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André Mendonça julgou Cláudio Castro quando tinha contrato milionário com governo do Rio

Segundo levantamento de Luís Nassif, o ITER, instituto criado pelo ministro do STF, teve contratação autorizada pelo governo fluminense antes do julgamento no TSE que analisou a situação eleitoral do ex-governador

Por Ivan Longo | Fórum

26/08/2026

André Mendonça julgou Cláudio Castro quando tinha contrato milionário com governo do Rio
Claudio Castro e André Mendonça durante jantar em 2022 - Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça participou do julgamento que analisou a situação eleitoral do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), enquanto uma entidade ligada a ele mantinha um contrato com o governo fluminense.

As informações foram divulgadas pelo jornalista Luís Nassif, em reportagem publicada no GGN, que investiga contratos firmados pelo Instituto de Estudos Jurídicos e Técnicos (ITER), criado por Mendonça após sua chegada ao STF.

Segundo Nassif, o governo do Rio de Janeiro autorizou, em maio de 2025, a contratação do ITER pela Secretaria de Segurança Pública, em um contrato no valor de R$ 518 mil. A assinatura efetiva do acordo ocorreu posteriormente, em abril de 2026.

O caso ganhou destaque porque, no período entre a autorização da contratação e a formalização do contrato, Mendonça participou do julgamento no TSE que analisava a situação de Cláudio Castro.

Contrato veio antes de julgamento que poderia cassar governador

De acordo com a linha do tempo apresentada por Luís Nassif, o julgamento contra Castro começou no TSE em novembro de 2025. Na ocasião, a ministra Isabel Gallotti votou pela cassação do governador, enquanto Antonio Carlos Ferreira pediu vista.

Em março de 2026, quando o processo voltou a julgamento, Mendonça participou da análise do caso e votou contra a aplicação da inelegibilidade de Castro. Segundo Nassif, o ministro reconheceu a existência de abuso suficiente para a cassação do mandato, mas defendeu que não fosse aplicada a sanção de inelegibilidade.

O contrato com o ITER foi finalmente assinado em abril de 2026, 17 dias após o voto de Mendonça no julgamento.

A reportagem de Nassif também aborda o crescimento do ITER, criado em 2024, e outros contratos firmados pela instituição com órgãos públicos. Segundo o jornalista, a entidade teria acumulado contratos públicos milionários em pouco tempo de existência.

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