Segundo a PF, foram encontrados dois fuzis e uma submetralhadora durante uma ação da sétima fase da Operação Unha e Carne.
A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio, incluindo a Barra da Tijuca, o Recreio dos Bandeirantes e o gabinete de Canella na Câmara Municipal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a PF, durante uma das diligências, na Barra da Tijuca, os agentes localizaram as três armas em situação considerada irregular. A apreensão levou à prisão em flagrante do vereador.
Canella, que também é coronel da Polícia Militar, já era alvo de investigação relacionada ao fuzil encontrado no carro do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), que chegou a ser preso em julho durante a sexta fase da mesma operação.
Segundo apuração inicial do portal g1, o vereador teria conseguido a cautela do armamento dentro da própria corporação.
Na Câmara do Rio, a PF também cumpriu mandado de busca no gabinete do parlamentar. Segundo a Casa, nenhum bem ou material foi apreendido no local.
O vereador e as armas apreendidas foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio para a formalização do auto de prisão em flagrante e os demais procedimentos. Ele deverá responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro, seguindo diretrizes estabelecidas pelo STF na ADPF 635.
O advogado Gabriel Miranda, da defesa do vereador Jorge Canella, enviou uma nota ao TEMPO REAL. Eis a íntegra:
“A defesa do vereador Jorge Canella acompanhou a diligência realizada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira e reforça que TODAS AS ARMAS ENCONTRADAS EM SUA RESIDÊNCIA ERAM DE SUA PROPRIEDADE E ESTAVAM LEGALIZADAS.
O político, que é CORONEL DA POLÍCIA MILITAR, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento.
O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família.
O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida.”
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