Pablo Marçal (PRTB), que se autodenomina coach e gosta de passar ensinamentos sobre controle aos seus seguidores, pelo visto não seguiu o próprio método e perdeu completamente a linha durante uma entrevista ao vivo ao ser confrontado por um jornalista.
Tudo aconteceu durante uma entrevista ao canal Mathias TV, quando o jornalista Regis Tadeu, com uma única pergunta, confrontou Marçal. Tadeu foi direto: “O senhor está inelegível. Tem alguém pagando para você ser candidato e tumultuar o processo eleitoral?”
Foi o suficiente para Marçal sair do personagem e partir para o ataque contra o jornalista.
“Você está errado. Outra pergunta! Não estou recebendo, igual aparentemente alguém que está recebendo para conversar neste tom comigo. Diga o seu nome, quem você é […] Não te conheço e não é um prazer te conhecer neste momento. Pelo seu tom, dá pra perceber que você está mancomunado com alguma coisa […] Já respondi! […] Você está falando com um homem, não com um moleque, rapaz! Está achando que você vai botar banca pra cima de mim?”
O PRTB oficializou neste sábado (15) o registro da candidatura do empresário e influenciador digital Pablo Marçal à Presidência da República. O presidente nacional da sigla, Leonardo Avalanche, foi registrado no posto de vice na chapa.
A candidatura só foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) graças a uma liminar que validou, com efeito retroativo a abril, a filiação do ex-coach ao PRTB, já que ele havia migrado para o União Brasil no início do ano.
O partido celebrou a manobra em nota oficial como uma “jogada que mudaria completamente o tabuleiro político”. Questionado sobre a fragilidade jurídica de sua campanha, Marçal limitou-se a uma resposta evasiva: “O Senhor proverá”.
A candidatura, contudo, esbarra no fato de Marçal estar inelegível. No último dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou por unanimidade os recursos da defesa do ex-coach e manteve sua condenação por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
O empresário foi condenado por conta da promoção do “campeonato de cortes”, estratégia na qual colaboradores eram incentivados a produzir e divulgar vídeos nas redes sociais durante as eleições municipais de 2024.
Além da inelegibilidade por oito anos, a Corte impôs uma multa de R$ 420 mil ao influenciador. Ele ainda tem uma outra condenação em primeira instância à pena de inelegibilidade, por uso indevido dos meios de comunicação social, captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico no pleito.
Apesar de Marçal ter conseguido reverter uma terceira condenação referente à venda de apoio a candidatos a vereador em troca de doações de R$ 5 mil via Pix, as punições anteriores mantêm o empresário barrado pela Justiça Eleitoral.
Com informações do Migalhas
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