A operação do Ministério Público Federal que apura irregularidades em descontos na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal ocorre após suspeitas virem à tona em março. Na ocasição, o serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco digital PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do Distrito Federal depois de o Tribunal de Contas do DF apontar irregularidades.
Nos 12 meses contados a partir da autorização, entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria recebeu R$ 34 milhões da J&F em 15 operações, segundo informativos da empresa feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e publicados pelo G1 em março.
Na época, o grupo J&F afirmou ao G1, em nota, que “não há qualquer relação entre eventuais pagamentos ao escritório e ações do Governo do Distrito Federal” e que o escritório de Ibaneis Rocha defende o grupo em mais de 500 processos.
O escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria, por sua vez, reforçou quando procurado na ocasiao que prestava serviços para o grupo em “centenas de ações judiciais em múltiplas esferas” e que preza “pela atuação técnica e pelo respeito à legislação nacional”.
A Secretaria de Economia do DF dissena ocasião que o modelo antecipação salarial sem cobrança de juros oferecido pelo termo de compromisso com o PicPay estava em análise pelo Tribunal de Contas do DF e, por isso, está temporariamente suspenso.
O ex-governador Ibaneis Rocha chegou a dar entrevista à TV Globo e disse que “não há nada de errado no contrato firmado”.
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