O governo de Minas Gerais finalmente divulgou, por ordem judicial, a lista das empresas que receberam incentivos fiscais na gestão de Romeu Zema.
Uma linha da planilha chamou a atenção da oposição mineira: a Eletrozema recebeu R$ 2.282.543,68 de desconto no ICMS a partir de 2024.
Como o nome indica, a cadeia de lojas de eletrodomésticos pertence ao Grupo Zema, cujo principal acionista é… o ex-governador Zema.
A coluna procurou o pré-candidato ao Planalto pelo Novo, mas ele ainda não se manifestou.
Em março, antes de renunciar ao governo de Minas, Zema defendeu que a lista das empresas beneficiadas por isenções continuasse em sigilo.
— Essa questão é como se fosse um segredo industrial. Nós não vamos dar publicidade a isso porque seria extremamente pernicioso para o estado de Minas — disse.
[Atualização das 17h40: Em nota enviada à coluna, Zema disse não ver “nada de errado” com as isenções fiscais que seu governo concedeu à Eletrozema. “A empresa de que sou sócio tem regime especial de tributação desde 2008, quando eu ainda nem pensava em atuar na política”, escreveu. “Não há nada de errado nisso. O debate correto é: o regime é transparente? Estão disponíveis para todas a empresas do setor sem privilégio? Cumpre a lei? Gera atividade econômica, emprego, renda e arrecadação? Se a resposta for sim, atacar o instrumento é apenas transformar uma política tributária regular em manchete sensacionalista”.]
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