São Paulo – Oliveira comandou pasta durante governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a PF, ele “utilizou seu mandato para garantir a inação institucional da autarquia” e “recebeu propinas que totalizaram ao menos R$ 550 mil”. Oliveira, que após se converter ao islamismo adotou o nome Ahmed Mohamad, nega as acusações.
Relatório da PF aponta que deputado atuou como “principal fiador político do grupo no Congresso Nacional e no INSS”. De acordo com o documento, Pettersen trabalhou pela “indicação de procuradores e diretores corrompidos” e “foi beneficiário de pelo menos R$ 14,7 milhões em propinas mensais”.
Vereador mineiro ajudou a escoar “receitas ilícitas”, conforme a PF. Segundo o relatório, Silva “recebeu vultosos valores que somaram mais de R$ 3 milhões de empresas de fachada”. Ele atua como vereador em São Félix de Minas, cidade a 400 quilômetros de Belo Horizonte.
PF também identificou indícios de irregularidades na atividade do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP). Embora não tenha sido indiciado, ele é citado no relatório por “possível prática de advocacia administrativa” para desbloqueio de contas de uma entidade ligada aos descontos irregulares nas aposentadorias.
Pinato negou irregularidades. “As afirmações veiculadas são falsas, carecem de qualquer fundamento e não resistem ao mais básico escrutínio dos fatos”, afirmou ele em nota ao UOL.
“Em nenhum momento o Deputado Fausto Pinato valeu-se de seu cargo para intervir em favor de interesses privados, praticar qualquer ato de gestão que não lhe competia ou exercer qualquer forma de pressão sobre órgãos da Administração Pública. Sua atuação foi, em todos os momentos, pública, republicana e estritamente parlamentar.”Fausto Pinato (PP-SP), deputado federal, em nota ao UOL
Procurados, Pettersen e Silva não retornaram os contatos da reportagem. O espaço segue aberto a manifestações.
Ex-presidente do INSS indiciado
Ex-presidente do INSS também foi indiciado. Alessandro Stefanutto “recebeu propinas mensais recorrentes que alcançaram o patamar de R$ 250.000,00 mensais”, segundo a PF. Indicado ao cargo em 2023 por Carlos Lupi (PDT) e preso desde novembro em decorrência do caso, ele nega que tenha cometido irregularidades.
Ao todo, PF indiciou hoje 48 pessoas. O relatório da instituição indica que 24 delas tinham ligação direta com a organização criminosa e outras 24 “concorreram para a prática de crimes específicos de lavagem de capitais, corrupção e crimes conexos em atos isolados ou coautorias autônomas”.
Caso envolve descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. A suspeita é de que cerca de R$ 6 bilhões tenham sido desviados de forma irregular por apenas uma das entidades envolvidas no esquema.
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