO como em pouco mais de um mês para o Comando Vermelho consolidou presença num trecho de aproximadamente 55 mil metros quadrados naquela área, região historicamente dominada pela milícia Por Anna Bustamante | O Globo 11/05/2026 Região de Jacarepaguá — Foto: Imagens do Google Earth Rio de Janeiro – O grito veio pouco antes da meia-noite. Em disparada pela Estrada Virgolândia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, jovens armados anunciavam a mudança de poder como quem marca território: “Agora é o Comando!”. Os tiros para o alto ultrapassavam os muros das casas enquanto famílias se preparavam para o réveillon de 2026. Desde então, relatos de moradores obtidos pelo GLOBO revelam que bastou pouco mais de um mês para o Comando Vermelho (CV) consolidar sua presença num trecho de aproximadamente 55 mil metros quadrados naquela área, entre a Estrada Santa Maura e a Rua Abadiana, região historicamente dominada pela milícia, próxima à comunidade Asa Branca, controlada há mais tempo pelos traficantes. Mais do que uma simples troca de domínio, o que se viu ali, em tempo real, foi o surgimento de uma célula da segunda maior facção do país, que nos últimos anos trava guerras para expandir territórios não só no Rio, mas também em outros estados. Sem barricadas e sem uma estrutura ostensivamente estabelecida, a ocupação avançou de forma improvisada, mas suficiente para alterar a rotina, espalhar uma nova lógica de medo, sufocar o comércio local e levar trabalhadores a abandonar negócios construídos ao longo de décadas. — Eu fechei tudo porque fiquei com muito medo. Eles deram muitos tiros para o alto, gritavam. Nunca tinha visto nada parecido com isso aqui. Foi assustador — relata uma moradora. ‘Meninos’ da vizinhança Os homens que percorriam as ruas naquela noite não eram desconhecidos. Segundo relatos de moradores (que pediram para não serem identificados por medo de represálias) e informações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), muitos cresceram na região. São filhos de vizinhos, jovens que conviveram durante anos com a população do lugar antes de assumirem funções ligadas ao CV. Os nomes de infância foram substituídos por apelidos, e a intimidade virou instrumento de poder. — Ficou pior a partir do fim do ano de 2025. A maioria é adolescente. Eles começaram a andar armados pelas ruas e, depois, a cobrar da gente muito dinheiro para mantermos nossos negócios abertos — disse um comerciante. Os números do próprio 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) ajudam a dimensionar a pressão do crime na região. Só em janeiro deste ano, o quartel apreendeu 22 armas de fogo — o maior volume para o mês desde 2003. Já as apreensões de menores infratores chegaram a 75 no primeiro trimestre, sendo 36 apenas na região do Recreio, aumento superior a 20 ocorrências em relação ao mesmo período de 2025. Em uma das aparições recentes, os criminosos chegaram num Volkswagen Gol vermelho, de onde desembarcaram ao menos sete homens armados. Logo atrás, motocicletas faziam a escolta do grupo. Relatos apontam que o bando já extorquiu dinheiro de ao menos oito estabelecimentos somente nas ruas Pintibu e Abadiana e nas estradas Virgolândia e Santa Maura. Segundo comerciantes, a prática não ocorria da mesma maneira sob o domínio anterior da milícia. No primeiro dia de cobrança, homens armados conhecidos da vizinhança apareceram exigindo dinheiro sem sequer estipular um valor fixo. — Ele falou que tinha que ter o dinheiro e que, se não tivesse, iria fechar a loja. Ficamos com muito medo, nos mostraram a arma. Foi de um dia para o outro, de repente — conta uma comerciante. Uma vendedora decidiu abandonar o ponto onde trabalhava há anos após concluir que seria impossível sustentar o negócio e pagar aos criminosos. Outro comerciante, há décadas na região, também desistiu após sofrer ameaças diárias. Segundo ele, os homens exigiam R$ 200 por dia e chegaram a ameaçar diretamente sua família. Em mais um caso, uma cobrança ultrapassou mil reais de uma única vez. — Eles conhecem todos ali. Sabem onde os comerciantes moram, quem são seus parentes. Cresceram observando a gente — disse uma moradora. A transformação da região atingiu até uma pequena banca improvisada onde uma idosa vendia ervas e miudezas para sobreviver. O ponto, localizado na Estrada Santa Maura com a Rua Pintibu, num logradouro de chão batido diante de um matagal, passou a interessar ao grupo para a instalação de um ponto de venda de drogas. A mulher acabou expulsa do local e perdeu as mercadorias. Fuga pela mata Em 11 de fevereiro deste ano, equipes do 18° BPM (Jacarepaguá) prenderam um homem de 25 anos e apreenderam dois adolescentes. Com eles, foram encontrados um revólver calibre 38, R$ 100, dois celulares e drogas. A ocorrência foi apresentada na 32ª DP (Taquara). Um dos integrantes, que seria conhecido por moradores como Mais Alto, apontado como chefe do grupo, conseguiu fugir pela mata. A DRE também reconhece a atuação de jovens recrutados localmente, e diz que eles atuam sob a proteção do CV: — Esses criminosos que praticam crimes na região são também locais, mas reforçados por traficantes de outras regiões e até de outros estados. A liderança fica homiziada no Complexo da Penha. Eles são atraídos pela narcocultura e pela promessa de dinheiro fácil — afirma o delegado Moysés Santana. Segundo moradores, a área de mata pela qual um dos envolvidos escapou virou rota de fuga e circulação dos criminosos. O trecho conecta a região à Avenida Salvador Allende, uma das principais da Zona Sudoeste do Rio, e passou a ser utilizado em assaltos a pedestres, motoristas e passageiros do BRT. Reforço no policiamento A percepção dos moradores encontra eco em documentos da PM. Uma ordem operacional do 31º BPM obtida pelo GLOBO reconhece aumento de roubos de veículos e assaltos a pedestres na área do batalhão e determina reforço do policiamento justamente em acessos estratégicos da Avenida Salvador Allende. Apesar disso, a - [Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP](https://politicariabrasileira.blog.br/citada-na-carbono-oculto-genial-administra-fundos-do-governo-de-sp/): Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP Administradora dos fundos com participação da Desenvolve SP, Genial também administra fundo com R$ 176 milhões bloqueados a pedido da PGE-SP Por Artur Rodrigues | Metrópoles 11/05/2026 Divulgação/Genial Investimentos A agência de fomento paulista Desenvolve SP, ligada ao Governo de São Paulo, tem participação em dois fundos administrados pela Genial Investimentos, citada na Operação Carbono Oculto e alvo de bloqueio de R$ 176 milhões em ação proposta pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governo usa seus recursos em fundos como parte de uma estratégia para atrair investimentos ao setor produtivo. Atualmente, são seis Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e 12 Fundos de Investimento em Participações (FIPs). Os fundos com presença do governo são o Bandeirantes FIDC do Agronegócio, com R$ 49,8 milhões em participações, e o Lacan IV Feeder Private, com R$ 45,3 milhões em participações. A Genial participa como administradora, uma função operacional, e os fundos têm duas gestoras independentes, responsáveis pela alocação dos investimentos. Administradora O Banco Genial também foi alvo de bloqueio, que mira R$ 176 milhões em fundos. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que representa o governo, no âmbito da Operação Carbono Oculto, que investiga o uso de estruturas da Faria Lima para esconder dinheiro do crime organizado, incluindo a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O objetivo do pedido foi impedir o esvaziamento patrimonial dos alvos e alcança bens das distribuidoras de combustíveis Aster e Copape, dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Ambos estão foragidos e fizeram proposta de delação premiada, que já foi rejeitada pelo Ministério Público paulista. A medida faz parte de ação cautelar que busca recuperar R$ 7,6 bilhões dos empresários. O valor é referente a impostos, como ICMS, além de multas e juros, devidos pelo grupo ao estado de São Paulo. A Genial Investimentos é citada sete vezes no documento que deu suporte à primeira fase da Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. O banco afirma não ser investigado na operação. “Sua participação no caso decorre da atuação como administradora fiduciária de fundo de investimento específico, tendo prestado os esclarecimentos solicitados às autoridades competentes, com as quais vem colaborando desde que tomou conhecimento dos fatos”, afirma a instituição. O que diz o governo A Desenvolve SP afirma não possuir fundos na Genial como gestora. “Nos casos citados, a instituição atua exclusivamente como administradora fiduciária, função regulatória e operacional responsável pelo cumprimento das normas e do enquadramento legal, sem participação nas decisões de investimento. Os ativos são administrados por gestores independentes, conforme previsto na estrutura do mercado de capitais”, diz a nota da agência do governo. De acordo com a Desenvolve SP, os investimentos são monitorados e “não há impacto identificado sobre os fundos mencionados”. “Caso seja identificada qualquer desconformidade regulatória, a instituição irá solicitar a substituição do administrador fiduciário”, acrescentou a nota. Além disso, a agência afirmou que a seleção de fundos e gestores segue critérios técnicos. Sobre a ação da PGE, o governo informou que ela está em segredo de Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMP-SPProcuradoria-Geral do Estado PGERepublicanos Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 11/05/2026 Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram](https://politicariabrasileira.blog.br/41-dos-brasileiros-afirmam-conviver-com-o-crime-organizado-no-bairro-onde-moram/): 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Presença de facções e milícias deixa de ser exceção das metrópoles para se capilarizar pelo interior, segundo relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Por Bianca Muniz | g1 10/05/2026 CV domina confrontos entre facções atua em 10 estados — Foto: Divulgação São Paulo – A presença do crime organizado no Brasil deixou de ser um fenômeno restrito a áreas específicas para se tornar uma experiência disseminada. De acordo com o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” divulgado neste domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 41,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais reconhecem a presença de grupos criminosos organizados, como facções ou milícias, no bairro onde residem. O dado indica que cerca de 68,7 milhões de pessoas convivem diretamente com o poder territorial exercido por essas organizações. Embora a percepção da presença desses grupos seja mais acentuada nas capitais (55,9%), o fenômeno já se capilarizou pelo país. Nos municípios da região metropolitana, o índice é de 46,0%, e mesmo nas cidades do interior, mais de um terço da população (34,1%) identifica a atuação de facções em sua vizinhança. Essa expansão reflete, segundo o relatório, um processo de difusão territorial e nacionalização de grupos como o PCC e o Comando Vermelho, que transformaram o interior em entrepostos logísticos e espaços de disputa armada. Para a maioria dos que reconhecem a presença desses grupos, a atuação do crime não é invisível: 61,4% dos entrevistados (42,2 milhões de pessoas) afirmam que o crime organizado influencia muito ou moderadamente as decisões e as regras de convivência local. Segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, essa regulação do cotidiano por essas organizações é chamada de governança criminal. “Você tem o poder do Estado, mas também tem o poder do crime, que se coloca como um regulador da vida das pessoas que vivem nesses territórios e que, enfim, impõe uma série de regras e normas sobre o que pode e o que não pode ser feito nesses lugares”, explica Samira. Esse cenário cria o que a literatura acadêmica chama de “duopólio de violência”, onde o Estado e o crime coexistem na ordenação da vida diária. A consequência imediata é a imposição de uma disciplina social baseada no medo, como observado nos resultados: 81,0% temem ficar no meio de um confronto armado; 74,9% evitam frequentar certos locais; 71,1% têm medo de ter um familiar envolvido com o tráfico; 65,2% evitam circular em determinados horários; 64,4% têm medo de sofrer represálias caso denunciem crimes; 59,5% evitam falar sobre política no bairro; 12,5% sentem-se obrigados a contratar serviços (como internet ou TV a cabo) indicados pelo crime organizado; 9,4% se sentiram obrigados a comprar determinados produtos ou marcas, impostos pelo crime organizado aos comércios locais. O salto na vitimização O relatório mostra, ainda, que residir em um território com presença do crime organizado impacta a probabilidade de ser vítima de violência. Enquanto a média nacional de vitimização é de 40,1%, nos bairros dominados por facções esse índice sobe para 51,1% — um salto de 11 pontos percentuais. Nesses locais, há um aumento sistemático em diversas modalidades criminosas: o índice de pessoas que tiveram um familiar ou conhecido assassinado sobe de 13,1% para 17,6%, e as vítimas de golpes financeiros digitais saltam de 15,8% para 21,4%. Crimes de rua também são mais frequentes: o roubo de celular cresce de 8,3% para 12,1% e o roubo à mão armada passa de 3,8% para 6,5%. 🔎 A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios. Notícia anteriorPróxima notícia Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 11/05/2026 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/hugo-motta-tambem-propos-lei-para-favorecer-interesses-de-vorcaro-e-do-banco-master/): Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Presidente da Câmara, assim como Ciro Nogueira, alvo da PF por supostamente receber propina de Vorcaro, apresentou emenda que beneficiaria o banco pivô de fraude financeira Por Ivan Longo | Fórum 10/05/2026 O presidente da Câmara Hugo Motta – Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master e a influência de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional revelou que, além da chamada “Emenda Master” apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também apresentou uma proposta legislativa que beneficiou setores ligados aos negócios do ex-banqueiro. Ciro Nogueira virou alvo da Operação Compliance Zero por suspeita de atuar em favor dos interesses de Vorcaro no Senado e a PF menciona na investigação, também, uma emenda apresentada por Hugo Motta, em dezembro de 2023, ao projeto que regulamentou o mercado de carbono no Brasil. O dispositivo, incorporado à versão final da lei, obrigou entidades de previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investirem parte de suas reservas em créditos de carbono ou fundos ligados a esses ativos. Na prática, a medida criou um mercado cativo para empresas do setor. Segundo a investigação, uma das companhias potencialmente beneficiadas era a Golden Green Participações, empresa do mercado de carbono conectada à rede de fundos abastecida com recursos ligados ao Banco Master. Outra empresa citada pela PF é a Global Carbon, que também possuía investimentos de fundos vinculados à estrutura financeira de Vorcaro. Emenda de Motta virou alvo de questionamento no STF A alteração apresentada por Hugo Motta foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). A entidade afirma que a obrigação criada pela emenda poderá injetar até R$ 9 bilhões anuais em um mercado que não teria capacidade de absorver esse volume. Especialistas do setor ambiental também criticaram a medida. O pesquisador Shigueo Watanabe Jr., do Climainfo, afirmou que o texto criou um “mercado cativo” para empresas de crédito de carbono. Hugo Motta negou irregularidades e afirmou que a proposta foi resultado de um “acordo partidário”. O presidente da Câmara declarou ainda que “o ato de legislar não é crime”. A “Emenda Master” de Ciro Nogueira As investigações indicam que Daniel Vorcaro acompanhava diretamente projetos de interesse do Banco Master no Congresso, incluindo propostas relacionadas ao mercado de carbono, à transição energética e ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a PF, o empresário chegou a determinar a retirada de envelopes com minutas de projetos de lei na residência de Ciro Nogueira para revisão posterior. No centro da investigação está a chamada “Emenda Master”, apresentada pelo senador do PP para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do FGC por investidor. De acordo com decisão do ministro André Mendonça, a PF afirma que o texto da proposta foi elaborado pela assessoria do Banco Master e reproduzido integralmente por Ciro Nogueira no Senado. Mensagens obtidas pela investigação mostram Vorcaro comemorando a apresentação da proposta. “Saiu exatamente como mandei”, escreveu o empresário, segundo os autos. Propina a Ciro Nogueira Na decisão que autorizou buscas e apreensões contra Ciro Nogueira, André Mendonça afirma que o senador, segundo as investigações,  seria o “destinatário central” de supostas vantagens indevidas relacionadas ao esquema investigado. A PF aponta que Ciro Nogueira teria recebido propina de Vorcaro em  pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de viagens internacionais, voos privados, hospedagens, restaurantes, uso de imóvel de alto padrão e possível recebimento de dinheiro em espécie. O objetivo seria que o senador defendesse os interesses do Banco Master no Congresso. A quinta fase da Operação Compliance Zero teve mandados cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Piauí. A PF investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Notícia anterior Banco MasterDeputado Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master 10/05/2026 Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado 10/05/2026 Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-troca-triplex-por-mansao-projetada-por-arquiteto-renomado/): Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Senador usou triplex comprado por R$ 22 milhões em São Paulo 1 mês antes de apresentar a “emenda Master” para trocar por mansão nos Jardins Por Renan Porto | Metrópoles 10/05/2026 Fábio Vieira/Especial para o Metrópoles Alvo da Polícia Federal (PF) por suspeita de corrupção no escândalo do Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) será dono de uma mansão de 878 metros quadrados no Jardim Europa, um dos bairros mais luxuosos de São Paulo. Segundo o próprio parlamentar, quando o imóvel ficar pronto, ainda neste ano, deverá valer cerca de R$ 30 milhões. O valor é impulsionado pelo projeto do renomado arquiteto Arthur Casas Mattos, premiado internacionalmente por construções em países como França, Japão e Estados Unidos, e no Brasil por projetos como o do Hotel Emiliano, do Rio de Janeiro. Como revelou o Metrópoles neste domingo (10/5), a mansão foi trocada por uma cobertura triplex que Ciro Nogueira comprou por R$ 22 milhões em julho de 2024, 26 dias após apresentar a chamada “emenda Master” no Senado, que beneficiaria o banco de Daniel Vorcaro. O imóvel está sendo adquirido por Ciro em negociação com o amigo Antônio Rocha Neto, empresário dos ramos de educação e transportes. O acordo estabelece que, em troca da mansão, o senador deve entregar o triplex, que fica na Rua Oscar Freire. O apartamento também está em fase final de construção e, segundo Ciro, também valerá em torno de R$ 30 milhões quando ficar pronto. A mansão terá design modernista, com linhas retas e concreto aparente em tom bege, marcas registradas de Arthur Casas. Além de um estacionamento no subsolo, são quatro andares recheados de cômodos espaçosos, uma academia e até um SPA no último pavimento. A casa tem quatro quartos, sendo um deles a suíte master, com closet e vista para a piscina e um jardim de inverno. O senador e sua companheira, Lorena Furtado, pediram uma série de alterações no projeto original, com o objetivo de adequá-lo às necessidades do casal. Uma das mudanças atendidas pela equipe de Arthur Casas foi a transformação do home theater, que estava previsto para o terceiro andar, em um luxuoso espaço para festas, com bar e mesa de DJ. A ideia seria usar o imóvel como uma “casa de negócios”. No início de abril, o Metrópoles esteve no imóvel e apurou que a mansão deve ficar pronta no início do segundo semestre deste ano. Triplex por mansão A futura mansão de Ciro Nogueira foi construída pelo empresário Antônio Rocha Neto, de quem o senador diz ser amigo há mais de 20 anos. Rochinha, como é conhecido, comprou o terreno no Jardim Europa em julho de 2023 por R$ 6 milhões, contratou o Studio Arthur Casas para realizar o projeto e uma construtora para colocá-lo de pé. Procurado pela reportagem, ele disse que pretendia morar no imóvel, mas mudou de ideia após sua família ser vítima de um assalto. “Decidi fazer a permuta com Ciro por esse motivo. A casa era para eu morar com a família. Mas depois desse assalto mudamos de ideia”, disse o empresário, sem revelar quanto gastou na construção. Desde o início do ano, os arquitetos da mansão passaram a lidar com Ciro e Lorena, que propuseram mudanças na estrutura do imóvel. O casal foi informado que, como a maior parte da construção é de concreto maciço, isso não seria possível. Eles tiveram que se contentar com alterações no interior dos cômodos, como a substituição do home theater pelo espaço para festas. Nos últimos meses, Lorena participou de uma série de reuniões no Studio Arthur Casas e fez visitas à obra para acompanhar o andamento da construção. A companheira de Ciro também tem ido a lojas de móveis para escolher os itens que vão preencher a futura propriedade. Sociedade com Vorcaro O triplex oferecido por Ciro Nogueira na troca pela mansão no Jardim Europa foi adquirido em julho de 2024, por R$ 22 milhões, três meses após o senador se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos elos entre o parlamentar e o banco envolvido na fraude bilionária contra o sistema financeiro. Na última quinta-feira (7/5), Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Ao Metrópoles, o parlamentar disse que a compra do triplex por R$ 22 milhões ocorreu mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e o restante em dinheiro, de forma parcelada. Segundo o senador, faltam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e R$ 6,7 milhões na entrega das chaves. “Todo o imóvel foi negociado com a construtora e pago 100% por minha empresa”, afirmou Ciro, referindo-se à CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa suspeita de ter sido usada por ele para receber pagamentos ilícitos do Master.   O imóvel entregue pelo senador na negociação, localizado no 1º andar, teria sido adquirido em 18 de janeiro de 2023, pouco após o início das obras do empreendimento. Ele afirma que, enquanto o imóvel era construído, chegou a discutir a possibilidade de trocá-lo por um outro apartamento do prédio, no 17º andar, mas acabou desistindo e depois fazendo a troca pelo triplex. Ciro Nogueira afirmou que a compra do primeiro imóvel no prédio ocorreu muito antes de ele conhecer Daniel Vorcaro. Mesada De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em 13 de agosto de 2024, 26 dias após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Ao representar pelos mandados da quinta fase da Compliance Zero, a PF cita uma mensagem em que Daniel Vorcaro afirma que a emenda “saiu exatamente como mandei”. Em troca, segundo a investigação, o senador - [Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-comprou-triplex-de-r-22-milhoes-em-sp-1-mes-antes-de-emenda-master-video/): Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Alvo da PF por suspeita de corrupção no caso Master, senador Ciro Nogueira adquiriu triplex de 514 m² após virar sócio de Daniel Vorcaro Por Renan Porto | Metrópoles 10/05/2026 Arte/Metrópoles O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou cobertura triplex de R$ 22 milhões em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo três meses após se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos elos entre o parlamentar e o banco envolvido na fraude bilionária contra o sistema financeiro. Na última quinta-feira (7/5), Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo a PF, ele recebia mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil do banqueiro. O senador e presidente nacional do PP nega as acusações. Com 514 metros quadrados, o triplex comprado por Ciro está em fase final de construção e fica na badalada Rua Oscar Freire, na zona oeste de São Paulo, famosa pelas lojas de grife e por restaurantes da alta gastronomia. A aquisição do imóvel, que tem três suítes e três vagas de garagem, ocorreu em julho de 2024, diretamente com a incorporadora RFM, responsável pelo prédio. Em 13 de agosto daquele ano, Ciro apresentou emenda à PEC nº 65/2023 ampliando a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, um pleito do Master, que já enfrentava grave crise de liquidez. A PF aponta que a emenda foi elaborada pela assessoria do banco e apresentada de “forma integral” por Ciro no Senado. Mensagem capturada pela PF mostra que, logo após a publicação da emenda, Vorcaro disse que o texto “saiu exatamente como mandei”. Ao Metrópoles, Ciro disse que o acordo de compra do triplex prevê o pagamento dos R$ 22 milhões mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e o restante em dinheiro, de forma parcelada. Segundo o senador, faltam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e R$ 6,7 milhões na entrega das chaves. “Todo o imóvel foi negociado com a construtora e pago 100% por minha empresa”, afirmou Ciro, referindo-se à CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa suspeita de ter sido usada por ele para receber pagamentos ilícitos do Master.   O imóvel entregue pelo senador na negociação, localizado no 1º andar, teria sido adquirido em 18 de janeiro de 2023, pouco após o início das obras do empreendimento. Ele afirma que, enquanto o imóvel era construído, chegou a discutir a possibilidade de trocá-lo por um outro apartamento do prédio, no 17º andar, mas acabou desistindo e depois fazendo a troca pelo triplex. Segundo o próprio senador, o imóvel na cobertura valeria hoje em torno de R$ 30 milhões. Troca do triplex por mansão Em março deste ano, Ciro decidiu fazer nova troca, mesmo com parcelas do apartamento ainda pendentes. Desta vez, por uma casa de altíssimo padrão no Jardim Europa, bairro repleto de mansões na zona oeste paulistana. O imóvel, de 878 metros quadrados, que também está em fase final de construção, é assinado pelo renomado arquiteto Arthur Casas Mattos, premiado internacionalmente por projetos como o do Hotel Emiliano, no Rio de Janeiro, e da Villa Dubrovnik, na Croácia. A negociação foi feita com o empresário Antônio Rocha Neto, amigo de Ciro que atua no ramo de educação e transportes. Rochinha, como é conhecido, adquiriu o terreno que dará lugar à casa em julho de 2023 por R$ 6 milhões, contratou o escritório de arquitetura para fazer o projeto e uma construtora para colocá-lo de pé. Desde o início do ano, no entanto, a equipe de arquitetos passou a responder diretamente ao senador e à sua namorada, Lorena Furtado. De acordo com fontes envolvidas na obra, o casal pediu uma série de alterações no projeto, como a substituição de uma sala de home theater por um luxuoso espaço para festas, com bar e mesa de DJ. A ideia de Ciro seria utilizar o imóvel como uma “casa de negócios”. No início de abril, a reportagem esteve na mansão, que também contará com piscina aquecida, jardins de inverno, academia e até um SPA no último andar. Segundo o senador, quando a casa no Jardim Europa ficar pronta, terá valor de mercado equivalente ao do triplex, em torno de R$ 30 milhões. A expectativa é que Ciro possa desfrutar de sua mais nova propriedade a partir do início do segundo semestre deste ano. Procurado pela reportagem, Antônio Rocha Neto disse que pretendia morar no imóvel projetado por Arthur Casas, mas mudou de ideia após sua família ser vítima de um assalto. “Decidi fazer a permuta com Ciro por esse motivo. A casa era para eu morar com a família. Mas, depois desse assalto, mudamos de ideia”, disse o empresário, sem revelar quanto gastou na construção. Ciro e Master De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024, 26 dias após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Banco Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda não avançou. O Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, com a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro pela primeira vez, por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Ao todo, o FGC pagará R$ 40 bilhões para 800 mil pessoas que tinham até R$ 250 mil investidos no Master. Ao representar pelos mandados contra Ciro Nogueira, deferidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cita mensagens de Vorcaro dizendo que a emenda havia saído “exatamente como mandei” e diálogos do banqueiro com o primo Felipe Vorcaro que indicam pagamentos - [Governo do RJ desistiu de comprar Black Hawk de R$ 70 milhões ao desconfiar que helicóptero de guerra era usado](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-do-rj-desistiu-de-comprar-black-hawk-de-r-70-milhoes-ao-desconfiar-que-helicoptero-de-guerra-era-usado/): Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Levantamento do g1 identificou ligações entre participantes da licitação, suspeitas sobre a procedência da aeronave e questionamentos técnicos sobre o uso do helicóptero militar em operações urbanas no Rio. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 10/05/2026 Black Hawk da Força Aérea Brasileira — Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira O governo em exercício do Rio de Janeiro suspendeu a compra de um helicóptero Black Hawk para a Polícia Militar após identificar uma série de problemas no processo de licitação e por desconfiar que a aeronave era usada. O Black Hawk é um helicóptero militar multifuncional fabricado nos Estados Unidos pela Sikorsky Aircraft e utilizado por forças armadas e órgãos de segurança de diversos países. Conhecida pela resistência e capacidade operacional em áreas de combate, a aeronave pode ser usada em missões de transporte de tropas, resgate, evacuação médica e ações táticas. Levantamento realizado pelo g1 nos últimos três meses aponta que ao menos duas empresas que participaram da concorrência eram ligadas a um mesmo empresário: Fernando Carlos da Silva Telles, de 55 anos. Tico-Tico, como é chamado, é conhecido no meio de prestação de serviços de helicópteros por já ter participado de concorrências e, em alguns casos, suas aeronaves apresentarem problemas para administrações públicas, seja na gestão estadual ou federal. Fernando Telles aparece no processo de licitação como representante da empresa Flyone. A concorrência para a cessão do Black Hawk foi ganha pela Blue Air. Documento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que seu sobrinho, Daniel de Sousa Freitas da Silva Telles, é diretor de operações da empresa. O Ministério Público Federal apura acidentes ocorridos com aeronaves da Flyone no Acre, quando Tico-tico era responsável pela empresa. O contrato assinado com o governo federal prevê o transporte de alimentos e medicamentos para povos originários. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com Fernando Telles, o Tico-tico, ou com seu sobrinho, Daniel. R$ 70 milhões A aquisição do helicóptero blindado custaria US$ 12,6 milhões ou R$ 70,3 milhões aos cofres estaduais na conversão do dólar no dia que o negócio foi fechado. A justificativa para se adquirir a aeronave era que a polícia precisava de um equipamento com forte blindagem para atuar em áreas conflagradas no Rio de Janeiro. Após mais de um ano de tramitação da licitação, a empresa Blue Air Táxi Aéreo foi a escolhida para fornecer a aeronave de guerra à PM do Rio. A Blue Air mantém sedes em um hangar no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e em Alagoas. A empresa atua principalmente nos setores de táxi aéreo e serviços aeromédicos, com aeronaves equipadas para remoção de pacientes em emergências. É assim que ela está registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Como foi o processo A concorrência começou em 2024, quando o governo do estado decidiu abrir licitação para a compra de um helicóptero blindado para a Polícia Militar. De acordo com o edital, antes os disparos contra o Caveirão do ar, que é como o helicóptero blindado da PM é chamado, eram “voltados para possibilitar a fuga de criminosos, agora (segundo a corporação) têm o objetivo de abater os helicópteros”, o que pode retirar de uma circulação um equipamento da polícia. Além disso, a PM considera que a aeronave “oferece grande poder de dissuasão e vantagem tática, aumentando a segurança da tropa e a probabilidade de êxito nas missões”. De acordo com a corporação, houve um aumento da ordem de 66,6% na quantidade de avarias causadas por disparos de armas de fogo em helicópteros do Grupamento Aeromóvel (GAM) no último ano. Entre 2022 e 2025, todas as avarias ocorreram no helicóptero de matrícula PR-COE, modelo Huey II, o único blindado da frota de 7 aeronaves. A equipe responsável pela licitação levantou no mercado 15 possíveis modelos de helicópteros blindados. Apenas um era o Black Hawk. Em 11 de agosto, já durante o andamento do processo, a Polícia Militar realizou uma audiência pública para discutir questionamentos apresentados por empresas interessadas na disputa. Parte das críticas feitas por outras empresas apontava que os requisitos do edital poderiam restringir a concorrência e indicar direcionamento. Quando a Aeronáutica adquiriu aeronaves Black Hawk, por exemplo, optou por não exigir a licitação, sob a justificativa de que se tratava de um equipamento específico, sem similar no mercado nacional e que apenas a empresa americana ACE Aeronautics seria a única capaz de fornecer esse tipo de helicóptero. Na audiência promovida pela PM estavam representantes das empresas participantes e integrantes da corporação. Entre os presentes estava Fernando Telles, que assinou a lista de presença como representante da Flyone. A Blue Air, segundo a ata da reunião obtida pelo g1, não enviou representantes ao encontro. No mês seguinte, a Flyone não apresentou proposta, enquanto a Blue Air surgiu pela primeira vez na concorrência e acabou no fim do ano de 2025 declarada vencedora. O valor apresentado — pouco mais de US$ 12,6 milhões — chamou atenção por ficar abaixo do preço pago pela Aeronáutica na compra de 11 helicópteros Black Hawk em 2025, quando cada unidade custou, em média, US$ 20,9 milhões. Ligações suspeitas A diferença de valores levantou uma suspeita do governo em exercício: a possibilidade de o helicóptero destinado ao Rio ter peças de segunda mão. Em meio a esse processo licitatório a Ambipar adquiriu a Flyone e, em novembro, demitiu Fernando Telles. Já em 2026, o representante da Blue Air, Renato Carriço dos Santos, apareceu em vídeo ao lado do ex-governador Cláudio Castro e do secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, para anunciar a compra do helicóptero. Na ocasião, Castro comemorou a aquisição da aeronave. Carriço mora em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e trabalhou como controlador técnico de manutenção da Aeronáutica. Entre janeiro de 2000 e agosto de 2025, foi funcionário da Ancoratek Manutenção de Aeronaves, empresa que teve Fernando Telles como proprietário. A Ancoratek foi investigada pela Marinha após um acidente com um helicóptero na Base Naval de São Pedro da Aldeia, em 2023. Documentos da Agência Nacional de - [O excesso de esperteza que pode engolir Cláudio Castro](https://politicariabrasileira.blog.br/o-excesso-de-esperteza-que-pode-engolir-claudio-castro/): O excesso de esperteza que pode engolir Cláudio Castro Ao manipular sucessão, ex-governador do Rio abriu caminho para desembargador promover devassa em sua gestão Por Bernardo Mello Franco | O Globo 10/05/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o governador interino do estado, desembargador Ricardo Couto — Foto: Fotos de Brenno Carvalho e Alexandre Cassiano/O Globo A lição costumava ser repetida por políticos mineiros da velha guarda: a esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono. Cláudio Castro se julgou esperto ao negociar a renúncia do vice-governador eleito em sua chapa em 2022. Queria abrir caminho ao presidente da Assembleia Legislativa, que disputaria a eleição de outubro na cadeira de governador. O vice saiu da fila, mas o presidente da Alerj acabou preso sob suspeita de favorecer o Comando Vermelho. Quando Castro renunciou para fugir da cassação, o estado caiu no colo do presidente do Tribunal de Justiça. Era o único na linha sucessória que não devia nada a ele. O desembargador Ricardo Couto assumiu em 23 de março. Avisou que não faria mudanças drásticas porque esperava sair de cena em poucos dias. Mantido no cargo por decisão do Supremo, abandonou o estilo discreto e deu início a uma devassa na administração estadual. Em sete semanas, já demitiu mais de 1.700 ocupantes de cargos comissionados e trocou 10 dos 35 secretários. Na sexta-feira, foi a vez do Detran. Couto exonerou o presidente, ligado ao ex-deputado Márcio Canella, e nomeou um ex-comandante do Bope. O órgão de trânsito era tido como um dos maiores focos de corrupção do Rio. O governo interino recebeu relatos de fraudes em contratos e serviços, além de cobrança de propina a motociclistas reprovados em exames de direção. O desembargador encontrou uma máquina partida ao meio. Metade do primeiro escalão pertencia ao ex-governador, que chegou a presentear um compadre com a Secretaria do Ambiente. Outra metade estava lotada entre aliados de Bacellar, que usava o governo para atender sua clientela na Alerj. Para multiplicar os cargos, Castro criou até uma Subsecretaria de Gastronomia, subordinada à Casa Civil. O órgão era controlado pelo deputado Eduardo Pazuello, o general da pandemia. O cabide contava com uma pitoresca Superintendência de Demandas Cotidianas. Tudo foi extinto pelo governador em exercício. A lógica da partilha política também dominava o Segurança Presente, que não estava sujeito ao comando das polícias. As equipes de patrulhamento eram indicadas por deputados, prefeitos, vereadores e apaniguados. Em Saquarema, quem mandava era Fabrício Queiroz, o notório operador da rachadinha de Flávio Bolsonaro na Alerj. Ao transferir o programa para a Secretaria da PM, Couto se virou alvo de protestos. Em vídeo nas redes sociais, o deputado Alexandre Knoploch ameaçou usar “instrumentos” legislativos para derrubar a medida do governador. O parlamentar não é o único insatisfeito com as mudanças no Rio. Em encontro recente, Castro reclamou das demissões e perguntou se o governador em exercício se considerava seu amigo. Couto respondeu que sim, mas não se fez de rogado. “Se um dia você for preso, vou à cadeia levar cigarros”, ironizou. A esperteza, como ensinavam os mineiros, ainda pode engolir o dono. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalDetranGovernadorPL Partido LiberalPolícia Militar PMRegião do Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJSenadorTJ-RJ Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master 10/05/2026 Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Governo do RJ desistiu de comprar Black Hawk de R$ 70 milhões ao desconfiar que helicóptero de guerra era usado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos após ter acenado com fim de reeleição](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-fala-em-governo-de-ate-8-anos-apos-ter-acenado-com-fim-de-reeleicao/): Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos após ter acenado com fim de reeleição Discurso a empresários de SC contraria proposta para atrair aliados; presidenciável promete nova reforma tributária Flávio também cita esquerda insignificante por 40 anos e critica resultado de reunião de Lula com Trump Por Italo Nogueira e Leon Ferrari | Folha de S.Paulo 09/05/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Senado Federal durante a sabatina de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) – Gabriela Bilo – 29.abr.26/Folhapress Rio de Janeiro e Florianópolis – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mencionou em discurso nesta sexta-feira (8) a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos.   A fala, feita de improviso a empresário em Santa Catarina, contraria o aceno feito por Flávio a aliados de que, se vencer em outubro, vai deixar o caminho livre para outros postulantes em 2030. O senador tem se posicionado contra a reeleição.   “O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello, governador de SC], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias'”, afirmou o senador.   Flávio anunciou em fevereiro que protocolou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição no país. A medida mira atrair o endosso de governadores, lideranças e partidos que estão na fila para disputar o Palácio do Planalto em um cenário sem Lula (PT) ou Bolsonaros nas urnas.   Um dos principais destinatários do aceno de Flávio é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que em 2030 terá a corrida presidencial como opção natural, depois de tentar a reeleição neste ano. Interlocutores do senador negam, porém, que já exista algum acordo prévio com o governador para que ele seja o próximo presidenciável da direita bolsonarista.   No discurso, Flávio também falou que a esquerda será insignificante por até 40 anos, caso ele vença a eleição.   “A gente vai botar um fim no ciclo do PT nesse país. Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”, afirmou.   Flávio discursou ao lado do governador Jorginho Mello (PL), pré-candidato à reeleição, da deputada Caroline de Toni (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidatos ao Senado. Ele reafirmou o apoio à dupla do PL, decisão que provocou racha com aliados no estado.   O senador também fez críticas à política externa e à condução econômica do governo Lula.   Ao comentar a visita do presidente a seu homólogo norte-americano, Donald Trump, disse que o petista perdeu uma oportunidade de intensificar o combate ao crime organizado.   “O Lula perdeu mais uma oportunidade de ir lá para os Estados Unidos e começar a combater de verdade as organizações criminosas aqui no Brasil. Mas não, ele vai para lá, não traz absolutamente nada de concreto, de notícia boa para o povo brasileiro. Parece que foi, mais uma vez, defender os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC, ao invés de fazer uma parceria com os Estados Unidos, Israel, Argentina”, afirmou.   Flávio também disse que pretende propor uma nova reforma tributária, para alterar a aprovada no Congresso nesta Legislatura, após proposta do governo Lula. O senador afirmou que pretende reduzir impostos sem indicar compensação de receitas, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.   “Eu quero começar a minha transição ainda, se Deus quiser, após os resultados das eleições, já mandando para o próprio Congresso Nacional uma nova reforma tributária, que não tem que ser neutra. […] A lei diz que você não pode diminuir o imposto sem dizer como é que você compensa essa perda de arrecadação. Isso vai mudar porque o [ex-] presidente [Jair] Bolsonaro provou que, com um governo moderno, com um governo que não rouba, com um governo enxuto, com um governo digitalizado, você pode baixar o imposto, que a arrecadação vai aumentar. E as consequências são maravilhosas para todo mundo.” Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalGovernadorPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRepublicanosRio de Janeiro RJSenadorVereador Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [“Tive uma arma apontada na minha cara"](https://politicariabrasileira.blog.br/tive-uma-arma-apontada-na-minha-cara/): “Tive uma arma apontada na minha cara” Como Pierre Alcolumbre, primo do presidente do Senado, está tentando varrer do mapa uma pequena comunidade na periferia de Macapá Por Camille Lichotti e Allan de Abreu | Piauí 09/05/2026 À esquerda, a fileira da casas que compõem a comunidade Lagoa de Fora; à direita, esvaziado, o terreno de Pierre Alcolumbre – Crédito: Reprodução Brasília e Rio de Janeiro – Lagoa de Fora é uma comunidade pacata da periferia de Macapá. Fica na Zona Oeste da cidade, em uma área pouco urbanizada às margens da Estrada de Ferro Amapá. Os primeiros moradores se instalaram nessa região no começo dos anos 2000. Compraram os terrenos de posseiros, por valores entre 10 mil e 40 mil reais, e construíram casas simples de alvenaria que, enfileiradas, formam um L ao contrário. São sessenta residências ao todo. Vivem ali pequenos produtores agrícolas e trabalhadores informais, alguns deles beneficiários de programas de transferência de renda. Cerca de 40% dos habitantes de Lagoa de Fora recebem menos de um salário mínimo por mês, segundo dados do governo do Amapá. No dia 16 de novembro de 2025, um domingo, essa pequena comunidade foi surpreendida de manhã com a chegada de uma retroescavadeira que derrubou árvores, arrasou quintais e destruiu uma horta comunitária de onde provinham comida e algum dinheiro para quem vendia parte da colheita. Os moradores, espantados, buscaram uma explicação. Não tardaram a descobrir que a máquina estava a serviço de um vizinho: o empresário Pierre Alcolumbre, primo do senador Davi Alcolumbre (União-AP) e dono de uma propriedade rural contígua às casas. Pierre reivindica parte do território onde se ergueu Lagoa de Fora. Diz que as casas foram construídas irregularmente e invadiram sua propriedade. Os moradores contestam a acusação. A disputa se insere num imbróglio fundiário tão antigo quanto o Amapá, e sobre o qual não houve até hoje decisão definitiva do poder público. Nos últimos meses, porém, mesmo sem qualquer amparo judicial, Pierre começou a fazer investidas contra a comunidade, no intuito de expulsá-la dali. Naquele domingo, a Polícia Militar, acionada pelos moradores, impediu que a retroescavadeira derrubasse casas. Mas foi só o começo. Moradores de Lagoa de Fora relatam que, desde então, passaram a ser pressionados e ameaçados por pessoas ligadas a Pierre – entre eles Wilton dos Santos Teixeira, sócio do empresário na Ariri, uma construtora e incorporadora de empreendimentos imobiliários. Com base nos depoimentos dos moradores, a Defensoria Pública da União (DPU) abriu uma ação de manutenção de posse para garantir a permanência da comunidade. No processo, acusa Pierre de ameaça, turbação (isto é, limitar ou dificultar que alguém use um terreno ao qual tem direito) e esbulho (quando se toma, de forma indevida, o terreno de outra pessoa). A DPU afirma, na ação, que “o desalojamento forçado”, em pleno período de chuvas amazônicas, “configura violação frontal ao direito fundamental à moradia”. Foram anexados ao processo quatro boletins de ocorrência registrados por moradores da comunidade desde o final do ano passado. Em um deles, uma moradora relata que os funcionários de Pierre agiram com “truculência, ignorância e intimidação” quando questionados sobre a derrubada das árvores. No boletim mais recente, registrado em 9 de março, os moradores relataram à polícia ter perdido a principal via de acesso à comunidade. Segundo eles, o Ramal do Gaúcho, uma estrada que conecta Lagoa de Fora às rodovias AP-440 e BR-210, ficou intransitável depois que funcionários de Pierre abriram valas na terra batida. O ramal era o caminho por onde passavam as vans que levavam as crianças da comunidade até a escola. Mas as intervenções de Pierre e seu sócio foram além disso. Em 8 de abril, uma inspeção judicial constatou que o empresário construiu um muro com tijolos de concreto que margeia as casas da comunidade, bloqueando janelas e portas – e, com isso, dificultando a circulação das pessoas. Pierre, segundo essa inspeção, também removeu benfeitorias construídas pelos moradores, como “coberturas de áreas externas e estruturas acessórias situadas nos fundos dos imóveis”. Além de registrar boletins de ocorrência, os moradores de Lagoa de Fora entraram em contato com o Amapá Terras e o Incra, órgãos públicos que cuidam, respectivamente, da gestão fundiária no estado e no país. Queriam suporte técnico e orientações para assegurar suas propriedades e a posse do terreno onde foram construídas. Segundo eles, até hoje não receberam resposta. Recorreram então à Defensoria Pública da União, que protocolou a ação no dia 10 de março. O caso corre na 2ª Vara Federal Cível do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A piauí teve acesso aos autos e conversou com duas moradoras, que pediram para ter seus nomes omitidos por temerem retaliações. Uma delas relata ter sofrido uma ameaça direta de Wilton Teixeira no dia 6 de março, quando, segundo ela, o empresário esteve na comunidade. “Tive uma arma apontada para a minha cara”, ela contou à piauí. “Ele disse que, se eu não me calasse, iria para a vala.” O relato não consta no processo judicial, embora Teixeira seja citado pela Defensoria como o principal responsável pelos atos de intimidação relatados pelos moradores. Uma gravação de câmera de segurança obtida pela piauí mostra o empresário, duas semanas depois, abordando uma moradora na porta da casa dela, acompanhado de quatro policiais militares – dois vestiam fardas convencionais, e os outros dois, o uniforme da divisão ambiental da PM do Amapá. Os quatro estavam armados. A piauí perguntou à Secretaria de Segurança Pública do Amapá qual era o motivo da presença desses agentes no local, mas não recebeu resposta. No dia 27 de março, segundo as informações relatadas pela DPU, Teixeira voltou a Lagoa de Fora com um ultimato. Quando o empresário chegou, porém, a maioria dos moradores estava numa manifestação numa rodovia próxima, protestando contra as investidas do vizinho. De acordo com o relato, Teixeira abordou então um casal idoso que estava na comunidade e lhes avisou que parte das casas seria derrubada às seis da manhã do dia seguinte. Alarmados, os moradores procuraram a DPU, que acionou a Justiça. Na mesma noite, - [Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-pode-ter-reinventado-propina-usando-cartoes-de-credito-sem-limite/): Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, implantou um sistema para subornar pessoas, inclusive autoridades, segundo fontes próximas à investigação, que tem sido classificado como “crime perfeito”. Por Cláudio Humberto | Diário do Poder 09/05/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução / Esfera Brasil Em vez de usar malas de dinheiro ou assemelhados, ele distribuiu aos “parceiros” entre 80 e 90 cartões ilimitados, que os permitiam pagar qualquer despesa, de viagens luxuosas a carrões. Como os cartões eram em seu nome, ele apenas informava a senha àqueles beneficiados. Sem rastro O crime seria considerado “perfeito” porque os cartões estavam no nome de Vorcaro e eram emitidos pelo seu banco. Não deixavam rastros. CPMI já sabia O esquema apareceu pela primeira vez na CPMI que investigou o roubo a aposentados e pensionistas, mas a bancada do Planalto agiu. Porta fechada O deputado Evair de Melo (PP-ES) até pediu a convocação dos diretores dos cartões Visa e MasterCard, mas foi rejeitado imediatamente. Fala, Vorcaro A expectativa das autoridades é que Vorcaro detalhe, em sua delação, quem foram os beneficiados pelos cartões distribuídos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMIDeputado FederalPP Progressistas Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado](https://politicariabrasileira.blog.br/agencia-de-conselheiro-de-flavio-bolsonaro-vence-conta-publicitaria-do-senado/): Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Calix vai dividir conta de R$ 90 milhões com Companhia de Comunicação e Publicidade; Senado afirma que edital seguiu critérios técnicos Por Valentina Moreira | SBT News 09/05/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado A agência Calix vai dividir com a Companhia de Comunicação e Publicidade um contrato de R$ 90 milhões para gerir a comunicação institucional do Senado Federal. A Calix pertence a Marcello Lopes, amigo pessoal e conselheiro da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Cada empresa vai trabalhar com um orçamento de R$ 45 milhões. O contrato das empresas terá vigência de um ano, com possibilidade de prorrogação. Conhecido como Marcellão, o marqueteiro tem ganhado protagonismo nos bastidores e é cotado para liderar a comunicação da pré-campanha de Flávio. Questionada pelo SBT News, a assessoria do senador afirmou que a licitação foi conduzida estritamente pela equipe técnica do Senado e que “não guarda qualquer relação direta ou indireta com o senador Flávio Bolsonaro”. A assessoria do Senado também nega qualquer irregularidade (Ver abaixo). A Calix presta serviço para o setor público ao menos desde 2021, quando venceu duas licitações com o governo federal, na época comandado por Jair Bolsonaro (PL): uma no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (R$ 55 milhões), e outra no Ministério dos Transportes (R$ 14 milhões). Os contratos foram prorrogados e seguem ativos. Recentemente, a agência também venceu, com outras três empresas, uma licitação de R$ 300 milhões para prestar serviços de publicidade ao estado de São Paulo. O crescimento da influência de Marcelão vêm gerando incômodo entre pessoas próximas de Flávio. O publicitário adquiriu o status de conselheiro a contragosto daqueles defendem a escolha de Duda Lima para liderar a campanha. Duda, que foi responsável pelo marketing de Jair Bolsonaro em 2022, é próximo Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Enquanto Marcellão é desconhecido do público, mas é considerado um nome leal a Flávio. Na nota enviada à reportagem, a campanha do Flávio disse que “Marcello é apenas amigo do senador e, nos últimos meses, atua pontualmente como conselheiro nesta etapa de pré-campanha”. Já assessoria do Senado, afirmou que a Calix possui “ampla experiência e outros contratos vigentes com a Administração Pública, inclusive com ministérios do Governo Federal, conforme atestados de capacidade técnica apresentados durante a licitação”. A nota ainda afirma que “o processo licitatório observou rigorosamente todos os procedimentos previstos na Lei nº 12.232/2010, que rege as contratações de serviços de publicidade pela administração pública”, e que “não houve recursos em nenhuma das etapas” de avaliação. Por fim, o Senado argumentou que “o objeto da contratação consiste exclusivamente na realização de ações de publicidade institucional, voltadas à divulgação de atos, serviços e iniciativas do Senado Federal, em cumprimento ao princípio constitucional da publicidade e com o objetivo de ampliar o acesso da sociedade à informação. Essas ações não se vinculam a mandatos individuais, nem contemplam promoção de caráter político-partidário ou pessoal de parlamentares”. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado 09/05/2026 Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-luan-lennon-influencer-preso-por-suspeita-de-forjar-furto-no-rio/): Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio Jovem de 23 anos ganhou visibilidade com vídeos de ‘combate à desordem urbana’ e tentou carreira política pelo PL; segundo a polícia, ele simulou um crime para gravar conteúdo. Por g1 Rio 09/05/2026 O influencer Luan Lennon — Foto: Reprodução/Instagram O influenciador Luan Lennon, de 23 anos, foi preso no Centro do Rio de Janeiro pelo crime de denunciação caluniosa, após ter forjado um furto para publicar nas redes sociais. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (7) e é investigado pela 4ª DP (Praça da República). Luan Lennon Camacho Braga Oliveira nasceu em 15 de maio de 2002 e se apresenta nas redes sociais como carioca, empresário e estudante de Direito. Luan se candidatou a vereador em 2024 pelo Partido Liberal (PL), mas não se elegeu, e já presidiu o PL Jovem do RJ. ‘Guerra’ aos flanelinhas O influencer reúne mais de 1 milhão de seguidores em suas redes. Nos perfis, afirma que está “combatendo a desordem em todo o estado”. Recentemente, passou a postar abordagens contra flanelinhas, questionando a cobrança irregular por estacionamento em vias públicas — sempre acompanhado por “auxiliares”. Os vídeos giram em torno de títulos como “Flanelinhas se dando mal no Maracanã!!” e “Guerra contra a máfia!”. Seguem um roteiro que começa com uma “câmera escondida” que flagram a cobrança para estacionar, prosseguem para a abordagem na rua, com voz de prisão, e não raro terminam com correria ou brigas. Juventude do PL Em declarações públicas, Luan associa sua atuação à militância conservadora. Ele se filiou ao PL em 2021 por admiração ao então presidente Jair Bolsonaro. Em um evento do PL no Sul Fluminense, em 2023, Luan declarou que seu objetivo era “mostrar que a juventude de direita tem uma casa”. “Fazemos um núcleo de formação para conseguirmos ter pessoas conservadoras em todos os âmbitos: na cultura, no esporte, na educação, não só na política.” Em entrevista ao jornal O Globo publicada no ano seguinte, afirmou: “Nas ruas, escuto muito que sou o ‘Nikolas carioca’, pela idade e ligação à nossa pauta”, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira, do PL mineiro. Na campanha à Câmara de Vereadores do Rio, em 2024, Luan afirmou que não tinha bens a declarar. Ele obteve 4.208 votos e ficou como suplente. Relembre a prisão Segundo a Polícia Civil do RJ, na última quinta-feira (7) Luan combinou com um flanelinha para que ele oferecesse R$ 30 a um pedestre para furtar um celular que estava dentro de um veículo, que estava propositalmente com as janelas abertas. A ação era filmada pelo próprio influencer, que estava em outro carro. Em seguida, ainda de acordo com os agentes, ele abordou o homem “contratado” para o furto e tentou dar voz de prisão. O pedestre afirmou que não fazia parte do esquema, e a Polícia Militar foi acionada. Todos os envolvidos foram levados para a delegacia. Luan e 2 integrantes da equipe dele foram presos em flagrante por denunciação caluniosa. Não há fiança, e eles passariam por audiência de custódia neste sábado (9). A polícia informou que o grupo ainda pode responder por fraude processual. Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso começou como uma suspeita de furto, mas, após investigação, foi identificado que o crime teria sido forjado. “Com base nas apurações, os policiais realizaram diligências que resultaram na identificação de outras duas pessoas envolvidas no esquema”, diz o comunicado. O g1 tenta contato com a defesa do influencer. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-virou-assombracao-flavio-bolsonaro-ja-benze-o-gabinete/): Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Por Metrópoles 09/05/2026 Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Flávio Bolsonaro provou esta semana que é um herdeiro legítimo não apenas do sobrenome, mas do método. Ao ser confrontado com o escândalo de corrupção que envolve Ciro Nogueira e o Banco Master, o senador não hesitou em empurrar o aliado de longa data para debaixo do ônibus. O que antes parecia ser uma parceria estratégica para 2026, com Ciro sendo ventilado como o vice ideal, foi reduzido por Flávio a uma reles “cortesia”. A “vida como ela é” em Brasília não tem espaço para gratidão. Flávio, que se pelava de medo de ser tragado pelo lamaçal do Banco Master, resolveu largar a mão de Ciro com a mesma velocidade com que o seu pai entregava ministros ao primeiro sinal de crise. Para o filho do capitão, o convite ao senador do PP nunca passou de uma especulação de salão, um agrado feito “lá atrás” que o vento – e a Polícia Federal – trataram de levar. Enquanto Ciro Nogueira tenta equilibrar-se entre carros de luxo confiscados e uma mesada de R$ 500 mil reais, o bolsonarismo já procura um novo hospedeiro. Flávio faz o jogo da pureza conveniente: elogia o ministro André Mendonça por não “perseguir ninguém”, numa tentativa canhestra de se descolar do aliado caído enquanto se afasta do cheiro de queimado. O saldo da semana é cruel para o bolsonarismo (e Centrão). Lula saiu de dos EUA com sorrisos de Trump e um “I love you”, enquanto os adversários terminam a sexta-feira em clima de funeral político, sacrificando Ciro Nogueira no altar da própria sobrevivência. É o descarte por cortesia, uma especialidade do Clã que não garante parcerias e deixa rastro de feridos no campo de batalha. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País](https://politicariabrasileira.blog.br/sonho-da-casa-propria-fica-mais-distante-para-a-classe-media-e-aluguel-dispara-no-pais/): Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País Número de inquilinos cresce, custo de locação dispara e grupo fica espremido entre juros e dificuldade de compra Por Breno Damascena | O Estado de S.Paulo 09/05/2026 Brasileiro tem o salário comprometido, está endividado e encontra dificuldades para poupar Foto: Breno Damascena Há três anos, o professor particular de inglês Rafael Bezerra mora de aluguel em um apartamento de 40 metros quadrados em Santa Cecília, região central de São Paulo. Representante de uma classe média com renda maior, mas sem patrimônio, o carioca de 44 anos almeja comprar um imóvel, porém esbarra no custo da entrada, no peso de um financiamento longo e no encarecimento da vida cotidiana. Bezerra paga R$ 1.890 para locar o apartamento. “Um achado. Já vi imóveis novos na região que custam o dobro”, diz. As contas mensais, despesas com terapia e os custos com lazer tornam ainda mais difícil a tarefa de economizar. Autônomo, sem imóveis de herança e pouca poupança, o professor ajuda a ilustrar como o aluguel está enraizado na economia brasileira. Histórias como a de Rafael estão se tornando mais comuns. Entre 2016 e 2025, o número de imóveis alugados saltou de 12,2 milhões para 18,9 milhões, de acordo com dados da Pnad Contínua. O valor representa um aumento de cerca de 55%. Embora o número de imóveis construídos no País tenha aumentado 18,9% neste período, de 66,7 milhões para 79,3 milhões, quase um quarto é alugado. Em contrapartida, a proporção de domicílios próprios diminuiu de 66,8%, em 2016, para 60,2% em 2025. O número contrasta com o desejo da população: um estudo da Ipsos divulgado no último ano mostrou que 76% das pessoas que pagam aluguel têm interesse em adquirir um imóvel, ainda que 36% delas não acreditem que conseguirão concretizar este desejo. No caso de Rafael, o sonho persiste. Com a expansão do Minha Casa, Minha Vida, que agora engloba famílias com renda de até R$ 13 mil, ele pretende finalmente comprar o próprio imóvel. “Precisei estudar finanças pessoais para aprender a gerir o dinheiro e mudar a dinâmica da minha família, que nunca conseguiu construir patrimônio”, relata. Entrada, financiamento e crédito A taxa de desemprego, atualmente em 6,1%, consolida um mercado de trabalho historicamente aquecido. A inflação acumulada em 12 meses fechou em 4,14% até março, e o PIB de 2025 terminou com alta de 2,3%. Apesar dos indicadores positivos, a percepção do poder de compra diminuiu e as pessoas estão endividadas. De acordo com dados do Serasa, o Brasil chegou a 81,7 milhões de inadimplentes em 2026, um aumento de 38,1% em relação a 2016. O valor das dívidas cresceu 176% no período. Segundo o economista André Sacconato, professor da FIPE/USP, o grupo mais afetado é a classe média. “A classe média teve aumentos reais em salários. Porém, a inflação que atinge esse grupo é maior do que outros estratos sociais. É uma economia baseada em serviços, que estão subindo mais do que outros produtos”, explica Sacconato. “A variação de preços para a classe média é maior do que o crescimento da renda nominal, por isso ela tem a impressão de que está faltando dinheiro.” Neste ambiente de orçamento pressionado, acumular o dinheiro necessário para arcar com 20% a 30% do valor de um imóvel só na entrada parece um sonho distante. E essa é a primeira barreira no momento de decidir sair do aluguel. Soma-se a isso os altos custos do financiamento imobiliário, com taxas anuais acima dos 10%, e criteriosas análises de crédito. A solução para a população de renda inferior se apresentou no fortalecimento e na expansão do Minha Casa, Minha Vida, que se tornou uma das bandeiras do Governo Lula nas últimas décadas. O programa habitacional oferece aos compradores juros mais baixos e acesso mais previsível ao crédito. Foi assim que o MCMV transformou o mercado imobiliário do País nos últimos anos. Dados do Secovi-SP mostram que 54,3% (85,4 mil) das unidades residenciais lançadas em São Paulo se encaixam no programa. Em 2016, o segmento representava apenas 19% dos lançamentos. Ao longo da última década, o programa expandiu e passou a atrair incorporadoras que antes eram especializadas na classe média. Enquanto o segmento econômico se beneficia do MCMV, os ricos acumulam os rendimentos do dinheiro investido com uma Selic a quase 15%. O mercado de luxo e de superluxo em São Paulo movimentou mais de R$ 28 bilhões em 2025 e o número de apartamentos lançados saltou quase 60%. No meio deste movimento, a classe média perdeu espaço no mercado imobiliário. Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca que os recursos da poupança (SBPE), tradicionalmente utilizados para financiar imóveis para a classe média, especialmente via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), estão perdendo a participação no mercado. “Isso torna o crédito mais escasso e caro para quem não se enquadra nos subsídios do MCMV”, explica. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que, de 2016 para 2021, durante a pandemia e quando a taxa de juros chegou a 2%, o número de unidades financiadas via SBPE saltou de 199 mil para 866 mil. No entanto, desde então o número está em retração e fechou 2025 com 457 mil unidades financiadas. “O crédito imobiliário opera hoje com uma composição maior entre o funding da poupança e outras fontes de recurso, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que têm custo de captação mais elevado. Essa dinâmica influencia a taxa final do financiamento e o valor das prestações”, diz a Abecip em nota. No entanto, a entidade afirma que o mercado imobiliário segue resiliente e com expectativa de crescimento de 16% para o crédito imobiliário em 2026. “Além disso, a criação da Faixa 4 representa um avanço relevante, ao oferecer condições de financiamento mais favoráveis para esse público”, afirma. O aluguel da classe média Achatada entre os ricos e os pobres, a classe média é mais impactada pelos juros altos no financiamento, não tem os subsídios do segmento econômico e sofre para acumular o dinheiro da entrada do imóvel. “Sabe aquele meme ‘como juntar dinheiro para emergências se minha vida é um eterno pronto-socorro?’”, brinca a consultora de comunicação Carol Herling. “O - [1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019](https://politicariabrasileira.blog.br/1o-ano-da-pm-de-sc-sem-cameras-corporais-tem-maior-numero-de-mortes-cometidas-por-policiais-desde-2019/): 1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019 Crescimento das operações ampliou exposição ao risco em ocorrências, segundo a corporação. Instituição justifica ainda que confrontos ocorrem da resistência de suspeitos e que os policiais atuam com protocolos. Por Júlia Venâncio, Caroline Borges e Alexia Elias | g1 SC e NSC 08/05/2026 Polícia Militar de Santa Catarina — Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom-SC Santa Catarina registrou 92 mortes provocadas por policiais militares em 2025, o maior número desde 2019. O dado representa um aumento de 24,3% em relação a 2024, quando foram contabilizados 74 óbitos. O crescimento também acontece no primeiro ano completo sem o uso de câmeras corporais pelos agentes. O encerramento do monitoramento foi anunciado em setembro de 2024 pela corporação pioneira no país ao implementar a tecnologia, há seis anos. Ao finalizar o programa, a PM justificou defasagem, falta de manutenção adequada e insuficiência para armazenar as imagens. Em relação ao aumento da letalidade, a Polícia Militar catarinense justificou que o crescimento superior a 300% nas ações ampliou a exposição ao risco em ocorrências. Afirmou ainda que os confrontos decorrem da resistência de suspeitos às ordens legais e que os policiais atuam dentro dos protocolos (íntegra no fim do texto). Em 2025, as 92 mortes corresponderam a uma média aproximada de 0,25 morte por dia, ou seja, uma pessoa morta a cada quatro dias em confrontos com a PM ao longo do último ano. O Ministério Público (MP) é contrário ao fim do uso do equipamento e pede o retorno do monitoramento. Em uma ação protocolada pela Defensoria Pública do Estado e que segue na Justiça, o órgão defende que as câmeras garantem transparência na atuação policial, controle do uso da força e qualificação das provas. Coordenador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Leonardo Silva, afirmou que a retirada dos equipamentos é um retrocesso, já que as imagens trazem segurança para os próprios policiais. Para o especialista, o índice de mortes por parte da PM diminuirá quando o Estado entender que o controle da letalidade é prioridade. “Com inteligência, investigação e tecnologia, você reduz ocorrências de confronto. Esses confrontos não impactam a dinâmica criminal e colocam policiais, vítimas e a população em risco, já que muitas vezes ocorrem em via pública. Essas situações precisam ser evitadas e só devem ocorrer em casos de extrema necessidade”, disse. Já para a antropóloga e especialista em Segurança Pública, Flávia Medeiros, para reduzir a letalidade, são necessárias mudanças estruturais de longo prazo. Entre elas estão a responsabilização cível e criminal do Estado e dos policiais envolvidos. “Enquanto a segurança pública for entendida como uma racionalidade armamentista, militarizada e de confronto, os números de mortes decorrentes de intervenções policiais irão aumentar”, afirmou.  Em 2024, mortes em confrontos estavam abaixo da média nacional O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2025 com dados de 2024, mostra Santa Catarina abaixo da média nacional em mortes por intervenção policial. No estado, 11,5% das Mortes Violentas Intencionais em 2024 foram causadas por ação policial. No país, o índice foi de 14,1%. Os dados de 2025 não foram divulgados. Em relação ao total de mortes violentas, o estado teve a segunda menor taxa do país em 2024, atrás apenas de São Paulo: Foram 8,5 registros para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 20,8. Em números absolutos, foram 685 MVIs no estado. O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial. Perfil dos mortos pela PM O perfil predominante das mortes decorrentes de intervenção policial com a polícia em Santa Catarina, segundo os dados da SPP, é de homens jovens, principalmente entre 21 e 30 anos, mortos à noite ou na madrugada, em municípios urbanos, com frequência associados a ocorrências envolvendo tráfico de drogas ou crimes patrimoniais. Entre 2019 e 2022, apenas uma mulher morreu em confronto com a polícia, frente a 266 pessoas do gênero masculino.Já entre 2023 e abril de 2026, foram registradas mortes de três mulheres e 277 homens. Isso significa que mais de 98% das mortes envolvem pessoas do sexo masculino. Quanto à raça ou cor, pessoas brancas são maioria entre as vítimas em Santa Catarina, segundo dados da PM, o que dialoga com a composição demográfica do Estado. Conforme o IBGE, 76,28% dos habitantes do estado se declarou branco no Censo de 2022. Notícia anteriorPróxima notícia IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatisticaMP-SCPolícia Militar PM Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi](https://politicariabrasileira.blog.br/de-cofres-cheios-ao-rombo-bilionario-ricardo-nunes-explode-divida-de-sp-para-r-512-bi/): De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 expõe a virada dramática nas contas da Prefeitura: após alívio histórico do Campo de Marte, gestão atual derrete a folga financeira e projeta endividamento de R$ 72,2 bilhões até 2029. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/05/2026 Ricardo Nunes, Tarcísio e Jair Bolsonaro em ato de campanha em 2024 (Julio Costa Barros / Fórum) A Prefeitura de São Paulo, sob Ricardo Nunes (MDB), saiu de um saldo positivo de R$ 9,9 bilhões frente às dívidas em 2022 para uma projeção de dívida líquida de R$ 51,2 bilhões em 2027. A virada aparece na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviada pelo Executivo à Câmara Municipal, e marca uma escalada acelerada do endividamento da maior cidade do país. Os dados da série histórica foram publicados pela Folha de S.Paulo com base em relatórios da Secretaria Municipal da Fazenda. Segundo o levantamento, a capital tinha R$ 9,9 bilhões a mais em recursos financeiros do que em obrigações consideradas no cálculo da dívida em 2022. Em 2023, esse saldo positivo ainda era de R$ 3,5 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026. O contraste com o discurso eleitoral de Nunes é direto. Em trecho do plano de governo, o prefeito citou “austeridade e responsabilidade fiscal” como alicerce da gestão, destacou a renegociação da dívida com a União por meio do Campo de Marte e afirmou que a cidade havia reduzido uma despesa mensal de R$ 280 milhões com o governo federal. A curva mudou a partir de 2024, ano da reeleição de Ricardo Nunes. A Prefeitura passou a dever R$ 14 bilhões, depois subiu para R$ 20,1 bilhões em 2025 e tem previsão de saltar para R$ 43,2 bilhões em 2026. Para 2027, a projeção é de R$ 51,2 bilhões. Ricardo Nunes projeta dívida recorde na LDO 2027 O Anexo de Metas Fiscais da LDO 2027 confirma a continuidade da alta. O documento oficial projeta dívida consolidada líquida de R$ 51,227 bilhões em 2027, R$ 63,940 bilhões em 2028 e R$ 72,263 bilhões em 2029. A dívida consolidada líquida mede o estoque de endividamento depois do abatimento de disponibilidades de caixa e haveres financeiros. Por isso, a mudança da série é relevante: São Paulo saiu de uma situação em que tinha mais recursos financeiros do que obrigações nesse cálculo para uma projeção superior a R$ 50 bilhões no orçamento de 2027. Em relação ao valor realizado em 2025 no anexo oficial, de R$ 19,752 bilhões, a projeção para 2027 representa aumento de R$ 31,474 bilhões. Para 2029, a diferença chega a R$ 52,511 bilhões. Campo de Marte deu alívio, mas dívida voltou a subir A virada ocorre depois do acordo do Campo de Marte, concluído em 2022. A negociação reduziu em R$ 23,9 bilhões a dívida do município com a União e, segundo a própria Prefeitura, liberou cerca de R$ 3 bilhões por ano no orçamento municipal. O efeito apareceu nos números de 2022 e 2023, quando a cidade registrou saldo positivo frente às obrigações consideradas no cálculo da dívida. A partir de 2024, porém, a curva voltou a subir e ganhou força nas projeções seguintes. O Projeto de Lei Executivo nº 299/2026, que trata da LDO 2027, estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento do próximo ano e incorpora metas de receita, despesa, resultado fiscal e dívida pública. Déficit e empréstimos pressionam a Prefeitura de São Paulo A alta da dívida vem acompanhada de déficits bilionários. No anexo fiscal, o resultado primário sem o regime próprio de previdência aparece negativo em R$ 8,259 bilhões para 2027. O resultado nominal, indicador ligado à variação da dívida líquida, é negativo em R$ 10,490 bilhões no mesmo ano. Para 2028, a projeção de resultado nominal negativo é de R$ 12,713 bilhões. Para 2029, o valor previsto é de R$ 8,323 bilhões. As operações de crédito também entram no centro da conta. Em comunicado oficial sobre o PLDO 2027, a Prefeitura informa receita total de R$ 138,6 bilhões para 2027, com R$ 5,9 bilhões em operações de crédito. Empréstimos equivalem a quase metade dos investimentos A própria gestão informa que os investimentos totais previstos para 2027 são de R$ 12,8 bilhões. O volume estimado em operações de crédito, de R$ 5,9 bilhões, equivale a quase metade desse montante. Segundo a administração municipal, os principais financiamentos ativos somam R$ 6,2 bilhões. A maior fatia é a eletrificação da frota de ônibus, com R$ 2,7 bilhões. Programas habitacionais aparecem em seguida, com R$ 1,2 bilhão. A lista inclui ainda R$ 700 milhões para o Avança Saúde, R$ 600 milhões para o Asfalto Novo, R$ 400 milhões para modernização administrativa, R$ 400 milhões para o corredor Aricanduva e R$ 200 milhões para drenagem e saneamento. Dívida cresce enquanto caixa encolhe Outro ponto sensível da LDO é a redução da disponibilidade de caixa bruta. O anexo fiscal estima R$ 18,860 bilhões em 2027, R$ 7,524 bilhões em 2028 e R$ 7,071 bilhões em 2029. O contraste é direto: enquanto a dívida líquida projetada sobe de R$ 51,2 bilhões para R$ 72,3 bilhões entre 2027 e 2029, a disponibilidade de caixa bruta cai no mesmo período. A dívida líquida projetada para 2027 equivale a 45,33% da Receita Corrente Líquida. Em 2029, a proporção prevista sobe para 57%. O indicador mostra o peso crescente do estoque de dívida sobre a capacidade fiscal do município. Gestão Nunes nega desequilíbrio A Prefeitura afirma que o aumento da dívida reflete investimentos financiados por crédito em áreas como mobilidade, habitação, saúde e infraestrutura. A gestão também atribui parte da pressão ao aumento de precatórios, que teriam passado de cerca de R$ 2 bilhões por ano para R$ 8 bilhões entre 2022 e 2025. A administração diz que não há desequilíbrio nas contas. O próprio texto oficial do PLDO afirma que o acordo de 2022 com a União ajudou a sustentar o equilíbrio fiscal e ampliou a capacidade de investimento da cidade. Os números enviados à - [PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-tenta-descobrir-se-balcao-de-lobby-de-ciro-nogueira-tinha-so-vorcaro-como-cliente/): PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Investigações já identificaram pagamentos de propina ao senador por diferentes empresas, mas apurações foram anuladas pelo STF Por Robson Bonin | Veja 08/05/2026 Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. (Pedro França/Agência Senado) As investigações da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, apontado como despachante de negócios de Daniel Vorcaro no Senado, vão avançar para outras relações do político bolsonarista no mundo empresarial.  A partir das buscas realizadas nesta quinta-feira, os investigadores tentarão mapear as relações do parlamentar com o ecossistema de apostas online, por exemplo, e potenciais redes de lavagem de dinheiro por onde fluíram bilhões de reais em administradoras de fundos de investimentos. As relações de Nogueira com empresários de diferentes setores são conhecidas. Na Lava-Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, apontado como coordenador do famoso Clube do Bilhão na Petrobras, admitiu ter repassado pelo menos 2 milhões de reais ao senador, que teria recebido o dinheiro a partir de malas de dinheiro e contratos fictícios de serviços. Nogueira também foi citado como beneficiário de propina paga pelo grupo J&F, que admitiu em acordo judicial a compra de apoio político por meio de repasses estimados em pelo menos 2,8 milhões de reais. Já a Odebrecht usava os apelidos “Cerrado” e “Helicóptero” para identificar Nogueira na contabilidade paralela de propinas pagas a políticos em troca de apoio parlamentar. Nogueira foi citado por delatores por solicitar repasses para campanhas eleitorais e para o partido. Nos casos passados, o senador recebia recursos ilícitos, segundo investigadores, a partir das relações que mantinha em governos do PT. Ele conseguiu fazer a transição para o bolsonarismo, tornando-se um dos principais ministros de Jair Bolsonaro e, ao que tudo indica, manteve a lógica de atuação com empresários como o banqueiro Vorcaro. Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. O senador sempre negou envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterOperação Lava JatoPetrobrasPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-alem-de-ciro-nogueira-flavio-bolsonaro-teme-que-outro-aliado-que-recebeu-r-6-milhoes-de-vorcaro-seja-alvo-da-pf/): Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Flávio Bolsonaro adiou escolha do vice em meio à devassa da PF sobre Ciro Nogueira. Lista do Mensalão do Master, de políticos e autoridades financiadas por Vorcaro, causa pânico nos articuladores da pré-campanha do senador. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/05/2026 Alcolumbre, ACM Neto, Rueda, Ciro Nogueira e Arthur Lira (Kalina Maurer/União Brasil) A ação da Polícia Federal (PF) que provocou uma devassa na relação criminosa entre o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, causou uma hecatombe na aliança em torno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em pânico com possível nova ação policial contra outro aliado que recebeu mais de R$ 6 milhões no esquema do Banco Master. Trata-se do presidente do União Brasil, partido de Davi Alcolumbre (União-AP), Antônio Rueda que recebeu R$ 6,4 milhões do banqueiro por meio de escritório de advocacia. Em nota, Rueda afirma que seu escritório fez “dezenas de pareceres e centenas de reuniões” para justificar o polpudo pagamento recebido do Banco Master, dois dias após afirmar em entrevista que não tinha qualquer relação com Vorcaro. No entanto, no texto, o presidente do União, que estava na lista de contatos do celular do banqueiro, admite “contatos sociais eventuais, como ocorre com diversas pessoas do meio político e empresarial”. Troca de mensagens No entanto, transcrição de conversas entre o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro que estão nas mãos dos investigadores mostram que o banqueiro mantinha contato direto com Rueda. O presidente do União viajou, ao lado de Ciro Nogueira, em helicóptero de Vorcaro para assistir ao Grande Prêmio de São Paulo, evento da Fórmula 1, segundo e-mail interceptado pela PF Rueda teria sido apresentado a Vorcaro pelo ex-presidente do BRB, que teria intermediado uma conversa entre os dois, segundo troca de mensagens flagrada pela PF. A interlocutores, segundo o jornal O Globo, Rueda teria dito que ganharia bilhões para ajudar a concretizar a venda do BRB, banco estatal que foi pivô das investigações, ao caso Master. Além de Rueda, o vice-presidente do União, ACM Neto – atual representante da longeva oligarquia baiana – recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag, empresa de Fabiano Zettel, pastor da Igreja Lagoinha e cunhado do banqueiro. Os recursos foram repassados ao ex-prefeito de Salvador logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. ACM Neto diz que os valores são referentes a serviços de consultoria. Mensalão do Master Gestado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), com o auxílio de Paulo Guedes, no “super” Ministério da Economia, e Roberto Campos Neto, no comando do Banco Central, o escândalo financeiro do Banco Master, de Daniel Vorcaro, financiou uma rede de lobistas e influenciadores, incluindo na mídia liberal, com cifras milionárias para tentar intervir na decisão, tomada na gestão Gabriel Galípolo no BC, de liquidar a instituição financeira. Dados da Receita Federal revelam que a rede de influências cooptada por Vorcaro vai do ex-presidente golpista Michel Temer (MDB) e o ex-Secom de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, ao site Metrópoles, de Luiz Estevão, e a rede de emissoras do apresentador do SBT, Ratinho, que atuou como garoto propaganda da Credcesta, cartão para crédito consignado do grupo Master. Os números mostram que Vorcaro turbinou em 27 vezes os repasses a políticos, ex-ministros e dirigentes partidários entre 2023 e 2025, durante o governo Lula, quando a blindagem do Master por Roberto Campos Neto no BC chegou ao fim. O banco foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025, pela gestão Galípolo, um dia depois que o banqueiro foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal, no Aeroporto de Guarulhos, ao tentar embarcar para Malta, com destino final em Dubai, em um de seus jatinhos. Dados declarados à Receita Federal – ou seja, que não foram transferidos por meio ilegais, como envio a paraísos fiscais – revelam que o “patrocínio” de Vorcaro ao grupo lobista saiu de R$ 1,53 milhão em 2023 para R$ 41,7 milhões em 2025. No período, o banqueiro distribui mais de R$ 65,8 milhões para a rede lobista, comprando influência no legislativo e judiciário. Saiba quem recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, segundo informações já divulgadas baseadas em dados da Receita Federal: Michel Temer (MDB): ex-presidente, artífice do golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2026, recebeu R$ 10 milhões em 2025. “Como já declarei publicamente, não é segredo pra ninguém, meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões”, alegou o medebista em nota. Fabio Wajngarten: advogado e ex-secretário de Comunicação da Presidência no governo Bolsonaro recebeu ao menos R$ 3,8 milhões para atuar na defesa do banqueiro. “Fui apresentado ao Daniel no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados dele, passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento. O contrato tem cláusulas de confidencialidade razão pela qual não pode ser publicizado. Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que não exerço qualquer cargo público há mais de 5 anos”, afirmou na rede X. Ronaldo Bento: ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro, Bento recebeu R$ 773 mil do grupo de Vorcaro. Como revelou a Fórum, após deixar a pasta responsável pelas políticas de empréstimos consignados, Bento assumiu cargos estratégicos nas empresas do grupo Master. Portal Metrópoles e Luiz Estevão: site recebeu do Banco Master R$ 27,2 milhões entre 2024 e 2025, que foram direcionados em “débito imediato” a outras empresas do ex-senador Luiz Estevão, que já foi preso por corrupção. Estevão afirma que os pagamentos dizem respeito ao patrocínio do Will Bank, que pertencia ao Master, à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025. Ratinho e Rede Massa: Apresentador do SBT atuou como garoto propaganda da CredCesta, cartão para crédito consignado do grupo Master, e recebeu R$ 24 milhões de Vorcaro por meio das empresas Massa Intermediação e - [STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-forma-unanimidade-para-manter-o-deputado-thiago-rangel-preso-sem-que-decisao-passe-pela-alerj/): TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Apesar de três ministros terem manifestado que acompanham a decisão do relator Alexandre de Moraes, a sessão vai até as 19h. Por André Coelho Costa | g1 Rio e TV Globo 07/05/2026 Deputado Thiago Rangel — Foto: Reprodução A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade na tarde desta quinta-feira (7) para manter o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) preso sem que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) possa votar sua soltura. O julgamento virtual vai até 19h até quando, em tese, algum dos ministros ainda pode mudar seu entendimento. Relator do caso na Primeira Turma, o ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (6) a manutenção da prisão preventiva do deputado. Na decisão desta quarta-feira (6), Moraes determinou que a medida deve seguir sem precisar da autorização de outros deputados da Alerj, pelo menos até a deliberação da turma sobre o caso, o que ocorre nesta quinta. Na votação desta quinta, acompanharam o entendimento de Moraes os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia. Thiago foi preso na última terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Em dezembro do ano passado, a Alerj chegou a derrubar em votação a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL). Na época, ele foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. Bacellar foi preso novamente em março, depois que o TSE cassou seu mandato, por envolvimento com o chamado escândalo do Ceperj. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Thiago Rangel e mais dois deputados da Alerj foram presos em sete meses. Relembre acusações](https://politicariabrasileira.blog.br/thiago-rangel-e-mais-dois-deputados-da-alerj-foram-presos-em-sete-meses-relembre-acusacoes/): Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Rangel (Avante) foi preso suspeito de corrupção em contratos com o governo do Rio. Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) forma maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes Por O Globo 07/05/2026 Thiago Rangel, Rodrigo Bacellar e TH Jóias — Foto: Divulgação / Marcelo Theobald / Fabiano Rocha Thiago Rangel continuará preso, já que nesta quinta-feira (7), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Foi referendada, então, a determinação do colega pela prisão do deputado estadual. Marcada em uma sessão extraordinária, a audiência ocorreu no plenário virtual, com início às 7h. Com a decisão, são três os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) presos um período de sete meses: além de Rangel, estão nessa lista o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, e o ex-parlamentar TH Joias, ambos acusados de ligações com o Comando Vermelho (CV), maior facção do tráfico de drogas do Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Federal haviam prendido Rangel (Avante) na última terça-feira (5). Ele e outras seis pessoas foram alvos da quarta fase da Operação Unha e Carne. O grupo é suspeito de atuar em organização criminosa envolvida em fraudes sistemáticas na compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, na Secretaria estadual de Educação. Foi a terceira vez em sete meses que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tem um parlamentar preso. Segundo relato da PF incluído na decisão de Moraes, a operação avançou a partir de dados extraídos de um computador apreendido na Alerj, em um local vinculado ao gabinete de Bacellar, preso pela primeira vez em dezembro do ano passado, solto logo depois por decisão de seus pares na Assembleia, e novamente preso em março deste ano. O ex-deputado é acusado de vazar uma operação policial a outro político: o ex-deputado TH Joias preso, em setembro, suspeito de ser o braço político e operador financeiro do CV. Ação contra Rangel Os mandados de prisão preventiva contra os sete suspeitos — todos cumpridos na ação desta terça-feira — foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assim como 23 ordens de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio, em Campos dos Goytacazes, na região Norte, e em Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. A decisão inclui ainda o afastamento do parlamentar da função pública. Entre os arquivos encontrados pelos investigadores no computador ligado ao ex-presidente da Casa, foi identificada uma planilha com a relação de deputados estaduais e as respectivas indicações para cargos em órgãos estratégicos do governo do Estado. A partir daí, foram reunidas informações que serviram de base para a expedição dos mandados. Na Educação, o esquema perpetrado por Rangel, segundo a PF, consistiria no direcionamento de obras de reforma em escolas públicas do Norte Fluminense para empresas pré-definidas com integrantes da organização criminosa. Rodrigo Barcellar e Thiago Rangel, ambos presos pela PF, mantinham relação de amizade e parceria. O laço era demonstrado nas redes sociais com troca de frases que reforçavam a união, como: “Estamos juntos, irmão”. As operações anteriores Foi em janeiro que a PF enviou ao STF o relatório final que indiciou Bacellar e TH Jóias por ligação com o Comando Vermelho. De acordo com o documento, assinado pelo delegado Guilhermo Catramby, foi identificada uma “teia de interações e relacionamentos escusos”, que revela “a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense”. TH foi preso em setembro do ano passado, no âmbito da Operação Zargun, por usar seu mandato parlamentar para favorecimento do CV. No entanto, a PF aponta que houve vazamento da ação que iria prendê-lo, o que levou às prisões de Bacellar e do desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), três meses depois. TH, Bacellar e outras três pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Já o caso do magistrado foi remetido para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Agora, cabe à PGR oferecer ou não denúncia e enviar o caso à Justiça. Segundo o relatório da PF, que aponta que Bacellar exerce “a liderança do núcleo político” do CV, o “maior ativo” do então presidente da Alerj na posição que ele exercia era a “capacidade de interlocução e persuasão em todos os poderes do Estado do Rio de Janeiro”. Entre os exemplos elencados pela PF, além de adiantar para TH que ele seria alvo de uma operação (a polícia observa que não foram encontrados pertences relevantes em seus endereços, o que já indicou vazamento), esteve um pedido do ex-governador Sérgio Cabral para que Bacellar, enquanto presidente da Alerj, “intercedesse junto à Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio”: a intenção era que o julgamento de um processo contra Cabral fosse retirado de pauta. “Constatou-se que o maior ativo de Rodrigo Bacellar é a sua capacidade de articulação espúria em todos os poderes fluminenses, a ponto de conseguir o atendimento de favores e contraprestações que colocam os pedintes em posição de gratidão e vulnerabilidade”, avalia a PF sobre a atuação do parlamentar nos casos de TH e Cabral. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que - [Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: 'É pra continuar pagando restaurante do Ciro?'](https://politicariabrasileira.blog.br/compliance-zero-investigacao-cita-conversa-sobre-cartao-e-viagem-internacional-de-senador-e-pra-continuar-pagando-restaurante-do-ciro/): Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: ‘É pra continuar pagando restaurante do Ciro?’ Decisão judicial que autorizou nova fase da operação mostra relação econômica entre senador e banqueiro Daniel Vorcaro. Por Andréia Sadi | g1 07/05/2026 Ciro Nogueira (PP-PI) no plenário do Senado em 25 de junho de 2025 — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado A decisão judicial que embasa a fase de hoje da Operação Compliance Zero traz relatos de que a relação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ia além da amizade e configurava uma atuação coordenada entre interesses privados e atividade parlamentar. A Polícia Federal faz, nesta quinta-feira (7), ação de busca e apreensão na casa do senador em Brasília. Segundo a representação citada na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ciro Nogueira é apontado como “destinatário central” de vantagens indevidas atribuídas a Vorcaro. Em fase anterior da investigação, em uma mensagem à namorada, Vorcaro chamava Ciro de “grande amigo da vida”. 🔎 A PF investiga, na Operação Compliance Zero, um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Entre os elementos mencionados na representação estão pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil, o custeio de viagens internacionais de luxo e a aquisição de participação societária com um deságio de R$ 12 milhões. Ciro recebia ainda, de acordo com a investigação, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores rastrearam diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. A defesa de Ciro Nogueira afirmou que ele está comprometido “em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”. O g1 procurou as defesas dos demais alvos, mas ainda não obteve resposta. Veja trecho do diálogo captado pelos investigadores. LÉO SERRANO: “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?” DANIEL VORCARO responde: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”. (fl. 43-44 do e-Doc. 2) “Atrasou dois meses Ciro?” O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, manteve conversas também com Felipe Vorcaro, primo dele, sobre pagamentos de valores mensais entre “300k” e “500k” a Ciro. Segundo a investigação, Felipe atuava como operador financeiro de Daniel. No trecho do diálogo destacado na decisão judicial, Daniel reclama com o primo sobre um atraso de dois meses nos pagamentos para o senador. Veja a conversa entre Daniel e Felipe Vorcaro. [28/01/2025] FELIPE VORCARO: “Oi Daniel, tudo bem? Pessoal me passou aqui sobre o aumento dos pgtos parceiro brgd, mas fluxo esta indo praticamente todo para o btg e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes. Amanhã estarei o dia todo em SP, tem algum horário que poderíamos falar?” [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Estou na venezuela”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Resolve isso pra mim”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Eu ponho dinheiro depois para repor”. [30/06/2025] DANIEL VORCARO: “Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses ciro?” [30/06/2025] FELIPE VORCARO: “Vou ver se dou um jeito aqui.. Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k? Emenda redigida pelo Master O esquema entre Vorcaro e Ciro Nogueira teria resultado na apresentação de uma emenda parlamentar redigida pela assessoria do Banco Master. A emenda em questão é a Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada pelo senador Ciro Nogueira em 13 de agosto de 2024. O objetivo central da proposta era ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), elevando o limite de proteção de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. As investigações da Polícia Federal apontam que o texto dessa emenda possui as seguintes características: O conteúdo teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e encaminhado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A minuta da emenda foi impressa e entregue em um envelope endereçado a “Ciro” na residência do senador. O senador teria reproduzido o texto de forma integral ao Senado, seguindo exatamente o que foi enviado pelo banqueiro. Interlocutores do banco afirmaram que a medida teria o potencial de “sextuplicar” os negócios do Banco Master e provocar uma “hecatombe” no mercado financeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Masteremenda parlamentarPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/emenda-master-mesada-dinheiro-de-restaurante-o-que-fez-ciro-nogueira-virar-alvo-de-investigacao-da-pf/): Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF O senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, pagamentos mensais recorrentes, além de outras vantagens, em troca de favores, segundo a Polícia Federal (PF). Por Mariana Schreiber e Julia Braun | BBC News Brasil 07/05/2026 Ciro Nogueira em foto de 2021 | Getty Images Brasília e Londres – As investigações da corporação apontam que Nogueira, que é presidente nacional do Progressistas (PP) e ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), teria ainda apresentado ao Senado uma proposta de emenda escrita pelos assessores do banqueiro para beneficiar o Master. As descobertas foram reveladas pela decisão judicial assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou a deflagração de mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro, nesta quinta-feira (07/05). Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também foram bloqueados bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões. Ciro Nogueira foi um dos alvos da PF. O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi objeto da operaçaõ e terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e não poderá se comunicar com outros envolvidos. Mendonça também autorizou a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do dono do Master, que é acusado de fazer parte do núcleo financeiro-operacional do grupo de Daniel Vorcaro. Em nota, os advogados de defesa de Ciro Nogueira disseram repudiar “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Eles reiteraram ainda “o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”. “(A defesa) pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, conclui a nota do escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados. A quinta fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de acordo de delação premiada. A oferta ainda está sob análise dos investigadores. Como parte da investigação que levou à prisão de Vorcaro em março, a Polícia Federal obteve uma série de trocas de mensagens que deixaram clara a teia de relações que o dono do banco Master mantinha com as mais altas autoridades da República. Entre os trechos de conversas particulares que estavam no celular de Vorcaro, obtidas pela BBC Brasil, há mensagens que mencionam relações e encontros com autoridades, entre elas o senador Ciro Nogueira. Nogueira é um dos principais nomes do Centrão, bloco de partidos com menor identidade ideológica e que tende a negociar apoio aos governos de acordo com interesses políticos e cargos. Mesada, hospedagens em hotéis e refeições Na decisão que autorizou a operação desta quinta, André Mendonça aponta a identificação, pela PF, de “suposta conduta do Senador Ciro Nogueira Lima Filho em favor do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Entre os elementos mencionados estão pagamentos mensais de mais de R$ 300 mil, a aquisição de participação societária com deságio de R$ 12 milhões, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores teriam rastreado diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?”, escreve Serrano em uma das mensagens para Daniel Vorcaro. “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”, responde o banqueiro. O documento ainda aponta como Ciro Nogueira apresentou ao Senado uma proposta de emenda elaborada pela assessoria do Master. Trata-se de uma emenda à PEC 65/2023, que aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. A proposta não foi para frente. O texto da emenda teria sido elaborado pela assessoria do banco e reproduzido integralmente pelo parlamentar. A proposta, segundo o relatório da PF, “sextuplicaria” o negócio da instituição financeira e provocaria uma “hecatombe” no sistema financeiro”. “O conteúdo da versão entregue é ‘reproduzido de forma integral pelo parlamentar’ ao Senado, tendo Vorcaro afirmado, logo após a publicação da proposta de Emenda, que o ato legislativo ‘saiu exatamente como mandei’, ao passo que interlocutores do banco registraram que a medida ‘sextuplicaria’ o negócio do Master e provocaria verdadeira ‘hecatombe’ no mercado”, descreve Mendonça na sua decisão. Ainda segundo o magistrado, o texto elaborado pela assessoria do Master teria sido “impresso e entregue em envelope endereçado a ‘Ciro’ em seu endereço residencial”. A Polícia Federal narra, ainda, que esse não teria sido um episódio isolado, diz Mendonça. Segundo o magistrado, em 2023, Vorcaro teria ordenado a retirada da residência do senador de envelopes que continham minutas de “projetos de lei de interesse particular” que, posteriormente, foram levados a um escritório indicado pelo banqueiro. Em seguida, eles teriam sido processados e entregues a um servidor do parlamentar por um funcionário de Vorcaro. Isso denota, diz Mendonça, que “haveria nos episódios algo que iria além das vias ordinariamente empregadas no âmbito das relações que se estabelecem entre atores políticos e a iniciativa privada”. ‘Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?’ A decisão de André Mendonça também autoriza um mandado de prisão temporária contra o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Segundo as investigações, ele faz parte do núcleo financeiro-operacional do grupo do banqueiro dono do - [Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonaristas-querem-legalizar-voto-de-cabresto-e-assedio-eleitoral-em-empresas/): Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Projeto relatado por Carlos Jordy autoriza manifestação política dentro de empresas e anda na CCJ dias após TST condenar empresários por pressão pró-Bolsonaro em 2022 Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 07/05/2026 Jair Bolsonaro e Carlos Jordy (PL-RJ) | Reprodução/Facebook O PL 4.322/2024, que pode abrir caminho para a legalização do assédio eleitoral dentro das empresas, avançou nesta quarta-feira (6) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O texto, relatado pelo bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ), autoriza manifestação política no local de trabalho e foi mantido na pauta após derrota de requerimento da oposição por 28 votos a 18. Na prática, a lei abre espaço para retomada do antigo “voto de cabresto”, recurso que era usado pelo coronelismo patronal para direcionar votos de empregados para seu candidato. A proposta mira um dos pontos mais sensíveis das eleições de 2022: a pressão de patrões sobre trabalhadores para favorecer Jair Bolsonaro (PL). O avanço ocorre dias depois de a própria Revista Fórum noticiar a condenação, no TST, de entidades empresariais de Santa Catarina por assédio eleitoral pró-Bolsonaro. PL 4.322 transforma pressão patronal em “liberdade política” O PL 4.322/2024, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), altera a Lei das Eleições para permitir a manifestação política dentro de empresas privadas. O texto fala em reuniões, debates sobre programas políticos e candidatos e exposição de posições políticas no ambiente de trabalho. Na aparência, a proposta trata de liberdade de expressão. Na prática, ela mexe no limite entre opinião política e poder patronal. Em uma empresa, a fala do dono, do gerente ou de um superior hierárquico não tem o mesmo peso da manifestação de um trabalhador que depende do salário para sobreviver. É justamente essa desigualdade que está no centro das ações contra assédio eleitoral. Quando o empregador convoca, orienta, sugere, ameaça ou condiciona o futuro da empresa ao resultado de uma eleição, o debate deixa de ser livre e passa a operar como constrangimento. Carlos Jordy defende o PL 4.322 na CCJ O relator da proposta na CCJ, Carlos Jordy, apresentou parecer pela aprovação. No documento, o deputado afirma que o projeto é constitucional e sustenta que o texto protege a liberdade de expressão e de manifestação política. O parecer ignora o ponto central do debate: a relação de subordinação no local de trabalho. O patrão não é apenas mais um cidadão opinando. Ele controla escala, promoção, demissão, salário e condições de trabalho. Na reunião desta quarta, a oposição tentou retirar o projeto da pauta. O requerimento foi apresentado pela deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e subscrito por Patrus Ananias (PT-MG), mas foi derrotado por 28 votos a 18. Depois da leitura do parecer, foi concedida vista ao deputado Coronel Assis (PL-MT), o que adiou a votação final. Assédio eleitoral virou marca do bolsonarismo empresarial O assédio eleitoral explodiu em 2022, durante a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro. Naquele ano, o Ministério Público do Trabalho recebeu uma onda de denúncias de trabalhadores pressionados por patrões a votar no então presidente. A Fórum acompanhou esse processo desde o início. Em 2022, a revista mostrou que coagir o voto do trabalhador é crime eleitoral e revelou, em reportagem exclusiva, áudios sobre ação combinada de empresários para pressionar funcionários. O tema voltou ao centro do debate agora porque o TST condenou entidades empresariais de Santa Catarina a pagar R$ 600 mil por estimular patrões a pressionar trabalhadores contra Lula nas eleições de 2022. A decisão reforça que o ambiente de trabalho não pode ser usado como curral eleitoral. PL pode blindar patrões em ano eleitoral O risco do PL 4.322/2024 está na brecha. O texto não separa, de forma objetiva, uma conversa espontânea entre trabalhadores de uma ação política organizada por empregadores dentro da empresa. Com essa lacuna, patrões poderiam invocar a “liberdade de manifestação” para promover reuniões, defender candidatos, expor preferências eleitorais ou criar ambiente de pressão sem apresentar a conduta como coação direta. Segundo o Ministério Público Federal, assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores sofrem pressão, ameaça, coação ou constrangimento para apoiar, votar ou deixar de votar em determinado candidato. O projeto ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara. Mas a votação desta quarta mostrou que a base conservadora quer manter em marcha uma proposta que pode enfraquecer a proteção construída após a onda de denúncias contra empresários bolsonaristas em 2022. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalMPF Ministério Público FederalMPT Ministério Público do TrabalhoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresTST Tribunal Superior do Trabalho STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Eduardo Bolsonaro revela estratégia desesperada após condenação no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-revela-estrategia-desesperada-apos-condenacao-no-stf/): Eduardo Bolsonaro revela estratégia desesperada após condenação no STF Corte brasileira condenou o ex-deputado à prisão e o tornou inelegível por 12 anos Por Marcelo Hailer | Fórum 17/06/2026 Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Marcelo Camargo/Agência Brasil O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) ativou o modo desespero após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de interferência no andamento do processo da trama golpista. Como pena, a Corte estabeleceu quatro anos e dois meses de prisão e o tornou inelegível por 12 anos. De maneira desesperada, Eduardo Bolsonaro afirmou, durante entrevista ao SBT News, que, mesmo inelegível, vai manter sua candidatura como suplente na chapa de André do Prado ao Senado pelo estado de São Paulo: “Pretendo seguir como suplente na chapa encabeçada pelo pré-candidato André do Prado. Acho que ele vai ser o senador mais votado de São Paulo.” Eduardo Bolsonaro debocha do STF após ser condenado: “Sentença nula” O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu com deboche após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de interferência no julgamento da trama golpista. A Corte o condenou a quatro anos de prisão e o tornou inelegível por 12 anos. Por meio de suas redes, Eduardo Bolsonaro desqualificou a decisão do STF e afirmou que “desconhece” os crimes que lhe foram imputados: “Tomo conhecimento, mais uma vez pela imprensa, de que supostamente o STF teria formado maioria para me condenar por algum crime que desconheço. Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei. Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido. Esse mesmo instrumento foi expedido a outro acusado no processo, mas a mim nunca foi cumprido. Se o meio existe e a própria Corte o reconhece, por que não a mim?” Em outro momento, o ex-deputado classificou a sentença do STF como “nula” e disse que o único objetivo da Corte é tirar seu nome da disputa eleitoral: “Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições.” Eduardo Bolsonaro é condenado pelo STF por coação à Justiça A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (16) para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de interferir no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, era um dos réus. O primeiro a votar foi o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que destacou o fato de que nenhum parlamentar, mesmo que esteja de licença, pode usar o cargo para conspirar contra o próprio país. Durante sua fala, Moraes exibiu uma série de vídeos em que Eduardo Bolsonaro usa a figura de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para ameaçar autoridades brasileiras. Dessa maneira, Moraes seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e afirmou que há elementos em abundância que comprovam que Eduardo Bolsonaro praticou o crime de coação no curso do processo, cujo objetivo era beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi julgado e condenado na ação da trama golpista. Cabe lembrar que, à época, Donald Trump chegou a publicar uma carta em que pedia que o processo contra Jair Bolsonaro fosse paralisado e que o ex-presidente fosse liberado. A Corte brasileira seguiu seu trabalho, e a diplomacia brasileira entrou em campo, o que resultou em um entendimento entre Brasil e Estados Unidos. Mesmo com acordos entre Brasil e Estados Unidos, ficou claro para a PGR e para o STF que Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos com o objetivo de instar as autoridades estadunidenses a intervir na Justiça brasileira em favor de seu pai, o que não deu certo. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino – presidente da Primeira Turma – seguiram a relatoria de Alexandre de Moraes. Com isso, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. Com a decisão, ele também ficará inelegível por 12 anos, o que o impede de disputar eleições até 2038. Além da pena de prisão, Eduardo Bolsonaro terá de pagar multa de R$ 162 mil, correspondente a 50 dias-multa. Cada dia-multa foi fixado no valor equivalente a dois salários mínimos. PGR vê ataque à Justiça e pede condenação de Eduardo Bolsonaro A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta terça-feira (16), durante julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A manifestação foi apresentada pelo subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães, que sustentou que Eduardo atuou para tentar interferir no andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Para embasar o pedido de condenação, Magalhães citou publicações feitas por Eduardo Bolsonaro e mensagens trocadas entre ele e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o representante da PGR, o conjunto de provas demonstra que houve tentativa de pressão contra a Justiça brasileira. “Essa é uma situação relativamente simples do ponto de vista penal. Há todo um elemento, um contexto fático e conjunto de provas evidenciando que essa coação efetivamente existiu”, afirmou o subprocurador-geral. Em outro momento de sua manifestação, Magalhães destacou que o caso não envolve apenas autoridades individualmente consideradas, mas a própria administração da Justiça. “Então, quem é vítima dentro desses fatos é a Justiça, porque o crime é contra a administração da Justiça, embora se fale em autoridades”, declarou. Julgamento Eduardo Bolsonaro é julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já apresentou seu relatório. Em seguida, a defesa do deputado cassado passou a se manifestar. Após a sustentação da defesa, os ministros devem iniciar a votação. Alexandre de Moraes será o primeiro a votar, seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Primeira Turma. Em maio, Eduardo Bolsonaro foi acusado pela PGR de atuar junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para criar um ambiente de instabilidade - [Governo do RJ suspende pagamentos de projeto de R$ 52 milhões por suspeita de desvio de dinheiro público](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-do-rj-suspende-pagamentos-de-projeto-de-r-52-milhoes-por-suspeita-de-desvio-de-dinheiro-publico/): PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Contrato previa a criação de 20 postos de atendimento ao consumidor. Ministério Público abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na execução do programa. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 17/06/2026 O ex-governador Cláudio Castro (PL) — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O Governo do Rio suspendeu os pagamentos do projeto Balcão do Consumidor após auditorias identificarem indícios de irregularidades na execução do contrato de R$ 52 milhões. O programa foi implantado durante a gestão do então secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e previa a criação de 20 postos de atendimento ao consumidor em diferentes regiões do estado. Gutemberg Fonseca chegou ao comando da secretaria por indicação política do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo fontes ouvidas pelo RJ2. Agora, o projeto também é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A suspensão foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, após recomendação da Controladoria Geral do Estado e da Auditoria Geral do Estado, que apontaram fragilidades na prestação de contas, ausência de comprovação documental de despesas e risco de dano aos cofres públicos. Alertas ignorados As suspeitas em torno do Balcão do Consumidor começaram antes mesmo da assinatura do contrato. O projeto foi criado nos moldes da Casa do Consumidor, um dos programas vinculados ao escândalo do Ceperj, interrompido em 2022 após denúncias de desvios de recursos públicos. O caso teve repercussão política e integrou o conjunto de fatos que resultaram na condenação do ex-governador Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico pela Justiça Eleitoral. Outro ponto que gerou questionamentos foi a escolha da entidade responsável pela execução do programa. O contrato foi firmado com a ONG Contato, que posteriormente passou a se chamar Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais. A organização já havia sido condenada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) a devolver cerca de R$ 27 milhões por irregularidades verificadas em outro projeto executado no estado. Diante desse histórico, a Controladoria Geral do Estado emitiu parecer alertando que havia “risco de reincidência em futuras parcerias”, classificando o antecedente como “um fator crítico que deveria ser considerado”. Apesar do alerta, seis dias depois o então governador Cláudio Castro autorizou a contratação. R$ 17 milhões já foram pagos A auditoria realizada pela atual gestão apontou que parte dos riscos identificados anteriormente pode ter se concretizado. Dos R$ 52 milhões previstos no contrato, aproximadamente R$ 17 milhões já haviam sido pagos quando a Auditoria Geral do Estado concluiu que existiam “riscos relevantes relacionados à execução do objeto”. Segundo o relatório, foram encontradas falhas como ausência de comprovação documental suficiente das despesas realizadas, fragilidade nos mecanismos de controle, monitoramento e prestação de contas, além de “potencial risco de desvio de finalidade e de dano ao erário”. Os auditores também afirmaram que o Procon-RJ não apresentou documentação suficiente para comprovar adequadamente a aplicação dos recursos já recebidos. “O PROCON/RJ não encaminhou elementos suficientes para demonstrar, de forma adequada, a regular prestação de contas da parcela já executada”, registra o documento. Com base nas conclusões, o governador em exercício determinou a suspensão cautelar da liberação da segunda parcela do contrato. MP investiga ‘novo Ceperj’ O Balcão do Consumidor também passou a ser investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A representação que deu origem ao procedimento classificava o programa como um possível “novo Ceperj“, em referência ao escândalo envolvendo contratações e pagamentos realizados pela fundação estadual. A Secretaria de Defesa do Consumidor já havia sido alvo de outra investigação criminal. Em 2024, o então subsecretário da pasta, Alessandro Pitombeira Carracena, foi preso sob suspeita de integrar o núcleo político do Comando Vermelho. De acordo com as investigações, Carracena teria repassado informações privilegiadas sobre operações policiais. Ele também havia sido indicado para o cargo, durante a gestão de Gutemberg Fonseca, pelo senador Flávio Bolsonaro. O Ministério Público apura agora se houve irregularidades na contratação e na execução do Balcão do Consumidor, além da destinação dos recursos públicos já repassados ao projeto. O ex-secretário Gutemberg Fonseca (camisa cinza) ao lado dos ex-deputados TH Joias e Rodrigo Bacellar, além do senador Flávio Bolsonaro (PL), em evento em Búzios. — Foto: Reprodução redes sociais O que dizem os citados Procurado pelo RJ2, o ex-governador Cláudio Castro afirmou, por meio de nota, que a responsabilidade pela contratação, execução, fiscalização e prestação de contas do projeto era da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor. Segundo ele, a condução do programa cabia ao então secretário da pasta e às áreas técnicas responsáveis pelo acompanhamento da parceria. Já o ex-secretário de Defesa do Consumidor Gutemberg Fonseca declarou que o Balcão do Consumidor foi contratado por meio de chamamento público, conforme prevê a legislação. Ele também contestou as comparações com o programa Casa do Consumidor, ligado ao escândalo do Ceperj, e afirmou que o projeto “não tem semelhança nenhuma” com a iniciativa. Em resposta ao RJ2, a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor e o Procon-RJ afirmaram que o projeto Balcão do Consumidor foi contratado por meio de chamamento público e que o processo observou os procedimentos previstos na legislação, com acompanhamento dos órgãos de controle. Os órgãos também contestaram a comparação com o programa Casa do Consumidor, ligado ao escândalo do Ceperj, e sustentaram que as duas iniciativas possuem características diferentes. A secretaria afirmou ainda que o projeto tem caráter social e foi criado para ampliar o atendimento ao consumidor em diferentes regiões do estado, incluindo comunidades vulneráveis. Sobre a suspensão dos pagamentos, informou que já havia solicitado à entidade responsável os relatórios de execução física e financeira e os comprovantes de despesas. Segundo a pasta, os repasses permanecerão suspensos até que toda a documentação seja apresentada e analisada pelos órgãos competentes. Em nota, o Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais (CPASC), responsável pela execução do Balcão do Consumidor, contestou as irregularidades apontadas pela atual gestão estadual e afirmou que o projeto vem sendo executado regularmente. A organização também negou ter sido condenada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) - [Vorcaro pagava R$ 400 mil por mês à "Turma" por informações e ameaças](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-pagava-r-400-mil-por-mes-a-turma-por-informacoes-e-ameacas/): Vorcaro pagava R$ 400 mil por mês à “Turma” por informações e ameaças Grupo formado por policiais aposentados, milicianos e bicheiros era responsável por intimidar desafetos, acessar sistemas restritos e obter informações sigilosas Por CNN Brasil 17/06/2026 Daniel Vorcaro ao dar entrada na Penitenciária de Potim-SP • Reprodução Relatórios preliminares da PF (Polícia Federal) indicam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Mater, usava intermediários para pagar R$ 400 mil por mês a um grupo formado por policiais, milicianos e bicheiros para a obtenção de informações sigilosas, monitoramento de investigações e intimidação contra pessoas consideradas desafetas do banqueiro. As conclusões constam de documentos produzidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que foram tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) na última terça-feira (16). Segundo a PF, o grupo, conhecido como “A Turma”, era liderado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e atuava sob coordenação de Felipe Mourão, apelidado de “Sicário” nas conversas apreendidas pelos investigadores. Ainda segundo as apurações, Felipe Mourão e Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, eram os operadores financeiros responsáveis por parte dos pagamentos efetuados ao núcleo criminoso. De acordo com a corporação, o grupo tinha como atribuições levantar informações sobre inquéritos policiais e processos judiciais, inclusive sob sigilo, acessar dados em sistemas restritos e intimidar pessoas que ofereciam algum tipo de ameaça a Vorcaro. Ainda segundo a PF, o grupo continuou atuando ativamente mesmo após as deflagrações da primeira e da segunda fase da Operação Compliance Zero. Até o momento, os investigadores identificaram como integrantes do grupo os policiais federais Marilson Roseno da Silva, Sebastião Monteiro Júnior e Anderson Wander da Silva Lima, além do operador do jogo do bicho Manoel Mendes Rodrigues. A PF afirma haver indícios de que o núcleo contava ainda com outros quatro a seis integrantes não identificados. A investigação aponta que “A Turma” recebia R$ 400 mil por mês, que era dividido entre os integrantes. Segundo a PF, os recursos eram repassados pela empresa King Participações Imobiliárias Ltda., de propriedade de Felipe Mourão, após transferências de aproximadamente R$ 1 milhão mensais oriundas de empresas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro, especialmente a Super Empreendimentos e Participações S.A. Com isso, PF estima que o grupo possa ter recebido cerca de R$ 9,6 milhões entre 2023 e 2025. Segundo mensagens apreendidas, em certas ocasiões, o banqueiro também recompensava os “funcionários” com bônus. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-16-anos-de-espera-mais-de-600-familias-ainda-aguardam-moradias-prometidas-pelo-governo-do-rj-em-inhauma/): Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma Conjunto habitacional com 440 unidades está praticamente pronto na Zona Norte do Rio, mas falta a conclusão da rede de esgoto. Moradores retirados de uma ocupação em 2009 ainda aguardam a entrega das chaves. Por Gabriela Wolynec e Bruno Grubertt | RJ1 17/06/2026 Apartamentos construídos pelo Governo do Estado em Inhaúma aguardam a conclusão da rede de esgoto para serem entregues — Foto: Reprodução/TV Globo Mais de 600 famílias que deixaram uma ocupação em Inhaúma, na Zona Norte do Rio, há 16 anos, continuam à espera da moradia prometida pelo Governo do Estado. Um dos conjuntos habitacionais construídos para atender os beneficiários está praticamente concluído, mas a entrega dos apartamentos foi adiada porque a rede de esgoto da rua ainda não foi finalizada. Os moradores viviam em uma ocupação instalada no terreno de uma antiga fábrica de cerveja desativada desde 1994. Em 2009, após um incêndio, o local foi considerado área de risco e as famílias foram removidas. Na época, o governo estadual prometeu realocar todos os moradores em novas unidades habitacionais. Entre eles está a pedagoga Ana Paula Lourenço de Jesus. Ela afirma que acompanha a construção dos prédios há anos e que a demora gera frustração e incerteza. “É um misto de emoção. Você sente que está chegando, mas não sabe quando vai chegar. Aqui tem o sonho de muita gente. Eu perdi meu esposo e ele não vai ter o prazer de chegar na casa dele”, disse. Atualmente, Ana Paula mora de aluguel no Complexo do Alemão. Segundo ela, a promessa de uma moradia definitiva se arrasta desde a remoção da ocupação. “A gente acabou sendo iludido pela promessa de que teria uma casa, uma moradia digna, um CEP. Hoje eu ainda espero por isso”, afirmou. Apartamentos prontos, mas sem entrega O conjunto habitacional mais avançado conta com 440 apartamentos. De acordo com a placa da obra, a construção foi iniciada em julho de 2023 pela Abre Construtora, com investimento de R$ 77 milhões. A previsão era de entrega em dezembro de 2024. No início de junho deste ano, os futuros moradores participaram de uma reunião em que foi realizado o sorteio dos apartamentos. Eles já sabem em qual bloco e unidade vão morar, mas ainda não receberam as chaves. Segundo os beneficiários, a justificativa apresentada foi que os prédios ficaram prontos antes da conclusão da rede de esgoto externa. “Aí eu pergunto: como é que faz uma obra desse tamanho sem o esgoto externo?”, questionou Ana Paula. O aposentado Alexandre Jorge da Silva Freitas também participou do sorteio. Para ele, os sucessivos adiamentos aumentam a desconfiança. “O prazo dado no primeiro sorteio foi julho. Agora falaram setembro. Daqui a pouco muda de novo”, disse. Enquanto aguardam a entrega das moradias, as famílias recebem auxílio-aluguel de R$ 400 por mês. O valor é o mesmo desde 2010. “Eu continuo pagando aluguel e recebendo R$ 400. Hoje pago R$ 600 para morar”, afirmou Alexandre. Outro residencial também acumula atraso No terreno onde funcionava a antiga fábrica, o governo estadual também constrói outro conjunto habitacional destinado às famílias removidas da ocupação. Em 2022, a então Secretaria de Infraestrutura firmou contrato com a construtora R2X para a construção de 320 unidades habitacionais. O investimento previsto era de mais de R$ 53 milhões. A ordem de início dos serviços estabelecia prazo de 540 dias para a conclusão da obra, com término previsto para dezembro de 2023. No entanto, equipes ainda trabalham no local, e a entrega acumula atraso de cerca de dois anos e meio. Após 16 anos de espera, as famílias seguem sem uma data definitiva para ocupar os imóveis prometidos. A Secretaria de Estado de Habitação informou que o conjunto habitacional com 440 apartamentos está em fase final de construção e que a previsão de conclusão é dezembro deste ano. O prazo é diferente do informado aos beneficiários durante a reunião realizada neste mês, quando a previsão apresentada era setembro. Segundo a pasta, o Governo do Estado assumiu as obras em 2022 porque o terreno havia sido inicialmente destinado a um empreendimento que seria financiado pela Caixa Econômica Federal. O Ministério das Cidades informou que o residencial não integra o programa Minha Casa, Minha Vida e não recebe recursos federais. Sobre a falta da rede de esgoto, a secretaria afirmou que as condições topográficas do terreno inviabilizaram o projeto original, o que exigiu a implantação de uma nova rede externa. As construtoras responsáveis pelos empreendimentos foram procuradas, mas, até a última atualização dessa reportagem, não tinham dado retorno. Notícia anteriorPróxima notícia CEF Caixa Econômica FederalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/moradora-com-doenca-autoimune-relata-dificuldade-para-obter-medicamento-de-alto-custo-em-teresopolis/): Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis Paciente com histórico de múltiplas tromboses depende de remédio de uso diário, segue sem conseguir o remédio de forma gratuita. Por Juliana Guzzo | g1 17/06/2026 Saúde em Teresópolis — Foto: Reprodução Inter TV Teresópolis – A moradora de Teresópolis, Região Serrana do Rio, Kátia Cristina Pereira, relata dificuldades para conseguir um medicamento de alto custo, a enoxaparinaa injetável, necessário para o tratamento da Síndrome Antifosfolípide (SAF), uma doença autoimune que faz o sistema imunológico produzir anticorpos que aumentam a formação de coágulos no sangue. A condição eleva o risco de tromboses, embolias e outras complicações vasculares. Segundo a paciente, o remédio precisa ser usado diariamente para reduzir o risco de novos episódios. Kátia afirma que já sofreu múltiplas tromboses ao longo da vida e depende da medicação para evitar agravamentos do quadro. De acordo com ela, algumas doses chegaram a ser fornecidas pela Prefeitura, mas, no último mês, não foi possível manter o tratamento de forma regular por falta do medicamento. Em pesquisa nas farmácias de Teresópolis, Kátia relatou que o custo diário com a medicação seria de R$680,00. O secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, explicou como funciona a oferta de medicamentos especiais pelo município e os procedimentos adotados pela rede pública. “Existem os medicamentos crônicos que são utilizados que têm na nossa rede municipal. Os de alto custo, são enviados pelo Estado, mediante cadastro. Já os medicamentos judicializados, que fazemos a compra e distribuição conforme determinação da justiça”, relatou o secretário. Kátia ingressou com um pedido judicial, por meio da Defensoria Pública, para garantir o acesso ao medicamento. No entanto, ela ainda aguarda uma decisão sobre o caso. A Defensoria Pública informou que as regras para fornecimento de medicamentos por determinação judicial passaram por mudanças. Antes, decisões judiciais permitiam o bloqueio de recursos públicos para que os próprios pacientes comprassem os remédios. Atualmente, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão está restrita, em regra, aos medicamentos previstos nas listas do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, para medicamentos não incorporados ao SUS, é necessário comprovar que não existem alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública e que há justificativa técnica para o fornecimento. Outra mudança é que os valores não são mais repassados diretamente aos pacientes, cabendo ao Judiciário intermediar a aquisição dos produtos. Enquanto aguarda a análise do pedido, Kátia tem recorrido a campanhas de arrecadação na internet para conseguir comprar o medicamento e manter o tratamento. A paciente segue buscando a ajuda da Defensoria Pública e da Secretaria de Saúde, para a solução do problema. Notícia anterior Região Serrana e Centro Sul FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-multa-estado-em-r-30-mil-por-atraso-na-implantacao-da-deam-em-petropolis/): Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis Juiz rejeita pedido de prorrogação de prazo, determina apresentação de plano em cinco dias e alerta para novas sanções em caso de descumprimento. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 17/06/2026 O Cartório Eleitoral de Petrópolis funciona no prédio do Fórum da cidade — Foto: Priscila Torquato Petrópolis – A Justiça determinou a aplicação de multa de R$ 30 mil ao Estado do Rio de Janeiro por descumprir uma decisão que obrigava a apresentação de um plano para a instalação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A decisão foi assinada nesta semana pelo juiz Jorge Luiz Martins Alves, da 4ª Vara Cível de Petrópolis. Além da multa, o magistrado determinou que o Estado apresente, em até cinco dias, um plano detalhado para a implantação da unidade. A ação foi movida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que cobra a criação da delegacia especializada no município. Em decisão anterior, a Justiça havia concedido prazo de 30 dias para que o governo estadual apresentasse um cronograma com a definição do imóvel, etapas de adaptação ou obra, previsão de lotação de servidores e aquisição de equipamentos. O Estado recorreu da decisão e pediu a ampliação do prazo por 90 dias, alegando complexidade administrativa e dificuldades para encontrar um imóvel adequado para a instalação da DEAM. Em março deste ano, a Câmara de Vereadores aprovou uma lei de autoria da vereadora Lívia Miranda (PCdoB), que foi sancionada pelo prefeito Hingo Hammes, que autoriza o poder executivo municipal a doar um imóvel ao governo do Estado do Rio de Janeiro, para a construção da DEAM, com o objetivo de viabilizar a implantação da unidade especializada. Mas ao analisar o pedido, o juiz destacou que o Estado já havia tido mais de 80 dias para cumprir a determinação judicial e, mesmo assim, não apresentou qualquer proposta concreta nos autos. Na decisão, o magistrado também ressaltou que alegações relacionadas à falta de servidores ou a restrições orçamentárias não são suficientes para justificar o descumprimento da ordem judicial. “Acolher novos prazos dilatados configuraria inaceitável prêmio à desídia administrativa e esvaziamento do poder de coerção do Judiciário”, afirmou o juiz. Além de manter a obrigação de apresentar o plano, a Justiça advertiu que o descumprimento do novo prazo poderá resultar no aumento da multa e em outras medidas coercitivas. O recurso apresentado pelo Estado segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No entanto, o pedido para suspender os efeitos da decisão foi negado pela instância superior. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também solicitou participação no processo na condição de amicus curiae, figura jurídica que atua como colaboradora da Justiça. As partes terão 15 dias para se manifestar sobre o pedido. Notícia anterior PCdoBPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSegurançaTJ-RJVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-de-transporte-urbano-paralisa-servico-em-itaperuna-por-falta-de-recursos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Ônibus deixaram de circular nesta quarta (17); empresa alega dívida milionária e aumento de custos. Por Diego Varsi | g1 17/06/2026 Ônibus está paralisado por conta de alto custo e dívidas milionárias segundo a empresa — Foto: Reprodução Inter TV A empresa responsável pelo transporte coletivo urbano de Itaperuna paralisou as atividades nesta quarta-feira (17), deixando a cidade sem circulação de ônibus. Segundo a concessionária, a decisão foi motivada pela falta de recursos financeiros, agravada por uma dívida superior a R$ 3 milhões referente a repasses da Prefeitura. Desde o início do dia, não há ônibus circulando no município, afetando diretamente milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo. Em comunicado, a empresa Santa Lúcia informou que não há mais condições financeiras de manter a operação. Além da dívida com o município, a concessionária destacou o aumento dos custos para manter o serviço como um dos fatores que contribuíram para a paralisação. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna afirmou que a dívida referente à atual gestão, estimada em cerca de R$ 400 mil, será regularizada. Sobre o valor total apontado pela empresa, que, segundo o município, chega a aproximadamente R$ 4 milhões, a administração informou que o caso será avaliado em conjunto com o setor jurídico para definir a melhor forma de negociação e quitação. Até o momento, não há previsão para a retomada do serviço. A população aguarda uma solução para o impasse entre a empresa e o poder público. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF](https://politicariabrasileira.blog.br/conheca-o-hotel-de-luxo-em-lisboa-onde-vorcaro-pagou-suites-para-ciro-nogueira-e-hugo-motta-segundo-pf/): Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF Polícia Federal cruzou trocas de mensagens com documentos obtidos nos e-mails do ex-banqueiro preso por fraudes. Por TV Globo 17/06/2026 Imagem da Suíte Royal, no Hotel Hitz Four Seasons Lisboa. — Foto: Reprodução/Four Seasons Hotel Ritz Lisbon Brasília – O hotel de luxo citado pela Polícia Federal (PF) em investigação que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, é o Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, um dos mais sofisticados de Portugal, que tem diárias custando até R$ 100 mil. Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Vorcaro teria pago diárias para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante uma viagem a Lisboa, em junho de 2024. As informações fazem parte da Operação Compliance Zero, que apura possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master. De acordo com a PF, mensagens trocadas entre Vorcaro e um auxiliar mostram o planejamento da hospedagem dos parlamentares na capital portuguesa. O ex-banqueiro está preso em Brasília. Em uma das conversas, o auxiliar informa que havia reservado duas suítes no Four Seasons, enquanto o ex-banqueiro envia uma lista de convidados que incluía os nomes de Ciro Nogueira e Hugo Motta. Como é o hotel de luxo Localizado em uma das áreas mais valorizadas de Lisboa, o Four Seasons Hotel Ritz Lisbon é classificado com cinco estrelas. O edifício combina elementos da arquitetura Art Déco com referências ao estilo Luís XVI e abriga uma das maiores coleções privadas de arte portuguesa do século 20, com esculturas, pinturas e tapeçarias espalhadas pelos ambientes. A estrutura inclui spa, piscinas coberta e ao ar livre, academia com vista panorâmica para a cidade e uma pista de corrida instalada no terraço do 11º andar. Na área gastronômica, o hotel reúne cinco restaurantes e bares. Entre eles está o CURA, restaurante com uma estrela Michelin, além do tradicional Restaurante Varanda, conhecido pelos cafés da manhã e brunches com vista para o parque. As acomodações estão entre as mais luxuosas de Lisboa. Algumas das opções mais luxuosas são chamadas de “suítes especiais” pelo site do hotel. São elas: Suíte Almada Negreiros: com 175 metros quadrados e decoração voltada para a arte portuguesa, com varandas privadas, uma ampla sala de estar e uma sala de jantar. Suíte Presidential: localizada no último andar, possui uma entrada em mármore com salas de estar e de jantar. O quarto oferece vistas para o Castelo de São Jorge e a Basílica da Estrela, pontos turísticos importantes da capital portuguesa. Suíte Royal: que conta com três varandas e janelas panorâmicas para a cidade, uma sala de estar e uma sala de jantar. Suíte Pedro Leitão: ampla suíte inspirada no artista Pedro Leitão, com três varandas com luz natural, uma ampla sala de estar e uma sala de jantar separadas. Destaque para uma “casa de banho” completa em mármore.   Os quartos e suítes possuem terraços privativos voltados para o Parque Eduardo VII ou para o Rio Tejo. Os valores cobrados refletem o padrão de luxo do empreendimento. Em cotações para 2026, um quarto Premier com vista para o parque custava a partir de R$ 14 mil por noite. Já as suítes de categoria superior ultrapassavam R$ 28 mil por diária, enquanto a exclusiva Suíte Almada Negreiros chegava a cerca de R$ 100 mil por noite. Entenda o caso Segundo a PF, documentos encontrados nos e-mails de Vorcaro reforçam a suspeita de que ele arcou com despesas de hospedagem dos parlamentares durante a viagem a Lisboa. Os investigadores identificaram uma fatura relacionada à estadia e concluíram que os pagamentos coincidem com as conversas mantidas pelo ex-banqueiro no mesmo período. O relatório aponta que as diárias atribuídas aos hóspedes custaram 3.155,71 euros, valor equivalente a cerca de R$ 18,2 mil na cotação da época. Questionado sobre o caso, Hugo Motta afirmou estar tranquilo e disse defender uma investigação “isenta e imparcial”. Ciro Nogueira não havia se manifestado até a publicação do relatório citado pela PF. Lisboa Poucos dias depois de conversas sobre Lisboa, o auxiliar de Vorcaro informa que haveria duas suítes no hotel Four Seasons. Durante a conversa, o auxiliar pede que Vorcaro informe “a lista dos homens”, ao que o banqueiro respondeu com uma lista de nomes que incluía Ciro Nogueira e Hugo Motta. Os investigadores destacam que, na mesma conversa, Vorcaro enviou um áudio ao auxiliar pedindo cuidado com a privacidade e segurança. “Leo, preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Tem que ter alguém lá embaixo, quando você sai do elevador já dá para ver tudo, quem tá, o que está acontecendo”, diz Vorcaro no áudio. O auxiliar responde com “Ok.” Fatura no e-mail A PF cruzou as informações das mensagens com documentos obtidos nos e-mails de Vorcaro, incluindo uma fatura que fazia menção a uma viagem realizada a Lisboa em junho de 2024 – para a PF, a mesma das mensagens. “O confronto dessas informações com as conversas mantidas no mesmo período, já mencionadas, permite identificar elementos coincidentes que reforçam a conclusão de que determinados pagamentos se referem à hospedagem de Ciro Nogueira e Hugo Motta”, diz o relatório. Segundo a PF, as diárias neste caso custaram EUR 3.155,71 – na cotação à época, cerca de R$ 18.256,21. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This - [Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-no-supremo-decisao-da-segunda-turma-escancara-tensao/): Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão Sessão que manteve a prisão do pai de Daniel Vorcaro mostrou mais do que a visão sobre seu eventual papel no esquema, mas as posições de cada integrante da turma no Caso Master — e os seus recados. Por Andréia Sadi | g1 17/06/2026 Sessão no STF sobre Master mostrou tensão A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi lida nos bastidores do Supremo como muito mais do que um julgamento sobre medidas cautelares. Na avaliação de ministros e interlocutores da Corte ouvidos pelo blog, o resultado acabou expondo as posições de cada integrante da turma e revelou uma disputa silenciosa em torno das investigações do Caso Master. O relator, ministro André Mendonça, aproveitou o voto para deixar alguns recados claros. Primeiro, que as investigações continuam e não estão próximas do fim. Segundo, que ele acompanha com atenção as movimentações que, segundo interlocutores, tentam enfraquecer ou interromper a apuração. E, terceiro, que o ambiente na Segunda Turma tende a ficar mais tenso à medida que novos capítulos do caso chegarem ao colegiado. Nos bastidores do STF, a leitura é de que existe uma espécie de guerra fria em torno do caso. As posições ficaram mais delimitadas e os movimentos mais explícitos. Nesse contexto, o ministro Kassio Nunes Marques é visto como personagem central do julgamento. Havia a expectativa e pressão de diferentes lados sobre qual seria o seu posicionamento — o blog recebeu relatos de que houve muita pressão nos bastidores para entender de qual lado a balança de Nunes Marques ia pesar. Mas, assim como aconteceu quando decidiu pela manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, Nunes Marques acompanhou André Mendonça e votou por manter seu pai preso. Interlocutores da Corte avaliam que pesaram as informações reunidas na investigação e a gravidade dos fatos atribuídos a Henrique Vorcaro. O julgamento também deu visibilidade ao voto divergente do ministro Gilmar Mendes. Gilmar questionou a necessidade da manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, argumentando que figuras da gestão direta do banco já haviam sido soltas, o que feriria a isonomia. Ele foi além, sugerindo que a detenção do pai poderia ser uma manobra para pressionar Daniel Vorcaro a fechar um acordo de delação premiada, traçando um paralelo direto com os métodos da antiga Operação Lava Jato. Em resposta, Mendonça rebateu que Henrique não foi preso por ser pai do banqueiro, mas sim porque continuava a praticar crimes, conforme indicariam mensagens recentes. Vale notar que o colegiado da Segunda Turma não votou em sua totalidade: o ministro Dias Toffoli, embora faça parte da turma, não participou deste julgamento específico. O resultado dessa terça-feira (16), portanto, vai além da decisão sobre a situação jurídica do pai de Daniel Vorcaro. Para ministros ouvidos nos bastidores, a sessão desta terça funcionou como uma fotografia do momento atual do Supremo diante do Caso Master: posições mais expostas, recados mais diretos e uma disputa que está longe de terminar. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterOperação Lava JatoSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão 17/06/2026 MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-se-manifesta-contra-revisao-criminal-de-jair-bolsonaro-no-stf/): PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF Procuradoria afirma que defesa tenta reabrir discussão sobre condenação de 27 anos pela trama golpista sem apresentar fato novo ou ilegalidade manifesta Por Hugo Henud | O Estado de S.Paulo 16/06/2026 PGR se manifesta contra revisão criminal de Bolsonaro no STF Foto: Foto:Wilton Junior/Estadão A Procuradoria-Geral da República (PGR) se opôs à revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 16, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a ação nem sequer seja conhecida pela Corte. A revisão criminal foi apresentada pela defesa de Bolsonaro em maio com o objetivo de derrubar a condenação imposta pela Primeira Turma do STF. Os advogados alegam que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte, sustentam que houve cerceamento de defesa, questionam a validade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid e pedem a absolvição do ex-presidente dos crimes relacionados à trama golpista. Na manifestação, a PGR afirma que a revisão criminal não pode ser usada como uma nova tentativa de recurso para rediscutir pontos já analisados pelo Supremo. Para Gonet, a defesa não apresentou fato novo, prova falsa ou ilegalidade manifesta capaz de justificar a reabertura da condenação – requisitos necessasários para a revisão. Segundo o procurador-geral, os argumentos de Bolsonaro refletem “descontentamento” com as razões adotadas pela Corte. A PGR também rebateu a tese de que a Primeira Turma não teria competência para julgar o caso. Para Gonet, a competência do colegiado foi definida com base no Regimento Interno do STF e já havia sido analisada no processo. O parecer sustenta que a regra que reserva ao plenário o julgamento de presidentes da República se aplica ao chefe do Executivo em exercício, e não a ex-presidentes. Outro ponto contestado pela Procuradoria foi a alegação de que Bolsonaro ainda teria direito a embargos infringentes, recurso que poderia levar o caso ao plenário. Gonet afirmou que a jurisprudência do STF exige ao menos dois votos absolutórios para admitir esse tipo de recurso contra decisões das Turmas. Como apenas o ministro Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro, a PGR entende que o recurso não cabia. A Procuradoria também defendeu a validade da delação de Cid. O parecer afirma que o acordo de colaboração premiada foi homologado regularmente, que o militar esteve acompanhado por advogados e que a voluntariedade do acordo foi reafirmada em diferentes momentos do processo. Sobre a alegação de cerceamento de defesa, a PGR sustenta que os advogados tiveram acesso ao material e não demonstraram prejuízo concreto. Para Gonet, o volume de documentos e mídias decorreu da complexidade da investigação e não configura, por si só, violação ao direito de defesa. Ao final, a Procuradoria afirmou que o acórdão condenatório está amparado em um conjunto robusto de provas e que a revisão criminal não comporta um novo julgamento do caso. Agora, o pedido será analisado pelo ministro Kássio Nunes Marques, relator da ação no STF. Notícia anteriorPróxima notícia PGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão 17/06/2026 PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF 16/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ricardo Couto anuncia meta para zerar déficit e critica influência de deputados sobre secretarias](https://politicariabrasileira.blog.br/ricardo-couto-anuncia-meta-para-zerar-deficit-e-critica-influencia-de-deputados-sobre-secretarias/): Ricardo Couto anuncia meta para zerar déficit e critica influência de deputados sobre secretarias Governador em exercício diz que pretende transformar déficit de R$ 19 bilhões em superávit e afirma que encontrou áreas do governo tratadas como ‘propriedade’ de parlamentares. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 16/06/2026 Ricardo Couto — Foto: Reprodução/GloboNews O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou nesta terça-feira (16) uma nova meta fiscal para o estado, com o objetivo de reverter o déficit previsto no orçamento e fechar as contas no azul. A estratégia, segundo ele, é impulsionada pelo aumento do preço do petróleo, que deve elevar a arrecadação estadual nos próximos meses. A declaração foi feita durante um almoço com empresários no Copacabana Palace. Couto afirmou que pretende transformar em superávit o déficit de R$ 19 bilhões previsto originalmente na Lei Orçamentária Anual. Durante o encontro, o governador interino também fez críticas à influência de deputados estaduais sobre a estrutura do Executivo. Segundo ele, ao assumir temporariamente o comando do estado, ouviu de parlamentares que determinadas secretarias eram controladas por eles. “Ao assumir o governo temporariamente, conversando com alguns deputados, eu recebi a seguinte informação: a secretaria tal é minha, a secretaria tal é minha. Aí devemos perguntar: essa modalidade de gestão está certa ou não está? Quem é o gestor? É o chefe do Executivo ou é o Legislativo?”, declarou. As declarações ocorrem em meio ao acirramento da disputa entre o Palácio Guanabara e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O presidente da Casa, Douglas Ruas, move ações no Supremo Tribunal Federal para assumir interinamente o governo do estado. Nos bastidores, a avaliação é que a medida também teria impacto sobre a disputa eleitoral deste ano pelo Palácio Guanabara. Nesta terça, o embate ganhou novos capítulos. A Comissão de Contenção de Gastos Públicos da Alerj convidou o secretário estadual de Planejamento para prestar esclarecimentos em audiência. Nos corredores da Assembleia, a iniciativa é vista como uma resposta às mudanças promovidas por Couto na estrutura do Executivo, incluindo a exoneração de funcionários indicados por deputados. No mesmo dia, os parlamentares discutiram um projeto enviado pelo governo para restabelecer benefícios fiscais já aprovados pelo Ministério da Fazenda. A proposta recebeu 17 emendas e precisará voltar à pauta em data ainda indefinida. A tramitação do projeto é considerada, nos bastidores, um teste para medir como a Assembleia irá se posicionar diante de um governo que parte dos deputados passou a enxergar como adversário político. Integrantes do Executivo avaliam que uma eventual rejeição da proposta poderia gerar desgaste junto ao setor empresarial. Outra medida anunciada pelo governo foi o envio à Alerj de um projeto para criar a figura do devedor contumaz, categoria destinada a empresas que utilizam a sonegação fiscal como modelo de negócio. Segundo o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, a proposta busca ampliar os instrumentos de combate à fraude tributária. O governo cita como exemplo o grupo Refit, apontado pela Polícia Federal como um dos maiores devedores de tributos do país. De acordo com investigações federais, o conglomerado teria sido beneficiado pela gestão estadual anterior. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJGovernadorLOA Lei Orçamentária Anual Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção](https://politicariabrasileira.blog.br/mp-prende-grupo-no-maranhao-por-desvios-de-r-96-mi-em-emendas-para-financiar-faccao/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Primeiro Comando do Maranhão (PCM), que atua na capital São Luís, teria se beneficiado dos desvios Por Heitor Mazzoco | Veja 15/06/2026 Primeiro Comando do Maranhão (PCM) teria recebido parte de verba desviada (MP-MA/Divulgação) Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, batizada de Benedictio, prendeu um grupo investigado em esquema de desvio de 9,6 milhões de reais em verbas públicas parcialmente direcionadas ao crime organizado. A operação deflagrada nesta segunda-feira, 15, cumpriu mandados de prisão preventiva contra Evania Maria Sousa Nicacio, Lucivânia Martins Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha e Cristiana Serra Duarte Cunha, além de buscas e apreensões em 12 endereços. “Os alvos são investigados por integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas oriundas de convênios e emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e associação com facção”, disse o MP-MA, por meio de nota. Durante as diligências, o vereador de São Luís Beto Castro (Avante) foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. No total, ao menos 15 pessoas são investigadas. De acordo com as apurações da Promotoria até o momento, o grupo “teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável”, citou a Promotoria. Ainda segundo o MP, as investigações apontaram ainda “indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital”. A facção, inclusive, teria se beneficiado dos desvios. Parte dos recursos teria sido usada para sustentar “uma verdadeira rede de proteção privada”, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio — tática conhecida como omertà e oriunda das máfias italianas. “A investigação é fruto do trabalho do Gaeco, que reuniu ao longo de várias fases as provas que embasaram as medidas cautelares. E quando se soma a esse trabalho a integração com a Seic, a Polícia Militar e a inteligência da Caei no momento do cumprimento, o resultado é ainda melhor: ganhamos capacidade operacional para chegar a todos os alvos e desarticular uma estrutura que desviava recursos dos mais vulneráveis e se associava a uma facção criminosa. Seguimos com o compromisso de recuperar os ativos desviados”, afirmou o coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito. Segundo informações oficiais, durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aparelhos celulares, computadores, notebooks, mídias de armazenamento, documentos, registros contábeis, mais de 300 mil reais em espécie, armas e veículos de luxo. Novas fases da operação não são descartadas diante do volume apreendido — equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados para perícia para extração e análise dos dados. O nome da operação deriva da palavra latina Benedictus, que significa “abençoado”, em referência direta ao nome da entidade investigada, o Instituto Sê Tu Uma Bênção. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/mulher-morre-baleada-dentro-de-van-na-zona-oeste-do-rio/): Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio Vítima estava como passageira do veículo, que trafegava na Avenida Antares, quando foi atingida Por Rafael Saldanha | CNN Brasil 14/06/2026 Caso aconteceu na Avenida Antares • Reprodução/Google Maps Uma mulher de 28 anos morreu baleada enquanto estava dentro de uma van em Santa Cruz, na zona Oeste do Rio de Janeiro, neste sábado (13). Segundo a Polícia Militar, Carolina da Silva Rodrigues estava como passageira do veículo, que trafegava na Avenida Antares, quando foi atingida. O motorista prestou socorro e encaminhou a vítima ao Hospital Municipal Pedro II, também em Santa Cruz. Policiais militares do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados para o hospital. Após dar entrada na unidade, ela não resistiu aos ferimentos. Não foi informado em qual parte do corpo ela foi baleada ou por quantos disparos foi atingida. O caso foi registrado na DHC (Delegacia de Homícidios da Capital). Agentes realizam diligências para apurar a autoria do crime e esclarecer os fatos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Plano de estourar os cofres públicos](https://politicariabrasileira.blog.br/plano-de-estourar-os-cofres-publicos/): Plano de estourar os cofres públicos O Senado ataca os cofres públicos ao aprovar bombas fiscais para atingir ao governo Lula, mas, na verdade, erra o alvo e acerta o país Por Míriam Leitão | O Globo 14/06/2026 Plenário do Senado após aprovar a renegociação de dívidas rurais — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Todo ano eleitoral, os políticos, de governo e oposição, ampliam gastos públicos, mas é difícil encontrar paralelo ao que está acontecendo agora. O Senado resolveu atacar os cofres públicos com dois objetivos, ambos condenáveis: fazer demagogia eleitoral e constranger o presidente Lula. O que se diz em Brasília é que o senador Davi Alcolumbre, por rancor, continua tentando atirar em Lula. Errou o alvo, senador, e acertou o Brasil. Os senadores da oposição estão acusando o governo de gastador e fazendo o elogio da austeridade. Ao mesmo tempo, criam mais despesas. Quando criticam a gestão atual têm razão em vários pontos, mas as pautas que avançam no Senado desequilibram o país. Nove medidas que tramitam no Senado e na Câmara estão contratando um gasto extra de R$ 111 bilhões por ano, segundo nota do governo. Na última semana, o Senado aprovou a renegociação da dívida rural no plenário. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra do governo Bolsonaro, justificou a gastança dizendo que era para “um setor que carrega o Brasil nas costas”. O agronegócio não carrega o Brasil, mas é importante. Esta dívida rural, que pode ser renegociada, havia sido contratada com juros subsidiados. Dar novo desconto em cima de dinheiro já incentivado é transferir mais renda para o agronegócio. Pela proposta, a dívida rural passará a ter taxas ainda menores, além do perdão de juros e multas por atraso. O custo seria coberto pelo Fundo Social formado com receitas do pré-sal. O governo fala no valor de R$ 140 bilhões em 13 anos. Outras propostas andaram em comissões. Uma delas prevê um salto no piso de médicos e dentistas. Sai de R$ 3.600 para R$ 13.600 e dá outras vantagens. A alta pesa nas contas dos governos federal, estaduais e municipais. Um trecho estabelece que estados e municípios poderão transferir alguns custos para a União. De novo, a contradição. Senadores que são contra a redução da jornada, defendendo a livre negociação entre patrões e empregados, votam a favor de um projeto que fixa com quantos minutos de trabalho o profissional tem que fazer uma pausa. O projeto que favorece os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias vai no sentido inverso ao que o país tem de ir. Antecipa a aposentadoria desses servidores, quando todo o esforço do país tem sido o de adiar as aposentadorias. Também no sentido contrário ao que seria sensato, o Congresso está aprovando a ampliação das renúncias fiscais para as igrejas. O projeto é de Marcelo Crivella, que legisla em causa própria. O custo do benefício tributário aos templos já é muito alto. Agora eles não pagarão impostos nos serviços e bens que comprarem. O Congresso quer fazer agrados a segmentos do eleitorado e deixar com o governo o ônus de vetar. É uma briga irresponsável por votos com o dinheiro público. O tamanho da conta e quem vai pagá-la não interessa aos congressistas. No Senado, na semana passada, foram vários projetos com o mesmo efeito de arrombar os cofres públicos. Alcolumbre transformou a sua presidência em instrumento para se vingar do governo. — Na verdade, a motivação é essencialmente política, colocar o governo no córner num ano de eleições, quando o próprio governo segue um caminho de expansão fiscal com “bondades”. Vamos denominar isso de uma corrida populista para o fundo do poço fiscal — diz o economista Claudio Frischtak da Inter.B Consultoria. A economista Juliana Inhasz, do Insper, também usa a mesma imagem. — A gente não consegue enxergar o fundo desse poço.Há a possibilidade de o governo, lembrou a economista, recorrer ao STF, mas isso agravaria ainda mais o conflito entre os Poderes. O governo Lula passou três anos reclamando do peso fiscal deixado por Jair Bolsonaro com as medidas eleitoreiras de 2022. Agora tem feito a mesma coisa. A isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil é parte do plano de justiça tributária. Mas alguns projetos são apenas populismo eleitoral. O problema de o governo e a oposição juntos quebrarem os cofres públicos é que, no ano que vem, a conta chegará para quem for administrar o país. O pagador de todas as promessas é o contribuinte. Não existe dinheiro em abstrato. O governo paga contas com o nosso dinheiro ou se endivida em nosso nome. Com bombas fiscais e bondades eleitorais, o Brasil contratará uma enorme crise para breve. (Com Ana Carolina Diniz e Luciana Casemiro) Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorSenadoraUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa de fachada; veja ranking 13/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-diz-a-pf-que-contrato-de-r-129-milhoes-com-mulher-de-moraes-nao-teve-contrapartida/): Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida Na proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro rejeitada pela PF na semana passada constava, sim, o nome de Alexandre de Moraes num dos anexos. Por Lauro Jardim | O Globo 14/06/2026 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexnadre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Fotos de Brenno Carvalho/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Vorcaro admite que o contrato de R$ 129 milhões com Viviane, mulher de Moraes, tinha como objetivo se aproximar do ministro. Mas, garante, nenhuma contrapartida foi dada. Nenhum ato de ofício existe que comprometa Moraes. Pode ser. O que compromete, no entanto, é um contrato assumidamente feito com o objetivo de criar boa relação com uma autoridade. E, pior, com um valor exorbitante e injustificável. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa de fachada; veja ranking](https://politicariabrasileira.blog.br/das-10-companhias-que-mais-receberam-do-master-4-tem-sinais-de-empresa-de-fachada-veja-ranking/): Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa de fachada; veja ranking Cinco destinatários dos recursos declarados como pagamentos têm ligação com cúpula do banco; outros três possuem beneficiários de auxilío emergencial na direção OUTRO LADO: procurado, Master disse que não comentaria o assunto Por Marina Pinhoni, Joana Cunha e Thaísa Oliveira | Folha de S.Paulo 13/06/2026 Fachada da Zero Burocracia, na av. Sapopemba, zona leste de São Paulo. Seus dados aparecem no cadastro da Ouro Negro, firma que recebeu R$ 220 milhões do Master – Rafaela Araújo/Folhapress São Paulo (SP) e Brasília – Números de telefone (11) 1111-1111, emails contato@contato.com e endereços em bairros periféricos. Sócios ocultos ou que receberam auxílio emergencial. Estas são as características de algumas das empresas que ganharam os maiores pagamentos do Master em transações classificadas pelo banco como serviços prestados. Das 10 firmas que receberam mais dinheiro da instituição de Daniel Vorcaro — somando R$ 1,2 bilhão no total —, 4 têm algum sinal de empresa de fachada ou possuem informações inconsistentes registradas nos cadastros da Receita Federal, segundo levantamento feito pela Folha a partir de dados enviados pelo fisco à CPI do Crime Organizado. Além da Midias Promotora, que no mês passado foi alvo de busca e apreensão na esteira do caso Master, as outras empresas se chamam Telure, Metanoein e Nanook. Outras cinco companhias — Ouro Negro, MSG, MDSV, Terra Firme e uma filial dela — se encaixam em perfil diferente: possuem alguma ligação direta com a cúpula do próprio banco. A única que foge a esses dois padrões é o escritório Barci de Moraes, da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Procurada pela reportagem em 28 de abril, a assessoria de imprensa do Master disse que não iria se manisfestar. Veja o ranking das firmas que receberam os maiores pagamentos do banco entre 2022 e 2025: Veja o ranking  1º – Ouro Negro 2º – Terra Firme 3º – Midias Promotora 4º – Telure 5º – MSG 6º – Metanoein 7º – MDSV 8º – Nanook 9º – Barci de Moraes 10º – Terra Firme (outro CNPJ)   1º – Ouro Negro No topo da lista, com quase R$ 220 milhões recebidos, está a Ouro Negro Empreendimentos e Participações, sociedade anônima que tem como diretor David Lopes Monteiro. Ele é irmão de Daniel Lopes Monteiro, advogado preso na operação Compliance Zero, apontado como operador jurídico-financeiro da estrutura do Master. No CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) da Ouro Negro está registrado como sede um endereço na avenida Luiz Carlos Berrini, centro empresarial na zona sul de São Paulo, porém, o telefone e o email para contato são da empresa Zero Burocracia, que fica na avenida Sapopemba, zona leste da capital. O local é um pequeno prédio com pichações na fachada. No térreo há uma loja de colchões e um serviço de reparo de vidros automotivos. A reportagem entrou em contato pelo telefone atribuído à Ouro Negro no cadastro da Receita. Quem atendeu foi André Cardoso da Silva, sócio-administrador da Zero Burocracia. Ele diz não ter ligação com o caso. Afirmou que foi contratado só para fazer “serviços paralegais” para a Ouro Negro e que, por “erro de uma funcionária”, seus dados foram parar no cadastro da firma de David Monteiro. A Folha também tentou contato com David Monteiro, em 13 de maio, pelos emails de outras dez empresas em que ele figura como diretor ou sócio. Procurada em 29 de abril, a assessoria de imprensa de seu irmão Daniel Monteiro também não se manifestou.  2º – Terra Firme Em segundo lugar no ranking, com quase R$ 186 milhões, vem a Terra Firme da Bahia LTDA, de Augusto Lima, ex-sócio do Master, que também chegou a ser preso na Compliance Zero e passou a usar tornozeleira eletrônica. A Terra Firme tem um outro braço, com CNPJ diferente, que aparece em décimo no ranking. Procurada em 29 de abril, a assessoria de imprensa de Lima diz que a defesa dele não vai comentar e não respondeu quais foram os serviços prestados.  3º – Midias Promotora Na sequência vem a Midias Promotora LTDA, que recebeu mais de R$ 126 milhões registrados como serviços prestados ao Master. Conforme revelou a Folha em abril, a empresa tem como sócio-administrador Gilson Bahia Vasconcelos, beneficiário do auxílio emergencial do governo na pandemia e réu em processo por golpe de um call center contra aposentados do INSS. Bahia Vasconcelos também é administrador de outra firma chamada Midias Promotora LTDA – SCP1, que tem como sócia a Midias Promotora. O modelo de SCP (Sociedade em Conta de Participação) é uma estrutura com menor regulação que permite a entrada de sócios em posição oculta. O endereço informado pela Midias SCP1 em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, é exatamente o mesmo que aparece no cadastro da Metanoein, empresa que ocupa a sexta posição do ranking. Um mês após a reportagem da Folha, a Midias Promotora foi alvo de busca e apreensão em operação que investiga aplicações de R$ 3 bilhões do Rioprevidência (fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro), no Master. Na reportagem sobre Bahia Vasconcelos, a Folha conversou com o advogado dele, que negou participação do administrador no call center do caso em que é reú por estelionato e diz que ele cumpre medidas cautelares. Sobre a Midias Promotora LTDA, diz que as movimentações financeiras são legais. A reportagem voltou a procurar o advogado em 29 de abril e em 6 de maio, mas não houve atualização de suas manifestações.  4º – Telure A quarta empresa também está ligada a uma pessoa que foi beneficiária de auxílio emergencial na pandemia. Fabia Franca, que recebeu R$ 5.250 do governo, aparece como diretora da Telure Participações S.A, que obteve R$ 110,8 milhões do Master. A Folha não conseguiu contato pelo telefone (11) 1111-1111 nem pelo email contato@contato.com, registrados no CNPJ. As tentativas foram feitas em 29 de abril.  5º – MSG Em quinto lugar, com quase R$ 106 milhões, está a MSG Serviços Empresariais LTDA — dos ex-sócios do banco Felipe Wallace Simonsen e de Armando Miguel Gallo Neto. Em 29 de abril e em 14 de - [EUA admitem ter enviado “recado” à América Latina após operação na Venezuela](https://politicariabrasileira.blog.br/eua-admitem-ter-enviado-recado-a-america-latina-apos-operacao-na-venezuela/): EUA admitem ter enviado “recado” à América Latina após operação na Venezuela Ação foi anunciada por Washington e Caracas e teria ocorrido no estado de Bolívar; líder da facção venezuelana Tren de Aragua foi morto Por Raony Salvador | Fórum 13/06/2026 Donald Trump | Wikemedia Commons A morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, foi tratada pelo governo dos EUA como um recado direto à América Latina. Apontado como principal líder da facção venezuelana Tren de Aragua, ele foi morto em uma operação militar anunciada na noite de sexta-feira (12) por Washington e Caracas. Neste sábado (13), o Pentágono afirmou que a ação envia uma “mensagem clara” à região. Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, escreveu nas redes sociais que “não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério” e disse que o Departamento de Defesa seguirá atuando na América Latina. O presidente Donald Trump também comemorou a operação. Segundo ele, o ataque foi “rápido e letal” e executado pelo Comando Sul dos Estados Unidos, em cooperação com autoridades venezuelanas. O republicano publicou um vídeo curto que mostra uma explosão em uma área cercada por vegetação. As imagens não permitem identificar pessoas no local. Caracas confirmou a morte logo depois. De acordo com o regime venezuelano, a operação ocorreu no estado de Bolívar, no sudeste do país, e envolveu confrontos com integrantes de estruturas do crime organizado. Pressão sobre o Brasil A ofensiva dos EUA contra o Tren de Aragua ocorre no mesmo momento em que Washington amplia a pressão sobre facções brasileiras. No último dia 5 de junho, o Departamento de Estado passou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. A medida foi impulsionada pelo lobby de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto ao governo Trump. No Brasil, autoridades e especialistas alertam que a decisão pode ter efeitos que vão além do combate ao crime organizado. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu a cooperação internacional em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas afirmou que ela não pode servir de pretexto para ingerência externa. “Pretexto para intervenção é inaceitável”, disse. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também critica a classificação e aponta riscos para a soberania, o sistema financeiro e os mecanismos de cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos. Já o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, afirmou que enquadrar facções brasileiras como terroristas pode deslocar o combate ao crime da esfera policial para a militar e abrir brecha para ações unilaterais em território brasileiro. A crítica central é que PCC e CV são organizações criminosas de perfil mafioso, com domínio territorial, infiltração estatal e atuação econômica, mas não se enquadram no conceito jurídico internacional de terrorismo adotado pela maioria dos países. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Dois pesos e duas medidas: como a imprensa e a Faria Lima ignoraram a inflação de Bolsonaro e amplificam a de Lula](https://politicariabrasileira.blog.br/dois-pesos-e-duas-medidas-como-a-imprensa-e-a-faria-lima-ignoraram-a-inflacao-de-bolsonaro-e-amplificam-a-de-lula/): Dois pesos e duas medidas: como a imprensa e a Faria Lima ignoraram a inflação de Bolsonaro e amplificam a de Lula Com Bolsonaro, problemas reais foram tratados como conjunturais. Com Lula, a estabilidade virou alerta vermelho Por Chico Cavalcante | Fórum 13/06/2026 Lula e Bolsonaro | Presidencia da Repbulica/Montagem: Revista Fórum O IPCA de maio veio acima do esperado. Subiu 0,58%, puxado pelos alimentos, e a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,72%. O número está acima do teto da meta do Banco Central, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto. A categoria alimentação no domicílio teve alta de 1,65% no mês – a maior para maio em 18 anos. É verdade que ainda há efeitos da guerra no Oriente Médio e do El Niño, e a tendência é de resistência inflacionária. Tanto que economistas já reduziram as expectativas para a queda dos juros. Essa foi a reação da imprensa ao dado de junho. E não é de se estranhar: a inflação segue como um dos indicadores mais sensíveis da economia. Ela corrói o poder de compra, condiciona a política monetária e pauta o debate fiscal. Só que, mais do que os números, interessa observar como a imprensa e o chamado mercado financeiro interpretam e comunicam esses números. E aí a coisa muda de figura. Durante o governo Bolsonaro, a inflação chegou a superar os expressivos 10%, com forte expansão da dívida pública e flexibilização do teto de gastos. Ainda assim, o discurso predominante da imprensa e do mercado financeiro foi de tolerância. Atribuiu-se a alta a choques externos – pandemia, cadeias produtivas desorganizadas, commodities em disparada. O Banco Central, quando citado, aparecia como uma espécie de fiador solitário do regime de metas. Mas risco sistêmico, descontrole fiscal ou hiperinflação nunca estiveram na pauta. Já a partir de 2023, com o retorno de Lula, graças aos acertos da área econômica a cargo de Fernando Haddad, a inflação caiu para patamares próximos de 4%, dentro da meta do Conselho Monetário Nacional. Os gastos públicos passaram a respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O desemprego recuou a níveis historicamente baixos. Apesar disso, o tom dominante na imprensa e entre analistas de mercado passou a ser o de alarde: desancoragem das expectativas, risco de descontrole fiscal, ameaça de hiperinflação. Amplificam-se cenários pessimistas diante de dados concretos que apontam estabilidade. Por que tamanha assimetria? Não é pelos indicadores – isso é evidente. A diferença está na relação política entre governo e chamado “mercado” – os donos do capital. Bolsonaro era lido como alinhado à agenda neoliberal, com Paulo Guedes à frente de um programa de privatizações e reformas. Isso funcionava como um escudo. Os problemas eram relativizados, tratados como conjunturais. Lula, ao contrário, carrega a marca de políticas sociais e maior presença do Estado. E isso desperta uma desconfiança estrutural no capital. O discurso de risco, nesse contexto, opera como instrumento de pressão política: ajuda a manter os juros elevados e a limitar a expansão de programas sociais. As consequências não são meramente retóricas. Ao amplificar riscos sob Lula, imprensa e mercado alimentam um ambiente de desconfiança que pode influenciar as decisões do Banco Central e inibir investimentos, influenciando decisivamente no humor eleitoral. Ao relativizar os problemas sob Bolsonaro, normalizaram uma situação de inflação elevada e deterioração fiscal. Em ambos os casos, a cobertura revela mais as disputas políticas do que a realidade dos números. O que se tem, portanto, é dois pesos e duas medidas na leitura da inflação brasileira. Com Bolsonaro, problemas reais foram tratados como conjunturais. Com Lula, a estabilidade virou alerta vermelho. A narrativa econômica não é neutra. Ela é atravessada por interesses políticos e ideológicos. Reconhecer essa assimetria é condição para entender não apenas os índices de preços, mas o jogo de poder que se desenrola em torno deles. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCCMN Conselho Monetário Nacional Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Defensoria processa Prefeitura de Petrópolis por falhas em elevador de hospital](https://politicariabrasileira.blog.br/defensoria-processa-prefeitura-de-petropolis-por-falhas-em-elevador-de-hospital/): Defensoria processa Prefeitura de Petrópolis por falhas em elevador de hospital Órgão pede conserto imediato do equipamento, plano emergencial de atendimento e indenização de R$ 10 milhões; elevador é o único meio de transporte de pacientes entre os andares do Hospital Nelson de Sá Earp. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 13/06/2026 Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, em Petrópolis — Foto: Anna Beatriz Thomás A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, por causa dos problemas recorrentes no elevador do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE). Segundo o órgão, a situação tem provocado impactos diretos no atendimento de pacientes e comprometido o funcionamento da unidade. De acordo com a ação, o equipamento é a única forma de transporte de pacientes em macas, cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida entre o térreo e os andares superiores do hospital, onde funcionam o Centro de Recuperação de Adultos (CRA), os leitos de internação e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Defensoria destaca que o elevador voltou a apresentar pane total em 10 de junho, agravando uma série de problemas já registrados na unidade. Entre as consequências apontadas estão o adiamento de procedimentos médicos, dificuldades na transferência de pacientes, retenção de altas hospitalares, superlotação dos setores de emergência e obstáculos para a realização de exames e cirurgias. Um dos casos citados envolve uma paciente de 77 anos que teve um cateterismo de urgência adiado porque não havia condições de transportá-la entre os setores do hospital. Segundo a Defensoria, as falhas no elevador não são recentes. O histórico de interrupções já havia sido denunciado por vereadoras do município, pela Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de Petrópolis e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). Na ação, o órgão argumenta que a situação compromete a continuidade do serviço público de saúde e viola direitos fundamentais, como o acesso à saúde, à vida e à dignidade humana, além de representar riscos para pacientes internados e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Ação pede plano emergencial Entre os pedidos apresentados à Justiça, a Defensoria solicita que o município seja obrigado a apresentar, em até 48 horas, um plano emergencial para garantir o funcionamento do hospital enquanto o elevador permanecer inoperante. O órgão também pede o conserto definitivo do equipamento no mesmo prazo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A ação requer ainda que a prefeitura apresente, em até 30 dias, um projeto definitivo para solucionar os problemas de acessibilidade vertical da unidade, incluindo a construção de uma rampa externa ou outra alternativa permanente que elimine a dependência exclusiva do elevador. Além disso, a Defensoria pede acesso aos documentos de manutenção do equipamento dos últimos cinco anos, a condenação do município ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e a realização de fiscalização contínua da infraestrutura de acessibilidade do hospital. O Hospital Municipal Nelson de Sá Earp é uma unidade de urgência e emergência que funciona 24 horas por dia e é o único hospital municipal de Petrópolis com atendimento especializado em trauma e saúde mental. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Dark Horse: o suposto elo entre o filme de Bolsonaro e o PCC, segundo a PF](https://politicariabrasileira.blog.br/dark-horse-o-suposto-elo-entre-o-filme-de-bolsonaro-e-o-pcc-segundo-a-pf/): Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” PF investiga financiamento de cinebiografia de Bolsonaro após identificar repasses de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, empresa intermediária e fundo nos EUA ligado a lavagem de dinheiro envolvendo o PCC Por Ivan Longo | Fórum 13/06/2026 Mario Frias com Flávio, Carlos e o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse” – Foto: Divulgação A Polícia Federal (PF) investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, após identificar repasses de R$ 61 milhões feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro por meio de uma empresa intermediária que também teria movimentado recursos com um fundo investigado por lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os valores teriam sido encaminhados a pedido do senador Flávio Bolsonaro para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A investigação expõe as entranhas financeiras de uma produção que se apresentava como iniciativa privada e transparente. A PF analisa transações realizadas por Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, destinadas ao suposto financiamento do filme. Cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o fundo de investimentos Havengate, sediado nos Estados Unidos. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado que atua para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro. A avaliação preliminar da PF é de que as operações podem configurar crime de evasão de divisas. O caso ganhou novos contornos porque o nome de Vorcaro já havia aparecido em um áudio vazado do próprio Flávio Bolsonaro, no qual o senador cobrava o repasse de recursos para financiar a produção. O que antes era tratado como polêmica política agora é objeto de investigação criminal formal, com a PF avaliando a necessidade de aprofundamento antes de qualquer conclusão definitiva. As conexões com o esquema de lavagem de dinheiro do PCC O ponto mais sensível da investigação envolve o destino paralelo de recursos da mesma estrutura financeira. A empresa intermediária dos repasses, a Entre Investimentos e Participações, também teria movimentado R$ 20 milhões com o FIDC Gold Style, fundo administrado pela Reag Trust. Esse fundo é investigado por receber cerca de R$ 1 bilhão de empresas identificadas como parte de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Documentos bancários obtidos pelo The Intercept Brasil apontam ainda uma transferência internacional via SWIFT datada de 13 de fevereiro de 2025, com remessa de US$ 2 milhões para o Havengate. Os registros indicam também um cronograma de quase US$ 24 milhões distribuídos em 14 desembolsos previstos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Apesar das conexões financeiras, a apuração destaca que isso não significa, por si só, que os Bolsonaro ou Vorcaro tenham relação direta com o PCC. Esse é justamente o ponto que a Polícia Federal busca esclarecer: o elo financeiro entre as estruturas. A defesa da produtora e a “perícia investigativa preventiva” Diante do avanço das investigações, a defesa da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse comandada por Karina Ferreira da Gama, adotou uma estratégia de antecipação jurídica. A empresa encomendou o que chamou de “perícia investigativa preventiva”, com o objetivo de demonstrar que não houve desvios nem uso de verbas públicas na produção. O laudo apresentado afirma que o custo total do filme foi de US$ 13,4 milhões (cerca de R$ 75 milhões) e sustenta que não foram identificados incentivos fiscais, Lei Rouanet ou recursos da Prefeitura de São Paulo. No entanto, o próprio documento limita seu escopo aos materiais fornecidos pela defesa. O nome de Daniel Vorcaro não aparece no laudo, e a origem final dos recursos que chegaram ao Havengate não é investigada pela perícia privada. O advogado da produtora, Ricardo Sayeg, também recomendou o adiamento da estreia do filme para depois das eleições, sob o argumento de preservar a “natureza cultural e artística” da obra e evitar associação com o processo eleitoral. Implicações políticas e jurídicas A investigação da PF desmonta, peça por peça, a narrativa de que Dark Horse seria uma produção privada, transparente e sem vínculos políticos relevantes. O áudio de Flávio Bolsonaro cobrando repasses de Daniel Vorcaro já havia levantado suspeitas sobre o envolvimento direto da família Bolsonaro na captação de recursos. Agora, a apuração formal sobre evasão de divisas, somada à conexão da empresa intermediária com um fundo investigado por movimentar recursos ligados ao PCC, amplia o alcance do caso. A perícia privada apresentada pela defesa não abrange a totalidade do fluxo financeiro e se limita ao material fornecido pela própria produtora. Do ponto de vista político, a investigação atinge diretamente uma narrativa construída pelo entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro de defesa da segurança pública e combate ao crime organizado. O pedido de adiamento do lançamento do filme, feito pela própria defesa, não encerra as dúvidas que seguem sob análise da Polícia Federal — e que ainda dependem de novas etapas de apuração para definição de responsabilidades. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) 13/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [MP denuncia 13 políticos por uso eleitoral de feira agropecuária bancada pelo Estado de Rondônia](https://politicariabrasileira.blog.br/mp-denuncia-13-politicos-por-uso-eleitoral-de-feira-agropecuaria-bancada-pelo-estado-de-rondonia/): MP denuncia 13 políticos por uso eleitoral de feira agropecuária bancada pelo Estado de Rondônia Governo bancou estrutura para feira que virou palco de suposta campanha antecipada; estado diz não ter sido notificado sobre ação do MP Por Guilherme Matos | O Estado de S.Paulo 12/06/2026 A feira Rondônia Rural Show foi usada por diversos pré-candidatos como palco para suposta campanha política antecipada Foto: Governo do Estado de Rondônia/Divulgação O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos — incluindo senadores, deputados e vereadores — por propaganda eleitoral antecipada em evento de agropecuária no estado. A Rondônia Rural Show 2026 foi bancada pelo governo estadual e, somente em diárias de servidores de uma secretaria, custou R$ 115 mil aos cofres públicos. Em nota, a Secretaria do Estado de Agricultura (Seagri) afirmou não ter sido notificada sobre a representação do MPE e disse não ter tomado conhecimento oficial do processo por nenhum meio formal até o momento. A secretaria declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos de controle e reiterou que todos os gastos públicos relacionados ao evento seguiram os trâmites legais e normativos aplicáveis. Na representação, o MPE sustenta que a feira realizada em Ji-Paraná entre os dias 25 e 30 de maio, foi utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação. Entre as condutas apontadas estão a instalação de outdoors, a distribuição de brindes personalizados e a veiculação de mensagens consideradas de apelo eleitoral. Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jaime Bagattoli (PL-RO) foram denunciados. Segundo o MPE, outdoors exibidos durante o evento associavam a atuação de Bagattoli à destinação de recursos e investimentos públicos. Já Marcos Rogério responde pela utilização de outdoor com a mensagem “A mudança que Rondônia quer”, interpretada como conteúdo eleitoral. Ele disputa o governo estadual em campo oposto ao do atual governador Marcos Rocha (União Brasil), cujo partido apoia a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil). Também figuram na ação os deputados federais Silvia Cristina Amancio Chagas (PP-RO), e Lúcio Mosquini (PL-RO), e os deputados estaduais Alex Redano (Republicanos) Cássio Gois (PSD), Cirone Deiró (União Brasil), Laerte Gomes (PSD), Nim Barroso (PL) e Cláudia de Jesus (PT). A deputada federal Silvia Cristina é acusada de distribuir bonés, camisetas e ventarolas com seu nome, fotografia e identificação parlamentar durante a feira. Completam a lista o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos (Republicanos), o vereador Márcio Freitas (PL) e a assessora técnica da Assembleia Legislativa de Rondônia Dalita da Silva Rover. Os representados terão oportunidade de apresentar defesa antes do julgamento pelo TRE-RO. Em nota, o MP informou que pediu a condenação dos agentes públicos, mas não especificou quais punições foram pedidas. A organização da Rondônia Rural Show 2026 mobilizou ao menos quatro servidores da Seagri por períodos que chegaram a 43 dias consecutivos. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que Érica Aparecida de Almeida Basques Ferrão recebeu R$ 34.888,00 em diárias, o maior valor individual entre os servidores. Scheyla Pessoa de Freitas recebeu R$ 32.930,00, Alex Fernandes Rosário, R$ 23.496,00, e Rafaela Alves da Silva Barreto, R$ 22.962,00. Juntos, os quatro acumularam R$ 115.276,00 em diárias pagas por uma das secretarias envolvidas na realização do evento. Segundo nota assinada pelo secretário de Agricultura, Luiz Paulo da Silva Batista, para a edição de 2026 o governo estadual investiu em infraestrutura, logística e serviços para a implantação de uma estrutura física de grande complexidade. A nota afirma ainda que a organização do evento exige “presença física contínua no local”. A secretaria afirmou que todos os gastos foram realizados “em estrita observância aos trâmites legais, normativos e de controle interno aplicáveis”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada EstadualDeputada FederalDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorJi-Paraná ROMPE Ministério Público EleitoralPL Partido LiberalPorto Velho ROPP ProgressistasPrefeitoPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorTRE-ROUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Após criação de novos penduricalhos, três procuradores do TCE-RJ receberam R$ 4,2 milhões cada em apenas um mês](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-criacao-de-novos-penduricalhos-tres-procuradores-do-tce-rj-receberam-r-42-milhoes-cada-em-apenas-um-mes/): Após criação de novos penduricalhos, três procuradores do TCE-RJ receberam R$ 4,2 milhões cada em apenas um mês Pagamentos ocorreram em outubro de 2025 e superaram os valores recebidos por conselheiros do tribunal. Segundo a corte, montantes correspondem a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de anos de trabalho. Por André Coelho Costa e Bette Lucchese | RJ2 12/06/2026 TCE-RJ rejeitou pedido para suspender concessão do metrô do RJ, nesta terça (7) — Foto: Reprodução Depois de revelar que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) recebeu quase R$ 3 milhões em um único mês, um levantamento do RJ2 identificou pagamentos ainda maiores dentro da corte. De acordo com a análise de contracheques emitidos a partir de outubro de 2025, três procuradores receberam, cada um, R$ 4,2 milhões líquidos em um único mês. Os valores foram pagos ao procurador-geral do TCE, Vittorio Constantino Provenza, ao subprocurador-geral Sergio Paulo de Abreu Martins Teixeira e ao ex-procurador-geral Henrique Cunha de Lima. Os pagamentos fazem parte de um conjunto de remunerações extraordinárias identificadas pelo RJ2 após a regulamentação de novos benefícios no tribunal. O levantamento também mostrou que dez altos funcionários do TCE receberam juntos mais de R$ 26 milhões líquidos em apenas um mês. Segundo a reportagem, parte dos valores corresponde a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de dez e até vinte anos e quitadas de uma só vez. A análise dos contracheques identificou duas resoluções assinadas pelo presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, pouco antes dos pagamentos. A primeira foi publicada em maio de 2025, logo após a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de uma lei que ampliou benefícios originalmente destinados ao Ministério Público do Estado. Durante a votação, uma emenda incluiu também integrantes do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas. A segunda resolução foi publicada em setembro e regulamentou dispositivos da nova legislação. Após a aprovação da lei e dos atos normativos do tribunal, novos benefícios passaram a integrar a remuneração de servidores da corte. Em nota, o Tribunal de Contas do Estado afirmou que os pagamentos citados não têm relação com os projetos aprovados pela Alerj nem com atos normativos editados pela própria corte. Segundo o TCE, os valores correspondem a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de anos de trabalho e referentes a direitos já constituídos. O tribunal acrescentou que os pagamentos respeitaram decisões do Supremo Tribunal Federal e destacou que devolveu recursos do orçamento ao governo do estado em 2025. Quase R$ 3 milhões em um mês O maior pagamento identificado foi do conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, que recebeu quase R$ 3 milhões em outubro. Segundo o contracheque, ele recebeu mais de R$ 388 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 2,5 milhões em outros valores indenizatórios, que incluíam, por exemplo, gratificação por excesso de trabalho. Outro caso que chamou atenção foi o da conselheira Mariana Montebello Willeman. Ela recebeu salários superiores a R$ 200 mil durante cinco meses consecutivos e, em fevereiro deste ano, o pagamento ultrapassou R$ 800 mil, sendo mais de R$ 141 mil de remuneração após deduções superiores a R$ 728 mil classificados como outros valores indenizatórios. O presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, recebeu mais de R$ 360 mil em outubro. O contracheque registra mais de R$ 172 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 195 mil em verbas indenizatórias. No mesmo mês, o conselheiro José Gomes Graciosa recebeu mais de R$ 1 milhão, sendo R$ 321 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 828 mil em outros valores indenizatórios. Já o vice-presidente do Tribunal, Thiago Pampolha, o mais recente integrante do colegiado, recebeu em março quase R$ 100 mil em pagamentos classificados como outros valores indenizatórios, totalizando R$ 95.815,53 nessa rubrica. Ao longo do período analisado, os sete conselheiros titulares receberam juntos R$ 11,8 milhões. Condenado recebeu auxílio-alimentação Dois conselheiros titulares estão afastados das funções na corte. Marco Antônio de Alencar, afastado há quatro anos e que responde a processo por corrupção, recebeu cerca de R$ 600 mil no período analisado. Já Domingos Brazão, condenado a 76 anos de prisão por ser apontado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e preso desde março de 2024, continua recebendo salário de aproximadamente R$ 35 mil. O levantamento identificou ainda que Brazão recebeu quase R$ 10 mil de auxílio-alimentação entre fevereiro e abril deste ano. A analista sênior da Transparência Brasil, Bianca Berti, afirmou que o pagamento dessas indenizatórias não são ilegais, mas são “imorais”. “Essas verbas elas eram regulamentadas por cada órgão. Então eles tinham certa autonomia para definir como é que eles iriam pagar e que tipo de benefícios eles queriam distribuir tanto para os conselheiros, quanto para os servidores”. “Nesse caso específico do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, eles estão, a princípio, legais. Imorais e irracionais”, afirmou ela. STF impôs transparência O levantamento do RJ2 só foi possível após o Supremo Tribunal Federal determinar maior transparência na divulgação das folhas de pagamento dos órgãos públicos, impedindo o uso de nomenclaturas que dificultassem a identificação das verbas recebidas. Os novos critérios para o pagamento dos chamados penduricalhos foram definidos pelo STF em março e passaram a produzir efeitos em maio. Desde então, segundo o levantamento, os pagamentos dos conselheiros passaram a ficar dentro do novo limite estabelecido, de até cerca de R$ 78,8 mil mensais, considerando as parcelas permitidas. Para Bianca Berti, o país precisa avançar para uma regulamentação mais clara sobre essas verbas. “A gente entende que seria muito positivo que o Brasil conseguisse construir uma legislação que desse conta dessas remunerações como um todo e dos benefícios que podem ser pagos e que não podem né”. “E principalmente é evitar que os órgãos tenham autonomia para desvirtuar verbas que são remuneratórias, que são benefícios decorrentes do trabalho que o servidor realiza, em verbas indenizatórias, que é a prática que esse alto escalão de certas instituições tem incorrido nesse processo de maximizar os ganhos deles próprios”, comentou. O que diz o TCE Em nota, o Tribunal de Contas do Estado afirmou que todos os pagamentos observaram rigorosamente a legislação vigente, as decisões do Supremo Tribunal Federal e os entendimentos aplicáveis sobre o tema. O órgão declarou que os valores destacados - [TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda](https://politicariabrasileira.blog.br/tcu-cria-penduricalho-que-pode-elevar-salarios-de-servidores-em-ate-15-entenda/): TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda Segundo o tribunal, Gratificação por Atuação de Alta Complexidade alcançará ‘número restrito de servidores’. E foi instituída nos moldes de pagamentos feitos pelo STJ e TST. Por Mariana Assis | g1 12/06/2026 O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) — Foto: Divulgação/TCU Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma gratificação para servidores que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento e desempenham atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional. 💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores. Em nota, o TCU afirmou que a gratificação alcançará um “número restrito de servidores” e que o impacto financeiro da medida está compatível com as dotações orçamentárias aprovadas para o órgão. A Corte não detalhou, no entanto, quantos servidores serão contemplados. A medida foi formalizada em ato publicado no boletim interno do tribunal nessa quinta-feira (11), assinado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e pelo vice-presidente, ministro Jorge Oliveira. A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pelo g1. Segundo o TCU, a gratificação foi instituída nos mesmos moldes de medidas implementadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF). Na justificativa da criação da Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica, de Fiscalização e de Gestão Institucional (GAAC), os ministros afirmam que o tribunal lida com um elevado volume de trabalho e que recebe, em média, cerca de 6 mil processos por ano e aprecia aproximadamente 80 mil atos de pessoal para fins de registro a cada exercício. De acordo com a portaria, o tribunal acompanha, anualmente, cerca de R$ 16,4 trilhões sob a ótica patrimonial, que considera bens, direitos e obrigações, e R$ 7 trilhões na perspectiva orçamentária, relacionada às receitas arrecadadas e às despesas empenhadas. “A GAAC possui natureza estritamente indenizatória e não integrará o vencimento ou a remuneração do cargo efetivo, tampouco comporá a base de cálculo para fins previdenciários ou para a apuração de quaisquer outros adicionais e gratificações”, diz trecho da portaria. “O TCU esclarece, ainda, que a instituição da gratificação decorre de ato administrativo editado no exercício de sua competência constitucional e em consonância com práticas recentemente adotadas por outros órgãos de cúpula do sistema de Justiça”, completou o tribunal, em nota. Notícia anteriorPróxima notícia CJF Conselho da Justiça FederalSTJ Superior Tribunal de JustiçaTCU Tribunal de Contas da UniãoTST Tribunal Superior do Trabalho Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Três policiais penais são presos por facilitar entrada de materiais proibidos e dinheiro em presídio de Japeri](https://politicariabrasileira.blog.br/tres-policiais-penais-sao-presos-por-facilitar-entrada-de-materiais-proibidos-e-dinheiro-em-presidio-de-japeri/): Três policiais penais são presos por facilitar entrada de materiais proibidos e dinheiro em presídio de Japeri Segundo as investigações, os agentes permitiam a entrada de materiais no presídio sem fiscalização em troca de vantagens financeiras. Por g1 Rio 12/06/2026 Material apreendido com policiais penais presos em flagrante — Foto: Divulgação Três policiais penais foram presos em flagrante na manhã desta sexta-feira (12) suspeitos de participar de um esquema de entrada irregular de materiais proibidos e dinheiro na Cadeia Pública João Carlos da Silva, em Japeri, na Baixada Fluminense. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), os agentes foram detidos durante uma operação da Corregedoria. Eles são investigados pelos crimes de associação criminosa e corrupção passiva qualificada. De acordo com as investigações, iniciadas no fim de maio pelo setor de inteligência da secretaria, os servidores permitiam a entrada de grandes volumes na unidade prisional sem a realização das revistas obrigatórias. A suspeita é de que eles recebiam vantagens financeiras para facilitar o ingresso de materiais ilícitos no presídio. Durante a ação desta sexta, os corregedores flagraram um dos policiais já dentro da unidade transportando, em uma mochila, nove maços de cigarro, dois carregadores de celular, alimentos, perfumes e ampolas de substâncias anabolizantes. Também foram encontrados cerca de R$ 28 mil em espécie. Ainda segundo a Seppen, o policial afirmou informalmente que os itens eram para uso próprio e que o dinheiro seria resultado da venda de uma motocicleta. No entanto, ele não apresentou documentação que comprovasse a negociação. O policial responsável pela portaria no momento da entrada do colega foi preso por supostamente não realizar a fiscalização obrigatória. Já o terceiro policial, que atuava no controle de acesso da unidade, também foi detido por suspeita de participação no esquema. Os celulares dos três agentes foram apreendidos e serão submetidos à perícia. A investigação aponta que o dinheiro encontrado seria destinado a detentos, com parte dos valores sendo repassada aos policiais envolvidos como pagamento pela atuação no esquema. As substâncias apreendidas foram encaminhadas para exame pericial, que irá confirmar a composição do material. Os três policiais penais permaneceram em silêncio durante o registro da ocorrência. Eles foram levados para a 63ª DP (Japeri), onde permaneceram custodiados à disposição da Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [‘Mandaram jogar até o coroa pro alto’: como o tráfico do TCP expulsava moradores das próprias casas](https://politicariabrasileira.blog.br/mandaram-jogar-ate-o-coroa-pro-alto-como-o-trafico-do-tcp-expulsava-moradores-das-proprias-casas/): ‘Mandaram jogar até o coroa pro alto’: como o tráfico do TCP expulsava moradores das próprias casas Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) cumpriu 43 mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (12). Por Felipe Freire, Jefferson Monteiro, Letícia Gil e Fernando Zuba | g1 12/06/2026 Tráfico do São Carlos passou a ameaçar moradores e comerciantes da Cidade Nova — Foto: Reprodução/TV Globo O braço do Terceiro Comando Puro (TCP) que expulsava moradores das próprias casas e extorquia de comerciantes via na posse de imóveis mais uma fonte de lucro. Nesta sexta-feira (12), a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) cumpriu 43 mandados de busca e apreensão contra o bando, que buscava expandir o domínio do Complexo de São Carlos para bairros do entorno, na região central do Rio de Janeiro, como a Cidade Nova. Em um áudio obtido pela polícia, um bandido fala sobre tirar um morador de casa: “O Marlon tava mandando eu jogar até o coroa pro alto e agarrar o imóvel.” Até a última atualização desta reportagem, 3 pessoas haviam sido presas em flagrante. Segundo a Draco, a tática do TCP era asfixiar moradores e comerciantes para forçar a desocupação do imóvel. “O tráfico de drogas desse complexo estava exigindo taxas exorbitantes para continuar o funcionamento, e com isso os comerciantes e moradores se viam obrigados a entregar o imóvel ou ser retirados mesmo”, informou o delegado Jefferson Ferreira. “Pessoas ligadas a essa organização invadiam o imóvel e se diziam ali legítimos possuidores”, emendou. A polícia afirma que esses locais viravam “patrimônio da facção” e eram usados pra lavar o dinheiro do tráfico. Os investigadores encontraram escrituras que, segundo eles, foram forjadas em cartório, para dar aparência de legalidade aos imóveis invadidos pelos criminosos. “Eles declaravam falsamente que exerciam a posse ali, induzindo a erro as pessoas que estavam comprando esses imóveis”, detalhou o delegado. Segundo a polícia, os criminosos consultavam uma suposta advogada para tirar dúvidas sobre como regularizar os imóveis. Segundo as investigações, um traficante de Minas Gerais que atua no São Carlos supervisiona as cobranças da população no entorno do complexo. Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão, coordena a venda de armas entre Minas e Rio. A polícia descobriu ainda que o principal chefe do São Carlos, Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, age de dentro da cadeia. Além dele, Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, e Marcílio Cheru de Oliveira também fazem parte do núcleo de comando da facção na comunidade. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 60 milhões e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens apontados como parte do esquema de ocultação patrimonial da organização. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-imita-eduardo-cunha-ao-apostar-em-pautas-bomba-contra-o-governo/): Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo Na mira de investigações, presidente do Senado investe contra os cofres públicos Por Bernardo Mello Franco | O Globo 12/06/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Em clima de festa junina, Davi Alcolumbre acendeu o pavio e tapou os ouvidos. O presidente do Senado articulou a aprovação de três pautas-bombas na quarta-feira. Somadas, elas podem custar mais de R$ 200 bilhões aos cofres públicos. No plenário, os senadores aprovaram a criação de mais uma linha de crédito rural. O pretexto foi socorrer produtores prejudicados por conflitos internacionais ou eventos climáticos extremos. Segundo cálculos da Fazenda, o agrado aos ruralistas deve custar R$ 140 bilhões em dez anos. Um de seus principais defensores foi o governador gaúcho Eduardo Leite, que ensaiou concorrer ao Planalto como expoente do liberalismo. A generosidade também se espalhou pelo corredor das comissões. A de Assuntos Sociais aprovou aumento de 275% no piso de médicos e cirurgiões-dentistas. A de Constituição e Justiça fez avançar proposta que reduz a idade de aposentadoria e concede benefício integral a agentes de saúde e combate a endemias. O impacto previsto é de R$ 30 bilhões para a União, sem contar os gastos extras de estados e municípios. É necessário valorizar o serviço público, mas os senadores não parecem movidos apenas pelo senso de justiça. Pesaram o ano eleitoral, que costuma inspirar bondades com dinheiro público, e a cruzada de Alcolumbre contra o Planalto. O presidente do Senado havia insinuado um armistício após derrubar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ignorado por Lula, resolveu voltar ao ataque. Alcolumbre está nervoso. Sabe que pode ser atingido pela delação do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, envolvido num esquema de fraudes em combustíveis. E teme o avanço das investigações do caso Master, que engoliu R$ 400 milhões de aposentados e pensionistas do Amapá. Sob pressão, o senador parece se inspirar no exemplo de Eduardo Cunha, que tentou usar as pautas-bombas para escapar da polícia na década passada. Para o ex-deputado, a festa não acabou bem. Notícia anterior GovernadorPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-e-pt-da-bahia-aparecem-em-novo-capitulo-das-revelacoes-de-vorcaro/): Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro Segredos do ex-banqueiro incluem pagamento milionário no exterior ao senador e detalhes de negócios dele com o partido de Lula Por Robson Bonin | Veja 11/06/2026 PAGAMENTO - Davi Alcolumbre: 30 milhões de dólares teriam sido depositados em contas no exterior (Carlos Moura/Agência Senado) Desde que eclodiu, o escândalo do Banco Master chama atenção por uma série de razões. Um dos maiores rombos financeiros da história do país, ele deixou um rastro de prejuízo estimado em mais de 50 bilhões de reais. A meteórica ascensão de Daniel Vorcaro e de sua instituição, sabe-se hoje, está intimamente ligada à construção de uma impressionante rede de conexões junto aos Três Poderes da República. O banqueiro transitava nas mais altas-rodas. Promovia festas nababescas, que misturavam atrizes, modelos estrangeiras, políticos, juízes, empresários e burocratas bem posicionados. Sua frota de jatos estava sempre à disposição dos poderosos e ele não economizava na hora de distribuir pequenos e grandes mimos a personagens influentes das mais diversas correntes ideológicas. Com acesso a tudo que o dinheiro pode comprar, parecia imune às adversidades reservadas aos mortais. Nada sugeria que essa situação um dia pudesse desmoronar. Até que desmoronou. Confinado há três meses em uma cela, Vorcaro, numa tentativa de mudar o destino que parece traçado, passou a emitir sinais de que pretende revelar segredos. Para conseguir mudar o futuro, o banqueiro precisa confessar seus crimes, contar os detalhes mais sórdidos de como construiu seu império e apontar nomes de comparsas e autoridades que se envolveram de alguma forma em suas trapaças. Essa possibilidade tem deixado Brasília em um característico estado de elevada tensão. Esse temor vai se mostrando justificado, conforme Vorcaro começa a revelar aos investigadores alguns de seus segredos. A nova leva de revelações pode comprometer nomes de altíssimo escalão, como autoridades graúdas do Congresso e membros do Judiciário. O ex-banqueiro promete detalhar crimes desconhecidos, como negociatas de valores vultosos e pagamentos de propinas. Por enquanto, são apenas palavras. Essas acusações graves precisarão ser acompanhadas das devidas provas. Se o ex-­banqueiro comprovar tudo o que diz, o que ele tem prometido fazer aos investigadores, o caso Master subirá a um patamar inédito em termos de escândalo. Conforme apurou a reportagem de VEJA, um dos novos e mais bombásticos segredos envolve o senador Davi Alcolumbre (União Brasil- AP), o presidente do Congresso. Segundo o relato, o ex-banqueiro teria feito a Alcolumbre um pagamento de 30 milhões de dólares, cerca de 155 milhões de reais. De acordo com proposta de confissão, o valor foi depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master, em transação operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. O ex-banqueiro se dispôs também a falar sobre seus negócios nebulosos com o PT da Bahia, citando especialmente Rui Costa, chefe da Casa Civil de Lula até recentemente, que se mostraram fundamentais para a ascensão meteórica do Master. Segundo ele, a história começou em 2007, durante o governo Jaques Wagner, com o nome de Cesta do Povo. A iniciativa foi criada para permitir que servidores públicos estaduais realizassem compras em supermercados públicos com desconto direto na folha de pagamento. Com a entrada de Vorcaro na operação, o CredCesta virou uma das principais operações de crédito consignado na Bahia, especialmente na modalidade de Reserva de Cartão Consignado. Em 2022, já na gestão de Rui Costa, sucessor de Wagner, um decreto estadual restringiu a portabilidade dessas dívidas para outros bancos, medida que ampliou a presença da instituição financeira no setor. Ou seja,na prática, o governo do PT baiano realizou uma manobra para se tornar um dos principais parceiros de Vorcaro. O ex-banqueiro ainda não detalhou a que custo se deu essa relação. Alcolumbre e Costa sempre negaram qualquer envolvimento em irregularidades no caso Master. Vale repetir que os relatos de Vorcaro podem soar como acusações vazias, sem as devidas comprovações das negociatas. Os segredos que o ex-banqueiro deseja trazer à luz do dia não ficam apenas nos casos de Davi Alcolumbre e Rui Costa. Conforme apuração de VEJA, em conversas recentes com os investigadores, ele citou um membro do Judiciário que teria recebido dele 15 milhões de reais, dentro de um negócio completamente fora do padrão. Segundo o relato, o pagamento foi efetuado por Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro que está preso, acusado de ser o operador financeiro das principais transações ilegais do Master. Vorcaro se prontificou a contar também os detalhes da atuação de outro membro do Judiciário que, segundo o ex-banqueiro, agiu secretamente na defesa dos interesses de seu banco quando a instituição já estava na iminência de ser liquidada pelo Banco Central no ano passado. Essa nova leva de revelações se soma a diversos rumores das últimas semanas de citações a outras autoridades por suposto envolvimento em negociatas do Master, a exemplo do senador Ciro Nogueira (PP-PI), do ex-governador do Rio Cláudio Castro e de Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Desde a prisão, Vorcaro e seus advogados vêm prometendo colocar esses segredos em uma proposta de delação a ser aprovada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A primeira proposta, rejeitada há cerca de três semanas, foi considerada superficial por se restringir a casos que já estão sob investigação e não agregar informações relevantes a episódios conhecidos. A segunda proposta, entregue no início da semana passada, também teria frustrado os investigadores por motivos parecidos. De acordo com a defesa do ex-banqueiro, a recusa encontra explicação em um movimento que ocorreu nos bastidores com o objetivo de inviabilizar o acordo de colaboração do ex-dono do Master. Os advogados de Vorcaro fizeram chegar ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que PF e PGR não pareceram devidamente interessadas em passar a limpo algumas das graves denúncias, citando com exemplos o pagamento ao senador Davi Alcolumbre no exterior, caso que teria sido prontamente descartado pelos investigadores, assim com as histórias envolvendo membros graúdos do Judiciário. Os defensores que levaram a reclamação ao Supremo asseguraram que elas são consistentes e acompanhadas - [PT pede que STF apure se "Dark Horse" virou caixa 2 para campanha de Flávio](https://politicariabrasileira.blog.br/pt-pede-que-stf-apure-se-dark-horse-virou-caixa-2-para-campanha-de-flavio/): PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio Partido pede que a Suprema Corte avalie emendas repassadas à ONG da produtora Por Helena Prestes e Tainá Falcão | CNN Brasil 10/06/2026 A fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), localizada na Praça dos Três Poderes em Brasília • Fellipe Sampaio/STF Brasília – O PT (Partido dos Trabalhadores) enviou nesta quarta-feira (11) ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, ficção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na petição enviada ao ministro Flávio Dino, o partido sustenta que a produção pode ter sido utilizada como “caixa 2” para o financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. O PT pede que o STF investigue “o envolvimento de emendas parlamentares e a destinação dos recursos financeiros relacionados ao filme, bem como a atuação dos agentes públicos, privados e das pessoas jurídicas envolvidas”. Segundo o documento, há indícios de que o dinheiro destinado oficialmente à produção do filme tenha sido utilizado para promoção político-eleitoral, sob o pretexto da produção audiovisual. Financiamento de Vorcaro A petição cita a participação do ex-banqueiro e ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no financiamento do projeto e o envolvimento direto de Flávio nas negociações do financiamento da produção. À CNN Brasil, Flávio Bolsonaro confirmou o repasse de US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 62 milhões) de Daniel Vorcaro para o filme. “O que se coloca em discussão é a possibilidade de que recursos milionários tenham sido canalizados para uma peça de propaganda política com impacto direto sobre o processo eleitoral de 2026”, afirma a legenda. O PT argumenta que, caso seja comprovado que recursos destinados ao filme foram utilizados para promover candidaturas ou movimentados por meio de estruturas destinadas a ocultar sua origem, a situação pode configurar abuso de poder econômico e caixa dois eleitoral. A legenda também questiona se todo o valor empenhado para a realização do filme foi realmente utilizado na produção. Ainda segundo a petição, os valores para a produção superariam os orçamentos de filmes premiados nacional e internacionalmente, enquanto relatos de bastidores veiculados pela imprensa mostram que o projeto teve corte de custos e problemas operacionais, fatos que seriam incompatíveis com o valor de financiamento do projeto. Equipe de produção Outro foco da petição é a rede de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao projeto “Dark Horse”. O PT pede a apuração das relações entre a produtora Go Up Entertainment, sua proprietária Karina Ferreira da Gama, o ICB (Instituto Conhecer Brasil) e outras entidades associadas ao mesmo grupo. Segundo o partido, investigações já em andamento apuram repasses de recursos públicos ao ICB, assim como possível utilização de contratos públicos e emendas parlamentares a entidades ligadas aos responsáveis pelo filme. A petição também pede a investigação da participação do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina roteiro e produção do filme. O PT afirma que o parlamentar aparece como “agente político interessado” e como destinador de emendas para entidades vinculadas aos responsáveis pela produção. Outras investigações No último mês, o MPTCU (Ministério Público junto ao TCU) também solicitou ao Tribunal de Contas que investigue eventuais irregularidades no filme “Dark Horse”. No requerimento, o MPTCU requer que a Corte decida pela adoção das seguintes medidas: apure eventual utilização de incentivos fiscais, benefícios tributários, mecanismos de renúncia fiscal ou patrocínios incentivados relacionados à produção audiovisual “Dark Horse”; investigue eventual utilização de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, convênios, contratos administrativos, termos de fomento ou instrumentos congêneres vinculados, direta ou indiretamente, à produção “Dark Horse”; apure possíveis aportes financeiros destinados à produção audiovisual provenientes de empresas vinculadas direta ou indiretamente ao Banco Master ou ao Sr. Daniel Vorcaro; apure eventual utilização de estruturas societárias, empresas intermediárias ou mecanismos financeiros destinados à ocultação da origem, titularidade ou destinação dos recursos empregados no empreendimento audiovisual; investigue a rastreabilidade financeira dos recursos mencionados nas reportagens jornalísticas, inclusive quanto ao fluxo financeiro entre pessoas físicas, pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais entidades eventualmente envolvidas nas operações relatadas. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalMP-TCUPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 O grande estrago 09/06/2026 O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação](https://politicariabrasileira.blog.br/lavanderia-da-familia-de-presidente-do-pl-rj-multiplica-por-oito-faturamento-no-governo-claudio-castro-com-mais-de-80-dos-contratos-sem-licitacao/): Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação Empresa tem como sócia uma tia idosa de Altineu Côrtes, que nega envolvimento; Max Clean fica no mesmo endereço de antiga firma do ramo que fez o pai do deputado ser preso Por Caio Sartori e Bernardo Mello | O Globo 10/06/2026 O deputado Altineu Cortes (PL-RJ) — Foto: Câmara dos Depuados Uma lavanderia registrada no nome da tia de 75 anos do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio, multiplicou por oito seu faturamento com o governo do Rio enquanto o aliado Cláudio Castro (PL) comandou o estado, entre 2020 e 2026. Mais de 80% dos contratos durante a gestão de Castro não passaram por licitação. Procurado, Altineu alegou não ter relação com a empresa e disse que não atuou em prol dos contratos. Focada em limpeza hospitalar, a Max Clean Lavanderia Industrial começou a fechar contratos com o poder público há nove anos. Entre 2017 e 2020, os governos de Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel pagaram R$ 9,6 milhões à empresa. Com Castro no comando do estado, os números deram um salto. Em seis anos, a lavanderia acertou compromissos de R$ 78,8 milhões com o governo do Rio e, dos 23 contratos fechados, 19 foram sem licitação. O endereço da Max Clean, no município de São Gonçalo, é o mesmo de uma antiga empresa do ramo, a Brasil Sul, que era do pai de Altineu. Xará do filho, ele foi preso em 2005 com base em investigação da Polícia Federal sobre fraudes nas redes de saúde federal, estadual e municipal no mesmo ramo de limpeza hospitalar. Voltaria a ser preso em 2009, na Operação Sexta-Feira 13, sob suspeita de lavagem de dinheiro por meio do envio de recursos ao exterior. Quando colocou em curso a Operação Roupa Suja, de 2005, a PF mostrou conversas do pai do deputado combinando esquemas para criar falsas concorrências em licitações. Outra suspeita recaiu sobre a prática de superdimensionar serviços a fim de cobrar mais caro pelo trabalho. A Justiça condenou Altineu Pires Coutinho, na primeira instância, em dois processos. No primeiro, a 14 anos e nove meses de prisão por fraude em licitação, formação de quadrilha e corrupção ativa. Depois, a oito anos por corrupção ativa. Decisões de tribunais superiores fizeram os condenados responderem a maior parte do tempo em liberdade. Dona desconhecida na empresa A Max Clean tem como única sócia Alice Maria Ramos Freitas, irmã da mãe de Altineu. O GLOBO esteve em quatro endereços de Niterói e São Gonçalo para conversar com Alice, mas não a encontrou. Ela também não foi localizada por telefone. Na sede da lavanderia, no bairro do Pacheco, um funcionário informou que funcionava ali a “lavanderia do Altineu” — e que nenhuma Alice era conhecida no local. Não havia um gerente que soubesse dar informações detalhadas sobre quem comanda de fato a empresa. Procurado, o deputado, que é o principal fiador da candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL) ao Palácio Guanabara, negou vínculo atual com a empresa em nome da tia, embora admita já ter sido sócio da lavanderia que funcionava no mesmo local décadas atrás, a Brasil Sul. — Não tenho nada a ver com essa lavanderia. Me desvencilhei dela em 2001, antes da minha primeira eleição, e nunca mais pisei lá, desde antes de a operação (de 2005) quebrar a empresa. Não sei nem quem está como sócio dela — diz. Na investigação de 2005, a PF mencionou que o atual presidente do PL-RJ havia sido sócio da lavanderia Brasil Sul, embora ele não tenha entrado no foco das apurações que levaram o pai à prisão. Altineu diz que quando entrou na política, em 2002, se desfez da sociedade de algumas empresas da família. Quatro anos depois, o deputado declarou à Justiça Eleitoral, como parte de seus bens, que tinha R$ 720 mil a receber pela venda de uma parcela da lavanderia. Contratos com a Fundação Saúde Todos os contratos da Max Clean na esfera estadual foram firmados com a Fundação Saúde, entidade vinculada à Secretaria de Saúde e responsável por gerir a rede. A fundação é um tradicional feudo do PP no estado, e Altineu afirma que “nunca pediu nada” relacionado ao órgão. Nos últimos meses, tanto a secretaria quanto a fundação vêm passando por auditorias do governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto. No início de maio, Couto determinou, além de exonerações, a criação de um modelo de avaliação de desempenho dos servidores. Entre os contratos da lavanderia da família de Altineu que dispensaram a concorrência, destaca-se um de 2024 que garantiu à Max Clean, por um ano, o serviço de limpeza de roupas hospitalares do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Norte do Rio. O valor é de R$ 8,2 milhões, o que dá uma média de mais de R$ 600 mil por mês. Já o maior contrato da lavanderia foi assinado após licitação em março de 2024 e chegou a R$ 37,9 milhões, depois de aditivos triplicarem o valor previsto originalmente. Ativo até hoje, o documento dá à empresa o direito de exercer o serviço de limpeza hospitalar de sete unidades da rede estadual. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 O grande estrago 09/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade](https://politicariabrasileira.blog.br/psd-aciona-mprj-contra-ex-secretario-e-claudio-castro-por-improbidade/): PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade Partido alega abusos e perseguição política na prisão de vereador Salvino Oliveira, aliado de Eduardo Paes Por Pedro Penteado | CNN Brasil 10/06/2026 Vereador Salvino Oliveira (PSD) preso em operação contra o Comando Vermelho • Reprodução São Paulo – O PSD (Partido Social Democrata) protocolou no MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) na segunda-feira (09) uma representação por improbidade administrativa contra o ex-secretário da Polícia Civil do estado e pré-candidato a deputado federal Felipe Curi (PP), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o delegado Pedro Cassundé. O pedido se deu pela causa da condução da prisão e investigação do vereador Salvino Oliveira (PSD), em março deste ano, por supostamente negociar diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, envolvido com o CV (Comando Vermelho), uma autorização para fazer campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, que está sob domínio da facção carioca. O partido do pré-candidato ao Palácio das Laranjeiras, Eduardo Paes, alegou que houve múltiplos abusos e ilícitos na deflagração da prisão do vereador e o uso incorreto do aparato policial para perseguição política; a divulgação de dados sigilosos em redes sociais e a exploração da imagem do investigado como base para um discurso de ataque político. O partido também questiona a condução dos interrogatórios feitos pelo Delegado Pedro Cassundé com familiares, que os qualificou como “voluntários”, mas que foram submetidos, sem a presença de advogado, a responder perguntas sobre Salvino Oliveira. A sigla argumenta que a ordem da prisão deflagrada não foi organizada sob o controle do MP (Ministério Público) fluminense em parceria com o Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) como costuma ocorrer em operações que envolvem o crime organizado. Segundo eles, a operação teria sido organizada por um setor da Polícia Civil, comandada pelo então secretário Felipe Curi e o delegado Pedro Cassundé, integrantes do Departamento Geral de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. O envolvimento do vereador com o CV alegado pela corporação, segundo a defesa do PSD, ocorreu após um dialogo supostamente travado entre terceiros, em 2025 — um ano antes da operação —, onde um dos interlocutores questiona a procedência da autorização de Salvino fazer campanha dentro da comunidade. Uma das principais reclamações do partido é a construção política por trás da prisão. Eles defendem que o ex-governador Cláudio Castro teria mandado a detenção pelo fato de o vereador ser aliado político do então prefeito Eduardo Paes. O feito, segundo a peça, se caracterizaria como “mais uma evidência de abuso de poder, de perseguição, de desrespeito deliberado e consciente ao devido processo legal, de perseguição política”. Entenda o caso Em março deste ano, o vereador foi preso durante uma operação da PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) contra o CV, na capital carioca. Além dele, outros cinco policiais militares foram detidos. Conforme as investigações, o político teria negociado a autorização articulando benefícios ao CV como forma de compensação através de ações voltadas à população local. A definição da parte dos beneficiários teriam sido determinadas por integrantes do crime organizado, sem processo público aparente. A investigação teria apurado a participação direta de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, um dos principais líderes do CV. Segundo a apuração, Márcia Gama, esposa do líder e mãe do artista Oruam, atuava na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional. Entre as ações estão serviços, imóveis e outros negócios usadas para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Salvino Oliveira tem 28 anos e nasceu na Cidade de Deus, zona oeste do Rio. Formado em gestão pública, tornou-se o secretário municipal mais jovem da cidade, aos 22 anos, ao assumir a Secretaria da Juventude na gestão do prefeito Eduardo Paes. Nas eleições municipais seguintes, em 2024, foi eleito vereador pelo PSD com mais de 27 mil votos. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMP-RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Militar PMPP ProgressistasPSD Partido Social DemocráticoVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Empresas contratadas por prefeituras eram usadas em esquema de desvio e lavagem de dinheiro ligado às eleições de 2024, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/empresas-contratadas-por-prefeituras-eram-usadas-em-esquema-de-desvio-e-lavagem-de-dinheiro-ligado-as-eleicoes-de-2024-diz-pf/): ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino De acordo com a Polícia Federal, os valores eram transferidos para essas contas e sacados rapidamente em dinheiro vivo. Por g1 MA 10/06/2026 Entenda como funcionava esquema de desvio de verbas e caixa 2 nas eleições de 2024 no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Federal São Luís, MA – Os dois grupos suspeitos de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais nas eleições de 2024 no Maranhão, alvos de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (10), atuavam por meio de empresas contratadas por prefeituras e utilizavam mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos. Os valores eram transferidos para essas contas e sacados rapidamente em dinheiro vivo. Os grupos contavam com a ajuda de um gerente de banco em São Luís. Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos. O g1 apurou que entre os alvos estão prefeitos das seguintes cidades: Edésio Cavalcanti (Republicanos), de Turiaçu; Neto Carvalho (PDT), de Araioses; Marcio Viana (PSB), de Godofredo Viana; Nonato Carvalho (PDT), de Magalhães de Almeida; Ivaldo Ribeiro (Avante), de Miranda do Norte.   As movimentações financeiras teriam aumentado semanas antes das eleições e neste período, transações suspeitas chegaram a quase R$ 10 milhões. Em apenas um dos grupos investigados, cerca de R$ 2 milhões foram movimentados para repasses ilegais. O dinheiro era sacado das contas das empresas e transferido para contas de laranjas. Os policiais encontraram planilhas de “caixa dois” e arquivos com detalhes sobre a entrega dos valores e o monitoramento da presença policial perto do banco. Segundo a PF, os valores eram distribuídos entre servidores. Os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva e desvio de recursos públicos. Sobre a operação A operação Fundo Oculto foi deflagrada para desarticular dois grupos suspeitos de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais nas eleições de 2024 no Maranhão. Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, o afastamento de um servidor público e o bloqueio de bens no valor de R$ 4 milhões. Foram apreendidos R$ 21,7 mil na residência de um dos investigados. O que dizem os envolvidos? Em nota, o prefeito Neto Carvalho (PDT) informou que “desconhece os fatos objeto da investigação e que permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos”. Já Nonato Carvalho (PDT) afirmou que recebeu com naturalidade a notícia da investigação e esclarece que não possui conhecimento acerca dos fatos que estão sendo objeto de apuração (leia, abaixo, as notas na íntegra). O g1 tentou contato com as defesas dos demais investigados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Nota da Prefeitura de Araioses “A Prefeitura Municipal de Araioses e o Prefeito Neto Carvalho tomaram conhecimento da Operação Fundo Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, no âmbito de investigações relacionadas ao processo eleitoral de 2024. O gestor reafirma seu absoluto respeito às instituições, à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, colocando-se à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários. Neto Carvalho esclarece que desconhece os fatos objeto da investigação e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos que eventualmente sejam solicitados, reafirmando seu respeito ao trabalho desenvolvido pelos órgãos de investigação e controle. Por fim, o Prefeito reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício responsável da função pública, permanecendo focado no trabalho em favor da população de Araioses. Araioses/MA, 10 de junho de 2026. NETO CARVALHO, Prefeito Municipal de Araioses” Nota da Prefeitura de Magalhães de Almeida “Em relação à Operação Fundo Oculto, recentemente deflagrada pela Polícia Federal, a Prefeitura de Magalhães de Almeida informa que acompanha com atenção as informações divulgadas pelos órgãos competentes. O Prefeito Nonato Carvalho recebeu com naturalidade a notícia da investigação e esclarece que não possui conhecimento acerca dos fatos que estão sendo objeto de apuração. Ressalta, ainda, que permanece à disposição das autoridades para fornecer quaisquer informações ou esclarecimentos que eventualmente sejam necessários. O gestor municipal reafirma sua confiança no regular funcionamento das instituições públicas e no trabalho técnico desempenhado pelos órgãos de controle e investigação, destacando a importância da plena elucidação dos fatos dentro do devido processo legal. A Administração Municipal segue concentrada no cumprimento de suas atribuições e na execução das ações voltadas ao desenvolvimento de Magalhães de Almeida, sempre pautada pelos princípios da legalidade, da transparência e da responsabilidade na gestão pública. Magalhães de Almeida/MA, 10 de junho de 2026. NONATO CARVALHO, Prefeito Municipal de Magalhães de Almeida” Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGovernador Valadares MGManhuaçu MGMatias Barbosa MGPedrinópolis MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalVarjão de Minas MG Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Vídeos mostram suposto descarte de restos de caixões em lixão de Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/videos-mostram-suposto-descarte-de-restos-de-caixoes-em-lixao-de-teresopolis/): Vídeos mostram suposto descarte de restos de caixões em lixão de Teresópolis Secretaria de Meio Ambiente afirma que imagens sobre o Lixão do Fischer são antigos e diz que situação atual do local é diferente. Por Juliana Guzzo | g1 10/06/2026 Restos de caixões e lixo jogados em Teresópolis — Foto: Divulgação Teresópolis – Vídeos que circulam em grupos de mensagens mostram o suposto descarte de restos de caixões no Lixão do Fischer, no bairro da Prata, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. As imagens geraram questionamentos entre moradores, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirmou que o material é antigo e não reflete as condições atuais da área. Nos registros, é possível ver sacos de lixo contendo partes de caixões descartadas na área. Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi procurada para esclarecer a situação. Segundo o secretário da pasta, coronel Leonardo Maia, as imagens são antigas e não retratam o cenário atual do local. De acordo com ele, a situação mostrada nos vídeos não corresponde à realidade da área neste momento. O secretário também afirmou que estão sendo realizadas obras de melhoria sanitária e de segurança no espaço. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que não tinha conhecimento sobre a denúncia envolvendo o descarte de restos de caixões. O órgão ressaltou que o Lixão do Fischer está oficialmente fechado desde 2018. Ainda segundo o MP, embora o lixão tenha sido desativado, o local ainda funciona como ponto de transbordo de resíduos. Nesse sistema, o espaço é utilizado como etapa intermediária, onde o lixo é reunido antes de ser encaminhado para aterros sanitários licenciados ou outras unidades adequadas de destinação final. A área já foi alvo de outros episódios envolvendo resíduos. Em 2023, um incêndio atingiu o local e provocou uma grande cortina de fumaça, afetando moradores e motoristas que passavam pela região. O Ministério Público também informou que está prevista para a próxima quinta-feira (11), às 14h, uma audiência para discutir a situação do Lixão do Fischer. O encontro deve reunir representantes do município, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. Notícia anteriorPróxima notícia INEA Instituto Estadual do Meio AmbienteMP-RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Polícia Federal cumpre mandados em PE e no RJ após fundo previdenciário de Paulista investir mais de R$ 3 milhões no Master](https://politicariabrasileira.blog.br/policia-federal-cumpre-mandados-em-pe-e-no-rj-apos-fundo-previdenciario-de-paulista-investir-mais-de-r-3-milhoes-no-master/): Polícia Federal cumpre mandados em PE e no RJ após fundo previdenciário de Paulista investir mais de R$ 3 milhões no Master Operação Take Over cumpre, nesta quarta-feira (10), dez mandados de busca e apreensão no Recife, em Paulista e no Rio de Janeiro para apurar irregularidades na gestão do PreviPaulista. Por Taynã Olimpia, Bruno Marinho, Léo Arcoverde, Tulio Amanso e Rafael Nascimento | g1 PE e g1 RJ 10/06/2026 Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Paulista, no Grande Recife — Foto: PF/Divulgação A Polícia Federal (PF) investiga irregularidades na gestão do fundo de previdência de Paulista, no Grande Recife, após a aplicação de mais de R$ 3 milhões no Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025. Nesta quarta-feira (10), a Operação Take Over cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Segundo a PF, as aplicações irregulares provenientes do fundo municipal foram direcionadas a “investimentos com grau de risco por meio de decisões em desacordo com as normas legais e com os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários”. As aplicações foram feitas em letras financeiras – que é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras para captar recursos – do Banco Master. A PF apura, ainda, indícios de esvaziamento das funções do comitê de investimentos responsável pela análise técnica e pela aprovação das aplicações financeiras do fundo previdenciário. Segundo a investigação, isso pode ter comprometido os mecanismos de controle e fiscalização dos recursos destinados à aposentadoria dos servidores municipais. “A investigação busca esclarecer se a conduta caracteriza gestão temerária ou fraudulenta e apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, além do recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo”, disse a PF em nota sobre a Operação Take Over. Segundo o Ministério da Previdência Social, a quantidade de assegurados e beneficiários do fundo de previdência em Paulista é de 5.335 pessoas. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal e são cumpridos no Recife; em Paulista, na Região Metropolitana; e na cidade do Rio de Janeiro, em residências e empresas. Ninguém foi preso na operação, segundo a PF. Uma das pessoas ouvidas nesta quarta-feira foi a diretora-presidente do PreviPaulista, Giovanna Maria Oliveira da Conceição Cordeiro, que não era gestora do fundo na época das supostas irregularidades (veja resposta do instituto mais abaixo). A prefeitura de Paulista disse que “todas as informações e documentos solicitados estão sendo disponibilizados aos órgãos competentes”. Já o PreviPaulista afirmou que sua capacidade financeira de honrar com os compromissos “permanece plenamente assegurada, e o pagamento dos benefícios previdenciários aos servidores não foi e não será afetado por este evento” (veja notas mais abaixo). O g1 questionou à PF o que foi apreendido nas três cidades, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz a prefeitura de Paulista Em nota, a prefeitura de Paulista afirmou que: policiais federais foram ao Instituto de Previdência Social do Município do Paulista (PreviPaulista) “para a realização de diligências relacionadas à apuração de aportes financeiros efetuados, no ano de 2024, junto ao Banco Master”; “a atual gestão esclarece que os fatos objeto da investigação referem-se a atos praticados na administração anterior”; “desde o início da diligência, todas as informações e documentos solicitados estão sendo disponibilizados aos órgãos competentes, em total colaboração com o trabalho investigativo”. a gestão municipal e o PreviPaulista “permanecem à disposição das autoridades para contribuir com os esclarecimentos necessários e acompanharão o andamento das apurações pelos canais institucionais competentes”.   O ex-prefeito de Paulista Yves Ribeiro (MDB), que chefiava o município em 2024, divulgou uma nota de esclarecimento em que disse não ter autorizado ou realizado nenhuma aplicação de recurso do Regime Próprio de Previdência de Paulista. “Trata-se de entidade com autonomia, independência, com seus conselhos de administração e investimentos. Posso afirmar que jamais iria orientar ou aconselhar investimentos em bancos que não fossem os bancos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, ou bancos privados como o Bradesco e o Itaú. Sempre pautei minha vida com trabalho e honestidade. Uma vida pública marcada por zelo ao erário público. Acompanharei atento os desdobramentos das investigações, primando sempre pela verdade e justiça”, diz a nota. Resposta do fundo previdenciário de Paulista Por meio de nota assinada pela diretora-presidente do PreviPaulista, Giovanna Maria Oliveira da Conceição Cordeiro, o instituto disse que: “desde o início da diligência, […] disponibilizou integralmente todos os documentos e informações solicitados pelos agentes federais, em total colaboração com o trabalho investigativo”; “os fatos objeto da apuração referem-se a ato praticado em fevereiro de 2024, no curso da gestão anterior do Instituto”; “reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos”; “muito antes da deflagração da operação policial, […] já havia identificado, apurado e encaminhado aos órgãos de controle as irregularidades relacionadas ao investimento”.   Ainda no texto, a autarquia responsável pela gestão previdenciária dos servidores públicos municipais de Paulista listou as providências adotadas, em ordem cronológica, que “demonstram a diligência do Instituto”. Foram elas: Julho de 2025: realização de um diagnóstico da carteira de investimentos e atenção específica às letras financeiras do Banco Master; Ainda em 2025: monitoramento “em regime intensivo” dos sucessivos rebaixamentos da classificação de risco do Banco Master pela agência Fitch Ratings; 21 de novembro de 2025: três dias após a decretação da liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil, teve início o “processo de contingenciamento debatido pelo atual Comitê de Investimentos, que não aprovou o investimento no Master em 2024”; 8 de janeiro de 2026: instauração, através da Portaria nº 02/2026, de “uma Sindicância Administrativa Investigativa, conduzida por comissão composta exclusivamente por servidores do quadro efetivo, com colheita de depoimentos de todos os envolvidos no processo decisório”; Março de 2026: conclusão do Relatório Final da Sindicância, que apontou que a aplicação nas letras financeiras do Master foi uma decisão unilateral do então diretor-presidente do PreviPaulista, integrante da gestão anterior, “sem deliberação colegiada prévia do Comitê de Investimentos, sem consulta à consultoria de investimentos e sem a elaboração do Atestado de - [O grande estrago](https://politicariabrasileira.blog.br/o-grande-estrago/): O grande estrago Como a fraude do BRB arruinou as finanças do Distrito Federal, balançou o sistema financeiro e expôs a fragilidade das instituições Por Consuelo Dieguez | Piauí 09/06/2026 O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, hoje preso na Papudinha, e o ex-governador Ibaneis Rocha – Agência Brasília Rio de Janeiro – Algumas semanas antes de a União e o governo do Distrito Federal, no dia 28 de maio, assinarem um termo de conciliação, mediado pelo ministro do STF, Luiz Fux, para buscar uma solução que evite a quebra do Banco Regional de Brasília (BRB), os seis maiores bancos do país receberam um alerta preocupante do Banco Central.  Banco do Brasil, Bradesco, BTG, Caixa Econômica Federal, Itaú* e Santander, responsáveis pelo grosso do dinheiro do fundo, ouviram o seguinte: caso o BRB, atolado até o pescoço em uma fraude bilionária com o Master, quebrasse, a conta para o FGC seria monumental. Pelos cálculos do BC, apenas para reembolsar os clientes da instituição estatal, nesse caso, não só os CDBs, mas também depósitos à vista, o FGC teria que desembolsar, no mínimo, 17 bilhões de reais.  Criado em 1995, o FGC garante o ressarcimento de valores até 250 mil reais por CPF ou CNPJ para quem tinha aplicações financeiras em instituições que acabem de quebrar. Essa rede de proteção, porém, não é infinita – e anda cada vez mais curta. O rombo estratosférico do Master custou ao fundo 60 bilhões de reais, reduzindo o saldo, que chegou a 132 bilhões, para 72 bilhões de reais. Com o BRB na corda bamba, uma nova ameaça se instaurava no horizonte. O banco estatal tem, atualmente, 30 bilhões de reais em depósitos judiciais em custódia nos Tribunais de Justiça da Bahia, do Distrito Federal, de Alagoas, da Paraíba e do Maranhão. O problema é que os recursos não estão mais disponíveis no seu caixa. Foram investidos em diversos negócios da instituição, os quais nem o BC tem ideia – dado o histórico de fraudes do BRB – se são rentáveis e, acima de tudo, seguros. Para completar o imbróglio, o BRB é responsável por gerir os pagamentos dos servidores e aposentados do Distrito Federal e de administrar o pagamento dos serviços públicos, como passagens de ônibus e vale transporte. Isso, afora todos os serviços de dados do Distrito Federal e mais uma batelada de operações da instituição com a administração pública, que ficariam paralisadas caso o banco não recebesse oxigênio para sobreviver e fosse liquidado pelo Banco Central. Em suma, a hecatombe era iminente.  Parecia óbvio tanto para o BC quanto para o mercado que, pela gravidade do crime cometido e pela sua inviabilidade financeira, após queimar 21,7 bilhões de reais em operações fraudulentas com o Master, o destino do BRB não deveria ser outro que não a liquidação. Mas a luz vermelha acendeu no sistema financeiro. Por se tratar de um banco de varejo, que opera nacionalmente e tem negócios cruzados com várias outras instituições, a liquidação do BRB não apenas impactaria o patrimônio do FGC, como tinha potencial para desencadear uma crise muito maior. “O BRB, diferente do Master, é um banco que tem depósitos grandes o suficiente para provocar um impacto no sistema”, me disse um importante agente do mercado. “E banco de varejo quebrar é sempre complicado. Gera corrida por saque.” O BRB, me disse ele, apesar do lucro insignificante, tem valor, “ao contrário do Master, cujo único negócio era roubar dinheiro dos outros”. Por essa razão, disse, salvar o BRB fazia sentido. Mas fez uma ressalva. “Esse salvamento tem que ser feito pelo estado mais rico do país, que é o Distrito Federal, que tem o maior PIB per capita da federação. Essa conta tem que ficar com o Distrito Federal, já que foram seus governantes que criaram a fraude.” A tensão no sistema financeiro era grande. Além da irritação dos grandes bancos com o Banco Central, por ter deixado a fraude do Master correr solta a ponto de contaminar um banco de varejo, como o BRB, havia também um mal-estar com as plataformas responsáveis por despejar os CDBs do Master no mercado. Em abril, numa reunião a portas fechadas na Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, houve uma lavação de roupa suja entre os dirigentes de instituições financeiras, com dedos apontados, principalmente, para o presidente-executivo do conselho da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, cuja plataforma foi a que mais distribuiu CDBs do Master, seguida do BTG. A discussão acabou se transformando em um bate-boca inflamado, com acusações de todos os lados. O governo federal, até então, se mantinha à margem da confusão. O Ministério da Fazenda considerava que esta era uma questão para ser resolvida entre o BRB, o governo do Distrito Federal, o sistema financeiro e o Banco Central. Mas, então, a União foi repentinamente envolvida no caos, com sérios riscos de que toda a sociedade brasileira sofresse as consequências da falcatrua perpetrada pela direção do BRB, subordinada ao então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Tudo começou no dia 1o de abril deste ano, quando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ligou para Celina Leão que, dois dias antes, assumira a cadeira de governadora do Distrito Federal, no lugar de Ibaneis, que se desincompatibilizara para concorrer à eleição ao Senado. O ministro queria tratar de um assunto premente, afeito à sua pasta. Em razão do ataque dos Estados Unidos ao Irã, o Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, havia proposto aos estados e ao Distrito Federal que reduzissem ou até zerassem, temporariamente, o ICMS incidente sobre a importação de diesel para conter a alta do combustível. A União, por sua vez, compensaria parte da perda de arrecadação. Todos os governadores concordaram com a proposta, com exceção de Ibaneis. Com a saída de Ibaneis do cargo, Durigan voltou a exigir a cooperação do DF. Ele informou à governadora que, inclusive, já havia recebido reclamação de secretarias do DF, entre elas a de Transporte, dizendo que o aumento do diesel afetaria muito o transporte público local. Celina Leão concordou com a proposta do Confaz e - [O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação](https://politicariabrasileira.blog.br/o-que-vorcaro-diz-sobre-o-filme-de-bolsonaro-na-nova-delacao/): O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação Banqueiro Daniel Vorcaro citou o patrocínio ao Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, em sua nova proposta de delação premiada Por Igor Gadelha | Metrópoles 09/06/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro | Arte/Metrópoles A notícia de que Daniel Vorcaro citou o patrocínio ao filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro na nova proposta de delação premiada deixou alguns bolsonaristas inicialmente apreensivos. Nos bastidores, porém, aliados de Vorcaro dizem não haver motivos para preocupação. Isso porque, segundo eles, o banqueiro sustenta na delação que não teria havido irregularidades na negociação do patrocínio. De acordo com interlocutores, o dono do Banco Master diz, na delação, que a negociação entre ele e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o patrocínio teria sido republicana e não envolveria contrapartidas. Na proposta, segundo apurou a coluna, Vorcaro esclarece como se deu as tratativas e informa que o dinheiro do patrocínio foi enviado pelo banqueiro para um fundo nos Estados Unidos. Os recursos foram enviados por uma empresa ligada a Vorcaro para o fundo offshore Havengate. O fundo tem como agente legal o escritório de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Aliados ressaltam que Vorcaro apresentou explicações somente até o pagamento do patrocínio e não deu qualquer garantia de que os recursos foram realmente usados no filme. Por que Vorcaro falou sobre o filme na delação Se não houve irregularidade na negociação, por que, então, Vorcaro teria dedicado uma parte de sua nova proposta de colaboração a falar sobre o patrocínio do filme sobre a vida de Bolsonaro – Dark Horse? Aliados do banqueiro dizem que ele decidiu mencionar o fato em razão do vazamento das mensagens nas quais ele e Flávio falam sobre o patrocínio. O objetivo de Vorcaro seria esclarecer os fatos. A nova delação de Vorcaro A nova proposta de delação premiada do dono do Banco Master foi entregue pelos advogados do banqueiro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 1º de junho. A expectativa da defesa de Vorcaro agora é de que PF e PGR deem resposta sobre a nova proposta até o fim desta semana, quando acaba o prazo do acesso ampliado dos advogados ao banqueiro. A pedido da defesa, o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, autorizou os advogados a despacharem com Vorcaro das 9h às 17h durante a semana, até a sexta-feira (12/6). A autorização foi dada por Mendonça desde a semana retrasada. O objetivo foi permitir que os advogados do dono do Banco Master produzissem a nova proposta de colaboração premiada. A desconfiança da PF Como noticiou a coluna, a Polícia Federal desconfia que parte dos recursos enviados por Vorcaro como patrocínio ao filme sobre Bolsonaro teriam sido usados para outro objetivo. Mais do que despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro, investigadores apuram se os recursos também financiaram o lobby do ex-deputado contra autoridades brasileiras em articulação com o governo Trump. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [O caminho do dinheiro](https://politicariabrasileira.blog.br/o-caminho-do-dinheiro/): O caminho do dinheiro Desde a publicação da primeira reportagem da série Vaza Flávio, um dos esforços de aliados do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, tem sido convencer o público de que as revelações não se sustentam. Uma das vozes na tentativa de deslegitimar o nosso trabalho tem sido a do comentarista Paulo Figueiredo. Por Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 09/06/2026 Planilha e comprovante bancário mostram como Vorcaro enviou dinheiro aos EUA para financiar ‘Dark Horse’ “Começaram com o Intercept dizendo que eram 134 milhões do Vorcaro pro filme. Caiu para 61 milhões no Metrópoles. Depois, 2 milhões no Globo. Já já vocês vão descobrir que NÃO TEM dinheiro do Vorcaro no filme”, escreveu o aliado da família Bolsonaro no X, em 13 de maio. A tese de discrepância nos valores ganhou força a partir de postagens falsas compartilhadas por parlamentares e páginas bolsonaristas, alegando que o Intercept teria recuado das informações, “pedido desculpas” ou admitido não possuir provas de que Daniel Vorcaro financiou o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Isso já foi amplamente refutado. A alegação é mentirosa por vários motivos, mas o mais importante deles é que a primeira reportagem da nossa série sempre distinguiu dois números importantes para entender a negociata: os 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões, em valores convertidos pela cotação da época) negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme; e os 10,6 milhões de dólares (equivalentes, naquele período, a R$ 61 milhões) efetivamente pagos. Uma semana depois, em 20 de maio, Figueiredo questionou se o trabalho do Intercept revelaria, de fato, “transações financeiras”. E acrescentou: “Se não vierem (como Flávio jura e como eu acredito, até o momento), a credibilidade voltará aos poucos”. Pois bem: a edição desta semana da newsletter Cartas Marcadas traz documentos inéditos que comprovam de maneira irrefutável que houve repasses financeiros. Planilha detalha fluxo de pagamentos Além de mensagens, o Intercept teve acesso a planilhas, contratos, comprovantes bancários e registros financeiros que permitem reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro para bancar “Dark Horse”. O primeiro documento é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, apresentada nas conversas como o cronograma de financiamento do projeto. O arquivo registra uma operação de quase 24 milhões de dólares — o equivalente a R$ 134 milhões na cotação da época — e detalha tanto os aportes previstos quanto os valores efetivamente recebidos pelo fundo ligado à produção. Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados (Foto: Reprodução) O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha. As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada – a primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares.  Essa tabela sobre os pagamentos foi encaminhada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acompanhada da observação: “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”. A mensagem é relevante porque sugere que novos desembolsos estavam sendo discutidos naquele momento, o que pode significar que o valor efetivamente pago tenha ultrapassado os 10,6 milhões de dólares. Um cronograma semelhante havia sido encaminhado pelo próprio Daniel Vorcaro ao pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro, meses antes, em 12 de março de 2025. Segundo mensagens obtidas pelo Intercept, Vorcaro enviou o documento e deu duas orientações: “precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”. Zettel respondeu logo em seguida: “Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”. O “Mineiro” citado na troca de mensagens seria Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo ligado à Entre Investimentos e Participações, empresa que fez a transferência bancária. Apesar das negativas oficiais, as mensagens indicam haver uma conexão entre Vorcaro e Freixo. Em fevereiro de 2025, segundo registros obtidos pelo Intercept, Zettel perguntou a Vorcaro se poderia “pedir pro Minas” logo após o banqueiro sugerir fazer a operação “via entre”. O telefone de Freixo foi salvo na agenda de contatos de Vorcaro como Mineiro. Comprovante bancário detalha operação Outro documento que chama atenção é o comprovante da primeira transferência internacional da operação, emitido pelo sistema SWIFT, utilizado por instituições financeiras para operações entre diferentes países.  O registro é datado de 13 de fevereiro de 2025 e confirma a remessa de 2 milhões de dólares ao Havengate Development Fund LP, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução) Segundo o comprovante, a operação teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento foi processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank. O comprovante contém os códigos de identificação da transferência, os dados das instituições envolvidas, as referências da operação e os registros de liquidação exigidos pelo sistema financeiro internacional. O extrato registra o que seria a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse” e demonstra o funcionamento na prática da operação descrita nas mensagens.  Esse comprovante, inclusive, consta em uma série de mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro sobre dificuldades para concluir a operação. Em 5 de fevereiro, Zettel informou ao banqueiro que o câmbio do Banco Master estava criando obstáculos para a transferência destinada ao filme. Durante a conversa, os dois discutiram alternativas para viabilizar o envio dos recursos ao exterior e - [A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco](https://politicariabrasileira.blog.br/a-decisao-de-kassio-nunes-marques-que-coloca-a-eleicao-em-risco/): A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco Primeira decisão de grande impacto do ministro à frente do TSE suspende pesquisa que mostrava queda de Flávio Bolsonaro após escândalo Vorcaro e acende alerta sobre liberdade de informação no processo eleitoral Por Renato Rovai | Fórum 08/06/2026 Kassio Nunes Marques – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel que media os impactos do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não é apenas mais uma disputa jurídica sobre metodologia eleitoral. Ela representa um sinal preocupante sobre o ambiente que poderá marcar a próxima eleição presidencial. A pesquisa em questão avaliava o efeito político da divulgação dos áudios que revelaram conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a justificativa da decisão, a exibição do conteúdo aos entrevistados teria comprometido o levantamento. Mas a própria AtlasIntel já havia explicado publicamente como o estudo foi realizado. Primeiro, os entrevistados responderam às perguntas eleitorais. Apenas depois tiveram contato com o áudio e foram questionados sobre uma eventual mudança de posicionamento diante daquela informação. Na prática, tratava-se de dois momentos distintos da pesquisa. Um deles media a fotografia eleitoral do momento. O outro buscava compreender o potencial impacto de um fato político relevante sobre a opinião pública. É um procedimento que, independentemente de concordâncias ou discordâncias metodológicas, não altera os resultados já obtidos na etapa principal do levantamento. Por isso, a decisão chama atenção. Não porque se esteja discutindo se a pesquisa estava certa ou errada. Institutos podem errar, acertar, ser criticados ou contestados. O que causa estranheza é a opção pela proibição da divulgação. Historicamente, a Justiça Eleitoral brasileira tem sido cautelosa quando o assunto é impedir a circulação de informações. A regra geral sempre foi permitir o debate público e deixar que a sociedade, os especialistas e os próprios concorrentes questionassem eventuais inconsistências. Ao suspender a divulgação, Kassio Nunes Marques envia uma mensagem política que vai muito além da pesquisa. E essa mensagem ganha peso porque ele estará presidindo o Tribunal Superior Eleitoral durante o pleito. Isso não afeta apenas institutos de pesquisa. Afeta jornalistas, veículos de comunicação, produtores de conteúdo e até cidadãos comuns que participam do debate público nas redes sociais. O ponto central não é Flávio Bolsonaro. Nem mesmo a AtlasIntel. O que está em discussão é o direito da sociedade de ter acesso a informações, pesquisas e análises que ajudem a compreender o cenário político do país. Democracias maduras convivem com informações incômodas. Convivem com pesquisas favoráveis ou desfavoráveis a candidatos. Convivem com denúncias, investigações e repercussões eleitorais. O remédio para uma informação considerada equivocada nunca deveria ser a proibição, mas o contraditório. Por isso, a decisão merece atenção. Se ela se transformar em padrão, o risco é que o debate eleitoral de 2026 passe a ser marcado não apenas pela disputa entre candidatos, mas também pela crescente judicialização da informação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/tribunal-do-brasil-suspende-pesquisa-da-atlasintel-contestada-por-bolsonaro/): Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. Por Barbara Nascimento | Bloomberg 08/06/2026 Flavio BolsonaroFotógrafo: Daniel Ramalho/AFP/Getty Images O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. O partido de Bolsonaro alegou que a pesquisa, publicada em 19 de maio após mensagens de áudio vazadas revelarem vínculos entre o candidato de direita e uma figura central na maior investigação de fraude bancária do país, influenciou os entrevistados ao apresentar detalhes do episódio antes de pedir sua opinião. A AtlasIntel realiza pesquisas mensais de opinião para a Bloomberg News, incluindo esta. O juiz Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal eleitoral, disse que havia “indicações relevantes” de que a neutralidade da metodologia da AtlasIntel pode ter sido comprometida. Em uma decisão tomada na segunda-feira, ele ordenou que a empresa se abstivesse de publicar, promover, republicar ou manter a pesquisa em seus canais oficiais, e que enviasse documentação técnica que abordasse aspectos contestados. A decisão não impede o institutor de pesquisa de publicar pesquisas futuras. A AtlasIntel afirmou que cumprirá a decisão do tribunal e expressou confiança de que a questão será resolvida após uma revisão técnica dos fatos e de sua metodologia. “A AtlasIntel baseia seu trabalho em imparcialidade, rigor científico e precisão”, disse o CEO Andrei Roman em comunicado. Bolsonaro é o principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. Após as mensagens de áudio serem divulgadas, ele confirmou que havia entrado em contato com Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, para buscar milhões de dólares para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso. Ele negou qualquer irregularidade e disse que anteriormente negou envolvimento com o banqueiro por causa de um acordo de confidencialidade vinculado ao financiamento do filme. O episódio do Vorcaro marcou um golpe significativo para a campanha de Bolsonaro. A AtlasIntel foi a primeira grande empresa de pesquisa a publicar uma pesquisa mostrando o quanto sua candidatura havia sido prejudicada, e vários outros institutos divulgaram pesquisas apontando para um impacto semelhante nos dias seguintes. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU](https://politicariabrasileira.blog.br/exclusivo-ong-da-produtora-de-dark-horse-desviou-recursos-do-sesi-em-7-estados-e-no-df-segundo-cgu/): EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU A ONG Instituto Conhecer Brasil, ou ICB, de Karina Ferreira da Gama, atuou como entidade de fachada para drenar recursos do Sistema S, segundo auditorias da Controladoria-Geral da União, a CGU. Por Eduardo Goulart | Intercept Brasil 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU Entre 2017 e 2018, o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o CN-Sesi, repassou cerca de R$ 11 milhões para a organização realizar a Feira da Cidadania em sete estados brasileiros – além da Fórmula Truck Kids, no Distrito Federal. Os levantamentos mostram que ao menos R$ 2,4 milhões desse total foram superfaturados. O raio-X das auditorias da CGU escancara uma sangria milionária e sistemática. Apenas no Pará, o sobrepreço comprovado superou a marca de R$ 1,3 milhão, somando-se a outros R$ 880 mil de prejuízo no Rio Grande do Norte e a margens de lucro infladas abusivamente em até 748% no Piauí. No Distrito Federal, dos R$ 350 mil recebidos pelo instituto para a Fórmula Truck Kids, a verba transitou por uma entidade de fachada e apenas R$ 80 mil custearam o evento real, deixando um superfaturamento direto de R$ 270 mil pelo caminho em um único contrato. Os valores drenados pelo esquema não são recursos privados. O Sesi, como integrante do Sistema S, é financiado por contribuições compulsórias pagas pelo setor industrial – verbas que possuem natureza de recurso público federal. É exatamente por gerir esse dinheiro que a entidade é submetida à fiscalização da Controladoria-Geral da União, a CGU, órgão responsável por auditar as contas anuais do conselho e que acabou descobrindo o rastro de superfaturamentos e notas frias deixado pelo ICB. Embora a subcontratação de serviços específicos seja uma prática legal em eventos, as auditorias da CGU revelaram que o ICB operava um CNPJ sem nenhum funcionário registrado, sem capital social e sem veículos, utilizado exclusivamente para assinar os contratos com o CN-Sesi e transferir 100% do dinheiro para uma rede de empresas também de fachada, do Distrito Federal. Karina Ferreira da Gama também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Intercept Brasil revelou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, negociou o pagamento de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o longa-metragem.  Ela está sendo investigada pela Polícia Civil de São Paulo por ter firmado um contrato de R$ 108 milhões para o fornecimento de Wi-Fi para comunidades de baixa renda com a prefeitura da capital paulista. Uma parte dos serviços não teria sido realizada, e a execução ocorreu com preços acima do mercado, segundo a polícia. O ICB, de Karina, também repassou R$ 700 mil de uma emenda de R$ 1 milhão do deputado Mario Frias, do PL de São Paulo, a um empresário denunciado por fraude e a uma funcionária de uma empresa dele. Entregas fictícias Segundo a CGU, ao terceirizar integralmente a execução dos eventos, o ICB deixou um rastro de notas fiscais fraudulentas, entregas fictícias e sobrepreços milionários. O esquema foi viabilizado por aprovações a jato e negligência da cúpula do Sesi, que ignorou reiterados alertas jurídicos. A CGU aponta que o ICB cometeu irregularidades em Goiás, no Pará, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Tocantins, no Maranhão, na Bahia e no Distrito Federal. O projeto Feira da Cidadania deveria levar serviços de saúde, lazer e cidadania a trabalhadores da indústria e comunidades locais, mas se transformou em um duto de escoamento de verbas por meio de orçamentos inflados e falhas de fiscalização, indicou a CGU. A execução dos projetos foi sistematicamente direcionada para um núcleo de empresas de eventos sediadas no Distrito Federal: a HBMB Entretenimento Ltda – ME, a HBMB Organização e Produção de Eventos Eireli e a Servaris Comércio e Serviços.  A CGU apurou que essas companhias operavam em sintonia fina: além de possuírem a mesma sócia-administradora, Idalby Cristine Moreno Ramos, duas delas registravam sedes no mesmo lote, separadas apenas por uma parede de sala comercial. O dinheiro do Sistema S fluía do Conselho Nacional do Sesi para o ICB e, imediatamente, desaguava nessas empresas terceirizadas em Brasília. Empresas sem funcionários A incapacidade técnica e operacional para gerir projetos multimilionários era um traço em comum nesse esquema. Segundo a CGU, consultas à base da Relação Anual de Informações Sociais, a Rais, atestaram que tanto o ICB quanto as empresas subcontratadas não possuíam um único funcionário registrado.  Além da ausência de equipe, as firmas de Brasília chegaram a figurar como “inaptas” na Receita Federal. Um CNPJ é declarado “inapto” quando a empresa descumpre suas obrigações burocráticas com o governo por dois anos consecutivos. Isso significa que ela deixou de entregar suas declarações de impostos e demonstrações contábeis ou foi flagrada operando de forma irregular. A omissão nos controles da cúpula do CN-Sesi funcionou como o motor das aprovações. A CGU documentou uma tramitação atípica na liberação da 5ª Feira da Cidadania, originalmente prevista para o Maranhão. No dia 30 de maio de 2018, em um intervalo de exatos 11 minutos, a Superintendência de Articulação Institucional e Programas, a Supar, do CN-Sesi recebeu um e-mail do ICB, analisou a mensagem, autorizou a concessão do patrocínio, assinou o contrato e realizou a transferência bancária de R$ 460 mil. O rito acelerado ignorou os pareceres da própria Consultoria Jurídica do CN-Sesi, que cobrava a comprovação de que os preços propostos estavam de acordo com o mercado. Com o dinheiro já na conta, o ICB cancelou o evento nordestino na data prevista para o seu início e transferiu o projeto para Goiás, reaproveitando a mesma planilha de custos – a despeito das diferenças logísticas regionais –, manobra que recebeu o aval irrestrito do Sesi. No Pará, onde o ICB realizou duas edições da feira, o próprio CN-Sesi admitiu posteriormente – - [Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets](https://politicariabrasileira.blog.br/deputada-cobra-explicacoes-da-fazenda-e-da-cgu-por-sigilo-em-documentos-de-bets/): Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets Parlamentar quer que órgão adote providências cabíveis em caso de detecção de irregularidades no caso Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 08/06/2026 Heloísa Helena é deputada federal e já foi senadora. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados BRASÍLIA – A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) enviou ofícios ao ministério da Fazenda e à Controladoria-Geral da União (CGU) cobrando explicações da decisão do governo Lula que impôs sigilo de até 100 anos a processos que tratam da autorização para funcionamento de casas de apostas no Brasil, informação revelada pelo Estadão. A parlamentar quer saber o fundamento jurídico utilizado para a restrição de acesso. Ela solicitou que a CGU, órgão responsável pelo monitoramento da transparência no governo federal, adote as providências cabíveis caso sejam identificadas irregularidades ou interpretação incompatível com o regime jurídico do acesso à informação. “A matéria é de evidente interesse público. A autorização para funcionamento dessas empresas não constitui ato meramente privado, mas procedimento administrativo de natureza regulatória, conduzido pelo Estado brasileiro, com impacto econômico, fiscal, social e sanitário relevante”, argumenta a deputada. “O requerimento não busca acessar dados pessoais sensíveis ou informações empresariais legitimamente protegidas, mas assegurar que atos de autorização estatal, praticados no exercício de competência pública, sejam submetidos ao controle democrático, parlamentar e social.” O Estadão revelou neste domingo, 7, a imposição dos sigilos. Com isso, os cidadãos não podem saber como se deu a tramitação dos processos, as eventuais inadequações na papelada das empresas, nem como elas foram corrigidas. Também fica sob sigilo o meio de pagamento das outorgas de R$ 30 milhões e quem são os beneficiários finais de cada empresa de apostas. A reportagem pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a íntegra do processo que autorizou a casa de apostas 1xBet, empresa de origem russa banida em vários países e que ganhou o aval do governo Lula, em julho, para funcionar no Brasil. O pedido de acesso às informações foi negado. Na resposta negativa, a Fazenda informou que os documentos solicitados estão resguardados por sigilo conforme prevê a LAI. A pasta alegou que a legislação determina a proteção de dados pessoais dos sócios e de administradores e beneficiários finais das bets. Por serem classificadas como informações pessoais, a Fazenda invocou o dispositivo da LAI que determina o sigilo dessas informações por até um século. Na resposta em que negou o acesso, o ministério citou trecho da lei que estabelece o sigilo de 100 anos. Um portaria da Controladoria Geral da União de 2024 definiu que “na ausência de indicação expressa quanto ao prazo de sigilo da informação pessoal”, pode-se presumir que o sigilo deve durar 15 anos. Mas a resposta da Fazenda citou expressamente o prazo de 100 anos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoDeputada FederalLei de Acesso à Informação LAIREDE Rede Sustentabilidade Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/marco-feliciano-expoe-jair-e-eduardo-bolsonaro-ingratidao-video/): Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO) Deputado federal revelou, em entrevista, bastidores da relação que mantinha com o ex-presidente e seu filho Por Marcelo Hailer | Fórum 08/06/2026 Ex-presidente Jair Bolsonaro – (PABLO PORCIUNCULA / AFP) O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) revelou, durante entrevista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo foram ingratos e desleais com ele. Feliciano contou que, por duas vezes, Bolsonaro lhe prometeu apoio a uma candidatura ao Senado, mas nunca cumpriu e optou por outros nomes. Feliciano também critica a postura de Eduardo Bolsonaro e lembra que o filho do ex-presidente só se tornou deputado por causa de seus votos, que puxaram o filho 02 de Jair Bolsonaro para a Câmara dos Deputados. “Eu tive 400 mil votos e o Eduardo [Bolsonaro] teve um pouco mais de 60 mil [votos], ele não seria eleito, mas, com a sobra dos meus votos no partido, o Eduardo se tornou deputado. Então, a família tem um histórico e eu pensei que, de fato, nesse momento eu seria lembrado. Gratidão é a memória do coração. Mas eu sou leal e lealdade às vezes implica isso: ficar quieto para evitar um problema maior.” Em seguida, Marco Feliciano afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro não foi leal e não cumpriu promessas de apoio ao seu nome para o Senado: “Eu tive a promessa do presidente Bolsonaro, em 2022, e perdi para Marcos Pontes […] que acabou traindo ele no início. Ele tinha falado que dessa vez seria eu, só que aí mudou tudo e foi o Eduardo. Como é o Eduardo, eu fiquei quieto, é o filho e em família não se mexe. Mas o Eduardo ficou impossibilitado de vir e eu perguntei: ‘E eu, agora?’ e ele falou: ‘Vamos bater pesquisa’. Bolsonaro falou pra mim: ‘Vamos fazer pesquisa. Quem estiver melhor, vai’. E eu pedi para colocarem o meu nome na pesquisa. A única vez que o partido colocou o meu nome na pesquisa… eu entrei em duas, alguém fez uma avulsa e eu pontuei 9 pontos e, na outra, o partido colocou o meu nome. Foi uma só. Nessa, eu pontuei com quase 14 pontos, para depois, nas outras, não me colocarem mais.” https://politicariabrasileira.aquiteminternet.net.br/wp-content/uploads/2026/06/ssstwitter.com_1781051298074.mp4 Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/o-efeito-domino-como-o-possivel-acordo-de-delacao-de-bacellar-em-investigacoes-sobre-o-cv-ameaca-flavio-bolsonaro/): O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro Ex-presidente da Alerj, detido há dois meses sob acusação de integrar organização criminosa, quer revelar esquemas de pagamento de mesadas a parlamentares. Movimentação provoca alerta no entorno de Flávio Bolsonaro. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/06/2026 Rodrigo Bacellar com a medalha de “imbrochável” de Jair e com Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro (Instagram / Rodrigo Bacellar) O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União-RJ), iniciou negociações para uma colaboração premiada com a Polícia Federal. Preso há pouco mais de dois meses sob acusação de integrar organização criminosa e vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho, Bacellar teria preparado um esboço de delação que detalha esquemas financeiros na gestão Cláudio Castro (PL) e o repasse de recursos a parlamentares aliados na Alerj. A movimentação, ainda sem homologação judicial confirmada, já provoca apreensão nos bastidores da política fluminense e acende um alerta direto no campo bolsonarista do estado. O movimento de Bacellar Rodrigo Bacellar chegou à prisão como um dos nomes mais influentes da política fluminense: ex-presidente da Alerj, aliado orgânico do bolsonarismo no Rio e figura com trânsito direto no Palácio Guanabara. Dois meses depois, o ex-deputado teria tomado uma decisão que pode redesenhar o mapa de poder do estado: colaborar com a Polícia Federal. A acusação que o mantém preso é grave. Bacellar é investigado por integrar organização criminosa e por vazar informações sigilosas sobre operações da PF, o que teria beneficiado o ex-deputado estadual TH Joias, permitindo que ele ocultasse provas antes de uma apreensão. A Procuradoria-Geral da República chegou a denunciá-los ao Supremo Tribunal Federal por obstrução de investigação, segundo apuração da Fórum. Diante desse quadro, a delação premiada é, na prática, a única saída disponível. Bacellar atuou como advogado antes de entrar na política e conhece de perto o peso que uma colaboração pode ter sobre uma investigação criminal. O isolamento político reforça a urgência da decisão. O ex-presidente da Alerj perdeu o mandato, perdeu a liberdade e, com as investigações avançando sobre seu entorno, perdeu também os aliados que poderiam articular sua defesa nos corredores do poder. Um esboço da delação já teria sido submetido a uma avaliação preliminar pelas autoridades policiais, mas não há confirmação oficial de qualquer instância judicial ou do Ministério Público sobre o andamento formal do acordo. O que a delação promete revelar O conteúdo que Bacellar estaria disposto a entregar à PF vai além de relatos pessoais: o ex-deputado promete detalhar esquemas que teriam operado dentro das secretarias de Educação e de Fazenda durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ). A estrutura da colaboração incluiria anexos específicos sobre a origem dos recursos utilizados no pagamento de mesadas a parlamentares ligados ao seu grupo na Alerj, o que, se confirmado, atingiria diretamente deputados ainda em exercício. O ex-secretário de Governo André Moura aparece como personagem central na articulação política descrita na delação, segundo fontes da política fluminense. Moura teve trânsito relevante no Palácio Guanabara e na costura de apoios parlamentares ao governo Castro, o que torna seu nome um dos mais sensíveis no material que Bacellar teria preparado. A implicação direta de um operador político dessa envergadura daria à delação um alcance que vai da Alerj ao Executivo estadual. Quanto aos valores, os bastidores falam em ressarcimento estimado em R$ 300 milhões aos cofres públicos, mas ainda não há acordo fechado sobre esse montante. A cifra, atribuída não foi confirmada oficialmente por nenhuma das partes envolvidas nas negociações. O potencial da delação, contudo, já é reconhecido: caso o acordo avance e seja homologado, ele tem potencial para provocar um efeito dominó na política do Rio de Janeiro. A teia de conexões As investigações que cercam Bacellar não existem no vácuo: elas fazem parte de uma teia mais ampla que, segundo a PF, conecta o Palácio Guanabara ao crime organizado. Em apenas 11 dias, a Polícia Federal realizou duas operações contra o ex-governador Cláudio Castro, vinculando-o ao caso Refit e ao escândalo do Banco Master. Nas buscas realizadas na cobertura de luxo onde Castro reside, avaliada em mais de R$ 5 milhões, agentes apreenderam cinco telefones celulares cujo conteúdo pode expor de vez a rede de relações entre o grupo político do senador Flávio Bolsonaro e lideranças do Comando Vermelho, especialmente no fornecimento de fuzis AK-47 e AR-15 vindos dos Estados Unidos. A cobertura onde Castro mora pertence formalmente à empresa J3 Real Estate, cujo sócio é o advogado José Mauro de Farias Junior. O imóvel foi adquirido em junho de 2023 por R$ 3,5 milhões, pagos à vista. Mauro chefiou a Secretaria de Transformação Digital do governo Castro entre 2022 e 2024, pasta que empenhou R$ 216 milhões em seu primeiro ano completo de funcionamento. Ele também foi próximo de Bacellar, e seu irmão Rafael Thompson de Farias atuou como braço-direito do ex-presidente da Alerj no governo estadual. A relação entre os dois se deteriorou, mas os vínculos documentados tornam Mauro uma peça relevante na investigação sobre contratos públicos e lavagem de dinheiro. A PF também investiga o empresário Ricardo Magro, suspeito de ter utilizado ao menos 15 offshores registradas em Delaware, nos Estados Unidos, para lavar dinheiro e enviar fuzis em contêineres destinados ao tráfico no Rio de Janeiro. É nesse ponto que as investigações brasileiras encontram um obstáculo externo de peso. O impacto no bolsonarismo Flávio Bolsonaro construiu sua pré-candidatura à Presidência sobre um discurso de combate ao crime organizado. O problema é que o passado não colabora com a narrativa. O senador tentou articular o nome de Bacellar para a disputa pelo governo do Rio em 2026: o acordo previa que Jair Bolsonaro apoiasse o candidato do União Brasil ao Palácio Guanabara em troca de espaço para o PL na composição eleitoral. Bacellar teve o mandato cassado e foi preso antes de qualquer candidatura. O histórico de Flávio com figuras ligadas ao crime organizado é documentado por investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro. Quando era deputado estadual, ele entregou - [“Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais](https://politicariabrasileira.blog.br/morte-digital-de-bolsonaro-vira-dado-ex-presidente-perde-mais-de-100-mil-seguidores-por-mes-nas-redes-sociais/): “Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais Soma dos perfis públicos de Jair Bolsonaro caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões desde novembro, em meio à proibição do STF ao uso das redes sociais Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/06/2026 Jair Bolsonaro – Jair Bolsonaro e o filho Carlos em manifestação de extremistas, quando ainda estava solto – Imagem: Instagram Jair Bolsonaro (PL) perdeu cerca de 800 mil seguidores nas redes sociais desde novembro. A soma dos perfis públicos do ex-presidente no Instagram, X, Facebook, YouTube e TikTok caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões. A perda média supera 100 mil seguidores por mês. O dado dá peso concreto à expressão “morte digital”, usada por aliados para descrever o isolamento de Bolsonaro nas plataformas. O ex-presidente segue impedido de usar redes sociais, direta ou indiretamente, por decisão do STF. A queda atinge o ponto mais sensível do bolsonarismo. Bolsonaro construiu sua força política com comunicação direta, mobilização permanente e ataque constante a adversários nas redes. Sem acesso aos próprios perfis, perdeu o principal canal de comando sobre a militância digital. Bolsonaro perde seguidores no centro da máquina digital O movimento mostra uma virada. Mesmo depois da restrição judicial, os perfis de Bolsonaro ainda mantinham algum crescimento residual, puxado por publicações antigas e pela atuação de apoiadores. Agora, a curva mudou de direção. A perda de seguidores indica redução de alcance, menor capacidade de mobilização e desgaste no ambiente em que Bolsonaro sempre operou com mais força. Para o bolsonarismo, as redes não foram apenas vitrine. Foram método de pressão política. A decisão do Supremo mira justamente esse uso. A Corte deixou claro que Bolsonaro não foi impedido de falar em público, conceder entrevistas ou fazer discursos. O bloqueio recai sobre a tentativa de transformar falas em conteúdo para redes sociais por meio de aliados e apoiadores. STF corta o atalho digital de Bolsonaro Sem poder publicar diretamente, Bolsonaro passou a depender dos filhos, de parlamentares e de influenciadores para continuar circulando nas plataformas. A substituição, porém, não tem o mesmo efeito. O comando direto desaparece. A audiência sente. O desgaste digital ocorre no mesmo período em que o ex-presidente enfrenta as consequências da trama golpista. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. A condenação reforçou o isolamento político do ex-presidente. A perda de seguidores mostra que esse isolamento também chegou ao território onde Bolsonaro sustentou parte decisiva de sua liderança. “Morte digital” deixa de ser só discurso A expressão “morte digital” ganhou força entre bolsonaristas porque resume a perda de presença direta de Bolsonaro nas redes. Agora, o termo aparece acompanhado de um número: 800 mil seguidores a menos desde novembro. A família Bolsonaro tenta manter o ex-presidente ativo no debate público com publicações e mensagens de apoio. Mas a operação terceirizada não reproduz a força das postagens feitas pelo próprio Bolsonaro. O bolsonarismo continua presente nas plataformas, mas seu principal líder perdeu o controle do próprio centro de distribuição. Com os perfis parados, a condenação no STF e a audiência em queda, Bolsonaro vê a “morte digital” deixar de ser retórica e virar dado nas redes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta](https://politicariabrasileira.blog.br/decreto-de-castro-foi-feito-sob-medida-para-credenciar-master-no-credcesta/): Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta Estudo de colegiado da Casa aponta que crédito consignado foi porta de entrada para banco de Vorcaro no RJ dois anos antes dos aportes bilionários do Rioprevidência e Cedae Por Johanns Eller | O Globo 08/06/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master — Foto: Marcelo Theobald/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Um decreto assinado pelo então governador Cláudio Castro (PL) em maio de 2021 foi feito sob medida para atender o Banco Master e credenciar a instituição para expandir a oferta do Credcesta, braço de crédito consignado, aos servidores públicos fluminenses. A conclusão é de um relatório elaborado pela Comissão de Servidores Públicos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao qual a equipe da coluna teve acesso. O governador nega qualquer benefício e diz que não conhecia Vorcaro na época em que o decreto foi editado. O estudo, elaborado pelo presidente do colegiado, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), aponta que o mercado de consignados foi a porta de entrada para o Master no Rio de Janeiro e teve papel crucial na “engrenagem da fraude” que levou, dois anos depois, aos aportes bilionários do Rioprevidência e da Cedae em letras financeiras e fundos do banco de Vorcaro. Em novembro passado, quando o Master foi liquidado, sua carteira de consignado no Rio era de R$ 5,5 bilhões em 156 mil contratos – 15,4% do mercado no estado, atrás apenas do Bradesco. Na prática, o roteiro seguido no Rio é muito similar ao que se passou na Bahia, onde o modelo de negócios do Master com o Credcesta se consolidou durante o governo do petista Rui Costa. Lá também houve ampliação da margem consignável e decretos estaduais que, na prática, garantiam ao Credcesta monopólio sobre o serviço. Posteriormente, o serviço do cartão foi expandido para diversos estados. Decreto sob medida Segundo o levantamento, a primeira medida assinada por Castro que beneficiou o Master foi um decreto de 27 de maio de 2021 que alterou a regulamentação dos consignados no Rio para permitir que o governo autorizasse o credenciamento de entidades financeiras não inscritas no Banco Central (BC) e administradoras de cartão de crédito. Apenas cinco dias depois, em 1º de junho, a Casa Civil de Cláudio Castro autorizou a operadora PKL One, em nome do Banco Master, a oferecer o Credcesta a servidores e pensionistas do estado. De acordo com o colegiado, o mesmo termo de credenciamento ainda deu exclusividade à empresa para o fornecimento do cartão de benefícios. A empresa PKL é ligada ao então sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e operava o cartão de crédito consignado nos estados em que o serviço era oferecido pelo Master. Após a liquidação do banco, o Pleno, que pertence a Lima, assumiu as carteiras do Credcesta. A PKL, porém, nunca foi credenciada como instituição autorizada a funcionar pelo BC, conforme certidão emitida no site do órgão regulador pela equipe da coluna na última quarta-feira (3). A previsão inserida no decreto de Cláudio Castro, portanto, foi providencial para que a operadora fosse credenciada para operar o Credcesta no Rio. Mas não foi só isso. A medida assinada por Castro também ampliou a fatia dos vencimentos dos servidores que poderia ser comprometidas ao criar um limite próprio de 20% para o cartão de benefícios do Credcesta, além de autorizar que ele também passasse a ser usado para o custeio de bens e serviços no comércio tradicional. O texto ainda estipulou que esses 20% poderiam ser acrescidos ao teto de 35% já previsto em lei para o pagamento dos empréstimos tradicionais e despesas com cartões de crédito consignados. Na prática, isso expandiu ainda mais a fatia de mercado a ser explorada pelo Master e permitiu que os servidores comprometessem até 55% da renda com descontos na fonte. O relatório da Alerj destaca que esses dispositivos ampliaram “significativamente o potencial de endividamento”. Meses depois, em novembro de 2021, outro decreto estadual expandiu o limite legal do consignado regular de 35% para 40% e manteve a faixa dos 20% do cartão Credcesta à parte, aumentando ainda mais a possibilidade de comprometimento da renda. O decreto de Castro ainda liberou a contratação dos serviços de consignado fossem contratados por telefone e até WhatsApp – o que, segundo o trabalho liderado por Serafini, abriu margem para abordagens informais a servidores e pensionistas sem a clareza necessária quanto às cláusulas e as condições oferecidas pelo Master. No processo, ainda de acordo com a Alerj, a PKL One e o Master solicitaram e tiveram o acesso franqueado à folha de pagamento do estado e os dados de servidores e aposentados. Embora os decretos estaduais sejam públicos, o estudo da comissão de Servidores Públicos afirma que os documentos e registros do governo sobre a tramitação do credenciamento da PKL One e a entrada do Credcesta são mantidos sob sigilo e não foram fornecidos à Assembleia. Não foi garantido o acesso nem mesmo aos termos de compromisso que eram entregues a quem aderisse ao programa. O relatório sustenta que a carteira do Credcesta no estado foi determinante para dar ao Master e a Vorcaro liquidez e lastro para a emissão dos CDBs do banco, além de garantir uma fonte de capitalização para a carteira de ativos oferecidas a diversas outras instituições financeiras e, futuramente, viabilizar a aquisição de títulos podres pelo Rioprevidência. “O crédito predatório alimentou a engrenagem da fraude e os servidores do Rio de Janeiro foram submetidos a um duplo prejuízo, individualmente em contratos abusivos e coletivamente com o vilipêndio do patrimônio do seu fundo de pensão”, afirma o documento. O relatório cita também dados do painel de grandes litigantes computado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) que colocam o Master como responsável por quase um terço (27,4%) dos processos por superendividamento no estado. A taxa de juros por ano, segundo a comissão da Alerj, chegava a 100%. Questionada pela equipe da coluna sobre os indícios de favorecimento do Banco Master pelo governo Castro apontados no relatório da Alerj, a defesa de Daniel Vorcaro informou que não - [Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/moraes-toma-nova-decisao-sobre-daniel-silveira-apos-serie-de-derrotas-no-stf/): Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF Despacho do ministro envolve o acompanhamento da pena cumprida por Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas Por Ivan Longo | Fórum 07/06/2026 O ex-deputado Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas – Foto: SEAP/Reprodução O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a emissão de um atestado atualizado da pena do ex-deputado federal Daniel Silveira, bolsonarista condenado por ataques às instituições democráticas e por coação no curso do processo. A decisão foi assinada em 1º de junho e atende a um pedido protocolado pela defesa dois dias antes. O documento deverá ser emitido pelo juízo delegado no prazo de cinco dias e servirá para que os advogados acompanhem a execução da pena, verifiquem o tempo já cumprido e avaliem a possibilidade de futuros benefícios previstos na legislação. Documento permitirá acompanhamento da execução penal No despacho, Moraes determinou a emissão de um “atestado de pena a cumprir atualizado”, instrumento utilizado para informar oficialmente o tempo de pena executado, o saldo remanescente, eventuais remições reconhecidas e as datas de referência para pedidos previstos na Lei de Execução Penal. O requerimento foi apresentado pelo advogado Michael Robert Silva Pinheiro, que argumentou que o acesso ao documento é essencial para o acompanhamento da execução penal e está amparado pelo direito constitucional de obtenção de certidões e informações junto ao Poder Judiciário. Ao analisar o pedido, Moraes registrou que Daniel Silveira já cumpriu 4 anos, 10 meses e 13 dias da pena total de 8 anos e 9 meses de reclusão. Histórico da condenação Daniel Silveira foi condenado pelo STF em 2022 pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de impedir, mediante grave ameaça, o livre exercício dos Poderes da República. Embora tenha recebido um indulto concedido pelo então presidente Jair Bolsonaro, a medida foi posteriormente invalidada pelo Supremo. Atualmente, o ex-parlamentar cumpre pena em regime aberto, submetido a uma série de restrições determinadas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. Daniel Silveira acumula derrotas no Supremo A decisão de Moraes ocorre em meio a uma sequência de reveses sofridos pela defesa de Silveira. Em março, os advogados solicitaram a ampliação dos horários de circulação para que o ex-deputado pudesse frequentar um curso de Direito no período noturno e ampliar o convívio familiar nos fins de semana. O pedido foi negado por Moraes e a decisão acabou confirmada por unanimidade pelo plenário do STF. Na ocasião, os ministros entenderam que a flexibilização pretendida pela defesa esvaziaria o caráter da pena e aproximaria indevidamente o regime de cumprimento da liberdade plena. Já em abril, a defesa tentou derrubar a proibição de uso de redes sociais, alegando que a medida não atenderia mais aos critérios de necessidade e atualidade. O pedido também foi rejeitado por Moraes. O recurso contra essa decisão ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República. As sucessivas negativas reforçam o entendimento predominante no Supremo de que as medidas impostas ao ex-deputado continuam necessárias durante o cumprimento da pena aplicada pelos atos considerados atentatórios ao Estado Democrático de Direito. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF 07/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP”](https://politicariabrasileira.blog.br/haddad-denuncia-contrato-de-meio-bilhao-de-tarcisio-com-empresa-de-paraiso-fiscal-estamos-levando-ao-mp/): Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” Em entrevista ao podcast 3 Irmãos, o ex-ministro da Fazenda citou contrato da Prodesp com empresa em Delaware e Bahamas Por Raony Salvador | Fórum 06/06/2026 Fernando Haddad | Foto: Reprodução/Youtube Fernando Haddad, afirmou neste sábado, em entrevista ao podcast Três Irmãos, que será preciso “passar em revista” a administração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A declaração foi feita ao comentar uma denúncia envolvendo a Prodesp, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e um contrato de R$ 475,8 milhões ligado ao programa Muralha Paulista. “Vamos ter que passar em revista a administração do Tarcísio. Ontem houve uma denúncia em relação ao contrato da Prodesp, com dinheiro da Secretaria de Segurança, que contratou, por quase meio bilhão de reais, uma empresa formada há menos de um ano”, disse Haddad. O ministro também citou a sede da empresa em Delaware, nos Estados Unidos, local conhecido por regras societárias favoráveis e baixa transparência sobre beneficiários finais. “A sede dela fica em Delaware, um paraíso fiscal nos EUA. Lula, em uma das conversas com Trump, tem denunciado a prática de lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro em Delaware”, afirmou. Segundo Haddad, as informações estão sendo levadas ao Ministério Público. “Como é que uma empresa com menos de um ano de existência consegue um contrato de meio bilhão de reais com o Governo do Estado, sem licitação?”, questionou. Denúncia mira contrato da Prodesp O caso citado por Haddad se refere a uma representação apresentada pelo deputado estadual Antonio Donato (PT) ao Ministério Público de São Paulo. O parlamentar acusa o governo Tarcísio de usar a Prodesp como intermediária para repassar recursos públicos à empresa Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda. Segundo a denúncia, a Prodesp firmou uma “Parceria em Oportunidade de Negócio” com a Paladium. Depois, a estatal celebrou contrato com dispensa de licitação com a Secretaria da Segurança Pública para implementar a solução tecnológica da empresa no programa Muralha Paulista. Donato afirma que a operação configuraria uma triangulação contratual para permitir a contratação indireta de um fornecedor privado sem concorrência pública. A representação pede a suspensão imediata do contrato e a abertura de inquérito civil para apurar possível improbidade administrativa e dano ao erário. A denúncia também questiona cláusulas de propriedade intelectual que, segundo o parlamentar, poderiam gerar dependência tecnológica do Estado em relação à empresa privada. Outro ponto levantado é a estrutura societária da Paladium. A representação afirma que a empresa, criada em julho de 2024, teria vínculos com holdings em Delaware e Nassau, nas Bahamas. O deputado também aponta indícios de sobrepreço. Segundo a denúncia, soluções de mercado com funções semelhantes poderiam custar cerca de 10% dos valores apresentados pelo governo paulista. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado EstadualGovernadorMP-SPProdespPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/ponte-de-r-36-milhoes-desaba-no-acre-dois-anos-apos-inauguracao-4-pessoas-ficaram-feridas-video/): Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO) Estrutura estava interditada desde quinta-feira; uma vítima tem quadro gravíssimo Por Alessandra Monnerat | O Estado de S.Paulo 06/06/2026 interditada desde quinta-feira. Crédito: Reprodução/Redes Sociais Uma ponte no interior do Acre desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5, deixando quatro feridos. A ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, havia sido inaugurada em março de 2024 e estava interditada desde a quinta-feira, 4. De acordo com o governo do Estado, um dos feridos está em estado gravíssimo: Edinaldo Muniz dos Santos, de 54 anos. Ele passou por cirurgia para correção de fratura pélvica e de traumatismo cranioencefálico grave. Outros dois feridos têm quadro de saúde estável. São eles Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, que sofreu uma fratura no antebraço, e Antônio Morais Lima Filho, 36 anos, que teve uma fratura no fêmur. Os três estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. O quarto ferido, Weverton Murieta, de 34 anos, teve alta neste sábado, 6. Ele sofreu cortes no rosto e levou pontos. Sobrevivente O caminhoneiro Weverton Murieta da Silva disse que estava passando com um colega de trabalho, Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, pela ponte quando os dois foram abordados por um ex-juiz e por um advogado. Eram Edinaldo Muniz, de 54 anos, e o irmão dele, Edinei Muniz, de 51 anos. A dupla gravava uma live para mostrar as avarias na ponte, que estava interditada desde a quinta-feira, 4. “Fui na frente para indicar o local para eles e, nesse momento, a ponte desabou. Caí direto no rio e consegui nadar até encontrar um ponto de apoio para subir novamente”, disse ele, segundo o governo acreano. O caminhoneiro contou que então passou a procurar o amigo: “Corri pela ponte caída procurando meu parceiro, o Moraes. Encontrei ele preso nos escombros, mas ainda respirando. Gritei por socorro e outras pessoas chegaram para ajudar. Conseguimos tirá-lo dali”. Apesar de a ponte estar interditada, ele falou que achava que não teria problema em estar ali. “Como eram um juiz e um advogado, confiamos que não haveria problema. Nunca imaginei que a ponte pudesse cair com pessoas em cima”, relatou ao governo estadual. O que diz o governo do Acre? Segundo o governo estadual, a ponte que desabou era monitorada por equipes técnicas, que faziam avaliações estruturais da construção. A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), disse que vai “apurar as circunstâncias do ocorrido, identificar possíveis irregularidades e adotar todas as providências cabíveis”. “Já acionamos a empresa responsável que está enviando técnicos para nos dar um posicionamento do que realmente ocorreu. Vão ser realizadas perícias para verificar as possíveis causas”, comunicou. A ponte havia sido inaugurada há pouco mais de dois anos, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP). A estrutura passava sobre o Rio Iaco e tinha extensão de 232 metros. A obra custou R$ 36 milhões e foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre). Em texto divulgando a inauguração da ponte, o governo do Acre destacou que a construção se deu em menos de dois anos, pela Construtora Cidade. A obra foi entregue em dezembro de 2023. A reportagem não conseguiu contato com a empresa. À época da inauguração, o governo acreano afirmou que a estrutura era uma “conexão segura” entre os distritos do Ramal Mário Lobão e os bairros São Francisco e Santa Teresinha. O texto comunicava que a obra ocorreu “após anos de espera e isolamento”. https://youtu.be/JK76UQixnPc?si=ibspPfrg2G3KL1-b Notícia anteriorPróxima notícia DERACREGovernadoraPP ProgressistasSena Madureira AC Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra](https://politicariabrasileira.blog.br/tariflavio-como-a-visita-de-flavio-bolsonaro-a-trump-virou-gol-contra/): Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra EUA taxam produtos brasileiros e atacam o Pix logo após a visita do senador, gerando 78% de rejeição nas redes e o apelido de entreguista. Por João Filho | Intercept Brasil 06/06/2026 Tariflávio: Como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra A Vaza Flávio voltou com tudo nesta semana. Desta vez, o Brasil ficou sabendo que Daniel Vorcaro tratava o envio de dinheiro para Flávio Bolsonaro como uma prioridade. Mas não era qualquer prioridade. Mandar a grana combinada com o senador Flávio Bolsonaro era o “mais importante disparado” — palavras do ex-banqueiro.  O maior bandido do Brasil dava muito valor ao compromisso que ele tinha com a família do criminoso Jair Bolsonaro. Ambos estão presos, mas Flávio Bolsonaro segue solto e tramando contra o seu país.  A viagem para os Estados Unidos foi uma tentativa de desviar o noticiário da sua relação promíscua com o banqueiro do Master, mas não adiantou. As novas revelações do Intercept e de outros veículos obrigaram o candidato a voltar ao tema. Deu tudo errado. A campanha de Flávio foi para os EUA tentar resolver um problema e voltou com dois. Agora, além de ter que justificar sua relação financeira com o autor da maior fraude da história do Brasil, Flávio precisa explicar também por que o governo americano anunciou aumento da tarifa e atacou o Pix poucos dias após a sua visita à Casa Branca. O papo que rola na internet agora é o de que o 01 de Bolsonaro é ladrão e entreguista. Será? Gol contra O ataque norte-americano ao Pix e o aumento das tarifas imposto aos produtos brasileiros certamente ocorreria com ou sem a visita de Flávio. Os filhos de Bolsonaro, junto do golpista hereditário Paulo Figueiredo, não tem tanta moral assim no governo norte-americano. Lembremos o sufoco que foi para conseguir a foto com Trump, que nem se deu ao trabalho de levantar da cadeira para recebê-los. Eles têm um lance mais estreito com o secretário de estado Marco Rubio, é verdade, mas estão longe de influenciar a política externa dos norte-americanos. Marcam um golzinho ou outro, mas que muitas vezes são vistos pela maioria do povo brasileiro como gols contra.  O fato é que, politicamente, é impossível dissociar a visita da nova ofensiva contra a economia brasileira. Já faz tempo que os Bolsonaros conspiram contra o país. No ano passado, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo admitiram que o aumento das tarifas para o Brasil como retaliação à condenação do criminoso Jair Bolsonaro foi discutido com o governo Trump. Desesperado com a repercussão negativa, inclusive dentro da sua própria base, Eduardo voltou atrás e passou a dizer que jamais se discutiu isso.  Tariflávio Mas eles não aprendem com os erros do passado. Agora, com o novo aumento tarifário e o ataque direto ao Pix — que é uma paixão nacional —  Flávio se deparou com uma nova onda de reação negativa nas redes. Um levantamento feito pela AtivaWeb Datalab revelou que, das 15 milhões de interações sobre o assunto, 78% foram de “sentimento negativo” contra Trump e a família Bolsonaro. A humilhação na Casa Branca, tratada com uma solução eleitoral, virou um peso para a campanha. O apelido “Tariflávio” pegou forte e tem alto potencial de estrago.  Para tentar conter danos, Flávio enviou uma cartinha a Marco Rubio implorando para que ele reveja o aumento das taxas. Ao que parece, trata-se de uma jogadinha ensaiada: Flávio pede e depois Rubio retira o aumento das tarifas.  No texto, o candidato afirma mentirosamente que “o Brasil atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que o aumento tarifário “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. O tom de súplica da carta remete à imagem de um cão vira-latas complexado uivando de cabeça baixa aos pés do Tio Sam.  Enquanto o governo Lula trata a questão com diplomacia e altivez, Flávio suplica por uma migalha de ajuda de maneira patética. A cartinha parece ter sido escrita de joelhos. Ora, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, mas Flávio insiste em tratá-lo como uma republiqueta das bananas à beira da falência. Esse vício pela humilhação diante dos norte-americanos está pegando mal até entre os “patriotas”, que vão ter dificuldades de manter a bandeira do patriotismo durante a campanha eleitoral. Mais uma vez, Flávio tentou consertar um problema e voltou com dois.  Pix, paixão nacional Conheço brasileiros que não gostam de futebol, mas não conheço um que não seja apaixonado pelo Pix. O sistema de pagamento instantâneo é uma criação brasileira e motivo de orgulho nacional. Aparecer na foto ao lado de um presidente que trama contra o sistema de pagamento brasileiro é um tiro no pé. A única possível vantagem nessa insistência em tratar Donald Trump como cabo eleitoral é a de manter a parte mais fanática da sua base eleitoral coesa e animada. Sabemos que o fetiche por presidentes norte-americanos é grande nessa fração da população. Ainda assim, a seita vai ter que rebolar muito para manter uma mínima coerência na narrativa do patriotismo. O eleitorado que decidirá a eleição é aquele que não está fidelizado nem por Lula nem por Flávio Bolsonaro, mas que está fechado com o Pix. Quem preza pela democracia tem que agradecer todos os dias pela profunda incompetência do grupo político que tentou dar um golpe no país. Já estamos quase no meio do ano eleitoral e o bolsonarismo insiste em ovacionar Trump.  As relações espúrias com o maior bandido do Brasil e a relação humilhante com o laranjão que se acha dono do mundo serão as maiores pedras no sapato da candidatura bolsonarista. Até pouco tempo, Flávio desfilava com uma camiseta com a frase: “o Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula”. O slogan envelheceu rápido e mal. Lula está com a faca e o queijo na mão para roubá-lo e adaptá-lo: “O Master é do Flávio. O Pix é do Brasil”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPixPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito - [Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio](https://politicariabrasileira.blog.br/julgamento-de-eduardo-avanca-enquanto-stf-avalia-incluir-jair-e-flavio/): Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio Defesa de Flávio também entrou com ação pedindo suspeição de Moraes nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 06/06/2026 Ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF • Gustavo Moreno/STF Brasília – O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o próximo dia 16 de junho o julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao mesmo tempo em que analisa pedidos para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ampliar o alcance da investigação. A ação penal contra Eduardo será julgada pela Primeira Turma da Corte, sob a presidência do ministro Flávio Dino. O parlamentar é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de coação no curso do processo por atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia apresentada pela PGR e já recebida pelo STF, Eduardo teria articulado, junto a autoridades e parlamentares norte-americanos, medidas de pressão contra integrantes do Judiciário brasileiro. A defesa, exercida pela DPU (Defensoria Pública da União), questiona a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em paralelo ao julgamento, Moraes ainda aguarda manifestação da Procuradoria sobre pedidos para ampliar o escopo do inquérito. Em despacho assinado em 25 de maio, o ministro encaminhou à PGR uma petição apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que pede a inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro entre os investigados. Na petição, Lindbergh sustenta que o inquérito deve passar a apurar possíveis conexões entre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente, a atuação internacional de Eduardo e a suposta campanha da família Bolsonaro por sanções contra autoridades brasileiras. Flávio, porém, tenta barrar o avanço do pedido. O senador solicitou ao STF que declare Moraes suspeito para analisar o requerimento apresentado pelo petista. A defesa sustenta que o ministro não teria a imparcialidade necessária para julgar o caso em razão de sua suposta proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Isso porque, segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil, Vorcaro teria sido procurado por Flávio Bolsonaro para viabilizar um aporte milionário ao filme Dark Horse. Lindbergh pede agora que o episódio seja investigado no âmbito do inquérito. PSOL também se articula Um novo pedido também foi apresentado ao STF pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). O parlamentar solicitou a inclusão de Flávio Bolsonaro no inquérito sob o argumento de que o senador teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar politicamente e economicamente o Brasil. A petição cita a viagem de Flávio a Washington, onde ele se reuniu com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio, além da posterior recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) pela aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. No documento, o PSOL afirma que há semelhanças entre a conduta atribuída a Flávio e os fatos já investigados em relação a Eduardo Bolsonaro, defendendo a apuração conjunta dos episódios. Entre as medidas solicitadas estão a obtenção de informações junto ao governo norte-americano e o acesso à agenda de contatos do senador com autoridades dos Estados Unidos. Até o momento, Moraes ainda não decidiu sobre os pedidos de ampliação da investigação. A análise dependerá da manifestação da Procuradoria-Geral da República. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalDPU Defensoria Pública da UniãoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-tarcisio-manda-adotar-material-de-ong-pro-israel-em-escolas-de-sp/): Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP O DCM obteve uma circular, distribuída pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que orienta escolas da rede pública a desenvolver atividades pró-sionismo utilizando materiais produzidos pela ONG StandWithUs Brasil, que se apresenta como uma “organização educacional de combate ao antissemitismo” e é presidida por André Lajst, figura obrigatória da mídia na cobertura do genocídio em Gaza. Por Davi Nogueira | DCM 05/06/2026 O governador de SP, Tarcísio de Freitas, enrolado em bandeira de Israel na Marcha para Jesus A iniciativa é do governo Tarcísio de Freitas, aliado da família Bolsonaro e um dos governadores brasileiros que mais se aproximaram de Israel nos últimos anos. Tarcísio esteve com o premiê Benjamin Netanyahu em 2024 e, no ano seguinte, enviou seu principal auxiliar, o secretário da Casa Civil, Arthur Lima, a uma missão oficial no país. Chamado de “Circuito Educacional”, o material foi encaminhado oficialmente às unidades escolares por meio de ofício da Secretaria da Educação e integra atividades pedagógicas voltadas a professores e estudantes do ensino médio com o tema “Antissemitismo: Passado, Presente e Futuro”. De acordo com a cartilha, a ideia é “estabelecer diálogo com professores das diferentes áreas do conhecimento e com o trio gestor, buscando integrar o Circuito ao cotidiano escolar”. O ofício disponibiliza seis conjuntos de apresentações em PowerPoint, organizados por semana, destinados aos encontros com os alunos, que são orientados a produzir textos e um minidocumentário sobre o tema. “É claro que nós somos contra toda forma de xenofobia ou racismo, é claro que não somos antissemitas, mas isso é uma tentativa de lavar a imagem do Estado de Israel e da violência do sionismo através do governo paulista”, diz o educador Daniel Cara, cientista político e professor da Faculdade de Educação da USP. Não aparecem nas apresentações referências à invasão dos territórios palestinos, à expansão dos assentamentos israelenses, às violações de direitos humanos feitas por organismos internacionais ou às interpretações palestinas sobre a origem e a continuidade do conflito. Embora apresentada como uma ação de combate ao antissemitismo e uma defesa de dois estados, a documentação mostra que os conteúdos são propaganda sionista, com interpretações específicas sobre o país, baseadas em autores identificados com o sionismo contemporâneo. O vínculo com a StandWithUs fica explícito no material adotado, que exibe o logotipo da entidade e sua mensagem institucional: “Nós acreditamos que a educação é o caminho para a paz”. O autor usado como principal referência, o israelense-americano Yossi Halevi, parece pensar diferente. Em entrevista ao Estadão, ele declarou: “Não é hora de falar de paz, precisamos defender o Estado de Israel”. O livro de Halevi “Cartas ao meu vizinho palestino” é a base do projeto. Ele foi soldado em uma unidade das Forças de Defesa de Israel que patrulhava a Faixa de Gaza na Primeira Intifada, entre 1987 e 1993. “A fim de permitir que o outro lado obtenha certa medida de justiça, cada lado deve impor a si mesmo alguma medida de injustiça”, escreve o ex-soldado em seu livro, ao defender o que chama de “justiça distributiva”. A partir da perspectiva sionista, a injustiça deixa de ser algo a ser corrigido e passa a ser apresentada como condição para alcançar a própria justiça. O DCM conversou sobre o projeto com uma professora de Osasco (SP), que preferiu se manter anônima por razões de segurança. “Esse projeto vem via sala de leitura, ou seja, ele vai estar com profissionais provavelmente da área de Letras, que não são gabaritados para fazer um contraponto”, alerta. “Vai haver, sob a perspectiva do Estado de São Paulo, a criação de uma narrativa oficial, com argumentos quase científicos, de que o que está acontecendo é correto, chancelando essa ação de terror, de morte e de guerra que estamos vendo na Palestina e no Líbano. Assim, é criada uma narrativa única dentro de uma escola, como se fosse a versão oficial dos fatos”. Há um farto palavrório sobre a Guerra dos Seis Dias, entre 5 e 10 de junho de 1967, quando Israel ocupou Jerusalém Oriental, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã. O conflito terminou com uma vitória rápida e decisiva das forças israelenses sobre os exércitos árabes liderados principalmente pelo Egito de Gamal Abdel Nasser. “A existência do Estado de Israel estava por um fio”, declarou o então primeiro-ministro Levi Eshkol. Segundo essa narrativa, a ofensiva teria impedido uma tentativa árabe de destruir Israel e evitado o que autoridades classificaram como um possível “segundo Holocausto”. Essa interpretação, porém, passou a ser contestada por integrantes do próprio establishment militar israelense. Um dos críticos mais conhecidos foi o general Matituahu Peled, que integrou o Estado-Maior durante a guerra. Em março de 1972, ele afirmou que a ideia de que Israel enfrentava uma ameaça de genocídio em junho de 1967 havia sido construída posteriormente. O conteúdo parece confundir antissemitismo com sionismo, o que demonstra um vínculo com o projeto da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que propôs interpretar o antissemitismo como uma forma de racismo para censurar quem faz críticas a Israel. No Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos criticou a adoção da definição. Em nota técnica, o órgão afirmou que ela é “inconstitucional” e que “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”. Em outro trecho, os alunos são convidados a refletir sobre a “disputa territorial” entre israelenses e palestinos a partir da frase: “Por que estamos discutindo sobre quem é o dono da terra quando no final a terra será proprietária de nós dois?”. O material propõe ainda uma discussão sobre o que chama de “cerne do conflito israelo-palestino”, identificado como “o muro entre nós”, e questiona os estudantes sobre o significado da “barreira” construída por Israel e as razões de sua existência. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalGovernadorPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o - [Flávio Bolsonaro pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-pede-para-stf-declarar-moraes-suspeito-para-julgar-vorcaro-e-master/): Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Advogados citam contrato de Viviane Barci de Moraes para argumentar que ministro não tem condições julgar caso relacionado a financiamento do filme sobre Bolsonaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para analisar um requerimento que envolve o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. A petição foi protocolada na segunda-feira (1º) e tem como alvo um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca ampliar o escopo do inquérito envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para também incluir Flávio e Jair Bolsonaro na apuração. Em seu pedido, Lindbergh argumenta que há indícios de ligação entre a atuação internacional de Eduardo, a campanha por sanções contra autoridades brasileiras e a negociação de recursos para o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirada na trajetória política do ex-presidente. Os advogados do Flávio argumentam que Moraes não teria a imparcialidade necessária para analisar questões relacionadas a Vorcaro e ao Banco Master. A defesa cita a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, pelo banco e mensagens atribuídas a Moraes encontradas no celular de Vorcaro. Segundo a defesa, esses elementos seriam suficientes para comprometer a imparcialidade exigida para a condução do caso. “De toda forma, o que se aponta aqui é que existe uma relação contratual estabelecida entre o Banco Master e o escritório da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes, fato que concretiza proximidade entre Sua Excelência, o Banco Master e Daniel Vorcaro. Essa proximidade pode retirar do magistrado a equidistância que deve manter em relação às partes”, diz. Flávio pede que Moraes seja declarado suspeito para analisar o requerimento apresentado por Lindbergh e que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça, relator de investigações envolvendo o Banco Master. Moraes encaminhou um ofício à PGR (Procuradoria-Geral da República) determinando que o órgão se manifestasse sobre a possível inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro no inquérito. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Dark Horse: Flávio Bolsonaro quer tirar pedido de investigação de Moraes e entregar a Mendonça, com quem esteve na Marcha para Jesus](https://politicariabrasileira.blog.br/dark-horse-flavio-bolsonaro-quer-tirar-pedido-de-investigacao-de-moraes-e-entregar-a-mendonca-com-quem-esteve-na-marcha-para-jesus/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Moraes encaminhou à PGR pedido para investigar esquema de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro no fundo Havengate. Senador quer que solicitação vá para as mãos de André Mendonça, com quem dividiu palanque na Marcha para Jesus. Por Plínio Teodoro | Fórum 05/06/2026 Flávio Bolsonaro e André Mendonça na Marcha para Jesus (Miguel Schincariol AFP / Peter Leone Ofotográfico Folhapress) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para processar e julgar fatos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O movimento foi apresentado após Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) que solicita apuração sobre supostas ligações entre o senador e o banqueiro, especialmente no financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme Dark Horse. A defesa de Flávio quer que o caso seja redirecionado para André Mendonça, atual relator do caso Master no STF, com quem o senador dividiu o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, dias antes do protocolo. A manobra ocorre enquanto Vorcaro, preso em Brasília, negocia uma delação premiada que menciona o senador. A investida contra Moraes A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que o ministro Alexandre de Moraes tem uma relação com Daniel Vorcaro que o impediria de atuar com imparcialidade no caso. Segundo os advogados do senador, o pedido não representa qualquer juízo de valor sobre a natureza dessa relação, mas busca garantir a observância das regras processuais e regimentais do STF. O argumento, em linguagem técnica, tem uma consequência prática direta: retirar Moraes da equação em um momento em que o ministro acabou de movimentar o caso ao encaminhar o pedido de Lindbergh Farias à PGR. A ação foi protocolada na sequência imediata da decisão de Moraes de dar curso ao requerimento do deputado petista. Lindbergh havia solicitado que o STF apurasse as supostas ligações entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento de Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao enviar o pedido à PGR para manifestação, Moraes sinalizou que a apuração teria seguimento institucional. A resposta da defesa do senador veio em forma de questionamento à própria competência do ministro para conduzir o processo. O timing do pedido de suspeição é, por si só, revelador. Ao contestar a legitimidade de Moraes para o caso no momento em que o ministro deu o primeiro passo concreto em direção à apuração, a defesa de Flávio Bolsonaro buscou interromper o fluxo processual antes que ele avançasse. O STF ainda não havia se manifestado formalmente sobre o pedido até o fechamento desta reportagem. O elo com o Banco Master O pedido de Lindbergh Farias que desencadeou toda a movimentação tem como núcleo o financiamento da cinebiografia Dark Horse por Daniel Vorcaro. Segundo informações que embasaram o requerimento do deputado, trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mostram o senador cobrando de Vorcaro a destinação de recursos para a produção do filme. A segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada por Vorcaro inclui menções ao senador e aponta que mais de 10 milhões de dólares teriam sido destinados ao clã Bolsonaro, supostamente para financiar o projeto cinematográfico. Vorcaro está preso em Brasília e conduz negociações de delação premiada com as autoridades. A inclusão de Flávio Bolsonaro na segunda proposta de acordo amplia o alcance político do caso e coloca o senador diretamente no centro de uma investigação que já envolve ex-ministros do governo Jair Bolsonaro. O caso Master, que começou como uma apuração sobre irregularidades financeiras no banco, foi se ramificando até atingir figuras centrais do bolsonarismo. A solicitação de Lindbergh Farias ao STF foi o gatilho formal para que o nome de Flávio Bolsonaro entrasse no radar do Supremo de forma mais direta. Ao encaminhar o pedido à PGR, Moraes deu ao caso uma dimensão institucional que a defesa do senador claramente buscou neutralizar com o pedido de suspeição. O conteúdo da delação de Vorcaro, ainda em negociação, é tratado como sigiloso, mas sua existência e o fato de mencionar o senador já são públicos. A estratégia de relatoria O destino que a defesa de Flávio Bolsonaro quer dar ao caso não é neutro: os advogados pedem explicitamente que o pedido de Lindbergh Farias seja redirecionado para o ministro André Mendonça, atual relator do caso Banco Master no STF. A escolha não é aleatória. Mendonça já concentra em suas mãos as decisões centrais do inquérito e tem adotado uma postura de centralização que, na prática, restringiu o espaço de atuação de outros órgãos, incluindo a própria Polícia Federal. A proximidade pública entre Flávio Bolsonaro e André Mendonça ganhou visibilidade concreta quando os dois dividiram o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, no dia 4 de julho. No mesmo trio elétrico, Mendonça foi questionado sobre “os grandes casos” que enfrenta no Supremo e respondeu pedindo “sabedoria para fazer justiça a todos”, sem comentar casos específicos. Flávio, por sua vez, fez um discurso de tom eleitoral diante de milhares de evangélicos, citando “guerra espiritual” e prometendo expulsar “o mal” do governo nas próximas eleições. O evento reuniu ainda o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ambos citados em investigações ligadas ao caso Master. A imagem de Flávio Bolsonaro ao lado do relator do caso que envolve seu nome, em um evento de massa com outros investigados, sintetiza a dimensão política da disputa que se trava nos bastidores do STF. Contexto de blindagem Quando André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master, sua primeira decisão foi também a mais reveladora. O ministro determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, fosse afastado do acompanhamento direto das investigações. A decisão foi além: Mendonça deixou claro, em texto expresso, que apenas as autoridades policiais diretamente envolvidas na condução dos procedimentos poderiam ter acesso ao inquérito sigiloso, vedando a comunicação inclusive com superiores hierárquicos e outras autoridades - [Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master](https://politicariabrasileira.blog.br/fachin-rejeita-pedido-para-afastar-nunes-marques-de-acao-da-cpi-do-master/): PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Presidente do STF afirma que senadores apresentaram fora do prazo pedido para declarar suspeição do ministro na ação que discute instalação da comissão Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Ministro Edson Fachin concluiu que requerimento foi apresentado fora do prazo previsto pelo regimento do STF | Antonio Augusto/STF Brasília – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, rejeitou um pedido apresentado por quatro senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da relatoria da ação que discute a instalação da CPI do Banco Master. A solicitação foi apresentada pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM). Eles pediam que Nunes Marques fosse declarado suspeito para atuar no mandado de segurança que trata da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar operações relacionadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na decisão, assinada na última quarta-feira (3), Fachin afirmou que o pedido foi protocolado fora do prazo previsto no regimento interno da Corte e, por isso, não poderia ser analisado. Segundo o presidente do STF, o mandado de segurança foi distribuído a Nunes Marques em 26 de março deste ano. Já a arguição de suspeição foi apresentada apenas em 12 de maio. O regimento da Corte estabelece prazo de cinco dias após a distribuição do processo para que seja questionada a imparcialidade do relator. “Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, escreveu Fachin. No pedido encaminhado ao Supremo, os senadores sustentaram que fatos novos relacionados à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, teriam reforçado a necessidade de afastamento do ministro. Eles citaram medidas cautelares determinadas pelo STF contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e alegaram que o parlamentar teria interesse direto no resultado da ação que busca garantir a instalação da CPI. Os autores também argumentaram existir uma relação pública e histórica entre Nunes Marques e Ciro Nogueira, o que, na avaliação deles, comprometeria a aparência de imparcialidade necessária ao julgamento do caso. “A relação pessoal e política entre o Ministro Kassio Nunes Marques e o Senador Ciro Nogueira não é episódica nem recente. Trata-se de vínculo estruturado ao longo do tempo, documentado em sucessivos momentos institucionalmente relevantes da carreira do Magistrado”, diz. Ao rejeitar o pedido, porém, Fachin não analisou o mérito das alegações apresentadas pelos senadores. A decisão se limitou à questão processual e concluiu que a solicitação foi apresentada fora do prazo regimental. Com isso, Kassio Nunes Marques permanece responsável pela condução do mandado de segurança que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarHugo MottaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalValdemar Costa Neto Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Pix por Zelle: proposta de Eduardo Bolsonaro expõe ignorância entre soberania pública e interesse privado](https://politicariabrasileira.blog.br/pix-por-zelle-proposta-de-eduardo-bolsonaro-expoe-ignorancia-entre-soberania-publica-e-interesse-privado/): Pix por Zelle: proposta de Eduardo Bolsonaro expõe ignorância entre soberania pública e interesse privado Ao sugerir o Zelle “na mesa de negociações” com os EUA, Eduardo Bolsonaro revelou a ignorância na narrativa sobre o Pix. O sistema brasileiro é uma infraestrutura pública, gratuita e universal; o americano é um serviço privado, restrito e mais lento. Por Plínio Teodoro | Fórum 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro com o pai, Jair, em reunião com Donald Trump na Casa Branca (PR) O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista à rádio TMC na quarta-feira (3) que o Brasil poderia levar o Zelle, sistema de pagamentos norte-americano, à mesa de negociação com os Estados Unidos como argumento para evitar tarifas de 25% anunciadas pelo governo Trump. A declaração, feita no contexto de relatórios do USTR que criticam o Pix por supostamente prejudicar empresas americanas, gerou reação imediata nas redes sociais e críticas de parlamentares da oposição. Após a repercussão negativa, Bolsonaro recuou, negou ter sugerido a substituição do sistema e mentiu que o Pix teria sido criado por seu pai. O episódio e a polêmica Na entrevista à TMC, Eduardo Bolsonaro foi direto: “Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle. O Pix dos EUA é o Zelle. Então dá para ir para a mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá para conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar o ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utilize de pagamento”. A fala ocorreu depois de o USTR, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, publicar relatórios que mencionam o Pix 20 vezes, acusando o Brasil de manter políticas de pagamento eletrônico que “desfavorecem empresas americanas envolvidas no comércio digital ou em serviços de pagamento eletrônico.” O relatório recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A repercussão foi imediata e negativa. No dia seguinte, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou: “Eu absolutamente jamais disse isso. Eu desafio o Globo a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha dito porventura algo nesse sentido”. Na mesma publicação, acrescentou que o Pix “foi criado por Jair Messias Bolsonaro, sem taxas, e assim continuará sendo” — afirmação que não corresponde à realidade histórica do sistema. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) respondeu classificando como “nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir os interesses americanos” e defendeu o Pix como “uma infraestrutura pública brasileira, criada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil”, em contraponto ao Zelle, descrito por ela como “um sistema privado, operado por bancos americanos, que cobra taxas.” O episódio ilustra uma tensão mais ampla: a pressão comercial dos EUA sobre o modelo financeiro brasileiro está sendo usada, por parte do bolsonarismo, não para defender a soberania nacional, mas para questionar uma das políticas públicas de maior alcance popular do país. A fala de Eduardo, independentemente da retratação posterior, abriu espaço para uma discussão que o governo Trump claramente quer estimular. Pix vs. Zelle: O abismo técnico A comparação entre os dois sistemas não resiste a um exame técnico básico e revela o grau de ignorância de Eduardo Bolsonaro. O Pix é operado pelo Banco Central do Brasil, uma instituição pública, e funciona como infraestrutura aberta a qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo BC. O Zelle, lançado em 2017, é administrado pela Early Warning Services, empresa privada controlada por um consórcio de grandes bancos americanos, entre os quais Bank of America, JPMorgan Chase, Capital One, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Quem não tem conta em um banco participante simplesmente não acessa o serviço. A diferença de velocidade e alcance é igualmente significativa. O Pix é instantâneo por definição regulatória. O Zelle, segundo informações de seu próprio site oficial pode levar minutos para concluir uma transação e, em casos de instabilidade do sistema, horas ou até dias. O Pix é gratuito para pessoas físicas por determinação do Banco Central; no Zelle, a gratuidade depende da política tarifária de cada banco participante, embora pesquisa do terceiro trimestre do ano passado indique que “quase todos” os bancos conveniados não cobram dos consumidores. Há ainda uma diferença crítica em termos de proteção ao usuário. O Pix conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite acionar o sistema em casos de fraude ou erro. O Zelle, segundo seu site oficial, só permite o cancelamento de uma transação se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma: uma vez enviado o dinheiro para um usuário registrado, não há como reverter a operação. Chamar os dois sistemas de equivalentes, como fez Eduardo Bolsonaro, é ignorar diferenças que afetam diretamente a vida financeira de milhões de pessoas. A origem do Pix: Fatos contra a narrativa A afirmação de que Jair Bolsonaro “criou o Pix” é desmentida pela própria cronologia oficial do sistema. Os estudos para a criação de um sistema de pagamentos instantâneos foram iniciados pelo Banco Central em 2016, com a estruturação técnica avançando a partir de 2018, durante a gestão Michel Temer. A marca Pix foi lançada pelo BC em fevereiro de 2020, e o sistema entrou em operação em novembro do mesmo ano, já no governo Bolsonaro. Estar na cadeira presidencial no momento do lançamento não equivale a ter formulado a política pública. A prova mais concreta do distanciamento de Bolsonaro em relação ao sistema ocorreu em 5 de outubro de 2020, exatamente no dia em que as instituições financeiras começaram a cadastrar as chaves Pix dos brasileiros. Questionado por um apoiador sobre a novidade, o então presidente associou o tema a uma medida de aviação civil. Ao ser corrigido, admitiu desconhecimento e disse que ainda iria “conversar com o Roberto Campos Neto” para entender do que se tratava, segundo registros de imprensa da época. O Pix é resultado de uma agenda de inclusão financeira construída ao longo de anos. A Lei 12.865/2013, aprovada no governo Dilma Rousseff, foi o marco legal que permitiu a regulação dos arranjos de pagamento no Brasil e abriu o caminho institucional para - [MPRJ faz operação contra ex-vereador investigado por duplo homicídio em Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-faz-operacao-contra-ex-vereador-investigado-por-duplo-homicidio-em-rio-das-ostras/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Paulo Fernandes Carvalho Gomes, atual secretário de Segurança de Casimiro de Abreu, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo GAECO. Por g1 04/06/2026 Ataque ocorreu em frente a uma padaria em Rio das Ostras — Foto: Reprodução InterTv RJ Rio das Ostras – O Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-vereador de Rio das Ostras e atual secretário de Segurança de Casimiro de Abreu, Paulo Fernandes Carvalho Gomes, investigado por um duplo homicídio ocorrido em novembro de 2025, no bairro Âncora. A ação, batizada de Operação Falso Xerife, foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ e da Polícia Civil. O nome faz referência à forma como o investigado se apresentava publicamente, associando sua imagem ao combate à criminalidade. De acordo com as investigações, o crime aconteceu no dia 21 de novembro de 2025, em frente a um mercadinho no bairro Âncora, em Rio das Ostras. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem desce de um veículo, atira contra duas vítimas e foge logo em seguida. Ainda segundo o Ministério Público, a apuração reuniu registros em vídeo, depoimentos e outros elementos que apontam Paulo Fernandes Carvalho Gomes, conhecido como “Carvalhão” e também policial militar, como o autor dos disparos que resultaram no duplo homicídio. Relembre o caso O duplo homicídio aconteceu em plena luz do dia, na porta de uma padaria no bairro Âncora, em Rio das Ostras, em novembro de 2025. Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem chega armado, se aproxima das vítimas, identificadas como Allan Cortes dos Santos, de 44 anos, e Wallace da Silva Silveira, de 21, e faz vários disparos antes de fugir. Moradores relataram ter ouvido a sequência de tiros e acionaram a polícia, mas as vítimas já estavam mortas quando as equipes chegaram. O crime causou forte repercussão na cidade e passou a ser investigado pela Polícia Civil. Notícia relacionada Secretário de Segurança de Rio das Ostras é preso durante ação de investigação pela morte de três pessoas Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: 'Vassalagem'](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-sugere-troca-do-pix-por-sistema-americano-zelle-e-vira-alvo-de-criticas-nas-redes-vassalagem/): Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ Nome do deputado chegou entre os assuntos mais comentados nesta quinta-feira na rede X Por Sonar | O Globo 04/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere em publicação a troca de Pix por Zelle — Foto: Reprodução/Redes Sociais Uma declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) viralizou na rede social X e levou o nome do parlamentar aos assuntos mais comentados na manhã desta quinta-feira. No vídeo, o filho 03 do ex-presidente sugere mecanismos financeiros dos Estados Unidos “semelhantes ao Pix” que podem servir para “ir pra uma mesa de negociação com bons argumentos” com os americanos. A declaração tem sido reproduzida em outros perfis e alvo de críticas. Os Estados Unidos, onde atualmente reside o parlamentar, recomendaram um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o território americano. No documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o Pix aparece entre os principais pontos questionados. O texto diz que o Banco Central favorece o sistema de pagamentos ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma, impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos. No vídeo, Eduardo propõe uma negociação com o governo americano: — Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com os americanos — disse Eduardo. Nas redes, perfis têm usado o trecho para criticar o deputado: “Prestar vassalagem trocando o Pix pelo Zelle? kkk”, postou o perfil Allan dos Panos. O termo “vassalagem” também está entre os comentados na manhã de hoje. Desde a decisão do governo americano, a reação governista e do próprio presidente Lula têm sido de defender o Pix, amplamente citado no documento, e associar a taxação ao encontro do presidente Donald Trump com Flávio e Eduardo Bolsonaro, ocorrido na semana passada. Ainda na terça-feira, parlamentares começaram a postar termos como “Tariflávio” e “o Pix é nosso”, além da frase “Bolsonaros inimigos do Brasil”. Já Lula, em evento em Goiás, chamou Flávio de “imbecil”. – Ele foi pedir arrego. “Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, não deixa, prejudica o Lula”. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio – afirmou, complementando: – Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores – disse. Ex-ministra de Lula, a deputada Gleisi Hoffmann usou a declaração para criticar o clã Bolsonaro. Na terça-feira, logo após as primeiras notícias sobre o tarifaço, Flávio afirmou que pediu diretamente a Trump para que não impusesse tarifas sobre as empresas brasileiras. Ele também enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, defendendo a não adoção das medidas e passou a argumentar que um eventual governo seu em 2027 teria condições de negociar “de igual para igual” com os Estados Unidos. ‘Pix não é um produto comercial’ O sistema citado por Eduardo no vídeo é operado por uma rede de bancos americanos, diferentemente do Pix, administrado pelo Banco Central. Diferentemente do sistema brasileira, a transferência não é 100% gratuita. A Febraban, que representa os maiores bancos nacionais, saiu em defesa do Pix em reação ao USTR, lembrando que o sistema não é um produto comercial, mas um meio de pagamento que favorece a competição e permite a participação das instituições financeiras. “O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica. Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras”, diz uma nota divulgada pela entidade. Notícia anterior Banco Central BCDeputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 O amigo do crime 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-e-responsabilizado-por-ameaca-ao-pix-e-tarifaco-em-8-de-cada-10-mensagens-opinativas-diz-levantamento/): Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento Análise considera 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram após encontro de senador com Trump Segundo Palver, 81% das publicações com opiniões são desfavoráveis ao pré-candidato do PL Por Laura Intrieri | Folha de S.Paulo 03/06/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em encontro com o presidente americano, Donald Trump, na terça (26) na Casa Branca – Divulgação – 26.mai.26 São Paulo – O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como culpado por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos EUA em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o assunto trocadas nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados pela empresa de análise de dados Palver. A responsabilização do pré-candidato do PL à Presidência, direta ou indiretamente, corresponde a 81% das publicações opinativas desses grupos. A Palver retira dessa análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentário e disparos automáticos de clipping, que apenas replicam notícias sobre determinado assunto. O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos Estados Unidos e à reunião com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio. Desde então, aliados de Lula (PT) passaram a defender em grupos de mensageria e em redes sociais a tese de que essa aproximação representava uma ameaça ao sistema de pagamentos Pix, conteúdo reforçado a partir de segunda (1º), quando houve a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros — a decisão final depende do aval de Trump. Apoiadores de Lula tentam emplacar nas redes sociais o termo “Tariflávio” para associar o senador à crise. Políticos do centrão e mesmo aliados de Flávio avaliam que a imposição das novas tarifas é um revés para a campanha presidencial do senador. Flávio disse que enviou na terça-feira (2) uma carta ao governo Trump para pedir que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano. Na carta, endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio, Flávio afirma que o Brasil “atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que a imposição de novas tarifas “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro. A decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sobre o governo Lula. Segundo o relatório da Palver, as publicações predominantes acusam o senador e a família Bolsonaro de “traição à pátria” e de alinhamento a interesses estrangeiros, além de descrever a ofensiva americana como ataque a uma conquista da população brasileira. Esse discurso repetido nas mensagens é semelhante ao que tem sido adotado por Lula em suas manifestações públicas. Entre as mensagens que isentam Flávio, três linhas de argumentação se destacam: a classificação das acusações como desinformação ou manobra política da esquerda; a negação de risco concreto ao Pix, com publicações afirmando que o sistema não será bloqueado nem afetado; e a defesa de que a atuação do senador nos EUA mirava o combate ao crime organizado. Essa última vertente também critica o governo Lula por reagir às medidas americanas e usar o tema para desgastar o pré-candidato do PL. “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”, diz uma das mensagens. “Fake news”, diz outro registro, desta vez defendendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “Lula acusa Flávio de pedir tarifa aos EUA. Sem prova. Motivo da mentira? Medo”. O recorte do levantamento reuniu publicações que citam o Pix combinadas a menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos. O levantamento da Palver mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, não a opinião da população. Diferentemente de uma pesquisa eleitoral, não há amostra representativa do eleitorado nem margem de erro, e os números não servem de prognóstico. Notícia anterior PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Milícia e TCP são investigados por obrigar comerciantes a comprar farinha em empresas ligadas ao crime organizado](https://politicariabrasileira.blog.br/milicia-e-tcp-sao-investigados-por-obrigar-comerciantes-a-comprar-farinha-em-empresas-ligadas-ao-crime-organizado/): TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Monopólio ocorre em pontos de quatro bairros da Zona Oeste e em um da Zona Norte Por O Globo 03/06/2026 Um policial da Draco/IE durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – A Polícia Civil encontrou indícios de que a milícia e a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) estão usando empresas ligadas aos dois grupos criminosos para obrigar pequenos e médios comerciantes a adquirirem produtos de panificação, incluindo farinha de trigo, gordura vegetal e açúcar, por preços que variam de 70% a 90% acima do valor de mercado. O monopólio imposto pelo crime atinge estabelecimentos de cinco bairros localizados nas zonas Oeste e Norte do Rio. Quem se recusa a comprar os gêneros alimentícios dos fornecedores indicados pelos bandidos é ameaçado por homens armados e pode ter o comércio fechado ou até ser assassinado. A polícia estima que proprietários de mais de cem estabelecimentos foram vítimas dos criminosos. Os investigadores apuram se a morte do comerciante Rafael Oliveira Braga, de 43 anos, executado a tiros em uma comunidade do bairro Paciência, na Zona Oeste, em março de 2025, ocorreu por ele ter se recusado a comprar os produtos oferecidos por fornecedores ligados a um grupo criminoso. Ele foi assassinado por dois homens em uma motocicleta quando chegava a uma padaria. Segundo a delegada Luciana Fonseca, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), há ainda notícias da prática criminosa em pontos de Campo Grande, Santíssimo e Santa Cruz, na Zona Oeste, e em alguns locais de Madureira, na Zona Norte. Neste último bairro, os milicianos atuariam com o aval de traficantes do Terceiro Comando Puro. Em troca da exploração da área controlada pela facção, os paramilitares ajudariam o TCP na disputa de territórios com o Comando Vermelho. — A investigação começou há quatro meses, após denúncias de que comerciantes estavam sendo obrigados a adquirir produtos de fornecedores indicados pela milícia. Identificamos cinco empresas. Algumas são regulares e foram cooptadas pelos bandidos. Outras foram criadas recentemente para essa finalidade — disse a delegada. Nesta quarta-feira, a polícia deflagrou uma operação para cumprir 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas zonas Oeste e Norte da capital. Em um deles, os agentes da Draco encontraram farinha de trigo vencida misturada a outra farinha ainda dentro do prazo de validade. O produto estava sendo embalado para revenda. — Encontramos farinha vencida misturada a outra farinha e um maquinário que serviria para embalar o produto. Duas pessoas foram presas por armazenamento de material vencido — disse a delegada. Segundo a polícia, o objetivo da operação foi apreender documentos, registros contábeis, aparelhos eletrônicos e outros elementos para aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa. As diligências prosseguem para identificar todos os envolvidos, dimensionar a movimentação financeira do esquema e apurar possíveis conexões com outros crimes praticados pela organização. Não é a primeira vez que bandidos exploram o monopólio da venda de farinha para a fabricação de pães. Em março deste ano, a Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, denunciou que traficantes ligados a uma facção criminosa estariam obrigando comerciantes de algumas padarias de dois bairros do município a comprar farinha de trigo fornecida por eles. O valor cobrado pelo produto, usado na fabricação dos pães, era quase o dobro do preço de mercado. A medida, que, segundo o município, atingiu alguns estabelecimentos dos bairros São José e Parque Suécia, próximos à divisa com o município de Duque de Caxias, elevou o preço do pão francês de R$ 0,50 para R$ 0,80. Na ocasião, a 54ª DP (Belford Roxo) abriu uma investigação para apurar o caso. De acordo com um dos relatos, os estabelecimentos eram obrigados a comprar sacos de farinha de 25 quilos por R$ 100. Em empresas legalizadas, o produto podia ser adquirido por valores que variavam entre R$ 60 e R$ 70. Dias após as denúncias, a prefeitura revelou que o preço do pão francês voltou ao normal após a polícia acabar com o monopólio imposto pelo tráfico. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - ['A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira', diz Simone Tebet](https://politicariabrasileira.blog.br/a-patria-dos-bolsonaro-nao-e-a-brasileira-e-a-patria-estrangeira-diz-simone-tebet/): ‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet Nos últimos meses, Simone Tebet deu um cavalo de pau em sua vida. Ela deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, que comandava desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou o MDB, partido ao qual foi filiada por três décadas, pelo PSB. Por Marina Rossi | BBC News Brasil 03/06/2026 Tebet afirma que não há chances de retirar sua pré-candidatura ao Senado agora | Victor Parolin/BBC News Brasil São Paulo – Os movimentos foram todos “acertados” previamente, como ela afirma nesta entrevista à BBC News Brasil, para disputar uma vaga no Senado por São Paulo como representante da centro-esquerda — termo que ela evita, preferindo “frente ampla” ou “campo democrático”. É uma arena nova para Tebet, que deixou o Direito e a academia para fazer carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora. Mas também é a continuidade de outra guinada em sua trajetória a partir da eleição de 2022, quando ficou em terceiro lugar no primeiro turno com uma candidatura à direita de Lula e o apoio que deu ao petista no segundo turno, considerado importante para a vitória bastante apertada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com discurso moderado, liberal e em defesa do agronegócio, Tebet vai compor agora a chapa pela reeleição de Lula para a Presidência e da candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo paulista. Segundo levantamento da Quaest no fim de abril, Tebet liderava as intenções de voto para o Senado em todos os cenários testados. Talvez por isso, ela diz não estar tão preocupada com quem será o segundo candidato desta “frente ampla”: Márcio França (PSB), seu novo companheiro de sigla, ou Marina Silva (Rede), ambos também ex-ministros de Lula. Também afirma que não a preocupa quem serão os adversários de Lula na disputa pela Presidência. Para ela, a eleição será definida pela capacidade que o governo do qual ela fez parte terá de comunicar suas realizações. “A gente fez muito e comunicou mal”, disse. Para ela, não fará diferença se Lula disputará um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), cujo nome chegou a ser ventilado após as revelações sobre a ligação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso acusado de comandar uma fraude financeira bilionária. “A família Bolsonaro é uma coisa só. Pensam igual e pensaram o país da mesma forma”, diz Tebet. “O Deus deles, ‘Deus, pátria e família’, não é o mesmo Deus nosso. A pátria não é a pátria brasileira, é a pátria estrangeira”, afirma, evocando o lema de Jair Bolsonaro. Dois dias após a entrevista, concedida em 26 de maio, o presidente americano Donald Trump anunciou a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio ocorreu após a visita à Casa Branca por Flávio Bolsonaro, que comemorou a decisão de Trump. O episódio levantou um debate sobre a intervenção americana na política brasileira. Na mesma esteira, na terça-feira (02/06), o governo Trump ameaçou taxar, novamente, produtos brasileiros, desta vez em 25%, devido a práticas “não razoáveis” que “oneram ou restringem o comércio dos EUA”. Depois disso, o presidente americano publicou duas fotos com Flávio no Salão Oval. Uma delas foi a mesma que Flávio havia publicado na semana passada após ida aos EUA. Na outra, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump na sua rede Truth Social. Confira os principais trechos da entrevista BBC News Brasil – Três nomes da centro-esquerda estão na disputa pela candidatura ao Senado em São Paulo: a senhora, Marina Silva e Márcio França. A senhora abriria mão de concorrer por algum dos dois? Simone Tebet – Se isso fosse conversado lá atrás, sem dúvida nenhuma. Só que tem uma diferença entre a minha candidatura e as dos demais. Tive que fazer dois movimentos muito radicais: mudar o domicílio eleitoral e mudar de partido. Lembrando que sempre tive um único partido na minha vida, foram 30 anos de MDB. E fiz esse movimento claramente para fazer parte de uma frente ampla e por um pedido muito especial do presidente Lula e do vice-presidente (Geraldo) Alckmin. “Precisamos ganhar São Paulo. São Paulo é estratégico para a eleição de 2026”, me disseram eles, aliado ao fato de que precisamos mostrar que este é um governo de centro e um governo que tem não só o PT na sua base nos ministérios, mas tem MDB, PSB, PSD, entre outros partidos. Então, vir para São Paulo foi uma decisão absolutamente acertada. “Você vem para ser pré-candidata ao Senado.” Não tem como eu fazer outro movimento. Não tenho como ir para um outro posto, a não ser o que foi determinado não só por mim, mas também porque entendo que o presidente Lula precisa dessa frente ampla. E, dentre os três, sou aquela pessoa que é vista ou como de centro ou de centro-direita. BBC News Brasil – Ter três pré-candidaturas não divide os votos da centro-esquerda? Tebet – Não há possibilidade de essa frente ampla ou desse campo democrático lançar mais do que dois candidatos ao Senado em São Paulo. E isso não é só voz corrente, é uma determinação dos partidos aliados de que a estratégia é lançar, na maioria dos Estados, no máximo, dois pré-candidatos. Em alguns Estados, isso não vai ser possível por uma questão de acomodação, mas onde pudermos, vamos lançar apenas dois. Isso é uma estratégia político-eleitoral visando fazer maioria no Senado, porque, hoje, a situação é adversa. Talvez este seja, de todas as eleições pós-democracia, o momento em que a eleição para o Senado vai ser tão importante quanto para presidente da República. Porque ali é que está a mudança ou não da regra do jogo. - [Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/festas-de-vorcaro-em-nova-york-com-politicos-uisque-e-mulheres-custaram-r-119-milhoes/): Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões Uma das atrações mais caras foi confraternização de temática ‘astronauta’ com ‘artistas’ e ‘performances’ da Ucrânia e Rússia Por Malu Gaspar e Johanns Eller | O Globo 03/06/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor A degustação de uísques e charutos que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ofereceu ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e vários outros políticos e autoridades em Nova York em maio de 2024 não foi a única extravagância que ele promoveu nos Estados Unidos naquele período. Ao todo, Vorcaro gastou pelo menos R$ 11,9 milhões em valores da época na organização de eventos para entreter políticos e autoridades que estavam na cidade naqueles dias — além da prova de bebidas e charutos, um jantar e uma festa com mulheres com fantasias prateadas que ficou conhecida como a “noite das astronautas”. Os valores constam de uma planilha apreendida no celular de Vorcaro e incluída na representação da Polícia Federal (PF) que embasou a oitava fase da Operação Compliance Zero no último dia 26, com busca e apreensão sobre Castro e outros sete alvos. Segundo fontes que estiveram no evento relataram à equipe da coluna, a festa ocorreu na suíte presidencial em Nova York na qual os convidados, todos homens, eram entretidos por russas e ucranianas vestidas com malhas prateadas e acessórios de vidro na cabeça que lembravam um traje espacial. Além da festa das astronautas, à qual compareceram mais políticos além dos que estavam na degustação, houve também um jantar bancado por Vorcaro e incluído na conta daquela semana enviado ao banqueiro. Só nesses eventos, o dono do Master gastou mais de US$ 721 mil, o equivalente a R$ 3,7 milhões em 2024. Um e-mail enviado a Vorcaro na ocasião discriminava os custos: 526,2 mil euros para bancar as “artistas, performances com logística e equipe de management [gerenciamento]” e outros 109,2 mil euros referentes a “taxas”, sem maiores detalhes. Tudo pago por meio de wire transfer, remessas internacionais sem instituições intermediárias muito usadas nos EUA. O documento enviado ao relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, também destaca gastos com “festas”, equipamentos de som e luz, produção de evento e hospedagem de equipe que somam US$ 545,2 mil (R$ 2,8 milhões). A esses gastos se somam a degustação de uísque, como mostrou O GLOBO, custou pouco mais de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões). Realizada no exclusivo The Carnegie Club, localizado a algumas quadras do Central Park e da nobre Quinta Avenida, em Manhattan, Vorcaro bancou a locação do espaço, os charutos e as bebidas liberadas. Castro e os demais convidados saíram de lá com uma garrafa de Macallan 25 anos avaliada em R$ 30 mil e uma caixa de charutos cada um. Nessa ocasião, Vorcaro gastou R$ 3,5 milhões só com uísques. Segundo reportagem do GLOBO, além do governador fluminense e do dono do Master, participaram da degustação o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ), à época cotados para disputar a presidência da Câmara dos Deputados (Motta foi eleito para o cargo em fevereiro do ano seguinte). Há ainda despesas documentadas de US$ 44,6 mil descritas como pagamento do “pacote de comidas e bebidas e green room” das artistas e “consumo de extras no hotel dos hóspedes entre os dias 12 e 16 de maio, totalizando R$ 11,9 milhões. No mesmo período, diálogos obtidos pelos investigadores em um dos celulares do CEO do Master demonstram que ele também bancou um jantar para o então governador no Rio no restaurante Nusr-Et, do badalado chef turco Salt Bae, em Nova York. Também localizado em Manhattan, a casa é conhecida por excentricidades como filés de carne com folhas de ouro. Ao receber o convite de Vorcaro por WhatsApp, Castro exclamou: “Você não existe”. A um auxiliar que organizou o jantar, o banqueiro orientou: “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir [à mesa]”, em referência a Salt Bae, que estava na filial de Nova York na ocasião. O documento da PF não detalha quanto custou o convescote, mas a representação menciona outro banquete do político do PL pago por Daniel Vorcaro um ano antes no mesmo local. Segundo a investigação, o banqueiro, que não esteve no jantar, desembolsou US$ 13,3 mil (R$ 66 mil). Degustação em Londres O evento no The Carnegie Club em NY não foi a única degustação de uísque custeada por Vorcaro para autoridades brasileiras. No mês anterior à farra nos EUA, o Banco Master financiou o Fórum Jurídico Brasil de ideias. Organizada pelo Grupo Voto e estrelada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a conferência ocorreu em um hotel de luxo em Londres, no Reino Unido. Registros encontrados em um celular do dono do Master apontam que ele gastou US$ 640,8 mil (R$ 3,2 milhões) na degustação no exclusivo clube George, no bairro londrino de Mayfair, considerado um dos mais caros do mundo. Segundo o site Poder360, estiveram no George os ministros Moraes e Dias Toffoli, do STF; o ex-ministro da Corte e então titular da pasta da Justiça do governo Lula, Ricardo Lewandowski; Benedito Gonçalves, magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ); o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente da Câmara, Hugo Motta e Ciro Soares, advogado de Vorcaro, além do próprio banqueiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de Justiça Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 ‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet 03/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na - [Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-se-encontra-com-eduardo-cunha-em-bh/): Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH Senador concedeu entrevista à rádio ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2). Por g1 Minas 02/06/2026 Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte nesta terça-feira (2) — Foto: Reprodução/Instagram Belo Horizonte – O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou com o ex-deputado federal Eduardo Cunha, nesta terça-feira (2), em Belo Horizonte. Flávio concedeu uma entrevista à rádio 89 Maravilha, ligada a Cunha, e falou sobre carga tributária, empreendedorismo e programas sociais. O ex-parlamentar publicou nas redes sociais um vídeo com o senador para divulgar a conversa e disse que Flávio assumiu “a missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026”. Eduardo Cunha foi deputado federal de 2003 a setembro de 2016, quando teve o mandado cassado na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. Ele chegou a ser preso no mesmo ano alvo da operação Lava Jato. Em 2015, quando era presidente da Casa, Cunha autorizou a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), que perdeu o mandato em agosto de 2016. Em 2026, ele anunciou ser pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. Notícia anteriorPróxima notícia Belo Horizonte MGDeputado FederalOperação Lava JatoPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-visita-eduardo-cunha-mas-omite-encontro-nas-redes/): Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes Presidenciável foi recebido nos estúdios da Rádio Maravilha, controlada pelo deputado cassado Por Bernardo Mello Franco | O Globo 02/06/2026 Flávio Bolsonaro e Eduardo Cunha noes estúdios da Rádio Maravilha, em BH — Foto: Reprodução Flávio Bolsonaro aproveitou a passagem por Belo Horizonte, nesta terça-feira, para fazer uma visita especial. Passou parte da manhã com Eduardo Cunha, velho aliado do pai. O pré-candidato do PL deu uma entrevista de quase meia hora à Rádio Maravilha, emissora evangélica controlada pelo ex-deputado cassado e preso na Lava-Jato. Flávio contraternizou com Cunha, que o recebeu nos estúdios e assistiu à gravação. Curiosamente, o presidenciável evitou divulgar o encontro nas redes sociais. As únicas imagens dos dois juntos foram publicadas no perfil do ex-deputado, que se instalou em Minas para tentar voltar à Câmara. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalOperação Lava JatoPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/horas-apos-nova-proposta-de-tarifaco-trump-posta-foto-com-flavio-bolsonaro/): Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro Mensagem é publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Lula responsabilizou família Bolsonaro pela taxação, relacionando-a à visita de Flávio à Casa Branca, no último dia 26. Por g1 02/06/2026 Trump faz post sobre encontro com Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/Truth Social O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um post nesta terça (2) sobre o encontro com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece o irmão do parlamentar, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump, na Truth Social, a sua rede social. A mensagem foi publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Lula responsabilizou família Bolsonaro pela taxação, relacionando-a à visita de Flávio à Casa Branca, no último dia 26. O pré-candidato afirmou em entrevista que pediu ao americano para não taxar o Brasil. “Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles”, afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais. Visita à Casa Branca Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira da semana passada, dia 26 de maio. No dia seguinte, ele se encontrou também com Marco Rubio, secretário de Estado, e com JD Vance, vice-presidente. Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio disse que pediu a Trump para que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas. O senador também disse que prometeu ao republicano incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e combater interferências estrangeiras. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou. Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. O senador também disse que conversou com Trump sobre tarifas e terras raras. Ainda segundo Flávio, Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”. O parlamentar afirmou ainda ter recebido do presidente americano uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar comemorativa. Já na quarta-feira (27), de acordo com o senador, o encontro com Rubio durou cerca de 30 minutos. Uma imagem da reunião com o secretário de Estado foi compartilhada por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, nas redes sociais. Já na reunião com J.D. Vance, segundo o senador, o vice-presidente levantou questões relacionadas à liberdade de expressão no Brasil. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [O amigo do crime](https://politicariabrasileira.blog.br/o-amigo-do-crime/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Por que Ciro Nogueira comparece em (quase) todos os escândalos da República Por Breno Pires | Piauí 02/06/2026 Daniel Vorcaro abraçando seu “amigo de vida”, Ciro Nogueira, na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes franceses, em imagem encontrada pela Polícia Federal no celular do banqueiro – Crédito: REPRODUÇÃO – Sem falsa modéstia, você sabe que eu me tornei um dos homens mais influentes da política nacional. Eu conheço todos os grandes empresários do nosso país. Todos. O senador Ciro Nogueira falava com desembaraço, como quem trata de um assunto trivial. Ele estava dando uma entrevista a um telejornal de Teresina, a capital do Piauí, o estado que o elege para deputado ou senador desde 1994. Era dia 13 de março passado, uma sexta-feira. Fazia uma semana que viera a público uma mensagem de WhatsApp na qual o banqueiro Daniel Vorcaro, que acabara de voltar à prisão, se referia ao senador como “um dos meus grandes amigos de vida”. – Não tem nenhum grande empresário nesse país que não já tenha me procurado em Brasília, ou me convidado para eventos, ou para palestra, ou para jantares – disse o senador. A mensagem, defendida com naturalidade, era clara: Ciro Nogueira não tinha nenhuma relação especial com Vorcaro porque conhece “todos os grandes empresários do nosso país”. Tampouco obteve qualquer vantagem de Vorcaro, além da sucessão de convites para eventos, palestras e jantares que recebe habitualmente de tanta gente. – Agora, você nunca vai ver nada de errado nesses diálogos. Ah, “foi convidado para jantar”. Ah, “botou um helicóptero à minha disposição”, que eu não usei. Poxa, mas, pelo amor de Deus. Isso é o fato de nós termos um homem influente que conhece todos os homens influentes do país – concluiu o senador. Em defesa de sua inocência, Ciro comparava a presença em um jantar com o uso eventual de um helicóptero, colocava tudo na embalagem política, coisa de gente influente, e nada disso comprometia seu comportamento ético e íntegro. Nem achava necessário explicar por que apresentou uma emenda aumentando de 250 mil para 1 milhão de reais o limite de cobertura para investidores em caso de quebra da instituição financeira. A proposta atendia de modo tão flagrante os interesses de Vorcaro que ganhou a jocoso apelido de “Emenda Master”. Antes, em fevereiro, Ciro já exalava confiança em entrevista ao SBT News: “Não tenho medo de [expor] essa relação porque ela nunca foi uma relação ilícita, nunca tratei de assuntos do Banco Master, nunca fiz gestões para encobrir algo.” Quando seu nome pipocou no WhatsApp de Vorcaro, em março, recorreu a um argumento ao mesmo tempo juvenil e cômico para negar que se tratasse dele: “Segundo o IBGE, existem mais de 11 mil pessoas com o nome Ciro no Brasil.” Em abril, com Vorcaro na cadeia, continuou mostrando-se tranquilo: “Espero que o mais rapidamente possível o Ministério Público e a Polícia Federal passem esse episódio a limpo para que a gente possa discutir o que realmente precisa no país.” Ciro Nogueira falava com a segurança de quem adquiriu uma posição proeminente na política nacional. Entre 2021 e 2022, esteve no ponto mais alto de sua trajetória política. Foi ministro-chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro. Não é um posto qualquer. Como definiu Bolsonaro na época em que o nomeou, era a “alma do governo”. Ali, fazendo as vezes de um primeiro-ministro, Ciro tornou-se a peça que faltava para que a banda podre do Congresso assumisse um controle até então inédito sobre a máquina do Executivo – e uma posição privilegiada para acomodar seus interesses heterodoxos. A entrevista que o senador concedeu à TV Antena 10 de Teresina em março terminou depois de 45 minutos. Pela aparência, Ciro saiu satisfeito com o resultado. Tinha razão. Afinal, apesar das suspeitas iniciais, seu nome continuava em alta na cotação para ocupar a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A chapa Flávio-Ciro vinha ganhando certa tração nas hostes da direita e da extrema direita – mas assim que o mês de maio chegou tanto o candidato a candidato a vice quanto o próprio candidato a candidato a presidente foram atropelados, cada um a seu modo, pelo escândalo do Master. De acordo com uma reportagem do Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro enviou um áudio cobrando os 24 milhões de dólares que o banqueiro havia prometido doar para, alegadamente, financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio chama-o de “irmão” e, em mensagem enviada um dia antes da primeira prisão de Vorcaro em novembro do ano passado, afirma: “Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente.” E completa: “Só preciso que me dê uma luz.” A luz, no caso, é dinheiro. Na tarde em que o caso veio a público, Flávio Bolsonaro negou que o banqueiro financiara o filme e ainda ironizou o repórter que lhe fez a pergunta. Horas depois, com a divulgação do áudio, foi obrigado a admitir o que negara, e agiu como se fosse uma transação inofensiva – com “zero de dinheiro público”, ainda que o Master tenha se locupletado com dinheiro público de fundos de pensão. No caso de Ciro, o terremoto do Master chegou alguns dias antes. No dia 6 de maio, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma nova operação da Polícia Federal sobre o caso Master. Ao analisar a relação entre Ciro Nogueira e o banqueiro, a partir dos resultados da investigação da PF, o ministro escreveu que havia um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”. A piauí teve acesso às mais de sessenta páginas que compõem o relatório da PF, onde constam datas, cenas, viagens, fotos. De sua leitura, emerge um universo feito de mesadas, empresas subavaliadas, dinheiro vivo, apartamentos, cartões de crédito, restaurantes, hotéis, jatinhos, emenda parlamentar e férias na neve. Um documento do Coaf, o órgão federal que rastreia transações - [Vídeo mostra PMs gritando ‘vai morrer, hein!’ para motociclista morto a tiros durante abordagem em São Gonçalo](https://politicariabrasileira.blog.br/video-mostra-pms-gritando-vai-morrer-hein-para-motociclista-morto-a-tiros-durante-abordagem-em-sao-goncalo/): Vídeo mostra PMs gritando ‘vai morrer, hein!’ para motociclista morto a tiros durante abordagem em São Gonçalo Câmeras de segurança registraram áudio da perseguição; família diz que Eduardo Ornellas, de 26 anos, fugiu por causa de documento atrasado. Por Adriana Rezende | Bom Dia Rio 02/06/2026 Agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) foram filmados correndo atrás do motociclista — Foto: Reprodução/TV Globo Câmeras de segurança registraram na tarde de domingo (31) o momento em que mais de 3 PMs perseguem o motociclista Eduardo Ornellas, de 26 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, instantes antes de ele ser morto durante uma abordagem policial. No vídeo, é possível ouvir gritaria e disparos, acompanhado dos policias gritando “vai morrer” repetidamente enquanto o rapaz foge. “Para!”. Logo depois, outro ameaça: “Vai morrer, hein! Vai morrer, hein! Vai morrer”. O corpo de Eduardo será velado na manhã desta terça-feira (2), com enterro previsto para às 11h30, no Cemitério Parque da Paz, no bairro Pacheco, em São Gonçalo. Segundo familiares, o motociclista não obedeceu a ordem de parar dos PMs por não estar com o documento da moto em dia, depois disso, os policias teriam confundido o celular que estava na cintura dele e começaram a disparar. A namorada de Eduardo, que estava na garupa, foi atingida por um primeiro disparo, e então ele se desespera e sai correndo. Eduardo chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, também em São Gonçalo. Ele já recebeu alta médica. “Foi uma abordagem negligente. Ele acabou acertando a namorada na perna. Assustado, vendo a gravidade da situação, saiu correndo. Como estava com o documento da moto atrasado, correu na tentativa de pedir socorro”, diz um parente, que completou: “A família está indignada. O rapaz nunca teve envolvimento com tráfico ou qualquer atividade criminosa. Trabalhador, vidraceiro, conhecido na região. Era um garoto de bem.” A Corregedoria da Polícia Militar informou que abriu investigação para apurar a atuação dos agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom). O policial que efetuou o disparo foi afastado das funções. O caso também é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-que-mirou-produtora-de-dark-horse-gera-incomodo-nos-bastidores-da-prefeitura-de-sp/): Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP Prefeito evitou fazer críticas diretas, mas sugeriu eventual teor político na ação da Polícia Civil; nos bastidores, aliados falam em ‘fogo amigo’ Por Hyndara Freitas | O Globo 02/06/2026 O candidato Ricardo Nunes ( MDB ) depois de ter votado para prefeito na Escola Estadual Dom Duarte Leopoldo e Silva , Zonal Sul da Capital ao lado do governador Tarcisio de Freitas — Foto: Edilson Dantas / O Globo São Paulo – A operação deflagrada nesta segunda-feira (1º), que mirou o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a uma ONG da mesma dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, causou incômodo na gestão Ricardo Nunes (MDB) e críticas, nos bastidores, à atuação da Polícia Civil de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do prefeito afirmam que a busca e apreensão na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia teria sido “desnecessária e midiática”, porque o contrato com o Instituto Conhecer Brasil (IBT) e as respectivas prestações de contas da entidade já eram públicos. O instituto, que tem Karina Ferreira da Gama como dona, a mesma da produtora Go Up Entertainment — responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro (PL), tem um contrato de R$ 108 milhões com a pasta para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em vias públicas da periferia paulistana. Segundo pessoas próximas a Nunes, a situação pegou o prefeito de surpresa, principalmente por ter vindo da polícia estadual. Ao se manifestar sobre o caso, o prefeito chegou a sugerir uma eventual conotação política na ação e ele questionou “por que só agora essa questão?”. O GLOBO apurou que a operação não passou pela cúpula da Secretaria da Segurança Pública, e foi avançando fora dos holofotes. Uma ala da Polícia Civil está insatisfeita com a gestão Tarcísio. O governador evitou comentar o tema e aliados apontam que a polícia “tem independência”, e que portanto não caberia a Tarcísio ser informado sobre a operação antecipadamente. O caso começou quando o Ministério Público Federal (MPF) recebeu, em dezembro de 2025, uma denúncia relatando suspeitas de irregularidades no contrato do ICB com a Prefeitura de São Paulo. Como se tratava de um caso relativo à administração municipal, o MPF repassou a notícia de fato para o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que então pediu a abertura de um inquérito policial em março, aberto pela 2ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração e Fraudes (Discca), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). A investigação passou a ser tocada pelo delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, titular da delegacia, que solicitou ao Judiciário a autorização para a operação desta segunda. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPMPF Ministério Público FederalPL Partido LiberalPolícia CivilPrefeitoPresidente da RepúblicaRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - ['Parecia uma combinação entre eles': vice-prefeito acusado de golpe da pensão transferia dinheiro para a ex, aponta investigação](https://politicariabrasileira.blog.br/parecia-uma-combinacao-entre-eles-vice-prefeito-acusado-de-golpe-da-pensao-transferia-dinheiro-para-a-ex-aponta-investigacao/): ‘Parecia uma combinação entre eles’: vice-prefeito acusado de golpe da pensão transferia dinheiro para a ex, aponta investigação MP acusa Hélio Luiz Fazoli de Moraes de forjar união estável com ex-procurada do estado para receber pensão após a morte dela. Idosa era tia da ex-esposa do político. Por Fantástico 02/06/2026 Uma escritura de união estável entre Ângela Marília de Moraes Peçanha e Hélio Luiz Fazoli de Moraes — Foto: Fantástico/ Reprodução A investigação sobre um suposto esquema para obtenção indevida de pensão de uma procuradora aposentada do Rio de Janeiro identificou transferências de dinheiro feitas pelo vereador e atual vice-prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, para a ex-esposa dele, Adriana Pessanha, de 55 anos. O caso é apurado pelo Ministério Público do Rio, que acusa Hélio de ter forjado uma união estável com a ex-procuradora Ângela Marília de Moraes Pessanha para receber pensão após a morte dela. Adriana, por sua vez, é sobrinha da servidora aposentada. Segundo a investigação, a movimentação financeira entre os dois chamou a atenção dos promotores após a quebra do sigilo bancário dos envolvidos. “Todo mês, o investigado transferia recursos para a ex-esposa”, afirmou Marcos Davidovich, promotor do Ministério Público-RJ. Para os investigadores, as transferências reforçam a suspeita de que a obtenção da pensão beneficiaria não apenas Hélio, mas também pessoas próximas a ele. “Não seria uma pensão alimentícia, parece mais uma combinação entre eles”, disse o promotor. De acordo com a investigação, durante quase 10 anos, Hélio e Adriana receberam dos cofres públicos quase R$ 5 milhões. O que diz a investigação De acordo com o Ministério Público, Hélio foi casado com Adriana Pessanha até 2013. Cerca de dez meses após o divórcio, ele formalizou em cartório uma união estável com Ângela, tia da ex-mulher e então com mais de 80 anos. A acusação sustenta que o relacionamento nunca existiu de fato e que a formalização da união teve como objetivo garantir o recebimento da pensão deixada pela procuradora após sua morte. Além da união estável, Hélio teria obtido uma procuração que lhe concedia amplos poderes para movimentar as contas da servidora aposentada. Após a morte dela, ele solicitou o benefício previdenciário. O pedido foi negado pelo INSS, mas acabou aprovado pelo RioPrevidência. Bloqueio de bens A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a suspensão imediata da pensão. Também foram bloqueados bens dos investigados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos, aplicações financeiras, ações e criptomoedas. Segundo os promotores, os valores recebidos dos cofres públicos chegam a quase R$ 5 milhões. Hélio Luiz e Adriana Pessanha respondem pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato qualificado. O que dizem os citados Em nota, o Rioprevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão; que não detectou a fraude na época; e que vai acompanhar o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado do Rio. Em nota, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRioPrevidênciaTrajano de Moraes RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha](https://politicariabrasileira.blog.br/mendonca-cobra-da-pf-materiais-da-quebra-de-sigilo-da-amiga-de-lulinha/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Cobrança foi feita pelo ministro do STF André Mendonça após a PF trocar o delegado que coordenava o inquérito que apura a Farra do INSS Por Igor Gadelha | Metrópoles 02/06/2026 O ministro do STF André Mendonça | BRENO ESAKI/METRÓPOLES O ministro do STF André Mendonça cobrou da Polícia Federal (PF) o resultado das quebras de sigilo de investigados pela Operação Sem Desconto. O inquérito apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Um dos materiais cobrados pelo magistrado foi o da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Ela é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos mais velhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo apurou a coluna, a cobrança foi feita por Mendonça em meados de maio, após a PF mudar a investigação da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A mudança de área provocou a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do inquérito. O delegado está à frente da chefia da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde junho de 2025. A substituição feita pela PF surpreendeu Mendonça. Relator do inquérito no Supremo, o ministro relatou a interlocutores que ficou sabendo da mudança por meio de um dos advogados que estão atuando no caso. Após a troca, Mendonça convocou reunião com integrantes da Polícia Federal. O magistrado também pediu relatório detalhado sobre todos os que foram alvo da operação, para saber em que pé andam as investigações. De acordo com a PF, a mudança de área do inquérito foi uma questão “burocrática” e visa “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”. Segundo a corporação, a Cinq possui melhor estrutura para cuidar do caso. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [MPF cobra avanços nas obras da BR-040, em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/mpf-cobra-avancos-nas-obras-da-br-040-em-petropolis/): MPF cobra avanços nas obras da BR-040, em Petrópolis Durante reunião, Movimento Empresarial Petrópolis 2030 defendeu relatórios mensais sobre as intervenções; concessionária detalhou cronograma de recuperação da serra até novembro. Por g1 01/06/2026 Em reunião sobre as condições do trecho de subida da BR-040, na Serra de Petrópolis, a Elovias explicou que as obras no local vão até novembro deste ano — Foto: Movimento Petrópolis 2030 O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma reunião com a concessionária Elovias, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pesquisadores da Coppe/UFRJ e representantes da sociedade civil, por meio do Movimento Empresarial Petrópolis 2030 e a ONG NovAmosanta, para discutir as melhorias previstas para a BR-040, com foco na recuperação da pista de subida da Serra de Petrópolis. Durante o encontro, realizado na Procuradoria da República em Petrópolis, a concessionária apresentou o plano de ação para recuperação do pavimento no trecho de subida, considerado um dos mais críticos da BR-040. Na reunião, o MPF apontou o atraso no cronograma inicial para recuperação das placas de concreto. Segundo a Elovias, a previsão agora é concluir os serviços até novembro. Em reunião anterior com o órgão, a concessionária havia informado que pretende substituir 210 placas de concreto na pista de descida entre maio e outubro deste ano. Segundo a empresa, existem atualmente 1.412 placas de concreto danificadas ou deterioradas na área, sendo que houve a recuperação 124 nos seis primeiros meses da nova concessão. Cronograma A Elovias também detalhou o cronograma das intervenções. Os trabalhos serão realizados de segunda a quinta-feira, das 7h às 16h, com interdições parciais em trechos retos. Já nos pontos de curva, onde as obras exigem maior complexidade, as intervenções ocorrerão entre meia-noite e 4h da manhã, também de segunda a quinta-feira, com previsão de interdição total da pista nesses períodos. Antes da reunião, representantes do MPF e pesquisadores da Coppe/UFRJ realizaram vistorias na rodovia. A participação da universidade ocorreu por meio dos especialistas em pavimentação Thiago Aragão, Marcos Antonio Fritzen e Ricardo Schroder Teixeira, convidados para contribuir tecnicamente na definição das melhores soluções para o trecho. A procuradora da República Luciana Gadelha destacou que, passados seis meses da nova concessão e encerrado o período de chuvas, as intervenções na Serra de Petrópolis devem ser tratadas como prioridade devido ao estado do pavimento e aos transtornos enfrentados pelos motoristas. Temporada de inverno O encontro também abordou os impactos das obras durante a alta temporada de inverno, período em que Petrópolis registra aumento no fluxo de turistas. Representantes do Movimento Empresarial Petrópolis 2030 demonstraram preocupação com possíveis reflexos na mobilidade da cidade, especialmente diante da interdição da ponte do Arranha-Céu, em Itaipava, prevista até novembro. “O momento exige extrema atenção na execução e principalmente na comunicação com os usuários. Petrópolis já enfrenta um cenário delicado de mobilidade, especialmente em Itaipava. Temos poucas alternativas de ligação entre a BR-040 e a União e Indústria e elas não possuem estrutura suficiente para absorver um aumento significativo de fluxo”, afirmou Cláudio Mohammad, representante do movimento. Relatórios mensais Durante a reunião, o grupo empresarial propôs que a concessionária envie relatórios mensais ao MPF detalhando a evolução das obras e das melhorias previstas na concessão. A proposta foi aceita pelo órgão, que deverá oficializar a solicitação à empresa. A BR-040 possui 217,6 quilômetros de extensão, liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, atravessa dez municípios e atende cerca de 1,8 milhão de pessoas. Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminenserodovia BR-040UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PEC da "escala 7×0" reúne 37 assinaturas no Senado e gera críticas de Erika Hilton](https://politicariabrasileira.blog.br/pec-da-escala-7x0-reune-37-assinaturas-no-senado-e-gera-criticas-de-erika-hilton/): Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões PEC 12/2026, apelidada de “escala 7×0”, reúne 37 assinaturas no Senado e prevê jornada flexível com cálculo proporcional de direitos trabalhistas, enquanto gera críticas de parlamentares e especialistas. Por Anna Muradi | BPMoney 01/06/2026 Brasília-DF – 18/03 /2026 Deputada Erika Hilton durante a primeira reunião da comissão de Defesa dos direitos da Mulher. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. da Esh Capital, Vladimir Timerman. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. De acordo com o ICL Notícias, um grupo de senadores apresentou a PEC 12/2026 um dia após a Câmara rejeitar a chamada “emenda das 52 horas”, durante a tramitação da proposta que discute o fim da escala 6×1. A iniciativa, então apelidada de “escala 7×0”, é vista por parlamentares governistas e representantes sindicais como uma tentativa de retomar o debate no Senado. Nesse sentido, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a proposta, que de acordo com ela abre caminho para jornadas de trabalho todos os dias da semana. Dessa forma, em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a medida representa uma mudança profunda nas regras trabalhistas. “O senador Flávio Bolsonaro e seus aliados apresentaram uma PEC no Senado que acaba com a CLT e cria a escala 7×0”, escreveu. O que propõe a PEC A PEC 12/2026, protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), estabelece um modelo, dessa maneira, de jornada de trabalho flexível baseado em horas trabalhadas. Assim, o texto prevê que direitos como salário, férias, 13º e FGTS sejam calculados de forma proporcional à carga horária. Além disso, a proposta autoriza acordos individuais entre empregador e empregado, com possibilidade de prevalência sobre convenções coletivas. De acordo com o texto, a emenda constitucional passaria a valer 180 dias após sua publicação. Debate sobre impactos trabalhistas Assim sendo, críticos afirmam que o modelo pode abrir espaço para perda de renda. Além de enfraquecimento da negociação coletiva, ao ampliar o peso de contratos individuais. Já os defensores da proposta argumentam que a PEC amplia a liberdade do trabalhador para escolher o regime de jornada mais adequado às suas necessidades. PEC reúne 37 senadores de diferentes partidos Ao todo, 37 senadores assinaram a proposta. A lista reúne, desse modo, parlamentares do PL, Progressistas, Republicanos, PSD, Podemos, União Brasil, Avante, Novo e PSDB. Incluindo, então, nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (PL-PR), Ciro Nogueira (PP-PI), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Marcos Pontes (PL-SP) e outros senadores distribuídos por todos os estados listados. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJPL Partido LiberalPolícia CivilPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSão João de Meriti RJTeresópolis RJTJ-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-rejeita-as-contas-de-2025-do-governo-claudio-castro-voto-cita-perdas-ligadas-ao-banco-master/): TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master Conselheiro citou ‘distorções generalizadas na apresentação dos valores’. Relatório segue para a Alerj, que ainda nem votou as contas de 2024. Por Adriana Cruz e Bette Lucchese | TV Globo 01/06/2026 Cláudio Castro (PL) gravou vídeo se defendendo — Foto: Reprodução O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou, por três votos a um, as contas do ex-governador Cláudio Castro (PL) referentes ao exercício de 2025. O parecer será encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), responsável pela decisão final sobre a aprovação ou rejeição das contas. A assembleia, porém, ainda nem votou as contas de 2024, que foram aprovadas com ressalvas pelo TCE – as de 2022 e 2023 foram votadas no fim de 2025. O julgamento das contas foi retomado nesta segunda-feira (1º), quatro dias após ter sido suspenso por um pedido de vista do conselheiro Christiano Lacerda. Na sessão anterior, o relator do processo, conselheiro Rodrigo Melo Nascimento, havia votado pela aprovação das contas com ressalvas. Já o conselheiro José Gomes Graciosa apresentou voto pela rejeição, apontando irregularidades relacionadas a investimentos financeiros realizados pelo estado. Ao manter seu posicionamento nesta segunda-feira, Graciosa colocou em xeque operações que, segundo ele, somam R$ 5,01 bilhões. Entre os valores citados estão: R$ 903 milhões no Banco Master; R$ 2,06 bilhões na Mirae Asset; cerca de R$ 1,7 bilhão no Banco Genial.   Durante a sessão, o conselheiro destacou que a Mirae Asset, conglomerado financeiro com sede na Coreia do Sul, aparece em investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades em investimentos da Amazonprev, fundo previdenciário do Estado do Amazonas. Graciosa também mencionou que o Banco Genial foi alvo de medida de bloqueio de R$ 176 milhões determinada pela Secretaria da Fazenda de São Paulo em uma ação envolvendo empresas investigadas por suposta ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As três instituições citadas foram mencionadas durante o julgamento em discussões relacionadas à destinação de recursos públicos. No caso do Banco Master, a Polícia Federal aponta que os investimentos do governo do Rio, via Rioprevidência, chegaram a R$ 3,7 bilhões. A instituição foi liquidada no fim de 2025, e seu controlador, Daniel Vorcaro, está preso. Além dos questionamentos sobre os investimentos, Graciosa solicitou a realização de auditorias para apurar possíveis irregularidades envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, e também nos benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual. Nesta segunda, a Refit passou por uma vistoria técnica do Instituto Estadual do Ambiente. Os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda acompanharam o voto de Graciosa. O conselheiro Thiago Pampolha participou da sessão, mas não votou por ter exercido o cargo de vice-governador na gestão de Cláudio Castro. Ele assumiu uma cadeira no TCE há cerca de um ano. “No curso dos procedimentos de Auditoria Financeira, foi identificada, ainda, superavaliação do ativo circulante no montante de R$ 1,13 bilhões, decorrente da ausência de constituição de provisão para perdas, de ajuste a valor justo ou de reconhecimento de redução ao valor recuperável dos investimentos do Rioprevidência vinculados ao Banco Master”, escreveu Graciosa. “Ou seja, em uma linguagem mais simples e didática, a auditoria mostrou que existem problemas importantes na forma como alguns valores foram classificados na contabilidade do Rioprevidência”, acrescentou. Possível ‘nova inelegibilidade’ O TCE tem até quarta-feira (3) para enviar o relatório para a Alerj, que não tem prazo ainda definido para julgá-lo. Se os deputados rejeitarem as contas, Castro pode ficar inelegível por mais um motivo. Em março, o ex-governador foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, e não pode ser eleito por 8 anos. O que dizem os citados O ex-governador se pronunciou com a seguinte nota: “O ex-governador Cláudio Castro lamenta o parecer prévio contrário emitido pelo TCE-RJ sobre as contas de 2025 e ressalta que a decisão contraria manifestação anterior do corpo técnico do tribunal e do Ministério Público de Contas, que haviam emitido parecer favorável. Durante todo o período em que esteve à frente do Governo do Estado, Cláudio Castro teve todas as suas contas aprovadas pela própria Corte. O ex-governador reafirma que sua gestão sempre atuou com transparência, responsabilidade fiscal e respeito às instituições. Em relação ao Rioprevidência, todas as operações seguiram fluxos técnicos da autarquia, normas do Conselho Monetário Nacional e regras de governança do regime previdenciário. Quando surgiram questionamentos, o próprio governo determinou medidas de apuração e controle, incluindo atuação da Controladoria Geral do Estado, afastamento da presidência do Rioprevidência e ações para proteger o patrimônio dos servidores. Sobre a Refinaria de Manguinhos, todos os atos da gestão também obedeceram a critérios técnicos e legais. É importante lembrar que foi no governo Cláudio Castro que a empresa passou a pagar dívidas históricas com o Estado, em valores próximos de R$ 1 bilhão, além de diversas ações de cobrança movidas pela Procuradoria Geral do Estado. O ex-governador confia que todos os pontos serão devidamente esclarecidos no rito próprio e reforça a convicção de que os atos de sua gestão foram pautados pela legalidade, pela responsabilidade fiscal e pela defesa do interesse público”. O governo do Estado divulgou a seguinte nota: “O Governo do Estado realiza uma ampla auditoria na gestão das secretarias, autarquias, fundações e demais entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. A análise dos contratos firmados na gestão anterior tem o objetivo de assegurar a eficaz utilização dos recursos públicos e fortalecer o controle de despesas e ampliar a eficiência da administração estadual. Todas as informações apuradas durante o processo serão encaminhadas aos órgãos competentes para conhecimento e acompanhamento, de acordo com os princípios da transparência e da legalidade”. A Mirae também se pronunciou: “A Mirae Asset Brasil informa que é uma das corretoras de valores habilitadas, conforme Credenciamento realizado pelo Rio Previdência, para prestar serviços de custódia de valores mobiliários, e que não participou da intermediação –compra e venda— desses ativos. Esclarece ainda que cumpriu a solicitação, feita pela Gerência de Operações e Investimentos do Rio Previdência, para que ativos que estavam custodiados em outra corretora fossem - [Escala 7×0: o que há por trás da proposta de Flávio Bolsonaro no Senado que tenta sabotar fim da escala 6×1](https://politicariabrasileira.blog.br/escala-7x0-o-que-ha-por-tras-da-proposta-de-flavio-bolsonaro-no-senado-que-tenta-sabotar-fim-da-escala-6x1/): Escala 7×0: o que há por trás da proposta de Flávio Bolsonaro no Senado que tenta sabotar fim da escala 6×1 Nova PEC, com autoria do coordenador de campanha de Flávio, coloca em risco direitos trabalhistas já consolidados; entenda Por Alice Andersen | Fórum 01/06/2026 O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Gabriela Biló/Folhapress O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve reunir líderes partidários esta semana para definir o rito de tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados. A proposta, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de folga, aguarda despacho à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enquanto a oposição já protocolou uma PEC alternativa, a PEC 12/2026, que parlamentares governistas classificam como uma manobra para esvaziar o avanço trabalhista e instituir, na prática, uma “escala 7×0”. Entre os senadores que votaram a favor do texto da PEC da 7×0, está o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que encabeça a proposta junto de Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador da pré-campanha, que propõe ser possível “escolher” entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um “regime flexível” baseado em horas trabalhadas. Nesse segundo modelo, o patrão pagaria apenas o número de horas trabalhadas pelo empregado. O senador usa como argumento a mesma afirmação dos parlamentares que defendem o fim da escala 6×1: permitir que o trabalhador consiga conciliar melhor o trabalho e a vida social. No entanto, na PEC que reduz a jornada de trabalho, a remuneração salarial não irá diminuir, diferente da proposta do senador do PL. Representantes sindicais e os formuladores da proposta de redução defendem que a valorização do trabalhador contribui para ganhos de produtividade e para o aquecimento do mercado interno. A escala 7×0 tem apoio de outros 39 dos 81 senadores. Veja a seguir: Veja quem votou pela PEC da escala 7×0 1-Rogério Marinho (PL-RN) – principal autor 2-Angelo Coronel (Republicanos-BA) 3-Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) 4-Carlos Portinho (PL-RJ) 5-Carlos Viana (PSD-MG) 6-Ciro Nogueira (PP-PI) 7-Cleitinho (Republicanos-MG) 8-Damares Alves (Republicanos-DF) 9-Dr. Hiran (PP-RR) 10-Dra. Eudócia (PSDB-AL) 11-Eduardo Girão (Novo-CE) 12-Eduardo Gomes (PL-TO) 13-Efraim Filho (PL-PB) 14-Esperidião Amin (PP-SC) 15-Flávio Bolsonaro (PL-RJ) 16-Hamilton Mourão (Republicanos-RS) 17-Hermes Klann (PL-SC) 18-Izalci Lucas (PL-DF) 19-Jaime Bagattoli (PL-RO) 20-Jayme Campos (União-MT) 21-Laércio Oliveira (PP-SE) 22-Lucas Barreto (PSD-AP) 23-Luis Carlos Heinze (PP-RS) 24-Magno Malta (PL-ES) 25-Marcio Bittar (PL-AC) 26-Marcos do Val (Avante-ES) 27-Marcos Rogério (PL-RO) 28-Nelsinho Trad (PSD-MS) 29-Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) 30-Plínio Valério (PSDB-AM) 31-Roberta Acioly (Republicanos-RR) 32-Romário (PL-RJ) 33-Sergio Moro (PL-PR) 34-Sérgio Petecão (PSD-AC) 35-Styvenson Valentim (Podemos-RN) 36-Tereza Cristina (PP-MS) 37-Vanderlan Cardoso (PSD-GO) 38-Wellington Fagundes (PL-MT) 39-Wilder Morais (PL-GO) 40-Zequinha Marinho (Podemos-PA). Consulta do Senado tem maioria esmagadora contra “escala 7×0” A consulta pública aberta pelo Senado sobre a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), registra uma maioria esmagadora de votos contrários à proposta que parlamentares governistas e lideranças da esquerda vêm chamando de “escala 7×0”. Na página do e-Cidadania, a consulta aparece com 32.364 votos contrários e 4.049 favoráveis à proposta, até as 5h38 desta segunda-feira (1º). Como votar contra a PEC da “escala 7×0” Para participar da consulta pública, é preciso acessar a página da PEC 12/2026 no portal e-Cidadania do Senado. O próprio Senado informa que todas as proposições em tramitação ficam abertas para receber opiniões públicas durante sua tramitação, conforme a Resolução 26/2013. O caminho é simples: Acesse a consulta pública da PEC 12/2026 no e-Cidadania; Na pergunta “Você apoia essa proposição?”, escolha “Não”; Faça login com a conta gov.br, se o sistema solicitar; Confirme o voto.   Segundo o Senado, qualquer pessoa cadastrada no portal pode opinar sobre proposições em tramitação, mas cada usuário pode votar apenas uma vez. O cadastro no e-Cidadania é feito pela plataforma gov.br. A ofensiva nas redes busca transformar a consulta em mais um instrumento de pressão sobre os senadores. A avaliação entre governistas é que a PEC 12/2026 cria uma armadilha política: sob o discurso de “flexibilização”, permitiria um modelo em que o trabalhador receberia apenas pelas horas efetivamente trabalhadas, sem a garantia de preservação salarial prevista na proposta de redução da jornada. A disputa também tem peso eleitoral. O fim da escala 6×1 se tornou uma das pautas trabalhistas de maior apelo popular no país e passou a ser tratado pelo governo Lula como uma vitória política importante na agenda de valorização do trabalho. Do outro lado, a oposição tenta apresentar uma alternativa que, na prática, pode neutralizar a proposta aprovada na Câmara. No Senado, a PEC que acaba com a escala 6×1 ainda depende de tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de aprovação em dois turnos no plenário, com pelo menos 49 votos. A pressão popular, agora expressa também na consulta pública, deve pesar sobre senadores que tentam evitar o desgaste de se posicionar contra o direito ao descanso. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar No Fórum Onze e Meia do dia 28 de maio, o deputado federal e pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) falou sobre a aprovação da PEC pelo fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. O avanço da pauta foi liderado pela deputada federal Erika Hilton (SP) e pelo vereador Rick Azevedo (RJ), ambos também do PSOL, além de outros parlamentares da bancada. Vieira celebrou a vitória da esquerda e da classe trabalhadora com a aprovação do projeto, mas destacou que o campo democrático não pode “perder o horizonte” para alcançar a escala 4×3, uma vez que esse movimento pela redução da jornada veio ganhando forte apoio nos últimos meses. O deputado destacou que o movimento é de “luta histórica para enfrentar e superar o modo capitalista produtor adoecimento”. “Nós não podemos perder o horizonte da 4×3, porque os argumentos, em certa medida, continuam e se atualizam. Então, foi a vitória possível, com muita coerência, muita responsabilidade, é para celebrar, para comemorar com o nosso povo, mas nós temos uma luta histórica no limite para enfrentar e superar o modo capitalista, porque esse modo é produtor de adoecimento, ele subpotencializa a vida, ele se faz a partir da exploração do corpo, da vitalidade, da energia dos trabalhadores e das - [Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia](https://politicariabrasileira.blog.br/dark-horse-ricardo-nunes-pagou-ate-230-acima-do-mercado-para-karina-gama-diz-a-policia/): Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia O contrato sob suspeita foi firmado entre a SMIT da prefeitura de SP e o ICB, entidade representada pela produtora do filme sobre Bolsonaro Por Julinho Bittencourt | Fórum 01/06/2026 A empresária Karina Ferreira da Gama – Foto: Redes sociais A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi, que investiga supostas irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de internet gratuita em comunidades periféricas da capital. Segundo as investigações, o município teria pago valores até 230% superiores aos praticados no mercado. O contrato sob suspeita foi firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB, entidade representada por Karina Ferreira da Gama. De acordo com os investigadores, foram identificados indícios de irregularidades desde a fase de contratação, incluindo questionamentos sobre a capacidade técnica da instituição, suposto superfaturamento, descumprimento de metas e pagamentos antecipados sem a devida prestação dos serviços. Segundo a apuração policial, enquanto a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 por ponto de Wi-Fi, além de cerca de R$ 200 mensais para manutenção, o acordo com o ICB previa o pagamento fixo de R$ 1.800 por ponto instalado. Para os investigadores, a diferença representa um valor significativamente acima dos parâmetros de mercado. Falta de experiência Outro ponto levantado pela polícia é a suposta falta de experiência do instituto na área de telecomunicações. Conforme o relatório da investigação, o ICB teria histórico de atuação concentrado em feiras literárias e eventos religiosos, sem experiência comprovada na implantação e manutenção de redes de internet. As autoridades também apontam que a entidade teria instalado apenas 3,2 mil dos 5 mil pontos previstos inicialmente. Para justificar os atrasos, segundo a investigação, teriam sido firmados três termos aditivos em curto intervalo de tempo. Além disso, a polícia suspeita que a administração municipal tenha antecipado aproximadamente R$ 26 milhões ao instituto sem a correspondente execução dos serviços. Os investigadores afirmam ter encontrado registros de pagamentos referentes a 3,2 mil pontos quando apenas seis estariam efetivamente em funcionamento em determinado período analisado. Conexão com a Go Up A investigação também busca apurar uma possível conexão entre os recursos do contrato e a produtora Go Up Entertainment Ltda., controlada por Karina Ferreira da Gama. Segundo a suspeita levantada pela polícia, parte dos recursos poderia ter sido desviada para financiar a produção do filme “Dark Horse“, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção já vinha sendo alvo de controvérsias após revelações envolvendo o financiamento do projeto. O filme foi coordenado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter buscado apoio financeiro junto ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção. Segundo informações já divulgadas sobre o caso, ao menos R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de uma empresa ligada ao Banco Master e de um fundo de investimentos sediado no Texas, nos Estados Unidos, onde reside o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Os filhos do ex-presidente negam qualquer irregularidade no financiamento do filme. O que diz a prefeitura Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que está colaborando integralmente com as investigações e afirmou que toda a documentação solicitada pelas autoridades já havia sido disponibilizada anteriormente por meio dos mecanismos de transparência pública. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) também contestou as conclusões preliminares da investigação. Segundo a administração municipal, o custo estimado do programa em 2026 será de R$ 1.280 por ponto ao mês, valor que considera inferior às propostas recebidas em 2022, que variavam entre R$ 2.026 e R$ 5.092 por ponto. A prefeitura afirmou ainda que o programa funciona normalmente e que, na manhã desta segunda-feira, apenas 52 dos 3,2 mil pontos contratados estavam temporariamente fora de operação para manutenção. A administração também negou ter efetuado pagamentos referentes a 5 mil pontos e sustentou que os aditivos contratuais tiveram como objetivo apenas garantir a manutenção da estrutura já instalada. Por fim, o município declarou que o chamamento público foi realizado em 2024, antes mesmo da produção do filme “Dark Horse”, e que todo o processo seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade previstos na legislação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia CivilPrefeitoPresidente da RepúblicaPRODAMSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master 01/06/2026 Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - ['Faleceu nos braços do irmão', diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/faleceu-nos-bracos-do-irmao-diz-tio-de-menino-atingido-por-bala-perdida-na-quadra-de-condominio-na-pavuna-rio/): ‘Faleceu nos braços do irmão’, diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio Família esteve no Instituto Médico-Legal, na região central do Rio, para cuidar da liberação do corpo. Polícia Civil investiga se disparo foi efetuado de comunidade no Complexo da Pedreira. Por Fernanda Graell | RJ1 01/06/2026 Bento Costa Petillo Bezze morreu depois de ser atingido por um tiro em um condomínio na Pavuna — Foto: Reprodução/ TV Globo O tio do menino Bento Costa Petillo Bezze, de 12 anos, esteve no Instituto Médico-Legal (IML), na região central do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (1º), para cuidar da liberação do corpo do menino. O garoto morreu na tarde de domingo (31), após ser atingido por uma bala perdida enquanto brincava em uma quadra esportiva de um condomínio na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Daniel de Castro descreveu Bento como uma “criança amorosa” que não merecia o destino que teve. Ele acompanhava o pai do menino, que não conseguiu falar. “Criança boa, criança amorosa. O sentimento é de vazio, entendeu, vazio. É muito forte. Nenhum ser humano merece morrer assim, quanto mais uma criança de 12 anos cheia de saúde, cheia de vida”, disse o tio. O tiro atingiu o peito do menino enquanto ele brincava na quadra do condomínio, localizado na Rua Capitão Gouveia. Bento estava na companhia do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que ele foi baleado. A vítima chegou a ser levada para um hospital em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas não resistiu aos ferimentos. ““Ele faleceu nos braços do irmão. Ele estava do lado do irmão quando foi atingido. Ele foi atingido na região do tórax, com um tiro no peito. Chegaram a socorrer, mas já chegou em óbito lá na clínica”, completou Daniel. Bento morava com a mãe e dois irmãos, de 13 e 18 anos. Ele gostava de jogar futebol e brincar na piscina. “O condomínio é movimentado. Era por volta das 17h, e as crianças brincavam normalmente na quadra, como em qualquer domingo”, explicou Daniel. Tiros A Rua Capitão Gouveia fica a menos de dois quilômetros da comunidade da Quitanda, no Complexo da Pedreira, na Pavuna. De acordo com moradores da região, havia uma festa na comunidade próxima ao condomínio, durante a qual tiros foram disparados. A Polícia Militar informou que foi acionada e, ao chegar ao local, o menino já havia sido levado para o hospital, onde chegou sem vida. A Polícia Civil investiga se um dos disparos efetuados durante a comemoração foi o responsável por atingir Bento. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Notícia anterior IML Instituto Médico LegalPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Faleceu nos braços do irmão’, diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio 01/06/2026 Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0](https://politicariabrasileira.blog.br/senadores-do-df-assinam-pec-que-pode-abrir-caminho-para-escala-7x0/): Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0 Proposta permite contratação por horas trabalhadas e reduz peso das negociações coletivas Por Kennedy Cruz | Brasil de Fato 01/06/2026 Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) apoiam a PEC 12/2026, proposta que altera as regras da jornada de trabalho. | Crédito: Saulo Cruz e Waldemir Barreto/Agência Senado Os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) estão entre os 40 parlamentares que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que altera as regras da jornada de trabalho no país e amplia a possibilidade de acordos individuais entre patrões e empregados. O texto cria um modelo alternativo ao regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo que trabalhadores optem por uma jornada flexível baseada em horas efetivamente trabalhadas. A proposta também estabelece que contratos individuais possam prevalecer sobre convenções e acordos coletivos em temas relacionados à compensação de horários e à redução da jornada. Na prática, a PEC autoriza negociações diretas entre empregado e empregador sobre a organização da jornada de trabalho, inclusive por hora trabalhada. O texto prevê ainda que férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos sejam calculados proporcionalmente à carga horária efetivamente cumprida. A proposta é alvo de críticas de parlamentares e entidades ligadas aos trabalhadores. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC do fim da escala 6×1, afirma que o texto pode abrir espaço para uma “escala 7×0” e enfraquece direitos garantidos pela CLT. Além de Damares e Izalci, a PEC conta com assinaturas de nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Sergio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES) e Ciro Nogueira (PP-PI). Protocolada no Senado na última quinta-feira (28), a proposta já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguarda a designação de um relator para iniciar sua tramitação. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPP ProgressistasPSOLRepublicanosSenadorSenadoraUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/moradora-denuncia-problemas-estruturais-e-demora-no-atendimento-na-upa-de-teresopolis/): Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis Paciente relata falta de limpeza, más condições e espera de 14 dias por transferência; prefeitura afirma que unidade passa por reforma. Por Juliana Guzzo | g1 01/06/2026 Cadeira para pacientes em condição precária e chão do banheiro quebrado. — Foto: Redes Sociais Teresópolis – Uma moradora de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, denunciou problemas estruturais, falhas na limpeza e demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A paciente afirmou que aguardou por 14 dias a realização de um procedimento para implantação de marca-passo e durante o período de internação. Segundo ela, além da longa espera pelo procedimento, houve problemas com a alimentação adequada para sua condição de pré-diabetes. Jaqueline também denunciou a precariedade da estrutura e a falta de conservação na unidade. Durante a internação, a paciente registrou em vídeo situações como piso afundando, presença de baratas e acúmulo de sujeira em diferentes áreas da unidade. Ela também afirmou que enfrentou dificuldades relacionadas à falta de insumos básicos, tendo que comprar itens como fraldas e esparadrapo. “Foram os piores dias da minha vida. Nenhuma família deveria passar por isso. Muitos idosos passando sufoco. Eu tive que comprar as coisas que eu precisava usar, como fralda e até esparadrapo. Foi uma situação muito desagradável”, contou. A denúncia de Jaqueline se soma a queixas de outros moradores que utilizam o serviço, que relatam demora no atendimento, longos períodos de espera e dificuldades na transferência para unidades de maior complexidade. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a UPA passa por uma obra de reforma e ampliação, com previsão de reinauguração nos próximos meses. A prefeitura também afirmou que a falta de leitos é um problema que atinge todo o estado do Rio de Janeiro e destacou investimentos na rede municipal para reduzir o tempo de permanência de pacientes que aguardam transferência. Segundo a administração municipal, os indicadores relacionados a esse tempo de espera têm apresentado redução. Notícia anterior Região Serrana e Centro Sul FluminenseTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda](https://politicariabrasileira.blog.br/policial-militar-morre-apos-ser-baleado-na-cabeca-em-operacao-em-rocha-miranda/): Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda Os agentes do 9º BPM (Honório Gurgel) estão no local em uma ação para combater quadrilhas de criminosos que se abrigam na comunidade. Por Genilson Araújo, Betinho Casas Novas e Guilherme Santos | TV Globo 01/06/2026 Adriano Pereira de Souza deixa dois filhos. — Foto: Reprodução. Um policial militar morreu após ser baleado na cabeça durante uma operação, no começo da manhã desta segunda-feira (1º), na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com a PM, Adriano Pereira de Sousa, de 36 anos, foi atingido em confronto com criminosos e chegou a ser levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, na região central do Rio. O Globocop registrou quando um grupo de policiais trabalhou no resgate de Adriano no alto do morro. Um helicóptero da polícia se aproximou para que o PM fosse levado com mais rapidez até a unidade de saúde. Vários tiroteios acontecem desde cedo na comunidade, de acordo com moradores. Policiais civis e agentes do 9º BPM (Honório Gurgel) foram ao local em uma ação para combater quadrilhas de criminosos que se abrigam na comunidade. Helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Civil sobrevoam a região. A Polícia Militar lamentou a morte do agente, que ingressou na corporação em 2011. Antes de ser lotado no 9º BPM, ele trabalhou no Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). Ele deixa dois filhos. Não havia informações sobre velório e sepultamento até a última atualização desta reportagem. O policiamento na área foi reforçado. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia 31/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada](https://politicariabrasileira.blog.br/motociclista-morre-baleado-em-abordagem-da-pm-em-sao-goncalo-protesto-teve-rua-incendiada/): Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) investiga o caso, que também é apurado pela Corregedoria da Polícia Militar. Um agente foi afastado. Policiamento foi reforçado na área. Por Victória Henrique | Bom Dia Rio 01/06/2026 Motociclista foi morto em abordagem em São Gonçalo — Foto: Reprodução/ TV Globo Um motociclista morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no último domingo (31). Uma mulher que estava na garupa ficou ferida. O caso ocorreu no bairro Pacheco, na esquina das ruas Guilherme Fernandes e Monsenhor Benedito Marinho. O motociclista chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, onde permanece internada. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dela. A Corregedoria da Polícia Militar abriu investigação para apurar a atuação de agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) na ocorrência. Um policial foi afastado das funções. No início da noite, moradores realizaram um protesto na região e incendiaram barricadas nas vias. Policiais foram acionados e conseguiram controlar a situação, retirando os objetos que bloqueavam a rua. O policiamento foi reforçado na área. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [ONG da produtora de ‘Dark Horse’ repassou emenda de Mário Frias a advogado dele e ‘livros fantasmas’](https://politicariabrasileira.blog.br/ong-da-produtora-de-dark-horse-repassou-emenda-de-mario-frias-a-advogado-dele-e-livros-fantasmas/): ONG da produtora de ‘Dark Horse’ repassou emenda de Mário Frias a advogado dele e ‘livros fantasmas’ Recursos foram para empresa ligada à doadora de campanha, para advogado do deputado federal e para sócio de Karina Gama, aliada dele; procurados, eles não responderam Por Guilherme Caetano, Juliano Galisi e Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 01/06/2026 O deputado federal Mário Frias é produtor-executivo e roteirista do filme sobre Jair Bolsonaro Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil BRASÍLIA E SÃO PAULO – O deputado Mário Frias (PL-SP) enviou uma emenda de R$ 1 milhão para a ONG de uma aliada dele. Parte da verba foi destinada para pagar um advogado do próprio Frias e comprar livros didáticos que nunca foram entregues. Ao Estadão, os responsáveis pelo projeto de letramento digital e empreendedorismo que seria realizado em Pirassununga, no interior de São Paulo, com recursos da emenda de Mário Frias, afirmaram que o investimento prometido não chegou até eles. “Não foi executado em Pirassununga. Não foi executado por mim. Fiquei sabendo que não iria mais rolar aqui, não seria eu que executaria. Ninguém deu satisfação ou falou nada”, afirmou Kayo Azevedo, responsável técnico do Jovem Empreendedor procurado pela reportagem. A emenda do deputado foi apresentada no orçamento de 2024, quando cada parlamentar teve direito a indicar R$ 37 milhões em emendas individuais. O governo é obrigado a efetuar os gastos de acordo com a indicação do deputado. Mário Frias justificou que os recursos seriam para um projeto de fomento do empreendedorismo para jovens e adolescentes. A destinatária do dinheiro da emenda foi a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Ferreira da Gama, também responsável pela Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mário Frias é produtor-executivo e roteirista do longa-metragem. O total de R$ 1 milhão da emenda foi integralmente desembolsado, segundo as movimentações financeiras informadas ao governo federal. Com a verba, a ONG subcontratou prestadores de serviço para viabilizar a execução da iniciativa. O objetivo apresentado para o financiamento do projeto é, segundo o plano de trabalho, fomentar o letramento digital e o empreendedorismo para adultos e adolescentes, com o uso de materiais didáticos “físicos e digitais inovadores, a fim de inspirar e educar crianças do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental em escolas públicas municipais”. O Estadão analisou documentos de prestação de contas da emenda de Frias. Segundo os registros, o maior beneficiário do dinheiro manejado pelo ICB de Karina Gama foi a Editora Dinâmica, contratada para fornecer o material didático do projeto por R$ 400 mil, pagos em fevereiro de 2025. A editora é sediada em Rio Claro (SP) e deveria fornecer 2.750 kits de livros pedagógicos, com o custo unitário de R$ 145,45, ao projeto Jovem Empreendedor – mas o material nunca chegou a Pirassununga, segundo os responsáveis pelo projeto. A Dinâmica pertence a Dayvid Medeiros. Ele é sócio em outra empresa de Heric Fabiano Dias, cuja esposa, Luiza Tessari Rocha Dias, doou R$ 70 mil à campanha de Frias a deputado federal em 2022. A reportagem pediu esclarecimentos a Dayvid Medeiros por ligação, mensagens e e-mail. Também tentou contato por meio da esposa dele. Os pedidos foram ignorados. Heric e a mulher não foram localizados. O segundo maior subcontrato do ICB foi com o Instituto Super Poder Educacional, de Pamella Cristiane Dias, no valor de R$ 300 mil, pagos em março de 2025. O serviço consistiria na entrega de “24 kits pedagógicos” com “roteirização, produção e gravação das aulas”, além de “trilhas de conteúdo complementares” e uma licença de 12 meses para 2,5 mil acessos em uma “plataforma”. A reportagem tentou falar com Pamella no telefone pessoal dela e no da empresa. Ela não retornou as tentativas de contato. A empresária compareceu a um evento editorial com Dayvid Medeiros, da Dinâmica, no início do mês, e publicou conteúdos gravados no estande de uma das empresas dele. “Nossa gratidão especial à HD Cultural, que acreditou nesse projeto e tornou isso realidade”, escreveu. Emenda de Frias pagou advogado do deputado Outros R$ 80 mil da emenda de Mário Frias foram pagos ao advogado do deputado. Em fevereiro deste ano, a ONG de Karina Gama fez dois repasses a uma empresa que tem como sócio o advogado Fabio Lago Meirelles. Houve um pagamento de R$ 30 mil para serviços de contabilidade e outro, de R$ 50 mil, para serviços jurídicos. De 2022 a 2026, Fabio Meirelles representou Frias em, ao menos, nove processos na Justiça. Foram oito ações na Justiça Eleitoral e uma na Justiça Estadual de São Paulo. Procurado, o advogado disse que retornaria após uma reunião, mas não o fez e parou de responder às mensagens. Contratação de dirigente da própria entidade Além de pagar aliados de Mário Frias, a ONG de Karina realizou uma contratação vedada pela legislação. O produtor de eventos Marcelo Machado recebeu um contrato de R$ 50 mil para prestar serviços de “divulgação” ao projeto Jovem Empreendedor. O valor foi transferido para a empresa MM7, da qual Machado é dono, em fevereiro deste ano. Machado é dirigente de outra entidade presidida por Karina, a Academia Nacional de Cultura, que, assim como o ICB, está na mira do STF por possível destinação de verbas públicas para a produção do filme sobre Bolsonaro. A lei proíbe a contratação por ONGs de empresas de seus próprios dirigentes, dado o conflito de interesses. Machado foi procurado pela reportagem, mas não respondeu. Emendas de Mário Frias estão na mira do STF A emenda de R$ 1 milhão destinada por meio de convênio do ICB com o Ministério de Ciência e Tecnologia é uma das duas de mesmo valor enviadas por Mário Frias ao ICB e que estão sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF).   O ministro Flávio Dino investiga se R$ 2 milhões em emendas enviados por Frias à ONG de Karina Gama serviram para financiar o filme “Dark Horse”. A Justiça tem enfrentado dificuldades para localizar o deputado e intimá-lo para esclarecimentos à Suprema Corte. A prestação de contas está atrasada na plataforma de gerenciamento dos convênios. A parceria do ICB com o ministério, viabilizada graças à emenda, - [Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/vice-prefeito-e-acusado-de-forjar-casamento-com-idosa-para-receber-pensao-e-embolsar-quase-r-5-milhoes/): Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões Para o Ministério Público do Rio, Hélio Luiz Fazoli de Moraes forjou uma relação com a ex-procuradora do estado Ângela Marília de Moraes Peçanha. Por Fantástico 31/05/2026 Vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ) é acusado de forjar casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões — Foto: Fantástico/ Reprodução A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou os bens de Hélio Luiz Fazoli , vice-prefeito de Trajano de Moraes, cidade na Região Serrana do estado. Ele é acusado de forjar um casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões. A esposa de “faz de conta” era uma ex-procuradora do estado e tia da ex-mulher do político. Os detalhes dessa fraude estão na reportagem que é uma parceria do Fantástico com a GloboNews. Não há fotos da cerimônia de casamento e nem da festa. Apenas um documento, assinado em cartório. Uma escritura de união estável entre Ângela Marília de Moraes Peçanha e Hélio Luiz Fazoli de Moraes. Mas, para o Ministério Público do Rio, tudo não passa de uma farsa, uma relação forjada por Hélio Luiz com um único objetivo: receber a pensão depois da morte de Ângela. Nascida em 1931, Ângela Marília de Moraes Peçanha foi procuradora do Estado do Rio. Ela se aposentou em 1985, depois de mais de 30 anos de serviço público. Não tinha filhos e vivia em uma fazenda. Nos fundos da casa da ex-procuradora morava a sobrinha Adriana Canes Peçanha, de 55 anos. Em 1995, ela se casou com Hélio Luiz Fazoli – hoje vice-prefeito de Trajano de Moraes. O casal se separou em 2013. E, dez meses depois do divórcio, Hélio procurou o cartório da cidade para formalizar uma nova relação: com a tia da esposa, então com 83 anos. Em 2017, ela vem a falecer. E, a partir daí, ele pede a pensão: quase R$ 50 mil por mês. No mesmo dia da união estável, Hélio Luiz obteve outro documento: uma procuração que dava a ele amplos poderes para movimentar as contas da ex-procuradora. Hélio, então, deu entrada em dois pedidos da pensão. O INSS rejeitou a solicitação. Já no Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores do estado do Rio, o pedido foi aprovado. Para família de Ângela, a surpresa foi outra. Marcelo Bruzzi, repórter: Dona Ângela e o Hélio Luiz tiveram um casamento?Maria Anita Peçanha, irmã de Ângela Marília: De jeito nenhum. Ele era sobrinho dela. Casado com a minha sobrinha. Como um sobrinho vai casar com uma tia? Eu acho que é vergonhoso e acho que é um escândalo.Marina do Valle, advogada e sobrinha de Ângela Marília: Nunca pude imaginar que Hélio Luiz poderia ter algum tipo de relacionamento que não seja de sobrinho com a minha tia. Impossível.Repórter: Foi um casamento fake?Marina do Valle: Totalmente. Foi aí que o Ministério Público passou a investigar o casamento fake em Trajano de Moraes, pedindo a quebra do sigilo bancário de Hélio Luiz Fazoli. “Todo mês, o investigado transferia recursos para ex-esposa”, afirma Marcos Davidovich, promotor do MP-RJ. No caso, Adriana Peçanha, sobrinha da ex-procuradora. “Não seria uma pensão alimentícia. Parece mais uma combinação entre eles”, diz Marcos Davidovich, promotor do MP-RJ. Durante quase dez anos, Hélio Luiz e Adriana Canes Peçanha receberam dos cofres públicos quase R$ 5 milhões. Da cadeira de vice-prefeito diretamente para o banco dos réus. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e determinou a suspensão imediata dos pagamentos para Hélio Luiz Fazoli. A decisão também bloqueou os bens do político e da ex-mulher dele – contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis, carros, ações e até criptomoedas. A Justiça quer saber a dimensão do patrimônio deixado pela ex-procuradora. Sem herdeiros diretos, a fortuna de Ângela deveria ir, por lei, para as irmãs e as sobrinhas – os chamados “parentes colaterais”. Agora, a família tenta descobrir o que ainda sobrou dos bens. Além de falsidade ideológica, Hélio Luiz e Adriana Peçanha vão responder por estelionato qualificado contra os cofres públicos do Rioprevidência. Em nota, o Rioprevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão; que não detectou a fraude na época; e que vai acompanhar o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado do Rio. Em nota, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia INSS Instituto Nacional do Seguro SocialMP-RJProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Serrana e Centro Sul FluminenseRioPrevidênciaTrajano de Moraes RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões 31/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia](https://politicariabrasileira.blog.br/auditoria-da-cedae-master-era-inelegivel-para-investimentos-e-so-recebeu-r-200-milhoes-apos-mudancas-na-companhia/): Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia Relatório interno afirma que banco não cumpria exigências da política vigente, aponta reuniões anteriores à data informada à CVM e conclui que negociações ficaram concentradas na diretoria financeira. Por Marcelo Gomes e Raoni Alves | GloboNews e g1 Rio 31/05/2026 Cedae — Foto: Reprodução/TV Globo Uma auditoria interna da Cedae concluiu que o Banco Master não atendia aos critérios exigidos pela política de investimentos da companhia quando começaram as negociações para um aporte de R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram alteradas meses depois, passando a permitir a aplicação na instituição financeira. O relatório sustenta que, quando a Cedae recebeu a documentação do banco, em julho de 2023, o Master possuía classificação de risco inferior à exigida pela política vigente e contava com avaliação de apenas uma agência de rating. Segundo os auditores, a política de investimentos foi posteriormente modificada e passou a admitir exatamente o perfil apresentado pela instituição. As conclusões fazem parte de uma apuração aberta pela atual gestão da companhia após a perda de recursos investidos no banco. O documento foi encaminhado pelo presidente da Cedae, Rafael Rolim, à diretoria da estatal com recomendação de envio aos órgãos de controle, como TCE e MPRJ. No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria concluiu que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre a deterioração da situação do Banco Master e que a estatal acumulou prejuízo superior a R$ 222 milhões. Os documentos obtidos pela Globonews mostram que a investigação também se debruçou sobre a origem da operação e sobre as mudanças promovidas na política de investimentos antes da aplicação dos recursos. Regras alteradas A auditoria reconstruiu toda a cronologia que antecedeu o investimento e concluiu que o Banco Master era considerado inelegível pelas normas vigentes da própria companhia. Em março de 2023, a Cedae aprovou a segunda versão de sua Política de Aplicações Financeiras. Entre as exigências estavam classificação mínima de risco equivalente a “A-” e avaliações emitidas por pelo menos duas agências independentes. Segundo o relatório, em 3 de julho de 2023 a diretoria financeira recebeu do Banco Master as demonstrações financeiras da instituição e um relatório de classificação de risco emitido pela agência Fitch. A nota atribuída ao banco era “BBB-” e havia sido emitida em novembro de 2021. Para os auditores, aquele documento demonstrava de forma imediata que o banco não preenchia os requisitos da política então vigente. “Apenas dois meses antes, os mesmos documentos atestavam a inelegibilidade do Banco Master frente à política vigente”, afirma o relatório. A auditoria afirma que, em vez de interromper o processo, a diretoria financeira passou a conduzir alterações na política de investimentos. Em agosto daquele ano foi aberto o processo para elaboração da versão 3 da política. Em setembro, a nova norma foi aprovada. Entre as mudanças apontadas pela auditoria estão a redução das exigências relativas às agências de rating e a criação de uma nova faixa de risco que passou a aceitar instituições classificadas entre BBB+ e BBB-. Segundo os auditores, as alterações acabaram enquadrando exatamente o perfil apresentado pelo Banco Master. “O procedimento padrão de governança exigiria a desqualificação imediata da instituição”, registra o relatório. Diretoria negociou aplicação Outro ponto destacado pela investigação envolve o início das negociações entre a estatal e o banco. A auditoria afirma ter identificado, por meio dos registros do sistema de catracas da sede da Cedae, uma reunião realizada em 17 de maio de 2023 entre representantes do Banco Master e integrantes da Diretoria Financeira e de Relação com Investidores (DFI). Os registros indicam a entrada de Diego Maciel de Menezes Silva, identificado como superintendente comercial do Banco Master, e apontam o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos como anfitrião da visita. Segundo os auditores, a reunião ocorreu mais de um mês antes da data que havia sido apresentada pela administração da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como sendo o primeiro contato formal entre as partes. A versão encaminhada ao órgão regulador sustentava que o contato inicial ocorreu em 27 de junho de 2023, quando uma representante do Banco Master enviou um e-mail solicitando orientações para o cadastramento da instituição junto à Cedae. Para a comissão responsável pela apuração, os registros obtidos contradizem essa versão e indicam que as negociações já estavam em andamento semanas antes. A auditoria também identificou uma viagem do diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos e de assessores a São Paulo, em junho de 2023, para uma reunião com Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Banco Master. Segundo o relatório, o encontro teve como pauta produtos financeiros e oportunidades de investimento. Tratativas em sigilo Ao longo de mais de 20 páginas, a auditoria sustenta que as negociações ficaram concentradas na Diretoria Financeira e em um grupo restrito de assessores. Segundo os investigadores, as tratativas tiveram início com reuniões presenciais em maio de 2023, avançaram com encontros em São Paulo em junho e julho e culminaram na alteração da política de investimentos aprovada em setembro daquele ano. O relatório afirma que as conversas ocorreram sem compartilhamento adequado de informações com outros setores da companhia. “Toda esta negociação levada a cabo pela Diretoria Financeira e de Relação com Investidores permaneceu em sigilo”, afirma o documento. Ainda segundo a auditoria, a partir do momento em que outras áreas passaram a ter conhecimento da operação, começaram a surgir alertas internos relacionados ao risco reputacional da instituição financeira e à exposição da companhia. Os auditores também apontam que o Conselho de Administração e o Comitê de Auditoria receberam a proposta de alteração das regras sob a justificativa de diversificação da carteira e aumento da rentabilidade, sem que tivessem elementos para prever que as mudanças seriam utilizadas para viabilizar uma operação específica. ‘Calote’ do Master A segunda etapa da investigação analisou a condução do investimento após a aplicação dos recursos. Segundo a auditoria, a partir de 2025 diferentes áreas da companhia passaram a emitir alertas sobre a situação financeira do Banco Master e recomendar medidas para redução da - [O sistema de votação de alta tecnologia do Brasil está perdendo a confiança dos eleitores](https://politicariabrasileira.blog.br/o-sistema-de-votacao-de-alta-tecnologia-do-brasil-esta-perdendo-a-confianca-dos-eleitores/): O sistema de votação de alta tecnologia do Brasil está perdendo a confiança dos eleitores Culpe as redes sociais, políticos populistas e a queda da confiança nas instituições Por The Economist 31/05/2026 Getty Images Brasil é o único país no mundo onde todas as eleições são totalmente eletrônicas. Para celebrar o 30º aniversário do sistema em maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país, que supervisiona as eleições gerais, lançou um mascote, Pilili, uma máquina de votação amigável com olhos grandes e redondos. No entanto, Pilili e o amplo alcance do tribunal ao público nos últimos anos não reverteram a diminuição da confiança no sistema eleitoral brasileiro. Em 2009, 45% dos entrevistados brasileiros disseram à empresa de pesquisa Latinobarómetro que acreditavam que as eleições eram limpas, enquanto 47% disseram que eram fraudulentas. Em 2024, apenas 32% confiavam e 61% suspeitavam de fraude (veja o gráfico). As opiniões sobre máquinas de votação especificamente também têm mudado. Em uma pesquisa recente, 43% dos entrevistados disseram que as urnas não podem ser confiáveis. Em uma pesquisa da mesma empresa em 2022, apenas 22% disseram não ter confiança nas máquinas. Foi em 2022 que Jair Bolsonaro, um populista de direita que perdeu sua campanha para a reeleição como presidente, inundou a internet com mentiras sobre as máquinas. Essas alegações ajudaram a inspirar uma insurreição em 8 de janeiro de 2023, quando milhares de seus apoiadores invadiram prédios governamentais. O Sr. Bolsonaro está cumprindo uma pena de prisão por tentar reverter o resultado da eleição. Ele foi apenas a manifestação mais radical da diminuição da confiança nos sistemas eleitorais ao redor do mundo. Seu filho, Flávio, senador, está concorrendo à presidência nas eleições de outubro. Em março, na Conservative Political Action Conference, um encontro de direita realizado este ano em Dallas, Flávio afirmou que venceria as eleições se fossem “livres e justas”, sugerindo que qualquer outro resultado mostraria que não foram. Muitos dos outros participantes apoiadores de Trump também alimentaram boatos falsos sobre máquinas de votação duvidosas. Embora a campanha de Flávio tenha vacilado recentemente após mensagens vazadas que o ligaram a um banqueiro corrupto, o efeito Bolsonaro persiste: uma parcela considerável da direita brasileira tem se dedicado ao discurso contra as máquinas de votação, especialmente nas redes sociais. Os candidatos contestaram o resultado das eleições gerais de 2014, 2018 e 2022. Se o resultado deste ano for apertado, o perdedor pode reclamar novamente. A desconfiança no sistema eleitoral foi impulsionada pela polarização e desinformação online, não por fraudes comprovadas. Mas sua natureza técnica facilita a disseminação de informações falsas sobre o sistema. Quando os eleitores entram em uma seção eleitoral, a máquina os identifica pelas impressões digitais. Em seguida, eles inserem o ID de dois dígitos do candidato escolhido e confirmam sua escolha. Os votos não são registrados em ordem cronológica, mas aleatórios, para preservar o sigilo da cédula. Quando as urnas fecham, às 17h, uma contagem é impressa e pendurada na seção eleitoral para que o público veja, o único registro em papel da votação. Um oficial de votação então remove os pen drives conectados a cada máquina e envia um registro eletrônico criptografado da contagem para a sede da TSE por meio de uma rede privada virtual. O software que faz isso foi escrito pelo próprio TSE e usa protocolos de segurança semelhantes às transações bancárias. Cada máquina possui uma assinatura digital única que ela usa para assinar o registro eletrônico transmitido ao TSE. Se a assinatura em um lote de votos não corresponder aos registros do TSE, será proibido de entrar na rede. As máquinas deliberadamente não têm o hardware necessário para se conectar à internet ou ao bluetooth. Os pen drives também carregam uma assinatura, e as máquinas rejeitam qualquer um que não corresponda. “Mesmo que haja um ou alguns atores de má-fé no TSE, há camadas demais de segurança para que eles possam afetar o sistema como um todo, ou a contagem de votos”, diz Carlos Alberto da Silva, professor de criptografia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. “Ao longo de três décadas, nunca houve qualquer evidência de fraude eleitoral no sistema eleitoral brasileiro”, diz Cármen Lúcia, até recentemente presidente do TSE. “Esse fato fala por si só.” Os brasileiros sabem o resultado da eleição em até quatro horas após o fechamento das urnas. Os eleitores podem verificar o resultado verificando se as contagens nas seções eleitorais correspondem aos registros eletrônicos de eleitores, que são publicados no site do TSE. O escritório federal de auditoria independente também coleta uma grande amostra de contagens em papel e as compara com a contagem eletrônica. O vencedor é então certificado. O Brasil optou por adotar o formato eletrônico para combater fraudes eleitorais generalizadas. Muitos eleitores analfabetos costumavam ter suas cédulas de papel preenchidas por capangas de políticos. Os cadastros eleitorais frequentemente incluíam pessoas mortas ou inexistentes. A situação chegou ao ápice em 1994, durante uma eleição claramente manchada no Rio de Janeiro. Centenas de cédulas foram escritas com a mesma caligrafia. Após essa eleição, o TSE reuniu um grupo de engenheiros e estudiosos do direito para encontrar uma solução. Em 2000, a votação era totalmente eletrônica. Para aumentar a confiança no sistema, o TSE organiza hackathons em sua sede na preparação para a eleição. Qualquer cidadão com mais de 18 anos pode participar, com despesas cobertas. Os participantes têm acesso ao hardware e software das urnas e podem tentar comprometê-las. Se uma vulnerabilidade for encontrada, o TSE a corrige e convida os participantes a voltarem para repetir seus ataques. Também permite que o código-fonte das urnas eleitorais seja inspecionado por universidades, exército, polícia federal, organizações da sociedade civil — como a ordem dos advogados do Brasil — e partidos políticos. Marcos Roberto dos Santos, professor de cibersegurança no Atitus, uma instituição privada de ensino no Rio Grande do Sul, participou dos testes de segurança pública quatro vezes. “Se você tem dúvidas ou problemas com o sistema, isso é seu direito”, ele diz. “Então vá testar por si mesmo.” As tentativas do Sr. Bolsonaro de desacreditar o sistema em 2022 revelam mais interesse próprio do que preocupações com a segurança. Após sua derrota, seu partido processou para anular - [Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara](https://politicariabrasileira.blog.br/varredura-encontra-grampos-no-gabinete-do-governador-ricardo-couto-no-palacio-guanabara/): Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara Gabinete de Segurança Institucional abriu investigação para saber a origem do material. Ricardo Couto é desembargador e assumiu no fim de março após a renúncia de Cláudio Castro. Por Cristina Boeckel e Rafael Nascimento | g1 Rio 29/05/2026 O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação Uma varredura encontrou escutas no gabinete do governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, no Palácio Guanabara. A informação foi publicada pelo blog da jornalista Míriam Leitão no Jornal O Globo e posteriormente obtida pelo g1. Segundo o poder estadual, as escutas foram encontradas em uma inspeção de rotina realizada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ainda de acordo com o governo, o material é aparentemente antigo e sem funcionalidade e foi retirado pelos agentes. O g1 apurou que o GSI abriu investigação para descobrir a origem dos equipamentos encontrados e como foram parar no gabinete do governador na sede do poder estadual. Ricardo Couto é desembargador e assumiu o Governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro, no fim do mês de março. Ele assumiu o cargo porque era o presidente do Tribunal de Justiça, próximo na sucessão do cargo já que o estado está sem vice-governador e o presidente da Alerj foi afastado por decisão do STF. Desde quando assumiu o cargo, Couto despacha do gabinete no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e vai ao Palácio Guanabara apenas para reuniões institucionais. Notícia anterior ALERJGovernadorPL Partido LiberalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-nova-investida-dos-bolsonaros-os-eua-rotulam-gangues-brasileiras-como-grupos-terroristas/): Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas Dando sequência às ameaças, a administração Trump designou as duas maiores gangues de drogas do Brasil como grupos terroristas. Por Ana Ionova | The New York Times 28/05/2026 Membros do Comando Vermelho sendo presos no ano passado no Rio de Janeiro. Os EUA designaram a gangue como grupo terrorista na quinta-feira.Crédito…Mauro Pimentel/Agence France-Presse — Getty Images Os Estados Unidos designaram as duas maiores gangues de drogas do Brasil como grupos terroristas na quinta-feira, após meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, aliado próximo do presidente Trump. A medida ocorre poucos dias depois de dois dos filhos de Bolsonaro, um dos quais planeja concorrer à presidência ainda este ano, terem visitado Trump na Casa Branca. Após a reunião de terça-feira, Flávio Bolsonaro, que buscará a presidência em substituição de seu pai, disse aos repórteres que havia novamente pedido a Trump que rotulasse as gangues brasileiras como grupos terroristas. A administração Trump pareceu conceder esse pedido com a designação na quinta-feira. Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que as gangues brasileiras, o Comando da Primeira Capital e o Comando Vermelho, seriam rotulados como grupos terroristas a partir de 5 de junho.  “Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a região e até o nosso país”, afirmou o comunicado. O Departamento de Estado não respondeu às perguntas enviadas por e-mail sobre o momento da decisão ou a visita de Flávio Bolsonaro, mas afirmou que os grupos brasileiros atuavam em mais de uma dúzia de estados dos EUA e representavam “uma ameaça à nossa segurança pública.” A designação de terrorista ameaça novamente tensionar os laços entre as duas maiores nações do Hemisfério Ocidental, que só recentemente começaram a reparar as relações. Isso levantou preocupações entre autoridades brasileiras de que os Estados Unidos possam estar tentando influenciar sua próxima eleição ajudando outro Bolsonaro. Flávio Bolsonaro disse que desafiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um esquerdista, em outubro e acusou o Sr. Lula de ser brando com o crime.  Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro foi rápido em celebrar a designação de terrorista, assumindo o crédito por influenciar a decisão do governo Trump e criticando duramente a forma como Lula lidou com o crime. A administração Trump rotulou mais de uma dúzia de gangues latino-americanas como organizações terroristas desde o ano passado, como parte de uma campanha para atacar grupos criminosos que, segundo autoridades americanas, ameaçam os Estados Unidos. Essas designações significam que o governo dos EUA pode impor amplas sanções econômicas aos grupos e entidades a eles ligados. As gangues brasileiras exportam grandes quantidades de cocaína para a Europa e outras partes do mundo, mas especialistas dizem que elas não desempenham um papel importante no tráfico de drogas para os Estados Unidos. O Sr. Lula se opôs à designação, apresentando-a como uma intromissão nos assuntos internos de seu país e argumentando que existem formas melhores de combater o crime organizado, como empoderar a polícia, coordenar melhor operações internacionais e atacar os ativos financeiros das gangues. Pouco antes da designação, Celso Amorim, principal assessor de política externa do Sr. Lula, disse que o governo brasileiro estava trabalhando arduamente para desmantelar redes criminosas organizadas, mas novamente descartou as designações como uma ferramenta nessa luta. “O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação”, disse o Sr. Amorim em um fórum de segurança em Moscou. “Equiparar crime organizado ao terrorismo, no entanto, não é útil.” Redes criminosas tornaram-se uma grande preocupação para os eleitores brasileiros antes das eleições, e a designação dos EUA pode destacar a questão da segurança. Isso pode ajudar Flávio Bolsonaro, justamente quando o apoio dos eleitores parece vacilar após um escândalo que o liga a um banqueiro desonrado que está sob investigação em um vasto esquema envolvendo fraude. A designação dos EUA pode causar um grande problema para o setor bancário porque pode permitir que os Estados Unidos imponham sanções a instituições brasileiras que possam ter feito negócios com as gangues. Especialistas dizem que esse é um risco importante porque as gangues brasileiras conseguiram infiltrar a economia formal, acumulando participações em distribuição de gás, imóveis, commodities e criptomoedas. Isso deixa as instituições financeiras brasileiras vulneráveis. No ano passado, Trump usou tarifas e sanções para tentar manter Jair Bolsonaro, ex-presidente, fora da prisão sob acusações de supervisionar um golpe após perder a última eleição em 2022, para Lula. O Sr. Bolsonaro foi finalmente condenado e sentenciado à prisão. O Sr. Trump posteriormente retirou muitas das tarifas e sanções, aliviando as tensões diplomáticas.  Mas a questão do crime organizado voltou a tensionar as relações nos últimos meses, depois que o secretário de Estado Marco Rubio disse ao ministro das Relações Exteriores do Brasil que o governo Trump planejava rotular as gangues como grupos terroristas e pediu ao Brasil que fizesse o mesmo, segundo autoridades com conhecimento da conversa. O Sr. Lula visitou o Sr. Trump em Washington no início deste mês, mas o líder brasileiro disse que a questão das designações não havia sido discutida. Adam B. Ellick contribuiu com a reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas 28/05/2026 Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan](https://politicariabrasileira.blog.br/liquidacao-do-brb-geraria-rombo-de-r-17-bilhoes-no-fgc-diz-durigan/): Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan União e GDF fecharam acordo para viabilizar operação de crédito ao banco nesta quinta (28) Por Elis Barreto | CNN Brasil 28/05/2026 Dario Durigan, ministro da Fazenda • Reprodução/CNN Brasil Brasília – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que uma eventual liquidação do BRB (Banco de Brasília) geraria um rombo de R$ 17 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Créditos). A fala foi feita em entrevista ao jornal Valor Econômico, e confirmada ao CNN Money pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (28). “O FGC hoje, segundo informações trazidas pelo Banco Central, já teria, em caso de liquidação do BRB, um déficit de R$ 17 bilhões, um rombo de R$ 17 bilhões que teria que ser arcado pelos bancos, que são os associados do FGC”, disse Dario. Mais cedo nesta quinta, a União e o Governo do Distrito Federal fecharam um acordo para viabilizar uma operação de crédito para o BRB, em meio à crise de liquidez após a tentativa de compra do liquidado Banco Master. A proposta prevê um empréstimo ao governo do DF com recursos do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), com garantia de um sindicato de bancos públicos e privados, e com contragarantias do FPE (Fundo de Participação dos Estados e Distrito Federal) e do FPM (Fundo de Participação dos Munícipios. O valor do empréstimo deverá ser de até R$ 6,5 bilhões, o equivalente a 16% da receita corrente líquida (RCL) do Distrito Federal (DF). A ajuda da União ocorre justamente na ampliação do limites para operações. O Distrito Federal está no PAF (Programa de Ajuste Fiscal) da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), e segundo o termo assinado entre os entes, o limite para operações seria apenas de 3% da RCL, cerca de R$ 961 milhões. O Governo do Distrito Federal informou que o empréstimo será de 15 anos, com 2 anos de carência. A garantia será concedida por bancos S1, que são as instituições financeiras de grande porte cujo tamanho é igual ou superior a 10% do PIB (Produto Interno Bruto). Não haverá transferência de recursos federais nem garantia da União. Notícia anterior Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterGDF Governo do Distrito FederalPIB Produto Interno Bruto Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/itaguai-ex-presidente-do-itaprevi-teria-assinado-atestado-fraudulento-no-caso-das-aplicacoes-do-rioprevidencia-no-banco-master/): Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master A ex-presidente do Instituto de Previdência do Município de Itaguaí (Itaprevi), Fernanda Pereira da Silva Machado, um dos alvos das investigações sobre as aplicações de cerca de R$ 1 bilhão do Rioprevidência em fundos sem garantias no Banco Master, teria assinado atestado falso para que as operações pudessem ser feitas, quando ela respondia pelo controle interno do órgão previdenciário dos servidores do estado do Rio de Janeiro, segundo apontou a Polícia Federal ao STF. Por Elizeu Pires 28/05/2026 Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master Em relação a Fernanda, segundo consta do despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que autorizou a 8ª fase da Operação Compliance Zero, da qual o ex-governador Claudio Castro também foi alvo, a Polícia Federal atribui a ela “o papel de ter assinado o atestado de credenciamento fraudulento” do Banco Master e da operadora de valores Planner, “além de viabilizar operações irregulares mediante credenciamento meramente burocrático, sem as análises técnicas obrigatórias”. De acordo com o despacho do ministro, a representação feita contra Fernanda “enfatiza que sua atuação, em vez de concretizar o controle interno exigido por sua função, teria contribuído para legitimar formalmente investimentos sem suporte técnico idôneo, em afronta ao dever funcional de evitar resultados danosos ao patrimônio previdenciário”. Preocupação em Itaguaí Fernanda foi nomeada para presidir o Itaprevi pelo então prefeito Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, dias antes de a previdência dos servidores de Itaguaí fazer o primeiro aporte  no Banco Master. Ela foi exonerada em janeiro de 2025 pelo prefeito interino Haroldo Jesus, mas foi reconduzida ao cargo no dia 18 de julho, assim que Rubão se sentou na cadeira por força de uma liminar do ministro Dias Toffoli, sendo novamente demitida por Haroldo em novembro. A primeira aplicação do Itaprevi no Banco Master aconteceu no dia 28 de junho de 2024, quando foi aportado valor de R$ 29,6 milhões. Cinco dias depois, em 3 de julho, o Itaprevi investiu mais R$ 30 milhões em Letras Financeiras, as chamadas LFs, que não tem cobertura do Fundo Garantidor. O Instituto de Previdência do Município de Itaguaí é responsável pelo pagamento de 1.600 aposentadorias e pensões, e não há nenhuma garantia que o os cerca de cerca de R$ 60 milhões investidos pela gestão anterior serão recuperados, e isso tem sido causa de muita preocupação entre os servidores, aposentados e pensionistas. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorItaguaí RJPL Partido LiberalPodemosPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal Federal Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder - [‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos](https://politicariabrasileira.blog.br/experiencia-incrivel-disse-castro-a-vorcaro-apos-jantar-de-r-60-mil-em-ny-veja-dialogos/): ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Conversas obtidas pela GloboNews mostram proximidade entre ex-governador do Rio e dono do Banco Master antes de aportes milionários do Rioprevidência. Por Marcelo Gomes, Narayanna Borges e Gabriela Pavão | GloboNews 28/05/2026 Vorcaro mandou endereço do evento em Nova York a Castro — Foto: Reprodução/TV Globo Mensagens obtidas com exclusividade pela GloboNews revelam detalhes da relação entre o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Um dos encontros destacados pelos investigadores aconteceu em 11 de maio de 2023, durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos. “Experiência incrível”, escreveu o ex-governador ao banqueiro após um jantar que teria custado mais de R$ 60 mil, segundo investigadores. Segundo a investigação, as mensagens mostram encontros entre Castro e Vorcaro no Brasil e no exterior antes de investimentos milionários do Rioprevidência — o fundo de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais — no Banco Master. Os documentos foram enviados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator dos inquéritos que investigam supostas fraudes financeiras envolvendo o banco. Após analisar o material, Mendonça autorizou a operação de busca e apreensão contra Castro, realizada pela Polícia Federal (PF) na terça-feira (26). 🔎 A PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Daniel Vorcaro está preso em Brasília. Jantar de R$ 60 mil Segundo o documento da PF, em 11 de maio daquele ano, o então governador do Rio de Janeiro mandou mensagem para Vorcaro se identificando: “Cláudio Castro”. O banqueiro respondeu imediatamente: “Opa”. E enviou o endereço de um restaurante em Nova York onde os dois se encontrariam naquela noite. No dia seguinte ao jantar, Castro voltou a procurar Vorcaro para agradecer pelo encontro. “Amigo, foi uma experiência incrível. Muito obrigado.” Vorcaro respondeu: “Bom dia, meu caro. Que bom que deu certo.” De acordo com a Polícia Federal, a conta do jantar passou de US$ 13 mil — mais de R$ 60 mil na cotação atual — e teria sido integralmente paga por Vorcaro. Segundo a PF, seis meses depois o Estado do Rio começou a investir no Banco Master. Em 1º de novembro de 2023, o Rioprevidência aplicou R$ 40 milhões na instituição. Encontro na casa de Vorcaro e nos palácios do governador Dias depois, em 6 de novembro, Castro e Vorcaro voltaram a se reunir, desta vez em São Paulo. A investigação aponta que os dois marcaram um encontro na capital paulista. Quatro dias depois da reunião, o Rioprevidência fez um novo aporte: R$ 80 milhões no Banco Master. Em dezembro do mesmo ano, houve outro investimento de R$ 200 milhões em Letras Financeiras do banco. As mensagens reproduzidas pela PF mostram ainda encontros em locais oficiais do governo estadual. Em março de 2024, Vorcaro e Castro combinaram uma reunião no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador. Segundo o documento, o banqueiro escreveu: “Fala, amigo, tudo bem? Tô na entrada aqui.” Antes desse encontro, a PF afirma que Vorcaro perguntou a um funcionário quanto o Estado do Rio tinha investido junto ao banco. “Quanto o fundo do Rio — Estado — tem conosco?” O funcionário respondeu: “320 milhões aplicados, RioPrev.” Vorcaro então perguntou sobre outro fundo estadual, e ouviu: “Cedae, companhia de saneamento? Aplicaram 200.” Dias depois, segundo a investigação, Vorcaro marcou um novo encontro com Castro no Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Degustação de uísque milionária um dia antes de aporte A PF também cita uma degustação exclusiva de uísque em Nova York, em maio de 2024, restrita a apenas dez convidados. “Haverá um evento pequeno, degustação de uísque (…) Só homens, serão 10 pessoas apenas”, disse Vorcaro. “Eu vou”, respondeu prontamente Castro. Segundo os investigadores, o evento custou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões), pago por Vorcaro. No dia seguinte, o Rioprevidência aplicou outros R$ 80 milhões no Banco Master. Segundo a Polícia Federal, já foram identificados R$ 3,691 bilhões do Rioprevidência em investimentos ligados ao Banco Master. A defesa de Cláudio Castro nega irregularidades. O Banco Master afirma que todas as operações seguiram critérios técnicos e legais. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal Federal ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo](https://politicariabrasileira.blog.br/cobertura-onde-claudio-castro-mora-pertence-a-empresa-ligada-a-ex-secretario-do-governo/): Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Imóvel alvo de buscas da Polícia Federal foi comprado em 2023 por R$ 3,5 milhões por empresa controlada por ex-integrantes da gestão estadual, como revelou O Globo. Defesa do ex-governador afirma que apartamento é alugado. Por Gabriel Barreira | RJ2 27/05/2026 Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo A cobertura onde o ex-governador Cláudio Castro mora atualmente, e que foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal nesta semana, pertence a uma empresa controlada por um ex-secretário de seu governo. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem do RJ2. O imóvel está registrado em nome da empresa J3 Real State Participações. Segundo dados da Receita Federal, a companhia foi aberta em 24 de abril de 2023. Menos de dois meses depois, em junho daquele ano, a empresa comprou a cobertura onde Cláudio Castro passou a morar recentemente. A J3 Real State Participações tem como sócios o ex-secretário estadual de Transformação Digital, Ronaldo Tormenta Pereira, e outro empresário ligado ao setor. A pasta comandada por Tormenta durante o governo Castro administrou contratos de grande porte e movimentou cifras bilionárias. Além da empresa proprietária do imóvel, os sócios também participam de outros negócios com capital social milionário. A cobertura foi alvo de buscas da Polícia Federal na operação realizada nesta semana. A ação investiga possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. Segundo a defesa de Cláudio Castro, o ex-governador não é dono do imóvel. Em nota enviada ao jornal O Globo, o advogado Carlos Gutone afirmou que, até a publicação da reportagem, sabia apenas que se tratava de um imóvel alugado. A defesa também informou que Castro morava anteriormente em um apartamento localizado em outro condomínio, que também foi alvo de buscas em investigação anterior relacionada ao Rioprevidência. Depois disso, ele teria se mudado para a cobertura onde ocorreu a nova operação. O que dizem os citados O advogado de Cláudio Castro foi procurado novamente, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em nota, Mauro Farias afirmou que há um “contrato de locação registrado legalmente entre a empresa J3 Real Estate e o locatário Cláudio Castro, que mantém o aluguel e as cotas condominiais pagas devidamente”. “A empresa J3 Real Estate faz parte do planejamento patrimonial do empresário Mauro Farias, que atua no mercado privado há mais de 20 anos, e possui imóveis e contratos de locação legalmente ativos no Rio de Janeiro. Este imóvel em questão é um deles”, diz o texto. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFReceita Federal Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder](https://politicariabrasileira.blog.br/mpe-obtem-cassacao-de-prefeito-e-vice-prefeita-de-seropedica-por-abuso-de-poder/): MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder O Ministério Público Eleitoral (MPE) obteve decisão judicial que cassou os mandatos de Lucas Dutra dos Santos e Vandréa dos Santos Steffan, prefeito e vice-prefeita do município de Seropédica, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Por MPRJ 27/05/2026 MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder A decisão acolheu Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) proposta pela 225ª Promotoria Eleitoral, que apontou aumento abrupto e desproporcional de contratações temporárias pelo executivo municipal, com a admissão de milhares de servidores sem concurso público, sob alegação de excepcional interesse público. A prática teve potencial para comprometer a igualdade entre candidatos e a legitimidade do pleito. Segundo a ação, o número de contratados quase dobrou em 2024, saltando de 2.734 em janeiro para 5.266 em julho. Após as eleições, foram realizadas demissões em massa, o que evidenciou desvio de finalidade e uso indevido da máquina pública. Além da cassação, a Promotoria requereu a inelegibilidade dos acusados e a suspensão dos contratos firmados em 2024. Na decisão, o Juízo da 225ª Zona Eleitoral reconheceu o abuso de poder, determinou a cassação dos diplomas do prefeito e da vice-prefeita e declarou Lucas Dutra dos Santos inelegível por oito anos, a contar do pleito de 2024. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJMPE Ministério Público EleitoralPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSeropédica RJVice-prefeita Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política](https://politicariabrasileira.blog.br/morador-de-cobertura-de-r-56-milhoes-castro-declarou-nao-ter-bens-ao-entrar-na-politica/): Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Ex-governador declarou patrimônio modesto durante todo seu período em cargos públicos, mas vive em cobertura de luxo Por Igor Mello | ICL Notícias 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política | Divulgação Pela segunda vez em menos de um mês, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) acordou com a Polícia Federal (PF) na porta de sua casa. Imagens da operação desta terça-feira (26) chamaram atenção para a residência luxuosa dele, uma cobertura em um dos endereços mais caros do Rio de Janeiro. O governador mora na Península, sub-bairro da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, que é um dos endereços preferidos de milionários e celebridades na cidade. O fato de morar em um endereço nobre contrasta com as declarações de bens de Castro ao longo de sua carreira política: ao se eleger pela primeira vez para um cargo eletivo, em 2016, ele declarou à Justiça Eleitoral não possuir qualquer bem . Castro conquistou o primeiro mandato, como vereador do Rio de Janeiro, na eleição daquele ano. Pouco depois, em 2018, foi candidato à vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-juiz federal Wilson Witzel. Na disputa pelo Palácio Guanabara, declarou um patrimônio de R$ 270 mil, composto por um apartamento avaliado em R$ 150 mil e um veículo de R$ 120 mil. O ICL Notícias confirmou o endereço de Castro com base no cadastro preenchido por ele na Justiça Eleitoral em 2022. O ex-governador chegou a informar o endereço no Península como a sede de seu CNPJ de campanha, mas depois solicitou a alteração do local para o Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio de janeiro. Salário de governador x despesas do imóvel De acordo com sites especializados em negociações de imóveis, uma cobertura similar a do ex-governador no mesmo condomínio pode custar R$ 5,6 milhões. Além disso, a taxa de condomínio é estimada em R$ 4 mil mensais, enquanto o IPTU é de mais de R$ 13 mil por ano. Nos sites consultados pela reportagem não há coberturas para alugar disponíveis nas quatro torres que integram o condomínio onde Castro vive com a família. No entanto, imóveis semelhantes na mesma região não são alugados por menos de R$ 15 mil mensais. Em alguns casos, o custo do aluguel ultrapassa a marca dos R$ 20 mil. Castro deixou o governo do estado em março deste ano recebendo um salário bruto de R$ 21.868,14 –com os descontos, o valor que caía na conta do ex-governador girava em torno de R$ 16 mil. O valor é similar ao recebido por Castro entre 2017 e 2018, quando ocupou uma cadeira na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Lá, ele assumiu o cargo com um salário bruto de R$ 18.991,68. Recentemente, o ICL Notícias revelou com exclusividade que o ex-governador usou uma brecha na lei para solicitar o pagamento de R$ 142 mil dos cofres do Rio de Janeiro a título de férias não gozadas no exercício dos cargos de governador e vice-governador do estado. O valor equivale ao 206 dias de férias, segundo o governo do Rio de Janeiro –praticamente todo o tempo que Castro teria direito durante todo o período em que esteve na cúpula do Executivo. Apesar disso, a reportagem apurou que em diversos momentos Castro deixou de exercer suas funções como governador para curtir férias com a família no Brasil e no exterior. Na mais recente delas, em junho de 2025, Cláudio Castro passou quase um mês nos Estados Unidos acompanhando os jogos do Flamengo, seu time do coração, no Mundial de Clubes da Fifa. O ICL Notícias perguntou ao ex-governador se ele é dono da cobertura e sobre sua renda atual, mas não obteve resposta até o momento. Notícia anterior GovernadorIPTUPL Partido LiberalPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/farra-do-inss-entidades-alvo-de-operacao-faturaram-r-700-milhoes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27/5), operação contra associações envolvidas no esquema de descontos indevidos do INSS Por Rodrigo Tammaro | Metrópoles 27/05/2026 KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES Quatro associações alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (27/5) faturaram R$ 700 milhões com a farra dos descontos indevidos do INSS, revelada pelo Metrópoles. A PF cumpre mandados de busca e apreensão em São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Distrito Federal. Entre os alvos estão as entidades Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, ANDAPP e AASAP. Documentos internos dessas entidades e relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostram como dirigentes desviavam para suas próprias empresas o dinheiro arrecadado por essas associações e como elas criaram um sistema próprio de biometria para fraudar assinaturas dos aposentados que filiavam. Os mesmos documentos revelam como chefes das entidades pagaram parentes de dirigentes do INSS por meio de suas empresas. Também mostram gastos em concessionárias de carros esportivos, joalherias de luxo e com embarcações. Conforme revelado pelo Metrópoles, as quatro associações faturaram, juntas, R$ 700 milhões com descontos de mensalidade de aposentados. Como funcionava a Farra do INSS A farra dos descontos sobre os pagamentos feitos pelo INSS a idosos e pensionistas levou à exoneração do diretor de Benefícios do órgão, André Fidelis. O escândalo movimentou mais de R$ 2 bilhões entre 2023 e 2024. O dinheiro, que saía da conta de aposentados, foi destinado a pelo menos 29 entidades, que ofereciam serviços como planos de saúde e seguros. O caso foi revelado pelo Metrópoles em dezembro de 2024. Em muitos casos, os aposentados que tinham os valores descontados sequer sabiam que eram associados às empresas por meio de “acordos de cooperação técnica”. As entidades enfrentam mais de 60 mil processos judiciais em todo o país por descontos indevidos, com indícios de fraude para filiar milhares de aposentados sem autorização. Fidelis era o responsável por assinar termos de cooperação entre o INSS e as entidades. Mesmo diante de denúncias de irregularidades na filiação de idosos, sete novos termos de cooperação foram assinados em 2024. Como mostrou o Metrópoles, por trás dessas associações, há empresários donos de empresas de seguros e planos de saúde. Além das denúncias de fraudes, parte dessas associações é ligada a um mesmo grupo de empresários e havia até associação que não passava de uma sala vazia em São Paulo quando obteve seu termo de cooperação para poder efetuar os descontos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse ](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-e-go-up-procuraram-empresa-da-hungria-para-pagamentos-de-dark-horse/): Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse  Documentos apontam tentativa de contratação de “escrow account” e pagamento de US$ 57,5 mil ao diretor Cyrus Nowrasteh Por Natalia Viana e Ken Silverstein | Agência Pública 27/05/2026 Matheus Pigozzi/ Agência Pública- Mario Agra/ Câmara dos Deputados/ Wikimedia Commons/ Divulgação Dark Horse Eduardo Bolsonaro e Karina Ferreira da Gama buscaram uma empresa com braços na Hungria e na Holanda para mover fundos para o filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, segundo documentos obtidos e analisados pela Agência Pública. A empresa Go Up chegou a formular uma minuta de contrato com a empresa Freeway Cam B.V para que essa servisse como “escrow agent” do filme Dark Horse. Um agente ou conta escrow (ou “conta de custódia”) funciona como uma terceira parte que retém fundos temporariamente em uma negociação e libera o pagamento de acordo com autorização da parte pagante. Geralmente, trata-se de um banco ou instituição financeira, mas na indústria do cinema existem empresas que se especializam em fazer este serviço, pelos altos valores e complexa mecânica de financiamento. Segundo apuração da Pública junto a fontes que acompanharam as negociações, os produtores da obra buscavam uma maneira de permitir que investidores do filme permanecessem anônimos. A minuta do contrato, datado de 7 de fevereiro de 2024, tem como partes Eduardo Bolsonaro, descrito como “financiador” do filme e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, como produtora, além da Freeway Cam BV, uma empresa de origem holandesa cujo endereço principal é Budapeste, na Hungria. Trata-se de um adendo a outro contrato de produção, assinado em 30 de janeiro do mesmo ano, autorizando a Freeway a realizar pagamentos ao diretor e roteirista do filme, Cyrus Nowrasteh. O contrato foi elaborado quando o filme, agora chamado de Dark Horse (“O Azarão”, em tradução livre) ainda tinha o título provisório de “Capitão do Povo”, e não tem assinaturas. A existência do documento foi revelada pelo The Intercept, em reportagem que afirmava que Eduardo teria poder de decisão sobre as verbas para o filme. Fundada pelo holandês Gadi Wildstrom, a empresa opera na Hungria sob o nome Freeway Entertainment e tem como especialidade “exploração internacional de propriedade intelectual, gestão de ativos de entretenimento e direitos autorais, bem como a coleta, administração e distribuição transparentes, imparciais e seguras das receitas de royalties.” Segundo postagens no Linkedin, ela atende diversas produções cinematográficas nomeadas a prêmios como Bafta e Golden Globes. Como outras empresas, a Freeway Entertainment aposta no vibrante mercado do audiovisual na Hungria. Eduardo teria assumido risco de perder investimento O contrato estabelece que Eduardo “se compromete a financiar parcialmente a produção cinematográfica intitulada ‘Capitão do Povo’, sob a gestão da produtora Go Up Entertainment” e autoriza a Go Up a dar instruções sobre os pagamentos a serem feitos para Cyrus Nowrasteh. Eduardo assumiria, segundo a minuta, risco de perder o investimento se o resto dos fundos para produzir o filme não fossem captados. O documento traz ainda um diagrama sobre como os contratos de pagamento deveriam ser realizados, até 1 de março de 2024, a partir das autorizações feitas por Eduardo Bolsonaro. Outro documento obtido pela Pública indica que a Go Up Entertainment buscou outra entidade ligada ao mesmo grupo, o Freeway Entertainment, para realizar um pagamento no valor de US$ 57,5 mil para o diretor do filme. Trata-se de uma ordem de pagamento, no papel timbrado da Go UP Entertainment. Nela, Karina Ferreira da Gama instrui um agente da empresa de nome “David” a emitir o pagamento a Cyrus Nowrasteh por meio da empresa New Path Pictures Inc, sediada na Califórnia. “Estamos num momento em que estamos prontos para dar seguimento ao pagamento à New Path Pictures Inc. pelos inestimáveis serviços de desenvolvimento de roteiro prestados por Cyrus Nowrasteh”, escreveu ela. O destinatário da ordem é a Stichting Freeway Custody, uma fundação registrada na Holanda que administra o dinheiro da Freeway Cam B.V. O pedido de pagamento teria sido enviado em 5 de fevereiro de 2023. Co-CEO da Freeway confirmou contatos mas diz que “declinou” Procurado pela Pública, Martijn Meerstadt, co-CEO da Freeway e diretor corporativo da Stichting Freeway Custody, negou ter qualquer relação com Dark Horse, mas confirmou os contatos. “Verifiquei internamente e fui informado que, embora tenhamos sido contatados para prover soluções de partilha de receitas e relatórios para essa produção, nós declinamos da oportunidade. Não temos envolvimento com este projeto e não há nada mais que eu possa declarar”. Especialistas citam “sinal de alerta” em transação financeira Especialistas ouvidos pela Pública sinalizam que a arquitetura do pagamento por meio de outras empresas é um sinal de alerta sobre a transparência das transações. Casey Michel, um reconhecido especialista em paraísos fiscais e sigilo bancário, autor do livro “United States of Oligarchy” (Estados Unidos da Oligarquia, em português), afirmou que “essa não é uma transação de negócios tradicional”. “Parece um arranjo financeiro montado para propositadamente esconder as origens dos fundos e a identidade do financiador”, disse. Já Monte Friesner, um operador que chegou a ser condenado por lavar dinheiro e depois trabalhou para a CIA e montou sua própria empresa para orientar corporações sobre como mover verbas em contas offshore, afirma que o uso de uma fundação na Holanda, um paraíso conhecido para sigilo corporativo e bancário, é mesmo um “sinal de alerta”. “A pessoa que enviou o dinheiro não queria deixar um rastro documental, seja por motivos de taxação, porque o dinheiro era sujo, ou porque não queriam que ninguém soubesse que estava envolvida”, afirma Friesner. Segundo revelações recentes do The Intercept, o banqueiro Daniel Vorcaro fez aportes de R$ 61 milhões para Dark Horse por meio de um fundo sediado nos Estados Unidos, o Havengate Development Fund LP, com sede no Texas. Eduardo Bolsonaro foi contactado por WhatsApp, mas não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto e a reportagem será atualizada se houver um posicionamento. Em um vídeo postado nas redes sociais, Eduardo disse ter investido US$ 50 mil no filme Dark Horse para garantir a contratação do diretor – quantia inferior à que teria sido paga a Cyrus apenas na ordem - [Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-tratou-sobre-filme-com-vorcaro-e-pediu-para-enviar-maximo-de-recursos-aos-eua/): Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Ex-deputado orientou sobre envio de dinheiro ao país para produção sobre Jair Bolsonaro; procurados, citados na reportagem do site Intercept Brasil não responderam Por O Estado de S.Paulo 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre financiamento para filme sobre pai com Vorcaro Foto: @SBT News via YouTube BRASÍLIA – O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tratou sobre o financiamento do filme “Dark Horse” com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por intermediação de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. De acordo com mensagens divulgadas nesta quarta-feira, 27, pelo site Intercept Brasil, ele deu orientações sobre como facilitar o envio de dinheiro aos Estados Unidos para a produção sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos”, disse Eduardo em mensagem para Miranda, conforme publicou o site. “Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”, escreveu. Eduardo também disse a Miranda que o corretor de Imóveis Altieris Santana estava à disposição para se reunir “com quem quer que seja”. Santana é um dos controladores do Havengate Development Fund LP (fundo sediado no Texas), ao lado advogado Paulo Calixto – ligado a Eduardo. Parte do valor de R$ 134 milhões negociado para filme entre a família Bolsonaro e Vorcaro foi transferida para esse fundo pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas do dono do Master. O Intercept Brasil procurou Altieris Santana, Paulo Calixto, Thiago Miranda e a defesa de Daniel Vorcaro, mas não recebeu respostas.Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, quando foi ao país para tentar uma interferência do governo de Donald Trump no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro foi condenado na Corte a 27 anos e três meses de prisão. A reportagem do Intercept esteve na casa em que o ex-deputado está morando nos EUA. O imóvel está localizado em Southlake, no Texas. O repórter foi atendido na residência por Heloísa, mulher de Eduardo Bolsonaro. Ela disse que o marido não estava em casa e que eles não dariam entrevista. Na semana passada, Eduardo gravou um vídeo dizendo que havia comunicado à polícia sobre um homem que estava rondando a casa dele. Ainda segundo o site, a residência tinha um anúncio de aluguel no valor de cerca de R$ 30 mil por mês até fevereiro de 2025. O imóvel, que tem quatro quartos e piscina, pertence o Bunce Family Trust, um fundo familiar privado registrado em nome dos administradores legais Christopher Bunce e Natalie Bunce, desde 2019. Eles não foram localizados pela reportagem. PF investiga repasses de Vorcaro Como mostrou o Estadão, a Polícia Federal investiga os acertos de pagamento entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que pediu dinheiro ao banqueiro para o filme. Uma das linhas de apuração a ser verificada é se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas ligado ao ex-deputado e usado para custear a permanência dele no país, já que o STF havia bloqueado contas e dificultado o recebimento de recursos nos EUA. No último dia 14, Eduardo negou ter aplicado dinheiro no projeto e ser produtor-executivo da produção. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, declarou, numa nota nas redes sociais. No dia seguinte, num vídeo publicado também nas redes sociais, admitiu ter investido R$ 350 mil (cerca de 50 mil dólares) no longa, provenientes da receita obtida com a venda de um curso, e que posteriormente recebeu de volta essa quantia. Eduardo não esclareceu como e quem lhe pagou a restituição dos valores inicialmente destinados ao projeto. Ele também reconheceu ter constado como produtor-executivo num contrato antigo com a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, posição da qual teria saído posteriormente, ao se mudar para os Estados Unidos, limitando-se a ceder os direitos autorais – uma vez que foi representado por um ator no longa. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR 26/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [A mansão de Eduardo (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/a-mansao-de-eduardo-video/): A mansão de Eduardo (VIDEO) EXCLUSIVO: Eduardo Bolsonaro mora em casa de luxo de R$ 6 milhões no Texas Por Cecília Olliveira, Eduardo Goulart e Steven Monacelli | Intercept Brasil 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro mora em casa de luxo de R$ 6 milhões no Texas Eduardo Bolsonaro tem seus bens bloqueados pela justiça brasileira. Ele não diz publicamente se trabalha de forma remunerada nos Estados Unidos, apenas que “mora de aluguel” e tem dificuldade para pagar contas. Ao mesmo tempo, o deputado federal cassado no Brasil mora em uma mansão no Texas que oferece “uma vida de resort”, de acordo com anúncios imobiliários.  O Intercept Brasil localizou o refúgio luxuoso do filho de Jair Bolsonaro na cidade de Southlake, entre as comunidades mais ricas do país. E tocamos a campainha. Fomos recebidos pela esposa de Eduardo, a coach e influencer Heloísa Bolsonaro, que confirmou educadamente que sua família morava ali e se recusou a conceder uma entrevista. Avaliada em torno de R$ 6 milhões, a casa já foi colocada para alugar por cerca de R$ 30 mil por mês, segundo anúncios imobiliários ativos até fevereiro deste ano. O luxo e os custos do imóvel evidenciam um alto padrão de vida e levantam dúvidas sobre como Eduardo se sustenta desde que se mudou para os Estados Unidos, em fevereiro de 2025.  A Polícia Federal já investiga se o ex-deputado federal pelo PL de São Paulo está sendo bancado com o dinheiro sujo do banqueiro Daniel Vorcaro, de acordo com G1. Na sua última prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, antes das eleições de 2022, Eduardo declarou um patrimônio de R$ 1,76 milhão, do qual R$ 1 milhão corresponde a um imóvel financiado. Ainda declarou R$ 160 mil de um imóvel quitado e R$ 600 mil depositados no banco que foram obtidos, segundo ele, pela venda de um curso online. Em um vídeo publicado no Instagram em 17 de maio, Eduardo Bolsonaro negou ser dono de uma outra casa nos Estados Unidos, em Arlington, que foi o foco de várias reportagens na imprensa brasileira nas últimas semanas. Ele também afirmou que mora “de aluguel” e, inclusive, revelou que tem dificuldades para “honrar as parcelas” do financiamento de um imóvel “parcelado em décadas” no Brasil. Em uma live com o amigo Paulo Figueiredo divulgada no mesmo dia 17, Eduardo afirmou que se mantém nos Estados Unidos com “renda passiva” e citou que recebeu R$ 2 milhões de uma campanha feita pelo pai. Jair Bolsonaro revelou, em junho de 2025, ter feito uma transferência via pix neste valor.  O ex-deputado federal não citou na conversa, entretanto, outros repasses ou fontes de dinheiro nem explicou por que ele não conseguiria pagar as prestações da casa financiada no Brasil se recebeu R$ 2 milhões. O Intercept confirmou o endereço onde Eduardo vive em Southlake a partir de registros públicos do estado do Texas, dados comerciais de inteligência, do cruzamento de publicações da própria família Bolsonaro nas redes sociais e reportagem de campo.  O próprio Eduardo Bolsonaro também ajudou a confirmar nossa apuração ao registrar um boletim de ocorrência na polícia após um repórter do Intercept ir até a residência para verificar a informação e pedir uma entrevista, na sexta-feira passada, 22. Ao chegar até a mansão, em uma rua que tem acesso público e livre, ele caminhou pela calçada e tocou a campainha. Heloísa, esposa de Eduardo, abriu. O repórter informou que trabalhava para o Intercept, perguntou se o ex-deputado estava e se o casal estava disponível para uma entrevista. Após a negativa, agradeceu e foi embora. Minutos depois, Eduardo acionou a polícia local alegando que um indivíduo estava batendo na porta e rondando a casa. Os policiais estiveram no local para atender o chamado. No boletim de ocorrência, ao qual tivemos acesso, e em resposta ao Intercept, a polícia de Southlake informou que não há investigação aberta sobre o caso – ou seja, não houve crime. Nos Estados Unidos, o exercício livre da imprensa está garantido pela Primeira Emenda da Constituição.  No entanto, o clã Bolsonaro e seus aliados passaram o fim de semana acusando falsamente o Intercept de crimes e proferindo ameaças em antecipação a esta reportagem. O Intercept tentou um novo contato com Eduardo nesta quarta-feira, 27, para questioná-lo sobre os pontos citados nesta reportagem. Não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto. Mansão à beira lago foi alugada em fevereiro A mansão onde mora Eduardo Bolsonaro pertence, desde 12 de setembro de 2019, ao Bunce Family Trust, um fundo familiar privado registrado em nome dos trustees, os administradores legais, Christopher Bunce e Natalie Bunce. O Intercept tentou contatá-los, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Trust, no direito dos Estados Unidos, é uma figura sem equivalente exato no Brasil, mas com lógica próxima à de uma holding familiar. Até fevereiro passado, a mansão estava disponível para alugar e foi listada pela corretora Sotheby’s, conhecida pela atuação no segmento de imóveis de alto padrão. O valor anunciado era de 5.950 dólares por mês – cerca de R$ 30 mil mensais. Um anúncio em outra plataforma de locação informa que a casa foi alugada em 4 de fevereiro de 2026. Com quatro quartos e piscina, a mansão onde Eduardo mora no Texas tem 424 metros quadrados de área total construída em um terreno de 1.366 metros quadrados. Também desfruta de acesso a um clube com quadras de tênis e a uma lagoa.  No Zillow, o principal portal imobiliário dos Estados Unidos, a propriedade é avaliada em 1,22 milhão de dólares (mais de R$ 6 milhões) – quatro vezes maior do que a média do estado. Eduardo vive fora do Brasil há mais de um ano O paradeiro de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos é rodeado de mistério desde que ele saiu do país, em fevereiro de 2025, e começou a articular à distância medidas contra o Brasil – o que o tornou alvo de uma investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal, o STF.  Os registros oficiais da Câmara dos Deputados mostram que Eduardo, então deputado pelo PL de São Paulo, entrou com pedidos de licença de 122 dias, em 20 de março - [Câmara de Nova Friburgo aprova em primeira votação projeto que cria auxílio-alimentação para vereadores](https://politicariabrasileira.blog.br/camara-de-nova-friburgo-aprova-em-primeira-votacao-projeto-que-cria-auxilio-alimentacao-para-vereadores/): Câmara de Nova Friburgo aprova em primeira votação projeto que cria auxílio-alimentação para vereadores Texto foi aprovado por 11 votos a 8, em meio a protestos no plenário, e ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção do prefeito. Por Nathalia Rebello | g1 27/05/2026 Câmara Municipal de Nova Friburgo — Foto: Divulgação Nova Friburgo – A Câmara Municipal de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 193/2026, que cria um auxílio-alimentação para os vereadores do município. A proposta foi aprovada por 11 votos favoráveis e 8 contrários. Dois parlamentares não participaram da votação. O projeto prevê a concessão de um vale-alimentação de R$ 1 mil mensais para cada um dos 21 vereadores da cidade. Caso seja implementada, a medida representará um gasto anual estimado em cerca de R$ 250 mil aos cofres do Legislativo municipal. A votação foi marcada por debates acalorados, manifestações do público presente e discussões entre parlamentares. Durante a sessão, moradores e servidores municipais vaiaram vereadores que votaram a favor da proposta e protestaram contra a criação do benefício. Segundo a Câmara Municipal, o projeto foi elaborado com base em orientações técnicas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e segue o princípio da isonomia com benefícios já concedidos aos servidores do Poder Legislativo. Além disso, uma emenda parlamentar foi apresentada tornando o recebimento do benefício facultativo. Caso a proposta seja definitivamente aprovada, cada vereador poderá decidir se aceita ou não receber o auxílio. Em nota, a Câmara informou ainda que eventuais pagamentos serão divulgados de forma detalhada no Portal da Transparência. Votaram a favor do projeto:  Ângelo Gaguinho (PL) Wallace Piram (PL) Max Bill (MDB) Dirceu Tardem (PL) Carlinhos do Kiko (PL) Bruno Silva (MDB) Cascão do Povo (Podemos) Claudio Leandro (PL) Evandro Miguel (MDB) Janio de Carvalho (União) Tia Karla (Republicanos)   Votaram contra: Maiara Felício (PT) Maicon Gonçalves (Mobiliza) Claudio Damião (PT) Christiano Huguenin (PP) Marcos Marins (PSD) Gabriel do Zezinho (Solidariedade) Rômulo Pimentel (Podemos) José Carlos Schuabb (União) Os vereadores Isaque Demani (PL) e Joelson do Pote (PDT) não participaram da votação.   O vereador Maicon Gonçalves (Mobiliza) afirmou que, embora seja contrário à proposta, considera injusta a postura de parlamentares que também se dizem contrários ao benefício, mas solicitam diárias para viagens e outras despesas. “Porque tem diária aqui na Câmara que é solicitada para consulta médica, tem outras coisas que são solicitadas em sessões e que vocês também acompanham. É importante falar sobre isso. Eu sou contrário, não quero o benefício e nunca quis o benefício, mas vejo muita gente que quer. Então é importante ficar atento a isso. Às vezes a pessoa diz que não quer o benefício, mas pede diária”, disse. Já o vereador Cascão do Povo (Podemos) declarou voto favorável ao projeto em meio a discussões com o público presente. “Eu vou votar favorável, presidente.” Nesse momento, parte da plateia começou a vaiar o parlamentar, que reagiu ironicamente, batendo palmas. “E é o seguinte: respeitando todos os parlamentares desta Casa, o parlamentar que votar contra isso hoje e depois fizer o pedido, eu vou expor. Vou fazer um requerimento.” Em seguida, um homem que acompanhava a sessão interrompeu o vereador e afirmou: “Isso é justificar um erro pelo outro.” Cascão respondeu: “Ninguém está falando nada com Vossa Excelência. O senhor se atente ao seu lugar, tá? Respeito é algo que vocês também têm que ter.” A vereadora Maiara Felício (PT) afirmou que não conseguiria votar favoravelmente ao projeto e justificou sua posição citando dificuldades enfrentadas por servidores municipais. “Eu não consigo ser favorável. Acabei de defender um requerimento de informação denunciando que servidores do nosso município estão tendo o tempo de terapia dos seus filhos reduzido. Essa é a realidade dos servidores do nosso território. Por coerência com aquilo que defendo, não vou fazer escândalo nem entrar nessa bola dividida. E, gente, o que mais existe hoje é palco e mídia”, disse. Na justificativa de voto, o vereador Bruno Silva (MDB) também se declarou contrário ao projeto e entrou em discussão com pessoas que estavam na plateia após ser questionado sobre quais parlamentares estaria acusando de utilizarem diárias em benefício próprio. “Hipocrisia é o ato de fingir possuir virtudes, ideias ou sentimentos que a pessoa, na verdade, não possui. Eu digo isso porque tem parlamentar que está gritando aqui, dizendo que é contra o vale-alimentação, mas eu vejo pedindo diárias, pedindo dinheiro para ir à ONU, para ir aos Estados Unidos e para outros lugares. Chega aqui hoje e também se posiciona contra” , disse. Ao ser cobrado pelo público para citar nomes, o vereador respondeu: “É só vocês entrarem no site e pesquisarem.” A fala foi recebida com vaias por parte dos presentes, e o parlamentar continuou o discurso em meio às manifestações da plateia. Protestos e críticas A aprovação ocorreu em meio a manifestações contrárias dentro do plenário. Parte dos protestos foi liderada por servidores públicos municipais, que questionaram a diferença entre o benefício proposto aos vereadores e o auxílio-alimentação recebido por parte dos funcionários da prefeitura. Atualmente, segundo relatos apresentados durante a sessão pelos manifestantes, alguns servidores municipais recebem cerca de R$ 180 mensais de auxílio-alimentação, o que representa aproximadamente R$ 9 por dia. Vereadores favoráveis como Bruno Silva (MDB) e Cascão do Povo (Podemos) chegaram a discutir com a plateia quando foram vaiados pelas suas justificativas. Próximos passos Por se tratar de um projeto de lei ordinária, a proposta ainda precisa ser analisada em uma segunda discussão e votação no plenário da Câmara Municipal. A data da nova votação ainda não foi definida. Se o texto for aprovado novamente, seguirá para análise do prefeito, que terá prazo legal para sancionar ou vetar a proposta. Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroMobilizaNova Friburgo RJPL Partido LiberalPLO Projeto de Lei OrdináriaPodemosPP ProgressistasPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRepublicanosSolidariedadeTCE-RJUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Varredura encontra grampos no gabinete - ['Foi muito tiro', diz prima de um dos pedreiros mortos em São Gonçalo, RJ; moradores dizem que PM confundiu homens com bandidos](https://politicariabrasileira.blog.br/foi-muito-tiro-diz-prima-de-um-dos-pedreiros-mortos-em-sao-goncalo-rj-moradores-dizem-que-pm-confundiu-homens-com-bandidos/): ‘Foi muito tiro’, diz prima de um dos pedreiros mortos em São Gonçalo, RJ; moradores dizem que PM confundiu homens com bandidos Testemunhas dizem que Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, eram pedreiros e estavam com ferramentas e marmitas para começar obra na região da Ipuca. Por Erick Rianelli, Guilherme Santos, Marco Antônio Martins e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 27/05/2026 Dois trabalhadores são mortos durante ação da PM no Jardim Catarina — Foto: O São Gonçalo A prima de um dos homens mortos a tiros pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (27) em São Gonçalo defende que o parente não era bandido e que morreu de maneira covarde. Testemunhas dizem que Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, eram pedreiros e estavam com ferramentas e marmitas para começar obra na região da Ipuca, no bairro Jardim Catarina. “Meu primo saindo para trabalhar, não sei se foi Bope, se foi Core, só sei que deram uma rajada de tiro para cima dele. Não foi pouco, não, foi muito tiro”, lamenta a prima, que preferiu não se identificar. “Morreu de maneira covarde, e eu lamento muito pela morte do meu primo. Eu cuidei dele, eu posso dizer, ele não era bandido, não era, porque se fosse eu colocava a cara aqui para falar, mas ele não era, morreu na covardia”, completa. Em nota, a PM lamentou as mortes. “A corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso.” (Veja a nota na íntegra no final da reportagem). Segundo relatos de testemunhas, os dois foram baleados no momento em que saíam de casa para trabalhar. Moradores contaram que os disparos aconteceram entre 7h e 7h30. Não está claro de onde os tiros partiram. Mas, testemunhas contam que os agentes estavam no local em apoio a uma operadora de telefonia. Não se sabe se os agentes estavam portando as câmeras corporais. Um dos homens também seria o dono de um bar na região da Ipuca e, naquele momento, teria ido ajudar o amigo como ajudante de pedreiro em uma obra para complementar a renda. Os dois homens foram encontrados caídos no chão ao lado de ferramentas de obra. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga o caso. BR fechada e aulas suspensas Por conta das mortes, moradores do Jardim Catarina fecharam a BR-101, na altura do KM 306, no sentido Rio. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), manifestantes atearam fogo em pneus por volta das 9h20, e, apesar de a situação ter sido inicialmente controlada, o grupo permaneceu às margens da rodovia. Às 9h55, a pista chegou a ser totalmente fechada, sendo parcialmente liberada às 10h02. Segundo a concessionária Autopista Fluminense, a faixa da direita ficou bloqueada, causando cerca de 1 km de congestionamento. Equipes da PRF, Corpo de Bombeiros e da concessionária atuam no local. Por sua vez, a Prefeitura de São Gonçalo informou que a Unidade de Saúde Familiar Agenor José da Silva está fechada. Já a Unidade Municipal de Educação Infantil Augusto de Freitas Lessa e o CIEP 051 Municipalizado Anita Garibaldi tiveram as aulas suspensas nesta manhã. O que dizem os citados “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que , de acordo com o comando do 7º BPM (São Gonçalo), um procedimento apuratório segue em curso para averiguar todas as circunstâncias na qual policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante ocupação na localidade de Ipuca, na manhã desta quarta-feira (27/05). O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios da região foi acionada. A Corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso.” Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMPRF Polícia Rodoviária FederalRegião Metropolitana e Baixada Fluminenserodovia BR-101São Gonçalo RJ ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF diz que BRB participou de fraudes em aportes bilionários no Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-diz-que-brb-participou-de-fraudes-em-aportes-bilionarios-no-banco-master/): PF diz que BRB participou de fraudes em aportes bilionários no Banco Master Investigação aponta que banco público conhecia suspeitas sobre carteiras falsas e manteve operações para dar liquidez ao Master Por Marina Finelli | BP Money 27/05/2026 Foto: Montagem/ABCdoABC A Polícia Federal concluiu que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas irregularidades envolvendo aportes bilionários no Banco Master e não pode ser tratado como vítima do esquema investigado. A apuração envolve operações que somaram cerca de R$ 12 bilhões por meio da compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas. O relatório sigiloso foi enviado ao ministro André Mendonça, do STF, no mês passado. O documento serviu de base para justificar a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acusado de receber R$ 146 milhões em imóveis como propina. PF aponta que BRB sabia das irregularidades Segundo a investigação, dirigentes do BRB tiveram conhecimento das suspeitas de fraude ainda no segundo semestre de 2024, quando começaram as operações com o Banco Master. Mesmo assim, os gestores decidiram manter os contratos. A PF afirma que documentos internos, depoimentos, mensagens e relatórios financeiros mostram que o banco ignorou alertas sobre problemas graves nas carteiras adquiridas. Os investigadores também destacam que o banco utilizava planilhas de Excel para controlar operações bilionárias e não possuía estruturas adequadas de governança para acompanhar os contratos. Auditoria encontrou planilhas falsas Como revelou o Estadão, uma auditoria interna do BRB detectou que parte das carteiras vendidas pelo Master continha e-mails falsos, idades fictícias e informações inconsistentes. Segundo a PF, a direção do BRB nunca entregou espontaneamente esse material às autoridades. Os investigadores só tiveram acesso aos documentos após apreensões realizadas na Operação Compliance Zero. A investigação também identificou pressão sobre funcionários para aprovar contratos em poucos minutos, sem análise técnica adequada. Diretoria alertou sobre riscos das operações Depoimentos colhidos pela PF mostram que integrantes da área jurídica do BRB recomendaram cautela desde março de 2025. O ex-diretor jurídico Jaques Maurício Ferreira Veloso afirmou que as operações começaram a gerar preocupação dentro do banco e que a documentação chegava aos diretores apenas no momento das votações. Em outra reunião, Luana registrou que Paulo Henrique Costa defendia a continuidade dos aportes porque “o Master iria quebrar” sem as operações. PF vê tentativa de legalizar contratos Na outra ponta da investigação, a PF apreendeu mensagens de Daniel Vorcaro e executivos do Banco Master discutindo alterações em documentos ligados às operações com o BRB. Segundo os investigadores, os diálogos mostram tentativas de ajustar contratos já assinados para tentar dar aparência de legalidade às transações. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF mira milícia digital de R$ 25 milhões ligada a Dr. Furlan, ex-aliado de Alcolumbre](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-mira-milicia-digital-de-r-25-milhoes-ligada-a-dr-furlan-ex-aliado-de-alcolumbre/): PF mira milícia digital de R$ 25 milhões ligada a Dr. Furlan, ex-aliado de Alcolumbre Operação Palanque Digital apura uso de verba da comunicação da Prefeitura de Macapá para autopromoção política, deepfakes e ataques a adversários no Amapá Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 27/05/2026 PF apura milícia digital ligada a Dr. Furlan – Dr. Furlan (MDB), prefeito de Macapá/Foto: Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá) Milicia Digital: A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Palanque Digital, no Amapá, para investigar uma suposta organização criminosa digital ligada ao ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), ex-aliado e hoje adversário do grupo do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo a PF, contratos de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá, na ordem de R$ 25 milhões, teriam sido usados para financiar autopromoção política, desinformação e ataques a adversários. A operação cumpre 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela, no Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura crimes eleitorais, crimes contra a Administração Pública, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados no curso do inquérito. A PF afirma que valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados de sua finalidade original para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação usados na divulgação de ações de caráter político-eleitoral. Dr. Furlan está entre os alvos da PF A nota oficial da PF não cita nomes. A apuração, no entanto, aponta Dr. Furlan como um dos principais alvos da Operação Palanque Digital. Também foram alvos ex-secretários municipais, comunicadores, influenciadores digitais, empresários da comunicação e donos de agência de publicidade. Entre os investigados está Juarez Menescal, ex-secretário de Comunicação da gestão Furlan em Macapá. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento dos mandados. Até o momento, a operação resultou na apreensão de R$ 65 mil em espécie, quatro armas de fogo e veículos. Duas pessoas foram presas. Milícia digital de Dr. Furlan teria usado IA e deepfakes Segundo a investigação, a estrutura funcionava com divisão de tarefas, fluxo financeiro definido e núcleos voltados à produção de conteúdo político, ataques digitais e impulsionamento de narrativas favoráveis a Dr. Furlan. No topo da engrenagem estaria um núcleo estratégico responsável por definir os adversários a serem atacados, selecionar campanhas de promoção política e orientar a disseminação de conteúdos nas redes sociais. A apuração também aponta indícios de uso de inteligência artificial e deepfakes para criar vídeos, imagens e áudios manipulados. A rede teria produzido conteúdos falsos e ataques com teor homofóbico contra adversários políticos no Amapá. Dr. Furlan já era alvo da PF na Operação Paroxismo A Operação Palanque Digital é o novo capítulo de uma sequência de investigações federais envolvendo a antiga gestão de Dr. Furlan em Macapá. Em setembro de 2025, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contrato de R$ 69,3 milhões para obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Em março de 2026, a PF fez a segunda fase da operação, com mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o caso levou ao afastamento de servidores públicos por decisão judicial. Depois do avanço da investigação, Dr. Furlan deixou a Prefeitura de Macapá. A Câmara Municipal de Macapá oficializou a vacância do cargo em 17 de março. No documento, o ex-prefeito justificou a saída pelo desejo de disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026. Relação de Dr. Furlan com Alcolumbre mudou no Amapá Dr. Furlan se tornou uma peça central da política amapaense depois de derrotar Josiel Alcolumbre, irmão de Davi Alcolumbre, na eleição de 2020 para a Prefeitura de Macapá. À época, a Fórum mostrou que Furlan venceu Josiel no segundo turno, em uma disputa marcada pelo apagão que atingiu o Amapá. Antes disso, a eleição em Macapá havia sido uma das mais apertadas do país, com Josiel Alcolumbre e Dr. Furlan avançando ao segundo turno. Nos anos seguintes, Furlan chegou a dividir agendas administrativas com Alcolumbre, mas passou a se consolidar como adversário regional do grupo do presidente do Senado. A nova operação da PF atinge justamente a estrutura digital que, segundo a investigação, teria sido usada para sustentar a imagem política do ex-prefeito e atacar seus opositores no estado. O Amapá também tem sido palco de outras investigações federais com personagens ligados ao campo político local. A Fórum revelou recentemente que o deputado bolsonarista Vinicius Gurgel foi alvo de busca e apreensão no Amapá e que um suplente de Alcolumbre foi indiciado pela PF por suspeita de esquema no Dnit. Na Operação Palanque Digital, a PF investiga se a máquina pública municipal foi usada para financiar uma estrutura clandestina de comunicação política, com recursos públicos, manipulação digital e ataques coordenados contra adversários. Notícia anteriorPróxima notícia Belém PACanela RSDNIT Departamento Nacional de Infraestrutura de TransportesMacapá APPolícia Federal PFPrefeitoPSD Partido Social DemocráticoSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse  Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Arraial do Cabo: Instituto que aparece com R$ 60 mil de capital social seria vencedor de disputa por contrato de mais de R$ 40 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/arraial-do-cabo-instituto-que-aparece-com-r-60-mil-de-capital-social-seria-vencedor-de-disputa-por-contrato-de-mais-de-r-40-milhoes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Deverá acontecer às 10h desta quinta-feira (28), a retomada de um processo licitatório aberto em abril deste ano pela Prefeitura de Arraial do Cabo Por Elizeu Pires 27/05/2026 Arraial do Cabo: Instituto que aparece com R$ 60 mil de capital social seria vencedor de disputa por contrato de mais de R$ 40 milhões Com valor global estimado em mais de R$ 43 milhões, o Pregão Eletrônico 008/2026 foi suspenso para análise de documentos, quando a comissão de licitação já tinha definido como as melhores, propostas apresentadas pelo Instituto Rede de Apoio Social, isto depois de pelo menos um pedido de impugnação. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3](https://politicariabrasileira.blog.br/fim-da-escala-6x1-a-hipocrisia-de-sostenes-cavalcante-lider-do-pl-ao-propor-4x3/): Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Mesmo contra o fim da escala 6×1, Sóstenes Cavalcante anunciou apoio do PL à escala 4×3. Movimento repete tática usada na isenção do Imposto de Renda para desgastar o governo Lula. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 27/05/2026 Fim da escala 6×1: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – Foto: Lula Marques/Agência Brasil Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, anunciou nesta terça-feira (26) que a bancada vai defender a votação da PEC 8/2025 para tentar aprovar a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, na discussão sobre o fim da escala 6×1. O movimento ocorre às vésperas da reunião da comissão especial da Câmara marcada para esta quarta-feira (27), às 10h30, para discutir e votar o parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a redução da jornada de trabalho. A guinada expõe a contradição do líder bolsonarista. O PL mudou de posição para tumultuar a votação e passou a defender a escala 4×3 depois de resistir ao avanço da proposta que acaba com a escala 6×1. Sóstenes Cavalcante muda discurso sobre escala 6×1 Em publicação no X, Sóstenes afirmou que o PL estaria “ao lado do trabalhador brasileiro” e que, após reunião da bancada, decidiu defender “a votação da PEC 8/2025, com destaque de preferência, para avançarmos na escala 4×3”. A PEC 8/2025, apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP), altera o artigo 7º da Constituição para prever a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana no Brasil. A proposta foi apensada à PEC 221/2019, que trata da redução gradual da jornada para 36 horas semanais. O parecer de Leo Prates, apresentado na segunda-feira (25), recomenda a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, com dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos. Segundo a Câmara, a transição seria feita em 14 meses. A contradição foi apontada nas redes pelo deputado Thiago Süssekind (União-RJ), que recuperou a mudança de postura do líder do PL no debate sobre o fim da escala 6×1. PL repete tática usada na isenção do Imposto de Renda A ofensiva do PL lembra a estratégia adotada na votação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Naquele caso, Sóstenes apresentou um projeto para elevar a faixa de isenção a R$ 10 mil, proposta de maior apelo popular, mas com impacto fiscal muito superior. O PL 400/2025, de autoria de Sóstenes, foi apresentado em fevereiro de 2025 e prevê isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 10 mil. A proposta foi protocolada enquanto o governo Lula defendia a ampliação da isenção para até R$ 5 mil, com compensação por meio de tributação mínima sobre altas rendas. Em outubro, a Câmara aprovou o projeto do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. O texto cria, como compensação, um patamar mínimo de 10% de IR para contribuintes de alta renda. A lógica política é semelhante. O PL se coloca publicamente a favor de uma pauta popular, mas apresenta uma versão mais maximalista, de difícil acomodação fiscal ou legislativa, para tentar emparedar o governo e a esquerda. Escala 4×3 vira arma contra Lula Ao defender a escala 4×3 no momento decisivo da tramitação, Sóstenes tenta inverter o desgaste. O partido que vinha resistindo à redução da jornada passa a acusar PT, PSOL e governo Lula de não apoiarem uma proposta ainda mais generosa ao trabalhador. A movimentação ocorre em meio à pressão social pelo fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A pauta ganhou força no Congresso após mobilização popular e passou a ser tratada como uma das principais agendas trabalhistas do ano. Na prática, a proposta do relator acaba com a escala 6×1 ao estabelecer dois dias de descanso por semana. Já a ofensiva de Sóstenes e do PL tenta deslocar o centro do debate para a escala 4×3 e transformar uma reivindicação dos trabalhadores em instrumento de desgaste contra o governo Lula. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputada FederalDeputado FederalImposto de Renda IRPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPSOLPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosUnião Brasil Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ ajuíza ação para que a Prefeitura elabore Plano Diretor de Comendador Levy Gasparian](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-para-que-a-prefeitura-elabore-plano-diretor-de-comendador-levy-gasparian/): MPRJ ajuíza ação para que a Prefeitura elabore Plano Diretor de Comendador Levy Gasparian A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Três Rios ajuizou, no último dia 22/06, uma ação civil pública (ACP), com pedido de liminar, para que o Município de Comendador Levy Gasparian elabore um Plano Diretor e uma Carta Geotécnica de Aptidão à Urbanização, a fim de garantir o planejamento urbano e fortalecer a prevenção de desastres. Por MPRJ 30/06/2026 MPRJ ajuíza ação para que a Prefeitura elabore Plano Diretor de Comendador Levy Gasparian O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requer que a medida seja adotada no prazo de 20 dias úteis, com a apresentação de um cronograma formal de trabalho, além da definição de mecanismos de transparência e de participação social. Requer, ainda, que, durante o curso da ação, sejam apresentados ao Juízo relatórios mensais sobre o andamento do plano de ação. De acordo com a ACP, desde 2004, Levy Gasparian comunicou ao governo federal ao menos dez ocorrências de desastres relacionados a alagamentos, inundações, deslizamentos, enxurradas e colapso de edificações. Em 2023, o município foi incluído na lista nacional de municípios com alta suscetibilidade à ocorrência desses eventos. A Promotoria de Justiça ressalta que, durante uma reunião, representantes da Prefeitura informaram que pretendiam elaborar o Plano Diretor com recursos provenientes de uma compensação ambiental. No entanto, a documentação prometida não foi apresentada, e diversos ofícios encaminhados pelo MPRJ permaneceram sem resposta. Em caso de descumprimento, o MPRJ requer a aplicação de multa diária, em valor a ser fixado pelo Juízo. Notícia anteriorPróxima notícia Comendador Levy Gasparian RJMP-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-cumpre-segunda-fase-da-operacao-anafora-que-investiga-desvios-de-recursos-na-area-da-saude-na-cidade-de-duque-de-caxias/): PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias A PF e a CGU investigam um suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa pela Secretaria de Saúde de Caxias cujos aditivos teriam ultrapassado R$ 563 milhões em dois anos. Por Bruno Pavan | CNBC 30/06/2026 Dinheiro apreendido na Operação Anáfora | Divulgação/ Polícia Federal A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a segunda fase da Operação Anáfora. O objetivo da ação é combater um esquema de lavagem de dinheiro abastecido pelo desvio de recursos públicos, com foco especial em verbas que deveriam ser destinadas à área da saúde na cidade de Duque de Caxias. Na primeira fase, deflagrada em 2022, o ex-prefeito de Duque de Caxias e candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro, Washington Reis (MDB), e o empresário Mário Peixoto eram os principais nomes investigados. Reis foi afastado na chapa de Castro posteriormente, dando lugar a Thiago Pampolha. Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão. Destes, dez foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal, enquanto os outros quatro foram determinados pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), por envolverem alvos com foro privilegiado. Os mandados são cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, em Niterói e em Duque de Caxias. Evolução das investigações As investigações sobre a lavagem de capitais ganharam força após os desdobramentos da primeira fase da operação, ocorrida em 2022. De acordo com a PF, os suspeitos utilizavam “laranjas” para ocultar bens próprios, ostentavam um padrão de vida com despesas incompatíveis com a renda declarada e participavam ativamente de transações imobiliárias suspeitas. A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam um suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria de Saúde de Caxias. O contrato e seus aditivos ultrapassaram R$ 563,5 milhões em pouco mais de dois anos. “A cooperativa em questão pertence a uma estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no Estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas”, afirmou a PF. Os nomes dos alvos não foram divulgados. Próximos passos e penalidades Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A PF informou que os investigados serão responsabilizados na medida de suas participações e que novos crimes podem ser identificados com o avanço da análise dos materiais apreendidos nesta terça-feira. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoDuque de Caxias RJGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroNiterói RJPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJTribunal Regional Federal TRFVice-governador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias 30/06/2026 PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO) 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Vorcaro pagou? Eduardo Bolsonaro vê jogo do Brasil em área vip de R$ 180 mil o ingresso](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-pagou-eduardo-bolsonaro-ve-jogo-do-brasil-em-area-vip-de-r-180-mil-o-ingresso/): Vorcaro pagou? Eduardo Bolsonaro vê jogo do Brasil em área vip de R$ 180 mil o ingresso Aparição em espaço de luxo ocorre em meio a dúvidas sobre como Eduardo Bolsonaro se mantém nos Estados Unidos desde 2025 Por Raony Salvador | Fórum 29/06/2026 Eduardo Bolsonaro vê jogo do Brasil em área vip de R$ 180 mil o ingresso | Foto: Reprodução Eduardo Bolsonaro foi visto nesta segunda-feira (29) na área VIP do NRG Stadium, em Houston, antes da partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo de 2026. Imagens divulgadas pelo portal LeoDias mostram o ex-deputado federal circulando pelo setor reservado, cumprimentando torcedores, conversando com admiradores e posando para fotos. A presença de Eduardo no espaço VIP levanta uma pergunta ainda sem resposta pública: quem pagou o ingresso? Ou ainda como no filme de 1992: qual A Mão que Balança o Berço esplêndido do ex-deputado?  De acordo com o levantamento feito pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, os tickets mais exclusivos para a partida custam cerca de US$ 35 mil cada, o equivalente a cerca de R$ 180 mil.  Até o momento, no entanto, não há informação se a entrada foi comprada por ele, recebida como convite ou oferecida por terceiros. A dúvida ganha relevância pelo contexto financeiro e jurídico do ex-parlamentar. Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, perdeu o mandato de deputado federal, tornou-se inelegível e teve bens bloqueados pela Justiça brasileira. Em sua última prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral, antes das eleições de 2022, Eduardo declarou patrimônio de R$ 1,76 milhão. Desse total, R$ 1 milhão correspondia a um imóvel financiado. Ele também informou ter R$ 160 mil em um imóvel quitado e R$ 600 mil depositados em banco, valor que, segundo declarou, veio da venda de um curso online. Em vídeo publicado no Instagram em 17 de maio, Eduardo negou ser dono de uma casa em Arlington, nos Estados Unidos, que havia sido citada em reportagens. Na mesma gravação, afirmou que mora “de aluguel” e disse ter dificuldade para “honrar as parcelas” de um imóvel financiado no Brasil. No mesmo dia, em live com Paulo Figueiredo, Eduardo afirmou que se mantém nos EUA com “renda passiva”. Também citou ter recebido R$ 2 milhões de uma campanha feita por Jair Bolsonaro. O ex-presidente disse à PF, em junho de 2025, ter feito uma transferência via Pix nesse valor ao filho. Reportagem do Intercept Brasil apontou que Eduardo vive em uma mansão em Southlake, no Texas, avaliada em cerca de R$ 6 milhões e anunciada anteriormente para aluguel de aproximadamente R$ 30 mil por mês. A situação também é acompanhada pela Polícia Federal, que apura se recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram usados para bancar a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. A suspeita surgiu no contexto das investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo reportagens baseadas em áudio revelado pelo Intercept, Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar a produção. Parte dos valores teria sido repassada. Os envolvidos negam irregularidades, e a produtora do filme nega ter recebido dinheiro do banqueiro. Outro ponto de atenção é a participação de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Calixto era gestor do fundo que recebeu recursos destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro, segundo as apurações divulgadas. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPixPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/psdb-e-psd-pagaram-r-11-milhao-para-aliada-da-rainha-do-po-em-mg-video/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Táxi aéreo contratado por PSD e PSDB é de mulher citada pelo MPF como gerente da quadrilha de Karine Campos, a “rainha do pó” Por Andre Shalders | Metrópoles 29/06/2026 PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão a empresa ligada à “rainha do pó” O PSDB Nacional e o PSD de Minas Gerais pagaram pelo menos R$ 1,1 milhão a uma empresa de táxi aéreo pertencente a uma mulher denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por integrar a quadrilha de Karine Campos, considerada a maior traficante de cocaína do Brasil. A empresa de táxi aéreo se chama CNM Aviação. A sigla vem do sobrenome da dona, Juliana Costa Nobre Magalhães. Ela é irmã do traficante Leonardo Costa Nobre e, em 2023, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por formação de quadrilha. Na denúncia, o MPF descreve Juliana como “gerente-executiva” da quadrilha. Do total gasto com voos, R$ 551,7 mil foram desembolsados pelo PSDB Nacional, e os R$ 555,4 mil restantes foram contratados pelo PSD de Minas Gerais. No caso do PSDB, os gastos ocorreram em abril e maio de 2022 — na época, a legenda era presidida pelo ex-deputado federal Bruno Araújo. Já as despesas do PSD de Minas se concentram entre maio e setembro de 2022, já no período eleitoral daquele ano. Houve também uma nota de R$ 22,2 mil em junho de 2023. Os gastos com a CNM Aviação estão registrados no repositório de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles foram consultados pela coluna usando um script simples na linguagem de programação R. Juliana foi investigada na Operação Flight Level, da Polícia Federal, que apura o funcionamento de uma quadrilha que supostamente enviava cocaína para a Europa. Seu irmão, Leonardo Costa Nobre, é considerado um dos líderes do grupo pelos investigadores. Ambos trabalham, segundo os investigadores, para a traficante Karine Campos, considerada a maior exportadora de cocaína do país. A CNM Aviação foi aberta por Juliana em 2021, pouco depois da deflagração da Flight Level. A empresa ocupa o mesmo hangar que antes era usado por uma firma de Leonardo Costa Nobre, a BHZ Táxi Aéreo. Em 2020, na gestão da BHZ, o mesmo hangar hoje ocupado pela CNM foi a origem de 175 kg de cocaína apreendidos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Como mostrou a coluna, a CNM recebeu R$ 54 mil da campanha de Alexandre Kalil ao governo de Minas pelo PSD em 2022 — hoje, ele é do PDT. A empresa recebeu ainda R$ 14,7 mil da campanha do deputado federal Eros Biondini (PL) em 2022 e R$ 14,1 mil da filha dele, a deputada estadual e cantora gospel Chiara Biondini (PL). Mais recentemente, em abril deste ano, a empresa passou a arrendar uma aeronave pertencente ao deputado federal Fred Costa (PRD-MG). Ele disse desconhecer a investigação sobre a empresa. Procurado, o PSDB disse que a empresa “apresentou toda a documentação necessária”. “O PSDB contratou, em 2022, uma empresa de táxi aéreo com CNPJ ativo, regular e com autorização para operar, que apresentou toda a documentação exigida para a prestação do serviço, incluindo certificados, seguros e licenças dos órgãos competentes. Tudo ocorreu dentro dos procedimentos administrativos adotados em todas as contratações realizadas pelo partido”, disse a legenda, em nota. “Os serviços prestados foram devidamente comprovados com a apresentação da documentação exigida pela Justiça Eleitoral. O PSDB não tem qualquer vínculo com essa e nem com qualquer outra empresa prestadora de serviço contratada”, disse o partido. O PSD também disse desconhecer as investigações à época da contratação. “Nas eleições gerais de 2022, o partido, após análise rigorosa do CNPJ e demais dados, contratou a empresa para prestação de serviços de táxi aéreo, conforme previsto pela legislação. Não se verificou, à época, nenhuma irregularidade”, disse o PSD em nota. O envolvimento com a quadrilha da “rainha do pó” Na denúncia de 2023 contra a quadrilha, o MPF atribuiu a Juliana Costa Nobre, dona da CNM, o papel de “gerente-executiva” da organização criminosa de Karine Campos, apelidada pela polícia de “rainha do pó” e considerada uma das maiores traficantes do país. Atualmente, ela está foragida. Juliana foi presa preventivamente e posteriormente liberada, antes de ser denunciada, em 2023, pelo crime de formação de quadrilha. O caso tramita na Justiça Federal em Minas Gerais. Após a prisão de seu irmão Leonardo e de André Eleutério, que dividia a liderança do grupo com ele, Juliana “assumiu a gestão dos negócios ilícitos antes gerenciados por Leonardo, seu irmão, mediante o uso de documentos falsos e a criação de empresas fraudulentas”, disse o MPF. “Juliana constituiu e administrou, em nome de André e de Leonardo, a empresa CNM Aviação e Táxi Aéreo no mesmo endereço da empresa BHZ, permitindo a ambos que continuassem auferindo vantagens econômicas por meio de bens e ativos que constituem produto ou proveito econômico do tráfico internacional de drogas e da lavagem de dinheiro praticados pela organização criminosa”, diz o MPF. “Com plena consciência de que sua conduta favorecia os negócios ilícitos da organização criminosa gerenciada por André e por Leonardo, Juliana emprestou seu nome para a constituição de uma nova pessoa jurídica, a CNM Aviação, a fim de ‘reativar’ o hangar anteriormente utilizado pela empresa BHZ”, diz a denúncia do Ministério Público. Empresária usou “procuração” de homem morto desde 1992 Na denúncia, o MPF narra ainda a existência de uma procuração outorgando a Juliana o direito de gerir o contrato do hangar no Aeroporto da Pampulha, onde funciona a CNM Aviação. Só há um problema: o documento, datado de 2021, foi “assinado” por um homem falecido em 1992. A procuração foi encontrada na conta de Juliana em um serviço de armazenamento de dados da Apple. O documento é datado de 13 de setembro de 2021 e “assinado” por Carmelito Cerqueira Lima, que, no entanto, faleceu em 7 de dezembro de 1992, em Itambé (BA). Na nuvem, havia também uma identidade falsa de Carmelito, emitida em - [Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação contra "rachadinha"](https://politicariabrasileira.blog.br/presidente-da-camara-de-curitiba-e-alvo-de-operacao-contra-rachadinha/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta segunda-feira (29) pelo Gaeco, que também apura um esquema de venda de cargos Por Gabriela Garcia | CNN Brasil 29/06/2026 O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD) • Diretoria de Comunicação Social/CMC Porto Alegre – O presidente da Câmara Municipal de Curitiba (PR), vereador Tico Kuzma (PSD), foi alvo de uma operação, nesta segunda-feira (29), que apura um esquema de “rachadinha” e venda de cargos. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal no âmbito da Operação Prática Corrente, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público. Conforme o MP, as ordens judiciais foram cumpridas em endereços ligados aos investigados, entre eles a Câmara Municipal de Curitiba. Os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos e documentos que passarão por perícia. Uma quantia de dinheiro em espécie também foi apreendida, mas os valores não foram contabilizados até o momento. No início da sessão plenária desta segunda-feira, Kuzma se pronunciou sobre a operação. “Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de ma-fé, criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio de redes sociais e também da imprensa”, afirmou. Além disso, o parlamentar disse que não foi formalmente comunicado sobre os fatos que motivaram a medida e que está buscando informações junto às autoridades competentes. Disse também que sua postura será de “absoluta tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade”. Kuzma também falou em nome da Câmara e afirmou que a Casa manterá uma postura de colaboração com as autoridades e que, assim que houver conhecimento oficial dos fatos, serão prestados esclarecimentos à população, à imprensa e aos vereadores. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-trava-fim-da-escala-6x1-mas-acelera-pec-que-impoe-rombo-de-r-28-bilhoes-ao-governo-lula/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Presidente do Senado usa controle da pauta para encurralar o Planalto: segura redução da jornada de trabalho enquanto avança com aposentadoria especial que agrava déficit previdenciário. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 29/06/2026 Davi Alcolumbre – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Em uma demonstração de poder que explicita o uso do tempo legislativo como ferramenta de chantagem política, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) adotou uma estratégia de pauta dupla no Senado Federal para encurralar a equipe econômica e a articulação política do governo Lula. De um lado, o presidente da Casa pautou para esta terça-feira (30) a PEC 14/2021, uma “pauta-bomba” que cria aposentadoria especial para agentes de saúde com impacto atuarial estimado em R$ 28 bilhões. De outro, mantém paralisada há mais de um mês a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, uma das vitrines sociais e eleitorais do Palácio do Planalto para 2026. A bomba fiscal de R$ 28 bilhões no plenário A ofensiva com a PEC 14/2021 ocorre à revelia dos alertas fiscais. A proposta institui regras de aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias (idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 para homens). Ao acelerar a tramitação, Alcolumbre faz um aceno a uma base de quase 400 mil trabalhadores do SUS, transferindo o custo político de barrar o texto para o Executivo. Uma nota técnica do Ministério da Previdência Social revela o grau de comprometimento das contas públicas: a aprovação da matéria geraria um déficit atuarial de R$ 28,11 bilhões. Na próxima década, a insuficiência financeira dos regimes previdenciários dispararia dos atuais R$ 59,46 bilhões para R$ 84,18 bilhões. A área técnica do governo estima que 63% desse rombo recairá sobre estados e municípios (RPPS) e 37% sobre a União (RGPS). O sequestro do fim da escala 6×1 Enquanto a “pauta-bomba” avança a passos largos, o combate à jornada exaustiva de trabalho segue na gaveta. Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a PEC 221/2019 — que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1 sem corte salarial, completou um mês parada à espera de um simples despacho de Alcolumbre. Como já detalhado pela cobertura da Fórum, o Planalto trata a proposta como pauta prioritária. No entanto, o presidente do Senado resiste ao rito expresso (envio direto à Comissão de Constituição e Justiça e, depois, ao plenário) defendido pelo governo, argumentando que a Casa “não será carimbadora” e que o texto precisa passar por mais comissões temáticas, atendendo ao lobby de entidades empresariais. A assimetria no tratamento de projetos evidencia o jogo duro. Enquanto a PEC do fim da escala 6×1 amarga um mês de inércia, a PEC 12/2026, do senador bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN), que cria um modelo de contratação por hora e flexibiliza a jornada, foi despachada para a CCJ no mesmo dia em que chegou ao Senado. Pressão nas ruas e o calendário eleitoral O estrangulamento da pauta forçou o Planalto a agir. A missão de destravar a PEC 221/2019 foi entregue à nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que tenta garantir a votação antes do recesso parlamentar de 17 de julho. O Planalto corre contra o relógio para evitar que o tema contamine o segundo semestre, quando o calendário eleitoral esvazia os corredores do Congresso. Sob forte pressão do governo e das redes, Alcolumbre finalmente convocou para esta quarta-feira (1º) a primeira reunião formal sobre a escala 6×1. O encontro sentará à mesma mesa Teresa Leitão, os deputados Erika Hilton (Psol-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), o senador Paulo Paim (PT-RS) e Rick Azevedo, líder do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A temperatura, contudo, deve subir antes da reunião. Movimentos sociais, incluindo a Frente Brasil Popular e o Povo sem Medo, convocaram um Dia Nacional de Mobilização para esta terça-feira (30), com atos espalhados por diversas capitais, exigindo que o Senado pare de barganhar com o tempo livre da classe trabalhadora enquanto aprova benesses de impacto bilionário. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Depois da casa arrombada, Tribunal de Contas decide ampliar fiscalização sobre investimentos públicos em instituições financeiras](https://politicariabrasileira.blog.br/depois-da-casa-arrombada-tribunal-de-contas-decide-ampliar-fiscalizacao-sobre-investimentos-publicos-em-instituicoes-financeiras/): Depois da casa arrombada, Tribunal de Contas decide ampliar fiscalização sobre investimentos públicos em instituições financeiras Sem maiores cuidados a Cedae e o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), investiram cerca de R$ 3 bilhões em papeis sem garantia no Banco Master. Isto aconteceu sem grandes atenções dos órgãos de controle, que se deram orientação contrária não conseguiram impedir que os aportes fossem feitas. Por Elizeu Pires 29/06/2026 TCE-RJ | Foto: Reprodução Na última sexta-feira (26), o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) anunciou ter ampliado sua atuação para fiscalização de investimentos em instituições financeiras feitos por órgãos do governo fluminense, citando ter consolidado “uma linha de controle que já produziu uma das mais relevantes investigações sobre a gestão de recursos públicos no país”.   De acordo com o TCE-RJ, seu conselho deliberativo “decidiu por uma auditoria extraordinária que amplia o escopo das análises dos investimentos e aplicações” feitas  pelo Rioprevidência. Segundo o órgão fiscalizador, “as novas apurações decorrem das análises técnicas realizadas pelo Tribunal durante o exame das contas de governo do estado referentes ao exercício de 2025, que identificaram inconsistências envolvendo mais de R$ 6,5 bilhões em aplicações financeiras e motivaram o aprofundamento das investigações”. Ainda segundo o divulgado TCE-RJ foi “o órgão responsável por identificar e levar ao escrutínio as aplicações bilionárias realizadas pelo Estado no Banco Master, trabalho de fiscalização que alcançou ampla repercussão nacional e internacional e reforçou o papel estratégico da Corte na proteção do patrimônio público”, e agora está ampliando “o alcance desse trabalho com a instauração da auditoria extraordinária para examinar investimentos realizados em outras instituições financeiras que também passaram a ser alvo de investigações, operações policiais ou questionamentos por órgãos de controle, entre elas o conglomerado Mirae Asset, o Banco Genial e o Banco Digimais”. Segundo o TCE-RJ, seu presidente, o conselheiro Márcio Pacheco, “determinou o levantamento de todos os processos fiscalizatórios em tramitação na Corte que tratam de instituições financeiras, como Banco Master, Banco Digimais e outras, bem como daqueles relacionados aos investimentos realizados pelos regimes próprios de previdência”, e “o objetivo é organizar e integrar as fiscalizações já em curso, permitindo uma atuação ainda mais eficiente e eficaz do Tribunal, com melhor coordenação das ações de controle, racionalização dos procedimentos e fortalecimento do acompanhamento técnico das matérias”. Ainda de acordo com o órgão, a atuação do não se limitariaa a um caso específico. “A fiscalização dos investimentos públicos não começou agora nem se limita a um caso específico. O TCE-RJ mantém uma atuação permanente para assegurar que os recursos da sociedade fluminense sejam administrados com segurança, responsabilidade e transparência. Os resultados que hoje ganham repercussão são fruto do trabalho técnico, criterioso e independente desenvolvido pela nossa Secretaria-Geral de Controle Externo e pelos auditores de controle externo, cuja atuação tem permitido identificar riscos, corrigir falhas e fortalecer a governança da administração pública”, destaca Márcio Pacheco. Resposta do Banco Genial “O Banco Genial possui mais de 15 anos de atuação no mercado financeiro, com trajetória de crescimento consistente, tendo alcançado mais de 3 milhões de clientes e mais de R$ 280 bilhões em ativos sob custódia, pautando sua atuação pelos mais elevados padrões de governança, controles internos e estrita observância das exigências regulatórias aplicáveis às instituições financeiras. O Banco Genial esclarece que não mantém recursos do Rioprevidência aplicados na instituição. A relação existente refere-se exclusivamente à custódia de títulos públicos federais pertencentes ao Rioprevidência, atividade isenta de taxa e exercida em conformidade com as normas aplicáveis ao mercado financeiro.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCedaeRioPrevidênciaTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Confrontos em Rio das Pedras chegam ao 10º dia; madrugada foi de tiroteio](https://politicariabrasileira.blog.br/confrontos-em-rio-das-pedras-chegam-ao-10o-dia-madrugada-foi-de-tiroteio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Atualmente, a região vive uma disputa entre traficantes e milicianos; entre a noite de domingo (28) e a madrugada desta segunda-feira (29), tiros puderam ser ouvidos até na Barra da Tijuca. Por Jefferson Monteiro | Bom Dia Rio 29/06/2026 Muzema e Rio das Pedras estão separados por menos de 2,5km — Foto: Reprodução/RJ2 Mais uma madrugada de violência deixou moradores assustados na Muzema e em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio, entre a noite de domingo (28) e a madrugada desta segunda-feira (29). Pelo menos dois tiroteios foram registrados na região, que vive uma disputa por território entre traficantes e milicianos há mais de dez dias. Segundo moradores, o primeiro confronto aconteceu por volta da meia-noite, na Muzema. De acordo com relatos de moradores, houve intensa troca de tiros. Segundo fontes da Polícia Militar, policiais do 31º BPM (Recreio) foram atacados por criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) durante um patrulhamento, o que provocou o confronto. Já o segundo episódio foi registrado por volta das 3h40, em Rio das Pedras, na região conhecida como Areal. Vídeos gravados por moradores mostram o barulho intenso e contínuo de disparos durante a madrugada. Em um dos registros, é possível ouvir rajadas de tiros por vários segundos. A região do Areal, onde houve o confronto mais recente, fica próxima ao Itanhangá e tem ligação com a Muzema, área que atualmente é dominada pelo CV. De acordo com relatos de quem mora na região, criminosos tentam avançar sobre Rio das Pedras para expandir a atuação, o que tem provocado troca constante de tiros. Moradores afirmam que os episódios de violência têm se tornado frequentes. Um deles relatou que o tiroteio desta madrugada durou cerca de meia hora. “Esse tiroteio durou cerca de 30 minutos, mais ou menos. Foi uma coisa assustadora, coisa que antigamente não tinha e que, de uns tempos pra cá, tá sendo diário. Todos os dias tá tendo tiroteio na Muzema, Rio das Pedras, e dá pra escutar da Barra da Tijuca”, disse. Outra moradora contou que acordou assustada com o barulho dos disparos, mesmo morando na Barra: “Eu estava dormindo e acordei assustada com barulho de tiro muito alto, muito alto. Parecia que tava aqui na rua. Eu moro na Barra da Tijuca, bem perto da Avenida das Américas, e dava pra ouvir como se fosse aqui no quintal de casa.” Na madrugada de domingo, segundo relatos, já havia ocorrido confronto na mesma região, o que reforça o clima de tensão constante entre os moradores. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Militar ainda não havia informado como está o esquema de policiamento na área nem se houve operações ou prisões relacionadas aos tiroteios. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Câmara de Belford Roxo mantém diretor condenado a 17 anos de prisão](https://politicariabrasileira.blog.br/camara-de-belford-roxo-mantem-diretor-condenado-a-17-anos-de-prisao/): Câmara de Belford Roxo mantém diretor condenado a 17 anos de prisão O presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo, Sidney Canella (União Brasil), até o final do expediente da última sexta-feira (26), não havia tomado nenhuma providência em relação ao diretor-geral da Casa, que, no dia 22 deste mês recebeu sentença da 2ª Vara Criminal da Comarca local, em processo no qual ele, João Paulo de Souza Costa e outros agentes púbicos e empresários foram denunciados por fraudes licitatórias que teriam ocorrido entre os anos de 2011 e 2015 na Prefeitura daquele município. Por Elizeu Pires 29/06/2026 João Paulo foi diretor da Casa nos períodos em Marquinho Gandra foi presidente e continua no cargo – Foto: Reprodução Há vários anos ocupando o mesmo cargo na Câmara, João Paulo foi condenado a penas de 3; 3,6; 4 e 7 anos, o que dá o total de 17 anos e seis meses de prisão. Ele e os outros sentenciados ainda podem recorrer a instâncias superiores, aguardando o julgamento dos recursos em liberdade. A aposta nos ambientes políticos locais era de que ele apresentasse pedido de exoneração por livre e espontânea vontade, assim como fez o agora ex-secretário de Governo, Carlos Eduardo Magalhães, que pediu para sair do cargo e foi atendido. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 PF reprime lavagem de dinheiro oriunda de desvio de recursos públicos 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Investigação aponta uso de 'ônibus fantasmas' para inflar patrimônio de empresa de transporte suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/investigacao-aponta-uso-de-onibus-fantasmas-para-inflar-patrimonio-de-empresa-de-transporte-suspeita-de-lavar-dinheiro-para-o-pcc-em-sp/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, a Transunião aumentou artificialmente seu capital social ao registrar ônibus como novos aportes, embora parte dos veículos já pertencesse à empresa ou estivesse em nome de supostos laranjas. De acordo com a investigação, a manobra teria sido usada para criar uma capacidade financeira fictícia e ampliar as chances da empresa em licitações. Por João de Mari | g1 SP 29/06/2026 Ônibus da empresa Transunião. Foto de 2022. — Foto: WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO São Paulo – A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público aponta o uso de “ônibus fantasmas” para inflar artificialmente o patrimônio da empresa Transunião e viabilizar sua participação em licitações públicas na capital paulista. A companhia é alvo da Operação Última Parada, deflagrada na quinta-feira (25). Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 104 de busca e apreensão. Entre os presos estão o vereador da capital Senival Moura (PT), Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão” e apontado como diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”, motorista e homem de confiança do parlamentar (leia mais abaixo). De acordo com os autos, os “ônibus fantasmas” não seriam veículos inexistentes, mas ônibus que figuravam nos registros societários e contábeis da empresa como novos aportes patrimoniais de acionistas para justificar um aumento de capital que, segundo os investigadores, não possuía lastro econômico real. Na prática, a investigação concluiu que parte desses veículos já integrava a própria frota operacional da Transunião ou estava formalmente vinculada a “laranjas”, como motoristas e cobradores, que, segundo a Polícia Civil e o MP-SP, não apresentavam capacidade financeira compatível com a aquisição de ônibus avaliados em centenas de milhares de reais. Segundo as apurações, essa engenharia societária permitiu que o capital social da Transunião saltasse de R$ 105 mil para R$ 50,2 milhões por meio de boletins de subscrição elaborados de forma padronizada e seriada, nos quais os veículos eram declarados como bens entregues pelos acionistas em troca de participação societária. O objetivo, de acordo com os investigadores, era atender às exigências previstas nos editais da Prefeitura de São Paulo, administrados pela SPTrans, que passaram a exigir das concessionárias a comprovação de capacidade econômico-financeira mínima e de patrimônio compatível com os lotes de transporte operados. Os documentos apontam que acionistas declaravam entregar micro-ônibus à empresa em troca de ações. Entretanto, as apurações indicam que, em diversos casos, essas pessoas jamais foram proprietárias dos veículos informados nos boletins de subscrição. Em outras situações, os ônibus apresentados como novos aportes patrimoniais já integravam a frota da própria Transunião. Na prática, segundo a investigação, a empresa “reaproveitava” contabilmente ativos que já lhe pertenciam para simular a entrada de novos bens e inflar de forma fictícia seu capital social. Para a Polícia Civil e o MP-SP, essa dinâmica permitiu a criação de um “capital meramente aparente, desprovido de lastro real”. Segundo as investigações, essa condição financeira artificial foi determinante para que a empresa conseguisse preencher os requisitos patrimoniais exigidos nos processos licitatórios do transporte público paulistano. Titularidade dissociada As investigações também identificaram indícios de uma separação deliberada entre os proprietários formais dos ônibus e os reais beneficiários da exploração econômica dos veículos. Segundo os investigadores, o mecanismo foi desvendado a partir de planilhas digitais apreendidas, intituladas “Contato” e “Contato 3”, que continham uma categorização interna específica para a frota da Transunião. Nos documentos, os veículos eram associados a duas figuras distintas: o “cooperado”, responsável pela titularidade formal do ônibus e que frequentemente atuava como interposta pessoa ou “laranja”, e o “cooperado oficial”, identificado como o efetivo detentor do domínio econômico do bem e o destinatário final dos lucros gerados pela sua operação. Segundo a Polícia Civil, essa estrutura evidencia que parte significativa da frota estava, na prática, vinculada a indivíduos que não integravam formalmente a estrutura societária da empresa, mas que, de acordo com as investigações, exerciam influência sobre a gestão operacional e financeira da concessionária. Entre eles o vereador Senival Moura, o atual presidente da Transunião, Lourival Monário, e o diretor informal Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”. As apurações também apontam supostas irregularidades em notas fiscais emitidas pela Cooperunião em favor da Transunião para serviços de locação de veículos. Os investigadores afirmam ter identificado casos em que os ônibus utilizados para justificar o faturamento pertenciam à própria concessionária, sem que houvesse comprovação de que os serviços cobrados tenham sido efetivamente prestados. Em um dos episódios citados nos autos, diligências realizadas junto à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) apontaram que, para a execução do Serviço Atende — modalidade gratuita de transporte porta a porta destinada a pessoas com deficiência física severa, autismo ou surdocegueira na cidade de São Paulo —, foram utilizados veículos que já integravam a frota da própria Transunião, o que, segundo os investigadores, esvaziaria a justificativa para as cobranças de aluguel realizadas pela cooperativa. A Polícia Civil e o MP-SP sustentam que essa complexa estrutura empresarial teria sido instrumentalizada para dificultar a rastreabilidade do dinheiro, ocultar a verdadeira titularidade de bens e conferir aparência de licitude a recursos de origem ilícita. A Operação Última Parada apura suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas envolvendo a empresa e seus dirigentes. Operação Última Parada A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagraram na manhã de quinta-feira (25) a Operação Última Parada, contra um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público. Os agentes cumpriram cinco mandados de prisão temporária e 104 de busca e apreensão. Até a última atualização desta reprotagem, apenas três investigados foram presos: são o vereador da capital Senival Moura, do PT, Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”), diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”), motorista e homem de confiança do vereador. Abaixo, veja quem são os demais - [Rodoviários entram em greve no Rio; viações afirmam que 40 ônibus foram vandalizados em piquetes](https://politicariabrasileira.blog.br/rodoviarios-entram-em-greve-no-rio-viacoes-afirmam-que-40-onibus-foram-vandalizados-em-piquetes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha À 0h, a categoria entrou em greve por tempo indeterminado, após decisão em assembleia neste domingo (28). A Justiça do Trabalho deferiu uma liminar em que determina circulação mínima de 50% da frota. Por g1 Rio 29/06/2026 Rioônibus afirma que coletivo foi vandalizado em piquete nesta segunda-feira (29) — Foto: Divulgação O Rio Ônibus, sindicato que representa as viações que operam no Município do Rio de Janeiro, afirmou que pelo menos 40 coletivos foram vandalizados em piquetes na madrugada desta segunda-feira (29), 1º dia da greve dos rodoviários. O Bom Dia Rio apurou que uma pessoa ficou ferida em uma das ações. Até a última atualização desta reportagem, não se sabia se era um passageiro ou um motorista, nem havia detalhes sobre o estado de saúde dela. À 0h, a categoria entrou em greve por tempo indeterminado, após decisão em assembleia neste domingo (28). O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) deferiu uma liminar em que determina circulação mínima de 50% da frota. Ainda de acordo com o Rio Ônibus, 870 coletivos saíram das garagens para atender a população, aquém dos 1.800 que deveriam estar nas ruas, seguindo a ordem da Justiça. Em caso de descumprimento, segundo a liminar, foi fixada multa diária de R$ 50 mil, aplicada de forma independente a cada uma das entidades sindicais — ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintrucad-Rio) e ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus). A MOBI-Rio, empresa do município que gere o BRT, informou às 7h10 operar com 68% da frota planejada. “Na última hora, 278 veículos cobrem os 4 corredores do sistema, com todas as estações abertas”, detalhou. “O Centro de Operações e Resiliência (COR) reforça que metrô, trens e barcas estão em funcionamento regular e são alternativas para a população”, postou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). Trens, barcas e metrô operam normalmente. É ponto facultativo nas repartições por causa do jogo do Brasil pela 2ª fase da Copa do Mundo, contra o Japão. Passageiros reclamam Telespectadores do Bom Dia Rio relataram demora para viajar. Daniel Monteiro, morador de Realengo, afirmou que esperou 2 horas pela condução, mas que nenhuma linha passou. “A situação está muito difícil para quem depende do transporte público para trabalhar e estudar. Muitos moradores da região estão enfrentando o mesmo problema e sem qualquer previsão de normalização”, relatou. “Tive que chamar Uber pro trabalho. Não passa ônibus nenhum em Campo Grande”, disse Ester Santos. “Eu moro em Guaratiba, não tem ônibus. Dependo do 857 (Pingo D’água-Campo Grande, via Catruz e Cachamorra), e não passou. Meu esposo saiu às 4h15 e voltou às 6h20, não tem como ir”, escreveu Eliane Cardoso. “Rodoviária de Campo Grande não tem ônibus”, denunciou Aline Rosa. Sindicato reclama Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, culpou os patrões pelo número insuficiente de ônibus nas ruas. “Nós realmente estamos tendo um problema para cumprir a determinação judicial. Antes da assembleia, o sindicato encaminhou ofício ao Rio Ônibus solicitando a escala dos trabalhadores. Acabamos de olhar agora, não chegou a absolutamente nada”, declarou. “Nós tínhamos que colocar 50% da frota, mas não nos forneceram a escala. Então, quem está dificultando o cumprimento da decisão judicial é o sindicato patronal.” O que diz a prefeitura “Infelizmente, numa situação atípica como essa, no dia de hoje, é claro que a gente vai ter casos que acabam atrapalhando a vida da população”, declarou o prefeito. “Uma vez resolvida a questão dos sindicatos, que a gente possa voltar à normalidade na cidade”, emendou. “O time inteiro da prefeitura está mobilizado para minimizar os impactos. Viramos a madrugada no Centro de Operações e em diferentes pontos da cidade”, prosseguiu. “Garantimos, por parte da MOBI-Rio, 70% da frota dos BRTs circulando, daquilo que é o planejado para um dia de ponto facultativo”, destacou. O que dizem as viações “O Rio Ônibus informa que desde a 0h de hoje todas as garagens estão com as portas abertas e prontas para que os rodoviários coloquem a frota na rua. Nosso objetivo absoluto é atender à decisão judicial e, principalmente, garantir o transporte da população carioca. Vale ressaltar que, devido à partida de futebol agendada para hoje, já havia uma escala com redução de frota previamente definida pela prefeitura, o que naturalmente se adequaria aos parâmetros exigidos. Infelizmente, mais de 40 ônibus foram vandalizados por grevistas, uma ação que atenta contra a segurança e tenta impedir o cumprimento da determinação da Justiça, que exige a manutenção de, pelo menos, 50% da frota nas ruas. 860 ônibus já estão rodando pela cidade no início desta manhã.” Reivindicações da classe Segundo o sindicato, a categoria não abre mão da proposta do dissídio aprovada e encaminhada para o Rio Ônibus: mudança da data-base para 1º de março; salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais; fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT; tíquete-alimentação de R$ 1 mil; jornada de trabalho 5×2; manutenção do passe livre para a categoria; indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço; plano de saúde e odontológico.   O sindicato afirma que a proposta apresentada aplicada sobre os valores atuais dos salários e auxílio alimentação da categoria, o motorista de ônibus convencional teria um reajuste de R$ 150,15, saindo de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31; o do articulado na categoria “E” teria um aumento de R$ 180,17, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. Já o auxílio alimentação seria reajustado em R$ 29,00 passando de R$ 660 para R$ 689. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha - [Após prometer submissão a Trump, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vai se “alinhar” a Israel](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-prometer-submissao-a-trump-flavio-bolsonaro-diz-que-brasil-vai-se-alinhar-a-israel/): Após prometer submissão a Trump, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vai se “alinhar” a Israel Em Buenos Aires, senador usou evento de grupos conservadores pró-Israel para atacar Lula e prometer alinhamento ao regime de Benjamin Netanyahu, responsável pelo assassinato de milhares de palestinos Por Ivan Longo | Fórum 29/06/2026 Flávio Bolsonaro em evento de conservadores na Argentina – Foto: Reprodução/X Flávio Bolsonaro O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste domingo (28) na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). No palco, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “antissemita”, prometeu transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e anunciou adesão do país aos Acordos de Isaac, iniciativa diplomática de Javier Milei e Benjamin Netanyahu, caso seja eleito em outubro. Flávio Bolsonaro ataca Lula e promete mudança na política externa O discurso de Flávio Bolsonaro em Buenos Aires foi construído sobre dois eixos: o ataque direto ao presidente Lula e uma série de promessas de ruptura na política externa brasileira. Ao chamar Lula de “antissemita”, o senador mentiu que Lula nutre ódio pelo povo judeu, evocando a declaração que o presidente fez em 2024, quando comparou a ação militar genocida de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto nazista. A ofensiva israelense no enclave deixou mais de 70 mil palestinos mortos até então. A promessa mais concreta do discurso foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, caso Flávio vença as eleições de outubro. O pré-candidato foi além: afirmou que, já no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília. A mudança de sede de embaixada para Jerusalém é uma questão diplomaticamente sensível: a maioria dos países mantém representações em Tel Aviv justamente para não antecipar posição sobre o status da cidade, disputada entre israelenses e palestinos em qualquer cenário de negociação de paz. “A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro no evento. O senador elogiou a diplomacia israelense e prometeu que o Brasil aderirá aos Acordos de Isaac, iniciativa patrocinada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu com o objetivo de estreitar relações entre Israel e países da América Latina. Contexto das declarações e alinhamento internacional As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão tensas desde 2024, quando a ofensiva israelense em Gaza provocou críticas públicas do presidente Lula. A comparação que Lula fez entre a ação militar israelense e o Holocausto gerou reação imediata de Tel Aviv e culminou na retirada dos embaixadores de ambos os países de suas respectivas representações, um gesto diplomático que sinaliza rebaixamento formal das relações. Desde então, o Brasil opera com um encarregado de negócios na embaixada em Tel Aviv, e Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília. Nesse cenário de ruptura, Flávio Bolsonaro escolheu Buenos Aires para se posicionar como o candidato do realinhamento. Em discurso proferido em espanhol, o senador também defendeu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, associando as facções ao Irã e ao Hezbollah. Para sustentar o argumento, citou que, segundo a Justiça argentina, o atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992 foi atribuído ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Acrescentou ainda que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio da inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções criminosas brasileiras, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas. Submissão aos EUA O discurso em Buenos Aires não é um episódio isolado. Semanas antes, no início de junho, Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em papel timbrado do Senado Federal. No texto, além de pedir que Washington não impusesse novas tarifas sobre produtos brasileiros, o senador se comprometeu a colocar sua equipe de transição “à disposição” do governo norte-americano caso eleito, para acelerar um acordo comercial. Rubio respondeu agradecendo a “oferta generosa”, mas manteve integralmente a posição favorável às tarifas contra o Brasil. O governo Lula, parlamentares de esquerda e setores da diplomacia brasileira classificaram a proposta como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a carta “escancara o tamanho da submissão” de Flávio aos EUA. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula 29/06/2026 Após prometer submissão a Trump, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vai se “alinhar” a Israel 29/06/2026 A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Motoristas voltam na contramão com medo de criminosos na rodovia dos Imigrantes, SP](https://politicariabrasileira.blog.br/motoristas-voltam-na-contramao-com-medo-de-criminosos-na-rodovia-dos-imigrantes-sp/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Imagens mostram veículos retornando pela pista após uma ocorrência policial. Motorista relatou que os condutores fugiam de um arrastão. Por g1 Santos 28/06/2026 Motoristas retornaram na contrarão na Rodovia dos Imigrantes. — Foto: Jeferson Santana Motoristas retornaram na contramão da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), em Cubatão (SP), após uma ocorrência policial na tarde de sábado (27). Ao g1, Jeferson Santana, de 36 anos, que passava pelo local, contou que os motoristas fugiam de um arrastão. O caso aconteceu na altura do km 59 da pista sul. Imagens obtidas pelo g1 mostram o momento em que os veículos fazem o retorno e passam a trafegar na contramão. Jeferson relatou que seguia em direção a Santos quando viu diversos veículos retornando na pista. “Estava vindo de São Paulo, eu e minha esposa, sentido Santos. Não fiquei nem um minuto parado quando apareceram uns caras lá na frente fazendo arrastão. Aí a gente voltou na contramão, ficou um caos ali”, disse. De acordo com Jeferson, diversos motoristas fizeram o mesmo para escapar dos criminosos. Ele também afirmou ter visto policiais da cavalaria no local. Em nota, a Ecovias Imigrantes informou que identificou a ocorrência por meio das câmeras de monitoramento e acionou imediatamente a Polícia Militar (PM), que foi deslocada para atender a ocorrência. O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Dois homens ficam feridos após troca de tiros em estacionamento de shopping em Caxias](https://politicariabrasileira.blog.br/dois-homens-ficam-feridos-apos-troca-de-tiros-em-estacionamento-de-shopping-em-caxias/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Segundo a PM, eles se desentenderam e, durante a discussão, efetuaram disparos. Eles foram encaminhados ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. Por TV Globo 28/06/2026 Marcas de sangue no chão de estacionamento de shopping em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/ Redes sociais Dois homens, entre eles um policial militar de folga, ficaram feridos após uma troca de tiros no estacionamento de um shopping center em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de sábado (27). De acordo com a Polícia Militar, os dois se desentenderam e, durante a discussão, efetuaram disparos. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, também em Duque de Caxias. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dos envolvidos. Imagens que circulam nas redes sociais mostram marcas de sangue no chão do estacionamento após o confronto. Vídeos gravados por frequentadores do shopping também registraram momentos de tensão e correria provocados pelos disparos, além do atendimento a um dos feridos no local. O caso foi encaminhado para a 60ªDP (Duque de Caxias). Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Polícia investiga agressões e humilhação a menor internado no Degase após caso de estupro coletivo](https://politicariabrasileira.blog.br/policia-investiga-agressoes-e-humilhacao-a-menor-internado-no-degase-apos-caso-de-estupro-coletivo/): Polícia investiga agressões e humilhação a menor internado no Degase após caso de estupro coletivo Em abril, juíza da Vara da Infância e Juventude determinou que adolescente, que responde por outro episódio de estupro coletivo, fosse internado em uma unidade socioeducativa. Por Henrique Coelho | g1 Rio 28/06/2026 Unidade onde menor envolvido em estupro coletivo está internado é o Cense Dom Bosco, na Ilha do Governador — Foto: Reprodução A Polícia Civil investiga se o menor de idade apreendido pelo estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana sofreu agressões e foi humilhado por um professor de uma escola do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Em março, ele alegou que um professor, durante uma aula, expôs detalhes do caso de estupro pelo qual ele foi apreendido em março. Em abril, uma decisão da Vara da Infância e Juventude determinou sua internação no sistema socioeducativo fluminense. A direção do Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco(Cense Dom Bosco), na Ilha do Govenrador, procurou outros colegas do menor, que confirmaram a informação. Devido ao episódio, houve um reforço na vigilância e no acompanhamento do adolescente dentro da unidade. Dois meses depois, o adolescente alega foi agredido por outro interno durante uma discussão na tarde do dia 29 de maio. A 37ª DP (Ilha do Governador) relatou o inquérito, apontando que o menor foi agredido com socos no rosto. O inquérito foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude. Caso na Dcav O mesmo adolescente também está envolvido em um caso que chegou ao Ministério Público e foi encaminhado à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Uma menor de idade diz ter feito sexo com ele, de forma consentida e com a presença de outros jovens no apartamento. No entanto, segundo a Polícia Civil, um colega dele teria printado fotos da relação sexual que estavam no celular dele e espalhado as imagens para outros amigos. Neste caso, a Dcav investiga a divulgação de cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente. Outras investigações Segundo a sentença de abril deste ano, da juíza Vanessa Cavalieri, o adolescente teria planejado uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo. Ele foi submetido à medida de internação, sem possibilidade de sair para atividades externas por um período inicial de seis meses. A decisão foi assinada pela juíza Vanessa Cavalieri, que destacou a gravidade da conduta e a necessidade de uma medida mais rígida, tanto para a responsabilização quanto para a tentativa de recuperação do jovem. Quatro adultos seguem presos e respondem na Justiça pelo mesmo crime: Mattheus, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram indiciados e denunciados por estupro coletivo qualificado (cometido em concurso de pessoas) e cárcere privado. No dia 15 de junho, a Polícia Civil concluiu que o mesmo menor, juntamente com Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que tinha 17 anos na ocasião, e Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, estupraram uma outra menina, na época com 14 anos. Procurada, a defesa do menor de idade afirmou que não pode se manifestar, pelo sigilo envolvido nos casos citados na reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia DEGASE Departamento Geral de Ações SocioeducativasPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO) 29/06/2026 Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula 29/06/2026 Investigação aponta uso de ‘ônibus fantasmas’ para inflar patrimônio de empresa de transporte suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Audiência pública debate demora no atendimento a pacientes com câncer em Campos](https://politicariabrasileira.blog.br/audiencia-publica-debate-demora-no-atendimento-a-pacientes-com-cancer-em-campos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Vereador Anderson de Matos cobra atuação do Estado, aponta redução nas filas e critica ausência da Secretaria de Saúde. Por Edson Araújo | g1 27/06/2026 Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. — Foto: Yasmim Lima Campos dos Goytacazes – A demora no acesso ao primeiro atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi debatida em uma audiência pública realizada na quinta-feira (25), na Câmara de Campos dos Goytacazes. O vereador Anderson de Matos (Republicanos) cobrou ações do Estado, apontou redução nas filas nos dias que antecederam o encontro e criticou a ausência de representantes da Secretaria Estadual de Saúde. A demora no acesso ao primeiro atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi tema de uma audiência pública realizada na tarde de quinta-feira (25), na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. A audiência foi solicitada pelo vereador Anderson de Matos (Republicanos) e reuniu representantes da área da saúde, pacientes, familiares e autoridades para discutir os desafios enfrentados por quem aguarda diagnóstico e início do tratamento oncológico. Nos últimos meses, o parlamentar tem utilizado a tribuna da Câmara e as redes sociais para denunciar problemas enfrentados pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), além da demora na regulação de pacientes pela Secretaria de Estado de Saúde e da defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizada para remunerar procedimentos médicos. Durante a audiência, Anderson afirmou que, entre terça-feira (23) e quarta-feira (24), houve avanço na regulação de pacientes que aguardavam a primeira consulta especializada. Segundo o vereador, a fila da mastologia, que contava com 29 pacientes com câncer de mama, foi zerada após novos agendamentos realizados pelo Estado. Ainda de acordo com Anderson, os 12 pacientes que aguardavam atendimento em oncologia clínica também foram regulados. J á a fila para cirurgia geral, que tinha cerca de 80 pessoas, caiu para 35 pacientes. O parlamentar afirmou ainda que houve redução na fila da urologia. Apesar da diminuição das filas, Anderson disse que o problema ainda está longe de ser resolvido e criticou a ausência de representantes da Secretaria de Estado de Saúde na audiência pública. Segundo o vereador, 17 pessoas morreram enquanto aguardavam a regulação para o primeiro atendimento oncológico. Durante a audiência, ele responsabilizou a demora no processo de regulação pelas mortes. “Eu considero uma falta de respeito com o povo dessa cidade. Eu considero uma falta de respeito com as 17 pessoas que morreram. Essas pessoas não morreram por causa do câncer. O que matou essas pessoas foi a demora na regulação estadual”, afirmou. O vereador também criticou o fato de a Secretaria Estadual de Saúde não ter enviado representantes para participar da audiência. Segundo ele, integrantes da pasta estiveram em Campos no dia anterior para tratar de questões relacionadas à judicialização da assistência oncológica, mas não permaneceram na cidade para acompanhar o debate promovido pela Câmara. Em uma publicação nas redes sociais, Anderson afirmou que “o diagnóstico de câncer não pode ser uma sentença de morte por causa da demora no atendimento” e defendeu maior agilidade no acesso ao tratamento. O que diz a Secretaria Estadual de Saúde O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro para questionar os dados apresentados durante a audiência, o motivo da ausência de representantes da pasta no debate e quais medidas vêm sendo adotadas para reduzir o tempo de espera de pacientes oncológicos na região. Até a última atualização desta reportagem, a secretaria não havia respondido. O espaço segue aberto para manifestação. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Seropédica: Justiça manda Prefeitura abrir conta bancária específica para os recursos destinados à Educação](https://politicariabrasileira.blog.br/seropedica-justica-manda-prefeitura-abrir-conta-bancaria-especifica-para-os-recursos-destinados-a-educacao/): Seropédica: Justiça manda Prefeitura abrir conta bancária específica para os recursos destinados à Educação O Juízo da 2ª Vara de Seropédica, na Baixada Fluminense, acatou ação movida pelo Ministério Público para que a Prefeitura abra uma conta bancária única para que o repasse mensal destinado à Secretaria Municipal de Educação seja depositado. Por Elizeu Pires 27/06/2026 Prefeitura de Seropédica | Reprodução/redes Pelo que consta da Constituição Federal, o município tem que investir no setor mínimo de 25% da receita resultante de impostos, mas ainda tem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que faz transferências mensais às prefeituras. De acordo com registros do Demonstrativo de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil, só este ano o Fundeb já repassou ao município de Seropédica a soma de R$ 53,2 milhões. Foram R$ 9.291.434,67 em janeiro. R$ 9.814.053,90 em fevereiro, R$ 9.073.261,86 em março, R$ 9,772.550,63 em abril e R$ 8.303.187,46 em maio. Este mês, até ontem (26), tinham sido repassados R$ 7.033.885,95 aos cofres do município. Ao acatar a ação a juíza Maria Luiza Sinotti Campolina em exercício na 2ª Vara concedeu, em tutela de urgência, prazo 15 dias para a conta ser aberta, sob pena de uma multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento de mais essa decisão, uma vez que a administração já havia sido intimada em agosto de 2022 sobre a obrigatoriedade da abertura da conta única, e descumpriu. “Diante do reiterado descumprimento de ordem judicial: aplico ao município de Seropédica multas por ato atentatório à dignidade da justiça; determino, ainda, a intimação pessoal do chefe do Poder   Executivo Municipal e do secretário municipal de Educação para    ciência    inequívoca    das    referidas decisões”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco do BrasilConstituição FederalFundebMP-RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSeropédica RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Granada é encontrada durante mutirão de limpeza em praia de Arraial do Cabo](https://politicariabrasileira.blog.br/granada-e-encontrada-durante-mutirao-de-limpeza-em-praia-de-arraial-do-cabo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Explosivo foi localizado na APA de Massambaba e removido após acionamento do Inea e dos órgãos de segurança. Por Ludmila Lopes | g1 27/06/2026 Artefato explosivo encontrado em praia de Arraial — Foto: Divulgação Arraial do Cabo – Uma granada com pino foi encontrada por voluntários do projeto Mar Sem Lixo durante um mutirão de limpeza na faixa de areia da Área de Proteção Ambiental (APA) de Massambaba, no bairro Monte Alto, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. O artefato foi localizado no último dia 14 de junho enquanto a equipe recolhia resíduos sólidos na orla. Após a localização da granada, agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram acionados e assumiram a ocorrência. O material foi recolhido e encaminhado aos órgãos de segurança militar responsáveis pela destinação adequada do artefato. A ação foi realizada em parceria com as organizações Global Ocean Clean Up e Oceanic Society. Segundo a vice-presidente do projeto, Gisele Letieri, os voluntários identificaram o objeto e seguiram os protocolos de segurança, evitando qualquer tipo de manuseio. De acordo com Gisele, o grupo agiu com cautela diante da descoberta. Ela relatou que, apesar da curiosidade, os voluntários evitaram tocar no explosivo. “Na hora ficamos curiosos e ao mesmo tempo cautelosos. Por estar com o pino, ficamos mais tranquilos, mas eu mesma não segurei. Esse trecho de praia entre Arraial e Monte Alto recebe muitos resíduos provenientes da Baía de Guanabara. Acredito que a granada tenha chegado até ali por meio das correntes marítimas”, afirmou. Imagens registradas pelos voluntários mostram que o artefato apresentava sinais de oxidação e acúmulo de areia na região do mecanismo de acionamento. O episódio também reforçou o alerta sobre os riscos provocados pelo descarte irregular de materiais no mar, que podem representar perigo para banhistas, moradores, voluntários e para a fauna marinha. Gisele lembrou que esta não foi a primeira vez que o projeto encontrou um objeto potencialmente perigoso durante ações ambientais. Há cerca de oito anos, durante um mutirão na Praia do Peró, em Cabo Frio, voluntários localizaram um cilindro metálico com o símbolo internacional de material radioativo. Na ocasião, segundo ela, a equipe acionou a Marinha, enviou fotografias do objeto e recebeu orientação para isolar a área até a chegada de especialistas. A orientação das autoridades é que qualquer pessoa que encontre um objeto semelhante não tente manuseá-lo e acione imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Novo Master: coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro atuou no Digimais, banco de Edir Macedo, alvo da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/novo-master-coordenadora-economica-de-flavio-bolsonaro-atuou-no-digimais-banco-de-edir-macedo-alvo-da-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Daniella Consentino, que ganhou o apelido machista de “Paulo Guedes de Saias”, integrou o Conselho de Administração do Banco Digimais entre fevereiro de 2024 e dezembro de 2025. Ela foi escalada por Flávio para agradar Faria Lima e atrair mulheres na campanha. Por Plínio Teodoro | Fórum 27/06/2026 Flávio Bolsonaro e Daniella Consentino e Jair Bolsonaro no Templo de Salomão, com Edir Macedo (Reprodução / Alan Santos PR Daniella Marques Cosentino, coordenadora do programa econômico da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), integrou o Conselho de Administração do Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, entre fevereiro de 2024 e 8 de dezembro de 2025. O banco é alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, deflagrada em 23 de junho, que investiga suspeitas de gestão temerária, manipulação de demonstrativos contábeis e captação irregular de recursos. Registros da Junta Comercial de São Paulo mostram que Daniella Marques esteve no Conselho de Administração do Banco Digimais de fevereiro de 2024 até 8 de dezembro de 2025. Seu mandato estava previsto para durar até 20 de junho de 2026, mas o conselho foi extinto antes do prazo.  A revelação é de Eduardo Militão, no site Metrópoles. O banco, controlado pelo bispo Edir Macedo, é o alvo central da Operação Miragem da Polícia Federal. A presença de Daniella Marques no conselho do Digimais durante o período investigado pela PF é o elemento central desta revelação. Ela não foi alvo da operação policial, e a natureza exata de sua participação nas decisões do conselho não está detalhada nos documentos disponíveis. O que os registros confirmam é que ela ocupou o cargo enquanto o banco acumulava, segundo a polícia, práticas financeiras de alto risco. O histórico de Daniella Marques e sua ligação com o bolsonarismo Como a Fórum antecipou em fevereiro, o nome da economista, braço direito de Paulo Guedes, era tratada pela Faria Lima como principal condição para apoio à candidatura de Flávio, em uma solução idêntica ao que ocorreu em 2018. Derretendo nas pesquisas após a revelação da irmandade com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro usou evento da revista Veja – veículo historicamente ligado aos interesses do sistema financeiro transnacional – no último dia 16 de junho para anunciar a entrada de Daniella Marques Consentino em sua campanha logo após anunciar que fará “cortes drásticos” nas despesas. “De novo, vai ter que sobrar para um governo de direita arrumar a casa, mas nós vamos fazer. A gente tem que criar uma espécie de mecanismo que quando a relação dívida PIB ultrapassar esse determinado patamar, gatilhos automáticos vão ter que ser acionados para cortes drásticos de despesas. Não tem outro caminho“, afirmou, para delírio da Faria Lima. O discurso alinhado com a Faria Lima deixou Maurício Lima, CEO da Editora Abril, à vontade para ser mais direto, bajulando a “Paulo Guedes de Saias” que estava na plateia com os assessores de Flávio Bolsonaro. “Eu não vou aguentar, vou ter que fazer essa pergunta, porque ela está ali, está levantando até. Qual vai ser o papel da Daniella Marques, que foi ex-presidente da Caixa, assessora muito próxima ali do Paulo Guedes, também importante na primeira administração do seu pai, do Jair Bolsonaro?”, indagou o executivo da Editora Abril. Na dobradinha, Flávio tratou a economista como “Dani”, mostrando intimidade, e fazendo o aceno que o sistema financeiro esperava. “Dani é uma amiga que nós fizemos aí ao longo do governo do presidente Bolsonaro. É uma pessoa que tá se dispondo a estar próximo de nós. Não porque é mulher. É porque ela, para mim, a melhor pessoa que tinha no time do Paulo Guedes, era Dani Marques. Então, tenho certeza que muita coisa que o Paulo Guedes conseguiu implementar, a Dani ajudou a construir e a viabilizar. Então, pessoa que eu respeito demais, que eu confio demais. E está se dispondo a estar perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica”, anunciou. Após Flávio destilar elogios à economista, o CEO da Veja mostrou que entendeu o recado, de que Daniella Marques deve assumir o Ministério da Fazenda em um eventual novo governo Bolsonaro. “Com elogios assim já pode ir, né, Dani?”, brincou Maurício Lima. Quem é a “Paulo Guedes de saias” Por trás do apelido machista colocado pelos banqueiros e investidores – e ecoado por jornalistas mulheres na mídia liberal – está o nome de Daniella Marques Consentino. Aprendiz de Guedes na iniciativa privada, a economista foi levada como braço direito ao “super” Ministério da Economia e usada pelo governo Bolsonaro para estancar a crise criada por Pedro Guimarães com o escândalo dos assédios sexuais, assumindo a Presidência da Caixa Econômica Federal. No comando do banco estatal, ela atuou ativamente na campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Alçado ao governo após trabalhar com Guedes na iniciativa privada – na Bozano Investimentos -, Daniella chegou a ser retida pela Polícia Legislativa em abril de 2019 ao tentar impedir a deputada Maria do Rosário (PT/PR) de falar com Guedes durante depoimento dele à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Daniella é uma espécie de “alter ego” de Guedes e, no governo, teria tido aval inclusive para negociar em seu nome como secretaria de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Com o fim do governo Bolsonaro, Daniella seguiu os passos do chefe na iniciativa privada. Guedes, como todo o mercado sabe, segue dando cartas no BTG. Tanto que ensaiou um acordo para ser sócio da Legend Capital, uma gestora de fundos afiliada ao BTG. Em março de 2024, no entanto, o ex-super-ministro da Economia anunciou que atuaria como conselheiro sênior da Legend, “posição a partir da qual permanece atuando em temas estratégicos e pontuais, até pela proximidade longeva com os sócios”, segundo nota divulgada pela assessoria dele. Para seu lugar, na Presidência do Conselho da Legend, escalou a fiel escudeira Daniella Marques. Em setembro de 2025, o mesmo Brazil Journal fala da atuação da pupila de Guedes na Legend, “o - [Auditoria do governo do Rio mostra secretarias com até 80% de fantasmas](https://politicariabrasileira.blog.br/auditoria-do-governo-do-rio-mostra-secretarias-com-ate-80-de-fantasmas/): Auditoria do governo do Rio mostra secretarias com até 80% de fantasmas Levantamento cruzou informações de acessos a sistemas eletrônicos e entrada nos prédios públicos Por O GLOBO 26/06/2026 Palácio Guanabara — Foto: Rogério Santana/18-5-2021 Rio de Janeiro – Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do Rio aponta que secretarias tinham até 80%de funcionários fantasmas lotados nos gabinetes do Palácio Guanabara. Segundo o RJ2, 78% dos comissionados na secretaria de Trabalho e Renda não trabalhavam. O mesmo acontecia nas pastas de Esporte e Lazer, com 75% de pessoas que recebiam sem trabalhar e no Turismo, onde 73% seriam fantasmas. O levantamento mostra ainda outras quatro estruturas do governo estadual onde mais da metade das pessoas eram pagas e não trabalhavam: Ciência e Tecnologia (65%), Agricultura (65%) Assistência Social (59%) e Casa Civil (58%). Ainda foram cortados 46% dos funcionários da secretaria estadual de Saúde pelas mesmas suspeitas. De acordo com a reportagem, os auditores cruzaram informações de registros de acesso aos sistemas eletrônicos do governo e dos prédios onde era lotado. Se não houvesse quaisquer registros, o funcionário foi considerado fantasma e exonerado. A auditoria, segundo o RJ2, atingiu apenas 20 órgãos da estrutura estadual e as demissões nessas pastas vão gerar uma economia de R$ 16,7 milhões por mês. O governador interino Ricardo Couto assumiu a chefia do poder executivo no fim de março, após renúncia de Cláudio Castro (PL). Desde então, determinou uma devassa nos contratos e nomeações das pastas. Desde 24 de março, mais de quatro mil comissionados foram exonerados. Com essas demissões, o estado deixará de pagar R$ 230 milhões até o fim do ano. Segundo o governo do Rio, as auditorias seguem e serão ampliadas a outros órgãos nas próximas semanas. Os trabalhos são conduzidos por uma equipe técnica reforçada de servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ). Notícia anteriorPróxima notícia Controladoria-Geral do Estado CGEGovernadorPL Partido LiberalTCE-RJTCM-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula 29/06/2026 Investigação aponta uso de ‘ônibus fantasmas’ para inflar patrimônio de empresa de transporte suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP 29/06/2026 Rodoviários entram em greve no Rio; viações afirmam que 40 ônibus foram vandalizados em piquetes 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Flavio Bolsonaro sugeriu aos EUA criação de ‘equipe de transição’ inexistente na legislação brasileira](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-sugeriu-aos-eua-criacao-de-equipe-de-transicao-inexistente-na-legislacao-brasileira/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio não acolheu o pedido do senador sobre as novas tarifas americanas Por Maria Cristina Fernandes | Valor 26/06/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters São Paulo – A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, frustrou a aposta de que havia recuado e voltou a fazer uma publicação em suas redes sociais em tom de ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Valeu-se de um versículo bíblico que alerta contra a impunidade daqueles que proferirem mentiras. Quem lhe respondeu não foi o enteado, mas sua mulher, Fernanda Bolsonaro, com outro versículo sobre o que desperta o ódio divino: língua mentirosa, coração que trama projetos perversos e o que semeia contendas entre irmãos. Se a entrada da dentista Fernanda Bolsonaro na contenda teve como objetivo circunscrever o episódio a uma briga entre mulheres da mesma família e não uma disputa pelo espólio político do ex-presidente, não logrou êxito. Isso porque um dos fatos que mais tem fragilizado a condição de Flávio na campanha, a relação com o governo Donald Trump, escalou um grau a mais. Não por iniciativa de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas por obra e graça de um aliado inconteste, Paulo Figueiredo. No início da tarde desta sexta, o influenciador, que vive nos Estados Unidos e é o principal interlocutor do bolsonarismo com o secretário do Departamento de Estado, divulgou uma carta de Marco Rubio. Na correspondência, destinada a Flávio Bolsonaro, o secretário de Estado agradece não apenas a visita do senador a Washington mas também a carta por ele enviada com um pedido de recuo do governo americano em relação às sanções contra o governo brasileiro. Rubio agradece o apoio do senador à designação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras, “sob a lei dos Estados Unidos”, mas não acolhe o pedido sobre as novas tarifas americanas. Diz que o titular da Representação de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, deixou claro a permanência de atos, políticas e práticas “injustificáveis ou discriminatórios” do Brasil em relação ao seu país no comércio digital, serviço de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento. E sugere que, se Flávio quiser ir adiante em sua reclamação, que envie seus comentários para a audiência pública que será realizada pelo USTR (sigla da representação comercial em inglês) no início de julho. O trecho mais grave da carta de Rubio, porém, ficou para o final. Ao concluir, o secretário do Departamento de Estado registra a “generosa oferta” de Flávio Bolsonaro de “colocar uma equipe de transição à nossa disposição”. Achou por bem acrescentar, “caso o senhor seja eleito”. A legislação brasileira apenas acolhe a formação de equipe de transição entre o governo em questão e aquele que está para ser empossado. Este processo foi regulamentado pelo governo Fernando Henrique Cardoso por lei e decreto de 2002, data da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma prevê a criação de 50 cargos comissionados cujo objetivo é recolher dados junto a órgãos da administração pública federal para preparar os primeiros atos do futuro governo. No mesmo dia 23 de junho em que recebeu a carta de Rubio, o senador Flavio Bolsonaro enviou ao USTR um pedido para participar da audiência pública sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump contra o Brasil no dia 6 de julho. No dia seguinte, o Itamaraty informou, em suas redes sociais, que tem atuado nos canais diretos de interlocução entre os governos para esclarecer as práticas comerciais do Brasil, e inseriu o pedido de Flávio no âmbito de uma “traição à pátria”: “Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. […] O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de 'apunhalar pelas costas' em disputa eleitoral](https://politicariabrasileira.blog.br/a-esposa-de-jair-bolsonaro-acusa-enteado-de-apunhalar-pelas-costas-em-disputa-eleitoral/): A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral Ex-primeira-dama Michelle reage contra o candidato presidencial Flávio em vídeo nas redes sociais, no último revés na campanha Por Michael Pooler | Financial Times 26/06/2026 Da esquerda para a direita: Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no ano © passado Eraldo Peres/AP São Paulo – Uma disputa familiar dentro da realeza política de direita do Brasil explodiu depois que a esposa do ex-presidente preso Jair Bolsonaro atacou seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, que está concorrendo à presidência este ano. Michelle Bolsonaro acusou seu enteado de uma “facada pelas costas” em um vídeo de quase 30 minutos postado online, enquanto a ex-primeira-dama indicava que se absteria de fazer campanha ativa por Flávio, três meses antes da campanha do senador contra o líder de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva. A mulher de 44 anos disse ter sido humilhada por seu enteado, que é um ano mais velho, ao relatar uma conversa telefônica sobre um desentendimento em relação a um candidato regional do partido Liberal. “Seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito duro, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone… Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões tomadas pelo partido. Ele disse que eu era novata e não entendia nada de política”, disse ela no vídeo na quarta-feira.  As disputas públicas revelam uma antiga desarmonia entre Michelle, que se tornou uma figura popular entre os conservadores brasileiros, e os quatro filhos políticos de seu marido de 71 anos. A saga ameaça outro revés para a campanha vacilante de Flávio Bolsonaro, que foi nomeado sucessor por seu pai populista de extrema-direita após o mais velho receber uma sentença de 27 anos por planejar um golpe. Eduardo Grin, professor de política da Fundação Getúlio Vargas, descreveu o episódio como uma “bomba” para o direitista.”Isso mostra que a campanha de Flávio Bolsonaro — mesmo no seu núcleo, a própria família — é completamente desunida e fragmentada. Isso revela que a autoridade que seu pai, Jair Bolsonaro, pode exercer nesse processo é limitada, e que a pessoa que realmente controla o jogo político dentro da casa da família hoje é Michelle Bolsonaro”, acrescentou. “É desastroso para [Flávio] Bolsonaro porque projeta uma imagem dele como um sexista, assim como seu pai, para um eleitorado que ele já lutava para conquistar.” Flávio chegou a estar com Lula em muitas pesquisas até não faz muito tempo, mas sua estrela caiu após erros, como revelações de que ele pediu dezenas de milhões de dólares a um suspeito de fraude para financiar um filme hagiográfico sobre seu pai. Antes apelidado de Trump dos Trópicos, Jair Bolsonaro governou a democracia mais populosa da América Latina por quatro anos tumultuados até 2022, adotando posições duras pró-armas e valores tradicionais. Em setembro passado, ele foi considerado culpado de conspirar para permanecer no poder ilegalmente após uma derrota eleitoral para Lula. Michelle afirmou ser vítima de uma campanha difamatória e sugeriu ligações com aliados de seu enteado. “Tentei ficar quieta, mas vejo a maldade de alguns que afirmam ser defensores e aliados do meu marido, mas plantam narrativas maliciosas e mentiras descaradas envolvendo meu nome”, disse ela. “O grupo que espalha calúnias — orquestrado por alguém no exterior — continua operando e me atacando todos os dias.” Outro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, vive em exílio autoimposto nos EUA. A Suprema Corte do Brasil o condenou a quatro anos de prisão neste mês por cortejar a interferência dos EUA no julgamento do golpe de seu pai. Flávio deu uma resposta conciliatória ao post de sua madrasta: “Em nenhum momento ofendi ou pretendi ofender Michelle. Se eu fizer isso em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, escreveu ele no X. “Tenho absoluta convicção de que todos temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos libertarmos da esquerda.” As turbulências dentro do clã surgem enquanto Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por motivos de saúde, tenta restaurar a sorte de sua dinastia política. Um amigo da família disse sobre Michelle: “Ela estava sob muita pressão para participar da campanha, e realmente não queria — então queria defender seu caso, que é bastante fraco.” Embora Jair Bolsonaro continue sendo o líder supremo dos conservadores brasileiros, sua esposa se destacou como uma importante atriz política. Michelle lidera o ramo feminino do Partido Liberal e é apontada como possível candidata ao Senado. Cristã devota e falante de língua de sinais, ela conta com forte apoio entre as crescentes fileiras de evangélicas do Brasil. “Minha prioridade agora é cuidar da minha família — do meu marido, que precisa de mim”, ela disse no vídeo. Ela tentou amenizar o confronto na manhã de quinta-feira, dizendo que não tinha “raiva de ninguém”. “Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada. Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual mau governo”, comentou Michelle, acrescentando: “Vá em paz.” Reportagem adicional por Beatriz Langella Notícia anterior Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos](https://politicariabrasileira.blog.br/professores-protestam-durante-votacao-do-piso-do-magisterio-na-camara-de-campos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Proposta enviada pela Prefeitura foi aprovada por 17 votos a 2; sindicato afirma que medida prejudica plano de carreira, enquanto governo defende valorização da categoria. Por Edson Araújo | g1 26/06/2026 Professores protestam por piso do magistério na Câmara de Campos — Foto: Edson Araujo/g1 Campos dos Goytacazes – Professores da rede municipal protestaram durante a sessão da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que aprovou, na noite de terça-feira (23), o projeto de lei da Prefeitura sobre a aplicação do piso salarial do magistério. A proposta foi aprovada por 17 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção. A sessão começou por volta das 17h e durou mais de três horas. Professores ocuparam as galerias da Casa com faixas e cartazes, cobrando mudanças no texto enviado pelo Executivo. Em meio aos protestos, o presidente da Câmara, vereador Frederico Rangel, interrompeu os trabalhos em duas ocasiões para restabelecer a ordem. Segundo o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos dos Goytacazes (Siprosep), o projeto não incorpora o piso nacional ao vencimento-base da categoria e prevê o pagamento de uma parcela complementar para atingir o valor mínimo estabelecido. A presidente do Siprosep, Elaine Leão, afirmou que a proposta compromete o plano de carreira dos professores. “O problema maior é que, dentro desse projeto de lei, eles estão destruindo o plano de carreira do servidor, que tem uma progressão funcional a cada dois anos, quando é bem avaliado. O que está acontecendo agora é que essa avaliação funcional vai ser usada dentro do piso, sendo que piso é piso, não é teto.” Ela também afirmou que a medida pode impedir ganhos salariais futuros da categoria. “O governo federal deu 5,3%, mas aqui não vai ter nada, porque vai utilizar a progressão, a titulação e o plano de carreira do profissional.” Governo defende proposta A Prefeitura de Campos defendeu a proposta e informou que ela garante o pagamento do piso nacional aos profissionais da educação, respeitando os limites da responsabilidade fiscal do município. Líder do governo na Câmara, o vereador Dudu Azevedo afirmou que o objetivo é assegurar que nenhum professor receba abaixo do piso sem comprometer o equilíbrio financeiro da administração. “O principal era que nenhum professor fosse lesado e recebesse abaixo do piso. Também conseguimos, de uma forma legal e institucional, manter as contas do município em ordem, fazendo os pagamentos em dia.” Além do projeto do magistério, os vereadores aprovaram por unanimidade a prorrogação do subsídio ao transporte coletivo, que mantém a tarifa social em R$ 3,50, e a regulamentação das férias dos conselheiros tutelares. Ao fim da sessão, o presidente da Câmara afirmou que as manifestações ocorreram dentro do direito democrático e que, apesar dos momentos de tensão, os trabalhos foram concluídos normalmente. O Siprosep informou que pretende continuar dialogando com a Prefeitura sobre os impactos da medida na carreira dos professores. Já o município afirmou que seguirá discutindo a implementação da proposta com a categoria. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo](https://politicariabrasileira.blog.br/rubio-responde-a-flavio-bolsonaro-e-diz-que-mantera-tarifaco-pedido-por-eduardo/): Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo Em carta a Flávio Bolsonaro, Marco Rubio cita eleições de 2026 e menciona “oferta de equipe de transição” caso o senador seja eleito Por Gabriel Gomes | ICL Notícias 26/06/2026 Marco Rubio e Flávio Bolsonaro O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu a uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que o governo de Donald Trump deve manter a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O anúncio do novo tarifaço contra o Brasil se deu cerca de uma semana após um encontro entre Flávio e Trump. O tarifaço norte-americano contra as exportações brasileiras, assim como a revogação de vistos de ministros do STF e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, foi estimulado pelo irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na tentativa de evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Eduardo foi condenado pelo STF pelo crime de coação. Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados. Em carta enviada na terça-feira (23), Rubio reafirmou a posição dos EUA sobre políticas que supostamente prejudicam a economia norte-americana, entre elas o Pix. Rubio respondeu uma carta em que Flávio Bolsonaro, após as ações do irmão, pedia que os EUA não impusessem tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano. Na carta, Rubio, afirma que a investigação conduzida no país sobre práticas comerciais deixou “claro que continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”. Rubio cita as diferenças, como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação da lei anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. “Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de comentários públicos sobre a ação responsiva proposta e da audiência pública”, diz Rubio, em referência a uma audiência que vai acontecer no próximo dia 6 de julho. Eleições brasileiras Na carta, Rubio também falou sobre as eleições no Brasil. O secretário dos EUA afirmou que o país observa o “otimismo” de Flávio em relação às próximas eleições de outubro “e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso você seja eleito”. “Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica”, diz Rubio. “Espero ansiosamente pela continuação do nosso diálogo e pelo aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações”. O secretário encerra a carta dizendo “que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-cumpre-mandados-na-prefeitura-de-buzios-em-investigacao-sobre-uso-de-areia-de-lixao-em-campo-de-futebol/): MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio obteve na Justiça mandados de busca e apreensão de documentos da Prefeitura de Armação dos Búzios relacionados a uma obra de urbanização no bairro José Gonçalves. As medidas foram cumpridas na manhã desta sexta-feira (26/06) por agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP/MPRJ), que recolheram processos físicos e digitais em órgãos e secretarias municipais. Por MPRJ 26/06/2026 MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol A investigação apura o possível uso de areia extraída ilegalmente do antigo lixão da Baía Formosa para a construção de um campo de futebol. O caso teve início após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em 2025. Moradores relataram que o material utilizado teria sido retirado do lixão e associaram a situação a um surto de sarna que levou à suspensão das aulas em uma escola da região. Diante das denúncias, a Promotoria de Justiça instaurou procedimento para verificar a regularidade ambiental e sanitária da obra. Segundo o MPRJ, ao longo de mais de um ano foram enviados diversos ofícios solicitando documentação técnica à Prefeitura. No entanto, o município não apresentou os documentos solicitados, limitando-se a pedir sucessivas prorrogações de prazo e a encaminhar respostas consideradas insuficientes. Diante dessa resistência, a Promotoria decidiu recorrer à Justiça para a apreensão de documentos como o processo de licenciamento da obra, relatórios de vistoria, contratos e comprovantes de origem e transporte do material.  As suspeitas também foram reforçadas por investigação da Polícia Federal, que confirmou a extração irregular de saibro no antigo lixão sem autorização do órgão federal competente. De acordo com a apuração, o material foi utilizado na obra pública, embora o edital previsse a aquisição regular de areia. O inquérito da Polícia Federal resultou no indiciamento do então secretário municipal responsável e do proprietário da empresa contratada por crimes ambientais, usurpação de bem da União e fraude em licitação. Para a Promotoria de Justiça, os fatos também podem indicar prejuízo aos cofres públicos. Notícia anteriorPróxima notícia Armação dos Búzios RJMP-RJPolícia Federal PFRegião do Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Caso Eletrozema explica resistência de Zema a divulgar isenções fiscais em MG](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-eletrozema-explica-resistencia-de-zema-a-divulgar-isencoes-fiscais-em-mg/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Empresa da família do ex-governador deixou de pagar R$ 2,2 milhões em ICMS Por Bernardo Mello Franco | O Globo 26/06/2026 Romeu Zema, em evento do partido Novo — Foto: TV Globo Ao defender o sigilo sobre as isenções fiscais do governo de Minas Gerais, Romeu Zema disse que a divulgação das empresas beneficiadas seria “perniciosa” para o estado. A descoberta de que a Eletrozema deixou de pagar R$ 2,2 milhões em impostos, revelada pela coluna, indica que a preocupação era outra. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/moradora-afirma-esperar-ha-5-anos-por-obra-contra-alagamentos-em-itaperuna/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Segundo relato, água invade casa sempre que chove e causa prejuízos; prefeitura diz que projeto está em análise. Por Diego Varsi | g1 26/06/2026 Chuva causa transtornos há anos por falta de obra — Foto: Fabiana Azevedo Itaperuna – Uma moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, afirma esperar há cinco anos por uma obra de drenagem para resolver um problema de alagamentos na Rua Odorico Pereira de Macedo. Segundo ela, a água invade a casa sempre que chove e provoca prejuízos. A Prefeitura informou que o caso está em análise e depende de estudos técnicos. De acordo com a moradora, sempre que chove, a água das galerias pluviais desce pela rua, atravessa um terreno vizinho e invade o quintal da residência, causando danos e insegurança. Ela conta que comprou o imóvel, fez uma reforma e, poucos meses depois, uma forte chuva provocou prejuízos na casa. Desde então, afirma que precisou morar de aluguel por cerca de cinco anos enquanto aguardava uma solução definitiva. Ainda segundo o relato, moradores de imóveis vizinhos autorizaram a passagem de uma galeria de drenagem por seus terrenos para viabilizar a obra. No entanto, o serviço ainda não foi executado. A moradora disse que o problema voltou a ocorrer durante as chuvas registradas no início deste mês. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna informou que o caso é acompanhado pela Secretaria Municipal de Urbanismo, Obras e Serviços Urbanos e que há um processo administrativo em andamento. Segundo a administração municipal, a intervenção precisa ser feita em um local de difícil acesso, o que exige estudos técnicos para definir a melhor solução. A prefeitura acrescentou que as alternativas estão sendo avaliadas conforme as condições de execução e a disponibilidade de recursos, com o objetivo de resolver o problema de forma definitiva. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Pré-candidato do PL ao governo do Rio defende bombardeio dos EUA a embarcações suspeitas de tráfico: 'Tem meu total apoio'](https://politicariabrasileira.blog.br/pre-candidato-do-pl-ao-governo-do-rio-defende-bombardeio-dos-eua-a-embarcacoes-suspeitas-de-trafico-tem-meu-total-apoio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Douglas Ruas também afirmou apoiar decisão americana de designar as facções CV e PCC como organizações terroristas Por Yago Godoy | O Globo 27/05/2026 Primeira sessão da ALERJ presidida pelo Deputado Douglas Ruas. — Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao governo do estado, afirmou ser a favor de ações militares dos Estados Unidos na costa brasileira. Ao ser questionado sobre o tema, o deputado estadual defendeu o bombardeio de traficantes “no mar aberto”, antes que drogas e armas contrabandeadas cheguem às cidades. A declaração ocorre após os americanos classificarem as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, o que, segundo a avaliação de especialistas, pode abrir caminho para operações dos EUA no território nacional. No ano passado, o nome do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sugeriu que os americanos atacassem “organizações terroristas” na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O posicionamento ocorreu nas redes sociais, após os Estados Unidos anunciarem um ataque a um barco que supostamente transportava drogas no Oceano Pacífico. Em entrevista à BBC News, divulgada nesta sexta-feira, Ruas foi perguntando sobre a declaração do correligionário: “Defendo medidas efetivas para impedir que essas armas e essas drogas cheguem ao nosso território. E, se for necessário bombardear esses traficantes de drogas, traficantes de armas no mar aberto, antes dessas armas chegarem aqui no nosso território, nas nossas cidades, têm o meu total apoio”, afirmou o pré-candidato. O presidente da Alerj citou a apreensão de fuzis de origem estrangeira no estado, além de alegar que drogas vendidas no Rio, como a cocaína, são produzidas em outros países. Ele defendeu a “cooperação internacional” para o “enfrentamento do crime organizado”, o que já ocorre entre as forças de segurança de ambos os países. “Eu tenho defendido que nós possamos classificar as facções criminosas como terrorista, porque o que eles praticam é impor o terror à população de bem do nosso Estado. As pessoas estão com as suas liberdades cerceadas por essas pessoas”, completou Ruas, que também aproveitou para criticar a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesse âmbito. “Lamentavelmente, o atual presidente entende que eles não são terroristas e ainda os chamou de ‘nossos criminosos’. Nós não temos compromisso com criminosos”. Pesquisa Datafolha divulgada na última terça-feira apontou que 59% dos brasileiros apoiam rotular as facções CV e PCC como terroristas. Mesmo assim, o levantamento também mostrou que 74% da população rejeita a possibilidade de os EUA atuarem contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo do Brasil. Segurança Ainda em relação à segurança, Ruas afirmou que o maior problema do Rio de Janeiro é o domínio territorial pelas facções. Ele elogiou a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, que culminou em 122 mortes, mas ressaltou que “se não tiver uma continuidade da presença do Estado, (a ação) não nos dá uma efetividade duradoura”. “O que aconteceu no Complexo da Penha e do Alemão é uma legítima ação do Estado”, disse Ruas, alegando que o Rio se tornou um “resort para criminosos” devido à chamada “ADPF das Favelas”, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para impor restrições a operações policiais em comunidades. Na mesma entrevista, Ruas também foi questionado sobre a coerência em ter um forte discurso de combate à criminalidade mesmo sendo aliado de Flávio, que chegou a empregar em seu gabinete — entre 2016 e 2018 — a mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e líder do Escritório do Crime: “Eu não estava aqui na Assembleia Legislativa no passado. Esse foi o meu primeiro mandato. Não acompanhei de perto”, afirmou. “Pra minha pré-candidatura, não é problema algum. As pessoas podem pesquisar minha trajetória de vida, minha trajetória de trabalho”, completou. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte](https://politicariabrasileira.blog.br/ordem-da-diretoria-policia-investiga-comunicado-com-regras-de-circulacao-impostas-pelo-trafico-na-zona-norte/): ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte Relatos apontam imposição de regras por suspeitos em ruas comerciais do bairro Jardim América; polícias Civil e Militar dizem que atuam na região. Por Klara Faria | TV Globo 26/06/2026 Segundo moradores, ‘regras de convivência’ foram impostas pelo tráfico — Foto: Reprodução/TV Globo Moradores do bairro Jardim América, na Zona Norte do Rio, denunciam que por conta da expansão da atuação de criminosos em ruas da região, criminosos passaram a impor regras de circulação para motoristas e pedestres, com as orientações de circulação divulgadas em grupos de mensagens da região. As normas valem especialmente na Marechal Antônio de Souza e na Teixeira e Souza, conhecidas pelo comércio e pela circulação de pessoas durante o dia. “Estamos ficando sem o direito de ir e vir. Estão nos obrigando a andar com medo dentro do nosso próprio bairro”, afirmou um morador, que não quis se identificar. As duas vias ficam a cerca de duas quadras da comunidade Furquim Mendes. Entre as determinações relatadas estão: a obrigatoriedade de trafegar com vidros abertos e pisca-alerta ligado ao entrar na área, além da exigência de reposicionar barricadas ao entrar e sair das ruas, e restrições à circulação de motociclistas com capacete, incluindo moradores e trabalhadores de aplicativos.   De acordo com moradores, pessoas que descumprem as regras estariam sujeitas a ameaças. Há ainda relatos de abordagens a motoristas de aplicativo, mototaxistas e moradores nas vias citadas. Mensagens compartilhadas em grupos de moradores indicam preocupação com a situação e pedidos de ajuda. Em alguns casos, há relatos de orientações para não divulgar informações sobre os episódios. “Precisamos de ajuda urgente. Bandidos estão expandindo o tráfico para ruas comerciais. Estamos ficando sem o direito de ir e vir e andando com medo dentro do nosso próprio bairro”, relatou um morador, que pediu anonimato. O que dizem as polícias Em nota, a Polícia Civil informou que mantém investigações e ações permanentes contra organizações criminosas que atuam na região. “A Polícia Civil, por meio das delegacias especializadas e distritais, mantém atuação permanente, com foco na identificação e prisão de lideranças, bem como na desarticulação das estruturas desses grupos”, diz o comunicado. A corporação afirmou ainda que atua em conjunto com a Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo. Já a Polícia Militar informou que o 16º BPM (Olaria) realiza policiamento intensivo na região, com ações voltadas à prevenção da expansão territorial de grupos criminosos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/distribuidora-investigada-por-ligacao-com-pcc-tem-contrato-de-r-1688-milhoes-para-abastecer-frota-da-pm-do-rj/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Acordo firmado em março de 2025 com a a Rede Sol previa fornecimento de mais de 36 milhões de litros de gasolina e diesel até abril de 2027; contrato poderia ser prorrogado por até 10 anos. Agora, quase 1 ano depois de operação policial contra empresa, PM prepara uma nova licitação. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 26/06/2026 O ex-governador Cláudio Castro e o ex-secretário da PM, Marcelo Menezes — Foto: Divulgação A Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa alvo de buscas na Operação Carbono Oculto, que investiga a estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), mantém um contrato milionário com o governo do Rio de Janeiro para abastecimento da frota da Polícia Militar. Quase 1 ano após a operação que movimentou o mercado financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima, e depois de o g1 questionar a PM sobre o motivo de a corporação ainda manter contrato com uma empresa investigada por ligação com o crime organizado, a corporação disse que o contrato é legal, mas que vai fazer uma nova licitação para o abastecimento das viaturas. (Confira nota na íntegra no final da reportagem). O Palácio Guanabara não quis comentar os questionamentos da reportagem. O contrato de R$ 168 milhões com a distribuidora foi assinado em março de 2025, na gestão do então secretário Marcelo de Menezes Nogueira, e vale até 2027. No começo deste ano, Menezes deixou o posto para se candidatar a deputado estadual. Pelo contrato, a empresa deve fornecer 32 milhões de litros de gasolina e mais de 4 milhões de litros de diesel S10, totalizando quase 37 milhões de litros de combustíveis para os postos internos da corporação. A gasolina representa R$ 147,8 milhões, enquanto o diesel responde por R$ 20,9 milhões. O contrato não especifica quantos veículos ou viaturas serão abastecidos. Atualmente, a corporação possui cerca de 5 mil veículos. Segundo o edital, o objeto prevê o fornecimento de combustíveis para toda a frota atendida pelos 70 postos internos da PM, nos batalhões, com sistema de gerenciamento e controle de abastecimento sem intervenção humana. Origem do dinheiro Desde que foi assinado, ainda na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), o acordo passou por pelo menos 3 alterações para incluir novas fontes de recursos orçamentários — ou seja, de onde viria o dinheiro para o contrato. Em julho de 2025, foram acrescentados R$ 456 mil provenientes de um convênio entre a PM e a Prefeitura de Barra do Piraí. Em outubro de 2025, outra alteração incluiu R$ 8,49 milhões de taxas destinadas ao Fundo Especial da PM. Já em novembro de 2025, uma 3ªalteração acrescentou R$ 1,77 milhão em recursos do próprio Fundo Especial da PM. Além dos apostilamentos financeiros, a Secretaria de Polícia Militar firmou um termo aditivo com a Rede Sol para prorrogar o prazo de instalação de equipamentos fornecidos em comodato e remanejar dois tanques de combustível entre batalhões. O contrato também prevê a possibilidade de prorrogação sucessiva, podendo alcançar até 10 anos de duração. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a Rede Sol é uma das empresas cujas notas comerciais foram adquiridas pelo Mabruk II Fundo de Investimento, no valor de R$ 30 milhões. O fundo é um dos 40 investigados pela Receita Federal como financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis. A operação foi apontada pelo MP como “instrumentalização da lavagem de capitais”. Gasolina batizada Meses antes, em maio do ano passado, o 38º BPM (Três Rios) identificou irregularidades no combustível fornecido pela Rede Sol. O caso resultou na abertura de um processo judicial. Na ocasião, um policial militar flagrou e apreendeu um caminhão da distribuidora que transportava gasolina com 37% de etanol anidro — índice 10 pontos percentuais acima do limite legal de 27% estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A irregularidade foi confirmada por laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, encaminhado à 108ª DP (Três Rios). O processo tramita sob sigilo na 2ª Vara da Comarca de Três Rios, que abrange também Areal e Levy Gasparian. Segundo o ex-secretário da Polícia Militar, a empresa foi notificada e multada em mais de R$ 1 milhão. Além disso, de acordo com Menezes, a Rede Sol foi proibida de participar de licitações no município de Três Rios pelo período de um ano. Contrato rescindido com prefeitura No começo do ano, a Prefeitura do Rio decidiu suspender a contratação da empresa Rede Sol, uma das vencedoras da licitação para fornecimento de diesel aos mais de 700 ônibus articulados da estatal Mobi-Rio, até a conclusão das investigações da Operação Carbono Oculto. A empresa Vibra Energia foi declarada vencedora, mas a Rede Sol poderia ser acionada como fornecedora em caso de problemas da primeira colocada para prestar o serviço. O resultado do pregão eletrônico habilitou a Rede Sol na condição de “empresa redundante”, capacitada para fornecer o equivalente a R$ 68,2 milhões em combustível. Mas pela lei das licitações, a Rede Sol só atenderia à Mobi-Rio caso ocorresse alguma falha no abastecimento de combustível pela Vibra Energia ou um aumento imprevisto de demanda. O que dizem os citados Procurado pela reportagem, o ex-governador Cláudio Castro afirmou que a responsabilidade pelo pregão cabe ao então secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes. Castro disse ainda que não irá comentar o caso. Por sua vez, o ex-secretário da Polícia Militar afirmou que o contrato foi firmado por meio de pregão eletrônico, o que permitiu a participação de outras empresas. Ele ressaltou que a Rede Sol tinha a documentação em dia, “não houve direcionamento” nem interferência para favorecer a vencedora da licitação. Ainda segundo Menezes, mesmo após a Operação Carbono Oculto, “não havia fundamento para romper um contrato essencial para o funcionamento” da instituição. O ex-secretário acrescentou que a empresa Rede Sol fornece combustível para diversos órgãos públicos, como a Presidência da República, o Exército e a Marinha, e declarou que está “tranquilo”, destacando que “não poderia estabelecer uma pré-condenação”. O ex-secretário também enviou uma nota. Veja na íntegra no final da reportagem. A PM afirmou que a contratação é legal e informou que a empresa cumpriu todas as exigências previstas no - [Rubio responde carta de Flávio Bolsonaro e reafirma posição dos EUA sobre tarifaço](https://politicariabrasileira.blog.br/rubio-responde-carta-de-flavio-bolsonaro-e-reafirma-posicao-dos-eua-sobre-tarifaco/): Rubio responde carta de Flávio Bolsonaro e reafirma posição dos EUA sobre tarifaço Secretário de Trump agradece apoio à classificação de facções como grupos terroristas, mas diz que investigação sobre Pix não cabe a ele e que brasileiros podem recorrer a audiência pública Por Johanns Eller | O Globo 26/06/2026 Carta do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em resposta a telegrama enviado por Flávio Bolsonaro no início de junho pedindo para que o governo Donald Trump não aplicasse novas tarifas contra o Brasil — Foto: Reprodução O secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçou em uma carta enviada a Flávio Bolsonaro a posição do governo Donald Trump de defender a imposição de tarifas ao Brasil. A carta enviada pelo homem-forte de Trump na última terça-feira (23), obtida com exclusividade pela equipe da coluna, é uma resposta à correspondência do início de junho em que o presidenciável do PL fez um apelo para os Estados Unidos não adotarem um novo tarifaço contra o país. Na mensagem, Flávio alegou que a imposição de novas sanções à economia brasileira pelo governo Trump traria “sérios danos” à população e disse estar confiante na sua vitória na eleição presidencial de outubro, o que poderia redefinir as relações entre Brasília e Washington. A campanha do bolsonarista divulgou o texto horas após o USTR anunciar a conclusão de uma investigação aberta sob a chamada Seção 301, que apura eventuais práticas comerciais de outros países que prejudiquem os EUA. A iniciativa foi uma tentativa de gerenciamento de crise, já que a ofensiva do governo Trump reverteu os benefícios que a visita de Flávio ao presidente americano vinha rendendo, por ter acontecido dias antes do anúncio da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O estrago provocado na campanha do bolsonarista pelo anúncio de que o governo dos EUA queria mais tarifas sobre os produtos brasileiros foi ainda maior porque, no mesmo dia em que divulgou a medida, Donald Trump postou em suas redes sociais uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro no Salão Oval, o que reforçou a tese de interferência eleitoral da Casa Branca e associou Flávio às ameaças de novas sanções. Na resposta ao brasileiro, Rubio ainda agradeceu o apoio à classificação do CV e o PCC como terroristas pelos EUA e chamou de “generosa” a proposta de Flávio de criar uma equipe de transição junto ao governo Trump caso seja eleito presidente. A ideia estava na mensagem enviada ao americano no início do mês. No entanto, não cedeu um milímetro na questão das tarifas e nem comenta as preocupações listadas pelo filho de Jair Bolsonaro em sua carta. Audiência No telegrama, Rubio reafirmou a posição dos EUA sobre políticas que supostamente prejudicariam a economia americana, entre elas o Pix, mas afirmou que as investigações comerciais que propuseram um novo tarifaço não são lideradas por ele e sim por Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês). “O Embaixador Greer deixou claro que nós permanecemos com diferenças substanciais em relação à solução das irregularidades apontadas nesta investigação. São questões relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e o desmatamento ilegal”, escreveu o secretário de Estado dos EUA. Sem convidá-lo diretamente, o americano frisou que os trâmites da investigação comercial incluem uma consulta e uma audiência públicas coordenadas pelo USTR, oportunidades nas quais o caso do Brasil poderia ser debatido junto ao governo americano. “Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de consulta pública e da audiência aberta que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA organizará em 6 de julho. A consulta ficará aberta até 1º de julho. Solicitações para participar da reunião deverão ser feitas até 22 de junho”, afirmou Rubio. Na última terça-feira, Flávio anunciou que se inscreveu para falar na audiência do USTR e viajará aos EUA para participar do encontro. Nas redes, o pré-candidato retratar a iniciativa como um esforço para sensibilizar a administração Trump e evitar novas sanções ao Brasil, possivelmente indicando a possibilidade de derrota de Lula nas urnas. A perspectiva de alternância de poder em Brasília é um dos pilares da pressão econômica e diplomática de Trump sobre o país, mas Rubio optou por uma postura mais comedida na carta para Flávio. Disse que os EUA estão atentos ao “otimismo” eleitoral de Flávio e agradeceu a ideia de criar uma ponte direta entre Brasília e Washington durante a transição de governos, mas enfatizou que o governo americano está disposto a “trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro” para resolver as diferenças comerciais entre os dois países. Em outras palavras, mesmo a linha dura do trumpismo admite que os EUA não terão outra opção a não ser conviver e dialogar com o presidente eleito em outubro. Rubio e Flávio se encontraram durante o périplo do filho 01 de Jair Bolsonaro por Washington no fim de maio. O presidenciável publicou uma foto com o secretário de Estado nas redes e exaltou o encontro antes da conclusão da investigação comercial americana. “Seguimos fortalecendo relações internacionais, defendendo a liberdade, a democracia e os valores que unem milhões de brasileiros e americanos”, escreveu Flávio Bolsonaro. Relembre a ameaça tarifária No início de junho, o governo dos EUA concluiu duas investigações comerciais que propuseram, separadamente, a imposição de um novo tarifaço à economia brasileira. A primeira delas é a citada na carta de Marco Rubio a Flávio Bolsonaro. Aberta em julho de 2025, mira o Pix e supostas defasagens nas medidas de combate à corrupção e à pirataria, entre outros pontos, e propôs a taxação de 25% sobre produtos brasileiros. Na ocasião, o governo Lula divulgou uma nota na qual classificou a proposta de novas tarifas como “injustificáveis” e falou em “sabotagem” por parte dos Bolsonaro. A segunda investigação do USTR, concluída na sequência, propôs a alocação de tarifas de 12,5% sobre a economia brasileira e de outros países. Os EUA sustentam que o Brasil, e a União Europeia e a cidade autônoma de Hong Kong, - [MPRJ ajuíza ação para suspender e anular licença das obras de empreendimento imobiliário na Gávea](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-para-suspender-e-anular-licenca-das-obras-de-empreendimento-imobiliario-na-gavea/): PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural da Capital ajuizou, nesta quinta-feira (25/06), uma ação civil pública para suspender e anular a licença para as obras do empreendimento imobiliário conhecido como “Gavi Gávea”, situado na Rua Marquês de São Vicente, nº 208, na Gávea, zona Sul do Rio. Por MPRJ 25/06/2026 MPRJ ajuíza ação para suspender e anular licença das obras de empreendimento imobiliário na Gávea A ação, ajuizada contra a empresa Marquês de São Vicente Empreendimentos Imobiliários, o Município do Rio e a Fundação Rio Águas, ressalta que a licença para a construção foi concedida de maneira irregular pela prefeitura, por não respeitar a legislação ambiental. A ACP destaca que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento autorizou o empreendimento com base no decreto estadual 42.356/2010, em prejuízo de norma jurídica de hierarquia superior, a lei federal 12.651/2012 (Código Florestal), que considera, como Área de Preservação Permanente, faixas marginais de cursos d’água naturais com largura mínima de 30 metros. Segundo o projeto aprovado, o empreendimento imobiliário é composto por 189 unidades habitacionais que serão construídas às margens de afluente do Rio Rainha, cujo curso d’água natural se encontra aberto e parcialmente canalizado a menos de 50 metros do empreendimento, com incidência de faixa não edificante (FNA). O fato demandaria análise técnica pela Rio Águas, que foi realizada, sem observância de critérios claros e objetivos para definir os parâmetros da faixa. A ação destaca que a licença concedida pela prefeitura estabeleceu um recuo de FNA de 1,5 metro de distância da margem do curso d’água que corta o terreno, fazendo incidir, sem embasamento técnico, o limite mínimo do decreto estadual de 2010, deixando de lado a regra mais restritiva que se deveria seguir, o artigo 4º do Código Florestal. Além disso, a ACP ressalta que a Lei nº 14.285/2021, que modificou trechos do Código Florestal, prevê a necessidade de regramento complementar municipal ou distrital para disciplinar de forma diferente (sempre de maneira mais rigorosa com a proteção do meio ambiente) sobre recuos do curso d’água em área urbana, não existindo, no Rio de Janeiro, legislação municipal regulamentando o tema. “Inequívoca e admitida, diante da existência de FNA como área de proteção ambiental, a necessidade de se estabelecer uma área de entorno livre que não pode ser construída, nem sequer usada como objeto de manobra de veículos, no intuito de salvaguardar a ambiência hídrica consolidada e existente no local. Trata-se, portanto, de empreendimento prejudicial e danoso para o meio ambiente, cuja implantação vem sendo conduzida sem a devida definição técnica dos parâmetros de proteção ambiental aplicáveis”, destaca a ação. Notícia anteriorPróxima notícia Duque de Caxias RJMDB Movimento Democrático BrasileiroNiterói RJPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Cidade que aportou milhões no Master também liberou consignado no Digimais](https://politicariabrasileira.blog.br/cidade-que-aportou-milhoes-no-master-tambem-liberou-consignado-no-digimais/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha São Roque (SP) investiu R$ 98 milhões de aposentados no Master e depois autorizou empréstimos de servidores em banco de Edir Macedo Por Ramiro Brites | Metrópoles 24/06/2026 Bispo Edir Macedo | Arte/Metrópoles Um ano após aportar R$ 98 milhões da previdência municipal no Banco Master, o município de São Roque, no interior de São Paulo, autorizou os servidores, inclusive os aposentados, a fazer empréstimos consignados com o Banco Digimais, alvo de operação da Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (23/6). Policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banco do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. O líder evangélico não foi alvo porque não mora no Brasil, mas teve a quebra de seu sigilo bancário e o bloqueio de seus bens decretados pela Justiça. A suspeita é a de que o Digimais manipulou balanços, fraudou registros regulatórios e inflou artificialmente valores de ativos para ocultar a real situação financeira da instituição, o que seria crime contra o sistema financeiro. Em outubro de 2025, quando São Roque autorizou os empréstimos consignados dos funcionários públicos do município, os problemas financeiros do banco de Edir Macedo já eram públicos. O contrato tem validade de um ano. Como o valor da prestação é descontado direto na folha de pagamento, o crédito consignado costuma ter juros menores do que os de mercado e ajuda a garantir mais liquidez aos bancos em momentos de crise. Meses antes, o Banco Central havia rejeitado a venda do Digimais para o BlueBank, banco de Maurício Quadrado, ex-sócio do Master e investigado pela PF pelos crimes que teriam sido cometidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seus parceiros. O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP), que levantou uma série de municípios que autorizaram empréstimos consignados do Digimais em municípios paulistas, acredita que os casos estão conectados. “Esses movimentos demonstram que as operações de crédito e as aplicações de recursos públicos não são eventos desconexos. Trata-se de um ecossistema complexo onde o endividamento do servidor e a alocação de milhões do erário municipal convergem sob a gestão de instituições financeiras interligadas”, afirma o deputado. O parlamentar também apontou contratos feitos em 2025 para consignados do Digimais em São José do Rio Preto e Tambaú, no interior paulista, e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Em nota enviada ao Metrópoles, a Prefeitura de São José do Rio Preto afirmou que não existem consignados junto ao Banco Digimais. “A instituição está habilitada junto à Administração com base em análise documental e até o pedido estava regular, porém não existem empréstimos ou cartões do banco em nome dos servidores.” Consignado a policiais paulistas A Polícia Militar (PM) de São Paulo também foi liberada para operar consignados do Banco Digimais, um mês antes de São Roque autorizar o mesmo tipo de empréstimo. O crédito consignado aos PMs paulistas abriu uma clientela considerável já que a corporação conta com mais de 80 mil policiais militares. A crise do Digimais ficou evidente desde a pandemia de Covid-19, quando o banco passou por problemas de inadimplência. Relatórios técnicos de 2024 e 2025 mostram que o patrimônio da instituição foi corroído e precisou de aportes recorrentes do próprio bispo Edir Macedo para não quebrar. O que diz a prefeitura Por meio de nota, a Prefeitura de São Roque afirmou que o banco “nunca realizou qualquer operação de empréstimo consignado junto aos servidores municipais por meio da Administração Municipal”. Acrescenta que “embora a instituição financeira tenha sido credenciada pela Prefeitura, assim como outras empresas que participaram do chamamento público e apresentaram a documentação exigida, o banco não chegou a concluir todas as etapas necessárias para sua habilitação junto à empresa responsável pela gestão dos empréstimos consignados”. “Dessa forma, como o cadastro junto à plataforma operacional responsável pelos empréstimos não foi finalizado, nenhum servidor municipal teve acesso a operações de crédito consignado realizadas por esta instituição por intermédio da Prefeitura de São Roque”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Operação da PF apura desvio de verba do transporte escolar em Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-da-pf-apura-desvio-de-verba-do-transporte-escolar-em-rio-das-ostras/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Ação cumpriu mandados de busca e apreensão e investiga esquema que teria direcionado contratos com uso de recursos federais; policiais militar e bombeiro estão entre os suspeitos. Por g1 25/06/2026 PF apura desvio de verba do transporte escolar em Rio das Ostras — Foto: Polícia Federal Rio das Ostras – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Rocha Leão, para apurar suspeitas de desvios de recursos públicos destinados ao transporte escolar no município de Rio das Ostras, na Baixada Litorânea do Rio. A ação é conduzida por policiais federais da Delegacia da PF em Macaé, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e do Corpo de Bombeiros Militar. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados. De acordo com as investigações, um dos alvos teria atuado para burlar a legislação e fraudar licitações, com o objetivo de direcionar a contratação do transporte escolar para pessoas próximas. Os recursos envolvidos são de origem federal. Ainda segundo a PF, outras duas pessoas também são apontadas como participantes do esquema, entre elas um policial militar e um bombeiro militar do estado do Rio de Janeiro. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, mídias e documentos, que serão analisados pelos investigadores. Os suspeitos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação e peculato. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Operação que mira deputado apreende helicóptero e dinheiro](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-que-mira-deputado-apreende-helicoptero-e-dinheiro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Josimar Maranhãozinho (PL-MA) é suspeito de desvio de emendas Por Elijonas Maia e Gustavo Uribe | CNN Brasil 25/06/2026 Helicóptero apreendido pela PF (Polícia Federal) no âmbito da Operação Afluente • Polícia Federal Brasília – A operação da PF (Polícia Federal) que mirou o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) apreendeu um helicóptero e dinheiro em espécie nos endereços dos alvos da investigação sobre desvio de emendas parlamentares. As investigações apontam indícios da existência de uma estrutura integrada por agentes públicos e privados supostamente destinada ao desvio de recursos públicos. Segundo as apurações, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e, posteriormente, direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado. Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Maranhãozinho porque o deputado é sócio de uma das empresas investigadas. A decisão que autorizou as buscas é do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). O deputado do PL foi condenado pelo STF em março deste ano por desvio de emendas. Ele negou irregularidades. Ao todo foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás e do Maranhão. Todas as apreensões serão periciadas e ficarão confiscadas durante o processo. A PF não detalhou, até o momento, o dono do helicóptero apreendido. O deputado ainda não se pronunciou sobre o caso. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Troca de presos na porta de delegacia: PMs vão responder por tentar facilitar fuga de miliciano](https://politicariabrasileira.blog.br/troca-de-presos-na-porta-de-delegacia-pms-vao-responder-por-tentar-facilitar-fuga-de-miliciano/): Troca de presos na porta de delegacia: PMs vão responder por tentar facilitar fuga de miliciano Policiais militares suspeitos de facilitar fuga pagaram fiança e vão responder em liberdade. Por Leslie Leitão, Erick Rianelli e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 25/06/2026 Imagens das câmeras em frente à delegacia mostram comparsa trocando de camisa com homem que já estava preso — Foto: Reprodução/TV Globo Um miliciano preso tentou trocar de roupa com um comparsa para sair de dentro de uma viatura da PM e fugir em frente à 35ª DP (Campo Grande). Três policiais militares que estavam responsáveis pelo homem foram presos por facilitarem a fuga. Tudo começou quando policiais militares do 40º BPM (Campo Grande) viram um Hyundai HB20 realizando manobras perigosas na Estrada do Campinho. No local, Marcos Paulo Rodrigues Júnior, apelidado de Orelha e apontado como contador da milícia da Zona Oeste, foi preso com uma pistola calibre 9mm, cinco carregadores e 63 munições. Em seguida, ele foi encaminhado para a 35ª DP (Campo Grande). Na rua em frente à delegacia, uma aglomeração se formou em torno da viatura onde “Orelha” estava preso. Para a polícia, houve uma tentativa deliberada de confundir os PMs e possibilitar a fuga do criminoso detido. Imagens de câmeras de segurança mostram que Lorran Siaca do Vale troca de blusa com Marcos Paulo, que sai de dentro da viatura andando. Os dois tentaram fugir, mas acabaram presos, juntamente com Naizio Honorato Faria. Lorran e Naizio já tinham anotações criminais por integrar a milícia da região. Os PMs pagaram fiança e vão responder em liberdade. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Diretoria informal, uso de laranjas e lavagem de dinheiro: entenda como o PCC atuava na viação Transunião, segundo investigação](https://politicariabrasileira.blog.br/diretoria-informal-uso-de-laranjas-e-lavagem-de-dinheiro-entenda-como-o-pcc-atuava-na-viacao-transuniao-segundo-investigacao/): Diretoria informal, uso de laranjas e lavagem de dinheiro: entenda como o PCC atuava na viação Transunião, segundo investigação Relatório da Polícia Civil aponta que empresa foi usada para ocultar patrimônio e movimentar recursos ligados ao crime organizado; gestão paralela tomava decisões fora da estrutura oficial. Por Bruno Tavares, Isabela Leite e Rodrigo Rodrigues | TV Globo, GloboNews e g1 SP 25/06/2026 O vereador Senival Moura, do PT, durante evento de campanha. — Foto: Divulgação/PT São Paulo – A investigação da Polícia Civil de São Paulo que deu origem à Operação Última Parada, realizada nesta quinta-feira (25), aponta que a empresa de transporte coletivo Transunião foi utilizada como instrumento de atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de um sistema paralelo de controle que envolvia diretoria informal, uso de “laranjas” e movimentação financeira típica de lavagem de dinheiro. Segundo o relatório a que a TV Globo teve acesso, a empresa não era comandada formalmente pela facção, mas operava sob influência direta de um núcleo externo à estrutura societária, responsável pelas principais decisões administrativas e financeiras. Essa influência, segundo os investigadores, era exercida através de uma estrutura híbrida de controle, que a Transunião combinava com diferentes formas de controle: Financeiro, com domínio sobre fluxos de dinheiro; Administrativo informal, fora da estrutura oficial; Patrimonial, com uso de “laranjas”; Coercitivo, com uso de violência.   Para os investigadores, a empresa operava como uma estrutura parcialmente legal, utilizada para movimentar e ocultar recursos ligados ao crime organizado, conforme detalhamento abaixo. Diretoria informal controlava decisões estratégicas De acordo com a investigação, a Transunião funcionava com uma espécie de “dupla gestão”. Embora existisse uma diretoria formal registrada nos órgãos municipais e estaduais, a real tomada de decisões ocorria em um núcleo paralelo, vinculado a pessoas com ligação direta com o PCC. Mensagens analisadas pela polícia indicam que decisões sobre pagamentos, repasses e liberação de valores dependiam da autorização de uma instância externa à empresa. Entre os envolvidos, segundo a investigação, está o vereador Senival Pereira de Moura, do PT, apontado como figura central no comando financeiro informal da viação, com poder para autorizar movimentações de dinheiro mesmo sem cargo oficial na companhia. Ele foi preso pela operação nesta quinta. Por meio de nota, a defesa do vereador Senival Moura disse que ele é inocente e recebeu com “profunda indignação” a decretação de sua prisão temporária. O advogado Márcio Sayeg diz que está tomando providências para prestar à Justiça os esclarecimentos necessários (leia íntegra abaixo). Sistema de cooperados ocultava donos reais A investigação também identificou um mecanismo usado para esconder os verdadeiros beneficiários da empresa. Planilhas encontradas mostram que cada ônibus da frota estava vinculado a duas figuras: o “cooperado”, dono formal do veículo, e o “cooperado oficial”, que recebia os lucros. Para a polícia, essa estrutura demonstra uma “dissociação deliberada entre a titularidade formal dos veículos e o domínio econômico”, típica de esquemas de ocultação patrimonial. Na prática, o sistema permitia esconder quem realmente lucrava com a operação da frota e dificultar o rastreamento do dinheiro. Dinheiro circulava fora da contabilidade Conversas obtidas nos celulares de investigados mostram que a empresa era usada para repasses financeiros paralelos. Determinações de depósito, cobrança e envio de valores eram feitas diretamente por integrantes do grupo. A polícia afirma que parte relevante das receitas era direcionada a pessoas sem vínculo formal com a empresa, incluindo familiares de operadores e outros beneficiários externos ao negócio. Esse fluxo, segundo o relatório, funcionava fora da contabilidade oficial e indicava a existência de um sistema paralelo de pagamentos. Recursos abasteciam integrantes do PCC Entre os destinatários dos valores aparecem pessoas com histórico criminal e apontadas como integrantes do PCC. Um dos exemplos citados é Anderson de Cássia Pereira, identificado em registros penitenciários como membro da organização criminosa. Para os investigadores, a movimentação financeira indica que a empresa servia como fonte de financiamento para integrantes da facção. O relatório descreve a Transunião como parte de um esquema maior de lavagem de capitais. A empresa teria sido utilizada para misturar receitas lícitas do transporte público com dinheiro de origem ilícita e redistribuir os valores por meio de empresas de fachada e contas interpostas. A investigação também relaciona a dinâmica financeira ao assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da empresa. De acordo com o relatório, o crime teria sido motivado por disputas internas envolvendo o controle do dinheiro e funcionaria como mecanismo de reafirmação de poder dentro da estrutura criminosa. O que diz o vereador Senival Moura O Vereador Senival Pereira de Moura recebeu com profunda indignação a notícia da decretação de sua prisão temporária no âmbito de investigação em curso. A medida causa enorme surpresa, sobretudo porque foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos e exige que todos os fatos sejam rigorosamente esclarecidos pelas autoridades competentes. O Vereador reafirma que confia na Justiça e tem absoluta convicção de que, ao longo da investigação, ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte. Desde o primeiro momento, sua defesa técnica está adotando todas as providências jurídicas cabíveis para ter acesso integral aos autos, compreender os fundamentos da decisão e apresentar os esclarecimentos necessários, exercendo plenamente o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. Senival Pereira de Moura sempre pautou sua trajetória pública pelo compromisso com a população, pela transparência e pelo respeito às instituições democráticas. Por isso, recebe a investigação com serenidade, certo de que a verdade prevalecerá. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ 26/06/2026 Operação que mira deputado apreende helicóptero e dinheiro 25/06/2026 Diretoria informal, uso de laranjas e lavagem de dinheiro: entenda como o PCC atuava na viação Transunião, segundo investigação 25/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas - [Digimais: de Miami, nos EUA, Edir Macedo usa Bíblia para mandar recado após operação da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/digimais-de-miami-nos-eua-edir-macedo-usa-biblia-para-mandar-recado-apos-operacao-da-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Direto de um apartamento avaliado em $ 13 milhões, fundador da Universal cita “grande ira” divina um dia após a Polícia Federal bloquear R$ 670 milhões de seu banco por suspeita de fraude contábil. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 25/06/2026 Edir Macedo usa Bíblia para reagir a ação da PF contra o Digimais (Reprodução / Youtube) A quilômetros de distância do epicentro de um escândalo financeiro que sacudiu o mercado brasileiro, o bispo Edir Macedo recorreu ao que sabe fazer de melhor: usar a retórica religiosa para responder a crises terrenas. De Miami, nos Estados Unidos, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e controlador do Banco Digimais publicou uma passagem bíblica enigmática nesta quarta-feira (24), menos de 24 horas após a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem. Em seu blog oficial e em seus perfis nas redes sociais, como o X (antigo Twitter), Macedo publicou um texto sobre Ezequias, rei de Judá. O trecho reproduzido de II Crônicas destaca que o monarca “não correspondeu ao benefício que lhe fora feito” e que, por ter o “coração exaltado”, atraiu sobre si uma “grande ira”. Sem citar a corporação policial, o bloqueio de centenas de milhões de reais ou as graves acusações de maquiagem contábil contra o Digimais, o líder religioso deixou no ar um recado que, nos bastidores da política, soou como uma advertência cifrada em meio ao avanço das investigações sobre os operadores da instituição financeira. Refúgio de $ 13 milhões e elevador para carros O contraste entre a pregação sobre a “ira divina” e a realidade material do bispo é o retrato de um império sem fronteiras. Edir Macedo não foi alvo direto de mandados de busca e apreensão na terça-feira (23) por um motivo simples e geográfico: ele reside nos Estados Unidos, blindado pelo superluxo da costa leste americana. O aviso bíblico foi disparado de um dos endereços mais caros e exclusivos do planeta. Macedo mora em um apartamento na suntuosa Porsche Design Tower, localizada em Sunny Isles Beach, na região metropolitana de Miami. O imóvel de altíssimo padrão, avaliado em cerca de R$ 17 milhões, ostenta um requinte peculiar de engenharia: o “Dezervator”, um elevador automotivo privativo que permite ao morador estacionar seus veículos de luxo diretamente dentro da própria sala de estar, a dezenas de andares de altura. Enquanto a PF brasileira apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços para esconder rombos e operações de crédito vedadas , Macedo observa o derretimento reputacional de seu banco do conforto de uma fortaleza de vidro voltada para o Oceano Atlântico. O cerco da PF e as revelações da Fórum A Operação Miragem, que mobilizou mais de 50 policiais federais em São Paulo para cumprir nove mandados de busca e apreensão, atingiu o coração financeiro do projeto de poder da Universal. A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 670,3 milhões em bens e valores, além de autorizar o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, medida que, como mostrada pela Fórum, também teve o próprio Edir Macedo como alvo de pedidos de quebra de sigilo pela PF. Segundo a investigação, iniciada a partir de relatórios do Banco Central, a cúpula do banco manipulava registros para aparentar solvência diante dos órgãos de controle, viabilizando operações irregulares no mercado. A crise do Digimais não é um raio em céu azul. Como a Fórum vem detalhando em suas reportagens , as ramificações do banco evidenciam forte influência nos bastidores de Brasília e dos estados. A transformação do antigo Banco Renner no atual Digimais foi chancelada pelo Banco Central sob a presidência de Roberto Campos Neto. Mais recentemente, o banco garantiu um filão lucrativo no estado de São Paulo ao ser credenciado no governo de Tarcísio de Freitas, nome umbilicalmente ligado ao partido da Universal, o Republicanos, para operar empréstimos consignados a policiais militares. Em nota, o Banco Digimais afirmou que permanece à disposição das autoridades e reafirmou seu “compromisso com a transparência”. A quebra dos sigilos, no entanto, promete puxar o fio de uma teia complexa. Até lá, o bispo segue em sua torre blindada na Flórida, empunhando as escrituras sagradas como escudo de relações públicas e palanque político. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Maranhãozinho é alvo de buscas da PF em operação sobre suspeita de desvio de emendas](https://politicariabrasileira.blog.br/maranhaozinho-e-alvo-de-buscas-da-pf-em-operacao-sobre-suspeita-de-desvio-de-emendas/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Deputado do PL já tinha sido condenado pelo STF em março por desvio de emendas. Nesta quinta (25) é alvo de nova operação. A reportagem tenta contato com a defesa do deputado. Por Camila Bomfim, Túlio Amâncio e Reynaldo Turollo Jr | g1 e GloboNews 25/06/2026 Deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) — Foto: Divulgação Brasília – O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (25), em uma operação que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado “orçamento secreto”. A reportagem procurou a defesa do deputado, mas até a última atualização desta reportagem não recebeu retorno. Batizada como “Operação Afluente”, a ação do investigadores apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligados a uma organização criminosa. Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Posteriormente, esses mesmos valores teriam sido direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado. Segundo interlocutores da polícia, um dos endereços alvo da operação seria ligado ao próprio deputado, já que Josimar Maranhãozinho aparece como sócio de uma dessas empresas. Se confirmada a participação dos investigados e os fatos forem confirmados, eles poderão responder, segundo a PF, pelos crimes de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa. A ação desta quinta foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Condenação anterior O deputado do PL já tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março por desvio de emendas. Ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados. Nesse processo em que foi condenado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação das emendas. A PGR citou também que o deputado monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário. Orçamento secreto O “orçamento secreto” foi o nome dado às emendas de relator (RP9), mecanismo do Orçamento da União em que a distribuição de recursos era feita a partir de indicações de parlamentares, mas sem transparência sobre quem solicitava os repasses nem critérios claros para a divisão das verbas. Os sistemas oficiais registravam apenas o nome do relator do Orçamento, sem identificar os autores das indicações, o que gerou questionamentos sobre o uso político desses recursos. O modelo ganhou força a partir de 2019 e movimentou bilhões de reais, até ser considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro de 2022, por falta de transparência e rastreabilidade, e acabar extinto — embora valores indicados em anos anteriores continuem sendo pagos como “restos a pagar”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Brasil condenado injustamente](https://politicariabrasileira.blog.br/brasil-condenado-injustamente/): Brasil condenado injustamente Os negociadores brasileiros não têm muitas esperanças de reverter a decisão do governo americano de impor novas tarifas Por Míriam Leitão | O Globo 25/06/2026 Lula e Trump se reúnem na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR Os negociadores brasileiros não têm muitas esperanças de reverter a decisão do governo americano de impor novas tarifas. A decisão final será no mês que vem e o país prepara as suas considerações finais. Um experimentado negociador me disse que este tem sido o mais difícil processo do qual já participou. Outro funcionário do governo brasileiro me explicou o seguinte: “É muito difícil evitar as tarifas porque há um claro desinteresse dos Estados Unidos em chegar a um acordo”. O presidente Donald Trump quer condenar o Brasil e não por motivos comerciais. O que me explicaram é que no processo contra 59 países e a União Europeia, em que alegaram que essas nações não têm legislação eficiente contra importação de países que usem trabalho forçado, a decisão americana será cobrar as taxas. É muito difícil para os países se defenderem, e os Estados Unidos querem arrecadar. —Eles não vão reverter para ninguém, porque querem substituir as tarifas de base, que foram derrubadas. Na cabeça de Donald Trump, é preciso arrecadar alguma coisa. Ele gosta do dinheiro entrando. E é curioso porque em países ricos o imposto de importação não deveria ter caráter arrecadatório. Trump mudou toda a lógica. Há também pouca expectativa de que não seja aplicada a tarifa de 25%, da seção 301 da lei de comércio. O Brasil foi “investigado” com base neste item da lei por supostos erros no comércio com os Estados Unidos. Esse foi um processo específico contra nós. — No caso da 301, temos perguntado a eles o que querem em certas áreas investigadas. Por exemplo, no desmatamento, querem mais dinheiro para o Ibama? Mais dinheiro do BNDES para o arco do reflorestamento? Eles não dizem, nem pedem nada. É como dizem, nem se o Brasil oferecer o céu, eles mudariam a atitude punitiva — me disse um dos negociadores brasileiros. Outro integrante do governo diz que é difícil contrapor qualquer coisa. Contou que o lado americano pergunta o que o Brasil vai oferecer e não pede nada específico. Um dos itens das acusações trata dos acordos que temos com o México e a Índia. – Eles dizem, ‘esses acordos estão atrapalhando as exportações dos Estados Unidos’. Falam como se eles mesmos não tivessem acordos com vários países. Por mais que o Brasil explique que o desmatamento tem caído, que há leis contra pirataria, que as vendas para a Índia e México são pequenas, e que o Pix não compete com serviços americanos, eles continuam nas suas posições. Essa onda de tarifas altas começou porque os Estados Unidos acusavam os países de lucrar com superávits permanentes no comércio bilateral. Mostramos que não é o nosso caso porque temos déficit. Mas isso não melhorou a situação para o país. É como se fingissem não entender essa diferença. Em janeiro, contudo, o representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, se vangloriou em rede social de ter superávit com o Brasil. Apesar do ceticismo com que os integrantes das equipes negociadoras do Brasil avaliam a realidade, a decisão política é a de continuar tentando um acordo. Agora têm acontecido as audiências públicas, os hearings. O governo não participa. São ouvidos apenas os integrantes do setor privado. Os negociadores preparam essas alegações finais reapresentando todos os nossos pontos e argumentos. Durante a negociação, por exemplo, foi perguntado quais produtos e linhas os Estados Unidos querem que as tarifas sejam reduzidas. Exceto do etanol, os americanos nada pediram. – Falam de um modo geral, em setores industriais, o automotivo, o médico, mas eles sabem que, se abrirmos, os grandes vencedores serão os países asiáticos que são mais competitivos. Perguntamos isso desde o ano passado. Reiteramos nos últimos meses e semanas. Eles sempre respondem de forma genérica — explicou um integrante da missão negociadora brasileira. A guerra tarifária de Donald Trump é para arrecadar mais e tentar impor sua vontade aos países parceiros. No caso do Brasil, o bombardeio tem sido uma tentativa de interferir no processo que condenou Jair Bolsonaro. Foi um pedido dos bolsonaristas, primeiro de Eduardo e depois de Flávio Bolsonaro. Agora eles tentam mudar a história, com pedidos para serem ouvidos nas audiências, nas quais, dizem, defenderão que não haja taxação. O Brasil será tributado com taxas punitivas, as empresas terão prejuízo, porque os Bolsonaro fizeram lobby contra o Brasil. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Operação mira cúpula de empresa de ônibus e vereador de SP por lavagem de dinheiro para o PCC](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-mira-cupula-de-empresa-de-onibus-e-vereador-de-sp-por-lavagem-de-dinheiro-para-o-pcc/): Operação mira cúpula de empresa de ônibus e vereador de SP por lavagem de dinheiro para o PCC Operação cumpre mandados de prisão e busca contra o vereador da capital Senival Moura, do PT, controlador da Transunião, e dirigentes da empresa. Por Bruno Tavares e Leonardo Zvarick | TV Globo e g1 SP 25/06/2026 O vereador Senival Moura, do PT, durante sessão de CPI na Câmara Municipal de São Paulo. — Foto: Divulgação/Rede Câmara São Paulo – A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagraram na manhã desta quinta-feira (25) a Operação Última Parada, contra um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público. Os agentes cumprem cinco mandados de prisão temporária e 104 de busca e apreensão. Os três presos são o vereador da capital Senival Moura, do PT, Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”), diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”), motorista e homem de confiança do vereador. Abaixo, veja quem são os demais alvos dos mandados de prisão: Lourival Monário (“Orelha”): atual presidente da Transunião, acusado de ser nomeado pelo PCC para garantir o escoamento de recursos ilícitos; Leonel Moreira Martins (“Cabeça Branca”): supervisor operacional que atuava como o interlocutor direto do PCC dentro da empresa, transmitindo ordens da facção.   Números da operação: Bloqueio de 117 veículos e 3 embarcações; Sequestro de 21 imóveis; Bloqueio de R$ 194.457.851,90 em contas dos alvos.   Os investigados são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas. Com a operação, a diretoria da Transunião foi afastada e a Prefeitura de São Paulo, comunicada para que sejam tomadas as medidas administrativas cabíveis. Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que “a operação dos ônibus da empresa Transunião segue funcionando, com a frota atendendo normalmente as linhas sob sua responsabilidade e sem prejuízo ao atendimento da população. A Administração Municipal aguarda a notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e definir as providências necessárias a partir de agora”. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou estar acompanhando os desdobramentos da operação “ao mesmo tempo em que temos toda a atenção para que o serviço funcione plenamente, o que tem ocorrido normalmente desde as primeiras horas da manhã”. A intenção de Nunes é fazer a intervenção na Transunião. O prefeito ponderou, no entanto, que precisa saber dos detalhes da decisão do juiz que ordenou a operação desta quinta: “Quero fazer a intervenção, só preciso tomar conhecimento do despacho do juiz”. “Gostaria de lembrar que assinei dois decretos em 2024 para romper contratos com uma empresa de ônibus que teria relação com o crime organizado. Nossa gestão mantém o compromisso de oferecer o melhor serviço para os 7 milhões de passageiros diariamente na cidade. As medidas cabíveis em relacao à empresa Transunião serão tomadas assim que a administração for notificada pelos órgãos competentes”, completou. Segundo os investigadores, Lourival está em Roma, na Itália. As autoridades vão pedir que o nome dele seja incluído na Difusão Vermelha, a lista de procurados da Interpol. Por meio de nota, a defesa do vereador Senival Moura disse que ele é inocente e recebeu com “profunda indignação” a decretação de sua prisão temporária. O advogado Márcio Sayeg diz que está tomando providências para prestar à Justiça os esclarecimentos necessários (leia íntegra abaixo). A defesa da Transunião informou que não teve acesso às informações da operação e enfatizou que o aumento do capital social da empresa se deve à incorporação de patrimônios como terrenos e imóveis, negando a entrada de dinheiro. Anderson Minichillo, advogado de Jair Ramos de Freitas afirmou que ainda não teve acesso aos autos, mas que deve tomar as medidas cabíveis para reverter a situação. Em nota, o PT informou que “acompanhará atentamente o desenrolar das investigações” e “a direção partidária determinou o encaminhamento do caso à Comissão de Ética, nos termos do Estatuto do PT. O procedimento poderá resultar nas medidas disciplinares cabíveis, inclusive no afastamento cautelar e na eventual expulsão do filiado, assegurados o amplo direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal”. “O Diretório Municipal do PT de São Paulo não compactua com qualquer prática ilícita e reafirma que todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com respeito à lei e às garantias constitucionais”, finaliza o comunicado. O g1 entrou em contato com assessores de Senival, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Os mandados estão sendo cumpridos em endereços da cidade de São Paulo, da região metropolitana e do município de Extrema (MG). A ação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. De acordo com a SPTrans, a Transunião opera 50 linhas municipais que, juntas, transportam 262 mil passageiros por dia útil, atuando principalmente na Zona Leste da capital paulista. Para cortar a influência dos investigados, a Justiça determinou o afastamento imediato de todos os atuais diretores e administradores da Transunião. Como o transporte de passageiros é um serviço essencial e não pode parar, a SPTrans foi notificada. Agora, o município precisa garantir que a frota continue rodando, seja decretando uma intervenção direta na empresa ou repassando as linhas da Transunião para outras viações da cidade. Morte de ex-presidente e o início da investigação O inquérito que desencadeou a ação desta quinta começou a partir da investigação do assassinato de Adauto Soares Jorge, antigo presidente da Transunião, executado em 2020. Documentos manuscritos conhecidos como “salves” do PCC revelaram que Adauto e o vereador Senival de Moura – apontado como o verdadeiro controlador da empresa – haviam sido condenados à morte por supostos desvios de valores da organização criminosa. “A facção teria descoberto, então, que Adauto desviava dinheiro da empresa para subsidiar uma espécie de ‘caixa dois’ para as eleições de 2020, privilegiando diretamente Senival em sua campanha à reeleição como vereador de São Paulo”, diz trecho da manifestação do MP. As investigações apontam que Senival concordou com a execução - [Governo Zema deu isenção de R$ 2 milhões à Eletrozema](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-zema-deu-isencao-de-r-2-mi-a-eletrozema/): Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Cadeia de varejo pertence à família do ex-governador; dado foi divulgado por ordem judicial Por Bernardo Mello Franco | O Globo 24/06/2026 Romeu Zema, governador de Minas Gerais — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O governo de Minas Gerais finalmente divulgou, por ordem judicial, a lista das empresas que receberam incentivos fiscais na gestão de Romeu Zema. Uma linha da planilha chamou a atenção da oposição mineira: a Eletrozema recebeu R$ 2.282.543,68 de desconto no ICMS a partir de 2024. Como o nome indica, a cadeia de lojas de eletrodomésticos pertence ao Grupo Zema, cujo principal acionista é… o ex-governador Zema. A coluna procurou o pré-candidato ao Planalto pelo Novo, mas ele ainda não se manifestou. Em março, antes de renunciar ao governo de Minas, Zema defendeu que a lista das empresas beneficiadas por isenções continuasse em sigilo. — Essa questão é como se fosse um segredo industrial. Nós não vamos dar publicidade a isso porque seria extremamente pernicioso para o estado de Minas — disse. [Atualização das 17h40: Em nota enviada à coluna, Zema disse não ver “nada de errado” com as isenções fiscais que seu governo concedeu à Eletrozema. “A empresa de que sou sócio tem regime especial de tributação desde 2008, quando eu ainda nem pensava em atuar na política”, escreveu. “Não há nada de errado nisso. O debate correto é: o regime é transparente? Estão disponíveis para todas a empresas do setor sem privilégio? Cumpre a lei? Gera atividade econômica, emprego, renda e arrecadação? Se a resposta for sim, atacar o instrumento é apenas transformar uma política tributária regular em manchete sensacionalista”.] Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Prefeitura inicia reparo em rua de Teresópolis após protesto criativo](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-inicia-reparo-em-rua-de-teresopolis-apos-protesto-criativo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Placa ao lado de buraco na Fazendinha viraliza nas redes sociais. Por Juliana Guzzo | g1 24/06/2026 Placa foi o objeto de protesto em Teresópolis — Foto: Redes Sociais Teresópolis – Após um protesto criativo de um morador, a prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, iniciou reparos em uma rua no bairro Fazendinha. Uma placa instalada ao lado de um buraco, que chamou atenção nas redes sociais, cobrava providências para o problema. Um problema de infraestrutura urbana na cidade ganhou repercussão nas redes sociais. Cansado de esperar pelo conserto de um buraco no início da Rua Jequié, no bairro Fazendinha, ele instalou uma placa no local contabilizando o tempo de existência do problema e convidando a prefeitura a agir. O cartaz trazia a mensagem “Dois meses, se quiser consertar”, em referência a um meme popular nas redes sociais. A autoria da placa não foi identificada, mas a manifestação teve resultado. Nesta quarta-feira (24), uma equipe da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos iniciou os reparos na galeria pluvial que provocou o afundamento da via. O caso chamou a atenção de moradores e internautas, que compartilharam imagens da ação bem-humorada como forma de cobrar uma solução para o problema. Recentemente, a prefeitura entregou um muro de contenção no bairro Fazendinha. Segundo a Secretaria de Obras, há um cronograma de operação tapa-buracos em diferentes pontos da cidade para melhorar as condições das vias. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Edir Macedo: R$ 10,4 bi na Forbes, banco na mira da PF e histórico de jatos e luxo em Miami](https://politicariabrasileira.blog.br/edir-macedo-r-104-bi-na-forbes-banco-na-mira-da-pf-e-historico-de-jatos-e-luxo-em-miami/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Enquanto instituição financeira ligada à Universal sofre bloqueio de R$ 670 milhões por suspeitas de fraudes, fundador desponta no ranking global de bilionários com rastro patrimonial que inclui venda milionária de ex-apartamento com elevador para carros. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 24/06/2026 Entrada do prédio onde Edir Macedo vendeu apartamento em Miami (Reprodução / Alan Santos PR) Edir Macedo consolidou sua presença na lista de bilionários da Forbes de 2026 com uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões, cifra que no câmbio atual ultrapassa os R$ 10,4 bilhões. O recorde financeiro do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) ganha os holofotes no exato momento em que o Banco Digimais, instituição controlada por seu grupo econômico, torna se o alvo central de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes no Sistema Financeiro Nacional. O montante atualizado coloca o líder religioso na 2.052ª posição do ranking global da Forbes. O salto em relação às estimativas anteriores, que rondavam a casa dos R$ 9 bilhões, dá a exata dimensão de um império que transcendeu o púlpito. O ecossistema macedista cruza dízimos, concessões públicas de radiodifusão, um banco chancelado pelo Estado e um histórico de patrimônio internacional de altíssimo padrão, frequentemente blindado por engenharias corporativas e isenções tributárias. O cerco da PF e as suspeitas sobre o Digimais A frente mais crítica do império atualmente é a financeira. A Fórum mostrou que a Operação Miragem da Polícia Federal investiga o Banco Digimais por suspeitas de gestão fraudulenta, falsificação de dados em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas. Com base em relatórios do Banco Central, a Justiça Federal de São Paulo autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores vinculados à instituição. A Fórum também revelou que a PF solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do próprio Edir Macedo no caso Digimais. O bispo só não foi alvo de mandados diretos de busca e apreensão no Brasil porque os registros da investigação apontam que ele reside atualmente no exterior. O avanço do Digimais não ocorreu à margem das engrenagens do poder público. A Fórum já havia detalhado que o banco obteve aval para operar com sua nova marca durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. No âmbito estadual, a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) credenciou a instituição para oferecer empréstimos consignados aos policiais militares de São Paulo, atrelando o negócio diretamente à fonte segura da folha de pagamento do Estado. O ex apartamento em Miami e a venda milionária O histórico imobiliário de Edir Macedo nos Estados Unidos ilustra o abismo entre o discurso de desapego material e a prática corporativa. O símbolo máximo dessa extravagância foi a unidade 4005 no Porsche Design Tower, um edifício futurista em Sunny Isles Beach, na Flórida. O prédio é conhecido internacionalmente pelo elevador automotivo que permite aos moradores estacionarem seus carros de luxo dentro da própria sala de estar. O empreendimento é voltado à superelite global, abrigando apartamentos cujos valores chegam a ultrapassar impressionantes R$ 177 milhões. Documentos imobiliários levantados pela organização norte americana Trinity Foundation, entidade dedicada a investigar a opacidade patrimonial de lideranças religiosas, revelam que o imóvel não pertence mais ao bispo. Adquirido inicialmente por US$ 9,65 milhões, o apartamento foi vendido em setembro de 2025 por expressivos US$ 13 milhões, valor próximo a R$ 67 milhões na cotação brasileira. Reportagem do portal The Roys Report acrescenta um detalhe que evidencia a simbiose entre as empresas do líder religioso: a venda do imóvel em Miami foi concretizada mediante uma procuração durável assinada por Wilon Cardoso, executivo apontado como CEO da Record Enterprise Television Inc., braço da emissora nos Estados Unidos. A Trinity Foundation localizou ainda um segundo condomínio de luxo em Sunny Isles Beach, avaliado em US$ 10,7 milhões. A propriedade está registrada sob uma empresa do tipo LLC, sem gestores identificados publicamente no registro oficial de Miami Dade, o que dificulta a vinculação direta, mas reforça suspeitas sobre uma complexa engenharia de blindagem do patrimônio familiar. Histórico de luxo: Mansão de 18 suítes e cobertura no Templo de Salomão O rastro de propriedades suntuosas associadas à liderança da Universal possui capítulos conhecidos também no território brasileiro. Em 2009, reportagens revelaram que a cúpula da igreja desfrutava de uma mansão cinematográfica em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. A propriedade contava com quatro andares, 18 suítes, cinema, piscina coberta e elevador panorâmico, registrada em nome da própria instituição religiosa. Anos depois, em 2014, registros da imprensa paulista apontaram a mudança do bispo e sua esposa para a cobertura do suntuoso Templo de Salomão, no Brás. O espaço blindado de aproximadamente mil metros quadrados foi descrito com requintes corporativos como jardim de inverno, acesso estritamente controlado por biometria e cartões magnéticos. Frota de jatos e imunidade tributária A circulação global da cúpula da Universal exige uma logística à altura dos bilhões listados na Forbes. O monitoramento patrimonial promovido pela Trinity Foundation vai muito além do mercado imobiliário. Por meio do projeto Pastor Planes, a entidade aponta a existência de aeronaves privadas de grande porte ligadas à igreja. A frota rastreada inclui modelos altíssimo custo da aviação executiva, como um Bombardier Global Express, um Dassault Falcon 2000EX, um Embraer EMB 505 e um Gulfstream G280. Essas aeronaves realizam rotas frequentes que conectam o Brasil a destinos na América do Norte, Europa e Oriente Médio. A exuberância patrimonial ganha contornos ainda mais superlativos quando se analisa o custo de mercado e a manutenção dessa frota internacional. O projeto Pastor Planes identificou aeronaves que figuram entre as mais caras e exclusivas da aviação executiva global. O jato Bombardier Global Express, por exemplo, possui versões cujos valores variam de 11 milhões a 15 milhões de dólares no mercado de seminovos, o que representa algo em torno de 57 milhões a 78 milhões de reais na cotação atual. Modelos mais antigos dessa mesma linha não saem por menos de 6,5 - [Justiça quebra sigilo do bispo Edir Macedo, da Universal e do Digimais](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-quebra-sigilo-do-bispo-edir-macedo-da-universal-e-do-digimais/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Bispo evangélico é alvo de operação da Polícia Federal contra um esquema para manipular demonstrativos e fraudar o sistema financeiro Por Rodrigo Tammaro e Renan Porto | Metrópoles 24/06/2026 Edir Macedo | Facebook/ Reprodução A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (23/6), a Operação Miragem, contra um esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Digimais, do bispo evangélico Edir Macedo. O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal. Além do religioso, também foi autorizada a quebra dos sigilos de outros 17 alvos da operação e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra nove alvos em São Paulo. De acordo com a corporação, Edir Macedo não é alvo dos mandados por residir no exterior. Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar sua real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares. A decisão judicial também autorizou a PF a sequestrar e bloquear bens do bispo e dos outros nove alvos de busca e apreensão. O montante é de mais de R$ 670 milhões e, segundo a corporação, corresponde ao ganho patrimonial com a suposta fraude. Quem são os alvos da operação Mandados de busca e apreensão Marcelo de Lima Brasil João Alves de Campos Rodrigo Ruggero João Luiz Urbaneja Thiago Rodrigues Urbaneja José Roberto Giancoli Filho Rodrigo Balassiano Banco Digimais S.A. ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.   Quebra de sigilo fiscal B.A. Empreeendimentos e Participações S/A Banco Digimais S.A. Bless Capital Gestora de Recursos Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A. Edir Macedo Bezerra EXP 1 FIDC-NP Guidare FIM CP Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP) RL ID 112 FIDC-NP ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. João Alves de Campos João Luiz Urbaneja José Roberto Giancoli Filho Marcelo de Lima Brasil Rocha Silva Consultoria e Estruturação (Marcos Serviços de Consultoria Ltda) Rodrigo Balassiano Rodrigo Ruggero Thiago Rodrigues Urbaneja   Segundo a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedada. O que dizem os envolvidos Em nota, a Bless Capital afirmou que não foi alvo da operação e não foi objeto de qualquer medida judicial relacionada ao caso. A gestora também afirmou que não possui vínculo societário com a ID e não integra o mesmo grupo econômico da companhia. “Trata-se de empresas independentes, com estruturas societárias, governança e administrações próprias, que atuam em funções distintas dentro do ecossistema do mercado de capitais.” A Bless Capital ainda reforçou que todas as operações são conduzidas em estrita observância à regulamentação vigente, aos normativos dos órgãos reguladores e às melhores práticas de governança do mercado. “Não procede qualquer alegação de utilização de fundos geridos pela companhia para fins de maquiagem contábil ou qualquer outra prática irregular. A Bless Capital permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que venham a ser solicitados e segue acompanhando o tema com total transparência e responsabilidade”, concluiu. A Rocha Silva Consultoria e Estruturação informou que recebeu com surpresa a notícia sobre a operação. “Prestei serviços de estruturação e intermediação da venda do direito de crédito de clientes e jamais prestei qualquer serviço ao banco Digimais”, afirmou o proprietário da empresa, Marco Antônio Rocha da Silva. “Me coloco a disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos, posto que a venda do ativo foi lícita e não tenho ciência, e tão pouco responsabilidade, sobre eventual sobrevalorização do mesmo pela instituição investigada, conforme citado em reportagem. A venda do direito creditório, que é um ativo financeiro, foi legal. Não tive nenhuma participação posterior nos fatos que estão sendo apurados. Na época nem sabia que esse ativo iria para o banco Digimais, a operação foi com um fundo”, afirmou. O Metrópoles aguarda a manifestação dos outros citados. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Piloto filmou sacola com suposto dinheiro destinado a Ciro Nogueira, diz relatório da PF (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/piloto-filmou-sacola-com-suposto-dinheiro-destinado-a-ciro-nogueira-diz-relatorio-da-pf-video/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Relatório da PF aponta que mensagem entre Vorcaro e Zettel sobre repasse ocorreu um ano após a viagem Em táxi aéreo, empresário Beto Louco teria perguntado se ‘senador Ciro já estava aguardando’; parlamentar ainda não se pronunciou Por Gabriela Cecchin | Folha de S.Paulo 24/06/2026 Ciro Nogueira (à esq) e Daniel Vorcaro (à dir) próximos ao Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, EUA – Reprodução São Paulo – A Polícia Federal investiga se uma sacola que o piloto Mauro Caputti Mattosinho afirma ter transportado em um voo para Brasília, em 6 de agosto de 2024, seria destinada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). A informação foi publicada inicialmente pelo portal ICL Notícias e obtida pela Folha por meio dos documentos da investigação e de entrevista com o piloto. Mattosinho trabalhou na TAP (Táxi Aéreo Piracicaba) e afirma ter transportado regularmente o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, alvo de operação por fraudes no setor de combustíveis. A investigação da PF apontou que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enviou ao operador financeiro Fabiano Zettel a mensagem: “Resolve Ciro e galerias hoje / Manda agora la”. Em resposta, Zettel encaminhou uma lista de pagamentos pendentes, na qual aparece a anotação “Espécie Ciro 350k”.  De início, a polícia acreditou que as mensagens teriam sido enviadas na mesma data da viagem; no entanto, após reavaliação detalhada do material, constatou-se que a conversa se deu no dia 6 de agosto de 2025, exatamente um ano depois. Ainda assim, a PF afirma que mantém suas suspeitas de dinheiro em espécie enviado ao parlamentar, com base tanto no relato do piloto quanto nas mensagens trocadas no ano seguinte. Procurado por WhatsApp desde a manhã de sexta-feira (19), Ciro Nogueira ainda não se posicionou. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não irá comentar. Advogados de Roberto Leme afirmaram à reportagem que nega qualquer transporte de recursos, bem como qualquer vínculo com Vorcaro, e diz que o empresário “nunca sequer deu um ‘bom dia’ ao ex-banqueiro ou pessoas ligadas a ele. Já a empresa TAP afirma que desconhece os fatos noticiados e que sua operação está “de acordo com a legislação pertiente, seguindo rigorosas regras de compliance”. Em declaração encaminhada à PF, Mattosinho relata que, em 6 de agosto de 2024, fazia o trajeto São Paulo-Brasília na aeronave PR-SMG quando recebeu do gestor uma sacola de papel que deveria receber “cuidado especial” porque continha “grana”. Segundo o piloto, o peso e o formato da embalagem o fizeram concluir que havia dinheiro em espécie no interior. “Eu fiz aquele vídeo no intuito de demarcar que eu não estava maluco”, disse posteriormente à PF. Ao pousar em Brasília, Mattosinho afirma que permaneceu na cabine enquanto os passageiros desembarcavam. Foi nesse momento, segundo ele, que ouviu Beto Louco perguntar a um funcionário se “estava tudo certo com o Ciro” e se “o senador Ciro já estava aguardando a gente”. O piloto afirma ter entendido que a referência era a Ciro Nogueira. Beto Louco levou a sacola para fora da aeronave, segundo o piloto, e não voltou com ela para São Paulo. SOB AMEAÇA, PILOTO VIVE SEM RESIDÊNCIA FIXA DESDE DEPOIMENTO Mattosinho afirma que passou a receber ameaças após começar a reunir documentos e procurar a Polícia Federal. Segundo ele, uma pessoa telefonou descrevendo o endereço de uma familiar e ameaçando cometer violência sexual contra ela. Em outro episódio, relata que uma mulher de sua família percebeu, por três sábados seguidos, um homem fotografando a frente de sua casa. Ele também diz que pessoas que se apresentaram como policiais o procuraram em um endereço antigo, sem deixar qualquer documento ou intimação. O piloto afirma ter contratado um especialista particular em proteção de testemunhas e adotado protocolos de segurança. Segundo ele, o advogado chegou a apresentar a possibilidade de solicitar sua inclusão no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, previsto em lei para pessoas que correm risco em razão da colaboração com investigações e processos judiciais, mas Mattosinho considerou que os impactos em sua vida pessoal e profissional seriam excessivos. O advogado especialista em direito penal Leonardo Tajaribe explica que a testemunha que está em situação de risco não é obrigada a entrar no programa, que pode impor limitações de contato, mudanças de rotina e, em alguns casos, alteração de endereço, afastamento do círculo social e medidas de sigilo. “Se incluída no programa, a testemunha não pode transformar a proteção em um cardápio de preferências. O programa funciona com regras próprias de segurança, apesar de algumas medidas serem negociadas dentro do possível”, afirma. Já o advogado criminalista Lucas Monteiro, sócio da Monteiro Porto & Perassoli Sociedade de Advogados, explica que serviços privados de segurança podem oferecer maior flexibilidade na gestão da rotina e permitir que a pessoa mantenha maior controle sobre suas decisões de deslocamento e contatos. Há dez meses, o piloto vive mudando de endereço a cada duas semanas e não consegue exercer a carreira na aviação executiva, setor em que trabalhou por 17 anos. “Meu trabalho dos sonhos. Meu pai era piloto, sempre quis ser piloto. Não está dando mais, infelizmente”, afirmou durante a entrevista. “Eu denunciei um crime e minha vida está absolutamente em frangalhos, profissionalmente.” Ele diz acreditar que será difícil conseguir voltar a trabalhar no setor. “Todo mundo que é usuário desse sistema de aviação executiva se conhece. Então eu me tornei meio que uma ‘persona non grata’, pelo menos por um tempo”, disse.https://www.dailymotion.com/video/xah8x2m Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [‘Método Master’: entenda os sinais de fraude no Digimais que são semelhantes ao caso do banco de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/metodo-master-entenda-os-sinais-de-fraude-no-digimais-que-sao-semelhantes-ao-caso-do-banco-de-vorcaro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas Por Eduardo Gonçalves, Thaís Barcellos, Aline Ribeiro e Matheus de Souza | O Globo 24/06/2026 Operação da PF bloqueia R$ 670,3 milhões e vê sinais de crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanço e operações de crédito vedadas — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena via Agência O Globo) Brasília e São Paulo – A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o banco digital Digimais, instituição controlada pelo empresário Edir Macedo. A ação ocorreu em São Paulo e incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões, e do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Segundo a PF, o Digimais teria adotado práticas similares às do Banco Master, ao captar recursos com oferta de investimentos com remuneração acima da média do mercado e a garantia de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas. A PF cita que, a exemplo do Master, o Digimais passou a emitir, a partir de 2023, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), referência do mercado. A PF afirma que a instituição replicou irregularidades, ao emitir títulos com “rentabilidades desproporcionais” às praticadas no mercado, usando o FGC como fator de atração. O FGC funciona como uma garantia a investidores que aportam até R$ 250 mil em instituições financeiras. O escândalo do Master resultou em necessidade de ressarcimento bilionária a investidores e na necessidade de aporte de instituições financeiras ao FGC. Além disso, o relatório policial aponta a “precificação de títulos antigos e sem valor da Vale em R$ 650 milhões, a avaliação de um terreno em Pernambuco por R$ 150 milhões quando o seu valor real seria inferior a R$ 10 milhões, e a marcação de uma carteira de automóveis em R$ 3,5 bilhões”. A superavaliação de ativos, segundo a PF, tinha como objetivo inflar artificialmente o patrimônio do banco. ‘Práticas temerárias’ “O Banco Digimais, sob o controle de Edir Macedo, adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”, diz trecho do relatório da PF. O banco é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Em outro caso, dois ativos que somavam R$ 71 milhões foram reavaliados em seguida em R$ 174,5 milhões, inflando de forma artificial o bem. “Como será adiante demonstrado, aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do Banco Digimais replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”, diz a PF. No pedido enviado à 7ª Vara Criminal Federal, a PF cita um processo encaminhado pelo Banco Central para o Ministério Público Federal a partir de indícios de irregularidades cometidas pelos gestores do Digimais, encontrados em processo de supervisão bancária. Em nota, a instituição afirmou: “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”. Em outro trecho do relatório, a PF aponta que o Digimais inflou em quase dez vezes o valor das cotas de fundos em seu balanço, contabilizando ativos que valiam R$ 71 milhões por R$ 741,348 milhões. A diferença, de R$ 670 milhões, é justamente o montante autorizado para bloqueio na Operação Miragem. A investigação indica que o banco usou uma estrutura de fundos para melhorar seus resultados contábeis. Manobra contábil De acordo com o documento da PF, a “manobra contábil” teve início quando o Digimais passou a deter cotas do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios não-padronizados. Essas cotas foram registradas no balanço do banco pelo montante de R$ 741,348 milhões. Os valores são referentes à compra de direitos de crédito a partir de uma ação de indenização ajuizada em 1967 por herdeiros da família Villela em face da União. A aquisição foi feita em etapas. Na primeira compra, em fevereiro de 2023, o ID112 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não-padronizados comprou fatia de 7,7% por R$ 9 milhões. Essa fatia foi transferida ao fundo Guidare, e o ativo foi reavaliado para R$ 100 milhões. Em nova etapa, em junho de 2023, outra fatia foi adquirida no valor de R$ 22 milhões e reavaliada posteriormente para R$ 130 milhões. “Tal fato resultou na apuração de rendas no valor de R$ 199 milhões, com o reconhecimento desses valores na contabilidade do Banco Digimais em função da valorização das cotas do fundo”, diz a PF. O processo teve nova repetição. Em setembro de 2023, o fundo Hermon comprou mais duas cotas de direito creditório da família Villela, cada uma no valor de R$ 20 milhões. Em reavaliação posterior, as cotas passaram ao total de R$ 174,590 milhões, cada. Com essas operações, o registro de patrimônio do fundo subiu ao patamar de R$ 741,348 milhões, “muito embora o custo de aquisição dos ativos perfizesse a soma de apenas R$ 71 milhões”, diz a PF. O BC constatou a infração e determinou a correção no balanço, para que os ativos voltassem ao valor de R$ 71 milhões. O banco pediu o parcelamento do impacto no balanço em cinco anos. Ainda assim, no dia 29 de - [Alvo da PF, Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientes](https://politicariabrasileira.blog.br/alvo-da-pf-digimais-e-acusado-de-se-passar-pelo-detran-para-cobrar-clientes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Clientes reclamam de cobrança de financiamento veicular do Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, com ameaças em nome do Detran Por Artur Rodrigues | Metrópoles 24/06/2026 Edir Macedo | Reprodução O Banco Digimais e assessorias de cobrança são acusados por clientes de se passar pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para cobrar dívidas, segundo uma série de relatos postados no site Reclame Aqui. O banco entrou nos holofotes nesta terça-feira (23/6) após ser alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra um esquema de fraudes financeiras. Ao todo, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão e quebrou sigilos bancário e fiscal. O dono do banco, bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, não foi alvo dos mandados por residir no exterior, mas teve a quebra de sigilo e o bloqueio de bens decretados pela Justiça. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 670 milhões de 10 dos alvos da operação. Enquanto na operação o Digimais é apontado como responsável por inflar artificialmente o próprio patrimônio, a clientela do banco reclama de práticas abusivas por parte da instituição financeira. Um dos relatos, por exemplo, afirma ter recebido uma cobrança incomum devido ao financiamento de seu veículo. A cobrança teria sido feita não em nome do banco, mas sim do Detran, segundo o relato. “O Detran não faz comunicado para cobrar o cliente de parcela em atraso e sim de multas e imposto a que lhe compete, em caso extremo faz o bloqueio do veículo via judicial como demanda a lei. Posso estar em atraso, mas não sou desinformado”, afirmou o cliente. Busca e apreensão Outro cliente reclama de uma assessoria que teria mandado SMS se passando pelo Detran “com ameaças de suspensão de CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão” relativas a uma dívida com o Banco Digimais. No Reclame Aqui, o próprio Digimais admitiu que “que a mensagem enviada via SMS ficou fora do padrão de comunicação adotado pela instituição”. “O caso está em tratamento internamente, com reforço das orientações relacionadas à conduta e comunicação com clientes”, afirmou a ouvidoria do banco. Em outro caso parecido, a ouvidoria do banco afirmou que “identificou-se divergência pontual em comunicação encaminhada, em desacordo com as diretrizes e padrões de comunicação adotados pela instituição”. Na plataforma, a instituição bancária tem reputação considerada ruim. O Metrópoles procurou a assessoria da Digimais, que não se posicionou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Operação contra o Digimais A representação da Polícia Federal que fundamentou a operação contra o Banco Digimais aponta que a instituição do bispo evangélico Edir Macedo seguiu o mesmo modus operandi do Banco Master, pivô de um dos maiores escândalos financeiros da história do país. Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares. No documento, a PF aponta que o banco controlado por Edir Macedo “adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”. Segundo a corporação, a instituição de Daniel Vorcaro implementou um modelo de captação massiva de recursos, atraindo clientes a partir da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno muito superiores às praticadas no mercado. A representação destaca ainda que tal captação não possuía lastro e sustentou-se na expectativa de cobertura por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instituição criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra da instituição. De acordo com a PF, isso demonstra que “a gestão utilizou a garantia coletiva para captar liquidez, ocultar o passivo a descoberto e transferir o risco da operação para o sistema financeiro”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Obras na Reta seguem em Teresópolis com retirada de ciclofaixa e recapeamento](https://politicariabrasileira.blog.br/obras-na-reta-seguem-em-teresopolis-com-retirada-de-ciclofaixa-e-recapeamento/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) e gera debate sobre mobilidade urbana no município. Por Juliana Guzzo | g1 23/06/2026 Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) — Foto: Divulgação Teresópolis – As obras de recapeamento da Avenida Feliciano Sodré, conhecida como Reta, seguem nesta terça-feira (23) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A intervenção, iniciada na segunda-feira (22), ocorre no sentido Várzea-Alto e inclui a recuperação do asfalto e a retirada da ciclofaixa existente no trecho, medida que tem gerado questionamentos entre moradores e usuários da via. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a mudança busca adequar o espaço à faixa exclusiva para ônibus e ampliar a área destinada à circulação de veículos. A retirada da ciclofaixa reacendeu o debate sobre mobilidade urbana na cidade. Durante o primeiro dia das intervenções, moradores relataram preocupação com a perda de um espaço utilizado tanto para deslocamentos diários quanto para atividades físicas e de lazer. De acordo com a prefeitura, as alterações estão previstas em um estudo de mobilidade elaborado pelo município. A administração municipal informou ainda que uma nova ciclofaixa será implantada após a abertura da via que passará pela área da antiga fábrica têxtil Sudamtex, conectando o trecho à Rua Nilza Chiapeta Fadigas, na Várzea. As equipes continuam atuando na região nesta terça-feira, e agentes da Guarda Civil Municipal acompanham a operação para orientar o trânsito e minimizar os impactos no fluxo de veículos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Digimais usou dívida que vem desde 1942 para inflar balanço, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/digimais-usou-divida-que-vem-desde-1942-para-inflar-balanco-diz-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Família de homem morto em 1955 cobra União por decisão que deu origem à Vale. Digimais comprou créditos e os remarcou valendo 9 vezes mais Por Demétrio Vecchioli e Renan Porto | Metrópoles 23/06/2026 Edir Macedo | Arte/Metrópoles A Polícia Federal acusa o Digimais de utilizar direitos sobre créditos que vêm desde 1942 para inflar os balanços financeiros da instituição em pelo menos R$ 670 milhões. São dívidas da União com os herdeiros de um dos antigos sócios da Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, encampada pelo presidente Getúlio Vargas para dar origem à Companhia Vale do Rio Doce – hoje conhecida só como Vale. Em 1967, os antigos acionistas da CBMS e da Itabira de Mineração e seus herdeiros entraram com uma ação contra a União cobrando uma indenização pelos direitos dos minerais valiosos que foram encampados por Vargas, conseguindo uma vitória definitiva em 1984, quando a sentença transitou em julgado. Há 42 anos, ficou definido que a União deveria pagar a eles 7 mil ações da Companhia Vale do Rio Doce (o que equivalia a 3,5% da companhia) e repassar todos os desdobramentos, bonificações e dividendos acumulados desde 1967. Mas, até agora, ninguém recebeu, porque o processo, que tramita na 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, ainda está em fase de liquidação, dada a complexidade dos cálculos e da constante substituição de beneficiários, uma vez que os credores vão morrendo e deixando herdeiros. Entre autores da ação inicial, estava Gastão de Azevedo Villela, um homem nascido em 1877 e que morreu em 1955. Os herdeiros dos seus herdeiros, que têm direito a 13,5% daquelas 7 mil ações da Vale, têm tentado, há 59 anos, serem indenizados pela União, até agora sem sucesso. Depois que gerações dos Villelas morreram sem pôr a mão no dinheiro, a família optou por vender parte dos seus direitos creditórios para o Digimais, que, de acordo com a Polícia Federal, começou a pôr em prática sua estratégia no início de 2023: adquirir fatias desse crédito por valores de mercado e, imediatamente, remarcá-las por valores astronômicos nos livros contábeis. A primeira etapa ocorreu por meio do ID 112 FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que registrou ter adquirido uma parcela de 7,7% do crédito de indenização por R$ 9 milhões. Pouco tempo depois, esse mesmo ativo foi transferido para outro veículo do grupo (o Fundo Guidare) e reavaliado para R$ 100 milhões. O procedimento se repetiu mais adiante naquele ano, quando uma nova fatia, de 9,25%, foi comprada por declarados R$ 22 milhões e remarcada no balanço por R$ 130 milhões. Operação cresce Em setembro de 2023, a operação escalou com a entrada do Hermon FIDC, outro fundo do Digimais, que comprou duas novas partes do crédito diretamente da família Villela, pagando declarados R$ 20 milhões por cada uma. Após manobras baseadas em pareceres jurídicos, cada uma foi remarcada para R$ 174,5 milhões. Assim, direitos creditórios que teriam custado efetivamente R$ 71 milhões, segundo a PF, foram registrados nos balanços do grupo de Edir Macedo valendo R$ 741,3 milhões, sem qualquer atualização na ação que permitisse concluir que o processo de liquidação, que já dura 42 anos, se aproxima da conclusão. Acusada pelos sucessores dos autores da ação de se opor “maliciosamente à execução, empregando ardis e meios artificiosos”, a União provisionava R$ 7 bilhões para pagar a dívida, cujo cálculo é altamente complexo – para o último perito judicial ouvido, é na verdade impossível. Em 2014, na Lei de Diretrizes Orçamentárias daquele ano, porém, provisionou R$ 24 bilhões para pagá-los, valor que agora os autores da ação cobram. Com direitos sobre 13,5% sobre o valor que vier a ser pago, os Villelas receberiam R$ 3,2 bilhões a partir dessa base. Eles venderam ao Digimais direitos sobre cerca de um terço disso, o que daria potenciais R$ 1 bilhão, para serem divididos com advogados que há 59 anos atuam no processo. Além disso, a expectativa de pagamento vem desde 1984, o que desvaloriza de forma significativa o valor desses papéis no mercado. Tanto que eles toparam vender por brutos R$ 71 milhões. Valorização artificial Assim, para a PF, o que o Digimais fez foi uma valorização artificial, que o permitiu apresentar um patrimônio líquido robusto, essencial para que a instituição pudesse captar mais recursos junto ao público por meio de CDBs, em movimentação que a PF aponta ter fortes semelhanças com o Banco Master. A fraude, contudo, foi identificada pelo Banco Central, que determinou que o banco revertesse os lançamentos, voltando ao valor original de custo. Para evitar o rombo que essa correção causaria, o Digimais desenhou uma nova manobra: no final de 2025, o banco vendeu as cotas dos fundos que continham os créditos para sua própria controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações. A venda foi registrada pelo valor inflado de R$ 741,3 milhões, mas com uma cláusula peculiar: o pagamento só ocorreria em 2032. Essa operação, classificada pela PF como uma “burla à determinação de correção” do BC, permitiu que o banco mantivesse a aparência de riqueza, transformando um ativo duvidoso em um valor a receber do controlador. Além disso, a transação estourou os limites legais de exposição de crédito ao controlador em quase R$ 700 milhões. A fragilidade desses ativos também foi apontada por auditorias independentes. A Clifton Larson Allen (CLA) chegou a emitir um relatório com abstenção de opinião, afirmando que não foi possível concluir sequer sobre a existência física dos documentos de lastro ou sobre as premissas usadas para definir o valor bilionário dos créditos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are - [Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT](https://politicariabrasileira.blog.br/sostenes-aciona-embaixada-dos-eua-apos-mendonca-determinar-remocao-de-video-que-sugere-financiamento-do-cv-e-pcc-ao-pt/): Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Bolsonarista disse ter atribuído ao governo americano, na gravação, as ‘suspeitas’ e sustenta que apenas as autoridades do país poderão esclarece-las Por Luis Felipe Azevedo | O Globo 23/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira ter enviado um ofício à embaixada americana após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a remoção de um vídeo publicado pelo deputado. Na postagem, ele associa o PT às facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC). O bolsonarista disse ter atribuído ao governo dos Estados Unidos, na gravação, as “suspeitas” descritas no post. — Em nenhum momento do meu vídeo eu afirmei. Eu disse que há suspeita do governo americano de que há financiamento de recursos do Comando Vermelho e do PCC ao Partido dos Trabalhadores — disse Sóstenes a jornalistas na Câmara. A decisão pela remoção foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. Sóstenes sustenta que apenas o governo americano poderá esclarecer as suspeitas. No documento enviado à embaixada dos Estados Unidos, o bolsonarista solicita uma audiência pública com o representante americano no Brasil. — Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita — completou. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Sóstenes afirmou que, apesar de não concordar com o entendimento do magistrado, cumpriu a determinação no prazo previsto de 24 horas. ‘Caráter eleitoral’ Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima](https://politicariabrasileira.blog.br/master-e-digimais-como-paulo-guedes-e-campos-neto-no-ex-governo-bolsonaro-promoveram-a-farra-financeira-da-faria-lima/): Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Investigações da PF sobre os bancos Master, de Daniel Vorcaro, e Digimais, de Edir Macedo, desnudam os efeitos de uma agenda neoliberal nos governos Temer e Bolsonaro que Flávio Bolsonaro quer reproduzir se vencer a eleição. Por Plínio Teodoro | Fórum 23/06/2026 Paulo Guedes, Jair Bolsonaro, Campos Neto e Ciro Nogueira no lançamento do novo Marco de Garantias, uma das medidas que permitiu a farra na Faria Lima (Marcelo Camargo / Agência Brasil) O escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelados na Compliance Zero, e a Operação Miragem sobre o Digimais, de Edir Macedo, revelam os efeitos colaterais de um modelo de desregulamentação financeira iniciada no governo golpista de Miche Temer (MDB) e levada às últimas consequências pelo “super” ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do “autônomo” Banco Central Roberto Campos Neto no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Vendida como “modernização” do sistema financeiro – mesma alcunha agora propalada por Flávio Bolsonaro para seduzir a Faria Lima -, as resoluções e medidas de Guedes e Campos Neto abriram caminho para um ecossistema de fintechs, bancos digitais e operações financeiras que Sob o governo Lula estão no centro de investigações da Polícia Federal. Durante anos, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto venderam ao mercado a ideia de que o Brasil precisava romper o suposto oligopólio bancário para estimular a concorrência, democratizar o crédito e acelerar a inovação financeira. Sob esse discurso, foram criadas condições para a explosão de fintechs, bancos digitais, plataformas de crédito e estruturas financeiras que passaram a disputar espaço com as instituições tradicionais. O problema é que, enquanto a Faria Lima festejava a abertura, a fiscalização parecia perder capacidade de acompanhar a velocidade das transformações. Diante das investigações que alcançam Master e Digimais, emerge uma questão inevitável: os potenciais crimes identificados pela Polícia Federal são resultado de casos isolados ou revelam fragilidades de um modelo regulatório concebido justamente para flexibilizar barreiras e acelerar a expansão do setor financeiro? A resposta começa antes mesmo da chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Governo Temer: a origem A origem da atual arquitetura financeira remonta ao governo Michel Temer (MDB). Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução 4.656, criando as Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs). À primeira vista, tratava-se de uma medida técnica destinada a estimular a inovação. Na prática, inaugurava uma ruptura histórica. Pela primeira vez, empresas não bancárias poderiam conceder crédito diretamente ao público sem a necessidade de se transformarem em bancos convencionais. A medida foi recebida com entusiasmo pela Faria Lima. O argumento era simples: mais concorrência reduziria juros e ampliaria o acesso ao crédito. Mas, a resolução também marcou o início de um processo de fragmentação do sistema financeiro. Novos agentes passaram a operar em um ambiente regulatório significativamente mais leve do que aquele imposto aos grandes bancos, enquanto o Estado apostava que a supervisão baseada em risco seria suficiente para acompanhar a expansão do setor. Bolsonaro: o financismo como política de Estado Quando Roberto Campos Neto assumiu um “autônomo” Banco Central, em 2019, esse processo foi acelerado e transformou o financismo em política de Estado. Diferentemente de seus antecessores, que viam a estabilidade financeira como prioridade absoluta, Campos Neto passou a tratar inovação e concorrência como objetivos centrais da autoridade monetária. A partir daquele momento, o BC deixou de atuar apenas como fiscalizador para assumir também o papel de indutor da expansão do mercado financeiro. Em 2020 veio o Sandbox Regulatório, mecanismo que permitiu a empresas selecionadas testar produtos e modelos de negócios sob regras diferenciadas de supervisão. A iniciativa era inspirada em experiências internacionais e apresentada como ferramenta de modernização. Mas também representava uma mudança de paradigma: o foco deixava de ser a prevenção de riscos para privilegiar a experimentação e o crescimento. O passo seguinte foi ainda mais ambicioso. Em 2021 entrou em operação o Open Banking, posteriormente ampliado para Open Finance. O sistema obrigou instituições financeiras a compartilhar dados de clientes, permitindo a integração de bancos, fintechs, plataformas de crédito e empresas de tecnologia em uma mesma rede. A Faria Lima, mais uma vez, comemorou. Campos Neto celebrou com Guedes a “modernização” no mercado brasileiro. No entanto, pouco se discutiu sobre os desafios de supervisão que surgiam a partir da criação de um ecossistema financeiro cada vez mais complexo, pulverizado e interconectado. “Terceirização” e Farra no mercado financeiro Foi nesse ambiente que prosperou o modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS). Empresas sem tradição bancária passaram a oferecer contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros utilizando a estrutura de instituições parceiras, em uma espécie de “terceirização”, a reboque do que acontece em outros setores, como o do trabalho, com o avanço do ultraliberalismo. A fronteira entre banco, fintech, empresa de tecnologia e plataforma financeira tornou-se cada vez mais difusa. O sistema cresceu. A fiscalização, não necessariamente. Paralelamente, a aprovação da Lei Complementar 182, o chamado Marco Legal das Startups, e da autonomia formal do Banco Central consolidou a visão de que a expansão do mercado financeiro deveria ocorrer com o mínimo de interferência estatal possível. As propostas estão no cerne do “pensamento” de Paulo Guedes, um entusiasta do neoliberalismo, alçado em 2018 pela mídia liberal e Faria Liberal como “o posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, uma espécie de oráculo que colocaria uma mordaço no confesso ignorante em Economia que seria colocado no Planalto após a prisão de Lula por outro “super” ministro, Sergio Moro, hoje candidato do clã ao governo do Paraná. O resultado foi a criação de um ambiente altamente favorável à entrada de forasteiros no mercado financeiro, à circulação de grandes volumes de recursos e ao surgimento de estruturas cada vez mais sofisticadas, que dificultavam a fiscalização. A brecha permitiu que o “empresário” Daniel Vorcaro e o “bispo” Edir Macedo se tornassem banqueiros, conseguindo do BC de Campos Neto o aval para operacionalizar o Master, em 2019, e o Digimais, - [O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF](https://politicariabrasileira.blog.br/o-que-e-o-digimais-banco-controlado-por-edir-macedo-e-investigado-pela-pf/): O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF Instituição financeira está no centro da Operação Miragem e enfrenta desafios regulatórios e financeiros Por O Estado de S.Paulo 23/06/2026 Antigo Banco Renner, o Digimais passou ao controle de Edir Macedo e mudou de nome em 2020 Foto: Reprodução/bancodigimais.com.br O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso Edir Macedo, está no centro da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, para investigar suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades em operações de crédito. Fundado em 1981 em Porto Alegre, o banco tem origem no antigo Banco Renner, criado pela família de mesmo nome. Na época, a instituição concentrava suas atividades na concessão de empréstimos consignados e no financiamento de veículos, com foco no varejo. A aproximação de Edir Macedo começou em 2009, quando o Grupo Record adquiriu 40% das ações do Banco Renner. A operação só foi formalmente aprovada pelo Banco Central em 2013, quando Macedo e sua mulher, Ester Bezerra, passaram a deter 49% da instituição.  O controle integral foi assumido em 2020, quando o casal adquiriu a participação remanescente do banco. Após a operação, a instituição passou por um processo de reformulação e adotou o nome Digimais. Segundo a Polícia Federal, os problemas que culminaram na investigação têm relação com operações realizadas nos últimos anos. Os investigadores apontam que, em março de 2025, o banco realizou uma cessão de créditos estimada em R$ 660 milhões para o fundo FIDC EXP 1. A transação deu origem a uma disputa judicial após questionamentos sobre a qualidade dos ativos negociados e a existência da documentação necessária para comprovar os créditos. As apurações também mencionam uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Digimais a carteiras de crédito ligadas ao Banco Master. Após a liquidação da instituição, esses ativos passaram a ser alvo de questionamentos sobre qualidade, lastro e regularidade documental. Ainda de acordo com a investigação, houve uma tentativa de venda do Digimais em janeiro de 2025 para Maurício Quadrado, executivo com passagem pelo Banco Master, por meio do Bluebank. A operação acabou vetada pelo Banco Central. Meses depois, em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a assinatura de documentos para uma possível aquisição do controle do Digimais. Segundo a Polícia Federal, a negociação ocorreu em um contexto de dificuldades de liquidez enfrentadas pela instituição para honrar compromissos financeiros. A conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias, incluindo aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Além da investigação da PF, o banco também sofreu nesta semana um rebaixamento de classificação pela agência Fitch Ratings, que citou incertezas sobre sua situação financeira e retirou as avaliações de crédito da instituição por falta de informações suficientes para acompanhamento adequado. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPolícia Federal PFPorto Alegre RS Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Prefeito de Nova Friburgo veta auxílio-alimentação para vereadores e aponta irregularidade fiscal](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeito-de-nova-friburgo-veta-auxilio-alimentacao-para-vereadores-e-aponta-irregularidade-fiscal/): Prefeito de Nova Friburgo veta auxílio-alimentação para vereadores e aponta irregularidade fiscal Benefício de R$ 50 por dia útil havia sido aprovado pela Câmara e teria impacto anual estimado em R$ 277 mil. Por Nathalia Rebello | g1 23/06/2026 Câmara Municipal de Nova Friburgo — Foto: Divulgação Nova Friburgo – O prefeito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, Johnny Maycon (PL), vetou integralmente a lei que criava auxílio-alimentação para os vereadores do município. A decisão foi formalizada nesta segunda-feira (22), por meio do Ofício de Gabinete nº 057/2026, enviado à Câmara Municipal. Nas justificativas, o chefe do Executivo afirma que a medida é inconstitucional, representa aumento de despesas em um momento de restrição fiscal e contraria princípios da administração pública. A proposta, aprovada pela Câmara em 26 de maio por 11 votos favoráveis e oito contrários, alterava a Lei Municipal nº 4.996/2023 para incluir os parlamentares entre os beneficiários do auxílio-alimentação já concedido aos servidores da Casa. O benefício seria de R$ 50 por dia útil para cada vereador, com impacto anual estimado em R$ 277,2 mil, segundo estudo elaborado pelo próprio Legislativo. Nas razões do veto, Johnny Maycon afirma que Nova Friburgo ultrapassou o chamado limite prudencial de despesas com pessoal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que impede a criação de novas vantagens ou despesas continuadas. “Ocorre em momento de extrema restrição fiscal, no qual o Município de Nova Friburgo encontra-se acima do limite prudencial de despesas com pessoal”, diz o texto encaminhado à Câmara. O prefeito argumenta ainda que, embora o auxílio tenha sido classificado pelos autores como verba indenizatória, o pagamento representaria aumento de despesa corrente e seria incompatível com a necessidade de contenção de gastos. Segundo o documento, a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a concessão de vantagens quando as despesas com pessoal ultrapassam 95% do limite legal estabelecido. O Executivo também cita decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) para sustentar a tese de ilegalidade da medida. Além da questão fiscal, a prefeitura afirma que a criação do benefício afronta princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e razoabilidade. No texto do veto, Johnny Maycon argumenta que a concessão de uma nova vantagem a agentes políticos, em um cenário de restrições financeiras, “pode caracterizar privilégio corporativo que destoa da realidade social e das reais necessidades da população de Nova Friburgo”. A proposta foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, presidida pelo vereador Dirceu Tardem (PL). Durante a tramitação, os defensores do projeto argumentaram que o objetivo era equiparar os vereadores aos servidores da Casa, que já recebem o auxílio. Já os parlamentares contrários sustentaram que a medida era inadequada diante da situação econômica do município. Votaram favoravelmente à proposta os vereadores Angelo Gaguinho, Bruno Silva, Carlinhos do Kiko, Cascão do Povo, Claudio Leandro, Dirceu Tardem, Evandro Miguel, Janio de Carvalho, Max Bill, Tia Karla e Walace Piran. Foram contrários Christiano Huguenin, Cláudio Damião, Ghabriel do Zezinho, José Carlos, Maiara Felício, Maicon Gonçalves, Marcos Marins e Rômulo Pimentel. Isaque Demani e Joelson do Pote não participaram da sessão. Com o veto total publicado, a matéria retorna à Câmara Municipal. Caberá aos vereadores decidir se mantêm a decisão do prefeito ou se derrubam o veto em plenário. Caso a maioria necessária vote pela rejeição do veto, a lei poderá ser promulgada pelo próprio Legislativo, independentemente da sanção do Executivo. Notícia anteriorPróxima notícia Lei de Responsabilidade Fiscal LRFNova Friburgo RJPL Partido LiberalPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Novo caso Master: entenda a operação da PF de R$ 670 mi contra o banco Digimais, de Edir Macedo](https://politicariabrasileira.blog.br/novo-caso-master-entenda-a-operacao-da-pf-de-r-670-mi-contra-o-banco-digimais-de-edir-macedo/): Novo caso Master: entenda a operação da PF de R$ 670 mi contra o banco Digimais, de Edir Macedo Operação Miragem mira suspeitas de fraude contábil, bloqueia até R$ 670,3 milhões e retoma alertas já publicados pela Fórum sobre o banco Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 23/06/2026 Edir Macedo dono do Banco Digimais – Reprodução O Banco Digimais, de Edir Macedo, virou alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (23) em uma operação contra suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, com bloqueio autorizado de até R$ 670,3 milhões em bens e valores ligados aos investigados. A operação, chamada Miragem, cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e foi baseada, segundo a investigação, em relatórios do Banco Central que apontaram irregularidades na condução da instituição financeira. Mais de 50 policiais federais participam da ação. A Justiça Federal também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e controlador do Digimais, aparece entre os alvos da apuração. Banco Digimais, de Edir Macedo, já estava na mira da Fórum A operação desta terça-feira (23) não surge do nada. A Fórum já vinha mostrando, desde fevereiro, a deterioração financeira do banco de Edir Macedo e as semelhanças entre o caso Digimais e o escândalo do Banco Master. Em 27 de fevereiro, a Fórum revelou que Edir Macedo havia injetado R$ 250 milhões no próprio banco para tentar conter a crise da instituição em meio ao escândalo do Master. Naquele momento, a crise do Digimais já era associada à compra de fundo com papéis ligados ao Banco Master e à Reag, de Fabiano Zettel. O aporte milionário do bispo funcionou como tentativa de recompor capital e evitar um colapso imediato da instituição. PF apura manipulação de balanços e receitas artificiais Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que administradores do Digimais teriam manipulado balanços e resultados contábeis para esconder a real situação econômico-financeira do banco e transmitir aos órgãos de controle uma aparência de solvência incompatível com a condição da instituição. A apuração também menciona suspeitas de supervalorização de ativos e geração artificial de receitas de centenas de milhões de reais. Outra frente investiga operações financeiras supostamente ilegais em benefício da empresa controladora do banco. Os investigadores ainda apuram possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais do órgão regulador. Os investigados podem responder, conforme a participação de cada um, por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas pela legislação do Sistema Financeiro Nacional. Compra pelo BTG com FGC ampliou alerta sobre o Digimais Em 9 de abril, a Fórum mostrou que o BTG Pactual havia fechado acordo para comprar o Banco Digimais, em uma operação com uso de recursos do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. A reportagem apontou que a engenharia financeira repetia a lógica vista no caso Master: absorver a parte considerada saudável do banco em crise, enquanto a estrutura de socorro institucional ajudava a mitigar os riscos de uma quebra desordenada. O negócio reforçou a leitura de que o Digimais já era tratado como um problema sensível para o sistema financeiro. A operação dependia de aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. Fórum revelou papéis podres, carros roubados e R$ 480 milhões O alerta mais direto veio em 18 de maio, quando a Fórum publicou que o Banco Digimais negociava papéis podres e repassava carteiras com carros roubados. A reportagem mostrou que a PF já investigava o banco por suspeitas de maquiagem de resultados, negociação de ativos problemáticos e venda de carteiras de financiamento com irregularidades graves. O ponto central era a suspeita de que o Digimais deixou de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos que deveriam reduzir o resultado informado pela instituição. A manobra teria permitido ao banco apresentar lucro contábil apesar da deterioração de sua carteira. Por que a operação é chamada de novo caso Master A comparação com o Banco Master vem da combinação de três elementos: ativos considerados problemáticos, suspeitas de maquiagem contábil e uso de mecanismos de mercado para tentar preservar a parte saudável de uma instituição em crise. No caso do Digimais, a PF agora mira justamente o núcleo que a Fórum já havia destacado: a suspeita de que balanços e demonstrativos foram usados para esconder a real situação do banco de Edir Macedo. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterPolícia Federal PFSão Paulo SPSistema Financeiro Nacional SFN Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-faz-operacao-contra-fraudes-no-sistema-financeiro-e-bloqueia-ate-r-670-milhoes-em-bens-ligados-ao-digimais/): PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais Operação Miragem cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. Investigação aponta manipulação de balanços, ocultação da situação financeira de instituição e operações supostamente ilegais. Por Isabela Leite, Léo Arcoverde e Bruno Tavares | GloboNews, TV Globo e g1 SP 23/06/2026 A Universal é liderada pelo bispo brasileiro Edir Macedo e está presente hoje em mais de 95 países — Foto: Alan Santos/PR A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem para desarticular um esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão do Banco Digimais. Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo contra 10 empresas e 8 pessoas físicas, incluindo o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). 🔎Fundado em 1981 como Banco Renner, o Digimais tornou-se um banco digital em 2020, quando passou ao controle integral de Edir Macedo. Hoje, tem foco em operações de crédito, especialmente financiamento de veículos (leia mais abaixo). Macedo é um dos investigados na operação por ser proprietário do banco, mas, como reside no exterior, não foi solicitado mandado de busca e apreensão contra ele neste momento. Segundo as investigações, o esquema envolvia a manipulação de balanços do banco, a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas para ocultar a verdadeira situação da instituição. Procurado, o Banco Digimais informou que permanece à disposição para colaborar com a investigação. “A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, disse em nota. O escritório que defende o bispo Edir Macedo afirmou que não tiveram acesso aos autos da operação e “nada vai comentar, por se tratar de instituição financeira”. A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, incluindo Macedo, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70. Segundo a Polícia Federal, durante as investigações foram analisados relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Em nota, a corretora ID CTVM, que é citada na operação, informou que, “sente-se no dever de esclarecer que a corretora adota rigorosos padrões de governança e esclarecerá as autoridades sobre suas atividades e comprovará a lisura das suas operações”. Entenda a investigação As apurações indicam que o esquema envolvia a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle. Ainda de acordo com a investigação, a prática teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais. Segundo a Polícia Federal, o Banco Digimais adotou práticas financeiras consideradas temerárias, análogas às do extinto Banco Master. A PF também investiga operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador. O que é o Digimais? O Banco Digimais foi fundado em 1981, em Porto Alegre (RS), com o nome de Banco Renner. Inicialmente, atuou como financeira e, ao longo da década de 1980, expandiu suas operações para o crédito direto ao consumidor (CDC) voltado ao financiamento de veículos. Em 1991, passou a operar como banco múltiplo (instituição financeira autorizada a oferecer vários tipos de serviços bancários sob uma mesma estrutura). Em 2009, o empresário e líder religioso Edir Macedo tornou-se acionista minoritário da instituição. Anos depois, em 2018, o banco iniciou sua transformação digital e, em 2020, foi reestruturado para atuar como banco digital, adotando o nome Digimais. Na mesma época, Macedo assumiu o controle integral da instituição ao adquirir a totalidade das ações. Atualmente, o Digimais concentra sua atuação no mercado de crédito, com destaque para o financiamento de automóveis, além de oferecer produtos voltados ao varejo, como Certificado de Depósito Bancário (CDB) e fundos de investimento distribuídos por terceiros. Nos últimos anos, o banco passou por mudanças relevantes em sua estrutura societária e de gestão. Em janeiro de 2025, uma tentativa de venda do controle para o empresário Maurício Quadrado, do grupo BlueBank, acabou não sendo concluída. Embora a operação tenha recebido aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o comprador desistiu do negócio alegando deterioração das condições de mercado. Já em janeiro de 2026., Aldemir Bendine assumiu a presidência executiva (CEO) do Digimais após homologação do Banco Central. Em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a assinatura de um acordo vinculante para adquirir o controle acionário do banco. O valor da operação não foi divulgado, e a conclusão do negócio permanece condicionada à realização de um processo competitivo, à confirmação da proposta do BTG como vencedora e à obtenção das aprovações regulatórias necessárias, incluindo as do Banco Central e do Cade. Enquanto a negociação segue em andamento, o Digimais enfrenta desafios financeiros e de governança. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito da instituição para “CCC(bra)”, um nível que indica elevado risco financeiro. Na prática, a agência avaliou que o banco tem pouca margem de segurança para enfrentar dificuldades e que, caso sua situação piore, existe uma possibilidade real de não conseguir honrar seus compromissos financeiros. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPolícia Federal PFPorto Alegre RSSão Paulo SPSistema Financeiro Nacional SFN Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a - ['Erro crasso': Gilmar Mendes critica André Mendonça por receber advogado para tratar de delação de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/erro-crasso-gilmar-mendes-critica-andre-mendonca-por-receber-advogado-para-tratar-de-delacao-de-vorcaro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Decano do STF vê ‘impropriedade’ na condução do caso pelo relator e alerta para risco de nulidades em paralelo com a Lava Jato Por Filipe Vidon | O Globo 22/06/2026 Ministro Gilmar Mendes no Roda Viva — Foto: Reprodução/Roda Viva São Paulo – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta segunda-feira que o relator do caso Master, André Mendonça, cometeu uma “impropriedade” ao receber de um advogado uma “proposta de delação seletiva” no Caso Master. Gilmar falou em “erro crasso” no cenário em que o colega estaria “participando de conversas” na condução do acordo. A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, alguns dias após Mendonça responder às críticas durante o julgamento na Segunda Turma. Na sessão da última terça-feira, que manteve a prisão de Henrique e Felipe Vorcaro — pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master —, André Mendonça confirmou ter sido procurado por um advogado com uma proposta que descreveu como “delação seletiva” e disse tê-la recusado. — Chegou uma proposta por um advogado. Perderam o pudor. Queriam fazer uma delação seletiva. Na minha cara. Eu disse: não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não — afirmou Mendonça na sessão. No Roda Viva, Gilmar reconheceu que André Mendonça rejeitou a proposta, mas manteve a crítica: o simples fato de o relator ter recebido o advogado e sido exposto ao conteúdo da oferta já configura, a seu ver, uma violação dos limites que a lei impõe ao magistrado. — A lei não permite que o relator participe ou o juiz participe da delação. O acordo é entre Ministério Público ou a Polícia Federal e o delator. Então, aqui já há um erro crasso. Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado. Gilmar ponderou que a tarefa de Mendonça é genuinamente difícil, mas cobrou que o relator se paute por critérios claros, para que se evite repetir os erros que marcaram a Lava Jato. — É um trabalho difícil. E por isso é importante que se paute por uma métrica. É importante que não se repitam os erros do passado. Na conversa que nós tivemos, por exemplo, André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva. E aqui já há uma impropriedade. Paralelos com a Lava Jato O ministro disse enxergar “similitudes” entre a condução do caso Master e os excessos que marcaram a Operação Lava Jato, e elencou os elementos que o preocupam: a substituição de relatores, os vazamentos de informações sigilosas, as prisões de familiares e a morte de um dos alvos após a detenção. — Nós tivemos a substituição dos relatores. De Toffoli passa para André Mendonça e em seguida o ministro André libera uma ordem que havia sido dada pelo então relator no sentido de não permitir que a CPI ou a CPMI fizesse aquela quebra de sigilo. E houve aquilo que nós conhecemos, a quebra de sigilo, inclusive de conversas íntimas e a revelação. Gilmar Mendes citou que a Lava Jato é o exemplo mais acabado dos riscos que se apresentam quando esses sinais são ignorados. O ministro lembrou que, à época, proferiu votos vencidos que continham advertências sobre o caminho que a operação trilhava. — Inicialmente eram advertências que se faziam na linha: não vamos por aí. Eu ainda me lembro dizendo: nós temos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba. Parecia um mantra. E depois isso se tornou verdade e todo aquele caos que foi revelado na operação Spoof, na Vaza Jato, nos envergonha hoje. Impasse eleitoral no Rio Gilmar Mendes também comentou a crise política do Rio de Janeiro. Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar e tornar inelegível o governador Cláudio Castro — condenado por abuso de poder político e econômico, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumiu interinamente o Executivo estadual. O STF ainda não definiu como será a eleição para o mandato-tampão. O ministro criticou o TSE por não ter concluído a tempo o julgamento do caso de Castro, o que, segundo ele, gerou diretamente o imbróglio sobre a viabilidade de eleições diretas ou indiretas no estado. — Nós tivemos duas situações muito constrangedoras no TSE. A não decisão do caso do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e a não decisão do caso de Roraima. Processos já prontos, mas não eram julgados. E isso levou a esses impasses que nós estamos vivendo agora. O ministro detalhou a sequência que, a seu ver, produziu o caos institucional atual. — Houve um retardo por parte do TSE na conclusão desse julgamento. O que levou, inclusive, àquela perplexidade, se se podia ou não ter eleição direta ou indireta, e causou todo esse problema. Por outro lado, metade da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ou mais, está sendo investigada, com vários problemas que estão, inclusive, no inquérito da relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Portanto, é um todo muito complexo. Gilmar também tocou na discussão sobre a proposta de código de ética para o STF encabeçada pelo ministro Edson Fachin, e lembrou que a restrição central do documento já existe na legislação brasileira. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional veda que juízes se pronunciem publicamente sobre questões que possam vir a julgar. O decano disse defender que a elaboração de um código seja conduzida por uma comissão interna do tribunal e afirmou não ter restrições a medidas de transparência, como a divulgação de ganhos e patrocínios. — Eu defendo uma discussão por uma comissão do tribunal que faça esta elaboração. E nós já temos uma série de regras sobre isso. Sobre propriedade de empresas, a lei já estabelece que é facultado a ministro ou a juiz ser sócio. Ele não pode ser diretor. Obviamente ele segue as regras comerciais e de imposto. Eu sou a - [Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa?](https://politicariabrasileira.blog.br/ingresso-a-r-180-mil-quem-e-o-amigo-de-flavio-bolsonaro-que-vai-banca-lo-na-copa/): Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? Senador diz que recebeu de presente entradas para o jogo do Brasil nos EUA; valor elevado e histórico de “amigos generosos” levantam novas perguntas Por Renato Rovai | Fórum 22/06/2026 O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Brazil Photo Press/Folhapress lávio Bolsonaro vai aos Estados Unidos para assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia. Ok. O que chama atenção, no entanto, é a explicação apresentada sobre os ingressos, que teriam sido dados por um “amigo”. A pergunta é inevitável: quem é esse amigo? Segundo levantamento feito pelo repórter Luiz Carlos Azenha, os ingressos mais exclusivos para a partida custam cerca de US$ 35 mil cada, o equivalente a cerca de R$ 180 mil. TariFlávio é senador da República e candidato ao Palácio do Planalto. Trata-se portanto de um presente de alto valor recebido por um agente público em pleno exercício do mandato. Quem é esse amigo? Qual a relação que mantém com o senador? Há interesses econômicos ou políticos envolvidos? Essas são perguntas naturais diante de uma situação que exige transparência. As indagações se tornam ainda mais pertinentes diante do histórico do próprio senador. Em verões passados, Flávio já alegou ter sido beneficiado por “amigos”. Em um dos episódios mais conhecidos, um amigo miliciano teria pagado uma prestação de um apartamento do então deputado estadual e sua esposa em Laranjeiras, Rio de Janeiro. Também permanecem na memória pública as suspeitas de lavagem de dinheiro na “lojinha” da Kopenhagen que ele mantinha na Barra da Tijuca, tema que foi objeto de reportagens e investigações ao longo dos últimos anos. Agora, surge mais um “amigo generoso”. É um verdadeiro escândalo, mas há algum tempo parece existir uma espécie de normalização em torno do clã Bolsonaro. Infelizmente. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master](https://politicariabrasileira.blog.br/acao-na-pgr-vai-pedir-atuacao-celere-e-contundente-de-andre-mendonca-contra-flavio-bolsonaro-no-caso-master/): Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre reuniões. Ação visa provocar André Mendonça, que tem sido acusado de blindar seu grupo político como relator do caso Master. Por Plínio Teodoro | Fórum 22/06/2026 Flávio Bolsonaro em ato em Guarulhos com Tarcísio de Freitas (Marina Uezima/Brazil Photo Press/ Via AFP) Os deputados Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, e Lindbergh Farias (PT-RJ) vão protocolar uma ação junto ao Procurador-Geral da República (PGR) Paulo Gonet pedindo que ele cobre uma atuação “célere e contundente” do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação de que o senador manteve encontros recorrentes com Daniel Vorcaro. “Há provas como mensagens, áudios e visitas ao banqueiros, além do depósito dos milhões de dólares em um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. As provas são fartas e é necessário que aja uma ação contundente e célere de André Mendonça sobre Flávio Bolsonaro, que não vimos até agora”, disse à Fórum o vice líder do PT na Câmara. Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre as reuniões recorrentes, seguindo a estratégia de tentar abafar sua relação com o banqueiro e mirar em Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que, por muito menos, foi alvo de uma ação de busca e apreensão da Polícia Federal autorizada por André Mendonça. A análise dos governistas e de fontes da PF é que está havendo uma blindagem de Mendonça sobre o grupo político de sua origem, ligado ao clã Bolsonaro, na relatoria das ações do Caso Master. No entanto, há um consenso de que, após a ação contra Wagner, haverá constrangimento se Mendonça for provocado e negar uma ação da PF contra Flávio Bolsonaro, visto que as provass contra o senador são muito mais contundentes e os valores, comprovadamente transferidos pelo banqueiro, bem mais vultosos. Uma suposta negativa de Mendonça em agir contra Flávio Bolsonaro abriria espaço para um pedido de suspeição do ministro, que foi alçado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro após substituir Sergio Moro no comando do “super” Ministério da Justiça. Homem de confiança do ex-governo Bolsonaro, Mendonça assumiu o posto após Sergio Moro deixar o comando da pasta atirando, acusando Jair de interferência na Polícia Federal justamente para proteger o filho Flávio nas investigações do caso de corrupção das rachadinhas. Após a briga com o clã, Moro submergiu e acabou reatando com Bolsonaro nas eleições contra Lula em 2022. A reaproximação resultou em uma nova parceria, com o ex-juiz se filiando às hostes do PL para ser candidato ao governo do Paraná com apoio de Flávio Bolsonaro. Ataque de nervos Neste domingo, Flávio Bolsonaro defendeu a postura de Mendonça, que vem sendo acusado de blindá-lo nas investigações, em ataque à jornalista Eliane Cantanhede, que cobrou o ministro de avalizar uma ação da Polícia Federal (PF) contra o filho “01” de Jair Bolsonaro em artigo no Estadão. “Não há absolutamente nada de errado. Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos Estadão (com o que eu não concordo)”, disparou Flávio, que voltou a mentir dizendo que “possibilidade de crime só há na relação do líder do governo e fiel escudeiro de Lula com o Augusto Lima e o Master, e não no caso do filme”. No entanto, o senador ignorou as novas denúncias e não se explicou sobre os diversos encontros com Vorcaro, insistindo na mentira de que só manteve contato com o banqueiro em razão do suposto patrocínio ao filme sobre o pai. Mentiras fazem derreter nas pesquisas Após Silas Malafaia abandonar Flávio Bolsonaro (PL-SP), dizendo que não passa a mão na cabeça de “corrupto de direita“, foi a vez do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, largar a mão do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) e defender abertamente o nome de Michelle Bolsonaro para substituir o candidato como representante do clã na chapa presidencial. Rodovalho, que visitou Bolsonaro na prisão e substituiu Malafaia como conselheiro do ex-presidente após rusgas com o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), explicou o derretimento de Flávio nas pesquisas após o caso Master pelas mentiras ditas pelo senador sobre a relação com Daniel Vorcaro. “Acho que foram duas questões. A primeira delas, o vazamento da conversa com o Daniel Vorcaro, e ele ter dito antes que não tinha nenhuma relação com o banqueiro. Está custando muito caro para o Flávio isso. O evangélico pensa: às vezes é melhor votar num candidato que não é cristão do que um que diz ser, mas não mantém a coerência”, afirmou ao ser indagado por Thiago Prado sobre as pesquisas, em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira (19). Rodovalho, que já aclamou Michelle como “grande líder” após visita ao ex-presidente, disse que pior que a revelação da relação íntima com Vorcaro, foram as mentiras ditas pelo senador sobre o caso. “Evangélico é intransigente com mentira. A pior coisa que tem é uma coisa ser dita e a realidade ser outra. Ele deveria ter falado sobre o assunto desde o início”, afirmou, ressaltando que se o dinheiro é privado e para o filme não teria razões para mentir. O bispo defendeu que Flávio Bolsonaro abra “imediatamente as contas de Dark Horse para tentar estancar a debandada evangélica e tentar reverter o quadro diante das mentiras em série. “Ele está perdendo a confiança do segmento, as pessoas estão achando que, se mentiu desta vez, pode mentir na próxima. O copo de cristal trincou, e ele vai precisar reconhecer isso. Mostrar arrependimento, pedir desculpas. Não dá para ficar camuflando o assunto, achando que o tempo vai fazer os evangélicos esquecerem porque o Lula tem mais escândalos”, disse. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo - [Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeituras-driblam-constituicao-e-deixam-de-aplicar-r-7046-milhoes-do-fundeb-em-educacao-infantil/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Outros R$ 426,6 milhões não foram usados em investimentos, segundo dados obtidos pela Folha Omissão de municípios entra na mira do Ministério Público Por Paulo Saldaña | Folha de S.Paulo 22/06/2026 Sala de aula na escola rural Cleonice Claudino, em Olho D’Água Grande (AL), que atende alunos de educação infantil – Paulo Saldaña – 12.mai.26/Folhapress Brasília – Ao menos R$ 704,6 milhões do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, deixaram de ser aplicados na educação infantil desde 2021, apesar de a Constituição obrigar a destinação de parcela do fundo a essa etapa. Dados obtidos pela Folha mostram que 835 municípios descumpriram essa regra, total ou parcialmente, em algum exercício nos últimos cinco anos. O mecanismo reúne parcela de impostos estaduais e municipais, além de complementação da União para locais que não atingem um valor mínimo por aluno. Os recursos são distribuídos conforme número e tipo de matrículas. O novo fundo, reformulado em 2021, também determinou que 15% de uma parte da complementação da União sejam aplicados em investimentos, para melhorias nas redes de ensino, como obras. Desde então, 788 municípios deixaram de cumprir a exigência em ao menos um ano, somando R$ 426,6 milhões de recursos não investidos. As omissões estão na mira de órgãos do Ministério Público, que vão trabalhar em ação coordenada junto aos municípios do país. O objetivo é garantir a recomposição dos investimentos não realizados e também apurar se, além de não irem para educação infantil ou investimentos, os valores nem sequer tenham ido para a educação. Os dados são do Siope (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação), tabulados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e enviados a procuradores e promotores que se dedicam ao tema. Os dados foram extraídos em 25 de março. Como há casos de inclusão de novos registros ou da substituição de declarações, o cenário pode ser ainda pior. Além disso, só há dados de 2025 sobre educação infantil de apenas 1.805 das prefeituras (32% do total). Em nota, o FNDE informou que atua no cálculo das estimativas do fundo, no repasse da complementação e no apoio técnico. “Eventuais irregularidades e sanções cabíveis são apuradas pelos órgãos de controle competentes”, diz o órgão, ligado ao Ministério da Educação. Com os valores não aplicados em educação infantil e investimentos, de R$ 1,1 bilhão, seria possível construir 314 novas creches e gerar cerca de 30 mil vagas de tempo integral (seguindo parâmetros de custos do Novo PAC). O Brasil registrou 826 mil crianças na fila de espera por uma vaga em creche em 2025. O promotor Lucas Sachsida diz que a preocupação do Ministério Público é que haja uma aplicação conforme o que diz a Constituição. “Diante de notícia de milhares de crianças aguardando vaga na fila, parece inaceitável que haja valores não aplicados por parte dos entes”, diz ele. Ligado à Promotoria de Alagoas, Sachsida é coordenador-adjunto do comitê nacional de financiamento da educação da 1ª Câmara de Cooordenação e revisão do Ministério Público Federal. A renovação do fundo, que o incluiu na Constituição, determinou aumento escalonado da complementação federal. Passou dos 10% vigentes até 2020 para 23% neste ano. A partir de agora, o percentual será fixo. A mudança também incluiu um modelo híbrido de distribuição, que permitiu atingir mais cidades pobres que antes não recebiam complementação, com o Vaat (Valor Anual Total por Aluno). Ele considera todas as receitas da educação de estados e municípios e consegue direcionar recursos também a municípios pobres dentro de estados mais ricos (o que não ocorria até 2020). Metade dos recursos globais do Vaat devem ir para educação infantil, mas há um percentual calculado para cada município, chamado IEI (Índice de Educação Infantil). Só os municípios que recebem essa complementação da União, o Vaat, devem comprovar essas despesas. Os maiores valores não aplicados em educação infantil estão em cidades do Pará e do Maranhão, mas há casos em todo país. A prefeitura com maiores valores não aplicados é a de Belford Roxo (RJ). Nos anos de 2023 e 2024, cidade deixou de aplicar, no total, R$ 29,3 milhões na educação infantil. O município também não cumpriu a obrigação de destinar 15% a investimentos de 2023 a 2025, com valores totais de R$ 22,6 milhões. A gestão não respondeu questionamentos enviados por email e mensagens desde 11 de junho. Em São João de Meriti (RJ), foram R$ 18,7 milhões não aplicados na educação infantil e R$ 7,7 milhões deixaram de ir para investimentos em 2023 e 2024. A prefeitura também não respondeu à reportagem. A Folha mostrou no fim de maio gastos do Fundeb alheios à educação em centenas de cidades do país. Enquanto deixou de aplicar esses valores previstos na Constituição, São João de Meriti foi um dos municípios que destinaram verba do Fundeb para o fundo municipal de saúde: foram R$ 11,1 milhões em 2023 — a prefeitura respondeu, na ocasião, que não tem conhecimento do motivo da transferência por ter sido realizada na gestão anterior. Segundo a consultora em educação Mariza Abreu, o Fundeb tem desafios operacionais, como a forma de computar o valor total do gasto com educação em cada município para se definir o rateio do Vaat. O tema é complexo e ao menos cinco prefeituras conseguiram na Justiça serem habilitadas para receber o Vaat mesmo com imprecisões na declaração dos dados sobre orçamento. Segundo dados oficiais, são Juruá (AM), em 2024; Maraã (AM), em 2025; e Mãe do Rio (PA), Canavieiras (BA) e São João da Ponta (PA), em 2026. Como é cada tipo de complementação: VAAF (Valor Anual por Aluno do Fundeb): Parte da complementação que considera apenas os recursos do próprio Fundeb para entes que não atingem um valor mínimo nacional por aluno VAAT (Valor Anual Total por Aluno): considera não só o Fundeb, mas todas as receitas da educação de estados e municípios. Assim, a União consegue direcionar recursos também a municípios pobres dentro de estados mais ricos. VAAR (Valor Anual por Aluno por Resultado): distribui recursos com base em critérios de melhoria de gestão, equidade - [Cortes estrangeiras veem viés político na Justiça do Brasil, diz jurista](https://politicariabrasileira.blog.br/cortes-estrangeiras-veem-vies-politico-na-justica-do-brasil-diz-jurista/): Cortes estrangeiras veem viés político na Justiça do Brasil, diz jurista Gustavo Sampaio, professor da UFF, afirmou ao WW Especial que julgamentos no exterior envolvendo solicitações brasileiras de entrega de réus têm sido impactados pela leitura de falhas na tramitação de ações criminais no país Por Jorge Fernando Rodrigues | CNN Brasil 22/06/2026 Gustavo Sampaio, professor da UFF A recente decisão da Justiça italiana de negar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli reforça uma percepção internacional de que há influência política em processos conduzidos pelo sistema judicial brasileiro, segundo avaliação do professor de Direito Constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense), Gustavo Sampaio. Carla Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em maio de 2025, a dez anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e na adulteração de documentos. Segundo a acusação, ela contratou o hacker Walter Delgatti Neto para executar a invasão. Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o processo resultou na condenação da ex-parlamentar, que atualmente está na Itália e responde em liberdade no país europeu. Em participação no programa WW Especial, da CNN Brasil, o jurista afirmou que o aspecto mais preocupante do caso não é propriamente o mérito da decisão italiana, mas a mensagem transmitida por uma das mais altas instâncias judiciais da Itália. Sampaio explicou que, em democracias ocidentais, os processos de extradição costumam ser divididos entre o Poder Judiciário e o Poder Executivo. Na primeira etapa, cabe aos tribunais analisar apenas a legalidade do pedido, verificando sua compatibilidade com a legislação interna, a Constituição e os tratados internacionais. A decisão política final, em regra, fica a cargo do Executivo. Segundo ele, o caso ganha relevância porque a negativa não partiu do governo italiano, mas da Corte de Cassação, órgão máximo da Justiça comum do país. “Se dissesse que foi o Poder Executivo na Itália que negou a extradição, um Poder Executivo vinculado à direita e simpatizante com teses que no Brasil seriam as teses bolsonaristas, a análise política se encerraria por aqui. Mas não. Foi o órgão máximo do Poder Judiciário da Itália, a Corte de Cassação”, afirmou. O professor destacou que a Corte de Apelação de Roma havia autorizado a extradição, mas a decisão foi revertida pela instância superior. “A Corte de Cassação negou [a extradição] sob o fundamento de que teria havido uma condução pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro equivocada à luz da lei”, disse. Para Sampaio, esse tipo de manifestação gera preocupação porque representa uma crítica direta à atuação das instituições brasileiras por parte de um tribunal estrangeiro. “Isso preocupa, preocupa muito, porque nós temos uma decisão jurisdicional do Poder Judiciário de um país estrangeiro dizendo que o Brasil não se comportou bem na arena do processamento e do julgamento daquela ação penal”, alertou. Apesar da crítica feita pela Justiça italiana, o constitucionalista disse discordar da conclusão adotada pela Corte de Cassação. “No caso concreto, não acho que esteja certa a análise da Corte de Cassação da Itália. Acho que não houve erro de processamento nenhum pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou. Ainda assim, o professor avalia que o episódio revela uma percepção mais ampla sobre o funcionamento da Justiça brasileira fora do país. “Isso revela um sentimento que transcende o território brasileiro, um sentimento internacional de que há uma condução política na função jurisdicional no Brasil. Esse é o sintoma maior que tem que ser objeto do nosso diagnóstico”, concluiu.  Notícia anteriorPróxima notícia CNJ Conselho Nacional de JustiçaDeputada FederalPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado](https://politicariabrasileira.blog.br/antt-troca-contrato-alvo-da-pf-por-outro-mais-caro-e-beneficia-mesmo-grupo-investigado/): ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) substituiu empresa investigada por firma suspeita de ter o mesmo sócio oculto Por Tácio Lorran | Metrópoles 22/06/2026 Fachada da Esplanada Serviços Terceirizados | Reprodução/GoogleStreetView Após identificar uma série de falhas em contrato com uma empresa de terceirização de mão-de-obra investigada pela Polícia Federal, a ANTT acertou um novo contrato, ainda mais caro, com empresa que teria o mesmo controlador de acordo com as investigações. Parte da força de trabalho da ANTT não é composta por servidores concursados, mas por funcionários que prestam serviços por meio de empresa terceirizada. A prática é comum na Esplanada dos Ministérios. Desde 2023, a empresa R7 Facilities fornecia quase 200 funcionários de apoio administrativo para a agência. Em fevereiro do ano passado, a Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, deflagrou a Operação Dissímulo, mirando inicialmente a R7 Facilities e outras empresas, que, de acordo com as investigações, eram controladas, de forma oculta, pelo policial civil aposentado Carlos Tabanez, ex-deputado distrital. As suspeitas são de fraudes em licitações, falsidade ideológica e estelionato. Segundo a CGU, “o grupo utilizava ‘laranjas’ como sócios para ocultar os verdadeiros proprietários das empresas, dificultando a fiscalização e ampliando a atuação do esquema”. Apesar das suspeitas, seis dias depois da operação a ANTT renovou, por mais um ano, o contrato com a R7 Facilities. A renovação ocorreu na véspera do fim do mandato do então diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale. Sete meses depois, em agosto, a agência abriu processo para a contratação de uma nova empresa. Na justificativa para essa troca de fornecedora de funcionários, a agência reguladora apontou que a medida tornou-se necessária em razão de “uma série de contratempos apresentados” pela R7, como “interrupções na prestação de serviços, ausência de pagamento aos trabalhadores contratados e atrasos no pagamento dos benefícios”. Conforme a ANTT, a situação demonstrava a “incapacidade de a empresa manter a prestação de serviços ao longo do tempo sem falhar no cumprimento das suas obrigações trabalhistas e previdenciárias junto aos funcionários”. Após licitação, a empresa contratada em outubro foi a Esplanada Serviços Terceirizados, que também foi alvo da Operação Dissímulo por suspeita de fazer parte do mesmo grupo supostamente controlado por Carlos Tabanez. Naquele mês, a CGU informou que, após as buscas e apreensões realizadas na operação de fevereiro, a Esplanada passou a ser alvo de Processo de Apuração de Responsabilidade no órgão. O contrato foi assinado por Guilherme Theo Sampaio, novo diretor-geral da ANTT, e aliado do antecessor, Rafael Vitale, responsável pela renovação com a R7 dias depois de a empresa ter sido alvo da PF. ANTT contrata empresa suspeita por R$ 38,1 milhões Quando a Esplanada foi contratada, o contrato com a R7 tinha custo anual de R$ 25,7 milhões para a ANTT. O novo acordo foi assinado em 13 de outubro por R$ 29,2 milhões. Porém, apenas um mês depois de assinado, o contrato foi alterado em 14 de novembro, com aumento de 16% na quantidade de terceirizados (passaram de 189 para 220) e elevação do valor para R$ 34,5 milhões. Não foi a única alteração. Ainda em novembro, uma nova mudança aumentou significativamente os deslocamentos aéreos para os funcionários cobertos pelo contrato. Inicialmente estava previsto apenas um deslocamento por mês, mas, com a mudança, passaram a ser previstas 10 viagens por mês, além de aumento nas diárias previstas. Mais recentemente, em março, nova alteração adicionou mais 10 funcionários, passando ao total de 230 terceirizados no contrato. Com as alterações feitas, o contrato tem hoje custo anual de R$ 38,1 milhões. Trata-se de uma diferença de 30,2% em relação ao valor originalmente assinado em outubro, após licitação. A média gasta anualmente pela ANTT com cada terceirizado, pelo novo contrato, é de R$ 165,5 mil. No contrato anterior, com a R7 Facilities, a média era de R$ 143.458,99, ou seja, a diferença no valor médio no novo contrato é de 15,4%. ANTT nega irregularidades em contratação de empresa alvo da PF Procurada pela coluna, a ANTT enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra: “A contratação da empresa Esplanada Serviços Terceirizados ocorreu por meio do Pregão Eletrônico nº 90009/2025 e observou integralmente a legislação aplicável às contratações públicas. À época da licitação e da contratação, a empresa apresentou toda a documentação exigida no edital, comprovou sua regularidade jurídica, fiscal, trabalhista, econômico-financeira e técnica e não possuía qualquer impedimento legal para contratar com a Administração Pública. As consultas realizadas pela ANTT nos sistemas oficiais de controle e habilitação não identificaram restrição à contratação da empresa. Também não houve comunicação de órgão de controle ou de persecução recomendando sua inabilitação ou impedindo sua contratação. Quanto aos valores mencionados, a conclusão apresentada parte de uma premissa incorreta ao tratar como acréscimo contratual aquilo que engloba instrumentos jurídicos distintos previstos em lei. A diferença entre o valor originalmente contratado e o valor vigente não decorre exclusivamente de acréscimos de objeto, mas também de reajustes e repactuações obrigatórios aplicáveis aos contratos de prestação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra. Por essa razão, é incorreto afirmar que houve acréscimo contratual de 30,2% ou extrapolação do limite legal de 25%. Os acréscimos relativos ao objeto contratual observaram os limites estabelecidos na legislação vigente, não havendo qualquer irregularidade na contratação ou na execução do contrato.” Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado DistritalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Rivais mantêm 'pacto de silêncio' e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia](https://politicariabrasileira.blog.br/rivais-mantem-pacto-de-silencio-e-evitam-explorar-operacao-contra-jaques-wagner-na-bahia/): Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia ACM Neto optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal que mirou o petista, e disse que ‘questão cabe ao Judiciário’ Por Luis Felipe Azevedo | O Globo 22/06/2026 ACM Neto e Jaques Wagner — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo | Brenno Carvalho/O Globo Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Como mostrou o GLOBO em março, petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após a revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo nos bastidores para deixar o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro fora da disputa eleitoral estadual deste ano. Wagner é alvo de investigações que apuram se ele agiu em prol dos interesses do banqueiro e de seu ex-sócio Augusto Lima no Congresso em troca de “vantagens indevidas”. A PF suspeita da atuação do senador em projetos importantes para a instituição financeira, como a “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em troca, o senador recebia benefícios, como aeronave à disposição, ingressos para shows internacionais e um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões em Salvador. Neto evitou o tema nas redes sociais. Questionado por jornalistas durante agenda na última sexta-feira, o ex-prefeito evitou ataques diretos ao opositor: — Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que, ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter. Repasse a Consultoria A campanha de ACM Neto foi impactada pelo caso Master após documentos entregues pelo banqueiro à Receita Federal apontarem o pagamento de R$ 5,4 milhões ao ex-prefeito, por meio de sua empresa de consultoria, entre 2023 e 2025. Foram as conexões de ambos os grupos com o Master que os levaram a evitar trocas de acusações públicas. O confronto coube ao ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro e presidente estadual do PL na Bahia, João Roma, que repercutiu a operação nas redes sociais. Roma compõe a chapa de ACM Neto e, assim como Jaques Wagner, tenta uma cadeira no Senado. Roma classificou a investigação como “muito grave” e defendeu que as investigações sejam conduzidas com independência e respeito ao devido processo legal. Roma também criticou a postura do líder do governo no Senado em relação ao tema, afirmando que o assunto merece ser tratado com seriedade. “O que mais espanta nesse caso é a forma debochada que ele sempre tratou do assunto, fazendo ilações a políticos adversários e escondendo suas relações, usando, inclusive, o termo pejorativo ‘cara pálida’”, escreveu. O PT terá o governador Jerônimo como candidato à reeleição, enfrentando ACM Neto em uma reedição da apertada disputa de 2022, que foi vencida pelo petista no segundo turno com 52,8% dos votos. A pesquisa Genial/Quaest mais recente, de abril, mostrou um empate técnico entre os dois. Já a disputa pelas duas cadeiras do Senado tem o ex-governador Rui Costa e Wagner no lado petista contra Roma e o senador Angelo Coronel (Republicanos) na direita. ACM Neto busca evitar a nacionalização do debate e se esquiva de um apoio formal à campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, apesar de compor com o PL no estado. Já a campanha de Jerônimo tenta colocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como peça central da campanha baiana. Relações expostas A PF apontou relação próxima de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A parceria entre o PT da Bahia e o empresário remete ao governo Rui Costa, quando ele privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo. A Ebal foi comprada por Lima, que também arrematou um cartão de crédito consignado para servidores e aposentados. O cartão, Credcesta, teve a operação expandida para todo o país em parceria com o Master, do qual virou sócio em 2019. De acordo com o relatório da PF, citado na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Wagner foi autor de uma emenda a uma Medida Provisória, em março de 2022, que beneficiaria o Banco Master se fosse aprovada. O petista nega ter recebido qualquer valor relacionado à instituição liquidada ou agido para beneficiá-la. Já ACM Neto argumenta que a relação com o Master foi firmada sem que qualquer um dos sócios da empresa “ocupasse cargo público à época da formalização e execução do contrato”. O ex-prefeito diz que fazia análise da “agenda político-econômica nacional” e que participou de uma série de reuniões com representantes do banco. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoPT Partido dos TrabalhadoresReceita FederalRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Governador do MT quer doar terreno do estado para entidade privada](https://politicariabrasileira.blog.br/governador-do-mt-quer-doar-terreno-do-estado-para-entidade-privada/): Governador do MT quer doar terreno do estado para entidade privada Representação do ex-procurador geral de Justiça pede investigação sobre ação do governador para doar lote de R$ 8,5 milhões Por Eduardo Militão | Metrópoles 22/06/2026 Otaviano Pivetta assume governo de Mato Grosso | Republicanos O governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) decidiu doar um terreno avaliado em R$ 8,5 milhões para uma instituição privada e causou a ira de integrantes do Ministério Público. O motivo da crise: com cerca de 12 mil metros quadrados, o terreno pertence do governo do estado e iria para uma associação de promotores, entidade de classe da categoria, uma espécie de sindicato. Em reação, um grupo de promotores e procuradores capitaneado pelo ex-procurador geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, pediu uma investigação contra o governador por suspeita de improbidade administrativa. A representação foi feita à 11ª Promotoria, especializada em defesa do patrimônio público, mas foi encaminhada ao procurador geral do MPMT, Rodrigo Fonseca. A assessoria do MPMT disse à reportagem que ele ainda não recebeu o pedido de investigação. O Metrópoles procurou o governador e sua assessoria por telefone, correio eletrônico e redes sociais no sábado (20/6) e no domingo (21/6). A decisão de doar o terreno ocorreu apenas um mês após Pivetta assumir o governo do MT com a renúncia de Mauro Mendes (União) para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro. A doação é para a Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (Fesmp), mantida por uma entidade de classe dos promotores e procuradores do estado, a Associação Matogrossense do Ministério Público (AMMP). Funciona como se fosse um sindicado, portanto, uma instituição privada. “(…) justifica-se a deflagração de procedimento investigatório por órgão de execução ministerial (…) para apurar se as tratativas encetadas para a doação com encargo, mediante dispensa de licitação de terreno (…) à Fundação Escola Superior do Ministério Público (…) caracterizam os atos de improbidade administrativa definidos (…) bem como resulta em dano ao erário.”Representação dos promotores ao MP-MT O terreno de 12 mil metros quadrados fica na avenida na Avenida Desembargador Milton Ferreira Mendes, no Setor “C”, no Centro Administrativo de Cuiabá (MT). O local é próximo à sede das Promotorias da Capital (foto em destaque). A avaliação de R$ 8,5 milhões foi feita por um laudo da Secretaria de Planejamento do Estado. A área seria desmembrada de um terreno maior, já existente. Contrapartidas são “cláusulas abertas”, dizem promotores A proposta de doação foi encaminhada para a Assembleia Legislativa, que precisa concordar com o ato. A justificativa do projeto de lei assinado pelo governo é que Federação Escola do Ministério Público (Fesmp) irá ganhar um terreno milionário, mas deverá construir no local uma faculdade de direito num prazo de três anos. Entre as contrapartidas, a faculdade deverá fornecer, gratuitamente e todos os anos, dois seminários ou treinamentos para os servidores do estado e fazer 100 atendimentos jurídicos à população. Também deverá destinar uma quantidade indefinida de vagas para pessoas de baixa renda ou oriundas de escolas públicas. Genericamente, a proposta fala que a contrapartida inclui pesquisas “sobre temas relevantes para o estado de Mato Grosso”, “parcerias com escolas públicas para ações de educação jurídica e cidadania”. A biblioteca deverá ser aberta à comunidade. O ex-procurador-geral, contudo, e colegas do MP disseram que essas contrapartidas são “cláusulas abertas” sem medidas exatas mensuráveis para saber se valem o empenho de doar um terreno de R$ 8,5 milhões. “Os encargos especificados no projeto de lei (…) apresentam cláusulas abertas, cuja exequibilidade se condiciona a pactuação posterior entre doador e donatário, fragilizando a pretendida autorização legislativa.”Representação Os procuradores e promotores destacam que não há detalhes como a quantidade de pessoas a serem treinadas nesses dois seminários, a quantidade de bolsas de estudos, o número de pesquisas, o tamanho da biblioteca e as parcerias com as escolas. A suspeita nos bastidores da promotoria é que o governador propôs a doação como forma de “se aproximar” da sociedade de classe do MP. Além disso, a doação empodera o atual grupo que comanda a entidade privada. O projeto dispensa a licitação. Procuradores e promotores consideram isso um desrespeito à legislação. Segundo eles, o correto seria o governo do Estado fazer uma licitação na modalidade de leilão. Quem oferecesse mais pelo terreno teria direito de comprá-lo do Estado de Mato Grosso – que receberia o dinheiro e não doaria nada a ninguém. Por isso, eles concluem: “Inviabiliza-se a doação da área (…) em violação expressa ao regime jurídico de gestão patrimonial da Administração Pública do Estado de Mato Grosso.” O projeto de lei segue em análise na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Não há relatório sobre a proposta, de acordo com a tramitação no site da Casa. Notícia anteriorPróxima notícia Cuiabá MTGovernadorMP-MTRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/ong-ligada-a-dark-horse-pagou-entidade-de-secretario-com-verba-municipal-em-sp/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha ICB contratou ONG de Humberto Alencar, quando ele era secretário adjunto, para fornecer “conteúdo no metaverso” para feira Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 22/06/2026 Arte Metróples Uma instituição controlada pelo atual secretário de Tecnologia da prefeitura de São Paulo, Humberto Alencar Pizza, foi contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para fornecer conteúdo em metaverso e em vídeo em um evento bancado pela própria Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT). Na época, em 2023, ele era já secretário adjunto da pasta, que depois contratou o ICB para instalar pontos de wifi em comunidades da cidade em um polêmico contrato de R$ 108 milhões. A polícia civil de São Paulo investiga se o dinheiro recebido pelo ICB neste contrato de wifi foi desviado para o filme Dark Horse, que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e é produzido por Karina Gama, presidente do ICB. Um dos indícios é a apresentação de uma nota fria de R$ 2 milhões emitida por uma empresa que já teve como donos conselheiros tanto da ONG de Karina quanto da ONG de Alencar. O ICB recebeu R$ 500 mil da SMIT em 2023, a partir de uma emenda do vereador Isac Felix (PL), para realizar o “congresso/seminário” Rumos da Inovação na Educação do Futuro Agora (RIEFA) daquele ano. Na prestação de contas aprovada pela SMIT aparecem duas notas fiscais da Instituição Científica e de Inovação Tecnológica Brasil (ICT Inova Brasil), emitidas em 24 de outubro de 2023. Humberto Alencar, que é professor de engenharia da USP, fundou o ICT Inova Brasil e, ainda que formalmente não tivesse mais cargo na entidade, seguia à frente dela, como mostra um documento produzido pelo advogado da ONG duas semanas depois, informando a Justiça sobre os contatos dos representantes do ICT. Humberto respondia no e-mail contato@ictinovabrasil.org.br e em seu celular pessoal. Por uma das notas, o ICT recebeu R$ 48 mil para o serviço de “conteúdo de vídeo – preparação do ambiente digital” e mais 85,5 mil para “conteúdo metaverso“, mas a prestação de contas não tem evidências da existência desse material. Além disso, o plano de trabalho aprovado também não explica o que seria o serviço. Não há justificativa de por que o ICB contratou uma instituição dedicada a produção de carros elétricos, formada por professores de engenharia da USP, para produzir conteúdo em vídeo. A imagem abaixo é a única citação a “metaverso” na prestação de contas apresentada pelo ICT e aceita pela secretaria. Os equipamentos foram alugados de outro fornecedor. Prestação de contas do ICB cita, mas não comprova que evento teve “conteúdo em metaverso” produzido por ONG ligada a secretário da prefeitura O Metrópoles já contou que o ICB voltou a realizar o RIEFA com recursos públicos em 2025, com despesas inflacionadas exatamente para a produção de vídeos com baixo alcance e conteúdo para metaverso. Nesta segunda ocasião, os serviços foram contratados de empresas de Eduardo Ferreira Franco, que depois seria nomeado conselheiro técnico-científico do ICB, a ONG de Karina Gama. Como mostrou a coluna, Franco foi sócio da Complexys, a empresa que emitiu nota fria de R$ 2 milhões apresentada pelo ICB na prestação de contas do contrato de wi-fi. A Complexys hoje tem como único dono André Feldman, que por sua vez foi conselheiro técnico-científico do ICT Inova Brasil – mesmo incomum cargo ocupado pelo ex-sócio, Franco, na ONG de Karina. Em março de 2023, Feldman e Alencar participaram de agenda com o então secretário de Transportes, com o empresário sendo apresentado como “assessor” da SMIT – a pasta nega que ele tenha tido cargos lá, mas não explicou por que ele participou da reunião como assessor. Humberto Alencar foi promovido de adjunto a secretário da SMIT em abril passado, quando o então secretário Milton Vieira (Republicanos) foi exonerado para participar das eleições. O pesquisador, contudo, seguiu ligado ao ICT pelo menos até maio de 2025, quando o vereador Silvão Pereira (União) relatou em discurso na Câmara dos Vereadores ter visitado o ICT a convite de Alencar. Em nota, a prefeitura disse que Humberto “nunca exerceu o cargo de secretário-adjunto na Pasta concomitante à função de conselheiro técnico no ICT Inova Brasil”. “Sua renúncia ao conselho técnico e científico da entidade foi em 10 de novembro de 2021, portanto, antes da nomeação como adjunto e da referida prestação de contas de 2023 mencionada pela reportagem. Além disso, como membro do conselho da instituição, ele não tinha qualquer atribuição deliberativa, executiva ou administrativa”, disse a gestão Ricardo Nunes (MDB). O secretário não respondeu aos pedidos de entrevista, nem atendeu ligações. A prefeitura, em nota, atribuiu a Humberto declaração de que ele integrou “diversos outros conselhos de entidades ligadas à ciência e tecnologia, como renomados institutos associados à USP, por exemplo, o Distrito de Inovação SP”. “Vale ressaltar que o Termo de Fomento referente ao Riefa é decorrente de emenda parlamentar, e a Secretaria não possui qualquer vínculo com o processo de seleção da organização social responsável. Couberam à Pasta as providências necessárias para orientação, celebração e fiscalização da parceria. Conforme o Decreto Municipal nº 57.575/2016, a indicação da OSC executora é prerrogativa exclusiva do parlamentar. Toda a prestação de contas apresentada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) foi fiscalizada pelo Município e acompanhada de registros fotográficos e documentação do evento, entre eles, o respectivo plano de trabalho, que menciona expressamente a entrega de conteúdo relacionado ao Metaverso”. Karina Gama não respondeu mensagens enviadas pela coluna solicitando entrevista. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais - [Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode](https://politicariabrasileira.blog.br/protecao-a-flavio-bolsonaro-redes-gritam-e-cobranca-sobre-mendonca-explode/): Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode Ministro é alvo de avalanche de críticas por ignorar o escandaloso caso envolvendo os R$ 61 milhões dados ao senador pelo banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. Situação está insustentável e internautas ampliam indignação Por Henrique Rodrigues | Fórum 21/06/2026 O ministro André Mendonça, do STF – Foto: Marina Uezima/Photo Press Brazil/AFP A fervura no ambiente político nacional atingiu seu ponto máximo de saturação e transbordou para a atmosfera digital, provocando uma das maiores ondas de pressão popular vistas nos últimos tempos contra um magistrado do Supremo Tribunal Federal. A omissão deliberada do ministro André Mendonça em relação ao avanço das investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito do caso Master detonou um verdadeiro levante virtual neste fim de semana. Nas plataformas, o clamor por isonomia jurídica e o fim da blindagem política ao clã bolsonarista transformaram o nome do ministro e do parlamentar nos tópicos mais comentados do país. A indignação coletiva, que vinha se acumulando nas últimas semanas à medida que novos capítulos do escândalo financeiro eram expostos, explodiu em definitivo neste domingo (21). A reação popular foi impulsionada pela divulgação de análises críticas contundentes e pela revelação de novos fatos que desnudaram a rede de mentiras erguida pela defesa do senador. A cobrança sobre Mendonça, relator do processo no STF, tornou-se insustentável: a sociedade civil exige saber por que o rigor da lei, aplicado com rapidez a outros personagens, parece paralisado quando o alvo é o filho 01 do ex-presidente extremista condenado e preso em regime domiciliar por tentar dar um golpe de Estado. O sinal de que a coisa saiu do controle Uma reação desmedida, neste domingo (21), serviu como um sinal de que essa cobrança saiu do controle e deve gerar mais convulsões. Um artigo da jornalista e comentarista política Eliane Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo, sob o provocativo título “Caso Master: Não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?”, fez Flávio Bolsonaro perder as estribeiras. Cantanhêde vocalizou exatamente o sentimento de perplexidade que domina a opinião pública e que vem sendo exposto de forma crescente nos últimos dias. A jornalista apontou o óbvio: diante de uma operação que mobilizou a Polícia Federal e vasculhou endereços de diversas figuras públicas, a ausência de medidas cautelares contra o senador fluminense de extrema direita soa como uma incoerência institucional gritante. A reação intempestiva e agressiva de Flávio Bolsonaro nas redes sociais, que foi ao perfil oficial do Estadão no X para bater boca com a jornalista e tentar desviar o foco da denúncia, funcionou como combustível de alta octanagem para a revolta dos internautas. Ao tentar equiparar o repasse nebuloso de R$ 61 milhões feito por um banqueiro fraudador ao financiamento de uma peça publicitária legítima, Flávio acabou por confessar o desespero de quem vê os argumentos jurídicos se esgotarem. Em vez de aplacar as críticas, o ataque dele gerou o efeito reverso, expondo sua fragilidade e jogando ainda mais luz sobre a incômoda inércia de André Mendonça. R$ 61 milhões e uma biografia cinematográfica sob suspeita O cerne do escândalo que Mendonça parece insistir em ignorar envolve cifras astronômicas e transações financeiras internacionais que colocam o clã Bolsonaro no centro de um presumível esquema de lavagem de dinheiro e corrupção. As investigações da Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro utilizou sua influência política para demandar R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do colossal rombo financeiro do Banco Master, o maior da história da República. Desse montante exigido, o parlamentar conseguiu abocanhar efetivamente R$ 61 milhões. A justificativa oficial para o repasse milionário seria o financiamento do filme Dark Horse, uma hagiografia cinematográfica bizarra e de forma estética duvidosa destinada a reabilitar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, o que parecia ser um investimento cultural privado revelou-se uma intrincada rota de fuga de capitais. De acordo com os relatórios da PF, os R$ 61 milhões foram enviados por Vorcaro para os EUA, tendo como destino o fundo Havengate, administrado por um advogado ligado diretamente ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio. A suspeita dos investigadores é que o dinheiro do banqueiro fraudador serviu, na verdade, para financiar a estrutura política e a permanência da família Bolsonaro em solo norte-americano, sem qualquer contrapartida pública ou transparência de mercado. Derrocada das versões e as mentiras desmascaradas O ambiente virtual neste domingo tornou-se ainda mais hostil para o senador, e colocando mais pressão sobre os ombros de Mendonça, após o colunista Lauro Jardim, do diário carioca O Globo, desmascarar a última linha de defesa de Flávio. O parlamentar vinha sustentando publicamente que jamais tivera uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, limitando o contato a uma única reunião institucional no final de novembro de 2025 para “encerrar as tratativas” do filme. A nota de Jardim, contudo, mostrou que o senador mentiu de forma sistemática. O colunista trouxe à tona que Flávio e Vorcaro realizavam encontros secretos e a sós desde o primeiro semestre do ano passado, utilizando como cenário uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília. O histórico de recuos de Flávio é extenso: primeiro, afirmou que sequer conhecia o banqueiro; depois, ao ter o número de celular encontrado na agenda do criminoso, disse que seu contato era “público em Brasília”; em seguida, áudios revelados pelo The Intercept Brasil mostraram o senador chamando o criminoso financeiro de “irmãozão” em diálogos de extrema intimidade. A desfaçatez culminou com a descoberta de que Flávio viajou a São Paulo para visitar o aliado quando este já se encontrava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Blindagem de Mendonça e o constrangimento institucional A análise crítica publicada pela Fórum publicada esta semana, que teve estrondosa visibilidade no ambiente virtual, jogou luz sobre o papel desempenhado por André Mendonça nesse tabuleiro de proteção mútua. Indicado ao STF por Jair Bolsonaro com a promessa de lealdade aos valores da ala mais ideológica da extrema direita, o ministro agora se vê no centro de uma encruzilhada ética e jurídica. Ao assinar despachos que blindam o 01 de investigações mais profundas e ao ignorar os pareceres técnicos da Polícia Federal que defendem a abertura formal de inquérito contra - [Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT](https://politicariabrasileira.blog.br/mendonca-determina-exclusao-de-video-publicado-por-sostenes-que-sugere-financiamento-do-cv-e-pcc-ao-pt/): Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Vice-presidente do TSE apontou que liberdade de expressão não justifica publicação do conteúdo que ‘não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade’ Por Yago Godoy | O Globo 21/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de um vídeo publicado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante, do PL, em que ele associa o governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao financiamento das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão liminar foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. A decisão, proferida nesta sexta-feira, determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas, e as plataformas digitais já foram notificadas. Mendonça também proibiu a republicação, o impulsionamento ou a divulgação de conteúdo idêntico ou equivalente. O caso será submetido ao plenário do tribunal. Como mostrou a colunista Bela Megale, do GLOBO, Mendonça também proibiu, em outra decisão, o PL de continuar utilizando recursos pagos para impulsionar o vídeo nas redes sociais. Notícia anteriorPróxima notícia PCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Os três traços em comum que 'unem' Cláudio Castro e Jaques Wagner](https://politicariabrasileira.blog.br/os-tres-tracos-em-comum-que-unem-claudio-castro-e-jaques-wagner/): Os três traços em comum que ‘unem’ Cláudio Castro e Jaques Wagner Cláudio Castro e Jaques Wagner têm duas características em comum: são ex-governadores e estão enrolados na teia de Daniel Vorcaro. Surgiu recentemente um terceiro traço a uni-los. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Senador Jaques Wagner — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Quando a PF foi à casa dos dois para a operação de busca e apreensão determinada pelo STF, o porteiro avisou aos agentes que eles tinham se mudado. Não de prédio. Mas de andar. Castro foi para uma confortável cobertura. E Wagner se mudou no mês passado para um apartamento de R$ 10 milhões, exatamente um andar acima do que morava, num imóvel que ele deixou para parentes. O apartamento fica num dos endereços mais nobres de Salvador. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Como Eduardo montou nos EUA rede de contatos que o levaram a Donald Trump e à condenação no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/como-eduardo-montou-nos-eua-rede-de-contatos-que-o-levaram-a-donald-trump-e-a-condenacao-no-stf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Expedição de seis dias e 15 compromissos nos Estados Unidos em novembro de 2018 ajudou a construir a rede de relacionamentos que o deputado hoje aciona para tentar punir o STF; procurado, deputado não se manifestou Por Guilherme Caetano | O Estado de S.Paulo 21/06/2026 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no jantar de aniversário de Steve Bannon em 2018, em Washington Foto: Divulgação BRASÍLIA — Passava das 20h quando Steve Bannon chamou a atenção dos convidados com algumas batidinhas na taça de vidro. Ele agradeceu à presença das mais de 50 pessoas que tinham comparecido ao seu jantar de aniversário de 65 anos, em sua casa em Capitol Hill, Washington DC, e afirmou ter um convidado ilustre naquela noite. Bannon apontou para Eduardo Bolsonaro — então deputado federal pelo PSL de São Paulo e cujo pai, Jair Bolsonaro, havia acabado de ser eleito presidente da República após derrotar Fernando Haddad (PT) — e declarou que o brasileiro seria o representante do The Movement no Brasil. Era uma referência ao grupo internacional de ultradireita fundado por ele. A festa na casa de Bannon, estrategista da campanha vitoriosa de Donald Trump à Casa Branca em 2016, coroava uma semana de agendas na capital americana, em Nova York e na Flórida. Os contatos feitos naquela semana, entre 26 de novembro e 1º de dezembro de 2018, hoje facilitam o acesso de Eduardo no governo Trump em meio às suas articulações para impôr sanções ao Brasil. Procurado, o deputado não se manifestou. Eduardo vem nutrindo bom relacionamento com alguns dos contatos que conheceu na viagem de 2018. Ele voltaria a se encontrar com muitos deles em idas aos Estados Unidos e mesmo no Brasil, com a organização da versão brasileira do CPAC, uma conferência ligada à direita trumpista. A articulação de Eduardo o colocou no alvo de autoridades brasileiras. Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 16, a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de coação no curso do processo. O colegiado entendeu que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado fez declarações públicas e publicações em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao País, em razão do que considera uma perseguição política a seu pai. A ponte para Washington A expedição de 2018 fora organizada pelo cientista político Márcio Coimbra, que tinha trabalhado com o Partido Republicano durante sete anos, em campanhas eleitorais e no Leadership Institute, que realiza treinamento para candidatos da legenda. O então secretário de assuntos internacionais do PSL, Filipe Martins, que viria a ser nomeado assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, também os acompanhou. Tinha vindo dele, afinal, a iniciativa da viagem. Na casa de Bannon, por exemplo, Eduardo conheceu Sebastian Gorka, que havia sido auxiliar de Trump em 2017 e viria a ser nomeado diretor sênior de contraterrorismo na Casa Branca em 2025. Gorka é hoje um dos contatos do deputado mais próximos ao presidente americano. A primeira agenda do trio em Washington, em 2018, foi com a então subsecretária do Departamento de Estado, Kim Breier. A americana estava preocupada com a situação na Venezuela, e Eduardo lhe disse que Cuba “infiltrava” pessoas no Brasil por meio do programa Mais Médicos, com apoio da Venezuela, mas que seu pai acabaria com o projeto — o país caribenho tinha anunciado, na semana anterior, a suspensão da parceria com o Brasil após Bolsonaro assumir o poder.  O Mais Médicos, implementado pelo governo Dilma Rousseff, ficou associado a Cuba por ter aberto espaço para profissionais da saúde vindos do país caribenho, já que muitos médicos brasileiros tinham resistência para trabalhar em cidades do interior. Em agosto, o governo Trump revogou o visto de um secretário do Ministério da Saúde do Brasil por causa do programa. Em seguida, eles participaram de uma mesa redonda no American Enterprise Institute, organizada por Roger Noriega, ex-secretário-adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental no governo George W. Bush. A agenda da tarde foi com David Malpass, sub-secretário do Tesouro, para quem Eduardo disse que o governo de seu pai seria pró-livre mercado. Eduardo, Martins e Coimbra foram recebidos na mesma noite no gabinete do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. O uruguaio tinha uma postura crítica à condução da democracia na Venezuela, e ouviu do filho do presidente que o governo brasileiro estaria alinhado à OEA nesse assunto. O dia seguinte teve um constrangimento para o grupo, que fora até a Casa Branca para uma agenda no National Security Council (NSC, o Conselho de Segurança Nacional). Eduardo foi barrado na portaria porque Martins havia trocado os campos de dia e mês ao preencher a data de aniversário do deputado no credenciamento para entrada no prédio — no formato americano, o mês vem antes do dia na notação de data. Como os dados não batiam, Eduardo não pôde entrar, e três membros do NSC tiveram de encontrá-los num Starbucks próximo. A saia-justa levou ao cancelamento da reunião que eles teriam naquela manhã com Jared Kushner, casado com Ivanka, filha de Trump, e então conselheiro sênior na Casa Branca. Ruídos na imprensa O almoço foi feito do outro lado da Lafayette Square, durante um evento organizado pelo Brazil-US Business Council, organização que busca fortalecer as relações entre os dois países. Na ocasião, o deputado afirmou aos cerca de 60 empresários que a reforma da Previdência, aposta do futuro ministro da Economia Paulo Guedes para ajeitar as contas públicas, talvez não fosse aprovada. A declaração vazou para a imprensa e causou mal-estar no governo de transição de Bolsonaro. Na saída do evento, Eduardo voltaria às manchetes ao afirmar para jornalistas que a transferência da Embaixada do Brasil de Jerusalém para Tel-Aviv “não era - [Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/uma-segunda-reuniao-entre-flavio-bolsonaro-e-daniel-vorcaro/): Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Não foi só no fim de novembro de 2025 que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro, num encontro assumido pelo Zero Um, que foi à casa do banqueiro em São Paulo para, segundo ele, “dar um ponto final” nas negociações em torno do financiamento de R$ 134 milhões para o filme “Dark horse”. Houve outras conversas presenciais. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Flávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair Bolsonaro — Foto: Montagem feita pela Editoria de Arte Pelo menos uma delas ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado. O local foi a mansão que Vorcaro alugava em Brasília. Foi um encontro a dois. Tratava-se, portanto, de uma casa eclética em matéria de convidados. O imóvel chegou a receber também Alexandre de Moraes, algoz do pai de Flávio. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/liquidante-aponta-pelo-menos-r-15-bi-do-master-com-irma-e-pai-de-vorcaro/): Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro O liquidante do Banco Master apontou, em ação nos Estados Unidos, desvios de pelo menos R$ 1,5 bilhão do Master com Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro, como beneficiários. Por Natália Portinari | UOL 21/06/2026 Mansão comprada pela família de Vorcaro foi a mais cara já negociada em Orlando, nos EUA, até 2023 | Imagem: Divulgação O objetivo da ação judicial é recuperar uma mansão de US$ 35 milhões (R$ 177 milhões) na Flórida que teria sido comprada com dinheiro desviado do banco. O imóvel foi adquirido pela Sozo Real Estate, empresa da Flórida da qual Henrique é presidente e dono e Natália, vice-presidente.Procurada, a assessoria de Henrique Vorcaro disse que o liquidante usa “afirmativas inverídicas e sem respaldo de provas” para tentar bloquear o patrimônio do empresário no exterior. A ação detalha quatro esquemas pelos quais Henrique e Natália teriam recebido recursos do Master sem dar contrapartida real ao banco. O intuito do levantamento é explicar à Justiça americana que, na visão do liquidante, pai e irmã se comportaram como laranjas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O primeiro esquema envolve empréstimos a empresas de saúde. Entre 2019 e 2020, o Grupo Promed e outras empresas ligadas a Henrique obtiveram R$ 230 milhões em crédito do Master e de fundos do banco. Nenhum empréstimo foi pago. Em outra ocasião, houve a venda ao banco de recebíveis sem valor real. Empresas atribuídas a Henrique venderam ao City Fund — fundo 100% do Master — créditos no valor nominal de R$ 640 milhões em troca de R$ 470 milhões. O terceiro esquema envolve a Terra Santa, administradora de cemitérios controlada pela família Vorcaro. A empresa recebeu R$ 230 milhões de dois fundos ligados ao Master entre 2017 e 2019. Por último, o liquidante cita o City 2 Fund, criado a partir do City Fund em setembro de 2022. O Master transferiu mais de R$ 1 bilhão ao fundo, dos quais R$ 589 milhões foram repassados a empresas apontadas como sendo de Henrique. Nos e-mails corporativos de Daniel no Banco Master, o liquidante encontrou um rascunho de contrato de opção de compra de ações em que Henrique aparece como titular formal de 80% de duas empresas ligadas ao esquema. O documento previa que Daniel poderia adquirir essas participações a qualquer momento por R$ 1,00. Também foi encontrado um rascunho de contrato de opção de compra de imóveis com a mesma lógica: Henrique compraria propriedades por meio de intermediários e as transferiria a Daniel por R$ 1. A documentação comprova, para o liquidante, que o intuito dessas transações era apenas deixar os bens de Daniel Vorcaro na titularidade de terceiros. A ação cita ainda a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro de 2026, em que a Polícia Federal citou R$ 2,2 bilhões em uma conta de Henrique na Reag, gestora de investimentos. Em nota, a assessoria de Henrique disse que a tentativa de bloqueio “já foi refutada várias vezes pela Justiça americana” — referindo-se a pedidos que não foram atendidos, por enquanto, na Justiça da Flórida — e que o patrimônio dele foi acumulado em 40 anos de vida empresarial. “Enquanto tenta avançar sobre o patrimônio de terceiros, o liquidante foge às suas obrigações de prestar contas das suas ações à frente do Banco Master, já que até o momento não trouxe a público a informação de quanto tem gastado por mês, inclusive com a contratação de diversos auxiliares e escritórios de advocacia no Brasil e no exterior”, diz a assessoria de Vorcaro, em nota. “Seria benéfico a todo processo que ao invés de atuar de forma repetitiva, o liquidante se ocupasse em dar transparência e publicidade às medidas que estão sendo adotadas contra diretores e acionistas do banco visando a recuperação de ativos.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore em paraíso fiscal representada por seu advogado](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-vendeu-fazenda-para-offshore-em-paraiso-fiscal-representada-por-seu-advogado/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Ciro Nogueira afirma que nem ele nem ninguém de sua família é proprietário de empresa fora do Brasil Além de advogar para empresa do senador, Gustavo Frazão é funcionário de uma secretaria de Teresina comandada pela mãe de Ciro Nogueira Por Lucas Marchesini | Folha de S.Paulo 20/06/2026 O senador Ciro Nogueira concede entrevista para a Folha em seu gabinete, em Brasília – Gabriela Biló/Folhapress Brasília – Uma empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) vendeu uma fazenda de R$ 18,7 milhões no município de Pedro 2º (PI) para uma offshore sediada nos Emirados Árabes Unidos administrada por um advogado que trabalha para o parlamentar. A propriedade foi comprada pela Arraf International em março de 2025. Quem assina os papéis em nome da offshore é Gustavo Frazão, que advoga em mais de 20 processos para outra empresa de Ciro Nogueira. Não é possível saber quem é o dono da Arraf.   A offshore foi criada dois meses antes da operação de compra e venda da fazenda. Seu endereço é uma caixa postal na zona franca do aeroporto de Sharjah, cidade próxima a Dubai conhecida como um paraíso fiscal.   Os Emirados Árabes são uma federação, e a transparência de informações de empresas varia de local para local. A zona franca de Sharjah é a mais opaca do país, sem registro público de sócios das empresas. Pelo tipo da companhia, é possível saber apenas que a Arraf International tem um dono único.   Além disso, as leis locais permitem que companhias pertençam integralmente a estrangeiros, sem a exigência de um sócio local. Na escritura que detalha a operação entre a offshore e a Fazendas Reunidas Nogueira Lima, datada de 27 de março de 2025, a Arraf é representada por Frazão. Além de advogar para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, que pertence ao senador, ele também é funcionário comissionado da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas da Prefeitura de Teresina, comandada pela mãe do parlamentar, Eliane Nogueira Lima.   A transação imobiliária ocorreu no mesmo período no qual Ciro Nogueira teria recebido dinheiro e outras vantagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, de acordo com a Polícia Federal. Em 2024 e 2025, Vorcaro transferiu ao menos R$ 6 milhões ao senador por meio de empresas ligadas a ele, segundo as investigações.   Procurado, o senador disse por meio de sua assessoria que “nem ele nem ninguém da família dele é proprietário de nenhuma empresa fora do Brasil”.   Segundo Nogueira, sua mãe, para quem Gustavo Frazão trabalha como funcionário comissionado, é dona da Fazendas Reunidas. Mas dados da Polícia Federal que constam das investigações contra o senador mostram que ele detém 99% do capital da empresa. Quem representa a empresa na escritura é Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador.   Raimundo também é investigado pela Polícia Federal. Ele administra a empresa de Ciro Nogueira que recebeu o dinheiro do Banco Master, a CNLF, atuando como uma espécie de laranja do senador.   A Folha não conseguiu contato com Frazão. Ele foi procurado no dia 2 de junho e no dia 19 de junho no telefone celular registrado em seu escritório de advocacia e por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Teresina.   De acordo com a escritura, a fazenda tem 2.410 hectares, o que a coloca como uma propriedade de médio porte no Piauí.   Empresas que pertencem ao senador costumam fazer operações entre elas, de acordo com documentos levantados pela Folha. A Fazendas Reunidas Nogueira Lima comprou um apartamento de 134 m² no Itaim Bibi por R$ 1,4 milhão em 9 de outubro de 2025 da CNLF.   A CNLF havia adquirido o apartamento cerca de um ano antes, em 12 de agosto de 2024, por menos da metade do preço: R$ 650 mil. A mudança nos valores se deve a uma reforma, justificou Nogueira. Segundo ele, o imóvel é utilizado por sua mãe e sua irmã.   A venda da fazenda para a offshore não é a única venda de Nogueira para uma empresa sediada no exterior. A CNLF vendeu um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 6,5 milhões em abril de 2025 para a Aliqum Participações, que pertence a uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, outro paraíso fiscal.   A offshore se chama Tedax Partners e não é possível saber seu beneficiário final. O representante legal da Aliqum é o empresário Carlos Santana, amigo do senador.   O senador foi alvo de operação da Polícia Federal realizada em 7 de maio, um desdobramento da apuração sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro. Os documentos da operação descrevem uma relação entre Nogueira e Vorcaro marcada por “elevado grau de intimidade, confiança e proximidade”, com registros que vão desde a hospedagem em hotéis de luxo na Europa até repasses milionários.   Entre as principais suspeitas da PF estão a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.   Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.   Felipe teria feito uma parceria “ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil”. O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.   Em contrapartida, suspeita a PF, Ciro teria defendido os interesses de Vorcaro no Congresso, como a apresentação de uma emenda que ampliaria a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.   Essa proposta foi apelidada no mercado, à época, de “emenda Master”. A intenção era dar uma saída ao dono do banco, que àquela altura já não conseguia sustentar a arquitetura financeira montada, apontada pelos investigadores como fraudulenta.   No período - [Quem salvará o Digimais?](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-salvara-o-digimais/): Quem salvará o Digimais? Com um rombo de 8,5 bilhões de reais, o banco do bispo Edir Macedo é a nova dor de cabeça do Banco Central, do FGC e do mercado Por Consuelo Dieguez | piauí 20/06/2026 Edir Macedo | Reprodução Rio de Janeiro – O escândalo do finado Banco Master, que desde o ano passado vem sacudindo os três poderes da República e o mercado financeiro, tem camuflado uma nova crise na praça. Trata-se do Digimais, o banco do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, que tem como braço político o partido Republicanos. Segundo estimativas de mercado, o patrimônio líquido da instituição está negativo em cerca de 8,5 bilhões de reais. Desde que a crise do Master veio à tona, o mercado passou a olhar com lupa para a saúde de alguns bancos pequenos, pelo impacto que a quebra de alguns deles poderia causar ao patrimônio do FGC. Com a liquidação do Master, outras instituições envolvidas com o banco de Vorcaro foram liquidadas ou sofreram intervenção. Foi o caso do Will Bank, da corretora Reag, do banco Pleno, do ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima (com tornozeira eletrônica), e do Banif, também ligado aos sócios do Master. O que chama a atenção no Digimais é a forma de operar, muito semelhante à do Master. Uma delas é inflar artificialmente o patrimônio dos seus fundos para melhorar o balanço do banco para que, assim, possa emitir mais CDBs. Como o Master, o Digimais também coloca seus papéis a taxas bem acima das praticadas pelas instituições mais sólidas, de até 125% do CDI. Assim como o Master, o Digimais usa como isca para seus clientes a garantia do FGC para depósitos de até 250 mil reais. Finalmente, também como o Master, o Digimais contou com a ajuda das plataformas da XP e do BTG para espalhar seus CDBs na praça. As coincidências não param aí. Outra operação nos mesmos moldes do Master foi a venda de carteiras de crédito fraudulentas para outras instituições, assim como Vorcaro fez com o BRB. Uma dessas irregularidades do Digimais acabou indo parar na Justiça, e o processo corre na 13ª Vara de São Paulo, onde aguarda julgamento. A ação foi movida pelo fundo EXP1, que alega ter sido lesado pelo Digimais ao lhe vender carteiras de crédito falsas. Em 28 de fevereiro do ano passado, o EXP1 pagou 650 milhões de reais pelas carteiras de crédito consignadas do Digimais, e, como de praxe, aguardou a entrega dos documentos comprovando os créditos em carteira. O Digimais adiou ao máximo a entrega dos documentos que comprovavam os créditos nas carteiras, só apresentando-os em maio, três meses após a venda. Os documentos foram, então, analisados por uma consultoria internacional, a UHY lnternational Bendoraytes, contratada pelo fundo para avaliar os créditos. Em agosto, a auditoria apresentou seu relatório. A consultoria apontou uma grande fraude. Dos 55 mil contratos das carteiras de crédito, no valor de 650 milhões de reais, adquiridos pelo EXP1, 22 mil não tinham lastro, ou seja, eram falsos. E eram justamente as maiores carteiras, no valor de 500 milhões de reais. Pior. As carteiras sem lastro, como o fundo veio a descobrir, eram compostas por créditos do Master e da Reag (a gestora e administradora dos fundos do Master também liquidada pelo BC). O fundo pediu explicações ao banco, que confirmou a fraude, ao admitir que os créditos não existiam. E tentou oferecer novas carteiras. Como os originadores das carteiras eram os mesmos, ou seja, a Reag e o Master, o EXP1 declinou e pediu o estorno do dinheiro investido, mais os juros do período. O Digimais tentou uma negociação e pediu um prazo para ajustar o pagamento. Um mês depois do fundo ter entrado na Justiça e comunicado a fraude ao Banco Central, veio à tona o escândalo do Master, com a venda de carteiras de crédito fraudadas para o BRB, no valor de 12,7 bilhões de reais. Foi então que os gestores do fundo EXP1 descobriram que estavam envolvidos no mesmo tipo de golpe. Ainda que em uma ordem de grandeza diferente do escândalo do Banco Master, o caso do Digimais tem potencial para causar muito tumulto na praça, principalmente pela influência do Republicanos no Congresso, mais especificamente da bancada evangélica, que abriga boa parte dos políticos do Centrão. O ponto de interrogação do mercado é até que ponto uma ação mais dura do BC sobre essa pequena instituição, que há quatro anos vem operando no vermelho, pode provocar uma fúria apocalíptica entre os evangélicos e dificultar a situação do governo em um complicado ano eleitoral. O que se avalia é se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará disposto a comprar uma briga com Edir Macedo justamente quando está em busca de apoio para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro, do PL, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais. O Digimais, embora um tamborete, como o mercado chama jocosamente os bancos pequenos, pode acabar interferindo numa decisão técnica do BC, assim como ocorreu com o Master, que levou mais de três anos para ser liquidado por causa de pressões políticas sobre a instituição. Como tem vindo diariamente à tona, o banqueiro Daniel Vorcaro e seus sócios, Augusto Lima e Maurício Quadrado, tinham relações muito próximas com políticos de todos os matizes ideológicos, juízes do Supremo Tribunal Federal – notadamente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli – além do suporte de instituições do mercado financeiro, como o BTG Pactual e a XP – o que lhe deu fôlego para operar de forma arriscada e fraudulenta. O Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo BC. Somados o banco e instituições correlatas, o rombo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi de 52 bilhões de reais. O caso do Digimais passa por diferentes rotas políticas, embora tenha florescido no governo Bolsonaro. Enquanto tentava reaver o dinheiro pago pelas carteiras de crédito, o EXP1 foi surpreendido com a mudança do presidente do Digimais. Thiago Urbaneja foi substituído por Aldemir Bendine, que se - [Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-nao-esta-faltando-alguem-nas-buscas-da-pf-e-do-stf/): Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? Não é crível fazer busca contra dois senadores e não contra Flávio Bolsonaro, com áudio, dinheiro e mentira Por Eliane Cantanhêde | O Estado de S.Paulo 20/06/2026 Combo Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jacques Wagner. Fotos: Wilton Junior/Estadão – Geraldo Magela e Waldemir Barreto/Ag Senado Foto: Wilton Junior/Estadão e Geraldo Dois senadores de polos políticos opostos, Jaques Wagner, do PT, e Ciro Nogueira, do PP, já sofreram operação de busca e apreensão, a pedido da PF e com autorização do relator, ministro André Mendonça, por suspeita de recebimento de altos valores e favores no caso Master. Não ficou faltando alguém? E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL?   Essa é a pergunta que não quer calar e encontra mais dúvidas e interpretações do que respostas técnicas e jurídicas inquestionáveis. Como o processo corre sob sigilo (a la brasileira), não se sabe sequer se a PF já fez ou não o pedido de busca contra Flávio e se esse pedido foi ou não analisado por André Mendonça. Em qualquer dos casos, vale o velho e bom “por quê?”   Tudo isso complica ainda mais, por Flávio ser, não apenas senador e enrolado com suspeitas anteriores, como rachadinhas, imóveis e envolvimento com milícias no Rio de Janeiro, mas candidato à Presidência da República. E por Mendonça ter sido nomeado por Jair Bolsonaro para o STF.   A PF tem provas irrefutáveis, inclusive com áudios, de que Flávio pediu a bagatela de R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, do Master, supostamente para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o pai, e de que foi a São Paulo para um encontro olho a olho com o banqueiro, quando ele já estava preso em casa, de tornozeleira eletrônica.   Jaques Wagner, a bola da vez, líder do governo e velho amigo do presidente Lula, não tem do que reclamar e ninguém questiona a busca e a apreensão de celulares, dólares, euros e relógios caríssimos, depois de comprovado que ele ganhou apartamento de R$ 2,5 milhões, viagens em jatinhos e entrada de shows da turma do Master. Sem contar mesadas e contratos para a família.   Ciro Nogueira, que preside o PP e foi chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, nem se fala. Bife banhado a ouro em Nova York, jatinhos para lá e para cá, estações de esqui na Europa e mesadas que chegaram, no mínimo, a R$ 6 milhões… E foi ele quem assumiu como sua, e apresentou no Senado, uma emenda não apenas favorecendo o Master, mas escrita no próprio Master.   Uma explicação para as operações só contra dois dos três senadores é que a questão não é “quem pediu dinheiro”, mas qual a finalidade, quais as vantagens pessoais e se havia contrapartidas. Enquanto os “pagamentos” de Wagner e Nogueira a Vorcaro e ao Master são estridentes, como na própria emenda que ampliava o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até agora não surgiram evidências de que Flávio “pagou”, ou como pagou, a dívida.   Sim, o argumento faz sentido e é reforçado pela versão de Flávio de que foi um “acerto privado”, mas não anula um dos motivos para busca e apreensão, que é preservar provas — quanto mais o tempo passa, mais as provas evaporam. Até por isso, não parece crível fazer operações contra dois senadores envolvidos e não contra outro, com áudio, viagem, dinheiro na conta, aliás, aqui e no exterior. E não foi pouco dinheiro…   Uma possibilidade é que a PF e/ou André Mendonça queiram amadurecer mais as investigações contra Flávio, sem deixar qualquer margem de dúvida, antes de operações com muito impacto na opinião pública, em ano eleitoral e com a percepção de que a PF é “de Lula” e Mendonça, “de Bolsonaro”.   Venha quando vier, se vier, uma operação de busca contra Flávio terá enorme repercussão. O áudio já estancou o seu crescimento nas pesquisas e, no Datafolha deste fim de semana, Lula está dez pontos à frente no primeiro turno (41% a 31%). Qualquer coisa que a PF descubra em endereços, celulares e computadores de Flávio pode fazer diferença. Se é que ainda há algo “preservado”? Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? 20/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza](https://politicariabrasileira.blog.br/depois-de-dias-tensos-ciro-nogueira-relaxa-em-ibiza/): Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza A semana não foi boa para Ciro Nogueira com a enxurrada de revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Por Lauro Jardim | O Globo 19/06/2026 Ciro Nogueira relaxa em Ibiza — Foto: Imagem obtida pela coluna do Lauro Jardim Mas isso parece não ter afetado o bom humor de Ciro e nem o seu gosto por viagens. Hoje, por exemplo, o senador relaxava, de bermuda, camiseta e boné, bebericando taças de vinho branco no restaurante Juan y Andrea, em Ibiza, na Espanha. O material tornado público esta semana, após André Mendonça derrubar o sigilo do relatório da PF sobre a Operação Compliance Zero, revelou, entre outras mordomias bancadas por Vorcaro, gastos de US$ 2,1 milhões em uma única viagem para Couchevel em janeiro de 2025. Desse valor, US$ 1,2 milhão foi apenas para o aluguel de um chalé de luxo onde o senador ficou hospedado. Fora hoteis e despesas pagas em Lisboa, Paris e Nova York. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-tem-pelotao-de-51-policiais-militares-para-seguranca-pessoal-e-de-familiares/): Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Extensão da proteção à família de ex-governadores virou regra em primeiro dia de goiano fora do cargo Político diz que ‘ter escolta não é mordomia’ e que efetivo vai aumentar com policiais federais Por Ana Gabriela Oliveira Lima | Folha de S.Paulo 19/06/2026 Ronaldo Caiado recepciona, enquanto era governador de Goiás, policiais do estado em frente ao Palácio das Esmeraldas, sede do governo – Secretaria de Comunicação do Governo de Goiás – 29.mai.24 São Paulo – O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, tem 51 policiais militares de Goiás, estado que governou até 31 de março, disponíveis para fazer sua segurança pessoal e de familiares em São Paulo. A quantidade é maior do que a de um pelotão no Brasil, subdivisão militar composta por cerca de 40 soldados, e mais de seis vezes o limite de pessoal estabelecido para ex-presidentes.  Para o mais alto cargo da República, a previsão é de até oito servidores, quatro deles para segurança e apoio, quando terminado o mandato. A regra varia nos estados. O político se mudou para São Paulo para movimentar a campanha à Presidência. Com ele, vieram os policiais, com número inflado depois que o secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho, assinou no Diário Oficial do estado, em 1º de abril, um dia após a renúncia de Caiado, portaria com novas regras sobre a segurança de ex-governadores. Godinho estipulou que as ações se estendem a familiares do ex-governador. O político também pode indicar quais policiais militares vão compor a equipe, em caso de disponibilidade. A portaria determina ainda que “a estrutura de transporte e hospedagem, e os demais recursos logísticos necessários à execução das medidas de segurança” ficam a cargo da Casa Militar do estado. O benefício é válido pelo tempo em que o político tiver exercido o cargo de governador, desde que o período seja superior a três anos. Caiado ficou no cargo por sete anos e três meses. Não estava explícito em normas anteriores o limite de pessoal para segurança, benefício previsto a ex-governadores na constituição estadual. Um decreto de 2011, no entanto, chamou a atenção para a necessidade de parcimônia, indicando que dez agentes já seria “número por demais excessivo e dissociado da realidade das instituições policiais envolvidas”. A relação dos 51 militares disponíveis para o governador e familiares consta em documento obtido pela Folha. O texto aponta que o gasto total com o salário dos agentes é de R$ 797,5 mil por mês, fora acréscimos de funções comissionadas e gratificações. O valor não contempla outros gastos, como as diárias. Questionada sobre o número de 51 agentes e qual é o gasto por mês com transporte, hospedagem e outras despesas com o grupo, a Secami afirmou que não divulga informações relacionadas ao efetivo por questão de segurança institucional. “O Governo de Goiás ressalta que o serviço é realizado com base em critérios técnicos e protocolos específicos. O efetivo utilizado não é fixo e atua em sistema de revezamento, conforme a necessidade operacional e as demandas de deslocamento e de agenda. Informa ainda que os profissionais da Secami designados para atividades de segurança não atuam, necessariamente, em dedicação exclusiva.” Já Caiado enviou nota dizendo ter quatro integrantes que se revezam de acordo com a escala. “Ter escolta não é mordomia. É proteção a quem mais enfrentou o PCC, o Comando Vermelho e as facções criminosas no Brasil. A obrigação de garantir segurança a ex-governadores e suas famílias vigora desde 2010 em Goiás. Está inscrita, inclusive, na Constituição do Estado. A equipe que atende Caiado tem, na verdade, 4 integrantes que se revezam de acordo com a escala, e não 51 pessoas”, afirmou a assessoria. Indagada se o político então negava o número de 51 agentes destacados para a sua segurança e de familiares, em sistema de revezamento, a assessoria afirmou que não se tratava de negar o número maior que um pelotão. Ela também não contestou a informação de que a segurança se estende a familiares, como as filhas de Caiado e a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, atualmente pré-candidata ao Senado por Goiás. Caiado também afirmou que vai ter proteção adicional da Polícia Federal, em razão da candidatura à Presidência. “Quem combateu o crime organizado e reduziu em 84% os crimes violentos em Goiás precisa de segurança. E tem mais: após a homologação da candidatura, haverá proteção adicional da Polícia Federal. Os riscos não podem ser minimizados. O narcotráfico, o PCC e o Comando Vermelho não esquecem a mão pesada de Ronaldo Caiado em Goiás.” Apesar de as regras sobre segurança dependerem de leis nos estados, o STF (Supremo Tribunal Federal) já se posicionou sobre a necessidade de que o benefício respeite princípios republicanos de isonomia e moralidade. Segundo Bruno Morassutti, colunista da Folha e diretor de advocacy da Fiquem Sabendo, organização especializada no acesso a informações públicas, embora certos dados sobre o assunto possam ser sigilosos para garantir a segurança dos políticos, informações gerais, como o gasto com as operações, não deveriam ser negadas sob esse pretexto. A opacidade não se restringe ao governo de Goiás. A reportagem questionou 11 estados, aqueles cujos governadores deixaram o mandato neste ano para concorrer a outros cargos, sobre quantos seguranças estão à disposição dos políticos. O Distrito Federal informou que o quantitativo utilizado por Ibaneis Rocha (MDB) está em conformidade com a legislação vigente, que garante 4 servidores e 1 veículo oficial. Já Minas Gerais disse haver o emprego de um oficial e dois praças por turno de serviço para segurança de ex-governador. Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para concorrer à Presidência, confirmou usar o benefício, mas não informou a quantidade de agentes, alegando questão de segurança. Os demais estados não responderam. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJAvanteBelford Roxo RJCEPERJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorItaboraí RJMP-RJNiterói RJNova Iguaçu RJPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaTeresópolis RJTribunal Regional Federal TRFTSE Tribunal Superior EleitoralUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ - [Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar 'cinturão'; entenda a disputa territorial](https://politicariabrasileira.blog.br/rio-das-pedras-ultima-base-da-milicia-na-regiao-e-alvo-do-cv-que-quer-formar-cinturao-entenda-a-disputa-territorial/): Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial Comunidade fica próxima da Floresta da Tijuca, cercada por comunidades sob o domínio da maior facção do Rio de Janeiro. Madrugada foi de tiroteio durante disputa entre os dois grupos criminosos Por O Globo 19/06/2026 Vista aérea de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo / 06-10-2023 Rio de Janeiro – Pela segunda madrugada seguida, a comunidade de Rio das Pedras registrou tiroteio nesta sexta-feira. Instalada entre a Floresta da Tijuca e a Lagoa da Tijuca, no caminho entre a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, a localidade é considerada o “berço da milícia”. No entanto, depois de ver as favelas vizinhas tomadas pelo Comando Vermelho (CV), Rio das Pedras enfrenta uma nova investida dos traficantes, que tentam formar um cinturão de domínio na região. O episódio mais recente investigado pela Polícia Civil é a mudança de lado de nove milicianos de Rio das Pedras, que teriam passado a integrar o CV. Se quando surgiu a milícia chegou a se autointitular como Comando Azul, em referência às cores da Polícia Militar, já que sua formação tinha forte vínculo com agentes de segurança, hoje a situação é diferente. Os agentes e ex-agentes públicos não são mais maioria. Por isso, para fazer frente às investidas do CV, os paramilitares de Rio das Pedras chegam a fazer parcerias com o Terceiro Comando Puro (TCP), conforme O GLOBO mostrou em março. Por que o interesse do CV em Rio das Pedras? O CV atualmente domina boa parte das favelas da região. Além da Cidade de Deus, também tomou, por exemplo, a Gardênia Azul, anteriormente dominada pelos milicianos. No Itanhangá, a facção domina ainda as comunidades da Muzema — vizinha de Rio das Pedras —, Morro do Banco e Tijuquinha. A ideia do CV é formar um cinturão no entorno da Floresta da Tijuca e, para isso, precisaria tomar Rio das Pedras. Esse domínio facilitaria fugas em caso de ações da polícia ou guerras com grupos rivais. Rocinha, na Zona Sul; Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, região central; e o Complexo do Lins, na Zona Norte são outras das regiões que cercam a floresta e que estão sob o domínio do CV. Com 55 mil habitantes, segundo o último Censo, Rio das Pedras é ainda uma fonte de recursos para a milícia. Estimativas da polícia são de que os paramilitares arrecadem R$ 2 milhões por mês a partir da exploração de serviços como TV a cabo e internet, além da cobrança de taxas de segurança. A comunidade fica entre a Barra da Tijuca — para onde a cidade se expandiu na segunda metade do século passado, concentrando o comércio, negócios e moradias — e a região de Jacarepaguá. Região será priorizada em reocupação pelo Estado O plano de reocupação territorial feito pelo Governo do Estado do Rio — atendendo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635 (ADPF das Favelas) — priorizará as comunidades da Gardênia Azul, da Muzema e de Rio das Pedras. Esse plano foi entregue pelo Estado ao STF em dezembro e aguarda homologação. A escolha da região ocorreu por conta de a região ter a presença dos três principais grupos criminosos do Rio — CV, milícia e TCP —, pela localização estratégica (que facilitaria fugas) e por concentrar áreas de expansão urbana e econômica, com alta densidade populacional. Quem comanda expansão do CV? Ainda segundo a polícia, a ordem para invadir territórios ocupados por bandos rivais, como é o caso de Rio das Pedras, foi dada por Edgard Alves de Andrade, o Doca. Com 44 mandados de prisão expedidos pela Justiça, o criminoso é um dos integrantes da cúpula do CV. Um dos encarregados de comandar essa expansão territorial é Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Já Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, é apontado como um dos homens de guerra do bando. Contra Gardenal há 17 mandados de prisão expedidos pela Justiça, enquanto BMW é alvo de 16 ordens de prisão, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Manhã de impacto no trânsito, nas escolas e em unidades de saúde Diante de mais uma madrugada de tiroteio, o dia amanheceu em Rio das Pedras com trânsito na Avenida Engenheiro Souza Filho, principal da região. Motoristas relataram que a via ficou fechada nas primeiras horas da manhã. Por isso, 12 linhas de ônibus que passam pelo endereço tiveram seus itinerários alterados nesta manhã, com a operação normalizada por volta das 9h. O 18º BPM (Jacarepaguá) intensificou o policiamento e atua para estabilizar a região, informa a Polícia Militar. Além do trânsito, a situação também impacta na saúde e na educação. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, cinco unidades de atenção primária instaladas na região suspenderam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Já outras duas unidades mantiveram o atendimento, suspendendo apenas atividades externas, como visitas domiciliares. A Secretaria estadual de Educação informa que uma escola estadual na região também precisou ser fechada. Outras 16 unidades vinculadas ao município foram impactadas, informa a Secretaria municipal de Educação. Notícia anterior CNJ Conselho Nacional de JustiçaPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia](https://politicariabrasileira.blog.br/se-a-lei-for-cumprida-bolsonaro-voltara-para-a-cadeia/): Se a lei for cumprida, Bolsonaro voltará para a cadeia Se um preso sob qualquer regime prisional – fechado, semiaberto, aberto ou em saída temporária – for flagrado portando uma arma de fogo sem a devida autorização legal, ele cometerá um crime gravíssimo. Por Paulo Henrique Arantes | Fórum 19/06/2026 Jair Bolsonaro (PL) | (Alan Santos/PR) Não é desimportante o fato de o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho sair às ruas com uma pistola Glock pertencente a Jair Bolsonaro. Nestes dias, deparamos com jornalistas a minimizar o ocorrido, entre eles o indescritível Boris Casoy, contorcendo-se nas redes sociais para convencer seus seguidores de que o Brasil tem coisas mais relevantes com que se preocupar. Condenado preso, ainda que em regime domiciliar, portar arma de fogo e despachá-la pelas mãos de um dos seus agentes de segurança, seja para qual finalidade for, não é uma vergonha na opinião de Casoy. Já para o advogado e ex-procurador Roberto Tardelli, ouvido pela coluna, o ocorrido é indesculpável: “Preso portando arma, seja em que regime for, não é uma falta grave, mas uma falta gravíssima. É um crime! Bolsonaro está preso! Não depende da explicitação das condições da prisão, não depende de o Alexandre de Moares dizer que ele não poderia estar armado. Como preso que é, ele não pode estar armado”. Há inúmeras justificativas legais e sociais que corroboram a afirmação de Tardelli. O Estatuto do Desarmamento, por exemplo, estabelece que cidadãos condenados perdem o direito o porte ou posse de armas. Registros como CAC lhes são cancelados. A condenação destrói o requisito legal de “idoneidade moral” exigido pela Polícia Federal ou pelo Exército para se ter uma arma. Se a lei for cumprida, Jair Bolsonaro voltará para o presídio. Se um preso sob qualquer regime prisional – fechado, semiaberto, aberto ou em saída temporária – for flagrado portando uma arma de fogo sem a devida autorização legal, ele cometerá um crime gravíssimo: porte ilegal de arma de fogo, como consta dos Artigos 14 e 16 do Estatuto do Desarmamento. Como sabem até neófitos em Direito Penal, o cometimento de novo crime ou de falta grave provoca a perda do direito a regimes mais brandos, como prisão domiciliar, semiaberto ou aberto, forçando o retorno do preso ao regime fechado. O argumento da defesa de Jair é que, na sua condenação, não foi determinada a entrega de suas armas. Alega-se que a lei não manda o condenado entregar suas armas automaticamente. Dizem os advogados do golpista que, se o juiz emitir o mandado de prisão domiciliar e não fizer menção nenhuma às armas, o condenado mantém o direito de propriedade e posse sobre o objeto dentro do perímetro de sua casa. Parece brincadeira. Suponha-se, no entanto, que a estapafúrdia argumentação encontrasse algum respaldo legal quanto à posse. Mesmo assim, a punição o alcançaria, pois enviar arma possuída em casa à rua por meio de terceiros configura, por si só, crime de porte ilegal de arma de fogo e o condenado deve perder o benefício da prisão domiciliar imediatamente. O caso em tela é mais uma demonstração do absoluto descaso de Jair Bolsonaro para com leis e normas em geral. Primeiro, violou a tornozeleira eletrônica; agora, porta uma pistola que nem deveria possuir e entrega nas mãos de terceiro. O que pretende? Sabe-se que o tumulto e a vitimização são especialidades da família. Não será surpresa se o capitão buscar um retorno ao presídio como argumento de vitimização com fins eleitorais em favor do filho-candidato Flávio. Seria demais? É só pesquisar na história recente demonstrações do que essa gente é capaz. Notícia anteriorPróxima notícia Exército Brasileiro EBPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Escritório do então governador do DF recebeu dinheiro dias após contrato do PicPay com governo](https://politicariabrasileira.blog.br/escritorio-do-entao-governador-do-df-recebeu-dinheiro-dias-apos-contrato-do-picpay-com-governo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Suspeitas de irregularidades nos descontos na folha de pagamento vieram à tona em março após parecer do Tribunal de Contas do DF Por O Globo 19/06/2026 O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha — Foto: Cristiano Mariz/O Globo A operação do Ministério Público Federal que apura irregularidades em descontos na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal ocorre após suspeitas virem à tona em março. Na ocasição, o serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco digital PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do Distrito Federal depois de o Tribunal de Contas do DF apontar irregularidades. O contrato entre o PicPay e o Banco de Brasília (BRB), responsável pela folha dos servidores, previa a oferta de crédito consignado pelo banco digital aos funcionários do governo do DF. Ele entrou na mira da CPMI do INSS após informativos feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem que o escritório que leva o nome do então governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F quatro dias após o cadastro do PicPay junto ao governo do DF. Essa quantia foi recebida quatro dias após o governo cadastrar o PicPay para oferecer crédito consignado para servidores.  Nos 12 meses contados a partir da autorização, entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria recebeu R$ 34 milhões da J&F em 15 operações, segundo informativos da empresa feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e publicados pelo G1 em março. Na época, o grupo J&F afirmou ao G1, em nota, que “não há qualquer relação entre eventuais pagamentos ao escritório e ações do Governo do Distrito Federal” e que o escritório de Ibaneis Rocha defende o grupo em mais de 500 processos. O escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria, por sua vez, reforçou quando procurado na ocasiao que prestava serviços para o grupo em “centenas de ações judiciais em múltiplas esferas” e que preza “pela atuação técnica e pelo respeito à legislação nacional”. A Secretaria de Economia do DF dissena ocasião que o modelo antecipação salarial sem cobrança de juros oferecido pelo termo de compromisso com o PicPay estava em análise pelo Tribunal de Contas do DF e, por isso, está temporariamente suspenso. O ex-governador Ibaneis Rocha chegou a dar entrevista à TV Globo e disse que “não há nada de errado no contrato firmado”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-eduardo-chedid-executivo-da-faria-lima-e-alvo-da-operacao-juros-zero/): Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022, ele tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro, tendo experiência vasta em várias empresas do segmento. Por g1 SP 19/06/2026 Eduardo Chedid é o CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022 e tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro. — Foto: Divulgação/PicPay São Paulo – Alvo de uma operação do Ministério Público nesta sexta-feira (19), Eduardo Chedid é o CEO da empresa de pagamentos PicPay desde 2022 e tem mais de 30 anos de experiência no setor de pagamentos eletrônicos brasileiro, tendo vasta passagem em várias empresas do segmento. 🔍 A Operação Juros Zero investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal. Bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2024 ele também passou a liderar a holding internacional do grupo PicPay. Antes de ingressar na atual empresa, Chedid foi CEO da Elo por seis anos e vice-presidente comercial da empresa Cielo. Ele ainda atuou como vice-presidente da Visa e diretor da Credicard e também integrou o conselho da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) entre 2015 e 2021. O que diz o PicPay “O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento. A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão. O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade. O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios. A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.” Notícia anterior Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História”](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-usa-caso-master-para-atacar-lula-e-toma-invertida-maior-cara-de-pau-da-historia/): Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” Senador tentou associar escândalo ao PT, mas internautas resgataram conversas dele com Daniel Vorcaro sobre filme de Jair Bolsonaro Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 19/06/2026 Lula segue com vantagem sobre Flávio Bolsonaro na Apex/Futura – (Ricardo Stuckert PR / Divulgação) Flávio Bolsonaro tentou usar a nova fase da Operação Compliance Zero para atacar Lula, mas virou alvo da própria cobrança nas redes nesta sexta-feira (19). O senador do PL-RJ explorou a ação da Polícia Federal que atingiu Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e ouviu de volta o nome que o persegue desde maio: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A resposta veio em uma publicação que expôs a contradição do bolsonarista. Flávio tenta empurrar o escândalo para o governo Lula no mesmo momento em que a crise do Master alcança sua pré-candidatura presidencial, o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro e a aproximação do senador com Vorcaro. Um dos comentários resumiu a reação: “maior cara de pau da História”. Flávio Bolsonaro mira Lula e internautas devolvem Vorcaro A operação que Flávio tentou usar como munição foi deflagrada pela PF na quinta-feira (18). Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A investigação apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro em irregularidades ligadas ao sistema financeiro nacional. A Fórum mostrou, ainda na quinta, que Jaques Wagner e Augusto Lima, sócio de Vorcaro, foram alvos da nova fase da PF sobre o caso Master. A ofensiva abriu uma nova frente de desgaste para o governo, mas também reacendeu a conexão do próprio Flávio com o banqueiro que está no centro do escândalo. Foi esse ponto que dominou os comentários. Internautas lembraram que o filho de Bolsonaro não é observador distante do caso. Ele aparece no enredo político do Master por causa das conversas com Vorcaro sobre dinheiro para Dark Horse, a produção audiovisual criada para glorificar a trajetória do ex-presidente. Fórum mostrou pressão sobre Flávio no caso Master O ataque de Flávio a Lula ocorre depois de semanas de desgaste para o bolsonarista. A Fórum revelou que Flávio precisou defender sua relação com Vorcaro após ser pressionado em evento. Na ocasião, o senador voltou a dizer que tratou de apoio privado ao filme sobre Jair Bolsonaro e negou irregularidades. A explicação não encerrou a crise porque o caso ganhou novas camadas. A Fórum também mostrou que Vorcaro apresentou nova proposta de delação e incluiu Flávio Bolsonaro e o filme Dark Horse. O movimento colocou a produção sobre Jair Bolsonaro no centro da disputa política em torno do Banco Master. O problema para Flávio é que a investigação deixou de ser apenas um escândalo bancário. Ela passou a atravessar a corrida presidencial de 2026, com impactos sobre o governo, a direita e o projeto do bolsonarismo de lançar o senador como herdeiro eleitoral de Jair Bolsonaro. Por isso, a tentativa de usar Wagner contra Lula não apagou a memória recente sobre Vorcaro. Caso Master volta contra o bolsonarista A nova fase contra Wagner deu à oposição uma chance de pressionar o governo. Mas a reação à postagem de Flávio mostra que o caso Master também funciona como armadilha para o próprio senador. Quando ele tenta posar como acusador, os comentários devolvem a pergunta sobre sua relação com o banqueiro, os áudios, o filme e a delação. Há ainda outro ingrediente incômodo para a família Bolsonaro. A Fórum publicou que Dark Horse entrou na mira da PF por elo entre Master e PCC. A apuração envolve transações financeiras relacionadas a Vorcaro e à estrutura que financiaria a produção sobre o ex-presidente. A invertida desta sexta resume o tamanho do problema. Flávio Bolsonaro tentou colar o Banco Master em Lula, mas acabou reabrindo o flanco que mais o desgasta neste momento: Daniel Vorcaro, Dark Horse e a suspeita de que o maior escândalo financeiro do país também pode atingir o coração da campanha bolsonarista. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas](https://politicariabrasileira.blog.br/rio-das-pedras-tem-nova-noite-de-tiroteios-e-ataques-com-drones-linhas-de-onibus-sao-desviadas-e-17-escolas-impactadas/): Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas O policiamento foi reforçado. É a 2ª noite seguida de confrontos na região. Por g1 Rio 19/06/2026 Blindados da polícia circulam por Rio das Pedras — Foto: Reprodução/TV Globo Moradores de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, registraram novos tiroteios na madrugada desta sexta-feira (19). Desta vez, criminosos usaram drones para jogar granadas em rivais. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre feridos. O policiamento foi reforçado. É a 2ª noite seguida de confrontos entre facções na região: na quinta-feira (18), segundo informações de inteligência do 18º BPM (Jacarepaguá), criminosos do Comando Vermelho (CV), que atuam na Muzema, atacaram pontos controlados por milicianos. Impactos Diante dos confrontos desta sexta, o Rio Ônibus informou que 12 linhas precisaram alterar o itinerário: 343 (Jardim Oceânico-Candelária) SP343 (Rio das Pedras-Candelária) 550 (Cidade de Deus-Gávea) 555 (Rio das Pedras-Gávea) 557 (Rio das Pedras-Copacabana) 861 (Rio das Pedras-Curicica) 862 (Rio das Pedras-Barra da Tijuca) 863 (Rio das Pedras-Barra da Tijuca) 878 (Tanque-Barra da Tijuca) SV878 (Tanque-Barra da Tijuca) 880 (Rio das Pedras-Terminal Alvorada) 961 (Rio das Pedras-Recreio)   Ainda segundo a entidade, na quinta um coletivo foi tomado por bandidos como barricada. Ao menos 17 escolas, sendo uma estadual e as outras municipais, foram fechadas por conta da insegurança na região. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, cinco unidades de Atenção Primária da região suspenderam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Outras duas unidades mantêm o atendimento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas. Cemitérios clandestinos Forças de segurança localizaram na quarta (17) e na quinta 2 cemitérios clandestinos em áreas de mata de Rio das Pedras. Restos mortais de pelo menos 4 corpos foram recuperados — alguns estavam em um poço profundo. A descoberta do local ocorreu após denúncias sobre desaparecimentos na região, que motivaram o início das investigações. A polícia agora trabalha para identificar as vítimas e os responsáveis pela criação e uso dos locais de descarte. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Rio das Pedras tem nova noite de tiroteios e ataques com drones; linhas de ônibus são desviadas e 17 escolas impactadas 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/master-deputados-do-pp-pagaram-cartao-de-credito-de-ciro-nogueira-diz-pf/): Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF Corporação teve acesso a relatório financeiro que detalha as transações dos parlamentares; documento foi inserido no inquérito que apura relação entre senador e ex-banqueiro Daniel Vorcaro Por Jonatas Martins | CNN Brasil 18/06/2026 O senador Ciro Nogueira (PP-PI) • Jefferson Rudy/Agência Senado Brasília – Os deputados federais Julio Arcoverde (PP-PI) e Átila Lira (PP-PI) foram apontados pela PF (Polícia Federal) como responsáveis pelo pagamento de faturas do cartão de crédito do senador e atual presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), segundo documentos da investigação da Operação Compliance Zero, que apura o caso Master. A PF teve acesso a um RIF (Relatório de Inteligência Financeira), produzido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que detalha as transações dos parlamentares. O documento foi inserido no inquérito que apura a relação entre Ciro Nogueira e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master. Apesar de terem sido mencionados no relatório, Julio Arcoverde e Átila Lira não são investigados formalmente no caso. De acordo com o documento, Júlio Arcoverde realizou o pagamento de um boleto no valor de R$ 13.693,54 no dia 19 de junho de 2024. A própria investigação ressalta os vínculos pessoais e econômicos entre ele e Ciro Nogueira. A PF apontou que os dois foram sócios da Seven—Bar & Charutaria, localizada no centro de Teresina (PI). A empresa funcionou entre 2003 e 2011. Além disso, as investigações também ressaltaram que o filho do deputado trabalha como auxiliar parlamentar no gabinete de Ciro, com uma remuneração mensal de R$ 12.985,57. Duas semanas antes, em 4 de junho de 2024, o deputado Átila Lira realizou o pagamento de outra fatura no cartão de crédito de Ciro Nogueira, esta no valor de R$ 3.457,00, segundo a PF. As investigações apontam que foi possível identificar elementos financeiros demonstráveis que corroboram a hipótese de percepção de vantagem indevida por Ciro Nogueira, em contexto diretamente vinculado aos interesses do grupo econômico liderado por Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, a identificação de pagamentos de faturas de cartão de crédito por parte de pessoas vinculadas politicamente ao senador, incluindo deputados e ex-assessores parlamentares, indica uma “possível utilização de terceiros como instrumento de ocultação do real beneficiário das despesas e dos fluxos financeiros, reduzindo a exposição direta do agente político principal”. Procurada pela CNN, a defesa do senador Ciro Nogueira disse que não iria se manifestar sobre o assunto e “todos os esclarecimentos técnicos para refutar as descabidas insinuações policiais nos autos” serão feitos quando for oportuno. A reportagem também buscou a manifestação dos deputados Júlio Arcoverde e Átila Lira. Não houve manifestação até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado FederalPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorTeresina PI Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Master: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro Nogueira, diz PF 18/06/2026 Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/mendonca-so-precisa-explicar-por-que-nao-ha-operacao-contra-flavio-bolsonaro-e-seus-r-61-milhoes/): Mendonça só precisa explicar por que não há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões Ministro-relator do caso Master no STF solta a PF em cima de todo e qualquer suspeito, exceto contra filho do ex-presidente que o nomeou, e que aparece num áudio achacando Daniel Vorcaro em valores milionários Por Henrique Rodrigues | Fórum 18/06/2026 O ministro do STF, André Mendonça – (Fellipe Sampaio /STF) A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), joga luz sobre o que há de mais sofisticado e, ao mesmo tempo, de mais degradante na simetria do poder em Brasília. Investigar fraudes bilionárias, o uso espúrio do parlamento para favorecer interesses de banqueiros e o trânsito de vantagens indevidas é o papel constitucional das instituições. O que não se justifica, e clama por uma crítica severa, é a gritante disparidade com que o ministro-relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o “terrivelmente evangélico” e bolsonarista André Mendonça, maneja a balança da Justiça. Onde há o rigor implacável da caneta para uns, há um silêncio sepulcral e uma pasmante inércia para outros. O escândalo em torno do extinto Banco Master e de seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, redesenhou o mapa das relações promíscuas entre o sistema financeiro e o Congresso Nacional. Diante do colapso de uma estrutura acusada de fraudar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a Polícia Federal e o STF começaram a puxar os fios de uma extensa rede de influência política. No entanto, o desenho final dessa malha de suspeitos, sob a tutela de Mendonça, revela uma seletividade que afronta a lógica do interesse público e evoca fantasmas de blindagem partidária e ideológica. De um lado do espectro, a condução do ministro foi ágil em expor as franjas do centrão e da esquerda. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), há muito tempo habituado aos meandros do pragmatismo fisiológico, foi deixado em mar aberto no curso das investigações. Os relatórios da PF, liberados pelo relator, detalham com requintes de ostentação jantares nababescos em Courchevel, nos Alpes Franceses, viagens de luxo pagas por Vorcaro e repasses mensais de R$ 300 mil que totalizaram ao menos R$ 6 milhões. Para Ciro, o peso das provas e a desidratação de sua blindagem política tornaram sua situação insustentável. O mesmo rigor de Mendonça justificou a autorização para a investida contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). Líder do governo Lula no Senado e pilar histórico do petismo, Wagner viu seus endereços em Salvador e Brasília serem vasculhados por agentes federais. A PF apura se o parlamentar baiano atuou diretamente no Congresso para inflar o teto de cobertura do FGC e facilitar regras de crédito consignado de interesse do banco, supostamente operando por meio de uma pessoa que seria do seu convívio, o banqueiro Augusto Lima, o “Guga”. Trata-se de uma suspeita grave que envolve um suposto imóvel de R$ 2,5 milhões e que exige, por óbvio, apuração rigorosa. Mas o que espanta não é o avanço sobre Wagner ou Ciro; é o tamanho do abismo que separa essas ações do tratamento dispensado ao filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto Jaques Wagner é alvo de buscas por uma suposta interlocução em solo nacional e Ciro Nogueira é exposto por suas viagens, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece intocado, em uma zona de aparente imunidade processual infinitamente mais grave, e envolvendo montantes muito maiores, que desafia qualquer princípio de equidade e lógica. As investigações jornalísticas do The Intercept Brasil expuseram ao país planilhas, contratos, comprovantes bancários do sistema SWIFT e registros de mensagens diretas que comprovam que Daniel Vorcaro transferiu cerca de US$ 10,6 milhões, o equivalente a impressionantes R$ 61 milhões, para um suposto financiamento de Dark Horse, um filme biográfico de cariz bizarro sobre Jair Bolsonaro. Flávio não apenas negociou os valores de forma direta e incisiva com o banqueiro, como o próprio áudio vazado revelou a urgência e a proximidade da cobrança, consolidada em frases de explícito compromisso mútuo. O roteiro financeiro do dinheiro do tal filme é escabroso: os recursos foram remetidos para o exterior, irrigando as contas do Havengate Development Fund LP, no Texas, um fundo controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Diante de uma triangulação internacional dessa magnitude, que envolve indícios robustos de evasão de divisas, lavagem de dinheiro através da fachada de fomento cultural e uma produtora de cinema que nunca produziu nada na área audiovisual, repleta de incongruências, a reação de André Mendonça foi o absoluto nada. Até onde se sabe, Flávio Bolsonaro sequer foi alvo de uma busca e apreensão ou de medidas cautelares similares às que atingiram seus colegas de Senado. Argumentar que o caso de Flávio se difere por se tratar de “investimento privado em obra cultural” ou pela “lentidão burocrática dos mecanismos de cooperação jurídica internacional” é um exercício de cinismo técnico. A robustez documental apresentada no caso dos R$ 61 milhões supera, em materialidade inicial, muitos dos indícios que justificaram o arrombamento de portas de outros investigados, todos também senadores. A diferença real e incontornável não está nos autos, mas na biografia de quem assina as ordens no STF. André Mendonça chegou ao Supremo por uma escolha pessoal e declarada de Jair Bolsonaro, ungido sob a promessa de ser seu representante “terrivelmente evangélico” nos interesses daquela gestão no Tribunal. Ver o mesmo magistrado atuar hoje como o juiz que calibra o tempo, a intensidade e o sigilo de uma investigação que sufoca a oposição e blinda o filho do seu padrinho político é um insulto à neutralidade que se espera da magistratura. A condução da Operação Compliance Zero sob a batuta de Mendonça desenha uma justiça de duas velocidades e dois pesos. Para os adversários ou aliados descartáveis do sistema, aplica-se o rito sumário da espetacularização, das buscas ao amanhecer e do confisco de passaportes. Para o herdeiro do bolsonarismo, que operou repasses milionários nas sombras de offshores norte-americanas com um banqueiro fraudador, concede-se o benefício do tempo, da dúvida e da eterna “fase de verificação”. Se o papel do STF é garantir a estabilidade democrática e a aplicação cega da lei, a postura de André Mendonça - [Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação](https://politicariabrasileira.blog.br/jaques-wagner-negou-vinculo-com-vorcaro-em-discurso-no-senado-antes-de-operacao/): Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação Na terça-feira, ele afirmou que não tem relação com o banqueiro e criticou acordo de delação premiada firmado com pessoas presas Por Raisa Toledo | O Estado de S.Paulo 18/06/2026 Líder do governo Lula no Senado é alvo de operação da Polícia Federal no caso Master Dois dias antes de ser alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), usou o plenário da Casa para rebater suspeitas envolvendo seu nome nas investigações sobre fraudes no Banco Master. Ele chamou de “leviana” reportagem da revista “Veja” sobre a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono da instituição, e afirmou que não foi procurado sobre as acusações. Segundo a publicação, um capítulo do acordo de delação falava sobre negócios do Master com integrantes do governo da Bahia, com relato do banqueiro sobre um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais. “A capa da Veja fala que revelará os negócios do PT da Bahia, coisa que vem sendo repetido por diversas vezes e eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da (Polícia) Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirma o parlamentar em trecho de sua fala no plenário publicado nas redes sociais. Na ocasião, ele pediu a palavra depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se disse alvo de “ataque pessoal e institucional” pela mesma edição da revista, que apontava citação a seu nome na proposta de delação. Jaques Wagner manifestou solidariedade a Alcolumbre, ressaltou que a delação mencionada na reportagem foi negada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e criticou as condições em que ela foi obtida. Segundo ele, o Congresso Nacional “cometeu um erro” ao aprovar lei que permite colaboração com pessoas presas. “Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência. O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Para alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?”, disse. O senador ainda negou relação com Daniel Vorcaro. “Eu estou muito à vontade porque conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF”, declarou. A PF suspeita que Jaques Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master, por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Segundo os investigadores, a tratou-se de uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima. A corporação também apura suspeitas de pagamento de propina do banco para a empresa de um familiar do senador. Além de Jaques Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco. A defesa do empresário informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.” Jaques Wagner também foi procurada pelo Estadão, mas ainda não se manifestou. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/instituto-presidido-por-ex-ministra-de-bolsonaro-tambem-e-alvo-de-operacao-da-pf/): MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ Ex-ministra do governo de Jair Bolsonaro hoje é casada com banqueiro Augusto Lima Por Anna Satie | Veja 18/06/2026 A ex-ministra do governo Bolsonaro e ex-deputada federal Flávia Arruda (Foto: Pedro França/Ag. Senado) A sede do Instituto Terra Firme, em Salvador, foi um dos endereços onde a Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira, 18, mandados de busca e apreensão no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Banco Master. O instituto é presidido por Flávia Peres, como é conhecida agora a ex-ministra da Secretaria de Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela deixou de usar o sobrenome Arruda ao se separar do ex-marido, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em 2022. Atualmente, ela é casada com o banqueiro Augusto Lima, vinculado à empresa Terra Firme da Bahia Ltda., da qual o instituto é o braço filantrópico. Flávia não é alvo da operação de hoje, que mira a relação entre Augusto Lima e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Quem é investigada é a prima de Augusto, Andréa Lima Novaes, que é diretora da PKL One Participações –a empresa transferiu 3,5 milhões de reais para uma pessoa jurídica ligada à família de Wagner. De acordo com a investigação, Andréa também teria vínculo profissional com a Terra Firme. Além disso, a PF também obteve fotos de presentes que seriam encaminhados pela Terra Firme a Jaques Wagner e Guilherme Sodré – pai do enteado de Wagner, Eduardo Sodré. Por esses motivos, a autoridade policial pediu autorização ao STF para cumprir os mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à empresa, citando “a necessidade de obtenção de documentos e registros que esclareçam o papel da pessoa jurídica [Terra Firme] no conjunto de relações empresariais, financeiras e operacionais ligadas a Augusto Ferreira Lima.” Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 Instituto presidido por ex-ministra de Bolsonaro também é alvo de operação da PF 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Caso Master: ação contra Wagner abre precedente para operação da PF contra Flávio Bolsonaro, o “irmão” de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-acao-contra-wagner-abre-precedente-para-operacao-da-pf-contra-flavio-bolsonaro-o-irmao-de-vorcaro/): Caso Master: ação contra Wagner abre precedente para operação da PF contra Flávio Bolsonaro, o “irmão” de Vorcaro O que já se sabe e os valores envolvidos na relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro superam e muito os dados que embasaram a decisão de André Mendonça para dar aval à ação contra Jaques Wagner. Há, apenas, uma dúvida. Por Plínio Teodoro | Fórum 18/06/2026 Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner no Senado e André Mendonça com Jair Bolsonaro (Agência Senado / Alan Santos PR) A nona fase da Operação Compliance Zero, desencadeada nesta quinta-feira (18), que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, na conexão baiana do escândalo financeiro do Caso Master, abre precedente para que o próximo “toc toc” dos agentes da Polícia Federal (PF) aconteça na mansão de R$ 5,97 milhões de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no Lago Sul, em Brasília. E isso pode acontecer em plena campanha eleitoral. A decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), cita elementos consistentes para a realização da busca e apreensão nos endereços de Wagner. Baseado no relatório da Polícia Federal, Mendonça cita que o senador baiano é tido “como suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”. “De acordo com a representação, foram auferidas vantagens econômicas indevidamente pelo parlamentar. Nesse ponto, há questões mais laterais, como: (i) o uso gratuito de aeronaves vinculadas a AUGUSTO FERREIRA LIMA ou ao Banco Master; e (ii) o recebimento de ingressos para shows no exterior de elevado valor. De outra parte, há questões mais relevantes, quais sejam: (iii) a aquisição do apartamento nº 1.702 do empreendimento Poème Horto, que teria sido viabilizada por estruturas societárias e financeiras interpostas; e (iv) pagamentos à empresa vinculada a seu núcleo familiar (no caso, a BN FINANCEIRA LTDA.)”, diz o ministro na decisão que deu aval à PF para a investida. Entre as contrapartidas que, supostamente, teriam sido efetivadas, está o apartamento de R$ 2,5 milhões que teria sido registrado em nome da empresa Epítome S.A., que tem como responsável formal Luiz Antonio Lombardi, alvo da operação, que supostamente teria sido utilizado como uma espécie de “laranja” para ocultar o nome do senador. Em uma das poucas trocas diretas entre o senador e o ex-sócio de Vorcaro citadas na decisão, está uma conversa relativa à aquisição de “ingressos para shows de cantora internacional, realizado na cidade de Los Angeles (Califórnia/EUA)”, em 2023, no valor de R$ 63.339,00. Ação contra Flávio Bolsonaro A decisão de Mendonça mostra que havia elementos suficientes para uma busca e apreensão contra o líder do governo Lula no Senado. No entanto, o que já se tornou conhecido sobre a relação de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro é muito mais grave e envolve valores bem mais vultosos do que aqueles que embasam a ação contra Wagner. Diferentemente de Wagner, Flávio Bolsonaro teve contato direto por diversas vezes com Daniel Vorcaro, mesmo após a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025. Conforme revelou o site The Intercept, Flávio chamou Vorcaro de “irmão” ao cobrar parte das transferências de dinheiro para o suposto financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL), de um total negociado de 24 milhões de dólares. A mensagem de áudio foi enviada no dia 16 de novembro de 2025, véspera da prisão de Vorcaro pela PF no aeroporto de Guarulhos, quando o banqueiro possivelmente tentava fugir rumo a Malta e, em seguida, Dubai. Em dezembro, com Vorcaro de tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar, Flávio Bolsonaro visitou o banqueiro na mansão dele em São Paulo. Um dia depois, o senador deixou a cela na Papudinha dizendo que o pai o teria ungido candidato do clã à Presidência. Além dos contatos diretos e da cobrança, segundo as investigações da Polícia Federal, Vorcaro transferiu efetivamente aproximadamente 10,6 milhões de dólares (cerca de R$ 61 milhões pela cotação da época) ao fundo Havengate, nos EUA, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. A cifra é mais de 20 vezes o valor do suposto apartamento que Augusto Lima teria dado a Jaques Wagner, por meio de um laranja, como contrapartida por sua atuação parlamentar. Em nova reportagem sobre o caso, o The Intercept Brasil revelou planilhas de despesas e comprovantes que mostram toda a transferência dos milhões de Vorcaro para o clã Bolsonaro. Seguindo o rastro desse dinheiro, a PF não teria encontrado, até o momento, indícios de que o montante tenha sido efetivamente usado na produção do filme, nem mesmo o destino desses milhões de dólares — que, avalia-se, podem ter sido usados para financiar uma vida de luxo de Eduardo Bolsonaro nos EUA enquanto arquitetava a conspiração contra o Brasil. Caso repita o timing entre a revelação do caso e a ação contra Wagner, investigadores da PF devem bater à porta de Flávio Bolsonaro em setembro, em plena campanha eleitoral. Obviamente, o filho de Bolsonaro já deve estar colecionando mentiras para se colocar como vítima de “perseguição”, como aprendeu em casa. Mas provas existem. E são fartas. E, pelo visto, o que não falta é independência e vontade da Polícia Federal para derrubar o castelo de cartas marcadas da organização criminosa de Daniel Vorcaro. Doa a quem doer. Basta saber se André Mendonça dará o aval para a ação contra o filho de seu benfeitor, que o alçou justamente à cadeira na mais alta corte do país. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Quem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima e alvo da Operação Juros Zero 19/06/2026 Flávio Bolsonaro usa caso Master para atacar Lula e toma invertida: “maior cara de pau da História” 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More - [MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-aponta-que-assim-como-cv-tcp-tambem-se-entranhou-nas-visceras-da-casa-legislativa/): MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ Para justificar operação contra o deputado Val Ceasa, Ministério Público demonstrou como funciona a infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Por Marcelo Gomes e Rafael Nascimento | g1 Rio e Globonews 18/06/2026 Alerj — Foto: Reprodução/TV Globo No relatório que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminhou à Justiça para embasar os pedidos de busca e apreensão contra o deputado estadual Val Ceasa (PRD), a promotoria afirmou que investigações apontam para a infiltração do Terceiro Comando Puro (TCP) em estruturas do poder público estadual. Segundo o órgão, o grupo teria atuação semelhante à já identificada em investigações anteriores — como a que atingiu os ex-deputados Rodrigo Bacellar e TH Joias e revelou a ligação do Comando Vermelho (CV) com a Alerj. Nesta quinta-feira (18), além de Val Ceasa, a Polícia Civil do RJ e o MPRJ cumpriram mandados contra o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. No texto, o MPRJ afirma que há indícios de que parlamentares teriam atuado para favorecer interesses de traficantes ligados ao TCP, incluindo a tentativa de obter informações sobre uma operação policial sigilosa que visava demolir imóveis usados pelo grupo criminoso. Suspeita de interferência em operação policial De acordo com a investigação, Val Ceasa e Ulisses Marins foram ao 16º BPM (Olaria), em dezembro de 2023, para questionar o comando da unidade sobre uma possível ação policial na região de Parada de Lucas. A operação tinha como alvo imóveis de alto padrão — com piscina, academia e até lago artificial — identificados pela polícia como espaços utilizados por integrantes do TCP para encontros e eventos. Após o encontro com os policiais, as autoridades identificaram mudanças nos locais investigados. Entre elas, a retirada de equipamentos, alterações estruturais e a instalação de faixas indicando supostos projetos sociais, o que, segundo o MPRJ, teria sido uma tentativa de disfarçar o uso ilícito dos imóveis. O MPRJ afirma que não há registro oficial desses projetos nos órgãos públicos municipais, o que reforçaria a suspeita de que as ações sociais eram fictícias. Relação com o tráfico A investigação também reúne depoimentos e relatórios que indicam a influência da facção em áreas onde os políticos investigados têm forte base eleitoral. Segundo o documento, uma parcela significativa dos votos de Val Ceasa e Ulisses Marins se concentra em regiões sob domínio do TCP. Além disso, o inquérito aponta a existência de relações indiretas entre assessores dos investigados e integrantes da facção criminosa. Há registros de funcionários ligados aos gabinetes com antecedentes criminais ou vínculos familiares com presos por crimes relacionados ao tráfico. Em um dos trechos da peça, o MPRJ afirma haver uma “miríade de relacionamentos espúrios” entre o parlamentar e o narcotráfico. Infiltração no poder público O ponto mais grave destacado pelo MPRJ é o que chama de infiltração do crime organizado nas instituições políticas. O órgão compara o caso a outras investigações recentes que revelaram a atuação do Comando Vermelho dentro da Alerj. Segundo o texto, os elementos obtidos na apuração indicam que o TCP também conseguiu estabelecer influência no Legislativo estadual. “O presente inquérito policial está a desvendar que a facção rival, autodenominada Terceiro Comando Puro, também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”, diz o Ministério Público. Horas após ser alvo das buscas, Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como “herói”: “A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população”, destacou. A Alerj informou que as acusações não têm fundamento. Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não reconhece qualquer relação com atividades criminosas, e repudia qualquer afirmação a respeito. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense. A Casa reforça ainda seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento de investigações.” Notícia anterior ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/jaques-wagner-ganhou-ingressos-de-camarote-para-show-de-taylor-swift-em-2023-por-r-63-mil-diz-pf/): Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF Informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18). Por g1 e TV Globo 18/06/2026 Montagem mostra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e a cantora Taylor Swift. A Polícia Federal afirma que líder do governo recebeu cinco ingressos de camarote para show. — Foto: Montagem/g1 Brasília – A Polícia Federal afirma que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, recebeu ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023, segundo apuração de Túlio Amâncio. A investigação aponta que foram comprados ingressos para o dia 25 de novembro de 2023, quando, a cantora fez um show em São Paulo, na turnê “The Eras Tour”, com entradas disputadas no Brasil. Segundo a investigação, os bilhetes foram adquiridos por orientação de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master, por R$ 63.339 (entenda a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro mais abaixo). A PF afirma que os ingressos foram destinados a familiares do parlamentar, mas não deixou claro se o próprio Wagner foi ao show. A decisão também cita um show em Los Angeles, nos EUA, onde Taylor se apresentou em agosto de 2023. Não fica claro se também foram comprados ingressos também para a cidade americana. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas até a última atualização desta reportagem não obteve resposta. De acordo com a decisão, Augusto Ferreira Lima orientou sua secretária, em junho de 2023, a providenciar os ingressos. A compra foi feita pela empresa REAG Investimentos S.A., após tratativas que também envolveram João Carlos Mansur. A defesa de Augusto Lima afirmou que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. As mensagens analisadas pela PF mostram que, em 23 de novembro de 2023, Wagner perguntou a Augusto sobre os “ingressos de sábado”, em referência a um show que aconteceria, segundo a PF, no dia 25 daquele mês, em Los Angeles, na Califórnia. Em resposta, recebeu os arquivos dos bilhetes para o camarote. Segundo a investigação, o senador pediu posteriormente que o número de entradas fosse ampliado para cinco pessoas. Augusto respondeu enviando mais dois ingressos. A mensagem reproduzida na decisão diz: “Pronto amigo. Seguem os outros dois”. A PF cita o episódio como um dos exemplos da proximidade entre Wagner e Augusto Ferreira Lima. A investigação também menciona outras supostas vantagens recebidas pelo parlamentar, como o uso de aeronaves privadas e negociações relacionadas à aquisição de um apartamento em Salvador. O caso integra a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa envolvendo gestores e operadores ligados ao Banco Master. A 9ª fase da Operação Compliance Zero revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos autos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. A apuração teve um avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A investigação reúne mensagens, áudios, ligações telefônicas, contratos, comprovantes de transferências bancárias, registros de empresas, planilhas de pagamentos e dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero”, detalha outro trecho do documento. Qual a relação entre Augusto Lima e Daniel Vorcaro A relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima teve origem nos negócios do Banco Master. Lima levou ao grupo a operação do CredCesta, um cartão consignado voltado a servidores públicos da Bahia que se tornou uma das principais frentes de atuação da instituição financeira. Ao longo dos anos, Augusto Lima passou a ser tratado como um dos principais aliados de Vorcaro e participou de negociações consideradas estratégicas para o crescimento do conglomerado e é apontado como um elo importante entre operações financeiras e articulações de interesse do grupo. De acordo com as investigações, Vorcaro chegou a recorrer a Augusto Lima em meio a crises relacionadas a denúncias que atingiam o banco. Em uma dessas ocasiões, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, o banqueiro teria pedido ajuda ao ex-sócio para conter a repercussão de acusações sobre aportes suspeitos envolvendo o Rioprevidência. Nas investigações mais recentes, a Polícia Federal também passou a atribuir a Augusto Lima um papel relevante não apenas na estrutura financeira ligada ao Banco Master, mas também nas conexões políticas investigadas. A proximidade entre Lima e figuras públicas aparece em diferentes frentes da apuração e é citada pela PF como um dos elementos centrais para compreender a rede de relacionamentos construída em torno do grupo. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-apreende-49-mil-dolares-em-especie-em-endereco-ligado-a-jaques-wagner-em-brasilia/): PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Senador foi alvo de 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga Caso Master. Segundo a PF, Jaques Wagner recebeu um apartamento e repasses do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Por Andréia Sadi, Reynaldo Turollo Jr, Isabela Camargo e Túlio Amâncio | GloboNews, g1 e TV Globo 18/06/2026 Dinheiro apreendido durante 9ª fase da Compliance Zero, em Brasília — Foto: Reprodução Brasília – A Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 49 mil dólares em espécie (valor correspondente a R$ 250 mil na cotação desta quinta), em um endereço em Brasília ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional, como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas até a última atualização desta reportagem não obteve resposta. Operação da PF Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação desta quinta (18) revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O documento tem como base uma representação da Polícia Federal. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos documentos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A apuração teve avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBrasília DFPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP](https://politicariabrasileira.blog.br/viuva-de-zico-bacana-e-assessor-de-val-ceasa-sao-presos-em-operacao-contra-ligacao-com-o-tcp/): Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP Suelen Bacana e Michael Jhonny, que têm relacionamento amoroso, foram detidos por posse ilegal de arma; policiais apreenderam mais de R$ 100 mil em dinheiro vivo durante buscas. Por Felipe Freire, Mariana Queiroz e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 18/06/2026 Suelen Bacana e Michael Azevedo — Foto: Reprodução Na operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que mira agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ, a viúva do ex-vereador Zico Bacana, assassinado a tiros em 2023, e um assessor do deputado estadual Val Ceasa, foram presos em flagrante, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. As prisões de Suelen Silva dos Reis, conhecida como Suelen Bacana, e Michael Jhonny Vianna de Azevedo, ocorreram durante ação que apura a atuação de organizações criminosas na Zona Norte do Rio. Eles foram detidos por posse ilegal de arma de fogo. Atualmente, de acordo com a polícia, eles mantém um relacionamento amoroso. Michael Jhonny era o alvo de um mandado de busca e apreensão. Atualmente, ele é funcionário da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz). A sede da empresa, no Estácio, na Zona Norte, também foi alvo dos mandados. Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam mais de R$ 100 mil em espécie na casa de ambos. A operação é um desdobramento de apurações que indicam possível interferência de agentes políticos em ações do poder público na região dominada pelo TCP, incluindo tentativas de impedir a demolição de construções associadas à facção, como o chamado “resort” do traficante Peixão. Um relatório da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) aponta que houve vazamento de informações sigilosas e pressão de parlamentares para barrar operações contra estruturas do grupo criminoso. O g1 tenta contato com as defesa de Suelen Bacana e Michael Azevedo. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJRioluz Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF cita cobrança de enteado de Jaques Wagner a gestor do Master: 'Amanhã vencem os boletos'](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-cita-cobranca-de-enteado-de-jaques-wagner-a-gestor-do-master-amanha-vencem-os-boletos/): Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP Segundo a PF, Eduardo Sodré, enteado do senador, teria cobrado pagamentos de Augusto Ferreira Lima, gestor associado ao Banco Master. A defesa de Lima diz que os fatos apurados são lícitos. Procurada, a defesa de Jaques Wagner não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. Por Camila da Silva e Andréia Sadi | g1 18/06/2026 Documento oficial que cita cobrança de Eduardo Sodré a Augusto Ferreira Lima antes de repasse de R$ 3,5 milhões à BN Financeira. — Foto: Reprodução São Paulo – A Polícia Federal (PF) apura se a BN Financeira Ltda., empresa citada nos documentos como vinculada a Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), foi usada para receber e dissimular supostas vantagens indevidas no âmbito da investigação sobre o Banco Master. Segundo documentos que embasaram a operação, obtidos pelo blog, a BN Financeira recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One Participações S.A. em 17 de outubro de 2025, empresa dirigida por Andréa Lima Novaes, apontada pela PF como prima de Augusto Ferreira Lima, gestor ligado ao Banco Master. A PF afirma que o repasse teria sido precedido por cobranças feitas por Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner, a Augusto Ferreira Lima. Lima é gestor associado ao Banco Master e apontado como principal interlocutor privado do senador. Em uma das mensagens citadas pela PF, enviada em 4 de setembro de 2025, Eduardo afirmou a Augusto: “Amanhã vence [sic] os boletos e são altos”. Procurada, a defesa de Jaques Wagner não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. A defesa de Augusto Lima afirmou, em nota, que as diligências realizadas pela Polícia Federal eram “desnecessárias”, porque ele está “há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração” (leia a íntegra da nota mais abaixo). Para os investigadores, a operação entre a PKL One e a BN Financeira é um dos pontos centrais do eixo financeiro da apuração. A PF busca verificar se o pagamento tinha lastro em serviços efetivamente prestados ou se serviu para dar aparência legal a repasses indevidos. Eduardo Sodré é identificado nos documentos como enteado de Jaques Wagner, filho de Guilherme Henrique Sodré Martins e pessoa vinculada à BN Financeira. A empresa é descrita pela PF como “pessoa jurídica central no eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”. Os documentos não detalham, no trecho analisado, qual seria a função formal de Eduardo na BN Financeira, como eventual cargo ou participação societária. A vinculação apontada pela PF aparece associada ao papel atribuído a ele nas cobranças de pagamentos e à identificação da empresa como parte do núcleo familiar do senador. A PKL One, responsável pelo repasse à BN Financeira, é descrita pela PF como empresa vinculada ao núcleo de Augusto Ferreira Lima. A diretora da PKL One, Andréa Lima Novaes, é prima dele. Na prática, a suspeita da PF envolve o seguinte fluxo: a PKL One, dirigida pela prima de Augusto Lima, transferiu valores para a BN Financeira, empresa que os investigadores vinculam a Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner. A apuração busca saber se houve prestação real de serviços ou se a operação foi usada para ocultar vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a BN Financeira foi constituída como microempresa, com capital social reduzido e “aparente baixa capacidade operacional”, apesar de ter recebido valores expressivos. Para a PF, esse perfil reforça a necessidade de apurar se a empresa tinha estrutura compatível com os serviços alegadamente prestados. A PF também afirma que Eduardo teve papel ativo nas cobranças dirigidas a Augusto, mencionando boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos. Ainda conforme os documentos, Augusto Lima teria atribuído dificuldades para realizar pagamentos ao insucesso da operação entre o Banco Master e o Banco de Brasília. Para os investigadores, a menção reforça a suspeita de que os pagamentos à BN Financeira poderiam estar relacionados a interesses empresariais do grupo investigado. A investigação também cita planilhas encontradas no celular de Daniel Lopes Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro associado ao núcleo do Banco Master. Segundo a PF, os arquivos tinham registros de pagamentos a uma pessoa identificada como “Dudu”, apelido atribuído a Eduardo Sodré, em valores superiores a R$ 2,34 milhões. No despacho que autorizou a operação, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras da BN Financeira. A medida foi adotada diante da suspeita de que a empresa teria funcionado como veículo formal para recepção e dissimulação de vantagens indevidas. Nota da defesa de Augusto Lima “As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMP-RJPolícia CivilPRD Partido Renovação DemocráticaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJRioluz Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Master: ação da PF contra Wagner mira enteado, gestor de financeira, “nora” e apartamento de R$ 2,5 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/master-acao-da-pf-contra-wagner-mira-enteado-gestor-de-financeira-nora-e-apartamento-de-r-25-milhoes/): Master: ação da PF contra Wagner mira enteado, gestor de financeira, “nora” e apartamento de R$ 2,5 milhões A hipótese central é de troca de favores envolvendo interesses de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e do mercado de crédito consignado, segundo investigadores da PF. Saiba quem são os alvos. Por Plínio Teodoro | Fórum 18/06/2026 Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, sócio de Vorcaro, com a esposa Flávia “Arruda” Peres (Agência Senado / Divulgação Terra Firme) Na nona fase da Operação Compliance Zero, sobre uma suposta conexão baiana do escândalo do Banco Master, mira além de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e do empresário Augusto Lima, o empresário Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, e a esposa dele Bonnie Bonilha, sócia da BN Financeira. Os investigadores ainda citam um apartamento de R$ 2,5 milhões supostamente dado como contrapartida ao senador por atuação política em benefício do grupo. Entre as medidas citadas está a alteração da PEC 65/2023 com a emenda Master, incluída pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), principal lobista de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional. Segundo a PF, Wagner teria dado apoia à “tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e [c] à atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do BancoMaster pelo Banco de Brasília (BRB)”, em referência à tentativa de compra do banco do Governo do Distrito Federal, à época comandado por IBaneis Rocha, da instituição de Vorcaro. A hipótese central é de troca de favores envolvendo interesses do Banco Master e do mercado de crédito consignado, segundo investigadores da PF. Veja quem são os alvos da investigação: Jaques WagnerSenador da República, Jaques Wagner é apontado pela Polícia Federal como o suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas nesta nova fase da Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, ele teria recebido benefícios indiretos por meio do uso de aeronaves privadas, ingressos para eventos internacionais e da aquisição dissimulada de um apartamento de alto padrão no empreendimento Poème Horto, em Salvador. A PF também sustenta que empresas ligadas ao núcleo familiar do senador receberam recursos provenientes de estruturas empresariais associadas a Augusto Lima e ao Banco Master. Em contrapartida, Wagner teria atuado em pautas de interesse do grupo financeiro, especialmente em temas relacionados ao crédito consignado e ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O senador nega irregularidades. Augusto Ferreira LimaEmpresário baiano e ex-executivo ligado ao Banco Master, Augusto Ferreira Lima é descrito pela Polícia Federal como o principal operador privado do esquema investigado. Criador da CredCesta e figura de confiança de Daniel Vorcaro, ele teria coordenado a entrega das vantagens atribuídas ao núcleo ligado a Jaques Wagner. Segundo a investigação, coube a Augusto organizar desde o uso de aeronaves particulares até a engenharia financeira que viabilizou a compra do apartamento apontado como destinado ao senador. A PF também o identifica como responsável pela articulação dos repasses realizados a empresas ligadas ao entorno familiar de Wagner. Eduardo Mendonça Sodré MartinsEnteado de Jaques Wagner e gestor da BN Financeira Ltda., Eduardo Sodré Martins aparece em documentos e planilhas apreendidos pela investigação sob o apelido “Dudu”. De acordo com a PF, ele teria atuado diretamente na cobrança e no acompanhamento de pagamentos feitos pelo grupo empresarial ligado a Augusto Lima. Os investigadores associam seu nome a repasses que ultrapassariam R$ 2,3 milhões. Bonnie Toaldo BonilhaEsposa de Eduardo Sodré Martins, Bonnie Toaldo Bonilha integraria o núcleo empresarial familiar que está no centro das apurações. Ela aparece vinculada à estrutura societária da BN Financeira e de empresas relacionadas ao grupo. A PF investiga se essas empresas desempenhavam atividade econômica compatível com os valores recebidos ou se teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade a repasses considerados suspeitos. Contratos relacionados à prospecção de operações de crédito consignado também entraram no radar dos investigadores. Patrich Toaldo BonilhaPatrich Toaldo Bonilha é ligado à BN Representações Tecnológicas Ltda., empresa apontada pela Polícia Federal como parte do circuito empresarial investigado. Embora tenha menor exposição pública que outros alvos da operação, seu nome aparece em razão da participação societária em empresas que compartilhavam endereço, telefone e estrutura administrativa com outras pessoas e empresas do núcleo familiar de Eduardo Sodré. A PF busca esclarecer se essas sociedades possuíam atividade efetiva ou se integravam uma estrutura voltada à circulação e dissimulação de recursos. Guilherme Henrique Sodré Martins (“Tio Guiga”)Pai de Eduardo Sodré Martins e homem de confiança de Jaques Wagner, Guilherme Sodré Martins, conhecido como “Tio Guiga”, é tratado pela Polícia Federal como um elo entre o núcleo político, familiar e empresarial investigado. Segundo os autos, ele teria atuado como interlocutor entre representantes do Banco Master, integrantes do gabinete do senador e empresas ligadas à família. Seu nome aparece em tratativas relacionadas ao apartamento Poème Horto, inclusive após o avanço das investigações, o que levou a PF a considerá-lo peça-chave na articulação do grupo. Valério Marega Júnior (“Valério Fundos”)Especialista do mercado financeiro e associado a estruturas de fundos de investimento, Valério Marega Júnior é apontado pela investigação como um dos responsáveis pela operacionalização financeira da compra do apartamento vinculado ao caso. Segundo a PF, ele teria sido acionado por Augusto Lima para estruturar mecanismos que permitissem a aquisição do imóvel sem que o verdadeiro beneficiário aparecesse formalmente na documentação. Sua atuação é analisada pelos investigadores como parte da engenharia financeira utilizada para ocultar a origem e a destinação dos recursos. David Lopes MonteiroDavid Lopes Monteiro figura entre os alvos da operação por sua atuação junto ao núcleo empresarial e jurídico investigado. Embora detalhes sobre sua participação permaneçam sob sigilo, a Polícia Federal o identifica como um operador relevante na estrutura utilizada pelo grupo. A suspeita é que ele tenha contribuído para a formalização de negócios, contratos e mecanismos societários empregados nas operações financeiras investigadas. Luiz Antonio LombardiDiretor da Epítome S.A., Luiz Antonio Lombardi aparece na investigação como o responsável formal pela empresa que adquiriu o apartamento Poème Horto, em Salvador. A Polícia Federal suspeita que ele tenha atuado - [Saiba como Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master, segundo a PF](https://politicariabrasileira.blog.br/saiba-como-jaques-wagner-teria-atuado-em-beneficio-do-banco-master-segundo-a-pf/): Saiba como Jaques Wagner teria atuado em benefício do Banco Master, segundo a PF Polícia Federal suspeita que senador atuou para favorecer Daniel Vorcaro em ‘Emenda Master’ e crédito consignado, FGC e fiscalização da compra do Banco Master pelo BRB. Por Andréia Sadi e Juliana Braga | g1 18/06/2026 Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado A decisão judicial que autorizou cumprimento de mandados contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na manhã desta quinta-feira (18) traz relatos da Polícia Federal que indicam como o senador teria atuado em favor do Banco Master. A ação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero. De acordo com o documento, haveria indícios de atuação parlamentar em temas relacionados à matéria de crédito consignado, em relação ao limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e na tentativa de fiscalização e controle da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). A ação teria sido em prol também da “Emenda Master”, que propunha mudanças no funcionamento do FGC. A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. A PF identificou, como contrapartida à atuação de Wagner, a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões. Seria a unidade 1.702 do empreendimento Poème Horto, cujos dados teriam sido repassados diretamente de Wagner para Augusto Lima. As tratativas teriam seguido mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais. Wagner, que é líder do governo Lula no Senado, teria tratado diretamente com o banqueiro Augusto Ferreira Lima uma proposta para elevar a margem consignável dos salários de trabalhadores regidos pela CLT, para aposentados e pensionistas, além de autorizar para beneficiários do BPC. O tema virou a emenda n° 30 apresentada à Medida Provisória 1.106/2022, que posteriormente foi convertida em lei. Também houve, segundo a PF, a articulação para a aprovação da PEC 65/2023, que tinha repercussão sobre o limite de cobertura do FGC. É nessa matéria que Wagner teria atuado em prol da “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Teria havido uma sequência de contatos entre Guilherme Sodré, Daniel Vorcaro, o chefe de gabinete do senador e Augusto Lima. Em 13 de agosto de 2024, quando a emenda n° 11 é incluída, há uma ligação entre Wagner e Lima de 9 minutos e 19 segundos, com o envio, logo depois, do link da emenda. Em 27 de agosto do mesmo ano, após um encontro presencial, Lima teria reencaminhado o link da emenda. Apesar da descrição das condutas envolvendo a atividade parlamentar, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não acolheu o pedido de buscas e apreensão no gabinete de Jaques Wagner. A PF havia solicitado, mas a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado contra. “Isso porque a realização de medidas como a ora aventada em dependências situadas na sede de outro Poder reclama fundamentação particularmente rigorosa, apta a demonstrar não apenas a participação do parlamentar nos fatos sob apuração, mas também a existência de elementos indicativos de que, naquele espaço funcional, se encontrem provas indispensáveis à investigação, ou cuja obtenção se revele inviável por outros meios”, justificou o ministro. Também não foi autorizado o cumprimento de medidas em escritórios ligados ao mandato de Wagner. Em entrevista ao programa Estúdio i, em maio, o senador comentou sua relação com os empresários Daniel Vorcaro e Augusto Lima ao abordar a privatização da rede estadual de supermercados Cesta do Povo, realizada durante o governo de Rui Costa, na Bahia. Segundo o parlamentar, a Cesta do Povo representava um elevado custo para os cofres públicos. Ele afirmou que a rede estatal de supermercados gerava prejuízos anuais entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões ao governo baiano. De acordo com o senador, duas tentativas de venda foram realizadas por meio de leilões na Bolsa de Valores de São Paulo, em 2016 e 2018, mas não atraíram interessado O senador relatou no programa que as negociações para a privatização ocorreram com o empresário Augusto Lima, e não com Daniel Vorcaro. Segundo ele, à época não conhecia Vorcaro. “Nós negociamos com o Augusto Lima, que tinha expertise em cartões de serviço e cartões consignados, vendidos para diversos sindicatos em parceria com um empresário espanhol”, afirmou. Ele explicou que a venda da rede foi concluída em 2018 e incluiu também o chamado Cartão Cesta. O parlamentar destacou que sua participação no processo se encerrou naquele momento, assim como a do então governador Rui Costa. “Eu bato palma para o que fizemos. Privatizamos o absurdo que era uma rede estatal de supermercados”, declarou na entrevista. Sobre os desdobramentos posteriores do negócio, o senador afirmou que a gestão passou por outras instituições financeiras. “Daí para frente é com o Banco Máxima, que veio depois, e posteriormente com o Banco Master. Se houve ou não irregularidades, a Polícia Federal está investigando”, disse. Questionado sobre Daniel Vorcaro, o senador reiterou que não tinha relação com o empresário durante a privatização. Segundo ele, Vorcaro passou a integrar o negócio posteriormente, após a saída do sócio espanhol. De acordo com seu relato, Augusto Lima não possuía capital de giro suficiente para continuar as operações de crédito, o que levou à entrada de Vorcaro no empreendimento. Defesa de Augusto Lima A defesa do banqueiro Augusto Lima, alvo da operação desta quinta, enviou a seguinte nota na íntegra: “As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger - [PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-investiga-se-jaques-wagner-recebeu-r-35-milhoes-e-apartamento-de-luxo-em-salvador/): PF investiga se Jaques Wagner recebeu R$ 3,5 milhões e apartamento de luxo em Salvador Informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18). Por Márcio Falcão, Vladimir Netto, Andréia Sadi, Mariana Laboissière e Ana Flávia Castro | g1 e TV Globo 18/06/2026 Senador Jaques Wagner (PT) — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado Brasília – Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a “9ª fase da Operação Compliance Zero” deflagrada nesta quinta-feira (18), revela detalhes das suspeitas que pesam sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A medida foi tomada com base em representação da Polícia Federal. A investigação, que apura um esquema bilionário de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, aponta que o parlamentar teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional como um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões (entenda mais abaixo). A TV Globo procurou a assessoria do senador, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. Segundo informações obtidas pela TV Globo e que constam nos autos, o foco central desta fase é a relação de proximidade entre Jaques Wagner e o ex-banqueiro Augusto Lima, dono do Banco Pleno e apontado como aliado estratégico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “A autoridade policial aponta que a relação entre Jaques e Augusto Ferreira Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal, circunstância que, em tese, teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”, diz um trecho da decisão. A apuração teve um avanço, segundo a PF, após a análise de mensagens encontradas no celular de Augusto Lima, que revelaram a dinâmica do suposto esquema. “A investigação reúne mensagens, áudios, ligações telefônicas, contratos, comprovantes de transferências bancárias, registros de empresas, planilhas de pagamentos e dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da Operação Compliance Zero”, detalha outro trecho do documento. A defesa de Augusto Lima afirmou que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública” (veja na íntegra mais abaixo). A ‘Emenda Master’ e contrapartidas A PF investiga se o senador atuou diretamente em favor de projetos de interesse do grupo financeiro. Entre as medidas citadas estão a chamada “Emenda Master” e uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado, setor no qual o grupo de Vorcaro e Lima possui forte atuação por meio do Credcesta. 🔎 O Credcesta é um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, em que o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento. Registros financeiros do Master apontam que, em 2024, a venda das operações de crédito consignado ao Credcesta rendeu mais ao banco do que os juros cobrados dos servidores nessas mesmas operações. Em contrapartida a essa atuação parlamentar, os investigadores suspeitam que Wagner tenha sido beneficiado com: Propina: repasses que somariam R$ 3,5 milhões, realizados por meio de uma empresa ligada ao enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o “Dudu” (secretário de Meio Ambiente do governo da Bahia), e à nora do senador, Bonnie Toaldo Bonilha. Imóvel de luxo: a transação suspeita de um apartamento no Poeme Residence (unidade 1.702), localizado no bairro do Horto Florestal, em Salvador — área nobre da capital baiana. O apartamento está avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, segundo a PF. Mordomias: o uso frequente de aeronaves particulares e o recebimento de ingressos para shows. Na decisão, consta a compra de ingressos para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos, no valor de mais de R$ 63 mil pagos pela empresa Reag Investimentos em favor da família do senador.   🔎A Reag era a gestora dos fundos usados nas operações do Banco Master — e esses fundos teriam sido usados para inflar números e ocultar riscos. Sobre os temas que o senador teria tratado com Augusto Lima, a decisão detalha três pontos: elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para os aposentados e pensionistas vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas federais de transferência de renda. tentativa de aprovação da PEC nº65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).   🔎A Emenda nº 11 à PEC 65/2023, conhecida como Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sob investigação da Polícia Federal, propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras. ➡️Na prática, ela ampliaria o modelo de negócios fraudulento do Master, a partir da ampliação da cobertura do FGC. 🔎Segundo a decisão, a Polícia Federal identificou que “o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master” e depois entregue “em envelope endereçado a ‘Ciro'” na residência do senador. Segundo os investigadores, Jaques Wagner teria atuado pela aprovação da proposta no Congresso. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio](https://politicariabrasileira.blog.br/relatorio-aponta-interferencia-de-parlamentares-para-deixar-resort-do-tcp-de-pe-demolicao-foi-adiada-em-1-ano-e-meio/): Relatório aponta interferência de parlamentares para deixar resort do TCP de pé; demolição foi adiada em 1 ano e meio g1 teve acesso a relatório da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), à época, que descreve pressão política, vazamento de operação e sucessivos adiamentos da ação em área dominada pelo tráfico. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 18/06/2026 Placa de projeto social com os nomes dos parlamentares Val Ceasa, Ulisses Marins e Dani Cunha foi encontrada em resort de Peixão — Foto: Reprodução Um documento interno da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), obtido pelo g1, revela que o deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins (União Brasil) tentaram interferir nas operações para impedir a demolição de imóveis de luxo do Terceiro Comando Puro (TCP) — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. Os parlamentares são alvos de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18). De acordo com o relatório, a ação, que estava sendo planejada desde novembro de 2023 em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e a Polícia Militar, foi adiada mais de uma vez após vazamento de informações e pressões políticas. Ainda segundo o documento, a demolição de imóveis apontados como base de atuação da facção Terceiro Comando Puro (TCP) estava inicialmente marcada para 14 de dezembro de 2023. Dias antes da operação, porém, o Ministério Público foi informado de que Val Ceasa e Ulisses Marins teriam procurado o 16º BPM (Olaria) afirmando que os imóveis seriam usados para projetos sociais voltados a crianças e idosos. Posteriormente, foi colocada uma faixa com os nomes de Val, Ulisses e Dani Cunha. O documento detalha que os parlamentares tinham conhecimento prévio das construções que seriam alvo da operação, apesar de o planejamento estar sob sigilo. A suspeita levantada pelo próprio Ministério Público é de que houve vazamento de informação. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) para apuração. O relatório cita ainda que, em 12 de dezembro de 2023, o ex-vereador Ulisses Marins entrou em contato com o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, informando que ele e o deputado estadual conhecido como “Val Ceasa” haviam estado com integrantes da Polícia Militar. Na ocasião, teriam sido informados de que não haveria apoio operacional para a demolição naquela semana. Sem garantias de segurança — já que a região integra o chamado Complexo de Israel, dominado por criminosos armados —, a operação foi cancelada por falta de apoio da PM. As investigações indicam que os imóveis estavam ligados à atuação do TCP em áreas como Parada de Lucas, Vigário Geral, Cidade Alta e Cordovil. Relatórios técnicos da prefeitura e da Polícia Militar apontavam a ilegalidade das construções e o uso das estruturas pela facção. Após o cancelamento, novas tentativas de demolição foram feitas ao longo de 2024, mas voltaram a ser interrompidas. Em outubro daquele ano, uma operação policial na região terminou com três mortos e evidenciou a forte resistência armada de criminosos, o que levou ao novo adiamento. A demolição só foi retomada em 2025. Segundo o documento da Seop, uma nova data chegou a ser marcada para fevereiro, mas a ação foi novamente adiada. Já em março, na véspera da operação, a secretaria foi informada de que não deveria participar da ação, apesar de já ter mobilizado equipes e equipamentos. Ainda assim, a demolição acabou sendo realizada posteriormente. Paralelamente, diligências da Polícia Militar indicaram indícios de que o suposto projeto social citado pelos parlamentares não tinha registro oficial. No local, agentes chegaram a encontrar faixas com nomes de políticos ligados às supostas iniciativas. A reportagem tenta contato com os citados. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado EstadualMP-RJPGJ Procuradoria-Geral de JustiçaPolícia Militar PMPRD Partido Renovação DemocráticaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa](https://politicariabrasileira.blog.br/juliana-a-vice-prefeita-acusada-de-pagar-mae-de-santo-com-verba-publica-para-afastar-amante-da-esposa/): Juliana, a vice-prefeita acusada de pagar Mãe de Santo com verba pública para afastar amante da esposa Repasse de R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde foi feito a “Mentora Samantha”, que confirmou ter sido contratada por Juliana para realizar um “casamento espiritual” Por Julinho Bittencourt | Fórum 18/06/2026 Juliana Maria Teixeira da Costa/Foto: Redes Sociais A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, de 42 anos, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pelos crimes de associação criminosa e peculato. Segundo a Promotoria, ela teria desviado R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde para custear um ritual de “casamento espiritual” com o objetivo de afastar o coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, da esposa e manter um relacionamento afetivo com ele. Além de Juliana, também foram denunciados Lauro e o empresário William Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., contratada pela prefeitura para prestar serviços. Conforme o MP-SP, os três teriam se associado para fraudar licitações e direcionar contratos à empresa de William. De acordo com a denúncia, o pagamento destinado ao ritual foi feito por meio da empresa contratada pelo município. A Promotoria afirma que uma nota fiscal falsa foi utilizada para justificar a transferência de R$ 41,2 mil, supostamente referente a serviços médicos prestados em período em que não havia atividades da Estratégia Saúde da Família. O valor teria sido pago apenas 12 minutos após a emissão da nota e repassado posteriormente a uma terceira pessoa sem vínculo com a área da saúde. “Mentora Samantha” Prints divulgados nas redes sociais e apresentados por um vereador levaram à investigação de um possível repasse do mesmo valor para a chamada “Mentora Samantha”. Segundo o Ministério Público, a mulher confirmou ter sido contratada por Juliana para realizar um “casamento espiritual” com Lauro, visando afastá-lo da esposa. “O dinheiro do Fundo Municipal de Saúde deve ser destinado exclusivamente à saúde pública”, destacou o MP-SP ao sustentar que a utilização dos recursos públicos para esse fim configura crime de peculato. Justiça suspende contratos e impõe restrições A Justiça da Comarca de Apiaí acolheu pedido do Ministério Público e determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura de Ribeira e a W.F. Da Silva Treinamentos Ltda., além de proibir novos acordos com a empresa até decisão em contrário. Na denúncia apresentada em 30 de julho pelo promotor Renan Mendes Rodríguez, o MP também pediu medidas cautelares contra os investigados, entre elas a proibição de acesso à prefeitura e às repartições municipais, impedimento de contato com testemunhas e servidores de setores estratégicos, além do afastamento imediato de Juliana dos cargos de vice-prefeita e secretária municipal de Saúde e de Lauro das funções de coordenador da Saúde e técnico de enfermagem. Trajetória política Nascida em 3 de fevereiro de 1983, em Jaguariaíva (PR), Juliana é formada em Assistência Social, divorciada e mãe de dois filhos. Nas eleições de 2024, declarou patrimônio de R$ 45,4 mil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora tenha nascido no Paraná, Juliana possui vínculos familiares com o Vale do Ribeira. Nas redes sociais, ela já afirmou que ingressou na política inspirada pelo pai, que foi secretário de Saúde e vice-prefeito de Itapirapuã Paulista. Filiada ao MDB, Juliana tornou-se a primeira mulher eleita vice-prefeita de Ribeira ao integrar a chapa “Avante Ribeira”, ao lado do prefeito Ari do Carmos Santos (PSD), reeleito com 45% dos votos válidos. Entre 2020 e 2024, ela ocupou os cargos de secretária municipal de Saúde e chefe de gabinete. Defesa O advogado Yuri Amaral Nazareth, que representa William Felipe da Silva, afirmou que o empresário compareceu espontaneamente à Promotoria e está comprometido em esclarecer os fatos. Segundo ele, as relações entre William, Juliana e Lauro são profissionais e comuns ao funcionamento da administração pública. “Quanto às alegações de desvio de recursos, é crucial enfatizar que William está comprometido em esclarecer essa situação completamente. A ausência de documentação mencionada pode ser atribuída a dificuldades circunstanciais, mas não necessariamente a intenções maliciosas”, declarou. A Prefeitura de Ribeira e a chamada Mentora Samantha foram procuradas pela reportagem do G1, mas não haviam se manifestado até a última atualização. Juliana e Lauro também foram denunciados por outros crimes relacionados às supostas fraudes em licitações. O Ministério Público pede ainda a reparação mínima de R$ 41,2 mil aos cofres públicos. Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPRibeira SPTSE Tribunal Superior EleitoralVice-prefeita Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques Wagner negou vínculo com Vorcaro em discurso no Senado antes de operação 18/06/2026 MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno, ex-sócio de Daniel Vorcaro, alvo da PF e ligado a petistas da Bahia](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-augusto-lima-dono-do-banco-pleno-ex-socio-de-daniel-vorcaro-alvo-da-pf-e-ligado-a-petistas-da-bahia/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Empresário baiano voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), junto com o senador Jacques Wagner (PT-BA). Em 2025, ele comprou o Banco Pleno, que tem sede em SP, e ampliou negócios com o Credcesta em parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Por g1 SP 18/06/2026 Augusto Lima, ex-dono do Banco Pleno que foi alvo de mandados nesta quinta (18) — Foto: Vanner Casaes/Agência Alba São Paulo – O banqueiro Augusto Ferreira Lima, do Banco Pleno, e ex-sócio de Daniel Vorcaro, é alvo nesta quinta-feira (18) de mandados de busca e apreensão da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). A sede do banco estava localizada na Alameda Santos, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Ele já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado na mesma operação. O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central do Brasil (BC). De acordo com as investigações da PF nos celulares de Vorcaro, Lima também atuou para que o BRB comprasse as carteiras do Banco Master. Em nota, a defesa de Lima informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração” e que “os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”. O texto também afirma que “Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. Lima era controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso em Brasília. Ele tem um histórico associado não apenas às fraudes envolvendo o Banco Master, mas também a nomes ligados ao governo. Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”. Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras. Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado. Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024. Liquidação do Banco Pleno A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo BC. Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos.   Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.” 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.   O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Deputado estadual Val Ceasa é alvo de buscas em operação contra ligação de agentes públicos com o TCP](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-estadual-val-ceasa-e-alvo-de-buscas-em-operacao-contra-ligacao-de-agentes-publicos-com-o-tcp/): PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão contra 3 agentes públicos investigados por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Por Marcelo Gomes, Priscilla Moraes e Rafael Nascimento | GloboNews e g1 Rio 18/06/2026 Val Ceasa e Ulisses Marins — Foto: Reprodução O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a 2ª maior facção do tráfico do RJ. Também sofreram buscas o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (PSD) e um ex-assessor parlamentar. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. Um dos endereços é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo a força-tarefa, o trio interveio para tentar impedir a demolição do “resort” do chefão do TCP. A operação policial para pôr o imóvel abaixo chegou a ser adiada. Duas pessoas foram presas em flagrante. Na casa de Val Ceasa, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie. Cerca de R$ 150 mil foram encontrados em outros endereços dele. Procurado, Val do Ceasa afirmou à GloboNews que trabalha em prol das pessoas mais humildes e negou que tenha procurado batalhão para impedir a demolição de um “resort” do traficante Peixão. Um documento da Secretaria de Ordem Pública afirma que ele e o ex-vereador Ulisses Marins teriam se envolvido na tentativa de deixar o local intacto. Ação para salvar ‘resort’ A investigação começou na Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf) da Polícia Civil e foi remetida ao MPRJ. O procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, pediu os mandados, e a Justiça deferiu as buscas desta quinta. A força-tarefa encontrou indícios de que esses agentes públicos procuraram a Polícia Militar para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP — um deles é o “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão da facção. O espaço, batizado de “Resort Green”, ficava em uma área de preservação ambiental em Parada de Lucas, que compõe o Complexo de Israel, principal reduto do TCP. A propriedade tinha piscinas e até um lago para a criação de carpas. Segundo o MPRJ, os investigados teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. No entanto, as apurações indicam que essa justificativa não correspondia à realidade. Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e são cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo. Val Ceasa se defende Pouco antes de chegar à Assembleia Legislativa do Rio, o deputado Val Ceasa afirmou que vem sofrendo perseguição política, e que se a investigação for séria, ele vai sair como “herói”: “A população sabe quem é Val Ceasa, eu trabalho de domingo a domingo dando dignidade para a população”, afirmou Val. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense.” Nota da Prefeitura do Rio “A Prefeitura do Rio informa que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois a Prefeitura do Rio possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBrasília DFPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Jaques Wagner ganhou ingressos de camarote para show de Taylor Swift em 2023 por R$ 63 mil, diz PF 18/06/2026 PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília 18/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Câmara aprova ‘jabuti’ que anistia caminhoneiros de bloqueios bolsonaristas em MP do Frete](https://politicariabrasileira.blog.br/camara-aprova-jabuti-que-anistia-caminhoneiros-de-bloqueios-bolsonaristas-em-mp-do-frete/): Câmara aprova ‘jabuti’ que anistia caminhoneiros de bloqueios bolsonaristas em MP do Frete Relator Zé Trovão (PL-SC), que apoiou bloqueios em rodovias, incluiu tema estranho ao conteúdo original da proposta em medida enviada ao congresso pelo governo Lula Por Guilherme Matos | O Estado de S.Paulo 17/06/2026 Deputado Zé Trovão (PL-SC) foi o relator do MP Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 17, a MP do Frete, enviada pelo governo Lula para reforçar o cumprimento do piso mínimo do transporte rodoviário. O texto que seguirá ao Senado carrega um acréscimo estranho ao tema: a anistia às multas judiciais, administrativas e civis impostas a caminhoneiros e transportadores que participaram dos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. A anistia foi incluída pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC), relator da MP. Caminhoneiro de profissão e uma das lideranças das mobilizações bolsonaristas do setor, o parlamentar declarou apoio público aos bloqueios que ocorreram após o resultado do segundo turno de 2022, em entrevista à rádio Jovem Pan. “Estou acompanhando de perto”, disse na ocasião. Trovão já teve prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de organizar manifestações violentas e incitar invasões à Corte. Ele ficou foragido, mas foi localizado pela Polícia Federal em um hotel no México. A anistia aprovada nesta quarta-feira cancela multas aplicadas por decisões judiciais ou administrativas, sanções civis e administrativas, e abrange valores já inscritos em dívida ativa. O benefício vale para transportadores, pessoas físicas e jurídicas, e para motoristas. O perdão às multas entrou como um “jabuti” — jargão para emenda ou trecho inserido em um projeto de lei ou MP que não tem nenhuma relação com o tema principal. O objetivo central da MP é reforçar o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, criada em 2018 após uma greve nacional de caminhoneiros que paralisou o país por dez dias. O texto cria a obrigatoriedade de registro eletrônico de todas as operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que deverá conter os dados do contratante, do contratado, o valor do frete e a forma de pagamento. A medida estabelece uma trava: o sistema não permitirá a geração do código para operações com valor abaixo do piso mínimo fixado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para quem descumprir as regras, o texto prevê uma escala de punições. Empresas que contratarem fretes abaixo do piso de forma reiterada poderão ter o registro suspenso por até 30 dias. Em caso de reincidência, a suspensão pode chegar a 45 dias. O texto também institui um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas profissionais empregados em operações de longa distância — aquelas em que o motorista permanece fora da base da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas. Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresDeputado FederalMedida Provisória MPPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/ceo-do-brb-preso-financiou-parte-dos-r-59-milhoes-para-mansao-de-flavio-bolsonaro/): CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Operação aprovada durante a gestão de Paulo Henrique Costa financiou parte da compra da mansão do filho de Jair Bolsonaro no Lago Sul, área nobre de Brasília Por Julinho Bittencourt | Revista Fórum 16/04/2026 O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 16, na quarta fase da Operação Compliance Zero. Foi ele quem deu o aval para o financiamento de R$ 5,9 milhões para a compra da mansão de Flávio Bolsonaro (PL) no Lago Sul, área nobre de Brasília. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de propina a agentes públicos em negócios com o Banco Master. A operação também prendeu o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável jurídico pelas negociações. A PF cumpre dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os alvos respondem por crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Costa chegou ao comando do BRB em 2019, indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), e desde então ocupou posição estratégica no sistema financeiro do Distrito Federal. Durante sua passagem pelo cargo, o banco ampliou sua relevância institucional e ganhou protagonismo político. Esse ciclo, porém, começou a ruir quando a Operação Compliance Zero passou a apurar suspeitas de fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master. A partir daí, a gestão do executivo passou a ser revisitada em busca de decisões que possam ter extrapolado critérios técnicos e atendido interesses específicos. Condições vantajosas Foi nesse contexto que reapareceu o financiamento concedido a Flávio Bolsonaro em 2021. Naquele ano, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para a compra de uma mansão avaliada em R$ 5,97 milhões no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, uma das áreas mais valorizadas de Brasília. O imóvel, com cerca de 2.400 metros quadrados, foi financiado com juros entre 3,65% e 3,71% ao ano, além da correção pelo IPCA. Embora o banco tenha sustentado que a operação seguiu padrões de mercado, o crédito chamou atenção pela combinação entre condições vantajosas, perfil do comprador e necessidade de aprovação da cúpula da instituição. O peso político do caso não era pequeno. O negócio precisou passar pela diretoria colegiada presidida por Costa, o que vinculou diretamente o então chefe do BRB à operação. Naquele momento, o executivo era visto como um nome em ascensão e chegou a ser cogitado para ocupar uma vice-presidência no Banco do Brasil. A hipótese, contudo, acabou esvaziada diante do receio de que a repercussão negativa da compra da mansão contaminasse uma eventual promoção dentro do sistema financeiro federal. Queiroz e as rachadinhas Ao redor desse episódio, reaparece também um personagem incontornável das investigações sobre o patrimônio da família Bolsonaro: Fabrício Queiroz. Ex-policial militar e amigo antigo de Jair Bolsonaro, Queiroz foi apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. De acordo com os promotores, ele coordenava a arrecadação de valores desviados de assessores, formando um caixa em espécie que abasteceria despesas pessoais e operações patrimoniais. A suspeita dos investigadores é que esse fluxo de dinheiro em espécie tenha alimentado um modelo de transações imobiliárias montado para transformar recursos de origem ilícita em ganhos aparentemente legítimos. Segundo essa linha de apuração, imóveis eram adquiridos por valores inferiores aos reais nas escrituras, com a diferença sendo quitada por fora, em dinheiro vivo, e depois revendidos por preços de mercado. Dessa forma, Flávio Bolsonaro teria acumulado lucros formais expressivos entre 2010 e 2017 com a compra e a venda de 19 salas e apartamentos. A leitura do Ministério Público era a de que se tratava de uma forma de dar aparência regular a recursos provenientes da rachadinha. Hoje, Queiroz ocupa a função de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema, no Rio de Janeiro, cargo para o qual foi nomeado em janeiro de 2025 pela prefeita Lucimar Vidal (PL). Quitação acelerada O caso da mansão voltou a provocar questionamentos em julho de 2024, quando Flávio Bolsonaro quitou o saldo devedor do imóvel de maneira acelerada. Foram R$ 3,4 milhões pagos em seis aportes extraordinários, em valores que chegaram a R$ 997 mil em uma única parcela. A quitação ocorreu depois de o Supremo Tribunal Federal consolidar decisões que anularam provas do caso das rachadinhas por questões processuais. O senador afirma que os recursos vieram de sua antiga franquia de chocolates e de sua renda, mas a rapidez e a robustez dos pagamentos seguiram cercadas de dúvidas. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBanco de Brasília BRBBanco do BrasilBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitaRegião do Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-denuncia-10-pms-do-bope-por-invasao-de-casas-e-uso-irregular-de-cameras-na-mare-grupo-abriu-geladeira-e-dormiu-em-sofa/): MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Segundo o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025 e são acusados de descumprir missão e de ocultar imagens. Por Luana Alves e Márcia Brasil | RJ1 16/04/2026 Agente sem camisa tinha acabado de usar o banheiro — Foto: Reprodução/TV Globo O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por violação de domicílio, descumprimento de missão e recusa de obediência durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. De acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial. Segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os denunciados Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento.   O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Gravação com ‘tela preta’ As investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação. Por isso, o MPRJ os denunciou por recusa de obediência. Mesmo assim, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou 2 denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de 7 episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça Militar. Ao agir dessa forma, - [As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master](https://politicariabrasileira.blog.br/as-comprometedoras-mensagens-de-paulo-roberto-costa-e-daniel-vorcaro-no-caso-master/): As comprometedoras mensagens de Paulo Roberto Costa e Daniel Vorcaro no caso Master Troca de conversas sobre imóveis de luxo e apoio a Ibaneis comprometem ex-presidente do BRB Por Yuri Ferreira | Revista Fórum 16/04/2026 Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB – Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa (Repodução e Agência Brasília) Trocas de mensagens entre o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam negociações que, segundo a Polícia Federal (PF), apontam para um esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em imóveis de luxo. O conteúdo integra o inquérito da quarta fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Paulo Henrique nesta quinta-feira (16). Nas mensagens, o ex-banqueiro trata abertamente da expectativa por imóveis de alto padrão em São Paulo com  Vorcaro. Em um dos trechos, Paulo Henrique faz referência direta ao cálculo do valor combinado: “Fiz as contas para chegar no valor que combinamos. Dependendo dos valores finais, sairia o Casa Lafer, que está no contrapiso. Apagando algumas mensagens.” Em outra troca, o ex-presidente do BRB cobra avanço nas negociações imobiliárias. “Amigo, pessoal esperando seu de acordo sobre os imóveis de São Paulo. Pode ajudar?”, escreveu. Vorcaro respondeu afirmando ter “dado carta branca” de sua parte e questionou onde o processo estaria travado. A decisão judicial que embasou as prisões descreve um episódio em que Vorcaro teria instruído diretamente uma corretora a garantir a satisfação do parceiro durante a visita aos imóveis: “Preciso dele feliz. Reverte isso aí.” As mensagens também registram o alinhamento inicial entre os dois. Em uma das primeiras trocas, Paulo Henrique menciona o contexto político das negociações: “O Governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas.” Vorcaro respondeu de forma sucinta, confirmando entendimento e prometendo tratar os detalhes com sua equipe. Em outro diálogo, Vorcaro reforça a natureza contínua da parceria: “Temos um negócio de continuidade e centenas de ajustes ao longo da trajetória.” Paulo Henrique reafirmou o compromisso: “Estou com vc. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver.” Segundo as investigações, Paulo Henrique atuava como “mandatário” de Vorcaro no BRB e, em contrapartida, receberia imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. No período apurado, o BRB teria adquirido carteiras de crédito do Master apontadas como fraudulentas, estimadas em R$ 12,2 bilhões. A estrutura para dissimular os repasses envolveria seis imóveis de alto padrão — quatro em São Paulo e dois em Brasília — e empresas de fachada. O advogado Daniel Monteiro, preso na mesma operação, é apontado como o responsável jurídico pela arquitetura das negociações entre as partes. Em uma conversa com Vorcaro, Monteiro afirma: “O Paulo me procurou para dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele. Disse que vc pediu para ele falar comigo a respeito. Devo dar andamento?”. O banqueiro responde: “Eu pedi isso anteontem. Pra dar foco nisso. Achei que já estava resolvido”. O que diz a defesa de Paulo Henrique Costa “A defesa continua firme na convicção de que Paulo Henrique Costa não praticou crime algum”, disse o advogado Cleber Lopes em entrevista a jornalistas nesta manhã. Ele também negou que seu cliente teria recebido propina, como acusa a PF: “Não considero essa como uma hipótese válida”, disse. “No primeiro momento a defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução, para a aplicação da lei penal. Ele está em liberdade desde a primeira fase da operação, não há notícia de que ele tenha praticado qualquer fato que pudesse atentar contra a instrução criminal, contra a ordem pública, contra a aplicação da lei penal, de maneira que a defesa considera, em um primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária”, declarou o advogado. “Não, se eu estou considerando que é um exagero, eu permaneço como estava antes. Eu continuo convencido, o Paulo Henrique continua convencido, e vamos, como eu disse antes, examinar. Enfim, a defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não praticou crime algum. Vamos aguardar agora a análise do documento, vamos fazer a defesa como temos feito”, pontuou. 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Ele teria recebido imóveis de Daniel Vorcaro avaliados em R$ 146 milhões em troca de facilitar negócios com o banco. Por Camila Bomfim, Isabela Camargo, Márcio Falcão, Isabela Leite, Túlio Amâncio, Reynaldo Turollo Jr e Ana Flávia Castro | GloboNews, TV Globo e g1 16/04/2026 Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília Nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Ele foi preso em Brasília, segundo informações obtidas pelo blog. De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos sediados na capital federal. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte. A PF informou, em nota, que a operação desta quinta investiga “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. É a primeira vez que a polícia fala em corrupção de agente público do Distrito Federal no âmbito das apurações sobre o Master e o BRB. ➡️ O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra do banco de Daniel Vorcaro (leia mais abaixo). Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, em endereços ligados aos alvos e ao Master. Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia. O outro alvo de mandado de prisão é o advogado do Master Daniel Monteiro. Ele é apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita. Veja quem foram os alvos da operação: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB – alvo de mandado de prisão; Daniel Monteiro, advogado que atua para o Master – alvo de mandado de prisão; Thaisa Menzato, sócia de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão; Arthur Caixeta Nogueira, empresário ligado à gestora de fundos Reag – alvo de mandados de busca e apreensão; Monteiro Rusu, escritório de advocacia – alvo de mandados de busca e apreensão; Hamilton Edward Suaki, cunhado de Daniel Monteiro – alvo de mandados de busca e apreensão.   O g1 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa e o BRB mas ainda não obteve retorno. A defesa de Daniel Monteiro afirma que “sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica” (veja na íntegra mais abaixo). Quem é Paulo Henrique Costa Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial com a primeira fase da operação. Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. BRB e Master O BRB aparece nas investigações por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação. A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público. Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita. Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A PF ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa. O que dizem os alvos Paulo Henrique Costa A defesa do ex-presidente da instituição diz que considera a prisão “desnecessária” e que vai examinar a decisão para tomar providências. Daniel Monteiro “A defesa de Daniel Monteiro informa que ele foi surpreendido, na data de hoje, com a decisão de prisão. Ressalta que sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional. Daniel está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão integralmente esclarecidos”. Notícia anterior Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF 16/04/2026 Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ 15/04/2026 Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio 15/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio Prefeita de Guapimirim e mais 4 viram réus por suspeita de fraude - [Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-presidente-do-rioprevidencia-diz-a-pf-que-aportes-de-quase-r-1-bilhao-no-master-foram-sugeridos-por-ex-diretor/): Ex-presidente do Rioprevidência diz à PF que aportes de quase R$ 1 bilhão no Master foram sugeridos por ex-diretor Em depoimento à PF, Deivis Marcon Antunes afirmou que o então diretor da autarquia Euchério Rodrigues foi o autor da proposta; ex-presidente nega recebimento de propina e interferência política. Por Octavio Guedes e Marcelo Gomes | GloboNews 16/04/2026 O ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes — Foto: Rioprevidência/Divulgação O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues. Procurado pelo blog, Euchério não se manifestou até a última atualização deste post. Deivis negou, ainda, que sua indicação para presidência da autarquia tenha sido política. O Rioprevidência é o responsável pelo pagamento de 235 mil servidores públicos estaduais aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro. Segundo fontes ouvidas pelo blog, a indicação teria partido de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. O ex-governador Cláudio Castro (PL) disse ao blog não se lembrar quem indicou o nome de Deivis. “Posso ter consultado Rueda, mas não foi ele. Eu tinha 500 indicações”, disse Castro. Em outro trecho do depoimento, o delegado da PF quis saber se Deivis recebeu propina direta, ou indiretamente, pelos investimentos no Master. “Não. Nenhum”, disse o ex-presidente do Rioprevidência. Deivis também explicou tecnicamente o processo do investimento de quase R$ 1 bilhão no Master. “Esse investimento é proposto pela Diretoria de Investimentos. Eu até li uma coisa assim, que o Comitê [de Investimentos] não tinha autorizado… o comitê não autoriza investimentos. A diretoria faz a proposição do investimento, e aí o investimento é feito, e o diretor de investimentos faz o encaminhamento, e eu assino juntamente com ele o investimento”, disse Deivis. Questionado pelo delegado da Polícia Federal (PF) sobre quem era o diretor de investimentos, Deivis respondeu: “O diretor de investimentos na época era o Euchério. Eu cheguei em julho [de 2023] e o Euchério chega em… Se não me engano, em outubro.” O delegado perguntou se foi Euchério quem indicou os investimentos, e Deivis confirmou. O depoimento ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, depois de Deivis ter sido preso na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, no Sul do RJ. Ele tinha retornado dos Estados Unidos pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e alugou um carro para voltar ao Rio, onde mora. O delegado questionou se Deivis assinou “naquele bloco de assinatura” e Deivis explicou: “É no bloco, né? Os blocos que a gente usa para pagamento de contratos, pagamento de investimentos e demais autorizações. Todas elas são assinadas em bloco, porque senão, só um exemplo, seriam 400, 500, 600 assinaturas num dia, porque é um absurdo, o volume é muito grande. A gente paga, além de todos os contratos, 260 mil aposentadorias e pensões”, respondeu o ex-presidente do Rioprevidência. Mais adiante, o delegado quis saber por que foi escolhido o Banco Master. O ex-presidente argumentou que o Regime Próprio de Previdência Social não tinha como detectar, “com uma equipe formada por nove ou dez pessoas”, problemas que até o Banco Central teve dificultar para identificar. “O Tribunal de Contas, eu lembro que na época, falou assim, tinha que fazer análise reputacional dos sócios. Não era obrigação”, disse Deivis. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaUnião Brasil Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/estradas-precarias-impedem-acesso-a-escola-em-cambuci-no-rj/): Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Problemas atingem zona rural e rodovia RJ-202; veículos atolam e transporte escolar enfrenta dificuldades. Por Diego Varsi | g1 15/04/2026 10:27 Estrada com muita lama em Cambuci, carro ficam presos no lamaçal — Foto: Portal Cruzeiro Notícias A situação das estradas na região de Cambuci, no Noroeste Fluminense, tem preocupado e muito os moradores. Em diferentes pontos do município, as condições precárias das vias vêm causando transtornos, prejuízos e até impedindo o acesso à educação. Na estrada municipal que liga a localidade do Valão do Padre Antônio, o cenário é de abandono. Um caminhão de leite ficou atolado e o ônibus escolar não conseguiu seguir viagem, comprometendo a rotina de estudantes da região. Com isso, alunos deixam de frequentar as aulas, produtores rurais enfrentam prejuízos e moradores acabam isolados por conta da lama e dos buracos ao longo do trajeto. Problemas não se limitam à zona rural Na RJ-202, entre as localidades de Monte Verde e Goiabal, a situação também é considerada crítica por quem depende da rodovia. Motoristas relatam atolamentos frequentes, dificuldades de tráfego e risco constante ao circular pelo trecho, especialmente em períodos de chuva. O transporte escolar também enfrenta obstáculos para operar normalmente, o que reforça a preocupação das famílias. Diante do cenário, moradores cobram uma solução urgente do poder público. Eles pedem intervenções que garantam condições mínimas de trafegabilidade, assegurando o direito de ir e vir e, principalmente, o acesso de crianças e adolescentes à educação. Notícia anterior Cambuci RJNorte e Noroeste Fluminense Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ 15/04/2026 Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio](https://politicariabrasileira.blog.br/criancas-andam-a-pe-em-estrada-de-terra-apos-onibus-escolar-quebrar-em-zona-rural-de-cabo-frio/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Episódio aconteceu menos de uma semana após denúncias de mães sobre más condições do transporte. Por Eliandra Bussinger | g1 15/04/2026 09:27 Alunos quilombolas andando a pé em estrada após ônibus escolar quebrar — Foto: Divulgação Uma turma de crianças da Escola Municipal Agrisa, na zona rural e quilombola de Cabo Frio, na Região dos Lagos, tiveram que descer do ônibus escolar e andar a pé por uma estrada de chão, na manhã desta terça (14). Segundo Regina Severino Soares, presidente do quilombo Espírito Santo, os alunos estavam a caminho da escola após fazerem uma visita educacional na região quando o transporte deu pane elétrica hoje às 11h. O episódio aconteceu menos de uma semana depois das mães denunciarem as condições do ônibus escolar oferecido para as crianças quilombolas e da zona rural da cidade. Desde o início do passeio, Regina conta que o ônibus já dava sinais de defeito e falha mecânica. “Por fora parece um ônibus que está bom, mas a parte elétrica não funciona”, explica. No registro feito por ela na manhã de hoje, as crianças aparecem andando em uma estrada de terra após o ônibus para de funcionar. Ela afirma que as crianças tiveram que aguardar cerca de uma hora e meia até um outro ônibus ser enviado para levá-las à escola. “O ônibus deixou as crianças a pé e estamos retornando com elas para o território para que não fiquem no sol. Esse é o ônibus que Tamoios, segundo distrito de Cabo Frio, tem”, destaca. Em outro relato, Regina pontua que funcionários da escola tiveram que tentar resolver a situação: “Mais uma vez o ônibus escolar deixando os alunos a ver navio dentro do quilombo Espírito Santo. O motorista e o professor estão tentando dar um jeito para levar as crianças para a escola”, ressalta. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Prefeita de Guapimirim e mais 4 viram réus por suspeita de fraude em contratos de Saúde](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeita-de-guapimirim-e-mais-4-viram-reus-por-suspeita-de-fraude-em-contratos-de-saude/): Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Segundo o Ministério Público do Rio, o grupo fraudava licitações de serviços médicos superfaturados. Por Bette Lucchese e Marcelo Gomes | RJ2 14/04/2026 Marina Rocha, prefeita de Guapimirim — Foto: Reprodução/TV Globo A prefeita de Guapimirim, Marina Rocha, virou ré em uma ação de improbidade administrativa junto com um servidor público e outras três pessoas. O grupo é acusado de fraudar licitações de serviços de saúde por meio de uma empresa de fachada. A ação foi movida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), que investiga suspeitas de irregularidades em contratos entre a prefeitura e a empresa Speed Meg. Segundo o órgão, há indícios de um esquema estruturado para direcionar licitações. De acordo com a denúncia, a empresa tornou-se ao longo de muitos anos a principal — e na prática a única — prestadora de exames de média e alta complexidade no município. O documento revela que a Speed Meg presta serviços para o município há pelo menos 10 anos e que há fortes indícios de sobrepreços, causando prejuízo aos cofres públicos. Ainda segundo a investigação, a empresa não possui estrutura própria ou funcionários, utilizando outras duas empresas para executar os serviços que “simulam” o cumprimento de exigências legais. Ainda segundo o MPRJ, pai e filha são apontados como responsáveis pelos negócios. Iram Moreno de Oliveira é ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Guapimirim. Ele foi preso em 2013, acusado de integrar uma quadrilha armada que extorquia dinheiro da prefeitura. Na parte criminal, Iram foi absolvido por falta de provas, mas teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral. A filha dele é Mêllanie da Costa Oliveira, também ré por improbidade administrativa. Também respondem à ação Neiva Maurício da Silva Bonfante, ex-funcionária da Comissão de Licitação da prefeitura, e Philipe Gomes Pereira, o servidor público responsável por conduzir as licitações da Speed Meg. De acordo com a denúncia, ele deixou de cumprir deveres essenciais de fiscalização e recebeu depósito realizado pela empresa em sua conta bancária. A Justiça determinou o afastamento dele do cargo. No cargo desde 2020, a prefeita de Guapimirim, Marina Rocha, também é acusada de improbidade administrativa. De acordo com o MPRJ, “mesmo após formal ciência das irregularidades”, a prefeita deixou de adotar providências para suspender a licitação da Speed Meg, que foi contratada reiteradamente. A investigação aponta que um dos últimos editais de licitação não teve ampla publicidade, como exigido por lei, e que, como resultado, houve apenas uma interessada: a Speed Meg. O contrato previa 78 tipos de exames e procedimentos para diagnósticos por imagem, por quase R$ 9 milhões. A Justiça determinou a suspensão das atividades da Speed Meg e deu prazo de três meses para a prefeitura realizar nova contratação de serviços de saúde. Também foi determinado o bloqueio de R$ 8,6 milhões dos cinco réus. O que dizem os investigados A clínica Speed Meg declarou que se encontra à disposição das autoridades judiciais e que nenhum de seus contratos com entes públicos teve superfaturamento. A empresa disse ainda que não recebeu, até o momento, nenhuma comunicação oficial, e por isso vai apresentar a defesa em juízo. O RJ2 pediu um posicionamento aos cinco réus, mas não teve retorno. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/moradores-denunciam-esgoto-a-ceu-aberto-e-obra-inacabada-em-rua-de-itaperuna/): Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Problema persiste após intervenção da prefeitura e causa transtornos como mau cheiro, alagamentos e presença de ratos. Por Diego Varsi | g1 14/04/2026 09:59 Esgoto em Itaperuna — Foto: Narcisa Nicodemos Itaperuna – Moradores da Avenida Eugênio Monteiro de Barros, no bairro Cidade Nova, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, denunciam um problema antigo envolvendo um esgoto a céu aberto ao lado de uma residência. Segundo os moradores, a prefeitura chegou a iniciar uma obra no local para tentar resolver a situação, mas o serviço não foi concluído. De acordo com o relato, faltaram manilhas para finalizar a intervenção, o que fez com que o esgoto continuasse exposto. Com isso, o local já registrou alagamentos, além da presença frequente de ratos e insetos. O mau cheiro também tem incomodado quem vive na região. Os moradores afirmam ainda que já buscaram ajuda junto à prefeitura e a vereadores, mas, até o momento, o problema não foi resolvido. Eles cobram uma solução definitiva para evitar novos transtornos. Em nota, a prefeitura informou que as manilhas foram instaladas anteriormente e que, mais recentemente, a Secretaria Municipal de Obras realizou reparos para dar continuidade à obra, incluindo a colocação de novas estruturas em um trecho mais à frente. Ainda segundo a administração municipal, o local passará por novas avaliações técnicas para identificar as necessidades da área e possibilitar a implantação de uma solução mais duradoura. Até agora, foram instaladas 12 manilhas com 60 centímetros de diâmetro. Notícia anterior Itaperuna RJNorte e Noroeste FluminenseSaneamento Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-deixa-goias-com-10-parentes-no-governo-e-supersalarios-pagos-pelo-estado/): Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Após a Fórum revelar lei que favoreceu o Master, apuração mostra rede familiar de Caiado em cargos e salários que passam de R$ 650 mil por mês Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 13/04/2026 08:04 Ronaldo Caiado (PSD-GO) – Foto: Lula Marques/Agência Brasil Ronaldo Caiado deixou o governo de Goiás no último dia 31 para disputar a Presidência, mas saiu sob novo desgaste político. Um dia após a Fórum revelar que ele alterou uma lei estadual para favorecer operações do Banco Master no crédito consignado, veio à tona que ao menos 10 parentes do ex-governador seguem em cargos comissionados na estrutura estadual. Segundo apuração da Folha, publicada nesta segunda-feira, 13, a folha de pagamento de março reúne 50 pessoas com o sobrenome Caiado no estado. Somadas, as remunerações passam de R$ 650 mil por mês. O grupo inclui aposentados, pensionistas, servidores efetivos, temporários e comissionados. A nova revelação amplia a pressão sobre Caiado em um momento de exposição nacional. O ex-governador tenta se projetar como nome do PSD para a disputa presidencial de 2026, mas passa a enfrentar questionamentos sobre a presença de familiares na máquina pública e sobre a gestão de recursos e interesses privados em seu governo. Parentes em cargos e salários pagos pelo estado A lista citada pela reportagem inclui 10 parentes em postos de livre nomeação, além de três familiares ligados à Organização das Voluntárias de Goiás, a OVG, entidade que mantém parceria com o governo estadual. Entre os nomes mencionados estão primos de Caiado lotados em secretarias e órgãos do estado, além de aliados da família em funções estratégicas. Também aparece na estrutura o secretário de Estado da Retomada, Cesar Augusto de Sotkeviciene Moura, casado com uma prima de Caiado. Na OVG, segundo a reportagem, há ainda parentes por afinidade e familiares ligados ao núcleo da ex-primeira-dama Gracinha Caiado. O caso chama atenção não apenas pelo número de familiares na estrutura pública, mas pelo volume dos vencimentos. A própria reportagem aponta que a diretora-geral da OVG soma remuneração com assentos em conselhos de estatais e empresas públicas, elevando os ganhos mensais a patamar superior ao salário-base do cargo. OVG e repasses milionários A apuração também destaca que o último aditivo firmado para a OVG elevou em 70% o repasse estadual à entidade. O valor passou de R$ 434 milhões no período entre julho de 2024 e junho de 2025 para R$ 738 milhões entre julho de 2025 e junho de 2026. Página oficial de transparência da OVG no governo de Goiás Embora a OVG tenha natureza própria, a vinculação política da entidade ao núcleo do governo reforça o peso da estrutura familiar e de confiança mantida por Caiado mesmo após sua saída formal do cargo. A permanência desse grupo sob Daniel Vilela, que assumiu o comando do estado, tende a manter o ex-governador no centro da crise. Argumento jurídico não afasta desgaste político Caiado afirmou à Folha que as nomeações foram analisadas pela Procuradoria-Geral do Estado e que estariam em conformidade com a Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal, que trata de nepotismo. Pela interpretação mais comum, primos ficam fora da vedação direta prevista para parte dos cargos de confiança. Ainda assim, especialistas ouvidos pela reportagem sustentam que situações desse tipo podem ser questionadas com base em princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa. Na prática, o debate deixa de ser apenas jurídico e passa a atingir o discurso de austeridade e gestão técnica que Caiado tenta sustentar no plano nacional. A sequência dos fatos agrava esse cenário. Primeiro, a Fórum mostrou a mudança legal que beneficiou o Master após reunião com um diretor do banco. Agora, a revelação sobre parentes em cargos e salários bancados pelo estado reforça a percepção de uso político da estrutura pública no entorno de Caiado. Notícia anterior GovernadorPSD Partido Social Democrático Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-usa-video-de-fome-da-epoca-do-governo-bolsonaro-para-atacar-lula/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha O pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) usou o trecho de um vídeo gravado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), para criticar o presidente Lula. Por Ana Paula Bimbati | UOL 12/04/2026 20:09 Vídeo utilizado por Flávio foi gravado em 2021 | Reprodução/Redes sociais No vídeo, Flávio fala sobre o endividamento no Brasil. “Isso significa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água”, diz o senador. O pré-candidato também cita a alta dos juros no país e o impacto do endividamento por bets. Enquanto fala, o vídeo exibe cenas de moradores procurando alimentos dentro de um caminhão de lixo. O UOL verificou que as imagens foram gravadas em outubro de 2021, durante o governo Bolsonaro, e foram divulgadas em uma reportagem do g1 Ceará. As cenas foram gravadas na porta de um supermercado no bairro Cocó, em Fortaleza. A publicação de Flávio cita uma reportagem do Diário de Nordeste de março deste ano. O texto cita uma cena parecida na mesma cidade: “famílias coletam comida em lixo descartado por supermercado em Fortaleza”. Na reportagem, o veículo local apresenta um vídeo gravado por um morador, mas não é o mesmo divulgado pelo pré-candidato. Equipe do senador não respondeu. O UOL perguntou se a assessoria de Flávio quer comentar a respeito da distorção no conteúdo publicado nas redes sociais, mas não teve resposta. O espaço fica aberto para atualizações. Em 2021, o Brasil voltou para o Mapa da Fome depois de mais cinco anos fora. Foi no governo do pai de Flávio que o Brasil registrou mais de 33 milhões de brasileiros passando fome. O número apontava um crescimento de 7,2% em comparação com 2020. No ano passado, o país saiu do mapa, mas a insegurança alimentar ainda atinge 7 milhões de brasileiros. Na pandemia, imagens de brasileiros pegando ossos de bois repercutiram pelo país. Reportagem do UOL de 2021 mostrou a verdadeira “peregrinação” que famílias faziam para buscar doações —entre elas, a oferta de pedaços de ossos por um açougue. Lula e Flávio estão empatados tecnicamente, segundo Datafolha divulgado ontem. O levantamento apontou que o presidente marcou 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 46% do filho de Bolsonaro. No cenário de primeiro turno, também há empates: Lula marcou 39%, já Flávio 35% — a margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-alterou-lei-para-favorecer-master-em-credito-consignado-a-servidores-apos-reuniao-com-diretor-do-banco/): Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Documentos obtidos pela Fórum mostram que diretor do Master sugeriu mudanças ao oferecer o CredCesta, cartão de consignado que tinha Ratinho como garoto-propaganda. Bolsonarista Amauri Ribeiro foi relator do PL, aprovado na assembleia e sancionado por Caiado em 11 dias. Por Plínio Teodoro | Revista Fórum 12/04/2026 12:43 Ronaldo Caiado e Daniel Vorcaro (Lula Marques ABr / Reprodução YouTube) Pré-candidato à Presidência pelo PSD, de Gilberto Kassab, Ronaldo Caiado (PSD-GO) alterou a Lei Estadual nº 16.898, que regulamenta a contratação de empréstimos consignados por servidores ativos e aposentados de Goiás, após uma reunião com o diretor Comercial do Banco Master, Fernando Mascarenhas, em 28 de março de 2023. Após a reunião online com o banco de Daniel Vorcaro, a governadoria, então sob o comando de Caiado, acatou as sugestões feitas pelo Master e enviou um anteprojeto de Lei para aumentar a capacidade de endividamento dos servidores com o crédito consignado e o aumento de 96 para 144 meses do parcelamento da dívida. Todo o trâmite consta em parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) que, em 9 de agosto de 2023, deu aval à tramitação do projeto, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás e sancionado por Ronaldo Caiado em 21 de maior de 2024. Reunião e pedido do Master O documento público da PGE, a que a Fórum teve acesso, analisa o “anteprojeto de lei (SEI nº 48474705), cujo conteúdo introduz alterações na Lei estadual nº 16.898, de 26 de janeiro de 2010, a qual dispõe sobre as consignações em folha de pagamento dos servidores e militares, ativos e inativos, e pensionistas do Poder Executivo Estadual”, que cita diretamente a reunião com o diretor do Banco Master como motivo para as mudanças na lei. “Referidas alterações, de acordo com o Ofício nº 6456/2023, da Secretaria de Estado da Economia (SEI nº 46446587), dizem respeito ao recebimento de material informativo nos eventos SEI nºs 46377214, 46377601 e 46377703, bem como da ocorrência de reunião on-line em 28/03/2023, com o Diretor Comercial do Banco MASTER, Sr. Fernando Mascarenhas, gestor do produto Cartão Benefício Consignado ‘CredCesta’”, diz o item 2 do documento. O Credcesta é o produto do Banco Master feito para lucrar com as mudanças feitas pelos ministros Paulo Guedes (Economia), João Roma e Ronaldo Bento (Cidadania) no crédito consignado. O cartão de benefício teve como um dos garotos-propaganda o apresentador Ratinho, do SBT, que recebeu R$ 24 milhões da instituição de Vorcaro. O cartão foi oferecido e aceito pelo governo Caiado em Goiás, como mostra o documento da PGE que diz que “aquela Secretaria compreendeu ser viável a proposta da criação de “Cartão de crédito consignado, bandeira visa, sem cobrança de tarifa ou anuidade, em que a ativação permite a utilização de uma série de benefícios (descontos em farmácias, médicos, dentistas e laboratórios, telemedicina, auxílio funeral, dentre outros”, sob a argumentação de que esta modalidade já se encontra disponível em diversas unidades da Federação e de que o produto aparenta ser vantajoso ao servidor público goiano”. No item 4, a PGE diz que na reunião “foi sugerida a modificação de alguns dispositivos da Lei estadual nº 16.898, de 2010, que, em acirrada síntese, se referem ao acréscimo de percentual de margem consignável em 10% (dez por cento) a serem destinados exclusivamente para as instituições que operem com o cartão de benefícios e, ainda, a forma de apuração do valor pago por linha impressa no contracheque de cada servidor, passando-se de valor fixo para percentual”. Tramitação à jato Após os trâmites internos, com a adequação a sugestões dos órgãos de controle para afastar a possibilidade de inconstitucionalidade da mudança na Lei, Caiado enviou a proposta à Assembleia Legislativa de Goiás no dia 10 de maio de 2024. No Legislativo, o projeto foi relatado pelo deputado ruralista Amauri Ribeiro (PL-GO). Alvo da 15ª fase da Operação Lesa Pátria por admitir apoio logístico a acampamentos ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023, o parlamentar bolsonarista responde a processo na Justiça Federal em Goiás por racismo na modalidade homofobia. Ele também se notabilizou por ter agredido a filha de 16 anos pregando ter dado “um corretivo“, ter tomado posse com a esposa no colo, além de ameaçar uma vereadora e admitir ter feito sexo com uma cabra. Em seu parecer, Ribeiro ressaltou que a mudança proposta por Caiado iria ajudar “mais de 17 mil servidores com a margem consignável negativa e outros 21 mil que estão utilizando entre 80% e 100% de sua margem consignável com algum empréstimo”. “Dessa forma há mais de 38 mil servidores sem acesso ao crédito consignável no Estado”, estipulou sobre o mercado a ser explorado pelo banco de Daniel Vorcaro. “A SEAD salientou que, com a alteração do limite de parcelas de 96 para 144 meses, pretende-se proporcionar condições para que os referidos servidores, caso queiram, tenham a possibilidade de prolongar seus contratos de empréstimos consignados vigentes e voltem a ter acesso ao crédito consignado em folha de pagamento”, disse, confirmando o aumento de endividamento e avalizando a proposta de Caiado. Em 21 de maio, 11 dias após o envio da proposta, Caiado sancionou a “Lei nº 22.709” que determinou que “fica limitado a 144 (cento e quarenta e quatro) meses o parcelamento referente à contratação de créditos consignados em folha de pagamento, bem como empréstimos, financiamentos, consórcios ou arrendamentos imobiliários cuja contratação objetivou a aquisição de bem imóvel por servidor ou militar”, atendendo ao pedido de Vorcaro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorPSD Partido Social Democrático Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado alterou lei para - [Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/delegado-da-pf-flagrado-furtando-isentou-flavio-bolsonaro-de-lavagem-de-dinheiro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Erick Blatt, da PF, isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro, e foi conduzido à delegacia em Pernambuco por furto Por Guilherme Amado e Eduarda Farias | Amado Mundo 12/04/2026 06:28 Erick Ferreira Blatt (à esquerda) em um supermercado no Recife/Foto: Reprodução O delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, flagrado por uma câmera de circuito interno na última quarta-feira, 8, furtando um item em um supermercado no shopping RioMar, no Recife, é o mesmo que, em janeiro de 2020, isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro nas negociações de imóveis no Rio de Janeiro. Na época, Flávio elogiou a investigação, mas não mencionou que conhecia o delegado — então diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal no Rio de Janeiro — havia pelo menos sete anos. Quando a informação veio à tona, nem Flávio nem Blatt quiseram comentar a relação. Ainda em 2020, Blatt voltaria aos noticiários. Em dezembro daquele ano, foi alvo de uma representação de associados por ter contratado a namorada para fornecer cestas de café da manhã aos membros da entidade — pagamento de R$ 34,2 mil, de julho a outubro. O estatuto da ADPF veda a contratação de cônjuge ou companheiro por dirigentes. A defesa de Blatt afirmou que a namorada tecnicamente não era sua companheira, porque ainda estava em processo de divórcio. Agora, lotado em Pernambuco, Blatt foi conduzido à Delegacia de Boa Viagem após ser abordado por seguranças do supermercado. As câmeras registraram o momento em que ele pega um item na prateleira, senta na área da padaria, guarda o produto no bolso da bermuda e passa pelo caixa pagando outras mercadorias. Na saída, foi detido e devolveu o produto. A Polícia Civil instaurou inquérito por meio de portaria. A defesa de Blatt não foi encontrada. https://youtu.be/EzpkXmlgOhk?si=qjC3Ad1iFj1f2Gek Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Mãe denuncia falta de atendimento em policlínica de Santo Eduardo; criança precisou ser levada para outra cidade](https://politicariabrasileira.blog.br/mae-denuncia-falta-de-atendimento-em-policlinica-de-santo-eduardo-crianca-precisou-ser-levada-para-outra-cidade/): Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Unidade foi reinaugurada com promessa de funcionamento 24h, mas moradores relatam falhas no atendimento. Por Edson Araújo | g1 11/04/2026 18:32 Policlínica da Família em Santo Eduardo em Campos dos Goytacazes. — Foto: Divulgação Uma situação registrada no distrito de Santo Eduardo, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense tem gerado preocupação entre moradores e envolve o atendimento de uma criança. Segundo relato da família, uma mãe procurou a Policlínica da Família do distrito na manhã deste sábado (11) para socorrer o filho, mas não conseguiu atendimento no momento em que mais precisava. A unidade foi reinaugurada em março deste ano com a promessa de funcionamento 24 horas. À época, o prefeito Wladimir Garotinho destacou nas redes sociais a proposta de oferecer “saúde 24 horas para cuidar de quem mais precisa”. No entanto, moradores afirmam que a realidade tem sido diferente. Moradores relatam dificuldades Quem vive na região relata dificuldades para conseguir atendimento, além da falta de serviços básicos. Entre os problemas apontados estão ausência de vacinação, exames e até ambulância para transferência de pacientes. Foi nesse contexto que a mãe Dayana Aparecida Silva de Leo decidiu gravar um vídeo denunciando a situação após não conseguir atendimento para o filho. “Já é a terceira vez que eu venho aqui com o meu filho. Ele está há três dias com febre alta. O médico só dá uma injeção e manda pra casa. Hoje eu voltei e não tinha ninguém pra atender. A ambulância não está aqui, não tem médico, não tem enfermeiro. Meu filho tá passando mal e eu faço o quê?”, questionou. Após o episódio, a criança acabou sendo atendida fora do município, em Bom Jesus do Itabapoana. Segundo as informações, a própria família realizou o deslocamento. O que diz a Prefeitura Procurada, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que a unidade de Santo Eduardo é voltada para atendimentos ambulatoriais especializados, como consultas, exames, vacinação, fisioterapia e reabilitação infantil. A secretaria afirmou ainda que casos de urgência e emergência são atendidos por uma ambulância UTI móvel, responsável pelo primeiro atendimento e, se necessário, pela transferência do paciente. Segundo o município, as unidades de referência para atendimento 24 horas na região são as de Morro do Coco e Travessão. A Prefeitura destacou que segue atuando para garantir a assistência à população dentro da rede municipal de saúde. Notícia anteriorPróxima notícia Betim MGIpatinga MGPL Partido LiberalPolícia CivilPRF Polícia Rodoviária Federalrodovia BR-262Vereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Famílias enfrentam dificuldades para acesso a tratamento de autismo em Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/familias-enfrentam-dificuldades-para-acesso-a-tratamento-de-autismo-em-itaperuna/): Famílias enfrentam dificuldades para acesso a tratamento de autismo em Itaperuna Alta demanda e falta de estrutura desafiam acesso a terapias essenciais no município. Por Diego Varsi | g1 11/04/2026 16:00 O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige acompanhamento contínuo com profissionais. — Foto: Reprodução Inter TV Itaperuna – Logo após o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, famílias de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, seguem enfrentando dificuldades para conseguir atendimento especializado. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige acompanhamento contínuo com profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. No entanto, muitos responsáveis relatam demora no acesso a consultas, terapias e medicamentos pela rede pública. Casos como o da professora Dayana Priscila Campos Genuíno ilustram a situação. Mesmo com decisão judicial garantindo o fornecimento de medicamentos para o filho, ela afirma que ainda aguarda há meses pelo atendimento. A falta de suporte adequado impacta diretamente a rotina das famílias, que precisam lidar com deslocamentos, custos e a espera por serviços essenciais. Em muitos casos, pais e responsáveis se dividem entre o cuidado com os filhos e outras responsabilidades do dia a dia. Outro exemplo é o da mediadora Sara Nunes de Oliveira, mãe de Enzo, de 10 anos, diagnosticado com autismo grau 1 há cerca de três anos. Apesar de ser considerado um nível mais leve, ela relata que os desafios no desenvolvimento e no acesso ao tratamento continuam sendo significativos. Com a alta demanda e a limitação da rede pública, parte do atendimento acaba sendo absorvida por uma associação do município, que oferece apoio a crianças e familiares. Ainda assim, a instituição também enfrenta dificuldades para manter os serviços diante da falta de recursos e da crescente procura. Profissionais da área destacam que o acompanhamento adequado é fundamental para o desenvolvimento das crianças com TEA, contribuindo para a qualidade de vida e a inclusão social. Além do acesso à saúde, muitas famílias também buscam informações sobre direitos garantidos por lei, como benefícios sociais, prioridade em atendimentos e políticas de inclusão. Diante desse cenário, famílias, profissionais e representantes da sociedade civil reforçam a necessidade de mais investimentos e da ampliação dos serviços no município. A cobrança é por um olhar mais atento do poder público para garantir acesso ao tratamento e melhores condições de vida para pessoas com autismo. Notícia anteriorPróxima notícia Itaperuna RJNorte e Noroeste Fluminense Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master](https://politicariabrasileira.blog.br/bahia-pagou-r-140-mi-a-associacao-controlada-por-augusto-lima-que-repassou-r-101-milhoes-ao-master/): Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master Documento do Coaf diz que associação de servidores, administrada por ex-diretor do Master, também transferiu dinheiro para empresas dele; governo da Bahia e Augusto Lima não comentaram Por Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 11/04/2026 10:23 Foto: AL-BA BRASÍLIA – O governo da Bahia injetou R$ 140,1 milhões em uma associação de servidores controlada pelo ex-diretor do Banco Master Augusto Lima, que repassou dinheiro a empresas dele mesmo e à instituição financeira de Daniel Vorcaro. As informações constam em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entregue à CPI do Crime Organizado e dizem respeito a transações no período entre maio de 2024 e novembro de 2025, no governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Procurado na sexta-feira, 10, o governo estadual não se manifestou até a publicação. A equipe de Augusto Lima disse que não faria comentários. Além de R$ 65 milhões transferidos diretamente pela secretaria estadual da Fazenda, dois fundos de pensão de servidores públicos estaduais, geridos pelo governo da Bahia, direcionaram outros R$ 74,1 milhões para a Associação dos Servidores da Saúde do Estado (Asseba) para o Master. Ao todo, R$ 140,1 milhões. A entidade, conforme destacou o Coaf, é gerida pelo Instituto Terra Firme, fundado por Augusto Lima e atualmente comandado pela sua mulher, Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro (PL). Procurada por telefone, representante da Asseba disse que não poderia se manifestar nesta sexta. Os R$ 140,1 milhões enviados pelo governo e pelos fundos correspondem a mais de 80% dos R$ 168,7 milhões que a Asseba registrou em receitas no período analisado pelo Coaf. Além dos repasses da Fazenda, do fundo de proteção social dos policiais e bombeiros e do fundo de previdência dos servidores públicos, duas empresas públicas estaduais pagaram outros R$ 150 mil. O documento, ao qual o Estadão teve acesso, discrimina que a Asseba repassou R$ 101,3 milhões ao Banco Master e mais R$ 21,7 milhões para duas empresas, a Vida Serviços Administrativos e a ACB Processamento de Dados. Ambas têm Augusto Lima, ex-diretor do Master, como um dos donos. Um outro executivo do banco, André Kruschewsky, foi beneficiado por R$ 626,7 mil recebidos por meio de seu escritório de advocacia. A reportagem não conseguiu localizá-lo para comentar. O Coaf viu indício de movimentação incompatível com o faturamento declarado pela Asseba, suspeita de que a conta da associação pode ter servido para passagem de dinheiro por causa de “recebimento de recursos com imediato débito de valores” e realização de pagamentos de boletos para terceiros, “sem motivação aparente”. O vínculo da associação com Augusto Lima A Polícia Federal detectou que a Asseba utilizava os mesmos contatos de telefone e de e-mail que a Terra Firme da Bahia Ltda, outra empresa de Augusto Lima. A associação informou à Receita Federal o endereço eletrônico contabilidade@grupoterrafirme.com.br, o mesmo utilizado pela firma do executivo. Flavia Peres comanda o Instituto Terra Firme, ONG com o mesmo nome da companhia. O relatório do Coaf cita o entrelaçamento entre a entidade pública e os negócios do casal. “O vínculo entre o Grupo Terra Firme e o Banco Master ocorre por meio de pessoas e projetos. Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, é fundador do Grupo Terra Firme e do Instituto Terra Firme. Sua esposa, Flávia Peres, também ex-diretora de ESG do Banco Master, lidera o Instituto Terra Firme, que participou de iniciativas sociais e de governança junto ao banco. Além disso, ambos foram citados em investigações sobre operações financeiras suspeitas envolvendo carteiras de crédito consignado”, diz o registro do Coaf. A Asseba é investigada no âmbito da Operação Compliance Zero por possível participação na geração de parte das carteiras de créditos falsos do Master. Estima-se que o banco tenha originado R$ 12,2 bilhões em títulos fraudulentos e os repassado para o BRB, que ficou com o prejuízo. O Master passou a controlar operações de crédito consignado junto a servidores públicos da Bahia após adquirir o Credcesta, estatal privatizada pelo governo estadual. A companhia foi criada em 2018 para que a população de baixa renda fizesse compras em uma rede pública de supermercados e também oferecia empréstimos com descontos diretamente na folha. Quando foi vendida ao Master, a instituição de Vorcaro passou a controlar esse serviço de crédito. Augusto Lima foi peça-chave da negociação. O Credcesta, que oferece serviços como crédito com desconto em folha, foi crescendo pelo País e chegou a 24 estados e 176 municípios. Na Bahia, o estado mantém a exclusividade para o Credcesta até 2033. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Foragidos, Beto Louco e Primo são localizados pela PF na Líbia e negociam delação](https://politicariabrasileira.blog.br/foragidos-beto-louco-e-primo-sao-localizados-pela-pf-na-libia-e-negociam-delacao/): Foragidos, Beto Louco e Primo são localizados pela PF na Líbia e negociam delação Alvos da Operação Carbono Oculto, dupla é suspeita de liderar esquema de lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis e ao PCC; defesas negam relação com facção Por Patrik Camporez | O Globo — Brasília 10/04/2026 12:50 Os empresários Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, negociam delação com o MPSP — Foto: Reprodução Principais alvos da Operação Carbono Oculto, Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Mourad, conhecido como “Primo”, foram localizados por autoridades brasileiras na Líbia. A fuga de mais de 9 mil quilômetros até o país do norte da África ocorreu, segundo investigadores que acompanham o caso, após a dupla entrar na mira da Polícia Federal e do Ministério Público. É de lá que os dois, atualmente na lista de foragidos da Interpol, negociam uma colaboração premiada com o Ministério Público de São Paulo. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a dupla apresentou uma proposta em que denunciam magistrados. No ano passado, porém, uma tentativa de acordo em qual os empresários citavam políticos foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Primo e Beto Louco são apontado como elementos centrais do esquema que permitiu ao Primeiro Comando da Capital (PCC) se infiltrar no setor de combustíveis e chegar ao coração financeiro do país. Cerca de mil postos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, segundo as investigações. Segundo as apurações, Beto Louco era responsável por gerir empresas utilizadas pelo grupo para fraudes fiscais e ocultação de recursos. A defesa do empresário afirma ser “falsa e fantasiosa qualquer alegação de ligação de seu cliente com o PCC”. A defesa de Mourad também nega qualquer relação de seu cliente com o crime organizado. Os investigadores apuram se Beto Louco exercia o papel de articulador político do grupo. Como revelou O GLOBO, registros de entrada do terminal dedicado à aviação executiva no Aeroporto de Brasília mostram que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, esteve no local no mesmo dia e horário em que o empresário. O local é usado por passageiros que utilizam jatinhos para chegar à capital federal ou deixar a cidade. O dirigente partidário, contudo, nega ter viajado no mesmo avião que o empresário. A PF investiga a relação entre os dois. A relação entre Rueda e Beto Louco já era conhecida pelas autoridades. Reportagem da revista piauí, publicada no mês passado, afirma que os dois trocaram diversas mensagens de WhatsApp entre outubro de 2023 e maio de 2024. Os diálogos, segundo a publicação, foram apresentados à PGR pela defesa do empresário durante as negociações para fechar um acordo de colaboração premiada, que ainda não foi concretizado. Os investigadores também apuram se Beto Louco atuava como articulador político do grupo. Em depoimento à PF, o piloto Mauro Caputti Mattosinho disse ter transportado diversas vezes Beto Louco e Mourad em aviões pertencentes à Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), da qual ele era funcionário. Segundo Mattosinho, Rueda seria o dono de fato da empresa, o que o dirigente nega. Relatório sigiloso enviado aos EUA Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFUnião Brasil Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Foragidos, Beto Louco e Primo são localizados pela PF na Líbia e negociam delação Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão](https://politicariabrasileira.blog.br/gaesf-mprj-ajuiza-acao-contra-banco-master-rioprevidencia-e-o-estado-e-pede-o-bloqueio-de-bens-para-ressarcimento-de-mais-de-r-1-bilhao/): GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ) ajuizou ação civil pública contra o Banco Master S.A., em liquidação extrajudicial, e outros envolvidos, para evitar um prejuízo estimado em R$ 1,088 bilhão ao Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (RioPrevidência). Por MPRJ 10/04/2026 10:57 GAESF/MPRJ ajuíza ação contra Banco Master, RioPrevidência e o Estado e pede o bloqueio de bens para ressarcimento de mais de R$ 1 bilhão Com pedido de tutela de urgência, o MPRJ requer a suspensão imediata de contratos associados ao chamado “CredCesta”, o afastamento do atual presidente da autarquia, o bloqueio de bens dos investigados e a adoção de medidas para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. Também responderão à Justiça a empresa PKL One Participações S.A., ex-dirigentes e atuais dirigentes do RioPrevidência e, formalmente, o Estado do Rio de Janeiro e a própria autarquia previdenciária. Segundo o GAESF/MPRJ, o caso envolve risco concreto de perda de cerca de R$ 970 milhões investidos pelo RioPrevidência em títulos emitidos pelo Banco Master, cuja liquidação foi decretada pelo Banco Central. O cenário, de acordo com o MPRJ, foi agravado por novos aportes realizados posteriormente, elevando o risco total a mais de R$ 1 bilhão. Além da proteção ao erário, a ação questiona a legalidade do modelo de crédito denominado “CredCesta”. De acordo com o GAESF/MPRJ, a operação combinaria empréstimos consignados com cartões de crédito, apresentados de forma pouco transparente, o que teria levado aposentados e pensionistas a um ciclo de endividamento contínuo, com descontos em folha que não reduzem efetivamente a dívida. Para o GAESF/MPRJ, a prática descumpre o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do Superendividamento, ao atingir diretamente consumidores em situação de vulnerabilidade, como idosos e beneficiários de previdência, comprometendo sua renda de natureza alimentar. Outro ponto destacado na ação é a divergência quanto à forma de compensação. O Estado e o RioPrevidência sugeriram utilizar valores descontados de servidores para compensar prejuízos com os investimentos. O GAESF/MPRJ, no entanto, sustenta que essa solução transfere indevidamente o ônus aos próprios segurados, em vez de responsabilizar os agentes envolvidos nas irregularidades. A ação também aponta indícios de falhas graves na gestão do fundo previdenciário, incluindo aportes em instituições não credenciadas, mesmo após alertas de órgãos de controle. Para o GAESF/MPRJ, a permanência da atual gestão representa risco de continuidade de práticas que podem agravar a situação financeira do RioPrevidência. Diante do cenário, o MPRJ também requer à Justiça a declaração de nulidade dos contratos considerados abusivos, suspensão dos descontos em folha, a condenação dos responsáveis ao ressarcimento integral dos prejuízos e a implementação de mecanismos que impeçam novas operações semelhantes no sistema previdenciário estadual. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterMP-RJRioPrevidência Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna 14/04/2026 Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moradores denunciam esgoto a céu aberto e obra inacabada em rua de Itaperuna Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Delegado da PF flagrado furtando isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ônibus escolar com porta amarrada por corda coloca alunos quilombolas em risco em Cabo Frio](https://politicariabrasileira.blog.br/onibus-escolar-com-porta-amarrada-por-corda-coloca-alunos-quilombolas-em-risco-em-cabo-frio/): Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Mães denunciam superlotação, falta de cinto de segurança e problemas frequentes no transporte na zona rural. Por Eliandra Bussinger | g1 10/04/2026 Porta de ônibus amarrada com corda e crianças nos assentos sem cintos de segurança em Cabo Frio — Foto: Divulgação Mães de alunos das comunidades quilombolas localizadas nas áreas rurais de Angelim, Araçá e Agrisa, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, denunciam a falta de segurança no transporte escolar. Segundo Regina Severino Soares, presidente do quilombo Fazenda Espírito Santo, crianças da creche até o Ensino Fundamental enfrentam um percurso de 40 minutos em um ônibus com a porta amarrada por uma corda, lotado e sem cinto de segurança, em uma estrada de terra com buracos. “Não é um ônibus, é uma sucata que carrega os alunos da zona rural. Quebra com frequência”, explica Regina. No episódio mais recente, na última quarta-feira (8), ela conta que uma funcionária teve que segurar a porta durante a viagem: “A monitora em vez de dar suporte aos alunos teve que segurar a porta do ônibus que estava amarrada com uma corda. Esse é o cenário que nossas crianças quilombolas estão passando. Virou rotina: ou o ônibus quebra ou chega atrasado. Onde que está o direito de ir e vir com segurança? As crianças estão em risco diariamente”, ressalta. Para além da estrutura precária do ônibus, os responsáveis também se queixam da superlotação do transporte. Em um dos registros feito pelas mães, é possível ver quatro crianças apertadas em um banco de dois acentos. A cozinheira Loilca dos Santos é mãe de uma adolescente do 8º ano do Ensino Fundamental. Ela afirma que essa é a única forma da filha ir à escola que fica cerca de uma hora de distância de casa. “Tudo é ruim. As crianças andam sem cinto, com o ônibus cheio de poeira e vidros quebrados(…) Na semana passada o ônibus estava com a roda soltando. Isso coloca a vida dos nos filhos em risco”, destaca. Ela compara a diferença do transporte oferecido para as crianças de outras áreas da cidade: “Eles colocam o ônibus velho para cá. No centro de Cabo Frio, os ônibus são os melhores e com ar condicionado para as crianças. Aqui não tem nada disso.” Regina explica que o problema já foi relatado por meio de ofício à Secretaria de Educação de Cabo Frio. No documento, é detalhada a condição que as crianças enfrentam para ir à escola: A comunidade vem denunciando há anos as condições extremamente precárias do ônibus escolar utilizado nesse trajeto. A situação chegou a um nível alarmante e inaceitável. Temos registros de ônibus soltando rodas durante o trajeto, portas sendo mantidas fechadas com cordas improvisadas e veículos parando por falta de combustível, o que expõe diariamente nossas crianças e adolescentes a situações de risco. Uma reunião on-line chegou a ser marcada para o dia 17 de março com representantes da Educação, mas Regina afirma que mesmo assim nada foi feito até o momento. Na manhã desta sexta-feira (10), em resposta ao g1, a prefeitura de Cabo Frio afirmou que o veículo citado já foi retirado de circulação e substituído por um ônibus de maior capacidade e em plenas condições de uso. Segundo a nota, as situações registradas, como necessidade de manutenção em cintos de segurança, ajuste na lotação e problema pontual no sistema de fechamento da porta, foram tratadas de forma imediata pelas equipes responsáveis, não sendo admitidas como padrão do serviço prestado. A Secretaria de Educação, por fim, informou que a superlotação foi provocada uma readequação emergencial da frota nos últimos dias, houve um aumento temporário no número de alunos em uma das rotas, situação que já foi normalizada. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes](https://politicariabrasileira.blog.br/principal-operador-da-fraude-no-inss-confessa-crimes-fecha-delacao-e-promete-entregar-nomes/): Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Maurício Camisotti, empresário apontado como peça central do esquema e citado por investigações por ligações com o entorno do governo Bolsonaro, formaliza acordo com a Polícia Federal e se compromete a apresentar provas Por Ivan Longo | Revista Fórum 10/04/2026 06:51 Maurício Camisotti, principal operador da fraude no INSS, fecha acordo de delação premiada com a PF – Foto: Reprodução/Redes Sociais O empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais beneficiários do esquema da fraude no INSS, firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). No documento, ele admite a existência de irregularidades e se compromete a apresentar provas e identificar outros envolvidos. Camisotti foi preso em setembro de 2025, durante uma das fases da operação conduzida pela PF que investigou o esquema de descontos irregulares no INSS. Ele foi detido no mesmo dia do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como intermediário entre entidades e servidores da autarquia. Até o momento, o empresário segue preso preventivamente, embora a defesa tenha solicitado a conversão da detenção em prisão domiciliar no âmbito do acordo de delação. Camisotti é descrito pelos investigadores como peça central do chamado “núcleo financeiro” da organização criminosa. A delação, a primeira no âmbito da investigação, foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda homologação do ministro André Mendonça. O acordo também deverá passar pela análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). Como funcionava a fraude da fraude no INSS As investigações apontam que o esquema consistia na aplicação de descontos mensais em benefícios de aposentados e pensionistas sem autorização. Entidades formalmente constituídas firmavam acordos com o INSS para oferecer supostos serviços aos segurados, mas, na prática, funcionavam como instrumentos para a cobrança indevida. Entre as organizações sob suspeita está a Ambec (Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos), que recebeu cerca de R$ 400 milhões em repasses do INSS entre 2023 e 2025. Parte desses valores teria sido direcionada a empresas ligadas a Camisotti, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. Movimentações suspeitas e saques milionários Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificaram movimentações atípicas. O empresário realizou saques milionários em espécie — incluindo retiradas que somam mais de R$ 7 milhões — o que reforçou indícios de tentativa de ocultação de recursos. De acordo com a PF, Camisotti atuava como beneficiário direto das fraudes e teria controle indireto sobre entidades utilizadas no esquema. Investigações indicam que associações envolvidas eram geridas por pessoas ligadas ao empresário, incluindo funcionários e familiares. Ligações políticas e avanço durante governos Bolsonaro e Temer O caso também tem desdobramentos políticos. Camisotti e outros investigados, como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, são citados em apurações que apontam conexões com figuras influentes durante governos anteriores, incluindo o período de Michel Temer e Jair Bolsonaro. As associações suspeitas ganharam força justamente nesse intervalo, ampliando número de filiados e receitas. Paralelamente, decisões administrativas no INSS facilitaram a celebração de parcerias com essas entidades, permitindo a inclusão dos descontos diretamente na folha de pagamento dos beneficiários. Novas delações podem revelar outros envolvidos A delação de Camisotti pode abrir caminho para novos avanços no caso. Outros investigados também negociam acordos com as autoridades, incluindo um procurador federal e um ex-diretor de benefícios do INSS responsável por autorizar parcerias com associações. Para validar o acordo, o empresário precisou confessar crimes e apresentar elementos de prova, como documentos e registros de comunicação. Em troca, poderá obter benefícios legais, como eventual conversão da prisão preventiva em domiciliar. O escândalo, revelado a partir de operações conjuntas da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, expôs um esquema que teria prejudicado milhares de aposentados em todo o país. A expectativa é que a colaboração ajude a identificar novos responsáveis e esclarecer a extensão das irregularidades. Notícia anterior CGU Controladoria-Geral da UniãoCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia FederalProcuradoria Geral da República PGRSTF (Supremo Tribunal Federal) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Notícia não encontrada - [Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão](https://politicariabrasileira.blog.br/master-de-vorcaro-pagou-r-272-milhoes-ao-metropoles-de-luiz-estevao/): Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Ex-senador diz que valores são de patrocínios de futebol e divulgação de conteúdo publicitário Coaf aponta que dinheiro foi parar rapidamente em outras empresas dele e de sua família Por Folha de S.Paulo 09/04/2026 17:28 Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante evento em São Paulo – Rubens Cavallari – 22.abr.24/Folhapress Brasília – O Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao portal Metrópoles, do ex-senador Luiz Estevão, de 2024 a 2025, durante as negociações com o BRB. Os repasses constam em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Procurado, Estevão afirmou que os valores dizem respeito a patrocínios de futebol e “divulgação de conteúdo publicitário e marketing das marcas” do Master e do Will Bank, instituição liquidada que pertencia ao mesmo conglomerado. “Em meio às negociações com o BRB, que perduraram até setembro de 2025, o grupo Master/Will Bank buscou fortalecer a marca no ambiente local”, disse o ex-senador à Folha em março. O relatório do Coaf, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, aponta indícios de possíveis irregularidades em parte desses pagamentos, já que os valores eram repassados rapidamente para outras contas ligadas a Estevão ou seus familiares, praticamente em uma “transferência instantânea”. “A movimentação financeira foi caracterizada pelo recebimento de crédito com o débito imediato dos valores”, diz o conselho em dois relatórios, ambos no segundo semestre de 2025. Isso configura “possível movimentação de recursos em benefício de terceiros”, de acordo com o documento. O Coaf aponta que tão logo o Master fazia o pagamento ao portal Metrópoles, o mesmo valor era repassado em uma série de transferências, que tinham como principal destinatária a Madison Gerenciamento — empresa que também pertence a Luiz Estevão. “A empresa Madison dedica-se à gestão de recursos das empresas do Grupo Metrópoles, visando otimizar os rendimentos das suas disponibilidades de caixa”, disse o ex-senador. Também receberam recursos do Metrópoles a Sense Construções e a Macondo Construções, que pertencem à família. “A movimentação de recursos entre empresas é prática corriqueira no ambiente corporativo, não constituindo qualquer irregularidade”, completou. O Banco Master também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem. O ex-senador aponta que os R$ 27,2 milhões tinham seis origens diferentes.Parte foi pela aquisição dos naming rights da Série D do Campeonato Brasileiro e pelo patrocínio durante as transmissões do mesmo torneio. Também houve acordo de publicidade para a disputa da Supercopa de 2025, na qual o Flamengo venceu o Botafogo por 3 a 1 no estádio do Mangueirão, em Belém. Além disso, houve outras campanhas de marketing, de fortalecimento da marca do Will Bank. “O Metrópoles Marketing foi correntista do Banco Master, onde movimentava seus próprios recursos”, completa o ex-senador. Hoje preso, suspeito de coordenar uma fraude bilionária no mercado financeiro do Brasil, Vorcaro tentou vender o Master para o BRB, instituição estatal de Brasília. Na época, o negócio foi questionado pelo Banco Central. Em resposta, Vorcaro iniciou uma campanha — por meio de influenciadores e peças de publicidade — com críticas ao BC e seus diretores. Durante as tratativas, uma foto do hoje ex-diretor Renato Gomes chegou a ser estampada em painéis de LED gerenciados pelo Metrópoles em Brasília, apontando ele como responsável por dificultar o negócio. À época, Gomes estava à frente da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que recomendou o veto à compra. O negócio com o BRB acabou, de fato, barrado pelo Banco Central. Entre investigadores, houve a suspeita ainda de que o portal tinha acesso a informações privilegiadas, em razão da proximidade entre as instituições. Estevão afirma que as informações obtidas pelos jornalistas do grupo estão sob sigilo de fonte, mas que, “caso advogados que atuam no caso queiram nos abastecer de fatos, dados e documentos, serão bem vindos”. Ele acrescenta que a atuação do BC também foi questionada durante o processo e que os painéis de LED do Metrópoles exibem, além de propagandas, reportagens jornalísticas. “Conforme conhecimento público, diversos veículos de comunicação firmaram contratos de publicidade com a dupla Master/BRB”, completou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasSenador Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ instaura procedimento para cobrar melhorias nas escolas municipais de Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-instaura-procedimento-para-cobrar-melhorias-nas-escolas-municipais-de-rio-das-ostras/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé instaurou procedimento administrativo para cobrar melhorias na rede pública municipal de ensino de Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Por MPRJ 09/04/2026 16:49 MPRJ instaura procedimento para cobrar melhorias nas escolas municipais de Rio das Ostras O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) vai acompanhar de forma contínua as medidas adotadas para assegurar um ambiente escolar adequado, seguro e compatível com os parâmetros constitucionais do direito à educação. O procedimento teve origem a partir de uma representação enviada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE/RJ). Segundo a denúncia, cerca de 22 unidades escolares enfrentam problemas como precariedade na infraestrutura, falta de profissionais de apoio escolar, além de falhas no transporte e na alimentação oferecida aos estudantes. São cinco eixos estruturais: (i) deficiência de infraestrutura e manutenção predial; (ii) insuficiência de recursos humanos, especialmente profissionais de apoio escolar; (iii) inadequação das condições de salubridade e segurança; (iv) falhas na prestação do transporte escolar; e (v) fragilidades na oferta de alimentação escolar. No Despacho de Instauração o MPRJ cobra a elaboração de plano estrutural progressivo, dentre outras medidas a serem definidas após a apresentação de diagnóstico da rede pública municipal de educação pelo município de Rio das Ostras.  Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-liquidante-tera-acesso-a-seis-anos-de-registros-e-comunicacoes-de-vorcaro-nos-eua/): Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Em processo paralelo, EFB Regimes Especiais diz que pai de Vorcaro tentou vender mansão de US$ 32 milhões em fevereiro de maneira sigilosa e urgente; procuradas, defesas não se manifestaram Por Cristiane Barbieri | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 13:34 Mansão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, nos EUA, que está sendo disputada pelo liquidante do Banco Master Foto: Reprodução/IsleWorth Realty A Justiça dos Estados Unidos autorizou que a EFB Regimes Especiais, liquidante do Banco Master, tenha acesso a seis anos de comunicação e registros relacionados a transações financeiras de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, naquele país. Entre as empresas que prestarão essas informações estão imobiliárias, entidades financeiras, varejistas de luxo e negociantes de arte. O objetivo é descobrir ativos, examinar transações e determinar se ocorreu má conduta envolvendo o patrimônio que deveria pertencer aos credores. A lista com 24 intimações faz parte da decisão proferida na segunda-feira pelo juiz Scott Grossman, do Tribunal de Falências do Sul da Flórida, onde corre o processo, e à qual todos os interessados confirmaram ciência na manhã desta quinta-feira, 9. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou. No processo, sua alegação de que a investigação do liquidante era abusiva e sem provas foi derrubada pela decisão do juiz. As intimações exigem a entrega de seis anos de registros, incluindo procedência das obras, apólices de seguro, contratos de venda e documentos de “conheça seu cliente” e anti-lavagem de dinheiro, visando identificar a origem dos fundos utilizados nas transações. O mesmo juiz julgará outra ação impetrada pelo liquidante contra Henrique e Natália Vorcaro Zettel, pai e irmã de Daniel Vorcaro, no dia 2 de março. Segundo a EFB, a Sozo Real Estate, usada por ambos para ocultar ativos, tentou vender a mansão de Orlando, na Flórida, comprada por US$ 32 milhões (cerca de R$ 180 milhões), de maneira urgente e privada em fevereiro, logo após o início das investigações do liquidante. O objetivo seria evitar a descoberta dos ativos. Procurada, a defesa de Henrique Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. A denúncia identifica que a Sozo buscava fechar o negócio com uma empresa chamada Chosen Vessel LLC, sociedade de responsabilidade limitada de Delaware, Estado norte-americano conhecido por impostos baixos e extremo sigilo sobre transações financeiras e controladores de empresas. O imóvel, adquirido em 2023, tem campo de futebol, quadra de basquete oficial e pista de boliche. Tem seis quartos, todos com varanda com vista para um dos lagos de Windermere, na região metropolitana de Orlando, na Flórida. Apesar do valor altíssimo do imóvel, a Sozo não listou a propriedade no Multiple Listing Service (MLS) — o sistema padrão de listagem de imóveis nos EUA. O MLS é utilizado para dar publicidade e fornecer informações detalhadas a corretores e potenciais compradores sobre propriedades que estão disponíveis para venda no mercado. É usado, sobretudo, para imóveis mais caros e luxuosos. De acordo com o liquidante, isso foi feito deliberadamente para evitar o conhecimento público sobre a tentativa de venda. Além disso, a EFB afirma que a Sozo não contratou um advogado independente para representar a empresa na negociação ou na documentação da venda, o que seria o procedimento padrão para uma transação dessa magnitude. Na quarta-feira, o tribunal aceitou o pedido de Henrique e Natália para estender o prazo original de resposta às denúncias até o dia 28. A conferência de agendamento, quando serão definidos prazos para recolhimento de provas e a eventual data do julgamento, foi marcada para 5 de maio. Como este processo foi feito à parte, em relação ao da liquidação do Master, não cabem as mesmas medidas de acesso às informações de transações financeiras determinadas nas 24 intimações. Enquanto o processo principal do Banco Master prioriza o reconhecimento da liquidação brasileira e a administração geral dos ativos, o procedimento adversário aberto contra a Sozo e a família de Vorcaro busca recuperar o dinheiro ou a propriedade, obter sentenças declaratórias de nulidade ou processar os acusados por transferência fraudulenta, conspiração e enriquecimento ilícito. Notícia anterior Banco Master Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Notícia não encontrada - [O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel](https://politicariabrasileira.blog.br/modelo-post-individual/): O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel Confundir críticas a Israel com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder Por Sayid Marcos Tenório | Ópera Mundi 09/04/2026 13:28 A deputada Tábata Amaral (PSB-SP), responsável por apresentar o Projeto de Lei 1.424/2026, que adota a definição de antissemitismo da IHRA. (Foto: Alexandre Amarante / Wikimedia Commons) O antissemitismo voltou ao centro do debate público no Brasil nas últimas semanas, impulsionado tanto pelo precário Projeto de Lei da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), quanto pela controvérsia envolvendo o bar antifascista Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro, por uma placa em que dizia que cidadãos dos EUA e de Israel não eram bem-vindos. No entanto, esse retorno não ocorre nos marcos históricos do combate ao racismo, mas sob um viés intencionalmente distorcido que transforma o antissemitismo em instrumento de perseguição política, instrumentalizada para silenciar críticos do “Estado de Israel” e restringir o debate sobre a Palestina. Não se trata de um desvio pontual, mas de uma estratégia estruturada. A acusação de antissemitismo vem sendo utilizada para constranger, intimidar e punir jornalistas, acadêmicos, ativistas e movimentos que denunciam práticas como apartheid, ocupação militar e genocídio. O mecanismo é recorrente e desloca-se o debate do campo político e jurídico para o terreno moral, onde a crítica é convertida em suspeita e o denunciante, em acusado num tribunal sem direito à defesa. O problema emerge quando esse conceito é instrumentalizado para proteger um Estado de críticas legítimas, convertendo-se em ferramenta de censura e perseguição. O projeto apresentado por Tabata Amaral expressa essa inflexão. Ao propor a adoção da definição da IHRA (International Holocaust Remembrance Alliance),  amplamente contestada por especialistas e entidades de direitos humanos, abre-se caminho para confundir crítica ao “Estado de Israel” com preconceito contra judeus. O efeito não é apenas conceitual, mas político. Trata-se da criação de um dispositivo que pode restringir a liberdade de expressão e criminalizar posicionamentos sob a aparência de combate ao racismo. O caso do bar Partisan reforça esse quadro. O estabelecimento foi alvo de sanções após divulgar um cartaz informando que não atenderia cidadãos dos Estados Unidos e de Israel, em protesto legítimo contra políticas desses Estados contra palestinos. A reação institucional buscou enquadrar o episódio como antissemitismo, ainda que se trate de uma manifestação política dirigida a Estados, não a identidades religiosas. A mensagem é clara: determinadas críticas a Israel não serão toleradas. Essa perseguição evidencia o funcionamento de um padrão, de que a acusação não precisa ser comprovada para cumprir sua função. Basta ser lançada para produzir desgaste, isolamento e intimidação. Esses episódios, longe de serem exceções, revelam um padrão de controle do debate público. Em vez de argumentação, produz-se acusação. Em vez de refutação, constrói-se constrangimento. O objetivo não é travar e vencer o debate, mas impedir que ele exista. Do ponto de vista conceitual, a distorção é evidente. “Semitas” designa um conjunto de povos que inclui judeus, cristãos e muçulmanos, árabes e outros grupos do Oriente Médio. Ainda assim, no uso político contemporâneo, o termo “antissemitismo” foi reduzido a um instrumento seletivo, aplicado quase exclusivamente para blindar o “Estado de Israel” de críticas. Essa redefinição cumpre a função precisa de impedir que o sionismo, enquanto projeto político supremacista, seja analisado criticamente. Ao confundir antissionismo com antissemitismo, constrói-se uma barreira discursiva que deslegitima qualquer crítica estrutural. No entanto, criticar um Estado ou uma ideologia política não equivale a discriminar um povo ou religião. Essa distinção é reconhecida por numerosos judeus ao redor do mundo, inclusive israelenses, que denunciam o uso do judaísmo como justificativa para práticas de dominação. A crítica a Israel, nesse sentido, não é apenas legítima, é necessária. Outro elemento central dessa estratégia é a instrumentalização da memória do Holocausto. A tragédia perpetrada pelo nazismo na Europa, que vitimou judeus, ciganos, pessoas com deficiência, comunistas, homossexuais e outros grupos considerados “indesejáveis” deveria servir como fundamento universal para a defesa dos direitos humanos. No entanto, essa memória tem sido mobilizada como escudo ideológico para justificar políticas contemporâneas de opressão. Tal apropriação enfraquece a luta antirracista e banaliza um dos crimes mais graves da história. O resultado é a construção de um ambiente em que a crítica política passa a ser tratada como suspeita. Movimentos, jornalistas, acadêmicos e ativistas tornam-se alvos, enquanto denúncias de violações de direitos humanos são deslocadas para o campo da controvérsia moral. É necessário reafirmar, sem ambiguidade, que a crítica ao sionismo e às políticas criminosas do “Estado de Israel” são críticas políticas legítimas. Confundir essa dimensão com antissemitismo não é um erro, é uma escolha dirigida à proteção de um projeto supremacista de poder. No fim, o que está em disputa é o direito de nomear a realidade. E quando denunciar injustiças passa a ser tratado como crime, não estamos diante da defesa dos direitos humanos, mas da sua negação. (*) Sayid Marcos Tenório é Historiador e Especialista em Relações Internacionais. É fundador e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal). Autor do livro Palestina: do mito da terra prometida à terra da resistência (2. Ed. Anita Garibaldi/Ibraspal, 2022). Relatório sigiloso enviado aos EUA Notícia anterior Deputada FederalPL Projeto de LeiPSB Partido Socialista Brasileiro O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Notícia não encontrada - [CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos](https://politicariabrasileira.blog.br/cnj-tem-maioria-para-norma-que-pode-criar-novos-penduricalhos/): CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos Resolução junto com CNMP para limitar pagamentos acabou prevendo novos benefícios Relator é o presidente do STF, Edson Fachin; já há 11 votos a favor, e faltam apenas 4 Por Raquel Lopes | Folha de S.Paulo 09/04/2026 11:37 Sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiu sobre penduricalhos até uma nova lei ser aprovada pelo Congresso – Pedro Ladeira – 3.fev.26/Folhapress Brasília – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) formaram maioria para regulamentar a limitação de penduricalhos de membros do Judiciário, mas acabaram prevendo também a criação de novos benefícios. O relator da resolução é o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. Até o momento, há 11 votos a favor, e 4 votos ainda não foram proferidos. A votação virtual deve terminar nesta quinta (9). O STF aprovou em março uma tese ampla sobre pagamentos e penduricalhos para membros do Judiciário e do Ministério Público. Com 18 pontos no total, ela valerá até a aprovação pelo Congresso de uma lei regulamentando esse tema. Essa tese se aplica apenas para a magistratura e procuradores, com algumas implicações para outras carreiras jurídicas como a dos advogados públicos. Os penduricalhos são pagamentos extras que acabam usados como drible ao teto constitucional do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. Sob argumento de defasagem do valor recebido, muitas carreiras passaram a acumular outros benefícios financeiros que extrapolam esse limite. A decisão do STF abriu margem de um pagamento extra de até 70% do teto —sem contar verbas como 13º salário, adicional de férias, auxílio-saúde, abono de permanência e gratificação extra por funções eleitorais. Caberia ao CNJ e ao CNMP uniformizar as rubricas das verbas indenizatórias e auxílios que foram declarados constitucionais pelo Supremo. Entretanto, a resolução cuja maioria foi formada prevê a criação de novas verbas indenizatórias não contempladas pela tese firmada pelo STF. Entre elas, está a gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade, destinada a membros com filhos de até 6 anos de idade. O benefício será pago por dependente, com limite mensal de até 3% do respectivo subsídio, sem possibilidade de acúmulo entre os genitores. Outro ponto é o auxílio-moradia. Embora a tese do STF tenha afastado expressamente esse tipo de pagamento, o benefício vem sendo reintroduzido por meio da nova resolução. “Essa prática afronta diretamente uma decisão da instância máxima da Justiça brasileira por meio de regulamentações administrativas”, afirmou a diretora-executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, que aponta uma série de fragilidades no texto. Na avaliação dela, as medidas podem estar sendo utilizadas para contornar o teto definido pelo STF e desconsiderar entendimentos já consolidados pela corte. A decisão do Supremo estabelecia duas previsões distintas para os penduricalhos. Na primeira, a corte estabeleceu que há um rol taxativo de verbas indenizatórias que poderão ser pagas para magistrados e procuradores. Esse montante somado não poderá ultrapassar 35% do teto do salário do respectivo servidor. Uma segunda regra que valida pagamentos fora do teto é a que prevê um valor extra referente à “valorização por tempo de antiguidade na carreira”. Para cada cinco anos que o juiz ou procurador tiver efetivamente exercido a carreira, será acrescido um valor de 5% do respectivo salário —respeitado o limite de 35%. Isso vale para ativos e aposentados. Segundo Juliana Sakai, valores retroativos também deveriam ser incluídos nesse limite de 35% de benefícios adicionais, mas eles não aparecem explicitamente na resolução do CNJ e do CNMP, podendo indicar descumprimento da regra. A norma não prevê ainda que pagamentos a magistrados por atividades de ensino não sejam contabilizados no teto, retirando esses valores da base de cálculo que deveria observar a limitação legal. “Na norma atual, apenas dois tipos de benefícios são nomeados, deixando uma série de outros penduricalhos em um limbo jurídico. Isso gera dúvidas sobre se esses valores ocultos podem acabar ultrapassando ainda mais o teto permitido pelo STF”, diz Sakai. Notícia anterior CNJ Conselho Nacional de JustiçaCNMP Conselho Nacional do Ministério Público CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos 09/04/2026 PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” 08/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) CNJ tem maioria para norma que pode criar novos penduricalhos PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master Notícia não encontrada - [Resolução do Novo obriga candidatos a apoiar impeachment de ministros do STF e proíbe aliança com PT](https://politicariabrasileira.blog.br/resolucao-do-novo-obriga-candidatos-a-apoiar-impeachment-de-ministros-do-stf-e-proibe-alianca-com-pt/): Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Partido destaca que ‘a exigência não é simbólica’ e que o compromisso é obrigatório para os candidatos Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 09/04/2026 11:04 Eduardo Ribeiro, presidente do Partido Novo, define diretrizes para eleições de 2026 e estabelece compromisso de candidatos ao Senado com impeachment de ministros do STF Foto: Divulgação/Partido Novo O diretório nacional do Partido Novo publicou, nesta quarta-feira, 8, as diretrizes que orientarão a escolha de candidatos e a formação de alianças nas eleições de 2026. O documento estabelece que os candidatos deverão se comprometer a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e inclui cláusula que proíbe expressamente coligações com partidos de esquerda, como PT, PSOL, PV, Rede e PCdoB, por “incompatibilidade ideológica”. Os diretórios estaduais poderão propor alianças locais, mas qualquer acordo dependerá de aprovação do diretório nacional. A resolução também fixa critérios para a seleção de candidatos, que deverão “demonstrar alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas da legenda”. O texto prevê ainda a continuidade da Jornada de Formação Partidária, etapa de seleção e capacitação para filiados que desejam disputar cargos eletivos. As diretrizes entram em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) e servirão de base para as convenções partidárias que definirão as candidaturas do Novo em 2026. Para o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, as medidas buscam preservar a coerência política da legenda no próximo ciclo eleitoral. Segundo ele, a sigla pretende reforçar sua identidade programática nas disputas. “Para além da própria eleição, queremos garantir que quem represente o Novo esteja alinhado com nossas ideias e com a necessidade de fortalecer o equilíbrio entre os três Poderes e os mecanismos de responsabilização das instituições”, declarou. Em nota, o Novo afirma que os candidatos devem ter “compromisso explícito com o impeachment de ministros do STF que cometam abusos de autoridade, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli”. O partido ressalta ainda que “a exigência não é simbólica”. A resolução estabelece que “aquele que vier a se candidatar ao cargo de senador da República pelo Partido Novo compromete-se a defender a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive mediante apoio à instauração de processo de impeachment de ministros que tenham cometido ou venham a cometer crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção ou que estejam envolvidos em escândalos que tornem incompatível ou vexatória a sua permanência na função, observados a Constituição Federal, o devido processo legal e as garantias institucionais”. No início de março, o pré-candidato à Presidência do Novo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema protocolou um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento foi assinado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, por outros deputados e senadores do partido. Os membros da sigla argumentam que Moraes foi “desidioso no cumprimento do cargo” e procedeu “de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. Ambos são crimes de responsabilidade, passíveis de impeachment. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalPL Partido LiberalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-que-casimiro-de-abreu-e-conceicao-de-macabu-adotem-politicas-publicas-para-populacao-lgbtqiapn/): MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, expediu nesta quarta-feira (08/04) Recomendação para que os Municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu criem e implementem políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+. Por MPRJ 09/04/2026 MPRJ recomenda que Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu adotem políticas públicas para população LGBTQIAPN+ Requer o MPRJ que as prefeituras e câmaras municipais das duas cidades encaminhem projeto de lei dispondo sobre a criação de Conselho Municipal da Diversidade Sexual; elaborem e implementem políticas públicas que garantam o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública e disponibilizem um serviço de atendimento social e psicológico para vítimas de violência, familiares e amigos, especialmente nos CREAS e na rede pública de ensino. De acordo com o documento, a medida foi motivada pela ausência ou insuficiência de ações estruturadas que garantam os direitos da população LGBTQIAPN+. Os municípios de Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu têm o prazo de 60 dias para informar as providências adotadas para o cumprimento das Recomendações. Notícia anteriorPróxima notícia Casimiro de Abreu RJConceição de Macabu RJMP-RJNorte e Noroeste FluminenseRegião do Lagos Baixada Litorânea Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção](https://politicariabrasileira.blog.br/secretario-segue-nomeado-em-sao-bernardo-quase-8-meses-apos-ser-afastado-do-cargo-pela-justica-por-suspeita-de-corrupcao/): Secretário segue nomeado em São Bernardo quase 8 meses após ser afastado do cargo pela Justiça por suspeita de corrupção Fábio Prado consta como secretário de coordenação governamental da gestão Marcelo Lima (Podemos). Prefeitura diz que acatou decisão judicial e não há determinação pela exoneração. Defesa de Prado não foi localizada. Por Rodrigo Rodrigues, Letícia Dauer e Patrícia Marques | g1 SP e TV Globo 09/04/2026 07:51 Fábio Augusto do Prado é secretário de coordenação governamental afastado da gestão Marcelo Lima (Podemos), em razão da Operação Estafeta, da Polícia Federal, em agosto do ano passado. — Foto: Reprodução/Redes Sociais Afastado pela Justiça há quase 8 meses do cargo de secretário de coordenação governamental da cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, por suspeita de corrupção descoberta pela Polícia Federal (PF), Fábio Augusto do Prado ainda não foi exonerado pelo prefeito Marcelo Lima (Podemos). Eles foram alvo em agosto da chamada Operação Estafeta, que desmontou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveria o próprio prefeito da cidade. Fábio do Prado, que é réu no processo que investiga o esquema, não tem recebido salário. No entanto, no Diário Oficial da cidade, Prado, apelidado de “Sacolão” pelo suposto operador do esquema criminoso Paulo Iran Paulino da Costa, continua como o titular da pasta desde 1° de janeiro de 2025, mesmo não dando expediente presencial na sede da prefeitura desde agosto. A pasta de coordenação governamental de São Bernardo tem sido ocupada desde o início deste ano pela atual secretária Juliane Nakamura, mas o próprio site da prefeitura diz que ela é apenas interina no cargo. Por meio de nota, a gestão Marcelo Lima afirma que “o município acatou rigorosamente todas as decisões judiciais e não há qualquer determinação pela exoneração” de Fábio Prado. “O servidor citado não recebe qualquer pagamento de salário desde o seu afastamento do cargo, em agosto de 2025. As informações podem ser comprovadas no Portal da Transparência do município. Reiteramos o compromisso da Prefeitura com a transparência e a legalidade, sempre respeitando todas e quaisquer decisões da Justiça”, disse a gestão municipal. O g1 tenta localizar a defesa de Fábio Prado e da mulher dele, Denise Santos, diretora financeira da Fundação ABC, que seria usada também pelo esquema, mas ainda não obteve sucesso. Denise não foi citada no inquérito da Polícia Federal. (Veja mais abaixo.) Participação no esquema Segundo a Polícia Federal, o secretário afastado tem “participação crucial na movimentação e dissimulação de recursos do esquema” descoberto pela chamada Operação Estafeta. Apesar de ter um cargo cujo salário era de R$ 30 mil na época do escândalo, ele aparece nas investigações federais como dono de um mercado e sacolão que era usado pelo operador financeiro do esquema, Paulo Iran, para supostamente dissimular o dinheiro ilícito do esquema criminoso. Na casa de Paulo Iran, a PF descobriu mais de R$ 14 milhões em dinheiro vivo. Ele permaneceu foragido da Justiça por vários meses, até se entregar e ter a prisão relaxada pela Justiça. De acordo com a PF, as conversas entre Prado e Iran se iniciaram em 29 de junho de 2024 e, nos diálogos entre eles, eram usadas, frequentemente, “terminologia cifrada para tratar de assuntos financeiros”. Em uma das conversas interceptadas pelos federais, o termo “os americanos” era empregado para se referir a dólares usados para distribuição de propina, aponta o inquérito. Nessa conversa, Paulo Iran chegou a mencionar estar com uma “sacola do tamanho do mundo, tem 10k dentro”, em uma alusão a grandes quantias de dinheiro em espécie recebidos do esquema criminoso, dizem os investigadores. “No trecho datado de 06/08/2024, o diálogo demonstra de forma mais concreta que os trechos relatados até o momento se referem a dinheiro em espécie. Paulo menciona estar com uma ‘sacola do tamanho do mundo’, dando a entender que se refere à quantidade de dinheiro contida nela, afirmando ainda que se trata de “10k” (possivelmente R$ 10 mil)”, segundo a investigação. Ainda de acordo com a apuração, “Fábio, por sua vez, volta a questionar sobre a entrada de mais numerário. O diálogo prossegue com Paulo detalhando possíveis datas e fluxos de entrada de valores em espécie. Em determinado momento, ele faz uma breve digressão, relatando ter recebido certa quantia de ‘11,5’ (interpreta-se como R$ 11,5 milhões) proveniente de uma adega, acrescentando que ainda restaria o pagamento de “1,5” (R$ 1,5 milhão) desse montante, valores extremamente atípicos para o cargo que exerce”. O documento, a que o g1 teve acesso, aponta que “a preocupação de Fábio com a disponibilidade de numerário era evidente em momentos como sua afirmação de que ‘começou a dar uma apertadinha’, o que possivelmente indicava escassez de valores em dinheiro vivo em sua posse”. Os investigadores dizem que o Mercado e Sacolão Fortaleza Ltda – de propriedade de Fábio Prado e da esposa dele, Denise Santos – era uma empresa do ramo alimentício, mas o imóvel registrado como sede não apresenta características típicas de um estabelecimento comercial desse tipo, aberto ao público, “levantando suspeitas sobre a natureza de suas operações”, segundo os federais. Nas conversas interceptadas de Paulo Iran, o secretário afastado aparece como “Sacolão” ou “Fabio Campanha” e mantinha contato frequente com o operador financeiro do esquema de corrupção na cidade, tratando sobre o recebimento e destinação de grandes quantias de dinheiro que eram distribuídos para políticos da cidade que participavam do esquema. De acordo com a PF, nas conversas interceptadas, Fábio aparece negociando com Iran percentuais de propina de empresas com contratos municipais que irrigavam o esquema criminoso. Uma das mensagens dizia que 8% do contrato que a empresa Quality Medical Comercio e Distribuidora de Medicamentos Ltda tinha com a Fundação ABC, da qual Denise é diretora financeira, iria alimentar o esquema operado por Paulo Iran. “Ao se aprofundar na análise das mídias, foram constatados possíveis indícios de que Fábio participe de um esquema voltado à movimentação de valores vultosos em espécie, em conluio com outros investigados mencionados no conteúdo desta informação. Os recortes abaixo evidenciam Fábio e Paulo da Costa articulando, de forma dissimulada, ações que contribuem para a concretização do esquema investigado”, disse a PF em agosto de 2025. - [Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-luiz-estevao-dono-do-metropoles-que-ja-foi-preso-por-corrupcao-e-recebeu-r-27-milhoes-do-master/): Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Dono do Metrópoles, Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão por corrupção e voltou ao centro do debate após relatório do Coaf apontar repasses milionários do Banco Master a empresas ligadas ao empresário Por Ivan Longo | Revista Fórum 09/04/2026 06:17 Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que recebeu R$ 27 milhões do Banco Master – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress O nome de Luiz Estevão, dono do portal Metrópoles, voltou ao centro do noticiário após a revelação de que o Banco Master repassou mais de R$ 27 milhões à empresa do grupo entre 2024 e 2025. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), parte desses valores foi transferida de forma imediata para empresas ligadas ao próprio empresário e a seus familiares. O documento classifica as operações como “inusitadas” e aponta movimentações fora do padrão esperado para o faturamento da empresa. A revelação colocou novamente em evidência a trajetória de Luiz Estevão, marcada por condenações judiciais, passagem pela prisão e atuação empresarial em diferentes setores. Ex-senador cassado e condenado por corrupção Luiz Estevão foi o primeiro senador da história do Brasil a ter o mandato cassado, em 2000, após envolvimento em um dos maiores escândalos de corrupção do país. O caso está relacionado a irregularidades nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, nos anos 1990. Após uma longa disputa judicial, ele foi condenado a 31 anos de prisão por crimes como corrupção ativa, peculato, estelionato e formação de quadrilha. O ex-senador começou a cumprir pena apenas em 2016, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou seus últimos recursos. Prisão domiciliar e indulto Após anos de recursos judiciais, Luiz Estevão foi preso e iniciou o cumprimento da pena em regime fechado. Com o tempo, progrediu para o regime semiaberto e, posteriormente, para o regime aberto. Em 2020, deixou a prisão e passou a cumprir pena em regime domiciliar, em meio às medidas adotadas durante a pandemia. Posteriormente, foi beneficiado por um indulto concedido com base no decreto de Natal assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro, que permitiu o perdão da pena para condenados com mais de 70 anos que já haviam cumprido parte da condenação — incluindo crimes como corrupção. Empresário influente em Brasília Mesmo após a condenação, Luiz Estevão manteve forte atuação empresarial em Brasília. Ele controla o Grupo OK, com negócios nas áreas imobiliária, eventos e comunicação. Nos últimos anos, ampliou sua presença também no setor esportivo. Reportagens mostram que ele passou a atuar diretamente na organização de eventos e na negociação de direitos comerciais de competições, como a Série D do Campeonato Brasileiro. Foi nesse contexto que ele articulou um acordo com o Will Bank, então ligado ao Banco Master, para patrocínio e venda dos naming rights da competição em 2025. Relação com o Banco Master O relatório do Coaf citado pelo jornal Estadão aponta que o Banco Master foi o principal remetente de recursos ao Metrópoles em 2025. Os repasses ocorreram justamente no período em que o banco, controlado por Daniel Vorcaro, que está preso, enfrentava uma crise que culminou na investigações por suspeita de fraude financeira e, posteriormente, na liquidação da instituição pelo Banco Central. Parte dos valores transferidos ao Metrópoles foi direcionada a empresas ligadas a Luiz Estevão, como Madison Gerenciamento, Sense Construções e Macondo Construções, todas com participação do empresário ou de familiares. Atuação do Metrópoles e questionamentos A revelação dos repasses ocorre em meio à publicação, pelo Metrópoles, de reportagens que abordam, em tom de suspeição, relações do Banco Master com políticos, autoridades e integrantes do sistema institucional. Ao mesmo tempo, o portal não informou ao leitor, em sua própria cobertura, que sua empresa havia recebido valores milionários do banco. Além disso, o histórico recente do veículo inclui episódios questionados por especialistas e advogados, como a publicação de reportagem com informações incorretas sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e a tentativa de venda de conteúdo pago à entidade antes da divulgação da matéria. Declaração de Luiz Estevão Luiz Estevão nega irregularidades nos repasses e afirma que os valores têm origem contratual. Segundo ele: “O dinheiro que eu recebi passa a ser meu e faço com ele o que eu quiser. Posso comprar publicidade no Estadão, posso transferir esses recursos para outras empresas minhas, comprar um imóvel, fazer o que quiser.” Ele também afirma que os valores não são excessivos e que parte do montante sequer foi quitada pelo banco. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Quem é Luiz Estevão, dono do Metrópoles, que já foi preso por corrupção e recebeu R$ 27 milhões do Master Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto Notícia não encontrada - [PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-se-manifesta-a-favor-de-eleicoes-diretas-para-governador-do-rio-de-janeiro/) - [Vorcaro bancou modelos com jatinhos e hotéis de luxo para cortejar elite política (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-bancou-modelos-com-jatinhos-e-hoteis-de-luxo-para-cortejar-elite-politica-video/): Vorcaro bancou modelos com jatinhos e hotéis de luxo para cortejar elite política (VIDEO) Especialistas afirmam que oferta de companhia feminina equivale a propina Defesa do ex-banqueiro não quis se manifestar; locais que receberam convidadas dizem que não falam sobre clientes Por Alexa Salomão, Joana Cunha e Dani Braga | Folha de S.Paulo 08/04/2026 Montagem mostra Daniel Vorcaro durante festa em Trancoso, na Bahia, em outubro de 2022; modelos estrangeiras passaram por São Paulo e Rio de Janeiro, onde se hospedaram em endereços luxuosos e usaram jatinhos São Paulo – Não é lenda urbana. Uma parte importante do negócio de Daniel Vorcaro, quando dono do Banco Master, foi investir em eventos para autoridades da República com muitas mulheres — e é fato que havia moças de Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, para citar exemplos de nacionalidades. Cruzando entrevistas, postagens em redes sociais e documentos da PF (Polícia Federal), a Folha identificou 20 dessas mulheres que participaram de festas, 14 com perfis públicos no Instagram. Procuradas pela reportagem, elas não comentaram sobre os eventos nem sobre Vorcaro. Havia também brasileiras. Entre elas, algumas deixaram estados como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em busca de oportunidades e contatos para ascender profissionalmente e acabaram aceitando a oferta de apoio financeiro da equipe de Vorcaro para ficar à disposição dos eventos. A importância desses encontros para Vorcaro e a razão da presença dessas mulheres foram definidas por ele à então noiva, Martha Graeff, durante uma discussão. Graeff estava indignada porque ele mantinha contato na rede social com mulheres que ela considerava “putas”. “Fazia parte do meu ‘business’. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo”, escreveu Vorcaro, em uma troca de mensagens datada de 18 de agosto de 2025, levantada pelas investigações em um dos celulares do ex-banqueiro.Segundo entrevistas feitas pela reportagem com 17 executivos que foram a algum desses eventos ou ouviram relatos de quem frequentou, o mencionado “business” foi bem estruturado. Como a Folha mostrou, Vorcaro organizou infraestrutura, equipe e logística para que seus encontros pudessem ocorrer em dias úteis à margem de eventos oficiais no Brasil e no exterior, já que seu público-alvo eram políticos e outras autoridades que precisavam retornar às suas bases e famílias nos finais de semana. Procurada, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestaria sobre o tema. Muitas das modelos mantêm contato com o promotor de eventos Diogo Batista e a influencer Karolina Trainotti. Batista era visto com frequência nos hotéis de luxo Unique e Rosewood, em São Paulo. Reportagem da Folha mostrou que Batista fazia a ponte com as modelos e participava da organização dos eventos até 2024, quando teve um desentendimento com Vorcaro. Parte do trabalho, então, foi transferida para Trainotti — a mesma que recebeu um apartamento de quase R$ 4,4 milhões, em São Paulo, da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro e investigada pela PF. Ambos foram procurados pela reportagem e não se manifestaram. NOITE INDÍGENA EM TRANCOSO As primeiras notícias sobre as festas de Vorcaro citavam eventos em Trancoso, na Bahia. Detalhes de um deles foram parar em um processo judicial sobre questões imobiliárias. Vorcaro queria discrição e alugou a casa em nome de um terceiro. A festa, porém, ficou famosa por causa do excesso de gente, barulho e avarias, que ele precisou pagar. Os convidados quebraram copos, taças, a luminária de uma das suítes e até uma cobra de madeira maciça, usada na decoração. A Folha localizou imagens dessa festa, que ocorreu em outubro de 2022, às vésperas do aniversário do ex-banqueiro. Modelos ficaram alguns dias na casa, mas a comemoração ocorreu na terça e na quarta-feira, dias 4 e 5. A reportagem apurou que estrangeiras vieram ao Brasil em voos de primeira classe, passaram aproximadamente um mês no país, hospedadas em endereços caros, como o hotel Rosewood, e uma casa em Joá, no Rio de Janeiro —tudo pago pelo ex-banqueiro, como mostram os orçamentos coletados pelas investigações da PF. Depois de chegar ao Brasil, elas usaram como transporte aeronaves de Vorcaro. Em Trancoso, foi utilizado o aeródromo privado Terravista. Os aviões foram fotografados e filmados por essas convidadas. Houve dança e performance com tochas, DJ e banda de MPB e pagode com apresentação da cantora e atriz Emanuelle Araújo, que agora está no ar na novela “A Nobreza do Amor”, na Globo. Procurada, a assessoria de imprensa da cantora diz que faz muito tempo, e ela não se recorda da festa. A decoração foi inspirada na Amazônia. Os convidados receberam cocares de índio para entrarem no clima. Há uma cena em que Vorcaro aparece dançando com um desses adereços. O promotor de eventos Diogo Batista foi vestido de índio dos Estados Unidos e passou o mês acompanhando as convidadas. BELDADES NO HALLOWEEN E NA F1 O número de mulheres foi especialmente elevado na semana que antecedeu o GP de Fórmula 1 no Brasil, em 2023, segundo relatos feitos à Folha. O Master foi um dos patrocinadores da equipe Aston Martin Aramco, por isso, tinha acesso a áreas VIP e à estrutura da equipe para receber convidados durante as corridas. Recentemente, uma das mulheres que participaram dos eventos ganhou projeção nas redes sociais do Brasil: a russa que aparece nos contatos da agenda de Vorcaro como “My Future Wife”. Diante da repercussão na internet, ela fez uma postagem que viralizou, agradecendo o carinho do Brasil. A Folha fez contato com ela pelo Instagram, mas não obteve resposta. A corrida ocorreu no domingo, 5 de novembro, e foi antecedida por uma festa de Halloween, na virada de terça, 31 de outubro, para quarta, 1º de novembro, que também serviu como comemoração tardia de aniversário de Vorcaro. O detalhado orçamento do evento foi de US$ 4,5 milhões, ou R$ 22,5 milhões na cotação da época, apontam os documentos da PF. A complexa logística para trazer ao Brasil modelos e DJs famosos incluiu transfers em Verona, na Itália, Barcelona, na Espanha, e Santa Bárbara, nos EUA. Além dos voos, havia registro de uma passagem de ônibus de Kiev, capital da Ucrânia, para Varsóvia, na Polônia, indicando que entre os participantes estava alguém que atravessou a guerra na - [Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: "Espião dos EUA"](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-e-denunciado-a-pgr-por-entrega-de-relatorio-a-trump-espiao-dos-eua/): Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Representação ocorre em meio a declarações no exterior e a outras iniciativas judiciais envolvendo a família Bolsonaro, elevando a pressão política sobre o debate de soberania e atuação internacional de agentes públicos Por Ivan Longo | Revista Fórum 08/04/2026 06:28 Flávio Bolsonaro no CPAC, nos EUA – Foto: LEANDRO LOZADA / AFP O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta terça-feira (7), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após declarações em que o parlamentar admitiu ter enviado um relatório de inteligência brasileiro a autoridades dos Estados Unidos. Segundo Lindbergh, a conduta pode configurar violação da soberania nacional e uso indevido de informações sensíveis. O parlamentar classificou a atitude como gravíssima. “Ele age como traidor da pátria, como espião dos Estados Unidos”, afirmou Lindbergh. Relatório sigiloso enviado aos EUA A representação tem como base uma fala pública de Flávio Bolsonaro, na qual ele afirma ter recebido um documento classificado como “reservado” e o encaminhado diretamente à Embaixada dos EUA, à Casa Branca e ao senador norte-americano Marco Rubio. “Eles trouxeram pra mim um relatório de inteligência que é classificado. […] Eu mesmo enviei, oficialmente, para a Embaixada dos Estados Unidos e para a Casa Branca”, declarou Flávio. Para Lindbergh, o episódio não é isolado, mas parte de um padrão político: “Isso tem nome: traição à soberania. Eles se oferecem para entregar o Brasil como uma colônia aos Estados Unidos.” A PGR deverá avaliar se houve crime na conduta do senador, incluindo possível quebra de sigilo e atentado contra interesses nacionais. CPAC, Trump e promessa de “pressão” sobre o Brasil O caso ocorre em meio à repercussão da participação de Flávio Bolsonaro no CPAC, evento da direita conservadora realizado nos Estados Unidos e ligado ao ex-presidente Donald Trump. Na ocasião, o senador pediu que os EUA exercessem “pressão diplomática” sobre o Brasil e sugeriu que o país deveria ser monitorado internacionalmente no contexto eleitoral — o que gerou forte reação política. Além disso, Flávio declarou que o Brasil poderia ser estratégico para os interesses americanos na disputa global por minerais críticos, incluindo terras raras — recurso essencial para tecnologia e defesa. A fala foi interpretada por aliados do governo como sinal de alinhamento com interesses estrangeiros, levantando debate sobre soberania nacional e interferência internacional nas eleições brasileiras. Escalada: ação contra Eduardo Bolsonaro no STF A ofensiva de Lindbergh Farias não se limita a Flávio. Em movimento paralelo, o deputado também acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Na ação, Lindbergh pede medidas como prisão preventiva, extradição e inclusão do ex-parlamentar na lista da Interpol, após declarações em que Eduardo afirmou buscar apoio de autoridades estrangeiras — inclusive ligadas ao governo Trump — para questionar o sistema eleitoral brasileiro. O pedido foi protocolado junto ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal em que Eduardo Bolsonaro já figura como réu por coação. Lindbergh Farias sustentou a gravidade da situação, afirmando que “a gravidade da declaração é manifesta, uma vez que o réu não formula mera crítica política, nem se limita a reproduzir opinião genérica sobre o processo eleitoral. O que anuncia é a continuidade de uma estratégia de pressão estrangeira sobre autoridades brasileiras, agora voltada explicitamente contra a Justiça Eleitoral em pleno ano de eleição presidencial”. Ele acrescentou que a permanência do acusado no exterior, somada à reafirmação pública de usar o estrangeiro como base de operação política contra tribunais brasileiros, “reforça o risco de continuidade da conduta e de comprometimento da plena efetividade da jurisdição penal”. Debate sobre soberania domina cenário político Os episódios envolvendo Flávio e Eduardo Bolsonaro colocaram no centro do debate político temas como soberania nacional, interferência externa e o papel do Brasil na geopolítica global. Há um padrão bolsonarista de internacionalização do conflito político interno, com aproximação de setores da extrema direita norte-americana e apelos por intervenção externa. Enquanto isso, a decisão da PGR sobre a representação contra Flávio Bolsonaro pode se tornar um novo capítulo de alta tensão institucional — com impacto direto no cenário político rumo às eleições de 2026. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalProcuradoria Geral da República PGRPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro 08/04/2026 Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” 08/04/2026 Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente 07/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro é denunciado à PGR por entrega de relatório a Trump: “Espião dos EUA” Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Com eleição questionada na Justiça e boicote da oposição, Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir o governo do RJ Notícia não encontrada - [Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-e-adriano-da-nobrega-o-parca-do-matador-de-aluguel-quer-ser-presidente-2/): Flávio Bolsonaro e Adriano da Nóbrega: O ‘parça’ do matador de aluguel quer ser presidente Entenda em profundidade a relação do senador que hoje almeja o Palácio do Planalto com seu amigo íntimo, um dos milicianos e assassinos mais violentos do Brasil, que executava por encomenda Por Henrique Rodrigues | Revista Fórum 07/04/2026 15:45 O miliciano matador Adriano da Nóbrega e o senador Flávio Bolsonaro – Fotos: Reprodução e Wilson Dias/Agência Brasil O submundo do Rio de Janeiro é um labirinto onde a política institucional e o crime organizado frequentemente dividem o mesmo café, a mesma viatura e, em casos mais sombrios, a mesma folha de pagamento. No centro desse labirinto, surge uma conexão que desafia a lógica da “moral e dos bons costumes” pregada pela família Bolsonaro: a amizade de décadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. Enquanto Adriano ascendia como o “capo dos capos” no chamado Escritório do Crime, uma multinacional da pistolagem que cobrava cifras milionárias para fuzilar rostos à luz do dia, Flávio o tratava como herói. A face de “pessoa de bem” do senador, que agora pavimenta seu caminho rumo a uma pretensa candidatura presidencial, esconde uma biografia entrelaçada com a maior escória criminosa que o país já viu. O “bate-pronto” que virou segurança: Como tudo começou A história entre os dois não teve início em gabinetes acarpetados do universo político, mas sim nas ruas da Tijuca, em 2002. Foi após o roubo de um carro de Flávio Bolsonaro que Adriano da Nóbrega entrou em cena de forma definitiva. O então oficial da PM não apenas recuperou o veículo, como passou a atuar como uma espécie de segurança informal do jovem que iniciava sua carreira política na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os detalhes dessa amizade colorida são esmiuçados no livro-reportagem “Decaído“, do jornalista Sérgio Ramalho, lançado em 2023. Dali em diante, a relação floresceu sob a sombra da pólvora. Adriano, um homem de porte atlético e exímio atirador, tornou-se inclusive instrutor de tiro de Flávio, conforme o próprio senador admitiu em depoimento ao Ministério Público anos atrás. O que se desenhava naquela relação era uma simbiose perigosa. Na mesma época em que estreitava laços com o clã, o militar que se tornaria o sanguinário e temido “Capitão Adriano” já mergulhava em águas turvas, envolvendo-se no sequestro do filho de um dos chefes do Comando Vermelho, Isaías do Borel. Era o prelúdio de uma carreira que misturaria o distintivo com o capuz de executor, sempre sob o olhar complacente, quando não entusiasta, de seus padrinhos políticos. Medalha no cárcere: Cinismo elevado à categoria de honraria Se a proximidade já era um escândalo ético, o biênio 2004/2005 elevou o cinismo à categoria de método político. Adriano estava preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), acusado de matar Leandro dos Santos Silva, um guardador de carros que tivera a audácia de denunciar tortura e extorsão praticadas por policiais. Mesmo atrás das grades e respondendo por um homicídio covarde e eivado de perversidade, o miliciano não foi esquecido. Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, e seu pai, Jair Bolsonaro, à época deputado federal, visitaram o ex-capitão na prisão pelo menos duas vezes. Uma dessas visitas ocorreu durante um motim no BEP, onde os Bolsonaro alegaram estar “resolvendo uma crise”. Sim, eles iam à cadeia de ex-PMs bandidos rebelados para “negociar”. A outra foi ainda mais emblemática: uma cerimônia para a entrega da Medalha Tiradentes, a maior honraria do estado do Rio, proposta por Flávio. O então deputado não viu qualquer impedimento em condecorar um homem preso por assassinatos covardes. Pelo contrário, apresentou moções de louvor e discursos inflamados. O patriarca, da tribuna da Câmara Federal, reforçou o coro, chamando Adriano de “brilhante oficial” e “herói”. Pois é, um miliciano perverso, que matava por encomenda, sendo elogiado em duas casas parlamentares por pai e filho. O que os Bolsonaro chamavam de heroísmo, a Justiça e os moradores das favelas viam como barbárie sistêmica. “Rachadinha” e o elo financeiro do Escritório do Crime A amizade não era apenas ideológica ou de “instrução técnica”; ela era, sobretudo, financeira. As investigações do Ministério Público do Rio sobre o esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro revelaram que os tentáculos de Adriano chegavam diretamente ao orçamento público. O operador Fabrício Queiroz, amigo comum de ambos desde os tempos do 18º Batalhão em Jacarepaguá, foi a ponte necessária. Foi por meio de Queiroz que a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e sua ex-mulher, Danielle Mendonça da Costa, foram lotadas no gabinete de Flávio por anos como funcionárias fantasmas. O MP apontou que elas jamais trabalharam efetivamente e que o próprio Adriano se beneficiava do confisco dos salários. Em mensagens interceptadas, o miliciano deixava claro que contava com o dinheiro repassado por Danielle a Queiroz. O fluxo financeiro não parava por aí: contas ligadas a Adriano foram usadas para transferir valores ao operador do esquema, evidenciando que o crime organizado e o mandato parlamentar operavam em conta conjunta. Enquanto Flávio desfilava como defensor da lei, o dinheiro que mantinha seu ecossistema político vinha, em parte, de um homem que transformava a morte em negócio. Escritório do Crime: Gestão empresarial da barbárie Enquanto Flávio crescia politicamente, Adriano profissionalizava o assassinato de aluguel. O Escritório do Crime, grupo criado em 2009 e liderado por ele, era uma estrutura de gestão praticamente empresarial. Com cerca de 70 “funcionários” divididos em núcleos de inteligência, finanças e logística, a quadrilha diversificou seus lucros. Eles dominavam o setor imobiliário ilegal, erguendo prédios irregulares na Muzema e em Rio das Pedras que muitas vezes desabavam sobre os moradores. Além disso, controlavam a venda de gás, internet clandestina e praticavam agiotagem, faturando até R$ 1,6 milhão por mês apenas com empréstimos a juros extorsivos. A especialidade, contudo, permanecia sendo a pistolagem de elite. Utilizando táticas aprendidas no Bope, os matadores de Adriano monitoravam a rotina de suas vítimas por meses, usavam veículos clonados e roupas camufladas. Cada encomenda de morte custava entre R$ 100 mil e R$ 1,5 milhão. O método preferido, o tiro de fuzil no rosto, servia como um recado de impunidade. O “Capitão” exercia tal fascínio e temor que, mesmo expulso da PM em 2014, continuava sendo reverenciado - [Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/nikolas-ferreira-saiba-tudo-sobre-a-ligacao-entre-o-deputado-e-o-banco-master/): Nikolas Ferreira: saiba tudo sobre a ligação entre o deputado e o Banco Master Uso de jatinho do empresário e número encontrado em celular aumentaram suspeitas sobre deputado no caso Por Redação | Revista Fórum 07/04/2026 11:43 Nikolas Ferreira com a influenciadora Jey Reis, o pastor Guilherme Batista e a esposa dele, Mariel Batista, em frente ao jato de Vorcaro (Reprodução / Instagram) O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é alvo de várias representações na Justiça por ter usado diversas vezes o avião de Daniel Vorcaro, hoje investigado pelo maior escândalo financeiro do país, para fazer campanha para Jair Bolsonaro em 2022. Além disso, o número do parlamentar junto de outros deputados da extrema direita, foi encontrado no WhatsApp do banqueiro. Diante dos desdobramentos, a Fórum reuniu o que se sabe até agora sobre as ligações do deputado bolsonarista com o empresário. Uso de jatinho de Vorcaro em 2022 O jato, modelo Embraer Phenom 300, foi utilizado por Nikolas em deslocamentos da caravana bolsonarista “Juventude pelo Brasil”, que fazia parte da campanha para o então presidente, segundo o jornal O Globo. Os voos ocorreram ao longo de cerca de dez dias, com viagens a pelo menos nove estados e ao Distrito Federal, especialmente em regiões onde Bolsonaro havia sido derrotado no primeiro turno. Além de agendas políticas, há registros de que o deputado também utilizou a aeronave para ir a Brasília e participar de reuniões com Bolsonaro durante o período eleitoral. A ação buscava ampliar a votação em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia liderado no primeiro turno, numa tentativa de reverter o cenário na reta final da disputa. Nikolas aparece em frente a aeronave com a influenciadora religiosa Jey Reis, o pastor Guilherme Batista e a esposa dele, Mariel Batista, em publicação no dia 25 de outubro de 2022. “Em 5 dias rodamos todas as capitais do Nordeste com lotação máxima em todos os lugares! A oportunidade de viver isso com esse mega time, pregar e mostrar amor pelo nosso país foi inesquecível”, escreve a influenciadora. No carrossel de fotos aparecem ainda outros bolsonaristas, como os deputados Filipe Barros (PL-PR) e André Fernandes (PL-CE). Em sua defesa, o deputado mineiro afirma que não sabia quem era o dono do jatinho e que ele foi alugado pelo evento “Juventude pelo Brasil”. Suspeitas de caixa 2 e lavagem de dinheiro Nas representações protocoladas contra Nikolas, parlamentares apontam que o uso do avião de Vorcaro por Nikolas levanta suspeitas de caixa 2 na campanha, já que os custos do transporte não teriam sido declarados, além de indicarem um esquema ainda mais amplo de lavagem de dinheiro envolvendo o caso do Banco Master e o escândalo do INSS. A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) foi uma das que acionou Nikolas na Justiça. A parlamentar protocolou uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o bolsonarista, no âmbito do Inquérito nº 5.026, que trata do caso do Banco Master. No ofício encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso, Sâmia argumenta que os fatos noticiados podem ter relevância jurídica no contexto das investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo o banco e seu principal dirigente à época. Para a deputada, é necessário esclarecer se houve vínculo material relevante entre o parlamentar e o grupo empresarial sob investigação, especialmente por se tratar de período eleitoral. “O exercício do mandato parlamentar não pode ser escudo para práticas que transbordem a atividade político-representativa legítima”, afirma trecho do documento enviado ao Supremo, citando entendimento da Corte sobre responsabilização de agentes públicos quando há indícios de condutas ilícitas. Além de solicitar a oitiva de Nikolas Ferreira, Sâmia pede que o ofício seja anexado aos autos do inquérito e que a autoridade policial responsável pela Operação Compliance Zero seja comunicada para avaliar eventual abertura de diligências sobre o caso. TSE e PGR oficiados para investigar Nikolas O documento também solicita que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam oficiados para analisar possíveis desdobramentos nas esferas penal e eleitoral. Segundo a parlamentar, a eventual utilização de estrutura vinculada a Daniel Vorcaro pode indicar a necessidade de ampliar o escopo das investigações para apurar possíveis contrapartidas, favorecimentos ou influência indevida perante quaisquer dos Poderes da República. Já os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Nikolas por suspeita de caixa 2 na campanha de 2022. A ação pode levar à cassação do deputado. “Para fazer campanha em um jatinho como esse, você precisa de todos os valores discriminados. Se não é caixa 2. É crime eleitoral”, disse Lindbergh em vídeo divulgado nas redes sociais. “Nikolas Ferreira precisa explicar ao Brasil quem pagou a conta. Eu e o deputado Rogério Correia entramos com representação na Procuradoria-Geral Eleitoral para investigar o uso de um jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro durante a campanha de 2022. Se confirmadas as informações, não estamos falando só de luxo em campanha. Estamos falando de possível crime eleitoral e de política financiada por interesses privados, justamente por quem vive posando de ‘paladino da moral’ nas redes. E a pergunta é simples: Quem bancou? Por quê? E o que esperava em troca?”, escreveu ainda Lindbergh na publicação. O deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também afirmou que é preciso investigar a relação do deputado com Vorcaro. Como justificativa do pedido de investigação contra Nikolas Ferreira, o pastor cita a foto publicada nas redes do pastor mineiro em que aparece ao lado do pastor André Valadão, da Igreja da Lagoinha, dentro de um jatinho de Daniel Vorcaro, utilizado por Ferreira durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022. “Pastor André Valadão junto com Nikolas Ferreira no jatinho de Daniel Vorcaro viajando pelo Brasil na campanha de [Jair] Bolsonaro em 2022. Essa foto é muito simbólica. Nós estamos há um ano com várias ações. Já oficiamos a Polícia Federal, a Receita Federal e o Banco Central pedindo investigação […] da relação entre o pastor André Valadão e Daniel Vorcaro.” Nikolas também é alvo de uma representação protocolada na Procuradoria-Geral - [BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto](https://politicariabrasileira.blog.br/brb-comprou-r-15-bilhao-em-fundos-da-reag-apos-carbono-oculto/): BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto Documentos exclusivos obtidos pelo Metrópoles revelam que ativos têm mesma característica da fraude investigada pela PF na Carbono Oculto Por Demétrio Vecchioli e Isadora Teixeira | Metrópoles 07/04/2026 07:07 Arte/Metrópoles O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 1,5 bilhão em ativos que pertenciam ao Master e estavam investidos em fundos administrados pela Reag. As transações aconteceram depois que esta instituição financeira já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investigava a utilização de fundos da Reag pelo PCC para lavar dinheiro. Boa parte dos ativos comprados pelo BRB – na verdade, admitidos em troca de devolução de carteiras fraudadas do Credcesta – tem as mesmas características de “fundo sobre fundo” apontadas pela PF como parte da fraude investigada na Carbono Oculto e que viria a causar a liquidação da Reag, e do próprio Master, em novembro de 2025. Documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles, a partir da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram que as compras foram aprovadas pelas instâncias decisórias do BRB e pagas pelo Banco de Brasília antes da produção dos pareceres de risco que apontavam a semelhança com o que era investigado na Carbono Oculto. Quatro operações foram realizadas a toque de caixa, todas elas concluídas no dia 30 de setembro de 2025, a tempo de aparecerem nos balanços de terceiro trimestre tanto do BRB quanto do Master. O Banco de Brasília se livrava de carteiras sabidamente podres do Credcesta e as trocava por ativos que tinham aparência de serem saudáveis. Parecer assinado em 24 de setembro pela Diretoria de Finanças e Controladoria (Dific) e pela Superintendência de Operações Financeiras (Suope) do BRB aponta que a situação “impunha ao BRB postura ainda mais diligente na condução da proposta“. Havia “risco elevado e prazo exíguo” para avaliar os ativos que o Master oferecia para resolver o problema. Ainda assim, tudo foi aprovado. Sociedade do BRB com Roberto Justus explicada Em um dos negócios, o BRB comprou, por R$ 350 milhões, 100% das cotas do fundo FIP SH, que era dono de 30% das ações da Stellcorp, empresa de casas modulares. Isso explica como o BRB tornou-se sócio de Roberto Justus, que descobriu isso em janeiro de 2026, como ele próprio afirmou. Para fechar negócio rapidamente, foi combinado desconto de 33,25% no valor das ações, com cláusula que beneficiava o Master: se o BRB vendesse as ações no futuro por um valor mais alto, os dois dividiriam os lucros. Já o risco de desvalorização ficava todo com o BRB. O parecer conjunto de cinco superintendências do BRB apresenta diversas ponderações. Entre os alertas, estava o fato de que o fundo era administrado pela Reag e o Banco de Brasília ficaria a mercê dos interesses de uma entidade investigada na Carbono Oculto. O documento da área técnica do BRB também advertiu que o Master estava envolvido em “múltiplas investigações e com risco elevado de solvência”. Isso sem contar que o fundo investia em um único ativo, de baixa liquidez e rentabilidade incerta. As superintendências do BRB destacaram que o fundo era do tipo exclusivo com um único cotista: “Uma situação indesejável para fins de PLD/FTP (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo)“, já que omitia o beneficiário final do fundo, que passaria a ser o BRB. Tanto é que o próprio “dono” da Stellcorp, Roberto Justus, não sabia quem era seu sócio. Fundo inflado artificialmente Também em 30 de setembro de 2025, o Master pagou R$ 300 milhões pela compra de 83% das cotas do fundo FIP Trevi, que, por sua vez, era dono de 30% do patrimônio do FIP Novo Bairro. A aquisição aconteceu apesar de o BRB não ter ideia de onde o dinheiro chegava, já que documento mais recente do FIP Novo Bairro, também administrado pela Reag, havia sido enviado à Comissão de Valores Mobiliários um ano antes, citando carteira de R$ 300 milhões. Reportagem do Estadão mostrou que o FIP Novo Bairro investia na Novo Bairro S/A, empresa constituída para construir um condomínio em São Paulo a partir de empréstimos do Master. Em agosto – logo, na véspera do negócio citado nesta matéria –, a Reag alterou artificialmente a avaliação do patrimônio líquido do Novo Bairro S/A, de R$ 400 mil para R$ 1,7 bilhão. Assim, se o negócio tivesse sido feito em agosto, o BRB teria recebido 25% de um fundo que valia R$ 400 mil – logo, R$ 100 mil. Em 30 de setembro, com o valor do empreendimento corrigido artificialmente, os mesmos ativos valiam R$ 423 milhões, tendo sido comprados com “desconto” por R$ 300 milhões. Fundo sobre fundo sobre fundo… Outros R$ 315 milhões foram destinados à compra de 70% das cotas do Fundo de Investimento Imobiliário (FII) Brazil Realty, administrado pela Reag. Um dos relatórios da área técnica alertava que o fundo tinha estrutura “altamente concentrada e composta por ativos com baixa visibilidade pública”. Tratava-se de uma ampla cadeia de fundos sobre fundos, explicada no gráfico abaixo, que desencadeava em diversos projetos imobiliários na região de Belo Horizonte (MG), reduto da família Vorcaro. Na prática, o Master oferecia um terreno onde a família Vorcaro pretendia lançar, este ano, um projeto do Minha Casa Minha Vida, denominado Mountain View; o projeto de um hospital em Nova Lima, um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) da própria Reag; e 100% de um terreno urbano de 76 mil m² em Contagem, avaliado em R$ 300 milhões. Chama a atenção o laudo de precificação desse terreno, que calculou cada metro quadrado a R$ 3,9 mil a partir de pesquisa que mostrava como exemplo outro imóvel na mesma cidade com o metro quadrado cotado a R$ 984 – quatro vezes menos. Isso apesar de o terreno que agora pertence ao BRB ser menos atrativo: tem uma das laterais em curva, faz divisa com a linha do trem e só uma pequena frente que dá para a avenida. A quarta operação envolvendo a Reag foi a compra, por R$ 350 milhões, das ações do fundo Strelitzia FIP, dono de 39% - [O onipresente](https://politicariabrasileira.blog.br/o-onipresente/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Como Davi Alcolumbre opera – na luz e nas sombras Por Allan de Abreu e Camille Lichotti | Piauí 31/03/2026 Como Davi Alcolumbre opera – na luz e nas sombras O senador Davi Alcolumbre é um bonachão. Gosta de boa comida, boa bebida, música alegre. Na juventude, depois de encerrar o expediente na loja dos seus pais, a Shalom Autopeças, ligava as caixas de som automotivo e convocava os amigos para uma festa com música alta e bebida farta ali mesmo, na calçada da loja. Na Câmara, onde exerceu três mandatos de deputado de 2003 a 2015, costumava escapar das sessões plenárias para tomar vinho e confraternizar em restaurantes de Brasília, em especial no Dom Francisco, local tradicional da capital. Quando voltava de suas andanças pelo interior do seu estado, o Amapá, divertia os colegas mostrando vídeos das viagens, nos quais aparecia dançando brega e tecnobrega, dois ritmos populares na região. Quando foi eleito para a presidência do Senado pela primeira vez, Alcolumbre agradeceu o apoio abraçando e beijando testas e mãos dos aliados. “Ele visita meu gabinete e se deita no sofá”, descreve o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que já teve entreveros com o colega. “Você vai ficar com raiva do cara que te abraça e beija sua mão?” Um dia, Alcolumbre se desentendeu com uma senadora e, semanas depois, apareceu num evento organizado pelo filho dela – e se esbaldou. Em que pese a desvantagem de seus quilos generosos, vestiu calção, chuteira, meião e entrou em campo. “Ele corria de um lado para o outro. É uma coisa que alegra, que gera simpatia pela pessoa”, diz o ex-senador Antonio Anastasia, hoje no Tribunal de Contas da União. Como a política pune a arrogância e premia a simpatia, Alcolumbre tem sido um sucesso em Brasília. Depois de exercer apenas metade do mandato de vereador em Macapá, mudou-se para a capital federal ao ser eleito deputado. Em 2015, após três mandatos, trocou a Câmara pelo Senado quando venceu a eleição com 36% dos votos. Em 2019, aos 41 anos, tornou-se o mais jovem presidente do Senado, derrotando o veterano Renan Calheiros (MDB-AL). Encerrou o mandato em 2021 e, no ano passado, voltou à presidência da Casa. Com sua figura de aparência despreocupada, conta piadas, atende pequenos e grandes pleitos e leva sorvete de açaí e cupuaçu para sobremesa nos almoços com colegas. Comerciante de origem, ele tem prazer em satisfazer o cliente. Um dia, uma assessora parlamentar do Ministério da Educação enfrentava dificuldades com o trâmite burocrático de sua licença-maternidade e recorreu à ajuda do senador, então vice-líder do governo de Michel Temer. Alcolumbre marcou uma reunião com um alto funcionário do MEC e intercedeu em favor da servidora. Deu certo. Em outra ocasião, mais recente, distribuiu canetas de Mounjaro aos colegas que duelavam com os quilos extras quando o medicamento nem circulava livremente no Brasil e custava mil reais a unidade. Esse é um Davi Alcolumbre, o bonachão. Há outro. Ao alto funcionário do MEC com quem tratou da licença-maternidade, pediu o favor embalado numa ameaça: “Vai ser ruim para você negar um pedido do vice-líder do governo, em pleno mês das mulheres”, disse, segundo uma testemunha, relacionando o pedido ao mês de março, época em que a conversa ocorreu.* Era uma modesta mostra de como Alcolumbre explora o peso do seu poder. Segundo o portal uol, as canetas Mounjaro de que dispunha eram um presente de um personagem radioativo, o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, hoje foragido da Justiça por falcatruas no mercado de combustíveis e suspeitas de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do país. Era, outra vez, uma modesta mostra de sua rede explosiva de relações pessoais. Alcolumbre começou sua carreira no PDT, mas logo aderiu à direita, filiando-se ao PFL, que deu origem ao DEM, que, por sua vez, virou União Brasil, essa legenda que aparece em onze de cada dez escândalos nacionais. Na transição entre o DEM e o União Brasil, quando a direita e a extrema direita varreram as urnas do país, sua vida política tomou um impulso decisivo. De início, como deputado federal, Alcolumbre restringia-se à política miúda. Integrava o chamado baixo clero, formado pela massa de parlamentares que atuam com a precisão das águias na defesa de seus interesses, mas não têm voz nas grandes questões nacionais. Logo na estreia em Brasília, seu nome apareceu em gravações interceptadas pela Polícia Federal, nas quais o então prefeito de Macapá e um empresário atribuíam ao jovem deputado a definição de valores de emendas parlamentares destinadas a obras públicas com licitações fraudulentas. A investigação não avançou. Em 2013, reapareceu em interceptações telefônicas, desta vez em conversa com o doleiro Fayed Traboulsi, participando de um esquema de lavagem de dinheiro e desvios de fundos de pensão. As provas acabaram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. Ainda na sua época de deputado, uma reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo mostrou que Alcolumbre usava toda a verba de combustível do seu gabinete (9,3 mil reais mensais, em valores atualizados) em postos de propriedade do seu tio Salomão, uma prática proibida por lei. Seu gabinete respondeu que a família era dona de cerca de 70% dos postos do Amapá, “sendo inviável não abastecer na empresa de parentes”. (Ainda hoje, em plena era do Pix, alguns postos da família só aceitam pagamento em dinheiro vivo.) Na Câmara, um de seus primeiros projetos foi batizar o Aeroporto Internacional de Macapá com o nome de outro tio, Alberto Alcolumbre, já falecido. Mas sua principal ocupação era servir de mensageiro do ex-presidente José Sarney, seu mentor e aliado no Amapá. Alcolumbre frequentava ministérios e gabinetes, resolvendo demandas do ex-presidente. Era convidado para as reuniões, festas e jantares na casa de Sarney, nos quais não dava palpite, mas observava a atuação dos cardeais da política. (Seu maior ídolo já - [Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-chefiava-esquema-de-corrupcao-em-hospitais-do-rio-denuncia-deputado-video/): Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO) Otoni de Paula (MDB) diz que desde nomeações até empresas que venciam licitações tinham que passar pelo crivo do senador, e afirmou ainda que “latrina de imoralidades virá à tona” assim que a campanha começar Por Henrique Rodrigues | Revista Fórum 30/03/2026 17:28 O deputado federal Otoni de Paulo e o senador Flávio Bolsonaro: Fotos: YouTube e Lula Marques/Reprodução O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), figura influente na poderosa bancada evangélica e nome sempre presente nas decisões políticas do bolsonarismo durante a presidência do líder extremista hoje condenado por golpe de Estado, resolveu não fazer rodeios e explicar porque a todo tempo se manteve contrário à indicação do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da extrema direita nas eleições deste ano: ele seria um criminoso corrupto que chefiaria um esquema na saúde pública federal de seu estado natal, afirma. As declarações foram dadas no programa Amado Mundo, apresentado pelos jornalistas Guilherme Amado e Beatriz Bulla, disponível no YouTube e em outras plataformas. Sem papas na língua, Otoni começou dizendo que não demorará muito para “uma lama, uma latrina de imoralidades vir à tona” e destruir a reputação de Flávio. Para o parlamentar, o que se passava na saúde pública federal do Rio nos anos do governo de Jair Bolsonaro é de conhecimento público e muita gente já está a par de tudo, esperando apenas o momento certo para trazer os fatos ao conhecimento público. “O que eu sei é o que corre nas calçadas do Rio de Janeiro, então não me peça provas, não me peça elementos até porque eu não sou investigador da Justiça… O que se comenta nos corredores da política do estado do Rio de Janeiro e é uma realidade é que, enquanto os hospitais federais estiveram na gestão do governo Bolsonaro, quem cuidou dessa gestão e quem inclusive indicava nomeados na estrutura dos hospitais federais do Rio de Janeiro, tudo passava pelo senador Flávio Bolsonaro… Toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, ou que ganhariam, ou que perderiam, enfim, tudo isso estava dentro do grupo cujo cabeça era o senador Flávio Bolsonaro, tá certo? E é isso que a política do Rio de Janeiro sabe, é isso que os deputados do Rio de Janeiro sabem… Agora, o que eu tenho recebido de notícias também é que todo esse possível esquema armado durante o governo Bolsonaro já está nas mãos do PT, do atual governo, e que vai explorar isso como um teatro de horrores a céu aberto mostrando a verdadeira face corrupta, e também criminosa, porque corrupção é crime, do senador Flávio Bolsonaro”, disse Otoni de Paula. Para ele, o que ocorrerá com Flávio Bolsonaro em pouco tempo é inevitável, já que as supostas falcatruas estão nas mãos dos adversários políticos e autoridades. “Por mais que o senador Flávio Bolsonaro desponte nas pesquisas hoje, já em algumas à frente do atual presidente da República, e repito, a quem nunca dei meu voto ou votei em seu partido, mas a despeito hoje do senador Flávio Bolsonaro estar em algumas pesquisas despontando à frente do atual presidente, eu não tenho dúvida nenhuma que a fragilidade, sua fragilidade moral, fará com que ele não se sustente por muito tempo à frente de nenhuma pesquisa… E por isso eu fui contra essa indicação do senador Flávio Bolsonaro por seu pai, o ex-presidente Bolsonaro”, completou o parlamentar da bancada evangélica.  Veja a declaração de Otoni de Paula a partir de 29”38: https://www.youtube.com/watch?v=49EO8-dSLsg Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalRio de Janeiro RJ Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA 09/04/2026 O antissemitismo como arma para silenciar críticos de Israel 09/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Flávio Bolsonaro chefiava esquema de corrupção em hospitais do Rio, denuncia deputado (VIDEO) Notícia não encontrada - [Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo”](https://politicariabrasileira.blog.br/ualid-rabah-classifica-tabata-amaral-como-capanga-do-sionismo/): Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo” Presidente da Fepal critica projeto de deputada sobre antissemitismo e diz que proposta favorece interesses de Israel e pode limitar o debate político Por 247 30/03/2026 Ualid Rabah classifica Tabata Amaral como “capanga do sionismo” (Foto: Divulgação | Pablo Valadares/Agência Câmara) O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, fez duras críticas à deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) após a apresentação do Projeto de Lei 1424/2026, que propõe a adoção de uma definição internacional de antissemitismo. Em publicação nas redes sociais, Rabah classificou a parlamentar como “capanga do sionismo” ao comentar a iniciativa. A manifestação foi divulgada pela própria Fepal e ocorre em meio à repercussão do projeto apresentado na Câmara dos Deputados do Brasil, que estabelece parâmetros para políticas públicas com base na definição da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA). A proposta tem gerado controvérsia por, segundo críticos, abrir margem para restringir críticas ao Estado de Israel. Na publicação, Rabah afirma que a deputada “requenta projeto da Mordaça Sionista no Brasil” e a descreve como “uma espécie de ‘office boy VIP’ do sionismo no Brasil”. Segundo ele, “Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou o projeto de lei 1424/26, uma versão recauchutada da PL da Mordaça Sionista, a mando de ‘israel’”. O dirigente também critica diretamente a adoção dos critérios da IHRA, organização que, segundo ele, é um “lobby sionista”. Na mesma declaração, sustenta que a definição proposta “é criticada no mundo inteiro por alargar o conceito de antijudaísmo para blindar ‘israel’ e suas políticas genocidas de críticas”. Rabah menciona ainda que, no Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos já se posicionou contra a definição. De acordo com ele, o órgão classificou o conceito como “inconstitucional” e afirmou que a formulação “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”. A Fepal também lamentou o apoio de parlamentares que, segundo a entidade, já denunciaram ações militares na Faixa de Gaza. Na nota, Rabah declarou: “A FEPAL lamenta que entre os signatários do Projeto de Lei estejam parlamentares progressistas, que já denunciaram o genocídio em Gaza, e esperamos que retirem suas assinaturas, sob pena de manchar as mãos com o sangue das crianças palestinas exterminadas por ‘israel’”. Projeto gera controvérsia no Congresso O Projeto de Lei 1424/2026, apresentado por Tabata Amaral e outros parlamentares, propõe definir o antissemitismo no Brasil com base em critérios internacionais da IHRA. O texto prevê que manifestações antissemitas podem ter como alvo o Estado de Israel, “encarado como uma coletividade judaica”. Ao mesmo tempo, a proposta ressalva que críticas ao país, quando semelhantes às dirigidas a outras nações, não devem ser consideradas antissemitas. Na justificativa, os autores afirmam que o objetivo é orientar políticas públicas e combater o racismo, sem restringir o debate político ou a liberdade de expressão. Apesar disso, a iniciativa tem sido alvo de críticas de diferentes setores, que veem risco de equiparação entre antissionismo — oposição política ao Estado de Israel — e antissemitismo. Entre os críticos está o jornalista Breno Altman, que fez ataques diretos aos parlamentares envolvidos. “Tabata Amaral (PSB-SP), Heloísa Helena (REDE-RJ) e Vander Loubet (PT-MS) são subscritores do PL 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo, adotando regras da IHRA, da qual Lula retirou o Brasil. Não se envergonham de serem cúmplices do Estado genocida de Israel?”, afirmou. Altman também destacou a adesão de deputados do PT ao projeto: “Seis deputados do PT assinam o Projeto de Lei 1424/2026, que equipara antissionismo e antissemitismo: Alexandre Lindenmeyer (PT/RS), Ana Paula Lima (PT/SC), Luiz Couto (PT/PB), Reginaldo Lopes (PT/MG), Vander Loubet (PT/MS) e Welter (PT/PR). Esse comportamento é um vil insulto”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalPL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresREDE Rede Sustentabilidade Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição](https://politicariabrasileira.blog.br/escandalo-do-master-assombra-brasilia-expoe-autoridades-e-pode-contaminar-eleicao/): Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição Expectativa por delação premiada de Daniel Vorcaro deixa em suspense mundo político; apenas uma fração do material apreendido pela PF foi periciada Por Andrea Jubé e Tiago Angelo | Valor 29/03/2026 20:09 Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Um ano após o anúncio da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), a expectativa de uma delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro deixa em suspense o mundo político, impacta as sessões do Congresso, expõe o Supremo Tribunal Federal (STF) a uma grave crise e tem potencial para contaminar a eleição presidencial. O caso desencadeou o maior escândalo político e financeiro da República, atingindo políticos influentes, autoridades dos três Poderes e altos funcionários do Banco Central (BC). A investigação da Polícia Federal (PF) revelou a existência de uma “organização criminosa” liderada por Vorcaro, nas palavras do ministro André Mendonça, atual relator do caso no STF. Preso desde 4 de março, o ex-banqueiro é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça e contra o sistema financeiro. Ele mudou de advogado recentemente para articular uma colaboração premiada. Fabiano Zettel, pastor, empresário e cunhado de Vorcaro, também está detido e demonstrou disposição de delatar. Vorcaro assumiu o controle do Master em 2019, ainda no governo de Jair Bolsonaro, quando o empresário recebeu autorização do Banco Central (BC), depois de três negativas, para comprar o então banco Máxima, depois rebatizado como Master. À época, Roberto Campos Neto estava no primeiro ano da presidência no BC. Nos anos seguintes, o Master teve rápido crescimento e os negócios e relações de Vorcaro no meio empresarial e na política se expandiram, incluindo ex-ministros de Bolsonaro como Ciro Nogueira (PP). No fim de 2023, já no atual governo e ainda na gestão de Campos Neto, o BC começou a fechar o cerco sobre o Master, mas a decisão final sobre a liquidação extrajudicial da instituição só ocorreria quase dois anos depois, em novembro de 2025. Há quem entenda no mercado que o BC demorou a agir. Procurado, Campos Neto não se manifestou. A quebra do sigilo dos celulares de Vorcaro, analisados pela PF e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelou diálogos mantidos com sua ex-noiva Martha Graeff, nos quais ele menciona contatos com políticos e autoridades. Em uma das mensagens, o ex-banqueiro diz que esteve em reunião na residência oficial do Senado em 3 de agosto de 2025. Sem citar nominalmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), relata que o encontro “foi até meia-noite” e que “terça teremos outra [reunião]”. Um dia antes, ele disse à então namorada que havia se encontrado no aeroporto com “Hugo” — possível referência ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Como presidente da Câmara, eu sempre mantive agenda aberta para ouvir diferentes pessoas, grupos empresariais de diversas atividades econômicas, pois essa é uma das funções do cargo”, disse Motta em nota, acrescentando que seu dever é trabalhar na Casa pela aprovação de propostas de interesse do país. “Sem dúvida estamos em um momento que exige responsabilidade e atenção de todas as instituições, e eu confio plenamente na condução das investigações pelas diferentes instâncias —Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal, Ministério Público —, que estão trabalhando com autonomia e diligência.” Em outro diálogo, surge o nome do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), citado por Vorcaro como “um dos meus grandes amigos de vida”. Nogueira foi autor da chamada “emenda Master”, que sugeria elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta foi rejeitada, mas Vorcaro celebrou com Martha a apresentação do texto: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui o poder dos grandes!”. Procurado, Nogueira disse em nota que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, o que não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”. Afirmou que está tranquilo quanto às investigações relativas a Vorcaro porque não manteve “qualquer conduta inadequada”. Sobre a emenda, alegou que a cobertura do FGC está congelada no mesmo valor há dez anos, e que precisa ser corrigida para proteger os correntistas. Outra liderança é o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Em um diálogo, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, diz a Vorcaro que falou com o político sobre a transação e que ele queria se encontrar com o então banqueiro. A revista Piauí mostrou que o escritório de Rueda advogou para o Master, o que foi confirmado pelo líder do União. Um e-mail recebido pelo ex-banqueiro também mostrou que um helicóptero contratado por ele transportou Nogueira e Rueda para o autódromo de São Paulo para assistirem ao Grande Prêmio de Fórmula 1. Na esfera do Executivo, veio à tona reunião, fora da agenda oficial, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Vorcaro, da qual participaram outras autoridades, como o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e ministros. Em entrevista ao UOL, Lula disse que recebeu o então banqueiro atendendo a pedido do ex-ministro Guido Mantega. “O que eu disse para ele: ‘Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica, feita pelo Banco Central’”, disse Lula. Do círculo próximo do presidente, Vorcaro também contratou serviços de advocacia do escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Em nota, Lewandowski informou que, após deixar o STF, em abril de 2023, voltou a advogar. “Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, confirmou. Ao ser convidado para assumir o ministério, em janeiro de 2024, afastou-se do escritório e suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Supremo foi igualmente dragado para a crise do Master. Em fevereiro, Dias Toffoli, então relator das investigações sobre o banco, teve que se afastar do caso e, posteriormente, se declarar suspeito. O ministro, junto com familiares, é dono da Maridt, empresa - [Com eleição questionada na Justiça e boicote da oposição, Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj e deve assumir o governo do RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/com-eleicao-questionada-na-justica-e-boicote-da-oposicao-douglas-ruas-e-eleito-presidente-da-alerj-e-deve-assumir-o-governo-do-rj/): Quarenta e seis deputados de 70 estiveram presentes na Alerj. Por André Coelho Costa, Henrique Coelho e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio Em uma eleição extraordinária boicotada e questionada judicialmente pela oposição, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (26). Com a vitória, de acordo com a linha sucessória, Douglas deve assumir também o cargo de governador em exercício do Rio, cargo ocupado nesta quinta por Ricardo Couto, presidente do TJRJ. Douglas tinha sido anunciado pré-candidato ao governo do estado pelo PL em fevereiro. Quarenta e sete deputados, em um total de 70, estavam presentes na votação, que foi convocada no fim da manhã pelo então presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). Douglas foi eleito com 45 votos. A votação foi aberta, com definição por maioria absoluta. Com a renúncia de Cláudio Castro e a cassação de Rodrigo Bacellar, o presidente da Alerj também será o governador. Após o resultado, alguns deputados aplaudiram Ruas e outros gritaram “golpista”. No fim da tarde, a Alerj publicou um Diário Oficial Extra com a ata da sessão, oficializando a eleição de Douglas Ruas como presidente da Casa. A oposição tenta barrar judicialmente a eleição. Cotado para disputar a presidência da Alerj, o deputado Chico Machado (PSD) anunciou que desistiu da candidatura ao comando da Casa. Entre os argumentos da ação que tenta barrar a eleição desta quinta na Alerj, estão críticas ao fato da marcação da eleição antes da retotalização dos votos determinada pelo TSE depois da cassação de Bacelar. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marcou para terça-feira (31) a retotalização dos votos que vai alterar a composição da Alerj, após a cassação de Rodrigo Bacellar e a anulação dos 97 mil votos obtidos por ele. Com a retirada dos votos de Bacellar, a Justiça Eleitoral precisa refazer o cálculo do quociente eleitoral, número que define quantas cadeiras cada partido ou federação tem direito na Alerj. Esse cálculo considera o total de votos válidos dividido pelo número de vagas disponíveis. A partir daí, é feita uma nova distribuição das cadeiras entre os partidos. Na prática, isso significa que a mudança pode ir além da vaga de Bacellar e alterar a composição da Assembleia, levando em conta deputados suplentes dos partidos. Quem é Douglas Ruas Ruas é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Entre 2017 e 2018, Douglas Ruas foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo (RJ), cidade onde seu pai, Capitão Nelson (PL), é prefeito. Nos dois anos seguintes, foi superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), entre 2019 e 2020. Em 2021, assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo. Em 2022, foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, com a segunda maior votação, com 175.977 votos. Douglas Ruas declarou à justiça eleitoral um patrimônio de R$ 1,2 milhão em 2022. Na sua atuação como deputado, Ruas tem apenas oito projetos de lei apresentados na Alerj, nenhum deles relacionados a polêmicas. Sua participação na Alerj está relacionada à atuação como Secretário de Estado das Cidades, cargo que ocupou de setembro de 2023 a março de 2026. A pasta das Cidades é responsável por investir em obras em parceria com prefeituras de todo o Estado. Por que houve esta eleição A Alerj estava sem um presidente titular desde 8 de dezembro, quando Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal (PF), a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de vazar informações para o então deputado TH Joias. Na semana seguinte à prisão, o plenário da Alerj votou para soltar Bacellar, mas o ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento do deputado da presidência da Casa. Bacellar, então, pediu sucessivas licenças do mandato, e a Alerj foi presidida por Guilherme Delaroli, o vice. Na última terça-feira (24), Bacellar foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas por outro motivo — a condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, dentro do “escândalo do Ceperj”. Por maioria de votos, os ministros do TSE entenderam que houve uso indevido da máquina pública por Cláudio Castro, Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar. As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com a contratação de milhares de pessoas sem concurso e salário em espécie, pago na boca do caixa. No Legislativo, o vice não assume de vez a vaga do titular e só pode ocupar o cargo interinamente. Uma vez cassado o mandato de Bacellar, é necessário realizar uma nova eleição para a Mesa Diretora. Por que essa eleição interfere no Palácio Guanabara A eleição desta quinta-feira vai interferir no governo do RJ. Desde segunda-feira (23), o estado é governado pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o 1º numa linha sucessória repleta de desistências. Cláudio Castro renunciou ao mandato numa tentativa de reverter o julgamento no TSE. O então governador acreditava que, uma vez abrindo mão do cargo, não haveria o que cassar, e a ação seria extinta. Mas o TSE manteve o julgamento e o condenou, impondo uma inelegibilidade de 8 anos. A medida abrangeria a chapa inteira, mas o vice de Castro, Thiago Pampolha, renunciou muito antes, em maio do ano passado, para virar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Sem governador (Castro renunciou), vice (Pampolha renunciou) e presidente da Alerj (Bacellar cassado), o próximo da lista era Couto. Recontagem levantou dúvidas Assim que Delaroli confirmou a data e o horário da votação, o deputado Luiz Paulo (PSD) questionou se o pleito teria validade. Luiz Paulo lembrou que a cassação de Bacellar pode mexer na composição da Alerj. Como os votos que Bacellar recebeu na eleição de 2022 tornaram-se inválidos, uma recontagem terá de ser feita, com possibilidade de alterar o cociente eleitoral e o tamanho das bancadas. Além disso, segundo Luiz Paulo, o suplente que herdará a vaga de Bacellar não teria tempo hábil para tomar posse e participar da eleição desta quinta. “Ainda não chegou aqui na Alerj a retotalização dos votos. A Casa está com 69 deputados. - [Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis são convocadas para definir destino dos restos mortais](https://politicariabrasileira.blog.br/familias-de-sepultados-em-cemiterio-de-petropolis-sao-convocadas-para-definir-destino-dos-restos-mortais/): Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis são convocadas para definir destino dos restos mortais Convocação ocorre após deslizamento danificar gavetas sepulcrais; familiares podem optar por ossário, cremação ou jazigo particular até 6 de abril. Por Priscila Torquato | g1 12/04/2026 Famílias de sepultados em cemitério de Petrópolis devem definir destino de restos mortais — Foto: Reprodução Redes Sociais Petrópolis – A Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, convocou familiares de 100 pessoas sepultadas na quadra 9 do Cemitério Municipal para definir a destinação dos restos mortais. A medida atende a uma determinação da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis. Em março de 2024, um deslizamento atingiu a área e danificou as gavetas sepulcrais. Parte dos restos mortais foi removida na época, mas outros permaneceram no local devido ao risco de novos deslizamentos. A retirada definitiva só será feita após a conclusão das obras de contenção. A lista com os nomes dos falecidos está disponível no site da Prefeitura e também no edital publicado no Diário Oficial em 6 de março. Apenas os casos em que os restos mortais puderam ser retirados com segurança estão incluídos nesta convocação. Os familiares devem comparecer ao Cemitério Municipal até 6 de abril, de terça a quinta-feira, das 9h às 14h, para confirmar a identificação e indicar a destinação dos restos mortais. As opções disponíveis são: ossário público, ossário particular, cremação ou sepultamento em jazigo da família, em Petrópolis ou em outro município. Após a escolha, será agendado o momento da entrega dos restos mortais, seguindo critérios técnicos do cemitério, e a retirada será formalizada com a assinatura de um termo de responsabilidade. Se os familiares não se manifestarem dentro do prazo, os restos mortais serão encaminhados ao ossário municipal, conforme a legislação e a decisão judicial. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (24) 2246-8479 e 2246-8480 ou pelo e-mail sopcemiterio@petropolis.rj.gov.br. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Seis estados não atingem metas de alfabetização na idade certa; veja quais são](https://politicariabrasileira.blog.br/seis-estados-nao-atingem-metas-de-alfabetizacao-na-idade-certa-veja-quais-sao/): Seis estados não atingem metas de alfabetização na idade certa; veja quais são Dados são do Indicador Criança Alfabetizada, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Nacionalmente, o índice de alfabetização superou a meta para 2025. Por g1 24/03/2026 Criança lê em biblioteca em comunidade rural no interior do Ceará. — Foto: Claudiana Mourato/SVM Embora o Brasil tenha superado a meta nacional de alfabetização para 2025, os estados do Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não conseguiram atingir os índices individuais estabelecidos para o ano. Enquanto o país alcançou a marca de 66% de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental — superando a meta agregada de 64% —, essas unidades da federação ficaram abaixo de seus respectivos objetivos específicos. De acordo com os dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 19 estados e o Distrito Federal alcançaram ou superaram suas metas. O desempenho nacional representa um avanço em relação a 2024, quando o índice era de 59,2%. Contudo, o cenário estadual revela disparidades: o Rio Grande do Sul, por exemplo, registrou 52% de alfabetização frente a uma meta de 69%, apresentando a maior distância em relação ao objetivo proposto. Próximas metas O governo federal espera que, por meio da política de colaboração entre estados e municípios, o Brasil chegue a 80% de crianças alfabetizadas até 2030. Essa meta já foi atingida em 2025 por três estados: Ceará (84%), Goiás (80%) e Paraná (80%). A projeção é que as metas nacionais e estaduais aumentem de maneira progressiva ao longo dos próximos anos, até chegar a 80%. 2026: 67% 2027: 71% 2028: 74% 2029: 77% 2030: 80% Alfabetização por UF em 2025. — Foto: Arte: Dhara Pereira/g1 Como a alfabetização é calculada O Indicador Criança Alfabetizada é calculado a partir de um teste aplicado a estudantes do final do 2º ano do ensino fundamental de, em média, 7 anos. A avaliação é composta por 16 itens de múltipla escolha e três de resposta construída, sendo uma produção textual. O padrão nacional é definido por um corte de 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Para serem consideradas alfabetizadas, as crianças devem ser capazes de ler pequenos textos, fazer inferências básicas e escrever textos simples da vida cotidiana. Notícia anteriorPróxima notícia INEP Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TSE torna ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro inelegível](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-torna-ex-governador-do-rio-de-janeiro-claudio-castro-inelegivel/): Ex-governador foi condenado por abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de campanha e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral de 2022. Por Fernanda Vivas | TV Globo — Brasília O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (24), tornar inelegível por oito anos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar da renúncia ao mandato anunciada nesta segunda-feira (23), o caso prosseguiu na Corte Eleitoral. Após a condenação, Castro afirmou que recebeu a decisão com “grande inconformismo” e que possui “plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população” (veja a nota completa abaixo). O placar foi 5 votos a 2 a favor da inelegebilidade. Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O ministro Nunes Marques votou contra a condenação. Em divergência parcial, ministro André Mendonça votou para rejeitar aplicação de inelegibilidade a Cláudio Castro. Entendeu que, em função da renúncia de Castro, a cassação de mandato ficou prejudicada. O processo se refere às eleições de 2022, quando Castro foi reeleito para o comando do governo estadual. Além disso, o tribunal decidiu pela inelegibilidade de Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. O julgamento no TSE começou antes da saída dele do cargo, com sessões em novembro do ano passado e no começo do mês. Nas ocasiões, dois ministros votaram pela cassação do mandato e pela inelegibilidade do ex-governador. Ações de investigação eleitoral O caso começou na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, ainda em 2022, quando o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (o adversário na disputa), entraram com ações de investigação eleitoral. Eles alegaram abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. Este tipo de processo pode resultar em cassação de mandatos e inelegibilidade por oito anos. O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha de irregularidades na Ceperj (uma fundação estadual que atua em estratégias de políticas públicas) e na Uerj (a universidade do estado). Os processos também envolvem Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. Entre elas: Julgamento no TRE No julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio, em 2024, o governador e o vice foram absolvidos e tiveram os mandatos mantidos. O MP Eleitoral e a coligação de Freixo, então, recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral. Eles reiteraram as acusações e voltaram a pedir a condenação de Castro e do vice, com a aplicação de perda dos cargos e de inelegibilidade. Cláudio Castro se posiciona após condenação “Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população. Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no primeiro turno das eleições de 2022. Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro. Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”. O que dizem as defesas No processo, a defesa de Cláudio Castro afirmou que fatos administrativos alheios ao cenário eleitoral não têm o poder de interferir na eleição. Negou abuso de poder e uso eleitoreiro da Ceperj e Uerj. Advogados de Thiago Pampolha defenderam a rejeição dos recursos. Sustentaram que as provas são frágeis e que a decisão do TRE-RJ ocorreu de forma fundamentada. As defesas de Bacellar e Lopes também sustentaram a necessidade de rejeição dos pedidos. Julgamento O julgamento começou em novembro do ano passado, com o relatório e o voto da ministra Isabel Gallotti, relatora do caso. Na ocasião, a ministra votou pela cassação e inelegibilidade do governador, além da realização de novas eleições para o cargo. Um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira interrompeu a análise. Galloti concluiu também que o deputado estadual Rodrigo Bacellar deve perder o mandato e ficar inelegível, assim como Gabriel Lopes. Votou ainda pela aplicação de multas aos envolvidos, inclusive a Thiago Pampolha. No último dia 10, o processo voltou à pauta com o voto do ministro Antônio Carlos Ferreira, que acompanhou integralmente o entendimento da relatora. Ou seja, também concluiu pela cassação dos mandatos e aplicação de multas, além da declaração de inelegibilidade de Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Gabriel Lopes. Foi o segundo voto favorável à aplicação das penalidades. Um pedido de vista do ministro Nunes Marques, no entanto, adiou a deliberação. Agora, o caso voltou à pauta para os votos dos demais ministros. - [Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-manda-presidente-de-cpmi-explicar-emenda-a-fundacao-ligada-a-igreja/): Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja Ministro deu prazo de 5 dias para Carlos Viana esclarecer envio de R$ 3,6 milhões para braço social da Igreja Batista da Lagoinha, investigada pela CPMI do INSS e citada no Caso Master Por Gabriela Boechat | CNN Brasil 19/03/2026 22:24 Senador Carlos Viana (Podemos-MG) Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu cinco dias para que o senador Carlos Viana (Podemos-MG), atual presidente da CPMI do INSS, apresente esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na indicação de emendas parlamentares. Segundo o despacho, dois deputados apontam que Viana destinou R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis. A entidade é descrita pelos parlamentares como braço social da Igreja Batista da Lagoinha, que é alvo de apuração na CPMI do INSS. A igreja também foi citada nas investigações sobre as fraudes financeiras do Banco Master. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como pastor na instituição. Ainda de acordo com a decisão, os repasses teriam ocorrido em três momentos: em 2019, foram R$ 1,5 milhão por meio de “emenda pix” à prefeitura de Belo Horizonte, com destinação específica à Fundação Oasis; em 2023, R$ 1,47 milhão foram transferidos à unidade da fundação em Capim Branco, na região metropolitana da capital mineira; e, em 2025, houve novo repasse de R$ 650,9 mil à mesma filial. Na petição enviada ao Supremo, os deputados afirmam que a sequência de transferências indica uma “relação de financiamento habitual” com a entidade. Eles sustentam ainda que a atuação de Viana à frente da CPMI, que investiga a igreja, violaria princípios de impessoalidade e transparência que devem orientar a destinação de emendas parlamentares. Os parlamentares também citam a possibilidade de o senador usar o cargo de presidente do colegiado para “bloquear investigações” sobre a fundação. Além de solicitar as explicações de Viana, Dino também determinou que a Advocacia do Senado se manifeste no processo. A CNN tenta contato com Carlos Viana e com a Fundação Oásis. O espaço está aberto. Próxima notícia Banco MasterBelo Horizonte MGCapim Branco MGCPMIemenda parlamentarINSSPodemosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco Bahia pagou R$ 140 mi a associação controlada por Augusto Lima, que repassou R$ 101 milhões ao Master Master, de Vorcaro, pagou R$ 27,2 milhões ao Metrópoles, de Luiz Estevão Caso Master: liquidante terá acesso a seis anos de registros e comunicações de Vorcaro nos EUA Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-condena-deputados-do-pl-por-desvio-de-emendas-saiba-os-proximos-passos/): STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos Corte analisou irregularidades de repasses envolvendo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE); Câmara dos Deputados deve analisar possível perda de mandatos Por Emilly Behnke | CNN Brasil 18/02/2026 20:09 Corte analisou irregularidades de repasses envolvendo Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE); Câmara dos Deputados deve analisar possível perda de mandatos Brasília – O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou na última terça-feira (17) os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE), por desvio de emendas parlamentares. Os três terão pena inicial em regime semiaberto. A possível perda de mandato dos deputados em exercício, no entanto, caberá à Câmara dos Deputados analisar. Pelo entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF, caberá à Câmara decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício do mandato em relação aos parlamentares condenados. Sobre o caso, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que haverá um “tratamento regimental” e o plenário terá a “palavra final”. Segundo ele, uma vez concluída a análise no STF, com o devido trânsito em julgado, a Câmara deve encaminhar a possível perda de mandato para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois ao plenário. “Quando a decisão transitar em julgado, nós iremos encaminhar para a Comissão de Constituição e Justiça e depois nós levaremos o caso a plenário para que os deputados e deputadas federais possam decidir acerca desse tema garantindo amplo direito de defesa e o cumprimento regimental da decisão”, disse a jornalistas nesta quarta-feira (18). A ação analisada pelo Supremo mirou o desvio de emendas destinadas a projetos de saúde pública para o município de São José de Ribamar, no Maranhão. Os deputados teriam exigido cerca de R$ 1,6 milhão em propina do então prefeito da cidade, José Eudes, para destinar os recursos. Ele denunciou o esquema. Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin votou pela condenação dos réus por corrupção passiva, ao entender que houve solicitação de vantagem indevida em troca da destinação de verbas públicas.O voto foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Veja as penas dos deputados: Josimar Maranhãozinho (PL-MA) — 6 anos e 5 meses de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 300 dias-multa (3 salários mínimos por dia-multa) Pastor Gil (PL-MA) — 5 anos e 6 meses de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 100 dias-multa (1 salário mínimo por dia-multa). Bosco Costa (PL-SE) — 5 anos de reclusão, regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Multa em 100 dias-multa (3 salários mínimos por dia-multa). Ao todo, são oito réus no caso. Além dos integrantes do PL, também responderam ao processo Thalles Andrade Costa (único absolvido), João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPrefeitoRepublicanosSão José de Ribamar MASTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja STF condena deputados do PL por desvio de emendas; saiba os próximos passos Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça](https://politicariabrasileira.blog.br/investigados-combinaram-compra-de-jatinho-com-desvios-do-inss-diz-mendonca/): Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça Ex-presidente de associação, empresário e deputada foram alvos da operação da PF deflagrada nesta terça-feira (17) Por Leticia Martins | CNN Brasil 17/03/2026 22:30 CNN São Paulo – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal), nesta terça-feira (17), para decretar prisões preventivas e adotar medidas cautelares contra investigados de um esquema de fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), dentro da chama “Operação Sem Desconto”. Segundo o magistrado, há indícios de que alguns suspeitos combinaram de comprar um jatinho através dos desvios do INSS. A decisão diz que a advogada Cecília Rodrigues Mota enviou mensagem a Mano Barreto dizendo: “Deixa de fazer corpo mole. Vai atrás desse negócio, bora comprar um jatinho. O Natjo já vai comprar um jato. Vambora entrar na fila? Vamos ver se consegue aí o negócio, rapaz, pra gente?”. Para o ministro, o conteúdo reforça os indícios de enriquecimento incompatível com a renda declarada dos investigados e o uso de recursos de origem ilícita para aquisição de bens de alto valor.Quem são os principais alvos? Cecília Rodrigues Mota, advogada, ex-presidente da Aapen (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil). Natjo de Lima Pinheiro, empresário. Maria Gorete Pereira (MDB-CE), deputada, alvo de medidas cautelares e, além de passar a ser monitorada com uma tornozeleira eletrônica, também está proibida de manter contato, por qualquer meio, com investigados e testemunhas; frequentar sedes de entidades associativas com as quais já tenha tido relação; exercício de funções administrativas ou financeira junto a essas entidades; se ausentar do município de residência, salvo se o deslocamento for para Brasília. Associações como ‘laranjas’ A decisão aponta que Cecília e o empresário Natjo de Lima Pinheiro ocupavam posições centrais na estrutura investigada pela “Operação Sem Desconto”, que apura descontos associativos sem autorização em benefícios previdenciários. Conforme a PF, ambos controlavam associações utilizadas para viabilizar cobranças indevidas e movimentavam recursos por meio de empresas de fachada e escritórios de advocacia. “A investigação aponta que diversas associações (AAPB, CAAP, AAPEN e PROBASP), formalmente dirigidas por interpostas pessoas (“laranjas”), foram instrumentalizadas para operacionalizar os descontos ilícitos, movimentar valores expressivos e promover a ocultação e dissimulação dos recursos obtidos”, diz a decisão de Mendonça. Em abril de 2025, Cecília já havia sido alvo de apurações por movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo viagens internacionais frequentes e compras de itens de luxo incompatíveis com a renda formal declarada. A PF também investigou transferências fracionadas a pessoas próximas durante viagens ao exterior, em suspeita de lavagem de dinheiro. Prisão preventiva Na decisão desta terça-feira, Mendonça autorizou a prisão preventiva de Cecília e de Natjo, sob o argumento de que há risco de “atos recentes de ocultação patrimonial e de tentativa de subtração de bens do alcance da persecução penal, o que revelaria perigo à ordem pública e à instrução criminal”. Segundo o ministro, a investigação indica que a organização movimentou centenas de milhões de reais e atingiu milhares de beneficiários do sistema previdenciário. Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares diversas, no estado do Ceará e no Distrito Federal. Próxima notícia Deputada FederalINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição Dino manda presidente de CPMI explicar emenda à fundação ligada à igreja Investigados combinaram compra de jatinho com desvios do INSS, diz Mendonça Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019](https://politicariabrasileira.blog.br/ibaneis-tem-negocios-com-o-ecossistema-do-master-desde-pelo-menos-2019/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Governador diz que está afastado de escritório da família desde 2018, mas assinou em 2019 um contrato milionário com fundo da Reag e ligado a ex-sócio de Daniel Vorcaro Por Johanns Eller | O Globo 16/03/2026 20:09 O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) — Foto: Cristiano Mariz/O Globo O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou no exercício do mandato, em dezembro de 2019, um contrato de venda de direitos sobre R$ 4,4 milhões em honorários de precatórios do seu escritório de advocacia a um fundo administrado pela Planner, corretora à época controlada por Maurício Quadrado, que meses depois se tornaria sócio de Daniel Vorcaro. O fundo, chamado BLP PCJ VII, foi representado na negociação pelo diretor de uma empresa que ajudou a capitalizar o Banco Master com bilhões de reais e está na mira da Polícia Federal (PF). Os dados sobre os reais cotistas desse fundo não são públicos. Mas quem assina o contrato em nome do BLP PCJ VII é Artur Martins de Figueiredo, que, junto com Quadrado, é citado investigações da PF. Figueiredo também é diretor responsável pela Banvox, uma holding bastante obscura que foi acionista do Master.Na última terça-feira (10), o blog revelou que o Ibaneis Advocacia e Consultoria vendeu R$ 38 milhões em honorários de precatórios a um fundo ligado à Reag, investigada pela PF no caso Master, em maio de 2024. Além disso, na última quinta-feira, o Estadão divulgou um segundo contrato da mesma natureza, no valor de R$ 10 milhões, com um outro fundo da Reag no qual o escritório foi representado pelo próprio Ibaneis. O contrato descoberto agora é pela venda de honorários de precatórios derivados de ação movida pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho dos Estados de Rondônia e Acre (Sinjustra), que tramita na Justiça desde 2011. Nesse tipo de transação, o comprador adquire do escritório de advocacia o direito de receber os honorários, que no caso de precatórios costumam representar uma porcentagem alta do valor total do título. Na prática, trata-se de uma antecipação do pagamento, já que precatórios são de difícil recebimento. A existência dessa terceira transação sugere um modus operandi baseado no expediente de venda de honorários de precatórios como forma de fazer negócios com o ecossistema do Master.O contrato descoberto agora pela equipe do blog mostra que isso ocorre pelo menos desde o primeiro mandato. Somados os três valores que constam nos termos de cessão, já são R$ 52,9 milhões em valores repassados pelo escritório de Ibaneis, comandado por seu filho, Caio Barros. Desse total, o escritório afirma ter recebido cerca de R$ 12 milhões – o valor é bem menor porque os papéis em geral são vendidos com desconto. No universo de fundos que fizeram negócios com Ibaneis estão fundos e gestoras arroladas na Operação Compliance Zero e também na Carbono Oculto, que apura a lavagem de dinheiro de facções criminosas no mercado de combustíveis e em instituições financeiras como a Reag e a Trustee, fundada por Quadrado após deixar a Planner em 2020. A Trustee é hoje a administradora do BLP PCJ VII, segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Avalista A participação no negócio contraria a versão do governador, que na última terça alegou estar afastado do escritório e de seus negócios desde 2018, quando foi eleito pela primeira vez. O próprio governador é um dos avalistas da negociação com a Planner, pela qual o escritório administrado por seu filho, Caio Barros, cedeu os honorários ao BLP PCJ VII em 23 de dezembro de 2019. Como avalista, ele atuaria como responsável solidário pelos valores negociados caso o escritório não honrasse o compromisso com o fundo. A assinatura de Ibaneis consta no documento ao qual a equipe da coluna teve acesso, e que teve a autenticidade reconhecida no 1º Ofício de Notas e Protesto de Brasília, conhecido como Cartório JK.Também constam como avalistas uma empresa do governador, a Ibaneis Agropecuária e Administradora de Bens Patrimoniais, e outros dois sócios dele no escritório na ocasião, Marlúcio Lustosa Bonfim e Johann Homonnai Júnior. No caso do contrato com o fundo da Reag revelado pelo Estadão, o escritório alegou que a assinatura do governador foi incluída “digitalmente” por um gerente. Dessa vez, a banca de advogados não negou a participação pessoal dele no fechamento do negócio, mas não esclareceu se ele intermediou o negócio com a Planner e o fundo. Questionado pela equipe do blog, o escritório afirmou que o contrato é um “negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da Fazenda Pública e instituições financeiras, como forma de abreviar, com deságio, o recebimento de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos” (leia a íntegra ao final da reportagem).Em nota, a Planner declarou que a operação ocorreu “em conformidade com o disposto na regulamentação então vigente” e que “atuou apenas como representante legal” do BLP PCJ VII, “não tendo participado de qualquer tipo de intermediação entre as partes” (confira o inteiro teor no final do texto). Procurado por meio de sua defesa, o governador Ibaneis Rocha não se manifestou até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto. À época do negócio entre a corretora e Ibaneis, o Master ainda se chamava Máxima, e Vorcaro tinha acabado de comprar a instituição do enrolado banqueiro Saul Sabbá com autorização do Banco Central (BC). Nove meses depois, em setembro de 2020, o executivo se tornou sócio de Maurício Quadrado no banco.A parceria só foi desfeita em 2024, quando o Master já apresentava problemas de liquidez. Quadrado teve os bens bloqueados por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda fase da Compliance Zero, em janeiro. O ecossistema Master Enquanto os dois primeiros contratos do escritório de Ibaneis revelados pela imprensa estão relacionados à Reag, liquidada pelo Banco Central em janeiro passado, a negociação com o BLP PCJ VII envolve outros personagens da complexa - [Lulinha admite ao STF que teve viagem a Portugal bancada pelo Careca do INSS: ‘Relação esporádica’](https://politicariabrasileira.blog.br/lulinha-admite-ao-stf-que-teve-viagem-a-portugal-bancada-pelo-careca-do-inss-relacao-esporadica/): Lulinha admite ao STF que teve viagem a Portugal bancada pelo Careca do INSS: ‘Relação esporádica’ Defesa do filho do presidente apresentou explicações ao ministro André Mendonça e disse que não firmou relação comercial com o empresário Antônio Antunes, preso por suspeita de desvios em aposentadorias Por Aguirre Talento e Luiz Vassallo | O Estado de S.Paulo 16/03/2026 Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Foto: Paulo Giandalia / AE BRASÍLIA – A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela primeira vez que ele teve uma viagem a Portugal bancada pelo empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias. Ele negou, porém, ter firmado qualquer negócio ou recebido valores do empresário. A confissão de Lulinha havia sido antecipada pelo Estadão, mas é a primeira vez que sua defesa apresenta formalmente explicações ao ministro André Mendonça sobre sua relação com o empresário. A petição foi apresentada depois das notícias da quebra do sigilo bancário do empresário e diante do receio de que ele seja alvo de novas medidas da Polícia Federal. Lulinha diz que foi apresentado ao Careca do INSS por meio de sua amiga Roberta Luchsinger em 2024 “como um bem-sucedido empresário do mercado farmacêutico”. Lulinha afirma que não tinha conhecimento, na ocasião, da atuação dele junto ao INSS. “Era com esse ANTÔNIO CAMILO, suposto empresário de sucesso da área farmacêutica e parceiro comercial de sua amiga, que o peticionário teve relação esporádica e de natureza social. FÁBIO LUÍS jamais firmou qualquer tipo de relação comercial com ANTÔNIO CAMILO, tampouco tinha conhecimento sobre fraudes no INSS ou outras ilegalidades”, afirmou a defesa ao STF. Na petição, Lulinha diz que teve interesse quando o Careca do INSS lhe contou sobre um projeto comercial de produção de canabidiol medicinal, porque tem uma sobrinha que faz tratamento médico com a substância e enfrentou dificuldades com a qualidade e disponibilidade dos medicamentos. “Nessa mesma conversa, ANTÔNIO CAMILO contou que iria a Portugal para conhecer a produção dos medicamentos e convidou o peticionário a acompanhá-lo sem qualquer compromisso. O convite foi aceito e ANTÔNIO CAMILO levou FÁBIO à Portugal em novembro de 2024, arcando com os custos da viagem. FÁBIO LUÍS acompanhou a visita a possíveis fornecedores e propriedades e essa foi toda a extensão da relação do peticionário com o projeto. Ele não participou de negociações, não investiu trabalho ou valores e tampouco recebeu convite para associação, participação ou compra de cotas”, diz a petição. A defesa também afirma que, se tivesse firmado algum negócio sobre esse tema com o Careca do INSS, o fato não constituiria crime. “Entendia estar acompanhando um bem-sucedido empresário da área farmacêutica, em uma viagem para conhecer um projeto supostamente legítimo. Assim como todos à sua volta, FÁBIO entendia o projeto como lícito e conhecia apenas a figura do ‘empresário de sucesso ANTÔNIO CAMILO’. Essa imagem pública somente veio a se alterar muitos meses após a viagem a Portugal, com a deflagração da Operação Sem Desconto em 23/4/2025, quando foi amplamente publicizada a possível relação de ANTÔNIO CAMILO com as fraudes do INSS”, afirmou a defesa. 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Processo pode levar à demissão do cargo de escrivão da corporação. Ele está afastado das funções desde fevereiro. Por Lígia Vieira | TV Globo 16/03/2026 Foto de Arquivo: o deputado Eduardo Bolsonaro conversa com a Reuters sobre seus esforços para pressionar o Brasil a suspender o julgamento de seu pai, o ex-presidente brasileiro de direita Jair Bolsonaro, em Washington, D.C., EUA, em 14 de agosto de 2025 — Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak/File Photo Brasília – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi formalmente citado nesta segunda-feira (16) no processo administrativo aberto pela Polícia Federal que apura possível abandono do cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ). Com a citação formal, passam a correr os prazos do processo administrativo, incluindo o período de 15 dias para que Eduardo apresente sua defesa à comissão responsável pela apuração. A citação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (16), salientando que Eduardo está em “lugar incerto e não sabido”. O ex-deputado é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas do ex-deputado, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O PAD pode levar à demissão do servidor. Eduardo está afastado do cargo desde fevereiro, em portaria assinada assinada pelo corregedor regional da PF no estado. Decisão também determinou que o escrivão entregasse a carteira funcional e a arma de fogo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Brasil alegando que está sendo perseguido pela Justiça. Eduardo Bolsonaro é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras. Eduardo está morando nos EUA Segundo a portaria da Corregedoria da PF no RJ, o processo administrativo vai apurar a responsabilidade de Eduardo por ter, supostamente, se ausentado ao serviço de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos após a perda do mandato de deputado em 18 de dezembro de 2025. Com o fim do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo na corporação, do qual estava afastado para ser deputado federal. A volta ao cargo não aconteceu e essa situação pode configurar o abandono do cargo pelo servidor público. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Polícia e MP investigam contratos de R$ 200 milhões do governo do RJ com empresa criada três meses antes](https://politicariabrasileira.blog.br/policia-e-mp-investigam-contratos-de-r-200-milhoes-do-governo-do-rj-com-empresa-criada-tres-meses-antes/): Polícia e MP investigam contratos de R$ 200 milhões do governo do RJ com empresa criada três meses antes Uma pessoa que autorizou a licitação, logo depois, se tornou funcionária da empresa. Deputado federal Marcelo Queiroz e subsecretária Camila Costa da Silva aparecem entre os investigados. Por Gabriel Barreira, Márcio Falcão e André Coelho Costa | RJ2 14/03/2026 Polícia e MP investigam contratos de R$ 200 milhões do governo do RJ com empresa criada três meses antes A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio investigam contratos firmados entre o governo do estado e a empresa Consuvet, que foi criada apenas três meses antes dos acordos milionários. A soma dos contratos chega a R$ 200 milhões. De acordo com a investigação, o serviço era de castração de animais, mas há indícios de irregularidades, como superfaturamento, corrupção, fraude à licitação, além de outros crimes. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra a subsecretária de Proteção e Bem-estar Animal e responsável pelos contratos, aditivos e fiscalizações do programa RJPet, Camila Costa da Silva, a polícia encontrou o celular dela na casa da companheira do deputado federal Marcelo Queiroz, que na época dos contratos era secretário da Agricultura do estado. Marcelo Queiroz foi ainda candidato a prefeito do Rio. A investigação aponta que a empresa Consuvet recebeu R$ 35,5 milhões da pasta para esterilização de cães e gatos. As autoridades afirmam que o pagamento foi feito de forma descontrolada: sem identificar os animais e os tutores. Investigação A polícia aponta Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura – a mesma que era liderada por Marcelo Queiroz. Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet. Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades: incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023. Os outros sócios da empresa, Luiz Mariano Rodrigues Jatobá e Rodrigo Figueiro Loureiro Teixeira, também movimentaram altas quantias e são investigados. As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço tem a data de 17 meses antes da firma ser criada. E só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Reação de subsecretária levou até deputado federal A polícia chegou ao nome do deputado federal Marcelo Queiroz depois de cumprir um mandado de busca e apreensão na casa da subsecretária Camila, em dezembro de 2024. Camila teve o celular apreendido e foi questionada se possuía algum outro aparelho. Ela disse que, três dias antes da operação, um celular antigo tinha quebrado e que ela jogou o aparelho velho fora. A polícia acabou descobrindo que o telefone estava funcionando e havia sido usado no dia anterior. O aparelho estava na casa da companheira do deputado. Como o parlamentar tem foro privilegiado, a Polícia Civil e o Ministério Público solicitaram que o caso fosse para o Supremo Tribunal Federal. Essa semana a Justiça do Rio declinou a competência e remeteu o processo para o STF, onde será analisado. O que dizem os citados A Secretaria Estadual de Saúde, onde o programa RJPet está lotado, disse que a Consuvet não presta serviços desde abril de 2024. O deputado Marcelo Queiroz declarou que lamenta o vazamento de um procedimento sigiloso no qual seu nome é mencionado com base em ilações e conjecturas, sem nenhum respaldo em fatos e provas. Disse ainda que todos os contratos durante a gestão dele foram assinados a partir de pregões eletrônicos. A defesa da subsecretária Camila Costa disse que os pagamentos para a empresa foram suspensos até os esclarecimentos dos fatos e que Camila continua à disposição da Justiça para prestar todas as informações necessárias. A TV Globo não teve resposta da Consuvet nem dos outros citados na reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMP-RJPolícia CivilSTF Supremo Tribunal Federal Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais 12/05/2026 Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-gastou-r-10-milhoes-em-viagem-com-iate-de-luxo-no-mediterraneo-video/): Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo (VIDEO) Imagens registradas por promotor de eventos do banqueiro mostram embarcação e clube de alto padrão em Saint-Tropez, na França Procurada, assessoria de imprensa não respondeu até a publicação deste texto; documentos da investigação detalham gastos Por Alexa Salomão, Joana Cunha e Dani Braga | Folha de S.Paulo 08/03/2026 Cenas de viagem na região do Mediterrâneo, registradas em vídeo pelo promotor de eventos Diogo Batista; o então banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, desembolsou R$ 11,5 milhões pelo passeio completo que passou pela França São Paulo – Superiates, DJs internacionais, praias paradisíacas na Europa, modelos estrangeiras e gente famosa, incluindo jogadores de futebol. É esse tipo de festa que o promotor de eventos Diogo Batista organiza. Conhecido como “concierge dos VIPs”, Batista cuida de viagens a destinos exclusivos e também prepara, sob medida, encontros reservados com atendimento sofisticado. Entre seus clientes estava Daniel Vorcaro, o controlador do Banco Master, preso pela segunda vez na quarta-feira (4) e investigado por fraudes financeiras e intimidação a pessoas. O ex-banqueiro, como mostrou a Folha, tinha nos luxuosos eventos um dos pilares de sua estratégia para estreitar relações com políticos e altas autoridades. Segundo duas pessoas próximas ao Master, Batista cuidou de várias dessas festas, regadas a bebidas e comidas caras, além da presença de mulheres jovens e bonitas. Um vídeo que circula na internet desde novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Master, mostra o tipo de serviço oferecido por Batista. O promotor de eventos se grava com a companheira de viagem, uma mulher que a Folha identificou como sendo uma modelo natural da Sérvia. As imagens retratam um roteiro de luxo, com passagens pelo superiate Mad Summer, e pelo suntuoso clube francês Verde Beach, em Saint-Tropez, na costa francesa do mar Mediterrâneo — e ilustram bem o padrão de vida e de gastos do ex-banqueiro. Vorcaro não aparece nas imagens, mas documentos de investigações da Polícia Federal sobre o Master, aos quais a Folha teve acesso, detalham que, para esta viagem à França, em agosto de 2022, ele pagou € 1,88 milhão — cerca de R$ 10,7 milhões com o câmbio do período. Apenas a locação do barco, entre os dias 21 e 25 daquele mês, custou cerca € 1,7 milhão — R$ 9,7 milhões. Para animar o cruzeiro, Vorcaro bancou uma infraestrutura de festas, incluindo equipamentos de iluminação e som, cachês e translado de artistas, ao custo de € 78 mil, quase R$ 480 mil. O grupo incluía o DJ e produtor musical francês Saint Lanvain, uma referência na cena internacional da música eletrônica. Um executivo que prefere não ter o nome citado repassou o vídeo da viagem à Folha. As imagens, segundo ele, estavam circulando nas redes sociais depois terem sido originalmente postadas no Market Live, serviço de assinatura de notícias e análises do mercado financeiro via WhatsApp, pelo sócio desse canal, Luiz Guilherme Atalla Camasmie. Procurado, esse empresário confirmou a postagem. “O vídeo é uma viagem de Vorcaro no verão europeu, e Batista está lá porque era o promoter oficial do Banco Master”, afirmou na entrevista à Folha. Camasmie disse ainda que extraiu o vídeo da página de Batista, no Instagram, e o divulgou no canal quando ocorreu a liquidação do Master, em novembro do ano passado, para mostrar como eram os eventos do banco. Na Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, republicou o vídeo. Depois, a pedidos de amigos de Batista, retirou. Camasmie e Master são opositores declarados. O empresário apresentou notícia-crime pedindo investigação de um ataque hacker que seu canal de notícias sofreu após publicar várias críticas ao banco de Vorcaro, como indício de gestão temerária. “Faz um ano que eu já falava que o banco era a maior fraude, e fui atacado via hacker. Destruíam o grupo. Derrubaram um monte de coisas”, diz ele. O Master, por sua vez, fez notícia-crime de difamação contra Camasmie por causa dessas divulgações. Com o avanço das investigações contra o banco, o empresário pediu o arquivamento desse inquérito. Na terceira fase da Operação Compliance Zero, na quarta (4), surgiu a indicação de que Vorcaro mantinha uma estrutura para hackear e derrubar atividades digitais. Vorcaro costumava passear pela Europa no verão. Em 2024 e 2025, trajetos de jatinho do banqueiro apontam passagens por Riviera Francesa, Sardenha, na Itália, e Ilhas Baleares Ibiza e Maiorca, na Espanha, todas regiões conhecidas pelas praias paradisíacas e a vida noturna badalada. Em julho do ano passado, ele foi flagrado em outro clube praiano de Saint-Tropez, o Casa Amor. Trechos do vídeo circularam pelos celulares de executivos do setor financeiro. A pergunta que todos se faziam era como Vorcaro mantinha aquele padrão de vida enquanto o banco vivia uma crise. Àquela altura, ativos do Master estavam à venda, e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) injetava recursos na instituição para prover liquidez. De maio a outubro de 2025, a assistência financeira ao Master somou R$ 4,3 bilhões. A Folha identificou que o vídeo de Batista não foi produzido por inteligência artificial. Procurou a sua publicação na rede social de Batista, que é aberta, mas não o localizou. No entanto, encontrou fotos em que Batista e a modelo loira aparecem juntos nas páginas das redes sociais de ambos, postadas em diferentes datas, no mesmo verão europeu de 2022. Procurada, a assessoria de imprensa de Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. CELULAR NA AGENDA DE VORCARO Batista é sócio da Tdx Marketing Entertainment. Além de organizar vários eventos de Vorcaro, cuidou também do contato com modelos e influencers para as festas do Master até 2024, quando teve um desentendimento com Vorcaro e foi colocado em segundo plano. Pessoas próximas ao banco contam que parte de suas funções, então, foi assumida por uma “sugar baby”, termo para mulher que prefere relacionamento com homem mais velho provedor. Segundo pessoas próximas ao banco, seria Karolina Trainotti — a mesma que recebeu um apartamento de quase R$ 4,4 milhões em São Paulo. O imóvel foi doado a ela, em 2024, pela Super Empreendimentos, empresa investigada pela PF (Polícia Federal) por possível ocultação de bens e lavagem de dinheiro ligados a Vorcaro. A reportagem apurou que os números de telefone de - [CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026](https://politicariabrasileira.blog.br/cmn-autoriza-garantia-da-uniao-a-novo-emprestimo-de-ate-r-8-bi-dos-correios-em-2026/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha No ano passado, Tesouro já havia dado garantia a empréstimo de R$ 12 bi tomado pela estatal com um consórcio de bancos Por Cícero Cotrim (Broadcast) | O Estado de S.Paulo 26/02/2026 20:09 No ano passado, Tesouro já havia dado garantia a empréstimo de R$ 12 bi tomado pela estatal com um consórcio de bancos Foto: Hélvio Romero/Estadão BRASÍLIA – O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o governo federal a garantir operações de crédito de até R$ 8 bilhões para os Correios este ano. A medida passou a constar no limite global de novas operações garantidas, a partir de uma resolução publicada pelo colegiado nesta quinta-feira, 26.Na prática, a resolução 5.282 acrescentou os R$ 8 bilhões destinados aos Correios ao limite global de 2026. O volume total autorizado para operações do setor público este ano, com e sem garantia da União, passou de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões – uma diferença de exatamente R$ 8 bilhões.No ano passado, o Tesouro Nacional já havia dado garantia a um empréstimo de R$ 12 bilhões tomado pelos Correios com um consórcio de bancos.A estatal precisava de R$ 20 bilhões no total, mas acabou fazendo uma operação menor. O montante autorizado para 2026 completa o volume total de recursos que era considerado necessário.Segundo projeção do Ministério da Fazenda, os Correios devem fechar 2026 com um déficit primário de R$ 9,1 bilhões. No ano passado, até setembro, a empresa tinha um prejuízo de mais de R$ 6 bilhões. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação](https://politicariabrasileira.blog.br/correios-projetam-prejuizo-de-r-91-bilhoes-em-2026-apesar-de-plano-de-reestruturacao/): Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Se confirmado, rombo será maior que o previsto para 2025, apesar do programa de reestruturação anunciado pela estatal Por Márcio Juliboni | Veja 12/02/2026 20:09 TIRO NO PÉ Lula: presidente cancelou privatização dos Correios e, agora, lida com rombo bilionário (Ricardo Stuckert) Os Correios devem apresentar um prejuízo de 9,1 bilhões de reais em 2026, segundo estimativas de sua diretoria. A informação foi antecipada pelo portal de notícias G1. Se confirmado, o valor será maior que as perdas de 5,8 bilhões com que a estatal deve encerrar 2025. O rombo do ano passado poderia ser ainda maior, se a companhia não tivesse adiado o pagamento de algumas obrigações. O aumento dos prejuízos previsto pela cúpula dos Correios para 2026 indica a pouca eficácia do plano de reestruturação apresentado em meados de outubro e detalhado em dezembro. Nas duas ocasiões, a empresa se comprometeu a cortar despesas, diversificar receitas e recuperar a capacidade financeira para quitar dívidas. Em dezembro, quando as medidas foram consolidadas em um plano de ações que se estende até 2027, os Correios se comprometeram a gerar uma economia anual de 7,4 bilhões de reais. Os cortes de gastos com 15 000 funcionários e o fechamento de 1 000 agências responderiam por 4,2 bilhões de reais desse montante. Já o aumento de receitas aportaria mais 3,2 bilhões.Retirada do programa de privatização pelo presidente Lula logo após o início de seu terceiro mandato, os Correios se tornaram uma das maiores dores de cabeça do Palácio do Planalto e símbolo da ineficiência estatal. Além de mudanças estruturais em seu mercado com o aumento da concorrência de empresas privadas de entrega e a redução no volume de correspondências em tempos de adoção em massa de meios eletrônicos de comunicação, como os e-mails e o whatsapp, os Correios também sofrem com a ingerência política e decisões que comprometeram sua saúde financeira.Em novembro de 2024, por exemplo, a estatal concordou em injetar 7,6 bilhões de reais no Postalis, o fundo de previdência dos seus funcionários. A quantia cobre metade dos 15 bilhões de reais das perdas reportadas pelo fundo. A quantia remonta aos prejuízos sofridos pelo Postalis com investimentos realizados de 2011 a 2016, quando Dilma Rousseff presidia o Brasil. As perdas somavam 4,7 bilhões de reais e, corrigidas ao longo dos anos, se transformaram em uma bola de neve.Para cobrir o rombo operacional e o aporte no Postalis, os Correios chegaram a negociar no fim do ano passado um empréstimo de 20 bilhões de reais com um consórcio de bancos. A operação, contudo, foi vetada pelo Tesouro Nacional, que entraria como fiador, por considerá-la cara demais – equivalente a 136% do CDI, o que corresponde a cerca de 20% ao ano. Nos últimos dias de dezembro, a companhia conseguiu fechar um empréstimo de 12 bilhões com o pool de bancos. Relatório sigiloso enviado aos EUA Próxima notícia CorreiosPostalisPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresTesouro Nacional Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019 CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026 Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Expansão do Comando Vermelho em Paraty afeta moradores, comércio e pontos turísticos](https://politicariabrasileira.blog.br/expansao-do-comando-vermelho-em-paraty-afeta-moradores-comercio-e-pontos-turisticos/): Expansão do Comando Vermelho em Paraty afeta moradores, comércio e pontos turísticos Agora estabilizada na cidade, facção ampliou a exploração das atividades econômicas nos bairros, assim como acontece na capital Por Bruna Martins | O Globo 09/02/2026 Pichação em alusão ao Comando Vermelho em Paraty — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo Rio de Janeiro – A tarde chuvosa no dia 23 de janeiro manteve vazia a Praça da Paz, em Paraty, na região da Costa Verde. O local abriga a primeira pista de skate da cidade, inaugurada em 2016, um parquinho e uma quadra de futebol cercada por alambrado. Apenas urubus estavam presentes no local, onde a grama alta completava o cenário de abandono. Segundo moradores mais antigos, a praça está cada vez mais distante da paz citada no nome. Ao redor dela, o tráfico de drogas se expande há mais de 15 anos em dois bairros caiçaras, expostos à violência e à marginalização do município considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. Distantes 13 minutos a pé do Centro Histórico de Paraty, as comunidades da Ilha das Cobras e Mangueira, também vizinhas do aeroporto, são separadas apenas pela Rua Central — entre os moradores, a referência dela é uma tenda de açaí, montada em frente à praça. Ambas começaram a ser invadidas por facções entre 2010 e 2011, período em que as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) eram implementadas em favelas da capital fluminense dominadas pelo tráfico. Nesse período, o Comando Vermelho atuava na Ilha, enquanto o Terceiro Comando Puro ocupava a Mangueira. Os confrontos entre esses grupos eram rotina, como conta Alice (nome fictício), caiçara da Mangueira. Ela diz ter perdido ao menos 20 amigos nessa época, todos entre 13 e 18 anos, envolvidos com uma das facções. Um dos mais novos, segundo ela, foi morto num mercado do bairro. Dias antes, ele havia confidenciado o desejo de deixar o crime, mas ainda não tinha dinheiro suficiente para isso, principalmente porque precisaria abandonar a cidade sozinho. — Minha casa vivia cheia de amigos. Ela foi se esvaziando, não sobrou ninguém. As pessoas acham que Paraty se resume ao Centro Histórico, às praias e ilhas, mas ninguém sabe o que acontece do outro lado. Quando você chega à praça (da Paz), percebe que o clima muda. Existe um silêncio, um vazio, é muito triste. Eu guardo um monte de histórias desse lugar, acompanhei a mudança, vi muita gente morrer. Já fiquei presa em tiroteio enquanto ia para a escola, encontrei gente morta pelo chão — afirma a jovem.Em 2021, o Comando Vermelho tomou o controle da Mangueira com o assassinato de chefes da facção rival. A mudança na gestão gerou uma série de expulsões de moradores, incluindo Alice e sua família. Há três anos, eles foram obrigados a deixar a casa onde moravam, além de terem perdido um pequeno comércio que mantinham por lá. — Eles chegaram armados, nos deram 24 horas para ir embora. Saímos com a roupa do corpo e nossos cachorros. Foi muito duro. Imagina deixar a casa que você lutou a vida toda para construir. A gente não pode mais voltar, mas, mesmo que pudéssemos, não voltaríamos, não sabemos o que pode acontecer. Mas é meu bairro, é onde eu nasci, fiz amigos. A tristeza maior é saber que não precisava ter chegado a esse ponto. Não há políticas públicas voltadas para nós. É só esquecimento — completa.As expulsões continuam a acontecer na cidade, que já é majoritariamente dominada pelo Comando Vermelho. A 167ª DP investiga uma que aconteceu no final do ano passado, no Morro do Ditão, localizado na Rodovia Rio-Santos e distante cerca de 8 quilômetros do centro de Paraty. Traficantes ameaçaram a moradora da casa com uma arma, acusando-a de ser informante. Também morador da Mangueira, Jorge (nome fictício) relata que o bairro piorou muito nos últimos anos, principalmente pelo aumento da venda de drogas nas ruas internas. Ele descreve os traficantes reforçando que a maioria é adolescente — no ano passado, 48 menores foram apreendidos em flagrante na cidade; em 2024, foram 28, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Preocupado com essa situação, ele decidiu mandar os filhos para outro estado. — Está muito ruim morar aqui. O tráfico está tomando tudo. Eu até evito passar por algumas ruas, e olha que eu conheço todo mundo. Canso de ver carro de bacana entrando aqui, tudo para o pessoal comprar droga. Gastam R$ 500, R$ 600 de uma vez só. Estava com medo de que meus filhos se envolvessem ou que acontecesse alguma coisa contra eles. Achei melhor mandá-los para outro estado, onde também tenho família — explica.Sob anonimato, um policial civil da região explica que o Comando Vermelho, agora estabilizado em Paraty, ampliou a exploração das atividades econômicas nos bairros, assim como acontece na capital. A presença dessa facção também afeta o funcionamento de serviços básicos de algumas localidades, como no Condado, distante cerca de cinco quilômetros do Centro. Um professor da rede pública comenta que, nessa comunidade, ônibus municipais já não acessam mais o interior, mantendo circulação apenas na rua principal. Recentemente, a atuação dessa facção ultrapassou as comunidades e chegou a áreas turísticas da Praia do Sono e Trindade, conhecidas pela cultura “hippie”. Notícias locais dão conta de que traficantes estariam extorquindo barqueiros e donos de estacionamento, além de cobrar indevidamente turistas por acesso aos locais. A situação foi resolvida pelos próprios caiçaras, que se impuseram aos criminosos, com quem tinham parentesco.Na 167ª DP, há ao menos seis investigações sobre a exploração territorial do Comando Vermelho na região. No entanto, agentes expõem dificuldades para concluí-las, principalmente pela falta de depoimentos. Os crimes já registrados envolvem as localidades de Paraty-Mirim — onde traficantes estariam cobrando percentual na venda de terrenos e imóveis —, Costeira, Ponta Negra, Praia de Cajaíba, Juatinga e Calhau. Há também suspeita de extorsão a empresas de turismo no Cais de Paraty, de onde partem escunas de passeio. Já no Centro Histórico, marco turístico, ainda não há denúncias. A exposição desses crimes motivou uma reunião pública - [Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/para-cobrir-rombo-correios-vendem-imoveis-e-preveem-arrecadar-r-2-bilhoes/): Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões Estatal planeja realizar novos leilões ainda em fevereiro; lista de propriedades ainda está em elaboração Por Larissa Rodrigues e Vitória Queiroz | CNN Brasil 06/02/2026 20:09 CNN Os Correios já começaram a vender parte dos imóveis de seu patrimônio como parte do seu plano de reestruturação financeira. Segundo apurou o CNN Money, a lista de propriedades ainda está em elaboração. Contudo, ao menos 50 imóveis sem uso operacional já foram alienados. Com a venda desses ativos, a estatal estima gerar cerca de R$ 2 bilhões em receitas extraordinárias. Há novos leilões previstos para os dias 12 e 26 de fevereiro. No fim do ano passado, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para estancar a crise de caixa. Os recursos serão aplicados na recuperação da sustentabilidade financeira, na modernização operacional e no reposicionamento competitivo da estatal. O plano de reestruturação dos Correios também reabriu o Programa de Demissão Voluntária, com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028, contribuindo para a redução da rigidez da estrutura de custos da empresa. Além disso, os Correios também reequilibraram o plano de saúde de seus funcionários e estão renegociando os seus passivos judiciais. Somadas, essas iniciativas devem resultar em uma redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028 Na frente de crescimento, os Correios preveem investimentos de R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, que devem ser destinados à automação de centros de tratamento, renovação e descarbonização da frota, modernização da infraestrutura de TI e redesenho da malha logística. Próxima notícia Correios Caiado deixa Goiás com 10 parentes no governo e supersalários pagos pelo estado 13/04/2026 Flávio usa vídeo de fome da época do governo Bolsonaro para atacar Lula (VIDEO) 12/04/2026 Caiado alterou lei para favorecer Master em crédito consignado a servidores após reunião com diretor do banco 12/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Ibaneis tem negócios com o ecossistema do Master desde pelo menos 2019 CMN autoriza garantia da União a novo empréstimo de até R$ 8 bi dos Correios em 2026 Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, apesar de plano de reestruturação Para cobrir rombo, Correios vendem imóveis e preveem arrecadar R$ 2 bilhões Notícia não encontrada Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/cine-trancoso-os-videos-toxicos-de-vorcaro/): ‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro Há gravações de algumas das festas de arromba ocorridas na “casa de verão” do ex-dono do Banco Master no sul da Bahia. Imagens foram captadas por um circuito interno de TV Por Reserva Exclusiva 22/01/2026 ‘Cine Trancoso’: os vídeos tóxicos de Vorcaro Um dos operadores dos fundos administrados pela REAG DTVM, liquidada pelo Banco Central no dia 15 de janeiro desse ano, assegurou à coluna que existem vídeos documentando as festas privadas dadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro na confortável casa de veraneio que ele mantinha em Trancoso, praia do sul da Bahia. Altas autoridades dos Três Poderes da República foram a essas festas. Do Poder Executivo, no atual governo, ninguém protagoniza as fitas. Integrantes do ministério de Jair Bolsonaro, no governo passado, sim. À farta. Eram farrinhas privê reunindo homens e mulheres do mercado financeiro, da política e do meio jurídico. A fonte da Reserva Exclusiva chegou a ser convidada para ir para algumas dessas festinhas, mas nunca aceitou. Porém, assistiu a uma edição picante – e preocupante – dessas imagens numa reunião do board da distribuidora de títulos e valores mobiliários. O vídeo era estrelado por um “pica das galáxias” do Poder Judiciário. Foi assim, “pica das galáxias”, que um dos principais executivos da REAG classificou o personagem quando o tema terminou sendo abordado na mesa de trabalhos da operadora agora em liquidação pelo Banco Central. O vídeo estava arquivado no celular de Daniel Vorcaro, à época banqueiro e ainda controlador do Master. Hoje, Vorcaro é ex-banqueiro, o Master não é mais banco, a REAG está em liquidação e o celular está retido pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal sob custódia do Supremo Tribunal Federal. Quem ia às festas privê na casa de Trancoso do ex-banqueiro se via obrigado a deixar o celular desligado e nas mãos de alguém da área de segurança durante os convescotes. Em algumas das farras havia até detectores de metal nas entradas dos salões. Contudo, Vorcaro possuía um circuito interno de câmeras. Eram discretamente dispostas, mas eficazes. Havia pontos de captação de imagens em todos os cômodos – para “segurança pessoal”, claro, como era a alegação. As assessorias jurídica e de imprensa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do liquidado Master foram informadas pela Liberta que a Reserva Exclusiva publicaria nota dando conta da existência desses vídeos editados. Preferiram não se pronunciar sobre o tema sem fazer ressalva alguma à publicação. O conteúdo das produções audiovisuais do “Cine Trancoso” tem potencial para causar rebuliço tão grande na vida nacional quanto a sólida trajetória de “O Agente Secreto” nos festivais de Cannes, no Globo de Ouro e, em breve, no Oscar. E isso tudo sem Lei Rouanet e sem submissão aos editais da Ancine. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTrancoso BA Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR 26/05/2026 Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão 26/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Perfil do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal e atual relator no caso do Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/perfil-do-ministro-do-tcu-jhonatan-de-jesus-ex-deputado-federal-e-atual-relator-no-caso-do-banco-master/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Jhonatan de Jesus é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) desde março de 2023. Médico de formação, ele exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal pelo Republicanos (2011–2023). Por Luiz Maia 08/01/2026 Tribunal de Contas da União dá posse ao novo Ministro Jhonatan de Jesus | Reprodução Jhonatan de Jesus é filho de Mecias de Jesus, atual senador do Republicanos por Roraima e influente liderança política no estado. Eleito pela primeira vez aos 27 anos, Jhonatan destacou-se como o parlamentar mais votado de Roraima nas eleições de 2022. Sua carreira foi marcada por uma ascensão rápida dentro do “Centrão”. Durante seu tempo na Câmara dos Deputados, foi um aliado próximo de Arthur Lira, o que facilitou sua articulação para a indicação ao TCU. Sua escolha para o TCU ocorreu em uma disputa interna na Câmara, onde derrotou candidatos de outros blocos e foi aprovado com ampla maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Sua nomeação permitiu que ele permaneça no cargo até 2059, quando completará 75 anos. Controvérsias e Escândalos Jhonatan de Jesus tem sido alvo de críticas e dossiês que questionam sua “reputação ilibada” para o cargo, critério exigido para ministros do TCU. Ao longo de sua vida pública, Jhonatan de Jesus enfrentou escrutínio jurídico e político.  Seu nome foi associado a investigações de desvios na Secretaria de Saúde de Roraima (Sesau), tema que gerou críticas durante sua sabatina para o TCU. Antes de sua eleição para o TCU, circulou um dossiê listando supostas investigações de corrupção e questionando sua “reputação ilibada”, requisito constitucional para o cargo. Políticos e entidades apontaram Jhonatan de Jesus como um dos responsáveis políticos pela negligência que levou à crise humanitária nas terras Yanomami em Roraima. Durante seu mandato como deputado federal, Jhonatan de Jesus foi alvo de inquéritos que, em sua maioria, não resultaram em denúncias aceitas ou condenações. Há investigações em curso no STF sobre o uso de emendas do orçamento secreto e recursos destinados a municípios de Roraima, sua base eleitoral. O mais novo escândalo envolve emendas parlamentares enviadas pelo então deputado por Roraima Jhonatan de Jesus, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e pelo pai dele, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), que deveriam ser usadas para a construção de 300 casas populares. A promessa era deixar o conjunto pronto no final de 2024. Hoje, só uma casa saiu do papel e ninguém mora nela. O imóvel já tem sinais de abandono e deterioração, enquanto a área onde deveriam estar as outras 299 não tem nem fundação. Em vez de um canteiro de obras, o terreno está tomado por mato.  Embora não configure um processo criminal individual direto até o momento, sua trajetória é frequentemente ligada a processos que investigam a exploração ilegal de garimpo em terras indígenas, devido ao histórico político de seu pai, o senador Mecias de Jesus. Não há, até esta data, nenhuma sentença que torne Jhonatan inelegível ou o afaste do cargo. O maior risco jurídico atual é a possível anulação de suas decisões no caso Banco Master pelo próprio plenário do TCU ou pelo STF, caso se comprove desvio de finalidade. Em abril de 2025, uma BMW em nome da esposa do ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, foi apreendida com o “Careca do INSS”. Carro de luxo estava guardado em garagem e consta na relação de veículos confiscados. A apreensão da BMW X1 branca foi no Lago Sul de Brasília, em 23 de abril, ainda na primeira fase da operação que apura fraudes bilionárias no INSS.  Sua esposa também foi denunciada como funcionária fantasma da Câmara dos Deputados, no gabinete do deputado federal Gabriel Mota (Republicanos-RR) . Texto criado com ajuda de Inteligência Artificial Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Memórias apagadas: ao menos 40 imóveis do Rio perdem proteção e vão abaixo](https://politicariabrasileira.blog.br/memorias-apagadas-ao-menos-40-imoveis-do-rio-perdem-protecao-e-vao-abaixo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Propriedades foram destombadas, mais da metade delas por decisões judiciais Por Luiz Ernesto Magalhães | O Globo 30/11/2025 Casa na Esquina da Avenida Epitácio Pessoa com Rua Joana Angélica, na Lagoa — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo Rio de Janeiro – Eles já foram considerados símbolos da história dos bairros do Rio, mas por várias razões deixaram os registros dos órgãos de preservação e ficaram apenas na memória afetiva da população. Pelo menos 40 imóveis da cidade perderam a proteção contra demolições ou alterações de suas características originais nos últimos 25 anos. Esses bens foram destombados ou desprotegidos — quando podem ser reformados mantendo a fachada original — seja por decisões judiciais, leis ou decretos. O levantamento foi feito pelo GLOBO junto aos órgãos de preservação da União, do estado e do município, além do Tribunal de Justiça do Rio, do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa do Rio. Na Justiça, foram 21 casos no período. Desses, 13 em Ipanema, quatro no Leblon e quatro na Tijuca. Na Zona Sul, o que provocou a maioria das retiradas da proteção foi a forma como que tramitaram dois decretos editados pelo ex-prefeito Cesar Maia que criaram as APACs do Leblon (2001) e de Ipanema (2003), declaradas parcialmente inconstitucionais pelo STF. A corte entendeu que a prefeitura podia criar áreas de preservação urbanística, mas excluiu os anexos que listavam bens tombados e preservados porque os moradores não foram ouvidos sobre essa intenção. Outras ações se basearam nessa jurisprudência. Procurado pelo GLOBO, o ex-prefeito não comentou. Casa demolida Um desses imóveis começou a ser demolido semana passada: a casa na Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Joana Angélica, na Lagoa, que era tombada. Isso depois de uma briga na Justiça dos proprietários com a prefeitura que levou 18 anos. Neste caso, uma perícia anexada ao processo apresentou a tese de que a construção não tinha valor histórico para o bairro. O rol de excluídos por decisão judicial tem ainda quatro imóveis que foram declarados preservados pelo decreto da APAC de Ipanema. Localizados na Rua Almirante Saddock de Sá, eram conhecidos como as “casas assombradas”, pelo péssimo estado de conservação. Nos terrenos onde estavam três delas, vai ser erguido um condomínio como contrapartida por investimentos no retrofit e na construção de residenciais na área do Reviver Centro. O bônus urbanístico de lá veio da primeira licença emitida pela prefeitura dentro do programa — um prédio com 119 apartamentos na Rua do Acre. — As casas da Saddock de Sá pertenciam a duas famílias que se beneficiaram da decisão do STF. Elas estavam em péssimo estado, sem condições de recuperação. A vizinhança aprovou o novo destino dos terrenos — diz o dono da Engeziler, Alberto Zilberman. Victor Trulli, diretor da Administradora Nacional, especializada na gestão de imóveis, avalia os destombamentos pelo ponto de vista dos investidores: — Entendo que tombamentos podem ser benéficos. Mas é preciso ter segurança jurídica dos benefícios que esse tipo de recurso trará a longo prazo, não apenas de imediato. Há imóveis importantes e muitos são mantidos e se integram a novos projetos, inclusive na Zona Sul. Se não há lei específica, é possível desproteger imóveis por decreto, alegando o interesse público em prol do desenvolvimento da cidade. Só este ano, o prefeito Eduardo Paes destombou três. O mais recente, em outubro, foi a sede da Associação Atlética Light (Grajaú), que estava fechada desde julho. O imóvel foi vendido para a construtora Cyrela, que deu entrada na prefeitura em um pedido de licenciamento de um condomínio residencial. Curiosamente, foi o próprio Paes quem havia decretado o tombamento do imóvel em 2016, com o argumento de que era espaço importante para atividades esportivas da comunidade. Os outros foram a sede da empresa Sotreq, projeto modernista do escritório dos Irmãos Roberto na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, e a antiga sede da distribuidora Ipiranga, na Rua Francisco Eugênio, onde está em construção o primeiro residencial do programa Porto Maravilha em São Cristóvão. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante, que analisou os processos, explicou as opções pelos destombamentos: — As atividades no clube já eram bastante reduzidas antes de fechar. A realidade ali mudou. A Sotreq precisava expandir suas instalações e explicou que, se não houvesse o destombamento, perderíamos uma das grandes empresas de fornecimento de equipamentos da cidade para Macaé. Por fim, o prédio de São Cristóvão, de arquitetura brutalista, não tinha como ser convertido para residencial. Tinha grandes lajes corporativas, que dificultavam retrofits. Ex-secretária municipal de Urbanismo, Andrea Redondo conta que, quando integrava o Conselho municipal de Patrimônio Cultural, durante uma das gestões do ex-prefeito Cesar Maia, participou da votação de um destombamento parcial das antigas oficinas de trens do Engenho de Dentro para viabilizar a construção do Estádio Olímpico inaugurado para o Pan de 2007. — Todos os destombamentos seguem interesses políticos e econômicos. Isso aconteceu no Engenhão. Nas APACs de Ipanema e Leblon, houve tombamentos provisórios para que órgãos de preservação fizessem estudos mais detalhados sobre esses lugares antes que fossem demolidos por pressão do mercado — diz Andrea. — Mas absurdos permitidos no passado como derrubar o Palácio Monroe (Cinelândia) não seriam tolerados hoje. Análise individualizada Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ), Sydnei Menezes alerta: as propostas de destombamentos precisam ser avaliadas caso a caso. — O foco do tombamento é preservar bens que têm valor histórico, cultural e arquitetônico. Mas com o tempo, esse instrumento passa a ser usado para evitar fechamento de negócios ou o crescimento de regiões da cidade — afirma. A lista tem curiosidades. Na Rua Henrique Dumont, a Justiça destombou uma casa onde hoje funciona uma pizzaria. O imóvel foi mantido, mas com alterações internas e na fachada. O prédio exibe hoje uma cor ocre, seguindo o padrão da rede. Ao ser tombada, a fachada tinha um - [Comando Vermelho: Como um decreto da ditadura levou à formação da facção](https://politicariabrasileira.blog.br/comando-vermelho-como-um-decreto-da-ditadura-levou-a-formacao-da-faccao/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Alteração na Lei de Segurança Nacional (LSN) realizada pelo governo militar promoveu a mistura de presos políticos e bandidos comuns no presídio da Ilha Grande Por William Helal Filho | O Globo 29/10/2025 Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em 1983 — Foto: Sebastião Marinho O presídio da Ilha Grande, no Estado do Rio, foi cenário de uma carnificina nas primeiras horas do dia 17 de setembro de 1979. Naquela segunda-feira, um grupo de detentos armados com pedaços de madeira cheios de pregos e colheres raspadas transformadas em facas encurralou um bando rival dentro da penitenciária e assassinou seis presos adversários. A imprensa da época não deu muito destaque para essa chacina, mas o episódio pode ser considerado o ato de violência inaugural da facção criminosa Falange Vermelha, que depois mudaria seu nome para Comando Vermelho. Mais de 45 anos depois, o Comando Vermelho é, hoje, uma das maiores organizações criminosas do Brasil. A facção domina mais da metade das áreas controladas por bandidos no Grande Rio e tem ramificações em ao menos 20 estados brasileiros. A megaoperação realizada nesta terça-feira pelas polícias Civil e Militar, que deixou mais de 60 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, tinha como objetivo cumprir mandados de prisão contra integrantes do grupo. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes, apreendeu mais de 90 fuzis e prendeu ao menos 80 suspeitos. Essa grande “corporação” do crime se apoia no tráfico de drogas e de armas, valendo-se do fracasso do Estado na área da segurança pública. Muitos governos falharam nas suas tentativas de desarticular o Comando Vermelho, cuja trajetória tem origem, justamente, em um ato da ditadura militar nos anos 1970 que promoveu a mistura de presos políticos daquele período com bandidos comuns. O Instituto Penal Candido Mendes foi criado em 1963 em um complexo onde já existia, desde o início do século XX, a Colônia Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. Durante a ditadura, o governo militar começou a mandar para lá uma parte dos presos políticos enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN), que previa punição rigorosa para inimigos da “ordem político-social”. Era a época da luta armada, durante a qual guerrilheiros opositores do regime realizavam assaltos a banco para financiar suas ações rebeldes e sequestros para exigir a libertação de militantes capturados. Até 1968, quando foi editado o Ato Institucional de número 5 (AI-5), que aboliu direitos individuais para facilitar a perseguição e a tortura estatais, havia 51 detentos na Ilha Grande. Segundo um artigo no site da Associação Nacional de História (Anpuh), em menos de um mês depois do AI-5, o Instituto Cândido Mendes recebeu mais 56 presos políticos. E, em maio de 1969, uma fuga em massa da Penitenciária Lemos Brito motivou a Secretaria de Segurança do Estado a transferir todos os internos da cadeia no Centro do Rio enquadrados na LSN para o xadrez da Ilha Grande. As condições no presídio insular eram degradantes, os detentos comiam mal e não tinham acesso a itens básicos de higiene. Os presos políticos, que na maioria eram jovens escolarizados e moradores de grandes centros urbanos, começaram a se organizar ali dentro. Eles criaram uma despensa coletiva para reunir a comida levada pelos familiares e depois distribuir os alimentos igualmente entre todos. Organizaram também uma biblioteca, uma farmácia comunitária e elegeram um colegiado de presos pra representar o grupo na hora de discutir qualquer assunto com a diretoria da cadeia. Quando queriam protestar contra alguma arbitrariedade, por exemplo, eles realizavam greves de fome que, com frequência, surtiam efeito. Entretanto, o governo militar se recusava a reconhecer a existência de presos políticos no Brasil. Para os generais, guerrilheiros da luta armada eram criminosos comuns e não deviam receber tratamento diferenciado. Assim, em setembro de 1969, a ditadura editou o decreto-Lei n. 898, que modificou a Lei de Segurança Nacional (LSN) para enquadrar, nos termos da norma, qualquer pessoa que cometesse assaltos ou sequestros, mesmo sem motivação política. Foi depois disso que a penitenciária em Ilha Grande começou a receber assassinos e ladrões sem nenhum envolvimento com a luta armada. O presídio era dividido em quatro galeras. Todos os detentos processados via LSN eram colocados na galeria B, também chamada de “galeria do fundão”. Como os presos políticos eram a maioria, eles conseguiram impor suas regras. Roubos e estupros, por exemplo, estavam proibidos. Dessa forma, a convivência lá dentro era relativamente pacífica. Mas havia uma carga de tensão e momentos de crise, como mostra o filme “Quase dois irmãos” (2004), de Lucia Murat. Em 1973, o furto de um relógio levou os presos políticos a levantar um muro feito de chapa de ferro separando-os dos demais. O jornalista Fernando Gabeira, que participou do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, e o militante Colombo Vieira, que atuou no fracassado sequestro de um voo no Aeroporto do Galeão, em 1971, foram exemplos de guerrilheiros presos na Ilha Grande. Já o assaltante William da Silva Lima, chamado de Professor, que viria a se tornar um dos fundadores da Falange Vermelha, chegou na penitenciária em 1971, enquanto o ladrão de bancos Rogério Lemgruber, ídolo na fação, que chegou a ser chamada de Comando Vermelho Rogério Lemgruber, entrou na penitenciária em 1972. Ainda na primeira metade da década de 1970, os presos políticos começaram a deixar a Ilha Grande, até que, em 1975, não havia mais nenhum deles lá. Só que ficou o legado daquele convívio. Os outros detentos enquadrados na LSN, criminosos comuns, aprenderam a se organizar para reivindicar seus direitos. Entenderam que, juntos, tinham força para negociar condições de salubridade mínimas para cumprir suas penas. Por outro lado, também tomaram ciência de que essa união ajudaria o seu grupo a se impor sobre os outros presos. Uma imposição na base da violência. O primeiro nome da facção criminosa criada na Ilha - [Ministério Público ajuíza ação de improbidade contra ex-prefeito de Rio das Ostras por superfaturamento de R$ 3,1 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/ministerio-publico-ajuiza-acao-de-improbidade-contra-ex-prefeito-de-rio-das-ostras-por-superfaturamento-de-r-31-milhoes/): Ministério Público ajuíza ação de improbidade contra ex-prefeito de Rio das Ostras por superfaturamento de R$ 3,1 milhões O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba, e a empresa Terrapleno Terraplanagem e Construção LTDA. Por Elizeu Pires 19/09/2025 O MPRJ ressalta que, na condição de chefe do Executivo, Marcelino Borba tinha o dever de zelar pela boa gestão do patrimônio público – Foto: Divulgação/Prefeitura de Rio das Ostras As investigações identificaram superfaturamentos que ultrapassam R$ 3,1 milhões em contratações emergenciais realizadas entre 2018 e 2020, durante a gestão de Marcelino à frente do Executivo Municipal. Para assegurar o ressarcimento dos danos ao patrimônio público, o MPRJ requereu a indisponibilidade de bens dos dois réus, bem como a condenação às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que incluem a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público. De acordo com o MPRJ, houve dispensa indevida de licitação na contratação da empresa para serviços de manutenção de vias da cidade, além de diversas inconsistências na execução. As irregularidades apontadas incluem a ausência de detalhamento nos memoriais descritivos adotados, duplicidade de serviços, uso de equipamentos incompatíveis com os especificados no orçamento e composições de preços que não refletiam a realidade do serviço executado, entre outras. A Promotoria de Justiça ressalta que, na condição de chefe do Executivo Municipal, ordenador de despesas e responsável pela aplicação de recursos públicos, Marcelino tinha o dever de zelar pela boa gestão da coisa pública e de não praticar atos em desacordo com os princípios que regem a probidade administrativa. Ainda segundo a ação, a empresa Terrapleno Terraplanagem teria se beneficiado diretamente, conforme constatou o Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ), de superfaturamento no valor atualizado de R$ 3,15 milhões. (Via MPRJ) Notícia anteriorPróxima notícia PrefeitoPV Partido VerdeRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões 17/07/2026 Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais 15/07/2026 Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme - [Eduardo Bolsonaro comemora novas sanções em foto com Paulo Figueiredo](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-comemora-novas-sancoes-em-foto-com-paulo-figueiredo/): Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Filho do ex-presidente e influenciador bolsonarista estão nos EUA pedindo represálias às autoridades brasileiras Por Fellipe Gualberto | O Estado de S.Paulo 13/08/2025 Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo postam fotos juntos em Washington, capital dos EUA, após novas sanções. Foto: Foto: @BolsonaroSP via X O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comemorou as novas sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos contra autoridades envolvidas na criação do programa Mais Médicos. “Dia de reuniões importantes com resultados tangíveis”, escreveu o parlamentar no X (antigo Twitter) nesta quarta-feira, 13. O texto é acompanhado de fotos do filho do ex-presidente junto do blogueiro Paulo Figueiredo, seu braço direito no estrangeiro. Ambos estão em Washington, capital dos EUA. Juntos, Eduardo e Paulo articulam represálias contra autoridades brasileiras com o intuito de travar o julgamento de Jair Bolsonaro (PL), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em processo que investiga a sua participação na tentativa de golpe de Estado. Nesta quarta, em uma nova sanção, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a cassação dos vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, e de Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro. Ambos estavam envolvidos na criação do Mais Médicos, programa da ex-presidente Dilma Rousseff que buscava suprir a carência de profissionais da saúde no Brasil e, para isso, recorreu à contratação de profissionais da saúde cubanos. Para Rubio, as duas autoridades atuaram como “cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras”. Após a medida, Eduardo comemorou postando um vídeo em que dizia que “cedo ou tarde, cada um de vocês do regime vai cair”. O político disse que aqueles envolvidos em “qualquer tipo de violação dos Direitos Humanos” podem ser punidos pelos EUA, mesmo que deixem seus mandatos. A cassação dos vistos de Mozart e Alberto não é a primeira articulação de Eduardo contra o País. O filho do ex-presidente pedia pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que de fato ocorreu, e também afirmou estar presente em reunião que debateu a aplicação de taxa de 50% sobre os produtos nacionais exportados para os EUA. Agora, no entanto, pela primeira vez uma autoridade do governo Lula é punida com a perda de visto americano. Integrantes do governo temem que a medida possa ocorrer com outros em represália ao julgamento de Bolsonaro. Até agora, apenas ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, bem como familiares, tiveram visto revogado. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro 15/07/2026 Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Mudança de rumo MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial - [MPRJ cumpre mandados em investigação de contratos de prefeituras da Baixada Fluminense](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-cumpre-mandados-em-investigacao-de-contratos-de-prefeituras-da-baixada-fluminense/): MPRJ cumpre mandados em investigação de contratos de prefeituras da Baixada Fluminense O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) apura a existência de uma organização criminosa que utilizou empresas em nome de laranjas e simulou concorrência em processos licitatórios. Por Márcia Brasil | TV Globo 25/03/2025 MPRJ cumpre mandado na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/TV Globo O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta terça-feira (25) 12 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre supostas fraudes em contratos de prefeituras da Baixada Fluminense. Um dos casos foi mostrado pelo RJ1 em 2021. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) apura a existência de uma organização criminosa que utilizou empresas em nome de laranjas e simulou concorrência em processos licitatórios, revezando-se como vencedoras, num esquema de cartel. Dentre elas, está a Nutrifoods Refeições, suspeita de firmar contratos irregulares com as prefeituras de Magé, Japeri e Nilópolis. Segundo os promotores de Justiça, em Japeri a Nutrifoods teria sido favorecida em licitações direcionadas pelas secretarias de Educação e de Saúde, para o fornecimento de refeições hospitalares e de kits de merenda escolar — inclusive durante o período da pandemia. Em setembro de 2021, a empresa entregou kits a alunos da rede municipal com 5 meses de atraso e contendo alimentos impróprios para o consumo. Os mandados obtidos pelo MPRJ na 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital foram cumpridos em diversos endereços na Baixada Fluminense (Nilópolis, Nova Iguaçu e Japeri) e em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJMagé RJMP-RJNilópolis RJNova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas 15/07/2026 Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões - [Família Bolsonaro acumula indícios de envolvimento com milicianos; relembre os casos](https://politicariabrasileira.blog.br/familia-bolsonaro-acumula-indicios-de-envolvimento-com-milicianos-relembre-os-casos/): Família Bolsonaro acumula indícios de envolvimento com milicianos; relembre os casos Família Bolsonaro tem vizinhos, amigos e aliados políticos suspeitos de envolvimento com paramilitares; veja infográfico Por Brasil de Fato 07/04/2022 Onda de fake news marcou eleições de 2018, em que foi eleito o presidente Jair Bolsonaro | Crédito: Evaristo Sa / AFP São Paulo – A escuta telefônica que liga Jair Bolsonaro (PL) à morte do miliciano e ex-policial militar Adriano da Nóbrega não é o primeiro sinal do envolvimento entre o presidente e a milícia carioca. Embora Bolsonaro já tenha negado publicamente envolvimento com paramilitares, há outras ligações que mostram a proximidade da família do mandatário com vizinhos, policiais e políticos envolvidos com a milícia. Veja a lista completa abaixo.  Governo ofereceu cargos pela morte de miliciano, diz irmã Gravações divulgadas na quarta-feira (6) pelo jornal Folha de S.Paulo mostram a irmã de Adriano, Daniela da Nóbrega, afirmando a uma tia que o governo federal teria oferecido cargos comissionados no Palácio do Planalto pela morte do ex-capitão. “Ele já sabia da ordem que saiu para que ele fosse um arquivo morto. Ele já era um arquivo morto. Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele, já. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso, já. Foi um complô mesmo”, disse Daniela em gravação autorizada pela Justiça. Ainda segundo a Folha, a menção ao Palácio do Planalto feita pela irmã de Adriano foi omitida do relatório sobre as escutas telefônicas. Embora seja classificada como prioridade alta, o documento descreve apenas um resumo do diálogo entre outra irmã de Adriano, Tatiana, e a tia, ocorrido na mesma ligação. Infográfico mostra relação de Bolsonaro com pessoas envolvidas no caso Marielle Franco / Arte/Brasil de Fato Um dos acusados do assassinato de Marielle é vizinho do presidente No decorrer das investigações do assassinato de Marielle Franco ficou constatado que o policial reformado Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora do Psol, era vizinho de Bolsonaro. Ambos moravam no condomínio Vivendas da Barra, na mesma rua, no Rio de Janeiro. “Não lembro desse cara. Meu condomínio tem 150 casas”, disse o presidente segundo a Folha de S.Paulo, em café da manhã com alguns jornalistas. Namoro de filha de acusado do assassinato com Jair Renan Bolsonaro Em 2019, o delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro e um dos responsáveis pelas investigações da execução de Marielle Franco, confirmou que a filha de Ronie Lessa, preso sob acusação de ser um dos autores do homicídio, namorou um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o caçula Jair Renan Bolsonaro. Foto de Elcio Queiroz com o então candidato Jair Bolsonaro Após a prisão, foi revelado que o cúmplice de Lessa na execução, o ex-PM Elcio de Vieira Queiroz, publicou uma imagem em que aparece lado a lado com Bolsonaro em 4 de outubro de 2018, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. Dias antes, em 25 de setembro, o mesmo perfil postou uma gravação de um show de Paulo Ricardo com a legenda “Homenagem de Paulo Ricardo (RPM) ao Capitão Bolsonaro!” Passaporte diplomático para família Brazão João Vitor Moraes Brazão e Dalila Maria de Moraes Brazão, filho e esposa do deputado federal Chiquinho Brazão (Avante-RJ), receberam do Itamaraty o passaporte diplomático em 9 de julho deste ano. O parlamentar, que também possui o documento, é irmão de Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) acusado de obstruir as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018, e suspeito de ser um dos mandantes do crime. Os integrantes da família Brazão estão em uma lista com os 1694 passaportes diplomáticos emitidos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), a qual o Brasil de Fato teve acesso por meio da Lei de Acesso à Informação. Adriano da Nóbrega: morte suspeita O miliciano Adriano da Nóbrega, ex-oficial do Bope, é apontado como chefe da organização criminosa Escritório do Crime. Assassinado no dia 9 de fevereiro de 2020, após uma operação policial que tentava capturá-lo na Bahia, depois de um ano foragido, ele é figura-chave para compreender diversos crimes, mas também para entender a relação do clã Bolsonaro com as milícias cariocas. Flávio empregou mãe e esposa de miliciano No mandato do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), trabalharam a ex-esposa e a mãe de Nóbrega, Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães, respectivamente. Elas receberam um total de R$ 1.029.042,48 em salários e repassaram R$ 203 mil para Fabrício Queiroz, respeitando o esquema estabelecido no gabinete para beneficiar o parlamentar, de acordo com a denúncia do MPE. Homenagem de Flávio e amizade com Queiroz A amizade também é a natureza da relação entre Adriano da Nóbrega e Queiroz, que se conhecem desde 2003, quando serviram juntos no 18º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ). Justamente neste ano, Nóbrega recebeu a primeira homenagem de Flávio Bolsonaro na Alerj. A segunda viria em 2005, ano em que o ex-agente do Bope foi julgado e condenado em um júri popular, por conta de um homicídio. Apoio de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados Durante o seu julgamento, Nóbrega recebeu um apoio importante, do então deputado federal Jair Bolsonaro. Após a audiência que culminou na condenação do miliciano, o atual presidente da República foi até a tribuna da Câmara dos Deputados e defendeu o militar. “Ele sempre foi um brilhante oficial”. Citado também foi homenageado por Flávio Bolsonaro Outro importante personagem do Escritório do Crime, o major Ronald Paulo Alves, apontado por uma testemunha como responsável por organizar o grupo de assassinos que executariam Marielle Franco e Anderson Gomes, também foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Alerj. Em 2004, o filho do presidente celebrou uma ação comandada por Alves que terminou com três mortes. Um ano antes, em 2003, o major teria participado da chacina de cinco jovens dentro da boate Via Show, em São João de Meriti. Quatro policiais já foram condenados pelo - [Flávio Bolsonaro usou R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo de esquema da 'rachadinha', diz Ministério Público](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-usou-r-27-milhoes-em-dinheiro-vivo-de-esquema-da-rachadinha-diz-ministerio-publico/): Flávio Bolsonaro usou R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo de esquema da ‘rachadinha’, diz Ministério Público Investigação aponta compra de imóveis, loja de chocolates e pagamento de despesas pessoais em dinheiro vivo como formas de ocultar origem dos recursos Por Juliana Dal Piva, Bela Megale e Chico Otávio | O Globo 28/09/2020 O senador Flavio Bolsonaro 04/08/2020 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo RIO – A partir dos dados das quebras de sigilo bancário e fiscal, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) usou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo do esquema da rachadinhas. Os valores somam os três métodos pelo qual o filho do presidente Jair Bolsonaro “lavou” o dinheiro em espécie. A investigação já foi concluída, e o senador e o ex-assessor Fabrício Queiroz serão  denunciados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. De acordo com os dados da investigação, foi verificado que a loja de chocolates da qual Flávio é sócio recebeu R$ 1,6 milhão em espécie e de “recursos ilícitos inseridos artificialmente no patrimônio da empresa”. Além disso, outros R$ 261,6 mil foram usados para pagamentos que cobriram despesas do então deputado estadual e de sua mulher, Fernanda Bolsonaro. Já o dinheiro em espécie usado nas transações imobiliárias dá um total de, pelo menos, R$ 892,6 mil. Compra de imóveis Nas transações imobiliárias, o MP-RJ descobriu que o casal Flávio e Fernanda Bolsonaro declarou em cartório ter pago R$ 310 mil por dois apartamentos em Copacabana, em 2012. No entanto, o procurador dos proprietários, Glenn Dillard, depositou no mesmo dia da venda outros R$ 638,4 mil em dinheiro vivo na própria conta. Flávio admitiu ainda, em depoimento aos promotores, que pagou R$ 86,7 mil com dinheiro em espécie, para duas construtoras durante a aquisição de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca, em 2008. Já na compra de um apartamento em Laranjeiras, em 2011, o Ministério Público aponta duas situações de lavagem de dinheiro. Uma delas é um depósito de R$ 25 mil feito pelo ex-assessor Fabrício Queiroz no dia 15 de agosto de 2011 na conta de Fernanda Bolsonaro para ajudar a bancar a entrada de R$ 110,5 mil do apartamento. Um boleto de R$ 16,5 mil, das parcelas do financiamento do imóvel, foi quitado pelo PM Diego Ambrósio, que disse ter sido ressarcido em dinheiro vivo por Flávio. No período da venda desse imóvel, em 2017, o Coaf detectou 48 depósitos de R$ 2 mil. Flávio recebeu R$ 100 mil em dinheiro vivo, mas o vendedor alega que nunca fez pagamento de R$ 2 mil e que foram valores superiores a R$ 10 mil. Flávio comprou ainda um outro apartamento em 2014, na Barra da Tijuca, e pagou R$ 30 mil em espécie por móveis que estavam dentro da unidade. Questionado pelo MP sobre o assunto, ele disse que pagou em espécie porque “tinha uma coisinha guardada em casa, preferi fazer desse jeito”. Despesas pessoais No caso das despesas pessoais, o MP-RJ achou imagens de Queiroz pagando as mensalidades escolares das duas filhas de Flávio e Fernanda no dia 1º de outubro de 2018, no valor total de R$ 6,9 mil. O pagamento foi feito em espécie. Além disso, outros 114 boletos também foram pagos com dinheiro vivo totalizando R$ 261,6 mil. Os promotores assinalam ainda que no mesmo período dos pagamentos não ocorreram saques correspondentes nas contas do casal que apontassem a origem do dinheiro. Loja de chocolates Ao fazer um cruzamento dos dados entre os créditos declarados pela loja com o faturamento auditado pelo shopping onde ela funciona, o MP-RJ verificou uma diferença de R$ 1,6 milhão entre 2015 e 2018. Ao mesmo tempo, a própria loja informou que teve uma entrada de valores em dinheiro vivo no seu caixa totalizando R$ 1,7 milhão, cerca de 37% do total arrecadado pela franquia. Para o MP, essa diferença entre o total auditado e o declarado é a soma desviada por meio do esquema das rachadinhas da Alerj e inserido na loja ilegalmente. Próxima notícia ALERJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasMP-RJPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRepublicanosRio de Janeiro RJSenador Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Secretário de Segurança de Rio das Ostras é preso durante ação de investigação pela morte de três pessoas](https://politicariabrasileira.blog.br/secretario-de-seguranca-de-rio-das-ostras-e-preso-durante-acao-de-investigacao-pela-morte-de-tres-pessoas/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Polícia encontrou pistola de uso restrito na casa de Paulo Carvalho, conhecido como Carvalhão; ele foi preso em flagrante Por O Globo 09/07/2019 Secretário de Segurança de Rio das Ostras é preso em flagrante Foto: Reprodução do Facebook RIO – O secretário de Segurança de Rio das Ostras, o policial militar Paulo Fernando Carvalho Gomes, o Carvalhão, foi preso no início da manhã desta terça-feira por porte ilegal de arma. Ele foi alvo de um mandado de busca e a apreensão dentro do inquérito que investiga sua participação no assassinato de três homens numa emboscada ocorrida em local ermo da rodovia RJ-168, na altura da Fazenda Pau Ferro, no dia 16 de março de 2010. Agentes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), ambos do Ministério Público, e em parceria com a Corregedoria-Geral da Polícia Militar, também cumprem mandado de busca e apreensão em endereços ligados a Rodrigo Gil, o Rodrigo Aranha, acusado do mesmo crime. Na casa de Carvalhão, os agentes apreenderam uma pistola Glock .40 com kit rajada. Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de uso restrito. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Macaé baseados em denúncia oferecida pelo MP. Segundo a denúncia, por volta das 14h30m do dia 16 de março de 2010, Carvalhão e Rodrigo Aranha abriram fogo contra o carro em que estavam João Gomes Salles Filho, Sérgio José de Souza Borges Barbosa e Oscar de Oliveira Souza, que morreram. Além deles, Marlene Eliete dos Santos, que estava no carro, também foi alvo dos tiros, mas escapou com vida, pois se protegeu abaixando-se no assoalho do veículo. Por entender que o crime foi cometido por meio cruel e mediante emboscada, já que o trajeto realizado pelas vítimas era conhecido pelos acusados, que as aguardaram em local de pouca circulação e com facilidade de fuga, o MP denunciou Carvalhão e Rodrigo Aranha por homicídio triplamente qualificado, com pena prevista de prisão de 12 a 30 anos para cada crime. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [STF suspende regra sobre sucessão na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-suspende-regra-sobre-sucessao-na-presidencia-da-assembleia-legislativa-do-amazonas/): STF suspende regra sobre sucessão na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas Liminar concedida pelo ministro Flávio Dino determina adoção provisória do procedimento previsto no Regimento Interno da Câmara dos Deputados Por Jorge Macedo/AD//CF | STF 13/07/2026 STF | Foto: Antonio Augusto/STF O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos de resolução da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) que alterou seu regimento interno para disciplinar a sucessão à presidência da Casa. A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7984.   Na liminar, o relator também determinou que seja aplicado, provisoriamente, o procedimento previsto no Regimento Interno da Câmara dos Deputados para o preenchimento da vaga por meio de eleição, salvo quando a vacância ocorrer na parte final do mandato da Mesa. Além disso, a Assembleia deverá suprir a lacuna em seu regimento na próxima legislatura, observando o devido processo legislativo.  Contexto Na ação, o partido Solidariedade relata que a resolução passou a permitir que o vice-presidente da Assembleia assuma a presidência em definitivo em caso de vacância do cargo, sem a realização de nova eleição. Segundo a legenda, a alteração foi aprovada após a renúncia do então governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza. Com isso, Roberto Cidade deixou a presidência da Aleam para assumir o governo do Estado, e o vice-presidente, Adjuto Afonso, passou a exercer, interinamente, a chefia do Legislativo.  Situação concreta Ao decidir, o ministro Dino considerou plausível a alegação de que a mudança foi incluída por meio de emenda parlamentar em um projeto de resolução que tratava de outro tema, situação que afronta o devido processo legislativo.  Além disso, verificou haver indícios de desvio de finalidade e de violação ao princípio da impessoalidade, pois a alteração teria sido aprovada para produzir efeitos imediatos sobre uma situação concreta, caracterizando uma norma casuística, com destinatário certo.  A decisão, que já valendo, será submetida a referendo do Plenário na sessão virtual agendada para a semana de 14 a 21/8.  Leia a íntegra da decisão. Notícia anteriorPróxima notícia ALEAMAvanteDeputado EstadualGovernadorSolidariedadeSTF Supremo Tribunal FederalUnião BrasilVice-governador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram STF suspende regra sobre sucessão na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas 13/07/2026 Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar 14/07/2026 Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro - [Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/veja-momento-em-que-sargento-da-pm-e-executado-no-rj-video/): Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, sargento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, foi morto na frente de condomínio no bairro do Pechincha, zona Sudoeste do Rio de Janeiro neste domingo (12) Por Vitor Bonets e Camille Barbosa | CNN Brasil 13/07/2026 Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, sargento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro executado na frente de um condomínio no bairro do Pechincha, zona Sudoeste do Rio de Janeiro • Reprodução/Redes Sociais São Paulo e no Rio de Janeiro – Uma câmera de segurança mostra o exato momento em que Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro, é executado na frente de um condomínio no bairro do Pechincha, zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O caso ocorreu neste domingo (12). Nas imagens, é possível ver dois homens de capecete em uma moto. Eles acompanham um carro, onde estava Yuri. Os criminosos param ao lado do veículo e um deles realiza diversos disparos.  Uma câmera de segurança mostra o exato momento em que Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro, é executado na frente de um condomínio no bairro do Pechincha, zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O caso ocorreu neste domingo (12). Nas imagens, é possível ver dois homens de capecete em uma moto. Eles acompanham um carro, onde estava Yuri. Os criminosos param ao lado do veículo e um deles realiza diversos disparos.  O PM, que era lotado no 21º Batalhão, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, já havia sido preso em 2023 por tráfico de drogas. Ele foi encontrado morto dentro do carro com o motor ainda ligado. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga o assassinato. Diligências estão em andamento para apurar os fatos. Prisão em 2023 Yuri Luiz Desiderati Ribeiro foi preso em outubro de 2023 após ser flagrado fazendo a escolta de um caminhão com 151 kg de cocaína na avenida Brasil, na altura de Cordovil, na zona Norte do Rio. Segundo investigações da época, o policial atuaria para traficantes. De acordo com documentos obtidos pela CNN Brasil, a carga da droga seria transportada para uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho. Com essa informação, somada à enorme quantidade de entorpecente apreendida, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu que Yuri e outro homem não se enquadravam como “traficantes ocasionais”. O sargento da Polícia Militar era lotado no 21º Batalhão, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSão João de Meriti RJTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) 13/07/2026 Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio 08/07/2026 Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ - [Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como 'braço executor' de Valdemar e Cunha em desvios de emendas](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-mariangela-fialek-a-tuca-apontada-por-dino-como-braco-executor-de-valdemar-e-cunha-em-desvios-de-emendas/): Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Ex-assessora de Arthur Lira (PP), servidora é apontada como responsável por atuar em favor de políticos sem mandato na indicação de verbas parlamentares Por O GLOBO 13/07/2026 Mariângela Fialek, a Tuca, ex-assessora de Arthur Lira — Foto: Reprodução/LinkedIn Rio de Janeiro – Apontada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), como responsável por atuar em favor do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na indicação de emendas parlamentares, a servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, também tinha aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), para atuar na indicação de emendas parlamentares por Eduardo Cunha (Republicanos). As informações constam na representação enviada pela Polícia Federal a Dino, a partir de provas coletadas pelas investigações. Tuca foi assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), e hoje está lotada na liderança do PP na Casa, com salário de R$ 23.732,92. Segundo Dino, há “múltiplos indícios” de que ela atuava junto com outros dois servidores como “longa manus’ (executor de ordens) de Valdemar dentro da Câmara dos Deputados — que não poderia indicar emendas, já que não possui mandato. “A atuação desses três servidores extrapola a função burocrática e adentra em um espaço de cogestão irregular, no qual eles não apenas cumprem instruções, mas orientam, cobram, organizam e adaptam destinações conforme diretrizes informais atribuídas a Valdemar”, diz o ministro, na decisão que bloqueou os bens do líder partidário, na sexta-feira passada. Em outra ação, Dino determinou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens de Cunha em uma investigação que apura o desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. No documento produzido pelos investigadores, a Polícia Federal argumenta que o conjunto de elementos coletados, como a interceptação de diálogos mantidos entre Tuca e Cunha, revelam que o ex-presidente da Câmara operava com poderes equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício. “Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa (Motta) para promover os desvios de emendas em favor de Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”, afirma a PF. Dona da ‘chave do cofre’ e ex-braço-direito de Lira Tuca chegou a ser alvo de buscas da Polícia Federal em dezembro do ano passado. A operação apurava suspeitas de direcionamento indevido de recursos enviados pelos deputados a seus redutos eleitorais. Servidora da Câmara, Fialek tinha um raro status em Brasília: era tratada como chefe de Poder em reuniões na Esplanada dos Ministérios. Requisitada, a ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL) teve a chave do orçamento secreto e foi alvo de operação da Polícia Federal (PF), em dezembro do ano passado, após ser acusada de trabalhar “sem preocupação” ou “interesse republicano” para o encaminhamento de emendas de comissão, um novo flanco de investigação sobre o mau uso de verbas por congressistas. Funcionária importante também para a gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB), Tuca dizia a pessoas próximas que tinha registro de tudo o que fazia, desde conversas presenciais até ligações e anotações do dia a dia. Não por acaso, o temor se espalhou entre deputados, preocupados com os desdobramentos da chamada “conta de padaria” identificada pela PF. Em dezembro, quando parlamentares foram surpreendidos pela decisão do ministro Flávio Dino de afastá-la do cargo, uma onda de solidariedade foi gerada pelos deputados. Senhas de acesso Segundo relatos, Tuca auxiliava prefeituras, deputados e ministérios, tendo inclusive acesso a algumas senhas em sistemas específicos para o dinheiro chegar ao destino acordado. Sua sala, no segundo andar do Anexo 2 da Casa, se tornou ponto recorrente de circulação de parlamentares interessados em formalizar pedidos. Na sede da Presidência, local em que integrantes do governo frequentemente trabalham sob pressão para liberar recursos, uma simples chamada telefônica de Tuca era capaz de interromper uma reunião. O GLOBO mapeou a circulação da assessora na Esplanada e no Palácio do Planalto. Apenas na sede da Presidência, ela esteve 23 vezes durante o atual governo. Tuca circulou por pastas como Cidades, Desenvolvimento Regional, Saúde, Turismo, Educação e Fazenda, além do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sempre vinculando sua atuação à execução de emendas. Entre todos os parlamentares ouvidos pelo GLOBO que conviveram com ela, há o reconhecimento do seu papel gerencial, uma mulher que resolvia problemas e era “incisiva” quando necessário. Para a PF e o ministro Flávio Dino, relator de ações que tratam sobre o mau uso de recursos, Tuca é suspeita de “direcionar” emendas sem critérios técnicos. No caso específico que desencadeou a operação, um deputado foi o responsável por relatar a precariedade das destinações. Segundo José Rocha (União Brasil-BA), presidente de comissão responsável por emendas repassadas pelo Ministério da Integração, Tuca enviou, em nome da Presidência da Câmara, planilhas prontas para assinatura. Eram, de acordo com o parlamentar, documentos que indicavam a destinação de R$ 1,125 bilhão sem informar autores, objetos ou beneficiários. Deputados e a própria Tuca afirmam que sua função sempre foi exercida por delegação. Ela atuava como “cumpridora de ordens”. Neste sentido, a investigação sobre seu trabalho e a decisão de afastá-la são compreendidas por congressistas como um ataque à Câmara. Por isso, os deputados querem que ela retorne às suas funções e trabalham para que sua reputação seja restaurada. Como informou O GLOBO, a Mesa Diretora da Câmara pediu ao STF em dezembro que ela retorne ao cargo, em processo que corre em sigilo. Integrantes da cúpula da Câmara afirmam que há uma tentativa de criminalizar as emendas. Segundo eles, não há irregularidades no apontamento dessas indicações. Além disso, dizem que há inconsistências nos depoimentos de deputados que embasaram a operação. Tuca tem um longo histórico de trabalho com políticos, chegando a trabalhar nos governos de quatro presidentes. No Legislativo, no início da atual gestão de Lula, quando a equipe econômica ainda buscava reorganizar sua relação com o Congresso e compreender as mudanças com o fim do orçamento secreto, sua palavra tinha peso. Reunião Embora ocupasse formalmente o cargo - [Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-cunha-atua-como-agente-secreto-e-tem-mais-poder-do-que-deputados-eleitos-diz-pf/): Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Segundo investigações, mesmo sem mandato, ex-presidente da Câmara orientava ‘(re)direcionamento de valores públicos’ Por Paula Freitas | Veja 13/07/2026 O ex-deputado Eduardo Cunha – (@eduardocunha/Facebook) Uma investigação da Polícia Federal (PF) apontou que o ex-deputado Eduardo Cunha atuava como um “agente secreto” e exercia um poder maior na Câmara dos Deputados do que parlamentares eleitos. Segundo a PF, mesmo sem mandato, Cunha orientava o “(re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”. “As emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”, afirmou a PF. “O conjunto de elementos já permite concluir que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional.”  Mais cedo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado por suspeita de desvio de emendas. Ao menos 29 emendas da Comissão de Saúde da Câmara teriam sido movimentadas sob ordens de Cunha. O valor total soma R$ 6.150.378,00. Ele operava com a ajuda de uma servidora da Casa, Mariângela Fialek, apelidada de “Tuca”, de acordo com as investigações. Outros parlamentares também estavam envolvidos no processo, que cita nominalmente o deputado federal Gilberto Abramo (Republicanos-MG). O ato pode configurar crime de peculato, previsto no art. 312 do Código Penal. “A atribuição artificial de status decisório a pessoa estranha à função formal, e o consequente redirecionamento das emendas para atender preferências privadas/partidárias, compõem o núcleo do desvio exigido pelo tipo do art. 312”, acrescentou a decisão. Em nota, a defesa do ex-deputado afirmou que “antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação”. O comunicado também indicou que “Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens”. “Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário”, disse a declaração. “Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.” Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF 13/07/2026 Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) 13/07/2026 Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) - [Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/caminhoneiros-fazem-greve-em-defesa-da-mp-do-frete-quem-causou-foi-alcolumbre-video/): Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) Greve acontece em vários pontos do país; motoristas estão parados também nos portos, inclusive em Santos Por Chico Alves | ICL Notícias 13/07/2026 Senador Davi Alcolumbre (Republicanos-AP) A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), de travar a votação da Medida Provisória 1.343, que altera as regras do piso do frete para o transporte rodoviário de cargas (a chamada MP do Frete) levou caminhoneiros de várias regiões do país a iniciarem paralisação às 0h desta segunda-feira (13). O movimento foi convocado por líderes de vários sindicatos e associações de motoristas autônomos de caminhão. Um deles é o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão. “Há semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque o texto da MP em votação e até agora não aconteceu, por isso a categoria deliberou que faríamos essa paralisação. Essa paralisação não é feita por decisão do sindicalista A ou B. Quem causou essa paralisação foi o Alcolumbre”, disse ele, Ao ICL Notícias. A mobilização acontece porque a MP perde a validade nesta quinta-feira (16) e a categoria quer fazer com que Alcolumbre coloque em votação nesta terça-feira (14). A MP do Frete trata da questão do custo mínimo do frete, da autonomia para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) possa fazer a fiscalização, isenção das multas que foram aplicada em 2022, o fim das multas de entre-eixos, salário-base de R$ 5 mil para motoristas celetistas e vários outros pontos. Em vários portos do país os caminhoneiros estão parados, inclusive no Porto de Santos. Esse tipo de greve é a que mais rapidamente causa reflexo na distribuição dos produtos. “Esse recado vai para todos os caminhoneiros e para o Alcolumbre: Porto de Santos está parado, como foi pedido pela categoria. Alcolumbre, coloque essa pauta para votação senão essa responsabilidade será 100% sua”, alertou Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos), em vídeo gravado à 0h de hoje. Mas  a paralisação não é só dos caminhoneiros que atendem aos portos. “É geral. O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”, diz Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). Algumas lideranças da categoria receberam sinalização de que o presidente do Senado pode mudar de posição e colocar o texto em votação. “Esperamos que isso aconteça”, diz Chorão. https://politicariabrasileira.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/ssstwitter.com_1783963095165.mp4 Notícia anterior ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresDavi AlcolumbreMedida Provisória MPRepublicanosSantos SPSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) 13/07/2026 Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) 11/07/2026 Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões E agora, Valdemar? Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) - [Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025](https://politicariabrasileira.blog.br/similares-ao-orcamento-secreto-emendas-de-lideranca-somaram-r-13-bi-em-2025/): Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Líderes partidários assumiram autoria de 16% das emendas decomissão da Câmara dos Deputados, ocultando parlamentares que indicaram o beneficiário final dos recursos Por Transparência Brasil 13/07/2026 Este estudo analisou as 16,6 mil indicações de beneficiários das emendas de comissão de 2025 As emendas de liderança repetem a lógica do orçamento secreto, mecanismo declarado inconstitucional pelo STF em 2022. São emendas de comissão cujas indicações de beneficiários aparecem registradas em nome das lideranças partidárias, e não dos deputados que de fato escolheram os destinatários dos recursos. Essas emendas não têm impositividade prevista na Constituição, mas passaram a ter execução obrigatória por normas infralegais e acordos políticos, mesmo com o STF exigindo transparência e rastreabilidade dos recursos até o beneficiário final. Este estudo analisou as 16,6 mil indicações de beneficiários das emendas de comissão de 2025, que somaram R$ 11,7 bilhões em todo o Congresso Nacional, e verificou que sete bancadas da Câmara dos Deputados destinaram R$ 1,3 bilhão (16% do total da Casa) em nome de lideranças partidárias, sem identificar os deputados responsáveis pelas indicações. No Senado, todas as indicações estiveram associadas a um senador nomeado. Clique aqui para abrir o estudo Desenvolvido pelo EmbedPress Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalFlávio BolsonaroJair BolsonaroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL - [Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção](https://politicariabrasileira.blog.br/rio-tem-r-718-bilhoes-em-contratos-e-recursos-publicos-sob-investigacao-por-corrupcao/): Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Montante é suficiente para executar 15 projetos prioritários de mobilidade, incluindo a Linha 3 do metrô, ligando a capital a Niterói e São Gonçalo passando sob a Baía de Guanabara Por Jéssica Marques e Selma Schmidt | O Globo 13/07/2026 No rastro do dinheiro público — Foto: Editoria de arte Rio de Janeiro – Anáfora, Zargun, Unha e Carne, Ouroboros… Esses são nomes de apenas algumas das 22 operações realizadas no estado do Rio entre 9 de junho de 2025 e 9 de julho de 2026. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que as investigações apuram R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob suspeita de irregularidades em esquemas de corrupção. O montante é suficiente — e com sobra — para executar os 15 projetos prioritários de mobilidade da Região Metropolitana do Rio, estimados em R$ 68 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades. Entre eles está uma promessa de décadas: a Linha 3 do metrô, que ligaria a capital a Niterói e São Gonçalo por um trecho sob a Baía de Guanabara. Ao longo dessas operações, a Justiça também bloqueou R$ 122 milhões em bens e valores. A cifra bilionária também choca ao ser comparada com as despesas estimadas do estado para 2026 (R$ 126,7 bilhões). Representa mais da metade do que, pela lei orçamentária, pode ser gasto com pagamento de todos os servidores, custeio, obras e compras de equipamentos. Além disso, o montante sob suspeita daria para quitar quatro vezes o déficit previsto no orçamento do ano (R$ 18,93 bilhões). As investigações foram conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público do Rio, pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Federal, pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas do Estado. Os alvos incluem políticos, ex-gestores públicos, servidores estaduais e municipais, policiais civis, empresários, organizações sociais da saúde e instituições públicas. Sem refino O maior valor sob apuração aparece na Operação Sem Refino, da PF, que analisa fraudes envolvendo cerca de R$ 50 bilhões e tem como alvos o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit. Na sequência, aparece a sexta fase da Operação Unha e Carne, que apura um esquema estimado em R$ 7,6 bilhões de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis da Região Metropolitana e tem como alvos o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União) e o ex-secretário de Polícia Civil Marcos Amim. Também de grande impacto financeiro está uma fiscalização do TCE-RJ, que apontou irregularidades em aplicações de R$ 6,5 bilhões do governo do estado em empresas privadas. Também estão na lista a primeira fase da Compliance, que investiga suspeitas de fraudes de R$ 3 bilhões no Rioprevidência; a Operação Antracito, que apura contratos da organização social Prima Qualitá Saúde com recursos do SUS, estimados em R$ 1,6 bilhão; e a quarta fase da Operação Unha e Carne, que teve como alvo o deputado afastado e preso Thiago Rangel (Avante) em um esquema de R$ 1 bilhão envolvendo verbas da Secretaria estadual de Educação (Seeduc). Em 3 de dezembro de 2025, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), foi preso ao chegar à sede da PF. Em seu carro oficial, os agentes encontraram R$ 90 mil em espécie. Ele era investigado por suspeita de vazar informações sigilosas da Operação Zargun, que levou à prisão do então deputado TH Jóias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho. A professora de Ciência Política da UFRJ e coordenadora do LAPPCOM, Mayra Goulart, afirma que é preciso diferenciar a troca legítima de apoio político do uso da máquina pública para favorecer grupos no poder. — É natural que o eleitor recompense com o voto um político cujas políticas públicas melhoraram sua vida. O problema surge quando a máquina pública deixa de servir ao cidadão e passa a fortalecer um projeto político. Isso caracteriza aparelhamento do Estado. Já o antropólogo Roberto DaMatta explica que a complexidade do setor público dificulta que a população entenda os caminhos que o dinheiro do governo percorre: — As pessoas têm dificuldade de entender que esse dinheiro (71,8 bilhões) é público. O sistema é muito complexo. Por isso, os cidadãos não entendem onde o dinheiro está sendo aplicado. Outras operações atingiram diferentes áreas da administração estadual. A Barco de Papel apura irregularidades na relação entre o Rioprevidência e o Banco Master, em um montante de R$ 970 milhões. Já a Anáfora investiga a participação do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do ex-prefeito Washington Reis (MDB) em um esquema estimado em R$ 563 milhões de desvio de recursos da Saúde e lavagem de dinheiro para uma organização criminosa — valor suficiente para custear mais de quatro vezes as obras de saneamento no Complexo da Maré, orçadas em R$ 120 milhões. A lista inclui ainda a Operação Ouroboros, do MPRJ, que apura suspeitas de irregularidades em contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM), com prejuízo estimado em R$ 86 milhões. A investigação foi deflagrada após auditorias determinadas pelo governador em exercício, Ricardo Couto; a Apócrifo, da PF e da Polícia Civil, sobre fraudes de R$ 15 milhões em alvarás judiciais; a terceira fase da Operação Fake Agents, em que ex-funcionários da Caixa Econômica Federal são acusados de desvio de R$ 7 milhões; e a Capgras, que apura fraudes de R$ 22 milhões em pensões da UFRJ. O levantamento também reúne operações contra servidores da Secretaria estadual de Fazenda, com fraudes de R$ 311 milhões; a Oásis, sobre golpes estimados em R$ 110 milhões; a Pague a Conta, que apura prejuízo de R$ 1 milhão em uma lotérica; a terceira fase da Operação Anomalia, contra policiais civis; e uma investigação da Polícia Civil sobre uma vereadora do Rio envolvendo R$ 1,7 milhão. Procurados, o ex-governador Cláudio Castro, a defesa do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e o ex-secretário Washington Reis negaram irregularidades. Castro afirmou que não favoreceu a Refit nem recebeu vantagem indevida na Operação - [Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC](https://politicariabrasileira.blog.br/financiadora-de-dark-horse-foi-maior-pagadora-de-empresa-ligada-a-pcc/): MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial De acordo com a Polícia Civil, a Entre Investimentos foi a principal fonte de dinheiro da ACX ITC Tecnologia em um período de nove meses Por Eduardo Militão e Andre Shalders | Metrópoles 13/07/2026 Cena do filme Dark Horse | Reprodução A Entre Investimentos e Participações, que financiou o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez 14 transferências para uma empresa investigada por lavar dinheiro do PCC. No total, foram R$ 28 milhões repassados em nove meses, entre agosto de 2024 e abril de 2025. É o maior volume de recursos destinado à ACX ITC Tecnologia no período. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a ACX ITC integra a rede de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas da facção criminosa. A empresa está registrada em nome de um laranja que contou aos policiais ter sido abordado em um campo de futebol com a proposta de receber R$ 5 mil em troca de ceder seu CPF para assumir a empresa. O homem afirmou trabalhar com a venda de pipas e rabiolas por meio de rifas. A renda era de R$ 1.000 por rifa vendida. A relação da Entre Investimentos com a ACX ITC está sob investigação. No papel, a Entre pertence a Antônio Carlos Freixo Junior. Segundo a Polícia Federal, Freixo era usado pelo banqueiro Daniel Vorcaro como laranja para realizar pagamentos e ocultar patrimônio. Mas não apenas por ele. Ou seja, nem todos os negócios da Entre estão relacionados a Vorcaro. Foi por meio da Entre que Vorcaro pagou R$ 61 milhões, a pedido do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), supostamente para financiar um filme sobre a história de Jair Bolsonaro. “A empresa ACX ITC possui fortes indícios de envolvimento com recursos oriundos do tráfico e movimentou R$ 918.378.510,00”, registrou o delegado Júlio Jesus Encarnação em relatório encaminhado à 1ª Vara de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens de São Paulo. De 1º de agosto de 2024 a 25 de abril de 2025, estes foram os maiores pagadores da ACX ITC, segundo a Polícia Civil: • Entre Investimentos – R$ 26 milhões (a reportagem calculou R$ 28 milhões)• Supaluh Transportes e Serv Empresariais – R$ 11,7 milhões• Rinanileo Gestão Consultoria – R$ 9,3 milhões• Alpha Capital Ltda – R$ 3,4 milhões• JJV Intermediações e Cobranças – R$ 2,8 milhões A vice-campeã em repasses à ACX ITC é a Supaluh Transportes, investigada na CPMI do INSS. A comissão investigou a ACX porque a empresa também foi usada pelo Careca do INSS, principal operador do esquema de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas. Com endereço registrado em São Paulo, a Supaluh teve o registro baixado na Receita Federal em 2025. Ou seja, não está mais em operação. A empresa está registrada em nome de um contador que tinha 290 empresas como clientes e de um preparador de tintas com salário de R$ 1.700 por mês. Apesar disso, movimentou R$ 1,1 bilhão entre 2023 e 2025, segundo relatório da CPMI do INSS. Investigação foi enviada à Polícia Federal A empresa ACX ITC Tecnologia também apareceu em esquemas relacionados ao PCC, ao universo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e ao filme Dark Horse, fatos apurados na Operação Compliance Zero. Por isso, a Polícia Civil encaminhou toda a investigação da Operação Saturno à Polícia Federal. Os pagamentos da Entre ao filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro foram acertados por Vorcaro e pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O acordo previa desembolsos de R$ 134 milhões, distribuídos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Os repasses, porém, foram efetuados entre 13 de fevereiro e maio do ano passado e somaram R$ 61 milhões. A Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior, não respondeu às perguntas do Metrópoles sobre a natureza dos repasses à ACX ITC. Em nota, a assessoria da empresa afirmou apenas que “o Grupo Entre realiza suas operações em conformidade com as normas e regulamentações aplicáveis ao setor financeiro”. Acrescentou ainda que “a empresa reforça seu compromisso com a integridade, a transparência e o cumprimento da legislação vigente, permanecendo à disposição das autoridades competentes sempre que necessário.” Notícia anterior Magé RJMP-RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC 13/07/2026 PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado 09/07/2026 Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF - [PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-diz-que-assessora-tinha-aval-da-presidencia-da-camara-para-desviar-emendas-a-cunha/): Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu Permissão para ex-deputado indicar repasses intensifica ‘altíssimo grau de promiscuidade’ na liberação das verbas, diz polícia PF não cita Hugo Motta, mas emendas foram liberadas na gestão do atual presidente da Câmara; Cunha nega ilegalidade Por Mateus Vargas | Folha de S.Paulo 12/07/2026 O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos-MG) – Kayo Magalhães – 12.jul.2026/Divulgação/Câmara dos Deputados Brasília – Em documentação enviada ao ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal afirma que há indícios de que a presidência da Câmara autorizou a assessora parlamentar Mariângela Fialek a desviar emendas para o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A apuração embasou a ordem de Dino para bloquear R$ 6,15 milhões de Cunha pela suposta ingerência ilegal no direcionamento das verbas.  Os documentos da PF reproduzidos na decisão do ministro do STF não citam o nome do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mas os diálogos entre Cunha e Mariângela e a liberação das verbas ocorreram em 2025, quando ele comandava a Câmara. “Tudo indica que Tuca [apelido de Mariângela] contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”, afirma a PF. O presidente da Câmara ainda não se manifestou sobre a decisão de Dino e a apuração da PF. No sábado (11), Motta saiu em defesa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele falou em “intervenção judicial” indevida ao se referir à ordem de Dino de bloquear R$ 119 milhões do dirigente partidário por causa da suspeita de desvio de emendas. Em nota, a defesa de Mariângela Fialek afirma que ela atuava de forma “estritamente técnica, apartidária e impessoal”. Na documentação enviada a Dino, a Polícia Federal afirma que ela “sabia que estava atuando em zona cinzenta” ao supostamente contornar fluxos formais para ajustar a destinações de emendas “conforme interesses privados”. A PF também diz que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, “interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. Em diálogos entre Cunha e Mariângela, reproduzidos pelos investigadores, o ex-presidente da Câmara também fez menção a “Hugo” em setembro de 2025. Segundo a PF, Tuca havia procurado o ex-deputado para “aparentemente” enviar alguma informação. Depois de ela enviar e apagar uma mensagem, Cunha teria dito: “Tive ontem com Arthur. Hugo me ligou à noite. Enfim, tentando ajudar. Mas Arthur tem razão”. Os trechos da investigação mencionados na decisão de Dino não explicam se Arthur é Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. A decisão de bloquear valores de Cunha é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga a possível ingerência ilícita do ex-deputado no direcionamento de verbas públicas, mesmo sem exercer mandato parlamentar desde 2016. Segundo a PF, a investigação aponta que Cunha coordenava diretamente a destinação de, pelo menos, 29 emendas da Comissão de Saúde, totalizando um valor de R$ 6,15 milhões. A defesa de Eduardo Cunha disse, em nota, que soube da decisão pela imprensa e que ele não foi intimado nem chamado a prestar esclarecimentos antes da decretação do bloqueio de bens. Afirmou ainda que Cunha não exerce mandato e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. “A defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”, disse, em nota. De acordo com a nota, o valor bloqueado refere-se ao total das emendas sob investigação e não comprova desvio da verba. A defesa afirma que Cunha desconhece irregularidades na tramitação dos recursos e informa que buscará acesso aos autos para exercer o direito de defesa. Notícia anteriorPróxima notícia Nova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha 12/07/2026 Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF 13/07/2026 Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio - [Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano](https://politicariabrasileira.blog.br/bloqueio-de-r-6-milhoes-eduardo-cunha-ja-foi-preso-cassado-e-pretende-disputar-eleicao-este-ano/): Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Ex-presidente da Câmara dos Deputado, algoz de Dilma Rousseff, anunciou que pretende voltar ao cenário político pelo Estado de Minas Por Caio Possati | O Estado de S.Paulo 12/07/2026 Eduardo Cunha foi preso em 2016 no bojo da Operação Lava Jato. Foto: André Dusek/Estadão Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha teve os seus bens bloqueados em até R$ 6 milhões pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo investigação da Polícia Federal, Cunha atuava como uma “espécie de agente privado” dentro do Parlamento e teria conseguido, mesmo sem exercer nenhum mandato ou cargo público atualmente, destinar 21 emendas parlamentares a municípios de Minas Gerais, que totalizam o valor bloqueado pelo STF. A defesa de Eduardo Cunha afirmou que “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que ele “não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas”. “Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar”, diz a nota, completando que a defesa “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”. A nota termina dizendo que a defesa buscará acesso integral à investigação “a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”. A decisão acontece a poucos meses da eleição, na qual Cunha já afirmou ter a pretensão de concorrer a deputado federal justamente pelo Estado de Minas. Se eleito, será o seu retorno ao cenário político nacional. Em setembro de 2016, ele foi cassado por quebra de decoro parlamentar meses depois de coordenar, naquele mesmo ano, como presidente da Câmara, o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. A acusação formal que levou à sua cassação, por 450 votos a favor e 10 contra, indicou que Cunha mentiu à CPI da Petrobras, em 2015, ao negar ser titular de contas no exterior, conforme denúncia do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Meses antes, o STF já havia determinado o afastamento do ex-deputado das funções parlamentares por suspeita de obstruir investigações do Conselho de Ética. Cunha já era réu na Operação Lava Jato depois que, em 2015, também por denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por ter recebido ao menos US$ 5 milhões em propinas referentes a dois contratos de construção de navios-sonda da Petrobras. Enquadrado como “ficha suja”, o então emedebista Eduardo Cunha perdeu os direitos políticos e tornou-se inelegível por 10 anos. Em outubro de 2016, um mês depois da cassação, foi preso no âmbito da Lava Jato por decisão do juiz Sergio Moro. Ficou detido por cerca de três anos, passou a responder ao processo em prisão domiciliar em 2020, durante a pandemia, e acabou sendo solto em 2021. Nas eleições de 2022, conseguiu autorização da Justiça Eleitoral, por meio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, para concorrer ao cargo de deputado federal pelo Estado de São Paulo pelo PTB. Contudo, mesmo mudando de legenda e de domicílio eleitoral — antes concorria pelo Estado do Rio de Janeiro, seu reduto político —, não foi eleito. Em 2023, teve uma de suas condenações pela Lava Jato anulada pelo STF, após a Corte reconhecer a competência da Justiça Eleitoral para julgar o processo. A sentença derrubada pelo Supremo havia imposto a Cunha 15 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Cunha já declarou o desejo de voltar à cena política. Depois de fracassar em São Paulo, pretende retornar à Câmara dos Deputados pelo Estado de Minas Gerais, agora pelo Republicanos-MG. Atualmente, o ex-presidente da Câmara é pré-candidato e terá a candidatura a uma cadeira no Legislativo oficializada em 16 de agosto, conforme o calendário eleitoral. Bloqueio de R$ 6 milhões O bloqueio determinado por Dino aconteceu no âmbito da Operação Transparência. Conforme a PF, os repasses das emendas aos municípios mineiros eram feitos por meio de documentos fraudulentos que ocultavam o nome do ex-parlamentar. As apurações indicam que a operação funcionava por intermédio de Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, que já foi assessora de Cunha e atua como servidora na Câmara dos Deputados. Em 2025, ela teve seu aparelho celular analisado pela Polícia Federal, que afirma ter encontrado elementos que apontariam para “a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual Eduardo Cosentino da Cunha, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”. Conforme a PF, Tuca “não era mera executora ocasional”, mas uma “agente ativa e consciente”, que desempenhava papel de “consultora, facilitadora e implementadora” das demandas repassadas por Eduardo Cunha. Para os investigadores, Tuca realizava o reajuste de emendas a partir do direcionamento do ex-parlamentar, em um “claro e consciente processo de centralização operacional”. A reportagem busca contato com a defesa de Mariângela Fialek. Em seu depoimento à Polícia Federal, Tuca afirmou que evita conversar com deputados sobre a destinação de emendas, porque essa seria uma atribuição da liderança partidária. Segundo a investigação, porém, Eduardo Cunha, mesmo sem mandato, mantinha um canal direto de diálogo com a investigada, que não era oferecido à maioria dos parlamentares. “Evidências reunidas até o momento indicam que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência política equivalente ou até superior a dos parlamentares em exercício, direcionando recursos federais sem qualquer autorização institucional”, escreveu Dino na decisão. COLABOROU FELIPE DE PAULA Notícia anterior Deputado Federalemenda parlamentarOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPTB Partido Trabalhista BrasileiroRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda 12/07/2026 Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu - ['Não aguento mais esses mineiros enrolados', escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino](https://politicariabrasileira.blog.br/nao-aguento-mais-esses-mineiros-enrolados-escreveu-cunha-pre-candidato-a-deputado-por-minas-em-dialogo-citado-por-dino/): ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Em mensagem à servidora da Câmara, ex-deputado pede troca de emenda de Governador Valadares Por Bruna Lessa | O Globo 12/07/2026 0 ex-presidente da Câmara dos Deputados e deputado cassado Eduardo Cunha (PRD-SP) durante a posse da nova legislatura da Casa em fevereiro de 2023 — Foto: Cristiano Mariz/O Globo A Polícia Federal interceptou mensagens entre o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos), e uma servidora da Casa, em que Cunha demonstra insatisfação com cidades de Minas Gerais, estado pelo qual ele deverá se candidatar nas eleições deste ano. Cunha, cassado em 2016, teve até R$ 6,15 milhões bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de indicar irregularmente emendas parlamentares destinadas a municípios mineiros mesmo sem ter mandato. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios na distribuição de emendas do chamado orçamento secreto e que, na sexta-feira, já havia levado ao bloqueio de até R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Entre os diálogos que embasaram a decisão, tornada pública neste domingo, um trecho reproduzido pela Polícia Federal mostra Cunha reclamando justamente de cidades no estado pelo qual pretende se eleger em outubro. As conversas foram extraídas do celular de Mariângela Fialek, a Tuca, servidora da Câmara apontada como operadora do esquema de manipulação de emendas parlamentares. Em uma delas, o ex-deputado resolve um impasse trocando a cidade beneficiada por uma emenda: “Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar”, escreveu. Na representação que embasou a decisão de Dino, a PF afirma que “mais simbólico ainda no sentido do descontrole político e desvinculação ao interesse público dessas destinações é o fato de que o ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas”. No documento, a PF destaca que, em alguns trechos, Cunha demonstra pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução. “Nesse sentido, ainda que o efetivo desvio dos recursos públicos em benefício próprio não seja pressuposto do delito de peculato, chama a atenção que um pré-candidato a deputado federal por Minas – Estado junto ao qual nunca manteve vínculo político – busque angariar recursos para municipalidades. É evidente a tentativa de cooptar apoio político local para a eleição que se aproxima”, diz a investigação. Municípios trocados nas conversas A mensagem sobre os “mineiros enrolados” não é a única em que Cunha remaneja destinos de emendas nos diálogos analisados pela PF. Em setembro de 2025, diante de um conflito local sobre a autoria de uma emenda destinada a Manhuaçu, o ex-deputado desiste do repasse e manda substituir o município: “Bom dia. Trocar Manhuaçu por essas para acabar com a confusão”, escreve, indicando em seguida o Fundo Municipal de Saúde de Governador Valadares e a Associação Hospital Belizário Miranda como novos destinatários. Sobre a disputa, resume: “Cidade pequena é uma guerra”. Em outra passagem, ao pedir remanejamentos envolvendo os municípios de Matias Barbosa, Pedrinópolis e Varjão de Minas, Cunha se desculpa com a servidora: “Desculpa o trabalho, mas Minas é muito pulverizado”. Tuca responde: “Tranquila. São muitos municípios mesmo”. Para os investigadores, as emendas, que foram “criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos”, acabaram “subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”. Além do bloqueio de bens, a decisão de Dino, assinada em 6 de julho, suspendeu a execução de todas as emendas sob suspeita. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGovernador Valadares MGManhuaçu MGMatias Barbosa MGPedrinópolis MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalVarjão de Minas MG Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro - [Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-cita-indicacao-de-emendas-por-eduardo-cunha-mesmo-sem-mandato-e-manda-bloquear-r-6-milhoes/): Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Ministro do STF afirma que foram identificadas pelo menos 21 emendas empenhadas e pagas e que, nesse cenário, ‘foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação’. Por Isabella Calzolari e Filipe Matoso | g1 e GloboNews 12/07/2026 Eduardo Cunha em foto de arquivo — Foto: Eraldo Peres/AP Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão é de 6 de julho e tornou-se pública neste domingo (12). Em nota, Cunha nega irregularidades. A defesa de Mariangela afirmou que sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal. (leia a íntegra abaixo) O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto por indicação irregular de emendas. A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”. As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo. “Como dito, se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA. A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”, diz trecho da decisão de Dino. A decisão do ministro Dino afirma ainda que, “das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.” Na decisão, a Polícia Federal afirma que “o conjunto de elementos já permite concluir que EDUARDO CUNHA opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. “Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência.” Eleições Eduardo Cunha escolheu o estado de Minas Gerais para ser candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Cunha já foi eleito por quatro vezes pelo Rio de Janeiro, tentou ser deputado por São Paulo em 2022, mas não se elegeu. Um trecho da decisão de Dino afirma que “em várias passagens, o ex-deputado revela contar com uma cota informal de valores, que era direcionada conforme as diretrizes e interesses políticos no Estado de Minas”. “Várias foram as trocas de municípios e indicações, tudo conforme diretrizes repassadas diretamente pelo ex-deputado. Mais simbólico ainda no sentido do descontrole político e desvinculação ao interesse público dessas destinações é o fato de que o ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas. Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução.” Outro lado Em nota, a defesa de Eduardo Cunha disse que tomou conhecimento da decisão de bloqueio parimonial pela imprensa e que o ex-deputado não foi intimado para esclarecer os fatos. “Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens”, afirmaram os advogados. A defesa argumenta ainda que não se pode equiparar “a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”. “É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha”. Ainda de acordo com os advogados, Cunha “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas”. “A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas”. Íntegra da nota da defesa de Cunha A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação. Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário. Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar. Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar. É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha. Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha. A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas. Íntegra da nota de Mariangela Fialek Mariangela Fialek é advogada formada pela PUC/RS e é mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Profissional experiente - [Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda](https://politicariabrasileira.blog.br/master-pf-ve-troca-de-celular-e-fim-da-empresa-em-risco-de-fuga-de-miranda/): Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda Passagem comprada para os EUA para segunda-feira (13) também levou o STF a determinar apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário ligado a Daniel Vorcaro; defesa nega Por Elijonas Maia | CNN 12/07/2026 Daniel Vorcaro e Thiago Miranda • Redes sociais/Reprodução A PF (Polícia Federal) reuniu ao menos três elementos para pedir a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicitário ligado a Daniel Vorcaro, e sua proibição de sair do Brasil. No documento enviado ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a PF detalha uma informação que já circulava no entorno de Miranda: a troca de telefone antes de ser alvo da operação que cumpriu buscas na casa dele. “Foram encontrados diversos registros de números de telefone supostamente utilizados por Thiago, em situação apta a demonstrar, no entender da autoridade policial, que o investigado passou a promover mudanças constantes de números telefônicos após a publicidade da investigação em desfavor do Banco Master e de seu relacionamento com Daniel Vorcaro“, diz a PF. O documento também explica que a mesma dinâmica, “de furtividade e capacidade de atuação célere e adaptativa”, pôde ser verificada na descoberta do recente encerramento das atividades da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi, em nome de Thiago Miranda, em um dos endereços indicados no pedido de busca. A CNN apurou que a empresa fechou há cerca de dez dias. O terceiro ponto em que a PF apontou “sério risco de evasão do território nacional” foi ante a notícia de que o investigado viajaria para Miami, nos Estados Unidos, na segunda-feira (13). A operação foi deflagrada de tarde, na última quinta-feira (9), inclusive, horário não habitual, porque a PF viu que Miranda teve uma “permanência inesperada em Brasília“. Ele solicitou reembolso de uma passagem aérea com destino ao Rio de Janeiro e ida prevista para o dia 8, véspera da operação. Já no dia da operação, o publicitário desligou rapidamente o celular ao perceber a chegada da PF, segundo o delegado do caso, assim, “dificultando o acesso a possíveis informações relevantes no dispositivo”. Com o pedido da PF, o ministro determinou também a suspensão do passaporte do empresário no sistema de tráfego. Em nota encaminhada no sábado (11), a defesa de Miranda diz que ele colaborou com as investigações desde o início e nega qualquer irregularidade. “Desde o início das investigações, o Sr. Thiago Miranda adotou postura estritamente colaborativa, pautada pela boa-fé e pela mais absoluta lealdade processual, comparecendo espontaneamente a todos os atos para os quais foi convocado e prestando os esclarecimentos que lhe foram solicitados“, diz a nota. “A defesa nega enfaticamente a prática de qualquer irregularidade por parte de seu constituinte, confiante de que, ao final da regular instrução, restará plenamente demonstrada a improcedência das suspeitas que lhe são atribuídas“, acrescentou. Notícia anterior Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda 12/07/2026 Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu 07/07/2026 Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação 06/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ - [E agora, Valdemar?](https://politicariabrasileira.blog.br/e-agora-valdemar/): E agora, Valdemar? Dono do PL só pensa em cifrões – apostou todas as fichas em Bolsonaro, que o levou ao céu e o puxa para o inferno Por Mary Zaidan | Metrópoles 12/07/2026 Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro | Beto Barata/PL Valdemar Costa Neto, dono do PL, tinha metas auspiciosas para 2026: disputar a eleição presidencial com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), chapa que considerava imbatível, e eleger uma bancada recorde de 120 deputados federais e 30 senadores. O roteiro começou a ruir a partir da opção dinástica do chefe do clã pelo primogênito. Teve de engolir a candidatura de Flávio, ficando sem um puxador de votos no Rio de Janeiro. Já não tinha concorrente de peso ao Senado em São Paulo desde que o deputado cassado Eduardo preferiu o Tio Sam ao Brasil, com custo para lá de nocivo para a legenda. Não bastasse, perdeu Michelle, sua maior aposta, que pode até se eleger, mas deixou de ser cria sua. O presidente do PL é um daqueles estereótipos de político que desabona a categoria. É a raposa, o espertalhão que está sempre em torno do poder. Foi aliado e opositor ferrenho do tucano Fernando Henrique Cardoso. Apoiou Lula em 2002 e, embora tenha auxiliado nas articulações do impeachment da petista Dilma Rousseff, foi indultado por ela. Assim, livrou-se da condenação de sete anos que tivera no Mensalão. Agora, está enrolado em novas suspeitas de peculato e corrupção, desta vez por manipulação de emendas parlamentares, que, na sexta-feira, lhe impuseram o bloqueio judicial de R$ 119 milhões – apenas uma parte de um patrimônio inexplicável e inescrupuloso para quem vive da política. Deputado por seis mandatos, Costa Neto renunciou por duas vezes para não ser cassado por delitos cometidos e impedido de disputar o pleito seguinte. Em 2022 decidiu não se candidatar para comandar o partido que mais dinheiro público recebe. A sigla, dona da maior bancada legislativa, abocanha anualmente cerca de R$ 200 milhões do Fundo Partidário, valor tímido perto dos mais de R$ 880 milhões do fundão eleitoral deste ano. Toda essa dinheirama explica o poder absurdo que o ex-deputado detém e, óbvio, os motivos pelos quais briga para que o seu partido tenha uma grande bancada. Antes de tudo, aponta por que ele depende tanto dos Bolsonaros: só conseguiu fazer o seu PL crescer e aparecer com a ida do ex para a legenda. Certo de que a filiação mudaria o curso da sigla, Costa Neto fez vistas grossas às acusações de que era corrupto, feitas por Bolsonaro em 2018 e reverberadas nas redes pelo rebento Zero Dois, Carlos. Em resumo, Bolsonaro é seu céu e seu inferno. No dia a dia da política, Costa Neto gosta de se apresentar como um conciliador que a todos ouve. Tenta imitar o jeito Gilberto Kassab de ser. Mas, ganancioso ao extremo, só de olho para cifrões, passa longe da eficiência e elegância do dono do PSD, articulador descolado, ex-secretário de Tarcísio, com três ministros no governo Lula e pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, crítico de Lula e Flávio. Em seu favor, diga-se, mexe em um angu bem mais encaroçado do que o de Kassab, que não tem de conviver com a permanente cizânia no clã Bolsonaro, as diatribes entre eles e entre aliados. As perturbações são tamanhas que, além dos tiros nos pés que a família adora disparar, o próprio Costa Neto tem errado a mira. E feio. Inventou e cuidou de Michelle, dando a ela a direção do PL Mulher, infraestrutura e grana para percorrer o país. Depois do vídeo em que ela rompe de vez com Flávio, dizendo ser “maltratada” e “humilhada” pelo enteado, o presidente da legenda até tentou esfriar os ânimos. Mas perdeu. Michelle não foi ao encontro com mulheres promovido pela campanha de Flávio, esvaziado também pelas ausências das senadoras Tereza Cristina (MS) e Damares Alves (DF), aliadas da ex-primeira-dama. Abandonou o PL Mulher e ameaça (só ameaça) não disputar o Senado pelo PL no Distrito Federal, eleição tida como garantida. Costa Neto nem parecia um político safo quando anunciou a extinção da direção nacional do PL Mulher.“Você sabe mulher como é que é, né? Arruma enguiço com 20”. Com a desastrada frase, afastou ainda mais as mulheres, público avesso a Flávio. Fez coro a um dos mais fiéis assessores do candidato, o blogueiro Paulo Figueiredo, para quem “mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras” e que “mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido”. Mais uma vez, seus tiros foram parar na culatra ao escancarar o que muita gente no país crê quanto ao comportamento de Bolsonaro, condenado e cumprindo pena em prisão domiciliar. “Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está. Se ele sair de lá, sai pulando de alegria. Sara na hora.” À frente de uma campanha sem o brilho que pretendia, Costa Neto acabou por acender desconfianças, jogando luzes no não descartado teatro do ex. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalFundo PartidárioGovernadorMensalão do PTPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram E agora, Valdemar? 12/07/2026 Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ E agora, Valdemar? - [Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado](https://politicariabrasileira.blog.br/moraes-poe-na-mira-pms-que-faziam-seguranca-de-canella-e-de-casal-investigado/): Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Ao conceder liberdade provisória ao ex-prefeito, ministro do STF diz que persistem dúvidas sobre a legalidade do armamento apreendido e da conduta de dois policiais militares Por Bernardo Mello, Dimitrius Dantas e Vera Araújo | O Globo 12/07/2026 Márcio Canella terá de usar tornozeleira eletrônica, fazer recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, comparecer à Justiça e entregar passaporte — Foto: Rafael Wallace O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Rio esclareça, em cinco dias, a origem de duas armas da corporação apreendidas na 6ª fase da Operação Unha e Carne — entre elas um fuzil calibre 5,56. Na mesma decisão, assinada anteontem, o ministro concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, que deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, por volta das 18h30 de ontem, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Moraes afirmou, no entanto, haver dúvidas sobre a regularidade do uso do armamento e sobre a atuação de dois PMs na segurança dos investigados. Canella e Silva Neto foram presos em flagrante em 7 de julho por causa da posse de armas de uso restrito, durante operação da Polícia Federal contra uma quadrilha suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil, também é investigado. Embora tenha considerado legais as prisões, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que medidas cautelares — como tornozeleira eletrônica, apresentação periódica à Justiça e entrega dos passaportes — eram suficientes para substituí-las. A decisão manteve o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas dos investigados, determinados em 2 de julho, quando Moraes autorizou as buscas. O ministro pediu à PM informações sobre a situação funcional de Silva Neto e do terceiro-sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, apontado no Inquérito 5.020 como responsável pelo fuzil encontrado na Ford Ranger de Canella. Segundo a defesa, o sargento fazia sua escolta e a cessão da arma estava formalizada em relatório de armas em serviço apresentado à Justiça. Já a arma de Silva Neto, também da PM, foi apreendida com ele enquanto fazia a segurança de Luisi Correa Pinho e José Carlos Alves de Souza Júnior, segundo a PF. Os investigadores afirmaram que, ao arrombar o portão da casa, em Camboinhas, encontraram um homem empunhando uma arma, que foi contido e desarmado. A defesa do policial confirmou à Justiça que ele fazia a segurança dos moradores e sustentou que “sua presença no local, portanto, não era clandestina, eventual ou inexplicável” Em trecho da decisão, o ministro do STF deixa clara sua insatisfação com as explicações apresentadas pelas defesas — o que motivou o pedido de esclarecimentos à PM: “Há, portanto, dúvidas sobre a regularidade da posse de arma pertencente à corporação por Alexandre Paixão da Silva Júnior e que foi encontrada no veículo de Márcio Correia de Oliveira (cujo nome na política é Márcio Canella), bem como das razões pelas quais o armamento encontrava-se em veículo de propriedade de Márcio Correia de Oliveira. Igualmente, há dúvidas sobre a legalidade do exercício das funções de ‘segurança’ por Antônio Gomes da Silva Neto, inclusive com a utilização de armamento da corporação.” Moraes prossegue: “O encontro das armas se deu no cumprimento de medidas de busca e apreensão em procedimento relacionado à existência de organização criminosa e enseja a devida investigação, inclusive para comprovar a alegação de ambos os presos em flagrante delito.” E acrescenta que “essas dúvidas não foram sanadas pela Defesa até o presente momento, justificando a manutenção da prisão em flagrante delito na audiência de custódia”, e que deverão ser resolvidas com as informações a serem prestadas pela própria Polícia Militar do Rio. Ligação com o Detran O sargento Paixão, apontado pela defesa de Canella como responsável pelo acautelamento do fuzil encontrado no carro do ex-prefeito, está lotado no Detran. Canella sempre teve forte influência política na autarquia, desde os tempos de deputado estadual — a ponto de ter sido o principal padrinho político do delegado Marcus Amim, também alvo de busca e apreensão da PF na semana passada. Foi Canella quem indicou Amim para a presidência do Detran e depois o alçou ao cargo de secretário de Polícia Civil, chegando a articular mudança na Lei Orgânica do órgão para viabilizar a nomeação. Para a PF, os casos de Paixão e Silva Neto configuram, em princípio, crime de posse ou guarda irregular de arma de fogo de uso restrito, previsto no artigo 16 da Lei 10.826/2003. No caso de Silva Neto, investigadores também apontam possível participação em organização criminosa armada. Entre as condições impostas por Moraes para a liberdade provisória de Canella e Silva Neto estão ainda o recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana e a suspensão imediata de eventuais registros ou autorizações relacionados a armas de fogo. O descumprimento de qualquer condição, segundo a decisão, resultará na conversão automática em prisão preventiva. Questionada pelo GLOBO, a Polícia Militar informou apenas que a corregedoria instaurou procedimento para apurar a conduta de Alexandre Paixão da Silva Júnior, responsável pela cautela do fuzil encontrado no veículo de Canella. A corporação não respondeu sobre Antônio Gomes da Silva Neto e nem se ele podia atuar como segurança. O advogado Pierpaolo Cruz Bottini, que defende Canella, afirmou que a prisão não se sustentava porque a arma encontrada no carro era regular e registrada em nome de seu segurança. Segundo ele, toda a documentação foi apresentada ao STF, subsidiando a decisão que concedeu a liberdade. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJDeputado EstadualDetranNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado 12/07/2026 Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC 13/07/2026 PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional - [Mudança de rumo](https://politicariabrasileira.blog.br/mudanca-de-rumo/): Mudança de rumo Flavio Bolsonaro pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL, pois as investigações do crime organizado no Rio de Janeiro chegam cada vez mais próximas a suas conexões pessoais. Por Merval Pereira | O Globo 12/07/2026 O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo/08/07/2026 Vivemos nessa eleição presidencial uma situação inversa à que se deu em 2018, quando o então desconhecido Jair Bolsonaro venceu. Naquela ocasião, o então ex-presidente Lula estava na cadeia, e no último minuto colocou Fernando Haddad para representá-lo. Hoje, é Bolsonaro quem está preso, e apressou-se a indicar seu filho, o senador Flavio Bolsonaro, para representá-lo. Lula demorou até onde pôde para assumir que não seria o candidato, imaginando com isso que transferiria mais facilmente seus votos para Haddad. Não deu certo. Já Bolsonaro pensou em fazer o mesmo, mas sua situação era mais crítica que a de Lula, pois havia sido condenado por golpe de Estado, e dificilmente conseguiria um golpe parlamentar para tirá-lo daquela situação. A escolha de Flavio pareceu um erro no início, mas consolidou-se quando ficou claro que uma maioria da direita estava sendo levada para o extremismo da famiglia, tornando-se refém do populismo radical que elevou Bolsonaro a líder antiesquerdista. A fraqueza intrínseca de Flavio, porém, revela-se insuperável, além de seu telhado de vidro. Tudo indica que ele pode ser inviabilizado como candidato à Presidência até mesmo antes de chegar a ser indicado pelo PL, pois as investigações do crime organizado no Rio de Janeiro chegam cada vez mais próximas a suas conexões pessoais. Uma análise da gestão interina do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio e interventor no governo do Estado do Rio de Janeiro destaca que o estado há muito tempo está refém de um grupo político que vem se revezando no poder através do uso da máquina pública. Está sendo demonstrado agora que essa máquina era baseada na corrupção. O trabalho de limpeza de área que está sendo feito pelo desembargador Ricardo Couto está mostrando, pela primeira vez em muitos anos, que é possível organizar o governo estadual dentro dos marcos legais, cortando os excessos, os desperdícios e a corrupção. As pesquisas de opinião mostram que a falta de policiamento nas ruas é o principal problema na segurança para os moradores, um problema que extrapola para o país inteiro. A existência da corrupção e a falta de segurança estão entre os dois pontos principais nas preocupações do eleitor, e são questões imbricadas. Essas pesquisas refletem um sentimento nacional que vai ser muito debatido durante a campanha eleitoral. A ideia da criação de um ministério da Segurança Pública, que volta e meia entra em debate, deve ser uma das prioridades exigidas pelos eleitores para os candidatos à presidência. Com certeza, teríamos avançado muito mais se tivéssemos mantido o ministério da Segurança criado pelo ex-presidente Temer e extinto pelo ex-presidente Bolsonaro. Não poder andar com celular na rua com medo de ser assaltado parece uma coisa pequena, mas afeta a tranquilidade da população, e é um assunto premente para qualquer brasileiro. Mais uma vez no Rio de Janeiro estamos diante de exemplo que vem de cima. Desde o pequeno desvio, até a corrupção em alto nível, tudo faz com que o Estado não produza bem-estar para a população. Ao contrário, quando, como agora, há um governo que planeja o futuro e varre a corrupção, há avanços. O senador Flavio Bolsonaro, indicam as investigações, está envolvido diretamente nesse esquema criminoso que dominava o governo do Estado do Rio, e por isso está tendo dificuldades para montar sua própria chapa no Estado. Os candidatos ao Senado foram todos inviabilizados pelas ações policiais. O presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, candidato em potencial ao governo do Estado, é do mesmo grupo que está sendo investigado, e provavelmente não terá a oportunidade de assumir o governo interino. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nos próximos dias pela impossibilidade de realizar-se duas eleições no período de três meses, permanecendo o presidente do Tribunal de Justiça na interinidade até a eleição. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mudança de rumo 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) - [Autópsia de governo Castro expõe 'antros de corrupção' no Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/autopsia-de-governo-castro-expoe-antros-de-corrupcao-no-rio/): Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio Ao decretar novas prisões, juiz relatou ‘sangria das verbas públicas’ em gestão bolsonarista Por Bernardo Mello Franco | O Globo 12/07/2026 Aliados presos: o ex-governador Cláudio Castro entre Márcio Canella e Rodrigo Bacellar em Belford Roxo, em 2025 — Foto: Rafael Campos / Governo RJ A frase é do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa: “O estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura”. O magistrado decretou a prisão preventiva de seis envolvidos em fraudes no Instituto Rio Metrópole. Criado para elaborar projetos de transporte, saneamento e habitação, o órgão foi transformado em mais um sorvedouro de dinheiro público. A operação de quinta-feira desmantelou um esquema que desviou ao menos R$ 86 milhões. Entre os presos, está o presidente da autarquia, nomeado pelo ex-governador Cláudio Castro. Também foram em cana o pai e a cunhada do deputado estadual Alexandre Knoploch. Ele se apresenta nas redes como “casado, pai, evangélico”, “conservador de direita” e “pela família”. Na decisão, o juiz Rubioli descreveu um quadro de assalto aos cofres fluminenses: “O que se vê é um cenário de total aparelhamento espúrio do estado, sangria das verbas públicas, apadrinhamentos e toda sorte de ações que levaram o mesmo à bancarrota”. A devassa no Instituto Rio Metrópole teve origem em autorias instauradas pelo governador em exercício, Ricardo Couto. Em pouco mais de cem dias, o desembargador demitiu 4.000 funcionários fantasmas. Agora pretende fechar uma dezena de secretarias que serviam como cabides de emprego para apaniguados de Castro e de seus aliados na Assembleia Legislativa. Em outra frente de investigação, a Polícia Federal tem desvelado ligações de políticos do Rio com milícias e facções criminosas. O primeiro a ser preso foi Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj que seria candidato a governador com apoio de Castro. Nesta terça, foi a vez de Márcio Canella, flagrado com um fuzil no carro. Próximo de milicianos da Baixada, o ex-deputado era pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro. A mãe do presidenciável, Rogéria Bolsonaro, seria sua primeira suplente. O Rio de Janeiro vive atolado em crises e escândalos há mais de uma década. Em 2018, os servidores ficaram sem receber salários, a segurança virou alvo de intervenção federal e o governador Luiz Fernando Pezão saiu do Palácio Laranjeiras de camburão. (Condenado a 98 anos de prisão, ele teria as sentenças anuladas em segunda instância). Parecia o fundo do poço, mas o estado ainda mergulharia mais fundo. Eleito com discurso moralizador, Wilson Witzel inaugurou um novo ciclo que uniu extremismo político, descalabro administrativo e roubalheira desenfreada. Destituído pela Alerj, o ex-juiz foi substituído por Castro, cuja gestão agora tem as vísceras expostas. A autópsia da gestão bolsonarista revelou uma máquina infestada de “antros de corrupção”, disse na quinta o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira. “Inúmeras estruturas do estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes e marginais”, resumiu. Na mira da polícia, a turma não se dá por vencida. Cobra a saída do governador em exercício, que continua a caçar fantasmas, e tenta reorganizar o palanque para as eleições de outubro. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMPL Partido LiberalPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio 12/07/2026 Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ - [Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal”](https://politicariabrasileira.blog.br/valdemar-admite-usar-emendas-de-deputados-como-tiririca-isso-e-normal-2/): Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” Declaração ocorre após PF apontar suposta estrutura informal de controle de emendas pelo presidente do partido Por Raony Salvador | Fórum 11/07/2026 O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto | Reprodução/CNN O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, revelou um dos bastidores da relação entre a direção do partido e as emendas parlamentares de deputados. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que o deputados como Tiririca deixavam parte dos recursos para que ele, mesmo sem mandato, definisse onde seriam aplicados. A declaração ocorre após a Polícia Federal investigar uma suposta estrutura informal de direcionamento de recursos públicos dentro da Câmara dos Deputados.  Na sexta-feira (10), apuração levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar bloqueio de bens de Valdemar e suspender a execução de emendas que, segundo a investigação, chegariam a R$ 119 milhões. Na explicação dada na entrevista, Valdemar disse que combinou com o deputado que suas emendas seriam usadas para atender municípios indicados pela direção partidária. “O Tiririca não tem contato com o prefeito. Então acertei com o Tiririca quando ele foi eleito: você deixa essas emendas para a gente atender os municípios nossos. E ele fazia isso direitinho”, declarou. Segundo o presidente do PL, o deputado seguia a orientação e dividia os recursos conforme as demandas apresentadas pelo partido. “Eu usava as emendas dele e sugeria que ele desse para tal lugar, tal lugar, e você faz isso”, disse Valdemar ao relatar o acordo. A declaração foi dada em meio às investigações sobre a atuação do dirigente no direcionamento de emendas parlamentares. Valdemar negou irregularidades e afirmou que esse tipo de articulação faz parte da rotina política dos partidos. “Isso é normal em todo partido político”, disse. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” 11/07/2026 Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo 11/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF - [Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo](https://politicariabrasileira.blog.br/valdemar-admite-usar-emendas-de-deputados-como-tiririca-isso-e-normal/): Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Polícia apura mais de R$ 119 milhões em emendas com destinação suspeita Por Yuri Ferreira | Fórum 11/07/2026 Valdemar da Costa Neto (PL) – EVARISTO SA / AFP A Polícia Federal (PF) investiga se deputados federais tinham conhecimento, participaram ou foram omissos diante do uso de seus nomes em emendas parlamentares que somam R$ 119 milhões e que teriam sido direcionadas pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. A apuração levou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar o bloqueio de bens de Valdemar. Segundo a PF, a “participação, ciência, adesão ou inconsciência” dos deputados citados nos documentos será apurada. A corporação afirma que já existem elementos mais consistentes sobre o possível envolvimento de determinados parlamentares, mas diz que a responsabilidade de cada um só poderá ser definida com o avanço das investigações. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, deflagrada para apurar possíveis irregularidades na distribuição de emendas de comissão da Câmara dos Deputados. Como funcionava o esquema de emendas de Valdemar Costa Neto De acordo com a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto comandava a definição de emendas parlamentares utilizando uma rede de assessores ligados às lideranças partidárias na Câmara dos Deputados. Embora a Constituição reserve exclusivamente a deputados e senadores a prerrogativa de apresentar emendas ao Orçamento, os investigadores afirmam que o presidente do PL exercia, na prática, essa atribuição. A investigação aponta que três servidores da Câmara atuavam como operadores do esquema: Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL); Garigham Amarante, servidor da liderança do PL; e Nara Brum, assessora da liderança do PL. Na decisão, Flávio Dino afirma que os três atuavam como “longa manus” de Valdemar Costa Neto, isto é, executavam ordens do dirigente partidário. A partir da análise de mensagens e planilhas encontradas no celular de Mariângela Fialek, a PF identificou o que chama de “arranjo decisório paralelo” para a destinação das verbas. De acordo com os investigadores, Valdemar, mesmo sem exercer mandato, teria poder para definir valores, áreas e municípios beneficiados por emendas. Nesse esquema, servidores da Câmara seriam responsáveis por organizar as indicações. Para dar aparência de legalidade ao procedimento, deputados federais teriam sido registrados como solicitantes das verbas, embora as indicações partissem, segundo a PF, do presidente do PL. A corporação afirma que o suposto mecanismo pode ter contado com o “apoio e a liberalidade política, ainda que através de omissão, de outros parlamentares”. Diálogos obtidos pela PF revelam o protagonismo de Valdemar nas decisões. Em um dos diálogos, um servidor pergunta: “Fechou o valor do Pres Valdemar?”. Em outra conversa, a resposta é: “Pode colocar o máximo que der. Ele tá querendo Turismos”.Os investigadores também localizaram referências frequentes a “emendas do Valdemar” e à sigla “VCN”. “Marquei com o Valdemar amanhã 10:30”, escreve um assessor em uma das mensagens. “Acho que ele vai jogar no turismo os 24. Pode ser?” Os “24” são R$ 24 milhões em emendas parlamentares, segundo a PF. Como isso pode afetar a campanha de Flávio Bolsonaro O escândalo das emendas atribuídas a Valdemar Costa Neto pode ter impacto direto na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a reeleição ao Senado. Valdemar é o presidente nacional do PL e um dos principais aliados do bolsonarismo. A investigação atinge o núcleo duro da legenda, que tem no senador Flávio Bolsonaro seu candidato à presidência. Segundo a PF, mais de R$ 80 milhões das emendas atribuídas a Valdemar beneficiaram cidades chefiadas por filiados da sigla. Entre elas estão Suzano (SP), com R$ 26,8 milhões; Porto Seguro (BA), com R$ 25 milhões; Santa Fé do Sul (SP), com R$ 9,5 milhões; Bebedouro (SP), com R$ 9 milhões; e Ubatuba (SP), com R$ 7 milhões. Flávio confirmou que Valdemar operava um esquema de emendas. Para defender o presidente do PL,  Bolsonaro confirmou que ele participava das decisões em torno do destino das emendas de parlamentares do Partido Liberal e classificou tal relação como “natural”. “Sobre a decisão de hoje do ministro Flávio Dino (STF) contra o presidente do meu partido, Valdemar Costa Neto (PL): 1. Tenho certeza de que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados. 2. Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL.” Quem é Valdemar da Costa Neto Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL) desde 2020, foi deputado federal por seis mandatos consecutivos, de 1990 a 2022. Nascido em São Paulo em 11 de agosto de 1949, começou sua trajetória política na ARENA, partido de sustentação da ditadura militar, e ingressou no PL ainda nos anos 1980. Herdeiro de uma das famílias mais tradicionais da política de Mogi das Cruzes (SP), onde seu pai foi quatro vezes prefeito, tornou-se uma das principais lideranças do chamado “centrão” no Congresso Nacional. Em 2002, participou da construção da aliança entre o PL e o PT que elegeu Lula e José Alencar. Sob sua direção, o PL tornou-se a maior bancada da Câmara em 2022. Quais são os próximos passos da investigação Além do bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão imediata de todos os pagamentos das emendas sob suspeita. São pelo menos 21 emendas, empenhadas ou pagas, num total de R$ 119.216.703,15 — o valor que a PF calcula ter sido desviado. Desse total, cerca de R$ 104 milhões chegaram a ser pagos antes da suspensão. A Câmara dos Deputados tem 10 dias para entregar documentos sobre a tramitação dos recursos. A PF deverá aprofundar as investigações para determinar a responsabilidade de cada um dos deputados envolvidos. A linha de investigação sobre a “participação, ciência, adesão ou inconsciência” dos parlamentares deverá ser detalhada com a análise de novos documentos e oitivas. A corporação também investiga se os deputados autorizaram o uso de suas cotas e nomes, se concordaram com as indicações feitas por Valdemar ou se - [Meu patrimônio não chega "nem perto" de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/meu-patrimonio-nao-chega-nem-perto-de-r-119-milhoes-diz-valdemar-video/): Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) À CNN, líder do Partido Liberal nega que tenha em sua posse o valor das emendas bloqueado por decisão do Supremo Por Gustavo Uribe, Manoela Carlucci, Rafael Sotero e Filipe Pereira | CNN Brasil 11/07/2026 O Presidente Nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto • Beto Barata/PL Brasília e São Paulo – O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, disse em entrevista à CNN neste sábado (11) que seu patrimônio não chega “nem perto” dos R$ 119 milhões que o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou bloquear de suas contas após uma investigação da PF (Polícia Federal) sobre emendas parlamentares. “Nem perto. Eu gostaria de ter, mas nem que eu acertasse duas vezes na Mega-Sena eu teria esse dinheiro. Mas eles fizeram [o cálculo] do valor total das emendas e o bloqueio saiu desse tamanho. Então, o cidadão que vê isso, pensa que eu tenho esse dinheiro para pagar”, afirmou. Na declaração de bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no ano de 2010, última eleição em que participou, o patrimônio do presidente do PL chegava à cifra de R$ 2,5 milhões, distribuído em diferentes recursos. Valdemar também questionou o teor da decisão de Dino, mencionando os pareceres contrários de outros entes, como a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o Ministério Público. Segundo ele, os apontamentos justificaram ações mais brandas, sem a necessidade de buscas e apreensões, algo visto em outras investigações com políticos, como o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, e o senador Jaques Wagner (PT-BA). “Nós tivemos a PGR a nosso favor, ela foi contra a decisão, e o Ministério Público. Eles deram contra essas ações que iam fazer contra mim, eles não concordaram, por isso eu não tive Polícia Federal, não tive essas coisas de pegar meu celular, porque o ministro viu que era demais isso contra mim. Então agora nós vamos fazer a nossa defesa, vamos mostrar, as emendas são todas sérias, estão sendo executadas e aí vamos chegar no entendimento pra tocar a vida pra frente”, completou. A investigação Segundo investigação da PF, Valdemar teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que totalizariam R$ 119 milhões — valor bloqueado pela decisão. Para isso, por não ser parlamentar, o presidente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar verbas públicas de forma oculta, por meio de registros fraudulentos. Tais registros se baseavam na manipulação de documentos e sistemas orçamentários, colocando nomes de deputados reais. Dessa forma, as solicitações de emendas eram repassadas aos ministérios com um aspecto lícito. A investigação teve origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para apurar possíveis fraudes na destinação de emendas e o descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade fixadas pelo STF. “O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como ‘solicitantes’ das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar”, menciona a decisão. Dino determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente em até dez dias documentos sobre as emendas parlamentares que seriam ligadas a Valdemar Costa Neto. Outro lado A defesa de Valdemar emitiu uma nota em que diz receber com surpresa a decisão de Dino e afirma que a “decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”. O posicionamento ainda afirma ser natural e legítimo, no sistema democrático, que o presidente de partido político dialogue com parlamentares e defenda prioridades programáticas, além de articular por interesses nacionais e regionais e “influencie politicamente sua bancada”. Confira a íntegra da nota da defesa “NOTA À IMPRENSA A defesa de Valdemar Costa Neto recebe com surpresa a decisão do Ministro Flávio Dino que decretou medidas cautelares em seu desfavor. Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária. Valdemar Costa Neto nega categoricamente a prática de qualquer crime. Não há qualquer prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso. É natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Nada há de criminoso nisso. A atuação político-partidária somente poderia ter relevância penal se acompanhada de indícios concretos de fraude, desvio funcional, ocultação deliberada ou apropriação indevida da execução da despesa pública. Esses elementos não estão minimamente demonstrados. A defesa também destaca o fato de que a Procuradoria-Geral da República foi contrária à decretação das medidas cautelares. Ainda assim, foram impostas restrições graves com base em suposições sem qualquer demonstração individualizada de dolo, fraude, desvio de finalidade ou participação consciente em qualquer crime, além de estar claro na decisão de que não houve, com o devido respeito, qualquer vantagem pessoal para Valdemar Costa Neto. É especialmente preocupante a premissa de que a indisponibilidade deve recair sobre o patrimônio integral do investigado “até que o inquérito aporte elementos mais seguros”. A reconhecida incerteza investigativa não autoriza constrição patrimonial ampla, tampouco qualquer presunção de culpa. A defesa lamenta a exposição pública prematura de investigação ainda em fase preliminar, especialmente quando desacompanhada de elementos indiciários idôneos e em período de especial sensibilidade institucional e eleitoral. A defesa reafirma a inocência de Valdemar Costa Neto e adotará todas as medidas judiciais cabíveis para demonstrar a improcedência das imputações, restabelecer a legalidade e preservar suas garantias fundamentais. Marcelo Luiz Ávila de BessaThiago Lôbo Fleury” https://youtu.be/HZS0EfQ3kck?si=9DXL_hMMoBYSObKM Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) 11/07/2026 Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões - [Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana](https://politicariabrasileira.blog.br/cinco-agentes-politicos-sao-condenados-por-uso-de-documento-falso-e-falsidade-ideologica-em-bom-jesus-do-itabapoana/): Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana Sentença da Justiça envolve processo administrativo que levou ao afastamento da então presidente da Câmara, em 2022. Decisão é de primeira instância e cabe recurso. Por Diego Varsi | g1 11/07/2026 Câmara Municipal Bom Jesus do Itabapoana — Foto: Reprodução Inter TV Bom Jesus do Itabapoana – Cinco agentes políticos de Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense foram condenados pela Justiça do Rio de Janeiro pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. A decisão foi proferida pela 2ª Vara da Comarca de Bom Jesus do Itabapoana e tem relação com um processo administrativo que resultou no afastamento da então presidente da Câmara Municipal, Luciara Amil Nunes Azevedo, em 2022. Os condenados são os atuais vereadores José Luiz Rezende do Carmo, Samuel Júnior Soares de Aguiar e Sérgio Ney Borges Crizóstomo, além dos ex-vereadores Cleber Reis do Nascimento e Eduardo Alves Paiva. De acordo com a sentença, os réus inseriram informações falsas no relatório final do Processo Administrativo nº 50/2022, documento utilizado para justificar a destituição de Luciara da presidência da Câmara e seu afastamento do mandato por 30 dias. A Justiça também reconheceu o uso de documento falso relacionado a um orçamento apresentado durante a tramitação do processo. Segundo a decisão, as provas produzidas durante a instrução processual não confirmaram as informações apresentadas no relatório. A magistrada destacou ainda que testemunhas técnicas afastaram a existência do suposto prejuízo aos cofres públicos que fundamentou o processo administrativo. A sentença também menciona que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) aprovou as contas da Câmara Municipal referentes ao exercício de 2021, sem apontar irregularidades. Cada um dos condenados recebeu pena de 2 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente aberto. No entanto, por serem réus primários e pelos crimes não terem sido cometidos com violência ou grave ameaça, a pena privativa de liberdade foi substituída por duas medidas restritivas de direitos: o pagamento de R$ 2 mil e a limitação de fim de semana, com permanência em casa por cinco horas aos sábados e domingos. A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 10 mil, por danos morais, em favor de Luciara Amil Nunes Azevedo. O valor deverá ser pago de forma solidária pelos condenados. Os réus foram absolvidos das acusações de violência política de gênero, abuso de autoridade e de uma das imputações relacionadas ao uso de documento falso. Elma Soares Cardoso Abreu de Oliveira, que também respondia ao processo, foi absolvida da acusação de falsidade ideológica. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Notícia anteriorPróxima notícia Bom Jesus do Itabapoana RJNorte e Noroeste FluminensePL Partido LiberalPP ProgressistasPSD Partido Social DemocráticoTCE-RJVereadorVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana 11/07/2026 Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida 14/07/2026 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido 14/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Mudança de rumo Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia - [Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-segura-ha-um-mes-pl-que-asfixia-lavagem-de-dinheiro-no-setor-de-combustiveis/): Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Amanhã completa um mês que o projeto de lei 1482/2019 dorme na gaveta de Flávio Bolsonaro, presidente na Comissão de Segurança Pública do Senado. Por Lauro Jardim | O Globo 11/07/2026 Agentes cumprem mandados em sete estados na Operação Carbono Oculto — Foto: Reprodução/TV Globo O projeto, que endurece penas para o furto, roubo e receptação de combustíveis, foi avocado pelo presidente do colegiado no primeiro dia em que chegou, em 12 de junho, sem avanços desde então. Aproposta é chave para asfixiar a lavagem de dinheiro de milícias e facções criminosas que lucram com o mercado ilegal. Dados de um relatório que circula no Senado indicam o tamanho do problema: as ocorrências em dutos saltaram de 25 em 2024 para 31 em 2025, com um prejuízo estimado de R$ 33,4 milhões apenas em oleodutos da Transpetro. Notícia anteriorPróxima notícia Flávio BolsonaroPL Partido LiberalPL Projeto de LeiSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis 11/07/2026 Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado 12/07/2026 Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” - [Dinheiro parece não ser problema na Saúde de Belford Roxo, gestão sim](https://politicariabrasileira.blog.br/dinheiro-parece-nao-ser-problema-na-saude-de-belford-roxo-gestao-sim/): Dinheiro parece não ser problema na Saúde de Belford Roxo, gestão sim Setor já recebeu este ano mais de R$ 320 milhões Por Elizeu Pires 11/07/2026 Prefeitura de Belford Roxo | Foto: Reprodução Entre todas os órgãos da Prefeitura de Belford Roxo, comandada, pelo menos no papel, pela prefeita Mariana Malta, a Secretaria de Saúde seria o único com gestão independente, tendo como gestor e ordenador de despesa um ex-vereador de Duque de Caxias, o advogado Eduardo Macedo Feitall, que, há um ano e meio no cargo, ainda não conseguiu garantir à população o atendimento esperado, e não se pode dizer que é por falta de dinheiro, pois só no primeiro semestre deste ano, o município já recebeu do Fundo Nacional de Saúde transferências que somam R$ 208,7 milhões. Com uma previsão de R$ 488.400 milhões em receita para este ano, a Secretaria Municipal de Saúde já recebeu R$ 324,5 milhões, mas sem por isso as unidades sob administração direta estão funcionando melhor. Usuários dos postos instalados nos bairros da periferia reclamam que a coisa está muito ruim por lá, que em situação melhor estarias as unidades de maior porte, que estão sob gestão terceirizada, mas também não se sabe até quando, pois as empresas estariam com dificuldades para receber pelos serviços prestados, já que as faturas tem sido quitadas com atraso. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJDuque de Caxias RJPrefeitaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dinheiro parece não ser problema na Saúde de Belford Roxo, gestão sim 11/07/2026 Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis 17/07/2026 Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios - [MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-afastamento-do-presidente-da-camara-municipal-de-barra-mansa-por-permanencia-consecutiva-no-cargo/): MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Volta Redonda recomendou o afastamento imediato do vereador Paulo Sandro Soares da presidência da Câmara Municipal de Barra Mansa no mandato referente a 2026. Por MPRJ 10/07/2026 MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo A apuração do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) demonstrou que Paulo Sandro ocupa a presidência de forma consecutiva desde 2023, sendo eleito antecipadamente, em março de 2025, para permanecer no cargo em 2026. O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da ADI 6.524/DF, da ADI 6.688/DF e da ADPF 959/DF, fixou tese jurídica vinculante no sentido de que é permitida apenas uma única recondução sucessiva para o mesmo cargo na Mesa Diretora das Casas Legislativas, independentemente de os mandatos ocorrerem em legislaturas distintas. Para a Promotoria, a permanência por quatro anos seguidos contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o limite de reconduções sucessivas ao mesmo cargo.  “A manutenção de um mesmo agente político na chefia do Poder Legislativo por quatro anos consecutivos afronta os princípios republicano e democrático, a temporariedade dos mandatos e a alternância de poder, configurando continuidade material vedada pela ordem constitucional vigente”, diz trecho da Recomendação. Além do afastamento de Paulo Sandro, o MPRJ requer que a Câmara anule a eleição realizada em março de 2025 e que seja convocada uma nova eleição. A Câmara Municipal de Barra Mansa tem prazo de 30 dias para informar se as medidas serão cumpridas. Notícia anteriorPróxima notícia Barra Mansa RJMP-RJSolidariedadeSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo 10/07/2026 MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa - [Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio](https://politicariabrasileira.blog.br/sostenes-e-outros-dois-deputados-do-pl-sao-laranjas-de-valdemar-em-emendas-com-suspeita-de-desvio/): Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Deputados do PL assumiram autoria de R$ 119 milhões em emendas de comissão que, segundo a Polícia Federal, eram comandadas pelo presidente do partido; parlamentares dizem que emendas foram regulares; Sóstenes não comenta Por Daniel Weterman | O Estado de S.Paulo 10/07/2026 O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (PL-SP) e Capitão Alden (PL-BA) foram “laranjas” do presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, na indicação de R$ 119 milhões em emendas parlamentares com suspeita de desvio pela Polícia Federal Foto: Wilton Junior/Estadão BRASÍLIA — O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (PL-SP) e Capitão Alden (PL-BA) aparecem como autores de emendas parlamentares que, segundo a Polícia Federal, foram apadrinhadas pelo presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, em um esquema suspeito de desviar R$ 119 milhões. Luiz Carlos Motta afirmou que seu nome aparece porque ele foi relator do Orçamento em 2024. Capitão Alden alegou que a indicação foi regular e foi resultado do “procedimento institucional adotado”. Sóstenes não comentou.  Em nota divulgada pela defesa e compartilhada por Valdemar Costa Neto nas redes sociais, os advogados do dirigente partidário criticaram a decisão e citaram o que chamaram de “indevida criminalização da atividade político-partidária.” Os deputados foram procurados pela reportagem, e o espaço segue aberto (leia mais abaixo). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões de bens de Valdemar. A suspeita é que o presidente do PL tenha desviado a destinação de 21 emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar. Os recursos foram liberados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2024 e 2025. Os três parlamentares do PL aparecem como solicitantes formais das emendas, conforme levantamento do Estadão com base em dados do governo federal, da Câmara dos Deputados e da Polícia Federal. A PF aponta que o esquema envolvia a indicação falsa de deputados federais como “solicitantes” das emendas para dar ares de legalidade às indicações apropriadas por Valdemar. Segundo investigação da Polícia Federal, o dirigente do PL teria utilizado servidores da Câmara para direcionar recursos das emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão, para si próprio. Emendas de comissão são recursos indicados pelas comissões da Câmara e do Senado no Orçamento da União. Após o fim do orçamento secreto, elas cresceram e herdaram o esquema. O governo libera o dinheiro, mas o nome do parlamentar que indicou a verba não aparece. O STF exigiu transparência e obrigou o Congresso e o Executivo a divulgarem a identidade dos padrinhos. Líderes partidários, porém, colocaram seus próprios nomes, escondendo os verdadeiros donos das indicações, prática condenada pelo Supremo. Como o  Estadão mostrou, líderes partidários da Câmara aprovaram, em 2025, cerca de R$ 596 milhões em emendas de comissão sem identificar seus verdadeiros autores. Sóstenes Cavalcante, líder da bancada do PL na Câmara, colocou seu nome em R$ 94 milhões de emendas que, segundo a Polícia Federal, eram de Valdemar Costa Neto. Mesmo sendo um parlamentar do Rio, ele aparece como solicitante de emendas para municípios de São Paulo, Paraná, Bahia e Pará, além do próprio Rio. A maior emenda foi de R$ 25 milhões para Porto Seguro (BA). Luiz Carlos Motta assumiu a indicação de duas emendas no valor de R$ 22,8 milhões para Suzano e Ubatuba (SP). Capitão Alden, por sua vez, colocou o nome em uma emenda de R$ 2,4 milhões para Itaguaçu da Bahia (BA). Todas elas são das comissões de Saúde e de Turismo da Câmara. Nos registros públicos, são os nomes dos parlamentares que aparecem. Mas, em documentos apreendidos pela Polícia Federal com Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), os investigadores constataram que o verdadeiro padrinho das emendas era Valdemar Costa Neto. Na decisão, Dino chamou a atenção sobre o prejuízo aos cofres públicos, em razão de não haver legitimidade de Valdemar para indicar emendas. “Não restam dúvidas de que as ações ora investigadas causaram prejuízo ao erário, no ponto em que emendas representativas de mais de R$ 119 milhões foram forjadamente encaminhadas e desviadas. O fato de que um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público é gravíssimo e materializa o que de mais nefasto há em termos de desvios envolvendo o tema do orçamento secreto”, anotou o ministro na decisão de 34 páginas. “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões”, diz trecho do relatório da PF enviado a Dino. Os investigadores suspeitam que o presidente do PL – condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no Mensalão – foi “beneficiário” direto dos R$ 104 milhões desviados. Defesa de Valdemar cita premissas frágeis Em nota divulgada pela defesa e compartilhada por Valdemar Costa Neto nas redes sociais, os advogados do presidente do PL criticaram a decisão e citaram o que chamaram de “indevida criminalização da atividade político-partidária. Veja a íntegra da manifestação:   “A defesa de Valdemar Costa Neto recebe com surpresa a decisão do ministro Flávio Dino, que decretou medidas cautelares em seu desfavor. Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária.   Valdemar Costa Neto nega categoricamente a prática de qualquer crime. Não há qualquer prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso.   É natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Nada há de criminoso nisso.   A atuação político-partidária somente poderia ter relevância penal se acompanhada de indícios concretos de fraude, desvio funcional, ocultação deliberada ou apropriação indevida da execução da despesa pública. Esses elementos não estão minimamente demonstrados.   A defesa também destaca o fato de que a Procuradoria-Geral da República foi contrária à decretação das medidas cautelares. Ainda assim, foram - [Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-determina-suspensao-de-atos-para-terceirizacao-da-cozinha-e-do-transporte-de-alimentos-do-sehac-em-petropolis/): Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis Decisão foi tomada durante audiência na 4ª Vara Cível, onde era debatido também a qualidade da alimentação ofertada. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 10/07/2026 Hospital Alcides Carneiro — Foto: Divulgação / Prefeitura de Petrópolis – Hospital Alcides Carneiro Petrópolis – A Justiça determinou que o Serviço Social Autônomo Hospital Alcides Carneiro (Sehac) suspenda quaisquer atos administrativos destinados à terceirização dos serviços de cozinha e transporte de alimentos. A decisão foi tomada pelo juiz Jorge Luiz Martins durante uma audiência realizada nesta quinta-feira (10) na 4ª Vara Cível de Petrópolis, cidade da Região Serrana do Rio. A audiência foi motivada por uma denúncia encaminhada à Justiça, que apontava que o município tinha a intenção de terceirizar parte dos serviços de alimentação do Sehac. Atualmente, a cozinha do Hospital Alcides Carneiro é responsável pela produção e distribuição de mais de mil refeições por dia para outras unidades de saúde, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Centro e do Cascatinha, o Pronto-Socorro do Alto da Serra, a Unidade Pronto Hospitalar (UPH) da Posse, além de outros órgãos públicos, como a COMDEP e a Defesa Civil. Durante a audiência, a secretária municipal de Saúde, Clarissa Rippel, e o presidente do Sehac, Luiz Cruzick, informaram que a terceirização seria necessária para atender às exigências feitas pela Vigilância Sanitária Nacional, que realizou uma visita técnica à unidade no ano passado e determinou a implementação de melhorias no transporte das refeições. “A medida capaz e com expertise para o transporte de alimentação seria licitar /contratar alguma empresa do gênero. Já foi feito estudo preliminar com a parte jurídica e técnica da nutrição, encontrando-se os quantitativos ideais”, a firmou a Secretária de Saúde. Mas após as denúncias, a Prefeitura divulgou uma nota oficial informando que não havia qualquer decisão sobre a terceirização do serviço. No entanto, durante a audiência, a administração da unidade informou que já havia um procedimento administrativo aberto para a realização da licitação. “Quanto a terceirização, informo que em reuniões com a secretária, e com o setor financeiro do SEHAC, o objetivo é estreitamente em qualificar o serviço de alimentação e entrega. Como também não aumentar o custo. Para isso, realizamos os estudos de viabilidade para que possamos resolver e solucionar a determinação inclusive da Vigilância Sanitária Nacional”, disse o presidente do SEHAC Luís Cruzick. Apesar do que havia sido informado pela prefeitura anteriormente, nutricionista da unidade Vanessa Wendling, afirmou que recebeu na cozinha do hospital três visitas de representantes de duas empresas diferentes interessadas em prestar o serviço de terceirização. Após a apresentação dos dados financeiros durante a audiência, onde o SEHAC detalhou que há R$58 milhões em dívidas só com fornecedores, o juiz Jorge Luiz Martins acatou uma recomendação do Ministério Público e determinou a suspensão de quaisquer atos administrativos destinados à terceirização dos serviços de cozinha e transporte de alimentos do SEHAC. “Não parecem que as medidas anunciadas estejam em harmonia com a situação financeira do SEHAC ou do próprio município”, disse o juiz. A prefeitura de Petrópolis publicou na última semana um decreto de Calamidade Financeiro e estabeleceu medidas que serão tomadas pelos próximos seis meses para recuperar o equilíbrio econômico-financeiro do município. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis 10/07/2026 Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana 11/07/2026 Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida 14/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano - [Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/audiencia-na-justica-discute-alimentacao-oferecida-no-hospital-alcides-carneiro-em-petropolis/): Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis Durante a sessão, representantes da unidade informaram que o ovo foi a única proteína servida por cinco dias devido a uma dívida da Prefeitura com o fornecedor. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 10/07/2026 Audiência na Justiça sobre alimentação oferecida em Hospital de Petrópolis — Foto: Anna Beatriz Thomás Petrópolis – A alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro (HAC), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, foi tema de uma audiência realizada nesta quinta-feira (10) na 4ª Vara Cível. Durante a sessão, representantes da unidade confirmaram que o ovo foi a única proteína servida aos pacientes e profissionais por cinco dias devido a uma dívida da Prefeitura com a empresa responsável pelo fornecimento de proteínas. A audiência foi realizada após uma denúncia encaminhada à Justiça, que apontava que o ovo era a única proteína oferecida no hospital. Durante a sessão, a nutricionista da unidade, Vanessa Wendling, afirmou que a situação ocorreu entre a quarta-feira (01) da semana passada e o domingo (05). “A questão do cardápio servir como proteína principal apenas ovo alguns dias, sinalizo que foram apenas os últimos 5 dias que anteciparam aquela data. Porquê realmente, estavam sem outra opção de proteína no estoque. Como carne bovina, frango e peixes”, disse a nutricionista Vanessa durante a audiência. Segundo a nutricionista, informação que foi confirmada pelo diretor do Serviço Autônomo do Hospital Alcides Carneiro, Luiz Cruzick, e pela Secretária Municipal de Saúde, Clarissa Rippel, a empresa responsável pelo fornecimento das proteínas interrompeu as entregas porque a Prefeitura estava em débito com o fornecedor. O diretor do Sehac informou que o repasse foi feito na sexta-feira (3) da semana passada, mas que os insumos chegaram ao hospital apenas na segunda-feira (6). “Com relação ao fornecimento de ovo para o hospital e unidades, corroboro com a fala da Vanessa, foram servidos por 5 dias. E já na sexta fizemos os repasses para a empresa, para que ela pudesse logisticamente fazer a entrega das proteínas faltantes”, disse o presidente do SEHAC durante a audiência. Na audiência a administração financeira do SEHAC afirmou que há atualmente um débito de R$437 milhões, onde R$58 milhões são apenas com fornecedores. Também foi discutida a denúncia sobre alimentos estragados encontrados na unidade pelo vereador Léo França (PT), que encaminhou o caso à Justiça. A direção do hospital afirmou que uma equipe técnica fiscaliza diariamente os mais de 50 quilos de alimentos hortifrúti armazenados na unidade. Segundo a administração, os produtos encontrados ainda não haviam passado por essa fiscalização e, por isso, não seriam oferecidos aos pacientes. “No dia da vistoria, ao passar pela área da salada, onde constavam as caixas de tomate, foi verificado, conforme o registro, um tomate com sinal de bolor. Porém, antes de qualquer preparo é realizado a seleção do hortifrúti, para assim ser consumido”, esclareceu a nutricionista da unidade. O juiz da 4ª Vara Civil, Jorge Luiz Martins, classificou a situação como “gravíssima” e afirmou que o caso viola os direitos subjetivos do cidadão. Na audiência o Ministério Público recomendou que o hospital registre diariamente, por meio de fotografias, os alimentos oferecidos aos pacientes e colaboradores. E essas imagens deverão ser anexadas aos arquivos da unidade, juntamente com os cardápios, para comprovar quais alimentos são servidos. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis 10/07/2026 Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis 10/07/2026 Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões - [Caiado diz que vai 'alforriar' favelas do Rio se for eleito presidente: 'Vão ser libertadas'](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-diz-que-vai-alforriar-favelas-do-rio-se-for-eleito-presidente-vao-ser-libertadas/): Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ Pré-candidato do PSD participou de reunião fechada com empresários fluminenses em Ipanema para discutir empreendedorismo. Por André Coelho | GloboNews 10/07/2026 Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ GloboNews O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (10), durante agenda no Rio de Janeiro, que pretende usar a experiência como governador de Goiás para reforçar o combate à violência e ao avanço do crime organizado nos estados. “Essas comunidades vão ser libertadas. Eu vou alforriá-las, pode ter certeza. Eu vou colocar na grade esses bandidos e vou libertar todas essas comunidades que, hoje, estão sequestradas pelo narcotráfico. Isso eu fiz, tenho experiência, e vou fazer”, declarou. Caiado participou de uma reunião fechada com empresários fluminenses para discutir empreendedorismo e falou com a imprensa antes do evento. Segundo ele, suas propostas têm sido bem recebidas no Rio de Janeiro. “Sem dúvida nenhuma é esse clamor, aqui no Rio de Janeiro, para ser libertado desses bloqueios todos nas favelas”, disse, citando uma pergunta de uma médica que participou de encontro em Teresópolis: ‘Que dia vão chegar as forças da União, do Estado, do Município para nos dar liberdade?”. Questionado sobre a possibilidade de conversar com o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) em busca de apoio para sua candidatura, Caiado afirmou que “todos os espaços estão abertos”. Na quinta-feira (9), o PSDB confirmou que Aécio não disputará as eleições deste ano. “Todos os espaços estão abertos neste momento. Nossa convenção será realizada no dia 26. Até lá, todo o tempo será aproveitado”, disse. Caiado também declarou que apoiará a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado do Rio de Janeiro. Na quinta-feira (9), o pré-candidato participou do Congresso da Confederação de Irmãs Beneficentes Evangélicas Mundial (Cibem), realizado no Riocentro, na Zona Oeste da cidade, onde exaltou o papel das mulheres na família. Notícia anterior Deputado FederalGovernadorPSD Partido Social DemocráticoPSDB Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL - [PF aponta servidora Mariângela Fialek, a 'Tuca', como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-aponta-servidora-mariangela-fialek-a-tuca-como-operadora-do-esquema-de-emendas-atribuido-a-valdemar-costa-neto/): PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Segundo investigação enviada ao STF, Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, organizava o fluxo das indicações e manipulava documentos para ocultar a participação do ex-deputado. Por g1 10/07/2026 Mariângela Fialek, ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) — Foto: Reprodução/Linkedin São Paulo – A investigação da Polícia Federal que resultou no bloqueio de R$ 119,2 milhões atribuídos ao ex-deputado Valdemar Costa Neto aponta que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ocupava posição central em um esquema de manipulação de emendas parlamentares. Segundo o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Tuca era a “personagem principal” de um “arranjo funcional informal” criado para operacionalizar indicações de emendas em nome de Valdemar Costa Neto, que, por não exercer mandato parlamentar, não poderia indicar recursos do orçamento. De acordo com a Polícia Federal, a servidora centralizava e organizava o fluxo das emendas e atuava seguindo orientações atribuídas ao ex-deputado. A PF afirma também que a extração de dados do telefone celular de Mariângela Fialek foi um dos principais elementos da investigação. Segundo o relatório, o conteúdo do aparelho revelou a existência de um “arranjo decisório paralelo” para a destinação de verbas públicas e reforçou o que os investigadores classificam como falta de rastreabilidade e transparência na distribuição das emendas parlamentares. Conexão com Valdemar Costa Neto Segundo a investigação, mensagens extraídas do telefone celular de Tuca mostram que ela era acionada por pessoas ligadas a Valdemar Costa Neto. De acordo com a PF, o conteúdo do aparelho indica que o ex-deputado aparecia como o responsável pela definição das emendas, embora não exercesse mandato parlamentar. Entre elas está o advogado Garigham Amarante, apontado pela PF como pessoa de confiança do ex-deputado. Em uma das conversas analisadas, Garigham informa à servidora que Valdemar pretendia destinar cerca de R$ 24 milhões para a área do Turismo. Em seguida, segundo a investigação, Mariângela passa a organizar a alocação desses recursos. A Polícia Federal afirma que o papel da servidora era ocultar a participação de Valdemar nas indicações. Para isso, segundo o relatório, listas encaminhadas aos ministérios eram alteradas para fazer constar deputados federais com mandato como solicitantes das emendas. De acordo com os investigadores, o objetivo era impedir que o nome de Valdemar aparecesse nos documentos oficiais, já que ele não poderia indicar recursos orçamentários. Planilhas e mensagens A investigação afirma que a ligação entre Mariângela e Valdemar também aparece em planilhas apreendidas no celular e na sala de trabalho da servidora. Segundo a PF, os documentos identificavam recursos como “do Valdemar” ou “do VCN”, referência às iniciais de Valdemar Costa Neto. O celular de Tuca também registrou conversas sobre a destinação de recursos. Em uma troca de mensagens de agosto de 2025, interlocutores ligados a Valdemar pedem que Mariângela destine “o máximo que der” para a área do Turismo. Segundo a investigação, ela passa então a organizar a alocação de aproximadamente R$ 24 milhões. O relatório também cita mensagens de outra servidora, Nara Brum, informando a Mariângela dificuldades técnicas para alterar o destino de recursos e afirmando que “o Valdemar não aceitaria mudanças”, segundo a investigação. Quem é Tuca Mariângela Fialek é ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). Conhecida como Tuca, Mariângela trabalhou no gabinete de Lira entre março de 2021 e meados de 2025, quando passou a atuar na liderança do Progressistas (PP) na Casa, o partido de Lira. Em dezembro de 2025, ela tinha remuneração bruta de R$ 23,7 mil em um cargo de natureza especial no partido. A funcionária da Câmara foi alvo da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal, em dezembro, para apurar irregularidades na destinação de verbas públicas de emendas parlamentares. A representação da PF que apresentou esses fatos é um desdobramento dessa operação. Segundo investigações da PF, ela exercia controle de “indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de provável organização criminosa voltada para a prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”. Decisão do STF Com base nos elementos apresentados pela Polícia Federal, o STF determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões e suspendeu o pagamento das 21 emendas sob investigação. Mariângela Fialek e outros servidores são investigados pelos crimes de peculato-desvio e associação criminosa. Procurado pela TV Globo, Valdemar negou que tenha feito indicações de emendas e afirmou que, em determinados casos, essa é uma atribuição do líder do partido na Câmara. Notícia anterior Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado - [Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-cita-indicacao-de-emendas-por-valdemar-mesmo-sem-mandato-e-manda-bloquear-ate-r-119-milhoes-do-presidente-do-pl/): Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Segundo a Polícia Federal, funcionários da Câmara teriam atuado em conjunto para desviar pelo menos 21 emendas parlamentares em benefício de Valdemar Costa Neto. Por Camila Bomfim | g1 10/07/2026 Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto — Foto: Beto Barata/PL/Divulgação O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) a suspensão de emendas parlamentares que teriam, segundo a Polícia Federal (PF), sido indicadas irregularmente pelo presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto. 🔎A indicação de emendas parlamentares é uma prerrogativa de deputados e senadores. Valdemar é ex-deputado, portanto, a participação dele na destinação de recursos públicos é irregular, conforme destaca a PF. Na decisão, a PF afirma que funcionários da Câmara dos Deputados teriam atuado em conjunto para desviar pelo menos 21 emendas parlamentares em benefício de Valdemar. Essas emendas somariam R$ 119,2 milhões em recursos públicos destinados de forma irregular. 🚫Na decisão desta sexta-feira, Flávio Dino também determinou a indisponibilidade de bens, até o limite de R$ 119,2 milhões, de Valdemar Costa Neto. 🎤Procurado pela TV Globo, Valdemar negou que tenha feito indicações de emendas e afirmou que, em determinados casos, essa é uma atribuição do líder do partido na Câmara. Ele informou também que sua defesa ainda vai se manifestar sobre o caso. As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo. As investigações apontam indícios de que Valdemar Costa Neto — que não exerce mandato parlamentar — teria se valido de um “arranjo decisório paralelo” dentro da Câmara dos Deputados para direcionar verbas de emendas de comissão conforme seus interesses políticos e particulares. Segundo a representação da Polícia Federal, o esquema contava com a atuação de servidores da Câmara para dar uma aparência de legalidade aos repasses. As indicações de Valdemar eram planilhadas e encaminhadas aos ministérios responsáveis por programas utilizando nomes de deputados federais como falsos “solicitantes”. “O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como ‘solicitantes’ das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar. […] Conforme se observa, fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”, diz trecho da decisão de Dino. A análise em aparelhos celulares apreendidos na primeira fase da Operação Transparência identificou mensagens de servidores discutindo cotas de valores e áreas prioritárias — como saúde e turismo —, com forte incidência de indicações voltadas a municípios do estado de São Paulo. Em trechos destacados na decisão de Dino, mensagens trocadas entre assessores mencionam reservas expressivas de recursos, citando abertamente tratativas em nome do presidente do PL. Esses assessores determinam que fossem alocados os montantes máximos possíveis em pastas como o Ministério do Turismo. A investigação aponta que, do total de R$ 119 milhões mapeados em planilhas atribuídas a Valdemar, pelo menos 21 emendas já foram efetivamente empenhadas ou pagas pelos órgãos competentes. Para Flávio Dino, o empenho do recurso forjado constitui o momento de conversão da proposta desviada em execução financeira. “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões”, diz uma parte do despacho do ministro do STF. Na decisão, o ministro Flávio Dino acolheu em parte os pedidos da PF e estabeleceu as seguintes providências: bloqueio patrimonial de Valdemar Costa Neto até o valor total de R$ 119.216.703. paralisação imediata de qualquer ato de execução orçamentária (seja em fase de empenho, liquidação ou pagamento) referente às emendas listadas na investigação da PF. intimação da Câmara dos Deputados, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para adoção de providências no prazo de 10 dias. Operação Transparência Em dezembro do ano passado, a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi principal alvo da Operação Transparência, realizada pela PF para investigar suspeitas de irregularidades na destinação de verbas públicas de emendas parlamentares. Segundo investigações da PF, ela exercia controle de “indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de provável organização criminosa voltada para a prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”. Valdemar Costa Neto tornou-se alvo de investigação no âmbito dos desdobramentos da Operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado e que teve como principal alvo Mariângela Fialek. Tuca trabalhou como assessora da Presidência da Câmara na gestão Arthur Lira (PP-AL). Segundo a PF, há indícios de “ingerência ilícita” no direcionamento de emendas parlamentares. Ainda segundo as investigações, o presidente do PL teria estruturado um “arranjo decisório paralelo” para a destinação de verbas públicas, mesmo sem possuir mandato parlamentar. Com base na análise de dados do celular de Mariângela Fialek, a Polícia Federal afirmou haver indícios de que Valdemar Costa Neto era um “vetor de definição e remanejamento de emendas”. Conforme a investigação, além de Mariângela Fialek, Nara Braum, uma servidora efetiva da Câmara lotada na liderança do PL, também teria participação no esquema. Flávio Dino destaca, na decisão, um trecho de uma conversa entra Nara Braum e Mariângela Fialek, que cita Valdemar Costa Neto. “Não, o Valdemar pediu pra trocar algumas das indicações que ele fez ontem em turismo, porque os municípios não iriam conseguir executar”, diz o trecho. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPresidente da República Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço 09/07/2026 Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio - [TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/tre-df-bloqueia-contas-de-ex-esposa-de-bolsonaro/): TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Ana Cristina Valle foi candidata a deputada distrital em 2022 e falhou na prestação de contas referentes aos gastos de campanha Por Helena Prestes | CNN Brasil 10/07/2026 Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro • Estadão Conteúdo – Arquivo 2018 Brasília – A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil, em valores atualizados após correção monetária, de Ana Cristina Valle, segunda esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O motivo é falha na prestação de contas de campanha. Ana Cristina foi candidata a deputada distrital pelo partido Progressistas em 2022, obteve apenas 1.485 votos na capital e não se elegeu. Segundo o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), os gastos da campanha totalizaram R$ 303.488,96 e não houve comprovação referente ao montante de R$ 134,4 mil – valor antes da correção monetária. Ana Cristina falhou em apresentar documentação correspondentes a 44,31% das despesas de campanha. O tribunal apontou diversas inconsistências em despesas custeadas com recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha). Entre elas, ausência de notas fiscais, de contratos e de comprovantes de prestação de serviços. Também foi verificada a falta de documentos que demonstrassem a efetiva realização de gastos com militância, alimentação, combustível, locação de bens e impulsionamento de conteúdo na internet. Entre as inconsistências, segundo a Justiça Eleitoral, houve um pagamento de R$ 35.150 destinado a atividades de militância sem documentação comprovando a efetiva prestação dos serviços. Ainda foram identificados R$ 3 mil em despesas com combustível sem comprovação da vinculação dos abastecimentos a veículos utilizados na campanha. Por fim, houve um gasto com aluguel de imóvel pago por período posterior ao encerramento das eleições. Durante a tramitação do processo, a candidata foi intimada em duas oportunidades para apresentar esclarecimentos ou documentos complementares, mas não deu retorno à Justiça Eleitoral. Para o relator do caso, a ausência de manifestação reforçou a gravidade das irregularidades. A prestação de contas final da campanha também foi apresentada fora do prazo formal. Caso o bloqueio das contas não seja suficiente, a medida do TSE pode afetar imóveis e veículos de Ana Cristina. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro 10/07/2026 Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF 09/07/2026 Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH - [Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável](https://politicariabrasileira.blog.br/nunes-marques-nutre-esperanca-de-costa-neto-de-tornar-bolsonaro-presidenciavel/): Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Valdemar Costa Neto comparou a situação à do presidente Lula, que voltou a disputar eleições após decisões do STF Por Julinho Bittencourt | Fórum 10/07/2026 Jair Bolsonaro – Ex-presidente condenado – Foto: Reprodução/Instagram Jair Bolsonaro Enquanto dirigentes e parlamentares do PL alimentam a expectativa de uma reviravolta jurídica para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam reservadamente que as chances de uma revisão criminal prosperar são remotas. A aposta do partido é que o ministro Kassio Nunes Marques analise o pedido antes da convenção nacional da legenda, marcada para o próximo dia 25. Segundo magistrados ouvidos sob reserva, é pouco provável que o Supremo reveja uma condenação construída após meses de instrução processual, com produção de provas, interrogatórios, participação da defesa e análise de recursos. Na avaliação deles, acolher uma revisão criminal significaria reconhecer um erro em um julgamento conduzido pela própria Corte, cenário considerado improvável. Mesmo que Kassio Nunes Marques tome alguma decisão favorável ao ex-presidente, ministros destacam que o mérito da ação deverá ser analisado pelo plenário do STF, responsável por julgar esse tipo de recurso. Expectativa gerada por Valdemar Costa Neto A expectativa de uma decisão foi reforçada nesta semana pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Durante um evento em Brasília, ele afirmou que “muita coisa vai acontecer nos próximos 20 dias”, declaração interpretada por aliados de Bolsonaro como um sinal de otimismo em relação ao andamento da revisão criminal. Segundo interlocutores do ex-presidente, a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo indicaria que o caso está próximo de uma definição. A expectativa desse grupo é que Kassio Nunes Marques se manifeste antes da convenção do partido. Comparação com Lula… Ao comentar o cenário, Valdemar comparou a situação de Bolsonaro à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que voltou a disputar eleições após decisões do Supremo que anularam suas condenações. “Quando o Lula estava preso 580 dias, você imaginava que ele fosse ser candidato à Presidência da República? Tudo pode acontecer”, afirmou. …Rejeitada Nos bastidores do STF, porém, a comparação é rejeitada. Ministros lembram que as condenações da Lava Jato foram anuladas por vícios processuais reconhecidos pela própria Corte, como a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a suspeição do então juiz Sergio Moro. No caso de Bolsonaro, a avaliação é que o processo transcorreu com observância do devido processo legal. O discurso otimista também foi adotado por parlamentares aliados. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou esperar que Kassio acolha os argumentos da defesa e voltou a criticar a condenação do ex-presidente. Apesar das manifestações públicas, integrantes da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitem reservadamente que uma revisão criminal dificilmente será concluída antes das eleições. Para esse grupo, manter o tema em evidência tem mais valor político do que jurídico, pois ajuda a preservar Bolsonaro como principal liderança eleitoral do partido e mantém mobilizada a base de apoiadores. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos 10/07/2026 TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) - [Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt](https://politicariabrasileira.blog.br/hugo-motta-oficializa-perda-de-mandato-dos-deputados-paulao-e-dayany-bittencourt/): Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Parlamentares são afastados após decisão do TSE pela retotalização dos votos em Alagoas e Ceará Por Lucas Massei | CNN Brasil 10/07/2026 Ex-deputados Paulão e Dayany • Reprodução/montagem CNN São Paulo – Em edição extra do Diário da Câmara, o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), decretou a perda do mandato dos deputados Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União-CE). A decisão, que ocorreu na última quinta-feira (9), decorre da anulação dos votos recebidos por outros dois parlamentares pela Justiça Eleitoral e a consequente revisão do quociente eleitoral, que define o número de votos necessários para eleger um candidato, no pleito de 2022. No caso da bancada de Alagoas, a alteração se deu pela cassação de João Catunda (PP-AL), pela prática de captação ilícita de recursos para financiamento de campanha. Com o novo quociente eleitoral estabelecido, houve uma mudança na distribuição das cadeiras na Câmara que resultou na perda do mandato de Paulão. Em seu lugar, foi empossado o deputado Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL). Já na ocasião do Ceará, o deputado Heitor Freire (União-CE) foi cassado pela justiça eleitoral por arrecadação e gastos ilícitos de campanha. Do mesmo modo, a decisão levou a uma mudança na composição da bancada do estado na Câmara e Priscila Costa (PL-CE) assumiu a vaga deixada por Dayany Bittencourt. Em nota, a bancada do PT na Câmara manifestou “inconformismo” com a decisão e prestou solidariedade a Paulão, quem, segundo o partido, foi “vítima de decisão judicial engendrada em favor das elites políticas e econômicas de seu Estado”. O partido afirma também que recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão. Dayany Bittencourt publicou um vídeo em suas redes sociais após a decisão. Na publicação, a congressista diz que sofre violência política de gênero e que buscam atingir também seu marido, Capitão Wagner (União-CE), pré-candidato ao Senado. “Isso só ocorre porque o Wagner é o primeiro colocado em todas as pesquisas para o Senado e ele está lutando contra os poderosos.” Notícia anterior Deputada FederalDeputado FederalPL Partido LiberalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt 10/07/2026 Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima 23/06/2026 Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra 06/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis - [Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-a-mulher-da-mala-ex-fiscal-sacou-r-3-milhoes-em-esquema-de-corrupcao-diz-mprj/): Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Segundo o Ministério Público, Caroline Soares Barros fez 13 saques em dinheiro vivo, usou escolta armada e é apontada como uma das integrantes do esquema que desviou mais de R$ 86 milhões do Instituto Rio Metrópole. Por Adriana Cruz | g1 Rio 10/07/2026 Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala” — Foto: Reprodução/TV Globo Apontada pelo Ministério Público do Rio como a “Mulher da Mala”, a ex-fiscal do Instituto Rio Metrópole (IRM) Caroline Soares Barros é suspeita de ter participado de um esquema que desviou mais de R$ 86 milhões em contratos fraudulentos dentro da autarquia estadual. Segundo as investigações, de maio de 2025 a janeiro deste ano, ela realizou 13 saques em dinheiro vivo que somam R$ 3 milhões e chegou a usar escolta armada para retirar parte dos valores em uma agência bancária de Teresópolis, na Região Serrana. A atuação de Caroline foi um dos pontos centrais da Operação Ouroboros, deflagrada nesta quinta-feira (9) pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público (MPRJ). O g1 tenta contato com a defesa de Caroline. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Onze pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Saque de R$ 500 mil acendeu alerta Segundo o MP, a investigação começou em janeiro deste ano, após uma denúncia informar que Caroline havia sacado R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária de Teresópolis. A apuração revelou que esse não foi um caso isolado: a ex-fiscal teria feito outras 12 retiradas em dinheiro. De acordo com os promotores, os saques eram feitos sob forte esquema de segurança. Um dos presos na operação é o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno, apontado como um dos donos da empresa que fazia a escolta armada do grupo durante as retiradas de dinheiro. Como funcionava o esquema, segundo o MP As investigações apontam que o Instituto Rio Metrópole, criado em 2018 para planejar o desenvolvimento da Região Metropolitana, principalmente nas áreas de transporte e saneamento, foi transformado em um instrumento para o desvio de recursos públicos. Segundo o Ministério Público, licitações eram direcionadas para empresas previamente escolhidas, que firmavam contratos fictícios com o instituto. O prejuízo estimado é de mais de R$ 86 milhões entre 2022 e 2025. Alvos da operação: Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, presa: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia; Davi Perini Vermelho, o Didê, preso: presidente do IRM; Franquis Dias Nepomuceno, preso: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte; Marcelo Lopes da Silva, preso: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM; Mauricio Silva Knoploch dos Santos, preso: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM; Amanda Íthala Santos da Paschoa, presa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline.   A Justiça determinou o afastamento dos servidores públicos envolvidos e o sequestro de bens dos acusados. Os presos na Operação Ouroboros — Foto: Infografia: Bruna Azevedo/g1 ‘Fundo do poço’ Na decisão que autorizou as prisões, o juiz responsável pelo caso fez uma crítica contundente ao esquema investigado. “O Estado do Rio chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura.” Investigação expôs estrutura de corrupção Durante coletiva, o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, afirmou que a investigação revela como estruturas do Estado teriam sido capturadas por organizações criminosas. Segundo ele, órgãos públicos passaram a ser utilizados para o desvio sistemático de verbas em benefício de seus integrantes, e não da população. O que dizem os citados O Governo do Estado informou que a atual direção do Instituto Rio Metrópole foi nomeada já na gestão do governador em exercício, Ricardo Couto, após a saída de Cláudio Castro, e afirmou que as investigações são resultado de auditorias determinadas pela nova administração desde março. A TV Globo tentou contato com o ex-governador Cláudio Castro e com as defesas dos presos, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBelford Roxo RJDeputado FederalGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPrefeitoPresidente da RepúblicaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRioPrevidênciaSenadorTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ 10/07/2026 Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia 09/07/2026 Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado - [Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos](https://politicariabrasileira.blog.br/produtora-de-filme-sobre-bolsonaro-funcionava-em-casa-de-socio-em-suburbio-dos-estados-unidos/): Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos A sede da Go Up Entertainment LLC, produtora de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), funcionava até o dia 2 de junho em uma casa de dois andares nos subúrbios da cidade de Raleigh, capital da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, no mesmo local onde mora um dos seus sócios, o produtor Michael Brian Davis. Por Leandro Prazeres e Pedro Martins | BBC News Brasil 10/07/2026 Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel | Divulgação Raleigh (EUA) e Londres – A reportagem da BBC News Brasil esteve no local no dia 29 de maio e foi recebida por Davis, que não quis dar entrevista. Cinco dias depois, em 3 de junho, seus sócios mudaram o endereço da produtora para um prédio comercial na mesma cidade. Produtores de cinema ouvidos pela reportagem em caráter reservado afirmaram que não é comum que produtoras envolvidas em projetos com orçamentos milionários, como é o caso de Dark Horse, funcionem em imóveis residenciais. Segundo seus próprios produtores, o filme consumiu até o mês retrasado ao menos US$ 13,3 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 75 milhões. O financiamento do longa-metragem passou a ser alvo de investigações da Polícia Federal depois que o site The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional, repassou ao menos US$ 12 milhões para a produção. O site também revelou áudios e mensagens em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência da República, pedia US$ 24 milhões a Vorcaro. Em sua defesa, Flávio negou ter praticado qualquer irregularidade e disse que a relação com dono do Banco Master era meramente comercial. Segundo o parlamentar, ele estaria apenas cobrando parcelas atrasadas de um pagamento prometido pelo banqueiro ao filme. O caso também chamou atenção porque, segundo o The Intercept Brasil e membros da família Bolsonaro, o dinheiro foi repassado da empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo de investimentos Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos e ligado a um advogado que atua para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O site The Intercept Brasil revelou também que Eduardo assinou um contrato como produtor do filme, no qual teria responsabilidades sobre a gestão financeira do projeto. As suspeitas fizeram com que a Polícia Federal passasse a investigar a possibilidade de que os repasses de Vorcaro possam ter tido o objetivo de financiar a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. Após negar essa ligação, Eduardo gravou um vídeo admitindo ter assinado o contrato e investido R$ 350 mil no filme, mas acrescentou que teria recebido o dinheiro de volta após a obra ter obtido outros patrocinadores. “Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro desse fundo que foi criado nos EUA está mentindo”, disse, em vídeo publicado em suas redes sociais. A BBC News Brasil enviou perguntas para Flávio, Eduardo, Karina Ferreira Gama e Michael Brian Davis — os donos da produtora Go Up — e para o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor e roteirista do filme. Em nota, Davis disse que, nos Estados Unidos, “é comum que empresas produtoras, holdings criativas, desenvolvedoras de projetos e produtoras independentes tenham estruturas administrativas enxutas” e que “o tamanho físico de uma sede administrativa não reflete, necessariamente, a dimensão de uma produção cinematográfica”. A nota não mencionou a mudança de endereço após o início das investigações e da visita da reportagem da BBC News Brasil ao local. A nota diz ainda que a empresa administrou o orçamento da produção “integralmente”, mas que não teve contato com Vorcaro ou empresas ligadas a ele e que não sabia a origem dos recursos. Em nota, a defesa de Flávio disse que “o patrocínio ao filme Dark Horse ocorreu dentro de uma relação privada entre particulares, sem utilização de recursos públicos” e que “a participação do senador foi limitada a essa tentativa de captação de recursos para viabilidade da produção cinematográfica”. Mudança repentina de endereço O endereço registrado como “local de negócios” da Go UP Entertainment LLC até junho era uma residência típica de subúrbio norte-americano: uma casa branca de dois andares, com garagem para dois automóveis e uma área de gramado cercada por pinheiros. Cópia de registro da produtora Go Up junto ao governo da Flórida indicando que o endereço, até março, era na casa de Michael Brian Davis, em Raleigh, capital da Carolina do Norte. Montagem mostra mudança de endereço ocorrida em junho Na manhã do dia 29 de maio, a reportagem da BBC News Brasil foi recebida por Davis na antessala da residência. No local, foi possível identificar ao menos duas estações de edição de vídeo, em meio a móveis, livros, objetos pessoais e dois cachorros. Na frente da casa, havia uma picape cuja placa tinha o nome de outra empresa de produção audiovisual da qual Davis é sócio, com sede no mesmo endereço. Exceto pela picape, não havia outra indicação, letreiro ou cartaz indicando que, naquele local, funciona uma produtora de vídeo. Davis, além de negar dar entrevista, pediu que nada fosse filmado durante o encontro com a reportagem. Posteriormente, a BBC News Brasil enviou perguntas por escrito para o produtor. Em nota, Davis respondeu à maioria delas. Documentos obtidos pela reportagem mostram que a história da Go Up Entertainment LLC começou em 2021, ano em que a empresa foi criada e registrada, em Miami, na Flórida. Os documentos, àquela época, já apontavam que a Go Up tinha ambos Davis e Karina como sócios. Em nota, Davis disse, sem especificar nenhum projeto, que “o relacionamento com Karina é desde 2014 e surgiu no contexto de projetos culturais e audiovisuais, a partir de agendas profissionais ligadas ao desenvolvimento de iniciativas com times internacionais”. Ainda em 2021, no Brasil, Davis se tornou sócio do marido de Karina, Wemerson Marinho, em uma empresa de proteção de propriedade intelectual com sede em São Paulo, segundo documentos obtidos pela reportagem na Junta Comercial do - [Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-dide-administrador-de-recursos-da-cedae-preso-no-rj/): Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ Davi Perini Vermelho já havia sido alvo da Polícia Federal e chegou a ser preso durante a pandemia Por Anita Prado | SBT 09/07/2026 Davi Perini Vermelho, Didê Preso nesta quinta-feira (9) em uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, construiu sua influência política na Baixada Fluminense até assumir o comando de um dos órgãos que passou a administrar grande parte dos recursos da privatização da Cedae, companhia responsável pelo abastecimento de água e pelo tratamento de esgoto no estado do Rio de Janeiro. Ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti por três mandatos consecutivos, Didê deixou o Legislativo em dezembro de 2022 para assumir a presidência do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia criada para planejar e executar projetos de saneamento, mobilidade urbana e desenvolvimento na Região Metropolitana do Rio. Com a privatização da Cedae, em 2021, o instituto passou a administrar um orçamento de centenas de milhões de reais provenientes da concessão da companhia. O volume de recursos elevou o peso político do órgão e transformou seu presidente em um dos principais responsáveis pela definição dos investimentos em obras na região. Em 2023, a Assembleia Legislativa aprovou uma lei que ampliou as atribuições do Instituto Rio Metrópole. Além dos projetos estruturantes, o órgão passou a executar também obras de menor porte, como pavimentação de ruas na Baixada Fluminense. A proposta foi apresentada pelo então deputado estadual Valdecy da Saúde (PL), aliado político de Didê e ex-candidato à Prefeitura de São João de Meriti. Apesar de ter recebido parecer contrário da Procuradoria-Geral do Estado, que considerou a medida inconstitucional, o projeto foi aprovado. Às vésperas das eleições municipais, o instituto executou obras que beneficiaram aliados políticos de Didê e do governador Cláudio Castro (PL), em intervenções consideradas eleitoreiras. Alvo recorrente de investigações A prisão desta quinta-feira não é a primeira vez que Didê entra na mira das autoridades. Em abril de 2025, ele foi um dos alvos da Operação Teatro Invisível 2, da Polícia Federal, que investigava uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações, lavar dinheiro e financiar campanhas eleitorais com recursos de caixa dois. Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 3,5 bilhões em bens dos investigados, a suspensão das atividades de oito empresas e autorizou buscas em endereços ligados ao então presidente do Instituto Rio Metrópole. Segundo a investigação, integrantes do grupo utilizavam uma estratégia incomum durante campanhas eleitorais: contratavam atores para espalhar informações falsas em locais públicos com o objetivo de atacar adversários políticos. Antes disso, em 2022, Didê também foi preso em uma operação conjunta do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Polícia Civil de Santa Catarina. Na investigação, ele foi apontado como proprietário da empresa que vendeu respiradores com suspeita de sobrepreço ao governo catarinense durante a pandemia de Covid-19. Nova prisão Na operação desta quinta-feira, o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF), do Ministério Público do Rio, denunciou Didê e outras dez pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, Didê liderava o núcleo de agentes públicos responsável pelo esquema dentro do Instituto Rio Metrópole, autorizando contratações, assinando contratos e controlando pagamentos. Para os investigadores, contratos firmados entre julho de 2022 e maio de 2026 foram utilizados para desviar R$ 86,28 milhões de recursos públicos por meio de empresas contratadas e de uma entidade apontada como de fachada. De acordo com o Ministério Público, os recursos eram repassados à organização e, em seguida, sacados em espécie. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJCedaeDeputado EstadualGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJMP-SCPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão João de Meriti RJTCE-SCVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões 09/07/2026 Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ - [PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado](https://politicariabrasileira.blog.br/pgj-afirma-que-investigacoes-revelam-ambiente-institucional-voltado-a-corrupcao-no-estado/): PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, afirmou, nesta quinta-feira (09/07), que a criação de um canal institucional entre a atual gestão do Governo do Estado e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para o encaminhamento de notícias de fato tem contribuído para ampliar e aprofundar investigações sobre corrupção na administração pública estadual. Por MPRJ 09/07/2026 PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado A declaração foi feita durante entrevista coletiva sobre o esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM), que resultou na prisão de seis agentes públicos e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. A ação penal foi ajuizada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ) contra 11 pessoas denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Durante a coletiva, o PGJ destacou que o atual momento de integração institucional favorece o combate às irregularidades nas estruturas do Estado. “Há hoje, no Estado, um ambiente singular, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, um magistrado de carreira. Isso tem possibilitado uma atuação integrada, mas com absoluta independência entre as instituições, no sentido de investigar crimes e atos de improbidade administrativa”, afirmou Antonio José Campos Moreira, que acrescentou: “Estabelecemos um fluxo independente para o encaminhamento dessas informações. A partir disso, instauramos este procedimento e outros que estão em andamento.”   A constatação decorrente do avanço dessas investigações, afirmou o PGJ, é a de que há um ambiente institucional no Estado voltado à corrupção. “Isso talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso estado passa há décadas. Inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção. O fato tratado aqui envolve um contrato da ordem de R$ 80 milhões. Outros casos de superlativa gravidade também estão sendo objeto de investigação”, declarou. O PGJ lembrou que a investigação sobre o Instituto Rio Metrópole foi instaurada antes mesmo do recebimento da documentação encaminhada pelo Governo e que as informações posteriormente compartilhadas pelo Executivo contribuíram para ampliar e aprofundar as apurações.  Ao responder às perguntas dos jornalistas, Antonio José Campos Moreira reafirmou que o compromisso do Ministério Público com a defesa do patrimônio público é permanente e independe das circunstâncias políticas. Segundo ele, o diferencial do momento é que há fatos concretos sendo comunicados ao MPRJ pela atual gestão estadual, o que permite investigações aprofundadas, técnicas e independentes. “O Ministério Público não pode promover devassas, não pode promover pesca probatória. Deve atuar a partir de fatos concretos e determinados, e os fatos estão sendo trazidos pela atual gestão. O legado que pode ser deixado (por esse governo) é, em termos pedagógicos, a necessidade de promover uma limpeza nas estruturas do Estado. Estamos nos deparando com esquemas voltados ao desvio de recursos públicos em diferentes setores e buscaremos responsabilizar todos os envolvidos, inclusive pelas nomeações, indicações e pela formação desses núcleos de corrupção”, concluiu. O secretário do Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio de Janeiro (GSI-RJ), Roberto Lisandro Leão, ressaltou que a integração entre os órgãos fortalece a proteção ao próprio Estado. “Estabelecemos um fluxo permanente de auditorias, tanto na área de pessoal quanto na análise de contratos. Criamos esse fluxo para que, identificados indícios de irregularidades, eles fossem encaminhados imediatamente ao Ministério Público. Todos os órgãos estão sendo auditados, o que reforça a importância dessa integração. Quem ganha com isso é a sociedade”, afirmou. O delegado André Timoni, representante do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA) da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão de assessoramento técnico do Ministério da Justiça e Segurança Pública, explicou a contribuição do órgão para as investigações patrimoniais, por meio da produção e difusão de informações estratégicas baseadas em relatórios de inteligência financeira. O PGJ destacou ainda que o fortalecimento da parceria com o CIFRA tem ampliado a capacidade de rastrear a movimentação dos recursos desviados e aprofundar as investigações patrimoniais. Décio Alonso, coordenador do GAESF/MPRJ, afirmou que a investigação patrimonial foi determinante para o avanço da persecução penal, permitindo identificar o caminho do dinheiro. Integrante do grupo especializado, a promotora de Justiça Roberta Jorio apresentou os detalhes das investigações que culminaram na denúncia oferecida à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. Também participaram da coletiva o subprocurador-geral de Justiça de Atuação Especializada, Cláudio Varela, e o corregedor-geral da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Capote. A denúncia De acordo com o GAESF/MPRJ, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos públicos em um esquema que movimentou R$ 86,28 milhões. A organização criminosa celebrava contratos milionários entre o IRM e as empresas Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. e R. Peotta Engenharia e Consultoria Ltda. Parte dos recursos era repassada ao Instituto BIO por meio de contratos simulados, transferida para a conta pessoal de sua presidente, sacada em espécie e transportada com o apoio de uma empresa privada de escolta armada, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores. Os detalhes sobre a ação penal estão disponíveis neste link. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJPGJ Procuradoria-Geral de JustiçaTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGJ afirma que investigações revelam ambiente institucional voltado à corrupção no Estado 09/07/2026 Caiado tem pelotão de 51 policiais militares para segurança pessoal e de familiares 19/06/2026 Governo Zema deu isenção de R$ 2 milhões à Eletrozema 24/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Antes de aliado ser preso com - [Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-binho-galinha-e-condenado-a-mais-de-30-anos-de-prisao-na-bahia/): Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia Decisão da Justiça aponta posse ilegal de armas e outros crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento. Parlamentar é alvo da Operação El Patrón, apontado como chefe de uma milícia responsável por lavagem de dinheiro e outros crimes. Por g1 Feira de Santana e região 09/07/2026 STJ de Justiça anula Operação El Patrón que teve como alvo o deputado Binho Galinha — Foto: Agência Alba O deputado estadual Kleber Cristian Escolano, mais conhecido como “Binho Galinha”, do partido Avante, foi condenado a mais de 36 anos de prisão, nesta quinta-feira (9). A decisão leva em conta crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento, incluindo posse ilegal de armas, posse de arma com numeração ou sinal identificador adulterado e fornecimento ou permissão de acesso de arma de fogo a adolescente. Além do deputado, outras quatro pessoas foram condenadas, incluindo a esposa dele, identificada como Mayana Cerqueira da Silva. Eles podem recorrer, mas o deputado não terá direito a aguardar em liberdade. (Confira penas detalhadas abaixo) Um 5º investigado, identificado como Kleber Herculano de Jesus, conhecido como “Charutinho”, teve a punibilidade extinta pela Justiça por já ter morrido. A data da morte, no entanto, não foi divulgada. Penas fixadas no caso Binho Galinha Réu Pena Kléber Cristian Escolano de Almeida, Binho Galinha 26 anos e 3 meses de reclusão + 10 anos e 6 meses de detenção + multas, em regime inicial fechado Mayana Cerqueira da Silva 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto Thierre Figueredo Silva 6 anos e 9 meses de reclusão + 1 ano de detenção Jackson Macedo Araújo Júnior 6 anos e 9 meses de reclusão Roque de Jesus Carvalho 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão + 1 ano de detenção Kleber Herculano de Jesus Punibilidade extinta em razão da morte Fonte: Justiça da Bahia   A condenação está relacionada à “Operação El Patrón“, que também investiga o envolvimento do baiano com organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogos de azar. Ações que apuram esses crimes estão em andamento. O deputado está preso desde outubro do ano passado. Apesar disso, Binho segue no quadro da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Por isso, além da condenação, a juíza Márcia Simões Costa, responsável pelo julgamento, também oficializou o órgão sobre a decisão, para “adoção de medidas cabíveis”. Em nota, o advogado Gamil Foppel, responsável pela defesa de Binho Galinha, afirmou que o cliente é inocente e reforçou que o resultado do julgamento tem uma pena “desproporcional e dissociada” da realidade dos autos. Disse ainda que confia nas instituições e na Justiça, e acredita que a inocência do parlamentar será reconhecida, pelas instâncias superiores. (Leia posicionamento completo abaixo) Em nota, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) informou que já tramita na Casa um processo para apuração dos fatos envolvendo o deputado no âmbito parlamentar. Segundo a Presidência, o caso foi encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, responsável pela instrução do processo e emissão de parecer. A Alba afirmou ainda que a decisão judicial em primeira instância será analisada dentro desse processo, respeitando as competências do Conselho de Ética e, posteriormente, do plenário da Casa, quando for o caso. A Presidência reafirmou o compromisso com o cumprimento da Constituição, do Regimento Interno e da autonomia dos órgãos da Assembleia. A equipe de reportagem procurou as defesas dos demais citados na decisão, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia conseguido contato. Relembre o caso Binho Galinha é acusado de comandar uma milícia com mais de uma década de atuação em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado. As apurações contra o grupo foram iniciadas em 2023. Segundo as investigações, os suspeitos usavam empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, incluindo a venda de peças de carros roubados em uma loja de autopeças em Feira de Santana. A sentença desta quinta-feira, da Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, aponta que Binho Galinha mantinha um expressivo arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais, em desacordo com as normas de controle de armas. Durante as buscas realizadas na operação, foram apreendidos armamentos de uso permitido e restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados. Atualmente, o deputado está custodiado em uma sala de Estado-Maior, no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. O que diz a defesa na íntegra “Muito embora o Deputado Estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida seja inocente, a defesa técnica não teria como esperar resultado diferente, não pelo fato de não representar uma injustiça, porque é uma injustiça clamorosa, mas não se poderia esperar algo diferente de uma decisão repleta de inconsistências, imprecisões e erros técnicos primários, proferida por juíza absolutamente incompetente para o julgamento da matéria, magistrada que é alvo de exceção de suspeição, ainda pendente de julgamento definitivo nas instâncias superiores. O parlamentar recebeu a notícia da decisão com absoluta serenidade e com a tranquilidade de quem confia na correção do resultado pelas instâncias superiores. A condenação causa perplexidade. Tratam-se de imputações de natureza estritamente administrativa, dirigidas a cidadão detentor de registro regular de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), cujas armas estão devidamente registradas e declaradas aos órgãos de controle. A sentença converteu questões de mera irregularidade documental e de local de guarda em condenação criminal que ultrapassa trinta anos — pena superior à aplicada, no país, a crimes gravíssimos contra a vida. Desproporcionalidade evidente. A decisão multiplicou artificialmente as imputações, somando materialmente catorze infrações extraídas de um único contexto fático, sem enfrentar adequadamente as teses defensivas. O resultado é uma pena manifestamente desproporcional, dissociada da realidade dos autos e dos parâmetros mais elementares do Direito Penal, que ignora solenemente as regras mais básicas de concurso de crimes. Outra perplexidade é que o Deputado respondeu a todo o processo em liberdade, e no exato momento em que os habeas corpus à primeira prisão sobe ao Superior - [Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: "Está me causando problema"](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-encomendou-dossie-contra-ceo-do-itau-esta-me-causando-problema/): Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Mensagens obtidas pela investigação apontam atuação de Thiago Miranda na produção de material sobre Milton Maluhy e sua esposa Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 09/07/2026 CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Brasília – Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) no âmbito das investigações sobre o caso Master mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao publicitário Thiago Miranda, seu aliado, que fizesse um “levantamento” contra o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy. Os diálogos são citados em decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou nesta quinta-feira (9) busca e apreensão contra Thiago Miranda no âmbito da Operação Compliance  Zero. De acordo com a decisão, Vorcaro enviou as seguintes mensagens a Thiago: “Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy”, “Está me causando muito problema” e “Me ajuda nisso?”. O publicitário respondeu: “Deixa comigo”. Em uma conversa posterior, Thiago afirmou a Vorcaro que já estaria com o material pronto. “Passando o carnaval falamos. Estou com tudo pronto do Milton. Mas quero fazer da mesma forma. Soltar por outro veículo”, escreveu o publicitário. A PF afirma que, entre os materiais compartilhados pelos dois, havia um documento com informações pessoais e patrimoniais de Milton e Camila Maluhy. A análise do arquivo identificou a presença da identidade visual da Agência MiThi, empresa vinculada a Thiago Miranda. Para a Polícia Federal, os elementos apontam que o publicitário atuava na produção ou circulação de levantamentos sobre pessoas consideradas obstáculos aos interesses de Vorcaro e do grupo ligado ao Banco Master. A decisão afirma que o mesmo modo de atuação teria sido empregado contra a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a PF, foram identificadas discussões entre Thiago e Vorcaro sobre estratégias para lidar com reportagens da jornalista relacionadas ao Banco Master. No caso de Malu Gaspar, os investigadores apontaram a existência de um “constante levantamento de informações de natureza pessoal, profissional e patrimonial”, com o objetivo de encontrar elementos “desabonadores ou sensíveis” sobre a jornalista. O propósito seria reunir material capaz de “constranger, descredibilizar ou expor a jornalista publicamente”. A PF também afirma que Thiago teria desempenhado papel central nessas iniciativas. De acordo com os investigadores, ele seria o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos sobre a vida privada da jornalista, além de coordenar uma equipe dedicada a localizar informações consideradas sensíveis ou comprometedoras. Procurado pela CNN Brasil, o Itaú Unibanco disse que não irá comentar. Já a defesa de Thiago Miranda refutou a prática de qualquer ilegalidade e destacou que a investigação em curso não autoriza “juízo antecipado de culpa”. Leia abaixo. Nota da defesa de Thiago Miranda Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte. Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros. A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência. Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta. Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade. Brasília/DF, 09 de julho de 2026. Rafael Martins OAB/DF 19.274 Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” 09/07/2026 Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH 09/07/2026 Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) - [Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço](https://politicariabrasileira.blog.br/policial-militar-e-baleado-durante-assalto-na-rj-106-enquanto-voltava-do-servico/): Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Crime aconteceu na altura de Saquarema. Suspeito adolescente foi apreendido em seguida. Por Bianca Chaboudet | g1 09/07/2026 Arma utilizado em assalto contra PM em Saquarema — Foto: Polícia Militar Saquarema – Um policial militar foi baleado durante um assalto na RJ-106, na altura de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. O agente voltava de moto do serviço, seguindo sentido Araruama, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Um suspeito adolescente foi apreendido logo em seguida. De acordo com a Polícia Militar, os homens apontaram a arma para a cabeça do agente e anunciaram o assalto. O policial tentou retornar com o veículo e acabou caindo, momento em que teve início a troca de tiros. O agente foi atingido de raspão no rosto e no abdômen. O suspeito que estava na garupa da motocicleta desembarcou e entrou em luta corporal com o policial, roubando a arma e a moto dele. O agente conseguiu caminhar até o quartel do Corpo de Bombeiros, que fica às margens da rodovia, recebeu atendimento e foi encaminhado ao Hospital Municipal Porphírio Nunes de Azeredo. Ainda de acordo com a Polícia, pouco tempo depois um motorista de aplicativo informou ter sido roubado. Ele contou que foi chamado para atender a corrida de uma mulher, mas que ao chegar ao local um homem teria o abordado exigindo que ele o levasse até Araruama e ao negar a viagem o homem mostrou a arma, entrou no veículo e a obrigou seguir em direção a cidade vizinha. O carro passou a ser seguido por uma motocicleta e mais a frente o homem armado mandou que o motorista descesse do veículo, levando o carro, o celular e a bolsa da vítima. Outros policiais que voltavam do serviço e estavam cientes do caso passaram a ter a atenção voltada ao que acontecia na rodovia, e conseguiram abordar um jovem ferido por um tiro. De acordo com a PM o jovem confessou ter trocado tiros com um policial durante assalto, teria informado ainda que ele e o comparsa saíram de Silva Jardim com o intuito de cometer assaltos. A Polícia conseguiu recuperar a moto, a arma do policial assaltado e da arma usada pelos criminosos, além do carro do motorista de aplicativo que foi abandonado. O caso foi registrado na 124ª DP. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço 09/07/2026 Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado 08/07/2026 Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis - [MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-instaura-procedimento-para-acompanhar-estrutura-e-funcionamento-da-rede-de-assistencia-social-de-rio-das-ostras/): MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar a organização, o funcionamento e a capacidade de resposta da rede municipal do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) de Rio das Ostras, município das Baixadas Litorâneas. Por MPRJ 09/07/2026 MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras A medida busca identificar fragilidades estruturais da política pública e acompanhar a adoção de providências para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população. O procedimento teve origem a partir de uma denúncia encaminhada à Ouvidoria-Geral do MPRJ que apontou problemas na estrutura do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS Sul) – incluindo infiltrações, danos provocados pelas chuvas após a retirada do telhado da unidade e prejuízos ao funcionamento do equipamento – além de relatos sobre deficiências no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), como insuficiência de profissionais, falta de veículo para atendimento externo e impactos na prestação dos serviços socioassistenciais. A apuração abrangerá aspectos como a conservação dos equipamentos, a composição das equipes de referência, a disponibilidade de veículos, a oferta dos serviços socioassistenciais, a política de benefícios eventuais, o financiamento da assistência social e a resposta do município a situações de emergência. No Despacho de Instauração, o MPRJ requisitou à Secretaria Municipal de Assistência Social informações detalhadas sobre a estrutura e o funcionamento da rede, incluindo a situação do CRAS Sul, o quadro de profissionais, a disponibilidade de veículos, a demanda reprimida, o orçamento da política de assistência social e eventuais planos de reestruturação. Também foram expedidos ofícios ao Conselho Municipal de Assistência Social e ao Conselho Tutelar para subsidiar o diagnóstico da rede e orientar as próximas medidas do procedimento. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJSistema Único de Assistência Social SUAS Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras 09/07/2026 MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo 10/07/2026 MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto - [Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF](https://politicariabrasileira.blog.br/investigacoes-do-master-minam-candidaturas-ao-senado-no-rj-e-df/): Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN, Cláudio Castro e Ibaneis Rocha desistiram de concorrer ao Senado após investigações ligadas ao Banco Master Por CNN Brasil 09/07/2026 O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e o ex-governador Cláudio Castro (PL) As investigações envolvendo o caso Master tem provocado impactos diretos no cenário eleitoral do país. Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN, ao menos dois pré-candidatos ao Senado Federal desistiram de suas candidaturas após serem alvos de operações investigativas relacionadas ao banco de Daniel Vorcaro. As desistências O primeiro a abandonar a corrida foi o ex-governador Cláudio Castro (PL), que pretendia disputar uma vaga pelo Rio de Janeiro. Em seguida, o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) anunciou, na quarta-feira (8), que também desistia de concorrer a uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal. “São dois grandes nomes da política nacional”, destacou Teo Cury, ressaltando o peso das desistências para o quadro eleitoral. O caso de Ibaneis Rocha Ibaneis Rocha (MDB) havia deixado o governo do Distrito Federal no início do ano, dentro do prazo de desincompatibilização, justamente para viabilizar sua candidatura ao Senado. No entanto, ao longo do processo, acumulou desgastes políticos, incluindo um rompimento com a vice-governadora Celina Leão (PP), que assumiu o governo do Distrito Federal. Segundo Teo Cury, o ponto de ruptura envolveu questões relacionadas à condução do governo no que diz respeito ao BRB (Banco de Brasília) e ao Master. Além disso, investigações em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal) teriam registrado menções a encontros entre Daniel Vorcaro e Ibaneis Rocha. Embora Ibaneis tenha declarado publicamente que a decisão foi tomada para cuidar da vida pessoal, Teo Cury apontou que o avanço das investigações do Master exerceu impacto direto sobre a candidatura. O caso de Cláudio Castro Cláudio Castro (PL-RJ), por sua vez, foi alvo de dois mandados de busca e apreensão em duas investigações distintas. Em uma delas, relacionada diretamente ao caso do Banco Master, relatórios da Polícia Federal registraram encontros e conversas envolvendo Daniel Vorcaro. A outra investigação envolvia a possibilidade de beneficiar Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, apontado como o maior devedor do país. Além das investigações ligadas ao Master, Castro também acumulou outros revezes, entre eles uma condenação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 — decisão que gerou ampla discussão no Rio de Janeiro sobre a realização de eleição direta ou indireta, questão que o STF (Supremo Tribunal Federal) deve decidir ao retomar suas atividades no final de agosto. De acordo com Teo Cury, as desistências ocorreram mesmo sem que houvesse avanços conclusivos nas investigações ou denúncias formais. O simples fato de figurarem como alvos, somado ao desgaste provocado pelas menções no noticiário, foi suficiente para levar os dois políticos a abandonarem a busca por uma vaga no Senado Federal. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior EleitoralVice-governadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF 09/07/2026 Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ 10/07/2026 Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia - [Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-de-sp-pede-explicacoes-a-ong-ligada-a-dark-horse-por-despesas-que-somam-r-134-milhoes/): Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Despesas que totalizam R$ 906 mil foram sinalizados para ‘restituição imediata’ caso a organização não justifique os gastos de forma adequada; em nota, Prefeitura diz que cumpre ‘trabalho sério’ na fiscalização do contrato, e ONG afirma que atenderá diligência ‘com a máxima brevidade’ Por O Estado de S.Paulo 09/07/2026 A Polícia Civil de São Paulo investiga o Instituto Conhecer Brasil; na imagem, a corporação cumpre mandados no bojo da investigação, em operação deflagrada em 1º de junho Foto: Werther Santana/Estadão A Prefeitura de São Paulo pediu explicações ao Instituto Conhecer Brasil por despesas realizadas no primeiro semestre do ano passado no âmbito do contrato para a instalação de pontos de wi-fi livre em comunidades de baixa renda da capital paulista. O Instituto Conhecer Brasil é uma organização não governamental (ONG) presidida por Karina da Gama, dona da Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, filme inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A entidade deve prestar esclarecimentos por pagamentos que somam R$ 13,4 milhões. Do montante, R$ 906 mil foram sinalizados para “restituição imediata” caso a organização não justifique os gastos de forma adequada. Em 2024, a entidade fechou um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo. O termo foi aditado em R$ 49 milhões. O convênio está na mira da Polícia Civil de São Paulo por suspeitas de fraude e desvio de dinheiro público. A corporação suspeita de desvios da verba pública para o financiamento do filme inspirado na vida de Bolsonaro. A Prefeitura de São Paulo oficiou a ONG da produtora de “Dark Horse” por gastos realizados sem a devida comprovação por notas fiscais. Em outros casos, a gestão municipal sinalizou a ausência de especificação dos serviços prestados. Karina da Gama confirmou o recebimento do ofício nesta segunda-feira, 6 de julho. A entidade tem até 30 dias, contados a partir do recebimento da notificação, para prestar os esclarecimentos solicitados. Em nota, a Prefeitura disse que o ofício à ONG “confirma o trabalho sério e rigoroso de fiscalização ativa da parceria. Já Karina da Gama, em nome da entidade, afirmou que atenderá a diligência da gestão “com a máxima brevidade e transparência”. A administração glosou R$ 906 mil para “restituição imediata”. Segundo o ofício da Prefeitura, tratam-se de despesas relativas a notas fiscais canceladas. “Estamos em conjunto com os fornecedores e parceiros, reunindo toda a documentação e as informações complementares solicitadas”, disse a presidente da organização. Das 41 despesas sinalizadas pela Prefeitura de São Paulo como suspeitas, quatro foram destinadas à Complexsys. Esses gastos totalizam R$ 2,2 milhões. Como mostrou o Estadão, em dezembro de 2024, o Instituto Conhecer Brasil fez dois pagamentos a essa empresa, totalizando R$ 1,3 milhão. Naquele momento, um dos sócios da Complexsys também era dirigente da entidade. A contratação por ONGs de empresas de seus próprios dirigentes é vedada pela legislação, dado o conflito de interesses. Em março de 2025, o sócio da Complexsys deixou a diretoria da ONG. Houve mais pagamentos da entidade para a empresa nos meses seguintes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPresidente da República Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões 09/07/2026 Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa 09/07/2026 Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios - [Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa](https://politicariabrasileira.blog.br/aliados-aconselham-flavio-a-adiar-escolha-de-candidato-ao-senado-no-rio-apos-operacoes-da-pf-impactarem-a-chapa/): Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa Estratégia busca reduzir tempo de exposição do futuro indicado antes do registro das candidaturas, mas amplia irritação no partido às vésperas das convenções Por Luísa Marzullo | O Globo 09/07/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução Brasília – A poucos dias do início das convenções partidárias, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser aconselhado por aliados a adiar ao máximo a definição do candidato do partido ao Senado no Rio. A recomendação, segundo interlocutores ouvidos pelo GLOBO, surgiu após a sequência de operações da Polícia Federal que atingiu nomes cotados para compor a chapa no estado e tem como objetivo reduzir o período de exposição do futuro indicado antes do registro oficial das candidaturas. A avaliação é que antecipar o anúncio criaria um risco político desnecessário. Em menos de dois meses, três nomes ligados à montagem da chapa foram atingidos por investigações da Polícia Federal. O primeiro foi o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), inicialmente escolhido por Flávio para disputar uma das vagas ao Senado. Ele desistiu da candidatura depois de ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, posteriormente, virar alvo de uma operação da PF que investigou suspeitas de fraude no setor de combustíveis e de outra que investiga os aportes do RioPrevidência no Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na última semana, foi a vez do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), indicado pela federação União Brasil-PP para ocupar a outra vaga na chapa. Alvo da Operação Unha e Carne, ele acabou preso em flagrante após agentes encontrarem um fuzil calibre 5,56 em seu carro durante o cumprimento de mandados. A sequência de episódios levou dirigentes do PL a defender que o próximo escolhido seja anunciado apenas mais próximo do prazo final para o registro das candidaturas. O terceiro caso envolve o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que figurava entre os favoritos para substituir Castro até perder força após o avanço da investigação sobre um suposto esquema de desvio de cotas parlamentares. Embora não tenha sido alvo da nova fase da operação deflagrada na semana passada, investigadores passaram a apurar a origem dos R$ 468 mil apreendidos em dinheiro vivo em um imóvel ligado ao deputado, além da suspeita de tentativa de dar aparência de legalidade aos recursos. Nos bastidores, integrantes do partido afirmam que anunciar o nome agora significaria submetê-lo a semanas de desgaste antes mesmo do início oficial da campanha. A cautela também alcança o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), um dos principais cotados para disputar a vaga. Embora não tenha sido alvo dos desdobramentos mais recentes da investigação sobre cotas parlamentares, Jordy foi atingido pela operação deflagrada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado. Hoje, ele disputa a indicação com o senador Carlos Portinho (PL-RJ), que, segundo interlocutores da campanha, aparece como favorito. A estratégia, porém, está longe de ser consenso dentro do partido. Integrantes do PL reconhecem que adiar a definição reduz o risco de desgaste do escolhido, mas afirmam que a demora vem aumentando a insatisfação entre dirigentes estaduais, parlamentares e pré-candidatos, que cobram uma definição justamente quando o calendário eleitoral entra na reta decisiva. O caso do Rio tornou-se o principal símbolo desse impasse. Flávio pretendia anunciar o substituto de Cláudio Castro na última sexta-feira, mas voltou a adiar a decisão. Agora, interlocutores defendem que a escolha ocorra apenas durante a convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, ou até mesmo posteriormente. Pela legislação eleitoral, as convenções partidárias poderão ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, enquanto o prazo para registro das candidaturas termina em 15 de agosto. Na prática, mesmo realizando a convenção em 25 de julho, o PL ainda terá cerca de três semanas para concluir negociações e formalizar a chapa na Justiça Eleitoral. Esse intervalo, na avaliação dos aliados de Flávio, permite manter as negociações abertas sem comprometer os prazos legais. Reservadamente, porém, dirigentes do partido admitem que chegar à convenção sem um nome definido para uma das vagas ao Senado transmite uma imagem de indefinição justamente em um dos estados considerados estratégicos para a campanha presidencial. O desconforto não se limita ao Rio. Nas últimas semanas, dirigentes estaduais passaram a reclamar da demora para arbitrar disputas locais e fechar palanques considerados prioritários para a candidatura de Flávio ao Planalto. A avaliação de parte da cúpula do partido é que decisões essenciais vêm sendo sucessivamente adiadas, dificultando a organização das campanhas às vésperas do início oficial da corrida eleitoral. Interlocutores da campanha reconhecem que parte dessa lentidão decorre da complexidade das negociações e da necessidade de acomodar interesses de diferentes partidos aliados. Também admitem que Jair Bolsonaro continua sendo consultado antes das decisões finais e que diversas definições foram colocadas em compasso de espera diante da expectativa pela lista de candidatos ao Senado e aos governos estaduais apoiados pelo ex-presidente. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBelford Roxo RJDeputado FederalGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPrefeitoPresidente da RepúblicaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRioPrevidênciaSenadorTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa 09/07/2026 Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” 09/07/2026 Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro - [Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH](https://politicariabrasileira.blog.br/presidente-de-camara-e-preso-com-simulacro-de-arma-na-grande-bh/): Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Vereador e investigador da PC foi detido pela PRF na BR- 262, em Betim; com ele, ainda foram encontrados canetas emagrecedoras e medicamentos irregulares Por Wellington Barbosa | Estado de Minas 09/07/2026 Vereador Ley do Trânsito, presidente da Câmara de Ipatinga, no Vale do Aço, foi detido e encaminhado à Polícia Federal, em BH crédito: PRF e Redes Sociais/Reprodução O presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, vereador Werley Glicério Furbino de Araújo (PL), conhecido com Ley do Trânsito, foi preso na tarde de terça-feira (7/7) durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-262, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a PRF, durante a abordagem ao veículo, os policiais encontraram um simulacro de arma de fogo e uma sacola acondicionada dentro de um cobertor. No material, havia canetas emagrecedoras, medicamentos à base de canabidiol, produtos de uso terapêutico e estético, além de outros medicamentos de origem paraguaia introduzidos irregularmente no país. Ainda conforme a PRF, o vereador, de 50 anos, afirmou ser o proprietário de todo o material apreendido. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal, em Belo Horizonte. Conhecido como Ley do Trânsito, Werley também é investigador da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Ele já atuou no Departamento de Trânsito e na Ciretran. A reportagem procurou a assessoria do vereador e aguarda retorno. O espaço segue aberto. Notícia anteriorPróxima notícia Betim MGIpatinga MGPL Partido LiberalPolícia CivilPRF Polícia Rodoviária Federalrodovia BR-262Vereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH 09/07/2026 Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt 10/07/2026 Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima 23/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro - [Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/presidente-de-autarquia-do-governo-do-estado-e-preso-em-operacao-sobre-desvio-de-r-86-milhoes/): Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Ex-procurador geral do Estado, Marcelo Lopes da Silva, também está entre os presos; agentes cumpriram ainda nove mandados de busca e apreensão Por Vera Araújo e João Vitor Costa | O Globo 09/07/2026 Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole, após ser preso — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo Rio de Janeiro – Um esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM) — órgão do governo do Rio que deveria estabelecer políticas públicas conjuntas para os municípios da Região Metropolitana fluminense em áreas como mobilidade e saneamento — foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público do Rio (MPRJ) nesta quinta-feira. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações, além de lavagem de dinheiro. Seis mandados de prisão foram cumpridos, além de outros nove de busca e apreensão, em endereços na capital, em São Gonçalo e em Teresópolis. Entre os presos, estão Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM, e Marcelo Lopes da Silva, atual procurador-geral da autarquia e ex-procurador-geral do Estado, além de ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Na denúncia, o Ministério Público afirma que o Instituto Rio Metrópole foi capturado por uma organização criminosa e transformado em uma máquina de desvio de dinheiro público. Segundo a acusação, presidente, diretores, procurador e servidores ocuparam cargos estratégicos para fraudar licitações, dar aparência de legalidade aos contratos, impedir a fiscalização e garantir o fluxo de recursos desviados, convertendo uma autarquia estadual criada para planejar políticas públicas em um “instrumento de enriquecimento privado”. Outras investigações prosseguem por parte do MPRJ, que apura outros contratos envolvendo a autarquia. ‘Antros de corrupção’ e ‘caixa de gordura’ depois do ‘fundo do poço’ do RJ Em entrevista coletiva, o procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira, destacou que o esquema é um retrato dos “antros de corrupção” criados dentro das estruturas do governo do estado. — Isso talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso estado passa há décadas: inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptados por delinquentes e marginais — afirmou Moreira. O procurador adotou a mesma linha mencionada pelo juiz Marcello Rubioli — da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, do Tribunal de Justiça do Rio — na decisão que determinou a expedição dos mandados de prisão aos alvos da ação desta quinta-feira. O magistrado destacou que há “aparelhamento espúrio do estado, sangria das verbas públicas, apadrinhamentos e toda sorte de ações donairosas que levaram o mesmo à bancarrota”. Ainda no documento, de mais de 160 páginas, Rubioli foi além e tratou como “essencial” que as instituições atuem para “dedetizar e sanitizar” o Rio. “É dizer que o Estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura.” MPRJ aponta nepotismo na família Knoploch Um dos denunciados é Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das empresas contratadas. Sua função era a de coordenar o planejamento estratégico e a elaboração de estudos e projetos metropolitanos. Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor do Instituto Rio Metrópole, preso nesta quinta-feira — Foto: Reprodução / TV Globo Preso nesta manhã, ele é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) — que não é alvo da operação. Segundo o procurador-geral de Justiça do Rio, até o momento não há qualquer indicativo de participação direta ou indireta do parlamentar no esquema. Mas o que a denúncia do MPRJ aponta é que outro alvo de mandado de prisão nesta quinta-feira, Amanda Íthala Santos da Paschoa — que ocupa cargo comissionado no IRM desde 2020 — é nora de Maurício Knoploch. Para o Ministério Público, o vínculo familiar (citado como “favorecimento indevido na ocupação de função pública estratégica”) entre os dois “viola expressamente” o decreto que proíbe o nepotismo na administração pública estadual. Cerca de R$ 86 milhões movimentados: ‘Não faz sentido, os objetos não casam’ De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos. O esquema, afirma a denúncia, movimentou R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas eram posteriormente transferidos para o Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie. — A gente teve contratos fraudulentos que foram celebrados com o Instituto Rio Metrópole, com fraude tanto na licitação quanto na fiscalização da execução dos contratos. Na medida que dois membros da organização criminosa eram responsáveis pela fiscalização desses contratos. E depois, posteriormente, houve a celebração de contratos fictícios entre essas empresas, que haviam celebrado contratos com o IRM, com o Instituto BIO — explicou Roberta Jorio, promotora de Justiça do Gaesf/MPRJ. A promotora tratou o contrato com o Instituto BIO como “inteligível”, já que “não é capaz de compreender o objeto do contrato”. — Era para a consultoria para hidrovias de uma ONG em Teresópolis cuja diretora-presidente até data recente recebia Bolsa Família. Essa é a realidade, uma diretora-presidente advogada, sem nenhuma formação na área, que celebrava contratos com essas empresas. Nas redes sociais, o Instituto Bio é apresentado como escola de BioCulinária que atua na formação de biochefs — o que causou “perplexidade” nos integrantes do MPRJ. — Não faz sentido, e a perplexidade é de todos, que um instituto de desenvolvimento metropolitano tenha contrato com uma ONG desse tipo, os objetos não casam. O que chama ainda mais a atenção para a necessidade de revisão desses contratos. Foi um descortinar constante de surpresas para a gente — explicou Delcio Alonso, coordenador do - [Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio](https://politicariabrasileira.blog.br/criticado-por-relacao-com-joesley-batista-coordenador-de-campanha-de-flavio-ocupou-cargos-nas-gestoes-de-bolsonaro-e-tarcisio/): Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Vicente Santini levanta desconfiança entre aliados do senador por atuação como advogado da J&F; no passado, ele chegou a ser demitido da Casa Civil pelo uso de um avião da FAB para uma viagem à Índia Por Rafaela Gama | O Globo 09/07/2026 José Vicente Santini — Foto: Rosinei Coutinho / STF Rio de Janeiro – Alvo de críticas de aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o advogado Vicente Santini já atuou em cargos de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes de assumir a coordenação da campanha presidencial. Nos últimos dias, no entanto, a sua atuação junto ao grupo empresarial J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, provocou incômodo entre pessoas próximas ao senador.  Durante a gestão Bolsonaro, José Vicente Santini chegou a comandar a Secretaria Nacional de Justiça e também exerceu a função de secretário-executivo da Casa Civil, cargo do qual foi exonerado em 2020 por utilizar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem à Índia. À época, o presidente considerou como “inadmissível” o uso da aeronave em um voo para três servidores. Posteriormente, o advogado também foi nomeado assessor do Ministério do Meio Ambiente e assessor especial da Presidência da República. Em 2023, após a derrota do ex-presidente nas urnas, Santini foi nomeado por Tarcísio para chefiar o escritório do estado de São Paulo em Brasília. Já diante da escolha da equipe de Flávio neste ano, o advogado passou a integrar, junto do irmão Nelson, o núcleo de planejamento da campanha, assumindo o papel de coordenação da agenda do senador. Em paralelo, no entanto, Vicente manteve sua atuação como represenante legal da J&F. Enquanto dono do grupo empresarial, Joesley Batista, por sua vez, tem contrariado os interesses de Flávio ao manter interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em maio, por exemplo, ele ajudou a intermediar o encontro entre o petista e Donald Trump. Segundo parte dos interlocutores da campanha de Flávio, a atuação do coordenador da campanha junto aos irmãos Batista tem provocado um mal-estar, aprofundado na última semana pela participação do advogado em um evento em Washigton junto a Joesley. O encontro reuniu autoridades, como o secretário de estado americano Marco Rubio, empresários e convidados para as comemorações dos 250 anos da independência dos EUA e aconteceu antes da chegada de Flávio em território americano na semana passada.    A presença de Santini no local foi revelada pelo Metrópoles e confirmada pelo GLOBO, mas não teria sido informada ao pré-candidato, a Eduardo Bolsonaro nem a Paulo Figueiredo, tido um dos principais responsáveis pela articulação da agenda internacional do senador. A interlocutores, Santini minimizou a repercussão e avaliou não entender por que sua presença no evento estaria sendo associada à campanha de Flávio. Também teria argumentado que participa regularmente de eventos no Brasil e no exterior e que sua ida ao encontro não dependia da presença de Figueiredo ou de qualquer outro intermediário. Notícia anteriorPróxima notícia Brasília DFFAB Força Aérea Brasileira AeronáuticaGovernadorPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio 09/07/2026 Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL 08/07/2026 Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE - [Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma](https://politicariabrasileira.blog.br/antes-de-aliado-ser-preso-com-fuzil-flavio-bolsonaro-prometeu-abater-bandido-que-porta-a-arma/): Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Candidato de Flávio ao Senado no Rio, Márcio Canella foi preso pela PF com fuzil; procurados, Flávio e Canella não responderam Por Eduardo Barretto | O Estado de S.Paulo 09/07/2026 Flávio Bolsonaro e Márcio Canella, alvo da PF. Mãe de Flávio é suplente na chapa de Canella ao Senado Foto: Instagram @flaviobolsonaro Apenas 19 dias após o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) prometer no primeiro item de seu plano de segurança pública que “bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido pelas forças de segurança”, seu candidato ao Senado no Rio de Janeiro, Márcio Canella (União), foi preso pela Polícia Federal (PF) com um fuzil calibre .556 em seu carro, armamento de calibre restrito. A PF ainda apreendeu na terça-feira, 7, dois revólveres, uma pistola, 13 carregadores e munições em endereços ligados a Canellas, apontado como “braço político” de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de postos de combustíveis no Rio. Procurados, Flávio Bolsonaro e Márcio Canella não responderam. Batizado de “Brasil sem medo”, o plano do pré-candidato à Presidência para a segurança pública foi lançado no último dia 18 e tem 12 itens. O primeiro, com o título “Terrorista vai ser tratado como terrorista”, diz que “bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido pelas forças de segurança” e que “quem vai voltar a mandar no Brasil será a lei”. Como mostrou o Estadão, o documento não cita propostas de combate à corrupção policial e à infiltração do crime no Estado, duas áreas consideradas vitais por especialistas para reforçar a luta contra organizações criminosas. Flávio Bolsonaro já manifestou ‘apoio 100%’ ao ‘amigo’ Canellas Flávio Bolsonaro disse publicamente que considera um “amigo” e apoia “100%” Canella para o Senado no Rio de Janeiro. A suplente na chapa de Canella ao Senado é a mãe de Flávio Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro. “Estou aqui para reafirmar nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella como pré-candidato ao Senado no Rio. Ele foi deputado comigo. É competente, sabe trabalhar e vai estar com a gente na missão de resgatar o nosso Brasil no Rio de Janeiro. Sigam o Márcio Canella e vamos apoiá-lo”, afirmou Flávio em um vídeo publicado em suas redes em 3 de abril. Em 22 de abril, Flávio compartilhou outro vídeo em apoio a Canella, em que voltou a chamá-lo de amigo e a elogiá-lo. “Estou aqui com meu amigo Márcio Canella. Foi deputado comigo, um grande prefeito. Vamos seguir o nosso Márcio Canella, que vai ser muito importante como senador a partir do ano que vem se Deus quiser. Canella, estamos juntos”, concluiu o presidenciável do PL. Operação da PF mira esquema de lavagem de dinheiro em postos A PF investiga uma quadrilha suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro do crime organizado. Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo alvo da operação da PF na terça-feira, 7, movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Ao todo, policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro: Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma 09/07/2026 Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ 08/07/2026 Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma - [Justiça manda penhorar pagamentos da CazéTV ao senador Romário](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-manda-penhorar-pagamentos-da-cazetv-ao-senador-romario/): Justiça manda penhorar pagamentos da CazéTV ao senador Romário Com dívida de R$ 32,4 milhões, senador terá contratos e pagamentos relacionados à Copa de 2026 enviados à Justiça Por Pablo Giovanni | Metrópoles 08/07/2026 Senador Romário na Copa do Mundo de Futebol | Reprodução/Internet A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, determinou a penhora de valores que o senador Romário (PL-RJ) tenha a receber da CazéTV para quitar uma dívida de R$ 32,4 milhões. O senador participa das transmissões do canal na Copa do Mundo, nos Estados Unidos, e decidiu devolver parte do salário correspondente aos dias em que esteve no país. Conforme disposto na decisão obtida pela coluna, a Justiça determinou que a CazéTV apresente a íntegra dos contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamento e outros documentos relacionados à contratação do ex-jogador. A decisão também estipulou que a CazéTV esclareça se algum contrato envolvendo Romário foi firmado por empresas parceiras na cobertura da Copa de 2026 e informe qual seria a responsável pelos pagamentos. “Caso o contrato para participação do executado Romário tenha sido firmado com outra empresa do grupo empresarial do qual faz parte a CazéTV, coligada, parceira comercial, produtora, agência, plataforma, patrocinador ou qualquer outra pessoa jurídica integrante da cadeia econômica da referida cobertura da Copa 2026, que esta informe com qual empresa, com a completa qualificação da contratante ou pagadora”, cita a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca. A dívida de R$ 32,4 milhões decorre de uma ação de cumprimento de contrato movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e a empresa dele. O processo, que corre sob segredo de Justiça, está em fase de cumprimento de sentença. A coluna procurou a assessoria do senador licenciado e aguarda resposta. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça manda penhorar pagamentos da CazéTV ao senador Romário 08/07/2026 CPI de Japeri mira contrato de R$ 4 milhões na Educação e deve convocar Caroline Ontiveros 06/07/2026 Magé: Modernização da Câmara custou R$ 1,2 milhão a mais que o valor contratado inicialmente 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida - [Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-mantem-prisao-de-marcio-canella-apos-audiencia-de-custodia-ele-sera-levado-para-bangu-8/): Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Político foi preso em flagrante por posse ilegal de arma durante operação da Polícia Federal; um fuzil foi encontrado em seu veículo, mas ele nega ser o proprietário. Por O GLOBO 08/07/2026 Márcio Canella tem prisão mantida — Foto: Reprodução vídeo Rio de Janeiro – A Justiça manteve a prisão de Márcio Canella, preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na terça-feira pela Polícia Federal. Após passar por audiência de custódia, e ter a prisão ratificada, Canella será transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, unidade conhecida como Bangu 8. As informações são do site g1. Segundo a Polícia Federal, um fuzil foi encontrado no veículo do investigado durante o cumprimento da operação. Canella, no entanto, afirmou que a arma não lhe pertencia. O Presídio Pedrolino Werling de Oliveira já abrigou outros presos de repercussão. Antes de ser transferido para um presídio federal em Brasília, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) também ficou custodiado na unidade. Entenda por que Márcio Canella foi preso pela PF; ex-prefeito é pré-candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro Em mais uma etapa da Operação Unha e Carne, que apura a ligação de agentes públicos com organizações criminosas, a Polícia Federal prendeu, na quarta-feira, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, por porte ilegal de arma de uso restrito. O político foi flagrado com um fuzil na mala do carro. A sexta fase da investigação visa a desarticular uma quadrilha suspeita de usar postos de gasolina para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, também é investigado. A prisão de Canella provocou um novo abalo na montagem do palanque do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio. Apontado pela federação União Brasil-PP como candidato ao Senado com o aval de Flávio, Canella tornou-se o segundo nome da chapa atingido por uma investigação da PF em menos de dois meses. Nos bastidores, dirigentes do PL afirmam que a federação deve recuar da indicação e apresentar um substituto. A avaliação entre aliados do presidenciável é que a permanência de Canella ficou politicamente insustentável. Embora a decisão caiba à federação, interlocutores de Flávio afirmam que insistir na candidatura significaria impor mais um desgaste a uma chapa que já passou por sucessivas mudanças. Movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões A operação de terça-feira teve origem em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta uma movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos pela rede de postos. Inicialmente, Canella era apenas alvo de busca e apreensão. Na casa dele, os agentes federais apreenderam outras armas, munição e relógios de luxo. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 19 endereços na capital e em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, ligados aos investigados. Ao todo, foram apreendidos 11 carros de luxo — entre eles, uma Mercedes-Benz avaliada em R$ 1,5 milhão. Em uma empresa em Niterói, foram encontrados cerca de R$ 800 mil em espécie. Um PM também foi preso por porte de arma na casa de um dos investigados. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens envolvidos, além da suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo. Os valores e os nomes das firmas não foram divulgados pela Polícia Federal. Os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. A Unha e Carne está no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela PF por determinação do Supremo Tribunal Federal dentro da ADPF das Favelas, a ADPF 365. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 08/07/2026 Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ 08/07/2026 Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ - [Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL](https://politicariabrasileira.blog.br/mulher-arruma-enguico-com-20-diz-valdemar-sobre-extincao-de-cargo-que-foi-de-michelle-no-pl/): Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Presidente do partido de Bolsonaro tentou justificar medida tomada após saída da ex-primeira-dama Michelle deixou o cargo na semana passada em meio à crise com o enteado mais velho, Flávio Por Thaísa Oliveira | Folha de S.Paulo 08/07/2026 Michelle Bolsonaro, Priscila Costa e Valdemar Costa Neto durante o Encontro Nacional de Mandatárias do PL, no ano passado – Beto Barata – 7.jun.25/Divulgação PL Brasília – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que decidiu extinguir a presidência nacional do PL Mulher com a saída de Michelle Bolsonaro (PL) porque as mulheres arrumam problema umas com as outras e ninguém está à altura da ex-primeira-dama. “Você já imaginou se a gente coloca uma? Você sabe mulher como é que é, né? Arruma enguiço com 20”, disse, após participar de um almoço promovido pelas frentes parlamentares da tecnologia, do empreendedorismo, de combate à pirataria e pela defesa da competitividade. Michelle deixou a presidência do PL Mulher na semana passada em meio à crise com o enteado mais velho, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama se queixou de ataques sofridos nas redes sociais após o vídeo em que diz que Flávio a humilhou e indicou estar ainda mais desanimada com a possibilidade de ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal. O presidenciável, posteriormente, veio a público afirmar que nunca desrespeitou mulheres e que “jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”. A pré-campanha do PL sofreu outro questionamento recente de machismo na semana passada, quando o influenciador Paulo Figueiredo, que é próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, disse que mulher “vota muito mal”. Com a saída de Michelle do PL Mulher, Valdemar disse que vai manter apenas as presidentes estaduais do grupo de mulheres do partido. O presidente do PL declarou que elas serão subordinadas a ele, mas terão “autonomia”. Um dos pivôs da briga entre Michelle e os enteados foi a vice-presidente nacional do PL Mulher, a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL). A ex-primeira-dama quer que Priscila seja candidata ao Senado, mas o partido deve lançar Alcides Fernandes (PL), pai do deputado federal André Fernandes, presidente do PL do Ceará. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalFortaleza CEPL Partido LiberalSenadorVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL 08/07/2026 Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ 09/07/2026 Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra - [Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado](https://politicariabrasileira.blog.br/carioca-eleito-em-sp-tarcisio-critica-tebet-e-marina-silva-por-se-candidatarem-no-estado/): Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Antes de 2022, Tarcísio não tinha ligação com a política paulista até ser indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer ao cargo de governador de São Paulo. Pela mudança de domicílio para São José dos Campos, ele chegou a ser alvo de investigação da PF e do MP-SP. Por Rodrigo Rodrigues | g1 SP 08/07/2026 As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Agência Brasil e Redes Sociais São Paulo – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta terça-feira (8) as pré-candidatas ao Senado por SP Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) por não terem surgido na política do estado, mas concorrem eleitoralmente no estado. Carioca torcedor do Flamengo, o próprio Tarcísio não tinha ligação com a política paulista antes de ser indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer ao governo do estado, em 2022. As críticas foram postadas nas redes sociais do adversário das duas na eleição deste ano, Guilherme Derrite (PP), após evento dos dois no interior paulista. “Com todo respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse Estado para servir. Foram servir o Mato Grosso do Sul e o Acre, e levaram o cartão vermelho do Mato Grosso do Sul e do Acre. Se fossem concorrer por lá, lá não seriam eleitas”, afirmou. “E pode ter certeza, não serão aqui também, não serão. Porque a gente não vai deixar, a gente vai trabalhar para ter a melhor representação. A gente vai trabalhar para ter uma pessoa que cuidou da segurança pública do Estado e sabe como isso é caro para a nossa população”, declarou o governador. Marina nasceu no Acre, mas é deputada federal por São Paulo desde 2022. Já Simone Tebet nasceu em Mato Grosso do Sul e pela primeira vez vai concorrer a um cargo no estado. As duas lideram as pesquisas de intenção de voto para as duas carreiras ao Senado pelo estado, na frente dos dois candidatos de Tarcísio: André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). No último dia 25 de julho, quando foi anunciada candidata ao Senado por SP na chapa de Fernanda Haddad (PT), Marina Silva (Rede) já tinha se manifestado sobre a pecha de ‘forasteiras’ que os concorrentes da direita tentam fixar nas duas. “É uma visão misógina. Quando homem vem de outro estado se candidatar, é recebido de tapete vermelho. Quando são duas mulheres, são chamadas de forasteiras”, afirmou ela, em indireta ao fato do governador Tarcísio de Freitas ser do Rio de Janeiro. “São Paulo salvou a minha vida três vezes, quando eu tive cinco malárias e três hepatites. Estava desenganada dos médicos e um bispo pagou a minha passagem só de ida pra cá, onde fui tratada no Hospital das Clínicas. Lá na floresta amazônica eu via as novelas da Ivanir Ribeiro e do Benedito Ruy Barbosa e sabia que era um lugar desenvolvido que podia me salvar. Devo muito a esse estado, que tem essa simbologia de acolher todos do Brasil e do mundo que buscam oportunidade”, completou. Em entrevista à CNN, Tebet também criticou Tarcísio pela fala e disse que “paga seus impostos em SP há 10 anos”. “Sou corintiana e pago imposto em SP há 10 anos. Não precisei dar endereço alheio para me candidatar”, afirmou a pré-candidata do PSB. Carioca Tarcísio Carioca, o próprio Tarcísio não tinha ligação com a política paulista antes de ser indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer ao cargo de governador de São Paulo, em 2022. Na época da campanha daquele ano, ele vivia em Brasília com a família, onde era ministro da Infraestrutura, e mudou sua residência para a cidade de São José dos Campos, no interior paulista, onde declarou domicílio eleitoral para poder justificar a candidatura no estado à Justiça Eleitoral. Na época da mudança, a Polícia Federal e o Ministério Público paulista investigaram a mudança de domicílio eleitoral do ex-ministro, a fim de saber se ele estava realmente apto a concorrer ao cargo de governador paulista. O inquérito no MP-SP correu sob sigilo e foi arquivado. Ele foi eleito enfrentando Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Os dois voltam a se enfrentar neste ano nas urnas. Tarcísio nasceu no Rio de Janeiro, mas ainda criança mudou-se para Brasília com a família e viveu toda a juventude na capital federal. Notícia anteriorPróxima notícia ALESPBrasília DFDeputada FederalDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorMP-SPPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresREDE Rede SustentabilidadeRepublicanosSão José dos Campos SP Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado 08/07/2026 Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões 09/07/2026 Aliados aconselham Flávio a adiar escolha de candidato ao Senado no Rio após operações da PF impactarem a chapa 09/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra - [Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ](https://politicariabrasileira.blog.br/comissao-da-alerj-que-levantava-gastos-do-judiciario-entra-na-mira-do-tj/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Assembleia afirma que vai recorrer da suspenção do funcionamento; Ricardo Couto vê no colegiado uma forma de retaliação Por Ludmilla de Lima | Veja 08/07/2026 Plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro: deputados levantavam em comissão gastos do Judiciário (Reprodução/VEJA) A Comissão Especial de Conteção de Gastos criada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), foi suspensa na terça-feira, 7, por decisão liminar da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital. Os trabalhos começaram em maio, com deputados levantando despesas de poderes como os do Judiciário. O Legislativo divulgou nesta quarta, 8, que irá recorrer. Em entrevista a VEJA, o governador em exercício, Ricardo Couto, que é presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), criticou duramente o colegiado. “Essa comissão afronta a autonomia e independência entre os Poderes, preceitos constitucionais. Não cabe ao Legislativo estabelecer os gastos do Judiciário”, afirmou, destacando que em nenhum momento “a assembleia tratou do superfaturamento dos contratos celebrados pelas secretarias ocupadas por deputados”. Para a juíza Caroline Fonseca, que condeceu a liminar em uma ação popular do advogado Felipe Vieira Avellar, um dos problemas da comissão é a sua ampla abrangência. A magistrada acrescenta que não há indicação de fato específico, área determinada da Administração Pública ou circunstância concreta que justifique a excepcionalidade do instrumento. A ata de instalação, afirma a juíza, não conta com parâmetros mínimos que delimitem sua atuação, o que torna iniviável verificar se a comissão cumpre função verdadeiramente excepcional ou apenas reproduz atividades de controle já desenvolvidas no dia a dia pelos parlamentares. O Ministério Público, após intimado, chegou a se manifestar pelo inderferimento da liminar. Em nota, a Alerj diz que a comissão foi criada com o objetivo de elaborar um relatório detalhado das últimas cinco execuções orçamentárias, identificando os órgãos com gastos crescentes para além do aumento da receita. “Ao final do estudo, a comissão irá propor medidas que possam promover as correções necessárias a fim de alcançar o equilíbrio fiscal para o Estado do Rio de Janeiro”, ressalta o comunicado.  A Alerj já havia anunciado que não interromperia os trabalhos da comissão durante o recesso. O imbróglio judicial é mais um capítulo do desgaste na relação entre Legislativo e Executivo desde que Couto assumiu. Ele iniciou um pente-fino que já resultou na suspensão de contratos suspeitos e na exoneração de mais de quatro mil comisisonados, contrariando deputados antes com espaço no governo. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ 08/07/2026 Criticado por relação com Joesley Batista, coordenador de campanha de Flávio ocupou cargos nas gestões de Bolsonaro e Tarcísio 09/07/2026 Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia - [Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’](https://politicariabrasileira.blog.br/zema-diz-que-vai-excluir-beneficiarios-de-programas-sociais-que-recusarem-emprego-para-evitar-geracao-de-imprestaveis/): Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ Pré-candidato do Novo defendeu beneficiários também devem concluir ensino antes de receber auxílios Por Bernardo Lima | O Globo 08/07/2026 Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo Brasília – O pré-candidato à Presidência do Novo, Romeu Zema, defendeu nesta quarta-feira que beneficiários de programas sociais que recusem ofertas de emprego devem ter o auxílio cortado. Segundo Zema, a medida é necessária para que não seja criada uma “geração de imprestáveis”. — Se eu for eleito, beneficiário de programa social que recusar duas, três ofertas de emprego, terá o benefício cortado. Caso contrário, vamos conviver com essa geração de imprestáveis que estamos vendo. Enquanto ele não estiver trabalhando, ele terá que necessariamente concluir o ensino fundamental, médio ou profissionalizante, se não tiver — disse Zema a empresários nesta quarta. Zema participou do evento “Agenda dos Presidenciáveis”, organizado pela CNC nesta quarta. A fala foi aplaudida pelos presentes. Em seu discurso, Zema voltou a defender também uma flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) entre as medidas necessárias para a economia brasileira. O pré-candidato mineiro também voltou a afirmar que, caso eleito, vai privatizar todas as estatais brasileiras em busca de abater dívidas e investir em infraestrutura. O presidenciável e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) também compareceu à cerimônia. No final de junho, Zema já havia defendido regras diferentes para homens, como a exigência de estudo e curso técnico, para receber o Bolsa Família. — Viso muito os homens. As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens. Os homens hoje são convidados a trabalhar, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício — disse. Notícia anteriorPróxima notícia CLT Consolidação das Leis do TrabalhoGovernadorNOVOPSD Partido Social Democrático Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ 08/07/2026 Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável 10/07/2026 Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia - [Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/lavagem-de-dinheiro-bilionaria-com-combustiveis-e-alvo-da-pf-no-rio/): Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Grupo criminoso investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões, de acordo com o relatório do Coaf Por Rafael Saldanha e Camille Barbosa | CNN Brasil 07/07/2026 Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Federal • Divulgação São Paulo e Rio de Janeiro – A Polícia Federal faz uma operação, na manhã desta terça-feira (7), contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Os principais alvos são Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e o delegado Marcus Amim.  Canella também é presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado. Já Marcus Amin já foi secretário da Polícia Civil do Rio.  De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), enviado à PF. Esta é a 6ª fase da Operação Unha e Carne, investigação que anteriormente prendeu os políticos Rodrigo Bacellar, TH Joias, Thiago Rangel e o pastor Márcio Poncio.  Entre os alvos da operação desta terça também estão Juracy Prudencio, ex-policial militar, e Pablo Juquia, conhecido como “Pablo Russo”. Em nota, a Polícia Militar informou que Juracy não faz mais parte da corporação desde 2011. A CNN Brasil apurou que Pablo, além de integrar a equipe do delegado Amin em várias delegacias, seria dono de uma de postos de combustíveis por meio de laranjas. Ele é o principal alvo de hoje da Polícia Federal. Segunda a PF, a organização criminosa alvo desta etapa é suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos. Agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende, e na capital fluminense, além de medidas de sequestro de bens e valores e de suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Alem do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações. A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, também conhecida como “ADPF das Favelas”.  A CNN Brasil entrou em contato com as defesas de Canella e Amin, assim como do União Brasil, para um posicionamento. O espaço está aberto. A Polícia Civil do Rio informou que a Corregedoria-Geral da corporação instaurou uma investigação disciplinar para apurar os fatos. “A Polícia Civil acompanha o caso de perto e reafirma que não compactua com eventuais desvios de conduta. A instituição mantém mecanismos de controle interno voltados à apuração de irregularidades e colabora com os demais órgãos sempre que necessário. O compromisso da corporação é com a legalidade, a transparência e a correta prestação do serviço público à sociedade”. Em nota, o Coaf explicou que dados, informações e análises de relatórios financeiros são sigilosos e que não conduz investigações. Leia na íntegra: “O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não se manifesta sobre casos concretos. Os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) são elaborados pelo Coaf, após a análise de comunicações de operações consideradas suspeitas ou atípicas. As comunicações são encaminhadas ao Coaf pelos setores obrigados, nos termos da legislação vigente. Os dados, informações e análises dos RIFs são protegidos por sigilo e não podem ser divulgados pelo Coaf. Quando o Coaf identifica movimentações relevantes, encaminha os RIFs às autoridades competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público. Estes órgãos poderão usar os relatórios para subsidiar eventuais investigações.O Coaf atua como unidade de inteligência financeira e não possui atribuição para conduzir investigações criminais”.  Balanço final da operação A operação contou com a aprensão de cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil, em espécie; ⁠um fuzil de calibre restrito; ⁠nove armas curtas (revólveres e pistolas); ⁠sete computadores; 23 aparelhos celulares; 11 veículos de luxo; joias e relógios de luxo e diversos documentos. Além de Canella, um policial militar também foi preso. Ele portava uma pistola e estava na redisência de um dos investigados, em Camboinhas, em Niterói no Rio de Janeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio 08/07/2026 Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” 07/07/2026 Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro - [Ex-secretário de Serviços Públicos de Natividade deixa o cargo enquanto é investigado por CPI e sindicância](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-secretario-de-servicos-publicos-de-natividade-deixa-o-cargo-enquanto-e-investigado-por-cpi-e-sindicancia/): Ex-secretário de Serviços Públicos de Natividade deixa o cargo enquanto é investigado por CPI e sindicância Paralelamente à CPI, a Prefeitura também instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos. Por Diego Varsi | g1 08/07/2026 Câmara Municipal de Natividade — Foto: TVN + Natividade – O ex-secretário municipal de Serviços Públicos de Natividade, Ériques Lopes, conhecido como Mineirinho, deixou o cargo em meio às investigações conduzidas pela Câmara de Vereadores e pela própria Prefeitura. A saída acontece enquanto uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apura suspeitas envolvendo o desaparecimento de vigas metálicas e parte da estrutura do telhado provenientes da demolição do antigo Colégio Municipal Seis de Setembro. De acordo com os vereadores que propuseram a investigação, há indícios de que o material público teria sido negociado com um produtor rural de Itaperuna. Paralelamente à CPI, a Prefeitura também instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos. A comissão, formada pelos vereadores Bernardo de Pinho, Vinícius Lopes e Fabiano do Bim, tem prazo inicial de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias, para concluir os trabalhos. Durante esse período, os parlamentares poderão solicitar documentos, ouvir testemunhas e reunir elementos para esclarecer o caso. A reportagem entrou em contato com Ériques Lopes para solicitar um posicionamento, mas até a publicação desta matéria não tivemos retorno. Notícia anteriorPróxima notícia CPI Comissão Parlamentar de InquéritoMDB Movimento Democrático BrasileiroNatividade RJNorte e Noroeste FluminensePL Partido LiberalPP ProgressistasVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ex-secretário de Serviços Públicos de Natividade deixa o cargo enquanto é investigado por CPI e sindicância 08/07/2026 Justiça manda penhorar pagamentos da CazéTV ao senador Romário 08/07/2026 CPI de Japeri mira contrato de R$ 4 milhões na Educação e deve convocar Caroline Ontiveros 06/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas - [Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto](https://politicariabrasileira.blog.br/seis-em-cada-dez-homicidios-no-brasil-ficam-sem-solucao-diz-instituto/): Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto Levantamento do Instituto Sou da Paz identifica fatores associados à elucidação dos crimes; aumento na apreensão de armas de fogo melhora desempenho das investigações Por Adriana De Luca | CNN Brasil 08/07/2026 Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto São Paulo – Apenas quatro em cada dez homicídios dolosos registrados no Brasil resultam em denúncia apresentada pelo Ministério Público até o final do ano seguinte ao crime. O percentual gira em torno de 40%, segundo um estudo inédito do Instituto Sou da Paz — ou seja, cerca de seis em cada dez assassinatos no país ficam sem solução. A pesquisa analisou indicadores dos 26 estados e do Distrito Federal utilizando como referência os percentuais médios de esclarecimento de homicídios entre 2020 e 2023 e, pela primeira vez, buscou identificar quais fatores estão associados às diferenças de desempenho entre as unidades da federação. Segundo o estudo, estados com maior renda per capita, melhores índices de desenvolvimento humano (IDH), maior escolaridade e maior taxa de urbanização tendem a apresentar melhores resultados nas investigações. Em sentido contrário, desigualdade social, desemprego, analfabetismo, homicídios de jovens e assassinatos cometidos com arma de fogo aparecem associados às menores taxas de esclarecimento. Armas de fogo dificultam investigações Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a relação entre armas de fogo e investigação. Estados com maior proporção de homicídios cometidos com armas de fogo tendem a esclarecer menos crimes. Além disso, mesmo quando solucionados, esses casos costumam demandar mais tempo e mais recursos para serem concluídos. Por outro lado, o levantamento identificou associação entre o aumento das apreensões de armas de fogo e melhores taxas de esclarecimento de homicídios. “Esse resultado reforça a importância de iniciativas voltadas à retirada de armas ilegais de circulação, como a criação de delegacias especializadas nesse tema, já existentes em seis unidades da federação, e a integração das ações de inteligência e investigação”, afirma Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, citando instrumentos como o Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB), que integra informações balísticas entre as polícias civis e a Polícia Federal e permite conectar crimes cometidos com a mesma arma. Segundo Rafael Rocha, coordenador do estudo, a pesquisa buscou responder uma pergunta diferente das edições anteriores. “Até agora, nosso esforço era medir quantos homicídios eram esclarecidos. Desta vez, quisemos entender o que leva alguns estados a terem resultados muito superiores.” Violência alta não impede boa investigação O levantamento também mostra que níveis elevados de violência não significam, necessariamente, baixa capacidade de investigação. Rondônia, por exemplo, registra uma taxa de homicídios superior à do Distrito Federal, mas consegue esclarecer cerca de 67% dos assassinatos. Já estados como Mato Grosso, Sergipe e Paraíba aparecem entre os que mais ampliaram suas taxas de esclarecimento ao longo da série histórica. Para os pesquisadores, os resultados indicam que o fortalecimento da perícia, a gestão baseada em indicadores, a integração entre as forças de segurança e a especialização das equipes de investigação estão associados a melhores taxas de esclarecimento, mesmo em estados que convivem com elevados índices de violência. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Federal PFSistema Nacional de Análise Balística SINAB Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto 08/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Magé: Modernização da Câmara custou R$ 1,2 milhão a mais que o valor contratado inicialmente](https://politicariabrasileira.blog.br/mage-modernizacao-da-camara-custou-r-12-milhao-a-mais-que-o-valor-contratado-inicialmente/): Magé: Modernização da Câmara custou R$ 1,2 milhão a mais que o valor contratado inicialmente Transparência é um substantivo feminino para “qualidade ou condição daquilo que é transparente”, está no dicionário. Por Elizeu Pires 08/07/2026 Magé: Modernização da Câmara custou R$ 1,2 milhão a mais que o valor contratado inicialmente Porém, ao que parece, é palavra desconhecida na Câmara de Magé, principalmente em se tratando de licitações, contratos e pagamentos de despesas. Quem entra no site oficial da Casa buscando, por exemplo, informações sobre os pagamentos feitos a fornecedores e prestadores de serviços, perde seu tempo, pois não encontra nada. Entre todos os contratos firmados pela Casa desde que o vereador Valdeck Ferreira de Matos Silva assumiu a presidência, o de maior valor global é o de número 008-2023. Foi assinado em 19 de setembro de 2023 com a Ágabo Comércio e Serviços, com valor de R$ 3.026.249,16. Formalizado de forma nada clara, o documento de nove páginas não especifica os serviços contratados, o que impede que o contribuinte, o real pagador das contas, fique sabendo o que foi executado ou não. Fala do prazo para execução e expõe um objeto genérico: “execução do projeto de modernização da Câmara Municipal de Magé, localizada na Rua Salma Repani, 114 – Vila Vitória, Magé/RJ, que possui área total construída de 880,90 m²”. Mais prazo e mais dinheiro A Ágabo recebeu 90 dias de prazo para executar os serviços e precisou de mais tempo. Tanto que no dia 22 de dezembro de 2023 foi assinado o primeiro termo aditivo, com a contratante esticando o prazo em mais 15 dias, que também não foram suficientes. Tanto que no dia 11 de janeiro de 2024 foi assinado o segundo termo aditivo e a empresa recebeu mais 60 dias de prazo. Onze dias depos, mais precisamente em 22 de janeiro, veio o terceiro aditivo, esse acrescentando ao contrato o valor de R$ 1.203.708,56, elevando o valor global da tal modernização para R$ 4.229.957,62. Documentos relacionados: Contrato 008-2023 Contrato 008-2023 – aditivo 3 Notícia anteriorPróxima notícia Magé RJPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Magé: Modernização da Câmara custou R$ 1,2 milhão a mais que o valor contratado inicialmente 08/07/2026 MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente 03/07/2026 MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido - [Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação](https://politicariabrasileira.blog.br/tribunal-de-contas-manda-prefeitura-de-araruama-suspender-pagamento-a-empresa-contratada-duas-vezes-sem-licitacao/): Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação No dia 13 de novembro de 2025 a Secretaria de Administração do município de Araruama contratou, sem licitação, por R$ 8.080.370,76, a Startecno Soluções em Tecnologia, para os serviços de conectividade à internet. Dois meses depois a empresa, que consta como sediada em Palmas, no estado de Tocantins, ganhou mais um contrato no município, esse na Secretaria de Educação, com o mesmo objeto e valor global de R$ 3.247.653,88. Por Elizeu Pires 08/07/2026 Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação Firmados via adesão de ata de registro de preços, com a Prefeitura de Araruama pegando carona em processo licitatório do Consórcio Multifinalitário de Conservação e Desenvolvimento Sustentável dos Vales (Conservar/Mucuri-MG). Os dois contratos que somam R$ 11,3 milhões, foram alvos de representação junto ao Tribunal de Contas do Estado por possíveis irregularidade, e o órgão determinou a suspensão dos pagamentos à empresa. A decisão foi tomada no processo 229.091-0/2026, aberto a partir de representação de uma empresa concorrente, a Planet Telecomunicações e Serviços, que pediu a suspensão de novos empenhos, liquidações e pagamentos relativos aos dois contratos da Startecno, preservando a continuidade dos pontos de internet já instalados e comprovadamente ativos. Na representação é alegado que os dois contratos seriam uma única  uma única operação econômica dividida em dois processos, para que os valores contratados ficassem abaixo do limite de 50% fixado para os casos de adesão, e apontou que a Prefeitura “contratou 3000 reinstalações para 249 terminais, o que, em termos concretos, pressupõe que praticamente cada equipamento seja retirado, transportado e novamente instalado uma vez por mês durante toda a vigência contratual”, e que “o custo das reinstalações alcança o montante de R$ 2.961.120,00, correspondendo a 36,65% de todo o contrato nº 128/2025”. Ao analisar a representação o conselheiro José Graciosa observou que “a contratação do quantitativo de 3000 reinstalações para 249 equipamentos não descreve uma rede de conectividade destinada a permanecer instalada e em funcionamento”, mas “uma operação permanente de retirada e deslocamento dos próprios equipamentos, não sendo razoável tratar essa previsão como simples margem de segurança, considerando que o seu custo corresponde a 36,65% de todo o contrato nº 128/2025”. Nesse sentido ele determinou a suspensão dos pagamentos relativos às 3000 reinstalações contratadas. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJMucuri MGPalmas TORegião dos Lagos Baixada LitorâneaTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação 08/07/2026 Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 08/07/2026 Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões - [Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: "Tá com medinho?"](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-ironiza-oficio-do-itamaraty-sobre-acao-militar-ta-com-medinho/): Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” Em ofício à Câmara, ministro alertou para risco de implicações para cidadãos brasileiros e para possibilidade de ações militares dos EUA no Brasil Por Helena Prestes | CNN Brasil 07/07/2026 Deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) • 16/10/2024 – Mario Agra/Câmara dos Deputados O deputado federal Evair de Melo (Republicanos-ES) ironizou, nesta terça-feira (7), um ofício elaborado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em que foi citado o risco de ação militar dos Estados Unidos contra o Brasil, em razão da classificação do governo de Donald Trump contra facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). “Tá com medinho?”, indagou o parlamentar durante conversa com os deputados Alberto Fraga (PL-DF) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO), minutos antes de uma coletiva de imprensa. A fala ocorreu fora dos microfones, mas foi escutada por meio dos canais oficiais da Câmara dos Deputados. Ao mencionar o conteúdo da resposta enviada pelo Itamaraty, Alberto Fraga afirmou que Mauro Vieira teria dito que “o único risco disso é a invasão militar no Brasil”. Em seguida, dirigindo-se a Chrisóstomo, Evair comentou: “O Mauro Vieira disse que o único risco disso é a invasão militar no Brasil. Tá com medinho?”. Na última semana, em resposta a questionamentos feitos pela Câmara por meio de um requerimento de informação, o ministro alertou para o risco de implicações para cidadãos brasileiros e para a possibilidade de ações militares dos EUA no Brasil. No ofício, o Itamaraty ainda afirmou que a classificação “não trará benefícios concretos para a cooperação internacional entre EUA e Brasil no enfrentamento do crime organizado” Em resposta, na segunda-feira (6), Evair disse que Vieira deu um caráter político à resposta. Segundo o deputado, o requerimento não tinha como objetivo discutir os impactos geopolíticos da medida, mas obter informações objetivas sobre a atuação do governo brasileiro diante do caso. Nesta terça, durante coletiva, Evair avaliou a resposta do Itamaraty como “precária e frágil”. O deputado afirmou, ainda, que o ministro Mauro Vieira muitas vezes é “uma peça meramente decorativa do Itamaraty” e acusou o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, de conduzir a política externa do governo. “A gente sabe, infelizmente, que o ministro Mauro Vieira muitas vezes é uma peça meramente decorativa no Itamaraty”, afirmou o deputado. “Quem toca a pauta internacional do gabinete do presidente da República é o nosso ex-chanceler Celso Amorim.” Segundo fontes do governo ouvidas pela CNN sobre as declarações do deputado, a leitura da diplomacia brasileira é de que o cenário atual é realista e deve ser encarado com a devida reponsabilidade. Essas mesmas fontes citam ações militares dos EUA contra três países: Venezuela, México e Irã. A CNN procurou o Ministério das Relações Exteriores para comentar as declarações, mas ainda não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação. Classificação do PCC e CV como terroristas A designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês) pelos Estados Unidos entrou em vigor em 5 de junho. Essa foi a segunda etapa do processo, que se iniciou em 28 de maio, quando o Departamento de Estado americano fez o anúncio e enquadrou as facções como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGT). O comunicado, assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que o CV e o PCC estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que sua atuação se estende para além das fronteiras brasileiras, alcançando o território americano. Segundo o governo dos EUA, a medida busca interromper o fluxo de recursos que financiam “narcoterroristas violentos”. As designações são complementares e têm bases legais distintas. A de SDGT, em vigor desde maio, está ancorada em decreto editado por George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, dispensa aval do Congresso americano e bloqueia todos os bens e interesses das facções que estejam sob controle de pessoas ou entidades dos EUA. Já a designação de FTO é prevista na Lei de Imigração e Nacionalidade desde 1996. Ela exige notificação ao Congresso e torna crime federal o fornecimento de “apoio material” aos grupos. Brasileiros sancionados Na última semana, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que sancionou dois cidadãos e três empresas brasileiras devido a supostos vínculos com o PCC. As novas sanções tinham como alvo Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. As empresas são Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda (Victory Trading); Wave Construções Inteligentes Ltda (Wave) — as duas de serviços financeiros —; e a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda (Pixwave), do setor de construção. Segundo o comunicado do departamento, Shimada é um elo entre o PCC na Flórida e traficantes de drogas estrangeiros. Ele teria lavado mais de US$ 30 milhões (equivalente a cerca de R$ 155,8 milhões) em recursos ilícitos gerados em cidades dos Estados Unidos e arredores, usando criptomoedas para transferir fundos de volta ao Brasil em nome da facção. As autoridades americanas acusam Stella Stefanie de atuar como “secretária” de Shimada e intermediária para coleta de grandes quantias de dinheiro. Ela teria fornecido “serviços logísticos essenciais que apoiaram Shimada e sua rede em suas operações de lavagem de dinheiro”. Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa na última sexta-feira (3) após a Operação Exchange da PF (Polícia Federal). O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada também foi alvo da ação, mas está foragido. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” 07/07/2026 Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto 08/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do - [Prefeitura de Petrópolis decreta nova calamidade financeira e anuncia corte de gastos](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-de-petropolis-decreta-nova-calamidade-financeira-e-anuncia-corte-de-gastos/): Prefeitura de Petrópolis decreta nova calamidade financeira e anuncia corte de gastos Medida vale por 180 dias e prevê restrições em despesas, contratos e investimentos; prefeitura afirma que crise foi agravada pela queda na arrecadação e aumento dos custos. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 07/07/2026 Petrópolis decreta nova calamidade financeira e corta gastos — Foto: Prefeitura de Petrópolis / Divulgação Petrópolis – A Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, decretou novamente situação de calamidade financeira por 180 dias e anunciou um pacote de medidas para reduzir despesas e tentar reequilibrar as contas do município. O decreto foi publicado no fim da última semana e, segundo o prefeito Hingo Hammes, a decisão foi motivada pelo agravamento da situação financeira da cidade ao longo de 2026. De acordo com o documento, a prefeitura deverá adotar um controle mais rigoroso dos gastos e implementar ações para ampliar a arrecadação municipal. O município afirma que a falta de recursos compromete a regularidade dos pagamentos e pode afetar a continuidade de serviços essenciais, como saúde, educação, defesa civil, transporte público e segurança. Durante os próximos seis meses, a administração municipal deverá seguir uma série de medidas para conter despesas e reorganizar o fluxo de caixa. Entre as ações previstas estão a suspensão de novos gastos considerados não essenciais, a limitação de despesas com eventos, consultorias e capacitações. O decreto também determina restrições ao pagamento de horas extras, com exceção de áreas consideradas essenciais, como saúde, educação e defesa civil. A compra de veículos, mobiliário, equipamentos e outros bens que não sejam considerados indispensáveis também ficará proibida durante o período. Além disso, novos convênios que dependam de recursos municipais e aditivos contratuais que resultem em aumento de despesas precisarão de autorização do prefeito. Segundo a prefeitura, entre os fatores que contribuíram para a crise financeira estão a redução da arrecadação própria e das transferências constitucionais, além do alto volume de despesas obrigatórias, como folha de pagamento e encargos previdenciários. Aumento de salários Em 2025, quando Petrópolis decretou situação de calamidade financeira pela primeira vez, o reajuste de 70% nos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais foi suspenso por meio do decreto. Na nova publicação, porém, não há menção à suspensão dos reajustes. O aumento continua bloqueado por decisão judicial, e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) mantém uma investigação sobre o caso. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJPP ProgressistasPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Prefeitura de Petrópolis decreta nova calamidade financeira e anuncia corte de gastos 07/07/2026 Ex-secretário de Serviços Públicos de Natividade deixa o cargo enquanto é investigado por CPI e sindicância 08/07/2026 Justiça manda penhorar pagamentos da CazéTV ao senador Romário 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio - [Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho](https://politicariabrasileira.blog.br/do-ouro-ao-po-unha-e-carne-expoe-elos-de-flavio-bolsonaro-com-milicias-e-comando-vermelho/): Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis A engenharia política e financeira que abala o Rio de Janeiro sob a lupa da Polícia Federal: da importação de armas e equipamentos anti-drone da China ao esquema bilionário de lavagem em postos de combustíveis e fraudes na Educação. Por Plínio Teodoro e Diego Feijó de Abreu | Fórum 07/07/2026 Flávio Bolsonaro com TH Joias, Gutemberg Fonseca e Rodrigo Bacellar. E com Márcio Canella e a mãe, Rogéria Nantes (Rede X / Facebook) A República de Jacarepaguá e das milícias cariocas, que por anos operou sob a sombra complacente do clã Bolsonaro, assiste agora à sua mais profunda e ruidosa derrocada. O que começou como uma investigação sobre tráfico de armas na Baixada Fluminense transformou-se em um terremoto político-policial de proporções amazônicas. A Operação Unha e Carne, capitaneada pela Polícia Federal sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), escancara o que o jornalismo progressista cansa de alertar: a simbiose obscena entre o colarinho branco, a contravenção, o crime organizado e os tentáculos políticos de Flávio Bolsonaro e seus asseclas. Para compreender o tamanho do abalo que atinge o Palácio Tiradentes e os gabinetes de Brasília, é preciso puxar o fio da meada desde os primórdios. Mas, antes, é preciso dimensionar a montanha de dinheiro que agora aparece no centro da engrenagem. A sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7), mira uma rede de postos de combustíveis suspeita de lavar dinheiro na Região Metropolitana do Rio. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com relatório do Coaf. A ação ocorre no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, em conformidade com a ADPF 635, a chamada ADPF das Favelas, e mira uma organização criminosa suspeita de usar empresas ligadas ao setor de combustíveis como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos. Ou seja: o que começou como vazamento de uma operação contra o braço político-financeiro de uma facção criminosa chega, agora, ao dinheiro grande, aos postos, aos gabinetes e aos palanques. Um dos alvos centrais dessa nova fase é Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio. Canella é tratado no tabuleiro fluminense como pré-candidato de Flávio Bolsonaro ao Senado, o que leva a Unha e Carne diretamente para dentro da engrenagem eleitoral do bolsonarismo no estado. A trajetória do ex-prefeito, sua base política na Baixada Fluminense e sua entrada no centro da nova fase da operação, que também teve como alvo o influente ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim. Do ouro ao pó: Os primórdios com TH Joias e Rodrigo Bacellar O ponto de partida dessa engrenagem foi a Operação Zargun, que mirou Thiego Raimundo de Oliveira Santos, popularmente conhecido como TH Joias. Ex-deputado estadual, suplente e empresário de “sucesso”, TH Joias usava o mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) para atuar como uma verdadeira frente política da facção criminosa Comando Vermelho (CV). De acordo com o Ministério Público, TH Joias não apenas nomeava comparsas para cargos comissionados na ALERJ, mas intermediava diretamente a compra de armamentos pesados, drogas e até dispositivos antidrones para os blindados do tráfico nos complexos do Alemão, da Maré e na Parada de Lucas. A Unha e Carne nasce dos desdobramentos da Operação Zargun, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025 para desarticular o braço político e financeiro de uma organização criminosa no Rio. O MPF afirmou que a principal atividade do grupo envolvia importação de armas do Paraguai e equipamentos anti-drone da China, além de revenda para integrantes de facções no estado. TH Joias era alvo de uma operação contra o Comando Vermelho e investigado por suspeitas de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas. Dois meses depois, a PF havia indiciado TH Joias e outras 17 pessoas por envolvimento com facções criminosas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro no Rio. Foi aí que a “unha” encontrou a “carne”. Sabendo que a PF estava na iminência de prender o aliado, o então presidente licenciado da ALERJ, Rodrigo Bacellar, entrou em cena. Em uma ligação interceptada, recheada de deboche e desespero, Bacellar avisou TH Joias sobre a operação que ocorreria no dia seguinte, orientando-o a destruir provas. O deputado chegou a usar um caminhão-baú para esvaziar sua mansão e cogitou levar até o freezer. “Deixa isso, tá doido? Larga isso aí, seu doido”, respondeu Bacellar, preocupado que as carnes do eletrodoméstico gerassem suspeitas. Dali nascia o nome irônico da operação da PF: Unha e Carne. Márcio Canella, Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar; o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda; e o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, em Belfort Roxo Foto: Divulgação A primeira fase da Operação Unha e Carne foi deflagrada em 3 de dezembro de 2025 para investigar o vazamento de informações sigilosas no Rio. Bacellar foi preso sob suspeita de ajudar TH Joias, já investigado por elo com o Comando Vermelho, a escapar da ação policial. O vazamento também provocou reação do Ministério Público Federal. Em 5 de dezembro de 2025, o MPF abriu procedimento para apurar como informações sigilosas chegaram ao conhecimento de Bacellar. A reação corporativa da Alerj veio em seguida. Por 42 votos a 21, os deputados aprovaram resolução para tirar Bacellar da cadeia, como ocorreu na votação da Alerj. Mas a blindagem parlamentar durou pouco: em março de 2026, Alexandre de Moraes determinou nova prisão de Bacellar. A PF descobriu que o vazamento não era amador. Havia um cupido de toga no esquema. A segunda fase da Unha e Carne, em 16 de dezembro de 2025, mirou a atuação de agentes públicos no vazamento das informações da Zargun. O desembargador Macário Judice Neto, do TJRJ, relator do caso de TH Joias, foi flagrado, segundo a investigação, no circuito que antecedeu a fuga frustrada do operador do Comando Vermelho. Macário acabou preso pela PF. A investigação reuniu indícios de que o magistrado estava ao lado de Bacellar no exato momento em que as - [Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-prefeito-alvo-da-pf-anunciou-mae-de-flavio-bolsonaro-como-suplente-ao-senado/): Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e o ex-secretário Marcus Amim são alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga esquema de R$ 7,6 bilhões; ex-vereadora e mãe de Flávio compõe a chapa do candidato. Por Andréia Sadi e Bianca Muniz | g1 07/07/2026 Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio Bolsonaro, foi anunciada como suplente de Márcio Canella, alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne — Foto: Reprodução A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), é a primeira suplente na chapa ao Senado de Márcio Canella, um dos principais alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7). Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato pelo União Brasil, é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis. Canella renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar uma vaga no Legislativo Federal. O acordo para a indicação de Rogéria foi costurado em fevereiro de 2026, durante uma reunião conduzida por seu filho Flávio, que é o principal apoiador da campanha de Canella. A informação sobre a suplência da mãe de Flávio foi noticiada pelo jornal “O Globo” na época. Além do ex-prefeito, que renunciou ao cargo em abril para disputar as eleições, o ex-secretário Marcus Amim também é alvo da investigação. Fontes ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro, que é presidenciável, já manifestam preocupação com a repercussão negativa da operação da PF sobre a imagem do senador e seus aliados. Na sexta-feira (3), Canella esteve ao lado de Flávio Bolsonaro no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, onde foi destacado como candidato ao Senado pelo partido. O esquema investigado pela Polícia Federal aponta para a conivência de agentes públicos em movimentações financeiras bilionárias ilícitas. A aliança política entre Canella e o clã Bolsonaro consolidou-se após o rompimento do ex-prefeito com seu antigo aliado, Waguinho, atual prefeito de Belford Roxo. Rogéria Bolsonaro, que também é mãe de Carlos e Eduardo Bolsonaro, exerceu dois mandatos como vereadora no Rio entre 1993 e 2000. Filiada ao PL desde 2022, sua presença na chapa de Canella reforça o alinhamento do ex-prefeito com o grupo bolsonarista, consolidado após o rompimento de Canella com o atual prefeito de Belford Roxo, Waguinho, nas eleições de 2022. Adicione o texto do seu título aqui Notícia anteriorPróxima notícia Região Serrana e Centro Sul FluminenseSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado 07/07/2026 Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) 07/07/2026 Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apreende dinheiro dentro de livro falso Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF mira em aliados de Sóstenes e faz operação para investigar aluguel de carros com verba parlamentar da Câmara Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado - [Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’](https://politicariabrasileira.blog.br/defesa-de-flavio-bolsonaro-aciona-fachin-para-tirar-dino-de-caso-dark-horse/): Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Advogados do senador pedem que suspeita de envio de emendas para produtora do filme seja relatada por André Mendonça Por Raisa Toledo | O Estado de S.Paulo 07/07/2026 A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que mudança de relator evitaria decisões conflitantes em processos diferentes Foto: Wilton Junior/Estadão A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que a investigação sobre suposto repasse irregular de emendas a entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse” seja retirada da relatoria do ministro Flávio Dino e conduzida por André Mendonça. Os advogados argumentam que Mendonça já conduz, no STF, as investigações relacionadas ao Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro, e passou a relatar um pedido de apuração sobre o financiamento do filme devido aos fatos terem relação com a investigação sobre as fraudes do banco. Segundo a defesa, a concentração dos procedimentos em um único gabinete evitaria decisões conflitantes ou contraditórias. Na última semana, Dino autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar o caso. A suspeita é que R$ 2 milhões em emendas parlamentares tenham sido enviadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora da obra. A justificativa das emendas aponta o financiamento de dois projetos sociais. A investigação foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), cujo gabinete apontou ligação entre empresas de Karina e suspeitas de que as emendas poderiam estar beneficiando o filme. Dino já relata uma ação na Corte sobre transparência na execução de emendas parlamentares. Já a ação relatada por Mendonça sobre “Dark Horse” e as fraudes do Master apura se a contribuição milionária de Daniel Vorcaro à produção tem relação com o financiamento da estadia do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Parte do valor de R$ 134 milhões negociado entre a família Bolsonaro e o banqueiro foi transferida para um fundo sediado no Texas, onde Eduardo mora, e do qual o advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado, é um dos controladores. Esse processo chegou a ser distribuído ao ministro Alexandre de Moraes por ter relação com o inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos EUA contra autoridades brasileiras, mas Fachin redistribuiu a ação para Mendonça após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), por entender que há maior relação com o caso Master. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputada FederalDeputado Federalemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ 07/07/2026 Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios 06/07/2026 Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj PF apreende dinheiro dentro de livro falso Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria - [Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/unha-e-carne-coaf-rastreou-suspeitas-bilionarias-de-lavagem-de-dinheiro-a-partir-de-postos-de-combustiveis-video/): Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Sexta fase da Operação Unha e Carne mirou suspeita de que postos de combustíveis eram usados para lavar e repassar dinheiro do esquema. Nova base do Coaf no Rio, inaugurada na semana passada, encontrou as transações suspeitas que ensejaram a operação. Por Camila Bomfim | g1 07/07/2026 Márcio Canella (União Brasil) e Marcus Amim — Foto: Reprodução A 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7), identificou movimentações financeiras suspeitas que, segundo as investigações, abasteciam um esquema de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis. A nova base do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Rio de Janeiro, inaugurada na semana passada, rastreou a forma de atuação do grupo e as transações financeiras, fornecendo informações que embasaram os mandados cumpridos nesta manhã. Nesta fase, o principal alvo é uma rede de postos no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos. O ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União Brasil) e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, foram alvos de mandados de busca e apreensão. A suspeita é de que os postos serviam como uma “base de compensação”: recebiam valores legais e ilegais, faziam o que se chama de “mistura de dinheiro”, que dificulta o rastreamento dos órgãos de investigação. O dinheiro, então, era repassado para empresas de fachada. Foram identificados pagamentos a Amin e a uma consultoria dele, que estão sob investigação. A lista de alvos também inclui vários operadores do esquema. Outro alvo é o ex-PM e miliciano Juracy Alves Prudêncio, o Jura, citado no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de novembro de 2008, como chefe de um grupo paramilitar que agia em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No ano seguinte, ele condenado e preso sob acusação de homicídio e associação criminosa. Agentes saíram para cumprir, no total, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além da capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Clique aqui para assistir ao vídeo Notícia anterior ALERJBelford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPI Comissão Parlamentar de InquéritoItaboraí RJNiterói RJNova Iguaçu RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) 07/07/2026 Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis 06/07/2026 Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) - [Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/unha-e-carne-ex-prefeito-de-belford-roxo-e-ex-secretario-da-policia-civil-sao-alvo-da-pf-grupo-movimentou-r-76-bilhoes-aponta-relatorio-do-coaf-video/): Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, são alvo de buscas – Canella acabou preso. Agentes cumprem 19 mandados nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, e na capital fluminense. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 07/07/2026 Apreensões da 6ª fase da Operação Unha e Carne — Foto: Divulgação/PF A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (7) a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no RJ. Desta vez, o alvo é uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos. Entre os alvos de buscas estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil — outros agentes da ativa da instituição também são investigados.  Canella foi levado em um carro da PF para a Superintendência Regional a fim de prestar esclarecimentos e acabou preso – a polícia encontrou um fuzil em seu carro. Outro alvo é o ex-PM e miliciano Juracy Alves Prudêncio, o Jura, citado no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de novembro de 2008, como chefe de um grupo paramilitar que agia em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No ano seguinte, ele condenado e preso sob acusação de homicídio e associação criminosa. Também sofreu buscas o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, que integrou a equipe do ex-secretário Marcus Amim em diversas delegacias. Dados da PF mostram que ele é dono, através de laranjas, de uma rede de postos de gasolina. Entre empresas ativas e inativas, mais de 80 estão ligadas a parentes do policial. O g1 tenta contato com as defesas. Agentes saíram para cumprir, no total, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além da capital fluminense. Na casa de um policial civil, em Niterói, a PF apreendeu armas, joias e dinheiro, além de carros de luxo. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Alerta do Coaf As investigações começaram com um relatório de inteligência enviado à PF pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontou que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos. “Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a PF. A ação se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre relações de agentes públicos com facções criminosas. Dono de postos foi alvo da 5ª fase Na última quinta-feira (2), na 5ª etapa da Unha e Carne, a PF cumpriu mandado de buscas contra o empresário Fernando Trabach Gomes. Em 2022, durante a campanha à reeleição do então governador Cláudio Castro (PL), postos de combustíveis de Trabach abasteceram a maior parte da frota utilizada pelo então candidato ao governo do estado. O g1 apurou que as buscas tinham como objetivo esclarecer as ligações de Trabach com Castro e com o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar. A prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a campanha gastou R$ 478 mil na compra de cerca de 70 mil litros de diesel. Dez dos 12 postos que forneceram o combustível pertenciam ao empresário. Os pagamentos foram feitos em 12 transferências de R$ 39,9 mil cada. Após a posse de Castro, empresas ligadas a Trabach passaram a firmar contratos com o governo do estado. O empresário também já foi investigado pelo Ministério Público do Rio por suspeita de integrar uma organização criminosa. Na ocasião, sua defesa era feita pelo então advogado Rodrigo Bacellar. Quem são os alvos Márcio Canella foi eleito vereador de Belford Roxo em 2012. Em 2015, se elegeu deputado estadual em 2015 e por 3 mandados ficou na Alerj. Nesse período, Canella se licenciou para ser vice do prefeito Waguinho, de Belford Roxo, de 2017 a 2019. Os antigos aliados se afastaram depois das eleições presidenciais de 2022. À época, Canella apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Waguinho optou por Lula. Em 2024, Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo. O principal adversário dele era o ex-secretário municipal Matheus do Waguinho (Republicanos), sobrinho de Waguinho. No início de abril de 2026, Canella renunciou ao cargo de prefeito para concorrer ao Senado. Ele é apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo deputado estadual Douglas Ruas. Em seu lugar, assumiu a então vice-prefeita Mariana Malta. O delegado Marcus Vinícius Amim ficou à frente da Polícia Civil do RJ entre outubro de 2023 e agosto de 2024. Sua nomeação dependeu da aprovação de um projeto de lei na Alerj para permitir que delegados com menos de 15 anos na função assumissem o comando da Secretaria de Polícia Civil. Em 2018, o então deputado Canella propôs a concessão da Medalha Tiradentes, principal honraria da Assembleia, ao delegado Amim. As outras 5 fases A Operação Unha e Carne teve 5 fases desde dezembro de 2025 e apurava, no início, um suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Segundo a PF, os dados sensíveis compartilhados teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção criminosa. A 1ª etapa da operação foi deflagrada em dezembro de 2025 e teve como alvo o então presidente da Alerj, o deputado Rodrigo Bacellar, hoje cassado e preso. De acordo com a Polícia Federal, Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, contra o CV. O principal beneficiado seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, apontado como articulador político da facção e preso na Operação Zargun. Ainda segundo a investigação, o vazamento teria permitido a destruição ou ocultação de provas, frustrando a ação - [Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/fim-da-escala-6x1-alcolumbre-quer-pec-apos-as-eleicoes-para-cumprir-acordo-com-flavio-bolsonaro/): Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Encontro convocado por Davi Alcolumbre deve selar a postergação da PEC 221/2019 para depois das eleições, apesar da pressão do governo Lula. Proposta aprovada na Câmara com apenas 19 votos contrários segue sem relator no Senado. Por Plínio Teodoro | Fórum 07/07/2026 Flávio Bolsonaro com Davi Alcolumbre e a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara (Agências Senado e Câmara) O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou uma reunião de líderes para esta terça-feira (7) com o objetivo de definir a pauta legislativa antes do recesso parlamentar. Nos bastidores, a expectativa é de que o encontro consolide o adiamento da tramitação da PEC 221/2019, que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas, para o período posterior às eleições municipais de outubro. A proposta chegou ao Senado aprovada pela Câmara dos Deputados com ampla maioria e conta com apoio declarado do governo federal, mas segue paralisada, sem relator designado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O adiamento seria mais um capítulo de uma sequência de postergações que frustra trabalhadores, sindicatos e parlamentares favoráveis ao texto. Além disso, a medida cumpre acordo de Alcolumbre com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é contra o fim da escala 6×1, mas não quer se posicionar publicamente para evitar novo desgaste junto ao eleitorado mais pobre. Reunião de líderes deve adiar PEC do fim da escala 6×1 A PEC 221/2019 chegou ao Senado com um histórico difícil de ignorar: de 513 deputados federais, apenas 19 votaram contra sua aprovação na Câmara. A proposta reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas, garante dois dias de descanso semanal e proíbe a redução de salários durante a transição, prevista para 14 meses após a promulgação. Na prática, é o fim da escala 6×1 com respaldo constitucional. No Senado, porém, a proposta encontrou um ritmo diferente. Alcolumbre deixou claro que o texto não irá direto ao plenário e precisará passar pela análise da CCJ antes de qualquer deliberação, podendo ser encaminhado ainda a um grupo especial de trabalho ou a uma comissão específica. Até agora, a proposta segue sem relator designado naquela comissão, etapa considerada essencial para o início efetivo da tramitação. A reunião de líderes desta terça-feira deve consolidar o entendimento de que a análise só avançará depois das eleições, o que na prática significa que a proposta ficará paralisada durante todo o período eleitoral. O padrão se repete. Desde que a PEC chegou ao Senado, Alcolumbre prometeu discutir seu andamento em diferentes momentos, chegou a sinalizar reuniões específicas sobre o tema e acabou adiando decisões consideradas estratégicas pelos parlamentares favoráveis ao texto. A sessão temática realizada na semana passada reuniu governo, trabalhadores, empresários e especialistas, mas terminou sem qualquer definição sobre calendário de votação ou escolha de relator. Pressões e resistências à tramitação Na segunda-feira (6), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou ao plenário para cobrar publicamente a aceleração da análise da matéria. Paim lembrou que a maioria dos participantes da sessão temática realizada na última quarta-feira (1º) manifestou apoio ao fim da escala 6×1 e pediu votação imediata pela CCJ e pelo plenário. “É fundamental que o Senado vote, o quanto antes, a PEC 221, de 2019. Ela já foi aprovada na Câmara; de 513 parlamentares, somente 19 votaram contra. Estamos tratando de políticas humanitárias, distribuição de renda, solidariedade e justiça social. Estamos falando do presente e do futuro de gerações”, afirmou Paim. O governo federal também considera a pauta prioritária e defende aprovação antes do recesso parlamentar de julho, previsto para os dias 18 a 31. Interlocutores do presidente Lula avaliam que, se o Senado segurar a PEC, o PT poderá reeditar a campanha “Congresso inimigo do povo”, transformando o adiamento em combustível eleitoral contra os parlamentares que travam a proposta. Do outro lado, setores patronnais criticam a proposta, avaliando haver risco de aumento nos custos de produção e serviços. Alcolumbre tem dito a aliados que não pautará o fim da escala 6×1 antes de conversar pessoalmente com Lula, e sinalizou que o Senado não atuará como “Casa carimbadora” de propostas vindas da Câmara. Em paralelo, um texto alternativo articulado pela oposição, capitaneada por Flávio Bolsonaro, que determina a remuneração por hora trabalhada em vez de extinguir a escala, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ, o que indica uma estratégia de diluir o debate em torno da proposta original. Contexto político e eleitoral A nova líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), é direta sobre o potencial do tema nas urnas. Para ela, o fim da escala 6×1 será um trunfo eleitoral para os candidatos de esquerda mesmo que a PEC não seja aprovada antes das eleições. “Ela pegou no imaginário”, afirmou Leitão, descrevendo a repercussão popular da proposta entre trabalhadores de serviços como cinegrafistas, diaristas e maquiadores. Segundo a senadora, quem não votou pela aprovação “vai ser listado por quem quer aprovar”, transformando o placar de cada senador em material de campanha. Os números sustentam a avaliação. Pesquisa Datafolha de maio aponta que 71% da população é favorável à redução da jornada de trabalho, dado que reforça o peso eleitoral do tema e explica a pressão do Planalto por uma aprovação rápida. Com as eleições municipais em outubro, propostas que demandam negociação política tendem a encontrar resistência crescente no Congresso no segundo semestre, quando os parlamentares voltam as atenções para suas bases. A relação entre Alcolumbre e o Planalto adiciona uma camada de complexidade ao cenário. O distanciamento entre os dois se acentuou após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Alcolumbre não antecipou o teor da conversa que deseja ter com Lula, e a líder do governo no Senado admitiu que ainda não há previsão de encontro entre os dois. Nesse contexto, o adiamento da PEC 221/2019 funciona como um termômetro da tensão entre o Executivo e a presidência do Senado, com os trabalhadores brasileiros pagando a conta - [Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu](https://politicariabrasileira.blog.br/aluguel-de-software-pode-ser-excelente-negocio-se-a-contratante-for-a-secretaria-de-governo-de-nova-iguacu/): Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu Contratada pela Secretaria de Governo no dia 1º de setembro de 2025 para alugar ao município de Nova Iguaçu software para a plataforma de gestão tributária, a DS Tec Comércio e Serviços de Informática vem recebendo cerca de R$ 500 mil por mês. Só este ano, de um empenho no total de R$ 3.998.804,24, a empresa recebeu a soma de R$ 1.999.402,12. Foram duas transferências de R$ 499.850,53 e uma de R$ 999.701,06. Em 2025 os pagamentos somaram R$ 3.017.532,50. Por Elizeu Pires 07/09/2026 Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu O contrato da DS é o de número 017-B/25, com validade de 12 meses e valor global de R$ 7.533.339,96. Tem como objeto a “prestação de serviços de locação de licenças de software, conversão, migração, implantação, manutenção e suporte para e sustentação de sistemas desenvolvimento e atualização de nova plataforma de gestão tributária com transferência de tecnologia”. Esta não é a primeira contratação da empresa para locação de programas de computador ao município. Em fevereiro de 2020 foi firmado através da Secretaria de Planejamento, Economia e Finanças, com o mesmo objeto, o contrato 07, no valor inicial de R$ 4.082.317,32, que foi aumentado várias vezes por meio de termos aditivos. Ao todo, entre 2020 e 2026, considerando os valores apontados no sistema que registra as despesas empenhadas e pagas pela administração municipal, empresa teria recebido pouco mais de R$ 24 milhões da Prefeitura de Nova Iguaçu: R$ 2.710.565,85 em 2020, R$ 4.418.356,21 em 2021 e R$ 3.718.081,66 no ano seguinte. Em 2023 os pagamentos somaram R$ 4.594.244,47, R$ 3.635.146,82 em 2024, R$ 3.017.532,50 em 2025 e R$ 1.999.402,12. Além desse contrato a Secretaria de Governo firmou mais um para locação de software. No mesmo dia foi assinado com a Embras – Empresa Brasileira de Tecnologia, o termo 017-A/2025, no valor global de R$ 2.340 milhões. Por este contrato já foi pago o total de R$ 1.022.946,00, sendo R$ 171.079,00 em 2025 e R$ 851.867,00 este ano. Notícia anteriorPróxima notícia Nova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu 07/07/2026 Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação 06/07/2026 Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf (VIDEO) - [Vistoria aponta alimentação 'grave e desumana' em hospital de Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/vistoria-aponta-alimentacao-grave-e-desumana-em-hospital-de-petropolis/): Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Fiscalização foi realizada por um dos vereadores da cidade, após o recebimento de reclamações de pacientes e familiares. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 06/07/2026 Vistoria aponta alimentação precária em hospital de Petrópolis — Foto: Divulgação Petrópolis – A alimentação oferecida aos pacientes do Hospital Municipal Alcides Carneiro, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, foi alvo de denúncia após uma vistoria realizada pelo vereador Léo França (PT). O parlamentar classificou a situação como “grave e desumana” e encaminhou o caso aos órgãos de fiscalização. Segundo o vereador, a vistoria foi realizada no domingo (5), após o recebimento de reclamações de pacientes e familiares sobre a qualidade das refeições servidas na unidade. De acordo com Léo França, pacientes relataram que, há cerca de 15 dias, ovos têm sido a única fonte de proteína oferecida nas refeições. Durante a inspeção, o vereador registrou a existência de dezenas de caixas de ovos armazenadas no hospital. Na área destinada ao armazenamento de hortifruti, o parlamentar também afirmou ter encontrado frutas e legumes já deteriorados armazenados junto com alimentos ainda próprios para consumo. Segundo ele, a unidade também enfrenta falta de insumos necessários para o preparo das refeições dos pacientes internados. Outro ponto questionado pelo vereador é a possibilidade de terceirização do serviço de alimentação hospitalar. Segundo ele, a medida gera preocupação porque o Hospital Alcides Carneiro e a Unidade Pré-Hospitalar da Posse, atendida pela mesma estrutura, já possuem cozinhas em funcionamento, equipamentos e servidores públicos destinados ao serviço. “Uma empresa privada vai assumir uma estrutura pública que já existe, que já funciona e que foi construída com o dinheiro da população. Quem ganha com essa terceirização? Quem está sendo beneficiado? A Prefeitura precisa explicar essa decisão e, antes de tudo, resolver imediatamente a situação da alimentação dos pacientes”, afirmou o vereador. Segundo Léo França, a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Saúde e à Defensoria Pública do Estado. O que diz a prefeitura Em nota, a Prefeitura de Petrópolis informou que não há qualquer decisão tomada sobre a terceirização do serviço de alimentação hospitalar. Sobre as denúncias relacionadas aos alimentos, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que é natural que alguns produtos hortifrutigranjeiros apresentem deterioração em razão do transporte ou do processo de amadurecimento. Segundo a pasta, esses alimentos são descartados e não são utilizados nas refeições servidas aos pacientes. A secretaria informou ainda que o cardápio do Hospital Alcides Carneiro é elaborado por nutricionistas e segue critérios técnicos para garantir uma alimentação adequada aos pacientes internados. Notícia anterior MP-RJMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis 06/07/2026 Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) 01/07/2026 Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) - [Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-pede-ao-tcu-suspensao-parcial-de-decisao-sobre-fragilidade-na-reestruturacao-dos-correios/): Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios No fim de maio, Corte de contas informou governo sobre risco fiscal ao conceder garantia ao empréstimo de R$ 12 bi à estatal e ordenou monitoramento de plano Por Renan Monteiro (Broadcast) | O Estado de S.Paulo 06/07/2026 São Paulo, Brasil, 6 de janeiro de 2026. Fachada de uma agência dos Correios na cidade. Esta imagem retrata uma cena urbana típica com suas características linhas de energia elétrica aéreas. Foto: Alf Ribeiro/Adobe Stock BRASÍLIA – A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou ao Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido de anulação parcial dos efeitos de um acórdão que apontou fragilidades na análise do plano de reestruturação dos Correios, especialmente na concessão da garantia do governo federal ao empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pela estatal em 2025.A informação foi publicada primeiramente pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela Estadão/Broadcast.  No fim de maio, a Corte de Contas decidiu dar ciência ao governo federal sobre a possível violação de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com a ausência de verificação “própria e independente” das premissas financeiras que embasaram o plano de reestruturação dos Correios. No mesmo acórdão, o TCU recomendou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e ao Ministério da Fazenda o reexame do processo de controle aplicável à aprovação de planos de reestruturação e à concessão de garantias para estatais não dependentes. Os ministérios, conforme a recomendação, precisam focar na definição dos requisitos mínimos de análise técnica e na avaliação material da capacidade de pagamento da estatal. O TCU também deu ciência ao governo sobre a escassez de análise precisa da capacidade de pagamento da estatal para fins de concessão de garantia da União e de operação de crédito no valor de R$ 12 bilhões – o que, segundo a Corte de Contas, “afronta” dispositivo que trata da capacidade de pagamento de empresas estatais, em operações de crédito, previsto no decreto de janeiro de 2024. A AGU, no pedido de reexame, pediu a anulação desses três encaminhamentos dados pelo TCU. Entre outros pontos, a Advocacia-Geral da União sustentou que a proposta de reestruturação da estatal observou os processos de governança próprios à aprovação de planos de reequilíbrio, com cada instância atuando nos limites de suas competências. Da parte do TCU, não houve determinação expressa contrária ao plano de reestruturação ou em caráter sancionatório. Regimentalmente, o “dar ciência” significa que eventuais irregularidades precisam ser corrigidas. É diferente de um simples “alerta”. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoCorreiosLei de Responsabilidade Fiscal LRFTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios 06/07/2026 Do ouro ao pó: Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias e Comando Vermelho 07/07/2026 Ex-prefeito alvo da PF anunciou mãe de Flávio Bolsonaro como suplente ao Senado 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apura se Sóstenes e aliados criaram versão falsa sobre R$ 468 mil apreendidos em espécie com parlamentar Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Governo pede ao TCU suspensão parcial de decisão sobre fragilidade na reestruturação dos Correios Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) - [Partido Novo questiona flexibilização de doações de recursos públicos em ano eleitoral ](https://politicariabrasileira.blog.br/partido-novo-questiona-flexibilizacao-de-doacoes-de-recursos-publicos-em-ano-eleitoral/): Partido Novo questiona flexibilização de doações de recursos públicos em ano eleitoral  Agremiação sustenta violação aos princípios da igualdade e da anterioridade eleitoral Por Edilene Cordeiro e Carmem Feijó/AS//JP | STF 06/07/2026 Na imagem, a estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília (DF). — Pedro Ladeira / AFP O Partido Novo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que passou a permitir, em ano eleitoral, a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública quando as transferências estiverem condicionadas ao cumprimento de encargos pelo beneficiário. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7983 foi distribuída ao ministro André Mendonça, relator da ADI 7976, que trata de assunto relacionado.   Na chamada doação com encargo, ou doação modal, o poder público impõe ao beneficiário determinada obrigação, como o cumprimento de uma finalidade específica (construir uma escola num terreno público, por exemplo). De acordo com o partido, o artigo 95, incluído na LDO/2026, flexibiliza a regra da Lei das Eleições que, a fim de evitar o uso da máquina pública para influenciar o processo eleitoral, proíbe a transferência voluntária de recursos da União para estados e municípios e de estados para municípios.  O Novo argumenta que, ao admitir transferência de bens gravados por encargo sem definir parâmetros mínimos de contrapartida, a norma possibilita que um encargo meramente simbólico, na prática, viole a isonomia entre candidatos. Segundo o partido, o problema não está na doação modal em si, mas sustenta que o instrumento deve prever o encargo, o prazo de cumprimento e a cláusula de reversão do bem ao patrimônio público.  O ministro André Mendonça solicitou informações ao Congresso Nacional e à Presidência da República, no prazo comum de cinco dias. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias para manifestação.  Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoLDO Lei de Diretrizes OrçamentáriasLei das Eleições Lei 9.504/97NOVOPGR Procuradoria Geral da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Partido Novo questiona flexibilização de doações de recursos públicos em ano eleitoral  06/07/2026 STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima 03/07/2026 STF suspende regra sobre sucessão na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas 13/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças - [Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação](https://politicariabrasileira.blog.br/mage-camara-de-vereadores-contratou-abastecimento-de-frota-de-tamanho-desconhecido-sem-licitacao/): Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação Conforme já foi revelado, a Câmara de Vereadores de Magé, na Baixada Fluminense, gasta mais de R$ 2 milhões com aluguel de carros, mas nem o contrato mãe e nem os termos aditivos revelam o quantitativo colocado à disposição da Casa. Por Elizeu Pires 06/07/2026 Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação O contrato com a Conect Car foi assinado no dia 4 de abril de 2023 e em 2 de maio, no mesmo ano, o presidente da Casa, Valdeck Ferreira de Matos Silva, contratou, sem licitação, a empresa Prime Consultoria e Assessoria Empresarial para gerenciar o abastecimento de uma frota cujo tamanho não está claro para o contribuinte, o real pagador das contas. O contrato da Prime é o de número 04/2023. Tem o valor global de R$ 524.880,00 por ano e garante o fornecimento de 8.100 litros de gasolina comum ao mês, um total 97.200 litros por ano. Em vez de fazer o devido processo de licitação para contratar o abastecimento da frota locada, a Câmara optou por pegar carona em um pregão da Secretaria de Saúde de Guapimirim, aderindo a ata de registro de preços. Notícia anteriorPróxima notícia Guapimirim RJMagé RJPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação 06/07/2026 Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação 08/07/2026 Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões Tribunal de Contas manda Prefeitura de Araruama suspender pagamento à empresa contratada duas vezes sem licitação Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL - [Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/deslizamento-as-margens-da-rj-186-preocupa-moradores-ha-quase-cinco-anos-em-santo-antonio-de-padua-video/): Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Segundo moradores, trecho no bairro Glória permanece em meia pista desde a pandemia. DER informou que recuperação da rodovia segue em fase de preparação para licitação. Por Diego Varsi | g1 06/07/2026 Buraco causado por deslizamento em Santo Antônio de Pádua — Foto: Reprodução Inter TV Santo Antônio de Pádua – Moradores do bairro Glória, em Santo Antônio de Pádua, afirmam que convivem, desde a pandemia do Covid- 19 em 2020, com os impactos de um deslizamento de terra que comprometeu um trecho da RJ-186. Quase cinco anos depois, segundo eles, a rodovia continua operando em meia pista e a situação ainda preocupa quem mora e passa pelo local. Na época do deslizamento, algumas residências precisaram ser desocupadas por questões de segurança. Apesar disso, outras casas permanecem próximas à área afetada, o que, de acordo com os moradores, mantém o sentimento de insegurança. Os moradores também relatam que o trecho recebe grande fluxo de caminhões diariamente e temem que um novo deslizamento ou um acidente de maiores proporções possa atingir as residências localizadas abaixo da rodovia. Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) informou que os procedimentos para a recuperação do trecho avançam nas etapas de alinhamento técnico e administrativo necessárias ao prosseguimento da licitação. O órgão informou ainda que equipes técnicas monitoram as condições da rodovia e que a sinalização será reforçada para garantir a segurança dos motoristas. Clique aqui e assista ao video Notícia anterior Departamento de Estradas de Rodagem DERNorte e Noroeste Fluminenserodovia RJ-186Santo Antônio de Pádua RJVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) 06/07/2026 Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) 01/07/2026 Justiça quebra sigilo do bispo Edir Macedo, da Universal e do Digimais 24/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Paes vai manter em sua chapa candidata a vice investigada pela PF por lavagem de dinheiro Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio PF mira pessoas ligadas a líder do PL em operação sobre suspeita de desvios de cota parlamentar - [CPI de Japeri mira contrato de R$ 4 milhões na Educação e deve convocar Caroline Ontiveros](https://politicariabrasileira.blog.br/cpi-de-japeri-mira-contrato-de-r-4-milhoes-na-educacao-e-deve-convocar-caroline-ontiveros/): CPI de Japeri mira contrato de R$ 4 milhões na Educação e deve convocar Caroline Ontiveros CPI da Câmara de Japeri investiga possíveis irregularidades em contrato de cerca de R$ 4 milhões para adequação da rede elétrica de escolas municipais Por Quintino Gomes Freire | Diário do Rio 06/07/2026 A ex-secretária municipal de Educação de Japeri, Caroline Ontiveros A ex-secretária municipal de Educação de Japeri, Caroline Ontiveros, deve estar entre os primeiros nomes convocados pela CPI instalada na Câmara Municipal para apurar possíveis irregularidades em um contrato de cerca de R$ 4 milhões para obras de adequação da rede elétrica em escolas da rede municipal. Caroline é irmã da prefeita Fernanda Ontiveros e comandava a Secretaria Municipal de Educação na época da assinatura do contrato. A comissão quer entender como ocorreu a contratação, quais critérios foram usados para fiscalizar os serviços e se os pagamentos feitos correspondem ao que foi executado nas unidades escolares. Segundo a CPI, presidida pelo vereador Charles Gonçalves, do PP, cerca de 75% do valor contratado já teria sido pago. A apuração foi aberta depois de denúncias sobre divergências entre os serviços registrados nas medições do contrato e aquilo que teria sido encontrado nas escolas. Vereador fez visitas a escolas antes da CPI Antes da instalação da comissão, o vereador Ygor Braz, do PL, autor da denúncia que levou à abertura da investigação, visitou unidades da rede municipal e reuniu documentos e relatos de diretores. Segundo ele, parte das intervenções apontadas como realizadas nas medições não teria sido encontrada nas escolas. O material apresentado pelo parlamentar serviu de base para a criação da CPI. A investigação agora deve avançar sobre documentos, pagamentos, medições e responsabilidades dentro da estrutura da Prefeitura de Japeri. Além de Caroline Ontiveros, a comissão também deve convocar o fiscal do contrato, representantes da empresa responsável pelos serviços e servidores que participaram do processo. A ideia é reconstruir a tramitação do contrato, desde a assinatura até a execução e o pagamento das etapas. A Prefeitura de Japeri e os demais citados poderão prestar esclarecimentos durante a investigação. Todos terão direito ao contraditório e à ampla defesa. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJPL Partido LiberalPP ProgressistasPrefeitaPT Partido dos TrabalhadoresRegião Metropolitana e Baixada FluminenseVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram CPI de Japeri mira contrato de R$ 4 milhões na Educação e deve convocar Caroline Ontiveros 06/07/2026 Magé: Modernização da Câmara custou R$ 1,2 milhão a mais que o valor contratado inicialmente 08/07/2026 MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente 03/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF - [Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra](https://politicariabrasileira.blog.br/richarlison-volta-a-cobrar-flavio-bolsonaro-para-devolver-mansao-em-ilha-de-angra/): Richarlison volta a cobrar Flávio Bolsonaro para “devolver” mansão em ilha de Angra Em uma semana, Richarlison Andrade, ex-atacante da Seleção Brasileira, se pronunciou três vezes sobre disputa com advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, em torno de uma mansão em ilha paradisíaca em Angra dos Reis. Por Plínio Teodoro | Fórum 06/07/2026 Richarlison, a publicação sobre a mansão em ilha de Angra, e Flávio Bolsonaro (AFP / Reprodução Instagram) O jogador Richarlison Andrade, ex-atacante da Seleção Brasileira, parece disposto a expor o caso da disputa em torno de uma mansão em ilha paradisíaca de Angra dos Reis, estimada em R$ 10 milhões, com o advogado Willer Tomaz, amigo de longa data que listou Flávio Bolsonaro (PL) entre as testemunhas no processo contra o atleta. Tomaz alega que o processo já tramitou em julgado emm 2025, com a Justiça dando ganho de causa a ele. Mas, Richarlison tem feito reiteradas cobranças em publicações nas redes em que envolve diretamente Flávio Bolsonaro. Após comentário na terça-feira (3) em vídeo divulgado pela advogada imobiliária Ana Paula Zantut, que apagou a publicação e divulgou carta de retratação por meio do escritório de Tomaz, Richarlison fez nova publicação no fim de semana. No sábado (4), o jogador compartilhou nos stories de seu Instagram um vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro em 1º de janeiro de 2021 com imagens aéreas da mansão na ilha, com direito a cachoeira desaguando no mar. “Quantos lugares você conhece em que a cachoeira deságua no mar? Em Angra dos Reis tem! Tomada da Ilha Comprida, localizada há poucos minutos do aeroporto de Angra”, escreveu Flávio à época na publicação. “Lugar bonito, né? Pois é. Me tomaram”, escreveu o atacante ao compartilhar a publicação em seus stories. Na noite deste domingo (5), Richarlison voltou a comentar sobre o caso em uma publicação do partido Missão, ligado ao MBL, em que o pré-candidato Renan Santos provoca Flávio. “Devolve a casa do Richarlison”, escreve Santos em uma publicação de Flávio na rede X, que teve print replicado no Instagram. “Vdd”, comentou o jogador, concordando com a cobrança a Flávio. “Sem receber a minha grana” Em meio à crise que teve início com a revelação do elo com Daniel Vorcaro e se aprofundou com o vídeo-bomba da madrasta Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro terá que conviver com um antigo fantasma em sua biografia, que remete à longa relação de amizade com o advogado Willer Tomaz e a cobição por uma mansão em ilha em Angra dos Reis, que entrou na disputa com o jogador Richarlison de Andrade. Em live da advogada imobiliária Ana Paula Zantut nesta terça-feira (30), que usou o caso da mansão de Angra como exemplo, Richarlison fez um comentário sobre a disputa com Tomaz, que tem como testemunha no processo o amigo Flávio Bolsonaro. “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”, exclamou Richarlison na publicação, que viralizou. Após a viralização da publicação com o comentário de Richarlison, Ana Paula Zantut apagou o vídeo (aqui o link original, sem a publicação: https://www.instagram.com/reels/DaNvd78ReWd). “Eu apaguei os vídeos e tem muita gente vindo aqui no perfil e perguntando porque que eu apaguei ou se eles foram derrubados ou se alguém mandou, enfim, etc. Não é isso, eu apaguei por conta própria, pelas seguintes razões. Isso virou um caos que não estava, não era a intenção e nunca foi. E aí eu me tornei massa de manobra política, uma coisa que eu não vou tolerar e não vou aceitar, é, seja para qual lado for, tá? É, não tenho questões políticas com Bolsonaro, com o outro ladinho, então, me utilizar com esse intuito não é a intenção e eu não quero ser viralizada a qualquer custo e com esse intuito, sabe? E aí eu fiz um, um segundo vídeo esclarecendo até mais, mais pontos, é, do primeiro vídeo, pontos, questão do Flávio, questão de, de como que encerrou esse litígio”, afirmou a advogada em vídeo nos Stories. No entanto, o segundo vídeo também foi apagado e, no lugar, Ana Paula divulgou uma nota dizendo ter tido acesso aos autos. Por e-mail, o advogado de Willer Tomaz enviou uma “retratação assinada pela advogada Ana Paula Zantut, que motivou a publicação”, afirmando que “, o processo já transitou em julgado com decisão favorável ao doutor Willer” e pediu a publicação como outro lado na reportagem – leia ao final da reportagem. O desejo por uma mansão de luxo que acabou na Justiça O caso que aproxima o senador Flávio Bolsonaro do advogado Willer Tomaz tem como pano de fundo uma das propriedades mais cobiçadas de Angra dos Reis: uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada na Ilha Comprida, com 11 suítes, praia privativa, cachoeira, heliponto, piscina e quadra de tênis. Segundo documentos judiciais e relatos reunidos pela reportagem, Flávio conheceu o imóvel em 2020 e demonstrou interesse imediato pela propriedade. Na ocasião, porém, o então proprietário informou que a venda já havia sido fechada com a empresa Sport 70, pertencente ao atacante Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Mesmo assim, o senador e Willer Tomaz voltaram posteriormente ao local em uma lancha para visitar a mansão, e Flávio chegou a registrar imagens aéreas do imóvel. Pouco depois, Willer Tomaz iniciou uma ofensiva judicial para obter a posse da propriedade. A disputa ganhou contornos dramáticos: uma idosa afirmou ter sido induzida a assinar documentos relacionados ao imóvel, enquanto uma mulher grávida — esposa do empresário de Richarlison — acabou retirada da residência durante o cumprimento de uma ordem de reintegração de posse, episódio que, segundo relatos, levou à antecipação de seu parto. Embora Flávio Bolsonaro negue participação na disputa e sustente que apenas mantém amizade com Willer Tomaz, seu nome foi arrolado como testemunha na ação judicial movida pelo advogado. O caso reforçou os questionamentos sobre a proximidade entre ambos e sobre o interesse do senador pelo imóvel desde antes do litígio. A disputa também chamou atenção porque ocorreu paralelamente à defesa, por Flávio - [Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE](https://politicariabrasileira.blog.br/nunes-marques-da-cargo-a-mulher-de-advogado-de-claudio-castro-no-tse/): Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Nunes Marques, do Supremo, nomeou a mulher do advogado de Claudio Castro como vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral do TSE. Por Daniela Lima | UOL 06/07/2026 Os ministros Kassio Nunes Marques (E) e André Mendonça (D) tomam posse como presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respectivamente, durante cerimônia realizada na sede da corte, em Brasília Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Fabiana Cristina Ortega Severo recebeu o cargo na semana passada, dia 1º de julho. Ela é esposa de Gustavo Severo, que defendeu o ex-governador do Rio da inelegibilidade na Tribunal Regional Eleitoral. Nunes Marques já declarou publicamente que é amigo pessoal de Gustavo Severo. O fez quando foi necessário justificar ao menos cinco voos que pegou na aeronave privada do advogado. Severo tem uma série de clientes não só no TSE mas também no STF. Nunes Marques sempre diz que se declara suspeito para julgar os casos representados pelo amigo. Procurada pela coluna, a assessoria do ministro afirmou que “Fabiana Cristina não receberá nada pelo cargo na Escola Judiciária Eleitoral. Trata-se de uma função pro-bono. Mulher e advogada militante na esfera eleitoral, atuou pelo PV durante anos”. A coluna encontrou registros de Fabiana Cristina no funcionalismo público. Segundo o portal da transparência do Senado, ela foi assessora do gabinete do senador Chico Rodrigues (PSB-RR). No episódio mais rumoroso de sua carreira, Rodrigues foi flagrado pela Polícia Fdederal com maços de dinheiro na cueca. Na época, era filiado ao União Brasil, partido do centrão. O senador foi vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Casa. Nunes Marques foi o primeiro ministro indicado pelo ex-presidente ao STF durante seu mandato. O segundo foi André Mendonça, hoje vice-presidente do TSE. “O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, entende que ela [Fabiana Cristina Severo] atuará com zelo e dedicação na função de coordenar os trabalhos da Escola”, finalizou a assessoria, ao responder à coluna. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTRE-RJTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE 06/07/2026 Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro 07/07/2026 Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apura se Sóstenes e aliados criaram versão falsa sobre R$ 468 mil apreendidos em espécie com parlamentar Nunes Marques dá cargo a mulher de advogado de Claudio Castro no TSE Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio - [MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-que-buzios-nao-aprove-projeto-que-altera-o-fundo-municipal-de-meio-ambiente/): MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou ao Poder Executivo e à Câmara Municipal de Armação dos Búzios que não seja aprovado, nos termos atuais, o projeto de lei encaminhado pela Mensagem nº 14/2026, que pretende reformular o Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), com revogação da Lei Municipal nº 701/2008 e do Decreto Municipal nº 1.009/2018. Por MPRJ 03/07/2026 MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente A recomendação foi motivada por riscos de inconstitucionalidade, ilegalidade e desvio de finalidade na proposta. O procedimento administrativo foi instaurado para acompanhar a harmonização da legislação municipal sobre o FMMA, especialmente quanto à composição e ao funcionamento de sua Comissão Gestora. Para o MPRJ, o projeto fragiliza a governança do Fundo ao concentrar quatro das cinco vagas da Comissão Gestora sob influência direta do Executivo municipal: o titular da pasta ambiental seria o coordenador, indicaria outros três membros, e o Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) ficaria com apenas uma indicação. Esse desenho reduz o controle social e transforma a Comissão em instância predominantemente interna da própria administração responsável pela execução dos recursos. Outro ponto crítico é a ampliação genérica das hipóteses de uso do FMMA. A proposta permite a utilização de recursos ambientais vinculados para despesas amplas de custeio e investimento, como contratação de serviços, aquisição de bens, obras, reformas, manutenção, locações e apoio logístico. Na avaliação ministerial, essa redação pode converter o Fundo em fonte alternativa de custeio ordinário da máquina administrativa, esvaziando sua finalidade ambiental. O projeto também revoga simultaneamente a lei e o decreto atualmente vigentes, sem apresentar disciplina substitutiva completa nem regime de transição. Isso pode gerar insegurança jurídica, enfraquecer a transparência, dificultar a prestação de contas e comprometer a participação do CMMA na definição das prioridades ambientais do Município. A recomendação sustenta que o projeto viola, em tese, o art. 225 da Constituição, que protege o meio ambiente ecologicamente equilibrado; o art. 37, que impõe legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e impessoalidade à Administração; o regime jurídico dos fundos especiais; os princípios da finalidade, transparência, controle social e participação democrática; além da vedação à proteção ambiental deficiente. Com a medida, o MPRJ busca impedir a aprovação de norma que possa enfraquecer o FMMA e comprometer a correta aplicação de recursos vinculados à proteção ambiental. Caso o projeto seja aprovado sem correção dos vícios apontados, recomenda-se ao Chefe do Executivo municipal o veto integral, por inconstitucionalidade material, ilegalidade e contrariedade ao interesse público ambiental. Notícia anteriorPróxima notícia Armação dos Búzios RJmeio ambienteMP-RJRegião dos Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ recomenda que Búzios não aprove projeto que altera o Fundo Municipal de Meio Ambiente 03/07/2026 MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) 15/07/2026 TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras - [STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-autoriza-busca-e-apreensao-em-investigacao-sobre-uso-de-emendas-pix-em-municipios-de-roraima/): STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima Decisão do ministro Flávio Dino atende a pedido da PF, com aval da PGR; fiscalização da Controladoria-Geral da União apontou irregularidades Por Cezar Camilo/AD//CF | STF 03/07/2026 STF | Foto: Fellipe Sampaio/STF O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a cumprir medidas de busca e apreensão em investigações sobre supostas irregularidades na aplicação de recursos de “emendas Pix” nos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima. As decisões foram tomadas nas Petições (PETs) 15592 e 15840.  Em relatório, a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou indícios de irregularidades na aplicação de recursos de emendas Pix destinados aos dois municípios, que estão entre os 10 que mais receberam recursos de emendas parlamentares “individuais” entre 2020 e 2024.  No caso de Iracema, a prefeitura recebeu, no período, R$ 55,7 milhões, vinculados a obras de infraestrutura, iluminação, aquisição de ambulâncias e de unidade móvel odontológica. A apuração cita falhas de planejamento, estratégias para fraudar licitações e indícios de sobrepreço na aquisição de ambulâncias e de unidades móveis.  Em São Luiz do Anauá, a CGU apontou que o município recebeu R$ 89,4 milhões no mesmo período, destinados a obras de infraestrutura urbana, equipamentos públicos e construção de moradias, mas todas as obras vistoriadas estavam paralisadas. As contratações se concentravam em apenas uma empresa, e foram constatadas falhas de transparência e possível inconsistência na execução contratual.  Com base nos relatórios, as medidas foram solicitadas pela PF e têm o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).  Indícios Na decisão, o ministro Flávio Dino verificou que há indícios da prática de crimes de associação criminosa, crimes licitatórios e crimes contra a administração pública relacionados ao uso de emendas parlamentares, o que autoriza as medidas de busca e apreensão.  Embora não haja, no momento, pedido de medidas contra deputados federais ou senadores — que têm prerrogativa de foro no STF —, Dino considerou prudente que a Corte examine e supervisione as diligências contra o grupo de servidores públicos e empresários envolvidos na investigação. A medida visa evitar a prática de atos por juízo incompetente.  Foram autorizadas buscas pessoais e domiciliares contra pessoas ligadas à administração pública local e empresas investigadas, com apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos, mídias digitais e outros elementos de prova relacionados aos fatos apurados. As decisões também permitem o acesso, a extração e a impressão de informações encontradas nos dispositivos apreendidos, com submissão à perícia técnica.  Leia a íntegra da decisão na PET 15592 e na PET 15840. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da Uniãoemenda parlamentarIracema RRPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSão Luiz do Anauá RRSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima 03/07/2026 STF suspende regra sobre sucessão na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas 13/07/2026 Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder - [Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-eleitoral-cassa-diplomas-da-prefeita-e-da-vice-prefeita-de-araruama-video/): Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Decisão de primeira instância também declara inelegibilidade de quatro investigados; Prefeitura e defesa informam que vão recorrer. Por Ludmila Lopes | g1 02/07/2026 Prefeita eleita, Daniela Soares, e da vice-prefeita eleita, Verônica Januário — Foto: Reprodução Inter TV Araruama – A Justiça Eleitoral da 92ª Zona Eleitoral de Araruama, na Região dos Lagos do Rio, determinou a cassação dos diplomas da prefeita eleita, Daniela Soares, e da vice-prefeita eleita, Verônica Januário, por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. A decisão, proferida em primeira instância, também declarou a inelegibilidade de Daniela Soares, Verônica Januário, Lívia Bello e Francisco Ribeiro pelo prazo de seis anos, além de aplicar multa individual de R$ 20 mil aos investigados. A sentença foi proferida no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), proposta pelo ex-candidato à Prefeitura de Araruama, Sérgio Ribeiro. Na decisão, a juíza Alessandra de Souza Araujo concluiu que houve utilização da estrutura administrativa municipal em benefício das candidaturas, caracterizando abuso de poder político e condutas vedadas pela legislação eleitoral. A magistrada também citou o parecer do Ministério Público Eleitoral, que se manifestou pela procedência da ação. Além da cassação dos diplomas, a decisão prevê a realização de novas eleições após o trânsito em julgado ou caso a sentença seja confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), em eventual julgamento de recurso. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Em nota, a Prefeitura de Araruama informou que a prefeita Daniela Soares recebeu a decisão com serenidade e reafirmou o respeito às instituições. Segundo o município, a decisão não é definitiva e não há qualquer determinação de afastamento do cargo. A prefeitura afirmou ainda que Daniela Soares permanece no pleno exercício de suas funções e que a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis, confiante de que a decisão será revista nas instâncias superiores. Também informou que a administração municipal continuará funcionando normalmente, com a manutenção dos serviços públicos, das obras e das ações em andamento, tendo como prioridade preservar a estabilidade administrativa do município. Em nota, a defesa dos réus afirmou que recebeu com surpresa a sentença de procedência das ações. Segundo o advogado, o processo não apresentaria provas suficientes para justificar a cassação da chapa eleita, que venceu a disputa com ampla vantagem nas eleições. A defesa destacou ainda que a ação foi proposta pelo candidato que terminou em terceiro lugar no pleito. Apesar das críticas à decisão, o advogado informou que respeita o entendimento da juíza eleitoral da Comarca de Araruama e que recorrerá por meio dos instrumentos processuais cabíveis, na expectativa de que a sentença seja reformada pelas instâncias superiores. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJMDB Movimento Democrático BrasileiroMPE Ministério Público EleitoralNOVOPodemosPrefeitaRegião do Lagos Baixada LitorâneaTRE-RJVice-prefeita Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) 02/07/2026 Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) 06/07/2026 Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Paes vai manter em sua chapa candidata a vice investigada pela PF por lavagem de dinheiro Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio - [Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/adolescente-com-sindrome-de-rett-esta-ha-7-meses-sem-atendimento-domiciliar-em-teresopolis-video/): Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Família diz que a interrupção do home care prejudica o tratamento da filha. Prefeitura afirma que acompanha o caso e que o serviço depende de decisão da Justiça. Por Juliana Guzzo | g1 01/07/2026 Família diz que a interrupção do home care prejudica o tratamento da filha. — Foto: Arquivo Pessoal Teresópolis – A adolescente Eloah Vitória Magalhães de Queiroz, de 16 anos, diagnosticada com síndrome de Rett, está há sete meses sem atendimento domiciliar especializado em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Segundo a mãe da adolescente, Juliana Magalhães, a interrupção do serviço compromete diretamente os cuidados de que a filha necessita diariamente. De acordo com a família, Eloah depende de assistência 24 horas por dia. Ela se alimenta exclusivamente por sonda e precisa de acompanhamento contínuo por causa das complicações provocadas pela progressão da doença. Juliana afirma que a filha recebeu atendimento domiciliar durante seis anos, mas que o serviço foi interrompido em dezembro de 2025. Segundo ela, a empresa responsável pelo home care informou que deixou de prestar o atendimento por falta de pagamento do poder público. Desde então, Eloah está sem assistência especializada em casa, incluindo sessões diárias de fisioterapia. A mãe relata que a adolescente perdeu peso e massa muscular desde a suspensão do serviço. Além da interrupção do atendimento, a família enfrenta dificuldades para manter o tratamento. Uma das sondas utilizadas por Eloah custa mais de R$ 2 mil e precisa ser substituída a cada três meses. Quando o equipamento não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a compra fica por conta da família. A trajetória da adolescente também é marcada por outras dificuldades. Sobrevivente da tragédia da Região Serrana de 2011, a família perdeu a casa, que quase foi soterrada por um deslizamento, e 16 parentes durante o desastre. Nos anos seguintes, outras perdas atingiram a família. Juliana perdeu um filho em decorrência de uma doença rara e, posteriormente, a mãe, que sofreu um infarto durante uma crise convulsiva de Eloah. Segundo a mãe, a expectativa inicial dos médicos era de que a filha vivesse apenas até os 3 anos. Com os cuidados recebidos ao longo da vida, Eloah completou 16 anos. O que diz a prefeitura Em nota, a Prefeitura de Teresópolis informou que Eloah é acompanhada pela rede municipal de saúde e recebe toda a assistência de responsabilidade do município. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma equipe multiprofissional avaliou a adolescente e concluiu que ela necessita de cuidados contínuos e permanentes compatíveis com a modalidade home care. No entanto, a pasta informou que esse tipo de atendimento não integra os serviços prestados diretamente pelo município. A prefeitura explicou ainda que a assistência domiciliar especializada é garantida por decisão judicial, por meio de sequestro de valores. Nesse modelo, os recursos são liberados por determinação da Justiça para custear o serviço, que não é contratado nem administrado pela Secretaria Municipal de Saúde. Ainda de acordo com a administração municipal, a Secretaria de Saúde continua acompanhando o caso, prestando a assistência de sua competência e adotando as medidas cabíveis sempre que necessário. A mãe de Eloah, porém, contesta que o atendimento oferecido atualmente seja suficiente. Ela cobra o restabelecimento do home care e afirma que também enfrenta dificuldades para obter medicamentos e suplementos alimentares, que, segundo ela, frequentemente estão em falta na farmácia municipal. A família segue buscando uma solução para garantir a continuidade do tratamento e da assistência especializada de que Eloah necessita. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia Região Serrana e Centro Sul FluminenseSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) 01/07/2026 Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) 01/07/2026 Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) 02/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Adolescente com síndrome de Rett está há 7 meses sem atendimento domiciliar em Teresópolis (VIDEO) Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) - [PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-autoriza-investigacao-sobre-possivel-intervencao-federal-na-alerj/): PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Análise foi aberta após representação que cita episódios recentes da política do Rio; decisão sobre eventual intervenção caberia ao STF Por Band News 01/07/2026 PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj | Agência Brasil O procurador-geral da República, Paulo Gonet, autorizou a abertura de uma investigação para avaliar a necessidade de uma intervenção federal na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As medidas para uma eventual intervenção ficariam a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não há prazo definido para a análise. A representação enviada ao Ministério Público Federal foi apresentada pelo advogado Leandro Mello Frota. O documento cita episódios recentes da política no estado, como a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, uma operação de busca e apreensão em endereços de Val Ceasa, investigado por suposto envolvimento com o Terceiro Comando Puro, e as prisões do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e do deputado TH Joias, investigados por suposto envolvimento com o Comando Vermelho. O documento também cita a prisão do deputado Thiago Rangel, investigado por suspeita de chefiar um esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Estado de Educação. Notícia anterior ALERJDeputado EstadualGovernadorMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido Liberal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO) 29/06/2026 Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação contra “rachadinha” 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria](https://politicariabrasileira.blog.br/em-reacao-a-flavio-deputado-petista-quer-criminalizar-traicao-a-patria/): Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria Proposta do deputado Rogério Correia (PT-MG) é tipificar crime no Código Penal com pena de até 20 anos Texto criminaliza ato que comprometa a soberania nacional e a segurança do país Por Gabriela Echenique | Folha de S.Paulo 01/07/2026 O senador Flávio Bolsonaro fala durante um evento, em São Paulo – Alexandre Meneghini – 25.jun.26/REUTERS Brasília – Após a troca de cartas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, vir a público, o deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolou um projeto que tipifica o crime de traição à pátria. A proposta inclui o novo crime no Código Penal e criminaliza qualquer ato que “comprometa a soberania nacional, a integridade territorial, a segurança do Estado ou os interesses estratégicos do país”. O texto considera crime o ato de revelar informação ou documentos sigilosos, especialmente em período de transição de governo. A proposta é uma reação imediata à postura de Flávio que, em ofício enviado ao governo norte-americano, se dispôs a colocar uma equipe de transição à disposição de Washington caso seja eleito em outubro. O texto também criminaliza o ato de negociar, ceder ou facilitar a entrega de recursos naturais ou riquezas nacionais a interesse estrangeiro. A proposta também inclui no Código Penal o ato que facilite ingerência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. A preocupação do deputado tem como foco os minerais críticos, alvos de cobiça de vários países, e ocorre após falas de Donald Trump que sugerem possível intervenção no Brasil. “As ameaças à soberania nacional não se limitam mais a conflitos armados ou invasões territoriais, manifestando-se também por meio de articulações políticas, econômicas e diplomáticas destinadas a enfraquecer o Estado brasileiro, comprometer sua autonomia decisória ou submeter interesses nacionais a agendas estrangeiras”, diz o deputado ao justificar o projeto. O projeto estipula pena de até 20 anos para quem cometer o crime de traição à pátria. Notícia anteriorPróxima notícia Código PenalDeputado FederalPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-cita-falta-de-servidores-e-pede-a-mendonca-mais-prazo-para-concluir-analise-de-material-apreendido-em-investigacao-que-menciona-lulinha/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Investigadores alegam limitações na equipe responsável pela perícia e pedem mais tempo para concluir as diligências Por Mariana Muniz | O Globo 01/07/2026 Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula — Foto: Arquivo Brasília – A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para concluir a análise do material apreendido na investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo descontos em benefícios do INSS e que cita o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido foi apresentado após a corporação afirmar que não conseguiu finalizar as diligências determinadas pelo relator dentro do período de 60 dias fixado anteriormente. No ofício encaminhado ao Supremo, a PF afirma que enfrenta dificuldades para cumprir a determinação em razão da escassez de servidores responsáveis pela extração e análise dos dados apreendidos durante a investigação. Segundo a corporação, o volume de equipamentos recolhidos e a limitação de pessoal especializado impediram a conclusão do trabalho no prazo inicialmente estabelecido. A cobrança por celeridade partiu do próprio Mendonça. Ao prorrogar o inquérito, o ministro determinou que a Polícia Federal apresentasse, em até 60 dias, a avaliação do conteúdo dos celulares, computadores e demais equipamentos apreendidos ao longo da investigação, demonstrando incômodo com a demora no andamento das diligências. O material analisado poderá embasar novos desdobramentos da apuração, incluindo a necessidade de novas oitivas, perícias ou medidas investigativas. Entre os nomes mencionados ao longo das investigações está o de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cuja eventual participação é objeto de apuração pela Polícia Federal. Até o momento, ele não foi denunciado nem responde a ação penal relacionada ao caso. Entre as suspeitas investigadas pela Polícia Federal está a de que Lulinha seria sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores do esquema. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e diz que ele não tinha conhecimento dos esquema de fraudes no INSS. Como mostrou O GLOBO, as apurações sobre fraudes no INSS e envolvendo o caso Master estão no centro de um desconforto entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo, relator de ambas as investigações na Corte. Em janeiro deste ano, a PF informou ao STF que apurava citações a Lulinha no inquérito sobre fraudes no INSS. À época, a corporação afirmou que não havia indícios de envolvimento direto do empresário nas irregularidades investigadas, mas mencionou a possibilidade de um vínculo indireto, que seria analisado no curso das investigações. Na mesma manifestação, a PF ressaltou que, até aquele momento, não havia indícios de que Lulinha estivesse diretamente envolvido nas condutas relacionadas aos descontos associativos fraudulentos investigados no âmbito do INSS. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 PF mira em aliados de Sóstenes e faz operação para investigar aluguel de carros com verba parlamentar da Câmara 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF apreende dinheiro dentro de livro falso](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-apreende-dinheiro-dentro-de-livro-falso/): PF apreende dinheiro dentro de livro falso Operação mira pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante Por Daniel Gullino | Veja 01/07/2026 Dinheiro encontrado em livro falso (Reprodução) A Polícia Federal (PF) apreendeu maços de dinheiro dentro de um livro falso. A apreensão ocorreu na Operação Galho Fraco II, um desdobramento da investigação que mirou o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em dezembro do ano passado. Nessa etapa, pessoas ligadas ao parlamentar são alvos, mas não Sóstenes. Os maços de dinheiro foram encontrados em um dos endereços alvos da ação. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da cota parlamentar. Agora, a PF encontrou indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual. Também estão sendo investigados os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 PF apreende dinheiro dentro de livro falso 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/mendonca-concede-liminar-e-crivella-fica-apto-a-disputar-eleicao-para-o-senado-no-rio/): Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Decisão embaralha ainda mais a disputa, que tem ao menos oito pré-candidatos Por Caio Sartori | O Globo 01/07/2026 O deputado federal Marcelo Crivella — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/07-08-2023 O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinou nesta terça-feira uma liminar que deixa o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos), ex-prefeito do Rio, apto a disputar o Senado. A decisão suspende os efeitos de uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) imposta no âmbito do chamado “QG da Propina”. Agora, a candidatura bagunça de vez o cenário local, que tem diversos postulantes às duas cadeiras em jogo. Mendonça avaliou que, “diante do calendário eleitoral em curso” e da pendência do julgamento definitivo do caso, seria prejudicial ao parlamentar tirá-lo da eleição. Também aponta que, na esfera criminal, o processo recebeu votos pela rejeição da denúncia, que acusa o ex-prefeito de receber valores indevidos a partir de contratos da gestão municipal. “Não se trata, reitero, de transpor conclusão penal para a esfera eleitoral, mesmo porque o recebimento ou não da denúncia criminal ainda não foi concluído pela Corte Regional”, escreveu o ministro. “Cuida-se apenas de reconhecer que, diante da identidade substancial do acervo probatório invocado e da severidade das sanções impostas, tal elemento reforça, em juízo cautelar, a plausibilidade de que o recurso especial merece apreciação aprofundada antes da produção de efeitos potencialmente irreversíveis sobre a capacidade eleitoral passiva do requerente.” Nesse contexto, aponta ainda o magistrado, a manutenção dos efeitos da decisão do TRE pode produzir uma consequência quase irreversível: “impedir ou comprometer a participação do requerente nos atos partidários de escolha de candidaturas e, na sequência, no processo de registro perante a Justiça Eleitoral”. Cenário embaralhado Com a liminar, que já era esperada por aliados, Crivella compõe de vez o cardápio já farto de pré-candidatos ao Senado no Rio. Há pelo menos oito possíveis nomes. São quatro apenas pelo lado da chapa do pré-candidato ao governo Eduardo Paes (PSD): Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), os “oficiais” da aliança, e Helena Vieira (PSDB) e Marcos Dias (Podemos). Na coligação de Douglas Ruas (PL), o PL ainda não bateu o martelo sobre quem substituirá o ex-governador Cláudio Castro, que está inelegível. O outro candidato será o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União). Crivella integra o bloco dos que, ao menos por enquanto, não estão em um dos principais polos da disputa. Quem também se encaixa nisso é a vereadora carioca Monica Benicio, do PSOL. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPrefeitoRepublicanosRio de Janeiro RJTRE-RJTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/assalto-e-registrado-por-passageiros-de-onibus-durante-congestionamento-em-macae-video/): Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Criminosos usavam roupas semelhantes às de trabalhadores offshore; suspeitos ainda não foram localizados. Por Yuri Ramos | g1 01/07/2026 Criminosos assaltam motorista em congestionamento e saem tranquilamente em Macaé — Foto: Reprodução Inter TV Macaé – Imagens gravadas por passageiros de um ônibus registraram o momento de um assalto na tarde de terça-feira (30), na região do Parque de Tubos, em Macaé, no Norte Fluminense. No vídeo, é possível ver a movimentação dos criminosos em meio ao trânsito. De acordo com testemunhas, um carro que estava parado foi abordado por dois homens que estavam em uma motocicleta. Durante a ação, a dupla roubou pertences da vítima e fugiu. Um detalhe que chamou a atenção de quem presenciou o crime foi a roupa usada pelos suspeitos. Eles vestiam uniformes semelhantes aos utilizados por trabalhadores offshore, o que, segundo testemunhas, pode ter ajudado a não levantar suspeitas antes da abordagem. O caso aumentou a sensação de insegurança entre motoristas que passam diariamente pela região. O trecho é uma das principais ligações entre Macaé e Rio das Ostras e também dá acesso ao setor industrial da cidade. O local onde ocorreu o assalto fica a cerca de 200 metros de uma cabine da Polícia Militar. Em nota, a Prefeitura de Macaé informou que segue apoiando as forças de segurança no combate à criminalidade. Ainda segundo as informações apuradas, o celular da vítima foi recuperado em um terreno no bairro Granja dos Cavaleiros. A placa do veículo envolvido na ocorrência já foi identificada por meio de câmeras de segurança, mas, até a última atualização desta reportagem, os suspeitos não haviam sido localizados. O g1 entrou em contato com a Polícia Militar e aguarda posicionamento sobre o caso. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia Macaé RJNorte e Noroeste FluminensePolícia Militar PMRegião do Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) 01/07/2026 Justiça quebra sigilo do bispo Edir Macedo, da Universal e do Digimais 24/06/2026 Edir Macedo: R$ 10,4 bi na Forbes, banco na mira da PF e histórico de jatos e luxo em Miami 24/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Paes vai manter em sua chapa candidata a vice investigada pela PF por lavagem de dinheiro Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio PF mira pessoas ligadas a líder do PL em operação sobre suspeita de desvios de cota parlamentar Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria - [Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/vereadores-de-nova-friburgo-derrubam-veto-do-prefeito-e-mantem-auxilio-alimentacao-que-pode-ultrapassar-r-1-mil-por-mes-video/): PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Projeto havia sido vetado integralmente por Johnny Maycon e agora segue para promulgação; votação terminou em 11 a 9. Por Nathalia Rebelo | g1 01/07/2026 Votação do auxílio-alimentação para os vereadores — Foto: Reprodução Inter TV Nova Friburgo – A Câmara Municipal de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, derrubou nesta terça-feira (30) o veto integral do prefeito Johnny Maycon ao projeto de lei que cria um auxílio-alimentação para os vereadores da cidade. Com a decisão, o texto segue agora para promulgação. Na sessão que analisou o veto, o placar terminou em 11 votos pela derrubada e 9 pela manutenção. Um vereador esteve ausente. O benefício prevê o pagamento de R$ 50 por dia trabalhado para cada parlamentar, o que pode representar cerca de R$ 1.100 por mês, considerando a média de dias úteis. A proposta já havia sido aprovada anteriormente pelo Legislativo, mas acabou vetada pelo prefeito, que justificou a decisão alegando questões de interesse público e possível impacto aos cofres públicos. Na prática, os votos pela derrubada representam apoio à criação do auxílio. Já os votos pela manutenção significavam manter o veto e barrar o benefício. Confira como votou cada vereador: Votaram pela derrubada do veto (a favor do auxílio-alimentação): Ângelo Gaquinho (PL), Bruno Silva (MDB), Carlinhos do Kiko (PL), Cascão do Povo (Podemos), Dirceu Tardem (PL), Evandro Miguel (MDB), Isaque Demani (PL), Janio de Carvalho (União Brasil), Max Bill (MDB), Tia Karla (Replubicanos) e Wallace Piran (PL). Votaram pela manutenção do veto (contra o auxílio-alimentação): Christiano Huguenin (PP), Cláudio Damião (PT), Ghabriel do Zezinho (Solidariedade), Joelson do Pote (PDT), José Carlos (União Brasil), Maiara Felício (PT), Maicon Gonçalves (Mobiliza), Marcos Marins (PSD) e Rômulo Pimentel (Podemos). Ausente na sessão: Cláudio Leandro. A discussão em torno do auxílio-alimentação começou ainda no mês passado, quando o projeto foi apresentado e aprovado pela primeira vez na Câmara Municipal. A proposta, que prevê a concessão do benefício aos 21 vereadores da Casa, rapidamente gerou repercussão entre moradores da cidade e levantou questionamentos sobre a criação de um novo gasto público voltado aos parlamentares. Após a aprovação inicial do projeto pelo Legislativo, o prefeito Johnny Maycon decidiu vetar integralmente a proposta. Na justificativa encaminhada à Câmara, o Executivo apontou questionamentos sobre o interesse público da medida e argumentou que a criação do benefício poderia gerar impacto financeiro e desgaste diante da população. Com isso, o projeto retornou ao plenário para que os vereadores decidissem se manteriam ou derrubariam o veto. A Procuradoria da Câmara afirmou que a criação do auxílio segue critérios legais e que o custo seria absorvido dentro do orçamento do próprio Legislativo. Com a derrubada do veto, o projeto avança agora para promulgação e deve reacender o debate público sobre gastos do Legislativo e a criação de benefícios para agentes políticos no município. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido Liberal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) 01/07/2026 Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) 02/07/2026 Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) 06/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vereadores de Nova Friburgo derrubam veto do prefeito e mantêm auxílio-alimentação que pode ultrapassar R$ 1 mil por mês (VIDEO) Justiça Eleitoral cassa diplomas da prefeita e da vice-prefeita de Araruama (VIDEO) Deslizamento às margens da RJ-186 preocupa moradores há quase cinco anos em Santo Antônio de Pádua (VIDEO) Assalto é registrado por passageiros de ônibus durante congestionamento em Macaé (VIDEO) Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio - [PF apura se Sóstenes e aliados criaram versão falsa sobre R$ 468 mil apreendidos em espécie com parlamentar](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-apura-se-sostenes-e-aliados-criaram-versao-falsa-sobre-r-468-mil-apreendidos-em-especie-com-parlamentar/): PF apura se Sóstenes e aliados criaram versão falsa sobre R$ 468 mil apreendidos em espécie com parlamentar Advogados ligados ao parlamentar foram alvos de uma operação da Polícia Federal nesta manhã Por Sarah Teófilo | O Globo 01/07/2026 Operação da Polícia Federal apreendeu R$ 430 mil em dinheiro em espécie em um endereço ligado ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) — Foto: Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados e Reprodução / PF Brasília – A Polícia Federal apura se o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e aliados elaboraram uma versão falsa para justificar a origem dos R$ 468 mil em dinheiro vivo apreendidos em um endereço do parlamentar no ano passado durante uma investigação sobre suposto desvio de cota parlamentar. Advogados ligados ao parlamentar foram alvos de uma operação da PF nesta manhã. Sóstenes não foi alvo nesta terça-feira, mas agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços dele em dezembro do ano passado. O inquérito apura possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas. O objetivo desta nova fase, segundo a PF, é aprofundar a apuração sobre um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de contratos de locação de veículos. Procurado, Sóstenes voltou a negar irregularidades. — Uma dessas pessoas (alvos da operação) foi o comprador do imóvel (a que ele atribui o dinheiro em espécie). Nenhum dos alvos é meu advogado. Podem fazer operação a vontade, quem não deve não teme — afirmou o parlamentar. Em dezembro do ano passado, durante uma das fases da operação, agentes encontraram R$ 468 mil em espécie dentro de um saco de lixo guardado no armário do flat alugado por Sóstenes em Brasília. Na ocasião, o parlamentar afirmou que o dinheiro era fruto da venda de um imóvel em Ituiutaba (MG) e que ainda não havia sido depositado por causa da “correria” do trabalho. — O valor encontrado é oriundo de contrato limpo, venda de um imóvel. Quem quer viver de dinheiro de corrupção não mantém dinheiro lacrado. É dinheiro lícito — disse Sóstenes. — Eu vendi um imóvel e recebi em dinheiro lacrado, é declarado em meu Imposto de Renda. Eu recebi o dinheiro recentemente e, com a correria do trabalho, acabei não fazendo o depósito. Questionado sobre a operação de venda do imóvel, ele não deu detalhes e disse que prestará as informações nos autos. Ao Tribunal Superior Eleitoral, ele informou em 2022 ter R$ 4.926,76 de patrimônio, divididos entre duas contas bancárias. O deputado também negou na ocasião irregularidades no uso da cota parlamentar. A PF suspeita de um esquema de desvios das verbas mediante contratos para alugar veículos via gabinete da Câmara dos Deputados. — Querem pegar um carro alugado e um dinheiro de imóvel para desviar o foco da população. Eu vou até o fim, eu não temo investigações. Estão dizendo que lavo dinheiro de um contrato de R$ 4.500. Poderiam ver as câmeras da Câmara. O carro tem dois anos de uso, e sempre esteve aqui, sendo filmado — afirmou o líder do PL na ocasião. Em janeiro deste ano, O GLOBO revelou que a escritura da venda do imóvel só foi registrada em cartório no dia 30 de dezembro, 11 dias após a operação da PF que apreendeu o dinheiro. A casa havia sido comprada por Sóstenes em fevereiro de 2023, por R$ 310 mil, e vendida a um advogado cujo escritório fica a menos de 500 metros da casa por R$ 500 mil. Na escritura, registrada após a operação policial, consta que o deputado declarou que já havia recebido integralmente os R$ 500 mil em espécie no dia 24 de novembro, cerca de um mês antes da ação da PF. De acordo com o deputado e com o advogado que comprou o imóvel, foi nessa data que ocorreu a “celebração do contrato de compra e venda”, embora o primeiro registro em cartório só tenha ocorrido após a operação da PF no mês seguinte. O documento afirma ainda que Sóstenes e o advogado assinaram a escritura “pela plataforma e-notariado”, que permite a realização do ato sem necessidade de comparecer no cartório. As medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal nesta manhã foram cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. A operação desta manhã investiga suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Conforme a PF, “há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”. Notícia anteriorPróxima notícia Brasília DFImposto de Renda IRItuiutaba MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 PF apreende dinheiro dentro de livro falso 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF mira em aliados de Sóstenes e faz operação para investigar aluguel de carros com verba parlamentar da Câmara](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-mira-em-aliados-de-sostenes-e-faz-operacao-para-investigar-aluguel-de-carros-com-verba-parlamentar-da-camara/): PF mira em aliados de Sóstenes e faz operação para investigar aluguel de carros com verba parlamentar da Câmara Os alvos são advogados ligados ao líder do PL na Câmara. Inquérito apura movimentação e destinação dos recursos Por Sarah Teófilo | O Globo 01/07/2026 Dinheiro apreendido na terceira fase da operação Rent a Car — Foto: Reprodução/PF Brasília – A Polícia Federal investiga se provas sobre o uso de cota parlamentar na Câmara dos Deputados foram adulteradas ou ocultadas e mira advogados ligados ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), em mais uma fase da operação que apura a suposta utilização indevida de recursos públicos. O próprio Sóstenes já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão, em dezembro do ano passado. A ação visa aprofundar as investigações relacionadas ao desvio de cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio do aluguel de veículos, serviços a que os parlamentares têm direito. A operação desta manhã apura suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Em dezembro do ano passado, a PF apreendeu R$ 430 mil em dinheiro em espécie em um endereço ligado a Sóstenes. Já Sóstenes afirmou que o dinheiro achado veio da venda de um imóvel que ele ainda não havia depositado. O deputado Carlos Jordy (PL RJ) também foi alvo da operação no anbo passado e disse que era alvo de uma “perseguição implacável” e de “pesca probatória”. As medidas judiciais desta manhã foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Nas fases anteriores, a polícia identificou irregularidades na contratação de empresa de locação de carro com verba da Câmara. O objetivo agora é ampliar a investigação sobre a movimentação e destinação desse recurso. Conforme a PF, “as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos”. “Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, informou. Primeira fase Em dezembro de 2024, a PF realizou a primeira fase da operação cumprindo mandados em endereços ligados a assessores dos deputados Sóstenes e Jordy. A ação investigava o desvio de cota parlamentar por meio de contratos falsos com locadoras de veículos. A operação foi batizada de “Rent a Car”, em referência ao suposto esquema, no qual uma empresa de locação era utilizada para simular a prestação de serviços.   De acordo com os investigadores, agentes públicos e empresários teriam firmado um “acordo ilícito para o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares” a partir desses contratos. Levantamento feito pelo GLOBO na época mostrou que os gastos de Sóstenes com aluguel de carro representavam quase o dobro da média dos valores declarados por outros parlamentares. Ao longo do ano passado, os gastos do parlamentar ultrapassaram R$ 137,9 mil, enquanto a média das despesas de outros deputados com essa categoria foi aproximadamente R$ 76,8 mil. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF mira em aliados de Sóstenes e faz operação para investigar aluguel de carros com verba parlamentar da Câmara 01/07/2026 TSE nega recursos e mantém cassação de governador de Roraima 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Governo Tarcísio contratou empresa investigada por suspeita de elo com o PCC](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-tarcisio-contratou-empresa-investigada-por-suspeita-de-elo-com-o-pcc/): Governo Tarcísio contratou empresa investigada por suspeita de elo com o PCC Contrato da CPTM foi assinado no mesmo período em que a Operação Carbono Oculto era deflagrada; empresa manteve negócios com outros órgãos do governo paulista Por Cleber Lourenço | ICL Notícias 01/07/2026 Governador Tarcísio e trem da CPTM A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), vinculada ao governo Tarcísio de Freitas, formalizou em agosto de 2025 um contrato com a Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa investigada por suspeitas de ligação com estruturas financeiras apuradas na Operação Carbono Oculto, investigação que mira esquemas de lavagem de dinheiro e supostas conexões com o PCC. O contrato da CPTM foi assinado no período em que a operação se tornava pública. Documentos obtidos pela reportagem mostram que o Contrato PE10425-01, destinado ao fornecimento de gasolina à estatal ferroviária, foi assinado entre os dias 25 e 29 de agosto de 2025. O acordo prevê o fornecimento de 25 mil litros de combustível durante 720 dias e possui valor estimado de R$ 162,2 mil. Embora o contrato da CPTM tenha valor relativamente reduzido, ele foi formalizado no momento em que a investigação já produzia seus primeiros desdobramentos públicos. Levantamento realizado pelo ICL mostra, porém, que a relação comercial da empresa com o governo paulista vai muito além da CPTM. Os documentos identificados pela reportagem apontam que a Rede Sol acumulou ao menos R$ 66,8 milhões em contratos e aditivos com órgãos do governo de São Paulo entre 2023 e 2025. Contrato milionário nas travessias litorâneas O principal vínculo comercial da empresa com o Estado foi firmado em fevereiro de 2024. O Departamento Hidroviário, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, assinou o Contrato nº 10/2024/DH com a Rede Sol para o fornecimento de óleo diesel marítimo e aditivos destinados às embarcações que operam nas travessias litorâneas paulistas. O valor inicial do contrato foi de R$ 63.678.457,50. Em abril de 2025, o governo paulista autorizou reajuste contratual após a empresa não aceitar proposta de redução do índice de correção apresentada pela administração estadual. O apostilamento autorizou despesa adicional estimada em R$ 1.183.873,20. Poucas semanas depois, em maio de 2025, o Estado assinou o primeiro termo aditivo do contrato, elevando seu valor para R$ 66.638.140,50 e prorrogando sua vigência até agosto de 2026. Em julho de 2025, já durante o avanço das investigações, a Secretaria de Meio Ambiente publicou portaria designando os fiscais responsáveis pela execução do contrato. Contratos em diferentes áreas do governo A documentação obtida pela reportagem mostra que a empresa também manteve relações comerciais com outros órgãos estaduais. Em dezembro de 2023, a Polícia Militar do Estado de São Paulo adjudicou itens de pregão eletrônico à empresa em procedimento conduzido pelo Comando de Policiamento do Interior Nove. Em maio de 2024, o Instituto de Zootecnia, vinculado à Secretaria de Agricultura, homologou aquisição de óleo diesel da empresa no valor de R$ 57,7 mil. Em agosto de 2025, nova homologação da Secretaria de Agricultura destinou R$ 23,4 mil à empresa para aquisição de óleo diesel. Já em novembro de 2024, o Hospital Guilherme Álvaro, da Secretaria da Saúde, homologou compra de óleo diesel para geradores no valor de R$ 18.930. Contrato da CPTM foi assinado durante a operação Foi nesse contexto que a CPTM formalizou seu contrato. As assinaturas dos representantes da estatal ocorreram entre os dias 28 e 29 de agosto de 2025. O diretor-presidente da empresa havia assinado o contrato em 25 de agosto. A contratação ocorreu durante o período em que a Operação Carbono Oculto já se tornava pública e produzia seus primeiros efeitos. O contrato prevê fornecimento parcelado de combustível ao almoxarifado da companhia na Lapa, em São Paulo, mediante ordens de fornecimento emitidas pela estatal. O preço do combustível seria calculado com base na média semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), aplicando-se desconto de 8,1% oferecido pela empresa. Contrato prevê exigências de integridade A própria documentação da licitação estabelece uma série de exigências relacionadas à integridade da empresa contratada. A Rede Sol assinou declaração formal, comprometendo-se a cumprir as normas anticorrupção, os códigos de conduta da CPTM e as políticas de integridade da companhia. A empresa também declarou que não realizaria pagamentos indevidos ou práticas fraudulentas. O contrato determina ainda que a distribuidora mantenha, durante toda a execução do ajuste, as condições de habilitação exigidas na licitação. Os pagamentos também ficam condicionados à inexistência de registros no Cadin estadual. Histórico de apurações A Rede Sol também aparece em um procedimento instaurado pelo Ministério Público de São Paulo. O procedimento nº 42.0334.0000002/2023-0, em tramitação na Promotoria de Justiça de Mauá, trata de apuração relacionada a improbidade administrativa e supostas irregularidades em procedimento licitatório envolvendo a empresa. A existência do procedimento antecede em cerca de dois anos a formalização do contrato da CPTM. Outros contratos com o governo paulista Embora o foco da reportagem seja o contrato da CPTM, a documentação levantada pelo ICL mostra que a relação comercial da empresa com o governo paulista vai além da estatal ferroviária. A Rede Sol aparece em atos publicados no Diário Oficial envolvendo: Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Secretaria da Saúde. Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. Departamento Hidroviário.   A empresa também figura em contratos, aditamentos, apostilamentos e homologações publicados entre 2024 e 2025. Entre os atos identificados estão o Contrato nº 10/2024 do Departamento Hidroviário, seus posteriores apostilamentos e aditamentos, além de aquisições de óleo diesel por diferentes órgãos estaduais. Os documentos indicam que a empresa manteve relações comerciais contínuas com diversas áreas da administração paulista durante o período em que as investigações sobre o setor de combustíveis avançavam. Perguntas sem resposta O ICL Notícias encaminhou questionamentos à CPTM e ao governo do Estado de São Paulo. A reportagem perguntou se a companhia ou a administração estadual tinham conhecimento das investigações envolvendo a empresa quando o contrato foi formalizado. Também foram solicitados esclarecimentos sobre eventual análise de integridade ou compliance após a operação; consultas à Secretaria de Transportes Metropolitanos; comunicação com órgãos de controle; abertura de procedimentos internos; - [PF mira pessoas ligadas a líder do PL em operação sobre suspeita de desvios de cota parlamentar](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-mira-pessoas-ligadas-a-lider-do-pl-em-operacao-sobre-suspeita-de-desvios-de-cota-parlamentar/): PF mira pessoas ligadas a líder do PL em operação sobre suspeita de desvios de cota parlamentar Operação desta quarta (1º) investiga pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante, segundo apurou o blog. Parlamentar não é alvo desta fase, mas já foi em etapa anterior da investigação. Por Camila Bomfim, Márcio Falcão, Ana Flávia Castro e Filipe Matoso | g1 01/07/2026 Reunião de Líderes. Dep. Sóstenes Cavalcante (PL – RJ) — Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, chamada de Galho Fraco II, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos vindos de cotas parlamentares. A operação mira pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, segundo informações obtidas pelo blog. O parlamentar não está entre os alvos desta quarta, mas já foi em uma etapa anterior da investigação. A GloboNews entrou em contato com Sóstenes Cavalcante, que afirma não ter tomado conhecimento da decisão. “Assim que souber vou me manifestar como sempre fiz”, disse. 🔎 Cota parlamentar é um valor mensal em dinheiro que deputados e senadores recebem do orçamento público para cobrir despesas ligadas diretamente ao exercício do mandato, como passagens aéreas, hospedagens, alimentação, manutenção de escritório e contratação de consultorias, por exemplo. É um recurso extra, além do salário. De acordo com investigadores, esta fase da operação tem como objetivo apurar a versão do deputado sobre dinheiro achado pela PF em endereço ligado a ele durante a segunda fase da operação, em dezembro do ano passado. Na época, R$ 470 mil em dinheiro vivo foram encontrados durante busca e apreensão. Ele justificou que os recursos seriam originados da venda de um imóvel, mas a PF suspeita desta versão. Por isso, cumpre diligências para aprofundar as investigações. Nesta fase, entre os alvos não há assessores do deputado federal na Câmara dos Deputados. São três pessoas físicas (empresários) e duas pessoas jurídicas relacionadas, alvos de mandados de busca e apreensão. Eles teriam apresentado até um contrato falso para justificar a transação financeira, segundo investigadores. Operação da PF As medidas judiciais, autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais para coleta e preservação de elementos de prova. Segundo a PF, as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade ao desvio de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual. Nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foi alvos de mandados de busca e apreensão, assim como assessores e advogados dos parlamentares. A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos. Dinheiro em ‘livro falso’ Agentes da PF encontraram, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, dinheiro em espécie dentro de um objeto decorativo que simula um livro falso. O montante foi localizado no endereço de um advogado ligado a Sóstenes no DF. Operações Rent a Car e Galho Fraco I A terceira fase da Operação Rent a Car, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (1º), é um desdobramento de uma investigação que, em dezembro do ano passado, teve como alvos os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara. Na ocasião, os parlamentares foram alvo de mandados de busca e apreensão sob suspeita de desviar recursos públicos vindos de cotas parlamentares. Segundo as investigações, os deputados teriam utilizado empresas de fachada, entre elas, uma locadora de veículos, para justificar despesas custeadas com dinheiro público. A principal suspeita da PF é que contratos de aluguel de veículos eram usados para dar aparência de legalidade ao desvio de recursos da verba parlamentar. A operação realizada em dezembro foi um desdobramento da Rent a Car, iniciada após diligências contra assessores ligados aos parlamentares. De acordo com a Polícia Federal, a análise de mensagens de celular, depoimentos e quebras de sigilo levaram aos indícios contra os parlamentares. As investigações apontam que agentes públicos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para desviar orçamento público e ocultar a origem do dinheiro. Entre os crimes investigados estão peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [TSE nega recursos e mantém cassação de governador de Roraima](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-nega-recursos-e-mantem-cassacao-de-governador-de-roraima/): TSE nega recursos e mantém cassação de governador de Roraima Por unanimidade, o plenário rejeitou recurso apresentado pela defesa Por Maiara Marinho | Carta Capital 30/06/2026 Antônio Denarium (PP), ex-governador de Roraima. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O Tribunal Superior Eleitoral negou os recursos apresentados no processo que tornou inelegível o ex-governador de Roraima, Antônio Denarium (PP) e – por unanimidade –  a cassação do então vice governador Edilson Damião (Republicanos) por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022. O caso chegou ao TSE após um recurso ser apresentado contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima que cassou os mandatos e declarou a inelegibilidade de Denarium por oito anos, além de determinar a realização de novas eleições estaduais. Em março deste ano, Denarium renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro. Por esse motivo, ficou prejudicada a cassação do ex-governador. Edilson Damião é o atual governador interino. O TSE determinou a realização de novas eleições diretas. Eles foram condenados por usarem a máquina pública para praticar ações proibidas a agentes públicos no período eleitoral, com o objetivo de obter vantagens políticas na disputa, além de fazer uso eleitoral dos programas sociais “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. As novas eleições determinadas pelo TSE foram realizadas no dia 21 de junho. O candidato mais votado foi Arthur Henrique (PL), com 160.004 votos, equivalentes a 60,87% dos votos válidos. Apesar do resultado, ambos tiveram os registros de candidatura indeferidos pela Justiça Eleitoral em Roraima. Com a decisão, a palavra final sobre o resultado do pleito será do TSE. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPP ProgressistasRepublicanosTRE-RRTSE Tribunal Superior EleitoralVice-governador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 TSE nega recursos e mantém cassação de governador de Roraima 30/06/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Paes vai manter em sua chapa candidata a vice investigada pela PF por lavagem de dinheiro](https://politicariabrasileira.blog.br/paes-vai-manter-em-sua-chapa-candidata-a-vice-investigada-pela-pf-por-lavagem-de-dinheiro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Eduardo Paes vai manter, ao menos por ora, a advogada Jane Reis (MDB) como pré-candidata a vice em sua chapa ao governo do Rio, segundo interlocutores do ex-prefeito. Por Lauro Jardim e Rodrigo Castro | O Globo 30/06/2026 Eduardo Paes e a advogada Jane Reis — Foto: Caio Sartori / Agência O Globo Jane está entre os investigados pela Polícia Federal na operação Anáfora, que apura lavagem de dinheiro oriundo de desvio de recursos públicos que seriam destinados à Saúde. A advogada é suspeita de atuar como laranja no esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas do irmão, Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias. O argumento para a manutenção, de acordo com aliados, é que Jane não foi alvo da operação e, até onde se sabe, trata-se de uma apuração. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão na segunda fase da operação, deflagrada nesta terça-feira. Jane e Reis não foram alvos diretamente. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-por-improbidade-administrativa-contra-jorge-felippe-jorge-felippe-neto-e-dirigentes-do-iterj/): MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o deputado estadual Jorge Felippe Neto, o vereador do Rio de Janeiro Jorge Felippe e dois dirigentes do Instituto de Terras e Cartografia do Estado (Iterj). Por MPRJ 30/06/2026 Jorge Felippe Neto e seu avô Jorge Felippe foram denunciados pelo Ministério Público – Foto: Reprodução De acordo com ação, o presidente do Iterj, Robson da Silva Claudino, e a diretora de Administração Fundiária do Instituto, Mariana Felippe, esposa do deputado estadual, atuaram para favorecer os dois políticos com a realização de obras de construção e reformas de praças públicas em bairros da zona Oeste do Rio, reduto eleitoral do deputado e do vereador. As investigações tiveram início após uma reportagem veiculada em 2024 mostrar que o Iterj estaria realizando obras em praças públicas, em desacordo com as suas atribuições. As evidências colhidas pela Promotoria demonstraram que os políticos exerciam ascendência política sobre todas as atividades desenvolvidas pelo Instituto, resultando na realização de obras em seu reduto eleitoral. Quando da inauguração das praças públicas, os dois políticos eram reiteradamente destacados na edição, enquadramento e legendagem dos vídeos e fotografias divulgados no perfil oficial do Iterj em redes sociais.[ES1.1] A investigação confirmou que, desde 2022, o Iterj celebrou contratos com a empresa Omega Construtora e Serviços LTDA para a execução de obras de reformas em praças, cujos valores totalizaram, aproximadamente, R$ 31,4 milhões. Os contratos, porém, não chegaram a ser integralmente executados em razão de decisão proferida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), em que se determinou que o Iterj se abstivesse de realizar obras em praças públicas por desvio de função. Em seus pedidos, a Promotoria requer a condenação dos políticos e dos dirigentes do Iterj com base na Lei de Improbidade Administrativa, incluindo perda das funções públicas, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e ressarcimento ao erário. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualITERJ Instituto de Terras e Cartografia do EstadoMP-RJPL Partido LiberalPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJTCE-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro sobre mansão: Não sei o que vou fazer](https://politicariabrasileira.blog.br/coordenador-da-pre-campanha-de-flavio-bolsonaro-sobre-mansao-nao-sei-o-que-vou-fazer/): Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro sobre mansão: Não sei o que vou fazer Santini informou que tem atuado na coordenação de agenda de Flávio Bolsonaro e falado por ele nas negociações de formação de palanques pelo interior do Brasil Por Juliana Dal Piva | ICL Notícias 30/06/2026 Presidente Jair Bolsonaro condecora José Vicente Santini | Reprodução Em entrevista à coluna, o advogado José Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), disse que “ainda não sabe” o que fará com uma mansão comprada por ele no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por R$ 14,5 milhões, em setembro de 2025. Ao todo, o patrimônio de Santini é de pelo menos R$ 23 milhões, em nove imóveis adquiridos desde de 2022, conforme levantamento inédito do ICL Notícias. A aquisição mais recente tem uma área total de 1.312,50 metros quadrados e 635,8 metros quadrados de área construída. De acordo com as certidões de matrícula e escritura do imóvel, ele pagou R$ 4 milhões de entrada e financiou R$ 10,5 milhões no Banco Regional de Brasília (BRB). Confira a entrevista: Coluna: Como está o trabalho na campanha? Santini: Pra gente, a gente começou em fevereiro, né? Fevereiro, março, abril, maio… com todas as complicações que foram, né? Junho, já estamos entrando em julho. Mas ok, tá caminhando para o momento da eleição mesmo, que é o melhor, né? Essa pré-campanha é muito cansativa. A campanha é mais encaixada. Coluna: E você está como coordenador da agenda? Santini: É uma coordenação informal. Assim, é uma pré-campanha, né? Então, o que eu fiz foi tentar organizar, naquele momento que eu entrei ali, a agenda. Mas formalmente mesmo, eu sou do jurídico da campanha, né? Coluna: Formalmente você está como advogado, mas tem uma função extraoficial, por enquanto, de coordenação de agenda. Vai formalizar isso depois? Santini: Nem sei. Vai ser tão cansativo esse negócio, né? Vai ser tão grande. Tanta coisa. A gente ainda não pensou. Mas quando eu entrei, ali atrás, para ajudar na agenda, foi para ajudar pela minha experiência ali, né? Conheço quase todos os deputados, senadores e governadores. Conheço quase todo mundo. Aí, assim, precisava de alguém que conhecesse as pessoas para falar em nome dele (Flávio), né? Não dava pra ser qualquer pessoa, né? Pra ficar tratando assim com os candidatos, organizando os palanques, fazendo as estruturas ali das agendas dos estados, que são muito complicadas, muita gente. Coluna: Então, você tem ajudado nisso? Santini: Eu tenho ajudado nisso. Coluna: Faz algum tempo, o pessoal do Portal Metrópoles fez uma matéria sobre uma casa que você comprou em Brasília. Acho que de quase R$ 6 milhões. Santini: Isso foi. Coluna: Em 2022. É a sua casa, é onde você mora? Santini: É onde eu moro. Coluna: E você comprou em setembro do ano passado uma outra casa no Lago Sul, no valor de R$ 14 milhões, né? Santini: Eu comprei? Não. O banco, né? Fiz um financiamento de 20 anos. 25 anos. Coluna: Você comprou um imóvel com financiamento do BRB. Santini: Sim. Coluna: Assim, eu levantei alguns dados sobre isso porque essa informação chegou para mim. Preciso te perguntar porque é um valor muito alto. Tem uma prestação muito alta também. A prestação é de R$ 128 mil e, pelas próprias regras de financiamento, para você poder ter esse tipo de financiamento não pode comprometer mais de 30% da sua renda. Então, na simulação, você teria que ter uma renda de mais de R$ 400 mil. E de onde vem sua renda para isso? Porque tem os cargos públicos. Seu salário era na base de R$ 20 mil. Sei que você comprou com a sua companheira, mas ela é quem está com a menor porcentagem dos imóveis. Está vindo de onde sua renda para tudo isso? Se puder explicar para a gente. Santini: Isso é tranquilo. Assim, não sei se você sabe, mas eu não sou servidor público de carreira. Nem sou político. Nunca exerci nenhum cargo político, nem sou servidor público. Eu sou advogado e sou advogado há mais de 20 anos. Então, vem da minha renda de advogado, empresário, enfim, vem da minha atuação como advogado e como empresário e com outras coisas. Coluna: Como é que é o nome do teu escritório? Santini: É o meu nome. Coluna: E você é sócio único? Santini: Não. Santini Sociedade de Advogados. Fica sediado em Brasília.  Mas assim, eu sou advogado há mais de 20 anos. Não é assim. Eu só ocupei os cargos ali. Fui convidado, ocupei. Não sou servidor público, entendeu? Coluna: Que atividade empresarial você tem além da advocacia? Santini: A minha família sempre teve empresas na área de segurança. A gente até vendeu, faz uns anos, uma delas. É a minha trajetória. Meu pai já morreu. Já recebi uma herança. Só acho que, nesses últimos anos, se você botar 20 anos, eu ocupei cargos públicos, sei lá, três anos. Coluna: Desde 2019, né? Você estava desde o começo do governo Bolsonaro. Assim, você ficou todo o governo. E depois estava no Tarcísio. Santini: Não. Fiquei um ano fora, né? Eu fiquei um ano fora. Depois eu voltei. Aí, nesse ano eu fiquei fora, fiquei advogando normal, não tinha nem impedimento. Depois, nesse período, no governo Tarcísio, eu podia advogar. Coluna: Você pode falar um pouco sobre essa atuação na advocacia? Que clientes? Santini: Eu não posso falar, mas é público. Coluna: Mas que tipo de atuação você faz? Que área do Direito você atua? Santini: Eu sempre atuei. Bom, antes, né? Eu tenho pós-graduação, mestrado e doutorado em Direito Internacional, que foi a minha primeira atuação. Advogo há mais de 20 anos. Advogado em muitos setores. Sempre atuei em Brasília e nos tribunais superiores — TRF, TCU, STJ, STF. Fiz a carreira inteira atuando nos tribunais superiores em Brasília. Coluna: Quantos advogados trabalham com você no escritório? Santini: Trabalha bastante gente no escritório. Sempre que tive que me afastar do escritório no período do governo federal, que aí sim, eu não podia. E, tirando isso, tenho um escritório grande. Coluna: Você não sabe dizer quantos advogados você tem no escritório? Santini: Não, porque a gente trabalha com o sistema de sociedade, né? Então tem sócio, - [Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro compra mansão por R$ 14,5 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/coordenador-da-pre-campanha-de-flavio-bolsonaro-compra-mansao-por-r-145-milhoes/): Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro compra mansão por R$ 14,5 milhões Patrimônio de José Vicente Santini chega a R$ 23 mi e foi construído depois de seus cargos no governo de Jair Bolsonaro Por Alice Maciel e Juliana Dal Piva | ICL Notícias 30/06/2026 Patrimônio de José Vicente Santini chega a R$ 23 mi e foi construído depois de seus cargos no governo de Jair Bolsonaro O advogado José Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), comprou, em setembro de 2025, uma mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por R$ 14,5 milhões. Ao todo, o patrimônio de Santini é de ao menos R$ 23 milhões, em nove imóveis adquiridos desde 2022, conforme levantamento do ICL Notícias. A aquisição mais recente, a mansão no Lago Sul, tem uma área total de 1.312,50 metros quadrados e 635,8 metros quadrados de área construída. De acordo com as certidões de matrícula e escritura do imóvel, obtidas pelo ICL Notícias, ele pagou R$ 4 milhões de entrada e financiou R$ 10,5 milhões no Banco Regional de Brasília (BRB). No documento, não há informação de como o pagamento da entrada foi realizado, se em dinheiro ou transferência bancária, por exemplo, como determina a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). O imóvel foi comprado por Santini em conjunto com sua companheira, a jornalista Mariana Flores Pinto. O empréstimo junto ao BRB prevê parcelas iniciais de R$ 128 mil mensais, com prazo de pagamento de 30 anos pela tabela SAC (Sistema de Amortização Constante). O valor do empréstimo, de R$ 10,5 milhões, chama a atenção porque as regras do financiamento exigem que a prestação não comprometa mais de 30% da renda mensal de quem o contrata. O ICL Notícias fez uma simulação baseada nas regras do BRB descritas no contrato e verificou que, para pagar R$ 128 mil por mês de prestação, Santini e a companheira tiveram que comprovar uma renda de cerca de R$ 429 mil, ou seja, uma renda mensal de quase meio milhão de reais. Em primeiro plano, mansão comprada por Santini no Lago Sul, bairro nobre do DF, por R$ 14,5 milhões (Foto: Marlus Naves) A reportagem esteve no local nesta segunda-feira (29), por volta das 11h50. A pessoa que atendeu à reportagem informou que o imóvel está vazio, uma vez que passa por obras desde abril. Questionado pelo ICL Notícias, Santini disse que ainda não sabe se pretende morar no imóvel. “Fiz um negócio que eu achei que o preço… que era um local que podia valorizar. Então, eu não sei ainda se eu vou tentar me organizar e botar à venda. Eu não sei se vou futuramente colocar meu escritório de advocacia. Não sei ainda”, afirmou Santini. Ele também disse que a renda necessária para comprovar quase R$ 500 mil é oriunda, em grande parte, de seu escritório de advocacia e de uma empresa de segurança que possui com o irmão. “O dinheiro está tudo declarado, imposto está pago. Não tenho nenhum problema com nenhum desses assuntos aí que eu te falei. Tenho 20 anos de advocacia, tenho uma história familiar, tenho uma empresa”, completou, mas disse que não podia revelar quem são seus clientes e também afirmou não saber quantos advogados trabalham em seu escritório. Leia a entrevista completa aqui. BRB no caso Master A escritura pública feita para oficializar a compra do imóvel foi lavrada em 2 de setembro de 2025, no 2º Ofício de Notas de Sobradinho, no Distrito Federal.  Com isso, a operação de compra da mansão de Santini se deu dois meses antes da Operação da Polícia Federal contra o Banco Master, deflagrada em novembro, quando o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez. O imóvel foi adquirido quando Santini ocupava o cargo de assessor especial no governo de Tarcísio de Freitas, com salários que variavam entre R$ 21 mil e R$ 23 mil. Desde o início de 2026, ele passou a integrar a equipe de pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores do PL, ele é apresentado como o responsável por organizar os principais compromissos e agendas do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também tem atuado como advogado da legenda. “É uma coordenação informal, né? Assim é uma pré-campanha, né?”, explicou Santini, ao dizer que atuou na formulação de palanques. “Assim, precisava de alguém que conhecesse as pessoas para falar em nome dele (Flávio), né? Não dava pra ser qualquer pessoa, né? Pra ficar tratando assim com os candidatos, organizando os palanques, fazendo as estruturas ali das agendas dos estados”, observou sobre seu trabalho. Trecho da escritura do imóvel Início do patrimônio de Santini O primeiro imóvel comprado por Santini foi adquirido em 2020. Era uma cobertura de 324 metros quadrados no bairro Noroeste, em Brasília, pela qual ele pagou R$ 3 milhões em um contrato direto com a construtora. Já em 2022, ele fez um novo negócio e comprou sua primeira mansão no Lago Sul por R$ 6,7 milhões — no mesmo período em que recebia salário de R$ 16,9 mil mensais como secretário nacional de Justiça do governo Bolsonaro. O negócio foi revelado pelo portal Metrópoles. Na ocasião, ele colocou a cobertura como permuta para a compra já pelo valor de R$ 4,2 milhões. Essa é a casa onde ele mora atualmente, conforme apurou o ICL Notícias após ir até o local. A casa comprada em 2022 é próxima do condomínio do Lago Sul, onde Flávio Bolsonaro havia adquirido recentemente uma mansão por R$ 5,9 milhões. O presidenciável também obteve financiamento junto ao BRB para comprar sua mansão. O novo imóvel de Santini, comprado em 2025, também fica no mesmo setor residencial. Três anos depois, a nova mansão adquirida pelo coordenador da pré-campanha de Flávio é mais do que o dobro daquele valor. Em 2025, ele comprou também sete terrenos em São Paulo junto com seu irmão, o tenente Nelson Santini Neto. Ao todo, o investimento foi de cerca de R$ 1,8 milhão. O imóvel Somente o imposto de transmissão do imóvel (ITBI) da nova mansão - [PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-faz-operacao-contra-alvos-ligados-a-ex-prefeito-de-duque-de-caxias/): PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias Ação investiga esquema de lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos, especialmente da área da saúde Por Elijonas Maia e Camille Barbosa | CNN Brasil 30/06/2026 Washington Reis (MDB) Brasília e Rio de Janeiro – PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de CaxiasA PF (Polícia Federal) deflagrou nesta terça-feira (30) a segunda fase da operação Anáfora, com mandados sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. A ação mira um esquema de lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos. Segundo a PF, as verbas seria destinadas, especialmente, à área da saúde. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão: dez expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros quatro expedidos pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). Segundo apurou a CNN Brasil com fontes da PF, Washington Reis não foi diretamente alvo das buscas. Os mandados foram cumpridos em endereços vinculados a ele, que ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente estadual do MDB. Também foram alvos familiares do político. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes da PF encontraram dinheiro vivo na sala de uma empresa ligada a Washington Reis. As cédulas estavam dentro de um saco preto escondido embaixo do sofá e totalizavam R$ 450 mil. A investigação acontece em instância superior porque há entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a manutenção do foro privilegiado, mesmo após o término do mandato. O ex-prefeito foi alvo de buscas na primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2022 para investigar a contratação de uma cooperativa de trabalho pelo município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Naquela época, contrato e aditivos passavam de meio bilhão de reais. Agora, a PF encontrou indícios de que os investigados estariam ocultando patrimônio por meio de terceiros, além de realizar despesas incompatíveis com sua condição financeira. Os suspeitos também estariam participando de negociações vinculadas a imóveis. Em nota à imprensa, Washington Reis negou qualquer vínculo com as empresas alvo de busca na nova fase da operação. Ele também afirmou ter colaborado com as investigações e que “nada foi encontrado que desabone sua conduta”. “O presidente do MDB do Estado do Rio de Janeiro também afirma ser o maior interessado na continuidade das investigações conduzidas pela Polícia Federal, para que os responsáveis por eventuais crimes sejam identificados e responsabilizados na forma da lei”, acrescenta. Notícia anteriorPróxima notícia Duque de Caxias RJMDB Movimento Democrático BrasileiroNiterói RJPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 PF reprime lavagem de dinheiro oriunda de desvio de recursos públicos 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF reprime lavagem de dinheiro oriunda de desvio de recursos públicos](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-reprime-lavagem-de-dinheiro-oriunda-de-desvio-de-recursos-publicos/): PF reprime lavagem de dinheiro oriunda de desvio de recursos públicos 2ª fase da Operação Anáfora cumpre mandados em endereços ligados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro, de Niterói e de Duque de Caxias Por Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro 30/06/2026 Dinheiro apreendido na Operação Anáfora Rio de Janeiro – Nesta terça-feira (30/6), a Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Anáfora, para combater lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recurso públicos, especialmente aqueles destinados à área da saúde. Na ação, policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros 4 pelo TRF2.  A apuração dos atos de lavagem foi aprofundada após a deflagração da primeira fase da operação, no ano de 2022. Foi apurado que investigados mantinham bens próprios em nome de terceiros, realizavam despesas incompatíveis com a própria condição financeira e participavam de negociações vinculadas a imóveis. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a surgir no decorrer das investigações. Durante cumprimento das ordens judiciais em Duque de Caxias/RJ, foram encontrados R$ 450 mil em espécie ocultos em uma empresa vinculada a um investigado da operação. Notícia anteriorPróxima notícia Duque de Caxias RJNiterói RJPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF reprime lavagem de dinheiro oriunda de desvio de recursos públicos 30/06/2026 PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [EXCLUSIVO: Eduardo Bolsonaro se hospedou em hotel 5 estrelas para ver jogo do Brasil na Copa em Miami](https://politicariabrasileira.blog.br/exclusivo-eduardo-bolsonaro-se-hospedou-em-hotel-5-estrelas-para-ver-jogo-do-brasil-na-copa-em-miami/): EXCLUSIVO: Eduardo Bolsonaro se hospedou em hotel 5 estrelas para ver jogo do Brasil na Copa em Miami Em Miami, Eduardo Bolsonaro se hospedou no luxuoso W South Beach, com diárias de R$ 16 mil para o dia do jogo entre Brasil e Escócia. Na Copa, hotel oferece “experiência” de 1 milhão de dólares, com direito a escolta policial para ver jogos. Por Plínio Teodoro | Fórum 30/06/2026 Eduardo Bolsonaro no luxuoso hotel W South Beach, em Miami, para assistir Brasil na Copa (Divulgação / Exclusivo Fórum) Investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de ser bancado nos EUA por Daniel Vorcaro, que enviou cerca de 10 milhões de dólares ao fundo Havengate, administrado pelo seu advogado Paulo Calixto, Eduardo Bolsonaro se hospedou no luxuoso hotel W South Beach para assistir ao jogo entre Brasil e Escócia, realizado no dia 24 de junho no Hard Rock Stadium, em Miami na fase classificatória da Copa do Mundo. Imagens exclusivas obtidas pela Fórum mostram Eduardo sem camisa em área reservada do hotel da rede Marriott, que fica em frente ao mar “na região mais exclusiva de South Beach”. “O empreendimento oferece acesso direto à praia, piscinas com serviço de cabanas, spa, academia de alto padrão, quadras de tênis, pickleball e basquete, além de restaurantes renomados, como o Mr. Chow. Sua localização permite chegar a pé aos principais restaurantes, galerias de arte, lojas e à vida noturna de South Beach, sendo uma escolha frequente de celebridades, atletas e executivos que buscam uma hospedagem de alto padrão”, diz o texto sobre o hotel no site da rede Marriot. Em dias normais, a hospedagem no hotel custa a partir de US$ 563 com taxas, ou cerca de R$ 2.915 – quase dois salários-mínimos. No entanto, referências públicas encontradas no Trivago revelam que para a data do jogo do Brasil, em 24 de junho, os valores chegaram a US$ 3.201 por noite, ou R$ 16.577. A Fórum teve acesso às fotos por meio de uma fonte que se hospedou no mesmo hotel no dia do jogo entre Brasil e Escócia e fez os flagrantes. Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro publicou dois vídeos em Miami no dia da partida da Copa, nenhum deles tinha a marcação do local onde se hospedou – a referência era apenas “Miami”. Pacote de 1 milhão de dólares para superestrelas do futebol Além de elevar os preços durante os jogos, o W South Beach anuncia em seu site um “pacote de um milhão de dólares para superestrela do futebol”. “Para o verão de futebol internacional em Miami, o W South Beach apresenta uma experiência de residência privada com acesso VIP aos jogos, acomodações em cobertura à beira-mar, passeios de iate privativos, gastronomia de nível Michelin e serviço personalizado durante todo o torneio”, diz o texto. No pacote milionário, o hóspede tem direito a se hospedar em duas coberturas contíguas de dois quartos com vista para o mar, com atendentes exclusivos e mordomos. Para as “experiências no dia do jogo”, a rede oferece “oito ingressos por partida” e “escolta policial” durante a ida ao estádio. Como “experiências adicionais”, o pacote inclui aluguel de iates particulares, experiência na Ferrari, 3 jantares privados com chef de nível Michelin, além de “degustações privadas de bebidas espirituosas raras e caviar” e “charutos diários”. *Colaborou Diego Feijó de Abreu Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Bahia: Jerônimo diz que não vai exonerar secretário investigado no escândalo do Master](https://politicariabrasileira.blog.br/bahia-jeronimo-diz-que-nao-vai-exonerar-secretario-investigado-no-escandalo-do-master/): Bahia: Jerônimo diz que não vai exonerar secretário investigado no escândalo do Master Eduardo Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, é suspeito de ter feito cobranças milionárias ao ex-sócio da instituição, Augusto Lima Por Pedro Jordão | Veja 30/06/2026 Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), é pré-candidato à reeleição em 2026 (Marcelo Camargo/Agência Brasil) O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que não vai exonerar o seu secretário de Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins, que é investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento no caso de corrupção do Banco Master.   Para o petista, até o momento, não há nenhum motivo concreto para o afastamento do servidor, que é também enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), outro investigado pela PF no mesmo caso e que perdeu sua posição de liderança do governo Lula no Senado diante do escândalo. “De forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta, de provas. Eduardo é advogado, está se defendendo. Não está no script qualquer afastamento de nenhum secretário por motivo do que está acontecendo, de denúncias ou qualquer tipo de julgamento. Não há julgamento para que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário”, afirmou Jerônimo Rodrigues em entrevista coletiva.   Para as autoridades policiais, Eduardo Sodré Martins exercia um papel importante no esquema de corrupção, sendo responsável por cobrar Augusto Lima, ex-sócio do Master, os repasses milionários para a empresa de sua esposa (nora de Jaques Wagner). A PF acredita que o secretário tenha usado a empresa para ocultar vantagens indevidas, propina, relacionadas ao senador petista. Jaques Wagner, por sua vez, é investigado pela possibilidade de ter recebido propina de Augusto Lima em troca de atuação parlamentar em favor do Banco Master. Entre as vantagens indevidas que pode ter recebido estão um apartamento avaliado em 2,45 milhões de reais e o repasse para uma empresa do enteado (que soma 3,5 milhões de reais). Também teria sido disponibilizado ao senador o uso gratuito de aeronaves, além da entrega de ingressos para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos.   A investigação já prejudica a imagem de Lula no Nordeste. Segundo o último levantamento do Nexus, o petista caiu cinco pontos percentuais no Nordeste depois que o caso veio à tona. O presidente vai à Bahia nesta semana, mas desistiu de participar de uma importante caminhada ao lado de Jaques Wagner, como foma de se distanciar do problema. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso”](https://politicariabrasileira.blog.br/jeffrey-chiquini-advogado-de-marcel-van-hattem-ameaca-chico-alencar-na-camara-sua-sorte-e-ser-idoso/): Lavagem de dinheiro bilionária com combustíveis é alvo da PF no Rio Chamado “rábula”, Jeffrey Chiquini tentou intimidar Chico Alencar durante sessão do Conselho de Ética que aprovou suspensão dos mandatos de deputados bolsonaristas; Polícia Legislativa teve que intervir Por Ivan Longo | Revista Fórum 06/05/2026 Jeffrey Chiquini ameaça Chico Alencar – Fotos: Agência Câmara A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados desta terça-feira (5), que terminou com a decisão de suspender os mandatos de três deputados bolsonaristas, foi marcada por bate-boca e, em dado momento, escalou para uma ameaça direta contra o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), perdeu o controle durante a discussão e disparou contra o parlamentar: “Sua sorte é ser idoso”. A frase foi dita após Chico Alencar reagir às interrupções e ao deboche do advogado durante sua fala no colegiado. Irritado com a postura de Chiquini, o deputado utilizou o termo “rábula” para se referir ao advogado — expressão usada para designar alguém que atua de maneira inadequada ou sem preparo técnico no exercício da advocacia. A partir daí, a sessão mergulhou em gritaria, troca de acusações e tumulto. Segundo relatos de parlamentares presentes, Jeffrey Chiquini passou a elevar o tom contra Chico Alencar, culminando na ameaça ao deputado de 76 anos. A Polícia Legislativa precisou intervir, e os trabalhos foram interrompidos momentaneamente. Em nota publicada nas redes sociais, Chico Alencar classificou o episódio como “absurdo” e acusou bolsonaristas de transformar o Conselho de Ética em um novo palco de tumulto político. “Não satisfeitos em tumultuarem os trabalhos da Casa, ocupando a mesa diretora em favor dos golpistas, motivo da representação contra eles, tumultuam o CoÉtica que julga seus atos”, afirmou o parlamentar. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também reagiu duramente à ameaça. “Foi uma ameaça. Isso não pode acontecer. Eles estão tentando que não seja votado. Isso é uma ameaça, é um desrespeito”, declarou. Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que o episódio representa “violência política” e um ataque às instituições democráticas. Sessão julgava deputados envolvidos em motim bolsonarista O bate-boca ocorreu justamente durante a sessão que analisava a punição aos deputados bolsonaristas Marcos Pollon (PL-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-SC) pela participação na ocupação da Mesa Diretora da Câmara em agosto de 2025. O motim foi organizado para pressionar a Câmara a votar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e acabou se tornando um dos episódios mais graves da atual legislatura. Na ocasião, Marcos Pollon chegou a sentar na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o retorno de Hugo Motta ao comando da sessão. Van Hattem ocupou uma das cadeiras da Mesa Diretora, enquanto Zé Trovão teria usado o corpo para bloquear fisicamente o acesso do presidente da Casa. O parecer do relator Moses Rodrigues endureceu a punição inicialmente sugerida pela Mesa Diretora e ampliou de 30 para 60 dias a suspensão dos mandatos. “Não se pode admitir que um grupo de parlamentares, qualquer que seja sua ideologia política, tente impor a pauta de seu interesse mediante chantagem pela ocupação física dos espaços de deliberação”, afirmou o relator no documento aprovado. Os pareceres contra Pollon e Van Hattem foram aprovados por 13 votos a 4. Já Zé Trovão teve a suspensão aprovada por 15 votos a 4. Suspensão ainda passará pela CCJ e pelo plenário A decisão do Conselho de Ética ainda precisará ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário da Câmara. Para que as suspensões sejam confirmadas, serão necessários ao menos 257 votos favoráveis. Além da punição coletiva aprovada nesta terça-feira, Marcos Pollon também responde a outro processo disciplinar no Conselho de Ética por ataques pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação da Câmara. Nesse caso, o parecer prevê suspensão de 90 dias do mandato. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas - [Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF](https://politicariabrasileira.blog.br/defesa-de-vorcaro-entrega-proposta-de-delacao-a-pgr-e-pf/): Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Órgãos vão analisar a proposta e podem pedir mais informações Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 Daniel Vorcaro © Banco Master/Divulgação A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou, nesta terça-feira (5), uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da Polícia Federal (PF). A expectativa é que Vorcaro delate políticos e magistrados que tiveram algum tipo de relacionamento ilegal com ele. Com a entrega do documento, que ainda está em sigilo, os dois órgãos passarão a analisar a proposta e poderão pedir mais informações que forem consideradas incompletas. O depoimento de Vorcaro também poderá ser marcado pelos investigadores. Em seguida, os benefícios do acordo também deverão ser discutidos. Não há prazo para conclusão da análise.  O acordo ainda está na fase de negociação. Para ter validade, a proposta precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.  Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.  Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGDF Governo do Distrito FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alerj não pode rever prisão do deputado Thiago Rangel, decide Moraes](https://politicariabrasileira.blog.br/alerj-nao-pode-rever-prisao-do-deputado-thiago-rangel-decide-moraes/): Presidente de câmara é preso com simulacro de arma na Grande BH Parlamentar foi preso ontem em operação da Polícia Federal Por André Richter | Agência Brasil 06/05/2026 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (6) que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não poderá realizar uma sessão para rever a decisão que determinou a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Com o entendimento, o parlamentar continuará preso por tempo indeterminado.  Na terça-feira (5), Rangel foi alvo da quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que apura supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado. Na decisão, Moraes se antecipou a eventual votação que poderia ser realizada pela Alerj. De acordo com a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, quando um deputado é preso, a Casa tem prazo de 24 horas para realizar uma votação para decidir se a prisão será mantida. No entendimento do ministro, essa espécie de “imunidade” concedida aos parlamentares também está prevista na Constituição Federal, mas é usada por diversas assembleias para “garantir a impunidade” dos parlamentares. “Efetiva e lamentavelmente, as assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento desse Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais”, comentou.  De acordo com Moraes, a norma da Constituição fluminense não pode ser aplicada de forma automática ao caso de Thiago Rangel. “Pois não é razoável, proporcional e adequada a aplicação automática de sua literalidade quando, ao invés de atender a ratio [razão] da previsão constitucional federal de simetria aos congressistas, tem sua natureza desvirtuada para a perpetuação de impunidade de verdadeiras organizações criminosas infiltradas no seio do Poder Público”, afirmou Moraes.  Audiência Na mesma decisão, Moraes marcou para esta quarta-feira (6), às 16h, uma audiência de custódia para verificar as condições de prisão do deputado. A audiência será realizada por uma juíza auxiliar do ministro e tem caráter de formalidade processual, ou seja, a prisão preventiva será mantida. Defesa Em nota à imprensa divulgada após a prisão, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel disse que o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação. “A defesa ressalta que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, declararam os advogados.  Notícia anteriorPróxima notícia Betim MGIpatinga MGPL Partido LiberalPolícia CivilPRF Polícia Rodoviária Federalrodovia BR-262Vereador Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/evangelica-prefeita-nomeia-12-pastores-para-administrar-orcamento-de-r-69-bilhoes/): Evangélica, prefeita nomeia 12 pastores para administrar orçamento de R$ 6,9 bilhões Nomeações feitas por Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS), geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município Por Lucas Vasques | Fórum 05/05/2026 Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação A prefeita de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Adriane Lopes (PP) decidiu transformar sua administração em um reduto de lideranças da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG). Ela, também evangélica, colocou 12 pastores no comando de setores estratégicos da gestão pública, inclusive, gerenciando, diretamente, o orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026. As nomeações geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município, de acordo com levantamento realizado pelo site local O Jacaré. Além do impacto financeiro, os pastores definem questões fundamentais, como licitações, contratações de serviços essenciais e definição de políticas públicas. Quem controla o cofre municipal é Isaac José de Araújo, secretário municipal de Fazenda e um dos pastores evangélicos nomeados. Ele era responsável pela contabilidade interna da ADMCG antes de assumir a gestão do orçamento bilionário da capital sul-mato-grossense. Pastores também estão colocados em setores como órgãos de regulação e trânsito. Paulo da Silva está à frente da Agência de Regulação (Agereg), enquanto Ciro Vieira Ferreira é diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Saúde e educação A Secretaria de Saúde, dona da maior fatia do orçamento – R$ 2 bilhões – tem na pasta nada menos do que quatro pastores em cargos ligados ao setor financeiro e de licitações. Entre eles, Julinei Herão Ferreira, gerente financeiro, e Fausto Azevedo Tlaes, chefe da gerência de Suprimentos e Abastecimento. Na área da educação, o pastor Emerson Irala de Souza atua como analista técnico, além de outros líderes que ocupam vagas na Casa Civil e na Agência de Habitação. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPP ProgressistasPrefeita Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-aponta-que-deputado-thiago-rangel-ofereceu-vagas-de-emprego-na-educacao-para-traficante-do-rio/): Defesa de Flávio Bolsonaro aciona Fachin para tirar Dino de caso ‘Dark Horse’ Parlamentar foi alvo de prisão preventiva em operação autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes Por Eduardo Gonçalves e Mariana Muniz | O Globo 05/05/2026 O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) — Foto: Reprodução @thiagorangeloficial Brasília – A Polícia Federal encontrou uma série de mensagens em que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) trata sobre disponibilizar vagas de “auxiliar de serviços gerais” em órgãos da Educação para o traficante Arídio Machado da Silva Junior, mais conhecido como Júnior do Beco. A PF diz que ele é um criminoso de “alta periculosidade”, com uma “extensa ficha criminal”, dentre eles processos e condenações por homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Um interlocutor do deputado recebeu uma planilha com dois nomes indicados por Júnior do Beco. Entre eles, estava a irmã do traficante e a esposa de um suspeito alvo na Operação Roncador, de 2006, que mirava um esquema de tráfico de drogas na região de Campos dos Goytacazes (RJ). Os diálogos aconteceram em junho de 2021. Segundo a PF, Thiago Rangel tinha uma “relação íntima” com Júnior do Beco. “Foi notada conversa (…) em que é possível observar que Arídio possui relação íntima com THIAGO RANGEL, sendo-lhe disponibilizada por este (deputado) duas vagas de trabalho como ‘auxiliar de serviços gerais’ para indicações, aparentemente em órgãos públicos da área de educação”, diz a trecho de representação da PF. O deputado estadual foi preso preventivamente nesta terça-feira por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A operação busca desarticular uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações na secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro. Júnior do Beco não foi alvo da operação de hoje. Nesta terça, agentes da PF saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, as três últimas no Noroeste Fluminense, reduto político de Rangel. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo no contexto da ADPF 635, que prevê a atuação coordenada da Polícia Federal no combate aos principais grupos criminosos do Rio e as suas conexões com o poder político. A defesa de Thiago Rangel disse ter recebido com surpresa a notícia da ação da PF e da prisão preventiva do deputado. “Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida”, diz o texto. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputada FederalDeputado Federalemenda parlamentarPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza](https://politicariabrasileira.blog.br/tribunal-de-israel-prorroga-prisao-de-ativistas-brasileiro-e-palestino-detidos-em-flotilha-para-gaza/): Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Thiago Ávila e Saif Abu Keshek ficarão presos preventivamente até, pelo menos, o próximo domingo (10), segundo advogados Presidente Lula (PT) pediu a libertação dos dois prisioneiros em uma publicação nas redes sociais Por Folha de S.Paulo 25/05/2026 O ativista brasileiro Thiago Ávila comparece a um tribunal em Israel – lia Yefimovich – 5.mai.26/AFP Ashkelon (Israel) | AFP e Reuters – Um tribunal israelense estendeu até domingo (10) a detenção de dois ativistas, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, que faziam parte de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Eles compareceram nesta terça-feira (5) a uma corte em Ashkelon, a 60 km de Tel Aviv. A advogada Hadeel Abu Salih, do grupo israelense de direitos humanos Adalah, que representa os ativistas, afirmou que a detenção foi prorrogada após a polícia solicitar mais tempo para interrogá-los. “Vemos isso como uma tentativa de criminalizar qualquer solidariedade com o povo palestino e qualquer tentativa de romper o cerco ilegal a Gaza”, disse Abu Salih, acrescentando que a defesa planeja recorrer da decisão perante um tribunal distrital.   Esta é a segunda prorrogação da prisão preventiva. No último domingo (3), Ávila e Keshek já haviam se apresentado ao tribunal que, naquela ocasião, autorizou a extensão da detenção por mais dois dias.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a decisão do tribunal e pediu a libertação dos dois ativistas em uma publicação nas redes sociais. “Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, escreveu.   A advogada dos ativistas disse que apresentar a dupla perante um tribunal civil era uma “forma de espalhar medo e fazer os ativistas reconsiderarem sua participação” em futuras flotilhas. A Adalah, uma organização de direitos humanos e serviços jurídicos para a minoria árabe em Israel, afirmou que a prisão é ilegal e que os dois foram vítimas de maus-tratos.   Segundo a ONG, eles foram submetidos a “interrogatórios de até oito horas”, foram instalados em celas permanentemente iluminadas e obrigados a ir de um lugar para outro com os olhos vendados, inclusive durante visitas médicas.   O governo israelense negou as acusações. “Ao contrário das acusações falsas e infundadas, preparadas com antecedência, em nenhum momento Saif Abu Keshek e Thiago Ávila foram submetidos a torturas”, afirmou na véspera à agência de notícias AFP o porta-voz da chancelaria israelense, Oren Marmorstein.   Documentos judiciais mostram que Israel acusa os ativistas de crimes como filiação a uma organização terrorista e assistência ao terrorismo durante período de guerra. As penas podem chegar a 20 anos de prisão. Os dois estão em greve de fome e, portanto, o tribunal ordenou que o serviço penitenciário monitore a condição médica deles.   A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar suprimentos ao território palestino devastado. As forças israelenses os interceptaram em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta (30).   Abu Keshek e Ávila foram detidos junto de outros 175 ativistas, de múltiplas nacionalidades, que foram libertados na Grécia. Os dois, no entanto, foram levados a Israel.   O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusa os dois ativistas de terem ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Washington acusa a PCPA de “agir clandestinamente em nome” do grupo terrorista Hamas.   O governo israelense afirma ainda que Abu Keshek é um membro proeminente da PCPA e que Ávila tem ligações com a organização e é “suspeito de atividades ilegais”.   A Espanha reiterou o pedido para “libertação imediata” de Abu Keshek e exigiu “que todos os seus direitos sejam respeitados”.   Antes da extensão da prisão, o Itamaraty divulgou nota conjunta com o governo espanhol condenando o que classificou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel”.   “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, diz a nota.   Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza. Eles a chamam de “armadilha mortal calculada no mar”.   Em 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud para Gaza atraiu a atenção mundial. Mas centenas de ativistas, incluindo Greta Thunberg, foram presos no mar, levados para Israel e depois deportados. Notícia anterior Presidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/video-mostra-grupo-criminoso-furtando-motos-eletricas-em-loja-de-rio-das-ostras/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ Ação aconteceu durante a madrugada no bairro Cidade Beira-Mar; ao menos seis suspeitos participaram do crime e prejuízo é estimado em cerca de R$ 60 mil. Por Ismael Torquato | g1 05/05/2026 Homens furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras — Foto: Reprodução g1 Rio das Ostras – Um vídeo de câmeras de segurança registrou a ação de um grupo criminoso que invadiu uma loja de motos e bicicletas elétricas durante a madrugada deste domingo (3) no bairro Cidade Beira-Mar, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. A quantidade exata de motos levadas ainda não foi informada oficialmente, mas o prejuízo já é estimado em aproximadamente R$ 60 mil. As imagens mostram pelo menos seis suspeitos chegando ao local e agindo de forma coordenada. Em poucos minutos, o grupo consegue arrombar a porta de entrada da loja Elétrica Prime e retirar várias motos elétricas do interior do imóvel. Segundo as informações apuradas, os criminosos usaram meios para facilitar o transporte dos veículos, o que indica que o furto pode ter sido planejado. Um dos suspeitos teve o rosto parcialmente registrado pelas câmeras de segurança. As imagens estão sendo divulgadas para auxiliar na identificação dos envolvidos. A Polícia Civil de Rio das Ostras investiga o caso e trabalha para localizar as motos furtadas e identificar os autores do crime. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorMP-RJPL Partido LiberalTJ-RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto](https://politicariabrasileira.blog.br/tiroteio-em-operacao-na-mare-fecha-vias-expressas-e-suspende-aulas-em-41-escolas-suspeito-e-morto/): Tiroteio em operação na Maré fecha vias expressas e suspende aulas em 41 escolas; suspeito é morto Postos de saúde também foram afetados. Polícia Civil realizou mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Por Jefferson Monteiro e Guilherme Santos | TV Globo 05/05/2026 Colchões em chamas interditam parte da Av. Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo Uma operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, provocou o fechamento de vias expressas nesta terça-feira (5). Um homem foi morto em confronto e 12 pessoas presas, segundo a polícia. Entre as apreensões, estavam 43 veículos, 16 armas, 2 granadas e munição. Um macaco-prego preso em uma gaiola foi resgatado. A ação foi mais uma fase da Operação Torniquete, contra o tráfico de drogas e roubos de veículos e cargas. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) saíram ainda de madrugada para cumprir mandados de busca e apreensão na Nova Holanda e também em Bonsucesso. Em represália, por volta das 11h40, criminosos jogaram objetos na Linha Vermelha. A PM interditou as faixas preventivamente por 20 minutos para desobstruí-las. Ao meio-dia, o tráfego foi liberado. Às 12h30, outro grupo tentou fechar a Avenida Brasil, e até colchões em chamas foram deixados no asfalto. Mais uma vez, a PM parou o trânsito para limpar a via. Por causa da insegurança na região, 41 escolas municipais suspenderam as aulas no turno da manhã. A operação também impactou o funcionamento de unidades de saúde da região. Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) teve o atendimento totalmente suspenso, enquanto outras duas adiaram a abertura diante do cenário de insegurança. Investigações apontam que criminosos compram e revendem armas, munição e acessórios por meio de empresas de fachada e plataformas digitais clandestinas. O objetivo desta etapa era apreender documentos, celulares e outros equipamentos que possam ajudar a aprofundar as investigações e identificar novos envolvidos. Nove linhas impactadas pela operação Segundo o Rio Ônibus, nove linhas de ônibus tiveram o trajeto afetado pela interdição da Linha Vermelha, na altura da Maré, durante a operação policial. São elas: 321 Bancários x Castelo 323 Bananal x Castelo 325 Ribeira x Castelo 327 Ribeira x Castelo 485 Fundão x Ipanema 492 Bancários x Prado Junior 635 Bananal x Saens Peña 2343 Ribeira x Castelo 2344 Bancários x Castelo Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-thiago-rangel-deputado-estadual-preso-pela-pf-aumentou-patrimonio-em-700-em-2-anos/): Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. Por André Coelho Costa e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 05/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação Thiago Rangel (Avante), deputado estadual preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal (PF), aumentou o patrimônio em 700% em apenas 2 anos, segundo as próprias declarações à Justiça Eleitoral. Rangel foi um dos alvos da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que agora mira fraudes em compras de materiais e contratação de reformas na Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. De acordo com as investigações, em 2014 Rangel trabalhava como motorista e tinha salário de R$ 1 mil. Sua 1ª eleição foi em 2020, quando conseguiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Na ocasião, Thiago tinha declarado um patrimônio de R$ 224 mil, composto por 2 veículos, participação no valor de R$ 60 mil em um posto de gasolina e uma moto aquática. Já em 2022, quando foi eleito deputado estadual, declarou R$ 1,9 milhão em bens, incluindo 18 postos de combustíveis — uma evolução patrimonial de 748%. Quem é Thiago Rangel Natural de Guarus, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Thiago Rangel Lima tem 39 anos e se declara empresário do ramo varejista. Rangel iniciou a carreira política como vereador em Campos, eleito em 2020. Durante o mandato, ganhou visibilidade ao participar da criação do programa de transferência de renda Cartão Goitacá. O empresário teve passagens por cargos na administração pública estadual, como a Superintendência Regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e a Diretoria de Fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ). Em 2022, foi eleito deputado estadual com 31,1 mil votos. Ele é pai da vereadora Thamires Rangel (PMB), eleita em 2024, aos 18 anos, a mais jovem do país naquele pleito. No mesmo ano, ela chegou a ser nomeada subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade no governo estadual — mas Thamires foi exonerada nesta terça pelo governador Ricardo Couto. Já investigado pela PF Em 2024, Thiago foi alvo da Operação Postos de Midas, da PF, que apurava um esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes. Segundo a PF à época, o grupo investigado usava postos de combustíveis para ocultar recursos obtidos por meio de contratos públicos supostamente fraudulentos e com sobrepreço. As apurações indicavam que o esquema funcionava desde 2021, com a participação de empresas ligadas ao parlamentar. Na ocasião, Thiago Rangel negou qualquer irregularidade e afirmou ter confiança de que a Justiça esclareceria os fatos. Nova investigação Na fase atual da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal aponta indícios de que o deputado teria ligação com um esquema semelhante, desta vez focado em contratações dentro da rede estadual de ensino. A ação desta terça inclui o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes cidades do estado. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do deputado não havia se manifestado sobre a prisão na nova operação. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Empresa que fechou 'buraco fake' usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou 'prefeito tiktoker', diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-que-fechou-buraco-fake-usado-em-video-tambem-pagou-propina-em-acao-que-afastou-prefeito-tiktoker-diz-pf/): Empresa que fechou ‘buraco fake’ usado em vídeo também pagou propina em ação que afastou ‘prefeito tiktoker’, diz PF Segundo a PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular do cunhado de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba (SP), durante a Operação Copia e Cola, registrava entradas de dinheiro com a palavra ‘ETENG’. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. Por Marcel Scinocca e Wilson Gonçalves Jr | g1 Sorocaba e Jundiaí e TV TEM 05/05/2026 Imagem mostra via em Sorocaba (SP) antes de intervenção do Saae; alegação era de problemas com esgoto, vazamento de água e afundamento de solo — Foto: Reprodução A empresa contratada para tapar o “buraco fake”, criado para um vídeo do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), também é suspeita de pagar propina em contratos com a prefeitura. A informação consta em um relatório da Polícia Federal (PF) de novembro de 2025, que faz parte da Operação Copia e Cola, investigação que apura um suposto esquema de corrupção na cidade. Como desdobramento da operação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca na residência do prefeito em abril de 2025. Em 6 de novembro do mesmo ano, na segunda fase da investigação, Manga foi afastado do cargo. Segundo a investigação da PF, uma contabilidade paralela encontrada no celular de Josivaldo Batista, cunhado de Manga, registrava entradas de dinheiro com a palavra “ETENG”. Os valores, que variam de R$ 50 mil a R$ 375 mil, somam R$ 553,8 mil. Para a polícia, o termo se refere à Eteng Engenharia e Serviços Ltda., empresa que possui contratos com o município. A Eteng Engenharia também foi a empresa que, em 9 de abril, tapou um buraco na Rua Diadema, no Jardim Leocádia. A suspeita é que o buraco tenha sido aberto de propósito apenas para que o prefeito gravasse um vídeo para suas redes sociais. Segundo um dossiê de servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), a operação custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, envolvendo 15 funcionários e sete veículos. No vídeo, que viralizou com mais de 6,5 milhões de visualizações, Manga aparece em um cenário de obra, com funcionários e máquinas do Saae, para mostrar uma suposta ação de reparo da prefeitura, reforçando sua imagem de “prefeito tiktoker”. A PF aponta que, entre 2018 e 2025, a Eteng fechou contratos que superam R$ 70 milhões com a prefeitura. Segundo o relatório: “verificam-se fortíssimos indícios de […] pagamento de vantagens indevidas (propina) por parte de representantes da empresa Eteng.” Procuradas, a Prefeitura de Sorocaba e o Saae afirmaram que a Eteng presta serviços à cidade desde 2018, dentro das normas legais. Sobre o buraco, a prefeitura inicialmente disse que a vala foi aberta para uma manutenção real na rede de esgoto. A Eteng afirmou nesta terça-feira (5) que o Saae solicitou à empresa a aplicação da capa asfáltica. “Importante ressaltar que a empresa não teve nenhum ganho adicional, uma vez que o serviço já está contemplado no contrato firmado com o Saae”, argumentou. Sobre a Operação Copia e Cola, a Eteng afirmou que “ainda não foi procurada pelas autoridades e não teve acesso às investigações. A empresa está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários assim que tiver acesso ao processo.” Denúncias no MP O g1 teve acesso ao documento feito por um grupo de servidores da autarquia. Nele, é detalhado o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa. Toda a documentação foi encaminhada ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito. As contradições nos documentos O dossiê dos servidores do Saae, que será enviado ao Ministério Público, aponta várias contradições para provar a farsa, como: Fotos idênticas: um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações; Local errado: as fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto; “Não é vazamento do Saae”: um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia; Poço de vistoria intacto: o vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada.   A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia absolutamente nada. Foi feito para justificar essa demanda. Se verificar no GPS das equipes, vai ver que nunca estiveram todas as equipes na mesma ocorrência em tão pouco tempo”, afirmou um servidor, que não será identificado na reportagem. O g1 também teve acesso a uma foto da rua feita momentos antes do início dos trabalhos, que não mostra qualquer afundamento, vazamento de água ou esgoto na via. Pelo material, é possível identificar três situações que, em tese, contradizem a abertura de procedimentos pelo Saae: Afundamento: a imagem não mostra afundamento de solo na rua; Esgoto: não há indícios de esgoto sendo lançado na via pública; Vazamento de água: não há sinais de água na via. Prefeitura e Saae disseram que… No dia 23 de abril, quando o g1 divulgou o caso, a prefeitura afirmou que a vala foi aberta para obra de manutenção em uma rede de esgoto e que tudo seguiu ordens de fluxo interno de controle. Confira a nota na íntegra: “A vala foi aberta por equipe do Saae/Sorocaba, para obra de manutenção em rede de esgoto. Houve troca de abraçadeira danificada e os trabalhos foram concluídos no mesmo dia, seguido da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pela autarquia. Todas essas ordens seguem fluxo interno de controle, garantindo rastreabilidade das demandas e das intervenções realizadas.” A autarquia e a prefeitura não comentaram sobre as denúncias feitas pelo funcionários. - [Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-estadual-thiago-rangel-e-preso-pela-pf-na-4a-fase-da-operacao-unha-e-carne/): Comissão da Alerj que levantava gastos do Judiciário entra na mira do TJ O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). Por Mahomed Saigg e Márcia Brasil | TV Globo 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira (5) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades foram mostradas em uma série de reportagens no RJ2. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já vinham investigando o processo de compras da Seeduc. Agentes saíram para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até a última atualização desta reportagem, além de Thiago, outras 6 pessoas haviam sido presas. O ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar (União), Rui Carvalho Bulhões Júnior, estava entre eles. A investigação foi iniciada após a análise de mídias apreendidas na 1ª fase da Operação Unha e Carne, contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso. O g1 apurou que conteúdos extraídos do computador de Bacellar levaram a esse desdobramento da Unha e Carne. As apurações que levaram a esta 4ª etapa revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc — segundo a PF, uma zona de influência política de Rangel — para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema. Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Em nota, a defesa do deputado negou a prática de qualquer ato ilícito e disse que prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação (leia a nota na íntegra no fim da reportagem). As fases anteriores A Operação Unha e Carne teve 3 fases entre dezembro de 2025 e março de 2026 e apurava um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Segundo a PF, os vazamentos teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção criminosa. O caso foi incluído no contexto da ADPF 635, a ADPF das Favelas, que trata de ações de segurança pública no Rio. A 1ª etapa da operação foi deflagrada em dezembro de 2025 e teve como alvo o então presidente da Alerj, o deputado Rodrigo Bacellar, hoje cassado. De acordo com a Polícia Federal, Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, contra o CV. O principal beneficiado seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, apontado como articulador político da facção e preso na Operação Zargun. Ainda segundo a investigação, o vazamento teria permitido a destruição ou ocultação de provas, frustrando a ação policial. Bacellar chegou a ser preso preventivamente por decisão de Alexandre de Moraes, mas foi solto dias depois — após decisão tomada em plenário da Alerj —, com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ainda em dezembro de 2025, a 2ª fase aprofundou as apurações sobre a origem dos vazamentos. Nessa etapa, a PF prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Segundo os investigadores, o vazamento teria partido do Judiciário federal. A suspeita é que o magistrado repassou informações a Bacellar, que, por sua vez, as transmitiu a TH Joias. A Polícia Federal informou ter encontrado mensagens, registros de ligações e indícios de relação próxima entre o desembargador e o deputado, o que, segundo a investigação, indicaria troca de favores. A 3ª fase foi deflagrada em 27 de março de 2026. Nessa etapa, Rodrigo Bacellar foi preso novamente, desta vez em casa, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A nova prisão foi determinada por Alexandre de Moraes após a cassação do mandato do político pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no caso conhecido como escândalo da Ceperj, e após denúncia formal apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 16 de março. Na 3ª fase, a Polícia Federal também passou a relacionar diretamente o caso à ADPF 635, apontando que as condutas investigadas poderiam comprometer ações do Estado no combate ao crime organizado no Rio. A denúncia da PGR inclui, além de Bacellar, TH Joias, o desembargador Macário Júdice Neto e outros investigados. Segundo o órgão, há indícios de uma cadeia de proteção institucional ao crime organizado. O que dizem os envolvidos Nota da Alerj “A Alerj informa que está à disposição das instituições da República no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. A Assembleia Legislativa reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes.” Nota da Secretaria Estadual de Educação “A Secretaria de Estado de Educação está realizando uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual. Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ). A Secretaria segue colaborando com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle.” Defesa de Macário Ramos Júdice Neto: “A defesa do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto refuta com veemência as acusações da Polícia Federal a ele atribuídas, reforça a ilegalidade de sua prisão e assinala, mais uma vez, que a apuração da própria PF não sustenta o relatório produzido por seus investigadores. No ponto crucial do documento, que seria o do encontro do desembargador com o então deputado estadual Rodrigo Bacellar, o cruzamento das antenas de celulares de ambos - [Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial](https://politicariabrasileira.blog.br/jovem-atingido-por-bala-de-borracha-no-maracana-perde-visao-de-um-olho-e-fara-cirurgia-mae-critica-acao-policial/): Jovem atingido por bala de borracha no Maracanã perde visão de um olho e fará cirurgia; mãe critica ação policial Adolescente de 18 anos foi ferido ao deixar o estádio após confronto entre torcedores. A polícia abriu procedimento para apurar o caso. Por Marcus Vincax | TV Globo 05/05/2026 Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã — Foto: Arquivo pessoal O jovem Arthur Cortines Laxe, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por uma bala de borracha no entorno do Maracanã, na Zona Norte do Rio, após o clássico entre Flamengo e Vasco, no domingo (3). Segundo a família, ele vai passar por pelo menos três cirurgias, incluindo uma plástica e outra para tratar uma fratura no nariz. De acordo com a mãe de Arthur, o disparo foi feito por um policial militar no momento em que o jovem tentava deixar o estádio, após uma confusão entre torcedores. “Infelizmente, atiraram com vontade no rosto, no olho dele, nessa bala de borracha. Jogaram toda a cavalaria, que estava ali dos policiais em cima dele, ele ficou ali coagido por cavalos”, relatou. Jovem não participou da briga, diz mãe Segundo ela, Arthur estava com amigos do colégio quando houve tumulto na saída do jogo. Com o uso de gás e disparos para dispersar a multidão, o grupo se separou. “Eles estavam soltando muito aquele gás de pimenta, sei lá, e atirando a torto e à direito, aí dispersou, cada um foi para um lado. O Arthur ficou ancorado ali naquela grade do Maracanã e deixou acalmar”, disse. Ainda de acordo com o relato, o jovem foi atingido logo após tentar sair do local. “Nisso que acalmou, ele soltou da grade e começou a andar. Aí ele virou, olhou. Quando ele olhou para trás para ver se ainda tinha os cavalos correndo, aí o policial foi e atirou nele. Pegou em cheio na visão dele”, afirmou. A mãe descreveu o estado do filho após o disparo. “Saía tanto sangue, ele estava totalmente ensanguentado e ainda virou por esse policial pedindo socorro. O policial teve a coragem de falar pra ele: ‘cara, vai embora o que tu está fazendo aqui. Vai embora'”, disse ela. Arthur foi socorrido inicialmente por uma ambulância do estádio e depois seguiu de táxi até o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde encontrou os pais. Atualmente, ele está internado em uma unidade particular no Humaitá. “O estado do Arthur é bem sério, ele vai passar por três cirurgias. Uma cirurgia plástica, outra que houve uma fratura também no nariz e ele, infelizmente, ele perdeu essa visão do olho direito”, afirmou a mãe. “Eu tô assim muito triste, muito chateada. Isso é muito lamentável” Pedido por indenização A família também cobra responsabilização pelo caso. “Quero uma indenização, sim, por direito, por tudo que meu filho está passando. É mais do que justo isso. É inadmissível uma pessoa sair de casa para assistir um jogo e voltar sem a visão”, disse. A Polícia Militar informou que cerca de 800 agentes atuaram no policiamento da partida para conter brigas entre torcidas organizadas. Ao todo, 15 pessoas foram presas. Sobre o caso, a corporação confirmou que um homem ficou ferido por disparo de elastômero e foi socorrido. O comando das unidades envolvidas instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência. As confusões ocorreram principalmente após o fim do jogo, nas imediações do estádio, com registros de agressões e confrontos entre torcedores rivais. Moradores da região relataram momentos de medo com a violência. A investigação vai apurar as responsabilidades pelo disparo que atingiu o jovem. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável](https://politicariabrasileira.blog.br/dois-anos-depois-da-enchente-no-rs-rua-de-gramado-segue-destruida-e-intransitavel/): Dois anos depois da enchente no RS, rua de Gramado segue destruída e intransitável Moradores do bairro Piratini, um dos mais atingidos pelas chuvas de maio de 2024, relatam sensação de abandono e dificuldades de locomoção. Prefeitura anuncia obras de R$ 43 milhões para junho. Por Diego Nuñez e Ana Júlia Griguol | g1 RS e RBS TV 05/05/2026 A prefeitura informa que a rua desabou devido a uma infiltração consequência da chuva — Foto: Halder Ramos Dois anos após as chuvas de maio de 2024 que devastaram o Rio Grande do Sul com a enchente e causaram o desmoronamento de uma rua no bairro Piratini, em Gramado, na Serra gaúcha, moradores ainda aguardam pelas obras de recuperação. O local segue igual: destruído e instransitável. O desastre atingiu mais de 30 famílias na época. Para a aposentada Palmira Machado, 85 anos, a paisagem de hoje contrasta com as lembranças de um bairro cheio de vida. “Passava ônibus, passava de tudo aqui. Faz falta. Os amigos passavam ali, meus parentes chegavam. Agora não se vê nunca mais ninguém”, lamenta. O fenômeno que atingiu a área é um tipo complexo de escorregamento de terra. “Aqui, a profundidade é muito maior. Nós estamos falando da ordem de 20 metros. O material não foi arrastado, ele foi deslocado muito fortemente, com velocidades da ordem de centímetros por dia. Então, não mata ninguém, mas a destruição das casas é muito grande”, explica o engenheiro especialista em geotecnia Luiz Antônio Bressani. A Prefeitura de Gramado anunciou investimento de mais de R$ 43 milhões e prevê o início das obras para junho. De acordo com o Executivo municipal, 35 lotes foram desapropriados na região. Do total, 34 proprietários aceitaram a proposta de indenização e um discute os termos na Justiça. Até o momento, foram pagos R$ 8,3 milhões a 25 famílias. Outras nove aguardam a regularização de documentos para receber o valor. Rotina de dificuldades A rua destruída era um dos principais acessos ao centro da cidade. Sem ela, os moradores precisam fazer trajetos até três vezes mais longos. “Quando a gente tem que ir ao mercado, fruteira, farmácia, a gente desce ali, faz todo esse trajeto e vamos escalando”, conta uma moradora. A empreendedora Cleusa Machado relata os transtornos diários. “Eu saio para trabalhar todo dia de manhã, eu saio por aqui, já caí umas 10 vezes, mas eu continuo”, afirma. O sentimento de abandono também é compartilhado. “Parece que fomos um bairro esquecido aqui. Ninguém procura nós, ninguém fala nada”, desabafa a aposentada Marina de Freitas Santos. Previsão das obras Questionada, a prefeitura informou que o primeiro ano após o evento foi dedicado ao monitoramento e estudo da área para identificar movimentações do solo. No ano seguinte, foi elaborado o projeto e feito o cadastramento junto ao governo federal para buscar recursos. A projeção é de que o processo licitatório para contratar a empresa responsável seja publicado na segunda quinzena de maio. A expectativa é de que os trabalhos comecem na segunda quinzena de junho. O investimento de mais de R$ 43 milhões contempla obras de contenção, pavimentação e iluminação. Enquanto as obras não começam, a área segue sob vigilância. “Se faz um controle de toda a área para ver qual o movimento que está acontecendo, vertical e lateral. Além disso, a gente mede qual a pressão de água que tem no subsolo”, detalha o engenheiro Luiz Antônio Bressani. Para os moradores, resta a esperança de ver a rua movimentada novamente. “Ver a gente passar, todo mundo faceiro, alegre, abanando a mão, sendo feliz. É o que eu sonho”, diz a aposentada Palmira. Notícia anteriorPróxima notícia Gramado RS STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes](https://politicariabrasileira.blog.br/separados-por-25-km-moradores-da-muzema-e-rio-das-pedras-sofrem-com-regras-impostas-por-milicianos-e-traficantes/): Separados por 2,5 km, moradores da Muzema e Rio das Pedras sofrem com regras impostas por milicianos e traficantes Em série especial, RJ2 mostra como traficantes e milicianos dominam territórios, cobram taxas e controlam a vida de comunidades. Por Gabriela Moreira, Junior Alves e Adriana Cruz | RJ2 04/05/2026 Milicianos de Rio das PEdras à esquerda e traficandes da Muzema à direita — Foto: Reprodução/RJ2 O crime organizado avança nos territórios do estado do Rio de Janeiro, e comunidades e bairros inteiros vivem acuados por traficantes e milicianos que decidem qual lei vale em cada região. A partir desta semana, o RJ2 exibe uma série especial de reportagens sobre como esse domínio afeta a vida das pessoas, a economia e o futuro da cidade. No primeiro episódio, imagens inéditas mostram como traficantes e milicianos atuam entre duas comunidades separadas por apenas 2,5 quilômetros: Rio das Pedras e Muzema, na Zona Oeste. “Quem é de Rio das Pedras não pode ir em Muzema, quem é de Muzema não pode ir em Rio das Pedras”, relata um morador. As duas áreas próximas estão divididas pelo crime. De um lado, milicianos; do outro, traficantes. Em Jacarepaguá, criminosos armados ditam regras e decidem quem vive e quem morre. O RJ2 flagrou criminosos dos dois lados dessa guerra, entre eles homens fazendo selfies com armas e ostentando fuzis perto de crianças. A reportagem flagrou tanto traficantes quanto milicianos. Moradores relatam episódios de extrema violência. Um deles conta o caso de um trabalhador confundido com informante: “Chegou a ir lá no Figueira [Condimínio Parque das Figueiras] buscar umas roupas pra ir pro trabalho, que a pessoa era garçom de quiosque na Barra, e quando chegou lá foi recebido à bala. Disseram que era olheiro de milícia. E não era. O menino era trabalhador.” Segundo o relato, o homem foi torturado: “Levaram lá pra área que eles julgam a pessoa. Ficaram lá umas quatro horas com o menino. Queimaram sacola plástica nele. Botaram cigarro nele. Fizeram ele engolir uma bala… munição.” Imagens mostram milicianos armados com fuzis, alguns tirando selfies com armas. Eles usam preto, calças e fuzis. Em outro momento, criminosos aparecem em um ponto de vigilância enquanto uma viatura da PM patrulha a região. Em uma das cenas, um homem armado atua como uma espécie de autoridade local: após ouvir uma mulher, ele a acompanha até outra rua e repreende uma terceira pessoa. Controle do cotidiano e restrição de circulação Em um condomínio perto da Muzema, o controle territorial é visível. Para circular, motoristas precisam seguir regras impostas por criminosos, como manter o pisca-alerta ligado, o vidro aberto e a luz interna acesa. “O carro pra entrar dentro do Figueira hoje… eles te param. Não aceitam tu. Querem saber pra onde tá indo”, conta um morador. “As placas de carro são todas identificadas na portaria.” Abordagens são frequentes: “Do nada, eles param a pessoa, pegam o telefone, averiguam agenda toda. Se tu disser que é Rio das Pedras, tu tá morto.” Além disso, há cobrança de taxas para tudo: “Pra morar lá, tem que pagar todo mês o boleto que tu mora lá.” “Se você vai botar uma música lá, tu tem que pagar. O morador paga, o comerciante paga… todos pagam”, acrescenta. Segundo as investigações, quem dita as regras na Muzema é um traficante conhecido como “Zeus”, identificado pela polícia como Luiz Carlos Bandeira Rodrigues. Ele migrou para o Rio e assumiu um posto de chefe do crime, subindo na hierarquia da facção ao cumprir pena por tráfico nos presídios federais de Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). Lpa, conheceu Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Disputa de facções e expansão territorial Nos últimos anos, o Comando Vermelho avançou por diversas regiões de Jacarepaguá até chegar à Muzema. Já em Rio das Pedras, o domínio é da milícia, em parceria com traficantes do Terceiro Comando Puro. Moradores denunciam a atuação livre dos criminosos: “A solução pra esses problemas, acredito que só Deus. Porque o estado é omisso. Eles desfilam abertamente armados na frente das viaturas.” “É fuzil, é pistola, é cinturão de granada. E isso acontece constantemente.” Em Rio das Pedras, o comando é atribuído a Taillon de Alcântara Barbosa, preso desde 2023. Segundo relatos, a milícia atua com violência e extorsão: “São bandidos. Porque eles matam por qualquer motivo. Expulsam por qualquer motivo. Tomam o patrimônio da pessoa.” “Se paga uma taxa, direito de ir e vir. O comércio é obrigado a ter valores superiores pra pagar a milícia. É coisa assustadora.” A Polícia Militar informou que tomará as medidas cabíveis assim que tiver acesso às imagens exibidas. A corporação declarou também que prendeu 18 criminosos e apreendeu três fuzis na região de Rio das Pedras e Muzema nos últimos seis meses. Notícia anteriorPróxima notícia Campo Grande MSPolícia Militar PMPorto Velho RORegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Governo do RJ faz pente-fino em contratos e suspende compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-do-rj-faz-pente-fino-em-contratos-e-suspende-compra-de-helicoptero-black-hawk-de-r-70-milhoes/): Governo do RJ faz pente-fino em contratos e suspende compra de helicóptero Black Hawk de R$ 70 milhões Mais de 6 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões, além de 13.615 processos sem licitação realizados no último ano, passam por análise. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 04/05/2026 Black Hawk em operação da Força Aérea Brasileira — Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira O governo interino do Rio faz uma auditoria em mais de 6 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões, além de 13.615 processos sem licitação realizados no último ano. A análise inclui despesas de diferentes áreas, como tecnologia e segurança pública, e já levou à suspensão de compras, como a de um helicóptero militar avaliado em R$ 70 milhões, conforme divulgado pelo jornal O Globo e confirmado pelo g1. A revisão foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e tem como objetivo identificar possíveis irregularidades e cortar gastos considerados desnecessários. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) terá até 45 dias para concluir o levantamento, que abrange todas as secretarias, autarquias e empresas públicas. Entre os contratos analisados estão acordos ligados à segurança pública, incluindo sistemas de monitoramento e aquisição de equipamentos de grande porte. A aquisição do helicóptero modelo Black Hawk, anunciada como “histórica” por Cláudio Castro (PL), passou a ser questionada na nova administração, inclusive pelo impacto operacional em áreas urbanas e comunidades. Segundo a Secretaria de Governo e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a contratação está sendo reavaliada sob aspectos técnicos e jurídicos, e ainda não há decisão sobre a continuidade. “Estamos analisando esse contrato nas esferas jurídica e técnica. Assim como os outros contratos. Enquanto eles estiverem no compliance, estão suspensos”, disse o secretário Roberto Leão. Notícia anteriorPróxima notícia Controladoria-Geral do Estado CGEGovernadorPL Partido Liberal STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’](https://politicariabrasileira.blog.br/zema-sobre-aposentados-nao-podemos-dar-ganhos-reais/): Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência da República, afirmou que o país não tem condições de conceder aumentos acima da inflação para aposentados. “Não podemos estar dando (sic) ganhos reais, de forma alguma, para quem está aposentado, na minha opinião é algo que o Brasil hoje não comporta”, disse. Por Vinícius Prates | Estado de Minas 04/05/2026 Ao responder sobre propostas de reforma, Zema defendeu o aumento do tempo de contribuição, retomando um mecanismo discutido na reforma de 2019 que previa ajustes automáticos conforme a expectativa de vida crédito: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/DAPRES A declaração foi feita durante participação no programa Canal Livre, da Band, exibido nesse domingo (3/5), após ser questionado sobre o impacto da Previdência nas contas públicas e possíveis mudanças no sistema. Ao responder sobre propostas de reforma, Zema defendeu o aumento do tempo de contribuição, retomando um mecanismo discutido na reforma de 2019 que previa ajustes automáticos conforme a expectativa de vida. “Nós vamos precisar sim aumentar o tempo de contribuição, é fundamental”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de desvincular os reajustes das aposentadorias do salário mínimo, o ex-governador disse que pretende manter a referência, mas com correção limitada à inflação. “Salário mínimo e aposentadoria serão todos reajustados pela inflação, ninguém vai perder nada”, declarou. Durante a entrevista, ele argumentou que eventuais ganhos reais no salário mínimo deveriam ser determinados pelo mercado. “O ganho real do salário mínimo o mercado define”, afirmou, ao mencionar ainda a possibilidade de adoção de pisos regionais. Apesar das críticas ao modelo atual, o ex-governador afirmou que aposentados devem ser respeitados. “Mas o aposentado merece todo o respeito”, declarou. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalFlávio BolsonaroJair BolsonaroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi 'ungida por Deus'](https://politicariabrasileira.blog.br/em-pregacao-marcos-feliciano-defende-candidatura-de-carlos-ao-senado-e-diz-que-familia-bolsonaro-foi-ungida-por-deus/): Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Declaração ocorreu no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Santa Catarina; filho do ex-presidente também compareceu ao evento evangélico Por Yago Godoy | O Globo 04/05/2026 Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ — Foto: Reprodução/Instagram Rio de Janeiro – O deputado federal Pastor Marcos Feliciano (PL-SP) compareceu ao 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Camboriú (SC), e defendeu a eleição do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) ao Senado por Santa Catarina. Durante pregação no último sábado, o parlamentar afirmou que os evangélicos oram “por toda a família” do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi “ungida por Deus”. A declaração de Feliciano foi direcionada ao próprio Carlos, que esteve presente no local e chorou ao ouvir o discurso do correligionário. — O povo de Santa Catarina já te abraçou. Eu olho para você e vejo seu pai — disse Feliciano a Carlos. — Aqui tem uma igreja que ora pela vida do presidente Bolsonaro. Quando oramos por um Bolsonaro, oramos por todos. Tenho certeza que você, Flávio (senador), Renan (vereador de Balneário Camboriú), Eduardo (ex-deputado) vão dar continuidade, porque a família de vocês foi ungida para isso. Que o estado de Santa Catarina te receba de braços abertos — completou. Feliciano também afirmou que Bolsonaro “é um irmão” que “sofreu injustiças”. Nas redes sociais, ele repercutiu imagens do evento e do encontro com Carlos, afirmou ser “gratificante” e pediu que Deus “abençoe toda a família Bolsonaro”. “Estar no Gideões 2026, em Camboriú, foi algo que me tocou profundamente. Meus agradecimentos ao Feliciano pelo convite e pela oportunidade de viver um momento tão especial. Levo de lá com mensagens de apoio a meu pai, assim como o carinho de todos para comigo. Agradeço imensamente aos amigos da Assembleia de Deus por mais essa oportunidade marcante”, escreveu Carlos em suas redes sociais. ‘Renovar aliança com Deus’ Neste domingo, quem também compareceu a um culto foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ele esteve na igreja do pastor Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um encontro que selou a reaproximação entre ambos. Durante o culto, Malafaia chamou Flávio, o presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado federal e pré-candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos) ao púlpito e comandou uma oração coletiva por eles. A pregação também foi marcada por alfinetadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). — Nós queremos pedir a bênção para que haja paz nessa nação. Lembra do caos econômico e social. Afasta esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo o narcotráfico, o crime organizado e todo tipo de praga do inferno. Nós declaramos a bênção, a vitória, em nome de Jesus — disse. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBalneário Camboriú SCCamboriú SCDeputado FederalGovernadorPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorVereador Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ 04/05/2026 PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Após veículo ser rebocado no show da Shakira, policiais invadem pátio da prefeitura, agridem agentes, derrubam portão e saem com o carro](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-veiculo-ser-rebocado-no-show-da-shakira-policiais-invadem-patio-da-prefeitura-agridem-agentes-derrubam-portao-e-saem-com-o-carro/): Após veículo ser rebocado no show da Shakira, policiais invadem pátio da prefeitura, agridem agentes, derrubam portão e saem com o carro No sábado (2), um Nissan Versa descaracterizado da polícia tinha sido levado por um guincho até o depósito da prefeitura no Andaraí, na Zona Norte do Rio. No domingo, uma equipe da 60ª DP (Campos Elíseos) forçou a retirada do automóvel. Por Filipe Brasil | Bom Dia Rio 04/05/2026 Policial civil agride agente da Seop com o cano de um fuzil — Foto: Reprodução A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) do Rio de Janeiro denunciou que policiais civis invadiram um depósito de veículos da prefeitura e retiraram à força um carro que havia sido rebocado durante as operações do show da cantora Shakira, em Copacabana, no sábado (2). A confusão ocorreu na manhã de domingo (3), no pátio do Andaraí, na Zona Norte do Rio. Uma agente quase foi atropelada, e o portão do espaço foi derrubado. Vídeos de câmeras de segurança e registros dos próprios agentes mostram ainda agressões e intimidações. O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Civil como transgressão disciplinar. Na manhã desta segunda-feira (4), o portão ainda não tinha sido consertado. A confusão De acordo com a Seop, um Nissan Versa prata tinha sido guinchado até o pátio após ser flagrado estacionado de forma irregular no entorno da 12ª DP (Copacabana). À 0h de sábado, a prefeitura havia suspendido 3 mil vagas no bairro a fim de facilitar o deslocamento dos fãs. Posteriormente, esse Versa foi identificado como uma viatura descaracterizada da Polícia Civil — sem adesivos ou pinturas —, geralmente usada em investigações e em campanas, para não levantar suspeitas. Segundo relatos de servidores do pátio, policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) chegaram ao local em uma viatura oficial, invadiram o depósito e retiraram o carro sem seguir os trâmites legais. Ainda conforme a secretaria, durante a ação houve agressões a funcionários municipais que tentaram impedir a retirada do veículo. A Seop também afirma que os policiais chegaram a apontar um fuzil para os servidores. Na saída, a viatura acelerou contra o portão do depósito e o derrubou — nesse momento, uma agente da Seop quase foi atropelada. O que dizem os envolvidos Nota da Seop “A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) informa que, na manhã de domingo (3), 2 policiais civis invadiram o depósito público de veículos, no Andaraí, para recuperar à força um carro que havia sido rebocado por estar estacionado irregularmente em Copacabana. Servidores responsáveis pelo depósito foram agredidos após explicarem os trâmites legais para a retirada do veículo. A Seop se solidariza com os servidores e lamenta a truculência da ação. O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Civil como transgressão disciplinar.” Nota da Polícia Civil “A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) apura as condutas dos servidores. A Polícia Civil não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta, reiterando seu compromisso de combate ao crime em defesa da sociedade.” Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo](https://politicariabrasileira.blog.br/pcc-amplia-controle-territorial-de-paraisopolis-e-adota-taticas-do-cv-em-sao-paulo/): PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo OUTRO LADO: Gestão Tarcísio diz que polícia monitora continuamente a área e que ‘enfrentamento ao crime organizado é prioridade’ Facção controla vias, cobra taxas e comanda organizações sociais dentro da favela Por Rogério Pagnan e Leandro Machado | Folha de S.Paulo 12/04/2026 Barreira no meio da rua controla acesso na esquina das ruas Ernest Renan e Melchior Giola, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo – Folhapress São Paulo – Vinte anos após orquestrar o maior ataque às forças de segurança de São Paulo, a facção criminosa PCC fez da favela de Paraisópolis, a maior da cidade, seu principal centro de comando. Nos últimos dois anos, o grupo também vem implantando ali um nível inédito de controle territorial, muito mais rígido, com adoção de táticas geralmente atribuídas à facção fluminense CV (Comando Vermelho). Nas últimas semanas, a Folha conversou com uma dezena de moradores, comerciantes, frequentadores da comunidade, além de promotores e policiais, que falaram sob a condição de anonimato. A reportagem também visitou a favela e acessou documentos em posse do Ministério Público que reforçam tais relatos e que revelam o organograma da criminalidade ali instalada.  O cenário descrito é de ampliação do controle exercido pelo PCC sobre Paraisópolis, afetando a rotina dos quase 60 mil moradores. Entre as medidas estão a implantação de taxas a comerciantes, bloqueio de vias de acesso, fiscalização das atividades das organizações sociais e até o uso forçado de lideranças em protestos orquestrados pela facção. O governo do estado diz que o combate ao crime organizado é sua prioridade, e a associação de moradores negou qualquer vínculo com a facção criminosa (leia mais abaixo). Uma comerciante disse à Folha que vive há décadas na comunidade e que esse quadro se agravou no último ano. “Nunca vi a situação que eu estou vendo a comunidade hoje. As próprias ONGs estão com dificuldade para exercer o seu trabalho.” Segundo ela, que não terá seu nome revelado, as entidades não podem receber ninguém. Outra moradora afirmou ter sido obrigada a pagar uma taxa ao crime organizado para poder fazer um determinado serviço na favela. Quanto ao bloqueio de vias, os moradores indicam ao menos três pontos, um deles no cruzamento das ruas Ernest Renan com Melchior Giola, no chamado “centrinho de Paraisópolis”, perto do campo de futebol. Com a ajuda de um drone, a reportagem da Folha conseguiu registrar esse bloqueio, feito com uma grade de ferro, típica de controle de público em eventos, e vigiada por dois homens. Os moradores ouvidos afirmam que estranhos não passam por ali sem se identificarem, seja dia ou noite. Além de exercer um maior controle da comunidade local, o PCC fez de Paraisópolis o principal palco de resoluções de conflitos envolvendo seus membros. Um promotor afirmou à reportagem que a comunidade se tornou a última instância da facção. Os “réus” de casos graves ou integrantes que exercem função de liderança do bando são levados para a “laje”, como é conhecido o local onde são realizados os “tribunais do crime”. Lá, são julgados e, em caso de condenação, a pena pode ser a morte. Chegada da facção A entrada do PCC em Paraisópolis remonta a 2003, três anos antes do mega-ataque de maio de 2006, que teve como saldo a morte de 59 agentes das forças de segurança e, na reação, de 505 civis. A tomada desse território teria sido liderada por um grupo ligado a Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, que venceu uma disputa sangrenta com o grupo de um justiceiro chamado Juarez. O Xerife, como era conhecido, mandava na favela desde os anos 1980 e proibia o comércio de entorpecentes.  Um morador local conhecido por Boneco teria dado apoio à tomada de poder pelo PCC e, por isso, tornou-se importante aliado do grupo. Desde então, conforme relato de moradores e testemunhas dessa disputa, o tráfico de drogas na favela, um dos mais significativos da capital, acontece por meio de um revezamento entre os dois grupos. Em um mês a venda é feita pela equipe de Boneco e, no outro, pela equipe de Piauí, do PCC. O controle ostensivo do território é feito, porém, exclusivamente pelo grupo de Piauí, que voltou à comunidade em 2021 depois de cumprir uma pena de 13 anos. Ele foi o primeiro membro do PCC a ser transferido para o sistema carcerário federal, em 2012, depois de órgãos de inteligência do governo paulista o apontarem como mandante do assassinato de policiais militares. Piauí ficou pouco tempo em Paraisópolis, conforme moradores. Investigações da polícia e da Promotoria o apontam como um dos principais líderes da facção em liberdade. Ele deixou como preposto na comunidade um comparsa apelidado de Barão – atualmente preso –, que ficou responsável por gerenciar o tráfico de drogas. A reportagem não conseguiu descobrir quem cuida atualmente da defesa de Piauí. Na época em que ele estava preso, seus advogados negavam que ele pertencesse ao PCC. Controle ampliado No final de 2024, a facção também teria assumido o controle da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, entidade responsável por dialogar com o poder público sobre ações na favela. Esse domínio sobre as atividades da entidade teria ampliado o controle da facção sobre os moradores.  Representantes de organizações locais passaram a ser obrigados a prestar contas de suas atividades, além de participar de um grupo de troca de mensagens para informar o PCC sobre a presença de autoridades e policiais na favela. Muitos deles também foram convocados a participar de protestos de interesse da facção. Outro aspecto que passou a aproximar mais as ações da facção paulista ao estilo do CV carioca é a cobrança de taxa do comércio e a exploração indireta de serviços, como TV e internet. As empresas convencionais de telefonia não são, porém, impedidas de atuar na comunidade de São Paulo. Conforme relato de moradores, esse maior controle do PCC passou a ocorrer após a notícia de que serão feitos investimentos estimados em R$ 1,6 bilhão em obras de melhorias na favela, dentro de uma operação urbana da prefeitura. Entre as intervenções - [Câmeras de segurança flagram furto de caminhonete em Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/cameras-de-seguranca-flagram-furto-de-caminhonete-em-rio-das-ostras/): Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Criminosos chegaram de moto e levaram veículo usado para trabalho; ação foi registrada. Por Ludmila Lopes | g1 02/05/2026 Criminosos chegaram de moto e levaram veículo usado para trabalho — Foto: Adriano Pereira / Portal Cidade 24h Rio das Ostras – Uma caminhonete foi furtada na madrugada desta sexta-feira (1º), na Rua Maranhão, no bairro Cidade Praiana, em Rio das Ostras, na Baixada Litorânea. Segundo o proprietário, o pedreiro Michel Medeiros, o veículo estava estacionado na calçada quando foi levado por dois homens que chegaram ao local em uma motocicleta. Câmeras de segurança registraram a ação, por volta das 4h50. Nas imagens, é possível ver os suspeitos chegando de moto, se aproximando da caminhonete e saindo rapidamente com o veículo. Após o crime, os homens fugiram e, até o momento, não há informações sobre o paradeiro da caminhonete. O dono do veículo afirmou que a caminhonete é essencial para o trabalho, já que é utilizada diariamente no transporte de ferramentas e de um funcionário que atua com ele. Segundo Michel, o automóvel também era usado para a realização de fretes, o que ajudava a complementar a renda da família. Com o furto, ele relatou dificuldades para continuar trabalhando e se deslocando. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Rio das Ostras. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPolícia Militar PMRegião dos Lagos Baixada Litorânearodovia RJ-106Saquarema RJ Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão 'lamentável'](https://politicariabrasileira.blog.br/zema-defende-que-criancas-possam-trabalhar-e-diz-que-esquerda-criou-visao-lamentavel/): PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Declaração de presidenciável do Novo foi dada em podcast no 1º de Maio, Dia do Trabalho Constituição proíbe trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de menor aprendiz Por Arthur Guimarães de Oliveira | Folha de S.Paulo 02/05/2026 Pré-candidato a presidente, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no podcast Inteligência Ltda. – Inteligência Ltda. no YouTube São Paulo – Pré-candidato a presidente, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) defendeu nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalho, a ideia de que crianças possam trabalhar no Brasil. “A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos cents por cada jornal entregue no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. É lamentável, mas tenho certeza que nós vamos mudar isso”, disse ele ao podcast Inteligência Ltda. A declaração foi dada no final do programa. Zema afirmou que trabalha desde os 14 anos e disse que acompanhava o pai o dia todo, contava parafusos, porcas, e o ajudava a embrulhar as peças. “Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela.” A Constituição Federal proíbe qualquer trabalho a menores de 16 anos. A única exceção é a condição de menor aprendiz, a partir de 14 anos. Já a CLT fixa que, apesar de uma autorização condicional, o trabalho do menor de idade não pode ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a frequência à escola. Em vídeo publicado neste sábado (2) nas redes sociais, depois da repercussão da declaração, o ex-governador afirmou que defende, sim, dar oportunidades de trabalho para adolescentes, porque “educação e trabalho digno é o que forma caráter, disciplina e futuro”. Zema lembrou que, no Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos, mas disse que é necessário ampliar essas oportunidades, “com proteção, sem atrapalhar a escola”. “Vamos parar com essa hipocrisia”, disse. “Milhões de jovens já trabalham hoje, mas na informalidade, sem regra, sem nenhuma proteção. Somos um país que finge que protege os jovens e as crianças. Essa é que é a verdade. E eu não tenho medo de dizer isso não.” “Quando um adolescente não encontra o caminho da educação e do trabalho, sabe quem é que oferece oportunidade para ele? O crime. As facções já têm um plano de carreira prontinho para recrutar os adolescentes. Então a escolha é muito simples, ou a gente vira as costas e deixa o jovem à própria sorte, ou a gente abre as portas para ele aprender a trabalhar de forma honesta e construir o seu futuro.” O mineiro coleciona falas polêmicas ao longo da carreira. Ainda quando estava à frente do Executivo estadual, afirmou que o Sul e o Sudeste são diferentes porque nessas regiões há uma proporção maior de pessoas trabalhando do que vivendo de auxílio emergencial. Em entrevista à Folha no ano passado o então governador também relativizou a ditadura militar. Ele a chamou de “questão de interpretação” se houve ditadura e disse que cabe aos historiadores “debater isso”. No clima de pré-campanha, Zema tem intensificado as declarações públicas. Mais recentemente, se envolveu em troca de ataques com o STF (Supremo Tribunal Federal) ao publicar vídeos satíricos em que ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli aparecem em convescotes. Mas a cerca de cinco meses das eleições, o ex-governador soma 4% das intenções de voto para presidente, segundo pesquisa Datafolha de abril. O mineiro está em um patamar abaixo do do presidente Lula (PT), que tem 39%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 35%. No degrau do ex-governador de Minas, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, Aldo Rebelo (DC), com 1%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Brancos e nulos são 10%, e 4% estão indecisos. O mineiro também é cotado para a vice de Flávio, apesar de uma aliança nesse desenho não ser consensual entre os bolsonaristas. Como mostrou o Painel, Zema tem dito que vai manter a candidatura até o fim, mas integrantes do Novo não descartam uma composição mais perto das convenções. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarHugo MottaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalValdemar Costa Neto MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bolsonarismo ao lado de Moraes](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonarismo-ao-lado-de-moraes/): Bolsonarismo ao lado de Moraes Enquanto os eleitores brigam nas ruas, o bolsonarismo se uniu ao maior algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro O enredo da novela, que já estava confuso, se transformou numa salada geral Por Adriana Fernandes | Folha de S.Paulo 02/05/2026 Os ministros do STF André Mendonça (E) e Alexandre de Moraes (D). – Pedro Ladeira – 08.abr.2026/Folhapress Brasília – Enquanto os eleitores brigam nas ruas, o bolsonarismo se uniu ao maior algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes, para derrubar a indicação de Messias sob a bênção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No dia seguinte da votação, a derrota embalou a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados por golpe de Estado, incluindo Bolsonaro. A CPI do Master, defendida pela oposição, foi enterrada. Cobra, periquito, lagarto, tem de tudo no meio dessa votação, como definiu o senador Cid Gomes. O enredo da novela, que já estava confuso, se transformou numa salada geral. Traição, vingança, intimidação, conspiração, conchavos para as próximas eleições e dinheiro de campanha. Tem também o medo das investigações do Master. Rodrigo Pacheco, preterido por Lula na indicação ao STF e o nome preferido de Moraes e Gilmar Mendes, deu uma de bonzinho, mas votou contra Messias e agora sinaliza que não será candidato ao governo de Minas. Davi, Moraes e importantes aliados do senador na campanha presidencial, como o senador Ciro Nogueira, têm muito a perder com o avanço das investigações. O papel de Jaques Wagner, líder do governo, é um episódio à parte por ser um político com ligações com o Master. O vídeo do abraço dado em Davi fala mais do que qualquer desculpa pela derrota. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, responsável pelo processo Master, ligaram pedindo voto para Messias. O argumento colocado à mesa foi que o AGU era mais próximo das posições deles do que as de Dias Toffoli, Flávio Dino e Moraes, e que a sua aprovação ajudaria na correlação de forças interna. Mas Nunes Marques também tem familiar envolvido com Vorcaro. Inicialmente, Messias deixou de incluir, em maio de 2025, o sindicato do irmão de Lula nos pedidos de bloqueio de recursos em fraudes do INSS (a entidade foi incluída na ação posteriormente). A rejeição foi uma demonstração de força da união do bolsonarismo com Moraes. O que ninguém sabe é se Mendonça vai querer proteger os chegados, e se Davi e Moraes vão conspirar juntos por um novo nome ao STF. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterINSSPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda”](https://politicariabrasileira.blog.br/magno-malta-da-tapa-na-cara-de-tecnica-durante-exame-em-hospital-no-df-imunda/): Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Segundo a vítima, o parlamentar deu um tapa na cara dela e a xingou de “imunda” após o contraste injetado extravasar braço do paciente Por Carlos Carone e Anderson Costolli | Metrópoles 02/05/2026 Senador Magno Malta (PL-ES) | Reprodução/ Redes sociais Uma técnica de radiologia registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra o senador Magno Malta (PL-ES), por agressão. Segundo a vítima, o parlamentar deu um tapa na cara dela e a xingou de “imunda” durante um exame no Hospital DF Star, que iniciou uma apuração administrativa sobre o fato. O caso foi registrado nessa quinta-feira (30/4). De acordo com a funcionária do hospital, o senador estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronariana. A técnica era responsável por conduzir o paciente até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos necessários, incluindo o teste com soro para acesso venoso. A vítima relatou, ainda, que, ao iniciar a injeção de contraste, o equipamento identificou uma oclusão, interrompendo automaticamente o procedimento. Ao verificar a situação, a profissional constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente. Ainda segundo o depoimento, ao explicar a necessidade de realizar compressão no local afetado, o parlamentar teria reagido de forma agressiva. Malta teria se levantado do aparelho e, quando a auxiliar se aproximou para prestar assistência, foi recebida com um tapa no rosto. A agressividade foi tanta que chegou a entortar os óculos da mulher. O parlamentar ainda teria xingado a auxiliar de enfermagem de “imunda” e “incompetente”. Assustada após a agressão, a profissional deixou imediatamente a sala e acionou outros integrantes da equipe médica, incluindo uma enfermeira e um médico. No entanto, conforme relatado, o senador teria recusado atendimento posterior. A auxiliar relatou dor e vermelhidão no rosto após o ocorrido e declarou estar com medo de um possível novo encontro com o agressor. O caso foi formalmente registrado e será ser investigado pela PCDF. A coluna Na Mira acionou tanto o hospital quanto o senador Magno Malta, questionando sobre ocorrência registrada. Em nota, o hospital garantiu que tem dado suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. “A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio.” Em nota, o senador alegou que houve falha técnica no acesso, mesmo após alertar, por diversas vezes, que o procedimento estava incorreto e lhe causava fortes dores. “Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento). Ressalta-se que Magno Malta possui dificuldades de locomoção e poderia ter sofrido queda ou agravamento do quadro em razão da desorientação causada pelo episódio, o que evidencia a gravidade e a irresponsabilidade da condução adotada”, disse. Questionado se ele confirma o tapa que a técnica alega ter sofrido, o senador disse, apenas, que só se recorda da dor intensa que sentiu com o extravasamento do contraste. Internação O senador foi hospitalizado nessa quinta-feira, após passar mal no momento em que seguia para o Congresso Nacional. O parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais, afirmando que estava bem e em processo de recuperação. “Estou no hospital. Acabei de fazer uma tomografia e, graças a Deus, estou bem. Queria estar no plenário para me pronunciar, porque hoje é um dia muito importante. Mas estou bem. Vou voltar mais forte”, disse Magno. Segundo relato do próprio senador, o mal-estar ocorreu durante o deslocamento até o plenário, onde ocorreu a análise do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. A proposta trata da possibilidade de revisão de penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Notícia anterior PL Partido LiberalPolícia CivilSenador Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” 02/05/2026 Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio 01/05/2026 Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Tabata pede ao MPF investigação sobre festas de Vorcaro por potencial exploração sexual](https://politicariabrasileira.blog.br/tabata-pede-ao-mpf-investigacao-sobre-festas-de-vorcaro-por-potencial-exploracao-sexual/): Tabata pede ao MPF investigação sobre festas de Vorcaro por potencial exploração sexual Deputada apresentou notícia-crime em que cita festas em Trancoso e indícios de uso de mulheres como meio de favorecimento a autoridades OUTRO LADO: assessoria de imprensa do ex-banqueiro disse que não iria se manifestar Por Joana Cunha e Arthur Guimarães de Oliveira | Folha de S.Paulo 01/05/2026 A deputada Tabata Amaral, que apresentou notícia-crime ao Ministério Público sobre as festas do escândalo do Master – Rafaela Araújo – 26.jul.2024/Folhapress São Paulo – A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) anunciou nesta sexta-feira (1º) que apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Federal sobre as festas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que vieram à tona após o escândalo do Master. Ela pede a apuração de possíveis práticas de exploração sexual e tráfico internacional de mulheres relacionadas às investigações do escândalo financeiro. Procurada, a assessoria de imprensa de Vorcaro não quis se manifestar. Reportagem da Folha mostrou que o banqueiro realizou festas com a presença de mulheres trazidas do exterior. Nos eventos de Vorcaro havia modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. Entre os documentos levantados pelas investigações da Polícia Federal sobre o caso Master aparecem orçamentos que mostram gastos com passagens para os participantes. Um exemplo disso foi uma festa de Halloween realizada em 2023, que envolveu uma complexa logística para trazer ao Brasil modelos e DJs famosos, incluindo transfers em Verona, na Itália, Barcelona, na Espanha, e Santa Bárbara, nos EUA. Além dos voos, havia registro de uma passagem de ônibus de Kiev, capital da Ucrânia, para Varsóvia, na Polônia, indicando que entre os participantes estava alguém que atravessou a guerra na Europa. O banqueiro também bancou a viagem de mulheres estrangeiras para a comemoração de seu aniversário em outubro de 2022 em uma mansão em Trancoso, no litoral da Bahia. A notícia-crime apresentada pela deputada menciona os eventos que ficaram conhecidos como Cine Trancoso porque, segundo relatos, o anfitrião teria mantido um sistema próprio de câmaras para gravação das festas. Em janeiro, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União já havia feito uma representação recomendando a abertura de um processo para identificar autoridades públicas federais que teriam participado das festas. A representação mencionava uma reportagem da revista digital Liberta, afirmando que “esses eventos, denominados Cine Trancoso, teriam contado com a presença de altas autoridades dos Três Poderes da República, incluindo integrantes do Poder Executivo do governo anterior, membros do mercado financeiro, da política e do meio jurídico”. A manifestação de Tabata aborda, agora, a participação feminina. “Relata-se que tais eventos eram organizados de forma estruturada e recorrente, com características que ultrapassam encontros sociais privados, apresentando indícios de instrumentalização de mulheres como meio de favorecimento e influência junto a autoridades públicas”, afirma o documento. Segundo a denúncia, há elementos que indicam o recrutamento e transporte de mulheres de diversos países, com custeio logístico e escolha de estrangeiras para dificultar a identificação das autoridades, evitando vazamentos. “Não estamos falando de episódios isolados, mas de indícios de uma estrutura que pode ter transformado o corpo de mulheres em moeda de troca para acesso e influência. Isso exige uma investigação rigorosa, com olhar especializado em violência de gênero, para garantir que nenhuma vítima seja silenciada e que todos os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, afirmou a deputada em comunicado divulgado nesta sexta. O documento diz também que as investigações da Polícia Federal apreenderam dados contendo vídeos íntimos, imagens de passaportes e registros dessas reuniões. A parlamentar argumenta que, em tese, os fatos podem configurar crimes como tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, favorecimento da prostituição ou exploração sexual, associação criminosa ou organização criminosa e possíveis crimes contra a dignidade sexual e liberdade individual. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputada FederalMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroTCU Tribunal de Contas da UniãoTrancoso BA Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR 26/05/2026 Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão 26/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Feriado aumenta preocupação dos moradores com Estrada de Santa Cruz, em Campos dos Goytacazes](https://politicariabrasileira.blog.br/feriado-aumenta-preocupacao-dos-moradores-com-estrada-de-santa-cruz-em-campos-dos-goytacazes/): Feriado aumenta preocupação dos moradores com Estrada de Santa Cruz, em Campos dos Goytacazes Com mais veículos nas vias, motoristas enfrentam buracos e falta de sinalização; prefeitura diz que estrada é prioridade. Por Edson Araújo | g1 01/05/2026 Com mais veículos nas vias, motoristas enfrentam buracos e falta de sinalização — Foto: Divulgação Campos dos Goytacazes – O feriado prolongado começou nesta sexta-feira (1º), e a preocupação de moradores e motoristas com as condições da Estrada de Santa Cruz, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, aumentou com o crescimento no fluxo de veículos em direção a áreas de lazer. Segundo relatos, a via segue em condições precárias, com buracos, rachaduras, remendos e pouca sinalização, o que dificulta o tráfego e eleva o risco de acidentes. A estrada liga a localidade de Santa Cruz à região de Lagoa de Cima e é utilizada diariamente por moradores, trabalhadores e visitantes. Quem passa pelo trecho afirma que dirigir pelo local exige atenção redobrada, principalmente por causa das irregularidades no asfalto. O problema já havia sido mostrado no fim do ano passado. Na ocasião, a Prefeitura informou que equipes da Secretaria de Serviços Públicos atuariam primeiro em Farol de São Tomé e, depois, seguiriam para a Estrada de Santa Cruz. No entanto, de acordo com moradores, a situação pouco mudou desde então. Ainda em 2023, o município anunciou o programa “Asfalto Novo”, com a promessa de recuperação completa dos cerca de 7,5 quilômetros da estrada. Procurada novamente, a Prefeitura informou, em nota, que trabalha para atender toda a população, considerando a extensão territorial do município, e destacou que a estrada de Lagoa de Cima está entre as prioridades da pasta. Enquanto isso, moradores e motoristas que dependem da via seguem enfrentando dificuldades e aguardando o início das obras. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? 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Por Diego Varsi | g1 01/05/2026 Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense — Foto: Lilia Bustilho/Inter TV Santo Antônio de Pádua – As provas do concurso público da Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, que estavam previstas para este fim de semana, foram adiadas após uma recomendação do Ministério Público. A decisão foi confirmada pela administração municipal após notificação recebida na quarta‑feira. Segundo as informações divulgadas, o Ministério Público identificou possíveis irregularidades no edital do concurso, principalmente no que se refere à reserva de vagas por cotas raciais, exigência prevista em lei. A prefeitura informou que, diante da recomendação do órgão, optou por suspender a aplicação das provas como medida preventiva, a fim de evitar questionamentos e problemas jurídicos futuros. Ainda na quarta‑feira, o prefeito Paulo Roberto Pinheiro da Silva comentou o caso durante uma transmissão ao vivo e confirmou o adiamento. De acordo com ele, uma nova data para a realização do concurso ainda será definida. O prefeito afirmou também que a equipe jurídica do município discorda do entendimento apresentado pelo Ministério Público, mas reforçou que a decisão de adiar o concurso foi tomada por cautela. Com a suspensão, os candidatos devem acompanhar os canais oficiais da Prefeitura de Santo Antônio de Pádua para obter informações sobre o novo cronograma. A orientação, por enquanto, é aguardar a definição da nova data para as provas. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJNorte e Noroeste FluminensePrefeitoPTB Partido Trabalhista BrasileiroSanto Antônio de Pádua RJ Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? 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Foi a primeira vez que isso aconteceu nos últimos 132 anos. Lula, o governo e o PT foram pegos de surpresa. Como foi possível? Soberba? Incompetência? Para o país, contudo, ou parte do país que tem nojo a ditaduras e repudia qualquer tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, seja pela força ou pelo voto, o que mais doeu, e seguirá doendo, foi a decisão de 318 deputados federais e 49 senadores de reduzir a pena dos golpistas do 8 de janeiro de 2023. Não foi a anistia ampla, geral e irrestrita que Flávio Bolsonarinho promete decretar, de comum acordo com o Congresso, se vencer as próximas eleições. Foi um ajuste de pena sujeito a futura deliberação do Supremo. Vai demorar a ser feito e a produzir consequências. De todo modo, foi bem recebido pelos golpistas. Sabe-se lá como Lula reagirá no caso de Messias, e talvez o próprio Lula, por ora, não saiba; se sabe, ainda contou a ninguém. Por temperamento e estilo, Lula não é homem de tomar decisões apressadas – nem no âmbito pessoal, tampouco no público. Foi sempre assim, a não ser que tenha mudado. Veremos. Por que arriscar-se a indicar um novo nome para substituir Messias como candidato à vaga aberta no Supremo com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso? Para correr o risco de amargar mais uma derrota? Por que não deixar passar as eleições? Caso não se reeleja, a tarefa caberá ao futuro presidente. Os mineiros ensinam: “Mingau quente come-se pelas beiradas” para não se queimar. Ou deixa-se esfriar um pouco, mas não a ponto de tornar-se intragável. Quanto mais o governo passar recibo de suas eventuais derrotas, maior poderá ser o impacto delas no resultado das próximas eleições. A oposição agradece. Era pedra cantada, para além disso, a derrubada do veto de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria. Ele fora aprovado pela Câmara e Senado no ano passado com relativa folga de votos. Lula o vetou por entender que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia. O Congresso é de direita, o governo de esquerda. No 8/1, por meio dos seus líderes, o Congresso condenou a tentativa fracassada de golpe e reafirmou seu compromisso inabalável com a democracia. Decorridos três anos, o Congresso premia os autores do golpe, sob o pretexto de que suas penas foram duras em excesso. Não foram. A dosagem das penas obedeceu a lei criada à época do governo Bolsonaro. A atuação do Supremo na resposta aos atos golpistas foi descrita por juristas e observadores internacionais como um “exemplo” de defesa da democracia, e elogiada em editoriais de jornais e revistas no mundo inteiro. Suavizar penas ou revogá-las como pretendem a direita e a extrema direita, é um claro estímulo a novas tentativas de golpe. É o mesmo que dizer: não temam, vão em frente, tentem novamente que um dia dará certo. Tantas vezes na história deste país já não deu certo, não é verdade? Se não der, anistia é para isso mesmo. Notícia anteriorPróxima notícia PL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/em-24-horas-duas-familias-devastadas-pela-violencia-na-cidade-do-rio/): Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Marcos Vinícius morreu diante do filho e o casal Ariane e Ygor foi assassinado à luz do dia Por Carmélio Dias | O Globo 01/05/2026 Ariane e Ygor no ensaio gravado para anunciar a gravidez — Foto: Reprodução/Redes Sociais Rio de Janeiro – Em um intervalo de 24 horas, duas famílias foram atravessadas de forma dramática pela violência na cidade do Rio. Na tarde de terça-feira, em São Cristóvão, na Zona Norte, Marcos Vinícius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi baleado por assaltantes dentro do seu carro. Ele estava com o filho de 7 anos. A criança não ficou fisicamente ferida, mas assistiu a tudo. Anteontem, no Terreirão, Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste, a biomédica Ariane Anselmo Cortes, de 31 anos, que havia anunciado sua gravidez aos seguidores em uma rede social há cerca de duas semanas, foi morta a tiros ao lado do companheiro Ygor Dante Santos Cordeiro, de 29 anos. O casal teria ficado em meio a um conflito envolvendo grupos criminosos locais e Ygor pode ter sido confundido com um miliciano. A Polícia Civil diz que investiga as circunstâncias das mortes. — Parece que a vida ficou banal por aqui, a gente tem a sensação de que não tem mais valor nenhum, a nossa vida não vale nada. Um carro, um cordão… Por conta disso levaram a infância dos meus filhos, levaram a vida de um pai… podiam ter levado tudo, mas deixado meu marido — desabafou Camila Nascimento Ferreira, de 28 anos, após o enterro de Marcos Vinícius, na tarde de ontem, no Caju. O desafio agora, conta Camila, é encontrar forças para retomar a vida sem o companheiro e cuidar dos filhos, especialmente do menino, que presenciou o assassinato do pai: — Ele ficou completamente inconsolável, estamos tentando distrair, mas está sendo muito difícil. Os dois eram muito ligados, Marcos era um pai excepcional. É um trauma que vai acompanhar meu filho por toda a vida. Chá de revelação Ariane e Ygor foram executados na movimentada Avenida Canal das Taxas, no Terreirão. De acordo com familiares, os dois tinham ido ao local para buscar uma encomenda que seria usada no chá de revelação do bebê esperado pelo casal. Grávida de seis meses, Ariane, que já era mãe de um menino, vivia um momento especial em sua vida. Além da expectativa pela chegada do segundo filho, ela, que completaria 32 anos amanhã, tinha acabado de se formar em Biomedicina em dezembro do ano passado. A conquista foi bastante celebrada. Em postagem do dia 13 de dezembro, Ariane e Ygor aparecem em vários registros, sorridentes, na festa que marcou a conclusão do curso: “Formatura dessa mulher incrível que me faz sentir a obrigação de melhorar a cada dia! Te amo Dra. Ariane”, escreveu Ygor, que no seu Instagram se apresentava como “supervisor em logística de distribuição” na área de comércio eletrônico. Ele era sócio em uma empresa de “serviços de malote não realizados pelo Correio Nacional” com endereço em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Meses antes de se formar, em maio do ano passado, Ariane havia publicado uma foto usando o jaleco do curso de Biomedicina. A imagem foi fixada no topo das publicações. A legenda dá uma dimensão do quanto a conquista significava para ela e sua família: “É, dona Maria da Guia, a primeira Anselmo tá chegando lá”, diz mensagem direcionada à avó materna. Treze segundos O assalto que resultou na morte de Marcos Vinícius Cerqueira Oliveira aconteceu por volta das 16h na Rua Dulce Rosalina, nas proximidades do estádio de São Januário. Ele tinha ido buscar o filho na escolinha de futsal quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Vídeos de câmeras de segurança mostram que a ação toda, até a fuga da dupla, dura meros 13 segundos. Policiais do 4º BPM (São Cristóvão) foram chamados e encontraram Marcos ferido. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu. Moradora de Del Castilho, a viúva de Marcos, que tocava uma peixaria em sociedade com o marido no Cachambi, conta que temia por assaltos no bairro onde vive. — Acabou que aconteceu em outro lugar. Na minha cabeça fica a sensação de impotência, de medo, sempre morria de medo de ser assaltada aqui, mas a verdade é que não tem para onde correr. A gente não se sente seguro em lugar nenhum — desabafou Camila. Por iniciativa de pais de outras crianças da escolinha de futsal frequentada pelo filho de Marcos e Camila, foi aberta uma vaquinha virtual para ajudar a família. Notícia anterior Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio 01/05/2026 Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TSE mantém cassação de deputada do PL por usar dinheiro público para harmonização facial](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-mantem-cassacao-de-deputada-do-pl-por-usar-dinheiro-publico-para-harmonizacao-facial/): TSE mantém cassação de deputada do PL por usar dinheiro público para harmonização facial Conhecida como “indígena do Bolsonaro”, a deputada gastou R$ 9 mil do fundo de campanha em procedimento estético Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 30/04/2026 Dep. Silvia Waiãpi (PL – AP) foi cassada por “irregularidades graves na arrecadação ou nos gastos de campanha” Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, nesta quinta-feira, 30, a cassação do mandato da deputada federal Silvia Nobre Lopes, conhecida como Silvia Waiãpi (PL-AP), por utilizar recursos públicos de campanha para pagar procedimento de harmonização facial nas eleições de 2022. O caso foi denunciado pela então coordenadora de campanha da parlamentar. O pedido de cassação foi apresentado pelo Ministério Público (MP) Eleitoral à Justiça Eleitoral do Amapá. O mandato da deputada já havia sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE/AP), mas ela recorreu ao TSE. Segundo o MP Eleitoral, a parlamentar utilizou R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), quando era candidata, para custear um procedimento estético, o que é proibido pela legislação eleitoral. Ela foi cassada por “irregularidades graves na arrecadação ou nos gastos de campanha”. O relator do caso, ministro André Mendonça, afirmou que os fatos foram devidamente comprovados e que a conduta da parlamentar “ofende diretamente a integridade moral do processo eleitoral e compromete a legitimidade do mandato obtido nas urnas”. O caso estava em julgamento no plenário virtual, mas foi para o plenário físico após pedido do ministro Nunes Marques. Na sessão de hoje, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou que os gastos irregulares foram comprovados por documentos e testemunhas, o que representa “grave violação à moralidade e à transparência” nas despesas de campanha. Ele ressaltou ainda que a deputada falsificou nota fiscal para burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral. “O montante desviado não pode ser considerado irrelevante, quando estamos diante de ilegalidade qualificada e má-fé”, apontou o vice-PGE. Com a decisão do TSE, os votos recebidos pela parlamentar serão anulados. Com isso haverá recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, para que a vaga seja redistribuída. O TSE determinou a comunicação imediata ao presidente do TRE/AP para que a medida seja cumprida. Conhecida como “indígena do Bolsonaro”, a deputada federal é da etnia Waiãpi que está distribuída no Amapá, Pará e na Guiana Francesa. Ela era tenente do Exército e foi nomeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para chefiar a Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai) em seu governo. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalMPE Ministério Público EleitoralPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaTRE-APTSE Tribunal Superior Eleitoral PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deslizamento e problemas estruturais em pontes preocupam moradores em Campos dos Goytacazes](https://politicariabrasileira.blog.br/deslizamento-e-problemas-estruturais-em-pontes-preocupam-moradores-em-campos-dos-goytacazes/): Deslizamento e problemas estruturais em pontes preocupam moradores em Campos dos Goytacazes Ponte Leonel Brizola e Ponte da Lapa têm relatos de risco; prefeitura diz que vai fazer vistoria e iniciar obra de revitalização. Por Edson Araújo | g1 30/04/2026 Ponte Leonel Brizola e Ponte da Lapa têm relatos de risco — Foto: Edson Araujo/g1 Campos dos Goytacazes – Um deslizamento de terra próximo à Ponte Leonel Brizola, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, gerou preocupação entre pedestres e motoristas que utilizam a estrutura diariamente. A situação foi registrada em um vídeo que circula nas redes sociais, no qual é possível ver o acúmulo de areia e material deslizando em um ponto próximo à ponte. O registro aumentou a apreensão de quem passa pelo local e levantou dúvidas sobre a segurança da área. A preocupação, no entanto, não se restringe à Ponte Leonel Brizola. Na Ponte Saturnino de Brito, conhecida como Ponte da Lapa, moradores e usuários também relatam problemas estruturais. Com a interdição da Ponte Barcelos Martins, o fluxo de veículos aumentou na região, o que tem contribuído para mais acidentes e dificuldades na travessia de pedestres. Segundo relatos, o piso da passarela apresenta trechos quebrados e irregulares, o que obriga pedestres a dividirem espaço com os carros na pista, elevando o risco de atropelamentos. O segurança Nilson da Silva relata as dificuldades enfrentadas no dia a dia. “Tenho muita dificuldade para atravessar e ir até a cidade, porque o piso da Ponte da Lapa está cedendo, está tudo afundando e ninguém toma providência. É arriscado alguém escorregar, cair no rio ou até mesmo na pista, porque o movimento de carros está muito intenso. A ponte precisa de restauração e também de mais segurança nas grades”, afirmou. Procurada, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes informou que, em relação à Ponte da Lapa, um projeto de revitalização já está em andamento e está na fase de contratação da empresa responsável pela obra. Sobre a Ponte Leonel Brizola, a prefeitura disse que uma equipe técnica fará uma vistoria no local para avaliar a estrutura e possíveis pontos de erosão. Após essa análise, serão definidas as medidas necessárias para garantir a segurança de pedestres e motoristas. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? 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Congresso vota nesta quinta-feira (30) a derrubada de vetos a projeto que reduz penas de ex-presidente Por Laura Scofield e Carolina Linhares | Folha de S.Paulo 30/04/2026 Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ao presidir sessão do Congresso Nacional – Gabriela Biló/Folhapress Brasília – O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) resolveu, a partir da própria presidência da Casa, um conflito entre o PL da Dosimetria e a Lei Antifacção, para conseguir viabilizar a redução de penas de condenados por golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O Congresso pretende derrubar o veto de Lula (PT) ao PL da Dosimetria, mas o conflito entre os dois textos poderia invalidar o endurecimento de penas para crimes que envolvam organizações criminosas e feminicídios. Isso porque a dosimetria utilizou como base uma versão da Lei de Execução Penal anterior às mudanças feitas pela Lei Antifacção, sancionada em março, que dificultou a progressão de regime para determinados crimes. No início da discussão, Alcolumbre anunciou que consideraria prejudicados (ou seja, sem efeito) os artigos do projeto que conflitam com a lei. A saída adotada por Alcolumbre foi adiantada pela Folha na terça-feira (28). De acordo com Alcolumbre, a solução utilizada pela presidência se justifica pela temporalidade, pois os congressistas aprovaram o projeto antifacção depois da dosimetria, e para respeitar a finalidade dos legisladores, que era de endurecer penas de condenados por crimes de constituição de milícia privada, de feminicídio e hediondos. A decisão foi questionada por parlamentares da esquerda, como o PT, PSOL e PC do B, que apresentaram questões de ordem contra a decisão ao longo da sessão. O líder do PT, Pedro Uczai (PT-SC), disse que o partido pretende judicializar a questão, pois não haveria precedente sobre isso no Congresso. Ele defendeu que o veto fosse votado ponto a ponto para expor o posicionamento da oposição sobre o assunto. Já a oposição apoiou a medida adotada pelo presidente. “Com muito acerto ele declarou a prejudicialidade de alguns incisos da Lei de Execução Penal, porque não é a vontade dessa casa retroceder no combate às organizações criminosas”, disse a deputada Bia Kicis (PL-DF) à Folha. Na terça-feira (28), a Câmara também aprovou a tramitação em urgência de um projeto de lei para resolver a questão. Demandado pela deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) sobre qual seria o precedente utilizado, Alcolumbre citou a votação de vetos passados, como o de trechos da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), mas a deputada disse que os exemplos se referiam a vetos parciais, não integrais, o que invalidaria a utilização dos casos como precedentes. Os parlamentares da esquerda também questionaram a votação do veto à dosimetria sendo que há outros, mais antigos, na fila; e o fato da sessão permitir votação remota. Alcolumbre respondeu que não há determinação de ordem de preferência na deliberação de vetos cujo prazo já tenha esgotado e passam a sobrestar a pauta. Defendeu também que a escolha do que pautar cabe ao presidente. O Congresso Nacional analisa e vota nesta quinta-feira (30) a derrubada do veto integral do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas dos condenados por golpe de Estado, no 8/1, entre eles Bolsonaro. A proposta, aprovada pelos parlamentares em dezembro do ano passado, afirma que as penas pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito não devem ser aplicadas de forma cumulativa quando no mesmo contexto. O texto prevê ainda a redução de pena de um a dois terços para os crimes de tentativa de golpe ou abolição quando tiverem sido praticados em multidão, desde que o agente não tenha praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança. A votação acontece em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, presidida por Alcolumbre. Caso o veto de Lula seja derrubado, como é previsto pelos parlamentares, o projeto aprovado pelo Congresso se tornará lei. Para a rejeição do veto é necessário a maioria absoluta dos votos dos parlamentares, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, computados separadamente. Notícia anterior Deputada EstadualDeputada FederalLDO Lei de Diretrizes OrçamentáriasPCdoBPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorUnião Brasil Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas 29/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-sinaliza-a-oposicao-pautar-impeachment-de-ministros-do-stf-por-apoio-a-reeleicao/): Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Ala do PL diz que só garante apoio se processo for aberto antes das eleições de outubro Aliados de Flávio Bolsonaro defendem bolsonarista na presidência da Casa; mais cotado é senador Rogério Marinho (PL-RN) Por Gabriela Echenique | Folha de S.Paulo 30/04/2026 O presidente do Senado abraça o senador Flávio Bolsonaro, durante sessão do Congresso para derrubar o veto presidencial de dosimetria – Gabriela Biló – 30.abr.26 – Folhapress Brasília – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria dito a integrantes da oposição que está disposto a pautar o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em troca do apoio à reeleição dele à presidência da Casa. Preocupado com a sua sucessão no comando do Senado, Alcolumbre tem dado sinais aos senadores oposicionistas. Além da rejeição ao nome de Jorge Messias, pautou a derrubada dos vetos ao PL da dosimetria e, para facilitar a votação, retirou do texto os trechos que poderiam beneficiar condenados por outros crimes. Agora, até o impeachment de ministros do Supremo entrou na mesa de negociações. O presidente do Senado tem segurado os pedidos que chegam à mesa dele, mas em conversas com senadores da oposição não descartou abrir algum processo se for reeleito como presidente da Casa, em 2027. A oposição garantiu apoio, mas alguns integrantes do PL ainda estão reticentes. Eles dizem, nos bastidores, que só podem confiar na palavra de Alcolumbre quando um impeachment, de fato, for aberto. Por isso, fazem pressão para que isso aconteça ainda neste ano. Essa ala ainda defende que o próximo presidente do Senado seja bolsonarista. Hoje, o mais cotado é o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/bandidos-sequestram-seis-onibus-que-foram-usados-como-barricadas-improvisadas-na-zona-norte-do-rio/): Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Oito linhas foram impactadas e estão sofrendo desvios de itinerário Por O GLOBO 30/04/2026 Ônibus foram usados como barricadas na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução TV Globo Pelo menos seis ônibus foram sequestrados, nesta quinta-feira, nos bairros de Campinho, Quintino, Piedade e Cascadura na Zona Norte do Rio. Imagens exibidas pelo RJ TV mostram coletivos atravessados na Avenida Ernani Cardoso. Há viaturas da PM no local.  Segundo nota do sindicato  RioÔnibus, os cinco veículos tiveram as chaves retiradas e foram utilizados como barricadas. Segundo a Polícia Militar, os casos ocorreram na Rua Clarimundo de Melo e na Avenida Ernani Cardoso, nas imediações do Morro do Fubá. Ainda de acordo com a PM, os coletivos já foram removidos e o trânsito está restabelecido. Veja a íntegra da nota da PM A Assessoria de Imprensa da SEPM informa que, nesta quinta-feira (30/4), criminosos interromperam o fluxo de trânsito nas Ruas Clarimundo de Melo e Ernani Cardoso, nas imediações da Comunidade do Fubá, perímetro dos Bairros de Cascadura e Campinho. Cinco ônibus tiveram suas chaves retiradas da ignição e foram atravessados nas vias. Equipes do 3º BPM (Méier) e do 9º BPM (Rocha Miranda) foram deslocadas rapidamente ao local e removeram os coletivos, restabelecendo o fluxo de trânsito. Não havia operação da Polícia Militar na região e a motivação das ações criminosas está sendo apurada. O policiamento segue reforçado nas imediações do ocorrido. Segundo o Rioônibus, oito linhas estão sofrendo desvios de itinerário. Confira as linhas dos coletivos que foram atravessados: B44691 – 685 Margaridas x MéierB11622 – 363 Vila Valqueire x Candelária B11623 – 363 Vila Valqueire x CandeláriaC51521 –  371 Praça Seca x Praça da RepúblicaD13232 – 636 Merck x Saens Pena Veja as linhas impactadas que sofreram desvios de itinerário: 363 Valqueire x Candelária607 Cascadura x Rio Comprido685 Margaridas x Méier383 Realengo x Praça da República 353 Gardênia Azul x Term. Gentileza651 Méier x Cascadura 652 Méier x Cascadura e 636 Merck x Saens Peña. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário](https://politicariabrasileira.blog.br/dosimetria-alcolumbre-manobra-com-flavio-bolsonaro-que-troca-afagos-e-faz-campanha-dentro-do-plenario/): Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário “Vocês vão soltar o Fernandinho Beira-Mar, para soltar o Bolsonaro, vai ficar no dedinho de vocês”, denunciou deputada sobre manobra entre Alcolumbre e Flávio Bolsonaro. Por Plínio Teodoro | Revista Fórum 30/04/2026 Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre: conluio na dosimetria e na rejeição a Messias (YouTube / Agência Senado) Sorridente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não faz questão de esconder o acordão com Davi Alcolumbre (União-AP), que anunciou uma nova manobra durante a sessão conjunta do Congresso que analisa o veto de Lula ao PL da Dosimetria, na sessão que acontece nesta quinta-feira (30). Diante da possibilidade da derrubada do veto facilitar a soltura de membros de facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, além de “anistiar” Jair Bolsonaro”, Alcolumbre fez uma manobra atípica e retirou da votação o item do PL, vetado integralmente por Lula. “Em virtude do prejulgamento da matéria pela aprovação do PL Antifacção e sua conversão na Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, esta Presidência declara a prejudicialidade dos vetos aos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal, alterados pelo art. 1º do PL da Dosimetria. Ficam, assim, excluídos da votação do Veto 3, de 2026, os referidos dispositivos”, disse Alcolumbre. Na prática, a manobra desvirtua o PL original o que obrigaria uma nova tramitação de toda a proposta. No plenário, Fernanda Melchionna denunciou a manobra e afirmou que, independentemente da manobra, a derrubada do veto vai beneficiar sequestradores, traficantes e membros de facções. “Esta cantilena enfadonha que vocês estão fazendo para tentar livrar a cara, não pare em pé. Não pare em pé, presidente Alcolumbre, porque vocês alteram o artigo 112 da lei 7210, que coloca uma mudança no regime de progressão. Vocês vão soltar o Fernandinho Beira-Mar, para soltar o Bolsonaro, vai ficar no dedinho de vocês. Essa votação em Globo, esdrúxula porque nunca existiu e nenhuma votação no Congresso Nacional, não sanará a tentativa de dar carona para outros criminosos”, denunciou a deputada. Palanque Presente na sessão, Flávio Bolsonaro posou para fotos próximo à mesa diretora, tirou fotos com aliados e ganhou de Alcolumbre, com quem trocou afagos, dois tempos de 1 minuto para rebater críticas de adversários. O primeiro deles foi da fala de Fernanda, que afirmou que “Flávio Bolsonaro, que empregou o chefe do escritório do crime, uma organização de matadores, matadores do Rio de Janeiro”, em relação a mãe e ex-esposa de Adriano da Nóbrega. Na réplica, o filho “01” de Bolsonaro olhou para a câmera e pediu votos dentro da sessão plenária, sendo bajulado pela base. Flávio ainda ganhou tempo para rebater Talíria Petrone (PSOL-RJ), que sequer citou o nome do senador durante sua explanação. Notícia anterior Deputada FederalPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPSOLSenadorUnião Brasil Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas 29/04/2026 Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia](https://politicariabrasileira.blog.br/moraes-faz-jantar-com-alcolumbre-na-vespera-de-derrota-de-messias-e-lula-desconfia/): Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Petista foi informado de que o presidente do Senado, em conversas paralelas na reunião, sacramentou destino de advogado-geral da União Convidados afirmam que encontro, na verdade, homenageou Mário Sarrubo, amigo de longa data do ministro, tinha apoiadores de Lula entre os presentes e que conversas giraram em torno de amenidades Por Mônica Bergamo | Folha de S.Paulo 30/04/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cumprimenta o ministro Alexandre de Moraes em sessão de posse no STF – Pedro Ladeira/Folhapress Um jantar na casa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou as desconfianças de Lula de que ambos formaram uma dupla incontrastável para derrotar a indicação de Jorge Messias à Corte. A reunião ocorreu na terça (28), véspera da fragorosa derrota imposta a Lula na quarta (29), em que Messias foi rejeitado com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O encontro deixou Lula contrariado e indignado. Ele, no entanto, não foi marcado para discutir a votação da indicação de Messias. Na verdade, Alexandre de Moraes ofereceu a recepção para homenagear um velho amigo, o procurador e ex-secretário Nacional de Justiça Mário Luiz Sarrubbo. Ambos fizeram carreira no Ministério Público de SP. Além de promotores e procuradores, o magistrado convidou para o encontro pessoas que, amigas dele e de Sarrubo, são também próximas de Lula. Estiveram na casa dele o ministro do STF Cristiano Zanin, o superintendente da PF (Polícia Federal) Andrei Rodrigues e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Foram também ao jantar o ministro Gilmar Mendes, que apoiou a indicação de Messias ao STF, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). De acordo com um dos presentes, Messias foi citado apenas em conversas paralelas, num encontro em que as pessoas falavam, na maioria das vezes, de amenidades. O mesmo convidado afirma que não faria sentido convocar um evento com tantas pessoas, e inclusive com apoiadores de Lula e de Messias, para fazer qualquer tipo de conspiração. Um interlocutor de Lula afirma, por outro lado, que chegou aos ouvidos do presidente que, neste jantar, Albolumbre teria afirmado, em pequenas rodas de conversa, que já tinha 50 votos para derrotar Messias no plenário. Em conversas paralelas, ele teria sacramentado o destino do advogado-geral da União. Um segundo convidado de Moraes, no entanto, afirma à coluna que a derrota de Messias já estava decidida de antemão e que a data do jantar foi uma mera coincidência. Ele foi marcado na terça simplesmente porque Sarrubo estaria em Brasília, onde participaria, no dia seguinte, de uma reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alexandre de Moraes atuou pela rejeição a Messias em votação que impôs revés a André Mendonça](https://politicariabrasileira.blog.br/alexandre-de-moraes-atuou-pela-rejeicao-a-messias-em-votacao-que-impos-reves-a-andre-mendonca/): Alexandre de Moraes atuou pela rejeição a Messias em votação que impôs revés a André Mendonça Além da ofensiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, um outro personagem operou nos bastidores pela rejeição do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, em sua fracassada campanha ao Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes. Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura | O Globo 30/04/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna com seis fontes que acompanharam de perto a movimentação dos últimos dias, entre integrantes do STF, do Congresso e agentes do meio político e jurídico, Moraes se engajou para reforçar os pedidos de Alcolumbre na campanha pelos votos “não”, acionando emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no Supremo ou alguma ligação com seus aliados no Congresso. Com isso, criou uma insólita aliança, com o relator do inquérito das fake news e da trama golpista do mesmo lado da tropa de choque bolsonarista no Senado, que não se cansa de pedir a cassação do seu mandato. Moraes foi um dos mais criticados na sabatina de Messias, mas via a eventual nomeação do indicado de Lula como um revés para si próprio. Apoiado por André Mendonça, que se esforçou pessoalmente em angariar votos entre os senadores, Messias poderia desequilibrar o jogo de forças a favor do relator do caso Master no Supremo. Além disso, o ministro até hoje não aceitou a decisão do presidente Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre. A dobradinha entre o presidente do Senado e o ministro se repetiu nesta quarta-feira, só que agora contra Messias. O fato de a derrota de Lula no Congresso favorecer a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro não parece ter sido considerada pela dupla. “Alcolumbre não faz nada sem o apoio do Moraes. Mas o Moraes e Flávio Dino [desafeto antigo de Messias] acham que cada luta é uma luta, que uma coisa [a derrota de Messias] não interfere na outra [o avanço dos pedidos de impeachment]”, diz um integrante do STF ouvido em caráter reservado. Correlação de forças Ao atuar pela rejeição de Messias, Moraes não só agiu em defesa de Pacheco, mas impediu que André Mendonça ganhasse um aliado no plenário, o que poderia impactar a correlação de forças internas da Corte. Mendonça foi um dos principais cabos eleitorais de Messias em seus cinco meses de campanha, procurando parlamentares do campo conservador para tentar reduzir a resistência ao chefe da AGU, visto por setores da oposição como um “quadro ideológico do PT” e homem de confiança de Lula. Os dois são evangélicos – Messias é da Igreja Batista, enquanto Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana.   Como relator do caso Master, caberá a ele homologar a delação premiada de Daniel Vorcaro, que pode trazer implicações para o próprio Moraes e a mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que fechou um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos, conforme revelou o blog. Antes de mergulhar na campanha de Messias, Mendonça já tinha irritado Moraes ao votar a favor de afastá-lo das investigações da trama golpista, acolhendo os argumentos de impedimento levantados pela defesa de Bolsonaro. O ministro votou no mesmo sentido contra Flávio Dino, que atua na órbita de Moraes e também se engajou na campanha contra Messias. Após a derrota de Messias, que só conseguiu 34 votos favoráveis à sua indicação, Mendonça prestou solidariedade ao colega em sua conta pessoal no X: “Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate!” Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoBanco MasterPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” 02/05/2026 Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio 01/05/2026 Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Em 24 horas, duas famílias devastadas pela violência na cidade do Rio Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Condenado por corrupção flagrado na 'farra dos guardanapos' estava em voo que veio do Caribe com Motta e Ciro Nogueira](https://politicariabrasileira.blog.br/condenado-por-corrupcao-flagrado-na-farra-dos-guardanapos-estava-em-voo-que-veio-do-caribe-com-motta-e-ciro-nogueira/): Condenado por corrupção flagrado na ‘farra dos guardanapos’ estava em voo que veio do Caribe com Motta e Ciro Nogueira Lista de passageiros obtida pela PF mostra que Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, condenado pela Lava Jato do Rio, estava em avião que virou alvo de inquérito por falha na fiscalização de bagagens. Por Reynaldo Turollo Jr | g1 30/04/2026 Fernando Cavendish e Wilson Carlos em uma das fotos da reunião que ficou conhecida como “farra dos guardanapos” — Foto: Reprodução/TV Globo Um empresário condenado pela antiga Lava Jato do Rio de Janeiro era um dos passageiros do voo particular que trouxe o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) da ilha de São Martinho, no Caribe, um paraíso fiscal. Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, consta da lista de 16 passageiros junto com os parlamentares. Cavendish foi condenado em 2018 por ter participado de um esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 370 milhões dos cofres públicos. Ele se tornou delator e à época afirmou ter pagado propina para o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e se comprometeu a devolver milhões de reais para a Justiça. Cavendish participou do episódio que ficou conhecido como “farra dos guardanapos”. Ele aparece em uma foto tirada em 2009, em Paris, que mostrou acusados de envolvimento no esquema confraternizando enquanto usavam guardanapos amarrados na cabeça. Voo alvo de investigação O voo em que Cavendish estava, realizado em 20 de abril de 2025, virou alvo de uma investigação da Polícia Federal porque o piloto passou com bagagens por fora do raio-X ao desembarcar no Aeroporto Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo. O aeroporto é usado para voos executivos. A polícia não sabe o que tinha nas bagagens nem a quem exatamente elas pertenciam. O inquérito A investigação começou na Polícia Federal em São Paulo para apurar a conduta do auditor da Receita Federal que não fez a fiscalização adequada. Os crimes apurados inicialmente eram, em tese, prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho. Assim que os policiais receberam a lista de passageiros — que incluía quatro parlamentares com foro especial —, o inquérito foi remetido para o Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Motta e Ciro Nogueira, estavam no avião os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A reportagem questionou os quatro parlamentares sobre a presença de Cavendish no voo e a eventual relação que possam ter com o empresário envolvido em escândalo de corrupção. Até a publicação desta reportagem, eles não haviam respondido. O dono do avião particular, que também aparece na lista de passageiros obtida pela PF, é Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG. Ele se notabilizou ao depor à CPI das Bets no Senado, ocasião em que foi questionado e negou ser dono do Jogo do Tigrinho, plataforma de apostas online que era investigada pela comissão parlamentar. No STF, o inquérito foi distribuído por sorteio para o ministro Alexandre de Moraes, que será o relator. Moraes enviou o inquérito para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão pode opinar pela manutenção do caso no Supremo, se houver indício de envolvimento dos parlamentares em crimes; pelo retorno da investigação para a primeira instância em São Paulo; ou pode pedir mais informações antes de se manifestar. Nesta terça (28), quando a investigação foi revelada, o piloto do avião, José Jorge de Oliveira Júnior, afirmou em nota que não se recorda do dia do voo, mas que segue procedimentos padrão em desembarques. “Cada passageiro realiza o desembarque com seus pertences de forma individual” e “cada piloto transporta apenas seus próprios itens, de modo que, em eventual fiscalização, responda exclusivamente pelo que carrega”, afirmou. O auditor fiscal Marco Antônio Canella também foi procurado pelo g1 nesta terça, mas não se manifestou. Notícia anteriorPróxima notícia CPIDeputado FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasReceita FederalRepublicanosSão Roque SPSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Alcolumbre deve enterrar CPI do Master em acordo com oposição por redução de pena de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-deve-enterrar-cpi-do-master-em-acordo-com-oposicao-por-reducao-de-pena-de-bolsonaro/): Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Presidente do Senado não pretende ler requerimento para investigar banco e deve colocar em pauta só redução de penas Pedidos para investigar atuação do banco e relações de Vorcaro com autoridades foram engavetados por cúpula do Congresso Por Raphael Di Cunto | Folha de S.Paulo 29/04/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conversa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante sessão – Pedro Ladeira – 22.out.19/Folhapress Brasília – O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve enterrar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Master e ignorar o requerimento da oposição para investigar os desvios no banco. Para a CPI sair do papel, a leitura é obrigatória na sessão do Congresso marcada para esta quinta-feira (30), a primeira desde o protocolo do requerimento. Alcolumbre, no entanto, quer evitar o tema e fez um acordo com a oposição para não haver contestações a essa decisão, segundo congressistas ouvidos pela Folha. Em troca, Alcolumbre pautou o veto ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A tendência é que o veto seja derrubado pelo Congresso. Como a Folha mostrou, Alcolumbre e o relator do projeto da dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), empreenderam uma negociação com a oposição para que a votação do veto não implicasse na leitura do requerimento da CPI do Master. A cúpula do Congresso quer evitar a repercussão do caso Master, que pode expor a classe política ainda mais —parte dos líderes de partidos, deputados e senadores tinha relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, que se tornou uma figura pública altamente impopular. O acordo para analisar o veto da dosimetria sem a leitura da CPI foi selado quando Alcolumbre anunciou a sessão do Congresso há cerca de três semanas, junto com a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que acabou rejeitada nesta quarta (29) pelo Senado. O governo Lula não deve fazer esforço para que a CPI do Master seja instalada, por entender que é uma pauta negativa, que mantém o tema da corrupção em debate e ofusca as entregas do governo — como a proposta de redução da jornada de trabalho e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. O requerimento do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para abertura de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, foi protocolado em 3 de fevereiro com apoio de 281 parlamentares. O foco são as relações de ministros do STF com Daniel Vorcaro. Há também um pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) na Câmara dos Deputados, que mira nos desvios do Master com o BRB (Banco de Brasília). Na Câmara, o requerimento está engavetado por enfrentar uma fila de pedidos de CPI protocolados anteriormente. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também propôs uma CPI sobre o Master exclusiva no Senado ainda no ano passado, mas Alcolumbre tampouco fez a leitura desse requerimento. O parlamentar recorreu ao STF, e o caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, ainda sem decisão. Sem o andamento dessas CPIs específicas sobre o Master, parlamentares da base aliada e da oposição utilizaram outras duas comissões que estavam instaladas para acessar documentos, quebras de sigilo e relatórios de inteligência financeira envolvendo o banco de Vorcaro. No entanto, as CPIs dos desvios no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e do Crime Organizado foram encerradas sem prorrogação do prazo pelo presidente do Senado. Nos dois casos, não houve votação de um relatório final para a tomada de demais providências. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBelford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasCPI Comissão Parlamentar de InquéritoItaboraí RJNiterói RJNova Iguaçu RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJSão Gonçalo RJSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas - [Projeto da Dosimetria expõe hipocrisia bolsonarista](https://politicariabrasileira.blog.br/projeto-da-dosimetria-expoe-hipocrisia-bolsonarista/): Projeto da Dosimetria expõe hipocrisia bolsonarista Derrubada do veto de Lula ao texto que beneficia Bolsonaro anularia punições mais rigorosas a facções Parlamentares linha-dura já buscam alguma gambiarra jurídica para tentar derrubar o veto e manter os dispositivos da Lei Antifacção Por Folha de S.Paulo 29/04/2026 Fachada do Congresso Nacional, em Brasília (DF) – Pedro Ladeira/Folhapress No Ocidente pós-iluminista, forjou-se um consenso em torno da ideia de que as leis valem para todos. Mesmo projetos concebidos para favorecer escancaradamente um indivíduo, grupo ou setor costumam vir escritos com fórmulas impessoais e universalistas, de modo que a norma em questão beneficie não apenas aqueles que inspiraram sua aprovação mas todos os que se encontrem na mesma situação. Não é uma prática sem consequências. Às vezes, por caprichos da história e do processo legislativo, esse hábito da universalização da lei expõe a hipocrisia de certas tribos políticas. É o que poderá acontecer agora com a possível derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto presidencial ao chamado Projeto de Lei da Dosimetria. Esse texto, como se sabe, foi desenhado para aliviar as penas a que Jair Bolsonaro (PL) e a cúpula golpista foram condenados. Houve de fato sanções exageradas, a começar pelas aplicadas a integrantes da massa de manobra que invadiu as sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fazendo uso de suas prerrogativas, decidiu vetar integralmente o projeto, mesmo sabendo que era alta a probabilidade de o Congresso derrubar o veto — calculou que deveria ao menos simbolicamente afastar-se da medida e empurrá-la aos legisladores.  Ao que parece, há elevada probabilidade de o roteiro ser levado a cabo na sessão do Congresso marcada para esta quinta-feira (30). Tudo estaria correndo de acordo com os planos da oposição, se o Parlamento não tivesse aprovado também, com vasto apoio da direita linha-dura, leis como a Antifacção, que ampliam penas para outros crimes e o rigor de seu cumprimento. Caso os parlamentares derrubem mesmo o veto integral ao texto da Dosimetria, voltam a vigorar dispositivos de cálculo de penas e exigências para a progressão de regime mais leves do que os preconizados na Lei Antifacção e em outros diplomas. Nesse caso, por determinação constitucional, valerá sempre a regra mais benéfica para o réu, mesmo retroativamente. Um exemplo concreto é o tempo mínimo de cumprimento de pena para condenados por liderar organização criminosa antes de progredir para um regime menos restritivo: pela Lei Antifacção, são 75%; com a derrubada do veto, o prazo iria a 50%.  Na prática, beneficiar Bolsonaro e seus seguidores esvaziaria parte dos esforços de parlamentares da direita bolsonarista para endurecer as leis penais — velha e ineficaz prática populista. Não é por outra razão que muitos deles já buscam alguma gambiarra jurídica para tentar derrubar o veto e manter os dispositivos mais rigorosos aprovados nos últimos meses. É possível que a discussão termine judicializada. A hipocrisia grassa. A direita radical não perde chance de defender mais rigor com bandidos, mas o discurso muda quando os condenados são seus aliados. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPL Projeto de LeiPresidente da República PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vereador denuncia suspeita de superfaturamento na compra de merenda escolar em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/vereador-denuncia-suspeita-de-superfaturamento-na-compra-de-merenda-escolar-em-petropolis/): Vereador denuncia suspeita de superfaturamento na compra de merenda escolar em Petrópolis Levantamento aponta que Prefeitura pagou até 176% a mais que valor de mercado em itens como arroz; Prefeitura nega irregularidades e diz que contrato gerou economia. Por Priscila Torquato | g1 29/04/2026 Vereador denuncia possível superfaturamento na merenda em Petrópolis — Foto: Divulgação Petrópolis – O vereador Léo França (PT) denunciou indícios de superfaturamento na compra de alimentos destinados à merenda escolar da rede municipal de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. As representações foram protocoladas nesta terça-feira (28) junto ao Ministério da Educação, ao Conselho de Alimentação Escolar (CAE), ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. O parlamentar também pediu a abertura de investigação administrativa na Prefeitura. A denúncia tem como base o contrato emergencial nº 69/2025, firmado em 29 de dezembro de 2025, para aquisição de gêneros alimentícios destinados às escolas municipais. Um dos principais pontos levantados é o preço do arroz agulhinha. Segundo o vereador, o produto foi adquirido por R$ 8,55 o quilo, o equivalente a R$ 42,75 o pacote de 5 kg. Em contrato anterior da própria Prefeitura, o mesmo item teria sido comprado por R$ 5,81 o quilo, ou R$ 29,05 o pacote. Léo França afirma ainda que realizou um levantamento de mercado e obteve orçamento de uma empresa privada, usado como referência, no valor de R$ 15,50 para o pacote de 5 kg. De acordo com o parlamentar, outros itens da merenda escolar, como feijão e leite em pó, também apresentariam valores acima dos praticados no mercado, o que reforçaria a suspeita de sobrepreço. Na denúncia, o vereador questiona a economicidade, a legalidade e a vantajosidade do contrato. Ele destaca que parte dos recursos utilizados na compra é proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pede a apuração dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos. Em nota, Léo França afirmou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, a situação pode configurar um escândalo por envolver recursos destinados à alimentação de estudantes da rede pública. Prefeitura defende legalidade A Secretaria de Educação de Petrópolis informou, em nota, que o processo deve ser analisado pelo valor global do contrato e não por itens isolados. Segundo a pasta, a estratégia de contratação foi “extremamente vantajosa”, garantindo economia de quase R$ 900 mil aos cofres públicos. A secretaria afirmou ainda que o contrato seguiu todos os ritos legais e de fiscalização, assegurando o abastecimento da rede com transparência e responsabilidade financeira. Notícia anteriorPróxima notícia MPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Livro de ocorrências de aeroporto registrou liberação de bagagens fora do raio-x em voo com dono de bet, Motta e Ciro Nogueira](https://politicariabrasileira.blog.br/livro-de-ocorrencias-de-aeroporto-registrou-liberacao-de-bagagens-fora-do-raio-x-em-voo-com-dono-de-bet-motta-e-ciro-nogueira/): Livro de ocorrências de aeroporto registrou liberação de bagagens fora do raio-x em voo com dono de bet, Motta e Ciro Nogueira Anotação informa que malas e bolsas de mão foram levadas por fora mesmo com ‘pórtico apitando’ Por Sarah Teófilo | O Globo 29/04/2026 Livro de ocorrências do Aeroporto Catarina registrou bagagens fora do raio-x — Foto: Reprodução Um registro no livro de ocorrências do Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), registrou o episódio em que bagagens foram liberadas sem passar por inspeção de raio-x no desembarque de um voo internacional que tinha entre os passageiros o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), em abril de 2025. O jatinho é de um empresário do setor de apostas on-line e retornava da ilha caribenha de São Martinho. “(…) Liberou todas as malas e bolsas de mão com todos os eletrônicos, garrafas dentro das malas (…) e autorizou a passar bagagem do tripulante fora do raio-x mesmo o pórtico apitando. Sem mais”, diz a anotação. Além do presidente da Câmara e do senador, no voo também estavam os deputados Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB na Câmara, e Dr. Luizinho (RJ), líder do PP. Procurado, Motta disse que “cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” ao desembarcar. “O deputado aguardará a manifestação da Procuradoria-Geral da República”, diz, em nota enviada por sua assessoria. Os demais parlamentares citados não responderam. O caso é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura a suposta entrada irregular de bagagens no terminal executivo. Segundo o relatório da corporação, o auditor fiscal teria permitido que um tripulante da aeronave passasse pelo controle com cinco volumes “sem que qualquer deles passasse pela fiscalização”. De acordo com o documento, o auditor “teria praticado possível infração administrativa e/ou penal” ao permitir a liberação das bagagens sem inspeção. Imagens de câmeras de segurança do aeroporto reforçam a suspeita. Segundo a PF, os registros mostram que um tripulante da aeronave passou por fora do aparelho de raio-x com malas, sacolas e uma caixa transportadas em um carrinho. Os investigadores afirmam, no entanto, que “não é possível afirmar categoricamente a quem os volumes pertencem ou seu conteúdo”. O inquérito foi aberto em janeiro para apurar possíveis crimes de prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho por parte do auditor fiscal. Diante da presença de parlamentares com prerrogativa de foro entre os passageiros, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 13 de abril, a pedido do Ministério Público Federal. Em manifestação no processo, o MPF afirmou que, com os elementos até o momento colhidos, “não é possível descartar a possibilidade de envolvimento de um ou mais parlamentares nos delitos sob apuração”. O voo foi realizado em um jatinho de prefixo PP-OIG, que tem como proprietário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono da One Internet Group. Ele chegou a ser alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, criada em 2024 pelo Senado, e teve seu indiciamento pedido pela relatora, senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), por exploração ilegal de jogos de azar. O relatório final da CPI, contudo, foi rejeitado pela maioria do coelgiado. Procurado, Lima não comentou. Notícia anteriorPróxima notícia CPIDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanosSão Roque SPSenadorSenadoraSTF Supremo Tribunal Federal PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-faz-acordo-e-devolvera-r-14-milhao-por-manter-funcionarias-fantasmas/): Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas STF homologou acordo do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) com a PGR. Valor inclui ressarcimento e multas por uso de verbas parlamentares Por Madu Toledo | Metrópoles 28/04/2026 Deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) | Reprodução/ Câmara dos Deputados O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de decisão do ministro Alexandre de Moraes, homologou o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR), o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) e Norma Suely Ventura da Silva. Segundo a denúncia, a mulher atuou como “funcionária fantasma” no gabinete do parlamentar. O acordo prevê uma série de medidas para evitar o prosseguimento da ação penal. Entre elas, está a reparação integral dos danos, com a devolução de R$ 1.312.618,09 aos cofres públicos. O valor será pago de forma solidária, em duas parcelas iguais, com prazos de 20 e 40 dias após a homologação. O ANPP estabelece, ainda, o pagamento de prestação pecuniária: R$ 96.096 por parte do parlamentar e mais R$ 20.275,20 pela investigada. Os valores deverão ser direcionados, preferencialmente, a entidades públicas ou de interesse social. O montante será destinado à União, considerada vítima dos crimes de peculato-desvio e pluriofensivo, quando ,além de atingir o patrimônio estatal, o desvio fere princípios da administração pública como, moralidade, impessoalidade, legalidade e eficiência. Ao celebrarem o termo, ambos confessaram o caso de maneira formal e circunstancialmente. Outra exigência é o cumprimento de 280 horas de serviços comunitários em instituições a serem indicadas pela Justiça. Funcionárias fantasmas Segundo os autos, o parlamentar utilizou verbas da Câmara dos Deputados destinadas à contratação de pessoal para remunerar pessoas que, na prática, prestavam serviços de natureza privada à sua família e às suas empresas. De acordo com a investigação, o esquema operava de duas formas principais. Uma delas envolvia o uso de uma empregada doméstica como servidora pública. Maria do Carmo Nascimento, que trabalhava há mais de 15 anos para a família, foi nomeada como secretária parlamentar, com salário elevado e gratificações. Em depoimento, ela afirmou que nunca exerceu funções na Câmara, mantendo apenas atividades domésticas, como serviços de lavanderia para o deputado e sua mãe. A outra frente do esquema envolvia Norma Suely, nomeada como secretária parlamentar em 2009. Na prática, ela atuava como funcionária e sócia da Embratec, empresa administrada de fato pelo parlamentar e seus familiares. Para dar aparência de legalidade, o endereço registrado como escritório político do deputado em Salvador coincidia com a sede da empresa. Testemunhas relataram que Norma trabalhava no local, mas não desempenhava atividades relacionadas ao mandato parlamentar. A PGR apontou que a prática configura um mecanismo de corrupção, ao desviar recursos públicos para fins privados, comprometendo a credibilidade das instituições. Notícia anterior Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal Federal Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas 29/04/2026 Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Deputado faz acordo e devolverá R$ 1,4 milhão por manter funcionárias fantasmas Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Prefeitura de SP, de Ricardo Nunes, paga R$ 183 mil sem licitação ao instituto de André Mendonça por curso para GCM](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-de-sp-de-ricardo-nunes-paga-r-183-mil-sem-licitacao-ao-instituto-de-andre-mendonca-por-curso-para-gcm/): Prefeitura de SP, de Ricardo Nunes, paga R$ 183 mil sem licitação ao instituto de André Mendonça por curso para GCM Contrato da gestão Ricardo Nunes com o Instituto Iter, de André Mendonça, foi feito sem licitação para capacitar 32 servidores da Guarda Civil Metropolitana Por Diego Feijó de Abreu | Metrópoles 29/04/2026 Ricardo Nunes e André Mendonça (Agência Brasil) A Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB), pagou R$ 183 mil ao Instituto Iter, fundado pelo ministro do STF André Mendonça, para que 32 servidores da Guarda Civil Metropolitana participassem de um curso entre os dias 27 e 30 de abril, em São Paulo. A contratação foi feita pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana por inexigibilidade de licitação, segundo informação publicada pelo Painel, da Folha. O curso contratado se chama “Captação e Execução Qualificada de Recursos na Segurança Pública”. A formação tem carga horária de 32 horas, distribuídas em quatro dias, e custo de R$ 5.700 por servidor. Na prática, cada dia de aula saiu por cerca de R$ 1.425 por participante. O valor total do contrato, de R$ 183 mil, foi destinado à capacitação de integrantes da GCM em temas de gestão orçamentária, execução financeira e captação de recursos para segurança pública. Prefeitura de SP fez contratação sem licitação A contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, mecanismo previsto para situações em que a administração pública considera inviável a competição entre fornecedores. Ao Painel, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a contratação teve como base a “necessidade de aprimoramento técnico de servidores que atuam em funções estratégicas da pasta, especialmente nas áreas de planejamento, gestão e execução orçamentária”. A gestão municipal também disse que o processo seguiu “todos os trâmites legais e administrativos” e que os valores pagos ao Instituto Iter estariam abaixo dos praticados no mercado. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana é comandada por Juliana Lopes Bussacos. A pasta abriga a Guarda Civil Metropolitana e estruturas ligadas a orçamento, compras, contratos, formação e planejamento da área de segurança urbana. Instituto Iter tem André Mendonça como fundador O Instituto Iter apresenta André Mendonça como fundador da instituição. Na página oficial, ele é identificado como ministro do STF e do TSE, doutor e mestre em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha. O portal do Supremo Tribunal Federal lista André Luiz de Almeida Mendonça como ministro da Corte. Ele foi indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro. Segundo o instituto, o objetivo do curso contratado pela Prefeitura de São Paulo é capacitar equipes técnicas para gestão orçamentária e financeira, além de auxiliar na otimização de recursos voltados à segurança pública. GCM de São Paulo recebeu curso sobre recursos públicos A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo é subordinada à Secretaria Municipal de Segurança Urbana. O contrato com o Instituto Iter foi direcionado a servidores da corporação e envolveu formação sobre captação e execução de recursos na área de segurança. O caso ocorre em meio ao avanço do debate sobre o papel das guardas municipais na segurança pública. Em 2025, o STF fixou entendimento de que guardas municipais podem exercer ações de segurança urbana, incluindo policiamento ostensivo e comunitário, desde que respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública. A Prefeitura de São Paulo sustenta que a contratação teve finalidade técnica. A informação disponível até agora não aponta questionamento formal de órgão de controle sobre o contrato. Notícia anteriorPróxima notícia licitaçãoMDB Movimento Democrático BrasileiroPrefeitoSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/morto-em-tentativa-de-assalto-levava-o-filho-de-7-anos-para-escolinha-de-futebol-quando-foi-baleado-na-zona-norte-do-rio/): Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio Marcos Vinicius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi baleado na frente do filho, que estava no banco de trás do carro. Vítima dirigia pela via quando foi abordada por dois criminosos em uma motocicleta. Por Victória Henrique e Klara Faria | Bom Dia Rio 29/04/2026 Marcos Vinicius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi morto em tentativa de assalto em São Cristovão — Foto: Reprodução O homem morto em uma tentativa de assalto em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, levava o filho de 7 anos para uma escolinha de futebol quando foi abordado pelos criminosos. Marcos Vinícius Cerqueira Oliveira, de 28 anos, foi baleado na frente do filho, que estava no banco de trás do carro, na Rua Dulce Rosalina. De acordo com testemunhas, Marcos levava o filho para a escolinha de futebol do Vasco da Gama no momento em que foi surpreendido pelos assaltantes. O menino não ficou ferido e, após o crime, foi levado pela mãe. Segundo a Polícia Militar, Marcos dirigia pela via quando foi abordado por dois criminosos em uma motocicleta e foi atingido por um disparo. Policiais do 4º BPM (São Cristóvão) foram acionados e encontraram a vítima ferida no local. Marcos chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas não resistiu aos ferimentos. O Corpo de Bombeiros também esteve na ocorrência, e o policiamento foi reforçado na região após o ataque. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. Em nota, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte. Notícia anterior Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública 25/04/2026 Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-julgara-queixa-crime-de-procuradora-contra-bolsonaro-por-calunia/): STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Em 2022, Bolsonaro afirmou que a procuradora teria ‘forjado provas’ em investigação contra ele Por Maria Magnabosco | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 Jair Bolsonaro é alvo de queixa-crime de procuradora, a quem acusou de forjar provas Foto: Wilton Junior/Estadão A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, reconheceu nesta terça-feira, 28, a competência da Corte para processar e julgar uma queixa-crime apresentada pela procuradora da República Monique Cheker Mendes contra Jair Bolsonaro (PL) por calúnia. O caso aconteceu em janeiro de 2022, quando o então presidente afirmou que ela teria “forjado provas” em investigação contra ele. A fala ocorreu em entrevista ao programa “Pingos nos Is”, da emissora Jovem Pan. O caso dizia respeito a um suposto crime ambiental (pesca em área protegida) praticado em 2012, quando Bolsonaro ainda exercia o mandato de deputado federal. Em março de 2023, ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, remeteu o processo à Justiça Federal no Distrito Federal, porque, naquela época, o STF não seria a instância competente para analisá-lo, uma vez que Bolsonaro não tinha mais foro na Corte após o fim do mandato presidencial. No entanto, o Ministério Público Federal recorreu dessa decisão sob o argumento de que a Corte alterou a jurisprudência sobre o alcance do foro privilegiado. Em uma sessão virtual em 2024, a relatora havia votado contra o recurso da PGR. Na sessão desta segunda-feira, a ministra reviu sua posição. Ela justificou a mudança ao destacar que, em março de 2025, após o início do julgamento do recurso, o Plenário do STF fixou o entendimento de que a prerrogativa de foro para crimes praticados no exercício do cargo e em razão das funções deve ser mantida mesmo após o afastamento, ainda que o inquérito ou a ação penal tenham início posteriormente. Diante dessa mudança de entendimento, ela votou para reconhecer a competência do STF para julgar a queixa-crime da procuradora. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino acompanharam a relatora. Ainda na sessão, o colegiado determinou a intimação da procuradora e de Bolsonaro para se pronunciarem, em 10 dias, sobre eventual interesse na realização de audiência de conciliação. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalMPF Ministério Público FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública 25/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-forma-maioria-para-cassar-governador-de-roraima-e-tornar-denarium-inelegivel/): TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível A Corte julga recurso contra decisão do TRE-RR que condenou Denarium e o atual governador Edilson Damião por usar a máquina pública para obter vantagens políticas por fazer uso eleitoral de programas de governo Por Lavínia Kaucz (Broadcast) | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 O atual governador de Roraima, Edilson Damião (à esquerda), e o ex-governador, Antonio Denarium (à direita) Foto: @antoniodenariumrr via Instagram BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para cassar o mandato do atual governador de Roraima, Edilson Damião (União), e tornar o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) inelegível até 2030. Os dois foram condenados por abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022. O julgamento foi suspenso para aguardar um reajuste no voto do ministro André Mendonça e deve ser retomado na quinta-feira, 30, para proclamação do resultado. O placar está em 5 a 1 para cassar o mandato de Damião, e foi unânime para tornar Denarium inelegível. A relatora, Isabel Gallotti, votou para confirmar a condenação de ambos e foi acompanhada pelos ministros André Mendonça, Estela Aranha, Antônio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Cármen Lúcia. O ministro Kassio Nunes Marques foi o único a divergir parcialmente. Ele defendeu a inelegibilidade de Denarium, mas votou para absolver Damião. A Corte julga recurso contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que condenou Denarium e Damião por usar a máquina pública para obter vantagens políticas por fazer uso eleitoral dos programas “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. Denarium renunciou ao cargo no fim do mês passado para disputar o Senado, o que levou o então vice, Damião, a assumir o governo. Com a renúncia, a cassação de Denarium fica prejudicada, mas ele ainda está sujeito à declaração de inelegibilidade por oito anos. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorRepublicanosTRE-RRTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-interino-do-rj-tem-mais-de-800-exonerados-em-15-dias-aliados-de-castro-estao-entre-os-nomes-da-lista/): Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista O pente-fino atingiu nomes ligados a políticos da base de Castro, incluindo parentes e aliados diretos. Entre eles está Gabriel Augusto Leite de Abreu, filho do deputado estadual Giovani Ratinho, que ocupava um cargo na Casa Civil com salário de R$ 16,4 mil. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 28/04/2026 O deputado estadual Giovani Ratinho e o filho Gabriel Augusto Leite de Abreu. — Foto: Reprodução TV Globo O governador em exercício do Rio de janeiro, o desembargador Ricardo Couto, intensificou o pente-fino na máquina pública e já exonerou 831 pessoas nos últimos 15 dias, em um movimento que mira principalmente aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL). A estimativa do governo com as exonerações é de uma economia anual de até R$ 85 milhões. As demissões atingem cargos comissionados e são justificadas pela necessidade de reorganização administrativa, corte de gastos e combate a possíveis irregularidades, incluindo casos de servidores sem função efetiva. O pente-fino atingiu nomes ligados a políticos da base de Castro, incluindo parentes e aliados diretos. Entre eles está Gabriel Augusto Leite de Abreu, filho do deputado estadual Giovani Ratinho, que ocupava um cargo na Casa Civil com salário de R$ 16,4 mil. Outro caso é o de Jean Barbeiro, que se apresenta como criador de conteúdo digital e já produziu vídeos promovendo o mesmo deputado. Após ter desempenho eleitoral inexpressivo, com 129 votos em na eleição municipal em São João de Meriti, ele foi nomeado para um cargo com salário de R$ 10 mil em uma secretaria ligada à articulação política. Também foram exonerados Lenine Rodrigues Lemos, irmão do deputado federal Max Lemos, que recebia cerca de R$ 15 mil, e Thiago Rodrigues da Gama, que atuou como motorista na campanha do parlamentar e ocupava um cargo com salário de R$ 7 mil no governo. Entre as pessoas que deixaram o governo nos últimos dias está também Anderson de Paula Sampaio, que ocupava um cargo na Subsecretaria de Integração e Estratégia Executiva do Gabinete do Governador. Em nota, ele informou que sua exoneração entrou no Diário Oficial a pedido, ou seja, solicitada pelo próprio subsecretário. Anderson ganhou notoriedade após aparecer ao lado de Castro, em novembro do ano passado, durante a final da Libertadores, em Lima. Na ocasião, Anderson era diretor de Relações Institucionais do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), órgão que tem como função fiscalizar o governo estadual. Meses depois, ele deixou o tribunal e passou a integrar a estrutura do Executivo, de onde foi exonerado agora. Mudanças no 1º escalão e TACs sob suspeita As mudanças chegaram ao primeiro escalão. Na Secretaria de Saúde, o urologista Ronaldo Damião assumiu o comando da pasta no lugar de Claudia Maria Braga de Mello, indicada do deputado federal Doutor Luizinho. A pasta está no centro de questionamentos por causa dos chamados Termos de Ajuste de Contas (TACs), modelo usado para pagamentos sem contrato formal. Um levantamento do RJ2 aponta que, apenas nos três primeiros meses deste ano, R$ 110 milhões foram pagos nesse formato, incluindo despesas com alimentação hospitalar e gestão de unidades de saúde. Há suspeitas de irregularidades nesses pagamentos. Uma representação foi protocolada no TCE pelo deputado estadual Alan Lopes (PL), que aponta possíveis ligações entre empresas beneficiadas e o grupo político de Doutor Luizinho (PP). Fiscalização Para reforçar o controle de gastos, o governo publicou um decreto que amplia a fiscalização sobre contratos e pagamentos. A partir de agora, a Procuradoria-Geral do Estado passa a analisar editais, contratações, adesões a atas de registro de preços e TACs acima de R$ 10 milhões. Antes, essa análise só ocorria para valores superiores a R$ 100 milhões, e o controle inicial ficava concentrado nas próprias secretarias, muitas delas ocupadas por indicações políticas. O que dizem os citados A reportagem não conseguiu contato com o ex-governador Cláudio Castro. Já Anderson de Paula Sampaio informou que sua exoneração entrou no Diário Oficial a pedido, ou seja, solicitada pelo próprio subsecretário. O deputado federal Max Lemos afirmou que as nomeações de Lenine Rodrigues Lemos e Thiago Rodrigues da Gama não têm relação com o exercício de seu mandato parlamentar. O deputado estadual Giovani Ratinho disse que não fez indicações para a Secretaria da Casa Civil. O deputado federal Doutor Luizinho declarou que deixou a Secretaria de Saúde em 2023 e que não tem relação com a empresa mencionada na denúncia. O governo do estado informou que o novo secretário de Saúde, Ronaldo Damião, está tomando conhecimento da situação da pasta e reforçou o compromisso com a gestão responsável dos recursos públicos. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalDiário Oficial do EstadoGovernadorPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPP ProgressistasProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão João de Meriti RJSolidariedadeTCE-RJ Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB](https://politicariabrasileira.blog.br/governadora-do-distrito-federal-pedira-ajuda-excepcional-a-lula-para-cobrir-rombo-do-master-no-brb/): Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Distrito Federal quer usar garantia da União para solicitar empréstimo, mas não possui condições de receber aval do Tesouro Nacional Por Daniel Weterman | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 Governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília BRASÍLIA — A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), comunicou que pedirá oficialmente ajuda ao o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no Banco de Brasília (BRB). O Distrito Federal quer uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para solicitar um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e injetar o dinheiro no BRB. O DF, no entanto, não está com as contas em dia e não possui nota suficiente para realizar operações com garantias da União. O Tesouro informou que, até a tarde desta terça-feira, 28, não havia recebido nenhuma solicitação formal do Distrito Federal. “Caso eventual pedido venha a ser apresentado, ele será analisado à luz da legislação vigente”, disse o órgão. Estados e municípios precisam passar por uma análise da capacidade de pagamento ao realizar operações com garantias do Tesouro Nacional. A União exige notas de capacidade de pagamento (CAPAG) entre A e B para conceder garantias em empréstimos. O Distrito Federal possui nota C, abaixo do necessário. “O Governo do Distrito Federal informa que a governadora Celina Leão irá encaminhar ao Tesouro Nacional ofício solicitando aval do governo federal para avançar nas tratativas relacionadas a uma operação junto ao Fundo Garantidor de Créditos”, diz nota divulgada pelo governo distrital. “A iniciativa integra as medidas que vêm sendo conduzidas com transparência, responsabilidade e diálogo institucional para garantir a estabilidade do BRB. O documento está em fase final de formalização.” O BRB tem um rombo calculado em cerca de R$ 8,8 bilhões após realizar operações fraudulentas com o Banco Master. O governo do Distrito Federal, controlador do banco, precisa injetar dinheiro para salvar a instituição, que deixou de publicar o balanço de 2025 no prazo legal, em 30 de março, e pretende resolver a situação até o fim de maio. O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC, mas não obteve resposta. O Estadão apurou que o fundo só pretende ajudar o BRB se outros bancos entrarem em um consórcio. Integrantes do Banco de Brasília dizem que, para o banco continuar funcionando, o BRB precisa de no mínimo R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo no patrimônio. Além do aval da União, a governadora Celina Leão também quer interceder a Lula para que o petista solicite à Caixa e ao Banco do Brasil que comprem ativos do BRB e ajudem o banco a estancar a crise de liquidez, também desencadeada pelo Caso Master. O banco anunciou um acordo para vender R$ 15 bilhões em ativos que eram do Banco Master e estão na instituição, mas o sucesso da operação ainda é incerto. Em entrevista ao Estadão na semana passada, Celina afirmou que não contava mais com ajuda do governo federal para socorrer o BRB. “Se dependêssemos de algum banco público comandando pelo governo federal, já teríamos fechado as portas do BRB”, afirmou ela. Técnicos da administração, no entanto, avaliam que o governo distrital não tem de onde tirar dinheiro neste momento para injetar no Banco de Brasília. Celina pede ajuda após criticar Lula e adere a subvenção do diesel proposta pela União A governadora vai recorrer a Lula após fazer criticas e antagonizar com o petista. Na entrevista ao Estadão, ela afirmou que o “escândalo do Caso Master está dentro do coração do PT no Planalto.” Anteriormente, durante cerimônia de entrega de 13 viaturas novas para Polícia Militar, Celina evitou falar o “13”, número do PT na urna, e disse estar entregando “12 mais 1” patrulhas. Depois, ela afirmou que o governo Lula não tinha “boa vontade” para ajudar o Distrito Federal. Em aceno ao governo federal, a governadora enviou, nesta terça-feira, 28, um projeto de lei à Câmara Legislativa autorizando o Distrito Federal a aderir à cooperação financeira com a União para subsidiar o diesel importado. O governo distrital deve gastar até R$ 11,6 milhões com a subvenção. No dia 30 de março, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, telefonou para Celina solicitando apoio à medida. Na ocasião, a governadora sinalizou positivamente e já disse que precisaria de ajuda federal para socorrer o BRB. Enquanto tenta salvar o banco público, a gestão tenta também salvar o caixa do Distrito Federal. A governadora determinou uma revisão de contratos e um corte de gastos em despesas da administração pública. O governo distrital quer ainda antecipar R$ 52 bilhões em créditos inscritos na dívida ativa, vendendo os papéis no mercado financeiro. A operação, porém, tem restrições, pois o dinheiro só pode ser usado na previdência e em investimentos, e não num aporte ao BRB, e não há previsão de quando e quanto o governo conseguiria levantar. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco do BrasilBanco MasterCEF Caixa Econômica FederalGDF Governo do Distrito FederalGovernadorGovernadoraMDB Movimento Democrático BrasileiroPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresTesouro Nacional Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Lei dos 20 andares no bairro Alto é revogada em Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/lei-dos-20-andares-no-bairro-alto-e-revogada-em-teresopolis/): Lei dos 20 andares no bairro Alto é revogada em Teresópolis Medida suspende licenças e processos baseados na norma e segue para sanção do prefeito. Por Priscila Torquato | g1 28/04/2026 Lei dos 20 andares é revogada em Teresópolis — Foto: Reprodução TV Câmara Teresópolis Teresópolis – A Câmara Municipal de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, aprovou, nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei nº 007/2026, que revoga a Lei Complementar nº 351, de 19 de dezembro de 2025. A norma permitia a construção de prédios de até 20 pavimentos no bairro do Alto. O texto segue agora para sanção do prefeito. Além da revogação, o projeto determina a suspensão imediata dos efeitos da lei. Com isso, ficam suspensos atos administrativos baseados na legislação, incluindo licenças, autorizações e alvarás já concedidos, além de processos em andamento fundamentados na regra agora revogada. A lei, aprovada no fim de 2025, gerou forte repercussão em Teresópolis e foi alvo de críticas de moradores e entidades. Ao longo dos meses seguintes, foram registrados protestos, manifestações públicas e abaixo-assinados contrários à medida. A vereadora Amanda Albuquerque (Republicanos) afirmou que o processo legislativo levantou questionamentos desde a aprovação. “Quando a lei foi votada, em dezembro, houve uma manobra interna da qual eu não tive conhecimento. Assim que tomei ciência dos fatos, apresentei requerimento solicitando a anulação da votação”, disse. O movimento “Não aos 20 andares” comemorou a revogação, mas afirmou manter preocupação com a possibilidade de retomada da discussão. A advogada e líder do grupo, Márcia Peixoto, classificou a decisão como resultado da mobilização popular. “É claro que nós estamos muito felizes com a revogação, comemorando, mas ainda existe uma preocupação. O movimento se preocupa que essa matéria volte a ser analisada”, afirmou. Ela também defendeu a necessidade de debate sobre o planejamento urbano do município. “A cidade deve se desenvolver de forma responsável, com participação popular e atualização do plano diretor”, completou. Entenda os impactos da revogação O bairro do Alto fica em uma área considerada sensível, na zona de amortecimento do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o que tornou a discussão sobre verticalização ainda mais sensível desde a aprovação da lei. Na justificativa do projeto, os vereadores citaram o poder de revisão de atos administrativos e apontaram ações judiciais em andamento sobre o tema. O texto também defende a revogação como forma de restabelecer a legalidade urbanística e a segurança jurídica. Apesar da mudança, empreendimentos imobiliários e comerciais seguem em andamento na região, com obras e demolições no entorno da Feirinha do Alto. Há expectativa de novos projetos na área. A Prefeitura de Teresópolis ainda não informou se vai sancionar a proposta. A discussão também segue na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia PL Projeto de LeiRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRepublicanosTeresópolis RJVereadora STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deputado faz acordo com PGR para devolver R$ 1,4 milhão por contratação de funcionárias fantasmas](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-faz-acordo-com-pgr-para-devolver-r-14-milhao-por-contratacao-de-funcionarias-fantasmas/): Deputado faz acordo com PGR para devolver R$ 1,4 milhão por contratação de funcionárias fantasmas PGR viu desvio de recursos públicos na contratação de duas secretárias parlamentares para cumprimento de atividades particulares; uma delas atuava como empregada doméstica. Por Márcio Falcão | TV Globo 28/04/2026 Deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) — Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados Brasília – O deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que prevê a devolução de R$ 1,4 milhão pela contratação de funcionárias fantasmas. O acordo já foi validado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado é réu no STF por peculato, que é o desvio de recursos públicos. O caso envolve a contratação pelo gabinete do deputado, como secretárias parlamentares, de duas mulheres que desenvolviam atividades particulares. Uma das contratadas atuava como empregada doméstica há mais de quinze anos. A outra trabalhava na empresa administrada pela família do parlamentar. Acordo de não persecução penal As defesas de Bacelar e de Norma da Silva, que trabalhava na empresa da família, propuseram um acordo de não persecução penal. 🔎Nesse entendimento, o réu admite o crime e se compromete a cumprir medidas estabelecidas pelo Ministério Público em troca de não ser julgado. Os réus se comprometeram com: pagamento de R$ 1,3 milhão em reparação por danos causados pelos crimes praticados. Os valores serão pagos em duas parcelas para a União; pagamento de multa no valor de R$ 96 mil por Bacelar; pagamento de multa de R$ 20 mil por Norma; prestação de serviço à comunidade, com carga horária total de 280 horas. A PGR afirmou que “a prática, comumente referida como contratação de funcionário fantasma , configura grave mecanismo de corrupção política, afetando a credibilidade das instituições e a efetividade da governança”. A Procuradoria apontou que os fatos narrados permitem a adoção de mecanismo de solução consensual de conflitos, diante da ausência de violência ou grave ameaça e a garantia de ressarcimento integral dos danos ao erário”. Após o cumprimento do acordo, o caso será arquivado. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook Twitter Whatsapp More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF apura contrabando em avião de empresário e descobre presença de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-apura-contrabando-em-aviao-de-empresario-e-descobre-presenca-de-hugo-motta-e-ciro-nogueira-no-voo/): PF apura contrabando em avião de empresário e descobre presença de Hugo Motta e Ciro Nogueira no voo Inquérito foi remetido ao STF, que pediu uma manifestação da PGR sobre os fatos; parlamentares ainda não se manifestaram Por Aguirre Talento e Gustavo Côrtes | O Estado de S.Paulo 28/04/2026 Imagem da câmera de segurança do Aeroporto de Catarina (SP) mostra funcionário do empresário Fernando Oliveira Lima passando bagagens por fora do raio-x Foto: Reprodução BRASÍLIA – A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando em um voo realizado em uma aeronave particular de um empresário investigado na CPI das Bets do Senado. Esse inquérito, entretanto, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois que a PF constatou que quatro parlamentares acompanharam o empresário no voo: o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Os parlamentares ainda não se manifestaram. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. O Estadão teve acesso ao relatório da PF produzido na investigação. Os parlamentares foram procurados pela reportagem, mas ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto. A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, que é sócio de uma empresa de apostas online. Ele estava presente no voo com os parlamentares, que ocorreu em abril de 2025, período em que a CPI das Bets estava ativa no Senado, com a participação de Ciro Nogueira. Lima foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou. O voo saiu da ilha de Saint Martin, um paraíso fiscal do Caribe, e pousou na noite do dia 20 de abril do ano passado no aeroporto de Catarina, em São Roque (SP), usado para aviação executiva. As suspeitas da PF surgiram a partir de uma investigação sobre a corrupção de um auditor fiscal, Marco Canella, indiciado em um outro inquérito por facilitação de contrabando ou descaminho. O auditor foi procurado, mas também não se posicionou. No caso do voo dos parlamentares, Canella permitiu que um funcionário do empresário desembarcasse no aeroporto e passasse com sete volumes de bagagem por fora do raio-X. O procedimento irregular foi gravado pelas câmeras de segurança. Ainda não foram identificados os donos das bagagens que passaram ilegalmente pelo raio-X. Como o voo era proveniente de um paraíso fiscal e o auditor já tinha sido indiciado por crimes de facilitação ao contrabando e descaminho, a PF suspeita que o conteúdo das bagagens possa ser ilegal. Durante a apuração, porém, foi constatado que parlamentares também estavam a bordo do voo. Eles passaram suas malas pelo procedimento normal de raio-X, mas não é possível saber até o momento se as bagagens que foram transportadas por fora do raio-X tinham itens pertencentes aos parlamentares. Em um relatório parcial, a PF escreveu que a continuidade das investigações pode indicar o envolvimento de algum dos parlamentares nos crimes apurados e, por isso, seria necessário o envio do caso ao STF. “Considerando que, caso as investigações tenham continuidade e indiquem que, além da conduta do Auditor Fiscal MARCO ANTÔNIO CANELLA, haja outras condutas ilícitas, bem como que uma das pessoas mencionadas no “item 9” supra tenham envolvimento, os autos devem tramitar pela CINQ/CGRC/DICOR/PF, e o Processo junto ao Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual, salvo melhor juízo, entendo ser temerária a continuidade das investigações sem a apreciação de tal situação pelo Poder Judiciário”, diz o despacho. Em suas redes sociais, o empresário registrou fotos da viagem, mas os parlamentares não aparecem. As imagens mostram o interior da aeronave com refeições e um mapa de bordo a destino de Saint Martin, a aeronave chegando a uma praia com mar azul claro e diversos momentos na praia. O inquérito chegou nesta semana ao STF e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Ele enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve opinar se há indícios de crimes para que os fatos sejam investigados perante o Supremo. Notícia anteriorPróxima notícia CPIDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSão Roque SPSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio 29/04/2026 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia 28/04/2026 TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível 28/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morto em tentativa de assalto levava o filho de 7 anos para escolinha de futebol quando foi baleado na Zona Norte do Rio STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro por calúnia TSE forma maioria para cassar governador de Roraima e tornar Denarium inelegível Governo interino do RJ tem mais de 800 exonerados em 15 dias; aliados de Castro estão entre os nomes da lista Governadora do Distrito Federal pedirá ajuda excepcional a Lula para cobrir rombo do Master no BRB Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Rua em más condições dificulta tráfego no bairro Cidade Nova, em Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/rua-em-mas-condicoes-dificulta-trafego-no-bairro-cidade-nova-em-itaperuna/): Rua em más condições dificulta tráfego no bairro Cidade Nova, em Itaperuna Moradores relatam riscos após chuvas; prefeitura diz que via está no cronograma de obras. Por Diego Varsi | g1 28/04/2026 Moradores relatam riscos após chuvas — Foto: Pedro Portes Itaperuna – Motoristas e pedestres enfrentam dificuldades para trafegar pela Rua Mário Veiga Silva, no bairro Cidade Nova, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, devido às más condições da via. Mesmo após o período de chuvas, buracos continuam abertos ao longo da rua e representam riscos para quem passa pelo local. Em alguns trechos, as irregularidades na pista dificultam a circulação e aumentam a possibilidade de acidentes. Moradores e trabalhadores da região cobram providências, já que a situação tem impactado o deslocamento diário. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna informou, por meio da Secretaria de Obras, que a via já está incluída no cronograma de melhorias. Segundo o município, os serviços no bairro João Bedim começam nesta terça-feira e, na sequência, a equipe deve atuar na Rua Mário Veiga Silva. A prefeitura afirmou ainda que o problema é antigo e foi agravado pelas chuvas e pela inclinação da via. De acordo com o município, a atual gestão tem adotado medidas estruturantes para buscar uma solução definitiva. Notícia anteriorPróxima notícia Itaperuna RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne Zema sobre aposentados: ‘Não podemos dar ganhos reais’ Em pregação, Marcos Feliciano defende candidatura de Carlos ao Senado e diz que família Bolsonaro foi ‘ungida por Deus’ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flagrado com R$ 746 mil no carro disse que pegou dinheiro em reunião do Podemos](https://politicariabrasileira.blog.br/flagrado-com-r-746-mil-no-carro-disse-que-pegou-dinheiro-em-reuniao-do-podemos/): Flagrado com R$ 746 mil no carro disse que pegou dinheiro em reunião do Podemos Suspeito afirmou em depoimento à PRF que era “coordenador político” do Podemos. Motorista postou foto com banner do partido horas antes Por Renan Porto, Artur Rodrigues e Marcus Pontes | Metrópoles 28/04/2026 Reprodução/PRF Um homem flagrado transportando R$ 746 mil em dinheiro vivo no banco traseiro de um Hyundai HB20, na Rodovia Fernão Dias, no interior paulista, afirmou em depoimento à Polícia Rodoviária Federal (PRF) que havia pegado a quantia em uma reunião partidária do Podemos, em São Paulo, antes de seguir viagem para Minas Gerais. De acordo com o registro da ocorrência, obtido pelo Metrópoles, José do Carmo Vieira, de 66 anos, disse aos agentes da PRF que era “coordenador político” do Podemos, contou que o dinheiro seria utilizado para “fazer alguns pagamentos” e não soube informar qual seria a origem do montante. No momento da abordagem, ocorrida no dia 9 de abril, na cidade de Vargem, o suspeito estava no banco do passageiro, enquanto quem dirigia o veículo era o policial civil aposentado Sergio Felipe, de Minas Gerais. Eles foram levados à Polícia Federal (PF) de Campinas para averiguação por possível crime de lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Horas antes, Sergio Felipe havia publicado em seu perfil no Instagram um story em frente a um banner com o anúncio de um evento da Fundação Juntos Podemos, controlada pelo partido, que ocorreria dois dias depois. A agenda contou com a participação da presidente da legenda, Renata Abreu, e de cinco deputados federais paulistas. “Em evento do Podemos em São Paulo”, escreveu o policial aposentado. Por meio de nota, o Podemos afirmou que “acompanha atentamente as investigações em curso e aguardará sua conclusão para se manifestar”. Ainda segundo o partido, José do Carmo Vieira “não é filiado ao Podemos e não ocupa função formal na legenda”. Dinheiro vivo na estrada A apreensão do dinheiro vivo ocorreu no km 7 da Rodovia Fernão Dias, na cidade de Vargem. Em depoimento, os agentes da PRF envolvidos na ocorrência disseram que os suspeitos demonstraram nervosismo e começaram a dar explicações antes mesmo de serem questionados. No banco de trás, os policiais encontraram a caixa de papelão onde as notas de reais estavam escondidas. No registro da ocorrência, a PRF apontou que José do Carmo Vieira é sócio da empresa Mar de Minas Cooperativa de Transportes, que tem contrato com uma prefeitura mineira para o transporte de passageiros intermunicipal utilizando vans e ônibus. Sergio Felipe é membro da Comissão Regional de Transportes e Trânsito (CRTT). Procurado por telefone, Sergio Felipe desligou assim que a reportagem o questionou sobre a apreensão. O Metrópoles não conseguiu contato com José do Carmo Vieira. O espaço segue aberto para a manifestação. Notícia anteriorPróxima notícia PodemosPolícia CivilPolícia Federal PFPRF Polícia Rodoviária FederalVargem SP Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ponte de Ferro completa dois meses interditada e segue em fase final de estudos técnicos em Campos dos Goytacazes](https://politicariabrasileira.blog.br/ponte-de-ferro-completa-dois-meses-interditada-e-segue-em-fase-final-de-estudos-tecnicos-em-campos-dos-goytacazes/): Ponte de Ferro completa dois meses interditada e segue em fase final de estudos técnicos em Campos dos Goytacazes Estrutura permanece fechada e autoridades reforçam alerta contra travessias irregulares. Por Edson Araújo | g1 28/04/2026 Ponte de Ferro em Campos dos Goytacazes — Foto: Junior Martins/Secom Campos Campos dos Goytacazes – A Ponte Barcelos Martins, conhecida como Ponte de Ferro, completou nesta terça-feira (28) dois meses de interdição em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e segue na fase final de estudos técnicos para avaliação da estrutura. A ponte permanece totalmente fechada para veículos, pedestres e ciclistas por questões de segurança. Nesta segunda-feira (27), engenheiros consultores da Secretaria de Estado de Cidades estiveram no município junto com equipes técnicas da Prefeitura para avançar nos estudos sobre as condições da ponte. O trabalho envolve a análise de dados coletados após o cedimento de um dos pilares da estrutura. Antes dessa etapa, já haviam sido realizados serviços de monitoramento estrutural, alinhamento, nivelamento, além de batimetria e sondagem do solo no leito do Rio Paraíba do Sul. Todo o material técnico reunido está sendo utilizado para embasar as avaliações em andamento. Enquanto os estudos continuam, a ponte segue interditada. O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) reforçou que a travessia pelo local é proibida em qualquer circunstância. Segundo o órgão, equipes precisaram intensificar a fiscalização após o registro de pessoas que retiraram tapumes de bloqueio para atravessar a ponte, o que representa risco elevado de acidentes. Até o momento, o acesso continua restrito por questões de segurança, e as autoridades reforçam a orientação para que a população respeite a interdição. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJNorte e Noroeste Fluminense Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos 05/05/2026 Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Quem é Thiago Rangel? 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Levantamento realizado pelo Estadão mostra que dos 1005 documentos apresentados por deputados, 601 aguardam o envio pelo petista à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula (PT). Constam entre os documentos não enviados 11 pedidos de informações sobre a atuação do governo Lula relação ao escândalo do Banco Master. As demandas envolvem desde explicações sobre a contratação de pessoas ligadas ao Executivo pelo banqueiro Daniel Vorcaro a informações concretas sobre a exposição de fundos previdenciários da União em investimentos do banco. Em nota, Veras afirmou que “todos os Requerimentos de Informação recebidos pela Primeira-Secretaria seguem regularmente esse fluxo institucional, mesmo diante do elevado volume de demandas”. O deputado afirma ter encaminhado ao governo 1271 proposições de deputados, mas, conforme as informações disponibilizadas pela Câmara, apenas 1005 requerimentos foram apresentados neste ano. O Estadão questionou a diferença dos números, mas não obteve resposta (leia a nota completa ao final). O trâmite legislativo de requisição de informações e documentos ao governo federal envolve três diferentes membros da Mesa Diretora da Câmara e depende de publicação no Diário Oficial da Casa. A despeito da burocracia, tem sido nas mãos de Veras que os pedidos têm emperrado. Na condição de primeiro secretário, o deputado é o responsável direto pelo envio dos requerimentos de parlamentares aos órgãos do Poder Executivo. Antes de chegarem à mesa de Veras, os documentos passam pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que por regra designa como relator o primeiro vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), a quem cabe apresentar um parecer sobre o pedido. Uma vez apresentado o relatório, o caso retorna a Motta, que, na quase totalidade dos casos, aprova o pedido e o encaminha a Veras para envio ao governo. Dentre os 1005 requerimentos apresentados neste ano, apenas um aguarda despacho de Motta e outros 17 ficaram representados por demora do presidente da Casa em designar um relator. Existem outros 100 documentos parados “aguardando encaminhamento”, conforme classificação da Câmara. Isso significa que os pedidos chegaram à Mesa Direita, mas ainda não foi dado início ao processo burocrático. A trava nesta etapa pode ser atribuída aos servidores. Em nota, a Câmara afirmou que “os requerimentos de informação ao Poder Executivo, apresentados pelos deputados, seguem um trâmite interno e que “atualmente todos os pedidos estão em tramitação regular”. “Importante ressaltar que o número de requerimentos de informação apresentados aumentou expressivamente nos últimos anos. Enquanto a média anual entre 2015 e 2024 foi de 1.755 protocolos, somente em 2025 foram efetivamente enviados 7.281 requerimentos aos órgãos do Executivo. Em 2026, em menos de quatro meses, foram 1.271 remessas”, acrescentou, repetindo o número citado por Veras que diverge dos dados disponíveis publicamente no Portal da Câmara. Veras encaminhou ao governo Lula o equivalente a um terço (374) dos casos que chegaram ao seu gabinete. As regras de requisição de informações ao Poder Executivo estão descritas no regimento interno da Câmara e na Constituição, que não fixam prazo para que o primeiro-secretário envie os pedidos. Em 2025, quando Veras tomou posse no cargo, apenas um dos mais de 7 mil requerimentos que passaram pelas suas mãos não foi enviado ao governo. É por esse motivo que integrantes da oposição ouvidos pelo Estadão têm avaliado como manobra política o represamento de pedidos neste ano. Além de explicações sobre a participação do governo Lula no caso Master, há ainda pedidos de informações sobre os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em regiões específicas; explicações sobre programas sociais, como o Gás do Povo; detalhamento da implementação de iniciativas, a exemplo Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas; e cobranças por mais transparência sobre medidas do governo. “Eu atribuo essa dificuldade em 2026 a um problema de governança e de compromisso com a transparência. Tenho mais de 50 pedidos de informações que ainda não foram enviados aos ministérios e continuam represados na presidência da Câmara”, afirma a deputada Adriana Ventura (NOVO-SP), uma das parlamentares com o maior número de requerimentos enviados. “Quando o requerimento fica represado e, depois, o Executivo responde fora do prazo ou sem materialidade, o controle parlamentar perde efetividade. Requerimento de informação é um instrumento constitucional e precisa ser tratado como tal, com celeridade e completude”, completou. Já os deputados da base minimizam a acusação de represamento e veem nas diversas requisições da oposição uma estratégia para se posicionar em relação às entregas do governo. “O governo Lula tem muitas ações e deixa a oposição maluca tendo que saber tudo que está acontecendo”, defendeu o deputado federal Rogério Correia (PT-MG). Na sexta-feira (24), após o contato da reportagem com o deputado, 65 requerimentos foram enviados ao governo, reduzindo o número inicial para 536. Leia a íntegra da nota do deputado Carlos Veras O Requerimento de Informação é uma proposição legislativa prevista no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que segue um fluxo institucional próprio, com critérios e etapas que são cumpridos ao longo de sua tramitação. Os dados do portal demonstram o alto volume, mas não dão conta da complexidade da tramitação. Nos últimos anos, a média anual de requerimentos apresentados à Câmara dos Deputados foi de aproximadamente 1.700. Em 2025, todos os requerimentos de informação recebidos pela Primeira-Secretaria foram devidamente encaminhados, totalizando mais de 7 mil proposições, o que evidencia o volume expressivo dessa atividade. Em 2026, já foram encaminhadas 1271 proposições pela Primeira-Secretaria, o que demonstra a continuidade desse fluxo intenso de trabalho. Todos os Requerimentos de Informação recebidos pela Primeira-Secretaria seguem regularmente esse fluxo institucional, mesmo diante do elevado volume de demandas. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSão João de Meriti RJTJ-RJ MPRJ obtém decisão que - [Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/auditor-apontado-como-lider-de-esquema-no-porto-do-rio-foi-chefe-da-alfandega-sob-bolsonaro/): Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro Pedro Antônio Pereira Thiago, um dos 17 auditores-fiscais afastados do cargo na Operação Mare Liberum, deflagrada hoje pela Corregedoria da Receita Federal em conjunto com a PF e o MPF, foi nomeado delegado da Alfândega da Receita no Porto do Rio de Janeiro no governo de Jair Bolsonaro, em dezembro de 2020, e substituído na gestão de Lula, em novembro de 2023. Por Gustavo Maia | O Globo 28/04/2026 Navio porta-contêineres no Porto do Rio de Janeiro — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg/16/07/2025 Ele foi apontado pelas investigações como um dos líderes do esquema. Internamente, houve muita pressão contra a substituição e também para que ele fosse nomeado para cargos relevantes. Pedro Thiago é conhecido dentro da Receita como bolsonarista, e inclusive segue membros da família com Michelle e Flávio nas redes sociais. O esquema começou a ser investigado em 2022, a partir de controles internos da corregedoria e denúncias, e movimentou R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas. No início deste mês, Pedro Thiago ganhou aposentadoria voluntária com proventos integrais. A portaria que concedeu o benefício foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de abril. Notícia anteriorPróxima notícia MPF Ministério Público FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaReceita Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Investigado por atuação para o PCC usou heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, em 2022](https://politicariabrasileira.blog.br/investigado-por-atuacao-para-o-pcc-usou-heliponto-do-palacio-dos-bandeirantes-sede-do-governo-de-sp-em-2022/): Investigado por atuação para o PCC usou heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de SP, em 2022 Homem está preso por tráfico de drogas e é acusado de lavar dinheiro para a facção criminosa Por Sérgio Quintella e Aline Ribeiro | O Globo 28/04/2026 Fachada do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi — Foto: Governo de São Paulo São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo apura a utilização do heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, por um empresário investigado de lavar dinheiro para o PCC. O caso ocorreu em março de 2022, durante o último mês da gestão de João Doria, então no PSDB. O local foi usado pelo empresário João Gabriel de Melo Yamawaki, que está preso desde fevereiro deste ano por tráfico de drogas. Os investigadores descobriram, por meio de quebra de sigilo telemático e apreensão de celulares, que quem conseguiu a autorização para o pouso no Bandeirantes foi o ex-vereador de Santo André Thiago Rocha de Paula, também detido e suspeito de ser articulador político da organização criminosa. Após descer no heliponto, Yamawaki foi ao estádio do Morumbi, a menos de um quilômetro da sede do governo, para acompanhar um jogo do São Paulo contra o Palmeiras. “O que resta saber é se as informações dadas acerca dos motivos para pouso da aeronave foram minimamente verificadas, pois é extremamente grave que com um simples pedido e informando apenas que uma “delegação do Japão” estaria embarcada em um helicóptero, consiga-se pousar tão facilmente dentro do Palácio do Governo. É necessário ainda verificar se as informações não foram imediatamente auditadas/verificadas, e se houve conivência de um ou mais servidores públicos que trabalham no Palácio dos Bandeirantes. Surpreendeu-nos ainda a rapidez com que todo esse trâmite se desenvolveu, já que as tratativas se iniciaram as 8h58 e a autorização deferida as 14h23”, diz um trecho do inquérito que trata do caso, obtido pelo GLOBO. Questionado sobre os detalhes da utilização do espaço, sobretudo porque os dados ficam armazenados, o Palácio dos Bandeirantes enviou a seguinte nota: “O caso mencionado ocorreu em março de 2022, portanto, sem qualquer relação com a atual gestão. A autorização para pousos e decolagens no heliponto do Palácio dos Bandeirantes segue critérios técnicos e operacionais determinados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)”. Procurado, o ex-governador João Doria não quis se pronunciar. Segundo pessoas próximas a ele, as autorizações para pouso e decolagem no palácio nem chegam ao governador, o que é feito pela Casa Militar. A assessoria do Palácio dos Bandeirantes, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), não respondeu até a conclusão da reportagem. Operação Contaminatio A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na segunda-feira (27), seis integrantes de uma organização criminosa suspeita de se infiltrar em prefeituras para lavar dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas. Batizada de Operação Contaminatio, a ação também cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados. As diligências são conduzidas pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes e ocorrem simultaneamente em São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas, Ribeirão Preto e Santos, além de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília e Londrina. Segundo a polícia, a investigação é um desdobramento da Operação Decurio, deflagrada em agosto de 2024. Na ocasião, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que, após análise, “revelaram um esquema sofisticado de movimentação financeira ilícita”. A partir dos dados coletados e de relatórios de inteligência financeira, os investigadores identificaram uma estrutura voltada não apenas ao tráfico de drogas, mas também à lavagem de dinheiro. De acordo com a apuração, a facção criminosa Primero Comando da Capital (PCC) teria criado um chamado “núcleo político”, destinado a acessar recursos públicos e ampliar seus negócios. Entre as estratégias identificadas estariam o apoio e o financiamento de candidaturas alinhadas aos interesses da organização. A polícia também apontou o envolvimento de pessoas ligadas a administrações municipais, entre elas ao menos uma servidora comissionada que manteria relação com um integrante de alto escalão do grupo criminoso. – A gente verificou que eles, além de ampliarem o braço político deles, os contatos políticos, eles queriam usar a estrutura financeira que eles tinham aí, essa fintech, para poder entrar nos municípios de interesse e fazer a gestão dos recursos públicos, para servir como se fosse um meio de pagamento desses municípios para recebimento de tributos, recebimento de taxas, gerenciar alguns programas como nota fiscal premiada que alguns municípios têm, assim como alguns estados. Então essa era a ideia deles, fazer a lavagem de dinheiro do crime dentro dessas prefeituras – afirma o delegado Fabricio Intelizano, da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes. Quem são João Gabriel e Thiago de Paula João Gabriel de Melo Yamawaki é apontado pelos investigadores como um dos principais operadores financeiros do PCC. Preso em fevereiro no Tocantins, ele estava foragido da polícia paulista. Yamawaki teria criado um banco digital chamado 4TBANK, com sede em um prédio no centro de Palmas, capital do estado em que foi preso. De acordo com as investigações, a instituição realizava movimentações financeiras ilegais que podem chegar a R$ 8 bilhões. Além disso, João Gabriel também estaria envolvido na venda direta de drogas. Sua defesa não foi localizada. Ex-vereador de Santo André, no ABC, Thiago Rocha de Paula é apontado como o principal articulador político do PCC. Sua ideia, ainda de acordo com os investigadores, seria infiltrar o grupo criminoso em prefeituras, por meio de contratos e convênios. Em um pedido de liberdade feito ao Superior Tribunal de Justiça, em janeiro do ano passado, a defesa afirmou que Rocha não possui relação com a suposta quadrilha. “Seu nome é apenas inserido naquilo que se denominou núcleo 5 – atividades políticas e/ou vínculos junto à administração pública. Tampouco argumenta-se qual seria a real função de cada uma das muitas medidas adotadas. Ora, o paciente desafortunadamente se encontra listado no rol de pessoas investigadas e contra ele pesam graves medidas que foram aplicadas indiscriminadamente, em cascata”, disse sua defesa, na ocasião em que - [TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-flagra-contratos-para-parentes-de-vereadores-e-superfaturamento-de-obras-com-emendas-pix-em-sp/): TCE flagra contratos para parentes de vereadores e superfaturamento de obras com emendas Pix em SP Prefeituras não têm sistemas de controle interno para fiscalizar as próprias despesas Auditoria analisou 66 emendas de 2023 a 2025 que totalizaram R$ 52 milhões Por Bruno Ribeiro | Folha de S.Paulo 27/04/2026 Sede do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, na Sé, região central da capital – Divulgação TCE-SP – 3.dez.25 São Paulo – Uma auditoria inédita do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) sobre o pagamento de emendas Pix de deputados estaduais e vereadores paulistas mostrou que esses recursos vão, em sua maioria, para obras e serviços feitos sem plano de trabalho, o que torna impossível rastrear se o dinheiro foi gasto como prometido. Na auditoria especial, que se debruçou sobre 66 emendas de 2023 a 2025 a prefeituras e entidades filantrópicas, além de obras feitas sem licitação adequada, o corpo técnico do TCE encontrou emendas pagas a entidades controladas por parentes dos políticos que as indicaram e indícios de superfaturamento. Os deputados estaduais autores das emendas afirmaram desconhecer os resultados da fiscalização do TCE-SP e prometeram tomar providências. As prefeituras que retornaram o contato da Folha afirmaram que não foram notificadas pelo órgão de controle ou negaram irregularidades. As emendas Pix são repasses a prefeituras sem a necessidade de que elas assinem convênios específicos com o governo estadual. Elas ficam na classe das emendas impositivas – gastos que o Executivo tem obrigação de fazer. Na esfera federal, as apurações de desvio de finalidade relacionadas a esses gastos são alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), com decisões do ministro Flávio Dino que chegaram até, no ano passado, à suspensão desses repasses para algumas prefeituras. Em São Paulo, para elaborar um diagnóstico sobre transparência, rastreabilidade e regularidade dos gastos, como determina o STF, o TCE selecionou emendas a partir de uma análise de riscos, entre quase 2.000 emendas pagas, e elaborou a amostra com 66 repasses para 59 prefeituras, que totalizaram R$ 52 milhões. Cerca de 30% desse valor foi composto por transferências municipais – de cidades que pagam emendas Pix de vereadores para organizações sociais. A partir do levantamento prévio, o escrutínio foi da indicação parlamentar ao término do serviço, o que incluiu inspeções em campo. O período em foco foi 2024, incluindo emendas indicadas em 2023 e serviços pagos em 2025. Os casos que mais chamaram a atenção dos auditores foram cinco ocorrências de indícios de sobrepreço ou superfaturamento e quatro de conflito de interesses, incluindo beneficiários de emendas ligados a políticos. Um deles foi uma emenda de R$ 300 mil indicada pelo deputado estadual Guto Zacarias (Missão) para a compra de coletes balísticos para a GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Segundo o relatório, a ata de registro de preços usada para a compra abrangia coletes e capas, mas as capas não foram entregues, o que resultou em um superfaturamento de R$ 42 mil. Zacarias disse à Folha que cobraria explicações. “Sou o deputado que mais destinou emendas para a segurança pública e quero saber todos os detalhes de cada centavo enviado”, disse. Ele encaminhou cópia de ofícios feitos ao Ministério Público e à Alesp (Assembleia Legislativa), após o contato com a reportagem, para pedir providências. Já a prefeitura afirmou que a compra foi regular. Em outro caso, a emenda foi da deputada estadual Dani Alonso (PL), de R$ 300 mil, para reforma da quadra de uma escola em Mineiros do Tietê. Embora o dinheiro tivesse sido liberado, a obra não tinha plano de trabalho e, quando os fiscais foram à escola, viram que ela estava paralisada. A deputada afirmou que não acompanha o passo a passo da execução de cada emenda, mas sim o término das obras e que, quando há apontamentos de órgãos de controle, busca informações. “Nesse caso específico, vamos buscar esclarecimentos sobre a paralisação”, afirmou Alonso. A prefeitura não se manifestou. Já em Santa Isabel, a prefeitura recebeu R$ 350 mil do deputado Jorge do Carmo (PT) para a construção de uma ponte na estrada Diniz Alberto Lopes. A ponte foi feita sem projeto básico, por meio de um pregão presencial e sem estar no orçamento da cidade. Para o TCE, as práticas indicam gastos irregulares. A Prefeitura de Santa Isabel também não respondeu. Jorge do Carmo disse que acompanhou a execução das obras da ponte, mas que não sabia que a construção não tinha projeto. “O prefeito não me mostrou, mas também não pedi”, disse. O deputado afirmou que seu papel foi acompanhar se a obra foi feita e se o recurso foi empregado (disse que a visitou após o término do trabalho). Entre os repasses feitos a parentes de políticos, um dos casos apontados pelo TCE foi o do vereador de Sorocaba Fábio Simoa (Republicanos). De acordo com o órgão, ele indicou uma emenda de R$ 105 mil para uma entidade social gerenciada por parentes de outro vereador da cidade. O mesmo fez Reynaldinho (PSD), de Arujá, com um repasse de R$ 309,8 mil para uma entidade presidida por seu filho, de acordo com a auditoria. O STF proibiu a prática. Simoa disse, em nota enviada após a publicação deste texto, que outros vereadores também indicaram emendas para a entidade citada pelo TCE e que o presidente da organização não tem vínculo de parentesco com nenhum dos membros da Câmara. Ele disse estar à disposição para esclarecimentos. Reynaldinho não respondeu. Ao longo das 66 emendas que passaram pelo raio-x, os auditores encontraram obras com planilhas de preços infladas, veículos comprados pelas prefeituras que estavam parados em pátios e entidades que deveriam realizar atendimento para pets, mas estavam fechadas. Além dos casos individuais, o TCE identificou uma falha estrutural no modelo: ao receber recursos extras sem convênios com o governo, os recursos em geral vão para as contas comuns das cidades, usados em gastos de custeio, o que impossibilita o rastreamento. Para o órgão, as irregularidades encontradas decorrem de “falhas sistêmicas de transparência, governança e atuação insuficiente dos órgãos de controle interno”. Das 66 emendas vistoriadas, 58 foram para atividades sem plano de trabalho, o que dificulta qualquer acompanhamento para - [Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-presidente-da-oab-assume-defesa-de-sergio-cabral-no-stj/): Ex-presidente da OAB assume defesa de Sérgio Cabral no STJ Felipe Santa Cruz, ex-presidente da OAB e ex-secretário de Eduardo Paes, assumiu a defesa de Sérgio Cabral no STJ. Por Rodrigo Castro | O Globo 27/04/2026 Felipe Santa Cruz assumiu defesa de Sérgio Cabral — Foto: Reprodução O advogado entra na reta final do processo para auxiliar o escritório Proetti Advogados. O subestabelecimento foi protocolado na última sexta-feira. O caso em questão é o uso particular de helicópteros do governo do Rio de Janeiro, pelo qual Cabral foi condenado a 11 anos e oito meses de reclusão pelo TJRJ. Sua ex-mulher Adriana Ancelmo pegou oito anos e quatro meses de prisão. A sentença, proferida em 2021, também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 19,9 milhões ao Estado. O ex-casal foi denunciado em 2018 pelo Ministério Público. Na denúncia, Cabral foi acusado de ter usado o helicóptero em mais de 2 mil voos particulares durante seus dois mandatos. As viagens, de acordo com o MP, foram para transporte de familiares, amigos, funcionários e políticos. O julgamento no STJ está previsto para o próximo dia 5 de maio. A relatora é a ministra Marluce Caldas. A propósito, Santa Cruz e Cabral são próximos. Em 2023, o ex-presidente da OAB publicou uma foto com o ex-governador na qual citou “tantos anos de injustiça”. O registro foi apagado após críticas. Notícia anteriorPróxima notícia STJ Superior Tribunal de JustiçaTJ-RJ Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - ['Buraco fake' usado como cenário para prefeito tiktoker custou R$ 19 mil, usou 7 veículos e 15 funcionários, aponta relatório técnico (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/buraco-fake-usado-como-cenario-para-prefeito-tiktoker-custou-r-19-mil-usou-7-veiculos-e-15-funcionarios-aponta-relatorio-tecnico/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Novo documento que será entregue ao MP detalha uso de 15 funcionários e 7 veículos na suposta farsa em Sorocaba (SP). Por Marcel Scinocca | g1 Sorocaba e Jundiaí 27/04/2026 Saae de Sorocaba teria ‘fabricado’ problema em rua para prefeito tiktoker gravar vídeo para as redes sociais, dizem funcionários — Foto: Reprodução/Instagram O “buraco fake” que teria servido de cenário para um vídeo viral do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido como prefeito tiktoker, custou ao menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos, segundo um novo dossiê elaborado por servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), autarquia responsável pelo abastecimento de água e rede de esgoto na cidade. O documento, obtido pelo g1 nesta segunda-feira (27), foi feito por um grupo de servidores da autarquia e detalha o uso de 15 funcionários e sete veículos na suposta farsa e será encaminhado ao Ministério Público para embasar as investigações sobre o caso. Duas denúncias já foram protocoladas ao órgão sobre o tema. Além dos funcionários do Saae de Sorocaba, moradores do local onde o buraco foi aberto também relatam problemas relacionados à situação. Eles, inclusive, citam que a equipe esperou no local até o vídeo ser gravado pelo prefeito (leia mais abaixo). O material cita falsidade ideológica em série, com Registro de Atendimento (RAs), e Ordens de Serviços (OSs) falsos, prevaricação de chefias e diretores, desvio de finalidade, improbidade administrativa, dano ao erário, entre outros. O novo documento detalha a estrutura mobilizada para o suposto buraco fake: 15 funcionários do Saae; 7 veículos, incluindo caminhão pipa, caminhão de aterro e retroescavadeira; 2 empresas terceirizadas, uma para drenagem e outra para o reparo do asfalto.   O trabalho na via também contou com a prestação de serviço de duas empresas terceirizadas: uma contratada para fazer o trabalho de drenagem e a outra para cuidar do reparo do asfalto. Com base nesses dados, os servidores estimam um prejuízo de pelo menos R$ 19,7 mil aos cofres públicos. O documento lembra que no, vídeo gravado pelo prefeito, uma pessoa cai dentro do buraco recém-aberto. “O buraco continha ou havia contido esgoto (rede de esgoto do Saae). Risco de contaminação biológica e gases tóxicos (metano, sulfeto)”, reforça. O que dizem os órgãos fiscalizadores e envolvidos A Prefeitura de Sorocaba disse que prestará todos os esclarecimentos diretamente ao Ministério Público, caso o órgão solicite. Também reiterou que a vala foi aberta para obra de manutenção em rede de esgoto. “Houve troca de abraçadeira danificada, com conclusão da manutenção no mesmo dia, seguida da recomposição do pavimento da via, conforme protocolos operacionais da autarquia. A intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço devidamente registrada pelo Saae/Sorocaba, seguindo fluxo interno de controle.” O Ministério Público do Estado de São Paulo foi questionado sobre a evolução das denúncias feitas sobre o caso após as denúncias feitas na quinta-feira (23). Em nota, o órgão respondeu que não havia novidades até esta segunda-feira (27). O Ministério Público do Trabalho (MPT) disse que está ciente do caso, mas afirmou não ter recebido nenhuma denúncia formal sobre assédio dentro da autarquia. ‘Equipe parada esperando o prefeito’ A denúncia dos servidores é reforçada pelo relato de moradores. Um vizinho, que não quis se identificar, contou ao g1 que a equipe do Saae ficou parada esperando o prefeito chegar para a gravação. “A gente vê uma equipe ficar parada meio período, […] e não é o procedimento padrão que a gente vê aí do Saae”, disse. O mesmo morador disse que estranhou a agilidade do serviço. “Eu tive um problema que eles levaram um mês para resolver. E agora, no mesmo dia virem, abrirem o buraco e fecharem, isso é algo inédito, né?”, questiona. O morador também afirma que não havia nenhum problema aparente na via antes da obra. “Eu passo todo dia aqui pela rua por causa do trabalho e, se fosse alguma coisa recorrente, a gente teria percebido”, disse. MP analisa denúncias O caso ganhou repercussão nacional após o g1 ter acesso, com exclusividade, a todo o material envolvido na operação, incluindo ordens de serviço que, segundo os servidores, foram criadas para justificar a intervenção no local. Os funcionários relatam a abertura de procedimentos falsos para legitimar o uso de servidores e o eventual pagamento à empresa privada. Sobre o vídeo Publicado no perfil pessoal de Rodrigo Manga no mesmo dia em que a operação aconteceu, a gravação mostra o prefeito em um cenário de obra, acompanhado de servidores e máquinas do Saae. Inicialmente, um personagem mostra o que ele classifica como “buraco raso” e, em seguida, um “buraco fundo”, dizendo que “em Sorocaba, não está fácil não”. Manga aparece em frente ao buraco aberto com retroescavadeira, como se fosse uma intervenção da prefeitura. Servidores do Saae e equipamentos públicos estão presentes, compondo o cenário. O tom do vídeo é de prestação de contas e divulgação de ações da administração municipal, com linguagem voltada para redes sociais, reforçando a imagem de Manga como o “prefeito tiktoker”. Até sexta-feira (24), o vídeo de 19 segundos gravado no local acumulava mais de 6,5 milhões de visualizações somente no Instagram e somava mais de 330 mil curtidas. As contradições nos documentos A denúncia original, feita por servidores do Saae, é sustentada por uma série de inconsistências nos registros oficiais da obra: Fotos idênticas: Um relatório que deveria mostrar o “antes” e o “depois” do reparo usa a mesma foto para as duas situações. Local errado: As fotos do relatório foram tiradas a cerca de 70 metros de onde o buraco para o vídeo foi aberto. “Não é vazamento do Saae”: Um dos documentos de serviço traz a anotação de que o problema não era de responsabilidade da autarquia. Poço de vistoria intacto: O vídeo mostra que a tampa de um poço de vistoria, que precisaria ser aberto para o suposto reparo, sequer foi movimentada.   A mobilização de servidores e equipes para realizar o reparo também chamou a atenção. Ao menos dez servidores foram deslocados para a ocorrência. “Não havia - [Bolsonaro não tem "nenhuma vocação para a vida pública", diz Kassab](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonaro-nao-tem-nenhuma-vocacao-para-a-vida-publica-diz-kassab/): Bolsonaro não tem “nenhuma vocação para a vida pública”, diz Kassab Presidente do PSD afirmou que gestão do ex-presidente se sustentou em bons ministros e elogiou Paulo Guedes, a quem chamou de “presidente da economia” Por Stêvão Limana e Manoela Carlucci | CNN Brasil 27/04/2026 Gilberto Kassab, presidente do PSD • Esfera Brasil O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi feita durante um evento empresarial em São Paulo. Segundo Kassab, o cenário eleitoral de 2018 favoreceu a vitória de quem se colocasse contra o PT. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse. Apesar das críticas, ele destacou que o governo se sustentou por conta de nomes fortes na equipe econômica, citando Paulo Guedes como peça-chave. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, afirmou. Kassab também fez ressalvas à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando dificuldades na condução econômica e questionando a eficiência administrativa do governo federal. As declarações acontecem em meio à movimentação política visando as próximas eleições presidenciais, com o PSD buscando ampliar seu espaço no cenário nacional. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos Trabalhadores PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais](https://politicariabrasileira.blog.br/mineradoras-alvos-de-acoes-e-multas-ambientais-receberam-r-90-mi-em-isencoes-fiscais/): Mineradoras alvos de ações e multas ambientais receberam R$ 90 milhões em isenções fiscais Sem critérios socioambientais, legislações sobre benefícios fiscais permitem isenções de impostos a mineradoras de ouro na Amazônia Legal autuadas por infrações ambientais e implicadas em irregularidades por órgãos de controle Por Carolina Bataier | Repórter Brasil 27/04/2026 Uma das companhias beneficiadas com isenções de impostos foi multada pelo Ibama em meio a investigações sobre a compra, venda e uso ilegal de mercúrio na mineração de ouro (Foto: Divulgação Hermes II/Ibama) MINERADORAS DE OURO com histórico recente de infrações ambientais, implicadas por órgãos de controle em irregularidades e em conflito com comunidades obtiveram R$ 90,1 milhões em isenções de impostos federais entre 2024 e 2025, mostra levantamento exclusivo da Repórter Brasil. Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, a Mineração Aricá obteve isenções fiscais mesmo após um embargo (interdição) registrado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) no âmbito de uma operação da Polícia Federal que investiga o uso ilegal de mercúrio. Outra companhia com embargo ativo aplicado pelo órgão ambiental é a Mineração Aurizona S.A., que recebeu os benefícios depois de a empresa deixar 4 mil pessoas sem acesso à água potável em decorrência do rompimento de uma lagoa usada como barragem de mineração, em março de 2021, no município maranhense de Godofredo Viana. Já a Aura Almas Mineração S.A., que opera em Almas, no Tocantins, ignorou a existência de comunidades quilombolas em seu projeto de licenciamento ambiental, segundo ação movida pela Defensoria Pública do Estado.  Em 2024, a soma das renúncias fiscais das três empresas foi de R$ 51 milhões. Em 2025, de R$ 39,1 milhões. Os dados sobre benefícios e renúncias fiscais de tributos federais são de acesso público, disponibilizados pelo Ministério da Fazenda. Leis sobre benefícios não incluem critérios socioambientais No caso da mineradora Aurizona, o benefício foi garantido por meio da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a partir de uma lei criada no início dos anos de 1960 com a proposta de incentivar a expansão de setores de extração de matéria-prima na região.  Ao longo dos mais de 60 anos de vigência, a Lei 4.216, que regulamenta o benefício, teve poucas alterações, graças ao lobby dos setores beneficiados, avalia Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). “Essas leis normalmente têm dez anos de duração. Quando vai chegando esse prazo, eles [empresários] se articulam no Congresso Nacional e renovam sem nenhuma mudança”, explica Cardoso. Ela é autora da nota técnica “Incentivos Fiscais na Amazônia”, publicada em 2023 pelo Inesc, onde aponta os “questionáveis efeitos econômicos e sociais e negativos impactos ambientais” desse tipo de isenção fiscal.  Além do benefício da Sudam, as três mineradoras foram contempladas pelo Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap), que garante a suspensão de impostos na aquisição de máquinas e equipamentos.  As legislações que regem ambos os benefícios não estabelecem critérios socioambientais para a sua concessão. “É um absurdo [que esses benefícios] sejam renovados sem que haja critérios ambientais, sociais, climáticos, de responsabilidade socioambiental dessas empresas”, critica Cartório. Para a assessora do Inesc, as lacunas na legislação sobre benefícios fiscais acabam por financiar atividades de empresas com problemas socioambientais. “Não tem contrapartida para as comunidades, não tem vedação sequer de coisas que já são muito usuais no setor financeiro, como lista de trabalho escravo e desmatamento”, diz Cardoso. Em nota enviada à Repórter Brasil, a Receita Federal afirmou que a avaliação da reputação ambiental das empresas contempladas por incentivos fiscais é realizada somente quando está expressa na lei que criou o benefício, o que não acontece nos casos apresentados nesta reportagem. “Todo benefício fiscal é determinado por lei, que irá conter os critérios objetivos para sua concessão. À Receita Federal cabe analisar se o postulante a aquele benefício cumpre os requisitos para recebê-lo”, informou. Beneficiária tem área interditada por uso ilegal de mercúrio Uma das beneficiárias pelo Recap é a Mineração Aricá que, em 2025, recebeu R$ 677,8 mil em incentivos. Em 2024, o valor foi de R$ 30,8 mil. Em novembro de 2023, a mineradora teve uma área embargada e foi multada em R$ 1,5 milhão por apresentar informações falsas no sistema oficial de controle de compra e venda de mercúrio e por manter a substância em desacordo com a legislação.  A autuação do Ibama ocorreu no âmbito de um desdobramento da Operação Hermes II, deflagrada em 2023 pela Polícia Federal com o objetivo de apurar o comércio e uso ilegal de mercúrio e outros crimes, como organização e associação criminosa. Altamente tóxico e com potencial de contaminação de ecossistemas aquáticos, o mercúrio pode causar danos neurológicos, reprodutivos e imunológicos em humanos. Por lei, todo mercúrio de origem legal precisa ser declarado e informado no sistema do Relatório de Mercúrio do Ibama, assim como as transações de compra e venda.  O embargo, registrado no distrito do Coxipó do Ouro, na zona rural de Cuiabá (MT), permanece ativo. Apesar disso, a empresa registrou recolhimento de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) em 2024 pela comercialização de 211,2 kg de ouro naquele ano. Segundo o Ibama, a mineradora contesta os autos de infração e as multas aplicadas pelo órgão ambiental ainda não foram pagas. À Repórter Brasil, o MPF em São Paulo confirmou que recebeu o relatório da Polícia Federal com o resultado das investigações da Operação Hermes II, mas alegou que o procedimento está sob sigilo e não poderia confirmar se a Mineração Aricá ou seus sócios estão sendo investigados.  A reportagem procurou a Mineração Aricá por meio de telefones, correio eletrônico e de um advogado que já atuou na defesa da empresa, mas não conseguiu fazer contato com representantes da companhia. O espaço segue aberto para manifestações futuras. Rompimento de barragem deixou 4 mil sem água potável Ainda hoje, os 4 mil moradores da comunidade de Aurizona, distrito da zona rural de Godofredo Viana, no norte do Maranhão, sofrem as consequências da contaminação das águas do rio Tromaí, que abastece a cidade. A poluição chegou em março de 2021, com o - [A escolta de 44 policiais do ex-governador Cláudio Castro](https://politicariabrasileira.blog.br/a-escolta-de-44-policiais-do-ex-governador-claudio-castro/): A escolta de 44 policiais do ex-governador Cláudio Castro O acórdão do julgamento do TSE que condenou Cláudio Castro por abuso de poder econômico confirma que o ex-governador não foi cassado. Uma das consequências dessa decisão é que Castro manteve os benefícios de ex-governador. Por Lauro Jardim | O Globo 27/04/2026 O ex-governador do Rio, Cláudio Castro — Foto: Marcelo Theobald Quais? Eis alguns: uma escolta de 44 policiais de elite com três veículos blindados se revezando durante 24 horas. De acordo com a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), esses gastos somam R$ 1,5 milhão mensais. Renata encaminhou ofício governo fluminense questionando se Castro e seus familiares têm mesmo direito ao benefício. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputada EstadualGovernadorPL Partido LiberalPSOLTSE Tribunal Superior Eleitoral Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PT, PV e PCdoB acionam TSE contra perfil de IA que faz críticas à esquerda](https://politicariabrasileira.blog.br/pt-pv-e-pcdob-acionam-tse-contra-perfil-de-ia-que-faz-criticas-a-esquerda/): PT, PV e PCdoB acionam TSE contra perfil de IA que faz críticas à esquerda Personagem “Dona Maria” tem a aparência realista de idosa e já acumula mais de 740 mil seguidores Por Anna Júlia Lopes | CNN Brasil 26/04/2026 Presente em diferentes plataformas, “Dona Maria” é feita com IA e tece críticas à esquerda • Reprodução/Instagram Brasília – O PT (Partido dos Trabalhadores), o PV (Partido Verde) e o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) acionaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para derrubar das redes sociais o perfil de uma personagem feita com IA (Inteligência Artificial) para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A personagem “Dona Maria” está presente no Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, e X. Com a aparência feita por IA, ela tem a imagem realista de uma senhora idosa e negra. Na representação, os partidos – que, juntos, integram a Federação Brasil da Esperança – alegam que se trata de um perfil com o objetivo de “propagar desinformação” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de criticar os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ao mesmo tempo que elogia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. “Se trata de clara ferramenta de propaganda política, utilizada consciente e deliberadamente por determinada pessoa desconhecida para, sob o anonimato, publicar inverdades, descontextualizações, praticar crimes contra a honra, ao tempo que se mostra elogiosa com determinadas figuras políticas de outro espectro político”, diz o documento. A representação cita exemplos de desinformação e “má-fé” divulgados pelo perfil, que conta com 740 mil seguidores no Instagram. Dentre eles, dados falsos do Pix, frases supostamente “deturpadas” do presidente Lula e tributos inventados pelo próprio perfil, como o imposto para catadores de latinhas – que não existe. Além da suspensão imediata e remoção integral de todos os perfis da “Dona Maria” nas diferentes plataformas, a federação pede que o perfil tenha seus conteúdos considerados ilícitos em razão de utilização “irregular” de IA sem uma identificação explícita de que são feitos com a tecnologia. Os partidos também citam ” divulgação reiterada de desinformação”, uso do para propaganda política ilícita e crimes contra a honra eleitoral por parte do perfil. A peça também pede para que sejam tomadas medidas para impedir a replicação, o compartilhamento e o impulsionamento de conteúdos semelhantes que sejam reconhecidos como ilícitos. Somado a isso, os partidos querem que sejam fornecidas as informações para a identificação dos responsáveis pelos perfis e pela monetização. Uso de IA nas eleições Em 2026, o TSE definiu as regras que vão regulamentar as eleições gerais de outubro deste ano. Dentre elas, estão a obrigatoriedade de avisos explícitos de propagandas eleitorais que utilizam conteúdos criados por IA e a proibição de qualquer conteúdo feito por IA que use a voz ou a imagem de candidatos durante as 72 horas anteriores à eleição. As normas valem especificamente para o período de propaganda eleitoral, que tem início em 16 de agosto. Dessa maneira, até essa data, as imagens de IA divulgadas por apoiadores não devem acarretar problemas para os candidatos. No entanto, conteúdos audiovisuais criados por IA e publicados a partir de agosto podem, sim, levar a eventuais problemas para o pré-candidato. À CNN, advogado eleitoral já afirmou que as resoluções do TSE falam de propaganda feita pelos próprios candidatos ou partidos, e não especificamente pelo eleitorado, mas que a interpretação pode se estender para os eleitores se a Justiça Eleitoral entenderem que o candidato, de fato, se beneficiou do conteúdo. Notícia anteriorPróxima notícia inteligência artificial IAPCdoBPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo 02/05/2026 Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ 02/05/2026 Bolsonarismo ao lado de Moraes 02/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PCC amplia controle territorial de Paraisópolis e adota táticas do CV em São Paulo Zema defende que crianças possam trabalhar e diz que esquerda criou visão ‘lamentável’ Bolsonarismo ao lado de Moraes Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital no DF: “Imunda” Redução de pena para os golpistas do 8 de Janeiro é crime continuado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Professor denunciado por estupro foi tradutor de Libras em posse de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/professor-denunciado-por-estupro-foi-tradutor-de-libras-em-posse-de-bolsonaro/): Professor denunciado por estupro foi tradutor de Libras em posse de Bolsonaro Casos de abuso sexual cometidos por Sandro dos Santos Pereira vieram à tona após a denúncia feita pela mãe de um adolescente Por Rebeca Ligabue | Metrópoles 26/04/2026 Daniel Ferreira/Metrópoles Acusado de estupro de vulnerável e abuso sexual por dezenas de alunos surdos, o professor Sandro dos Santos Pereira, de 50 anos, foi tradutor de Libras do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele chamou atenção ao interpretar o hino nacional durante a posse no Planalto, em 2019. Sete anos depois, neste mês, vieram à tona uma série de casos, inclusive de pedofilia. O docente, que atuava na rede municipal de ensino, foi desligado pela Prefeitura de São Paulo. As denúncias surgiram depois que a mãe de um adolescente decidiu expor o que ocorreu com o filho dela. As violações começaram em meados de 2022 e duraram cerca de três anos. No primeiro episódio, a vítima tinha apenas 12 anos, mas só se deu conta do tinha realmente ocorrido em março deste ano, quando assistiu a uma palestra que falava sobre violência sexual na escola. As denúncias foram reveladas pela Rádio BandNews e confirmadas pelo Metrópoles. À época da posse de Bolsonaro, o intérprete de Libras estudava direito. Segundo relatos, Sandro foi convidado para a cerimônia pela então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que atua na causa. Na ocasião, a própria Michelle enviou uma mensagem à comunidade surda por meio da Língua Brasileira de Sinais. Instrutor de Libras na rede municipal Contratado em maio de 2019 pela rede municipal de São Paulo, Sandro tinha contato direto com estudantes com deficiência auditiva. Com uma remuneração baseada em horas trabalhadas, o professor recebia mensalmente em média R$ 6,4 mil. No repertório de atuação, ele participava do planejamento e atividades pedagógicas, assim como produção de materiais didáticos em Libras e desenvolvimento de cursos de formação para a comunidade escolar. O que dizem os envolvidos Procurado pelo Metrópoles, o professor Sandro dos Santos Pereira não respondeu às tentativas de contato. A reportagem também entrou em contato com as assessorias de imprensa de Jair e Michelle Bolsonaro, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações. Já a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou, em nota, que “assim que teve conhecimento do caso, instaurou um processo de apuração interna para averiguação dos fatos”. “O profissional não integra mais o quadro de funcionários da Rede Municipal de Ensino (RME). A Diretoria Regional de Ensino acompanha as investigações junto às autoridades policiais”, informou. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSão Paulo SP Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Escândalo do Master está no top 5 das megafalcatruas globais do século](https://politicariabrasileira.blog.br/escandalo-do-master-esta-no-top-5-das-megafalcatruas-globais-do-seculo/): Escândalo do Master está no top 5 das megafalcatruas globais do século Um interessado nos grandes casos de fraudes financeiras do planeta pesquisou se Daniel Vorcaro tinha tamanho para se ombrear com os maiores escândalos do século. E o sempre superlativo ex-dono do Master chegou lá. Está no top 5 dos cérebros de megafalcatruas. Por Lauro Jardim | O Globo 26/04/2026 Vorcaro e o Banco Master — Foto: O GLOBO O rombo estimado de US$ 10 bilhões produzidos pelo Master só fica atrás dos US$ 64,8 bilhões da fraude orquestrada por Bernie Madoff em 2008, nos EUA; do caso Enron, de 2001, que resultou em US$ 63,4 bilhões em fraudes contábeis e corrupção corporativa; e do escândalo da WorldCom, em 2002, em que o CEO Bernie Ebbers inflou os lucros da empresa em US$ 11 bilhões. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF aponta mais casos de intimidações executadas por Sicário, o capanga de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-aponta-mais-casos-de-intimidacoes-executadas-por-sicario-o-capanga-de-vorcaro/): PF aponta mais casos de intimidações executadas por Sicário, o capanga de Vorcaro Embora a defesa de Daniel Vorcaro insista em relevar as ameaças que o ex-banqueiro fazia aos que considerava inimigos, a PF recolheu quatro exemplos de intimidação, além da conhecida ordem para “quebrar todos os dentes” de supostos adversários “num assalto”. Por Lauro Jardim | O Globo 26/04/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor Certa vez, Luiz Phillipi Mourão, vulgo Sicário, hoje fora de combate, foi até uma marina onde trabalhava o condutor de lancha que já havia trabalhado para Vorcaro. Foi ao local para intimidá-lo a mando do patrão, que suspeitava que o barqueiro filmara um dos seus faustosos passeios de iate. Por sorte, neste dia o piloto da lancha faltou ao trabalho. A PF tem também em mãos trocas de mensagens entre Sicário e Fabiano Zettel, o cunhado e ex-faz-tudo de Daniel Vorcaro, discutindo o hackeamento de jornalistas. A propósito, o celular de um dos hackers que trabalhava para Sicário está sendo analisado pela polícia. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PF Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-de-osasco-descarta-centenas-de-livros-de-biblioteca-publica/): Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública Parte do acervo da Biblioteca Monteiro Lobato foi jogada no lixo sob alegação de contaminação por fungos. Moradores contestam decisão e cobram explicações sobre reforma e preservação da memória da cidade. Por Isadora Markus | TV Globo 25/04/2026 Livros de biblioteca pública de Osasco foram descartados em caçamba de lixo — Foto: Reprodução/TV Globo São Paulo – Na semana mundial do livro, a prefeitura de Osasco descartou parte do acervo da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, na Grande São Paulo, provocando revolta entre moradores, escritores e professores da cidade. Imagens mostram milhares de exemplares jogados em caçambas de lixo. A gestão municipal afirmou que os livros estavam contaminados por fungos e mofo. A biblioteca está fechada desde 2020, quando as atividades foram interrompidas por causa da pandemia de Covid-19. Desde então, o espaço que já foi referência de leitura, estudo e atividades culturais permanece sem acesso ao público e em estado de abandono. Segundo moradores, após o fechamento, livros, jornais e documentos que registram a memória da cidade foram armazenados em uma sala e ficaram fechados por anos, sem manutenção adequada. Entre os materiais descartados nesta sexta-feira (24) estavam obras de autores locais, livros de poesia e coleções antigas de jornais. “Essa biblioteca não teve nenhuma compra de livros durante toda a sua existência. Todos os livros que estão aqui, eles foram doados. Tem muita história que foi guardada aqui dos próprios osasquenses, livros de poesia, um acervo gigantesco que foi jogado fora, os jornais da cidade antigos também, é um acervo riquíssimo”, afirma a professora Juliana Gomes Curvelo. De acordo com relatos de moradores, uma reforma teve início em setembro de 2023, com promessa de entrega em fevereiro de 2024. No entanto, a obra não foi concluída, e o prédio segue fechado, sem explicações públicas da prefeitura. Nesta semana, moradores flagraram a retirada do material da biblioteca. “Eles estavam com uma caçamba já lotada de livros, uma outra caçamba com um pouco, e um monte de livro jogado pelo chão”, relata o sociólogo Roque Aparecido da Silva, que presenciou a cena. Ele questiona a justificativa apresentada pela prefeitura. “Os livros estavam realmente com fungos? Deu pra ver? Olha, eu tenho certeza que poderia ser que alguns estivessem, mas a maioria com certeza não”. Moradores também afirmam que um novo contrato de reforma foi firmado, mesmo com a obra anterior ainda inconclusa. O documento, assinado em março deste ano, prevê mais de R$ 1,5 milhão em serviços de manutenção e adequação do espaço. Entre as melhorias previstas estão reforma da cobertura, parte elétrica, pintura, novos forros, adequação de acessibilidade e a criação de um auditório. O prazo de execução é de até 120 dias, podendo ser prorrogado. No local, no entanto, não há placas ou informações sobre o andamento dos trabalhos. Em 2023, o Bom Dia São Paulo já havia mostrado a situação de abandono do prédio e do acervo, com livros guardados em locais com infiltração, paredes danificadas e sinais de falta de manutenção. Criada na década de 1960, a Biblioteca Pública Monteiro Lobato chegou a receber cerca de duas mil pessoas por mês antes de ser fechada. Ao longo dos anos, funcionou como espaço de leitura, realização de eventos culturais, cursos e até um centro de inclusão digital. Desde 2022, moradores e entidades se organizam em mobilizações pela reabertura. Alguns livros foram retirados das caçambas por moradores. “Eles não estão num estado de deteriozação, pode até ter um cheiro, mas eles não estão num estágio de deteriorização. Eu acredito que a gente tem que pensar agora como reativar uma biblioteca que não tem mais o seu acervo”, diz Juliana Curvelo. Para o escritor e professor Ricardo Aparecido Dias, que tinha exemplares de suas obras na biblioteca, a perda é irreversível. “Lá havia um local com várias estantes com livros de autores osasquenses. Muitos desses escritores, poetas e pesquisadores já faleceram, não há como reconstituir esse acervo. Para nós que somos osasquenses, é uma importância inestimável. Livro não fica ultrapassado, livro está sempre vivo”, disse ele. Em nota, a prefeitura de Osasco informou que seguiu orientação jurídica para realizar o descarte do material e que os itens eliminados serão repostos. A administração não informou se houve avaliação de especialistas em conservação de patrimônio histórico ou de profissionais da área da saúde para atestar a contaminação por fungos e mofo. A nota também não traz previsão para a reabertura da biblioteca. Notícia anterior Osasco SP Mãe denuncia falta de atendimento em policlínica de Santo Eduardo; criança precisou ser levada para outra cidade 11/04/2026 Principal operador da fraude no INSS confessa crimes, fecha delação e promete entregar nomes 10/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Gilmar vota para soltar advogado do Master e é derrotado no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/gilmar-vota-para-soltar-advogado-do-master-e-e-derrotado-no-stf/): Gilmar vota para soltar advogado do Master e é derrotado no STF Decano pediu a troca da prisão preventiva de Daniel Monteiro por medidas cautelares e teve voto vencido Por Poder360 25/04/2026 Ministro propôs substituir a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter a prisão preventiva de Daniel Monteiro, advogado no caso Master, contrariando voto do ministro Gilmar Mendes. A votação se deu em plenário virtual do tribunal, com a análise da decisão tendo sido iniciada em 22 de abril de 2026. A prisão de Monteiro foi autorizada pelo ministro André Mendonça sob a suspeita de ter negociado R$ 146 milhões em propina com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, segundo a PF (Polícia Federal). Desse total, R$ 74 milhões teriam sido efetivamente transferidos. Gilmar propôs substituir a prisão preventiva do advogado por medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão do exercício da advocacia e a proibição de mudança de residência. Os ministros da 2ª Turma do STF também decidiram, por unanimidade, pela manutenção da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. O relator do caso, ministro André Mendonça, votou por manter a prisão de Costa e recebeu apoio dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar. O placar foi de 4 votos a 0. “Reiterando a compreensão já externada, com base na fundamentação reproduzida, voto pelo referendo da decisão cautelar, nos termos em que proferida”, afirmou Mendonça. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. O julgamento começou na 3ª feira (22.abr.2026). O prazo para os ministros depositarem seus votos se encerrava às 23h59 da 2ª feira (28.abr.2026). Imóveis de luxo Os investigadores da PF identificaram 6 imóveis de luxo que teriam sido usados como forma de pagamento das propinas. Todos foram atribuídos a Paulo Henrique Costa. São eles: Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês. As apurações indicaram que Vorcaro interrompeu os pagamentos depois que tomou conhecimento de uma investigação do Ministério Público Federal. O procedimento foi instaurado em abril de 2025 para apurar o pagamento de propina a Costa. “O conjunto de elementos informativos colhidos até o momento aponta a alta probabilidade de que ele [Vorcaro] tenha tido ciência da instauração do procedimento antes do recebimento das respectivas cópias”, afirmou Mendonça na decisão. Segundo a Polícia Federal, Vorcaro ordenou ao advogado Daniel Monteiro que “travasse tudo”. A ordem bloqueou os pagamentos e a formalização do registro das transações. As prisões de Costa e Monteiro foram decretadas na 3ª feira (16.abr.2026), durante a operação Compliance Zero. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterMPF Ministério Público FederalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça determina retomada de ônibus da Turp com mínimo de 80% da frota em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-determina-retomada-de-onibus-da-turp-com-minimo-de-80-da-frota-em-petropolis/): Justiça determina retomada de ônibus da Turp com mínimo de 80% da frota em Petrópolis Decisão prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento; operação começou a ser retomada neste sábado (25). Por Priscila Torquato | g1 25/04/2026 Turp volta a funcionar após decisão judicial. — Foto: Rogério De Paula Petrópolis – A Justiça do Rio determinou que a empresa Turp retome imediatamente a circulação dos ônibus em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A decisão estabelece que pelo menos 80% da frota opere nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A medida foi tomada após ação civil pública movida pela Prefeitura contra o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e a empresa responsável pelo serviço. Na decisão, o juiz considerou que a paralisação, iniciada na última quarta-feira (22), ocorreu sem aviso prévio mínimo de 72 horas e sem a manutenção de um contingente mínimo de veículos, como exige a legislação para serviços essenciais. O magistrado também destacou que houve impedimento da saída de ônibus das garagens e registro de atos de vandalismo, o que, segundo ele, ultrapassa o direito de greve e configura abuso. O Ministério Público se manifestou favorável à retomada parcial do serviço, apontando prejuízos à população e possível ilegalidade na paralisação. A greve afeta milhares de moradores, principalmente nos distritos, que dependem exclusivamente do transporte público para acesso ao trabalho, saúde e educação. Em nota conjunta divulgada na manhã deste sábado (25), a Prefeitura de Petrópolis e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários informaram que a operação começou a ser retomada de forma gradual após a decisão liminar. Segundo o comunicado, a determinação judicial estabelece a retomada do serviço essencial com mínimo de 80% da frota nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 60% nos demais períodos. A Prefeitura e o sindicato afirmaram ainda que o movimento buscou garantir os direitos dos trabalhadores e que o objetivo, neste momento, é conciliar o atendimento à população com as reivindicações da categoria. As instituições também disseram que seguem cobrando da empresa o cumprimento integral dos direitos trabalhistas. Operação é ampliada ao longo do dia com retorno de linhas em diferentes regiões O Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) informou que a operação está sendo ampliada ao longo deste sábado, com o retorno de rodoviários aos postos de trabalho. De acordo com a entidade, o atendimento foi estendido para regiões como Quitandinha, Retiro, Quarteirão Brasileiro e Thouzet, além de outras localidades que já tiveram linhas retomadas durante a madrugada. Segundo o Setranspetro, a empresa segue convocando os profissionais para retorno ao trabalho e mantém o diálogo aberto, destacando que, neste momento, é essencial garantir o funcionamento do serviço para a população. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Rede vai ao STF para suspender venda de mineradora brasileira de terras-raras aos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/rede-vai-ao-stf-para-suspender-venda-de-mineradora-brasileira-de-terras-raras-aos-eua/): Rede vai ao STF para suspender venda de mineradora brasileira de terras-raras aos EUA Partido alega que o negócio de US$ 2,8 bilhões com a empresa americana USA Rare Earth não respeita princípios previstos na Constituição do Brasil Por O Globo 25/04/2026 Usina de mineradora Serra Verde, no norte de Goiás. Empresa, controladas por fundos americanos, é a única que produz terras-raras no Brasil. — Foto: Divulgação/Serra Verde Rio de Janeiro – O partido Rede Sustentabilidade e a deputada federal Heloisa Helena (Rede-RJ) ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da venda da mineradora Serra Verde, de Goiás, para a americana USA Rare Earth — negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), protocolada nesta sexta-feira (24), inclui pedido de liminar e solicita que nenhuma operação capaz de transferir controle econômico sobre ativos minerais estratégicos pertencentes à União seja realizada enquanto o caso não for julgado. A iniciativa se soma ao movimento de deputados aliados do governo: Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP) acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) na mesma direção, pedindo também a suspensão do negócio, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim. Localizada em Minaçu (GO), a Serra Verde é a única mineradora fora da Ásia a produzir elementos de terras raras em escala comercial. No dia 20 de abril, a USA Rare Earth, listada na Nasdaq, anunciou a aquisição da companhia brasileira por meio do pagamento de US$ 300 milhões e a emissão de cerca de 126,8 milhões de ações. O negócio, previsto para ser concluído no terceiro trimestre deste ano, envolve uma mina de argila iônica no norte de Goiás, de onde são extraídos elementos usados em ímãs de alta resistência empregados em carros elétricos, turbinas eólicas, drones e equipamentos de defesa. Na ação apresentada ao STF, a Rede Sustentabilidade sustenta que as regras e os procedimentos hoje existentes no Brasil são insuficientes para impedir que recursos minerais estratégicos — que pertencem à União — passem para o controle estrangeiro. Para o partido, ao permitir a venda na forma como foi feita, o Estado teria deixado de proteger princípios básicos previstos na Constituição, como a soberania nacional e o desenvolvimento econômico orientado pelo interesse do país. A Rede Sustentabilidade já havia tomado medidas antes do ingresso da ADPF. O partido encaminhou representações ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal apontando possíveis fragilidades regulatórias na análise das alterações de controle societário da Serra Verde, além de ter ajuizado ação civil pública na Justiça Federal. A deputada Heloisa Helena também protocolou na Câmara projeto de lei que institui o Regime Nacional de Proteção dos Minerais Estratégicos. A corrida em torno das terras raras ganhou intensidade depois que a China, ano passado, restringiu exportações do setor, ameaçando cadeias industriais globais. O Brasil ocupa posição de destaque nesse tabuleiro: detém reservas potenciais de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras, o segundo maior estoque do mundo, atrás apenas da China, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre terras-raras durante a semana, enquanto visita à Espanha. O mandatário brasileiro afirmou que o governo pretende garantir a soberania do país no setor. “Ninguém, no nosso Brasil, será dono da nossa riqueza mineral”, afirmou. O governo, no entanto, não se manifestou publicamente sobre as ações judiciais e as representações apresentadas pelos partidos. Pedido à PGR Petrone e Orlando Silva pediram à PGR que instaure procedimento para investigar a atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM), que já deu aval à transferência de controle da Serra Verde. Os parlamentares argumentam que a anuência do órgão regulador não pode se restringir a um exame documental superficial e que a falta de verificação da compatibilidade com o interesse público representa vício de finalidade do ato administrativo. Os deputados querem ainda que a PGR demande informações detalhadas à ANM e ao Ministério de Minas e Energia sobre os critérios adotados para aprovar a operação. Um dos pontos questionados da transação é o apoio do governo de Donald Trump à compradora USA Rare Earth. A empresa conta com um financiamento de US$ 1,6 bilhão concedido pelo Departamento de Comércio americano. A Serra Verde também assinou, no âmbito do chamado Project Vault — iniciativa americana para formar um estoque estratégico de minerais críticos avaliado em US$ 12 bilhões —, um empréstimo de US$ 565 milhões com a agência de fomento do governo dos EUA, a DFC. Para Petrone e Silva, a presença de financiamento estatal estrangeiro na compra de um ativo crítico configura intervenção indireta de outra nação em setor estratégico do Brasil. Procurada pelo GLOBO na ocasião da venda, a Serra Verde informou que a empresa resultante da fusão com a USA Rare Earth terá acesso a tecnologias de separação e processamento de primeira linha e operará toda a cadeia produtiva, da mineração à fabricação de ímãs, com presença no Brasil, nos Estados Unidos, na França e no Reino Unido. A USA Rare Earth não respondeu aos pedidos de comentário. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputada FederalMinaçu GOMPF Ministério Público FederalPCdoBPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresREDE Rede SustentabilidadeSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre - [PGE recomenda inelegibilidade de Carlos Jordy em processo sobre irregularidade na eleição de Niterói](https://politicariabrasileira.blog.br/pge-recomenda-inelegibilidade-de-carlos-jordy-em-processo-sobre-irregularidade-na-eleicao-de-niteroi/): PGE recomenda inelegibilidade de Carlos Jordy em processo sobre irregularidade na eleição de Niterói Deputado foi absolvido pelo TRE-RJ, mas caso agora será analisado pelo TSE. Ação é movida por Rodrigo Neves, com quem Jordy disputou a eleição em 2024. Por André Coelho Costa e Adriana Cruz | TV Globo 24/04/2026 Carlos Jordy durante debate à Prefeitura de Niterói no g1 — Foto: Stephanie Rodrigues/g1 A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou pela inelegibilidade, por oito anos, do deputado federal Carlos Jordy (PL) em um processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação trata de supostas irregularidades na campanha para a Prefeitura de Niterói em 2024. A denúncia foi apresentada pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Segundo a acusação, Jordy e a então candidata a vice-prefeita, Alexandra da Conceição, teriam se beneficiado de um esquema de abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação durante a disputa eleitoral. Na eleição, Jordy foi derrotado por Rodrigo Neves. O caso chegou ao TSE após recurso da coligação de Neves. Em 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia absolvido o deputado das acusações. Em manifestação enviada ao TSE, a PGE opinou pela condenação e pela aplicação da pena de inelegibilidade por oito anos. A defesa de Carlos Jordy afirmou que o parecer da PGE não reflete as provas do processo. Disse ainda que confia na Justiça Eleitoral e que o recurso não deve prosperar (veja a íntegra abaixo). O julgamento será feito pelo plenário do TSE, em data ainda a ser definida. Veja a íntegra da nota de Jordy: “A defesa do deputado federal Carlos Jordy esclarece que o parecer não reflete as provas do processo, limitando-se a repetir argumentos do Ministério Público Eleitoral. No julgamento, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), por unanimidade (7 a 0), rejeitou o recurso e absolveu o parlamentar, reconhecendo a ausência de participação nos fatos. A defesa reafirma confiança na Justiça Eleitoral e entende que eventual novo recurso não deve prosperar, já que a matéria foi devidamente analisada nas instâncias anteriores com base no conjunto probatório.” Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalNiterói RJPDT Partido Democrático TrabalhistaPGE Procuradoria-Geral EleitoralPL Partido LiberalPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTRE-RJTSE Tribunal Superior Eleitoral Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Zanin manda soltar lobista do escândalo de venda de sentenças no STJ](https://politicariabrasileira.blog.br/zanin-manda-soltar-lobista-do-escandalo-de-venda-de-sentencas-no-stj/): Zanin manda soltar lobista do escândalo de venda de sentenças no STJ Andreson Gonçalves, que estava detido desde novembro, terá que usar tornozeleira eletrônica Por Robson Bonin e Daniel Gullino | Veja 24/04/2026 O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, suspeito de integrar esquema de venda de sentenças, foi alvo de operação da PF (Reprodução/Arquivo pessoal) O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a soltura do lobista Andreson Gonçalves, investigado por um suposto esquema de venda de sentenças no STJ. A prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana. Zanin considerou que a prisão preventiva já durava muito tempo e que as investigações estão avançadas. “O avanço das investigações autoriza, doravante, a revisão da medida extrema, inclusive em razão do dilatado tempo de vigência da prisão preventiva”, avaliou. Andreson foi preso pela última vez em novembro, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa. Notícia anteriorPróxima notícia STF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de Justiça Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio Dosimetria: Alcolumbre manobra com Flávio Bolsonaro, que troca afagos e faz campanha dentro do plenário Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caiado acusa Lula de “vender o Brasil” depois de facilitar entrega de mineradora para os EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-acusa-lula-de-vender-o-brasil-depois-de-facilitar-entrega-de-mineradora-para-os-eua/): Caiado acusa Lula de “vender o Brasil” depois de facilitar entrega de mineradora para os EUA Ex-governador atacou Lula no debate sobre terras raras, mas documentos públicos mostram que Goiás criou estrutura própria para minerais críticos, assinou acordo com os EUA e celebrou financiamento americano à Serra Verde Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 24/04/2026 Ronaldo Caiado – Foto Wesley Costa Flickr Gov Caiado Ronaldo Caiado (PSD) acusou Lula de “vender o Brasil” no debate sobre terras raras, mas documentos públicos mostram que a principal operação brasileira do setor, instalada em Goiás, entrou na estratégia dos Estados Unidos durante o ciclo político comandado pelo ex-governador. A Serra Verde, dona da mina Pela Ema, em Minaçu (GO), fechou acordo para ser comprada pela norte-americana USA Rare Earth em uma transação de cerca de US$ 2,8 bilhões. A contradição envolve três movimentos: a criação de uma autoridade estadual para minerais críticos em Goiás, a assinatura de um memorando com os Estados Unidos e a celebração de um financiamento de US$ 565 milhões de uma agência do governo americano para a Serra Verde. Na sequência, a mineradora brasileira anunciou a combinação com a USA Rare Earth. Ao tentar inverter a narrativa e acusar o presidente, Caiado recolocou Goiás no centro da disputa. Documentos e apurações da Revista Fórum mostram que a transação direciona a principal planta do país para a cadeia de suprimentos estadunidense, transformando o caso em um severo debate de soberania mineral no governo federal, no Congresso e na Procuradoria-Geral da República. A operação bilionária e a exclusividade de 15 anos A USA Rare Earth anunciou a compra de 100% da Serra Verde Group. O negócio, que envolve US$ 300 milhões em dinheiro e emissão de ações, tem previsão de conclusão para o terceiro trimestre de 2026. A operação vai muito além da troca de controle: a Serra Verde possui um contrato de fornecimento de 15 anos para 100% de sua produção da Fase I de terras raras magnéticas (neodímio, praseodímio, disprósio e térbio). O acordo de fornecimento foi firmado com uma estrutura de propósito específico capitalizada por órgãos do governo dos EUA e fontes privadas, com preços mínimos garantidos. A própria Serra Verde confirmou que o objetivo é criar uma cadeia “da mina ao ímã” fora da Ásia, integrando a única operação em escala fora do continente asiático ao esforço de Washington para reduzir a dependência do processamento dominado pela China. A digital do governo de Goiás nas terras raras O avanço do capital norte-americano sobre a mineração em Goiás foi pavimentado e celebrado localmente. Em agosto de 2025, Caiado sancionou a Lei Estadual nº 23.597, criando a Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC-GO). Em março de 2026, o governador deu outro passo e assinou um memorando de entendimento com os EUA para cooperação no setor. Antes mesmo do anúncio de venda para a USA Rare Earth, o governo goiano já havia comemorado publicamente um financiamento de US$ 565 milhões da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) à Serra Verde. O aporte americano incluiu a opção de o governo dos EUA adquirir participação acionária minoritária na mineradora. Esse movimento oficial do estado fragiliza a acusação de Caiado contra o governo federal, uma vez que sua própria gestão tratou a submissão aos interesses estadunidenses como vitória. Limites constitucionais e a resposta de Brasília A tentativa de transformar Goiás em um modelo independente esbarra na Constituição Federal, que estabelece os recursos do subsolo como bens da União, a quem cabe de forma exclusiva manter relações com Estados estrangeiros e legislar sobre jazidas. No âmbito federal, a posição é diametralmente oposta ao modelo de exportação bruta chancelado em Goiás. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, deixou clara a rota do Palácio do Planalto ao comentar a disputa: “Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que mineral crítico ou terra rara no país seja objeto de exportação. Não pode ser. Tem que ser de industrialização. É um grande insumo para a indústria”, cravou, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência. A fala do ministro consolida as diretrizes da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e reforça o alerta contínuo sobre a necessidade de soberania e agregação de valor tecnológico interno. Da estatal Terrabras à investigação na PGR O direcionamento estratégico da Serra Verde para as indústrias dos EUA acelerou a pressão no Congresso Nacional pela criação da Terrabras, uma estatal desenhada para atuar em toda a cadeia produtiva das terras raras, forçando um embate direto entre projetos de desenvolvimento nacional e pressão estrangeira. Paralelamente, a venda bilionária e a atuação do governador goiano viraram alvo jurídico. Deputados federais do PSOL acionaram a Procuradoria-Geral da República pedindo a anulação da venda para a USA Rare Earth e apuração de grave ameaça à soberania econômica, além de investigar uma possível extrapolação de competências constitucionais por parte de Caiado, iniciativa que insere as terras raras em uma intensa disputa jurídica e diplomática. A agressividade de Caiado ao acusar Lula de “vender o Brasil” e tentar usar o estado como vitrine política busca inverter o ônus da responsabilidade. No entanto, o cruzamento de marcos legais locais, financiamentos americanos e contratos de exclusividade confirma que a rota das terras raras brasileiras para os Estados Unidos tem, inegavelmente, o território goiano e as chancelas do ex-governador como ponto de partida. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalGovernadorMinaçu GOPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPresidente da RepúblicaPSD Partido Social DemocráticoPSOLPT Partido dos Trabalhadores Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro 30/04/2026 Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição 30/04/2026 Bandidos sequestram seis ônibus que foram usados como barricadas improvisadas na Zona Norte do Rio 30/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio - [Alerj quer quadruplicar emendas impositivas para R$ 1,5 bilhão em meio a corte de gastos do governo do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/alerj-quer-quadruplicar-emendas-impositivas-para-r-15-bilhao-em-meio-a-corte-de-gastos-do-governo-do-rio/): Alerj quer quadruplicar emendas impositivas para R$ 1,5 bilhão em meio a corte de gastos do governo do Rio Caso aprovada, nova regra liberaria R$ 22,3 milhões para cada deputado no ano que vem Por Luiz Ernesto Magalhães | O Globo 24/04/2026 Deputado Douglas Ruas (PL) ao lado de Rodrigo Amorim (PL) em sua primeira sessão plenário como presidente da Alerj — Foto: Marcelo Theobald / O GLOBO Rio de Janeiro – Enquanto o governador em exercício do Rio e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, propõe medidas de austeridade como cortar gastos, auditar contratos e limitar a 10% os cargos em comissão não concursados, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quer ter mais poder para determinar as áreas em que os recursos públicos serão usados. Em edição extra do Diário Oficial, publicada na noite de quarta-feira, o Legislativo fluminense propõe, por meio de uma emenda à Constituição Estadual, quadruplicar já em 2027 as despesas com emendas impositivas. Essas emendas são aquelas que permitem que os parlamentares ditem como e onde o dinheiro do orçamento estadual deve ser aplicado. Pela proposta, os deputados teriam autonomia para indicar onde gastar até 1,55% da chamada receita corrente líquida (RCL), composta pelo que o Rio arrecada com tributos como o IPVA e o ICMS. Isso consumiria R$ 1,55 bilhão dos R$ 121 bilhões previstos na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do estado para o ano que vem. Esse orçamento total inclui, além da RCL, outras fontes de receita, como os repasses da União. O texto foi enviada à Alerj no último dia 15. E, assim como vem ocorrendo nos últimos anos, estima que o estado deve ter mais despesas do que consegue arrecadar: em 2027, as contas públicas devem fechar no vermelho em R$ 12,94 bilhões. Especialista critica É neste cenário que os deputados querem mais influência sobre os gastos. Pelas regras atuais das emendas impositivas no Rio, em vigor desde 2024, os parlamentares podem direcionar 0,37% da RCL para as despesas designadas por eles. A proposta de LDO para 2027 fixa, então, um teto de R$ 371,9 milhões para as emendas. Com esse montante, ficaria a critério de cada deputado determinar como gastar R$ 5,3 milhões do orçamento. Caso a alteração proposta pela Alerj seja aprovada, esse valor aumentaria significativamente. O percentual seria equiparado ao limite de 1,55% da RCL adotado atualmente pela Câmara de Deputados, segundo regra aprovada pelo Supremo Tribunal Federal. Dessa forma, cada um dos 70 parlamentares da Assembleia do Rio teria o poder de determinar como utilizar R$ 22,3 milhões do orçamento no ano que vem, valor quatro vezes maior do que eles podem hoje. O critério de cálculo tomaria como base a receita arrecadada dois anos antes. Ou seja, para o cálculo da receita de 2027, a arrecadação seria a que o estado realizou, de fato, em 2025. Os valores aparecem em planilhas publicadas no Diário Oficial. Especializado em contas públicas e diretor do Instituto Superior de Ensino e Pesquisa (Insper), André Luiz Marques criticou a proposta. — É no mínimo estranho que uma iniciativa dessas entre em tramitação em um momento político delicado para as contas do estado, onde as circunstâncias levaram o Rio a ter um governador interino. Não há uma discussão prévia das políticas públicas que poderiam ser incentivadas com esses recursos — disse André. Proposta da CCJ O projeto é de iniciativa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj depois de discussões em plenário. O texto ainda prevê que, caso não seja tecnicamente possível usar os recursos nos programas indicados, o deputado teria liberdade de alocar as despesas para outro destino. Isso também se diferencia do estabelecido atualmente: hoje, se a aplicação dos recursos na área indicada não for concretizada, as verbas são incorporadas de volta ao orçamento do estado. O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União), argumentou que o texto ainda vai sofrer emendas e que o percentual para 2027 provavelmente pode permanecer em 0,37%. Segundo ele, seriam determinados, no entanto, percentuais intermediários ao longo dos próximos anos, até se chegar aos 1,55% propostos. — Nas emendas, vamos estabelecer uma regra em que o percentual a cada ano seja definido pela RCL, conforme a situação fiscal do estado. Podemos hoje enfrentar um cenário de crise econômica e política. Mas o momento (de fazer a mudança) é este, porque vamos começar a discutir a LDO — afirmou ele. O deputado acrescentou que, embora o Rio de Janeiro seja a segunda maior economia do país entre os estados, é também aquele em que os deputados dispõem de menos recursos de emendas impositivas. Os valores nominais de outras unidades da federação foram publicados no Diário Oficial, mas sem indicar o percentual sobre a RCL. No Distrito Federal, esse valor chega a R$ 30 milhões por ano por deputado; em Minas Gerais, a R$ 26,1 milhões; no Rio Grande do Sul, a R$ 21,8 milhões. Apenas o Pará, cuja cota é de R$ 1,4 milhão, aparece atrás do Rio. Emendas em SP e MG São Paulo e Minas Gerais têm emendas impositivas no orçamento. Os deputados paulistas dividem 0,45% da RCL a cada ano, valor que chegou a cerca de R$ 13 milhões em 2026. Já na Assembleia Legislativa de Minas a divisão é diferente: os parlamentares dividem 2% da RCL realizada no ano anterior, cerca de R$ 24 milhões para cada atualmente, além de um valor de 0,0041% destinados a emendas de blocos e bancadas. Nos dois estados, metade do valor da destinação individual deve ser direcionado à Saúde. Presidente recém-eleito da Casa, Douglas Ruas, que também assinou o projeto, divulgou uma nota. Nela, ressaltou que a iniciativa partiu da CCJ com apoio de diversos deputados, refletindo um “debate plural e legítimo dentro do parlamento” e que o projeto não implicaria no aumento das despesas do Executivo. “Não há definição de que a proposta será aprovada nos termos atuais (…). Vale lembrar que as emendas devem ser executadas dentro das ações previstas no orçamento que passará a contar com - [Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/prejuizo-dos-correios-triplica-em-2025-e-fica-em-r-85-bilhoes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Com o resultado anunciado nesta quinta-feira (23), a estatal acumula 14 trimestres seguidos de rombo nas contas. São quatro anos seguidos de prejuízo. Por Jornal Nacional 23/04/2026 Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Os Correios, que passam por uma crise sem precedentes, divulgaram o balanço de 2025. O prejuízo da empresa mais que triplicou: ficou em R$ 8,5 bilhões. Com o resultado anunciado nesta quinta-feira (23), os Correios acumulam 14 trimestres seguidos de rombo nas contas. São quatro anos seguidos de prejuízo. Em 2023, o déficit até caiu um pouco. Mas em 2024 voltou a piorar, passando de R$ 2,5 bilhões. Em 2025, o déficit mais que triplicou: R$ 8,5 bilhões. Segundo a estatal, a principal despesa em 2025 foi o pagamento de precatórios – ordens de pagamento por causa de decisões judiciais sem possibilidade de recurso – quase R$ 6,5 bilhões. A receita bruta da empresa foi de R$ 17 bilhões, uma queda de 11% em relação ao ano anterior. Ao anunciar os resultados, o presidente dos Correios falou sobre as dificuldades da estatal, com queda nas receitas, aumento das despesas com ações judiciais e pagamento de juros por empréstimos feitos para reforçar o caixa da empresa. “É um ciclo vicioso. A empresa teve dificuldade de caixa. A dificuldade de caixa gera dificuldade de pagamento a fornecedores, isso afeta a operação. Ao afetar a operação, a gente macula a capacidade de aumentar volume ou de gerar novos contratos. A despesa geral não para. Por mais que a gente tenha dificuldade de receita, como a gente tem uma estrutura de custo muito rígida – ela está bem ancorada em custos que têm características de custos fixos -, quando a gente tem uma queda de receita, a gente não consegue diminuir a despesa no mesmo momento para poder fazer esse equacionamento”, diz Emmanoel Schmidt Rondon, presidente dos Correios. Junto com os resultados financeiros de 2025, os Correios fizeram um balanço do plano de reestruturação pensado para tentar tirar a empresa da crise. O resultado parcial está abaixo do projetado. O plano de demissão voluntária teve a adesão de 3.181 funcionários. Os Correios esperavam que 10 mil trabalhadores entrassem no PDV. Até agora, a estatal arrecadou R$ 11 milhões com a venda de 11 imóveis. A empresa espera arrecadar R$ 1,5 bilhão com esses leilões. No fim de 2025, os Correios conseguiram um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados. O aporte foi usado para cobrir parte dos altos gastos com as despesas, e não para reduzi-las, além de aumentar a liquidez da estatal. O contrato tem garantia do Tesouro Nacional. Ou seja, é o governo federal que vai pagar com dinheiro público as parcelas do empréstimo caso os Correios não consigam. Economistas afirmam que o plano de recuperação não está sendo suficiente para dar sustentabilidade aos Correios. “O programa de demissão voluntária é bem repetido e conhecido caminho para tentar resolver, porque pressiona as pessoas para se demitirem, e isso tende, obviamente, a reduzir as despesas. Como essa, tem outras soluções que aparecem. Mas o fato concreto é que o que nós sempre temos é que falta dinheiro, e a qualidade do serviço naturalmente se deteriora bastante”, diz Raul Veloso, presidente do Fórum Nacional do INAE. “A empresa vai se deteriorando muito rapidamente e isso significa que o valor dela cai. Digamos que a alternativa seja privatizar: se você privatizasse um ano atrás, conseguiria um valor maior do que hoje. Se você só privatizar daqui a um ano, vai vendê-la muito mais barato. Porque, à medida que o tempo passa, ela desvaloriza por conta desse prejuízo todo”, afirma Paulo Feldmann, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ministério Público de Contas pede para TCU investigar repasse de emendas da saúde a municípios](https://politicariabrasileira.blog.br/ministerio-publico-de-contas-pede-para-tcu-investigar-repasse-de-emendas-da-saude-a-municipios/): Vistoria aponta alimentação ‘grave e desumana’ em hospital de Petrópolis Estudo mostrou que prefeituras passaram a depender das emendas parlamentares para custear serviços à população e repasse tem sido desigual Por Daniel Weterman | O Estado de S.Paulo 23/04/2026 Ministério Público de Contas pede para TCU investigar repasse de emendas da saúde a municípios Foto: Dida Sampaio/Estadão BRASÍLIA — O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu para a Corte investigar o repasse de emendas parlamentares da saúde para os municípios brasileiros. Como o Estadão mostrou, as prefeituras passaram a depender das emendas para financiar serviços básicos de saúde à população. A distribuição dos recursos é desigual entre as prefeituras, conforme um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Com base na reportagem, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado protocolou uma representação no TCU pedindo a abertura de auditoria e tomada de contas especial para apurar os critérios de distribuição das emendas entre os municípios nos últimos três anos. Só na saúde, as transferências do governo federal aos municípios por meio das emendas somavam R$ 2,5 bilhões em 2016 e atingiram R$ 21,5 bilhões em 2025. As emendas respondiam por apenas 5% do orçamento do Ministério da Saúde enviado às cidades em 2016. O porcentual cresceu para 17% no ano passado. Diante do aumento dos repasses com indicação política, o governo federal passou a se ancorar nas emendas para cumprir o piso exigido pela Constituição para gastos na saúde, mostra o estudo da CNM. A União investiu R$ 234,5 bilhões para cumprir o mínimo em 2025, mas 11% (R$ 25,6 bilhões) do valor vieram das emendas parlamentares. O procurador pediu ao TCU para avaliar a possível ilegalidade e a inconstitucionalidade da contabilização das emendas para o cumprimento do piso mínimo. No estudo, a confederação dos municípios pede a derrubada dessa vinculação. “Submeter o acesso a recursos de saúde ao filtro discricionário de parlamentares – que, na prática, decidem ‘quem’ recebe e ‘quanto’ recebe – significa transformar a vida e o sofrimento das pessoas em capital político”, diz o procurador. “Na prática, cria-se um ‘SUS para aliados’ e outro para o restante, violando o pacto federativo solidário e corroendo a legitimidade do sistema.” Os 20 municípios mais beneficiados por emendas na área da saúde receberam R$ 488 milhões em 2025. Esse foi o valor que mil municípios receberam juntos na outra ponta. Enquanto cidades como Autazes (AM), Tuntum (MA) e Laranjal do Jari (AP) lideraram os repasses, Nova Mutum (MT), Mata de São João (BA) e Arraial do Cabo (RJ) não receberam nenhum centavo. O representante do MP de Contas critica ainda a existência de municípios que consomem desproporcionalmente recursos públicos, classificando as cidades como “municípios reborn” — em referência aos bebês reborn, bonecos que imitam bebês reais. “Em vários casos, trata-se de entes que, do ponto de vista econômico, administrativo e demográfico, não possuem qualquer viabilidade real, funcionando como verdadeiros ‘municípios reborn’: possuem fachada institucional – prefeito, câmara de vereadores, estrutura formal mínima – mas carecem de densidade econômica, base produtiva, receita própria e escala populacional que justifique sua manutenção.” Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseVereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-reage-ao-vazamento-de-seu-plano-de-governo-que-preve-congelar-aposentadorias/): Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias Suposto programa econômico do senador, que é pré-candidato à presidência, acabaria com reajuste de aposentadorias e despesas com saúde e educação acima da inflação Por Ivan Longo | Revista Fórum 23/04/2026 Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Adriano Machado/Reuters/Folhapress Um plano econômico atribuído à equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, prevê o congelamento, na prática, de aposentadorias e de investimentos em áreas sociais. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a proposta é fazer com que esses gastos passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem aumento real. Hoje, aposentadorias, salário mínimo e pisos de saúde e educação podem crescer acima da inflação. A mudança estudada eliminaria esse ganho real. O que muda De acordo com a reportagem, três frentes principais estão em discussão: Aposentadorias e benefícios sociais: passariam a ter reajuste apenas pela inflação. Isso inclui benefícios do INSS e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Na prática, haveria congelamento do poder de crescimento desses rendimentos ao longo do tempo. Salário mínimo: a proposta prevê separar o reajuste do mínimo pago aos trabalhadores dos benefícios previdenciários. Ou seja, mesmo que o salário mínimo suba acima da inflação, aposentadorias poderiam ficar limitadas à reposição inflacionária. Saúde e educação: os pisos constitucionais — hoje vinculados a percentuais da arrecadação — deixariam de acompanhar o crescimento da receita. Na prática, os investimentos nessas áreas também ficariam congelados em termos reais. Ajuste fiscal O objetivo do pacote seria reduzir despesas públicas em cerca de 2% do PIB. A avaliação dentro da equipe ligada ao senador, segundo a Folha, é de que isso ajudaria a sinalizar controle das contas públicas e melhorar a confiança do mercado. Impacto Na prática, as medidas atingem diretamente aposentados e o financiamento de políticas públicas. Sem aumentos reais, benefícios e investimentos deixam de crescer junto com a economia, o que tende a reduzir renda e capacidade de atendimento ao longo dos anos. As mudanças exigiriam alterações na Constituição e dependem de aprovação do Congresso. Negativa Após a publicação, Flávio Bolsonaro negou o conteúdo e classificou a informação como falsa: “O dia já começa com combate às FAKE NEWS!Fonte furada, nunca tratei do tema internamente!” A Folha de S.Paulo afirmou que mantém a reportagem, baseada em relatos de integrantes da equipe e interlocutores da pré-campanha. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias 23/04/2026 ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula 23/04/2026 Redução de salários e bolsa patrão: partido de Flávio Bolsonaro tenta frear 6×1 na Câmara 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - ['Fim da 6x1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite', diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula](https://politicariabrasileira.blog.br/fim-da-6x1-nao-quebra-o-pais-direita-resolveu-defender-a-elite-diz-deputado-ex-bolsonarista-otoni-de-paula/): ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula Declaradamente de direita e bolsonarista arrependido, o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) tem chamado atenção por críticas abertas a seu campo político. Por Mariana Schreiber | BBC News Brasil 23/04/2026 Otoni de Paula (PSD-RJ) | Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Brasília – Em entrevista à BBC News Brasil, ele ataca os que têm se colocado contra o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso, por exemplo. “Infelizmente, a direita brasileira resolveu ser um espectro político que defende a elite. A direita perdeu a conexão com o povo”, afirma. Na sua visão, a medida “não vai quebrar o Brasil” e trará mais tempo para o convívio familiar. “Quem vota contra [acabar com] a escala 6×1 e ainda diz que defende a família, que família é essa? Ou seja, dá as costas ao trabalhador”. Em outra discordância recente com seu campo político, condenou, em outubro, a megaoperação policial que deixou mais de 100 mortos em duas comunidades do Rio de Janeiro, evento que ampliou o apoio ao então governador Cláudio Castro (PL), agora condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por desviar recursos da máquina pública para bancar cabos eleitorais em 2022. Para Otoni, a operação não passou de “teatro” para distrair a opinião pública e encobrir conexões entre facções criminosas e autoridades fluminenses. Na sua visão, o Rio de Janeiro já se tornou um “narcoestado” onde “não se tem mais pudor de roubar”, e a família Bolsonaro teria responsabilidade direta pela atual crise, já que apoiou os últimos dois governadores eleitos — além de Castro, recém-condenado pelo TSE, Wilson Witzel, que sofreu impeachment em 2021, acusado de corrupção. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que Flávio Bolsonaro faz parte dessa quadrilha. E o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro é responsável por essa quadrilha que acabou com o estado do Rio de Janeiro”, critica. “Eu votei no Wilson Witzel porque ele pediu. Eu votei no Cláudio Castro porque ele pediu. E em nenhum momento o ex-presidente Bolsonaro veio a público para admitir sequer que errou”, reforça. Otoni diz ainda que “seria até digno a família Bolsonaro não se meter mais nas eleições do Rio, porque eles só apresentam ladrão”. Esse cenário, diz, é que o leva a apoiar o ex-prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD), ao governo do Rio, no que trata como um alinhamento inesperado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sua aliança, porém, vem de antes, quando apoiou a reeleição de Paes como prefeito e obteve a nomeação de seu filho, Otoni de Paula Filho, como secretário municipal da Cidadania e Família. Já na disputa do Palácio do Planalto, mantém seu desejo por um governo de direita e apoia o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), apesar de discordar de sua promessa por ampla anistia para os condenados por golpe de Estado. Procurado pela BBC News Brasil por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro não respondeu às acusações de Otoni contra si e seu pai. A reportagem também não obteve retorno da assessoria de Cláudio Castro. Já o ex-governador Wilson Witzel disse que Otoni se tornou o principal articulador de sua perseguição depois que recusou nomear “nomes absurdos” indicados por ele para comandar secretarias, delegacias e batalhões de polícia na sua gestão. “Sabotou meu governo, minou minha relação com o presidente Bolsonaro e foi o responsável por colocar Castro na cadeira de governador”, acusou. “Hoje finge ser oposição, quando sempre foi governo. Otoni é uma serpente, tal qual seu chefe, Eduardo Paes. Traiu a igreja, traiu o eleitor, traiu Bolsonaro e, não demora, vai trair Lula”, continuou. Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Otoni à BBC News Brasil. Parlamentar evangélico, ele também defende o papel dos pastores no combate ao machismo e à cultura do estupro. “A igreja peca quando não debate esse assunto, e já há comprovações de que uma parte considerável das mulheres violentadas está em nossas igrejas. E, quem as violentou, uma parte são aqueles que se dizem de Deus, que defendem a família, que são cristãos”, diz o deputado. BBC News Brasil – O senhor protocolou um pedido ao Ministério Público Federal (MPF) de intervenção federal no Rio de Janeiro, o que daria a administração do Estado ao governo Lula. Por que defende essa medida? Otoni de Paula – Entrei com esse pedido devido à gravidade do que está acontecendo, embora soubesse que esta intervenção federal não seria algo aceito pelo governo federal, porque não quer colocar a mão naquela confusão, ainda mais em ano eleitoral. A imoralidade política passou a ser moralidade. Não se tem mais pudor de roubar. Uma quadrilha tomou o Estado, e o cabeça dessa quadrilha é o ex-governador Cláudio Castro. Ele nunca teria condição de ser governador do Estado. Ascendeu por conta da queda do Wilson Witzel e, para se manter no governo, faz o que nenhum gestor poderia fazer: ele não divide apenas o poder, porque o poder precisa ser dividido para governar, isso é da democracia, mas ele divide a autoridade. Ele loteia as secretarias, e cada um começa a fazer conforme bem lhe parece. Você tem cinco secretários investigados e presos no governo Cláudio Castro. Tem o conluio entre ele e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, que passou a ter com ele [após romperem] uma relação de ameaça, em que Bacelar fazia ameaças, e o próprio ex-governador contava até para seus opositores que tinha medo do Bacellar. E aí se descobre depois que esse Bacellar é um braço do Comando Vermelho na política do Rio de Janeiro. A política do Rio está tão destruída moralmente que relatórios da Polícia Federal dão conta de que mais de 40 deputados estaduais têm alguma associação com o crime organizado e foram eleitos por conta da associação direta ou indireta com o crime. Por isso é que pedi essa intervenção federal. [Nota da redação: Seis secretários ou subsecretários do governo Cláudio Castro foram presos no exercício do cargo ou após deixarem suas funções, acusados de ligação - [Redução de salários e bolsa patrão: partido de Flávio Bolsonaro tenta frear 6×1 na Câmara](https://politicariabrasileira.blog.br/reducao-de-salarios-e-bolsa-patrao-partido-de-flavio-bolsonaro-tenta-frear-6x1-na-camara/): Seis em cada dez homicídios no Brasil ficam sem solução, diz instituto Sóstenes apoia ideia de Zema e Nikolas para dificultar aprovação do projeto Por Yuri Ferreira | Revista Fórum 23/04/2026 O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) A proposta de alteração da jornada de trabalho no Brasil avança na Câmara dos Deputados após ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (22), mas o PL aposta em criar dificuldades para aprovação, que condiciona o apoio à apresentação de uma bolsa patrão para colocar o projeto em prática. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), sinalizou que a aprovação da medida depende de concessões do governo. “Ou o governo abre o cofre para aprovar o texto ou vai ter muita dificuldade aqui na Câmara”, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo. A ideia não é nova: Nikolas Ferreira também já havia defendido uma espécie de compensação, chamada de  bolsa-patrão pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos. O próximo passo é a instalação de uma comissão especial, prevista para ocorrer nos próximos dias por determinação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O colegiado será responsável por debater o conteúdo da proposta e analisar eventuais modificações antes de submetê-la ao plenário. Além disso, a oposição quer mudar o regime de pagamentos adotando o modelo de pagamento por hora trabalhada, defendido pelo patronato e incorporado ao debate eleitoral por Romeu Zema (Novo). Assim, a escala viria acompanhada de redução de salários. Integrantes do PT resistem a discutir mecanismos de compensação direta às empresas, como desonerações fiscais, mas reconhecem internamente a necessidade de construir alternativas para reduzir a oposição no Congresso. Entre as possibilidades ventiladas nos bastidores estão acordos com setores específicos da economia e o uso de linhas de crédito do BNDES para empresas impactadas pela mudança. A oposição considera ainda o uso de recursos regimentais para prolongar a tramitação. Deputados contrários à proposta estudam utilizar todas as sessões de discussão disponíveis — que podem chegar a 40 —, o que deslocaria a votação final para o segundo semestre. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Federal PFSistema Nacional de Análise Balística SINAB MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) - [Magistrada do "regime de escravidão" chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/magistrada-do-regime-de-escravidao-chegou-a-receber-r-614-mil-em-um-mes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, teve um salário médio de R$ 85 mil por mês em 2025 e chama corte de penduricalhos de “escravidão” Por Julinho Bittencourt | Revista Fórum 23/04/2026 A desembargadora Eva do Amaral Coelho do TJPA/Foto: Reprodução de Vídeo A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, criticou os novos limites estabelecidos em março pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o pagamento de benefícios a magistrados em todo o país. As declarações foram feitas durante a 8ª sessão ordinária da Corte. Integrante da 3ª turma de Direito Penal, a magistrada afirmou que a categoria vem sendo tratada como vilã e disse que, “daqui a pouco”, juízes e desembargadores estarão “no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”. Eva se manifestou sobre o tema no dia 9 de abril. Aos colegas, pediu desculpas e afirmou que fazia um “desabafo sobre uma situação muito triste”. Durante a fala, a desembargadora afirmou que foram criadas narrativas que retratam o juiz como alguém sem escrúpulos, que quer “ganhar muito sem fazer nada”. Segundo ela, a imagem da magistratura foi invertida perante a sociedade. “Hoje nós passamos de cidadãos que zelam pela proteção dos direitos para vilões da história. Nós somos os bandidos agora.” Vantagens indevidas Ao rebater a visão de que juízes buscam vantagens indevidas, Eva criticou o uso do termo “penduricalho” e disse que a expressão foi lançada de forma ofensiva contra a categoria. “Dizer que o juiz não trabalha e que persegue verbas e mais verbas e mais verbas, como um privilégio, um penduricalho, uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive com uma tensão enorme.” Segundo a desembargadora, a pressão já afeta integrantes da carreira, e há colegas que estariam com dificuldade para pagar contas. Eva também afirmou que não existe hoje nenhuma voz em defesa dos magistrados e reclamou da reação pública contra a categoria. “Quanto mais a gente se defende, mais a gente é execrado.” A desembargadora também mencionou a carga de trabalho enfrentada por juízes e desembargadores e disse que a população não conhece a rotina da magistratura. “Eu queria que parte da população viesse viver o dia a dia do juiz e do desembargador, para ver como é que a gente trabalha. Enormes horas extras, sacrificando fim de semana.” Na avaliação da magistrada, a própria população poderá sentir os efeitos desse cenário ao recorrer ao Judiciário. “A população vai sentir quando ela procurar a Justiça e realmente não tiver. Aí ela vai sentir e vai ver de que lado ela optou.” Salário médio líquido mensal de aproximadamente R$ 85 mil Dados de remuneração da magistrada, disponíveis no Portal da Transparência do TJPA mostram que Eva do Amaral Coelho recebeu, em março de 2026, uma remuneração bruta total de R$ 91.211,82. Ainda segundo os levantamentos, em 2025 a magistrada teve um salário médio líquido mensal de aproximadamente R$ 85 mil. O levantamento aponta também picos de remuneração. Em dezembro de 2023, por exemplo, Eva do Amaral Coelho chegou a receber um salário bruto superior a R$ 614 mil (cerca de R$ 499 mil líquidos), impulsionado por gratificações e vantagens eventuais. O salário sem “penduricalhos” A composição dos rendimentos inclui, além do subsídio base do cargo — atualmente fixado em R$ 41.845,48 —, verbas adicionais como auxílios, vantagens pessoais e indenizações, frequentemente chamadas de “penduricalhos”. As declarações da desembargadora ocorrem em meio às novas regras estabelecidas pelo STF, que passaram a limitar verbas remuneratórias adicionais a 35% do teto constitucional, medida que intensificou o debate sobre os ganhos da magistratura. https://www.youtube.com/watch?v=sxdtl9cYtJQ&t=21s Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: "Querem fazer o povo pagar a conta"](https://politicariabrasileira.blog.br/boulos-detona-plano-de-flavio-bolsonaro-contra-aposentados-querem-fazer-o-povo-pagar-a-conta/): Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” Ministro da Secretaria-Geral da Presidência publicou vídeo nas redes sociais após a divulgação do plano de Flávio Bolsonaro e afirmou que a proposta prevê congelar aposentadoria, BPC e orçamento do SUS Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 23/04/2026 O ministro Guilherme Boulos – Foto: Gil Ferreira/SRI-PR O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu nesta quarta-feira ao plano de governo atribuído a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, Boulos afirmou que a proposta prevê o congelamento de aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A manifestação de Boulos ocorreu após a revelação de trechos do documento econômico ligado à pré-campanha do senador fluminense. No X (antigo Twitter), o ministro compartilhou um vídeo listando as áreas que seriam afetadas caso as medidas de ajuste fiscal avancem. Boulos aponta impacto do plano em idosos e autistas Segundo o ministro, a proposta em estudo pela equipe do PL atinge diretamente a parcela mais vulnerável da população. “Vazou hoje o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o valor da aposentadoria, do BPC para idosos, autistas e PCDs e também o orçamento do SUS”, escreveu Boulos. A crítica do integrante do governo federal joga luz sobre os impactos sociais do programa defendido pelo parlamentar. Pelo texto, os benefícios pagos pelo INSS, os repasses da assistência social e os pisos constitucionais de saúde e educação passariam a ser corrigidos apenas pela inflação. Proposta de Flávio Bolsonaro barra ganho real de benefícios A adoção do índice inflacionário como teto para os reajustes da União impediria qualquer aumento acima do custo de vida para os beneficiários. A medida contraria a atual política de valorização do salário mínimo e das aposentadorias em vigor no governo federal, que retomou o acréscimo real. Após a divulgação do documento que orienta seus próximos passos políticos, Flávio Bolsonaro se manifestou nas redes sociais. Como mostrou a Fórum, o senador precisou vir a público para tentar justificar as propostas de contenção de despesas, que agora entraram na mira de ministros e da base aliada do Planalto. Notícia anteriorPróxima notícia BPC Benefício de Prestação ContinuadaINSSPL Partido LiberalSUS Sistema Único de Saúde Magistrada do “regime de escravidão” chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO) 23/04/2026 Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” 23/04/2026 Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro: 'Bolsonarinho é antivacina'](https://politicariabrasileira.blog.br/ministro-da-saude-critica-flavio-bolsonaro-bolsonarinho-e-antivacina/): Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro: ‘Bolsonarinho é antivacina’ Alexandre Padilha anunciou ações para vacinação nas escolas e disse que movimento antivacina ainda é forte no País; procurado, senador ainda não se manifestou Por Paula Ferreira | O Estado de S.Paulo 22/04/2026 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Lula no Rio de Janeiro Foto: Pedro Kirilos/Estadão BRASÍLIA- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou o anúncio de ações para ampliar a vacinação, nesta quarta-feira, 22, para criticar o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “Bolsonarinho”. Procurado, o senador ainda não se manifestou.Em declaração a jornalistas, após ser questionado sobre a força do movimento antivacina no País, Padilha criticou a postura do senador e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Tem movimento (antivacina), tem candidato a presidente da República. O Bolsonarinho é antivacina. Não vem com esse papo agora de que ele é vacinado. O que que o Bolsonarinho fez quando o pai dele fazia chacota de vacina, falava que (quem) tomar vacina podia virar jacaré? Que que ele fez nessa época?“, questionou o ministro da Saúde. A postura de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 foi um dos principais entraves a sua reeleição. Na época, o presidente chegou a ironizar a doença dizendo que se tratava de uma “gripezinha” e adotou discurso negacionista, rechaçando vacinação e o uso de máscara. Nesta quarta-feira, o ministro da Saúde afirmou que a vacinação é uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a população deve “estar alerta o tempo todo”, uma vez que há candidato antivacina disputando a Presidência. Segundo o ministro, o governo tem feito interlocução com religiosos para conscientizar a população sobre o benefício das vacinas. Padilha informou que o Ministério da Saúde fará um ato ecumênico nos próximos dias, com a presença de lideranças evangélicas, para celebrar o aumento da cobertura vacinal. “Tenho feito muitos encontros com lideranças religiosas. Vamos realizar nos próximos dias um ato ecumênico aqui dentro do ministério com lideranças evangélicas para a gente fazer uma saudação desse resultado que tivemos na ampliação da cobertura vacinal. “A gente pediu muito para essas lideranças religiosas falarem nos seus cultos da importância da vacina”, disse o ministro. O presidente Lula enfrenta uma forte resistência do setor evangélico. De acordo com pesquisa Quaest, divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula neste setor avançou sete pontos porcentuais em um mês, passando de 61% em março para 68% neste mês. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Redução de salários e bolsa patrão: partido de Flávio Bolsonaro tenta frear 6×1 na Câmara 23/04/2026 Magistrada do “regime de escravidão” chegou a receber R$ 614 mil em um mês (VIDEO) 23/04/2026 Boulos detona plano de Flávio Bolsonaro contra aposentados: “Querem fazer o povo pagar a conta” 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV](https://politicariabrasileira.blog.br/mp-investiga-chefe-geddel-sob-suspeita-de-propina-de-r-1-milhao-na-trama-da-fuga-de-lider-do-cv/): MP investiga ‘chefe’ Geddel sob suspeita de propina de R$ 1 milhão na trama da fuga de líder do CV Ex-deputado federal pelo MDB, que teve R$ 51 milhões apreendidos em dinheiro vivo em 2017, agora é alvo de inquérito do Ministério Público da Bahia; ‘Estadão’ pediu manifestação da defesa Por Felipe de Paula | O Estado de S.Paulo 22/04/2026 Ex-deputado federal Geddel Vieira Lima é investigado pelo Ministério Público da Bahia Foto: Dida Sampaio/Estadão O Ministério Público da Bahia investiga o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (MDB) por suspeita de recebimento de propina de R$ 1 milhão em meio a uma trama que levou à fuga do traficante Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis, braço do Comando Vermelho no sul do Estado. Diálogos recuperados pelos promotores a partir da extração dos celulares de dois alvos da Operação Duas Rosas revelam citações a Geddel, chamado de “chefe” pelos interlocutores – o também ex-deputado Uldurico Júnior e a ex-diretora do presídio de Eunápolis Joneuma Silva Neres. Ela fechou acordo de delação premiada e confessou sua participação na fuga de “Dadá” e outros 15 detentos em 12 dezembro de 2024. O Estadão busca contato com Geddel e Uldurico Júnior. O espaço está aberto. A Operação Duas Rosas foi deflagrada na quinta-feira, 16. O nome “Duas Rosas” faz referência ao valor estimado da vantagem indevida que teria sido paga a Uldurico Júnior, que foi preso em um hotel na Praia do Forte. Em conversas com Joneuma, ele sugere que metade da propina de R$ 2 milhões para executar o plano de fuga do líder da facção seria destinada a Geddel. O Ministério Público instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) sobre a suposta ligação de Geddel com Uldurico Júnior e se ele foi mesmo beneficiário da partilha. Em setembro de 2017, na Operação Tesouro Perdido, a Polícia Federal achou R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, alugado por Geddel para “guardar documentos”. As cédulas de reais (R$ 42,6 milhões) e dólares (US$ 2,7 milhões) estavam estocadas em malas, caixas de papelão e também espalhadas pelo chão. Os federais levaram três dias para concluir a contagem da fortuna, cuja origem nunca foi explicada pelo ex-ministro dos governos Dilma e Temer. Dois anos depois, formalmente acusado de lavagem de dinheiro, Geddel teve pena imposta pelo STF de 14 anos de prisão – a investigação revelou que o imóvel era usado pelo emedebista como “bunker” de ocultação de propinas. Peritos da PF capturaram impressões digitais dele nas notas e malas. ‘Choram as rosas’ Agora, quase uma década depois, Geddel vê seu nome citado na Operação Duas Rosas. Segundo a Promotoria, verificou‑se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao pagamento dos valores negociados. Os promotores do Gaeco – grupo de combate ao crime organizado – apontam que Joneuma, indicação política de Uldurico Júnior para a direção do presídio, permitia a concessão de regalias aos internos integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis, liderado por “Dadá”. Entre as vantagens concedidas ao grupo de “Dadá” foram identificados acesso irrestrito a TVs, geladeiras e outros eletrodomésticos introduzidos na unidade, refeições diferenciadas, inclusive contratação de baiana de acarajé, uso de equipamentos sonoros, visitas íntimas nos pavilhões e livre circulação pelas dependências, até realização de velório. Durante um ano e meio de gestão de Joneuma, o ex-parlamentar frequentou o presídio em diversas ocasiões, cujos ingressos, a seu pedido, não foram registrados em livros próprios, oportunidade em que se reunia reservadamente com “Dadá”, segundo os promotores. O inquérito Duas Rosas indica que uma primeira parcela da propina do Comando Vermelho para Uldurico Júnior – R$ 200 mil em espécie – foi entregue ao ex-deputado em uma caixa de sapatos. A entrega desse montante se deu mais de um mês antes da fuga, no dia 4 de novembro, quando um emissário de “Dadá” entregou a caixa a Joneuma “a título de adiantamento”. No dia seguinte, ela foi à casa de Uldurico Alves Pinto, pai de Uldurico Júnior, no município de Teixeira de Freitas – R$ 150 mil ficaram de posse de Uldurico, o pai. Os R$ 50 mil restantes foram fracionados em um depósito de R$ 21.600 diretamente na conta bancária de Uldurico Júnior e um Pix de R$ 24 mil destinado a um aliado do ex-deputado, conforme comprovantes extraídos do celular da colaboradora. Depois, Uldurico pressionou a ex-diretora do presídio para que lhe fosse entregue o restante do dinheiro, alegando, em várias ocasiões, que tinha que repassar a Geddel. Acuada, Joneuma fechou acordo de delação premiada e espontaneamente abriu os dados de seu celular. Em troca de ficar apenas um ano presa em regime fechado e mais dois no semiaberto – depois, em domiciliar, mas “sem direito a promover, em sua residência, festas ou quaisquer outros eventos sociais” e sob vigilância eletrônica pessoal em tempo integral, através de rastreamento do GPS de seu telefone – ela revelou como foi arquitetada a fuga de “Dadá”. Joneuma afirmou que, oito dias após a debandada dos 16 detentos, encontrou-se com Uldurico Júnior em um hotel em Salvador. Na ocasião, em 20 de dezembro de 2024, segundo ela, o ex-deputado a teria ameaçado “caso contasse algo sobre os fatos”. Metade para o ‘chefe’ A delatora informou que Uldurico Júnior dizia que “metade do dinheiro da fuga seria para ele, e metade para o ‘chefe’ (referindo-se a Geddel Vieira Lima)”. Joneuma relatou que Uldurico Júnior encaminhava a ela mensagens supostamente enviadas por Geddel, cobrando o dinheiro. Ela disse que as mensagens trocadas com Uldurico Júnior em 3 de janeiro de 2025, nas quais falam sobre “chorar as rosas”, referiam-se a quando ocorreria o pagamento do restante do valor acordado pela fuga. O plano de fuga previa que apenas “Dadá” e seu braço direito “Sirlon” abandonariam a cadeia no dia 31 de dezembro de 2024. Os diálogos mostram que Uldurico Júnior cobrou Joneuma por mensagem de WhatsApp e a questionou por que fugiram mais internos e em uma data diferente da - [Governo Lula alugou navios para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-lula-alugou-navios-para-cop30-via-empresa-do-socio-de-vorcaro/): Governo Lula alugou navios para COP30 via empresa do sócio de Vorcaro Documento ao qual coluna teve acesso mostra que governo Lula alugou navios na COP30 por meio de empresa cujo dono é sócio de Daniel Vorcaro Por Gustavo Zucchi | Metrópoles 22/04/2026 Secom/COP30 O governo Lula contratou cruzeiros para a COP30 por meio de empresa cujo dono é um empresário apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo. Segundo documento da Casa Civil, ao qual a coluna teve acesso, o governo alugou navios para hospedar delegações na COP30 por meio da “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda”. A Qualitours foi contratada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil, por meio da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. “Para tais fins [disponibilização de cabines em cruzeiros], a União, por meio da Secop, contratou os serviços da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A Embratur subcontratou a operadora turística Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que, por sua vez, celebrou contratos com as empresas armadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros”, diz o documento da Casa Civil. Quem é o sócio de Vorcaro Contratada pelo governo via Embratur, a Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen. Ele é apontado como sócio de Vorcaro no hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP). Diferentemente de Vorcaro, que costuma dizer que o hotel pertence à Prime You, empresa que também é dona dos jatinhos usados pelo banqueiro, Cohen já admitiu publicamente ser dono do Botanique. A ligação da Qualitours com Vorcaro, porém, vai além. A empresa pertence à holding BeFly, criada em 2021 por Marcelo Cohen a partir do impulsionamento de fundos ligados ao Banco Master. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Cohen utilizou recursos de fundos, como o “B10” e do “TT”, ligados ao Master, para comprar outras empresas da holding. Entre elas, a Flytour e a Queensberry. De acordo com a Folha, um RIF (relatório de inteligência financeira) sobre o Master apontou transação em espécie de R$ 6 milhões, em novembro de 2024, entre o banco de Vorcaro e a empresa de Cohen. O que diz o governo Lula Em nota, a Embratur disse que a escolha da Qualitours se deu por meio de chamamento público e que a empresa “apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato”. A agência ressaltou que não houve nenhuma participação do Banco Master no processo de contratação dos navios e que a “estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança”. A Embratur reforçou ainda que a contratação já foi auditada pelo TCU, que, por unanimidade, a considerou regular, além de atestar que o modelo foi economicamente mais vantajoso em comparação ao fretamento direto dos navios. “O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular. No Acórdão 756/2026, o tribunal considerou ‘a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram’. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou ‘economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto’”, diz a nota da agência (veja a íntegra abaixo). O que dizem as empresas Em nota, a BeFly disse que o Master “atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia” e que segue honrando seus compromissos “sem qualquer irregularidade”. “A BeFly reitera que o Banco Master atuou como instituição provedora de linhas de crédito contratadas entre 2021 e 2023 para apoiar parte do ciclo de aquisições da companhia, em conjunto com recursos próprios gerados pela operação. Esses compromissos seguem sendo regularmente honrados. A companhia reitera sua operação sólida e autonomia financeira, sem conexão com qualquer irregularidade”, diz. A Qualitours, parte da holding da BeFly, afirmou que foi contratada pela Embratur para operar os navios de hospedagem e que o processo foi “regular e compatível com as exigências técnicas do projeto”. “A Qualitours informa que foi contratada pela Embratur para operar navios de hospedagem de apoio à COP, em processo regular e compatível com as exigências técnicas do projeto. A empresa reafirma a conformidade da contratação e dos serviços”, informou a empresa. Confira a íntegra da nota da Embratur: O Governo Federal, por meio da Secretaria Extraordinária para a COP30 e da Embratur, contratou dois navios de cruzeiro para atuarem como unidades temporárias de hospedagem durante a COP30, que foi realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. A seleção da empresa responsável pela operação e comercialização das cabines ocorreu por meio de chamamento público conduzido pela Embratur. A Qualitours apresentou todos os documentos legalmente exigidos para atestar idoneidade e capacidade de execução do contrato. A estruturação financeira da operação foi garantida pelo banco BTG Pactual, por meio da emissão de carta fiança. Não houve qualquer participação do Banco Master no processo de contratação dos navios. O contrato entre Embratur e Qualitours já foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Por decisão unânime, o plenário do TCU considerou a contratação regular. No acórdão 756/2026, o Tribunal considerou “a plausibilidade da fundamentação técnica, jurídica e estratégica para a decisão, bem como os estudos preliminares que a sustentaram”. Além disso, o TCU também atestou que o modelo adotado pela Embratur se mostrou “economicamente mais vantajoso em comparação à alternativa de afretamento direto”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCampos do Jordão SPCOP30EmbraturPT Partido dos TrabalhadoresTCU Tribunal de Contas da União Prefeitura de Osasco descarta centenas de livros de biblioteca pública 25/04/2026 Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias 23/04/2026 ‘Fim da 6×1 não quebra o país. Direita resolveu defender a elite’, diz deputado ex-bolsonarista Otoni de Paula 23/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim - [Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: '23 tiros não é ordem de parada', diz irmã](https://politicariabrasileira.blog.br/empresario-e-morto-a-tiros-durante-abordagem-da-pm-na-pavuna-23-tiros-nao-e-ordem-de-parada-diz-irma/): Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã Daniel Patrício Santos de Oliveira estava em uma picape com três amigos quando foi atingido na Zona Norte do Rio de Janeiro. Polícia Militar determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso. Por Lucas Madureira e Marco Canosa | Bom Dia Rio 22/04/2026 Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, foi morto durante uma abordagem da PM na Pavuna — Foto: Arquivo pessoal Um empresário foi morto a tiros durante uma abordagem de policiais militares na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, tinha uma loja de produtos eletrônicos na região e voltava de um pagode com três amigos quando foi baleado. “Foram 23 tiros. Então, 23 tiros não é ordem de parada. Não teve revide, porque não tinha arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado, desse Estado despreparado que atira para matar”, disse a irmã dele, Thaís Oliveira. O empresário, que morava no bairro havia 22 anos, deixa esposa e uma filha de 4 anos. De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) realizavam patrulhamento na região quando abordaram o veículo e informaram que, na ação, um homem foi baleado e não resistiu aos ferimentos. A corporação não falou sobre o motivo da abordagem. A Polícia Civil já realizou perícia no local e ainda não informou oficialmente quantos disparos foram efetuados. “Eu vi o despreparo. Eu vi todos os policiais aqui parados, vendo o absurdo que eles tinham feito”, afirmou Elaine Oliveira, mãe do rapaz. Em nota, a Polícia Militar informou que a Delegacia de Homicídios foi acionada e que a ocorrência está em andamento. O comando da corporação também determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso. O corpo de Daniel foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). As investigações ficarão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer o que motivou a abordagem e as circunstâncias que levaram à morte do empresário. Notícia anterior Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: 'A gente não vê policiamento'](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-medica-baleada-motoristas-relatam-medo-na-transolimpica-a-gente-nao-ve-policiamento/): Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ Mulher foi rendida e baleada por bandidos durante tentativa de assalto. Três bandidos foram presos, dois deles baleados. Polícia Militar diz que mantém policiamento ostensivo contínuo. Por Lilian Ribeiro e Marcello Victor | g1 Rio e TV Globo 22/04/2026 Médica ia para o trabalho no Samu quando foi baleada nas costas — Foto: Reprodução/TV Globo Motoristas que usam a Transolímpica relatam medo e cobram mais segurança após o tiroteio que deixou ao menos quatro feridos — entre eles, uma médica baleada na manhã de feriado desta terça-feira (21), na altura de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Usuários da via expressa dizem que a violência não é um caso isolado e criticam a falta de policiamento em um dos principais corredores de ligação entre bairros da região. “Eu fico triste porque, infelizmente, a segurança do nosso estado está muito ruim. Essa é a grande realidade. Agora, numa via expressa como essa, acontecer o que aconteceu não era para ter acontecido”, afirmou o corretor de imóveis e motorista de aplicativo Felipe Santos. Quem depende da Transolímpica para trabalhar relata sensação constante de vulnerabilidade. O eletricista Adriano Oliveira, que também atua como motorista de aplicativo, diz que o policiamento é insuficiente diante do fluxo intenso de veículos. “Uso bastante a Transolímpica. Trabalho no Aterro do Flamengo e pego sempre a via para seguir pela Barra. O trânsito é muito intenso e você não vê quase policiamento. Não tem segurança nenhuma”, afirmou. Procurada pela TV Globo, a Polícia Militar informou que mantém policiamento ostensivo contínuo na Transolímpica, com patrulhamento motorizado e pontos fixos em locais estratégicos. O tiroteio A manhã de feriado começou com pânico para quem passava pela via. Por volta das 6h30, criminosos armados circulavam em um carro elétrico roubado quando foram localizados por policiais do Batalhão de Bangu. Ao receberem ordem de parada, os suspeitos atiraram, dando início a um confronto. Motoristas e passageiros buscaram abrigo como puderam. Muitos desceram dos carros e se protegeram atrás da mureta central da pista. Durante a troca de tiros, um dos criminosos tentou roubar uma moto para fugir e, em seguida, abordou uma caminhonete. Segundo testemunhas, a motorista não parou e acabou baleada. A vítima é a médica pediatra Simone Ferreira Alves, que seguia para um plantão em uma base do Samu, em Senador Vasconcelos. Ela foi atingida nas costas, passou por cirurgia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, e o estado dela é estável, segundo a direção da unidade. De acordo com a Polícia Militar, dois suspeitos foram baleados e levados para a mesma unidade, sob custódia policial. Um terceiro foi preso no local do crime. Segundo a corporação, o grupo é ligado ao Complexo do Chapadão. Os policiais apreenderam duas pistolas e o carro elétrico roubado usado pelos criminosos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-planeja-reajustar-aposentadorias-e-despesas-com-saude-e-educacao-so-pela-inflacao/): Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação Equipe que elabora plano não fala abertamente sobre medidas por temor de ataques do PT; divulgação de plano foi adiado Propostas trariam economia de 2 pontos do PIB; pré-candidato diz que pode privatizar 95% das estatais Por Fernando Canzian | Folha de S.Paulo 21/04/2026 Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, durante evento no Rio de Janeiro – Daniel Ramalho -19.mar.26/AFP São Paulo – A equipe a cargo do programa econômico do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) considera politicamente viável um ajuste fiscal inicial da ordem de dois pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto) caso o senador fluminense seja eleito. Isso equivale à metade do que especialistas consideram necessário (quatro pontos do PIB) para estabilizar a trajetória explosiva da dívida pública. A premissa, no entanto, é que seria dado um recado plausível a investidores que hoje financiam o déficit público. O mercado poderia passar a exigir juros menores para comprar títulos do Tesouro na expectativa de estabilização da dívida e de mais ajustes à frente. São consideradas três medidas principais: desvinculação de despesas com saúde do mínimo constitucional de 15% da receita corrente líquida (RCL); o mesmo na educação em relação aos atuais 18% da receita líquida de impostos (RLI); e a separação da política de aumento real (acima da inflação) para o salário mínimo de trabalhadores na ativa dos reajustes do piso básico da Previdência e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) —ambos de um salário mínimo. A ideia central é que os pisos constitucionais para a saúde e educação, assim como os benefícios básicos do INSS e do BPC (a pessoas idosas ou com deficiência), possam ser corrigidos somente pela inflação. As mudanças requerem PECs (propostas de emenda à Constituição), que precisariam de 3/5 dos votos tanto na Câmara quanto no Senado. O partido do pré-candidato acredita que a direita sairá fortalecida das urnas, ampliando sua posição nas duas Casas legislativas. No caso do salário mínimo e da Previdência, a eventual mudança não feriria o que se considera cláusula pétrea na Constituição: a manutenção do poder de compra e do valor real do piso básico e dos benefícios, pois haveria correção anual pela variação dos preços. A equipe do presidenciável não fala abertamente sobre as possíveis medidas, e um anúncio do esboço de um plano programado para o final de março foi abortado. Com Flávio hoje empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, segundo o Datafolha, a equipe considera que a divulgação daria munição política ao petista, que poderia falar em perdas aos aposentados e em redução de verbas para a saúde e a educação. Em fevereiro, Flávio disse que promoveria um “tesouraço” para equilibrar as contas públicas. Afirmou também que daria para privatizar 95% das estatais. Em março, o coordenador de sua pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que o atual modelo econômico está “estourando”. Prometeu mudanças e afirmou que as reformas da Previdência (2019) e trabalhista (2017) seriam “revisitadas”. Se adotadas, as medidas de correção só pela inflação de aposentadorias, saúde e educação seriam suficientes para alterar, ainda que de forma limitada, a atual trajetória fiscal. O Brasil tem convivido no governo Lula 3 com déficits primários (sem considerar a conta de juros da dívida) de -0,5% a -1% do PIB —incluindo as várias exceções às regras do arcabouço fiscal. Embora o governo tenha aprovado em 2023 o arcabouço, que tem como alvo limitar o crescimento real dos gastos a 2,5% ao ano, eles têm aumentado quase que organicamente cerca de 3% reais (além da inflação). Isso vem comprimindo o espaço disponível para despesas com custeio e investimentos. Atualmente, menos de 10% do gasto primário federal é de livre alocação. Minucioso trabalho do CDPP (Centro de Debate de Políticas Públicas) com alguns dos melhores especialistas do país na área fiscal detalha que só os gastos com Previdência e assistência social crescem ao ritmo de 6% ao ano, pressionados pelo aumento do número de beneficiários e reajustes reais do salário mínimo. Os autores enfatizam que, segundo o próprio PLDO (projeto de lei de diretrizes orçamentárias) de 2026, cada R$ 1 de aumento real para o salário mínimo amplia as despesas primárias obrigatórias da União em R$ 429 milhões. Caso não haja mudanças nas regras atuais, o CDPP estima que o déficit primário possa saltar do atual -0,5% do PIB para -3% em dez anos. Se não for possível aumentar mais os impostos (a carga tributária atingiu recorde de 32,4% do PIB em 2025), haverá em 2036 despesas equivalentes a 21,5% do PIB para receitas ao redor de 18,5%. No caso das despesas vinculadas ao salário mínimo (Previdência e BPC), elas também são sensíveis à demografia e crescem de forma acelerada conforme a população envelhece. Dos mais de 41 milhões de aposentadorias e benefícios assistenciais pagos pelo INSS, 70% seguem o piso. A desindexação dessas duas despesas do aumento real do salário mínimo e sua correção somente pela inflação resultaria em economia potencial de R$ 1,1 trilhão em dez anos. Ela aumentaria gradualmente: no primeiro ano, seria de apenas R$ 15 bilhões, mas alcançaria R$ 238,5 bilhões em 2035. Economia um pouco menor (R$ 800 bilhões) no mesmo período é projetada para a desvinculação de saúde e educação à receita (passando à correção pela inflação), mas incluindo também a complementação federal no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Nesse caso, a diferença passaria de R$ 29 bilhões no início para R$ 145 bilhões em 2035. Quanto maiores as despesas e o déficit do governo, mais altos são os juros exigidos por investidores para financiar o Tesouro. Os gastos também provocam a aceleração da atividade, pressionando a inflação, o que leva o Banco Central a manter juros altos para conter os preços. Essa combinação de déficits e juros elevados pressiona a dívida pública bruta. Nos quatro anos de Lula 3 ela deve subir cerca de dez pontos percentuais; e o próprio governo estima que chegará a 86% como proporção do PIB em 2027. Trata-se de um dos maiores endividamentos entre os emergentes e fonte de ansiedade para - [Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré](https://politicariabrasileira.blog.br/dez-pms-do-bope-viram-reus-por-invasao-de-casas-e-uso-irregular-de-cameras-em-operacao-na-mare/): Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré Segundo o MPRJ, agentes entraram em 13 imóveis durante operação em janeiro de 2025, deixaram cumprir missão e ocultaram imagens das câmeras corporais. Por g1 Rio 21/04/2026 Policiais descansando na casa de um morador — Foto: Reprodução/TV Globo A Justiça Militar aceitou duas denúncias do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou réus 10 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) — a tropa de elite da corporação — por irregularidades em uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, em 10 de janeiro de 2025. Os PMs vão responder por: violação de domicílio: de acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os agentes entraram clandestinamente em 13 residências na Nova Holanda, em alguns casos utilizando chave mestra ou arrombando a porta, sem autorização dos moradores nem ordem judicial; descumprimento de missão: ainda segundo o MPRJ, parte dos policiais também deixou de cumprir a missão de incursão e estabilização para permanecer dentro dos imóveis, onde dormiram, usaram banheiros e até consumiram itens das geladeiras dos moradores. recusa de obediência: as investigações apontam que agentes obstruíram deliberadamente as lentes das câmeras operacionais portáteis (COPs), o que resultou em gravações com “tela preta”, dificultando o registro das ações durante a operação.   A PM disse que instaurou procedimento e encaminhou relatório à Auditoria de Justiça Militar (veja nota completa abaixo). Os réus Os policiais que tiveram a denúncia aceita são: Bruno Martins Santiago, 3º sargento; Carlos Alberto Britis Júnior, 3º sargento; Luís Claudio Santos da Silva, 1º sargento; Diego Ferreira Ramos Martins, cabo; Diogo de Araújo Hernandes, 3º sargento; Douglas Nunes de Jesus, 2º sargento; Felippe Carlos de Sousa Martins, 1º tenente; Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo; Rodrigo da Rocha Pita, cabo; Rodrigo Rosa Araujo Costa, 1º sargento.   O tenente Felippe Martins comandou a operação do Bope no Morro Santo Amaro em junho do ano passado. No local, acontecia uma festa junina na quadra da comunidade. Durante um confronto, o office boy Herus Guimarães Mendes foi baleado e morreu. A Corregedoria da PM indiciou o tenente por homicídio. Ele foi denunciado pelo Gaesp e virou réu na Justiça. Outras câmeras ajudaram a investigação Apesar do mau uso das câmeras corporais, imagens de outras câmeras e o áudio captado dos equipamentos cobertos ajudaram o Gaesp a compor as denúncias. Em uma casa, segundo a gravação de uma COP, um PM do Bope encontra a porta aberta e entra na sala, onde 3 policiais já estão sentados no sofá. Ele vai até a cozinha, abre a porta da geladeira, mexe nos produtos no congelador e pega um guaraná natural. Ele volta pra sala e brinca com os colegas: “Todo mundo assistindo televisão bonitinho!” “É o RJTV!”, responde um deles. A conversa segue, e PM com a câmera se estica no sofá e comenta sobre o guaraná. “Não vem um lacre? Pô, fiquei encabrestado agora. Vou esperar alguém chegar aqui com mais sede do que eu”, diz. Logo depois, ele cobre a lente da câmera, mas o áudio ainda é captado. O grupo fala sobre a comida encontrada na casa. “Tem bacon ali, tem carne, bacon”, destaca um. PM no banheiro Outro registro preservado mostra o momento em que um PM entra em um prédio residencial de 3 andares. Dentro de um apartamento, ele encontra um colega de farda sem camisa, que tinha acabado de usar o banheiro. Agente 1: “Pô, você já c ……. aqui, né? Agente 2: “Essa tábua aqui nojenta, né? Na sala, outro policial aparece deitado no sofá. O PM com a câmera ajeita uma almofada para deitar e fala: “Apaga a luz”. Eles apagam as luzes e ficam, segundo o MPRJ, por 1 hora e meia no “descanso” — enquanto deveriam estar em patrulhamento, o que resultou na denúncia por descumprimento de missão. Além de uma série de crimes, as imagens analisadas também revelam desrespeito: Agente: “Tem uma moradora lá em cima. Maravilhosa.” As denúncias O Gaesp apresentou duas denúncias: uma por crimes contra civis, como violação de domicílio, e outra por crimes militares, como descumprimento de missão e recusa de obediência — o mau uso das câmeras. Entre os denunciados está o cabo Rodrigo da Rocha Pita, apontado pelo Ministério Público como participante de sete episódios de invasão. O órgão afirma que não há previsão para o uso de chaves mestras em operações policiais e que a prática indica possível predisposição para a violação de domicílio. As denúncias foram encaminhadas à Justiça Militar, que vai decidir se aceita ou não as acusações. Até o momento, não houve imposição de medidas cautelares contra os denunciados. ‘Inaceitável’, diz promotor Segundo o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, a apuração partiu de denúncias de moradores ao Ministério Público. “Entrar numa casa e usar como se fosse sua, acessar a geladeira, comer o que tem lá, ir ao banheiro, tirar a camisa, deitar, ligar o ar-condicionado, isso aí é inaceitável, não há nenhuma justificativa para isso”, declarou. De acordo com ele, as imagens das câmeras corporais foram fundamentais para o avanço do caso. “A COP veio mostrar uma realidade que a gente já ouvia há bastante tempo”, disse. “Escancarou essa realidade que já era denunciada pelos moradores e que a gente não conseguia efetivamente demonstrar para poder processar os policiais que agem incorretamente”, emendou. “A Constituição diz que o lar é o asilo inviolável do indivíduo, a não ser no caso de uma ordem judicial para entrar ou se está em andamento um crime em flagrante delito”, reforçou o promotor. Operação na Maré No dia 10 de janeiro de 2025, a Polícia Militar realizou uma operação no Complexo da Maré com o objetivo de combater roubos de cargas e veículos, além de identificar desmanches irregulares na região. A ação contou com equipes do Bope e de outras unidades especializadas e ocorreu em comunidades como Nova Holanda e Parque União. O que diz a PM “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação, assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta envolvendo policiais, ocorrido em janeiro do ano passado, instaurou o procedimento apuratório cabível. Após a conclusão das investigações, o relatório foi encaminhado à Auditoria de Justiça - [Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano](https://politicariabrasileira.blog.br/governador-em-exercicio-do-rj-exonera-mais-94-servidores-total-chega-a-638-e-economia-pode-atingir-r-30-milhoes-por-ano/): Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano Cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. Por Adriana Rezende | Bom Dia Rio 21/04/2026 Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto — Foto: Reprodução/TV Globo O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, publicou em edição extra do Diário Oficial, nesta segunda-feira (20), uma nova lista de exonerações com mais 94 nomes. Os cargos eram vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com as demissões anunciadas no fim da semana passada, o total chega a 638. A estimativa do governo com essa medida é economizar cerca de R$ 30 milhões por ano. Segundo apuração da TV Globo, os atingidos pelas medidas incluem servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e acabaram designados para funções em localidades distantes de onde residem. Apenas na quinta-feira (16) e na sexta-feira (17), foram publicadas 554 exonerações. Só o grupo de 93 pessoas desligadas na sexta representa uma redução de aproximadamente R$ 8 milhões na folha de pagamento. O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”. Reestruturação inclui nova subsecretaria O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Ambos são procuradores do estado. Pimentel já foi subprocurador-geral do estado e também atuou na Cedae e no Detran. Exonerações e cortes foram publicados no Diário Oficial As exonerações dos 459 comissionados foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. As medidas são resultado de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias. Na edição desta sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; Subsecretaria de Gastronomia; Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo   As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas. Gestão já fez nove nomeações Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira (16), Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo. Entre eles estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae: Secretaria da Casa Civil – Flávio de Araújo Willeman; Secretaria de Estado do Gabinete do Governador – Marco Antônio Rodrigues Simões; Secretaria de Estado de Governo (interino) e Gabinete de Segurança Institucional – Roberto Lisandro Leão; Secretaria Extraordinária de Representação do Governo em Brasília – Gustavo Alves Pinto Teixeira; Controladoria Geral do Estado (CGE) – Bruno Campos Pereira; Secretaria de Defesa do Consumidor – Rogerio da Costa Pimenta; Presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP) – Bárbara Caballero de Andrade; Presidente do RioPrevidência – Felipe Derbli de Carvalho Batista; Presidente da Cedae – Rafael Rolin. ‘Choque de transparência’: auditoria mira contratos bilionários Além das mudanças administrativas, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. A análise prevê revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo o governo, as medidas fazem parte de um pacote classificado como um “choque de transparência”, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos. Notícia anteriorPróxima notícia CedaeControladoria-Geral do Estado CGEDetranDiário Oficial do EstadoGovernadorISP Instituto de Segurança PúblicaRioPrevidência Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 30 milhões por ano 21/04/2026 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores](https://politicariabrasileira.blog.br/bairros-de-natal-ficam-sem-internet-apos-faccao-criminosa-impor-gatonet-a-moradores/): Bairros de Natal ficam sem internet após facção criminosa impor ‘gatonet’ a moradores Criminosos quebraram equipamentos e atacaram funcionários da empresa Brisanet, que interrompeu o serviço em áreas da capital potiguar Por Robson Bonin | Veja 20/04/2026 Empresa alvo de criminosos em Natal já teve carros destruídos por facção no Ceará (Redes sociais/Reprodução) Integrantes de facção criminosa do Rio Grande do Norte decidiram proibir o uso de internet fornecido pela empresa Brisanet por moradores de regiões de Natal, a capital do estado. A empresa já havia sido alvo de bandidos no Ceará, onde até carros foram queimados. Equipamentos da operadora nos postes de diferentes bairros foram vandalizados e moradores foram ameaçados, caso não acolham o prazo dado pelos criminosos para que substituam, em uma semana, a operadora de internet por outra empresa escolhida pela facção. Funcionários da operadora foram atacados pelos criminosos, fazendo com que a empresa suspendesse os serviços nas áreas dominadas pela facção. “A Brisanet confirma que, nesta semana, colaboradores da empresa sofreram ameaças enquanto prestavam serviço nos bairros Felipe Camarão, Planalto e Leningrado, onde também foram registrados danos à infraestrutura de telecomunicação. Neste momento, a prioridade absoluta da companhia é preservar a integridade física de suas equipes. Diante disso, o atendimento presencial nos bairros citados da Zona Oeste foi temporariamente suspenso”, declarou, em nota, a empresa. O avanço do crime em Natal foi revelado pelo programa Cidade Alerta no Rio Grande do Norte. Notícia anteriorPróxima notícia Natal RN Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/mineradora-norte-americana-compra-mais-importante-planta-de-terras-raras-do-brasil-e-direciona-producao-para-os-eua/): Mineradora norte-americana compra mais importante planta de terras raras do Brasil e direciona produção para os EUA A compra envolve um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção na Fase I da implantação Por Anne Silva | Revista Fórum 20/04/2026 Getty Images A USA Rare Earth, companhia de mineração e processamento de terras raras sediada em Oklahoma, anunciou a compra de 100% da brasileira Serra Verde Mineração, que iniciou sua operação em 2024 com uma planta de extração em Minaçu (GO), um dos maiores depósitos mundiais de argila iônica (o composto de que se extraem os elementos de terras raras, ETRs). A compra, realizada por um valor próximo a US$ 2,8 bilhões, inclui a aquisição integral da empresa e de sua planta de processamento em Goiás, Pela Ema, a única a produzir em larga escala, fora do continente asiático, os quatro elementos críticos: neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. Os Elementos de Terras Raras (ETR) compõem um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de ponta nos setores de informação e transição energética. São 15 lantanídeos (com números atômicos 57 a 71), além do escândio (Sc) e ítrio (Y). Os quatro elementos desenvolvidos pela Serra Verde são essenciais para formar ímãs de alta potência usados em turbinas para a captação de energia eólica, em motores de veículos eletrificados e em ligas magnéticas de alta temperatura. O acordo de compra vai ser parcialmente pago em dinheiro (US$ 300 milhões), e terá mais 126,8 milhões de ações da empresa distribuídas para a mineradora brasileira, que faz parte de fundos de investimentos privados como o Vision Blue Resources, Energy & Minerals Group e o Denham Capital, firma de transição energética. No total, as ações devem somar cerca de US$ 2,8 bilhões em valor de mercado para a Serra Verde. O contrato inclui pisos de preço para o disprósio e térbio, justificados como mecanismo de proteção contra a volatilidade dos preços de mercado e uma medida anti dumping contra a China, que tem a maior cadeia de beneficiamento de ETRs do mundo e domina 90% da produção global. A compra da maior mina brasileira de processamento de ETRs vem em meio à resistência do governo federal em traçar acordos exclusivos com os EUA, e inclusive a rejeição da última proposta dos norte-americanos, que incluía acesso preferencial do país às reservas de ETRs brasileiras e integração a cadeias de extração lideradas pelos EUA. A ideia é que a empresa adquirida pela USA Rare Earth se torne a principal fornecedora fora do eixo chinês dos minerais de terras raras até 2027, quando seria responsável por até 50% da cadeia de minérios pesados. Com a aquisição, a companhia incorporada pela USA Rare Earth se torna um compilado de oito operações (no Brasil, na França, no Reino Unido e nos EUA), que realizará todas as etapas da cadeia: da mineração ao processamento e à separação para a metalização que fabrica írmãs permanentes de ETRs. No Brasil, os operadores principais da antiga Serra Verde mantêm sua chefia sobre as atividades, e grande parte do corpo diretor da companhia mineradora será mantida. Uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) foi criada para a compra, com o objetivo de garantir um contrato de fornecimento com duração de 15 anos para investidores privados e agências dos EUA ligadas ao governo norte-americano, que devem absorver 100% da produção de Minaçu na Fase I da implantação. Segundo informações divulgadas pelo Brasil Mineral, agências ligadas ao governo norte-americano poderão adquirir o total da produção a preços mínimos, protegidos por um teto. Quando os preços da produção superarem esse piso imposto, os ganhos devem ser compartilhados entre a Sociedade de Propósito Específico e a Serra Verde. O movimento é especialmente estratégico em vista do novo prazo do governo dos EUA para a interrupção do uso de insumos de ETRs provenientes da China em materiais militares, regra que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027. Segundo informações do Congressional Research Service norte-americano, o país possui uma capacidade muito limitada para realizar esses processos-chave para o beneficiamento de ETRs e terá, até 2027, de encontrar novos fornecedores à altura. Notícia anteriorPróxima notícia Minaçu GO Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM na Pavuna: ’23 tiros não é ordem de parada’, diz irmã 22/04/2026 Após médica baleada, motoristas relatam medo na Transolímpica: ‘A gente não vê policiamento’ 22/04/2026 Dez PMs do Bope viram réus por invasão de casas e uso irregular de câmeras em operação na Maré 21/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-ibaneis-e-os-r-12-bilhoes/): Vorcaro, Ibaneis e os R$ 12 bilhões Da carteira fictícia à mansão quitada, o artigo reconstrói como bilhões circularam entre Master e BRB, enquanto o poder político silenciava diante de um risco sistêmico devastador, institucional e criminoso Por Washington Araújo | Revista Fórum 20/04/2026 O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha – (José Cruz/Agência Brasil) O escândalo BRB–Master não nasceu de um acidente bancário nem de uma aposta malsucedida. Nasceu de uma sucessão de decisões que desafiaram a prudência, empurraram um banco público para uma exposição desmedida e abriram espaço para uma engrenagem em que crédito suspeito, influência política, luxo sem freio e operações sob investigação caminharam lado a lado. O dado central continua sendo o mesmo e não pode ser rebaixado: as apurações tratam da compra, pelo BRB, de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master com ativos superfaturados ou inexistentes. Esse é o eixo do caso. O valor de R$ 11 bilhões a R$ 11,5 bilhões aparece em outro braço da investigação, ligado à REAG e a fundos usados para circular recursos. São camadas distintas de um mesmo desastre. A cronologia, para padrões brasileiros, tem sido devastadora. Entre julho de 2024 e outubro de 2025, as transferências entre BRB e Master somaram cerca de R$ 16,7 bilhões, segundo informações levadas ao processo e relatadas pela Reuters. Nesse período, o BRB foi puxado para o centro de uma estrutura que, mais tarde, o Banco Central e a Polícia Federal passariam a tratar como fonte de risco sistêmico e de possível fraude. A Tirreno Consultoria é peça-chave para entender esse mecanismo: segundo a Agência Brasil, o Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da Tirreno, operação que existiria apenas contabilmente, sem pagamento efetivo nem crédito real; depois, essa mesma carteira foi revendida ao BRB por R$ 12 bilhões, após manipulação da taxa de juros. O Banco Central analisou CPFs da carteira e concluiu que as operações não existiam. Outro personagem decisivo é Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Master. Seu nome aparece ligado à estruturação de produtos que sustentaram a expansão agressiva do banco. Depois de deixar o grupo em maio de 2024, ele ficou com o antigo Voiter, rebatizado de Banco Pleno. Em fevereiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Pleno por deterioração econômico-financeira e problemas de liquidez, ampliando a percepção de que o ecossistema que cercava o Master não era um conjunto de coincidências, mas uma rede de vasos comunicantes. O marco público mais brutal veio em 18 de novembro de 2025. Naquele dia, a Reuters noticiou a prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao mesmo tempo em que o Banco Central decretava a liquidação extrajudicial do Banco Master, do Banco Master de Investimento, do LetsBank e da corretora do grupo. A razão oficial foi direta: “grave crise de liquidez”, forte deterioração patrimonial e violações graves das regras do sistema financeiro. Mais tarde, Vorcaro voltaria ao noticiário com nova detenção, em 4 de março de 2026, em investigação sobre tentativa de suborno a ex-dirigente do Banco Central, segundo a Reuters. Em seguida, o desmonte prosseguiu. Em 15 de janeiro de 2026, o Banco Central liquidou a CBSF DTVM, ligada à REAG.Em 21 de janeiro, foi a vez da Will Financeira, controlada pelo Master.Em 17 de março, caiu o Banco Master Múltiplo. A Agência Brasil resumiu esse colapso com clareza: os fundos administrados pela REAG aparecem como peça central na sustentação do esquema, enquanto a liquidação do Master ocorreu quando o banco já não conseguia pagar nem 15% dos vencimentos semanais. O retrato de Vorcaro não se limita às planilhas. Entre 2021 e 2024, reportagens baseadas em documentos de investigação apontam gastos de cerca de R$ 892 milhões em viagens e eventos de luxo. Em novembro de 2024, seu noivado em Roma custou aproximadamente US$ 4,04 milhões, mais de R$ 20 milhões. Circula na imprensa que a rotina de festas incluía modelos internacionais, jatinhos, resorts, chefs estrelados e propriedades usadas para receber autoridades e empresários em ambiente de ostentação ostensiva. Em Trancoso, na Bahia, a imprensa descreveu uma estrutura de villas, recepções privadas e logística voltada a transformar riqueza em influência. Como se vê, falar em milhares de dólares para o banqueiro Vorcaro é como tratar de dinheiro de pinga. É nesse terreno que entram as ligações familiares e religiosas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, pastor ligado à Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, aparece em reportagens citadas pelo Sindicato dos Bancários com base em Folha e UOL como destinatário de R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa suspeita de funcionar como canal de pagamentos a milícia privada e agentes públicos. O mesmo material relata que Zettel transferiu R$ 40,9 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, com repasses mensais que teriam chegado a R$ 8 milhões entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. Zettel foi preso em 4 de março de 2026, e a unidade Belvedere encerrou atividades dias depois. São fatos que ainda exigem apuração conclusiva, mas já não permitem tratar essa conexão como detalhe folclórico. No plano político, a chamada “emenda Master” precisa ser lembrada pelo que era: uma proposta de Ciro Nogueira, apresentada em 13 de agosto de 2024, no curso da PEC 65/2023, para elevar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. A CNN revelou mensagem atribuída a Vorcaro celebrando a iniciativa: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes!”. O relator rejeitou a emenda por considerá-la sem relação com a PEC, mas a própria PEC 54/2024 acabou aprovada pelo Senado em 19 de dezembro de 2024, com 53 votos favoráveis no 1º turno e 55 no 2º, embora o destaque ligado à emenda tenha sido rejeitado por 48 votos a 22. A fase penal voltou a subir de temperatura em 16 de abril de 2026, com a prisão de Paulo - [De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude](https://politicariabrasileira.blog.br/de-helder-barbalho-a-romeu-zema-secretario-de-educacao-e-responsavel-por-contratos-de-r-850-milhoes-com-empresa-suspeita-de-fraude/): Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Os acordos milionários sob gestão do secretário Rossieli Soares beneficiam empresa alvo da Operação Capa Dura, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Por Thalys Alcântara | Intercept Brasil 20/04/2026 De Helder Barbalho a Romeu Zema: secretário de Educação é responsável por contratos de R$ 850 milhões com empresa suspeita de fraude Nos últimos três anos, pastas sob a gestão do atual secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, firmaram quatro contratos de compra de livros didáticos que somam R$ 848,8 milhões. A empresa beneficiada por todas as contratações é a Fazer Educação, cujo dono foi indiciado por fraude em licitação e organização criminosa pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A Fazer Educação, antes chamada Sudu Tecnologia Educacional, é uma velha conhecida de Rossieli. Antes de assumir a secretaria em Minas, em agosto do ano passado, a pasta comandada por ele no Pará já havia fechado três contratos com a empresa durante o governo de Helder Barbalho, do MDB, em 2023 e 2024. Já sob a gestão do ex-governador mineiro Romeu Zema, do Novo, que renunciou ao governo de Minas no fim de março para se candidatar nas próximas eleições, a secretaria chefiada por Rossieli assinou o maior dos quatro contratos com a empresa: R$ 348,4 milhões para a compra de 3,5 milhões de livros de matemática, língua portuguesa e de conteúdos multidisciplinares para os ensinos fundamental e médio. A assinatura desse acordo ocorreu em 23 de dezembro passado, antevéspera de Natal.  A Fazer Educação pertence ao empresário João Moacir Pereira da Silva Filho. A empresa já teve vários nomes e foi fundada em 2019 no Amazonas. É o mesmo estado onde Rossieli ascendeu na sua carreira pública. Ele passou por diferentes cargos no governo estadual, até assumir a secretaria de Educação do Amazonas entre 2012 e 2016. A Fazer Educação, que na época se chamava Sudu, foi alvo da Operação Capa Dura, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul em 2024, e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, ou CPI, da Câmara Municipal de Porto Alegre em 2023. Em ambos os casos, a suspeita era de que a empresa teria fraudado um contrato de material didático no valor de R$ 8,6 milhões com a prefeitura da capital gaúcha em 2022.  Ao todo, 34 pessoas, incluindo servidores públicos, foram indiciados pela polícia por diferentes crimes contra a administração pública, incluindo corrupção. No caso do dono da Fazer Educação, João Moacir, o indiciamento foi por fraude em licitação e organização criminosa em abril de 2025.  De acordo com um relatório policial, a Fazer Educação estava em conluio com outras empresas para direcionar compras públicas na capital gaúcha. A investigação da polícia afirma que a cotação de preços foi fraudada por companhias que se apresentavam como concorrentes, quando na verdade atuavam em parceria. A polícia também aponta evidências do direcionamento da contratação a partir de um documento preparatório da prefeitura, chamado de termo de referência. É nesse tipo de documento, divulgado ao mercado ainda na fase licitatória, que a administração pública descreve o que o governo quer comprar. De acordo com as investigações, o texto teria se baseado em materiais publicitários da Fazer Educação. Os livros fornecidos pela empresa de João Moacir em Porto Alegre são publicações da editora Inca, empresa de Sérgio Bento de Araújo, que, segundo a polícia, fazia parte do conluio de empresas que foram investigadas na Operação Capa Dura. A Polícia Civil anunciou a conclusão da operação em fevereiro deste ano. Durante os mais de dois anos da investigação foram enviados inquéritos ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, que informou ao Intercept Brasil que não vai se manifestar sobre o andamento do caso para preservar as investigações em curso. Procurado pelo Intercept, Sérgio Bento nega as acusações de conluio com a Fazer Educação ou com o dono dela, João Moacir, para direcionar contratos públicos. Ele diz que sua empresa mantinha apenas uma relação comercial com a Fazer Educação, que comprava material da editora Inca e os revendia. Já João Moacir optou por não conceder entrevista e respondeu os questionamentos da reportagem apenas por meio de nota oficial da sua empresa, que reforça a “inexistência de vínculos com as investigações ou terceiros citados”. A Secretaria de Educação de Minas Gerais disse por e-mail que, quando contratou a Fazer Educação, não tinha conhecimento da relação da empresa com as investigações no Rio Grande do Sul, já que não havia registro de sanção impeditiva em desfavor da companhia. Em março, a deputada estadual Beatriz Cerqueira, do Partido dos Trabalhadores, o PT, de Minas Gerais, protocolou uma denúncia no Ministério Público Federal, o MPF, sobre o contrato da secretaria de Educação com a Fazer Educação. Até a publicação desta reportagem, o caso ainda não havia sido distribuído para nenhum procurador do órgão, que pode ou não determinar a abertura de um inquérito. “O que a gente está vivendo na educação é essa febre de grupos privados que vêm pegar dinheiro da educação produzindo livros, sendo que temos o Programa Nacional de Livro Didático. É muita grana envolvida”, avaliou a parlamentar, em conversa com o Intercept. Segundo a deputada, a compra não fazia parte do planejamento de compras da secretaria de Educação de Minas, e, durante visitas em escolas, ouviu críticas dos professores em relação ao conteúdo das apostilas.  “Professores me mostraram essa apostila e disseram que são conteúdos extremamente rasos, que não cumprem essa função de recomposição da aprendizagem”. A secretaria de Educação de Minas Gerais defendeu que o uso desse material de reforço é uma estratégia para conseguir avanços em indicadores de aprendizagem, como já teria acontecido no Pará, e que a participação recorrente das mesmas empresas em diferentes processos licitatórios tem relação com a pouca quantidade de fornecedores desse tipo de produto no mercado editorial. O professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília, a UnB, Caio César de Medeiros Costa, explica que há duas maneiras - [Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-manda-a-juri-pms-filmados-executando-jovem-que-ergueu-as-maos-e-se-rendeu-em-paraisopolis-julgamento-sera-em-julho/): Justiça manda a júri PMs filmados executando jovem que ergueu as mãos e se rendeu em Paraisópolis; julgamento será em julho Quatro agentes respondem pela morte de Igor Santos, de 24 anos, em 2025, na Zona Sul de SP. Imagens de body cams da PM mostram vítima desarmada e rendida atrás de uma cama. Por Kleber Tomaz | g1 SP 20/04/2026 PMs com body cam atiram em Igor, mesmo ele tendo erguido as mãos para se render. Suspeito foi morto com dois tiros dados pelos agentes em Paraisópolis — Foto: Reprodução São Paulo — A Justiça decidiu levar a júri popular quatro policiais militares acusados de participarem da execução de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, ocorrida em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Câmeras corporais dos próprios agentes da Polícia Militar (PM) registraram o crime. Nas imagens, a vítima aparece desarmada, com as mãos erguidas e apoiadas sobre a cabeça, atrás de uma cama. Mas em seguida é atingida por dois disparos, um no peito e outro no pescoço. O julgamento foi marcado para 28 de julho deste ano, às 10h30, no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. A decisão de pronúncia, que envia os réus ao Tribunal do Júri, é de janeiro de 2026. Já o agendamento da sessão foi feito no começo deste mês. Apenas dois dos PMs acusados, que seguem presos, serão julgados em julho. Outros dois agentes, que estão soltos, entraram com recursos, e o julgamento deles ainda não foi marcado (saiba mais abaixo). Quem sãos os PMs réus Dois policiais — os cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima — respondem presos pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, foram eles que atiraram em Igor. Esses serão julgados em julho. Outros dois agentes — os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus — também respondem pelo mesmo crime, mas na condição de colaboradores dos executores. No caso deles, o processo foi desmembrado e ainda não há data para o júri. Os quatro réus aparecem nas imagens das câmeras corporais utilizadas durante a ocorrência que terminou com a morte de Igor. A equipe de reportagem teve acesso às gravações. À época, os agentes das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM), alegaram que realizavam patrulhamento no cruzamento das ruas Rudolf Lotze e Pasquale Gualupi, em Paraisópolis, para combater o tráfico de drogas na região. Body cams gravaram crime Segundo os policiais, ao menos três suspeitos armados fugiram ao verem as motos da corporação e entraram em uma casa, localizada em uma viela, onde teriam se escondido. De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as imagens das câmeras corporais mostram que Igor foi vítima de execução. Os PMs não sabiam que os equipamentos estavam funcionando e gravando a ocorrência. Nas gravações, é possível ver os PMs invadindo o imóvel e arrombando a porta do quarto onde Igor e outros dois suspeitos estavam escondidos atrás da cama. Assim que os agentes entram armados no cômodo, os três rapazes se rendem, com as mãos levantadas. Mesmo assim, os policiais aparecem gritando com os jovens, exigindo que entregassem armas — apesar de todos estarem desarmados. Igor aparece no vídeo da câmera corporal no lado esquerdo da imagem, levanta as duas mãos e as coloca atrás da cabeça, em um gesto claro de rendição. Jovem ergueu mãos ao alto Diante da ameaça dos PMs, que miram as armas e fazem menção de atirar, Igor se ajoelha e ainda ergue uma das mãos novamente. Em seguida, ele é atingido por dois disparos, dados pelos cabos Renato e Robson. Os soldados Hugo e Victor também disparam, mas não atingem mais ninguém. Igor morreu dentro do cômodo. Os outros dois jovens que estavam no imóvel não foram atingidos _ eles chegaram a ser ouvidos como testemunhas pela polícia. Dentro da casa, os PMs disseram que apreenderam diversas armas, munições e drogas que estavam com o trio. Para o Ministério Público (MP), os policiais decidiram matar o jovem mesmo após a rendição, substituindo a atuação legal do Estado por uma ação de justiçamento. Segundo a denúncia da Promotoria, os agentes agiram “impelidos por motivo torpe, deliberando matar o suspeito já rendido e subjugado em ato de desforra”. Julgamento dos PMs O julgamento dois dois PMs acusados de matar Igor será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Caberá aos sete jurados decidir se os policiais são culpados ou inocentes pelas acusações relacionadas ao assassinato. “A defesa pretende demonstrar aos jurados a legalidade da ação policial, eis que as câmeras corporais não mostraram a realidade”, afirmou João Carlos Campanini, advogado de dois dos acusados: o cabo Robson e o soldado Victor. O advogado Wanderley Alves dos Santos, que defende os outros réus _o cabo Renato e o soldado Hugo_ disse que a acusação contra seus clientes é frágil. “A hipótese acusatória não se sustenta. Imagens da COP são apenas um recorte acerca dos fatos e estão sujeitas a diversos vieses cognitivos”, disse Wanderley sobre a defesa de seus clientes. “A defesa demonstrará a legitimidade na atuação policial.” ‘Vieram na maldade’, diz pai “A gente busca justiça porque entendemos que foi uma execução. Não somos contra a PM. Esses PMs, no caso, acabaram manchando nome da corporação porque se excederam”, disse o advogado Jonatha Carvalho, que atua no caso ao lado da advogada Gabriela Amoras Silva. Eles defendem os interesses da família de Igor e atuam como assistentes da acusação. “O que mais me dói é que meu filho ficou agonizando e deixaram-no morrer de olhos e boca abertos”, disse Magdo de Moraes Santos, pai de Igor, ao g1. “Vieram na maldade.” Igor deixou uma filha de 5 anos. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPolícia Militar PMSão Paulo SP Empresário é morto a tiros durante abordagem da PM - [10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB](https://politicariabrasileira.blog.br/10-descobertas-do-tcu-sobre-a-farra-de-voos-de-autoridades-com-a-fab/): 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB Tribunal determinou que governo reformule regras para utilização de voos da Aeronáutica para deslocamento de autoridades; Casa Civil e Força não se manifestaram Por Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 17/04/2026 Voos realizadas pela FAB para transportar autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário custaram cerca de R$ 285 milhões aos cofres públicos de janeiro de 2020 a julho de 2024 Foto: Dida Sampaio/Estadão BRASÍLIA – A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades e ineficiência no uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades mapeou 7.491 voos realizados entre 2020 e 2024. O estudo da área técnica levou o plenário do TCU a determinar uma revisão geral da estrutura regulatória. Em 30 dias, Casa Civil, Ministério da Defesa e Aeronáutica terão de apresentar um plano que torne as regras mais rígidas. O Estadão pediu manifestação às duas pastas e à Força. Não houve manifestações até o momento. Os voos podem ser solicitados por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A seguir, os apontamos da área técnica do TCU, em 10 pontos: 1 – Aumento de voos O TCU constatou que o número de voos para transporte de autoridades pela FAB vem crescendo ano após ano. 2020: 791 2021: 1.531 2022: 1.879 2023: 2.124 2024: 1.166, até julho. 2 – Gasto milionário O custo total estimado dos voos da FAB para autoridades realizados entre 2020 e 2024 foi de R$ 285,2 milhões. A auditoria salientou, porém, que esse é um dado conservador por não incluir gastos com pessoal. 3 – Aviões vazios Dos 7,4 mil voos, o TCU selecionou uma amostra de 266 voos. Destes, 111 foram realizados com um único passageiro a bordo. Além disso, a taxa média de ocupação das aeronaves é de apenas 55%. O dado indica “ineficiência operacional significativa” e falta de compartilhamento de voos entre diferentes órgãos. 4 – Passageiros não identificados Em 70% da amostra analisada, houve falha na identificação dos passageiros, seja com nomes incompletos, ausência de descrição do cargo ou falta de documentos oficiais de identificação. De 2020 a 2024, os voos foram solicitados por 44 autoridades e transportaram 73.612 passageiros para uma média de 440 destinos por ano. 5 – Listas de passageiros descartadas A FAB declarou, no decorrer do processo de auditoria, ter descartado as listas de passageiros dos voos realizados entre 2020 e 2023. A Aeronáutica entendia que cabia ao órgão requisitante do voo manter os registros. Para o TCU, houve “grave inobservância do dever de cuidado” porque os documento deveriam ser preservados por pelo menos cinco anos. O descarte impediu análises mais profundas sobre características das viagens. 6 – Aeronáutica se exime de analisar pertinência de viagens A Aeronáutica atua como “mera executora” das requisições para transportar autoridades, sem fazer análise das justificativas para os deslocamentos de autoridades e sem avaliar se todos os critérios necessários estavam cumpridos. “A realização da despesa com o transporte não pode ser pautada unicamente no autocontrole exercido pelo solicitante da viagem. Como executora do ato de despesa, a FAB deve assegurar o funcionamento de controles que se fizerem necessários para reduzir o risco de realizar transporte irregular de passageiros e, com isso, dar espaço a despesa pública injustificável”, destacou a auditoria. 7 – Mais caro que a aviação comercial Em média, o transporte de autoridades por aeronaves da FAB é 6,4 vezes mais caro do que o uso de voos comerciais, conforme uma análise que o TCU fez somente sobre viagens feitas em 2024. Mas em 32% dos casos auditados, os custos de transporte da FAB superaram em mais de 20 vezes o da alternativa comercial. A auditoria constatou a inexistência de análises que comprovem a necessidade do uso da FAB em vez de voos comerciais mais baratos. “A ausência de justificativas claras para a escolha de voos da FAB leva ao uso ineficiente e antieconômico do serviço. Urge, portanto, estabelecer critérios objetivos para justificar o emprego da aviação oficial e evitar a utilização indiscriminada e mais cara dessa opção, aspecto já endereçado no encaminhamento do capítulo anterior”, diz a área técnica. 8 – Os motivos fora da norma Dos quase 7,5 mil voos, 5.898 (78,7%) foram pedidos por motivos de “serviço”. Outros 377 (5%) por motivos de “segurança”. Emergência médica foi a razão de sete voos (0,01%). A alegação de híbrida de “Serviço/Segurança” serviu para 1.209 voos (16,1%), sendo que essa classificação nem existe na norma que regula as solicitações. 9 – Falta de agenda correspondente De um universo de 194 voos analisados especificamente pelo TCU, em 29 voos não foram declinadas a finalidade da missão ou apontada as agendas oficiais correspondentes. A falha compromete alegações de viagem “a serviço” feitas pelas autoridades. 10 – Sigilo virou regra A FAB tem classificado informações relativas a voos de autoridades como sigilosas sem um ato que fundamente essa classificação. Em nenhum dos requerimentos de voos feitos por autoridades e analisados pelo TCU houve menção à necessidade de sigilo dos dados. A classificação das informações partiu da FAB e tem sido realizada de modo amplo e generalizado, em desconformidade com a Lei de Acesso à Informação. Até 2022, a FAB publicava de modo incompleto as informações relativas ao transporte de autoridades realizados com base em um decreto presidencial de 2020. O nome da autoridade solicitante era divulgado, mas sem a identificação dos passageiros transportados. Uma decisão do TCU de 2022 determinou a publicidade dessas informações, mantido o sigilo para os casos em que a publicidade pode representar riscos à segurança de autoridades. A partir daí, o TCU detectou uma mudança no padrão de classificação dos voos, com elevação do número de viagens por motivos de “segurança”, em detrimento do motivo “serviço”, que até então era mais comum. Notícia anterior FAB Força Aérea Brasileira AeronáuticaTCU Tribunal de Contas da União 10 descobertas do TCU sobre a farra de voos de autoridades com a FAB 17/04/2026 Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões - [Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/governador-interino-extingue-tres-subsecretarias-da-casa-civil-e-corta-383-cargos-no-rio/): Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio E vem mais um pente-fino no Palácio Guanabara. Por Pâmela Dias | O Globo 16/04/2026 Desembargador Ricardo Couto, atual governador interino do Rio — Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo Em decreto a ser publicado nesta sexta-feira, o governador em exercício, Ricardo Couto, determinou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo todas as suas estruturas subordinadas, sob o argumento de reorganização administrativa sem aumento de despesas. Saem do organograma a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo — áreas criadas ou reorganizadas por decretos entre 2024 e 2025. O impacto imediato será a exoneração de 383 servidores ligados às unidades extintas. O movimento é visto como um esforço de Couto para imprimir sua marca no governo, com cortes em estruturas ampliadas na gestão Cláudio Castro. Notícia anterior Governador Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/choque-de-transparencia-no-rj-preve-analise-de-67-mil-contratos-que-somam-r-81-bilhoes/): Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Medida atinge toda a administração direta e indireta e inclui revisão de contratos emergenciais e estrutura de pessoal. Por Por Gabriel Barreira e Lucas Soares | RJ2 16/04/2026 Palácio Guanabara, Rio de Janeiro — Foto: GloboNews/Reprodução O governo do Rio de Janeiro iniciou uma ampla auditoria nos gastos públicos que prevê a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que juntos somam mais de R$ 81 bilhões. A medida foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, como parte de um pacote classificado pela gestão como um “choque de transparência” na máquina pública. O pente-fino será conduzido pela Casa Civil, agora sob comando de Flávio Willeman, em conjunto com a Controladoria-Geral do Estado (CGE). De acordo com o decreto, todas as secretarias, autarquias, fundações e entidades da administração indireta deverão informar, em até 15 dias úteis, detalhes sobre contratos em vigor, incluindo prazos, valores e serviços prestados. Ao todo, serão analisados 6.754 contratos com valores acima de R$ 1 milhão, que somam R$ 81.765.869.207,87. A auditoria também inclui contratos firmados sem licitação, por inexigibilidade ou em caráter emergencial, que deverão ser detalhados pelos órgãos responsáveis. Choque de transparência A revisão dos contratos deve começar pela própria Casa Civil, onde estão concentrados alguns dos maiores acordos da administração estadual. Um dos exemplos é um contrato de agenciamento de viagens aéreas, com custo estimado em R$ 825 milhões. O foco inicial também inclui a Secretaria de Governo, áreas de Meio Ambiente e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o DER firmou nove contratos no último mês que somam mais de R$ 400 milhões, sendo seis deles sem previsão de licitação por serem classificados como emergenciais — todos agora sob análise. A auditoria busca identificar possíveis irregularidades, sobreposições de contratos e gastos considerados excessivos, além de revisar a legalidade de contratações feitas recentemente. Exonerações Paralelamente à auditoria, o governo interino vem promovendo mudanças no primeiro escalão e na estrutura administrativa. Só na Secretaria de Governo, 153 servidores foram exonerados nesta quinta-feira, dentro de um universo de cerca de 2,5 mil funcionários da pasta. As alterações também atingiram cargos estratégicos. O procurador Rafael Rolim foi nomeado presidente da Cedae, substituindo Agnaldo Balon, que estava no comando da companhia desde 2023. Na segunda-feira (13), Couto exonerou o secretário-chefe de Gabinete, Rodrigo Abel. A exoneração foi registrada como “a pedido”, mas, na prática, encerra a presença do grupo que concentrava as principais decisões no Palácio Guanabara desde 2020, quando Castro assumiu o comando do estado. Rodrigo Abel era considerado um dos principais articuladores do governo e atuava ao lado de nomes como Nicola Miccione e Rodrigo Bacellar. Também na segunda-feira, Ricardo Couto exonerou o então presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. Para o lugar dele, foi nomeado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista. Cargos de comissão cresceram com Castro Outro foco do governo é o gasto com pessoal, especialmente a evolução do número de cargos comissionados nos últimos anos. Dados levantados pela atual gestão mostram que, em abril de 2021, no início do governo Cláudio Castro, havia 9.698 comissionados. Hoje, esse número chegou a 14.340 — um aumento de 47,86%. No mesmo período, o número de servidores concursados caiu de 165.866 para 153.830, uma redução de 7,2%. Com isso, a proporção de efetivos na folha diminuiu: de 96,52% para 84,6%. O decreto também determina que todos os órgãos informem o quantitativo atualizado de servidores efetivos e comissionados, como parte do mapeamento completo da estrutura administrativa. Economia anual de R$ 13 milhões Segundo a Secretaria de Estado de Governo (Segov), as primeiras medidas já resultaram em economia. A exoneração dos 153 servidores da pasta deve gerar uma redução de gastos superior a R$ 13 milhões por ano, sem impacto na prestação de serviços, de acordo com o governo. A ação integra o primeiro ciclo da auditoria, que também prevê restrições a novas licitações sem previsão orçamentária e revisão de despesas consideradas não essenciais. Notícia anterior CedaeControladoria-Geral do Estado CGEDepartamento de Estradas de Rodagem DERGovernadorPL Partido LiberalRioPrevidência Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá 16/04/2026 Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF Estradas precárias impedem acesso à escola em Cambuci, no RJ Crianças andam a pé em estrada de terra após ônibus escolar quebrar em zona rural de Cabo Frio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja](https://politicariabrasileira.blog.br/preciso-dele-feliz-disse-vorcaro-a-corretora-sobre-ex-chefe-do-brb-veja/): Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Paulo Henrique Costa foi preso nesta quinta-feira (16), sob suspeita de ter recebido milhões em propina do dono do Banco Master Por Matheus Teixeira e Renata Souza | CNN Brasil 16/04/2026 CNN Brasil Em mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, chegou a falar sobre a necessidade de deixar o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa “feliz”. Costa foi preso nesta quinta-feira (16) na quarta fase da operação Compliance Zero. A PF investiga se o ex-presidente do BR recebeu R$ 146,5 milhões de Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição financeira de Brasília. Os investigadores apontam que o pagamento da propina teria sido realizado por meio de imóveis sediados em Brasília e São Paulo. “Preciso dele feliz [nome da corretora preservado]. Reverte isso aí”, escreveu Vorcaro a uma corretora de imóveis após um episódio em que Costa teria ficado “decepcionado por não ter conseguido visitar” um dos imóveis, segundo relatório policial. Nesta nova fase da Compliance Zero, o advogado Daniel Monteiro, próximo do ex-banqueiro, também foi preso. Ele seria um dos responsáveis por montar uma operação para repassar os seis imóveis de luxo a Costa por meio de empresas de fachada. As trocas de mensagens de WhatsApp periciadas pela PF, que constam na decisão que autorizou a operação desta quinta-feira, mostram que Vorcaro tratava Paulo Henrique Costa como “amigo”, indicando proximidade entre os dois. Por meio das conversas extraídas, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, afirmou haver “fortes indícios” de que Costa atuava como um “verdadeiro mandatário” de Vorcaro. Outro lado A CNN entrou em contato com o BRB para se manifestar. O espaço está aberto. Em nota, o governo do Distrito Federal, disse, por meio da assessoria da governadora Celina Leão (PP), disse que os fatos “estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e julgamento”. “A atual gestão do Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso inegociável com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições. Desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes. Seguiremos atuando com responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos”, diz a nota. O advogado Cleber Lopes, que atua na defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, criticou a prisão do cliente e disse que ele não “cometeu crime algum”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterBrasília DFGDF Governo do Distrito FederalGovernadoraPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro MPRJ denuncia 10 PMs do Bope por invasão de casas e uso irregular de câmeras na Maré; grupo abriu geladeira e dormiu em sofá Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB](https://politicariabrasileira.blog.br/procurador-geral-do-df-pede-demissao-em-meio-a-tentativa-de-socorro-do-brb/): Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB Fontes afirmam que Márcio Wanderley era pressionado para conceder parecer positivo para DF obter empréstimo do FGC Por Larissa Rodrigues e Helena Prestes | CNN Brasil 16/04/2026 Márcio Wanderley, Procurador Geral do Distrito Federal. • Ângelo Pignaton/Agencia CLDF Brasília – O procurador-geral do DF, Márcio Wanderley, deixou o cargo nesta semana, após nove meses de gestão. Segundo fontes, o procurador pediu demissão por sentir-se pressionado a fazer um parecer positivo para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), destinado ao BRB. Nesse tipo de operação, o governo não pega dinheiro diretamente do fundo; o FGC atua como uma espécie de garantidor, reduzindo o risco para quem concede o crédito e facilita a liberação dos recursos. Cabe a PGR-DF a avaliação da viabilidade econômica do empréstimo. O desconforto teria surgido diante da pressão para validar juridicamente essa operação. Wanderley assumiu o cargo em agosto de 2025, após quase dois anos como consultor jurídico do gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha. O cargo tem duração de dois anos, podendo ser reconduzido. Pelo regimento, Wanderley poderia seguir no cargo até agosto do próximo ano. A CNN entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mas ainda não obteve retorno. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPG-DF Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio 16/04/2026 Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões 16/04/2026 Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja 16/04/2026 Nome E-mail Comentário Enviar Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governador interino extingue três subsecretarias da Casa Civil e corta 383 cargos no Rio Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Preciso dele feliz, disse Vorcaro a corretora sobre ex-chefe do BRB; veja Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB CEO do BRB preso financiou parte dos R$ 5,9 milhões para mansão de Flávio Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ recomenda maior transparência e controle no uso de veículos oficiais da Câmara de Casimiro de Abreu](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-maior-transparencia-e-controle-no-uso-de-veiculos-oficiais-da-camara-de-casimiro-de-abreu/): MPRJ recomenda maior transparência e controle no uso de veículos oficiais da Câmara de Casimiro de Abreu A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé expediu, nesta segunda-feira (20/07), Recomendação para que o Município de Casimiro de Abreu adote, no prazo máximo de 60 dias, medidas para aumentar o controle, a fiscalização e a transparência no uso de veículos oficiais da Câmara Municipal. Por MPRJ 22/07/2026 MPRJ recomenda maior transparência e controle no uso de veículos oficiais da Câmara de Casimiro de Abreu O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pede que haja divulgação, no Portal da Transparência, da composição atualizada da frota, com indicação da placa, modelo, ano de fabricação e número patrimonial. Além disso, que durante a utilização, sejam feitos registros de informações do veículo, a data de saída e chegada, horário de saída e retorno, quilometragem inicial e final, destino e o nome do motorista. Por fim, que os veículos oficiais sejam identificados com adesivação padronizada da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, de forma a permitir o reconhecimento pela população e pelos órgãos de controle. A Recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil que apura possíveis irregularidades relacionadas ao uso dos veículos. De acordo com o documento, foram identificadas falhas na identificação dos automóveis, na transparência sobre sua utilização e no controle dos deslocamentos realizados por parlamentares e assessores.  A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé estabeleceu prazo de dez dias para que seja informada se a Recomendação será acatada. Notícia anteriorPróxima notícia Casimiro de Abreu RJMP-RJRegião dos Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ recomenda maior transparência e controle no uso de veículos oficiais da Câmara de Casimiro de Abreu 22/07/2026 GAESF/MPRJ ajuíza ação para suspender benefícios fiscais concedidos a empresa do setor alimentício 21/07/2026 Nova Iguaçu: Empresa em recuperação judicial já recebeu cerca R$ 425 milhões da Prefeitura 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União Master fez ao menos R$ 1,1 bilhão em operações bate-volta com Tanure Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil Caso das notas fiscais reacende temor no PL de novos capítulos da relação entre Flávio e Vorcaro O Brasil nega vistos a delegação dos EUA com o objetivo de contestar o sistema eleitoral, dizem autoridades - [Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-emitiu-r-15-milhao-em-notas-para-empresas-usadas-em-esquema-de-vorcaro/): Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro Escritório de Flávio Bolsonaro emitiu 3 notas em favor de empresas conectadas à estrutura empresarial do Master; duas delas foram canceladas Por Tácio Lorran | Metrópoles 22/07/2026 Arte/ Metrópoles O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master. As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai. As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria. Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento. As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro. As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul. Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões. Empresa está entre as que mais receberam do Master Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master. Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa. No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro. O que diz Flávio Bolsonaro A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra: “Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue: Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo. Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa. Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa. Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.” “A empresa é minha” Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”. Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação. A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFReceita FederalSão Caetano do Sul SP Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro 22/07/2026 Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim 21/07/2026 Supermercado era mais barato com Bolsonaro? Deputado desmascara Flávio e mostra a verdade (VIDEO) 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões - [Ministros do TSE veem atuação de campanha de Flávio Bolsonaro para desacreditar pesquisas](https://politicariabrasileira.blog.br/ministros-do-tse-veem-atuacao-de-campanha-de-flavio-bolsonaro-para-desacreditar-pesquisas/): Ministros do TSE veem atuação de campanha de Flávio Bolsonaro para desacreditar pesquisas Não são só as urnas eletrônicas que estão no alvo de Flávio Bolsonaro, com uso de dados falsos para atacá-las. Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enxergam a atuação da área jurídica da campanha do filho de Jair Bolsonaro para descredibilizar também as pesquisas eleitorais. Por Bela Megale | O Globo 22/07/2026 Live de Flávio Bolsonaro sobre participação em audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos — Foto: Reprodução/YouTube A coluna conversou com três magistrados da corte eleitoral que manifestaram essa visão. Para eles, a intensidade dos questionamentos feitos por representantes de Flávio Bolsonaro às pesquisas aumentou após a crise envolvendo o presidenciável e Daniel Vorcaro. O primeiro pedido que chamou atenção foi feito em junho, para tirar do ar uma pesquisa da AtlasIntel que mostrava o filho de Bolsonaro atrás de Lula e que continha o áudio de Flávio solicitando financiamento a Vorcaro para o filme “Dark Horse”. O caso está parado no TSE por um pedido de vista da ministra Estela Aranha após o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, suspender a pesquisa. Neste mês, a defesa do senador fez uma nova solicitação, questionando um levantamento no qual o presidente dobrou a vantagem sobre Flávio. Nessa ação, a campanha do senador questiona a metodologia usada pelo instituto AtlasIntel. As iniciativas são vistas por uma ala do TSE como uma estratégia para alimentar o discurso de desconfiança em relação às pesquisas eleitorais e que tem eco junto a Nunes Marques, que também vê o tema com desconfiança. A atuação da defesa de Flávio nessa frente preocupa uma ala da corte eleitoral que considera as pesquisas essenciais para o funcionamento do processo eleitoral. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ministros do TSE veem atuação de campanha de Flávio Bolsonaro para desacreditar pesquisas 22/07/2026 Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro 22/07/2026 Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas TCE cobra explicações sobre licitação de R$ 62 milhões para aluguel de veículos feita durante gestão de André Moura na Segov MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai - [MPRJ cumpre mandados em Itaocara por suspeita de desvio de recursos](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-cumpre-mandados-em-itaocara-por-suspeita-de-desvio-de-recursos/): MPRJ cumpre mandados em Itaocara por suspeita de desvio de recursos Investigação apura um prejuízo de mais de R$ 468 mil aos cofres públicos em verbas destinadas à Associação Pestalozzi. Por Diego Varsi | g1 22/07/2026 Ministério Público realiza operação em Itaocara — Foto: MPRJ Itaocara – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu, nesta terça-feira (21), três mandados de busca e apreensão durante uma operação que investiga o suposto desvio de recursos públicos destinados à Associação Pestalozzi de Itaocara, no Noroeste Fluminense. Segundo a Promotoria de Justiça da cidade, a investigação aponta um prejuízo superior a R$ 468 mil aos cofres públicos. De acordo com o Ministério Público, o presidente da associação e a coordenadora da instituição foram denunciados pelos crimes de peculato, concussão e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos na sede da instituição e em endereços ligados aos investigados, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). O caso segue em investigação e o material apreendido durante a operação será analisado para dar continuidade às apurações. Notícia anteriorPróxima notícia Itaocara RJMP-RJNorte e Noroeste Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ cumpre mandados em Itaocara por suspeita de desvio de recursos 22/07/2026 Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara 23/07/2026 Comerciantes denunciam condições precárias de banheiros sob ponte em Campos: ‘situação feia’ 27/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana GAECO/MPRJ cumpre ordem de sequestro de bens e valores em investigação sobre fraudes em contratos públicos de Casimiro de Abreu Rio vai na contramão do país e registra alta nos roubos e furtos de celulares; capital está entre as 20 piores do ranking Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça Caso das notas fiscais reacende temor no PL de novos capítulos da relação entre Flávio e Vorcaro Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara - [TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre urnas com mesmo texto que contestou o pai em 2022](https://politicariabrasileira.blog.br/tse-desmente-flavio-bolsonaro-sobre-urnas-com-mesmo-texto-que-contestou-o-pai-em-2022/): TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre urnas com mesmo texto que contestou o pai em 2022 Jair Bolsonaro fez declarações falsas sobre o sistema eleitoral e acabou condenado a inelegibilidade até 2030 Assessoria do senador e pré-candidato afirmou em nota que ele se limitou a narrar fatos públicos e ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ Por Mônica Bergamo | Folha de S.Paulo 22/07/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursa em evento de pré-campanha em Vitória (ES) – Vittor Sales – 18.jul.26 /Divulgação O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu divulgar o mesmo desmentido que tornou público em 2022 para contestar as declarações de Flávio Bolsonaro de que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, o que é falso.  O pré-candidato falou sobre o assunto a uma plateia estrangeira, formada por diplomatas de outros países. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro, que era candidato à reeleição, fez declarações falsas semelhantes a embaixadores estrangeiros. Um ano depois, foi condenado pelo TSE, que o tornou inelegível por oito anos, até 2030, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A Folha também já desmentiu boatos relativos à Smartmatic em 2020. O ministro Kassio Nunes Marques decidiu não reagir diretamente, mas autorizou a divulgação do comunicado de 2022. O texto do TSE diz que “são falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país” [leia a íntegra abaixo]. Na reunião com os diplomatas, realizada na terça(21), Flávio Bolsonaro afirmou que, segundo um relatório da CIA divulgado na semana passada, a Smartmatic estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. A agência de inteligência dos EUA diz que a ideia era alterar votos por meio da programação das urnas. Flávio, então, pediu aos diplomatas que enviem o maior número de observadores estrangeiros possíveis para a eleição de 2026. “Há poucos dias, por coincidência, há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela. […] Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma… Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, disse Flávio. Ele afirmou também: “O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e [sobre] como o Brasil pode dar eleições mais seguras e transparentes”. Questionada, a campanha divulgou nota afirmando que “não é verdade” que o pré-candidato tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil e que ele se limitou a relatar fatos públicos, como o relatório da CIA. “Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro'”. A nota também diz que ele reafirma “sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas”. Leia, abaixo, a íntegra do desmentido do TSE: “São falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país. As urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas mediante licitações públicas e de ampla concorrência, o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral. O sistema eletrônico de votação do país utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet. Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto.Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras. A Smartmatic celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica. Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo.” Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre urnas com mesmo texto que contestou o pai em 2022 22/07/2026 Ministros do TSE veem atuação de campanha de Flávio Bolsonaro para desacreditar pesquisas 22/07/2026 Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro 22/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios - [Smartmatic: o que é a empresa venezuelana citada em discurso de Flávio Bolsonaro e qual a relação dela com o Brasil](https://politicariabrasileira.blog.br/smartmatic-o-que-e-a-empresa-venezuelana-citada-em-discurso-de-flavio-bolsonaro-e-qual-a-relacao-dela-com-o-brasil/): Smartmatic: o que é a empresa venezuelana citada em discurso de Flávio Bolsonaro e qual a relação dela com o Brasil Em um evento com a presença de diplomatas estrangeiros na terça-feira (21/07) em Brasília, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez acusações sobre as urnas eletrônicas já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no passado. Por Julia Braun | BBC News Brasil 22/07/2026 Flávio disse que as máquinas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, o que não é verdade | AFP via Getty Images Flávio disse que as máquinas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, afirmou. O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa venezuelana. Em nota em seu site, publicada originalmente em 2020 e replicada recentemente, o TSE esclareceu que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados em eleições no Brasil. “Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, diz o TSE. “Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos.” Segundo o tribunal, a Smartmatic chegou a participar da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo. No passado, a empresa ainda atuou no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras. A Smartmatic chegou a fechar contratos com o TSE em outras ocasiões, mas somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica, segundo o próprio órgão. A BBC News Brasil procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para prestar esclarecimentos sobre a fala do senador e o evento envolvendo diplomatas em Brasília. Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro disse que não é verdade que o senador tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil. “Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que ‘não está questionando o sistema de votação brasileiro’ e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional”, diz o texto “Afastada qualquer descontextualização das falas do pré-candidato, sua equipe de pré-campanha reafirma sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas, pois contribuem para o “aperfeiçoameto do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições'”. Flávio deu a declaração a representantes de quase 50 países e organizações internacionais no “Debatendo o Brasil”, série de eventos reservados entre pré-candidatos e representantes estrangeiros promovida pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, veículo em inglês voltado a notícias do Brasil para o público internacional. Durante sua fala, Flávio afirmou que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu para os países enviarem uma quantidade maior de observadores para acompanhar o processo eleitoral. “Então o pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar ter eleições mais seguras e transparentes”, afirmou. Em 2023, o TSE condenou o ex-presidente e pai de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro (PL), à inelegibilidade por 8 anos por causa de uma reunião promovida por ele com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Na ocasião, a menos de três meses da eleição de 2022, Bolsonaro fez afirmações falsas sobre o processo eleitoral e ministros do TSE. O tribunal considerou que o ex-presidente cometeu abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação. O que é a Smartmatic? A Smartmatic esteve envolvida nas eleições venezuelanas entre 2004 e 2017, prestando tecnologia e serviços eleitorais ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE). De acordo com a empresa, seus serviços incluíam automação da votação, contagem, transmissão e totalização dos votos, produção, configuração e fornecimento das urnas eletrônicas, software de gerenciamento eleitoral, sistemas de segurança, entre outros. Ela abandonou o contrato após ela própria denunciar a suspeita de fraude na divulgação oficial dos resultados por parte da Comissão Eleitoral da Venezuela nas eleições de 2017. Segundo o próprio site da empresa, ela foi fundada na Flórida, nos Estados Unidos, em 2000. Hoje a sede está localizada em Londres, na Inglaterra. A companhia foi notícia na última semana depois que a Casa Branca postou documentos de uma investigação conduzida pela CIA sobre a capacidade do governo venezuelano de manipular eleições usando a tecnologia das urnas eletrônicas. O relatório, no entanto, não confirma que a manipulação tenha ocorrido, apenas que era possível de ocorrer. Segundo a inteligência americana, as autoridades locais tinham “alguma capacidade de manipular sistemas de votação eletrônica” para influenciar os resultados das eleições na Venezuela. A agência alertou, porém, que não havia evidências definitivas de que tal tecnologia — criada principalmente pela Smartmatic — tivesse sido usada para cometer “fraude eletrônica em larga escala” na Venezuela. A CIA também determinou que o governo venezuelano não tinha a capacidade de fraudar eleições fora do seu próprio país. “Nem a Smartmatic nem o governo venezuelano tinham a capacidade de manipular o resultado de uma eleição fora da Venezuela”, afirma a análise. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Smartmatic: o que é a empresa venezuelana citada em discurso de Flávio Bolsonaro e qual a relação dela - [Empresa em recuperação judicial firmou contrato sem licitação com a Prefeitura de Nova Iguaçu](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-em-recuperacao-judicial-firmou-contrato-sem-licitacao-com-a-prefeitura-de-nova-iguacu/): Empresa em recuperação judicial firmou contrato sem licitação com a Prefeitura de Nova Iguaçu A Construtora Lytorânea – que está em recuperação judicial – ganhou este ano um contrato sem licitação com a Secretaria de Infraestrutura de Nova Iguaçu. Por Elizeu Pires 22/07/2026 Extrato do contrato | Reprodução Com valor global de R$ 6.662.994,29, o contrato 03, assinado no dia 29 de  abril, tem como objeto a construção de um muro de contenção das margens do Canal Maranhão, que corta a Avenida Kennedy. Conforme já foi revelado, a empresa recebeu cerca de R$ 425 milhões dos cofres municipais entre 2021 e 2026, sendo R$ 27,8 milhões este ano. Pelo o que está no sistema que registra as despesas empenhadas e quitadas pela Prefeitura, a empresa recebeu o total de R$ 424.923.544,50. Foram 68.642.600,57 em 2021; R$ 62.627.071,04 em 2022; R$ 98.767.589,98 em 2023; R$ 122.714.071,04 em 2024; R$ 46.277.016,13 em 2025 e R$ 27.895.149,00 no primeiro semestre de 2026. Documento relacionado: Contrato Lytoranea 03-2026 Notícia anteriorPróxima notícia Nova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Empresa em recuperação judicial firmou contrato sem licitação com a Prefeitura de Nova Iguaçu 22/07/2026 Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União 24/07/2026 Vereadores de Seropédica parecem não ter pressa de votar contas do governo que recebeu parecer contrário do TCE 28/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro emitiu 41 notas fiscais e quer ser candidato sem dizer quanto recebeu e quem pagou PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão Caso das notas fiscais reacende temor no PL de novos capítulos da relação entre Flávio e Vorcaro Eduardo Bolsonaro volta a descredibilizar sistema eleitoral após dado falso de Flávio sobre urnas Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ - [Caiado faz piada com Eduardo Bolsonaro e desperta ira do clã e aliados](https://politicariabrasileira.blog.br/caiado-faz-piada-com-eduardo-bolsonaro-e-desperta-ira-do-cla-e-aliados/): Caiado faz piada com Eduardo Bolsonaro e desperta ira do clã e aliados O ex-governador de Goiás comparou o filho de Bolsonaro Pateta da Disney; Dudão respondeu furibundo Por Julinho Bittencourt | Fórum 22/07/2026 Ronaldo Caiado – Ronaldo Caiado/Foto: Lula Marques/Agência Brasil O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), elevou o tom da disputa com a família Bolsonaro ao ironizar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante uma troca de críticas nas redes sociais. A discussão ganhou novos contornos após Caiado fazer uma referência que foi interpretada como uma comparação de Eduardo ao personagem Pateta, da Disney. O embate evidencia o clima de disputa entre lideranças da direita de olho nas eleições presidenciais de 2026. Caiado busca consolidar seu espaço no campo conservador e aparece como um dos possíveis adversários do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida pelo Palácio do Planalto. Polêmica começou após anúncio de green card A troca de farpas teve início depois que Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, anunciou ter obtido o green card, documento que garante residência permanente no país. Caiado aproveitou a ocasião para criticar o parlamentar licenciado. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a prioridade deveria ser defender os interesses do agronegócio brasileiro e ampliar o acesso dos produtores nacionais ao mercado norte-americano, sugerindo que a atividade política exige compromisso com o país e não poderia ser tratada como turismo. Eduardo reage e cita STF A resposta de Eduardo Bolsonaro veio em tom ainda mais duro. O ex-deputado acusou Caiado de manter proximidade com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o governador estaria alinhado à elite política de Brasília. “Green card quem precisa são os fazendeiros condenados no golpe da Disney, que o senhor não fala nada. É o preço que o senhor paga para participar dos coquetéis do STF e da elite de Brasília? Dando cidadania goiana aos perseguidores, o senhor deixa claro a quem atenderia caso chegasse à Presidência. E ainda vem falar de ‘autoridade moral’ para governar o Brasil. Faça-me o favor…”, escreveu Eduardo. Disputa amplia tensão no campo conservador O episódio reforça o acirramento da disputa entre diferentes grupos da direita brasileira. Enquanto Caiado tenta ampliar sua projeção nacional como alternativa ao bolsonarismo, integrantes da família Bolsonaro têm reagido às críticas, em meio às movimentações para definir quem representará esse campo político nas eleições presidenciais de 2026. A troca pública de acusações também expõe divergências sobre a estratégia política da oposição e evidencia que a disputa pela liderança da direita deve continuar marcada por confrontos diretos nos próximos meses. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalGovernadorPL Partido LiberalPSD Partido Social DemocráticoSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caiado faz piada com Eduardo Bolsonaro e desperta ira do clã e aliados 22/07/2026 ‘Senador prestador de serviços: o consultor Flávio Bolsonaro na rede de Vorcaro’ (VIDEO) 23/07/2026 Escritório de Flávio Bolsonaro teve apenas dois clientes, disse administradora: “um é uma igreja” 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões Jaques tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF Smartmatic: o que é a empresa venezuelana citada em discurso de Flávio Bolsonaro e qual a relação dela com o Brasil Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento - [Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas](https://politicariabrasileira.blog.br/tal-pai-jair-bolsonaro-tal-filho-flavio-ambos-golpistas/): Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas Em caso de derrota, o senador parece estar pronto para não reconhecer o resultado das urnas Por Ricardo Noblat | Metrópoles 22/07/2026 Veja situações onde Moraes vê que Flávio desrespeitou ordens judiciais Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos. O motivo foi uma reunião promovida por ele com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada. Na ocasião, a menos de três meses da eleição de 2022, Bolsonaro fez afirmações falsas e distorcidas sobre o processo eleitoral brasileiro, pondo em dúvida sua lisura. Transmitido ao vivo pela TV Brasil, seu discurso pode ser resumido em quatro pontos principais: Ataques às urnas eletrônicas: Afirmou, sem apresentar provas, que o sistema de votação eletrônica não era seguro nem auditável. Inquérito da Polícia Federal: Utilizou dados distorcidos de uma investigação de 2018 sobre a invasão de um hacker ao sistema do TSE para sugerir que o processo eleitoral poderia ser adulterado. Críticas ao Judiciário: Acusou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE — nominalmente Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes — de parcialidade e de tentarem favorecer o candidato Lula. Voto impresso: Defendeu a necessidade de adotar o voto impresso para garantir a transparência do pleito. Nesta terça-feira (21), em Brasília, ao participar de um evento com diplomatas estrangeiros, o senador Flávio Bolsonaro espalhou informações falsas a respeito das urnas eletrônicas. Ele mencionou um relatório da CIA e pediu aos diplomatas que enviem o maior número possível de observadores internacionais para fiscalizar as eleições de outubro próximo. — Há poucos dias, por coincidência, houve uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela. […] Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma… Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana — disse Flávio. E foi adiante: — O pedido que eu faço a todos aqui — não estou questionando o sistema de votação brasileiro — é que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para as nossas eleições, como sempre fazem, e pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e [sobre] como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes. A empresa venezuelana atende pelo nome de Smartmatic. Em 2020, o TSE declarou, em nota, que a companhia nunca vendeu ao Brasil urnas ou softwares aqui utilizados, apesar de ter fornecido outros serviços, como o treinamento de pessoal para realizar suporte técnico e operacional No mesmo evento, Flávio comentou sobre a reunião de Bolsonaro com embaixadores, afirmando que o pai está inelegível e preso por ter manifestado “uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral”, para que os embaixadores “levassem esse cenário de preocupação para os seus países”. Para Flávio, o Brasil não tem segurança jurídica, o que afastaria os investimentos estrangeiros. Ele voltou a repetir que o STF persegue seu pai e criticou a corporação: “Hoje nós temos uma Polícia Federal brasileira em que parte dela está aparelhada para continuar perseguições políticas aos opositores de Lula”. Bolsonaro pai, segundo Flávio, “mesmo sem nenhuma prova, foi condenado pelos seus próprios inimigos a 27 anos de prisão, sob acusação de tentativa de golpe de Estado, quando já não estava mais no governo e quando tinha feito toda a transição pacífica para o governo seguinte”. Completou dizendo: “Uma das razões de o presidente Jair Bolsonaro não concorrer neste ano às eleições é porque ele está preso após ser vítima de uma grande farsa por parte de alguns no Poder Judiciário.” O sangue golpista que corre nas veias do pai é o mesmo que irriga as veias de Flávio e dos seus irmãos. Em caso de derrota, Flávio parece estar pronto para não reconhecer os resultados das urnas. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas 22/07/2026 TSE desmente Flávio Bolsonaro sobre urnas com mesmo texto que contestou o pai em 2022 22/07/2026 Ministros do TSE veem atuação de campanha de Flávio Bolsonaro para desacreditar pesquisas 22/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença Flávio Bolsonaro negocia vaga no STF para bispo da Universal em troca de apoio dos Republicanos Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista Jaques tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF - [Vorcaro falou com Sicário sobre ‘tomar medida urgente’ contra gestor que denunciou Master](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-falou-com-sicario-sobre-tomar-medida-urgente-contra-gestor-que-denunciou-master/): Vorcaro falou com Sicário sobre ‘tomar medida urgente’ contra gestor que denunciou Master PF vê atuação direta de capanga contra Vladimir Timerman, alvo de ação movida por mulher de Alexandre de Moraes em nome de banqueiro Por Johanns Eller | O Globo 22/07/2026 Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’ (à esq.), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução e Ana Paula Paiva/Valor A Polícia Federal (PF) encontrou evidências de que Daniel Vorcaro e seu comparsa Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, apontado pelos investigadores como operador de uma milícia privada que atuava a mando do ex-banqueiro, monitoraram ilegalmente um empresário que denunciou irregularidades em negócios do Banco Master e travou com seu dono uma batalha judicial. A dupla também teve acesso a procedimentos policiais sigilosos. Em um dos diálogos obtidos pela PF, de 2023, Vorcaro afirmou a Sicário que os dois teriam que “tomar uma medida URGENTE” contra Vladimir Timerman, fundador e gestor da Esh Capital. Acionista da Gafisa, Timerman acusou fundos ligados ao Master e ao empresário Nelson Tanure de manipular operações fraudulentas na companhia. A denúncia do gestor deu origem a um inquérito da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra Tanure e Vorcaro e a uma queixa-crime por calúnia e difamação na Justiça na qual o Master e seu dono foram representados pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, como revelamos no blog. Viviane fechou um contrato de R$ 129 milhões com a instituição e recebeu R$ 80 milhões antes de sua liquidação, segundo a Receita Federal. Timerman acusou os dois de tentar ampliar indiretamente o controle de Tanure —, tido pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) como possível sócio oculto do Master —- sobre a Gafisa manipulando o mercado e ocultando conflitos de interesse. Tanure nega. A ofensiva sobre Timerman foi detalhada em um relatório da Polícia Federal anexado aos autos da investigação que tramita no STF sob a relatoria do ministro André Mendonça. O documento foi tornado público em junho por decisão do magistrado, que depois restaurou o sigilo do processo. Em uma das conversas, Vorcaro encaminha a Sicário prints de uma publicação do gestor da Esh nas redes sociais em dezembro de 2023 alertando sobre um “bilionário conhecido por ter o toque de Midas” mas que, na verdade, seria “apenas mais um malandro” que oferecia taxas de retorno milagrosas em carteiras de crédito tendo como lastro fundos de investimento podres. Entre as respostas, um usuário reagiu a Timerman: “Banco Master? Esse seria o meu chute. Eles estavam mega alocados em precatórios há uns tempos atrás emitindo uns CDBs malucos. Sei lá…”. No mesmo dia, o investidor voltou à carga na rede social X: “No meio das minhas investigações tenho convicção de que encontrei o Jeffrey Epstein brasileiro… Tem que expor esse tipo de gente que acha que o fato de ter uns trocos na conta do banco pode fazer o que bem entender. E tem que colocar os aceclas [sic] no mesmo lugar. É cúmplice [sic]”, seguiu, alegando ainda ter a confirmação de nomes de mulheres abusadas. Enfurecido, Vorcaro diz a Sicário que Timerman vinha tentando “extorqui-lo há tempos” e propõe como saída pressioná-lo chamando o gestor a prestar esclarecimentos sobre as acusações, embora não tenha mencionado o banqueiro e nem o Master nos posts. Ainda segundo a PF, o então CEO do Master enviou ao comparsa no mesmo dia um despacho da Polícia Civil de São Paulo de agosto de 2023 (quatro meses antes) sobre o indiciamento de Timerman por extorsão em um processo movido por Tanure e seus advogados, bem como os autos de qualificação do gestor no inquérito e um processo da mesma natureza que tramitava no MPF. Para os investigadores, a orientação para chamar o gestor para prestar esclarecimentos sugere que Vorcaro monitorava ações judiciais contra o desafeto: “Tal circunstância evidencia que Daniel Bueno Vorcaro já tinha ciência do indiciamento e do regular andamento do procedimento policial, permitindo inferir que sua solicitação visava à oitiva de Vladimir no âmbito de investigação formalmente instaurada e em curso”. Horas mais tarde, Sicário diz ao dono do Master que “A Turma” e “os meninos”, referência à milícia privada controlada por ele para atender aos interesses do banqueiro, estavam monitorando Timerman a todo o momento. “Esse cara estamos monitorando 24h dele aqui [sic]”, escreveu Luiz Phillipi Mourão. “Estou confirmando os dados pra caso precise [sic] dominarmos e-mails e contas, e caso precise banir os números de WhatsApp e contas de Instagram, já está alinhado também”. Dois dias depois, em 21 de dezembro, Sicário retorna com quatro consultas processuais sobre Vladimir Timeman com diversas informações sob sigilo de Justiça. Em março de 2026, Sicário cometeu suicídio após ser preso pela PF em Minas Gerais. Integrante do grupo “A Turma”, ele recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro em troca dos serviços prestados ao banqueiro, que incluíam obtenção de processos sigilosos, intimidações a desafetos, monitoramento ilegal de pessoas – dentre jornalistas, funcionários do executivo e até o CEO do Itaú –, além do gerenciamento de um grupo de hackers. Conhecido em Minas pela extensa ficha criminal, Sicário já foi indiciado por furto qualificado, estelionato, associação criminosa e falsificação de documentos e evasão de divisas, entre outros crimes. Guerra prolongada Os autos da Polícia Federal indicam que a guerra travada entre Daniel Vorcaro e Timerman se prolongou pelo menos até meados de 2024. Em março daquele ano, Sicário acessou novas informações sigilosas sobre inquéritos da PF em curso através do cadastro de uma servidora do MPF em Brasília – os investigadores ainda não concluíram se por meio de acesso hacker ou cumplicidade da funcionária. “Evidencia-se que, embora o processo estivesse inicialmente protegido por sigilo máximo, o acesso integral foi obtido em curto intervalo de tempo, sem que haja registro de justificativa formal para a mudança no nível de acesso. Esse cenário indica possível quebra dos protocolos de segurança da informação ou uso inadequado de prerrogativas funcionais”, destacaram os investidores. Três meses depois, os dois foram intimados junto de Tanure e Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, para depor à PF no âmbito do processo movido pelo gestor da Esh no caso Gafisa. “De novo esse cara. Não tem condição isso. - [Ex-aliado de Bolsonaro, Luciano Bivar entra na chapa do PT em Pernambuco](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-aliado-de-bolsonaro-luciano-bivar-entra-na-chapa-do-pt-em-pernambuco/) - [Couto manda auditar contratos dos Bombeiros após convênio de R$ 25 milhões com instituto investigado](https://politicariabrasileira.blog.br/couto-manda-auditar-contratos-dos-bombeiros-apos-convenio-de-r-25-milhoes-com-instituto-investigado/): Couto manda auditar contratos dos Bombeiros após convênio de R$ 25 milhões com instituto investigado Também pesou na decisão a proximidade entre o comandante-geral da corporação, Tarciso Salles, e o então presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. Por Gabriel Barreira e Marcelo Gomes | RJ2 21/07/2026 Aniversário do Didê em imagem em que também aparece Sirlei, o comandante do grupamento prisional dos bombeiros – no local onde ele está preso — Foto: Reprodução/RJ2 O governador em exercício, Ricardo Couto, determinou uma auditoria em todos os contratos do Corpo de Bombeiros após um convênio da corporação com o Instituto Rio Metrópole (IRM) chamar a atenção do governo. A minuta previa o repasse de R$ 25 milhões do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) ao instituto, que é alvo de investigação por suspeitas de corrupção. Pesou na decisão também a proximidade entre o comandante-geral da corporação, Tarciso Salles, e o então presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. Didê está preso e é investigado por suspeita de corrupção em contratos que somam R$ 86 milhões. Como é bombeiro da reserva, ele está sob custódia do Grupamento Prisional do Corpo de Bombeiros, comandado por Sirlei Gomes, que também mantém relação de amizade com o ex-presidente do instituto. Em março deste ano, Didê comemorou o aniversário ao lado de amigos, entre eles Sirlei Gomes e o comandante-geral Tarciso Salles. Na ocasião, Salles gravou um vídeo de felicitações. “Fala, Didê, meu amigo, tudo bem? Estou numa agenda aqui em Macaé, uma agenda do governador, mas não poderia deixar de gravar esse vídeo te parabenizando. Obrigado por tudo, meu amigo, você é um amigo fiel, sempre presente.” A relação entre os dois é antiga. Em novembro de 2024, Tarciso Salles entregou a Didê a Medalha Mérito Avante Bombeiro, honraria concedida a personalidades que se destacaram por benefícios prestados à comunidade, à corporação ou ao patrimônio da instituição. Segundo o Ministério Público, porém, o patrimônio público já havia sido lesado por Didê. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, ele foi preso acusado de vender respiradores superfaturados ao governo de Santa Catarina. De acordo com o MP, muitos dos equipamentos eram considerados imprestáveis. A prisão levou à abertura de uma investigação no Corpo de Bombeiros. Didê foi chamado para prestar esclarecimentos ao Conselho de Disciplina em junho de 2023. Mesmo assim, cerca de um ano e meio depois, recebeu a medalha das mãos de Tarciso Salles. Em publicações nas redes sociais, Didê agradeceu a homenagem e, meses depois, parabenizou o comandante pelo aniversário, chamando-o de “ser humano inigualável, incrível e justo”. As imagens foram publicadas no perfil do ex-presidente do IRM, que passou a ser restrito após sua prisão. A ligação entre Didê e Tarciso Salles também se refletiu nas instituições comandadas por eles. Os dois participaram das tratativas para um convênio destinado à implantação de um sistema de monitoramento de desastres naturais. Do Funesbom para o IRM A proposta previa um investimento de R$ 25 milhões, com recursos do Funesbom repassados ao Instituto Rio Metrópole. As negociações chamaram a atenção da gestão interina do governador Ricardo Couto. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) emitiu parecer contrário ao convênio, por entender que os recursos do fundo dos Bombeiros só podem ser utilizados em investimentos da própria corporação, como compra de viaturas e equipamentos. Após o parecer da PGE, em abril, o processo administrativo ficou paralisado. Ele foi encerrado apenas no fim da semana passada, depois de uma reunião entre o governador em exercício e o comandante-geral dos Bombeiros. A proximidade entre Didê e Tarciso Salles acendeu um alerta no Palácio Guanabara. O governo decidiu auditar todos os contratos do Corpo de Bombeiros. Segundo apurado, a medida foi adotada para manter o comandante no cargo. Em meio às investigações sobre o Instituto Rio Metrópole, o governo intensificou as exonerações no órgão. O próprio Didê foi exonerado, e outras 13 pessoas também deixaram seus cargos nesta semana. A expectativa é que novas exonerações sejam publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (22). Do Funesbom para o IRM “Davi Perini Vermelho, por meio de sua defesa, esclarece que: Todos os contratos e convênios firmados em sua gestão como Presidente do IRM, foram geridos e fiscalizados pelas respectivas diretorias demandantes, inclusive com fundamento em despachos e atestos emitidos pelos setores técnicos responsáveis além de contarem com pareceres jurídicos do procurador geral da autarquia, pertencente a Procuradoria Geral do Estado; Em relação ao convênio em questão, importante ressaltar que o processo não faz parte da operação conduzida pelo MPRJ e que a celebração do mesmo respeitou o rito legal exigido sendo que o sistema, caso fosse implantado, representaria um grande avanço para o Estado do Rio de Janeiro na política de prevenção de sequelas consequentes de desastres naturais. Por fim, reafirma sua confiança na justiça e, reitera, que convênios, firmados dentro da legalidade, entre órgãos governamentais para a realização de políticas públicas que possam beneficiar a população não podem ser criminalizados e/ou diminuídos pelo fato dos gestores destes órgãos possuírem relação de amizade, construídas anteriormente e independentemente dos cargos que ocupam ou que venham a ocupar.” O que diz o Corpo de Bombeiros Nota oficial 1: “Em relação aos questionamentos encaminhados sobre o Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, Coronel Tarciso Antônio de Salles, a Secretaria de Estado de Defesa Civil esclarece que a proposta apresentada pelo Instituto Rio Metrópole foi submetida ao regular fluxo administrativo previsto para esse tipo de procedimento, sendo analisada pelas áreas técnica, financeira e jurídica da própria Secretaria de Estado de Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, além das demais instâncias competentes da Administração Pública Estadual. Durante a instrução do processo administrativo, as áreas técnicas, financeiras e jurídicas da própria Secretaria e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro emitiram manifestações acerca da proposta, concluindo pela inviabilidade de seu prosseguimento nos termos em que foi apresentada, entendimento que permaneceu convergente - [Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim](https://politicariabrasileira.blog.br/presidente-lula-precisa-vetar-projeto-que-reduz-floresta-nacional-do-jamanxim/): Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim Observatório do Clima alerta para impactos da decisão do Congresso sobre a unidade de conservação do Pará; outras 11 propostas atacam áreas de proteção ambiental pelo país Por Solange A. Barreira | Observatório do Clima 21/07/2026 Área desmatada ilegalmente na Flona do Jamanxim, no Pará, em 2009. Foto: ANTONIO SCORZA / AFP Bastaram cerca de dez minutos para o Senado desmantelar a proteção de 486 mil hectares da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, na última quarta-feira (15). O PL 2.486/26 avançou sem debates, repetindo a aprovação relâmpago que a Câmara realizou em maio, durante a Semana do Agro, e colocando uma área equivalente a 3,5 vezes o município do Rio de Janeiro sob risco. Diante dos impactos que podem ser causados pela manobra do Congresso, as organizações que compõem a rede do Observatório do Clima pedem ao Executivo que vete o projeto de lei.  A Flona do Jamanxim foi instituída em 2006 dentro do pacote de compensações da BR-163. Desde então, 86,6 mil hectares foram desmatados e ocupados ilegalmente para exploração econômica, segundo nota técnica elaborada por Apib, ISA e WWF-Brasil. “O padrão geométrico observado das áreas desmatadas ao longo desses anos evidencia a ocupação de grandes áreas rurais contínuas, e não de pequenos produtores de agricultura familiar”, diz a análise. O texto aprovado na semana passada permite, portanto, a regularização fundiária pelos invasores do agro e deixa vulneráveis outros 400 mil hectares adicionais.   “A aprovação do PL do Jamanxim usa a justificativa do pequeno produtor para premiar  a bandalheira da invasão de terras públicas feita pela grilagem”, afirma Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima. “Não dá para alcançar a meta de desmatamento zero acabando com as áreas protegidas, principal instrumento de proteção do patrimônio natural do Brasil. O veto a este PL é a defesa do legado ambiental que o presidente Lula construiu nos últimos anos”, conclui.  O modo de operação dos parlamentares está cada vez mais agressivo e perverso. Na Câmara, o PL 2.486 foi apresentado por Isnaldo Bulhões Jr. (MDB- AL) em 19 de maio passado. José Priante (MDB-PA) se manteve na relatoria, numa das tramitações mais rápidas da atual legislatura na Câmara – menos de 24 horas.  No Senado, o atropelo foi igualmente acelerado: Jader Barbalho (MDB-PA) ficou com a relatoria, propôs regime de urgência na terça-feira passada e conseguiu incluir o PL como item de pauta na quarta, repetindo a estratégia da Câmara. Durante o jogo da Copa do Mundo 2026 que levou a Espanha à final, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), despachou a agenda ambiental, com votação simbólica do texto em poucos minutos. Na prática, o projeto transforma 40% da área protegida da Flona do Jamanxim em Área de Proteção Ambiental (APA), uma categoria de Unidade de Conservação (UC) mais flexível quanto ao uso do solo e compatível com a existência de propriedades privadas. Onze ameaças à vista Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) a pedido do OC mostra que as áreas protegidas do Brasil, considerando todas as categorias, armazenam 19,4 bilhões de toneladas de carbono (19,4 gigatoneladas). Esse estoque equivale a 33 anos de emissões de gases de efeito estufa do país, no ritmo de emissão anual atual (2,145 gigatoneladas de CO2e em 2024). O dado reforça a urgência de garantir proteção legal a esses territórios para tentar frear o desmatamento –  principal vetor das emissões brasileiras – e (tentar) evitar maiores danos das mudanças climáticas.  Na contramão dessa lógica, outras 11 propostas legislativas que tramitam no Congresso buscam reduzir, impedir a criação ou simplesmente extinguir áreas de proteção ambiental. Há até um PL para alterar o próprio Sistema Nacional Unidades de Conservação: PL nº 4.245/2019 – modifica o regime de proteção da Reserva Extrativista Prainha do Canto Verde, no Ceará; PL nº 2.381/2021 – pretende alterar a categoria da Reserva Extrativista de Canavieiras, na Bahia, transformando-a em Área de Proteção Ambiental; PL nº 2.460/2024 – cria obstáculos à instituição de novas unidades de conservação e condiciona sua criação à homologação pelo Congresso Nacional; PL nº 849/2025 – propõe reduzir a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, retirando mais de 30 mil hectares de sua área protegida; PL nº 6.617/2025 – altera o Sistema Nacional de Unidades de Conservação para retirar do Poder Executivo a competência hoje exercida na criação de unidades federais; PDL nº 171/2026 – na Câmara dos Deputados, busca sustar o decreto que amplia a Estação Ecológica de Taiamã no Pantanal; PDL nº 112/2026, no Senado, e PDL nº 106/2026, na Câmara dos Deputados, pretendem sustar o decreto de criação do Parque Nacional e da Área de Proteção Ambiental do Albardão, no Rio Grande do Sul; PL nº 1083/2026, na Câmara dos Deputados, e  PL nº 3113/2025, no Senado Federal, propõem reduzir e recategorizar parte do Parque Nacional do Itatiaia para Monumento Natural do Vale do Rio Campo Belo, flexibilizando a proteção da unidade; PL nº 1.704/2026 – estabelece novos condicionantes para a criação de unidades de conservação, ampliando as restrições ao processo de instituição dessas áreas protegidas.    “Nos últimos anos, o Congresso Nacional vem investindo pesado na destruição das leis que protegem clima e meio ambiente. Os ataques às terras indígenas e às unidades de conservação têm ganhado força nesse sentido. O Congresso se reinventa a cada dia para provocar destruição. É um tratoraço atrás de outro, sem debates, sem pudores. Os eleitores precisam estar atentos a isso na hora de votar em outubro”, afirma Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima. Notícia anterior Deputado FederalMDB Movimento Democrático Brasileiromeio ambientePL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadoresrodovia BR-163União Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Presidente Lula precisa vetar projeto que reduz Floresta Nacional do Jamanxim 21/07/2026 Supermercado era mais barato com Bolsonaro? Deputado desmascara Flávio e mostra a verdade (VIDEO) 21/07/2026 Jaques tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF 20/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are - [Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-da-72-horas-para-prefeitura-de-sp-responder-acao-popular-que-questiona-terceirizar-tres-escolas/): Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas Antes de analisar o pedido de liminar para suspender o edital, juiz determinou que os réus apresentem manifestação; depois, o Ministério Público deverá emitir parecer. No dia 15 de julho, prefeitura publicou um edital para selecionar Organizações da Sociedade Civil que deverão assumir a gestão de três escolas. Por Rodrigo Rodrigues e Paola Patriarca | g1 SP 21/07/2026 Estudante em aula na EMEF Padre Serafin Martinez Gutierrez, na Zona Leste de SP — Foto: Renata Bitar/g1 São Paulo – A Justiça de São Paulo recebeu a ação popular movida por parlamentares do PSOL contra o edital da Prefeitura de São Paulo que prevê a gestão de três escolas municipais por Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Na decisão desta terça-feira (21), a magistrada afirmou que a petição inicial preenche os requisitos legais e determinou o processamento da ação. Em seguida, estabeleceu prazo de 72 horas para que os requeridos apresentem manifestação. Depois disso, ou do fim do prazo sem resposta, o processo será encaminhado ao Ministério Público para parecer sobre o pedido de urgência. Na sequência, os autos voltarão ao juiz, que decidirá sobre a liminar. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que “já demonstrou ao Judiciário que o modelo de gestão compartilhada de escolas com organizações da sociedade civil (OSCs) não se trata de privatização, nem de concessão”. “As escolas permanecerão públicas, gratuitas, instaladas em imóveis municipais e integrantes da Rede Municipal de Ensino, com adoção obrigatória do Currículo da Cidade e supervisão pedagógica permanente das Diretorias Regionais de Educação. Além disso, a Pasta seguirá com poderes de avaliação e intervenção”, afirmou. (veja nota completa abaixo) A ação popular foi apresentada no mesmo dia em que a Prefeitura de São Paulo publicou um edital para selecionar Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que deverão assumir a gestão de três novas escolas municipais de ensino fundamental nas regiões de Parelheiros, Pedreira e Jaraguá. Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), a iniciativa amplia para outras unidades um modelo adotado no Liceu Coração de Jesus, no Centro da capital, que desde 2022 integra a rede pública por meio de parceria com a prefeitura. O chamamento público prevê contratos com duração inicial de cinco anos e investimento estimado em R$ 102,8 milhões para as três escolas. As unidades serão públicas, gratuitas e continuarão integrando a rede municipal de ensino. Pela modelagem prevista no edital e na minuta do termo de colaboração, caberá às entidades selecionadas executar atividades pedagógicas, administrativas e de infraestrutura das escolas, incluindo a contratação de diretores, coordenadores pedagógicos, professores e demais funcionários, além da manutenção cotidiana de prédios, limpeza, vigilância e aquisição de materiais e equipamentos. A Secretaria Municipal da Educação continuará responsável pela definição da política educacional, da supervisão pedagógica e das avaliações de aprendizagem. A alimentação escolar, o transporte dos alunos e a distribuição de uniformes e materiais didáticos também continuam sendo atribuição do poder público. Em uma ação popular, a vereadora Silvia Ferraro classificou a medida como um “projeto de privatização da rede municipal de ensino”. Ela sustenta que o modelo previsto no edital viola dispositivo constitucional que estabelece regras para a destinação de recursos públicos à educação e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, segundo a qual escolas públicas devem ser mantidas e administradas pelo poder público. Para a parlamentar, problemas de desempenho educacional não justificam a adoção do formato. “É inaceitável que, sob o pretexto de melhorar o ensino, a prefeitura se exima de suas responsabilidades e transforme a educação municipal em um serviço lucrativo para a iniciativa privada, o que é ilegal”, declarou a vereadora em manifestação enviada ao g1. A vereadora Silvia da Bancada Feminista (PSOL) também acionou a Justiça para o caso. O que diz a prefeitura “A Secretaria Municipal de Educação já demonstrou ao Judiciário que o modelo de gestão compartilhada de escolas com organizações da sociedade civil (OSCs) não se trata de privatização, nem de concessão. As escolas permanecerão públicas, gratuitas, instaladas em imóveis municipais e integrantes da Rede Municipal de Ensino, com adoção obrigatória do Currículo da Cidade e supervisão pedagógica permanente das Diretorias Regionais de Educação. Além disso, a Pasta seguirá com poderes de avaliação e intervenção. O Chamamento Público busca estabelecer parceria com Organizações da Sociedade Civil sem fins lucrativos para a execução de atividades em três novas unidades educacionais. As entidades terão que cumprir plano de trabalho, metas, indicadores e prestação de contas, sendo fiscalizadas pelo Município. Dessa forma, a Prefeitura continuará responsável, entre outras atribuições, pela oferta das vagas e processo de matrículas. Essas parcerias fazem parte da educação municipal há décadas, especialmente na Educação Infantil. Cabe ressaltar que o modelo foi implantado no Liceu Coração de Jesus, que registra desempenho acima da média da Rede Municipal e elevada aprovação das famílias — parceria cuja validade já foi reconhecida em decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Vale lembrar que, nos últimos cinco anos, a Prefeitura nomeou mais de 17 mil profissionais da educação. Assim que formalmente intimado, o Município adotará as medidas necessárias para a defesa do chamamento público em questão”. Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPPrefeitoPSOLSão Paulo SPVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas 21/07/2026 Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União 21/07/2026 PF cumpre mandados de busca e apreensão contra Careca do INSS 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar PF cumpre mandados de - [PF cumpre mandados de busca e apreensão contra Careca do INSS](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-cumpre-mandados-de-busca-e-apreensao-contra-careca-do-inss/): PF cumpre mandados de busca e apreensão contra Careca do INSS A ordem judicial foi expedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e tem a finalidade de descapitalizar investigado apontado como um dos principais atores do esquema criminoso Por Leonardo Ribbeiro e Elijonas Maia | CNN Brasil 21/07/2026 BMW do Careca do INSS | Divulgação: PF Brasília – A PF (Polícia Federal) cumpriu, nesta terça-feira (21), novo mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A ordem judicial foi expedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e tem a finalidade de descapitalizar investigado apontado como um dos principais atores do esquema criminoso. A CNN apurou que se trata de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A ação apreendeu carros de luxo ligados ao lobista. Em comunicado, a PF informou que também estão sendo apurados os crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. O mandado foi cumprido no Distrito Federal. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF cumpre mandados de busca e apreensão contra Careca do INSS 21/07/2026 Smartmatic: o que é a empresa venezuelana citada em discurso de Flávio Bolsonaro e qual a relação dela com o Brasil 22/07/2026 Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas 22/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões Ação no STF questiona eleição antecipada para presidência da Câmara de Araruama Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE - [Apesar da proibição de atividade política, Bolsonaro decidirá vice de Flávio, diz Valdemar](https://politicariabrasileira.blog.br/apesar-da-proibicao-de-atividade-politica-bolsonaro-decidira-vice-de-flavio-diz-valdemar/): Apesar da proibição de atividade política, Bolsonaro decidirá vice de Flávio, diz Valdemar Cacique do PL afirmou que ex-presidente condenado terá a palavra final na formação da chapa, mesmo estando em prisão domiciliar Por Lucas Vasques | Fórum 21/07/2026 Valdemar Costa Neto – Foto: Beto Barata/PL O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou, nesta terça-feira (21), que Jair Bolsonaro (PL) será o responsável por escolher o candidato a vice na chapa presidencial de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil e ocorre enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com direitos políticos suspensos e está sujeito a uma série de proibições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vedam expressamente sua participação em atividades político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros. “Quem vai decidir quem vai ser o vice vai ser o Bolsonaro. O Bolsonaro tem uma sensibilidade muito grande para isso”, afirmou Valdemar. A declaração do presidente do PL é direta: mesmo impedido de concorrer à Presidência e cumprindo prisão domiciliar, Bolsonaro mantém o controle sobre as decisões estratégicas do partido para 2026. Foi o próprio Bolsonaro quem determinou que Flávio, seu filho mais velho, fosse o nome do campo bolsonarista para enfrentar o presidente Lula (PT), que disputará a reeleição. O PL, agora, organiza a composição da chapa em torno dessa definição, com o prazo para registro de candidaturas encerrando em 15 de agosto. Restrições do STF e o desafio à Justiça A fala de Costa Neto não ocorre num vácuo. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições, tem os direitos políticos suspensos e está impedido de divulgar manifestos político-eleitorais “inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. A redação da decisão do STF é explícita: a proibição alcança qualquer intermediário. A restrição foi ainda mais endurecida na sexta-feira (17), quando Moraes proibiu Bolsonaro de receber qualquer visita, exceto médicas e de advogados, pelo prazo de 30 dias. A medida veio após Flávio divulgar em suas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente condenado, descumprindo a proibição de uso de redes sociais por Bolsonaro, seja diretamente ou por meio de terceiros. Nesse contexto, a afirmação pública de Costa Neto de que Bolsonaro “decidirá” o vice da chapa não é um detalhe protocolar: é a admissão, pelo próprio presidente do partido, de que o ex-presidente segue articulando politicamente a partir do regime de restrições imposto. Se essa articulação se enquadra nas proibições determinadas pelo STF é uma questão que, até o momento, não há manifestação oficial do tribunal ou do ministro Moraes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Apesar da proibição de atividade política, Bolsonaro decidirá vice de Flávio, diz Valdemar 21/07/2026 Couto manda auditar contratos dos Bombeiros após convênio de R$ 25 milhões com instituto investigado 21/07/2026 Ricardo Salles diz que Brasil devia ter ‘cedido’ para evitar tarifaço dos EUA: ‘Foi para o tudo ou nada’ 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso - [Ricardo Salles diz que Brasil devia ter 'cedido' para evitar tarifaço dos EUA: 'Foi para o tudo ou nada'](https://politicariabrasileira.blog.br/ricardo-salles-diz-que-brasil-devia-ter-cedido-para-evitar-tarifaco-dos-eua-foi-para-o-tudo-ou-nada/): Ricardo Salles diz que Brasil devia ter ‘cedido’ para evitar tarifaço dos EUA: ‘Foi para o tudo ou nada’ Candidato ao Senado por São Paulo fez críticas ao governo Lula durante evento em Piracicaba (SP) nesta terça-feira (21). Por EPTV e g1 Piracicaba e Região 21/07/2026 Ricardo Salles durante evento em Piracicaba — Foto: Victor Hugo Bittencourt/EPTV Candidato ao Senado por São Paulo pelo Partido Novo, o deputado federal Ricardo Salles criticou o governo Lula na condução das negociações com os Estados Unidos em relação à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A tarifa, que começa a ser aplicada nesta quarta-feira (22), foi anunciada na semana passada, após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). 🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Durante um evento para o setor metalúrgico em Piracicaba (SP), nesta terça (21), Salles afirmou que o brasil deveria ter cedido em troca de não haver a adoção da tarifa. “O Brasil precisava ter negociado melhor com os Estados Unidos e não criar uma barreira dizendo, ‘olha, eu sou contra a tarifa’. Você pode ser contra a tarifa, aliás, nós somos totalmente contra a tarifa, mas negociação é isso, você cede em alguma coisa para receber outra. A postura que o governo Lula tomou foi de não negociação, foi de contraponto absoluto, quase que querendo que viesse o tarifaço para poder explorar isso politicamente.” “E você, com um governo de um país muito maior que o nosso, não vale a pena se contrapor. Você tem que realmente negociar, saber que algumas coisas você vai perder, mas consegue ganhar outras. E a impressão que nós temos, e várias pessoas estão dizendo isso, que se participaram mais dessas negociações, é que o Brasil foi para o tudo ou nada com os Estados Unidos”, complementou. O candidato também rebateu a ideia de que políticos brasileiros de direita tenham atuado em favor das tarifas junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Eu não acho que houve uma advocacia em favor do tarifas. O simples fato de que há um alinhamento político, diria, do presidente Trump com a direita brasileira, não quer dizer que a direita trabalhou pelo tarifas. O que eu percebo é que, embora tenham havido reuniões do Brasil com os Estados Unidos, eram reuniões de pouca negociação, muita contraposição.” Tarifas O governo calcula que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil. Apesar disso, uma extensa lista de produtos foi excluída da sobretaxa. O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos dez produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalNOVOPiracicaba SP Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ricardo Salles diz que Brasil devia ter ‘cedido’ para evitar tarifaço dos EUA: ‘Foi para o tudo ou nada’ 21/07/2026 Justiça dá 72 horas para Prefeitura de SP responder ação popular que questiona terceirizar três escolas 21/07/2026 Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE Como nascem os jabutis MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia - [PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-encerra-processo-e-decide-demitir-eduardo-bolsonaro-por-abandono-de-cargo/): PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo Agora, ministro da Justiça deve assinar o ato para a expulsão do ex-deputado da corporação Por Aguirre Talento | O Estado de S.Paulo 21/07/2026 Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025 Foto: @SBT News via YouTube BRASÍLIA – A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela demissão dele por abandono de cargo. Agora, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato para a expulsão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da corporação. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e passou a se definir como exilado político. Pelo acúmulo de faltas sem justificativa, teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado. Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF, no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de concurso público em 2010. Como ele não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso em fevereiro deste ano. Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio determinou que ele entregasse carteira funcional e arma de fogo. Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos EUA para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe. Notícia anterior Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo 21/07/2026 ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC 21/07/2026 Flávio Bolsonaro negocia vaga no STF para bispo da Universal em troca de apoio dos Republicanos 20/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado - [Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União](https://politicariabrasileira.blog.br/paulo-figueiredo-comprou-mansao-de-r-61-milhoes-nos-eua-mas-deve-r-49-milhoes-a-uniao/): Paulo Figueiredo comprou mansão de R$ 6,1 milhões nos EUA, mas deve R$ 4,9 milhões à União Influenciador tem propriedades na Flórida no total de R$ 11,6 milhões; segundo ele, ambas são financiadas Por Alice Maciel, Natalia Viana e Ken Silverstein | Agência Pública e ICL Notícias 21/07/2026 Mansão adquirida por Paulo Figueiredo em novembro do ano passado | Reprodução O influenciador Paulo Figueiredo comprou, em novembro do ano passado, uma mansão de 1,2 milhão de dólares — o equivalente a cerca de R$ 6,1 milhões — em Clermont, na Flórida (EUA).  Esta é uma de duas propriedades do influenciador localizadas no estado da Flórida pela Agência Pública e ICL Notícias, no valor total de R$ 11,6 milhões. Segundo o influenciador, ambas são financiadas e não fazem parte de seu patrimônio.   Além da mansão em Clermont, a reportagem descobriu que Figueiredo possui também uma casa em Weston, anunciada para venda em junho deste ano por 1,09 milhão de dólares, ou R$ 5,5 milhões, segundo sites imobiliários americanos. A propriedade estava registrada, desde 2016, em nome da empresa Olive-Fig Tree Real Properties LLC, que também pertence ao influenciador.  Em outubro de 2025, porém, o imóvel foi transferido para o nome de Figueiredo, de acordo com documentos do estado da Flórida. Um mês depois, ele comprou a casa em Clermont.   Paulo Figueiredo deve R$ 4,9 milhões à União por fraudes relacionadas a um esquema para blindar empresas de fiscalizações da Receita Federal, revelado pela Lava Jato durante a Operação Armadeira 2. A informação foi publicada pelo Estadão com base em dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Ao jornal, ele afirmou que foi autuado indevidamente.   Por isso, ele foi inscrito na Dívida Ativa da União.   O influenciador também foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pagar uma multa de R$ 102 milhões, por supostas fraudes financeiras na construção de um hotel no Rio de Janeiro, em parceria com Donald Trump, conforme revelou o Fiquem Sabendo pela Lei de Acesso à Informação.  Procurado pela reportagem, Figueiredo afirmou que é um cidadão privado e empresário. “não devo satisfação sobre meu patrimônio a veículo de imprensa algum. Nenhuma das minhas viagens foi custeada com recursos públicos, portanto tampouco devo satisfação ao público sobre elas. Um fato, porém, precisa ficar registrado desde já: ambos os imóveis são financiados”.  Segundo ele, isso significa que o seu patrimônio “não corresponde nem de longe aos valores que vocês pretendem me atribuir”. Paulo Figueiredo ainda ameaçou a reportagem com base na lei da Flórida. “Como os fatos estão sendo formalmente aqui comunicados a vocês antes da publicação, eventual publicação de afirmações falsas será tratada no judiciário americano”, afirmou. Seis quartos, jacuzzi e piscina  A mansão em Clermont adquirida em novembro de 2025 é luxuosa e demonstra que o aliado de Eduardo Bolsonaro tem passado bem enquanto pede ao governo de Donald Trump retaliações ao Brasil.  Ela ocupa um terreno de 17,5 mil metros quadrados, equivalente a cerca de dois campos e meio de futebol, e tem 515 metros quadrados de área construída.  A propriedade possui dois andares, seis quartos e cinco banheiros, além de salas de estar e jantar, cozinha gourmet e sala de jogos. Na área externa, conta com piscina de água salgada, jacuzzi para 12 pessoas, varanda, lareira e casa na árvore.  A compra foi concluída um mês depois de Figueiredo informar à Justiça dos Estados Unidos que não tinha recursos para contratar um advogado para representar sua empresa, a International Treasure Group, após ela ter sido condenada à revelia. A ação contra a firma de Figueiredo faz parte de um processo de falência que busca recuperar transferências supostamente ligadas ao esquema de fraude liderado pelo magnata chinês Miles Guo.  Como a Agência Pública e o ICL Notícias revelaram, a empresa de Paulo Figueiredo é parte no processo por, segundo sua defesa, ter prestado serviço para a rede social Gettr, fundada pelo ex-assessor de Trump, Jason Miller, entre agosto de 2021 e abril de 2022, tendo recebido 140 mil dólares (cerca de R$ 670 mil). Guo era financiador oculto da Gettr.        Jason Miller é aliado dos Bolsonaros e chegou a vir ao Brasil algumas vezes durante o governo de Jair. A Gettr também financiou eventos na pré-campanha de 2022.     “Desempregado” Em 2024, quando já articulava nos EUA a possibilidade de retaliações contra o Brasil, Paulo Figueiredo chegou a reclamar em audiência no Congresso americano de ser vítima de perseguição do STF e ter ficado “desempregado” e com dificuldades financeiras.  Em entrevista ao portal Metrópoles em agosto do ano passado, o influenciador afirmou ter gasto R$ 1 milhão no que chamou de “luta pela liberdade”. Questionado sobre o valor de seu patrimônio, porém, não respondeu.   No final do ano, ele retomou a narrativa de ter sido afetado por questões políticas no Brasil, desta vez colocando o argumento em uma resposta formal à Justiça americana.  Figueiredo alegou que sua empresa enfrentou “dificuldades financeiras significativas” ao longo de 2023 e 2024, em razão da interrupção de atividades comerciais, o que teria impedido a contratação de um advogado. Segundo ele, a situação foi agravada por “mudanças políticas no Brasil” e pela redução das oportunidades de consultoria. A resposta faz parte de sua defesa no processo de falência de Miles Guo que tramita no Tribunal de Falências do Distrito de Connecticut, nos EUA. O pedido de apuração na Justiça americana afirma que o pagamento à  International Treasure Group foi uma transferência fraudulenta. “Esta transferência foi, na verdade, fraudulenta, porque o devedor [Guo Wengui] a efetuou como parte de seu ‘jogo de fachada’ e foi feita com a intenção de dificultar, atrasar e/ou fraudar os credores do devedor”, diz o processo. Já Paulo Figueiredo argumenta que o pagamento foi parte do serviço prestado à  Gettr entre agosto de 2021 e abril de 2022, durante o lançamento da rede social no Brasil. As informações sobre os serviços prestados à plataforma foram dadas pelo próprio influenciador na ação. Em 30 de outubro de 2025, após diversas tentativas frustradas de notificação, o tribunal proferiu - ['Aniversário general': coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC](https://politicariabrasileira.blog.br/aniversario-general-coronel-da-pm-de-sp-estava-em-grupo-de-whatsapp-com-preso-em-operacao-contra-o-pcc/): ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC Operador financeiro da facção pediu em troca de mensagens R$ 100 mil para pagar policiais do Deic, mostra áudio. Outros policiais também são citados nas conversas. Por Bruno Tavares, Isabela Leite, Ancelmo Caparica e Marília Barbosa | TV Globo e g1 SP 21/07/2026 Marcelo de Morais Oliveira é um dos detidos da Operação Janus e está envolvido no imbróglio do PCC por casa na Riviera de São Lourenço — Foto: Reprodução/TV Globo São Paulo – O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (21) uma operação para desarticular um grupo apontado como responsável por operar o sistema financeiro do PCC. Segundo a investigação, o coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Luiz Carlos Pereira Martins fazia parte de um grupo do WhatsApp “de caráter social e pessoal” em que estava também Cléber Azevedo dos Santos, que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) (leia mais abaixo). Além disso, entre as provas reunidas na investigação está um áudio atribuído a Cleber, preso na ação, em que ele pede R$ 100 mil em dinheiro para, segundo a mensagem, pagar policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). No áudio, registrado em 23 de julho de 2025, Cleber diz a um homem identificado como Bruno que um cliente chamado Caio precisava trocar uma transferência bancária por dinheiro em espécie. “Deixa eu te falar. Aquele meu cliente lá, o Caio, ele precisa de R$ 100 mil aí pra trocar. Quer mandar TED e pegar em (dinheiro) vivo, porque ele precisar pagar os ‘polícia’ [sic] do Deic, porque ele teve um problema. Tem R$ 100 mil pra ajudar ele aí?”, afirma a gravação. A TV Globo entrou em contato com o advogado de Cleber e com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo para pedir um posicionamento sobre o conteúdo do áudio. No entanto, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. ‘Aniversário general’ Um grupo de WhatsApp com o nome “aniversário general”, ativo ao menos até 21 de novembro de 2023, reunia o coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Luiz Carlos Pereira Martins, Cléber Azevedo, apontado como “companheiro” do Primeiro Comando da Capital (PCC), e Robson Martins Souza, segundo o Ministério Público de São Paulo. De acordo com a investigação, as mensagens trocadas no grupo tinham “caráter pessoal e social, com referências a eventos e celebrações”. Para os promotores, o conteúdo demonstra uma relação de proximidade entre os participantes que ia além de contatos ocasionais. Além da participação no grupo, o Ministério Público afirma ter identificado registros de que o coronel Luiz Carlos Pereira Martins se dispôs a ajudar os investigados e a intermediar contatos com outras autoridades. Entre os nomes citados nas conversas estão o coronel José Augusto Coutinho, então comandante da Rota, e o coronel identificado como “Patrício”, que também aparece em planilhas apreendidas pela investigação como “cliente”. Em outra conversa, de acordo com a investigação, Robson Martins Souza solicitou a Odair Alves da Silveira Filho o repasse de R$ 30 mil para que um cliente pudesse “pagar os amigos”, expressão que, segundo o Ministério Público, era utilizada para se referir ao pagamento de propina a agentes públicos. Ainda conforme os investigadores, Cléber Azevedo dos Santos também questionou Amjad Ahmad sobre saldos disponíveis especificamente para “pagar a polícia”. Anotação de pagamento e buscas A investigação também localizou uma anotação que registra um pagamento em dinheiro de R$ 1 mil em favor do coronel identificado como “Patrício”. Segundo o Ministério Público, o valor teria origem em uma prática ilícita chamada “ticketagem”. Diante dos elementos reunidos durante a apuração, o juiz responsável pelo caso autorizou a extração de dados e a apreensão de CPUs de computadores utilizados por policiais civis em suas unidades de lotação, além de buscas em viaturas utilizadas por eles. Para o Ministério Público, os elementos reunidos na investigação indicam um esquema de corrupção sistêmica, em que recursos do grupo criminoso e do PCC eram utilizados para cooptar policiais e garantir a continuidade das atividades ilícitas sem interferência. Empresas de fachada e contas de laranjas Segundo o Ministério Público, há registros de áudios e planilhas financeiras que citam policiais civis e militares. Eles, no entanto, não são alvos da operação desta terça nem foram denunciados ou acusados formalmente no caso. Ao todo, 13 pessoas foram presas. Dos investigados, 11 foram detidos durante toda a operação. Outros dois alvos, que já cumprem pena em presídios — identificados como Moja e Buiu — foram comunicados das novas ordens de prisão. Cinco investigados não foram localizados e são considerados foragidos. Entre eles está o doleiro Leonardo Meirelles, que já era procurado em outras operações. A ação é um desdobramento de três operações anteriores e aprofundou as investigações sobre um esquema considerado pelo Ministério Público como amplo e complexo para lavagem de dinheiro do PCC. Segundo a investigação, operadores financeiros ligados ao esquema recebiam dinheiro em espécie de clientes associados ao PCC e a outras atividades criminosas. Os valores eram inseridos no sistema bancário por meio de empresas e instituições financeiras digitais, que realizavam diversas transferências eletrônicas para ocultar a origem dos recursos. Ainda de acordo com o Ministério Público, os clientes indicavam as contas que deveriam receber os valores, movimentados por empresas de fachada e contas em nome de laranjas. Os recursos eram posteriormente utilizados para a compra de imóveis e até para o pagamento de agentes públicos, em troca de proteção e informações sobre operações. Disputa por casa na Riviera levou investigadores a novas provas Uma das principais provas da investigação surgiu após uma disputa entre um operador financeiro e um integrante da facção. Mensagens encontradas em celulares apreendidos mostram que os envolvidos recorreram ao PCC para resolver uma dívida de cerca de R$ 2 milhões relacionada à negociação de uma casa na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista. Na decisão judicial, o caso é descrito como o uso de um “mecanismo paralelo de resolução de conflitos” atribuído ao PCC, em substituição à Justiça comum. O - [GAESF/MPRJ ajuíza ação para suspender benefícios fiscais concedidos a empresa do setor alimentício](https://politicariabrasileira.blog.br/gaesf-mprj-ajuiza-acao-para-suspender-beneficios-fiscais-concedidos-a-empresa-do-setor-alimenticio/): GAESF/MPRJ ajuíza ação para suspender benefícios fiscais concedidos a empresa do setor alimentício O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) ajuizou, nesta terça-feira (21/07), uma ação civil pública para que sejam suspensos os benefícios fiscais concedidos pelo Estado do Rio à empresa Di Comercio de Alimentos e Bebidas S/A, sediada no Município de Nova Friburgo. Por MPRJ 21/07/2026 GAESF/MPRJ ajuíza ação para suspender benefícios fiscais concedidos a empresa do setor alimentício De acordo com as investigações, a empresa do setor alimentício descumpriu um Termo de Acordo de Regime Especial (TARE), assinado com o governo estadual em 2015, e que previa, entre outras ações, a geração de empregos no estado em troca da redução da cobrança de impostos.  A ação destaca que a empresa informou possuir, em 2012, um total de 22 empregados. Entretanto, no início da concessão do benefício fiscal, no segundo semestre de 2015, esse número havia sido reduzido para apenas dois funcionários, chegando, ao final do período de enquadramento no programa de fomento ao setor atacadista promovido pelo estado (Riolog), em 2020, a apenas um posto de trabalho direto, quando a previsão era de que fossem contratados 70 funcionários.  O documento protocolado pelo GAESF/MPRJ também ressalta que o governo estadual não realizou a adequada fiscalização das metas de geração de empregos assumidas pela empresa, permitindo que o benefício fosse concedido até os dias atuais. “Ao contrário, quando tomou conhecimento do descumprimento, o estado deixou de aplicar as sanções cabíveis, notadamente o desenquadramento do programa e a cobrança dos valores fruídos indevidamente”, destaca um trecho da ação. Além da suspensão do benefício, o GAESF/MPRJ requer à Justiça que a empresa seja condenada à reparação integral dos danos causados ao erário. Os valores que deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos, em virtude da indevida fruição dos benefícios fiscais concedidos, deverão ser apresentados pela Secretaria de Estado de Fazenda, através de demonstrativo completo e discriminado dos valores relativos à renúncia fiscal, crédito presumido, redução de carga tributária ou qualquer outra vantagem fiscal concedida à empresa desde o início da fruição dos benefícios até a data atual ou, subsidiariamente, no período de cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJNova Friburgo RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRiolog Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram GAESF/MPRJ ajuíza ação para suspender benefícios fiscais concedidos a empresa do setor alimentício 21/07/2026 Nova Iguaçu: Empresa em recuperação judicial já recebeu cerca R$ 425 milhões da Prefeitura 21/07/2026 Empresa em recuperação judicial firmou contrato sem licitação com a Prefeitura de Nova Iguaçu 22/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça Rio vai na contramão do país e registra alta nos roubos e furtos de celulares; capital está entre as 20 piores do ranking Com Flávio, Eduardo e Figueiredo, EUA preparam terreno para não reconhecer eleição no BR Consulado dos EUA convoca influenciadores anti-Lula em nova interferência de Trump pró Flávio Bolsonaro nas eleições (VIDEO) Master fez ao menos R$ 1,1 bilhão em operações bate-volta com Tanure - [Nova Iguaçu: Empresa em recuperação judicial já recebeu cerca R$ 425 milhões da Prefeitura](https://politicariabrasileira.blog.br/nova-iguacu-empresa-em-recuperacao-judicial-ja-recebeu-cerca-r-425-milhoes-da-prefeitura/): Nova Iguaçu: Empresa em recuperação judicial já recebeu cerca R$ 425 milhões da Prefeitura A Construtora Lytorânea entrou em dificuldades financeiras e está em recuperação judicial, mas, ao que parece, a situação não deve acontecido por falta de contratos, já que a empresa, que consta como sediada em Itaguaí, atua em vários municípios e só da Prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ela já recebeu mais de R$ 424,9 milhões, sendo R$ 27,8 milhões este ano. Por Elizeu Pires 21/07/2026 Valores recebidos pela Construtora Lytorânea desde 2021 | Reprodução De acordo com a relação de pagamentos feitos entre 2021 e 2026, o faturamento da empresa no município vinha aumentando de forma significativa até 2024, ano em que recebeu transferências que somaram R$ 122,7 milhões. Só em 2024 a Prefeitura firmou sete contratos com Lytorânea, com valores que passam de R$ 156 milhões. Segundo dados do sistema que registra as despesas empenhadas e quitadas pela administração municipal, a empresa recebeu o total de R$ 424.923.544,50. Foram 68.642.600,57 em 2021; R$ 62.627.071,04 em 2022; R$ 98.767.589,98 em 2023; R$ 122.714.071,04 em 2024; R$ 46.277.016,13 em 2025 e R$ 27.895.149,00 no primeiro semestre deste ano. Notícia anteriorPróxima notícia Nova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nova Iguaçu: Empresa em recuperação judicial já recebeu cerca R$ 425 milhões da Prefeitura 21/07/2026 Empresa em recuperação judicial firmou contrato sem licitação com a Prefeitura de Nova Iguaçu 22/07/2026 Guapimirim: Prefeitura fez uso indevido de dinheiro repassado via ‘emenda Pix’ para a Saúde, aponta o Tribunal de Contas da União 24/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça bloqueia bens de empresa de amigo de Flávio que sumiu com R$ 20 milhões do RJ Violência avança em Maranguape (CE), que segue como cidade mais violenta do Brasil Tarifaço: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% contra ‘trabalho forçado’ para o Brasil e outros parceiros comerciais Mansão em ilha de Angra: Flávio Bolsonaro tem pedido de censura negado pela Justiça PF investiga suspeita de venda de decisões do STJ em benefício de empresário Luiz Estevão - [Supermercado era mais barato com Bolsonaro? Deputado desmascara Flávio e mostra a verdade (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/supermercado-era-mais-barato-com-bolsonaro-deputado-desmascara-flavio-e-mostra-a-verdade-video/): Supermercado era mais barato com Bolsonaro? Deputado desmascara Flávio e mostra a verdade (VIDEO) Flávio usou picanha, cortes para churrasco, Nutella e até sandálias para atacar Lula; Dimas Gadelha refez a conta com itens básicos e mostrou que o salário mínimo compra hoje quase duas cestas a mais Por Ivan Longo | Fórum 21/07/2026 Deputado Dimas Gadelha rebate vídeo de Flávio Bolsonaro sobre preços nos supermercados – Fotos: Reprodução O deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ) foi a um supermercado no Rio de Janeiro para responder ao vídeo em que o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que “o poder de compra do brasileiro acabou” durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vez de comparar carrinhos diferentes ou recorrer apenas à memória sobre os preços praticados durante o governo de Jair Bolsonaro, Gadelha recuperou na internet um encarte do Supermercado Guanabara válido entre os dias 12 e 15 de julho de 2022. Depois, percorreu as prateleiras de uma unidade da mesma rede e comparou os valores de produtos comuns na alimentação e na rotina das famílias brasileiras. O resultado contraria a narrativa apresentada pelo filho 01 de Bolsonaro. O carrinho de R$ 908 de Flávio Bolsonaro Flávio publicou no domingo (19) um vídeo em que aparece fazendo compras em um supermercado da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ao passar pelo caixa, afirmou ter desembolsado R$ 908,40 e atribuiu o valor ao governo Lula. “Botei aqui no carrinho algumas coisas que, certamente, todo brasileiro precisa ter em casa. Pode variar uma marca ou outra, mas queria mostrar que não tem nem meio carrinho aqui. É uma compra que não vai durar muito para uma família de 3 a 4 pessoas”, declarou. Segundo o senador, R$ 217,20 do valor total corresponderiam a tributos. “Realmente o poder de compra do brasileiro acabou”, concluiu. O carrinho apresentado como exemplo do consumo cotidiano, entretanto, não era formado apenas por itens básicos. A compra incluía uma peça de picanha de R$ 97,51, coração de alcatra de R$ 54,78, contrafilé de R$ 90,45, um pote de 700 gramas de Nutella de R$ 58,60 e um par de sandálias de R$ 21,98. Flávio também comparou os preços atuais com valores supostamente praticados em 2019, primeiro ano do governo de seu pai, sem apresentar uma comparação entre uma cesta idêntica, comprada no mesmo estabelecimento e nas mesmas condições. Dimas recupera encarte de 2022 Para colocar a comparação à prova, Dimas Gadelha escolheu produtos encontrados no encarte do Guanabara de julho de 2022 e verificou quanto custavam agora nas prateleiras. “Entrei no Google, pesquisei ‘encarte Guanabara julho de 2022’ e encontrei este encarte aqui, com as ofertas do período de 12 a 15 de julho de 2022. E você também pode fazer essa pesquisa. É muito fácil”, explicou. Entre os produtos que, segundo o levantamento do deputado, estavam mais baratos agora do que durante o último ano do governo Bolsonaro, aparecem: arroz Ouro Nobre: de R$ 17,95 para R$ 16,95; feijão Máximo: de R$ 7,29 para R$ 6,79; açúcar Leão: de R$ 4,19 para R$ 3,19; fubá Granfino: de R$ 3,89 para R$ 3,29; filé de frango: de R$ 16,98 para R$ 15,47; detergente Ypê: de R$ 2,29 para R$ 2,25.   Outros produtos ficaram mais caros. O café Pilão, por exemplo, passou de R$ 18,98 no encarte promocional de 2022 para R$ 26,90. O sabonete Lux passou de R$ 1,99 para R$ 2,49, enquanto o creme dental Colgate subiu de R$ 5,99 para R$ 7,49. Também houve aumento no papel higiênico Mimo, de R$ 13,98 para R$ 17,30, e na picanha, que aparecia em promoção por R$ 79,98 em 2022 e foi encontrada por R$ 88,90 fora de promoção. Diferença no caixa foi de apenas R$ 2,27 Depois de reunir os produtos, Gadelha comparou o custo total da cesta nos dois períodos. Com os preços do encarte de julho de 2022, a compra custaria R$ 207,40. Com os preços encontrados atualmente, o valor chegou a R$ 209,67. A diferença nominal foi de apenas R$ 2,27, equivalente a aproximadamente 1,1%. O resultado é ainda mais significativo porque parte dos valores antigos havia sido retirada de um encarte promocional, enquanto alguns preços atuais foram encontrados diretamente nas prateleiras. A comparação feita pelo deputado não significa que todos os alimentos estejam mais baratos ou que o custo de vida tenha deixado de pressionar as famílias. Preços variam conforme cidade, estabelecimento, marca, safra e período promocional. Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, mostram essa oscilação: depois de subir 1,65% em maio, a alimentação no domicílio recuou 0,39% em junho de 2026. Café moído, frutas e carnes ficaram mais baratos no mês, enquanto o feijão-carioca registrou alta. O levantamento de Gadelha, no entanto, desmonta a tentativa de usar um carrinho específico, recheado com produtos para churrasco, Nutella e sandálias, como prova definitiva de que os brasileiros compravam mais durante o governo Bolsonaro. Salário mínimo ampliou poder de compra O deputado também acrescentou à comparação um dado ignorado por Flávio Bolsonaro: a evolução da renda de quem recebe um salário mínimo. Em 2022, o piso nacional era de R$ 1.212. O valor foi definido por lei durante o governo Bolsonaro. Em 2026, o salário mínimo chegou a R$ 1.621, um crescimento nominal de aproximadamente 33,7% em relação a 2022. O novo valor está em vigor desde 1º de janeiro. Pelos números apresentados no vídeo, um salário mínimo permitia comprar cerca de 5,8 cestas de R$ 207,40 em 2022. Atualmente, o mesmo cálculo permite adquirir aproximadamente 7,7 cestas de R$ 209,67. A diferença está ligada também à retomada, no governo Lula, da política permanente de valorização do salário mínimo. A legislação prevê a reposição da inflação somada ao crescimento real do Produto Interno Bruto, dentro das regras fiscais vigentes. “Você viu, né? Por mais que eles queiram te enganar, ficou claro que o seu poder de compra aumentou muito no governo Lula”, afirmou Gadelha ao final do vídeo. E concluiu, dirigindo-se à narrativa difundida pelo - [Como nascem os jabutis](https://politicariabrasileira.blog.br/como-nascem-os-jabutis/): Como nascem os jabutis Congresso sai de férias sem entregar seu trabalho e já anuncia uma nova temporada de votações a toque de caixa no segundo semestre, criando ambiente propício ao contrabando de medidas Por Notas & Informações | O Estado de S.Paulo 21/07/2026 Congresso sai de férias sem entregar seu trabalho e já anuncia uma nova temporada de votações a toque de caixa no segundo semestre, criando ambiente propício ao contrabando de medidas A Constituição federal é clara: o artigo 57 determina que a sessão legislativa não deve ser interrompida sem a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). No Congresso, porém, quem se importa com isso? Ano após ano, deputados e senadores deixam Brasília sem cumprir essa obrigação constitucional. A exceção virou regra, e o Parlamento tem como praxe sair de férias antes da entrega do principal dever legislativo do início do ano, enquanto prazos seguem correndo e empilhando prioridades para o segundo semestre. A proposta encaminhada pelo Executivo em abril permanece sem relator designado na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Em ano eleitoral, o atraso torna plausível um cenário em que a Lei Orçamentária Anual só seja aprovada em 2027, impondo ao próximo ocupante do Palácio da Alvorada severas limitações para executar políticas públicas e investimentos no início do mandato. O que se vê é que o Parlamento que cobra protagonismo sobre o Orçamento e disputa cada centavo das bilionárias emendas parlamentares, reivindicando mais poder sobre os gastos públicos, procrastina quando chega o momento de cumprir sua parte no processo de elaboração das contas públicas. O Congresso também entrou em recesso deixando para trás uma fila de matérias que seus próprios líderes classificaram como prioritárias. A PEC da Segurança Pública, por exemplo, é a discussão mais relevante hoje em tramitação no Congresso e atende a parte de um dos principais problemas do País, mas não avançou desde que chegou ao Senado. A PEC da escala 6×1 felizmente não foi votada, mas tampouco houve avanço no seu debate no Senado. Se essas eram realmente prioridades, o Congresso simplesmente desistiu de tratá-las. Se não eram, vendeu ao eleitor uma urgência que jamais pretendeu enfrentar. O problema não para por aí. Causa arrepio o anúncio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de que o segundo semestre será marcado por duas semanas de “esforço concentrado”, de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro, justamente porque a campanha eleitoral esvaziará o Legislativo. O esforço concentrado não concentra apenas votações. Concentra também riscos. Não é coincidência que “jabutis” (adendos estranhos ao objeto de projetos de lei) abundem justamente em votações concentradas. Quanto menos tempo houver para análise, menor será a capacidade de reação da sociedade, da imprensa e até dos próprios parlamentares. Não faltam exemplos para comprovar o que um cenário como esse é capaz de produzir. A pressa não é um acidente do processo legislativo, mas frequentemente funciona como método. Com dezenas de projetos apreciados em sequência e textos alterados até os últimos minutos, reduz-se deliberadamente o espaço para contestação, compreensão e escrutínio público e se amplia a chance de aprovação de dispositivos que dificilmente sobreviveriam ao debate público. A dinâmica do Congresso conduzido por Alcolumbre institucionaliza a ideia de que legislar se tornou atividade secundária diante da disputa eleitoral e outros interesses. O eleitor, porém, não elege deputados e senadores para trabalhar apenas quando lhes convêm. O mandato parlamentar é permanente e não admite suspensão informal por causa das festas juninas ou da campanha eleitoral. Nem mesmo as Comissões Parlamentares de Inquérito escaparam dessa lógica. A CPI do INSS terminou sem sequer aprovar um relatório final, convertida muito mais em palco para a disputa eleitoral do que em instrumento efetivo de fiscalização. Democracias maduras convivem com eleições sem interromper o funcionamento de seus Parlamentos. No Brasil, ao contrário, naturalizou-se a ideia de que o calendário político justifica meses de produtividade reduzida, seguidos de votações apressadas nas quais prosperam jabutis, acordos de última hora e decisões sem o debate que a sociedade merece. O Congresso Nacional deve satisfações permanentes aos cidadãos que o financiam. Trabalhar até o fim da legislatura não deveria ser tratado como “esforço concentrado”. Deveria ser apenas o cumprimento do mandato. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalCPI Comissão Parlamentar de InquéritoINSSLDO Lei de Diretrizes OrçamentáriasLOA Lei Orçamentária AnualorçamentoPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoSenadorUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Como nascem os jabutis 21/07/2026 Dino encaminha à PF explicações de Kassab e Valdemar sobre destinação de emendas parlamentares 20/07/2026 Carluxo contrata ex-secretário de governador que disse que Bolsonaro é ‘uma tragédia’ quando ‘abre a boca’ 20/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais - [Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-ministro-de-lula-demitido-apos-fraudes-no-inss-declara-apoio-ao-petista/): Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista Aliança foi firmada durante convenção do PDT, em Brasília; Carlos Lupi era ministro da Previdência quando foram reveladas irregularidades no pagamento de aposentadorias Por Mayara da Paz | CNN Brasil 20/07/2026 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Carlos Lupi, ministro da Previdência Social • José Cruz/Agência Brasil Brasília – O atual presidente do PDT e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciou, nesta segunda-feira (20), apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aliança foi confirmada durante convenção do PDT, em Brasília. É a primeira vez em 12 anos que o PDT apoiará um presidenciável petista já no 1° turno. “A sua tarefa é maior que olhar pelo Brasil, o senhor precisa olhar pela democracia do mundo. É uma honra para o PDT ter o senhor como nosso candidato”, disse Lupi ao discursar no evento. Carlos Lupi pediu demissão do comando do Ministério da Previdência em maio do ano passado, após ele estar no centro das investigações de um esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do INSS Instituto Nacional do Seguro Social). O esquema de fraudes pode ter desviado mais de R$ 6 bilhões. De acordo com registros e detalhes dos inquéritos conduzidos pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pela PF (Polícia Federal), Carlos Lupi foi alertado sobre indícios de irregularidades em descontos na folha de pagamento de aposentados ainda em junho de 2023. A primeira medida de combate às fraudes só foi adotada pelo Ministério da Previdência em 2024. Em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), uma das conselheiras, Tonia Galleti, solicitou que fosse incluída na pauta uma discussão sobre os ACTs (Acordos de Cooperação Técnica) das entidades que possuem desconto de mensalidade junto ao INSS. Segundo a ata da reunião, o pedido foi negado, pois a pauta já estava elaborada. A conselheira então reforçou o pedido, alegando que havia “inúmeras denúncias feitas”. Ela solicitou ainda que fosse apresentada a quantidade de entidades que possuem ACTs com o INSS, a curva de crescimento dos associados nos 12 meses anteriores e uma proposta de regulamentação que garantisse maior segurança para trabalhadores, INSS e órgãos de controle. De acordo com a ata, Lupi registrou que a solicitação era “relevante”, mas não haveria condições de atendê-la imediatamente, pois seria necessário “um levantamento mais preciso”. No âmbito das investigações, Alessandro Stefanutto, que presidia o INSS, também deixou o comando do órgão em meio às irregularidades. Indicado por Lupi, Stefanutto acabou demitido por suspeitas de corrupção. Denúncias por corrupção Além da Previdência, Carlos Lupi foi indicado para comandar o Ministério do Trabalho em 2007, ainda sob Lula, permanecendo no posto até 2011, já no governo de Dilma Rousseff (PT), quando renunciou após denúncia de irregularidades na pasta. À época, ele era acusado de se beneficiar de recursos de ONGs que tinham convênio com o Ministério do Trabalho. Em 2011, a Comissão de Ética da Presidência havia recomendado a demissão de Lupi. O então ministro se antecipou e, na ocasião, decidiu sair por conta própria. Convenção do PDT Nesta segunda, durante convenção do PDT, o partido oficializou o apoio à reeleição do presidente Lula no pleito deste ano. Entre outras composições estaduais, a aliança entre os partidos garantiu o apoio de Lula e do PT às pré-candidaturas de Juliana Brizola (PDT) e Requião Filho (PDT) aos governos estaduais do Rio Grande do Sul e do Paraná, respectivamente. É a primeira vez em 12 anos que o PDT apoiará um presidenciável petista já no 1° turno. A última vez se deu em 2014, quando a legenda esteve na coligação de Dilma Rousseff, que venceu a reeleição na ocasião. Nas últimas duas eleições gerais, o PDT decidiu lançar Ciro Gomes à Presidência. Em 2018, a sigla comandada por Carlos Lupi anunciou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT) no 2° turno diante de Jair Bolsonaro (PL); em 2022, optou por Lula, também diante de Bolsonaro. Ciro Gomes deixou o PDT no final de 2025 e se filiou ao PSDB. Pré-candidato ao governo do Ceará, ele tenta voltar ao comando do estado e negocia uma composição com o PL de Jair e do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoINSSPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPSDBPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista 20/07/2026 Como nascem os jabutis 21/07/2026 Dino encaminha à PF explicações de Kassab e Valdemar sobre destinação de emendas parlamentares 20/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo - [Jaques tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/jaques-tentou-vender-terreno-de-r-15-milhoes-um-dia-apos-ser-alvo-da-pf/): Jaques tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF Decisão de bloqueio de bens assinada por André Mendonça barrou negociação Por Matheus Teixeira e Gabriela Piva | CNN Brasil 20/07/2026 Jaques tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF São Paulo – O senador Jaques Wagner (PT-BA) teve a tentativa de venda de um terreno, avaliado em R$ 15,8 milhões, barrada por um cartório da Bahia. A negociação aconteceu em 19 de junho – ou seja, um dia após o parlamentar ser alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) relacionada ao caso do extinto Banco Master. Por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e também de uma ordem de restrição de atividades econômicas. Por isso, a Justiça notificou bancos, órgãos públicos e cartórios para impedir negociações financeiras em curso, o que levou o 1º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari (BA) a barrar a venda da propriedade para a Lagoons Empreendimentos, cujo sócio é o Grupo City. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmada pela CNN Brasil. De acordo com interlocutores do STF, a medida é praxe no caso de alvos de investigação. A defesa do senador nega irregularidade e diz que a negociação começou em 2024 e foi finalizada em 2025. “O acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor devidamente declarado, com o recolhimento do imposto sobre o ganho de capital (DARF pago em 30/06/2025). A escritura pública foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta”, diz a defesa. A CNN tenta contato com a Lagoons Empreendimentos. O espaço segue aberto. Operação da PF A decisão que autorizou a operação contra Wagner, em junho, afirmava que a PF identificou “elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado“. Os elementos citados na decisão apontaram que as vantagens incluíam uso gratuito de aeronaves, estruturação de pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais. Dias depois da operação, Jaques Wagner confirmou a saída da liderança do governo no Senado Federal. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCamaçari BAPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Jaques tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF 20/07/2026 Ex-ministro de Lula demitido após fraudes no INSS declara apoio ao petista 20/07/2026 Como nascem os jabutis 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 - [Dino encaminha à PF explicações de Kassab e Valdemar sobre destinação de emendas parlamentares](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-encaminha-a-pf-explicacoes-de-kassab-e-valdemar-sobre-destinacao-de-emendas-parlamentares/): Dino encaminha à PF explicações de Kassab e Valdemar sobre destinação de emendas parlamentares Presidente do PL mudou versão sobre a sua atuação na destinação de verba Por Pepita Ortega | O Globo 20/07/2026 Flávio Dino pediu vista, mas prometeu devolver o processo assim que TSE publicar acórdão — Foto: Brenno Carvalho Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu encaminhar à Polícia Federal (PF) as respostas de dirigentes de partidos sobre a indicação de emendas parlamentares. O relator da ação que trata da transparência dos repasses determinou que as explicações prestadas pelos presidentes do PSD, Gilberto Kassab, e do PL, Valdemar da Costa Neto, sejam apensadas às apurações em curso na Corte. Segundo Dino, é importante que os investigadores tenham acesso às declarações “visando aos atos de investigação cabíveis” e para “melhor análise das práticas existentes”. A remessa das informações se dá após Valdemar mudar de versão sobre a sua atuação na destinação de emendas parlamentares e dizer ao STF que ele não faz indicações de recursos do Orçamento que cabem aos senadores e deputados federais. O presidente do PL alegou que faz apenas “sugestões” aos parlamentares, aos quais cabe a indicação das emendas. A defesa do dirigente partidário sustentou que ele não tem qualquer poder formal sobre emendas parlamentares. As alegações se dão após Valdemar ter R$ 119 milhões em bens bloqueados em uma investigação que apura se ele, mesmo sem ser parlamentar, era responsável por indicar recursos. Após uma entrevista em que Valdemar disse ser natural presidentes partidários interferirem nos repasses, Dino cobrou explicações. Em resposta, os advogados de Valdemar afirmaram que ele não tem cotas de indicação de emendas e que não são submetidas a ele planilhas para alocação de recursos. A defesa alega que “eventuais diálogos políticos não se confundem” com a destinação de emendas parlamentares. “Pode haver, no plano estritamente político, espaço interno para que diferentes atores do partido – inclusive e sobretudo seu presidente– sejam ouvidos e apresentem sugestões. Esse espaço de interlocução não é uma cota orçamentária, não é patrimônio político individual e não gera direito subjetivo à aprovação ou à execução de qualquer prioridade”, registrou a petição. Após a entrevista do presidente do PL, Dino deu um prazo para que dirigentes de partidos prestassem informações acerca da eventual definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares. Além de Valdemar, também já respondeu à determinação o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Este, por sua vez, sustentou que “em nenhum momento houve sequer menção” sobre a possibilidade de ele exercer influência na destinação de emendas parlamentares. “A Presidência do Partido Social Democrático– PSD jamais imiscuiu, sugestionou ou tampouco participou de qualquer deliberação acerca dos critérios que envolvem fatores relacionadas à destinação de emendas parlamentares”, sustentou a legenda. Em documento assinado nesta segunda, Dino indicou ainda que vai tomar outra decisão após receber todas as explicações dos líderes partidários. Em despachos anteriores, o ministro do STF deu uma série de recados a parlamentares, afirmando, por exemplo, que ex-deputados e dirigentes partidários não têm “legitimidade” para interferir na destinação de emendas parlamentares. O magistrado acrescentou que as leis vigentes proíbem a “terceirização e a privatização” de emendas. Notícia anteriorPróxima notícia emenda parlamentarorçamentoPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino encaminha à PF explicações de Kassab e Valdemar sobre destinação de emendas parlamentares 20/07/2026 Carluxo contrata ex-secretário de governador que disse que Bolsonaro é ‘uma tragédia’ quando ‘abre a boca’ 20/07/2026 PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões - [Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-trump-concede-green-card-a-eduardo-bolsonaro/): Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro Ex-deputado foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão no mês passado Documento concede a estrangeiros o direito de viver, trabalhar e estudar nos EUA por tempo indeterminado Por Mônica Bergamo | Folha de S.Paulo 20/07/2026 O Cartão de Residência Permanente, comumente conhecido como green card, de Eduardo Bolsonaro – Reprodução O governo de Donald Trump concedeu o green card ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.  O documento permite que um cidadão estrangeiro viva, trabalhe e estude nos EUA por tempo indeterminado, e sem a necessidade de qualquer autorização especial. A concessão do documento, que dá a Eduardo Bolsonaro uma série de garantias, semelhantes às de um cidadão norte-americano, ocorre em um momento especialmente tenso das relações entre o Brasil e os EUA. Na semana passada, Trump baixou um novo tarifaço contra os produtos do país, de 25%. Na primeira medida econômica contra o país, em 2025, o presidente norte-americano vinculou as tarifas a uma suposta perseguição do Estado brasileiro a Jair Bolsonaro. Além disso, o filho de Bolsonaro foi condenado no mês passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com o STF, ficou comprovado que Eduardo atuou nos EUA para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia, ele mesmo afirmou, na época, ter feito gestões para que o governo Trump impusesse sanções a autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o país. “Eduardo agora está protegido pela Constituição americana”, diz o jornalista Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar que, como ele, vive nos EUA. “Qualquer ação de perseguição ou censura, por exemplo, contra ele, pode se inserir no mesmo contexto das ações que já levaram a sanções dos EUA ao Brasil”, segue. A extradição para que Eduardo Bolsonaro cumprisse a pena no Brasil já era considerada uma possibilidade remota pelos magistrados da Suprema Corte, já que o governo norte-americano sempre sinalizou apoio a Eduardo Bolsonaro. Com o green card, ela fica ainda mais distante. O ex-parlamentar já fez diversas declarações afirmando que sofre perseguição política de um sistema “covarde e desumano” e disse que saiu do Brasil para não se submeter a um “regime de exceção”. Para conseguir a residência permanente, diz Figueiredo, o ex-deputado teve que provar que preenchia diversos requisitos. Com o green card, Eduardo passará a viver nos EUA com praticamente os mesmos direitos que um cidadão norte-americano. Mas ele não poderá, por exemplo, votar. O pedido foi feito há mais de um ano, segundo Paulo Figueiredo. Neste mês, ele conseguiu o documento. Notícia anterior Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro 20/07/2026 A obra sem fim de Tarcísio no ABC 15/07/2026 Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado 20/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido - [Moradores relatam três dias sem energia em bairro de Teresópolis: 'Meu pai é idoso e está sofrendo'](https://politicariabrasileira.blog.br/moradores-relatam-tres-dias-sem-energia-em-bairro-de-teresopolis-meu-pai-e-idoso-e-esta-sofrendo/): Moradores relatam três dias sem energia em bairro de Teresópolis: ‘Meu pai é idoso e está sofrendo’ Segundo os moradores, cabo da rede elétrica se rompeu no sábado (18); eles reclamam de prejuízos e da demora no restabelecimento do serviço. Por Juliana Guzzo | g1 20/07/2026 Segundo os moradores, cabo da rede elétrica se rompeu no sábado (18) — Foto: Sharon Cumarú Teresópolis – Moradores da Rua Mário Cravo Júnior, no bairro Cascata dos Amores, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, afirmam que ficaram mais de dois dias sem energia elétrica após o rompimento de um cabo da rede, registrado no último sábado (18). Segundo eles, o problema provocou transtornos e prejuízos. De acordo com os moradores, o rompimento foi acompanhado por um forte estouro. Eles disseram que a Enel foi acionada ainda no fim de semana, mas o fornecimento de energia não havia sido restabelecido até a tarde desta segunda-feira (20). O motorista de aplicativo Bruno Pinto Torres afirmou que uma equipe da concessionária esteve no local, mas o problema não foi resolvido. “Eles vieram aqui e, na tentativa de consertar, causaram um novo estouro. Depois saíram dizendo que os cabos tinham sido roubados, sendo que foram eles que cortaram durante o reparo”, relatou. Os moradores também reclamam da demora no atendimento e dizem que a região enfrenta interrupções frequentes no fornecimento de energia. A fisioterapeuta Sharon Cumarú contou que a falta de luz tem afetado a rotina da família, principalmente por causa do pai, de 90 anos. “Está muito frio esses dias. Não podemos ligar o aquecedor. Meu pai é idoso e está sofrendo muito com a falta de energia”, disse. Segundo os moradores, a localidade também ficou cerca de 48 horas sem energia em abril deste ano. Eles atribuem os problemas recorrentes à falta de poda preventiva das árvores e às condições da rede elétrica. O historiador Rafael Castro afirma que teve prejuízos com alimentos armazenados em casa. “Vou perder tudo o que está na geladeira. É um absurdo a gente ficar tanto tempo sem atendimento”, afirmou. Em nota, a Enel informou que enviou uma equipe ao local na manhã desta segunda-feira (20) e que a previsão era de que o fornecimento de energia fosse restabelecido até o período da tarde. Notícia anteriorPróxima notícia Região Serrana e Centro Sul FluminenseTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradores relatam três dias sem energia em bairro de Teresópolis: ‘Meu pai é idoso e está sofrendo’ 20/07/2026 MPRJ cumpre mandados em Itaocara por suspeita de desvio de recursos 22/07/2026 Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara 23/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Falta de medicamentos de uso contínuo preocupa pacientes em Itaocara Com Flávio, Eduardo e Figueiredo, EUA preparam terreno para não reconhecer eleição no BR Escritório de Flávio usa mesma contabilidade do Careca do INSS Receita pede que PF compartilhe laudos de joias sauditas dadas a Bolsonaro Justiça determina medidas para auxiliar na recuperação de valores do Rioprevidência pelo RJ em caso envolvendo a Master - [Flávio Bolsonaro negocia vaga no STF para bispo da Universal em troca de apoio dos Republicanos](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-negocia-vaga-no-stf-para-bispo-da-universal-em-troca-de-apoio-dos-republicanos/): Flávio Bolsonaro negocia vaga no STF para bispo da Universal em troca de apoio dos Republicanos Embora neguem oficialmente, PL e Republicanos tratam nos bastidores da reserva de uma das quatro vagas que serão abertas no Supremo entre 2027 e 2030 para seguirem juntos nas eleições de outubro. Por Plínio Teodoro | Fórum 20/07/2026 Flávio Bolsonaro com Bia Kicis atrás de Marcos Pereira ( Roque de Sá/Agência Senado) Prevendo a formação de uma chapa “puro sangue” do PL, em meio à debandada do apoio de partidos da direita e do Centrão durante a convenção, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já negocia indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar obter o apoio de siglas que compuseram o ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Embora neguem oficialmente, PL e Republicanos tratam nos bastidores da reserva de uma das quatro vagas que serão abertas no Supremo entre 2027 e 2030 para seguirem juntos nas eleições de outubro. Caso vença Lula nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro indicaria o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente do Republicanos, de Tarcísio Gomes de Freitas e braço político de Edir Macedo. Além da indicação, Flávio Bolsonaro assumiria o compromisso de não buscar a reeleição, abrindo espaço para uma possível candidatura Tarcísio de Freitas em 2030. Braço da Universal Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Pereira se consolidou como o principal elo entre o projeto religioso liderado por Edir Macedo e a política institucional brasileira. Sob seu comando, o Republicanos deixou de ser apenas uma legenda de apoio para se transformar em um dos partidos mais influentes do Centrão, funcionando, na prática, como o principal braço político da Universal no Congresso Nacional e nos Estados. A estratégia combina disciplina partidária, ocupação de espaços no Executivo e no Legislativo e uma atuação pragmática, que aproxima a legenda de diferentes governos sem abrir mão da agenda e da influência da denominação. Hábil articulador dos bastidores, Marcos Pereira construiu uma imagem de moderado, mas exerce um papel central na expansão do poder político da Igreja Universal. Ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços no governo Michel Temer e deputado federal por São Paulo, ele lidera uma bancada decisiva em votações estratégicas e mantém forte interlocução com lideranças do Centrão, do empresariado e do segmento evangélico. Sob sua presidência, o Republicanos abrigou nomes como Tarcísio de Freitas e consolidou sua posição como uma das principais forças do conservadorismo brasileiro, reforçando a presença da Universal nas disputas por poder e na formulação da agenda política nacional. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio Bolsonaro negocia vaga no STF para bispo da Universal em troca de apoio dos Republicanos 20/07/2026 Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 20/07/2026 Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso - [Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6](https://politicariabrasileira.blog.br/couto-exonera-cupula-do-instituto-rio-metropole-apos-mprj-prender-6/): Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 MPRJ denunciou 11 pessoas da autarquia por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 20/07/2026 Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM — Foto: Reprodução/TV Globo Onze dias após a Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que mirou um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), o governador em exercício Ricardo Couto exonerou nesta segunda-feira (20) a cúpula da autarquia estadual. Ao todo, foram 14 exonerações. O secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que também responde pela Secretaria de Governo, Roberto Leão, ficará responsável pelo instituto até a nomeação do novo presidente. As dispensas atingem o então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, — pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) —; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, o delegado da Polícia Civil do RJ Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos do IRM, Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício e cunhada de Knoploch. Eles estão entre os alvos do MPRJ e estão presos. A promotoria denunciou 11 investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro de um contrato de R$ 86 milhões. De acordo com as investigações, empresas contratadas pelo IRM teriam celebrado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos. Parte do dinheiro, segundo a denúncia, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, que foi presa. Ela era ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia. O g1 tenta contato com os citados. Em nota, o Palácio Guanabara disse que “as exonerações fazem parte do processo de reestruturação administrativa do Instituto Rio Metrópole e têm como objetivo garantir o pleno funcionamento da autarquia, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a transparência, a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e a integridade da administração estadual.” Entenda o esquema De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria. Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM. Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte. Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões. Classificada na denúncia como a “Mulher da Mala”, no dia 9 de janeiro, Caroline Soares Barros foi surpreendida por agentes da 110ª DP (Teresópolis) quando foi sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária daquele município, escoltada por funcionários da Rioforte. Ao todo, realizou 13 saques calculados em pouco mais de R$ 3 milhões. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJPL Partido LiberalPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSão João de Meriti RJTeresópolis RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6 20/07/2026 Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE 17/07/2026 ‘Até agora, nada’: ex-vereador denúncia abandono de paciente no pronto-socorro em Rio das Ostras 13/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto A obra sem fim de Tarcísio no ABC MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro - [Carluxo contrata ex-secretário de governador que disse que Bolsonaro é 'uma tragédia' quando 'abre a boca'](https://politicariabrasileira.blog.br/carluxo-contrata-ex-secretario-de-governador-que-disse-que-bolsonaro-e-uma-tragedia-quando-abre-a-boca/): Carluxo contrata ex-secretário de governador que disse que Bolsonaro é ‘uma tragédia’ quando ‘abre a boca’ A pré-campanha de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina ganhou um reforço que chama atenção na política do estado: o publicitário Nelson Santiago, incorporado à equipe responsável pela estratégia de comunicação do Zero Dois. Por Rodrigo Castro | O Globo 20/07/2026 Carlos Bolsonaro em evento em Chapecó (SC) — Foto: Reprodução Santiago foi secretário de Comunicação do governo de Raimundo Colombo, que declarou apoio à reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Colombo chegou a assinar uma carta contra a abertura do processo de impeachment da então presidente. Depois do afastamento da petista, ele afirmou que “o quadro era insustentável”. Outra declaração do ex-governador tem sido lembrada nos bastidores está associada às críticas que fez à gestão de Jair Bolsonaro durante a pandemia, a qual classificou como um “desastre”. Em 2021, Colombo disse ainda que “quando ele (Bolsonaro) abre a boca é uma tragédia”. Agora, seu ex-secretário desembarca na campanha do filho do ex-presidente. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSD Partido Social Democrático Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Carluxo contrata ex-secretário de governador que disse que Bolsonaro é ‘uma tragédia’ quando ‘abre a boca’ 20/07/2026 PF encerra processo e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo 21/07/2026 ‘Aniversário general’: coronel da PM de SP estava em grupo de WhatsApp com preso em operação contra o PCC 21/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições - [Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária](https://politicariabrasileira.blog.br/primeira-delegacia-construida-no-brasil-enfrenta-infiltracoes-mofo-e-estrutura-precaria/): Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária Tombado pelo patrimônio municipal, prédio inaugurado em 1909 abriga a 9ª DP e sofre com problemas estruturais que afetam o trabalho de policiais e o atendimento à população Por Victor Serra | Diário do Rio 20/07/2026 Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária Computadores cobertos por plástico para escapar da água da chuva, infiltrações espalhadas por diferentes salas, paredes tomadas por mofo e uma rede elétrica improvisada. Essa é a realidade enfrentada por policiais e funcionários da 9ª Delegacia de Polícia (Catete), instalada em um edifício inaugurado em 1909 e considerado a primeira construção do Brasil projetada especificamente para funcionar como delegacia de polícia. Responsável pelo atendimento e pelas investigações nos bairros do Flamengo, Catete, Glória, Laranjeiras e Cosme Velho, o prédio, na Rua Pedro Américo, é tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). Apesar do reconhecimento histórico, servidores da unidade afirmam que a estrutura interna se deteriorou e já não oferece condições adequadas de trabalho. Segundo os relatos ouvidos pelo jornal O Globo, as infiltrações se intensificam durante as chuvas e obrigam os funcionários a improvisar para proteger computadores e outros equipamentos utilizados no atendimento ao público e nas investigações. Eles contam que uma pequena intervenção realizada há cerca de seis anos não resolveu os problemas, que voltaram pouco tempo depois. Além da água que invade o imóvel, a rede elétrica também preocupa. De acordo com os denunciantes, adaptações foram sendo feitas ao longo dos anos para garantir o funcionamento de computadores, aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos. Ainda segundo os servidores, uma impressora multifuncional foi danificada este ano em consequência das falhas na instalação elétrica. Pisos quebrados aumentam o risco de acidentes, enquanto o mofo nas paredes e trechos do telhado sem forro tornam o ambiente ainda mais precário para policiais, funcionários e para a população que procura a unidade. Patrimônio histórico Projetado pelo arquiteto Heitor de Mello (1875-1920), um dos principais nomes da arquitetura eclética carioca e responsável, anos depois, pelo projeto do Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia, o prédio foi inaugurado pelo então presidente Nilo Peçanha. Na época, reunia sob o mesmo teto uma delegacia de polícia e um quartel da antiga Brigada Militar, modelo adotado no início do século XX. Em 1992, o imóvel foi tombado em definitivo pelo IRPH. O reconhecimento garante a preservação das características arquitetônicas da construção e estabelece regras específicas para qualquer intervenção estrutural. Servidores lembram que o prédio passou por uma ampla reforma em 2015 e chegou a ser fechado temporariamente para a realização das obras. Para eles, no entanto, uma nova intervenção é necessária diante do estado atual da unidade. Eles defendem que um imóvel com tamanha relevância histórica receba manutenção compatível com sua importância, preservando tanto o patrimônio quanto as condições de trabalho. O que diz a Polícia Civil Procurada, a Polícia Civil informou que vem adotando as providências necessárias para a realização de intervenções na 9ª DP. Segundo a corporação, por se tratar de um imóvel tombado, qualquer obra estrutural depende de procedimentos específicos e do cumprimento das exigências legais, o que torna o processo mais complexo. A instituição informou ainda que sua equipe de engenharia elabora um relatório técnico que servirá de base para as futuras intervenções, em conformidade com a legislação aplicável aos bens protegidos pelo patrimônio histórico. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária 20/07/2026 Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital 18/07/2026 Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento 19/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar - [Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado](https://politicariabrasileira.blog.br/para-bom-entendedor-partidos-levam-a-serio-a-ameaca-do-tre-rj-de-barrar-candidatos-investigados-por-ligacao-com-o-crime-organizado/): Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa As palavras do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, em reunião com os representantes dos partidos, no último dia 10, não foram ao vento. Por Berenice Seara | Tempo Real RJ 20/07/2026 Reunião de Claudio de Mello Tavares com os partidos no TRE-RJ – Foto: Divulgação/TRE-RJ Mello Tavares destacou a responsabilidade das legendas no combate à infiltração do crime organizado na política — e deixou claro que vai barrar os candidatos que estiverem sob investigação. “A sociedade não aguenta mais, não suporta mais tanta insegurança. Esse tribunal analisará com rigor todos os pedidos de registro de candidaturas, sobretudo de candidatos que tenham ligação com o tráfico ou com as milícias. Agiremos com rigor, e cabe aos senhores, como primeira linha de defesa da legitimidade do processo eleitoral, depurar e avaliar com cautela os nomes submetidos”, afirmou. O desembargador convocou os partidos dez dias antes do período destinado às convenções partidárias — a serem realizadas, de acordo com o calendário da Justiça Eleitoral, de 20 de julho a 5 de agosto. Depois do alerta do TRE-RJ, PSD excluiu Lucinha da nominata Diante do aviso, os partidos já estão se preparando para uma certa, digamos, correção de rumos. No PSD do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), por exemplo, saiu da nominata a deputada estadual Lucinha, acusada de ligação com a milícia de Zinho, uma das maiores organizações criminosas do Rio. Com a decisão, o PSD resolve dois problemas com um único veto. Elimina o risco de ver a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral. Mas pesou, também, o simbolismo político do caso em uma eleição na qual a segurança pública deverá ocupar parte central do debate. Ao barrar, ele mesmo, a deputada, Paes vai sinalizar que não fará acordo com o crime organizado. E que vai buscar a retomada de territórios dominados por facções criminosas e milícias. Outros partidos devem buscar o mesmo caminho. Crime organizado esteve na ordem do dia das operações policiais recentes Confirmada a tendência, se os partidos barrarem nas próprias convenções os “enrolados” e alvos das operações policiais recentes, quantos deputados estaduais permanecerão candidatos à reeleição? Aberta a temporada de apostas. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPRTBTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado 20/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro 16/07/2026 MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização - [Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento](https://politicariabrasileira.blog.br/pente-fino-corregedoria-da-secretaria-de-governo-comandada-por-delegado-do-gsi-abre-cinco-sindicancias-e-substitui-comissoes-de-investigacoes-em-andamento/): Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento A Corregedoria da Secretaria de Estado de Governo (Segov) instaurou cinco sindicâncias para apurar possíveis irregularidades em contratos e processos administrativos da pasta, além de investigar eventual responsabilidade de servidores públicos. As portarias foram assinadas pela corregedora Sheila Garcia. Por João Pedro Lima | Tempo Real RJ 19/07/2026 Palácio Guanabara, sede do governo do estado – Foto: Reprodução/Google Maps Do total de procedimentos, três (portarias nº 08, 09 e 10), assinadas em 13 de julho, revogam portarias publicadas em junho e determinam a substituição das comissões responsáveis pelas apurações. Com isso, as investigações serão reiniciadas sob nova condução. As outras duas sindicâncias (portarias nº 11 e 12) tratam de casos inéditos, instaurados pela primeira vez. Mudança de governo na pasta A reorganização ocorre em um momento de mudança no comando da Segov, atualmente chefiada interinamente pelo delegado de Polícia Civil Roberto Lisandro Leão, que também responde pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Estado. Nos bastidores do Palácio Guanabara, o comentário geral é que esse “pente-fino” comandado pela corregedoria serve para passar a limpo contratos antigos e blindar o governo interino de futuros problemas com órgãos de fiscalização, organizando a casa antes de novas movimentações políticas. Quem assume cada investigação Para garantir que as apurações sejam feitas de forma rápida e neutra, a Corregedoria escalou servidores de perfil técnico e rigoroso, incluindo oficiais da Polícia Militar para os casos de maior complexidade: A sindicância referente ao processo SEI-420001/0002052/2026 ficará a cargo da tenente-coronel da PM Fernanda Fonseca Cunha. O processo SEI-420001/0002954/2026 será conduzido por Mauricio Meyer Beniste, enquanto a apuração do processo SEI-420001/0003411/2026 ficará sob responsabilidade do tenente-coronel da PM Fabio Paiva Teixeira. Já as sindicâncias recém-instauradas serão conduzidas por Ademilson Rodrigues Chaves Junior, no processo SEI-420001/0015622/2026, e por Raphael Pacheco Alves Soares, no processo SEI-420001/001946/2026. De acordo com as portarias, todas as comissões terão prazo de 30 dias corridos para concluir os trabalhos e apresentar relatório com as conclusões das apurações. COM FÁBIO MARTINS Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PM Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento 19/07/2026 TCE cobra explicações sobre licitação de R$ 62 milhões para aluguel de veículos feita durante gestão de André Moura na Segov 19/07/2026 Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro 20/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento - [TCE cobra explicações sobre licitação de R$ 62 milhões para aluguel de veículos feita durante gestão de André Moura na Segov](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-cobra-explicacoes-sobre-licitacao-de-r-62-milhoes-para-aluguel-de-veiculos-feita-durante-gestao-de-andre-moura-na-segov/): TCE cobra explicações sobre licitação de R$ 62 milhões para aluguel de veículos feita durante gestão de André Moura na Segov A secretaria de estado de Governo (Segov) terá 15 dias para explicar ao Tribunal de Contas (TCE-RJ) o que fez com uma licitação de quase R$ 62 milhões para aluguel de veículos, aberta ainda na gestão do ex-secretário André Moura (União Brasil). Por Gabriele Maia | Tempo Real RJ 19/07/2026 André Moura, ex-secretário estadual de Governo (e de Representação do Rio em Brasília) – Foto: Reprodução A suspeita do Tribunal é que o edital tenha restringido a concorrência entre as empresas. Mas, antes de decidir se houve irregularidades, a conselheira Marianna Montebello Willeman quer saber se a equipe nomeada pelo governador em exercício Ricardo Couto manteve ou cancelou a licitação. Isso porque, durante a análise do processo, o próprio governo informou ao TCE que estudava anular o pregão. Diante da alteração do contexto — marcada também pela reestruturação da secretaria após a troca no comando do governo —, a relatora decidiu interromper o julgamento e solicitar novas informações à secretaria antes de uma decisão definitiva. Denúncia aponta restrições na concorrência A denúncia analisada pelo TCE questiona dois pontos do edital: a exigência de especificações técnicas consideradas excessivamente restritivas para alguns veículos e a obrigação de que toda a frota fosse registrada e licenciada no estado do Rio de Janeiro, o que poderia limitar a participação de empresas de outras unidades da federação. Após analisar o caso, a área técnica do Tribunal concluiu que há indícios de procedência das duas irregularidades e sugeriu que a secretaria fosse orientada a corrigir esses pontos em futuras licitações. O Ministério Público de Contas acompanhou esse entendimento e acrescentou que a pasta deveria informar oficialmente se o pregão havia sido anulado. Primeira determinação do TCE não foi respondida O Tribunal já havia determinado, em abril — após a mudança de governo —, que a secretaria apresentasse esclarecimentos sobre a denúncia, informasse a situação da contratação e liberasse o acesso ao processo administrativo. Segundo a decisão, o secretário Roberto Lisandro Leão foi regularmente intimado, mas não encaminhou resposta dentro do prazo. Agora, ele terá 15 dias para informar oficialmente ao TCE se a licitação foi anulada, qual é a situação das atas de registro de preços e se houve contratos, empenhos ou pagamentos decorrentes do pregão. Após troca de comando, Segov passou por enxugamento e revisão administrativa A licitação foi realizada em 2025, quando a Segov era comandada por André Moura (União Brasil), durante o governo de Cláudio Castro (PL). André deixou o cargo no fim de março deste ano para disputar uma vaga no Senado por Sergipe, seu estado natal. Dias depois, Castro também renunciou para concorrer ao Senado pelo Rio de Janeiro. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou sua inelegibilidade até 2030 no processo que apurou abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com a chegada de Ricardo Couto ao Palácio Guanabara, a Segov passou por uma das maiores reestruturações da administração estadual. A pasta teve 385 dos 487 cargos comissionados exonerados, reduzindo a folha de pagamento de R$ 4,2 milhões para R$ 1,1 milhão por mês. E foi justamente esse novo contexto que levou a conselheira a interromper a análise do mérito da denúncia. Marianna Willeman destacou que houve “recente alteração na Chefia do Poder Executivo estadual”, com reflexos diretos na condução da secretaria de governo, e afirma que a nova diligência permitirá ao TCE obter “informações contemporâneas, completas e oficialmente prestadas pelo gestor que ora responde pela unidade”. Por isso, optou por adiar a análise do mérito e conceder novo prazo para que a pasta esclareça se o pregão foi anulado, se as atas de registro de preços permanecem válidas e se houve contratos ou pagamentos decorrentes da licitação. COM FÁBIO MARTINS Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalTCE-RJTSE Tribunal Superior EleitoralUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TCE cobra explicações sobre licitação de R$ 62 milhões para aluguel de veículos feita durante gestão de André Moura na Segov 19/07/2026 Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro 20/07/2026 A obra sem fim de Tarcísio no ABC 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa - [Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital](https://politicariabrasileira.blog.br/rito-de-impeachment-avanca-em-japeri-fernanda-ontiveros-e-carlos-januario-sao-intimados-por-edital/): Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital Prefeita Fernanda Ontiveros e vice Carlos Januário têm dez dias para apresentar defesa à Comissão Processante da Câmara de Japeri após intimação por edital Por Quintino Gomes Freire | Diário do Rio 18/07/2026 Fernanda Ontiveros, e o vice-prefeito Carlos Januário – Divulgação A prefeita de Japeri, Fernanda Ontiveros (PT), e o vice-prefeito Carlos Januário (SDD) foram intimados por edital pela Comissão Processante da Câmara Municipal. O colegiado apura possíveis infrações político-administrativas em um procedimento que pode resultar na cassação dos mandatos. A intimação por edital ocorreu depois de duas tentativas frustradas de entrega pessoal dos documentos na sede da Prefeitura de Japeri. Segundo certidões publicadas no Diário Oficial do Município, o presidente da comissão, vereador Charles Gonçalves (PP), esteve nos gabinetes da prefeita e do vice nos dias 16 e 17 de julho. O parlamentar pretendia entregar cópias da denúncia e das notificações oficiais. De acordo com os registros, as servidoras que atenderam os integrantes da comissão informaram que não tinham autorização para receber os documentos em nome de Fernanda Ontiveros e Carlos Januário. Diante da impossibilidade de concluir a notificação pessoal, a comissão decidiu realizar a intimação por edital, medida prevista no Decreto-Lei nº 201/1967, que estabelece regras sobre a responsabilização de prefeitos e vereadores. Prefeita e vice têm dez dias para apresentar defesa A publicação do edital abriu prazo de dez dias para que a prefeita e o vice-prefeito apresentem defesa prévia. Eles poderão anexar documentos, indicar provas e relacionar testemunhas. A tentativa frustrada de notificação chama atenção porque a abertura da Comissão Processante já era de conhecimento público. O caso vinha sendo divulgado nos últimos dias e provocou manifestações de Fernanda Ontiveros, críticas à atuação da Câmara Municipal de Japeri e mobilizações de apoiadores do governo. A intimação por edital permite o prosseguimento do rito mesmo sem a entrega direta da documentação às autoridades investigadas. O prazo de defesa começou a contar a partir da publicação. Comissão apura licitação e possível uso eleitoral de estrutura pública A Comissão Processante foi criada depois que o plenário da Câmara aprovou o recebimento de uma denúncia contra a prefeita e o vice. O documento aponta possíveis infrações político-administrativas ligadas a supostas irregularidades em um procedimento licitatório e ao uso da estrutura pública para fins político-eleitorais. Um dos episódios citados teria ocorrido durante um evento no Ciep 401, em Japeri. Segundo a denúncia, teria havido pedido de votos para Caroline Ontiveros, irmã da prefeita e, à época, candidata a deputada estadual. As acusações ainda serão analisadas pela comissão, com direito ao contraditório e à ampla defesa. Após o recebimento das manifestações da prefeita e do vice, o colegiado poderá realizar diligências, ouvir testemunhas e solicitar novos documentos. Encerrada a fase de instrução, a Comissão Processante deverá elaborar um parecer. O documento será submetido ao plenário da Câmara Municipal de Japeri, responsável pela decisão final sobre o procedimento. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJPP ProgressistasPrefeitaPT Partido dos TrabalhadoresRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSolidariedadeVereadorVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital 18/07/2026 Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento 19/07/2026 TCE cobra explicações sobre licitação de R$ 62 milhões para aluguel de veículos feita durante gestão de André Moura na Segov 19/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar - [Ação no STF questiona eleição antecipada para presidência da Câmara de Araruama](https://politicariabrasileira.blog.br/acao-no-stf-questiona-eleicao-antecipada-para-presidencia-da-camara-de-araruama/): Ação no STF questiona eleição antecipada para presidência da Câmara de Araruama Antecipada para fevereiro deste ano a eleição da composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Araruama para o biênio 2027/2028, está sendo questionada na Justiça. Por Elizeu Pires 18/07/2026 Vereador José Magno Martins (MDB) | Divulgação O Diretório Municipal do Partido Cidadania ingressou ontem (17) com uma Reclamação Constitucional no Supremo Tribunal Federal (STF), dirigida também ao presidente da Casa, o vereador José Magno Martins (foto). A representação destaca que a eleição interna que só deveria acontecer em dezembro foi realizada em sessão extraordinária convocada pelo presidente – o maior interessado – para 2 de fevereiro deste ano. Na reunião José Magno foi reeleito com 16 votos, encabeçando uma chapa integrada pelos vereadores Thiago Silva Pinheiro (primeira vice-presidência), Walmir de Oliveira Belchior (segunda vice-presidente), Lineker Nunes Vieira (primeiro secretário) e Luiz Antônio Bernardes (segunda secretário). O Cidadania sustenta que “a votação foi realizada de forma excessivamente antecipada, aproximadamente 11 meses antes do início do mandato da futura Mesa, previsto para 1º de janeiro de 2027”, e argumenta que “a antecipação retira dos vereadores que estarão no exercício do mandato no segundo biênio a possibilidade de escolher a direção da Câmara em um momento mais próximo do início da gestão”. Na petição são citadas decisões recentes do STF em algumas Ações Diretas de Inconstitucionalidade, em julgamentos que estabeleceram que as eleições para as mesas diretoras do segundo biênio devem respeitar os princípios republicano, democrático, da periodicidade e da contemporaneidade, com realização preferencial a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato. O Cidadania pediu a concessão de uma liminar para suspender imediatamente os efeitos da eleição de fevereiro e impedir atos de posse, ratificação, publicação ou consolidação do resultado para o biênio 2027/2028. A legenda também solicitou que seja preservado o funcionamento da atual Mesa Diretora, responsável pelo primeiro biênio da legislatura. Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJCidadaniaMDB Movimento Democrático BrasileiroRegião dos Lagos Baixada LitorâneaSTF Supremo Tribunal FederalVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ação no STF questiona eleição antecipada para presidência da Câmara de Araruama 18/07/2026 Dinheiro parece não ser problema na Saúde de Belford Roxo, gestão sim 11/07/2026 Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados - [Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/reestruturacao-na-agerio-reduz-cargos-comissionados-e-deve-economizar-mais-de-r-5-milhoes/): Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões Órgão afirma que cortes atingiram 32% dos cargos comissionados e ampliaram a participação de servidores concursados no quadro de pessoal Por Ana Clara Silva | Diário do Rio 17/07/2026 O Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Agerio) estima economizar mais de R$ 5 milhões até o fim deste ano após promover uma reestruturação administrativa que reduziu o número de cargos comissionados. De acordo com a instituição, 32% dos servidores dessa categoria foram exonerados. Com a reorganização, a composição do quadro de pessoal também foi alterada. Segundo a agência, os servidores concursados passarão a representar 65% dos funcionários, enquanto os profissionais extraquadro correspondem aos 35% restantes. As mudanças ocorrem pouco mais de dois meses após a nomeação de André Vila Verde para a presidência da Agerio. Servidor de carreira, ele voltou ao comando da instituição em maio por indicação do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, após já ter presidido a agência entre 2020 e 2024. Vila Verde também integrava o Conselho de Administração da Agerio. Notícia anteriorPróxima notícia Agerio Agência de Fomento do Estado do Rio de JaneiroGovernador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões 17/07/2026 Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária 20/07/2026 Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital 18/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana A obra sem fim de Tarcísio no ABC PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto - [Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes](https://politicariabrasileira.blog.br/furtos-aumentam-10-em-campos-no-primeiro-semestre-de-2026-e-preocupam-moradores-e-comerciantes/): Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes Foram 1.411 ocorrências registradas até junho. Moradores relatam sensação de insegurança e dizem que medidas de proteção nem sempre impedem a ação dos criminosos. Por Yuri Ramos | g1 17/07/2026 Furto de portas de energia em Campos — Foto: Campos Ocorrências Campos dos Goytacazes – O aumento dos casos de furto tem aumentado a sensação de insegurança entre moradores e comerciantes de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, no primeiro semestre deste ano, o município registrou aumento de 10% nesse tipo de crime em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 1.411 ocorrências registradas até junho. Imagens de uma câmera de segurança registraram um dos casos mais recentes de furto, ocorrido nesta quinta-feira (16), em uma loja no bairro da Pelinca. O suspeito pula o muro do estabelecimento, vai até o quadro de energia, retira o equipamento em poucos segundos e foge. De acordo com o ISP, Campos registrou 1.411 furtos entre janeiro e junho deste ano. No comparativo com o primeiro semestre de 2025, foram 128 ocorrências a mais, o que representa um aumento de 10%. Os números reforçam a preocupação de moradores e comerciantes, que relatam mudanças na rotina diante do aumento da criminalidade, alguns têm buscado alternativas para aumentar a proteção dos imóveis, como instalação de câmeras de monitoramento, reforço na iluminação e outras medidas de segurança. Apesar disso, informam que essas ações não são suficientes para impedir a atuação dos criminosos. O g1 entrou em contato com a Polícia Militar para saber se houve reforço no policiamento em áreas com maior número de furtos e quais medidas estão sendo adotadas para combater esse tipo de crime em Campos, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia Campos dos Goytacazes RJISP Instituto de Segurança PúblicaNorte e Noroeste FluminensePolícia Militar PM Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes 17/07/2026 Ação no STF questiona eleição antecipada para presidência da Câmara de Araruama 18/07/2026 Dinheiro parece não ser problema na Saúde de Belford Roxo, gestão sim 11/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai - [Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/memoria-curta-em-rio-das-ostras-oposicao-parece-ter-esquecido-que-mp-denunciou-ex-prefeito-por-superfaturamento-de-mais-de-r-3-milhoes/): Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões Como se estivessem antecipando uma disputa eleitoral que só deveria acontecer em 2028, ano em que ocorrerão as eleições municipais, oposicionistas que sempre ignoraram as ações questionáveis verificadas na gestão do ex-prefeito Marcelino da Farmácia – inclusive batendo palma para tudo na Câmara de Vereadores – estão olhando com lupa os atos da atual gestão, o que é extremamente saudável. Por Elizeu Pires 17/07/2026 Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões | Reprodução Só que, ao que parece, teriam esquecido, por exemplo, que, em setembro de 2025, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra o ex-prefeito e a empresa Terrapleno Terraplanagem e Construção, após identificar superfaturamentos de mais de R$ 3,1 milhões em contratos emergenciais firmados entre 2018 e 2020. A ação foi movida pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo Macaé), por ato de improbidade administrativa atribuído ao ex-prefeito e à empresa. Para garantir o ressarcimento dos danos aos cofres públicos o MP requereu a indisponibilidade de bens dos dois réus, a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito e a proibição de a empresa contratar com o poder público. Segundo o MP, houve dispensa indevida de licitação na contratação da empresa para serviços de manutenção de vias da cidade, além de diversas inconsistências na execução. A Promotoria apontou a “ausência de detalhamento nos memoriais descritivos adotados, duplicidade de serviços, uso de equipamentos incompatíveis com os especificados no orçamento e composições de preços que não refletiam a realidade do serviço executado”. No entendimento do Ministério Público, por ser ordenador de despesas e responsável pela aplicação de recursos públicos na época das contratações, o então prefeito tinha “o dever de zelar pela boa gestão da coisa pública e de não praticar atos em desacordo com os princípios que regem a probidade administrativa”. Conforme apurado pelo MP a empresa Terrapleno teria se beneficiado diretamente de superfaturamento no valor atualizado de R$ 3,15 milhões. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPrefeitoPV Partido VerdeRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões 17/07/2026 Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais 15/07/2026 Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação - [Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai](https://politicariabrasileira.blog.br/abilio-brunini-usa-r-168-mil-do-fundo-partidario-para-pagar-empresa-do-proprio-pai/): Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai Empresa faz “gestão política, incluindo atividades de relacionamento com filiados, cadastramento de novos integrantes da legenda, orientação partidária e gestão política” Por Lázaro Thor e Pablo Rodrigo | ICL Notícias 17/07/2026 O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), utilizou dinheiro do fundo eleitoral para pagar a empresa que pertence ao seu pai, a  Moumers e Moumers Consultoria Ltda., entre 2024 e 2026. Manoel Abilio Moumer Ribeiro, o pai do prefeito, recebeu R$ 168 mil do Diretório Estadual do Partido Liberal em Mato Grosso através da empresa. A Moumers Consultoria foi criada em janeiro de 2024 e passou a prestar serviços para o PL em março do mesmo ano. Segundo as notas fiscais emitidas, a empresa presta serviços de “gestão política, incluindo atividades de relacionamento com filiados, cadastramento de novos integrantes da legenda, orientação partidária e gestão política”. A maioria das notas fiscais foram emitidas seguindo um padrão sequencial da nota fiscal número 1 até a nota fiscal número 23, o que indica probabilidade de que o PL seria o principal cliente oficial da empresa do pai de Abilio. Os pagamentos à empresa de Manoel Abilio Moumer somaram R$ 77 mil em 2024, R$ 84 mil em 2025 e mais R$ 7 mil em 2026. Abilio não é o único que usou o PL para contratar parentes. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, atual secretário de Governo do prefeito, contratou a empresa denominada D’Moura & Lanhes Sociedade de Advogados, que tem como sócio o advogado Gilmar D’Moura, seu irmão. D’Moura & Lanhes recebeu R$ 545 mil entre 2024 e junho deste ano por serviços técnico-profissionais de consultoria jurídica. Foram R$ 252 mil em 2024, R$ 272 mil em 2025 e outros R$ 21 mil em 2026, até o fechamento parcial das contas. Os pagamentos aparecem nas prestações de contas em um período em que o PL de Mato Grosso recebeu mais de R$ 7 milhões em recursos do Fundo Partidário. Entre 2024 e junho de 2026, a legenda arrecadou R$ 6.958.375,70, dos quais a maior parte teve origem na Direção Nacional do partido. Enquanto o PL transferia dinheiro do fundo partidário para parentes dos políticos bolsonaristas de Mato Grosso, o partido deixava de cumprir com regras de incentivo a participação de mulheres e de negros na política. Em decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) de abril deste ano ficou determinado que o PL recolha R$ 15 mil ao Tesouro Nacional e transfira R$ 68 mil em conta específica destinada à promoção e difusão da participação política das mulheres, em razão de não ter feito os investimentos suficientes nesta área determinados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em decisão de abril deste ano do TSE, o PL de Mato Grosso também foi condenado a devolver R$ 194 mil por não aplicar recursos mínimos do fundo partidário em candidaturas negras nas eleições de 2024. Outro lado A reportagem procurou o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e sua assessoria de imprensa. Em nota, a assessoria respondeu o seguinte: “A respeito dos questionamentos, esclarecemos que o senhor Manoel Abílio Moumer Ribeiro presta serviços ao Diretório Estadual do PL de Mato Grosso na condição de pessoa jurídica (PJ), com atuação regular e cumprimento das atividades para as quais foi contratado desde 2024. Os valores mencionados na reportagem não correspondem a um pagamento único, mas ao somatório das remunerações referentes a mais de dois anos de prestação de serviços, devidamente formalizadas por meio da emissão das respectivas notas fiscais. Não há qualquer irregularidade na contratação ou nos pagamentos realizados. O senhor Manoel Abílio exerce suas atividades de forma efetiva, cumpre as atribuições contratadas e é remunerado pelos serviços prestados, conforme previsto na modalidade de contratação adotada”. A reportagem do ICL Notícias procurou entrou em contato com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, que afirmou que o pai do prefeito presta serviços partidários desde 2024 e que não há impedimento em sua contratação. “Ele presta serviço diariamente dentro do PL. Ele auxilia a presidência em várias ações, incluindo viagens”, disse. O pai do prefeito, Manoel Moumer, também foi procurado, mas não respondeu à solicitação. Notícia anterior Cuiabá MTFundo PartidárioPL Partido LiberalPrefeitoTRE-MTTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai 17/07/2026 “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle 15/07/2026 Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga A obra sem fim de Tarcísio no ABC Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara - [Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme](https://politicariabrasileira.blog.br/dark-horse-frias-declarou-missoes-oficiais-sem-registros-durante-gravacoes-do-filme/): Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme Município onde deputado faria vistorias técnicas informou não ter registros da presença dele em eventos Por Amanda Audi | Agência Pública 17/07/2026 Jim Caviezel, intérprete; Mario Frias, ator e produtor; e Cyrus Nowrasteh, diretor de “Dark Horse” – Foto: Reprodução/Redes Sociais Mario Frias Em 21 de outubro de 2025, aconteceu uma das gravações do filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. A locação foi o Hospital Indianópolis, em São Paulo, para cenas no corredor da UTI. Segundo o documento com informações da diária, obtido pela Agência Pública, contendo todos os integrantes da equipe no dia, o deputado federal Mário Luís Frias (PL-SP) aparece como “produtor executivo”.  Neste mesmo dia, 21 de outubro, Frias informou à Câmara dos Deputados que estaria mesmo em São Paulo, mas com outro objetivo que não o filme: iria começar uma viagem oficial para “participar em debates sobre implantação de escolas cívico-militares”.  A missão teria duração de três dias, entre 21 e 23 de outubro, enquanto ocorriam as gravações de Dark Horse. No entanto, não há registro nas redes sociais do deputado e nem fontes abertas que ele tenha participado de debates sobre o tema naqueles dias. Durante o período das filmagens, entre outubro e dezembro de 2025, Frias foi autorizado pela Câmara a realizar três viagens oficiais, segundo informações obtidas pela Agência Pública via Lei de Acesso à Informação.  Entre 29 e 31 de outubro, ele informou que viajaria à Itirapina, no estado de São Paulo, para “vistorias técnicas em equipamentos esportivos”. No entanto, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do município informou, em nota, que “não possui registros ou relatório oficial contendo informações sobre eventual vistoria, inspeção ou agenda realizada pelo deputado federal Mário Frias no período mencionado”.  Outra missão informada à Câmara pelo deputado teria sido à São Caetano do Sul, também em São Paulo, para realizar “vistorias técnicas nas Unidades Culturais do Município” entre 3 e 6 de novembro do mesmo ano. A prefeitura de São Caetano do Sul não respondeu se o deputado cumpriu a visita. Não encontramos registros dela nas páginas e redes oficiais do município. Apesar de Frias ser bastante ativo nas redes sociais, também não identificamos nenhum registro dessas atividades em suas páginas.  As viagens oficiais se concentraram em um intervalo de 17 dias, todas dentro do estado de São Paulo, onde ocorreram boa parte das gravações do filme. Segundo a Câmara, elas não tiveram custos aos cofres públicos. Nos dias 22, 29 e 30 de outubro e 3 e 4 de novembro houve sessões de votação na Câmara. A ausência de Frias foi justificada por ele estar em missão autorizada. Uma pessoa que participou da gravação de Dark Horse disse à Pública que costumava ver Frias no set, mas não lembra exatamente das datas. Segundo a Folha de S.Paulo, fontes que trabalharam no longa afirmaram que ele esteve presente “praticamente todo dia” durante a produção. Ainda de acordo com a reportagem, em pelo menos uma ocasião, em 25 de novembro, ele foi escalado como ator no longa no mesmo dia em que registrou presença no plenário da Câmara, em Brasília. Frias foi procurado para falar sobre as missões oficiais e a presença nas gravações do filme, mas não retornou até a publicação desta reportagem. Mário Frias é o autor da história original que deu origem ao filme. A Pública já mostrou que os laços do político com Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, que produziu o filme, remontam a 2022. Ela e o então marido participaram de reuniões com Frias enquanto ele era secretário da Cultura da gestão Bolsonaro em quatro ocasiões naquele ano.  Em 2023, já como deputado federal, Frias manteve contrato de prestação de serviço com uma empresa do ex-marido de Gama. Ele também foi responsável por dois convênios com entidades ligadas à Gama via emenda parlamentar assinados em 2024: o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para uma ação de letramento digital e R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais, no estado de São Paulo. Os contratos seguem vigentes. Em maio deste ano, outra missão oficial comunicada por Frias à Câmara chamou a atenção do Supremo Tribunal Federal (STF). Oficiais de Justiça tentaram notificar o deputado sobre uma ação que apura o repasse de emendas parlamentares a organizações ligadas à produção de Dark Horse, mas descobriram que ele estava fora do Brasil.  Segundo ofício apresentado à Câmara, Frias passou pelo Bahrein, para discutir oportunidades de investimento, e em Dallas, nos Estados Unidos, a convite do grupo bolsonarista Yes Brazil USA, como a Pública mostrou. Na época, a Câmara informou que o deputado fez as viagens antes de receber autorização. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalItirapina SPLei de Acesso à Informação LAIPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSão Caetano do Sul SPSão Paulo SPSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme 17/07/2026 Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai 17/07/2026 “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC - [Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE](https://politicariabrasileira.blog.br/obra-do-hospital-estadual-de-oncologia-de-nova-friburgo-acumula-14-anos-de-atraso-e-custo-27-maior-diz-representacao-ao-tce/): Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE Documento protocolado por vereador aponta sucessivos aditivos, três contratos para conclusão da unidade e pede auditoria do Tribunal de Contas do Estado. Governo do Estado diz que hospital será entregue em outubro. Por Nathalia Rebello | g1 17/07/2026 Obra do Hospital de Oncologia de Friburgo atrasa 14 anos — Foto: Divulgação Governo do Estado do Rio de Janeiro Nova Friburgo – A construção do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, acumula cerca de 14 anos entre o lançamento do projeto e a previsão de entrega da unidade, além de ter aumentado aproximadamente 27% no custo estimado. As informações constam em uma representação encaminhada pelo vereador carioca Pedro Duarte (PSD) ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que pede a realização de uma auditoria para apurar possíveis irregularidades na execução da obra. Segundo o Governo do Estado o hospital será entregue em outubro de 2026 (veja a nota ao final desta matéria). O documento aponta indícios de falhas de planejamento, sucessivos atrasos, alterações contratuais e possível uso de um novo contrato para corrigir problemas da etapa anterior. Segundo o levantamento, o primeiro investimento para implantação da unidade foi anunciado em 2012, com previsão de entrega em 2014. Desde o início do projeto, a obra já passou por três contratos com empresas diferentes. “Estamos levando essa representação ao Tribunal de Contas porque entendemos que é preciso esclarecer por que uma obra tão importante levou tantos anos para ser concluída e teve tantos aditivos e mudanças contratuais”, afirmou o vereador Pedro Duarte. De acordo com a representação, o contrato firmado em 2022 para a conclusão da unidade previa prazo de execução de 365 dias. A obra, porém, recebeu oito termos aditivos e teve o cronograma ampliado para 1.275 dias, um acréscimo de 910 dias em relação ao prazo inicial. O valor do contrato também aumentou de R$ 50,6 milhões para cerca de R$ 62,3 milhões. Ainda conforme o documento, antes mesmo do encerramento formal desse contrato, o Estado assinou um novo acordo, em 2025, para executar uma reforma complementar no hospital. O segundo contrato também recebeu quatro aditivos, ampliando o prazo de execução de 180 para 420 dias e elevando o valor previsto de R$ 8,7 milhões para R$ 11,2 milhões. A representação questiona uma cláusula do novo contrato que prevê compartilhamento de riscos para eventuais correções de itens não executados ou realizados com falhas na etapa anterior. Segundo o documento, isso pode ter transferido ao poder público custos que deveriam ser assumidos pela empresa responsável pela obra original. Outro ponto levantado é que o pedido de emissão do atestado de execução da obra pela empresa contratada teria sido apresentado com divergência entre com o previsto no contrato, situação que, segundo a representação, impediria o encerramento formal regular da obra. Ao final, o vereador solicita que o TCE realize uma inspeção extraordinária ou auditoria integrada nos contratos, apure os motivos dos atrasos, investigue a legalidade do segundo contrato e suspenda a emissão definitiva do atestado de execução da obra até a conclusão das investigações. O que diz o Estado Em nota, o Governo do Estado informou que as obras do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo estão em fase de aceite definitivo, com previsão de entrega para outubro. Segundo o governo, atualmente estão sendo realizados os últimos acabamentos na unidade, além da instalação do sistema de ar-condicionado. A administração estadual afirmou que o prazo foi ampliado para permitir ajustes na obra, dentro das regras previstas em contrato. Ainda de acordo com a nota, após a conclusão dessas etapas, o hospital iniciará os atendimentos à população, seguindo o cronograma técnico de implantação e operacionalização da unidade. O g1 também questionou o Estado sobre os apontamentos feitos na representação encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), como os sucessivos aditivos contratuais, o aumento dos custos da obra e as possíveis irregularidades levantadas no documento. Esses questionamentos não foram respondidos até a última atualização desta reportagem. A Prefeitura de Nova Friburgo também foi procurada para informar se acompanha o andamento da obra junto ao Governo do Estado e qual avaliação faz dos sucessivos adiamentos na entrega da unidade, mas ainda não havia se manifestado. Notícia anteriorPróxima notícia Nova Friburgo RJPSD Partido Social DemocráticoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTCE-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Obra do Hospital Estadual de Oncologia de Nova Friburgo acumula 14 anos de atraso e custo 27% maior, diz representação ao TCE 17/07/2026 ‘Até agora, nada’: ex-vereador denúncia abandono de paciente no pronto-socorro em Rio das Ostras 13/07/2026 Justiça nega liminar contra decisão do TCE sobre contas da ex-prefeita de Araruama 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle - [Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/falta-de-transparencia-impede-que-se-saiba-quanto-empresa-sem-contrato-vinha-recebendo-por-cada-trabalhador-terceirizado-lotado-na-educacao-de-petropolis/): Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis Entre maio de 2022 e junho de 2026 a empresa Capital Ambiental Construção e Serviços recebeu cerca de R$ 340 milhões dos cofres da Prefeitura de Petrópolis, prestando serviços bem distintos de sua principal atividade econômica, que é a coleta de resíduos sólidos, no português claro, recolhimento de lixo. Por Elizeu Pires 17/07/2026 Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis Mesmo sem contrato desde novembro de 2025, a empresa já recebeu, este ano, R$ 41,5 milhão via Fundo Municipal de Educação de Petrópolis, tendo a última transferência sido feita no dia 22 de junho, pela alocação de mão de obra terceirizada em várias funções. Entretanto, não dá para saber, por exemplo, quanto custa por mês aos cofres da municipalidade um auxiliar de serviços gerais terceirizado, já que o último contrato firmado com a Prefeitura não revela os salários, muito menos o valor pago à empresa por cada posto de trabalho contratado. Pelo que está no contrato 03-2024, que venceu em novembro de 2025, a empresa de coleta de lixo receberia em 12 meses a soma de R$107.365.886,76 pela alocação de 1.932 postos de trabalho nas funções de auxiliar de serviços gerais (306), auxiliar de desenvolvimento infantil (537), cozinheiro (376), auxiliar de secretaria (110), inspetor (180), intérprete de libras (2), cuidador escolar (281), vigia (15), motorista (63), monitor (44), nutricionista (15), engenheiro (1) e arquiteto (2). Conforme foi revelado na matéria Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano, o Ministério Público, a partir e um inquérito civil instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela (Núcleo Petrópolis), ajuizou, na 4ª Vara Cível da Comarca local, uma ação com pedido de antecipação de tutela, para que a Justiça determine à Prefeitura a suspensão imediata dos repasses à empresa. Na ação o Ministério Público cita que “o contrato com a citada empresa encontra-se vencido, sem prorrogação, mas que, nada obstante, os pagamentos seguem sendo feitos, gerando uma situação completamente avessa à legalidade”. Documento relacionado: Contrato 03-2024 Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Falta de transparência impede que se saiba quanto empresa sem contrato vinha recebendo por cada trabalhador terceirizado lotado na Educação de Petrópolis 17/07/2026 Memória curta em Rio das Ostras: Oposição parece ter esquecido que MP denunciou ex-prefeito por superfaturamento de mais de R$ 3 milhões 17/07/2026 Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Pente-fino: Corregedoria da Secretaria de Governo comandada por delegado do GSI abre cinco sindicâncias e substitui comissões de investigações em andamento MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado - [PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-aponta-mercedes-e-voos-em-jatinho-como-beneficios-usados-por-grupo-ligado-a-bacellar/): PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar Segundo a PF, os elementos reforçam a suspeita de uma relação entre Bacellar e o grupo do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Por Gabriela Moreira, Adriana Cruz e Leslie Leitão | RJ2 17/07/2026 Segundo a PF, o principal elo entre Bacellar e o grupo de Adilsinho é um Mercedes-Benz blindado encontrado na casa do ex-presidente da Alerj — Foto: Reprodução Relatório da Polícia Federal aponta que um carro de luxo encontrado na casa do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e o uso de um jatinho por integrantes da família dele fazem parte de um conjunto de indícios de supostas vantagens colocadas à disposição do político por pessoas e empresas ligadas ao grupo investigado na 5ª fase da Operação Unha e Carne. Segundo a PF, os elementos reforçam a suspeita de uma relação entre Bacellar e o grupo do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado pelos investigadores como líder de uma organização criminosa que atuava em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento de agentes públicos. Um dos episódios destacados pela investigação envolve uma Mercedes-Benz GLE 400 blindada encontrada na residência de Bacellar, em Teresópolis, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, em dezembro do ano passado. De acordo com o relatório, quando os policiais chegaram ao imóvel, o veículo estava estacionado na garagem e o caseiro informou que o automóvel seria “da casa”. Ao consultar os registros do Detran, porém, a PF verificou que o carro estava registrado em nome da Race Car Automóveis Ltda, uma empresa pertencente a Igor Alexandre Pelaes Rodrigues, filho do empresário Marcos Alexandre Barros Rodrigues. Segundo a investigação, Marcos Alexandre é ligado a seis empresas apontadas como utilizadas pelo grupo de Adilsinho para movimentar recursos e abastecer financeiramente agentes políticos. A Polícia Federal também afirma que, sete dias após a deflagração da Operação Unha e Carne, houve uma alteração societária Race Car. Para os investigadores, a mudança teve o objetivo de desvincular o veículo apreendido com Bacellar dos operadores financeiros do grupo, o que é tratado no relatório como um possível ato de obstrução da Justiça e destruição de provas. Viagens em aeronaves Outro ponto destacado pela investigação é o suposto uso de aeronaves colocadas à disposição de Bacellar e de familiares. Segundo a PF, uma das aeronaves foi utilizada pela esposa do então presidente da Alerj em uma viagem que partiu do Aeroporto de Jacarepaguá. O RJ2 apurou que, naquele dia, o avião registrou plano de voo com saída do Rio de Janeiro para Campos dos Goytacazes, retornando à capital fluminense no mesmo dia. A aeronave pertence à empresa GPC Soluções em Saúde Ltda. De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião não possui autorização para operar serviço de táxi aéreo. A investigação aponta ainda que a empresa mantém três contratos com a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro, todos firmados por dispensa de licitação, que somam R$ 60,3 milhões. Para a Polícia Federal, a disponibilização de uma aeronave para uso privado da família do então presidente da Alerj por uma empresa que recebe recursos públicos estaduais representa um “elemento indiciário relevante” de possível recebimento de vantagem indevida, conflito de interesses e ocultação de benefício econômico. Ligação com grupo investigado Os dois episódios — o carro de luxo encontrado na residência de Bacellar e o uso da aeronave — são apresentados pela PF como parte do conjunto de elementos que, segundo os investigadores, demonstram a influência do grupo de Adilsinho sobre agentes públicos e a concessão de benefícios a pessoas ligadas ao esquema. A investigação sustenta que empresários próximos ao bicheiro utilizavam empresas e patrimônio para atender interesses da organização criminosa, inclusive por meio da oferta de bens e serviços de alto valor. O que diz a defesa A defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que “está cabalmente demonstrado” que o ex-presidente da Alerj “não possui mínima vinculação com os fatos apurados” e que a instrução processual comprovará sua inocência. Os advogados também afirmaram que, após a deflagração da 5ª fase da Operação Unha e Carne, não tiveram acesso ao processo nem conseguiram falar com o cliente após sua transferência para uma penitenciária federal, situação que classificaram como “absurda” e “ilegal”. Rodrigo Bacellar foi transferido no início do mês para a Penitenciária Federal de Brasília por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, Moraes afirmou que havia indícios de que o ex-deputado recebia tratamento privilegiado no sistema prisional do Rio, incluindo acesso a telefones celulares. A defesa de Adilsinho negou qualquer relação com gráficas e disse que jamais fez pagamentos a agentes públicos ou políticos. O RJ2 não teve retorno de Igor e Marcos Alexandre Rodrigues. A GPC Soluções em Saúde disse que não tem contratos ativos com o estado, já que foi afastada por decisão unilateral da Fundação Saúde em março desse ano. Declarou ainda que as contratações com a Fundação Saúde resultaram exclusivamente de licitações públicas vencidas com menor preço, sem qualquer relação com vantagem indevida ou favorecimento. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJANAC Agência Nacional de Aviação CivilCampos dos Goytacazes RJDeputado EstadualDetranNorte e Noroeste FluminensePolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTeresópolis RJUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar 17/07/2026 Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme 17/07/2026 Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Abilio Brunini usa R$ 168 mil do fundo partidário para pagar empresa do próprio pai RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com - [MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-ao-municipio-de-valenca-a-recomposicao-do-conselho-deliberativo-da-previ-valenca/): MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí expediu, nesta quarta-feira (15/07), Recomendação para que o Município de Valença e o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores Públicos de Valença (PREVI-Valença) promovam, no prazo máximo de 60 dias, a recomposição integral do Conselho Deliberativo do Instituto com seis membros titulares e outros seis suplentes, observando rigorosamente a paridade, a origem das indicações e os requisitos previstos na legislação municipal. Por MPRJ 16/07/2026 MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença Segundo o documento do Ministério Público do Estado do Rio de janeiro (MPRJ), atualmente o conselho é composto por cinco membros titulares e nenhum suplente, em desacordo com a lei, comprometendo a representatividade, o controle social e a segurança jurídica das decisões do órgão. A Recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil que apura possíveis irregularidades nos repasses das contribuições dos servidores e da parte devida pelo município, além de suspeitas de ato de improbidade administrativa. De acordo com o MPRJ, consultas feitas ao sistema do Ministério da Previdência Social apontaram que, entre janeiro de 2025 e abril de 2026, foram encontradas inconsistências nos repasses das contribuições patronais, dos valores descontados dos servidores e das parcelas de acordos de parcelamento, indicando que os valores transferidos ficaram abaixo do devido em diversos períodos. A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí estabeleceu prazo de 20 dias para que seja informada se a Recomendação será acatada. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPREVI-ValençaSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaValença RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença 16/07/2026 MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal 16/07/2026 Partido Novo questiona flexibilização de doações de recursos públicos em ano eleitoral  06/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle A obra sem fim de Tarcísio no ABC - [MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-para-que-municipio-do-rio-implemente-o-fundo-municipal-de-protecao-animal/): MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural da Capital, ajuizou ação civil pública contra o Município do Rio de Janeiro para que implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal. Por MPRJ 16/07/2026 MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal O objetivo é assegurar a efetiva gestão do fundo, com dotação de recursos financeiros minimamente suficientes para a execução das políticas públicas de proteção animal. Instituído por lei em 2017, o Fundo Municipal de Proteção Animal foi criado para financiar programas e ações voltados à proteção dos animais, entre elas medidas de controle populacional de cães e gatos, ações de controle de zoonoses e campanhas de conscientização sobre guarda responsável. No curso da investigação, entretanto, o MPRJ apurou que o fundo não está em funcionamento, não tendo sequer sido nomeados os integrantes do Conselho Curador, além de contar com apenas R$ 380 em caixa. Diante da prolongada omissão administrativa, a promotoria requer que o Município seja condenado a efetivar e publicar a nomeação dos integrantes do Conselho Curador do Fundo Municipal de Proteção Animal, elaborar os relatórios de prestação de contas referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025, bem como apresentar os respectivos planos de aplicação dos recursos. Segundo o MPRJ, as medidas são necessárias para a operacionalização do fundo e para a concretização das políticas públicas municipais de proteção e bem-estar animal. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal 16/07/2026 Partido Novo questiona flexibilização de doações de recursos públicos em ano eleitoral  06/07/2026 STF autoriza busca e apreensão em investigação sobre uso de ‘emendas Pix’ em municípios de Roraima 03/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização - [MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-denuncia-deputado-estadual-e-vereador-por-organizacao-criminosa-fraudes-em-licitacoes-e-lavagem-de-dinheiro/): MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, denunciou o deputado estadual Rafael Nobre, o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, conhecido como “Magrão Nobre”, e outras oito pessoas pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Por MPRJ 16/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro Segundo a denúncia, os parlamentares seriam os controladores ocultos de um grupo de empresas utilizado para direcionar contratos firmados com as prefeituras de Magé e Japeri, municípios da Baixada Fluminense, para o desvio de recursos públicos. Os fatos investigados ocorreram a partir de 2017, período em que Rafael Nobre exercia o mandato de vereador em Nilópolis. A pedido do Ministério Público, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) expediu nove mandados de busca e apreensão, cumpridos por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) nesta quinta-feira (16/07), em endereços ligados aos políticos denunciados, incluindo o gabinete do deputado na Alerj, a Câmara Municipal de São João de Meriti, além de imóveis localizados no bairro de Jardim América, na capital, e nos municípios de Nilópolis e Mesquita. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) da Polícia Civil. Além da  condenação dos acusados, o MPRJ requer à Justiça o pagamento de indenização mínima de R$ 357,9 milhões aos cofres públicos e a perda dos mandatos dos parlamentares denunciados. De acordo com a investigação, quatro empresas atuavam como um único grupo econômico, simulando concorrência em licitações por meio de sócios “laranjas”, propostas previamente combinadas e compartilhamento de estrutura administrativa. Entre as empresas utilizadas no esquema estão a Nutrifoods Refeições Ltda., Inovar Comércio e Serviços de Terceirização Ltda., King Food Alimentos Ltda. e J&G Restaurante Ltda. Embora a investigação tenha identificado cerca de 45 contratos públicos firmados pelo grupo, em valores totais estimados em R$ 357,9 milhões, a ação penal teve como foco três desses contratos, celebrados com as prefeituras de Magé e Japeri para o fornecimento de alimentação hospitalar, kits alimentares destinados à rede municipal de ensino e gêneros alimentícios para secretarias municipais. Com base em provas como documentos societários, processos licitatórios, relatórios de inteligência financeira, mensagens eletrônicas e movimentações bancárias, o MPRJ aponta que os recursos obtidos com as fraudes eram ocultados e dissimulados por meio de transferências entre as empresas e integrantes da organização, depósitos fracionados em espécie, saques de altos valores e utilização de empresas intermediárias para dificultar o rastreamento dos recursos. Além dos agentes políticos, foram denunciados operadores empresariais, administradores e sócios formais das empresas utilizadas para a prática das fraudes. De acordo com a denúncia, Giovanni Chiara de Oliveira é apontado como o principal operador empresarial do esquema, responsável pela administração integrada das empresas, pela coordenação das atividades operacionais e pela condução dos procedimentos licitatórios. Luiz Paulo Matos de Aquino, por sua vez, teria atuado como articulador entre o núcleo empresarial e agentes públicos, participando de negociações relacionadas a contratos, pagamentos e vantagens indevidas, enquanto Fernando da Silva Jesus seria responsável por recrutar sócios e estruturar empresas de fachada para participarem das licitações. Ainda segundo a acusação, Vitor Scarparo Fernandes, Juliana Terto do Nascimento e Marcos Vinicius Conceição da Silva figuravam formalmente como sócios e administradores das empresas, mas atuavam como “laranjas”, emprestando seus nomes para ocultar os verdadeiros controladores do grupo. Já Artur Fidalgo da Silva e Vitor Bastos de Almeida são apontados como responsáveis pela J&G Restaurante Ltda. Para além das fraudes em licitações, a denúncia também descreve a prática de falsidade ideológica para a constituição e alteração de empresas. Foram identificados registros na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) que conferiam aparência de legalidade às empresas, embora o comando efetivo permanecesse com integrantes do núcleo político da organização criminosa. Em março de 2025, o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados por participação em crimes envolvendo contratos com prefeituras da Baixada Fluminense. A partir da identificação do envolvimento de um suspeito com foro por prerrogativa de função, a investigação foi distribuída à Procuradoria-Geral de Justiça, que passou a ser responsável pela apuração. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualJaperi RJJUCERJA Junta Comercial do Estado do Rio de JaneiroMagé RJMesquita RJMP-RJNilópolis RJPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão João de Meriti RJTJ-RJUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro 16/07/2026 MPRJ recomenda ao Município de Valença a recomposição do Conselho Deliberativo da PREVI-Valença 16/07/2026 MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal - [Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios](https://politicariabrasileira.blog.br/policia-faz-buscas-na-alerj-e-deputado-estadual-e-denunciado-por-desvios/): Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa A pedido do MP, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro expediu 10 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos denunciados Por Jonatas Martins e Roberta Camargo | CNN Brasil 16/07/2026 Deputado estadual Rafael Nobre Brasília e Rio de Janeiro – O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou dez pessoas pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Entre os acusados, está o deputado estadual Rafael Nobre. Durante cumprimento de mandato de busca e apreensão na casa do parlamentar, foram encontrados R$ 21 mil. A Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) confirmou que também foram realizadas buscas no gabinete de Rafael Nobre na manhã desta quinta-feira (16). Outro alvo foi o vereador de São João do Meriti Julio Ricardo dos Santos, conhecido como Magrão Nobre. Os investigadores apreenderam R$ 45 mil na casa dele. Ao todo, o TJRJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em vários endereços relacionados aos investigados. Os órgãos ainda buscam o ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos. Em nota, a Alerj reiterou que atua com austeridade e compromisso: “A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações”. A acusação do MP aponta a existência de um esquema estruturado para direcionar contratos públicos e desviar recursos por meio de empresas controladas de forma oculta. A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira. A defesa de Rafael Nobre divulgou uma nota e negou que seu cliente tenha praticado crimes. “A defesa de Rafael Nobre esclarece que as medidas cumpridas nesta data têm natureza exclusivamente investigatória e não há qualquer relação que vincule o parlamentar aos fatos investigados. Sua inocência ficará demonstrada nos autos.” A Prefeitura de São João de Meriti também enviou nota. No texto, salienta que a apuração dos fatos é de responsabilidade exclusiva da Justiça, que deverá avaliar todos os elementos de forma imparcial, respeitando o princípio da presunção de inocência. Notícia anteriorPróxima notícia MP-SPPRTBTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas 15/07/2026 Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto - [Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/tres-onibus-sao-usados-como-barricadas-na-zona-sudoeste-do-rio-video/): Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Coletivos tiveram as chaves retiradas e foram atravessados na Gardênia Azul e no Anil, na Zona Sudoeste, segundo o Rio Ônibus. Por Genilson Araújo | Rj1 16/07/2026 Ônibus teve a chave retirada e foi usado como barricada na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Reprodução Três ônibus foram usados como barricadas, na manhã desta quinta-feira (16), em vias da Zona Sudoeste do Rio, segundo o Rio Ônibus. De acordo com a entidade, os coletivos tiveram as chaves retiradas e foram deixados atravessados na Estrada do Engenho D’Água, no Anil, e na Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, na altura da Praça da Gardênia Azul. Além dos veículos, barricadas em chamas também foram colocadas nas vias da região. Segundo a Polícia Militar, policiais do 18º BPM faziam um patrulhamento na Gardênia Azul após receberem uma denúncia de tráfico de drogas quando localizaram e prenderam dois suspeitos. Com a dupla, foram apreendidos entorpecentes. Ainda de acordo com a corporação, em represália à ação policial, criminosos incendiaram objetos e bloquearam vias da região. Por causa da ocorrência, 10 linhas de ônibus precisaram alterar os itinerários. São elas: 368 – Riocentro x Candelária; 829 – Gardênia Azul x Freguesia; 861 – Rio das Pedras x Curicica; 862 – Rio das Pedras x Barra da Tijuca; 863 – Rio das Pedras x Barra da Tijuca; SV863 – Rio das Pedras x Barra da Tijuca; 880 – Rio das Pedras x Terminal Alvorada; 932 – Gardênia Azul x Tanque; 987 – Gardênia Azul x Pechincha; 2110 – Gardênia Azul x Castelo Segundo o Rio Ônibus, os veículos utilizados como barricadas fazem parte das linhas 353 (Gardênia Azul x Terminal Gentileza), 862 (Rio das Pedras x Barra da Tijuca) e 880 (Rio das Pedras x Terminal Alvorada). Pouco depois das 11h30, os ônibus usados como barricadas foram liberados e as 10 linhas afetadas iniciaram um processo de normalização dos itinerários. A Polícia Militar informou que o policiamento foi reforçado na região e que a ocorrência foi registrada na 32ª DP. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJDeputado EstadualDetranNiterói RJPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) 16/07/2026 Pacientes denunciam uso de frasco de coleta para oferecer água e falta de estrutura para acompanhantes no Hospital Raul Sertã (VIDEO) 16/07/2026 A obra sem fim de Tarcísio no ABC 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS - [Pacientes denunciam uso de frasco de coleta para oferecer água e falta de estrutura para acompanhantes no Hospital Raul Sertã (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/pacientes-denunciam-uso-de-frasco-de-coleta-para-oferecer-agua-e-falta-de-estrutura-para-acompanhantes-no-hospital-raul-serta-video/): TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga Moradores relatam que paciente recebeu medicação com água em recipiente usado para exames e afirmam que familiares passam horas e até dias em cadeiras de plástico durante internações. Prefeitura não respondeu até a publicação. Por Nathalia Rebello | g1 16/07/2026 Cadeiras e piso quebrado no Hospital Raul Sertã que é alvo de denúncias de pacientes — Foto: Reprodução Inter Tv Nova Friburgo – O Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, voltou a ser alvo de reclamações de pacientes e acompanhantes. As denúncias, encaminhadas ao g1, apontam problemas na estrutura oferecida a familiares de pessoas internadas e questionam procedimentos adotados durante o atendimento na unidade. Uma das reclamações é da moradora Jaqueline Esté, que acompanhava o marido no hospital após ele passar mal. Segundo ela, o paciente realizou exames de sangue, urina e tomografia e, em seguida, recebeu medicamentos para dor e pressão arterial. O que chamou a atenção da acompanhante, segundo o relato, foi a forma como a água foi oferecida para que o marido ingerisse os remédios. Jaqueline afirma que uma profissional entregou um frasco coletor, do tipo utilizado para exames de urina e fezes, e orientou que ela colocasse água no recipiente para que o paciente tomasse a medicação. “Na hora eu achei que fosse para outro exame. Depois ela pediu para colocar água no potinho e dar o remédio para ele tomar. Achei um absurdo e uma falta de respeito com os pacientes”, relatou. Jaqueline afirma ter presenciado outras situações durante o tempo em que permaneceu na unidade. Segundo ela, um paciente que aguardava atendimento desde o dia anterior, reclamava de frio e só conseguiu um cobertor após insistência dela junto à equipe. A moradora também afirma que o homem precisou utilizar uma garrafa improvisada para urinar porque não havia um recipiente apropriado disponível naquele momento. Outras denúncias de acompanhantes também relatam a falta de estrutura do hospital. Pessoas que permanecem ao lado dos pacientes passam horas e, em alguns casos, até dias sentadas em cadeiras de plástico ao lado dos leitos, sem um espaço adequado para descanso. Os acompanhantes afirmam que a situação se torna ainda mais difícil durante internações prolongadas, principalmente para quem precisa permanecer no hospital durante a noite. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Nova Friburgo para saber se o município tem conhecimento das reclamações e quais medidas serão adotadas para melhorar as condições oferecidas aos acompanhantes. Até a última atualização desta reportagem, a Prefeitura não havia encaminhado resposta. Clique aqui e assista ao vídeo Notícia anteriorPróxima notícia INEA Instituto Estadual do Meio Ambientemeio ambienteMPF Ministério Público FederalRegião dos Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Pacientes denunciam uso de frasco de coleta para oferecer água e falta de estrutura para acompanhantes no Hospital Raul Sertã (VIDEO) 16/07/2026 A obra sem fim de Tarcísio no ABC 15/07/2026 Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida - [Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano](https://politicariabrasileira.blog.br/sem-contrato-desde-novembro-empresa-ja-recebeu-cerca-de-r-340-milhoes-do-fundo-de-educacao-de-petropolis-r-415-milhoes-so-este-ano/): Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ Contratada inicialmente em abril de 2022 para fornecer mão de obra de apoio em várias funções à Secretaria de Educação de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Capital Ambiental Construção e Serviços está sem contrato desde novembro de 2025, o que não a impediu de continuar emitindo faturas e recebendo da Prefeitura. Por Elizeu Pires 16/07/2026 Prefeitura de Petrópolis | Foto: Reprodução Conforme comprovam documentos oficiais, só este ano o Fundo Municipal de Educação pagou a ela a soma de R$ 41,5 milhões com a última transferência sendo feita no dia 22 de junho. Ao todo, de acordo com o sistema que registra as despesa as empenhadas e pagas pela Prefeitura, a empresa – que tem a coleta de lixo como atividade econômica principal e seria ligada ao empresário Fernando Trabach –, recebeu nos últimos cinco anos cerca de R$ 340 milhões do Fundo Municipal de Educação, segundo revela o sistema, que mostra pagamentos no total de R$ 37.889.608,90 em 2022, R$ 76.392.522,64 no ano seguinte, R$ 93.435.268,42 em 2024, R$ 88.610.468,55 em 2025 e R$ 41.500.000,00 este entre janeiro e junho de 2026, o total de exatamente R$ 337.827.868,51. Ação judicial Os pagamentos feitos pelo poder público sem a sustentação de um contrato são classificados como ilegais e é isto que levou o Ministério Público a ajuizar, no última terça-feira (14), na 4ª Vara Cível da Comarca local, uma ação com pedido de antecipação de tutela, para que a Justiça determine à Prefeitura a suspensão imediata dos repasses. Ação é resultado de inquérito civil instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela (Núcleo Petrópolis). Durante as investigações a Secretaria de Educação alegou que manteve os erviços foi necessária para evitar a paralisação das atividades nas escolas da rede municipal de ensino. “Em síntese, o que se verifica é que o contrato com a citada empresa encontra-se vencido, sem prorrogação, mas que, nada obstante, os pagamentos seguem sendo feitos, gerando uma situação completamente avessa à legalidade”, diz trecho da representação do MP, que além de pedir na Justiça a suspensão dos pagamentos, quer que a Prefeitura realize, em 15 dias, um processo seletivo simplificado para contratação temporária dos pessoal de apoio necessário. Documentos relacionados; Pagamentos – Capital Ambiental, 2022 Pagamentos – Capital Ambiental, 2023 Pagamentos – Capital Ambiental, 2024 Pagamentos – Capital Ambiental, 2025 Pagamentos – Capital Ambiental, 2026 Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões 17/07/2026 Primeira delegacia construída no Brasil enfrenta infiltrações, mofo e estrutura precária 20/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições - [Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições](https://politicariabrasileira.blog.br/marco-rubio-ataca-lula-e-revela-que-tarifaco-de-trump-e-para-ajudar-flavio-bolsonaro-nas-eleicoes/): Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições Em publicação compartilhada por bolsonaristas e até Javier Milei, Marco Rubio culpa “ego” de Lula por tarifaço, ecoando a narrativa de campanha de Flávio Bolsonaro, na primeira interferência direta do governo Trump nas eleições presidenciais no Brasil. Por Plínio Teodoro | Fórum 16/07/2026 Traição a Pátria – Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Marco Rubio e Flávio Bolsonaro (Reprodução/@pfigueiredo08 no X) Principal aliado do clã Bolsonaro dentro do governo Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio revelou em publicação na rede X na madrugada desta quinta-feira (16) que o novo tarifaço, com taxação de 25% sobre produtos brasileiros, é a primeira ação de interferência em prol de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra Lula nas eleições presidenciais de outubro. No texto, divulgado pouco depois da meia noite, Rubio diz que “Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé” e credita o tarifaço ao “ego” do presidente brasileiro, ignorando as negociatas que ele próprio conduziu com o clã Bolsonaro. “Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, escreveu, ecoando a narrativa bolsonarista. Em seguida, sem citar os ataques ao Pix – que vem causando prejuízos aos cartões de crédito de bandeira Visa e Mastercard -, Rubio diz que a política econômica brasileira “são ruins para os americanos” e ataca Lula. “Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, diz o secretário de Trump, em claro sinal de interferência nas eleições brasileiras. A publicação foi compartilhada por bolsonaristas como Mario Frias (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), que se encontra foragido nos EUA, e até pelo presidente argentino Javier Milei, alinhado a Trump e ao clã Bolsonaro. Interlocutor no governo Trump Marco Rubio deixou de ser apenas um aliado ideológico do bolsonarismo para se tornar um dos principais interlocutores da família Bolsonaro dentro do governo Donald Trump. Desde que assumiu o Departamento de Estado, o republicano intensificou os contatos com Eduardo Bolsonaro — que passou a atuar em Washington em busca de apoio político e sanções contra autoridades brasileiras — e também abriu canais diretos com Flávio Bolsonaro. A aproximação consolidou um eixo político entre a ala trumpista da Casa Branca e o clã, tendo como pano de fundo a pressão sobre o governo Lula e o discurso de suposta perseguição judicial contra Jair Bolsonaro. A relação ganhou contornos ainda mais sensíveis quando Flávio Bolsonaro se reuniu com integrantes da administração Trump, incluindo o próprio Rubio, poucos dias antes de o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgar a proposta de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros. A cronologia chamou atenção porque o endurecimento comercial veio logo após a ofensiva diplomática do senador nos Estados Unidos, enquanto Eduardo Bolsonaro mantinha uma intensa articulação junto a parlamentares republicanos e integrantes do governo americano. A sucessão dos fatos alimentou questionamentos políticos sobre a sintonia entre a estratégia internacional do clã Bolsonaro e a escalada das pressões de Washington contra o Brasil. O histórico de Rubio ajuda a explicar essa convergência. Um dos principais expoentes da direita conservadora americana, o secretário de Estado compartilha com os Bolsonaro pautas como o combate ao que chama de “ameaça socialista” na América Latina, a defesa de governos alinhados ao trumpismo e críticas ao Judiciário brasileiro. Ao responder publicamente a Flávio Bolsonaro e manter diálogo frequente com Eduardo, Rubio reforçou a percepção de que o clã encontrou em Washington um canal privilegiado para internacionalizar sua disputa política doméstica, justamente no momento em que as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos voltaram ao centro do tabuleiro geopolítico. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições 16/07/2026 RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado 15/07/2026 TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) - [MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-denuncia-deputado-estadual-rafael-nobre-por-organizacao-criminosa-e-fraude-em-licitacoes-parlamentar-e-alvo-de-buscas/): MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas Vereador Magrão Nobre, de Meriti, também foi denunciado. Segundo o MPRJ, os políticos seriam os controladores ocultos de um grupo de empresas que desviou recursos públicos em contratos de R$ 350 milhões, firmados com as prefeituras de Magé e Japeri. Por Francini Augusto e Márcia Brasil | Bom Dia Rio 16/07/2026 O deputado estadual Rafael Nobre e o vereador Júlio Ricardo, o Magrão Nobre — Foto: Reprodução O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira, denunciou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, o Magrão Nobre (União Brasil), e outras 8 pessoas pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o Tribunal de Justiça do Rio expediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o gabinete do deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a Câmara Municipal de São João de Meriti. Segundo a denúncia, Rafael e Magrão seriam os controladores ocultos de um grupo de empresas utilizado para fraudar licitações e desviar recursos públicos em contratos firmados com as prefeituras de Magé e Japeri, na Baixada Fluminense. A investigação aponta que os Nobre obtiveram cerca de 45 contratos, estimados em R$ 357,9 milhões, para o fornecimento de alimentação para hospitais, escolas e secretarias municipais — mas a ação penal tem como foco 3 desses convênios. Até a última atualização desta reportagem, o MPRJ havia apreendido R$ 21 mil em espécie na casa do deputado e R$ 45 mil na residência do vereador. O advogado Rafael Faria afirmou que Rafael Nobre alegou inocência (veja abaixo). A TV Globo tenta contato com a defesa dos investigados. Um dos casos foi mostrado pelo RJ1 em 2021, e no ano passado o MPRJ cumpriu mandados na investigação. As investigações indicam que empresas atuavam de forma coordenada para simular concorrência em licitações, utilizando “sócios laranjas”, documentos falsos e movimentações financeiras para ocultar a origem dos recursos. Além da condenação dos acusados, o Ministério Público pediu o ressarcimento mínimo de R$ 357,9 milhões aos cofres públicos e a perda dos mandatos dos parlamentares denunciados. Os fatos investigados ocorreram a partir de 2017, período em que Rafael Nobre exercia o mandato de vereador em Nilópolis. Entre as empresas utilizadas no esquema estão a Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio e Serviços de Terceirização, King Food Alimentos e J&G Restaurante. O que dizem os envolvidos Nota de Rafael Nobre “A defesa de Rafael Nobre esclarece que as medidas cumpridas nesta data têm natureza exclusivamente investigatória e não há qualquer relação que vincule o parlamentar aos fatos investigados. Sua inocência ficará demonstrada nos autos.” Nota de Magrão Nobre: “A defesa do vereador Magrão Nobre informa que, diante dos fatos divulgados, está tomando todas as providências necessárias para esclarecer a situação com transparência. O parlamentar reafirma que agiu corretamente e confia que a verdade será demonstrada rapidamente. O vereador continua focado em seu trabalho e à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos.” Nota da Alerj “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público Estadual. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense.” Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualJaperi RJMagé RJMP-RJNilópolis RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão João de Meriti RJUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas 16/07/2026 Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios - [Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso](https://politicariabrasileira.blog.br/condenado-no-caso-marielle-domingos-brazao-recebeu-r-906-mil-do-tce-rj-enquanto-esteve-preso/): Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso Pagamento foi interrompido após a perda definitiva do cargo de conselheiro. Condenado como um dos mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, Brazão estava preso desde março de 2024. Por André Coelho Costa e Gabriel Barreira | RJ2 16/07/2026 Conselheiro do TCE Domingos Brazão presta depoimento no STF nesta terça-feira (22) — Foto: Reprodução Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil líquidos em salários do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) desde que foi preso, em março de 2024, até perder definitivamente o cargo de conselheiro. O pagamento foi interrompido apenas no último dia 9, quando a Corte oficializou a vacância do posto. A informação consta em publicação do Diário Oficial do TCE desta quarta-feira (15), que formalizou a perda do cargo de Brazão quase cinco meses após sua condenação definitiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Em fevereiro deste ano, o STF condenou Brazão como um dos mandantes do duplo homicídio. A decisão transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso. Alerj vai escolher o substituto Com a saída definitiva de Brazão, a Assembleia Legislativa (Alerj) será responsável por escolher o novo conselheiro do Tribunal de Contas. A definição, no entanto, deve ficar para agosto. O presidente da Alerj, Douglas Ruas, informou que não pretende convocar sessão extraordinária durante o recesso parlamentar para tratar do assunto. Segundo apurou o RJ2, Ruas aguarda que a Presidência do TCE comunique formalmente a vacância do cargo à Assembleia, procedimento que deve ocorrer apenas após o fim do recesso. Disputa pela vaga A sucessão ocorre em meio a um cenário político delicado para a Assembleia. Nas últimas semanas, operações policiais atingiram parlamentares cotados para ocupar a vaga. Um dos nomes mencionados era o deputado estadual Val Ceasa (PRD), investigado por suspeita de atuar para impedir a demolição de um imóvel conhecido como “resort do tráfico”. Ele afirma que pretende provar sua inocência. Outro nome que perdeu força foi o do ex-secretário estadual Rodrigo Abel. Segundo interlocutores, as investigações envolvendo o ex-governador Cláudio Castro enfraqueceram sua candidatura. O prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli (PL), também admite a aliados que pretende disputar a vaga. Apesar disso, deputados ouvidos pelo RJ2 afirmam que a tendência é de que o próximo conselheiro seja escolhido entre os atuais parlamentares da Alerj. Nos bastidores, os nomes mais lembrados são o deputado Rodrigo Amorim (PL), apontado como favorito entre parlamentares de direita, e Rosenverg Reis (MDB), que reúne apoio de outro grupo político da Assembleia. Até o momento, nenhum parlamentar oficializou candidatura ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualGovernadorItaboraí RJMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPRD Partido Renovação DemocráticaPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso 16/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas 16/07/2026 Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios 16/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia - [RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado](https://politicariabrasileira.blog.br/rj-acusa-empresa-de-amigo-de-flavio-de-sumir-com-r-20-milhoes-do-estado/): RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Loterj cobra que RioPag, que tem monopólio de intermediação de pagamentos às bets, devolva dinheiro do estado sob custódia dela Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 15/07/2026 Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro | Redes Sociais O governo do Rio de Janeiro acusa uma empresa de pagamentos que tem entre os acionistas o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), de sumir com R$ 20,9 milhões pertencentes ao estado. Uma apuração administrativa da Loteria do Estado do Rio (Loterj) concluiu que a RioPag realiza retenção indevida de recursos públicos e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), que o trata como apropriação indébita, que é crime pelo código penal. A verba é relativa a um altamente rentável contrato pelo qual a RioPag tem o monopólio do serviço de processamento de pagamentos de apostas e prêmios no estado. O repasse da porcentagem devida à Loterj está represado desde janeiro de 2025. Quando a nova gestão do governo do Rio pediu o imediato pagamento, em abril, a RioPag alegou que não tem a verba à mão, já que supostamente a investiu em ativos sem liquidez. Até hoje, não explicou onde exatamente está o dinheiro. Ao mesmo tempo, os donos da RioPag montaram uma empresa de recuperação de créditos judiciais, comprando dívidas que há muito tempo são discutidas na Justiça. Em seu site, essa empresa diz que já realizou mais de 200 operações, com 98% de sucesso, mas a coluna só localizou peticionamentos em processos a partir deste ano, e somente em dois casos, um deles por crédito adquirido em fevereiro do escritório de Eugênio Aragão, sócio de Tomaz e ex-ministro da Justiça do governo Dilma (PT) Antes chamada Pixs Cobrança e Serviços em Tecnologia, a agora renomeada RioPag é uma sociedade anônima que pertence à Capital Pretium SA (antes Pix Holding SA), por sua vez administrada por Lidia Mazelli, que atua como administradora profissional para Willer Tomaz, entre outros, na WT, a empresa dona da mansão em Angra dos Reis (RJ) reclamada pelo atacante Richarlison. À coluna, Tomaz confirmou ser um dos acionista do fundo dono da Capital Pretium – consequentemente, da RioPag -, mas não informou o nome do fundo nem quem são seus parceiros no negócio. Também disse defender judicialmente a RioPag através do seu escritório, mas que não responde por ela administrativamente. Ele e Flávio Bolsonaro são amigos próximos. O candidato à presidência disse, na CPI da Pandemia, que outro senador tentava o atingir ao perguntar a testemunhas sobre seu “amigo” Tomaz. Matéria recente do Estadão mostrou que Flávio e família voaram duas vezes em jatinhos com Willer no ano passado, uma delas para ir aos EUA de férias. Monopólio e mina de ouro O monopólio na intermediação de pagamentos entre apostadores e bets, com taxas até 11 vezes mais caras do que as praticadas no mercado,  foi uma decisão da gestão Cláudio Castro (PL), que abriu concorrência para ser vencida por quem oferecesse repassar uma fatia maior do faturamento para o estado. Na época, a Loterj era presidida por Hazenclever Lopes Cançado, que agora está em pré-campanha para deputado federal pelo PL de Flávio Bolsonaro. A RioPag ofereceu 20,000% e venceu graças à eliminação da única concorrente, que ofertou 26,00% e foi desclassificada porque o edital exigia três dígitos depois da vírgula, e a empresa só colocou dois, conforme revelou a Folha em 2024. A RioPag acabou fechando contrato com o compromisso de repassar 26,455% do que arrecadasse à Loterj. O contrato – que custava às bets mais do que o imposto federal – previa que as transferências para a conta do estado acontecessem mensalmente, até o quinto dia útil. Mas, em janeiro de 2025, os repasses fossem suspensos. Naquele momento, a PixBet havia dado um calote nos tributos devidos ao estado e a autarquia solicitou que a RioPag criasse um mecanismo para custodiar o dinheiro devido pelas bets em impostos para evitar que a situação se repetisse. No mesmo documento, sem explicação, pediu a criação de um mecanismo para a RioPag custodiar também o dinheiro do estado, que, em crise financeira, decidiu que não precisava daqueles então R$ 4 milhões por mês. A RioPag respondeu brevemente informando ter realizado “a abertura de subconta no dashboard Riopag, visando o cumprimento de custodiar de imediato os recursos devidos a Loterj”, sem fornecer qualquer outro detalhe sobre como se daria a custódia. Havia a expectativa, a partir daquele mês, de a receita com apostas multiplicar-se no estado, com a homologação das primeiras máquinas de “videoloterias”, simulacros de caça-níqueis operados por empresa ligada a herdeiros da antiga cúpula do Jogo do Bicho – na prática, seria o início da incorporação das máquinas dos bicheiros ao sistema legal, com a RioPag mordendo 1% de cada depósito e 0,5% de cada saque. Estado pede para RioPag liberar o dinheiro Em abril deste ano, já sob a gestão do desembargador Ricardo Couto de Castro, o governo do Rio identificou que não fazia sentido deixar o dinheiro do estado com a RioPag e determinou que os R$ 18,5 milhões então represados deveriam ser transferidos imediatamente. Mas a RioPag nem respondeu. Uma nova notificação foi enviada em 29 de abril, dando prazo improrrogável de 48 horas. Só aí a RioPag começou a se justificar. Disse que a devolução imediata exigiria tempo para conversão de ativos em caixa, pois uma estrutura financeira foi montada pensando em custódia de longo prazo, exatamente o oposto do que previa o contrato. A empresa, que nunca explicou onde colocou o dinheiro, fez então uma proposta: devolveria o saldo acumulado, mas em suaves parcelas, até o final do contrato, em 2029. A Loterj recusou, lembrando que a RioPag declarava reiteradamente que “o recurso ficava à disposição da LOTERJ para transferências imediatas a qualquer momento“. Desde abril, os repasses mensais foram regularizados, mas o saldo acumulado até ali nunca foi pago. No final de maio, a Loterj instaurou um Processo Administrativo Sancionatório (PAS) por inadimplemento grave, citando inclusive o risco de configuração de apropriação indébita, que é crime pelo código penal. Naquele momento, com multas e juros o valor - [“Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle](https://politicariabrasileira.blog.br/nao-tenho-relacao-com-ela-flavio-diz-que-nao-quer-se-contaminar-com-michelle/): “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Senador afirmou que não assistiu ao desabafo da ex-primeira-dama para “não se contaminar” Por Raony Salvador | Fórum 15/07/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Reprodução/Youtube Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que não mantém mais relação com Michelle Bolsonaro. Em entrevista ao Flow Podcast, o senador e pré-candidato à Presidência afirmou que deixou de conversar com a ex-primeira-dama e que sequer assistiu ao vídeo no qual ela expôs os conflitos entre os dois. “Com toda franqueza, hoje em dia não tenho relação com ela”, declarou. Flávio disse que preferiu não assistir à gravação porque não queria “se contaminar” com o conteúdo. O vídeo de Michelle foi publicado em junho. Nele, a ex-primeira-dama afirmou que havia sido humilhada e maltratada pelo enteado. Flávio chegou a pedir desculpas, mas novos episódios públicos aprofundaram a crise. Dias depois, Michelle deixou o comando do PL Mulher e, em julho, anunciou a criação do movimento político Imparáveis. O rompimento explicita a disputa por espaço e influência dentro do campo bolsonarista. Flávio tenta consolidar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, enquanto Michelle mantém força própria entre eleitores conservadores e grupos evangélicos. Durante a entrevista, o senador afirmou não entender os motivos das críticas e negou que o conflito faça parte de uma estratégia combinada. Disse também que evitou uma reação mais dura por respeito ao pai, Jair Bolsonaro, e por Michelle ser esposa do ex-presidente. Apesar do afastamento, Flávio afirmou que as portas de sua campanha continuam abertas para Michelle e para qualquer pessoa disposta a apoiá-lo. A declaração, porém, veio acompanhada da admissão de que os dois já não mantêm contato. O senador também falou sobre o filme Dark Horse e confirmou que participou da captação de recursos para a produção. Segundo ele, sua aproximação com Daniel Vorcaro ocorreu antes de o banqueiro se tornar alvo do escândalo envolvendo o Banco Master. Flávio ainda voltou a atacar ministros do Supremo Tribunal Federal e defendeu que o impeachment de Alexandre de Moraes seja uma das principais bandeiras dos candidatos conservadores ao Senado. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle 15/07/2026 Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) 16/07/2026 Pacientes denunciam uso de frasco de coleta para oferecer água e falta de estrutura para acompanhantes no Hospital Raul Sertã (VIDEO) 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas - [Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas](https://politicariabrasileira.blog.br/acuado-hugo-motta-planeja-nos-bastidores-reacao-a-decisao-de-flavio-dino-sobre-emendas/): Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas Câmara terá dez dias para entregar documentos sobre emendas investigadas pela Polícia Federal Por Raony Salvador | Fórum 15/07/2026 O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Ton Molina/Fotoarena/Folhapress O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), passou a conversar reservadamente com líderes partidários para organizar uma reação à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sobre as emendas parlamentares. Os contatos ocorrem por telefone e em reuniões individuais. PT e PSOL, porém, dizem não ter sido chamados.Sem a participação de partidos da base governista, a movimentação tem sido interpretada como tentativa de frear as investigações, aprofundando a crise institucional entre os poderes e elevando a pressão sobre o Supremo para conter novos avanços da Corte sobre o controle dessas verbas. As emendas são hoje uma das principais fontes de influência política da presidência da Câmara. Elas ajudam a manter bancadas alinhadas e fortalecem a relação dos deputados com prefeitos e governos estaduais. Motta afirma que vai defender a legalidade dos repasses e demonstrar ao STF que houve transparência. Dino deu prazo de dez dias para que a Câmara apresente todos os documentos relativos às emendas citadas pela Polícia Federal. O material deverá ser entregue de forma individualizada e organizado por repasse. A decisão também determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha e de R$ 119 milhões ligados ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ao costurar uma reação sem reunir todas as bancadas, Motta tenta construir uma resposta institucional que está longe de ser consensual. Notícia anteriorPróxima notícia emenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSOLPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026 PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC 15/07/2026 Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas - [Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia](https://politicariabrasileira.blog.br/bacellar-foi-transferido-para-presidio-federal-apos-stf-apontar-uso-de-celular-na-cadeia/): Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia Segundo Alexandre de Moraes, ex-deputado recebia privilégios no presídio onde estava no Rio e continuava exercendo influência sobre integrantes do poder público; decisão integra investigação sobre suposto esquema do jogo do bicho. Por Adriana Cruz, Gabriela Moreira e Leslie Leitão | RJ2 15/07/2026 Rodrigo Bacellar na sede da PF no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo A transferência do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar para um presídio federal em Mossoró (RN) foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a investigação apontar que ele continuava tendo acesso a telefones celulares enquanto estava preso no Rio. Segundo Moraes, Bacellar recebia privilégios na unidade prisional e, por meio do uso dos aparelhos, seguia exercendo influência sobre integrantes do poder público fluminense. O ministro é o relator do inquérito que apura um suposto esquema de financiamento ilegal de campanhas eleitorais com recursos do jogo do bicho. A transferência foi determinada no âmbito da quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal no início do mês. Bacellar chegou a ir para o presídio federal em Brasília, mas de lá foi transferido novamente para Mossoró. Além de Bacellar, a operação cumpriu mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho — que já estava preso —, e Márcio Pôncio. A investigação As investigações apontam que o grupo criminoso teria utilizado seis gráficas da Baixada Fluminense e de São Gonçalo para financiar campanhas eleitorais durante as eleições de 2022. De acordo com a PF, os candidatos contratavam material de campanha dessas empresas, mas o pagamento seria feito com recursos da organização ligada ao jogo do bicho, e não pelos próprios políticos. Segundo o inquérito, a principal empresa utilizada no esquema foi a Gráfica Editora Completa. Durante as eleições de 2022, ela atendeu 73 candidatos e movimentou R$ 1,488 milhão, valor oriundo quase integralmente de fundos públicos eleitorais. As empresas investigadas foram alvo de buscas na quinta fase da Operação Unha e Carne. Quatro delas já haviam sido investigadas pela PF em 2022, na Operação Smoke Free, quando Adilsinho teve a prisão decretada. Ainda segundo a investigação, empresas ligadas ao bicheiro mantiveram intensa movimentação financeira com os donos das gráficas. Apenas a Companhia Sulamericana de Tabacos, apontada pela PF como pertencente a Adilsinho, realizou 47 transferências para a Apel Gráfica e Editora, totalizando R$ 1,82 milhão. O sobrinho do contraventor, Bernardo Coutinho Loyola, também teria recebido R$ 300 mil da mesma empresa. Lista com 61 políticos Um dos principais elementos da investigação é uma lista apreendida pela Polícia Federal na mesa de cabeceira de Adilsinho durante a Operação Smoke Free, em 2022. As planilhas traziam os nomes de 61 candidatos das eleições daquele ano, além de valores e anotações como “em espécie” e “no banco”. As quantias registradas ultrapassam R$ 20 milhões. A partir da apreensão desses documentos, a PF passou a investigar a relação entre as gráficas e os políticos citados. Segundo o inquérito, a organização criminosa utilizava sua estrutura financeira como canal para escoar recursos destinados ao financiamento de campanhas eleitorais e ao enriquecimento ilícito de agentes públicos, estabelecendo um vínculo entre a contravenção e a administração pública estadual. Os políticos mencionados nas planilhas não foram alvo da operação deste mês. A investigação está em fase de cruzamento de dados. De acordo com a PF, o confronto entre os manuscritos apreendidos e as prestações de contas apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral revelou convergência de informações, reforçando a hipótese de que dinheiro em espécie era injetado nas campanhas de candidatos que, posteriormente, atuariam em defesa dos interesses do grupo criminoso nos poderes Executivo e Legislativo. Apesar de a Operação Unha e Carne ter sido deflagrada no dia 2 deste mês, as defesas dos investigados afirmam que só tiveram acesso à decisão judicial nesta semana. O que dizem os citados A defesa de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, afirmou que ele nega ser o autor das planilhas apresentadas pela Polícia Federal e diz desconhecer a origem e o conteúdo dos documentos. Segundo os advogados, há “patente divergência” entre o manuscrito apócrifo apreendido e o material apresentado pelos investigadores. A defesa também afirmou que o bicheiro nega qualquer relação com as gráficas investigadas e sustenta que jamais fez pagamentos a agentes públicos ou políticos. A defesa de Rodrigo Bacellar informou que não vai comentar o caso. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não foi comunicada oficialmente sobre a motivação da transferência de Bacellar para um presídio federal. A pasta acrescentou que, durante o período em que ele permaneceu no sistema prisional fluminense, além das revistas de rotina, a Corregedoria-Geral realizou ações sistemáticas no espaço onde ele estava custodiado e que nenhum material irregular foi encontrado. A defesa de Bernardo Loyola afirmou que não teve acesso aos autos e que o “cliente desconhece os pagamentos relacionados pela reportagem”. O g1 não conseguiu contato com as seis gráficas citadas na investigação. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualMossoró RNPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJSEAP Secretaria de Estado de Administração PenitenciáriaSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia 15/07/2026 PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar 17/07/2026 Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios - [Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/lista-encontrada-na-casa-do-bicheiro-adilsinho-reune-61-politicos-do-rj-e-indica-movimentacao-de-r-20-milhoes/): Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões Segundo a investigação, anotações apreendidas durante operação contra o bicheiro registram nomes de candidatos, valores, formas de pagamento e levaram a PF a aprofundar a apuração sobre o uso de gráficas para suposto financiamento de campanhas eleitorais. Os 61 políticos citados nas planilhas não foram alvo das buscas realizadas neste mês. Por Gabriela Moreira, Adriana Cruz e Leslie Leitão | RJ2 15/07/2026 Bernardo Coutinho e o tio, Adilsinho em festa no Copacabana Palace — Foto: Reprodução Uma lista encontrada pela Polícia Federal na mesa de cabeceira do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, reúne os nomes de 61 políticos do Rio de Janeiro e registra valores que, somados, ultrapassam R$ 20 milhões. De acordo com a investigação, as anotações podem indicar que candidatos foram beneficiados por recursos provenientes do jogo do bicho durante as eleições de 2022. Os documentos foram apreendidos durante a Operação Smoke Free, deflagrada em 2022, e ganharam novo peso na quinta fase da Operação Unha e Carne, realizada neste mês. A partir das planilhas, a PF passou a investigar a relação entre empresas gráficas contratadas por campanhas eleitorais e o grupo comandado por Adilsinho. Segundo a corporação, os 61 políticos citados nas planilhas não foram alvo das buscas realizadas neste mês. A investigação está em fase de cruzamento de dados para verificar a origem dos recursos e a regularidade das despesas declaradas à Justiça Eleitoral. Gráficas para financiar campanhas Segundo a Polícia Federal, seis empresas gráficas foram utilizadas pelo grupo criminoso para operacionalizar o suposto esquema de financiamento eleitoral: Gráfica Editora Completa; Nova Visual Representações Gráficas; INC Indústrias Gráficas e Editora; Apel Gráfica e Editora; Fast Gráfica e Editora; Paper Color Gráfica e Editora.   A suspeita é de que candidatos contratassem a produção de material de campanha junto às empresas, mas que o pagamento fosse feito pelo grupo ligado ao jogo do bicho, e não pelos próprios políticos. De acordo com o inquérito, a principal empresa utilizada seria a Gráfica Editora Completa.  A PF afirma que, durante as eleições de 2022, ela atendeu 73 candidatos e movimentou mais de R$ 1,4 milhões quase integralmente provenientes de recursos públicos destinados às campanhas. “Durante o pleito eleitoral de 2022, a referida gráfica atendeu a 73 candidatos e movimentou a quantia de R$ 1.488.019,65, oriunda quase em sua totalidade de fundos públicos eleitorais”, dizia um trecho do documento. As empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Unha e Carne. Quatro delas já haviam sido investigadas pela PF em 2022, durante a Operação Smoke Free, quando Adilsinho teve a prisão decretada. Segundo a investigação, o bicheiro e pessoas de sua confiança mantinham intensa relação financeira com os proprietários dessas empresas. Apenas uma das empresas atribuídas a Adilsinho pela PF, a Companhia Sulamericana de Tabacos, realizou 47 transferências para a Apel Gráfica, totalizando R$ 1,8 milhão, conforme relatórios financeiros analisados pelos investigadores. Já Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho, recebeu R$ 300 mil da mesma empresa. O que a PF descobriu O elo entre as gráficas e os políticos surgiu após a apreensão de duas planilhas manuscritas na mesa de cabeceira de Adilsinho, durante a Operação Smoke Free. Nos documentos aparecem os nomes de 61 candidatos que disputaram as eleições de 2022, acompanhados de valores financeiros e observações indicando duas modalidades de pagamento: “em espécie” e “no banco”. O total registrado ultrapassa R$ 20 milhões. Segundo a PF, foi a partir dessas anotações que a investigação passou a aprofundar a relação entre o grupo criminoso, as empresas gráficas e as campanhas eleitorais. O inquérito sustenta que a estrutura financeira da organização teria sido utilizada para financiar campanhas e favorecer agentes públicos. “O confronto entre os manuscritos apreendidos e as prestações de contas oficiais declaradas ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro revelou perfeita convergência de dados, reforçando a hipótese investigativa de que a organização criminosa injetava dinheiro em espécie diretamente nas campanhas de candidatos que, posteriormente, atuavam como defensores dos interesses do grupo nos Poderes Legislativo e Executivo.”, dizia um trecho do inquérito. Entre os documentos analisados pela PF estão as prestações de contas entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral. Segundo os investigadores, os dados encontrados nas planilhas apresentam correspondência com informações declaradas oficialmente, reforçando a hipótese de financiamento ilícito das campanhas. Márcio Pôncio e Rodrigo Bacellar presos A quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada no início deste mês, cumpriu três mandados de prisão contra Adilsinho, que já estava preso, o ex-chefe da Polícia Civil Márcio Pôncio e o ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Rodrigo Bacellar foi transferido para um presídio federal em Brasília. Na decisão, Moraes afirmou que, mesmo preso no sistema penitenciário do Rio de Janeiro, Bacellar estaria recebendo privilégios, incluindo acesso a telefones celulares, o que permitiria que continuasse exercendo influência sobre integrantes do poder público estadual. As defesas afirmam que só tiveram acesso à decisão judicial nesta semana, embora a operação tenha sido deflagrada no início do mês. O que dizem os citados A defesa de Rodrigo Bacellar informou que não irá comentar o caso. Os advogados de defesa de Bernardo Loyola informaram que não tiveram acesso aos autos e que o cliente desconhece os pagamentos relacionados pela reportagem. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não foi comunicada oficialmente sobre os motivos da transferência de Bacellar para o sistema penitenciário federal. A pasta acrescentou que, durante o período em que ele permaneceu preso no Rio de Janeiro, foram realizadas revistas de rotina e ações sistemáticas da Corregedoria-Geral, sem que fosse localizado qualquer material irregular. Até a publicação desta reportagem, os demais citados na investigação não haviam se manifestado. Notícia anterior ALERJDeputado EstadualPolícia CivilPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal FederalTRE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se - [PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-e-acionada-contra-governador-bolsonarista-flagrado-xingando-indigenas-em-sc/): PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Conselho Nacional de Direitos Humanos pede investigação contra Jorginho Mello (PL) após vídeo mostrar o político ofendendo manifestantes Por Glauco Faria | Fórum 15/07/2026 Jorginho Mello, governador de Santa Catarina – Jorginho Mello, governador de Santa Catarina – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o governador de Santa Catarina, o bolsonarista Jorginho Mello (PL), seja investigado e responsabilizado por xingar integrantes do povo Xokleng durante visita às obras da Barragem Norte, no município de José Boiteux, na semana passada. Gravadas em vídeo, as ofensas foram proferidas enquanto o governador concedia entrevista a uma emissora de televisão. Ele se voltou para um grupo de indígenas que protestavam no local e os xingou. Em seguida, ao encerrar a entrevista, uma mulher o questionou sobre ter dito que “está tudo sob controle”. Mello respondeu: “A senhora não quer ir à merda?”. Ela se identificou como cacique e exigiu respeito. Ele retrucou: “E eu com isso?”. Dignidade e honra coletiva Para o CNDH, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos do governo federal, o episódio “atingiu diretamente uma liderança tradicional e, em sua dimensão pública, alcançou a dignidade e a honra coletiva do povo Xokleng.” A presidenta do conselho, Ivana Leal, afirmou que “as ofensas dirigidas ao povo Xokleng durante uma agenda oficial não podem ser tratadas como um episódio isolado” e que é necessário adotar medidas de responsabilização e não repetição. Histórico de conflitos A Barragem Norte está localizada dentro da Terra Indígena Laklãnõ Xokleng, e seu fechamento pode inundar parte do território. O povo Xokleng reivindica a demarcação de um território de aproximadamente 37 mil hectares e atualmente vive em uma área de 14 mil. Em acordo judicial que envolveu União e governo estadual, Santa Catarina assumiu contrapartidas, entre elas, a construção de casas para as famílias do local. Os indígenas afirmam que as promessas não foram cumpridas. O governo de Jorginho Mello negou qualquer irregularidade, afirmou que foi “a primeira gestão em três décadas” a avançar na manutenção da barragem e disse que o grupo se aproximou “com reivindicações que incluem pautas de responsabilidade federal”. Pré-candidato à reeleição e apoiado por Flávio Bolsonaro, Mello não comentou publicamente os xingamentos. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido Liberal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC 15/07/2026 Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia 15/07/2026 PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) - [Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/carta-moraes-da-5-dias-para-pgr-opinar-sobre-defesa-de-bolsonaro/): Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro Os advogados afirmaram ao STF que Bolsonaro “jamais soube que a carta seria publicizada” pelo seu filho Flávio fez nas redes sociais Por Manoela Alcântara | Metrópoles 15/07/2026 Jair Bolsonaro | BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre afirmação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de que ele “jamais soube” que a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) seria publicada nas redes sociais. A argumentação da defesa ocorreu nesta quarta-feira (15/7) depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar explicações sobre suposta violação de cautelar após a veiculação de um manuscrito em que Bolsonaro manifesta seu apoio à pré-candidatura do filho ao Palácio do Planalto. No texto, os advogados afirmam que o ex-presidente segue fielmente as cautelares a ele impostas e que “jamais buscou terceiros para contornar restrições”. “A defesa esclarece, objetivamente, que o peticionário jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”, diz um trecho do documento. Segundo os advogados de Bolsonaro, a “referência” usada por Flávio na carta “não corresponde a circunstância previamente conhecida” pelo ex-presidente. “A referência feita pelo senador Flávio Nantes Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde a circunstância previamente conhecida pelo peticionário. A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do peticionário”, argumenta a defesa. Agora, a PGR se manifestará sobre o argumento da defesa e se vê descmprimenro de cautelar por Jair Bolsonaro. Suspensão das visitas de Flávio a Bolsonaro Moraes havia dado 48 horas para que a defesa esclarecesse a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente. Além disso, o ministro do STF suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai por 90 dias. No sábado (11/7), Flávio divulgou nas redes sociais uma carta, escrita por Bolsonaro, em que o ex-presidente reafirma o apoio ao filho mais velho na disputa pela Presidência da República, na eleição de outubro. Ao suspender o contato do senador com o pai e pedir explicações, Moraes lembrou que, ao conceder prisão domiciliar temporária para Bolsonaro, em 24 de março de 2026, determinou, entre outras medidas, a proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Em março deste ano, ele passou a cumprir a pena em prisão domiciliar. Leia a íntegra da carta escrita por Bolsonaro “Brasília, 11 de julho de 2026. Carta aos brasileiros Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento. Meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade. Um afetuoso abraço a todos, na certeza de que, juntos, tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade.  Jair Bolsonaro” Notícia anteriorPróxima notícia PGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro 15/07/2026 Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura 15/07/2026 Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana - [TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF](https://politicariabrasileira.blog.br/tcu-autoriza-penduricalho-para-o-congresso-e-desafia-decisao-do-stf/): TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF Segundo as regras atuais, o teto para o funcionalismo público é de 46 mil reais Por Maiara Marinho | Carta Capital 15/07/2026 Plenário do TCU | Foto: Samuel Figueira/TCU O Tribunal de Contas da União concluiu nesta quarta-feira 15 que a remuneração relativa ao cargo efetivo e aquela decorrente do exercício de função de confiança ou cargo em comissão têm de ser consideradas em separado para calcular a incidência do teto constitucional. Trata-se, na prática, de uma decisão que abre caminho para penduricalhos. Atualmente, o teto para o funcionalismo público é de 46 mil reais. Em março, no entanto, o Supremo Tribunal Federal autorizou o pagamento de verbas adicionais – os chamados penduricalhos – a integrantes do Judiciário e do Ministério Público, cujos salários podem chegar a 78 mil reais. A representação analisada pelo TCU partiu do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União. A entidade alegou haver irregularidade na forma como o teto incide sobre os valores recebidos por servidores que exercem funções de confiança e cargos de comissão no próprio TCU, na Câmara dos Deputados e no Senado.  Segundo o Sindilegis, a nova regra do STF absorve o salário de servidores, já que a atual regra impede o recebimento de valores acima do teto de 46 mil reais. Assim, se um profissional que subiu na carreira e atingiu um alto salário receber uma promoção e a gratificação extrapolar o teto, os vencimentos serão cortados. A entidade alega que a medida resulta na “prestação de trabalho adicional sem contraprestação financeira efetiva, o que configuraria distorção de natureza jurídico-administrativa, com possíveis implicações quanto à vedação ao trabalho gratuito, ao enriquecimento sem causa da Administração e à observância dos princípios da legalidade, moralidade e eficiência”. O ministro Walton Alencar Rodrigues, relator da representação, votou por rejeitar o pedido. Prevaleceu, porém, o entendimento de Jorge Oliveira, Vital do Rêgo, Augusto Nardes, Bruno Dantas, Antonio Anastasia, Jhonatan de Jesus, Odair Cunha e do ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa, que concordaram com a solicitação. Para a corrente majoritária, a decisão busca evitar o desestímulo a funções “estratégicas de liderança”. Além disso, os ministros aceitaram o argumento de que o teto atual resulta em uma “prestação de trabalho adicional”, o que equivaleria a serviço gratuito. A decisão considerou ainda a “evolução jurisprudencial” promovida pelo STF ao ampliar e permitir o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto previsto na Constituição para integrantes do Judiciário do MP. Por fim, os ministros citaram que o impacto financeiro estimado seria de 0,09% da folha de pagamentos de servidores ativos da União, o equivalente a 211 milhões de reais a mais por ano. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF 15/07/2026 Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo - [A obra sem fim de Tarcísio no ABC](https://politicariabrasileira.blog.br/a-obra-sem-fim-de-tarcisio-no-abc/): MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido Governador de São Paulo está elevando a barra desse “esporte” para além do aceitável Por Deputado Maurici e Clóvis Girardi | Fórum 15/07/2026 Tarcísio de Freitas – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Obra atrasada não é novidade na administração pública, mas o governador Tarcísio está elevando a barra desse “esporte” para além do aceitável. O corredor do BRT-ABC, que ligaria os bairros do Sacomã e do Tamanduateí à cidade de São Bernardo, passando por Santo André e São Caetano, já teve nada menos do que seis prazos não cumpridos. Com 18 quilômetros, o BRT-ABC surgiu para substituir o monotrilho da linha 18-bronze. Apresentado em 2021 pelo governador João Doria, a promessa inicial era que os ônibus intermunicipais começassem a circular já em 2022. E tudo estaria pronto em 2023. A partir daí, as promessas foram se acumulando. O quinto prazo foi até publicado em Diário Oficial: junho de 2026. Mas o sexto prazo, informado pela concessionária Next, extrapolou novamente a previsão: agora a promessa é outubro próximo, na boca das eleições. Novamente, a palavra e o compromisso público não serão cumpridos. Em São Bernardo, há um enorme terreno vazio onde deveria ter o terminal. Na outra ponta, no Sacomã, a população convive com pedaços desencontrados e abandonados do corredor. Indícios fortes de que a obra ficará pronta “só Deus sabe quando”. Há alguns dias, a Next divulgou um vídeo no qual se orgulha de faltarem “apenas sete quilômetros” para o BRT ficar pronto – quase a metade de um corredor de 18 quilômetros. Um tapa na cara da população do Grande ABC. Isso é boa notícia só na propaganda dos parceiros de Tarcísio, que certamente não farão uso do BRT. A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) publicou no Diário Oficial que esses atrasos na obra já causaram um prejuízo de R$ 130 milhões aos cofres públicos estaduais. Um rombo enorme pago por você e por todos os outros paulistas. O abandono é tanto que, há tempos, a população de São Bernardo usa a obra como área de lazer aos finais de semana. Uma iniciativa espontânea dos moradores, mas que gera mais um problema, desta vez, de segurança: trechos junto ao Ribeirão dos Meninos estão sem proteção alguma e oferecem riscos a quem busca o espaço para se divertir. Tarcísio foi questionado algumas vezes nos últimos meses sobre essa situação inaceitável. O governador então falou grosso, prometendo, em sua encenação de compromisso público, ser duro com a empresa responsável pela obra. Até agora, nada aconteceu. Não duvide, portanto, se, na sua propaganda eleitoral, o governador apresentar como um grande feito o BRT. É a obra sem fim de Tarcísio no ABC. *Maurici é deputado estadual, primeiro secretário da Alesp e foi secretário de Governo da Prefeitura de Santo André. Clóvis Girardi é vereador de Santo André. **Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A obra sem fim de Tarcísio no ABC 15/07/2026 Para bom entendedor: partidos levam a sério a ameaça do TRE-RJ de barrar candidatos investigados por ligação com o crime organizado 20/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual e vereador por organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro 16/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido Pacientes denunciam uso de frasco de coleta para oferecer água e falta de estrutura para acompanhantes no Hospital Raul Sertã (VIDEO) Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle - [TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-da-5-dias-para-rioprevidencia-explicar-aportes-de-r-118-milhoes-em-instituicoes-financeiras-nao-cadastradas/): TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Caso foi revelado pela GloboNews em abril; aplicações contrariam resolução do Conselho Monetário Nacional e portaria interna que exigem cadastramento de empresas antes de receberem recursos do Fundo de Previdência. Por Marcelo Gomes | GloboNews 15/07/2026 RioPrevidência — Foto: Reprodução O Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu 5 dias para o Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em três fundos de investimentos geridos por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia, o que contraria uma resolução do Conselho Monetário Nacional e uma portaria do próprio Rioprevidência. O credenciamento prévio das instituições antes que sejam feitos investimentos evita a exposição do fundo a fraudes, má gestão e prejuízos, de acordo com o TCE. Estes aportes de R$ 118 milhões ocorreram entre 24 e 29 de dezembro do ano passado, já depois de ter vindo à tona o escândalo da aplicação de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master – um tipo de investimento considerado de alto risco por especialistas. O caso foi revelado pela GloboNews em 2 de abril. No dia 10, o Ministério Público do Rio pediu o afastamento do presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. Ele assumiu provisoriamente o cargo quando o então presidente da autarquia, Deivis Antunes, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e deixou a função. Na época dos aportes nos fundos não credenciados, Nicholas era o diretor de Investimentos do Rioprevidência Dois dias depois, o governador interino, Ricardo Couto, exonerou Nicholas Cardoso da presidência interina do Rioprevidência. Aporte de R$ 99 milhões em banco de terceira linha Na mesma decisão, o conselheiro do TCE José Gomes Graciosa, relator das investigações sobre os investimentos do Rioprevidência no Banco Master, também deu 5 dias para a autarquia explicar a aplicação de R$ 99,4 milhões na corretora Mirae. Segundo a decisão, trata-se de uma instituição de menor porte que careceria de robustez sistêmica compatível com a folha previdenciária do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia encaminhada ao TCE pelo deputado estadual Luiz Paulo (PSD), este investimento de R$ 99,4 milhões consta de um relatório de fluxo financeiro e disponibilidade do fundo previdenciário, datado de 30 de março deste ano. “Especificamente no que tange à instituição Mirae, a despeito de ter sido descrita como “banco” na peça da denúncia, na realidade se trata de uma corretora de câmbio, títulos e valores mobiliários, conforme consulta realizada junto ao Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União. Todavia, tal circunstância não afasta o dever de a Autarquia previdenciária adotar todas as medidas cabíveis no sentido de mitigar quaisquer riscos no aporte de recursos em tais instituições, cercando-se de todas as cautelas necessárias a preservar a robustez do patrimônio do Rioprevidência”, escreveu Graciosa. Outro lado O Rioprevidência se pronunciou dizendo que “todas as informações e os esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já foram devidamente encaminhados, dentro dos prazos estabelecidos”. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJBanco MasterCGU Controladoria-Geral da UniãoConselho Monetário Nacional CMNDeputado EstadualMP-RJPolícia Federal PFPSD Partido Social DemocráticoRioPrevidênciaTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas 15/07/2026 Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso 16/07/2026 MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas 16/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Financiadora de Dark Horse foi maior pagadora de empresa ligada a PCC Quem é Didê, administrador de recursos da Cedae preso no RJ TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga - [Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar](https://politicariabrasileira.blog.br/presidentes-de-partidos-negam-controlar-emendas-e-se-distanciam-de-pratica-atribuida-a-valdemar/): Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Ministro Flávio Dino, do STF, mandou legendas se manifestarem sobre indicação dos recursos após fala de Valdemar que taxou como “lógica” interferência de dirigentes no mecanismo Por Letícia Pille e Lauriberto Pompeu | O Globo 15/07/2026 O presidente do PL, Valdemar Costa Neto — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo Brasília – A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que os presidentes dos 21 partidos com representação no Congresso expliquem se dispõem de “cotas” para a distribuição de emendas parlamentares encontrou resistência entre dirigentes partidários. Ouvidos pelo GLOBO, presidentes de legendas negaram participar da definição da destinação dos recursos e se distanciaram da prática atribuída ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, investigado por supostamente indicar emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar. O despacho de Dino foi motivado, dentre outros fatores, por declarações de Valdemar à GloboNews na terça-feira, quando disse ser “lógico” que presidentes de partidos também interferem no processo de distribuição de emendas. Na decisão, o ministro determinou que as legendas expliquem, em até dez dias, se seus dirigentes possuem “cotas”, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas, quem autoriza sua utilização e qual o fundamento jurídico para essa prática. Em conversas reservadas, dirigentes dos principais partidos do Centrão, que figuram entre as maiores bancadas da Câmara, classificaram como sem sentido a afirmação de que presidentes de partidos costumam distribuir emendas parlamentares e disseram que a declaração acabou levando todo o sistema partidário ao escrutínio do Supremo. Entre parte desses dirigentes, há ainda a avaliação de que a situação jurídica do presidente do PL fragiliza sua permanência no comando da legenda. Procurado para comentar sobre a decisão do STF que determina explicações dos presidentes de partidos, Valdemar não retornou aos contatos da reportagem. Ao solicitar que os partidos prestem esclarecimentos, Dino afirmou que as informações são necessárias para avaliar eventuais medidas destinadas ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. O ministro também reiterou o entendimento manifestado em decisões anteriores de que apenas deputados e senadores possuem legitimidade para indicar emendas e classificou como “obviamente ilegais” eventuais práticas de “terceirização” ou “privatização” dessa prerrogativa. A decisão é mais um desdobramento das investigações que levaram ao bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto. Segundo a Polícia Federal (PF), o dirigente do PL teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para operacionalizar a indicação de 21 emendas parlamentares entre 2024 e 2026, mesmo sem exercer mandato eletivo. A defesa do presidente do PL nega irregularidades e sustenta que a atuação de um dirigente partidário na articulação política junto à bancada é legítima e faz parte do funcionamento do sistema democrático. Valdemar negou ter cometido qualquer irregularidade e defendeu ser “natural e legítimo” que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. Ele também nega que tenha uma “cota” informal de emendas. As respostas públicas de dirigentes partidários, no entanto, caminharam em sentido contrário. Um dos problemas pontuados por Dino, contudo, é que Valdemar não possui cargo eletivo. Sua situação é diferente de alguns outros dirigentes partidários que, além de comandarem suas siglas, também exercem cargos como parlamentares. É o caso, por exemplo, dos deputados Marcos Pereira, presidente do Republicanos, e Paulinho da Força, dirigente do Solidariedade. Questionado sobre a decisão de Dino, Paulinho da Força disse que não usou a condição de dirigente partidário para negociar emendas, mas sim, sua posição como deputado eleito que possui a prerrogativa de direcionar os recursos. – Eu sou presidente do Solidariedade e sou deputado. Então, minhas emendas foram destinadas a mim por ser deputado e todas elas eu distribuí no estado de São Paulo Na mesma linha, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que jamais participou desse tipo de decisão. — Nunca indiquei, nem sequer sugeri emendas parlamentares. O estatuto do Novo separa a gestão partidária, que é o meu caso, da atuação parlamentar — declarou. Já a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, criticou a atuação atribuída pela investigação a Valdemar e afirmou que o caso reforça a posição histórica do partido contra o atual modelo de distribuição de emendas parlamentares. — O que o Valdemar Costa Neto faz com dinheiro público é simplesmente escandaloso. Para nós, as emendas são mais uma comprovação de que esse modelo está muito ligado ao que anteriormente a gente chamava de orçamento secreto. Agora a gente tem um presidente de partido que não tem mandato direcionando parte desses recursos. É um sequestro do orçamento público — afirmou. Coradi disse que dirigentes partidários não devem interferir na destinação das emendas e lembrou que o PSOL foi autor da ação que levou o STF a declarar inconstitucional o orçamento secreto. — O deputado federal foi eleito pelo voto popular e deve responder à sua base e à sociedade, não às vontades de alguém que não foi eleito para isso. O que a gente pede é transparência e rastreabilidade desses recursos. O que estamos vendo agora é mais um desdobramento daquela discussão — disse. Por sua vez, o presidente do Missão, Renan Santos, que também é pré-candidato à Presidência, disse que cumprirá a determinação do Supremo e defenderá ampla transparência sobre as emendas da legenda. Embora tenha feito críticas ao ministro Flávio Dino em outros momentos, afirmou concordar com a fiscalização determinada pelo magistrado. — Vamos não apenas prestar contas, vamos explicar todas as emendas e contar em detalhes como nós enviamos, por que nós enviamos e por que o nosso partido é absolutamente diferente dos outros. Vou desafiar os demais presidentes de partido a fazer exatamente o mesmo — afirmou em vídeo. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarMissãoNOVOPL Partido LiberalPolícia Federal PFPSOLRepublicanosSolidariedadeSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar 15/07/2026 Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as - [Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonaro-contradiz-flavio-e-diz-a-moraes-que-filho-leu-carta-em-live-sem-sua-autorizacao/): Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização Advogados do ex-presidente também sustentam cartas redigidas pelo ex-chefe do Executivo foram publicizadas em outras ocasiões, sem que houvesse questionamento por parte da Corte máxima Por Pepita Ortega | O Globo 15/07/2026 Flávio Bolsonaro lê carta do ex-presidente Jair Bolsonaro em live para apoiadores — Foto: Reprodução/YouTube Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro alegou nesta quarta-feira, ao Supremo Tribunal Federal, que não sabia que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, pretendia ler, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, a “carta aos brasileiros” que entregou ao filho durante uma visita na prisão domiciliar. A versão, no entanto, contraria o que Flávio afirmou durante a live, de que o pai lhe teria designado como seu “porta-voz”. — Fica-se muita especulação acontecendo, muitas pessoas que parecem que estão boicotando até a candidatura, esperando o momento certo para vestir a camisa do Bolsonaro e ir para a rua para resgatar o Brasil. O que ele está dizendo aqui é muito simples. Primeiro, agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo além, em paralelo à nossa pré-campanha — disse Flávio na transmissão. A live motivou o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que acompanha o cumprimento da pena de Bolsonaro a 27 anos de prisão por golpe de Estado, a cobrar informações da defesa, questionando se Bolsonaro sabia que o filho divulgaria sua carta. Na mesma decisão, Moraes ainda encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apuração de eventual propaganda eleitoral antecipada e ainda suspendeu o direito de visitas de Flávio por 90 dias. Nesta quarta, o ex-chefe do Executivo disse ao STF que a decisão de ler a carta durante transmissão ao vivo partiu de seu filho, uma escolha feita sem sua “ciência prévia”. “Bolsonaro jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”, sustentou a defesa. Os advogados do ex-presidente ainda afirmaram que outras cartas redigidas pelo ex-chefe do Executivo foram publicizadas em outras ocasiões, sem que houvesse questionamento por parte da Corte máxima. Segundo a defesa, não há “incompatibilidade” entre a redação de uma carta com as restrições impostas ao ex-presidente em razão da prisão domiciliar. Os representantes legais de Bolsonaro dizem ainda que o ex-presidente “jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições” impostas por Moraes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização 15/07/2026 Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições 16/07/2026 RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana - [Defesa diz que Bolsonaro 'jamais soube' que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura](https://politicariabrasileira.blog.br/defesa-diz-que-bolsonaro-jamais-soube-que-flavio-divulgaria-carta-em-apoio-a-pre-candidatura/): Mudança de rumo A defesa de Jair Bolsonaro afirmou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15) que o ex-presidente “jamais soube” que Flávio divulgaria a carta de apoio a sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PL. Por Valdo Cruz | g1 15/07/2026 Jair Bolsonaro em imagem de arquivo — Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo O documento foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou Jair Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe. A manifestação é uma resposta a uma determinação do ministro, que deu prazo de 48 horas para esclarecimentos após a carta ter sido lida publicamente pelo senador e divulgada em redes sociais. Além de cobrar explicações, Moraes suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias, por considerar que a veiculação da carta possivelmente desrespeitou a ordem que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”. No texto entregue nesta quarta, os advogados afirmam que Bolsonaro “jamais soube” que o documento, intitulado “Carta aos Brasileiros”, seria publicizado, “tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”. “A referência feita pelo senador Flávio Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde a circunstância previamente conhecida [por Bolsonaro]. A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do [ex-presidente]”, diz a defesa. No documento endereçado a Moraes, os advogados afirmam ainda que o ex-presidente tem observado de “maneira rigorosa” todas as medidas e limitações impostas pela Justiça em relação à sua prisão domiciliar humanitária. Entre as restrições vigentes, estão: a proibição do uso de aparelhos de comunicação o veto ao acesso a redes sociais e a proibição da divulgação de manifestações pessoais por intermédio de terceiros.   Segundo os advogados, a elaboração do manuscrito ocorreu de forma legítima e privada. A carta foi entregue a Flávio Bolsonaro durante uma “visita regularmente autorizada”, momento em que o pai repassou o texto ao filho, sem prever ou autorizar que o teor fosse levado ao conhecimento público ou divulgado na internet. Os defensores também argumentaram na petição que o ex-presidente já redigiu outras cartas manuscritas em ocasiões anteriores, enquanto estava submetido às mesmas restrições impostas pelo STF. “O peticionário [Bolsonaro] jamais vislumbrou qualquer incompatibilidade entre a redação de uma carta com as restrições impostas [pela Justiça]”, diz outro trecho do documento enviado à Suprema Corte. Na manifestação enviada a Moraes, os advogados afirmam que Bolsonaro tem o compromisso em continuar cumprindo todas as regras e medidas cautelares determinadas pelo ministro desde o início do benefício da prisão domiciliar humanitária. Jair Bolsonaro recebeu o benefício em março deste ano em razão do seu estado de saúde. Desde novembro de 2025 ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma tentativa de golpe para mantê-lo no poder, mesmo após a derrota nas eleições de 2022. Crise com Michelle A carta de Bolsonaro foi lida por Flávio alguns dias depois que o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trocaram acusações pelas redes sociais. Na carta, Bolsonaro escreveu aos seus apoiadores que é hora de “deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro”. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura 15/07/2026 Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  15/07/2026 Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso - [Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados](https://politicariabrasileira.blog.br/mafia-do-inss-ex-ministro-deputado-e-vereador-estao-entre-indiciados/): Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados O ex-ministro da Previdência José Carlos de Oliveira, o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o vereador de São Félix de Minas Marcelo de Oliveira Silva (PMN) estão entre os indiciados pela PF (Polícia Federal) por suspeita de envolvimento no caso que ficou conhecido como Máfia do INSS. Por Saulo Pereira Guimarães | UOL 15/07/2026 O ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado São Paulo – Oliveira comandou pasta durante governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a PF, ele “utilizou seu mandato para garantir a inação institucional da autarquia” e “recebeu propinas que totalizaram ao menos R$ 550 mil”. Oliveira, que após se converter ao islamismo adotou o nome Ahmed Mohamad, nega as acusações. Relatório da PF aponta que deputado atuou como “principal fiador político do grupo no Congresso Nacional e no INSS”. De acordo com o documento, Pettersen trabalhou pela “indicação de procuradores e diretores corrompidos” e “foi beneficiário de pelo menos R$ 14,7 milhões em propinas mensais”. Vereador mineiro ajudou a escoar “receitas ilícitas”, conforme a PF. Segundo o relatório, Silva “recebeu vultosos valores que somaram mais de R$ 3 milhões de empresas de fachada”. Ele atua como vereador em São Félix de Minas, cidade a 400 quilômetros de Belo Horizonte. PF também identificou indícios de irregularidades na atividade do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP). Embora não tenha sido indiciado, ele é citado no relatório por “possível prática de advocacia administrativa” para desbloqueio de contas de uma entidade ligada aos descontos irregulares nas aposentadorias. Pinato negou irregularidades. “As afirmações veiculadas são falsas, carecem de qualquer fundamento e não resistem ao mais básico escrutínio dos fatos”, afirmou ele em nota ao UOL. “Em nenhum momento o Deputado Fausto Pinato valeu-se de seu cargo para intervir em favor de interesses privados, praticar qualquer ato de gestão que não lhe competia ou exercer qualquer forma de pressão sobre órgãos da Administração Pública. Sua atuação foi, em todos os momentos, pública, republicana e estritamente parlamentar.”Fausto Pinato (PP-SP), deputado federal, em nota ao UOL  Procurados, Pettersen e Silva não retornaram os contatos da reportagem. O espaço segue aberto a manifestações. Ex-presidente do INSS indiciado Ex-presidente do INSS também foi indiciado. Alessandro Stefanutto “recebeu propinas mensais recorrentes que alcançaram o patamar de R$ 250.000,00 mensais”, segundo a PF. Indicado ao cargo em 2023 por Carlos Lupi (PDT) e preso desde novembro em decorrência do caso, ele nega que tenha cometido irregularidades. Ao todo, PF indiciou hoje 48 pessoas. O relatório da instituição indica que 24 delas tinham ligação direta com a organização criminosa e outras 24 “concorreram para a prática de crimes específicos de lavagem de capitais, corrupção e crimes conexos em atos isolados ou coautorias autônomas”. Caso envolve descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. A suspeita é de que cerca de R$ 6 bilhões tenham sido desviados de forma irregular por apenas uma das entidades envolvidas no esquema. Notícia anterior Deputado FederalINSSPDT Partido Democrático TrabalhistaPL Partido LiberalPMN Partido da Mobilização NacionalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaRepublicanosSão Félix de Minas MGVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Prefeitura de Petrópolis decreta nova calamidade financeira e anuncia corte de gastos 07/07/2026 Ex-secretário de Serviços Públicos de Natividade deixa o cargo enquanto é investigado por CPI e sindicância 08/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) - [Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/foto-ao-lado-de-capanga-de-vorcaro-abre-nova-crise-na-campanha-de-flavio-bolsonaro/): Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro ‘Sicário’ seria o homem encarregado por Vorcaro para praticar ameaças e ações violentas contra desafetos Por Juliana Dal Piva e José Peñarredonda | ICL Notícias e CLIP 15/07/2026 O senador Flávio Bolsonaro com Felipe Mourão, o Sicário de Vorcaro O senador e pré-candidato à presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em imagem obtida pela coluna com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, o homem encarregado por Vorcaro para praticar ameaças e ações violentas contra desafetos. A imagem foi obtida por uma fonte que pediu sigilo à coluna e teria sido tirada em 2022, em um hotel na zona sul, no Rio de Janeiro. Em nota, o senador afirmou à coluna que “como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos”. Flávio Bolsonaro disse que não conhece Sicário. O ICL Notícias, em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (CLIP), passou a imagem por cinco ferramentas diferentes de detecção para saber se havia indícios ou marcas d’água de que ela tivesse sido gerada com IA (Gemini, Hive Moderation, Sight Engine, Was It AI e Image Whisperer). Nenhuma delas encontrou indícios de que a fotografia tivesse sido criada com alguma inteligência artificial generativa. Uma análise feita com a ferramenta InVID também não revelou indícios de que a imagem tenha sido manipulada, ou de que seja uma montagem. E além disso, as sombras das mãos e os reflexos nos óculos escuros dos dois homens mostram que ambos estariam sendo iluminados pelas mesmas fontes de luz: uma iluminação principal vindo do lado esquerdo da foto, e uma iluminação secundária vindo da direita. O braço de Sicário se reflete no tronco de Flávio; as mãos dos dois homens têm luzes e sombras semelhantes, e os óculos de sol refletem uma pequena luz vindo de cima. Apontado pela Polícia Federal como operador do esquema de Daniel Vorcaro (o chefe de Sicário), Fabiano Campos Zettel doou R$ 3 milhões à campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Sicário cometeu suicídio ao ser preso em março. Ele foi apontado como integrante da milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.  Mourão era considerado pela PF um dos operadores centrais de um grupo conhecido como “A Turma”, responsável por ações de monitoramento e coleta de informações sobre pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. Mensagens apreendidas indicariam conversas entre os dois sobre a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras discussões envolvendo ameaças a desafetos. Em Minas Gerais, onde também era chamado de “Mexerica”, Mourão tinha histórico de envolvimento em crimes como estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos e delitos contra a economia popular.  Ele era conhecido por atuar em esquemas de pirâmide financeira, agiotagem e negociações fraudulentas envolvendo veículos. Desde 2021, respondia a um processo na Justiça de Belo Horizonte por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular, acusações que sua defesa sempre contestou. Relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro Até este momento só se sabia da relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro após as revelações feitas pelo site Intecept Brasil. O filho 01 pediu R$ 134 milhões para viabilizar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Vorcaro chegou a repassar R$ 61 milhões. Inicialmente, Flávio negou que Vorcaro tivesse injetado dinheiro na produção de “Dark Horse”, mas, após reportagem do site Intercept com áudios em que ele conversava com o dono do Banco Master sobre o assunto, teve que admitir o fato. O deputado Mario Frias, produtor do filme, também negou a princípio e depois teve que reconhecer a injeção de dinheiro de Vorcaro. Até agora, Frias não apresentou a prestação de contas de “Dark Horse”, ao contrário do que havia prometido. Nota da assessoria de Flávio Bolsonaro: O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas pelas ruas para fotos. Impossível o senador saber quem é cada uma das pessoas que dele se aproxima. Flávio Bolsonaro reafirma que não conhece e nunca viu a pessoa na foto. É irresponsável tentar atribuir qualquer significado pessoal a uma imagem aleatória. Além disso, não se sabe qual a procedência da foto, nem se a imagem é real ou produzida por Inteligência Artificial. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterBelo Horizonte MGDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro 15/07/2026 Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCU autoriza penduricalho para o Congresso e desafia decisão do STF Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa Hugo Motta oficializa perda de mandato dos deputados Paulão e Dayany Bittencourt Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões - [MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ)](https://politicariabrasileira.blog.br/mpf-firma-acordo-para-enfrentar-alagamentos-e-danos-ambientais-no-balneario-praia-de-carapebus-rj/): MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) Acordo estabelece medidas estruturais para reduzir alagamentos, recuperar a drenagem e assegurar fiscalização permanente das ações Por Procuradoria da República no Rio de Janeiro 09/07/2026 Praia em Carapebus | Foto: Prefeitura de Carapebus O Ministério Público Federal (MPF) celebrou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura de Carapebus (RJ) para solucionar, de forma planejada e permanente, os problemas de drenagem, alagamentos e degradação ambiental que atingem o Balneário Praia de Carapebus. O acordo estabelece prazos, obrigações e mecanismos de fiscalização para enfrentar uma situação que há anos provoca inundações recorrentes e exige medidas emergenciais que acabam agravando os impactos ambientais. O acordo foi construído entre MPF e prefeitura para buscar uma solução consensual às ações civis públicas que discutem a ocupação irregular da área e seus impactos sobre o ordenamento urbano e o meio ambiente. As ações permaneceram suspensas durante as negociações para viabilizar a construção dessa solução. Macrodrenagem Pelo acordo, a prefeitura terá até 45 dias úteis para elaborar e apresentar o plano de macrodrenagem e o projeto das obras necessárias no Balneário Praia de Carapebus. Os documentos deverão ser submetidos à análise e autorização dos órgãos ambientais competentes, conforme condicionante estabelecida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Após a aprovação ambiental, o município deverá iniciar, também em até 45 dias úteis, o processo administrativo destinado à contratação das obras. Durante toda a implementação, a prefeitura deverá encaminhar ao MPF, bimestralmente, relatórios detalhando as providências adotadas e o andamento da execução do plano, que será acompanhado pelo Ministério Público Federal com apoio da administração do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Manutenção Além das obras estruturais, o município assumiu o compromisso de apresentar, em até 45 dias úteis, um plano permanente de manutenção das ruas e das vias de drenagem do balneário. O documento deverá indicar as medidas que serão adotadas para garantir o escoamento adequado das águas pluviais, bem como a periodicidade das ações. O MPF analisará o plano e poderá exigir ajustes antes de sua implementação. O TAC também determina que a prefeitura de Carapebus reserve, no orçamento municipal de 2027, recursos para a instalação das guias no Balneário Praia de Carapebus, intervenção considerada essencial para o funcionamento adequado do sistema de drenagem. O acordo também permite que recursos inicialmente destinados à instalação das guias sejam utilizados para viabilizar o projeto de macrodrenagem, desde que a implantação das guias seja posteriormente prevista no orçamento de 2027. Para o procurador da República Flávio de Carvalho Reis, responsável pelo procedimento de acompanhamento, a solução construída privilegia medidas capazes de enfrentar as causas do problema, em vez de apenas responder às consequências. “Durante muitos anos, a região conviveu com medidas emergenciais que não resolviam a origem do problema. O acordo estabelece uma solução planejada, com prazos, responsabilidades e acompanhamento permanente, para que a população tenha uma resposta duradoura e ambientalmente adequada.” Fiscalização O cumprimento do acordo será acompanhado pelo MPF durante todas as etapas. Em caso de descumprimento injustificado das obrigações, o município estará sujeito à multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil, sem prejuízo da execução judicial das obrigações assumidas. Procedimento de Acompanhamento (PA-OUT) nº 1.30.015.000276/2022-58ACP nº 5000574-88.2018.4.02.5116;ACP nº 5000687-08.2019.4.02.5116;ACP nº 5000695-82.2019.4.02.5116. Notícia anterior Carapebus RJICMBiomeio ambienteMPF Ministério Público FederalNorte e Noroeste Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) 15/07/2026 TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga 13/07/2026 Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas 14/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Prefeitura de SP pede explicações a ONG ligada a ‘Dark Horse’ por despesas que somam R$ 13,4 milhões Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Autópsia de governo Castro expõe ‘antros de corrupção’ no Rio Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões - [Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa](https://politicariabrasileira.blog.br/pre-candidato-a-presidente-pelo-prtb-e-reu-na-justica-eleitoral-de-sp-por-violencia-politica-e-associacao-criminosa/): Pré-candidato a presidente pelo PRTB é réu na Justiça Eleitoral de SP por violência política e associação criminosa Em outra ação, na esfera criminal, Leonardo Avalanche é acusado de ameaçar uma colega de partido: ‘Já pode despedir de seus familiares porque você vai morrer’; político diz que acusações são infundadas e que vai contestá-las judicialmente Por Sérgio Quintella | O Globo 15/07/2026 O presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, fiador da candidatura de Pablo Marçal a prefeito de São Paulo. — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo São Paulo – O presidente nacional do PRTB e recém-anunciado pré-candidato à Presidência da República, Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, é réu em um processo na Justiça Eleitoral de São Paulo sob a acusação de violência política e associação criminosa. Denunciado pelo Ministério Público em janeiro deste ano, ele teve a acusação mantida três meses depois. Segundo o promotor Renato Kim Barbosa, Avalanche orquestrou uma fraude na eleição da legenda, em janeiro de 2024, para que ele pudesse sagrar-se vencedor. Para isso, o acusado teria recrutado pessoas que se passaram por fundadoras do partido utilizando documentos de identidade falsificados. Além disso, o membro do MP afirma que depois da vitória fraudulenta, o novo presidente do partido passou a perseguir o grupo político de uma partidária chamada Rachel de Carvalho. “Avalanche é acusado de assediar, ameaçar, constranger e humilhar a vítima, utilizando-se de menosprezo à sua condição de mulher para dificultar o desempenho de seu mandato. Em reuniões presenciais, o denunciado teria proferido ofensas misóginas, afirmando que ‘mulher só serve para cumprir cota’, além de coagir a vítima a participar de esquemas de extorsão contra prefeitos e outros políticos. A denúncia relata ainda graves ameaças de morte. Em um dos episódios, Avalanche teria dito a Rachel que, ao receber um código específico, ela deveria se despedir de seus familiares, pois seria morta. Em outra ocasião, a vítima foi compelida a assinar uma renúncia digital sob intensa pressão psicológica e ameaças de que passaria a ‘frequentar mais o cemitério caso não o fizesse'”, diz o promotor, no processo que está sob segredo de Justiça. Esse caso das ameças também é investigado na esfera penal. Em depoimento, Carvalho deu detalhes de como foram as intimidações. Durante um evento em um restaurante na Mooca, Zona Leste, em março de 2024, Avalanche teria dito que ela não fosse um obstáculo em sua vida. “Rachel, você ainda não me conhece, não seja um obstáculo no meu caminho, eu sou um cara calmo, não saio do controle, você pode esbravejar, pode me xingar, jamais vou discutir com você, mas quando você receber uma ligação dizendo ‘pega a tua vara e vá pescar’, você já pode despedir de seus familiares porque você vai morrer”, teria dito Avalanche, segundo depoimento da vítima. Esse caso segue em tramitação na Justiça Estadual. Procurado, Avalanche disse que a denúncia do MP será rebatida na Justiça. “Contesto integralmente todas as acusações formuladas pelo Ministério Público. A denúncia apresenta uma narrativa que será amplamente enfrentada pela defesa no curso do processo, com a produção das provas cabíveis e o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. É importante destacar que o recebimento de uma denúncia não representa condenação, nem significa que as alegações nela contidas tenham sido reconhecidas como verdadeiras pelo Poder Judiciário”, afirma o político. Sobre o caso da partidária que o acusa de ameaça, Avalanche também rebate as acusações. “Os fatos mencionados decorrem de uma disputa interna no Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), envolvendo divergências administrativas e políticas que deram origem a diversos procedimentos judiciais. A defesa demonstrará, no momento oportuno, que as acusações não encontram respaldo na realidade dos fatos e que não houve a prática dos crimes imputados”, finaliza o pré-candidato à Presidência. Além dos dois processos de São Paulo, o presidente do PRTB também responde a uma ação penal na Justiça Eleitoral do Distrito Federal. O motivo é o mesmo do caso paulista: fraude eleitoral interna. Segundo essa investigação, também sob sigilo, Avalanche, além de recrutar falsos fundadores da legenda no DF, o acusado indicava possuir influência indevida perante ministros de tribunais superiores, incluindo o TSE. Durante uma ação de busca e apreensão, os investigadores localizaram “diálogos que indicam o controle fraudulento de acessos, senhas e credenciais do sistema Filia para expurgar a oposição política”, diz trecho da denúncia. Em 28 de maio, esse caso do DF foi compartilhado com a ação eleitoral de São Paulo, como forma de utilização mútua das provas. Coordenador da campanha de Pablo Marçal em 2024 Embora com pouca expressão política e membro de um partido que não possui parlamentar em Brasília, Leonardo Avalanche ficou conhecido em 2024 ao coordenar a campanha de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo. No texto de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, Avalanche disse que sua atuação no pleito de 2024 foi “decisiva”. Em janeiro deste ano, o ex-coach chegou a anunciar que concorreria ao Planalto pela sigla, mesmo estando inelegível até 2032 por determinação da Justiça Eleitoral. Em março, no entanto, ele anunciou a migração para o União. Ainda em 2024, Marçal chegou a defender o afastamento imediato de Avalanche do comando do PRTB após o surgimento de suspeitas de ligação dele com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na época, em áudio revelado pelo jornal Folha de S. Paulo e obtido pelo GLOBO, o dirigente partidário sugeriu a um correligionário que teria sido o responsável pela soltura do traficante André do Rap, em uma tentativa de demonstrar influência antes da eleição do PRTB que o colocou na presidência, no final de fevereiro. Em outro momento, afirmou que o seu motorista particular teria envolvimento com o crime organizado e recebe ligações de dentro dos presídios. Em resposta, Avalanche negou que desconhecia o áudio e a autoria do material, levantando a possibilidade de o conteúdo ter sido criado por ferramentas de inteligência artificial. No mês seguinte, Marçal anunciou a reconciliação com o aliado e negou que ele teria envolvimento com o PCC. - [Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm 'cotas' para indicar emendas](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-determina-que-presidentes-dos-21-partidos-do-congresso-expliquem-se-tem-cotas-para-indicar-emendas/): Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas Ministro do STF cobra explicações após decisões em que ordenou bloqueios de bens de Valdemar, chefe do PL, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha Por Pepita Ortega | O Globo 15/07/2026 Flávio Dino — Foto: Brenno Carvalho Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de todos os partidos com representação no Congresso expliquem em até dez dias se têm “cotas” para a distribuição de emendas parlamentares. A decisão atinge 21 legendas, como PT e PL. Entre outros nomes, vão precisar se explicar os presidentes do PT, Edinho Silva; do PL, Valdemar Costa Neto; do União Brasil, Antônio Rueda; do PP, Ciro Nogueira; do PSD, Gilberto Kassab. “Prestem informações acerca da eventual definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares, por parte da Presidência dos partidos políticos”, escreveu Dino. O ministro citou na decisão uma entrevista em que Valdemar afirmou à GloboNews que presidentes de partidos também distribuem emendas. Dino determinou que os presidentes de partidos expliquem os seguintes pontos: Se o Presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares; Em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência; A quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização; O fundamento jurídico-normativo que embasa a prática; O instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares); O procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos.   Os partidos que terão que prestar esclarecimentos são os seguintes: Avante, Cidadania, MDB, Missão, NOVO, PCdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, REDE, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. “As informações ora requisitadas são relevantes para subsidiar a definição de providências eventualmente necessárias ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares (art. 163-A da CF), a fim de garantir o cumprimento das decisões do Plenário do STF”, complementou Dino. Em uma decisão na terça-feira, Dino havia afirmado que ex-parlamentares e dirigentes partidários não têm “legitimidade” para interferir na destinação de emendas parlamentares. O magistrado acrescentou que as leis vigentes proíbem a “terceirização e a privatização” de emendas. Série de decisões O ministro ordenou na semana passada restrições patrimoniais ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha afirmando que ambos, mesmo sem mandato, eram responsáveis por indicação de emendas, papel que cabe apenas a deputados e senadores. Na terça-feira, em novo despacho, ele reiterou que os repasses de emendas cabem apenas aos parlamentares. “Uma oligarquia parlamentar já seria um grave equívoco constitucional; ainda é pior quando um pequeno grupo se acha legitimado até mesmo para transferir a terceiros — que não são parlamentares — o controle sobre a alocação de recursos do Orçamento Geral da União”, frisou em despacho assinado na quarta na ação que trata da transparência e rastreabilidade das emendas. O ministro rechaçou na decisão o que chamou de “mercado de terceirização ou privatização” de emendas. Afirmou que tal regime é “totalmente incompatível” com a Constituição e viola os princípios da moralidade, legalidade e finalidade. Ele também fez um alerta envolvendo a eleição deste ano: ponderou que as violações são ainda maiores se se verificar uma ligação entre a “esdrúxula terceirização de emendas e projetos eleitorais”. Segundo o ministro, tal cenário implicaria em um “choque frontal” contra os valores da Constituição. Ainda de acordo com o ministro, as “terceirizações” e “cessões” de emendas são “obviamente ilegais”. Dino indicou que o Congresso pode até alterar a Constituição para criar novas modalidades de emendas, como “emendas de partidos políticos, de ONGs, de Igrejas, Sindicatos, abaixo-assinados, votação pela internet, emendas de Estados, Municípios”. No entanto, segundo o ministro, “no atual momento jurídico”, somente deputados e senadores podem se dirigir a funcionários do Congresso e indicar emendas. “As condutas díspares já identificadas ou em identificação estão sendo tratadas em autos específicos”, assinalou ainda, em referência as apurações que chegaram a Cunha e Valdemar, por exemplo. Os casos de Valdemar e Cunha Em duas decisões distintas, Dino determinou bloqueios em bens de Valdemar e Cunha. A primeira delas veio a público na sexta-feira, com a determinação do bloqueio de até R$ 119 milhões do presidente do PL por ser suspeito de atuar na indicação de recursos parlamentares mesmo sem ter mandato no Congresso. O valor é referente a 21 emendas cuja destinação, reservada para deputados e senadores, passou pelo crivo do dirigente partidário, segundo investigação da Polícia Federal. O esquema, de acordo com a investigação, conta com três servidores da Câmara próximos ao Centrão e sobre quem Valdemar teria “ascendência”. Já em relação a Cunha, a determinação alcança até R$ 6 milhões em bens do ex-presidente da Câmara, também por supostamente direcionar emendas sem ter mandato. “Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Eduardo Cosentino da Cunha, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos, especialmente em prol de sua anunciada campanha ao cargo de Deputado Federal pelo Estado de Minas Gerais”, escreveu Dino. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição Federalemenda parlamentarorçamentoPL Partido LiberalPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas 15/07/2026 Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados 15/07/2026 Prefeitura de Petrópolis decreta nova calamidade financeira e anuncia corte de gastos 07/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Quem é a ‘Mulher da Mala’? Ex-fiscal sacou R$ 3 milhões em esquema de corrupção, diz MPRJ MPRJ instaura procedimento para acompanhar estrutura e funcionamento da rede de assistência social de Rio das Ostras Presidente de - [TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-oficializa-perda-de-cargo-de-domingos-brazao-seis-meses-apos-condenacao-por-morte-de-marielle/): TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle Decisão, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira com efeito retroativo a 9 de julho, cumpre determinação definitiva do STF Por Jéssica Marques | O Globo 15/07/2026 Domingos Brazão em depoimento ao STF — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) oficializou, nesta quarta-feira, a perda do cargo do conselheiro Domingos Brazão, em cumprimento à decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato, assinado pelo presidente da Corte, Marcio Pacheco, foi publicado no Diário Oficial e declara a vacância da cadeira com efeitos retroativos a 9 de julho, data em que o tribunal recebeu o ofício da Suprema Corte comunicando o trânsito em julgado da condenação na Ação Penal nº 2434. Brazão foi condenado a 76 anos e 3 meses de prisão por ser um dos mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. Em nota, o TCE informou que já adotou as providências administrativas para cumprir integralmente a decisão judicial. A Corte afirmou ainda que já comunicou ao STF a suspensão dos pagamentos a Brazão. Além da declaração de vacância, o presidente do tribunal publicou um segundo ato, extinguindo a estrutura do gabinete do ex-conselheiro. Ao todo, 18 servidores ocupantes de cargos em comissão foram exonerados, também com efeitos retroativos a 9 de julho. Entre eles estão o chefe de gabinete, Wanderley de Figueiredo Viana, assessores especiais, assessores e assistentes vinculados ao gabinete de Brazão. Outro ato administrativo reorganizou a estrutura interna do TCE e passou a identificar a antiga cadeira de Brazão como “GC-7 – Vaga decorrente da perda do cargo público do Conselheiro Domingos Inácio Brazão”, oficializando a existência da vaga. Com a publicação dos atos, o próximo passo será a comunicação formal do TCE à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), responsável pela indicação do novo conselheiro, já que a vaga pertence à cota de escolha do Legislativo. A eleição deverá seguir o rito expresso criado pela Mesa Diretora da Alerj para acelerar indicações ao TCE e às agências reguladoras. Pelas novas regras, após a abertura do processo de escolha, os interessados terão até três dias úteis para apresentar candidaturas. Em seguida, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) terá prazo máximo de três sessões plenárias para realizar sabatina e emitir parecer. A votação ocorre na sessão seguinte à inclusão da matéria na Ordem do Dia e, aprovado o nome, a Assembleia deverá comunicar o governador em até 24 horas para a nomeação. Os cotados para a vaga Nos bastidores da Alerj, as articulações para a sucessão já começaram. Entre os nomes citados por deputados estão um irmão do deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), Marcelo Delaroli, prefeito de Itaboraí, o deputado Chico Machado (PL), o deputado Rodrigo Amorim (PL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o deputado Rosenverg Reis (MDB). No caso de Amorim, parlamentares apontam que uma eventual candidatura pode enfrentar questionamentos em razão de condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por violência política de gênero contra a vereadora Benny Briolly (PSOL), diante da exigência legal de reputação ilibada para o cargo de conselheiro. A expectativa entre lideranças da Assembleia é que, após o recebimento da comunicação oficial do TCE, a Casa publique nos próximos dias o edital que dará início ao processo de escolha do substituto de Domingos Brazão. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualItaboraí RJMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPrefeitoPSOLRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJTSE Tribunal Superior EleitoralVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos 15/07/2026 Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso Bacellar foi transferido para presídio federal após STF apontar uso de celular na cadeia Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado - [Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos](https://politicariabrasileira.blog.br/emendas-de-tiririca-citadas-por-valdemar-como-exemplo-tem-r-14-milhoes-ainda-nao-pagos/): Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos Ao justificar a distribuição de emendas parlamentares que levou ao bloqueio de R$ 119 milhões de suas contas, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, citou o deputado Tiririca como exemplo de uma suposta atuação regular. Por Pâmela Dias | O Globo 15/07/2026 O deputado federal Tiririca — Foto: Jorge William / Agência O Globo Segundo Valdemar, antes de deixar o PL rumo ao PSD, em 2025, o parlamentar o procurou para decidir o destino das verbas. “Eu falei: segura para a gente pôr nas nossas cidades que não têm quem ajude e precisam de recurso. Se você olhar as emendas dele, vai ver que foram para saúde, Santa Casa, só coisa séria”, afirmou. De fato, boa parte das emendas de Tiririca foi destinada às áreas de saúde, educação e cultura. Acontece que nem todo o dinheiro empenhado chegou aos beneficiários. Com base em dados da Câmara, entre 2023 e 2025, Tiririca teve 32 indicações aprovadas, somando R$ 107,25 milhões. Desse total, R$ 106,79 milhões foram empenhados — etapa em que o governo reserva o recurso para a despesa prevista. Até o momento do levantamento, R$ 92,72 milhões haviam sido pagos a estados, municípios e demais beneficiários. A diferença, de R$ 14,06 milhões, permanecia sem pagamento registrado. Chama atenção que, em 2025, ano em que deixou o PL, o deputado teve apenas três emendas aprovadas, mas o valor delas superou o registrado em 2023, quando foram 19 indicações. Foram R$ 37,27 milhões autorizados e empenhados em 2025, contra R$ 32,1 milhões em 2023. Alguns dos valores mais discrepantes entre empenho e pagamento ocorreu em 2024. Naquele ano, foram 10 emendas, que somaram R$ 37,87 milhões autorizados. Deste total, R$ 37,45 milhões foram empenhados e R$ 27,23 milhões pagos. A maior pendência está em uma verba de R$ 10 milhões destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para infraestrutura da educação básica. O valor empenhado, de R$ 9,57 milhões, ainda não teve pagamento registrado. Já em 2025, uma das principais diferenças aparece em uma emenda de R$ 3 milhões destinada ao Ministério do Turismo para projetos de infraestrutura turística. Apesar de todo o valor ter sido empenhado, apenas R$ 14,2 mil foram pagos. Procurado, o gabinete de Tiririca ainda não se manifestou sobre o andamento dos pagamentos. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPSD Partido Social Democrático Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos 15/07/2026 Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro 15/07/2026 Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mudança de rumo A obra sem fim de Tarcísio no ABC MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial “Não tenho relação com ela”: Flávio diz que não quer se “contaminar” com Michelle Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda - [Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais](https://politicariabrasileira.blog.br/cabo-frio-empresa-com-contrato-sob-investigacao-teria-atuado-no-municipio-com-dois-cnpjs-diferentes-segundo-apontam-documentos-oficiais/): Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais Objeto de investigação por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), o contrato 026, assinado entre a Secretaria de Saúde de Cabo Frio e a empresa Construflex Soluções e Serviços em 19 de abril de 2024, com valor global de R$ 7.659.369.03, foi aditivado menos de cinco meses depois, mas com outro CNPJ, conforme revelam documentos oficiais da Prefeitura. Por Elizeu Pires 15/07/2026 Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais No contrato original consta o CNPJ 18.893.582.0001-48 e nele a empresa aparece como sediada em Japeri, na Baixada Fluminense. Já no termo aditivo, assinado em 2 de setembro, o número é outro, bem como o endereço da sede empresa. No aditivo, que tem o valor de R$ 1.398.642,55, aparece o CNPJ 18.667.598.0001.32, e a empresa consta como sediada no município de Arraial do Cabo. Irregularidades Os técnicos do Tribunal de Contas emitiram um relatório que apontam para problemas diversos. O documento diz que foram usados materiais abaixo do padrão técnico, que ocorreram falhas de acabamento, o que teria exigido novos reparos, além do fato de que uma das unidades, a UBS Caminho de Búzios, recebeu intervenções que exigiriam uma licitação a parte. Ao todo, o contrato contemplaria 57 unidades, mas foram executados serviços em apenas 23 delas, mas apesar de isso ter sido constado a Corte de Contas não tem como avaliar os eventuais prejuízos aos cofres da municipalidade, pela não disponibilização de documentos como projetos básicos, planos de manutenção, planilhas de medição e anotações de responsabilidade técnica. Aditivo Pelo que consta no sistema que registra as despesas empenhadas e pagas pela Prefeitura de Cabo Frio, a empresa recebeu  do Fundo Municipal de Saúde 18 transferências entre os dias 5 de junho e 25 de outubro de 2024, todos com o CNPJ 18.893.582/0001-48, pagamentos que somam exatamente R$ 6.619.199,28, o que pode ser conferido aqui. A empresa foi contratada “execução de serviços de manutenção predial preventiva e corretiva, com o fornecimento de todos os materiais, mão de obra e equipamentos necessários”, das unidades de saúde do município, em um período de um ano, mas menos de cinco meses depois veio um termo aditivo assinado pelo então secretário de Saúde Bruno Alpacino Vendrame Reis. “Por este instrumento e na melhor forma de direito, os contratantes acima mencionados aditam a Cláusula Terceira do original do Valor do Contrato em 20,97%, que corresponde a R$ 1.398.642,55, sendo suprimido ainda a porcentagem de 2,71%, o valor total do contrato passa de R$ 7.659.369,03 para R$ 9.058.011,58”, diz um trecho do documento. Notícia anteriorPróxima notícia Arraial do Cabo RJCabo Frio RJJaperi RJRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Cabo Frio: Empresa com contrato sob investigação teria atuado no município com dois CNPJs diferentes, segundo apontam documentos oficiais 15/07/2026 Sem contrato desde novembro, empresa já recebeu cerca de R$ 340 milhões do Fundo de Educação de Petrópolis, R$ 41,5 milhões só este ano 16/07/2026 Reestruturação na Agerio reduz cargos comissionados e deve economizar mais de R$ 5 milhões 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Defesa diz que Bolsonaro ‘jamais soube’ que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura - [Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato](https://politicariabrasileira.blog.br/mercadao-de-emendas-abre-novos-negocios-para-politicos-sem-mandato/): Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato STF vê ‘privatização do orçamento’ em repasses operados por Cunha e Valdemar Por Bernardo Mello Franco | O Globo 15/07/2026 Senhores das emendas: os ex-deputados Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha — Foto: Brenno Carvalho/15-10-2024 e Cristiano Mariz/6-4-2026 Eduardo Cunha foi cassado e preso, mas não largou o osso. Sem mandato desde 2016, o ex-deputado encontrou uma nova forma de roer o orçamento. Abocanhou emendas reservadas para parlamentares em exercício. O contrabando foi descoberto pela Polícia Federal. Em ofício ao Supremo, os investigadores descreveram Cunha como “beneficiário direto de malfeitos”. O ministro Flávio Dino mandou bloquear R$ 6 milhões em bens do ex-deputado, que nega irregularidades. A PF cruzou dados e identificou 21 emendas terceirizadas para Cunha. Ele destinou o dinheiro a pequenas cidades no interior de Minas Gerais, sua nova base eleitoral. Em diálogo com uma operadora do esquema, o fundador da Jesus.com se mostrou impaciente com prefeitos recrutados para a barganha. “Não aguento mais esses mineiros enrolados”, queixou-se. O pai de Dani Cunha não está sozinho. O chefão do PL, Valdemar Costa Neto, também se assenhorou de emendas alheias. Sem mandato desde 2013, ele destinou ao menos R$ 119 milhões a aliados. Ontem o ex-deputado definiu a prática como a “coisa mais natural do mundo”. “Eu faço sugestão, o líder assina se quiser”, disse à GloboNews. Num dos casos rastreados pela PF, uma emenda de um deputado do Rio de Janeiro pagou o cachê de uma dupla sertaneja no interior de São Paulo. O show de Thaeme & Thiago custou R$ 280 mil. A grana foi torrada em Guaimbê, município de 5,5 mil habitantes cuja prefeita é ligada a Valdemar. Na última década, o Congresso avançou com fúria sobre os cofres federais. Os parlamentares criaram regras para morder fatias cada vez maiores do dinheiro dos impostos. A novidade é a usurpação de emendas por políticos sem mandato. O ministro Dino define a prática como “privatização do orçamento público”. O Congresso criou um mercadão de emendas, em que parlamentares passaram a se sentir livres para negociar suas cotas no varejo. No domingo, o deputado Hugo Motta reclamou dos bloqueios e acusou o Supremo de “tentar criminalizar a atividade política”. Pupilo de Cunha, o presidente da Câmara conhece bem o que defende. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGuaimbê SPPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitaRepublicanosSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato 15/07/2026 TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Emendas de Tiririca, citadas por Valdemar como exemplo, têm R$ 14 milhões ainda não pagos 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas - [Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas](https://politicariabrasileira.blog.br/sumico-de-acervo-no-palacio-das-mangabeiras-vira-misterio-em-minas/): Sumiço de acervo no Palácio das Mangabeiras vira mistério em Minas O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, está no centro de um mistério ainda não esclarecido e que mobiliza deputados estaduais. Por Saulo Pereira Guimarães e Luccas Lucena | UOL 15/07/2026 2.jul.2026 – Comissão de Cultura da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) em visita ao Palácio das Mangabeiras para apurar o paradeiro dos itens retirados do local | Imagem: Luiz Santana/ALMG Comissão de deputados estaduais localizou só cinco itens do acervo original do palácio em visita no último dia 2. Além de uma mesa de centro, um piano, duas poltronas e um sofá, nenhuma outra peça da coleção de objetos que pertencem ao espaço foi identificada, o que iniciou uma série de questionamentos. Acervo reunia 1038 livros. Restaurados no governo de Antônio Anastasia (2010-2014), todos sumiram. Uma mesa de jantar com 40 lugares, uma cozinha completa e uma sala de cinema com projetor e cadeiras da década de 1940 também desapareceram, assim como tapetes, talheres de prata, copos de cristal e outros itens. Deputados não localizaram lista com todos os itens do acervo do palácio. Sem o documento, não é possível sequer quantificar o número de peças desaparecidas. Responsável pela administração do espaço, a Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas) prometeu repassar uma relação das peças até o próximo dia 16. Em 2020, um ofício registrou a doação de 63 itens do acervo ao Governo do Estado. Questionado sobre o tema, o secretário de Cultura de Minas, Leônidas Oliveira, disse em junho que há 44 peças com a Polícia Militar e 187 com a Codemge. Mas não é possível saber se se tratam de 294 peças diferentes ou não. Itens foram retirados do palácio em 2019. Naquele ano, o espaço foi alugado para uma exposição de decoração e, segundo um dos responsáveis pela mostra, já foi entregue só com alguns lustres e uma mesa para os organizadores. Nem mesmo esses itens foram localizados por deputados no último dia 2. Estado de conservação do palácio chamou atenção. Durante a visita, deputados identificaram paredes com infiltrações, mofo debaixo de uma pia na cozinha e a retirada do carpete no espaço onde funcionava a sala de cinema. Inaugurado em 1955, o Mangabeiras tem projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx. Ao todo, 17 governadores moraram no Palácio das Mangabeiras. O primeiro e mais célebre deles foi Juscelino Kubitschek, que saiu de lá para assumir a presidência do país em 1956. Foi dele a ideia de montar no local uma sala de cinema, que está entre os espaços descaracterizados e com itens desaparecidos. TCE-MG abriu investigação Situação mobiliza deputados estaduais. No último dia 6, o TCE-MG (Tribunal de Contas de Minas Gerais) aceitou denúncia de Leleco Pimentel (PT) para investigar o sumiço. Ele também quer levar o caso ao Ministério Público. Já no dia 7, Bella Gonçalves (PT) apresentou notícia-crime sobre o caso à Polícia Federal. TCE-MG abriu processo para apurar o possível sumiço dos itens. “Denúncias e Representações correm em caráter de sigilo, conforme Regimento Interno e legislação vigente”, disse o tribunal ao UOL. As peças consideradas históricas, artísticas ou de relevante valor mobiliário deveriam ser catalogadas (…) Não se tem notícia da devolução de bens quando do término da concessão do Palácio ao evento Casa Cor, tampouco sobre vistorias, laudos de constatação e inventários técnicos a cada término de evento, a fim de assegurar que as características arquitetônicas e os bens tombados remanescentes permaneçam intactos. Os fatos são estarrecedores”Leleco Pimentel (PT-MG), deputado estadual, em representação ao Tribunal de Contas de Minas Oposição acredita que caso pode caracterizar improbidade administrativa. A irregularidade ficaria configurada caso alguém tenha se beneficiado com o sumiço ou o patrimônio público tenha sido usado de forma não prevista. Outra consequência política da situação é o desgaste do ex-governador Romeu Zema (Novo). Zema e governador negaram sumiço dos itens Questionado sobre o tema, Zema chamou acervo de “móveis velhos”. Declaração foi dada em fala à imprensa na sexta (10). Na oportunidade, o ex-governador negou o sumiço e disse que, caso ele tivesse acontecido, a economia resultante de ajustes feitos durante sua gestão pagaria eventuais prejuízos gerados ao estado. “Eu falo que eu economizei, no mínimo, R$ 300, R$ 400 mil por mês morando na minha casa. Se tem alguma coisa de lá que sumiu e não sumiu, um mês de economia paga tudo esses móveis velhos que estavam lá e que estão ainda”Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas, em fala à imprensa na sexta (10) Desativação do palácio como residência oficial foi promessa de campanha de Zema. O atual pré-candidato à presidência alugou uma casa em Belo Horizonte durante o mandato e planejava montar um “Museu das Mordomias” no Mangabeiras, projeto que terminou não saindo do papel. Zema deixou o cargo em março. Governo diz que parte do acervo foi para outros equipamentos públicos Em nota, o governo de Minas Gerais repudiou “especulações” sobre o possível sumiço no acervo. Segundo o governo, todos os bens encontram-se devidamente cadastrados, inventariados e com sua localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial. Parte do acervo foi destinado a outros equipamentos públicos com capacidade técnica para “preservação, conservação e difusão”. “É o caso dos livros, incorporados ao acervo da Biblioteca Pública Estadual, onde receberam tratamento técnico especializado e passaram a constituir a Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras”, disse o governo. Além dos livros, as obras estão sob guarda e acompanhamento técnico de equipamentos culturais, como o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro. Entre as obras, está o biombo de Di Cavalcanti, em exposição no hall de entrada do Palácio da Liberdade desde abril, afirma o governo. “Os demais bens permanecem adequadamente acondicionados em instalações públicas, observando critérios técnicos de conservação, segurança e controle patrimonial, com acesso restrito a servidores autorizados.”“O Governo de Minas reitera que mantém rigoroso controle sobre todo o patrimônio público sob sua responsabilidade e que a movimentação, guarda e destinação desses bens observam a legislação vigente e os procedimentos técnicos aplicáveis.” Governo de Minas - [Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS](https://politicariabrasileira.blog.br/reunioes-de-madrugada-codinomes-de-herois-dinheiro-vivo-as-provas-que-levaram-a-pf-a-indiciar-48-pessoas-por-fraude-no-inss/): Reuniões de madrugada, codinomes de heróis, dinheiro vivo: as provas que levaram a PF a indiciar 48 pessoas por fraude no INSS Corporação entregou ao STF as primeiras conclusões sobre o esquema de desvio bilionário montado a partir de descontos indevidos no contracheque de aposentados Por Mariana Muniz, Sarah Teófilo e Pepita Ortega | O Globo 15/07/2026 Edifício-sede do INSS — Foto: Foto Cristiano Mariz/Agência O Globo Brasília – A Polícia Federal (PF) entregou na terça-feira as primeiras conclusões ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o esquema de desvio bilionário montado a partir de descontos indevidos no contracheque de aposentados. Em apuração relacionada a apenas uma entidade, 48 pessoas foram indiciadas pela fraude de R$ 708 milhões com a participação de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em operações anteriores, a PF já havia registrado que investigava a apropriação de R$ 6,3 bilhões, em apuração que pressiona o governo Luiz Inácio Lula da Silva em ano eleitoral. O relatório foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. Enquanto outras associações continuam na mira da corporação, agora caberá ao Ministério Público decidir se concorda com a PF e apresenta denúncia contra os investigados nesta primeira fase. A investigação concluída trata de suspeitas de irregularidades relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Outras apurações, como a que mira Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, seguem em curso. Servidores corrompidos Na lista de indiciados está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, suspeito de receber propina e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, além de integrar uma organização criminosa. Ao longo da investigação, ele negou ter cometido crimes. Também foram indiciados o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, ambos qualificados como operadores e beneficiários do esquema. Segundo a PF, em conjunto com outros envolvidos, os dois corromperam servidores como Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, procurador do INSS, e José Carlos Oliveira, ex-diretor de Benefícios, ex-presidente do instituto e ex-ministro do Trabalho e Previdência. Além deles, o ex-deputado Euclydes Pettersen é acusado de receber R$ 14,7 milhões por ser “fiador político” do esquema. Procurados, os indiciados não se manifestaram. Já a Conafer afirmou que respeita investigadores, mas “considera inadequada qualquer tentativa de transformar uma etapa investigativa em condenação antecipada”. Segundo a PF, “restou comprovado que os massivos valores desviados” eram direcionados aos cofres da Conafer, “mas eram rapidamente redirecionados, de forma majoritária, para empresas de fachada ligadas aos operadores financeiros”. Ainda de acordo com a corporação, em seguida, mediante ordem do presidente da Conafer, os operadores financeiros destinavam a maior parte dos valores em proveito próprio ou para pagamento de propina para agentes públicos e políticos, que viabilizaram o funcionamento do esquema. O inquérito finalizado é derivado da Operação Sem Desconto. Segundo a PF, entidades firmavam acordos de cooperação com o INSS para realizar descontos mensais diretamente na folha de pagamento de aposentados, muitas vezes sem autorização. A Conafer é uma das entidades que passaram a ser investigadas após indícios de crescimento expressivo na arrecadação por meio de descontos em benefícios previdenciários. Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram indícios de filiações irregulares e autorizações obtidas de forma fraudulenta ou sem consentimento. No relatório entregue ao STF, a Polícia Federal destaca que o esquema atingiu principalmente aposentados indígenas, moradores de áreas rurais e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, além de ter incluído benefícios de segurados que já haviam morrido. Segundo os investigadores, a entidade enviava ao INSS e à Dataprev listas com nomes de pessoas que jamais autorizaram a cobrança de mensalidades associativas. As mensagens apreendidas pela PF indicam que os próprios investigados acompanhavam a reação de parte dessas vítimas. Em uma conversa reproduzida no relatório, Iris Ferreira Rodrigues relata ao operador financeiro Cícero Marcelino de Souza Santos que sua mãe pretendia procurar trabalho como doméstica na região de Joinville (SC) para “fugir e se esconder”, porque “os indígenas” estariam atrás dela após ela “levar um monte de cadastros deles”. Nas mensagens, Cícero afirma ainda que uma liderança indígena teria ligado para ameaçá-la e diz que a mulher buscava deixar a região com medo da reação das vítimas. O esquema rendia dinheiro aos servidores do INSS. Stefanutto, por exemplo, recebia propinas “recorrentes”, segundo a PF, para viabilizar as fraudes. O dinheiro era pago por meio de cheques, Pix e até com entregas de cédulas, apontam os investigadores. Segundo a PF, Stefanutto recebia uma mesada que aumentou significativamente, para R$ 250 mil, após assumir a presidência do INSS. A PF mapeou os repasses a partir das conversas de integrantes da Conafer. Foram identificados pagamentos para diferentes agentes públicos, alguns tratados como “heróis”, “notáveis” e “amigos”. Dentre eles estava Stefanutto, que tinha o codinome “Italiano” nos registros de pagamento. Segundo a corporação, o ex-presidente do INSS tinha o “domínio do fato e determinava os pagamentos indevidos”. Em uma das mensagens interceptadas, um dos integrantes da Conafer pede a um colega que faça “contato” com o ex-procurador e lhe entregue uma “encomenda de 100”. A PF aponta que as conversas revelam uma série de encontros dos membros da Conafer com Stefanutto em São Paulo em 2022. O inquérito indica que parte das reuniões ocorria com a presença de José Carlos Oliveira, que era tratado como “Abou yasser”. Propina da madrugada Ainda segundo o inquérito, os encontros ocorriam fora da agenda oficial, geralmente marcados para o “finalzão da noite” ou “madrugada”, em hotéis da capital paulista, como o Hotel Hudson, no Itaim Bibi. Para mascarar as entregas de dinheiro em espécie — pacotes de R$ 50 mil ou R$ 100 mil —, as conversas citavam códigos, como entrega de “pendrive com processo para analisar” ou “encomenda”. Já o ex-deputado Euclydes Pettersen, segundo a PF, era responsável por chancelar a indicação de procuradores e diretores corrompidos para garantir a manutenção das fraudes. Na relação da propina, ele era identificado com “Herói E” e foi o agente político - [Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda 'sem dono'](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-de-aliado-de-chefe-do-uniao-ganhou-r-80-mi-em-emenda-sem-dono/): Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF O município de Belford Roxo (RJ), comandado até abril por Márcio Canella (União Brasil), pré-candidato ao Senado, recebeu R$ 80 milhões em emendas de comissão indicadas pela liderança do partido na Câmara dos Deputados. Por Natália Portinari | UOL 15/07/2026 Ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella, e presidente do União Brasil, Antonio Rueda, em evento na prefeitura Imagem: Roger Silva/Prefeitura de Belford Roxo As indicações foram registradas como “emendas de liderança” — sem identificação do deputado que efetivamente indicou o recurso, como exige decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).   Esse mesmo tipo de emenda foi usada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, para direcionar recursos sem mandato, o que levou a uma operação da Polícia Federal na semana passada. O presidente do União, Antonio Rueda, que também não tem mandato, é aliado de Canella. Ele visitou Belford Roxo em fevereiro de 2025 e declarou que estava “articulando a liberação de recursos” para o município junto a ministérios.   Na ocasião, Canella afirmou que Rueda “tem sido um grande aliado do município em Brasília” e que articulava R$ 900 milhões para obras no Hospital Municipal e outras intervenções.   Rueda, por sua vez, disse que vai a “diversos ministérios, como o da Integração e Desenvolvimento Regional, Educação, Saúde, entre outros” pedir ajuda na liberação de investimentos na cidade.   “Durante o encontro, o prefeito revelou que Rueda está articulando no Congresso Nacional a liberação de recursos para Belford Roxo”, disse a divulgação da prefeitura.   Canella renunciou à Prefeitura de Belford Roxo em abril deste ano para se desincompatibilizar e disputar o Senado. Rueda quer disputar o cargo de deputado federal em dobradinha com ele. Até o momento, Rueda, que é advogado, nunca ocupou um mandato. Ele ascendeu na política como dirigente partidário.   Procurado, ele não confirmou se foi ele quem fez a indicação das “emendas de liderança” para o município.   A liderança do União na Câmara é ocupada pelo deputado Pedro Lucas Fernandes, do Maranhão, que também não respondeu ao UOL.   O União é o segundo partido com maior volume de emendas de liderança na Câmara: R$ 289 milhões indicados em 2025, segundo relatório da Transparência Brasil divulgado nesta segunda-feira.   A entidade aponta que os líderes partidários funcionam como “laranjas institucionais” — aparecem como autores de emendas que, na prática, são distribuídas entre diferentes deputados sem registro formal.   Os R$ 80 milhões para Belford Roxo (RJ) foram liberados desde o início de 2025, através de pedidos das comissões de Saúde e Assuntos Sociais da Câmara.   A chapa de Canella teria como primeira suplente Rogéria Bolsonaro (PL), mãe do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.   Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, porém, a prisão de Canella pode fazer com que ele desista da candidatura e dispute uma vaga a deputado estadual.   Na última terça-feira, Canella foi preso em flagrante pela PF com um fuzil calibre .556 durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio.   O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua soltura na sexta-feira com tornozeleira eletrônica e entrega de passaporte. A defesa alega que o fuzil pertencia a um policial militar responsável pela segurança do político. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior EleitoralVice-governadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 mi em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Dino determina que presidentes dos 21 partidos do Congresso expliquem se têm ‘cotas’ para indicar emendas 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Antes de aliado ser preso com fuzil, Flávio Bolsonaro prometeu ‘abater bandido’ que porta a arma Produtora de filme sobre Bolsonaro funcionava em casa de sócio em subúrbio dos Estados Unidos Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida - [PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-diz-que-pacheco-se-reuniu-com-dono-de-associacao-investigada-para-discutir-nomeacao-de-presidente-do-inss-senador-nega/): PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega Conclusões da Polícia Federal (PF) sobre primeira investigação da Operação Sem Desconto foram apresentadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na sexta-feira (10). Por Isabela Camargo | TV Globo 15/07/2026 Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes, se reuniu em 2023 com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir a nomeação do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação é da Polícia Federal (PF) e consta no relatório da primeira investigação da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Indiciamento de 48 pessoas O documento, que traz o indiciamento de 48 pessoas, foi apresentado pela PF ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações, na sexta-feira (10). Agora, as conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que é quem decide se apresenta a denúncia, pede o arquivamento do caso, ou solicita novas diligências. Carlos Lopes foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado e corrupção ativa majorada. Ele está foragido desde o ano passado. Indicação para presidente do INSS O documento da PF diz que o deputado federal, Euclydes Pettersen, foi quem organizou o encontro entre Carlos, da Conafer, e Rodrigo Pacheco, que ocorreu em 1º de fevereiro daquele ano. “As mensagens provam que, no dia da posse dos parlamentares (01/02/2023), possivelmente utilizando os acessos proporcionados por EUCLYDES, CARLOS ROBERTO se reuniu com o Senador RODRIGO PACHECO para tratar da nomeação do Presidente do INSS. Essa nomeação de cargos-chave (Presidente, Diretor de Benefícios e Procurador-Geral) era fundamental para garantir a boa fluidez do esquema e a blindagem contra as auditorias, permitindo que a fraude em massa (Tópico 2) continuasse a gerar a receita ilícita”. O deputado mineiro Euclydes Pettersen, que não está em exercício, segundo o registro da Câmara, foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto em novembro de 2025, suspeito de receber propina para defender os interesses dos fraudadores. Ele também foi indiciado. O documento da PF mostra também que, na mesma conversa, Carlos comentou a eleição das mesas da Câmara dos Deputado e do Senado, que “Pacheco” havia sido eleito e que estava “indo encontrar com eles” em uma reunião para decidir o presidente do INSS. “Verifica-se que, no dia seguinte à posse de EUCLYDES e “Pacheco” (02/02/2023), GLAUCO ANDRÉ FONSECA WAMBURG foi nomeado Presidente do INSS, cargo que ocupou até 11/07/2023, quando foi substituído por ALESSANDRO STEFANUTTO”. Em nota, o senador disse que nunca esteve com Carlos Lopes e que não discutiu a indicação de pessoas à presidência do INSS. “Não conheço e nunca estive com o senhor Carlos Lopes e a senhora Bruna Braz. Nunca me reuni para tratar de indicação da pessoa de Glauco André Fonseca Wamburg que, aliás, eu sequer sabia que haviai sido presidente do INSS. Também nunca fiz indicação alguma para o INSS e não conheço seus diretores e ex-diretores. Parece se estar diante de uma confusão de informações que misturou a notícia da minha eleição para presidente do Senado, um fato nacional mencionado por um cidadão de Minas Gerais, com outros assuntos que não me dizem respeito. A referência a ir se ‘encontrar com eles’ por certo não me inclui”, afirma a nota de Pacheco. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalINSSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PFPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PF diz que Pacheco se reuniu com dono de associação investigada para discutir nomeação de presidente do INSS; senador nega 15/07/2026 Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 mi em emenda ‘sem dono’ 15/07/2026 Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões 15/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Valdemar Costa Neto e as emendas: entenda tudo sobre a investigação da PF contra o líder do bolsonarismo MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana - [Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio ](https://politicariabrasileira.blog.br/pesquisa-interna-do-pl-desanima-grupo-de-flavio-bolsonaro-no-rio/): Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  As pesquisas internas do PL no Rio de Janeiro têm animado pouco as lideranças do partido quando o assunto é a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Nos levantamentos realizados no estado, que é considerado o berço histórico do bolsonarismo, o senador aparece tecnicamente empatado com Lula, um sinal de alerta para a campanha. Por Bela Megale | O Globo 15/07/2026 Live de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/YouTube O temor é que Flávio obtenha um desempenho significativamente inferior ao do pai em 2022 e que já foi pior do que em 2018. Naquele ano, o capitão reformado chegou a conquistar 4.943.162 votos no Rio, correspondendo a 56,41% dos votos válidos. O ex-presidente, mesmo com essa queda, venceu em 72 dos 92 municípios fluminenses, incluindo a capital. Lula levou a melhor apenas em 20 cidades. Uma das principais reclamações dos correligionários do PL sobre o Rio foi a demora de Flávio em bater o martelo sobre o nome do partido ao Senado, o que atrasava a pré-campanha estadual. Nesta terça-feira (14), o senador decidiu apoiar a reeleição de Carlos Portinho, líder da sigla no Senado. Resta agora ver se essa definição ajuda a recuperar o fôlego da campanha bolsonarista num estado essencial para a disputa presidencial. O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Pesquisa interna do PL desanima grupo de Flávio Bolsonaro no Rio  15/07/2026 Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas 15/07/2026 PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana TCE dá 5 dias para Rioprevidência explicar aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Polícia faz buscas na Alerj e deputado estadual é denunciado por desvios MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados - [Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo](https://politicariabrasileira.blog.br/banco-master-ainda-tem-r-183-bilhao-a-devolver-a-ex-clientes-do-grupo/): Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo Valores podem ser resgatados por app, sem correção monetária Por Wellton Máximo | Agência Brasil 14/07/2026 Banco Master – (Banco Master/Divulgação) O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC. O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido. Como resgatar As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC. O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento. Quanto falta O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários. Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados. Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado. No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate. Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos. O que é O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação. Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos. O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro. O que é protegido A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles: conta-corrente; conta-poupança; CDB e RDB; Letras de Crédito Imobiliário (LCI); Letras de Crédito do Agronegócio (LCA); Letras de Câmbio (LC); Letras Hipotecárias (LH); Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD); operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.   Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC. Patrimônio do fundo O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro. Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões. Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Master Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo 14/07/2026 Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar 15/07/2026 Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle Similares ao orçamento secreto, ‘emendas de liderança’ somaram R$ 1,3 bi em 2025 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido - [Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid](https://politicariabrasileira.blog.br/nunes-marques-arquiva-noticia-crime-contra-bolsonaro-sobre-cpi-da-covid/): Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid Caso foi apresentado em 2021 após divulgação de conversa do então presidente com o senador Jorge Kajuru Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 14/07/2026 Ministro Nunes Marques na sessão Extraordinária do STF • Rosinei Coutinho/STF Brasília – O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquivou nesta terça-feira (14) uma notícia-crime apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de interferir nos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. O relator acolheu uma manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), assinada em abril de 2021 pelo então procurador-geral Augusto Aras, que concluiu não haver indícios dos crimes de corrupção ativa e advocacia administrativa. A notícia-crime foi apresentada pelos deputados David Miranda, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Vivi Reis, todos do Psol, após o vazamento de uma conversa telefônica entre Bolsonaro, que na época estava no Planalto, e o senador Jorge Kajuru, à época no Cidadania. No diálogo, Bolsonaro defendeu que a CPI da Covid, inicialmente voltada à atuação do governo federal durante a pandemia, também investigasse governadores e prefeitos. Ele afirmou que, caso o objeto não fosse ampliado, a comissão se concentraria em integrantes de seu governo e poderia produzir um relatório “sacana”. Bolsonaro também pressionou Kajuru a fazer pedidos de impeachment de ministros do STF. “Você tem de fazer do limão uma limonada. Por enquanto, tem um limão aí. Dá para sair uma limonada. Tem de peticionar o Supremo pra botar em pauta o impeachment também”, diz Bolsonaro. Na resposta, o senador diz que já havia solicitado, no Senado, o impeachment do ministro Alexandre de Moares. Para os autores da notícia-crime, Bolsonaro teria pressionado um integrante do Poder Legislativo a alterar o alcance de uma investigação que poderia atingi-lo pessoalmente. Os parlamentares também alegaram que o então presidente teria oferecido apoio público a Kajuru em troca de sua atuação pela ampliação da CPI. Ao analisar o caso, a PGR afirmou que a conversa consistiu em uma troca informal de opiniões entre o então presidente da República e um senador sobre os futuros trabalhos da comissão. Para Aras, o ex-presidente apenas defendeu que a investigação alcançasse eventuais irregularidades cometidas em diferentes níveis da Federação. Já sobre a suspeita de corrupção ativa, o procurador concluiu que não houve oferta nem promessa de vantagem indevida a Kajuru. “Não se extrai da conversa vazada qualquer propósito criminoso por parte do noticiado”, afirmou a PGR ao pedir o arquivamento do caso. Por isso, Nunes Marques negou seguimento à notícia-crime nesta terça e determinou seu arquivamento. Na decisão, o ministro afirmou que cabe ao Ministério Público avaliar se há elementos para abrir investigação ou apresentar denúncia. Como a PGR já havia se manifestado pela ausência de crime, o Judiciário não poderia substituir o órgão nessa análise. “Não cabe ao Supremo, diante da promoção de arquivamento emanada do chefe do Ministério Público, exercer qualquer juízo de valor que resulte no acolhimento do pedido”, escreveu. Notícia anteriorPróxima notícia CidadaniaCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputada FederalDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSB Partido Socialista BrasileiroPSOLSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid 14/07/2026 Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder 14/07/2026 Banco Master ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a ex-clientes do grupo 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Dark Horse: Frias declarou missões oficiais sem registros durante gravações do filme PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Foto ao lado de capanga de Vorcaro abre nova crise na campanha de Flávio Bolsonaro Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões - [Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-cunha-e-denunciado-a-justica-eleitoral-por-abuso-de-poder/): Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder Representação do deputado Rogério Correia cita expansão de rede de rádios, articulação de emendas e favorecimento político em Minas Gerais Por Marcelo Hailer | Fórum 14/07/2026 Eduardo Cunha – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, protocolou nesta terça-feira (14) uma representação contra Eduardo Cunha na Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais. O parlamentar pede a abertura de um procedimento investigatório para apurar possíveis práticas de abuso do poder econômico e político, além do uso indevido dos meios de comunicação, diante da intenção declarada de Cunha de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais nas eleições de 2026. A representação sustenta que o ex-presidente da Câmara estaria formando, em curto espaço de tempo, uma extensa rede de emissoras de rádio em diferentes regiões do estado. Segundo o documento, estações teriam sido assumidas em cidades como Uberaba, Além Paraíba, Carangola, Raul Soares, Guarani, João Pinheiro e Belo Horizonte. As emissoras estariam registradas em nome de Daniel Cardoso Sá, genro de Eduardo Cunha e marido da deputada federal Dani Cunha (União-RJ). Rede de rádios e entrevista com Flávio Bolsonaro Um dos pontos levantados por Rogério Correia é o possível uso eleitoral da estrutura de comunicação associada ao grupo. A representação afirma que uma das emissoras veiculou uma entrevista exclusiva com o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sem oferecer o mesmo espaço a outros nomes que pretendem disputar o Palácio do Planalto. Para o deputado, a combinação entre a expansão de uma rede de rádios e a exposição privilegiada de aliados políticos pode representar vantagem indevida na disputa eleitoral de 2026. “O uso de uma estrutura empresarial de comunicação recém-formada, o direcionamento de recursos públicos sem mandato e a aproximação estratégica com lideranças religiosas e políticas revela um projeto eleitoral construído à margem da igualdade de condições entre os candidatos. Cabe à Justiça Eleitoral apurar esses fatos antes que provoquem dano irreparável ao processo democrático em Minas Gerais”, Rogério Correia. Flávio Dino expõe disputa entre Eduardo Cunha e Nikolas Ferreira por uso eleitoreiro de emendas Na decisão em que ordenou o bloqueio de de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) por suspeita de desvio de emendas parlamentares, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs uma disputa direta com Nikolas Ferreira e revelou como o esquema, criado por Arthur Lira (PP-AL) em conluio com o ex-governo Jair Bolsonaro (PL), que ganhou a alcunha de “Orçamento Secreto”, é usado de forma eleitoreira nos chamados currais eleitorais dos parlamentares. Em conversa no dia 12 de setembro de 2025 com a assessora Mariângela Fialek, a Tuca, já conhecida em negociatas de Lira, Cunha fala da disputa com o deputado bolsonarista por uma emenda destinada ao município de Manhuaçu, localizado na Zona da Mata Mineira, a 290 quilômetros de Belo Horizonte. “Oi. Se puder. Tou com um problema lá em uma das emendas de Manhuaçu que o pessoal lá é inimigo e estão dizendo que é do Nikolas. Como pôs no Gilberto Abramo, preciso de um ofício dele dizendo que essa emenda é de autoria dele, a pedido do Deputado estadual João Magalhães, senão vamos ter de trocar e não mandar para lá”, diz Cunha. Abramo é deputado federal pelo Republicanos, partido de Cunha, que revela na conversa a busca por dividendos eleitorais com a destinação da emenda. “A primeira parte da mensagem já causa estranheza, haja vista que, como é de conhecimento público, EDUARDO CUNHA não exerce mais atividade parlamentar desde 2016, dessa maneira, mostra-se aparentemente incongruente a referência dele a ter problemas com emendas. Em seguida, CUNHA comenta que o ‘o pessoal lá é inimigo e estão dizendo que é do Nikolas’. Desse modo, a mensagem enviada sugere que a emenda a qual EDUARDO CUNHA se referia estava sendo atribuída supostamente ao DEPUTADO FEDERAL NIKOLAS FERREIRA, do PL de Minas Gerais”, diz Dino na decisão, ao analisar a troca de mensagens de forma detalhada. Segundo Dino, “ao observar essa mensagem, infere-se estar diante de um cenário escuso”, indicando a motivação que levou dezenas de deputados do Centrão e da base bolsonarista ao uso eleitoreiro das emendas. “A conversa continua, e em seguida CUNHA pergunta: “Tem publicação em nome do deputado?”. Em resposta, TUCA diz: “Impositiva tem. E terá da de comissão assim q aprovada pelo ministério votaremos na comissão. Sair nome do líder”. Ou seja, é possível que EDUARDO CUNHA estivesse preocupado a atribuição da titularidade da emenda, diante da pergunta formulada por ele”, revela o ministro do STF. Em seguida, Dino expõe mais uma parte da conversa que desnuda a forma como as emendas parlamentares são usados de forma eleitoreira, especialmente em pequenas cidades do interior onde os deputados aparecem como donos do recurso que, na verdade, é da União. “A conversa entre os dois na data de 12/09/2025 continua. Desse modo, mais uma vez EDUARDO CUNHA pergunta: “O Gilberto pode fazer um ofício?”, de maneira que aparenta que o ex-deputado está preocupado com o ofício a ser feito pelo DEPUTADO GILBERTO ABRAMO. Ato contínuo CUNHA ainda diz: “Se fizer já me resolve. Cidade pequena é uma guerra”, aparentemente se referindo à possível disputa pela titularidade do envio de recursos de emendas parlamentares”, explicita. Eduardo Cunha ainda chega a ameaçar retirar o recurso da cidade mineira “se for dar trabalho” atribuir a ele e ao aliado Gilberto Abramo. “Por último, EDUARDO CUNHA diz: “Ta bom me fala então. Tem Cleitinho aí, que também se arvora lá. Ele pôs 200”. Aparentemente, CUNHA estava fazendo referência ao SENADOR CLEITINHO AZEVEDO, que constava como autor de uma emenda no valor de R$200.000,00 para o estado de Minas Gerais, no documento compartilhado. Em resposta, TUCA afirma: “Entendi”. A fala de CUNHA permite inferir uma aparente preocupação do parlamentar com relação a autores de emendas para o estado de Minas Gerais”, diz Dino na decisão. Três dias depois, em 19 de setembro de 2025, diante do imbróglio - [MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ingressa-com-pedido-de-tutela-de-urgencia-para-que-municipio-de-petropolis-suspenda-pagamentos-a-empresa-com-contrato-vencido/): MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido A 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis ingressou, nesta terça-feira (14/07), com um pedido de tutela de urgência para que a prefeitura de Petrópolis interrompa, a partir de agosto, pagamentos à empresa Capital Ambiental Construção e Serviços Ltda. Por MPRJ 14/07/2026 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os repasses vêm sendo realizados sem contrato vigente. Segundo a Promotoria, o contrato entre o município e a empresa encerrou sua vigência em 01/11/2025, mas a prefeitura estaria realizando pagamentos à Capital Ambiental, que fornece mão de obra para atuar na educação básica, abrangendo atividades materiais, acessórias, instrumentais e complementares às atribuições da Secretaria Municipal de Educação. “Em síntese, o que se verifica é que o contrato com a citada empresa encontra-se vencido, sem prorrogação, mas que, nada obstante, os pagamentos seguem sendo feitos, gerando uma situação completamente avessa à legalidade”, diz trecho do documento. O MPRJ pede, entre outras medidas, que, no prazo de cinco dias, o Município de Petrópolis justifique a necessidade de cada um dos postos de trabalho contratados, identificando detalhadamente as funções, lotação, carga horária e jornada de trabalho, e que apresente a relação de pagamentos feitos à Capital Ambiental desde o vencimento do contrato, informando se há valores em aberto. Requer ainda que seja publicado, no prazo máximo de 15 dias, um edital de processo seletivo simplificado para contratação da mão de obra necessária para substituir as vagas de trabalho contratadas através da empresa. Em caso de descumprimento, a 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis requer a aplicação de multa diária, em valor não inferior a R$ 10 mil. Notícia anterior MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido 14/07/2026 MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas 14/07/2026 Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Mudança de rumo PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia - [Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-manda-policia-federal-ampliar-investigacoes-sobre-orcamento-secreto/): Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto Relatórios da CGU apontam indícios de direcionamento de licitações, sobrepreço, superfaturamento e falhas de transparência na aplicação dos recursos públicos Por Helena Prestes e Gustavo Uribe | CNN Brasil 14/07/2026 O ministro Flávio Dino durante sessão plenária no STF • Fellipe Sampaio /STF Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PF (Polícia Federal) amplie as investigações sobre a execução de emendas parlamentares após o surgimento de novos indícios de irregularidades no repasse dos recursos. A decisão foi tomada após a Corte receber relatórios de auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) que apontam indícios de direcionamento de licitações, sobrepreço, superfaturamento e falhas de transparência na aplicação dos recursos públicos. A pedido do STF, a CGU avaliou a execução das chamadas emendas Pix entre 2020 e 2024. A auditoria analisou uma amostra de 15 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país e concluiu que nove dos 14 entes que efetivamente executaram os recursos apresentaram algum tipo de irregularidade na contratação de bens e serviços. Segundo a Controladoria, os casos mais graves envolvem “indícios de direcionamento da contratação, sobrepreço e superfaturamento”. O relatório também aponta que 12 dos 15 municípios auditados apresentaram nível inadequado de transparência ativa e rastreabilidade na aplicação das emendas, além de falhas no acompanhamento da execução dos recursos. Outro relatório encaminhado ao STF trata da aplicação de emendas destinadas à saúde. Elaborado pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), o documento analisou R$ 53,3 milhões destinados a 48 municípios de 23 unidades da federação para custeio da atenção primária, média e alta complexidade, aquisição de equipamentos e reformas de unidades básicas de saúde. A auditoria concluiu que, embora parte significativa dos recursos tenha sido executada, permanecem fragilidades nos mecanismos de planejamento, gestão, monitoramento e prestação de contas. Entre os principais problemas identificados estão deficiência na rastreabilidade da execução financeira, controles administrativos insuficientes, ausência de monitoramento sistemático e falhas na documentação das despesas. O relatório também aponta situações que resultaram em propostas de devolução de recursos por dano ao erário ou aplicação em desacordo com a finalidade legal das transferências. Na decisão, o ministro voltou a criticar práticas relacionadas à destinação das verbas parlamentares. Dino afirmou ser “totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar” e reiterou que as emendas parlamentares “não são parcelas do patrimônio privado de cada membro do Congresso”. Na última semana, o ministro determinou o bloqueio de bens de investigados em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares, contrariando parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República). A medida atingiu, em especial, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Eduardo Cunha (Republicanos-MG), cujos patrimônios foram parcialmente congelados. A decisão ocorre no âmbito da Operação Transparência, que investiga o suposto desvio de emendas parlamentares conduzido por pessoas sem mandato, com o uso da estrutura administrativa da Câmara dos Deputados para realizar a destinação irregular de recursos em nome de deputados. Segundo o ministro, o papel desempenhado pelo STF no processo não representa falhas sobre decisões políticas do Congresso ou do Executivo, mas se limita à fiscalização da constitucionalidade e da legalidade da execução das emendas. A decisão integra o acompanhamento feito pelo Supremo do plano de trabalho firmado entre os Poderes para melhorar o controle sobre as emendas parlamentares após as mudanças determinadas pela Corte no modelo de execução desses recursos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da Uniãoemenda parlamentarorçamentoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalSUS Sistema Único de Saúde Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto 14/07/2026 Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid 14/07/2026 Eduardo Cunha é denunciado à Justiça Eleitoral por abuso de poder 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Presidentes de partidos negam controlar emendas e se distanciam de prática atribuída a Valdemar Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) Três ônibus são usados como barricadas na Zona Sudoeste do Rio (VIDEO) Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições - [Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar](https://politicariabrasileira.blog.br/dino-chama-de-excentrica-indicacao-de-emenda-por-quem-nao-e-parlamentar/): Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar Ministro ainda deu 30 dias para que órgãos públicos e autoridades prestem explicações sobre a destinação e funcionamento de emendas parlamentares Por Leticia Martins e Gustavo Uribe | CNN Brasil 14/07/2026 Ministro Flávio Dino, do STF • 09/09/2025REUTERS/Adriano Machado São Paulo e Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou como “excêntrica” a indicação de emenda parlamentar por políticos que não têm mandato. A afirmação faz parte de uma decisão do magistrado desta terça-feira (14) sobre emendas parlamentares. “Dessa forma, a definição da destinação dos recursos públicos é incompatível com a atuação de centros informais de deliberação orçamentária, sejam eles integrados por parlamentares que atuem à margem dos procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação de regência — a exemplo da inconcebível transformação de “emendas de comissão” em “emendas de líder partidário”, prática inexistente na ordem jurídica e expressamente vedada por decisão de 2 de dezembro de 2024 (Id. d92af5e0) —, sejam por ex-parlamentares, dirigentes partidários ou quaisquer outros agentes privados destituídos de legitimidade para interferir na alocação de recursos públicos, hipótese que se revela ainda mais excêntrica”, diz trecho da decisão de Dino. No documento, Dino ainda reitera que “somente parlamentares podem propor e deliberar sobre emendas parlamentares”. “Isso explica por que as medidas propostas pelo Poder Legislativo acertadamente não deixam espaço para a existência de emendas “de terceiros” – ora compreendidos como não detentores de mandato parlamentar”, continuou o ministro. O ministro ainda deu 30 dias para que órgãos públicos e autoridades prestem explicações sobre a destinação e funcionamento de emendas parlamentares. Ele também criticou o “mercado de terceirização ou privatização de emendas”. Indícios de infrações Dino determinou que a PF (Polícia Federal) amplie as apurações sobre possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares. A decisão ocorre após o ministro receber novos relatórios da CGU (Controladoria-Geral da União) que apontam indícios de infrações no repasse desses recursos. A pedido do STF, a CGU avaliou a execução das chamadas emendas Pix entre 2020 e 2024. A auditoria analisou uma amostra de 15 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país e concluiu que nove dos 14 entes que efetivamente executaram os recursos apresentaram algum tipo de irregularidade na contratação de bens e serviços. Segundo a Controladoria, os casos mais graves envolvem “indícios de direcionamento da contratação, sobrepreço e superfaturamento”. O relatório também aponta que 12 dos 15 municípios auditados apresentaram nível inadequado de transparência ativa e rastreabilidade na aplicação das emendas, além de falhas no acompanhamento da execução dos recursos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoConstituição Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Dino chama de “excêntrica” indicação de emenda por quem não é parlamentar 14/07/2026 Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto 14/07/2026 Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro sobre CPI da Covid 14/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Carta: Moraes dá 5 dias para PGR opinar sobre defesa de Bolsonaro MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre por organização criminosa e fraude em licitações; parlamentar é alvo de buscas Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas Cinco agentes políticos são condenados por uso de documento falso e falsidade ideológica em Bom Jesus do Itabapoana - [Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida](https://politicariabrasileira.blog.br/decisao-do-conselho-de-politica-energetica-abre-caminho-para-angra-3-tentar-suspensao-de-divida/): Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida Órgão reconheceu ‘interesse público’ no pedido da Eletronuclear referente à usina. Estatal busca alívio no caixa após rombo gerado por obras no RJ, que estão paradas há 10 anos. Por Mariana Assis | g1 14/07/2026 Angra 3 — Foto: Eletronuclear Brasília – O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconheceu nesta terça-feira (14) “interesse público” no pedido da Eletronuclear para obter uma suspensão temporária do pagamento da dívida relacionada à construção da Usina Termonuclear de Angra 3. A medida, conhecida no mercado como “stand still”, abre caminho para que a estatal negocie um alívio temporário no fluxo de caixa com os bancos credores. Assim, a resolução aprovada pelo CNPE autoriza a Eletronuclear a apresentar o pedido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Caixa Econômica Federal (CEF), que poderão analisar a viabilidade de uma eventual suspensão temporária dos pagamentos da dívida referente ao empreendimento. Na prática, a decisão dá respaldo institucional para que a estatal formalize a solicitação às instituições financeiras. Caberá ao BNDES e à Caixa avaliar o pedido de acordo com seus normativos internos, a legislação aplicável às operações de crédito e as regras para constituição de garantias. A resolução, contudo, não altera os contratos de financiamento em vigor, nem determina a suspensão dos pagamentos ou impõe qualquer obrigação às instituições financeiras. A eventual concessão do chamado “stand still” dependerá da análise técnica e da decisão de cada banco. Como o g1 vem mostrando desde dezembro do ano passado, a estatal quer que os bancos públicos suspendam temporariamente a cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento, até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o futuro da usina. Em fevereiro deste ano, Alexandre Caporal, à época presidente interino da estatal, afirmou que a Eletronuclear corre o risco de virar os Correios se não houver uma negociação da dívida, em referência à crise econômico-financeira da empresa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) . A suspensão dos pagamentos, afirmou Caporal, é considerada essencial para garantir a sustentabilidade financeira da estatal. A medida, já concedida por seis meses em 2024, daria fôlego à estatal até que o CNPE defina o destino de Angra 3, cujas obras estão paralisadas há cerca de dez anos. De acordo com Caporal, o serviço da dívida soma R$ 800 milhões em 2026. Quando somados aos custos de manutenção da usina, os gastos totais com Angra 3 ultrapassam R$ 1 bilhão por ano. Notícia anteriorPróxima notícia Angra dos Reis RJBNDESCEF Caixa Econômica FederalCorreiosEletronuclearSul Fluminense Costa Verde Médio Paraíba Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida 14/07/2026 MPRJ ingressa com pedido de tutela de urgência para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa com contrato vencido 14/07/2026 MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas 14/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Mulher arruma enguiço com 20, diz Valdemar sobre extinção de cargo que foi de Michelle no PL Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado - [Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças](https://politicariabrasileira.blog.br/ricardo-couto-comeca-a-reduzir-secretarias-confira-as-mudancas/): Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças Governador em exercício inicia a reforma administrativa do estado; meta é reduzir estrutura Por O Globo 14/07/2026 Ricardo Couto está à frente do estado desde março, após a renúncia de Cláudio Castro — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo Rio de Janeiro – O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, deu início à reforma administrativa, com a fusão de duas pastas do estado. A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar foram unidas na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar. Ela concentra as atribuições das duas secretarias e será comandada pelo médico veterinário Ricardo Augusto Rosa Mansur. A medida está no Diário Oficial do estado desta terça-feira. Em entrevista exclusiva ao GLOBO na semana passada, Couto afirmara que iniciaria “a etapa de redução das secretarias, dentro de um projeto que fizemos, com 22 ou 23 (hoje são 35), atendendo às necessidades do estado. O nosso intuito é entregar um estado para que, amanhã, não haja um retrocesso”. Ao ser indagado sobre as secretarias que serão extintas, ele respondeu saber “que algumas secretarias são vinculadas a deputados. Então, se eu divulgar agora uma ou outra pasta, amanhã eu posso sofrer uma pressão de um ou outro deputado e trazer um desgaste político. Segundo o governo do estado, a medida reduzirá custos operacionais, além de racionalizar a estrutura do Estado e ampliar a integração das políticas públicas para o interior. Com a unificação, esse único órgão cuidará de planejamento, coordenação, execução e acompanhamento de ações nas áreas de agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, abastecimento, agricultura familiar e desenvolvimento regional. O governo, a unificação também vai eliminar sobreposição de competências, evitar duplicidade de estruturas administrativas e agilizar a tomada de decisões. Quem é o novo secretário Ricardo Augusto Rosa Mansur já foi coordenador de Fomento Agropecuário e de Defesa Sanitária Animal na Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento. Também foi diretor-técnico na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio) e veterinário na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral. No setor privado, ele atuou no desenvolvimento do agronegócio por mais de cinco décadas. Ele se formou veterinário pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e possui especialização em Administração Rural pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e mestrado em Higiene, Inspeção e Tecnologia de Alimentos de Origem Animal pela UFF. É professor do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Valença (UNIFAA) desde 1998. Também foi tutor, consultor e produtor de conteúdo no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio de Janeiro (Senar-RJ). Notícia anteriorPróxima notícia EmaterGovernador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ricardo Couto começa a reduzir secretarias; confira as mudanças 14/07/2026 Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato 15/07/2026 TCE oficializa perda de cargo de Domingos Brazão seis meses após condenação por morte de Marielle 15/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas PGR é acionada contra governador bolsonarista flagrado xingando indígenas em SC Eduardo Cunha atua como ‘agente secreto’ e tem mais poder do que deputados eleitos, diz PF Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ - [Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação](https://politicariabrasileira.blog.br/ex-prefeito-que-falou-em-guilhotina-para-moraes-fecha-acordo-para-encerrar-acao/): Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação Fabiano Feltrin terá que ficar sem usar redes sociais e vai prestar serviços à comunidade Por Daniel Gullino | Veja 14/07/2026 O ex-prefeito Fabiano Feltrin (Reprodução/Facebook) O ministro Alexandre de Moraes, do STF, homologou o acordo de não persecução penal (ANPP) fechado com o ex-prefeito de Farroupilha Fabiano Feltrin (PL) com a PGR. Feltrin concordou com uma série de medidas alternativas em troca de encerrar a ação penal em que ele é réu por incitação ao crime. O processo foi aberto após ele sugerir uma guilhotina como “homenagem” a Moraes. O ex-prefeito terá que prestar serviços à comunidade, pagar 5 mil reais, realizar um  curso sobre “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado” e fica proibido de usar as redes sociais durante a vigência do acordo. Esse último ponto foi contestado pela defesa de Feltrin, que alegou que haveria prejuízo profissional, já que ele utiliza o Instagram como fonte de renda. Notícia anteriorPróxima notícia Farroupilha RSPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPrefeitoSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ex-prefeito que falou em ‘guilhotina’ para Moraes fecha acordo para encerrar ação 14/07/2026 Bolsonaro contradiz Flávio e diz a Moraes que filho leu carta em live sem sua autorização 15/07/2026 Marco Rubio ataca Lula e revela que tarifaço de Trump é para ajudar Flávio Bolsonaro nas eleições 16/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana RJ acusa empresa de amigo de Flávio de sumir com R$ 20 milhões do estado Prefeitura de aliado de chefe do União ganhou R$ 80 milhões em emenda ‘sem dono’ MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas Máfia do INSS: ex-ministro, deputado e vereador estão entre indiciados - [MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-denuncia-e-obtem-mandados-de-prisao-contra-subsecretario-de-buzios-por-esquema-de-corrupcao-para-realizacao-de-festas-nauticas/): MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou quatro pessoas, entre elas o policial civil aposentado e atual subsecretário municipal de Turismo de Armação dos Búzios, Sérgio Ferreira dos Santos, por integrar um esquema de corrupção voltado à autorização de festas em embarcações no município. Por MPRJ 14/07/2026 MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpriu, nesta terça-feira (14/07), mandados de prisão preventiva contra Sérgio Ferreira e o então coordenador de Trânsito e Transporte de Búzios, Igenes Lopes Santos Filho, conhecido como Geninho, atual presidente da CooperBúzios. Durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos celulares e documentos. Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro e, de acordo com o GAECO/MPRJ, cobravam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para permitir a realização dos eventos sem a expedição formal de alvará e deixar de fiscalizá-los. As apurações apontaram ao menos 38 episódios em que os atos de corrupção foram praticados. O esquema funcionou, ao menos, entre janeiro de 2021 e março de 2026. Além das prisões preventivas, o Juízo da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa determinou, a pedido do GAECO/MPRJ, o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos quatro denunciados. A Justiça decretou, ainda, a suspensão do exercício das funções públicas e o sequestro de bens dos acusados até o limite de R$ 500 mil. Notícia anterior Armação dos Búzios RJMP-RJRegião dos Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ denuncia e obtém mandados de prisão contra subsecretário de Búzios por esquema de corrupção para realização de festas náuticas 14/07/2026 Sóstenes e outros dois deputados do PL são ‘laranjas’ de Valdemar em emendas com suspeita de desvio 10/07/2026 Flávio Bolsonaro segura há um mês PL que asfixia lavagem de dinheiro no setor de combustíveis 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões Moraes põe na mira PMs que faziam segurança de Canella e de casal investigado Zema diz que vai excluir beneficiários de programas sociais que recusarem emprego para evitar ‘geração de imprestáveis’ TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro - [Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas](https://politicariabrasileira.blog.br/subsecretario-de-buzios-e-preso-por-esquema-de-corrupcao-em-festas-nauticas/): Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas De acordo investigação do MP, quatro pessoas foram denunciadas por cobrar entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para permitir a realização dos eventos sem a expedição formal de alvará e para deixar de fiscalizar. Por Rafael Nascimento e Ludmila Lopes | g1 14/07/2026 Subsecretário detido na 127ª Delegacia de Polícia em Búzios — Foto: Polícia Civil Búzios – O subsecretário municipal de Búzios (RJ), Sérgio Ferreira, foi preso nesta terça-feira (14) por envolvimento em um esquema de corrupção para realização de festas náuticas. Também foi preso Igenes Lopes Santos Filho ‘Geninho’, ex-coordenador de Trânsito e Transporte de Búzios, atual presidente da CooperBúzios Os mandados foram expedidos pela Justiça depois do ministério público denunciar 4 pessoas, entre os quais os dois presos, por por cobrar entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para permitir a realização dos eventos sem a expedição formal de alvará e deixar de fiscalizá-los. Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. As apurações apontaram ao menos 38 episódios em que os atos de corrupção foram praticados. O esquema funcionou, ao menos, entre janeiro de 2021 e março de 2026. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados. A Justiça decretou, ainda, a suspensão do exercício das funções públicas e o sequestro de bens dos acusados até o limite de R$ 500 mil. O g1 procura a defesa do subsecretário e do coordenador de Trânsito e Transporte de Búzios, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Prefeitura de Búzios também foi procurada e informou em nota que acompanha a operação realizada nesta terça-feira (14), pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Nota na íntegra A Prefeitura de Armação dos Búzios informa que acompanha a operação realizada nesta terça-feira (14), pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que resultou na prisão do subsecretário de Turismo do município e do ex-coordenador de Trânsito e Transporte e presidente da CooperBúzios. Segundo o Ministério Público, as investigações referem-se a fatos ocorridos entre janeiro de 2021 e março de 2026. Nesse período, o atual subsecretário de Turismo ocupava o cargo de secretário de Ordem Pública do município. A Administração Municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições, e informa que está acompanhando o caso com atenção. A Prefeitura coloca-se à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com as investigações, fornecendo todas as informações e documentos que venham a ser solicitados, contribuindo para o pleno esclarecimento dos fatos. A Administração Municipal ressalta que confia no trabalho dos órgãos de investigação e no devido processo legal, reafirmando seu compromisso com a ética, a responsabilidade na gestão pública e a defesa do interesse da população de Búzios. Notícia anteriorPróxima notícia Armação dos Búzios RJMP-RJPolícia CivilRegião dos Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas 14/07/2026 Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis 10/07/2026 Justiça determina suspensão de atos para terceirização da cozinha e do transporte de alimentos do Sehac, em Petrópolis 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda - [Justiça nega liminar contra decisão do TCE sobre contas da ex-prefeita de Araruama](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-nega-liminar-contra-decisao-do-tce-sobre-contas-da-ex-prefeita-de-araruama/): Justiça nega liminar contra decisão do TCE sobre contas da ex-prefeita de Araruama O Juízo da 1ª Vara Cível de Araruama indeferiu o pedido de liminar apresentado pela ex-prefeita de Araruama e pré-candidata a deputada federal, Lívia Soares Bello da Silva, conhecida como Livia de Chiquinho (foto), em ação anulatória contra o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), na qual ela tentava suspender os efeitos do acórdão que emitiu parecer prévio contrário às contas referentes ao exercício de 2023. Por Elizeu Pires 14/07/2026 Lívia Soares Bello da Silva, conhecida como Livia de Chiquinho | Reprodução Ao analisar o pedido, a juíza Alessandra de Souza Araujo magistrada destacou que a suspensão de atos administrativos dessa natureza é medida excepcional, diante da presunção de legalidade e legitimidade dos atos praticados pelo poder público no exercício da função fiscalizatória. Na decisão, a juíza observou ainda que os documentos apresentados indicam a realização de sessões plenárias no TCE-RJ para análise da defesa da ex-prefeita. A última delas ocorreu em agosto de 2025, quando também foram rejeitados os embargos de declaração opostos pela autora. Para o juízo, isso demonstra que houve amplo contraditório no procedimento. (Com informações do Jornal dos Municípios RJ) Notícia anteriorPróxima notícia Araruama RJPP ProgressistasPrefeitaRegião dos Lagos Baixada LitorâneaTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça nega liminar contra decisão do TCE sobre contas da ex-prefeita de Araruama 14/07/2026 Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes 17/07/2026 Ação no STF questiona eleição antecipada para presidência da Câmara de Araruama 18/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPF firma acordo para enfrentar alagamentos e danos ambientais no Balneário Praia de Carapebus (RJ) Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas Ação no STF questiona eleição antecipada para presidência da Câmara de Araruama Decisão do Conselho de Política Energética abre caminho para Angra 3 tentar suspensão de dívida - ['Até agora, nada': ex-vereador denúncia abandono de paciente no pronto-socorro em Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/ate-agora-nada-ex-vereador-denuncia-abandono-de-paciente-no-pronto-socorro-em-rio-das-ostras/): ‘Até agora, nada’: ex-vereador denúncia abandono de paciente no pronto-socorro em Rio das Ostras ‘Até agora, nada’: ex-vereador denúncia abandono de paciente no pronto-socorro em Rio das Ostras Por Cézar Guedes | Jornal dos Municípios 13/07/2026 Maurício BM afirma ter enviado mensagens ao prefeito Carlos Augusto e ao vice-prefeito e secretário municipal de Saúde , Fábio Simões | Reprodução Uma grave denúncia divulgada pelo ex-vereador de Rio das Ostras Maurício BM nas redes sociais expõe a situação de um paciente que estaria há cerca de dois meses no Pronto-Socorro Municipal aguardando a continuidade do tratamento. Segundo o relato encaminhado ao ex-vereador, o paciente já teria perdido uma das pernas em decorrência de complicações do diabetes e agora aguarda a realização de uma raspagem na outra. O procedimento seria necessário para que ele pudesse dar continuidade ao tratamento em outra cidade. Ainda de acordo com Maurício BM, a raspagem foi marcada para a terça-feira da semana passada, mas não foi realizada. Uma nova data teria sido agendada para a quinta-feira, porém o procedimento também não aconteceu. Até o momento relatado no vídeo, o paciente continuava esperando sem uma solução apresentada. A situação se torna ainda mais grave porque, segundo o ex-vereador, o prefeito Carlos Augusto e o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Fábio Simões, foram comunicados sobre o caso. Maurício afirma que Fábio chegou a informar que retornaria com um posicionamento, mas, até a publicação do vídeo, nenhuma resposta teria sido apresentada. O episódio não pode ser tratado como um simples problema de agenda ou uma falha burocrática. Trata-se de um paciente em condição delicada, que aguarda há semanas por um procedimento considerado necessário para a continuidade de seu tratamento. Cada dia de espera representa mais sofrimento para o paciente e para a família, que dependem exclusivamente da rede pública de saúde. No vídeo, Maurício BM afirma ainda que o caso não seria isolado e relembra que, durante o período em que exerceu o mandato de vereador, já havia cobrado diversas vezes melhorias e um atendimento mais digno no hospital e no pronto-socorro do município. A denúncia levanta questionamentos que precisam ser respondidos pelo poder público: por que o procedimento foi marcado duas vezes e não realizado? Quem está acompanhando o paciente? Qual é o prazo para a realização da raspagem? E por que os pedidos de ajuda encaminhados às autoridades não teriam recebido retorno? A população não exige privilégios — cobra apenas o básico: atendimento, informação, respeito e dignidade. Diante da denúncia, a gestão do prefeito Carlos Augusto tem o dever de esclarecer o caso e informar, com urgência, quais providências serão adotadas para resolver a situação do paciente. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPrefeitoRegião dos Lagos Baixada LitorâneaRio das Ostras RJVereadorVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Até agora, nada’: ex-vereador denúncia abandono de paciente no pronto-socorro em Rio das Ostras 13/07/2026 Justiça nega liminar contra decisão do TCE sobre contas da ex-prefeita de Araruama 14/07/2026 Furtos aumentam 10% em Campos no primeiro semestre de 2026 e preocupam moradores e comerciantes 17/07/2026 Deixe seu comentário Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ ajuíza ação para que Município do Rio implemente o Fundo Municipal de Proteção Animal Acuado, Hugo Motta planeja nos bastidores reação à decisão de Flávio Dino sobre emendas Condenado no caso Marielle, Domingos Brazão recebeu R$ 906 mil do TCE-RJ enquanto esteve preso Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas Mercadão de emendas abre novos negócios para políticos sem mandato - [TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga](https://politicariabrasileira.blog.br/trf2-mantem-condenacao-do-municipio-de-saquarema-rj-por-danos-ambientais-em-area-de-restinga/): TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga Decisão confirma ação do MPF e determina recuperação integral da área degradada, além de indenização por dano moral coletivo Por Procuradoria da República no Rio de Janeiro 13/07/2026 Praia em Saquarema | Foto: Prefeitura de Saquarema O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve, por unanimidade, a condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais causados pela supressão irregular de vegetação de restinga em Área de Preservação Permanente (APP), na orla da Praia da Barrinha-Lagoinha, em Itaúna. A decisão confirma sentença obtida em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), que responsabilizou o município pela degradação ambiental decorrente de obras de urbanização realizadas no local. Pela decisão, ficam mantidas as obrigações de apresentar e executar um plano de recuperação da área degradada, interromper novas intervenções lesivas e pagar R$ 40 mil por danos morais coletivos. Ao rejeitar o recurso do município, a 5ª Turma Especializada do TRF2 reconheceu que o licenciamento ambiental não autorizava a supressão da vegetação de restinga, uma vez que havia condicionantes específicas para intervenções em Área de Preservação Permanente que não foram cumpridas. O colegiado também destacou falhas no procedimento de licenciamento, como ausência de informações técnicas essenciais e inconsistências documentais. O acórdão ressalta ainda que a responsabilidade por danos ambientais é objetiva, baseada na teoria do risco integral. Assim, basta a comprovação do dano e do nexo causal para surgir o dever de reparar integralmente os prejuízos causados ao meio ambiente. Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, responsavel pela ação em primeira instância, “temos uma incessante luta contra o avanço de construções, ocupações, veículos automotores e grandes eventos sobre as restingas de Saquarema”. Proteção A decisão acolheu os argumentos apresentados pelo MPF de que a vegetação suprimida exercia função essencial para a estabilização do cordão arenoso e das dunas frontais, caracterizando Área de Preservação Permanente. O Tribunal também reconheceu a força das provas nos relatórios técnicos e autos de infração do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que identificaram a supressão irregular de aproximadamente 0,43 hectare de vegetação típica de restinga sem autorização específica do órgão ambiental competente. Segundo o TRF2, o fato de a área já apresentar degradação anterior não afasta a obrigação de recuperação ambiental nem autoriza novas intervenções ilegais. O acórdão também destacou que a continuidade das obras mesmo após decisão liminar que determinava sua suspensão evidenciou desrespeito à tutela ambiental, justificando a condenação por dano moral coletivo. Processo n° 5001192-86.2020.4.02.5108/RJ Notícia anteriorPróxima notícia INEA Instituto Estadual do Meio Ambientemeio ambienteMPF Ministério Público FederalRegião dos Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga 13/07/2026 Subsecretário de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas 14/07/2026 Audiência na Justiça discute alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões TRF2 mantém condenação do município de Saquarema (RJ) por danos ambientais em área de restinga Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Investigações do Master minam candidaturas ao Senado no RJ e DF MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial - [MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-obtem-decisao-que-determina-suspensao-de-atos-do-concurso-para-professores-de-mage-e-apuracao-de-possivel-descumprimento-de-ordem-judicial/): MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Magé, obteve decisão judicial que determina a imediata suspensão de todos os atos administrativos relacionados ao concurso público nº 01/2024 do Município de Magé, destinado ao provimento de cargos de professor da rede municipal de ensino. Por MPRJ 13/07/2026 MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial A decisão, proferida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Magé, também declarou a nulidade e a ineficácia das convocações, nomeações e posses realizadas após 29 de agosto de 2025, data em que o município foi formalmente informado da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) que havia suspendido o certame. A medida foi adotada no âmbito da ação cautelar proposta pelo MPRJ, após a Promotoria informar ao Juízo que o município teria descumprido a decisão do TJRJ ao promover 258 nomeações e posses publicadas após a ordem de suspensão do concurso, além de pelo menos 455 convocações temporárias realizadas por meio do Processo Seletivo Simplificado nº 001/2026. As investigações também identificaram indícios de coincidência entre candidatos aprovados no concurso suspenso e posteriormente contratados temporariamente, o que, segundo o Ministério Público, pode indicar tentativa de contornar os efeitos da decisão judicial e violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade na administração pública. Além disso, foi determinada a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Instituto de Avaliação Nacional (IAN), responsável pela organização do concurso, abrangendo os últimos cinco anos, para apuração da destinação dos recursos arrecadados com as inscrições e de eventuais transferências a terceiros. A decisão também determina que o prefeito de Magé apresente, no prazo de dez dias, a relação nominal dos candidatos empossados após a suspensão do concurso, as datas de posse e de entrada em exercício, a lotação de cada servidor, a lista completa dos contratados temporários por meio do Processo Seletivo Simplificado nº 001/2026 e as justificativas administrativas para essas contratações. Notícia anterior Magé RJMP-RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção 13/07/2026 PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Unha e Carne: Coaf rastreou suspeitas bilionárias de lavagem de dinheiro a partir de postos de combustíveis (VIDEO) Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ Valdemar admite usar emendas de deputados como Tiririca: “Isso é normal” Deputado ironiza ofício do Itamaraty sobre ação militar: “Tá com medinho?” - [PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara](https://politicariabrasileira.blog.br/pp-uniao-brasil-e-pl-lideram-ranking-de-emendas-sem-digital-na-camara/): PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara De acordo com relatório da Transparência Brasil, R$ 1,3 bilhão foram repassados sem identificação do deputado responsável pela emenda Por Jonatas Martins | CNN Brasil 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Os partidos PP (Partido Progressistas), União Brasil e PL (Partido Liberal) são as siglas que mais enviaram emendas da Câmara dos Deputados em 2025 com autoria associada à liderança partidária. Isso ocultaria os reais autores da indicação dos recursos. As informações constam em relatório da organização Transparência Brasil. O Republicanos, Avante, Solidariedade e Podemos também constam na lista relativa às emendas de liderança da Câmara referente a 2025. A Transparência Brasil acrescenta que a maior parte desses repasses concentra recursos em um ou dois estados. O restante é pulverizado em outros entes. “A prática sugere que a escolha do beneficiário final é feita por diversos deputados da legenda, de diferentes regiões do país, com caciques partidários se apropriando de maiores volumes para seus estados de interesse. Nenhum desses parlamentares é identificado”, aponta o relatório. Distribuição das indicações às emendas: Progressistas – 464 indicações – R$ 427.749.685; União Brasil – 303 indicações  – R$ 288.744.163; Partido Liberal – 234 indicações – R$ 254.339.840; Republicanos – 260 indicações – R$ 218.454.614; Avante – 50 indicações – R$ 29.995.000; Solidariedade – 6 indicações – R$ 22.000.000; Podemos – 24 indicações – R$ 18.983.331.   Os dados foram reunidos a partir de documentos disponibilizados da CMO (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização) do Congresso Nacional. Havia R$ 11,7 bilhões em indicações para as emendas de comissão em 2025. Deste montante, R$ 3,8 bilhões são originários do Senado e R$ 7,9 bilhões da Câmara. Elas são referentes a 4.415 indicações de senadores e de 12.231 indicações de deputados. A Transparência Brasil indica que todas as indicações das comissões do Senado estavam associadas a um senador. A CNN tenta contato com os partidos citados na reportagem. O espaço segue aberto. Emendas de liderança da Câmara por UF O relatório atesta que os líderes da bancada de seis dos sete partidos indicaram emendas sem apontar o responsável. “Esses seis líderes partidários fizeram indicações que somam R$ 143,2 milhões em 2025. A totalidade desses recursos foi para beneficiários dos estados em que foram eleitos”. A única exceção é o Progressistas já que não há registros de indicações atreladas ao nome de Dr. Luizinho (PP-RJ), líder da bancada na Câmara. O partido concentrou mais da metade do montante distribuído no Piauí. Este estado é a base eleitoral do senador Ciro Nogueira, presidente do PP e que tenta a reeleição em uma disputa acirrada. O União Brasil é o segundo partido com mais “emendas de liderança”, sendo R$ 134,9 milhões (47%) concentrados no Maranhão, domicílio eleitoral do deputadoPedro Lucas Fernandes, líder da bancada na Câmara. Valor direcionado em 2025 a beneficiários dos estados dos líderes partidários: Pedro Lucas Fernandes (União-MA) – 47% das emendas de liderança do partido foram para beneficiários da UF do líder; Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – 8% das emendas de liderança do partido foram para beneficiários da UF do líder; Dr. Luizinho (PP-RJ) – 24% das emendas de liderança do partido foram para beneficiários da UF do líder; Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) – 100% das emendas de liderança do partido foram para beneficiários da UF do líder; Gilberto Abramo (Republicanos-MG) – 17% das emendas de liderança do partido foram para beneficiários da UF do líder; Neto Carletto (Avante-BA) – 67% das emendas de liderança do partido foram para beneficiários da UF do líder; Rodrigo Gambale (Podemos-SP) – 21% das emendas de liderança do partido foram para beneficiários da UF do líder;   “Esse quadro reforça o entendimento de que as ´emendas de liderança´ não correspondem à cota individual dos líderes, tampouco representam uma decisão exclusiva deste parlamentar, pois a fragmentação em beneficiários de diversos entes sugere múltiplos autores ocultos”, afirma a organização responsável pelo ranking. De forma geral, o estado do Rio de Janeiro lidera o ranking de recebimento de “emendas de liderança”. O estado do Piauí aparece em seguida e tem R$ 216,5 milhões registrados em “emendas de liderança”, todas do PP. Situação em 2026 O relatório identificou que o cenário das “emendas de liderança” na Câmara persiste em 2026. As escolhas dos beneficiários das emendas de comissão incorporadas ao orçamento começaram a ser publicizadas em abril deste ano. Rastreamento feito pela Transparência Brasil em 29 de maio demonstram R$ 373,8 milhões em recursos registrados com autoria de lideranças partidárias. “Das sete lideranças partidárias com indicações que ocultam o parlamentar autor em 2025, apenas a do Solidariedade não aparece nos arquivos de 2026. Já o PT ingressou no grupo, com R$ 107,5 milhões atrelados à liderança petista. Os dados parciais apontam que praticamente um terço das “emendas de liderança” em 2026 é de autoria do Republicanos (R$ 126,5 milhões)”, revela a Transparência Brasil. O Republicanos é o partido de Hugo Motta, presidente da Câmara a partir de 2025. Atas indisponíveis e indicações irrastreáveis A legislação determinar que as atas das reuniões para decidir a distribuição das emendas precisam ser públicas. Segundo a Transparência Brasil, a Câmara dos Deputados apresentou “respostas evasivas” quando questionada sobre as atas. “Como não foi possível obter os documentos, tanto em transparência ativa quanto passiva, torna-se inviável verificar se as “emendas de liderança” decorrem de consenso das respectivas bancadas e pesquisar se os autores originais das indicações de liderança estão de alguma forma identificados”. A Transparência Brasil realizou o cruzamento de todas as indicações de emendas de comissão em 2025 disponibilizadas pelo Congresso – tanto de autoria definida, como de lideranças – com os dados do arquivo de indicações Portal da Transparência, a partir dos campos CNPJ do beneficiário e número da emenda. Como resultado, R$ 821 milhões em recursos empenhados não puderam ser associados a nenhuma das indicações da Câmara e do Senado a partir dessas duas bases. Manifestações O Solidariedade informou que todas as indicações feitas pela liderança obedecem rigorasamente a Constitituição e a legislação brasileira. “O Dep. Aureo Ribeiro foi eleito pelo estado - [Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil](https://politicariabrasileira.blog.br/camara-indicou-r-13-bilhao-em-emendas-de-comissao-sem-identificar-autor-diz-transparencia-brasil/): Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Estudo afirma que indicações foram registradas em nome de líderes partidários, sem identificar os deputados que escolheram os beneficiários. Por Caetano Tonet | g1 13/07/2026 Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Brasília – Um estudo da Organização Transparência Brasil afirma que, em 2025, a Câmara dos Deputados registrou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão em nome de líderes partidários em 2025, sem identificar os parlamentares que efetivamente indicaram os beneficiários dos recursos. Segundo a organização, o montante representa 16% das indicações feitas pelas comissões da Casa no ano e reproduz a lógica do extinto “orçamento secreto”. 🔎 Apesar de na prática replicar o modelo do antigo orçamento secreto, a indicação de emendas de comissão por parte dos líderes partidários está prevista na lei complementar 210, aprovada no Parlamento em 2025 em acordo entre os Três Poderes após o Supremo Tribunal Federal suspender o pagamento de emendas, justamente por falta de transparência. De um total de 12.231 apontamentos, o levantamento identificou 1.341 indicações associadas apenas às lideranças de sete partidos — PP, União Brasil, PL, Republicanos, Avante, Podemos e Solidariedade. De acordo com a Transparência Brasil, os documentos públicos da Câmara registram apenas a liderança partidária como autora dessas indicações, sem informar quais deputados definiram o destino final das verbas. No total, o montante indicado sob a assinatura dos líderes partidários corresponde a 16% dos R$ 7,9 bilhões destinados pela Câmara dos Deputados em 2026. Partidos que mais direcionaram emendas A federação formada por Progressistas e União Brasil foi a que mais utilizou o mecanismo, chamado pela ONG de “emenda de liderança”, com R$ 716,7 milhões, sendo R$ 427,7 milhões do PP e R$ 288,7 milhões do União Brasil. As siglas são seguidas do PL, com R$ 254,3 milhões, e pelo Republicanos, que indicou R$ 218,5 milhões através da caneta da liderança do partido. Juntos, os quatro partidos respondem por quase 95% do total identificado pelo estudo. O relatório também procura demonstrar que os líderes partidários registrados como autores das indicações não seriam, necessariamente, os responsáveis por definir o destino dos recursos. Segundo o estudo, seis dos sete líderes dos partidos que utilizaram esse mecanismo tinham emendas registradas em seus nomes, somando R$ 143,2 milhões. Em todos esses casos, as indicações individuais foram destinadas exclusivamente a beneficiários dos estados pelos quais esses parlamentares foram eleitos. Já as emendas registradas em nome das lideranças apresentam um padrão diferente segundo o estudo. Os recursos foram distribuídos entre diversos estados e, na maioria dos casos, apenas uma parcela ficou concentrada no estado de origem do líder partidário. Nos moldes do orçamento secreto, essa pulverização indica que diferentes deputados da mesma bancada podem ter escolhido os beneficiários, embora seus nomes não apareçam nos documentos públicos, ficando a autoria formal atribuída apenas à liderança do partido. O estudo cita o PP como o principal exemplo desse padrão. Mais da metade dos R$ 427,7 milhões indicados pelo líder da bancada, Dr. Luizinho (PP-RJ), foi destinada ao Piauí, enquanto cerca de 24% tiveram como destino o Rio de Janeiro, estado pelo qual o deputado foi eleito. O levantamento faz observação semelhante sobre o União Brasil. Segundo o relatório, 47% das emendas atribuídas à liderança da bancada foram destinadas ao Maranhão, estado do então líder Pedro Lucas (União-MA), enquanto o restante foi distribuído por outros 14 estados. “Esse quadro reforça o entendimento de que as ‘emendas de liderança’ não correspondem à cota individual dos líderes, tampouco representam uma decisão exclusiva deste parlamentar, pois a fragmentação em beneficiários de diversos entes sugere múltiplos autores ocultos”, diz o relatório. Além da ocultação dos autores, o estudo aponta falhas na rastreabilidade das emendas. A entidade afirma que R$ 821 milhões em emendas de comissão empenhadas em 2025 não puderam ter seus beneficiários finais identificados por meio do cruzamento das bases públicas do Congresso e do governo federal, em razão da ausência de um identificador único para acompanhar cada indicação até sua execução. ➡️As emendas de comissão (RP8) surgiram após o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar as emendas de relator — primeiro modelo do orçamento secreto — inconstitucionais. Esses recursos não são impositivos, ou seja, o governo não é obrigado a pagar e sua liberação depende de negociação política. Em 2026, o PT adotou o modelo Segundo o levantamento, o modelo seguiu em 2026 e, até 29 de maio, a Transparência Brasil identificou R$ 373,8 milhões em indicações de emendas de comissão registradas apenas em nome de líderes partidários, sem identificação dos parlamentares que escolheram os beneficiários. Com exceção do Solidariedade, todos os partidos identificados em 2025 mantiveram o mecanismo neste ano. A novidade foi a entrada do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou R$ 107,5 milhões em nome da liderança da bancada. Nos dados parciais de 2026, o Republicanos aparece com o maior volume de recursos vinculados às chamadas emendas de liderança, somando R$ 126,5 milhões. A entidade destaca que não encontrou registros de indicações atribuídas apenas às lideranças nas emendas de comissão do Senado, tanto em 2025 quanto nos dados parciais divulgados para 2026. Notícia anterior AvanteDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPodemosPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSolidariedadeSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas 13/07/2026 Meu patrimônio não chega “nem perto” de R$ 119 milhões, diz Valdemar (VIDEO) 11/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia - [Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados](https://politicariabrasileira.blog.br/doador-da-campanha-de-ex-ministro-de-bolsonaro-e-um-dos-alvos-de-nova-acao-da-pf-sobre-fraudes-contra-aposentados/): Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados Nova fase da Operação Sem Desconto mira presidentes de organizações que fraudaram aposentados, entre eles Felipe Macedo Gomes, que doou R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni, ex-ministro de Jair Boslonaro, em 2022. Por Plínio Teodoro | Fórum 27/05/2026 Onyx Lorenzoni (PP-RS) e Felipe Macedo Gomes (Agência Senado) A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta quarta-feira (27) nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões. Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba. um dos alvos da operação é o ex-presidente da Associação Amar Brasil Clube de Benefício, Felipe Macedo Gomes, que doou R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Além dele, a PF cumpre mandados contra Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP), que também teria atuado em várias entidades ligadas ao sistema de descontos associativos, incluindo Amar Brasil, MasterPrev e ANDAPP. Requerimentos da CPMI mostram que entidades associativas das quais ele participou — como AASAP, Amar Brasil e MasterPrev — cresceram justamente no período em que o Ministério da Previdência era comandado por figuras do entorno bolsonarista, especialmente Onyx Lorenzoni. Onyx foi ministro da Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência, Cidadania e Previdência no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Técnico do INSS, Everaldo Felício de Macedo, tambpem está entre os alvos. Ele é suspeito de receber pagamentos de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, que seria o líder da organização criminosa. Segundo a PF, nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoINSSPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da República Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Doador da campanha de ex-ministro de Bolsonaro é um dos alvos de nova ação da PF sobre fraudes contra aposentados Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-e-cgu-deflagram-nova-fase-de-operacao-que-investiga-fraudes-em-aposentadorias-e-pensoes/): PF e CGU deflagram nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias e pensões Ação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e 8 medidas cautelares em 3 estados e no DF. Operação Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, políticos, empresários e donos de associações e sindicatos. Por Fábio Amato, Léo Arcoverde e Isabela Camargo | TV Globo, GloboNews e g1 27/05/2026 Presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Américo Monte Júnior (esquerda) e Igor Dias Delecrode dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP). Os dois foram alvos de operação da PF nesta quarta-feira (27) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Brasília – A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. 🔎 Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, esta fase da operação apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões. Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas). As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações: Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB) Master Prev Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP) Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (ANDAPP)   Correção: na publicação desta reportagem, o g1 errou a sigla de uma das entidades alvos da operação da PF contra fraudes no INSS. A instituição que foi alvo de mandados é a Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde — cuja sigla é AASAP, e não AASP. A informação foi corrigida às 10h. Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema. Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados: Gutemberg Tito de Souza, apontado nas investigações como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV; Zacarias Canuto Sobrinho, citado como articulador ligado à administração das entidades investigadas; Cleiton dos Santos Medeiros, identificado nas apurações como operador ou intermediário ligado à estrutura financeira e operacional investigada; Daniel Gerber, citado como operador ou intermediário ligado ao funcionamento financeiro e operacional do grupo investigado; Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, citado como intermediário ligado à estrutura operacional das entidades sob investigação; Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios; Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP); Anderson Cordeiro de Vasconcelos, apontado como um dos responsáveis pela estrutura das entidades investigadas; Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste. Segundo as investigações, teria ligação com a ABAPEN; Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns e um dos alvos da investigação.   A TV Globo procura contato com as defesas dos investigados. Parte dos alvos já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Em nota, a defesa de Daniel Gerber afimou que os valores recebidos são referentes a “honorários e pagamentos legítimos, com rastreabilidade integral dentro do sistema financeiro”. “Daniel Gerber, sócio fundador do escritório Daniel Gerber Advogados e da Thinking Blue, executa com transparência absoluta uma das maiores atividades de massificado do Brasil: mais de 300.000 processos ativos, 5.000 audiências mensais e 50.000 acordos celebrados — tudo verificável publicamente nos sistemas dos Tribunais”. A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Descontos ilegais O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles. 💰 O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos. A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias. Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoINSSMDB Movimento Democrático BrasileiroPDT Partido Democrático TrabalhistaPolícia Federal PFRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Da CPI dos Correios a hotel de Trump, intermediário entre Castro e Vorcaro atuou em fraudes na previdência nos últimos 20 anos](https://politicariabrasileira.blog.br/da-cpi-dos-correios-a-hotel-de-trump-intermediario-entre-castro-e-vorcaro-atuou-em-fraudes-na-previdencia-nos-ultimos-20-anos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Relatórios da PF e decisões da CVM descrevem um personagem recorrente em operações de captação de recursos de fundos de pensão Por Bernardo Mello e Caio Sartori | O Globo 27/05/2026 O lobista Ricardo Siqueira — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – Apontado pela Polícia Federal como lobista do banqueiro Daniel Vorcaro e intermediário entre ele e o ex-governador Cláudio Castro (PL), o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues tem um histórico de fraudes envolvendo fundos de previdência. O episódio mais recente foram os aportes do Rioprevidência, instituto ligado ao governo do Rio, em papéis e fundos da rede do Banco Master, no valor total de R$ 3 bilhões — o que levou Rodrigues a ser alvo de busca e apreensão na terça-feira. Segundo as investigações, o empresário recebia uma comissão de Vorcaro ao captar recursos de fundos de previdência para o Master, o que dependia de “alinhamento político” com Castro. “Rodrigues, já anteriormente investigado à extensão por atuação em fraudes, realizou captação de clientes para o Banco Master e foi remunerado para tanto com comissão de 0,6% sobre os valores angariados”, afirma Mendonça, ao autorizar a operação. Lavagem de ativos A PF apontou ainda que Rodrigues controlava uma empresa, a Mídias Promotora, que recebeu R$ 126 milhões do Master entre 2022 e 2025, conforme reportagem da Folha de S. Paulo. Esta firma ajudava a “escoar recursos oriundos das operações fraudulentas” entre fundos de previdência e o banco de Vorcaro, segundo a PF, “facilitando a lavagem de ativos e o repasse de valores aos agentes envolvidos”. Vinte anos antes de o esquema do Master vir à tona, Rodrigues foi um dos alvos da CPI dos Correios, em 2005, que ajudou a revelar o mensalão. À época, segundo o relatório da CPI, ele era o dirigente de uma corretora de investimentos que promoveu “diversas operações atípicas no mercado financeiro”, provocando “perdas aos fundos de pensão” que usaram seus serviços. Um dos principais prejudicados por Rodrigues, de acordo com a investigação da época, foi a Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), que teve um rombo de R$ 2,6 milhões em valores de então — R$ 8,4 milhões corrigidos pela inflação. Ele recebeu uma multa de mais de R$ 1 milhão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por atuação fraudulenta. A Refer teve em seu quadro de dirigentes o advogado Deivis Marcon Antunes, que assumiu em 2023, por nomeação de Castro, o comando do Rioprevidência — e abriu caminho, na sequência, para os aportes do instituto estadual no banco de Vorcaro. Em mensagens obtidas pela PF, sem citar Deivis, Rodrigues disse ao dono do Master que “resolveria os trâmites internos” para o Rioprevidência alocar recursos no banco. Outro episódio de Rodrigues com fundos de previdência, este investigado pela Lava-Jato, envolveu a construção de um hotel na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, em 2016, que levaria a marca do presidente dos EUA, Donald Trump. A investigação apontou que Rodrigues e outro sócio da construção, o comunicador Paulo Figueiredo — conhecido hoje por sua atuação junto ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro —, se beneficiaram de operações fraudulentas no valor de R$ 17,8 milhões e de R$ 9 milhões, respectivamente, na venda de cotas do empreendimento. Na decisão em que multou Rodrigues em R$ 53 milhões pelo caso, em 2023, a CVM apontou que o empresário era “o indivíduo responsável por captar os recursos de entidades de previdência”. O hotel foi inaugurado com diferenças em relação ao projeto original, e o grupo Trump rompeu o contrato de licenciamento da marca ainda em 2016, prejudicando os fundos que aportaram recursos. Após ser preso, Rodrigues fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, o que levou à prisão de Paulo Figueiredo no início de 2019. O processo contra o comunicador bolsonarista, no entanto, foi trancado posteriormente por decisão da Justiça Federal. Outro relato de Rodrigues gerou desdobramentos à investigação do chamado “QG da Propina” na gestão de Marcelo Crivella na prefeitura do Rio. O empresário disse aos investigadores que um restaurante dele foi usado como fachada para o suposto operador de Crivella, Rafael Alves, receber R$ 1 milhão em propina. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - ['Elevada coincidência temporal': PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master](https://politicariabrasileira.blog.br/elevada-coincidencia-temporal-pf-cita-elo-entre-encontros-de-castro-e-vorcaro-com-aportes-no-master/): ‘Elevada coincidência temporal’: PF cita elo entre encontros de Castro e Vorcaro com aportes no Master Segundo a PF, reuniões entre o ex-governador do RJ e o banqueiro têm datas próximas às dos investimentos de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência. Por André Coelho Costa, Gabriel Barreira, Mahomed Saigg, Márcio Falcão e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 27/05/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A investigação da Polícia Federal aponta uma “elevada coincidência temporal” entre encontros do ex-governador Cláudio Castro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro e a liberação de aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. A defesa de Castro negou haver relação pessoal indevida com Daniel Vorcaro (veja a nota completa abaixo). Nesta terça-feira (26), o ex-governador do Rio foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero, afirma que os investigadores identificaram “sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social)”. Segundo a PF, a relação entre Castro e Vorcaro “não se limitou a contatos institucionais”, mas envolveu “vínculo pessoal estreito”, com encontros frequentes, inclusive “em ambientes privados e no exterior”, custeados pelo banqueiro. Os investigadores sustentam que esse relacionamento teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os aportes e influenciado mudanças internas no Rioprevidência. ℹ️ O Rioprevidência é o fundo responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e administra uma das maiores estruturas previdenciárias do país. Atualmente, o sistema atende cerca de 237 mil aposentados e pensionistas civis e militares do estado. ℹ️ Já a Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça ligado ao Banco Master. Daniel Vorcaro está preso em Brasília. A PF aponta que a cúpula do Rioprevidência foi alterada pouco antes do início das operações financeiras investigadas. Segundo a decisão, houve a nomeação estratégica de dirigentes para cargos-chave, como presidência, diretoria e gerência de investimentos. De acordo com o documento, os novos gestores passaram a adotar decisões contrárias à política conservadora que vigorava até então no Rioprevidência. A investigação cita: credenciamento acelerado do Banco Master; ausência de análises técnicas estruturadas; falta de comparação com alternativas do mercado; avaliações de risco consideradas insuficientes; e continuidade dos aportes mesmo após alertas de órgãos de controle. Credenciamento um dia após troca de diretor A decisão também descreve uma sequência considerada relevante pela PF: o então diretor de investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues, assumiu o cargo em 4 de outubro de 2023. No mesmo dia, o Banco Master pediu credenciamento junto ao fundo. Segundo os investigadores, a partir dali começaram os investimentos que hoje são alvo da operação. A PF calcula que o Rioprevidência destinou R$ 3,69 bilhões ao Banco Master, somando aplicações em Letras Financeiras e fundos ligados ao grupo financeiro. O documento afirma que parte dos investimentos ocorreu depois que surgiram obstáculos regulatórios para manter os aportes nas Letras Financeiras. A investigação sustenta que os recursos então migraram para fundos estruturados ligados ao banco, em uma tentativa de contornar restrições regulatórias. Para o ministro André Mendonça, há “elevada probabilidade” de que os investigados integrem “um amplo, estável e bem estruturado esquema de corrupção e lavagem de dinheiro criado para o desvio de uma cifra bilionária do Rioprevidência”. O que diz Castro A defesa nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro. Os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal. A defesa esclarece ainda que Cláudio Castro não conhece o citado Ricardo apontado como suposto intermediário ou elo entre ele e Daniel Vorcaro. Também não procede a informação de que viagens, passagens ou despesas pessoais de Cláudio Castro tenham sido custeadas por Daniel Vorcaro, assim como não houve qualquer tipo de benefício pessoal recebido pelo ex-governador. Todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e em conformidade com as regras previstas na Resolução CMN nº 4.963/2021, em operações conduzidas com instituição autorizada e supervisionada pelo Banco Central. Cláudio Castro jamais integrou qualquer comitê de investimentos do Rioprevidência, não participava das decisões técnicas da carteira da autarquia e nunca exerceu função operacional relacionada aos investimentos realizados pelo instituto, o que demonstra a autonomia técnica dos executivos e órgãos internos responsáveis pelas análises e deliberações. Assim que surgiram questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master, o próprio ex-governador determinou a adoção imediata de medidas de apuração e controle, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e a instauração de procedimento interno pela Controladoria-Geral do Estado. Cabe ainda ressaltar que, em dezembro de 2025, houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão de fundo administrado pelo Banco Master, garantindo a proteção do patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. As compras de Letras Financeiras do Banco Master foram encerradas ainda em 2024. Não houve novos aportes após determinação do TCE-RJ. O Fundo Arena foi integralmente resgatado em 2025, sem qualquer prejuízo ao Rioprevidência, e o Fundo Revolution teve pedido de resgate realizado pela autarquia em janeiro de 2026. Importante destacar que todos os recursos investidos nos fundos ligados ao Banco Master que foram integralmente recuperados já foram ressarcidos ao caixa do Estado. Parte desses valores, inclusive, foi utilizada para garantir o pagamento da folha previdenciária. A defesa reafirma sua confiança no completo esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJ Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário - [Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/encontros-viagens-e-nomeacoes-elo-pessoal-entre-castro-e-vorcaro-facilitou-aporte-de-r-37-bi-no-master-pelo-rioprevidencia-diz-pf/): Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Investigação aponta encontros frequentes, viagens pagas pelo banqueiro e nomeações estratégicas no fundo de previdência ajudaram a viabilizar aplicações apesar de alertas. Por g1 Rio 26/05/2026 Cláudio Castro e Daniel Vorcaro — Foto: Reprodução A decisão judicial que derrubou o sigilo da investigação da Polícia Federal (PF) sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master aponta que a relação pessoal entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi determinante para viabilizar investimentos bilionários considerados irregulares pelo Ministério Público. “A relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”. Nesta terça-feira (26), Castro foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares apreendidos. Segundo o documento, obtido pela TV Globo, as investigações indicam que recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais foram aplicados em Letras Financeiras e fundos ligados ao Banco Master “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”. De acordo com a decisão, o esquema teria envolvido “alterações deliberadas nos procedimentos internos”, credenciamentos considerados apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e o uso de intermediários para aumentar comissões e ocultar pagamentos de vantagens indevidas. Os investigadores afirmam que a atuação de Castro “não se limitou a contatos institucionais”, mas incluiu um “vínculo pessoal estreito” com o controlador do Banco Master, Daniel Bleno Vorcaro. A representação menciona encontros frequentes entre os dois, inclusive em ambientes privados e viagens ao exterior custeadas pelo banqueiro, que teriam coincidido temporalmente com aportes bilionários do RioPrevidência no banco. Ainda segundo a decisão, a relação teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os investimentos e influenciado a nomeação de dirigentes estratégicos no RioPrevidência, incluindo cargos de presidência, diretoria e gerência de investimentos. Para os investigadores, essas indicações sugerem que decisões sobre aplicações de recursos previdenciários teriam sido tomadas em desacordo com normas técnicas e regulatórias, mas alinhadas aos interesses do Banco Master. O documento também afirma que os aportes continuaram mesmo após alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis, mantendo o fluxo de recursos públicos para operações classificadas como “temerárias” e sem justificativa técnica. A investigação apura possíveis crimes relacionados à gestão de recursos do regime próprio de previdência do estado. A defesa de Cláudio Castro afirma que o ex-governador está à disposição da Justiça e sustenta que todos os atos de sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação. Já o Banco Master nega irregularidades. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidência Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master 26/05/2026 Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR](https://politicariabrasileira.blog.br/rachadinha-e-lavagem-de-dinheiro-as-acusacoes-contra-mario-frias-denunciadas-a-pgr/): Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Representação pede investigação contra deputado bolsonarista por suspeitas envolvendo gabinete, emenda para o filme Dark Horse, Banco Master e viagem ao Bahrein Por Ivan Longo | Fórum 26/05/2026 O deputado federal Mario Frias (PL-SP) – Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados A Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira (25) uma notícia de fato na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O parlamentar bolsonarista é alvo de pedido de investigação por suspeitas de “rachadinha”, lavagem de dinheiro, uso indevido de recursos públicos e fatos conexos envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A representação é encabeçada pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), e pede a instauração de procedimento investigatório criminal ou, se for o caso, a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro de Frias. Segundo o documento, o caso tem como núcleo principal a suspeita de que uma ex-funcionária do gabinete de Mário Frias teria realizado pagamentos em benefício do entorno familiar e político do deputado. A representação cita reportagem jornalística que revelou comprovantes indicando que a ex-servidora teria pago uma fatura de cartão de crédito da esposa do parlamentar, feito Pix para a mãe dele e transferido valores ao então chefe de gabinete. O documento sustenta que os elementos divulgados “indicam possível captura privada de salários pagos com recursos públicos a servidoras e servidores parlamentares”. Suspeita de rachadinha no gabinete de Mario Frias Na representação, a Bancada do PT afirma que a remuneração de assessores parlamentares tem finalidade pública específica: pagar trabalho efetivo em favor do mandato. Por isso, argumenta que qualquer retorno de parte desses valores ao parlamentar, a familiares, chefes de gabinete ou pessoas de confiança pode indicar desvio de finalidade e apropriação privada da estrutura estatal. O texto define a prática de “rachadinha” como a apropriação de parte da remuneração de assessores por meio de devoluções compulsórias, repasses periódicos, transferências diretas, pagamentos indiretos de despesas pessoais, servidores fictícios, interpostas pessoas ou circuitos financeiros destinados a beneficiar o parlamentar, familiares ou operadores. A representação sustenta que o pagamento da fatura do cartão da esposa de Frias “revela possível utilização de remuneração de servidora para custear despesa privada familiar”. Já a transferência à mãe do deputado, segundo o documento, sugere circulação de recursos para pessoa do núcleo familiar. O envio de valores ao então chefe de gabinete é apontado como possível sinal de participação de integrante da estrutura interna do mandato. O PT pede que a PGR apure a origem dos recursos, a periodicidade das transferências, a existência de padrão semelhante com outros servidores, a atuação de intermediários, a compatibilidade entre a renda da ex-funcionária e os valores movimentados, além da relação de subordinação funcional dentro do gabinete. A bancada também solicita que sejam ouvidos a ex-funcionária mencionada na reportagem, o então chefe de gabinete, familiares citados e outros servidores ou ex-servidores que possam esclarecer a dinâmica dos pagamentos. Outro ponto central da representação é o pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal e patrimonial dos envolvidos, mediante autorização judicial quando necessária. O PT também pede relatório de inteligência financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para rastrear origem, destino, habitualidade e finalidade das transferências. Filme sobre Bolsonaro, Banco Master e viagem ao Bahrein entram na mira A notícia de fato amplia o caso para além do gabinete parlamentar. O documento pede investigação sobre a destinação de emenda parlamentar ao filme Dark Horse, obra ligada à construção de narrativa política favorável ao bolsonarismo. Segundo a representação, a apuração deve verificar se houve desvio de finalidade no uso de recursos públicos, quem foram os beneficiários diretos e indiretos, quais despesas foram executadas e se houve complementação por recursos privados, nacionais ou estrangeiros. O ministro Flávio Dino, do STF, já havia determinado a abertura de apuração preliminar sobre o uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora do filme sobre Bolsonaro. Segundo a Agência Brasil, oficiais de Justiça tentavam há mais de um mês intimar Mário Frias a prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação dessas emendas. A representação também menciona uma possível rota financeira Brasil–EUA–Brasil relacionada ao filme. O PT pede que sejam requisitadas informações ao Banco Central, à Receita Federal e ao Coaf sobre remessas internacionais, contratos de câmbio, invoices, beneficiários finais, empresas intermediárias e a compatibilidade entre valores movimentados e serviços prestados. “A pergunta investigativa é objetiva: por que uma obra executada substancialmente no Brasil precisaria movimentar valores por uma rota Brasil–EUA–Brasil?”, diz o documento. Para a bancada, a apuração deve verificar se houve finalidade econômica legítima ou se a rota teria servido para ocultar origem, destino, beneficiários, natureza dos pagamentos ou finalidade política da produção. O caso também é conectado, na representação, ao chamado ecossistema do Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. O documento cita reportagens que apontam proximidade entre Frias, Flávio Bolsonaro e Vorcaro no contexto do financiamento do filme. A representação contra Frias ainda cita a viagem do deputado ao Bahrein sem comunicação prévia à Mesa Diretora da Câmara. Para o PT, o deslocamento teria ocorrido em momento sensível, quando havia intimação expedida por Flávio Dino para que o parlamentar prestasse esclarecimentos sobre a emenda destinada ao filme. O documento pede que a PGR investigue se a viagem teve o objetivo de retardar, dificultar ou frustrar a ciência formal da intimação. No enquadramento jurídico preliminar, a bancada afirma que os fatos podem indicar, em tese, crimes contra a Administração Pública e delitos patrimoniais conexos. Entre as hipóteses mencionadas estão peculato, concussão, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica, falsidade documental, associação criminosa, organização criminosa e obstrução de investigação. Frias nega irregularidades. Em manifestação enviada ao STF nesta segunda-feira (25), o deputado classificou como “falsas” e “difamatórias” as suspeitas de desvio de verbas públicas relacionadas ao filme Dark Horse.  Ao final, a Bancada do PT pede que, caso sejam encontrados indícios suficientes, a PGR ofereça denúncia perante o Supremo Tribunal Federal ou adote as medidas penais cabíveis. O documento também solicita - [Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão](https://politicariabrasileira.blog.br/kits-da-lei-seca-com-desenhos-de-ziraldo-comprados-a-r-25-milhoes-estao-parados-em-galpao/): Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão O g1 apurou que se pagou acima de outras propostas pelos 100 mil kits que seriam usados em campanhas educativas, mas estão parados em depósito, sem programação de distribuição. Governo do RJ vai abrir sindicância. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 26/05/2026 Kits com ilustração de Ziraldo — Foto: Reprodução O governo em exercício do Rio de Janeiro vai abrir uma sindicância para investigar cerca de 100 mil kits de leitura encontrados estocados em um galpão particular, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e que seriam utilizados para campanhas educativas da Operação Lei Seca. Os conjuntos de livros, com ilustrações do cartunista Ziraldo, foram adquiridos por R$ 25,6 milhões. O g1 apurou que a Secretaria de Governo na gestão Cláudio Castro pagou um valor acima da proposta que havia no mercado pelo material – a gestão do antigo governador afirma que isso se deve pela qualidade superior. Além disso, não se encontrou um cronograma para a distribuição do conjunto de livros. Uma auditoria foi feita no local e produziu um relatório que “vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público” (a nota completa do governo em exercício está ao final desta reportagem). A compra dos kits é um dos 6,7 mil contratos que estão sendo revisados pela atual gestão estadual. André Moura, ex-secretário de Governo do RJ, disse que esse material estava preparado para ser distribuído “durante todo o ano no exercício da operação Lei Seca”: “Não tem absolutamente nada de errado com esse processo. Estou bem tranquilo com isso”, explicou Moura (Todas as informações prestadas por ele e os responsáveis pelo contrato estão no fim desta reportagem). A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo,não teve qualquer ingerência sobre os pontos que são objeto de apuração (leia a nota na íntegra mais adiante na reportagem). A compra dos kits de leitura aconteceu através da adesão de uma ATA de registro de preços, que permitiu que o órgão público, no caso a secretaria de Governo, adquirisse de forma rápida o objeto de forma ágil sem a necessidade de licitações. A empresa escolhida foi a Stem Educacional, que tem sede no Paraná. O valor pago foi R$ 12,6 milhões a mais do que um valor apresentado por uma outra empresa, mas que não foi considerado pela então gestão da secretaria. O g1 entrou em contato com a Stem Educacional, na sexta-feira (22), mas até o momento não obteve resposta. A proposta inicial da secretaria de Governo, na gestão Cláudio Castro, era distribuir os kits em escolas estaduais, a professores, alunos e familiares, além de eventos itinerantes e no atendimento durante as operações Lei Seca nas ruas do RJ. Só que a proposta não explica qual o parâmetro para a compra de 100 mil kits de leitura. A título de comparação, dados do próprio governo do Rio, mostram que em 2024, por exemplo, a Operação Lei Seca e o projeto Escola Nota 10 atenderam mais de 430 mil pessoas. Desde o Natal, os kits estão armazenados em caixas em seis galpões em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O governo do RJ comprou 100 mil exemplares, que foram entregues de uma só vez. A Ziremias Estúdio de Arte, responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do cartunista Ziraldo, explicou em nota que não fez parte do contrato. O que diz o governo Em nota, o governo em exercício, comentou a situação: “No caso dos kits de leitura voltados para campanhas educativas da Lei Seca, foi constatado que cerca de 100 mil kits, adquiridos em contrato anterior, permanecem armazenados em depósito, sem destinação adequada até o momento. A partir da auditoria realizada, foi elaborada um relatório que vai subsidiar tanto a instauração de sindicância administrativa, para apuração de eventual responsabilidade, quanto o encaminhamento do caso ao Ministério Público, para as medidas que entender cabíveis”. O que diz André Moura e seus assessores O ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro, André Moura explicou que houve um planejamento com base em anos anteriores para definir o número de kits a serem adquiridos: “Foi tudo preparado para ser utilizado durante o ano no exercício da operação Lei Seca. Tomamos por base, os critérios que a própria equipe escolheu como local de armazenamento que tivesse bom acesso ao local. Sobre essa questão de preço, o livro apresentado parecia ser feito por IA. Nunca circulou e nem havia qualquer garantia. Então, não havia como adquirir. Não tem absolutamente nada errado com esse processo. Estou muito tranquilo”, explicou. Edmilson Suassuna, subsecretário de projetos estratégicos da Secretaria de Governo, na gestão André Moura falou sobre o armazenamento dos kits: “Parece que o material está lá jogado. Esse galpão não é um galpão qualquer à disposição do Estado. Houve todo um estudo e pedimos que o local fosse de fácil acesso e que pudesse armazenar e conservar o material do Ziraldo. A equipe da operação Lei Seca foi até lá conferir e ela ficou responsável por fiscalizar todo o processo. Esse material é para atender todas as campanhas educativas e esse quantitativo foi definido através de um estudo técnico preliminar”, explicou Suassuna. O que diz a Ziremias A Ziremias Estúdio de Arte se pronunciou com a seguinte nota: A ZIREMIAS ESTÚDIO DE ARTE LTDA., responsável pela gestão e administração da propriedade intelectual do saudoso cartunista ZIRALDO, vem a público, diante das notícias veiculadas nesta data sobre kits de leitura adquiridos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, esclarecer o seguinte: 1.A Ziremias atua exclusivamente como administradora e licenciante das obras de Ziraldo, autorizando o uso de suas ilustrações e textos em material educativo, atividade que sempre acompanhou a trajetória do artista, dedicada, ao longo de décadas, à formação de crianças e jovens. Nessa condição, a Ziremias licencia os direitos autorais à empresa licenciada, à qual cabe a edição, a produção e a promoção da distribuição do material, distribuição esta realizada - [Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/claudio-castro-e-alvo-de-buscas-da-pf-em-operacao-contra-aportes-de-r-37-bilhoes-pelo-rioprevidencia-em-fundos-do-banco-master/): Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por Eduardo Pierre e Mahomed Saigg | TV Globo 26/05/2026 Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master. A PF apura aportes de R$ 3,7 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado. Agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A equipe ficou cerca de 3 horas na residência e deixou o edifício às 9h10, com 2 celulares apreendidos. O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”. A defesa de Deivis informou que não vai se manifestar sobre a operação desta terça, assim como a de Vorcaro. Foi a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bateu na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino, contra supostas fraudes fiscais na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Barco de Papel A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro, em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado. Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul. A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3,7 bilhões transferidos do Rioprevidência”. 🔎 A PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, que foi liquidado. O dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, está preso em Brasília. CPI na Alerj No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada. De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu R$ 970 milhões diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira. Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco. O total das transferências só do Rioprevidência, segundo os cálculos do TCE, seria de aproximadamente R$ 1,6 bilhão. De acordo com Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões. Diferença nos números A PF afirmou nesta terça, porém, ter descoberto novas aplicações do Rioprevidência de R$ 2,01 bilhões, mais do que o R$ 1,6 bilhão apontado pelo TCE. O g1 apurou que a PF não considerou na conta os investimentos da Cedae. Notícia anterior ALERJBanco MasterCedaeCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado EstadualGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPRF Polícia Rodoviária FederalPSOLRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal FederalTCE-RJ Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master 26/05/2026 Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP 25/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Os donos do crime: TCP levou guerra do tráfico aos céus do Rio com uso de drones para vigiar criminosos rivais e polícia](https://politicariabrasileira.blog.br/os-donos-do-crime-tcp-levou-guerra-do-trafico-aos-ceus-do-rio-com-uso-de-drones-para-vigiar-criminosos-rivais-e-policia/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Peixão e Lacoste integram a quadrilha que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho Por Vera Araújo | O Globo 26/05/2026 Peixão e Lacoste integram a quadrilha que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho Rio de Janeiro – Em maio de 2017, viralizou nas redes sociais uma foto do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, pilotando um drone do alto de uma laje na Cidade Alta, na Zona Norte do Rio. Fundador do Complexo de Israel, subfacção do Terceiro Comando Puro (TCP), foi ele quem introduziu aeronaves não tripuladas para demarcar territórios e vigiar quadrilhas rivais, além da polícia. Outro chefe do TCP, Walace Trindade de Brito, o Lacoste, do Morro da Serrinha, em Madureira, adotou a mesma tática. Eles são os personagens desta segunda reportagem da série “Os donos do crime”, dedicada a mostrar quem são os criminosos que aterrorizam o Rio à frente da violência do tráfico, das milícias, dos bandos de matadores de aluguel e do jogo do bicho. Peixão e Lacoste, perfilados em vídeo no site e nas redes sociais do GLOBO, estão à frente do processo que levou para os céus a guerra do Rio. Os dois integram um grupo criminoso que investe em tecnologia para se fortalecer e não sucumbir ao avanço do maior rival — o Comando Vermelho (CV), que foi flagrado recentemente usando drones de carga capazes de carregar até 80 quilos. No TCP, segunda maior facção do estado, os chefes se vangloriam em redes sociais do pioneirismo no uso de equipamentos modernos de guerra. No trecho de uma conversa de Peixão com um fornecedor de drones, o traficante demonstra entusiasmo ao comentar a tecnologia das aeronaves não tripuladas. O diálogo foi extraído do celular de Everson Vieira Francesquet, em 2023, após o alvo ser preso pela Polícia Federal. “Esse trabalho agora é um trabalho novo que comunidade nenhuma tem, ninguém faz isso novinho! Qual favela que vai fazer isso? A gente é o primeiro!”. Por dentro do TCP Surgido em território fluminense, o TCP segue os passos do CV ao se expandir para outros estados. A diferença é que ainda não tem uma cúpula consolidada, o que faz com que cada comunidade funcione de maneira autônoma. Os únicos da facção no estado incluídos na lista de procurados do Ministério da Justiça são Peixão, o rosto mais conhecido do TCP, e Lacoste. O complexo de Peixão é formado por um conjunto de cinco favelas na Zona Norte dominado por um exército armado com fuzis e drones. Ele se declara evangélico e acumula denúncias de intolerância religiosa, com relatos de destruição de terreiros e de proibição do uso de roupas brancas em seus domínios. Seu nome passou a ser citado no debate sobre a classificação de facções como organizações terroristas depois de ser apontado como mandante de um ataque a tiros que deixou três mortos na Avenida Brasil, em outubro de 2024 — o episódio teve repercussão internacional. Lacoste comanda território menor, na Serrinha, e trava disputas sangrentas para manter sua influência. Tentou replicar o modelo de Peixão e anexar comunidades vizinhas, mas o plano fracassou — até hoje a região enfrenta confrontos com o CV. Também usa drones para monitorar a polícia e mantém uma casa de luxo com saída secreta para a mata. Com 89 anotações criminais e nove mandados de prisão em aberto, integra um conselho criado nos moldes do que existe no CV, na tentativa de superar a desvantagem estratégica do TCP pela falta de comunicação centralizada. Nove anos depois daquela foto de 2017, os drones se tornaram uma das maiores preocupações das forças policiais. A vigilância feita com esses equipamentos, somada à atuação de informantes, permitiu que Peixão escapasse em mais de uma ocasião. Mais recentemente, outro desafio se impôs: o uso de drones para transportar bombas e armas de grosso calibre. Já há registro de criminosos lançando bombas por meio de aeronaves não tripuladas — o que ocorreu, segundo a Polícia Civil, na megaoperação de 28 de outubro do ano passado, nos complexos da Penha e do Alemão, em que 122 pessoas morreram, entre elas cinco agentes. Secretário de Segurança Pública, Victor César dos Santos pondera que antidrones trariam riscos à população — abatido, o equipamento cairia em áreas densamente povoadas. Em sua opinião, a solução seriam “drones caçadores”, que rastreiam e capturam o equipamento inimigo. Fabrício Oliveira, coordenador da Core, defende, no entanto, que as polícias precisam ter antidrones para casos excepcionais. Para o professor do Departamento de Sociologia da UFF Daniel Hirata, o cenário lembra a entrada dos fuzis no Rio, no fim da década de 1980. — A chegada dos fuzis mudou o patamar dos confrontos no Rio. Com os drones, a tendência é a mesma: se o crime organizado passa a usá-los, as polícias vão querer usar antidrones. É fundamental agir agora para impedir essa escalada — afirma o pesquisador, que defende uma resposta dupla: aquisição imediata de antidrones combinada a medidas estruturais: marco legal, fiscalização e investigação da cadeia de fornecimento. Peixão absolvido A dificuldade de responsabilizar quem está por trás dessa rede ficou evidente em decisão judicial recente. No dia 6 deste mês, a juíza federal substituta Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, condenou Everson Vieira Francesquet a cinco anos e seis meses de reclusão por integrar o TCP. A mesma sentença absolveu Peixão, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como chefe da facção, por insuficiência de provas. Ele era acusado de contrabando pela suposta importação de um bloqueador de sinal para abater drones da polícia. Francesquet foi preso em flagrante em julho de 2024 em uma agência dos Correios em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao retirar encomenda vinda da China: um “fuzil antidrone”, dispositivo capaz de impedir a - [Deputado pede vista e votação da PEC 6x1 é adiada](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-pede-vista-e-votacao-da-pec-6x1-e-adiada/): Deputado pede vista e votação da PEC 6×1 é adiada Expectativa é que a votação do texto seja retomada quarta-feira (27), na comissão especial, e siga para o plenário até quinta (28) Por Davi Alencar e Lorenzo Santiago | CNN Brasil 25/05/2026 Deputados durante reunião da comissão especial que analisa a proposta sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 • Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Brasília – O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) pediu vista nesta segunda-feira (25) e adiou a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim da escala de trabalho 6×1 na comissão especial. Com o tempo para a análise, a votação do projeto será retomada na próxima sessão. De acordo com o relator Leo Prates (Republicanos-BA) e com o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), a tendência é que a votação seja retomada quarta-feira (27) e quinta-feira chegue ao plenário da Casa. Natural em processos de tramitação no Congresso Nacional, o pedido de vista consiste no adiamento da discussão ou votação do projeto para a sessão seguinte. O intervalo de tempo deve servir para a base governista convencer os parlamentares que faltam para consolidar a aprovação da PEC na comissão e no plenário da Casa. O desejo do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto final de Prates seja votado em plenário ainda nesta semana. Com o aval da Câmara, o texto segue para o Senado Federal. Para voltar à discussão na comissão especial, é preciso esperar suas sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou que deve marcar uma sessão para esta terça e uma outra para a manhã de quarta. Com isso, o texto poderia ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã. O relatório de Prates definiu uma polêmica entre os parlamentares: o período de transição para o fim da 6×1. O governo federal pressionava para que a implementação da mudança fosse instantânea, visando a campanha eleitoral. Nesta segunda-feira, o relator anunciou ao lado de Motta que a PEC reduzirá a jornada de 44 para 40 horas semanais no período de até 14 meses, para que haja viabilidade e tempo hábil para o setor produtivo se adequar à nova escala. Em reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi acordada uma redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação da nova regra. Depois, após 12 meses, deverá ser implementada a jornada máxima de 40 horas. A Constituição prevê atualmente uma jornada semanal máxima de 44 horas. O relator sustenta, no entanto, que após os 60 dias da promulgação, ao garantir as duas folgas, o trabalhador já terá direito a uma escala 5×2. “A jornada é o total que você pode trabalhar em uma semana. Escala é como você arruma esse tempo. A [redução da] escala será feita em 60 dias [após a promulgação], que foi o mote que mobilizou o Brasil”, afirmou Prates a jornalistas. Com isso, no período em que a escala esteja em 42 horas, os trabalhadores terão uma jornada diária de 8 horas e 24 minutos. O texto também fala da intenção de incluir no parecer uma sugestão, que já tinha sido levantada na semana passada, para trazer mais funcionários para a CLT. Para isso, uma das ferramentas seria flexibilizar a alocação da jornada de trabalho para quem ganha mais de R$ 23 mil e esteja registrado. A ideia seria ter um teto de 160 horas mensais que poderiam ser alocadas de acordo com a negociação entre o empregador e o funcionário. Segundo Prates, os trabalhadores que recebem acima desse valor e são contratados como PJ (pessoa jurídica) já não são submetidos a escalas de trabalho definidas. Para o relator, isso tornaria mais atraente a conversão de trabalhadores em regime PJ para o CLT por justamente permitir às empresas que tenham uma flexibilidade parecida entre os trabalhadores que são registrado e os que são informais. Segundo Prates, o cronograma ideal estima cerca de 30 dias para o Senado analisar o texto após a aprovação na Câmara. O pedido de vista, no entanto, foi visto como “esperado” pelo relator. Prates disse que isso já era calculado. “É um direito legítimo o período de vista. Eu respeito. Fizemos o máximo, tem sugestões que vieram de críticas que vieram da oposição. Estou tranquilo. Meu norte seria um texto médio, a gente tentou. Estamos há mais de uma ano nesse trabalho. O parlamento representa visões diferentes, então é natural não só o pedido de vista como a posição contrária”, disse. MEIs Na reunião com Lula, Hugo Motta afirmou ter tratado sobre o caso dos MEIs (microempreendedores individuais). Para mitigar impactos no mercado de trabalho, medidas específicas serão tratados via projeto de lei, como a atualização do limite de faturamento para se enquadrar na categoria e a possibilidade de contratação de mais de uma pessoa. Regras para servidores públicos também deverão ser tratadas por meio de projeto de lei. Em acordo com o governo, os casos mais específicos serão tratados por meio do projeto enviado pelo Executivo. Essa matéria deverá trazer as nuances infraconstitucionais e as previsões direcionadas a setores com jornadas diferenciadas. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputado FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, - [Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes](https://politicariabrasileira.blog.br/gestao-de-caiado-usou-fintech-suspeita-para-movimentar-r-13-bi-e-taxa-recaiu-sobre-comerciantes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Governo de Goiás diz que nova instituição foi contratada e que adotou medidas judiciais após a Operação Carbono Oculto; BK Bank não responde Relatório do Coaf mostra repasses entre 2021 e 2025, até a deflagração da operação que aponta a fintech como instituição financeira a serviço do PCC Por Vinicius Sassine e Thaísa Oliveira | Folha de S.Paulo 25/05/2026 Ronaldo Caiado (PSD), em São Paulo, para o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência – Jorge Silva – 30.mar.26/Reuters Brasília – O governo de Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás usou uma fintech investigada na Operação Carbono Oculto, suspeita de atuar como um banco paralelo do PCC, para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda da gestão estadual. Caiado deixou o Governo de Goiás em 31 de março deste ano para se candidatar à Presidência da República. Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtido pela Folha mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, fintech apontada pela PF (Polícia Federal), pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como suspeita de atuar para a facção criminosa PCC. Os repasses da instituição de fomento, que tem o Governo de Goiás como acionista majoritário e detentor do controle acionário, foram feitos entre outubro de 2021 e agosto de 2025, período referente aos dois mandatos de Caiado. A agência é responsável por operacionalizar benefícios sociais, e os repasses a uma conta na BK dizem respeito ao pagamento de programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários, segundo o Governo de Goiás. A partir dessa conta, eram efetivados os repasses aos cartões dos usuários finais, conforme a gestão estadual. Sobre o valor das operações dos programas sociais, incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos comerciais credenciados para a realização de compras pelos beneficiários dos programas. Do valor cobrado, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50%, à BK Bank. Isso vigorou até 2024, quando o Governo de Goiás decidiu contratar uma nova fintech. A taxa paga pelos comerciantes ganhou uma nova divisão: 75,6% são destinados à Agência de Fomento e 24,4%, à nova instituição financeira contratada. Os repasses de recursos à BK prosseguiram até agosto de 2025, como mostra o documento do Coaf. Foi o mês da deflagração da Operação Carbono Oculto. Essa permanência se deu em razão de saldos remanescentes, segundo a gestão estadual.  Não há informações sobre o montante pago à BK a título da taxa cobrada dos comerciantes goianos. “A GoiásFomento não realizou novas transações financeiras com a BK Bank após agosto de 2025”, disse o governo, em nota. “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público, considerando que o contrato possuía cobertura securitária. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento.” A contratação da BK se deu a partir de um “procedimento regular de credenciamento” em 2020, bem antes dos fatos relacionados ao PCC, afirmou o governo. “A instituição atuava regularmente no mercado, com autorização do Banco Central, e mantinha contratos com diversos órgãos públicos, como Correios e Serpro.”  A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta. Após a deflagração da Carbono Oculto, Correios, Serpro e o Governo do Paraná interromperam contratos com a fintech. O documento do Coaf sobre as movimentações da BK reúne comunicados feitos por bancos. O Coaf é o órgão do governo federal responsável por prevenção e detecção de lavagem de dinheiro. Comunicados são feitos quando há transações de grande monta ou com indícios de irregularidades. A BK é uma das principais investigadas na Carbono Oculto. A fintech é apontada como um banco paralelo do PCC, com o uso de contas-bolsões, em que múltiplos clientes fazem depósitos em uma única conta, de forma a dificultar o rastreio do dinheiro. Conforme as investigações, a instituição financeira foi usada para transações bilionárias de empresas associadas ao PCC, especialmente usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis, com ocultação da origem e do destino dos valores movimentados. Pela BK também passaram recursos de prefeituras e órgãos públicos, mas em montantes bem inferiores às transações feitas pela Agência de Fomento de Goiás, de acordo com o documento do Coaf. Nos comunicados dos bancos descritos no relatório do Coaf, há transações com postos de combustíveis, distribuidoras e fundos que estariam relacionados a esquemas do PCC. O documento aponta indícios de lavagem de dinheiro, movimentação financeira incompatível com o faturamento da fintech e recebimento de recursos com débito imediato dos valores pela BK, sem causa aparente, principalmente os repasses da Agência de Fomento de Goiás, no caso desse último item, como descreve o relatório do Coaf. Ao todo, 22 comunicados de bancos sobre transações pela BK – sobre as quais existem suspeitas de irregularidades – tratam também das transações relacionadas à agência goiana. A maior parte mostra repasses da empresa do Governo de Goiás à fintech, e uma menor parte, o caminho inverso, de recursos da BK para a Agência de Fomento. Neste caso, a movimentação envolveu R$ 28,5 milhões entre julho de 2022 e setembro de 2025. “Valores repassados pela BK referem-se à devolução de recursos não utilizados pelos beneficiários e à remuneração contratual prevista na operacionalização do arranjo de pagamento”, disse a gestão goiana. A BK tem sede em Barueri (SP) e um capital social pouco superior a R$ 9 milhões. A fintech oferecia a estrutura necessária para que empresas de fachada controladas por grupos criminosos movimentassem recursos sem transparência, conforme as investigações. Na ocasião da Carbono Oculto, a Justiça determinou o bloqueio de todos os valores mantidos pelos investigados na BK, além da preservação de extratos, contratos e cadastros de clientes. Segundo a Receita, existiu um “alto volume de transações atípicas” envolvendo a BK e empresas de grupos criminosos. As entradas de recursos somaram R$ 17,7 bilhões, conforme relatório do Fisco. Nas contas-bolsões, as compensações financeiras são feitas internamente, sem que os valores deixem a - [Arraial do Cabo: Vigia terceirizado custa mais que o dobro à Prefeitura, aponta edital de licitação](https://politicariabrasileira.blog.br/arraial-do-cabo-vigia-terceirizado-custa-mais-que-o-dobro-a-a-prefeitura-aponta-edital-de-licitacao/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Um vigia lotado na Secretaria de Educação de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, teve salário bruto de R$ 2,292,09 no mês de abril. Por Elizeu Pires 25/05/2026 Arraial do Cabo: Vigia terceirizado custa mais que o dobro à à Prefeitura, aponta edital de licitação Com contrato temporário, o vencimento líquido dele naquele mês foi de R$ 2.153,89, mas o profissional custaria mais que o dobro aos cofres da municipalidade, se, em vez de contratado diretamente pela Prefeitura, tivesse sido alocado por uma empresa terceirizada, Pelo menos é o que sugere o edital do Pregão Eletrônico 007/2026, aberto pela gestão do prefeito Marcelo Magno (PL), que tem como objeto a contratação de uma empresa para o fornecimento de 528 postos de vigia noturno e diurno, pelo valor global estimado em R$ 32,8 milhões. De acordo com o edital, por um vigia diurno com 44 horas semanais de trabalho a Prefeitura está disposta a pagar até R$ 4.982,69 por mês, R$ 5.373,95 por um vigia noturno, e R$ 5.375,65 por um que trabalhe em escala de 24 x 72. A licitação aconteceu em março, já tem uma empresa vencedora, mas o resultado final ainda não foi homologado, porque a Prefeitura está aguardando posicionamento do Tribunal de Contas do Estado, que recebeu denúncias sobre supostas exigências descabidas no edital e está analisando o documento que sustentou o processo licitatório. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio - [Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/odebrecht-e-vorcaro-sao-socios-na-venda-de-577-apartamentos-em-sp/): Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Empresas sócias da Odebrecht são atribuídas a Vorcaro pela Justiça. Construtora diz tentar encerrar contratos e nega relação com banqueiro Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 25/05/2026 Arte Metrópoles Seis empreendimentos imobiliários em São Paulo unem os dois maiores escândalos recentes de corrupção do país. Eles são sociedades entre a Novonor – novo nome que a Odebrecht escolheu para limpar sua imagem depois de ser pivô da Lava Jato – e fundos atribuídos a Daniel Vorcaro. Um desses empreendimento ficou pronto há menos de um mês, com 21 apartamentos de luxo, e outros três estão em fase de comercialização de 555 apartamentos e 70 unidades não residenciais. Mais dois já foram anunciados, mas não foram lançados. Todos são impactados por bloqueios judiciais impostos pela 3ª Vara de Falências de São Paulo aos bens do antigo controlador do Banco Master, agora preso. Os empreendimentos pertencem a cinco incorporadoras que, pelo lado da Odebrecht, têm como sócia a Orion Empreendimentos (que herdou o legado de ativos da antiga Odebrecht Realizações Imobiliárias) e, pelo lado de Vorcaro, sociedades anônimas que têm como únicos sócios dois fundos de investimentos atribuídos ao banqueiro pelo liquidante do Banco Master. Esses fundos, segundo o liquidante, foram utilizados como “instrumentos de aquisição e titularização formal de bens destinados ao uso e benefício pessoal de Daniel Vorcaro“. Por isso, a 3ª Vara de Falências de São Paulo determinou a averbação de pendência judicial da Magma Empreendimentos e dos fundos Lunar e Quality Golden, entre outros bens do banqueiro. A medida é cautelar e preparatória para futura ação revocatória, quando o liquidante tentará recuperar ativos desviados do banco, e não foi contestada por terceiros. A Magma, que é sócia da Odebrecht em ao menos três empreendimentos já lançados, tem como acionistas dois fundos de investimentos em participações (FIP): exatamente o Quality Golden e o Lunar, que, por sua vez, tinha como acionista, ao menos até outubro de 2024, o fundo Astralo 95, que também era dono da cota sabidamente pertencente a Vorcaro na SAF do Atlético-MG. À coluna, a OR (braço de incorporação imobiliária da Odebrecht) disse que negociou os aportes em 2022 com empresas vinculadas a Augusto Lima, então CEO do Banco Master, e que os acordos foram precedidos de procedimentos de governança que não encontraram menção ao Banco Master ou Vorcaro como possíveis beneficiários finais das investidoras à época. Augusto Lima também foi preso pela Compliance Zero e atualmente usa tornozeleira eletrônica. A OR também afirma que, depois de saber pela imprensa dos processos em curso contra as suas sócias, “adotou imediatamente as medidas cabíveis para encerrar qualquer associação ou relacionamento com essas empresas”. Até aqui, nenhuma mudança societária foi informada à Junta Comercial. Sociedades entre Daniel Vorcaro e Odebrecht Prédio de luxo no Itaim Há poucas semanas, ficou pronto o primeiro empreendimento fruto da parceria iniciada em setembro de 2022. É o edifício boutique Baume Itaim, cujo menor dos 21 apartamentos tem 219m² e não custa menos que R$ 8 milhões. Ele tem como incorporadora a ORSP 29, uma sociedade meio a meio entre a Orion/Odebrechet e a Magma, uma SA dirigida por David Lopes Monteiro. David é irmão do advogado Daniel Monteiro, que foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero sob a acusação de estruturar o pagamento de propina ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, comprando imóveis a partir de sociedades anônimas dirigidas por um cunhado. Essas empresas têm como origem o mesmo fornecedor de CNPJs de prateleira da Magma e de outras companhias ligadas a Vorcaro que se tornaram sócias da Odebrecht. Ao menos um dos terrenos que deram origem ao empreendimento foi comprado com empréstimo concedido em dezembro de 2022 pelo Master, conforme documentação obtida pela coluna. As cotas da Magma na incorporadora foram dadas ao banco como garantia, que ainda não foi liberada. A mesma sociedade se repete nos empreendimentos Ryt Paulista Apartments e do Ryt Paulista Smart Studios, na Bela Vista, na região central, com apartamentos de até 43m² e clara vocação para locação de curta estada. Na prática um prédio só, dividido em dois para fazer jus a incentivos tributários recentemente discutidos em uma CPI na Câmara Municipal, os Ryt estão atualmente “em construção”, segundo a OR. Imóveis na Vila Nova Conceição e Itaim Apresentado no site da OR como em “lançamento”, o Vert Vila Nova também é uma sociedade entre a Orion/Odebrecht e Vorcaro, que têm como sócio minoritário a Praia Empreendimentos, representada por Tiago Ferraz de Moraes Coelho. Ele é irmão de Ana Coelho (União), que foi candidata a vice-governadora da Bahia em chapa com ACM Neto. No caso do empreendimento na Vila Nova Conceição, Vorcaro é representado pela Verde Bahia SA, que também pertence ao fundo Lunar, também é dirigida por David Monteiro, e também foi alvo da decisão da Justiça paulista em relação aos bens do banqueiro. O futuro prédio fica na esquina entre a rua Bueno Brandão e a avenida Santo Amaro e tem promessa de uso misto, com 209 unidades residenciais (de estúdios a três dormitórios) e 70 não residenciais. Comprado em novembro de 2023 por R$ 17,3 milhões, um dos terrenos em que o empreendimento será erguido também foi adquirido graças a empréstimo concedido pelo Master, de R$ 25,4 milhões, tomado pela Verde Bahia. Em setembro de 2025, a alienação do imóvel foi repassada pelo banco de Vorcaro a um FIDC gerido pela Trustee, o GSR. No mesmo dia, a alienação foi cancelada – ou seja, a dívida foi dada como paga. Verde Bahia, Praia e Orion/Odebrechet também são sócios em um empreendimento residencial que a OR promete lançar em breve, na badalada esquina das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, no Itaim Bibi. A incorporadora já foi estruturada: é a BP Itaim, que originalmente pertencia somente à Odebrechet e passou a ser dividida meio a meio com a Verde Bahia em julho de 2024. A sexta sociedade entre Vorcaro e Odebrecht é na incorporadora de um projeto de luxo em um dos endereços mais valorizados do país: a Praça Pereira Coutinho, também na - [Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-lula-desmente-fake-news-de-nikolas-ferreira-sobre-obra-no-acre/): Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Deputado mineiro publicou vídeo nas redes sociais acusando o Palácio do Planalto de abandonar obra em cidade acreana Por Marcelo Hailer | Fórum 24/05/2026 O presidente Lula – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nas redes sociais um vídeo em frente a uma placa de obra do governo federal na cidade de Marechal Thaumaturgo, no Acre. Na gravação, o parlamentar questiona o Palácio do Planalto sobre o andamento da obra e insinua que os recursos poderiam ter sido desviados. O vídeo, no entanto, foi desmentido pela ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, também por meio das redes sociais. Segundo ela, a obra citada por Nikolas é resultado de uma emenda parlamentar de bancada apresentada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, quando o Ministério do Desenvolvimento Agrário havia sido extinto e a Secretaria de Agricultura Familiar estava vinculada ao Ministério da Agricultura. “Tem um deputado que está questionando a execução de uma obra lá em Marechal Thaumaturgo, no Acre. Quero esclarecer que essa obra é decorrente de uma emenda parlamentar de bancada que foi apresentada em 2021, no governo anterior [Jair Bolsonaro], quando o MDA havia sido extinto e a Secretaria de Agricultura Familiar fazia parte do MAPA e estava fazendo, pelo visto, até ponte.” Em seguida, a ministra explicou que a execução de uma emenda parlamentar depende de etapas administrativas que não são controladas exclusivamente pelo governo federal. Entre elas estão a assinatura de contrato de repasse com a Caixa Econômica Federal, a realização de processo licitatório pelo município e o depósito da contrapartida exigida para a liberação dos recursos. “A emenda parlamentar, para ser executada, demanda um contrato de repasse com a Caixa. Para executar o recurso, depende de um processo licitatório que é executado pelo município. O município tem que fazer uma licitação pública e é a partir dessa licitação que é possível fazer a transferência dos recursos.” Machiaveli afirmou ainda que Marechal Thaumaturgo é um município pequeno e que levou 1.119 dias para concluir o processo licitatório. Segundo a ministra, a documentação foi apresentada em abril do ano passado e aprovada pela Caixa em julho. No entanto, a liberação do recurso federal ainda depende do depósito da contrapartida municipal. “O município é um município pequeno e, para fazer uma licitação, precisa de uma equipe qualificada, e eles levaram 1.119 dias para conseguir fazer esse processo licitatório. Apresentaram em abril do ano passado e, em julho, a Caixa já analisou e aprovou. Ocorre que, ainda, para a gente fazer o repasse dos recursos, o município tem que dar uma contrapartida. Então, numa obra de R$ 2,8 milhões, a contrapartida do município é de R$ 939 mil. Enquanto não deposita a contrapartida, nós não podemos depositar o recurso federal.” Ao final do vídeo, a ministra ironizou Nikolas Ferreira e insinuou que ele não entende de gestão pública: “Portanto: checagem dos fatos, aula de gestão pública e o nosso total compromisso com o zelo dos recursos públicos e com a verdade.” Notícia anterior CEF Caixa Econômica FederalDeputado Federalemenda parlamentarMarechal Thaumaturgo ACPL Partido Liberal Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre 24/05/2026 Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena 24/05/2026 Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena](https://politicariabrasileira.blog.br/avesso-a-leitura-jair-bolsonaro-nao-le-livros-nem-para-reduzir-pena/): Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Bolsonaro nunca escondeu que não tem o hábito de leitura e não mudou nem com o incentivo de remição de pena com livros Por João Pedroso de Campos | Amado Mundo 24/05/2026 O ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Jair Bolsonaro nunca escondeu que não costuma ler e diz sempre que pode, com uma ponta de orgulho, que não tem tempo para os livros. A aversão do ex-presidente à leitura não mudou nem por ocasião de sua prisão, com dois incentivos: tempo de sobra e a chance de reduzir a pena a cada livro lido. Desde que Alexandre de Moraes autorizou Bolsonaro a abater dias da sentença por meio da leitura, em 15 de janeiro, a PM do Distrito Federal já enviou ao ministro do STF doze relatórios semanais de atividades do ex-presidente enquanto cumpre pena. Em todos eles, as informações no campo “leituras” são preenchidas com um singelo “não houve”. Enquanto Bolsonaro desperdiça essa boa oportunidade de criar o hábito da leitura, outros condenados pela trama golpista têm feito o contrário. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres leu “A metamorfose”, de Franz Kafka; o ex-ministro da Defesa Paulo Sério Nogueira de Oliveira optou por “Vidas secas” e “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, e “Reminiscências da campanha do Paraguai”, de Dionísio Cerqueira; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier já leu títulos como “A bordo do contratorpedeiro Barbacena”, de João Carlos Gonçalves Caminha, “Como Deus transforma a tristeza em alegria” e “O agir invisível de Deus”, ambos do pastor Luciano Subirá, e “O vinho novo é melhor”, de Robert Thom. Notícia anterior PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena 24/05/2026 Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [TCE multa prefeito e gestores da Saúde de Nova Friburgo por falhas na alimentação do Hospital Raul Sertã](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-multa-prefeito-e-gestores-da-saude-de-nova-friburgo-por-falhas-na-alimentacao-do-hospital-raul-serta/): TCE multa prefeito e gestores da Saúde de Nova Friburgo por falhas na alimentação do Hospital Raul Sertã Decisão cita irregularidades em refeições do hospital de Nova Friburgo, incluindo larvas, cabelo e até caramujo em salada; prefeitura informou que já recorre da decisão. Por Nathalia Rebello | g1 22/05/2026 Decisão cita irregularidades em refeições, incluindo larvas, cabelo e até caramujo em salada — Foto: Reprodução Redes Sociais Nova Friburgo – O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) multou o prefeito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, Johnny Maycon (PL), além de ex e atuais gestores da Secretaria Municipal de Saúde, por falhas na fiscalização do contrato de alimentação do Hospital Municipal Raul Sertã. A decisão foi tomada após uma denúncia apresentada em 2023, depois que um paciente encontrou um caramujo em uma salada servida no hospital. O caso foi levado ao TCE pela então vereadora Priscila Pitta, que pediu apuração sobre a qualidade das refeições fornecidas a pacientes, acompanhantes e funcionários da unidade. Segundo o acórdão, fiscais do contrato registraram irregularidades durante mais de um ano de prestação do serviço. Entre os problemas apontados estavam atrasos na entrega das refeições, ausência de itens previstos no cardápio, falhas no armazenamento dos alimentos e presença de larvas, fios de cabelo e outros corpos estranhos nas refeições. O tribunal concluiu que a Prefeitura de Nova Friburgo não adotou medidas administrativas suficientes para responsabilizar a empresa contratada. Apesar da aplicação de descontos financeiros por refeições consideradas inadequadas, não houve abertura de processo administrativo sancionador contra a fornecedora, mesmo diante da repetição das irregularidades. Na decisão, a conselheira relatora Andrea Siqueira Martins apontou “inércia administrativa” dos responsáveis pela gestão e fiscalização do contrato. Quem foi multado O prefeito Johnny Maycon e a ex-secretária municipal de Saúde, Nicole Ribeiro Lessa Cipriano, foram multados em R$ 7.440,60 cada. Já o atual secretário municipal de Saúde, Gabriel Costa Wenderroschy, e o gestor de contratos, Higor de Barros Pinto, receberam multas de R$ 4.960,40 cada. Somadas, as penalidades ultrapassam R$ 24 mil. Cozinha do hospital segue em obras O caso ocorre enquanto a reforma da cozinha do Hospital Raul Sertã ainda não foi concluída. Sem a estrutura própria em funcionamento, o hospital continua dependendo de empresas terceirizadas para fornecer alimentação a pacientes, acompanhantes e servidores. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a obra da cozinha foi realizada por meio de doação, mas ainda precisa de acabamentos no forro e instalação de equipamentos fixos, que serão adquiridos em uma nova licitação. A pasta informou ainda que o contrato analisado pelo TCE foi encerrado em 2024 e que o fornecimento das refeições atualmente é feito pela empresa BDL Refeições. O que diz a prefeitura Em nota, o prefeito Johnny Maycon afirmou que recebeu a decisão com surpresa e informou que já apresentou recurso contra a multa aplicada pelo TCE. Segundo ele, o Ministério Público de Contas havia se manifestado anteriormente contra a aplicação de sanções no caso. O prefeito também contestou a conclusão do tribunal sobre suposta omissão da administração municipal. De acordo com a prefeitura, foram aplicadas notificações, sanções e penalidades à empresa responsável pelo fornecimento das refeições durante a vigência do contrato. “A decisão menciona suposta inércia por parte da gestão municipal diante de problemas na execução do serviço. No entanto, isso não corresponde à realidade dos fatos”, afirmou. Johnny Maycon disse ainda confiar que a decisão será revista após a análise dos recursos e dos documentos apresentados pela defesa. Já a Secretaria Municipal de Saúde informou que todas as refeições fornecidas atualmente ao hospital passam por fiscalização e que, quando são identificadas irregularidades, os valores correspondentes não são pagos à empresa contratada. O processo ainda cabe recurso no âmbito do Tribunal de Contas do Estado. Notícia anteriorPróxima notícia CidadaniaNova Friburgo RJPL Partido LiberalPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTCE-RJVereadora Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes 25/05/2026 Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP 25/05/2026 Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre 24/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Gestão de Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes Odebrecht e Vorcaro são sócios na venda de 577 apartamentos em SP Governo Lula desmente fake news de Nikolas Ferreira sobre obra no Acre Avesso à leitura, Jair Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena TCE multa prefeito e gestores da Saúde de Nova Friburgo por falhas na alimentação do Hospital Raul Sertã Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ solicita informações ao Governo do Estado sobre exonerações, irregularidades em contratos e medidas administrativas para investigações](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-solicita-informacoes-ao-governo-do-estado-sobre-exoneracoes-irregularidades-em-contratos-e-medidas-administrativas-para-investigacoes/): MPRJ solicita informações ao Governo do Estado sobre exonerações, irregularidades em contratos e medidas administrativas para investigações O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, encaminhou ofício ao governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, na quarta-feira (20/05), solicitando o envio de informações e documentos relacionados a fatos recentes amplamente divulgados envolvendo a administração pública estadual. Por MPRJ 22/05/2026 MPRJ solicita informações ao Governo do Estado sobre exonerações, irregularidades em contratos e medidas administrativas para investigações No documento, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que acompanha “com atenção e preocupação” notícias sobre possíveis irregularidades na gestão pública, que demandam análise técnica e jurídica da instituição. “Diante da gravidade dos fatos, é necessário que o MPRJ obtenha documentos e todas as informações relevantes para que possa fazer a apreciação técnico-jurídica e o trabalho conjunto em favor do interesse público”, disse o PGJ. Entre os temas mencionados no ofício estão: a exoneração de aproximadamente 2.500 servidores comissionados sob suspeita de serem “funcionários fantasmas”; auditorias em mais de 6.700 contratos públicos estaduais suspeitos de irregularidades nas contratações diretas, que somam mais de R$ 81 bilhões; revisão de processos administrativos classificados como sigilosos em termos de legitimidade que poderiam encobrir eventuais irregularidades; investigações envolvendo o RioPrevidência e a Cedae; além de apurações relacionadas ao Grupo REFIT e loteamento político de secretarias e autarquias. O PGJ também cita notícias sobre possíveis irregularidades e ingerências na Secretaria de Estado de Fazenda, incluindo informações constantes de investigações conduzidas pela Polícia Federal e a instauração de processos administrativos disciplinares. Também é mencionada a existência de rombo financeiro estimado em R$ 20 bilhões, atribuído à má gestão, contratações irregulares, desvio de finalidade de recursos públicos e déficits fiscais. No ofício, o procurador-geral de Justiça informa que, até o momento, não houve comunicação formal ao MPRJ contendo documentação técnica relativa às apurações internas, auditorias, medidas cautelares, indícios de dano ao erário ou identificação de eventuais responsáveis. O documento ressalta que a solicitação ocorre no âmbito das atribuições constitucionais do Ministério Público de defesa da ordem jurídica, do patrimônio público, da moralidade administrativa e dos interesses sociais. A Procuradoria-Geral de Justiça destaca ainda sua disposição permanente ao diálogo institucional e ao trabalho conjunto. Dessa forma, o MPRJ requisita ao Governo do Estado a relação dos servidores exonerados desde março de 2026; relatórios da Controladoria-Geral do Estado (CGE) sobre auditorias em contratos; informações sobre contratos suspensos ou rescindidos; documentos relacionados às investigações envolvendo RioPrevidência, Cedae e Secretaria de Fazenda; lista de processos administrativos que tiveram revisão de sigilo; informações sobre medidas adotadas após as chamadas operações “Sem Refino” e “Barco de Papel”; e a identificação de agentes públicos citados em relatórios da Polícia Federal e providências administrativas implementadas; entre outros documentos ou informações que apontem para indícios de atos de improbidade administrativa, lesão ao erário, infração penal ou crimes de responsabilidade. Notícia anteriorPróxima notícia CedaeControladoria-Geral do Estado CGEGovernadorMP-RJPolícia Federal PFRioPrevidência Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio Bolsonaro não assinou três das cinco CPIs sobre o Master que poderia apoiar](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-nao-assinou-tres-das-cinco-cpis-sobre-o-master-que-poderia-apoiar/): MPRJ recomenda afastamento do presidente da Câmara Municipal de Barra Mansa por permanência consecutiva no cargo Fato contradiz declaração do pré-candidato à Presidência, que afirmou ter assinado todos os requerimentos Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 21/05/2026 Flávio deixou de apoiar até mesmo CPI de aliado. Foto: Wilton Junior/Estadão BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, não assinou três dos cinco requerimentos de criação de comissão parlamentar de inquérito para investigar o Banco Master disponíveis para os integrantes do Senado. Flávio deixou de apoiar requerimentos de uma CPI de autoria até mesmo de um aliado dele, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), e outros duas iniciativas governistas – uma do senador Rogério Carvalho (PT-SE) e uma comissão mista, das deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Esse fato contradiz declaração do próprio Flávio, que disse ter assinado todos os requerimentos de CPI sobre o Master. “Nenhum de vocês (governistas) assinou. Eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder. Porque tem uma grande diferença. Vocês entendem muito de corrupção”, disse. Flávio assinou os requerimentos de CPI Mista de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e de CPI no Senado, de Carlos Viana (PSD-MG). Esse último requerimento ainda não foi protocolado. Hoje, há seis pedidos de abertura de CPI sobre o Master no Congresso – três da oposição e três do governo. Além das cinco CPIs já mencionadas, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), protocolou na Câmara um requerimento para investigar as relações do Master com o Banco de Brasília (BRB). O senador passou a defender uma comissão parlamentar de inquérito após a divulgação dos diálogos entre ele e Vorcaro na semana passada. O site Intercept Brasil revelou que Flávio enviou mensagens a Daniel Vorcaro, dono do Master, em que pedia dinheiro para o financiamento do filme“Dark Horse”, produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ser instaurada, uma comissão parlamentar de inquérito precisa do aval do presidente da respectiva Casa onde foi apresentado o requerimento – no caso da comissão mista, do presidente do Senado. Como mostrou o Estadão, governo e oposição travam uma disputa pelo protagonismo pela criação do colegiado, mas está emperrada especialmente por causa da resistência dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Notícia anteriorPróxima notícia Barra Mansa RJMP-RJSolidariedadeSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaVereador MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ requer a inconstitucionalidade do decreto que autoriza apostas eletrônicas em equipamentos no estado do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-requer-a-inconstitucionalidade-do-decreto-que-autoriza-apostas-eletronicas-em-equipamentos-no-estado-do-rio/): MPRJ requer a inconstitucionalidade do decreto que autoriza apostas eletrônicas em equipamentos no estado do Rio O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ajuizou uma representação de inconstitucionalidade junto ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) contra o Decreto Estadual nº 49.804/25, que autoriza a utilização de equipamentos e terminais físicos para apostas eletrônicas em estabelecimentos comerciais no estado. Por MPRJ 21/05/2026 MPRJ requer a inconstitucionalidade do decreto que autoriza apostas eletrônicas em equipamentos no estado do Rio Na ação, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro sustenta que o decreto, embora editado sob o argumento de regulamentar as Leis Federais nº 13.756/2018 e nº 14.790/2023, promove inovação indevida no ordenamento jurídico ao permitir a exploração de apostas de quota fixa por meio de equipamentos físicos, como VLTs (video lottery terminals), totens e smart POS, instalados em lojas, sports bars e outros estabelecimentos comerciais. Segundo o Ministério Público, o decreto extrapola os limites da legislação federal ao admitir, em âmbito estadual, exploração lotérica não prevista e incompatível com os limites fixados pela norma nacional. A representação destaca que a Lei nº 14.790/2023 veda a instalação de equipamentos físicos em estabelecimentos para a comercialização de apostas de quota fixa em meio virtual. O MPRJ argumenta ainda que o tema não pode ser disciplinado por decreto do Poder Executivo. A ação aponta, também, usurpação da competência privativa da União para legislar sobre sistemas de consórcios, sorteios e atividades lotéricas. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJTJ-RJ Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ recomenda que Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi realize mudanças na gestão da empresa e no portal da transparência](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-recomenda-que-companhia-municipal-de-desenvolvimento-de-paracambi-realize-mudancas-na-gestao-da-empresa-e-no-portal-da-transparencia/): MPRJ recomenda que Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi realize mudanças na gestão da empresa e no portal da transparência A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí expediu Recomendação à Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi (COMDEP) para que realize mudanças na estrutura e gestão de pessoal da empresa. Por MPRJ 20/05/2026 MPRJ recomenda que Companhia Municipal de Desenvolvimento de Paracambi realize mudanças na gestão da empresa e no portal da transparência No documento, entregue pessoalmente ao diretor-presidente da companhia e ao prefeito de Paracambi na sede da COMDEP, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pede que sejam apresentados o regimento interno referente à estrutura de compliance, além do regimento de licitações e contratos. O Ministério Público também questiona a estrutura de cargos da companhia, já que a investigação aponta uma desproporção entre os cargos efetivos e os cargos em comissão.  A Promotoria requer que a COMDEP apresente, no prazo de 30 dias, um cronograma de convocação imediata dos candidatos aprovados no Edital 001/2023, com prioridade para as funções de zelador, gari e auxiliar de serviços gerais e que realize, no prazo de 60 dias, um estudo técnico de funções relativo aos cargos em comissão, especialmente o de assessor técnico. O MPRJ pede também que a empresa promova imediatamente a reestruturação do Portal da Transparência, com contratação ou designação de equipe técnica responsável pela alimentação contínua das informações exigidas pelo Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP). Entre as melhorias está a divulgação da lista completa de servidores e salários, publicação de contratos e despesas da empresa e implantação de um canal de denúncias com garantia de anonimato. A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí deu prazo de 30 dias para que a COMDEP informe se as medidas recomendadas serão cumpridas e a empresa ainda está no prazo para apresentar sua resposta. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJParacambi RJPrograma Nacional de Transparência Pública PNTPRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ obtém decisão para que o município de Barra do Piraí contrate nova empresa de transporte público em até 45 dias](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-obtem-decisao-para-que-o-municipio-de-barra-do-pirai-contrate-nova-empresa-de-transporte-publico-em-ate-45-dias/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí obteve, junto à 2ª Vara de Barra do Piraí, decisão favorável à Ação de Tutela Antecipada de Urgência ajuizada para que o município de Barra do Piraí suspenda o contrato com a empresa que presta o serviço de transporte público coletivo na cidade e realize nova contratação em um prazo máximo de 45 dias. Por MPRJ 20/05/2026 MPRJ obtém decisão para que o município de Barra do Piraí contrate nova empresa de transporte público em até 45 dias A ação apontou irregularidades no processo licitatório de contratação da empresa Bamonte. Ainda na decisão, o Juízo determinou que, para que a população não seja afetada em seu direito de locomoção, a prefeitura mantenha a continuidade da prestação do serviço enquanto não for concluída a nova contratação. A ação ressaltou que o edital do processo de concorrência pública que originou a contratação da empresa Bamonte proibia a participação de consórcios, microempresas e empresas de pequeno porte, além de restringir a aceitação de atestados relativos a modalidades de transporte potencialmente compatíveis, caracterizando vícios originários de legalidade, por afrontarem princípios de competitividade, isonomia e proporcionalidade. Além disso, o documento submetido ao Judiciário ressaltou existirem fortes indícios de inadequações no Estudo Técnico Preliminar (ETP) que embasou o procedimento licitatório, afetando a composição do preço da tarifa cobrada e o próprio dimensionamento do serviço de transporte coletivo no município. Na decisão, o Juízo destacou que o “Ministério Público demonstrou a probabilidade do direito, consistente em um edital elaborado com vícios estruturais do ETP e o perigo de dano, consolidado na execução do contrato administrativo, com risco de lesão ao erário e prestação deficiente do serviço público de transporte”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: 'aqui tá sujo de sangue'](https://politicariabrasileira.blog.br/video-gravado-por-moradora-mostra-ratos-barata-e-sujeira-dentro-de-upa-em-cabo-frio-aqui-ta-sujo-de-sangue/): Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Imagens na UPA do Parque Burle mostram ratos em lixeira, barata no chão e manchas de sangue em cadeiras e paredes; prefeitura afirma que vai reforçar ações de limpeza e controle de vetores. Por Ludmila Lopes | g1 19/05/2026 Imagens mostram ratos em lixeira, barata no chão e manchas de sangue em cadeiras e paredes — Foto: Reprodução Redes Sociais Cabo Frio – Vídeos gravados por uma moradora dentro da UPA do Parque Burle, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, flagraram ratos, baratas e manchas de sangue espalhadas pela unidade de saúde. As imagens foram registradas na madrugada do último domingo (17), enquanto ela acompanhava o atendimento do irmão. Nas gravações, a mulher mostra ratos circulando em uma lixeira, uma barata no chão e marcas de sangue em cadeiras, paredes e no piso da unidade. Durante o vídeo, ela relata indignação com as condições encontradas no local. “Meu irmão tá aqui de novo no hospital. Olha como que eles botam ele sentado na cadeira. Sem falar que aqui também tá sujo de sangue”, afirma em um trecho da gravação. As imagens mostram ainda áreas de espera com sujeira aparente e estruturas desgastadas. Segundo a moradora, pacientes aguardavam atendimento no momento em que os vídeos foram feitos. Após a repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio informou que já existem ações em planejamento e execução para melhorias estruturais na UPA do Parque Burle. Segundo a prefeitura, as intervenções incluem medidas de modernização e adequação da unidade. Em nota, o município afirmou também que o controle de vetores é realizado periodicamente, seguindo um cronograma técnico, e que o serviço foi intensificado após as denúncias envolvendo ratos e baratas. A prefeitura informou ainda que está prevista a transferência provisória da UPA para outro endereço, permitindo a continuidade das obras de uma nova unidade de atendimento. De acordo com a Secretaria de Saúde, o novo espaço deverá oferecer melhores condições estruturais e mais conforto aos pacientes. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/turp-demite-rodoviarios-durante-greve-que-afeta-93-linhas-em-petropolis/): Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis Paralisação chega ao segundo dia; trabalhadores cobram pagamento de benefícios, FGTS e INSS, enquanto empresa anuncia vagas temporárias para motoristas. Por Priscila Torquato | g1 19/05/2026 Turp Transporte na cidade de Petrópolis — Foto: Rogério De Paula Petrópolis – Os rodoviários da empresa Turp seguem em greve pelo segundo dia consecutivo em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A paralisação afeta 93 linhas de ônibus na cidade nesta terça-feira (19). Segundo a Polícia Militar, houve escolta para que ao menos três ônibus voltassem a circular durante a tarde. Trabalhadores afirmam ainda que pelo menos cinco rodoviários foram demitidos após o início da greve. A nova paralisação ocorre menos de um mês depois de outra registrada em abril. Os funcionários reivindicam a regularização de direitos trabalhistas, como o pagamento do vale-alimentação que deveria ter sido depositado no dia 15 de maio, além de depósitos do FGTS e repasses do INSS. Rodoviários afirmam que a greve é uma forma de pressionar a empresa a cumprir as obrigações trabalhistas. Um dos trabalhadores disse que a categoria não reivindica reajuste salarial, mas o cumprimento de direitos básicos. “Virou um círculo vicioso. A empresa faz isso para ganhar tempo. Não tem um órgão fiscalizador para ajudar a gente. Então o jeito de fazer as pessoas verem o que a gente está passando é dessa forma, paralisando para brigar pelos nossos direitos”, disse um trabalhador. Outro rodoviário afirmou que a categoria não reivindica reajuste salarial. “A gente levanta 3h, 4h da manhã todos os dias para estar ali levando os passageiros e não temos valor nenhum. Não estamos pedindo aumento nem nada. Estamos pedindo só que cumpram com os deveres deles, porque a gente cumpre com o nosso”, declarou. Em meio à paralisação, a Turp publicou um anúncio oferecendo vagas temporárias para motoristas, com diária de R$ 250, além de R$ 30 para alimentação e pagamento em até 24 horas após o serviço. Turp diz que pagamentos estão em dia Em nota, a Turp afirmou que pessoas que “já não trabalham mais na empresa” estariam hostilizando profissionais e intimidando a retomada da operação. A Turp informou ainda que solicitou apoio policial para garantir a circulação dos ônibus, que considera serviço essencial. A empresa disse também que a paralisação causa prejuízos financeiros e afeta passageiros que dependem do transporte público, como estudantes, profissionais da saúde, idosos e pacientes em tratamento médico. A Turp afirmou que “todos os pagamentos estão devidamente quitados” e que as negociações relacionadas ao FGTS estão em andamento. O Sindicato dos Rodoviários informou que mantém diálogo com a empresa e com a Prefeitura de Petrópolis para tentar solucionar os problemas enfrentados pela categoria. A entidade também disse que participará de uma audiência no Ministério Público do Trabalho na sexta-feira (22). A CPTrans informou que notificou formalmente a Turp para que restabeleça a operação do transporte coletivo em Petrópolis. Segundo o órgão, a continuidade da paralisação pode resultar em sanções administrativas, como multa, intervenção no serviço e até a perda da concessão. Notícia anteriorPróxima notícia FGTS Fundo de Garantia de Tempo de ServiçoINSSMPT Ministério Público do TrabalhoPetrópolis RJPolícia Militar PMRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO)](https://politicariabrasileira.blog.br/deus-te-abencoe-meu-brother-audio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha ÁUDIO: Mario Frias agradeceu Daniel Vorcaro por apoio a filme sobre Jair Bolsonaro Por Paulo Motoryn, Laís Martins, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 19/05/2026 Deputado federal Mário Frias (PL-SP) e Daniel Vorcaro | Intercept Brasil Essa é uma edição especial da newsletter Cartas Marcadas, assinada por boa parte dos autores da investigação que chacoalhou o Brasil nos últimos dias. A proposta inicial do mês de maio é que esse espaço seria dedicado apenas a reportagens sobre a tramitação da escala 6×1. Fizemos isso nas primeiras duas semanas, nos debruçando sobre o lobby empresarial que usa a extrema direita para atravancar a proposta. Mas, no meio do caminho, veio um turbilhão. O Intercept Brasil publicou o maior furo jornalístico do país desde as revelações da Vaza Jato: as mensagens secretas que colocam a família Bolsonaro no centro do escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. É claro que não abriremos mão de nossa cobertura da urgente luta dos milhões de trabalhadores que suportam o desumano regime 6×1. Mas faremos uma pausa porque sabemos que a nossa audiência anseia por mais informações sobre a relação do bolsonarismo com o Banco Master. Portanto, resolvemos mudar os planos e, nesta semana, brindar os leitores com mais um capítulo de nossa investigação: o áudio e as mensagens de texto que revelam a proximidade de mais um líder da extrema direita no Congresso com Daniel Vorcaro. Vamos aos fatos. Pouco menos de uma hora após o horário em que estava previsto um encontro entre o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no dia 11 de dezembro de 2024, em Brasília, o deputado federal Mario Frias, do PL de São Paulo, enviou um áudio ao banqueiro agradecendo pelo apoio ao filme “Dark Horse”. Na gravação, obtida com exclusividade pelo Intercept, Frias afirma que o longa sobre Jair Bolsonaro “vai mexer com o coração de muita gente”, será “muito importante para o nosso país” e pede autorização para informar Vorcaro sobre o andamento da produção. O registro mostra intimidade entre Frias e Vorcaro, algo que o deputado vem tentando esconder. Na semana passada, após o Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro havia negociado R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, Frias disse que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para o longa-metragem. Cerca de 20 horas depois, o deputado emitiu outra nota e disse que havia “uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”. Ele destacou apenas que Vorcaro ou o Banco Master não haviam aparecido como investidores. A postura demonstra um distanciamento entre os dois – uma versão que um áudio e mensagens obtidas com exclusividade pelo Intercept desmontam. O conteúdo indica que, além de produtor-executivo de “Dark Horse”, o ex-secretário especial de Cultura de Jair Bolsonaro atuava diretamente na articulação do filme financiado pelo banqueiro, que viria a ser investigado pela maior fraude bancária da história do país. Na gravação, enviada por WhatsApp para Vorcaro em 11 de dezembro de 2024, às 18h24, Frias diz: “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?” Imediatamente depois, Vorcaro responde: “Eu to numa ligação te chamo em seguida”. Frias diz “Blz” e, às 19h06, os dois se falam por ligação de voz durante cerca de 2 minutos.  Como já apontamos no início do texto, o agradecimento veio menos de uma hora após o horário previsto para o encontro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, naquele dia, na residência do banqueiro em Brasília. Segundo mensagens reveladas pelo Intercept, a reunião foi organizada por Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, para tratar do financiamento do filme biográfico internacional sobre Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro participava de uma reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a CCJ, no Senado naquele dia e deixou a sua cadeira por volta de 17h30, no horário em que havia sido marcado o encontro. Só voltou às 18h, o que indica que uma possível participação na reunião teria ocorrido de forma remota ou em outro local. O Intercept não conseguiu confirmar se o encontro, de fato, ocorreu. Na sequência do áudio, Frias mandou novas mensagens ao banqueiro. Em 15 de dezembro de 2024, o deputado enviou uma captura de tela a Vorcaro que exibe uma troca de mensagens entre ele e o diretor Cyrus Nowrasteh, revelando negociações preliminares para a produção de uma obra sobre “um homem comum que se tornou presidente por um milagre”. No diálogo, o diretor se compromete a conversar com o ator Jim Caviezel sobre o projeto, alertando, contudo, que o astro fará duas perguntas: “1) Posso ler o roteiro? 2) Eles vão me pagar bem?”. Frias respondeu que o ator “será imortalizado por esse papel”. Abaixo do print, Frias escreveu para Vorcaro: “Milagres só são possíveis quando a fé”, “Esse é um desses milagres” e “Vai ser a maior super produção de uma história brasileira”. Aparentemente, na primeira frase, o parlamentar quis dizer “quando há fé”. Em 22 de dezembro de 2024, houve outra conversa entre o deputado e Vorcaro. O banqueiro disse, às 10h19, que estava na igreja e prometeu chamá-lo quando saísse. Frias não se conteve e, uma hora e 16 minutos depois, antes mesmo que Vorcaro avisasse que estava disponível, escreveu que o filme seria “o grande milagre”, capaz de tocar “milhões de pessoas em todo mundo”, e teria “um papel histórico imprescindível para as futuras gerações”. Disse ainda que o longa-metragem sobre o ex-presidente era uma “questão de justiça divina”, ao que Vorcaro respondeu, às 11h40: “Tenho certeza disso”. “JB precisa ter sua verdadeira história revelada”, acrescentou Mario Frias. Em outra mensagem, afirmou: “2026 é do Brasil” e depois, frisou: “Deus te abençoe meu Brother”. As mensagens mostram que a relação entre Frias - [Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-esconde-viagem-ao-bahrein-e-so-aparece-em-video-de-mario-frias/): Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Ex-deputado deixou viagem fora das próprias redes; registro público foi feito por Mário Frias, que apresentou agenda como busca por “investimentos culturais” em meio à crise do filme sobre Bolsonaro Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 19/05/2026 O ex-deputado foragido Eduardo Bolsonaro – Imagem: Frame de vídeo das redes sociais Eduardo Bolsonaro escondeu de suas próprias redes a viagem ao Bahrein feita ao lado do deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro que virou foco de crise no bolsonarismo. O único registro público da agenda apareceu em um vídeo publicado por Frias no Instagram. No vídeo, Eduardo aparece ao lado de Frias em agenda no país do Golfo Pérsico. O deputado afirma que foi ao Bahrein para tratar de “cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein” e diz que a viagem foi custeada pelo governo bareinita. Eduardo Bolsonaro não publicou a viagem Até a publicação desta reportagem, não havia registro da agenda nos perfis públicos de Eduardo Bolsonaro. A ausência chama atenção porque o filho 03 de Jair Bolsonaro costuma usar as redes para exibir viagens, reuniões no exterior e articulações políticas fora do Brasil. Desta vez, a imagem circulou por outro caminho: não pelo perfil de Eduardo, mas pelo perfil de Mário Frias. O dado central da viagem é justamente esse deslocamento. Eduardo estava na agenda, mas não assumiu a divulgação pública dela em suas redes sociais. Mário Frias tenta dar tom institucional à agenda A publicação de Frias apresenta a viagem como uma missão de aproximação cultural e econômica. O enquadramento reduz o peso político da presença de Eduardo e tenta tirar a agenda do noticiário sobre Dark Horse. O problema é o contexto. Frias não é apenas um deputado em viagem internacional. Ele é o produtor-executivo do filme sobre Jair Bolsonaro que passou a ser investigado politicamente após a revelação de conversas sobre financiamento, emendas e a relação de integrantes do clã com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A Fórum mostrou que Mário Frias contrariou Flávio Bolsonaro ao dizer que não recebeu “um centavo” de Vorcaro. A declaração ampliou a confusão em torno das versões apresentadas por aliados do ex-presidente. Viagem ocorre em meio à crise de Dark Horse Dark Horse deixou de ser apenas uma peça de propaganda sobre Jair Bolsonaro e se tornou um problema político para a família. A produção entrou no centro da crise depois que vieram à tona conversas envolvendo Flávio Bolsonaro, Vorcaro e aliados ligados ao filme. Em outra frente da apuração, a Fórum mostrou que Eduardo Bolsonaro aparecia em contrato como responsável por gerir dinheiro ligado ao filme. Depois, o filho 03 do ex-presidente tentou reduzir o impacto do caso e disse que Dark Horse seria “barato”. A viagem ao Bahrein acrescenta um novo capítulo ao caso porque coloca Eduardo Bolsonaro e Mário Frias juntos no exterior justamente quando o filme se tornou uma fonte de desgaste para o clã. A diferença é que Frias publicou a agenda. Eduardo, não. Notícia anterior Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da República Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme 17/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/marqueteiro-de-flavio-que-recebeu-r-650-mil-de-vorcaro-assinou-contratos-milionarios-com-o-governo-bolsonaro/): Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Agência do ex-policial Marcello Lopes, o Marcelão, abocanhou mais de R$ 70 milhões com o governo Bolsonaro. Ele foi recebido na Secom em fevereiro de 2022, no mesmo dia em Flávio Bolsonaro se reuniu com a comunicação no Planalto. Por Plínio Teodoro | Fórum 19/05/2026 Flávio Bolsonaro e Marcello Lopes de Oliveira, o Marcelão (Lula Marques ABr / Arquivo pessoal) Desaparecido do cenário político após ter sido um dos infiltrados pelo grupo do doleiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no governo Agnello Queiroz, no Distrito Federal, nos idos de 2012, o ex-policial civil Marcello Lopes de Oliveira, o Marcelão, voltou a emergir no governo Jair Bolsonaro (PL), onde levou contratos milionários, e agora atua como publicitário e um dos principais homens da campanha Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Marcelão se mantém como marqueteiro de Flávio Bolsonaro mesmo após a revelação de que recebeu R$ 650 mil do banqueiro Daniel Vorcaro em 13 de dezembro passado, para atuar no chamado “Projeto DV”, uma ofensiva orquestrada, técnica e difamatória de ataques contra o Banco Central (BC) e seus servidores de carreira. Segundo informações divulgadas por Malu Gaspar, n’O Globo, e confirmadas pela Fórum, a Agência Calix, fundada pelo ex-policial, faturou dois contratos na gestão Bolsonaro que somam R$ 70 milhões. Criada em 2003, a Cálix não tinha nenhum contrato com o governo federal até o governo Bolsonaro. O primeiro contrato, de R$ 55 milhões, foi firmado em dezembro de 2021 com o Ministério do Desenvolvimento Regional, comandado à época por Rogério Marinho (PL-RN), senador e atual coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Em maio de 2022, a Cálix venceu um contrato no Ministério da Infraestrutura no valor de R$ 14,9 milhões. Os dois contratos ainda estão em vigência. No entanto, no governo Lula, o valor do primeiro contrato foi baixado para R$ 14,9 milhões, segundo a jornalista. Mais de R$ 90 milhões Segundo apurado pela Fórum no Portal Transparência do governo federal, a Cálix, agência de Marcelão, faturou mais de R$ 90 milhões durante o governo Jair Bolsonaro. Amigo e frequentador da mesma igreja de Flávio Bolsonaro, o ex-policial tinha portas abertas na Secretária de Comunicação (Secom) do governo do ex-presidente. Em de fevereiro de 2022, Marcello Lopes foi recebido Anderson Vilela, Secretário Especial Adjunto da Secom, às 11h. Na agenda anterior da Secom, às 10h, conta o nome de Flávio Bolsonaro para encontro no “Palácio Planalto 2º andar sala 207”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCPL Partido LiberalPolícia CivilPresidente da RepúblicaSenador Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/valor-pedido-por-flavio-bolsonaro-a-vorcaro-equivale-a-11-do-total-investido-pelo-governo-do-rio-no-banco-master/): Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Enquanto o senador negociava financiamento para filme sobre Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, Banco Master recebia mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos do governo de Cláudio Castro (PL); Flávio nega relação entre os fatos. Por Octavio Guedes e Marcelo Gomes | g1 19/05/2026 Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro em evento no Rio — Foto: Betinho Casas Novas/TV Globo O valor pedido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme de Jair Bolsonaro, R$ 134 milhões, corresponde a 11% do total investido no Master, através do Rioprevidência e do Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), pelo então governo do PL do Rio de Janeiro, liderado por Cláudio Castro. Segundo Flávio contou em entrevista a Globonews, ele foi apresentado a Vorcaro em dezembro de 2024, quando começaram as negociações para o suposto financiamento do filme biográfico de Bolsonaro. O Rioprevidência, que administra dinheiro para pagar pensões e aposentadorias dos servidores públicos estaduais, já havia investido R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master, em nove aplicações realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Por serem investimentos de médio e longo prazo sem possibilidade de resgate antecipado, e não terem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), as Letras Financeiras são consideradas aplicações de alto risco por especialistas. Também em dezembro de 2024, a Cedae tinha R$ 231,6 milhões investidos em CDBs do banco de Daniel Vorcaro. Não há qualquer indício de que os investimentos do governo do Rio no Master tenham relação com o pedido de financiamento da cinebiografia ou que tenha sido uma contrapartida. O próprio Flávio Bolsonaro, em entrevista à Globonews, repudiou o que chamou de ilação entre os dois fatos. Mas a cronologia derruba a versão de Flávio de que a negociação entre ele e Vorcaro tratava-se apenas de dinheiro privado. Àquela altura, o banco Master ganhava sobrevida graças a recursos públicos. O governo Cláudio Castro (PL), aliado histórico de Flávio Bolsonaro, foi o maior investidor entre os entes públicos da federação. O banco de Vorcaro ainda teve recursos vindos de outros institutos públicos de previdência, como o do Amapá, que investiu R$ 400 milhões no Master, além do dinheiro publico envolvido nas transações com o Banco de Brasília. O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que a proposta para o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi feita pelo então diretor de investimentos da autarquia, Euchério Lerner Rodrigues. Fontes do PL atributem a indicação de Deivis ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterCedaeGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaRioPrevidênciaSenadorUnião Brasil Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido](https://politicariabrasileira.blog.br/lider-do-pdt-assina-contra-fim-imediato-da-escala-6x1-e-racha-partido/): Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Parlamentar passou a ser cobrado nas redes por apoiar transição que empurra mudança para 2036 Por Raony Salvador | Fórum 18/05/2026 Mário Heringer (PDT-MG) | Foto: Wikimedia commons O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), entrou no centro da crise em torno da PEC do fim da escala 6×1. O parlamentar assinou a emenda que pode adiar por dez anos a redução da jornada de trabalho e, desde então, passou a ser cobrado nas redes sociais por militantes e apoiadores do próprio campo trabalhista. A pressão abriu um racha na base do partido. De um lado, setores do PDT defendem a redução da jornada como uma pauta histórica ligada aos direitos dos trabalhadores. De outro, Heringer tem sustentado que a mudança precisa ser acompanhada de compensações para evitar impacto sobre pequenos e médios empresários. Antes da emenda, o deputado já havia criticado a pressa para votar o tema. Em entrevista à BandNews TV, ele afirmou ser favorável à redução da jornada sem corte salarial, mas classificou a pressão pela aprovação rápida como “eleitoreira” e disse que a mudança poderia “criar problemas” se não houvesse compensação. O votos polêmicos de Heringer não são novidade. O deputado já votou a favor da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff e também apoiou a PEC do Teto de Gastos de Temer, além assinar a PEC do semipresidencialismo. O parlamentar, no entanto, não aparece entre os signatários confirmados da PEC 8/2025, de Erika Hilton, pelo fim da escala 6×1. Emenda pode jogar mudança para 2036 A emenda foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR) à PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho. O texto tem o apoio de 171 deputados e prevê que a mudança constitucional só entre em vigor dez anos após sua publicação. Na prática, se aprovada nesses termos, a redução da jornada ficaria para 2036. A proposta também abre brecha para manter jornadas de até 44 horas semanais em atividades consideradas essenciais, que ainda teriam de ser definidas por lei complementar. O texto altera o artigo 7º da Constituição para estabelecer jornada normal de até oito horas diárias e 40 horas semanais, mas cria exceções. Com isso, setores classificados como essenciais poderiam ficar fora da regra geral. A PEC 221/2019 foi apresentada por Reginaldo Lopes (PT-MG) e propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais. A ela foi apensada a PEC 8/2025, de Erika Hilton (PSOL-SP), que trata da semana de quatro dias de trabalho. A comissão especial que analisa o tema é presidida por Alencar Santana (PT-SP) e tem Leo Prates (Republicanos-BA) como relator. A expectativa é que o relatório seja votado na comissão antes de seguir para o plenário da Câmara. O embate ocorre em torno de uma pauta com forte apelo popular. A proposta do fim da escala 6×1 ganhou força nas redes e entre movimentos trabalhistas por atingir diretamente a rotina de milhões de brasileiros submetidos a jornadas com apenas um dia de descanso semanal. Se a emenda assinada por Heringer e outros parlamentares avançar, a principal consequência será esvaziar o efeito imediato da proposta. A mudança continuaria no papel, mas só começaria a valer depois de uma década e ainda dependeria de nova regulamentação. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarPDT Partido Democrático TrabalhistaPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido 18/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-volta-para-cela-comum-hipotese-mais-provavel-e-que-delacao-nao-foi-aceita/): Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Ministro André Mendonça, do STF, deferiu pedido da Polícia Federal para mudança de cela do dono do Banco Master Por Marcelo Hailer | Fórum 18/05/2026 Vorcaro – Daniel Vorcaro (Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP) O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para uma cela comum, onde o banqueiro ficará submetido às regras internas. Antes, Vorcaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal de Brasília, na mesma cela em que ficou o ex-presidente Jair Bolsonaro, e isso lhe conferia algumas regalias, entre elas as visitas de advogados, que ocorriam diariamente entre as 9h e as 17h. Na cela comum, as visitas ficam limitadas a duas por dia, com duração de 30 minutos. O argumento da PF enviado ao ministro Mendonça é que as condições dele na prisão na Superintendência afetavam a rotina do local. Além disso, como a defesa de Vorcaro já entregou a proposta de colaboração, a Polícia Federal decidiu aplicar as regras usadas para os demais custodiados e colocá-lo em carceragem comum. Mas, para além da alegação burocrática da PF, a transferência de Vorcaro para cela comum pode conter outros significados, entre eles o de que a delação do banqueiro não tenha avançado como se esperava. Em casos de colaboração premiada considerada sensível, robusta ou em fase ativa de negociação, é comum que o preso receba algum tipo de tratamento cautelar diferenciado, seja por razões de segurança, preservação da investigação ou restrição de contato com outros detentos. Por isso, a ida para uma cela comum pode indicar que não houve homologação imediata da delação, que as negociações fracassaram ou que Vorcaro deixou de ter status de preso colaborador. Também não se pode descartar que a transferência tenha relação apenas com uma decisão administrativa do sistema prisional, sem vínculo direto com eventual delação. Ainda assim, o movimento chama atenção: se existisse uma colaboração premiada já aceita, relevante e considerada sensível pelas autoridades, o caminho esperado seria o de maior proteção e isolamento, e não o retorno à convivência comum. Nesse contexto, a mudança de cela abre uma nova camada de dúvidas sobre o real estágio das negociações de Vorcaro com as autoridades e sobre o alcance das informações que ele poderia entregar. Delação de Vorcaro esfria após escândalo com Flávio Bolsonaro A tentativa do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, de firmar um acordo de colaboração premiada com as autoridades encontra obstáculos crescentes. Investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República avaliam que as informações apresentadas até agora pelo banqueiro são insuficientes para justificar benefícios processuais, segundo reportagem de O Globo. A primeira proposta formal encaminhada pela defesa de Vorcaro, protocolada em 5 de maio, foi recebida com ceticismo. O entendimento dos investigadores é que o conteúdo extraído de dispositivos móveis do banqueiro, do cunhado Fabiano Zettel e do ex-operador Phillipi Mourão, alcunhado de Sicário, contém volume de informações superior ao que foi apresentado nas negociações. Entre os pontos ausentes da proposta inicial estaria o suposto pagamento mensal ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria chegado a R$ 500 mil. A PF descreve o parlamentar como “destinatário central” de benefícios financeiros atribuídos ao banqueiro, incluindo o uso de imóvel em São Paulo e o financiamento de viagens internacionais com hospedagens, refeições e voos em aeronaves privadas. A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre o caso. A defesa de Ciro Nogueira declarou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.” Também ausentes da proposta inicial seriam conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o possível financiamento de um filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, em projeto estimado em R$ 134 milhões, conforme revelação do Intercept Brasil. Flávio Bolsonaro confirmou os contatos com o banqueiro, mas negou qualquer irregularidade. A pressão sobre Vorcaro se intensificou com a prisão de seu pai, Henrique Vorcaro, apontado pela PF como operador financeiro de um grupo identificado como “Turma”, descrito como braço armado da organização criminosa investigada. Segundo os investigadores, uma conta bancária em nome do pai teria sido usada para ocultar R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas de fraudes. A defesa de Henrique Vorcaro classificou a prisão de “grave” e “desnecessária.” Além disso, a PF solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o retorno de Daniel Vorcaro ao presídio federal de segurança máxima, revertendo transferência anterior para instalações da Superintendência da PF em Brasília. Enquanto isso, outros investigados avançam em negociações próprias. O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso sob suspeita de negociar propina de R$ 146 milhões em imóveis para favorecer operações com o Master, tenta assinar acordo de confidencialidade em breve, com previsão de entrega dos anexos da delação em junho. Investigadores esperam que Costa detalhe o fluxo financeiro das operações no Brasil e no exterior, além de identificar agentes públicos envolvidos. As apurações apontam para uma transação de R$ 12,2 bilhões entre o BRB e o Master realizada, segundo a PF, por “pura camaradagem” como forma de “abafar a fiscalização” do Banco Central. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita 18/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação - [Quase 40 funcionários da Secretaria de Fazenda do RJ são exonerados após operação da PF por suspeita de fraude na Refit](https://politicariabrasileira.blog.br/quase-40-funcionarios-da-secretaria-de-fazenda-do-rj-sao-exonerados-apos-operacao-da-pf-por-suspeita-de-fraude-na-refit/): Quase 40 funcionários da Secretaria de Fazenda do RJ são exonerados após operação da PF por suspeita de fraude na Refit Servidores investigados pela PF também serão alvo de processos administrativos. Polícia apura esquema para beneficiar grupo econômico ligado à refinaria de Manguinhos. Por Gabriel Barreira | g1 18/05/2026 Ricardo Magro — Foto: Fantástico/ TV Globo Quase 40 funcionários da Secretaria Estadual de Fazenda do Rio foram exonerados nesta segunda-feira (18). As mudanças acontecem dias depois da operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de favorecimento ao grupo econômico ligado à Refit, a refinaria de Manguinhos. Os servidores estão na mira da PF desde a semana passada, quando foram alvo de mandados de busca e apreensão. Agora, também serão investigados pela própria Secretaria de Fazenda. Entre os investigados estão o ex-secretário estadual de Fazenda, Juliano Pasqual, o ex-subsecretário de Receita, Adilson Zegur, e o superintendente de Fiscalização e Inteligência Fiscal, José Eduardo Lopes Teixeira Filho. Segundo a Secretaria de Fazenda, eles vão responder a processos administrativos disciplinares. A determinação é do atual secretário da pasta, Guilherme Mercês. O secretário também determinou a abertura de uma correição extraordinária na Auditoria Fiscal Especializada de Petróleo e Combustíveis para apurar possíveis irregularidades na concessão de incentivos fiscais à Refit. A investigação da PF aponta a existência de uma organização criminosa estruturada para favorecer interesses do grupo econômico ligado à refinaria, com atuação coordenada de agentes públicos da secretaria. Segundo a polícia, empresas ligadas à Refit teriam recebido facilitação em processos administrativos e fiscais, enquanto concorrentes do setor de combustíveis enfrentariam obstáculos criados dentro da estrutura da pasta. A PF afirma ainda que Adilson Zegur e José Eduardo Lopes Teixeira Filho aparecem em conversas com Álvaro Barcha, identificado pelos investigadores como operador financeiro e intermediário de propinas do grupo. De acordo com a investigação, os contatos dos servidores no celular de Álvaro estavam salvos como “Adilson Pix” e “Lopes Pix”, o que, segundo a PF, pode indicar fluxo de dinheiro entre os envolvidos. O atual secretário da Fazenda determinou ainda o cancelamento de todos os acessos de Adilson Zegur e José Eduardo Lopes aos sistemas internos e bancos de dados da secretaria. Além disso, foram exonerados quase 40 funcionários que ocupavam cargos de comando em superintendências, auditorias fiscais especializadas e regionais. A Polícia Federal suspeita que Ricardo Magro tinha influência direta sobre a gestão da Secretaria de Fazenda, corrompendo agentes públicos para atuar em benefício da refinaria. Parte das denúncias sobre o esquema também chegou à Polícia Civil. Para a PF, isso indica que os vínculos da organização criminosa se estendiam a outras instituições públicas. Na semana passada, durante a operação, agentes encontraram cerca de R$ 500 mil em dinheiro vivo na casa do policial civil Maxwell Moraes Fernandes. O dinheiro estava guardado em caixas de sapato. Em uma delas, havia a mensagem: “O que é bom a gente guarda”. Segundo a PF, Maxwell havia sido designado para investigar uma denúncia sobre a atuação da Refit na Secretaria de Fazenda. O documento, de janeiro do ano passado, apontava que o esquema liderado por Ricardo Magro teria braços dentro da pasta, incluindo o então subsecretário Adilson Zegur. A denúncia afirmava que Zegur e outro servidor receberiam R$ 300 mil por mês para impedir a entrada de concorrentes da Refit no mercado de combustíveis. Ainda de acordo com a PF, apesar das suspeitas, Adilson Zegur foi ouvido apenas como testemunha por Maxwell. A corporação afirma que, diante da “precariedade” da apuração conduzida pelo policial e do possível vínculo dele com Álvaro Barcha, a investigação acabou arquivada. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Federal PF Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ Turp demite rodoviários durante greve que afeta 93 linhas em Petrópolis ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/deputados-de-pl-e-pt-em-sp-destinaram-mais-de-r-700-mil-a-entidades-ligadas-a-produtora-de-filme-sobre-bolsonaro/): Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro Indicações de emendas parlamentares aconteceram entre 2023 e 2026 por deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O filme ‘Dark Horse’ é uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por GloboNews e g1 SP 18/05/2026 Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel. — Foto: Divulgação via BBC São Paulo – Deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) destinaram R$ 703 mil em emendas parlamentares para empresas e entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao menos quatro deputados estaduais, sendo três do PL e um do PT, indicaram recursos para projetos ligados à cultura e ao esporte que beneficiaram um instituto e uma empresa relacionados à empresária Carina Gama, sócia da produtora Go Up, responsável pelo filme. A deputada estadual Valeria Bolsonaro (PL), que não é parente de Bolsonaro, destinou R$ 100 mil em dezembro de 2023. O valor foi pago a um instituto presidido por Carina Gama; O deputado Gil Diniz (PL) destinou R$ 200 mil em 2025 para uma empresa ligada à empresária; Já o deputado Lucas Bove (PL) indicou uma emenda de R$ 213 mil neste ano, mas o recurso não foi liberado devido a problemas burocráticos no processo de destinação; O quarto parlamentar citado é Luiz Fernando (PT); ele destinou R$ 190 mil em emenda parlamentar neste ano; um grupo de teatro indicou o instituto presidido por Carina Gama para receber os recursos, mas como a emenda é de 2026, o valor ainda não foi empenhado. Polêmicas em torno do filme O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. 🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF. As informações foram reveladas em 13 de maio pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado (ouça o áudio no vídeo acima). A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio. Nos dias seguintes à publicação da reportagem, o contexto foi de inconsistências e contradições nas declarações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e do produtor executivo do filme biográfico do ex-presidente, Mário Frias. As contradições dos filhos de Bolsonaro e de Mário Frias envolvem principalmente a relação com o banqueiro e a gestão financeira do filme. Flávio Bolsonaro vinha tentando associar o escândalo do Banco Master ao governo Lula e ao PT e chegou a dizer que nunca teve contato com Vorcaro. Depois que as mensagens foram divulgadas, ele confessou que mentiu sobre a relação com o banqueiro e alegou a existência de uma cláusula de confidencialidade no contrato do financiamento. Eduardo Bolsonaro também alternou versões sobre sua participação no projeto. Primeiro, afirmou apenas ter apresentado um advogado responsável pela estrutura financeira do filme. Na sexta-feira (15), porém, o Intercept revelou um contrato em que ele aparece formalmente como produtor-executivo encarregado também da captação de recursos. O deputado, então, admitiu que assinou o contrato. Já Mário Frias, primeiro contradisse Flávio Bolsonaro e afirmou que não havia “um único centavo” de Daniel Vorcaro no filme, mas ele recuou no dia seguinte e afirmou que o relacionamento jurídico do projeto era com a Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, e não diretamente com o banqueiro. Notícia anteriorPróxima notícia ALESPBanco MasterDeputada EstadualDeputado EstadualDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro 18/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Deputados de PL e PT em SP destinaram mais de R$ 700 mil a entidades ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça de SP dá 5 dias para Câmara explicar conclusão de CPI que investiga fraudes em imóveis sociais; oposição fala em processo atropelado](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-de-sp-da-5-dias-para-camara-explicar-conclusao-de-cpi-que-investiga-fraudes-em-imoveis-sociais-oposicao-fala-em-processo-atropelado/): Justiça de SP dá 5 dias para Câmara explicar conclusão de CPI que investiga fraudes em imóveis sociais; oposição fala em processo atropelado Vereador Nabil Bonduki (PT), vice-presidente da CPI da HIS, entrou na Justiça para tentar suspender votação do relatório final, prevista para esta terça-feira (19). Parlamentar afirma que recebeu documento de 1,7 mil páginas somente nesta segunda (18). Por João de Mari, Laura Cassano e Paulo Gomes | g1 SP e TV Globo 18/05/2026 Prédio em SP. — Foto: Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo deu prazo de cinco dias para que a Câmara Municipal e o presidente da CPI da Habitação de Interesse Social (HIS), vereador Rubinho Nunes (União), expliquem o encerramento das investigações da comissão e a tramitação do relatório final, previsto para ser votado nesta terça-feira (19). 🔎 Instalada em setembro de 2025, a CPI da HIS investiga possíveis fraudes na produção e comercialização de moradias populares em São Paulo, incluindo compra por investidores, aluguel irregular e uso de apartamentos em plataformas como Airbnb. A decisão, assinada nesta segunda-feira (18) pelo juiz Evandro Carlos de Oliveira, da 7ª Vara da Fazenda Pública, foi tomada após o vereador Nabil Bonduki (PT), vice-presidente da CPI, acionar a Justiça alegando que a tramitação ocorreu de forma “atropelada”. O parlamentar pede a suspensão da votação do relatório e dos atos posteriores ao encerramento da fase de investigação da comissão. A oposição na CPI da HIS defende um endurecimento das investigações sobre fraudes envolvendo moradia popular e quer incluir no relatório final pedidos mais amplos de apuração (leia mais abaixo). Na decisão, o magistrado não concedeu nem negou a liminar solicitada pela oposição. O juiz determinou apenas que as autoridades apontadas no processo se manifestem antes de analisar o pedido de urgência. Segundo Bonduki, ele recebeu o relatório final, com 1.739 páginas, apenas às 11h desta segunda, ou seja, 24 horas antes do horário previsto para o documento ser votado. “Vamos votar um relatório sem ler?”, questionou o parlamentar. Bonduki disse que apresentou propostas ao relator da CPI, vereador Dr. Murillo Lima (PP), e quer que novas medidas sejam incorporadas ao texto antes da votação. O vereador afirmou ainda que PT e PSOL devem votar contra o parecer caso as sugestões da oposição não sejam contempladas. Entre os pontos defendidos por Bonduki está a inclusão de uma lista de pessoas e empresas que deveriam ser investigadas por suspeitas de fraudes relacionadas à política de moradia popular. Ele também afirmou considerar importante ouvir a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), responsável pelo licenciamento e emissão do habite-se dos empreendimentos. Segundo o parlamentar, a oposição defende que já conste no licenciamento a identificação de quais unidades são enquadradas como HIS e HMP, para facilitar fiscalização e controle. O que diz o relatório O relatório final da CPI, obtido pelo g1 nesta segunda, propõe medidas como proibição do uso de apartamentos populares em plataformas de aluguel de curta temporada, como Airbnb, limitação da compra de unidades HIS e HMP a um imóvel por CPF e criação de mecanismos mais rígidos de fiscalização sobre empreendimentos incentivados. O texto também sugere multas, suspensão da comercialização e cassação de alvarás de empresas que descumprirem regras da política habitacional da cidade. Entre os principais encaminhamentos apresentados no relatório estão: proibição de aluguel de curta temporada em unidades HIS e HMP; limitação da compra de apartamentos populares a uma unidade por CPF; criação de mecanismos de priorização para famílias já cadastradas na fila da habitação popular; criação de mecanismos de autodenúncia e reforço da fiscalização; criação de uma ouvidoria na Secretaria Municipal de Habitação para denúncias de irregularidades; aplicação de multas e cassação de alvarás de empresas que descumprirem regras da política habitacional; disponibilização pública e didática do relatório da CPI em plataforma online.   O relatório também recomenda o envio das conclusões ao Ministério Público Estadual e Federal, à Polícia Federal e à Polícia Civil para eventual investigação de responsabilidades civis, penais e administrativas relacionadas ao uso irregular de benefícios concedidos à habitação social. Airbnb inicia ‘pente-fino’ Donos de apartamentos em São Paulo anunciados no Airbnb, plataforma de aluguel de curta temporada, começaram a receber notificações sobre possíveis irregularidades e risco de exclusão dos anúncios no site. Desde maio de 2025, um decreto da prefeitura de São Paulo proíbe que unidades de Habitação de Interesse Social (HIS) sejam destinadas ao aluguel de curta temporada. A regra foi estabelecida depois da descoberta de um esquema de fraudes das construtoras. Em um comunicado via e-mail enviado ao dono de um imóvel cadastrado na plataforma, o Airbnb disse que “iniciou análises sobre eventuais irregularidades em acomodações anunciadas na plataforma na cidade de São Paulo, com base na listagem oficial fornecida nesta data pela Prefeitura de São Paulo”. “Nos próximos dias, os anfitriões que tenham anúncios irregulares receberão uma notificação da plataforma com detalhes sobre a remoção dos seus anúncios”, diz o comunicado ao qual o g1 teve acesso. No final de março, a prefeitura enviou à Câmara Municipal uma lista de empreendimentos imobiliários aprovados com incentivos municipais para a produção de moradia para a população de baixa renda. Essa lista está sendo usada pela plataforma para identificar imóveis que estejam em desconformidade com a legislação. Em nota, a empresa disse que tem atuado de forma contínua e colaborativa com a Câmara Municipal e com a Prefeitura de São Paulo, que iniciou a análise dos imóveis em 27 de abril e que, na última segunda (4), enviou o comunicado sobre anúncios irregulares aos anfitriões da cidade de São Paulo. Notícia anteriorPróxima notícia CPI Comissão Parlamentar de InquéritoPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPTJ-SPUnião BrasilVereador Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are - [MPRJ requer que município de Búzios cumpra compromissos na área de mobilidade urbana e meio ambiente](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-requer-que-municipio-de-buzios-cumpra-compromissos-na-area-de-mobilidade-urbana-e-meio-ambiente/): Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio, ajuizou ações civis públicas em face do Município de Armação dos Búzios para exigir o cumprimento de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com a municipalidade, relativos à revisão do Plano Diretor e à atualização do Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Por MPRJ 18/05/2026 MPRJ requer que município de Búzios cumpra compromissos na área de mobilidade urbana e meio ambiente A atuação decorre do descumprimento de obrigações assumidas pelo município em matéria de planejamento urbano, mobilidade, participação social e transparência administrativa. Os compromissos firmados previam a estruturação de procedimento licitatório para contratação de consultoria especializada, a submissão dos termos de referência à consulta pública, a conclusão da fase interna da licitação em 2024, o início da fase externa em janeiro de 2025, e o posterior encaminhamento dos respectivos projetos de lei à Câmara Municipal. No entanto, o município não comprovou a publicação do edital, a efetiva abertura da licitação, a contratação da consultoria, o início dos estudos técnicos, a realização das etapas participativas nem a consolidação dos produtos finais. Aponta o MPRJ que a revisão desses instrumentos é indispensável ao ordenamento urbano de Búzios, especialmente diante da intensa pressão turística, imobiliária, viária, ambiental e territorial existente na cidade. O Plano Diretor orienta o uso e a ocupação do solo, a expansão urbana e a função social da cidade e da propriedade, enquanto o Plano Municipal de Mobilidade Urbana disciplina transporte público, circulação viária, acessibilidade, integração modal, estacionamentos, ciclovias, deslocamentos a pé e demais componentes da mobilidade urbana. Nas ações, o MPRJ requer, em caráter de urgência, que o município apresente a íntegra dos procedimentos administrativos de contratação, conclua as análises internas pendentes, sane eventuais inconsistências dos termos de referência, submeta os documentos à consulta pública, publique o edital, conclua a licitação e contrate a consultoria especializada. O órgão também pede a apresentação de relatórios mensais de cumprimento, a incidência da multa convencional de R$ 20 mil por mês de atraso e a fixação de multa diária judicial. Medidas também na área ambiental Recentemente, foi requerida a busca e apreensão de documentos, com pedido de tutela de urgência, para obter informações da Secretaria de Estado da Casa Civil sobre a tramitação de procedimento administrativo relacionado à compensação ambiental do empreendimento Aretê Búzios, em Armação dos Búzios. A medida decorre da ausência de resposta a sucessivas requisições ministeriais expedidas no âmbito de inquérito civil que acompanha o cumprimento de obrigações ambientais vinculadas à Licença de Instalação nº IN049616.  A investigação apura a efetiva implementação de compensação ambiental decorrente da supressão de vegetação autorizada pelo INEA. Parte dessa compensação foi formalizada no Termo de Compromisso Ambiental nº 001/2022, que prevê a doação ao INEA de imóvel com área de 211 hectares, situado no Parque Estadual dos Três Picos. A conclusão da medida depende da edição de decreto autorizativo pelo Governo do Estado e da posterior lavratura da escritura pública de doação. Segundo informações prestadas pelo INEA, as providências de sua responsabilidade já teriam sido concluídas, com encaminhamento do processo administrativo à Casa Civil para análise e tramitação da minuta do decreto autorizativo. A partir daí, a Promotoria requisitou informações diretamente à Casa Civil, mas não obteve resposta, mesmo após diversas reiterações por e-mail, correspondência registrada, envio de ofício e advertências quanto às consequências legais da omissão. Com a ação judicial, o MPRJ busca garantir o acesso a documentos físicos e digitais relacionados ao processo SEI-070002/010570/2022, à minuta do decreto, ao termo de compromisso ambiental, ao imóvel objeto da doação e aos atos administrativos correspondentes. A finalidade da medida é assegurar transparência, preservar a prova documental, instruir adequadamente o inquérito civil e permitir a adoção das providências cabíveis para a efetiva tutela do meio ambiente e da legalidade administrativa. Balanço das atuações mais recentes Nos últimos meses, o Ministério Público intensificou sua atuação em Armação dos Búzios em diversas frentes relacionadas à proteção do meio ambiente, da ordem urbanística, da mobilidade urbana, da fauna, dos direitos dos animais e da transparência administrativa. A atuação incluiu o ajuizamento de ações civis públicas, medidas cautelares, pedidos de busca e apreensão de documentos e execuções de TACs, especialmente diante de reiteradas omissões administrativas, respostas incompletas, pedidos sucessivos de dilação de prazo e descumprimento de requisições ministeriais. O MPRJ adotou medidas envolvendo a APA Águas de Tucuns, a Ponta da Sapata/Enseada do Gancho, a Ponta do Pai Vitório, a APA do Pau Brasil, procedimentos de regularização fundiária urbana, políticas de proteção animal e manejo de animais silvestres, além de ação cautelar relacionada à compensação ambiental do empreendimento Aretê Búzios. Segundo o MPRJ, as medidas buscam assegurar o cumprimento de deveres legais, o acesso a documentos públicos indispensáveis à fiscalização institucional e a adoção de providências efetivas para proteção dos direitos difusos da coletividade. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalOperação Lava JatoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de - [Câmeras flagram execução de homem em situação de rua em Cabo Frio](https://politicariabrasileira.blog.br/cameras-flagram-execucao-de-homem-em-situacao-de-rua-em-cabo-frio/): Aluguel de software pode ser excelente negócio se a contratante for a Secretaria de Governo de Nova Iguaçu Crime aconteceu na Rua do Céu, no bairro Buraco do Boi, na noite deste domingo (17). Por Ludmila Lopes | g1 18/05/2026 Execução de homem em Cabo Frio — Foto: RLagos Cabo Frio – Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem em situação de rua foi morto a tiros na noite deste domingo (17), no bairro Buraco do Boi, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. O crime aconteceu na Rua do Céu, por volta das 20h55. Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo e de um homem baleado na via. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima caída no chão, já sem vida. A vítima foi identificada como “Dudu capeta”, segundo a polícia. De acordo com informações repassadas por moradores à PM, a vítima seria um homem em situação de rua e, pouco antes do crime, estaria arremessando pedras na direção de pessoas da comunidade. Em seguida, homens ainda não identificados teriam se aproximado e efetuado os disparos. Imagens de câmeras de segurança da região flagraram a ação criminosa e devem auxiliar nas investigações sobre a autoria do homicídio. A área foi isolada para o trabalho da perícia e remoção do corpo. O caso será investigado pela Polícia Civil. A Polícia Militar informou que intensificou o policiamento no bairro e segue realizando buscas nesta segunda-feira (18) pelos envolvidos no crime. Notícia anteriorPróxima notícia Nova Iguaçu RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Em áudios, deputado Thiago Rangel dá ordens na Educação e negocia cargos para traficante, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/em-audios-deputado-thiago-rangel-da-ordens-na-educacao-e-negocia-cargos-para-traficante-diz-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Mensagens extraídas de celulares apreendidos ligam deputado preso a suposto esquema de fraudes em obras de escolas estaduais, loteamento de cargos públicos e articulação com aliados investigados por tráfico. Ouça os áudios que o RJ1 teve acesso. Por Guilherme Peixoto, Márcia Brasil e Raoni Alves | RJ1 18/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação Áudios e mensagens obtidos pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne mostram o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) atuando diretamente sobre cargos estratégicos da Secretaria Estadual de Educação e negociando vagas na área para pessoas ligadas ao traficante Arídio Machado da Silva Júnior, o “Júnior do Beco”, segundo a investigação. (Ouça acima os áudios que o RJ1 teve acesso). Rangel está preso há 13 dias, acusado de chefiar um esquema criminoso de fraudes e desvios de recursos da educação. Os diálogos fazem parte do inquérito que levou à prisão preventiva do parlamentar, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no fim de abril. A PF suspeita que Thiago Rangel chefiava um esquema de fraudes em contratos de obras e serviços da rede estadual de ensino, além de lavagem de dinheiro envolvendo empresas e uma rede de postos de combustíveis. Em um dos áudios atribuídos ao deputado, enviado à então diretora regional de Educação do Noroeste Fluminense, Júcia Gomes de Souza Figueiredo, Thiago ordena o que deve ser feito na estrutura da educação. “Júcia, continua aí do jeito que você tem que estar. Tudo que acontecer dentro da regional eu quero saber. Eu não tenho que dar satisfação a ninguém. O deputado sou eu. A indicação é minha e quem manda sou eu”. Segundo a Polícia Federal, a mensagem foi enviada em agosto de 2024 e extraída do celular de Júcia, que também foi presa na operação. Na época, ela comandava a Regional Noroeste da Seeduc, responsável por 57 escolas estaduais distribuídas em 13 cidades do Norte e Noroeste Fluminense, com mais de 3.200 servidores. PF vê controle político De acordo com a investigação, a conversa foi encontrada no trecho do inquérito que apura possíveis fraudes em contratos de obras em escolas estaduais. Para os investigadores, o áudio demonstra que Júcia teria sido indicada diretamente por Thiago Rangel e mantinha relação de subordinação política ao deputado dentro da estrutura da Secretaria de Educação. A PF descreve Júcia como uma espécie de “longa manus” do parlamentar — expressão usada para indicar alguém que atuaria como extensão operacional do deputado dentro do órgão público. Os investigadores afirmam ainda que ela exercia função “vital” para o funcionamento do esquema criminoso, justamente por coordenar administrativamente dezenas de escolas estaduais. Na decisão que autorizou a prisão preventiva do deputado, Alexandre de Moraes reproduz os argumentos da Polícia Federal e afirma que os elementos apontam para a “instrumentalização” da Secretaria Estadual de Educação em benefício do grupo investigado. Transferência suspeita Outro diálogo destacado pela PF ocorreu em outubro de 2024. Segundo o relatório, Júcia encaminhou a Thiago Rangel um comprovante de transferência de R$ 100 mil da empresa VAR Construtora para a empresa E. H. Almeida de Souza Casas de Festas. Logo depois, ela reenviou mensagens afirmando: “Já mandei 100”; “amanhã vai o resto”. Para a Polícia Federal, a movimentação reforça suspeitas de lavagem de dinheiro e circulação de recursos desviados de contratos públicos. A investigação aponta que a VAR Construtora aparece ligada a obras em escolas estaduais e não possuía funcionários registrados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o que, segundo a PF, eleva o risco de fraude. Os investigadores afirmam ainda que a empresa destinatária dos valores seria usada para movimentação financeira do grupo investigado. Áudio liga deputado a criminoso Outro conjunto de mensagens analisado pela PF tenta demonstrar a relação de Thiago Rangel com Arídio Machado da Silva Júnior, o “Júnior do Beco”, apontado pela própria corporação como traficante de “alta periculosidade”, com antecedentes por homicídios e tráfico de drogas. As conversas foram extraídas do celular de Fábio Pourbaix Azevedo, apontado como braço direito de Thiago Rangel e também preso na operação. Segundo a investigação, Thiago teria reservado vagas de “auxiliar de serviços gerais” na área da Educação para indicações feitas por “Júnior do Beco”. A PF afirma que Fábio Pourbaix pediu a Thiago o contato do traficante para saber quem seriam os indicados para os cargos. Em seguida, o deputado envia um telefone salvo como “Junior Beco”. De acordo com os investigadores, Thiago afirma que possuía oito vagas disponíveis na Educação e que uma delas deveria ser destinada a um indicado do traficante. Em um dos áudios divulgados pela PF, uma mulher identificada como Gleice Maria Batista da Silva cobra a nomeação prometida: “Thiago Rangel, aqui é Gleice, irmã de Juninho do Beco. Eu fui fazer uma entrevista em agosto ou setembro e até hoje não me deram uma posição. Meu irmão pediu para eu te ligar para ver o que estava acontecendo.” A PF afirma que posteriormente cruzou dados e identificou Gleice como irmã de “Júnior do Beco”. Distribuição de cargos As mensagens analisadas pela investigação também mostram orientações sobre a organização dos nomes indicados para os cargos. Em outro áudio, atribuído a Thiago Rangel, o deputado orienta: “Você faz dois bloquinhos, prende um papelzinho escrito Junior do Beco e bota um clip juntando os dois.” Segundo a Polícia Federal, os diálogos indicam: distribuição política de cargos públicos; uso da estrutura da Educação para atender interesses pessoais e alianças criminosas; proximidade entre o parlamentar e pessoas ligadas ao tráfico.   Os investigadores afirmam ainda que as conversas foram incluídas no capítulo “Observações Finais” da Operação Postos de Midas justamente para demonstrar possíveis conexões entre o deputado e crimes violentos. Na decisão do STF, Alexandre de Moraes utiliza esses diálogos para reforçar o argumento de risco à ordem pública e de continuidade das atividades criminosas. Influência em órgãos públicos A investigação também revelou uma planilha encontrada no computador de Rui Bulhões, ex-chefe de gabinete do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. O documento listava deputados estaduais, os órgãos - [Ricardo Magro criou o imposto quântico](https://politicariabrasileira.blog.br/ricardo-magro-criou-o-imposto-quantico/): Ricardo Magro criou o imposto quântico “Os grandes alquimistas fiscais operam em outra atmosfera regulatória, quase metafísica. Seus patrimônios tornam-se fluidos. Suas estruturas societárias adquirem propriedades cubistas. Seus passivos desaparecem com elegância coreográfica” Por Paulo Henrique Arantes | Fórum 18/05/2026 O empresário Ricardo Magro, alvo de investigação da PF – Foto: Reprodução Sempre que a Polícia Federal abre uma operação envolvendo refinarias, distribuidoras, empresas “estrategicamente” quebradas, holdings exóticas e cifras bilionárias, já se sabe mais ou menos o roteiro: desaparecem impostos, aparecem offshores, evaporam-se patrimônios e, por coincidência cósmica, políticos influentes orbitam o cenário. É o caso do empresário Ricardo Magro e do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Segundo o que foi noticiado até agora, o grupo empresarial ligado a Magro teria desenvolvido uma espécie de inovação tecnológica: o imposto quântico sobre combustível. O combustível é vendido normalmente, o consumidor paga o imposto normalmente, o dinheiro circula normalmente — mas o tributo, misteriosamente, entra em estado gasoso antes de chegar aos cofres públicos. Trata-se de um gigantesco esquema de sonegação: empresas faturam bilhões enquanto o Fisco tentaria descobrir, inutilmente, quem deve, onde está o dinheiro e qual companhia ainda existe além da placa enferrujada num escritório vazio na Barra da Tijuca ou na Faria Lima. Nada a ver com a vetusta figura do comerciante que “esqueceu” uma nota fiscal. Está-se diante de algo um tanto mais ambicioso, operado por um verdadeiro congresso de tributaristas criativos. Empresas surgem. Empresas desaparecem. Patrimônios evaporam. Recursos viajam. Holdings aparecem em cascata. O dinheiro faz turismo internacional e o Estado corre atrás do próprio rabo. Naturalmente, o enredo não estaria completo sem a presença do poder político. É aí que entra Cláudio Castro. Segundo a Polícia Federal, há prováveis favorecimentos estatais, por influência dele, ao grupo empresarial de Magro. Incentivos fiscais, decisões administrativas providenciais e relações políticas suspeitas integram o cardápio da operação, num exemplo perfeito de que a fronteira entre interesse público e lobby privado é tênue, ou inexistente. A dinâmica é conhecida: empresários afirmam defender “segurança jurídica”; políticos defendem “desenvolvimento econômico”; o Estado concede benefícios; depois descobre-se que o desenvolvimento mais vigoroso alcançou exclusivamente o patrimônio dos envolvidos endinheirados. Paralelamente, o contribuinte comum continua vivendo na dimensão paralela em que recebe cobrança automática quando atrasa o recolhimento do MEI. Os grandes alquimistas fiscais operam em outra atmosfera regulatória, quase metafísica. Seus patrimônios tornam-se fluidos. Suas estruturas societárias adquirem propriedades cubistas. Seus passivos desaparecem com elegância coreográfica. A palavra “lavagem”, aliás, tornou-se insuficiente – não se trata mais de lavar dinheiro: certos esquemas parecem submeter recursos financeiros a um verdadeiro tratamento estético completo, com peeling, harmonização facial, transplante capilar e cidadania internacional. Em síntese, prevalece uma velha máxima capitalista: privatizam-se os lucros, socializam-se os rombos e terceiriza-se a conta para a população que abastece o carro pagando imposto até pela na fumaça do escapamento. *Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PF Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro 19/05/2026 Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Líder do PDT assina contra fim imediato da escala 6×1 e racha partido Vorcaro volta para cela comum: hipótese mais provável é que delação não foi aceita Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-civil-publica-para-que-petropolis-retome-servico-de-monitoramento-urbano-por-cameras/): MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras Justiça atende ao pedido e dá três dias para a Prefeitura do município se posicionar. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 18/05/2026 Monitoramento de Câmeras em Petrópolis — Foto: Divulgação Petrópolis – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, na Região Serrana do Rio, ajuizou, na sexta-feira (15), uma ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, em face do município. O objetivo é obter, junto ao Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, uma decisão para que a prefeitura conclua o procedimento licitatório destinado à contratação de sistema de monitoramento urbano por câmeras, observando-se todas as etapas previstas na Lei nº 14.133/2021, com a efetiva celebração do contrato administrativo e implantação do serviço. O MP solicita ainda que a Justiça condene o município a executar a manutenção contínua, adequada e ininterrupta do sistema de câmeras, em quantitativo e cobertura compatíveis com as necessidades da segurança pública, mobilidade e proteção e defesa civil da cidade. A ação tem origem no Inquérito Civil n° 2481, instaurado para apurar a desativação do sistema municipal de monitoramento urbano. Segundo o MPRJ desde o ano de 2017, Petrópolis mantinha contrato com a empresa Emive – Patrulha 24 Horas Ltda. para a locação de sistema de câmeras, que não foi renovado em fevereiro deste ano. A ação ressalta que as câmeras de monitoramento foram instaladas em pontos estratégicos da cidade, auxiliando no controle do trânsito e na prevenção e repressão de delitos. O controle era feito a partir do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (CIMOP), instalado nas dependências da Secretaria Municipal de Defesa Civil. O MP afirma ainda na ação que o monitoramento é vital, pois permite também a verificação, em tempo real, das inundações, comuns na cidade serrana. Cumprindo um importantíssimo papel na prevenção de danos materiais e à vida e integridade das pessoas, já que possibilitam a emissão de alertas mais precisos à população e auxiliam na tomada de decisão pelos gestores quanto à interdição de vias e outras medidas preventivas necessárias. E recentemente, o município vinha adotando, inclusive, a medida de disponibilizar à população o acesso às imagens das câmeras quando havia a ameaça ou ocorrência de chuvas fortes. Em fevereiro deste ano a prefeitura de Petrópolis informou que as câmeras de segurança necessitavam de modernização, e por isso foram desligadas. Mas, segundo o MP, foram na verdade retiradas pelo fornecedor, devido à não renovação do contrato, que já havia passado por termo aditivo. O desligamento ocorreu em período de chuvas intensas e com elevação dos acumulados pluviométricos. Foi realizada uma reunião da Promotoria com a Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SSOP), a CPTrans e a Defesa Civil, onde foi informado pelo município que existiam dois procedimentos em curso: um para a contratação emergencial e outro para a licitação do sistema de monitoramento por câmeras. Após cerca de três meses do desligamento, o serviço não foi retomado. Com isso, a justiça, através da 4ª Vara Civil de Petrópolis, atendeu a ação do MPRJ, e estabeleceu, na sexta-feira (15), um prazo de três dias para a prefeitura se posicionar sobre os processos licitatórios. Procurada pelo g1, em nota a prefeitura informou que os procedimentos para a licitação já estão em andamento e todas as providências estão sendo agilizadas para a retomada do serviço de monitoramento o mais rápido possível. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PGJ obtém decisão que suspende trechos do Código Ambiental de Mangaratiba por possível inconstitucionalidade](https://politicariabrasileira.blog.br/pgj-obtem-decisao-que-suspende-trechos-do-codigo-ambiental-de-mangaratiba-por-possivel-inconstitucionalidade/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha A Procuradoria-Geral de Justiça obteve, no dia 13 de maio, decisão cautelar do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) que suspende os efeitos de dispositivos do Código Ambiental do Município de Mangaratiba considerados incompatíveis com a Constituição Federal. Por MPRJ 18/05/2026 PGJ obtém decisão que suspende trechos do Código Ambiental de Mangaratiba por possível inconstitucionalidade A medida foi concedida no âmbito de Representação de Inconstitucionalidade ajuizada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Atribuição Originária e da Assessoria de Atribuição Originária Cível e Institucional (SUBGAO/MPRJ),  e suspende, até o julgamento definitivo da ação, a eficácia de diversos artigos da Lei Municipal nº 1.209/2019, alterada pela Lei nº 1.355/2021. Na ação, o MPRJ argumentou que os dispositivos questionados afrontam normas constitucionais ao flexibilizar regras de proteção ambiental e permitir a adoção de medidas compensatórias inadequadas, sem priorizar a reparação integral do dano ambiental no próprio local afetado. Segundo a SUBGAO/MPRJ, as alterações promovidas pela legislação municipal também invadem competência da União para editar normas gerais sobre meio ambiente, além de violarem princípios constitucionais como o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a vedação ao retrocesso ambiental, a proporcionalidade, a impessoalidade e a moralidade administrativa. Ao analisar o pedido, o desembargador relator Luiz Zveiter reconheceu a plausibilidade jurídica dos argumentos apresentados e o risco de dano decorrente da demora na suspensão das normas. O magistrado destacou a possibilidade de celebração de novos acordos ambientais com medidas compensatórias consideradas insuficientes ou inadequadas, capazes de gerar prejuízos irreversíveis ou de difícil reparação ao meio ambiente. A decisão cautelar, inicialmente proferida de forma monocrática em razão da urgência do caso, foi posteriormente referendada por unanimidade pelo Órgão Especial do TJRJ. Processo nº 3001557-58.2026.8.19.0000 Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Carbono Oculto 86: Deputado citado em áudios sobre emendas é sócio de Ciro Nogueira](https://politicariabrasileira.blog.br/carbono-oculto-86-deputado-citado-em-audios-sobre-emendas-e-socio-de-ciro-nogueira/): Carbono Oculto 86: Deputado citado em áudios sobre emendas é sócio de Ciro Nogueira Júlio Arcoverde é mencionado em conversas sobre negociação de emendas parlamentares Por Alice Maciel | ICL Notícias 18/05/2026 Senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) Além do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) aparece em mensagens encontradas nos celulares de empresários investigados pela Polícia Civil do Piauí na Operação Carbono Oculto 86. Os diálogos sugerem negociações envolvendo emendas parlamentares. Arcoverde é sócio do senador na empresa JJE Agenciamento de Seguros e Serviços. Com sede em Teresina (PI), a empresa atua nos setores de reparo, manutenção e comercialização de peças automotivas, de acordo com registros da Receita Federal. A Operação Carbono Oculto 86 é um desdobramento da investigação homônima que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação no setor de postos de combustíveis. No Piauí, a operação recebeu o número 86, em referência ao DDD local. Ciro Nogueira e Arcoverde não são investigados, mas a Polícia Civil do Estado solicitou o envio do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a investigação identificar menções aos parlamentares com foro privilegiado nas mensagens apreendidas nos celulares dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa. Em abril, o ICL Notícias publicou os áudios obtidos pela Polícia Civil que indicam uma suposta proximidade entre Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Ciro Nogueira. Em uma das gravações, Danillo afirma que Beto Louco – apontado como um dos líderes da máfia dos combustíveis – seria “muito amigo” do senador piauiense. Já o nome de Júlio Arcoverde surge em áudios em que empresários discutem recursos destinados ao município de Caxias, no Maranhão, com referência a emendas parlamentares.  A existência dessas conversas foi revelada pela Revista Piauí. Em uma das mensagens, Danillo afirma: “O problema foi porque o prefeito cobrou os 130. Mesmo a gente já tendo pago para o Júlio, ele cobrou os 130 de novo. Aí a gente teve que dar para aquele ‘fela’ da puta, daquele prefeito. Aí o Júlio tinha que devolver os 130. Aí ele não devolveu”. Na sequência, o empresário continua: “Quando a gente for acertar com ele essa emenda de Caxias, nós vamos já dizer: ‘Opa, Júlio, eu já te dei os 130’. Na hora que o dinheiro de Caxias entrar, é a hora que nós vamos puxar os 130 de volta.” Em outro trecho da conversa, Danillo indica o rompimento de um suposto acordo envolvendo o deputado federal: “Esse negócio que a gente fez de compromisso com o Júlio aí acabou. Não tem mais. […] Pode ser uma emenda de R$ 1 trilhão. Não pago nada mais. Não faço mais nenhum compromisso daqui pra frente. Zero”. Caxias é administrada pelo prefeito José Gentil Rosa Neto. Ele se filiou ao PP em abril de 2024, durante evento que contou com a presença de lideranças da legenda, entre elas Ciro Nogueira, presidente nacional do partido. É em Caxias também onde está registrada a sede de uma das empresas do senador, a Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas (CN Motos), citada na operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção ligadas ao Banco Master. De acordo com investigação da PF, o senador recebia uma mesada do ex-dono do banco, Daniel Vorcaro. O ICL Notícias entrou em contato com Ciro Nogueira, com o deputado Júlio Arcoverde, com a prefeitura de Caxias e com os empresários Haran Sampaio e Danillo de Sousa, mas não obteve retorno. Em nota enviada à reportagem em abril, após o caso vir à tona, Arcoverde informou desconhecer “quaisquer menções relacionadas ao seu nome no contexto citado”. Ele acrescentou que não é investigado no âmbito da operação, “nem em qualquer outro inquérito”. Contrato milionário na saúde Os investigadores do Piauí suspeitam que o suposto esquema envolvendo emendas parlamentares em Caxias, citado no áudio de Danillo, possa ter relação com a Distribuidora Mercury Medicamentos. A empresa é controlada pela Pima Energia Participações Ltda., que é investigada no âmbito do esquema ligado à máfia dos combustíveis. A Mercury Medicamentos firmou, entre 2024 e 2025, três contratos com a prefeitura de Caxias para o fornecimento de medicamentos e material odontológico, que somam R$ 22,9 milhões. No contrato mais vultoso, assinado em maio do ano passado – com vigência de um ano e valor de R$ 22,5 milhões – o município aderiu a uma ata de registro de preços do Consórcio de Municípios Médio Paranaíba do Piauí (Comepa), por meio do mecanismo conhecido como “carona”, dispensando a realização de uma nova licitação. Em dezembro, no entanto, o Tribunal de Contas do Piauí identificou irregularidades no certame conduzido pelo Comepa e suspendeu os contratos envolvendo os municípios piauienses Picos e São Gonçalo do Piauí com a Mercury Medicamentos. O contrato de Caxias com a distribuidora de medicamentos foi pago com recursos do Fundo Municipal de Saúde, que recebeu R$ 43,3 milhões em emendas parlamentares entre 2025 e maio de 2026. Desse total, mais de 60% (R$ 27,9 milhões) foram destinados pela deputada federal Amanda Gentil, prima do prefeito José Gentil Rosa Neto. Ela presidiu o PP no Maranhão de outubro de 2025 a abril de 2026. Mesma empresa aparece no esquema dos combustíveis A Pima Energia, que controla a Distribuidora Mercury Medicamentos, foi a empresa usada na compra da rede de postos HD, de Haran Sampaio e Danillo de Sousa.  A transação é tratada pelos investigadores como um dos indícios da expansão do esquema da máfia de combustíveis de São Paulo para o Piauí. Conforme relatório da Polícia Civil, a Pima Energia foi aberta na capital paulista apenas seis dias antes da compra da rede de postos HD, o que levantou suspeitas sobre a finalidade da empresa. Os investigadores também afirmam que, apesar da mudança societária, houve apenas uma “substituição de bandeira (de HD para Pima e Diamante) sem alteração operacional real”, o que reforçaria a hipótese de uma venda de fachada. Após a - [90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas](https://politicariabrasileira.blog.br/90-das-emendas-pix-tem-irregularidades-apontam-tribunais-de-contas/): 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Nessa modalidade de baixa transparência, parlamentares enviam bilhões de reais diretamente a governadores e prefeitos, sem necessidade de convênio ou projeto de obra; relatório será enviado ao STF Por Eduardo Barretto | O Estado de S.Paulo 17/05/2026 Plenário da Câmara dos Deputados Foto: Wilton Júnior/Estadão Uma auditoria feita por Tribunais de Contas de todo o País identificou 90% de irregularidades ou vulnerabilidades nas emendas Pix, incluindo indícios de superfaturamento. O levantamento, obtido pela Coluna do Estadão, analisou R$ 497 milhões por meio de 125 repasses de parlamentares a 42 cidades, localizadas em 22 unidades da federação. As transferências aconteceram de 2022 a 2024, durante os governos Bolsonaro e Lula. Nessa modalidade de baixa transparência, deputados e senadores enviam bilhões de reais em verba pública diretamente a governadores e prefeitos, sem necessidade de convênio ou projeto de obra. O relatório será encaminhado nos próximos dias ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, relator de uma ação que monitora emendas parlamentares. O pente-fino foi coordenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon) e pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), com participação de Cortes de Contas de todo o Brasil, por meio da Rede Integrar. A auditoria usou um índice de transparência criado pelo TCU, o Indicador de Transparência Ativa das Transferências Especiais, em 57 portais de transparência estaduais e municipais. Em uma escala de zero a 100, a nota média de integridade foi de apenas 26,7.As principais falhas identificadas nas emendas Pix foram as seguintes:  Falta de planejamento na aplicação dos recursos; Dificuldade para rastrear origem e destino do dinheiro; Descumprimento de normas da Secretaria do Tesouro Nacional; Indícios de superfaturamento e sobrepreço em obras e compras; Uso de recursos em situações vedadas pela legislação.  “É um levantamento importante por primar pela transparência e a aplicação dos escassos recursos públicos em favor da sociedade”, afirmou à Coluna o presidente da Atricon, Edilson Silva. Notícia anterior emenda parlamentarPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme](https://politicariabrasileira.blog.br/parlamentares-de-sp-mandaram-r-8-milhoes-em-emendas-a-ongs-de-filme/): Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Recursos públicos de emendas enviados a entidades ligadas à produtora de filme de Bolsonaro entraram na mira do ministro Flávio Dino, do STF Por Vinicius Passarelli | Metrópoles 17/05/2026 Cena do filme Dark Horse | Reprodução Deputados e vereadores de São Paulo enviaram ao menos R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora cinematográfica Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dados constam em denúncias feitas pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) e em dados de transparência do governo e da Prefeitura de São Paulo. Na última sexta-feira (15/5), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma apuração preliminar para investigar possíveis irregularidades na destinação de emendas para projetos ligados ao ecossistema de entidades comandadas por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme. Além da Go Up, são citados o Instituto Conhecer Brasil (ICB), Academia Nacional de Cultura (ANC) e Conhecer Brasil Assessoria. A apuração busca informações sobre recursos enviados via emendas de parlamentares do PL, como os ex-deputados federais Alexandre Ramagem (RJ) e Carla Zambelli (SP) e os deputados federais Marcos Pollon (MS), Bia Kicis (DF) e Mario Frias (SP). Frias é produtor executivo e roteirista de Dark Horse e enviou, segundo a denúncia de Tabata, R$ 2 milhões em emendas para o Instituto Conhecer Brasil – R$ 1 milhão para um projeto de “letramento digital” e outro R$ 1 milhão para um projeto esportivo. Desde o mês passado, oficiais de Justiça tentam cumprir uma determinação de Dino e intimar o deputado a prestar esclarecimentos sobre as emendas a empresas da produtora artística responsável pelo filme. Além dos citados na apuração de Dino, levantamento feito pelo Metrópoles aponta que, no final de 2023, a deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) enviou emenda de R$ 100 mil para o Instituto Conhecer Brasil para aquisição de equipamentos. Outro deputado bolsonarista da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Lucas Bove (PL), indicou uma emenda de R$ 213 mil também para o Instituto Conhecer Brasil, voltado a projetos esportivos, mas o repasse foi impedido por razões técnicas. Já o deputado Gil Diniz (PL), um dos principais aliados de Eduardo Bolsonaro em São Paulo, destinou R$ 200 mil à Academia Nacional de Cultura para custear parte da produção da série documental Heróis Nacionais – filhos do Brasil que não se rende, o mesmo destino de uma emenda de R$ 1 milhão enviada por Zambelli. A denúncia de Tabata, que deu origem ao pedido de investigação de Flávio Dino, ainda cita duas emendas que somam quase R$ 3,6 milhões enviadas pelo ex-vereador da capital Atílio Francisco, com base em reportagem do The Intercept Brasil. O dinheiro seria utilizado para um evento literário gospel e outro evento de dança. Ao menos outros dois vereadores de São Paulo tiveram emendas de sua autoria liberadas para a Conhecer Brasil no ano passado. Indicada por Cris Monteiro (Novo), uma emenda de R$ 100 mil foi liberada para uma oficina de tecnológica voltada a jovens. Outra emenda, de R$ 750 mil e de autoria de André Santos (Republicanos), foi destinada à entidade para a realização de um congresso de inovação em educação. Mário Frias, por meio de sua assessoria, negou qualquer irregularidade. Em nota, Cris Monteiro disse que a emenda teve como único critério o mérito do projeto apresentado. “A destinação da emenda seguiu análise técnica do projeto, que foi integralmente executado. A vereadora desconhece qualquer vínculo entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora mencionada na reportagem”, afirmou. Já Lucas Bove disse que recebeu um “projeto que parecia interessante”, porém redirecionou o recurso por “questões documentais do proponente”. A reportagem busca contato com os outros citados. O espaço seque aberto. Master x Dark Horse A decisão de Dino também ocorre em meio à revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a viabilização da obra cinematográfica. Informações preliminares apontam que o banqueiro teria prometido ao parlamentar R$ 134 milhões para ajudar no filme. Até o momento, entretanto, os comprovantes apontam o repasse de R$ 62 milhões. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraCEF Caixa Econômica FederalCODEVASF Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do ParnaíbaDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarFNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da EducaçãoHugo MottaMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalUnião BrasilValdemar Costa Neto MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil Veja momento em que sargento da PM é executado no RJ (VIDEO) Quem é Mariângela Fialek, a Tuca, apontada por Dino como ‘braço executor’ de Valdemar e Cunha em desvios de emendas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/havengate-o-fundo-na-mira-da-pf-que-conecta-vorcaro-flavio-e-eduardo-bolsonaro/): Havengate: o fundo na mira da PF que conecta Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro Um fundo offshore com sede no Estado americano do Texas está no centro de uma nova linha de investigação da Polícia Federal (PF). Por Thais Carrança | BBC News Brasil 16/05/2026 Fundo com sede no Texas recebeu pelo menos US$ 2 milhões em recursos de empresa ligada a Vorcaro | Agência Senado/Wikimedia Commons/Getty Images São Paulo – Os investigadores apuram se recursos repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teriam sido usados para custear o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Na quarta-feira (14/5), em entrevista à GloboNews, Flávio negou que o dinheiro tenha sido direcionado a Eduardo, reafirmando que o recurso teria sido integralmente destinado à produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, disse Flávio. Na sexta-feira, o senador voltou a negar que parte do dinheiro tenha sido usado para bancar despesas do irmão, acrescentando que Eduardo sobrevive de uma doação feita pelo pai e de reservas próprias. Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025. Na última segunda-feira (11/5), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do deputado federal cassado por coação no curso de processo, por ter articulado, a partir daquele país, sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, numa tentativa de influenciar o resultado do julgamento de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. Em 2025, Jair Bolsonaro enviou R$ 2 milhões a Eduardo nos Estados Unidos, no que foi considerado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à época como um indício concreto da articulação entre pai e filho com o objetivo de interferir na atuação do Judiciário brasileiro. Eduardo também negou ter recebido recursos de Vorcaro. “A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu, nas redes sociais. Após a declaração de Eduardo, no entanto, o site Intercept Brasil publicou uma nova reportagem, afirmando que o ex-deputado teria atuado como produtor-executivo de Dark Horse, segundo um contrato assinado por ele e diálogos obtidos com exclusividade pelo veículo de imprensa. O contrato de produção ao qual o Intercept teve acesso, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024, traz a empresa GoUp Entertainment, sediada nos EUA, como produtora, e Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) à frente da produção-executiva da cinebiografia. “Os registros contradizem afirmações feitas por Eduardo Bolsonaro (…) sobre sua relação com o filme e colocam o deputado federal cassado como uma peça-chave com poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre o filme que conta a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro”, afirma a reportagem. “Também mostram que Eduardo omitiu sua conexão com a busca de dinheiro para financiar o filme ao dizer, em post feito no Instagram, que apenas cedeu seus direitos de imagem e não exerceu qualquer cargo de gestão em Dark Horse.” Ao Intercept, a defesa de Mario Frias afirmou que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse” e “nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”. Já Eduardo afirmou que investiu R$ 350 mil em recursos próprios no início da produção do longa, mas que depois foi reembolsado após a entrada de investidores na produção. Ele disse que, naquele momento, atuava como diretor executivo do projeto. “Quando a estrutura passou a ser uma estrutura de fundo de investimento, começou a ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor executivo, que era o contrato antigo com a produtora. Passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua seção de direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme”, disse, em vídeo publicado nas redes sociais. O fundo suspeito O fundo que levantou suspeitas de um possível favorecimento de Eduardo nas transações financeiras milionárias entre Flávio e Vorcaro é o Havengate Development Fund LP. O site The Intercept Brasil, que primeiro noticiou o caso, teve acesso a um comprovante de uma ordem de pagamento de US$ 2 milhões e uma tabela com previsão de valores a serem pagos, que indicam que pelo menos parte dos US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) pagos por Vorcaro a Flávio entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, foi transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate. O grupo Entre é liderado por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, e que foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e Vorcaro. Após a deflagração da operação, o Banco Central decretou em março deste ano a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento e, por extensão, da Acqio Adquirência e da Octa Sociedade de Crédito Direto, instituições integrantes do Conglomerado Entrepay, controlado pela Entre Investimentos. As autoridades passaram a investigar então se Vorcaro seria um “dono oculto” da empresa, embora a Entre negue qualquer vínculo societário, de controle ou governança. Segundo o Intercept, com base nos documentos aos quais o veículo teve acesso, a opção de Vorcaro por remeter recursos à família Bolsonaro no exterior por meio da Entre Investimentos ao fundo Havengate aconteceu após dificuldades operacionais para a remessa internacional dos recursos. Em fevereiro de 2025, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro apontado pela PF como principal operador financeiro do banqueiro, relatou sucessivas recusas do setor de câmbio do Banco Master de realizar a operação, conforme o Intercept. Vorcaro, então, teria orientado que o pagamento fosse realizado “via entre”, o que seria uma referência à empresa Entre Investimentos e Participações. Se os recursos deixaram o Brasil - [ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma](https://politicariabrasileira.blog.br/ong-ligada-a-filme-de-bolsonaro-emitiu-r-12-milhao-em-notas-fiscais-para-ela-mesma/): ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Instituto Conhecer Brasil, que é da mesma dona da Go Up Entertainment, é detentora de contrato multimilionário suspeito com a gestão Ricardo Nunes, em SP, que pode ter direcionado dinheiro para “Dark Horse” Por Henrique Rodrigues | Fórum 16/05/2026 Cartaz de divulgação do filme Dark Horse O imbróglio financeiro que mistura dinheiro público da Prefeitura de São Paulo com a obra cinematográfica do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou um capítulo que beira o inacreditável. O Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização não governamental comandada pela empresária Karina Ferreira da Gama, emitiu mais de R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma a fim de justificar gastos de um polêmico convênio de internet com a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia foi trazida a público pelo vereador paulistano Nabil Bonduki (PT) em seu perfil na rede social X (antigo Twitter). O parlamentar expôs os documentos fiscais emitidos pelo ICB que revelam o nível do descalabro: são duas notas fiscais emitidas pela ONG direcionadas ao seu próprio CNPJ, nos valores exatos de R$ 702.800,00 e R$ 568.572,97. “A ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro emitiu NOTA PARA SI PRÓPRIA para justificar gastos no contrato com a Prefeitura de São Paulo! Esse é o nível do descalabro: milhões de reais para uma instituição dizer que está prestando serviços para ela mesma. Uma das coisas mais absurdas que já vi. E olha que a gestão Nunes já está cheia de irregularidades absurdas”, disparou Bonduki na postagem. A primeira das notas fiscais do ICB O elo entre o wi-fi de SP e o cinema bolsonarista Para compreender o tamanho do escândalo, é preciso olhar para a teia corporativa operada por Karina Ferreira da Gama, personagem que se tornou o ponto de inflexão das investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Karina preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma associação privada que, apesar de não possuir qualquer histórico consolidado ou corpo técnico no mercado de telecomunicações, faturou um contrato emergencial de R$ 108 milhões na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) da gestão Ricardo Nunes — prefeito amplamente alinhado ao bolsonarismo e ao governador Tarcísio de Freitas. O objetivo era instalar 5 mil pontos de wi-fi gratuito na capital.  O Tribunal de Contas do Município (TCM) chegou a apontar 20 graves irregularidades no edital, que ignorou a ampla concorrência. Mesmo entregando menos roteadores do que o previsto, a ONG recebeu aditivos suspeitos que inflaram os repasses da prefeitura para R$ 69 milhões. O que conecta o asfalto paulistano a Hollywood é que Karina Ferreira da Gama também é dona da produtora Go Up Entertainment. No Brasil, a Go Up funciona no mesmíssimo endereço físico do ICB, em um prédio de alto padrão na Avenida Paulista. Nos EUA, a filial Go Up Entertainment LLC é a produtora oficial responsável por rodar “Dark Horse”, a cinebiografia multimilionária de Jair Bolsonaro. A suspeita contundente dos investigadores é de que a estrutura pública de conectividade digital da maior metrópole da América Latina funcionou como uma espécie de base operacional e fluxo de caixa indireto para a produção do filme. O escândalo dos R$ 61 milhões e o cerco aos filhos de Bolsonaro A maquiagem contábil das notas fiscais emitidas para si própria surge no momento em que a engrenagem internacional de “Dark Horse” está sob forte bombardeio. O filme acabou se tornando o epicentro de um escândalo transnacional quando o site The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master (atualmente preso sob a acusação de capitanear uma fraude bilionária de R$ 12 bilhões), injetou R$ 61 milhões na produção a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A farsa de que a família Bolsonaro mantinha apenas um vínculo de “imagem” com o projeto ruiu de vez com a descoberta de contratos assinados digitalmente que apontam o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos e gestores financeiros diretos do orçamento da produção. Eduardo, inclusive, foi flagrado em mensagens interceptadas discutindo métodos complexos para enviar divisas para os EUA de forma fragmentada para evitar o radar das autoridades. Para fechar o triângulo do escândalo, Mario Frias ainda destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares federais justamente para o Instituto Conhecer Brasil de Karina, o que gerou a abertura de uma frente de investigação no STF sob a relatoria do ministro Flávio Dino por suposta triangulação ilícita de capitais. Com o cerco judicial se fechando e com as novas provas de autofaturamento apresentadas no front municipal por Nabil Bonduki, a tese de “prestação de serviços sociais” da ONG da Avenida Paulista desmorona a olhos vistos, deixando a gestão de Ricardo Nunes e o clã Bolsonaro sem respostas plausíveis para o labirinto de notas fiscais e milhões cruzados. Outro lado A reportagem da Fórum entrou em contato com a responsável pelo ICB, Karina Ferreira da Gama, para que ela explicasse o motivo das notas fiscais terem sido emitadas para o próprio CPF da ONG. Até o momento da publicação da matéria, Karina não havia retornado. O espaço segue aberto para que ela se manifeste. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPPL Partido LiberalPrefeitoPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCM Tribunal de Contas do MunicípioVereador 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme 17/05/2026 ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma 16/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Parlamentares de SP mandaram R$ 8 milhões em emendas a ONGs de filme ONG ligada a filme de Bolsonaro emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais para ela mesma Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA CPMI - [Defensoria pede multa ao Estado por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/defensoria-pede-multa-ao-estado-por-atraso-na-implantacao-da-deam-em-petropolis/): Defensoria pede multa ao Estado por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis Órgão afirma que governo descumpriu decisão judicial que determinava apresentação de plano para instalação da delegacia especializada em até 30 dias. Por Prisicila Torquato | g1 16/05/2026 Defensoria Pública da cidade de Petrópolis — Foto: Divulgação Petrópolis – A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro pediu à Justiça a aplicação de multa contra o Estado por descumprimento de uma decisão judicial que determinava a apresentação de um plano para implantação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Petrópolis. O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (14). Segundo a Defensoria, o Estado foi intimado da decisão em 5 de março de 2026 e tinha um prazo considerado “improrrogável” de 30 dias para apresentar um cronograma detalhado da instalação da unidade, incluindo definição do imóvel, obras, equipe e equipamentos necessários. No documento, os defensores afirmam que, passados 70 dias da notificação, o governo estadual ainda não apresentou o plano exigido pela Justiça. A Defensoria sustenta que houve “omissão administrativa” e pede o reconhecimento formal do descumprimento da ordem judicial. O órgão também solicita a execução imediata da multa já prevista na decisão, no valor de R$ 30 mil, além da aplicação de uma nova multa diária de R$ 10 mil até que o plano seja apresentado. Na ação, a Defensoria cita que Petrópolis ocupa a nona posição no ranking estadual de violência doméstica e argumenta que a ausência de uma delegacia especializada representa uma “deficiência grave” na proteção às mulheres vítimas de violência. O documento também menciona que o Estado pediu mais 90 dias para elaborar o plano, alegando dificuldades administrativas e operacionais. A Defensoria, no entanto, afirma que a criação da DEAM já estava autorizada desde 2022 por lei estadual e que o governo teve tempo suficiente para se organizar. Além das multas, a Defensoria pediu a realização de uma audiência especial com representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de Petrópolis para discutir medidas práticas que viabilizem a implantação da delegacia até agosto de 2026, prazo definido pela Justiça para o funcionamento da unidade 24 horas por dia. A Polícia Civil informou sua posição em nota (veja abaixo). Nota Polícia Civil A 105ª DP (Petrópolis) conta com um Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (Niam). A unidade está reforçada com policiais civis capacitados para o atendimento especializado às vítimas, além de instalações próprias para isso. Essa iniciativa supre a demanda no município, como também ocorre em outras cidades do estado onde há Niams. Além disso, neste mês, foi inaugurada a Deam Digital, décima sexta delegacia da mulher no estado. A unidade, que tem atendimento remoto, abrange todos os municípios do Rio de Janeiro, incluindo Petrópolis. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJPolícia CivilRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-de-administrador-do-fundo-utilizado-para-captar-recursos-para-filme-sobre-bolsonaro-comprou-imovel-nos-eua/): Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA Escritório de advocacia de Calixto nos EUA também consta como agente registrado de fundo que recebeu US$ 2 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro Por Luísa Marzullo e Sarah Teófilo | O Globo 16/05/2026 Imóvel adquirido no Texas — Foto: Google Brasília – Um fundo ligado ao advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, comprou em fevereiro uma casa em Arlington, no Texas, região onde vive o parlamentar cassado. A operação foi feita pela Mercury Legacy Trust, fundo que detém a propriedade do imóvel anunciado à época por US$ 753.500 (R$ 3,8 milhões). O escritório de advocacia de Calixto nos EUA também consta como agente registrado do fundo Havengate Development Fund LP, que recebeu US$ 2 milhões (R$ 11,3 milhões) do banqueiro Daniel Vorcaro com o objetivo de financiar o filme Dark Horse (“O Azarão”), uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação sobre a compra do imóvel foi divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. Tanto o Mercury quanto o Havengate ficam no mesmo endereço, em Dallas, onde também está sediado o escritório utilizado por Calixto e cedido a Eduardo Bolsonaro para realizar reuniões políticas. Os documentos da empresa e do fundo não mostram se há relação financeira da empresa com o fundo Havengate Development Fund LP.   A operação de compra da casa foi assinada por André Porciúncula, que foi secretário de Fomento à Cultura no governo Bolsonaro. Ele atuou como representante da Mercury, estrutura jurídica usada nos Estados Unidos para administração patrimonial.   A escritura do imóvel mostra que a compra da casa foi efetivada em 27 de fevereiro. O documento aponta que a residência fica localizada em Arlington, município da região metropolitana de Dallas que se tornou base de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.   Procurados, Paulo Calixto, Eduardo e André Porciúncula não responderam até a publicação desta reportagem.   As transações realizadas por Calixto devem entrar na mira da Polícia Federal, que vai investigar se o banqueiro Daniel Vorcaro, a pedido de Flávio Bolsonaro, destinou recursos para financiar a investida de Eduardo Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal nos Estados Unidos.   Eduardo e Flávio Bolsonaro enfrentam uma crise depois que foi revelado pelo site Intercept Brasil áudios nos quais o senador pede dinheiro a Vorcaro, dono do Banco Master preso por suspeita de uma fraude financeira bilionária, para a produção do filme.   Documentos obtidos pelo GLOBO mostram que Calixto manteve por décadas residência em Arlington. Ele e a esposa, Ana Calixto, compraram uma casa na cidade ainda em 1998, por meio de financiamento imobiliário. Em 2016, o casal registrou formalmente o imóvel como residência principal perante o condado de Tarrant.   A propriedade foi posteriormente usada como garantia em uma operação financeira em que um imóvel é usado como garantia para obter crédito junto à Quicken Loans.   Em agosto de 2025, o financiamento vinculado ao imóvel foi quitado e, dias depois, Calixto vendeu a casa para a empresa Keyheart LLC. Os documentos obtidos não mostram vínculo societário formal entre a Mercury Legacy Trust e o Havengate Development Fund LP. Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro negou ter sido beneficiado por recursos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA 16/05/2026 PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/cpmi-do-dark-horse-e-protocolada-para-investigar-esquema-de-vorcaro-com-bolsonaro/): CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro Deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou requerimento para criação de comissão mista que apurará financiamento de filme Por Yuri Ferreira | Fórum 16/05/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – Foto: Carlos Moura/Agência Senado O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou nesta semana, no Congresso Nacional, o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar o financiamento e a produção do filme “Dark Horse“, voltado à narrativa biográfica do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta conta com o apoio de outros parlamentares e está à disposição para assinaturas. A investigação proposta abrange a apuração de eventual utilização de recursos de origem ilícita atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, bem como o possível emprego de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares. O requerimento cita a reportagem do The Intercept Brasil que revelou áudios de Flávio Bolsonaro cobrando recursos do dono do Banco Master, que enviou mais de R$ 61 milhões para a produção do filme. A gravidade do caso, aponta o texto, amplia-se diante da contradição pública entre as declarações do senador — que reconhece as negociações e aportes — e a versão da produtora GOUP Entertainment, que teria negado o recebimento dos valores divulgados. A CPMI proposta será composta por 15 deputados federais e 15 senadores, com igual número de suplentes, respeitando a proporcionalidade partidária. O prazo para os trabalhos é de 180 dias, com despesas orçadas em R$ 200 mil. O requerimento menciona ainda que a produção já teria sido alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal por supostos repasses irregulares de emendas parlamentares. Em declaração, o deputado Rogério Correia afirmou: “Está protocolada a CPMI, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, para investigar o filme da vida de Jair Bolsonaro. Está na mesa do Congresso Nacional. Eu quero ver se Flávio Bolsonaro vai assinar. Ele que disse que foi tudo normal, que não há nenhum rolo, nenhum problema. Assine a CPMI e vamos investigar. Porque, realmente, debaixo desse angu, tem muito queijo”, disse. “A gente quer saber o valor real desse filme. 134 milhões de reais? Ninguém acredita. O irmão dele teve ou não teve acesso a esse dinheiro? Deputados e deputadas fizeram ou não fizeram emenda parlamentar para este fundo que finge ser um filme? O que foi  lavagem de dinheiro? Como Vorcaro e Zettel, com dinheiro de aposentados, foram sustentar esse fundo bolsonarista? Tudo são perguntas que precisam ser respondidas”, completou Correia. “A CPMI ora proposta não possui qualquer finalidade de censura artística, controle ideológico ou limitação da liberdade de expressão”, ressalta o requerimento. O objeto da investigação, segundo o documento, é apurar a origem dos recursos, verificar a regularidade dos aportes financeiros, identificar eventuais beneficiários ocultos, examinar possível financiamento político irregular e investigar eventual utilização de produto cultural como mecanismo de abuso de poder econômico e propaganda eleitoral dissimulada. “Quero ver Flávio Bolsonaro, que não tem coragem de abrir o seu sigilo, ter a coragem de assinar a CPMI do filme de Jair Bolsonaro”, afirma. O que falta para implementar a CPMI Conforme o Regimento Comum do Congresso Nacional, após esse primeiro passo, o colegiado só é instalado após o cumprimento de quatro etapas principais. 1. Recolhimento de assinaturas O primeiro passo é o recolhimento de assinaturas de parlamentares para apoiar o requerimento de criação. Para uma CPMI, é necessário o apoio de pelo menos um terço dos membros da Câmara dos Deputados e um terço dos membros do Senado. Como a Câmara tem 513 deputados e o Senado 81 senadores, são necessárias, no mínimo, 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. 2. Protocolo e leitura em Plenário Após atingido o número mínimo de assinaturas, o requerimento é protocolado na Mesa do Congresso Nacional. Em seguida, o presidente do Congresso Nacional (que é o presidente do Senado) faz a leitura da proposta em sessão conjunta do Congresso, oficializando o pedido. 3. Definição da composição A Mesa do Congresso Nacional calcula a proporcionalidade partidária para definir quantas vagas titulares e suplentes cada partido ou bloco parlamentar terá direito. Como a CPMI proposta é composta por 15 deputados e 15 senadores titulares, com igual número de suplentes, esses números são usados como base para o cálculo. 4. Indicação dos membros e instalação Após a definição das vagas, os líderes partidários indicam os nomes dos parlamentares que irão compor a CPMI. Com as indicações formalizadas, o presidente do Congresso Nacional convoca a primeira reunião da comissão, momento em que ela é oficialmente instalada. Nessa reunião, os membros elegem o presidente e o relator (um deputado e um senador, cargos que são divididos entre as duas Casas), e a CPMI tem até 180 dias para concluir os trabalhos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMI Comissão Parlamentar Mista de InquéritoDeputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas 17/05/2026 Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA 16/05/2026 CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro 16/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana 90% das emendas Pix têm irregularidades, apontam Tribunais de Contas Empresa de administrador do fundo utilizado para captar recursos para filme sobre Bolsonaro comprou imóvel nos EUA CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro Fundo de aliado de Eduardo que administrou dinheiro de filme comprou casa no estado em que deputado vive (ÁUDIO) PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Sem registro na Ancine](https://politicariabrasileira.blog.br/sem-registro-na-ancine/): Sem registro na Ancine ‘Dark Horse’: ‘produção hollywoodiana’ foi filmada no Brasil de modo irregular Por Cecília Olliveira | Intercept Brasil 16/05/2026 ‘Dark Horse’: ‘produção hollywoodiana’ foi filmada no Brasil de modo irregular O filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, foi rodado no Brasil pela produtora Go Up Entertainment Ltda. sem que nenhuma das obrigações legais exigidas pela Agência Nacional do Cinema, a Ancine, tenha sido cumprida. A empresa responsável pelo longa-metragem operou sem registro da produção, sem contratos apresentados, sem comprovação de vistos de trabalho para seu elenco majoritariamente estrangeiro e sem o pagamento de direitos trabalhistas devidos a parte da equipe brasileira. Reportagem exclusiva do Intercept Brasil revelou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, assinou um contrato como produtor-executivo do filme e tinha poder sobre o dinheiro usado no projeto. Já o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, negociou repasses equivalentes a R$ 134 milhões para custear a produção do longa-metragem com o banqueiro Daniel Vorcaro – valor superior ao de muitos filmes ganhadores do Oscar.  No entanto, funcionários contratados no Brasil reclamaram de condições degradantes no set, de terem sido enganados quanto à verdadeira natureza do filme e até de agressão física, como relatou Revista Fórum em dezembro de 2025. Em documento obtido pelo Intercept, a Ancine confirmou, em dezembro de 2025, que a Go Up jamais protocolou qualquer documentação em seus sistemas. Pela instrução normativa nº 79, de 2008, da agência reguladora, toda obra audiovisual estrangeira filmada no Brasil — com exceção daquelas de natureza jornalística — deve ser realizada sob responsabilidade de uma produtora brasileira registrada na agência.  A produtora não é mera intermediária. Antes de qualquer câmera ser ligada no território brasileiro, ela precisa comunicar previamente a produção à Ancine, enviando quatro documentos obrigatórios: o contrato firmado com a empresa estrangeira com responsabilidades, remuneração e prazo; a tradução do contrato quando em outro idioma; o plano provisório de filmagem com datas e locais; e as cópias das folhas de identificação do passaporte de cada profissional estrangeiro envolvido. Só depois disso a Ancine emite o ofício que permite à representação diplomática conceder os vistos de trabalho adequados. Nada disso aconteceu com “Dark Horse”.  Como não houve protocolo, análise ou tramitação de documentos por parte da produtora, não havia documentação a ser disponibilizada pela agência. Questionada, a Ancine afirmou, em nota enviada ao Intercept, que “as filmagens estrangeiras – obras e produções estrangeiras de produtoras estrangeiras – devem ser comunicadas” à agência. “Não existe tal obrigação na hipótese de obras brasileiras, ou mesmo estrangeiras, filmadas por produtoras brasileiras. No caso do filme em questão não houve qualquer comunicação ou autorização pela Ancine”, explica.  A agência reguladora disse ainda que não houve pedido de registro para o lançamento comercial no Brasil e que, por isso, “não dispõe atualmente de informações sobre a produção, o financiamento ou os detalhes técnicos” de “Dark Horse”. A Ancine não sabe sequer se o filme pode ser classificado como obra brasileira ou estrangeira. O Intercept obteve com exclusividade o contrato de produção do longa, que é estrangeiro. A pergunta e a resposta que expõem tudo Em 9 de dezembro de 2025, foi protocolado na Ancine um pedido de acesso à informação questionando pontos específicos da legislação audiovisual sobre o filme “Dark Horse”. A solicitação pedia a íntegra da documentação enviada pela Go Up Entertainment para a autorização das filmagens. Citou a norma correta e descreveu com exatidão os documentos que deveriam existir. O Serviço de Informação ao Cidadão, ou SIC, encaminhou o pedido à Coordenação de Programas Internacionais de Cooperação e Intercâmbio — a unidade técnica responsável por fiscalizar exatamente esse tipo de produção. Dois dias depois, a unidade técnica respondeu: “Após consulta aos registros internos e aos sistemas administrativos desta Coordenação, verificou-se que não consta qualquer comunicação de filmagem estrangeira apresentada pela empresa GO UP ENTERTAINMENT LTDA referente ao projeto ‘THE DARK HORSE’”. A conclusão foi assinada pelo coordenador Daniel Toledo Piza Tonacci. Não houve protocolo, tampouco análise ou tramitação de qualquer documento. Em 12 de dezembro do ano passado, o SIC emitiu a resposta oficial.  A decisão recebeu uma classificação técnica de “informação inexistente”, pois não havia documentos para apresentar porque a produção, do ponto de vista regulatório, nunca existiu. O prazo para recorrer abriu e fechou sem que ninguém se manifestasse. Em 29 de dezembro de 2025, o processo foi arquivado definitivamente. Calote aos trabalhadores Em 14 de janeiro deste ano, munido da confirmação oficial da Ancine, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Distrito Federal, o Sindcine, protocolou denúncia formal, um pedido de informações e um requerimento de providências. De acordo com o sindicato, houve “notícia consistente de contratações sem formalização adequada e pagamentos sem os parâmetros mínimos de regularidade”. A Go Up Entertainment não havia cumprido as obrigações contratuais assumidas com técnicos cinematográficos brasileiros. A Ancine disse que “os processos de apuração estão em curso, observando os prazos e ritos normativos” e que notificou a Go Up. Notícia publicada pelo jornal O Globo em 14 de maio referenda as preocupações do sindicato. Ao menos 14 figurantes que trabalharam nas gravações de “Dark Horse” articulam ações judiciais contra a produção. Eles afirmam ter enfrentado condições degradantes no set, incluindo episódios de agressão, restrições ao uso de celular e banheiro e falta de informação prévia sobre o conteúdo político da obra. Os figurantes disseram ainda que só descobriram o tema do longa durante as filmagens. O mesmo não aconteceu com profissionais em cargos mais altos. De acordo com fontes ouvidas pelo Intercept, ao saberem o teor do filme, muitos profissionais declinaram a proposta e isso inflacionou a produção. Para conseguir contratar esses profissionais, precisaram pagar bem mais que o valor de mercado. Com vergonha de participar, muitos não quiseram se identificar. Eles assinam a obra com nomes fictícios. As denúncias coincidem com relatos recebidos pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo, o - [Fundo de aliado de Eduardo que administrou dinheiro de filme comprou casa no estado em que deputado vive (ÁUDIO)](https://politicariabrasileira.blog.br/fundo-de-aliado-de-eduardo-que-administrou-dinheiro-de-filme-comprou-casa-no-estado-em-que-deputado-vive/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Ex-parlamentar e advogado não respondem; André Porciúncula diz que imóvel não tem ‘nenhuma relação’ com ele PF suspeita que recursos de Daniel Vorcaro para o longa sustentaram estadia de filho de Jair Bolsonaro no Texas (EUA) Por Mônica Bergamo e Isabella Menon | Folha de S.Paulo 16/05/2026 O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em evento conservador nos EUA – Callaghan O’Hare – 27.mar.26/Reuters São Paulo e Washington – Um fundo ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, comprou em fevereiro uma casa em Arlington, no Texas, estado americano onde vive o ex-deputado federal. O Mercury Legacy Trust, que adquiriu o imóvel por R$ 3,6 milhões, é um fundo privado de gestão de patrimônio, instrumento comum nos Estados Unidos para deter bens em nome de terceiros. Calixto também é o administrador do Havengate Development Fund, que recebeu uma parte dos R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2025 a pedido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador dizia que os recursos seriam investidos no filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga o destino dos recursos repassados ao Havengate pelo dono do Banco Master por suspeitar que parte deles foi transferida, na verdade, para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF investiga se a estrutura financeira no Texas serviu para burlar bloqueios judiciais impostos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) às contas de Eduardo Bolsonaro no Brasil. Além do Mercury Legacy Trust, André Porciuncula aparece nos documentos como um dos responsáveis pela entidade que comprou a casa do Texas. Porciuncula é apontado por aliados de Eduardo como uma espécie de representante operacional do ex-deputado nos Estados Unidos. Ex-PM, ele atuou no governo Bolsonaro como braço direito de Mario Frias, então secretário da Cultura e idealizador do filme sobre o ex-presidente. Nesta semana, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu dinheiro a Vorcaro, mas negou que os valores sustentaram o irmão nos EUA. Uma reportagem publicada pelo site Intercept Brasil revelou que o pré-candidato à Presidência da República solicitou os recursos ao dono do Master dizendo que ele seria investido integralmente no filme. Os depósitos foram transferidos de fevereiro a maio de 2025. Parcelas atrasaram, e Flávio voltou a cobrá-lo em novembro, um dia antes de Vorcaro ser preso. A empresa usada pelo dono do Master para fazer as transferências foi a Entre Investimentos e Participações. Procurados, Eduardo Bolsonaro e Paulo Calixto não retornaram as chamadas da Folha. Ao atender a ligação, uma secretária afirmou que Calixto não vai falar com a imprensa e também não forneceu um contato dele. A reportagem conseguiu contato com André Porciuncula. Por meio de mensagens, ele afirmou que a residência adquirida pelo fundo Mercury não tem “nenhuma relação com Eduardo Bolsonaro” e nem com o banco Master”. “A casa não tem relação com nenhum dos dois”, afirmou. A reportagem questionou para quem a residência foi adquirida, e Porciuncula afirmou que “esta informação não é de interesse público”. Nas redes sociais, Eduardo negou que tenha sido beneficiado com o dinheiro de Vorcaro e disse que a suspeita da PF é “tola”. Disse que seu status migratório nos Estados Unidos não permitiria o recebimento de dinheiro de fundos de investimento e que, se isso tivesse ocorrido, as próprias autoridades americanas o teriam punido. Afirmou também que explicou a origem de todos os seus recursos às autoridades dos Estados Unidos no processo de imigração, sem nenhum problema. Sobre o advogado Paulo Calixto, Eduardo disse que ele não é um simples escritório de migração: tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado, e atua há mais de uma década na gestão de patrimônio e fundos de investimento. A migração, segundo Eduardo, seria apenas um departamento do escritório, criado para atender clientes que precisam transferir capital e residência para onde investem. Em relação ao filme, afirmou que nem ele nem sua família são donos da produção — os donos seriam mais de uma dezena de investidores. Disse que apenas apresentou Calixto a Mário Frias, que procurava investidores, por conhecer a competência do advogado. Sobre o investimento ter sido feito nos Estados Unidos e não no Brasil, Eduardo argumentou que a produção foi americana, com elenco americano, e que nenhum investidor arriscaria apoiar no Brasil um filme sobre Jair Bolsonaro, pois seria “perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe”. Por fim, questionou qual vantagem sua família poderia oferecer a qualquer investidor no período em que as negociações teriam ocorrido: com o pai preso, ele mesmo no exílio e o irmão ainda sem planos de candidatura, concluiu que as acusações não passam de “assassinato de reputação”. Paulo Calixto é advogado com mais de 20 anos de atuação nos Estados Unidos, especializado em ajudar clientes a estruturar patrimônio e a obter vistos e autorizações de imigração. É descrito como próximo a Eduardo Bolsonaro e participa diretamente dos processos de imigração ligados ao ex-deputado. Documentos societários mostram que ele controla uma série de empresas no Texas e na Flórida. Uma delas é a própria Havengate, que foi aberta em 2020, de acordo com documentos da Secretaria do Estado do Texas.https://www.youtube.com/watch?v=TNT1pQw60jU Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-civil-publica-para-que-petropolis-retome-servico-de-monitoramento-urbano-por-cameras-2/): MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, ajuizou, nesta sexta-feira (15/05), ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, em face do município de Petrópolis. Por MPRJ 15/05/2026 MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras O objetivo é obter, junto ao Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, decisão determinando que a prefeitura conclua o procedimento licitatório destinado à contratação de sistema de monitoramento urbano por câmeras, observando-se todas as etapas previstas na Lei nº 14.133/2021, com a efetiva celebração do contrato administrativo e implantação do serviço. Requer ainda que a Justiça condene o réu a executar a manutenção contínua, adequada e ininterrupta do sistema de câmeras, em quantitativo e cobertura compatíveis com as necessidades da segurança pública, mobilidade e proteção e defesa civil da cidade. A ACP tem origem no Inquérito Civil n° 2481, instaurado para apurar a desativação do sistema municipal de monitoramento urbano. Aponta o MPRJ que, desde o ano de 2017, Petrópolis mantinha contrato com a empresa Emive – Patrulha 24 Horas Ltda. para a locação de sistema de câmeras. A ação ressalta que as câmeras de monitoramento foram instaladas em pontos estratégicos da cidade, auxiliando no controle do trânsito e na prevenção e repressão de delitos. O controle era feito a partir do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (CIMOP), instalado nas dependências da Secretaria Municipal de Defesa Civil. O monitoramento é vital pois permite também a verificação, em tempo real, das inundações, comuns na cidade serrana, cumprindo, assim, um importantíssimo papel na prevenção de danos materiais e à vida e integridade das pessoas, já que possibilitam a emissão de alertas mais precisos à população e auxiliam na tomada de decisão pelos gestores quanto à interdição de vias e outras medidas preventivas necessárias. Mais recentemente, o município vinha adotando, inclusive, a salutar medida de disponibilizar à população o acesso às imagens das câmeras quando há ameaça ou ocorrência de chuvas fortes, permitindo aos cidadãos maior garantia de autocuidado e autoproteção. No entanto, a cidade foi surpreendida, em fevereiro deste ano, com a notícia de que as câmeras de segurança que, na verdade, necessitavam de modernização, foram desligadas e retiradas pelo fornecedor, devido à não renovação do contrato, que já havia passado por termo aditivo. Para agravar a situação. o desligamento ocorreu em período crítico de chuvas intensas, com elevação perigosa dos acumulados pluviométricos. Em resposta, e já com atraso fruto da falta de planejamento, a administração municipal lançou mão de um processo de contratação de nova empresa, em suposto caráter emergencial, sem a realização de licitação. Em virtude das informações fornecidas ela prefeitura, foi realizada reunião da Promotoria com a Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SSOP), a CPTrans e a Defesa Civil, ocasião em que foi esclarecido pelo secretário responsável pela primeira pasta que o termo de referência para subsidiar a contratação estava em elaboração e que existiam dois procedimentos em curso: um para a contratação emergencial e outro para a licitação do sistema de monitoramento por câmeras. Mas, na prática, apesar de a SSOP afirme reiteradamente que a contratação é sua prioridade absoluta, fato é que os procedimentos para tal medida caminham a passos lentos e sem efetividade, deixando, até os dias atuais, a população local desassistida do relevante serviço – fator que resultou no ajuizamento da ação judicial. Processo nº: 3003131-87.2026.8.19.0042 Notícia anteriorPróxima notícia Defesa CivilMP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política - [Criminosos invadem unidade de saúde em Cabo Frio e deixam bilhetes após furto: 'Pão velho'](https://politicariabrasileira.blog.br/criminosos-invadem-unidade-de-saude-em-cabo-frio-e-deixam-bilhetes-apos-furto-pao-velho/): Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL Mensagens ironizando alimentos da unidade foram encontradas após invasão ao ESF Samburá; atendimento ficou suspenso para realização da perícia policial. Por Ludmila Lopes | g1 15/05/2026 Mensagens ironizando alimentos da unidade foram encontradas após invasão ao ESF Samburá, em Cabo Frio — Foto: Polícia Civil Criminosos invadiram a unidade do Estratégia Saúde da Família (ESF) Samburá, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, durante a madrugada desta quinta-feira (14), furtaram três tablets usados pelas equipes de saúde e deixaram bilhetes com mensagens de deboche. Em um dos recados, os invasores escreveram: “Olha não vai ter um ataque cardíaco KKKKK. O Danone está vencido. Olha no copinho”. Em outro, disseram: “Mano, que Danone ruim. Pão velho! E não tem manteiga d’ gato”. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o caso foi descoberto nas primeiras horas da manhã, quando funcionários chegaram para iniciar os atendimentos e perceberam sinais da invasão. A Polícia Civil foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado. Durante a tarde, a unidade recebeu a perícia técnica para os levantamentos sobre o crime. Por causa dos procedimentos realizados no local, o atendimento no ESF Samburá ficou suspenso ao longo desta quinta-feira. Os tablets furtados eram utilizados pelas equipes da unidade para atendimentos e registros de pacientes. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre suspeitos identificados ou presos. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde lamentou o ocorrido e informou que acompanha o caso junto às autoridades competentes. A Polícia Civil investiga a autoria da invasão e do furto. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado Federalemenda parlamentarPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasSTF Supremo Tribunal Federal Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-apreende-r-11-milhao-em-moeda-estrangeira-e-2-carros-de-luxo-na-casa-de-suspeito-de-operar-propinas-no-rj/): PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ Investigação aponta que Álvaro Barcha mantinha ligação com auditores e integrantes da Secretaria de Fazenda para interferir em processos e viabilizar pagamentos ilícitos. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de armas. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 15/05/2026 PF apreendeu R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira na Operação Sem Refino — Foto: Divulgação A Polícia Federal apreendeu R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo da marca Jaguar no apartamento de Álvaro Barcha Cardoso, de 66 anos, na Lagoa, Zona Sul do Rio, durante a Operação Sem Refino, na manhã desta sexta-feira (15). Ele é apontado como operador e intermediário no pagamento de propinas a servidores públicos para beneficiar empresários ligados à Refit. Durante as buscas, os policiais encontraram dois revólveres e uma pistola e acabou preso em flagrante por posse ilegal de armas. Segundo a investigação, Álvaro Barcha teria atuado como um articulador com forte trânsito dentro da Secretaria de Fazenda, mantendo relações próximas com auditores fiscais, subsecretários e até com o então secretário estadual. Os investigadores afirmam que ele teria atuado para influenciar processos administrativos, antecipar decisões internas e interferir em temas de interesse do grupo empresarial ligado ao empresário Ricardo Magro, controlador da Refit. No total, agentes saíram para cumprir 17 mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta, entre eles um contra o ex-governador Cláudio Castro. Moraes ainda determinou 7 medidas de afastamento de função pública. Movimentações financeiras suspeitas Os investigadores também destacam possíveis indícios de corrupção e movimentação financeira suspeita. Em conversas analisadas pela PF, contatos de pessoas ligadas ao esquema apareciam salvos no celular de Álvaro Barcha acompanhados da palavra “Pix”, o que, segundo a representação, pode indicar transferências de dinheiro entre os envolvidos. Além disso, a investigação identificou trocas de mensagens entre Álvaro e o então secretário estadual Juliano Pasqual envolvendo números de processos SEI e empresas específicas, o que reforçaria a suspeita de acesso privilegiado a informações internas e possível atuação em favor de interesses privados. A representação também cita fotografias em que Álvaro Barcha aparece exibindo grandes quantias de dinheiro em espécie. O que dizem os citados O g1 está tentando contato com a defesa de Álvaro Barcha. Nota de Cláudio Castro “A defesa do ex-governador do Rio Cláudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje [sexta] e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura. Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes. É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão. Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento. Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado. Cláudio colaborou com a busca, que ocorreu sem qualquer intercorrência, e nada de relevante foi apreendido.” Nota da Refit “A Refit esclarece que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor, incluindo a própria Petrobras, atualmente uma das maiores devedoras de tributos do Estado do Rio de Janeiro. Importante ressaltar que a atual gestão da Refit herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações. Somente ao Estado do Rio, a empresa realizou pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício. As operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel formado por três grandes empresas já condenadas pelo CADE por controlarem o preço do combustível nos postos, prejudicando a população e contribuindo para o aumento da inflação no país. A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação. Causa estranheza a Receita Federal impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo. A Refit nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. Ao contrário, sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais. Ressalta-se ainda que o fechamento da Copape, em meados de 2024, formuladora ligada ao PCC, também foi resultado de denúncias que partiram da Refit às autoridades e à ANP”. Notícia anterior ANP Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e BiocombustíveisGovernadorPetrobrasPL Partido LiberalPolícia Federal PFProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões 15/05/2026 Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ - ['Aparelho bomba' e 'bombinha': alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/aparelho-bomba-e-bombinha-alvos-de-operacao-usavam-celular-em-nome-de-mortos-para-dificultar-rastreio-diz-pf/): ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF Decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aponta que linhas clandestinas eram usadas por policiais federais Por Victória Cócolo | g1 15/05/2026 Ricardo Magro — Foto: Fantástico/ TV Globo São Paulo – A Polícia Federal afirma que investigados na Operação Sem Refino utilizavam “aparelhos bomba” e “bombinhas” registrados em nome de pessoas mortas para dificultar o rastreamento das comunicações e ocultar a identidade dos usuários reais. Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação encontrou uma conta de WhatsApp ligada a um número de telefone com código do Rio de Janeiro identificada como “Márcio PF Bombinha”. A apuração concluiu que o aparelho era operado pelos escrivães da Polícia Federal Márcio Pereira Pinto e Márcio Cordeiro Gonçalves, que trabalhavam na delegacia de Nova Iguaçu (RJ). A corporação afirma que a linha telefônica estava cadastrada em nome de Anísio da Silva Antônio, morto em 2021 e sem vínculo com a Polícia Federal. A investigação também aponta que outra linha usada no esquema estava registrada em nome de Cosme Gomes da Silva, igualmente falecido. Para os investigadores, o uso de identidades falsas revela um “padrão de ocultação”. As informações constam na decisão que autorizou a Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15) para investigar suspeitas de fraudes fiscais ligadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos e um dos maiores grupos devedores de impostos do país. Entre os alvos estão Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, aliado do senador Ciro Nogueira (PP), o empresário Ricardo Magro, dono da companhia, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Ainda segundo a PF, o aparelho clandestino manteve contato frequente com o advogado Roberto Fernandes Dima, conhecido como Beto Dima, apontado como sócio de empresas ligadas ao conglomerado de Ricardo Magro. Os autos registram ligações e mensagens trocadas entre eles em outubro de 2025. A decisão cita também interações do aparelho com o delegado da Polícia Federal Ricardo de Carvalho, candidato a deputado estadual em 2022. Os investigadores identificaram que a conta participava de um grupo de WhatsApp chamado “15.000 voltou!”, em referência ao número de urna usado pelo delegado na eleição. Segundo a PF, uma conexão da conta investigada foi realizada por meio de um IP ligado à rede interna da própria Polícia Federal. Após análise técnica, os investigadores afirmam que o acesso estava associado ao login funcional de Márcio Cordeiro Gonçalves. A investigação também identificou que o intermediário Álvaro Barcha utilizava um segundo aparelho celular para fotografar telas e documentos exibidos em outro telefone, em tratativas consideradas “sensíveis” pela PF. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorNova Iguaçu RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSenadorSTF Supremo Tribunal Federal PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF 15/05/2026 Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/cooptacao-integral-do-estado-castro-atuou-para-blindar-refit-e-favorecer-esquemas-de-magro-diz-pf/): ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Ambos foram alvos, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, que investiga fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção no conglomerado do setor de combustíveis. PF afirma que ‘sob a batuta de Castro, o RJ direcionou todos os esforços de sua máquina pública, em um verdadeiro engajamento multiorgânico em prol do conglomerado de Magro’. Por Mahomed Saigg | TV Globo 15/05/2026 Investigadores afirmam que o Grupo Refit sonegava impostos em toda a cadeia dos combustíveis — Foto: Reprodução/TV Globo A Polícia Federal (PF) apontou, em relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) atuou de forma decisiva para proteger e favorecer os interesses do Grupo Refit, do empresário Ricardo Magro. Ambos foram alvos, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, que investiga fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção no conglomerado do setor de combustíveis. Castro sofreu buscas, e Magro teve um mandado de prisão. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que expediu os mandados, destaca um “retrato da cooptação integral do Estado do Rio de Janeiro pela Refit”. Segundo a PF, a relação entre Castro e a Refit foi marcada por uma série de medidas políticas, administrativas e jurídicas que criaram um ambiente institucional favorável à continuidade do esquema criminoso atribuído ao grupo, que é considerado um dos maiores devedores de impostos do país. O documento detalha como o então governador teria promovido trocas estratégicas em cargos do alto escalão do estado, sancionado leis sob medida para beneficiar a empresa e orientado órgãos estaduais a atuar em prol da refinaria, mesmo diante de graves irregularidades e dívidas bilionárias. “Sob a batuta de Cláudio Castro e mediante suas diretrizes, o RJ direcionou todos os esforços de sua máquina pública, em um verdadeiro engajamento multiorgânico em prol do conglomerado capitaneado por Ricardo Magro”, afirma a PF. A defesa do ex-governador afirma que “foi surpreendida com a operação” e que Castro “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura” (leia mais abaixo). Até a última atualização desta reportagem, Magro não tinha sido encontrado e era considerado foragido. O paradeiro dele, que mora há 10 anos nos Estados Unidos, é desconhecido. A defesa de Ricardo Magro não foi localizada. Troca de secretários e procuradores De acordo com a investigação, Cláudio Castro exonerou o então secretário de Fazenda, Leonardo Lobo, após este alertar para o esquema da Refit. No lugar, nomeou Juliano Pasqual, considerado alinhado aos interesses do grupo. O mesmo padrão se repetiu na Procuradoria-Geral do Estado: Bruno Teixeira Dubeux foi substituído por Renan Miguel Saad, que teria atuado para viabilizar um refinanciamento de dívidas da Refit em condições extremamente vantajosas para a empresa. No fim de abril, Lobo e Dubeux foram reconduzidos aos cargos pelo governador em exercício, Ricardo Couto. ‘Lei Ricardo Magro’ A PF destaca ainda a aprovação da Lei Complementar 225/2025, apelidada de Lei Ricardo Magro, que instituiu um programa de parcelamento de débitos tributários sob medida para empresas em recuperação judicial — especialmente a Refit. A lei permitiu descontos de até 95% em multas e juros para empresas como a refinaria, que deviam bilhões ao RJ. Licenças ambientais e atuação do Inea O relatório também cita a atuação do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), que renovou licenças para a Refit mesmo diante de questionamentos técnicos e ambientais. Outro item foi a iniciativa da Procuradoria-Geral do Estado para tentar reabrir a refinaria após sua interdição pela ANP e Receita Federal, alegando que a paralisação prejudicaria a arrecadação do Estado. Proximidade pessoal e eventos no exterior A PF cita que Cláudio Castro participou de eventos em Nova York patrocinados pela Refit, sentando-se à mesa com Ricardo Magro e outros integrantes do grupo. Segundo reportagem da revista Piauí, o governador teria sido “mais fiel ao empresário do que um mero acompanhante em eventos no exterior”. Ambiente institucional favorável O relatório afirma que a leniência e a criação de um ambiente propício para a propagação da atividade ilícita da Refit retratam a união do crime organizado com agentes públicos influentes na política fluminense, “a começar pelo então Chefe do Poder Executivo”. O passivo tributário do grupo Refit supera R$ 52 bilhões, segundo a PF, afetando diretamente os cofres públicos e a prestação de serviços essenciais no Rio de Janeiro e em outros estados. Notícia anteriorPróxima notícia ANP Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e BiocombustíveisGovernadorINEA Instituto Estadual do Meio AmbientePL Partido LiberalPolícia Federal PFProcuradoria-Geral do Estado PGEReceita FederalSTF Supremo Tribunal Federal PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ 15/05/2026 ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF 15/05/2026 ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF 15/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF apreende R$ 1,1 milhão em moeda estrangeira e 2 carros de luxo na casa de suspeito de operar propinas no RJ ‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-da-pf-que-mira-castro-e-dono-da-refit-bloqueou-r-52-bilhoes/): Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Deflagrada nesta manhã, “Sem Refino” investiga esquema no setor de combustíveis Por Rafael Sotero, Elijonas Maia, Caio Junqueira e Gabriela Piva | CNN Brasil 15/05/2026 Cláudio Castro (PL-RJ) | CNN São Paulo e Brasília – A Polícia Federal cumpre mandados de busca na manhã desta sexta-feira (14) contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e contra o dono da Refit, Ricardo Magro. A operação Sem Refino determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas A ordem foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). De acordo com a PF, a operação investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Segundo a investigação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Também foi determinada a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da INTERPOL. Dono do grupo Refit, que controla a refinaria de Manguinhos (RJ) e é acusado pela Polícia Federal de liderar fraudes bilionárias no mercado de combustíveis, Magro vive em Miami desde a década passada. Segundo fontes da Polícia Federal, a busca se deve dentro das apurações do caso Refit, que revelou um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia pedido ajuda do mandatário norte-americano, Donald Trump, em prisão do empresário brasileiro, conforme adiantou a CNN Brasil. À reportagem, a defesa do ex-governador disse ter sido “surpreendida com a operação”. “Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura”, completou. “Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes.” Nota de Castro “A defesa do ex-governador do Rio Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura. Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes. É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão. Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento. Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado.” Nota da Refit “A Refit esclarece que as questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor, incluindo a própria Petrobras, atualmente uma das maiores devedoras de tributos do Estado do Rio de Janeiro. Importante ressaltar que a atual gestão da Refit herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações. Somente ao Estado do Rio, a empresa realizou pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício. As operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel formado por três grandes empresas já condenadas pelo CADE por controlarem o preço do combustível nos postos, prejudicando a população e contribuindo para o aumento da inflação no país. A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação. Causa estranheza a Receita Federal impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo. A Refit nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. Ao contrário, sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais. Ressalta-se ainda que o fechamento da Copape, em meados de 2024, formuladora ligada ao PCC, também foi resultado de denúncias que partiram da Refit às autoridades e à ANP.” Notícia anterior GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal Federal Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões 15/05/2026 Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Operação da PF que mira Castro e dono da Refit bloqueou R$ 52 bilhões Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/publicitario-confirma-ter-intermediado-repasses-de-vorcaro-para-filme-de-bolsonaro/): Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Segundo Thiago Miranda, dono do Master aportou R$ 62 milhões de reais, mas suspendeu repasses com crise na instituição Por Malu Gaspar | O Globo 13/05/2026 O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o empresário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi — Foto: Ana Paula Paiva/Valor e Reprodução O publicitário Thiago Miranda, dono da agência que contratou influenciadores para uma operação de “marketing de guerrilha” nas redes sociais em favor do Banco Master e contra a liquidação movida pelo Banco Central (BC), confirmou à equipe da coluna que também intermediou a negociação que levou Daniel Vorcaro a aportar R$ 62 milhões no filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. De acordo com ele, o valor previsto seria maior, mas os repasses foram suspensos com a crise na instituição financeira. Miranda afirmou ainda que a ligação de Vorcaro com o filme não apareceria publicamente. Miranda, da agência Mithi, é citado na reportagem do Intercept Brasil que revelou o caso nesta quarta-feira (13). A matéria reproduz mensagens entre o senador e atual pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Vorcaro, em que marcam reuniões. Numa delas, Flávio manda um vídeo do local da gravação do filme. Em 16 de novembro, na véspera da primeira prisão do banqueiro, o filho 01 de Bolsonaro cobra Vorcaro por aúdio por repasses atrasados: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. Em nota, Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, mas disse que o conheceu depois do final do governo Bolsonaro, em dezembro de 2024, e alegou que se trata de um financiamento privado (leia a íntegra abaixo). Segundo Thiago Miranda, o projeto do filme foi apresentado a ele pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), que pediu ajuda por estar com dificuldade de financiamento. “Eu tive uma reunião com o Mario Frias, que me apresentou o projeto. Conversei com vários empresários e mostrei pro Daniel [Vorcaro]. O Daniel falou: ‘Cara, eu tenho interesse, sim, em patrocinar’. Na verdade, não é patrocinar, é ser investidor”, afirmou o dono da agência Mithi. “Levei pro Mario Frias, falei: ‘Olha, o Daniel vai entrar’. O contrato foi assinado”. Miranda afirma que nesse primeiro momento nem Mario Frias nem Flávio Bolsonaro se encontraram com Vorcaro. Depois, em outra ocasião, ele teria se encontrado com Flávio para falar do filme. “O Flávio nunca ficou na frente do filme, né? Sempre foi o Mario Frias. Então acho que foi um encontro, eu não lembro, é um, em algum lugar, não sei onde foi, que o Flávio perguntou: ‘Tá andando?’, ‘Tá andando.’, ‘Tá tudo certo?’, ‘Tá tudo certo.’ E, e só, assim, a gente não falou muito, o Flávio não se intrometia muito nessa parte do filme”. Miranda disse ainda que não se tratava de um contrato de patrocínio e sim de investimento, já que segundo ele haveria um retorno financeiro com o lançamento do longa-metragem “Dark Horse”, previsto para entrar em cartaz nos cinemas em 11 de setembro deste ano, a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais. De acordo com Miranda, Vorcaro era o único investidor do filme, até a Operação Compliance Zero. “Ele conseguiu botar R$ 62 milhões. E aí logo acontece tudo, ele vai preso e não consegue honrar o resto”. “É uma coisa astronômica, com produtores de fora, Hollywood, Los Angeles. Eu fui acompanhar um dia as gravações, eu fiquei chocado. O filme foi gravado e ninguém soube que estava sendo gravado”, recorda o publicitário. Depois disso, segundo ele, Mario Frias teria conseguido novos investidores para completar os aportes que faltavam e concluir o filme, que estreia em setembro. Ele, porém, afirma não saber quem são esses investidores que chegaram depois. Leia abaixo a nota do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro: “Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.” Notícia anterior Banco Central BCBanco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenador Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/master-pagou-r-23-milhoes-a-empresa-usada-para-financiar-filme-de-bolsonaro/): Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro O Banco Master pagou diretamente à Entre Investimentos R$ 2,329 milhões de reais em 2025, empresa que teria sido utilizada para repasses de dinheiro entre Daniel Vorcaro e a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, o “Dark Horse”. Por Rafael Moraes Moura e Johanns Eller | O Globo 13/05/2026 O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master — Foto: Fotos de Brenno Carvalho/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Brasília e Rio – A informação está nas declarações de Imposto de Renda do banco. Reportagem do The Intercept Brasil desta quarta-feira (13) descreve um acerto de R$ 134 milhões entre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Vorcaro para o financiamento da obra, usando a Entre Investimentos como veículo. A equipe da coluna confirmou com fontes da investigação a existência dos diálogos. Os dados sobre pagamentos à Entre constam no material entregue pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado e obtido pela equipe da coluna. O pagamento para a Entre pelo Master demonstra a relação entre a empresa e o banco. A articulação teria envolvido o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), o deputado federal Mario Frias (PL-SP), creditado como um dos roteiristas do filme, e o dono da agência Mithi, Thiago Miranda, sócio e fundador do Portal Léo Dias. Miranda confirmou à equipe da coluna que participou da negociação e que Vorcaro aportou R$ 62 milhões no filme de Bolsonaro. De acordo com o publicitário, o valor previsto seria maior, mas os repasses foram suspensos com a crise no Master. Miranda afirmou ainda que a ligação do banqueiro com o filme não apareceria publicamente. Segundo a reportagem, o dono do Master deixou claro em mensagens que os repasses eram prioridade absoluta. O Intercept exibiu ainda um áudio e mensagens trocadas por Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o filme. Nas mensagens, o senador e agora pré-candidato ao Planalto pelo PL marca reuniões com Vorcaro e chega a enviar um vídeo do local da gravação do filme. Por fim, em 16 de novembro, na véspera da primeira prisão do banqueiro, Flávio envia um áudio em que cobra Vorcaro por repasses atrasados: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. A Entre Investimentos tem como sócio-administrador Antonio Carlos Freixo Júnior. Ambos são os controladores da revista IstoÉ, que, segundo Thiago Miranda afirmou à equipe da coluna, foi adquirida indiretamente por Vorcaro ao lado de outros veículos de comunicação com o objetivo de formar um conglomerado midiático. Ainda de acordo o site, o pagamento dos R$ 134 milhões se daria através de 14 parcelas. Em nota, Flávio confirmou os contatos com Vorcaro, mas disse que o conheceu depois do final do governo Jair Bolsonaro e alegou que se trata de um financiamento privado (leia a íntegra ao final da matéria). A reportagem do Intercept reproduz mensagens trocadas em janeiro de 2025 entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tido pelos investigadores como seu operador financeiro, na qual o CEO do Master reclama de atrasos no pagamento das parcelas para o filme de Bolsonaro. Zettel, então, relata entraves para concluir os repasses, que seriam feitos em dólar por meio de remessas internacionais. O banqueiro, então, orienta o cunhado a realizar o pagamento por meio da Entre Investimentos. Dias depois, Zettel pergunta se poderia “pedir pro Minas” – referência a Freixo Júnior, cujo contato foi salvo no celular de Vorcaro como “Mineiro”. De acordo com o site, Fabiano Zettel pouco tempo depois um comprovante do repasse de US$ 2 milhões para um fundo ligado à produção do filme pela Entre Investimentos. Procurada, a assessoria de Vorcaro ainda não se manifestou. O banqueiro e Zettel estão presos desde a segunda fase da Operação Compliance Zero em março. Produção reúne estrelas de Hollywood O filme “Dark Horse” tem estreia prevista para 11 de setembro e deverá servir de munição da tropa de choque bolsonarista na guerra de narrativas da disputa eleitoral, ao recontar a trajetória do ex-presidente, com destaque para o episódio do atentado à faca na campanha de 2018. O longa-metragem é estrelado pelo ator americano Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro e se tornou célebre no papel de Jesus Cristo no filme “A paixão de Cristo”, de Mel Gibson. Caviezel passou cerca de três meses no Brasil gravando cenas da produção, que conta com outros nomes hollywoodianos, como Esai Morales, que interpretou o vilão de “Missão: Impossível – O acerto final”. Segundo a ficha técnica do filme no site IMDb, o ator brasileiro Marcus Ornellas interpretará Flávio. A produção também escalou outros artistas para viver Eduardo e Carlos Bolsonaro, além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Leia abaixo a nota do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro: Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPI Comissão Parlamentar de InquéritoDeputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaReceita FederalSenador Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results - ['Estou e estarei contigo sempre' (AUDIO)](https://politicariabrasileira.blog.br/estou-e-estarei-contigo-sempre-audio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair Por Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Laís Martins, Andrew Fishman, Cecília Olliveira, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 13/05/2026 ÁUDIO: Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma mensagem enviada pelo WhatsApp em 16 de novembro de 2025. Um dia após a mensagem de Flávio, Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. No dia seguinte, 18 de novembro, seu banco foi liquidado pelo Banco Central. A frase escrita pelo hoje pré-candidato à Presidência da República é parte de uma série de registros que indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. Documentos e mensagens obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil indicam que pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.  Os registros incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. Não há evidências nas mensagens de que Vorcaro tenha feito os outros oito pagamentos previstos para o projeto. O envolvimento de Vorcaro foi negociado diretamente por Flávio Bolsonaro, mas teve outros intermediários, como o irmão e deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, que foi secretário da Cultura no governo Bolsonaro. As conversas privadas e os documentos de Vorcaro revelam os profundos laços financeiros e a estreita relação entre o clã Bolsonaro e o banqueiro que se tornou o homem mais radioativo de Brasília. Flávio já havia negado tais conexões, da sua família e da extrema direita, chegando a dizer que isso era uma “narrativa falsa que o Lula tem criado”.  Quando foi noticiado, em março deste ano, que o cunhado de Vorcaro – o pastor Fabiano Zettel – havia feito uma doação de R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio disse à CNN que isso aconteceu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive”.  “Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita”, afirmou o senador. Em evento da pré-campanha em João Pessoa, na Paraíba, dois dias antes, ele classificou o caso como um “grande esquema de roubalheira que está dando nojo a todo o país”. Na manhã desta quarta-feira, 13, Flávio Bolsonaro foi questionado presencialmente pelo Intercept sobre o financiamento de Vorcaro ao filme e respondeu: “De onde você tirou essa informação? É mentira”. Em seguida, deu uma gargalhada e se retirou de onde concedia entrevista à imprensa, próximo ao Supremo Tribunal Federal, o STF – antes, o senador havia se reunido com o ministro Edson Fachin, presidente da corte. Flávio já havia sido contatado sobre o assunto – por telefone, WhatsApp e e-mail, mas não retornou até a publicação da reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro foi acionada, mas não houve resposta. Eduardo Bolsonaro também não respondeu aos questionamentos enviados pelo Intercept. O espaço segue aberto e, caso haja resposta, o texto será atualizado. Em nota enviada ao Intercept após a publicação da reportagem, a defesa do deputado federal Mario Frias confirmou os contatos entre o parlamentar e Vorcaro, mas disse que as mensagens “refletem apenas uma relação legítima entre idealizador do projeto e um potencial apoiador privado da iniciativa”. Também destacou que Frias não exerceu papel de articulador político ou financeiro em nome de Vorcaro. Ainda negou qualquer uso do mandato parlamentar para “promoção de lobby privado ou favorecimento empresarial”. O advogado do deputado informou, ainda, que, na época da troca de mensagens, Vorcaro era conhecido como um empresário do mercado financeiro e “não havia qualquer informação pública que indicasse eventual irregularidade financeira” atribuída ao banqueiro. “Conversas privadas envolvendo exibição de conteúdo audiovisual ou encontros sociais entre pessoas públicas e empresários não configuram irregularidade”, destacou a defesa do parlamentar. Sobre o filme, a defesa pontuou que Frias participou do desenvolvimento criativo e institucional do projeto audiovisual e que “o entusiasmo manifestado nas mensagens privadas decorre da dimensão artística e cultural do projeto, considerado por sua equipe como uma produção inédita dentro do cinema nacional independente”. Vorcaro bancou filme do clã Bolsonaro Os diálogos, um comprovante de uma ordem de pagamento de 2 milhões de dólares e uma tabela com previsão de valores a serem pagos analisados pelo Intercept indicam que pelo menos parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. Os registros ainda sinalizam a participação direta nas operações de outros dois intermediários: o empresário Thiago Miranda – fundador e sócio do Portal Leo Dias –, e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como o principal operador financeiro de Vorcaro. As mensagens obtidas pelo Intercept abrangem o período de dezembro de 2024 a novembro de 2025 e incluem diálogos do banqueiro com diversos interlocutores. O conteúdo do vazamento foi verificado por meio de cruzamento de informações contidas nos diálogos com dados públicos e sigilosos. Entre os elementos que confirmaram a autenticidade do material estão dados bancários e telefônicos, inquéritos policiais, registros do Congresso Nacional e de redes sociais. De acordo com as conversas a que tivemos acesso, o relacionamento entre Flávio Bolsonaro e Daniel - [PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-mira-aplicacao-de-r-107-milhoes-da-previdencia-dos-servidores-de-cajamar-no-banco-master-entenda/): PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Segundo a investigação, recursos foram direcionados para investimentos de altíssimo risco entre agosto de 2023 e março de 2024. O prefeito da época era Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do PP em SP. Por g1 SP 13/05/2026 O ex-prefeito de Cajamar Danilo Joan atualmente é vice-presidente estadual do PP em São Paulo e pré-candidato a deputado estadual — Foto: Reprodução/Redes Sociais A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar supostas irregularidades na aplicação de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores da cidade de Cajamar (IPSSC), na Grande São Paulo, em fundos podres de alto risco. Segundo a investigação, cerca de R$ 107 milhões do patrimônio do fundo previdenciário municipal foram direcionados para investimentos considerados de altíssimo risco entre agosto de 2023 e março de 2024. Desse total, aproximadamente R$ 87 milhões foram aplicados em Letras Financeiras ligadas ao Banco Master, enquanto cerca de R$ 20 milhões foram destinados ao Banco Daycoval. À época, o prefeito de Cajamar era Danilo Joan, atualmente vice-presidente estadual do PP em São Paulo e pré-candidato a deputado estadual. Ele é ligado ao presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, também investigado por favorecer o banco de Daniel Vorcaro. Apesar disso, o ex-prefeito não é alvo da operação da PF. A principal suspeita da PF é de gestão temerária dos recursos previdenciários, com possíveis falhas de governança, ausência de análise técnica adequada, deficiência na avaliação de riscos e eventual direcionamento das aplicações financeiras, especialmente em favor do Banco Master. O que é investigado? A investigação apura possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Cajamar, responsável pela aposentadoria dos servidores municipais. Segundo a PF, aproximadamente R$ 107 milhões foram aplicados em quatro Letras Financeiras emitidas por dois bancos privados. Os investigadores suspeitam que as operações tenham ocorrido sem critérios técnicos adequados e com exposição excessiva do patrimônio previdenciário a investimentos de risco. Quando os investimentos foram feitos? As aplicações no Banco Master ocorreram em três etapas: outubro de 2023; dezembro de 2023; março de 2024.   O prefeito da época era Danilo Joan (PP). O político é aliado de primeira ordem do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, que participou do evento de filiação de Danilo Joan ao partido em março deste ano. Segundo fontes da investigação, as apurações neste momento se concentram nos gestores do instituto previdenciário. O que a PF fez? A Operação Off-Balance cumpriu: seis mandados de busca e apreensão; medidas cautelares de afastamento de função pública; indisponibilidade de bens. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo. As ações também ocorrem nos municípios de Cajamar, Boituva e São Paulo. Todos os alvos foram afastados das funções por decisão judicial. Quem são os alvos? Entre os investigados estão integrantes da direção e do comitê de investimentos do IPSSC. Luiz Henrique Miranda Teixeira, ex-diretor executivo do IPSSC Nomeado em julho de 2023 durante a gestão de Danilo Joan e exonerado a pedido em dezembro de 2025. Milton Marques Dias, advogado Diretor administrativo e financeiro do IPSSC desde dezembro de 2022 e integrante do Comitê de Investimentos. Marcelo Ribas de Oliveira, advogado; Diretor do Departamento de Benefícios do instituto e presidente do Comitê de Investimentos. Rafael Petrozziello, advogado Subsecretário municipal de Governo em Cajamar e integrante do Comitê de Investimentos do IPSSC. A defesa deles não foi localizada pela reportagem. A operação tem relação com outra investigação? Segundo a PF, a Operação Off-Balance não é um desdobramento da operação realizada anteriormente em Santo Antônio de Posse. Embora as investigações tenham características semelhantes e envolvam as mesmas instituições bancárias, os procedimentos tramitaram em paralelo, segundo os investigadores. O que diz a Prefeitura de Cajamar? A Prefeitura de Cajamar esclarece à população, que o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC) possui personalidade jurídica própria, sendo uma autarquia municipal com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, responsável pela gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos municipais. Os investimentos financeiros realizados pelo Instituto seguem regras específicas da legislação aplicável aos regimes próprios de previdência, bem como a Política Anual de Investimentos e as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), não cabendo à Prefeitura de Cajamar participação direta, autorização ou execução das aplicações financeiras realizadas pela autarquia. Ressalta-se ainda que as aplicações realizadas ocorreram, à época, dentro das normas e parâmetros legais vigentes, considerando que a instituição financeira mencionada possuía autorização de funcionamento pelo Banco Central do Brasil e atendia aos critérios técnicos exigidos para este tipo de operação. Até o presente momento, não há confirmação de prejuízo efetivo aos pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais, que seguem garantidos normalmente. A atual administração municipal reforça que acompanha os desdobramentos do caso com transparência e responsabilidade, colaborando integralmente com as autoridades competentes sempre que solicitado. A Prefeitura de Cajamar reafirma seu compromisso com a legalidade, responsabilidade na gestão pública e respeito às instituições. Prefeitura Municipal de Cajamar Notícia anterior Banco Central BCBanco MasterCajamar SPConselho Monetário Nacional CMNPolícia Federal PFPP ProgressistasPrefeitoPrevidência Social PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel 12/05/2026 Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF 12/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais Kassio convida Bolsonaro e - [Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel](https://politicariabrasileira.blog.br/alerj-exonera-40-assessores-e-chefe-de-gabinete-de-thiago-rangel/): Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Publicação no Diário Oficial ocorreu após a casa informar que cumprimira determinação do STF de afastar o parlamentar. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu semana passada manter o deputado estadual preso sem que a assembleia possa votar sua soltura. Por André Coelho Costa | TV Globo 12/05/2026 O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF — Foto: Divulgação A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) publicou, na noite desta terça-feira (12), em edição extra do Diário Oficial, a exoneração de 40 assessores parlamentares e da chefe de gabinete do deputado Thiago Rangel (Avante). Considerando só os assessores, soma dos salários brutos da equipe de Rangel custava R$ 222.706,22, sem eventuais benefícios como auxílio educação e auxílio alimentação. Com o salário do deputado somado, a assembleia gastava R$ 257.481,39 por mês. A Alerj informou mais cedo que está cumprindo as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) e afastou o deputado estadual Thiago Rangel, preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu semana passada manter o deputado estadual preso sem que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) possa votar sua soltura. O plenário da corte deliberou sobre o caso depois que o relator, o ministro Alexandre de Moraes, tinha determinado a manutenção da prisão preventiva do deputado. Segundo a Alerj, o parlamentar já está afastado e seu gabinete será destituído: “A Mesa Diretora vai cumprir na íntegra as determinações do STF. O parlamentar está afastado de suas funções e seu gabinete será destituído. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alerj abrirá um processo disciplinar para apurar o caso”. O suplente que ocupará a vaga é Wellington José, que já foi deputado entre 2021 e 2022. Ele recebeu 22.817 votos em 2022 quando concorreu pelo Podemos. Hoje está no União Brasil, e nas redes sociais publica fotos ao lado de Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj e pré-candidato a governador. Em 2025 fez diversas postagens em apoio ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. Em dezembro do ano passado, a Alerj chegou a derrubar em votação a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL). Na época, ele foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. Bacellar foi preso novamente em março, depois que o TSE cassou seu mandato, por envolvimento com o chamado escândalo do Ceperj. Notícia anteriorPróxima notícia AGU Advocacia-Geral da UniãoPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça determina que Prefeitura de Nova Friburgo regularize abrigo após denúncias](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-determina-que-prefeitura-de-nova-friburgo-regularize-abrigo-apos-denuncias/): Justiça determina que Prefeitura de Nova Friburgo regularize abrigo após denúncias Decisão determina obras emergenciais, reforço na equipe técnica e medidas contra superlotação na Casa de Acolhimento Vila Sorriso. Por Nathalia Rebello | g1 12/05/2026 Justiça determina que Prefeitura de Nova Friburgo regularize abrigo — Foto: Nathalia Rebello/g1 Nova Friburgo – A Justiça determinou que a Prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, regularize o funcionamento da Casa de Acolhimento Institucional Vila Sorriso, unidade responsável pelo acolhimento de crianças e adolescentes no município. A decisão liminar foi obtida pela Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude e expedida pela 1ª Vara de Família, da Infância, da Juventude e do Idoso. Entre as determinações, o município terá prazo de 90 dias para obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e o Certificado de Fiscalização da Vigilância Sanitária. A decisão também obriga a prefeitura a realizar obras emergenciais imediatas para garantir condições mínimas de higiene e segurança na unidade. Entre as medidas previstas estão reparos nos banheiros utilizados pelos acolhidos, correção de infiltrações e vazamentos, além da retirada ou substituição de móveis que ofereçam risco. Além disso, o município deverá reforçar a equipe técnica da instituição em até 60 dias, com a contratação de dois psicólogos e dois assistentes sociais, e apresentar um plano emergencial para adequação da estrutura física e redução da superlotação. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os problemas na Casa Vila Sorriso são acompanhados há pelo menos dez anos. Em inspeções realizadas desde 2016, o órgão já apontava falhas relacionadas ao número insuficiente de cuidadores e à escala de trabalho dos funcionários. Em 2024, a Justiça já havia determinado o aumento do número de profissionais na unidade após o Ministério Público identificar deficiência no atendimento, problemas estruturais e ausência de projeto pedagógico adequado. A nova ação civil pública foi motivada por uma inspeção realizada em setembro de 2025. De acordo com o MPRJ, a vistoria constatou superlotação e diversas irregularidades no abrigo. A capacidade oficial da unidade é de 20 vagas, mas havia 26 acolhidos no local durante a fiscalização. Em março deste ano, segundo o órgão, o número teria subido para 31 crianças e adolescentes. O Ministério Público informou ainda que, antes da ação judicial, expediu recomendações administrativas à prefeitura para correção das irregularidades. Como as medidas não teriam sido cumpridas, o órgão pediu tutela de urgência à Justiça. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a R$ 20 mil. O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Nova Friburgo informou que recebeu a decisão judicial “com serenidade e respeito às instituições” e afirmou que já vem adotando medidas para regularizar e aprimorar o funcionamento da unidade. Segundo o município, providências administrativas e estruturais estão em andamento para obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e do certificado da Vigilância Sanitária, além da realização gradual de melhorias no abrigo. A prefeitura afirmou ainda que solicitou acesso integral ao procedimento administrativo que embasou os apontamentos do Ministério Público, mas não teria recebido resposta. Segundo o município, a questão deverá ser discutida judicialmente com base no direito ao contraditório e à ampla defesa. Sobre a equipe técnica, a administração municipal informou que a unidade chegou a contar com quadro completo em 2025, mas parte dos profissionais deixou os cargos após aprovação em concursos públicos em outros municípios. A prefeitura disse que já adota medidas para recompor a equipe. O município declarou também que não teve acesso ao relatório técnico da inspeção realizada em setembro de 2025, o que teria dificultado a adoção imediata de medidas específicas, embora sustente que melhorias estruturais e operacionais já tenham sido implementadas nos últimos meses. Por fim, a Prefeitura reafirmou o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e informou que seguirá trabalhando no fortalecimento da rede de acolhimento institucional e na melhoria contínua dos serviços prestados. Notícia anteriorPróxima notícia Corpo de BombeirosMP-RJNova Friburgo RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTJ-RJ Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça suspende licitação de R$ 84 milhões da Prefeitura de Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-suspende-licitacao-de-r-84-milhoes-da-prefeitura-de-petropolis/): Justiça suspende licitação de R$ 84 milhões da Prefeitura de Petrópolis Decisão aponta indícios de substituição de concursados por terceirizados; prefeitura afirma que vai recorrer e diz que mais de mil servidores já tomaram posse desde 2025. Por Priscila Torquato | g1 12/05/2026 Justiça suspende licitação de R$84 milhões da Prefeitura de Petrópolis — Foto: Priscila Torquato/g1 Petrópolis – A Justiça suspendeu o Pregão Eletrônico nº 31/2026 da Prefeitura de Petrópolis, que previa a contratação de uma empresa terceirizada para atuar na rede municipal de ensino. A decisão liminar foi proferida nesta segunda-feira (11) pela 4ª Vara Cível do município, após uma Ação Civil Pública movida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ). A licitação previa a contratação de serviços administrativos, operacionais e de apoio para a Secretaria Municipal de Educação, em um contrato estimado em R$ 84,6 milhões. Na ação, o sindicato alegou que a terceirização estaria sendo utilizada para ocupar cargos permanentes da rede municipal de ensino, em substituição à realização de concurso público, o que, segundo a entidade, viola o artigo 37, inciso II, da Constituição Federal. O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à suspensão do pregão. O órgão apontou possível ilegalidade na terceirização de funções consideradas essenciais e permanentes dentro da estrutura da Educação municipal. Ao conceder a liminar, a juíza responsável pelo caso afirmou haver indícios de “burla à exigência de concurso público” e destacou que a terceirização poderia ferir princípios constitucionais como legalidade, moralidade e eficiência administrativa. A magistrada também considerou o risco de prejuízo aos cofres públicos e a possibilidade de consolidação de uma situação considerada de difícil reversão. Com a decisão, ficam suspensos imediatamente todos os atos relacionados ao Pregão Eletrônico nº 31/2026, incluindo qualquer medida de continuidade da licitação. A Justiça determinou ainda multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão, além de multa diária de R$ 1 mil. O Município de Petrópolis e o secretário de Administração foram intimados com urgência e terão prazo de 30 dias para apresentar contestação. O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Petrópolis informou, por meio da Secretaria de Educação, que o município passa por um período de transição, com a substituição gradual de profissionais terceirizados por servidores concursados. Segundo a pasta, mais de mil novos servidores já tomaram posse desde 2025. A secretaria afirmou ainda que a licitação previa redução de quase 50% no número de terceirizados em relação ao contrato atual e tinha como objetivo suprir funções não contempladas no último concurso, como apoio, manutenção e serviços gerais. O município informou também que novos chamamentos de concursados estão previstos e que irá recorrer da decisão judicial. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ 19/05/2026 ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) 19/05/2026 Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias 19/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Vídeo gravado por moradora mostra ratos, barata e sujeira dentro de UPA em Cabo Frio: ‘aqui tá sujo de sangue’ ‘Deus te abençoe meu brother’ (AUDIO) Eduardo Bolsonaro esconde viagem ao Bahrein e só aparece em vídeo de Mário Frias Marqueteiro de Flávio, que recebeu R$ 650 mil de Vorcaro, assinou contratos milionários com o governo Bolsonaro Valor pedido por Flávio Bolsonaro a Vorcaro equivale a 11% do total investido pelo governo do Rio no Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-do-rj-suspende-parte-de-decreto-de-castro-que-ampliava-beneficios-para-ex-governadores/): Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Decisão liminar do Órgão Especial do Tribunal de Justiça aponta possível violação ao princípio da legalidade e risco de aumento de despesas públicas sem previsão em lei. Por Guilherme Peixoto e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 12/05/2026 O ex-governador Cláudio Castro (PL) — Foto: Agência Brasil O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu trechos do decreto do ex-governador Cláudio Castro (PL) que ampliavam benefícios de segurança institucional para ex-governadores do estado. A decisão liminar foi assinada pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto em ação apresentada pela deputada estadual Renata Souza (Psol). A medida suspende os artigos 3º e 4º do decreto publicado em fevereiro deste ano para regulamentar a lei que trata da segurança institucional de ex-governadores após o fim do mandato. Na decisão, o magistrado entendeu que o decreto extrapolou os limites previstos na própria legislação estadual ao permitir a ampliação do benefício para cônjuges e filhos de ex-governadores e ao prever possibilidade de extensão do prazo da segurança institucional. Segundo o relator, “não há previsão legal” para que a segurança institucional seja estendida “a cônjuges e filhos do ex-Governador”, o que torna “evidente a violação ao princípio da legalidade”. O desembargador também apontou preocupação com o impacto financeiro da medida. “O periculum in mora se apresenta pela possibilidade de criação de despesas para o combalido erário, sem a previsão legal”, escreveu o magistrado. A ação questiona ainda o trecho do decreto que autorizava a manutenção potencialmente indefinida da segurança institucional, condicionada apenas a avaliação administrativa de risco. Para a autora da ação, o decreto violaria princípios constitucionais como legalidade, moralidade, impessoalidade e interesse coletivo. Apesar da suspensão parcial, a Justiça manteve válido o dispositivo que permite ao ex-governador indicar servidores responsáveis pela segurança institucional. Segundo a decisão, nesse ponto o decreto segue modelo semelhante ao da legislação federal. A liminar vale até o julgamento definitivo da ação direta de inconstitucionalidade. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputada EstadualGovernadorPL Partido LiberalPSOLTJ-RJ PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel 12/05/2026 Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores 12/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Marqueteiro de Flávio foi citado em plano de Vorcaro contra BC e recebeu R$ 650 mil de dono de agência](https://politicariabrasileira.blog.br/marqueteiro-de-flavio-foi-citado-em-plano-de-vorcaro-contra-bc-e-recebeu-r-650-mil-de-dono-de-agencia/): Marqueteiro de Flávio foi citado em plano de Vorcaro contra BC e recebeu R$ 650 mil de dono de agência OUTRO LADO: Publicitário nega ter participado do trabalho, afirma que seu nome foi incluído sem ele saber e que pagamento se refere a dívidas antigas Marcello Lopes recebeu em dezembro Pix do coordenador do chamado plano DV, que contratou influenciadores contra executivos do Banco Central Por Constança Rezende | Folha de S.Paulo 12/05/2026 O publicitário Marcello Lopes, da Cálix Propaganda, conhecido como Marcelão, que vai coordenar a comunicação da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – Arquivo pessoal Brasília – O publicitário Marcello Lopes, escolhido para coordenar a comunicação da campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consta como um dos estrategistas do plano de ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e servidores, contratado por Daniel Vorcaro, do Banco Master. A informação está no documento chamado “Projeto DV”, ao qual a Folha teve acesso. O nome e a foto de Marcelão, como é conhecido em Brasília, aparecem na página em que são apresentados os três membros da “equipe de estrategistas” do plano. Ele negou envolvimento na campanha contra o Banco Central e justificou o repasse de dinheiro como pagamento de serviços anteriores. Ele é listado ao lado de Thiago Miranda, dono da agência Mithi e responsável pelo projeto, e do publicitário Anderson Nunes, da Unltd Network, empresa que foi subcontratada para o plano. Miranda presta depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques.  A reportagem também obteve o comprovante de um pagamento via Pix feito por Miranda a Marcelão, no valor de R$ 650 mil em 13 de dezembro, momento em que o projeto DV estava em elaboração. A Unltd Network também recebeu repasse de Miranda dois dias depois, de R$ 400 mil. O uso de influenciadores no plano para atacar executivos do BC veio à tona em janeiro, mas foi interrompido após a PF começar a investigar os posts coordenados. Procurados, Miranda e Marcelão afirmam que não houve participação efetiva do marqueteiro de Flávio Bolsonaro no projeto, mas divergiram nas explicações do caso. Marcelão disse que recebeu a informação da inclusão de seu nome “com surpresa e indignação” e que não foi consultado sobre isso. Também disse que desconhece qualquer suposta campanha de ataques ao Banco Central ou a servidores mencionados na investigação da Polícia Federal. “O que me recordo é que o Thiago [Miranda] comentou comigo sobre a possibilidade de eu entrar em um projeto grande que ele estaria fechando. Na ocasião, informei que não teria como participar porque eu viajaria para os EUA no dia 24 de dezembro e retornaria apenas no início de fevereiro. Agradeci a indicação e, sinceramente, do que eu me lembro, foi só isso”, disse. Sobre o repasse de R$ 650 mil para a sua conta em 13 de dezembro, Marcelão afirmou que se tratava de pagamentos em atraso por serviços e consultorias profissionais anteriores realizados, “em outros trabalhos privados ao longo do tempo, sem qualquer relação com o projeto [DV]”. “Era uma dívida de alguns clientes que ele estava com dificuldade de pagamento”, disse. Questionado sobre quais teriam sido esses trabalhos prestados anteriormente, ele afirmou que seria para a “produção de campanha publicitária no ambiente on e off e produção de vídeo”, mas que não poderia dar detalhes. “Isso revelaria o cliente que tem cláusulas de confidencialidade que não me permitem divulgar essa informação”. Também afirmou não poder fornecer o contrato, por ser confidencial. Já Miranda afirmou que incluiu o nome de Marcelão porque ele o ajudaria a “dar peso para o trabalho”, pois teria “um nome muito forte”. “A gente usa muito disso no marketing, de concorrer numa licitação, de apresentar um projeto e colocar outros nomes, agências parceiras, para poder ganhar o projeto, concorrer, deixar mais robusto, então foi isso”, afirmou. Miranda disse que Marcelão deixou o projeto três semanas após uma reunião em que soube que o plano era para o Banco Master. Segundo ele, o marqueteiro de Flávio alegou conflito de interesses, pois “atende muitas contas importantes”. Sobre o pagamento de R$ 650 mil, Miranda disse que o fez para “poder assegurar que Marcelão realmente ajudasse no projeto”, mas disse que ele lhe estornou o dinheiro após deixar o plano. Questionado sobre quando foi feita a devolução, ele disse que não poderia fornecer a informação porque seu setor financeiro não está trabalhando nesta semana e que a responsável está de férias. Ao ser confrontado sobre a declaração de Miranda de que ele teria devolvido o Pix e demais informações desencontradas pelos dois, Marcelão afirmou que o dono da Mithi “está confuso e passando por um momento difícil, por ser acusado de algo que ele não fez”. Já Miranda respondeu que estaria desorientado, ao ser confrontado sobre as divergências do motivo do pagamento e da devolução. A Unltd admitiu ter atuado como fornecedora terceirizada da Mithi, de Thiago Miranda, para o projeto de gestão de crise, em dezembro de 2025 e janeiro deste ano. A empresa afirmou não ter nenhum vínculo ou relação comercial com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro foi procurada nesta segunda-feira (11) e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar. Como mostrou a Folha, os ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Gomes, seguiram uma cartilha com instruções e direcionamentos elaborados pelo projeto DV, contratado por Vorcaro. Os extratos obtidos agora pela Folha mostram que as contratações somaram R$ 8 milhões, operadas pela Mithi. O Banco Central virou alvo após rejeitar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília) e decidir liquidar o Banco Master. A PF identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o projeto. Marcelão é amigo de Flávio e um dos principais conselheiros de sua pré-candidatura à Presidência. Ele é dono da Cálix Propaganda e ex-policial civil do Distrito Federal. O publicitário prepara a saída da empresa para assumir oficialmente a função na campanha até o começo de junho. Como mostrou a Folha, ele recebeu carta branca de Flávio para coordenar a estratégia de comunicação da campanha, desde a parte digital até as inserções em rádio e TV, passando pela assessoria de - [Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-marcelo-queiroz-se-associou-a-causa-animal-para-se-beneficiar-de-esquema-de-fraudes-de-quase-r-200-milhoes-diz-pf/): Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu Ex-secretário do Rio foi alvo de operação da PF nesta terça-feira (12) mirando fraudes em licitações da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comandada por Queiroz à época. Por Márcio Falcão, Marco Antônio Martins e Ana Flávia Castro | TV Globo e g1 12/05/2026 Deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) — Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido indícios de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) se associou a causa animal para se beneficiar de um suposto esquema de fraude em licitações. Queiroz foi alvo da Operação Castratio, deflagrada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (12), acusado de integrar um esquema de fraudes, peculato e lavagem de dinheiro relacionado à contratação de uma empresa de castração de animais via governo estadual. Segundo a PF, as irregularidades comecaram no período em que Queiroz chefiou a secretaria. “É importante frisar, desde já, que ao longo desses últimos anos, o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, desses contratos fraudados, gerando votos e prestígio”, diz a corporação. Em nota, a defesa do deputado Marcelo Queiroz afirma que “a tentativa de vincular a imagem do deputado a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro” Contratos chegam a R$ 200 milhões Na decisão que autorizou a ação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pontua que as fraudes estão ligadas à empresa Consuvet—Soluções em Saúde Animal (entenda mais abaixo). A decisão destaca que Queiroz ocupava o cargo de secretário na pasta “justamente no período no qual se iniciaram as fraudes licitatórias em favor da empresa”. Os investigadores também apontam relação de assessores do então secretário com o esquema de fraudes. De acordo com a PF, a Consuvet não tinha “sequer estrutura compatível com a dimensão dos primeiros contratos firmados”. Mas, entre 2021 e 2023, fechou acordos para prestação de serviços de quase R$ 200 milhões, dos quais R$ 35 milhões já haviam sido pagos. “Constituída em julho de 2021, com capital social de apenas R$ 20 mil e sem filiais, firmou, nos quatro meses seguintes, acordos com a SEAPPA que somam mais de R$ 8,3 milhões. Se contados os contratos celebrados até 2023, o montante ultrapassa os R$ 193 milhões”, destaca a decisão. A investigação também aponta que foram autorizados aditivos contratuais que aumentaram de forma significativa os valores pagos à Consuvet, sem justificativa técnica. Além disso, o patrimônio de Queiroz teria crescido cerca de 665% no período, com base em declarações apresentadas à Justiça Eleitoral. Mesmo após deixar a secretaria para assumir o mandato como deputado federal, o parlamentar ainda mantinha vínculos com integrantes do grupo investigado. Firma privada Segundo mostrou o RJ2, a Consuvet, empresa privada que venceu a licitação, foi criada apenas 3 meses antes dos acordos milionários. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro já haviam identificado indícios de superfaturamento e direcionamento. À época, a Polícia Civil apontou Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura. Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet. Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023. As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da firma ser criada, e só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Papel do deputado A Polícia afirma que é preciso esclarecer se Queiroz atua como um líder do grupo ou como um beneficiário dos contratos fraudados, seja se enriquecendo ilicitamente ou a partir de engajamento político. Por isso, foi realizada a operação para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta terça. Os investigadores também argumentam que a companheira de Queiroz teria escondido o celular de Camila Costa da Silva, Subsecretária de Proteção e Bem-Estar Animal. Ao ser alvo de uma busca e apreensão anterior, Camila afirmou que o celular dela estava quebrado. Depois, foi analisado que o telefone foi usado um dia antes da ação na casa de Anna Caroline dos Santos, companheira de Queiroz. E Anna Caroline resistiu a entregar o aparelho. Operação da PF Agentes saíram para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 apurou que Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. O celular dele foi apreendido. Nesta terça, policiais federais foram para endereços no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense — e em São Paulo (São Roque e Mairinque). Na sede da secretaria, em Niterói, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Cédulas também foram encontradas em São Roque. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado. Marcelo Queiroz iniciou a trajetória política em 2012 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também ocupou o cargo de secretário municipal de Administração. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, depois, assumiu as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura do Rio. Em 2022, foi eleito deputado federal. O que dizem os citados Ao RJ2, ano passado, o governo disse que a Consuvet não prestava serviços desde abril de 2024. O deputado Marcelo Queiroz mandou a seguinte nota na íntegra: “A tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- - [Contrato de R$ 237 milhões da gestão Zema é suspenso após caso PCC explodir em Minas](https://politicariabrasileira.blog.br/contrato-de-r-237-milhoes-da-gestao-zema-e-suspenso-apos-caso-pcc-explodir-em-minas/): Carioca eleito em SP, Tarcísio critica Tebet e Marina Silva por se candidatarem no estado Acordo com a Renapsi foi firmado ainda sob Romeu Zema e barrado após prisão de fundador da entidade em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 12/05/2026 Romeu Zema entrevista roda viva; contrato de R$ 237 milhões firmado em sua gestão foi suspenso após caso PCC. – Reprodução de vídeo Um contrato de R$ 237,6 milhões firmado pela gestão Romeu Zema com a Renapsi foi suspenso pelo governo de Minas Gerais após a prisão de Adair Antônio de Freitas Meira, apontado como fundador da entidade, em uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. O acordo, assinado em 17 de março de 2026, previa a execução do Programa Evolução Jovem, voltado à socioaprendizagem e à inclusão produtiva de estudantes da rede pública estadual. A suspensão foi noticiada após a repercussão da Operação Contaminatio, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação mira o uso de empresas e entidades ligadas a Meira para movimentar recursos ilícitos associados a operadores financeiros da facção criminosa. A defesa do empresário nega de forma veemente qualquer irregularidade ou ligação com o PCC. O caso amplia o desgaste político sobre contratos públicos ligados a Adair Meira. Nesta segunda-feira (11), a Fórum mostrou que a Fundação Pró-Cerrado, entidade ligada ao empresário, mantém contratos ativos que somam R$ 141.509.831,63 com o governo de Goiás, em acordos firmados entre 2021 e 2025. Contrato da gestão Zema previa R$ 237,6 milhões à Renapsi O Termo de Parceria 59/2026 foi celebrado entre o Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração, a Renapsi, com interveniência da Secretaria de Estado de Educação. O documento oficial informa que o objeto da parceria era apoiar uma política pública de socioaprendizagem e inclusão produtiva para estudantes da rede pública estadual de Minas Gerais no âmbito do Programa Evolução Jovem. A cláusula quinta do termo estima o valor de R$ 237.600.000,00, a serem repassados conforme cronograma de desembolsos. A vigência prevista era de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial. O contrato foi assinado em Belo Horizonte em 17 de março de 2026. A data coloca o acordo dentro da gestão Zema, embora o documento tenha sido firmado formalmente por representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, da Secretaria de Estado de Educação e da Renapsi. Zema entra no centro político do caso em Minas A conexão de Romeu Zema com o caso está no contrato mineiro. Não há, nos documentos consultados, apontamento de participação direta do então governador nos fatos apurados pela Operação Contaminatio. O desgaste político decorre do fato de que o acordo milionário com a Renapsi foi firmado durante sua gestão e só foi suspenso após a prisão de Adair Meira ganhar repercussão nacional. A Renapsi foi contratada para operacionalizar uma política pública de alto valor em uma área sensível: a inclusão produtiva de estudantes da rede estadual. A suspensão do contrato coloca sob pressão o discurso de eficiência administrativa associado por Zema à sua trajetória política. O caso também reforça a discussão sobre filtros de conformidade em contratos públicos com entidades privadas e organizações sociais. A Fórum já mostrou como o avanço do crime organizado sobre estruturas econômicas e políticas virou tema central no debate eleitoral. Caso PCC já havia atingido contratos em Goiás Em Goiás, o foco não é a Renapsi, mas a Fundação Pró-Cerrado. Segundo a reportagem publicada pela Fórum, com base em dados oficiais e no UOL, a entidade ligada a Adair Meira mantém contratos ativos de R$ 141,5 milhões com o governo goiano. Os acordos envolvem serviços terceirizados como apoio técnico especializado, motoristas, auxiliares administrativos e operadores de call center. A teia contratual inclui documentos firmados entre 2021 e 2025, além de aditivos que prorrogam serviços até 2026. O caso mais emblemático citado na reportagem é o Contrato 039/2025, no valor de R$ 28.094.459,04, para fornecimento de mão de obra exclusiva de apoio técnico especializado de nível superior. A assinatura eletrônica ocorreu em 14 de novembro de 2025. Quem é Adair Meira Adair Antônio de Freitas Meira é empresário de Goiás, ligado à Fundação Pró-Cerrado e ao Sistema Sagres de Comunicação. Ele foi preso durante a Operação Contaminatio, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro associadas a operadores financeiros do PCC. Um dos eixos da apuração envolve a fintech 4TBank, apontada nas investigações como instrumento para movimentações financeiras de interesse da facção criminosa. No caso goiano, a própria Fundação Pró-Cerrado exibe Meira em seu site institucional como diretor-secretário-geral e instituidor da organização nos anos 1990. Em Minas, a relação em apuração envolve a Renapsi, entidade que assinou o contrato de R$ 237,6 milhões com o governo estadual. Renapsi e defesa negam irregularidades A Renapsi afirma que não é alvo da investigação e que Adair Meira não ocupa cargos de gestão nem mantém vínculo administrativo com a organização. A defesa de Meira nega qualquer ligação do empresário com o PCC. Os advogados sustentam que as acusações serão esclarecidas no processo e rejeitam a existência de irregularidades nas atividades atribuídas ao empresário. A suspensão do contrato em Minas, porém, paralisa uma parceria de R$ 237,6 milhões firmada na gestão Zema e expõe a dimensão nacional da crise. Depois de alcançar contratos da Fundação Pró-Cerrado com o governo de Goiás, o caso agora atinge um acordo milionário da Renapsi com o governo mineiro. Contrato milionário fica sob auditoria Com a suspensão, o Programa Evolução Jovem fica travado até que o governo mineiro conclua a análise sobre a continuidade da parceria com a Renapsi. O ponto central da crise é o uso de dinheiro público. Em Minas, são R$ 237,6 milhões previstos em contrato assinado sob Zema. Em Goiás, são R$ 141,5 milhões em contratos ativos da Fundação Pró-Cerrado, entidade ligada a Adair Meira, segundo a apuração publicada pela - [MPRJ denuncia 11 policiais militares suspeitos de receber propina; cabo foi preso](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-denuncia-11-policiais-militares-suspeitos-de-receber-propina-cabo-foi-preso/): Magé: Câmara de Vereadores contratou abastecimento de frota de tamanho desconhecido sem licitação Acusados foram afastados das atividades e tiveram porte de arma suspenso Por O Globo 12/05/2026 Fachada do prédio do Ministério Público do Rio de Janeiro — Foto: MPRJ/Divulgação O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça 11 policiais militares pelo crime de corrupção em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Um mandado de prisão foi cumprido nesta terça-feira, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar, contra o cabo Michel Maia Rodrigues. Por determinação da Auditoria da Militar, os acusados foram afastados das atividades e tiveram o porte de arma suspenso. De acordo com o Gaesp, os agentes estruturaram um esquema de corrupção no 39º BPM (Belford Roxo), no qual recebiam propinas semanais para prestar segurança a comércios durante o expediente de trabalho no batalhão. As investigações, segundo o MP, identificaram que Rodrigues atuava como articulador e intermediário do esquema, além de manter ligação com uma milícia local. A denúncia descreve que o pagamento das propinas era realizado todas as sextas-feiras a Rodrigues, que repassava os valores ao policial escalado para o serviço naquela semana. Mensagens trocadas entre o cabo e uma comerciante evidenciam a finalidade dos pagamentos, que era assegurar um policiamento diferenciado, no qual os agentes permaneciam à disposição, afirma o Ministério Público. Em uma ocasião, a interlocutora chegou a reclamar da ausência de uma viatura da PM no local. “Você conversa com os teus meninos aí”, cobrou a responsável pelo comércio. A partir da quebra de sigilo bancário dos investigados, a Divisão de Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e à Corrupção da CSI elaborou Relatório de Análise Bancária e Fiscal, que identificou dezenas de transações realizadas por Rodrigues aos demais denunciados, com valores e datas compatíveis com o modus operandi do esquema criminoso. A denúncia é mais um desdobramento da Operação Patrinus que, em sua fase anterior, em agosto de 2025, resultou na prisão de dez policiais que extorquiam dinheiro de comerciantes em Belford Roxo. Na ocasião, o Gaesp chamou atenção para o fato de o esquema criminoso configurar uma verdadeira subversão da lógica da segurança pública: policiais militares, que deveriam proteger a população sem cobrar qualquer valor, solicitavam pagamentos justamente para prestar o serviço de segurança, no exercício de suas funções e utilizando viatura, uniforme e armamento da corporação. Em nota, a Polícia Militar informou que equipes de sua Corregedoria Geral participou da ação que prendeu Rodrigues no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A corporação afirma que “segue colaborando integralmente com as investigações relativas ao caso”. Notícia anteriorPróxima notícia Guapimirim RJMagé RJPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseVereador Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Nunes Marques nutre esperança de Costa Neto de tornar Bolsonaro presidenciável - [Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação contra suposta fraude em programa de castração de animais](https://politicariabrasileira.blog.br/deputado-marcelo-queiroz-e-alvo-da-pf-em-operacao-contra-suposta-fraude-em-programa-de-castracao-de-animais/): Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível PF mira irregularidades na licitação de um contrato da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, comandada por Queiroz à época. Por Marco Antônio Martins e Márcio Falcão | g1 Rio 12/05/2026 Marcelo Queiroz durante votação na última eleição para prefeito. No colo, a cachorrinha Rufina. — Foto: Reprodução/ TV Globo O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) é alvo, nesta terça-feira (12), da Operação Castratio, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar suspeitas de fraude em licitações no governo do estado. O RJ2 mostrou o caso em março do ano passado. A PF apura irregularidades em contratos de R$ 200 milhões, firmados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para castração e esterilização de animais. Queiroz era o titular da pasta à época. Agentes saíram para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 apurou que Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. O celular dele foi apreendido. Em nota, a defesa de Queiroz afirmou que as alegações são infundadas (leia abaixo) e que o parlamentar está à disposição para prestar todos os esclarecimentos. Firma privada Segundo mostrou o RJ2, a Consuvet, empresa privada que venceu a licitação, foi criada apenas 3 meses antes dos acordos milionários. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro haviam identificado indícios de superfaturamento e direcionamento. A Polícia Civil tinha apontado Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura. Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet. Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023. As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da firma ser criada, e só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Mandados Nesta terça, policiais federais foram para endereços no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense — e em São Paulo (São Roque e Mairinque). Na sede da secretaria, em Niterói, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Cédulas também foram encontradas em São Roque. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado. Marcelo Queiroz iniciou a trajetória política em 2012 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também ocupou o cargo de secretário municipal de Administração. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, depois, assumiu as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura do Rio. Em 2022, foi eleito deputado federal. O que disseram os citados Defesa do deputado Marcelo Queiroz “A tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro. A defesa do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reitera o total respeito às instituições e ao processo legal, e ressalta que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos”. Nota da Consuvet “Cumpre esclarecer que, diferentemente do afirmado, a Consuvet – Soluções em Saúde Animal, ao longo dos quatro anos de execução dos serviços, por meio de seus 52 pontos de atendimento e mais de 100 prestadores de serviço, não realizava marcações ou agendamentos diretos de atendimentos. As agendas eram disponibilizadas exclusivamente através do Programa RJPET, vinculado ao Estado do Rio de Janeiro, sendo os registros e agendamentos realizados de forma pessoal pelos próprios usuários interessados nos atendimentos. Esclarecemos ainda que todos os registros contendo os nomes dos Médicos Veterinários, profissionais vinculados à operação dos serviços, bem como os dados pessoais dos usuários atendidos, já foram devidamente encaminhados à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, em observância às solicitações apresentadas e aos procedimentos legais aplicáveis. Da mesma forma, esclarece-se que o montante de R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) mencionado não corresponde aos contratos efetivamente assinados pela empresa, razão pela qual eventual divulgação neste sentido não reflete a realidade contratual existente. Por fim, a Consuvet – Soluções em Saúde Animal reafirma sua total transparência e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais junto aos órgãos competentes, sempre colaborando com as autoridades e atendendo às solicitações formalmente apresentadas.” Notícia anterior Fortaleza CEPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível 29/07/2026 Vídeo criado por IA: advogado de Bolsonaro culpa campanha de Flávio, que pode ter candidatura cassada 29/07/2026 Consulado dos EUA convoca influenciadores anti-Lula em nova interferência de Trump pró Flávio Bolsonaro nas eleições (VIDEO) 29/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Moraes deixa Jair e Flávio Bolsonaro sem saída: ou pai volta para cadeia ou filho fica inelegível Vídeo criado por IA: advogado de Bolsonaro culpa campanha de Flávio, que pode ter candidatura cassada Consulado dos EUA convoca influenciadores anti-Lula em nova interferência de Trump pró Flávio Bolsonaro nas eleições (VIDEO) Investigação do MP estaria causando insônia em Casimiro de Abreu Idoso fica ferido após cair em cratera em Campos Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [No Rio Comprido, a criminalidade invadiu mais um prédio abandonado na região](https://politicariabrasileira.blog.br/no-rio-comprido-a-criminalidade-invadiu-mais-um-predio-abandonado-na-regiao/): No Rio Comprido, a criminalidade invadiu mais um prédio abandonado na região Há tempos, o antigo prédio do Inmetro vem sendo invadido por usuários de drogas Por Nelson Lima Neto | O Globo 12/05/2026 Antigo prédio do Inmetro e seu vizinho não possuem qualquer defesa contra invasores — Foto: Foto do Leitor Os moradores da Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido, clamam por ajuda. Há tempos, o antigo prédio do Inmetro, abandonado desde 2021 e de posse do governo federal, vem sendo invadido por usuários de drogas em busca de metais e fios, revendidos em ferros-velhos clandestinos na região. Agora, o novo alvo é o casarão histórico ao lado, no número 386. O imóvel teve o portão de ferro roubado e está completamente desprotegido, tornando-se mais um alvo de depredação. Essa semana, a Light estava trabalhando no local. É que invadiram uma subestação de energia no prédio, que deixou parte da rua sem luz. Notícia anteriorPróxima notícia INMETRO Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e TecnologiaRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda 13/05/2026 Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel 12/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Justiça do RJ suspende parte de decreto de Castro que ampliava benefícios para ex-governadores Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Além de triplex, Ciro Nogueira comprou R$ 7 milhões em imóveis em SP após se aliar ao Master (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/alem-de-triplex-ciro-nogueira-comprou-r-7-milhoes-em-imoveis-em-sp-apos-se-aliar-ao-master/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Após apresentar a “emenda Master”, Ciro Nogueira comprou loja na Oscar Freire, apartamento no Itaim Bibi e casa de R$ 5 milhões no Morumbi Por Renan Porto | Metrópoles 12/05/2026 Senador Ciro Nogueira (PP-PI) | BRENO ESAKI/METRÓPOLESSenador Ciro Nogueira (PP-PI) | BRENO ESAKI/METRÓPOLES Além de comprar um triplex em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo por R$ 22 milhões, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) adquiriu outros três imóveis na capital paulista, que somam R$ 7 milhões, após se tornar sócio de empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro e passar a defender os interesses do Banco Master no Congresso, entre 2024 e 2025. Assim como o triplex, que foi trocado por uma mansão nos Jardins, bairro de altíssimo padrão em São Paulo — os dois imóveis estão em fase final de construção —, as três propriedades adquiridas por Ciro após a aliança com Vorcaro foram colocadas no CNPJ de sua holding patrimonial, a CNLF Empreendimentos Imobiliários. A empresa está registrada no nome de Raimundo Nogueira Lima, irmão de Ciro, que foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (7/5), junto com o senador e presidente nacional do PP. Segundo a PF, o parlamentar recebia mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Vorcaro para atuar “em favor do banqueiro”. Ciro nega as acusações. Outros imóveis de Ciro Nogueira em SP Em 30 de agosto de 2024, a CNLF comprou por R$ 650 mil apartamento de 78 metros quadrados na rua Urussuí, no Itaim Bibi, bairro nobre da zona oeste de São Paulo. Pouco mais de um ano depois, em 24 de outubro de 2025, o mesmo imóvel foi transferido pelo dobro do valor — R$ 1,3 milhão — para uma outra empresa do senador, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis. Em 27 de setembro de 2024, a CNLF adquiriu por R$ 660 mil apartamento de 97 metros quadrados, com uma vaga de garagem, na rua Oscar Freire, a poucos metros de onde o triplex de R$ 22 milhões está sendo construído. Em 25 de novembro de 2025, a holding patrimonial comprou, em parceria com uma filha e um cunhado de Ciro Nogueira, uma casa de 587 metros quadrados por R$ 5 milhões em um condomínio na rua Muribeca, no Morumbi, outro bairro nobre da capital. A CNLF ficou com 50% da propriedade. Eliane Portela Nogueira e seu marido com os outros 50%.   Ao Metrópoles Ciro Nogueira disse que os imóveis foram comprados para sua família. Segundo ele, o apartamento no Itaim Bibi seria utilizado por sua mãe. O apartamento na rua Oscar Freire, por sua ex-mulher Iracema Portella, e a casa no condomínio do Morumbi, por sua filha Eliane. “Em nenhum imóvel foi utilizado recurso desta Green Investimentos”, afirmou o senador ao ser questionado sobre a sociedade da CNLF com a empresa ligada a Daniel Vorcaro. O negócio foi considerado suspeito pela PF porque a empresa do senador teria pagado R$ 1 milhão por 30% das ações da Green que valeriam R$ 13 milhões. Triplex e “emenda Master” Como revelado pelo Metrópoles no domingo (10/5), a compra do triplex ocorreu em julho de 2024, 26 dias antes de Ciro Nogueira apresentar emenda a uma PEC que beneficiaria o Banco Master. O imóvel de 514 metros quadrados fica no topo do empreendimento Oscar 900, na badalada rua Oscar Freire, conhecida por lojas de grife e restaurantes da alta gastronomia. Em março deste ano, Ciro trocou o apartamento por uma mansão de 878 metros quadrados no Jardim Europa, com o amigo Antonio Rocha Neto, conhecido como Rochinha. Segundo o senador, os dois imóveis, que estão em fase final de construção, devem valer em torno de R$ 30 milhões quando ficarem prontos. De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024, logo após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Banco Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda não avançou. O Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, com a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro pela primeira vez, por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Ao todo, o FGC pagará R$ 40 bilhões para 800 mil pessoas que tinham até R$ 250 mil investidos no Master. Ao representar pelos mandados contra Ciro Nogueira, deferidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cita mensagens de Vorcaro dizendo que a emenda havia saído “exatamente como mandei” e diálogos do banqueiro com o primo Felipe Vorcaro que indicam pagamentos mensais de propina ao senador do PP. Pagamentos do Master por 2 anos Em entrevista ao Acorda Metrópoles, na manhã dessa segunda-feira (11/5), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que Ciro Nogueira tem 1% da CNLF e que a empresa recebeu pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil de uma “empresa do grupo Master”, do banqueiro Daniel Vorcaro, por cerca de dois anos. O valor de R$ 300 mil é o mesmo citado nas mensagens trocadas entre Vorcaro e um primo dele, Felipe Vorcaro, que a Polícia Federal (PF) suspeita que tenha sido propina do dono do Banco Master ao senador Ciro Nogueira. Kakay participou do programa como advogado de Ciro. No entanto, minutos após o término da entrevista, ele comunicou à imprensa que estava deixando a defesa do senador do PP, em comum acordo com o parlamentar. Segundo a PF, a CNLF comprou 30% em ativos da Green, em abril de 2024, por R$ 1 milhão, embora as ações valessem R$ 13 milhões. Para os investigadores, Ciro levou “vantagem negocial” de R$ 12 milhões em empreendimento ligado à família Vorcaro enquanto defendia os interesses do Master no Congresso. https://www.youtube.com/watch?v=xgCJyCMbCWs&t=149s Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação - [O apadrinhado de Ciro Nogueira e o rombo de R$ 87 milhões em Cajamar](https://politicariabrasileira.blog.br/o-apadrinhado-de-ciro-nogueira-e-o-rombo-de-r-87-milhoes-em-cajamar/): O apadrinhado de Ciro Nogueira e o rombo de R$ 87 milhões em Cajamar Investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores foram durante gestão de vice-presidente do PP, filiado em evento com Ciro Nogueira Por Andre Shalders | Metrópoles 12/05/2026 Instagram / reprodução Um político apadrinhado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) era o prefeito de Cajamar (SP) quando o Instituto de Previdência dos Servidores do município aplicou R$ 87 milhões em letras de crédito do Banco Master. Na semana passada, Nogueira foi alvo de uma nova fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Na representação, a Polícia Federal (PF) afirma que Nogueira recebia uma mesada do dono do Master, o empresário mineiro Daniel Vorcaro. Os valores variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, segundo a PF — Ciro Nogueira nega ter recebido os valores. Os investimentos do Instituto no Master foram feitos em três rodadas, nos meses de outubro e dezembro de 2023 e março de 2024. À época, o prefeito de Cajamar era o atual vice-presidente do PP estadual em São Paulo, Danilo Joan. Ciro Nogueira participou pessoalmente do evento de filiação dele, em 30 de março deste ano. Hoje, Danilo Joan é pré-candidato a deputado estadual pelo PP. Como prefeito, cabia a Danilo Joan indicar os dirigentes do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar. Os investimentos no Master são assinados pelos então diretores do instituto: Luiz Henrique Miranda Teixeira (diretor-executivo), Milton Marques Dias (administrativo e financeiro) e Marcelo Ribas de Oliveira (benefícios). Com a liquidação do Master, o Instituto perdeu o valor investido. A coluna entrou em contato com Milton Marques Dias. “Sobre o tema investimentos, já foram prestadas todas as informações solicitadas pelo portal Metrópoles”, disse ele. A coluna não conseguiu contato com os outros dois dirigentes do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar. Em nota, o Instituto afirmou que “todos os investimentos foram realizados com a observância de rigorosas cautelas legais e análises técnicas, em um momento em que a instituição era considerada sólida e segura pelos órgãos reguladores”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCajamar SPPolícia Federal PFPP ProgressistasPrefeitoPrevidência SocialSTF Supremo Tribunal Federal Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-pede-condenacao-de-eduardo-bolsonaro-por-coacao/): PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela PGR de atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele foi depois condenado. Por Márcio Falcão e Marcela Cunha | TV Globo e g1 11/05/2026 O deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo Brasília – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado pela PGR de atrapalhar o processo sobre a tentativa de golpe de Estado, em que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi depois condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão. “O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, disse a PGR. Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento. “Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonar praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”. No mês passado, o ex-deputado faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal na qual é réu por coação no curso do processo. Eduardo não indicou advogado e é representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU). Como mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então, o depoimento seria por videoconferência. Agora, a Procuradoria apresentou a chamada alegações finais e defendeu a condenação. Após a manifestação da PGR, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deu prazo de 15 dias para que a defesa, a cargo da DPU, entregue sua última manifestação no processo. Ameaças a ministros Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil. Para isso, eles exploraram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalDPU Defensoria Pública da UniãoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro 13/05/2026 Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro 13/05/2026 ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) 13/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Publicitário confirma ter intermediado repasses de Vorcaro para filme de Bolsonaro Master pagou R$ 2,3 milhões a empresa usada para financiar filme de Bolsonaro ‘Estou e estarei contigo sempre’ (AUDIO) PF mira aplicação de R$ 107 milhões da previdência dos servidores de Cajamar no Banco Master; entenda Alerj exonera 40 assessores e chefe de gabinete de Thiago Rangel Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE](https://politicariabrasileira.blog.br/kassio-convida-bolsonaro-e-collor-para-posse-na-presidencia-do-tse/): Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Cerimonial convidou todos os ex-presidentes; ida de Bolsonaro depende de permissão do Supremo Por Gustavo Uribe e Matheus Teixeira | CNN Brasil 11/05/2026 Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE | CNN O ministro Kassio Nunes Marques convidou os ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Fernando Collor de Mello para a cerimônia de posse como chefe do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ambos cumprem pena por condenação do STF (Supremo Tribunal Federal) e dependem de autorização da corte para comparecerem à solenidade. O magistrado convidou todos os ex-chefes do Executivo federal. Também foram convidados Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (MDB) também foram convidados. Kassio assumirá o posto atualmente ocupado pela ministra Carmen Lúcia e estará à frente do tribunal eleitoral durante o pleito deste ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi às duas últimas posses na presidência do TSE, dos ministros Alexandre de Moraes e Carmen Lúcia, e há a expectativa de que também compareça na solenidade marcada para esta terça-feira (12). Notícia anterior MDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSDBPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro](https://politicariabrasileira.blog.br/oposicao-comeca-a-coletar-assinaturas-de-pec-para-anistiar-presos-do-8-de-janeiro/): Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonaro seria um dos beneficiados pelo texto apresentado pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 11/05/2026 Sóstenes Cavalcante é o coordenador pelo protocolo da PEC. Foto: Wilton Junior/Estadão BRASÍLIA – O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), iniciou, nesta segunda-feira, 11, a coleta de assinaturas para protocolar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para anistiar os presos do 8 de janeiro, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Neste momento, a PEC tem 35 assinaturas das 171 necessárias – a oposição trabalha para já conseguir o número mínimo em no máximo duas semanas. Trata-se de uma reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu aplicação da Lei da Dosimetria até STF analisar medida que beneficia Bolsonaro. “Diante da decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, ficou ainda mais evidente para o Brasil que parte do sistema não aceita qualquer medida que represente justiça, equilíbrio e proporcionalidade para os condenados do 8 de janeiro. A resposta a esse novo abuso será dada dentro da Constituição”, disse Sóstenes. O texto anistia todos aqueles que “participaram, direta ou indiretamente, de fatos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023” e tenham sido condenados pelos crimes de dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado pleos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. “A decisão do Ministro Alexandre de Moraes suspendendo a lei representa uma afronta à soberania do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal está impedindo a aplicação de uma norma aprovada pela ampla maioria dos congressista”, disse Sóstenes. A lei aprovada pelo Congresso Nacional reduz as penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e também beneficiaria Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado. O texto aprovado prevê redução de penas e facilita progressão de regime para crimes contra o estado democrático de direito. A reação por uma PEC, porém, levaria tempo até surtir efeito. A votação de propostas de emenda à Constituição costumam levar mais tempo – em alguns casos, nesta legislatura, o governo conseguiu trabalhar para que PECs incômodas não avançassem. Foi o caso da PEC das Drogas, que queria qualificar como ato criminoso a prática de portar entorpecentes “independentemente da quantidade”. A tramitação dessa proposta foi interrompida na Câmara, após aprovação no Senado. O governo conseguiu trabalhar para impedir que partidos indicassem membros para a formação de comissão especial para discutir esse projeto. Notícia anterior Brasília DFConstituição FederalDeputado FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Com traficantes e amantes, política no Rio é um cabaré em chamas](https://politicariabrasileira.blog.br/com-traficantes-e-amantes-politica-no-rio-e-um-cabare-em-chamas/): Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na Bahia Em sete meses, três deputados da tropa bolsonarista foram presos Apesar das retaliações, governador interino não descansa na faxina Por Alvaro Costa e Silva | Folha de S.Paulo 11/05/2026 Rodrigo Bacellar e Flávio Bolsonaro em evento no Rio de Janeiro – Rafael Campos – 5.jul.25/Divulgação Governo do Rio de Janeiro Virou rotina. Em sete meses, três parlamentares do Rio foram presos, entre eles o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, acusado pela Polícia Federal de vazar uma operação contra o Comando Vermelho em que o alvo era o deputado TH Joias. A bola da vez é Thiago Rangel, que desviou verbas da Secretaria de Educação e concedeu cargos na pasta a pessoas indicadas por um traficante, de acordo com as investigações. Os três integravam a tropa bolsonarista que, desde 2019, se especializou em aparelhar as instituições e depenar os cofres públicos, aliando-se a organizações criminosas. Estas, livres para atuar, se agigantaram. Rangel, do Avante, é considerado um peixe pequeno no esquema de corrupção. Mas um peixinho que tinha um Porsche último tipo guardado na garagem e cujo patrimônio saltou de R$ 224 mil em 2020, quando se candidatou a vereador, para R$ 3 milhões em 2023, ano em que já era deputado. Segundo a Polícia Federal, sua função era lavar dinheiro de propina por meio de uma rede de postos da gasolina, além de liderar uma quadrilha que fazia ameaças a adversários na região de Campos de Goytacazes. Há pânico nos bastidores da política fluminense. Depois da Secretaria de Educação, a operação Unha e Carne irá se concentrar no setor da saúde, controlado há oito anos pelo deputado federal Doutor Luizinho, cupincha do encrencadíssimo senador Ciro Nogueira. Por diversas vezes Nogueira quis emplacar Luizinho como ministro da Saúde no governo Lula. Não conseguiu. O governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, continua limpando a máquina administrativa, sem se incomodar com chantagens e retaliações. Na Segurança, quer dar autonomia à perícia criminal, desvinculando-a da Polícia Civil, o que garante investigações independentes em casos de letalidade policial. Inconformados com a exoneração de mais de mil funcionários fantasmas, deputados estaduais ameaçam divulgar uma lista de amantes de desembargadores que também recebem sem trabalhar na Alerj. O cabaré está pegando fogo. Notícia anteriorPróxima notícia ALBAAvanteDeputado EstadualFeira de Santana BA Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonarismo-a-celebracao-da-imbecilidade/): Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Entre delírios conspiratórios, negacionismo científico e fanatismo político, o bolsonarismo transformou o absurdo em identidade coletiva e a ignorância em símbolo de pertencimento Por Zé Barbosa Junior | Fórum 11/05/2026 Lula Marques Ag Br / Reprodução de vídeo O episódio envolvendo a marca Ypê talvez seja um dos retratos mais acabados do estágio de degradação intelectual a que chegou parte significativa do bolsonarismo. Diante de uma recomendação técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre riscos relacionados a determinados lotes de produtos, milhares de pessoas decidiram reagir não com prudência, nem com racionalidade, mas com fanatismo político. A lógica foi simples, grotesca e reveladora: se a marca esteve associada a apoiadores de Jair Bolsonaro, então qualquer medida regulatória contra ela só poderia ser “perseguição”. E, portanto, consumir um produto potencialmente nocivo passou a ser, para alguns, um ato de militância ideológica. Há algo profundamente perturbador nisso. Não apenas pela irresponsabilidade sanitária, mas porque o caso escancara um fenômeno muito maior: o bolsonarismo transformou a imbecilidade em identidade política. O absurdo deixou de ser um desvio vergonhoso e virou demonstração pública de pertencimento. Quanto mais ridícula a tese, mais ela funciona como senha tribal. A irracionalidade passou a operar como prova de fidelidade. Foi assim na pandemia. Enquanto hospitais colapsavam e covas coletivas eram abertas em Manaus, milhões de brasileiros aderiram à negação científica como se fosse uma cruzada moral. A vacina, fruto de décadas de pesquisa científica acumulada, foi convertida em objeto de paranoia delirante. Espalhou-se que imunizantes alterariam DNA, implantariam chips, causariam magnetismo corporal ou transformariam pessoas em jacarés, alusão a uma frase grotesca dita pelo próprio Jair Bolsonaro e recebida por muitos não como vergonha nacional, mas como símbolo de autenticidade “antissistema”. A tragédia brasileira durante a Covid não foi apenas sanitária. Foi civilizatória. Médicos charlatães viraram celebridades digitais. Influenciadores sem qualquer formação passaram a desacreditar pesquisadores, universidades e instituições científicas. A ignorância foi romantizada como virtude popular, enquanto o conhecimento técnico passou a ser tratado como conspiração elitista. A estupidez ganhou estética, linguagem e militância organizada. O terraplanismo, que durante décadas parecia apenas uma excentricidade folclórica da internet, encontrou terreno fértil nesse ambiente de colapso cognitivo. Não porque todos os bolsonaristas acreditassem literalmente que a Terra é plana, mas porque o bolsonarismo consolidou uma cultura política baseada na rejeição sistemática da realidade verificável. O método é sempre o mesmo: desacredita-se qualquer fonte confiável (imprensa, universidades, ciência, dados oficiais) para substituí-la por correntes de WhatsApp, vídeos conspiratórios e “especialistas” de ocasião. A verdade deixa de ser aquilo que pode ser demonstrado; passa a ser aquilo que reforça ressentimentos ideológicos. Esse mecanismo produz uma inversão moral devastadora. O sujeito racional vira suspeito. O ignorante convicto vira “corajoso”. O pesquisador é tratado como inimigo. O fanático desinformado é celebrado como alguém “que pensa por si próprio”. Trata-se de um movimento político que sequestrou o sentimento legítimo de indignação popular e o converteu numa máquina de culto ao grotesco. Não é coincidência que figuras mais histriônicas, violentas e caricatas tenham prosperado nesse ambiente. O bolsonarismo premiou o escândalo permanente. Quanto mais vulgar, mais autêntico parecia. Quanto mais agressivo, mais “verdadeiro”. A política foi substituída por uma espécie de espetáculo da brutalidade intelectual. Não se exigia coerência, projeto nacional ou capacidade administrativa. Bastava odiar os inimigos corretos: jornalistas, professores, artistas, cientistas, defensores dos direitos humanos, universidades, ambientalistas, feministas, qualquer pessoa minimamente comprometida com reflexão crítica. O mais assustador é perceber que essa adesão ao absurdo não ocorre apesar do ridículo, mas justamente por causa dele. O comportamento irracional tornou-se performático. Defender cloroquina contra evidências científicas, atacar vacinas, relativizar golpes de Estado, repetir teorias conspiratórias ou consumir produtos sob suspeita sanitária apenas para desafiar autoridades virou demonstração pública de pertencimento político. O nonsense passou a funcionar como ritual coletivo. Há nisso uma dimensão quase religiosa, não no sentido espiritual, mas sectário. Toda seita precisa romper seus membros da realidade compartilhada. Precisa criar um universo paralelo onde apenas o grupo possui acesso à “verdade”. O bolsonarismo operou exatamente assim. Criou uma bolha emocional onde fatos objetivos têm menos importância do que narrativas afetivas de perseguição. Qualquer crítica vira prova da conspiração. Qualquer investigação é “censura”. Qualquer responsabilização é “ditadura”. A vítima permanente tornou-se uma figura central dessa identidade política. Evidentemente, o anti-intelectualismo não nasceu com Bolsonaro. O obscurantismo sempre existiu. Mas o bolsonarismo lhe deu legitimidade institucional, escala de massas e linguagem pop. Pela primeira vez desde a redemocratização, o negacionismo deixou de ser marginal para ocupar o centro do poder político nacional. A presidência da República tornou-se palco diário de desinformação organizada. As consequências disso são profundas e duradouras. Uma sociedade que perde a capacidade de distinguir fato de delírio torna-se vulnerável a toda espécie de autoritarismo. Quando a verdade objetiva morre, sobra apenas o grito, a manipulação emocional e a força bruta. Não existe democracia saudável sem algum compromisso coletivo com a realidade. O caso da Ypê, por mais aparentemente banal que seja, sintetiza perfeitamente essa decadência. Pessoas dispostas a colocar a própria saúde em risco para defender uma identidade política revelam um grau alarmante de submissão ideológica. Não importa mais o conteúdo da informação. Importa apenas quem é percebido como aliado ou inimigo. Talvez esse seja o traço mais perverso do bolsonarismo: ter transformado a humilhação intelectual em orgulho coletivo. Fazer papel de ridículo deixou de causar constrangimento. Pelo contrário: virou demonstração de fidelidade política. O grotesco foi naturalizado. O patético foi convertido em linguagem pública. A ignorância passou a ser celebrada como autenticidade popular. E uma nação que começa a aplaudir a própria degradação intelectual entra num território perigosíssimo, porque quando a imbecilidade vira projeto político, a barbárie nunca demora a chegar. *  Zé Barbosa Jr é teólogo, pastor, licenciado em história e pós-graduado em Ciências Políticas Notícia anteriorPróxima notícia ANVISA Agência Nacional de Vigilância SanitáriaManaus AMPL Partido LiberalPresidente da República Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do - [Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-de-preso-por-elo-com-pcc-tem-contrato-de-r-141-milhoes-no-governo-de-go/): Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Preso na semana passada em Goiânia pelas polícias civis de São Paulo e Goiás, sob suspeita de atuar em um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, o empresário Adair Meira, 63, preside uma fundação cujos contratos com o governo de Goiás somam atualmente R$ R$ 141.509.831,63. Eles foram assinados entre 2021 e 2025. Por Fabíola Perez e Mateus Araújo | UOL 11/05/2026 Preso por elo com o PCC tem R$ 141 milhões em contratos com ex-governo Caiado em Goiás – Foto SECOM/GO São Paulo – Investigação da Polícia Civil de São Paulo liga Meira a supostos membros do PCC. Conversas de celulares apreendidos indicam que Adair Meira atuava como um dos principais interlocutores de João Gabriel de Mello Yamawaki, preso em 2024 e apontado como operador do banco 4TBank, que pertenceria à facção. Relatório da polícia aponta que Meira usaria entidades e empresas ligadas a ele para lavar dinheiro para a facção. O documento ao qual o UOL teve acesso mostra supostas negociações entre Meira e João Gabriel para misturar recursos lícitos e ilícitos. A defesa do empresário nega irregularidades e ligação com o PCC. Advogados afirmam que Meira não tem vínculo com organizações criminosas. Das três instituições citadas na investigação, Meira se mantém na presidência de apenas uma, a Fundação Pró-Cerrado. O foco da entidade é educação, “preservação do Cerrado” e “oferecimento de formação técnico-profissional a jovens em situação de vulnerabilidade”.  Outras duas empresas mencionadas, Fundação Sagres e Renapsi, foram criadas por Meira mas não são presididas por ele, segundo as assessorias e a própria Receita Federal — as assessorias não disseram quando ele saiu da administração de ambas.  Atas obtidas pelo UOL mostram que Adair seguia vinculado à Renapsi em 2025. Em fevereiro daquele ano, o empresário foi citado como “membro associado” da entidade. Em outra ata, de junho de 2023, ele chegou a assinar o documento com email ligado à Fundação Sagres. Pró-Cerrado presta serviço à Secretaria de Economia de Goiás. A ONG fornece terceirizados à pasta, incluindo auxiliares administrativos, motoristas e atendimento de call center. Levantamento do UOL com base em dados dos últimos 25 anos identificou 12 contratos entre a Pró-Cerrado e o Governo de Goiás. Informações disponíveis no Portal da Transparência estadual mostram que o primeiro entrou em vigência em fevereiro de 2010. Os contratos incluem serviços para as secretarias de Economia e de Desenvolvimento Social. Quatro contratos da Pró-Cerrado com o governo estão vigentes e foram firmados na gestão de Ronaldo Caiado (PSD) (2019-2026). Dois acordos de 2021 e um 2022 tiveram prazo estendido até o segundo semestre deste ano. Outro contrato foi assinado em novembro de 2025, com prazo de um ano. Juntos, somam atualmente R$ 141,5 milhões. Os quatros contratos dizem respeito à prestação de serviços terceirizados de auxiliares, motoristas e operadores de call center. Outros lados Defesa de Meira afirma que os contratos com o governo seguiram a lei. Os advogados também contestam as acusações de lavagem de dinheiro. Por meio de nota, a Fundação Pró-Cerrado informou que “não é alvo de qualquer investigação” e acompanha o caso com atenção. Em relação à investigação que menciona Meira, a entidade disse que, “por medida de precaução e governança, ele foi temporariamente afastado de suas funções”. Governo de Goiás informou que abriu verificação sobre contratos. Em nota, o estado afirmou que a prisão de Adair Meira não envolve a gestão estadual nem os contratos firmados. Apesar disso, informou que a Controladoria vai checar os contratos, sem especificar a data de abertura do processo. A medida, diz a nota, foi adotada por “zelo com o interesse público”. Estado também diz que não controla atividades privadas de contratadas. O governo afirma que sua atribuição é contratar conforme a lei e fiscalizar a execução dos serviços, o que, segundo a gestão, vem sendo cumprido. A Polícia de São Paulo afirmou que durante a nova etapa da investigação vai verificar os contratos entre o governo goiano e a empresa de Meira — o objetivo é apurar se há indícios de lavagem de dinheiro. Ex-governador diz não ter responsabilidade direta e nega irregularidades. Ronaldo Caiado afirma, por meio de nota, que a fiscalização de contratos cabe a órgãos de controle, que o vínculo com a empresa existe desde 2004 e que não houve denúncias durante sua gestão para justificar investigação (leia nota na íntegra aqui). UOL entrou em contato com estados que, segundo a assessoria de imprensa de Caiado, também teriam contratos com entidades ligadas a Meira. Tocantins, Minas Gerais e Rio Grande do Sul informaram não ter acordos com a Pró-Cerrado. Bahia e Distrito Federal não responderam à reportagem. O espaço segue aberto para manifestação. Governador de Goiás entre 2011 e 2018, Marconi Perillo (PSDB) disse que soube da operação que prendeu Meira e conhecia empresas ligadas a ele. Contudo, disse que “jamais ouviu” quaisquer ilações ou rumores a respeito” de eventuais irregularidades e que não pediu abertura de processo de verificação porque “não havia suspeita”. O UOL também procurou os ex-governadores Alcides Rodrigues Filho e José Eliton de Figuerêdo Júnior, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação. Como funcionaria o esquema Investigação chegou ao nome de Adair Meira em 2024. Ele foi citado em mensagens de celulares apreendidos durante a operação Decurio e apontado pela Polícia de São Paulo como possível lavador de recursos públicos para a facção criminosa e principal articulador para infiltrar o PCC nas gestões paulistas. Esquema envolveria emissão de boletos para serem pagos por empresas ligadas a Meira, diz polícia. Segundo a investigação, os boletos seriam pagos, os valores entrariam no caixa da 4TPag (razão social do 4TBank), João Gabriel sacaria os valores e devolveria em espécie para Meira. Dinheiro seria transportado entre estados, dizem investigadores. A polícia aponta uso de aeronaves fretadas e helicópteros para levar recursos entre São Paulo, Brasília e Palmas. O relatório cita como “indício da consumação desse fato” diálogos que mencionam taxa de operação e fretamentos aéreos, incluindo valores superiores a R$ 18 mil. Relatório indica que Meira exerceria controle sobre as operações. A polícia afirma que ele tinha “grande poder de mando” sobre as - [Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores](https://politicariabrasileira.blog.br/como-nasce-o-medo-cv-instala-celula-do-trafico-em-area-da-milicia-em-jacarepagua-e-aterroriza-moradores/): Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Moradores relatam ao GLOBO como em pouco mais de um mês para o Comando Vermelho consolidou presença num trecho de aproximadamente 55 mil metros quadrados naquela área, região historicamente dominada pela milícia Por Anna Bustamante | O Globo 11/05/2026 Região de Jacarepaguá — Foto: Imagens do Google Earth Rio de Janeiro – O grito veio pouco antes da meia-noite. Em disparada pela Estrada Virgolândia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, jovens armados anunciavam a mudança de poder como quem marca território: “Agora é o Comando!”. Os tiros para o alto ultrapassavam os muros das casas enquanto famílias se preparavam para o réveillon de 2026. Desde então, relatos de moradores obtidos pelo GLOBO revelam que bastou pouco mais de um mês para o Comando Vermelho (CV) consolidar sua presença num trecho de aproximadamente 55 mil metros quadrados naquela área, entre a Estrada Santa Maura e a Rua Abadiana, região historicamente dominada pela milícia, próxima à comunidade Asa Branca, controlada há mais tempo pelos traficantes. Mais do que uma simples troca de domínio, o que se viu ali, em tempo real, foi o surgimento de uma célula da segunda maior facção do país, que nos últimos anos trava guerras para expandir territórios não só no Rio, mas também em outros estados. Sem barricadas e sem uma estrutura ostensivamente estabelecida, a ocupação avançou de forma improvisada, mas suficiente para alterar a rotina, espalhar uma nova lógica de medo, sufocar o comércio local e levar trabalhadores a abandonar negócios construídos ao longo de décadas. — Eu fechei tudo porque fiquei com muito medo. Eles deram muitos tiros para o alto, gritavam. Nunca tinha visto nada parecido com isso aqui. Foi assustador — relata uma moradora. ‘Meninos’ da vizinhança Os homens que percorriam as ruas naquela noite não eram desconhecidos. Segundo relatos de moradores (que pediram para não serem identificados por medo de represálias) e informações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), muitos cresceram na região. São filhos de vizinhos, jovens que conviveram durante anos com a população do lugar antes de assumirem funções ligadas ao CV. Os nomes de infância foram substituídos por apelidos, e a intimidade virou instrumento de poder. — Ficou pior a partir do fim do ano de 2025. A maioria é adolescente. Eles começaram a andar armados pelas ruas e, depois, a cobrar da gente muito dinheiro para mantermos nossos negócios abertos — disse um comerciante. Os números do próprio 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) ajudam a dimensionar a pressão do crime na região. Só em janeiro deste ano, o quartel apreendeu 22 armas de fogo — o maior volume para o mês desde 2003. Já as apreensões de menores infratores chegaram a 75 no primeiro trimestre, sendo 36 apenas na região do Recreio, aumento superior a 20 ocorrências em relação ao mesmo período de 2025. Em uma das aparições recentes, os criminosos chegaram num Volkswagen Gol vermelho, de onde desembarcaram ao menos sete homens armados. Logo atrás, motocicletas faziam a escolta do grupo. Relatos apontam que o bando já extorquiu dinheiro de ao menos oito estabelecimentos somente nas ruas Pintibu e Abadiana e nas estradas Virgolândia e Santa Maura. Segundo comerciantes, a prática não ocorria da mesma maneira sob o domínio anterior da milícia. No primeiro dia de cobrança, homens armados conhecidos da vizinhança apareceram exigindo dinheiro sem sequer estipular um valor fixo. — Ele falou que tinha que ter o dinheiro e que, se não tivesse, iria fechar a loja. Ficamos com muito medo, nos mostraram a arma. Foi de um dia para o outro, de repente — conta uma comerciante. Uma vendedora decidiu abandonar o ponto onde trabalhava há anos após concluir que seria impossível sustentar o negócio e pagar aos criminosos. Outro comerciante, há décadas na região, também desistiu após sofrer ameaças diárias. Segundo ele, os homens exigiam R$ 200 por dia e chegaram a ameaçar diretamente sua família. Em mais um caso, uma cobrança ultrapassou mil reais de uma única vez. — Eles conhecem todos ali. Sabem onde os comerciantes moram, quem são seus parentes. Cresceram observando a gente — disse uma moradora. A transformação da região atingiu até uma pequena banca improvisada onde uma idosa vendia ervas e miudezas para sobreviver. O ponto, localizado na Estrada Santa Maura com a Rua Pintibu, num logradouro de chão batido diante de um matagal, passou a interessar ao grupo para a instalação de um ponto de venda de drogas. A mulher acabou expulsa do local e perdeu as mercadorias. Fuga pela mata Em 11 de fevereiro deste ano, equipes do 18° BPM (Jacarepaguá) prenderam um homem de 25 anos e apreenderam dois adolescentes. Com eles, foram encontrados um revólver calibre 38, R$ 100, dois celulares e drogas. A ocorrência foi apresentada na 32ª DP (Taquara). Um dos integrantes, que seria conhecido por moradores como Mais Alto, apontado como chefe do grupo, conseguiu fugir pela mata. A DRE também reconhece a atuação de jovens recrutados localmente, e diz que eles atuam sob a proteção do CV: — Esses criminosos que praticam crimes na região são também locais, mas reforçados por traficantes de outras regiões e até de outros estados. A liderança fica homiziada no Complexo da Penha. Eles são atraídos pela narcocultura e pela promessa de dinheiro fácil — afirma o delegado Moysés Santana. Segundo moradores, a área de mata pela qual um dos envolvidos escapou virou rota de fuga e circulação dos criminosos. O trecho conecta a região à Avenida Salvador Allende, uma das principais da Zona Sudoeste do Rio, e passou a ser utilizado em assaltos a pedestres, motoristas e passageiros do BRT. Reforço no policiamento A percepção dos moradores encontra eco em documentos da PM. Uma ordem operacional do 31º BPM obtida pelo GLOBO reconhece aumento de roubos de veículos e assaltos a pedestres na área do batalhão e determina reforço do policiamento justamente em acessos estratégicos da Avenida Salvador Allende. Apesar disso, a - [Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP](https://politicariabrasileira.blog.br/citada-na-carbono-oculto-genial-administra-fundos-do-governo-de-sp/): Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP Administradora dos fundos com participação da Desenvolve SP, Genial também administra fundo com R$ 176 milhões bloqueados a pedido da PGE-SP Por Artur Rodrigues | Metrópoles 11/05/2026 Divulgação/Genial Investimentos A agência de fomento paulista Desenvolve SP, ligada ao Governo de São Paulo, tem participação em dois fundos administrados pela Genial Investimentos, citada na Operação Carbono Oculto e alvo de bloqueio de R$ 176 milhões em ação proposta pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governo usa seus recursos em fundos como parte de uma estratégia para atrair investimentos ao setor produtivo. Atualmente, são seis Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e 12 Fundos de Investimento em Participações (FIPs). Os fundos com presença do governo são o Bandeirantes FIDC do Agronegócio, com R$ 49,8 milhões em participações, e o Lacan IV Feeder Private, com R$ 45,3 milhões em participações. A Genial participa como administradora, uma função operacional, e os fundos têm duas gestoras independentes, responsáveis pela alocação dos investimentos. Administradora O Banco Genial também foi alvo de bloqueio, que mira R$ 176 milhões em fundos. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que representa o governo, no âmbito da Operação Carbono Oculto, que investiga o uso de estruturas da Faria Lima para esconder dinheiro do crime organizado, incluindo a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O objetivo do pedido foi impedir o esvaziamento patrimonial dos alvos e alcança bens das distribuidoras de combustíveis Aster e Copape, dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Ambos estão foragidos e fizeram proposta de delação premiada, que já foi rejeitada pelo Ministério Público paulista. A medida faz parte de ação cautelar que busca recuperar R$ 7,6 bilhões dos empresários. O valor é referente a impostos, como ICMS, além de multas e juros, devidos pelo grupo ao estado de São Paulo. A Genial Investimentos é citada sete vezes no documento que deu suporte à primeira fase da Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. O banco afirma não ser investigado na operação. “Sua participação no caso decorre da atuação como administradora fiduciária de fundo de investimento específico, tendo prestado os esclarecimentos solicitados às autoridades competentes, com as quais vem colaborando desde que tomou conhecimento dos fatos”, afirma a instituição. O que diz o governo A Desenvolve SP afirma não possuir fundos na Genial como gestora. “Nos casos citados, a instituição atua exclusivamente como administradora fiduciária, função regulatória e operacional responsável pelo cumprimento das normas e do enquadramento legal, sem participação nas decisões de investimento. Os ativos são administrados por gestores independentes, conforme previsto na estrutura do mercado de capitais”, diz a nota da agência do governo. De acordo com a Desenvolve SP, os investimentos são monitorados e “não há impacto identificado sobre os fundos mencionados”. “Caso seja identificada qualquer desconformidade regulatória, a instituição irá solicitar a substituição do administrador fiduciário”, acrescentou a nota. Além disso, a agência afirmou que a seleção de fundos e gestores segue critérios técnicos. Sobre a ação da PGE, o governo informou que ela está em segredo de Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMP-SPProcuradoria-Geral do Estado PGERepublicanos Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 11/05/2026 Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram](https://politicariabrasileira.blog.br/41-dos-brasileiros-afirmam-conviver-com-o-crime-organizado-no-bairro-onde-moram/): 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Presença de facções e milícias deixa de ser exceção das metrópoles para se capilarizar pelo interior, segundo relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Por Bianca Muniz | g1 10/05/2026 CV domina confrontos entre facções atua em 10 estados — Foto: Divulgação São Paulo – A presença do crime organizado no Brasil deixou de ser um fenômeno restrito a áreas específicas para se tornar uma experiência disseminada. De acordo com o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” divulgado neste domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 41,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais reconhecem a presença de grupos criminosos organizados, como facções ou milícias, no bairro onde residem. O dado indica que cerca de 68,7 milhões de pessoas convivem diretamente com o poder territorial exercido por essas organizações. Embora a percepção da presença desses grupos seja mais acentuada nas capitais (55,9%), o fenômeno já se capilarizou pelo país. Nos municípios da região metropolitana, o índice é de 46,0%, e mesmo nas cidades do interior, mais de um terço da população (34,1%) identifica a atuação de facções em sua vizinhança. Essa expansão reflete, segundo o relatório, um processo de difusão territorial e nacionalização de grupos como o PCC e o Comando Vermelho, que transformaram o interior em entrepostos logísticos e espaços de disputa armada. Para a maioria dos que reconhecem a presença desses grupos, a atuação do crime não é invisível: 61,4% dos entrevistados (42,2 milhões de pessoas) afirmam que o crime organizado influencia muito ou moderadamente as decisões e as regras de convivência local. Segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, essa regulação do cotidiano por essas organizações é chamada de governança criminal. “Você tem o poder do Estado, mas também tem o poder do crime, que se coloca como um regulador da vida das pessoas que vivem nesses territórios e que, enfim, impõe uma série de regras e normas sobre o que pode e o que não pode ser feito nesses lugares”, explica Samira. Esse cenário cria o que a literatura acadêmica chama de “duopólio de violência”, onde o Estado e o crime coexistem na ordenação da vida diária. A consequência imediata é a imposição de uma disciplina social baseada no medo, como observado nos resultados: 81,0% temem ficar no meio de um confronto armado; 74,9% evitam frequentar certos locais; 71,1% têm medo de ter um familiar envolvido com o tráfico; 65,2% evitam circular em determinados horários; 64,4% têm medo de sofrer represálias caso denunciem crimes; 59,5% evitam falar sobre política no bairro; 12,5% sentem-se obrigados a contratar serviços (como internet ou TV a cabo) indicados pelo crime organizado; 9,4% se sentiram obrigados a comprar determinados produtos ou marcas, impostos pelo crime organizado aos comércios locais. O salto na vitimização O relatório mostra, ainda, que residir em um território com presença do crime organizado impacta a probabilidade de ser vítima de violência. Enquanto a média nacional de vitimização é de 40,1%, nos bairros dominados por facções esse índice sobe para 51,1% — um salto de 11 pontos percentuais. Nesses locais, há um aumento sistemático em diversas modalidades criminosas: o índice de pessoas que tiveram um familiar ou conhecido assassinado sobe de 13,1% para 17,6%, e as vítimas de golpes financeiros digitais saltam de 15,8% para 21,4%. Crimes de rua também são mais frequentes: o roubo de celular cresce de 8,3% para 12,1% e o roubo à mão armada passa de 3,8% para 6,5%. 🔎 A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios. Notícia anteriorPróxima notícia Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 11/05/2026 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do Governo de SP 41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/hugo-motta-tambem-propos-lei-para-favorecer-interesses-de-vorcaro-e-do-banco-master/): Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Presidente da Câmara, assim como Ciro Nogueira, alvo da PF por supostamente receber propina de Vorcaro, apresentou emenda que beneficiaria o banco pivô de fraude financeira Por Ivan Longo | Fórum 10/05/2026 O presidente da Câmara Hugo Motta – Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master e a influência de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional revelou que, além da chamada “Emenda Master” apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também apresentou uma proposta legislativa que beneficiou setores ligados aos negócios do ex-banqueiro. Ciro Nogueira virou alvo da Operação Compliance Zero por suspeita de atuar em favor dos interesses de Vorcaro no Senado e a PF menciona na investigação, também, uma emenda apresentada por Hugo Motta, em dezembro de 2023, ao projeto que regulamentou o mercado de carbono no Brasil. O dispositivo, incorporado à versão final da lei, obrigou entidades de previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investirem parte de suas reservas em créditos de carbono ou fundos ligados a esses ativos. Na prática, a medida criou um mercado cativo para empresas do setor. Segundo a investigação, uma das companhias potencialmente beneficiadas era a Golden Green Participações, empresa do mercado de carbono conectada à rede de fundos abastecida com recursos ligados ao Banco Master. Outra empresa citada pela PF é a Global Carbon, que também possuía investimentos de fundos vinculados à estrutura financeira de Vorcaro. Emenda de Motta virou alvo de questionamento no STF A alteração apresentada por Hugo Motta foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). A entidade afirma que a obrigação criada pela emenda poderá injetar até R$ 9 bilhões anuais em um mercado que não teria capacidade de absorver esse volume. Especialistas do setor ambiental também criticaram a medida. O pesquisador Shigueo Watanabe Jr., do Climainfo, afirmou que o texto criou um “mercado cativo” para empresas de crédito de carbono. Hugo Motta negou irregularidades e afirmou que a proposta foi resultado de um “acordo partidário”. O presidente da Câmara declarou ainda que “o ato de legislar não é crime”. A “Emenda Master” de Ciro Nogueira As investigações indicam que Daniel Vorcaro acompanhava diretamente projetos de interesse do Banco Master no Congresso, incluindo propostas relacionadas ao mercado de carbono, à transição energética e ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a PF, o empresário chegou a determinar a retirada de envelopes com minutas de projetos de lei na residência de Ciro Nogueira para revisão posterior. No centro da investigação está a chamada “Emenda Master”, apresentada pelo senador do PP para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do FGC por investidor. De acordo com decisão do ministro André Mendonça, a PF afirma que o texto da proposta foi elaborado pela assessoria do Banco Master e reproduzido integralmente por Ciro Nogueira no Senado. Mensagens obtidas pela investigação mostram Vorcaro comemorando a apresentação da proposta. “Saiu exatamente como mandei”, escreveu o empresário, segundo os autos. Propina a Ciro Nogueira Na decisão que autorizou buscas e apreensões contra Ciro Nogueira, André Mendonça afirma que o senador, segundo as investigações,  seria o “destinatário central” de supostas vantagens indevidas relacionadas ao esquema investigado. A PF aponta que Ciro Nogueira teria recebido propina de Vorcaro em  pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de viagens internacionais, voos privados, hospedagens, restaurantes, uso de imóvel de alto padrão e possível recebimento de dinheiro em espécie. O objetivo seria que o senador defendesse os interesses do Banco Master no Congresso. A quinta fase da Operação Compliance Zero teve mandados cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Piauí. A PF investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Notícia anterior Banco MasterDeputado Federalemenda parlamentarPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master 10/05/2026 Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado 10/05/2026 Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-troca-triplex-por-mansao-projetada-por-arquiteto-renomado/): Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Senador usou triplex comprado por R$ 22 milhões em São Paulo 1 mês antes de apresentar a “emenda Master” para trocar por mansão nos Jardins Por Renan Porto | Metrópoles 10/05/2026 Fábio Vieira/Especial para o Metrópoles Alvo da Polícia Federal (PF) por suspeita de corrupção no escândalo do Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) será dono de uma mansão de 878 metros quadrados no Jardim Europa, um dos bairros mais luxuosos de São Paulo. Segundo o próprio parlamentar, quando o imóvel ficar pronto, ainda neste ano, deverá valer cerca de R$ 30 milhões. O valor é impulsionado pelo projeto do renomado arquiteto Arthur Casas Mattos, premiado internacionalmente por construções em países como França, Japão e Estados Unidos, e no Brasil por projetos como o do Hotel Emiliano, do Rio de Janeiro. Como revelou o Metrópoles neste domingo (10/5), a mansão foi trocada por uma cobertura triplex que Ciro Nogueira comprou por R$ 22 milhões em julho de 2024, 26 dias após apresentar a chamada “emenda Master” no Senado, que beneficiaria o banco de Daniel Vorcaro. O imóvel está sendo adquirido por Ciro em negociação com o amigo Antônio Rocha Neto, empresário dos ramos de educação e transportes. O acordo estabelece que, em troca da mansão, o senador deve entregar o triplex, que fica na Rua Oscar Freire. O apartamento também está em fase final de construção e, segundo Ciro, também valerá em torno de R$ 30 milhões quando ficar pronto. A mansão terá design modernista, com linhas retas e concreto aparente em tom bege, marcas registradas de Arthur Casas. Além de um estacionamento no subsolo, são quatro andares recheados de cômodos espaçosos, uma academia e até um SPA no último pavimento. A casa tem quatro quartos, sendo um deles a suíte master, com closet e vista para a piscina e um jardim de inverno. O senador e sua companheira, Lorena Furtado, pediram uma série de alterações no projeto original, com o objetivo de adequá-lo às necessidades do casal. Uma das mudanças atendidas pela equipe de Arthur Casas foi a transformação do home theater, que estava previsto para o terceiro andar, em um luxuoso espaço para festas, com bar e mesa de DJ. A ideia seria usar o imóvel como uma “casa de negócios”. No início de abril, o Metrópoles esteve no imóvel e apurou que a mansão deve ficar pronta no início do segundo semestre deste ano. Triplex por mansão A futura mansão de Ciro Nogueira foi construída pelo empresário Antônio Rocha Neto, de quem o senador diz ser amigo há mais de 20 anos. Rochinha, como é conhecido, comprou o terreno no Jardim Europa em julho de 2023 por R$ 6 milhões, contratou o Studio Arthur Casas para realizar o projeto e uma construtora para colocá-lo de pé. Procurado pela reportagem, ele disse que pretendia morar no imóvel, mas mudou de ideia após sua família ser vítima de um assalto. “Decidi fazer a permuta com Ciro por esse motivo. A casa era para eu morar com a família. Mas depois desse assalto mudamos de ideia”, disse o empresário, sem revelar quanto gastou na construção. Desde o início do ano, os arquitetos da mansão passaram a lidar com Ciro e Lorena, que propuseram mudanças na estrutura do imóvel. O casal foi informado que, como a maior parte da construção é de concreto maciço, isso não seria possível. Eles tiveram que se contentar com alterações no interior dos cômodos, como a substituição do home theater pelo espaço para festas. Nos últimos meses, Lorena participou de uma série de reuniões no Studio Arthur Casas e fez visitas à obra para acompanhar o andamento da construção. A companheira de Ciro também tem ido a lojas de móveis para escolher os itens que vão preencher a futura propriedade. Sociedade com Vorcaro O triplex oferecido por Ciro Nogueira na troca pela mansão no Jardim Europa foi adquirido em julho de 2024, por R$ 22 milhões, três meses após o senador se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos elos entre o parlamentar e o banco envolvido na fraude bilionária contra o sistema financeiro. Na última quinta-feira (7/5), Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Ao Metrópoles, o parlamentar disse que a compra do triplex por R$ 22 milhões ocorreu mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e o restante em dinheiro, de forma parcelada. Segundo o senador, faltam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e R$ 6,7 milhões na entrega das chaves. “Todo o imóvel foi negociado com a construtora e pago 100% por minha empresa”, afirmou Ciro, referindo-se à CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa suspeita de ter sido usada por ele para receber pagamentos ilícitos do Master.   O imóvel entregue pelo senador na negociação, localizado no 1º andar, teria sido adquirido em 18 de janeiro de 2023, pouco após o início das obras do empreendimento. Ele afirma que, enquanto o imóvel era construído, chegou a discutir a possibilidade de trocá-lo por um outro apartamento do prédio, no 17º andar, mas acabou desistindo e depois fazendo a troca pelo triplex. Ciro Nogueira afirmou que a compra do primeiro imóvel no prédio ocorreu muito antes de ele conhecer Daniel Vorcaro. Mesada De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em 13 de agosto de 2024, 26 dias após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Ao representar pelos mandados da quinta fase da Compliance Zero, a PF cita uma mensagem em que Daniel Vorcaro afirma que a emenda “saiu exatamente como mandei”. Em troca, segundo a investigação, o senador - [Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-comprou-triplex-de-r-22-milhoes-em-sp-1-mes-antes-de-emenda-master-video/): Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Alvo da PF por suspeita de corrupção no caso Master, senador Ciro Nogueira adquiriu triplex de 514 m² após virar sócio de Daniel Vorcaro Por Renan Porto | Metrópoles 10/05/2026 Arte/Metrópoles O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou cobertura triplex de R$ 22 milhões em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo três meses após se tornar sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos elos entre o parlamentar e o banco envolvido na fraude bilionária contra o sistema financeiro. Na última quinta-feira (7/5), Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, por suspeita de atuar “em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo a PF, ele recebia mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil do banqueiro. O senador e presidente nacional do PP nega as acusações. Com 514 metros quadrados, o triplex comprado por Ciro está em fase final de construção e fica na badalada Rua Oscar Freire, na zona oeste de São Paulo, famosa pelas lojas de grife e por restaurantes da alta gastronomia. A aquisição do imóvel, que tem três suítes e três vagas de garagem, ocorreu em julho de 2024, diretamente com a incorporadora RFM, responsável pelo prédio. Em 13 de agosto daquele ano, Ciro apresentou emenda à PEC nº 65/2023 ampliando a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, um pleito do Master, que já enfrentava grave crise de liquidez. A PF aponta que a emenda foi elaborada pela assessoria do banco e apresentada de “forma integral” por Ciro no Senado. Mensagem capturada pela PF mostra que, logo após a publicação da emenda, Vorcaro disse que o texto “saiu exatamente como mandei”. Ao Metrópoles, Ciro disse que o acordo de compra do triplex prevê o pagamento dos R$ 22 milhões mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e o restante em dinheiro, de forma parcelada. Segundo o senador, faltam ainda seis parcelas de R$ 336 mil e R$ 6,7 milhões na entrega das chaves. “Todo o imóvel foi negociado com a construtora e pago 100% por minha empresa”, afirmou Ciro, referindo-se à CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa suspeita de ter sido usada por ele para receber pagamentos ilícitos do Master.   O imóvel entregue pelo senador na negociação, localizado no 1º andar, teria sido adquirido em 18 de janeiro de 2023, pouco após o início das obras do empreendimento. Ele afirma que, enquanto o imóvel era construído, chegou a discutir a possibilidade de trocá-lo por um outro apartamento do prédio, no 17º andar, mas acabou desistindo e depois fazendo a troca pelo triplex. Segundo o próprio senador, o imóvel na cobertura valeria hoje em torno de R$ 30 milhões. Troca do triplex por mansão Em março deste ano, Ciro decidiu fazer nova troca, mesmo com parcelas do apartamento ainda pendentes. Desta vez, por uma casa de altíssimo padrão no Jardim Europa, bairro repleto de mansões na zona oeste paulistana. O imóvel, de 878 metros quadrados, que também está em fase final de construção, é assinado pelo renomado arquiteto Arthur Casas Mattos, premiado internacionalmente por projetos como o do Hotel Emiliano, no Rio de Janeiro, e da Villa Dubrovnik, na Croácia. A negociação foi feita com o empresário Antônio Rocha Neto, amigo de Ciro que atua no ramo de educação e transportes. Rochinha, como é conhecido, adquiriu o terreno que dará lugar à casa em julho de 2023 por R$ 6 milhões, contratou o escritório de arquitetura para fazer o projeto e uma construtora para colocá-lo de pé. Desde o início do ano, no entanto, a equipe de arquitetos passou a responder diretamente ao senador e à sua namorada, Lorena Furtado. De acordo com fontes envolvidas na obra, o casal pediu uma série de alterações no projeto, como a substituição de uma sala de home theater por um luxuoso espaço para festas, com bar e mesa de DJ. A ideia de Ciro seria utilizar o imóvel como uma “casa de negócios”. No início de abril, a reportagem esteve na mansão, que também contará com piscina aquecida, jardins de inverno, academia e até um SPA no último andar. Segundo o senador, quando a casa no Jardim Europa ficar pronta, terá valor de mercado equivalente ao do triplex, em torno de R$ 30 milhões. A expectativa é que Ciro possa desfrutar de sua mais nova propriedade a partir do início do segundo semestre deste ano. Procurado pela reportagem, Antônio Rocha Neto disse que pretendia morar no imóvel projetado por Arthur Casas, mas mudou de ideia após sua família ser vítima de um assalto. “Decidi fazer a permuta com Ciro por esse motivo. A casa era para eu morar com a família. Mas, depois desse assalto, mudamos de ideia”, disse o empresário, sem revelar quanto gastou na construção. Ciro e Master De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024, 26 dias após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Banco Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda não avançou. O Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, com a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro pela primeira vez, por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Ao todo, o FGC pagará R$ 40 bilhões para 800 mil pessoas que tinham até R$ 250 mil investidos no Master. Ao representar pelos mandados contra Ciro Nogueira, deferidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cita mensagens de Vorcaro dizendo que a emenda havia saído “exatamente como mandei” e diálogos do banqueiro com o primo Felipe Vorcaro que indicam pagamentos - [Governo do RJ desistiu de comprar Black Hawk de R$ 70 milhões ao desconfiar que helicóptero de guerra era usado](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-do-rj-desistiu-de-comprar-black-hawk-de-r-70-milhoes-ao-desconfiar-que-helicoptero-de-guerra-era-usado/): Policial militar é baleado durante assalto na RJ-106 enquanto voltava do serviço Levantamento do g1 identificou ligações entre participantes da licitação, suspeitas sobre a procedência da aeronave e questionamentos técnicos sobre o uso do helicóptero militar em operações urbanas no Rio. Por Marco Antônio Martins | g1 Rio 10/05/2026 Black Hawk da Força Aérea Brasileira — Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira O governo em exercício do Rio de Janeiro suspendeu a compra de um helicóptero Black Hawk para a Polícia Militar após identificar uma série de problemas no processo de licitação e por desconfiar que a aeronave era usada. O Black Hawk é um helicóptero militar multifuncional fabricado nos Estados Unidos pela Sikorsky Aircraft e utilizado por forças armadas e órgãos de segurança de diversos países. Conhecida pela resistência e capacidade operacional em áreas de combate, a aeronave pode ser usada em missões de transporte de tropas, resgate, evacuação médica e ações táticas. Levantamento realizado pelo g1 nos últimos três meses aponta que ao menos duas empresas que participaram da concorrência eram ligadas a um mesmo empresário: Fernando Carlos da Silva Telles, de 55 anos. Tico-Tico, como é chamado, é conhecido no meio de prestação de serviços de helicópteros por já ter participado de concorrências e, em alguns casos, suas aeronaves apresentarem problemas para administrações públicas, seja na gestão estadual ou federal. Fernando Telles aparece no processo de licitação como representante da empresa Flyone. A concorrência para a cessão do Black Hawk foi ganha pela Blue Air. Documento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que seu sobrinho, Daniel de Sousa Freitas da Silva Telles, é diretor de operações da empresa. O Ministério Público Federal apura acidentes ocorridos com aeronaves da Flyone no Acre, quando Tico-tico era responsável pela empresa. O contrato assinado com o governo federal prevê o transporte de alimentos e medicamentos para povos originários. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com Fernando Telles, o Tico-tico, ou com seu sobrinho, Daniel. R$ 70 milhões A aquisição do helicóptero blindado custaria US$ 12,6 milhões ou R$ 70,3 milhões aos cofres estaduais na conversão do dólar no dia que o negócio foi fechado. A justificativa para se adquirir a aeronave era que a polícia precisava de um equipamento com forte blindagem para atuar em áreas conflagradas no Rio de Janeiro. Após mais de um ano de tramitação da licitação, a empresa Blue Air Táxi Aéreo foi a escolhida para fornecer a aeronave de guerra à PM do Rio. A Blue Air mantém sedes em um hangar no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e em Alagoas. A empresa atua principalmente nos setores de táxi aéreo e serviços aeromédicos, com aeronaves equipadas para remoção de pacientes em emergências. É assim que ela está registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Como foi o processo A concorrência começou em 2024, quando o governo do estado decidiu abrir licitação para a compra de um helicóptero blindado para a Polícia Militar. De acordo com o edital, antes os disparos contra o Caveirão do ar, que é como o helicóptero blindado da PM é chamado, eram “voltados para possibilitar a fuga de criminosos, agora (segundo a corporação) têm o objetivo de abater os helicópteros”, o que pode retirar de uma circulação um equipamento da polícia. Além disso, a PM considera que a aeronave “oferece grande poder de dissuasão e vantagem tática, aumentando a segurança da tropa e a probabilidade de êxito nas missões”. De acordo com a corporação, houve um aumento da ordem de 66,6% na quantidade de avarias causadas por disparos de armas de fogo em helicópteros do Grupamento Aeromóvel (GAM) no último ano. Entre 2022 e 2025, todas as avarias ocorreram no helicóptero de matrícula PR-COE, modelo Huey II, o único blindado da frota de 7 aeronaves. A equipe responsável pela licitação levantou no mercado 15 possíveis modelos de helicópteros blindados. Apenas um era o Black Hawk. Em 11 de agosto, já durante o andamento do processo, a Polícia Militar realizou uma audiência pública para discutir questionamentos apresentados por empresas interessadas na disputa. Parte das críticas feitas por outras empresas apontava que os requisitos do edital poderiam restringir a concorrência e indicar direcionamento. Quando a Aeronáutica adquiriu aeronaves Black Hawk, por exemplo, optou por não exigir a licitação, sob a justificativa de que se tratava de um equipamento específico, sem similar no mercado nacional e que apenas a empresa americana ACE Aeronautics seria a única capaz de fornecer esse tipo de helicóptero. Na audiência promovida pela PM estavam representantes das empresas participantes e integrantes da corporação. Entre os presentes estava Fernando Telles, que assinou a lista de presença como representante da Flyone. A Blue Air, segundo a ata da reunião obtida pelo g1, não enviou representantes ao encontro. No mês seguinte, a Flyone não apresentou proposta, enquanto a Blue Air surgiu pela primeira vez na concorrência e acabou no fim do ano de 2025 declarada vencedora. O valor apresentado — pouco mais de US$ 12,6 milhões — chamou atenção por ficar abaixo do preço pago pela Aeronáutica na compra de 11 helicópteros Black Hawk em 2025, quando cada unidade custou, em média, US$ 20,9 milhões. Ligações suspeitas A diferença de valores levantou uma suspeita do governo em exercício: a possibilidade de o helicóptero destinado ao Rio ter peças de segunda mão. Em meio a esse processo licitatório a Ambipar adquiriu a Flyone e, em novembro, demitiu Fernando Telles. Já em 2026, o representante da Blue Air, Renato Carriço dos Santos, apareceu em vídeo ao lado do ex-governador Cláudio Castro e do secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, para anunciar a compra do helicóptero. Na ocasião, Castro comemorou a aquisição da aeronave. Carriço mora em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e trabalhou como controlador técnico de manutenção da Aeronáutica. Entre janeiro de 2000 e agosto de 2025, foi funcionário da Ancoratek Manutenção de Aeronaves, empresa que teve Fernando Telles como proprietário. A Ancoratek foi investigada pela Marinha após um acidente com um helicóptero na Base Naval de São Pedro da Aldeia, em 2023. Documentos da Agência Nacional de - [O excesso de esperteza que pode engolir Cláudio Castro](https://politicariabrasileira.blog.br/o-excesso-de-esperteza-que-pode-engolir-claudio-castro/): O excesso de esperteza que pode engolir Cláudio Castro Ao manipular sucessão, ex-governador do Rio abriu caminho para desembargador promover devassa em sua gestão Por Bernardo Mello Franco | O Globo 10/05/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o governador interino do estado, desembargador Ricardo Couto — Foto: Fotos de Brenno Carvalho e Alexandre Cassiano/O Globo A lição costumava ser repetida por políticos mineiros da velha guarda: a esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono. Cláudio Castro se julgou esperto ao negociar a renúncia do vice-governador eleito em sua chapa em 2022. Queria abrir caminho ao presidente da Assembleia Legislativa, que disputaria a eleição de outubro na cadeira de governador. O vice saiu da fila, mas o presidente da Alerj acabou preso sob suspeita de favorecer o Comando Vermelho. Quando Castro renunciou para fugir da cassação, o estado caiu no colo do presidente do Tribunal de Justiça. Era o único na linha sucessória que não devia nada a ele. O desembargador Ricardo Couto assumiu em 23 de março. Avisou que não faria mudanças drásticas porque esperava sair de cena em poucos dias. Mantido no cargo por decisão do Supremo, abandonou o estilo discreto e deu início a uma devassa na administração estadual. Em sete semanas, já demitiu mais de 1.700 ocupantes de cargos comissionados e trocou 10 dos 35 secretários. Na sexta-feira, foi a vez do Detran. Couto exonerou o presidente, ligado ao ex-deputado Márcio Canella, e nomeou um ex-comandante do Bope. O órgão de trânsito era tido como um dos maiores focos de corrupção do Rio. O governo interino recebeu relatos de fraudes em contratos e serviços, além de cobrança de propina a motociclistas reprovados em exames de direção. O desembargador encontrou uma máquina partida ao meio. Metade do primeiro escalão pertencia ao ex-governador, que chegou a presentear um compadre com a Secretaria do Ambiente. Outra metade estava lotada entre aliados de Bacellar, que usava o governo para atender sua clientela na Alerj. Para multiplicar os cargos, Castro criou até uma Subsecretaria de Gastronomia, subordinada à Casa Civil. O órgão era controlado pelo deputado Eduardo Pazuello, o general da pandemia. O cabide contava com uma pitoresca Superintendência de Demandas Cotidianas. Tudo foi extinto pelo governador em exercício. A lógica da partilha política também dominava o Segurança Presente, que não estava sujeito ao comando das polícias. As equipes de patrulhamento eram indicadas por deputados, prefeitos, vereadores e apaniguados. Em Saquarema, quem mandava era Fabrício Queiroz, o notório operador da rachadinha de Flávio Bolsonaro na Alerj. Ao transferir o programa para a Secretaria da PM, Couto se virou alvo de protestos. Em vídeo nas redes sociais, o deputado Alexandre Knoploch ameaçou usar “instrumentos” legislativos para derrubar a medida do governador. O parlamentar não é o único insatisfeito com as mudanças no Rio. Em encontro recente, Castro reclamou das demissões e perguntou se o governador em exercício se considerava seu amigo. Couto respondeu que sim, mas não se fez de rogado. “Se um dia você for preso, vou à cadeia levar cigarros”, ironizou. A esperteza, como ensinavam os mineiros, ainda pode engolir o dono. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalDetranGovernadorPL Partido LiberalPolícia Militar PMRegião do Lagos Baixada LitorâneaSaquarema RJSenadorTJ-RJ Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores 11/05/2026 Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master 10/05/2026 Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado 10/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Hugo Motta também propôs lei para favorecer interesses de Vorcaro e do Banco Master Ciro Nogueira troca triplex por mansão projetada por arquiteto renomado Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master” (VIDEO) Governo do RJ desistiu de comprar Black Hawk de R$ 70 milhões ao desconfiar que helicóptero de guerra era usado Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos após ter acenado com fim de reeleição](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-fala-em-governo-de-ate-8-anos-apos-ter-acenado-com-fim-de-reeleicao/): Flávio Bolsonaro fala em governo de até 8 anos após ter acenado com fim de reeleição Discurso a empresários de SC contraria proposta para atrair aliados; presidenciável promete nova reforma tributária Flávio também cita esquerda insignificante por 40 anos e critica resultado de reunião de Lula com Trump Por Italo Nogueira e Leon Ferrari | Folha de S.Paulo 09/05/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Senado Federal durante a sabatina de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) – Gabriela Bilo – 29.abr.26/Folhapress Rio de Janeiro e Florianópolis – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mencionou em discurso nesta sexta-feira (8) a possibilidade de que, caso eleito, seu governo dure oito anos.   A fala, feita de improviso a empresário em Santa Catarina, contraria o aceno feito por Flávio a aliados de que, se vencer em outubro, vai deixar o caminho livre para outros postulantes em 2030. O senador tem se posicionado contra a reeleição.   “O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello, governador de SC], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias'”, afirmou o senador.   Flávio anunciou em fevereiro que protocolou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição no país. A medida mira atrair o endosso de governadores, lideranças e partidos que estão na fila para disputar o Palácio do Planalto em um cenário sem Lula (PT) ou Bolsonaros nas urnas.   Um dos principais destinatários do aceno de Flávio é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que em 2030 terá a corrida presidencial como opção natural, depois de tentar a reeleição neste ano. Interlocutores do senador negam, porém, que já exista algum acordo prévio com o governador para que ele seja o próximo presidenciável da direita bolsonarista.   No discurso, Flávio também falou que a esquerda será insignificante por até 40 anos, caso ele vença a eleição.   “A gente vai botar um fim no ciclo do PT nesse país. Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”, afirmou.   Flávio discursou ao lado do governador Jorginho Mello (PL), pré-candidato à reeleição, da deputada Caroline de Toni (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidatos ao Senado. Ele reafirmou o apoio à dupla do PL, decisão que provocou racha com aliados no estado.   O senador também fez críticas à política externa e à condução econômica do governo Lula.   Ao comentar a visita do presidente a seu homólogo norte-americano, Donald Trump, disse que o petista perdeu uma oportunidade de intensificar o combate ao crime organizado.   “O Lula perdeu mais uma oportunidade de ir lá para os Estados Unidos e começar a combater de verdade as organizações criminosas aqui no Brasil. Mas não, ele vai para lá, não traz absolutamente nada de concreto, de notícia boa para o povo brasileiro. Parece que foi, mais uma vez, defender os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC, ao invés de fazer uma parceria com os Estados Unidos, Israel, Argentina”, afirmou.   Flávio também disse que pretende propor uma nova reforma tributária, para alterar a aprovada no Congresso nesta Legislatura, após proposta do governo Lula. O senador afirmou que pretende reduzir impostos sem indicar compensação de receitas, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.   “Eu quero começar a minha transição ainda, se Deus quiser, após os resultados das eleições, já mandando para o próprio Congresso Nacional uma nova reforma tributária, que não tem que ser neutra. […] A lei diz que você não pode diminuir o imposto sem dizer como é que você compensa essa perda de arrecadação. Isso vai mudar porque o [ex-] presidente [Jair] Bolsonaro provou que, com um governo moderno, com um governo que não rouba, com um governo enxuto, com um governo digitalizado, você pode baixar o imposto, que a arrecadação vai aumentar. E as consequências são maravilhosas para todo mundo.” Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalGovernadorPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRepublicanosRio de Janeiro RJSenadorVereador Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [“Tive uma arma apontada na minha cara"](https://politicariabrasileira.blog.br/tive-uma-arma-apontada-na-minha-cara/): “Tive uma arma apontada na minha cara” Como Pierre Alcolumbre, primo do presidente do Senado, está tentando varrer do mapa uma pequena comunidade na periferia de Macapá Por Camille Lichotti e Allan de Abreu | Piauí 09/05/2026 À esquerda, a fileira da casas que compõem a comunidade Lagoa de Fora; à direita, esvaziado, o terreno de Pierre Alcolumbre – Crédito: Reprodução Brasília e Rio de Janeiro – Lagoa de Fora é uma comunidade pacata da periferia de Macapá. Fica na Zona Oeste da cidade, em uma área pouco urbanizada às margens da Estrada de Ferro Amapá. Os primeiros moradores se instalaram nessa região no começo dos anos 2000. Compraram os terrenos de posseiros, por valores entre 10 mil e 40 mil reais, e construíram casas simples de alvenaria que, enfileiradas, formam um L ao contrário. São sessenta residências ao todo. Vivem ali pequenos produtores agrícolas e trabalhadores informais, alguns deles beneficiários de programas de transferência de renda. Cerca de 40% dos habitantes de Lagoa de Fora recebem menos de um salário mínimo por mês, segundo dados do governo do Amapá. No dia 16 de novembro de 2025, um domingo, essa pequena comunidade foi surpreendida de manhã com a chegada de uma retroescavadeira que derrubou árvores, arrasou quintais e destruiu uma horta comunitária de onde provinham comida e algum dinheiro para quem vendia parte da colheita. Os moradores, espantados, buscaram uma explicação. Não tardaram a descobrir que a máquina estava a serviço de um vizinho: o empresário Pierre Alcolumbre, primo do senador Davi Alcolumbre (União-AP) e dono de uma propriedade rural contígua às casas. Pierre reivindica parte do território onde se ergueu Lagoa de Fora. Diz que as casas foram construídas irregularmente e invadiram sua propriedade. Os moradores contestam a acusação. A disputa se insere num imbróglio fundiário tão antigo quanto o Amapá, e sobre o qual não houve até hoje decisão definitiva do poder público. Nos últimos meses, porém, mesmo sem qualquer amparo judicial, Pierre começou a fazer investidas contra a comunidade, no intuito de expulsá-la dali. Naquele domingo, a Polícia Militar, acionada pelos moradores, impediu que a retroescavadeira derrubasse casas. Mas foi só o começo. Moradores de Lagoa de Fora relatam que, desde então, passaram a ser pressionados e ameaçados por pessoas ligadas a Pierre – entre eles Wilton dos Santos Teixeira, sócio do empresário na Ariri, uma construtora e incorporadora de empreendimentos imobiliários. Com base nos depoimentos dos moradores, a Defensoria Pública da União (DPU) abriu uma ação de manutenção de posse para garantir a permanência da comunidade. No processo, acusa Pierre de ameaça, turbação (isto é, limitar ou dificultar que alguém use um terreno ao qual tem direito) e esbulho (quando se toma, de forma indevida, o terreno de outra pessoa). A DPU afirma, na ação, que “o desalojamento forçado”, em pleno período de chuvas amazônicas, “configura violação frontal ao direito fundamental à moradia”. Foram anexados ao processo quatro boletins de ocorrência registrados por moradores da comunidade desde o final do ano passado. Em um deles, uma moradora relata que os funcionários de Pierre agiram com “truculência, ignorância e intimidação” quando questionados sobre a derrubada das árvores. No boletim mais recente, registrado em 9 de março, os moradores relataram à polícia ter perdido a principal via de acesso à comunidade. Segundo eles, o Ramal do Gaúcho, uma estrada que conecta Lagoa de Fora às rodovias AP-440 e BR-210, ficou intransitável depois que funcionários de Pierre abriram valas na terra batida. O ramal era o caminho por onde passavam as vans que levavam as crianças da comunidade até a escola. Mas as intervenções de Pierre e seu sócio foram além disso. Em 8 de abril, uma inspeção judicial constatou que o empresário construiu um muro com tijolos de concreto que margeia as casas da comunidade, bloqueando janelas e portas – e, com isso, dificultando a circulação das pessoas. Pierre, segundo essa inspeção, também removeu benfeitorias construídas pelos moradores, como “coberturas de áreas externas e estruturas acessórias situadas nos fundos dos imóveis”. Além de registrar boletins de ocorrência, os moradores de Lagoa de Fora entraram em contato com o Amapá Terras e o Incra, órgãos públicos que cuidam, respectivamente, da gestão fundiária no estado e no país. Queriam suporte técnico e orientações para assegurar suas propriedades e a posse do terreno onde foram construídas. Segundo eles, até hoje não receberam resposta. Recorreram então à Defensoria Pública da União, que protocolou a ação no dia 10 de março. O caso corre na 2ª Vara Federal Cível do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A piauí teve acesso aos autos e conversou com duas moradoras, que pediram para ter seus nomes omitidos por temerem retaliações. Uma delas relata ter sofrido uma ameaça direta de Wilton Teixeira no dia 6 de março, quando, segundo ela, o empresário esteve na comunidade. “Tive uma arma apontada para a minha cara”, ela contou à piauí. “Ele disse que, se eu não me calasse, iria para a vala.” O relato não consta no processo judicial, embora Teixeira seja citado pela Defensoria como o principal responsável pelos atos de intimidação relatados pelos moradores. Uma gravação de câmera de segurança obtida pela piauí mostra o empresário, duas semanas depois, abordando uma moradora na porta da casa dela, acompanhado de quatro policiais militares – dois vestiam fardas convencionais, e os outros dois, o uniforme da divisão ambiental da PM do Amapá. Os quatro estavam armados. A piauí perguntou à Secretaria de Segurança Pública do Amapá qual era o motivo da presença desses agentes no local, mas não recebeu resposta. No dia 27 de março, segundo as informações relatadas pela DPU, Teixeira voltou a Lagoa de Fora com um ultimato. Quando o empresário chegou, porém, a maioria dos moradores estava numa manifestação numa rodovia próxima, protestando contra as investidas do vizinho. De acordo com o relato, Teixeira abordou então um casal idoso que estava na comunidade e lhes avisou que parte das casas seria derrubada às seis da manhã do dia seguinte. Alarmados, os moradores procuraram a DPU, que acionou a Justiça. Na mesma noite, - [Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-pode-ter-reinventado-propina-usando-cartoes-de-credito-sem-limite/): Vorcaro pode ter ‘reinventado’ propina usando cartões de crédito sem limite O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, implantou um sistema para subornar pessoas, inclusive autoridades, segundo fontes próximas à investigação, que tem sido classificado como “crime perfeito”. Por Cláudio Humberto | Diário do Poder 09/05/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução / Esfera Brasil Em vez de usar malas de dinheiro ou assemelhados, ele distribuiu aos “parceiros” entre 80 e 90 cartões ilimitados, que os permitiam pagar qualquer despesa, de viagens luxuosas a carrões. Como os cartões eram em seu nome, ele apenas informava a senha àqueles beneficiados. Sem rastro O crime seria considerado “perfeito” porque os cartões estavam no nome de Vorcaro e eram emitidos pelo seu banco. Não deixavam rastros. CPMI já sabia O esquema apareceu pela primeira vez na CPMI que investigou o roubo a aposentados e pensionistas, mas a bancada do Planalto agiu. Porta fechada O deputado Evair de Melo (PP-ES) até pediu a convocação dos diretores dos cartões Visa e MasterCard, mas foi rejeitado imediatamente. Fala, Vorcaro A expectativa das autoridades é que Vorcaro detalhe, em sua delação, quem foram os beneficiados pelos cartões distribuídos. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCPMIDeputado FederalPP Progressistas Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado](https://politicariabrasileira.blog.br/agencia-de-conselheiro-de-flavio-bolsonaro-vence-conta-publicitaria-do-senado/): Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Calix vai dividir conta de R$ 90 milhões com Companhia de Comunicação e Publicidade; Senado afirma que edital seguiu critérios técnicos Por Valentina Moreira | SBT News 09/05/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado A agência Calix vai dividir com a Companhia de Comunicação e Publicidade um contrato de R$ 90 milhões para gerir a comunicação institucional do Senado Federal. A Calix pertence a Marcello Lopes, amigo pessoal e conselheiro da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Cada empresa vai trabalhar com um orçamento de R$ 45 milhões. O contrato das empresas terá vigência de um ano, com possibilidade de prorrogação. Conhecido como Marcellão, o marqueteiro tem ganhado protagonismo nos bastidores e é cotado para liderar a comunicação da pré-campanha de Flávio. Questionada pelo SBT News, a assessoria do senador afirmou que a licitação foi conduzida estritamente pela equipe técnica do Senado e que “não guarda qualquer relação direta ou indireta com o senador Flávio Bolsonaro”. A assessoria do Senado também nega qualquer irregularidade (Ver abaixo). A Calix presta serviço para o setor público ao menos desde 2021, quando venceu duas licitações com o governo federal, na época comandado por Jair Bolsonaro (PL): uma no Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (R$ 55 milhões), e outra no Ministério dos Transportes (R$ 14 milhões). Os contratos foram prorrogados e seguem ativos. Recentemente, a agência também venceu, com outras três empresas, uma licitação de R$ 300 milhões para prestar serviços de publicidade ao estado de São Paulo. O crescimento da influência de Marcelão vêm gerando incômodo entre pessoas próximas de Flávio. O publicitário adquiriu o status de conselheiro a contragosto daqueles defendem a escolha de Duda Lima para liderar a campanha. Duda, que foi responsável pelo marketing de Jair Bolsonaro em 2022, é próximo Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Enquanto Marcellão é desconhecido do público, mas é considerado um nome leal a Flávio. Na nota enviada à reportagem, a campanha do Flávio disse que “Marcello é apenas amigo do senador e, nos últimos meses, atua pontualmente como conselheiro nesta etapa de pré-campanha”. Já assessoria do Senado, afirmou que a Calix possui “ampla experiência e outros contratos vigentes com a Administração Pública, inclusive com ministérios do Governo Federal, conforme atestados de capacidade técnica apresentados durante a licitação”. A nota ainda afirma que “o processo licitatório observou rigorosamente todos os procedimentos previstos na Lei nº 12.232/2010, que rege as contratações de serviços de publicidade pela administração pública”, e que “não houve recursos em nenhuma das etapas” de avaliação. Por fim, o Senado argumentou que “o objeto da contratação consiste exclusivamente na realização de ações de publicidade institucional, voltadas à divulgação de atos, serviços e iniciativas do Senado Federal, em cumprimento ao princípio constitucional da publicidade e com o objetivo de ampliar o acesso da sociedade à informação. Essas ações não se vinculam a mandatos individuais, nem contemplam promoção de caráter político-partidário ou pessoal de parlamentares”. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado 09/05/2026 Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Agência de conselheiro de Flávio Bolsonaro vence conta publicitária do Senado Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-e-luan-lennon-influencer-preso-por-suspeita-de-forjar-furto-no-rio/): Quem é Luan Lennon, influencer preso por suspeita de forjar furto no Rio Jovem de 23 anos ganhou visibilidade com vídeos de ‘combate à desordem urbana’ e tentou carreira política pelo PL; segundo a polícia, ele simulou um crime para gravar conteúdo. Por g1 Rio 09/05/2026 O influencer Luan Lennon — Foto: Reprodução/Instagram O influenciador Luan Lennon, de 23 anos, foi preso no Centro do Rio de Janeiro pelo crime de denunciação caluniosa, após ter forjado um furto para publicar nas redes sociais. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (7) e é investigado pela 4ª DP (Praça da República). Luan Lennon Camacho Braga Oliveira nasceu em 15 de maio de 2002 e se apresenta nas redes sociais como carioca, empresário e estudante de Direito. Luan se candidatou a vereador em 2024 pelo Partido Liberal (PL), mas não se elegeu, e já presidiu o PL Jovem do RJ. ‘Guerra’ aos flanelinhas O influencer reúne mais de 1 milhão de seguidores em suas redes. Nos perfis, afirma que está “combatendo a desordem em todo o estado”. Recentemente, passou a postar abordagens contra flanelinhas, questionando a cobrança irregular por estacionamento em vias públicas — sempre acompanhado por “auxiliares”. Os vídeos giram em torno de títulos como “Flanelinhas se dando mal no Maracanã!!” e “Guerra contra a máfia!”. Seguem um roteiro que começa com uma “câmera escondida” que flagram a cobrança para estacionar, prosseguem para a abordagem na rua, com voz de prisão, e não raro terminam com correria ou brigas. Juventude do PL Em declarações públicas, Luan associa sua atuação à militância conservadora. Ele se filiou ao PL em 2021 por admiração ao então presidente Jair Bolsonaro. Em um evento do PL no Sul Fluminense, em 2023, Luan declarou que seu objetivo era “mostrar que a juventude de direita tem uma casa”. “Fazemos um núcleo de formação para conseguirmos ter pessoas conservadoras em todos os âmbitos: na cultura, no esporte, na educação, não só na política.” Em entrevista ao jornal O Globo publicada no ano seguinte, afirmou: “Nas ruas, escuto muito que sou o ‘Nikolas carioca’, pela idade e ligação à nossa pauta”, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira, do PL mineiro. Na campanha à Câmara de Vereadores do Rio, em 2024, Luan afirmou que não tinha bens a declarar. Ele obteve 4.208 votos e ficou como suplente. Relembre a prisão Segundo a Polícia Civil do RJ, na última quinta-feira (7) Luan combinou com um flanelinha para que ele oferecesse R$ 30 a um pedestre para furtar um celular que estava dentro de um veículo, que estava propositalmente com as janelas abertas. A ação era filmada pelo próprio influencer, que estava em outro carro. Em seguida, ainda de acordo com os agentes, ele abordou o homem “contratado” para o furto e tentou dar voz de prisão. O pedestre afirmou que não fazia parte do esquema, e a Polícia Militar foi acionada. Todos os envolvidos foram levados para a delegacia. Luan e 2 integrantes da equipe dele foram presos em flagrante por denunciação caluniosa. Não há fiança, e eles passariam por audiência de custódia neste sábado (9). A polícia informou que o grupo ainda pode responder por fraude processual. Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso começou como uma suspeita de furto, mas, após investigação, foi identificado que o crime teria sido forjado. “Com base nas apurações, os policiais realizaram diligências que resultaram na identificação de outras duas pessoas envolvidas no esquema”, diz o comunicado. O g1 tenta contato com a defesa do influencer. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-virou-assombracao-flavio-bolsonaro-ja-benze-o-gabinete/): Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Por Metrópoles 09/05/2026 Tal pai, tal filho: Flávio Bolsonaro aplica o rito do descarte com o ex-aliado Ciro Nogueira Flávio Bolsonaro provou esta semana que é um herdeiro legítimo não apenas do sobrenome, mas do método. Ao ser confrontado com o escândalo de corrupção que envolve Ciro Nogueira e o Banco Master, o senador não hesitou em empurrar o aliado de longa data para debaixo do ônibus. O que antes parecia ser uma parceria estratégica para 2026, com Ciro sendo ventilado como o vice ideal, foi reduzido por Flávio a uma reles “cortesia”. A “vida como ela é” em Brasília não tem espaço para gratidão. Flávio, que se pelava de medo de ser tragado pelo lamaçal do Banco Master, resolveu largar a mão de Ciro com a mesma velocidade com que o seu pai entregava ministros ao primeiro sinal de crise. Para o filho do capitão, o convite ao senador do PP nunca passou de uma especulação de salão, um agrado feito “lá atrás” que o vento – e a Polícia Federal – trataram de levar. Enquanto Ciro Nogueira tenta equilibrar-se entre carros de luxo confiscados e uma mesada de R$ 500 mil reais, o bolsonarismo já procura um novo hospedeiro. Flávio faz o jogo da pureza conveniente: elogia o ministro André Mendonça por não “perseguir ninguém”, numa tentativa canhestra de se descolar do aliado caído enquanto se afasta do cheiro de queimado. O saldo da semana é cruel para o bolsonarismo (e Centrão). Lula saiu de dos EUA com sorrisos de Trump e um “I love you”, enquanto os adversários terminam a sexta-feira em clima de funeral político, sacrificando Ciro Nogueira no altar da própria sobrevivência. É o descarte por cortesia, uma especialidade do Clã que não garante parcerias e deixa rastro de feridos no campo de batalha. Notícia anterior Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Jeffrey Chiquini, advogado de Marcel Van Hattem, ameaça Chico Alencar na Câmara: “Sua sorte é ser idoso” Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País](https://politicariabrasileira.blog.br/sonho-da-casa-propria-fica-mais-distante-para-a-classe-media-e-aluguel-dispara-no-pais/): Sonho da casa própria fica mais distante para a classe média e aluguel dispara no País Número de inquilinos cresce, custo de locação dispara e grupo fica espremido entre juros e dificuldade de compra Por Breno Damascena | O Estado de S.Paulo 09/05/2026 Brasileiro tem o salário comprometido, está endividado e encontra dificuldades para poupar Foto: Breno Damascena Há três anos, o professor particular de inglês Rafael Bezerra mora de aluguel em um apartamento de 40 metros quadrados em Santa Cecília, região central de São Paulo. Representante de uma classe média com renda maior, mas sem patrimônio, o carioca de 44 anos almeja comprar um imóvel, porém esbarra no custo da entrada, no peso de um financiamento longo e no encarecimento da vida cotidiana. Bezerra paga R$ 1.890 para locar o apartamento. “Um achado. Já vi imóveis novos na região que custam o dobro”, diz. As contas mensais, despesas com terapia e os custos com lazer tornam ainda mais difícil a tarefa de economizar. Autônomo, sem imóveis de herança e pouca poupança, o professor ajuda a ilustrar como o aluguel está enraizado na economia brasileira. Histórias como a de Rafael estão se tornando mais comuns. Entre 2016 e 2025, o número de imóveis alugados saltou de 12,2 milhões para 18,9 milhões, de acordo com dados da Pnad Contínua. O valor representa um aumento de cerca de 55%. Embora o número de imóveis construídos no País tenha aumentado 18,9% neste período, de 66,7 milhões para 79,3 milhões, quase um quarto é alugado. Em contrapartida, a proporção de domicílios próprios diminuiu de 66,8%, em 2016, para 60,2% em 2025. O número contrasta com o desejo da população: um estudo da Ipsos divulgado no último ano mostrou que 76% das pessoas que pagam aluguel têm interesse em adquirir um imóvel, ainda que 36% delas não acreditem que conseguirão concretizar este desejo. No caso de Rafael, o sonho persiste. Com a expansão do Minha Casa, Minha Vida, que agora engloba famílias com renda de até R$ 13 mil, ele pretende finalmente comprar o próprio imóvel. “Precisei estudar finanças pessoais para aprender a gerir o dinheiro e mudar a dinâmica da minha família, que nunca conseguiu construir patrimônio”, relata. Entrada, financiamento e crédito A taxa de desemprego, atualmente em 6,1%, consolida um mercado de trabalho historicamente aquecido. A inflação acumulada em 12 meses fechou em 4,14% até março, e o PIB de 2025 terminou com alta de 2,3%. Apesar dos indicadores positivos, a percepção do poder de compra diminuiu e as pessoas estão endividadas. De acordo com dados do Serasa, o Brasil chegou a 81,7 milhões de inadimplentes em 2026, um aumento de 38,1% em relação a 2016. O valor das dívidas cresceu 176% no período. Segundo o economista André Sacconato, professor da FIPE/USP, o grupo mais afetado é a classe média. “A classe média teve aumentos reais em salários. Porém, a inflação que atinge esse grupo é maior do que outros estratos sociais. É uma economia baseada em serviços, que estão subindo mais do que outros produtos”, explica Sacconato. “A variação de preços para a classe média é maior do que o crescimento da renda nominal, por isso ela tem a impressão de que está faltando dinheiro.” Neste ambiente de orçamento pressionado, acumular o dinheiro necessário para arcar com 20% a 30% do valor de um imóvel só na entrada parece um sonho distante. E essa é a primeira barreira no momento de decidir sair do aluguel. Soma-se a isso os altos custos do financiamento imobiliário, com taxas anuais acima dos 10%, e criteriosas análises de crédito. A solução para a população de renda inferior se apresentou no fortalecimento e na expansão do Minha Casa, Minha Vida, que se tornou uma das bandeiras do Governo Lula nas últimas décadas. O programa habitacional oferece aos compradores juros mais baixos e acesso mais previsível ao crédito. Foi assim que o MCMV transformou o mercado imobiliário do País nos últimos anos. Dados do Secovi-SP mostram que 54,3% (85,4 mil) das unidades residenciais lançadas em São Paulo se encaixam no programa. Em 2016, o segmento representava apenas 19% dos lançamentos. Ao longo da última década, o programa expandiu e passou a atrair incorporadoras que antes eram especializadas na classe média. Enquanto o segmento econômico se beneficia do MCMV, os ricos acumulam os rendimentos do dinheiro investido com uma Selic a quase 15%. O mercado de luxo e de superluxo em São Paulo movimentou mais de R$ 28 bilhões em 2025 e o número de apartamentos lançados saltou quase 60%. No meio deste movimento, a classe média perdeu espaço no mercado imobiliário. Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da Fundação Getulio Vargas (FGV), destaca que os recursos da poupança (SBPE), tradicionalmente utilizados para financiar imóveis para a classe média, especialmente via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), estão perdendo a participação no mercado. “Isso torna o crédito mais escasso e caro para quem não se enquadra nos subsídios do MCMV”, explica. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que, de 2016 para 2021, durante a pandemia e quando a taxa de juros chegou a 2%, o número de unidades financiadas via SBPE saltou de 199 mil para 866 mil. No entanto, desde então o número está em retração e fechou 2025 com 457 mil unidades financiadas. “O crédito imobiliário opera hoje com uma composição maior entre o funding da poupança e outras fontes de recurso, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que têm custo de captação mais elevado. Essa dinâmica influencia a taxa final do financiamento e o valor das prestações”, diz a Abecip em nota. No entanto, a entidade afirma que o mercado imobiliário segue resiliente e com expectativa de crescimento de 16% para o crédito imobiliário em 2026. “Além disso, a criação da Faixa 4 representa um avanço relevante, ao oferecer condições de financiamento mais favoráveis para esse público”, afirma. O aluguel da classe média Achatada entre os ricos e os pobres, a classe média é mais impactada pelos juros altos no financiamento, não tem os subsídios do segmento econômico e sofre para acumular o dinheiro da entrada do imóvel. “Sabe aquele meme ‘como juntar dinheiro para emergências se minha vida é um eterno pronto-socorro?’”, brinca a consultora de comunicação Carol Herling. “O - [1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019](https://politicariabrasileira.blog.br/1o-ano-da-pm-de-sc-sem-cameras-corporais-tem-maior-numero-de-mortes-cometidas-por-policiais-desde-2019/): 1º ano da PM de SC sem câmeras corporais tem maior número de mortes cometidas por policiais desde 2019 Crescimento das operações ampliou exposição ao risco em ocorrências, segundo a corporação. Instituição justifica ainda que confrontos ocorrem da resistência de suspeitos e que os policiais atuam com protocolos. Por Júlia Venâncio, Caroline Borges e Alexia Elias | g1 SC e NSC 08/05/2026 Polícia Militar de Santa Catarina — Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom-SC Santa Catarina registrou 92 mortes provocadas por policiais militares em 2025, o maior número desde 2019. O dado representa um aumento de 24,3% em relação a 2024, quando foram contabilizados 74 óbitos. O crescimento também acontece no primeiro ano completo sem o uso de câmeras corporais pelos agentes. O encerramento do monitoramento foi anunciado em setembro de 2024 pela corporação pioneira no país ao implementar a tecnologia, há seis anos. Ao finalizar o programa, a PM justificou defasagem, falta de manutenção adequada e insuficiência para armazenar as imagens. Em relação ao aumento da letalidade, a Polícia Militar catarinense justificou que o crescimento superior a 300% nas ações ampliou a exposição ao risco em ocorrências. Afirmou ainda que os confrontos decorrem da resistência de suspeitos às ordens legais e que os policiais atuam dentro dos protocolos (íntegra no fim do texto). Em 2025, as 92 mortes corresponderam a uma média aproximada de 0,25 morte por dia, ou seja, uma pessoa morta a cada quatro dias em confrontos com a PM ao longo do último ano. O Ministério Público (MP) é contrário ao fim do uso do equipamento e pede o retorno do monitoramento. Em uma ação protocolada pela Defensoria Pública do Estado e que segue na Justiça, o órgão defende que as câmeras garantem transparência na atuação policial, controle do uso da força e qualificação das provas. Coordenador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Leonardo Silva, afirmou que a retirada dos equipamentos é um retrocesso, já que as imagens trazem segurança para os próprios policiais. Para o especialista, o índice de mortes por parte da PM diminuirá quando o Estado entender que o controle da letalidade é prioridade. “Com inteligência, investigação e tecnologia, você reduz ocorrências de confronto. Esses confrontos não impactam a dinâmica criminal e colocam policiais, vítimas e a população em risco, já que muitas vezes ocorrem em via pública. Essas situações precisam ser evitadas e só devem ocorrer em casos de extrema necessidade”, disse. Já para a antropóloga e especialista em Segurança Pública, Flávia Medeiros, para reduzir a letalidade, são necessárias mudanças estruturais de longo prazo. Entre elas estão a responsabilização cível e criminal do Estado e dos policiais envolvidos. “Enquanto a segurança pública for entendida como uma racionalidade armamentista, militarizada e de confronto, os números de mortes decorrentes de intervenções policiais irão aumentar”, afirmou.  Em 2024, mortes em confrontos estavam abaixo da média nacional O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2025 com dados de 2024, mostra Santa Catarina abaixo da média nacional em mortes por intervenção policial. No estado, 11,5% das Mortes Violentas Intencionais em 2024 foram causadas por ação policial. No país, o índice foi de 14,1%. Os dados de 2025 não foram divulgados. Em relação ao total de mortes violentas, o estado teve a segunda menor taxa do país em 2024, atrás apenas de São Paulo: Foram 8,5 registros para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 20,8. Em números absolutos, foram 685 MVIs no estado. O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial. Perfil dos mortos pela PM O perfil predominante das mortes decorrentes de intervenção policial com a polícia em Santa Catarina, segundo os dados da SPP, é de homens jovens, principalmente entre 21 e 30 anos, mortos à noite ou na madrugada, em municípios urbanos, com frequência associados a ocorrências envolvendo tráfico de drogas ou crimes patrimoniais. Entre 2019 e 2022, apenas uma mulher morreu em confronto com a polícia, frente a 266 pessoas do gênero masculino.Já entre 2023 e abril de 2026, foram registradas mortes de três mulheres e 277 homens. Isso significa que mais de 98% das mortes envolvem pessoas do sexo masculino. Quanto à raça ou cor, pessoas brancas são maioria entre as vítimas em Santa Catarina, segundo dados da PM, o que dialoga com a composição demográfica do Estado. Conforme o IBGE, 76,28% dos habitantes do estado se declarou branco no Censo de 2022. Notícia anteriorPróxima notícia IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatisticaMP-SCPolícia Militar PM Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE 11/05/2026 Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro 11/05/2026 Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade 11/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Kassio convida Bolsonaro e Collor para posse na presidência do TSE Oposição começa a coletar assinaturas de PEC para anistiar presos do 8 de janeiro Bolsonarismo: a celebração da imbecilidade Empresa de preso por elo com PCC tem contrato de R$ 141 milhões no governo de GO Como nasce o medo: CV instala célula do tráfico em área da milícia em Jacarepaguá e aterroriza moradores Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi](https://politicariabrasileira.blog.br/de-cofres-cheios-ao-rombo-bilionario-ricardo-nunes-explode-divida-de-sp-para-r-512-bi/): De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 expõe a virada dramática nas contas da Prefeitura: após alívio histórico do Campo de Marte, gestão atual derrete a folga financeira e projeta endividamento de R$ 72,2 bilhões até 2029. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/05/2026 Ricardo Nunes, Tarcísio e Jair Bolsonaro em ato de campanha em 2024 (Julio Costa Barros / Fórum) A Prefeitura de São Paulo, sob Ricardo Nunes (MDB), saiu de um saldo positivo de R$ 9,9 bilhões frente às dívidas em 2022 para uma projeção de dívida líquida de R$ 51,2 bilhões em 2027. A virada aparece na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviada pelo Executivo à Câmara Municipal, e marca uma escalada acelerada do endividamento da maior cidade do país. Os dados da série histórica foram publicados pela Folha de S.Paulo com base em relatórios da Secretaria Municipal da Fazenda. Segundo o levantamento, a capital tinha R$ 9,9 bilhões a mais em recursos financeiros do que em obrigações consideradas no cálculo da dívida em 2022. Em 2023, esse saldo positivo ainda era de R$ 3,5 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026. O contraste com o discurso eleitoral de Nunes é direto. Em trecho do plano de governo, o prefeito citou “austeridade e responsabilidade fiscal” como alicerce da gestão, destacou a renegociação da dívida com a União por meio do Campo de Marte e afirmou que a cidade havia reduzido uma despesa mensal de R$ 280 milhões com o governo federal. A curva mudou a partir de 2024, ano da reeleição de Ricardo Nunes. A Prefeitura passou a dever R$ 14 bilhões, depois subiu para R$ 20,1 bilhões em 2025 e tem previsão de saltar para R$ 43,2 bilhões em 2026. Para 2027, a projeção é de R$ 51,2 bilhões. Ricardo Nunes projeta dívida recorde na LDO 2027 O Anexo de Metas Fiscais da LDO 2027 confirma a continuidade da alta. O documento oficial projeta dívida consolidada líquida de R$ 51,227 bilhões em 2027, R$ 63,940 bilhões em 2028 e R$ 72,263 bilhões em 2029. A dívida consolidada líquida mede o estoque de endividamento depois do abatimento de disponibilidades de caixa e haveres financeiros. Por isso, a mudança da série é relevante: São Paulo saiu de uma situação em que tinha mais recursos financeiros do que obrigações nesse cálculo para uma projeção superior a R$ 50 bilhões no orçamento de 2027. Em relação ao valor realizado em 2025 no anexo oficial, de R$ 19,752 bilhões, a projeção para 2027 representa aumento de R$ 31,474 bilhões. Para 2029, a diferença chega a R$ 52,511 bilhões. Campo de Marte deu alívio, mas dívida voltou a subir A virada ocorre depois do acordo do Campo de Marte, concluído em 2022. A negociação reduziu em R$ 23,9 bilhões a dívida do município com a União e, segundo a própria Prefeitura, liberou cerca de R$ 3 bilhões por ano no orçamento municipal. O efeito apareceu nos números de 2022 e 2023, quando a cidade registrou saldo positivo frente às obrigações consideradas no cálculo da dívida. A partir de 2024, porém, a curva voltou a subir e ganhou força nas projeções seguintes. O Projeto de Lei Executivo nº 299/2026, que trata da LDO 2027, estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento do próximo ano e incorpora metas de receita, despesa, resultado fiscal e dívida pública. Déficit e empréstimos pressionam a Prefeitura de São Paulo A alta da dívida vem acompanhada de déficits bilionários. No anexo fiscal, o resultado primário sem o regime próprio de previdência aparece negativo em R$ 8,259 bilhões para 2027. O resultado nominal, indicador ligado à variação da dívida líquida, é negativo em R$ 10,490 bilhões no mesmo ano. Para 2028, a projeção de resultado nominal negativo é de R$ 12,713 bilhões. Para 2029, o valor previsto é de R$ 8,323 bilhões. As operações de crédito também entram no centro da conta. Em comunicado oficial sobre o PLDO 2027, a Prefeitura informa receita total de R$ 138,6 bilhões para 2027, com R$ 5,9 bilhões em operações de crédito. Empréstimos equivalem a quase metade dos investimentos A própria gestão informa que os investimentos totais previstos para 2027 são de R$ 12,8 bilhões. O volume estimado em operações de crédito, de R$ 5,9 bilhões, equivale a quase metade desse montante. Segundo a administração municipal, os principais financiamentos ativos somam R$ 6,2 bilhões. A maior fatia é a eletrificação da frota de ônibus, com R$ 2,7 bilhões. Programas habitacionais aparecem em seguida, com R$ 1,2 bilhão. A lista inclui ainda R$ 700 milhões para o Avança Saúde, R$ 600 milhões para o Asfalto Novo, R$ 400 milhões para modernização administrativa, R$ 400 milhões para o corredor Aricanduva e R$ 200 milhões para drenagem e saneamento. Dívida cresce enquanto caixa encolhe Outro ponto sensível da LDO é a redução da disponibilidade de caixa bruta. O anexo fiscal estima R$ 18,860 bilhões em 2027, R$ 7,524 bilhões em 2028 e R$ 7,071 bilhões em 2029. O contraste é direto: enquanto a dívida líquida projetada sobe de R$ 51,2 bilhões para R$ 72,3 bilhões entre 2027 e 2029, a disponibilidade de caixa bruta cai no mesmo período. A dívida líquida projetada para 2027 equivale a 45,33% da Receita Corrente Líquida. Em 2029, a proporção prevista sobe para 57%. O indicador mostra o peso crescente do estoque de dívida sobre a capacidade fiscal do município. Gestão Nunes nega desequilíbrio A Prefeitura afirma que o aumento da dívida reflete investimentos financiados por crédito em áreas como mobilidade, habitação, saúde e infraestrutura. A gestão também atribui parte da pressão ao aumento de precatórios, que teriam passado de cerca de R$ 2 bilhões por ano para R$ 8 bilhões entre 2022 e 2025. A administração diz que não há desequilíbrio nas contas. O próprio texto oficial do PLDO afirma que o acordo de 2022 com a União ajudou a sustentar o equilíbrio fiscal e ampliou a capacidade de investimento da cidade. Os números enviados à - [PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-tenta-descobrir-se-balcao-de-lobby-de-ciro-nogueira-tinha-so-vorcaro-como-cliente/): PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Investigações já identificaram pagamentos de propina ao senador por diferentes empresas, mas apurações foram anuladas pelo STF Por Robson Bonin | Veja 08/05/2026 Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. (Pedro França/Agência Senado) As investigações da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, apontado como despachante de negócios de Daniel Vorcaro no Senado, vão avançar para outras relações do político bolsonarista no mundo empresarial.  A partir das buscas realizadas nesta quinta-feira, os investigadores tentarão mapear as relações do parlamentar com o ecossistema de apostas online, por exemplo, e potenciais redes de lavagem de dinheiro por onde fluíram bilhões de reais em administradoras de fundos de investimentos. As relações de Nogueira com empresários de diferentes setores são conhecidas. Na Lava-Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, apontado como coordenador do famoso Clube do Bilhão na Petrobras, admitiu ter repassado pelo menos 2 milhões de reais ao senador, que teria recebido o dinheiro a partir de malas de dinheiro e contratos fictícios de serviços. Nogueira também foi citado como beneficiário de propina paga pelo grupo J&F, que admitiu em acordo judicial a compra de apoio político por meio de repasses estimados em pelo menos 2,8 milhões de reais. Já a Odebrecht usava os apelidos “Cerrado” e “Helicóptero” para identificar Nogueira na contabilidade paralela de propinas pagas a políticos em troca de apoio parlamentar. Nogueira foi citado por delatores por solicitar repasses para campanhas eleitorais e para o partido. Nos casos passados, o senador recebia recursos ilícitos, segundo investigadores, a partir das relações que mantinha em governos do PT. Ele conseguiu fazer a transição para o bolsonarismo, tornando-se um dos principais ministros de Jair Bolsonaro e, ao que tudo indica, manteve a lógica de atuação com empresários como o banqueiro Vorcaro. Apesar dos documentos fornecidos por delatores, as investigações contra Nogueira na Lava-Jato e em outros casos foram anuladas pelo STF. O senador sempre negou envolvimento em irregularidades. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterOperação Lava JatoPetrobrasPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-alem-de-ciro-nogueira-flavio-bolsonaro-teme-que-outro-aliado-que-recebeu-r-6-milhoes-de-vorcaro-seja-alvo-da-pf/): Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF Flávio Bolsonaro adiou escolha do vice em meio à devassa da PF sobre Ciro Nogueira. Lista do Mensalão do Master, de políticos e autoridades financiadas por Vorcaro, causa pânico nos articuladores da pré-campanha do senador. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/05/2026 Alcolumbre, ACM Neto, Rueda, Ciro Nogueira e Arthur Lira (Kalina Maurer/União Brasil) A ação da Polícia Federal (PF) que provocou uma devassa na relação criminosa entre o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, causou uma hecatombe na aliança em torno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está em pânico com possível nova ação policial contra outro aliado que recebeu mais de R$ 6 milhões no esquema do Banco Master. Trata-se do presidente do União Brasil, partido de Davi Alcolumbre (União-AP), Antônio Rueda que recebeu R$ 6,4 milhões do banqueiro por meio de escritório de advocacia. Em nota, Rueda afirma que seu escritório fez “dezenas de pareceres e centenas de reuniões” para justificar o polpudo pagamento recebido do Banco Master, dois dias após afirmar em entrevista que não tinha qualquer relação com Vorcaro. No entanto, no texto, o presidente do União, que estava na lista de contatos do celular do banqueiro, admite “contatos sociais eventuais, como ocorre com diversas pessoas do meio político e empresarial”. Troca de mensagens No entanto, transcrição de conversas entre o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro que estão nas mãos dos investigadores mostram que o banqueiro mantinha contato direto com Rueda. O presidente do União viajou, ao lado de Ciro Nogueira, em helicóptero de Vorcaro para assistir ao Grande Prêmio de São Paulo, evento da Fórmula 1, segundo e-mail interceptado pela PF Rueda teria sido apresentado a Vorcaro pelo ex-presidente do BRB, que teria intermediado uma conversa entre os dois, segundo troca de mensagens flagrada pela PF. A interlocutores, segundo o jornal O Globo, Rueda teria dito que ganharia bilhões para ajudar a concretizar a venda do BRB, banco estatal que foi pivô das investigações, ao caso Master. Além de Rueda, o vice-presidente do União, ACM Neto – atual representante da longeva oligarquia baiana – recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag, empresa de Fabiano Zettel, pastor da Igreja Lagoinha e cunhado do banqueiro. Os recursos foram repassados ao ex-prefeito de Salvador logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. ACM Neto diz que os valores são referentes a serviços de consultoria. Mensalão do Master Gestado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), com o auxílio de Paulo Guedes, no “super” Ministério da Economia, e Roberto Campos Neto, no comando do Banco Central, o escândalo financeiro do Banco Master, de Daniel Vorcaro, financiou uma rede de lobistas e influenciadores, incluindo na mídia liberal, com cifras milionárias para tentar intervir na decisão, tomada na gestão Gabriel Galípolo no BC, de liquidar a instituição financeira. Dados da Receita Federal revelam que a rede de influências cooptada por Vorcaro vai do ex-presidente golpista Michel Temer (MDB) e o ex-Secom de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, ao site Metrópoles, de Luiz Estevão, e a rede de emissoras do apresentador do SBT, Ratinho, que atuou como garoto propaganda da Credcesta, cartão para crédito consignado do grupo Master. Os números mostram que Vorcaro turbinou em 27 vezes os repasses a políticos, ex-ministros e dirigentes partidários entre 2023 e 2025, durante o governo Lula, quando a blindagem do Master por Roberto Campos Neto no BC chegou ao fim. O banco foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025, pela gestão Galípolo, um dia depois que o banqueiro foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal, no Aeroporto de Guarulhos, ao tentar embarcar para Malta, com destino final em Dubai, em um de seus jatinhos. Dados declarados à Receita Federal – ou seja, que não foram transferidos por meio ilegais, como envio a paraísos fiscais – revelam que o “patrocínio” de Vorcaro ao grupo lobista saiu de R$ 1,53 milhão em 2023 para R$ 41,7 milhões em 2025. No período, o banqueiro distribui mais de R$ 65,8 milhões para a rede lobista, comprando influência no legislativo e judiciário. Saiba quem recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, segundo informações já divulgadas baseadas em dados da Receita Federal: Michel Temer (MDB): ex-presidente, artífice do golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2026, recebeu R$ 10 milhões em 2025. “Como já declarei publicamente, não é segredo pra ninguém, meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões”, alegou o medebista em nota. Fabio Wajngarten: advogado e ex-secretário de Comunicação da Presidência no governo Bolsonaro recebeu ao menos R$ 3,8 milhões para atuar na defesa do banqueiro. “Fui apresentado ao Daniel no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados dele, passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento. O contrato tem cláusulas de confidencialidade razão pela qual não pode ser publicizado. Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que não exerço qualquer cargo público há mais de 5 anos”, afirmou na rede X. Ronaldo Bento: ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro, Bento recebeu R$ 773 mil do grupo de Vorcaro. Como revelou a Fórum, após deixar a pasta responsável pelas políticas de empréstimos consignados, Bento assumiu cargos estratégicos nas empresas do grupo Master. Portal Metrópoles e Luiz Estevão: site recebeu do Banco Master R$ 27,2 milhões entre 2024 e 2025, que foram direcionados em “débito imediato” a outras empresas do ex-senador Luiz Estevão, que já foi preso por corrupção. Estevão afirma que os pagamentos dizem respeito ao patrocínio do Will Bank, que pertencia ao Master, à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025. Ratinho e Rede Massa: Apresentador do SBT atuou como garoto propaganda da CredCesta, cartão para crédito consignado do grupo Master, e recebeu R$ 24 milhões de Vorcaro por meio das empresas Massa Intermediação e - [STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj](https://politicariabrasileira.blog.br/stf-forma-unanimidade-para-manter-o-deputado-thiago-rangel-preso-sem-que-decisao-passe-pela-alerj/): TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Apesar de três ministros terem manifestado que acompanham a decisão do relator Alexandre de Moraes, a sessão vai até as 19h. Por André Coelho Costa | g1 Rio e TV Globo 07/05/2026 Deputado Thiago Rangel — Foto: Reprodução A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade na tarde desta quinta-feira (7) para manter o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) preso sem que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) possa votar sua soltura. O julgamento virtual vai até 19h até quando, em tese, algum dos ministros ainda pode mudar seu entendimento. Relator do caso na Primeira Turma, o ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (6) a manutenção da prisão preventiva do deputado. Na decisão desta quarta-feira (6), Moraes determinou que a medida deve seguir sem precisar da autorização de outros deputados da Alerj, pelo menos até a deliberação da turma sobre o caso, o que ocorre nesta quinta. Na votação desta quinta, acompanharam o entendimento de Moraes os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Carmen Lúcia. Thiago foi preso na última terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Em dezembro do ano passado, a Alerj chegou a derrubar em votação a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL). Na época, ele foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. Bacellar foi preso novamente em março, depois que o TSE cassou seu mandato, por envolvimento com o chamado escândalo do Ceperj. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões Master: PF vê troca de celular e fim da empresa em risco de fuga de Miranda E agora, Valdemar? Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Thiago Rangel e mais dois deputados da Alerj foram presos em sete meses. Relembre acusações](https://politicariabrasileira.blog.br/thiago-rangel-e-mais-dois-deputados-da-alerj-foram-presos-em-sete-meses-relembre-acusacoes/): Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Rangel (Avante) foi preso suspeito de corrupção em contratos com o governo do Rio. Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) forma maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes Por O Globo 07/05/2026 Thiago Rangel, Rodrigo Bacellar e TH Jóias — Foto: Divulgação / Marcelo Theobald / Fabiano Rocha Thiago Rangel continuará preso, já que nesta quinta-feira (7), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Foi referendada, então, a determinação do colega pela prisão do deputado estadual. Marcada em uma sessão extraordinária, a audiência ocorreu no plenário virtual, com início às 7h. Com a decisão, são três os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) presos um período de sete meses: além de Rangel, estão nessa lista o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, e o ex-parlamentar TH Joias, ambos acusados de ligações com o Comando Vermelho (CV), maior facção do tráfico de drogas do Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Federal haviam prendido Rangel (Avante) na última terça-feira (5). Ele e outras seis pessoas foram alvos da quarta fase da Operação Unha e Carne. O grupo é suspeito de atuar em organização criminosa envolvida em fraudes sistemáticas na compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, na Secretaria estadual de Educação. Foi a terceira vez em sete meses que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tem um parlamentar preso. Segundo relato da PF incluído na decisão de Moraes, a operação avançou a partir de dados extraídos de um computador apreendido na Alerj, em um local vinculado ao gabinete de Bacellar, preso pela primeira vez em dezembro do ano passado, solto logo depois por decisão de seus pares na Assembleia, e novamente preso em março deste ano. O ex-deputado é acusado de vazar uma operação policial a outro político: o ex-deputado TH Joias preso, em setembro, suspeito de ser o braço político e operador financeiro do CV. Ação contra Rangel Os mandados de prisão preventiva contra os sete suspeitos — todos cumpridos na ação desta terça-feira — foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assim como 23 ordens de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio, em Campos dos Goytacazes, na região Norte, e em Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. A decisão inclui ainda o afastamento do parlamentar da função pública. Entre os arquivos encontrados pelos investigadores no computador ligado ao ex-presidente da Casa, foi identificada uma planilha com a relação de deputados estaduais e as respectivas indicações para cargos em órgãos estratégicos do governo do Estado. A partir daí, foram reunidas informações que serviram de base para a expedição dos mandados. Na Educação, o esquema perpetrado por Rangel, segundo a PF, consistiria no direcionamento de obras de reforma em escolas públicas do Norte Fluminense para empresas pré-definidas com integrantes da organização criminosa. Rodrigo Barcellar e Thiago Rangel, ambos presos pela PF, mantinham relação de amizade e parceria. O laço era demonstrado nas redes sociais com troca de frases que reforçavam a união, como: “Estamos juntos, irmão”. As operações anteriores Foi em janeiro que a PF enviou ao STF o relatório final que indiciou Bacellar e TH Jóias por ligação com o Comando Vermelho. De acordo com o documento, assinado pelo delegado Guilhermo Catramby, foi identificada uma “teia de interações e relacionamentos escusos”, que revela “a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense”. TH foi preso em setembro do ano passado, no âmbito da Operação Zargun, por usar seu mandato parlamentar para favorecimento do CV. No entanto, a PF aponta que houve vazamento da ação que iria prendê-lo, o que levou às prisões de Bacellar e do desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), três meses depois. TH, Bacellar e outras três pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Já o caso do magistrado foi remetido para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Agora, cabe à PGR oferecer ou não denúncia e enviar o caso à Justiça. Segundo o relatório da PF, que aponta que Bacellar exerce “a liderança do núcleo político” do CV, o “maior ativo” do então presidente da Alerj na posição que ele exercia era a “capacidade de interlocução e persuasão em todos os poderes do Estado do Rio de Janeiro”. Entre os exemplos elencados pela PF, além de adiantar para TH que ele seria alvo de uma operação (a polícia observa que não foram encontrados pertences relevantes em seus endereços, o que já indicou vazamento), esteve um pedido do ex-governador Sérgio Cabral para que Bacellar, enquanto presidente da Alerj, “intercedesse junto à Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio”: a intenção era que o julgamento de um processo contra Cabral fosse retirado de pauta. “Constatou-se que o maior ativo de Rodrigo Bacellar é a sua capacidade de articulação espúria em todos os poderes fluminenses, a ponto de conseguir o atendimento de favores e contraprestações que colocam os pedintes em posição de gratidão e vulnerabilidade”, avalia a PF sobre a atuação do parlamentar nos casos de TH e Cabral. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Caiado diz que - [Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: 'É pra continuar pagando restaurante do Ciro?'](https://politicariabrasileira.blog.br/compliance-zero-investigacao-cita-conversa-sobre-cartao-e-viagem-internacional-de-senador-e-pra-continuar-pagando-restaurante-do-ciro/): Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: ‘É pra continuar pagando restaurante do Ciro?’ Decisão judicial que autorizou nova fase da operação mostra relação econômica entre senador e banqueiro Daniel Vorcaro. Por Andréia Sadi | g1 07/05/2026 Ciro Nogueira (PP-PI) no plenário do Senado em 25 de junho de 2025 — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado A decisão judicial que embasa a fase de hoje da Operação Compliance Zero traz relatos de que a relação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ia além da amizade e configurava uma atuação coordenada entre interesses privados e atividade parlamentar. A Polícia Federal faz, nesta quinta-feira (7), ação de busca e apreensão na casa do senador em Brasília. Segundo a representação citada na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ciro Nogueira é apontado como “destinatário central” de vantagens indevidas atribuídas a Vorcaro. Em fase anterior da investigação, em uma mensagem à namorada, Vorcaro chamava Ciro de “grande amigo da vida”. 🔎 A PF investiga, na Operação Compliance Zero, um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Entre os elementos mencionados na representação estão pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil, o custeio de viagens internacionais de luxo e a aquisição de participação societária com um deságio de R$ 12 milhões. Ciro recebia ainda, de acordo com a investigação, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores rastrearam diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. A defesa de Ciro Nogueira afirmou que ele está comprometido “em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”. O g1 procurou as defesas dos demais alvos, mas ainda não obteve resposta. Veja trecho do diálogo captado pelos investigadores. LÉO SERRANO: “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?” DANIEL VORCARO responde: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”. (fl. 43-44 do e-Doc. 2) “Atrasou dois meses Ciro?” O dono do banco Master, Daniel Vorcaro, manteve conversas também com Felipe Vorcaro, primo dele, sobre pagamentos de valores mensais entre “300k” e “500k” a Ciro. Segundo a investigação, Felipe atuava como operador financeiro de Daniel. No trecho do diálogo destacado na decisão judicial, Daniel reclama com o primo sobre um atraso de dois meses nos pagamentos para o senador. Veja a conversa entre Daniel e Felipe Vorcaro. [28/01/2025] FELIPE VORCARO: “Oi Daniel, tudo bem? Pessoal me passou aqui sobre o aumento dos pgtos parceiro brgd, mas fluxo esta indo praticamente todo para o btg e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes. Amanhã estarei o dia todo em SP, tem algum horário que poderíamos falar?” [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Estou na venezuela”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Resolve isso pra mim”. [28/01/2025] DANIEL VORCARO: “Eu ponho dinheiro depois para repor”. [30/06/2025] DANIEL VORCARO: “Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses ciro?” [30/06/2025] FELIPE VORCARO: “Vou ver se dou um jeito aqui.. Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k? Emenda redigida pelo Master O esquema entre Vorcaro e Ciro Nogueira teria resultado na apresentação de uma emenda parlamentar redigida pela assessoria do Banco Master. A emenda em questão é a Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada pelo senador Ciro Nogueira em 13 de agosto de 2024. O objetivo central da proposta era ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), elevando o limite de proteção de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. As investigações da Polícia Federal apontam que o texto dessa emenda possui as seguintes características: O conteúdo teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e encaminhado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A minuta da emenda foi impressa e entregue em um envelope endereçado a “Ciro” na residência do senador. O senador teria reproduzido o texto de forma integral ao Senado, seguindo exatamente o que foi enviado pelo banqueiro. Interlocutores do banco afirmaram que a medida teria o potencial de “sextuplicar” os negócios do Banco Master e provocar uma “hecatombe” no mercado financeiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Masteremenda parlamentarPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPolícia Federal PFPP ProgressistasSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete 09/05/2026 De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi 08/05/2026 PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Ciro Nogueira virou assombração: Flávio Bolsonaro já benze o gabinete De cofres cheios ao rombo bilionário: Ricardo Nunes explode dívida de SP para R$ 51,2 bi PF tenta descobrir se balcão de lobby de Ciro Nogueira tinha só Vorcaro como cliente Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado que recebeu R$ 6 milhões de Vorcaro seja alvo da PF STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/emenda-master-mesada-dinheiro-de-restaurante-o-que-fez-ciro-nogueira-virar-alvo-de-investigacao-da-pf/): Emenda Master, mesada, dinheiro de restaurante: o que fez Ciro Nogueira virar alvo de investigação da PF O senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, pagamentos mensais recorrentes, além de outras vantagens, em troca de favores, segundo a Polícia Federal (PF). Por Mariana Schreiber e Julia Braun | BBC News Brasil 07/05/2026 Ciro Nogueira em foto de 2021 | Getty Images Brasília e Londres – As investigações da corporação apontam que Nogueira, que é presidente nacional do Progressistas (PP) e ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), teria ainda apresentado ao Senado uma proposta de emenda escrita pelos assessores do banqueiro para beneficiar o Master. As descobertas foram reveladas pela decisão judicial assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou a deflagração de mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro, nesta quinta-feira (07/05). Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também foram bloqueados bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões. Ciro Nogueira foi um dos alvos da PF. O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi objeto da operaçaõ e terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e não poderá se comunicar com outros envolvidos. Mendonça também autorizou a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do dono do Master, que é acusado de fazer parte do núcleo financeiro-operacional do grupo de Daniel Vorcaro. Em nota, os advogados de defesa de Ciro Nogueira disseram repudiar “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Eles reiteraram ainda “o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”. “(A defesa) pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, conclui a nota do escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados. A quinta fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de acordo de delação premiada. A oferta ainda está sob análise dos investigadores. Como parte da investigação que levou à prisão de Vorcaro em março, a Polícia Federal obteve uma série de trocas de mensagens que deixaram clara a teia de relações que o dono do banco Master mantinha com as mais altas autoridades da República. Entre os trechos de conversas particulares que estavam no celular de Vorcaro, obtidas pela BBC Brasil, há mensagens que mencionam relações e encontros com autoridades, entre elas o senador Ciro Nogueira. Nogueira é um dos principais nomes do Centrão, bloco de partidos com menor identidade ideológica e que tende a negociar apoio aos governos de acordo com interesses políticos e cargos. Mesada, hospedagens em hotéis e refeições Na decisão que autorizou a operação desta quinta, André Mendonça aponta a identificação, pela PF, de “suposta conduta do Senador Ciro Nogueira Lima Filho em favor do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Entre os elementos mencionados estão pagamentos mensais de mais de R$ 300 mil, a aquisição de participação societária com deságio de R$ 12 milhões, hospedagens em hotéis, refeições em restaurantes de elevado padrão e até a disponibilização de cartão para cobertura de gastos pessoais. Os investigadores teriam rastreado diálogos em que Léo Serrano, um dos operadores de Vorcaro, fala sobre o custeio de gastos de Ciro e da mulher dele em restaurantes. “Só uma pergunta rápida… eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?”, escreve Serrano em uma das mensagens para Daniel Vorcaro. “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”, responde o banqueiro. O documento ainda aponta como Ciro Nogueira apresentou ao Senado uma proposta de emenda elaborada pela assessoria do Master. Trata-se de uma emenda à PEC 65/2023, que aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. A proposta não foi para frente. O texto da emenda teria sido elaborado pela assessoria do banco e reproduzido integralmente pelo parlamentar. A proposta, segundo o relatório da PF, “sextuplicaria” o negócio da instituição financeira e provocaria uma “hecatombe” no sistema financeiro”. “O conteúdo da versão entregue é ‘reproduzido de forma integral pelo parlamentar’ ao Senado, tendo Vorcaro afirmado, logo após a publicação da proposta de Emenda, que o ato legislativo ‘saiu exatamente como mandei’, ao passo que interlocutores do banco registraram que a medida ‘sextuplicaria’ o negócio do Master e provocaria verdadeira ‘hecatombe’ no mercado”, descreve Mendonça na sua decisão. Ainda segundo o magistrado, o texto elaborado pela assessoria do Master teria sido “impresso e entregue em envelope endereçado a ‘Ciro’ em seu endereço residencial”. A Polícia Federal narra, ainda, que esse não teria sido um episódio isolado, diz Mendonça. Segundo o magistrado, em 2023, Vorcaro teria ordenado a retirada da residência do senador de envelopes que continham minutas de “projetos de lei de interesse particular” que, posteriormente, foram levados a um escritório indicado pelo banqueiro. Em seguida, eles teriam sido processados e entregues a um servidor do parlamentar por um funcionário de Vorcaro. Isso denota, diz Mendonça, que “haveria nos episódios algo que iria além das vias ordinariamente empregadas no âmbito das relações que se estabelecem entre atores políticos e a iniciativa privada”. ‘Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?’ A decisão de André Mendonça também autoriza um mandado de prisão temporária contra o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Segundo as investigações, ele faz parte do núcleo financeiro-operacional do grupo do banqueiro dono do - [Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas](https://politicariabrasileira.blog.br/bolsonaristas-querem-legalizar-voto-de-cabresto-e-assedio-eleitoral-em-empresas/): Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Projeto relatado por Carlos Jordy autoriza manifestação política dentro de empresas e anda na CCJ dias após TST condenar empresários por pressão pró-Bolsonaro em 2022 Por Diego Feijó de Abreu | Revista Fórum 07/05/2026 Jair Bolsonaro e Carlos Jordy (PL-RJ) | Reprodução/Facebook O PL 4.322/2024, que pode abrir caminho para a legalização do assédio eleitoral dentro das empresas, avançou nesta quarta-feira (6) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O texto, relatado pelo bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ), autoriza manifestação política no local de trabalho e foi mantido na pauta após derrota de requerimento da oposição por 28 votos a 18. Na prática, a lei abre espaço para retomada do antigo “voto de cabresto”, recurso que era usado pelo coronelismo patronal para direcionar votos de empregados para seu candidato. A proposta mira um dos pontos mais sensíveis das eleições de 2022: a pressão de patrões sobre trabalhadores para favorecer Jair Bolsonaro (PL). O avanço ocorre dias depois de a própria Revista Fórum noticiar a condenação, no TST, de entidades empresariais de Santa Catarina por assédio eleitoral pró-Bolsonaro. PL 4.322 transforma pressão patronal em “liberdade política” O PL 4.322/2024, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), altera a Lei das Eleições para permitir a manifestação política dentro de empresas privadas. O texto fala em reuniões, debates sobre programas políticos e candidatos e exposição de posições políticas no ambiente de trabalho. Na aparência, a proposta trata de liberdade de expressão. Na prática, ela mexe no limite entre opinião política e poder patronal. Em uma empresa, a fala do dono, do gerente ou de um superior hierárquico não tem o mesmo peso da manifestação de um trabalhador que depende do salário para sobreviver. É justamente essa desigualdade que está no centro das ações contra assédio eleitoral. Quando o empregador convoca, orienta, sugere, ameaça ou condiciona o futuro da empresa ao resultado de uma eleição, o debate deixa de ser livre e passa a operar como constrangimento. Carlos Jordy defende o PL 4.322 na CCJ O relator da proposta na CCJ, Carlos Jordy, apresentou parecer pela aprovação. No documento, o deputado afirma que o projeto é constitucional e sustenta que o texto protege a liberdade de expressão e de manifestação política. O parecer ignora o ponto central do debate: a relação de subordinação no local de trabalho. O patrão não é apenas mais um cidadão opinando. Ele controla escala, promoção, demissão, salário e condições de trabalho. Na reunião desta quarta, a oposição tentou retirar o projeto da pauta. O requerimento foi apresentado pela deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e subscrito por Patrus Ananias (PT-MG), mas foi derrotado por 28 votos a 18. Depois da leitura do parecer, foi concedida vista ao deputado Coronel Assis (PL-MT), o que adiou a votação final. Assédio eleitoral virou marca do bolsonarismo empresarial O assédio eleitoral explodiu em 2022, durante a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro. Naquele ano, o Ministério Público do Trabalho recebeu uma onda de denúncias de trabalhadores pressionados por patrões a votar no então presidente. A Fórum acompanhou esse processo desde o início. Em 2022, a revista mostrou que coagir o voto do trabalhador é crime eleitoral e revelou, em reportagem exclusiva, áudios sobre ação combinada de empresários para pressionar funcionários. O tema voltou ao centro do debate agora porque o TST condenou entidades empresariais de Santa Catarina a pagar R$ 600 mil por estimular patrões a pressionar trabalhadores contra Lula nas eleições de 2022. A decisão reforça que o ambiente de trabalho não pode ser usado como curral eleitoral. PL pode blindar patrões em ano eleitoral O risco do PL 4.322/2024 está na brecha. O texto não separa, de forma objetiva, uma conversa espontânea entre trabalhadores de uma ação política organizada por empregadores dentro da empresa. Com essa lacuna, patrões poderiam invocar a “liberdade de manifestação” para promover reuniões, defender candidatos, expor preferências eleitorais ou criar ambiente de pressão sem apresentar a conduta como coação direta. Segundo o Ministério Público Federal, assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores sofrem pressão, ameaça, coação ou constrangimento para apoiar, votar ou deixar de votar em determinado candidato. O projeto ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara. Mas a votação desta quarta mostrou que a base conservadora quer manter em marcha uma proposta que pode enfraquecer a proteção construída após a onda de denúncias contra empresários bolsonaristas em 2022. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalDeputado FederalMPF Ministério Público FederalMPT Ministério Público do TrabalhoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPP ProgressistasPSOLPT Partido dos TrabalhadoresTST Tribunal Superior do Trabalho STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj 07/05/2026 Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas 07/05/2026 Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza 05/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana STF forma unanimidade para manter o deputado Thiago Rangel preso sem que decisão passe pela Alerj Bolsonaristas querem legalizar “voto de cabresto” e assédio eleitoral em empresas Tribunal de Israel prorroga prisão de ativistas brasileiro e palestino detidos em flotilha para Gaza Vídeo mostra grupo criminoso furtando motos elétricas em loja de Rio das Ostras Quem é Thiago Rangel? Deputado estadual preso pela PF aumentou patrimônio em 700% em 2 anos Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Eduardo Bolsonaro revela estratégia desesperada após condenação no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-revela-estrategia-desesperada-apos-condenacao-no-stf/): Eduardo Bolsonaro revela estratégia desesperada após condenação no STF Corte brasileira condenou o ex-deputado à prisão e o tornou inelegível por 12 anos Por Marcelo Hailer | Fórum 17/06/2026 Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Marcelo Camargo/Agência Brasil O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) ativou o modo desespero após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de interferência no andamento do processo da trama golpista. Como pena, a Corte estabeleceu quatro anos e dois meses de prisão e o tornou inelegível por 12 anos. De maneira desesperada, Eduardo Bolsonaro afirmou, durante entrevista ao SBT News, que, mesmo inelegível, vai manter sua candidatura como suplente na chapa de André do Prado ao Senado pelo estado de São Paulo: “Pretendo seguir como suplente na chapa encabeçada pelo pré-candidato André do Prado. Acho que ele vai ser o senador mais votado de São Paulo.” Eduardo Bolsonaro debocha do STF após ser condenado: “Sentença nula” O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu com deboche após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de interferência no julgamento da trama golpista. A Corte o condenou a quatro anos de prisão e o tornou inelegível por 12 anos. Por meio de suas redes, Eduardo Bolsonaro desqualificou a decisão do STF e afirmou que “desconhece” os crimes que lhe foram imputados: “Tomo conhecimento, mais uma vez pela imprensa, de que supostamente o STF teria formado maioria para me condenar por algum crime que desconheço. Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei. Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido. Esse mesmo instrumento foi expedido a outro acusado no processo, mas a mim nunca foi cumprido. Se o meio existe e a própria Corte o reconhece, por que não a mim?” Em outro momento, o ex-deputado classificou a sentença do STF como “nula” e disse que o único objetivo da Corte é tirar seu nome da disputa eleitoral: “Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições.” Eduardo Bolsonaro é condenado pelo STF por coação à Justiça A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (16) para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de interferir no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, era um dos réus. O primeiro a votar foi o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que destacou o fato de que nenhum parlamentar, mesmo que esteja de licença, pode usar o cargo para conspirar contra o próprio país. Durante sua fala, Moraes exibiu uma série de vídeos em que Eduardo Bolsonaro usa a figura de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para ameaçar autoridades brasileiras. Dessa maneira, Moraes seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e afirmou que há elementos em abundância que comprovam que Eduardo Bolsonaro praticou o crime de coação no curso do processo, cujo objetivo era beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi julgado e condenado na ação da trama golpista. Cabe lembrar que, à época, Donald Trump chegou a publicar uma carta em que pedia que o processo contra Jair Bolsonaro fosse paralisado e que o ex-presidente fosse liberado. A Corte brasileira seguiu seu trabalho, e a diplomacia brasileira entrou em campo, o que resultou em um entendimento entre Brasil e Estados Unidos. Mesmo com acordos entre Brasil e Estados Unidos, ficou claro para a PGR e para o STF que Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos com o objetivo de instar as autoridades estadunidenses a intervir na Justiça brasileira em favor de seu pai, o que não deu certo. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino – presidente da Primeira Turma – seguiram a relatoria de Alexandre de Moraes. Com isso, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. Com a decisão, ele também ficará inelegível por 12 anos, o que o impede de disputar eleições até 2038. Além da pena de prisão, Eduardo Bolsonaro terá de pagar multa de R$ 162 mil, correspondente a 50 dias-multa. Cada dia-multa foi fixado no valor equivalente a dois salários mínimos. PGR vê ataque à Justiça e pede condenação de Eduardo Bolsonaro A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta terça-feira (16), durante julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A manifestação foi apresentada pelo subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães, que sustentou que Eduardo atuou para tentar interferir no andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Para embasar o pedido de condenação, Magalhães citou publicações feitas por Eduardo Bolsonaro e mensagens trocadas entre ele e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o representante da PGR, o conjunto de provas demonstra que houve tentativa de pressão contra a Justiça brasileira. “Essa é uma situação relativamente simples do ponto de vista penal. Há todo um elemento, um contexto fático e conjunto de provas evidenciando que essa coação efetivamente existiu”, afirmou o subprocurador-geral. Em outro momento de sua manifestação, Magalhães destacou que o caso não envolve apenas autoridades individualmente consideradas, mas a própria administração da Justiça. “Então, quem é vítima dentro desses fatos é a Justiça, porque o crime é contra a administração da Justiça, embora se fale em autoridades”, declarou. Julgamento Eduardo Bolsonaro é julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já apresentou seu relatório. Em seguida, a defesa do deputado cassado passou a se manifestar. Após a sustentação da defesa, os ministros devem iniciar a votação. Alexandre de Moraes será o primeiro a votar, seguido por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Primeira Turma. Em maio, Eduardo Bolsonaro foi acusado pela PGR de atuar junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para criar um ambiente de instabilidade - [Governo do RJ suspende pagamentos de projeto de R$ 52 milhões por suspeita de desvio de dinheiro público](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-do-rj-suspende-pagamentos-de-projeto-de-r-52-milhoes-por-suspeita-de-desvio-de-dinheiro-publico/): PF apreende 49 mil dólares em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner em Brasília Contrato previa a criação de 20 postos de atendimento ao consumidor. Ministério Público abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na execução do programa. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 17/06/2026 O ex-governador Cláudio Castro (PL) — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O Governo do Rio suspendeu os pagamentos do projeto Balcão do Consumidor após auditorias identificarem indícios de irregularidades na execução do contrato de R$ 52 milhões. O programa foi implantado durante a gestão do então secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e previa a criação de 20 postos de atendimento ao consumidor em diferentes regiões do estado. Gutemberg Fonseca chegou ao comando da secretaria por indicação política do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo fontes ouvidas pelo RJ2. Agora, o projeto também é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A suspensão foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, após recomendação da Controladoria Geral do Estado e da Auditoria Geral do Estado, que apontaram fragilidades na prestação de contas, ausência de comprovação documental de despesas e risco de dano aos cofres públicos. Alertas ignorados As suspeitas em torno do Balcão do Consumidor começaram antes mesmo da assinatura do contrato. O projeto foi criado nos moldes da Casa do Consumidor, um dos programas vinculados ao escândalo do Ceperj, interrompido em 2022 após denúncias de desvios de recursos públicos. O caso teve repercussão política e integrou o conjunto de fatos que resultaram na condenação do ex-governador Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico pela Justiça Eleitoral. Outro ponto que gerou questionamentos foi a escolha da entidade responsável pela execução do programa. O contrato foi firmado com a ONG Contato, que posteriormente passou a se chamar Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais. A organização já havia sido condenada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) a devolver cerca de R$ 27 milhões por irregularidades verificadas em outro projeto executado no estado. Diante desse histórico, a Controladoria Geral do Estado emitiu parecer alertando que havia “risco de reincidência em futuras parcerias”, classificando o antecedente como “um fator crítico que deveria ser considerado”. Apesar do alerta, seis dias depois o então governador Cláudio Castro autorizou a contratação. R$ 17 milhões já foram pagos A auditoria realizada pela atual gestão apontou que parte dos riscos identificados anteriormente pode ter se concretizado. Dos R$ 52 milhões previstos no contrato, aproximadamente R$ 17 milhões já haviam sido pagos quando a Auditoria Geral do Estado concluiu que existiam “riscos relevantes relacionados à execução do objeto”. Segundo o relatório, foram encontradas falhas como ausência de comprovação documental suficiente das despesas realizadas, fragilidade nos mecanismos de controle, monitoramento e prestação de contas, além de “potencial risco de desvio de finalidade e de dano ao erário”. Os auditores também afirmaram que o Procon-RJ não apresentou documentação suficiente para comprovar adequadamente a aplicação dos recursos já recebidos. “O PROCON/RJ não encaminhou elementos suficientes para demonstrar, de forma adequada, a regular prestação de contas da parcela já executada”, registra o documento. Com base nas conclusões, o governador em exercício determinou a suspensão cautelar da liberação da segunda parcela do contrato. MP investiga ‘novo Ceperj’ O Balcão do Consumidor também passou a ser investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A representação que deu origem ao procedimento classificava o programa como um possível “novo Ceperj“, em referência ao escândalo envolvendo contratações e pagamentos realizados pela fundação estadual. A Secretaria de Defesa do Consumidor já havia sido alvo de outra investigação criminal. Em 2024, o então subsecretário da pasta, Alessandro Pitombeira Carracena, foi preso sob suspeita de integrar o núcleo político do Comando Vermelho. De acordo com as investigações, Carracena teria repassado informações privilegiadas sobre operações policiais. Ele também havia sido indicado para o cargo, durante a gestão de Gutemberg Fonseca, pelo senador Flávio Bolsonaro. O Ministério Público apura agora se houve irregularidades na contratação e na execução do Balcão do Consumidor, além da destinação dos recursos públicos já repassados ao projeto. O ex-secretário Gutemberg Fonseca (camisa cinza) ao lado dos ex-deputados TH Joias e Rodrigo Bacellar, além do senador Flávio Bolsonaro (PL), em evento em Búzios. — Foto: Reprodução redes sociais O que dizem os citados Procurado pelo RJ2, o ex-governador Cláudio Castro afirmou, por meio de nota, que a responsabilidade pela contratação, execução, fiscalização e prestação de contas do projeto era da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor. Segundo ele, a condução do programa cabia ao então secretário da pasta e às áreas técnicas responsáveis pelo acompanhamento da parceria. Já o ex-secretário de Defesa do Consumidor Gutemberg Fonseca declarou que o Balcão do Consumidor foi contratado por meio de chamamento público, conforme prevê a legislação. Ele também contestou as comparações com o programa Casa do Consumidor, ligado ao escândalo do Ceperj, e afirmou que o projeto “não tem semelhança nenhuma” com a iniciativa. Em resposta ao RJ2, a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor e o Procon-RJ afirmaram que o projeto Balcão do Consumidor foi contratado por meio de chamamento público e que o processo observou os procedimentos previstos na legislação, com acompanhamento dos órgãos de controle. Os órgãos também contestaram a comparação com o programa Casa do Consumidor, ligado ao escândalo do Ceperj, e sustentaram que as duas iniciativas possuem características diferentes. A secretaria afirmou ainda que o projeto tem caráter social e foi criado para ampliar o atendimento ao consumidor em diferentes regiões do estado, incluindo comunidades vulneráveis. Sobre a suspensão dos pagamentos, informou que já havia solicitado à entidade responsável os relatórios de execução física e financeira e os comprovantes de despesas. Segundo a pasta, os repasses permanecerão suspensos até que toda a documentação seja apresentada e analisada pelos órgãos competentes. Em nota, o Centro de Pesquisas e de Ações Sociais e Culturais (CPASC), responsável pela execução do Balcão do Consumidor, contestou as irregularidades apontadas pela atual gestão estadual e afirmou que o projeto vem sendo executado regularmente. A organização também negou ter sido condenada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) - [Vorcaro pagava R$ 400 mil por mês à "Turma" por informações e ameaças](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-pagava-r-400-mil-por-mes-a-turma-por-informacoes-e-ameacas/): Vorcaro pagava R$ 400 mil por mês à “Turma” por informações e ameaças Grupo formado por policiais aposentados, milicianos e bicheiros era responsável por intimidar desafetos, acessar sistemas restritos e obter informações sigilosas Por CNN Brasil 17/06/2026 Daniel Vorcaro ao dar entrada na Penitenciária de Potim-SP • Reprodução Relatórios preliminares da PF (Polícia Federal) indicam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Mater, usava intermediários para pagar R$ 400 mil por mês a um grupo formado por policiais, milicianos e bicheiros para a obtenção de informações sigilosas, monitoramento de investigações e intimidação contra pessoas consideradas desafetas do banqueiro. As conclusões constam de documentos produzidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que foram tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) na última terça-feira (16). Segundo a PF, o grupo, conhecido como “A Turma”, era liderado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e atuava sob coordenação de Felipe Mourão, apelidado de “Sicário” nas conversas apreendidas pelos investigadores. Ainda segundo as apurações, Felipe Mourão e Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, eram os operadores financeiros responsáveis por parte dos pagamentos efetuados ao núcleo criminoso. De acordo com a corporação, o grupo tinha como atribuições levantar informações sobre inquéritos policiais e processos judiciais, inclusive sob sigilo, acessar dados em sistemas restritos e intimidar pessoas que ofereciam algum tipo de ameaça a Vorcaro. Ainda segundo a PF, o grupo continuou atuando ativamente mesmo após as deflagrações da primeira e da segunda fase da Operação Compliance Zero. Até o momento, os investigadores identificaram como integrantes do grupo os policiais federais Marilson Roseno da Silva, Sebastião Monteiro Júnior e Anderson Wander da Silva Lima, além do operador do jogo do bicho Manoel Mendes Rodrigues. A PF afirma haver indícios de que o núcleo contava ainda com outros quatro a seis integrantes não identificados. A investigação aponta que “A Turma” recebia R$ 400 mil por mês, que era dividido entre os integrantes. Segundo a PF, os recursos eram repassados pela empresa King Participações Imobiliárias Ltda., de propriedade de Felipe Mourão, após transferências de aproximadamente R$ 1 milhão mensais oriundas de empresas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro, especialmente a Super Empreendimentos e Participações S.A. Com isso, PF estima que o grupo possa ter recebido cerca de R$ 9,6 milhões entre 2023 e 2025. Segundo mensagens apreendidas, em certas ocasiões, o banqueiro também recompensava os “funcionários” com bônus. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-16-anos-de-espera-mais-de-600-familias-ainda-aguardam-moradias-prometidas-pelo-governo-do-rj-em-inhauma/): Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma Conjunto habitacional com 440 unidades está praticamente pronto na Zona Norte do Rio, mas falta a conclusão da rede de esgoto. Moradores retirados de uma ocupação em 2009 ainda aguardam a entrega das chaves. Por Gabriela Wolynec e Bruno Grubertt | RJ1 17/06/2026 Apartamentos construídos pelo Governo do Estado em Inhaúma aguardam a conclusão da rede de esgoto para serem entregues — Foto: Reprodução/TV Globo Mais de 600 famílias que deixaram uma ocupação em Inhaúma, na Zona Norte do Rio, há 16 anos, continuam à espera da moradia prometida pelo Governo do Estado. Um dos conjuntos habitacionais construídos para atender os beneficiários está praticamente concluído, mas a entrega dos apartamentos foi adiada porque a rede de esgoto da rua ainda não foi finalizada. Os moradores viviam em uma ocupação instalada no terreno de uma antiga fábrica de cerveja desativada desde 1994. Em 2009, após um incêndio, o local foi considerado área de risco e as famílias foram removidas. Na época, o governo estadual prometeu realocar todos os moradores em novas unidades habitacionais. Entre eles está a pedagoga Ana Paula Lourenço de Jesus. Ela afirma que acompanha a construção dos prédios há anos e que a demora gera frustração e incerteza. “É um misto de emoção. Você sente que está chegando, mas não sabe quando vai chegar. Aqui tem o sonho de muita gente. Eu perdi meu esposo e ele não vai ter o prazer de chegar na casa dele”, disse. Atualmente, Ana Paula mora de aluguel no Complexo do Alemão. Segundo ela, a promessa de uma moradia definitiva se arrasta desde a remoção da ocupação. “A gente acabou sendo iludido pela promessa de que teria uma casa, uma moradia digna, um CEP. Hoje eu ainda espero por isso”, afirmou. Apartamentos prontos, mas sem entrega O conjunto habitacional mais avançado conta com 440 apartamentos. De acordo com a placa da obra, a construção foi iniciada em julho de 2023 pela Abre Construtora, com investimento de R$ 77 milhões. A previsão era de entrega em dezembro de 2024. No início de junho deste ano, os futuros moradores participaram de uma reunião em que foi realizado o sorteio dos apartamentos. Eles já sabem em qual bloco e unidade vão morar, mas ainda não receberam as chaves. Segundo os beneficiários, a justificativa apresentada foi que os prédios ficaram prontos antes da conclusão da rede de esgoto externa. “Aí eu pergunto: como é que faz uma obra desse tamanho sem o esgoto externo?”, questionou Ana Paula. O aposentado Alexandre Jorge da Silva Freitas também participou do sorteio. Para ele, os sucessivos adiamentos aumentam a desconfiança. “O prazo dado no primeiro sorteio foi julho. Agora falaram setembro. Daqui a pouco muda de novo”, disse. Enquanto aguardam a entrega das moradias, as famílias recebem auxílio-aluguel de R$ 400 por mês. O valor é o mesmo desde 2010. “Eu continuo pagando aluguel e recebendo R$ 400. Hoje pago R$ 600 para morar”, afirmou Alexandre. Outro residencial também acumula atraso No terreno onde funcionava a antiga fábrica, o governo estadual também constrói outro conjunto habitacional destinado às famílias removidas da ocupação. Em 2022, a então Secretaria de Infraestrutura firmou contrato com a construtora R2X para a construção de 320 unidades habitacionais. O investimento previsto era de mais de R$ 53 milhões. A ordem de início dos serviços estabelecia prazo de 540 dias para a conclusão da obra, com término previsto para dezembro de 2023. No entanto, equipes ainda trabalham no local, e a entrega acumula atraso de cerca de dois anos e meio. Após 16 anos de espera, as famílias seguem sem uma data definitiva para ocupar os imóveis prometidos. A Secretaria de Estado de Habitação informou que o conjunto habitacional com 440 apartamentos está em fase final de construção e que a previsão de conclusão é dezembro deste ano. O prazo é diferente do informado aos beneficiários durante a reunião realizada neste mês, quando a previsão apresentada era setembro. Segundo a pasta, o Governo do Estado assumiu as obras em 2022 porque o terreno havia sido inicialmente destinado a um empreendimento que seria financiado pela Caixa Econômica Federal. O Ministério das Cidades informou que o residencial não integra o programa Minha Casa, Minha Vida e não recebe recursos federais. Sobre a falta da rede de esgoto, a secretaria afirmou que as condições topográficas do terreno inviabilizaram o projeto original, o que exigiu a implantação de uma nova rede externa. As construtoras responsáveis pelos empreendimentos foram procuradas, mas, até a última atualização dessa reportagem, não tinham dado retorno. Notícia anteriorPróxima notícia CEF Caixa Econômica FederalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Após 16 anos de espera, mais de 600 famílias ainda aguardam moradias prometidas pelo governo do RJ em Inhaúma 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/moradora-com-doenca-autoimune-relata-dificuldade-para-obter-medicamento-de-alto-custo-em-teresopolis/): Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis Paciente com histórico de múltiplas tromboses depende de remédio de uso diário, segue sem conseguir o remédio de forma gratuita. Por Juliana Guzzo | g1 17/06/2026 Saúde em Teresópolis — Foto: Reprodução Inter TV Teresópolis – A moradora de Teresópolis, Região Serrana do Rio, Kátia Cristina Pereira, relata dificuldades para conseguir um medicamento de alto custo, a enoxaparinaa injetável, necessário para o tratamento da Síndrome Antifosfolípide (SAF), uma doença autoimune que faz o sistema imunológico produzir anticorpos que aumentam a formação de coágulos no sangue. A condição eleva o risco de tromboses, embolias e outras complicações vasculares. Segundo a paciente, o remédio precisa ser usado diariamente para reduzir o risco de novos episódios. Kátia afirma que já sofreu múltiplas tromboses ao longo da vida e depende da medicação para evitar agravamentos do quadro. De acordo com ela, algumas doses chegaram a ser fornecidas pela Prefeitura, mas, no último mês, não foi possível manter o tratamento de forma regular por falta do medicamento. Em pesquisa nas farmácias de Teresópolis, Kátia relatou que o custo diário com a medicação seria de R$680,00. O secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, explicou como funciona a oferta de medicamentos especiais pelo município e os procedimentos adotados pela rede pública. “Existem os medicamentos crônicos que são utilizados que têm na nossa rede municipal. Os de alto custo, são enviados pelo Estado, mediante cadastro. Já os medicamentos judicializados, que fazemos a compra e distribuição conforme determinação da justiça”, relatou o secretário. Kátia ingressou com um pedido judicial, por meio da Defensoria Pública, para garantir o acesso ao medicamento. No entanto, ela ainda aguarda uma decisão sobre o caso. A Defensoria Pública informou que as regras para fornecimento de medicamentos por determinação judicial passaram por mudanças. Antes, decisões judiciais permitiam o bloqueio de recursos públicos para que os próprios pacientes comprassem os remédios. Atualmente, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão está restrita, em regra, aos medicamentos previstos nas listas do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, para medicamentos não incorporados ao SUS, é necessário comprovar que não existem alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública e que há justificativa técnica para o fornecimento. Outra mudança é que os valores não são mais repassados diretamente aos pacientes, cabendo ao Judiciário intermediar a aquisição dos produtos. Enquanto aguarda a análise do pedido, Kátia tem recorrido a campanhas de arrecadação na internet para conseguir comprar o medicamento e manter o tratamento. A paciente segue buscando a ajuda da Defensoria Pública e da Secretaria de Saúde, para a solução do problema. Notícia anterior Região Serrana e Centro Sul FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalSUS Sistema Único de SaúdeTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-multa-estado-em-r-30-mil-por-atraso-na-implantacao-da-deam-em-petropolis/): Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis Juiz rejeita pedido de prorrogação de prazo, determina apresentação de plano em cinco dias e alerta para novas sanções em caso de descumprimento. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 17/06/2026 O Cartório Eleitoral de Petrópolis funciona no prédio do Fórum da cidade — Foto: Priscila Torquato Petrópolis – A Justiça determinou a aplicação de multa de R$ 30 mil ao Estado do Rio de Janeiro por descumprir uma decisão que obrigava a apresentação de um plano para a instalação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A decisão foi assinada nesta semana pelo juiz Jorge Luiz Martins Alves, da 4ª Vara Cível de Petrópolis. Além da multa, o magistrado determinou que o Estado apresente, em até cinco dias, um plano detalhado para a implantação da unidade. A ação foi movida pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que cobra a criação da delegacia especializada no município. Em decisão anterior, a Justiça havia concedido prazo de 30 dias para que o governo estadual apresentasse um cronograma com a definição do imóvel, etapas de adaptação ou obra, previsão de lotação de servidores e aquisição de equipamentos. O Estado recorreu da decisão e pediu a ampliação do prazo por 90 dias, alegando complexidade administrativa e dificuldades para encontrar um imóvel adequado para a instalação da DEAM. Em março deste ano, a Câmara de Vereadores aprovou uma lei de autoria da vereadora Lívia Miranda (PCdoB), que foi sancionada pelo prefeito Hingo Hammes, que autoriza o poder executivo municipal a doar um imóvel ao governo do Estado do Rio de Janeiro, para a construção da DEAM, com o objetivo de viabilizar a implantação da unidade especializada. Mas ao analisar o pedido, o juiz destacou que o Estado já havia tido mais de 80 dias para cumprir a determinação judicial e, mesmo assim, não apresentou qualquer proposta concreta nos autos. Na decisão, o magistrado também ressaltou que alegações relacionadas à falta de servidores ou a restrições orçamentárias não são suficientes para justificar o descumprimento da ordem judicial. “Acolher novos prazos dilatados configuraria inaceitável prêmio à desídia administrativa e esvaziamento do poder de coerção do Judiciário”, afirmou o juiz. Além de manter a obrigação de apresentar o plano, a Justiça advertiu que o descumprimento do novo prazo poderá resultar no aumento da multa e em outras medidas coercitivas. O recurso apresentado pelo Estado segue em tramitação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No entanto, o pedido para suspender os efeitos da decisão foi negado pela instância superior. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também solicitou participação no processo na condição de amicus curiae, figura jurídica que atua como colaboradora da Justiça. As partes terão 15 dias para se manifestar sobre o pedido. Notícia anterior PCdoBPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSegurançaTJ-RJVereadora Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Justiça multa Estado em R$ 30 mil por atraso na implantação da DEAM em Petrópolis 17/06/2026 Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos 17/06/2026 Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Empresa de transporte urbano paralisa serviço em Itaperuna por falta de recursos](https://politicariabrasileira.blog.br/empresa-de-transporte-urbano-paralisa-servico-em-itaperuna-por-falta-de-recursos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Ônibus deixaram de circular nesta quarta (17); empresa alega dívida milionária e aumento de custos. Por Diego Varsi | g1 17/06/2026 Ônibus está paralisado por conta de alto custo e dívidas milionárias segundo a empresa — Foto: Reprodução Inter TV A empresa responsável pelo transporte coletivo urbano de Itaperuna paralisou as atividades nesta quarta-feira (17), deixando a cidade sem circulação de ônibus. Segundo a concessionária, a decisão foi motivada pela falta de recursos financeiros, agravada por uma dívida superior a R$ 3 milhões referente a repasses da Prefeitura. Desde o início do dia, não há ônibus circulando no município, afetando diretamente milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo. Em comunicado, a empresa Santa Lúcia informou que não há mais condições financeiras de manter a operação. Além da dívida com o município, a concessionária destacou o aumento dos custos para manter o serviço como um dos fatores que contribuíram para a paralisação. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna afirmou que a dívida referente à atual gestão, estimada em cerca de R$ 400 mil, será regularizada. Sobre o valor total apontado pela empresa, que, segundo o município, chega a aproximadamente R$ 4 milhões, a administração informou que o caso será avaliado em conjunto com o setor jurídico para definir a melhor forma de negociação e quitação. Até o momento, não há previsão para a retomada do serviço. A população aguarda uma solução para o impasse entre a empresa e o poder público. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF](https://politicariabrasileira.blog.br/conheca-o-hotel-de-luxo-em-lisboa-onde-vorcaro-pagou-suites-para-ciro-nogueira-e-hugo-motta-segundo-pf/): Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF Polícia Federal cruzou trocas de mensagens com documentos obtidos nos e-mails do ex-banqueiro preso por fraudes. Por TV Globo 17/06/2026 Imagem da Suíte Royal, no Hotel Hitz Four Seasons Lisboa. — Foto: Reprodução/Four Seasons Hotel Ritz Lisbon Brasília – O hotel de luxo citado pela Polícia Federal (PF) em investigação que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, é o Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, um dos mais sofisticados de Portugal, que tem diárias custando até R$ 100 mil. Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Vorcaro teria pago diárias para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante uma viagem a Lisboa, em junho de 2024. As informações fazem parte da Operação Compliance Zero, que apura possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master. De acordo com a PF, mensagens trocadas entre Vorcaro e um auxiliar mostram o planejamento da hospedagem dos parlamentares na capital portuguesa. O ex-banqueiro está preso em Brasília. Em uma das conversas, o auxiliar informa que havia reservado duas suítes no Four Seasons, enquanto o ex-banqueiro envia uma lista de convidados que incluía os nomes de Ciro Nogueira e Hugo Motta. Como é o hotel de luxo Localizado em uma das áreas mais valorizadas de Lisboa, o Four Seasons Hotel Ritz Lisbon é classificado com cinco estrelas. O edifício combina elementos da arquitetura Art Déco com referências ao estilo Luís XVI e abriga uma das maiores coleções privadas de arte portuguesa do século 20, com esculturas, pinturas e tapeçarias espalhadas pelos ambientes. A estrutura inclui spa, piscinas coberta e ao ar livre, academia com vista panorâmica para a cidade e uma pista de corrida instalada no terraço do 11º andar. Na área gastronômica, o hotel reúne cinco restaurantes e bares. Entre eles está o CURA, restaurante com uma estrela Michelin, além do tradicional Restaurante Varanda, conhecido pelos cafés da manhã e brunches com vista para o parque. As acomodações estão entre as mais luxuosas de Lisboa. Algumas das opções mais luxuosas são chamadas de “suítes especiais” pelo site do hotel. São elas: Suíte Almada Negreiros: com 175 metros quadrados e decoração voltada para a arte portuguesa, com varandas privadas, uma ampla sala de estar e uma sala de jantar. Suíte Presidential: localizada no último andar, possui uma entrada em mármore com salas de estar e de jantar. O quarto oferece vistas para o Castelo de São Jorge e a Basílica da Estrela, pontos turísticos importantes da capital portuguesa. Suíte Royal: que conta com três varandas e janelas panorâmicas para a cidade, uma sala de estar e uma sala de jantar. Suíte Pedro Leitão: ampla suíte inspirada no artista Pedro Leitão, com três varandas com luz natural, uma ampla sala de estar e uma sala de jantar separadas. Destaque para uma “casa de banho” completa em mármore.   Os quartos e suítes possuem terraços privativos voltados para o Parque Eduardo VII ou para o Rio Tejo. Os valores cobrados refletem o padrão de luxo do empreendimento. Em cotações para 2026, um quarto Premier com vista para o parque custava a partir de R$ 14 mil por noite. Já as suítes de categoria superior ultrapassavam R$ 28 mil por diária, enquanto a exclusiva Suíte Almada Negreiros chegava a cerca de R$ 100 mil por noite. Entenda o caso Segundo a PF, documentos encontrados nos e-mails de Vorcaro reforçam a suspeita de que ele arcou com despesas de hospedagem dos parlamentares durante a viagem a Lisboa. Os investigadores identificaram uma fatura relacionada à estadia e concluíram que os pagamentos coincidem com as conversas mantidas pelo ex-banqueiro no mesmo período. O relatório aponta que as diárias atribuídas aos hóspedes custaram 3.155,71 euros, valor equivalente a cerca de R$ 18,2 mil na cotação da época. Questionado sobre o caso, Hugo Motta afirmou estar tranquilo e disse defender uma investigação “isenta e imparcial”. Ciro Nogueira não havia se manifestado até a publicação do relatório citado pela PF. Lisboa Poucos dias depois de conversas sobre Lisboa, o auxiliar de Vorcaro informa que haveria duas suítes no hotel Four Seasons. Durante a conversa, o auxiliar pede que Vorcaro informe “a lista dos homens”, ao que o banqueiro respondeu com uma lista de nomes que incluía Ciro Nogueira e Hugo Motta. Os investigadores destacam que, na mesma conversa, Vorcaro enviou um áudio ao auxiliar pedindo cuidado com a privacidade e segurança. “Leo, preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Tem que ter alguém lá embaixo, quando você sai do elevador já dá para ver tudo, quem tá, o que está acontecendo”, diz Vorcaro no áudio. O auxiliar responde com “Ok.” Fatura no e-mail A PF cruzou as informações das mensagens com documentos obtidos nos e-mails de Vorcaro, incluindo uma fatura que fazia menção a uma viagem realizada a Lisboa em junho de 2024 – para a PF, a mesma das mensagens. “O confronto dessas informações com as conversas mantidas no mesmo período, já mencionadas, permite identificar elementos coincidentes que reforçam a conclusão de que determinados pagamentos se referem à hospedagem de Ciro Nogueira e Hugo Motta”, diz o relatório. Segundo a PF, as diárias neste caso custaram EUR 3.155,71 – na cotação à época, cerca de R$ 18.256,21. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This - [Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-no-supremo-decisao-da-segunda-turma-escancara-tensao/): Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão Sessão que manteve a prisão do pai de Daniel Vorcaro mostrou mais do que a visão sobre seu eventual papel no esquema, mas as posições de cada integrante da turma no Caso Master — e os seus recados. Por Andréia Sadi | g1 17/06/2026 Sessão no STF sobre Master mostrou tensão A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi lida nos bastidores do Supremo como muito mais do que um julgamento sobre medidas cautelares. Na avaliação de ministros e interlocutores da Corte ouvidos pelo blog, o resultado acabou expondo as posições de cada integrante da turma e revelou uma disputa silenciosa em torno das investigações do Caso Master. O relator, ministro André Mendonça, aproveitou o voto para deixar alguns recados claros. Primeiro, que as investigações continuam e não estão próximas do fim. Segundo, que ele acompanha com atenção as movimentações que, segundo interlocutores, tentam enfraquecer ou interromper a apuração. E, terceiro, que o ambiente na Segunda Turma tende a ficar mais tenso à medida que novos capítulos do caso chegarem ao colegiado. Nos bastidores do STF, a leitura é de que existe uma espécie de guerra fria em torno do caso. As posições ficaram mais delimitadas e os movimentos mais explícitos. Nesse contexto, o ministro Kassio Nunes Marques é visto como personagem central do julgamento. Havia a expectativa e pressão de diferentes lados sobre qual seria o seu posicionamento — o blog recebeu relatos de que houve muita pressão nos bastidores para entender de qual lado a balança de Nunes Marques ia pesar. Mas, assim como aconteceu quando decidiu pela manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, Nunes Marques acompanhou André Mendonça e votou por manter seu pai preso. Interlocutores da Corte avaliam que pesaram as informações reunidas na investigação e a gravidade dos fatos atribuídos a Henrique Vorcaro. O julgamento também deu visibilidade ao voto divergente do ministro Gilmar Mendes. Gilmar questionou a necessidade da manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, argumentando que figuras da gestão direta do banco já haviam sido soltas, o que feriria a isonomia. Ele foi além, sugerindo que a detenção do pai poderia ser uma manobra para pressionar Daniel Vorcaro a fechar um acordo de delação premiada, traçando um paralelo direto com os métodos da antiga Operação Lava Jato. Em resposta, Mendonça rebateu que Henrique não foi preso por ser pai do banqueiro, mas sim porque continuava a praticar crimes, conforme indicariam mensagens recentes. Vale notar que o colegiado da Segunda Turma não votou em sua totalidade: o ministro Dias Toffoli, embora faça parte da turma, não participou deste julgamento específico. O resultado dessa terça-feira (16), portanto, vai além da decisão sobre a situação jurídica do pai de Daniel Vorcaro. Para ministros ouvidos nos bastidores, a sessão desta terça funcionou como uma fotografia do momento atual do Supremo diante do Caso Master: posições mais expostas, recados mais diretos e uma disputa que está longe de terminar. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterOperação Lava JatoSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão 17/06/2026 MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/pgr-se-manifesta-contra-revisao-criminal-de-jair-bolsonaro-no-stf/): PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF Procuradoria afirma que defesa tenta reabrir discussão sobre condenação de 27 anos pela trama golpista sem apresentar fato novo ou ilegalidade manifesta Por Hugo Henud | O Estado de S.Paulo 16/06/2026 PGR se manifesta contra revisão criminal de Bolsonaro no STF Foto: Foto:Wilton Junior/Estadão A Procuradoria-Geral da República (PGR) se opôs à revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 16, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a ação nem sequer seja conhecida pela Corte. A revisão criminal foi apresentada pela defesa de Bolsonaro em maio com o objetivo de derrubar a condenação imposta pela Primeira Turma do STF. Os advogados alegam que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte, sustentam que houve cerceamento de defesa, questionam a validade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid e pedem a absolvição do ex-presidente dos crimes relacionados à trama golpista. Na manifestação, a PGR afirma que a revisão criminal não pode ser usada como uma nova tentativa de recurso para rediscutir pontos já analisados pelo Supremo. Para Gonet, a defesa não apresentou fato novo, prova falsa ou ilegalidade manifesta capaz de justificar a reabertura da condenação – requisitos necessasários para a revisão. Segundo o procurador-geral, os argumentos de Bolsonaro refletem “descontentamento” com as razões adotadas pela Corte. A PGR também rebateu a tese de que a Primeira Turma não teria competência para julgar o caso. Para Gonet, a competência do colegiado foi definida com base no Regimento Interno do STF e já havia sido analisada no processo. O parecer sustenta que a regra que reserva ao plenário o julgamento de presidentes da República se aplica ao chefe do Executivo em exercício, e não a ex-presidentes. Outro ponto contestado pela Procuradoria foi a alegação de que Bolsonaro ainda teria direito a embargos infringentes, recurso que poderia levar o caso ao plenário. Gonet afirmou que a jurisprudência do STF exige ao menos dois votos absolutórios para admitir esse tipo de recurso contra decisões das Turmas. Como apenas o ministro Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro, a PGR entende que o recurso não cabia. A Procuradoria também defendeu a validade da delação de Cid. O parecer afirma que o acordo de colaboração premiada foi homologado regularmente, que o militar esteve acompanhado por advogados e que a voluntariedade do acordo foi reafirmada em diferentes momentos do processo. Sobre a alegação de cerceamento de defesa, a PGR sustenta que os advogados tiveram acesso ao material e não demonstraram prejuízo concreto. Para Gonet, o volume de documentos e mídias decorreu da complexidade da investigação e não configura, por si só, violação ao direito de defesa. Ao final, a Procuradoria afirmou que o acórdão condenatório está amparado em um conjunto robusto de provas e que a revisão criminal não comporta um novo julgamento do caso. Agora, o pedido será analisado pelo ministro Kássio Nunes Marques, relator da ação no STF. Notícia anteriorPróxima notícia PGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Conheça o hotel de luxo em Lisboa onde Vorcaro pagou suítes para Ciro Nogueira e Hugo Motta, segundo PF 17/06/2026 Caso Master no Supremo: decisão da Segunda turma escancara tensão 17/06/2026 PGR se manifesta contra revisão criminal de Jair Bolsonaro no STF 16/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ricardo Couto anuncia meta para zerar déficit e critica influência de deputados sobre secretarias](https://politicariabrasileira.blog.br/ricardo-couto-anuncia-meta-para-zerar-deficit-e-critica-influencia-de-deputados-sobre-secretarias/): Ricardo Couto anuncia meta para zerar déficit e critica influência de deputados sobre secretarias Governador em exercício diz que pretende transformar déficit de R$ 19 bilhões em superávit e afirma que encontrou áreas do governo tratadas como ‘propriedade’ de parlamentares. Por Gabriel Barreira e André Coelho Costa | RJ2 16/06/2026 Ricardo Couto — Foto: Reprodução/GloboNews O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou nesta terça-feira (16) uma nova meta fiscal para o estado, com o objetivo de reverter o déficit previsto no orçamento e fechar as contas no azul. A estratégia, segundo ele, é impulsionada pelo aumento do preço do petróleo, que deve elevar a arrecadação estadual nos próximos meses. A declaração foi feita durante um almoço com empresários no Copacabana Palace. Couto afirmou que pretende transformar em superávit o déficit de R$ 19 bilhões previsto originalmente na Lei Orçamentária Anual. Durante o encontro, o governador interino também fez críticas à influência de deputados estaduais sobre a estrutura do Executivo. Segundo ele, ao assumir temporariamente o comando do estado, ouviu de parlamentares que determinadas secretarias eram controladas por eles. “Ao assumir o governo temporariamente, conversando com alguns deputados, eu recebi a seguinte informação: a secretaria tal é minha, a secretaria tal é minha. Aí devemos perguntar: essa modalidade de gestão está certa ou não está? Quem é o gestor? É o chefe do Executivo ou é o Legislativo?”, declarou. As declarações ocorrem em meio ao acirramento da disputa entre o Palácio Guanabara e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O presidente da Casa, Douglas Ruas, move ações no Supremo Tribunal Federal para assumir interinamente o governo do estado. Nos bastidores, a avaliação é que a medida também teria impacto sobre a disputa eleitoral deste ano pelo Palácio Guanabara. Nesta terça, o embate ganhou novos capítulos. A Comissão de Contenção de Gastos Públicos da Alerj convidou o secretário estadual de Planejamento para prestar esclarecimentos em audiência. Nos corredores da Assembleia, a iniciativa é vista como uma resposta às mudanças promovidas por Couto na estrutura do Executivo, incluindo a exoneração de funcionários indicados por deputados. No mesmo dia, os parlamentares discutiram um projeto enviado pelo governo para restabelecer benefícios fiscais já aprovados pelo Ministério da Fazenda. A proposta recebeu 17 emendas e precisará voltar à pauta em data ainda indefinida. A tramitação do projeto é considerada, nos bastidores, um teste para medir como a Assembleia irá se posicionar diante de um governo que parte dos deputados passou a enxergar como adversário político. Integrantes do Executivo avaliam que uma eventual rejeição da proposta poderia gerar desgaste junto ao setor empresarial. Outra medida anunciada pelo governo foi o envio à Alerj de um projeto para criar a figura do devedor contumaz, categoria destinada a empresas que utilizam a sonegação fiscal como modelo de negócio. Segundo o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, a proposta busca ampliar os instrumentos de combate à fraude tributária. O governo cita como exemplo o grupo Refit, apontado pela Polícia Federal como um dos maiores devedores de tributos do país. De acordo com investigações federais, o conglomerado teria sido beneficiado pela gestão estadual anterior. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJGovernadorLOA Lei Orçamentária Anual Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ aponta que, assim como CV, TCP ‘também se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa’ 18/06/2026 Viúva de Zico Bacana e assessor de Val Ceasa são presos em operação contra ligação com o TCP 18/06/2026 Moradora com doença autoimune relata dificuldade para obter medicamento de alto custo em Teresópolis 17/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção](https://politicariabrasileira.blog.br/mp-prende-grupo-no-maranhao-por-desvios-de-r-96-mi-em-emendas-para-financiar-faccao/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Primeiro Comando do Maranhão (PCM), que atua na capital São Luís, teria se beneficiado dos desvios Por Heitor Mazzoco | Veja 15/06/2026 Primeiro Comando do Maranhão (PCM) teria recebido parte de verba desviada (MP-MA/Divulgação) Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, batizada de Benedictio, prendeu um grupo investigado em esquema de desvio de 9,6 milhões de reais em verbas públicas parcialmente direcionadas ao crime organizado. A operação deflagrada nesta segunda-feira, 15, cumpriu mandados de prisão preventiva contra Evania Maria Sousa Nicacio, Lucivânia Martins Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha e Cristiana Serra Duarte Cunha, além de buscas e apreensões em 12 endereços. “Os alvos são investigados por integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas oriundas de convênios e emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e associação com facção”, disse o MP-MA, por meio de nota. Durante as diligências, o vereador de São Luís Beto Castro (Avante) foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. No total, ao menos 15 pessoas são investigadas. De acordo com as apurações da Promotoria até o momento, o grupo “teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável”, citou a Promotoria. Ainda segundo o MP, as investigações apontaram ainda “indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital”. A facção, inclusive, teria se beneficiado dos desvios. Parte dos recursos teria sido usada para sustentar “uma verdadeira rede de proteção privada”, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio — tática conhecida como omertà e oriunda das máfias italianas. “A investigação é fruto do trabalho do Gaeco, que reuniu ao longo de várias fases as provas que embasaram as medidas cautelares. E quando se soma a esse trabalho a integração com a Seic, a Polícia Militar e a inteligência da Caei no momento do cumprimento, o resultado é ainda melhor: ganhamos capacidade operacional para chegar a todos os alvos e desarticular uma estrutura que desviava recursos dos mais vulneráveis e se associava a uma facção criminosa. Seguimos com o compromisso de recuperar os ativos desviados”, afirmou o coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito. Segundo informações oficiais, durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aparelhos celulares, computadores, notebooks, mídias de armazenamento, documentos, registros contábeis, mais de 300 mil reais em espécie, armas e veículos de luxo. Novas fases da operação não são descartadas diante do volume apreendido — equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados para perícia para extração e análise dos dados. O nome da operação deriva da palavra latina Benedictus, que significa “abençoado”, em referência direta ao nome da entidade investigada, o Instituto Sê Tu Uma Bênção. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/mulher-morre-baleada-dentro-de-van-na-zona-oeste-do-rio/): Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio Vítima estava como passageira do veículo, que trafegava na Avenida Antares, quando foi atingida Por Rafael Saldanha | CNN Brasil 14/06/2026 Caso aconteceu na Avenida Antares • Reprodução/Google Maps Uma mulher de 28 anos morreu baleada enquanto estava dentro de uma van em Santa Cruz, na zona Oeste do Rio de Janeiro, neste sábado (13). Segundo a Polícia Militar, Carolina da Silva Rodrigues estava como passageira do veículo, que trafegava na Avenida Antares, quando foi atingida. O motorista prestou socorro e encaminhou a vítima ao Hospital Municipal Pedro II, também em Santa Cruz. Policiais militares do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados para o hospital. Após dar entrada na unidade, ela não resistiu aos ferimentos. Não foi informado em qual parte do corpo ela foi baleada ou por quantos disparos foi atingida. O caso foi registrado na DHC (Delegacia de Homícidios da Capital). Agentes realizam diligências para apurar a autoria do crime e esclarecer os fatos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Plano de estourar os cofres públicos](https://politicariabrasileira.blog.br/plano-de-estourar-os-cofres-publicos/): Plano de estourar os cofres públicos O Senado ataca os cofres públicos ao aprovar bombas fiscais para atingir ao governo Lula, mas, na verdade, erra o alvo e acerta o país Por Míriam Leitão | O Globo 14/06/2026 Plenário do Senado após aprovar a renegociação de dívidas rurais — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Todo ano eleitoral, os políticos, de governo e oposição, ampliam gastos públicos, mas é difícil encontrar paralelo ao que está acontecendo agora. O Senado resolveu atacar os cofres públicos com dois objetivos, ambos condenáveis: fazer demagogia eleitoral e constranger o presidente Lula. O que se diz em Brasília é que o senador Davi Alcolumbre, por rancor, continua tentando atirar em Lula. Errou o alvo, senador, e acertou o Brasil. Os senadores da oposição estão acusando o governo de gastador e fazendo o elogio da austeridade. Ao mesmo tempo, criam mais despesas. Quando criticam a gestão atual têm razão em vários pontos, mas as pautas que avançam no Senado desequilibram o país. Nove medidas que tramitam no Senado e na Câmara estão contratando um gasto extra de R$ 111 bilhões por ano, segundo nota do governo. Na última semana, o Senado aprovou a renegociação da dívida rural no plenário. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra do governo Bolsonaro, justificou a gastança dizendo que era para “um setor que carrega o Brasil nas costas”. O agronegócio não carrega o Brasil, mas é importante. Esta dívida rural, que pode ser renegociada, havia sido contratada com juros subsidiados. Dar novo desconto em cima de dinheiro já incentivado é transferir mais renda para o agronegócio. Pela proposta, a dívida rural passará a ter taxas ainda menores, além do perdão de juros e multas por atraso. O custo seria coberto pelo Fundo Social formado com receitas do pré-sal. O governo fala no valor de R$ 140 bilhões em 13 anos. Outras propostas andaram em comissões. Uma delas prevê um salto no piso de médicos e dentistas. Sai de R$ 3.600 para R$ 13.600 e dá outras vantagens. A alta pesa nas contas dos governos federal, estaduais e municipais. Um trecho estabelece que estados e municípios poderão transferir alguns custos para a União. De novo, a contradição. Senadores que são contra a redução da jornada, defendendo a livre negociação entre patrões e empregados, votam a favor de um projeto que fixa com quantos minutos de trabalho o profissional tem que fazer uma pausa. O projeto que favorece os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias vai no sentido inverso ao que o país tem de ir. Antecipa a aposentadoria desses servidores, quando todo o esforço do país tem sido o de adiar as aposentadorias. Também no sentido contrário ao que seria sensato, o Congresso está aprovando a ampliação das renúncias fiscais para as igrejas. O projeto é de Marcelo Crivella, que legisla em causa própria. O custo do benefício tributário aos templos já é muito alto. Agora eles não pagarão impostos nos serviços e bens que comprarem. O Congresso quer fazer agrados a segmentos do eleitorado e deixar com o governo o ônus de vetar. É uma briga irresponsável por votos com o dinheiro público. O tamanho da conta e quem vai pagá-la não interessa aos congressistas. No Senado, na semana passada, foram vários projetos com o mesmo efeito de arrombar os cofres públicos. Alcolumbre transformou a sua presidência em instrumento para se vingar do governo. — Na verdade, a motivação é essencialmente política, colocar o governo no córner num ano de eleições, quando o próprio governo segue um caminho de expansão fiscal com “bondades”. Vamos denominar isso de uma corrida populista para o fundo do poço fiscal — diz o economista Claudio Frischtak da Inter.B Consultoria. A economista Juliana Inhasz, do Insper, também usa a mesma imagem. — A gente não consegue enxergar o fundo desse poço.Há a possibilidade de o governo, lembrou a economista, recorrer ao STF, mas isso agravaria ainda mais o conflito entre os Poderes. O governo Lula passou três anos reclamando do peso fiscal deixado por Jair Bolsonaro com as medidas eleitoreiras de 2022. Agora tem feito a mesma coisa. A isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil é parte do plano de justiça tributária. Mas alguns projetos são apenas populismo eleitoral. O problema de o governo e a oposição juntos quebrarem os cofres públicos é que, no ano que vem, a conta chegará para quem for administrar o país. O pagador de todas as promessas é o contribuinte. Não existe dinheiro em abstrato. O governo paga contas com o nosso dinheiro ou se endivida em nosso nome. Com bombas fiscais e bondades eleitorais, o Brasil contratará uma enorme crise para breve. (Com Ana Carolina Diniz e Luciana Casemiro) Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPP ProgressistasPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorSenadoraUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa de fachada; veja ranking 13/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-diz-a-pf-que-contrato-de-r-129-milhoes-com-mulher-de-moraes-nao-teve-contrapartida/): Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida Na proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro rejeitada pela PF na semana passada constava, sim, o nome de Alexandre de Moraes num dos anexos. Por Lauro Jardim | O Globo 14/06/2026 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexnadre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Fotos de Brenno Carvalho/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Vorcaro admite que o contrato de R$ 129 milhões com Viviane, mulher de Moraes, tinha como objetivo se aproximar do ministro. Mas, garante, nenhuma contrapartida foi dada. Nenhum ato de ofício existe que comprometa Moraes. Pode ser. O que compromete, no entanto, é um contrato assumidamente feito com o objetivo de criar boa relação com uma autoridade. E, pior, com um valor exorbitante e injustificável. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa de fachada; veja ranking](https://politicariabrasileira.blog.br/das-10-companhias-que-mais-receberam-do-master-4-tem-sinais-de-empresa-de-fachada-veja-ranking/): Das 10 companhias que mais receberam do Master, 4 têm sinais de empresa de fachada; veja ranking Cinco destinatários dos recursos declarados como pagamentos têm ligação com cúpula do banco; outros três possuem beneficiários de auxilío emergencial na direção OUTRO LADO: procurado, Master disse que não comentaria o assunto Por Marina Pinhoni, Joana Cunha e Thaísa Oliveira | Folha de S.Paulo 13/06/2026 Fachada da Zero Burocracia, na av. Sapopemba, zona leste de São Paulo. Seus dados aparecem no cadastro da Ouro Negro, firma que recebeu R$ 220 milhões do Master – Rafaela Araújo/Folhapress São Paulo (SP) e Brasília – Números de telefone (11) 1111-1111, emails contato@contato.com e endereços em bairros periféricos. Sócios ocultos ou que receberam auxílio emergencial. Estas são as características de algumas das empresas que ganharam os maiores pagamentos do Master em transações classificadas pelo banco como serviços prestados. Das 10 firmas que receberam mais dinheiro da instituição de Daniel Vorcaro — somando R$ 1,2 bilhão no total —, 4 têm algum sinal de empresa de fachada ou possuem informações inconsistentes registradas nos cadastros da Receita Federal, segundo levantamento feito pela Folha a partir de dados enviados pelo fisco à CPI do Crime Organizado. Além da Midias Promotora, que no mês passado foi alvo de busca e apreensão na esteira do caso Master, as outras empresas se chamam Telure, Metanoein e Nanook. Outras cinco companhias — Ouro Negro, MSG, MDSV, Terra Firme e uma filial dela — se encaixam em perfil diferente: possuem alguma ligação direta com a cúpula do próprio banco. A única que foge a esses dois padrões é o escritório Barci de Moraes, da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Procurada pela reportagem em 28 de abril, a assessoria de imprensa do Master disse que não iria se manisfestar. Veja o ranking das firmas que receberam os maiores pagamentos do banco entre 2022 e 2025: Veja o ranking  1º – Ouro Negro 2º – Terra Firme 3º – Midias Promotora 4º – Telure 5º – MSG 6º – Metanoein 7º – MDSV 8º – Nanook 9º – Barci de Moraes 10º – Terra Firme (outro CNPJ)   1º – Ouro Negro No topo da lista, com quase R$ 220 milhões recebidos, está a Ouro Negro Empreendimentos e Participações, sociedade anônima que tem como diretor David Lopes Monteiro. Ele é irmão de Daniel Lopes Monteiro, advogado preso na operação Compliance Zero, apontado como operador jurídico-financeiro da estrutura do Master. No CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) da Ouro Negro está registrado como sede um endereço na avenida Luiz Carlos Berrini, centro empresarial na zona sul de São Paulo, porém, o telefone e o email para contato são da empresa Zero Burocracia, que fica na avenida Sapopemba, zona leste da capital. O local é um pequeno prédio com pichações na fachada. No térreo há uma loja de colchões e um serviço de reparo de vidros automotivos. A reportagem entrou em contato pelo telefone atribuído à Ouro Negro no cadastro da Receita. Quem atendeu foi André Cardoso da Silva, sócio-administrador da Zero Burocracia. Ele diz não ter ligação com o caso. Afirmou que foi contratado só para fazer “serviços paralegais” para a Ouro Negro e que, por “erro de uma funcionária”, seus dados foram parar no cadastro da firma de David Monteiro. A Folha também tentou contato com David Monteiro, em 13 de maio, pelos emails de outras dez empresas em que ele figura como diretor ou sócio. Procurada em 29 de abril, a assessoria de imprensa de seu irmão Daniel Monteiro também não se manifestou.  2º – Terra Firme Em segundo lugar no ranking, com quase R$ 186 milhões, vem a Terra Firme da Bahia LTDA, de Augusto Lima, ex-sócio do Master, que também chegou a ser preso na Compliance Zero e passou a usar tornozeleira eletrônica. A Terra Firme tem um outro braço, com CNPJ diferente, que aparece em décimo no ranking. Procurada em 29 de abril, a assessoria de imprensa de Lima diz que a defesa dele não vai comentar e não respondeu quais foram os serviços prestados.  3º – Midias Promotora Na sequência vem a Midias Promotora LTDA, que recebeu mais de R$ 126 milhões registrados como serviços prestados ao Master. Conforme revelou a Folha em abril, a empresa tem como sócio-administrador Gilson Bahia Vasconcelos, beneficiário do auxílio emergencial do governo na pandemia e réu em processo por golpe de um call center contra aposentados do INSS. Bahia Vasconcelos também é administrador de outra firma chamada Midias Promotora LTDA – SCP1, que tem como sócia a Midias Promotora. O modelo de SCP (Sociedade em Conta de Participação) é uma estrutura com menor regulação que permite a entrada de sócios em posição oculta. O endereço informado pela Midias SCP1 em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, é exatamente o mesmo que aparece no cadastro da Metanoein, empresa que ocupa a sexta posição do ranking. Um mês após a reportagem da Folha, a Midias Promotora foi alvo de busca e apreensão em operação que investiga aplicações de R$ 3 bilhões do Rioprevidência (fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro), no Master. Na reportagem sobre Bahia Vasconcelos, a Folha conversou com o advogado dele, que negou participação do administrador no call center do caso em que é reú por estelionato e diz que ele cumpre medidas cautelares. Sobre a Midias Promotora LTDA, diz que as movimentações financeiras são legais. A reportagem voltou a procurar o advogado em 29 de abril e em 6 de maio, mas não houve atualização de suas manifestações.  4º – Telure A quarta empresa também está ligada a uma pessoa que foi beneficiária de auxílio emergencial na pandemia. Fabia Franca, que recebeu R$ 5.250 do governo, aparece como diretora da Telure Participações S.A, que obteve R$ 110,8 milhões do Master. A Folha não conseguiu contato pelo telefone (11) 1111-1111 nem pelo email contato@contato.com, registrados no CNPJ. As tentativas foram feitas em 29 de abril.  5º – MSG Em quinto lugar, com quase R$ 106 milhões, está a MSG Serviços Empresariais LTDA — dos ex-sócios do banco Felipe Wallace Simonsen e de Armando Miguel Gallo Neto. Em 29 de abril e em 14 de - [EUA admitem ter enviado “recado” à América Latina após operação na Venezuela](https://politicariabrasileira.blog.br/eua-admitem-ter-enviado-recado-a-america-latina-apos-operacao-na-venezuela/): EUA admitem ter enviado “recado” à América Latina após operação na Venezuela Ação foi anunciada por Washington e Caracas e teria ocorrido no estado de Bolívar; líder da facção venezuelana Tren de Aragua foi morto Por Raony Salvador | Fórum 13/06/2026 Donald Trump | Wikemedia Commons A morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, foi tratada pelo governo dos EUA como um recado direto à América Latina. Apontado como principal líder da facção venezuelana Tren de Aragua, ele foi morto em uma operação militar anunciada na noite de sexta-feira (12) por Washington e Caracas. Neste sábado (13), o Pentágono afirmou que a ação envia uma “mensagem clara” à região. Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, escreveu nas redes sociais que “não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério” e disse que o Departamento de Defesa seguirá atuando na América Latina. O presidente Donald Trump também comemorou a operação. Segundo ele, o ataque foi “rápido e letal” e executado pelo Comando Sul dos Estados Unidos, em cooperação com autoridades venezuelanas. O republicano publicou um vídeo curto que mostra uma explosão em uma área cercada por vegetação. As imagens não permitem identificar pessoas no local. Caracas confirmou a morte logo depois. De acordo com o regime venezuelano, a operação ocorreu no estado de Bolívar, no sudeste do país, e envolveu confrontos com integrantes de estruturas do crime organizado. Pressão sobre o Brasil A ofensiva dos EUA contra o Tren de Aragua ocorre no mesmo momento em que Washington amplia a pressão sobre facções brasileiras. No último dia 5 de junho, o Departamento de Estado passou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. A medida foi impulsionada pelo lobby de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto ao governo Trump. No Brasil, autoridades e especialistas alertam que a decisão pode ter efeitos que vão além do combate ao crime organizado. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu a cooperação internacional em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas afirmou que ela não pode servir de pretexto para ingerência externa. “Pretexto para intervenção é inaceitável”, disse. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também critica a classificação e aponta riscos para a soberania, o sistema financeiro e os mecanismos de cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos. Já o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, afirmou que enquadrar facções brasileiras como terroristas pode deslocar o combate ao crime da esfera policial para a militar e abrir brecha para ações unilaterais em território brasileiro. A crítica central é que PCC e CV são organizações criminosas de perfil mafioso, com domínio territorial, infiltração estatal e atuação econômica, mas não se enquadram no conceito jurídico internacional de terrorismo adotado pela maioria dos países. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Dois pesos e duas medidas: como a imprensa e a Faria Lima ignoraram a inflação de Bolsonaro e amplificam a de Lula](https://politicariabrasileira.blog.br/dois-pesos-e-duas-medidas-como-a-imprensa-e-a-faria-lima-ignoraram-a-inflacao-de-bolsonaro-e-amplificam-a-de-lula/): Dois pesos e duas medidas: como a imprensa e a Faria Lima ignoraram a inflação de Bolsonaro e amplificam a de Lula Com Bolsonaro, problemas reais foram tratados como conjunturais. Com Lula, a estabilidade virou alerta vermelho Por Chico Cavalcante | Fórum 13/06/2026 Lula e Bolsonaro | Presidencia da Repbulica/Montagem: Revista Fórum O IPCA de maio veio acima do esperado. Subiu 0,58%, puxado pelos alimentos, e a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,72%. O número está acima do teto da meta do Banco Central, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto. A categoria alimentação no domicílio teve alta de 1,65% no mês – a maior para maio em 18 anos. É verdade que ainda há efeitos da guerra no Oriente Médio e do El Niño, e a tendência é de resistência inflacionária. Tanto que economistas já reduziram as expectativas para a queda dos juros. Essa foi a reação da imprensa ao dado de junho. E não é de se estranhar: a inflação segue como um dos indicadores mais sensíveis da economia. Ela corrói o poder de compra, condiciona a política monetária e pauta o debate fiscal. Só que, mais do que os números, interessa observar como a imprensa e o chamado mercado financeiro interpretam e comunicam esses números. E aí a coisa muda de figura. Durante o governo Bolsonaro, a inflação chegou a superar os expressivos 10%, com forte expansão da dívida pública e flexibilização do teto de gastos. Ainda assim, o discurso predominante da imprensa e do mercado financeiro foi de tolerância. Atribuiu-se a alta a choques externos – pandemia, cadeias produtivas desorganizadas, commodities em disparada. O Banco Central, quando citado, aparecia como uma espécie de fiador solitário do regime de metas. Mas risco sistêmico, descontrole fiscal ou hiperinflação nunca estiveram na pauta. Já a partir de 2023, com o retorno de Lula, graças aos acertos da área econômica a cargo de Fernando Haddad, a inflação caiu para patamares próximos de 4%, dentro da meta do Conselho Monetário Nacional. Os gastos públicos passaram a respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O desemprego recuou a níveis historicamente baixos. Apesar disso, o tom dominante na imprensa e entre analistas de mercado passou a ser o de alarde: desancoragem das expectativas, risco de descontrole fiscal, ameaça de hiperinflação. Amplificam-se cenários pessimistas diante de dados concretos que apontam estabilidade. Por que tamanha assimetria? Não é pelos indicadores – isso é evidente. A diferença está na relação política entre governo e chamado “mercado” – os donos do capital. Bolsonaro era lido como alinhado à agenda neoliberal, com Paulo Guedes à frente de um programa de privatizações e reformas. Isso funcionava como um escudo. Os problemas eram relativizados, tratados como conjunturais. Lula, ao contrário, carrega a marca de políticas sociais e maior presença do Estado. E isso desperta uma desconfiança estrutural no capital. O discurso de risco, nesse contexto, opera como instrumento de pressão política: ajuda a manter os juros elevados e a limitar a expansão de programas sociais. As consequências não são meramente retóricas. Ao amplificar riscos sob Lula, imprensa e mercado alimentam um ambiente de desconfiança que pode influenciar as decisões do Banco Central e inibir investimentos, influenciando decisivamente no humor eleitoral. Ao relativizar os problemas sob Bolsonaro, normalizaram uma situação de inflação elevada e deterioração fiscal. Em ambos os casos, a cobertura revela mais as disputas políticas do que a realidade dos números. O que se tem, portanto, é dois pesos e duas medidas na leitura da inflação brasileira. Com Bolsonaro, problemas reais foram tratados como conjunturais. Com Lula, a estabilidade virou alerta vermelho. A narrativa econômica não é neutra. Ela é atravessada por interesses políticos e ideológicos. Reconhecer essa assimetria é condição para entender não apenas os índices de preços, mas o jogo de poder que se desenrola em torno deles. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCCMN Conselho Monetário Nacional Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Defensoria processa Prefeitura de Petrópolis por falhas em elevador de hospital](https://politicariabrasileira.blog.br/defensoria-processa-prefeitura-de-petropolis-por-falhas-em-elevador-de-hospital/): Defensoria processa Prefeitura de Petrópolis por falhas em elevador de hospital Órgão pede conserto imediato do equipamento, plano emergencial de atendimento e indenização de R$ 10 milhões; elevador é o único meio de transporte de pacientes entre os andares do Hospital Nelson de Sá Earp. Por Anna Beatriz Thomaz | g1 13/06/2026 Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, em Petrópolis — Foto: Anna Beatriz Thomás A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, por causa dos problemas recorrentes no elevador do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE). Segundo o órgão, a situação tem provocado impactos diretos no atendimento de pacientes e comprometido o funcionamento da unidade. De acordo com a ação, o equipamento é a única forma de transporte de pacientes em macas, cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida entre o térreo e os andares superiores do hospital, onde funcionam o Centro de Recuperação de Adultos (CRA), os leitos de internação e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Defensoria destaca que o elevador voltou a apresentar pane total em 10 de junho, agravando uma série de problemas já registrados na unidade. Entre as consequências apontadas estão o adiamento de procedimentos médicos, dificuldades na transferência de pacientes, retenção de altas hospitalares, superlotação dos setores de emergência e obstáculos para a realização de exames e cirurgias. Um dos casos citados envolve uma paciente de 77 anos que teve um cateterismo de urgência adiado porque não havia condições de transportá-la entre os setores do hospital. Segundo a Defensoria, as falhas no elevador não são recentes. O histórico de interrupções já havia sido denunciado por vereadoras do município, pela Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de Petrópolis e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). Na ação, o órgão argumenta que a situação compromete a continuidade do serviço público de saúde e viola direitos fundamentais, como o acesso à saúde, à vida e à dignidade humana, além de representar riscos para pacientes internados e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Ação pede plano emergencial Entre os pedidos apresentados à Justiça, a Defensoria solicita que o município seja obrigado a apresentar, em até 48 horas, um plano emergencial para garantir o funcionamento do hospital enquanto o elevador permanecer inoperante. O órgão também pede o conserto definitivo do equipamento no mesmo prazo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A ação requer ainda que a prefeitura apresente, em até 30 dias, um projeto definitivo para solucionar os problemas de acessibilidade vertical da unidade, incluindo a construção de uma rampa externa ou outra alternativa permanente que elimine a dependência exclusiva do elevador. Além disso, a Defensoria pede acesso aos documentos de manutenção do equipamento dos últimos cinco anos, a condenação do município ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e a realização de fiscalização contínua da infraestrutura de acessibilidade do hospital. O Hospital Municipal Nelson de Sá Earp é uma unidade de urgência e emergência que funciona 24 horas por dia e é o único hospital municipal de Petrópolis com atendimento especializado em trauma e saúde mental. Notícia anteriorPróxima notícia Petrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Dark Horse: o suposto elo entre o filme de Bolsonaro e o PCC, segundo a PF](https://politicariabrasileira.blog.br/dark-horse-o-suposto-elo-entre-o-filme-de-bolsonaro-e-o-pcc-segundo-a-pf/): Vorcaro encomendou dossiê contra CEO do Itaú: “Está me causando problema” PF investiga financiamento de cinebiografia de Bolsonaro após identificar repasses de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, empresa intermediária e fundo nos EUA ligado a lavagem de dinheiro envolvendo o PCC Por Ivan Longo | Fórum 13/06/2026 Mario Frias com Flávio, Carlos e o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse” – Foto: Divulgação A Polícia Federal (PF) investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, após identificar repasses de R$ 61 milhões feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro por meio de uma empresa intermediária que também teria movimentado recursos com um fundo investigado por lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os valores teriam sido encaminhados a pedido do senador Flávio Bolsonaro para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A investigação expõe as entranhas financeiras de uma produção que se apresentava como iniciativa privada e transparente. A PF analisa transações realizadas por Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, destinadas ao suposto financiamento do filme. Cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o fundo de investimentos Havengate, sediado nos Estados Unidos. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado que atua para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro. A avaliação preliminar da PF é de que as operações podem configurar crime de evasão de divisas. O caso ganhou novos contornos porque o nome de Vorcaro já havia aparecido em um áudio vazado do próprio Flávio Bolsonaro, no qual o senador cobrava o repasse de recursos para financiar a produção. O que antes era tratado como polêmica política agora é objeto de investigação criminal formal, com a PF avaliando a necessidade de aprofundamento antes de qualquer conclusão definitiva. As conexões com o esquema de lavagem de dinheiro do PCC O ponto mais sensível da investigação envolve o destino paralelo de recursos da mesma estrutura financeira. A empresa intermediária dos repasses, a Entre Investimentos e Participações, também teria movimentado R$ 20 milhões com o FIDC Gold Style, fundo administrado pela Reag Trust. Esse fundo é investigado por receber cerca de R$ 1 bilhão de empresas identificadas como parte de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Documentos bancários obtidos pelo The Intercept Brasil apontam ainda uma transferência internacional via SWIFT datada de 13 de fevereiro de 2025, com remessa de US$ 2 milhões para o Havengate. Os registros indicam também um cronograma de quase US$ 24 milhões distribuídos em 14 desembolsos previstos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Apesar das conexões financeiras, a apuração destaca que isso não significa, por si só, que os Bolsonaro ou Vorcaro tenham relação direta com o PCC. Esse é justamente o ponto que a Polícia Federal busca esclarecer: o elo financeiro entre as estruturas. A defesa da produtora e a “perícia investigativa preventiva” Diante do avanço das investigações, a defesa da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse comandada por Karina Ferreira da Gama, adotou uma estratégia de antecipação jurídica. A empresa encomendou o que chamou de “perícia investigativa preventiva”, com o objetivo de demonstrar que não houve desvios nem uso de verbas públicas na produção. O laudo apresentado afirma que o custo total do filme foi de US$ 13,4 milhões (cerca de R$ 75 milhões) e sustenta que não foram identificados incentivos fiscais, Lei Rouanet ou recursos da Prefeitura de São Paulo. No entanto, o próprio documento limita seu escopo aos materiais fornecidos pela defesa. O nome de Daniel Vorcaro não aparece no laudo, e a origem final dos recursos que chegaram ao Havengate não é investigada pela perícia privada. O advogado da produtora, Ricardo Sayeg, também recomendou o adiamento da estreia do filme para depois das eleições, sob o argumento de preservar a “natureza cultural e artística” da obra e evitar associação com o processo eleitoral. Implicações políticas e jurídicas A investigação da PF desmonta, peça por peça, a narrativa de que Dark Horse seria uma produção privada, transparente e sem vínculos políticos relevantes. O áudio de Flávio Bolsonaro cobrando repasses de Daniel Vorcaro já havia levantado suspeitas sobre o envolvimento direto da família Bolsonaro na captação de recursos. Agora, a apuração formal sobre evasão de divisas, somada à conexão da empresa intermediária com um fundo investigado por movimentar recursos ligados ao PCC, amplia o alcance do caso. A perícia privada apresentada pela defesa não abrange a totalidade do fluxo financeiro e se limita ao material fornecido pela própria produtora. Do ponto de vista político, a investigação atinge diretamente uma narrativa construída pelo entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro de defesa da segurança pública e combate ao crime organizado. O pedido de adiamento do lançamento do filme, feito pela própria defesa, não encerra as dúvidas que seguem sob análise da Polícia Federal — e que ainda dependem de novas etapas de apuração para definição de responsabilidades. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caminhoneiros fazem greve em defesa da MP do Frete: ‘Quem causou foi Alcolumbre’ (VIDEO) 13/07/2026 Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [MP denuncia 13 políticos por uso eleitoral de feira agropecuária bancada pelo Estado de Rondônia](https://politicariabrasileira.blog.br/mp-denuncia-13-politicos-por-uso-eleitoral-de-feira-agropecuaria-bancada-pelo-estado-de-rondonia/): MP denuncia 13 políticos por uso eleitoral de feira agropecuária bancada pelo Estado de Rondônia Governo bancou estrutura para feira que virou palco de suposta campanha antecipada; estado diz não ter sido notificado sobre ação do MP Por Guilherme Matos | O Estado de S.Paulo 12/06/2026 A feira Rondônia Rural Show foi usada por diversos pré-candidatos como palco para suposta campanha política antecipada Foto: Governo do Estado de Rondônia/Divulgação O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos — incluindo senadores, deputados e vereadores — por propaganda eleitoral antecipada em evento de agropecuária no estado. A Rondônia Rural Show 2026 foi bancada pelo governo estadual e, somente em diárias de servidores de uma secretaria, custou R$ 115 mil aos cofres públicos. Em nota, a Secretaria do Estado de Agricultura (Seagri) afirmou não ter sido notificada sobre a representação do MPE e disse não ter tomado conhecimento oficial do processo por nenhum meio formal até o momento. A secretaria declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos de controle e reiterou que todos os gastos públicos relacionados ao evento seguiram os trâmites legais e normativos aplicáveis. Na representação, o MPE sustenta que a feira realizada em Ji-Paraná entre os dias 25 e 30 de maio, foi utilizada como espaço para promoção pessoal e pré-campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação. Entre as condutas apontadas estão a instalação de outdoors, a distribuição de brindes personalizados e a veiculação de mensagens consideradas de apelo eleitoral. Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jaime Bagattoli (PL-RO) foram denunciados. Segundo o MPE, outdoors exibidos durante o evento associavam a atuação de Bagattoli à destinação de recursos e investimentos públicos. Já Marcos Rogério responde pela utilização de outdoor com a mensagem “A mudança que Rondônia quer”, interpretada como conteúdo eleitoral. Ele disputa o governo estadual em campo oposto ao do atual governador Marcos Rocha (União Brasil), cujo partido apoia a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil). Também figuram na ação os deputados federais Silvia Cristina Amancio Chagas (PP-RO), e Lúcio Mosquini (PL-RO), e os deputados estaduais Alex Redano (Republicanos) Cássio Gois (PSD), Cirone Deiró (União Brasil), Laerte Gomes (PSD), Nim Barroso (PL) e Cláudia de Jesus (PT). A deputada federal Silvia Cristina é acusada de distribuir bonés, camisetas e ventarolas com seu nome, fotografia e identificação parlamentar durante a feira. Completam a lista o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo José de Lemos (Republicanos), o vereador Márcio Freitas (PL) e a assessora técnica da Assembleia Legislativa de Rondônia Dalita da Silva Rover. Os representados terão oportunidade de apresentar defesa antes do julgamento pelo TRE-RO. Em nota, o MP informou que pediu a condenação dos agentes públicos, mas não especificou quais punições foram pedidas. A organização da Rondônia Rural Show 2026 mobilizou ao menos quatro servidores da Seagri por períodos que chegaram a 43 dias consecutivos. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que Érica Aparecida de Almeida Basques Ferrão recebeu R$ 34.888,00 em diárias, o maior valor individual entre os servidores. Scheyla Pessoa de Freitas recebeu R$ 32.930,00, Alex Fernandes Rosário, R$ 23.496,00, e Rafaela Alves da Silva Barreto, R$ 22.962,00. Juntos, os quatro acumularam R$ 115.276,00 em diárias pagas por uma das secretarias envolvidas na realização do evento. Segundo nota assinada pelo secretário de Agricultura, Luiz Paulo da Silva Batista, para a edição de 2026 o governo estadual investiu em infraestrutura, logística e serviços para a implantação de uma estrutura física de grande complexidade. A nota afirma ainda que a organização do evento exige “presença física contínua no local”. A secretaria afirmou que todos os gastos foram realizados “em estrita observância aos trâmites legais, normativos e de controle interno aplicáveis”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada EstadualDeputada FederalDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorJi-Paraná ROMPE Ministério Público EleitoralPL Partido LiberalPorto Velho ROPP ProgressistasPrefeitoPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosSenadorTRE-ROUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Após criação de novos penduricalhos, três procuradores do TCE-RJ receberam R$ 4,2 milhões cada em apenas um mês](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-criacao-de-novos-penduricalhos-tres-procuradores-do-tce-rj-receberam-r-42-milhoes-cada-em-apenas-um-mes/): Após criação de novos penduricalhos, três procuradores do TCE-RJ receberam R$ 4,2 milhões cada em apenas um mês Pagamentos ocorreram em outubro de 2025 e superaram os valores recebidos por conselheiros do tribunal. Segundo a corte, montantes correspondem a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de anos de trabalho. Por André Coelho Costa e Bette Lucchese | RJ2 12/06/2026 TCE-RJ rejeitou pedido para suspender concessão do metrô do RJ, nesta terça (7) — Foto: Reprodução Depois de revelar que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) recebeu quase R$ 3 milhões em um único mês, um levantamento do RJ2 identificou pagamentos ainda maiores dentro da corte. De acordo com a análise de contracheques emitidos a partir de outubro de 2025, três procuradores receberam, cada um, R$ 4,2 milhões líquidos em um único mês. Os valores foram pagos ao procurador-geral do TCE, Vittorio Constantino Provenza, ao subprocurador-geral Sergio Paulo de Abreu Martins Teixeira e ao ex-procurador-geral Henrique Cunha de Lima. Os pagamentos fazem parte de um conjunto de remunerações extraordinárias identificadas pelo RJ2 após a regulamentação de novos benefícios no tribunal. O levantamento também mostrou que dez altos funcionários do TCE receberam juntos mais de R$ 26 milhões líquidos em apenas um mês. Segundo a reportagem, parte dos valores corresponde a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de dez e até vinte anos e quitadas de uma só vez. A análise dos contracheques identificou duas resoluções assinadas pelo presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, pouco antes dos pagamentos. A primeira foi publicada em maio de 2025, logo após a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de uma lei que ampliou benefícios originalmente destinados ao Ministério Público do Estado. Durante a votação, uma emenda incluiu também integrantes do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas. A segunda resolução foi publicada em setembro e regulamentou dispositivos da nova legislação. Após a aprovação da lei e dos atos normativos do tribunal, novos benefícios passaram a integrar a remuneração de servidores da corte. Em nota, o Tribunal de Contas do Estado afirmou que os pagamentos citados não têm relação com os projetos aprovados pela Alerj nem com atos normativos editados pela própria corte. Segundo o TCE, os valores correspondem a verbas indenizatórias acumuladas ao longo de anos de trabalho e referentes a direitos já constituídos. O tribunal acrescentou que os pagamentos respeitaram decisões do Supremo Tribunal Federal e destacou que devolveu recursos do orçamento ao governo do estado em 2025. Quase R$ 3 milhões em um mês O maior pagamento identificado foi do conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, que recebeu quase R$ 3 milhões em outubro. Segundo o contracheque, ele recebeu mais de R$ 388 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 2,5 milhões em outros valores indenizatórios, que incluíam, por exemplo, gratificação por excesso de trabalho. Outro caso que chamou atenção foi o da conselheira Mariana Montebello Willeman. Ela recebeu salários superiores a R$ 200 mil durante cinco meses consecutivos e, em fevereiro deste ano, o pagamento ultrapassou R$ 800 mil, sendo mais de R$ 141 mil de remuneração após deduções superiores a R$ 728 mil classificados como outros valores indenizatórios. O presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, recebeu mais de R$ 360 mil em outubro. O contracheque registra mais de R$ 172 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 195 mil em verbas indenizatórias. No mesmo mês, o conselheiro José Gomes Graciosa recebeu mais de R$ 1 milhão, sendo R$ 321 mil de remuneração após deduções e mais de R$ 828 mil em outros valores indenizatórios. Já o vice-presidente do Tribunal, Thiago Pampolha, o mais recente integrante do colegiado, recebeu em março quase R$ 100 mil em pagamentos classificados como outros valores indenizatórios, totalizando R$ 95.815,53 nessa rubrica. Ao longo do período analisado, os sete conselheiros titulares receberam juntos R$ 11,8 milhões. Condenado recebeu auxílio-alimentação Dois conselheiros titulares estão afastados das funções na corte. Marco Antônio de Alencar, afastado há quatro anos e que responde a processo por corrupção, recebeu cerca de R$ 600 mil no período analisado. Já Domingos Brazão, condenado a 76 anos de prisão por ser apontado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e preso desde março de 2024, continua recebendo salário de aproximadamente R$ 35 mil. O levantamento identificou ainda que Brazão recebeu quase R$ 10 mil de auxílio-alimentação entre fevereiro e abril deste ano. A analista sênior da Transparência Brasil, Bianca Berti, afirmou que o pagamento dessas indenizatórias não são ilegais, mas são “imorais”. “Essas verbas elas eram regulamentadas por cada órgão. Então eles tinham certa autonomia para definir como é que eles iriam pagar e que tipo de benefícios eles queriam distribuir tanto para os conselheiros, quanto para os servidores”. “Nesse caso específico do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, eles estão, a princípio, legais. Imorais e irracionais”, afirmou ela. STF impôs transparência O levantamento do RJ2 só foi possível após o Supremo Tribunal Federal determinar maior transparência na divulgação das folhas de pagamento dos órgãos públicos, impedindo o uso de nomenclaturas que dificultassem a identificação das verbas recebidas. Os novos critérios para o pagamento dos chamados penduricalhos foram definidos pelo STF em março e passaram a produzir efeitos em maio. Desde então, segundo o levantamento, os pagamentos dos conselheiros passaram a ficar dentro do novo limite estabelecido, de até cerca de R$ 78,8 mil mensais, considerando as parcelas permitidas. Para Bianca Berti, o país precisa avançar para uma regulamentação mais clara sobre essas verbas. “A gente entende que seria muito positivo que o Brasil conseguisse construir uma legislação que desse conta dessas remunerações como um todo e dos benefícios que podem ser pagos e que não podem né”. “E principalmente é evitar que os órgãos tenham autonomia para desvirtuar verbas que são remuneratórias, que são benefícios decorrentes do trabalho que o servidor realiza, em verbas indenizatórias, que é a prática que esse alto escalão de certas instituições tem incorrido nesse processo de maximizar os ganhos deles próprios”, comentou. O que diz o TCE Em nota, o Tribunal de Contas do Estado afirmou que todos os pagamentos observaram rigorosamente a legislação vigente, as decisões do Supremo Tribunal Federal e os entendimentos aplicáveis sobre o tema. O órgão declarou que os valores destacados - [TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda](https://politicariabrasileira.blog.br/tcu-cria-penduricalho-que-pode-elevar-salarios-de-servidores-em-ate-15-entenda/): TCU cria penduricalho que pode elevar salários de servidores em até 15%; entenda Segundo o tribunal, Gratificação por Atuação de Alta Complexidade alcançará ‘número restrito de servidores’. E foi instituída nos moldes de pagamentos feitos pelo STJ e TST. Por Mariana Assis | g1 12/06/2026 O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) — Foto: Divulgação/TCU Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma gratificação para servidores que ocupam funções de direção, chefia e assessoramento e desempenham atividades classificadas como de alta complexidade técnica, de fiscalização e de gestão institucional. 💸O adicional poderá aumentar em até 15% a remuneração desses servidores. Em nota, o TCU afirmou que a gratificação alcançará um “número restrito de servidores” e que o impacto financeiro da medida está compatível com as dotações orçamentárias aprovadas para o órgão. A Corte não detalhou, no entanto, quantos servidores serão contemplados. A medida foi formalizada em ato publicado no boletim interno do tribunal nessa quinta-feira (11), assinado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, e pelo vice-presidente, ministro Jorge Oliveira. A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pelo g1. Segundo o TCU, a gratificação foi instituída nos mesmos moldes de medidas implementadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho da Justiça Federal (CJF). Na justificativa da criação da Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica, de Fiscalização e de Gestão Institucional (GAAC), os ministros afirmam que o tribunal lida com um elevado volume de trabalho e que recebe, em média, cerca de 6 mil processos por ano e aprecia aproximadamente 80 mil atos de pessoal para fins de registro a cada exercício. De acordo com a portaria, o tribunal acompanha, anualmente, cerca de R$ 16,4 trilhões sob a ótica patrimonial, que considera bens, direitos e obrigações, e R$ 7 trilhões na perspectiva orçamentária, relacionada às receitas arrecadadas e às despesas empenhadas. “A GAAC possui natureza estritamente indenizatória e não integrará o vencimento ou a remuneração do cargo efetivo, tampouco comporá a base de cálculo para fins previdenciários ou para a apuração de quaisquer outros adicionais e gratificações”, diz trecho da portaria. “O TCU esclarece, ainda, que a instituição da gratificação decorre de ato administrativo editado no exercício de sua competência constitucional e em consonância com práticas recentemente adotadas por outros órgãos de cúpula do sistema de Justiça”, completou o tribunal, em nota. Notícia anteriorPróxima notícia CJF Conselho da Justiça FederalSTJ Superior Tribunal de JustiçaTCU Tribunal de Contas da UniãoTST Tribunal Superior do Trabalho Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Três policiais penais são presos por facilitar entrada de materiais proibidos e dinheiro em presídio de Japeri](https://politicariabrasileira.blog.br/tres-policiais-penais-sao-presos-por-facilitar-entrada-de-materiais-proibidos-e-dinheiro-em-presidio-de-japeri/): Três policiais penais são presos por facilitar entrada de materiais proibidos e dinheiro em presídio de Japeri Segundo as investigações, os agentes permitiam a entrada de materiais no presídio sem fiscalização em troca de vantagens financeiras. Por g1 Rio 12/06/2026 Material apreendido com policiais penais presos em flagrante — Foto: Divulgação Três policiais penais foram presos em flagrante na manhã desta sexta-feira (12) suspeitos de participar de um esquema de entrada irregular de materiais proibidos e dinheiro na Cadeia Pública João Carlos da Silva, em Japeri, na Baixada Fluminense. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), os agentes foram detidos durante uma operação da Corregedoria. Eles são investigados pelos crimes de associação criminosa e corrupção passiva qualificada. De acordo com as investigações, iniciadas no fim de maio pelo setor de inteligência da secretaria, os servidores permitiam a entrada de grandes volumes na unidade prisional sem a realização das revistas obrigatórias. A suspeita é de que eles recebiam vantagens financeiras para facilitar o ingresso de materiais ilícitos no presídio. Durante a ação desta sexta, os corregedores flagraram um dos policiais já dentro da unidade transportando, em uma mochila, nove maços de cigarro, dois carregadores de celular, alimentos, perfumes e ampolas de substâncias anabolizantes. Também foram encontrados cerca de R$ 28 mil em espécie. Ainda segundo a Seppen, o policial afirmou informalmente que os itens eram para uso próprio e que o dinheiro seria resultado da venda de uma motocicleta. No entanto, ele não apresentou documentação que comprovasse a negociação. O policial responsável pela portaria no momento da entrada do colega foi preso por supostamente não realizar a fiscalização obrigatória. Já o terceiro policial, que atuava no controle de acesso da unidade, também foi detido por suspeita de participação no esquema. Os celulares dos três agentes foram apreendidos e serão submetidos à perícia. A investigação aponta que o dinheiro encontrado seria destinado a detentos, com parte dos valores sendo repassada aos policiais envolvidos como pagamento pela atuação no esquema. As substâncias apreendidas foram encaminhadas para exame pericial, que irá confirmar a composição do material. Os três policiais penais permaneceram em silêncio durante o registro da ocorrência. Eles foram levados para a 63ª DP (Japeri), onde permaneceram custodiados à disposição da Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia Japeri RJRegião Metropolitana e Baixada Fluminense Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [‘Mandaram jogar até o coroa pro alto’: como o tráfico do TCP expulsava moradores das próprias casas](https://politicariabrasileira.blog.br/mandaram-jogar-ate-o-coroa-pro-alto-como-o-trafico-do-tcp-expulsava-moradores-das-proprias-casas/): ‘Mandaram jogar até o coroa pro alto’: como o tráfico do TCP expulsava moradores das próprias casas Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) cumpriu 43 mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (12). Por Felipe Freire, Jefferson Monteiro, Letícia Gil e Fernando Zuba | g1 12/06/2026 Tráfico do São Carlos passou a ameaçar moradores e comerciantes da Cidade Nova — Foto: Reprodução/TV Globo O braço do Terceiro Comando Puro (TCP) que expulsava moradores das próprias casas e extorquia de comerciantes via na posse de imóveis mais uma fonte de lucro. Nesta sexta-feira (12), a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) cumpriu 43 mandados de busca e apreensão contra o bando, que buscava expandir o domínio do Complexo de São Carlos para bairros do entorno, na região central do Rio de Janeiro, como a Cidade Nova. Em um áudio obtido pela polícia, um bandido fala sobre tirar um morador de casa: “O Marlon tava mandando eu jogar até o coroa pro alto e agarrar o imóvel.” Até a última atualização desta reportagem, 3 pessoas haviam sido presas em flagrante. Segundo a Draco, a tática do TCP era asfixiar moradores e comerciantes para forçar a desocupação do imóvel. “O tráfico de drogas desse complexo estava exigindo taxas exorbitantes para continuar o funcionamento, e com isso os comerciantes e moradores se viam obrigados a entregar o imóvel ou ser retirados mesmo”, informou o delegado Jefferson Ferreira. “Pessoas ligadas a essa organização invadiam o imóvel e se diziam ali legítimos possuidores”, emendou. A polícia afirma que esses locais viravam “patrimônio da facção” e eram usados pra lavar o dinheiro do tráfico. Os investigadores encontraram escrituras que, segundo eles, foram forjadas em cartório, para dar aparência de legalidade aos imóveis invadidos pelos criminosos. “Eles declaravam falsamente que exerciam a posse ali, induzindo a erro as pessoas que estavam comprando esses imóveis”, detalhou o delegado. Segundo a polícia, os criminosos consultavam uma suposta advogada para tirar dúvidas sobre como regularizar os imóveis. Segundo as investigações, um traficante de Minas Gerais que atua no São Carlos supervisiona as cobranças da população no entorno do complexo. Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão, coordena a venda de armas entre Minas e Rio. A polícia descobriu ainda que o principal chefe do São Carlos, Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, age de dentro da cadeia. Além dele, Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, e Marcílio Cheru de Oliveira também fazem parte do núcleo de comando da facção na comunidade. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 60 milhões e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens apontados como parte do esquema de ocultação patrimonial da organização. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Mulher morre baleada dentro de van na zona Oeste do Rio 14/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-imita-eduardo-cunha-ao-apostar-em-pautas-bomba-contra-o-governo/): Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo Na mira de investigações, presidente do Senado investe contra os cofres públicos Por Bernardo Mello Franco | O Globo 12/06/2026 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Em clima de festa junina, Davi Alcolumbre acendeu o pavio e tapou os ouvidos. O presidente do Senado articulou a aprovação de três pautas-bombas na quarta-feira. Somadas, elas podem custar mais de R$ 200 bilhões aos cofres públicos. No plenário, os senadores aprovaram a criação de mais uma linha de crédito rural. O pretexto foi socorrer produtores prejudicados por conflitos internacionais ou eventos climáticos extremos. Segundo cálculos da Fazenda, o agrado aos ruralistas deve custar R$ 140 bilhões em dez anos. Um de seus principais defensores foi o governador gaúcho Eduardo Leite, que ensaiou concorrer ao Planalto como expoente do liberalismo. A generosidade também se espalhou pelo corredor das comissões. A de Assuntos Sociais aprovou aumento de 275% no piso de médicos e cirurgiões-dentistas. A de Constituição e Justiça fez avançar proposta que reduz a idade de aposentadoria e concede benefício integral a agentes de saúde e combate a endemias. O impacto previsto é de R$ 30 bilhões para a União, sem contar os gastos extras de estados e municípios. É necessário valorizar o serviço público, mas os senadores não parecem movidos apenas pelo senso de justiça. Pesaram o ano eleitoral, que costuma inspirar bondades com dinheiro público, e a cruzada de Alcolumbre contra o Planalto. O presidente do Senado havia insinuado um armistício após derrubar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ignorado por Lula, resolveu voltar ao ataque. Alcolumbre está nervoso. Sabe que pode ser atingido pela delação do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, envolvido num esquema de fraudes em combustíveis. E teme o avanço das investigações do caso Master, que engoliu R$ 400 milhões de aposentados e pensionistas do Amapá. Sob pressão, o senador parece se inspirar no exemplo de Eduardo Cunha, que tentou usar as pautas-bombas para escapar da polícia na década passada. Para o ex-deputado, a festa não acabou bem. Notícia anterior GovernadorPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-e-pt-da-bahia-aparecem-em-novo-capitulo-das-revelacoes-de-vorcaro/): Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro Segredos do ex-banqueiro incluem pagamento milionário no exterior ao senador e detalhes de negócios dele com o partido de Lula Por Robson Bonin | Veja 11/06/2026 PAGAMENTO - Davi Alcolumbre: 30 milhões de dólares teriam sido depositados em contas no exterior (Carlos Moura/Agência Senado) Desde que eclodiu, o escândalo do Banco Master chama atenção por uma série de razões. Um dos maiores rombos financeiros da história do país, ele deixou um rastro de prejuízo estimado em mais de 50 bilhões de reais. A meteórica ascensão de Daniel Vorcaro e de sua instituição, sabe-se hoje, está intimamente ligada à construção de uma impressionante rede de conexões junto aos Três Poderes da República. O banqueiro transitava nas mais altas-rodas. Promovia festas nababescas, que misturavam atrizes, modelos estrangeiras, políticos, juízes, empresários e burocratas bem posicionados. Sua frota de jatos estava sempre à disposição dos poderosos e ele não economizava na hora de distribuir pequenos e grandes mimos a personagens influentes das mais diversas correntes ideológicas. Com acesso a tudo que o dinheiro pode comprar, parecia imune às adversidades reservadas aos mortais. Nada sugeria que essa situação um dia pudesse desmoronar. Até que desmoronou. Confinado há três meses em uma cela, Vorcaro, numa tentativa de mudar o destino que parece traçado, passou a emitir sinais de que pretende revelar segredos. Para conseguir mudar o futuro, o banqueiro precisa confessar seus crimes, contar os detalhes mais sórdidos de como construiu seu império e apontar nomes de comparsas e autoridades que se envolveram de alguma forma em suas trapaças. Essa possibilidade tem deixado Brasília em um característico estado de elevada tensão. Esse temor vai se mostrando justificado, conforme Vorcaro começa a revelar aos investigadores alguns de seus segredos. A nova leva de revelações pode comprometer nomes de altíssimo escalão, como autoridades graúdas do Congresso e membros do Judiciário. O ex-banqueiro promete detalhar crimes desconhecidos, como negociatas de valores vultosos e pagamentos de propinas. Por enquanto, são apenas palavras. Essas acusações graves precisarão ser acompanhadas das devidas provas. Se o ex-­banqueiro comprovar tudo o que diz, o que ele tem prometido fazer aos investigadores, o caso Master subirá a um patamar inédito em termos de escândalo. Conforme apurou a reportagem de VEJA, um dos novos e mais bombásticos segredos envolve o senador Davi Alcolumbre (União Brasil- AP), o presidente do Congresso. Segundo o relato, o ex-banqueiro teria feito a Alcolumbre um pagamento de 30 milhões de dólares, cerca de 155 milhões de reais. De acordo com proposta de confissão, o valor foi depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master, em transação operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. O ex-banqueiro se dispôs também a falar sobre seus negócios nebulosos com o PT da Bahia, citando especialmente Rui Costa, chefe da Casa Civil de Lula até recentemente, que se mostraram fundamentais para a ascensão meteórica do Master. Segundo ele, a história começou em 2007, durante o governo Jaques Wagner, com o nome de Cesta do Povo. A iniciativa foi criada para permitir que servidores públicos estaduais realizassem compras em supermercados públicos com desconto direto na folha de pagamento. Com a entrada de Vorcaro na operação, o CredCesta virou uma das principais operações de crédito consignado na Bahia, especialmente na modalidade de Reserva de Cartão Consignado. Em 2022, já na gestão de Rui Costa, sucessor de Wagner, um decreto estadual restringiu a portabilidade dessas dívidas para outros bancos, medida que ampliou a presença da instituição financeira no setor. Ou seja,na prática, o governo do PT baiano realizou uma manobra para se tornar um dos principais parceiros de Vorcaro. O ex-banqueiro ainda não detalhou a que custo se deu essa relação. Alcolumbre e Costa sempre negaram qualquer envolvimento em irregularidades no caso Master. Vale repetir que os relatos de Vorcaro podem soar como acusações vazias, sem as devidas comprovações das negociatas. Os segredos que o ex-banqueiro deseja trazer à luz do dia não ficam apenas nos casos de Davi Alcolumbre e Rui Costa. Conforme apuração de VEJA, em conversas recentes com os investigadores, ele citou um membro do Judiciário que teria recebido dele 15 milhões de reais, dentro de um negócio completamente fora do padrão. Segundo o relato, o pagamento foi efetuado por Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro que está preso, acusado de ser o operador financeiro das principais transações ilegais do Master. Vorcaro se prontificou a contar também os detalhes da atuação de outro membro do Judiciário que, segundo o ex-banqueiro, agiu secretamente na defesa dos interesses de seu banco quando a instituição já estava na iminência de ser liquidada pelo Banco Central no ano passado. Essa nova leva de revelações se soma a diversos rumores das últimas semanas de citações a outras autoridades por suposto envolvimento em negociatas do Master, a exemplo do senador Ciro Nogueira (PP-PI), do ex-governador do Rio Cláudio Castro e de Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Desde a prisão, Vorcaro e seus advogados vêm prometendo colocar esses segredos em uma proposta de delação a ser aprovada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A primeira proposta, rejeitada há cerca de três semanas, foi considerada superficial por se restringir a casos que já estão sob investigação e não agregar informações relevantes a episódios conhecidos. A segunda proposta, entregue no início da semana passada, também teria frustrado os investigadores por motivos parecidos. De acordo com a defesa do ex-banqueiro, a recusa encontra explicação em um movimento que ocorreu nos bastidores com o objetivo de inviabilizar o acordo de colaboração do ex-dono do Master. Os advogados de Vorcaro fizeram chegar ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que PF e PGR não pareceram devidamente interessadas em passar a limpo algumas das graves denúncias, citando com exemplos o pagamento ao senador Davi Alcolumbre no exterior, caso que teria sido prontamente descartado pelos investigadores, assim com as histórias envolvendo membros graúdos do Judiciário. Os defensores que levaram a reclamação ao Supremo asseguraram que elas são consistentes e acompanhadas - [PT pede que STF apure se "Dark Horse" virou caixa 2 para campanha de Flávio](https://politicariabrasileira.blog.br/pt-pede-que-stf-apure-se-dark-horse-virou-caixa-2-para-campanha-de-flavio/): PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio Partido pede que a Suprema Corte avalie emendas repassadas à ONG da produtora Por Helena Prestes e Tainá Falcão | CNN Brasil 10/06/2026 A fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), localizada na Praça dos Três Poderes em Brasília • Fellipe Sampaio/STF Brasília – O PT (Partido dos Trabalhadores) enviou nesta quarta-feira (11) ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, ficção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na petição enviada ao ministro Flávio Dino, o partido sustenta que a produção pode ter sido utilizada como “caixa 2” para o financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. O PT pede que o STF investigue “o envolvimento de emendas parlamentares e a destinação dos recursos financeiros relacionados ao filme, bem como a atuação dos agentes públicos, privados e das pessoas jurídicas envolvidas”. Segundo o documento, há indícios de que o dinheiro destinado oficialmente à produção do filme tenha sido utilizado para promoção político-eleitoral, sob o pretexto da produção audiovisual. Financiamento de Vorcaro A petição cita a participação do ex-banqueiro e ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no financiamento do projeto e o envolvimento direto de Flávio nas negociações do financiamento da produção. À CNN Brasil, Flávio Bolsonaro confirmou o repasse de US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 62 milhões) de Daniel Vorcaro para o filme. “O que se coloca em discussão é a possibilidade de que recursos milionários tenham sido canalizados para uma peça de propaganda política com impacto direto sobre o processo eleitoral de 2026”, afirma a legenda. O PT argumenta que, caso seja comprovado que recursos destinados ao filme foram utilizados para promover candidaturas ou movimentados por meio de estruturas destinadas a ocultar sua origem, a situação pode configurar abuso de poder econômico e caixa dois eleitoral. A legenda também questiona se todo o valor empenhado para a realização do filme foi realmente utilizado na produção. Ainda segundo a petição, os valores para a produção superariam os orçamentos de filmes premiados nacional e internacionalmente, enquanto relatos de bastidores veiculados pela imprensa mostram que o projeto teve corte de custos e problemas operacionais, fatos que seriam incompatíveis com o valor de financiamento do projeto. Equipe de produção Outro foco da petição é a rede de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao projeto “Dark Horse”. O PT pede a apuração das relações entre a produtora Go Up Entertainment, sua proprietária Karina Ferreira da Gama, o ICB (Instituto Conhecer Brasil) e outras entidades associadas ao mesmo grupo. Segundo o partido, investigações já em andamento apuram repasses de recursos públicos ao ICB, assim como possível utilização de contratos públicos e emendas parlamentares a entidades ligadas aos responsáveis pelo filme. A petição também pede a investigação da participação do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina roteiro e produção do filme. O PT afirma que o parlamentar aparece como “agente político interessado” e como destinador de emendas para entidades vinculadas aos responsáveis pela produção. Outras investigações No último mês, o MPTCU (Ministério Público junto ao TCU) também solicitou ao Tribunal de Contas que investigue eventuais irregularidades no filme “Dark Horse”. No requerimento, o MPTCU requer que a Corte decida pela adoção das seguintes medidas: apure eventual utilização de incentivos fiscais, benefícios tributários, mecanismos de renúncia fiscal ou patrocínios incentivados relacionados à produção audiovisual “Dark Horse”; investigue eventual utilização de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, convênios, contratos administrativos, termos de fomento ou instrumentos congêneres vinculados, direta ou indiretamente, à produção “Dark Horse”; apure possíveis aportes financeiros destinados à produção audiovisual provenientes de empresas vinculadas direta ou indiretamente ao Banco Master ou ao Sr. Daniel Vorcaro; apure eventual utilização de estruturas societárias, empresas intermediárias ou mecanismos financeiros destinados à ocultação da origem, titularidade ou destinação dos recursos empregados no empreendimento audiovisual; investigue a rastreabilidade financeira dos recursos mencionados nas reportagens jornalísticas, inclusive quanto ao fluxo financeiro entre pessoas físicas, pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais entidades eventualmente envolvidas nas operações relatadas. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalMP-TCUPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTCU Tribunal de Contas da União Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 O grande estrago 09/06/2026 O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação](https://politicariabrasileira.blog.br/lavanderia-da-familia-de-presidente-do-pl-rj-multiplica-por-oito-faturamento-no-governo-claudio-castro-com-mais-de-80-dos-contratos-sem-licitacao/): Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação Empresa tem como sócia uma tia idosa de Altineu Côrtes, que nega envolvimento; Max Clean fica no mesmo endereço de antiga firma do ramo que fez o pai do deputado ser preso Por Caio Sartori e Bernardo Mello | O Globo 10/06/2026 O deputado Altineu Cortes (PL-RJ) — Foto: Câmara dos Depuados Uma lavanderia registrada no nome da tia de 75 anos do deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio, multiplicou por oito seu faturamento com o governo do Rio enquanto o aliado Cláudio Castro (PL) comandou o estado, entre 2020 e 2026. Mais de 80% dos contratos durante a gestão de Castro não passaram por licitação. Procurado, Altineu alegou não ter relação com a empresa e disse que não atuou em prol dos contratos. Focada em limpeza hospitalar, a Max Clean Lavanderia Industrial começou a fechar contratos com o poder público há nove anos. Entre 2017 e 2020, os governos de Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel pagaram R$ 9,6 milhões à empresa. Com Castro no comando do estado, os números deram um salto. Em seis anos, a lavanderia acertou compromissos de R$ 78,8 milhões com o governo do Rio e, dos 23 contratos fechados, 19 foram sem licitação. O endereço da Max Clean, no município de São Gonçalo, é o mesmo de uma antiga empresa do ramo, a Brasil Sul, que era do pai de Altineu. Xará do filho, ele foi preso em 2005 com base em investigação da Polícia Federal sobre fraudes nas redes de saúde federal, estadual e municipal no mesmo ramo de limpeza hospitalar. Voltaria a ser preso em 2009, na Operação Sexta-Feira 13, sob suspeita de lavagem de dinheiro por meio do envio de recursos ao exterior. Quando colocou em curso a Operação Roupa Suja, de 2005, a PF mostrou conversas do pai do deputado combinando esquemas para criar falsas concorrências em licitações. Outra suspeita recaiu sobre a prática de superdimensionar serviços a fim de cobrar mais caro pelo trabalho. A Justiça condenou Altineu Pires Coutinho, na primeira instância, em dois processos. No primeiro, a 14 anos e nove meses de prisão por fraude em licitação, formação de quadrilha e corrupção ativa. Depois, a oito anos por corrupção ativa. Decisões de tribunais superiores fizeram os condenados responderem a maior parte do tempo em liberdade. Dona desconhecida na empresa A Max Clean tem como única sócia Alice Maria Ramos Freitas, irmã da mãe de Altineu. O GLOBO esteve em quatro endereços de Niterói e São Gonçalo para conversar com Alice, mas não a encontrou. Ela também não foi localizada por telefone. Na sede da lavanderia, no bairro do Pacheco, um funcionário informou que funcionava ali a “lavanderia do Altineu” — e que nenhuma Alice era conhecida no local. Não havia um gerente que soubesse dar informações detalhadas sobre quem comanda de fato a empresa. Procurado, o deputado, que é o principal fiador da candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL) ao Palácio Guanabara, negou vínculo atual com a empresa em nome da tia, embora admita já ter sido sócio da lavanderia que funcionava no mesmo local décadas atrás, a Brasil Sul. — Não tenho nada a ver com essa lavanderia. Me desvencilhei dela em 2001, antes da minha primeira eleição, e nunca mais pisei lá, desde antes de a operação (de 2005) quebrar a empresa. Não sei nem quem está como sócio dela — diz. Na investigação de 2005, a PF mencionou que o atual presidente do PL-RJ havia sido sócio da lavanderia Brasil Sul, embora ele não tenha entrado no foco das apurações que levaram o pai à prisão. Altineu diz que quando entrou na política, em 2002, se desfez da sociedade de algumas empresas da família. Quatro anos depois, o deputado declarou à Justiça Eleitoral, como parte de seus bens, que tinha R$ 720 mil a receber pela venda de uma parcela da lavanderia. Contratos com a Fundação Saúde Todos os contratos da Max Clean na esfera estadual foram firmados com a Fundação Saúde, entidade vinculada à Secretaria de Saúde e responsável por gerir a rede. A fundação é um tradicional feudo do PP no estado, e Altineu afirma que “nunca pediu nada” relacionado ao órgão. Nos últimos meses, tanto a secretaria quanto a fundação vêm passando por auditorias do governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto. No início de maio, Couto determinou, além de exonerações, a criação de um modelo de avaliação de desempenho dos servidores. Entre os contratos da lavanderia da família de Altineu que dispensaram a concorrência, destaca-se um de 2024 que garantiu à Max Clean, por um ano, o serviço de limpeza de roupas hospitalares do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Norte do Rio. O valor é de R$ 8,2 milhões, o que dá uma média de mais de R$ 600 mil por mês. Já o maior contrato da lavanderia foi assinado após licitação em março de 2024 e chegou a R$ 37,9 milhões, depois de aditivos triplicarem o valor previsto originalmente. Ativo até hoje, o documento dá à empresa o direito de exercer o serviço de limpeza hospitalar de sete unidades da rede estadual. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 O grande estrago 09/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade](https://politicariabrasileira.blog.br/psd-aciona-mprj-contra-ex-secretario-e-claudio-castro-por-improbidade/): PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade Partido alega abusos e perseguição política na prisão de vereador Salvino Oliveira, aliado de Eduardo Paes Por Pedro Penteado | CNN Brasil 10/06/2026 Vereador Salvino Oliveira (PSD) preso em operação contra o Comando Vermelho • Reprodução São Paulo – O PSD (Partido Social Democrata) protocolou no MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) na segunda-feira (09) uma representação por improbidade administrativa contra o ex-secretário da Polícia Civil do estado e pré-candidato a deputado federal Felipe Curi (PP), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o delegado Pedro Cassundé. O pedido se deu pela causa da condução da prisão e investigação do vereador Salvino Oliveira (PSD), em março deste ano, por supostamente negociar diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, envolvido com o CV (Comando Vermelho), uma autorização para fazer campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, que está sob domínio da facção carioca. O partido do pré-candidato ao Palácio das Laranjeiras, Eduardo Paes, alegou que houve múltiplos abusos e ilícitos na deflagração da prisão do vereador e o uso incorreto do aparato policial para perseguição política; a divulgação de dados sigilosos em redes sociais e a exploração da imagem do investigado como base para um discurso de ataque político. O partido também questiona a condução dos interrogatórios feitos pelo Delegado Pedro Cassundé com familiares, que os qualificou como “voluntários”, mas que foram submetidos, sem a presença de advogado, a responder perguntas sobre Salvino Oliveira. A sigla argumenta que a ordem da prisão deflagrada não foi organizada sob o controle do MP (Ministério Público) fluminense em parceria com o Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) como costuma ocorrer em operações que envolvem o crime organizado. Segundo eles, a operação teria sido organizada por um setor da Polícia Civil, comandada pelo então secretário Felipe Curi e o delegado Pedro Cassundé, integrantes do Departamento Geral de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. O envolvimento do vereador com o CV alegado pela corporação, segundo a defesa do PSD, ocorreu após um dialogo supostamente travado entre terceiros, em 2025 — um ano antes da operação —, onde um dos interlocutores questiona a procedência da autorização de Salvino fazer campanha dentro da comunidade. Uma das principais reclamações do partido é a construção política por trás da prisão. Eles defendem que o ex-governador Cláudio Castro teria mandado a detenção pelo fato de o vereador ser aliado político do então prefeito Eduardo Paes. O feito, segundo a peça, se caracterizaria como “mais uma evidência de abuso de poder, de perseguição, de desrespeito deliberado e consciente ao devido processo legal, de perseguição política”. Entenda o caso Em março deste ano, o vereador foi preso durante uma operação da PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) contra o CV, na capital carioca. Além dele, outros cinco policiais militares foram detidos. Conforme as investigações, o político teria negociado a autorização articulando benefícios ao CV como forma de compensação através de ações voltadas à população local. A definição da parte dos beneficiários teriam sido determinadas por integrantes do crime organizado, sem processo público aparente. A investigação teria apurado a participação direta de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, um dos principais líderes do CV. Segundo a apuração, Márcia Gama, esposa do líder e mãe do artista Oruam, atuava na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional. Entre as ações estão serviços, imóveis e outros negócios usadas para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Salvino Oliveira tem 28 anos e nasceu na Cidade de Deus, zona oeste do Rio. Formado em gestão pública, tornou-se o secretário municipal mais jovem da cidade, aos 22 anos, ao assumir a Secretaria da Juventude na gestão do prefeito Eduardo Paes. Nas eleições municipais seguintes, em 2024, foi eleito vereador pelo PSD com mais de 27 mil votos. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMP-RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Militar PMPP ProgressistasPSD Partido Social DemocráticoVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Lavanderia da família de presidente do PL-RJ multiplica por oito faturamento no governo Cláudio Castro, com mais de 80% dos contratos sem licitação 10/06/2026 PSD aciona MPRJ contra ex-secretário e Cláudio Castro por improbidade 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Empresas contratadas por prefeituras eram usadas em esquema de desvio e lavagem de dinheiro ligado às eleições de 2024, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/empresas-contratadas-por-prefeituras-eram-usadas-em-esquema-de-desvio-e-lavagem-de-dinheiro-ligado-as-eleicoes-de-2024-diz-pf/): ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino De acordo com a Polícia Federal, os valores eram transferidos para essas contas e sacados rapidamente em dinheiro vivo. Por g1 MA 10/06/2026 Entenda como funcionava esquema de desvio de verbas e caixa 2 nas eleições de 2024 no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Federal São Luís, MA – Os dois grupos suspeitos de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais nas eleições de 2024 no Maranhão, alvos de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (10), atuavam por meio de empresas contratadas por prefeituras e utilizavam mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos. Os valores eram transferidos para essas contas e sacados rapidamente em dinheiro vivo. Os grupos contavam com a ajuda de um gerente de banco em São Luís. Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos. O g1 apurou que entre os alvos estão prefeitos das seguintes cidades: Edésio Cavalcanti (Republicanos), de Turiaçu; Neto Carvalho (PDT), de Araioses; Marcio Viana (PSB), de Godofredo Viana; Nonato Carvalho (PDT), de Magalhães de Almeida; Ivaldo Ribeiro (Avante), de Miranda do Norte.   As movimentações financeiras teriam aumentado semanas antes das eleições e neste período, transações suspeitas chegaram a quase R$ 10 milhões. Em apenas um dos grupos investigados, cerca de R$ 2 milhões foram movimentados para repasses ilegais. O dinheiro era sacado das contas das empresas e transferido para contas de laranjas. Os policiais encontraram planilhas de “caixa dois” e arquivos com detalhes sobre a entrega dos valores e o monitoramento da presença policial perto do banco. Segundo a PF, os valores eram distribuídos entre servidores. Os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva e desvio de recursos públicos. Sobre a operação A operação Fundo Oculto foi deflagrada para desarticular dois grupos suspeitos de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais nas eleições de 2024 no Maranhão. Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, o afastamento de um servidor público e o bloqueio de bens no valor de R$ 4 milhões. Foram apreendidos R$ 21,7 mil na residência de um dos investigados. O que dizem os envolvidos? Em nota, o prefeito Neto Carvalho (PDT) informou que “desconhece os fatos objeto da investigação e que permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos”. Já Nonato Carvalho (PDT) afirmou que recebeu com naturalidade a notícia da investigação e esclarece que não possui conhecimento acerca dos fatos que estão sendo objeto de apuração (leia, abaixo, as notas na íntegra). O g1 tentou contato com as defesas dos demais investigados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Nota da Prefeitura de Araioses “A Prefeitura Municipal de Araioses e o Prefeito Neto Carvalho tomaram conhecimento da Operação Fundo Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, no âmbito de investigações relacionadas ao processo eleitoral de 2024. O gestor reafirma seu absoluto respeito às instituições, à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, colocando-se à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários. Neto Carvalho esclarece que desconhece os fatos objeto da investigação e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos que eventualmente sejam solicitados, reafirmando seu respeito ao trabalho desenvolvido pelos órgãos de investigação e controle. Por fim, o Prefeito reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício responsável da função pública, permanecendo focado no trabalho em favor da população de Araioses. Araioses/MA, 10 de junho de 2026. NETO CARVALHO, Prefeito Municipal de Araioses” Nota da Prefeitura de Magalhães de Almeida “Em relação à Operação Fundo Oculto, recentemente deflagrada pela Polícia Federal, a Prefeitura de Magalhães de Almeida informa que acompanha com atenção as informações divulgadas pelos órgãos competentes. O Prefeito Nonato Carvalho recebeu com naturalidade a notícia da investigação e esclarece que não possui conhecimento acerca dos fatos que estão sendo objeto de apuração. Ressalta, ainda, que permanece à disposição das autoridades para fornecer quaisquer informações ou esclarecimentos que eventualmente sejam necessários. O gestor municipal reafirma sua confiança no regular funcionamento das instituições públicas e no trabalho técnico desempenhado pelos órgãos de controle e investigação, destacando a importância da plena elucidação dos fatos dentro do devido processo legal. A Administração Municipal segue concentrada no cumprimento de suas atribuições e na execução das ações voltadas ao desenvolvimento de Magalhães de Almeida, sempre pautada pelos princípios da legalidade, da transparência e da responsabilidade na gestão pública. Magalhães de Almeida/MA, 10 de junho de 2026. NONATO CARVALHO, Prefeito Municipal de Magalhães de Almeida” Notícia anteriorPróxima notícia Deputado Federalemenda parlamentarGovernador Valadares MGManhuaçu MGMatias Barbosa MGPedrinópolis MGPL Partido LiberalPolícia Federal PFRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalVarjão de Minas MG Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Vídeos mostram suposto descarte de restos de caixões em lixão de Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/videos-mostram-suposto-descarte-de-restos-de-caixoes-em-lixao-de-teresopolis/): Vídeos mostram suposto descarte de restos de caixões em lixão de Teresópolis Secretaria de Meio Ambiente afirma que imagens sobre o Lixão do Fischer são antigos e diz que situação atual do local é diferente. Por Juliana Guzzo | g1 10/06/2026 Restos de caixões e lixo jogados em Teresópolis — Foto: Divulgação Teresópolis – Vídeos que circulam em grupos de mensagens mostram o suposto descarte de restos de caixões no Lixão do Fischer, no bairro da Prata, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. As imagens geraram questionamentos entre moradores, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente afirmou que o material é antigo e não reflete as condições atuais da área. Nos registros, é possível ver sacos de lixo contendo partes de caixões descartadas na área. Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi procurada para esclarecer a situação. Segundo o secretário da pasta, coronel Leonardo Maia, as imagens são antigas e não retratam o cenário atual do local. De acordo com ele, a situação mostrada nos vídeos não corresponde à realidade da área neste momento. O secretário também afirmou que estão sendo realizadas obras de melhoria sanitária e de segurança no espaço. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que não tinha conhecimento sobre a denúncia envolvendo o descarte de restos de caixões. O órgão ressaltou que o Lixão do Fischer está oficialmente fechado desde 2018. Ainda segundo o MP, embora o lixão tenha sido desativado, o local ainda funciona como ponto de transbordo de resíduos. Nesse sistema, o espaço é utilizado como etapa intermediária, onde o lixo é reunido antes de ser encaminhado para aterros sanitários licenciados ou outras unidades adequadas de destinação final. A área já foi alvo de outros episódios envolvendo resíduos. Em 2023, um incêndio atingiu o local e provocou uma grande cortina de fumaça, afetando moradores e motoristas que passavam pela região. O Ministério Público também informou que está prevista para a próxima quinta-feira (11), às 14h, uma audiência para discutir a situação do Lixão do Fischer. O encontro deve reunir representantes do município, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. Notícia anteriorPróxima notícia INEA Instituto Estadual do Meio AmbienteMP-RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MP prende grupo no Maranhão por desvios de R$ 9,6 mi em emendas para financiar facção 15/06/2026 Plano de estourar os cofres públicos 14/06/2026 Vorcaro diz à PF que contrato de R$ 129 milhões com mulher de Moraes não teve contrapartida 14/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Polícia Federal cumpre mandados em PE e no RJ após fundo previdenciário de Paulista investir mais de R$ 3 milhões no Master](https://politicariabrasileira.blog.br/policia-federal-cumpre-mandados-em-pe-e-no-rj-apos-fundo-previdenciario-de-paulista-investir-mais-de-r-3-milhoes-no-master/): Polícia Federal cumpre mandados em PE e no RJ após fundo previdenciário de Paulista investir mais de R$ 3 milhões no Master Operação Take Over cumpre, nesta quarta-feira (10), dez mandados de busca e apreensão no Recife, em Paulista e no Rio de Janeiro para apurar irregularidades na gestão do PreviPaulista. Por Taynã Olimpia, Bruno Marinho, Léo Arcoverde, Tulio Amanso e Rafael Nascimento | g1 PE e g1 RJ 10/06/2026 Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Paulista, no Grande Recife — Foto: PF/Divulgação A Polícia Federal (PF) investiga irregularidades na gestão do fundo de previdência de Paulista, no Grande Recife, após a aplicação de mais de R$ 3 milhões no Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025. Nesta quarta-feira (10), a Operação Take Over cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Segundo a PF, as aplicações irregulares provenientes do fundo municipal foram direcionadas a “investimentos com grau de risco por meio de decisões em desacordo com as normas legais e com os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários”. As aplicações foram feitas em letras financeiras – que é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras para captar recursos – do Banco Master. A PF apura, ainda, indícios de esvaziamento das funções do comitê de investimentos responsável pela análise técnica e pela aprovação das aplicações financeiras do fundo previdenciário. Segundo a investigação, isso pode ter comprometido os mecanismos de controle e fiscalização dos recursos destinados à aposentadoria dos servidores municipais. “A investigação busca esclarecer se a conduta caracteriza gestão temerária ou fraudulenta e apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, além do recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo”, disse a PF em nota sobre a Operação Take Over. Segundo o Ministério da Previdência Social, a quantidade de assegurados e beneficiários do fundo de previdência em Paulista é de 5.335 pessoas. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal e são cumpridos no Recife; em Paulista, na Região Metropolitana; e na cidade do Rio de Janeiro, em residências e empresas. Ninguém foi preso na operação, segundo a PF. Uma das pessoas ouvidas nesta quarta-feira foi a diretora-presidente do PreviPaulista, Giovanna Maria Oliveira da Conceição Cordeiro, que não era gestora do fundo na época das supostas irregularidades (veja resposta do instituto mais abaixo). A prefeitura de Paulista disse que “todas as informações e documentos solicitados estão sendo disponibilizados aos órgãos competentes”. Já o PreviPaulista afirmou que sua capacidade financeira de honrar com os compromissos “permanece plenamente assegurada, e o pagamento dos benefícios previdenciários aos servidores não foi e não será afetado por este evento” (veja notas mais abaixo). O g1 questionou à PF o que foi apreendido nas três cidades, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O que diz a prefeitura de Paulista Em nota, a prefeitura de Paulista afirmou que: policiais federais foram ao Instituto de Previdência Social do Município do Paulista (PreviPaulista) “para a realização de diligências relacionadas à apuração de aportes financeiros efetuados, no ano de 2024, junto ao Banco Master”; “a atual gestão esclarece que os fatos objeto da investigação referem-se a atos praticados na administração anterior”; “desde o início da diligência, todas as informações e documentos solicitados estão sendo disponibilizados aos órgãos competentes, em total colaboração com o trabalho investigativo”. a gestão municipal e o PreviPaulista “permanecem à disposição das autoridades para contribuir com os esclarecimentos necessários e acompanharão o andamento das apurações pelos canais institucionais competentes”.   O ex-prefeito de Paulista Yves Ribeiro (MDB), que chefiava o município em 2024, divulgou uma nota de esclarecimento em que disse não ter autorizado ou realizado nenhuma aplicação de recurso do Regime Próprio de Previdência de Paulista. “Trata-se de entidade com autonomia, independência, com seus conselhos de administração e investimentos. Posso afirmar que jamais iria orientar ou aconselhar investimentos em bancos que não fossem os bancos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, ou bancos privados como o Bradesco e o Itaú. Sempre pautei minha vida com trabalho e honestidade. Uma vida pública marcada por zelo ao erário público. Acompanharei atento os desdobramentos das investigações, primando sempre pela verdade e justiça”, diz a nota. Resposta do fundo previdenciário de Paulista Por meio de nota assinada pela diretora-presidente do PreviPaulista, Giovanna Maria Oliveira da Conceição Cordeiro, o instituto disse que: “desde o início da diligência, […] disponibilizou integralmente todos os documentos e informações solicitados pelos agentes federais, em total colaboração com o trabalho investigativo”; “os fatos objeto da apuração referem-se a ato praticado em fevereiro de 2024, no curso da gestão anterior do Instituto”; “reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos”; “muito antes da deflagração da operação policial, […] já havia identificado, apurado e encaminhado aos órgãos de controle as irregularidades relacionadas ao investimento”.   Ainda no texto, a autarquia responsável pela gestão previdenciária dos servidores públicos municipais de Paulista listou as providências adotadas, em ordem cronológica, que “demonstram a diligência do Instituto”. Foram elas: Julho de 2025: realização de um diagnóstico da carteira de investimentos e atenção específica às letras financeiras do Banco Master; Ainda em 2025: monitoramento “em regime intensivo” dos sucessivos rebaixamentos da classificação de risco do Banco Master pela agência Fitch Ratings; 21 de novembro de 2025: três dias após a decretação da liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil, teve início o “processo de contingenciamento debatido pelo atual Comitê de Investimentos, que não aprovou o investimento no Master em 2024”; 8 de janeiro de 2026: instauração, através da Portaria nº 02/2026, de “uma Sindicância Administrativa Investigativa, conduzida por comissão composta exclusivamente por servidores do quadro efetivo, com colheita de depoimentos de todos os envolvidos no processo decisório”; Março de 2026: conclusão do Relatório Final da Sindicância, que apontou que a aplicação nas letras financeiras do Master foi uma decisão unilateral do então diretor-presidente do PreviPaulista, integrante da gestão anterior, “sem deliberação colegiada prévia do Comitê de Investimentos, sem consulta à consultoria de investimentos e sem a elaboração do Atestado de - [O grande estrago](https://politicariabrasileira.blog.br/o-grande-estrago/): O grande estrago Como a fraude do BRB arruinou as finanças do Distrito Federal, balançou o sistema financeiro e expôs a fragilidade das instituições Por Consuelo Dieguez | Piauí 09/06/2026 O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, hoje preso na Papudinha, e o ex-governador Ibaneis Rocha – Agência Brasília Rio de Janeiro – Algumas semanas antes de a União e o governo do Distrito Federal, no dia 28 de maio, assinarem um termo de conciliação, mediado pelo ministro do STF, Luiz Fux, para buscar uma solução que evite a quebra do Banco Regional de Brasília (BRB), os seis maiores bancos do país receberam um alerta preocupante do Banco Central.  Banco do Brasil, Bradesco, BTG, Caixa Econômica Federal, Itaú* e Santander, responsáveis pelo grosso do dinheiro do fundo, ouviram o seguinte: caso o BRB, atolado até o pescoço em uma fraude bilionária com o Master, quebrasse, a conta para o FGC seria monumental. Pelos cálculos do BC, apenas para reembolsar os clientes da instituição estatal, nesse caso, não só os CDBs, mas também depósitos à vista, o FGC teria que desembolsar, no mínimo, 17 bilhões de reais.  Criado em 1995, o FGC garante o ressarcimento de valores até 250 mil reais por CPF ou CNPJ para quem tinha aplicações financeiras em instituições que acabem de quebrar. Essa rede de proteção, porém, não é infinita – e anda cada vez mais curta. O rombo estratosférico do Master custou ao fundo 60 bilhões de reais, reduzindo o saldo, que chegou a 132 bilhões, para 72 bilhões de reais. Com o BRB na corda bamba, uma nova ameaça se instaurava no horizonte. O banco estatal tem, atualmente, 30 bilhões de reais em depósitos judiciais em custódia nos Tribunais de Justiça da Bahia, do Distrito Federal, de Alagoas, da Paraíba e do Maranhão. O problema é que os recursos não estão mais disponíveis no seu caixa. Foram investidos em diversos negócios da instituição, os quais nem o BC tem ideia – dado o histórico de fraudes do BRB – se são rentáveis e, acima de tudo, seguros. Para completar o imbróglio, o BRB é responsável por gerir os pagamentos dos servidores e aposentados do Distrito Federal e de administrar o pagamento dos serviços públicos, como passagens de ônibus e vale transporte. Isso, afora todos os serviços de dados do Distrito Federal e mais uma batelada de operações da instituição com a administração pública, que ficariam paralisadas caso o banco não recebesse oxigênio para sobreviver e fosse liquidado pelo Banco Central. Em suma, a hecatombe era iminente.  Parecia óbvio tanto para o BC quanto para o mercado que, pela gravidade do crime cometido e pela sua inviabilidade financeira, após queimar 21,7 bilhões de reais em operações fraudulentas com o Master, o destino do BRB não deveria ser outro que não a liquidação. Mas a luz vermelha acendeu no sistema financeiro. Por se tratar de um banco de varejo, que opera nacionalmente e tem negócios cruzados com várias outras instituições, a liquidação do BRB não apenas impactaria o patrimônio do FGC, como tinha potencial para desencadear uma crise muito maior. “O BRB, diferente do Master, é um banco que tem depósitos grandes o suficiente para provocar um impacto no sistema”, me disse um importante agente do mercado. “E banco de varejo quebrar é sempre complicado. Gera corrida por saque.” O BRB, me disse ele, apesar do lucro insignificante, tem valor, “ao contrário do Master, cujo único negócio era roubar dinheiro dos outros”. Por essa razão, disse, salvar o BRB fazia sentido. Mas fez uma ressalva. “Esse salvamento tem que ser feito pelo estado mais rico do país, que é o Distrito Federal, que tem o maior PIB per capita da federação. Essa conta tem que ficar com o Distrito Federal, já que foram seus governantes que criaram a fraude.” A tensão no sistema financeiro era grande. Além da irritação dos grandes bancos com o Banco Central, por ter deixado a fraude do Master correr solta a ponto de contaminar um banco de varejo, como o BRB, havia também um mal-estar com as plataformas responsáveis por despejar os CDBs do Master no mercado. Em abril, numa reunião a portas fechadas na Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, houve uma lavação de roupa suja entre os dirigentes de instituições financeiras, com dedos apontados, principalmente, para o presidente-executivo do conselho da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, cuja plataforma foi a que mais distribuiu CDBs do Master, seguida do BTG. A discussão acabou se transformando em um bate-boca inflamado, com acusações de todos os lados. O governo federal, até então, se mantinha à margem da confusão. O Ministério da Fazenda considerava que esta era uma questão para ser resolvida entre o BRB, o governo do Distrito Federal, o sistema financeiro e o Banco Central. Mas, então, a União foi repentinamente envolvida no caos, com sérios riscos de que toda a sociedade brasileira sofresse as consequências da falcatrua perpetrada pela direção do BRB, subordinada ao então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Tudo começou no dia 1o de abril deste ano, quando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ligou para Celina Leão que, dois dias antes, assumira a cadeira de governadora do Distrito Federal, no lugar de Ibaneis, que se desincompatibilizara para concorrer à eleição ao Senado. O ministro queria tratar de um assunto premente, afeito à sua pasta. Em razão do ataque dos Estados Unidos ao Irã, o Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, havia proposto aos estados e ao Distrito Federal que reduzissem ou até zerassem, temporariamente, o ICMS incidente sobre a importação de diesel para conter a alta do combustível. A União, por sua vez, compensaria parte da perda de arrecadação. Todos os governadores concordaram com a proposta, com exceção de Ibaneis. Com a saída de Ibaneis do cargo, Durigan voltou a exigir a cooperação do DF. Ele informou à governadora que, inclusive, já havia recebido reclamação de secretarias do DF, entre elas a de Transporte, dizendo que o aumento do diesel afetaria muito o transporte público local. Celina Leão concordou com a proposta do Confaz e - [O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação](https://politicariabrasileira.blog.br/o-que-vorcaro-diz-sobre-o-filme-de-bolsonaro-na-nova-delacao/): O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação Banqueiro Daniel Vorcaro citou o patrocínio ao Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, em sua nova proposta de delação premiada Por Igor Gadelha | Metrópoles 09/06/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro | Arte/Metrópoles A notícia de que Daniel Vorcaro citou o patrocínio ao filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro na nova proposta de delação premiada deixou alguns bolsonaristas inicialmente apreensivos. Nos bastidores, porém, aliados de Vorcaro dizem não haver motivos para preocupação. Isso porque, segundo eles, o banqueiro sustenta na delação que não teria havido irregularidades na negociação do patrocínio. De acordo com interlocutores, o dono do Banco Master diz, na delação, que a negociação entre ele e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o patrocínio teria sido republicana e não envolveria contrapartidas. Na proposta, segundo apurou a coluna, Vorcaro esclarece como se deu as tratativas e informa que o dinheiro do patrocínio foi enviado pelo banqueiro para um fundo nos Estados Unidos. Os recursos foram enviados por uma empresa ligada a Vorcaro para o fundo offshore Havengate. O fundo tem como agente legal o escritório de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Aliados ressaltam que Vorcaro apresentou explicações somente até o pagamento do patrocínio e não deu qualquer garantia de que os recursos foram realmente usados no filme. Por que Vorcaro falou sobre o filme na delação Se não houve irregularidade na negociação, por que, então, Vorcaro teria dedicado uma parte de sua nova proposta de colaboração a falar sobre o patrocínio do filme sobre a vida de Bolsonaro – Dark Horse? Aliados do banqueiro dizem que ele decidiu mencionar o fato em razão do vazamento das mensagens nas quais ele e Flávio falam sobre o patrocínio. O objetivo de Vorcaro seria esclarecer os fatos. A nova delação de Vorcaro A nova proposta de delação premiada do dono do Banco Master foi entregue pelos advogados do banqueiro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 1º de junho. A expectativa da defesa de Vorcaro agora é de que PF e PGR deem resposta sobre a nova proposta até o fim desta semana, quando acaba o prazo do acesso ampliado dos advogados ao banqueiro. A pedido da defesa, o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, autorizou os advogados a despacharem com Vorcaro das 9h às 17h durante a semana, até a sexta-feira (12/6). A autorização foi dada por Mendonça desde a semana retrasada. O objetivo foi permitir que os advogados do dono do Banco Master produzissem a nova proposta de colaboração premiada. A desconfiança da PF Como noticiou a coluna, a Polícia Federal desconfia que parte dos recursos enviados por Vorcaro como patrocínio ao filme sobre Bolsonaro teriam sido usados para outro objetivo. Mais do que despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro, investigadores apuram se os recursos também financiaram o lobby do ex-deputado contra autoridades brasileiras em articulação com o governo Trump. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [O caminho do dinheiro](https://politicariabrasileira.blog.br/o-caminho-do-dinheiro/): O caminho do dinheiro Desde a publicação da primeira reportagem da série Vaza Flávio, um dos esforços de aliados do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, tem sido convencer o público de que as revelações não se sustentam. Uma das vozes na tentativa de deslegitimar o nosso trabalho tem sido a do comentarista Paulo Figueiredo. Por Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes | Intercept Brasil 09/06/2026 Planilha e comprovante bancário mostram como Vorcaro enviou dinheiro aos EUA para financiar ‘Dark Horse’ “Começaram com o Intercept dizendo que eram 134 milhões do Vorcaro pro filme. Caiu para 61 milhões no Metrópoles. Depois, 2 milhões no Globo. Já já vocês vão descobrir que NÃO TEM dinheiro do Vorcaro no filme”, escreveu o aliado da família Bolsonaro no X, em 13 de maio. A tese de discrepância nos valores ganhou força a partir de postagens falsas compartilhadas por parlamentares e páginas bolsonaristas, alegando que o Intercept teria recuado das informações, “pedido desculpas” ou admitido não possuir provas de que Daniel Vorcaro financiou o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Isso já foi amplamente refutado. A alegação é mentirosa por vários motivos, mas o mais importante deles é que a primeira reportagem da nossa série sempre distinguiu dois números importantes para entender a negociata: os 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões, em valores convertidos pela cotação da época) negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme; e os 10,6 milhões de dólares (equivalentes, naquele período, a R$ 61 milhões) efetivamente pagos. Uma semana depois, em 20 de maio, Figueiredo questionou se o trabalho do Intercept revelaria, de fato, “transações financeiras”. E acrescentou: “Se não vierem (como Flávio jura e como eu acredito, até o momento), a credibilidade voltará aos poucos”. Pois bem: a edição desta semana da newsletter Cartas Marcadas traz documentos inéditos que comprovam de maneira irrefutável que houve repasses financeiros. Planilha detalha fluxo de pagamentos Além de mensagens, o Intercept teve acesso a planilhas, contratos, comprovantes bancários e registros financeiros que permitem reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro para bancar “Dark Horse”. O primeiro documento é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, apresentada nas conversas como o cronograma de financiamento do projeto. O arquivo registra uma operação de quase 24 milhões de dólares — o equivalente a R$ 134 milhões na cotação da época — e detalha tanto os aportes previstos quanto os valores efetivamente recebidos pelo fundo ligado à produção. Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados (Foto: Reprodução) O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha. As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada – a primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares.  Essa tabela sobre os pagamentos foi encaminhada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acompanhada da observação: “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”. A mensagem é relevante porque sugere que novos desembolsos estavam sendo discutidos naquele momento, o que pode significar que o valor efetivamente pago tenha ultrapassado os 10,6 milhões de dólares. Um cronograma semelhante havia sido encaminhado pelo próprio Daniel Vorcaro ao pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro, meses antes, em 12 de março de 2025. Segundo mensagens obtidas pelo Intercept, Vorcaro enviou o documento e deu duas orientações: “precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”. Zettel respondeu logo em seguida: “Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”. O “Mineiro” citado na troca de mensagens seria Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo ligado à Entre Investimentos e Participações, empresa que fez a transferência bancária. Apesar das negativas oficiais, as mensagens indicam haver uma conexão entre Vorcaro e Freixo. Em fevereiro de 2025, segundo registros obtidos pelo Intercept, Zettel perguntou a Vorcaro se poderia “pedir pro Minas” logo após o banqueiro sugerir fazer a operação “via entre”. O telefone de Freixo foi salvo na agenda de contatos de Vorcaro como Mineiro. Comprovante bancário detalha operação Outro documento que chama atenção é o comprovante da primeira transferência internacional da operação, emitido pelo sistema SWIFT, utilizado por instituições financeiras para operações entre diferentes países.  O registro é datado de 13 de fevereiro de 2025 e confirma a remessa de 2 milhões de dólares ao Havengate Development Fund LP, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução) Segundo o comprovante, a operação teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento foi processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank. O comprovante contém os códigos de identificação da transferência, os dados das instituições envolvidas, as referências da operação e os registros de liquidação exigidos pelo sistema financeiro internacional. O extrato registra o que seria a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse” e demonstra o funcionamento na prática da operação descrita nas mensagens.  Esse comprovante, inclusive, consta em uma série de mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro sobre dificuldades para concluir a operação. Em 5 de fevereiro, Zettel informou ao banqueiro que o câmbio do Banco Master estava criando obstáculos para a transferência destinada ao filme. Durante a conversa, os dois discutiram alternativas para viabilizar o envio dos recursos ao exterior e - [A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco](https://politicariabrasileira.blog.br/a-decisao-de-kassio-nunes-marques-que-coloca-a-eleicao-em-risco/): A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco Primeira decisão de grande impacto do ministro à frente do TSE suspende pesquisa que mostrava queda de Flávio Bolsonaro após escândalo Vorcaro e acende alerta sobre liberdade de informação no processo eleitoral Por Renato Rovai | Fórum 08/06/2026 Kassio Nunes Marques – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A decisão do ministro Kassio Nunes Marques de suspender a divulgação da pesquisa AtlasIntel que media os impactos do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não é apenas mais uma disputa jurídica sobre metodologia eleitoral. Ela representa um sinal preocupante sobre o ambiente que poderá marcar a próxima eleição presidencial. A pesquisa em questão avaliava o efeito político da divulgação dos áudios que revelaram conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a justificativa da decisão, a exibição do conteúdo aos entrevistados teria comprometido o levantamento. Mas a própria AtlasIntel já havia explicado publicamente como o estudo foi realizado. Primeiro, os entrevistados responderam às perguntas eleitorais. Apenas depois tiveram contato com o áudio e foram questionados sobre uma eventual mudança de posicionamento diante daquela informação. Na prática, tratava-se de dois momentos distintos da pesquisa. Um deles media a fotografia eleitoral do momento. O outro buscava compreender o potencial impacto de um fato político relevante sobre a opinião pública. É um procedimento que, independentemente de concordâncias ou discordâncias metodológicas, não altera os resultados já obtidos na etapa principal do levantamento. Por isso, a decisão chama atenção. Não porque se esteja discutindo se a pesquisa estava certa ou errada. Institutos podem errar, acertar, ser criticados ou contestados. O que causa estranheza é a opção pela proibição da divulgação. Historicamente, a Justiça Eleitoral brasileira tem sido cautelosa quando o assunto é impedir a circulação de informações. A regra geral sempre foi permitir o debate público e deixar que a sociedade, os especialistas e os próprios concorrentes questionassem eventuais inconsistências. Ao suspender a divulgação, Kassio Nunes Marques envia uma mensagem política que vai muito além da pesquisa. E essa mensagem ganha peso porque ele estará presidindo o Tribunal Superior Eleitoral durante o pleito. Isso não afeta apenas institutos de pesquisa. Afeta jornalistas, veículos de comunicação, produtores de conteúdo e até cidadãos comuns que participam do debate público nas redes sociais. O ponto central não é Flávio Bolsonaro. Nem mesmo a AtlasIntel. O que está em discussão é o direito da sociedade de ter acesso a informações, pesquisas e análises que ajudem a compreender o cenário político do país. Democracias maduras convivem com informações incômodas. Convivem com pesquisas favoráveis ou desfavoráveis a candidatos. Convivem com denúncias, investigações e repercussões eleitorais. O remédio para uma informação considerada equivocada nunca deveria ser a proibição, mas o contraditório. Por isso, a decisão merece atenção. Se ela se transformar em padrão, o risco é que o debate eleitoral de 2026 passe a ser marcado não apenas pela disputa entre candidatos, mas também pela crescente judicialização da informação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/tribunal-do-brasil-suspende-pesquisa-da-atlasintel-contestada-por-bolsonaro/): Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. Por Barbara Nascimento | Bloomberg 08/06/2026 Flavio BolsonaroFotógrafo: Daniel Ramalho/AFP/Getty Images O tribunal eleitoral brasileiro suspendeu a circulação de uma pesquisa AtlasIntel que mostrava o senador Flávio Bolsonaro perdendo terreno na disputa presidencial, citando supostos problemas com a metodologia do banco de pesquisas. O partido de Bolsonaro alegou que a pesquisa, publicada em 19 de maio após mensagens de áudio vazadas revelarem vínculos entre o candidato de direita e uma figura central na maior investigação de fraude bancária do país, influenciou os entrevistados ao apresentar detalhes do episódio antes de pedir sua opinião. A AtlasIntel realiza pesquisas mensais de opinião para a Bloomberg News, incluindo esta. O juiz Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal eleitoral, disse que havia “indicações relevantes” de que a neutralidade da metodologia da AtlasIntel pode ter sido comprometida. Em uma decisão tomada na segunda-feira, ele ordenou que a empresa se abstivesse de publicar, promover, republicar ou manter a pesquisa em seus canais oficiais, e que enviasse documentação técnica que abordasse aspectos contestados. A decisão não impede o institutor de pesquisa de publicar pesquisas futuras. A AtlasIntel afirmou que cumprirá a decisão do tribunal e expressou confiança de que a questão será resolvida após uma revisão técnica dos fatos e de sua metodologia. “A AtlasIntel baseia seu trabalho em imparcialidade, rigor científico e precisão”, disse o CEO Andrei Roman em comunicado. Bolsonaro é o principal desafiante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. Após as mensagens de áudio serem divulgadas, ele confirmou que havia entrado em contato com Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, para buscar milhões de dólares para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso. Ele negou qualquer irregularidade e disse que anteriormente negou envolvimento com o banqueiro por causa de um acordo de confidencialidade vinculado ao financiamento do filme. O episódio do Vorcaro marcou um golpe significativo para a campanha de Bolsonaro. A AtlasIntel foi a primeira grande empresa de pesquisa a publicar uma pesquisa mostrando o quanto sua candidatura havia sido prejudicada, e vários outros institutos divulgaram pesquisas apontando para um impacto semelhante nos dias seguintes. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU](https://politicariabrasileira.blog.br/exclusivo-ong-da-produtora-de-dark-horse-desviou-recursos-do-sesi-em-7-estados-e-no-df-segundo-cgu/): EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU A ONG Instituto Conhecer Brasil, ou ICB, de Karina Ferreira da Gama, atuou como entidade de fachada para drenar recursos do Sistema S, segundo auditorias da Controladoria-Geral da União, a CGU. Por Eduardo Goulart | Intercept Brasil 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU Entre 2017 e 2018, o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria, o CN-Sesi, repassou cerca de R$ 11 milhões para a organização realizar a Feira da Cidadania em sete estados brasileiros – além da Fórmula Truck Kids, no Distrito Federal. Os levantamentos mostram que ao menos R$ 2,4 milhões desse total foram superfaturados. O raio-X das auditorias da CGU escancara uma sangria milionária e sistemática. Apenas no Pará, o sobrepreço comprovado superou a marca de R$ 1,3 milhão, somando-se a outros R$ 880 mil de prejuízo no Rio Grande do Norte e a margens de lucro infladas abusivamente em até 748% no Piauí. No Distrito Federal, dos R$ 350 mil recebidos pelo instituto para a Fórmula Truck Kids, a verba transitou por uma entidade de fachada e apenas R$ 80 mil custearam o evento real, deixando um superfaturamento direto de R$ 270 mil pelo caminho em um único contrato. Os valores drenados pelo esquema não são recursos privados. O Sesi, como integrante do Sistema S, é financiado por contribuições compulsórias pagas pelo setor industrial – verbas que possuem natureza de recurso público federal. É exatamente por gerir esse dinheiro que a entidade é submetida à fiscalização da Controladoria-Geral da União, a CGU, órgão responsável por auditar as contas anuais do conselho e que acabou descobrindo o rastro de superfaturamentos e notas frias deixado pelo ICB. Embora a subcontratação de serviços específicos seja uma prática legal em eventos, as auditorias da CGU revelaram que o ICB operava um CNPJ sem nenhum funcionário registrado, sem capital social e sem veículos, utilizado exclusivamente para assinar os contratos com o CN-Sesi e transferir 100% do dinheiro para uma rede de empresas também de fachada, do Distrito Federal. Karina Ferreira da Gama também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Intercept Brasil revelou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, negociou o pagamento de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o longa-metragem.  Ela está sendo investigada pela Polícia Civil de São Paulo por ter firmado um contrato de R$ 108 milhões para o fornecimento de Wi-Fi para comunidades de baixa renda com a prefeitura da capital paulista. Uma parte dos serviços não teria sido realizada, e a execução ocorreu com preços acima do mercado, segundo a polícia. O ICB, de Karina, também repassou R$ 700 mil de uma emenda de R$ 1 milhão do deputado Mario Frias, do PL de São Paulo, a um empresário denunciado por fraude e a uma funcionária de uma empresa dele. Entregas fictícias Segundo a CGU, ao terceirizar integralmente a execução dos eventos, o ICB deixou um rastro de notas fiscais fraudulentas, entregas fictícias e sobrepreços milionários. O esquema foi viabilizado por aprovações a jato e negligência da cúpula do Sesi, que ignorou reiterados alertas jurídicos. A CGU aponta que o ICB cometeu irregularidades em Goiás, no Pará, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Tocantins, no Maranhão, na Bahia e no Distrito Federal. O projeto Feira da Cidadania deveria levar serviços de saúde, lazer e cidadania a trabalhadores da indústria e comunidades locais, mas se transformou em um duto de escoamento de verbas por meio de orçamentos inflados e falhas de fiscalização, indicou a CGU. A execução dos projetos foi sistematicamente direcionada para um núcleo de empresas de eventos sediadas no Distrito Federal: a HBMB Entretenimento Ltda – ME, a HBMB Organização e Produção de Eventos Eireli e a Servaris Comércio e Serviços.  A CGU apurou que essas companhias operavam em sintonia fina: além de possuírem a mesma sócia-administradora, Idalby Cristine Moreno Ramos, duas delas registravam sedes no mesmo lote, separadas apenas por uma parede de sala comercial. O dinheiro do Sistema S fluía do Conselho Nacional do Sesi para o ICB e, imediatamente, desaguava nessas empresas terceirizadas em Brasília. Empresas sem funcionários A incapacidade técnica e operacional para gerir projetos multimilionários era um traço em comum nesse esquema. Segundo a CGU, consultas à base da Relação Anual de Informações Sociais, a Rais, atestaram que tanto o ICB quanto as empresas subcontratadas não possuíam um único funcionário registrado.  Além da ausência de equipe, as firmas de Brasília chegaram a figurar como “inaptas” na Receita Federal. Um CNPJ é declarado “inapto” quando a empresa descumpre suas obrigações burocráticas com o governo por dois anos consecutivos. Isso significa que ela deixou de entregar suas declarações de impostos e demonstrações contábeis ou foi flagrada operando de forma irregular. A omissão nos controles da cúpula do CN-Sesi funcionou como o motor das aprovações. A CGU documentou uma tramitação atípica na liberação da 5ª Feira da Cidadania, originalmente prevista para o Maranhão. No dia 30 de maio de 2018, em um intervalo de exatos 11 minutos, a Superintendência de Articulação Institucional e Programas, a Supar, do CN-Sesi recebeu um e-mail do ICB, analisou a mensagem, autorizou a concessão do patrocínio, assinou o contrato e realizou a transferência bancária de R$ 460 mil. O rito acelerado ignorou os pareceres da própria Consultoria Jurídica do CN-Sesi, que cobrava a comprovação de que os preços propostos estavam de acordo com o mercado. Com o dinheiro já na conta, o ICB cancelou o evento nordestino na data prevista para o seu início e transferiu o projeto para Goiás, reaproveitando a mesma planilha de custos – a despeito das diferenças logísticas regionais –, manobra que recebeu o aval irrestrito do Sesi. No Pará, onde o ICB realizou duas edições da feira, o próprio CN-Sesi admitiu posteriormente – - [Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets](https://politicariabrasileira.blog.br/deputada-cobra-explicacoes-da-fazenda-e-da-cgu-por-sigilo-em-documentos-de-bets/): Deputada cobra explicações da Fazenda e da CGU por sigilo em documentos de bets Parlamentar quer que órgão adote providências cabíveis em caso de detecção de irregularidades no caso Por Levy Teles | O Estado de S.Paulo 08/06/2026 Heloísa Helena é deputada federal e já foi senadora. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados BRASÍLIA – A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) enviou ofícios ao ministério da Fazenda e à Controladoria-Geral da União (CGU) cobrando explicações da decisão do governo Lula que impôs sigilo de até 100 anos a processos que tratam da autorização para funcionamento de casas de apostas no Brasil, informação revelada pelo Estadão. A parlamentar quer saber o fundamento jurídico utilizado para a restrição de acesso. Ela solicitou que a CGU, órgão responsável pelo monitoramento da transparência no governo federal, adote as providências cabíveis caso sejam identificadas irregularidades ou interpretação incompatível com o regime jurídico do acesso à informação. “A matéria é de evidente interesse público. A autorização para funcionamento dessas empresas não constitui ato meramente privado, mas procedimento administrativo de natureza regulatória, conduzido pelo Estado brasileiro, com impacto econômico, fiscal, social e sanitário relevante”, argumenta a deputada. “O requerimento não busca acessar dados pessoais sensíveis ou informações empresariais legitimamente protegidas, mas assegurar que atos de autorização estatal, praticados no exercício de competência pública, sejam submetidos ao controle democrático, parlamentar e social.” O Estadão revelou neste domingo, 7, a imposição dos sigilos. Com isso, os cidadãos não podem saber como se deu a tramitação dos processos, as eventuais inadequações na papelada das empresas, nem como elas foram corrigidas. Também fica sob sigilo o meio de pagamento das outorgas de R$ 30 milhões e quem são os beneficiários finais de cada empresa de apostas. A reportagem pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a íntegra do processo que autorizou a casa de apostas 1xBet, empresa de origem russa banida em vários países e que ganhou o aval do governo Lula, em julho, para funcionar no Brasil. O pedido de acesso às informações foi negado. Na resposta negativa, a Fazenda informou que os documentos solicitados estão resguardados por sigilo conforme prevê a LAI. A pasta alegou que a legislação determina a proteção de dados pessoais dos sócios e de administradores e beneficiários finais das bets. Por serem classificadas como informações pessoais, a Fazenda invocou o dispositivo da LAI que determina o sigilo dessas informações por até um século. Na resposta em que negou o acesso, o ministério citou trecho da lei que estabelece o sigilo de 100 anos. Um portaria da Controladoria Geral da União de 2024 definiu que “na ausência de indicação expressa quanto ao prazo de sigilo da informação pessoal”, pode-se presumir que o sigilo deve durar 15 anos. Mas a resposta da Fazenda citou expressamente o prazo de 100 anos. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoDeputada FederalLei de Acesso à Informação LAIREDE Rede Sustentabilidade Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/marco-feliciano-expoe-jair-e-eduardo-bolsonaro-ingratidao-video/): Marco Feliciano expõe Jair e Eduardo Bolsonaro: “Ingratidão” (VIDEO) Deputado federal revelou, em entrevista, bastidores da relação que mantinha com o ex-presidente e seu filho Por Marcelo Hailer | Fórum 08/06/2026 Ex-presidente Jair Bolsonaro – (PABLO PORCIUNCULA / AFP) O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) revelou, durante entrevista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo foram ingratos e desleais com ele. Feliciano contou que, por duas vezes, Bolsonaro lhe prometeu apoio a uma candidatura ao Senado, mas nunca cumpriu e optou por outros nomes. Feliciano também critica a postura de Eduardo Bolsonaro e lembra que o filho do ex-presidente só se tornou deputado por causa de seus votos, que puxaram o filho 02 de Jair Bolsonaro para a Câmara dos Deputados. “Eu tive 400 mil votos e o Eduardo [Bolsonaro] teve um pouco mais de 60 mil [votos], ele não seria eleito, mas, com a sobra dos meus votos no partido, o Eduardo se tornou deputado. Então, a família tem um histórico e eu pensei que, de fato, nesse momento eu seria lembrado. Gratidão é a memória do coração. Mas eu sou leal e lealdade às vezes implica isso: ficar quieto para evitar um problema maior.” Em seguida, Marco Feliciano afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro não foi leal e não cumpriu promessas de apoio ao seu nome para o Senado: “Eu tive a promessa do presidente Bolsonaro, em 2022, e perdi para Marcos Pontes […] que acabou traindo ele no início. Ele tinha falado que dessa vez seria eu, só que aí mudou tudo e foi o Eduardo. Como é o Eduardo, eu fiquei quieto, é o filho e em família não se mexe. Mas o Eduardo ficou impossibilitado de vir e eu perguntei: ‘E eu, agora?’ e ele falou: ‘Vamos bater pesquisa’. Bolsonaro falou pra mim: ‘Vamos fazer pesquisa. Quem estiver melhor, vai’. E eu pedi para colocarem o meu nome na pesquisa. A única vez que o partido colocou o meu nome na pesquisa… eu entrei em duas, alguém fez uma avulsa e eu pontuei 9 pontos e, na outra, o partido colocou o meu nome. Foi uma só. Nessa, eu pontuei com quase 14 pontos, para depois, nas outras, não me colocarem mais.” https://politicariabrasileira.aquiteminternet.net.br/wp-content/uploads/2026/06/ssstwitter.com_1781051298074.mp4 Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaVIDEO AUDIO Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/o-efeito-domino-como-o-possivel-acordo-de-delacao-de-bacellar-em-investigacoes-sobre-o-cv-ameaca-flavio-bolsonaro/): O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro Ex-presidente da Alerj, detido há dois meses sob acusação de integrar organização criminosa, quer revelar esquemas de pagamento de mesadas a parlamentares. Movimentação provoca alerta no entorno de Flávio Bolsonaro. Por Plínio Teodoro | Fórum 08/06/2026 Rodrigo Bacellar com a medalha de “imbrochável” de Jair e com Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro (Instagram / Rodrigo Bacellar) O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União-RJ), iniciou negociações para uma colaboração premiada com a Polícia Federal. Preso há pouco mais de dois meses sob acusação de integrar organização criminosa e vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho, Bacellar teria preparado um esboço de delação que detalha esquemas financeiros na gestão Cláudio Castro (PL) e o repasse de recursos a parlamentares aliados na Alerj. A movimentação, ainda sem homologação judicial confirmada, já provoca apreensão nos bastidores da política fluminense e acende um alerta direto no campo bolsonarista do estado. O movimento de Bacellar Rodrigo Bacellar chegou à prisão como um dos nomes mais influentes da política fluminense: ex-presidente da Alerj, aliado orgânico do bolsonarismo no Rio e figura com trânsito direto no Palácio Guanabara. Dois meses depois, o ex-deputado teria tomado uma decisão que pode redesenhar o mapa de poder do estado: colaborar com a Polícia Federal. A acusação que o mantém preso é grave. Bacellar é investigado por integrar organização criminosa e por vazar informações sigilosas sobre operações da PF, o que teria beneficiado o ex-deputado estadual TH Joias, permitindo que ele ocultasse provas antes de uma apreensão. A Procuradoria-Geral da República chegou a denunciá-los ao Supremo Tribunal Federal por obstrução de investigação, segundo apuração da Fórum. Diante desse quadro, a delação premiada é, na prática, a única saída disponível. Bacellar atuou como advogado antes de entrar na política e conhece de perto o peso que uma colaboração pode ter sobre uma investigação criminal. O isolamento político reforça a urgência da decisão. O ex-presidente da Alerj perdeu o mandato, perdeu a liberdade e, com as investigações avançando sobre seu entorno, perdeu também os aliados que poderiam articular sua defesa nos corredores do poder. Um esboço da delação já teria sido submetido a uma avaliação preliminar pelas autoridades policiais, mas não há confirmação oficial de qualquer instância judicial ou do Ministério Público sobre o andamento formal do acordo. O que a delação promete revelar O conteúdo que Bacellar estaria disposto a entregar à PF vai além de relatos pessoais: o ex-deputado promete detalhar esquemas que teriam operado dentro das secretarias de Educação e de Fazenda durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ). A estrutura da colaboração incluiria anexos específicos sobre a origem dos recursos utilizados no pagamento de mesadas a parlamentares ligados ao seu grupo na Alerj, o que, se confirmado, atingiria diretamente deputados ainda em exercício. O ex-secretário de Governo André Moura aparece como personagem central na articulação política descrita na delação, segundo fontes da política fluminense. Moura teve trânsito relevante no Palácio Guanabara e na costura de apoios parlamentares ao governo Castro, o que torna seu nome um dos mais sensíveis no material que Bacellar teria preparado. A implicação direta de um operador político dessa envergadura daria à delação um alcance que vai da Alerj ao Executivo estadual. Quanto aos valores, os bastidores falam em ressarcimento estimado em R$ 300 milhões aos cofres públicos, mas ainda não há acordo fechado sobre esse montante. A cifra, atribuída não foi confirmada oficialmente por nenhuma das partes envolvidas nas negociações. O potencial da delação, contudo, já é reconhecido: caso o acordo avance e seja homologado, ele tem potencial para provocar um efeito dominó na política do Rio de Janeiro. A teia de conexões As investigações que cercam Bacellar não existem no vácuo: elas fazem parte de uma teia mais ampla que, segundo a PF, conecta o Palácio Guanabara ao crime organizado. Em apenas 11 dias, a Polícia Federal realizou duas operações contra o ex-governador Cláudio Castro, vinculando-o ao caso Refit e ao escândalo do Banco Master. Nas buscas realizadas na cobertura de luxo onde Castro reside, avaliada em mais de R$ 5 milhões, agentes apreenderam cinco telefones celulares cujo conteúdo pode expor de vez a rede de relações entre o grupo político do senador Flávio Bolsonaro e lideranças do Comando Vermelho, especialmente no fornecimento de fuzis AK-47 e AR-15 vindos dos Estados Unidos. A cobertura onde Castro mora pertence formalmente à empresa J3 Real Estate, cujo sócio é o advogado José Mauro de Farias Junior. O imóvel foi adquirido em junho de 2023 por R$ 3,5 milhões, pagos à vista. Mauro chefiou a Secretaria de Transformação Digital do governo Castro entre 2022 e 2024, pasta que empenhou R$ 216 milhões em seu primeiro ano completo de funcionamento. Ele também foi próximo de Bacellar, e seu irmão Rafael Thompson de Farias atuou como braço-direito do ex-presidente da Alerj no governo estadual. A relação entre os dois se deteriorou, mas os vínculos documentados tornam Mauro uma peça relevante na investigação sobre contratos públicos e lavagem de dinheiro. A PF também investiga o empresário Ricardo Magro, suspeito de ter utilizado ao menos 15 offshores registradas em Delaware, nos Estados Unidos, para lavar dinheiro e enviar fuzis em contêineres destinados ao tráfico no Rio de Janeiro. É nesse ponto que as investigações brasileiras encontram um obstáculo externo de peso. O impacto no bolsonarismo Flávio Bolsonaro construiu sua pré-candidatura à Presidência sobre um discurso de combate ao crime organizado. O problema é que o passado não colabora com a narrativa. O senador tentou articular o nome de Bacellar para a disputa pelo governo do Rio em 2026: o acordo previa que Jair Bolsonaro apoiasse o candidato do União Brasil ao Palácio Guanabara em troca de espaço para o PL na composição eleitoral. Bacellar teve o mandato cassado e foi preso antes de qualquer candidatura. O histórico de Flávio com figuras ligadas ao crime organizado é documentado por investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro. Quando era deputado estadual, ele entregou - [“Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais](https://politicariabrasileira.blog.br/morte-digital-de-bolsonaro-vira-dado-ex-presidente-perde-mais-de-100-mil-seguidores-por-mes-nas-redes-sociais/): “Morte digital” de Bolsonaro vira dado: ex-presidente perde mais de 100 mil seguidores por mês nas redes sociais Soma dos perfis públicos de Jair Bolsonaro caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões desde novembro, em meio à proibição do STF ao uso das redes sociais Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 08/06/2026 Jair Bolsonaro – Jair Bolsonaro e o filho Carlos em manifestação de extremistas, quando ainda estava solto – Imagem: Instagram Jair Bolsonaro (PL) perdeu cerca de 800 mil seguidores nas redes sociais desde novembro. A soma dos perfis públicos do ex-presidente no Instagram, X, Facebook, YouTube e TikTok caiu de 68,5 milhões para 67,7 milhões. A perda média supera 100 mil seguidores por mês. O dado dá peso concreto à expressão “morte digital”, usada por aliados para descrever o isolamento de Bolsonaro nas plataformas. O ex-presidente segue impedido de usar redes sociais, direta ou indiretamente, por decisão do STF. A queda atinge o ponto mais sensível do bolsonarismo. Bolsonaro construiu sua força política com comunicação direta, mobilização permanente e ataque constante a adversários nas redes. Sem acesso aos próprios perfis, perdeu o principal canal de comando sobre a militância digital. Bolsonaro perde seguidores no centro da máquina digital O movimento mostra uma virada. Mesmo depois da restrição judicial, os perfis de Bolsonaro ainda mantinham algum crescimento residual, puxado por publicações antigas e pela atuação de apoiadores. Agora, a curva mudou de direção. A perda de seguidores indica redução de alcance, menor capacidade de mobilização e desgaste no ambiente em que Bolsonaro sempre operou com mais força. Para o bolsonarismo, as redes não foram apenas vitrine. Foram método de pressão política. A decisão do Supremo mira justamente esse uso. A Corte deixou claro que Bolsonaro não foi impedido de falar em público, conceder entrevistas ou fazer discursos. O bloqueio recai sobre a tentativa de transformar falas em conteúdo para redes sociais por meio de aliados e apoiadores. STF corta o atalho digital de Bolsonaro Sem poder publicar diretamente, Bolsonaro passou a depender dos filhos, de parlamentares e de influenciadores para continuar circulando nas plataformas. A substituição, porém, não tem o mesmo efeito. O comando direto desaparece. A audiência sente. O desgaste digital ocorre no mesmo período em que o ex-presidente enfrenta as consequências da trama golpista. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. A condenação reforçou o isolamento político do ex-presidente. A perda de seguidores mostra que esse isolamento também chegou ao território onde Bolsonaro sustentou parte decisiva de sua liderança. “Morte digital” deixa de ser só discurso A expressão “morte digital” ganhou força entre bolsonaristas porque resume a perda de presença direta de Bolsonaro nas redes. Agora, o termo aparece acompanhado de um número: 800 mil seguidores a menos desde novembro. A família Bolsonaro tenta manter o ex-presidente ativo no debate público com publicações e mensagens de apoio. Mas a operação terceirizada não reproduz a força das postagens feitas pelo próprio Bolsonaro. O bolsonarismo continua presente nas plataformas, mas seu principal líder perdeu o controle do próprio centro de distribuição. Com os perfis parados, a condenação no STF e a audiência em queda, Bolsonaro vê a “morte digital” deixar de ser retórica e virar dado nas redes. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O caminho do dinheiro 09/06/2026 Tribunal do Brasil suspende pesquisa da AtlasIntel contestada por Bolsonaro 08/06/2026 EXCLUSIVO: ONG da produtora de ‘Dark Horse’ desviou recursos do Sesi em 7 estados e no DF, segundo CGU 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta](https://politicariabrasileira.blog.br/decreto-de-castro-foi-feito-sob-medida-para-credenciar-master-no-credcesta/): Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta Estudo de colegiado da Casa aponta que crédito consignado foi porta de entrada para banco de Vorcaro no RJ dois anos antes dos aportes bilionários do Rioprevidência e Cedae Por Johanns Eller | O Globo 08/06/2026 O ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master — Foto: Marcelo Theobald/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor Um decreto assinado pelo então governador Cláudio Castro (PL) em maio de 2021 foi feito sob medida para atender o Banco Master e credenciar a instituição para expandir a oferta do Credcesta, braço de crédito consignado, aos servidores públicos fluminenses. A conclusão é de um relatório elaborado pela Comissão de Servidores Públicos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao qual a equipe da coluna teve acesso. O governador nega qualquer benefício e diz que não conhecia Vorcaro na época em que o decreto foi editado. O estudo, elaborado pelo presidente do colegiado, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), aponta que o mercado de consignados foi a porta de entrada para o Master no Rio de Janeiro e teve papel crucial na “engrenagem da fraude” que levou, dois anos depois, aos aportes bilionários do Rioprevidência e da Cedae em letras financeiras e fundos do banco de Vorcaro. Em novembro passado, quando o Master foi liquidado, sua carteira de consignado no Rio era de R$ 5,5 bilhões em 156 mil contratos – 15,4% do mercado no estado, atrás apenas do Bradesco. Na prática, o roteiro seguido no Rio é muito similar ao que se passou na Bahia, onde o modelo de negócios do Master com o Credcesta se consolidou durante o governo do petista Rui Costa. Lá também houve ampliação da margem consignável e decretos estaduais que, na prática, garantiam ao Credcesta monopólio sobre o serviço. Posteriormente, o serviço do cartão foi expandido para diversos estados. Decreto sob medida Segundo o levantamento, a primeira medida assinada por Castro que beneficiou o Master foi um decreto de 27 de maio de 2021 que alterou a regulamentação dos consignados no Rio para permitir que o governo autorizasse o credenciamento de entidades financeiras não inscritas no Banco Central (BC) e administradoras de cartão de crédito. Apenas cinco dias depois, em 1º de junho, a Casa Civil de Cláudio Castro autorizou a operadora PKL One, em nome do Banco Master, a oferecer o Credcesta a servidores e pensionistas do estado. De acordo com o colegiado, o mesmo termo de credenciamento ainda deu exclusividade à empresa para o fornecimento do cartão de benefícios. A empresa PKL é ligada ao então sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e operava o cartão de crédito consignado nos estados em que o serviço era oferecido pelo Master. Após a liquidação do banco, o Pleno, que pertence a Lima, assumiu as carteiras do Credcesta. A PKL, porém, nunca foi credenciada como instituição autorizada a funcionar pelo BC, conforme certidão emitida no site do órgão regulador pela equipe da coluna na última quarta-feira (3). A previsão inserida no decreto de Cláudio Castro, portanto, foi providencial para que a operadora fosse credenciada para operar o Credcesta no Rio. Mas não foi só isso. A medida assinada por Castro também ampliou a fatia dos vencimentos dos servidores que poderia ser comprometidas ao criar um limite próprio de 20% para o cartão de benefícios do Credcesta, além de autorizar que ele também passasse a ser usado para o custeio de bens e serviços no comércio tradicional. O texto ainda estipulou que esses 20% poderiam ser acrescidos ao teto de 35% já previsto em lei para o pagamento dos empréstimos tradicionais e despesas com cartões de crédito consignados. Na prática, isso expandiu ainda mais a fatia de mercado a ser explorada pelo Master e permitiu que os servidores comprometessem até 55% da renda com descontos na fonte. O relatório da Alerj destaca que esses dispositivos ampliaram “significativamente o potencial de endividamento”. Meses depois, em novembro de 2021, outro decreto estadual expandiu o limite legal do consignado regular de 35% para 40% e manteve a faixa dos 20% do cartão Credcesta à parte, aumentando ainda mais a possibilidade de comprometimento da renda. O decreto de Castro ainda liberou a contratação dos serviços de consignado fossem contratados por telefone e até WhatsApp – o que, segundo o trabalho liderado por Serafini, abriu margem para abordagens informais a servidores e pensionistas sem a clareza necessária quanto às cláusulas e as condições oferecidas pelo Master. No processo, ainda de acordo com a Alerj, a PKL One e o Master solicitaram e tiveram o acesso franqueado à folha de pagamento do estado e os dados de servidores e aposentados. Embora os decretos estaduais sejam públicos, o estudo da comissão de Servidores Públicos afirma que os documentos e registros do governo sobre a tramitação do credenciamento da PKL One e a entrada do Credcesta são mantidos sob sigilo e não foram fornecidos à Assembleia. Não foi garantido o acesso nem mesmo aos termos de compromisso que eram entregues a quem aderisse ao programa. O relatório sustenta que a carteira do Credcesta no estado foi determinante para dar ao Master e a Vorcaro liquidez e lastro para a emissão dos CDBs do banco, além de garantir uma fonte de capitalização para a carteira de ativos oferecidas a diversas outras instituições financeiras e, futuramente, viabilizar a aquisição de títulos podres pelo Rioprevidência. “O crédito predatório alimentou a engrenagem da fraude e os servidores do Rio de Janeiro foram submetidos a um duplo prejuízo, individualmente em contratos abusivos e coletivamente com o vilipêndio do patrimônio do seu fundo de pensão”, afirma o documento. O relatório cita também dados do painel de grandes litigantes computado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) que colocam o Master como responsável por quase um terço (27,4%) dos processos por superendividamento no estado. A taxa de juros por ano, segundo a comissão da Alerj, chegava a 100%. Questionada pela equipe da coluna sobre os indícios de favorecimento do Banco Master pelo governo Castro apontados no relatório da Alerj, a defesa de Daniel Vorcaro informou que não - [Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/moraes-toma-nova-decisao-sobre-daniel-silveira-apos-serie-de-derrotas-no-stf/): Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF Despacho do ministro envolve o acompanhamento da pena cumprida por Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas Por Ivan Longo | Fórum 07/06/2026 O ex-deputado Daniel Silveira, condenado e preso por ataques às instituições democráticas – Foto: SEAP/Reprodução O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a emissão de um atestado atualizado da pena do ex-deputado federal Daniel Silveira, bolsonarista condenado por ataques às instituições democráticas e por coação no curso do processo. A decisão foi assinada em 1º de junho e atende a um pedido protocolado pela defesa dois dias antes. O documento deverá ser emitido pelo juízo delegado no prazo de cinco dias e servirá para que os advogados acompanhem a execução da pena, verifiquem o tempo já cumprido e avaliem a possibilidade de futuros benefícios previstos na legislação. Documento permitirá acompanhamento da execução penal No despacho, Moraes determinou a emissão de um “atestado de pena a cumprir atualizado”, instrumento utilizado para informar oficialmente o tempo de pena executado, o saldo remanescente, eventuais remições reconhecidas e as datas de referência para pedidos previstos na Lei de Execução Penal. O requerimento foi apresentado pelo advogado Michael Robert Silva Pinheiro, que argumentou que o acesso ao documento é essencial para o acompanhamento da execução penal e está amparado pelo direito constitucional de obtenção de certidões e informações junto ao Poder Judiciário. Ao analisar o pedido, Moraes registrou que Daniel Silveira já cumpriu 4 anos, 10 meses e 13 dias da pena total de 8 anos e 9 meses de reclusão. Histórico da condenação Daniel Silveira foi condenado pelo STF em 2022 pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de impedir, mediante grave ameaça, o livre exercício dos Poderes da República. Embora tenha recebido um indulto concedido pelo então presidente Jair Bolsonaro, a medida foi posteriormente invalidada pelo Supremo. Atualmente, o ex-parlamentar cumpre pena em regime aberto, submetido a uma série de restrições determinadas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. Daniel Silveira acumula derrotas no Supremo A decisão de Moraes ocorre em meio a uma sequência de reveses sofridos pela defesa de Silveira. Em março, os advogados solicitaram a ampliação dos horários de circulação para que o ex-deputado pudesse frequentar um curso de Direito no período noturno e ampliar o convívio familiar nos fins de semana. O pedido foi negado por Moraes e a decisão acabou confirmada por unanimidade pelo plenário do STF. Na ocasião, os ministros entenderam que a flexibilização pretendida pela defesa esvaziaria o caráter da pena e aproximaria indevidamente o regime de cumprimento da liberdade plena. Já em abril, a defesa tentou derrubar a proibição de uso de redes sociais, alegando que a medida não atenderia mais aos critérios de necessidade e atualidade. O pedido também foi rejeitado por Moraes. O recurso contra essa decisão ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República. As sucessivas negativas reforçam o entendimento predominante no Supremo de que as medidas impostas ao ex-deputado continuam necessárias durante o cumprimento da pena aplicada pelos atos considerados atentatórios ao Estado Democrático de Direito. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Moraes toma nova decisão sobre Daniel Silveira após série de derrotas no STF 07/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP”](https://politicariabrasileira.blog.br/haddad-denuncia-contrato-de-meio-bilhao-de-tarcisio-com-empresa-de-paraiso-fiscal-estamos-levando-ao-mp/): Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” Em entrevista ao podcast 3 Irmãos, o ex-ministro da Fazenda citou contrato da Prodesp com empresa em Delaware e Bahamas Por Raony Salvador | Fórum 06/06/2026 Fernando Haddad | Foto: Reprodução/Youtube Fernando Haddad, afirmou neste sábado, em entrevista ao podcast Três Irmãos, que será preciso “passar em revista” a administração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A declaração foi feita ao comentar uma denúncia envolvendo a Prodesp, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e um contrato de R$ 475,8 milhões ligado ao programa Muralha Paulista. “Vamos ter que passar em revista a administração do Tarcísio. Ontem houve uma denúncia em relação ao contrato da Prodesp, com dinheiro da Secretaria de Segurança, que contratou, por quase meio bilhão de reais, uma empresa formada há menos de um ano”, disse Haddad. O ministro também citou a sede da empresa em Delaware, nos Estados Unidos, local conhecido por regras societárias favoráveis e baixa transparência sobre beneficiários finais. “A sede dela fica em Delaware, um paraíso fiscal nos EUA. Lula, em uma das conversas com Trump, tem denunciado a prática de lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro em Delaware”, afirmou. Segundo Haddad, as informações estão sendo levadas ao Ministério Público. “Como é que uma empresa com menos de um ano de existência consegue um contrato de meio bilhão de reais com o Governo do Estado, sem licitação?”, questionou. Denúncia mira contrato da Prodesp O caso citado por Haddad se refere a uma representação apresentada pelo deputado estadual Antonio Donato (PT) ao Ministério Público de São Paulo. O parlamentar acusa o governo Tarcísio de usar a Prodesp como intermediária para repassar recursos públicos à empresa Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda. Segundo a denúncia, a Prodesp firmou uma “Parceria em Oportunidade de Negócio” com a Paladium. Depois, a estatal celebrou contrato com dispensa de licitação com a Secretaria da Segurança Pública para implementar a solução tecnológica da empresa no programa Muralha Paulista. Donato afirma que a operação configuraria uma triangulação contratual para permitir a contratação indireta de um fornecedor privado sem concorrência pública. A representação pede a suspensão imediata do contrato e a abertura de inquérito civil para apurar possível improbidade administrativa e dano ao erário. A denúncia também questiona cláusulas de propriedade intelectual que, segundo o parlamentar, poderiam gerar dependência tecnológica do Estado em relação à empresa privada. Outro ponto levantado é a estrutura societária da Paladium. A representação afirma que a empresa, criada em julho de 2024, teria vínculos com holdings em Delaware e Nassau, nas Bahamas. O deputado também aponta indícios de sobrepreço. Segundo a denúncia, soluções de mercado com funções semelhantes poderiam custar cerca de 10% dos valores apresentados pelo governo paulista. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado EstadualGovernadorMP-SPProdespPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/ponte-de-r-36-milhoes-desaba-no-acre-dois-anos-apos-inauguracao-4-pessoas-ficaram-feridas-video/): Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre dois anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas (VIDEO) Estrutura estava interditada desde quinta-feira; uma vítima tem quadro gravíssimo Por Alessandra Monnerat | O Estado de S.Paulo 06/06/2026 interditada desde quinta-feira. Crédito: Reprodução/Redes Sociais Uma ponte no interior do Acre desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5, deixando quatro feridos. A ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, havia sido inaugurada em março de 2024 e estava interditada desde a quinta-feira, 4. De acordo com o governo do Estado, um dos feridos está em estado gravíssimo: Edinaldo Muniz dos Santos, de 54 anos. Ele passou por cirurgia para correção de fratura pélvica e de traumatismo cranioencefálico grave. Outros dois feridos têm quadro de saúde estável. São eles Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, que sofreu uma fratura no antebraço, e Antônio Morais Lima Filho, 36 anos, que teve uma fratura no fêmur. Os três estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. O quarto ferido, Weverton Murieta, de 34 anos, teve alta neste sábado, 6. Ele sofreu cortes no rosto e levou pontos. Sobrevivente O caminhoneiro Weverton Murieta da Silva disse que estava passando com um colega de trabalho, Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, pela ponte quando os dois foram abordados por um ex-juiz e por um advogado. Eram Edinaldo Muniz, de 54 anos, e o irmão dele, Edinei Muniz, de 51 anos. A dupla gravava uma live para mostrar as avarias na ponte, que estava interditada desde a quinta-feira, 4. “Fui na frente para indicar o local para eles e, nesse momento, a ponte desabou. Caí direto no rio e consegui nadar até encontrar um ponto de apoio para subir novamente”, disse ele, segundo o governo acreano. O caminhoneiro contou que então passou a procurar o amigo: “Corri pela ponte caída procurando meu parceiro, o Moraes. Encontrei ele preso nos escombros, mas ainda respirando. Gritei por socorro e outras pessoas chegaram para ajudar. Conseguimos tirá-lo dali”. Apesar de a ponte estar interditada, ele falou que achava que não teria problema em estar ali. “Como eram um juiz e um advogado, confiamos que não haveria problema. Nunca imaginei que a ponte pudesse cair com pessoas em cima”, relatou ao governo estadual. O que diz o governo do Acre? Segundo o governo estadual, a ponte que desabou era monitorada por equipes técnicas, que faziam avaliações estruturais da construção. A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), disse que vai “apurar as circunstâncias do ocorrido, identificar possíveis irregularidades e adotar todas as providências cabíveis”. “Já acionamos a empresa responsável que está enviando técnicos para nos dar um posicionamento do que realmente ocorreu. Vão ser realizadas perícias para verificar as possíveis causas”, comunicou. A ponte havia sido inaugurada há pouco mais de dois anos, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP). A estrutura passava sobre o Rio Iaco e tinha extensão de 232 metros. A obra custou R$ 36 milhões e foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre). Em texto divulgando a inauguração da ponte, o governo do Acre destacou que a construção se deu em menos de dois anos, pela Construtora Cidade. A obra foi entregue em dezembro de 2023. A reportagem não conseguiu contato com a empresa. À época da inauguração, o governo acreano afirmou que a estrutura era uma “conexão segura” entre os distritos do Ramal Mário Lobão e os bairros São Francisco e Santa Teresinha. O texto comunicava que a obra ocorreu “após anos de espera e isolamento”. https://youtu.be/JK76UQixnPc?si=ibspPfrg2G3KL1-b Notícia anteriorPróxima notícia DERACREGovernadoraPP ProgressistasSena Madureira AC Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra](https://politicariabrasileira.blog.br/tariflavio-como-a-visita-de-flavio-bolsonaro-a-trump-virou-gol-contra/): Tariflávio: como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra EUA taxam produtos brasileiros e atacam o Pix logo após a visita do senador, gerando 78% de rejeição nas redes e o apelido de entreguista. Por João Filho | Intercept Brasil 06/06/2026 Tariflávio: Como a visita de Flávio Bolsonaro a Trump virou gol contra A Vaza Flávio voltou com tudo nesta semana. Desta vez, o Brasil ficou sabendo que Daniel Vorcaro tratava o envio de dinheiro para Flávio Bolsonaro como uma prioridade. Mas não era qualquer prioridade. Mandar a grana combinada com o senador Flávio Bolsonaro era o “mais importante disparado” — palavras do ex-banqueiro.  O maior bandido do Brasil dava muito valor ao compromisso que ele tinha com a família do criminoso Jair Bolsonaro. Ambos estão presos, mas Flávio Bolsonaro segue solto e tramando contra o seu país.  A viagem para os Estados Unidos foi uma tentativa de desviar o noticiário da sua relação promíscua com o banqueiro do Master, mas não adiantou. As novas revelações do Intercept e de outros veículos obrigaram o candidato a voltar ao tema. Deu tudo errado. A campanha de Flávio foi para os EUA tentar resolver um problema e voltou com dois. Agora, além de ter que justificar sua relação financeira com o autor da maior fraude da história do Brasil, Flávio precisa explicar também por que o governo americano anunciou aumento da tarifa e atacou o Pix poucos dias após a sua visita à Casa Branca. O papo que rola na internet agora é o de que o 01 de Bolsonaro é ladrão e entreguista. Será? Gol contra O ataque norte-americano ao Pix e o aumento das tarifas imposto aos produtos brasileiros certamente ocorreria com ou sem a visita de Flávio. Os filhos de Bolsonaro, junto do golpista hereditário Paulo Figueiredo, não tem tanta moral assim no governo norte-americano. Lembremos o sufoco que foi para conseguir a foto com Trump, que nem se deu ao trabalho de levantar da cadeira para recebê-los. Eles têm um lance mais estreito com o secretário de estado Marco Rubio, é verdade, mas estão longe de influenciar a política externa dos norte-americanos. Marcam um golzinho ou outro, mas que muitas vezes são vistos pela maioria do povo brasileiro como gols contra.  O fato é que, politicamente, é impossível dissociar a visita da nova ofensiva contra a economia brasileira. Já faz tempo que os Bolsonaros conspiram contra o país. No ano passado, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo admitiram que o aumento das tarifas para o Brasil como retaliação à condenação do criminoso Jair Bolsonaro foi discutido com o governo Trump. Desesperado com a repercussão negativa, inclusive dentro da sua própria base, Eduardo voltou atrás e passou a dizer que jamais se discutiu isso.  Tariflávio Mas eles não aprendem com os erros do passado. Agora, com o novo aumento tarifário e o ataque direto ao Pix — que é uma paixão nacional —  Flávio se deparou com uma nova onda de reação negativa nas redes. Um levantamento feito pela AtivaWeb Datalab revelou que, das 15 milhões de interações sobre o assunto, 78% foram de “sentimento negativo” contra Trump e a família Bolsonaro. A humilhação na Casa Branca, tratada com uma solução eleitoral, virou um peso para a campanha. O apelido “Tariflávio” pegou forte e tem alto potencial de estrago.  Para tentar conter danos, Flávio enviou uma cartinha a Marco Rubio implorando para que ele reveja o aumento das taxas. Ao que parece, trata-se de uma jogadinha ensaiada: Flávio pede e depois Rubio retira o aumento das tarifas.  No texto, o candidato afirma mentirosamente que “o Brasil atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que o aumento tarifário “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. O tom de súplica da carta remete à imagem de um cão vira-latas complexado uivando de cabeça baixa aos pés do Tio Sam.  Enquanto o governo Lula trata a questão com diplomacia e altivez, Flávio suplica por uma migalha de ajuda de maneira patética. A cartinha parece ter sido escrita de joelhos. Ora, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, mas Flávio insiste em tratá-lo como uma republiqueta das bananas à beira da falência. Esse vício pela humilhação diante dos norte-americanos está pegando mal até entre os “patriotas”, que vão ter dificuldades de manter a bandeira do patriotismo durante a campanha eleitoral. Mais uma vez, Flávio tentou consertar um problema e voltou com dois.  Pix, paixão nacional Conheço brasileiros que não gostam de futebol, mas não conheço um que não seja apaixonado pelo Pix. O sistema de pagamento instantâneo é uma criação brasileira e motivo de orgulho nacional. Aparecer na foto ao lado de um presidente que trama contra o sistema de pagamento brasileiro é um tiro no pé. A única possível vantagem nessa insistência em tratar Donald Trump como cabo eleitoral é a de manter a parte mais fanática da sua base eleitoral coesa e animada. Sabemos que o fetiche por presidentes norte-americanos é grande nessa fração da população. Ainda assim, a seita vai ter que rebolar muito para manter uma mínima coerência na narrativa do patriotismo. O eleitorado que decidirá a eleição é aquele que não está fidelizado nem por Lula nem por Flávio Bolsonaro, mas que está fechado com o Pix. Quem preza pela democracia tem que agradecer todos os dias pela profunda incompetência do grupo político que tentou dar um golpe no país. Já estamos quase no meio do ano eleitoral e o bolsonarismo insiste em ovacionar Trump.  As relações espúrias com o maior bandido do Brasil e a relação humilhante com o laranjão que se acha dono do mundo serão as maiores pedras no sapato da candidatura bolsonarista. Até pouco tempo, Flávio desfilava com uma camiseta com a frase: “o Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula”. O slogan envelheceu rápido e mal. Lula está com a faca e o queijo na mão para roubá-lo e adaptá-lo: “O Master é do Flávio. O Pix é do Brasil”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPixPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito - [Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio](https://politicariabrasileira.blog.br/julgamento-de-eduardo-avanca-enquanto-stf-avalia-incluir-jair-e-flavio/): Julgamento de Eduardo avança enquanto STF avalia incluir Jair e Flávio Defesa de Flávio também entrou com ação pedindo suspeição de Moraes nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 06/06/2026 Ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF • Gustavo Moreno/STF Brasília – O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o próximo dia 16 de junho o julgamento da ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao mesmo tempo em que analisa pedidos para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ampliar o alcance da investigação. A ação penal contra Eduardo será julgada pela Primeira Turma da Corte, sob a presidência do ministro Flávio Dino. O parlamentar é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de coação no curso do processo por atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia apresentada pela PGR e já recebida pelo STF, Eduardo teria articulado, junto a autoridades e parlamentares norte-americanos, medidas de pressão contra integrantes do Judiciário brasileiro. A defesa, exercida pela DPU (Defensoria Pública da União), questiona a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em paralelo ao julgamento, Moraes ainda aguarda manifestação da Procuradoria sobre pedidos para ampliar o escopo do inquérito. Em despacho assinado em 25 de maio, o ministro encaminhou à PGR uma petição apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que pede a inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro entre os investigados. Na petição, Lindbergh sustenta que o inquérito deve passar a apurar possíveis conexões entre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente, a atuação internacional de Eduardo e a suposta campanha da família Bolsonaro por sanções contra autoridades brasileiras. Flávio, porém, tenta barrar o avanço do pedido. O senador solicitou ao STF que declare Moraes suspeito para analisar o requerimento apresentado pelo petista. A defesa sustenta que o ministro não teria a imparcialidade necessária para julgar o caso em razão de sua suposta proximidade com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Isso porque, segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil, Vorcaro teria sido procurado por Flávio Bolsonaro para viabilizar um aporte milionário ao filme Dark Horse. Lindbergh pede agora que o episódio seja investigado no âmbito do inquérito. PSOL também se articula Um novo pedido também foi apresentado ao STF pelo deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). O parlamentar solicitou a inclusão de Flávio Bolsonaro no inquérito sob o argumento de que o senador teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para pressionar politicamente e economicamente o Brasil. A petição cita a viagem de Flávio a Washington, onde ele se reuniu com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio, além da posterior recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) pela aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. No documento, o PSOL afirma que há semelhanças entre a conduta atribuída a Flávio e os fatos já investigados em relação a Eduardo Bolsonaro, defendendo a apuração conjunta dos episódios. Entre as medidas solicitadas estão a obtenção de informações junto ao governo norte-americano e o acesso à agenda de contatos do senador com autoridades dos Estados Unidos. Até o momento, Moraes ainda não decidiu sobre os pedidos de ampliação da investigação. A análise dependerá da manifestação da Procuradoria-Geral da República. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalDPU Defensoria Pública da UniãoPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPSOLPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o CV ameaça Flávio Bolsonaro 08/06/2026 Decreto de Castro foi feito sob medida para credenciar Master no Credcesta 08/06/2026 Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP” 06/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-tarcisio-manda-adotar-material-de-ong-pro-israel-em-escolas-de-sp/): Governo Tarcísio manda adotar material de ONG pró-Israel em escolas de SP O DCM obteve uma circular, distribuída pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que orienta escolas da rede pública a desenvolver atividades pró-sionismo utilizando materiais produzidos pela ONG StandWithUs Brasil, que se apresenta como uma “organização educacional de combate ao antissemitismo” e é presidida por André Lajst, figura obrigatória da mídia na cobertura do genocídio em Gaza. Por Davi Nogueira | DCM 05/06/2026 O governador de SP, Tarcísio de Freitas, enrolado em bandeira de Israel na Marcha para Jesus A iniciativa é do governo Tarcísio de Freitas, aliado da família Bolsonaro e um dos governadores brasileiros que mais se aproximaram de Israel nos últimos anos. Tarcísio esteve com o premiê Benjamin Netanyahu em 2024 e, no ano seguinte, enviou seu principal auxiliar, o secretário da Casa Civil, Arthur Lima, a uma missão oficial no país. Chamado de “Circuito Educacional”, o material foi encaminhado oficialmente às unidades escolares por meio de ofício da Secretaria da Educação e integra atividades pedagógicas voltadas a professores e estudantes do ensino médio com o tema “Antissemitismo: Passado, Presente e Futuro”. De acordo com a cartilha, a ideia é “estabelecer diálogo com professores das diferentes áreas do conhecimento e com o trio gestor, buscando integrar o Circuito ao cotidiano escolar”. O ofício disponibiliza seis conjuntos de apresentações em PowerPoint, organizados por semana, destinados aos encontros com os alunos, que são orientados a produzir textos e um minidocumentário sobre o tema. “É claro que nós somos contra toda forma de xenofobia ou racismo, é claro que não somos antissemitas, mas isso é uma tentativa de lavar a imagem do Estado de Israel e da violência do sionismo através do governo paulista”, diz o educador Daniel Cara, cientista político e professor da Faculdade de Educação da USP. Não aparecem nas apresentações referências à invasão dos territórios palestinos, à expansão dos assentamentos israelenses, às violações de direitos humanos feitas por organismos internacionais ou às interpretações palestinas sobre a origem e a continuidade do conflito. Embora apresentada como uma ação de combate ao antissemitismo e uma defesa de dois estados, a documentação mostra que os conteúdos são propaganda sionista, com interpretações específicas sobre o país, baseadas em autores identificados com o sionismo contemporâneo. O vínculo com a StandWithUs fica explícito no material adotado, que exibe o logotipo da entidade e sua mensagem institucional: “Nós acreditamos que a educação é o caminho para a paz”. O autor usado como principal referência, o israelense-americano Yossi Halevi, parece pensar diferente. Em entrevista ao Estadão, ele declarou: “Não é hora de falar de paz, precisamos defender o Estado de Israel”. O livro de Halevi “Cartas ao meu vizinho palestino” é a base do projeto. Ele foi soldado em uma unidade das Forças de Defesa de Israel que patrulhava a Faixa de Gaza na Primeira Intifada, entre 1987 e 1993. “A fim de permitir que o outro lado obtenha certa medida de justiça, cada lado deve impor a si mesmo alguma medida de injustiça”, escreve o ex-soldado em seu livro, ao defender o que chama de “justiça distributiva”. A partir da perspectiva sionista, a injustiça deixa de ser algo a ser corrigido e passa a ser apresentada como condição para alcançar a própria justiça. O DCM conversou sobre o projeto com uma professora de Osasco (SP), que preferiu se manter anônima por razões de segurança. “Esse projeto vem via sala de leitura, ou seja, ele vai estar com profissionais provavelmente da área de Letras, que não são gabaritados para fazer um contraponto”, alerta. “Vai haver, sob a perspectiva do Estado de São Paulo, a criação de uma narrativa oficial, com argumentos quase científicos, de que o que está acontecendo é correto, chancelando essa ação de terror, de morte e de guerra que estamos vendo na Palestina e no Líbano. Assim, é criada uma narrativa única dentro de uma escola, como se fosse a versão oficial dos fatos”. Há um farto palavrório sobre a Guerra dos Seis Dias, entre 5 e 10 de junho de 1967, quando Israel ocupou Jerusalém Oriental, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã. O conflito terminou com uma vitória rápida e decisiva das forças israelenses sobre os exércitos árabes liderados principalmente pelo Egito de Gamal Abdel Nasser. “A existência do Estado de Israel estava por um fio”, declarou o então primeiro-ministro Levi Eshkol. Segundo essa narrativa, a ofensiva teria impedido uma tentativa árabe de destruir Israel e evitado o que autoridades classificaram como um possível “segundo Holocausto”. Essa interpretação, porém, passou a ser contestada por integrantes do próprio establishment militar israelense. Um dos críticos mais conhecidos foi o general Matituahu Peled, que integrou o Estado-Maior durante a guerra. Em março de 1972, ele afirmou que a ideia de que Israel enfrentava uma ameaça de genocídio em junho de 1967 havia sido construída posteriormente. O conteúdo parece confundir antissemitismo com sionismo, o que demonstra um vínculo com o projeto da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que propôs interpretar o antissemitismo como uma forma de racismo para censurar quem faz críticas a Israel. No Brasil, o Conselho Nacional de Direitos Humanos criticou a adoção da definição. Em nota técnica, o órgão afirmou que ela é “inconstitucional” e que “introduz conceitos distorcidos de antissemitismo para perseguir e condenar quem se manifesta contrário às políticas do Estado de Israel”. Em outro trecho, os alunos são convidados a refletir sobre a “disputa territorial” entre israelenses e palestinos a partir da frase: “Por que estamos discutindo sobre quem é o dono da terra quando no final a terra será proprietária de nós dois?”. O material propõe ainda uma discussão sobre o que chama de “cerne do conflito israelo-palestino”, identificado como “o muro entre nós”, e questiona os estudantes sobre o significado da “barreira” construída por Israel e as razões de sua existência. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalGovernadorPSB Partido Socialista BrasileiroRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O efeito dominó: como o possível acordo de delação de Bacellar em investigações sobre o - [Flávio Bolsonaro pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-pede-para-stf-declarar-moraes-suspeito-para-julgar-vorcaro-e-master/): Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Advogados citam contrato de Viviane Barci de Moraes para argumentar que ministro não tem condições julgar caso relacionado a financiamento do filme sobre Bolsonaro Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para analisar um requerimento que envolve o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. A petição foi protocolada na segunda-feira (1º) e tem como alvo um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca ampliar o escopo do inquérito envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para também incluir Flávio e Jair Bolsonaro na apuração. Em seu pedido, Lindbergh argumenta que há indícios de ligação entre a atuação internacional de Eduardo, a campanha por sanções contra autoridades brasileiras e a negociação de recursos para o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirada na trajetória política do ex-presidente. Os advogados do Flávio argumentam que Moraes não teria a imparcialidade necessária para analisar questões relacionadas a Vorcaro e ao Banco Master. A defesa cita a contratação do escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, pelo banco e mensagens atribuídas a Moraes encontradas no celular de Vorcaro. Segundo a defesa, esses elementos seriam suficientes para comprometer a imparcialidade exigida para a condução do caso. “De toda forma, o que se aponta aqui é que existe uma relação contratual estabelecida entre o Banco Master e o escritório da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes, fato que concretiza proximidade entre Sua Excelência, o Banco Master e Daniel Vorcaro. Essa proximidade pode retirar do magistrado a equidistância que deve manter em relação às partes”, diz. Flávio pede que Moraes seja declarado suspeito para analisar o requerimento apresentado por Lindbergh e que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça, relator de investigações envolvendo o Banco Master. Moraes encaminhou um ofício à PGR (Procuradoria-Geral da República) determinando que o órgão se manifestasse sobre a possível inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro no inquérito. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio pede para STF declarar Moraes suspeito para julgar Vorcaro e Master 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Dark Horse: Flávio Bolsonaro quer tirar pedido de investigação de Moraes e entregar a Mendonça, com quem esteve na Marcha para Jesus](https://politicariabrasileira.blog.br/dark-horse-flavio-bolsonaro-quer-tirar-pedido-de-investigacao-de-moraes-e-entregar-a-mendonca-com-quem-esteve-na-marcha-para-jesus/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Moraes encaminhou à PGR pedido para investigar esquema de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro no fundo Havengate. Senador quer que solicitação vá para as mãos de André Mendonça, com quem dividiu palanque na Marcha para Jesus. Por Plínio Teodoro | Fórum 05/06/2026 Flávio Bolsonaro e André Mendonça na Marcha para Jesus (Miguel Schincariol AFP / Peter Leone Ofotográfico Folhapress) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para processar e julgar fatos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O movimento foi apresentado após Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) que solicita apuração sobre supostas ligações entre o senador e o banqueiro, especialmente no financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme Dark Horse. A defesa de Flávio quer que o caso seja redirecionado para André Mendonça, atual relator do caso Master no STF, com quem o senador dividiu o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, dias antes do protocolo. A manobra ocorre enquanto Vorcaro, preso em Brasília, negocia uma delação premiada que menciona o senador. A investida contra Moraes A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que o ministro Alexandre de Moraes tem uma relação com Daniel Vorcaro que o impediria de atuar com imparcialidade no caso. Segundo os advogados do senador, o pedido não representa qualquer juízo de valor sobre a natureza dessa relação, mas busca garantir a observância das regras processuais e regimentais do STF. O argumento, em linguagem técnica, tem uma consequência prática direta: retirar Moraes da equação em um momento em que o ministro acabou de movimentar o caso ao encaminhar o pedido de Lindbergh Farias à PGR. A ação foi protocolada na sequência imediata da decisão de Moraes de dar curso ao requerimento do deputado petista. Lindbergh havia solicitado que o STF apurasse as supostas ligações entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento de Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao enviar o pedido à PGR para manifestação, Moraes sinalizou que a apuração teria seguimento institucional. A resposta da defesa do senador veio em forma de questionamento à própria competência do ministro para conduzir o processo. O timing do pedido de suspeição é, por si só, revelador. Ao contestar a legitimidade de Moraes para o caso no momento em que o ministro deu o primeiro passo concreto em direção à apuração, a defesa de Flávio Bolsonaro buscou interromper o fluxo processual antes que ele avançasse. O STF ainda não havia se manifestado formalmente sobre o pedido até o fechamento desta reportagem. O elo com o Banco Master O pedido de Lindbergh Farias que desencadeou toda a movimentação tem como núcleo o financiamento da cinebiografia Dark Horse por Daniel Vorcaro. Segundo informações que embasaram o requerimento do deputado, trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mostram o senador cobrando de Vorcaro a destinação de recursos para a produção do filme. A segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada por Vorcaro inclui menções ao senador e aponta que mais de 10 milhões de dólares teriam sido destinados ao clã Bolsonaro, supostamente para financiar o projeto cinematográfico. Vorcaro está preso em Brasília e conduz negociações de delação premiada com as autoridades. A inclusão de Flávio Bolsonaro na segunda proposta de acordo amplia o alcance político do caso e coloca o senador diretamente no centro de uma investigação que já envolve ex-ministros do governo Jair Bolsonaro. O caso Master, que começou como uma apuração sobre irregularidades financeiras no banco, foi se ramificando até atingir figuras centrais do bolsonarismo. A solicitação de Lindbergh Farias ao STF foi o gatilho formal para que o nome de Flávio Bolsonaro entrasse no radar do Supremo de forma mais direta. Ao encaminhar o pedido à PGR, Moraes deu ao caso uma dimensão institucional que a defesa do senador claramente buscou neutralizar com o pedido de suspeição. O conteúdo da delação de Vorcaro, ainda em negociação, é tratado como sigiloso, mas sua existência e o fato de mencionar o senador já são públicos. A estratégia de relatoria O destino que a defesa de Flávio Bolsonaro quer dar ao caso não é neutro: os advogados pedem explicitamente que o pedido de Lindbergh Farias seja redirecionado para o ministro André Mendonça, atual relator do caso Banco Master no STF. A escolha não é aleatória. Mendonça já concentra em suas mãos as decisões centrais do inquérito e tem adotado uma postura de centralização que, na prática, restringiu o espaço de atuação de outros órgãos, incluindo a própria Polícia Federal. A proximidade pública entre Flávio Bolsonaro e André Mendonça ganhou visibilidade concreta quando os dois dividiram o palanque na Marcha para Jesus, em São Paulo, no dia 4 de julho. No mesmo trio elétrico, Mendonça foi questionado sobre “os grandes casos” que enfrenta no Supremo e respondeu pedindo “sabedoria para fazer justiça a todos”, sem comentar casos específicos. Flávio, por sua vez, fez um discurso de tom eleitoral diante de milhares de evangélicos, citando “guerra espiritual” e prometendo expulsar “o mal” do governo nas próximas eleições. O evento reuniu ainda o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ambos citados em investigações ligadas ao caso Master. A imagem de Flávio Bolsonaro ao lado do relator do caso que envolve seu nome, em um evento de massa com outros investigados, sintetiza a dimensão política da disputa que se trava nos bastidores do STF. Contexto de blindagem Quando André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master, sua primeira decisão foi também a mais reveladora. O ministro determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, fosse afastado do acompanhamento direto das investigações. A decisão foi além: Mendonça deixou claro, em texto expresso, que apenas as autoridades policiais diretamente envolvidas na condução dos procedimentos poderiam ter acesso ao inquérito sigiloso, vedando a comunicação inclusive com superiores hierárquicos e outras autoridades - [Fachin rejeita pedido para afastar Nunes Marques de ação da CPI do Master](https://politicariabrasileira.blog.br/fachin-rejeita-pedido-para-afastar-nunes-marques-de-acao-da-cpi-do-master/): PF diz que assessora tinha aval da presidência da Câmara para desviar emendas a Cunha Presidente do STF afirma que senadores apresentaram fora do prazo pedido para declarar suspeição do ministro na ação que discute instalação da comissão Por Fernanda Fonseca | CNN Brasil 05/06/2026 Ministro Edson Fachin concluiu que requerimento foi apresentado fora do prazo previsto pelo regimento do STF | Antonio Augusto/STF Brasília – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, rejeitou um pedido apresentado por quatro senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da relatoria da ação que discute a instalação da CPI do Banco Master. A solicitação foi apresentada pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM). Eles pediam que Nunes Marques fosse declarado suspeito para atuar no mandado de segurança que trata da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar operações relacionadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na decisão, assinada na última quarta-feira (3), Fachin afirmou que o pedido foi protocolado fora do prazo previsto no regimento interno da Corte e, por isso, não poderia ser analisado. Segundo o presidente do STF, o mandado de segurança foi distribuído a Nunes Marques em 26 de março deste ano. Já a arguição de suspeição foi apresentada apenas em 12 de maio. O regimento da Corte estabelece prazo de cinco dias após a distribuição do processo para que seja questionada a imparcialidade do relator. “Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, escreveu Fachin. No pedido encaminhado ao Supremo, os senadores sustentaram que fatos novos relacionados à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, teriam reforçado a necessidade de afastamento do ministro. Eles citaram medidas cautelares determinadas pelo STF contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e alegaram que o parlamentar teria interesse direto no resultado da ação que busca garantir a instalação da CPI. Os autores também argumentaram existir uma relação pública e histórica entre Nunes Marques e Ciro Nogueira, o que, na avaliação deles, comprometeria a aparência de imparcialidade necessária ao julgamento do caso. “A relação pessoal e política entre o Ministro Kassio Nunes Marques e o Senador Ciro Nogueira não é episódica nem recente. Trata-se de vínculo estruturado ao longo do tempo, documentado em sucessivos momentos institucionalmente relevantes da carreira do Magistrado”, diz. Ao rejeitar o pedido, porém, Fachin não analisou o mérito das alegações apresentadas pelos senadores. A decisão se limitou à questão processual e concluiu que a solicitação foi apresentada fora do prazo regimental. Com isso, Kassio Nunes Marques permanece responsável pela condução do mandado de segurança que discute a instalação da CPI do Banco Master no Senado. Notícia anteriorPróxima notícia Arthur LiraDeputado FederalEduardo Cunhaemenda parlamentarHugo MottaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSTF Supremo Tribunal FederalValdemar Costa Neto Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Pix por Zelle: proposta de Eduardo Bolsonaro expõe ignorância entre soberania pública e interesse privado](https://politicariabrasileira.blog.br/pix-por-zelle-proposta-de-eduardo-bolsonaro-expoe-ignorancia-entre-soberania-publica-e-interesse-privado/): Pix por Zelle: proposta de Eduardo Bolsonaro expõe ignorância entre soberania pública e interesse privado Ao sugerir o Zelle “na mesa de negociações” com os EUA, Eduardo Bolsonaro revelou a ignorância na narrativa sobre o Pix. O sistema brasileiro é uma infraestrutura pública, gratuita e universal; o americano é um serviço privado, restrito e mais lento. Por Plínio Teodoro | Fórum 05/06/2026 Eduardo Bolsonaro com o pai, Jair, em reunião com Donald Trump na Casa Branca (PR) O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista à rádio TMC na quarta-feira (3) que o Brasil poderia levar o Zelle, sistema de pagamentos norte-americano, à mesa de negociação com os Estados Unidos como argumento para evitar tarifas de 25% anunciadas pelo governo Trump. A declaração, feita no contexto de relatórios do USTR que criticam o Pix por supostamente prejudicar empresas americanas, gerou reação imediata nas redes sociais e críticas de parlamentares da oposição. Após a repercussão negativa, Bolsonaro recuou, negou ter sugerido a substituição do sistema e mentiu que o Pix teria sido criado por seu pai. O episódio e a polêmica Na entrevista à TMC, Eduardo Bolsonaro foi direto: “Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle. O Pix dos EUA é o Zelle. Então dá para ir para a mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá para conversar e botar na mesa isso daí e tentar segurar o ímpeto de retaliação contra qualquer meio que a gente utilize de pagamento”. A fala ocorreu depois de o USTR, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, publicar relatórios que mencionam o Pix 20 vezes, acusando o Brasil de manter políticas de pagamento eletrônico que “desfavorecem empresas americanas envolvidas no comércio digital ou em serviços de pagamento eletrônico.” O relatório recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A repercussão foi imediata e negativa. No dia seguinte, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou: “Eu absolutamente jamais disse isso. Eu desafio o Globo a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha dito porventura algo nesse sentido”. Na mesma publicação, acrescentou que o Pix “foi criado por Jair Messias Bolsonaro, sem taxas, e assim continuará sendo” — afirmação que não corresponde à realidade histórica do sistema. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) respondeu classificando como “nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir os interesses americanos” e defendeu o Pix como “uma infraestrutura pública brasileira, criada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil”, em contraponto ao Zelle, descrito por ela como “um sistema privado, operado por bancos americanos, que cobra taxas.” O episódio ilustra uma tensão mais ampla: a pressão comercial dos EUA sobre o modelo financeiro brasileiro está sendo usada, por parte do bolsonarismo, não para defender a soberania nacional, mas para questionar uma das políticas públicas de maior alcance popular do país. A fala de Eduardo, independentemente da retratação posterior, abriu espaço para uma discussão que o governo Trump claramente quer estimular. Pix vs. Zelle: O abismo técnico A comparação entre os dois sistemas não resiste a um exame técnico básico e revela o grau de ignorância de Eduardo Bolsonaro. O Pix é operado pelo Banco Central do Brasil, uma instituição pública, e funciona como infraestrutura aberta a qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo BC. O Zelle, lançado em 2017, é administrado pela Early Warning Services, empresa privada controlada por um consórcio de grandes bancos americanos, entre os quais Bank of America, JPMorgan Chase, Capital One, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Quem não tem conta em um banco participante simplesmente não acessa o serviço. A diferença de velocidade e alcance é igualmente significativa. O Pix é instantâneo por definição regulatória. O Zelle, segundo informações de seu próprio site oficial pode levar minutos para concluir uma transação e, em casos de instabilidade do sistema, horas ou até dias. O Pix é gratuito para pessoas físicas por determinação do Banco Central; no Zelle, a gratuidade depende da política tarifária de cada banco participante, embora pesquisa do terceiro trimestre do ano passado indique que “quase todos” os bancos conveniados não cobram dos consumidores. Há ainda uma diferença crítica em termos de proteção ao usuário. O Pix conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite acionar o sistema em casos de fraude ou erro. O Zelle, segundo seu site oficial, só permite o cancelamento de uma transação se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma: uma vez enviado o dinheiro para um usuário registrado, não há como reverter a operação. Chamar os dois sistemas de equivalentes, como fez Eduardo Bolsonaro, é ignorar diferenças que afetam diretamente a vida financeira de milhões de pessoas. A origem do Pix: Fatos contra a narrativa A afirmação de que Jair Bolsonaro “criou o Pix” é desmentida pela própria cronologia oficial do sistema. Os estudos para a criação de um sistema de pagamentos instantâneos foram iniciados pelo Banco Central em 2016, com a estruturação técnica avançando a partir de 2018, durante a gestão Michel Temer. A marca Pix foi lançada pelo BC em fevereiro de 2020, e o sistema entrou em operação em novembro do mesmo ano, já no governo Bolsonaro. Estar na cadeira presidencial no momento do lançamento não equivale a ter formulado a política pública. A prova mais concreta do distanciamento de Bolsonaro em relação ao sistema ocorreu em 5 de outubro de 2020, exatamente no dia em que as instituições financeiras começaram a cadastrar as chaves Pix dos brasileiros. Questionado por um apoiador sobre a novidade, o então presidente associou o tema a uma medida de aviação civil. Ao ser corrigido, admitiu desconhecimento e disse que ainda iria “conversar com o Roberto Campos Neto” para entender do que se tratava, segundo registros de imprensa da época. O Pix é resultado de uma agenda de inclusão financeira construída ao longo de anos. A Lei 12.865/2013, aprovada no governo Dilma Rousseff, foi o marco legal que permitiu a regulação dos arranjos de pagamento no Brasil e abriu o caminho institucional para - [MPRJ faz operação contra ex-vereador investigado por duplo homicídio em Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-faz-operacao-contra-ex-vereador-investigado-por-duplo-homicidio-em-rio-das-ostras/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Paulo Fernandes Carvalho Gomes, atual secretário de Segurança de Casimiro de Abreu, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo GAECO. Por g1 04/06/2026 Ataque ocorreu em frente a uma padaria em Rio das Ostras — Foto: Reprodução InterTv RJ Rio das Ostras – O Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-vereador de Rio das Ostras e atual secretário de Segurança de Casimiro de Abreu, Paulo Fernandes Carvalho Gomes, investigado por um duplo homicídio ocorrido em novembro de 2025, no bairro Âncora. A ação, batizada de Operação Falso Xerife, foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ e da Polícia Civil. O nome faz referência à forma como o investigado se apresentava publicamente, associando sua imagem ao combate à criminalidade. De acordo com as investigações, o crime aconteceu no dia 21 de novembro de 2025, em frente a um mercadinho no bairro Âncora, em Rio das Ostras. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem desce de um veículo, atira contra duas vítimas e foge logo em seguida. Ainda segundo o Ministério Público, a apuração reuniu registros em vídeo, depoimentos e outros elementos que apontam Paulo Fernandes Carvalho Gomes, conhecido como “Carvalhão” e também policial militar, como o autor dos disparos que resultaram no duplo homicídio. Relembre o caso O duplo homicídio aconteceu em plena luz do dia, na porta de uma padaria no bairro Âncora, em Rio das Ostras, em novembro de 2025. Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem chega armado, se aproxima das vítimas, identificadas como Allan Cortes dos Santos, de 44 anos, e Wallace da Silva Silveira, de 21, e faz vários disparos antes de fugir. Moradores relataram ter ouvido a sequência de tiros e acionaram a polícia, mas as vítimas já estavam mortas quando as equipes chegaram. O crime causou forte repercussão na cidade e passou a ser investigado pela Polícia Civil. Notícia relacionada Secretário de Segurança de Rio das Ostras é preso durante ação de investigação pela morte de três pessoas Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: 'Vassalagem'](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-sugere-troca-do-pix-por-sistema-americano-zelle-e-vira-alvo-de-criticas-nas-redes-vassalagem/): Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ Nome do deputado chegou entre os assuntos mais comentados nesta quinta-feira na rede X Por Sonar | O Globo 04/06/2026 Eduardo Bolsonaro sugere em publicação a troca de Pix por Zelle — Foto: Reprodução/Redes Sociais Uma declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) viralizou na rede social X e levou o nome do parlamentar aos assuntos mais comentados na manhã desta quinta-feira. No vídeo, o filho 03 do ex-presidente sugere mecanismos financeiros dos Estados Unidos “semelhantes ao Pix” que podem servir para “ir pra uma mesa de negociação com bons argumentos” com os americanos. A declaração tem sido reproduzida em outros perfis e alvo de críticas. Os Estados Unidos, onde atualmente reside o parlamentar, recomendaram um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o território americano. No documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o Pix aparece entre os principais pontos questionados. O texto diz que o Banco Central favorece o sistema de pagamentos ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma, impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos. No vídeo, Eduardo propõe uma negociação com o governo americano: — Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com os americanos — disse Eduardo. Nas redes, perfis têm usado o trecho para criticar o deputado: “Prestar vassalagem trocando o Pix pelo Zelle? kkk”, postou o perfil Allan dos Panos. O termo “vassalagem” também está entre os comentados na manhã de hoje. Desde a decisão do governo americano, a reação governista e do próprio presidente Lula têm sido de defender o Pix, amplamente citado no documento, e associar a taxação ao encontro do presidente Donald Trump com Flávio e Eduardo Bolsonaro, ocorrido na semana passada. Ainda na terça-feira, parlamentares começaram a postar termos como “Tariflávio” e “o Pix é nosso”, além da frase “Bolsonaros inimigos do Brasil”. Já Lula, em evento em Goiás, chamou Flávio de “imbecil”. – Ele foi pedir arrego. “Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, não deixa, prejudica o Lula”. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro, os empresários brasileiros, o agronegócio – afirmou, complementando: – Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores – disse. Ex-ministra de Lula, a deputada Gleisi Hoffmann usou a declaração para criticar o clã Bolsonaro. Na terça-feira, logo após as primeiras notícias sobre o tarifaço, Flávio afirmou que pediu diretamente a Trump para que não impusesse tarifas sobre as empresas brasileiras. Ele também enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, defendendo a não adoção das medidas e passou a argumentar que um eventual governo seu em 2027 teria condições de negociar “de igual para igual” com os Estados Unidos. ‘Pix não é um produto comercial’ O sistema citado por Eduardo no vídeo é operado por uma rede de bancos americanos, diferentemente do Pix, administrado pelo Banco Central. Diferentemente do sistema brasileira, a transferência não é 100% gratuita. A Febraban, que representa os maiores bancos nacionais, saiu em defesa do Pix em reação ao USTR, lembrando que o sistema não é um produto comercial, mas um meio de pagamento que favorece a competição e permite a participação das instituições financeiras. “O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica. Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras”, diz uma nota divulgada pela entidade. Notícia anterior Banco Central BCDeputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos Trabalhadores Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 O amigo do crime 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-e-responsabilizado-por-ameaca-ao-pix-e-tarifaco-em-8-de-cada-10-mensagens-opinativas-diz-levantamento/): Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento Análise considera 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram após encontro de senador com Trump Segundo Palver, 81% das publicações com opiniões são desfavoráveis ao pré-candidato do PL Por Laura Intrieri | Folha de S.Paulo 03/06/2026 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em encontro com o presidente americano, Donald Trump, na terça (26) na Casa Branca – Divulgação – 26.mai.26 São Paulo – O senador Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como culpado por ameaças ao Pix ou pelo novo tarifaço anunciado pelos EUA em 8 de cada 10 mensagens opinativas sobre o assunto trocadas nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados pela empresa de análise de dados Palver. A responsabilização do pré-candidato do PL à Presidência, direta ou indiretamente, corresponde a 81% das publicações opinativas desses grupos. A Palver retira dessa análise mensagens consideradas neutras, como links compartilhados sem comentário e disparos automáticos de clipping, que apenas replicam notícias sobre determinado assunto. O monitoramento se refere ao período de 27 de maio a 2 de junho e está atrelado à viagem de Flávio aos Estados Unidos e à reunião com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 26 de maio. Desde então, aliados de Lula (PT) passaram a defender em grupos de mensageria e em redes sociais a tese de que essa aproximação representava uma ameaça ao sistema de pagamentos Pix, conteúdo reforçado a partir de segunda (1º), quando houve a nova ameaça de tarifa contra produtos brasileiros — a decisão final depende do aval de Trump. Apoiadores de Lula tentam emplacar nas redes sociais o termo “Tariflávio” para associar o senador à crise. Políticos do centrão e mesmo aliados de Flávio avaliam que a imposição das novas tarifas é um revés para a campanha presidencial do senador. Flávio disse que enviou na terça-feira (2) uma carta ao governo Trump para pedir que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano. Na carta, endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio, Flávio afirma que o Brasil “atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica” e que a imposição de novas tarifas “causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro”. Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro. A decisão negativa para o Brasil acontece na esteira da decisão dos EUA de designar CV e PCC como terroristas e reforça a pressão do governo republicano sobre o governo Lula. Segundo o relatório da Palver, as publicações predominantes acusam o senador e a família Bolsonaro de “traição à pátria” e de alinhamento a interesses estrangeiros, além de descrever a ofensiva americana como ataque a uma conquista da população brasileira. Esse discurso repetido nas mensagens é semelhante ao que tem sido adotado por Lula em suas manifestações públicas. Entre as mensagens que isentam Flávio, três linhas de argumentação se destacam: a classificação das acusações como desinformação ou manobra política da esquerda; a negação de risco concreto ao Pix, com publicações afirmando que o sistema não será bloqueado nem afetado; e a defesa de que a atuação do senador nos EUA mirava o combate ao crime organizado. Essa última vertente também critica o governo Lula por reagir às medidas americanas e usar o tema para desgastar o pré-candidato do PL. “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”, diz uma das mensagens. “Fake news”, diz outro registro, desta vez defendendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): “Lula acusa Flávio de pedir tarifa aos EUA. Sem prova. Motivo da mentira? Medo”. O recorte do levantamento reuniu publicações que citam o Pix combinadas a menções a Bolsonaro, Flávio, Trump ou Estados Unidos. O levantamento da Palver mede o teor das mensagens que circulam em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, não a opinião da população. Diferentemente de uma pesquisa eleitoral, não há amostra representativa do eleitorado nem margem de erro, e os números não servem de prognóstico. Notícia anterior PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Milícia e TCP são investigados por obrigar comerciantes a comprar farinha em empresas ligadas ao crime organizado](https://politicariabrasileira.blog.br/milicia-e-tcp-sao-investigados-por-obrigar-comerciantes-a-comprar-farinha-em-empresas-ligadas-ao-crime-organizado/): TRE-DF bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro Monopólio ocorre em pontos de quatro bairros da Zona Oeste e em um da Zona Norte Por O Globo 03/06/2026 Um policial da Draco/IE durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão — Foto: Reprodução Rio de Janeiro – A Polícia Civil encontrou indícios de que a milícia e a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) estão usando empresas ligadas aos dois grupos criminosos para obrigar pequenos e médios comerciantes a adquirirem produtos de panificação, incluindo farinha de trigo, gordura vegetal e açúcar, por preços que variam de 70% a 90% acima do valor de mercado. O monopólio imposto pelo crime atinge estabelecimentos de cinco bairros localizados nas zonas Oeste e Norte do Rio. Quem se recusa a comprar os gêneros alimentícios dos fornecedores indicados pelos bandidos é ameaçado por homens armados e pode ter o comércio fechado ou até ser assassinado. A polícia estima que proprietários de mais de cem estabelecimentos foram vítimas dos criminosos. Os investigadores apuram se a morte do comerciante Rafael Oliveira Braga, de 43 anos, executado a tiros em uma comunidade do bairro Paciência, na Zona Oeste, em março de 2025, ocorreu por ele ter se recusado a comprar os produtos oferecidos por fornecedores ligados a um grupo criminoso. Ele foi assassinado por dois homens em uma motocicleta quando chegava a uma padaria. Segundo a delegada Luciana Fonseca, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), há ainda notícias da prática criminosa em pontos de Campo Grande, Santíssimo e Santa Cruz, na Zona Oeste, e em alguns locais de Madureira, na Zona Norte. Neste último bairro, os milicianos atuariam com o aval de traficantes do Terceiro Comando Puro. Em troca da exploração da área controlada pela facção, os paramilitares ajudariam o TCP na disputa de territórios com o Comando Vermelho. — A investigação começou há quatro meses, após denúncias de que comerciantes estavam sendo obrigados a adquirir produtos de fornecedores indicados pela milícia. Identificamos cinco empresas. Algumas são regulares e foram cooptadas pelos bandidos. Outras foram criadas recentemente para essa finalidade — disse a delegada. Nesta quarta-feira, a polícia deflagrou uma operação para cumprir 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas zonas Oeste e Norte da capital. Em um deles, os agentes da Draco encontraram farinha de trigo vencida misturada a outra farinha ainda dentro do prazo de validade. O produto estava sendo embalado para revenda. — Encontramos farinha vencida misturada a outra farinha e um maquinário que serviria para embalar o produto. Duas pessoas foram presas por armazenamento de material vencido — disse a delegada. Segundo a polícia, o objetivo da operação foi apreender documentos, registros contábeis, aparelhos eletrônicos e outros elementos para aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa. As diligências prosseguem para identificar todos os envolvidos, dimensionar a movimentação financeira do esquema e apurar possíveis conexões com outros crimes praticados pela organização. Não é a primeira vez que bandidos exploram o monopólio da venda de farinha para a fabricação de pães. Em março deste ano, a Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, denunciou que traficantes ligados a uma facção criminosa estariam obrigando comerciantes de algumas padarias de dois bairros do município a comprar farinha de trigo fornecida por eles. O valor cobrado pelo produto, usado na fabricação dos pães, era quase o dobro do preço de mercado. A medida, que, segundo o município, atingiu alguns estabelecimentos dos bairros São José e Parque Suécia, próximos à divisa com o município de Duque de Caxias, elevou o preço do pão francês de R$ 0,50 para R$ 0,80. Na ocasião, a 54ª DP (Belford Roxo) abriu uma investigação para apurar o caso. De acordo com um dos relatos, os estabelecimentos eram obrigados a comprar sacos de farinha de 25 quilos por R$ 100. Em empresas legalizadas, o produto podia ser adquirido por valores que variavam entre R$ 60 e R$ 70. Dias após as denúncias, a prefeitura revelou que o preço do pão francês voltou ao normal após a polícia acabar com o monopólio imposto pelo tráfico. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPP ProgressistasPresidente da RepúblicaTRE-DFTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Caiado diz que vai ‘alforriar’ favelas do Rio se for eleito presidente: ‘Vão ser libertadas’ 10/07/2026 PF aponta servidora Mariângela Fialek, a ‘Tuca’, como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto 10/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL 10/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - ['A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira', diz Simone Tebet](https://politicariabrasileira.blog.br/a-patria-dos-bolsonaro-nao-e-a-brasileira-e-a-patria-estrangeira-diz-simone-tebet/): ‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet Nos últimos meses, Simone Tebet deu um cavalo de pau em sua vida. Ela deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, que comandava desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou o MDB, partido ao qual foi filiada por três décadas, pelo PSB. Por Marina Rossi | BBC News Brasil 03/06/2026 Tebet afirma que não há chances de retirar sua pré-candidatura ao Senado agora | Victor Parolin/BBC News Brasil São Paulo – Os movimentos foram todos “acertados” previamente, como ela afirma nesta entrevista à BBC News Brasil, para disputar uma vaga no Senado por São Paulo como representante da centro-esquerda — termo que ela evita, preferindo “frente ampla” ou “campo democrático”. É uma arena nova para Tebet, que deixou o Direito e a academia para fazer carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora. Mas também é a continuidade de outra guinada em sua trajetória a partir da eleição de 2022, quando ficou em terceiro lugar no primeiro turno com uma candidatura à direita de Lula e o apoio que deu ao petista no segundo turno, considerado importante para a vitória bastante apertada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com discurso moderado, liberal e em defesa do agronegócio, Tebet vai compor agora a chapa pela reeleição de Lula para a Presidência e da candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo paulista. Segundo levantamento da Quaest no fim de abril, Tebet liderava as intenções de voto para o Senado em todos os cenários testados. Talvez por isso, ela diz não estar tão preocupada com quem será o segundo candidato desta “frente ampla”: Márcio França (PSB), seu novo companheiro de sigla, ou Marina Silva (Rede), ambos também ex-ministros de Lula. Também afirma que não a preocupa quem serão os adversários de Lula na disputa pela Presidência. Para ela, a eleição será definida pela capacidade que o governo do qual ela fez parte terá de comunicar suas realizações. “A gente fez muito e comunicou mal”, disse. Para ela, não fará diferença se Lula disputará um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), cujo nome chegou a ser ventilado após as revelações sobre a ligação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso acusado de comandar uma fraude financeira bilionária. “A família Bolsonaro é uma coisa só. Pensam igual e pensaram o país da mesma forma”, diz Tebet. “O Deus deles, ‘Deus, pátria e família’, não é o mesmo Deus nosso. A pátria não é a pátria brasileira, é a pátria estrangeira”, afirma, evocando o lema de Jair Bolsonaro. Dois dias após a entrevista, concedida em 26 de maio, o presidente americano Donald Trump anunciou a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio ocorreu após a visita à Casa Branca por Flávio Bolsonaro, que comemorou a decisão de Trump. O episódio levantou um debate sobre a intervenção americana na política brasileira. Na mesma esteira, na terça-feira (02/06), o governo Trump ameaçou taxar, novamente, produtos brasileiros, desta vez em 25%, devido a práticas “não razoáveis” que “oneram ou restringem o comércio dos EUA”. Depois disso, o presidente americano publicou duas fotos com Flávio no Salão Oval. Uma delas foi a mesma que Flávio havia publicado na semana passada após ida aos EUA. Na outra, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump na sua rede Truth Social. Confira os principais trechos da entrevista BBC News Brasil – Três nomes da centro-esquerda estão na disputa pela candidatura ao Senado em São Paulo: a senhora, Marina Silva e Márcio França. A senhora abriria mão de concorrer por algum dos dois? Simone Tebet – Se isso fosse conversado lá atrás, sem dúvida nenhuma. Só que tem uma diferença entre a minha candidatura e as dos demais. Tive que fazer dois movimentos muito radicais: mudar o domicílio eleitoral e mudar de partido. Lembrando que sempre tive um único partido na minha vida, foram 30 anos de MDB. E fiz esse movimento claramente para fazer parte de uma frente ampla e por um pedido muito especial do presidente Lula e do vice-presidente (Geraldo) Alckmin. “Precisamos ganhar São Paulo. São Paulo é estratégico para a eleição de 2026”, me disseram eles, aliado ao fato de que precisamos mostrar que este é um governo de centro e um governo que tem não só o PT na sua base nos ministérios, mas tem MDB, PSB, PSD, entre outros partidos. Então, vir para São Paulo foi uma decisão absolutamente acertada. “Você vem para ser pré-candidata ao Senado.” Não tem como eu fazer outro movimento. Não tenho como ir para um outro posto, a não ser o que foi determinado não só por mim, mas também porque entendo que o presidente Lula precisa dessa frente ampla. E, dentre os três, sou aquela pessoa que é vista ou como de centro ou de centro-direita. BBC News Brasil – Ter três pré-candidaturas não divide os votos da centro-esquerda? Tebet – Não há possibilidade de essa frente ampla ou desse campo democrático lançar mais do que dois candidatos ao Senado em São Paulo. E isso não é só voz corrente, é uma determinação dos partidos aliados de que a estratégia é lançar, na maioria dos Estados, no máximo, dois pré-candidatos. Em alguns Estados, isso não vai ser possível por uma questão de acomodação, mas onde pudermos, vamos lançar apenas dois. Isso é uma estratégia político-eleitoral visando fazer maioria no Senado, porque, hoje, a situação é adversa. Talvez este seja, de todas as eleições pós-democracia, o momento em que a eleição para o Senado vai ser tão importante quanto para presidente da República. Porque ali é que está a mudança ou não da regra do jogo. - [Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/festas-de-vorcaro-em-nova-york-com-politicos-uisque-e-mulheres-custaram-r-119-milhoes/): Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões Uma das atrações mais caras foi confraternização de temática ‘astronauta’ com ‘artistas’ e ‘performances’ da Ucrânia e Rússia Por Malu Gaspar e Johanns Eller | O Globo 03/06/2026 O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor A degustação de uísques e charutos que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ofereceu ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e vários outros políticos e autoridades em Nova York em maio de 2024 não foi a única extravagância que ele promoveu nos Estados Unidos naquele período. Ao todo, Vorcaro gastou pelo menos R$ 11,9 milhões em valores da época na organização de eventos para entreter políticos e autoridades que estavam na cidade naqueles dias — além da prova de bebidas e charutos, um jantar e uma festa com mulheres com fantasias prateadas que ficou conhecida como a “noite das astronautas”. Os valores constam de uma planilha apreendida no celular de Vorcaro e incluída na representação da Polícia Federal (PF) que embasou a oitava fase da Operação Compliance Zero no último dia 26, com busca e apreensão sobre Castro e outros sete alvos. Segundo fontes que estiveram no evento relataram à equipe da coluna, a festa ocorreu na suíte presidencial em Nova York na qual os convidados, todos homens, eram entretidos por russas e ucranianas vestidas com malhas prateadas e acessórios de vidro na cabeça que lembravam um traje espacial. Além da festa das astronautas, à qual compareceram mais políticos além dos que estavam na degustação, houve também um jantar bancado por Vorcaro e incluído na conta daquela semana enviado ao banqueiro. Só nesses eventos, o dono do Master gastou mais de US$ 721 mil, o equivalente a R$ 3,7 milhões em 2024. Um e-mail enviado a Vorcaro na ocasião discriminava os custos: 526,2 mil euros para bancar as “artistas, performances com logística e equipe de management [gerenciamento]” e outros 109,2 mil euros referentes a “taxas”, sem maiores detalhes. Tudo pago por meio de wire transfer, remessas internacionais sem instituições intermediárias muito usadas nos EUA. O documento enviado ao relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, também destaca gastos com “festas”, equipamentos de som e luz, produção de evento e hospedagem de equipe que somam US$ 545,2 mil (R$ 2,8 milhões). A esses gastos se somam a degustação de uísque, como mostrou O GLOBO, custou pouco mais de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões). Realizada no exclusivo The Carnegie Club, localizado a algumas quadras do Central Park e da nobre Quinta Avenida, em Manhattan, Vorcaro bancou a locação do espaço, os charutos e as bebidas liberadas. Castro e os demais convidados saíram de lá com uma garrafa de Macallan 25 anos avaliada em R$ 30 mil e uma caixa de charutos cada um. Nessa ocasião, Vorcaro gastou R$ 3,5 milhões só com uísques. Segundo reportagem do GLOBO, além do governador fluminense e do dono do Master, participaram da degustação o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ), à época cotados para disputar a presidência da Câmara dos Deputados (Motta foi eleito para o cargo em fevereiro do ano seguinte). Há ainda despesas documentadas de US$ 44,6 mil descritas como pagamento do “pacote de comidas e bebidas e green room” das artistas e “consumo de extras no hotel dos hóspedes entre os dias 12 e 16 de maio, totalizando R$ 11,9 milhões. No mesmo período, diálogos obtidos pelos investigadores em um dos celulares do CEO do Master demonstram que ele também bancou um jantar para o então governador no Rio no restaurante Nusr-Et, do badalado chef turco Salt Bae, em Nova York. Também localizado em Manhattan, a casa é conhecida por excentricidades como filés de carne com folhas de ouro. Ao receber o convite de Vorcaro por WhatsApp, Castro exclamou: “Você não existe”. A um auxiliar que organizou o jantar, o banqueiro orientou: “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir [à mesa]”, em referência a Salt Bae, que estava na filial de Nova York na ocasião. O documento da PF não detalha quanto custou o convescote, mas a representação menciona outro banquete do político do PL pago por Daniel Vorcaro um ano antes no mesmo local. Segundo a investigação, o banqueiro, que não esteve no jantar, desembolsou US$ 13,3 mil (R$ 66 mil). Degustação em Londres O evento no The Carnegie Club em NY não foi a única degustação de uísque custeada por Vorcaro para autoridades brasileiras. No mês anterior à farra nos EUA, o Banco Master financiou o Fórum Jurídico Brasil de ideias. Organizada pelo Grupo Voto e estrelada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a conferência ocorreu em um hotel de luxo em Londres, no Reino Unido. Registros encontrados em um celular do dono do Master apontam que ele gastou US$ 640,8 mil (R$ 3,2 milhões) na degustação no exclusivo clube George, no bairro londrino de Mayfair, considerado um dos mais caros do mundo. Segundo o site Poder360, estiveram no George os ministros Moraes e Dias Toffoli, do STF; o ex-ministro da Corte e então titular da pasta da Justiça do governo Lula, Ricardo Lewandowski; Benedito Gonçalves, magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ); o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente da Câmara, Hugo Motta e Ciro Soares, advogado de Vorcaro, além do próprio banqueiro. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSTJ Superior Tribunal de Justiça Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Eduardo Bolsonaro sugere troca do Pix por sistema americano Zelle, e vira alvo de críticas nas redes: ‘Vassalagem’ 04/06/2026 Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento 03/06/2026 ‘A pátria dos Bolsonaro não é a brasileira, é a pátria estrangeira’, diz Simone Tebet 03/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na - [Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-se-encontra-com-eduardo-cunha-em-bh/): Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH Senador concedeu entrevista à rádio ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2). Por g1 Minas 02/06/2026 Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte nesta terça-feira (2) — Foto: Reprodução/Instagram Belo Horizonte – O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou com o ex-deputado federal Eduardo Cunha, nesta terça-feira (2), em Belo Horizonte. Flávio concedeu uma entrevista à rádio 89 Maravilha, ligada a Cunha, e falou sobre carga tributária, empreendedorismo e programas sociais. O ex-parlamentar publicou nas redes sociais um vídeo com o senador para divulgar a conversa e disse que Flávio assumiu “a missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026”. Eduardo Cunha foi deputado federal de 2003 a setembro de 2016, quando teve o mandado cassado na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. Ele chegou a ser preso no mesmo ano alvo da operação Lava Jato. Em 2015, quando era presidente da Casa, Cunha autorizou a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), que perdeu o mandato em agosto de 2016. Em 2026, ele anunciou ser pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. Notícia anteriorPróxima notícia Belo Horizonte MGDeputado FederalOperação Lava JatoPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-visita-eduardo-cunha-mas-omite-encontro-nas-redes/): Flávio Bolsonaro visita Eduardo Cunha, mas omite encontro nas redes Presidenciável foi recebido nos estúdios da Rádio Maravilha, controlada pelo deputado cassado Por Bernardo Mello Franco | O Globo 02/06/2026 Flávio Bolsonaro e Eduardo Cunha noes estúdios da Rádio Maravilha, em BH — Foto: Reprodução Flávio Bolsonaro aproveitou a passagem por Belo Horizonte, nesta terça-feira, para fazer uma visita especial. Passou parte da manhã com Eduardo Cunha, velho aliado do pai. O pré-candidato do PL deu uma entrevista de quase meia hora à Rádio Maravilha, emissora evangélica controlada pelo ex-deputado cassado e preso na Lava-Jato. Flávio contraternizou com Cunha, que o recebeu nos estúdios e assistiu à gravação. Curiosamente, o presidenciável evitou divulgar o encontro nas redes sociais. As únicas imagens dos dois juntos foram publicadas no perfil do ex-deputado, que se instalou em Minas para tentar voltar à Câmara. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalOperação Lava JatoPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro](https://politicariabrasileira.blog.br/horas-apos-nova-proposta-de-tarifaco-trump-posta-foto-com-flavio-bolsonaro/): Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro Mensagem é publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Lula responsabilizou família Bolsonaro pela taxação, relacionando-a à visita de Flávio à Casa Branca, no último dia 26. Por g1 02/06/2026 Trump faz post sobre encontro com Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/Truth Social O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um post nesta terça (2) sobre o encontro com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece o irmão do parlamentar, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump, na Truth Social, a sua rede social. A mensagem foi publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Lula responsabilizou família Bolsonaro pela taxação, relacionando-a à visita de Flávio à Casa Branca, no último dia 26. O pré-candidato afirmou em entrevista que pediu ao americano para não taxar o Brasil. “Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles”, afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais. Visita à Casa Branca Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira da semana passada, dia 26 de maio. No dia seguinte, ele se encontrou também com Marco Rubio, secretário de Estado, e com JD Vance, vice-presidente. Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio disse que pediu a Trump para que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas. O senador também disse que prometeu ao republicano incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e combater interferências estrangeiras. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou. Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. O senador também disse que conversou com Trump sobre tarifas e terras raras. Ainda segundo Flávio, Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”. O parlamentar afirmou ainda ter recebido do presidente americano uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar comemorativa. Já na quarta-feira (27), de acordo com o senador, o encontro com Rubio durou cerca de 30 minutos. Uma imagem da reunião com o secretário de Estado foi compartilhada por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, nas redes sociais. Já na reunião com J.D. Vance, segundo o senador, o vice-presidente levantou questões relacionadas à liberdade de expressão no Brasil. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre imita Eduardo Cunha ao apostar em pautas-bomba contra o governo 12/06/2026 Alcolumbre e PT da Bahia aparecem em novo capítulo das revelações de Vorcaro 11/06/2026 PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio 10/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [O amigo do crime](https://politicariabrasileira.blog.br/o-amigo-do-crime/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Por que Ciro Nogueira comparece em (quase) todos os escândalos da República Por Breno Pires | Piauí 02/06/2026 Daniel Vorcaro abraçando seu “amigo de vida”, Ciro Nogueira, na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes franceses, em imagem encontrada pela Polícia Federal no celular do banqueiro – Crédito: REPRODUÇÃO – Sem falsa modéstia, você sabe que eu me tornei um dos homens mais influentes da política nacional. Eu conheço todos os grandes empresários do nosso país. Todos. O senador Ciro Nogueira falava com desembaraço, como quem trata de um assunto trivial. Ele estava dando uma entrevista a um telejornal de Teresina, a capital do Piauí, o estado que o elege para deputado ou senador desde 1994. Era dia 13 de março passado, uma sexta-feira. Fazia uma semana que viera a público uma mensagem de WhatsApp na qual o banqueiro Daniel Vorcaro, que acabara de voltar à prisão, se referia ao senador como “um dos meus grandes amigos de vida”. – Não tem nenhum grande empresário nesse país que não já tenha me procurado em Brasília, ou me convidado para eventos, ou para palestra, ou para jantares – disse o senador. A mensagem, defendida com naturalidade, era clara: Ciro Nogueira não tinha nenhuma relação especial com Vorcaro porque conhece “todos os grandes empresários do nosso país”. Tampouco obteve qualquer vantagem de Vorcaro, além da sucessão de convites para eventos, palestras e jantares que recebe habitualmente de tanta gente. – Agora, você nunca vai ver nada de errado nesses diálogos. Ah, “foi convidado para jantar”. Ah, “botou um helicóptero à minha disposição”, que eu não usei. Poxa, mas, pelo amor de Deus. Isso é o fato de nós termos um homem influente que conhece todos os homens influentes do país – concluiu o senador. Em defesa de sua inocência, Ciro comparava a presença em um jantar com o uso eventual de um helicóptero, colocava tudo na embalagem política, coisa de gente influente, e nada disso comprometia seu comportamento ético e íntegro. Nem achava necessário explicar por que apresentou uma emenda aumentando de 250 mil para 1 milhão de reais o limite de cobertura para investidores em caso de quebra da instituição financeira. A proposta atendia de modo tão flagrante os interesses de Vorcaro que ganhou a jocoso apelido de “Emenda Master”. Antes, em fevereiro, Ciro já exalava confiança em entrevista ao SBT News: “Não tenho medo de [expor] essa relação porque ela nunca foi uma relação ilícita, nunca tratei de assuntos do Banco Master, nunca fiz gestões para encobrir algo.” Quando seu nome pipocou no WhatsApp de Vorcaro, em março, recorreu a um argumento ao mesmo tempo juvenil e cômico para negar que se tratasse dele: “Segundo o IBGE, existem mais de 11 mil pessoas com o nome Ciro no Brasil.” Em abril, com Vorcaro na cadeia, continuou mostrando-se tranquilo: “Espero que o mais rapidamente possível o Ministério Público e a Polícia Federal passem esse episódio a limpo para que a gente possa discutir o que realmente precisa no país.” Ciro Nogueira falava com a segurança de quem adquiriu uma posição proeminente na política nacional. Entre 2021 e 2022, esteve no ponto mais alto de sua trajetória política. Foi ministro-chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro. Não é um posto qualquer. Como definiu Bolsonaro na época em que o nomeou, era a “alma do governo”. Ali, fazendo as vezes de um primeiro-ministro, Ciro tornou-se a peça que faltava para que a banda podre do Congresso assumisse um controle até então inédito sobre a máquina do Executivo – e uma posição privilegiada para acomodar seus interesses heterodoxos. A entrevista que o senador concedeu à TV Antena 10 de Teresina em março terminou depois de 45 minutos. Pela aparência, Ciro saiu satisfeito com o resultado. Tinha razão. Afinal, apesar das suspeitas iniciais, seu nome continuava em alta na cotação para ocupar a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A chapa Flávio-Ciro vinha ganhando certa tração nas hostes da direita e da extrema direita – mas assim que o mês de maio chegou tanto o candidato a candidato a vice quanto o próprio candidato a candidato a presidente foram atropelados, cada um a seu modo, pelo escândalo do Master. De acordo com uma reportagem do Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro enviou um áudio cobrando os 24 milhões de dólares que o banqueiro havia prometido doar para, alegadamente, financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio chama-o de “irmão” e, em mensagem enviada um dia antes da primeira prisão de Vorcaro em novembro do ano passado, afirma: “Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente.” E completa: “Só preciso que me dê uma luz.” A luz, no caso, é dinheiro. Na tarde em que o caso veio a público, Flávio Bolsonaro negou que o banqueiro financiara o filme e ainda ironizou o repórter que lhe fez a pergunta. Horas depois, com a divulgação do áudio, foi obrigado a admitir o que negara, e agiu como se fosse uma transação inofensiva – com “zero de dinheiro público”, ainda que o Master tenha se locupletado com dinheiro público de fundos de pensão. No caso de Ciro, o terremoto do Master chegou alguns dias antes. No dia 6 de maio, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma nova operação da Polícia Federal sobre o caso Master. Ao analisar a relação entre Ciro Nogueira e o banqueiro, a partir dos resultados da investigação da PF, o ministro escreveu que havia um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”. A piauí teve acesso às mais de sessenta páginas que compõem o relatório da PF, onde constam datas, cenas, viagens, fotos. De sua leitura, emerge um universo feito de mesadas, empresas subavaliadas, dinheiro vivo, apartamentos, cartões de crédito, restaurantes, hotéis, jatinhos, emenda parlamentar e férias na neve. Um documento do Coaf, o órgão federal que rastreia transações - [Vídeo mostra PMs gritando ‘vai morrer, hein!’ para motociclista morto a tiros durante abordagem em São Gonçalo](https://politicariabrasileira.blog.br/video-mostra-pms-gritando-vai-morrer-hein-para-motociclista-morto-a-tiros-durante-abordagem-em-sao-goncalo/): Vídeo mostra PMs gritando ‘vai morrer, hein!’ para motociclista morto a tiros durante abordagem em São Gonçalo Câmeras de segurança registraram áudio da perseguição; família diz que Eduardo Ornellas, de 26 anos, fugiu por causa de documento atrasado. Por Adriana Rezende | Bom Dia Rio 02/06/2026 Agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) foram filmados correndo atrás do motociclista — Foto: Reprodução/TV Globo Câmeras de segurança registraram na tarde de domingo (31) o momento em que mais de 3 PMs perseguem o motociclista Eduardo Ornellas, de 26 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, instantes antes de ele ser morto durante uma abordagem policial. No vídeo, é possível ouvir gritaria e disparos, acompanhado dos policias gritando “vai morrer” repetidamente enquanto o rapaz foge. “Para!”. Logo depois, outro ameaça: “Vai morrer, hein! Vai morrer, hein! Vai morrer”. O corpo de Eduardo será velado na manhã desta terça-feira (2), com enterro previsto para às 11h30, no Cemitério Parque da Paz, no bairro Pacheco, em São Gonçalo. Segundo familiares, o motociclista não obedeceu a ordem de parar dos PMs por não estar com o documento da moto em dia, depois disso, os policias teriam confundido o celular que estava na cintura dele e começaram a disparar. A namorada de Eduardo, que estava na garupa, foi atingida por um primeiro disparo, e então ele se desespera e sai correndo. Eduardo chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, também em São Gonçalo. Ele já recebeu alta médica. “Foi uma abordagem negligente. Ele acabou acertando a namorada na perna. Assustado, vendo a gravidade da situação, saiu correndo. Como estava com o documento da moto atrasado, correu na tentativa de pedir socorro”, diz um parente, que completou: “A família está indignada. O rapaz nunca teve envolvimento com tráfico ou qualquer atividade criminosa. Trabalhador, vidraceiro, conhecido na região. Era um garoto de bem.” A Corregedoria da Polícia Militar informou que abriu investigação para apurar a atuação dos agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom). O policial que efetuou o disparo foi afastado das funções. O caso também é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-que-mirou-produtora-de-dark-horse-gera-incomodo-nos-bastidores-da-prefeitura-de-sp/): Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP Prefeito evitou fazer críticas diretas, mas sugeriu eventual teor político na ação da Polícia Civil; nos bastidores, aliados falam em ‘fogo amigo’ Por Hyndara Freitas | O Globo 02/06/2026 O candidato Ricardo Nunes ( MDB ) depois de ter votado para prefeito na Escola Estadual Dom Duarte Leopoldo e Silva , Zonal Sul da Capital ao lado do governador Tarcisio de Freitas — Foto: Edilson Dantas / O Globo São Paulo – A operação deflagrada nesta segunda-feira (1º), que mirou o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a uma ONG da mesma dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, causou incômodo na gestão Ricardo Nunes (MDB) e críticas, nos bastidores, à atuação da Polícia Civil de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do prefeito afirmam que a busca e apreensão na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia teria sido “desnecessária e midiática”, porque o contrato com o Instituto Conhecer Brasil (IBT) e as respectivas prestações de contas da entidade já eram públicos. O instituto, que tem Karina Ferreira da Gama como dona, a mesma da produtora Go Up Entertainment — responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro (PL), tem um contrato de R$ 108 milhões com a pasta para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em vias públicas da periferia paulistana. Segundo pessoas próximas a Nunes, a situação pegou o prefeito de surpresa, principalmente por ter vindo da polícia estadual. Ao se manifestar sobre o caso, o prefeito chegou a sugerir uma eventual conotação política na ação e ele questionou “por que só agora essa questão?”. O GLOBO apurou que a operação não passou pela cúpula da Secretaria da Segurança Pública, e foi avançando fora dos holofotes. Uma ala da Polícia Civil está insatisfeita com a gestão Tarcísio. O governador evitou comentar o tema e aliados apontam que a polícia “tem independência”, e que portanto não caberia a Tarcísio ser informado sobre a operação antecipadamente. O caso começou quando o Ministério Público Federal (MPF) recebeu, em dezembro de 2025, uma denúncia relatando suspeitas de irregularidades no contrato do ICB com a Prefeitura de São Paulo. Como se tratava de um caso relativo à administração municipal, o MPF repassou a notícia de fato para o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que então pediu a abertura de um inquérito policial em março, aberto pela 2ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração e Fraudes (Discca), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). A investigação passou a ser tocada pelo delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, titular da delegacia, que solicitou ao Judiciário a autorização para a operação desta segunda. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroMP-SPMPF Ministério Público FederalPL Partido LiberalPolícia CivilPrefeitoPresidente da RepúblicaRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - ['Parecia uma combinação entre eles': vice-prefeito acusado de golpe da pensão transferia dinheiro para a ex, aponta investigação](https://politicariabrasileira.blog.br/parecia-uma-combinacao-entre-eles-vice-prefeito-acusado-de-golpe-da-pensao-transferia-dinheiro-para-a-ex-aponta-investigacao/): ‘Parecia uma combinação entre eles’: vice-prefeito acusado de golpe da pensão transferia dinheiro para a ex, aponta investigação MP acusa Hélio Luiz Fazoli de Moraes de forjar união estável com ex-procurada do estado para receber pensão após a morte dela. Idosa era tia da ex-esposa do político. Por Fantástico 02/06/2026 Uma escritura de união estável entre Ângela Marília de Moraes Peçanha e Hélio Luiz Fazoli de Moraes — Foto: Fantástico/ Reprodução A investigação sobre um suposto esquema para obtenção indevida de pensão de uma procuradora aposentada do Rio de Janeiro identificou transferências de dinheiro feitas pelo vereador e atual vice-prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, para a ex-esposa dele, Adriana Pessanha, de 55 anos. O caso é apurado pelo Ministério Público do Rio, que acusa Hélio de ter forjado uma união estável com a ex-procuradora Ângela Marília de Moraes Pessanha para receber pensão após a morte dela. Adriana, por sua vez, é sobrinha da servidora aposentada. Segundo a investigação, a movimentação financeira entre os dois chamou a atenção dos promotores após a quebra do sigilo bancário dos envolvidos. “Todo mês, o investigado transferia recursos para a ex-esposa”, afirmou Marcos Davidovich, promotor do Ministério Público-RJ. Para os investigadores, as transferências reforçam a suspeita de que a obtenção da pensão beneficiaria não apenas Hélio, mas também pessoas próximas a ele. “Não seria uma pensão alimentícia, parece mais uma combinação entre eles”, disse o promotor. De acordo com a investigação, durante quase 10 anos, Hélio e Adriana receberam dos cofres públicos quase R$ 5 milhões. O que diz a investigação De acordo com o Ministério Público, Hélio foi casado com Adriana Pessanha até 2013. Cerca de dez meses após o divórcio, ele formalizou em cartório uma união estável com Ângela, tia da ex-mulher e então com mais de 80 anos. A acusação sustenta que o relacionamento nunca existiu de fato e que a formalização da união teve como objetivo garantir o recebimento da pensão deixada pela procuradora após sua morte. Além da união estável, Hélio teria obtido uma procuração que lhe concedia amplos poderes para movimentar as contas da servidora aposentada. Após a morte dela, ele solicitou o benefício previdenciário. O pedido foi negado pelo INSS, mas acabou aprovado pelo RioPrevidência. Bloqueio de bens A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a suspensão imediata da pensão. Também foram bloqueados bens dos investigados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos, aplicações financeiras, ações e criptomoedas. Segundo os promotores, os valores recebidos dos cofres públicos chegam a quase R$ 5 milhões. Hélio Luiz e Adriana Pessanha respondem pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato qualificado. O que dizem os citados Em nota, o Rioprevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão; que não detectou a fraude na época; e que vai acompanhar o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado do Rio. Em nota, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRioPrevidênciaTrajano de Moraes RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha](https://politicariabrasileira.blog.br/mendonca-cobra-da-pf-materiais-da-quebra-de-sigilo-da-amiga-de-lulinha/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Cobrança foi feita pelo ministro do STF André Mendonça após a PF trocar o delegado que coordenava o inquérito que apura a Farra do INSS Por Igor Gadelha | Metrópoles 02/06/2026 O ministro do STF André Mendonça | BRENO ESAKI/METRÓPOLES O ministro do STF André Mendonça cobrou da Polícia Federal (PF) o resultado das quebras de sigilo de investigados pela Operação Sem Desconto. O inquérito apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Um dos materiais cobrados pelo magistrado foi o da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Ela é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos mais velhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo apurou a coluna, a cobrança foi feita por Mendonça em meados de maio, após a PF mudar a investigação da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A mudança de área provocou a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do inquérito. O delegado está à frente da chefia da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde junho de 2025. A substituição feita pela PF surpreendeu Mendonça. Relator do inquérito no Supremo, o ministro relatou a interlocutores que ficou sabendo da mudança por meio de um dos advogados que estão atuando no caso. Após a troca, Mendonça convocou reunião com integrantes da Polícia Federal. O magistrado também pediu relatório detalhado sobre todos os que foram alvo da operação, para saber em que pé andam as investigações. De acordo com a PF, a mudança de área do inquérito foi uma questão “burocrática” e visa “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”. Segundo a corporação, a Cinq possui melhor estrutura para cuidar do caso. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [MPF cobra avanços nas obras da BR-040, em Petrópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/mpf-cobra-avancos-nas-obras-da-br-040-em-petropolis/): MPF cobra avanços nas obras da BR-040, em Petrópolis Durante reunião, Movimento Empresarial Petrópolis 2030 defendeu relatórios mensais sobre as intervenções; concessionária detalhou cronograma de recuperação da serra até novembro. Por g1 01/06/2026 Em reunião sobre as condições do trecho de subida da BR-040, na Serra de Petrópolis, a Elovias explicou que as obras no local vão até novembro deste ano — Foto: Movimento Petrópolis 2030 O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma reunião com a concessionária Elovias, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pesquisadores da Coppe/UFRJ e representantes da sociedade civil, por meio do Movimento Empresarial Petrópolis 2030 e a ONG NovAmosanta, para discutir as melhorias previstas para a BR-040, com foco na recuperação da pista de subida da Serra de Petrópolis. Durante o encontro, realizado na Procuradoria da República em Petrópolis, a concessionária apresentou o plano de ação para recuperação do pavimento no trecho de subida, considerado um dos mais críticos da BR-040. Na reunião, o MPF apontou o atraso no cronograma inicial para recuperação das placas de concreto. Segundo a Elovias, a previsão agora é concluir os serviços até novembro. Em reunião anterior com o órgão, a concessionária havia informado que pretende substituir 210 placas de concreto na pista de descida entre maio e outubro deste ano. Segundo a empresa, existem atualmente 1.412 placas de concreto danificadas ou deterioradas na área, sendo que houve a recuperação 124 nos seis primeiros meses da nova concessão. Cronograma A Elovias também detalhou o cronograma das intervenções. Os trabalhos serão realizados de segunda a quinta-feira, das 7h às 16h, com interdições parciais em trechos retos. Já nos pontos de curva, onde as obras exigem maior complexidade, as intervenções ocorrerão entre meia-noite e 4h da manhã, também de segunda a quinta-feira, com previsão de interdição total da pista nesses períodos. Antes da reunião, representantes do MPF e pesquisadores da Coppe/UFRJ realizaram vistorias na rodovia. A participação da universidade ocorreu por meio dos especialistas em pavimentação Thiago Aragão, Marcos Antonio Fritzen e Ricardo Schroder Teixeira, convidados para contribuir tecnicamente na definição das melhores soluções para o trecho. A procuradora da República Luciana Gadelha destacou que, passados seis meses da nova concessão e encerrado o período de chuvas, as intervenções na Serra de Petrópolis devem ser tratadas como prioridade devido ao estado do pavimento e aos transtornos enfrentados pelos motoristas. Temporada de inverno O encontro também abordou os impactos das obras durante a alta temporada de inverno, período em que Petrópolis registra aumento no fluxo de turistas. Representantes do Movimento Empresarial Petrópolis 2030 demonstraram preocupação com possíveis reflexos na mobilidade da cidade, especialmente diante da interdição da ponte do Arranha-Céu, em Itaipava, prevista até novembro. “O momento exige extrema atenção na execução e principalmente na comunicação com os usuários. Petrópolis já enfrenta um cenário delicado de mobilidade, especialmente em Itaipava. Temos poucas alternativas de ligação entre a BR-040 e a União e Indústria e elas não possuem estrutura suficiente para absorver um aumento significativo de fluxo”, afirmou Cláudio Mohammad, representante do movimento. Relatórios mensais Durante a reunião, o grupo empresarial propôs que a concessionária envie relatórios mensais ao MPF detalhando a evolução das obras e das melhorias previstas na concessão. A proposta foi aceita pelo órgão, que deverá oficializar a solicitação à empresa. A BR-040 possui 217,6 quilômetros de extensão, liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, atravessa dez municípios e atende cerca de 1,8 milhão de pessoas. Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresMPF Ministério Público FederalPetrópolis RJRegião Serrana e Centro Sul Fluminenserodovia BR-040UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O que Vorcaro diz sobre o filme de Bolsonaro na nova delação 09/06/2026 O caminho do dinheiro 09/06/2026 A decisão de Kassio Nunes Marques que coloca a eleição em risco 08/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PEC da "escala 7×0" reúne 37 assinaturas no Senado e gera críticas de Erika Hilton](https://politicariabrasileira.blog.br/pec-da-escala-7x0-reune-37-assinaturas-no-senado-e-gera-criticas-de-erika-hilton/): Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões PEC 12/2026, apelidada de “escala 7×0”, reúne 37 assinaturas no Senado e prevê jornada flexível com cálculo proporcional de direitos trabalhistas, enquanto gera críticas de parlamentares e especialistas. Por Anna Muradi | BPMoney 01/06/2026 Brasília-DF – 18/03 /2026 Deputada Erika Hilton durante a primeira reunião da comissão de Defesa dos direitos da Mulher. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. da Esh Capital, Vladimir Timerman. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. De acordo com o ICL Notícias, um grupo de senadores apresentou a PEC 12/2026 um dia após a Câmara rejeitar a chamada “emenda das 52 horas”, durante a tramitação da proposta que discute o fim da escala 6×1. A iniciativa, então apelidada de “escala 7×0”, é vista por parlamentares governistas e representantes sindicais como uma tentativa de retomar o debate no Senado. Nesse sentido, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a proposta, que de acordo com ela abre caminho para jornadas de trabalho todos os dias da semana. Dessa forma, em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a medida representa uma mudança profunda nas regras trabalhistas. “O senador Flávio Bolsonaro e seus aliados apresentaram uma PEC no Senado que acaba com a CLT e cria a escala 7×0”, escreveu. O que propõe a PEC A PEC 12/2026, protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), estabelece um modelo, dessa maneira, de jornada de trabalho flexível baseado em horas trabalhadas. Assim, o texto prevê que direitos como salário, férias, 13º e FGTS sejam calculados de forma proporcional à carga horária. Além disso, a proposta autoriza acordos individuais entre empregador e empregado, com possibilidade de prevalência sobre convenções coletivas. De acordo com o texto, a emenda constitucional passaria a valer 180 dias após sua publicação. Debate sobre impactos trabalhistas Assim sendo, críticos afirmam que o modelo pode abrir espaço para perda de renda. Além de enfraquecimento da negociação coletiva, ao ampliar o peso de contratos individuais. Já os defensores da proposta argumentam que a PEC amplia a liberdade do trabalhador para escolher o regime de jornada mais adequado às suas necessidades. PEC reúne 37 senadores de diferentes partidos Ao todo, 37 senadores assinaram a proposta. A lista reúne, desse modo, parlamentares do PL, Progressistas, Republicanos, PSD, Podemos, União Brasil, Avante, Novo e PSDB. Incluindo, então, nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (PL-PR), Ciro Nogueira (PP-PI), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Marcos Pontes (PL-SP) e outros senadores distribuídos por todos os estados listados. Notícia anteriorPróxima notícia ALERJDeputado EstadualDeputado FederalGovernadorInstituto Rio Metrópole IRMMP-RJPL Partido LiberalPolícia CivilPP ProgressistasRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSão João de Meriti RJTeresópolis RJTJ-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Bloqueio de R$ 6 milhões: Eduardo Cunha já foi preso, cassado e pretende disputar eleição este ano 12/07/2026 ‘Não aguento mais esses mineiros enrolados’, escreveu Cunha, pré-candidato a deputado por Minas, em diálogo citado por Dino 12/07/2026 Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha mesmo sem mandato e manda bloquear R$ 6 milhões 12/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/tce-rejeita-as-contas-de-2025-do-governo-claudio-castro-voto-cita-perdas-ligadas-ao-banco-master/): TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master Conselheiro citou ‘distorções generalizadas na apresentação dos valores’. Relatório segue para a Alerj, que ainda nem votou as contas de 2024. Por Adriana Cruz e Bette Lucchese | TV Globo 01/06/2026 Cláudio Castro (PL) gravou vídeo se defendendo — Foto: Reprodução O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou, por três votos a um, as contas do ex-governador Cláudio Castro (PL) referentes ao exercício de 2025. O parecer será encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), responsável pela decisão final sobre a aprovação ou rejeição das contas. A assembleia, porém, ainda nem votou as contas de 2024, que foram aprovadas com ressalvas pelo TCE – as de 2022 e 2023 foram votadas no fim de 2025. O julgamento das contas foi retomado nesta segunda-feira (1º), quatro dias após ter sido suspenso por um pedido de vista do conselheiro Christiano Lacerda. Na sessão anterior, o relator do processo, conselheiro Rodrigo Melo Nascimento, havia votado pela aprovação das contas com ressalvas. Já o conselheiro José Gomes Graciosa apresentou voto pela rejeição, apontando irregularidades relacionadas a investimentos financeiros realizados pelo estado. Ao manter seu posicionamento nesta segunda-feira, Graciosa colocou em xeque operações que, segundo ele, somam R$ 5,01 bilhões. Entre os valores citados estão: R$ 903 milhões no Banco Master; R$ 2,06 bilhões na Mirae Asset; cerca de R$ 1,7 bilhão no Banco Genial.   Durante a sessão, o conselheiro destacou que a Mirae Asset, conglomerado financeiro com sede na Coreia do Sul, aparece em investigações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades em investimentos da Amazonprev, fundo previdenciário do Estado do Amazonas. Graciosa também mencionou que o Banco Genial foi alvo de medida de bloqueio de R$ 176 milhões determinada pela Secretaria da Fazenda de São Paulo em uma ação envolvendo empresas investigadas por suposta ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As três instituições citadas foram mencionadas durante o julgamento em discussões relacionadas à destinação de recursos públicos. No caso do Banco Master, a Polícia Federal aponta que os investimentos do governo do Rio, via Rioprevidência, chegaram a R$ 3,7 bilhões. A instituição foi liquidada no fim de 2025, e seu controlador, Daniel Vorcaro, está preso. Além dos questionamentos sobre os investimentos, Graciosa solicitou a realização de auditorias para apurar possíveis irregularidades envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, e também nos benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual. Nesta segunda, a Refit passou por uma vistoria técnica do Instituto Estadual do Ambiente. Os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda acompanharam o voto de Graciosa. O conselheiro Thiago Pampolha participou da sessão, mas não votou por ter exercido o cargo de vice-governador na gestão de Cláudio Castro. Ele assumiu uma cadeira no TCE há cerca de um ano. “No curso dos procedimentos de Auditoria Financeira, foi identificada, ainda, superavaliação do ativo circulante no montante de R$ 1,13 bilhões, decorrente da ausência de constituição de provisão para perdas, de ajuste a valor justo ou de reconhecimento de redução ao valor recuperável dos investimentos do Rioprevidência vinculados ao Banco Master”, escreveu Graciosa. “Ou seja, em uma linguagem mais simples e didática, a auditoria mostrou que existem problemas importantes na forma como alguns valores foram classificados na contabilidade do Rioprevidência”, acrescentou. Possível ‘nova inelegibilidade’ O TCE tem até quarta-feira (3) para enviar o relatório para a Alerj, que não tem prazo ainda definido para julgá-lo. Se os deputados rejeitarem as contas, Castro pode ficar inelegível por mais um motivo. Em março, o ex-governador foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, e não pode ser eleito por 8 anos. O que dizem os citados O ex-governador se pronunciou com a seguinte nota: “O ex-governador Cláudio Castro lamenta o parecer prévio contrário emitido pelo TCE-RJ sobre as contas de 2025 e ressalta que a decisão contraria manifestação anterior do corpo técnico do tribunal e do Ministério Público de Contas, que haviam emitido parecer favorável. Durante todo o período em que esteve à frente do Governo do Estado, Cláudio Castro teve todas as suas contas aprovadas pela própria Corte. O ex-governador reafirma que sua gestão sempre atuou com transparência, responsabilidade fiscal e respeito às instituições. Em relação ao Rioprevidência, todas as operações seguiram fluxos técnicos da autarquia, normas do Conselho Monetário Nacional e regras de governança do regime previdenciário. Quando surgiram questionamentos, o próprio governo determinou medidas de apuração e controle, incluindo atuação da Controladoria Geral do Estado, afastamento da presidência do Rioprevidência e ações para proteger o patrimônio dos servidores. Sobre a Refinaria de Manguinhos, todos os atos da gestão também obedeceram a critérios técnicos e legais. É importante lembrar que foi no governo Cláudio Castro que a empresa passou a pagar dívidas históricas com o Estado, em valores próximos de R$ 1 bilhão, além de diversas ações de cobrança movidas pela Procuradoria Geral do Estado. O ex-governador confia que todos os pontos serão devidamente esclarecidos no rito próprio e reforça a convicção de que os atos de sua gestão foram pautados pela legalidade, pela responsabilidade fiscal e pela defesa do interesse público”. O governo do Estado divulgou a seguinte nota: “O Governo do Estado realiza uma ampla auditoria na gestão das secretarias, autarquias, fundações e demais entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. A análise dos contratos firmados na gestão anterior tem o objetivo de assegurar a eficaz utilização dos recursos públicos e fortalecer o controle de despesas e ampliar a eficiência da administração estadual. Todas as informações apuradas durante o processo serão encaminhadas aos órgãos competentes para conhecimento e acompanhamento, de acordo com os princípios da transparência e da legalidade”. A Mirae também se pronunciou: “A Mirae Asset Brasil informa que é uma das corretoras de valores habilitadas, conforme Credenciamento realizado pelo Rio Previdência, para prestar serviços de custódia de valores mobiliários, e que não participou da intermediação –compra e venda— desses ativos. Esclarece ainda que cumpriu a solicitação, feita pela Gerência de Operações e Investimentos do Rio Previdência, para que ativos que estavam custodiados em outra corretora fossem - [Escala 7×0: o que há por trás da proposta de Flávio Bolsonaro no Senado que tenta sabotar fim da escala 6×1](https://politicariabrasileira.blog.br/escala-7x0-o-que-ha-por-tras-da-proposta-de-flavio-bolsonaro-no-senado-que-tenta-sabotar-fim-da-escala-6x1/): Escala 7×0: o que há por trás da proposta de Flávio Bolsonaro no Senado que tenta sabotar fim da escala 6×1 Nova PEC, com autoria do coordenador de campanha de Flávio, coloca em risco direitos trabalhistas já consolidados; entenda Por Alice Andersen | Fórum 01/06/2026 O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Gabriela Biló/Folhapress O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve reunir líderes partidários esta semana para definir o rito de tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados. A proposta, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de folga, aguarda despacho à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enquanto a oposição já protocolou uma PEC alternativa, a PEC 12/2026, que parlamentares governistas classificam como uma manobra para esvaziar o avanço trabalhista e instituir, na prática, uma “escala 7×0”. Entre os senadores que votaram a favor do texto da PEC da 7×0, está o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que encabeça a proposta junto de Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador da pré-campanha, que propõe ser possível “escolher” entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um “regime flexível” baseado em horas trabalhadas. Nesse segundo modelo, o patrão pagaria apenas o número de horas trabalhadas pelo empregado. O senador usa como argumento a mesma afirmação dos parlamentares que defendem o fim da escala 6×1: permitir que o trabalhador consiga conciliar melhor o trabalho e a vida social. No entanto, na PEC que reduz a jornada de trabalho, a remuneração salarial não irá diminuir, diferente da proposta do senador do PL. Representantes sindicais e os formuladores da proposta de redução defendem que a valorização do trabalhador contribui para ganhos de produtividade e para o aquecimento do mercado interno. A escala 7×0 tem apoio de outros 39 dos 81 senadores. Veja a seguir: Veja quem votou pela PEC da escala 7×0 1-Rogério Marinho (PL-RN) – principal autor 2-Angelo Coronel (Republicanos-BA) 3-Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) 4-Carlos Portinho (PL-RJ) 5-Carlos Viana (PSD-MG) 6-Ciro Nogueira (PP-PI) 7-Cleitinho (Republicanos-MG) 8-Damares Alves (Republicanos-DF) 9-Dr. Hiran (PP-RR) 10-Dra. Eudócia (PSDB-AL) 11-Eduardo Girão (Novo-CE) 12-Eduardo Gomes (PL-TO) 13-Efraim Filho (PL-PB) 14-Esperidião Amin (PP-SC) 15-Flávio Bolsonaro (PL-RJ) 16-Hamilton Mourão (Republicanos-RS) 17-Hermes Klann (PL-SC) 18-Izalci Lucas (PL-DF) 19-Jaime Bagattoli (PL-RO) 20-Jayme Campos (União-MT) 21-Laércio Oliveira (PP-SE) 22-Lucas Barreto (PSD-AP) 23-Luis Carlos Heinze (PP-RS) 24-Magno Malta (PL-ES) 25-Marcio Bittar (PL-AC) 26-Marcos do Val (Avante-ES) 27-Marcos Rogério (PL-RO) 28-Nelsinho Trad (PSD-MS) 29-Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) 30-Plínio Valério (PSDB-AM) 31-Roberta Acioly (Republicanos-RR) 32-Romário (PL-RJ) 33-Sergio Moro (PL-PR) 34-Sérgio Petecão (PSD-AC) 35-Styvenson Valentim (Podemos-RN) 36-Tereza Cristina (PP-MS) 37-Vanderlan Cardoso (PSD-GO) 38-Wellington Fagundes (PL-MT) 39-Wilder Morais (PL-GO) 40-Zequinha Marinho (Podemos-PA). Consulta do Senado tem maioria esmagadora contra “escala 7×0” A consulta pública aberta pelo Senado sobre a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), registra uma maioria esmagadora de votos contrários à proposta que parlamentares governistas e lideranças da esquerda vêm chamando de “escala 7×0”. Na página do e-Cidadania, a consulta aparece com 32.364 votos contrários e 4.049 favoráveis à proposta, até as 5h38 desta segunda-feira (1º). Como votar contra a PEC da “escala 7×0” Para participar da consulta pública, é preciso acessar a página da PEC 12/2026 no portal e-Cidadania do Senado. O próprio Senado informa que todas as proposições em tramitação ficam abertas para receber opiniões públicas durante sua tramitação, conforme a Resolução 26/2013. O caminho é simples: Acesse a consulta pública da PEC 12/2026 no e-Cidadania; Na pergunta “Você apoia essa proposição?”, escolha “Não”; Faça login com a conta gov.br, se o sistema solicitar; Confirme o voto.   Segundo o Senado, qualquer pessoa cadastrada no portal pode opinar sobre proposições em tramitação, mas cada usuário pode votar apenas uma vez. O cadastro no e-Cidadania é feito pela plataforma gov.br. A ofensiva nas redes busca transformar a consulta em mais um instrumento de pressão sobre os senadores. A avaliação entre governistas é que a PEC 12/2026 cria uma armadilha política: sob o discurso de “flexibilização”, permitiria um modelo em que o trabalhador receberia apenas pelas horas efetivamente trabalhadas, sem a garantia de preservação salarial prevista na proposta de redução da jornada. A disputa também tem peso eleitoral. O fim da escala 6×1 se tornou uma das pautas trabalhistas de maior apelo popular no país e passou a ser tratado pelo governo Lula como uma vitória política importante na agenda de valorização do trabalho. Do outro lado, a oposição tenta apresentar uma alternativa que, na prática, pode neutralizar a proposta aprovada na Câmara. No Senado, a PEC que acaba com a escala 6×1 ainda depende de tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de aprovação em dois turnos no plenário, com pelo menos 49 votos. A pressão popular, agora expressa também na consulta pública, deve pesar sobre senadores que tentam evitar o desgaste de se posicionar contra o direito ao descanso. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar No Fórum Onze e Meia do dia 28 de maio, o deputado federal e pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) falou sobre a aprovação da PEC pelo fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. O avanço da pauta foi liderado pela deputada federal Erika Hilton (SP) e pelo vereador Rick Azevedo (RJ), ambos também do PSOL, além de outros parlamentares da bancada. Vieira celebrou a vitória da esquerda e da classe trabalhadora com a aprovação do projeto, mas destacou que o campo democrático não pode “perder o horizonte” para alcançar a escala 4×3, uma vez que esse movimento pela redução da jornada veio ganhando forte apoio nos últimos meses. O deputado destacou que o movimento é de “luta histórica para enfrentar e superar o modo capitalista produtor adoecimento”. “Nós não podemos perder o horizonte da 4×3, porque os argumentos, em certa medida, continuam e se atualizam. Então, foi a vitória possível, com muita coerência, muita responsabilidade, é para celebrar, para comemorar com o nosso povo, mas nós temos uma luta histórica no limite para enfrentar e superar o modo capitalista, porque esse modo é produtor de adoecimento, ele subpotencializa a vida, ele se faz a partir da exploração do corpo, da vitalidade, da energia dos trabalhadores e das - [Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia](https://politicariabrasileira.blog.br/dark-horse-ricardo-nunes-pagou-ate-230-acima-do-mercado-para-karina-gama-diz-a-policia/): Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia O contrato sob suspeita foi firmado entre a SMIT da prefeitura de SP e o ICB, entidade representada pela produtora do filme sobre Bolsonaro Por Julinho Bittencourt | Fórum 01/06/2026 A empresária Karina Ferreira da Gama – Foto: Redes sociais A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi, que investiga supostas irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de internet gratuita em comunidades periféricas da capital. Segundo as investigações, o município teria pago valores até 230% superiores aos praticados no mercado. O contrato sob suspeita foi firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB, entidade representada por Karina Ferreira da Gama. De acordo com os investigadores, foram identificados indícios de irregularidades desde a fase de contratação, incluindo questionamentos sobre a capacidade técnica da instituição, suposto superfaturamento, descumprimento de metas e pagamentos antecipados sem a devida prestação dos serviços. Segundo a apuração policial, enquanto a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 por ponto de Wi-Fi, além de cerca de R$ 200 mensais para manutenção, o acordo com o ICB previa o pagamento fixo de R$ 1.800 por ponto instalado. Para os investigadores, a diferença representa um valor significativamente acima dos parâmetros de mercado. Falta de experiência Outro ponto levantado pela polícia é a suposta falta de experiência do instituto na área de telecomunicações. Conforme o relatório da investigação, o ICB teria histórico de atuação concentrado em feiras literárias e eventos religiosos, sem experiência comprovada na implantação e manutenção de redes de internet. As autoridades também apontam que a entidade teria instalado apenas 3,2 mil dos 5 mil pontos previstos inicialmente. Para justificar os atrasos, segundo a investigação, teriam sido firmados três termos aditivos em curto intervalo de tempo. Além disso, a polícia suspeita que a administração municipal tenha antecipado aproximadamente R$ 26 milhões ao instituto sem a correspondente execução dos serviços. Os investigadores afirmam ter encontrado registros de pagamentos referentes a 3,2 mil pontos quando apenas seis estariam efetivamente em funcionamento em determinado período analisado. Conexão com a Go Up A investigação também busca apurar uma possível conexão entre os recursos do contrato e a produtora Go Up Entertainment Ltda., controlada por Karina Ferreira da Gama. Segundo a suspeita levantada pela polícia, parte dos recursos poderia ter sido desviada para financiar a produção do filme “Dark Horse“, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção já vinha sendo alvo de controvérsias após revelações envolvendo o financiamento do projeto. O filme foi coordenado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter buscado apoio financeiro junto ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção. Segundo informações já divulgadas sobre o caso, ao menos R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de uma empresa ligada ao Banco Master e de um fundo de investimentos sediado no Texas, nos Estados Unidos, onde reside o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Os filhos do ex-presidente negam qualquer irregularidade no financiamento do filme. O que diz a prefeitura Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que está colaborando integralmente com as investigações e afirmou que toda a documentação solicitada pelas autoridades já havia sido disponibilizada anteriormente por meio dos mecanismos de transparência pública. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) também contestou as conclusões preliminares da investigação. Segundo a administração municipal, o custo estimado do programa em 2026 será de R$ 1.280 por ponto ao mês, valor que considera inferior às propostas recebidas em 2022, que variavam entre R$ 2.026 e R$ 5.092 por ponto. A prefeitura afirmou ainda que o programa funciona normalmente e que, na manhã desta segunda-feira, apenas 52 dos 3,2 mil pontos contratados estavam temporariamente fora de operação para manutenção. A administração também negou ter efetuado pagamentos referentes a 5 mil pontos e sustentou que os aditivos contratuais tiveram como objetivo apenas garantir a manutenção da estrutura já instalada. Por fim, o município declarou que o chamamento público foi realizado em 2024, antes mesmo da produção do filme “Dark Horse”, e que todo o processo seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade previstos na legislação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia CivilPrefeitoPresidente da RepúblicaPRODAMSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master 01/06/2026 Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - ['Faleceu nos braços do irmão', diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio](https://politicariabrasileira.blog.br/faleceu-nos-bracos-do-irmao-diz-tio-de-menino-atingido-por-bala-perdida-na-quadra-de-condominio-na-pavuna-rio/): ‘Faleceu nos braços do irmão’, diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio Família esteve no Instituto Médico-Legal, na região central do Rio, para cuidar da liberação do corpo. Polícia Civil investiga se disparo foi efetuado de comunidade no Complexo da Pedreira. Por Fernanda Graell | RJ1 01/06/2026 Bento Costa Petillo Bezze morreu depois de ser atingido por um tiro em um condomínio na Pavuna — Foto: Reprodução/ TV Globo O tio do menino Bento Costa Petillo Bezze, de 12 anos, esteve no Instituto Médico-Legal (IML), na região central do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (1º), para cuidar da liberação do corpo do menino. O garoto morreu na tarde de domingo (31), após ser atingido por uma bala perdida enquanto brincava em uma quadra esportiva de um condomínio na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Daniel de Castro descreveu Bento como uma “criança amorosa” que não merecia o destino que teve. Ele acompanhava o pai do menino, que não conseguiu falar. “Criança boa, criança amorosa. O sentimento é de vazio, entendeu, vazio. É muito forte. Nenhum ser humano merece morrer assim, quanto mais uma criança de 12 anos cheia de saúde, cheia de vida”, disse o tio. O tiro atingiu o peito do menino enquanto ele brincava na quadra do condomínio, localizado na Rua Capitão Gouveia. Bento estava na companhia do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que ele foi baleado. A vítima chegou a ser levada para um hospital em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas não resistiu aos ferimentos. ““Ele faleceu nos braços do irmão. Ele estava do lado do irmão quando foi atingido. Ele foi atingido na região do tórax, com um tiro no peito. Chegaram a socorrer, mas já chegou em óbito lá na clínica”, completou Daniel. Bento morava com a mãe e dois irmãos, de 13 e 18 anos. Ele gostava de jogar futebol e brincar na piscina. “O condomínio é movimentado. Era por volta das 17h, e as crianças brincavam normalmente na quadra, como em qualquer domingo”, explicou Daniel. Tiros A Rua Capitão Gouveia fica a menos de dois quilômetros da comunidade da Quitanda, no Complexo da Pedreira, na Pavuna. De acordo com moradores da região, havia uma festa na comunidade próxima ao condomínio, durante a qual tiros foram disparados. A Polícia Militar informou que foi acionada e, ao chegar ao local, o menino já havia sido levado para o hospital, onde chegou sem vida. A Polícia Civil investiga se um dos disparos efetuados durante a comemoração foi o responsável por atingir Bento. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Notícia anterior IML Instituto Médico LegalPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Faleceu nos braços do irmão’, diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio 01/06/2026 Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0](https://politicariabrasileira.blog.br/senadores-do-df-assinam-pec-que-pode-abrir-caminho-para-escala-7x0/): Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0 Proposta permite contratação por horas trabalhadas e reduz peso das negociações coletivas Por Kennedy Cruz | Brasil de Fato 01/06/2026 Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) apoiam a PEC 12/2026, proposta que altera as regras da jornada de trabalho. | Crédito: Saulo Cruz e Waldemir Barreto/Agência Senado Os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) estão entre os 40 parlamentares que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que altera as regras da jornada de trabalho no país e amplia a possibilidade de acordos individuais entre patrões e empregados. O texto cria um modelo alternativo ao regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo que trabalhadores optem por uma jornada flexível baseada em horas efetivamente trabalhadas. A proposta também estabelece que contratos individuais possam prevalecer sobre convenções e acordos coletivos em temas relacionados à compensação de horários e à redução da jornada. Na prática, a PEC autoriza negociações diretas entre empregado e empregador sobre a organização da jornada de trabalho, inclusive por hora trabalhada. O texto prevê ainda que férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos sejam calculados proporcionalmente à carga horária efetivamente cumprida. A proposta é alvo de críticas de parlamentares e entidades ligadas aos trabalhadores. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC do fim da escala 6×1, afirma que o texto pode abrir espaço para uma “escala 7×0” e enfraquece direitos garantidos pela CLT. Além de Damares e Izalci, a PEC conta com assinaturas de nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Sergio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES) e Ciro Nogueira (PP-PI). Protocolada no Senado na última quinta-feira (28), a proposta já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguarda a designação de um relator para iniciar sua tramitação. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPP ProgressistasPSOLRepublicanosSenadorSenadoraUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis](https://politicariabrasileira.blog.br/moradora-denuncia-problemas-estruturais-e-demora-no-atendimento-na-upa-de-teresopolis/): Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis Paciente relata falta de limpeza, más condições e espera de 14 dias por transferência; prefeitura afirma que unidade passa por reforma. Por Juliana Guzzo | g1 01/06/2026 Cadeira para pacientes em condição precária e chão do banheiro quebrado. — Foto: Redes Sociais Teresópolis – Uma moradora de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, denunciou problemas estruturais, falhas na limpeza e demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A paciente afirmou que aguardou por 14 dias a realização de um procedimento para implantação de marca-passo e durante o período de internação. Segundo ela, além da longa espera pelo procedimento, houve problemas com a alimentação adequada para sua condição de pré-diabetes. Jaqueline também denunciou a precariedade da estrutura e a falta de conservação na unidade. Durante a internação, a paciente registrou em vídeo situações como piso afundando, presença de baratas e acúmulo de sujeira em diferentes áreas da unidade. Ela também afirmou que enfrentou dificuldades relacionadas à falta de insumos básicos, tendo que comprar itens como fraldas e esparadrapo. “Foram os piores dias da minha vida. Nenhuma família deveria passar por isso. Muitos idosos passando sufoco. Eu tive que comprar as coisas que eu precisava usar, como fralda e até esparadrapo. Foi uma situação muito desagradável”, contou. A denúncia de Jaqueline se soma a queixas de outros moradores que utilizam o serviço, que relatam demora no atendimento, longos períodos de espera e dificuldades na transferência para unidades de maior complexidade. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a UPA passa por uma obra de reforma e ampliação, com previsão de reinauguração nos próximos meses. A prefeitura também afirmou que a falta de leitos é um problema que atinge todo o estado do Rio de Janeiro e destacou investimentos na rede municipal para reduzir o tempo de permanência de pacientes que aguardam transferência. Segundo a administração municipal, os indicadores relacionados a esse tempo de espera têm apresentado redução. Notícia anterior Região Serrana e Centro Sul FluminenseTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda](https://politicariabrasileira.blog.br/policial-militar-morre-apos-ser-baleado-na-cabeca-em-operacao-em-rocha-miranda/): Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda Os agentes do 9º BPM (Honório Gurgel) estão no local em uma ação para combater quadrilhas de criminosos que se abrigam na comunidade. Por Genilson Araújo, Betinho Casas Novas e Guilherme Santos | TV Globo 01/06/2026 Adriano Pereira de Souza deixa dois filhos. — Foto: Reprodução. Um policial militar morreu após ser baleado na cabeça durante uma operação, no começo da manhã desta segunda-feira (1º), na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com a PM, Adriano Pereira de Sousa, de 36 anos, foi atingido em confronto com criminosos e chegou a ser levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, na região central do Rio. O Globocop registrou quando um grupo de policiais trabalhou no resgate de Adriano no alto do morro. Um helicóptero da polícia se aproximou para que o PM fosse levado com mais rapidez até a unidade de saúde. Vários tiroteios acontecem desde cedo na comunidade, de acordo com moradores. Policiais civis e agentes do 9º BPM (Honório Gurgel) foram ao local em uma ação para combater quadrilhas de criminosos que se abrigam na comunidade. Helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Civil sobrevoam a região. A Polícia Militar lamentou a morte do agente, que ingressou na corporação em 2011. Antes de ser lotado no 9º BPM, ele trabalhou no Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). Ele deixa dois filhos. Não havia informações sobre velório e sepultamento até a última atualização desta reportagem. O policiamento na área foi reforçado. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia 31/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada](https://politicariabrasileira.blog.br/motociclista-morre-baleado-em-abordagem-da-pm-em-sao-goncalo-protesto-teve-rua-incendiada/): Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) investiga o caso, que também é apurado pela Corregedoria da Polícia Militar. Um agente foi afastado. Policiamento foi reforçado na área. Por Victória Henrique | Bom Dia Rio 01/06/2026 Motociclista foi morto em abordagem em São Gonçalo — Foto: Reprodução/ TV Globo Um motociclista morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no último domingo (31). Uma mulher que estava na garupa ficou ferida. O caso ocorreu no bairro Pacheco, na esquina das ruas Guilherme Fernandes e Monsenhor Benedito Marinho. O motociclista chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, onde permanece internada. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dela. A Corregedoria da Polícia Militar abriu investigação para apurar a atuação de agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) na ocorrência. Um policial foi afastado das funções. No início da noite, moradores realizaram um protesto na região e incendiaram barricadas nas vias. Policiais foram acionados e conseguiram controlar a situação, retirando os objetos que bloqueavam a rua. O policiamento foi reforçado na área. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [ONG da produtora de ‘Dark Horse’ repassou emenda de Mário Frias a advogado dele e ‘livros fantasmas’](https://politicariabrasileira.blog.br/ong-da-produtora-de-dark-horse-repassou-emenda-de-mario-frias-a-advogado-dele-e-livros-fantasmas/): ONG da produtora de ‘Dark Horse’ repassou emenda de Mário Frias a advogado dele e ‘livros fantasmas’ Recursos foram para empresa ligada à doadora de campanha, para advogado do deputado federal e para sócio de Karina Gama, aliada dele; procurados, eles não responderam Por Guilherme Caetano, Juliano Galisi e Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 01/06/2026 O deputado federal Mário Frias é produtor-executivo e roteirista do filme sobre Jair Bolsonaro Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil BRASÍLIA E SÃO PAULO – O deputado Mário Frias (PL-SP) enviou uma emenda de R$ 1 milhão para a ONG de uma aliada dele. Parte da verba foi destinada para pagar um advogado do próprio Frias e comprar livros didáticos que nunca foram entregues. Ao Estadão, os responsáveis pelo projeto de letramento digital e empreendedorismo que seria realizado em Pirassununga, no interior de São Paulo, com recursos da emenda de Mário Frias, afirmaram que o investimento prometido não chegou até eles. “Não foi executado em Pirassununga. Não foi executado por mim. Fiquei sabendo que não iria mais rolar aqui, não seria eu que executaria. Ninguém deu satisfação ou falou nada”, afirmou Kayo Azevedo, responsável técnico do Jovem Empreendedor procurado pela reportagem. A emenda do deputado foi apresentada no orçamento de 2024, quando cada parlamentar teve direito a indicar R$ 37 milhões em emendas individuais. O governo é obrigado a efetuar os gastos de acordo com a indicação do deputado. Mário Frias justificou que os recursos seriam para um projeto de fomento do empreendedorismo para jovens e adolescentes. A destinatária do dinheiro da emenda foi a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Ferreira da Gama, também responsável pela Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mário Frias é produtor-executivo e roteirista do longa-metragem. O total de R$ 1 milhão da emenda foi integralmente desembolsado, segundo as movimentações financeiras informadas ao governo federal. Com a verba, a ONG subcontratou prestadores de serviço para viabilizar a execução da iniciativa. O objetivo apresentado para o financiamento do projeto é, segundo o plano de trabalho, fomentar o letramento digital e o empreendedorismo para adultos e adolescentes, com o uso de materiais didáticos “físicos e digitais inovadores, a fim de inspirar e educar crianças do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental em escolas públicas municipais”. O Estadão analisou documentos de prestação de contas da emenda de Frias. Segundo os registros, o maior beneficiário do dinheiro manejado pelo ICB de Karina Gama foi a Editora Dinâmica, contratada para fornecer o material didático do projeto por R$ 400 mil, pagos em fevereiro de 2025. A editora é sediada em Rio Claro (SP) e deveria fornecer 2.750 kits de livros pedagógicos, com o custo unitário de R$ 145,45, ao projeto Jovem Empreendedor – mas o material nunca chegou a Pirassununga, segundo os responsáveis pelo projeto. A Dinâmica pertence a Dayvid Medeiros. Ele é sócio em outra empresa de Heric Fabiano Dias, cuja esposa, Luiza Tessari Rocha Dias, doou R$ 70 mil à campanha de Frias a deputado federal em 2022. A reportagem pediu esclarecimentos a Dayvid Medeiros por ligação, mensagens e e-mail. Também tentou contato por meio da esposa dele. Os pedidos foram ignorados. Heric e a mulher não foram localizados. O segundo maior subcontrato do ICB foi com o Instituto Super Poder Educacional, de Pamella Cristiane Dias, no valor de R$ 300 mil, pagos em março de 2025. O serviço consistiria na entrega de “24 kits pedagógicos” com “roteirização, produção e gravação das aulas”, além de “trilhas de conteúdo complementares” e uma licença de 12 meses para 2,5 mil acessos em uma “plataforma”. A reportagem tentou falar com Pamella no telefone pessoal dela e no da empresa. Ela não retornou as tentativas de contato. A empresária compareceu a um evento editorial com Dayvid Medeiros, da Dinâmica, no início do mês, e publicou conteúdos gravados no estande de uma das empresas dele. “Nossa gratidão especial à HD Cultural, que acreditou nesse projeto e tornou isso realidade”, escreveu. Emenda de Frias pagou advogado do deputado Outros R$ 80 mil da emenda de Mário Frias foram pagos ao advogado do deputado. Em fevereiro deste ano, a ONG de Karina Gama fez dois repasses a uma empresa que tem como sócio o advogado Fabio Lago Meirelles. Houve um pagamento de R$ 30 mil para serviços de contabilidade e outro, de R$ 50 mil, para serviços jurídicos. De 2022 a 2026, Fabio Meirelles representou Frias em, ao menos, nove processos na Justiça. Foram oito ações na Justiça Eleitoral e uma na Justiça Estadual de São Paulo. Procurado, o advogado disse que retornaria após uma reunião, mas não o fez e parou de responder às mensagens. Contratação de dirigente da própria entidade Além de pagar aliados de Mário Frias, a ONG de Karina realizou uma contratação vedada pela legislação. O produtor de eventos Marcelo Machado recebeu um contrato de R$ 50 mil para prestar serviços de “divulgação” ao projeto Jovem Empreendedor. O valor foi transferido para a empresa MM7, da qual Machado é dono, em fevereiro deste ano. Machado é dirigente de outra entidade presidida por Karina, a Academia Nacional de Cultura, que, assim como o ICB, está na mira do STF por possível destinação de verbas públicas para a produção do filme sobre Bolsonaro. A lei proíbe a contratação por ONGs de empresas de seus próprios dirigentes, dado o conflito de interesses. Machado foi procurado pela reportagem, mas não respondeu. Emendas de Mário Frias estão na mira do STF A emenda de R$ 1 milhão destinada por meio de convênio do ICB com o Ministério de Ciência e Tecnologia é uma das duas de mesmo valor enviadas por Mário Frias ao ICB e que estão sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF).   O ministro Flávio Dino investiga se R$ 2 milhões em emendas enviados por Frias à ONG de Karina Gama serviram para financiar o filme “Dark Horse”. A Justiça tem enfrentado dificuldades para localizar o deputado e intimá-lo para esclarecimentos à Suprema Corte. A prestação de contas está atrasada na plataforma de gerenciamento dos convênios. A parceria do ICB com o ministério, viabilizada graças à emenda, - [Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/vice-prefeito-e-acusado-de-forjar-casamento-com-idosa-para-receber-pensao-e-embolsar-quase-r-5-milhoes/): Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões Para o Ministério Público do Rio, Hélio Luiz Fazoli de Moraes forjou uma relação com a ex-procuradora do estado Ângela Marília de Moraes Peçanha. Por Fantástico 31/05/2026 Vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ) é acusado de forjar casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões — Foto: Fantástico/ Reprodução A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou os bens de Hélio Luiz Fazoli , vice-prefeito de Trajano de Moraes, cidade na Região Serrana do estado. Ele é acusado de forjar um casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões. A esposa de “faz de conta” era uma ex-procuradora do estado e tia da ex-mulher do político. Os detalhes dessa fraude estão na reportagem que é uma parceria do Fantástico com a GloboNews. Não há fotos da cerimônia de casamento e nem da festa. Apenas um documento, assinado em cartório. Uma escritura de união estável entre Ângela Marília de Moraes Peçanha e Hélio Luiz Fazoli de Moraes. Mas, para o Ministério Público do Rio, tudo não passa de uma farsa, uma relação forjada por Hélio Luiz com um único objetivo: receber a pensão depois da morte de Ângela. Nascida em 1931, Ângela Marília de Moraes Peçanha foi procuradora do Estado do Rio. Ela se aposentou em 1985, depois de mais de 30 anos de serviço público. Não tinha filhos e vivia em uma fazenda. Nos fundos da casa da ex-procuradora morava a sobrinha Adriana Canes Peçanha, de 55 anos. Em 1995, ela se casou com Hélio Luiz Fazoli – hoje vice-prefeito de Trajano de Moraes. O casal se separou em 2013. E, dez meses depois do divórcio, Hélio procurou o cartório da cidade para formalizar uma nova relação: com a tia da esposa, então com 83 anos. Em 2017, ela vem a falecer. E, a partir daí, ele pede a pensão: quase R$ 50 mil por mês. No mesmo dia da união estável, Hélio Luiz obteve outro documento: uma procuração que dava a ele amplos poderes para movimentar as contas da ex-procuradora. Hélio, então, deu entrada em dois pedidos da pensão. O INSS rejeitou a solicitação. Já no Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores do estado do Rio, o pedido foi aprovado. Para família de Ângela, a surpresa foi outra. Marcelo Bruzzi, repórter: Dona Ângela e o Hélio Luiz tiveram um casamento?Maria Anita Peçanha, irmã de Ângela Marília: De jeito nenhum. Ele era sobrinho dela. Casado com a minha sobrinha. Como um sobrinho vai casar com uma tia? Eu acho que é vergonhoso e acho que é um escândalo.Marina do Valle, advogada e sobrinha de Ângela Marília: Nunca pude imaginar que Hélio Luiz poderia ter algum tipo de relacionamento que não seja de sobrinho com a minha tia. Impossível.Repórter: Foi um casamento fake?Marina do Valle: Totalmente. Foi aí que o Ministério Público passou a investigar o casamento fake em Trajano de Moraes, pedindo a quebra do sigilo bancário de Hélio Luiz Fazoli. “Todo mês, o investigado transferia recursos para ex-esposa”, afirma Marcos Davidovich, promotor do MP-RJ. No caso, Adriana Peçanha, sobrinha da ex-procuradora. “Não seria uma pensão alimentícia. Parece mais uma combinação entre eles”, diz Marcos Davidovich, promotor do MP-RJ. Durante quase dez anos, Hélio Luiz e Adriana Canes Peçanha receberam dos cofres públicos quase R$ 5 milhões. Da cadeira de vice-prefeito diretamente para o banco dos réus. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e determinou a suspensão imediata dos pagamentos para Hélio Luiz Fazoli. A decisão também bloqueou os bens do político e da ex-mulher dele – contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis, carros, ações e até criptomoedas. A Justiça quer saber a dimensão do patrimônio deixado pela ex-procuradora. Sem herdeiros diretos, a fortuna de Ângela deveria ir, por lei, para as irmãs e as sobrinhas – os chamados “parentes colaterais”. Agora, a família tenta descobrir o que ainda sobrou dos bens. Além de falsidade ideológica, Hélio Luiz e Adriana Peçanha vão responder por estelionato qualificado contra os cofres públicos do Rioprevidência. Em nota, o Rioprevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão; que não detectou a fraude na época; e que vai acompanhar o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado do Rio. Em nota, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia INSS Instituto Nacional do Seguro SocialMP-RJProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Serrana e Centro Sul FluminenseRioPrevidênciaTrajano de Moraes RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões 31/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia](https://politicariabrasileira.blog.br/auditoria-da-cedae-master-era-inelegivel-para-investimentos-e-so-recebeu-r-200-milhoes-apos-mudancas-na-companhia/): Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia Relatório interno afirma que banco não cumpria exigências da política vigente, aponta reuniões anteriores à data informada à CVM e conclui que negociações ficaram concentradas na diretoria financeira. Por Marcelo Gomes e Raoni Alves | GloboNews e g1 Rio 31/05/2026 Cedae — Foto: Reprodução/TV Globo Uma auditoria interna da Cedae concluiu que o Banco Master não atendia aos critérios exigidos pela política de investimentos da companhia quando começaram as negociações para um aporte de R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram alteradas meses depois, passando a permitir a aplicação na instituição financeira. O relatório sustenta que, quando a Cedae recebeu a documentação do banco, em julho de 2023, o Master possuía classificação de risco inferior à exigida pela política vigente e contava com avaliação de apenas uma agência de rating. Segundo os auditores, a política de investimentos foi posteriormente modificada e passou a admitir exatamente o perfil apresentado pela instituição. As conclusões fazem parte de uma apuração aberta pela atual gestão da companhia após a perda de recursos investidos no banco. O documento foi encaminhado pelo presidente da Cedae, Rafael Rolim, à diretoria da estatal com recomendação de envio aos órgãos de controle, como TCE e MPRJ. No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria concluiu que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre a deterioração da situação do Banco Master e que a estatal acumulou prejuízo superior a R$ 222 milhões. Os documentos obtidos pela Globonews mostram que a investigação também se debruçou sobre a origem da operação e sobre as mudanças promovidas na política de investimentos antes da aplicação dos recursos. Regras alteradas A auditoria reconstruiu toda a cronologia que antecedeu o investimento e concluiu que o Banco Master era considerado inelegível pelas normas vigentes da própria companhia. Em março de 2023, a Cedae aprovou a segunda versão de sua Política de Aplicações Financeiras. Entre as exigências estavam classificação mínima de risco equivalente a “A-” e avaliações emitidas por pelo menos duas agências independentes. Segundo o relatório, em 3 de julho de 2023 a diretoria financeira recebeu do Banco Master as demonstrações financeiras da instituição e um relatório de classificação de risco emitido pela agência Fitch. A nota atribuída ao banco era “BBB-” e havia sido emitida em novembro de 2021. Para os auditores, aquele documento demonstrava de forma imediata que o banco não preenchia os requisitos da política então vigente. “Apenas dois meses antes, os mesmos documentos atestavam a inelegibilidade do Banco Master frente à política vigente”, afirma o relatório. A auditoria afirma que, em vez de interromper o processo, a diretoria financeira passou a conduzir alterações na política de investimentos. Em agosto daquele ano foi aberto o processo para elaboração da versão 3 da política. Em setembro, a nova norma foi aprovada. Entre as mudanças apontadas pela auditoria estão a redução das exigências relativas às agências de rating e a criação de uma nova faixa de risco que passou a aceitar instituições classificadas entre BBB+ e BBB-. Segundo os auditores, as alterações acabaram enquadrando exatamente o perfil apresentado pelo Banco Master. “O procedimento padrão de governança exigiria a desqualificação imediata da instituição”, registra o relatório. Diretoria negociou aplicação Outro ponto destacado pela investigação envolve o início das negociações entre a estatal e o banco. A auditoria afirma ter identificado, por meio dos registros do sistema de catracas da sede da Cedae, uma reunião realizada em 17 de maio de 2023 entre representantes do Banco Master e integrantes da Diretoria Financeira e de Relação com Investidores (DFI). Os registros indicam a entrada de Diego Maciel de Menezes Silva, identificado como superintendente comercial do Banco Master, e apontam o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos como anfitrião da visita. Segundo os auditores, a reunião ocorreu mais de um mês antes da data que havia sido apresentada pela administração da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como sendo o primeiro contato formal entre as partes. A versão encaminhada ao órgão regulador sustentava que o contato inicial ocorreu em 27 de junho de 2023, quando uma representante do Banco Master enviou um e-mail solicitando orientações para o cadastramento da instituição junto à Cedae. Para a comissão responsável pela apuração, os registros obtidos contradizem essa versão e indicam que as negociações já estavam em andamento semanas antes. A auditoria também identificou uma viagem do diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos e de assessores a São Paulo, em junho de 2023, para uma reunião com Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Banco Master. Segundo o relatório, o encontro teve como pauta produtos financeiros e oportunidades de investimento. Tratativas em sigilo Ao longo de mais de 20 páginas, a auditoria sustenta que as negociações ficaram concentradas na Diretoria Financeira e em um grupo restrito de assessores. Segundo os investigadores, as tratativas tiveram início com reuniões presenciais em maio de 2023, avançaram com encontros em São Paulo em junho e julho e culminaram na alteração da política de investimentos aprovada em setembro daquele ano. O relatório afirma que as conversas ocorreram sem compartilhamento adequado de informações com outros setores da companhia. “Toda esta negociação levada a cabo pela Diretoria Financeira e de Relação com Investidores permaneceu em sigilo”, afirma o documento. Ainda segundo a auditoria, a partir do momento em que outras áreas passaram a ter conhecimento da operação, começaram a surgir alertas internos relacionados ao risco reputacional da instituição financeira e à exposição da companhia. Os auditores também apontam que o Conselho de Administração e o Comitê de Auditoria receberam a proposta de alteração das regras sob a justificativa de diversificação da carteira e aumento da rentabilidade, sem que tivessem elementos para prever que as mudanças seriam utilizadas para viabilizar uma operação específica. ‘Calote’ do Master A segunda etapa da investigação analisou a condução do investimento após a aplicação dos recursos. Segundo a auditoria, a partir de 2025 diferentes áreas da companhia passaram a emitir alertas sobre a situação financeira do Banco Master e recomendar medidas para redução da - [O sistema de votação de alta tecnologia do Brasil está perdendo a confiança dos eleitores](https://politicariabrasileira.blog.br/o-sistema-de-votacao-de-alta-tecnologia-do-brasil-esta-perdendo-a-confianca-dos-eleitores/): O sistema de votação de alta tecnologia do Brasil está perdendo a confiança dos eleitores Culpe as redes sociais, políticos populistas e a queda da confiança nas instituições Por The Economist 31/05/2026 Getty Images Brasil é o único país no mundo onde todas as eleições são totalmente eletrônicas. Para celebrar o 30º aniversário do sistema em maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país, que supervisiona as eleições gerais, lançou um mascote, Pilili, uma máquina de votação amigável com olhos grandes e redondos. No entanto, Pilili e o amplo alcance do tribunal ao público nos últimos anos não reverteram a diminuição da confiança no sistema eleitoral brasileiro. Em 2009, 45% dos entrevistados brasileiros disseram à empresa de pesquisa Latinobarómetro que acreditavam que as eleições eram limpas, enquanto 47% disseram que eram fraudulentas. Em 2024, apenas 32% confiavam e 61% suspeitavam de fraude (veja o gráfico). As opiniões sobre máquinas de votação especificamente também têm mudado. Em uma pesquisa recente, 43% dos entrevistados disseram que as urnas não podem ser confiáveis. Em uma pesquisa da mesma empresa em 2022, apenas 22% disseram não ter confiança nas máquinas. Foi em 2022 que Jair Bolsonaro, um populista de direita que perdeu sua campanha para a reeleição como presidente, inundou a internet com mentiras sobre as máquinas. Essas alegações ajudaram a inspirar uma insurreição em 8 de janeiro de 2023, quando milhares de seus apoiadores invadiram prédios governamentais. O Sr. Bolsonaro está cumprindo uma pena de prisão por tentar reverter o resultado da eleição. Ele foi apenas a manifestação mais radical da diminuição da confiança nos sistemas eleitorais ao redor do mundo. Seu filho, Flávio, senador, está concorrendo à presidência nas eleições de outubro. Em março, na Conservative Political Action Conference, um encontro de direita realizado este ano em Dallas, Flávio afirmou que venceria as eleições se fossem “livres e justas”, sugerindo que qualquer outro resultado mostraria que não foram. Muitos dos outros participantes apoiadores de Trump também alimentaram boatos falsos sobre máquinas de votação duvidosas. Embora a campanha de Flávio tenha vacilado recentemente após mensagens vazadas que o ligaram a um banqueiro corrupto, o efeito Bolsonaro persiste: uma parcela considerável da direita brasileira tem se dedicado ao discurso contra as máquinas de votação, especialmente nas redes sociais. Os candidatos contestaram o resultado das eleições gerais de 2014, 2018 e 2022. Se o resultado deste ano for apertado, o perdedor pode reclamar novamente. A desconfiança no sistema eleitoral foi impulsionada pela polarização e desinformação online, não por fraudes comprovadas. Mas sua natureza técnica facilita a disseminação de informações falsas sobre o sistema. Quando os eleitores entram em uma seção eleitoral, a máquina os identifica pelas impressões digitais. Em seguida, eles inserem o ID de dois dígitos do candidato escolhido e confirmam sua escolha. Os votos não são registrados em ordem cronológica, mas aleatórios, para preservar o sigilo da cédula. Quando as urnas fecham, às 17h, uma contagem é impressa e pendurada na seção eleitoral para que o público veja, o único registro em papel da votação. Um oficial de votação então remove os pen drives conectados a cada máquina e envia um registro eletrônico criptografado da contagem para a sede da TSE por meio de uma rede privada virtual. O software que faz isso foi escrito pelo próprio TSE e usa protocolos de segurança semelhantes às transações bancárias. Cada máquina possui uma assinatura digital única que ela usa para assinar o registro eletrônico transmitido ao TSE. Se a assinatura em um lote de votos não corresponder aos registros do TSE, será proibido de entrar na rede. As máquinas deliberadamente não têm o hardware necessário para se conectar à internet ou ao bluetooth. Os pen drives também carregam uma assinatura, e as máquinas rejeitam qualquer um que não corresponda. “Mesmo que haja um ou alguns atores de má-fé no TSE, há camadas demais de segurança para que eles possam afetar o sistema como um todo, ou a contagem de votos”, diz Carlos Alberto da Silva, professor de criptografia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. “Ao longo de três décadas, nunca houve qualquer evidência de fraude eleitoral no sistema eleitoral brasileiro”, diz Cármen Lúcia, até recentemente presidente do TSE. “Esse fato fala por si só.” Os brasileiros sabem o resultado da eleição em até quatro horas após o fechamento das urnas. Os eleitores podem verificar o resultado verificando se as contagens nas seções eleitorais correspondem aos registros eletrônicos de eleitores, que são publicados no site do TSE. O escritório federal de auditoria independente também coleta uma grande amostra de contagens em papel e as compara com a contagem eletrônica. O vencedor é então certificado. O Brasil optou por adotar o formato eletrônico para combater fraudes eleitorais generalizadas. Muitos eleitores analfabetos costumavam ter suas cédulas de papel preenchidas por capangas de políticos. Os cadastros eleitorais frequentemente incluíam pessoas mortas ou inexistentes. A situação chegou ao ápice em 1994, durante uma eleição claramente manchada no Rio de Janeiro. Centenas de cédulas foram escritas com a mesma caligrafia. Após essa eleição, o TSE reuniu um grupo de engenheiros e estudiosos do direito para encontrar uma solução. Em 2000, a votação era totalmente eletrônica. Para aumentar a confiança no sistema, o TSE organiza hackathons em sua sede na preparação para a eleição. Qualquer cidadão com mais de 18 anos pode participar, com despesas cobertas. Os participantes têm acesso ao hardware e software das urnas e podem tentar comprometê-las. Se uma vulnerabilidade for encontrada, o TSE a corrige e convida os participantes a voltarem para repetir seus ataques. Também permite que o código-fonte das urnas eleitorais seja inspecionado por universidades, exército, polícia federal, organizações da sociedade civil — como a ordem dos advogados do Brasil — e partidos políticos. Marcos Roberto dos Santos, professor de cibersegurança no Atitus, uma instituição privada de ensino no Rio Grande do Sul, participou dos testes de segurança pública quatro vezes. “Se você tem dúvidas ou problemas com o sistema, isso é seu direito”, ele diz. “Então vá testar por si mesmo.” As tentativas do Sr. Bolsonaro de desacreditar o sistema em 2022 revelam mais interesse próprio do que preocupações com a segurança. Após sua derrota, seu partido processou para anular - [Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara](https://politicariabrasileira.blog.br/varredura-encontra-grampos-no-gabinete-do-governador-ricardo-couto-no-palacio-guanabara/): Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara Gabinete de Segurança Institucional abriu investigação para saber a origem do material. Ricardo Couto é desembargador e assumiu no fim de março após a renúncia de Cláudio Castro. Por Cristina Boeckel e Rafael Nascimento | g1 Rio 29/05/2026 O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação Uma varredura encontrou escutas no gabinete do governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, no Palácio Guanabara. A informação foi publicada pelo blog da jornalista Míriam Leitão no Jornal O Globo e posteriormente obtida pelo g1. Segundo o poder estadual, as escutas foram encontradas em uma inspeção de rotina realizada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ainda de acordo com o governo, o material é aparentemente antigo e sem funcionalidade e foi retirado pelos agentes. O g1 apurou que o GSI abriu investigação para descobrir a origem dos equipamentos encontrados e como foram parar no gabinete do governador na sede do poder estadual. Ricardo Couto é desembargador e assumiu o Governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro, no fim do mês de março. Ele assumiu o cargo porque era o presidente do Tribunal de Justiça, próximo na sucessão do cargo já que o estado está sem vice-governador e o presidente da Alerj foi afastado por decisão do STF. Desde quando assumiu o cargo, Couto despacha do gabinete no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e vai ao Palácio Guanabara apenas para reuniões institucionais. Notícia anterior ALERJGovernadorPL Partido LiberalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-nova-investida-dos-bolsonaros-os-eua-rotulam-gangues-brasileiras-como-grupos-terroristas/): Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas Dando sequência às ameaças, a administração Trump designou as duas maiores gangues de drogas do Brasil como grupos terroristas. Por Ana Ionova | The New York Times 28/05/2026 Membros do Comando Vermelho sendo presos no ano passado no Rio de Janeiro. Os EUA designaram a gangue como grupo terrorista na quinta-feira.Crédito…Mauro Pimentel/Agence France-Presse — Getty Images Os Estados Unidos designaram as duas maiores gangues de drogas do Brasil como grupos terroristas na quinta-feira, após meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, aliado próximo do presidente Trump. A medida ocorre poucos dias depois de dois dos filhos de Bolsonaro, um dos quais planeja concorrer à presidência ainda este ano, terem visitado Trump na Casa Branca. Após a reunião de terça-feira, Flávio Bolsonaro, que buscará a presidência em substituição de seu pai, disse aos repórteres que havia novamente pedido a Trump que rotulasse as gangues brasileiras como grupos terroristas. A administração Trump pareceu conceder esse pedido com a designação na quinta-feira. Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que as gangues brasileiras, o Comando da Primeira Capital e o Comando Vermelho, seriam rotulados como grupos terroristas a partir de 5 de junho.  “Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a região e até o nosso país”, afirmou o comunicado. O Departamento de Estado não respondeu às perguntas enviadas por e-mail sobre o momento da decisão ou a visita de Flávio Bolsonaro, mas afirmou que os grupos brasileiros atuavam em mais de uma dúzia de estados dos EUA e representavam “uma ameaça à nossa segurança pública.” A designação de terrorista ameaça novamente tensionar os laços entre as duas maiores nações do Hemisfério Ocidental, que só recentemente começaram a reparar as relações. Isso levantou preocupações entre autoridades brasileiras de que os Estados Unidos possam estar tentando influenciar sua próxima eleição ajudando outro Bolsonaro. Flávio Bolsonaro disse que desafiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um esquerdista, em outubro e acusou o Sr. Lula de ser brando com o crime.  Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro foi rápido em celebrar a designação de terrorista, assumindo o crédito por influenciar a decisão do governo Trump e criticando duramente a forma como Lula lidou com o crime. A administração Trump rotulou mais de uma dúzia de gangues latino-americanas como organizações terroristas desde o ano passado, como parte de uma campanha para atacar grupos criminosos que, segundo autoridades americanas, ameaçam os Estados Unidos. Essas designações significam que o governo dos EUA pode impor amplas sanções econômicas aos grupos e entidades a eles ligados. As gangues brasileiras exportam grandes quantidades de cocaína para a Europa e outras partes do mundo, mas especialistas dizem que elas não desempenham um papel importante no tráfico de drogas para os Estados Unidos. O Sr. Lula se opôs à designação, apresentando-a como uma intromissão nos assuntos internos de seu país e argumentando que existem formas melhores de combater o crime organizado, como empoderar a polícia, coordenar melhor operações internacionais e atacar os ativos financeiros das gangues. Pouco antes da designação, Celso Amorim, principal assessor de política externa do Sr. Lula, disse que o governo brasileiro estava trabalhando arduamente para desmantelar redes criminosas organizadas, mas novamente descartou as designações como uma ferramenta nessa luta. “O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação”, disse o Sr. Amorim em um fórum de segurança em Moscou. “Equiparar crime organizado ao terrorismo, no entanto, não é útil.” Redes criminosas tornaram-se uma grande preocupação para os eleitores brasileiros antes das eleições, e a designação dos EUA pode destacar a questão da segurança. Isso pode ajudar Flávio Bolsonaro, justamente quando o apoio dos eleitores parece vacilar após um escândalo que o liga a um banqueiro desonrado que está sob investigação em um vasto esquema envolvendo fraude. A designação dos EUA pode causar um grande problema para o setor bancário porque pode permitir que os Estados Unidos imponham sanções a instituições brasileiras que possam ter feito negócios com as gangues. Especialistas dizem que esse é um risco importante porque as gangues brasileiras conseguiram infiltrar a economia formal, acumulando participações em distribuição de gás, imóveis, commodities e criptomoedas. Isso deixa as instituições financeiras brasileiras vulneráveis. No ano passado, Trump usou tarifas e sanções para tentar manter Jair Bolsonaro, ex-presidente, fora da prisão sob acusações de supervisionar um golpe após perder a última eleição em 2022, para Lula. O Sr. Bolsonaro foi finalmente condenado e sentenciado à prisão. O Sr. Trump posteriormente retirou muitas das tarifas e sanções, aliviando as tensões diplomáticas.  Mas a questão do crime organizado voltou a tensionar as relações nos últimos meses, depois que o secretário de Estado Marco Rubio disse ao ministro das Relações Exteriores do Brasil que o governo Trump planejava rotular as gangues como grupos terroristas e pediu ao Brasil que fizesse o mesmo, segundo autoridades com conhecimento da conversa. O Sr. Lula visitou o Sr. Trump em Washington no início deste mês, mas o líder brasileiro disse que a questão das designações não havia sido discutida. Adam B. Ellick contribuiu com a reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia PL Partido LiberalPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas 28/05/2026 Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan](https://politicariabrasileira.blog.br/liquidacao-do-brb-geraria-rombo-de-r-17-bilhoes-no-fgc-diz-durigan/): Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan União e GDF fecharam acordo para viabilizar operação de crédito ao banco nesta quinta (28) Por Elis Barreto | CNN Brasil 28/05/2026 Dario Durigan, ministro da Fazenda • Reprodução/CNN Brasil Brasília – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que uma eventual liquidação do BRB (Banco de Brasília) geraria um rombo de R$ 17 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Créditos). A fala foi feita em entrevista ao jornal Valor Econômico, e confirmada ao CNN Money pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (28). “O FGC hoje, segundo informações trazidas pelo Banco Central, já teria, em caso de liquidação do BRB, um déficit de R$ 17 bilhões, um rombo de R$ 17 bilhões que teria que ser arcado pelos bancos, que são os associados do FGC”, disse Dario. Mais cedo nesta quinta, a União e o Governo do Distrito Federal fecharam um acordo para viabilizar uma operação de crédito para o BRB, em meio à crise de liquidez após a tentativa de compra do liquidado Banco Master. A proposta prevê um empréstimo ao governo do DF com recursos do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), com garantia de um sindicato de bancos públicos e privados, e com contragarantias do FPE (Fundo de Participação dos Estados e Distrito Federal) e do FPM (Fundo de Participação dos Munícipios. O valor do empréstimo deverá ser de até R$ 6,5 bilhões, o equivalente a 16% da receita corrente líquida (RCL) do Distrito Federal (DF). A ajuda da União ocorre justamente na ampliação do limites para operações. O Distrito Federal está no PAF (Programa de Ajuste Fiscal) da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), e segundo o termo assinado entre os entes, o limite para operações seria apenas de 3% da RCL, cerca de R$ 961 milhões. O Governo do Distrito Federal informou que o empréstimo será de 15 anos, com 2 anos de carência. A garantia será concedida por bancos S1, que são as instituições financeiras de grande porte cujo tamanho é igual ou superior a 10% do PIB (Produto Interno Bruto). Não haverá transferência de recursos federais nem garantia da União. Notícia anterior Banco Central BCBanco de Brasília BRBBanco MasterGDF Governo do Distrito FederalPIB Produto Interno Bruto Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/itaguai-ex-presidente-do-itaprevi-teria-assinado-atestado-fraudulento-no-caso-das-aplicacoes-do-rioprevidencia-no-banco-master/): Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master A ex-presidente do Instituto de Previdência do Município de Itaguaí (Itaprevi), Fernanda Pereira da Silva Machado, um dos alvos das investigações sobre as aplicações de cerca de R$ 1 bilhão do Rioprevidência em fundos sem garantias no Banco Master, teria assinado atestado falso para que as operações pudessem ser feitas, quando ela respondia pelo controle interno do órgão previdenciário dos servidores do estado do Rio de Janeiro, segundo apontou a Polícia Federal ao STF. Por Elizeu Pires 28/05/2026 Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master Em relação a Fernanda, segundo consta do despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que autorizou a 8ª fase da Operação Compliance Zero, da qual o ex-governador Claudio Castro também foi alvo, a Polícia Federal atribui a ela “o papel de ter assinado o atestado de credenciamento fraudulento” do Banco Master e da operadora de valores Planner, “além de viabilizar operações irregulares mediante credenciamento meramente burocrático, sem as análises técnicas obrigatórias”. De acordo com o despacho do ministro, a representação feita contra Fernanda “enfatiza que sua atuação, em vez de concretizar o controle interno exigido por sua função, teria contribuído para legitimar formalmente investimentos sem suporte técnico idôneo, em afronta ao dever funcional de evitar resultados danosos ao patrimônio previdenciário”. Preocupação em Itaguaí Fernanda foi nomeada para presidir o Itaprevi pelo então prefeito Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, dias antes de a previdência dos servidores de Itaguaí fazer o primeiro aporte  no Banco Master. Ela foi exonerada em janeiro de 2025 pelo prefeito interino Haroldo Jesus, mas foi reconduzida ao cargo no dia 18 de julho, assim que Rubão se sentou na cadeira por força de uma liminar do ministro Dias Toffoli, sendo novamente demitida por Haroldo em novembro. A primeira aplicação do Itaprevi no Banco Master aconteceu no dia 28 de junho de 2024, quando foi aportado valor de R$ 29,6 milhões. Cinco dias depois, em 3 de julho, o Itaprevi investiu mais R$ 30 milhões em Letras Financeiras, as chamadas LFs, que não tem cobertura do Fundo Garantidor. O Instituto de Previdência do Município de Itaguaí é responsável pelo pagamento de 1.600 aposentadorias e pensões, e não há nenhuma garantia que o os cerca de cerca de R$ 60 milhões investidos pela gestão anterior serão recuperados, e isso tem sido causa de muita preocupação entre os servidores, aposentados e pensionistas. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterGovernadorItaguaí RJPL Partido LiberalPodemosPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal Federal Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder - [‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos](https://politicariabrasileira.blog.br/experiencia-incrivel-disse-castro-a-vorcaro-apos-jantar-de-r-60-mil-em-ny-veja-dialogos/): ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Conversas obtidas pela GloboNews mostram proximidade entre ex-governador do Rio e dono do Banco Master antes de aportes milionários do Rioprevidência. Por Marcelo Gomes, Narayanna Borges e Gabriela Pavão | GloboNews 28/05/2026 Vorcaro mandou endereço do evento em Nova York a Castro — Foto: Reprodução/TV Globo Mensagens obtidas com exclusividade pela GloboNews revelam detalhes da relação entre o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Um dos encontros destacados pelos investigadores aconteceu em 11 de maio de 2023, durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos. “Experiência incrível”, escreveu o ex-governador ao banqueiro após um jantar que teria custado mais de R$ 60 mil, segundo investigadores. Segundo a investigação, as mensagens mostram encontros entre Castro e Vorcaro no Brasil e no exterior antes de investimentos milionários do Rioprevidência — o fundo de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais — no Banco Master. Os documentos foram enviados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator dos inquéritos que investigam supostas fraudes financeiras envolvendo o banco. Após analisar o material, Mendonça autorizou a operação de busca e apreensão contra Castro, realizada pela Polícia Federal (PF) na terça-feira (26). 🔎 A PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Daniel Vorcaro está preso em Brasília. Jantar de R$ 60 mil Segundo o documento da PF, em 11 de maio daquele ano, o então governador do Rio de Janeiro mandou mensagem para Vorcaro se identificando: “Cláudio Castro”. O banqueiro respondeu imediatamente: “Opa”. E enviou o endereço de um restaurante em Nova York onde os dois se encontrariam naquela noite. No dia seguinte ao jantar, Castro voltou a procurar Vorcaro para agradecer pelo encontro. “Amigo, foi uma experiência incrível. Muito obrigado.” Vorcaro respondeu: “Bom dia, meu caro. Que bom que deu certo.” De acordo com a Polícia Federal, a conta do jantar passou de US$ 13 mil — mais de R$ 60 mil na cotação atual — e teria sido integralmente paga por Vorcaro. Segundo a PF, seis meses depois o Estado do Rio começou a investir no Banco Master. Em 1º de novembro de 2023, o Rioprevidência aplicou R$ 40 milhões na instituição. Encontro na casa de Vorcaro e nos palácios do governador Dias depois, em 6 de novembro, Castro e Vorcaro voltaram a se reunir, desta vez em São Paulo. A investigação aponta que os dois marcaram um encontro na capital paulista. Quatro dias depois da reunião, o Rioprevidência fez um novo aporte: R$ 80 milhões no Banco Master. Em dezembro do mesmo ano, houve outro investimento de R$ 200 milhões em Letras Financeiras do banco. As mensagens reproduzidas pela PF mostram ainda encontros em locais oficiais do governo estadual. Em março de 2024, Vorcaro e Castro combinaram uma reunião no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador. Segundo o documento, o banqueiro escreveu: “Fala, amigo, tudo bem? Tô na entrada aqui.” Antes desse encontro, a PF afirma que Vorcaro perguntou a um funcionário quanto o Estado do Rio tinha investido junto ao banco. “Quanto o fundo do Rio — Estado — tem conosco?” O funcionário respondeu: “320 milhões aplicados, RioPrev.” Vorcaro então perguntou sobre outro fundo estadual, e ouviu: “Cedae, companhia de saneamento? Aplicaram 200.” Dias depois, segundo a investigação, Vorcaro marcou um novo encontro com Castro no Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Degustação de uísque milionária um dia antes de aporte A PF também cita uma degustação exclusiva de uísque em Nova York, em maio de 2024, restrita a apenas dez convidados. “Haverá um evento pequeno, degustação de uísque (…) Só homens, serão 10 pessoas apenas”, disse Vorcaro. “Eu vou”, respondeu prontamente Castro. Segundo os investigadores, o evento custou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões), pago por Vorcaro. No dia seguinte, o Rioprevidência aplicou outros R$ 80 milhões no Banco Master. Segundo a Polícia Federal, já foram identificados R$ 3,691 bilhões do Rioprevidência em investimentos ligados ao Banco Master. A defesa de Cláudio Castro nega irregularidades. O Banco Master afirma que todas as operações seguiram critérios técnicos e legais. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFRioPrevidênciaSTF Supremo Tribunal Federal ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo](https://politicariabrasileira.blog.br/cobertura-onde-claudio-castro-mora-pertence-a-empresa-ligada-a-ex-secretario-do-governo/): Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Imóvel alvo de buscas da Polícia Federal foi comprado em 2023 por R$ 3,5 milhões por empresa controlada por ex-integrantes da gestão estadual, como revelou O Globo. Defesa do ex-governador afirma que apartamento é alugado. Por Gabriel Barreira | RJ2 27/05/2026 Cláudio Castro em cobertura na Barra da Tijuca. Ex-governador é alvo de buscas da Polícia Federal — Foto: Charles Júnior/ TV Globo A cobertura onde o ex-governador Cláudio Castro mora atualmente, e que foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal nesta semana, pertence a uma empresa controlada por um ex-secretário de seu governo. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem do RJ2. O imóvel está registrado em nome da empresa J3 Real State Participações. Segundo dados da Receita Federal, a companhia foi aberta em 24 de abril de 2023. Menos de dois meses depois, em junho daquele ano, a empresa comprou a cobertura onde Cláudio Castro passou a morar recentemente. A J3 Real State Participações tem como sócios o ex-secretário estadual de Transformação Digital, Ronaldo Tormenta Pereira, e outro empresário ligado ao setor. A pasta comandada por Tormenta durante o governo Castro administrou contratos de grande porte e movimentou cifras bilionárias. Além da empresa proprietária do imóvel, os sócios também participam de outros negócios com capital social milionário. A cobertura foi alvo de buscas da Polícia Federal na operação realizada nesta semana. A ação investiga possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. Segundo a defesa de Cláudio Castro, o ex-governador não é dono do imóvel. Em nota enviada ao jornal O Globo, o advogado Carlos Gutone afirmou que, até a publicação da reportagem, sabia apenas que se tratava de um imóvel alugado. A defesa também informou que Castro morava anteriormente em um apartamento localizado em outro condomínio, que também foi alvo de buscas em investigação anterior relacionada ao Rioprevidência. Depois disso, ele teria se mudado para a cobertura onde ocorreu a nova operação. O que dizem os citados O advogado de Cláudio Castro foi procurado novamente, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em nota, Mauro Farias afirmou que há um “contrato de locação registrado legalmente entre a empresa J3 Real Estate e o locatário Cláudio Castro, que mantém o aluguel e as cotas condominiais pagas devidamente”. “A empresa J3 Real Estate faz parte do planejamento patrimonial do empresário Mauro Farias, que atua no mercado privado há mais de 20 anos, e possui imóveis e contratos de locação legalmente ativos no Rio de Janeiro. Este imóvel em questão é um deles”, diz o texto. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFReceita Federal Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder](https://politicariabrasileira.blog.br/mpe-obtem-cassacao-de-prefeito-e-vice-prefeita-de-seropedica-por-abuso-de-poder/): MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder O Ministério Público Eleitoral (MPE) obteve decisão judicial que cassou os mandatos de Lucas Dutra dos Santos e Vandréa dos Santos Steffan, prefeito e vice-prefeita do município de Seropédica, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Por MPRJ 27/05/2026 MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder A decisão acolheu Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) proposta pela 225ª Promotoria Eleitoral, que apontou aumento abrupto e desproporcional de contratações temporárias pelo executivo municipal, com a admissão de milhares de servidores sem concurso público, sob alegação de excepcional interesse público. A prática teve potencial para comprometer a igualdade entre candidatos e a legitimidade do pleito. Segundo a ação, o número de contratados quase dobrou em 2024, saltando de 2.734 em janeiro para 5.266 em julho. Após as eleições, foram realizadas demissões em massa, o que evidenciou desvio de finalidade e uso indevido da máquina pública. Além da cassação, a Promotoria requereu a inelegibilidade dos acusados e a suspensão dos contratos firmados em 2024. Na decisão, o Juízo da 225ª Zona Eleitoral reconheceu o abuso de poder, determinou a cassação dos diplomas do prefeito e da vice-prefeita e declarou Lucas Dutra dos Santos inelegível por oito anos, a contar do pleito de 2024. Notícia anteriorPróxima notícia MP-RJMPE Ministério Público EleitoralPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSeropédica RJVice-prefeita Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo MPE obtém cassação de prefeito e vice-prefeita de Seropédica por abuso de poder Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política](https://politicariabrasileira.blog.br/morador-de-cobertura-de-r-56-milhoes-castro-declarou-nao-ter-bens-ao-entrar-na-politica/): Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Ex-governador declarou patrimônio modesto durante todo seu período em cargos públicos, mas vive em cobertura de luxo Por Igor Mello | ICL Notícias 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política | Divulgação Pela segunda vez em menos de um mês, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) acordou com a Polícia Federal (PF) na porta de sua casa. Imagens da operação desta terça-feira (26) chamaram atenção para a residência luxuosa dele, uma cobertura em um dos endereços mais caros do Rio de Janeiro. O governador mora na Península, sub-bairro da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, que é um dos endereços preferidos de milionários e celebridades na cidade. O fato de morar em um endereço nobre contrasta com as declarações de bens de Castro ao longo de sua carreira política: ao se eleger pela primeira vez para um cargo eletivo, em 2016, ele declarou à Justiça Eleitoral não possuir qualquer bem . Castro conquistou o primeiro mandato, como vereador do Rio de Janeiro, na eleição daquele ano. Pouco depois, em 2018, foi candidato à vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-juiz federal Wilson Witzel. Na disputa pelo Palácio Guanabara, declarou um patrimônio de R$ 270 mil, composto por um apartamento avaliado em R$ 150 mil e um veículo de R$ 120 mil. O ICL Notícias confirmou o endereço de Castro com base no cadastro preenchido por ele na Justiça Eleitoral em 2022. O ex-governador chegou a informar o endereço no Península como a sede de seu CNPJ de campanha, mas depois solicitou a alteração do local para o Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio de janeiro. Salário de governador x despesas do imóvel De acordo com sites especializados em negociações de imóveis, uma cobertura similar a do ex-governador no mesmo condomínio pode custar R$ 5,6 milhões. Além disso, a taxa de condomínio é estimada em R$ 4 mil mensais, enquanto o IPTU é de mais de R$ 13 mil por ano. Nos sites consultados pela reportagem não há coberturas para alugar disponíveis nas quatro torres que integram o condomínio onde Castro vive com a família. No entanto, imóveis semelhantes na mesma região não são alugados por menos de R$ 15 mil mensais. Em alguns casos, o custo do aluguel ultrapassa a marca dos R$ 20 mil. Castro deixou o governo do estado em março deste ano recebendo um salário bruto de R$ 21.868,14 –com os descontos, o valor que caía na conta do ex-governador girava em torno de R$ 16 mil. O valor é similar ao recebido por Castro entre 2017 e 2018, quando ocupou uma cadeira na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Lá, ele assumiu o cargo com um salário bruto de R$ 18.991,68. Recentemente, o ICL Notícias revelou com exclusividade que o ex-governador usou uma brecha na lei para solicitar o pagamento de R$ 142 mil dos cofres do Rio de Janeiro a título de férias não gozadas no exercício dos cargos de governador e vice-governador do estado. O valor equivale ao 206 dias de férias, segundo o governo do Rio de Janeiro –praticamente todo o tempo que Castro teria direito durante todo o período em que esteve na cúpula do Executivo. Apesar disso, a reportagem apurou que em diversos momentos Castro deixou de exercer suas funções como governador para curtir férias com a família no Brasil e no exterior. Na mais recente delas, em junho de 2025, Cláudio Castro passou quase um mês nos Estados Unidos acompanhando os jogos do Flamengo, seu time do coração, no Mundial de Clubes da Fifa. O ICL Notícias perguntou ao ex-governador se ele é dono da cobertura e sobre sua renda atual, mas não obteve resposta até o momento. Notícia anterior GovernadorIPTUPL Partido LiberalPolícia Federal PFRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/farra-do-inss-entidades-alvo-de-operacao-faturaram-r-700-milhoes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27/5), operação contra associações envolvidas no esquema de descontos indevidos do INSS Por Rodrigo Tammaro | Metrópoles 27/05/2026 KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES Quatro associações alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (27/5) faturaram R$ 700 milhões com a farra dos descontos indevidos do INSS, revelada pelo Metrópoles. A PF cumpre mandados de busca e apreensão em São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Distrito Federal. Entre os alvos estão as entidades Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, ANDAPP e AASAP. Documentos internos dessas entidades e relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostram como dirigentes desviavam para suas próprias empresas o dinheiro arrecadado por essas associações e como elas criaram um sistema próprio de biometria para fraudar assinaturas dos aposentados que filiavam. Os mesmos documentos revelam como chefes das entidades pagaram parentes de dirigentes do INSS por meio de suas empresas. Também mostram gastos em concessionárias de carros esportivos, joalherias de luxo e com embarcações. Conforme revelado pelo Metrópoles, as quatro associações faturaram, juntas, R$ 700 milhões com descontos de mensalidade de aposentados. Como funcionava a Farra do INSS A farra dos descontos sobre os pagamentos feitos pelo INSS a idosos e pensionistas levou à exoneração do diretor de Benefícios do órgão, André Fidelis. O escândalo movimentou mais de R$ 2 bilhões entre 2023 e 2024. O dinheiro, que saía da conta de aposentados, foi destinado a pelo menos 29 entidades, que ofereciam serviços como planos de saúde e seguros. O caso foi revelado pelo Metrópoles em dezembro de 2024. Em muitos casos, os aposentados que tinham os valores descontados sequer sabiam que eram associados às empresas por meio de “acordos de cooperação técnica”. As entidades enfrentam mais de 60 mil processos judiciais em todo o país por descontos indevidos, com indícios de fraude para filiar milhares de aposentados sem autorização. Fidelis era o responsável por assinar termos de cooperação entre o INSS e as entidades. Mesmo diante de denúncias de irregularidades na filiação de idosos, sete novos termos de cooperação foram assinados em 2024. Como mostrou o Metrópoles, por trás dessas associações, há empresários donos de empresas de seguros e planos de saúde. Além das denúncias de fraudes, parte dessas associações é ligada a um mesmo grupo de empresários e havia até associação que não passava de uma sala vazia em São Paulo quando obteve seu termo de cooperação para poder efetuar os descontos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha PF apreende dinheiro dentro de livro falso Mendonça concede liminar, e Crivella fica apto a disputar eleição para o Senado no Rio Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse ](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-e-go-up-procuraram-empresa-da-hungria-para-pagamentos-de-dark-horse/): Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse  Documentos apontam tentativa de contratação de “escrow account” e pagamento de US$ 57,5 mil ao diretor Cyrus Nowrasteh Por Natalia Viana e Ken Silverstein | Agência Pública 27/05/2026 Matheus Pigozzi/ Agência Pública- Mario Agra/ Câmara dos Deputados/ Wikimedia Commons/ Divulgação Dark Horse Eduardo Bolsonaro e Karina Ferreira da Gama buscaram uma empresa com braços na Hungria e na Holanda para mover fundos para o filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, segundo documentos obtidos e analisados pela Agência Pública. A empresa Go Up chegou a formular uma minuta de contrato com a empresa Freeway Cam B.V para que essa servisse como “escrow agent” do filme Dark Horse. Um agente ou conta escrow (ou “conta de custódia”) funciona como uma terceira parte que retém fundos temporariamente em uma negociação e libera o pagamento de acordo com autorização da parte pagante. Geralmente, trata-se de um banco ou instituição financeira, mas na indústria do cinema existem empresas que se especializam em fazer este serviço, pelos altos valores e complexa mecânica de financiamento. Segundo apuração da Pública junto a fontes que acompanharam as negociações, os produtores da obra buscavam uma maneira de permitir que investidores do filme permanecessem anônimos. A minuta do contrato, datado de 7 de fevereiro de 2024, tem como partes Eduardo Bolsonaro, descrito como “financiador” do filme e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, como produtora, além da Freeway Cam BV, uma empresa de origem holandesa cujo endereço principal é Budapeste, na Hungria. Trata-se de um adendo a outro contrato de produção, assinado em 30 de janeiro do mesmo ano, autorizando a Freeway a realizar pagamentos ao diretor e roteirista do filme, Cyrus Nowrasteh. O contrato foi elaborado quando o filme, agora chamado de Dark Horse (“O Azarão”, em tradução livre) ainda tinha o título provisório de “Capitão do Povo”, e não tem assinaturas. A existência do documento foi revelada pelo The Intercept, em reportagem que afirmava que Eduardo teria poder de decisão sobre as verbas para o filme. Fundada pelo holandês Gadi Wildstrom, a empresa opera na Hungria sob o nome Freeway Entertainment e tem como especialidade “exploração internacional de propriedade intelectual, gestão de ativos de entretenimento e direitos autorais, bem como a coleta, administração e distribuição transparentes, imparciais e seguras das receitas de royalties.” Segundo postagens no Linkedin, ela atende diversas produções cinematográficas nomeadas a prêmios como Bafta e Golden Globes. Como outras empresas, a Freeway Entertainment aposta no vibrante mercado do audiovisual na Hungria. Eduardo teria assumido risco de perder investimento O contrato estabelece que Eduardo “se compromete a financiar parcialmente a produção cinematográfica intitulada ‘Capitão do Povo’, sob a gestão da produtora Go Up Entertainment” e autoriza a Go Up a dar instruções sobre os pagamentos a serem feitos para Cyrus Nowrasteh. Eduardo assumiria, segundo a minuta, risco de perder o investimento se o resto dos fundos para produzir o filme não fossem captados. O documento traz ainda um diagrama sobre como os contratos de pagamento deveriam ser realizados, até 1 de março de 2024, a partir das autorizações feitas por Eduardo Bolsonaro. Outro documento obtido pela Pública indica que a Go Up Entertainment buscou outra entidade ligada ao mesmo grupo, o Freeway Entertainment, para realizar um pagamento no valor de US$ 57,5 mil para o diretor do filme. Trata-se de uma ordem de pagamento, no papel timbrado da Go UP Entertainment. Nela, Karina Ferreira da Gama instrui um agente da empresa de nome “David” a emitir o pagamento a Cyrus Nowrasteh por meio da empresa New Path Pictures Inc, sediada na Califórnia. “Estamos num momento em que estamos prontos para dar seguimento ao pagamento à New Path Pictures Inc. pelos inestimáveis serviços de desenvolvimento de roteiro prestados por Cyrus Nowrasteh”, escreveu ela. O destinatário da ordem é a Stichting Freeway Custody, uma fundação registrada na Holanda que administra o dinheiro da Freeway Cam B.V. O pedido de pagamento teria sido enviado em 5 de fevereiro de 2023. Co-CEO da Freeway confirmou contatos mas diz que “declinou” Procurado pela Pública, Martijn Meerstadt, co-CEO da Freeway e diretor corporativo da Stichting Freeway Custody, negou ter qualquer relação com Dark Horse, mas confirmou os contatos. “Verifiquei internamente e fui informado que, embora tenhamos sido contatados para prover soluções de partilha de receitas e relatórios para essa produção, nós declinamos da oportunidade. Não temos envolvimento com este projeto e não há nada mais que eu possa declarar”. Especialistas citam “sinal de alerta” em transação financeira Especialistas ouvidos pela Pública sinalizam que a arquitetura do pagamento por meio de outras empresas é um sinal de alerta sobre a transparência das transações. Casey Michel, um reconhecido especialista em paraísos fiscais e sigilo bancário, autor do livro “United States of Oligarchy” (Estados Unidos da Oligarquia, em português), afirmou que “essa não é uma transação de negócios tradicional”. “Parece um arranjo financeiro montado para propositadamente esconder as origens dos fundos e a identidade do financiador”, disse. Já Monte Friesner, um operador que chegou a ser condenado por lavar dinheiro e depois trabalhou para a CIA e montou sua própria empresa para orientar corporações sobre como mover verbas em contas offshore, afirma que o uso de uma fundação na Holanda, um paraíso conhecido para sigilo corporativo e bancário, é mesmo um “sinal de alerta”. “A pessoa que enviou o dinheiro não queria deixar um rastro documental, seja por motivos de taxação, porque o dinheiro era sujo, ou porque não queriam que ninguém soubesse que estava envolvida”, afirma Friesner. Segundo revelações recentes do The Intercept, o banqueiro Daniel Vorcaro fez aportes de R$ 61 milhões para Dark Horse por meio de um fundo sediado nos Estados Unidos, o Havengate Development Fund LP, com sede no Texas. Eduardo Bolsonaro foi contactado por WhatsApp, mas não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto e a reportagem será atualizada se houver um posicionamento. Em um vídeo postado nas redes sociais, Eduardo disse ter investido US$ 50 mil no filme Dark Horse para garantir a contratação do diretor – quantia inferior à que teria sido paga a Cyrus apenas na ordem - [Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA](https://politicariabrasileira.blog.br/eduardo-bolsonaro-tratou-sobre-filme-com-vorcaro-e-pediu-para-enviar-maximo-de-recursos-aos-eua/): Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Ex-deputado orientou sobre envio de dinheiro ao país para produção sobre Jair Bolsonaro; procurados, citados na reportagem do site Intercept Brasil não responderam Por O Estado de S.Paulo 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro tratou sobre financiamento para filme sobre pai com Vorcaro Foto: @SBT News via YouTube BRASÍLIA – O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tratou sobre o financiamento do filme “Dark Horse” com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por intermediação de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. De acordo com mensagens divulgadas nesta quarta-feira, 27, pelo site Intercept Brasil, ele deu orientações sobre como facilitar o envio de dinheiro aos Estados Unidos para a produção sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos”, disse Eduardo em mensagem para Miranda, conforme publicou o site. “Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”, escreveu. Eduardo também disse a Miranda que o corretor de Imóveis Altieris Santana estava à disposição para se reunir “com quem quer que seja”. Santana é um dos controladores do Havengate Development Fund LP (fundo sediado no Texas), ao lado advogado Paulo Calixto – ligado a Eduardo. Parte do valor de R$ 134 milhões negociado para filme entre a família Bolsonaro e Vorcaro foi transferida para esse fundo pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas do dono do Master. O Intercept Brasil procurou Altieris Santana, Paulo Calixto, Thiago Miranda e a defesa de Daniel Vorcaro, mas não recebeu respostas.Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, quando foi ao país para tentar uma interferência do governo de Donald Trump no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro foi condenado na Corte a 27 anos e três meses de prisão. A reportagem do Intercept esteve na casa em que o ex-deputado está morando nos EUA. O imóvel está localizado em Southlake, no Texas. O repórter foi atendido na residência por Heloísa, mulher de Eduardo Bolsonaro. Ela disse que o marido não estava em casa e que eles não dariam entrevista. Na semana passada, Eduardo gravou um vídeo dizendo que havia comunicado à polícia sobre um homem que estava rondando a casa dele. Ainda segundo o site, a residência tinha um anúncio de aluguel no valor de cerca de R$ 30 mil por mês até fevereiro de 2025. O imóvel, que tem quatro quartos e piscina, pertence o Bunce Family Trust, um fundo familiar privado registrado em nome dos administradores legais Christopher Bunce e Natalie Bunce, desde 2019. Eles não foram localizados pela reportagem. PF investiga repasses de Vorcaro Como mostrou o Estadão, a Polícia Federal investiga os acertos de pagamento entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que pediu dinheiro ao banqueiro para o filme. Uma das linhas de apuração a ser verificada é se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas ligado ao ex-deputado e usado para custear a permanência dele no país, já que o STF havia bloqueado contas e dificultado o recebimento de recursos nos EUA. No último dia 14, Eduardo negou ter aplicado dinheiro no projeto e ser produtor-executivo da produção. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, declarou, numa nota nas redes sociais. No dia seguinte, num vídeo publicado também nas redes sociais, admitiu ter investido R$ 350 mil (cerca de 50 mil dólares) no longa, provenientes da receita obtida com a venda de um curso, e que posteriormente recebeu de volta essa quantia. Eduardo não esclareceu como e quem lhe pagou a restituição dos valores inicialmente destinados ao projeto. Ele também reconheceu ter constado como produtor-executivo num contrato antigo com a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, posição da qual teria saído posteriormente, ao se mudar para os Estados Unidos, limitando-se a ceder os direitos autorais – uma vez que foi representado por um ator no longa. Notícia anterior Banco MasterDeputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF 26/05/2026 Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR 26/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Kits da Lei Seca com desenhos de Ziraldo, comprados a R$ 25 milhões, estão parados em galpão Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [A mansão de Eduardo (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/a-mansao-de-eduardo-video/): A mansão de Eduardo (VIDEO) EXCLUSIVO: Eduardo Bolsonaro mora em casa de luxo de R$ 6 milhões no Texas Por Cecília Olliveira, Eduardo Goulart e Steven Monacelli | Intercept Brasil 27/05/2026 Eduardo Bolsonaro mora em casa de luxo de R$ 6 milhões no Texas Eduardo Bolsonaro tem seus bens bloqueados pela justiça brasileira. Ele não diz publicamente se trabalha de forma remunerada nos Estados Unidos, apenas que “mora de aluguel” e tem dificuldade para pagar contas. Ao mesmo tempo, o deputado federal cassado no Brasil mora em uma mansão no Texas que oferece “uma vida de resort”, de acordo com anúncios imobiliários.  O Intercept Brasil localizou o refúgio luxuoso do filho de Jair Bolsonaro na cidade de Southlake, entre as comunidades mais ricas do país. E tocamos a campainha. Fomos recebidos pela esposa de Eduardo, a coach e influencer Heloísa Bolsonaro, que confirmou educadamente que sua família morava ali e se recusou a conceder uma entrevista. Avaliada em torno de R$ 6 milhões, a casa já foi colocada para alugar por cerca de R$ 30 mil por mês, segundo anúncios imobiliários ativos até fevereiro deste ano. O luxo e os custos do imóvel evidenciam um alto padrão de vida e levantam dúvidas sobre como Eduardo se sustenta desde que se mudou para os Estados Unidos, em fevereiro de 2025.  A Polícia Federal já investiga se o ex-deputado federal pelo PL de São Paulo está sendo bancado com o dinheiro sujo do banqueiro Daniel Vorcaro, de acordo com G1. Na sua última prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, antes das eleições de 2022, Eduardo declarou um patrimônio de R$ 1,76 milhão, do qual R$ 1 milhão corresponde a um imóvel financiado. Ainda declarou R$ 160 mil de um imóvel quitado e R$ 600 mil depositados no banco que foram obtidos, segundo ele, pela venda de um curso online. Em um vídeo publicado no Instagram em 17 de maio, Eduardo Bolsonaro negou ser dono de uma outra casa nos Estados Unidos, em Arlington, que foi o foco de várias reportagens na imprensa brasileira nas últimas semanas. Ele também afirmou que mora “de aluguel” e, inclusive, revelou que tem dificuldades para “honrar as parcelas” do financiamento de um imóvel “parcelado em décadas” no Brasil. Em uma live com o amigo Paulo Figueiredo divulgada no mesmo dia 17, Eduardo afirmou que se mantém nos Estados Unidos com “renda passiva” e citou que recebeu R$ 2 milhões de uma campanha feita pelo pai. Jair Bolsonaro revelou, em junho de 2025, ter feito uma transferência via pix neste valor.  O ex-deputado federal não citou na conversa, entretanto, outros repasses ou fontes de dinheiro nem explicou por que ele não conseguiria pagar as prestações da casa financiada no Brasil se recebeu R$ 2 milhões. O Intercept confirmou o endereço onde Eduardo vive em Southlake a partir de registros públicos do estado do Texas, dados comerciais de inteligência, do cruzamento de publicações da própria família Bolsonaro nas redes sociais e reportagem de campo.  O próprio Eduardo Bolsonaro também ajudou a confirmar nossa apuração ao registrar um boletim de ocorrência na polícia após um repórter do Intercept ir até a residência para verificar a informação e pedir uma entrevista, na sexta-feira passada, 22. Ao chegar até a mansão, em uma rua que tem acesso público e livre, ele caminhou pela calçada e tocou a campainha. Heloísa, esposa de Eduardo, abriu. O repórter informou que trabalhava para o Intercept, perguntou se o ex-deputado estava e se o casal estava disponível para uma entrevista. Após a negativa, agradeceu e foi embora. Minutos depois, Eduardo acionou a polícia local alegando que um indivíduo estava batendo na porta e rondando a casa. Os policiais estiveram no local para atender o chamado. No boletim de ocorrência, ao qual tivemos acesso, e em resposta ao Intercept, a polícia de Southlake informou que não há investigação aberta sobre o caso – ou seja, não houve crime. Nos Estados Unidos, o exercício livre da imprensa está garantido pela Primeira Emenda da Constituição.  No entanto, o clã Bolsonaro e seus aliados passaram o fim de semana acusando falsamente o Intercept de crimes e proferindo ameaças em antecipação a esta reportagem. O Intercept tentou um novo contato com Eduardo nesta quarta-feira, 27, para questioná-lo sobre os pontos citados nesta reportagem. Não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto. Mansão à beira lago foi alugada em fevereiro A mansão onde mora Eduardo Bolsonaro pertence, desde 12 de setembro de 2019, ao Bunce Family Trust, um fundo familiar privado registrado em nome dos trustees, os administradores legais, Christopher Bunce e Natalie Bunce. O Intercept tentou contatá-los, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Trust, no direito dos Estados Unidos, é uma figura sem equivalente exato no Brasil, mas com lógica próxima à de uma holding familiar. Até fevereiro passado, a mansão estava disponível para alugar e foi listada pela corretora Sotheby’s, conhecida pela atuação no segmento de imóveis de alto padrão. O valor anunciado era de 5.950 dólares por mês – cerca de R$ 30 mil mensais. Um anúncio em outra plataforma de locação informa que a casa foi alugada em 4 de fevereiro de 2026. Com quatro quartos e piscina, a mansão onde Eduardo mora no Texas tem 424 metros quadrados de área total construída em um terreno de 1.366 metros quadrados. Também desfruta de acesso a um clube com quadras de tênis e a uma lagoa.  No Zillow, o principal portal imobiliário dos Estados Unidos, a propriedade é avaliada em 1,22 milhão de dólares (mais de R$ 6 milhões) – quatro vezes maior do que a média do estado. Eduardo vive fora do Brasil há mais de um ano O paradeiro de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos é rodeado de mistério desde que ele saiu do país, em fevereiro de 2025, e começou a articular à distância medidas contra o Brasil – o que o tornou alvo de uma investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal, o STF.  Os registros oficiais da Câmara dos Deputados mostram que Eduardo, então deputado pelo PL de São Paulo, entrou com pedidos de licença de 122 dias, em 20 de março - [Câmara de Nova Friburgo aprova em primeira votação projeto que cria auxílio-alimentação para vereadores](https://politicariabrasileira.blog.br/camara-de-nova-friburgo-aprova-em-primeira-votacao-projeto-que-cria-auxilio-alimentacao-para-vereadores/): Câmara de Nova Friburgo aprova em primeira votação projeto que cria auxílio-alimentação para vereadores Texto foi aprovado por 11 votos a 8, em meio a protestos no plenário, e ainda precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção do prefeito. Por Nathalia Rebello | g1 27/05/2026 Câmara Municipal de Nova Friburgo — Foto: Divulgação Nova Friburgo – A Câmara Municipal de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 193/2026, que cria um auxílio-alimentação para os vereadores do município. A proposta foi aprovada por 11 votos favoráveis e 8 contrários. Dois parlamentares não participaram da votação. O projeto prevê a concessão de um vale-alimentação de R$ 1 mil mensais para cada um dos 21 vereadores da cidade. Caso seja implementada, a medida representará um gasto anual estimado em cerca de R$ 250 mil aos cofres do Legislativo municipal. A votação foi marcada por debates acalorados, manifestações do público presente e discussões entre parlamentares. Durante a sessão, moradores e servidores municipais vaiaram vereadores que votaram a favor da proposta e protestaram contra a criação do benefício. Segundo a Câmara Municipal, o projeto foi elaborado com base em orientações técnicas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e segue o princípio da isonomia com benefícios já concedidos aos servidores do Poder Legislativo. Além disso, uma emenda parlamentar foi apresentada tornando o recebimento do benefício facultativo. Caso a proposta seja definitivamente aprovada, cada vereador poderá decidir se aceita ou não receber o auxílio. Em nota, a Câmara informou ainda que eventuais pagamentos serão divulgados de forma detalhada no Portal da Transparência. Votaram a favor do projeto:  Ângelo Gaguinho (PL) Wallace Piram (PL) Max Bill (MDB) Dirceu Tardem (PL) Carlinhos do Kiko (PL) Bruno Silva (MDB) Cascão do Povo (Podemos) Claudio Leandro (PL) Evandro Miguel (MDB) Janio de Carvalho (União) Tia Karla (Republicanos)   Votaram contra: Maiara Felício (PT) Maicon Gonçalves (Mobiliza) Claudio Damião (PT) Christiano Huguenin (PP) Marcos Marins (PSD) Gabriel do Zezinho (Solidariedade) Rômulo Pimentel (Podemos) José Carlos Schuabb (União) Os vereadores Isaque Demani (PL) e Joelson do Pote (PDT) não participaram da votação.   O vereador Maicon Gonçalves (Mobiliza) afirmou que, embora seja contrário à proposta, considera injusta a postura de parlamentares que também se dizem contrários ao benefício, mas solicitam diárias para viagens e outras despesas. “Porque tem diária aqui na Câmara que é solicitada para consulta médica, tem outras coisas que são solicitadas em sessões e que vocês também acompanham. É importante falar sobre isso. Eu sou contrário, não quero o benefício e nunca quis o benefício, mas vejo muita gente que quer. Então é importante ficar atento a isso. Às vezes a pessoa diz que não quer o benefício, mas pede diária”, disse. Já o vereador Cascão do Povo (Podemos) declarou voto favorável ao projeto em meio a discussões com o público presente. “Eu vou votar favorável, presidente.” Nesse momento, parte da plateia começou a vaiar o parlamentar, que reagiu ironicamente, batendo palmas. “E é o seguinte: respeitando todos os parlamentares desta Casa, o parlamentar que votar contra isso hoje e depois fizer o pedido, eu vou expor. Vou fazer um requerimento.” Em seguida, um homem que acompanhava a sessão interrompeu o vereador e afirmou: “Isso é justificar um erro pelo outro.” Cascão respondeu: “Ninguém está falando nada com Vossa Excelência. O senhor se atente ao seu lugar, tá? Respeito é algo que vocês também têm que ter.” A vereadora Maiara Felício (PT) afirmou que não conseguiria votar favoravelmente ao projeto e justificou sua posição citando dificuldades enfrentadas por servidores municipais. “Eu não consigo ser favorável. Acabei de defender um requerimento de informação denunciando que servidores do nosso município estão tendo o tempo de terapia dos seus filhos reduzido. Essa é a realidade dos servidores do nosso território. Por coerência com aquilo que defendo, não vou fazer escândalo nem entrar nessa bola dividida. E, gente, o que mais existe hoje é palco e mídia”, disse. Na justificativa de voto, o vereador Bruno Silva (MDB) também se declarou contrário ao projeto e entrou em discussão com pessoas que estavam na plateia após ser questionado sobre quais parlamentares estaria acusando de utilizarem diárias em benefício próprio. “Hipocrisia é o ato de fingir possuir virtudes, ideias ou sentimentos que a pessoa, na verdade, não possui. Eu digo isso porque tem parlamentar que está gritando aqui, dizendo que é contra o vale-alimentação, mas eu vejo pedindo diárias, pedindo dinheiro para ir à ONU, para ir aos Estados Unidos e para outros lugares. Chega aqui hoje e também se posiciona contra” , disse. Ao ser cobrado pelo público para citar nomes, o vereador respondeu: “É só vocês entrarem no site e pesquisarem.” A fala foi recebida com vaias por parte dos presentes, e o parlamentar continuou o discurso em meio às manifestações da plateia. Protestos e críticas A aprovação ocorreu em meio a manifestações contrárias dentro do plenário. Parte dos protestos foi liderada por servidores públicos municipais, que questionaram a diferença entre o benefício proposto aos vereadores e o auxílio-alimentação recebido por parte dos funcionários da prefeitura. Atualmente, segundo relatos apresentados durante a sessão pelos manifestantes, alguns servidores municipais recebem cerca de R$ 180 mensais de auxílio-alimentação, o que representa aproximadamente R$ 9 por dia. Vereadores favoráveis como Bruno Silva (MDB) e Cascão do Povo (Podemos) chegaram a discutir com a plateia quando foram vaiados pelas suas justificativas. Próximos passos Por se tratar de um projeto de lei ordinária, a proposta ainda precisa ser analisada em uma segunda discussão e votação no plenário da Câmara Municipal. A data da nova votação ainda não foi definida. Se o texto for aprovado novamente, seguirá para análise do prefeito, que terá prazo legal para sancionar ou vetar a proposta. Notícia anteriorPróxima notícia MDB Movimento Democrático BrasileiroMobilizaNova Friburgo RJPL Partido LiberalPLO Projeto de Lei OrdináriaPodemosPP ProgressistasPSD Partido Social DemocráticoPT Partido dos TrabalhadoresRegião Serrana e Centro Sul FluminenseRepublicanosSolidariedadeTCE-RJUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Varredura encontra grampos no gabinete - ['Foi muito tiro', diz prima de um dos pedreiros mortos em São Gonçalo, RJ; moradores dizem que PM confundiu homens com bandidos](https://politicariabrasileira.blog.br/foi-muito-tiro-diz-prima-de-um-dos-pedreiros-mortos-em-sao-goncalo-rj-moradores-dizem-que-pm-confundiu-homens-com-bandidos/): ‘Foi muito tiro’, diz prima de um dos pedreiros mortos em São Gonçalo, RJ; moradores dizem que PM confundiu homens com bandidos Testemunhas dizem que Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, eram pedreiros e estavam com ferramentas e marmitas para começar obra na região da Ipuca. Por Erick Rianelli, Guilherme Santos, Marco Antônio Martins e Rafael Nascimento | g1 Rio e TV Globo 27/05/2026 Dois trabalhadores são mortos durante ação da PM no Jardim Catarina — Foto: O São Gonçalo A prima de um dos homens mortos a tiros pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (27) em São Gonçalo defende que o parente não era bandido e que morreu de maneira covarde. Testemunhas dizem que Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, eram pedreiros e estavam com ferramentas e marmitas para começar obra na região da Ipuca, no bairro Jardim Catarina. “Meu primo saindo para trabalhar, não sei se foi Bope, se foi Core, só sei que deram uma rajada de tiro para cima dele. Não foi pouco, não, foi muito tiro”, lamenta a prima, que preferiu não se identificar. “Morreu de maneira covarde, e eu lamento muito pela morte do meu primo. Eu cuidei dele, eu posso dizer, ele não era bandido, não era, porque se fosse eu colocava a cara aqui para falar, mas ele não era, morreu na covardia”, completa. Em nota, a PM lamentou as mortes. “A corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso.” (Veja a nota na íntegra no final da reportagem). Segundo relatos de testemunhas, os dois foram baleados no momento em que saíam de casa para trabalhar. Moradores contaram que os disparos aconteceram entre 7h e 7h30. Não está claro de onde os tiros partiram. Mas, testemunhas contam que os agentes estavam no local em apoio a uma operadora de telefonia. Não se sabe se os agentes estavam portando as câmeras corporais. Um dos homens também seria o dono de um bar na região da Ipuca e, naquele momento, teria ido ajudar o amigo como ajudante de pedreiro em uma obra para complementar a renda. Os dois homens foram encontrados caídos no chão ao lado de ferramentas de obra. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga o caso. BR fechada e aulas suspensas Por conta das mortes, moradores do Jardim Catarina fecharam a BR-101, na altura do KM 306, no sentido Rio. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), manifestantes atearam fogo em pneus por volta das 9h20, e, apesar de a situação ter sido inicialmente controlada, o grupo permaneceu às margens da rodovia. Às 9h55, a pista chegou a ser totalmente fechada, sendo parcialmente liberada às 10h02. Segundo a concessionária Autopista Fluminense, a faixa da direita ficou bloqueada, causando cerca de 1 km de congestionamento. Equipes da PRF, Corpo de Bombeiros e da concessionária atuam no local. Por sua vez, a Prefeitura de São Gonçalo informou que a Unidade de Saúde Familiar Agenor José da Silva está fechada. Já a Unidade Municipal de Educação Infantil Augusto de Freitas Lessa e o CIEP 051 Municipalizado Anita Garibaldi tiveram as aulas suspensas nesta manhã. O que dizem os citados “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que , de acordo com o comando do 7º BPM (São Gonçalo), um procedimento apuratório segue em curso para averiguar todas as circunstâncias na qual policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante ocupação na localidade de Ipuca, na manhã desta quarta-feira (27/05). O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios da região foi acionada. A Corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso.” Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMPRF Polícia Rodoviária FederalRegião Metropolitana e Baixada Fluminenserodovia BR-101São Gonçalo RJ ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF diz que BRB participou de fraudes em aportes bilionários no Banco Master](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-diz-que-brb-participou-de-fraudes-em-aportes-bilionarios-no-banco-master/): PF diz que BRB participou de fraudes em aportes bilionários no Banco Master Investigação aponta que banco público conhecia suspeitas sobre carteiras falsas e manteve operações para dar liquidez ao Master Por Marina Finelli | BP Money 27/05/2026 Foto: Montagem/ABCdoABC A Polícia Federal concluiu que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas irregularidades envolvendo aportes bilionários no Banco Master e não pode ser tratado como vítima do esquema investigado. A apuração envolve operações que somaram cerca de R$ 12 bilhões por meio da compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas. O relatório sigiloso foi enviado ao ministro André Mendonça, do STF, no mês passado. O documento serviu de base para justificar a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acusado de receber R$ 146 milhões em imóveis como propina. PF aponta que BRB sabia das irregularidades Segundo a investigação, dirigentes do BRB tiveram conhecimento das suspeitas de fraude ainda no segundo semestre de 2024, quando começaram as operações com o Banco Master. Mesmo assim, os gestores decidiram manter os contratos. A PF afirma que documentos internos, depoimentos, mensagens e relatórios financeiros mostram que o banco ignorou alertas sobre problemas graves nas carteiras adquiridas. Os investigadores também destacam que o banco utilizava planilhas de Excel para controlar operações bilionárias e não possuía estruturas adequadas de governança para acompanhar os contratos. Auditoria encontrou planilhas falsas Como revelou o Estadão, uma auditoria interna do BRB detectou que parte das carteiras vendidas pelo Master continha e-mails falsos, idades fictícias e informações inconsistentes. Segundo a PF, a direção do BRB nunca entregou espontaneamente esse material às autoridades. Os investigadores só tiveram acesso aos documentos após apreensões realizadas na Operação Compliance Zero. A investigação também identificou pressão sobre funcionários para aprovar contratos em poucos minutos, sem análise técnica adequada. Diretoria alertou sobre riscos das operações Depoimentos colhidos pela PF mostram que integrantes da área jurídica do BRB recomendaram cautela desde março de 2025. O ex-diretor jurídico Jaques Maurício Ferreira Veloso afirmou que as operações começaram a gerar preocupação dentro do banco e que a documentação chegava aos diretores apenas no momento das votações. Em outra reunião, Luana registrou que Paulo Henrique Costa defendia a continuidade dos aportes porque “o Master iria quebrar” sem as operações. PF vê tentativa de legalizar contratos Na outra ponta da investigação, a PF apreendeu mensagens de Daniel Vorcaro e executivos do Banco Master discutindo alterações em documentos ligados às operações com o BRB. Segundo os investigadores, os diálogos mostram tentativas de ajustar contratos já assinados para tentar dar aparência de legalidade às transações. Notícia anteriorPróxima notícia Banco de Brasília BRBBanco MasterPolícia Federal PFSTF Supremo Tribunal Federal Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [PF mira milícia digital de R$ 25 milhões ligada a Dr. Furlan, ex-aliado de Alcolumbre](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-mira-milicia-digital-de-r-25-milhoes-ligada-a-dr-furlan-ex-aliado-de-alcolumbre/): PF mira milícia digital de R$ 25 milhões ligada a Dr. Furlan, ex-aliado de Alcolumbre Operação Palanque Digital apura uso de verba da comunicação da Prefeitura de Macapá para autopromoção política, deepfakes e ataques a adversários no Amapá Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 27/05/2026 PF apura milícia digital ligada a Dr. Furlan – Dr. Furlan (MDB), prefeito de Macapá/Foto: Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá) Milicia Digital: A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Palanque Digital, no Amapá, para investigar uma suposta organização criminosa digital ligada ao ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), ex-aliado e hoje adversário do grupo do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo a PF, contratos de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá, na ordem de R$ 25 milhões, teriam sido usados para financiar autopromoção política, desinformação e ataques a adversários. A operação cumpre 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Canela, no Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura crimes eleitorais, crimes contra a Administração Pública, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados no curso do inquérito. A PF afirma que valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados de sua finalidade original para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação usados na divulgação de ações de caráter político-eleitoral. Dr. Furlan está entre os alvos da PF A nota oficial da PF não cita nomes. A apuração, no entanto, aponta Dr. Furlan como um dos principais alvos da Operação Palanque Digital. Também foram alvos ex-secretários municipais, comunicadores, influenciadores digitais, empresários da comunicação e donos de agência de publicidade. Entre os investigados está Juarez Menescal, ex-secretário de Comunicação da gestão Furlan em Macapá. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento dos mandados. Até o momento, a operação resultou na apreensão de R$ 65 mil em espécie, quatro armas de fogo e veículos. Duas pessoas foram presas. Milícia digital de Dr. Furlan teria usado IA e deepfakes Segundo a investigação, a estrutura funcionava com divisão de tarefas, fluxo financeiro definido e núcleos voltados à produção de conteúdo político, ataques digitais e impulsionamento de narrativas favoráveis a Dr. Furlan. No topo da engrenagem estaria um núcleo estratégico responsável por definir os adversários a serem atacados, selecionar campanhas de promoção política e orientar a disseminação de conteúdos nas redes sociais. A apuração também aponta indícios de uso de inteligência artificial e deepfakes para criar vídeos, imagens e áudios manipulados. A rede teria produzido conteúdos falsos e ataques com teor homofóbico contra adversários políticos no Amapá. Dr. Furlan já era alvo da PF na Operação Paroxismo A Operação Palanque Digital é o novo capítulo de uma sequência de investigações federais envolvendo a antiga gestão de Dr. Furlan em Macapá. Em setembro de 2025, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contrato de R$ 69,3 milhões para obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Em março de 2026, a PF fez a segunda fase da operação, com mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o caso levou ao afastamento de servidores públicos por decisão judicial. Depois do avanço da investigação, Dr. Furlan deixou a Prefeitura de Macapá. A Câmara Municipal de Macapá oficializou a vacância do cargo em 17 de março. No documento, o ex-prefeito justificou a saída pelo desejo de disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026. Relação de Dr. Furlan com Alcolumbre mudou no Amapá Dr. Furlan se tornou uma peça central da política amapaense depois de derrotar Josiel Alcolumbre, irmão de Davi Alcolumbre, na eleição de 2020 para a Prefeitura de Macapá. À época, a Fórum mostrou que Furlan venceu Josiel no segundo turno, em uma disputa marcada pelo apagão que atingiu o Amapá. Antes disso, a eleição em Macapá havia sido uma das mais apertadas do país, com Josiel Alcolumbre e Dr. Furlan avançando ao segundo turno. Nos anos seguintes, Furlan chegou a dividir agendas administrativas com Alcolumbre, mas passou a se consolidar como adversário regional do grupo do presidente do Senado. A nova operação da PF atinge justamente a estrutura digital que, segundo a investigação, teria sido usada para sustentar a imagem política do ex-prefeito e atacar seus opositores no estado. O Amapá também tem sido palco de outras investigações federais com personagens ligados ao campo político local. A Fórum revelou recentemente que o deputado bolsonarista Vinicius Gurgel foi alvo de busca e apreensão no Amapá e que um suplente de Alcolumbre foi indiciado pela PF por suspeita de esquema no Dnit. Na Operação Palanque Digital, a PF investiga se a máquina pública municipal foi usada para financiar uma estrutura clandestina de comunicação política, com recursos públicos, manipulação digital e ataques coordenados contra adversários. Notícia anteriorPróxima notícia Belém PACanela RSDNIT Departamento Nacional de Infraestrutura de TransportesMacapá APPolícia Federal PFPrefeitoPSD Partido Social DemocráticoSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos 28/05/2026 Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo 27/05/2026 Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana ‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos Cobertura onde Cláudio Castro mora pertence a empresa ligada a ex-secretário do governo Morador de cobertura de R$ 5,6 milhões, Castro declarou não ter bens ao entrar na política Farra do INSS: entidades alvo de operação faturaram R$ 700 milhões Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse  Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [Arraial do Cabo: Instituto que aparece com R$ 60 mil de capital social seria vencedor de disputa por contrato de mais de R$ 40 milhões](https://politicariabrasileira.blog.br/arraial-do-cabo-instituto-que-aparece-com-r-60-mil-de-capital-social-seria-vencedor-de-disputa-por-contrato-de-mais-de-r-40-milhoes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Deverá acontecer às 10h desta quinta-feira (28), a retomada de um processo licitatório aberto em abril deste ano pela Prefeitura de Arraial do Cabo Por Elizeu Pires 27/05/2026 Arraial do Cabo: Instituto que aparece com R$ 60 mil de capital social seria vencedor de disputa por contrato de mais de R$ 40 milhões Com valor global estimado em mais de R$ 43 milhões, o Pregão Eletrônico 008/2026 foi suspenso para análise de documentos, quando a comissão de licitação já tinha definido como as melhores, propostas apresentadas pelo Instituto Rede de Apoio Social, isto depois de pelo menos um pedido de impugnação. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3](https://politicariabrasileira.blog.br/fim-da-escala-6x1-a-hipocrisia-de-sostenes-cavalcante-lider-do-pl-ao-propor-4x3/): Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Mesmo contra o fim da escala 6×1, Sóstenes Cavalcante anunciou apoio do PL à escala 4×3. Movimento repete tática usada na isenção do Imposto de Renda para desgastar o governo Lula. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 27/05/2026 Fim da escala 6×1: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – Foto: Lula Marques/Agência Brasil Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, anunciou nesta terça-feira (26) que a bancada vai defender a votação da PEC 8/2025 para tentar aprovar a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, na discussão sobre o fim da escala 6×1. O movimento ocorre às vésperas da reunião da comissão especial da Câmara marcada para esta quarta-feira (27), às 10h30, para discutir e votar o parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a redução da jornada de trabalho. A guinada expõe a contradição do líder bolsonarista. O PL mudou de posição para tumultuar a votação e passou a defender a escala 4×3 depois de resistir ao avanço da proposta que acaba com a escala 6×1. Sóstenes Cavalcante muda discurso sobre escala 6×1 Em publicação no X, Sóstenes afirmou que o PL estaria “ao lado do trabalhador brasileiro” e que, após reunião da bancada, decidiu defender “a votação da PEC 8/2025, com destaque de preferência, para avançarmos na escala 4×3”. A PEC 8/2025, apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP), altera o artigo 7º da Constituição para prever a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana no Brasil. A proposta foi apensada à PEC 221/2019, que trata da redução gradual da jornada para 36 horas semanais. O parecer de Leo Prates, apresentado na segunda-feira (25), recomenda a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, com dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos. Segundo a Câmara, a transição seria feita em 14 meses. A contradição foi apontada nas redes pelo deputado Thiago Süssekind (União-RJ), que recuperou a mudança de postura do líder do PL no debate sobre o fim da escala 6×1. PL repete tática usada na isenção do Imposto de Renda A ofensiva do PL lembra a estratégia adotada na votação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Naquele caso, Sóstenes apresentou um projeto para elevar a faixa de isenção a R$ 10 mil, proposta de maior apelo popular, mas com impacto fiscal muito superior. O PL 400/2025, de autoria de Sóstenes, foi apresentado em fevereiro de 2025 e prevê isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 10 mil. A proposta foi protocolada enquanto o governo Lula defendia a ampliação da isenção para até R$ 5 mil, com compensação por meio de tributação mínima sobre altas rendas. Em outubro, a Câmara aprovou o projeto do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. O texto cria, como compensação, um patamar mínimo de 10% de IR para contribuintes de alta renda. A lógica política é semelhante. O PL se coloca publicamente a favor de uma pauta popular, mas apresenta uma versão mais maximalista, de difícil acomodação fiscal ou legislativa, para tentar emparedar o governo e a esquerda. Escala 4×3 vira arma contra Lula Ao defender a escala 4×3 no momento decisivo da tramitação, Sóstenes tenta inverter o desgaste. O partido que vinha resistindo à redução da jornada passa a acusar PT, PSOL e governo Lula de não apoiarem uma proposta ainda mais generosa ao trabalhador. A movimentação ocorre em meio à pressão social pelo fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A pauta ganhou força no Congresso após mobilização popular e passou a ser tratada como uma das principais agendas trabalhistas do ano. Na prática, a proposta do relator acaba com a escala 6×1 ao estabelecer dois dias de descanso por semana. Já a ofensiva de Sóstenes e do PL tenta deslocar o centro do debate para a escala 4×3 e transformar uma reivindicação dos trabalhadores em instrumento de desgaste contra o governo Lula. Notícia anteriorPróxima notícia Constituição FederalDeputada FederalDeputado FederalImposto de Renda IRPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPL Projeto de LeiPSOLPT Partido dos TrabalhadoresRepublicanosUnião Brasil Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA 27/05/2026 A mansão de Eduardo (VIDEO) 27/05/2026 Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 27/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA A mansão de Eduardo (VIDEO) Fim da escala 6×1: a hipocrisia de Sóstenes Cavalcante, líder do PL, ao propor 4×3 Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR Boletim Fique bem informado Receba notícias em seu e-mail Assine gratuitamente Enviado com sucesso Por favor, tente novamente. - [MPRJ ajuíza ação para que a Prefeitura elabore Plano Diretor de Comendador Levy Gasparian](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-para-que-a-prefeitura-elabore-plano-diretor-de-comendador-levy-gasparian/): MPRJ ajuíza ação para que a Prefeitura elabore Plano Diretor de Comendador Levy Gasparian A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Três Rios ajuizou, no último dia 22/06, uma ação civil pública (ACP), com pedido de liminar, para que o Município de Comendador Levy Gasparian elabore um Plano Diretor e uma Carta Geotécnica de Aptidão à Urbanização, a fim de garantir o planejamento urbano e fortalecer a prevenção de desastres. Por MPRJ 30/06/2026 MPRJ ajuíza ação para que a Prefeitura elabore Plano Diretor de Comendador Levy Gasparian O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requer que a medida seja adotada no prazo de 20 dias úteis, com a apresentação de um cronograma formal de trabalho, além da definição de mecanismos de transparência e de participação social. Requer, ainda, que, durante o curso da ação, sejam apresentados ao Juízo relatórios mensais sobre o andamento do plano de ação. De acordo com a ACP, desde 2004, Levy Gasparian comunicou ao governo federal ao menos dez ocorrências de desastres relacionados a alagamentos, inundações, deslizamentos, enxurradas e colapso de edificações. Em 2023, o município foi incluído na lista nacional de municípios com alta suscetibilidade à ocorrência desses eventos. A Promotoria de Justiça ressalta que, durante uma reunião, representantes da Prefeitura informaram que pretendiam elaborar o Plano Diretor com recursos provenientes de uma compensação ambiental. No entanto, a documentação prometida não foi apresentada, e diversos ofícios encaminhados pelo MPRJ permaneceram sem resposta. Em caso de descumprimento, o MPRJ requer a aplicação de multa diária, em valor a ser fixado pelo Juízo. Notícia anteriorPróxima notícia Comendador Levy Gasparian RJMP-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-cumpre-segunda-fase-da-operacao-anafora-que-investiga-desvios-de-recursos-na-area-da-saude-na-cidade-de-duque-de-caxias/): PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias A PF e a CGU investigam um suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa pela Secretaria de Saúde de Caxias cujos aditivos teriam ultrapassado R$ 563 milhões em dois anos. Por Bruno Pavan | CNBC 30/06/2026 Dinheiro apreendido na Operação Anáfora | Divulgação/ Polícia Federal A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a segunda fase da Operação Anáfora. O objetivo da ação é combater um esquema de lavagem de dinheiro abastecido pelo desvio de recursos públicos, com foco especial em verbas que deveriam ser destinadas à área da saúde na cidade de Duque de Caxias. Na primeira fase, deflagrada em 2022, o ex-prefeito de Duque de Caxias e candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro, Washington Reis (MDB), e o empresário Mário Peixoto eram os principais nomes investigados. Reis foi afastado na chapa de Castro posteriormente, dando lugar a Thiago Pampolha. Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão. Destes, dez foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal, enquanto os outros quatro foram determinados pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), por envolverem alvos com foro privilegiado. Os mandados são cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, em Niterói e em Duque de Caxias. Evolução das investigações As investigações sobre a lavagem de capitais ganharam força após os desdobramentos da primeira fase da operação, ocorrida em 2022. De acordo com a PF, os suspeitos utilizavam “laranjas” para ocultar bens próprios, ostentavam um padrão de vida com despesas incompatíveis com a renda declarada e participavam ativamente de transações imobiliárias suspeitas. A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam um suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria de Saúde de Caxias. O contrato e seus aditivos ultrapassaram R$ 563,5 milhões em pouco mais de dois anos. “A cooperativa em questão pertence a uma estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no Estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas”, afirmou a PF. Os nomes dos alvos não foram divulgados. Próximos passos e penalidades Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A PF informou que os investigados serão responsabilizados na medida de suas participações e que novos crimes podem ser identificados com o avanço da análise dos materiais apreendidos nesta terça-feira. Notícia anteriorPróxima notícia CGU Controladoria-Geral da UniãoDuque de Caxias RJGovernadorMDB Movimento Democrático BrasileiroNiterói RJPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJTribunal Regional Federal TRFVice-governador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias 30/06/2026 PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO) 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Vorcaro pagou? Eduardo Bolsonaro vê jogo do Brasil em área vip de R$ 180 mil o ingresso](https://politicariabrasileira.blog.br/vorcaro-pagou-eduardo-bolsonaro-ve-jogo-do-brasil-em-area-vip-de-r-180-mil-o-ingresso/): Vorcaro pagou? Eduardo Bolsonaro vê jogo do Brasil em área vip de R$ 180 mil o ingresso Aparição em espaço de luxo ocorre em meio a dúvidas sobre como Eduardo Bolsonaro se mantém nos Estados Unidos desde 2025 Por Raony Salvador | Fórum 29/06/2026 Eduardo Bolsonaro vê jogo do Brasil em área vip de R$ 180 mil o ingresso | Foto: Reprodução Eduardo Bolsonaro foi visto nesta segunda-feira (29) na área VIP do NRG Stadium, em Houston, antes da partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo de 2026. Imagens divulgadas pelo portal LeoDias mostram o ex-deputado federal circulando pelo setor reservado, cumprimentando torcedores, conversando com admiradores e posando para fotos. A presença de Eduardo no espaço VIP levanta uma pergunta ainda sem resposta pública: quem pagou o ingresso? Ou ainda como no filme de 1992: qual A Mão que Balança o Berço esplêndido do ex-deputado?  De acordo com o levantamento feito pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, os tickets mais exclusivos para a partida custam cerca de US$ 35 mil cada, o equivalente a cerca de R$ 180 mil.  Até o momento, no entanto, não há informação se a entrada foi comprada por ele, recebida como convite ou oferecida por terceiros. A dúvida ganha relevância pelo contexto financeiro e jurídico do ex-parlamentar. Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, perdeu o mandato de deputado federal, tornou-se inelegível e teve bens bloqueados pela Justiça brasileira. Em sua última prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral, antes das eleições de 2022, Eduardo declarou patrimônio de R$ 1,76 milhão. Desse total, R$ 1 milhão correspondia a um imóvel financiado. Ele também informou ter R$ 160 mil em um imóvel quitado e R$ 600 mil depositados em banco, valor que, segundo declarou, veio da venda de um curso online. Em vídeo publicado no Instagram em 17 de maio, Eduardo negou ser dono de uma casa em Arlington, nos Estados Unidos, que havia sido citada em reportagens. Na mesma gravação, afirmou que mora “de aluguel” e disse ter dificuldade para “honrar as parcelas” de um imóvel financiado no Brasil. No mesmo dia, em live com Paulo Figueiredo, Eduardo afirmou que se mantém nos EUA com “renda passiva”. Também citou ter recebido R$ 2 milhões de uma campanha feita por Jair Bolsonaro. O ex-presidente disse à PF, em junho de 2025, ter feito uma transferência via Pix nesse valor ao filho. Reportagem do Intercept Brasil apontou que Eduardo vive em uma mansão em Southlake, no Texas, avaliada em cerca de R$ 6 milhões e anunciada anteriormente para aluguel de aproximadamente R$ 30 mil por mês. A situação também é acompanhada pela Polícia Federal, que apura se recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram usados para bancar a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. A suspeita surgiu no contexto das investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo reportagens baseadas em áudio revelado pelo Intercept, Flávio Bolsonaro pediu a Vorcaro US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar a produção. Parte dos valores teria sido repassada. Os envolvidos negam irregularidades, e a produtora do filme nega ter recebido dinheiro do banqueiro. Outro ponto de atenção é a participação de Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Calixto era gestor do fundo que recebeu recursos destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro, segundo as apurações divulgadas. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPixPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/psdb-e-psd-pagaram-r-11-milhao-para-aliada-da-rainha-do-po-em-mg-video/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Táxi aéreo contratado por PSD e PSDB é de mulher citada pelo MPF como gerente da quadrilha de Karine Campos, a “rainha do pó” Por Andre Shalders | Metrópoles 29/06/2026 PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão a empresa ligada à “rainha do pó” O PSDB Nacional e o PSD de Minas Gerais pagaram pelo menos R$ 1,1 milhão a uma empresa de táxi aéreo pertencente a uma mulher denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por integrar a quadrilha de Karine Campos, considerada a maior traficante de cocaína do Brasil. A empresa de táxi aéreo se chama CNM Aviação. A sigla vem do sobrenome da dona, Juliana Costa Nobre Magalhães. Ela é irmã do traficante Leonardo Costa Nobre e, em 2023, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por formação de quadrilha. Na denúncia, o MPF descreve Juliana como “gerente-executiva” da quadrilha. Do total gasto com voos, R$ 551,7 mil foram desembolsados pelo PSDB Nacional, e os R$ 555,4 mil restantes foram contratados pelo PSD de Minas Gerais. No caso do PSDB, os gastos ocorreram em abril e maio de 2022 — na época, a legenda era presidida pelo ex-deputado federal Bruno Araújo. Já as despesas do PSD de Minas se concentram entre maio e setembro de 2022, já no período eleitoral daquele ano. Houve também uma nota de R$ 22,2 mil em junho de 2023. Os gastos com a CNM Aviação estão registrados no repositório de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles foram consultados pela coluna usando um script simples na linguagem de programação R. Juliana foi investigada na Operação Flight Level, da Polícia Federal, que apura o funcionamento de uma quadrilha que supostamente enviava cocaína para a Europa. Seu irmão, Leonardo Costa Nobre, é considerado um dos líderes do grupo pelos investigadores. Ambos trabalham, segundo os investigadores, para a traficante Karine Campos, considerada a maior exportadora de cocaína do país. A CNM Aviação foi aberta por Juliana em 2021, pouco depois da deflagração da Flight Level. A empresa ocupa o mesmo hangar que antes era usado por uma firma de Leonardo Costa Nobre, a BHZ Táxi Aéreo. Em 2020, na gestão da BHZ, o mesmo hangar hoje ocupado pela CNM foi a origem de 175 kg de cocaína apreendidos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Como mostrou a coluna, a CNM recebeu R$ 54 mil da campanha de Alexandre Kalil ao governo de Minas pelo PSD em 2022 — hoje, ele é do PDT. A empresa recebeu ainda R$ 14,7 mil da campanha do deputado federal Eros Biondini (PL) em 2022 e R$ 14,1 mil da filha dele, a deputada estadual e cantora gospel Chiara Biondini (PL). Mais recentemente, em abril deste ano, a empresa passou a arrendar uma aeronave pertencente ao deputado federal Fred Costa (PRD-MG). Ele disse desconhecer a investigação sobre a empresa. Procurado, o PSDB disse que a empresa “apresentou toda a documentação necessária”. “O PSDB contratou, em 2022, uma empresa de táxi aéreo com CNPJ ativo, regular e com autorização para operar, que apresentou toda a documentação exigida para a prestação do serviço, incluindo certificados, seguros e licenças dos órgãos competentes. Tudo ocorreu dentro dos procedimentos administrativos adotados em todas as contratações realizadas pelo partido”, disse a legenda, em nota. “Os serviços prestados foram devidamente comprovados com a apresentação da documentação exigida pela Justiça Eleitoral. O PSDB não tem qualquer vínculo com essa e nem com qualquer outra empresa prestadora de serviço contratada”, disse o partido. O PSD também disse desconhecer as investigações à época da contratação. “Nas eleições gerais de 2022, o partido, após análise rigorosa do CNPJ e demais dados, contratou a empresa para prestação de serviços de táxi aéreo, conforme previsto pela legislação. Não se verificou, à época, nenhuma irregularidade”, disse o PSD em nota. O envolvimento com a quadrilha da “rainha do pó” Na denúncia de 2023 contra a quadrilha, o MPF atribuiu a Juliana Costa Nobre, dona da CNM, o papel de “gerente-executiva” da organização criminosa de Karine Campos, apelidada pela polícia de “rainha do pó” e considerada uma das maiores traficantes do país. Atualmente, ela está foragida. Juliana foi presa preventivamente e posteriormente liberada, antes de ser denunciada, em 2023, pelo crime de formação de quadrilha. O caso tramita na Justiça Federal em Minas Gerais. Após a prisão de seu irmão Leonardo e de André Eleutério, que dividia a liderança do grupo com ele, Juliana “assumiu a gestão dos negócios ilícitos antes gerenciados por Leonardo, seu irmão, mediante o uso de documentos falsos e a criação de empresas fraudulentas”, disse o MPF. “Juliana constituiu e administrou, em nome de André e de Leonardo, a empresa CNM Aviação e Táxi Aéreo no mesmo endereço da empresa BHZ, permitindo a ambos que continuassem auferindo vantagens econômicas por meio de bens e ativos que constituem produto ou proveito econômico do tráfico internacional de drogas e da lavagem de dinheiro praticados pela organização criminosa”, diz o MPF. “Com plena consciência de que sua conduta favorecia os negócios ilícitos da organização criminosa gerenciada por André e por Leonardo, Juliana emprestou seu nome para a constituição de uma nova pessoa jurídica, a CNM Aviação, a fim de ‘reativar’ o hangar anteriormente utilizado pela empresa BHZ”, diz a denúncia do Ministério Público. Empresária usou “procuração” de homem morto desde 1992 Na denúncia, o MPF narra ainda a existência de uma procuração outorgando a Juliana o direito de gerir o contrato do hangar no Aeroporto da Pampulha, onde funciona a CNM Aviação. Só há um problema: o documento, datado de 2021, foi “assinado” por um homem falecido em 1992. A procuração foi encontrada na conta de Juliana em um serviço de armazenamento de dados da Apple. O documento é datado de 13 de setembro de 2021 e “assinado” por Carmelito Cerqueira Lima, que, no entanto, faleceu em 7 de dezembro de 1992, em Itambé (BA). Na nuvem, havia também uma identidade falsa de Carmelito, emitida em - [Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação contra "rachadinha"](https://politicariabrasileira.blog.br/presidente-da-camara-de-curitiba-e-alvo-de-operacao-contra-rachadinha/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta segunda-feira (29) pelo Gaeco, que também apura um esquema de venda de cargos Por Gabriela Garcia | CNN Brasil 29/06/2026 O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD) • Diretoria de Comunicação Social/CMC Porto Alegre – O presidente da Câmara Municipal de Curitiba (PR), vereador Tico Kuzma (PSD), foi alvo de uma operação, nesta segunda-feira (29), que apura um esquema de “rachadinha” e venda de cargos. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal no âmbito da Operação Prática Corrente, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público. Conforme o MP, as ordens judiciais foram cumpridas em endereços ligados aos investigados, entre eles a Câmara Municipal de Curitiba. Os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos e documentos que passarão por perícia. Uma quantia de dinheiro em espécie também foi apreendida, mas os valores não foram contabilizados até o momento. No início da sessão plenária desta segunda-feira, Kuzma se pronunciou sobre a operação. “Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de ma-fé, criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio de redes sociais e também da imprensa”, afirmou. Além disso, o parlamentar disse que não foi formalmente comunicado sobre os fatos que motivaram a medida e que está buscando informações junto às autoridades competentes. Disse também que sua postura será de “absoluta tranquilidade, colaboração e compromisso com a verdade”. Kuzma também falou em nome da Câmara e afirmou que a Casa manterá uma postura de colaboração com as autoridades e que, assim que houver conhecimento oficial dos fatos, serão prestados esclarecimentos à população, à imprensa e aos vereadores. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula](https://politicariabrasileira.blog.br/alcolumbre-trava-fim-da-escala-6x1-mas-acelera-pec-que-impoe-rombo-de-r-28-bilhoes-ao-governo-lula/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Presidente do Senado usa controle da pauta para encurralar o Planalto: segura redução da jornada de trabalho enquanto avança com aposentadoria especial que agrava déficit previdenciário. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 29/06/2026 Davi Alcolumbre – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Em uma demonstração de poder que explicita o uso do tempo legislativo como ferramenta de chantagem política, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) adotou uma estratégia de pauta dupla no Senado Federal para encurralar a equipe econômica e a articulação política do governo Lula. De um lado, o presidente da Casa pautou para esta terça-feira (30) a PEC 14/2021, uma “pauta-bomba” que cria aposentadoria especial para agentes de saúde com impacto atuarial estimado em R$ 28 bilhões. De outro, mantém paralisada há mais de um mês a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, uma das vitrines sociais e eleitorais do Palácio do Planalto para 2026. A bomba fiscal de R$ 28 bilhões no plenário A ofensiva com a PEC 14/2021 ocorre à revelia dos alertas fiscais. A proposta institui regras de aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias (idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 para homens). Ao acelerar a tramitação, Alcolumbre faz um aceno a uma base de quase 400 mil trabalhadores do SUS, transferindo o custo político de barrar o texto para o Executivo. Uma nota técnica do Ministério da Previdência Social revela o grau de comprometimento das contas públicas: a aprovação da matéria geraria um déficit atuarial de R$ 28,11 bilhões. Na próxima década, a insuficiência financeira dos regimes previdenciários dispararia dos atuais R$ 59,46 bilhões para R$ 84,18 bilhões. A área técnica do governo estima que 63% desse rombo recairá sobre estados e municípios (RPPS) e 37% sobre a União (RGPS). O sequestro do fim da escala 6×1 Enquanto a “pauta-bomba” avança a passos largos, o combate à jornada exaustiva de trabalho segue na gaveta. Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a PEC 221/2019 — que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1 sem corte salarial, completou um mês parada à espera de um simples despacho de Alcolumbre. Como já detalhado pela cobertura da Fórum, o Planalto trata a proposta como pauta prioritária. No entanto, o presidente do Senado resiste ao rito expresso (envio direto à Comissão de Constituição e Justiça e, depois, ao plenário) defendido pelo governo, argumentando que a Casa “não será carimbadora” e que o texto precisa passar por mais comissões temáticas, atendendo ao lobby de entidades empresariais. A assimetria no tratamento de projetos evidencia o jogo duro. Enquanto a PEC do fim da escala 6×1 amarga um mês de inércia, a PEC 12/2026, do senador bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN), que cria um modelo de contratação por hora e flexibiliza a jornada, foi despachada para a CCJ no mesmo dia em que chegou ao Senado. Pressão nas ruas e o calendário eleitoral O estrangulamento da pauta forçou o Planalto a agir. A missão de destravar a PEC 221/2019 foi entregue à nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que tenta garantir a votação antes do recesso parlamentar de 17 de julho. O Planalto corre contra o relógio para evitar que o tema contamine o segundo semestre, quando o calendário eleitoral esvazia os corredores do Congresso. Sob forte pressão do governo e das redes, Alcolumbre finalmente convocou para esta quarta-feira (1º) a primeira reunião formal sobre a escala 6×1. O encontro sentará à mesma mesa Teresa Leitão, os deputados Erika Hilton (Psol-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), o senador Paulo Paim (PT-RS) e Rick Azevedo, líder do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A temperatura, contudo, deve subir antes da reunião. Movimentos sociais, incluindo a Frente Brasil Popular e o Povo sem Medo, convocaram um Dia Nacional de Mobilização para esta terça-feira (30), com atos espalhados por diversas capitais, exigindo que o Senado pare de barganhar com o tempo livre da classe trabalhadora enquanto aprova benesses de impacto bilionário. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Depois da casa arrombada, Tribunal de Contas decide ampliar fiscalização sobre investimentos públicos em instituições financeiras](https://politicariabrasileira.blog.br/depois-da-casa-arrombada-tribunal-de-contas-decide-ampliar-fiscalizacao-sobre-investimentos-publicos-em-instituicoes-financeiras/): Depois da casa arrombada, Tribunal de Contas decide ampliar fiscalização sobre investimentos públicos em instituições financeiras Sem maiores cuidados a Cedae e o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), investiram cerca de R$ 3 bilhões em papeis sem garantia no Banco Master. Isto aconteceu sem grandes atenções dos órgãos de controle, que se deram orientação contrária não conseguiram impedir que os aportes fossem feitas. Por Elizeu Pires 29/06/2026 TCE-RJ | Foto: Reprodução Na última sexta-feira (26), o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) anunciou ter ampliado sua atuação para fiscalização de investimentos em instituições financeiras feitos por órgãos do governo fluminense, citando ter consolidado “uma linha de controle que já produziu uma das mais relevantes investigações sobre a gestão de recursos públicos no país”.   De acordo com o TCE-RJ, seu conselho deliberativo “decidiu por uma auditoria extraordinária que amplia o escopo das análises dos investimentos e aplicações” feitas  pelo Rioprevidência. Segundo o órgão fiscalizador, “as novas apurações decorrem das análises técnicas realizadas pelo Tribunal durante o exame das contas de governo do estado referentes ao exercício de 2025, que identificaram inconsistências envolvendo mais de R$ 6,5 bilhões em aplicações financeiras e motivaram o aprofundamento das investigações”. Ainda segundo o divulgado TCE-RJ foi “o órgão responsável por identificar e levar ao escrutínio as aplicações bilionárias realizadas pelo Estado no Banco Master, trabalho de fiscalização que alcançou ampla repercussão nacional e internacional e reforçou o papel estratégico da Corte na proteção do patrimônio público”, e agora está ampliando “o alcance desse trabalho com a instauração da auditoria extraordinária para examinar investimentos realizados em outras instituições financeiras que também passaram a ser alvo de investigações, operações policiais ou questionamentos por órgãos de controle, entre elas o conglomerado Mirae Asset, o Banco Genial e o Banco Digimais”. Segundo o TCE-RJ, seu presidente, o conselheiro Márcio Pacheco, “determinou o levantamento de todos os processos fiscalizatórios em tramitação na Corte que tratam de instituições financeiras, como Banco Master, Banco Digimais e outras, bem como daqueles relacionados aos investimentos realizados pelos regimes próprios de previdência”, e “o objetivo é organizar e integrar as fiscalizações já em curso, permitindo uma atuação ainda mais eficiente e eficaz do Tribunal, com melhor coordenação das ações de controle, racionalização dos procedimentos e fortalecimento do acompanhamento técnico das matérias”. Ainda de acordo com o órgão, a atuação do não se limitariaa a um caso específico. “A fiscalização dos investimentos públicos não começou agora nem se limita a um caso específico. O TCE-RJ mantém uma atuação permanente para assegurar que os recursos da sociedade fluminense sejam administrados com segurança, responsabilidade e transparência. Os resultados que hoje ganham repercussão são fruto do trabalho técnico, criterioso e independente desenvolvido pela nossa Secretaria-Geral de Controle Externo e pelos auditores de controle externo, cuja atuação tem permitido identificar riscos, corrigir falhas e fortalecer a governança da administração pública”, destaca Márcio Pacheco. Resposta do Banco Genial “O Banco Genial possui mais de 15 anos de atuação no mercado financeiro, com trajetória de crescimento consistente, tendo alcançado mais de 3 milhões de clientes e mais de R$ 280 bilhões em ativos sob custódia, pautando sua atuação pelos mais elevados padrões de governança, controles internos e estrita observância das exigências regulatórias aplicáveis às instituições financeiras. O Banco Genial esclarece que não mantém recursos do Rioprevidência aplicados na instituição. A relação existente refere-se exclusivamente à custódia de títulos públicos federais pertencentes ao Rioprevidência, atividade isenta de taxa e exercida em conformidade com as normas aplicáveis ao mercado financeiro.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterCedaeRioPrevidênciaTCE-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Confrontos em Rio das Pedras chegam ao 10º dia; madrugada foi de tiroteio](https://politicariabrasileira.blog.br/confrontos-em-rio-das-pedras-chegam-ao-10o-dia-madrugada-foi-de-tiroteio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Atualmente, a região vive uma disputa entre traficantes e milicianos; entre a noite de domingo (28) e a madrugada desta segunda-feira (29), tiros puderam ser ouvidos até na Barra da Tijuca. Por Jefferson Monteiro | Bom Dia Rio 29/06/2026 Muzema e Rio das Pedras estão separados por menos de 2,5km — Foto: Reprodução/RJ2 Mais uma madrugada de violência deixou moradores assustados na Muzema e em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio, entre a noite de domingo (28) e a madrugada desta segunda-feira (29). Pelo menos dois tiroteios foram registrados na região, que vive uma disputa por território entre traficantes e milicianos há mais de dez dias. Segundo moradores, o primeiro confronto aconteceu por volta da meia-noite, na Muzema. De acordo com relatos de moradores, houve intensa troca de tiros. Segundo fontes da Polícia Militar, policiais do 31º BPM (Recreio) foram atacados por criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) durante um patrulhamento, o que provocou o confronto. Já o segundo episódio foi registrado por volta das 3h40, em Rio das Pedras, na região conhecida como Areal. Vídeos gravados por moradores mostram o barulho intenso e contínuo de disparos durante a madrugada. Em um dos registros, é possível ouvir rajadas de tiros por vários segundos. A região do Areal, onde houve o confronto mais recente, fica próxima ao Itanhangá e tem ligação com a Muzema, área que atualmente é dominada pelo CV. De acordo com relatos de quem mora na região, criminosos tentam avançar sobre Rio das Pedras para expandir a atuação, o que tem provocado troca constante de tiros. Moradores afirmam que os episódios de violência têm se tornado frequentes. Um deles relatou que o tiroteio desta madrugada durou cerca de meia hora. “Esse tiroteio durou cerca de 30 minutos, mais ou menos. Foi uma coisa assustadora, coisa que antigamente não tinha e que, de uns tempos pra cá, tá sendo diário. Todos os dias tá tendo tiroteio na Muzema, Rio das Pedras, e dá pra escutar da Barra da Tijuca”, disse. Outra moradora contou que acordou assustada com o barulho dos disparos, mesmo morando na Barra: “Eu estava dormindo e acordei assustada com barulho de tiro muito alto, muito alto. Parecia que tava aqui na rua. Eu moro na Barra da Tijuca, bem perto da Avenida das Américas, e dava pra ouvir como se fosse aqui no quintal de casa.” Na madrugada de domingo, segundo relatos, já havia ocorrido confronto na mesma região, o que reforça o clima de tensão constante entre os moradores. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Militar ainda não havia informado como está o esquema de policiamento na área nem se houve operações ou prisões relacionadas aos tiroteios. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Câmara de Belford Roxo mantém diretor condenado a 17 anos de prisão](https://politicariabrasileira.blog.br/camara-de-belford-roxo-mantem-diretor-condenado-a-17-anos-de-prisao/): Câmara de Belford Roxo mantém diretor condenado a 17 anos de prisão O presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo, Sidney Canella (União Brasil), até o final do expediente da última sexta-feira (26), não havia tomado nenhuma providência em relação ao diretor-geral da Casa, que, no dia 22 deste mês recebeu sentença da 2ª Vara Criminal da Comarca local, em processo no qual ele, João Paulo de Souza Costa e outros agentes púbicos e empresários foram denunciados por fraudes licitatórias que teriam ocorrido entre os anos de 2011 e 2015 na Prefeitura daquele município. Por Elizeu Pires 29/06/2026 João Paulo foi diretor da Casa nos períodos em Marquinho Gandra foi presidente e continua no cargo – Foto: Reprodução Há vários anos ocupando o mesmo cargo na Câmara, João Paulo foi condenado a penas de 3; 3,6; 4 e 7 anos, o que dá o total de 17 anos e seis meses de prisão. Ele e os outros sentenciados ainda podem recorrer a instâncias superiores, aguardando o julgamento dos recursos em liberdade. A aposta nos ambientes políticos locais era de que ele apresentasse pedido de exoneração por livre e espontânea vontade, assim como fez o agora ex-secretário de Governo, Carlos Eduardo Magalhães, que pediu para sair do cargo e foi atendido. Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseUnião BrasilVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 PF reprime lavagem de dinheiro oriunda de desvio de recursos públicos 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Investigação aponta uso de 'ônibus fantasmas' para inflar patrimônio de empresa de transporte suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/investigacao-aponta-uso-de-onibus-fantasmas-para-inflar-patrimonio-de-empresa-de-transporte-suspeita-de-lavar-dinheiro-para-o-pcc-em-sp/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, a Transunião aumentou artificialmente seu capital social ao registrar ônibus como novos aportes, embora parte dos veículos já pertencesse à empresa ou estivesse em nome de supostos laranjas. De acordo com a investigação, a manobra teria sido usada para criar uma capacidade financeira fictícia e ampliar as chances da empresa em licitações. Por João de Mari | g1 SP 29/06/2026 Ônibus da empresa Transunião. Foto de 2022. — Foto: WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO São Paulo – A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público aponta o uso de “ônibus fantasmas” para inflar artificialmente o patrimônio da empresa Transunião e viabilizar sua participação em licitações públicas na capital paulista. A companhia é alvo da Operação Última Parada, deflagrada na quinta-feira (25). Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 104 de busca e apreensão. Entre os presos estão o vereador da capital Senival Moura (PT), Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão” e apontado como diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”, motorista e homem de confiança do parlamentar (leia mais abaixo). De acordo com os autos, os “ônibus fantasmas” não seriam veículos inexistentes, mas ônibus que figuravam nos registros societários e contábeis da empresa como novos aportes patrimoniais de acionistas para justificar um aumento de capital que, segundo os investigadores, não possuía lastro econômico real. Na prática, a investigação concluiu que parte desses veículos já integrava a própria frota operacional da Transunião ou estava formalmente vinculada a “laranjas”, como motoristas e cobradores, que, segundo a Polícia Civil e o MP-SP, não apresentavam capacidade financeira compatível com a aquisição de ônibus avaliados em centenas de milhares de reais. Segundo as apurações, essa engenharia societária permitiu que o capital social da Transunião saltasse de R$ 105 mil para R$ 50,2 milhões por meio de boletins de subscrição elaborados de forma padronizada e seriada, nos quais os veículos eram declarados como bens entregues pelos acionistas em troca de participação societária. O objetivo, de acordo com os investigadores, era atender às exigências previstas nos editais da Prefeitura de São Paulo, administrados pela SPTrans, que passaram a exigir das concessionárias a comprovação de capacidade econômico-financeira mínima e de patrimônio compatível com os lotes de transporte operados. Os documentos apontam que acionistas declaravam entregar micro-ônibus à empresa em troca de ações. Entretanto, as apurações indicam que, em diversos casos, essas pessoas jamais foram proprietárias dos veículos informados nos boletins de subscrição. Em outras situações, os ônibus apresentados como novos aportes patrimoniais já integravam a frota da própria Transunião. Na prática, segundo a investigação, a empresa “reaproveitava” contabilmente ativos que já lhe pertenciam para simular a entrada de novos bens e inflar de forma fictícia seu capital social. Para a Polícia Civil e o MP-SP, essa dinâmica permitiu a criação de um “capital meramente aparente, desprovido de lastro real”. Segundo as investigações, essa condição financeira artificial foi determinante para que a empresa conseguisse preencher os requisitos patrimoniais exigidos nos processos licitatórios do transporte público paulistano. Titularidade dissociada As investigações também identificaram indícios de uma separação deliberada entre os proprietários formais dos ônibus e os reais beneficiários da exploração econômica dos veículos. Segundo os investigadores, o mecanismo foi desvendado a partir de planilhas digitais apreendidas, intituladas “Contato” e “Contato 3”, que continham uma categorização interna específica para a frota da Transunião. Nos documentos, os veículos eram associados a duas figuras distintas: o “cooperado”, responsável pela titularidade formal do ônibus e que frequentemente atuava como interposta pessoa ou “laranja”, e o “cooperado oficial”, identificado como o efetivo detentor do domínio econômico do bem e o destinatário final dos lucros gerados pela sua operação. Segundo a Polícia Civil, essa estrutura evidencia que parte significativa da frota estava, na prática, vinculada a indivíduos que não integravam formalmente a estrutura societária da empresa, mas que, de acordo com as investigações, exerciam influência sobre a gestão operacional e financeira da concessionária. Entre eles o vereador Senival Moura, o atual presidente da Transunião, Lourival Monário, e o diretor informal Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”. As apurações também apontam supostas irregularidades em notas fiscais emitidas pela Cooperunião em favor da Transunião para serviços de locação de veículos. Os investigadores afirmam ter identificado casos em que os ônibus utilizados para justificar o faturamento pertenciam à própria concessionária, sem que houvesse comprovação de que os serviços cobrados tenham sido efetivamente prestados. Em um dos episódios citados nos autos, diligências realizadas junto à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) apontaram que, para a execução do Serviço Atende — modalidade gratuita de transporte porta a porta destinada a pessoas com deficiência física severa, autismo ou surdocegueira na cidade de São Paulo —, foram utilizados veículos que já integravam a frota da própria Transunião, o que, segundo os investigadores, esvaziaria a justificativa para as cobranças de aluguel realizadas pela cooperativa. A Polícia Civil e o MP-SP sustentam que essa complexa estrutura empresarial teria sido instrumentalizada para dificultar a rastreabilidade do dinheiro, ocultar a verdadeira titularidade de bens e conferir aparência de licitude a recursos de origem ilícita. A Operação Última Parada apura suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas envolvendo a empresa e seus dirigentes. Operação Última Parada A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagraram na manhã de quinta-feira (25) a Operação Última Parada, contra um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público. Os agentes cumpriram cinco mandados de prisão temporária e 104 de busca e apreensão. Até a última atualização desta reprotagem, apenas três investigados foram presos: são o vereador da capital Senival Moura, do PT, Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”), diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”), motorista e homem de confiança do vereador. Abaixo, veja quem são os demais - [Rodoviários entram em greve no Rio; viações afirmam que 40 ônibus foram vandalizados em piquetes](https://politicariabrasileira.blog.br/rodoviarios-entram-em-greve-no-rio-viacoes-afirmam-que-40-onibus-foram-vandalizados-em-piquetes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha À 0h, a categoria entrou em greve por tempo indeterminado, após decisão em assembleia neste domingo (28). A Justiça do Trabalho deferiu uma liminar em que determina circulação mínima de 50% da frota. Por g1 Rio 29/06/2026 Rioônibus afirma que coletivo foi vandalizado em piquete nesta segunda-feira (29) — Foto: Divulgação O Rio Ônibus, sindicato que representa as viações que operam no Município do Rio de Janeiro, afirmou que pelo menos 40 coletivos foram vandalizados em piquetes na madrugada desta segunda-feira (29), 1º dia da greve dos rodoviários. O Bom Dia Rio apurou que uma pessoa ficou ferida em uma das ações. Até a última atualização desta reportagem, não se sabia se era um passageiro ou um motorista, nem havia detalhes sobre o estado de saúde dela. À 0h, a categoria entrou em greve por tempo indeterminado, após decisão em assembleia neste domingo (28). O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) deferiu uma liminar em que determina circulação mínima de 50% da frota. Ainda de acordo com o Rio Ônibus, 870 coletivos saíram das garagens para atender a população, aquém dos 1.800 que deveriam estar nas ruas, seguindo a ordem da Justiça. Em caso de descumprimento, segundo a liminar, foi fixada multa diária de R$ 50 mil, aplicada de forma independente a cada uma das entidades sindicais — ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintrucad-Rio) e ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus). A MOBI-Rio, empresa do município que gere o BRT, informou às 7h10 operar com 68% da frota planejada. “Na última hora, 278 veículos cobrem os 4 corredores do sistema, com todas as estações abertas”, detalhou. “O Centro de Operações e Resiliência (COR) reforça que metrô, trens e barcas estão em funcionamento regular e são alternativas para a população”, postou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). Trens, barcas e metrô operam normalmente. É ponto facultativo nas repartições por causa do jogo do Brasil pela 2ª fase da Copa do Mundo, contra o Japão. Passageiros reclamam Telespectadores do Bom Dia Rio relataram demora para viajar. Daniel Monteiro, morador de Realengo, afirmou que esperou 2 horas pela condução, mas que nenhuma linha passou. “A situação está muito difícil para quem depende do transporte público para trabalhar e estudar. Muitos moradores da região estão enfrentando o mesmo problema e sem qualquer previsão de normalização”, relatou. “Tive que chamar Uber pro trabalho. Não passa ônibus nenhum em Campo Grande”, disse Ester Santos. “Eu moro em Guaratiba, não tem ônibus. Dependo do 857 (Pingo D’água-Campo Grande, via Catruz e Cachamorra), e não passou. Meu esposo saiu às 4h15 e voltou às 6h20, não tem como ir”, escreveu Eliane Cardoso. “Rodoviária de Campo Grande não tem ônibus”, denunciou Aline Rosa. Sindicato reclama Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, culpou os patrões pelo número insuficiente de ônibus nas ruas. “Nós realmente estamos tendo um problema para cumprir a determinação judicial. Antes da assembleia, o sindicato encaminhou ofício ao Rio Ônibus solicitando a escala dos trabalhadores. Acabamos de olhar agora, não chegou a absolutamente nada”, declarou. “Nós tínhamos que colocar 50% da frota, mas não nos forneceram a escala. Então, quem está dificultando o cumprimento da decisão judicial é o sindicato patronal.” O que diz a prefeitura “Infelizmente, numa situação atípica como essa, no dia de hoje, é claro que a gente vai ter casos que acabam atrapalhando a vida da população”, declarou o prefeito. “Uma vez resolvida a questão dos sindicatos, que a gente possa voltar à normalidade na cidade”, emendou. “O time inteiro da prefeitura está mobilizado para minimizar os impactos. Viramos a madrugada no Centro de Operações e em diferentes pontos da cidade”, prosseguiu. “Garantimos, por parte da MOBI-Rio, 70% da frota dos BRTs circulando, daquilo que é o planejado para um dia de ponto facultativo”, destacou. O que dizem as viações “O Rio Ônibus informa que desde a 0h de hoje todas as garagens estão com as portas abertas e prontas para que os rodoviários coloquem a frota na rua. Nosso objetivo absoluto é atender à decisão judicial e, principalmente, garantir o transporte da população carioca. Vale ressaltar que, devido à partida de futebol agendada para hoje, já havia uma escala com redução de frota previamente definida pela prefeitura, o que naturalmente se adequaria aos parâmetros exigidos. Infelizmente, mais de 40 ônibus foram vandalizados por grevistas, uma ação que atenta contra a segurança e tenta impedir o cumprimento da determinação da Justiça, que exige a manutenção de, pelo menos, 50% da frota nas ruas. 860 ônibus já estão rodando pela cidade no início desta manhã.” Reivindicações da classe Segundo o sindicato, a categoria não abre mão da proposta do dissídio aprovada e encaminhada para o Rio Ônibus: mudança da data-base para 1º de março; salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais; fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT; tíquete-alimentação de R$ 1 mil; jornada de trabalho 5×2; manutenção do passe livre para a categoria; indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço; plano de saúde e odontológico.   O sindicato afirma que a proposta apresentada aplicada sobre os valores atuais dos salários e auxílio alimentação da categoria, o motorista de ônibus convencional teria um reajuste de R$ 150,15, saindo de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31; o do articulado na categoria “E” teria um aumento de R$ 180,17, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. Já o auxílio alimentação seria reajustado em R$ 29,00 passando de R$ 660 para R$ 689. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha - [Após prometer submissão a Trump, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vai se “alinhar” a Israel](https://politicariabrasileira.blog.br/apos-prometer-submissao-a-trump-flavio-bolsonaro-diz-que-brasil-vai-se-alinhar-a-israel/): Após prometer submissão a Trump, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vai se “alinhar” a Israel Em Buenos Aires, senador usou evento de grupos conservadores pró-Israel para atacar Lula e prometer alinhamento ao regime de Benjamin Netanyahu, responsável pelo assassinato de milhares de palestinos Por Ivan Longo | Fórum 29/06/2026 Flávio Bolsonaro em evento de conservadores na Argentina – Foto: Reprodução/X Flávio Bolsonaro O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste domingo (28) na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). No palco, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “antissemita”, prometeu transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e anunciou adesão do país aos Acordos de Isaac, iniciativa diplomática de Javier Milei e Benjamin Netanyahu, caso seja eleito em outubro. Flávio Bolsonaro ataca Lula e promete mudança na política externa O discurso de Flávio Bolsonaro em Buenos Aires foi construído sobre dois eixos: o ataque direto ao presidente Lula e uma série de promessas de ruptura na política externa brasileira. Ao chamar Lula de “antissemita”, o senador mentiu que Lula nutre ódio pelo povo judeu, evocando a declaração que o presidente fez em 2024, quando comparou a ação militar genocida de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto nazista. A ofensiva israelense no enclave deixou mais de 70 mil palestinos mortos até então. A promessa mais concreta do discurso foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, caso Flávio vença as eleições de outubro. O pré-candidato foi além: afirmou que, já no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília. A mudança de sede de embaixada para Jerusalém é uma questão diplomaticamente sensível: a maioria dos países mantém representações em Tel Aviv justamente para não antecipar posição sobre o status da cidade, disputada entre israelenses e palestinos em qualquer cenário de negociação de paz. “A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro no evento. O senador elogiou a diplomacia israelense e prometeu que o Brasil aderirá aos Acordos de Isaac, iniciativa patrocinada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu com o objetivo de estreitar relações entre Israel e países da América Latina. Contexto das declarações e alinhamento internacional As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão tensas desde 2024, quando a ofensiva israelense em Gaza provocou críticas públicas do presidente Lula. A comparação que Lula fez entre a ação militar israelense e o Holocausto gerou reação imediata de Tel Aviv e culminou na retirada dos embaixadores de ambos os países de suas respectivas representações, um gesto diplomático que sinaliza rebaixamento formal das relações. Desde então, o Brasil opera com um encarregado de negócios na embaixada em Tel Aviv, e Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília. Nesse cenário de ruptura, Flávio Bolsonaro escolheu Buenos Aires para se posicionar como o candidato do realinhamento. Em discurso proferido em espanhol, o senador também defendeu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, associando as facções ao Irã e ao Hezbollah. Para sustentar o argumento, citou que, segundo a Justiça argentina, o atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992 foi atribuído ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Acrescentou ainda que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio da inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções criminosas brasileiras, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas. Submissão aos EUA O discurso em Buenos Aires não é um episódio isolado. Semanas antes, no início de junho, Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em papel timbrado do Senado Federal. No texto, além de pedir que Washington não impusesse novas tarifas sobre produtos brasileiros, o senador se comprometeu a colocar sua equipe de transição “à disposição” do governo norte-americano caso eleito, para acelerar um acordo comercial. Rubio respondeu agradecendo a “oferta generosa”, mas manteve integralmente a posição favorável às tarifas contra o Brasil. O governo Lula, parlamentares de esquerda e setores da diplomacia brasileira classificaram a proposta como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a carta “escancara o tamanho da submissão” de Flávio aos EUA. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPL Partido LiberalPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula 29/06/2026 Após prometer submissão a Trump, Flávio Bolsonaro diz que Brasil vai se “alinhar” a Israel 29/06/2026 A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Motoristas voltam na contramão com medo de criminosos na rodovia dos Imigrantes, SP](https://politicariabrasileira.blog.br/motoristas-voltam-na-contramao-com-medo-de-criminosos-na-rodovia-dos-imigrantes-sp/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Imagens mostram veículos retornando pela pista após uma ocorrência policial. Motorista relatou que os condutores fugiam de um arrastão. Por g1 Santos 28/06/2026 Motoristas retornaram na contrarão na Rodovia dos Imigrantes. — Foto: Jeferson Santana Motoristas retornaram na contramão da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), em Cubatão (SP), após uma ocorrência policial na tarde de sábado (27). Ao g1, Jeferson Santana, de 36 anos, que passava pelo local, contou que os motoristas fugiam de um arrastão. O caso aconteceu na altura do km 59 da pista sul. Imagens obtidas pelo g1 mostram o momento em que os veículos fazem o retorno e passam a trafegar na contramão. Jeferson relatou que seguia em direção a Santos quando viu diversos veículos retornando na pista. “Estava vindo de São Paulo, eu e minha esposa, sentido Santos. Não fiquei nem um minuto parado quando apareceram uns caras lá na frente fazendo arrastão. Aí a gente voltou na contramão, ficou um caos ali”, disse. De acordo com Jeferson, diversos motoristas fizeram o mesmo para escapar dos criminosos. Ele também afirmou ter visto policiais da cavalaria no local. Em nota, a Ecovias Imigrantes informou que identificou a ocorrência por meio das câmeras de monitoramento e acionou imediatamente a Polícia Militar (PM), que foi deslocada para atender a ocorrência. O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Dois homens ficam feridos após troca de tiros em estacionamento de shopping em Caxias](https://politicariabrasileira.blog.br/dois-homens-ficam-feridos-apos-troca-de-tiros-em-estacionamento-de-shopping-em-caxias/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Segundo a PM, eles se desentenderam e, durante a discussão, efetuaram disparos. Eles foram encaminhados ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. Por TV Globo 28/06/2026 Marcas de sangue no chão de estacionamento de shopping em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/ Redes sociais Dois homens, entre eles um policial militar de folga, ficaram feridos após uma troca de tiros no estacionamento de um shopping center em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de sábado (27). De acordo com a Polícia Militar, os dois se desentenderam e, durante a discussão, efetuaram disparos. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, também em Duque de Caxias. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dos envolvidos. Imagens que circulam nas redes sociais mostram marcas de sangue no chão do estacionamento após o confronto. Vídeos gravados por frequentadores do shopping também registraram momentos de tensão e correria provocados pelos disparos, além do atendimento a um dos feridos no local. O caso foi encaminhado para a 60ªDP (Duque de Caxias). Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Polícia investiga agressões e humilhação a menor internado no Degase após caso de estupro coletivo](https://politicariabrasileira.blog.br/policia-investiga-agressoes-e-humilhacao-a-menor-internado-no-degase-apos-caso-de-estupro-coletivo/): Polícia investiga agressões e humilhação a menor internado no Degase após caso de estupro coletivo Em abril, juíza da Vara da Infância e Juventude determinou que adolescente, que responde por outro episódio de estupro coletivo, fosse internado em uma unidade socioeducativa. Por Henrique Coelho | g1 Rio 28/06/2026 Unidade onde menor envolvido em estupro coletivo está internado é o Cense Dom Bosco, na Ilha do Governador — Foto: Reprodução A Polícia Civil investiga se o menor de idade apreendido pelo estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana sofreu agressões e foi humilhado por um professor de uma escola do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Em março, ele alegou que um professor, durante uma aula, expôs detalhes do caso de estupro pelo qual ele foi apreendido em março. Em abril, uma decisão da Vara da Infância e Juventude determinou sua internação no sistema socioeducativo fluminense. A direção do Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco(Cense Dom Bosco), na Ilha do Govenrador, procurou outros colegas do menor, que confirmaram a informação. Devido ao episódio, houve um reforço na vigilância e no acompanhamento do adolescente dentro da unidade. Dois meses depois, o adolescente alega foi agredido por outro interno durante uma discussão na tarde do dia 29 de maio. A 37ª DP (Ilha do Governador) relatou o inquérito, apontando que o menor foi agredido com socos no rosto. O inquérito foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude. Caso na Dcav O mesmo adolescente também está envolvido em um caso que chegou ao Ministério Público e foi encaminhado à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Uma menor de idade diz ter feito sexo com ele, de forma consentida e com a presença de outros jovens no apartamento. No entanto, segundo a Polícia Civil, um colega dele teria printado fotos da relação sexual que estavam no celular dele e espalhado as imagens para outros amigos. Neste caso, a Dcav investiga a divulgação de cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente. Outras investigações Segundo a sentença de abril deste ano, da juíza Vanessa Cavalieri, o adolescente teria planejado uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo. Ele foi submetido à medida de internação, sem possibilidade de sair para atividades externas por um período inicial de seis meses. A decisão foi assinada pela juíza Vanessa Cavalieri, que destacou a gravidade da conduta e a necessidade de uma medida mais rígida, tanto para a responsabilização quanto para a tentativa de recuperação do jovem. Quatro adultos seguem presos e respondem na Justiça pelo mesmo crime: Mattheus, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram indiciados e denunciados por estupro coletivo qualificado (cometido em concurso de pessoas) e cárcere privado. No dia 15 de junho, a Polícia Civil concluiu que o mesmo menor, juntamente com Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que tinha 17 anos na ocasião, e Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, estupraram uma outra menina, na época com 14 anos. Procurada, a defesa do menor de idade afirmou que não pode se manifestar, pelo sigilo envolvido nos casos citados na reportagem. Notícia anteriorPróxima notícia DEGASE Departamento Geral de Ações SocioeducativasPolícia CivilRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PSDB e PSD pagaram R$ 1,1 milhão para aliada da “rainha do pó” em MG (VIDEO) 29/06/2026 Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula 29/06/2026 Investigação aponta uso de ‘ônibus fantasmas’ para inflar patrimônio de empresa de transporte suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Audiência pública debate demora no atendimento a pacientes com câncer em Campos](https://politicariabrasileira.blog.br/audiencia-publica-debate-demora-no-atendimento-a-pacientes-com-cancer-em-campos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Vereador Anderson de Matos cobra atuação do Estado, aponta redução nas filas e critica ausência da Secretaria de Saúde. Por Edson Araújo | g1 27/06/2026 Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. — Foto: Yasmim Lima Campos dos Goytacazes – A demora no acesso ao primeiro atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi debatida em uma audiência pública realizada na quinta-feira (25), na Câmara de Campos dos Goytacazes. O vereador Anderson de Matos (Republicanos) cobrou ações do Estado, apontou redução nas filas nos dias que antecederam o encontro e criticou a ausência de representantes da Secretaria Estadual de Saúde. A demora no acesso ao primeiro atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi tema de uma audiência pública realizada na tarde de quinta-feira (25), na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. A audiência foi solicitada pelo vereador Anderson de Matos (Republicanos) e reuniu representantes da área da saúde, pacientes, familiares e autoridades para discutir os desafios enfrentados por quem aguarda diagnóstico e início do tratamento oncológico. Nos últimos meses, o parlamentar tem utilizado a tribuna da Câmara e as redes sociais para denunciar problemas enfrentados pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), além da demora na regulação de pacientes pela Secretaria de Estado de Saúde e da defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizada para remunerar procedimentos médicos. Durante a audiência, Anderson afirmou que, entre terça-feira (23) e quarta-feira (24), houve avanço na regulação de pacientes que aguardavam a primeira consulta especializada. Segundo o vereador, a fila da mastologia, que contava com 29 pacientes com câncer de mama, foi zerada após novos agendamentos realizados pelo Estado. Ainda de acordo com Anderson, os 12 pacientes que aguardavam atendimento em oncologia clínica também foram regulados. J á a fila para cirurgia geral, que tinha cerca de 80 pessoas, caiu para 35 pacientes. O parlamentar afirmou ainda que houve redução na fila da urologia. Apesar da diminuição das filas, Anderson disse que o problema ainda está longe de ser resolvido e criticou a ausência de representantes da Secretaria de Estado de Saúde na audiência pública. Segundo o vereador, 17 pessoas morreram enquanto aguardavam a regulação para o primeiro atendimento oncológico. Durante a audiência, ele responsabilizou a demora no processo de regulação pelas mortes. “Eu considero uma falta de respeito com o povo dessa cidade. Eu considero uma falta de respeito com as 17 pessoas que morreram. Essas pessoas não morreram por causa do câncer. O que matou essas pessoas foi a demora na regulação estadual”, afirmou. O vereador também criticou o fato de a Secretaria Estadual de Saúde não ter enviado representantes para participar da audiência. Segundo ele, integrantes da pasta estiveram em Campos no dia anterior para tratar de questões relacionadas à judicialização da assistência oncológica, mas não permaneceram na cidade para acompanhar o debate promovido pela Câmara. Em uma publicação nas redes sociais, Anderson afirmou que “o diagnóstico de câncer não pode ser uma sentença de morte por causa da demora no atendimento” e defendeu maior agilidade no acesso ao tratamento. O que diz a Secretaria Estadual de Saúde O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro para questionar os dados apresentados durante a audiência, o motivo da ausência de representantes da pasta no debate e quais medidas vêm sendo adotadas para reduzir o tempo de espera de pacientes oncológicos na região. Até a última atualização desta reportagem, a secretaria não havia respondido. O espaço segue aberto para manifestação. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Seropédica: Justiça manda Prefeitura abrir conta bancária específica para os recursos destinados à Educação](https://politicariabrasileira.blog.br/seropedica-justica-manda-prefeitura-abrir-conta-bancaria-especifica-para-os-recursos-destinados-a-educacao/): Seropédica: Justiça manda Prefeitura abrir conta bancária específica para os recursos destinados à Educação O Juízo da 2ª Vara de Seropédica, na Baixada Fluminense, acatou ação movida pelo Ministério Público para que a Prefeitura abra uma conta bancária única para que o repasse mensal destinado à Secretaria Municipal de Educação seja depositado. Por Elizeu Pires 27/06/2026 Prefeitura de Seropédica | Reprodução/redes Pelo que consta da Constituição Federal, o município tem que investir no setor mínimo de 25% da receita resultante de impostos, mas ainda tem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que faz transferências mensais às prefeituras. De acordo com registros do Demonstrativo de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil, só este ano o Fundeb já repassou ao município de Seropédica a soma de R$ 53,2 milhões. Foram R$ 9.291.434,67 em janeiro. R$ 9.814.053,90 em fevereiro, R$ 9.073.261,86 em março, R$ 9,772.550,63 em abril e R$ 8.303.187,46 em maio. Este mês, até ontem (26), tinham sido repassados R$ 7.033.885,95 aos cofres do município. Ao acatar a ação a juíza Maria Luiza Sinotti Campolina em exercício na 2ª Vara concedeu, em tutela de urgência, prazo 15 dias para a conta ser aberta, sob pena de uma multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento de mais essa decisão, uma vez que a administração já havia sido intimada em agosto de 2022 sobre a obrigatoriedade da abertura da conta única, e descumpriu. “Diante do reiterado descumprimento de ordem judicial: aplico ao município de Seropédica multas por ato atentatório à dignidade da justiça; determino, ainda, a intimação pessoal do chefe do Poder   Executivo Municipal e do secretário municipal de Educação para    ciência    inequívoca    das    referidas decisões”. Notícia anteriorPróxima notícia Banco do BrasilConstituição FederalFundebMP-RJRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSeropédica RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Granada é encontrada durante mutirão de limpeza em praia de Arraial do Cabo](https://politicariabrasileira.blog.br/granada-e-encontrada-durante-mutirao-de-limpeza-em-praia-de-arraial-do-cabo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Explosivo foi localizado na APA de Massambaba e removido após acionamento do Inea e dos órgãos de segurança. Por Ludmila Lopes | g1 27/06/2026 Artefato explosivo encontrado em praia de Arraial — Foto: Divulgação Arraial do Cabo – Uma granada com pino foi encontrada por voluntários do projeto Mar Sem Lixo durante um mutirão de limpeza na faixa de areia da Área de Proteção Ambiental (APA) de Massambaba, no bairro Monte Alto, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. O artefato foi localizado no último dia 14 de junho enquanto a equipe recolhia resíduos sólidos na orla. Após a localização da granada, agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram acionados e assumiram a ocorrência. O material foi recolhido e encaminhado aos órgãos de segurança militar responsáveis pela destinação adequada do artefato. A ação foi realizada em parceria com as organizações Global Ocean Clean Up e Oceanic Society. Segundo a vice-presidente do projeto, Gisele Letieri, os voluntários identificaram o objeto e seguiram os protocolos de segurança, evitando qualquer tipo de manuseio. De acordo com Gisele, o grupo agiu com cautela diante da descoberta. Ela relatou que, apesar da curiosidade, os voluntários evitaram tocar no explosivo. “Na hora ficamos curiosos e ao mesmo tempo cautelosos. Por estar com o pino, ficamos mais tranquilos, mas eu mesma não segurei. Esse trecho de praia entre Arraial e Monte Alto recebe muitos resíduos provenientes da Baía de Guanabara. Acredito que a granada tenha chegado até ali por meio das correntes marítimas”, afirmou. Imagens registradas pelos voluntários mostram que o artefato apresentava sinais de oxidação e acúmulo de areia na região do mecanismo de acionamento. O episódio também reforçou o alerta sobre os riscos provocados pelo descarte irregular de materiais no mar, que podem representar perigo para banhistas, moradores, voluntários e para a fauna marinha. Gisele lembrou que esta não foi a primeira vez que o projeto encontrou um objeto potencialmente perigoso durante ações ambientais. Há cerca de oito anos, durante um mutirão na Praia do Peró, em Cabo Frio, voluntários localizaram um cilindro metálico com o símbolo internacional de material radioativo. Na ocasião, segundo ela, a equipe acionou a Marinha, enviou fotografias do objeto e recebeu orientação para isolar a área até a chegada de especialistas. A orientação das autoridades é que qualquer pessoa que encontre um objeto semelhante não tente manuseá-lo e acione imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Novo Master: coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro atuou no Digimais, banco de Edir Macedo, alvo da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/novo-master-coordenadora-economica-de-flavio-bolsonaro-atuou-no-digimais-banco-de-edir-macedo-alvo-da-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Daniella Consentino, que ganhou o apelido machista de “Paulo Guedes de Saias”, integrou o Conselho de Administração do Banco Digimais entre fevereiro de 2024 e dezembro de 2025. Ela foi escalada por Flávio para agradar Faria Lima e atrair mulheres na campanha. Por Plínio Teodoro | Fórum 27/06/2026 Flávio Bolsonaro e Daniella Consentino e Jair Bolsonaro no Templo de Salomão, com Edir Macedo (Reprodução / Alan Santos PR Daniella Marques Cosentino, coordenadora do programa econômico da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), integrou o Conselho de Administração do Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, entre fevereiro de 2024 e 8 de dezembro de 2025. O banco é alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, deflagrada em 23 de junho, que investiga suspeitas de gestão temerária, manipulação de demonstrativos contábeis e captação irregular de recursos. Registros da Junta Comercial de São Paulo mostram que Daniella Marques esteve no Conselho de Administração do Banco Digimais de fevereiro de 2024 até 8 de dezembro de 2025. Seu mandato estava previsto para durar até 20 de junho de 2026, mas o conselho foi extinto antes do prazo.  A revelação é de Eduardo Militão, no site Metrópoles. O banco, controlado pelo bispo Edir Macedo, é o alvo central da Operação Miragem da Polícia Federal. A presença de Daniella Marques no conselho do Digimais durante o período investigado pela PF é o elemento central desta revelação. Ela não foi alvo da operação policial, e a natureza exata de sua participação nas decisões do conselho não está detalhada nos documentos disponíveis. O que os registros confirmam é que ela ocupou o cargo enquanto o banco acumulava, segundo a polícia, práticas financeiras de alto risco. O histórico de Daniella Marques e sua ligação com o bolsonarismo Como a Fórum antecipou em fevereiro, o nome da economista, braço direito de Paulo Guedes, era tratada pela Faria Lima como principal condição para apoio à candidatura de Flávio, em uma solução idêntica ao que ocorreu em 2018. Derretendo nas pesquisas após a revelação da irmandade com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro usou evento da revista Veja – veículo historicamente ligado aos interesses do sistema financeiro transnacional – no último dia 16 de junho para anunciar a entrada de Daniella Marques Consentino em sua campanha logo após anunciar que fará “cortes drásticos” nas despesas. “De novo, vai ter que sobrar para um governo de direita arrumar a casa, mas nós vamos fazer. A gente tem que criar uma espécie de mecanismo que quando a relação dívida PIB ultrapassar esse determinado patamar, gatilhos automáticos vão ter que ser acionados para cortes drásticos de despesas. Não tem outro caminho“, afirmou, para delírio da Faria Lima. O discurso alinhado com a Faria Lima deixou Maurício Lima, CEO da Editora Abril, à vontade para ser mais direto, bajulando a “Paulo Guedes de Saias” que estava na plateia com os assessores de Flávio Bolsonaro. “Eu não vou aguentar, vou ter que fazer essa pergunta, porque ela está ali, está levantando até. Qual vai ser o papel da Daniella Marques, que foi ex-presidente da Caixa, assessora muito próxima ali do Paulo Guedes, também importante na primeira administração do seu pai, do Jair Bolsonaro?”, indagou o executivo da Editora Abril. Na dobradinha, Flávio tratou a economista como “Dani”, mostrando intimidade, e fazendo o aceno que o sistema financeiro esperava. “Dani é uma amiga que nós fizemos aí ao longo do governo do presidente Bolsonaro. É uma pessoa que tá se dispondo a estar próximo de nós. Não porque é mulher. É porque ela, para mim, a melhor pessoa que tinha no time do Paulo Guedes, era Dani Marques. Então, tenho certeza que muita coisa que o Paulo Guedes conseguiu implementar, a Dani ajudou a construir e a viabilizar. Então, pessoa que eu respeito demais, que eu confio demais. E está se dispondo a estar perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica”, anunciou. Após Flávio destilar elogios à economista, o CEO da Veja mostrou que entendeu o recado, de que Daniella Marques deve assumir o Ministério da Fazenda em um eventual novo governo Bolsonaro. “Com elogios assim já pode ir, né, Dani?”, brincou Maurício Lima. Quem é a “Paulo Guedes de saias” Por trás do apelido machista colocado pelos banqueiros e investidores – e ecoado por jornalistas mulheres na mídia liberal – está o nome de Daniella Marques Consentino. Aprendiz de Guedes na iniciativa privada, a economista foi levada como braço direito ao “super” Ministério da Economia e usada pelo governo Bolsonaro para estancar a crise criada por Pedro Guimarães com o escândalo dos assédios sexuais, assumindo a Presidência da Caixa Econômica Federal. No comando do banco estatal, ela atuou ativamente na campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Alçado ao governo após trabalhar com Guedes na iniciativa privada – na Bozano Investimentos -, Daniella chegou a ser retida pela Polícia Legislativa em abril de 2019 ao tentar impedir a deputada Maria do Rosário (PT/PR) de falar com Guedes durante depoimento dele à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Daniella é uma espécie de “alter ego” de Guedes e, no governo, teria tido aval inclusive para negociar em seu nome como secretaria de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Com o fim do governo Bolsonaro, Daniella seguiu os passos do chefe na iniciativa privada. Guedes, como todo o mercado sabe, segue dando cartas no BTG. Tanto que ensaiou um acordo para ser sócio da Legend Capital, uma gestora de fundos afiliada ao BTG. Em março de 2024, no entanto, o ex-super-ministro da Economia anunciou que atuaria como conselheiro sênior da Legend, “posição a partir da qual permanece atuando em temas estratégicos e pontuais, até pela proximidade longeva com os sócios”, segundo nota divulgada pela assessoria dele. Para seu lugar, na Presidência do Conselho da Legend, escalou a fiel escudeira Daniella Marques. Em setembro de 2025, o mesmo Brazil Journal fala da atuação da pupila de Guedes na Legend, “o - [Auditoria do governo do Rio mostra secretarias com até 80% de fantasmas](https://politicariabrasileira.blog.br/auditoria-do-governo-do-rio-mostra-secretarias-com-ate-80-de-fantasmas/): Auditoria do governo do Rio mostra secretarias com até 80% de fantasmas Levantamento cruzou informações de acessos a sistemas eletrônicos e entrada nos prédios públicos Por O GLOBO 26/06/2026 Palácio Guanabara — Foto: Rogério Santana/18-5-2021 Rio de Janeiro – Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do Rio aponta que secretarias tinham até 80%de funcionários fantasmas lotados nos gabinetes do Palácio Guanabara. Segundo o RJ2, 78% dos comissionados na secretaria de Trabalho e Renda não trabalhavam. O mesmo acontecia nas pastas de Esporte e Lazer, com 75% de pessoas que recebiam sem trabalhar e no Turismo, onde 73% seriam fantasmas. O levantamento mostra ainda outras quatro estruturas do governo estadual onde mais da metade das pessoas eram pagas e não trabalhavam: Ciência e Tecnologia (65%), Agricultura (65%) Assistência Social (59%) e Casa Civil (58%). Ainda foram cortados 46% dos funcionários da secretaria estadual de Saúde pelas mesmas suspeitas. De acordo com a reportagem, os auditores cruzaram informações de registros de acesso aos sistemas eletrônicos do governo e dos prédios onde era lotado. Se não houvesse quaisquer registros, o funcionário foi considerado fantasma e exonerado. A auditoria, segundo o RJ2, atingiu apenas 20 órgãos da estrutura estadual e as demissões nessas pastas vão gerar uma economia de R$ 16,7 milhões por mês. O governador interino Ricardo Couto assumiu a chefia do poder executivo no fim de março, após renúncia de Cláudio Castro (PL). Desde então, determinou uma devassa nos contratos e nomeações das pastas. Desde 24 de março, mais de quatro mil comissionados foram exonerados. Com essas demissões, o estado deixará de pagar R$ 230 milhões até o fim do ano. Segundo o governo do Rio, as auditorias seguem e serão ampliadas a outros órgãos nas próximas semanas. Os trabalhos são conduzidos por uma equipe técnica reforçada de servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ). Notícia anteriorPróxima notícia Controladoria-Geral do Estado CGEGovernadorPL Partido LiberalTCE-RJTCM-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Alcolumbre trava fim da escala 6×1, mas acelera PEC que impõe rombo de R$ 28 bilhões ao governo Lula 29/06/2026 Investigação aponta uso de ‘ônibus fantasmas’ para inflar patrimônio de empresa de transporte suspeita de lavar dinheiro para o PCC em SP 29/06/2026 Rodoviários entram em greve no Rio; viações afirmam que 40 ônibus foram vandalizados em piquetes 29/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Flavio Bolsonaro sugeriu aos EUA criação de ‘equipe de transição’ inexistente na legislação brasileira](https://politicariabrasileira.blog.br/flavio-bolsonaro-sugeriu-aos-eua-criacao-de-equipe-de-transicao-inexistente-na-legislacao-brasileira/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio não acolheu o pedido do senador sobre as novas tarifas americanas Por Maria Cristina Fernandes | Valor 26/06/2026 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters São Paulo – A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, frustrou a aposta de que havia recuado e voltou a fazer uma publicação em suas redes sociais em tom de ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Valeu-se de um versículo bíblico que alerta contra a impunidade daqueles que proferirem mentiras. Quem lhe respondeu não foi o enteado, mas sua mulher, Fernanda Bolsonaro, com outro versículo sobre o que desperta o ódio divino: língua mentirosa, coração que trama projetos perversos e o que semeia contendas entre irmãos. Se a entrada da dentista Fernanda Bolsonaro na contenda teve como objetivo circunscrever o episódio a uma briga entre mulheres da mesma família e não uma disputa pelo espólio político do ex-presidente, não logrou êxito. Isso porque um dos fatos que mais tem fragilizado a condição de Flávio na campanha, a relação com o governo Donald Trump, escalou um grau a mais. Não por iniciativa de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas por obra e graça de um aliado inconteste, Paulo Figueiredo. No início da tarde desta sexta, o influenciador, que vive nos Estados Unidos e é o principal interlocutor do bolsonarismo com o secretário do Departamento de Estado, divulgou uma carta de Marco Rubio. Na correspondência, destinada a Flávio Bolsonaro, o secretário de Estado agradece não apenas a visita do senador a Washington mas também a carta por ele enviada com um pedido de recuo do governo americano em relação às sanções contra o governo brasileiro. Rubio agradece o apoio do senador à designação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras, “sob a lei dos Estados Unidos”, mas não acolhe o pedido sobre as novas tarifas americanas. Diz que o titular da Representação de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, deixou claro a permanência de atos, políticas e práticas “injustificáveis ou discriminatórios” do Brasil em relação ao seu país no comércio digital, serviço de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento. E sugere que, se Flávio quiser ir adiante em sua reclamação, que envie seus comentários para a audiência pública que será realizada pelo USTR (sigla da representação comercial em inglês) no início de julho. O trecho mais grave da carta de Rubio, porém, ficou para o final. Ao concluir, o secretário do Departamento de Estado registra a “generosa oferta” de Flávio Bolsonaro de “colocar uma equipe de transição à nossa disposição”. Achou por bem acrescentar, “caso o senhor seja eleito”. A legislação brasileira apenas acolhe a formação de equipe de transição entre o governo em questão e aquele que está para ser empossado. Este processo foi regulamentado pelo governo Fernando Henrique Cardoso por lei e decreto de 2002, data da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma prevê a criação de 50 cargos comissionados cujo objetivo é recolher dados junto a órgãos da administração pública federal para preparar os primeiros atos do futuro governo. No mesmo dia 23 de junho em que recebeu a carta de Rubio, o senador Flavio Bolsonaro enviou ao USTR um pedido para participar da audiência pública sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump contra o Brasil no dia 6 de julho. No dia seguinte, o Itamaraty informou, em suas redes sociais, que tem atuado nos canais diretos de interlocução entre os governos para esclarecer as práticas comerciais do Brasil, e inseriu o pedido de Flávio no âmbito de uma “traição à pátria”: “Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. […] O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de 'apunhalar pelas costas' em disputa eleitoral](https://politicariabrasileira.blog.br/a-esposa-de-jair-bolsonaro-acusa-enteado-de-apunhalar-pelas-costas-em-disputa-eleitoral/): A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral Ex-primeira-dama Michelle reage contra o candidato presidencial Flávio em vídeo nas redes sociais, no último revés na campanha Por Michael Pooler | Financial Times 26/06/2026 Da esquerda para a direita: Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no ano © passado Eraldo Peres/AP São Paulo – Uma disputa familiar dentro da realeza política de direita do Brasil explodiu depois que a esposa do ex-presidente preso Jair Bolsonaro atacou seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, que está concorrendo à presidência este ano. Michelle Bolsonaro acusou seu enteado de uma “facada pelas costas” em um vídeo de quase 30 minutos postado online, enquanto a ex-primeira-dama indicava que se absteria de fazer campanha ativa por Flávio, três meses antes da campanha do senador contra o líder de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva. A mulher de 44 anos disse ter sido humilhada por seu enteado, que é um ano mais velho, ao relatar uma conversa telefônica sobre um desentendimento em relação a um candidato regional do partido Liberal. “Seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito duro, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone… Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões tomadas pelo partido. Ele disse que eu era novata e não entendia nada de política”, disse ela no vídeo na quarta-feira.  As disputas públicas revelam uma antiga desarmonia entre Michelle, que se tornou uma figura popular entre os conservadores brasileiros, e os quatro filhos políticos de seu marido de 71 anos. A saga ameaça outro revés para a campanha vacilante de Flávio Bolsonaro, que foi nomeado sucessor por seu pai populista de extrema-direita após o mais velho receber uma sentença de 27 anos por planejar um golpe. Eduardo Grin, professor de política da Fundação Getúlio Vargas, descreveu o episódio como uma “bomba” para o direitista.”Isso mostra que a campanha de Flávio Bolsonaro — mesmo no seu núcleo, a própria família — é completamente desunida e fragmentada. Isso revela que a autoridade que seu pai, Jair Bolsonaro, pode exercer nesse processo é limitada, e que a pessoa que realmente controla o jogo político dentro da casa da família hoje é Michelle Bolsonaro”, acrescentou. “É desastroso para [Flávio] Bolsonaro porque projeta uma imagem dele como um sexista, assim como seu pai, para um eleitorado que ele já lutava para conquistar.” Flávio chegou a estar com Lula em muitas pesquisas até não faz muito tempo, mas sua estrela caiu após erros, como revelações de que ele pediu dezenas de milhões de dólares a um suspeito de fraude para financiar um filme hagiográfico sobre seu pai. Antes apelidado de Trump dos Trópicos, Jair Bolsonaro governou a democracia mais populosa da América Latina por quatro anos tumultuados até 2022, adotando posições duras pró-armas e valores tradicionais. Em setembro passado, ele foi considerado culpado de conspirar para permanecer no poder ilegalmente após uma derrota eleitoral para Lula. Michelle afirmou ser vítima de uma campanha difamatória e sugeriu ligações com aliados de seu enteado. “Tentei ficar quieta, mas vejo a maldade de alguns que afirmam ser defensores e aliados do meu marido, mas plantam narrativas maliciosas e mentiras descaradas envolvendo meu nome”, disse ela. “O grupo que espalha calúnias — orquestrado por alguém no exterior — continua operando e me atacando todos os dias.” Outro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, vive em exílio autoimposto nos EUA. A Suprema Corte do Brasil o condenou a quatro anos de prisão neste mês por cortejar a interferência dos EUA no julgamento do golpe de seu pai. Flávio deu uma resposta conciliatória ao post de sua madrasta: “Em nenhum momento ofendi ou pretendi ofender Michelle. Se eu fizer isso em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, escreveu ele no X. “Tenho absoluta convicção de que todos temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos libertarmos da esquerda.” As turbulências dentro do clã surgem enquanto Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por motivos de saúde, tenta restaurar a sorte de sua dinastia política. Um amigo da família disse sobre Michelle: “Ela estava sob muita pressão para participar da campanha, e realmente não queria — então queria defender seu caso, que é bastante fraco.” Embora Jair Bolsonaro continue sendo o líder supremo dos conservadores brasileiros, sua esposa se destacou como uma importante atriz política. Michelle lidera o ramo feminino do Partido Liberal e é apontada como possível candidata ao Senado. Cristã devota e falante de língua de sinais, ela conta com forte apoio entre as crescentes fileiras de evangélicas do Brasil. “Minha prioridade agora é cuidar da minha família — do meu marido, que precisa de mim”, ela disse no vídeo. Ela tentou amenizar o confronto na manhã de quinta-feira, dizendo que não tinha “raiva de ninguém”. “Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada. Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual mau governo”, comentou Michelle, acrescentando: “Vá em paz.” Reportagem adicional por Beatriz Langella Notícia anterior Deputado FederalPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos](https://politicariabrasileira.blog.br/professores-protestam-durante-votacao-do-piso-do-magisterio-na-camara-de-campos/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Proposta enviada pela Prefeitura foi aprovada por 17 votos a 2; sindicato afirma que medida prejudica plano de carreira, enquanto governo defende valorização da categoria. Por Edson Araújo | g1 26/06/2026 Professores protestam por piso do magistério na Câmara de Campos — Foto: Edson Araujo/g1 Campos dos Goytacazes – Professores da rede municipal protestaram durante a sessão da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que aprovou, na noite de terça-feira (23), o projeto de lei da Prefeitura sobre a aplicação do piso salarial do magistério. A proposta foi aprovada por 17 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção. A sessão começou por volta das 17h e durou mais de três horas. Professores ocuparam as galerias da Casa com faixas e cartazes, cobrando mudanças no texto enviado pelo Executivo. Em meio aos protestos, o presidente da Câmara, vereador Frederico Rangel, interrompeu os trabalhos em duas ocasiões para restabelecer a ordem. Segundo o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos dos Goytacazes (Siprosep), o projeto não incorpora o piso nacional ao vencimento-base da categoria e prevê o pagamento de uma parcela complementar para atingir o valor mínimo estabelecido. A presidente do Siprosep, Elaine Leão, afirmou que a proposta compromete o plano de carreira dos professores. “O problema maior é que, dentro desse projeto de lei, eles estão destruindo o plano de carreira do servidor, que tem uma progressão funcional a cada dois anos, quando é bem avaliado. O que está acontecendo agora é que essa avaliação funcional vai ser usada dentro do piso, sendo que piso é piso, não é teto.” Ela também afirmou que a medida pode impedir ganhos salariais futuros da categoria. “O governo federal deu 5,3%, mas aqui não vai ter nada, porque vai utilizar a progressão, a titulação e o plano de carreira do profissional.” Governo defende proposta A Prefeitura de Campos defendeu a proposta e informou que ela garante o pagamento do piso nacional aos profissionais da educação, respeitando os limites da responsabilidade fiscal do município. Líder do governo na Câmara, o vereador Dudu Azevedo afirmou que o objetivo é assegurar que nenhum professor receba abaixo do piso sem comprometer o equilíbrio financeiro da administração. “O principal era que nenhum professor fosse lesado e recebesse abaixo do piso. Também conseguimos, de uma forma legal e institucional, manter as contas do município em ordem, fazendo os pagamentos em dia.” Além do projeto do magistério, os vereadores aprovaram por unanimidade a prorrogação do subsídio ao transporte coletivo, que mantém a tarifa social em R$ 3,50, e a regulamentação das férias dos conselheiros tutelares. Ao fim da sessão, o presidente da Câmara afirmou que as manifestações ocorreram dentro do direito democrático e que, apesar dos momentos de tensão, os trabalhos foram concluídos normalmente. O Siprosep informou que pretende continuar dialogando com a Prefeitura sobre os impactos da medida na carreira dos professores. Já o município afirmou que seguirá discutindo a implementação da proposta com a categoria. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo](https://politicariabrasileira.blog.br/rubio-responde-a-flavio-bolsonaro-e-diz-que-mantera-tarifaco-pedido-por-eduardo/): Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo Em carta a Flávio Bolsonaro, Marco Rubio cita eleições de 2026 e menciona “oferta de equipe de transição” caso o senador seja eleito Por Gabriel Gomes | ICL Notícias 26/06/2026 Marco Rubio e Flávio Bolsonaro O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu a uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que o governo de Donald Trump deve manter a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O anúncio do novo tarifaço contra o Brasil se deu cerca de uma semana após um encontro entre Flávio e Trump. O tarifaço norte-americano contra as exportações brasileiras, assim como a revogação de vistos de ministros do STF e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, foi estimulado pelo irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na tentativa de evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Eduardo foi condenado pelo STF pelo crime de coação. Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados. Em carta enviada na terça-feira (23), Rubio reafirmou a posição dos EUA sobre políticas que supostamente prejudicam a economia norte-americana, entre elas o Pix. Rubio respondeu uma carta em que Flávio Bolsonaro, após as ações do irmão, pedia que os EUA não impusessem tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano. Na carta, Rubio, afirma que a investigação conduzida no país sobre práticas comerciais deixou “claro que continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”. Rubio cita as diferenças, como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, aplicação da lei anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. “Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de comentários públicos sobre a ação responsiva proposta e da audiência pública”, diz Rubio, em referência a uma audiência que vai acontecer no próximo dia 6 de julho. Eleições brasileiras Na carta, Rubio também falou sobre as eleições no Brasil. O secretário dos EUA afirmou que o país observa o “otimismo” de Flávio em relação às próximas eleições de outubro “e sua generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso você seja eleito”. “Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro para buscar uma estrutura de comércio e investimento ampla, justa e mutuamente benéfica”, diz Rubio. “Espero ansiosamente pela continuação do nosso diálogo e pelo aprofundamento da parceria estratégica entre nossas duas grandes nações”. O secretário encerra a carta dizendo “que Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-cumpre-mandados-na-prefeitura-de-buzios-em-investigacao-sobre-uso-de-areia-de-lixao-em-campo-de-futebol/): MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio obteve na Justiça mandados de busca e apreensão de documentos da Prefeitura de Armação dos Búzios relacionados a uma obra de urbanização no bairro José Gonçalves. As medidas foram cumpridas na manhã desta sexta-feira (26/06) por agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP/MPRJ), que recolheram processos físicos e digitais em órgãos e secretarias municipais. Por MPRJ 26/06/2026 MPRJ cumpre mandados na Prefeitura de Búzios em investigação sobre uso de areia de lixão em campo de futebol A investigação apura o possível uso de areia extraída ilegalmente do antigo lixão da Baía Formosa para a construção de um campo de futebol. O caso teve início após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em 2025. Moradores relataram que o material utilizado teria sido retirado do lixão e associaram a situação a um surto de sarna que levou à suspensão das aulas em uma escola da região. Diante das denúncias, a Promotoria de Justiça instaurou procedimento para verificar a regularidade ambiental e sanitária da obra. Segundo o MPRJ, ao longo de mais de um ano foram enviados diversos ofícios solicitando documentação técnica à Prefeitura. No entanto, o município não apresentou os documentos solicitados, limitando-se a pedir sucessivas prorrogações de prazo e a encaminhar respostas consideradas insuficientes. Diante dessa resistência, a Promotoria decidiu recorrer à Justiça para a apreensão de documentos como o processo de licenciamento da obra, relatórios de vistoria, contratos e comprovantes de origem e transporte do material.  As suspeitas também foram reforçadas por investigação da Polícia Federal, que confirmou a extração irregular de saibro no antigo lixão sem autorização do órgão federal competente. De acordo com a apuração, o material foi utilizado na obra pública, embora o edital previsse a aquisição regular de areia. O inquérito da Polícia Federal resultou no indiciamento do então secretário municipal responsável e do proprietário da empresa contratada por crimes ambientais, usurpação de bem da União e fraude em licitação. Para a Promotoria de Justiça, os fatos também podem indicar prejuízo aos cofres públicos. Notícia anteriorPróxima notícia Armação dos Búzios RJMP-RJPolícia Federal PFRegião do Lagos Baixada Litorânea Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Caso Eletrozema explica resistência de Zema a divulgar isenções fiscais em MG](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-eletrozema-explica-resistencia-de-zema-a-divulgar-isencoes-fiscais-em-mg/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Empresa da família do ex-governador deixou de pagar R$ 2,2 milhões em ICMS Por Bernardo Mello Franco | O Globo 26/06/2026 Romeu Zema, em evento do partido Novo — Foto: TV Globo Ao defender o sigilo sobre as isenções fiscais do governo de Minas Gerais, Romeu Zema disse que a divulgação das empresas beneficiadas seria “perniciosa” para o estado. A descoberta de que a Eletrozema deixou de pagar R$ 2,2 milhões em impostos, revelada pela coluna, indica que a preocupação era outra. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna](https://politicariabrasileira.blog.br/moradora-afirma-esperar-ha-5-anos-por-obra-contra-alagamentos-em-itaperuna/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Segundo relato, água invade casa sempre que chove e causa prejuízos; prefeitura diz que projeto está em análise. Por Diego Varsi | g1 26/06/2026 Chuva causa transtornos há anos por falta de obra — Foto: Fabiana Azevedo Itaperuna – Uma moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, afirma esperar há cinco anos por uma obra de drenagem para resolver um problema de alagamentos na Rua Odorico Pereira de Macedo. Segundo ela, a água invade a casa sempre que chove e provoca prejuízos. A Prefeitura informou que o caso está em análise e depende de estudos técnicos. De acordo com a moradora, sempre que chove, a água das galerias pluviais desce pela rua, atravessa um terreno vizinho e invade o quintal da residência, causando danos e insegurança. Ela conta que comprou o imóvel, fez uma reforma e, poucos meses depois, uma forte chuva provocou prejuízos na casa. Desde então, afirma que precisou morar de aluguel por cerca de cinco anos enquanto aguardava uma solução definitiva. Ainda segundo o relato, moradores de imóveis vizinhos autorizaram a passagem de uma galeria de drenagem por seus terrenos para viabilizar a obra. No entanto, o serviço ainda não foi executado. A moradora disse que o problema voltou a ocorrer durante as chuvas registradas no início deste mês. Em nota, a Prefeitura de Itaperuna informou que o caso é acompanhado pela Secretaria Municipal de Urbanismo, Obras e Serviços Urbanos e que há um processo administrativo em andamento. Segundo a administração municipal, a intervenção precisa ser feita em um local de difícil acesso, o que exige estudos técnicos para definir a melhor solução. A prefeitura acrescentou que as alternativas estão sendo avaliadas conforme as condições de execução e a disponibilidade de recursos, com o objetivo de resolver o problema de forma definitiva. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Pré-candidato do PL ao governo do Rio defende bombardeio dos EUA a embarcações suspeitas de tráfico: 'Tem meu total apoio'](https://politicariabrasileira.blog.br/pre-candidato-do-pl-ao-governo-do-rio-defende-bombardeio-dos-eua-a-embarcacoes-suspeitas-de-trafico-tem-meu-total-apoio/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Douglas Ruas também afirmou apoiar decisão americana de designar as facções CV e PCC como organizações terroristas Por Yago Godoy | O Globo 27/05/2026 Primeira sessão da ALERJ presidida pelo Deputado Douglas Ruas. — Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao governo do estado, afirmou ser a favor de ações militares dos Estados Unidos na costa brasileira. Ao ser questionado sobre o tema, o deputado estadual defendeu o bombardeio de traficantes “no mar aberto”, antes que drogas e armas contrabandeadas cheguem às cidades. A declaração ocorre após os americanos classificarem as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, o que, segundo a avaliação de especialistas, pode abrir caminho para operações dos EUA no território nacional. No ano passado, o nome do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sugeriu que os americanos atacassem “organizações terroristas” na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O posicionamento ocorreu nas redes sociais, após os Estados Unidos anunciarem um ataque a um barco que supostamente transportava drogas no Oceano Pacífico. Em entrevista à BBC News, divulgada nesta sexta-feira, Ruas foi perguntando sobre a declaração do correligionário: “Defendo medidas efetivas para impedir que essas armas e essas drogas cheguem ao nosso território. E, se for necessário bombardear esses traficantes de drogas, traficantes de armas no mar aberto, antes dessas armas chegarem aqui no nosso território, nas nossas cidades, têm o meu total apoio”, afirmou o pré-candidato. O presidente da Alerj citou a apreensão de fuzis de origem estrangeira no estado, além de alegar que drogas vendidas no Rio, como a cocaína, são produzidas em outros países. Ele defendeu a “cooperação internacional” para o “enfrentamento do crime organizado”, o que já ocorre entre as forças de segurança de ambos os países. “Eu tenho defendido que nós possamos classificar as facções criminosas como terrorista, porque o que eles praticam é impor o terror à população de bem do nosso Estado. As pessoas estão com as suas liberdades cerceadas por essas pessoas”, completou Ruas, que também aproveitou para criticar a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesse âmbito. “Lamentavelmente, o atual presidente entende que eles não são terroristas e ainda os chamou de ‘nossos criminosos’. Nós não temos compromisso com criminosos”. Pesquisa Datafolha divulgada na última terça-feira apontou que 59% dos brasileiros apoiam rotular as facções CV e PCC como terroristas. Mesmo assim, o levantamento também mostrou que 74% da população rejeita a possibilidade de os EUA atuarem contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo do Brasil. Segurança Ainda em relação à segurança, Ruas afirmou que o maior problema do Rio de Janeiro é o domínio territorial pelas facções. Ele elogiou a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, que culminou em 122 mortes, mas ressaltou que “se não tiver uma continuidade da presença do Estado, (a ação) não nos dá uma efetividade duradoura”. “O que aconteceu no Complexo da Penha e do Alemão é uma legítima ação do Estado”, disse Ruas, alegando que o Rio se tornou um “resort para criminosos” devido à chamada “ADPF das Favelas”, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para impor restrições a operações policiais em comunidades. Na mesma entrevista, Ruas também foi questionado sobre a coerência em ter um forte discurso de combate à criminalidade mesmo sendo aliado de Flávio, que chegou a empregar em seu gabinete — entre 2016 e 2018 — a mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e líder do Escritório do Crime: “Eu não estava aqui na Assembleia Legislativa no passado. Esse foi o meu primeiro mandato. Não acompanhei de perto”, afirmou. “Pra minha pré-candidatura, não é problema algum. As pessoas podem pesquisar minha trajetória de vida, minha trajetória de trabalho”, completou. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte](https://politicariabrasileira.blog.br/ordem-da-diretoria-policia-investiga-comunicado-com-regras-de-circulacao-impostas-pelo-trafico-na-zona-norte/): ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte Relatos apontam imposição de regras por suspeitos em ruas comerciais do bairro Jardim América; polícias Civil e Militar dizem que atuam na região. Por Klara Faria | TV Globo 26/06/2026 Segundo moradores, ‘regras de convivência’ foram impostas pelo tráfico — Foto: Reprodução/TV Globo Moradores do bairro Jardim América, na Zona Norte do Rio, denunciam que por conta da expansão da atuação de criminosos em ruas da região, criminosos passaram a impor regras de circulação para motoristas e pedestres, com as orientações de circulação divulgadas em grupos de mensagens da região. As normas valem especialmente na Marechal Antônio de Souza e na Teixeira e Souza, conhecidas pelo comércio e pela circulação de pessoas durante o dia. “Estamos ficando sem o direito de ir e vir. Estão nos obrigando a andar com medo dentro do nosso próprio bairro”, afirmou um morador, que não quis se identificar. As duas vias ficam a cerca de duas quadras da comunidade Furquim Mendes. Entre as determinações relatadas estão: a obrigatoriedade de trafegar com vidros abertos e pisca-alerta ligado ao entrar na área, além da exigência de reposicionar barricadas ao entrar e sair das ruas, e restrições à circulação de motociclistas com capacete, incluindo moradores e trabalhadores de aplicativos.   De acordo com moradores, pessoas que descumprem as regras estariam sujeitas a ameaças. Há ainda relatos de abordagens a motoristas de aplicativo, mototaxistas e moradores nas vias citadas. Mensagens compartilhadas em grupos de moradores indicam preocupação com a situação e pedidos de ajuda. Em alguns casos, há relatos de orientações para não divulgar informações sobre os episódios. “Precisamos de ajuda urgente. Bandidos estão expandindo o tráfico para ruas comerciais. Estamos ficando sem o direito de ir e vir e andando com medo dentro do nosso próprio bairro”, relatou um morador, que pediu anonimato. O que dizem as polícias Em nota, a Polícia Civil informou que mantém investigações e ações permanentes contra organizações criminosas que atuam na região. “A Polícia Civil, por meio das delegacias especializadas e distritais, mantém atuação permanente, com foco na identificação e prisão de lideranças, bem como na desarticulação das estruturas desses grupos”, diz o comunicado. A corporação afirmou ainda que atua em conjunto com a Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo. Já a Polícia Militar informou que o 16º BPM (Olaria) realiza policiamento intensivo na região, com ações voltadas à prevenção da expansão territorial de grupos criminosos. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ](https://politicariabrasileira.blog.br/distribuidora-investigada-por-ligacao-com-pcc-tem-contrato-de-r-1688-milhoes-para-abastecer-frota-da-pm-do-rj/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Acordo firmado em março de 2025 com a a Rede Sol previa fornecimento de mais de 36 milhões de litros de gasolina e diesel até abril de 2027; contrato poderia ser prorrogado por até 10 anos. Agora, quase 1 ano depois de operação policial contra empresa, PM prepara uma nova licitação. Por Rafael Nascimento | g1 Rio 26/06/2026 O ex-governador Cláudio Castro e o ex-secretário da PM, Marcelo Menezes — Foto: Divulgação A Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa alvo de buscas na Operação Carbono Oculto, que investiga a estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), mantém um contrato milionário com o governo do Rio de Janeiro para abastecimento da frota da Polícia Militar. Quase 1 ano após a operação que movimentou o mercado financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima, e depois de o g1 questionar a PM sobre o motivo de a corporação ainda manter contrato com uma empresa investigada por ligação com o crime organizado, a corporação disse que o contrato é legal, mas que vai fazer uma nova licitação para o abastecimento das viaturas. (Confira nota na íntegra no final da reportagem). O Palácio Guanabara não quis comentar os questionamentos da reportagem. O contrato de R$ 168 milhões com a distribuidora foi assinado em março de 2025, na gestão do então secretário Marcelo de Menezes Nogueira, e vale até 2027. No começo deste ano, Menezes deixou o posto para se candidatar a deputado estadual. Pelo contrato, a empresa deve fornecer 32 milhões de litros de gasolina e mais de 4 milhões de litros de diesel S10, totalizando quase 37 milhões de litros de combustíveis para os postos internos da corporação. A gasolina representa R$ 147,8 milhões, enquanto o diesel responde por R$ 20,9 milhões. O contrato não especifica quantos veículos ou viaturas serão abastecidos. Atualmente, a corporação possui cerca de 5 mil veículos. Segundo o edital, o objeto prevê o fornecimento de combustíveis para toda a frota atendida pelos 70 postos internos da PM, nos batalhões, com sistema de gerenciamento e controle de abastecimento sem intervenção humana. Origem do dinheiro Desde que foi assinado, ainda na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), o acordo passou por pelo menos 3 alterações para incluir novas fontes de recursos orçamentários — ou seja, de onde viria o dinheiro para o contrato. Em julho de 2025, foram acrescentados R$ 456 mil provenientes de um convênio entre a PM e a Prefeitura de Barra do Piraí. Em outubro de 2025, outra alteração incluiu R$ 8,49 milhões de taxas destinadas ao Fundo Especial da PM. Já em novembro de 2025, uma 3ªalteração acrescentou R$ 1,77 milhão em recursos do próprio Fundo Especial da PM. Além dos apostilamentos financeiros, a Secretaria de Polícia Militar firmou um termo aditivo com a Rede Sol para prorrogar o prazo de instalação de equipamentos fornecidos em comodato e remanejar dois tanques de combustível entre batalhões. O contrato também prevê a possibilidade de prorrogação sucessiva, podendo alcançar até 10 anos de duração. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a Rede Sol é uma das empresas cujas notas comerciais foram adquiridas pelo Mabruk II Fundo de Investimento, no valor de R$ 30 milhões. O fundo é um dos 40 investigados pela Receita Federal como financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis. A operação foi apontada pelo MP como “instrumentalização da lavagem de capitais”. Gasolina batizada Meses antes, em maio do ano passado, o 38º BPM (Três Rios) identificou irregularidades no combustível fornecido pela Rede Sol. O caso resultou na abertura de um processo judicial. Na ocasião, um policial militar flagrou e apreendeu um caminhão da distribuidora que transportava gasolina com 37% de etanol anidro — índice 10 pontos percentuais acima do limite legal de 27% estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A irregularidade foi confirmada por laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, encaminhado à 108ª DP (Três Rios). O processo tramita sob sigilo na 2ª Vara da Comarca de Três Rios, que abrange também Areal e Levy Gasparian. Segundo o ex-secretário da Polícia Militar, a empresa foi notificada e multada em mais de R$ 1 milhão. Além disso, de acordo com Menezes, a Rede Sol foi proibida de participar de licitações no município de Três Rios pelo período de um ano. Contrato rescindido com prefeitura No começo do ano, a Prefeitura do Rio decidiu suspender a contratação da empresa Rede Sol, uma das vencedoras da licitação para fornecimento de diesel aos mais de 700 ônibus articulados da estatal Mobi-Rio, até a conclusão das investigações da Operação Carbono Oculto. A empresa Vibra Energia foi declarada vencedora, mas a Rede Sol poderia ser acionada como fornecedora em caso de problemas da primeira colocada para prestar o serviço. O resultado do pregão eletrônico habilitou a Rede Sol na condição de “empresa redundante”, capacitada para fornecer o equivalente a R$ 68,2 milhões em combustível. Mas pela lei das licitações, a Rede Sol só atenderia à Mobi-Rio caso ocorresse alguma falha no abastecimento de combustível pela Vibra Energia ou um aumento imprevisto de demanda. O que dizem os citados Procurado pela reportagem, o ex-governador Cláudio Castro afirmou que a responsabilidade pelo pregão cabe ao então secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes. Castro disse ainda que não irá comentar o caso. Por sua vez, o ex-secretário da Polícia Militar afirmou que o contrato foi firmado por meio de pregão eletrônico, o que permitiu a participação de outras empresas. Ele ressaltou que a Rede Sol tinha a documentação em dia, “não houve direcionamento” nem interferência para favorecer a vencedora da licitação. Ainda segundo Menezes, mesmo após a Operação Carbono Oculto, “não havia fundamento para romper um contrato essencial para o funcionamento” da instituição. O ex-secretário acrescentou que a empresa Rede Sol fornece combustível para diversos órgãos públicos, como a Presidência da República, o Exército e a Marinha, e declarou que está “tranquilo”, destacando que “não poderia estabelecer uma pré-condenação”. O ex-secretário também enviou uma nota. Veja na íntegra no final da reportagem. A PM afirmou que a contratação é legal e informou que a empresa cumpriu todas as exigências previstas no - [Rubio responde carta de Flávio Bolsonaro e reafirma posição dos EUA sobre tarifaço](https://politicariabrasileira.blog.br/rubio-responde-carta-de-flavio-bolsonaro-e-reafirma-posicao-dos-eua-sobre-tarifaco/): Rubio responde carta de Flávio Bolsonaro e reafirma posição dos EUA sobre tarifaço Secretário de Trump agradece apoio à classificação de facções como grupos terroristas, mas diz que investigação sobre Pix não cabe a ele e que brasileiros podem recorrer a audiência pública Por Johanns Eller | O Globo 26/06/2026 Carta do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em resposta a telegrama enviado por Flávio Bolsonaro no início de junho pedindo para que o governo Donald Trump não aplicasse novas tarifas contra o Brasil — Foto: Reprodução O secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçou em uma carta enviada a Flávio Bolsonaro a posição do governo Donald Trump de defender a imposição de tarifas ao Brasil. A carta enviada pelo homem-forte de Trump na última terça-feira (23), obtida com exclusividade pela equipe da coluna, é uma resposta à correspondência do início de junho em que o presidenciável do PL fez um apelo para os Estados Unidos não adotarem um novo tarifaço contra o país. Na mensagem, Flávio alegou que a imposição de novas sanções à economia brasileira pelo governo Trump traria “sérios danos” à população e disse estar confiante na sua vitória na eleição presidencial de outubro, o que poderia redefinir as relações entre Brasília e Washington. A campanha do bolsonarista divulgou o texto horas após o USTR anunciar a conclusão de uma investigação aberta sob a chamada Seção 301, que apura eventuais práticas comerciais de outros países que prejudiquem os EUA. A iniciativa foi uma tentativa de gerenciamento de crise, já que a ofensiva do governo Trump reverteu os benefícios que a visita de Flávio ao presidente americano vinha rendendo, por ter acontecido dias antes do anúncio da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O estrago provocado na campanha do bolsonarista pelo anúncio de que o governo dos EUA queria mais tarifas sobre os produtos brasileiros foi ainda maior porque, no mesmo dia em que divulgou a medida, Donald Trump postou em suas redes sociais uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro no Salão Oval, o que reforçou a tese de interferência eleitoral da Casa Branca e associou Flávio às ameaças de novas sanções. Na resposta ao brasileiro, Rubio ainda agradeceu o apoio à classificação do CV e o PCC como terroristas pelos EUA e chamou de “generosa” a proposta de Flávio de criar uma equipe de transição junto ao governo Trump caso seja eleito presidente. A ideia estava na mensagem enviada ao americano no início do mês. No entanto, não cedeu um milímetro na questão das tarifas e nem comenta as preocupações listadas pelo filho de Jair Bolsonaro em sua carta. Audiência No telegrama, Rubio reafirmou a posição dos EUA sobre políticas que supostamente prejudicariam a economia americana, entre elas o Pix, mas afirmou que as investigações comerciais que propuseram um novo tarifaço não são lideradas por ele e sim por Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês). “O Embaixador Greer deixou claro que nós permanecemos com diferenças substanciais em relação à solução das irregularidades apontadas nesta investigação. São questões relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e o desmatamento ilegal”, escreveu o secretário de Estado dos EUA. Sem convidá-lo diretamente, o americano frisou que os trâmites da investigação comercial incluem uma consulta e uma audiência públicas coordenadas pelo USTR, oportunidades nas quais o caso do Brasil poderia ser debatido junto ao governo americano. “Qualquer parte interessada no Brasil pode participar do período de consulta pública e da audiência aberta que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA organizará em 6 de julho. A consulta ficará aberta até 1º de julho. Solicitações para participar da reunião deverão ser feitas até 22 de junho”, afirmou Rubio. Na última terça-feira, Flávio anunciou que se inscreveu para falar na audiência do USTR e viajará aos EUA para participar do encontro. Nas redes, o pré-candidato retratar a iniciativa como um esforço para sensibilizar a administração Trump e evitar novas sanções ao Brasil, possivelmente indicando a possibilidade de derrota de Lula nas urnas. A perspectiva de alternância de poder em Brasília é um dos pilares da pressão econômica e diplomática de Trump sobre o país, mas Rubio optou por uma postura mais comedida na carta para Flávio. Disse que os EUA estão atentos ao “otimismo” eleitoral de Flávio e agradeceu a ideia de criar uma ponte direta entre Brasília e Washington durante a transição de governos, mas enfatizou que o governo americano está disposto a “trabalhar cooperativamente com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro” para resolver as diferenças comerciais entre os dois países. Em outras palavras, mesmo a linha dura do trumpismo admite que os EUA não terão outra opção a não ser conviver e dialogar com o presidente eleito em outubro. Rubio e Flávio se encontraram durante o périplo do filho 01 de Jair Bolsonaro por Washington no fim de maio. O presidenciável publicou uma foto com o secretário de Estado nas redes e exaltou o encontro antes da conclusão da investigação comercial americana. “Seguimos fortalecendo relações internacionais, defendendo a liberdade, a democracia e os valores que unem milhões de brasileiros e americanos”, escreveu Flávio Bolsonaro. Relembre a ameaça tarifária No início de junho, o governo dos EUA concluiu duas investigações comerciais que propuseram, separadamente, a imposição de um novo tarifaço à economia brasileira. A primeira delas é a citada na carta de Marco Rubio a Flávio Bolsonaro. Aberta em julho de 2025, mira o Pix e supostas defasagens nas medidas de combate à corrupção e à pirataria, entre outros pontos, e propôs a taxação de 25% sobre produtos brasileiros. Na ocasião, o governo Lula divulgou uma nota na qual classificou a proposta de novas tarifas como “injustificáveis” e falou em “sabotagem” por parte dos Bolsonaro. A segunda investigação do USTR, concluída na sequência, propôs a alocação de tarifas de 12,5% sobre a economia brasileira e de outros países. Os EUA sustentam que o Brasil, e a União Europeia e a cidade autônoma de Hong Kong, - [MPRJ ajuíza ação para suspender e anular licença das obras de empreendimento imobiliário na Gávea](https://politicariabrasileira.blog.br/mprj-ajuiza-acao-para-suspender-e-anular-licenca-das-obras-de-empreendimento-imobiliario-na-gavea/): PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural da Capital ajuizou, nesta quinta-feira (25/06), uma ação civil pública para suspender e anular a licença para as obras do empreendimento imobiliário conhecido como “Gavi Gávea”, situado na Rua Marquês de São Vicente, nº 208, na Gávea, zona Sul do Rio. Por MPRJ 25/06/2026 MPRJ ajuíza ação para suspender e anular licença das obras de empreendimento imobiliário na Gávea A ação, ajuizada contra a empresa Marquês de São Vicente Empreendimentos Imobiliários, o Município do Rio e a Fundação Rio Águas, ressalta que a licença para a construção foi concedida de maneira irregular pela prefeitura, por não respeitar a legislação ambiental. A ACP destaca que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento autorizou o empreendimento com base no decreto estadual 42.356/2010, em prejuízo de norma jurídica de hierarquia superior, a lei federal 12.651/2012 (Código Florestal), que considera, como Área de Preservação Permanente, faixas marginais de cursos d’água naturais com largura mínima de 30 metros. Segundo o projeto aprovado, o empreendimento imobiliário é composto por 189 unidades habitacionais que serão construídas às margens de afluente do Rio Rainha, cujo curso d’água natural se encontra aberto e parcialmente canalizado a menos de 50 metros do empreendimento, com incidência de faixa não edificante (FNA). O fato demandaria análise técnica pela Rio Águas, que foi realizada, sem observância de critérios claros e objetivos para definir os parâmetros da faixa. A ação destaca que a licença concedida pela prefeitura estabeleceu um recuo de FNA de 1,5 metro de distância da margem do curso d’água que corta o terreno, fazendo incidir, sem embasamento técnico, o limite mínimo do decreto estadual de 2010, deixando de lado a regra mais restritiva que se deveria seguir, o artigo 4º do Código Florestal. Além disso, a ACP ressalta que a Lei nº 14.285/2021, que modificou trechos do Código Florestal, prevê a necessidade de regramento complementar municipal ou distrital para disciplinar de forma diferente (sempre de maneira mais rigorosa com a proteção do meio ambiente) sobre recuos do curso d’água em área urbana, não existindo, no Rio de Janeiro, legislação municipal regulamentando o tema. “Inequívoca e admitida, diante da existência de FNA como área de proteção ambiental, a necessidade de se estabelecer uma área de entorno livre que não pode ser construída, nem sequer usada como objeto de manobra de veículos, no intuito de salvaguardar a ambiência hídrica consolidada e existente no local. Trata-se, portanto, de empreendimento prejudicial e danoso para o meio ambiente, cuja implantação vem sendo conduzida sem a devida definição técnica dos parâmetros de proteção ambiental aplicáveis”, destaca a ação. Notícia anteriorPróxima notícia Duque de Caxias RJMDB Movimento Democrático BrasileiroNiterói RJPolícia Federal PFPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTribunal Regional Federal TRF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 MPRJ ajuíza ação por improbidade administrativa contra Jorge Felippe, Jorge Felippe Neto e dirigentes do Iterj 30/06/2026 PF faz operação contra alvos ligados a ex-prefeito de Duque de Caxias 30/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Cidade que aportou milhões no Master também liberou consignado no Digimais](https://politicariabrasileira.blog.br/cidade-que-aportou-milhoes-no-master-tambem-liberou-consignado-no-digimais/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha São Roque (SP) investiu R$ 98 milhões de aposentados no Master e depois autorizou empréstimos de servidores em banco de Edir Macedo Por Ramiro Brites | Metrópoles 24/06/2026 Bispo Edir Macedo | Arte/Metrópoles Um ano após aportar R$ 98 milhões da previdência municipal no Banco Master, o município de São Roque, no interior de São Paulo, autorizou os servidores, inclusive os aposentados, a fazer empréstimos consignados com o Banco Digimais, alvo de operação da Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (23/6). Policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banco do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. O líder evangélico não foi alvo porque não mora no Brasil, mas teve a quebra de seu sigilo bancário e o bloqueio de seus bens decretados pela Justiça. A suspeita é a de que o Digimais manipulou balanços, fraudou registros regulatórios e inflou artificialmente valores de ativos para ocultar a real situação financeira da instituição, o que seria crime contra o sistema financeiro. Em outubro de 2025, quando São Roque autorizou os empréstimos consignados dos funcionários públicos do município, os problemas financeiros do banco de Edir Macedo já eram públicos. O contrato tem validade de um ano. Como o valor da prestação é descontado direto na folha de pagamento, o crédito consignado costuma ter juros menores do que os de mercado e ajuda a garantir mais liquidez aos bancos em momentos de crise. Meses antes, o Banco Central havia rejeitado a venda do Digimais para o BlueBank, banco de Maurício Quadrado, ex-sócio do Master e investigado pela PF pelos crimes que teriam sido cometidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seus parceiros. O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP), que levantou uma série de municípios que autorizaram empréstimos consignados do Digimais em municípios paulistas, acredita que os casos estão conectados. “Esses movimentos demonstram que as operações de crédito e as aplicações de recursos públicos não são eventos desconexos. Trata-se de um ecossistema complexo onde o endividamento do servidor e a alocação de milhões do erário municipal convergem sob a gestão de instituições financeiras interligadas”, afirma o deputado. O parlamentar também apontou contratos feitos em 2025 para consignados do Digimais em São José do Rio Preto e Tambaú, no interior paulista, e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Em nota enviada ao Metrópoles, a Prefeitura de São José do Rio Preto afirmou que não existem consignados junto ao Banco Digimais. “A instituição está habilitada junto à Administração com base em análise documental e até o pedido estava regular, porém não existem empréstimos ou cartões do banco em nome dos servidores.” Consignado a policiais paulistas A Polícia Militar (PM) de São Paulo também foi liberada para operar consignados do Banco Digimais, um mês antes de São Roque autorizar o mesmo tipo de empréstimo. O crédito consignado aos PMs paulistas abriu uma clientela considerável já que a corporação conta com mais de 80 mil policiais militares. A crise do Digimais ficou evidente desde a pandemia de Covid-19, quando o banco passou por problemas de inadimplência. Relatórios técnicos de 2024 e 2025 mostram que o patrimônio da instituição foi corroído e precisou de aportes recorrentes do próprio bispo Edir Macedo para não quebrar. O que diz a prefeitura Por meio de nota, a Prefeitura de São Roque afirmou que o banco “nunca realizou qualquer operação de empréstimo consignado junto aos servidores municipais por meio da Administração Municipal”. Acrescenta que “embora a instituição financeira tenha sido credenciada pela Prefeitura, assim como outras empresas que participaram do chamamento público e apresentaram a documentação exigida, o banco não chegou a concluir todas as etapas necessárias para sua habilitação junto à empresa responsável pela gestão dos empréstimos consignados”. “Dessa forma, como o cadastro junto à plataforma operacional responsável pelos empréstimos não foi finalizado, nenhum servidor municipal teve acesso a operações de crédito consignado realizadas por esta instituição por intermédio da Prefeitura de São Roque”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Operação da PF apura desvio de verba do transporte escolar em Rio das Ostras](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-da-pf-apura-desvio-de-verba-do-transporte-escolar-em-rio-das-ostras/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Ação cumpriu mandados de busca e apreensão e investiga esquema que teria direcionado contratos com uso de recursos federais; policiais militar e bombeiro estão entre os suspeitos. Por g1 25/06/2026 PF apura desvio de verba do transporte escolar em Rio das Ostras — Foto: Polícia Federal Rio das Ostras – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Rocha Leão, para apurar suspeitas de desvios de recursos públicos destinados ao transporte escolar no município de Rio das Ostras, na Baixada Litorânea do Rio. A ação é conduzida por policiais federais da Delegacia da PF em Macaé, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e do Corpo de Bombeiros Militar. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados. De acordo com as investigações, um dos alvos teria atuado para burlar a legislação e fraudar licitações, com o objetivo de direcionar a contratação do transporte escolar para pessoas próximas. Os recursos envolvidos são de origem federal. Ainda segundo a PF, outras duas pessoas também são apontadas como participantes do esquema, entre elas um policial militar e um bombeiro militar do estado do Rio de Janeiro. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, mídias e documentos, que serão analisados pelos investigadores. Os suspeitos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação e peculato. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Operação que mira deputado apreende helicóptero e dinheiro](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-que-mira-deputado-apreende-helicoptero-e-dinheiro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Josimar Maranhãozinho (PL-MA) é suspeito de desvio de emendas Por Elijonas Maia e Gustavo Uribe | CNN Brasil 25/06/2026 Helicóptero apreendido pela PF (Polícia Federal) no âmbito da Operação Afluente • Polícia Federal Brasília – A operação da PF (Polícia Federal) que mirou o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) apreendeu um helicóptero e dinheiro em espécie nos endereços dos alvos da investigação sobre desvio de emendas parlamentares. As investigações apontam indícios da existência de uma estrutura integrada por agentes públicos e privados supostamente destinada ao desvio de recursos públicos. Segundo as apurações, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e, posteriormente, direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado. Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Maranhãozinho porque o deputado é sócio de uma das empresas investigadas. A decisão que autorizou as buscas é do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). O deputado do PL foi condenado pelo STF em março deste ano por desvio de emendas. Ele negou irregularidades. Ao todo foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás e do Maranhão. Todas as apreensões serão periciadas e ficarão confiscadas durante o processo. A PF não detalhou, até o momento, o dono do helicóptero apreendido. O deputado ainda não se pronunciou sobre o caso. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Troca de presos na porta de delegacia: PMs vão responder por tentar facilitar fuga de miliciano](https://politicariabrasileira.blog.br/troca-de-presos-na-porta-de-delegacia-pms-vao-responder-por-tentar-facilitar-fuga-de-miliciano/): Troca de presos na porta de delegacia: PMs vão responder por tentar facilitar fuga de miliciano Policiais militares suspeitos de facilitar fuga pagaram fiança e vão responder em liberdade. Por Leslie Leitão, Erick Rianelli e Rafael Nascimento | TV Globo e g1 Rio 25/06/2026 Imagens das câmeras em frente à delegacia mostram comparsa trocando de camisa com homem que já estava preso — Foto: Reprodução/TV Globo Um miliciano preso tentou trocar de roupa com um comparsa para sair de dentro de uma viatura da PM e fugir em frente à 35ª DP (Campo Grande). Três policiais militares que estavam responsáveis pelo homem foram presos por facilitarem a fuga. Tudo começou quando policiais militares do 40º BPM (Campo Grande) viram um Hyundai HB20 realizando manobras perigosas na Estrada do Campinho. No local, Marcos Paulo Rodrigues Júnior, apelidado de Orelha e apontado como contador da milícia da Zona Oeste, foi preso com uma pistola calibre 9mm, cinco carregadores e 63 munições. Em seguida, ele foi encaminhado para a 35ª DP (Campo Grande). Na rua em frente à delegacia, uma aglomeração se formou em torno da viatura onde “Orelha” estava preso. Para a polícia, houve uma tentativa deliberada de confundir os PMs e possibilitar a fuga do criminoso detido. Imagens de câmeras de segurança mostram que Lorran Siaca do Vale troca de blusa com Marcos Paulo, que sai de dentro da viatura andando. Os dois tentaram fugir, mas acabaram presos, juntamente com Naizio Honorato Faria. Lorran e Naizio já tinham anotações criminais por integrar a milícia da região. Os PMs pagaram fiança e vão responder em liberdade. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Diretoria informal, uso de laranjas e lavagem de dinheiro: entenda como o PCC atuava na viação Transunião, segundo investigação](https://politicariabrasileira.blog.br/diretoria-informal-uso-de-laranjas-e-lavagem-de-dinheiro-entenda-como-o-pcc-atuava-na-viacao-transuniao-segundo-investigacao/): Diretoria informal, uso de laranjas e lavagem de dinheiro: entenda como o PCC atuava na viação Transunião, segundo investigação Relatório da Polícia Civil aponta que empresa foi usada para ocultar patrimônio e movimentar recursos ligados ao crime organizado; gestão paralela tomava decisões fora da estrutura oficial. Por Bruno Tavares, Isabela Leite e Rodrigo Rodrigues | TV Globo, GloboNews e g1 SP 25/06/2026 O vereador Senival Moura, do PT, durante evento de campanha. — Foto: Divulgação/PT São Paulo – A investigação da Polícia Civil de São Paulo que deu origem à Operação Última Parada, realizada nesta quinta-feira (25), aponta que a empresa de transporte coletivo Transunião foi utilizada como instrumento de atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de um sistema paralelo de controle que envolvia diretoria informal, uso de “laranjas” e movimentação financeira típica de lavagem de dinheiro. Segundo o relatório a que a TV Globo teve acesso, a empresa não era comandada formalmente pela facção, mas operava sob influência direta de um núcleo externo à estrutura societária, responsável pelas principais decisões administrativas e financeiras. Essa influência, segundo os investigadores, era exercida através de uma estrutura híbrida de controle, que a Transunião combinava com diferentes formas de controle: Financeiro, com domínio sobre fluxos de dinheiro; Administrativo informal, fora da estrutura oficial; Patrimonial, com uso de “laranjas”; Coercitivo, com uso de violência.   Para os investigadores, a empresa operava como uma estrutura parcialmente legal, utilizada para movimentar e ocultar recursos ligados ao crime organizado, conforme detalhamento abaixo. Diretoria informal controlava decisões estratégicas De acordo com a investigação, a Transunião funcionava com uma espécie de “dupla gestão”. Embora existisse uma diretoria formal registrada nos órgãos municipais e estaduais, a real tomada de decisões ocorria em um núcleo paralelo, vinculado a pessoas com ligação direta com o PCC. Mensagens analisadas pela polícia indicam que decisões sobre pagamentos, repasses e liberação de valores dependiam da autorização de uma instância externa à empresa. Entre os envolvidos, segundo a investigação, está o vereador Senival Pereira de Moura, do PT, apontado como figura central no comando financeiro informal da viação, com poder para autorizar movimentações de dinheiro mesmo sem cargo oficial na companhia. Ele foi preso pela operação nesta quinta. Por meio de nota, a defesa do vereador Senival Moura disse que ele é inocente e recebeu com “profunda indignação” a decretação de sua prisão temporária. O advogado Márcio Sayeg diz que está tomando providências para prestar à Justiça os esclarecimentos necessários (leia íntegra abaixo). Sistema de cooperados ocultava donos reais A investigação também identificou um mecanismo usado para esconder os verdadeiros beneficiários da empresa. Planilhas encontradas mostram que cada ônibus da frota estava vinculado a duas figuras: o “cooperado”, dono formal do veículo, e o “cooperado oficial”, que recebia os lucros. Para a polícia, essa estrutura demonstra uma “dissociação deliberada entre a titularidade formal dos veículos e o domínio econômico”, típica de esquemas de ocultação patrimonial. Na prática, o sistema permitia esconder quem realmente lucrava com a operação da frota e dificultar o rastreamento do dinheiro. Dinheiro circulava fora da contabilidade Conversas obtidas nos celulares de investigados mostram que a empresa era usada para repasses financeiros paralelos. Determinações de depósito, cobrança e envio de valores eram feitas diretamente por integrantes do grupo. A polícia afirma que parte relevante das receitas era direcionada a pessoas sem vínculo formal com a empresa, incluindo familiares de operadores e outros beneficiários externos ao negócio. Esse fluxo, segundo o relatório, funcionava fora da contabilidade oficial e indicava a existência de um sistema paralelo de pagamentos. Recursos abasteciam integrantes do PCC Entre os destinatários dos valores aparecem pessoas com histórico criminal e apontadas como integrantes do PCC. Um dos exemplos citados é Anderson de Cássia Pereira, identificado em registros penitenciários como membro da organização criminosa. Para os investigadores, a movimentação financeira indica que a empresa servia como fonte de financiamento para integrantes da facção. O relatório descreve a Transunião como parte de um esquema maior de lavagem de capitais. A empresa teria sido utilizada para misturar receitas lícitas do transporte público com dinheiro de origem ilícita e redistribuir os valores por meio de empresas de fachada e contas interpostas. A investigação também relaciona a dinâmica financeira ao assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da empresa. De acordo com o relatório, o crime teria sido motivado por disputas internas envolvendo o controle do dinheiro e funcionaria como mecanismo de reafirmação de poder dentro da estrutura criminosa. O que diz o vereador Senival Moura O Vereador Senival Pereira de Moura recebeu com profunda indignação a notícia da decretação de sua prisão temporária no âmbito de investigação em curso. A medida causa enorme surpresa, sobretudo porque foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos e exige que todos os fatos sejam rigorosamente esclarecidos pelas autoridades competentes. O Vereador reafirma que confia na Justiça e tem absoluta convicção de que, ao longo da investigação, ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte. Desde o primeiro momento, sua defesa técnica está adotando todas as providências jurídicas cabíveis para ter acesso integral aos autos, compreender os fundamentos da decisão e apresentar os esclarecimentos necessários, exercendo plenamente o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. Senival Pereira de Moura sempre pautou sua trajetória pública pelo compromisso com a população, pela transparência e pelo respeito às instituições democráticas. Por isso, recebe a investigação com serenidade, certo de que a verdade prevalecerá. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPT Partido dos TrabalhadoresSão Paulo SPVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ 26/06/2026 Operação que mira deputado apreende helicóptero e dinheiro 25/06/2026 Diretoria informal, uso de laranjas e lavagem de dinheiro: entenda como o PCC atuava na viação Transunião, segundo investigação 25/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas - [Digimais: de Miami, nos EUA, Edir Macedo usa Bíblia para mandar recado após operação da PF](https://politicariabrasileira.blog.br/digimais-de-miami-nos-eua-edir-macedo-usa-biblia-para-mandar-recado-apos-operacao-da-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Direto de um apartamento avaliado em $ 13 milhões, fundador da Universal cita “grande ira” divina um dia após a Polícia Federal bloquear R$ 670 milhões de seu banco por suspeita de fraude contábil. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 25/06/2026 Edir Macedo usa Bíblia para reagir a ação da PF contra o Digimais (Reprodução / Youtube) A quilômetros de distância do epicentro de um escândalo financeiro que sacudiu o mercado brasileiro, o bispo Edir Macedo recorreu ao que sabe fazer de melhor: usar a retórica religiosa para responder a crises terrenas. De Miami, nos Estados Unidos, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e controlador do Banco Digimais publicou uma passagem bíblica enigmática nesta quarta-feira (24), menos de 24 horas após a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem. Em seu blog oficial e em seus perfis nas redes sociais, como o X (antigo Twitter), Macedo publicou um texto sobre Ezequias, rei de Judá. O trecho reproduzido de II Crônicas destaca que o monarca “não correspondeu ao benefício que lhe fora feito” e que, por ter o “coração exaltado”, atraiu sobre si uma “grande ira”. Sem citar a corporação policial, o bloqueio de centenas de milhões de reais ou as graves acusações de maquiagem contábil contra o Digimais, o líder religioso deixou no ar um recado que, nos bastidores da política, soou como uma advertência cifrada em meio ao avanço das investigações sobre os operadores da instituição financeira. Refúgio de $ 13 milhões e elevador para carros O contraste entre a pregação sobre a “ira divina” e a realidade material do bispo é o retrato de um império sem fronteiras. Edir Macedo não foi alvo direto de mandados de busca e apreensão na terça-feira (23) por um motivo simples e geográfico: ele reside nos Estados Unidos, blindado pelo superluxo da costa leste americana. O aviso bíblico foi disparado de um dos endereços mais caros e exclusivos do planeta. Macedo mora em um apartamento na suntuosa Porsche Design Tower, localizada em Sunny Isles Beach, na região metropolitana de Miami. O imóvel de altíssimo padrão, avaliado em cerca de R$ 17 milhões, ostenta um requinte peculiar de engenharia: o “Dezervator”, um elevador automotivo privativo que permite ao morador estacionar seus veículos de luxo diretamente dentro da própria sala de estar, a dezenas de andares de altura. Enquanto a PF brasileira apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços para esconder rombos e operações de crédito vedadas , Macedo observa o derretimento reputacional de seu banco do conforto de uma fortaleza de vidro voltada para o Oceano Atlântico. O cerco da PF e as revelações da Fórum A Operação Miragem, que mobilizou mais de 50 policiais federais em São Paulo para cumprir nove mandados de busca e apreensão, atingiu o coração financeiro do projeto de poder da Universal. A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 670,3 milhões em bens e valores, além de autorizar o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, medida que, como mostrada pela Fórum, também teve o próprio Edir Macedo como alvo de pedidos de quebra de sigilo pela PF. Segundo a investigação, iniciada a partir de relatórios do Banco Central, a cúpula do banco manipulava registros para aparentar solvência diante dos órgãos de controle, viabilizando operações irregulares no mercado. A crise do Digimais não é um raio em céu azul. Como a Fórum vem detalhando em suas reportagens , as ramificações do banco evidenciam forte influência nos bastidores de Brasília e dos estados. A transformação do antigo Banco Renner no atual Digimais foi chancelada pelo Banco Central sob a presidência de Roberto Campos Neto. Mais recentemente, o banco garantiu um filão lucrativo no estado de São Paulo ao ser credenciado no governo de Tarcísio de Freitas, nome umbilicalmente ligado ao partido da Universal, o Republicanos, para operar empréstimos consignados a policiais militares. Em nota, o Banco Digimais afirmou que permanece à disposição das autoridades e reafirmou seu “compromisso com a transparência”. A quebra dos sigilos, no entanto, promete puxar o fio de uma teia complexa. Até lá, o bispo segue em sua torre blindada na Flórida, empunhando as escrituras sagradas como escudo de relações públicas e palanque político. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Maranhãozinho é alvo de buscas da PF em operação sobre suspeita de desvio de emendas](https://politicariabrasileira.blog.br/maranhaozinho-e-alvo-de-buscas-da-pf-em-operacao-sobre-suspeita-de-desvio-de-emendas/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Deputado do PL já tinha sido condenado pelo STF em março por desvio de emendas. Nesta quinta (25) é alvo de nova operação. A reportagem tenta contato com a defesa do deputado. Por Camila Bomfim, Túlio Amâncio e Reynaldo Turollo Jr | g1 e GloboNews 25/06/2026 Deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) — Foto: Divulgação Brasília – O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (25), em uma operação que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado “orçamento secreto”. A reportagem procurou a defesa do deputado, mas até a última atualização desta reportagem não recebeu retorno. Batizada como “Operação Afluente”, a ação do investigadores apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligados a uma organização criminosa. Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Posteriormente, esses mesmos valores teriam sido direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado. Segundo interlocutores da polícia, um dos endereços alvo da operação seria ligado ao próprio deputado, já que Josimar Maranhãozinho aparece como sócio de uma dessas empresas. Se confirmada a participação dos investigados e os fatos forem confirmados, eles poderão responder, segundo a PF, pelos crimes de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa. A ação desta quinta foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Condenação anterior O deputado do PL já tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março por desvio de emendas. Ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados. Nesse processo em que foi condenado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação das emendas. A PGR citou também que o deputado monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário. Orçamento secreto O “orçamento secreto” foi o nome dado às emendas de relator (RP9), mecanismo do Orçamento da União em que a distribuição de recursos era feita a partir de indicações de parlamentares, mas sem transparência sobre quem solicitava os repasses nem critérios claros para a divisão das verbas. Os sistemas oficiais registravam apenas o nome do relator do Orçamento, sem identificar os autores das indicações, o que gerou questionamentos sobre o uso político desses recursos. O modelo ganhou força a partir de 2019 e movimentou bilhões de reais, até ser considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro de 2022, por falta de transparência e rastreabilidade, e acabar extinto — embora valores indicados em anos anteriores continuem sendo pagos como “restos a pagar”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Brasil condenado injustamente](https://politicariabrasileira.blog.br/brasil-condenado-injustamente/): Brasil condenado injustamente Os negociadores brasileiros não têm muitas esperanças de reverter a decisão do governo americano de impor novas tarifas Por Míriam Leitão | O Globo 25/06/2026 Lula e Trump se reúnem na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR Os negociadores brasileiros não têm muitas esperanças de reverter a decisão do governo americano de impor novas tarifas. A decisão final será no mês que vem e o país prepara as suas considerações finais. Um experimentado negociador me disse que este tem sido o mais difícil processo do qual já participou. Outro funcionário do governo brasileiro me explicou o seguinte: “É muito difícil evitar as tarifas porque há um claro desinteresse dos Estados Unidos em chegar a um acordo”. O presidente Donald Trump quer condenar o Brasil e não por motivos comerciais. O que me explicaram é que no processo contra 59 países e a União Europeia, em que alegaram que essas nações não têm legislação eficiente contra importação de países que usem trabalho forçado, a decisão americana será cobrar as taxas. É muito difícil para os países se defenderem, e os Estados Unidos querem arrecadar. —Eles não vão reverter para ninguém, porque querem substituir as tarifas de base, que foram derrubadas. Na cabeça de Donald Trump, é preciso arrecadar alguma coisa. Ele gosta do dinheiro entrando. E é curioso porque em países ricos o imposto de importação não deveria ter caráter arrecadatório. Trump mudou toda a lógica. Há também pouca expectativa de que não seja aplicada a tarifa de 25%, da seção 301 da lei de comércio. O Brasil foi “investigado” com base neste item da lei por supostos erros no comércio com os Estados Unidos. Esse foi um processo específico contra nós. — No caso da 301, temos perguntado a eles o que querem em certas áreas investigadas. Por exemplo, no desmatamento, querem mais dinheiro para o Ibama? Mais dinheiro do BNDES para o arco do reflorestamento? Eles não dizem, nem pedem nada. É como dizem, nem se o Brasil oferecer o céu, eles mudariam a atitude punitiva — me disse um dos negociadores brasileiros. Outro integrante do governo diz que é difícil contrapor qualquer coisa. Contou que o lado americano pergunta o que o Brasil vai oferecer e não pede nada específico. Um dos itens das acusações trata dos acordos que temos com o México e a Índia. – Eles dizem, ‘esses acordos estão atrapalhando as exportações dos Estados Unidos’. Falam como se eles mesmos não tivessem acordos com vários países. Por mais que o Brasil explique que o desmatamento tem caído, que há leis contra pirataria, que as vendas para a Índia e México são pequenas, e que o Pix não compete com serviços americanos, eles continuam nas suas posições. Essa onda de tarifas altas começou porque os Estados Unidos acusavam os países de lucrar com superávits permanentes no comércio bilateral. Mostramos que não é o nosso caso porque temos déficit. Mas isso não melhorou a situação para o país. É como se fingissem não entender essa diferença. Em janeiro, contudo, o representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, se vangloriou em rede social de ter superávit com o Brasil. Apesar do ceticismo com que os integrantes das equipes negociadoras do Brasil avaliam a realidade, a decisão política é a de continuar tentando um acordo. Agora têm acontecido as audiências públicas, os hearings. O governo não participa. São ouvidos apenas os integrantes do setor privado. Os negociadores preparam essas alegações finais reapresentando todos os nossos pontos e argumentos. Durante a negociação, por exemplo, foi perguntado quais produtos e linhas os Estados Unidos querem que as tarifas sejam reduzidas. Exceto do etanol, os americanos nada pediram. – Falam de um modo geral, em setores industriais, o automotivo, o médico, mas eles sabem que, se abrirmos, os grandes vencedores serão os países asiáticos que são mais competitivos. Perguntamos isso desde o ano passado. Reiteramos nos últimos meses e semanas. Eles sempre respondem de forma genérica — explicou um integrante da missão negociadora brasileira. A guerra tarifária de Donald Trump é para arrecadar mais e tentar impor sua vontade aos países parceiros. No caso do Brasil, o bombardeio tem sido uma tentativa de interferir no processo que condenou Jair Bolsonaro. Foi um pedido dos bolsonaristas, primeiro de Eduardo e depois de Flávio Bolsonaro. Agora eles tentam mudar a história, com pedidos para serem ouvidos nas audiências, nas quais, dizem, defenderão que não haja taxação. O Brasil será tributado com taxas punitivas, as empresas terão prejuízo, porque os Bolsonaro fizeram lobby contra o Brasil. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPixPL Partido LiberalPresidente da RepúblicaSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 ‘Ordem da diretoria’: polícia investiga comunicado com regras de circulação impostas pelo tráfico na Zona Norte 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Operação mira cúpula de empresa de ônibus e vereador de SP por lavagem de dinheiro para o PCC](https://politicariabrasileira.blog.br/operacao-mira-cupula-de-empresa-de-onibus-e-vereador-de-sp-por-lavagem-de-dinheiro-para-o-pcc/): Operação mira cúpula de empresa de ônibus e vereador de SP por lavagem de dinheiro para o PCC Operação cumpre mandados de prisão e busca contra o vereador da capital Senival Moura, do PT, controlador da Transunião, e dirigentes da empresa. Por Bruno Tavares e Leonardo Zvarick | TV Globo e g1 SP 25/06/2026 O vereador Senival Moura, do PT, durante sessão de CPI na Câmara Municipal de São Paulo. — Foto: Divulgação/Rede Câmara São Paulo – A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagraram na manhã desta quinta-feira (25) a Operação Última Parada, contra um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público. Os agentes cumprem cinco mandados de prisão temporária e 104 de busca e apreensão. Os três presos são o vereador da capital Senival Moura, do PT, Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”), diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”), motorista e homem de confiança do vereador. Abaixo, veja quem são os demais alvos dos mandados de prisão: Lourival Monário (“Orelha”): atual presidente da Transunião, acusado de ser nomeado pelo PCC para garantir o escoamento de recursos ilícitos; Leonel Moreira Martins (“Cabeça Branca”): supervisor operacional que atuava como o interlocutor direto do PCC dentro da empresa, transmitindo ordens da facção.   Números da operação: Bloqueio de 117 veículos e 3 embarcações; Sequestro de 21 imóveis; Bloqueio de R$ 194.457.851,90 em contas dos alvos.   Os investigados são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas. Com a operação, a diretoria da Transunião foi afastada e a Prefeitura de São Paulo, comunicada para que sejam tomadas as medidas administrativas cabíveis. Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que “a operação dos ônibus da empresa Transunião segue funcionando, com a frota atendendo normalmente as linhas sob sua responsabilidade e sem prejuízo ao atendimento da população. A Administração Municipal aguarda a notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e definir as providências necessárias a partir de agora”. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou estar acompanhando os desdobramentos da operação “ao mesmo tempo em que temos toda a atenção para que o serviço funcione plenamente, o que tem ocorrido normalmente desde as primeiras horas da manhã”. A intenção de Nunes é fazer a intervenção na Transunião. O prefeito ponderou, no entanto, que precisa saber dos detalhes da decisão do juiz que ordenou a operação desta quinta: “Quero fazer a intervenção, só preciso tomar conhecimento do despacho do juiz”. “Gostaria de lembrar que assinei dois decretos em 2024 para romper contratos com uma empresa de ônibus que teria relação com o crime organizado. Nossa gestão mantém o compromisso de oferecer o melhor serviço para os 7 milhões de passageiros diariamente na cidade. As medidas cabíveis em relacao à empresa Transunião serão tomadas assim que a administração for notificada pelos órgãos competentes”, completou. Segundo os investigadores, Lourival está em Roma, na Itália. As autoridades vão pedir que o nome dele seja incluído na Difusão Vermelha, a lista de procurados da Interpol. Por meio de nota, a defesa do vereador Senival Moura disse que ele é inocente e recebeu com “profunda indignação” a decretação de sua prisão temporária. O advogado Márcio Sayeg diz que está tomando providências para prestar à Justiça os esclarecimentos necessários (leia íntegra abaixo). A defesa da Transunião informou que não teve acesso às informações da operação e enfatizou que o aumento do capital social da empresa se deve à incorporação de patrimônios como terrenos e imóveis, negando a entrada de dinheiro. Anderson Minichillo, advogado de Jair Ramos de Freitas afirmou que ainda não teve acesso aos autos, mas que deve tomar as medidas cabíveis para reverter a situação. Em nota, o PT informou que “acompanhará atentamente o desenrolar das investigações” e “a direção partidária determinou o encaminhamento do caso à Comissão de Ética, nos termos do Estatuto do PT. O procedimento poderá resultar nas medidas disciplinares cabíveis, inclusive no afastamento cautelar e na eventual expulsão do filiado, assegurados o amplo direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal”. “O Diretório Municipal do PT de São Paulo não compactua com qualquer prática ilícita e reafirma que todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com respeito à lei e às garantias constitucionais”, finaliza o comunicado. O g1 entrou em contato com assessores de Senival, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Os mandados estão sendo cumpridos em endereços da cidade de São Paulo, da região metropolitana e do município de Extrema (MG). A ação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. De acordo com a SPTrans, a Transunião opera 50 linhas municipais que, juntas, transportam 262 mil passageiros por dia útil, atuando principalmente na Zona Leste da capital paulista. Para cortar a influência dos investigados, a Justiça determinou o afastamento imediato de todos os atuais diretores e administradores da Transunião. Como o transporte de passageiros é um serviço essencial e não pode parar, a SPTrans foi notificada. Agora, o município precisa garantir que a frota continue rodando, seja decretando uma intervenção direta na empresa ou repassando as linhas da Transunião para outras viações da cidade. Morte de ex-presidente e o início da investigação O inquérito que desencadeou a ação desta quinta começou a partir da investigação do assassinato de Adauto Soares Jorge, antigo presidente da Transunião, executado em 2020. Documentos manuscritos conhecidos como “salves” do PCC revelaram que Adauto e o vereador Senival de Moura – apontado como o verdadeiro controlador da empresa – haviam sido condenados à morte por supostos desvios de valores da organização criminosa. “A facção teria descoberto, então, que Adauto desviava dinheiro da empresa para subsidiar uma espécie de ‘caixa dois’ para as eleições de 2020, privilegiando diretamente Senival em sua campanha à reeleição como vereador de São Paulo”, diz trecho da manifestação do MP. As investigações apontam que Senival concordou com a execução - [Governo Zema deu isenção de R$ 2 milhões à Eletrozema](https://politicariabrasileira.blog.br/governo-zema-deu-isencao-de-r-2-mi-a-eletrozema/): Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 Cadeia de varejo pertence à família do ex-governador; dado foi divulgado por ordem judicial Por Bernardo Mello Franco | O Globo 24/06/2026 Romeu Zema, governador de Minas Gerais — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O governo de Minas Gerais finalmente divulgou, por ordem judicial, a lista das empresas que receberam incentivos fiscais na gestão de Romeu Zema. Uma linha da planilha chamou a atenção da oposição mineira: a Eletrozema recebeu R$ 2.282.543,68 de desconto no ICMS a partir de 2024. Como o nome indica, a cadeia de lojas de eletrodomésticos pertence ao Grupo Zema, cujo principal acionista é… o ex-governador Zema. A coluna procurou o pré-candidato ao Planalto pelo Novo, mas ele ainda não se manifestou. Em março, antes de renunciar ao governo de Minas, Zema defendeu que a lista das empresas beneficiadas por isenções continuasse em sigilo. — Essa questão é como se fosse um segredo industrial. Nós não vamos dar publicidade a isso porque seria extremamente pernicioso para o estado de Minas — disse. [Atualização das 17h40: Em nota enviada à coluna, Zema disse não ver “nada de errado” com as isenções fiscais que seu governo concedeu à Eletrozema. “A empresa de que sou sócio tem regime especial de tributação desde 2008, quando eu ainda nem pensava em atuar na política”, escreveu. “Não há nada de errado nisso. O debate correto é: o regime é transparente? Estão disponíveis para todas a empresas do setor sem privilégio? Cumpre a lei? Gera atividade econômica, emprego, renda e arrecadação? Se a resposta for sim, atacar o instrumento é apenas transformar uma política tributária regular em manchete sensacionalista”.] Notícia anteriorPróxima notícia Belford Roxo RJCOAF Conselho de Controle de Atividades FinanceirasDeputado EstadualItaboraí RJNiterói RJPL Partido LiberalPolícia CivilPolícia Federal PFPolícia Militar PMPP ProgressistasPrefeitoRegião Metropolitana e Baixada FluminenseResende RJRio de Janeiro RJSão Gonçalo RJSenadorSTF Supremo Tribunal FederalSul Fluminense Costa Verde Médio ParaíbaUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram MPRJ obtém decisão que determina suspensão de atos do concurso para professores de Magé e apuração de possível descumprimento de ordem judicial 13/07/2026 PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara 13/07/2026 Câmara indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar autor, diz Transparência Brasil 13/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Prefeitura inicia reparo em rua de Teresópolis após protesto criativo](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeitura-inicia-reparo-em-rua-de-teresopolis-apos-protesto-criativo/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Placa ao lado de buraco na Fazendinha viraliza nas redes sociais. Por Juliana Guzzo | g1 24/06/2026 Placa foi o objeto de protesto em Teresópolis — Foto: Redes Sociais Teresópolis – Após um protesto criativo de um morador, a prefeitura de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, iniciou reparos em uma rua no bairro Fazendinha. Uma placa instalada ao lado de um buraco, que chamou atenção nas redes sociais, cobrava providências para o problema. Um problema de infraestrutura urbana na cidade ganhou repercussão nas redes sociais. Cansado de esperar pelo conserto de um buraco no início da Rua Jequié, no bairro Fazendinha, ele instalou uma placa no local contabilizando o tempo de existência do problema e convidando a prefeitura a agir. O cartaz trazia a mensagem “Dois meses, se quiser consertar”, em referência a um meme popular nas redes sociais. A autoria da placa não foi identificada, mas a manifestação teve resultado. Nesta quarta-feira (24), uma equipe da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos iniciou os reparos na galeria pluvial que provocou o afundamento da via. O caso chamou a atenção de moradores e internautas, que compartilharam imagens da ação bem-humorada como forma de cobrar uma solução para o problema. Recentemente, a prefeitura entregou um muro de contenção no bairro Fazendinha. Segundo a Secretaria de Obras, há um cronograma de operação tapa-buracos em diferentes pontos da cidade para melhorar as condições das vias. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Edir Macedo: R$ 10,4 bi na Forbes, banco na mira da PF e histórico de jatos e luxo em Miami](https://politicariabrasileira.blog.br/edir-macedo-r-104-bi-na-forbes-banco-na-mira-da-pf-e-historico-de-jatos-e-luxo-em-miami/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Enquanto instituição financeira ligada à Universal sofre bloqueio de R$ 670 milhões por suspeitas de fraudes, fundador desponta no ranking global de bilionários com rastro patrimonial que inclui venda milionária de ex-apartamento com elevador para carros. Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 24/06/2026 Entrada do prédio onde Edir Macedo vendeu apartamento em Miami (Reprodução / Alan Santos PR) Edir Macedo consolidou sua presença na lista de bilionários da Forbes de 2026 com uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões, cifra que no câmbio atual ultrapassa os R$ 10,4 bilhões. O recorde financeiro do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) ganha os holofotes no exato momento em que o Banco Digimais, instituição controlada por seu grupo econômico, torna se o alvo central de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes no Sistema Financeiro Nacional. O montante atualizado coloca o líder religioso na 2.052ª posição do ranking global da Forbes. O salto em relação às estimativas anteriores, que rondavam a casa dos R$ 9 bilhões, dá a exata dimensão de um império que transcendeu o púlpito. O ecossistema macedista cruza dízimos, concessões públicas de radiodifusão, um banco chancelado pelo Estado e um histórico de patrimônio internacional de altíssimo padrão, frequentemente blindado por engenharias corporativas e isenções tributárias. O cerco da PF e as suspeitas sobre o Digimais A frente mais crítica do império atualmente é a financeira. A Fórum mostrou que a Operação Miragem da Polícia Federal investiga o Banco Digimais por suspeitas de gestão fraudulenta, falsificação de dados em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas. Com base em relatórios do Banco Central, a Justiça Federal de São Paulo autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores vinculados à instituição. A Fórum também revelou que a PF solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do próprio Edir Macedo no caso Digimais. O bispo só não foi alvo de mandados diretos de busca e apreensão no Brasil porque os registros da investigação apontam que ele reside atualmente no exterior. O avanço do Digimais não ocorreu à margem das engrenagens do poder público. A Fórum já havia detalhado que o banco obteve aval para operar com sua nova marca durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. No âmbito estadual, a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) credenciou a instituição para oferecer empréstimos consignados aos policiais militares de São Paulo, atrelando o negócio diretamente à fonte segura da folha de pagamento do Estado. O ex apartamento em Miami e a venda milionária O histórico imobiliário de Edir Macedo nos Estados Unidos ilustra o abismo entre o discurso de desapego material e a prática corporativa. O símbolo máximo dessa extravagância foi a unidade 4005 no Porsche Design Tower, um edifício futurista em Sunny Isles Beach, na Flórida. O prédio é conhecido internacionalmente pelo elevador automotivo que permite aos moradores estacionarem seus carros de luxo dentro da própria sala de estar. O empreendimento é voltado à superelite global, abrigando apartamentos cujos valores chegam a ultrapassar impressionantes R$ 177 milhões. Documentos imobiliários levantados pela organização norte americana Trinity Foundation, entidade dedicada a investigar a opacidade patrimonial de lideranças religiosas, revelam que o imóvel não pertence mais ao bispo. Adquirido inicialmente por US$ 9,65 milhões, o apartamento foi vendido em setembro de 2025 por expressivos US$ 13 milhões, valor próximo a R$ 67 milhões na cotação brasileira. Reportagem do portal The Roys Report acrescenta um detalhe que evidencia a simbiose entre as empresas do líder religioso: a venda do imóvel em Miami foi concretizada mediante uma procuração durável assinada por Wilon Cardoso, executivo apontado como CEO da Record Enterprise Television Inc., braço da emissora nos Estados Unidos. A Trinity Foundation localizou ainda um segundo condomínio de luxo em Sunny Isles Beach, avaliado em US$ 10,7 milhões. A propriedade está registrada sob uma empresa do tipo LLC, sem gestores identificados publicamente no registro oficial de Miami Dade, o que dificulta a vinculação direta, mas reforça suspeitas sobre uma complexa engenharia de blindagem do patrimônio familiar. Histórico de luxo: Mansão de 18 suítes e cobertura no Templo de Salomão O rastro de propriedades suntuosas associadas à liderança da Universal possui capítulos conhecidos também no território brasileiro. Em 2009, reportagens revelaram que a cúpula da igreja desfrutava de uma mansão cinematográfica em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. A propriedade contava com quatro andares, 18 suítes, cinema, piscina coberta e elevador panorâmico, registrada em nome da própria instituição religiosa. Anos depois, em 2014, registros da imprensa paulista apontaram a mudança do bispo e sua esposa para a cobertura do suntuoso Templo de Salomão, no Brás. O espaço blindado de aproximadamente mil metros quadrados foi descrito com requintes corporativos como jardim de inverno, acesso estritamente controlado por biometria e cartões magnéticos. Frota de jatos e imunidade tributária A circulação global da cúpula da Universal exige uma logística à altura dos bilhões listados na Forbes. O monitoramento patrimonial promovido pela Trinity Foundation vai muito além do mercado imobiliário. Por meio do projeto Pastor Planes, a entidade aponta a existência de aeronaves privadas de grande porte ligadas à igreja. A frota rastreada inclui modelos altíssimo custo da aviação executiva, como um Bombardier Global Express, um Dassault Falcon 2000EX, um Embraer EMB 505 e um Gulfstream G280. Essas aeronaves realizam rotas frequentes que conectam o Brasil a destinos na América do Norte, Europa e Oriente Médio. A exuberância patrimonial ganha contornos ainda mais superlativos quando se analisa o custo de mercado e a manutenção dessa frota internacional. O projeto Pastor Planes identificou aeronaves que figuram entre as mais caras e exclusivas da aviação executiva global. O jato Bombardier Global Express, por exemplo, possui versões cujos valores variam de 11 milhões a 15 milhões de dólares no mercado de seminovos, o que representa algo em torno de 57 milhões a 78 milhões de reais na cotação atual. Modelos mais antigos dessa mesma linha não saem por menos de 6,5 - [Justiça quebra sigilo do bispo Edir Macedo, da Universal e do Digimais](https://politicariabrasileira.blog.br/justica-quebra-sigilo-do-bispo-edir-macedo-da-universal-e-do-digimais/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Bispo evangélico é alvo de operação da Polícia Federal contra um esquema para manipular demonstrativos e fraudar o sistema financeiro Por Rodrigo Tammaro e Renan Porto | Metrópoles 24/06/2026 Edir Macedo | Facebook/ Reprodução A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (23/6), a Operação Miragem, contra um esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Digimais, do bispo evangélico Edir Macedo. O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal. Além do religioso, também foi autorizada a quebra dos sigilos de outros 17 alvos da operação e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra nove alvos em São Paulo. De acordo com a corporação, Edir Macedo não é alvo dos mandados por residir no exterior. Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar sua real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares. A decisão judicial também autorizou a PF a sequestrar e bloquear bens do bispo e dos outros nove alvos de busca e apreensão. O montante é de mais de R$ 670 milhões e, segundo a corporação, corresponde ao ganho patrimonial com a suposta fraude. Quem são os alvos da operação Mandados de busca e apreensão Marcelo de Lima Brasil João Alves de Campos Rodrigo Ruggero João Luiz Urbaneja Thiago Rodrigues Urbaneja José Roberto Giancoli Filho Rodrigo Balassiano Banco Digimais S.A. ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.   Quebra de sigilo fiscal B.A. Empreeendimentos e Participações S/A Banco Digimais S.A. Bless Capital Gestora de Recursos Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A. Edir Macedo Bezerra EXP 1 FIDC-NP Guidare FIM CP Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP) RL ID 112 FIDC-NP ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. João Alves de Campos João Luiz Urbaneja José Roberto Giancoli Filho Marcelo de Lima Brasil Rocha Silva Consultoria e Estruturação (Marcos Serviços de Consultoria Ltda) Rodrigo Balassiano Rodrigo Ruggero Thiago Rodrigues Urbaneja   Segundo a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedada. O que dizem os envolvidos Em nota, a Bless Capital afirmou que não foi alvo da operação e não foi objeto de qualquer medida judicial relacionada ao caso. A gestora também afirmou que não possui vínculo societário com a ID e não integra o mesmo grupo econômico da companhia. “Trata-se de empresas independentes, com estruturas societárias, governança e administrações próprias, que atuam em funções distintas dentro do ecossistema do mercado de capitais.” A Bless Capital ainda reforçou que todas as operações são conduzidas em estrita observância à regulamentação vigente, aos normativos dos órgãos reguladores e às melhores práticas de governança do mercado. “Não procede qualquer alegação de utilização de fundos geridos pela companhia para fins de maquiagem contábil ou qualquer outra prática irregular. A Bless Capital permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que venham a ser solicitados e segue acompanhando o tema com total transparência e responsabilidade”, concluiu. A Rocha Silva Consultoria e Estruturação informou que recebeu com surpresa a notícia sobre a operação. “Prestei serviços de estruturação e intermediação da venda do direito de crédito de clientes e jamais prestei qualquer serviço ao banco Digimais”, afirmou o proprietário da empresa, Marco Antônio Rocha da Silva. “Me coloco a disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos, posto que a venda do ativo foi lícita e não tenho ciência, e tão pouco responsabilidade, sobre eventual sobrevalorização do mesmo pela instituição investigada, conforme citado em reportagem. A venda do direito creditório, que é um ativo financeiro, foi legal. Não tive nenhuma participação posterior nos fatos que estão sendo apurados. Na época nem sabia que esse ativo iria para o banco Digimais, a operação foi com um fundo”, afirmou. O Metrópoles aguarda a manifestação dos outros citados. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Piloto filmou sacola com suposto dinheiro destinado a Ciro Nogueira, diz relatório da PF (VIDEO)](https://politicariabrasileira.blog.br/piloto-filmou-sacola-com-suposto-dinheiro-destinado-a-ciro-nogueira-diz-relatorio-da-pf-video/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Relatório da PF aponta que mensagem entre Vorcaro e Zettel sobre repasse ocorreu um ano após a viagem Em táxi aéreo, empresário Beto Louco teria perguntado se ‘senador Ciro já estava aguardando’; parlamentar ainda não se pronunciou Por Gabriela Cecchin | Folha de S.Paulo 24/06/2026 Ciro Nogueira (à esq) e Daniel Vorcaro (à dir) próximos ao Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, EUA – Reprodução São Paulo – A Polícia Federal investiga se uma sacola que o piloto Mauro Caputti Mattosinho afirma ter transportado em um voo para Brasília, em 6 de agosto de 2024, seria destinada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). A informação foi publicada inicialmente pelo portal ICL Notícias e obtida pela Folha por meio dos documentos da investigação e de entrevista com o piloto. Mattosinho trabalhou na TAP (Táxi Aéreo Piracicaba) e afirma ter transportado regularmente o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, alvo de operação por fraudes no setor de combustíveis. A investigação da PF apontou que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enviou ao operador financeiro Fabiano Zettel a mensagem: “Resolve Ciro e galerias hoje / Manda agora la”. Em resposta, Zettel encaminhou uma lista de pagamentos pendentes, na qual aparece a anotação “Espécie Ciro 350k”.  De início, a polícia acreditou que as mensagens teriam sido enviadas na mesma data da viagem; no entanto, após reavaliação detalhada do material, constatou-se que a conversa se deu no dia 6 de agosto de 2025, exatamente um ano depois. Ainda assim, a PF afirma que mantém suas suspeitas de dinheiro em espécie enviado ao parlamentar, com base tanto no relato do piloto quanto nas mensagens trocadas no ano seguinte. Procurado por WhatsApp desde a manhã de sexta-feira (19), Ciro Nogueira ainda não se posicionou. A defesa de Daniel Vorcaro disse que não irá comentar. Advogados de Roberto Leme afirmaram à reportagem que nega qualquer transporte de recursos, bem como qualquer vínculo com Vorcaro, e diz que o empresário “nunca sequer deu um ‘bom dia’ ao ex-banqueiro ou pessoas ligadas a ele. Já a empresa TAP afirma que desconhece os fatos noticiados e que sua operação está “de acordo com a legislação pertiente, seguindo rigorosas regras de compliance”. Em declaração encaminhada à PF, Mattosinho relata que, em 6 de agosto de 2024, fazia o trajeto São Paulo-Brasília na aeronave PR-SMG quando recebeu do gestor uma sacola de papel que deveria receber “cuidado especial” porque continha “grana”. Segundo o piloto, o peso e o formato da embalagem o fizeram concluir que havia dinheiro em espécie no interior. “Eu fiz aquele vídeo no intuito de demarcar que eu não estava maluco”, disse posteriormente à PF. Ao pousar em Brasília, Mattosinho afirma que permaneceu na cabine enquanto os passageiros desembarcavam. Foi nesse momento, segundo ele, que ouviu Beto Louco perguntar a um funcionário se “estava tudo certo com o Ciro” e se “o senador Ciro já estava aguardando a gente”. O piloto afirma ter entendido que a referência era a Ciro Nogueira. Beto Louco levou a sacola para fora da aeronave, segundo o piloto, e não voltou com ela para São Paulo. SOB AMEAÇA, PILOTO VIVE SEM RESIDÊNCIA FIXA DESDE DEPOIMENTO Mattosinho afirma que passou a receber ameaças após começar a reunir documentos e procurar a Polícia Federal. Segundo ele, uma pessoa telefonou descrevendo o endereço de uma familiar e ameaçando cometer violência sexual contra ela. Em outro episódio, relata que uma mulher de sua família percebeu, por três sábados seguidos, um homem fotografando a frente de sua casa. Ele também diz que pessoas que se apresentaram como policiais o procuraram em um endereço antigo, sem deixar qualquer documento ou intimação. O piloto afirma ter contratado um especialista particular em proteção de testemunhas e adotado protocolos de segurança. Segundo ele, o advogado chegou a apresentar a possibilidade de solicitar sua inclusão no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, previsto em lei para pessoas que correm risco em razão da colaboração com investigações e processos judiciais, mas Mattosinho considerou que os impactos em sua vida pessoal e profissional seriam excessivos. O advogado especialista em direito penal Leonardo Tajaribe explica que a testemunha que está em situação de risco não é obrigada a entrar no programa, que pode impor limitações de contato, mudanças de rotina e, em alguns casos, alteração de endereço, afastamento do círculo social e medidas de sigilo. “Se incluída no programa, a testemunha não pode transformar a proteção em um cardápio de preferências. O programa funciona com regras próprias de segurança, apesar de algumas medidas serem negociadas dentro do possível”, afirma. Já o advogado criminalista Lucas Monteiro, sócio da Monteiro Porto & Perassoli Sociedade de Advogados, explica que serviços privados de segurança podem oferecer maior flexibilidade na gestão da rotina e permitir que a pessoa mantenha maior controle sobre suas decisões de deslocamento e contatos. Há dez meses, o piloto vive mudando de endereço a cada duas semanas e não consegue exercer a carreira na aviação executiva, setor em que trabalhou por 17 anos. “Meu trabalho dos sonhos. Meu pai era piloto, sempre quis ser piloto. Não está dando mais, infelizmente”, afirmou durante a entrevista. “Eu denunciei um crime e minha vida está absolutamente em frangalhos, profissionalmente.” Ele diz acreditar que será difícil conseguir voltar a trabalhar no setor. “Todo mundo que é usuário desse sistema de aviação executiva se conhece. Então eu me tornei meio que uma ‘persona non grata’, pelo menos por um tempo”, disse.https://www.dailymotion.com/video/xah8x2m Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [‘Método Master’: entenda os sinais de fraude no Digimais que são semelhantes ao caso do banco de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/metodo-master-entenda-os-sinais-de-fraude-no-digimais-que-sao-semelhantes-ao-caso-do-banco-de-vorcaro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas Por Eduardo Gonçalves, Thaís Barcellos, Aline Ribeiro e Matheus de Souza | O Globo 24/06/2026 Operação da PF bloqueia R$ 670,3 milhões e vê sinais de crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanço e operações de crédito vedadas — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena via Agência O Globo) Brasília e São Paulo – A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o banco digital Digimais, instituição controlada pelo empresário Edir Macedo. A ação ocorreu em São Paulo e incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões, e do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Segundo a PF, o Digimais teria adotado práticas similares às do Banco Master, ao captar recursos com oferta de investimentos com remuneração acima da média do mercado e a garantia de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. Os alvos da operação são investigados pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em balanços e realização de operações de crédito vedadas. A PF cita que, a exemplo do Master, o Digimais passou a emitir, a partir de 2023, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), referência do mercado. A PF afirma que a instituição replicou irregularidades, ao emitir títulos com “rentabilidades desproporcionais” às praticadas no mercado, usando o FGC como fator de atração. O FGC funciona como uma garantia a investidores que aportam até R$ 250 mil em instituições financeiras. O escândalo do Master resultou em necessidade de ressarcimento bilionária a investidores e na necessidade de aporte de instituições financeiras ao FGC. Além disso, o relatório policial aponta a “precificação de títulos antigos e sem valor da Vale em R$ 650 milhões, a avaliação de um terreno em Pernambuco por R$ 150 milhões quando o seu valor real seria inferior a R$ 10 milhões, e a marcação de uma carteira de automóveis em R$ 3,5 bilhões”. A superavaliação de ativos, segundo a PF, tinha como objetivo inflar artificialmente o patrimônio do banco. ‘Práticas temerárias’ “O Banco Digimais, sob o controle de Edir Macedo, adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”, diz trecho do relatório da PF. O banco é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Em outro caso, dois ativos que somavam R$ 71 milhões foram reavaliados em seguida em R$ 174,5 milhões, inflando de forma artificial o bem. “Como será adiante demonstrado, aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do Banco Digimais replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”, diz a PF. No pedido enviado à 7ª Vara Criminal Federal, a PF cita um processo encaminhado pelo Banco Central para o Ministério Público Federal a partir de indícios de irregularidades cometidas pelos gestores do Digimais, encontrados em processo de supervisão bancária. Em nota, a instituição afirmou: “Em relação à operação da Polícia Federal desta manhã o Banco Digimais informa que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”. Em outro trecho do relatório, a PF aponta que o Digimais inflou em quase dez vezes o valor das cotas de fundos em seu balanço, contabilizando ativos que valiam R$ 71 milhões por R$ 741,348 milhões. A diferença, de R$ 670 milhões, é justamente o montante autorizado para bloqueio na Operação Miragem. A investigação indica que o banco usou uma estrutura de fundos para melhorar seus resultados contábeis. Manobra contábil De acordo com o documento da PF, a “manobra contábil” teve início quando o Digimais passou a deter cotas do Hermon Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios não-padronizados. Essas cotas foram registradas no balanço do banco pelo montante de R$ 741,348 milhões. Os valores são referentes à compra de direitos de crédito a partir de uma ação de indenização ajuizada em 1967 por herdeiros da família Villela em face da União. A aquisição foi feita em etapas. Na primeira compra, em fevereiro de 2023, o ID112 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios não-padronizados comprou fatia de 7,7% por R$ 9 milhões. Essa fatia foi transferida ao fundo Guidare, e o ativo foi reavaliado para R$ 100 milhões. Em nova etapa, em junho de 2023, outra fatia foi adquirida no valor de R$ 22 milhões e reavaliada posteriormente para R$ 130 milhões. “Tal fato resultou na apuração de rendas no valor de R$ 199 milhões, com o reconhecimento desses valores na contabilidade do Banco Digimais em função da valorização das cotas do fundo”, diz a PF. O processo teve nova repetição. Em setembro de 2023, o fundo Hermon comprou mais duas cotas de direito creditório da família Villela, cada uma no valor de R$ 20 milhões. Em reavaliação posterior, as cotas passaram ao total de R$ 174,590 milhões, cada. Com essas operações, o registro de patrimônio do fundo subiu ao patamar de R$ 741,348 milhões, “muito embora o custo de aquisição dos ativos perfizesse a soma de apenas R$ 71 milhões”, diz a PF. O BC constatou a infração e determinou a correção no balanço, para que os ativos voltassem ao valor de R$ 71 milhões. O banco pediu o parcelamento do impacto no balanço em cinco anos. Ainda assim, no dia 29 de - [Alvo da PF, Digimais é acusado de se passar pelo Detran para cobrar clientes](https://politicariabrasileira.blog.br/alvo-da-pf-digimais-e-acusado-de-se-passar-pelo-detran-para-cobrar-clientes/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Clientes reclamam de cobrança de financiamento veicular do Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, com ameaças em nome do Detran Por Artur Rodrigues | Metrópoles 24/06/2026 Edir Macedo | Reprodução O Banco Digimais e assessorias de cobrança são acusados por clientes de se passar pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para cobrar dívidas, segundo uma série de relatos postados no site Reclame Aqui. O banco entrou nos holofotes nesta terça-feira (23/6) após ser alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra um esquema de fraudes financeiras. Ao todo, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão e quebrou sigilos bancário e fiscal. O dono do banco, bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, não foi alvo dos mandados por residir no exterior, mas teve a quebra de sigilo e o bloqueio de bens decretados pela Justiça. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 670 milhões de 10 dos alvos da operação. Enquanto na operação o Digimais é apontado como responsável por inflar artificialmente o próprio patrimônio, a clientela do banco reclama de práticas abusivas por parte da instituição financeira. Um dos relatos, por exemplo, afirma ter recebido uma cobrança incomum devido ao financiamento de seu veículo. A cobrança teria sido feita não em nome do banco, mas sim do Detran, segundo o relato. “O Detran não faz comunicado para cobrar o cliente de parcela em atraso e sim de multas e imposto a que lhe compete, em caso extremo faz o bloqueio do veículo via judicial como demanda a lei. Posso estar em atraso, mas não sou desinformado”, afirmou o cliente. Busca e apreensão Outro cliente reclama de uma assessoria que teria mandado SMS se passando pelo Detran “com ameaças de suspensão de CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão” relativas a uma dívida com o Banco Digimais. No Reclame Aqui, o próprio Digimais admitiu que “que a mensagem enviada via SMS ficou fora do padrão de comunicação adotado pela instituição”. “O caso está em tratamento internamente, com reforço das orientações relacionadas à conduta e comunicação com clientes”, afirmou a ouvidoria do banco. Em outro caso parecido, a ouvidoria do banco afirmou que “identificou-se divergência pontual em comunicação encaminhada, em desacordo com as diretrizes e padrões de comunicação adotados pela instituição”. Na plataforma, a instituição bancária tem reputação considerada ruim. O Metrópoles procurou a assessoria da Digimais, que não se posicionou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. Operação contra o Digimais A representação da Polícia Federal que fundamentou a operação contra o Banco Digimais aponta que a instituição do bispo evangélico Edir Macedo seguiu o mesmo modus operandi do Banco Master, pivô de um dos maiores escândalos financeiros da história do país. Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares. No documento, a PF aponta que o banco controlado por Edir Macedo “adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”. Segundo a corporação, a instituição de Daniel Vorcaro implementou um modelo de captação massiva de recursos, atraindo clientes a partir da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno muito superiores às praticadas no mercado. A representação destaca ainda que tal captação não possuía lastro e sustentou-se na expectativa de cobertura por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instituição criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra da instituição. De acordo com a PF, isso demonstra que “a gestão utilizou a garantia coletiva para captar liquidez, ocultar o passivo a descoberto e transferir o risco da operação para o sistema financeiro”. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Obras na Reta seguem em Teresópolis com retirada de ciclofaixa e recapeamento](https://politicariabrasileira.blog.br/obras-na-reta-seguem-em-teresopolis-com-retirada-de-ciclofaixa-e-recapeamento/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) e gera debate sobre mobilidade urbana no município. Por Juliana Guzzo | g1 23/06/2026 Intervenção na Avenida Feliciano Sodré avança nesta terça-feira (23) — Foto: Divulgação Teresópolis – As obras de recapeamento da Avenida Feliciano Sodré, conhecida como Reta, seguem nesta terça-feira (23) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A intervenção, iniciada na segunda-feira (22), ocorre no sentido Várzea-Alto e inclui a recuperação do asfalto e a retirada da ciclofaixa existente no trecho, medida que tem gerado questionamentos entre moradores e usuários da via. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a mudança busca adequar o espaço à faixa exclusiva para ônibus e ampliar a área destinada à circulação de veículos. A retirada da ciclofaixa reacendeu o debate sobre mobilidade urbana na cidade. Durante o primeiro dia das intervenções, moradores relataram preocupação com a perda de um espaço utilizado tanto para deslocamentos diários quanto para atividades físicas e de lazer. De acordo com a prefeitura, as alterações estão previstas em um estudo de mobilidade elaborado pelo município. A administração municipal informou ainda que uma nova ciclofaixa será implantada após a abertura da via que passará pela área da antiga fábrica têxtil Sudamtex, conectando o trecho à Rua Nilza Chiapeta Fadigas, na Várzea. As equipes continuam atuando na região nesta terça-feira, e agentes da Guarda Civil Municipal acompanham a operação para orientar o trânsito e minimizar os impactos no fluxo de veículos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana - [Digimais usou dívida que vem desde 1942 para inflar balanço, diz PF](https://politicariabrasileira.blog.br/digimais-usou-divida-que-vem-desde-1942-para-inflar-balanco-diz-pf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Família de homem morto em 1955 cobra União por decisão que deu origem à Vale. Digimais comprou créditos e os remarcou valendo 9 vezes mais Por Demétrio Vecchioli e Renan Porto | Metrópoles 23/06/2026 Edir Macedo | Arte/Metrópoles A Polícia Federal acusa o Digimais de utilizar direitos sobre créditos que vêm desde 1942 para inflar os balanços financeiros da instituição em pelo menos R$ 670 milhões. São dívidas da União com os herdeiros de um dos antigos sócios da Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia, encampada pelo presidente Getúlio Vargas para dar origem à Companhia Vale do Rio Doce – hoje conhecida só como Vale. Em 1967, os antigos acionistas da CBMS e da Itabira de Mineração e seus herdeiros entraram com uma ação contra a União cobrando uma indenização pelos direitos dos minerais valiosos que foram encampados por Vargas, conseguindo uma vitória definitiva em 1984, quando a sentença transitou em julgado. Há 42 anos, ficou definido que a União deveria pagar a eles 7 mil ações da Companhia Vale do Rio Doce (o que equivalia a 3,5% da companhia) e repassar todos os desdobramentos, bonificações e dividendos acumulados desde 1967. Mas, até agora, ninguém recebeu, porque o processo, que tramita na 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, ainda está em fase de liquidação, dada a complexidade dos cálculos e da constante substituição de beneficiários, uma vez que os credores vão morrendo e deixando herdeiros. Entre autores da ação inicial, estava Gastão de Azevedo Villela, um homem nascido em 1877 e que morreu em 1955. Os herdeiros dos seus herdeiros, que têm direito a 13,5% daquelas 7 mil ações da Vale, têm tentado, há 59 anos, serem indenizados pela União, até agora sem sucesso. Depois que gerações dos Villelas morreram sem pôr a mão no dinheiro, a família optou por vender parte dos seus direitos creditórios para o Digimais, que, de acordo com a Polícia Federal, começou a pôr em prática sua estratégia no início de 2023: adquirir fatias desse crédito por valores de mercado e, imediatamente, remarcá-las por valores astronômicos nos livros contábeis. A primeira etapa ocorreu por meio do ID 112 FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que registrou ter adquirido uma parcela de 7,7% do crédito de indenização por R$ 9 milhões. Pouco tempo depois, esse mesmo ativo foi transferido para outro veículo do grupo (o Fundo Guidare) e reavaliado para R$ 100 milhões. O procedimento se repetiu mais adiante naquele ano, quando uma nova fatia, de 9,25%, foi comprada por declarados R$ 22 milhões e remarcada no balanço por R$ 130 milhões. Operação cresce Em setembro de 2023, a operação escalou com a entrada do Hermon FIDC, outro fundo do Digimais, que comprou duas novas partes do crédito diretamente da família Villela, pagando declarados R$ 20 milhões por cada uma. Após manobras baseadas em pareceres jurídicos, cada uma foi remarcada para R$ 174,5 milhões. Assim, direitos creditórios que teriam custado efetivamente R$ 71 milhões, segundo a PF, foram registrados nos balanços do grupo de Edir Macedo valendo R$ 741,3 milhões, sem qualquer atualização na ação que permitisse concluir que o processo de liquidação, que já dura 42 anos, se aproxima da conclusão. Acusada pelos sucessores dos autores da ação de se opor “maliciosamente à execução, empregando ardis e meios artificiosos”, a União provisionava R$ 7 bilhões para pagar a dívida, cujo cálculo é altamente complexo – para o último perito judicial ouvido, é na verdade impossível. Em 2014, na Lei de Diretrizes Orçamentárias daquele ano, porém, provisionou R$ 24 bilhões para pagá-los, valor que agora os autores da ação cobram. Com direitos sobre 13,5% sobre o valor que vier a ser pago, os Villelas receberiam R$ 3,2 bilhões a partir dessa base. Eles venderam ao Digimais direitos sobre cerca de um terço disso, o que daria potenciais R$ 1 bilhão, para serem divididos com advogados que há 59 anos atuam no processo. Além disso, a expectativa de pagamento vem desde 1984, o que desvaloriza de forma significativa o valor desses papéis no mercado. Tanto que eles toparam vender por brutos R$ 71 milhões. Valorização artificial Assim, para a PF, o que o Digimais fez foi uma valorização artificial, que o permitiu apresentar um patrimônio líquido robusto, essencial para que a instituição pudesse captar mais recursos junto ao público por meio de CDBs, em movimentação que a PF aponta ter fortes semelhanças com o Banco Master. A fraude, contudo, foi identificada pelo Banco Central, que determinou que o banco revertesse os lançamentos, voltando ao valor original de custo. Para evitar o rombo que essa correção causaria, o Digimais desenhou uma nova manobra: no final de 2025, o banco vendeu as cotas dos fundos que continham os créditos para sua própria controladora, a B.A. Empreendimentos e Participações. A venda foi registrada pelo valor inflado de R$ 741,3 milhões, mas com uma cláusula peculiar: o pagamento só ocorreria em 2032. Essa operação, classificada pela PF como uma “burla à determinação de correção” do BC, permitiu que o banco mantivesse a aparência de riqueza, transformando um ativo duvidoso em um valor a receber do controlador. Além disso, a transação estourou os limites legais de exposição de crédito ao controlador em quase R$ 700 milhões. A fragilidade desses ativos também foi apontada por auditorias independentes. A Clifton Larson Allen (CLA) chegou a emitir um relatório com abstenção de opinião, afirmando que não foi possível concluir sequer sobre a existência física dos documentos de lastro ou sobre as premissas usadas para definir o valor bilionário dos créditos. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are - [Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT](https://politicariabrasileira.blog.br/sostenes-aciona-embaixada-dos-eua-apos-mendonca-determinar-remocao-de-video-que-sugere-financiamento-do-cv-e-pcc-ao-pt/): Sóstenes aciona embaixada dos EUA após Mendonça determinar remoção de vídeo que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Bolsonarista disse ter atribuído ao governo americano, na gravação, as ‘suspeitas’ e sustenta que apenas as autoridades do país poderão esclarece-las Por Luis Felipe Azevedo | O Globo 23/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira ter enviado um ofício à embaixada americana após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a remoção de um vídeo publicado pelo deputado. Na postagem, ele associa o PT às facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC). O bolsonarista disse ter atribuído ao governo dos Estados Unidos, na gravação, as “suspeitas” descritas no post. — Em nenhum momento do meu vídeo eu afirmei. Eu disse que há suspeita do governo americano de que há financiamento de recursos do Comando Vermelho e do PCC ao Partido dos Trabalhadores — disse Sóstenes a jornalistas na Câmara. A decisão pela remoção foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. Sóstenes sustenta que apenas o governo americano poderá esclarecer as suspeitas. No documento enviado à embaixada dos Estados Unidos, o bolsonarista solicita uma audiência pública com o representante americano no Brasil. — Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita — completou. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Sóstenes afirmou que, apesar de não concordar com o entendimento do magistrado, cumpriu a determinação no prazo previsto de 24 horas. ‘Caráter eleitoral’ Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. Notícia anteriorPróxima notícia Deputado FederalPCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima](https://politicariabrasileira.blog.br/master-e-digimais-como-paulo-guedes-e-campos-neto-no-ex-governo-bolsonaro-promoveram-a-farra-financeira-da-faria-lima/): Fim da escala 6×1: Alcolumbre quer PEC após as eleições para cumprir acordo com Flávio Bolsonaro Investigações da PF sobre os bancos Master, de Daniel Vorcaro, e Digimais, de Edir Macedo, desnudam os efeitos de uma agenda neoliberal nos governos Temer e Bolsonaro que Flávio Bolsonaro quer reproduzir se vencer a eleição. Por Plínio Teodoro | Fórum 23/06/2026 Paulo Guedes, Jair Bolsonaro, Campos Neto e Ciro Nogueira no lançamento do novo Marco de Garantias, uma das medidas que permitiu a farra na Faria Lima (Marcelo Camargo / Agência Brasil) O escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelados na Compliance Zero, e a Operação Miragem sobre o Digimais, de Edir Macedo, revelam os efeitos colaterais de um modelo de desregulamentação financeira iniciada no governo golpista de Miche Temer (MDB) e levada às últimas consequências pelo “super” ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do “autônomo” Banco Central Roberto Campos Neto no ex-governo Jair Bolsonaro (PL). Vendida como “modernização” do sistema financeiro – mesma alcunha agora propalada por Flávio Bolsonaro para seduzir a Faria Lima -, as resoluções e medidas de Guedes e Campos Neto abriram caminho para um ecossistema de fintechs, bancos digitais e operações financeiras que Sob o governo Lula estão no centro de investigações da Polícia Federal. Durante anos, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto venderam ao mercado a ideia de que o Brasil precisava romper o suposto oligopólio bancário para estimular a concorrência, democratizar o crédito e acelerar a inovação financeira. Sob esse discurso, foram criadas condições para a explosão de fintechs, bancos digitais, plataformas de crédito e estruturas financeiras que passaram a disputar espaço com as instituições tradicionais. O problema é que, enquanto a Faria Lima festejava a abertura, a fiscalização parecia perder capacidade de acompanhar a velocidade das transformações. Diante das investigações que alcançam Master e Digimais, emerge uma questão inevitável: os potenciais crimes identificados pela Polícia Federal são resultado de casos isolados ou revelam fragilidades de um modelo regulatório concebido justamente para flexibilizar barreiras e acelerar a expansão do setor financeiro? A resposta começa antes mesmo da chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Governo Temer: a origem A origem da atual arquitetura financeira remonta ao governo Michel Temer (MDB). Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução 4.656, criando as Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs). À primeira vista, tratava-se de uma medida técnica destinada a estimular a inovação. Na prática, inaugurava uma ruptura histórica. Pela primeira vez, empresas não bancárias poderiam conceder crédito diretamente ao público sem a necessidade de se transformarem em bancos convencionais. A medida foi recebida com entusiasmo pela Faria Lima. O argumento era simples: mais concorrência reduziria juros e ampliaria o acesso ao crédito. Mas, a resolução também marcou o início de um processo de fragmentação do sistema financeiro. Novos agentes passaram a operar em um ambiente regulatório significativamente mais leve do que aquele imposto aos grandes bancos, enquanto o Estado apostava que a supervisão baseada em risco seria suficiente para acompanhar a expansão do setor. Bolsonaro: o financismo como política de Estado Quando Roberto Campos Neto assumiu um “autônomo” Banco Central, em 2019, esse processo foi acelerado e transformou o financismo em política de Estado. Diferentemente de seus antecessores, que viam a estabilidade financeira como prioridade absoluta, Campos Neto passou a tratar inovação e concorrência como objetivos centrais da autoridade monetária. A partir daquele momento, o BC deixou de atuar apenas como fiscalizador para assumir também o papel de indutor da expansão do mercado financeiro. Em 2020 veio o Sandbox Regulatório, mecanismo que permitiu a empresas selecionadas testar produtos e modelos de negócios sob regras diferenciadas de supervisão. A iniciativa era inspirada em experiências internacionais e apresentada como ferramenta de modernização. Mas também representava uma mudança de paradigma: o foco deixava de ser a prevenção de riscos para privilegiar a experimentação e o crescimento. O passo seguinte foi ainda mais ambicioso. Em 2021 entrou em operação o Open Banking, posteriormente ampliado para Open Finance. O sistema obrigou instituições financeiras a compartilhar dados de clientes, permitindo a integração de bancos, fintechs, plataformas de crédito e empresas de tecnologia em uma mesma rede. A Faria Lima, mais uma vez, comemorou. Campos Neto celebrou com Guedes a “modernização” no mercado brasileiro. No entanto, pouco se discutiu sobre os desafios de supervisão que surgiam a partir da criação de um ecossistema financeiro cada vez mais complexo, pulverizado e interconectado. “Terceirização” e Farra no mercado financeiro Foi nesse ambiente que prosperou o modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS). Empresas sem tradição bancária passaram a oferecer contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros utilizando a estrutura de instituições parceiras, em uma espécie de “terceirização”, a reboque do que acontece em outros setores, como o do trabalho, com o avanço do ultraliberalismo. A fronteira entre banco, fintech, empresa de tecnologia e plataforma financeira tornou-se cada vez mais difusa. O sistema cresceu. A fiscalização, não necessariamente. Paralelamente, a aprovação da Lei Complementar 182, o chamado Marco Legal das Startups, e da autonomia formal do Banco Central consolidou a visão de que a expansão do mercado financeiro deveria ocorrer com o mínimo de interferência estatal possível. As propostas estão no cerne do “pensamento” de Paulo Guedes, um entusiasta do neoliberalismo, alçado em 2018 pela mídia liberal e Faria Liberal como “o posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, uma espécie de oráculo que colocaria uma mordaço no confesso ignorante em Economia que seria colocado no Planalto após a prisão de Lula por outro “super” ministro, Sergio Moro, hoje candidato do clã ao governo do Paraná. O resultado foi a criação de um ambiente altamente favorável à entrada de forasteiros no mercado financeiro, à circulação de grandes volumes de recursos e ao surgimento de estruturas cada vez mais sofisticadas, que dificultavam a fiscalização. A brecha permitiu que o “empresário” Daniel Vorcaro e o “bispo” Edir Macedo se tornassem banqueiros, conseguindo do BC de Campos Neto o aval para operacionalizar o Master, em 2019, e o Digimais, - [O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF](https://politicariabrasileira.blog.br/o-que-e-o-digimais-banco-controlado-por-edir-macedo-e-investigado-pela-pf/): O que é o Digimais, banco controlado por Edir Macedo e investigado pela PF Instituição financeira está no centro da Operação Miragem e enfrenta desafios regulatórios e financeiros Por O Estado de S.Paulo 23/06/2026 Antigo Banco Renner, o Digimais passou ao controle de Edir Macedo e mudou de nome em 2020 Foto: Reprodução/bancodigimais.com.br O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo líder religioso Edir Macedo, está no centro da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, para investigar suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades em operações de crédito. Fundado em 1981 em Porto Alegre, o banco tem origem no antigo Banco Renner, criado pela família de mesmo nome. Na época, a instituição concentrava suas atividades na concessão de empréstimos consignados e no financiamento de veículos, com foco no varejo. A aproximação de Edir Macedo começou em 2009, quando o Grupo Record adquiriu 40% das ações do Banco Renner. A operação só foi formalmente aprovada pelo Banco Central em 2013, quando Macedo e sua mulher, Ester Bezerra, passaram a deter 49% da instituição.  O controle integral foi assumido em 2020, quando o casal adquiriu a participação remanescente do banco. Após a operação, a instituição passou por um processo de reformulação e adotou o nome Digimais. Segundo a Polícia Federal, os problemas que culminaram na investigação têm relação com operações realizadas nos últimos anos. Os investigadores apontam que, em março de 2025, o banco realizou uma cessão de créditos estimada em R$ 660 milhões para o fundo FIDC EXP 1. A transação deu origem a uma disputa judicial após questionamentos sobre a qualidade dos ativos negociados e a existência da documentação necessária para comprovar os créditos. As apurações também mencionam uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Digimais a carteiras de crédito ligadas ao Banco Master. Após a liquidação da instituição, esses ativos passaram a ser alvo de questionamentos sobre qualidade, lastro e regularidade documental. Ainda de acordo com a investigação, houve uma tentativa de venda do Digimais em janeiro de 2025 para Maurício Quadrado, executivo com passagem pelo Banco Master, por meio do Bluebank. A operação acabou vetada pelo Banco Central. Meses depois, em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a assinatura de documentos para uma possível aquisição do controle do Digimais. Segundo a Polícia Federal, a negociação ocorreu em um contexto de dificuldades de liquidez enfrentadas pela instituição para honrar compromissos financeiros. A conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias, incluindo aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Além da investigação da PF, o banco também sofreu nesta semana um rebaixamento de classificação pela agência Fitch Ratings, que citou incertezas sobre sua situação financeira e retirou as avaliações de crédito da instituição por falta de informações suficientes para acompanhamento adequado. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPolícia Federal PFPorto Alegre RS Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Prefeito de Nova Friburgo veta auxílio-alimentação para vereadores e aponta irregularidade fiscal](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeito-de-nova-friburgo-veta-auxilio-alimentacao-para-vereadores-e-aponta-irregularidade-fiscal/): Prefeito de Nova Friburgo veta auxílio-alimentação para vereadores e aponta irregularidade fiscal Benefício de R$ 50 por dia útil havia sido aprovado pela Câmara e teria impacto anual estimado em R$ 277 mil. Por Nathalia Rebello | g1 23/06/2026 Câmara Municipal de Nova Friburgo — Foto: Divulgação Nova Friburgo – O prefeito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, Johnny Maycon (PL), vetou integralmente a lei que criava auxílio-alimentação para os vereadores do município. A decisão foi formalizada nesta segunda-feira (22), por meio do Ofício de Gabinete nº 057/2026, enviado à Câmara Municipal. Nas justificativas, o chefe do Executivo afirma que a medida é inconstitucional, representa aumento de despesas em um momento de restrição fiscal e contraria princípios da administração pública. A proposta, aprovada pela Câmara em 26 de maio por 11 votos favoráveis e oito contrários, alterava a Lei Municipal nº 4.996/2023 para incluir os parlamentares entre os beneficiários do auxílio-alimentação já concedido aos servidores da Casa. O benefício seria de R$ 50 por dia útil para cada vereador, com impacto anual estimado em R$ 277,2 mil, segundo estudo elaborado pelo próprio Legislativo. Nas razões do veto, Johnny Maycon afirma que Nova Friburgo ultrapassou o chamado limite prudencial de despesas com pessoal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que impede a criação de novas vantagens ou despesas continuadas. “Ocorre em momento de extrema restrição fiscal, no qual o Município de Nova Friburgo encontra-se acima do limite prudencial de despesas com pessoal”, diz o texto encaminhado à Câmara. O prefeito argumenta ainda que, embora o auxílio tenha sido classificado pelos autores como verba indenizatória, o pagamento representaria aumento de despesa corrente e seria incompatível com a necessidade de contenção de gastos. Segundo o documento, a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a concessão de vantagens quando as despesas com pessoal ultrapassam 95% do limite legal estabelecido. O Executivo também cita decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) para sustentar a tese de ilegalidade da medida. Além da questão fiscal, a prefeitura afirma que a criação do benefício afronta princípios constitucionais como moralidade, impessoalidade e razoabilidade. No texto do veto, Johnny Maycon argumenta que a concessão de uma nova vantagem a agentes políticos, em um cenário de restrições financeiras, “pode caracterizar privilégio corporativo que destoa da realidade social e das reais necessidades da população de Nova Friburgo”. A proposta foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, presidida pelo vereador Dirceu Tardem (PL). Durante a tramitação, os defensores do projeto argumentaram que o objetivo era equiparar os vereadores aos servidores da Casa, que já recebem o auxílio. Já os parlamentares contrários sustentaram que a medida era inadequada diante da situação econômica do município. Votaram favoravelmente à proposta os vereadores Angelo Gaguinho, Bruno Silva, Carlinhos do Kiko, Cascão do Povo, Claudio Leandro, Dirceu Tardem, Evandro Miguel, Janio de Carvalho, Max Bill, Tia Karla e Walace Piran. Foram contrários Christiano Huguenin, Cláudio Damião, Ghabriel do Zezinho, José Carlos, Maiara Felício, Maicon Gonçalves, Marcos Marins e Rômulo Pimentel. Isaque Demani e Joelson do Pote não participaram da sessão. Com o veto total publicado, a matéria retorna à Câmara Municipal. Caberá aos vereadores decidir se mantêm a decisão do prefeito ou se derrubam o veto em plenário. Caso a maioria necessária vote pela rejeição do veto, a lei poderá ser promulgada pelo próprio Legislativo, independentemente da sanção do Executivo. Notícia anteriorPróxima notícia Lei de Responsabilidade Fiscal LRFNova Friburgo RJPL Partido LiberalPrefeitoRegião Serrana e Centro Sul FluminenseSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJVereador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Moradora afirma esperar há 5 anos por obra contra alagamentos em Itaperuna 26/06/2026 Distribuidora investigada por ligação com PCC tem contrato de R$ 168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Novo caso Master: entenda a operação da PF de R$ 670 mi contra o banco Digimais, de Edir Macedo](https://politicariabrasileira.blog.br/novo-caso-master-entenda-a-operacao-da-pf-de-r-670-mi-contra-o-banco-digimais-de-edir-macedo/): Novo caso Master: entenda a operação da PF de R$ 670 mi contra o banco Digimais, de Edir Macedo Operação Miragem mira suspeitas de fraude contábil, bloqueia até R$ 670,3 milhões e retoma alertas já publicados pela Fórum sobre o banco Por Diego Feijó de Abreu | Fórum 23/06/2026 Edir Macedo dono do Banco Digimais – Reprodução O Banco Digimais, de Edir Macedo, virou alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (23) em uma operação contra suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, com bloqueio autorizado de até R$ 670,3 milhões em bens e valores ligados aos investigados. A operação, chamada Miragem, cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e foi baseada, segundo a investigação, em relatórios do Banco Central que apontaram irregularidades na condução da instituição financeira. Mais de 50 policiais federais participam da ação. A Justiça Federal também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e controlador do Digimais, aparece entre os alvos da apuração. Banco Digimais, de Edir Macedo, já estava na mira da Fórum A operação desta terça-feira (23) não surge do nada. A Fórum já vinha mostrando, desde fevereiro, a deterioração financeira do banco de Edir Macedo e as semelhanças entre o caso Digimais e o escândalo do Banco Master. Em 27 de fevereiro, a Fórum revelou que Edir Macedo havia injetado R$ 250 milhões no próprio banco para tentar conter a crise da instituição em meio ao escândalo do Master. Naquele momento, a crise do Digimais já era associada à compra de fundo com papéis ligados ao Banco Master e à Reag, de Fabiano Zettel. O aporte milionário do bispo funcionou como tentativa de recompor capital e evitar um colapso imediato da instituição. PF apura manipulação de balanços e receitas artificiais Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que administradores do Digimais teriam manipulado balanços e resultados contábeis para esconder a real situação econômico-financeira do banco e transmitir aos órgãos de controle uma aparência de solvência incompatível com a condição da instituição. A apuração também menciona suspeitas de supervalorização de ativos e geração artificial de receitas de centenas de milhões de reais. Outra frente investiga operações financeiras supostamente ilegais em benefício da empresa controladora do banco. Os investigadores ainda apuram possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais do órgão regulador. Os investigados podem responder, conforme a participação de cada um, por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas pela legislação do Sistema Financeiro Nacional. Compra pelo BTG com FGC ampliou alerta sobre o Digimais Em 9 de abril, a Fórum mostrou que o BTG Pactual havia fechado acordo para comprar o Banco Digimais, em uma operação com uso de recursos do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. A reportagem apontou que a engenharia financeira repetia a lógica vista no caso Master: absorver a parte considerada saudável do banco em crise, enquanto a estrutura de socorro institucional ajudava a mitigar os riscos de uma quebra desordenada. O negócio reforçou a leitura de que o Digimais já era tratado como um problema sensível para o sistema financeiro. A operação dependia de aval do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. Fórum revelou papéis podres, carros roubados e R$ 480 milhões O alerta mais direto veio em 18 de maio, quando a Fórum publicou que o Banco Digimais negociava papéis podres e repassava carteiras com carros roubados. A reportagem mostrou que a PF já investigava o banco por suspeitas de maquiagem de resultados, negociação de ativos problemáticos e venda de carteiras de financiamento com irregularidades graves. O ponto central era a suspeita de que o Digimais deixou de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos que deveriam reduzir o resultado informado pela instituição. A manobra teria permitido ao banco apresentar lucro contábil apesar da deterioração de sua carteira. Por que a operação é chamada de novo caso Master A comparação com o Banco Master vem da combinação de três elementos: ativos considerados problemáticos, suspeitas de maquiagem contábil e uso de mecanismos de mercado para tentar preservar a parte saudável de uma instituição em crise. No caso do Digimais, a PF agora mira justamente o núcleo que a Fórum já havia destacado: a suspeita de que balanços e demonstrativos foram usados para esconder a real situação do banco de Edir Macedo. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterPolícia Federal PFSão Paulo SPSistema Financeiro Nacional SFN Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais](https://politicariabrasileira.blog.br/pf-faz-operacao-contra-fraudes-no-sistema-financeiro-e-bloqueia-ate-r-670-milhoes-em-bens-ligados-ao-digimais/): PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões em bens ligados ao Digimais Operação Miragem cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. Investigação aponta manipulação de balanços, ocultação da situação financeira de instituição e operações supostamente ilegais. Por Isabela Leite, Léo Arcoverde e Bruno Tavares | GloboNews, TV Globo e g1 SP 23/06/2026 A Universal é liderada pelo bispo brasileiro Edir Macedo e está presente hoje em mais de 95 países — Foto: Alan Santos/PR A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem para desarticular um esquema fraudulento voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, no âmbito da gestão do Banco Digimais. Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo contra 10 empresas e 8 pessoas físicas, incluindo o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). 🔎Fundado em 1981 como Banco Renner, o Digimais tornou-se um banco digital em 2020, quando passou ao controle integral de Edir Macedo. Hoje, tem foco em operações de crédito, especialmente financiamento de veículos (leia mais abaixo). Macedo é um dos investigados na operação por ser proprietário do banco, mas, como reside no exterior, não foi solicitado mandado de busca e apreensão contra ele neste momento. Segundo as investigações, o esquema envolvia a manipulação de balanços do banco, a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas para ocultar a verdadeira situação da instituição. Procurado, o Banco Digimais informou que permanece à disposição para colaborar com a investigação. “A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, disse em nota. O escritório que defende o bispo Edir Macedo afirmou que não tiveram acesso aos autos da operação e “nada vai comentar, por se tratar de instituição financeira”. A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, incluindo Macedo, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70. Segundo a Polícia Federal, durante as investigações foram analisados relatórios produzidos pelo Banco Central do Brasil que apontaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Em nota, a corretora ID CTVM, que é citada na operação, informou que, “sente-se no dever de esclarecer que a corretora adota rigorosos padrões de governança e esclarecerá as autoridades sobre suas atividades e comprovará a lisura das suas operações”. Entenda a investigação As apurações indicam que o esquema envolvia a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis com o objetivo de ocultar a real situação econômico-financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle. Ainda de acordo com a investigação, a prática teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais. Segundo a Polícia Federal, o Banco Digimais adotou práticas financeiras consideradas temerárias, análogas às do extinto Banco Master. A PF também investiga operações financeiras supostamente ilegais realizadas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador. O que é o Digimais? O Banco Digimais foi fundado em 1981, em Porto Alegre (RS), com o nome de Banco Renner. Inicialmente, atuou como financeira e, ao longo da década de 1980, expandiu suas operações para o crédito direto ao consumidor (CDC) voltado ao financiamento de veículos. Em 1991, passou a operar como banco múltiplo (instituição financeira autorizada a oferecer vários tipos de serviços bancários sob uma mesma estrutura). Em 2009, o empresário e líder religioso Edir Macedo tornou-se acionista minoritário da instituição. Anos depois, em 2018, o banco iniciou sua transformação digital e, em 2020, foi reestruturado para atuar como banco digital, adotando o nome Digimais. Na mesma época, Macedo assumiu o controle integral da instituição ao adquirir a totalidade das ações. Atualmente, o Digimais concentra sua atuação no mercado de crédito, com destaque para o financiamento de automóveis, além de oferecer produtos voltados ao varejo, como Certificado de Depósito Bancário (CDB) e fundos de investimento distribuídos por terceiros. Nos últimos anos, o banco passou por mudanças relevantes em sua estrutura societária e de gestão. Em janeiro de 2025, uma tentativa de venda do controle para o empresário Maurício Quadrado, do grupo BlueBank, acabou não sendo concluída. Embora a operação tenha recebido aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o comprador desistiu do negócio alegando deterioração das condições de mercado. Já em janeiro de 2026., Aldemir Bendine assumiu a presidência executiva (CEO) do Digimais após homologação do Banco Central. Em abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a assinatura de um acordo vinculante para adquirir o controle acionário do banco. O valor da operação não foi divulgado, e a conclusão do negócio permanece condicionada à realização de um processo competitivo, à confirmação da proposta do BTG como vencedora e à obtenção das aprovações regulatórias necessárias, incluindo as do Banco Central e do Cade. Enquanto a negociação segue em andamento, o Digimais enfrenta desafios financeiros e de governança. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito da instituição para “CCC(bra)”, um nível que indica elevado risco financeiro. Na prática, a agência avaliou que o banco tem pouca margem de segurança para enfrentar dificuldades e que, caso sua situação piore, existe uma possibilidade real de não conseguir honrar seus compromissos financeiros. Notícia anteriorPróxima notícia Banco Central BCBanco MasterCADE Conselho Administrativo de Defesa EconômicaPolícia Federal PFPorto Alegre RSSão Paulo SPSistema Financeiro Nacional SFN Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a - ['Erro crasso': Gilmar Mendes critica André Mendonça por receber advogado para tratar de delação de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/erro-crasso-gilmar-mendes-critica-andre-mendonca-por-receber-advogado-para-tratar-de-delacao-de-vorcaro/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Decano do STF vê ‘impropriedade’ na condução do caso pelo relator e alerta para risco de nulidades em paralelo com a Lava Jato Por Filipe Vidon | O Globo 22/06/2026 Ministro Gilmar Mendes no Roda Viva — Foto: Reprodução/Roda Viva São Paulo – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta segunda-feira que o relator do caso Master, André Mendonça, cometeu uma “impropriedade” ao receber de um advogado uma “proposta de delação seletiva” no Caso Master. Gilmar falou em “erro crasso” no cenário em que o colega estaria “participando de conversas” na condução do acordo. A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, alguns dias após Mendonça responder às críticas durante o julgamento na Segunda Turma. Na sessão da última terça-feira, que manteve a prisão de Henrique e Felipe Vorcaro — pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master —, André Mendonça confirmou ter sido procurado por um advogado com uma proposta que descreveu como “delação seletiva” e disse tê-la recusado. — Chegou uma proposta por um advogado. Perderam o pudor. Queriam fazer uma delação seletiva. Na minha cara. Eu disse: não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não — afirmou Mendonça na sessão. No Roda Viva, Gilmar reconheceu que André Mendonça rejeitou a proposta, mas manteve a crítica: o simples fato de o relator ter recebido o advogado e sido exposto ao conteúdo da oferta já configura, a seu ver, uma violação dos limites que a lei impõe ao magistrado. — A lei não permite que o relator participe ou o juiz participe da delação. O acordo é entre Ministério Público ou a Polícia Federal e o delator. Então, aqui já há um erro crasso. Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado. Gilmar ponderou que a tarefa de Mendonça é genuinamente difícil, mas cobrou que o relator se paute por critérios claros, para que se evite repetir os erros que marcaram a Lava Jato. — É um trabalho difícil. E por isso é importante que se paute por uma métrica. É importante que não se repitam os erros do passado. Na conversa que nós tivemos, por exemplo, André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva. E aqui já há uma impropriedade. Paralelos com a Lava Jato O ministro disse enxergar “similitudes” entre a condução do caso Master e os excessos que marcaram a Operação Lava Jato, e elencou os elementos que o preocupam: a substituição de relatores, os vazamentos de informações sigilosas, as prisões de familiares e a morte de um dos alvos após a detenção. — Nós tivemos a substituição dos relatores. De Toffoli passa para André Mendonça e em seguida o ministro André libera uma ordem que havia sido dada pelo então relator no sentido de não permitir que a CPI ou a CPMI fizesse aquela quebra de sigilo. E houve aquilo que nós conhecemos, a quebra de sigilo, inclusive de conversas íntimas e a revelação. Gilmar Mendes citou que a Lava Jato é o exemplo mais acabado dos riscos que se apresentam quando esses sinais são ignorados. O ministro lembrou que, à época, proferiu votos vencidos que continham advertências sobre o caminho que a operação trilhava. — Inicialmente eram advertências que se faziam na linha: não vamos por aí. Eu ainda me lembro dizendo: nós temos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba. Parecia um mantra. E depois isso se tornou verdade e todo aquele caos que foi revelado na operação Spoof, na Vaza Jato, nos envergonha hoje. Impasse eleitoral no Rio Gilmar Mendes também comentou a crise política do Rio de Janeiro. Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar e tornar inelegível o governador Cláudio Castro — condenado por abuso de poder político e econômico, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumiu interinamente o Executivo estadual. O STF ainda não definiu como será a eleição para o mandato-tampão. O ministro criticou o TSE por não ter concluído a tempo o julgamento do caso de Castro, o que, segundo ele, gerou diretamente o imbróglio sobre a viabilidade de eleições diretas ou indiretas no estado. — Nós tivemos duas situações muito constrangedoras no TSE. A não decisão do caso do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e a não decisão do caso de Roraima. Processos já prontos, mas não eram julgados. E isso levou a esses impasses que nós estamos vivendo agora. O ministro detalhou a sequência que, a seu ver, produziu o caos institucional atual. — Houve um retardo por parte do TSE na conclusão desse julgamento. O que levou, inclusive, àquela perplexidade, se se podia ou não ter eleição direta ou indireta, e causou todo esse problema. Por outro lado, metade da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ou mais, está sendo investigada, com vários problemas que estão, inclusive, no inquérito da relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Portanto, é um todo muito complexo. Gilmar também tocou na discussão sobre a proposta de código de ética para o STF encabeçada pelo ministro Edson Fachin, e lembrou que a restrição central do documento já existe na legislação brasileira. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional veda que juízes se pronunciem publicamente sobre questões que possam vir a julgar. O decano disse defender que a elaboração de um código seja conduzida por uma comissão interna do tribunal e afirmou não ter restrições a medidas de transparência, como a divulgação de ganhos e patrocínios. — Eu defendo uma discussão por uma comissão do tribunal que faça esta elaboração. E nós já temos uma série de regras sobre isso. Sobre propriedade de empresas, a lei já estabelece que é facultado a ministro ou a juiz ser sócio. Ele não pode ser diretor. Obviamente ele segue as regras comerciais e de imposto. Eu sou a - [Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa?](https://politicariabrasileira.blog.br/ingresso-a-r-180-mil-quem-e-o-amigo-de-flavio-bolsonaro-que-vai-banca-lo-na-copa/): Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? Senador diz que recebeu de presente entradas para o jogo do Brasil nos EUA; valor elevado e histórico de “amigos generosos” levantam novas perguntas Por Renato Rovai | Fórum 22/06/2026 O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Brazil Photo Press/Folhapress lávio Bolsonaro vai aos Estados Unidos para assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia. Ok. O que chama atenção, no entanto, é a explicação apresentada sobre os ingressos, que teriam sido dados por um “amigo”. A pergunta é inevitável: quem é esse amigo? Segundo levantamento feito pelo repórter Luiz Carlos Azenha, os ingressos mais exclusivos para a partida custam cerca de US$ 35 mil cada, o equivalente a cerca de R$ 180 mil. TariFlávio é senador da República e candidato ao Palácio do Planalto. Trata-se portanto de um presente de alto valor recebido por um agente público em pleno exercício do mandato. Quem é esse amigo? Qual a relação que mantém com o senador? Há interesses econômicos ou políticos envolvidos? Essas são perguntas naturais diante de uma situação que exige transparência. As indagações se tornam ainda mais pertinentes diante do histórico do próprio senador. Em verões passados, Flávio já alegou ter sido beneficiado por “amigos”. Em um dos episódios mais conhecidos, um amigo miliciano teria pagado uma prestação de um apartamento do então deputado estadual e sua esposa em Laranjeiras, Rio de Janeiro. Também permanecem na memória pública as suspeitas de lavagem de dinheiro na “lojinha” da Kopenhagen que ele mantinha na Barra da Tijuca, tema que foi objeto de reportagens e investigações ao longo dos últimos anos. Agora, surge mais um “amigo generoso”. É um verdadeiro escândalo, mas há algum tempo parece existir uma espécie de normalização em torno do clã Bolsonaro. Infelizmente. Notícia anterior PL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master](https://politicariabrasileira.blog.br/acao-na-pgr-vai-pedir-atuacao-celere-e-contundente-de-andre-mendonca-contra-flavio-bolsonaro-no-caso-master/): Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre reuniões. Ação visa provocar André Mendonça, que tem sido acusado de blindar seu grupo político como relator do caso Master. Por Plínio Teodoro | Fórum 22/06/2026 Flávio Bolsonaro em ato em Guarulhos com Tarcísio de Freitas (Marina Uezima/Brazil Photo Press/ Via AFP) Os deputados Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, e Lindbergh Farias (PT-RJ) vão protocolar uma ação junto ao Procurador-Geral da República (PGR) Paulo Gonet pedindo que ele cobre uma atuação “célere e contundente” do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação de que o senador manteve encontros recorrentes com Daniel Vorcaro. “Há provas como mensagens, áudios e visitas ao banqueiros, além do depósito dos milhões de dólares em um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA. As provas são fartas e é necessário que aja uma ação contundente e célere de André Mendonça sobre Flávio Bolsonaro, que não vimos até agora”, disse à Fórum o vice líder do PT na Câmara. Envolto em novas mentiras sobre a relação com o “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro se calou sobre as reuniões recorrentes, seguindo a estratégia de tentar abafar sua relação com o banqueiro e mirar em Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que, por muito menos, foi alvo de uma ação de busca e apreensão da Polícia Federal autorizada por André Mendonça. A análise dos governistas e de fontes da PF é que está havendo uma blindagem de Mendonça sobre o grupo político de sua origem, ligado ao clã Bolsonaro, na relatoria das ações do Caso Master. No entanto, há um consenso de que, após a ação contra Wagner, haverá constrangimento se Mendonça for provocado e negar uma ação da PF contra Flávio Bolsonaro, visto que as provass contra o senador são muito mais contundentes e os valores, comprovadamente transferidos pelo banqueiro, bem mais vultosos. Uma suposta negativa de Mendonça em agir contra Flávio Bolsonaro abriria espaço para um pedido de suspeição do ministro, que foi alçado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro após substituir Sergio Moro no comando do “super” Ministério da Justiça. Homem de confiança do ex-governo Bolsonaro, Mendonça assumiu o posto após Sergio Moro deixar o comando da pasta atirando, acusando Jair de interferência na Polícia Federal justamente para proteger o filho Flávio nas investigações do caso de corrupção das rachadinhas. Após a briga com o clã, Moro submergiu e acabou reatando com Bolsonaro nas eleições contra Lula em 2022. A reaproximação resultou em uma nova parceria, com o ex-juiz se filiando às hostes do PL para ser candidato ao governo do Paraná com apoio de Flávio Bolsonaro. Ataque de nervos Neste domingo, Flávio Bolsonaro defendeu a postura de Mendonça, que vem sendo acusado de blindá-lo nas investigações, em ataque à jornalista Eliane Cantanhede, que cobrou o ministro de avalizar uma ação da Polícia Federal (PF) contra o filho “01” de Jair Bolsonaro em artigo no Estadão. “Não há absolutamente nada de errado. Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos Estadão (com o que eu não concordo)”, disparou Flávio, que voltou a mentir dizendo que “possibilidade de crime só há na relação do líder do governo e fiel escudeiro de Lula com o Augusto Lima e o Master, e não no caso do filme”. No entanto, o senador ignorou as novas denúncias e não se explicou sobre os diversos encontros com Vorcaro, insistindo na mentira de que só manteve contato com o banqueiro em razão do suposto patrocínio ao filme sobre o pai. Mentiras fazem derreter nas pesquisas Após Silas Malafaia abandonar Flávio Bolsonaro (PL-SP), dizendo que não passa a mão na cabeça de “corrupto de direita“, foi a vez do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, largar a mão do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) e defender abertamente o nome de Michelle Bolsonaro para substituir o candidato como representante do clã na chapa presidencial. Rodovalho, que visitou Bolsonaro na prisão e substituiu Malafaia como conselheiro do ex-presidente após rusgas com o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), explicou o derretimento de Flávio nas pesquisas após o caso Master pelas mentiras ditas pelo senador sobre a relação com Daniel Vorcaro. “Acho que foram duas questões. A primeira delas, o vazamento da conversa com o Daniel Vorcaro, e ele ter dito antes que não tinha nenhuma relação com o banqueiro. Está custando muito caro para o Flávio isso. O evangélico pensa: às vezes é melhor votar num candidato que não é cristão do que um que diz ser, mas não mantém a coerência”, afirmou ao ser indagado por Thiago Prado sobre as pesquisas, em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira (19). Rodovalho, que já aclamou Michelle como “grande líder” após visita ao ex-presidente, disse que pior que a revelação da relação íntima com Vorcaro, foram as mentiras ditas pelo senador sobre o caso. “Evangélico é intransigente com mentira. A pior coisa que tem é uma coisa ser dita e a realidade ser outra. Ele deveria ter falado sobre o assunto desde o início”, afirmou, ressaltando que se o dinheiro é privado e para o filme não teria razões para mentir. O bispo defendeu que Flávio Bolsonaro abra “imediatamente as contas de Dark Horse para tentar estancar a debandada evangélica e tentar reverter o quadro diante das mentiras em série. “Ele está perdendo a confiança do segmento, as pessoas estão achando que, se mentiu desta vez, pode mentir na próxima. O copo de cristal trincou, e ele vai precisar reconhecer isso. Mostrar arrependimento, pedir desculpas. Não dá para ficar camuflando o assunto, achando que o tempo vai fazer os evangélicos esquecerem porque o Lula tem mais escândalos”, disse. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo - [Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil](https://politicariabrasileira.blog.br/prefeituras-driblam-constituicao-e-deixam-de-aplicar-r-7046-milhoes-do-fundeb-em-educacao-infantil/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Outros R$ 426,6 milhões não foram usados em investimentos, segundo dados obtidos pela Folha Omissão de municípios entra na mira do Ministério Público Por Paulo Saldaña | Folha de S.Paulo 22/06/2026 Sala de aula na escola rural Cleonice Claudino, em Olho D’Água Grande (AL), que atende alunos de educação infantil – Paulo Saldaña – 12.mai.26/Folhapress Brasília – Ao menos R$ 704,6 milhões do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, deixaram de ser aplicados na educação infantil desde 2021, apesar de a Constituição obrigar a destinação de parcela do fundo a essa etapa. Dados obtidos pela Folha mostram que 835 municípios descumpriram essa regra, total ou parcialmente, em algum exercício nos últimos cinco anos. O mecanismo reúne parcela de impostos estaduais e municipais, além de complementação da União para locais que não atingem um valor mínimo por aluno. Os recursos são distribuídos conforme número e tipo de matrículas. O novo fundo, reformulado em 2021, também determinou que 15% de uma parte da complementação da União sejam aplicados em investimentos, para melhorias nas redes de ensino, como obras. Desde então, 788 municípios deixaram de cumprir a exigência em ao menos um ano, somando R$ 426,6 milhões de recursos não investidos. As omissões estão na mira de órgãos do Ministério Público, que vão trabalhar em ação coordenada junto aos municípios do país. O objetivo é garantir a recomposição dos investimentos não realizados e também apurar se, além de não irem para educação infantil ou investimentos, os valores nem sequer tenham ido para a educação. Os dados são do Siope (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação), tabulados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e enviados a procuradores e promotores que se dedicam ao tema. Os dados foram extraídos em 25 de março. Como há casos de inclusão de novos registros ou da substituição de declarações, o cenário pode ser ainda pior. Além disso, só há dados de 2025 sobre educação infantil de apenas 1.805 das prefeituras (32% do total). Em nota, o FNDE informou que atua no cálculo das estimativas do fundo, no repasse da complementação e no apoio técnico. “Eventuais irregularidades e sanções cabíveis são apuradas pelos órgãos de controle competentes”, diz o órgão, ligado ao Ministério da Educação. Com os valores não aplicados em educação infantil e investimentos, de R$ 1,1 bilhão, seria possível construir 314 novas creches e gerar cerca de 30 mil vagas de tempo integral (seguindo parâmetros de custos do Novo PAC). O Brasil registrou 826 mil crianças na fila de espera por uma vaga em creche em 2025. O promotor Lucas Sachsida diz que a preocupação do Ministério Público é que haja uma aplicação conforme o que diz a Constituição. “Diante de notícia de milhares de crianças aguardando vaga na fila, parece inaceitável que haja valores não aplicados por parte dos entes”, diz ele. Ligado à Promotoria de Alagoas, Sachsida é coordenador-adjunto do comitê nacional de financiamento da educação da 1ª Câmara de Cooordenação e revisão do Ministério Público Federal. A renovação do fundo, que o incluiu na Constituição, determinou aumento escalonado da complementação federal. Passou dos 10% vigentes até 2020 para 23% neste ano. A partir de agora, o percentual será fixo. A mudança também incluiu um modelo híbrido de distribuição, que permitiu atingir mais cidades pobres que antes não recebiam complementação, com o Vaat (Valor Anual Total por Aluno). Ele considera todas as receitas da educação de estados e municípios e consegue direcionar recursos também a municípios pobres dentro de estados mais ricos (o que não ocorria até 2020). Metade dos recursos globais do Vaat devem ir para educação infantil, mas há um percentual calculado para cada município, chamado IEI (Índice de Educação Infantil). Só os municípios que recebem essa complementação da União, o Vaat, devem comprovar essas despesas. Os maiores valores não aplicados em educação infantil estão em cidades do Pará e do Maranhão, mas há casos em todo país. A prefeitura com maiores valores não aplicados é a de Belford Roxo (RJ). Nos anos de 2023 e 2024, cidade deixou de aplicar, no total, R$ 29,3 milhões na educação infantil. O município também não cumpriu a obrigação de destinar 15% a investimentos de 2023 a 2025, com valores totais de R$ 22,6 milhões. A gestão não respondeu questionamentos enviados por email e mensagens desde 11 de junho. Em São João de Meriti (RJ), foram R$ 18,7 milhões não aplicados na educação infantil e R$ 7,7 milhões deixaram de ir para investimentos em 2023 e 2024. A prefeitura também não respondeu à reportagem. A Folha mostrou no fim de maio gastos do Fundeb alheios à educação em centenas de cidades do país. Enquanto deixou de aplicar esses valores previstos na Constituição, São João de Meriti foi um dos municípios que destinaram verba do Fundeb para o fundo municipal de saúde: foram R$ 11,1 milhões em 2023 — a prefeitura respondeu, na ocasião, que não tem conhecimento do motivo da transferência por ter sido realizada na gestão anterior. Segundo a consultora em educação Mariza Abreu, o Fundeb tem desafios operacionais, como a forma de computar o valor total do gasto com educação em cada município para se definir o rateio do Vaat. O tema é complexo e ao menos cinco prefeituras conseguiram na Justiça serem habilitadas para receber o Vaat mesmo com imprecisões na declaração dos dados sobre orçamento. Segundo dados oficiais, são Juruá (AM), em 2024; Maraã (AM), em 2025; e Mãe do Rio (PA), Canavieiras (BA) e São João da Ponta (PA), em 2026. Como é cada tipo de complementação: VAAF (Valor Anual por Aluno do Fundeb): Parte da complementação que considera apenas os recursos do próprio Fundeb para entes que não atingem um valor mínimo nacional por aluno VAAT (Valor Anual Total por Aluno): considera não só o Fundeb, mas todas as receitas da educação de estados e municípios. Assim, a União consegue direcionar recursos também a municípios pobres dentro de estados mais ricos. VAAR (Valor Anual por Aluno por Resultado): distribui recursos com base em critérios de melhoria de gestão, equidade - [Cortes estrangeiras veem viés político na Justiça do Brasil, diz jurista](https://politicariabrasileira.blog.br/cortes-estrangeiras-veem-vies-politico-na-justica-do-brasil-diz-jurista/): Cortes estrangeiras veem viés político na Justiça do Brasil, diz jurista Gustavo Sampaio, professor da UFF, afirmou ao WW Especial que julgamentos no exterior envolvendo solicitações brasileiras de entrega de réus têm sido impactados pela leitura de falhas na tramitação de ações criminais no país Por Jorge Fernando Rodrigues | CNN Brasil 22/06/2026 Gustavo Sampaio, professor da UFF A recente decisão da Justiça italiana de negar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli reforça uma percepção internacional de que há influência política em processos conduzidos pelo sistema judicial brasileiro, segundo avaliação do professor de Direito Constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense), Gustavo Sampaio. Carla Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em maio de 2025, a dez anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e na adulteração de documentos. Segundo a acusação, ela contratou o hacker Walter Delgatti Neto para executar a invasão. Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o processo resultou na condenação da ex-parlamentar, que atualmente está na Itália e responde em liberdade no país europeu. Em participação no programa WW Especial, da CNN Brasil, o jurista afirmou que o aspecto mais preocupante do caso não é propriamente o mérito da decisão italiana, mas a mensagem transmitida por uma das mais altas instâncias judiciais da Itália. Sampaio explicou que, em democracias ocidentais, os processos de extradição costumam ser divididos entre o Poder Judiciário e o Poder Executivo. Na primeira etapa, cabe aos tribunais analisar apenas a legalidade do pedido, verificando sua compatibilidade com a legislação interna, a Constituição e os tratados internacionais. A decisão política final, em regra, fica a cargo do Executivo. Segundo ele, o caso ganha relevância porque a negativa não partiu do governo italiano, mas da Corte de Cassação, órgão máximo da Justiça comum do país. “Se dissesse que foi o Poder Executivo na Itália que negou a extradição, um Poder Executivo vinculado à direita e simpatizante com teses que no Brasil seriam as teses bolsonaristas, a análise política se encerraria por aqui. Mas não. Foi o órgão máximo do Poder Judiciário da Itália, a Corte de Cassação”, afirmou. O professor destacou que a Corte de Apelação de Roma havia autorizado a extradição, mas a decisão foi revertida pela instância superior. “A Corte de Cassação negou [a extradição] sob o fundamento de que teria havido uma condução pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro equivocada à luz da lei”, disse. Para Sampaio, esse tipo de manifestação gera preocupação porque representa uma crítica direta à atuação das instituições brasileiras por parte de um tribunal estrangeiro. “Isso preocupa, preocupa muito, porque nós temos uma decisão jurisdicional do Poder Judiciário de um país estrangeiro dizendo que o Brasil não se comportou bem na arena do processamento e do julgamento daquela ação penal”, alertou. Apesar da crítica feita pela Justiça italiana, o constitucionalista disse discordar da conclusão adotada pela Corte de Cassação. “No caso concreto, não acho que esteja certa a análise da Corte de Cassação da Itália. Acho que não houve erro de processamento nenhum pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou. Ainda assim, o professor avalia que o episódio revela uma percepção mais ampla sobre o funcionamento da Justiça brasileira fora do país. “Isso revela um sentimento que transcende o território brasileiro, um sentimento internacional de que há uma condução política na função jurisdicional no Brasil. Esse é o sintoma maior que tem que ser objeto do nosso diagnóstico”, concluiu.  Notícia anteriorPróxima notícia CNJ Conselho Nacional de JustiçaDeputada FederalPL Partido LiberalSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado](https://politicariabrasileira.blog.br/antt-troca-contrato-alvo-da-pf-por-outro-mais-caro-e-beneficia-mesmo-grupo-investigado/): ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) substituiu empresa investigada por firma suspeita de ter o mesmo sócio oculto Por Tácio Lorran | Metrópoles 22/06/2026 Fachada da Esplanada Serviços Terceirizados | Reprodução/GoogleStreetView Após identificar uma série de falhas em contrato com uma empresa de terceirização de mão-de-obra investigada pela Polícia Federal, a ANTT acertou um novo contrato, ainda mais caro, com empresa que teria o mesmo controlador de acordo com as investigações. Parte da força de trabalho da ANTT não é composta por servidores concursados, mas por funcionários que prestam serviços por meio de empresa terceirizada. A prática é comum na Esplanada dos Ministérios. Desde 2023, a empresa R7 Facilities fornecia quase 200 funcionários de apoio administrativo para a agência. Em fevereiro do ano passado, a Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, deflagrou a Operação Dissímulo, mirando inicialmente a R7 Facilities e outras empresas, que, de acordo com as investigações, eram controladas, de forma oculta, pelo policial civil aposentado Carlos Tabanez, ex-deputado distrital. As suspeitas são de fraudes em licitações, falsidade ideológica e estelionato. Segundo a CGU, “o grupo utilizava ‘laranjas’ como sócios para ocultar os verdadeiros proprietários das empresas, dificultando a fiscalização e ampliando a atuação do esquema”. Apesar das suspeitas, seis dias depois da operação a ANTT renovou, por mais um ano, o contrato com a R7 Facilities. A renovação ocorreu na véspera do fim do mandato do então diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale. Sete meses depois, em agosto, a agência abriu processo para a contratação de uma nova empresa. Na justificativa para essa troca de fornecedora de funcionários, a agência reguladora apontou que a medida tornou-se necessária em razão de “uma série de contratempos apresentados” pela R7, como “interrupções na prestação de serviços, ausência de pagamento aos trabalhadores contratados e atrasos no pagamento dos benefícios”. Conforme a ANTT, a situação demonstrava a “incapacidade de a empresa manter a prestação de serviços ao longo do tempo sem falhar no cumprimento das suas obrigações trabalhistas e previdenciárias junto aos funcionários”. Após licitação, a empresa contratada em outubro foi a Esplanada Serviços Terceirizados, que também foi alvo da Operação Dissímulo por suspeita de fazer parte do mesmo grupo supostamente controlado por Carlos Tabanez. Naquele mês, a CGU informou que, após as buscas e apreensões realizadas na operação de fevereiro, a Esplanada passou a ser alvo de Processo de Apuração de Responsabilidade no órgão. O contrato foi assinado por Guilherme Theo Sampaio, novo diretor-geral da ANTT, e aliado do antecessor, Rafael Vitale, responsável pela renovação com a R7 dias depois de a empresa ter sido alvo da PF. ANTT contrata empresa suspeita por R$ 38,1 milhões Quando a Esplanada foi contratada, o contrato com a R7 tinha custo anual de R$ 25,7 milhões para a ANTT. O novo acordo foi assinado em 13 de outubro por R$ 29,2 milhões. Porém, apenas um mês depois de assinado, o contrato foi alterado em 14 de novembro, com aumento de 16% na quantidade de terceirizados (passaram de 189 para 220) e elevação do valor para R$ 34,5 milhões. Não foi a única alteração. Ainda em novembro, uma nova mudança aumentou significativamente os deslocamentos aéreos para os funcionários cobertos pelo contrato. Inicialmente estava previsto apenas um deslocamento por mês, mas, com a mudança, passaram a ser previstas 10 viagens por mês, além de aumento nas diárias previstas. Mais recentemente, em março, nova alteração adicionou mais 10 funcionários, passando ao total de 230 terceirizados no contrato. Com as alterações feitas, o contrato tem hoje custo anual de R$ 38,1 milhões. Trata-se de uma diferença de 30,2% em relação ao valor originalmente assinado em outubro, após licitação. A média gasta anualmente pela ANTT com cada terceirizado, pelo novo contrato, é de R$ 165,5 mil. No contrato anterior, com a R7 Facilities, a média era de R$ 143.458,99, ou seja, a diferença no valor médio no novo contrato é de 15,4%. ANTT nega irregularidades em contratação de empresa alvo da PF Procurada pela coluna, a ANTT enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra: “A contratação da empresa Esplanada Serviços Terceirizados ocorreu por meio do Pregão Eletrônico nº 90009/2025 e observou integralmente a legislação aplicável às contratações públicas. À época da licitação e da contratação, a empresa apresentou toda a documentação exigida no edital, comprovou sua regularidade jurídica, fiscal, trabalhista, econômico-financeira e técnica e não possuía qualquer impedimento legal para contratar com a Administração Pública. As consultas realizadas pela ANTT nos sistemas oficiais de controle e habilitação não identificaram restrição à contratação da empresa. Também não houve comunicação de órgão de controle ou de persecução recomendando sua inabilitação ou impedindo sua contratação. Quanto aos valores mencionados, a conclusão apresentada parte de uma premissa incorreta ao tratar como acréscimo contratual aquilo que engloba instrumentos jurídicos distintos previstos em lei. A diferença entre o valor originalmente contratado e o valor vigente não decorre exclusivamente de acréscimos de objeto, mas também de reajustes e repactuações obrigatórios aplicáveis aos contratos de prestação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra. Por essa razão, é incorreto afirmar que houve acréscimo contratual de 30,2% ou extrapolação do limite legal de 25%. Os acréscimos relativos ao objeto contratual observaram os limites estabelecidos na legislação vigente, não havendo qualquer irregularidade na contratação ou na execução do contrato.” Notícia anteriorPróxima notícia ANTT Agência Nacional de Transportes TerrestresCGU Controladoria-Geral da UniãoDeputado DistritalPGR Procuradoria Geral da RepúblicaPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 ANTT troca contrato alvo da PF por outro mais caro e beneficia mesmo grupo investigado 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Rivais mantêm 'pacto de silêncio' e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia](https://politicariabrasileira.blog.br/rivais-mantem-pacto-de-silencio-e-evitam-explorar-operacao-contra-jaques-wagner-na-bahia/): Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia ACM Neto optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal que mirou o petista, e disse que ‘questão cabe ao Judiciário’ Por Luis Felipe Azevedo | O Globo 22/06/2026 ACM Neto e Jaques Wagner — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo | Brenno Carvalho/O Globo Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Como mostrou o GLOBO em março, petistas e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após a revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo nos bastidores para deixar o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro fora da disputa eleitoral estadual deste ano. Wagner é alvo de investigações que apuram se ele agiu em prol dos interesses do banqueiro e de seu ex-sócio Augusto Lima no Congresso em troca de “vantagens indevidas”. A PF suspeita da atuação do senador em projetos importantes para a instituição financeira, como a “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em troca, o senador recebia benefícios, como aeronave à disposição, ingressos para shows internacionais e um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões em Salvador. Neto evitou o tema nas redes sociais. Questionado por jornalistas durante agenda na última sexta-feira, o ex-prefeito evitou ataques diretos ao opositor: — Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que, ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter. Repasse a Consultoria A campanha de ACM Neto foi impactada pelo caso Master após documentos entregues pelo banqueiro à Receita Federal apontarem o pagamento de R$ 5,4 milhões ao ex-prefeito, por meio de sua empresa de consultoria, entre 2023 e 2025. Foram as conexões de ambos os grupos com o Master que os levaram a evitar trocas de acusações públicas. O confronto coube ao ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro e presidente estadual do PL na Bahia, João Roma, que repercutiu a operação nas redes sociais. Roma compõe a chapa de ACM Neto e, assim como Jaques Wagner, tenta uma cadeira no Senado. Roma classificou a investigação como “muito grave” e defendeu que as investigações sejam conduzidas com independência e respeito ao devido processo legal. Roma também criticou a postura do líder do governo no Senado em relação ao tema, afirmando que o assunto merece ser tratado com seriedade. “O que mais espanta nesse caso é a forma debochada que ele sempre tratou do assunto, fazendo ilações a políticos adversários e escondendo suas relações, usando, inclusive, o termo pejorativo ‘cara pálida’”, escreveu. O PT terá o governador Jerônimo como candidato à reeleição, enfrentando ACM Neto em uma reedição da apertada disputa de 2022, que foi vencida pelo petista no segundo turno com 52,8% dos votos. A pesquisa Genial/Quaest mais recente, de abril, mostrou um empate técnico entre os dois. Já a disputa pelas duas cadeiras do Senado tem o ex-governador Rui Costa e Wagner no lado petista contra Roma e o senador Angelo Coronel (Republicanos) na direita. ACM Neto busca evitar a nacionalização do debate e se esquiva de um apoio formal à campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, apesar de compor com o PL no estado. Já a campanha de Jerônimo tenta colocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como peça central da campanha baiana. Relações expostas A PF apontou relação próxima de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A parceria entre o PT da Bahia e o empresário remete ao governo Rui Costa, quando ele privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo. A Ebal foi comprada por Lima, que também arrematou um cartão de crédito consignado para servidores e aposentados. O cartão, Credcesta, teve a operação expandida para todo o país em parceria com o Master, do qual virou sócio em 2019. De acordo com o relatório da PF, citado na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Wagner foi autor de uma emenda a uma Medida Provisória, em março de 2022, que beneficiaria o Banco Master se fosse aprovada. O petista nega ter recebido qualquer valor relacionado à instituição liquidada ou agido para beneficiá-la. Já ACM Neto argumenta que a relação com o Master foi firmada sem que qualquer um dos sócios da empresa “ocupasse cargo público à época da formalização e execução do contrato”. O ex-prefeito diz que fazia análise da “agenda político-econômica nacional” e que participou de uma série de reuniões com representantes do banco. Notícia anterior Banco MasterGovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPrefeitoPT Partido dos TrabalhadoresReceita FederalRepublicanosSenadorSTF Supremo Tribunal FederalUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Rio das Pedras, última base da milícia na região, é alvo do CV, que quer formar ‘cinturão’; entenda a disputa territorial 19/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Governador do MT quer doar terreno do estado para entidade privada](https://politicariabrasileira.blog.br/governador-do-mt-quer-doar-terreno-do-estado-para-entidade-privada/): Governador do MT quer doar terreno do estado para entidade privada Representação do ex-procurador geral de Justiça pede investigação sobre ação do governador para doar lote de R$ 8,5 milhões Por Eduardo Militão | Metrópoles 22/06/2026 Otaviano Pivetta assume governo de Mato Grosso | Republicanos O governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) decidiu doar um terreno avaliado em R$ 8,5 milhões para uma instituição privada e causou a ira de integrantes do Ministério Público. O motivo da crise: com cerca de 12 mil metros quadrados, o terreno pertence do governo do estado e iria para uma associação de promotores, entidade de classe da categoria, uma espécie de sindicato. Em reação, um grupo de promotores e procuradores capitaneado pelo ex-procurador geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, pediu uma investigação contra o governador por suspeita de improbidade administrativa. A representação foi feita à 11ª Promotoria, especializada em defesa do patrimônio público, mas foi encaminhada ao procurador geral do MPMT, Rodrigo Fonseca. A assessoria do MPMT disse à reportagem que ele ainda não recebeu o pedido de investigação. O Metrópoles procurou o governador e sua assessoria por telefone, correio eletrônico e redes sociais no sábado (20/6) e no domingo (21/6). A decisão de doar o terreno ocorreu apenas um mês após Pivetta assumir o governo do MT com a renúncia de Mauro Mendes (União) para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro. A doação é para a Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (Fesmp), mantida por uma entidade de classe dos promotores e procuradores do estado, a Associação Matogrossense do Ministério Público (AMMP). Funciona como se fosse um sindicado, portanto, uma instituição privada. “(…) justifica-se a deflagração de procedimento investigatório por órgão de execução ministerial (…) para apurar se as tratativas encetadas para a doação com encargo, mediante dispensa de licitação de terreno (…) à Fundação Escola Superior do Ministério Público (…) caracterizam os atos de improbidade administrativa definidos (…) bem como resulta em dano ao erário.”Representação dos promotores ao MP-MT O terreno de 12 mil metros quadrados fica na avenida na Avenida Desembargador Milton Ferreira Mendes, no Setor “C”, no Centro Administrativo de Cuiabá (MT). O local é próximo à sede das Promotorias da Capital (foto em destaque). A avaliação de R$ 8,5 milhões foi feita por um laudo da Secretaria de Planejamento do Estado. A área seria desmembrada de um terreno maior, já existente. Contrapartidas são “cláusulas abertas”, dizem promotores A proposta de doação foi encaminhada para a Assembleia Legislativa, que precisa concordar com o ato. A justificativa do projeto de lei assinado pelo governo é que Federação Escola do Ministério Público (Fesmp) irá ganhar um terreno milionário, mas deverá construir no local uma faculdade de direito num prazo de três anos. Entre as contrapartidas, a faculdade deverá fornecer, gratuitamente e todos os anos, dois seminários ou treinamentos para os servidores do estado e fazer 100 atendimentos jurídicos à população. Também deverá destinar uma quantidade indefinida de vagas para pessoas de baixa renda ou oriundas de escolas públicas. Genericamente, a proposta fala que a contrapartida inclui pesquisas “sobre temas relevantes para o estado de Mato Grosso”, “parcerias com escolas públicas para ações de educação jurídica e cidadania”. A biblioteca deverá ser aberta à comunidade. O ex-procurador-geral, contudo, e colegas do MP disseram que essas contrapartidas são “cláusulas abertas” sem medidas exatas mensuráveis para saber se valem o empenho de doar um terreno de R$ 8,5 milhões. “Os encargos especificados no projeto de lei (…) apresentam cláusulas abertas, cuja exequibilidade se condiciona a pactuação posterior entre doador e donatário, fragilizando a pretendida autorização legislativa.”Representação Os procuradores e promotores destacam que não há detalhes como a quantidade de pessoas a serem treinadas nesses dois seminários, a quantidade de bolsas de estudos, o número de pesquisas, o tamanho da biblioteca e as parcerias com as escolas. A suspeita nos bastidores da promotoria é que o governador propôs a doação como forma de “se aproximar” da sociedade de classe do MP. Além disso, a doação empodera o atual grupo que comanda a entidade privada. O projeto dispensa a licitação. Procuradores e promotores consideram isso um desrespeito à legislação. Segundo eles, o correto seria o governo do Estado fazer uma licitação na modalidade de leilão. Quem oferecesse mais pelo terreno teria direito de comprá-lo do Estado de Mato Grosso – que receberia o dinheiro e não doaria nada a ninguém. Por isso, eles concluem: “Inviabiliza-se a doação da área (…) em violação expressa ao regime jurídico de gestão patrimonial da Administração Pública do Estado de Mato Grosso.” O projeto de lei segue em análise na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Não há relatório sobre a proposta, de acordo com a tramitação no site da Casa. Notícia anteriorPróxima notícia Cuiabá MTGovernadorMP-MTRepublicanos Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP](https://politicariabrasileira.blog.br/ong-ligada-a-dark-horse-pagou-entidade-de-secretario-com-verba-municipal-em-sp/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha ICB contratou ONG de Humberto Alencar, quando ele era secretário adjunto, para fornecer “conteúdo no metaverso” para feira Por Demétrio Vecchioli | Metrópoles 22/06/2026 Arte Metróples Uma instituição controlada pelo atual secretário de Tecnologia da prefeitura de São Paulo, Humberto Alencar Pizza, foi contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para fornecer conteúdo em metaverso e em vídeo em um evento bancado pela própria Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT). Na época, em 2023, ele era já secretário adjunto da pasta, que depois contratou o ICB para instalar pontos de wifi em comunidades da cidade em um polêmico contrato de R$ 108 milhões. A polícia civil de São Paulo investiga se o dinheiro recebido pelo ICB neste contrato de wifi foi desviado para o filme Dark Horse, que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e é produzido por Karina Gama, presidente do ICB. Um dos indícios é a apresentação de uma nota fria de R$ 2 milhões emitida por uma empresa que já teve como donos conselheiros tanto da ONG de Karina quanto da ONG de Alencar. O ICB recebeu R$ 500 mil da SMIT em 2023, a partir de uma emenda do vereador Isac Felix (PL), para realizar o “congresso/seminário” Rumos da Inovação na Educação do Futuro Agora (RIEFA) daquele ano. Na prestação de contas aprovada pela SMIT aparecem duas notas fiscais da Instituição Científica e de Inovação Tecnológica Brasil (ICT Inova Brasil), emitidas em 24 de outubro de 2023. Humberto Alencar, que é professor de engenharia da USP, fundou o ICT Inova Brasil e, ainda que formalmente não tivesse mais cargo na entidade, seguia à frente dela, como mostra um documento produzido pelo advogado da ONG duas semanas depois, informando a Justiça sobre os contatos dos representantes do ICT. Humberto respondia no e-mail contato@ictinovabrasil.org.br e em seu celular pessoal. Por uma das notas, o ICT recebeu R$ 48 mil para o serviço de “conteúdo de vídeo – preparação do ambiente digital” e mais 85,5 mil para “conteúdo metaverso“, mas a prestação de contas não tem evidências da existência desse material. Além disso, o plano de trabalho aprovado também não explica o que seria o serviço. Não há justificativa de por que o ICB contratou uma instituição dedicada a produção de carros elétricos, formada por professores de engenharia da USP, para produzir conteúdo em vídeo. A imagem abaixo é a única citação a “metaverso” na prestação de contas apresentada pelo ICT e aceita pela secretaria. Os equipamentos foram alugados de outro fornecedor. Prestação de contas do ICB cita, mas não comprova que evento teve “conteúdo em metaverso” produzido por ONG ligada a secretário da prefeitura O Metrópoles já contou que o ICB voltou a realizar o RIEFA com recursos públicos em 2025, com despesas inflacionadas exatamente para a produção de vídeos com baixo alcance e conteúdo para metaverso. Nesta segunda ocasião, os serviços foram contratados de empresas de Eduardo Ferreira Franco, que depois seria nomeado conselheiro técnico-científico do ICB, a ONG de Karina Gama. Como mostrou a coluna, Franco foi sócio da Complexys, a empresa que emitiu nota fria de R$ 2 milhões apresentada pelo ICB na prestação de contas do contrato de wi-fi. A Complexys hoje tem como único dono André Feldman, que por sua vez foi conselheiro técnico-científico do ICT Inova Brasil – mesmo incomum cargo ocupado pelo ex-sócio, Franco, na ONG de Karina. Em março de 2023, Feldman e Alencar participaram de agenda com o então secretário de Transportes, com o empresário sendo apresentado como “assessor” da SMIT – a pasta nega que ele tenha tido cargos lá, mas não explicou por que ele participou da reunião como assessor. Humberto Alencar foi promovido de adjunto a secretário da SMIT em abril passado, quando o então secretário Milton Vieira (Republicanos) foi exonerado para participar das eleições. O pesquisador, contudo, seguiu ligado ao ICT pelo menos até maio de 2025, quando o vereador Silvão Pereira (União) relatou em discurso na Câmara dos Vereadores ter visitado o ICT a convite de Alencar. Em nota, a prefeitura disse que Humberto “nunca exerceu o cargo de secretário-adjunto na Pasta concomitante à função de conselheiro técnico no ICT Inova Brasil”. “Sua renúncia ao conselho técnico e científico da entidade foi em 10 de novembro de 2021, portanto, antes da nomeação como adjunto e da referida prestação de contas de 2023 mencionada pela reportagem. Além disso, como membro do conselho da instituição, ele não tinha qualquer atribuição deliberativa, executiva ou administrativa”, disse a gestão Ricardo Nunes (MDB). O secretário não respondeu aos pedidos de entrevista, nem atendeu ligações. A prefeitura, em nota, atribuiu a Humberto declaração de que ele integrou “diversos outros conselhos de entidades ligadas à ciência e tecnologia, como renomados institutos associados à USP, por exemplo, o Distrito de Inovação SP”. “Vale ressaltar que o Termo de Fomento referente ao Riefa é decorrente de emenda parlamentar, e a Secretaria não possui qualquer vínculo com o processo de seleção da organização social responsável. Couberam à Pasta as providências necessárias para orientação, celebração e fiscalização da parceria. Conforme o Decreto Municipal nº 57.575/2016, a indicação da OSC executora é prerrogativa exclusiva do parlamentar. Toda a prestação de contas apresentada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) foi fiscalizada pelo Município e acompanhada de registros fotográficos e documentação do evento, entre eles, o respectivo plano de trabalho, que menciona expressamente a entrega de conteúdo relacionado ao Metaverso”. Karina Gama não respondeu mensagens enviadas pela coluna solicitando entrevista. Notícia anteriorPróxima notícia INSSPolícia Federal PFPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram PGR autoriza investigação sobre possível intervenção federal na Alerj 01/07/2026 Em reação a Flávio, deputado petista quer criminalizar traição à pátria 01/07/2026 PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha 01/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais - [Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode](https://politicariabrasileira.blog.br/protecao-a-flavio-bolsonaro-redes-gritam-e-cobranca-sobre-mendonca-explode/): Proteção a Flávio Bolsonaro: Redes ‘gritam’ e cobrança sobre Mendonça explode Ministro é alvo de avalanche de críticas por ignorar o escandaloso caso envolvendo os R$ 61 milhões dados ao senador pelo banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. Situação está insustentável e internautas ampliam indignação Por Henrique Rodrigues | Fórum 21/06/2026 O ministro André Mendonça, do STF – Foto: Marina Uezima/Photo Press Brazil/AFP A fervura no ambiente político nacional atingiu seu ponto máximo de saturação e transbordou para a atmosfera digital, provocando uma das maiores ondas de pressão popular vistas nos últimos tempos contra um magistrado do Supremo Tribunal Federal. A omissão deliberada do ministro André Mendonça em relação ao avanço das investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito do caso Master detonou um verdadeiro levante virtual neste fim de semana. Nas plataformas, o clamor por isonomia jurídica e o fim da blindagem política ao clã bolsonarista transformaram o nome do ministro e do parlamentar nos tópicos mais comentados do país. A indignação coletiva, que vinha se acumulando nas últimas semanas à medida que novos capítulos do escândalo financeiro eram expostos, explodiu em definitivo neste domingo (21). A reação popular foi impulsionada pela divulgação de análises críticas contundentes e pela revelação de novos fatos que desnudaram a rede de mentiras erguida pela defesa do senador. A cobrança sobre Mendonça, relator do processo no STF, tornou-se insustentável: a sociedade civil exige saber por que o rigor da lei, aplicado com rapidez a outros personagens, parece paralisado quando o alvo é o filho 01 do ex-presidente extremista condenado e preso em regime domiciliar por tentar dar um golpe de Estado. O sinal de que a coisa saiu do controle Uma reação desmedida, neste domingo (21), serviu como um sinal de que essa cobrança saiu do controle e deve gerar mais convulsões. Um artigo da jornalista e comentarista política Eliane Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo, sob o provocativo título “Caso Master: Não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?”, fez Flávio Bolsonaro perder as estribeiras. Cantanhêde vocalizou exatamente o sentimento de perplexidade que domina a opinião pública e que vem sendo exposto de forma crescente nos últimos dias. A jornalista apontou o óbvio: diante de uma operação que mobilizou a Polícia Federal e vasculhou endereços de diversas figuras públicas, a ausência de medidas cautelares contra o senador fluminense de extrema direita soa como uma incoerência institucional gritante. A reação intempestiva e agressiva de Flávio Bolsonaro nas redes sociais, que foi ao perfil oficial do Estadão no X para bater boca com a jornalista e tentar desviar o foco da denúncia, funcionou como combustível de alta octanagem para a revolta dos internautas. Ao tentar equiparar o repasse nebuloso de R$ 61 milhões feito por um banqueiro fraudador ao financiamento de uma peça publicitária legítima, Flávio acabou por confessar o desespero de quem vê os argumentos jurídicos se esgotarem. Em vez de aplacar as críticas, o ataque dele gerou o efeito reverso, expondo sua fragilidade e jogando ainda mais luz sobre a incômoda inércia de André Mendonça. R$ 61 milhões e uma biografia cinematográfica sob suspeita O cerne do escândalo que Mendonça parece insistir em ignorar envolve cifras astronômicas e transações financeiras internacionais que colocam o clã Bolsonaro no centro de um presumível esquema de lavagem de dinheiro e corrupção. As investigações da Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro utilizou sua influência política para demandar R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do colossal rombo financeiro do Banco Master, o maior da história da República. Desse montante exigido, o parlamentar conseguiu abocanhar efetivamente R$ 61 milhões. A justificativa oficial para o repasse milionário seria o financiamento do filme Dark Horse, uma hagiografia cinematográfica bizarra e de forma estética duvidosa destinada a reabilitar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, o que parecia ser um investimento cultural privado revelou-se uma intrincada rota de fuga de capitais. De acordo com os relatórios da PF, os R$ 61 milhões foram enviados por Vorcaro para os EUA, tendo como destino o fundo Havengate, administrado por um advogado ligado diretamente ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio. A suspeita dos investigadores é que o dinheiro do banqueiro fraudador serviu, na verdade, para financiar a estrutura política e a permanência da família Bolsonaro em solo norte-americano, sem qualquer contrapartida pública ou transparência de mercado. Derrocada das versões e as mentiras desmascaradas O ambiente virtual neste domingo tornou-se ainda mais hostil para o senador, e colocando mais pressão sobre os ombros de Mendonça, após o colunista Lauro Jardim, do diário carioca O Globo, desmascarar a última linha de defesa de Flávio. O parlamentar vinha sustentando publicamente que jamais tivera uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, limitando o contato a uma única reunião institucional no final de novembro de 2025 para “encerrar as tratativas” do filme. A nota de Jardim, contudo, mostrou que o senador mentiu de forma sistemática. O colunista trouxe à tona que Flávio e Vorcaro realizavam encontros secretos e a sós desde o primeiro semestre do ano passado, utilizando como cenário uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília. O histórico de recuos de Flávio é extenso: primeiro, afirmou que sequer conhecia o banqueiro; depois, ao ter o número de celular encontrado na agenda do criminoso, disse que seu contato era “público em Brasília”; em seguida, áudios revelados pelo The Intercept Brasil mostraram o senador chamando o criminoso financeiro de “irmãozão” em diálogos de extrema intimidade. A desfaçatez culminou com a descoberta de que Flávio viajou a São Paulo para visitar o aliado quando este já se encontrava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Blindagem de Mendonça e o constrangimento institucional A análise crítica publicada pela Fórum publicada esta semana, que teve estrondosa visibilidade no ambiente virtual, jogou luz sobre o papel desempenhado por André Mendonça nesse tabuleiro de proteção mútua. Indicado ao STF por Jair Bolsonaro com a promessa de lealdade aos valores da ala mais ideológica da extrema direita, o ministro agora se vê no centro de uma encruzilhada ética e jurídica. Ao assinar despachos que blindam o 01 de investigações mais profundas e ao ignorar os pareceres técnicos da Polícia Federal que defendem a abertura formal de inquérito contra - [Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT](https://politicariabrasileira.blog.br/mendonca-determina-exclusao-de-video-publicado-por-sostenes-que-sugere-financiamento-do-cv-e-pcc-ao-pt/): Mendonça determina exclusão de vídeo publicado por Sóstenes que sugere financiamento do CV e PCC ao PT Vice-presidente do TSE apontou que liberdade de expressão não justifica publicação do conteúdo que ‘não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade’ Por Yago Godoy | O Globo 21/06/2026 Sóstenes Cavalcante (PL) e ministro André Mendonça — Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara e Brenno Carvalho/Agência O Globo Rio de Janeiro – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de um vídeo publicado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante, do PL, em que ele associa o governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao financiamento das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão liminar foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vice-presidente do TSE. No vídeo divulgado pelo parlamentar, o conteúdo menciona as críticas do governo à decisão dos Estados Unidos em classificar os grupos criminosos como organizações terroristas e, por isso, alega que investigações americanas suspeitam que o dinheiro oriundo de tais facções é responsável por financiar as campanhas eleitorais do PT. Na decisão, que atendeu a representação apresentada por PT, PCdoB e PV, Mendonça afirma que a liberdade de expressão não protege a “imputação de fato ilícito grave”. O ministro aponta a inexistência de “elementos mínimos” que permitam concluir com segurança a fidedignidade das informações divulgadas por Sóstenes. “Dizer que determinado partido possui políticas públicas inadequadas de segurança, que é leniente com a criminalidade ou que se opõe a determinada estratégia de enfrentamento ao crime organizado situa-se, em princípio, no campo da opinião política e da crítica pública. Afirmar, contudo, que há ‘grandes suspeitas’ de que dinheiro de organizações criminosas financia campanhas eleitorais de partido político atribui ao debate eleitoral uma premissa fática grave, específica e verificável, que, ao menos em juízo preliminar, não possui demonstração mínima de correspondência com a realidade”, afirma Mendonça. Ainda conforme o TSE, a postagem possui “caráter eleitoral”, já que não se limita a análise da segurança pública. O vídeo apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como uma “liderança vinculada ao enfrentamento dessas mesmas organizações”. “Embora a propaganda antecipada não se caracterize por toda e qualquer menção a pré-candidato, a jurisprudência desta Corte admite a configuração de propaganda eleitoral antecipada negativa quando o conteúdo veiculado, antes do período permitido, desqualifica a honra ou a imagem de adversário político ou divulga fato sabidamente inverídico”, aponta. Mendonça também ressalta que nas redes sociais a circulação de conteúdos “é rápida, expansiva e de difícil reversão”. Após a publicação de Sóstenes, houve compartilhamentos, comentários e divulgações em outros perfis, além do alcance de um “número expressivo de visualizações”. A decisão, proferida nesta sexta-feira, determinou a remoção do conteúdo em até 24 horas, e as plataformas digitais já foram notificadas. Mendonça também proibiu a republicação, o impulsionamento ou a divulgação de conteúdo idêntico ou equivalente. O caso será submetido ao plenário do tribunal. Como mostrou a colunista Bela Megale, do GLOBO, Mendonça também proibiu, em outra decisão, o PL de continuar utilizando recursos pagos para impulsionar o vídeo nas redes sociais. Notícia anteriorPróxima notícia PCdoBPL Partido LiberalPT Partido dos TrabalhadoresPV Partido VerdeSenadorSTF Supremo Tribunal FederalTSE Tribunal Superior Eleitoral Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram A esposa de Jair Bolsonaro acusa enteado de ‘apunhalar pelas costas’ em disputa eleitoral 26/06/2026 Professores protestam durante votação do piso do magistério na Câmara de Campos 26/06/2026 Rubio responde a Flávio Bolsonaro e diz que manterá tarifaço pedido por Eduardo 26/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Os três traços em comum que 'unem' Cláudio Castro e Jaques Wagner](https://politicariabrasileira.blog.br/os-tres-tracos-em-comum-que-unem-claudio-castro-e-jaques-wagner/): Os três traços em comum que ‘unem’ Cláudio Castro e Jaques Wagner Cláudio Castro e Jaques Wagner têm duas características em comum: são ex-governadores e estão enrolados na teia de Daniel Vorcaro. Surgiu recentemente um terceiro traço a uni-los. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Senador Jaques Wagner — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Quando a PF foi à casa dos dois para a operação de busca e apreensão determinada pelo STF, o porteiro avisou aos agentes que eles tinham se mudado. Não de prédio. Mas de andar. Castro foi para uma confortável cobertura. E Wagner se mudou no mês passado para um apartamento de R$ 10 milhões, exatamente um andar acima do que morava, num imóvel que ele deixou para parentes. O apartamento fica num dos endereços mais nobres de Salvador. Notícia anteriorPróxima notícia GovernadorPL Partido LiberalPolícia Federal PFPT Partido dos TrabalhadoresSalvador BASenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Como Eduardo montou nos EUA rede de contatos que o levaram a Donald Trump e à condenação no STF](https://politicariabrasileira.blog.br/como-eduardo-montou-nos-eua-rede-de-contatos-que-o-levaram-a-donald-trump-e-a-condenacao-no-stf/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha Expedição de seis dias e 15 compromissos nos Estados Unidos em novembro de 2018 ajudou a construir a rede de relacionamentos que o deputado hoje aciona para tentar punir o STF; procurado, deputado não se manifestou Por Guilherme Caetano | O Estado de S.Paulo 21/06/2026 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no jantar de aniversário de Steve Bannon em 2018, em Washington Foto: Divulgação BRASÍLIA — Passava das 20h quando Steve Bannon chamou a atenção dos convidados com algumas batidinhas na taça de vidro. Ele agradeceu à presença das mais de 50 pessoas que tinham comparecido ao seu jantar de aniversário de 65 anos, em sua casa em Capitol Hill, Washington DC, e afirmou ter um convidado ilustre naquela noite. Bannon apontou para Eduardo Bolsonaro — então deputado federal pelo PSL de São Paulo e cujo pai, Jair Bolsonaro, havia acabado de ser eleito presidente da República após derrotar Fernando Haddad (PT) — e declarou que o brasileiro seria o representante do The Movement no Brasil. Era uma referência ao grupo internacional de ultradireita fundado por ele. A festa na casa de Bannon, estrategista da campanha vitoriosa de Donald Trump à Casa Branca em 2016, coroava uma semana de agendas na capital americana, em Nova York e na Flórida. Os contatos feitos naquela semana, entre 26 de novembro e 1º de dezembro de 2018, hoje facilitam o acesso de Eduardo no governo Trump em meio às suas articulações para impôr sanções ao Brasil. Procurado, o deputado não se manifestou. Eduardo vem nutrindo bom relacionamento com alguns dos contatos que conheceu na viagem de 2018. Ele voltaria a se encontrar com muitos deles em idas aos Estados Unidos e mesmo no Brasil, com a organização da versão brasileira do CPAC, uma conferência ligada à direita trumpista. A articulação de Eduardo o colocou no alvo de autoridades brasileiras. Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 16, a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de coação no curso do processo. O colegiado entendeu que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado fez declarações públicas e publicações em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao País, em razão do que considera uma perseguição política a seu pai. A ponte para Washington A expedição de 2018 fora organizada pelo cientista político Márcio Coimbra, que tinha trabalhado com o Partido Republicano durante sete anos, em campanhas eleitorais e no Leadership Institute, que realiza treinamento para candidatos da legenda. O então secretário de assuntos internacionais do PSL, Filipe Martins, que viria a ser nomeado assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, também os acompanhou. Tinha vindo dele, afinal, a iniciativa da viagem. Na casa de Bannon, por exemplo, Eduardo conheceu Sebastian Gorka, que havia sido auxiliar de Trump em 2017 e viria a ser nomeado diretor sênior de contraterrorismo na Casa Branca em 2025. Gorka é hoje um dos contatos do deputado mais próximos ao presidente americano. A primeira agenda do trio em Washington, em 2018, foi com a então subsecretária do Departamento de Estado, Kim Breier. A americana estava preocupada com a situação na Venezuela, e Eduardo lhe disse que Cuba “infiltrava” pessoas no Brasil por meio do programa Mais Médicos, com apoio da Venezuela, mas que seu pai acabaria com o projeto — o país caribenho tinha anunciado, na semana anterior, a suspensão da parceria com o Brasil após Bolsonaro assumir o poder.  O Mais Médicos, implementado pelo governo Dilma Rousseff, ficou associado a Cuba por ter aberto espaço para profissionais da saúde vindos do país caribenho, já que muitos médicos brasileiros tinham resistência para trabalhar em cidades do interior. Em agosto, o governo Trump revogou o visto de um secretário do Ministério da Saúde do Brasil por causa do programa. Em seguida, eles participaram de uma mesa redonda no American Enterprise Institute, organizada por Roger Noriega, ex-secretário-adjunto de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental no governo George W. Bush. A agenda da tarde foi com David Malpass, sub-secretário do Tesouro, para quem Eduardo disse que o governo de seu pai seria pró-livre mercado. Eduardo, Martins e Coimbra foram recebidos na mesma noite no gabinete do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. O uruguaio tinha uma postura crítica à condução da democracia na Venezuela, e ouviu do filho do presidente que o governo brasileiro estaria alinhado à OEA nesse assunto. O dia seguinte teve um constrangimento para o grupo, que fora até a Casa Branca para uma agenda no National Security Council (NSC, o Conselho de Segurança Nacional). Eduardo foi barrado na portaria porque Martins havia trocado os campos de dia e mês ao preencher a data de aniversário do deputado no credenciamento para entrada no prédio — no formato americano, o mês vem antes do dia na notação de data. Como os dados não batiam, Eduardo não pôde entrar, e três membros do NSC tiveram de encontrá-los num Starbucks próximo. A saia-justa levou ao cancelamento da reunião que eles teriam naquela manhã com Jared Kushner, casado com Ivanka, filha de Trump, e então conselheiro sênior na Casa Branca. Ruídos na imprensa O almoço foi feito do outro lado da Lafayette Square, durante um evento organizado pelo Brazil-US Business Council, organização que busca fortalecer as relações entre os dois países. Na ocasião, o deputado afirmou aos cerca de 60 empresários que a reforma da Previdência, aposta do futuro ministro da Economia Paulo Guedes para ajeitar as contas públicas, talvez não fosse aprovada. A declaração vazou para a imprensa e causou mal-estar no governo de transição de Bolsonaro. Na saída do evento, Eduardo voltaria às manchetes ao afirmar para jornalistas que a transferência da Embaixada do Brasil de Jerusalém para Tel-Aviv “não era - [Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/uma-segunda-reuniao-entre-flavio-bolsonaro-e-daniel-vorcaro/): Uma segunda reunião entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Não foi só no fim de novembro de 2025 que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro, num encontro assumido pelo Zero Um, que foi à casa do banqueiro em São Paulo para, segundo ele, “dar um ponto final” nas negociações em torno do financiamento de R$ 134 milhões para o filme “Dark horse”. Houve outras conversas presenciais. Por Lauro Jardim | O Globo 21/06/2026 Flávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair Bolsonaro — Foto: Montagem feita pela Editoria de Arte Pelo menos uma delas ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado. O local foi a mansão que Vorcaro alugava em Brasília. Foi um encontro a dois. Tratava-se, portanto, de uma casa eclética em matéria de convidados. O imóvel chegou a receber também Alexandre de Moraes, algoz do pai de Flávio. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro](https://politicariabrasileira.blog.br/liquidante-aponta-pelo-menos-r-15-bi-do-master-com-irma-e-pai-de-vorcaro/): Liquidante aponta pelo menos R$ 1,5 bi do Master com irmã e pai de Vorcaro O liquidante do Banco Master apontou, em ação nos Estados Unidos, desvios de pelo menos R$ 1,5 bilhão do Master com Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro, como beneficiários. Por Natália Portinari | UOL 21/06/2026 Mansão comprada pela família de Vorcaro foi a mais cara já negociada em Orlando, nos EUA, até 2023 | Imagem: Divulgação O objetivo da ação judicial é recuperar uma mansão de US$ 35 milhões (R$ 177 milhões) na Flórida que teria sido comprada com dinheiro desviado do banco. O imóvel foi adquirido pela Sozo Real Estate, empresa da Flórida da qual Henrique é presidente e dono e Natália, vice-presidente.Procurada, a assessoria de Henrique Vorcaro disse que o liquidante usa “afirmativas inverídicas e sem respaldo de provas” para tentar bloquear o patrimônio do empresário no exterior. A ação detalha quatro esquemas pelos quais Henrique e Natália teriam recebido recursos do Master sem dar contrapartida real ao banco. O intuito do levantamento é explicar à Justiça americana que, na visão do liquidante, pai e irmã se comportaram como laranjas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O primeiro esquema envolve empréstimos a empresas de saúde. Entre 2019 e 2020, o Grupo Promed e outras empresas ligadas a Henrique obtiveram R$ 230 milhões em crédito do Master e de fundos do banco. Nenhum empréstimo foi pago. Em outra ocasião, houve a venda ao banco de recebíveis sem valor real. Empresas atribuídas a Henrique venderam ao City Fund — fundo 100% do Master — créditos no valor nominal de R$ 640 milhões em troca de R$ 470 milhões. O terceiro esquema envolve a Terra Santa, administradora de cemitérios controlada pela família Vorcaro. A empresa recebeu R$ 230 milhões de dois fundos ligados ao Master entre 2017 e 2019. Por último, o liquidante cita o City 2 Fund, criado a partir do City Fund em setembro de 2022. O Master transferiu mais de R$ 1 bilhão ao fundo, dos quais R$ 589 milhões foram repassados a empresas apontadas como sendo de Henrique. Nos e-mails corporativos de Daniel no Banco Master, o liquidante encontrou um rascunho de contrato de opção de compra de ações em que Henrique aparece como titular formal de 80% de duas empresas ligadas ao esquema. O documento previa que Daniel poderia adquirir essas participações a qualquer momento por R$ 1,00. Também foi encontrado um rascunho de contrato de opção de compra de imóveis com a mesma lógica: Henrique compraria propriedades por meio de intermediários e as transferiria a Daniel por R$ 1. A documentação comprova, para o liquidante, que o intuito dessas transações era apenas deixar os bens de Daniel Vorcaro na titularidade de terceiros. A ação cita ainda a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro de 2026, em que a Polícia Federal citou R$ 2,2 bilhões em uma conta de Henrique na Reag, gestora de investimentos. Em nota, a assessoria de Henrique disse que a tentativa de bloqueio “já foi refutada várias vezes pela Justiça americana” — referindo-se a pedidos que não foram atendidos, por enquanto, na Justiça da Flórida — e que o patrimônio dele foi acumulado em 40 anos de vida empresarial. “Enquanto tenta avançar sobre o patrimônio de terceiros, o liquidante foge às suas obrigações de prestar contas das suas ações à frente do Banco Master, já que até o momento não trouxe a público a informação de quanto tem gastado por mês, inclusive com a contratação de diversos auxiliares e escritórios de advocacia no Brasil e no exterior”, diz a assessoria de Vorcaro, em nota. “Seria benéfico a todo processo que ao invés de atuar de forma repetitiva, o liquidante se ocupasse em dar transparência e publicidade às medidas que estão sendo adotadas contra diretores e acionistas do banco visando a recuperação de ativos.” Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPolícia Federal PF Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Ingresso a R$ 180 mil: Quem é o amigo de Flávio Bolsonaro que vai bancá-lo na Copa? 22/06/2026 Ação na PGR vai pedir atuação “célere e contundente” de André Mendonça contra Flávio Bolsonaro no caso Master 22/06/2026 Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 milhões do Fundeb em educação infantil 22/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Ciro Nogueira vendeu fazenda para offshore em paraíso fiscal representada por seu advogado](https://politicariabrasileira.blog.br/ciro-nogueira-vendeu-fazenda-para-offshore-em-paraiso-fiscal-representada-por-seu-advogado/): PF cita falta de servidores e pede a Mendonça mais prazo para concluir análise de material apreendido em investigação que menciona Lulinha OUTRO LADO: Ciro Nogueira afirma que nem ele nem ninguém de sua família é proprietário de empresa fora do Brasil Além de advogar para empresa do senador, Gustavo Frazão é funcionário de uma secretaria de Teresina comandada pela mãe de Ciro Nogueira Por Lucas Marchesini | Folha de S.Paulo 20/06/2026 O senador Ciro Nogueira concede entrevista para a Folha em seu gabinete, em Brasília – Gabriela Biló/Folhapress Brasília – Uma empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) vendeu uma fazenda de R$ 18,7 milhões no município de Pedro 2º (PI) para uma offshore sediada nos Emirados Árabes Unidos administrada por um advogado que trabalha para o parlamentar. A propriedade foi comprada pela Arraf International em março de 2025. Quem assina os papéis em nome da offshore é Gustavo Frazão, que advoga em mais de 20 processos para outra empresa de Ciro Nogueira. Não é possível saber quem é o dono da Arraf.   A offshore foi criada dois meses antes da operação de compra e venda da fazenda. Seu endereço é uma caixa postal na zona franca do aeroporto de Sharjah, cidade próxima a Dubai conhecida como um paraíso fiscal.   Os Emirados Árabes são uma federação, e a transparência de informações de empresas varia de local para local. A zona franca de Sharjah é a mais opaca do país, sem registro público de sócios das empresas. Pelo tipo da companhia, é possível saber apenas que a Arraf International tem um dono único.   Além disso, as leis locais permitem que companhias pertençam integralmente a estrangeiros, sem a exigência de um sócio local. Na escritura que detalha a operação entre a offshore e a Fazendas Reunidas Nogueira Lima, datada de 27 de março de 2025, a Arraf é representada por Frazão. Além de advogar para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, que pertence ao senador, ele também é funcionário comissionado da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas da Prefeitura de Teresina, comandada pela mãe do parlamentar, Eliane Nogueira Lima.   A transação imobiliária ocorreu no mesmo período no qual Ciro Nogueira teria recebido dinheiro e outras vantagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, de acordo com a Polícia Federal. Em 2024 e 2025, Vorcaro transferiu ao menos R$ 6 milhões ao senador por meio de empresas ligadas a ele, segundo as investigações.   Procurado, o senador disse por meio de sua assessoria que “nem ele nem ninguém da família dele é proprietário de nenhuma empresa fora do Brasil”.   Segundo Nogueira, sua mãe, para quem Gustavo Frazão trabalha como funcionário comissionado, é dona da Fazendas Reunidas. Mas dados da Polícia Federal que constam das investigações contra o senador mostram que ele detém 99% do capital da empresa. Quem representa a empresa na escritura é Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador.   Raimundo também é investigado pela Polícia Federal. Ele administra a empresa de Ciro Nogueira que recebeu o dinheiro do Banco Master, a CNLF, atuando como uma espécie de laranja do senador.   A Folha não conseguiu contato com Frazão. Ele foi procurado no dia 2 de junho e no dia 19 de junho no telefone celular registrado em seu escritório de advocacia e por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Teresina.   De acordo com a escritura, a fazenda tem 2.410 hectares, o que a coloca como uma propriedade de médio porte no Piauí.   Empresas que pertencem ao senador costumam fazer operações entre elas, de acordo com documentos levantados pela Folha. A Fazendas Reunidas Nogueira Lima comprou um apartamento de 134 m² no Itaim Bibi por R$ 1,4 milhão em 9 de outubro de 2025 da CNLF.   A CNLF havia adquirido o apartamento cerca de um ano antes, em 12 de agosto de 2024, por menos da metade do preço: R$ 650 mil. A mudança nos valores se deve a uma reforma, justificou Nogueira. Segundo ele, o imóvel é utilizado por sua mãe e sua irmã.   A venda da fazenda para a offshore não é a única venda de Nogueira para uma empresa sediada no exterior. A CNLF vendeu um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 6,5 milhões em abril de 2025 para a Aliqum Participações, que pertence a uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, outro paraíso fiscal.   A offshore se chama Tedax Partners e não é possível saber seu beneficiário final. O representante legal da Aliqum é o empresário Carlos Santana, amigo do senador.   O senador foi alvo de operação da Polícia Federal realizada em 7 de maio, um desdobramento da apuração sobre as fraudes cometidas por Daniel Vorcaro. Os documentos da operação descrevem uma relação entre Nogueira e Vorcaro marcada por “elevado grau de intimidade, confiança e proximidade”, com registros que vão desde a hospedagem em hotéis de luxo na Europa até repasses milionários.   Entre as principais suspeitas da PF estão a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.   Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.   Felipe teria feito uma parceria “ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil”. O primo de Vorcaro foi preso temporariamente.   Em contrapartida, suspeita a PF, Ciro teria defendido os interesses de Vorcaro no Congresso, como a apresentação de uma emenda que ampliaria a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.   Essa proposta foi apelidada no mercado, à época, de “emenda Master”. A intenção era dar uma saída ao dono do banco, que àquela altura já não conseguia sustentar a arquitetura financeira montada, apontada pelos investigadores como fraudulenta.   No período - [Quem salvará o Digimais?](https://politicariabrasileira.blog.br/quem-salvara-o-digimais/): Quem salvará o Digimais? Com um rombo de 8,5 bilhões de reais, o banco do bispo Edir Macedo é a nova dor de cabeça do Banco Central, do FGC e do mercado Por Consuelo Dieguez | piauí 20/06/2026 Edir Macedo | Reprodução Rio de Janeiro – O escândalo do finado Banco Master, que desde o ano passado vem sacudindo os três poderes da República e o mercado financeiro, tem camuflado uma nova crise na praça. Trata-se do Digimais, o banco do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, que tem como braço político o partido Republicanos. Segundo estimativas de mercado, o patrimônio líquido da instituição está negativo em cerca de 8,5 bilhões de reais. Desde que a crise do Master veio à tona, o mercado passou a olhar com lupa para a saúde de alguns bancos pequenos, pelo impacto que a quebra de alguns deles poderia causar ao patrimônio do FGC. Com a liquidação do Master, outras instituições envolvidas com o banco de Vorcaro foram liquidadas ou sofreram intervenção. Foi o caso do Will Bank, da corretora Reag, do banco Pleno, do ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima (com tornozeira eletrônica), e do Banif, também ligado aos sócios do Master. O que chama a atenção no Digimais é a forma de operar, muito semelhante à do Master. Uma delas é inflar artificialmente o patrimônio dos seus fundos para melhorar o balanço do banco para que, assim, possa emitir mais CDBs. Como o Master, o Digimais também coloca seus papéis a taxas bem acima das praticadas pelas instituições mais sólidas, de até 125% do CDI. Assim como o Master, o Digimais usa como isca para seus clientes a garantia do FGC para depósitos de até 250 mil reais. Finalmente, também como o Master, o Digimais contou com a ajuda das plataformas da XP e do BTG para espalhar seus CDBs na praça. As coincidências não param aí. Outra operação nos mesmos moldes do Master foi a venda de carteiras de crédito fraudulentas para outras instituições, assim como Vorcaro fez com o BRB. Uma dessas irregularidades do Digimais acabou indo parar na Justiça, e o processo corre na 13ª Vara de São Paulo, onde aguarda julgamento. A ação foi movida pelo fundo EXP1, que alega ter sido lesado pelo Digimais ao lhe vender carteiras de crédito falsas. Em 28 de fevereiro do ano passado, o EXP1 pagou 650 milhões de reais pelas carteiras de crédito consignadas do Digimais, e, como de praxe, aguardou a entrega dos documentos comprovando os créditos em carteira. O Digimais adiou ao máximo a entrega dos documentos que comprovavam os créditos nas carteiras, só apresentando-os em maio, três meses após a venda. Os documentos foram, então, analisados por uma consultoria internacional, a UHY lnternational Bendoraytes, contratada pelo fundo para avaliar os créditos. Em agosto, a auditoria apresentou seu relatório. A consultoria apontou uma grande fraude. Dos 55 mil contratos das carteiras de crédito, no valor de 650 milhões de reais, adquiridos pelo EXP1, 22 mil não tinham lastro, ou seja, eram falsos. E eram justamente as maiores carteiras, no valor de 500 milhões de reais. Pior. As carteiras sem lastro, como o fundo veio a descobrir, eram compostas por créditos do Master e da Reag (a gestora e administradora dos fundos do Master também liquidada pelo BC). O fundo pediu explicações ao banco, que confirmou a fraude, ao admitir que os créditos não existiam. E tentou oferecer novas carteiras. Como os originadores das carteiras eram os mesmos, ou seja, a Reag e o Master, o EXP1 declinou e pediu o estorno do dinheiro investido, mais os juros do período. O Digimais tentou uma negociação e pediu um prazo para ajustar o pagamento. Um mês depois do fundo ter entrado na Justiça e comunicado a fraude ao Banco Central, veio à tona o escândalo do Master, com a venda de carteiras de crédito fraudadas para o BRB, no valor de 12,7 bilhões de reais. Foi então que os gestores do fundo EXP1 descobriram que estavam envolvidos no mesmo tipo de golpe. Ainda que em uma ordem de grandeza diferente do escândalo do Banco Master, o caso do Digimais tem potencial para causar muito tumulto na praça, principalmente pela influência do Republicanos no Congresso, mais especificamente da bancada evangélica, que abriga boa parte dos políticos do Centrão. O ponto de interrogação do mercado é até que ponto uma ação mais dura do BC sobre essa pequena instituição, que há quatro anos vem operando no vermelho, pode provocar uma fúria apocalíptica entre os evangélicos e dificultar a situação do governo em um complicado ano eleitoral. O que se avalia é se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará disposto a comprar uma briga com Edir Macedo justamente quando está em busca de apoio para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro, do PL, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais. O Digimais, embora um tamborete, como o mercado chama jocosamente os bancos pequenos, pode acabar interferindo numa decisão técnica do BC, assim como ocorreu com o Master, que levou mais de três anos para ser liquidado por causa de pressões políticas sobre a instituição. Como tem vindo diariamente à tona, o banqueiro Daniel Vorcaro e seus sócios, Augusto Lima e Maurício Quadrado, tinham relações muito próximas com políticos de todos os matizes ideológicos, juízes do Supremo Tribunal Federal – notadamente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli – além do suporte de instituições do mercado financeiro, como o BTG Pactual e a XP – o que lhe deu fôlego para operar de forma arriscada e fraudulenta. O Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo BC. Somados o banco e instituições correlatas, o rombo no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi de 52 bilhões de reais. O caso do Digimais passa por diferentes rotas políticas, embora tenha florescido no governo Bolsonaro. Enquanto tentava reaver o dinheiro pago pelas carteiras de crédito, o EXP1 foi surpreendido com a mudança do presidente do Digimais. Thiago Urbaneja foi substituído por Aldemir Bendine, que se - [Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?](https://politicariabrasileira.blog.br/caso-master-nao-esta-faltando-alguem-nas-buscas-da-pf-e-do-stf/): Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? Não é crível fazer busca contra dois senadores e não contra Flávio Bolsonaro, com áudio, dinheiro e mentira Por Eliane Cantanhêde | O Estado de S.Paulo 20/06/2026 Combo Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jacques Wagner. Fotos: Wilton Junior/Estadão – Geraldo Magela e Waldemir Barreto/Ag Senado Foto: Wilton Junior/Estadão e Geraldo Dois senadores de polos políticos opostos, Jaques Wagner, do PT, e Ciro Nogueira, do PP, já sofreram operação de busca e apreensão, a pedido da PF e com autorização do relator, ministro André Mendonça, por suspeita de recebimento de altos valores e favores no caso Master. Não ficou faltando alguém? E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL?   Essa é a pergunta que não quer calar e encontra mais dúvidas e interpretações do que respostas técnicas e jurídicas inquestionáveis. Como o processo corre sob sigilo (a la brasileira), não se sabe sequer se a PF já fez ou não o pedido de busca contra Flávio e se esse pedido foi ou não analisado por André Mendonça. Em qualquer dos casos, vale o velho e bom “por quê?”   Tudo isso complica ainda mais, por Flávio ser, não apenas senador e enrolado com suspeitas anteriores, como rachadinhas, imóveis e envolvimento com milícias no Rio de Janeiro, mas candidato à Presidência da República. E por Mendonça ter sido nomeado por Jair Bolsonaro para o STF.   A PF tem provas irrefutáveis, inclusive com áudios, de que Flávio pediu a bagatela de R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, do Master, supostamente para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o pai, e de que foi a São Paulo para um encontro olho a olho com o banqueiro, quando ele já estava preso em casa, de tornozeleira eletrônica.   Jaques Wagner, a bola da vez, líder do governo e velho amigo do presidente Lula, não tem do que reclamar e ninguém questiona a busca e a apreensão de celulares, dólares, euros e relógios caríssimos, depois de comprovado que ele ganhou apartamento de R$ 2,5 milhões, viagens em jatinhos e entrada de shows da turma do Master. Sem contar mesadas e contratos para a família.   Ciro Nogueira, que preside o PP e foi chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, nem se fala. Bife banhado a ouro em Nova York, jatinhos para lá e para cá, estações de esqui na Europa e mesadas que chegaram, no mínimo, a R$ 6 milhões… E foi ele quem assumiu como sua, e apresentou no Senado, uma emenda não apenas favorecendo o Master, mas escrita no próprio Master.   Uma explicação para as operações só contra dois dos três senadores é que a questão não é “quem pediu dinheiro”, mas qual a finalidade, quais as vantagens pessoais e se havia contrapartidas. Enquanto os “pagamentos” de Wagner e Nogueira a Vorcaro e ao Master são estridentes, como na própria emenda que ampliava o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até agora não surgiram evidências de que Flávio “pagou”, ou como pagou, a dívida.   Sim, o argumento faz sentido e é reforçado pela versão de Flávio de que foi um “acerto privado”, mas não anula um dos motivos para busca e apreensão, que é preservar provas — quanto mais o tempo passa, mais as provas evaporam. Até por isso, não parece crível fazer operações contra dois senadores envolvidos e não contra outro, com áudio, viagem, dinheiro na conta, aliás, aqui e no exterior. E não foi pouco dinheiro…   Uma possibilidade é que a PF e/ou André Mendonça queiram amadurecer mais as investigações contra Flávio, sem deixar qualquer margem de dúvida, antes de operações com muito impacto na opinião pública, em ano eleitoral e com a percepção de que a PF é “de Lula” e Mendonça, “de Bolsonaro”.   Venha quando vier, se vier, uma operação de busca contra Flávio terá enorme repercussão. O áudio já estancou o seu crescimento nas pesquisas e, no Datafolha deste fim de semana, Lula está dez pontos à frente no primeiro turno (41% a 31%). Qualquer coisa que a PF descubra em endereços, celulares e computadores de Flávio pode fazer diferença. Se é que ainda há algo “preservado”? Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterPL Partido LiberalPolícia Federal PFPP ProgressistasPresidente da RepúblicaPT Partido dos TrabalhadoresSenadorSTF Supremo Tribunal Federal Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Rivais mantêm ‘pacto de silêncio’ e evitam explorar operação contra Jaques Wagner na Bahia 22/06/2026 ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP 22/06/2026 Caso Master: não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF? 20/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list - [Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza](https://politicariabrasileira.blog.br/depois-de-dias-tensos-ciro-nogueira-relaxa-em-ibiza/): Depois de dias tensos, Ciro Nogueira relaxa em Ibiza A semana não foi boa para Ciro Nogueira com a enxurrada de revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro. Por Lauro Jardim | O Globo 19/06/2026 Ciro Nogueira relaxa em Ibiza — Foto: Imagem obtida pela coluna do Lauro Jardim Mas isso parece não ter afetado o bom humor de Ciro e nem o seu gosto por viagens. Hoje, por exemplo, o senador relaxava, de bermuda, camiseta e boné, bebericando taças de vinho branco no restaurante Juan y Andrea, em Ibiza, na Espanha. O material tornado público esta semana, após André Mendonça derrubar o sigilo do relatório da PF sobre a Operação Compliance Zero, revelou, entre outras mordomias bancadas por Vorcaro, gastos de US$ 2,1 milhões em uma única viagem para Couchevel em janeir