Escala 7×0: o que há por trás da proposta de Flávio Bolsonaro no Senado que tenta sabotar fim da escala 6×1

Escala 7×0: o que há por trás da proposta de Flávio Bolsonaro no Senado que tenta sabotar fim da escala 6×1 Nova PEC, com autoria do coordenador de campanha de Flávio, coloca em risco direitos trabalhistas já consolidados; entenda Por Alice Andersen | Fórum 01/06/2026 O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Gabriela Biló/Folhapress O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve reunir líderes partidários esta semana para definir o rito de tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados. A proposta, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de folga, aguarda despacho à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), enquanto a oposição já protocolou uma PEC alternativa, a PEC 12/2026, que parlamentares governistas classificam como uma manobra para esvaziar o avanço trabalhista e instituir, na prática, uma “escala 7×0”. Entre os senadores que votaram a favor do texto da PEC da 7×0, está o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que encabeça a proposta junto de Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador da pré-campanha, que propõe ser possível “escolher” entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um “regime flexível” baseado em horas trabalhadas. Nesse segundo modelo, o patrão pagaria apenas o número de horas trabalhadas pelo empregado. O senador usa como argumento a mesma afirmação dos parlamentares que defendem o fim da escala 6×1: permitir que o trabalhador consiga conciliar melhor o trabalho e a vida social. No entanto, na PEC que reduz a jornada de trabalho, a remuneração salarial não irá diminuir, diferente da proposta do senador do PL. Representantes sindicais e os formuladores da proposta de redução defendem que a valorização do trabalhador contribui para ganhos de produtividade e para o aquecimento do mercado interno. A escala 7×0 tem apoio de outros 39 dos 81 senadores. Veja a seguir: Veja quem votou pela PEC da escala 7×0 1-Rogério Marinho (PL-RN) – principal autor 2-Angelo Coronel (Republicanos-BA) 3-Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) 4-Carlos Portinho (PL-RJ) 5-Carlos Viana (PSD-MG) 6-Ciro Nogueira (PP-PI) 7-Cleitinho (Republicanos-MG) 8-Damares Alves (Republicanos-DF) 9-Dr. Hiran (PP-RR) 10-Dra. Eudócia (PSDB-AL) 11-Eduardo Girão (Novo-CE) 12-Eduardo Gomes (PL-TO) 13-Efraim Filho (PL-PB) 14-Esperidião Amin (PP-SC) 15-Flávio Bolsonaro (PL-RJ) 16-Hamilton Mourão (Republicanos-RS) 17-Hermes Klann (PL-SC) 18-Izalci Lucas (PL-DF) 19-Jaime Bagattoli (PL-RO) 20-Jayme Campos (União-MT) 21-Laércio Oliveira (PP-SE) 22-Lucas Barreto (PSD-AP) 23-Luis Carlos Heinze (PP-RS) 24-Magno Malta (PL-ES) 25-Marcio Bittar (PL-AC) 26-Marcos do Val (Avante-ES) 27-Marcos Rogério (PL-RO) 28-Nelsinho Trad (PSD-MS) 29-Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) 30-Plínio Valério (PSDB-AM) 31-Roberta Acioly (Republicanos-RR) 32-Romário (PL-RJ) 33-Sergio Moro (PL-PR) 34-Sérgio Petecão (PSD-AC) 35-Styvenson Valentim (Podemos-RN) 36-Tereza Cristina (PP-MS) 37-Vanderlan Cardoso (PSD-GO) 38-Wellington Fagundes (PL-MT) 39-Wilder Morais (PL-GO) 40-Zequinha Marinho (Podemos-PA). Consulta do Senado tem maioria esmagadora contra “escala 7×0” A consulta pública aberta pelo Senado sobre a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), registra uma maioria esmagadora de votos contrários à proposta que parlamentares governistas e lideranças da esquerda vêm chamando de “escala 7×0”. Na página do e-Cidadania, a consulta aparece com 32.364 votos contrários e 4.049 favoráveis à proposta, até as 5h38 desta segunda-feira (1º). Como votar contra a PEC da “escala 7×0” Para participar da consulta pública, é preciso acessar a página da PEC 12/2026 no portal e-Cidadania do Senado. O próprio Senado informa que todas as proposições em tramitação ficam abertas para receber opiniões públicas durante sua tramitação, conforme a Resolução 26/2013. O caminho é simples: Acesse a consulta pública da PEC 12/2026 no e-Cidadania; Na pergunta “Você apoia essa proposição?”, escolha “Não”; Faça login com a conta gov.br, se o sistema solicitar; Confirme o voto. Segundo o Senado, qualquer pessoa cadastrada no portal pode opinar sobre proposições em tramitação, mas cada usuário pode votar apenas uma vez. O cadastro no e-Cidadania é feito pela plataforma gov.br. A ofensiva nas redes busca transformar a consulta em mais um instrumento de pressão sobre os senadores. A avaliação entre governistas é que a PEC 12/2026 cria uma armadilha política: sob o discurso de “flexibilização”, permitiria um modelo em que o trabalhador receberia apenas pelas horas efetivamente trabalhadas, sem a garantia de preservação salarial prevista na proposta de redução da jornada. A disputa também tem peso eleitoral. O fim da escala 6×1 se tornou uma das pautas trabalhistas de maior apelo popular no país e passou a ser tratado pelo governo Lula como uma vitória política importante na agenda de valorização do trabalho. Do outro lado, a oposição tenta apresentar uma alternativa que, na prática, pode neutralizar a proposta aprovada na Câmara. No Senado, a PEC que acaba com a escala 6×1 ainda depende de tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de aprovação em dois turnos no plenário, com pelo menos 49 votos. A pressão popular, agora expressa também na consulta pública, deve pesar sobre senadores que tentam evitar o desgaste de se posicionar contra o direito ao descanso. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar No Fórum Onze e Meia do dia 28 de maio, o deputado federal e pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) falou sobre a aprovação da PEC pelo fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. O avanço da pauta foi liderado pela deputada federal Erika Hilton (SP) e pelo vereador Rick Azevedo (RJ), ambos também do PSOL, além de outros parlamentares da bancada. Vieira celebrou a vitória da esquerda e da classe trabalhadora com a aprovação do projeto, mas destacou que o campo democrático não pode “perder o horizonte” para alcançar a escala 4×3, uma vez que esse movimento pela redução da jornada veio ganhando forte apoio nos últimos meses. O deputado destacou que o movimento é de “luta histórica para enfrentar e superar o modo capitalista produtor adoecimento”. “Nós não podemos perder o horizonte da 4×3, porque os argumentos, em certa medida, continuam e se atualizam. Então, foi a vitória possível, com muita coerência, muita responsabilidade, é para celebrar, para comemorar com o nosso povo, mas nós temos uma luta histórica no limite para enfrentar e superar o modo capitalista, porque esse modo é produtor de adoecimento, ele subpotencializa a vida, ele se faz a partir da exploração do corpo, da vitalidade, da energia dos trabalhadores e das
Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia

Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia O contrato sob suspeita foi firmado entre a SMIT da prefeitura de SP e o ICB, entidade representada pela produtora do filme sobre Bolsonaro Por Julinho Bittencourt | Fórum 01/06/2026 A empresária Karina Ferreira da Gama – Foto: Redes sociais A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi, que investiga supostas irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de internet gratuita em comunidades periféricas da capital. Segundo as investigações, o município teria pago valores até 230% superiores aos praticados no mercado. O contrato sob suspeita foi firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB, entidade representada por Karina Ferreira da Gama. De acordo com os investigadores, foram identificados indícios de irregularidades desde a fase de contratação, incluindo questionamentos sobre a capacidade técnica da instituição, suposto superfaturamento, descumprimento de metas e pagamentos antecipados sem a devida prestação dos serviços. Segundo a apuração policial, enquanto a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 por ponto de Wi-Fi, além de cerca de R$ 200 mensais para manutenção, o acordo com o ICB previa o pagamento fixo de R$ 1.800 por ponto instalado. Para os investigadores, a diferença representa um valor significativamente acima dos parâmetros de mercado. Falta de experiência Outro ponto levantado pela polícia é a suposta falta de experiência do instituto na área de telecomunicações. Conforme o relatório da investigação, o ICB teria histórico de atuação concentrado em feiras literárias e eventos religiosos, sem experiência comprovada na implantação e manutenção de redes de internet. As autoridades também apontam que a entidade teria instalado apenas 3,2 mil dos 5 mil pontos previstos inicialmente. Para justificar os atrasos, segundo a investigação, teriam sido firmados três termos aditivos em curto intervalo de tempo. Além disso, a polícia suspeita que a administração municipal tenha antecipado aproximadamente R$ 26 milhões ao instituto sem a correspondente execução dos serviços. Os investigadores afirmam ter encontrado registros de pagamentos referentes a 3,2 mil pontos quando apenas seis estariam efetivamente em funcionamento em determinado período analisado. Conexão com a Go Up A investigação também busca apurar uma possível conexão entre os recursos do contrato e a produtora Go Up Entertainment Ltda., controlada por Karina Ferreira da Gama. Segundo a suspeita levantada pela polícia, parte dos recursos poderia ter sido desviada para financiar a produção do filme “Dark Horse“, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção já vinha sendo alvo de controvérsias após revelações envolvendo o financiamento do projeto. O filme foi coordenado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter buscado apoio financeiro junto ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção. Segundo informações já divulgadas sobre o caso, ao menos R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de uma empresa ligada ao Banco Master e de um fundo de investimentos sediado no Texas, nos Estados Unidos, onde reside o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Os filhos do ex-presidente negam qualquer irregularidade no financiamento do filme. O que diz a prefeitura Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que está colaborando integralmente com as investigações e afirmou que toda a documentação solicitada pelas autoridades já havia sido disponibilizada anteriormente por meio dos mecanismos de transparência pública. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) também contestou as conclusões preliminares da investigação. Segundo a administração municipal, o custo estimado do programa em 2026 será de R$ 1.280 por ponto ao mês, valor que considera inferior às propostas recebidas em 2022, que variavam entre R$ 2.026 e R$ 5.092 por ponto. A prefeitura afirmou ainda que o programa funciona normalmente e que, na manhã desta segunda-feira, apenas 52 dos 3,2 mil pontos contratados estavam temporariamente fora de operação para manutenção. A administração também negou ter efetuado pagamentos referentes a 5 mil pontos e sustentou que os aditivos contratuais tiveram como objetivo apenas garantir a manutenção da estrutura já instalada. Por fim, o município declarou que o chamamento público foi realizado em 2024, antes mesmo da produção do filme “Dark Horse”, e que todo o processo seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade previstos na legislação. Notícia anteriorPróxima notícia Banco MasterDeputado FederalMDB Movimento Democrático BrasileiroPL Partido LiberalPolícia CivilPrefeitoPresidente da RepúblicaPRODAMSenador Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 TCE rejeita as contas de 2025 do governo Cláudio Castro; voto cita perdas ligadas ao Banco Master 01/06/2026 Dark Horse: Ricardo Nunes pagou até 230% acima do mercado para Karina Gama, diz a polícia 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
‘Faleceu nos braços do irmão’, diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio

‘Faleceu nos braços do irmão’, diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio Família esteve no Instituto Médico-Legal, na região central do Rio, para cuidar da liberação do corpo. Polícia Civil investiga se disparo foi efetuado de comunidade no Complexo da Pedreira. Por Fernanda Graell | RJ1 01/06/2026 Bento Costa Petillo Bezze morreu depois de ser atingido por um tiro em um condomínio na Pavuna — Foto: Reprodução/ TV Globo O tio do menino Bento Costa Petillo Bezze, de 12 anos, esteve no Instituto Médico-Legal (IML), na região central do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (1º), para cuidar da liberação do corpo do menino. O garoto morreu na tarde de domingo (31), após ser atingido por uma bala perdida enquanto brincava em uma quadra esportiva de um condomínio na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Daniel de Castro descreveu Bento como uma “criança amorosa” que não merecia o destino que teve. Ele acompanhava o pai do menino, que não conseguiu falar. “Criança boa, criança amorosa. O sentimento é de vazio, entendeu, vazio. É muito forte. Nenhum ser humano merece morrer assim, quanto mais uma criança de 12 anos cheia de saúde, cheia de vida”, disse o tio. O tiro atingiu o peito do menino enquanto ele brincava na quadra do condomínio, localizado na Rua Capitão Gouveia. Bento estava na companhia do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que ele foi baleado. A vítima chegou a ser levada para um hospital em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas não resistiu aos ferimentos. ““Ele faleceu nos braços do irmão. Ele estava do lado do irmão quando foi atingido. Ele foi atingido na região do tórax, com um tiro no peito. Chegaram a socorrer, mas já chegou em óbito lá na clínica”, completou Daniel. Bento morava com a mãe e dois irmãos, de 13 e 18 anos. Ele gostava de jogar futebol e brincar na piscina. “O condomínio é movimentado. Era por volta das 17h, e as crianças brincavam normalmente na quadra, como em qualquer domingo”, explicou Daniel. Tiros A Rua Capitão Gouveia fica a menos de dois quilômetros da comunidade da Quitanda, no Complexo da Pedreira, na Pavuna. De acordo com moradores da região, havia uma festa na comunidade próxima ao condomínio, durante a qual tiros foram disparados. A Polícia Militar informou que foi acionada e, ao chegar ao local, o menino já havia sido levado para o hospital, onde chegou sem vida. A Polícia Civil investiga se um dos disparos efetuados durante a comemoração foi o responsável por atingir Bento. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Notícia anterior IML Instituto Médico LegalPolícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram ‘Faleceu nos braços do irmão’, diz tio de menino atingido por bala perdida na quadra de condomínio na Pavuna, Rio 01/06/2026 Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0

Senadores do DF assinam PEC que pode abrir caminho para escala 7×0 Proposta permite contratação por horas trabalhadas e reduz peso das negociações coletivas Por Kennedy Cruz | Brasil de Fato 01/06/2026 Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) apoiam a PEC 12/2026, proposta que altera as regras da jornada de trabalho. | Crédito: Saulo Cruz e Waldemir Barreto/Agência Senado Os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) estão entre os 40 parlamentares que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que altera as regras da jornada de trabalho no país e amplia a possibilidade de acordos individuais entre patrões e empregados. O texto cria um modelo alternativo ao regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo que trabalhadores optem por uma jornada flexível baseada em horas efetivamente trabalhadas. A proposta também estabelece que contratos individuais possam prevalecer sobre convenções e acordos coletivos em temas relacionados à compensação de horários e à redução da jornada. Na prática, a PEC autoriza negociações diretas entre empregado e empregador sobre a organização da jornada de trabalho, inclusive por hora trabalhada. O texto prevê ainda que férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos sejam calculados proporcionalmente à carga horária efetivamente cumprida. A proposta é alvo de críticas de parlamentares e entidades ligadas aos trabalhadores. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC do fim da escala 6×1, afirma que o texto pode abrir espaço para uma “escala 7×0” e enfraquece direitos garantidos pela CLT. Além de Damares e Izalci, a PEC conta com assinaturas de nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Sergio Moro (União-PR), Magno Malta (PL-ES) e Ciro Nogueira (PP-PI). Protocolada no Senado na última quinta-feira (28), a proposta já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguarda a designação de um relator para iniciar sua tramitação. Notícia anteriorPróxima notícia Deputada FederalPEC Proposta de Emenda à ConstituiçãoPL Partido LiberalPP ProgressistasPSOLRepublicanosSenadorSenadoraUnião Brasil Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram O amigo do crime 02/06/2026 Operação que mirou produtora de ‘Dark Horse’ gera incômodo nos bastidores da prefeitura de SP 02/06/2026 Mendonça cobra da PF materiais da quebra de sigilo da amiga de Lulinha 02/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis

Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis Paciente relata falta de limpeza, más condições e espera de 14 dias por transferência; prefeitura afirma que unidade passa por reforma. Por Juliana Guzzo | g1 01/06/2026 Cadeira para pacientes em condição precária e chão do banheiro quebrado. — Foto: Redes Sociais Teresópolis – Uma moradora de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, denunciou problemas estruturais, falhas na limpeza e demora no atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A paciente afirmou que aguardou por 14 dias a realização de um procedimento para implantação de marca-passo e durante o período de internação. Segundo ela, além da longa espera pelo procedimento, houve problemas com a alimentação adequada para sua condição de pré-diabetes. Jaqueline também denunciou a precariedade da estrutura e a falta de conservação na unidade. Durante a internação, a paciente registrou em vídeo situações como piso afundando, presença de baratas e acúmulo de sujeira em diferentes áreas da unidade. Ela também afirmou que enfrentou dificuldades relacionadas à falta de insumos básicos, tendo que comprar itens como fraldas e esparadrapo. “Foram os piores dias da minha vida. Nenhuma família deveria passar por isso. Muitos idosos passando sufoco. Eu tive que comprar as coisas que eu precisava usar, como fralda e até esparadrapo. Foi uma situação muito desagradável”, contou. A denúncia de Jaqueline se soma a queixas de outros moradores que utilizam o serviço, que relatam demora no atendimento, longos períodos de espera e dificuldades na transferência para unidades de maior complexidade. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a UPA passa por uma obra de reforma e ampliação, com previsão de reinauguração nos próximos meses. A prefeitura também afirmou que a falta de leitos é um problema que atinge todo o estado do Rio de Janeiro e destacou investimentos na rede municipal para reduzir o tempo de permanência de pacientes que aguardam transferência. Segundo a administração municipal, os indicadores relacionados a esse tempo de espera têm apresentado redução. Notícia anterior Região Serrana e Centro Sul FluminenseTeresópolis RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Após nova investida dos Bolsonaros, os EUA rotulam gangues brasileiras como grupos terroristas 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda

Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda Os agentes do 9º BPM (Honório Gurgel) estão no local em uma ação para combater quadrilhas de criminosos que se abrigam na comunidade. Por Genilson Araújo, Betinho Casas Novas e Guilherme Santos | TV Globo 01/06/2026 Adriano Pereira de Souza deixa dois filhos. — Foto: Reprodução. Um policial militar morreu após ser baleado na cabeça durante uma operação, no começo da manhã desta segunda-feira (1º), na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com a PM, Adriano Pereira de Sousa, de 36 anos, foi atingido em confronto com criminosos e chegou a ser levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, na região central do Rio. O Globocop registrou quando um grupo de policiais trabalhou no resgate de Adriano no alto do morro. Um helicóptero da polícia se aproximou para que o PM fosse levado com mais rapidez até a unidade de saúde. Vários tiroteios acontecem desde cedo na comunidade, de acordo com moradores. Policiais civis e agentes do 9º BPM (Honório Gurgel) foram ao local em uma ação para combater quadrilhas de criminosos que se abrigam na comunidade. Helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Civil sobrevoam a região. A Polícia Militar lamentou a morte do agente, que ingressou na corporação em 2011. Antes de ser lotado no 9º BPM, ele trabalhou no Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). Ele deixa dois filhos. Não havia informações sobre velório e sepultamento até a última atualização desta reportagem. O policiamento na área foi reforçado. Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia 31/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada

Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) investiga o caso, que também é apurado pela Corregedoria da Polícia Militar. Um agente foi afastado. Policiamento foi reforçado na área. Por Victória Henrique | Bom Dia Rio 01/06/2026 Motociclista foi morto em abordagem em São Gonçalo — Foto: Reprodução/ TV Globo Um motociclista morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no último domingo (31). Uma mulher que estava na garupa ficou ferida. O caso ocorreu no bairro Pacheco, na esquina das ruas Guilherme Fernandes e Monsenhor Benedito Marinho. O motociclista chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi levada para o Hospital Estadual Alberto Torres, onde permanece internada. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dela. A Corregedoria da Polícia Militar abriu investigação para apurar a atuação de agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) na ocorrência. Um policial foi afastado das funções. No início da noite, moradores realizaram um protesto na região e incendiaram barricadas nas vias. Policiais foram acionados e conseguiram controlar a situação, retirando os objetos que bloqueavam a rua. O policiamento foi reforçado na área. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Notícia anteriorPróxima notícia Polícia CivilPolícia Militar PMRegião Metropolitana e Baixada FluminenseSão Gonçalo RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Motociclista morre baleado em abordagem da PM em São Gonçalo; protesto teve rua incendiada 01/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
ONG da produtora de ‘Dark Horse’ repassou emenda de Mário Frias a advogado dele e ‘livros fantasmas’

ONG da produtora de ‘Dark Horse’ repassou emenda de Mário Frias a advogado dele e ‘livros fantasmas’ Recursos foram para empresa ligada à doadora de campanha, para advogado do deputado federal e para sócio de Karina Gama, aliada dele; procurados, eles não responderam Por Guilherme Caetano, Juliano Galisi e Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo 01/06/2026 O deputado federal Mário Frias é produtor-executivo e roteirista do filme sobre Jair Bolsonaro Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil BRASÍLIA E SÃO PAULO – O deputado Mário Frias (PL-SP) enviou uma emenda de R$ 1 milhão para a ONG de uma aliada dele. Parte da verba foi destinada para pagar um advogado do próprio Frias e comprar livros didáticos que nunca foram entregues. Ao Estadão, os responsáveis pelo projeto de letramento digital e empreendedorismo que seria realizado em Pirassununga, no interior de São Paulo, com recursos da emenda de Mário Frias, afirmaram que o investimento prometido não chegou até eles. “Não foi executado em Pirassununga. Não foi executado por mim. Fiquei sabendo que não iria mais rolar aqui, não seria eu que executaria. Ninguém deu satisfação ou falou nada”, afirmou Kayo Azevedo, responsável técnico do Jovem Empreendedor procurado pela reportagem. A emenda do deputado foi apresentada no orçamento de 2024, quando cada parlamentar teve direito a indicar R$ 37 milhões em emendas individuais. O governo é obrigado a efetuar os gastos de acordo com a indicação do deputado. Mário Frias justificou que os recursos seriam para um projeto de fomento do empreendedorismo para jovens e adolescentes. A destinatária do dinheiro da emenda foi a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Ferreira da Gama, também responsável pela Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mário Frias é produtor-executivo e roteirista do longa-metragem. O total de R$ 1 milhão da emenda foi integralmente desembolsado, segundo as movimentações financeiras informadas ao governo federal. Com a verba, a ONG subcontratou prestadores de serviço para viabilizar a execução da iniciativa. O objetivo apresentado para o financiamento do projeto é, segundo o plano de trabalho, fomentar o letramento digital e o empreendedorismo para adultos e adolescentes, com o uso de materiais didáticos “físicos e digitais inovadores, a fim de inspirar e educar crianças do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental em escolas públicas municipais”. O Estadão analisou documentos de prestação de contas da emenda de Frias. Segundo os registros, o maior beneficiário do dinheiro manejado pelo ICB de Karina Gama foi a Editora Dinâmica, contratada para fornecer o material didático do projeto por R$ 400 mil, pagos em fevereiro de 2025. A editora é sediada em Rio Claro (SP) e deveria fornecer 2.750 kits de livros pedagógicos, com o custo unitário de R$ 145,45, ao projeto Jovem Empreendedor – mas o material nunca chegou a Pirassununga, segundo os responsáveis pelo projeto. A Dinâmica pertence a Dayvid Medeiros. Ele é sócio em outra empresa de Heric Fabiano Dias, cuja esposa, Luiza Tessari Rocha Dias, doou R$ 70 mil à campanha de Frias a deputado federal em 2022. A reportagem pediu esclarecimentos a Dayvid Medeiros por ligação, mensagens e e-mail. Também tentou contato por meio da esposa dele. Os pedidos foram ignorados. Heric e a mulher não foram localizados. O segundo maior subcontrato do ICB foi com o Instituto Super Poder Educacional, de Pamella Cristiane Dias, no valor de R$ 300 mil, pagos em março de 2025. O serviço consistiria na entrega de “24 kits pedagógicos” com “roteirização, produção e gravação das aulas”, além de “trilhas de conteúdo complementares” e uma licença de 12 meses para 2,5 mil acessos em uma “plataforma”. A reportagem tentou falar com Pamella no telefone pessoal dela e no da empresa. Ela não retornou as tentativas de contato. A empresária compareceu a um evento editorial com Dayvid Medeiros, da Dinâmica, no início do mês, e publicou conteúdos gravados no estande de uma das empresas dele. “Nossa gratidão especial à HD Cultural, que acreditou nesse projeto e tornou isso realidade”, escreveu. Emenda de Frias pagou advogado do deputado Outros R$ 80 mil da emenda de Mário Frias foram pagos ao advogado do deputado. Em fevereiro deste ano, a ONG de Karina Gama fez dois repasses a uma empresa que tem como sócio o advogado Fabio Lago Meirelles. Houve um pagamento de R$ 30 mil para serviços de contabilidade e outro, de R$ 50 mil, para serviços jurídicos. De 2022 a 2026, Fabio Meirelles representou Frias em, ao menos, nove processos na Justiça. Foram oito ações na Justiça Eleitoral e uma na Justiça Estadual de São Paulo. Procurado, o advogado disse que retornaria após uma reunião, mas não o fez e parou de responder às mensagens. Contratação de dirigente da própria entidade Além de pagar aliados de Mário Frias, a ONG de Karina realizou uma contratação vedada pela legislação. O produtor de eventos Marcelo Machado recebeu um contrato de R$ 50 mil para prestar serviços de “divulgação” ao projeto Jovem Empreendedor. O valor foi transferido para a empresa MM7, da qual Machado é dono, em fevereiro deste ano. Machado é dirigente de outra entidade presidida por Karina, a Academia Nacional de Cultura, que, assim como o ICB, está na mira do STF por possível destinação de verbas públicas para a produção do filme sobre Bolsonaro. A lei proíbe a contratação por ONGs de empresas de seus próprios dirigentes, dado o conflito de interesses. Machado foi procurado pela reportagem, mas não respondeu. Emendas de Mário Frias estão na mira do STF A emenda de R$ 1 milhão destinada por meio de convênio do ICB com o Ministério de Ciência e Tecnologia é uma das duas de mesmo valor enviadas por Mário Frias ao ICB e que estão sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino investiga se R$ 2 milhões em emendas enviados por Frias à ONG de Karina Gama serviram para financiar o filme “Dark Horse”. A Justiça tem enfrentado dificuldades para localizar o deputado e intimá-lo para esclarecimentos à Suprema Corte. A prestação de contas está atrasada na plataforma de gerenciamento dos convênios. A parceria do ICB com o ministério, viabilizada graças à emenda,
Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões

Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões Para o Ministério Público do Rio, Hélio Luiz Fazoli de Moraes forjou uma relação com a ex-procuradora do estado Ângela Marília de Moraes Peçanha. Por Fantástico 31/05/2026 Vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ) é acusado de forjar casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões — Foto: Fantástico/ Reprodução A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou os bens de Hélio Luiz Fazoli , vice-prefeito de Trajano de Moraes, cidade na Região Serrana do estado. Ele é acusado de forjar um casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões. A esposa de “faz de conta” era uma ex-procuradora do estado e tia da ex-mulher do político. Os detalhes dessa fraude estão na reportagem que é uma parceria do Fantástico com a GloboNews. Não há fotos da cerimônia de casamento e nem da festa. Apenas um documento, assinado em cartório. Uma escritura de união estável entre Ângela Marília de Moraes Peçanha e Hélio Luiz Fazoli de Moraes. Mas, para o Ministério Público do Rio, tudo não passa de uma farsa, uma relação forjada por Hélio Luiz com um único objetivo: receber a pensão depois da morte de Ângela. Nascida em 1931, Ângela Marília de Moraes Peçanha foi procuradora do Estado do Rio. Ela se aposentou em 1985, depois de mais de 30 anos de serviço público. Não tinha filhos e vivia em uma fazenda. Nos fundos da casa da ex-procuradora morava a sobrinha Adriana Canes Peçanha, de 55 anos. Em 1995, ela se casou com Hélio Luiz Fazoli – hoje vice-prefeito de Trajano de Moraes. O casal se separou em 2013. E, dez meses depois do divórcio, Hélio procurou o cartório da cidade para formalizar uma nova relação: com a tia da esposa, então com 83 anos. Em 2017, ela vem a falecer. E, a partir daí, ele pede a pensão: quase R$ 50 mil por mês. No mesmo dia da união estável, Hélio Luiz obteve outro documento: uma procuração que dava a ele amplos poderes para movimentar as contas da ex-procuradora. Hélio, então, deu entrada em dois pedidos da pensão. O INSS rejeitou a solicitação. Já no Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores do estado do Rio, o pedido foi aprovado. Para família de Ângela, a surpresa foi outra. Marcelo Bruzzi, repórter: Dona Ângela e o Hélio Luiz tiveram um casamento?Maria Anita Peçanha, irmã de Ângela Marília: De jeito nenhum. Ele era sobrinho dela. Casado com a minha sobrinha. Como um sobrinho vai casar com uma tia? Eu acho que é vergonhoso e acho que é um escândalo.Marina do Valle, advogada e sobrinha de Ângela Marília: Nunca pude imaginar que Hélio Luiz poderia ter algum tipo de relacionamento que não seja de sobrinho com a minha tia. Impossível.Repórter: Foi um casamento fake?Marina do Valle: Totalmente. Foi aí que o Ministério Público passou a investigar o casamento fake em Trajano de Moraes, pedindo a quebra do sigilo bancário de Hélio Luiz Fazoli. “Todo mês, o investigado transferia recursos para ex-esposa”, afirma Marcos Davidovich, promotor do MP-RJ. No caso, Adriana Peçanha, sobrinha da ex-procuradora. “Não seria uma pensão alimentícia. Parece mais uma combinação entre eles”, diz Marcos Davidovich, promotor do MP-RJ. Durante quase dez anos, Hélio Luiz e Adriana Canes Peçanha receberam dos cofres públicos quase R$ 5 milhões. Da cadeira de vice-prefeito diretamente para o banco dos réus. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e determinou a suspensão imediata dos pagamentos para Hélio Luiz Fazoli. A decisão também bloqueou os bens do político e da ex-mulher dele – contas bancárias, aplicações financeiras, imóveis, carros, ações e até criptomoedas. A Justiça quer saber a dimensão do patrimônio deixado pela ex-procuradora. Sem herdeiros diretos, a fortuna de Ângela deveria ir, por lei, para as irmãs e as sobrinhas – os chamados “parentes colaterais”. Agora, a família tenta descobrir o que ainda sobrou dos bens. Além de falsidade ideológica, Hélio Luiz e Adriana Peçanha vão responder por estelionato qualificado contra os cofres públicos do Rioprevidência. Em nota, o Rioprevidência informou que já suspendeu o pagamento da pensão; que não detectou a fraude na época; e que vai acompanhar o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado do Rio. Em nota, a defesa de Hélio Luiz Fazoli e de Adriana Canes Peçanha afirma que a investigação foi conduzida sem que os acusados fossem ouvidos e que a acusação se baseia em narrativas do cenário político local. Diz ainda que os parente de Ângela que prestaram depoimento sequer frequentavam a cidade e que, como não há inventário aberto, é falso afirmar que os bens ficaram com Hélio. A nota acrescenta que a imagem da ex-procuradora merece respeito e será defendida por quem realmente cuidou dela; e conclui dizendo que a inocência dos dois será provada na Justiça. Notícia anteriorPróxima notícia INSS Instituto Nacional do Seguro SocialMP-RJProcuradoria-Geral do Estado PGERegião Serrana e Centro Sul FluminenseRioPrevidênciaTrajano de Moraes RJVice-prefeito Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Moradora denuncia problemas estruturais e demora no atendimento na UPA de Teresópolis 01/06/2026 Policial militar morre após ser baleado na cabeça em operação em Rocha Miranda 01/06/2026 Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões 31/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list
Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia

Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu R$ 200 milhões após mudanças na companhia Relatório interno afirma que banco não cumpria exigências da política vigente, aponta reuniões anteriores à data informada à CVM e conclui que negociações ficaram concentradas na diretoria financeira. Por Marcelo Gomes e Raoni Alves | GloboNews e g1 Rio 31/05/2026 Cedae — Foto: Reprodução/TV Globo Uma auditoria interna da Cedae concluiu que o Banco Master não atendia aos critérios exigidos pela política de investimentos da companhia quando começaram as negociações para um aporte de R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram alteradas meses depois, passando a permitir a aplicação na instituição financeira. O relatório sustenta que, quando a Cedae recebeu a documentação do banco, em julho de 2023, o Master possuía classificação de risco inferior à exigida pela política vigente e contava com avaliação de apenas uma agência de rating. Segundo os auditores, a política de investimentos foi posteriormente modificada e passou a admitir exatamente o perfil apresentado pela instituição. As conclusões fazem parte de uma apuração aberta pela atual gestão da companhia após a perda de recursos investidos no banco. O documento foi encaminhado pelo presidente da Cedae, Rafael Rolim, à diretoria da estatal com recomendação de envio aos órgãos de controle, como TCE e MPRJ. No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria concluiu que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre a deterioração da situação do Banco Master e que a estatal acumulou prejuízo superior a R$ 222 milhões. Os documentos obtidos pela Globonews mostram que a investigação também se debruçou sobre a origem da operação e sobre as mudanças promovidas na política de investimentos antes da aplicação dos recursos. Regras alteradas A auditoria reconstruiu toda a cronologia que antecedeu o investimento e concluiu que o Banco Master era considerado inelegível pelas normas vigentes da própria companhia. Em março de 2023, a Cedae aprovou a segunda versão de sua Política de Aplicações Financeiras. Entre as exigências estavam classificação mínima de risco equivalente a “A-” e avaliações emitidas por pelo menos duas agências independentes. Segundo o relatório, em 3 de julho de 2023 a diretoria financeira recebeu do Banco Master as demonstrações financeiras da instituição e um relatório de classificação de risco emitido pela agência Fitch. A nota atribuída ao banco era “BBB-” e havia sido emitida em novembro de 2021. Para os auditores, aquele documento demonstrava de forma imediata que o banco não preenchia os requisitos da política então vigente. “Apenas dois meses antes, os mesmos documentos atestavam a inelegibilidade do Banco Master frente à política vigente”, afirma o relatório. A auditoria afirma que, em vez de interromper o processo, a diretoria financeira passou a conduzir alterações na política de investimentos. Em agosto daquele ano foi aberto o processo para elaboração da versão 3 da política. Em setembro, a nova norma foi aprovada. Entre as mudanças apontadas pela auditoria estão a redução das exigências relativas às agências de rating e a criação de uma nova faixa de risco que passou a aceitar instituições classificadas entre BBB+ e BBB-. Segundo os auditores, as alterações acabaram enquadrando exatamente o perfil apresentado pelo Banco Master. “O procedimento padrão de governança exigiria a desqualificação imediata da instituição”, registra o relatório. Diretoria negociou aplicação Outro ponto destacado pela investigação envolve o início das negociações entre a estatal e o banco. A auditoria afirma ter identificado, por meio dos registros do sistema de catracas da sede da Cedae, uma reunião realizada em 17 de maio de 2023 entre representantes do Banco Master e integrantes da Diretoria Financeira e de Relação com Investidores (DFI). Os registros indicam a entrada de Diego Maciel de Menezes Silva, identificado como superintendente comercial do Banco Master, e apontam o então diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos como anfitrião da visita. Segundo os auditores, a reunião ocorreu mais de um mês antes da data que havia sido apresentada pela administração da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como sendo o primeiro contato formal entre as partes. A versão encaminhada ao órgão regulador sustentava que o contato inicial ocorreu em 27 de junho de 2023, quando uma representante do Banco Master enviou um e-mail solicitando orientações para o cadastramento da instituição junto à Cedae. Para a comissão responsável pela apuração, os registros obtidos contradizem essa versão e indicam que as negociações já estavam em andamento semanas antes. A auditoria também identificou uma viagem do diretor financeiro Antonio Carlos dos Santos e de assessores a São Paulo, em junho de 2023, para uma reunião com Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Banco Master. Segundo o relatório, o encontro teve como pauta produtos financeiros e oportunidades de investimento. Tratativas em sigilo Ao longo de mais de 20 páginas, a auditoria sustenta que as negociações ficaram concentradas na Diretoria Financeira e em um grupo restrito de assessores. Segundo os investigadores, as tratativas tiveram início com reuniões presenciais em maio de 2023, avançaram com encontros em São Paulo em junho e julho e culminaram na alteração da política de investimentos aprovada em setembro daquele ano. O relatório afirma que as conversas ocorreram sem compartilhamento adequado de informações com outros setores da companhia. “Toda esta negociação levada a cabo pela Diretoria Financeira e de Relação com Investidores permaneceu em sigilo”, afirma o documento. Ainda segundo a auditoria, a partir do momento em que outras áreas passaram a ter conhecimento da operação, começaram a surgir alertas internos relacionados ao risco reputacional da instituição financeira e à exposição da companhia. Os auditores também apontam que o Conselho de Administração e o Comitê de Auditoria receberam a proposta de alteração das regras sob a justificativa de diversificação da carteira e aumento da rentabilidade, sem que tivessem elementos para prever que as mudanças seriam utilizadas para viabilizar uma operação específica. ‘Calote’ do Master A segunda etapa da investigação analisou a condução do investimento após a aplicação dos recursos. Segundo a auditoria, a partir de 2025 diferentes áreas da companhia passaram a emitir alertas sobre a situação financeira do Banco Master e recomendar medidas para redução da
O sistema de votação de alta tecnologia do Brasil está perdendo a confiança dos eleitores

O sistema de votação de alta tecnologia do Brasil está perdendo a confiança dos eleitores Culpe as redes sociais, políticos populistas e a queda da confiança nas instituições Por The Economist 31/05/2026 Getty Images Brasil é o único país no mundo onde todas as eleições são totalmente eletrônicas. Para celebrar o 30º aniversário do sistema em maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país, que supervisiona as eleições gerais, lançou um mascote, Pilili, uma máquina de votação amigável com olhos grandes e redondos. No entanto, Pilili e o amplo alcance do tribunal ao público nos últimos anos não reverteram a diminuição da confiança no sistema eleitoral brasileiro. Em 2009, 45% dos entrevistados brasileiros disseram à empresa de pesquisa Latinobarómetro que acreditavam que as eleições eram limpas, enquanto 47% disseram que eram fraudulentas. Em 2024, apenas 32% confiavam e 61% suspeitavam de fraude (veja o gráfico). As opiniões sobre máquinas de votação especificamente também têm mudado. Em uma pesquisa recente, 43% dos entrevistados disseram que as urnas não podem ser confiáveis. Em uma pesquisa da mesma empresa em 2022, apenas 22% disseram não ter confiança nas máquinas. Foi em 2022 que Jair Bolsonaro, um populista de direita que perdeu sua campanha para a reeleição como presidente, inundou a internet com mentiras sobre as máquinas. Essas alegações ajudaram a inspirar uma insurreição em 8 de janeiro de 2023, quando milhares de seus apoiadores invadiram prédios governamentais. O Sr. Bolsonaro está cumprindo uma pena de prisão por tentar reverter o resultado da eleição. Ele foi apenas a manifestação mais radical da diminuição da confiança nos sistemas eleitorais ao redor do mundo. Seu filho, Flávio, senador, está concorrendo à presidência nas eleições de outubro. Em março, na Conservative Political Action Conference, um encontro de direita realizado este ano em Dallas, Flávio afirmou que venceria as eleições se fossem “livres e justas”, sugerindo que qualquer outro resultado mostraria que não foram. Muitos dos outros participantes apoiadores de Trump também alimentaram boatos falsos sobre máquinas de votação duvidosas. Embora a campanha de Flávio tenha vacilado recentemente após mensagens vazadas que o ligaram a um banqueiro corrupto, o efeito Bolsonaro persiste: uma parcela considerável da direita brasileira tem se dedicado ao discurso contra as máquinas de votação, especialmente nas redes sociais. Os candidatos contestaram o resultado das eleições gerais de 2014, 2018 e 2022. Se o resultado deste ano for apertado, o perdedor pode reclamar novamente. A desconfiança no sistema eleitoral foi impulsionada pela polarização e desinformação online, não por fraudes comprovadas. Mas sua natureza técnica facilita a disseminação de informações falsas sobre o sistema. Quando os eleitores entram em uma seção eleitoral, a máquina os identifica pelas impressões digitais. Em seguida, eles inserem o ID de dois dígitos do candidato escolhido e confirmam sua escolha. Os votos não são registrados em ordem cronológica, mas aleatórios, para preservar o sigilo da cédula. Quando as urnas fecham, às 17h, uma contagem é impressa e pendurada na seção eleitoral para que o público veja, o único registro em papel da votação. Um oficial de votação então remove os pen drives conectados a cada máquina e envia um registro eletrônico criptografado da contagem para a sede da TSE por meio de uma rede privada virtual. O software que faz isso foi escrito pelo próprio TSE e usa protocolos de segurança semelhantes às transações bancárias. Cada máquina possui uma assinatura digital única que ela usa para assinar o registro eletrônico transmitido ao TSE. Se a assinatura em um lote de votos não corresponder aos registros do TSE, será proibido de entrar na rede. As máquinas deliberadamente não têm o hardware necessário para se conectar à internet ou ao bluetooth. Os pen drives também carregam uma assinatura, e as máquinas rejeitam qualquer um que não corresponda. “Mesmo que haja um ou alguns atores de má-fé no TSE, há camadas demais de segurança para que eles possam afetar o sistema como um todo, ou a contagem de votos”, diz Carlos Alberto da Silva, professor de criptografia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. “Ao longo de três décadas, nunca houve qualquer evidência de fraude eleitoral no sistema eleitoral brasileiro”, diz Cármen Lúcia, até recentemente presidente do TSE. “Esse fato fala por si só.” Os brasileiros sabem o resultado da eleição em até quatro horas após o fechamento das urnas. Os eleitores podem verificar o resultado verificando se as contagens nas seções eleitorais correspondem aos registros eletrônicos de eleitores, que são publicados no site do TSE. O escritório federal de auditoria independente também coleta uma grande amostra de contagens em papel e as compara com a contagem eletrônica. O vencedor é então certificado. O Brasil optou por adotar o formato eletrônico para combater fraudes eleitorais generalizadas. Muitos eleitores analfabetos costumavam ter suas cédulas de papel preenchidas por capangas de políticos. Os cadastros eleitorais frequentemente incluíam pessoas mortas ou inexistentes. A situação chegou ao ápice em 1994, durante uma eleição claramente manchada no Rio de Janeiro. Centenas de cédulas foram escritas com a mesma caligrafia. Após essa eleição, o TSE reuniu um grupo de engenheiros e estudiosos do direito para encontrar uma solução. Em 2000, a votação era totalmente eletrônica. Para aumentar a confiança no sistema, o TSE organiza hackathons em sua sede na preparação para a eleição. Qualquer cidadão com mais de 18 anos pode participar, com despesas cobertas. Os participantes têm acesso ao hardware e software das urnas e podem tentar comprometê-las. Se uma vulnerabilidade for encontrada, o TSE a corrige e convida os participantes a voltarem para repetir seus ataques. Também permite que o código-fonte das urnas eleitorais seja inspecionado por universidades, exército, polícia federal, organizações da sociedade civil — como a ordem dos advogados do Brasil — e partidos políticos. Marcos Roberto dos Santos, professor de cibersegurança no Atitus, uma instituição privada de ensino no Rio Grande do Sul, participou dos testes de segurança pública quatro vezes. “Se você tem dúvidas ou problemas com o sistema, isso é seu direito”, ele diz. “Então vá testar por si mesmo.” As tentativas do Sr. Bolsonaro de desacreditar o sistema em 2022 revelam mais interesse próprio do que preocupações com a segurança. Após sua derrota, seu partido processou para anular
Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara

Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara Gabinete de Segurança Institucional abriu investigação para saber a origem do material. Ricardo Couto é desembargador e assumiu no fim de março após a renúncia de Cláudio Castro. Por Cristina Boeckel e Rafael Nascimento | g1 Rio 29/05/2026 O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação Uma varredura encontrou escutas no gabinete do governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, no Palácio Guanabara. A informação foi publicada pelo blog da jornalista Míriam Leitão no Jornal O Globo e posteriormente obtida pelo g1. Segundo o poder estadual, as escutas foram encontradas em uma inspeção de rotina realizada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ainda de acordo com o governo, o material é aparentemente antigo e sem funcionalidade e foi retirado pelos agentes. O g1 apurou que o GSI abriu investigação para descobrir a origem dos equipamentos encontrados e como foram parar no gabinete do governador na sede do poder estadual. Ricardo Couto é desembargador e assumiu o Governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro, no fim do mês de março. Ele assumiu o cargo porque era o presidente do Tribunal de Justiça, próximo na sucessão do cargo já que o estado está sem vice-governador e o presidente da Alerj foi afastado por decisão do STF. Desde quando assumiu o cargo, Couto despacha do gabinete no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e vai ao Palácio Guanabara apenas para reuniões institucionais. Notícia anterior ALERJGovernadorPL Partido LiberalRegião Metropolitana e Baixada FluminenseRio de Janeiro RJSTF Supremo Tribunal FederalTJ-RJ Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Pinterest Blogger Telegram Varredura encontra grampos no gabinete do governador Ricardo Couto no Palácio Guanabara 29/05/2026 Liquidação do BRB geraria rombo de R$ 17 bilhões no FGC, diz Durigan 28/05/2026 Itaguaí: Ex-presidente do Itaprevi teria assinado atestado fraudulento no caso das aplicações do Rioprevidência no Banco Master 28/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Comentário Enviar Whatsapp X-twitter Facebook More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas na semana skip render: ucaddon_post_list